Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
VÍRUS 
 
 O vírus é uma partícula infeciosa minúscula que só se pode reproduzir infetando 
células hospedeiras. 
 
São seres Acelulares (não são constituídos por células), muito simples e pequenos 
(20–1000nm), que atravessam os filtros normalmente utilizados para bactérias. São 
considerados Parasitas Intracelulares Obrigatórios: não têm metabolismo próprio, e 
comandam uma célula hospedeira viva, utilizando os seus recursos para realizar as 
suas atividades vitais e produzir mais vírus – aminoácidos, nucleótidos para sintetizar 
DNA/RNA, ribossomas para síntese de proteínas e energia. As células hospedeiras 
são reprogramadas para se tornarem em “Fábricas de Vírus”. 
 
Os vírus são, ainda, incapazes de aumentar em tamanho e de se dividir. Estas 
características impedem que sejam considerados seres vivos. 
 
 Fora do ambiente celular, os vírus são inertes. No entanto, quando invadem uma 
célula, a sua capacidade de replicação é surpreendente: 1 único vírus é capaz de dar 
origem a milhares de novos vírus, em poucas horas. 
 
Os vírus são agentes infeciosos, capazes de infetar seres vivos de todos os 
domínios (Eucarya, Archaea e Bacteria). Por este motivo, são os seres com maior 
diversidade biológica do planeta! No ser humano, provocam doenças como a gripe, 
sarampo, febre amarela, meningite, hepatite, SIDA e varíola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA 
 Não existe um padrão único de estrutura viral. A estrutura mais simples 
apresentada por um vírus consiste numa molécula de ácido nucleico coberta por 
muitas proteínas idênticas. 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os vírus mais complexos podem ter várias moléculas de ácido nucleico, assim 
como diversas proteínas associadas, cápside com formato definido e um complexo 
envelope externo com espículas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
. Genoma Viral: apresentam um genoma constituído por uma ou várias moléculas de 
Ácidos Nucleicos (DNA ou RNA), as quais possuem a forma de cadeia simples ou 
cadeia dupla. A informação contida no vírus será utilizada para sintetizar proteínas e 
novo DNA/RNA, com a maquinaria da célula hospedeira. 
 
. Capsídeo Proteico: conjunto de várias proteínas que envolve e protege o ácido 
nucleico viral da digestão por enzimas. Tem regiões que permitem a passagem do 
ácido nucleico para o citoplasma da célula hospedeira. O capsídeo tem sempre 
origem no genoma do vírus! 
 Os capsídeos podem apresentar vários formatos: Icosaedro (20 lados), Helicoidais 
e Complexos (uma cabeça de icosaedro ligada a uma cauda helicoidal). 
 
. Envelope: alguns vírus têm um revestimento externo formado por fosfolípidos, 
açúcares e proteínas em volta do capsídeo, utilizados para auxiliar na ligação e 
invasão da célula hospedeira, facilitando a fixação do vírus. O envelope tem origem 
na célula hospedeira! 
 
3 
 
Icosaedro SEM Envelope (Poliomielite, Adenovírus) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Icosaedro COM Envelope (Retrovírus, Herpesvirus) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Helicoidais (Filamentoso) SEM Envelope 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Helicoidais (Filamentoso) COM Envelope (Ébola) 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Vírus Complexos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 Os vírus podem ser classificados com base no(a): 
 
• Estrutura do Capsídeo: o vírus pode estar dentro do capsídeo ou dentro do 
capsídeo e do envelope. 
 
• Tipo de Genoma: DNA de cadeia simples (Parvovírus) ou cadeia dupla 
(Adenovírus, Herpesvírus e Poxvírus), RNA de cadeia simples (Picornavírus, 
Mixovírus, Togavírus, Rhabdovírus), RNA de cadeia dupla (Reovírus). 
 
• Especificidade (órgãos e tecidos que infeta). 
 
 
 
5 
 
MUTAÇÕES 
 Os vírus estão constantemente a sofrer alterações genéticas. A maioria destas 
mutações são pontuais e silenciosas, ou seja, não alteram em nada o vírus. No 
entanto, outras conferem vantagens evolutivas, como a resistência a medicamentos 
antivirais. 
 Por vezes, os genomas virais sofrem grandes alterações; quando isto acontece, 
por exemplo, nos vírus Influenza, temos a ocorrência de pandemias. Exemplo: gripe 
espanhola, gripe das aves. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECANISMO DE INFEÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um período de incubação mais curto significa que mais rapidamente aparecem 
sintomas e mais depressa a pessoa começa o seu tratamento, diminuído 
probabilidades de contágio e melhorando o prognóstico! 
 
ETAPAS DA INFEÇÃO 
 A infeção de uma célula hospedeira por um vírus é todo um processo que pode 
demorar entre poucas horas até alguns dias. Este processo chama-se Replicação 
Viral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
1. Adsorção do vírus à célula hospedeira: ligação do vírus à célula hospedeira. 
Proteínas virais no envelope (Espículas) ou no capsídeo, ligam-se a recetores da 
membrana plasmática da célula hospedeira. Estas interações são altamente 
especificas, como um modelo chave-fechadura, e determinam a tendência que o 
vírus tem para infetar determinada célula ou tecido. Nos momentos iniciais de 
adsorção, a interação proteína-recetores ainda é reversível. À medida que mais 
recetores se associam ao vírus, esta ligação torna-se irreversível, possibilitando a 
entrada do vírus na célula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Penetração do vírus no citoplasma: após aderir à membrana, os vírus devem 
entrar na célula, para que o seu material genético seja processado e replicado. 
Este processo envolve a penetração no citosol e posterior desmontagem do 
capsídeo, libertando o genoma viral. Existem dois mecanismos que permitem a 
entrada do vírus, ambos dependentes da temperatura, que deve rondar os 37ºC: 
 
. Endocitose: a partícula viral entra na célula através de endossomas: a membrana 
plasmática da célula hospedeira rodeia o vírus formando vesículas. Vírus sem 
envelope, provocam a “morte” do endossoma (adenovírus) ou geram poros na 
membrana da vesícula, por onde sai o ácido nucleico viral (poliovírus). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
. Fusão: quando a membrana plasmática se funde com o envelope do vírus 
(mecanismo exclusivo para vírus com envelope). O ácido nucleico e o capsídeo 
são libertados no interior da célula por fusão Direta entre o envelope viral e a 
membrana plasmática, ou de modo Indireto, onde acontece endocitose em 
vesículas, seguida de fusão, já dentro da célula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Descapsulação (Descapsidação): já no citoplasma, o material genético tem de ser 
libertado e exposto ao ambiente da célula hospedeira. O capsídeo é, então, 
desmontado completa ou parcialmente. Este processo pode acontecer 
enquanto o vírus entra na célula ou nos instantes posteriores, em diversos locais: 
citoplasma (Togavírus), endossoma (Picornavírus), poros nucleares (Adenovírus, 
Herpesvírus), dentro do núcleo (Parvovírus). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Biossíntese 
a. Síntese de proteínas. as proteínas virais necessárias para o capsídeo são 
sintetizadas utilizando os ácidos nucleicos virais e a maquinaria celular 
(ribossomas). 
b. Replicação do genoma viral: o vírus vai utilizar a maquinaria da célula para 
replicar o seu ácido nucleico, dando origem a novos vírus. 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Encapsulação (Encapsidação, Montagem): formação de partículas virais capazes 
de infetar. Todas as proteínas sintetizadas nas etapas anteriores se associam para 
construir o capsídeo. No caso dos Vírus Helicoidais, o capsídeo é formado à volta 
do ácido nucleico; nos Icosaedros, são montados previamente e depois 
preenchidos através de um poro. No caso de Vírus com Envelope, a montagem 
só termina depois da aquisição do envelope viral. Este envelope tem origem em 
estruturas da célula hospedeira: membrana plasmática,retículo 
endoplasmático… 
 
6. Libertação: os novos vírus devem sair da célula hospedeira em busca de novas 
células para invadir. Isto acontece por Lise Celular (morte) – Ciclo Lítico ou 
Brotamento. O Ciclo Lítico é mais comum para vírus SEM envelope. A quantidade 
de vírus no interior da célula é tão grande que a membrana plasmática rompe, 
levando à morte. 
No entanto, nem todo o processo de libertação viral provoca danos à hospedeira. 
O Brotamento é mais comum nos vírus COM envelope e envolve a migração do 
capsídeo com o material genético para a parte de dentro da membrana 
plasmática, saindo e levando parte desta consigo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEM ENVELOPE 
COM ENVELOPE 
10 
 
Após libertação, os vírus ficam inertes até que outra célula hospedeira seja 
infetada, reiniciando este ciclo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ciclo Lítico 
 Neste ciclo, o vírus insere o seu material genético na célula hospedeira e passa a 
comandá-la, utilizando os seus recursos como discutido atrás, e destruindo-a no final 
do processo. Exemplos: Poliovírus, Ébola, Rinovírus, Adenovírus, Rotavírus, 
Influenza. 
 
Ciclo Lisogénico 
 Neste caso, o vírus não se reproduz imediatamente; em vez disso, combina o seu 
material genético com o da célula hospedeira. A célula infetada continua a sua “vida” 
normal. Quando a célula hospedeira se divide, o material genético desta, 
juntamente com o do vírus, sofre duplicação, sendo dividido de forma igual pelas 
duas células-filhas. Assim, uma vez infetada, a célula vai transmitir o vírus sempre que 
se dividir, ficando as células-filhas automaticamente infetadas. 
 
 Sintomas provocados por este tipo de vírus demoram a aparecer e estas doenças 
tendem a ser incuráveis. Exemplos: SIDA e Herpes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
TIPOS DE INFEÇÃO 
 Existem vários tipos de infeção: 
 
. Infeção Aérea: infeção das vias respiratórias adquirida através do ar respirado e dos 
agentes infeciosos nele contidos. Gripe, Pneumonia, Bronquiolite. 
. Infeção do Trato Urinário (ITU): Baixa, quando afeta o trato urinário inferior – Cistite; 
Alta, quando afeta o trato urinário superior – Pielonefrite. 
. Infeção Renal: ou Pielonefrite. 
. Infeção Gastrointestinal: Gastroenterite. 
. Infeções no Fígado: Hepatites. 
. Infeção do Sistema Nervoso: raiva e vírus do Oeste do Nilo. 
. Infeções na Pele: verrugas, varicela. 
. Placenta e feto: vírus Zika, rubéola, citomegalovírus. 
 
. Infeção Endógena: infeção devido a um microrganismo já existente no organismo 
e que, por qualquer motivo, se torna patogénico. 
. Infeção Exógena: infeção provocada por microrganismos provenientes do exterior. 
 
. Infeção Hospitalar: infeção adquirida em meio hospitalar. 
. Infeção Oportunista: infeção que surge por diminuição das defesas do organismo. 
. Infeção Puerperal: infeção que surge na mulher debilitada e com as defesas 
diminuídas, após o parto. 
. Infeção Secundária: infeção consecutiva a outra e provocada por um 
microrganismo da mesma espécie. 
. Infeção Sética ou Septicemia: infeção muito grave, em que se verifica uma 
disseminação generalizada por todo o organismo dos microrganismos infeciosos. 
. Infeção Terminal: infeção muito grave que, por regra, é causa de morte. 
 
PREVENÇÃO 
 
Imunização: processo de fortalecimento das defesas do organismo (Vacinas, 
Imunoglobulinas). 
 
• Medidas Gerais: as pessoas podem ajudar a prevenir muitas infeções com a 
adoção de medidas de bom senso, protegendo-se a si mesmas e aos outros. 
 
o Lavar as mãos frequentemente e cuidadosamente, com água e sabão 
o Consumir apenas alimentos e líquidos preparados ou tratados 
adequadamente 
o Evitar contacto com pessoas infetadas e superfícies contaminadas 
12 
 
o Espirrar e tossir para lenços, que devem ser descartados, ou no braço, 
cobrindo boca e nariz 
o Usar práticas de sexo seguro 
o Prevenir mordidas e picadas de insetos 
 
• Vacinação: estimulação dos mecanismos de defesa naturais do organismo – 
Imunização Ativa. As vacinas têm antigénios (substâncias estranhas ao organismo 
que provocam uma resposta imunitária) que, quando administrados produzem 
uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos. 
Ou seja, quando estão no nosso organismo, NÃO provocam doença mas 
induzem o sistema imunitário a produzir Anticorpos. 
 
As vacinas são administradas ANTES da exposição a um vírus, de modo a prevenir 
a infeção. Algumas vacinas disponíveis: 
 
o Hepatite A e Hepatite B (cancro do fígado) 
o Vírus do Papiloma Humano (HPV) 
o Gripe 
o Sarampo, Papeira e Rubéola 
o Poliomielite 
o Raiva 
o Rotavírus 
o Varicela 
o Herpes 
o Febre amarela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A vacinação tem sido a forma mais eficaz de prevenir algumas doenças, as quais 
podem ser fatais em determinados indivíduos. Exemplo: a gripe provocada pelo 
13 
 
vírus Influenza pode apresentar graves complicações em idosos, podendo provocar 
a morte. Assim, a vacinação neste grupo ameniza a severidade da doença. 
 
Algumas doenças virais podem ser erradicadas com vacinas adequadas. A varíola 
foi erradicada em 1978 e a poliomielite foi erradicada em praticamente todo o 
mundo, com exceções onde crenças religiosas e falta de fundos interferem com a 
vacinação. Já o sarampo estava praticamente erradicado, mas sendo uma doença 
altamente contagiosa e com a “moda da não vacinação”, voltou a ser um grave 
problema em alguns países. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Vacina 
 O antigénio da vacina é normalmente composto pelo microrganismo Completo, 
Morto ou Atenuado, ou Fragmentos desse microrganismo. 
 
• Vacinas Vivas Atenuadas: presença do vírus vivo mas modificado, de modo a que 
o vírus perca a capacidade de causar infeção, mas mantendo a sua capacidade 
replicativa. Vantagem: induz uma excelente resposta imunitária do hospedeiro. 
Desvantagem: NÃO deve ser utilizada em indivíduos com imunodeficiência ou 
em grávidas, visto que o vírus pode reverter ao seu estado funcional nos 
primeiros e infetar o feto nas segundas. Normalmente, basta a administração de 
uma única dose para produzir imunidade para toda a vida. Exemplo: BCG 
(tuberculose), rotavírus, varicela, VASPR, febre-amarela. 
 
• Vacinas Mortas ou Inativadas: aqui, os microrganismos são mortos por agentes 
químicos. Vantagem: total ausência de poder infecioso do agente – não 
consegue infetar nem se consegue multiplicar, mantendo apenas a capacidade 
14 
 
de provocar resposta imunitária e dar proteção. Desvantagem: a resposta 
imunitária induzida não é ótima, havendo necessidade de administrar reforços. 
 
o Inteiras: vírus ou bactérias inteiros. Exemplo: Hepatite A, Cólera, Raiva, 
Poliomielite, Pertússis. 
o Fracionadas: pequenas partes do microrganismo. Exemplo: DTPa 
(Difteria, Tétano, Pertússis), Gripe, Cólera, MenC. 
 
• Novas Vacinas: estas vacinas são desenvolvidas por recombinação genética. 
Aqui, o antigénio é produzido por outros microrganismos (leveduras). Exemplos: 
Hepatite B e HPV. 
 
Imunoglobulinas: soluções esterilizadas de anticorpos colhidos do sangue de um 
grupo de pessoas. As imunoglobulinas são administradas diretamente a uma pessoa 
- Imunização Passiva. As imunoglobulinas podem ser coletadas do sangue de: 
 
o Pessoas saudáveis - Imunoglobulinas Humanas Agrupadas 
o Pessoas com muitos anticorpos que defendem contra um organismo 
infecioso específico, muitas vezes porque foram infetadas por aquele 
organismo anteriormente - Globulinas Hiperimunes – para doenças como 
hepatite B, raiva, tétano e varicela. 
 
As imunoglobulinas são aplicadas por injeção no músculo ou na veia. A 
imunidade conferida por elas dura apenas alguns dias ou semanas, até que o 
organismo elimine os anticorpos injetados. 
 
TRATAMENTO 
Passa por tratar os sintomas da infeção viral e, por vezes, pela toma de 
medicamentosantivirais. 
 
• Tratamento de sintomas: não existem tratamentos específicos para muitos vírus. 
No entanto, muitas medidas podem ajudar a aliviar certos sintomas: 
 
o Desidratação: deve-se beber líquidos em abundância, sendo por vezes 
administrados por via intravenosa 
o Diarreia: Loperamida 
o Febre e dores: anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou paracetamol 
o Enjoo e vómito: uma dieta líquida clara e, se necessário, um antiemético 
o Erupções cutâneas: cremes e anti-histamínicos tomados por via oral para 
a comichão 
15 
 
o Corrimento nasal: descongestionantes nasais, como fenilefrina ou 
fenilpropanolamina 
o Dor de garganta: pastilhas para a garganta com anestésicos como a 
benzocaína 
 
Nem todas as pessoas que apresentam estes sintomas precisam de tratamento. 
Se os sintomas forem leves, pode ser melhor esperar que desapareçam por si. 
Alguns tratamentos podem não ser adequados para bebés e crianças pequenas. 
 
• Medicamentos Antivirais: são medicamentos que combatem as infeções 
virais. Não existem muitos medicamentos antivirais eficazes; no entanto, existem 
diversos medicamentos para doenças como a Gripe, a Herpes, HIV e Hepatite C. 
 
Os antivirais podem interferir em qualquer uma das etapas da replicação do vírus 
(adsorção, penetração, desmontagem…). Mas, como os vírus fazem tudo isto no 
interior da célula hospedeira, utilizando a sua maquinaria, bloquear o metabolismo 
dos vírus é quase impossível. Isto faz, também, com que o medicamento seja, muitas 
vezes, mais tóxico para a célula hospedeira que para o vírus. 
Estes medicamentos são, ainda, eficazes apenas contra um vírus, sendo que estes 
podem desenvolver resistência contra o medicamento. Tudo isto torna o 
desenvolvimento de antivirais muito mais difícil que o de antibióticos! 
 
CLASSIFICAÇÃO DE ANTIVIRAIS 
 Os antivirais são classificados conforme o seu uso terapêutico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amantadine
Oseltamivir
Zanamivir
Anti-Influenza
Antirretrovirais
Aciclovir
Fanciclovir
Penciclovir
Anti-Herpes
ANTIVIRAIS - USO TERAPÊUTICO
16 
 
Mecanismo Gerais de Ação 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFEÇÃO POR HIV 
 O HIV destrói as células CD4 do sistema imunitário. A perda destas células torna 
difícil a tarefa do organismo combater infeções. Assim, os medicamentos utilizados 
para tratar a infeção pelo vírus do HIV têm 2 objetivos: 
 
. travar a replicação do vírus, reduzindo a sua quantidade (Carga Viral) no sangue, 
até ser indetetável 
. ter uma Carga Viral baixa permite ao sistema imunitário recuperar e aumentar o 
número de células CD4 
 
 O tratamento não cura, mas ajuda as pessoas com HIV a viver mais tempo e com 
mais saúde, reduzindo o risco de transmissão a terceiros – existem, atualmente, 
estudos que comprovam que uma pessoa que faz o tratamento com antirretrovirais 
e tenha uma carga viral suprimida, NÃO transmite o vírus aos parceiros sexuais. O 
tratamento é gratuito em Portugal. 
 
Várias classes de Medicamentos Antirretrovirais são utilizadas em conjunto para 
tratar esta infeção. Estes medicamentos: 
 
. Bloqueiam a entrada do HIV em células humanas 
. Bloqueiam a atividade de uma enzima de que o vírus necessita para se multiplicar 
dentro da célula e/ou integrar o seu material genético do DNA humano 
 
 Os medicamentos são agrupados em classes com base na forma como atuam 
contra o HIV: 
 
 
 
 
 
 
 
Oseltamivir
Bloqueiam a saída da célula hospedeira
Impede a replicação do material genético do vírusAciclovir
MECANISMOS GERAIS DE AÇÃO
Impede a entrada do vírus na célula
Bloqueia a descapsulação
Amantadine
Zanamivir
Abacavir Zidovudina Emtricitabina Tenofovir Nevirapina
Atazanavir Darunavir Fosamprenavir Ritonavir
Maraviroc Enfuvirtide
Inibidores da 
Transcriptase Reversa*
Inibidores de Protease**
Inibidores de Entrada***
Medicamentos Antirretrovirais - HIV
17 
 
* impedem a replicação do ácido nucleico. 
** impedem que esta proteína ative outras no interior do novo vírus. Isto resulta em 
HIVs imaturos e defeituosos, incapazes de infetar novas células. 
*** impedem o HIV de entrar no hospedeiro, por bloqueio dos recetores onde este 
se deve ligar. 
 
O HIV acaba por desenvolver resistência a alguns destes medicamentos 
quando são utilizados isoladamente. A resistência começa passados poucos dias 
ou vários meses da utilização. Assim, os tratamentos mais eficazes passam por 
administrar 2 ou mais medicamentos combinados.

Mais conteúdos dessa disciplina