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Enterectomia Significado: remoção de um segmento do intestino. Anatomia Divido em duodeno (porção mais fixa, iniciando no piloro), jejuno (segmento mais longo e móvel) e ílio (possui vãos antimesentericos). A histologia se divide em camada mucosa, submucosa, muscular e serosa. Anatomia vascular: o intestino possui os vasos jejunais cardiais (arvore mesentérica) que possui ramificações menores onde se faz a ligadura pois se faz nos grandes ramos causa necrose de uma grande área do intestino. Pré-operatório Anamnese: identificações dos sinais clínicos, duração e evolução da enfermidade. Exame físico geral: avaliar cuidadosamente, buscando sinais de desidratação e sinais de choque; Exame físico especifico: palpação abdominal, avaliar presença de dor e aumento de volume sugestivos; Exames complementares: pré-cirurgico básico, exame de fezes, de imagem para determinar obstruções. Pré-operatório imediato Jejum muitas vezes não do tempo por ser cirurgia de urgência; Tricotomia – ampla para celiotomia mediana Terapia antimicrobiana – caso não haja desvitalizarão tecidual apenas profilático, mas a maioria precisa do antimicrobiano terapêutico. Sinais par determinar a viabilidade intestinal: Coloração: normal – rósea vermelho ou arroxeado comprometimento de perfusão tecidual deve ser removido; Pulso arterial – normal – evidente pulsão da arcada jejunal e as veias devem se preencher após a liberação de uma compressão se isso não ocorre significa comprometimento de vascularização. Peristaltismo: normal – áreas brancas transitórias dá um estimulo digital e caso não apresente contração pode ser indicio de íleo paralitico. OBS: Se falhar qualquer um desses sinais é necessário retirar essa porção intestinal. Critérios avançados Fluoresceína venosa: normal – padrão esverdeado/amarelado coloração heterogênea ou manchada – perfusão inadequada. Dopple ultrassónico: muito sensível e detecta a pulsação do fluxo sanguíneo. Técnica Cirúrgica Coloca-se pinças hemostáticas retas 2cm da área desvitalizadas, dando 2 a 3 cm dessas pinças coloco as pinças intestinais em área viável, faço a ligadura dos vasos (sem comprometer a área que será mantida), faz a incisão colado na pinça hemostáticas e faz a enteroanastomose - restabelecimento da continuidade entre as extremidades rompidas (sutura uma ponta do intestino com a outra) começo pela borda mesentérica e depois na borda anti mesentérica, sutura todo um lado e depois todo outro lado com sutura simples separada com fio absorvível, injeta solução fisiológica para confirmar se esta extravasando. OBS: Quando há uma borda maior que a outra, na borda menor faz um aumento na borda para auxiliar a sutura. Cicatrização intestinal Durante os primeiros 4 dias: processo inflamatório com infiltrado de polimorfonucleares – depende exclusivamente da sutura; 15 dias subsequentes: proliferação de fibroblastos e aumento de colágeno na ferida – força da ferida aumenta gradativamente; Semanas e meses seguintes: remodelação da ferida e as fibras de colágeno são reabsorvidas e organizadas. OBS: Necessário promover bom suprimento sanguíneo por meio de nutrição adequada para que o intestino se mantenha viável durante todo esse tempo. Importância de cobrir o intestino com omento: • Reforça o selamento da sutura, • Aumenta o suprimento sanguíneo • Acelera o processo de cicatrização. OBS: Nunca fazer padrão de sutura invaginante nos cães e gatos pois atrasam a cicatrização e causam estenose. Pós-operatório • Analgésicos; • Jejum de 8 a 12 horas – fornecer água, se não houver vomito fornecer alimento de alta digestibilidade em pequenas quantidades, várias vezes ao dia; • Terapia antimicrobiana; • Uso colar elizabetano ou da roupa de proteção; • Cuidados específicos dependendo da condição do paciente. Complicações • Hemorragia; • Dor; • Infeção; • Deiscência – baixa técnica de síntese (nos muito apertados); • Extravasamento de conteúdo na anastomose (relacionado a deiscência); • Síndrome do intestino curto; • Íleo paralitico.