Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Sónia Valente Rodrigues
smcvro@gmail.com
Técnicas de 
expressão e 
comunicação
Estrutura da 
apresentação
Comunicação. O ato de comunicar. 
1.1. Comunicar como um ato interativo. 
1.2. Comunicação interlocutiva e monolocutiva.
1.3. Comunicação e contexto situacional.
1.4. O dito e o implícito. 
1.1. Comunicar como um ato interativo
comunicação
1. A comunicação é a troca verbal entre um falante, que produz um enunciado 
destinado a outro falante, o interlocutor, de quem ele solicita a escuta e/ou uma 
resposta explícita ou implícita (segundo o tipo de enunciado). A comunicação é 
intersubjetiva. No plano psicolinguístico, é o processo em cujo decurso a significação 
que um locutor associa aos sons é a mesma a que o ouvinte associa esses mesmos 
sons.
Os participantes da comunicação, ou atores da comunicação, são as “pessoas”: o 
ego (=eu), ou falante, que produz o enunciado, o interlocutor ou alocutário, enfim 
aquilo de que se fala, os seres ou objetos do mundo.
Dubois et al. (1987, p. 129)
“Pero volvamos a la idea más común: el lenguaje sirve para comunicar-se. 
Pero qué és comunicación? Y qué se comunica?” 
(Bernárdez, 2009, p. 229)
“el lenguaje sí es comunicación, incluso transmisión de información. Pero
esto hay que entenderlo en un sentido social, no como la información que
suele aparecer en los «medios de comunicación». El lenguaje sirve
básicamente para para establecer la cohesión social e interpersonal. Un
individuo o un grupo de ellos establece una relación com otro u otros y el
lenguaje es un medio para hacerlo; uno de los más importantes, desde
luego, aunque no el único. ” (Bernárdez, 2009, p. 230)
Pedro, 1996, p. 450
Comunicação como interação verbal
1.2. Comunicação interlocutiva e monolocutiva
Monólogo
1. Discurso que não é dirigido a ninguém a não ser a si próprio (monólogo, 
monologue, self talk). Um caso particular de monólogo é o aparte, no teatro. 
2. Discurso dirigido a alguém para além de si próprio, mas que foge ao princípio da 
alternância dos turnos de fala; um longo discurso de alguém que não deixa falar os 
seus interlocutores ou em que não é suposto haver intervenções dos interlocutores.
Discurso monologal
1. Discurso “monogerado”, isto é, construído por um único locutor, sem intervenção 
direta de ninguém. 
Diálogo
1. Troca verbal entre dois ou mais interlocutores. 
2. Discurso dirigido a alguém para além de si próprio, mas que foge ao princípio da 
alternância dos turnos de fala; um longo discurso de alguém que não deixa falar os 
seus interlocutores ou em que não é suposto haver intervenções dos interlocutores.
3. Um “verdadeiro” diálogo envolve sempre um movimento dialético que implica ao 
mesmo tempo identidade e diferença.
Discurso dialogal
1. Formas de discurso, como certos textos escritos, em que não há propriamente uma 
troca, mas em que o destinatário está, em certa medida, inscrito no texto. 
1.3. Comunicação e contexto comunicacional
A situação de comunicação é definida:
(1) pelos participantes da comunicação, cujo papel é determinado pelo ego (ou eu),
centro da enunciação;
(2) pelas dimensões espaço-temporais do enunciado ou pelo contexto situacional:
a) relações temporais entre o momento da enunciação e o momento do enunciado
(o aspeto e os tempos);
b) relações espaciais entre o sujeito e os objetos do enunciado, presentes ou
ausentes, próximos ou remotos;
c) relações sociais entre os participantes da comunicação, assim como entre eles
próprios e o objeto do enunciado (…).
Esses embreantes da comunicação são simbolizados pela fórmula “eu, aquí, agora”.
Dubois et al. (1987, pp. 129-130)
Interação verbal
❑ “(…) conjunto das atividades que dois ou mais seres humanos
realizam em conjunto, por ocasião da ocorrência de um
acontecimento provocado pela sua presença, no mesmo
local e ao mesmo tempo, quando se identificam mútua e
reciprocamente como parceiros da troca de palavras e estão
voltados ou orientados para um mesmo foco de atenção.”
(Rodrigues, A. D., 2013, p. 15)
1.4. O dito e o implícito
O implícito tem diferentes naturezas, de acordo com as informações que são subjacentes.
1. Pressuposição: implícitos imediatamente reconhecidos sejam quais forem os
contextos de emprego. Exemplo: (“O joão deixou de fumar.” -> pressupõe “O João
antes fumava.”
2. Subentendido: implícito que é calculado a partir de inferências com base nos
dados do contexto ou da situação (“Adoro ostras.” -> “Está a fazer-se convidado
para vir jantar ostras.”)
Ducrot (1971)
1.4. O dito e o implícito
O trabalho interpretativo consiste em construir do enunciado uma representação semântico-
pragmática coerente e verosímil, combinando as informações extraídas do enunciado (ditas
explícitamente e/ou pressupostas) com certos dados contextuais, graças à intervenção das
regras da lógica natural e das máximas conversacionais. O cálculo de subentendidos é um
processo complexo, que envolve diversas competências (Kerbrat-Orecchioni 1996: cap. 4 e 5), e
que pode falhar ou ter resultados errados:
- versão fraca – o subentendido não foi compreendido, o que, em termos comunicativo,
pode ser uma pequena catástrofe, porque existem conteúdos implícitos essenciais, por
exemplo, em “jogos de linguagem”;
- Versão forte – o subentendido gera um malentendido, o que, em termos comunicativos,
é ainda mais indesejável. O malentendido é uma espécie de erro de cálculo cometido
pelo destinatario.
Charaudeau & Maingueneau (2002, pp. 305-306) (tradução minha)
Conclusão
Competência comunicativa: o que é?
Competência comunicativa
❑ Expressão estabelecida por Dell Hymes (1971)
❑ “(…) conhecimento que um falante de uma dada língua natural 
necessita possuir de como usar as formas linguísticas
apropriadamente.” (Pedro, 1996, p. 451)
❑ “(…) uma criança adquire conhecimento de frases, não apenas 
enquanto são gramaticais, mas também quando são adequadas. 
Adquire competência relativamente a quando falar ou não, e sobre 
que falar, com quem, onde e de que modo.” (idem)
❑ “Alguém que conhecesse perfeitamente as regras de uma língua, mas 
não soubesse em que circunstâncias e na presença de quem a utilizar 
não seria um falante dessa língua, mas uma espécie de papagaio que 
repetiria frases sintaticamente corretas, mas sem sentido, sem nexo e, por 
conseguinte, incompreensíveis. É por isso muito importante recordar que 
aquilo que os falantes produzem não são frase ou orações, não são 
construções gramaticais abstratas, mas enunciados, comportamentos 
verbais concretos, apropriados a cada ocorrência das diferentes 
situações interacionais em que se acham envolvidos ao longo da vida.” 
(Rodrigues, A. D., 2013, p. 16)
Exercício prático
Ler “Pedro Malasartes” 
Referências bibliográficas
Bernárdez, E. (2009). Qué son las lenguas? Madrid: Alianza Editorial. Pp. 229-230
Charaudeau, P., & Maingueneau, D. (2002). Dictionnaire d’analyse du discours. Paris: Seuil.
Dubois, J., et al. (1987). Dicionário de linguística. São Paulo: Cultrix.
Pedro, E. R. (1996). Interacção verbal. In Isabel Hub Faria et al (orgs), Introdução à
linguística geral e portuguesa. Lisboa: Editorial Caminho.
Rodrigues, A. D. (2013). A interação verbal. Questões Transversais – Revista de
Epistemologias da Comunicação Vol. 1, n° 1, pp. 14-26. Acedido a 5 de setembro
a partir de
file:///D:/externo/trabalho/faculdade/unidades%20curriculares/uc_TCOE%20II/text
os%20de%20apoio/duarte%20rodrigues_interacao%20verbal.pdf
file:///D:/externo/trabalho/faculdade/unidades curriculares/uc_TCOE II/textos de apoio/duarte rodrigues_interacao verbal.pdf

Mais conteúdos dessa disciplina