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Aula Esplenectomia Retirada cirúrgica do baço ou de parte dele. Anatomia O baço tem intima ligação com o estomago devido ao ligamento gastro-esplenico. O baço é um órgão pariquematoso envolto por uma capsula, ele tem sua anatomia dividia em cabeça, corpo e cauda. É irrigado pela artéria e veia esplênica que são ramos do tronco celíaco. A artéria e veia esplênica se ramificam em pequenos vasos que irrigam todo o baço Ilo esplênico. OBS: É feito a ligadura apenas nos vasos esplênicos!! Pré- Operatório Anamnese: criteriosa, sinais inespecíficos; Exame físico geral: buscar sinais de outras doenças sistêmicas e sinais de neoplasias (quando é neoplásico em sua maioria é secundaria, metástase de uma neoplasia primaria); Exame físico especifico: teste de balotamento para verificar se há liquido abdominal (ascite, hemoabdomem e etc.), pode ser necessário paracentese; Complementares: exames de imagem, ultrassonografia de extrema importância, se animal apresenta liquido livre fazer análise laboratorial desse liquido. Pré - Operatório Imediato Jejum de sólidos e líquidos; Tricotomia (preparo de toda região abdominal, estendendo lateralmente); Antissepsia (preparo de campo); Posicionamento em decúbito dorsal. Técnica Cirúrgica Acesso pré-reto umbilical (celiotomia mediana pré-reto umbilical). Esplenectomia total: exteriorizar o baço do lado esquerdo, isolar o baço com compressas no abdômen Fazer ligadura do animal e ligadura do baço (impedir retorno venoso) dissecar e isolar os vasos esplênicos com auxílio de ligaduras/pinças hemostáticas. OBS: O cão e o gato têm em torno de 10 a 20 vasos no ilo esplênico, ou seja, são de 20 a 40 ligaduras que devem ser feitas. Dica: Isolar o baço com compressas facilita o manuseio e a identificação de possíveis hemorragias. A ligadura dos vasos deve ser feita com fios absorvíveis ou inabsorvíveis Não havendo contraindicação (animal com peritonite por exemplo) utilizar os absorvíveis. Esplenectomia Parcial (traumatismo no baço): Exteriorizar o baço Delimitar a área a ser removida distancia de 2 a 3cm de tecido saudável (por que remover uma parte saudável? Para segurança de estar removendo toda a parte traumática) colocação de pinças a traumáticas para delimitar essa aérea Ligar os vasos que irrigam a parte que ira ser removida e dissecar entre uma pinça e outra na parte saudável dissecada fazer sutura de colchoeiro com fio absorvível 3,0 (afim de parar o sangramento). Síntese: padrão separado ou continuo. Pós-operatório: monitoração por 24 horas quanto sinais de hemorragia, terapia analgesica e antimicrobiana (em casos de infecção). Complicações: dor, infecção e deiscência (comum a qualquer cirurgia), hemorragia, necrose isquêmica parcial do estomago com fistulação, infecções subclínicas (especificas da esplenectomia).