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MODULO 1 (UM) COMPREENSÃO DO QUE É ETICA (ETHOS - MUNDO HABITAVEL) A compreensão do conceito de ética e sua prática nas relações humanas é essencial na vida em sociedade. Sabemos que sem ética a vida comunitária se torna impossível, a sua ausência inviabiliza a vida em todas as suas formas. Uma definição, de certa forma bastante objetiva, que me acompanha ao longo da vida, é a ideia de ética (Ethos) como “tornar o lugar habitável”, isto é, ética é toda relação que favorece o convívio entre nós A compreensão do conceito de ética e sua prática nas relações humanas são essenciais na vida em sociedade. Sabemos que sem ética a vida comunitária se torna impossível, a sua ausência inviabiliza a vida em todas as suas formas. Uma definição, de certa forma bastante objetiva, que me acompanha ao longo da vida, é a ideia de ética (Ethos) como tornar o lugar habitável. O QUE NÃO É ETICO Por este princípio, toda e qualquer ação que inviabilize a produção, manutenção e reprodução da vida implica na ausência de uma atitude ética. A corrupção, o racismo, a intolerância, a xenofobia, entre outras práticas, são expressões que impossibilitam a convivência comunitária, ameaçando tornar o nosso lugar inabitável, contrariando, deste modo, toda ética que é a expressão do “tornar o lugar habitável”. REFLEXÃO SOBRE ETICA Vemos, então, que a ética é o fundamento da vida em sociedade, devendo permear todas as nossas relações sociais: família, trabalho, amizades etc. Pelo simples fato de não vivermos sozinhos no mundo, a ética é uma reflexão permanente entre nós, pois dela resulta o bem-estar ou mal-estar coletivos. Todas as nossas escolhas precisam ser confrontadas com as reflexões do campo da ética, com questionamentos sobre as consequências destas escolhas. A filosofia da práxis e sua relação com a ética A práxis como atividade material do ser humano é atividade transformadora que visa a eliminação das injustiças e desigualdades presentes no contexto da sociedade humana A práxis desafia o ser humano a transformar sua realidade deforma integral e radical, a buscar um mundo verdadeiramente habitável. Em momento algum, ela poderá servir como legitimadora de estruturas que desumanizem e oprimam o ser humano; ao contrário, ela busca a transformação das realidades que inferiorizam e ameaça a vida Fundamentada na filosofia da práxis, os indivíduos são desfiados a dar um salto da consciência comum (alienada e repetitiva) para a consciência reflexiva (crítica e transformadora). A filosofia da práxis nos permite conhecer a dinâmica da sociedade ao revelar as formas de dominação e contradições encobertas pelas ideologias dominantes (hegemonia), que buscam convencer dos seus valores políticos e culturais. FILOSOFO SUA TEORIA GRAMSCI A práxis como atividade material do ser humano é atividade transformadora que visa a eliminação das injustiças e desigualdades presentes no contexto da sociedade humana. Sem reflexão não existe práxis, mas ela não é tão somente reflexão; antes, ela se desdobra em uma atitude, em ação concreta frente às questões históricas e sociais apresentadas A filosofia da práxis nos permite conhecer a dinâmica da sociedade ao revelar as formas de dominação e contradições encobertas pelas ideologias dominantes (hegemonia), que buscam convencer dos seus valores políticos e culturais. Diante disso, se dá a relevância dos intelectuais: na formação política e cultural do grupo a que pertence. Os intelectuais são parte de um organismo vivo e em expansão, estando ao mesmo tempo conectados ao mundo do trabalho e próximos ao seu grupo Agir e conhecer são ações inseparáveis, e toda análise dos fatos deve necessariamente ser Feita a partir dos dados concretos. Para tanto, é necessário elaborar uma teoria do conhecimento como instrumento de libertação das estruturas que oprimem os seres humanos. FILOSOFO Cassiano Floristán Compreende que nem toda atividade ou ação humana é práxis, assim, os traços característicos da filosofia da práxis são para ele: 1. Ação criadora – A práxis criadora é inovadora frente às 2. novas realidades, para isso é necessário certo grau de Ação criadora – A práxis criadora é inovadora frente às novas realidades, para isso é necessário certo grau de consciência crítica. Ação reflexiva – A superação da espontaneidade exige um alto grau de reflexão. Toda ação exige a reflexão permanente e crítica com o objetivo de traçar objetivos claros. Ação libertadora – A práxis existe na medida em que existe um projeto de libertação. A transformação das estruturas sociais é o fim de toda práxis. Ação radical e não reformista – A práxis tem como objetivo a transformação das relações econômicas, políticas e sociais. Em uma sociedade que se divide em classes, este processo Ação radical e não reformista – A práxis tem como objetivo a transformação das relações econômicas, políticas e sociais. Em uma sociedade que se divide em classes, este processo de transformação radical resulta na luta de classes. Fundamentos para uma ética: os sistemas de pensamento A vida ética, a resposta ética para os dilemas do cotidiano, exige a opção consciente por um sistema de pensamento, isto é, uma forma organizada e estruturada de pensar, que possui um conjunto de valores e princípios interligados, de partes A vida ética, a resposta ética para os dilemas do cotidiano, exige a opção consciente por um sistema de pensamento, isto é, uma forma organizada e estruturada de pensar, que possui um conjunto de valores e princípios interligados, de partes relacionadas dinamicamente com um claro objetivo. Existem inúmeros “sistemas de pensamento”, e aqui podemos destacar alguns deles: pensamento pragmático, utilitarista, vitalista, cristão, humanista etc. Pensamentos éticos; Utilitarista: utilitarismo, o resultado de sua ética será sempre promoção da maior quantidade de benefícios ao maior número de indivíduos, ainda que essa ação acarrete prejuízos a uma minoria. O valor no sistema de pensamento utilitarista está em produzir um resultado que seja benéfico para um maior número possível de pessoas, e não somente para um indivíduo. O valor da ação repousa sobre suas consequências; se elas forem boas, a ação é boa. Dentre os grandes expoentes deste sistema estão John Stuart Mill e Jeremy Bentham. Na Grécia antiga, este pensamento aparecerá também em Epicuro. ]