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10/12/2020 UNINTER - INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NO TURISMO
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 1/15
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NO
TURISMO
AULA 2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Grazielle Ueno Maccoppi
10/12/2020 UNINTER - INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NO TURISMO
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 2/15
CONVERSA INICIAL
Olá! Na aula de hoje, nós iremos nos aprofundar ainda mais na relação da tecnologia com o
turismo, entendendo o que são os Sistemas de Informação (SI), visto que foram eles que marcaram o
início desta importante relação.
Portanto, o objetivo deste encontro é compreendermos como os Sistemas de Informação
influenciam a atividade turística de uma forma geral, mas principalmente as empresas – as agências,
meios de hospedagem e companhias aéreas.
Iniciaremos apresentando os conceitos básicos dos sistemas. Depois, veremos como eles
funcionam e quais são os seus componentes. Posteriormente, iremos analisar como eles são
utilizados para a gestão de empresas. E, por fim, também estudaremos a sua inserção na atividade
turística. Preparados? Então vamos lá!
CONTEXTUALIZANDO
Como vimos anteriormente, o turismo evoluiu ao longo do tempo, desde à pré-história até ao
período que chamamos de turismo contemporâneo. É neste cenário que a globalização, acelerada
pelos avanços tecnológicos, começou a moldar a atividade turística para o formato que ela apresenta
atualmente.
Mas qual foi o momento que marcou o início da utilização das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) no turismo? Foi exatamente com o surgimento do primeiro Sistema de
Informação exclusivo para a atividade turística, o Sistema Computadorizado de Reserva (CRS),
idealizado em 1953 pela American Airlines em parceria com a IBM.
Iremos falar com mais detalhes sobre o CRS posteriormente. Contudo, como os Sistemas de
Informação marcaram o início da utilização de tecnologia computadorizada no turismo, precisamos
compreender com detalhes o que são esses sistemas e como eles estão presentes no dia a dia das
empresas.
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Para dar início ao entendimento do que são os SI, precisamos, primeiramente, diferenciar os
conceitos de dados e informações, que são, muitas vezes, utilizados como sinônimos. Em seguida,
vamos ver o que é um sistema de acordo com a Teoria Geral dos Sistemas. Assim, compreenderemos
plenamente o conceito que mais queremos: o Sistema de Informação. Vamos lá?
TEMA 1 – DADOS, INFORMAÇÕES E SISTEMAS
Dado pode ser entendido como o registro de um evento. Os dados são muito pontuais,
objetivos e indivisíveis, por isso, eles são mais fáceis de serem manipulados dentro de um sistema.
Contudo, os dados puros, apesar de essenciais, não ajudam corretamente as organizações na hora da
tomada de decisão, porque os dados devem ser interpretados. Por isso, podemos afirmar que o dado
é a matéria-prima para a criação da informação (Carvalho, 2012).
Para visualizarmos o que é um dado, vamos utilizar como exemplo uma agência de viagens. No
final de julho, o relatório de vendas da agência mostrou que foram feitas 50 vendas durante o mês.
Este dado sozinho nos diz apenas a quantidade de produtos que foram comercializados em um mês
específico. Contudo, para o dono da agência, é importante saber quais serviços foram mais vendidos,
se as vendas de julho foram maiores ou menores do que os meses anteriores, se a empresa bateu a
sua meta de vendas, entre outros questionamentos, que só serão respondidos quando esse dado de
50 vendas for interpretado e se tornar uma informação.
Levando em consideração a definição de dados, a informação é um conjunto de dados dentro de
um contexto ou, ainda, a interpretação de dois ou mais eventos. Mesmo que as tecnologias sejam
importantes para captar, armazenar e processar informações, é o ser humano que deve avaliar se a
informação é de qualidade para ser utilizada ou compartilhada (Carvalho, 2012).
No exemplo da agência de viagens, vamos imaginar que o coordenador de vendas recebe o
relatório mensal, analisa as 50 vendas, faz a comparação com os meses anteriores, categoriza os tipos
de produtos vendidos e, por fim, chega à conclusão de que a agência teve, nos últimos cinco
meses, um aumento no número de pacotes nacionais, em comparação com os pacotes
internacionais. Essa informação é muito importante, pois pode ser utilizada para que a agência
continue investindo nas vendas locais, já que os dados, quando interpretados, mostraram uma
tendência de os clientes preferirem viajar pelo Brasil.
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Por fim, outro conceito relacionado aos dados e informações é o conhecimento. Podemos
afirmar que o conhecimento é a etapa final da interpretação dos dados. De acordo com Dziekaniak e
Rover (2011), o conhecimento é o valor agregado à informação, ou seja, é o que se faz com a
informação para tomar decisões acertadas.
O conhecimento é um processo mais complexo, porque o indivíduo não irá apenas interpretar os
dados, mas, sim, utilizar todo o seu aparato psíquico (experiências de vida, valores, crenças, insights,
criatividade, entre outros) para mudar uma realidade.
Na agência fictícia, assim que o coordenador comercial informar o dono sobre o aumento de
vendas nos pacotes nacionais, o gestor precisará decidir se continua promovendo os destinos
brasileiros, já que estão dando retorno, ou se deve focar na divulgação de pacotes
internacionais, para forçar a venda de destinos no exterior, visto que esses pacotes podem ser mais
rentáveis, considerando o câmbio. Independentemente da decisão que o dono tome, o
conhecimento gerado está, justamente, na ação e na mudança (Carvalho, 2012). A seguir, vamos
conhecer um pouco mais de sistemas.
1.1 DEFINIÇÃO DE SISTEMA
De acordo com Beni e Moesch (2016), o criador da Teoria Geral dos Sistemas foi Ludwig von
Bertalanffy, um biólogo austríaco. Essa teoria “busca entender a parte a partir do todo, e aceita que o
universo só é conhecido pelas relações entre suas partes, sempre em mudança, inter-relacionadas,
organizadas em sistemas” (Beni; Moesch, 2016, p. 13). Portanto, podemos afirmar que o sistema é
um conjunto de elementos, também podendo ser denominadas partes ou subsistemas, que estão
interligados e interagindo entre si para atingir uma finalidade em comum.
1.2 DEFINIÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Agora que vimos os conceitos de dados, informações e sistemas, podemos nos dedicar aos
Sistemas de Informação, que foram definidos por Laudon e Laudon (2007, p. 9) como “um conjunto
de componentes inter-relacionados que coletam (ou recuperam), processam, armazenam e
distribuem informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de
uma organização”.
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Além disso, esses sistemas funcionam com base nas tecnologias da informação e comunicação,
já que são digitais e instalados em máquinas computadorizadas. Retomando os conceitos individuais
apresentados anteriormente, ainda é importante notar que tanto o sistema, como a informação
requerem um conjunto de dados, ou seja, dados isolados não foram um SI.
E por que os órgãos públicos e as empresas privadas devem investir nos Sistemas de
Informação? Os autores Laudon e Laudon (2007) também elencam seis motivos pelos quais os
sistemas são essenciais para o funcionamento de uma organização:
1. Melhoram a eficiência das organizações, ajudando na diminuição de erros;
2. Auxiliam na criação de novos produtos, serviços e modelos de negócios
3. Mantém informações acerca dos clientes, fornecedores e parceiros, personalizando o
relacionamento com os stakeholders;
4. Fornecem informações em tempo real, apoiando a tomada de decisões;
5. Aumentam a competitividade das empresas em relação às concorrentes;6. Garantem a sobrevivência da organização mesmo com o avanço contínuo das
tecnologias.
Resumindo, além de dar apoio à tomada de decisões, à coordenação e ao controle, esses
sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos
complexos e desenvolver produtos (Laudon; Laudon, 2007). Mas como os SI funcionam? É o que
veremos a seguir!
TEMA 2 – FUNÇÕES DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Para que os Sistemas de Informação funcionem de maneira correta, eles precisam seguir um
fluxo de quatro etapas: a entrada, o processamento, a saída e o feedback (ver Figura 1). De acordo
com Laudon e Laudon (2007), a entrada captura os dados brutos internos ou externos à organização.
Por sua vez, o processamento converte os dados em formas mais significativas, ou seja, informações.
A saída transfere as informações para as pessoas que irão utilizá-la. Por fim, o feedback é dado pelos
membros da organização para corrigir problemas que possam surgir nas outras etapas.
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Figura 1 – Funções dos Sistemas de Informação
Fonte: Elaborado com base em Laudon e Laudon, 2007.
Vamos analisar a figura acima utilizando como exemplo a agência de viagens fictícia do Tema 1,
que possui um sistema de reservas de passagens aéreas. Na entrada, o responsável pelo sistema
deve incluir os dados puros, ou seja, o número dos voos, disponibilidade de assentos, aeroportos de
saída, destinos, entre outros.
O sistema então processa a reserva quando o agente de viagens seleciona o voo desejado pelo
cliente, data de saída, data de retorno e demais informações do passageiro. Neste caso, o sistema irá
fazer uma conexão entre o voo e o cliente da agência. No processamento, o sistema pode até
mostrar, por exemplo, que o voo reservado não tem mais lugares disponíveis.
Neste nosso exemplo, a saída seria o bilhete aéreo físico ou digital, em que constam todas as
informações que o passageiro precisa para conseguir voar no dia da sua viagem, como os seus dados
pessoais, número do bilhete, número da reserva, horário do voo, horário do embarque, entre outras.
Figura 2 – Bilhete aéreo
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Crédito: Yevgenij_D/Shutterstock.
Por fim, o feedback ocorre quando a agência emite o relatório de vendas do sistema, que
apresenta todas as reservas efetuadas durante o mês. Com essa informação, o agente pode perceber
que o número de um determinado voo está computado de forma errada no sistema, pedindo que o
responsável pela entrada, por exemplo, arrume esse dado para que erros não ocorram.
TEMA 3 – COMPONENTES DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Para que os sistemas consigam realizar as funções descritas acima, eles devem abranger três
componentes: as organizações, as pessoas e as TICs (Laudon; Laudon, 2007). Vejamos, a seguir, qual é
o papel de cada um desses componentes dentro do sistema.
3.1 ORGANIZAÇÕES
Para que os Sistemas de Informação realmente auxiliem na gestão de uma organização pública
ou privada devemos levar em consideração que as próprias organizações também determinam como
a tecnologia deve ser usada. Os autores Laudon e Laudon (2007) explicam que a estrutura, a história
e a cultura de uma empresa influenciam na consistência dos sistemas utilizados.
Não podemos nos esquecer que as empresa (por exemplo, agências de viagens) estão
organizadas em diferentes departamentos e níveis hierárquicos. No topo, encontrarmos o nível
estratégico, composto pela diretoria. Posteriormente, estão os departamentos de vendas, marketing,
recursos humanos, finanças, entre outros. Nestes setores estão os níveis táticos de trabalhadores, por
exemplo, os coordenadores e gerentes, assim como o nível operacional, ou seja, o agente de viagem,
o consultor de vendas, entre outros.
Mesmo que cada empresa possua uma estrutura diferente da outra, é possível encontrar
Sistemas de Informação para atender todas essas especializações (Laudon; Laudon, 2007). Por
exemplo, o departamento de vendas cuida do sistema de reservas, enquanto o setor de marketing
utiliza mais o sistema de relacionamento com os clientes (CRM).
3.2 PESSOAS
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Lembra-se do Tema 1, quando vimos que mesmo que as tecnologias sejam importantes para
processar informações, é o ser humano quem deve avaliar se a informação é de qualidade? Pois
então, os Sistemas de Informação não são apenas sobre tecnologia, visto que são inúteis sem
pessoas para criá-los e mantê-los, além de pessoas que saibam utilizar as informações geradas por
eles de forma eficiente (Laudon; Laudon, 2007; Carvalho, 2012).
Em um primeiro momento, as pessoas são essenciais para desenvolver e cuidar dos sistemas.
Muitas empresas, inclusive, possuem um departamento específico para gerir os seus sistemas. Neste
setor de informação ou informática, existem funcionários responsáveis por elaborar as instruções dos
sistemas, chamados de programadores. Ainda, encontramos os analistas de sistemas, colaboradores
que traduzem os problemas e necessidades do restante da empresa em requisitos de informações e
sistemas. Por fim, algumas organizações também empregam gerentes de sistemas e o executivo-
chefe de informática (Laudon; Laudon, 2007).
Além disso, é o ser humano quem é capaz de resolver problemas organizacionais e converter a
tecnologia da informação em soluções úteis (Laudon; Laudon, 2007). Por isso, os sistemas funcionam
como uma ferramenta de apoio para que as pessoas tomem decisões corretas e façam a gestão da
sua organização baseada em conhecimento.
3.3 TICS
O terceiro componente dos Sistemas de Informação é o recurso tecnológico envolvido, ou seja, a
infraestrutura da tecnologia da informação (TI). As duas principais infraestruturas dos sistemas
são os hardwares e softwares.
Os hardwares são dispositivos físicos utilizados para armazenar e processar a informação, ou
seja, são as máquinas. O maior exemplo é o computador e todos os seus componentes (por exemplo,
teclado, mouse e impressora). Por sua vez, os softwares são os programas instalados nos hardwares e
que passam as instruções detalhadas e pré-programadas que controlam e coordenam as funções do
sistema (Laudon; Laudon, 2007).
Outra infraestrutura dos sistemas são os softwares de armazenamento de dados, chamados de
bancos de dados ou bases de conhecimento, que coletam e guardam registros de diversos assuntos
para serem utilizados pelas organizações. Finalmente, as redes também desempenham um papel
importante na tecnologia da informação. Uma rede liga dois ou mais sistemas para o
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compartilhamento de dados (Laudon; Laudon, 2007). Alguns exemplos famosos de redes são a
Internet e a World Wide Web (WWW).
TEMA 4 – SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAIS
Agora que entendemos os conceitos, funções e componentes dos Sistemas de Informação,
vamos analisar alguns exemplos práticos de como os sistemas são utilizados dentro das empresas,
sejam elas turísticas ou não. Os sistemas apresentados a seguir estão divididos entre os
departamentos mais comuns das organizações: vendas e marketing, manufatura e produção,
finanças, recursos humanos, além dos sistemas que integram todos os setores.
4.1 SISTEMAS DE VENDAS E MARKETING
De acordo com Laudon e Laudon (2007), os sistemas de vendas e marketing oferecem suporte
nas seguintes atividades do dia a dia:
Contato com possíveis clientes;
Oferta de produtos e serviços;
Montar orçamentos;
Acompanhar e finalizar vendas;
Identificar potenciais clientes e determinar o que eles desejam ou necessitam;
Criar produtos e serviços;
Promoção e propaganda do portifólio da empresa.
Os sistemas ainda auxiliam no monitoramento de tendências de mercado que impulsionam
novosprodutos e oportunidades de vendas. Além disso, eles podem ser utilizados para fazer
pesquisas de mercado, analisar campanhas promocionais e de propaganda, nas decisões sobre
preços e no desempenho de vendas (Laudon; Laudon, 2007).
Um exemplo de sistema de vendas que está presente em nossas vidas é o caixa de
supermercado. Esse sistema permite que o vendedor passe o código de barras (entrada).
Posteriormente, ele processa o código e informa o tipo e preço do produto (processamento). Por fim,
o caixa emite a nota fiscal da compra (saída). No turismo, os sistemas de vendas mais comuns são os
sistemas de reservas, que veremos com mais detalhes no Tema 5.
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4.2 SISTEMAS DE MANUFATURA E PRODUÇÃO
Os sistemas de manufatura e produção não são muito encontrados no turismo de maneira
direta, por exemplo, em agências e operadoras, porque eles remetem à produção de bens físicos e
duráveis industriais, enquanto a atividade turística oferece serviços. Segundo Laudon e Laudon
(2007), esses departamentos cuidam do desenvolvimento e manutenção das instalações de
produção, estabelecimento de metas de produção, aquisição e armazenagem de matéria-prima e da
programação de equipamentos para fabricar produtos.
Mesmo assim, é possível encontrar sistemas de manufatura e produção nas empresas de
transportes aéreos e terrestres, visto que os principais sistemas dessa categoria são os sistemas de
logística, que cuidam do transporte de um produto de uma fábrica para a casa do cliente.
Além disso, os sistemas de estoque podem ser empregados nos meios de hospedagem e
restaurantes. Um hotel, por exemplo, precisa gerir a quantidade de amenities (como xampus,
sabonetes e cremes) que tem disponível para fornecer ao hóspede durante a estadia. O restaurante,
por sua vez, deve monitorar o estoque de ingredientes e bebidas, para que eles não acabem no meio
do expediente.
4.3 SISTEMAS FINANCEIROS E CONTÁBEIS
Os sistemas financeiros e contábeis são essenciais para o departamento de finanças, porque eles
auxiliam na gestão dos ativos financeiros (por exemplo, dinheiro, ações e investimentos) e no
gerenciamento de como a empresa pode capitalizar mais ativos. Ademais, eles são imprescindíveis no
cotidiano das empresas, porque eles cuidam da gestão dos registros financeiros, como fluxo de caixa,
prestação de contas, recibos, reembolsos, folha de pagamento, contratos, entre outros (Laudon;
Laudon, 2007).
Os sistemas financeiros fazem com que a gerência sênior consiga estabelecer metas de
investimento a longo prazo. Por sua vez, a gerência média supervisiona e controla os recursos
financeiros. Já os colaboradores mais operacionais utilizam esses sistemas para monitorar o fluxo de
caixa (Laudon; Laudon, 2007).
O sistema financeiro mais tradicional é o sistema de contas a pagar e a receber, em que o
funcionário pode registrar quem precisa fazer pagamentos à agência, por exemplo, e o que a agência
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precisa pagar de contas. Assim, a empresa consegue manter o fluxo de caixa organizado, podendo
analisar com mais detalhes suas receitas, despesas, lucro mensal e dívidas a quitar.
4.4 SISTEMAS DE RECURSOS HUMANOS
Os sistemas de recursos humanos são imprescindíveis para empresas que possuem muitos
funcionários. Eles podem ser utilizados para medir se a qualidade da força de trabalho atende ao
planejamento estratégico da empresa. Eles também são úteis para analisar o recrutamento, alocação
e remuneração dos funcionários. No dia a dia, esses sistemas de RH registram os dados das pessoas
contratadas, ou que foram demitidas (Laudon; Laudon, 2007).
O sistema de RH mais básico que as empresas podem utilizar é o sistema que cuida do registro
de funcionários. Esse sistema permite que o setor de RH adicione as informações de todos os
colaboradores da empresa (por exemplo, nome, idade, endereço, formação educacional, habilidades
e conhecimentos) em um banco de dados único.
Ademais, o sistema pode gerar relatórios periodicamente para que os gestores de recursos
humanos avaliem a rotatividade de funcionários, quem pode ser realocado de área, ou até mesmo
qual colaborador pode receber uma promoção ou um aumento de salário.
4.5 SISTEMAS INTEGRADOS
São aqueles que conectam os diversos departamentos dentro da empresa. Um exemplo é o
Sistema de Planejamento de Recursos Empresariais (ERP), que coleta dados de vários processos do
negócio que são importantes para os setores da empresa, armazenando-os em um único banco de
dados. Eles são muito importantes para facilitar a comunicação entre os setores da empresa, acelerar
as atividades diárias e flexibilizar a resposta às solicitações do cliente (Laudon; Laudon, 2007).
Exemplificando, um ERP pode funcionar da seguinte maneira: o agente de viagens registra a
venda do pacote no sistema. Essa informação se torna, automaticamente, disponível para o
departamento financeiro, que irá cobrar do cliente o valor do pacote fechado pelo consultor.
Figura 3 – Sistema de Planejamento de Recursos Empresariais
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Crédito: Ananaline/Shutterstock.
Outro sistema integrado que é muito conhecido é o CRM, utilizado por empresas que querem
melhorar a relação com o cliente, integrando os setores de vendas, marketing e serviços. O seu maior
atributo é recolher as preferências do cliente, permitindo que o departamento de marketing planeje
ações de promoção e propaganda personalizadas para o perfil de cada público da empresa (Laudon;
Laudon, 2007).
TEMA 5 – SISTEMAS DE INFORMAÇÃO TURÍSTICOS
De acordo com Biz (2009), as TICs impactaram o turismo em três frentes: nos Sistemas de
Informação, nos canais de distribuição e comércio eletrônico, e nos portais públicos de turismo. Os
dois últimos casos serão explorados no decorrer desta disciplina. No momento, vamos focar nos
Sistemas de Informação Turísticos, visto que foram eles que deram o pontapé inicial para a relação
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do turismo com a tecnologia. Contudo, é importante lembrarmos que os sistemas gerenciais
apresentados anteriormente também fazem parte do dia a dia das empresas turísticas.
O maior exemplo de sistemas turísticos são os sistemas de reserva, que agruparam em uma
única interface os diversos serviços que eram comercializados separadamente pelas empresas. Nestes
sistemas, é possível conferir passagens aéreas, meios de hospedagem, cruzeiros, seguros, locação de
veículos, atrações, entre outros. Os sistemas ainda mostram os valores, promoções, detalhes do
produto, disponibilidade de datas, comentários e avaliações sobre os estabelecimentos, facilitando o
processo de venda do consultor de viagens.
Os sistemas de reserva evoluíram dos Sistemas de Distribuição Globais (GDS), que, por sua vez,
originaram-se dos Sistemas Computadorizados de Reserva (CRS). Segundo Biz (2009), o primeiro CRS
implantando no mercado turístico foi criado pela companhia aérea American Airlines, em parceria
com a IBM, uma empresa de informática norte-americana. O seu nome era SABER (posteriormente
renomeado para SABRE).
Em 1946, ano em que foi o SABER foi criado, as companhias aéreas apresentavam uma grande
dificuldade em organizar as suas reservas aéreas (Biz, 2009), porque elas eram feitas via telefone e
controladas por meio de mapas de ocupação, ou seja, cada voo tinha um mapa de papel onde eram
inseridos à mão o nome dos passageiros, tripulação, carga, combustível, entre outras informações.
A efetiva implementação desse sistema em 1953 fez com que a American Airlines inspecionasse
todas as suas reservas aéreas, disponibilidade de assentos, registro de passageiros, demanda por
destino e controle dos voos comerciais.Deste modo, os CRS se tornaram essenciais para a gestão de
toda a indústria aérea (Biz, 2009).
Com o passar dos anos, as companhias aéreas perceberam que os seus sistemas poderiam se
tornar uma oportunidade de negócio. Por isso, a partir da década de 1980, elas passaram a
disponibilizar os CRS para as agências de viagens. Deste modo, as agências começaram a efetuar
reservas e emissão de bilhetes de maneiram mais rápida, flexível e segura (Biz, 2009). Em seguida, os
CRS também começaram a oferecer outros tipos de serviços dentro do software, como meios de
hospedagem, seguros, cruzeiros, entre outros, o que desencadeou o surgimento dos GDS, que
discutiremos nas próximas aulas.
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TROCANDO IDEIAS
Na aula de hoje, vimos o que são os Sistemas de Informação e como eles se relacionam com a
atividade turística, principalmente porque foram os Sistemas Computadorizados de Reserva (CRS)
que trouxeram as TICs para a área do turismo. Tendo como referência os conceitos aprendidos
durante o encontro, compartilhe no fórum de seu ambiente virtual se você conhece ou já utilizou
algum dos sistemas gerenciais ou turísticos que apresentamos.
NA PRÁTICA
Tendo como referência os estudos desenvolvidos em nossa aula, como você percebe a influência
dos Sistemas de Informação no turismo? É possível a atividade turística existir sem esses sistemas?
Busque nas empresas turísticas a maneira como aplicam os sistemas no seu dia a dia e enriqueça o
seu olhar sobre essa temática do turismo.
FINALIZANDO
Chegando ao fim da nossa aula, conseguimos compreender melhor o que são os Sistemas de
Informação. Primeiramente, nós identificamos os conceitos iniciais de dado, informação,
conhecimento e sistema. Assim, conseguimos definir os SI.
Em seguida, compreendemos que para os sistemas funcionarem eles possuem um fluxo de
quatro etapas: a entrada, o processamento, a saída e o feedback. Contudo, ainda assim os sistemas
dependem de três elementos para garantir a qualidade: as TICs, as organizações e as pessoas.
Por fim, analisamos exemplos de Sistemas de Informação que são utilizados pelos diversos
departamentos das empresas, como os sistemas de vendas, os sistemas financeiros, os sistemas de
recursos humanos, entre outros. As empresas turísticas, como as agências e os hotéis, podem utilizar
esses sistemas como qualquer outra organização. Mesmo assim, existem Sistemas de Informação
Turísticos específicos para a nossa área: os sistemas de reserva. Nas próximas aulas, continuaremos
aprendendo sobre o uso das tecnologias nas empresas turísticas. Até logo!
REFERÊNCIAS
10/12/2020 UNINTER - INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NO TURISMO
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 15/15
BENI, M. C.; MOESCH, M. Do discurso da Ciência do Turismo para a Ciência do Turismo. Revista
Turismo & Desenvolvimento, v. 25, p. 9-30, 2016. Disponível em:
<http://revistas.ua.pt/index.php/rtd/article/view/5963/4610>. Acesso em: 13 ago. 2020.
BIZ, A. A. Avaliação dos portais turísticos governamentais quanto ao suporte à gestão do
conhecimento. 242 f. Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) – Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível em: <http://btd.egc.ufsc.br/?p=29>. Acesso
em: 13 ago. 2020.
CARVALHO, F. C. A. de. Gestão do conhecimento. 1. ed. São Paulo: Pearson, 2012.
DZIEKANIAK, G.; ROVER, A. Sociedade do conhecimento: características, demandas e requisitos.
DataGramaZero – Revista de Informação, v. 12, n. 5, p. 1-12, 2011. Disponível em:
<http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/7461>. Acesso em: 13 ago. 2020.
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informações gerenciais. 7. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2007.

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