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MIRIÃ ORTEGA . 1 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA CICLO CELULAR -Todos os organismos vivos são produtos de repetidos ciclo de crescimento e divisão celular -DOUTRINA CELULAR: a única maneira que formar uma célula nova é duplicando uma célula já existente -Todo esse ciclo celular varia muito de célula para célula → porém, as etapas são similares e os mecanismos também -Todo o processo está sob controle de um sistema de rede de proteínas reguladoras e coordenadoras do ciclo celular • FASE G1 E G2: -Monitoramento do ambiente interno e externo -Ao final de G1 → INÍCIO (START) → comprometimento irreversível com a divisão celular • FASE S -Síntese de DNA – duplicação dos cromossomos • FASE M Divisão celular - Mitose → divisão nuclear -Citocinese → divisão citoplasmática Células embrionárias: Sofrem clivagem, onde os períodos de G1 e G2 são quase ausentes -Sem recuperação citoplasmática e crescimento → resultado são células progressivamente menores CONTROLADORES DO CICLO CELULAR -Interruptores que desencadeiam eventos de maneira completa e irreversível Uma célula de G1 tem várias caminhos a seguir: • Passar pelo start para entrar em divisão • Sair para Go em casos de condições inadequadas para divisão → algumas células podem ficar em G0 por dias ou semanas -A maioria das células nervosas e musculares estriadas entram em G0 irreversível → não se dividem mais PONTOS DE VERIFICAÇÃO -Garantem as condições adequadas para que essa célula consiga realizar seu ciclo de forma satisfatória Esses pontos de verificação evitam o início de cada etapa da divisão celular até que a etapa anterior da qual dependem tenha sido completada e os erros que ocorreram durante o processo tenham sido corrigidos 1. FINAL DE G1 -Preparo para a duplicação dos cromossomos -Passagem por este ponto de verificação → start ou início -Há nutrientes adequados para o desenvolvimento celular nesse local? -Ou então há substâncias mitógenos → elas estimulam a divisão celular -Uma vez que passa pelo start ela se compromete com a divisão e não pode mais voltar MIRIÃ ORTEGA . 2 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA 2. FINAL DE G2/M -Checa se todo o material está replicado; se os danos no DNA estão reparados -Nessa fase há condensação cromossômica 3. METÁFASE → ANÁFASE -Verificação se todos os cromossomos estão ligados de forma apropriada ao fuso mitótico Para garantir que as cromátides irmãs sejam separadas de forma correta -Conclusão da mitose, citocinese Falhas no processo de verificação pode se desencadear câncer PROTEÍNAS QUE REGULAM O CICLO 1) CINASES DEPENDENTES DE CICLINA – CDKS -Componentes centrais do sistema de controle do ciclo celular -Possuem atividade cinase ( +P) em proteínas-alvos específicas SOMENTE quando ligadas do COMPLEXO Cdk-ciclina -Ao longo do ciclo celular: Níveis de ciclina → mudanças cíclicas → há ciclinas específicas para cada etapa do ciclo Níveis de CDKs → constantes -Regulam as atividades de proteínas- alvo (por meio de fosforilação) envolvidas na entrada do ciclo celular, na replicação de DNA e na mitose -Para deixar a regulação mais adequada: assim que a ciclina se liga com o CDK há proteínas cinases que vão fosforilar a Cdk → um P no sitio ativador e dois P no sitio inibidor Após isso, uma fosfatase tira o P do sítio inibidor e a Cdk-ciclina se torna ativa CKI: inibem o complexo ciclina-Cdk ativa → é usada quando a célula precisa inativar o compexo -Quando uma molécula recebe várias ubiquitinas → são encaminhadas para os proteossomas para a degradação -Uma vez degradada o complexo, o processo por ela ativado não pode mais acontecer -Ciclinas estão presentes somente durando o estágio do ciclo celular o qual induzem MIRIÃ ORTEGA . 3 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA → Diferentes complexos de ciclina-Cdk acionam diferentes etapas do ciclo celular Existem ciclinas específicas para cada evento do ciclo celular e as Cdk se associam a diferentes ciclinas -Ciclinas G1 e ciclinas de G1/S → Promovem entrada no ciclo celular → indução do START -Ciclinas de fase S → Acionam a fase S -Ciclinas M (mitóticas) → iniciam os eventos da mitose (inativadas durante a anáfase) • Proteínas inibidoras de Cdks podem interromper o ciclo celular nos pontos de verificação FASE G1 • G1 – ciclinas Ativam Cdks em G1 → complexo G1-Cdk → fosforila e inativam a proteína Rb (retinoblastoma) A proteína RB é responsável pela inativação da proteína E2F → com a inativação da Rb = ativação da E2F → Ativam E2F (fatores de transcrição) que se liga ao DNA e estimular a transcrição gênica que codificam ciclinas G1/S e ciclina S → estimulam a montagem de complexos pré- replicativos → são complexos proteícos que são montados nos sítios de replicação do DNA → CASO OCORRA ALGUM EVENTO QUE DEGRADE A G1 CICLINA: o processo de fosforilação da RB é interrompido MIRIÃ ORTEGA . 4 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA • MONTAGEM DE COMPLEXOS PRÉ-REPLICATIVOS NAS REGIÕES DE ORIGEM DE REPLICAÇÃO -São montados na onde tem a origem de replicação -Funcionam como “bandeiras” para quando chegar na replicação, as proteínas e enzimas reconheçam onde precisam replicar -A duplicação de DNA tem início nas regiões de complexos pre- replicativos • G1/S ciclinas -Ativam Cdks no final de G1 -Auxiliam a desencadear a progressão ao START -Comprometimento de entrada no ciclo celular • Se a célula passou pelo ponto de checagem e não possui dano de DNA → a ciclina G1 ligada ao seu Cdk estimulou a produção da proteína G1/S – Cdk → inicia a duplicação do centrossomo • Complexo G1/S-Cdk → na célula, a proteína S fica ligada ao seu CDK e também a Sic1 (proteína inibitória) → Quando se tem G1/S adequado → ligado ao CDK → fosforilar a proteína inibitória MIRIÃ ORTEGA . 5 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA FASE S -S-ciclinas → ligada ao seu CDK → estimular a duplicação dos cromossos → há o desmonte do complexo pré-replicativo → esse complexo não se forma novamente até a próxima fase G1 no ciclo - Essa inibição do complexo pré-replicativo garante que o material genético não seja replicado mais de uma vez na mesma região de origem de replicação • Ao final da fase S, cada cromossomo replicado consiste de um par de cromátides-irmãs unidas COESINAS: complexo proteico que formam estruturas semelhantes a anéis → esses anéis circundam as cromátides irmãs, matendo-as unidas -Esses complexos de coesinas se formam sobre o DNA na fase S, ao final da duplicação Células que não apresentem coesinas separam seus cromossomos aleatoriamente FASE M • Ponto de checagem M-Cdk → chega se o material foi todo duplicado, corretamente duplicado, erros corrigidos → se tiver tudo ok → passa de G2 para a fase M • Precisa da ciclina M-Cdk Estimulam a entrada na mitoso no ponto de verificação G2/M MIRIÃ ORTEGA . 6 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA • A M-Cdk → além de fazer todos os eventos relacionados com a mitose, ainda estimula, de volta, a fosfatase Cdc25 (fosforila a fosfatase para ativar mais M- cdk -ISSO LEVA UMA ATIVAÇÃO SÚBITA DAS M-CDKS: montagem do fuso mitótico; desintegração do envelope nuclear; ligação dos microtúbulos do fuso com cromátides-irmãs; desencadeia condensação cromossômica • EM CASOS DE DNA DANIFICADO: inativação da fosfatase ativadora → não há aumento súbito de M-Cdk • CONDENSAÇÃO DOS CROMOSSOMOS: M-cdk estimula a formação de complexo proteico chamados CONDENSINAS → são anéis que se reúnem a cada cromátide individualmente → condensação dos cromossomos pois as condensinas são fosforiladas pela M-Cdks 1) PRÓFASE: Cromossomos replicados se condensam; início da formação do fusomitótico Tudo isso estimulado pela M-Cdk • CONDENSAÇÃO DOS CROMOSSOMOS: M-cdk estimula a formação de complexo proteico chamados CONDENSINAS → são anéis que se reúnem a cada cromátide individualmente → condensação dos cromossomos pois as condensinas são fosforiladas pela M-Cdks • PRÓ-METÁFASE: Desestruturação do envoltório nuclear → permite interação entre o cromossomos e microtúbulos Essa desestruturação do envoltório ocorre pela fosforilação de laminas nucleares e fosforilação de nucleoporinas -Ligação das fibras do fuso aos cromossomos MIRIÃ ORTEGA . 7 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA 2) METÁFASE -Cromossomos na placa metafásica -M-Cdk 3) ANÁFASE -Divisão das cromátides-irmãs para polos opostos da célula -Há a desestruturação das coezinas para que haja a separação das cromátides irmãs • COMPLEXO PROMOTOR DA ANÁFASE/CICLOSSOMO – APC/C → é uma ubiquitina ligase -Ele pega a ubiquitina → ligar a proteínas específicas → degradação em proteossomos -Devido a isso, a passagem da metáfase para anáfase não é desencadeada por fosforilação de proteínas O APC ativo ubiquitina a securina (uma proteína inibidora da separase) → liberação da protease chamada SEPARASE Nessa etapa há, concomitantemente: A. Ubiquitinação e degradação de securina B. Clivagem da coesina pela separase → o que da início no processo de separação das cromátides-irmãs QUEM ATIVA ESSE APC NA PASSAGEM DE MATÁFASE PARA ANÁFASE? A célula checa: todos os cinetócoros fixados aos microtúblos do fuso mitótico Após isso, um desencadeiamento celular estimula a proteína Cdc20 → Cdc20 ativa o APC → APC estimula a degradação da securina → a anáfase pode acontecer -Se há cromossomos não ligados ao fuso → bloqueio na ativação de APC • OUTRAS FUNÇÕES DA APC/C -Liga a ubiquitina em TODAS as ciclinas que tiverem presentes no citoplasma, principalmente a M → degradação → eventos mitóticos são desfeitos → desfosforilação de condensinas, laminas nucleares, nucleoporinas → após isso, encaminha a célula para a telófase MIRIÃ ORTEGA . 8 BBPM 2 Biologia celular – AULA MARINA 4) Telofase -CITOCINESE: separação citoplasmática → células voltam a interfase -Distribuição de aproximadamente metade do conteúdo citoplasmático da célula mãe e exatamente a metade do conteúdo genético → Anel contrátil de actina e miosina → sinalização das fibras do fuso