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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE Faculdade de Educação e Comunicação Empréstimos Bancário Elementos do 2º Grupo: Alcido Ambrósio Matruca Alice José Inácio Camila Justino de F. J. Faife Ismail Basílio Carvalho Jacinta Gabriel Lopes Silva Arlindo Marcelino Curso: Licenciatura em Contabilidade e Auditoria - 2º Ano - Diurno Nampula, Maio de 2020 11 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE Faculdade de Educação e Comunicação Empréstimos Bancário Trabalho em grupo de carácter avaliativo da disciplina de Cálculo Financeiro I a ser submetido no curso de Contabilidade e Auditoria, na Faculdade de Educação e Comunicação. Elementos do 2º Grupo: Alcido Ambrósio Matruca Alice José Inácio Camila Justino de F. J. Faife Ismail Basílio Carvalho Jacinta Gabriel Lopes Silva Arlindo Marcelino Docente: Yoby Caetano José Nampula, Maio de 2020 Folha de Feedback: Recomendações de melhoria: __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Índice Introdução 1 Empréstimo 2 Empréstimo Bancário 2 Definição 2 Características 3 Modalidades 4 Contracto de Empréstimo 4 Forma do Contrato 5 Elementos de Crédito Bancário 5 Sistemas de amortização 5 Sistema de Amortização Francês 6 Sistema de Amortização Constante (SAC) 7 Sistema de Amortização Misto (SAM) 8 Sistema Americano de Amortização (SAA) 9 Conclusão 10 Referências Bibliográficas 11 Introdução Muitas vezes uma pessoa necessita de comprar uma casa, carro, ou equipamento e não tem dinheiro disponível para o fazer no imediato. Um empréstimo do banco é uma forma de a pessoa arranjar o dinheiro que precisa, ficando responsável por devolvê-lo em prestações ao longo de um certo período de tempo (meses, trimestres, quadrimestres, semestres ou anos). Da mesma forma, também muitas vezes as empresas necessitam de melhorar o seu negócio (abrir novos espaços, contratar mais colaboradores, comprar novos equipamentos, comprar mais matérias-primas ou consumíveis…) e não têm dinheiro para o fazer. O presente trabalho tem como objectivo abordar sobre empréstimo bancário, a partir dos resultados de pesquisas publicadas em material bibliográfico e artigos científicos. Dentro deste tema irá se falar também dos sistemas de amortização. Para cumprir com seu objectivo esta pesquisa está dividida da seguinte forma: i) Introdução – nesta parte esta apresentada a delimitação do tema, objectivos da pesquisa e apresentação da metodologia usada para a sua concretização; ii) Desenvolvimento – nesta secção está apresentada a análise e discussão da literatura consultada; iii) Considerações finais - onde estão patentes as considerações finais a quando dos objectivos traçados e; iv) Referências bibliográficas - onde estão referenciadas as obras consultadas para sustento e realização do trabalho. Para a realização das citações que se encontram no desenvolvimento do trabalho e nas referências bibliográficas foram observadas as normas APA 6ª edição. Empréstimo Entende – se por empréstimo, uma dívida feita entre o consumidor e o banco ou financeiro (agiota). O consumidor leva o dinheiro e tem um prazo para pagar o valor com juros. Este, não precisa ser feito apenas para comprar um bem e, por isso, o agiota nem sempre tem algo a hipotecar, fazendo com que a taxa de juros a aplicar seja maior do que taxa de um financiamento (Mathias & Gomes, 1989). Os autores referem ainda que, em termos financeiros, a dívida surge quando uma certa importância é emprestada por um certo prazo de tempo e, aquele que assume a dívida obriga-se a paga-la da seguinte forma: o valor emprestado mais os juros devidos, no prazo estipulado no acordo inicial. Empréstimo Bancário Definição Kohler (2012) refere que: Empréstimo bancário é a operação pela qual o banco entrega certa quantia em dinheiro ao cliente, que, por sua vez, assume a obrigação de restituí-la, no prazo ajustado, no mesmo género, quantidade e qualidade, acrescida de juros e comissões, conforme previamente acordado (p. 38). Dito duma outra forma, um empréstimo ou mútuo bancário é “o contracto pelo qual o banco (mutuante) entrega ou se obriga a entregar uma determinada quantia em dinheiro ao cliente (mutuário), ficando este obrigado a restituir outro tanto do mesmo género e qualidade (“tantundem”), acrescido dos correspondentes juros” (Antunes, 2009, p. 497 – 498). Assim, podemos afirmar que um empréstimo bancário é um contracto entre o cliente e a instituição financeira pelo qual o primeiro recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. É através dos empréstimos bancários que muitas empresas como também pessoas singulares são concedidos pelo Banco um certo valor monetário para expor-se a realizar seus investimentos. Nos empréstimos bancários as duas partes “Banco e Cliente” acordam por contracto o período de reembolso do valor emprestado, equitativamente as devidas rendas e a devida modalidade de restituição e, também, através de empréstimos bancários muitos conseguem colocar seus negócios em actividade, melhorar alguns critérios nos negócios já existentes, adquirir novos equipamentos de trabalho, reforçar as existências em armazém, realizar novas construções bem como realizar reparações nas construções antigas (Jota, 2017). De acordo com Kohler (2012), o empréstimo bancário, de princípio, envolve dinheiro, mas pode ter como objecto títulos: · Empréstimos de títulos de valores pecuniários; ou · Empréstimo de Firma. Ele acrescenta ainda que a finalidade de empréstimos de títulos consiste em geral, na constituição de uma caução em favor do prestatário, normalmente perante algum órgão público, com o qual o contractou a execução de uma obra. Assim, a devolução, no caso de empréstimo de títulos, não se dá nos mesmos títulos, mas em outros equivalentes, ou à cifra monetária que representa. O empréstimo de firma, Por sua vez, é caracterizado por meio de uma garantia fidejussória, que por ventura, pode ser fiança, aval ou carta de garantia. O cliente do banco consegue uma garantia pessoal do banco, relativamente a uma obrigação pecuniária que se assume. Portanto, tal empréstimo é utilizado para garantir cumprimento de contracto de construção de obras públicas (Kohler, 2012). Características Segundo Kohler (2012), “o empréstimo bancário é de carácter real, unilateral, onerosa, nominativa e típica” (p.39). O empréstimo é de caracter real porque pressupõe a entrega do dinheiro, da coisa ou objecto de empréstimo para seja aperfeiçoado. É unilateral porque após aperfeiçoado o contracto, as obrigações recaem somente na pessoa do mutuário – ou seja, de restituir a coisa emprestada na época e nas condições ajustadas, acrescido de juros, correcção ou comissão. O mutuante, por já ter cumpridosua obrigação com a entrega do dinheiro ao mutuário, a nada se obriga (Abrão, 2010 & Kohler, 2012). Além dessas obrigações, poderá o mutuário ser obrigado a amortizar o valor devido segundo os prazos estabelecidos (poderá ocorrer a amortização parcelada dos encargos ou dos juros, ou a amortização do capital emprestado; os prazos de amortização podem ser, ainda, mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais e anuais); dar ao valor recebido o destino consignado no pedido, como no caso dos financiamentos agrícolas, industriais ou comerciais; e permitir ao banco a verificação ou comprovação das actividades atendidas pelo valor emprestado (Kohler, 2012, p.39). É uma operação considerada onerosa porque apresenta vantagens para ambas as partes: ao banco, no recebimento de juros e comissões; ao cliente, por ter a disponibilidade de recursos necessários par a consecução de seus negócios ou satisfação de suas necessidades e, é uma operação nominativa, porque a legislação lhe concede denominações específicas, assim como é considerado típico porque possui regulamentação própria (Rizzardo, 2003& Kohler 2012). Modalidades Segundo Rizzardo (2003), “as modalidades de empréstimo bancário são definidas de acordo com a sua destinação, de acordo com o reembolso e de acordo com a garantia” (p. 43). De acordo com Kohler (2012), segundo critério da destinação, o contracto de empréstimo bancário pode ser considerado pessoal ou comercial. Pois, os pessoais são concedidos levando-se em consideração a pessoa do tomador, tendo como finalidade o consumo ou o atendimento de necessidades pessoas e familiares. Em geral são concedidos a curto prazo e médio prazo. Os comerciais se destinam à actividade industrial ou comercial do cliente. A duração, nestes, é de médio e longo prazo. De acordo com reembolso, o empréstimo bancário pode ser simples, com devolução numa única vez, ou amortizável, quando a devolução se processa em prestações sucessivas (mensal, trimestrais ou semestral). E por fim, de acordo com a garantia, o empréstimopode ser sem garantia ou com garantia, real, incidente sobre bens móveis e imóveis, ou fidejussória, por intermédio de fiança (Kohler, 2012). Contracto de Empréstimo Para Kohler (2012), o empréstimo bancário se aproxima do mútuo, regrado no Código Civil, uma vez que envolve bens fungíveis, consumíveis, implicando transferência do domínio quando da entrega da coisa mutuada, devendo o mutuário devolver coisa de mesmo género, quantidade e qualidade. Assim, Tartuce (2008) salienta que: O contracto de empréstimo pode ser conceituado como negócio jurídico onde ocorre a entrega de coisa a alguém que compromete-se a devolver a coisa emprestada ou seu equivalente. Neste contexto, o contracto de empréstimo é género do qual fazem parte o mútuo e o comodato (p.451). Por tal aproximação, Coelho (2007) e Negrão (2010), o designam de mútuo bancário e, por sua vez, Abrão (2010) o designa de mútuo mercantil. Vale salientar que, usualmente, os empréstimos bancários são efectuados em instituições bancárias mais conhecidas do país e o reembolso dos mesmos é estabelecido no contracto que é assinado no âmbito da contracção do financiamento entre o Banco e Cliente. O reembolso de qualquer que seja o financiamento bancário tem custos financeiros que são suportados pela pessoa jurídica ou singular que se dirige a instituição bancaria para que seja financiada (Jota, 2017). Forma do Contrato Na contratação da operação de empréstimo bancário, tem-se que deve ser por documento escrito, público ou particular, sendo comum o público nos casos de empréstimo garantido por hipoteca (Rizzardo, 2003). Elementos de Crédito Bancário De acordo com Coelho (2016), o crédito bancário engloba seis (6) elementos, nomeadamente: 1. Finalidade: refere-se ao destino ou aplicação que será dada ao montante disponibilizado pelo banco, como por exemplo, a aquisição de uma habitação ou a compra de automóvel; 2. Prazo: está relacionada com a duração do pagamento de crédito, o qual não deve ser superior à vida útil do bem adquirido; 3. Preço: refere-se ao lucro que o banco terá como financiamento em questão, ou seja, ao montante de juros e comissões que o cliente terá de pagar por esta operação; 4. Montante: diz respeito ao valor do bem que se pretende adquirir e às necessidades do cliente, estando por isso directamente ligando à finalidade do crédito; 5. Risco: corresponde ao prejuízo, embora potencial, que está associado a esta operação de crédito. Ela varia de cliente para cliente devendo por isso ser analisado em pormenor; 6. Garantias: estão associadas ao risco e visam garantir a capacidade de cumprimento do contracto por parte do cliente, traduzindo-se numa via alternativa de compensação do credor (o Banco). Sistemas de amortização Amortização consiste em pagar uma parte da dívida para que ela reduza de tamanho até a sua eliminação. Porém, em toda dívida, há cobrança de juros. Portanto, para amortizar uma dívida, é necessário que o pagamento seja maior que os juros cobrados no período (Vianna, 2018). Existem diversos sistemas de amortização de empréstimos. Eles diferem pelo critério de devolução do valor actual (PV) e pelo cálculo e pagamento dos juros (J). Segundo Mathias e Gomes (1989), nos sistemas de amortização os juros são cobrados sobre o saldo devedor, considerando a taxa de juros compostos, sendo que, se não houver pagamento de uma parcela, levará a um saldo devedor maior, calculando juro sobre juro. De acordo com Vianna (2018), seguem os principais conceitos usados correntemente nas operações de empréstimos e financiamentos: · Mutuante ou credor: aquele que fornece o empréstimo; · Mutuário ou devedor: aquele que recebe o empréstimo; · Amortizar uma dívida: significa diminuir gradualmente, até a extinção total, o principal de uma dívida; · Parcelas de amortização: corresponde às parcelas de devolução do capital Emprestado. Indicaremos por A; · Prazo de amortização: é o intervalo de tempo durante o qual são pagas as amortizações; · Prestação: é a soma da amortização com os juros e outros encargos, pagos em dado período. Indicaremos por R; · Planilha: é um quadro, padronizado ou não, onde são colocados os valores referentes ao empréstimo, ou seja, o cronograma dos valores de recebimento e de pagamentos; · Saldo devedor: é o estado da dívida, ou seja, do débito, em um determinado instante de tempo t. Indicaremos por (PV)t; · Período de amortização: é o intervalo de tempo existente entre duas amortizações sucessivas. Dentre os principais e mais utilizados sistemas de amortização de empréstimos, abordaremos os seguintes sistemas de amortização: 1) Sistema de Amortização Francês; 2) Sistema de Amortização Constante; 3) Sistema de Amortização Misto; e, 4) Sistema Americano de Amortização. Sistema de Amortização Francês O Sistema Francês ou Sistema Price é o mais utilizado pelas instituições financeiras e pelo comércio em geral. O empréstimo é pago em prestações periódicas iguais e postecipadas. Cada prestação é constituída pela soma da amortização do principal com os juros do período. A amortização é obtida por diferença entre os valores da prestação e os juros do período. Os juros decrescem com o tempo. O principal no início de cada período vai se tornando cada vez menor e as amortizações vão crescendo de modo que a soma dessas parcelas permaneça constante ao longo do tempo. A amortização é crescente em progressão geométrica de razão igual a (1 + i) (Vianna, 2018). Exemplo: Um financiamento de 20.000,00 deverá ser amortizado, através do Sistema Francês de Amortização, em 8 prestações mensais, com juros compostos de 2% ao mês. Pedido: Calcule o valor da prestação Resolução: Dados: PV = 20.000,00 i = 0,02 ao mês n = 8 meses Como no Sistema de Amortização Francês o empréstimo é pago em prestações periódicas iguais e postecipadas, podemos encontrar o valor da prestação através da seguinte fórmula: R = PV R = 20.000,00 R = 20.000,00 x 0,136510R = 2.730,20 Sistema de Amortização Constante (SAC) De acordo com Vianna (2018) no Sistema de Amortização Constante, as parcelas de amortização do principal são sempre iguais (ou constantes). O valor da amortização A é calculado através da divisão do capital emprestado PV pelo número de amortizações n. Os juros são calculados, a cada período, multiplicando-se a taxa de juros contratada pelo saldo devedor existente sobre o período anterior, assumindo valores decrescentes nos períodos. A prestação, a cada período, é igual à soma da amortização e dos encargos financeiros (juros, comissões, entre outros), sendo periódica, sucessiva e decrescente em progressão aritmética, de razão igual ao produto da taxa de juros pela parcela de amortização. Assim, A = O saldo devedor de ordem t é dado por: (PV) t = (PV) (t-1) – A A parcela de juros de ordem t é: Jt = i x (PV) (t-1) Exemplo: O financiamento de 20.000,00 deverá ser amortizado, através do Sistema de Amortização Constante, em 8 prestações mensais, com juros compostos de 2% ao mês. Faça uma planilha com o desenvolvimento mensal das prestações, os juros pagos, a evolução das quotas de amortização e o saldo devedor. Resolução: PV = 20.000,00 i = 0,02 ao mês n = 8 meses Calculemos a parcela de amortização: A = = 2.500,00 n Prestações Rt = Jt + A Juros Jt = i. (PV) t-1 Amortizações A Saldo devedor (PV) t = (PV) t-1 - At 0 20.000,00 1 2.900,00 400,00 2.500,00 17.500,00 2 2.850,00 350,00 2.500,00 15.000,00 3 2.800,00 300,00 2.500,00 12.500,00 4 2.750,00 250,00 2.500,00 10.000,00 5 2.700,00 200,00 2.500,00 7.500,00 6 2.660,00 150,00 2.500,00 5.000,00 7 2.600,00 100,00 2.500,00 2.500,00 8 2.550,00 50,00 2.500,00 0,00 Total 21.800,00 1.800,00 2.500,00 - Sistema de Amortização Misto (SAM) O Sistema de Amortização Misto é um misto do Sistema de Amortização Constante (SAC) com o Sistema de Amortização Francês (SAF). É também conhecido de Sistema de Amortização Crescente (SACRE). Para Vianna (2018), esse misto dos dois sistemas se caracteriza pelo fato de a prestação ser igual à média aritmética entre as prestações dos dois sistemas. Sendo as prestações do SAM as médias aritméticas dos dois sistemas, SAC e SAF, respectivamente, os juros também serão as médias aritméticas dos juros correspondentes dos dois sistemas, a cota de amortização serão as médias aritméticas correspondentes e o saldo, bem como o saldo devedor. Além disso, os juros são decrescentes e as cotas de amortizações crescentes, permitindo que a dívida seja paga mais rapidamente. No Sistema de Amortização Misto, a partir de um determinado período, durante o prazo de financiamento, a prestação tende a cair continuamente até o final do empréstimo. Exactamente por isto, o percentual de comprometimento da renda neste tipo de mecanismo de amortização tende a ser mais alto, em cerca de 30%, pois, no decorrer do prazo do financiamento, as prestações devem cair e com isto diminuirá o grau de comprometimento da renda. Sistema Americano de Amortização (SAA) Segundo Vianna (2018), “no Sistema Americano de Amortização, o devedor obriga-se a pagar periodicamente apenas os juros do capital emprestado e a restituí-lo, integralmente, no final do prazo estabelecido” (p. 114). A autora refere que os juros sempre incidem sobre o valor original da dívida. Com isso o devedor pode quitar sua dívida quando quiser. Este sistema tem como desvantagem que o pagamento de juros pode, em tese, ser perpétuo mesmo quando já se pagou o equivalente à dívida em si. Portanto, com a finalidade de evitar o desembolso violento no final do prazo combinado, o devedor procura formar, por sua conta e, mediante depósitos periódicos de parcelas constantes, um fundo de amortização, chamado Fundo de Reserva, com o qual, no fim do prazo, possa pagar a dívida sem maiores problemas. É importante notar que este fundo será constituído concomitantemente aos pagamentos dos juros do principal através do uso do Factor de Acumulação de Capital. Conclusão Um empréstimo bancário é um contracto entre o cliente e a instituição financeira pelo qual o primeiro recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. É através dos empréstimos bancários que muitas empresas como também pessoas singulares são concedidos pelo Banco um certo valor monetário para expor-se a realizar seus investimentos. Este trabalho teve como objectivo abordar sobre empréstimo bancário, a partir dos resultados de pesquisas publicadas em material bibliográfico e artigos científicos, bem como trazer alguns conceitos relevantes a cerca dos sistemas de amortização. Portanto, amortizar é pagar uma parte da dívida para que ela reduza de tamanho até a sua eliminação. Contudo, existem diversos sistemas de amortização de empréstimos que diferem pelo critério de devolução do valor actual (PV) e pelo cálculo e pagamento dos juros (J). Finalizando, os principais e mais utilizados sistemas de amortização de empréstimos são: 1) Sistema de Amortização Francês; 2) Sistema de Amortização Constante; 3) Sistema de Amortização Misto; e, 4) Sistema Americano de Amortização. Espera-se que este trabalho tenha alcançado as expectativas do docente e que tenha contribuído para catapultar conhecimentos na área em estudo. Referências Bibliográficas Abrão, N. (2010). Direito Bancário (13.ª ed.). São Paulo, Brasil: Saraiva. Antunes, A. (2009). Direito dos Contratos Comerciais. Coimbra, Portugal: Almedina. Coelho, C. S. D. (2016). O Crédito Bancário. Recuperado em https://eg.uc.pt/bitstream/103565/1/Relat%C3%B3rio%20de%20Est%C3%A1gio%20-%Cristina%20Coelho.pdf Coelho, F. U. (2007). Curso de Direito Comercial (7.ª ed.). São Paulo, Brasil: Saraiva. Jota, M. (2017). Financiamento Bancário em Moçambique. Recuperado em https://jotangel.blogs.sapo.mz/financiamento-bancario-em-mocambique-1663 Kohler, E. B. (2012). Direito Bancário. São Paulo, Brasil: Editora Unijai. Mathias, F. W. & Gomes, M. J. (1989). Matemática Financeira. São Paulo, Brasil: Atlas Editora. Negrão, R. (2010). Manual de Direito Comercial e de Empresa (V.2). São Paulo, Brasil, Saraiva. Rizzardo, A. (2003). Contractos de crédito bancário (6.ª ed.). São Paulo, Brasil: RT. Tartuce, F. (2008). Direito Civil: Teoria Geral os Contractos e Contractos em Espécie. São Paulo, Brasil: Método. Vianna, R. M. I. (2018). Matemática Financeira. Salvador, Brasil: UFBA, Faculdade de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância.