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aula - Tétano Neonatal

Resumo sobre tétano neonatal com definição e agente etiológico; aborda reservatório, transmissão, incubação, sinais/sintomas, complicações, diagnóstico e diagnóstico diferencial, tratamento (UTI, suporte, IGHAT/SAT, penicilina/metronidazol) e fatores de risco

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TÉTANO NEONATAL
1
Doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa, que acomete o recém-nascido nos primeiros 28 dias de vida, 
Tem como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção, irritabilidade e choro constante;
Tétano umbilical e “mal de sete dias”;
TÉTANO NEONATAL
2
Clostridium tetani, bacilo gram-positivo, anaeróbico e esporulado, 
Produzindo várias toxinas, sendo tetanospasmina responsável pelo quadro de contratura muscular;
TÉTANO NEONATAL
3
O bacilo é encontrado no trato intestinal dos animais, especialmente do homem e do cavalo; 
Os esporos são encontrados no solo contaminado por fezes, na pele, na poeira, em espinhos de arbustos e pequenos galhos de árvores, em pregos enferrujados e em instrumentos de trabalho não esterilizados
TÉTANO NEONATAL
RESERVATÓRIO
4
Por contaminação, durante a manipulação do cordão umbilical 
Como também por meio de procedimentos inadequados realizados no coto umbilical, quando se utilizam substâncias, artefatos ou instrumentos contaminados com esporos.
Incubação – Aproximadamente 7 dias, podendo variar de 2 a 28 dias
Período de Transmissibilidade não existe;
TÉTANO NEONATAL TRANSMISSÃO
5
A suscetibilidade desta doença é universal – ambos os sexos;
A doença não confere imunidade
A imunidade do recém-nascido é conferida pela vacinação da mãe que recebendo 3 doses de vacina antitetânica;
A partir de 2014 – gestantes com esquema dT incompleto receber dTpa para completar;
A partir da 20° s – esquema com 2 doses de dT+dTpa; 
TÉTANO NEONATAL
6
RN – choro constante, irritabilidade, dificuldade para mamar e abrir a boca (trismo), seguida de rigidez de nuca, tronco e abdome;
Hipertonia generalizada, hiperextensão dos membros inferiores e hiperflexão dos membros superiores, com as mãos fechadas, flexão dos punhos (atitude de boxeador), paroxismos de contraturas, rigidez da musculatura dorsal (opistótono) e intercostal;
O coto umbilical - normal ou com características de infecção, que dura cerca de 2 a 5 dias.
TÉTANO NEONATAL SINAIS E SINTOMAS
7
COMPLICAÇÕES
Disfunção respiratória, 
infecções secundárias, 
disautonomia, 
taquicardia, 
crise de hipertensão arterial, 
parada cardíaca, 
miocardite tóxica, 
embolia pulmonar, 
hemorragias, fraturas de vértebras,
TÉTANO ACIDENTAL COMPLICAÇÕES
9
É essencialmente clínico e não existe exame laboratorial específico para diagnóstico do tétano;
Os exames laboratoriais são realizados apenas para controle das complicações e respectivas orientações do tratamento;
O hemograma é normal, mas pode apresentar discreta leucocitose ou linfopenia
Nos casos de insuficiência respiratória, é importante realizar gasometria e dosagem de eletrólitos;
As culturas de sangue, de secreções e de urina são indicadas apenas nos casos de infecção secundária;
TÉTANO ACIDENTAL DIAGNÓSTICO
10
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Septicemia − pode haver hipertonia muscular, o estado geral é grave e cursa com hipertermia ou hipotermia, alterações do sensório e evidências do foco séptico (diarreia e onfalite, por exemplo).
Encefalopatias − podem cursar com hipertonia e o quadro clínico geralmente é evidente logo após o nascimento, havendo alterações do sensório e crises convulsivas;
Distúrbios metabólicos − hipoglicemia, hipocalcemia e alcalose;
Outros diagnósticos diferenciais − epilepsia, lesão intracraniana por traumatismo do parto, peritonites, onfalites e meningites
11
TRATAMENTO
Internação na UTI;
Unidade – isolamento acústico, redução da luminosidade, de ruídos e da temperatura ambiente;
Sedação do paciente antes de qualquer procedimento;
Manutenção de vias aéreas permeáveis (intubar para facilitar a aspiração de secreções) hidratação, redução de qualquer tipo de estímulo externo, alimentação por sonda e analgésicos;
Utilização de IGHAT ou, em caso de indisponibilidade, administração de SAT;
Antibioticoterapia – os fármacos de escolha são a penicilina G cristalina ou o metronidazol
12
FATORES DE RISCOS
Baixas coberturas da vacina antitetânica em mulheres em idade fértil;
Partos domiciliares assistidos por parteiras tradicionais ou outros indivíduos sem capacitação e sem instrumentos de trabalho adequados;
Oferta inadequada de pré-natal em áreas de difícil acesso;
Baixa qualificação do pré-natal;
Alta hospitalar precoce e acompanhamento deficiente do recém-nascido e da puérpera;
Deficiente cuidado de higiene com o coto umbilical e higiene com o recém-nascido;
Baixo nível de escolaridade das mães;
Baixo nível socioeconômico;
13
Referencias 
http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/TB/aulas/AULA02DOTS_DIAGNOSTICO.pdf
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento deVigilância Epidemiológica.Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. –8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010.

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