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OBSERVAR: - Tamanho e forma do crânio; - Posição e movimento; - Superfície e couro cabeludo; - Exame geral da face; - Exame dos olhos e supercílios; - Exame do nariz; - Exame dos lábios; - Exame da cavidade bucal (língua, gengivas, garganta...); - Exame otorrinolaringológico. CABEÇA: Tamanho e forma do crânio: - Macrocefalia: Hidrocefalia, acromegalia (produção excessiva do hormônio do crescimento) e raquitismo (deformações ósseas em crianças). - Microcefalia: congênita, hereditária, idiopática (causa desconhecida), decorrente de uma doença cerebral (toxoplasmose cerebral), decorrente de parasitoses (zika, chikungunya...). - Acrocefalia (Turrecefalia) – cabeça alongada para cima e pontuda. - Escafocefalia (levantamento da parte mediana do crânio – casco de navio invertido) Exame Físico da Cabeça e Pescoço Giovanna Lopes - Braquicefalia (aumento do diâmetro transverso) - Dolicocefalia (aumento do diâmetro anteroposterior, maior que o trasnverso) - Plagiocefalia (crânio assimétrico, saliente antero e posteriormente – relacionado com a posição de dormir) Posição e movimento: - Torcicolo (inclinação lateral da cabeça). - Tiques (contrações repetidas, mais ou menos involuntárias). - Movimentos coreicos (movimentos motores anormais, bruscos e involuntários). - Tremores. - Sinal de Musset (movimentos involuntários da cabeça provocados pelos batimentos cardíacos em situações de grave insuficiência aórtica). Superfície e couro cabeludo: - Saliências (tumores, tumefações, bossas e hematomas), protuberâncias dos ossos do crânio, depressões e pontos dolorosos. - Fontanela anterior saliente em crianças = hipertensão intracraniana / Fontanela anterior deprimida em crianças = desidratação. - Analisar a consistência ou rigidez da tábua óssea (lâmina de osso compacto dos ossos da abóbada craniana – envolve e protege o cérebro, fazendo parte da cavidade nasal e das órbitas), efetuada atrás e acima do pavilhão auricular. - Cabelo e couro cabeludo: analisar descamações e lesões, quantidade, distribuição, textura, coloração, inflamações, queda dos fios... Face: - Simetria (tumefações ou depressões unilaterais – abscesso dentário, tumores, anomalias congênitas, paralisia facial). - Expressão fisionômica ou mímica facial (fácies de dor, alegria, desespero, angústia...). - Pele e pelos. - Doenças orgânicas. Olhos e supercílios: Supercílios: - Madarose (perda dos cílios ou da sobrancelha) Pálpebras: - Edema - Retração palpebral - Epicanto (mongolismo) - Ectrópico - Entrópico - Equimose - Xantelasma (placas amareladas em alto relevo) - Ptose palpebral (queda da pálpebra – uni ou bilateral) - Logoftalmo (Sinal de Bell – não fechamento dos olhos) Globo ocular: - Exoftalmia (projeção do globo ocular para fora da órbita, unilateral – tumores oculares – ou bilateral - hipertireoidismo) - Enoftalmia (deslocamento do globo ocular para dentro da órbita. Bilateral - desidratação) - Estrabismo (desvio. Paralisia do M. reto medial – III nervo craniano – ou do M. reto lateral – VI nervo craniano) - Nistagmo (movimentos involuntários do globo ocular. Pode ser congênito – causa ocular – ou adquirido – doenças do labirinto, cerebelo, tronco encefálico, intoxicação alcoólica) Conjuntivas: o Cor: - Normal = róseas, trama vascular levemente desenhada. - Pálidas = indicativo de anemia. - Amareladas = indicativo de icterícia. - Hiperemiadas = cor avermelhada intensa (indicativo de conjuntivite – dilatação difusa dos vasos). - Hemorragias subconjuntival: área vermelha homogênea nitidamente demarcada, se torna amarelada e depois desaparece. o Investigar possíveis secreções (cor, consistência, odor...) Pupilas: - Normalmente arredondadas ou levemente ovaladas. - Posição central no globo ocular. - O tamanho varia de acordo com a luz: midríase (dilatada), miose (contraída) e anisocórica (tamanho desigual). - Reflexos: fotomotor (reação de contração pupilar à luz), consensual (reação de contração pupilar de um lado pela estimulação luminosa do outro olho) e acomodação-convergência (contração das pupilas e convergência dos globos oculares à medida que o nariz se aproxima do foco luminoso). Nariz: - Inspeção externa (deformidades não patológicas) - Rinofima (espessamento da pele, fica brilhante e avermelhada – produção de glândulas sebáceas) - Hipertrofia geral (acromegalia e mixedema) - Nariz em sela (congênito, sífilis contraída intraútero) - Deve-se observar corrimentos e a permeabilidade de cada narina - Deve-se fazer a palpação dos seios paranasais frontal e maxilar (em caso de dor, suspeitar de sinusite). Cavidade bucal: - Dor e halitose (mal hálito). - Ulcerações aftosas (idiopáticas). - Neoplasias (carcinoma epidermoide e carcinoma basocelular). - Nódulos proliferativos não neoplásicos e neoplásicos benignos. - Vesículas e bolhas. - Manchas vermelhas (vascularização, trauma, infecção, distúrbios), escuras (máculas, melanoma, sarcoma de Kaposi) e placas. o Exame físico: Lábios: - Alterações da cor e da forma, textura, fissura e presença de lesões; - Palidez, cianose, vermelhidão e escurecimento; - Volume e espessura (hipotireoidismo, acromegalia, cretinismo – hipotireoidismo congênito, deficiência mental -, angioedema, neoplasia...). Bochechas: - Manchas de Klopik (indicativo de sarampo). - Estomatites por candidíase, tuberculosa, sifilítica e herpética. Assoalho da boca; Palato duro e mole; - Ulcerações traumáticas, candidíase, estomatite nicotínica, neoplasia de glândulas salivares menores, fendas palatinas, melanoma.... Língua: - Tamanho e aspecto. - Anquiloglossia (freio lingual muito curto, diminui a mobilidade lingual. É uma anomalia congênita). - Língua de Morango ou Framboesa (indicativo de Febre Escarlatina e Doença de Kawasaki). Dentes; Mucosa alveolar: - Hiperpigmentação gengival (indicativo de Doença de Addison) Parótidas: - Parotidite (Caxumba). Articulação Temporomandibular (ATM): - Luxação da ATM Faringe: - Odinofagia (dor ao deglutir); - Dispneia (dificuldade de respirar); - Disfagia (dificuldade de deglutir); - Tosse; - Halitose (mal hálito). o Inspeção: Amígdalas (analisadas pela faringoscopia): - Analisar o tipo anatômico (hipertrófica ou atrófica) - Descrever as secreções, caseo (bolinhas brancas – acúmulo de alimentos, saliva e células da boca), paseudomembranas, úlceras... Palato mole: - Pertubações da motilidade do véu palatino; - Emissão do “A” e reflexo de tosse; - Sensibilidade da mucosa faríngea; Rinoscopia posterior: - Avaliação do cavum – nasofaringe; - Uso do espelho laríngeo. Classificação de Mallampati: Laringe: - Cartilagens: tireoide (“pomo- de-Adão), cricoide, aritenoides e epiglote; - Inervado pelo nervo laríngeo recorrente; - Função: respiratória e esfincteriana. - As doenças da laringe podem ser influenciadas por: Sexo: 90% de recorrência de câncer de laringe em homens; Idade: Crianças com rouqidão = papilomatose endolaríngea / Adultos com rouquidão = 40% dos casos pode ser câncer; Profissão: Professores, por exemplo. O maior sintoma é a rouquidão. - Dor; - Dispneia: Laringite diftérica, câncer avançado, aspiração de corpos estranhos, paralisia de corda vocal... - Disfonias (desde discretas rouquidões até a afonia); - Tosse; - Disfagia; - Pigarro; - Estridor. Laringoscopia indireta: - Aparelho laríngeo; - Introdução do aparelho na faringe e aplicado de encontro com a úvula a 45º; Laringoscopia direta: DOENÇAS DA LARINGE: Laringite Catarral: - Semelhança com um resfriado comum; - Tosse + expectoração mucosa - Sensaçãode constrição dolorosa na laringe; - Rouquidão e/ou afonia; Laringite Estridulosa: - Anoitece bem, acorda pela madrugada com fáceis de angústia e tosse rouca; - Inspiração estridulosa, com tiragem e sudorese; - Em poucos minutos, os sintomas melhoram, exceto a tosse que fica por vários dias. Laringite Crônica: - Rouquidão permanente que se acentua no fim do dia; - Expectoração mucocatarral; - Causas: laringite aguda, exagero de tabaco e álcool, inalação de substâncias tóxicas. Laringite Diftérica (Crupe): - Corynebacterium diphtheriae; - Criança de 1 a 6 anos; - Disfonia -> Dispneia -> Inspiração sibilante -> tiragem supra-esternal e supraclavicular. Edema da Laringe (De Reinke): Edema de Laringe (vasogênico – De Glote): Pólipos: PESCOÇO: Semiotécnica: - Inspeção; - Palpação; - Ausculta; - Não se faz percussão; - O músculo esternocleidomastóideo separa o pescoço em anterior e posterior; - Analisar as estruturas complexas e nobres: pele, tireoide, musculaturas, nervos, vasos (jugulares e carótidas), linfonodos e coluna cervical. Pele: - Sinais fluogísticos; - Fistulização de linfonodos e na linha média. Forma e volume: - Bócios; - Linfonodomegalias; - Parótidas; Mobilidade: - Ativa; - Passiva (por exemplo, o exame de rigidez da nuca para meningite); Turgência ou ingurgitamento de jugulares: - Hipertensão venosa (Insuficiência Ventricular Direita). Batimentos arteriais e venosos: - Rítmicos; - Frêmitos (sentir o sopro na palpação). Exame da Tireoide: - Inspeção; - Palpação (abordagem anterior e posterior); - Ausculta; - Sempre solicitar a deglutição (movimento da cartilagem para cima, deixando a tireoide exposta à palpação). - A dor de origem tireoidiana é localizada na face anterior do pescoço, podendo dar a impressão de estar na garganta. Ás vezes, se irradia para os arcos mandibulares ou para os ouvidos. Pode ser espontânea ou piorar com a palpação e a deglutição. - A dispneia, a disfagia e a rouquidão são decorrentes da compressão da traqueia, esôfago ou nervo laríngeo por bócios volumosos ou de crescimento rápido. ANALISAR: - Volume (normal ou aumentado, difuso ou segmentar); - Consistência (normal, firme, endurecida ou pétra); - Mobilidade (normal ou imóvel – aderida aos planos superficiais e profundos); - Superfície (lisa, nodular ou irregular); - Temperatura da pele (normal ou quente); - Presença de frêmito e sopros – Sensibilidade (dolorosa ou indolor); - NORMAL = Pode ser palpável ou não. É lisa, elástica, móvel, indolor, na temperatura da pele e sem frêmitos. - Se a tireoide estiver aumentada, deve-se sempre auscultar! PALPAÇÃO DA TIREOIDE: - A partir do mento, descendo na linha média, palparemos a primeira estrutura mais rígida que temos no pescoço, o topo da cartilagem tireoidiana. - Descendo mais um pouco, encontramos a cartilagem cricoide (na 2ª linha do pescoço). - Abaixo dela, encontramos uma estrutura fibroelástica, que representa o istmo da tireoide. - O examinador frente ao paciente, coloca os 4 dedos sobre o ombro do paciente, deixando os polegares livres para o exame. - Com o polegar da mão esquerda, afaste a traqueia para a direita, e com o polegar da mão direita, palpe o lobo direito da tireoide. - Examine o lado esquerdo da mesma forma e faça movimentos circulares com os polegares. - Considere a mesma orientação do pescoço descrita na primeira parte acima. - O observador fica atrás do paciente e repousa os polegares sobre a nuca do paciente, procurando alcançar os lobos laterais da tireoide com os dedos indicadores e médios das duas mãos. - Com os dedos da mão esquerda, afaste a traqueia para a direita, e com os dedos da mão direita, palpe o lobo direito da tireoide. - Examine o lado esquerdo da mesma forma e faça movimentos circulares com os polegares. - Solicitar a deglutição, palpando o istmo tireoidiano, sentindo-o se elevando sobre as polpas digitais. Bócio: - É quando a glândula tireoide aumenta de volume, tornando-se palpável ou visível. - Nos bócios pequenos, a glândula é apenas palpável, tornando-se visível somente com o pescoço em extensão. - A maioria desenvolve-se por carência de iodo na água ou nos alimentos, por tireoidites ou por uso de medicamentos. Difuso: glândula aumentada na sua totalidade. - Atóxico ou Não Tóxico = indolor, sem limites precisos, superfície lisa. Deficiência de ingestão de iodo = sem hipertireoidismo. - Tóxico = Doença de Basedow- Graves. Aumento global da tireoide, lisa, elástica e presença de frêmitos = com hipertireoidismo Nodular: presença de nódulo na tireoide. - Uninodular = ATÓXICO: Acompanhar o caso. Bócio coloide e câncer de tireoide. TÓXICO: Doença de Plummer e sinais de hiperfunção. - Multinodular = ATÓXICO e TÓXICO. - Importante caracterizar o tamanho do nódulo, ou estimando seu volume em centímetros, para se ter um padrão para o acompanhamento evolutivo do bócio. - O nódulo pode ser duro, firme ou pétreo, de consistência cística, móvel ou aderido aos planos superficiais ou profundos. - Pode ser neoplásico ou não neoplásico (hipertrofia). Tireoidites: - Inflamação da tireoide. 4 tipos: - Aguda (invasão bacteriana da glândula); - Hashimoto ou Linfocítica Crônica (doença autoimune, agressão do tecido tireoidiano por anticorpos. Evolui para hipotireoidismo); - Granulomatosa subaguda ou de Quervain (vírus ou agressão autoimune). - Ridel (Tireoidite fibrosa) Câncer de Tireoide: - Presentes em 5 a 10% dos nódulos tireoidianos; - Evolução lenta; - Presença de rouquidão. Nódulo duro, aderido ou não aos planos profundos e superficiais, podendo haver o comprometimento da cadeia ganglionar cervical. Hipertireoidismo: - Síndrome clínica, que surge quando os tecidos ficam expostos a quantidades excessivas de T3 e T4. - É uma síndrome complexa causada por níveis elevados de hormônios tireoidianos no sangue. - Pode ser transitório ou permanente; - Manifestações clínicas variam amplamente quanto a gravidade; - De 65 a 80% apresentam quadro clínico de Doença de Graves. Além do aumento difuso da tireoide, apresenta oftalmopatia, mixedema pré-tibial (dermopatia) e acropatia (doença nas extremidades do corpo); - Na tireotoxicose que surge na tireoidite subaguda e na de Hashimoto, o processo inflamatório lesiona os folículos tireoidianos, causando liberação de hormônios ali estocados; - Síndrome de Jod-Basedow: iodo contido em medicamentos ou exposição ao iodo “frio” em pacientes que já apresentam doença nodular da tireoide. - Principais sintomas: exoftalmia, intolerância ao calor, perda ponderal, hiporexia ou anorexia, alteração do fluxo menstrual, alteração da peristalse, nervosismo, palpitações, diarreia, taquicardia, hipertensão sistólica, pele quente, lisa e úmida, tremor, fácies basedowiana. Doença de Basedow-Graves: - Adultos jovens, principalmente mulheres. - Doença autoimune com produção de vários anticorpos, com predomínio dos dirigidos contra receptores de TSH dos tireócitos. - Composta por: bócio difuso, alterações oculares, exoftalmia e sintomas dependentes dos níveis circulantes elevados de T3 e T4. - Pacientes apresentam mixedema pré-tibial (edema duro e com aspecto de pele opaca) e baqueteamento dos dedos (forma arredonda anormal do leito ungueal - unhas). - Podem apresentar nervosismo, palpitações, tremores finos das extremidades e o emagrecimento com preservação do apetite. - Exoftalmia, edema periorbital, estrabismo, dificuldade de movimentação ocular, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, dor retro-orbital e diplopia. - Taquicardia (palpitações). - Fibrilação atrial (episódios súbitos de taquicardia com intensa irregularidade dos batimentos cardíacos). - Pelefria, úmida e quente. Unhas finas, podem descolar do leito ungueal (4º e 5º dedo da mão) = unhas de Plummer. - Em idosos: anorexia, perda de peso, diarreia e apatia. Nesses casos, o médico deve valorizar uma taquicardia persistente e a fraqueza muscular (MMII), dificuldade de subir escadas ou levantar da cadeira. - Perda de libido, menstruações escassas com ciclos menstruais encurtados, amenorreia, infertilidade e abortos espontâneos. Doença de Plummer: - Bócio uninodular tóxico. - Aparecimento de um nódulo único de crescimento lento, com características de adenoma ou neoplasia folicular benigna da tireoide. - O tecido nodular secreta os hormônios tireoidianos de forma autônoma, produzindo supressão do TSH. - TSH diminuído = função do tecido tireoidiano normal vai sendo suprimida. - Sintomas relacionados com o sistema cardiovascular, como palpitações frequentes ou ocasionais. - Nervosismo, tremor fino das mãos, pele quente e úmida e emagrecimento. - Não se observa exoftalmia. Bócio multinodular tóxico: - Responsável pelo hipertireoidismo. - Presença de bócio difuso ou nódulos durante muitos anos. - Sintomas de hipertireoidismo discretos, sintomas cardiovasculares, como a palpitação com características de fibrilação atrial ou taquicardia paroxística. - Não se observa exoftalmia. Hipotireoidismo: - Deficiência de hormônios tireoidianos no sangue. - No adulto, a mais importante causa é a tireoidite de Hashimoto; - Pode haver ou não o bócio; - Os anticorpos antitireoidianos estão elevados; - Passa despercebido em pacientes idosos, principalmente em mulheres; - Iatrogênico; - Congênito. - Principais sintomas: ganho ponderal, astenia, presbiopia (vista cansada), intolerância ao frio, aumento de apetite (hiperorexia), letargia, constipação intestinal, bradicardia, pele seca, áspera e fria, bulhas cardíacas abafadas, sonolência, síndrome do túnel do carpo, neuropatia periférica, edema periorbitário, fácies mixedematosa. Hipotireoidismo congênito: - Raro, reconhecidos ao nascimento. - RN: fontanelas amplas, choro rouco, icterícia prolongada (hiperbilirrubinemia por mais de 7 dias), bócio, macroglossia, micrognatismo, pele fria e descamativa, abdome distendido, hérnia umbilical, hipotonia, hipomotilidade, dificuldade para sugar, demora na eliminação do mecônio. - A maioria só percebe tardiamente, com a presença do nanismo. Hipotireoidismo no adulto: - Manifestações clínicas menos evidentes. - Palidez, edema facial (pálpebras empapuçadas), bócio, cicatriz de cirurgia tireoidiana prévia, voz rouca e grossa, pele seca, fria e descamativa, sonolência, hipersensibilidade ao frio, câimbras musculares, parestesias nas extremidades e dificuldade de memória. - Face infiltrada, pálida, inexpressiva, sem brilho no olhar = fácies mixedematosas (casos avançados). Vasos: - INSPEÇÃO: identificar a turgência ou ingurgitamento e pulsações venosas e arteriais; - PALPAÇÃO: identificar frêmito no trajeto das artérias carótidas, quase sempre indicativo de estenose da válvula aórtica ou carótida; - AUSCULTA: na área correspondente à tireoide e no trajeto dos vasos cervicais (jugulares e carótidas); - As pulsações das carótidas (pulso carotídeo) devem ser diferenciadas das pulsações venosas visíveis (pulso venoso) nas faces laterais do pescoço; - Alterações clínicas das carótidas só surgem em lesões avançadas. Linfonodos: - NORMAL: individualizados, móveis, indolores e de consistência borrachosa. ANALISAR: - Localização = com referência aos grupamentos ganglionares na sua cadeia (por exemplo, linfonodo cervical anterior superficial direito); - Tamanho ou volume = estima- se diâmetro em centímetros. Normalmente, variam de 0,5 a 2.5cm. - Coalescência = junção de 2 ou mais linfonodos, formando massas de limites imprecisos. Processo inflamatório ou neoplásico da cápsula dos linfonodos, que os une firmemente, indica certa duração na evolução da doença. - Consistência = Endurecido (neoplasia ou inflamação com fibrose) ou amolecido, com flutuação ou não. - Mobilidade = Palpação deslizante, fixando-o entre o polegar e o indicador, deslocando o linfonodo, que pode ser móvel ou aderido aos planos profundos. - Sensibilidade = Doloroso ou não. São dolorosos nas adenopatias agudas. São pouco dolorosos nos processos infecciosos crônicos. São indolores nas infecções virais ou parasitárias, e em linfonodos metastáticos (além de pétreos). - Alteração na pele = Sinais fluogísticos e fistulização, descrevendo possíveis secreções. Cadeia linfonodais cervical: - Pré-auricular; - Retro-auricular; - Submandibular; - Submentoniano; - Occipital; - Supraclavicular (ESQUERDA -> Virchow = neoplasia gástrica); - Cervical anterior; - Cervical posterior. PALPAÇÃO DOS LINFONODOS: - Para a realização, é necessário utilizar as pontas dos dedos indicadores e médios, com movimentos rotatórios suaves, deslocando a pele sobre os tecidos adjacentes. O paciente deve manter-se relaxado, com o pescoço discretamente fletido para frente. - Recomenda-se a palpação na seguinte sequência: A = linfonodos pré- auriculares (na frente das orelhas) B = linfonodos retro- auriculares (situados superficialmente sobre o processo mastoide) C = linfonodos occipitais (posteriormente, na base do crânio) D = linfonodos amigdalianos ou angulares (situados no ângulo da mandíbula) E = linfonodos submandibulares (situados no meio do caminho entre o ângulo da mandíbula e o mento. Nesse caso, palpa-se com uma das mãos, enquanto a outra segura a parte superior da cabeça do paciente) F = linfonodos submentonianos (situados na linha média. Nesse caso, segura-se a cabeça do paciente para baixo) G = linfonodos cervicais anteriores (superficiais e anteriores ao músculo esternocleidomastoideo) H = linfonodos cervicais posteriores (ao longo da borda anterior do músculo trapézio e posterior ao esternocleidomastoideo) I = linfonodos superficiais (anterior ao ECM) e linfonodos profundos (posterior ao ECM) J = linfonodos supraclaviculares (situados profundamente no ângulo entre a clavícula e o ECM)