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Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
1 
 
Revisão de anatomia 
-Localizada no mediamente no 
compartimento infra-hióideo. 
-Dividida em lobos direito e 
esquerdo e istmo. 
-30% - lobo piramidal. 
-Irrigação: artérias (ramos das 
carótidas externas) e veias 
tireóideas (duas por lobo). 
-Relações: 
-Posterior: Laringe e traquéia 
-Anterolateral: Músculos esternoióideo, esternotireóideo, omoióideo, ECM. 
-Posterolateral: bainha jugulocarotídea (espaço carotídeo) 
-Posteromedial: m. longo do pescoço, paratireóides 
-Posterior ao LE: esôfago. 
Embriologia: 
-Origem na 4ª semana 
-Proliferação mediana assoalho da faringe 
-Divertículo mediano parede ventral da faringe. 
-Migra caudalmente 
-Vestígio do divertículo: forame cego 
-Entre forame cego e a topografia adulta da tireóide: ducto tireoglosso. 
ULTRASSONOGRAFIA DA TIREOIDE CORTE TRANSVERSAL:
 
M: músculos (ecm) T: tireoide 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
2 
 
→As dimensões da tireoide variam em função da idade, peso e área corpórea (variação de 44% no volume). 
-Possui fina cápsula hiperecogênica. 
-Possui ecotextura fina, homogênea. 
-A ecogenicidade é maior que a da musculatura pré-tireóidea. 
Focos de calcificação e tecido fibrótico – envelhecimento:
 
No US: pontas das setas – linha hiperecogênica – pois quando incide feixe sonoro, som não consegue ultrapassar a 
estrutura hiperecogênica (cálcica), formando essa sombra acústica posterior. 
Depósitos colóides – cistos anecóicos, +/- 0,5 cm: 
 US lado direito. 
Imagem anecoica circunscrita, sem eco em seu interior, US passa com 
facilidade, como não há nenhum impedimento, tem um reforço 
acústico posterior (ecogenicidade aumentada em porção posterior). 
 
 
 
 
NÓDULO TIREOIDIANO: 
-50% da população acometida é acima de 50 anos. 5% são malignos. 
-US é o método mais sensível, inócuo, boa relação custo-benefício (padrão áureo). 
-Nódulos ocultos (incidentalomas) em pct de baixo risco. 
-Risco aumentando para CA: exposição a radiação ionizante, NEM, linfonodopatia cervical. 
 
1) Imagem hipercogênica em lóbulo direito da tireoide. 2) Nódulo misto – sólido (hipoecogênico) com interior líquido 
(hipoecoico). 3) Nódulo isoecogênico (semelhante ao parênquima da tireoide). 
 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
3 
 
 
1) Nódulo hiperecogênico. 2) Doppler (avaliar vascularização): vermelho – periferia bem vascularizada. 
 
Sistema de ralatorios e dados de imagens da tireoide ACR (ACR TI-RADS): 
Avaliação de: 
-Composição 
-Ecogenicidade 
-Forma 
-Margens 
 
Alterações Adquiridas: 
-Bócios 
-Adenomas 
-Tireoidites 
Bócio Difuso 
-Condição mais comum (80-85%). 
-Acomete média 5% das populações 
-Mulheres (3:1), pico 35-50 anos. 
-Simples ou atóxico. 
-Doença de Graves 
-Tireoidite de Hashimoto 
 
 
Imagem: glândula tireoide aumentada (na segunda imagem) – na segunda imagem: tireoide virada 
transversalmente em porção direita para avaliar tamanho longitudinal. 
 
TR1: não é necessário PAAF (punção 
aspirativa com agulha fina) 
TR2: não é necessário PAAF 
TR3: acompanhamento: 1, 3 e 5 anos 
TR4: ≥1,5 cm PAAF acompanhamento: 
1, 2, 3 e 5 anos 
TR5: ≥1,0 cm PAAF acompanhamento 
anual por até 5 anos. 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
4 
 
 
Tireoide aumentada, ao ligar o Doppler: inferno tireoidiano – intensa vascularização – constata-se atividade 
inflamatória. 
Exofaltamia – doença de Graves: 
 
Gordura perioirbitária aumentada. 
ADENOMA: 
-Proliferação focal e benigna 
-Folicular (mais comum) x Não-folicular 
-50% isoecogênicos (Hiper e hipo menos comuns 
-Elementos de degeneração e hemorragia espontânea 
-Fino halo periférico 
-Quando funcionante: adenoma tóxico (de Plummer). 
 
Fina cápsula periférica hipoecoica – típico de adenomas. Resposta vascular (Doppler). 
 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
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Tireoidites: 
→Agudas e subagudas 
-Supurativa aguda 
-Subaguda granulomatosa (Quervain) 
-Silenciosa 
-Pós-parto 
→Crônicas 
-Hashimoto 
-Riedel 
-TB 
-Pós- RTX ou iodoterapia. 
Tireoidite Supurativa Aguda: 
-Rara 
-Geralmente bacteriana 
-US detecta abscesso intraparenquimatoso (seta – nódulo hiperecogênico). 
 
Tireoidite Granulomatosa Subaguda (de Quervain): 
-Doença autolimitada de etiologia viral. 
-Pródromo de IVAS. Febre, aumento glandular e dor à palpação. 
-Áreas hipoecogênicas irregulares e mal-definidas subcapsulares. 
 
 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
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Tireoidite Pós-Parto: 
-Autoimune, atinge 4-7% das mulheres, mais comum no 2º ao 4º mês pós-parto 
-Hipertireoidismo transitório e/ou hipotireoidismo 
-Hipotireoidismo permanente em 10-30% 
-Hipoecogenicidade difusa ou múltiplos focos hipoecogênicos no parênquima. 
 
Tireoidite de Hashimoto: 
-Mulheres (9:1) entre 4ª e 5ª décadas 
-Associada a outras doenças autoimunes 
-Forma nodular focal: 
Nódulo hipoecóico, mal-delimitado, pequenas dimensões, difícil diferenciar de CA. 
-Forma difusa: 
Inicialmente, semelhante às tireoidites subagudas. 
Com a evolução: tireoidite crônica hipertrófica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Radiodiagnóstico II 
Prof. Dr. Marcus Valentin 
Pamela Barbieri – T23 – FMBM 
 
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