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Atividade 2
Raphael Polacov Ferraz – 8520330
Daniel Paulino Freire da Silva – 8502432
Bruna Souza Oliveira – 8398546
Cristian Pradel Correa – 8839078
Leonardo Sbruzzi Cardoso – 8864402
David Fagundes de Lima – 8332178
GESTÃO ATUARIAL
Professor Carlos Eduardo Barboza Faggion
1-) É muito comum entre os riscos excluídos (seguros em geral) constarem: guerra, revolução, terrorismo, acidentes nucleares ou explosões e vazamentos de material nuclear, atos dolosos do segurado, etc. Ainda na esfera dos riscos excluídos, a maioria dos contratos traz a questão das pandemias e epidemias. Qual é a postura do mercado segurador brasileiro em relação ao atendimento em relação a pandemia atual? Quais as consequências do ponto de vista atuarial?
R: Em relação aos sinistros decorrentes do momento de pandemia que estamos passando, algumas seguradoras optaram por indenizar os segurados, porém, seguindo suas próprias estratégias traçadas.
Apesar de estar explicito no contrato a exclusão da cobertura PANDEMIA, o fato de não indenizar, pode gerar uma “imagem” ruim à seguradora, visto a dificuldade da população em tempos tão difíceis de superação. 
O Brasil tem um grande problema de subnotificação e muitas vezes a seguradora perde força para negar o pagamento do sinistro já que não há comprovação oficial de COVID-19.
No ponto de vista atuarial, os riscos excluídos de acordo com as condições gerais existem, pois não é possível mensurar os impactos de tal evento, impossibilitando a precificação. Quando é efetuado o pagamento de sinistro deste tipo, deve ter muita atenção para que não ocorra nenhum tipo de riscos financeiros, visto que este risco não foi considerado no cálculo do Prêmio de Risco, estando a seguradora desprotegida neste tipo de evento.
2) O avanço tecnológico permitiu a automação dos processos de subscrição, que utilizam programas que avaliam a aceitação de risco, calculam o prêmio de seguro, emitem a proposta de seguro, e a enviam à seguradora, além de assegurar maior celeridade e assertividade das decisões. O controle dos custos operacionais e maciços investimentos em tecnologia da informação, além da concentração em segmentos de linhas especializadas e capacidade de distribuição dos produtos, aliado ao foco no tratamento dos sinistros alteram o mercado constantemente. Qual é o papel do atuário nesse cenário?
Como ele pode atuar para maximizar o retorno e diminuir riscos de forma estratégica?
R: O atuário em um cenário de possível risco eminente ao mercado e seus processos, tais como automação de processos de subscrição e análise de risco, tem como objetivo gerenciar e reestruturar novos planos de negócio que sejam viáveis para as companhias e que se enquadrem na estratégia do mercado, visando sempre um controle maior sobre todos os processos e evitando possíveis erros e/ou “gaps” no meio do caminho.
Vale ressaltar que quando se trata de seguro ou resseguro, o atuário participa ativamente não somente nas áreas técnicas, mas principalmente nas áreas estratégias da cia.
3) Os seguros patrimoniais se referem aos seguros de bens, isto é, não incluem os seguros denominados de pessoas: vida, acidentes pessoais e saúde. Esses seguros se classificam em corporativos e massificados, e têm por finalidade principal reparar perdas sofridas por causa de sinistro no patrimônio do segurado. De acordo com o Código Civil Brasileiro, podem ainda, ser classificados como seguros de danos. Os riscos corporativos envolvem valores elevados e pouca quantidade de sinistro, sendo formatados a partir das necessidades de cada segurado em particular, inclusive na contratação do resseguro. São seguros feitos sob medida, pois consideram a atividade, os processos desenvolvidos e os riscos a que está sujeito o patrimônio do “cliente”. São exemplos típicos de riscos corporativos, entre tantos, as plantas industriais e as plataformas marítimas de perfuração de poços de petróleo. Quais as melhores práticas para avaliar, calcular e administrar esse tipo de risco?
R: Se tratando de seguros empresariais (conhecido também como seguro de danos), há diversas maneiras de avaliar, calcular (precificar) e administrar o risco, esse é o famoso processo de subscrição, na qual o subscritor utilizará ferramentas de avaliação e análise de risco. Cada companhia trabalha de uma maneira e com metodologias diferentes, mas a base para a avaliação geral é a elaboração de uma inspeção (na qual é emitido um documento chamado relatório de inspeção), e com isso em mãos a companhia poderá tomar suas decisões com base nas características do risco e também suas informações adicionais, inclusive se poderá aceitar o risco e sua participação, também aplica-se a análise de pulverização do risco, que poderá ser feito através do resseguro (facultativo ou contrato automático) ou cosseguro, que por sua vez não é tão desejado.
Com relação à administração do risco, geralmente as companhias possui uma equipe especializada para o “pós-venda”, que é responsável pelo acompanhamento da carteira e dos riscos individualmente.
4) Os seguros massificados se referem aos seguros com grandes volumes de riscos e características similares, o que permite uma análise pautada, basicamente, na experiência estatística da seguradora ( análise de classes ou grupos de riscos). Um exemplo é o seguro de automóveis. Os prêmios são calculados para cada risco, levando-se em conta o montante de sinistros pagos e o número de veículos expostos ao risco. São também considerados fatores como a região de circulação, características do veículo segurado e de seus condutores. Esses fatores podem acarretar variações expressivas no prêmio encontrado para cada veículo. Podemos acrescentar outros fatores, além dos mencionados para efeito de estudo atuarial?
R: Sim, além dos fatores citados acima podemos incluir: sexo; idade; histórico do condutor; além do condutor, quem mais conduzirá o veículo; modelo do veículo; ano de fabricação; ano modelo; etc.
5-) Quando falamos do desenvolvimento de novos produtos e serviços ( ex: seguros, saúde, previdência, capitalização, resseguros , etc.), quem deve participar ativamente na elaboração dos mesmos? Qual é o papel do atuário?
R: Quando formos desenvolver um novo produto, teremos que ter o auxílio da própria área de produtos, que irá fazer a parte da condição geral, descrevendo quais riscos estão cobertos e quais não estão, limite máximo por evento, como será o pagamento do prêmio entre outras explicações sobre o novo produto. Uma outra área essencial é a do jurídico, que será responsável em validar todas as cláusulas do contrato etc. Já o atuário, terá um papel fundamental em realizar a precificação do produto, mensurar.
6-) Nos Estados Unidos e Europa, os Seguros de Pessoas e os planos de Previdência têm sua distribuição pulverizada, fazendo com que pessoas de classes de menor poder aquisitivo também consumam esse tipo de produto, o que amplia em muito a base pesquisada na formatação de uma tábua biométrica. No Brasil, os consumidores de vida e previdência complementar, grupo formado por pouco mais de 30 milhões de pessoas, têm expectativa de vida maior do que o brasileiro comum. Por quê?
R: No Brasil, a cultura de proteção financeira, poupar para o futuro, pensamento à longo prazo, não são muito difundidas, sendo as pessoas que tem esse tipo de conhecimento as mesmas que consomem esse tipo de produto envolvendo previdência complementar. 
Dessa forma, teremos sempre a parcela com maior poder aquisitivo usufruindo destes recursos. Essa mesma parcela por ser mais privilegiada financeiramente tende a ter uma vida mais saudável e mais tranquila, consequentemente mais longeva.
7-) O que é bônus demográfico. Qual é o seu impacto quando falamos em trabalhos e estudos atuariais?
R: Bônus demográfico é o resultado da redução da taxa de fecundidade (as famílias têm menos filhos) e da diminuição da mortalidade em uma população – quando as pessoas passam a viver mais. Isso aumenta a proporção de pessoas em idade de trabalho (entre 15 e 64 anos) em relaçãoà população dependente, crianças e idosos.
8-) Muito se fala da Previdência Social. No entanto, os Planos de Previdência Complementar Fechado (Fundo de Pensão) inspiram cuidados também. Em termos gerais, quais as principais fontes de perigo?
R: Nos investimentos, é essencial que o setor responsável esteja por dentro das notícias e novidades de rendas e aplicações imobiliários e possua tais processos devidamente detalhados e transparentes, pois caso o investimento não performar conforme o esperado, seja facilmente identificado o motivo. As causas econômicas, exemplo a situação delicada em que o país possa se encontrar, é importante estar devidamente registrado. Outro ponto importante é nos cálculos atuariais, os estudos devem estar calibrados com o plano projetado e a população estudada, podendo causar déficits estruturais, levando a medidas de balizamento e até mesmo a correção do plano.
9-) Quais são os novos segmentos ou nichos onde o atuário pode exercer atividades de forma estratégica? Exemplifique e aponte particularidades dos mesmos.
R: Recentemente algumas modalidades vem surgindo com grande força no mundo do seguro e resseguro, um exemplo disso é o agronegócio, uma modalidade que há muito não era tão explorada e agora temos visto um forte investimento do mercado, na qual o atuário participa ativamente no processo de análise e subscrição. Outra modalidade que está em forte crescimento é o “cyber” que também não tinha tanta importância e recentemente tem se mostrado cada vez mais necessário, aqui no Brasil a comercialização desse seguro vem crescendo cada vez mais, até por conta da nova Lei Geral de Proteção de Dados.
Outro segmento que tem ganhado força, é a criação de ferramentas atuariais, isso...
10-) As estatísticas da ANS mostram claramente uma “diminuição” no número de operadoras em atividade no país. Indique causas que expliquem tal fenômeno.
R: Atualmente, existem aproximadamente 740 operadoras de assistência médica no Brasil, porém comparado ao ano de 2000, existiam por volta de 2000 provedoras, nota-se a queda brusca no decorrer dos últimos 20 anos.
Os processos regulatórios têm como objetivo corrigir e readequar as operadoras de saúde, na qual um dos motivos da diminuição foi a existência de operadoras inadequadas que colocavam em risco os beneficiários. A criação de novas tecnologias, mudanças nas regras operacionais e o aumento no número de casos judiciais incrementaram na diminuição de provedoras. Isso pode gerar um monopólio no mercado de saúde, ocorrendo uma busca nas operadoras melhores estruturadas.
A forte administração na sinistralidade pelas operadoras vai contra os regulamentos da ANS, aumentando nas sanções administrativas e ajudando na queda de operadoras existentes

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