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 OBSERVAR: 
- Tamanho e forma do crânio; 
- Posição e movimento; 
- Superfície e couro cabeludo; 
- Exame geral da face; 
- Exame dos olhos e supercílios; 
- Exame do nariz; 
- Exame dos lábios; 
- Exame da cavidade bucal 
(língua, gengivas, garganta...); 
- Exame otorrinolaringológico. 
 
 CABEÇA: 
 
 Tamanho e forma do crânio: 
- Macrocefalia: Hidrocefalia, 
acromegalia (produção excessiva 
do hormônio do crescimento) e 
raquitismo (deformações ósseas 
em crianças). 
 
 
- Microcefalia: congênita, 
hereditária, idiopática (causa 
desconhecida), decorrente de 
uma doença cerebral 
(toxoplasmose cerebral), 
decorrente de parasitoses (zika, 
chikungunya...). 
 
- Acrocefalia (Turrecefalia) – 
cabeça alongada para cima e 
pontuda. 
- Escafocefalia (levantamento da 
parte mediana do crânio – casco 
de navio invertido) 
Exame Físico da Cabeça e Pescoço Giovanna Lopes 
- Braquicefalia (aumento do 
diâmetro transverso) 
- Dolicocefalia (aumento do 
diâmetro anteroposterior, maior 
que o trasnverso) 
 
- Plagiocefalia (crânio 
assimétrico, saliente antero e 
posteriormente – relacionado com 
a posição de dormir) 
 
 
 
 Posição e movimento: 
- Torcicolo (inclinação lateral da 
cabeça). 
- Tiques (contrações repetidas, 
mais ou menos involuntárias). 
- Movimentos coreicos 
(movimentos motores anormais, 
bruscos e involuntários). 
- Tremores. 
- Sinal de Musset (movimentos 
involuntários da cabeça 
provocados pelos batimentos 
cardíacos em situações de grave 
insuficiência aórtica). 
 
 Superfície e couro cabeludo: 
- Saliências (tumores, 
tumefações, bossas e 
hematomas), protuberâncias dos 
ossos do crânio, depressões e 
pontos dolorosos. 
- Fontanela anterior saliente em 
crianças = hipertensão 
intracraniana / Fontanela anterior 
deprimida em crianças = 
desidratação. 
- Analisar a consistência ou 
rigidez da tábua óssea (lâmina de 
osso compacto dos ossos da 
abóbada craniana – envolve e 
protege o cérebro, fazendo parte 
da cavidade nasal e das órbitas), 
efetuada atrás e acima do 
pavilhão auricular. 
- Cabelo e couro cabeludo: 
analisar descamações e lesões, 
quantidade, distribuição, textura, 
coloração, inflamações, queda dos 
fios... 
 
 Face: 
- Simetria (tumefações ou 
depressões unilaterais – abscesso 
dentário, tumores, anomalias 
congênitas, paralisia facial). 
- Expressão fisionômica ou mímica 
facial (fácies de dor, alegria, 
desespero, angústia...). 
- Pele e pelos. 
- Doenças orgânicas. 
 
 Olhos e supercílios: 
 Supercílios: 
- Madarose (perda dos cílios ou da 
sobrancelha) 
 
 Pálpebras: 
- Edema 
 
- Retração palpebral 
 
- Epicanto (mongolismo) 
 
- Ectrópico 
 
- Entrópico 
 
- Equimose 
 
- Xantelasma (placas amareladas 
em alto relevo) 
 
- Ptose palpebral (queda da 
pálpebra – uni ou bilateral) 
 
- Logoftalmo (Sinal de Bell – não 
fechamento dos olhos) 
 
 Globo ocular: 
- Exoftalmia (projeção do globo 
ocular para fora da órbita, 
unilateral – tumores oculares – ou 
bilateral - hipertireoidismo) 
 
- Enoftalmia (deslocamento do 
globo ocular para dentro da 
órbita. Bilateral - desidratação) 
 
- Estrabismo (desvio. Paralisia do 
M. reto medial – III nervo 
craniano – ou do M. reto lateral – 
VI nervo craniano) 
 
- Nistagmo (movimentos 
involuntários do globo ocular. Pode 
ser congênito – causa ocular – ou 
adquirido – doenças do labirinto, 
cerebelo, tronco encefálico, 
intoxicação alcoólica) 
 
 Conjuntivas: 
o Cor: 
- Normal = róseas, trama vascular 
levemente desenhada. 
- Pálidas = indicativo de anemia. 
 
- Amareladas = indicativo de 
icterícia. 
 
- Hiperemiadas = cor avermelhada 
intensa (indicativo de conjuntivite 
– dilatação difusa dos vasos). 
 
- Hemorragias subconjuntival: 
área vermelha homogênea 
nitidamente demarcada, se torna 
amarelada e depois desaparece. 
 
o Investigar possíveis secreções 
(cor, consistência, odor...) 
 
 Pupilas: 
- Normalmente arredondadas ou 
levemente ovaladas. 
- Posição central no globo ocular. 
- O tamanho varia de acordo com 
a luz: midríase (dilatada), miose 
(contraída) e anisocórica 
(tamanho desigual). 
- Reflexos: fotomotor (reação de 
contração pupilar à luz), 
consensual (reação de contração 
pupilar de um lado pela 
estimulação luminosa do outro 
olho) e acomodação-convergência 
(contração das pupilas e 
convergência dos globos oculares 
à medida que o nariz se aproxima 
do foco luminoso). 
 
 Nariz: 
- Inspeção externa 
(deformidades não patológicas) 
 
- Rinofima (espessamento da pele, 
fica brilhante e avermelhada – 
produção de glândulas sebáceas) 
 
- Hipertrofia geral (acromegalia e 
mixedema) 
- Nariz em sela (congênito, sífilis 
contraída intraútero) 
 
 
 
- Deve-se observar corrimentos e 
a permeabilidade de cada narina 
- Deve-se fazer a palpação dos 
seios paranasais frontal e maxilar 
(em caso de dor, suspeitar de 
sinusite). 
 
 Cavidade bucal: 
- Dor e halitose (mal hálito). 
- Ulcerações aftosas (idiopáticas). 
- Neoplasias (carcinoma 
epidermoide e carcinoma 
basocelular). 
- Nódulos proliferativos não 
neoplásicos e neoplásicos 
benignos. 
- Vesículas e bolhas. 
- Manchas vermelhas 
(vascularização, trauma, infecção, 
distúrbios), escuras (máculas, 
melanoma, sarcoma de Kaposi) e 
placas. 
 
 
 
 
o Exame físico: 
 Lábios: 
- Alterações da cor e da forma, 
textura, fissura e presença de 
lesões; 
 
- Palidez, cianose, vermelhidão e 
escurecimento; 
- Volume e espessura 
(hipotireoidismo, acromegalia, 
cretinismo – hipotireoidismo 
congênito, deficiência mental -, 
angioedema, neoplasia...). 
 
 Bochechas: 
- Manchas de Klopik (indicativo de 
sarampo). 
 
- Estomatites por candidíase, 
tuberculosa, sifilítica e herpética. 
 
 Assoalho da boca; 
 Palato duro e mole; 
- Ulcerações traumáticas, 
candidíase, estomatite nicotínica, 
neoplasia de glândulas salivares 
menores, fendas palatinas, 
melanoma.... 
 Língua: 
- Tamanho e aspecto. 
 
 
 
 
- Anquiloglossia (freio lingual 
muito curto, diminui a mobilidade 
lingual. É uma anomalia congênita). 
 
- Língua de Morango ou 
Framboesa (indicativo de Febre 
Escarlatina e Doença de 
Kawasaki). 
 
 Dentes; 
 Mucosa alveolar: 
- Hiperpigmentação gengival 
(indicativo de Doença de Addison) 
 
 Parótidas: 
- Parotidite (Caxumba). 
 
 Articulação Temporomandibular 
(ATM): 
- Luxação da ATM 
 Faringe: 
- Odinofagia (dor ao deglutir); 
- Dispneia (dificuldade de 
respirar); 
- Disfagia (dificuldade de 
deglutir); 
- Tosse; 
- Halitose (mal hálito). 
 
o Inspeção: 
 Amígdalas (analisadas pela 
faringoscopia): 
- Analisar o tipo anatômico 
(hipertrófica ou atrófica) 
- Descrever as secreções, caseo 
(bolinhas brancas – acúmulo de 
alimentos, saliva e células da 
boca), paseudomembranas, 
úlceras... 
 
 
 Palato mole: 
- Pertubações da motilidade do 
véu palatino; 
- Emissão do “A” e reflexo de 
tosse; 
- Sensibilidade da mucosa 
faríngea; 
 
 Rinoscopia posterior: 
- Avaliação do cavum – 
nasofaringe; 
- Uso do espelho laríngeo. 
 
 
 Classificação de Mallampati: 
 
 Laringe: 
- Cartilagens: tireoide (“pomo-
de-Adão), cricoide, aritenoides e 
epiglote; 
- Inervado pelo nervo laríngeo 
recorrente; 
- Função: respiratória e 
esfincteriana. 
- As doenças da laringe podem 
ser influenciadas por: 
 Sexo: 90% de recorrência de 
câncer de laringe em homens; 
 Idade: Crianças com rouqidão 
= papilomatose endolaríngea / 
Adultos com rouquidão = 40% dos 
casos pode ser câncer; 
 Profissão: Professores, por 
exemplo. O maior sintoma é a 
rouquidão. 
- Dor; 
- Dispneia: 
 Laringite diftérica, câncer 
avançado, aspiração de corpos 
estranhos, paralisia de corda 
vocal... 
 
- Disfonias (desde discretas 
rouquidões até a afonia); 
- Tosse; 
- Disfagia; 
- Pigarro; 
- Estridor. 
 
 Laringoscopia indireta: 
- Aparelho laríngeo; 
- Introdução do aparelho na 
faringe e aplicado de encontro 
com a úvula a 45º; 
 
 Laringoscopia direta: 
 
 DOENÇAS DA LARINGE: 
 Laringite Catarral: 
- Semelhança com um resfriado 
comum; 
- Tosse + expectoração mucosa 
- Sensaçãode constrição dolorosa 
na laringe; 
- Rouquidão e/ou afonia; 
 Laringite Estridulosa: 
- Anoitece bem, acorda pela 
madrugada com fáceis de angústia 
e tosse rouca; 
- Inspiração estridulosa, com 
tiragem e sudorese; 
- Em poucos minutos, os sintomas 
melhoram, exceto a tosse que fica 
por vários dias. 
 
 Laringite Crônica: 
- Rouquidão permanente que se 
acentua no fim do dia; 
- Expectoração mucocatarral; 
- Causas: laringite aguda, exagero 
de tabaco e álcool, inalação de 
substâncias tóxicas. 
 
 Laringite Diftérica (Crupe): 
- Corynebacterium diphtheriae; 
- Criança de 1 a 6 anos; 
- Disfonia -> Dispneia -> 
Inspiração sibilante -> tiragem 
supra-esternal e supraclavicular. 
 
 Edema da Laringe (De 
Reinke): 
 
 Edema de Laringe (vasogênico 
– De Glote): 
 
 Pólipos: 
 
 
 PESCOÇO: 
 
 Semiotécnica: 
- Inspeção; 
- Palpação; 
- Ausculta; 
- Não se faz percussão; 
- O músculo 
esternocleidomastóideo separa o 
pescoço em anterior e posterior; 
- Analisar as estruturas 
complexas e nobres: pele, 
tireoide, musculaturas, nervos, 
vasos (jugulares e carótidas), 
linfonodos e coluna cervical. 
 
 Pele: 
- Sinais fluogísticos; 
- Fistulização de linfonodos e na 
linha média. 
 
 Forma e volume: 
- Bócios; 
- Linfonodomegalias; 
- Parótidas; 
 
 Mobilidade: 
- Ativa; 
- Passiva (por exemplo, o exame 
de rigidez da nuca para 
meningite); 
 
 Turgência ou ingurgitamento de 
jugulares: 
- Hipertensão venosa 
(Insuficiência Ventricular 
Direita). 
 
 Batimentos arteriais e venosos: 
- Rítmicos; 
- Frêmitos (sentir o sopro na 
palpação). 
 
 Exame da Tireoide: 
- Inspeção; 
- Palpação (abordagem anterior e 
posterior); 
- Ausculta; 
- Sempre solicitar a deglutição 
(movimento da cartilagem para 
cima, deixando a tireoide exposta 
à palpação). 
- A dor de origem tireoidiana é 
localizada na face anterior do 
pescoço, podendo dar a impressão 
de estar na garganta. Ás vezes, se 
irradia para os arcos 
mandibulares ou para os ouvidos. 
Pode ser espontânea ou piorar 
com a palpação e a deglutição. 
- A dispneia, a disfagia e a 
rouquidão são decorrentes da 
compressão da traqueia, esôfago 
ou nervo laríngeo por bócios 
volumosos ou de crescimento 
rápido. 
 ANALISAR: 
- Volume (normal ou aumentado, 
difuso ou segmentar); 
- Consistência (normal, firme, 
endurecida ou pétra); 
- Mobilidade (normal ou imóvel – 
aderida aos planos superficiais e 
profundos); 
- Superfície (lisa, nodular ou 
irregular); 
- Temperatura da pele (normal 
ou quente); 
- Presença de frêmito e sopros 
– Sensibilidade (dolorosa ou 
indolor); 
- NORMAL = Pode ser palpável ou 
não. É lisa, elástica, móvel, 
indolor, na temperatura da pele e 
sem frêmitos. 
- Se a tireoide estiver aumentada, 
deve-se sempre auscultar! 
 PALPAÇÃO DA TIREOIDE: 
- A partir do mento, descendo na 
linha média, palparemos a 
primeira estrutura mais rígida que 
temos no pescoço, o topo da 
cartilagem tireoidiana. 
 
- Descendo mais um pouco, 
encontramos a cartilagem cricoide 
(na 2ª linha do pescoço). 
 
- Abaixo dela, encontramos uma 
estrutura fibroelástica, que 
representa o istmo da tireoide. 
- O examinador frente ao 
paciente, coloca os 4 dedos sobre 
o ombro do paciente, deixando os 
polegares livres para o exame. 
- Com o polegar da mão esquerda, 
afaste a traqueia para a direita, e 
com o polegar da mão direita, 
palpe o lobo direito da tireoide. 
 
- Examine o lado esquerdo da 
mesma forma e faça movimentos 
circulares com os polegares. 
 
- Considere a mesma orientação 
do pescoço descrita na primeira 
parte acima. 
- O observador fica atrás do 
paciente e repousa os polegares 
sobre a nuca do paciente, 
procurando alcançar os lobos 
laterais da tireoide com os dedos 
indicadores e médios das duas 
mãos. 
- Com os dedos da mão esquerda, 
afaste a traqueia para a direita, e 
com os dedos da mão direita, 
palpe o lobo direito da tireoide. 
 
- Examine o lado esquerdo da 
mesma forma e faça movimentos 
circulares com os polegares. 
- Solicitar a deglutição, palpando 
o istmo tireoidiano, sentindo-o se 
elevando sobre as polpas digitais. 
 
 Bócio: 
- É quando a glândula tireoide 
aumenta de volume, tornando-se 
palpável ou visível. 
- Nos bócios pequenos, a glândula 
é apenas palpável, tornando-se 
visível somente com o pescoço em 
extensão. 
- A maioria desenvolve-se por 
carência de iodo na água ou nos 
alimentos, por tireoidites ou por 
uso de medicamentos. 
 Difuso: glândula aumentada na 
sua totalidade. 
- Atóxico ou Não Tóxico = 
indolor, sem limites precisos, 
superfície lisa. Deficiência de 
ingestão de iodo = sem 
hipertireoidismo. 
- Tóxico = Doença de Basedow-
Graves. Aumento global da 
tireoide, lisa, elástica e presença 
de frêmitos = com 
hipertireoidismo 
 Nodular: presença de nódulo 
na tireoide. 
- Uninodular = ATÓXICO: 
Acompanhar o caso. Bócio coloide 
e câncer de tireoide. TÓXICO: 
Doença de Plummer e sinais de 
hiperfunção. 
- Multinodular = ATÓXICO e 
TÓXICO. 
 
- Importante caracterizar o 
tamanho do nódulo, ou estimando 
seu volume em centímetros, para 
se ter um padrão para o 
acompanhamento evolutivo do 
bócio. 
- O nódulo pode ser duro, firme 
ou pétreo, de consistência 
cística, móvel ou aderido aos 
planos superficiais ou profundos. 
 
- Pode ser neoplásico ou não 
neoplásico (hipertrofia). 
 
 
 Tireoidites: 
- Inflamação da tireoide. 
 4 tipos: 
- Aguda (invasão bacteriana da 
glândula); 
- Hashimoto ou Linfocítica 
Crônica (doença autoimune, 
agressão do tecido tireoidiano por 
anticorpos. Evolui para 
hipotireoidismo); 
- Granulomatosa subaguda ou de 
Quervain (vírus ou agressão 
autoimune). 
- Ridel (Tireoidite fibrosa) 
 
 Câncer de Tireoide: 
- Presentes em 5 a 10% dos 
nódulos tireoidianos; 
- Evolução lenta; 
- Presença de rouquidão. Nódulo 
duro, aderido ou não aos planos 
profundos e superficiais, podendo 
haver o comprometimento da 
cadeia ganglionar cervical. 
 
 Hipertireoidismo: 
- Síndrome clínica, que surge 
quando os tecidos ficam expostos 
a quantidades excessivas de T3 e 
T4. 
- É uma síndrome complexa 
causada por níveis elevados de 
hormônios tireoidianos no sangue. 
- Pode ser transitório ou 
permanente; 
- Manifestações clínicas variam 
amplamente quanto a gravidade; 
- De 65 a 80% apresentam quadro 
clínico de Doença de Graves. Além 
do aumento difuso da tireoide, 
apresenta oftalmopatia, 
mixedema pré-tibial (dermopatia) 
e acropatia (doença nas 
extremidades do corpo); 
- Na tireotoxicose que surge na 
tireoidite subaguda e na de 
Hashimoto, o processo 
inflamatório lesiona os folículos 
tireoidianos, causando liberação 
de hormônios ali estocados; 
- Síndrome de Jod-Basedow: 
iodo contido em medicamentos ou 
exposição ao iodo “frio” em 
pacientes que já apresentam 
doença nodular da tireoide. 
- Principais sintomas: 
exoftalmia, intolerância ao 
calor, perda ponderal, hiporexia 
ou anorexia, alteração do fluxo 
menstrual, alteração da 
peristalse, nervosismo, 
palpitações, diarreia, 
taquicardia, hipertensão 
sistólica, pele quente, lisa e 
úmida, tremor, fácies 
basedowiana. 
 
 Doença de Basedow-Graves: 
- Adultos jovens, principalmente 
mulheres. 
- Doença autoimune com produção 
de vários anticorpos, com 
predomínio dos dirigidos contra 
receptores de TSH dos 
tireócitos. 
- Composta por: bócio difuso, 
alterações oculares, exoftalmia 
e sintomas dependentes dos 
níveis circulantes elevados de 
T3 e T4. 
- Pacientes apresentam mixedema 
pré-tibial (edema duro e com 
aspecto de pele opaca) e 
baqueteamento dos dedos (forma 
arredonda anormal do leito 
ungueal - unhas). 
- Podem apresentar nervosismo, 
palpitações, tremores finos das 
extremidades e o emagrecimento 
com preservação do apetite. 
- Exoftalmia, edema periorbital, 
estrabismo, dificuldade de 
movimentação ocular, fotofobia, 
lacrimejamento, sensação de 
corpo estranho, dor retro-orbital 
e diplopia. 
- Taquicardia (palpitações). 
- Fibrilação atrial (episódios 
súbitos de taquicardia com 
intensa irregularidade dos 
batimentos cardíacos). 
- Pelefria, úmida e quente. Unhas 
finas, podem descolar do leito 
ungueal (4º e 5º dedo da mão) = 
unhas de Plummer. 
- Em idosos: anorexia, perda de 
peso, diarreia e apatia. Nesses 
casos, o médico deve valorizar 
uma taquicardia persistente e a 
fraqueza muscular (MMII), 
dificuldade de subir escadas ou 
levantar da cadeira. 
- Perda de libido, menstruações 
escassas com ciclos menstruais 
encurtados, amenorreia, 
infertilidade e abortos 
espontâneos. 
 
 Doença de Plummer: 
- Bócio uninodular tóxico. 
- Aparecimento de um nódulo 
único de crescimento lento, com 
características de adenoma ou 
neoplasia folicular benigna da 
tireoide. 
- O tecido nodular secreta os 
hormônios tireoidianos de forma 
autônoma, produzindo supressão 
do TSH. 
- TSH diminuído = função do 
tecido tireoidiano normal vai 
sendo suprimida. 
- Sintomas relacionados com o 
sistema cardiovascular, como 
palpitações frequentes ou 
ocasionais. 
- Nervosismo, tremor fino das 
mãos, pele quente e úmida e 
emagrecimento. 
- Não se observa exoftalmia. 
 
 Bócio multinodular tóxico: 
- Responsável pelo 
hipertireoidismo. 
- Presença de bócio difuso ou 
nódulos durante muitos anos. 
- Sintomas de hipertireoidismo 
discretos, sintomas 
cardiovasculares, como a 
palpitação com características de 
fibrilação atrial ou taquicardia 
paroxística. 
- Não se observa exoftalmia. 
 
 Hipotireoidismo: 
- Deficiência de hormônios 
tireoidianos no sangue. 
- No adulto, a mais importante 
causa é a tireoidite de Hashimoto; 
- Pode haver ou não o bócio; 
- Os anticorpos antitireoidianos 
estão elevados; 
- Passa despercebido em 
pacientes idosos, principalmente 
em mulheres; 
- Iatrogênico; 
- Congênito. 
- Principais sintomas: ganho 
ponderal, astenia, presbiopia 
(vista cansada), intolerância ao 
frio, aumento de apetite 
(hiperorexia), letargia, 
constipação intestinal, 
bradicardia, pele seca, áspera e 
fria, bulhas cardíacas abafadas, 
sonolência, síndrome do túnel do 
carpo, neuropatia periférica, 
edema periorbitário, fácies 
mixedematosa. 
 
 Hipotireoidismo congênito: 
- Raro, reconhecidos ao 
nascimento. 
- RN: fontanelas amplas, choro 
rouco, icterícia prolongada 
(hiperbilirrubinemia por mais de 7 
dias), bócio, macroglossia, 
micrognatismo, pele fria e 
descamativa, abdome distendido, 
hérnia umbilical, hipotonia, 
hipomotilidade, dificuldade para 
sugar, demora na eliminação do 
mecônio. 
- A maioria só percebe 
tardiamente, com a presença do 
nanismo. 
 
 Hipotireoidismo no adulto: 
- Manifestações clínicas menos 
evidentes. 
- Palidez, edema facial (pálpebras 
empapuçadas), bócio, cicatriz de 
cirurgia tireoidiana prévia, voz 
rouca e grossa, pele seca, fria e 
descamativa, sonolência, 
hipersensibilidade ao frio, 
câimbras musculares, parestesias 
nas extremidades e dificuldade 
de memória. 
- Face infiltrada, pálida, 
inexpressiva, sem brilho no olhar 
= fácies mixedematosas (casos 
avançados). 
 
 Vasos: 
- INSPEÇÃO: identificar a 
turgência ou ingurgitamento e 
pulsações venosas e arteriais; 
- PALPAÇÃO: identificar frêmito 
no trajeto das artérias carótidas, 
quase sempre indicativo de 
estenose da válvula aórtica ou 
carótida; 
- AUSCULTA: na área 
correspondente à tireoide e no 
trajeto dos vasos cervicais 
(jugulares e carótidas); 
 
- As pulsações das carótidas 
(pulso carotídeo) devem ser 
diferenciadas das pulsações 
venosas visíveis (pulso venoso) nas 
faces laterais do pescoço; 
- Alterações clínicas das 
carótidas só surgem em lesões 
avançadas. 
 
 
 Linfonodos: 
- NORMAL: individualizados, 
móveis, indolores e de 
consistência borrachosa. 
 ANALISAR: 
- Localização = com referência 
aos grupamentos ganglionares na 
sua cadeia (por exemplo, linfonodo 
cervical anterior superficial 
direito); 
- Tamanho ou volume = estima-
se diâmetro em centímetros. 
Normalmente, variam de 0,5 a 
2.5cm. 
- Coalescência = junção de 2 ou 
mais linfonodos, formando massas 
de limites imprecisos. Processo 
inflamatório ou neoplásico da 
cápsula dos linfonodos, que os une 
firmemente, indica certa duração 
na evolução da doença. 
- Consistência = Endurecido 
(neoplasia ou inflamação com 
fibrose) ou amolecido, com 
flutuação ou não. 
- Mobilidade = Palpação 
deslizante, fixando-o entre o 
polegar e o indicador, deslocando 
o linfonodo, que pode ser móvel ou 
aderido aos planos profundos. 
- Sensibilidade = Doloroso ou 
não. São dolorosos nas 
adenopatias agudas. São pouco 
dolorosos nos processos 
infecciosos crônicos. São 
indolores nas infecções virais ou 
parasitárias, e em linfonodos 
metastáticos (além de pétreos). 
- Alteração na pele = Sinais 
fluogísticos e fistulização, 
descrevendo possíveis secreções. 
 
 Cadeia linfonodais cervical: 
- Pré-auricular; 
- Retro-auricular; 
- Submandibular; 
- Submentoniano; 
- Occipital; 
- Supraclavicular (ESQUERDA -> 
Virchow = neoplasia gástrica); 
- Cervical anterior; 
- Cervical posterior. 
 
 PALPAÇÃO DOS 
LINFONODOS: 
 
- Para a realização, é necessário 
utilizar as pontas dos dedos 
indicadores e médios, com 
movimentos rotatórios suaves, 
deslocando a pele sobre os 
tecidos adjacentes. O paciente 
deve manter-se relaxado, com o 
pescoço discretamente fletido 
para frente. 
- Recomenda-se a palpação na 
seguinte sequência: 
 A = linfonodos pré-
auriculares (na frente das 
orelhas) 
 
 B = linfonodos retro-
auriculares (situados 
superficialmente sobre o 
processo mastoide) 
 
 C = linfonodos occipitais 
(posteriormente, na base do 
crânio) 
 D = linfonodos amigdalianos 
ou angulares (situados no ângulo 
da mandíbula) 
 
 E = linfonodos 
submandibulares (situados no 
meio do caminho entre o ângulo 
da mandíbula e o mento. Nesse 
caso, palpa-se com uma das 
mãos, enquanto a outra segura a 
parte superior da cabeça do 
paciente) 
 
 F = linfonodos submentonianos 
(situados na linha média. Nesse 
caso, segura-se a cabeça do 
paciente para baixo) 
 
 G = linfonodos cervicais 
anteriores (superficiais e 
anteriores ao músculo 
esternocleidomastoideo) 
 
 H = linfonodos cervicais 
posteriores (ao longo da borda 
anterior do músculo trapézio e 
posterior ao 
esternocleidomastoideo) 
 
 
 I = linfonodos superficiais 
(anterior ao ECM) e linfonodos 
profundos (posterior ao ECM) 
 
 J = linfonodos 
supraclaviculares (situados 
profundamente no ângulo entre 
a clavícula e o ECM)

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