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1 VÍRUS O vírus é uma partícula infeciosa minúscula que só se pode reproduzir infetando células hospedeiras. São seres Acelulares (não são constituídos por células), muito simples e pequenos (20–1000nm), que atravessam os filtros normalmente utilizados para bactérias. São considerados Parasitas Intracelulares Obrigatórios: não têm metabolismo próprio, e comandam uma célula hospedeira viva, utilizando os seus recursos para realizar as suas atividades vitais e produzir mais vírus – aminoácidos, nucleótidos para sintetizar DNA/RNA, ribossomas para síntese de proteínas e energia. As células hospedeiras são reprogramadas para se tornarem em “Fábricas de Vírus”. Os vírus são, ainda, incapazes de aumentar em tamanho e de se dividir. Estas características impedem que sejam considerados seres vivos. Fora do ambiente celular, os vírus são inertes. No entanto, quando invadem uma célula, a sua capacidade de replicação é surpreendente: 1 único vírus é capaz de dar origem a milhares de novos vírus, em poucas horas. Os vírus são agentes infeciosos, capazes de infetar seres vivos de todos os domínios (Eucarya, Archaea e Bacteria). Por este motivo, são os seres com maior diversidade biológica do planeta! No ser humano, provocam doenças como a gripe, sarampo, febre amarela, meningite, hepatite, SIDA e varíola. ESTRUTURA Não existe um padrão único de estrutura viral. A estrutura mais simples apresentada por um vírus consiste numa molécula de ácido nucleico coberta por muitas proteínas idênticas. 2 Os vírus mais complexos podem ter várias moléculas de ácido nucleico, assim como diversas proteínas associadas, cápside com formato definido e um complexo envelope externo com espículas. . Genoma Viral: apresentam um genoma constituído por uma ou várias moléculas de Ácidos Nucleicos (DNA ou RNA), as quais possuem a forma de cadeia simples ou cadeia dupla. A informação contida no vírus será utilizada para sintetizar proteínas e novo DNA/RNA, com a maquinaria da célula hospedeira. . Capsídeo Proteico: conjunto de várias proteínas que envolve e protege o ácido nucleico viral da digestão por enzimas. Tem regiões que permitem a passagem do ácido nucleico para o citoplasma da célula hospedeira. O capsídeo tem sempre origem no genoma do vírus! Os capsídeos podem apresentar vários formatos: Icosaedro (20 lados), Helicoidais e Complexos (uma cabeça de icosaedro ligada a uma cauda helicoidal). . Envelope: alguns vírus têm um revestimento externo formado por fosfolípidos, açúcares e proteínas em volta do capsídeo, utilizados para auxiliar na ligação e invasão da célula hospedeira, facilitando a fixação do vírus. O envelope tem origem na célula hospedeira! 3 Icosaedro SEM Envelope (Poliomielite, Adenovírus) Icosaedro COM Envelope (Retrovírus, Herpesvirus) Helicoidais (Filamentoso) SEM Envelope Helicoidais (Filamentoso) COM Envelope (Ébola) 4 Vírus Complexos CLASSIFICAÇÃO Os vírus podem ser classificados com base no(a): • Estrutura do Capsídeo: o vírus pode estar dentro do capsídeo ou dentro do capsídeo e do envelope. • Tipo de Genoma: DNA de cadeia simples (Parvovírus) ou cadeia dupla (Adenovírus, Herpesvírus e Poxvírus), RNA de cadeia simples (Picornavírus, Mixovírus, Togavírus, Rhabdovírus), RNA de cadeia dupla (Reovírus). • Especificidade (órgãos e tecidos que infeta). 5 MUTAÇÕES Os vírus estão constantemente a sofrer alterações genéticas. A maioria destas mutações são pontuais e silenciosas, ou seja, não alteram em nada o vírus. No entanto, outras conferem vantagens evolutivas, como a resistência a medicamentos antivirais. Por vezes, os genomas virais sofrem grandes alterações; quando isto acontece, por exemplo, nos vírus Influenza, temos a ocorrência de pandemias. Exemplo: gripe espanhola, gripe das aves. MECANISMO DE INFEÇÃO 6 Um período de incubação mais curto significa que mais rapidamente aparecem sintomas e mais depressa a pessoa começa o seu tratamento, diminuído probabilidades de contágio e melhorando o prognóstico! ETAPAS DA INFEÇÃO A infeção de uma célula hospedeira por um vírus é todo um processo que pode demorar entre poucas horas até alguns dias. Este processo chama-se Replicação Viral. 7 1. Adsorção do vírus à célula hospedeira: ligação do vírus à célula hospedeira. Proteínas virais no envelope (Espículas) ou no capsídeo, ligam-se a recetores da membrana plasmática da célula hospedeira. Estas interações são altamente especificas, como um modelo chave-fechadura, e determinam a tendência que o vírus tem para infetar determinada célula ou tecido. Nos momentos iniciais de adsorção, a interação proteína-recetores ainda é reversível. À medida que mais recetores se associam ao vírus, esta ligação torna-se irreversível, possibilitando a entrada do vírus na célula. 2. Penetração do vírus no citoplasma: após aderir à membrana, os vírus devem entrar na célula, para que o seu material genético seja processado e replicado. Este processo envolve a penetração no citosol e posterior desmontagem do capsídeo, libertando o genoma viral. Existem dois mecanismos que permitem a entrada do vírus, ambos dependentes da temperatura, que deve rondar os 37ºC: . Endocitose: a partícula viral entra na célula através de endossomas: a membrana plasmática da célula hospedeira rodeia o vírus formando vesículas. Vírus sem envelope, provocam a “morte” do endossoma (adenovírus) ou geram poros na membrana da vesícula, por onde sai o ácido nucleico viral (poliovírus). 8 . Fusão: quando a membrana plasmática se funde com o envelope do vírus (mecanismo exclusivo para vírus com envelope). O ácido nucleico e o capsídeo são libertados no interior da célula por fusão Direta entre o envelope viral e a membrana plasmática, ou de modo Indireto, onde acontece endocitose em vesículas, seguida de fusão, já dentro da célula. 3. Descapsulação (Descapsidação): já no citoplasma, o material genético tem de ser libertado e exposto ao ambiente da célula hospedeira. O capsídeo é, então, desmontado completa ou parcialmente. Este processo pode acontecer enquanto o vírus entra na célula ou nos instantes posteriores, em diversos locais: citoplasma (Togavírus), endossoma (Picornavírus), poros nucleares (Adenovírus, Herpesvírus), dentro do núcleo (Parvovírus). 4. Biossíntese a. Síntese de proteínas. as proteínas virais necessárias para o capsídeo são sintetizadas utilizando os ácidos nucleicos virais e a maquinaria celular (ribossomas). b. Replicação do genoma viral: o vírus vai utilizar a maquinaria da célula para replicar o seu ácido nucleico, dando origem a novos vírus. 9 5. Encapsulação (Encapsidação, Montagem): formação de partículas virais capazes de infetar. Todas as proteínas sintetizadas nas etapas anteriores se associam para construir o capsídeo. No caso dos Vírus Helicoidais, o capsídeo é formado à volta do ácido nucleico; nos Icosaedros, são montados previamente e depois preenchidos através de um poro. No caso de Vírus com Envelope, a montagem só termina depois da aquisição do envelope viral. Este envelope tem origem em estruturas da célula hospedeira: membrana plasmática,retículo endoplasmático… 6. Libertação: os novos vírus devem sair da célula hospedeira em busca de novas células para invadir. Isto acontece por Lise Celular (morte) – Ciclo Lítico ou Brotamento. O Ciclo Lítico é mais comum para vírus SEM envelope. A quantidade de vírus no interior da célula é tão grande que a membrana plasmática rompe, levando à morte. No entanto, nem todo o processo de libertação viral provoca danos à hospedeira. O Brotamento é mais comum nos vírus COM envelope e envolve a migração do capsídeo com o material genético para a parte de dentro da membrana plasmática, saindo e levando parte desta consigo. SEM ENVELOPE COM ENVELOPE 10 Após libertação, os vírus ficam inertes até que outra célula hospedeira seja infetada, reiniciando este ciclo. Ciclo Lítico Neste ciclo, o vírus insere o seu material genético na célula hospedeira e passa a comandá-la, utilizando os seus recursos como discutido atrás, e destruindo-a no final do processo. Exemplos: Poliovírus, Ébola, Rinovírus, Adenovírus, Rotavírus, Influenza. Ciclo Lisogénico Neste caso, o vírus não se reproduz imediatamente; em vez disso, combina o seu material genético com o da célula hospedeira. A célula infetada continua a sua “vida” normal. Quando a célula hospedeira se divide, o material genético desta, juntamente com o do vírus, sofre duplicação, sendo dividido de forma igual pelas duas células-filhas. Assim, uma vez infetada, a célula vai transmitir o vírus sempre que se dividir, ficando as células-filhas automaticamente infetadas. Sintomas provocados por este tipo de vírus demoram a aparecer e estas doenças tendem a ser incuráveis. Exemplos: SIDA e Herpes. 11 TIPOS DE INFEÇÃO Existem vários tipos de infeção: . Infeção Aérea: infeção das vias respiratórias adquirida através do ar respirado e dos agentes infeciosos nele contidos. Gripe, Pneumonia, Bronquiolite. . Infeção do Trato Urinário (ITU): Baixa, quando afeta o trato urinário inferior – Cistite; Alta, quando afeta o trato urinário superior – Pielonefrite. . Infeção Renal: ou Pielonefrite. . Infeção Gastrointestinal: Gastroenterite. . Infeções no Fígado: Hepatites. . Infeção do Sistema Nervoso: raiva e vírus do Oeste do Nilo. . Infeções na Pele: verrugas, varicela. . Placenta e feto: vírus Zika, rubéola, citomegalovírus. . Infeção Endógena: infeção devido a um microrganismo já existente no organismo e que, por qualquer motivo, se torna patogénico. . Infeção Exógena: infeção provocada por microrganismos provenientes do exterior. . Infeção Hospitalar: infeção adquirida em meio hospitalar. . Infeção Oportunista: infeção que surge por diminuição das defesas do organismo. . Infeção Puerperal: infeção que surge na mulher debilitada e com as defesas diminuídas, após o parto. . Infeção Secundária: infeção consecutiva a outra e provocada por um microrganismo da mesma espécie. . Infeção Sética ou Septicemia: infeção muito grave, em que se verifica uma disseminação generalizada por todo o organismo dos microrganismos infeciosos. . Infeção Terminal: infeção muito grave que, por regra, é causa de morte. PREVENÇÃO Imunização: processo de fortalecimento das defesas do organismo (Vacinas, Imunoglobulinas). • Medidas Gerais: as pessoas podem ajudar a prevenir muitas infeções com a adoção de medidas de bom senso, protegendo-se a si mesmas e aos outros. o Lavar as mãos frequentemente e cuidadosamente, com água e sabão o Consumir apenas alimentos e líquidos preparados ou tratados adequadamente o Evitar contacto com pessoas infetadas e superfícies contaminadas 12 o Espirrar e tossir para lenços, que devem ser descartados, ou no braço, cobrindo boca e nariz o Usar práticas de sexo seguro o Prevenir mordidas e picadas de insetos • Vacinação: estimulação dos mecanismos de defesa naturais do organismo – Imunização Ativa. As vacinas têm antigénios (substâncias estranhas ao organismo que provocam uma resposta imunitária) que, quando administrados produzem uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos. Ou seja, quando estão no nosso organismo, NÃO provocam doença mas induzem o sistema imunitário a produzir Anticorpos. As vacinas são administradas ANTES da exposição a um vírus, de modo a prevenir a infeção. Algumas vacinas disponíveis: o Hepatite A e Hepatite B (cancro do fígado) o Vírus do Papiloma Humano (HPV) o Gripe o Sarampo, Papeira e Rubéola o Poliomielite o Raiva o Rotavírus o Varicela o Herpes o Febre amarela A vacinação tem sido a forma mais eficaz de prevenir algumas doenças, as quais podem ser fatais em determinados indivíduos. Exemplo: a gripe provocada pelo 13 vírus Influenza pode apresentar graves complicações em idosos, podendo provocar a morte. Assim, a vacinação neste grupo ameniza a severidade da doença. Algumas doenças virais podem ser erradicadas com vacinas adequadas. A varíola foi erradicada em 1978 e a poliomielite foi erradicada em praticamente todo o mundo, com exceções onde crenças religiosas e falta de fundos interferem com a vacinação. Já o sarampo estava praticamente erradicado, mas sendo uma doença altamente contagiosa e com a “moda da não vacinação”, voltou a ser um grave problema em alguns países. Tipos de Vacina O antigénio da vacina é normalmente composto pelo microrganismo Completo, Morto ou Atenuado, ou Fragmentos desse microrganismo. • Vacinas Vivas Atenuadas: presença do vírus vivo mas modificado, de modo a que o vírus perca a capacidade de causar infeção, mas mantendo a sua capacidade replicativa. Vantagem: induz uma excelente resposta imunitária do hospedeiro. Desvantagem: NÃO deve ser utilizada em indivíduos com imunodeficiência ou em grávidas, visto que o vírus pode reverter ao seu estado funcional nos primeiros e infetar o feto nas segundas. Normalmente, basta a administração de uma única dose para produzir imunidade para toda a vida. Exemplo: BCG (tuberculose), rotavírus, varicela, VASPR, febre-amarela. • Vacinas Mortas ou Inativadas: aqui, os microrganismos são mortos por agentes químicos. Vantagem: total ausência de poder infecioso do agente – não consegue infetar nem se consegue multiplicar, mantendo apenas a capacidade 14 de provocar resposta imunitária e dar proteção. Desvantagem: a resposta imunitária induzida não é ótima, havendo necessidade de administrar reforços. o Inteiras: vírus ou bactérias inteiros. Exemplo: Hepatite A, Cólera, Raiva, Poliomielite, Pertússis. o Fracionadas: pequenas partes do microrganismo. Exemplo: DTPa (Difteria, Tétano, Pertússis), Gripe, Cólera, MenC. • Novas Vacinas: estas vacinas são desenvolvidas por recombinação genética. Aqui, o antigénio é produzido por outros microrganismos (leveduras). Exemplos: Hepatite B e HPV. Imunoglobulinas: soluções esterilizadas de anticorpos colhidos do sangue de um grupo de pessoas. As imunoglobulinas são administradas diretamente a uma pessoa - Imunização Passiva. As imunoglobulinas podem ser coletadas do sangue de: o Pessoas saudáveis - Imunoglobulinas Humanas Agrupadas o Pessoas com muitos anticorpos que defendem contra um organismo infecioso específico, muitas vezes porque foram infetadas por aquele organismo anteriormente - Globulinas Hiperimunes – para doenças como hepatite B, raiva, tétano e varicela. As imunoglobulinas são aplicadas por injeção no músculo ou na veia. A imunidade conferida por elas dura apenas alguns dias ou semanas, até que o organismo elimine os anticorpos injetados. TRATAMENTO Passa por tratar os sintomas da infeção viral e, por vezes, pela toma de medicamentosantivirais. • Tratamento de sintomas: não existem tratamentos específicos para muitos vírus. No entanto, muitas medidas podem ajudar a aliviar certos sintomas: o Desidratação: deve-se beber líquidos em abundância, sendo por vezes administrados por via intravenosa o Diarreia: Loperamida o Febre e dores: anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou paracetamol o Enjoo e vómito: uma dieta líquida clara e, se necessário, um antiemético o Erupções cutâneas: cremes e anti-histamínicos tomados por via oral para a comichão 15 o Corrimento nasal: descongestionantes nasais, como fenilefrina ou fenilpropanolamina o Dor de garganta: pastilhas para a garganta com anestésicos como a benzocaína Nem todas as pessoas que apresentam estes sintomas precisam de tratamento. Se os sintomas forem leves, pode ser melhor esperar que desapareçam por si. Alguns tratamentos podem não ser adequados para bebés e crianças pequenas. • Medicamentos Antivirais: são medicamentos que combatem as infeções virais. Não existem muitos medicamentos antivirais eficazes; no entanto, existem diversos medicamentos para doenças como a Gripe, a Herpes, HIV e Hepatite C. Os antivirais podem interferir em qualquer uma das etapas da replicação do vírus (adsorção, penetração, desmontagem…). Mas, como os vírus fazem tudo isto no interior da célula hospedeira, utilizando a sua maquinaria, bloquear o metabolismo dos vírus é quase impossível. Isto faz, também, com que o medicamento seja, muitas vezes, mais tóxico para a célula hospedeira que para o vírus. Estes medicamentos são, ainda, eficazes apenas contra um vírus, sendo que estes podem desenvolver resistência contra o medicamento. Tudo isto torna o desenvolvimento de antivirais muito mais difícil que o de antibióticos! CLASSIFICAÇÃO DE ANTIVIRAIS Os antivirais são classificados conforme o seu uso terapêutico. Amantadine Oseltamivir Zanamivir Anti-Influenza Antirretrovirais Aciclovir Fanciclovir Penciclovir Anti-Herpes ANTIVIRAIS - USO TERAPÊUTICO 16 Mecanismo Gerais de Ação INFEÇÃO POR HIV O HIV destrói as células CD4 do sistema imunitário. A perda destas células torna difícil a tarefa do organismo combater infeções. Assim, os medicamentos utilizados para tratar a infeção pelo vírus do HIV têm 2 objetivos: . travar a replicação do vírus, reduzindo a sua quantidade (Carga Viral) no sangue, até ser indetetável . ter uma Carga Viral baixa permite ao sistema imunitário recuperar e aumentar o número de células CD4 O tratamento não cura, mas ajuda as pessoas com HIV a viver mais tempo e com mais saúde, reduzindo o risco de transmissão a terceiros – existem, atualmente, estudos que comprovam que uma pessoa que faz o tratamento com antirretrovirais e tenha uma carga viral suprimida, NÃO transmite o vírus aos parceiros sexuais. O tratamento é gratuito em Portugal. Várias classes de Medicamentos Antirretrovirais são utilizadas em conjunto para tratar esta infeção. Estes medicamentos: . Bloqueiam a entrada do HIV em células humanas . Bloqueiam a atividade de uma enzima de que o vírus necessita para se multiplicar dentro da célula e/ou integrar o seu material genético do DNA humano Os medicamentos são agrupados em classes com base na forma como atuam contra o HIV: Oseltamivir Bloqueiam a saída da célula hospedeira Impede a replicação do material genético do vírusAciclovir MECANISMOS GERAIS DE AÇÃO Impede a entrada do vírus na célula Bloqueia a descapsulação Amantadine Zanamivir Abacavir Zidovudina Emtricitabina Tenofovir Nevirapina Atazanavir Darunavir Fosamprenavir Ritonavir Maraviroc Enfuvirtide Inibidores da Transcriptase Reversa* Inibidores de Protease** Inibidores de Entrada*** Medicamentos Antirretrovirais - HIV 17 * impedem a replicação do ácido nucleico. ** impedem que esta proteína ative outras no interior do novo vírus. Isto resulta em HIVs imaturos e defeituosos, incapazes de infetar novas células. *** impedem o HIV de entrar no hospedeiro, por bloqueio dos recetores onde este se deve ligar. O HIV acaba por desenvolver resistência a alguns destes medicamentos quando são utilizados isoladamente. A resistência começa passados poucos dias ou vários meses da utilização. Assim, os tratamentos mais eficazes passam por administrar 2 ou mais medicamentos combinados.