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Nome: Amanda Schardosim da Silva
Avaliação de Recursos Terapêuticos Manuais – Resumo
 Doença de Parkinson
· Conceito da patologia 
· Fisiopatologia
· Abordagem fisioterapêutica para este tipo de paciente 
· Protocolo de massagem proposto para o paciente
· Outras orientações e/ou considerações ao paciente 
Patologia e Fisiopatologia 
 A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico muito complexo e que ainda não possui cura, uma patologia lenta, crônica e progressiva. Ela constitui um problema do motoneurônio superior que afeta os músculos esqueléticos e o sistema nervoso central (SNC), e leva a uma séria deficiência e a dificuldades nos movimentos. A coordenação muscular ocorre pelo equilíbrio entre a dopamina, que inibe a contração dos músculos, e a acetilcolina, que é um transmissor excitante. Quando este equilíbrio está irregular, ou seja, diminui a quantidade de dopamina nos gânglios basais (parte do cérebro responsável pelo movimento e pela coordenação muscular), a doença de Parkinson se manifesta. 
Geralmente afeta homens por volta de 50-60 anos de idade demonstrando quatro sinais característicos, espasmo ou rigidez muscular, bradicinesia (movimentos lentos e marcha oscilante), instabilidade postural e tremor em repouso. Alguns fatores de risco são, envelhecimento, exposição a pesticidas e herbicidas, vida em ambientes rurais ou próximo de unidades industriais e pedreiras, consumo de água de poço, predisposição genética. 
Entre os primeiros sintomas estão a rigidez dos braços, as contrações dos tendões das pernas e a curvatura dos ombros. Devido a tensão nos membros superiores e inferiores os movimentos se tornam lentos, além da tensão criada nos músculos das costas por causa da postura inclinada para frente que o paciente acaba adotando. Outras regiões também são afetadas como a região da face, onde há uma ausência de expressão. Consequentemente, a fadiga muscular e a dor vem acompanhadas de espasmos contínuos. Apresenta como manifestações secundárias incoordenação motora, micrografia, embaçamento da visão, disartria, edema, sialorreia, face em máscara, deformidade de mão e pé, distonia, escoliose, cifose, demência, depressão. 
O sintoma que aparece inicialmente na maioria dos casos é o tremor em repouso, atingindo os membros superiores. Outro sintoma é a rigidez, que pode não se manifestar no início da doença, mas afeta os músculos e faz com que os pacientes sintam esses músculos pesados ou duros. O sintoma da bradicinesia difere o Parkinson de outras alterações motoras, fazendo com que os movimentos automáticos fiquem lerdos. O último sintoma é a instabilidade postural, fazendo com que os pacientes apresentem dificuldade em caminhar e virar-se, e adotem uma postura típica: cabeça ligeiramente flexionada, tronco inclinado para frente, perna flexionada sobre a coxa, antebraço flexionado sobre o braço.
Deve se salientar que além desses sintomas característicos os pacientes acabam contraindo outras doenças relacionadas à depressão, justamente por causa dos sintomas serem visuais e afetarem o convívio social.
Abordagem fisioterapêutica para este tipo de paciente
	De modo geral, o trabalho do fisioterapeuta é de suma importância para o tratamento e para a assistência de idosos que possuem limitações e incapacitações. O papel do fisioterapeuta no paciente com Doença de Parkinson é atuar na melhoria de condição de vida, intervindo e diminuindo os agravos da doença. Atuando nos músculos, para mantê-los ativos e funcionais, preservando a mobilidade e a postura, com exercícios e movimentos extensores, abdutores e rotatórios. Porém é um trabalho que vem acompanhado do tratamento farmacológico ou cirúrgico, ou seja, a fisioterapia por si só, ajuda (e muito), mas não resolve todo o problema.
	Os pacientes são tratados visando retardar o progresso da doença, uma vez que ela avança a partir do enfraquecimento da condição física do paciente, com baixa amplitude de movimentos, levando a sua escassez e gerando atrofia muscular. Por isso, uma maneira muito eficaz de tratar-se o paciente é com alongamentos e fortalecimento dos músculos, o que proporciona o alinhamento e a amplitude dos movimentos, melhora no equilíbrio e postura, eleva a autoestima e por sua vez a confiança do paciente, que acaba por se tornar menos dependente para realizar suas atividades diárias. Além dos exercícios de relaxamento e respiratórios, que impactam na diminuição da dor, da rigidez e de espasmos sofridos ao longo do desenvolvimento da doença.
	A prática de terapias convencional e ocupacional, com estímulos auditivos e visuais são muito importantes para que o paciente seja estimulado de diversas formas, e assim, facilite sua adesão ao tratamento. Essa é uma maneira de adaptar o paciente e acima de tudo encorajá-lo a realizar os exercícios terapêuticos que são fundamentais para a melhoria motora. As principais atividades realizadas pelos fisioterapeutas tem como objetivo reestabelecer atividades do dia a dia, como por exemplo, o andar, o levantar, o sentar, o manuseio com os membros superiores, a bradicinesia e a redução de quedas. 
	 Embora, o uso destas técnicas, terapias e tratamentos sejam demasiadamente eficazes, é preciso entender que além do início dos exercícios serem importantes, a continuidade deles também é. Todos os ganhos e evoluções durante o tratamento da Doença de Parkinson, se não mantidos e repetidos ininterruptamente, serão perdidos ao longo do tempo. Isso demonstra que a persistência e a força de vontade do paciente conta muito para a melhora da doença.
	Outro fator relevante é o local de tratamento. A grande maioria dos pacientes que são portadores da Doença de Parkinson possuem sérias complicações de locomoção, o que dificulta sua transição de um local a outro. Por essa questão, o lugar ideal para se realizar os exercícios terapêuticos é a própria casa do paciente. Isso acarreta algumas vantagens em relação a qualquer outro local, como um hospital por exemplo, que são elas: estar em um ambiente confortável e cercado por familiares e não estarem expostos às tecnologias de filmagem e aparelhagem dos hospitais (que podem constranger o paciente e assim afetar seu desempenho no tratamento).
Protocolo de massagem proposto para o paciente
	Muitas formas de tratamento fisioterapêutico são aconselháveis aos pacientes que sofrem da Doença de Parkinson, entre elas: natação, hidroginástica, ciclismo, caminhada, ioga e tai chi. Entretanto, uma técnica muito importante e eficaz é a massagem terapêutica, pois ajudará o paciente em diversos problemas sofridos por ele. A massagem terapêutica poderá sortir efeito direto na questão das dores e espasmos que o paciente possui, ajudar a corrigir a postura e diminuir a instabilidade e o desiquilíbrio, relaxar os músculos rígidos e melhorar o desempenho nas atividades diárias, tornando-o mais independente.
	Sendo assim, a técnica de relaxamento profundo é indicada, pois pode aliviar a ansiedade do paciente e melhorar seu sono, já as técnicas de deslizamento, compressão e amassamento são indicadas para aliviar a tensão dos músculos e manter a mobilidade das articulações, evitando a atrofia muscular e problemas de contratura.
	Cada paciente que sofre com a Doença de Parkinson tem uma angústia diferente, e a cada dia que passa, há uma preocupação diferente, normalmente ligado às dores e incômodos diários. Isso deve ser levado em consideração no modo em que será feita a abordagem com o enfermo, sempre usufruindo da compaixão, compreensão, gentiliza e diplomacia, para que o paciente esteja confortável e responda bem ao tratamento. 
	Todo cuidado é muito importante. A realização das manobras deve ser com calma e atenção, suavizando os movimentos e alongamentos, sempre atento a resposta muscular. Ter o conhecimento sobre a medicação utilizada também é importante, pois assim, o fisioterapeuta estará preparado para alguma reação inesperada do paciente, por exemplo: queda de pressão arterial, tontura, náusea ou até mesmo alucinações. Dessa maneira, as técnicas aplicadas dependem exclusivamenteda resposta do paciente, variando conforme a reação dele, podendo-se aumentar ou diminuir o tempo e a intensidade.
	As técnicas recomendadas, segundo consta no livro “Protocolos Terapêuticos de Massoterapia: Técnicas Passo a Passo para Diversas Condições Clínicas” – páginas 214 e 215, são: 
Coloque as mãos abertas sobre qualquer área do corpo. Aquiete seus pensamentos e observe o nível de tremores sob suas mãos. Avalie lentamente cada porção muscular do corpo, procurando por espasmos, tremores, hipertonicidade, sensibilidade da pele e resistência ao toque. As instruções para “todo o corpo” listadas abaixo dizem respeito a qualquer parte do corpo tolerada pelo paciente. 
Compressão, pressão leve, movimentos lentos, utilizando toda a mão: todo o corpo, incluindo a face.
 Compressão, pressão mais firme, movimentos lentos, utilizando toda a mão: todo o corpo, incluindo a face.
 Deslizamento, pressão leve a média, usando toda a mão, movimentos lentos e constantes: todo o corpo, incluindo a face. 
Deslizamento, amassamento por compressão, deslizamento, pressão leve a média, movimentos lentos e constantes: todos os grandes músculos, inclua trapézio, latíssimo do dorso, peitorais maior e menor, deltoide, bíceps, extensores e flexores do braço, complexo dos músculos glúteos, isquiocrurais, quadríceps femoral, gastrocnêmico, sóleo, tratos iliotibiais (IT), os músculos abdominais estarão extremamente hipertônicos; tente utilizar pressão leve a moderada e deslizamento em sentido horário na região abdominal.
Massagem do cólon, lenta e cuidadosa.
Amassamento com as pontas dos dedos, movimentos lentos e rítmicos, pressão média: intercostais, do esterno para a coluna, diafragma, trabalhando por baixo da caixa torácica, quando a massagem dos intercostais terminar, peça para o paciente respirar profundamente. 
Se encontrar uma contratura articular, peça a permissão do paciente para trabalhar suavemente nessa área. São medidas efetivas para ajudar na redução de outras contraturas e/ou aliviar a dor sobre a área contraída: aplique compressa quente e úmida por 5 minutos. Deslizamento sobre a área e palpação profunda para determinar a extensão da rigidez dos tecidos, amassamento com as pontas dos dedos, utilizando pressão média, ao redor e sobre todos os músculos e ossos que compreendem a articulação afetada.
 Deslizamento, amassamento por compressão, deslizamento nos músculos distais e proximais à articulação, tente suavemente mobilizar a articulação e os músculos. Isso pode não ser possível, mas, em geral após a aplicação de calor e massagem detalhada, a articulação contraída se move pelo menos um pouco. Fique atento às reações do paciente.
ADM passiva, com cuidado para não desencadear um tremor próximo à sensação final: todas as articulações facilmente acessíveis de acordo com os sintomas do paciente e sua posição na mesa.
Exercícios contra a resistência e alongamento suaves: com sua mão primeiro na superfície plantar e depois na dorsal de cada pé, peça para o paciente empurrar sua mão até o ponto de tolerância, após alguns movimentos, alongar suavemente todos os músculos, tendões e ossos do pé e tornozelo, faça exercícios de ADM nos tornozelos.
Amassamento com as pontas dos dedos, estiramento suave, fricção transversa profunda, utilizando lubrificante: músculo esternocleidomastóideo (ECM), bilateralmente, escalenos, parte descendente do trapézio, crista occipital.
Coloque as mãos em ambos os lados da face do paciente, como se fosse envolvê-la e descanse por um momento. A seguir, realize amassamento com as pontas dos dedos, pressão leve a média, círculos em sentido horário e anti-horário: todos os músculos da face, trabalhe ao longo das cristas ósseas incluindo a mandíbula e os arcos zigomáticos, ao redor dos olhos, e na articulação temporomandibular (ATM). Termine o trabalho com os dedos com compressão longa, lenta e média sobre toda a face.
Ao término da sessão, realize técnicas de relaxamento profundo já determinadas que ajudam o paciente. Essas técnicas podem incluir: trabalho sobre a energia corporal, deslizamento longo e lento sobre todo o corpo, balanço, silêncio, simplesmente segurando vários pontos do corpo.
A preparação do fisioterapeuta e do seu local de trabalho também compreende o protocolo de atendimento, sendo assim, algumas medidas devem ser tomadas, por exemplo: som e iluminação suaves e adequados, almofadas e toalhas a disposição, higienização das mãos e da maca e todo o cuidado na manipulação do paciente, salientando que uma boa opção de posicionamento é o decúbito lateral.
Outras orientações e/ou considerações ao paciente 
Embora a Doença de Parkinson seja muito delicada e impeça o desempenho do paciente, tornando-o dependente, é preciso que haja alguns cuidados e exercícios básicos que melhore a vida do enfermo. Assim, a evolução do tratamento não fica condicionada somente ao trabalho do fisioterapeuta, mas também, à dedicação do paciente.
Algumas orientações de exercícios são: pronunciar as vogais do alfabeto (A, E, I, O e U) de modo que o maior número de músculos da face seja atingido, repetir essa ação durante todo o dia, ficar em pé apoiado à algum cômodo firme, tentar levantar os joelhos um de cada vez, deixar os pés firmes no chão, caminhar e balançar os braços para frente e para trás, dando pequenos passos e utilizando toda a forma do pé, respirar profundamente, segurando o ar por alguns segundo e expirar, deitar e rolar na cama com a cabeça e ombros para um lado e as pernas e quadris para o outro, e ainda, tentar relaxar e evitar se irritar o máximo possível. 
Estas atitudes devem ser tomadas e repetidas pelo paciente por tempo indeterminado, enquanto durar o tratamento. Como já citado no seguinte trabalho, a força de vontade e determinação devem ser aliadas nesse momento delicado. A ajuda de familiares e amigos é, também, fundamental para o progresso do paciente. Desse modo, apesar das circunstâncias ruins em que o paciente se encontra e da lamentável situação crônica da doença, nunca poderá se deixar abalar a autoestima e se torna extremamente necessário seguir em frente.
Referências Bibliográficas 
	Livro: “Fisioterapia e Reabilitação: Estudos de Casos”, Patricia A. Ghikas e Michele Clopper. 
	Livro: “Protocolos Terapêuticos de Massoterapia: Técnicas Passo a Passo para Diversas Condições Clínicas”, Charlotte Michael Versagi.
	Livro: “Manual de Massagem Terapêutica”, Mario-Paul Cassar.
	Artigo: “A Fisioterapia no Tratamento da Doença de Parkinson: Uma Análise das Publicações de 2010 a 2016”, Wanderson Diego Gomes Ferreira; Allen Suzane de França; Maiscela Bezerra de Lima; Roberci Pereira da Silva; Kamilla Maria Sousa de Castro.
	Artigo: “Atuação da Fisioterapia no Paciente com Doença de Parkinson”, Deisy Cristina Bem Venutti Haase, Daniele Cruz Machado, Janaisa Gomes Dias de Oliveira.
	Artigo: “Fisioterapia na Doença de Parkinson: uma Breve Revisão”, Viviane V. dos Santos, Marco Antonio A. Leite, Renata Silveira, Reny Antoniolli, Osvaldo JM Nascimento, Marcos RG de Freitas.
Artigo: “Doença de Parkinson – Suas Características Fisiopatológicas Sob as Perspectivas dos Profissionais da Área da Saúde”, Rafael Silva Brandão, Graziela Araújo, Jaqueline Coimbra.

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