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Brasília-DF. 
Tricologia e Terapia esTéTica capilar
Elaboração
Aparecida Erica Bighetti Ribas
Viviane Oliveira Fagundes
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 5
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA .................................................................... 6
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 8
UNIDADE I
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO..................................................................... 9
CAPÍTULO 1
PELE ........................................................................................................................................ 9
CAPÍTULO 2
FOLÍCULO PILOSO .................................................................................................................. 11
CAPÍTULO 3
DISFUNÇÕES ASSOCIADAS AO COURO CABELUDO ................................................................ 20
CAPÍTULO 4
EPIGENÉTICA ......................................................................................................................... 42
UNIDADE II
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA ............................................................................................ 45
CAPÍTULO 1
HISTÓRICO CLÍNICO .............................................................................................................. 45
CAPÍTULO 2
COSMETOLOGIA .................................................................................................................... 51
CAPÍTULO 3
TERAPIAS COMPLEMENTARES .................................................................................................. 60
UNIDADE III
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS ................................................................................................ 67
CAPÍTULO 1
NUTRIÇÃO E O SISTEMA CAPILAR ............................................................................................ 67
CAPÍTULO 2
FOTOTERAPIA ......................................................................................................................... 72
CAPÍTULO 3
PROCEDIMENTOS AVANÇADOS EM TRICOLOGIA .................................................................... 76
UNIDADE IV
HIRSUTISMO ......................................................................................................................................... 83
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 83
CAPÍTULO 2
TRATAMENTO .......................................................................................................................... 85
CAPÍTULO 3
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA .......................................................................................... 87
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 89
5
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém 
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a 
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
6
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para 
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos 
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
7
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
8
Introdução
Derivada do grego thricos (cabelos) mais logos (estudo), a Tricologia é a ciência 
que estuda os pelos ou cabelos. Desde a sua origem, em 1902, na Inglaterra, houve 
um crescente interesse pelos tratamentos preventivos dos problemas capilares. 
Assim, o estudo da Tricologia engloba diversos profissionais, como médicos, 
farmacêuticos, biomédicos, nutricionistas, biólogos, enfermeiros, químicos, 
cosmetólogos, esteticistas e cabeleireiros, que buscam unir as áreas da saúde e 
estética em prol da saúde capilar.
A terapia capilar envolve uma gama de procedimentos que visam harmonizar 
e manter a saúde do couro cabeludo e da fibra capilar, na tentativa de minimizar 
as agressões externas e corrigir os eventuais desequilíbrios causados por agentes 
químicos, cosméticos, hábitos alimentares, privação de sono, entre outros.
O tema “Tricologia e Terapia Capilar” tem o objetivo de desenvolver, nos 
profissionais, capacidades científicas e técnicas sobre avaliação e tratamento de 
condições do couro cabeludo e fibra capilar.
Objetivos
 » Compreender a anatomia, fisiologia e bioquímica do folículo piloso 
e da fibra capilar.
 » Conhecer a principais patologias que acometem o couro cabeludo e a 
fibra capilar.
 » Entender sobre os principais recursos cosméticos, eletroterapêuticos e 
fototerapêuticos para os tratamentos capilares.
9
UNIDADE I
ANATOMIA E 
FISIOLOGIA DA PELE E 
DO FOLÍCULO PILOSO
CAPÍTULO 1
Pele
A pele é o maior órgão do nosso corpo, responsável por grande parte das 
interações entre o meio externo e interno. Sua principal função é proteger o 
corpo contra atritos, perda de água, micro-organismos invasores, radiação 
ultravioleta e substância nocivas. É composta pela epiderme, constituída de 
epitélio estratificado pavimentoso e queratinizado e pela derme de tecido 
conjuntivo. Há ainda a hipoderme, ou fáscia subcutânea, formada por tecido 
conjuntivo frouxoe tecido adiposo, que a une aos órgãos.
Epiderme
A epiderme é a parte mais superficial da pele, composta por quatro camadas 
ou estratos: basal, espinhoso, granuloso e córneo. 
No estrato basal ou germinativo, encontram-se as células-tronco que dão 
origem aos diversos tipos celulares da epiderme, como os queratinócitos, que 
migram em direção à superfície em um processo chamado de queratinização. 
Também estão presentes no estrato basal os melanócitos e as células de 
Merkel. Os melanócitos são células arredondadas com prolongamentos que 
introduzem o pigmento melanina nos queratinócitos a fim de proteger 
o material genético celular dos efeitos da radiação ultravioleta. A melanina, 
pigmento de pardo-amarelado a marrom, é formada em vesículas denominadas 
melanossomas, por meio da oxidação da tirosina em 3,4-dihidroxifenilalanina 
(DOPA) pela enzima tirosinase. As células de Merkel possuem junções 
sinápticas com terminações nervosas sensitivas e, por isso, são responsáveis 
pela percepção tátil abundante na ponta dos dedos e nos folículos pilosos. 
10
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
No estrato espinhoso, os queratinócitos possuem formato poliédrico e 
pontes intercelulares que parecem espinhos e contribuem para a resistência 
da epiderme. Nesse estrato, são encontradas as células de Langerhans, 
que fagocitam e processam antígenos estranhos à pele. Os antígenos são 
apresentados aos linfócitos T, que iniciam uma resposta imunológica. 
No estrato granuloso, os queratinócitos adquirem formato pavimentoso com 
grânulos querato-hialinos. Além disso, ocorre a síntese de colesterol, ácidos 
graxos livres e ceramidas, que são liberados para o espaço intercelular, formando 
uma barreira impermeável à água. 
No estrato córneo, camada mais superficial, a barreira de lipídios formada 
impede a passagem de nutrientes, causando degeneração celular. Assim, 
esse estrato é composto por células mortas pavimentosas, sem núcleo e 
queratinizadas. Sua principal função consiste em ser uma barreira de proteção 
da pele contra atrito, perda de água, invasão de bactérias, fungos ou agentes 
químicos. 
Derme
A derme papilar corresponde à região das papilas dérmicas, constituída por tecido 
conjuntivo frouxo. A derme reticular é a maior parte da derme, formada por tecido 
conjuntivo denso não modelado. Ambas as regiões são ricas em fibras de colágeno 
e elastina, substâncias que conferem sustentação e elasticidade à pele. Na derme, 
também estão situados os anexos cutâneos (folículos pilosos, glândulas sebáceas, 
glândulas sudoríparas e unhas), os vasos sanguíneos e linfáticos, os nervos e as 
terminações nervosas sensoriais.
Hipoderme
A hipoderme, ou tecido subcutâneo, não é considerada uma camada pertencente 
à pele, mas uma união entre a pele e as estruturas subjacentes (figura 4). É 
composta por tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo e contém veias, artérias, 
terminações nervosas e células de gordura. Possui funções de reservatório 
energético, isolamento térmico, modelagem da superfície corporal, absorção 
de choques e preenchimento para a fixação de órgãos, controle e regulação do 
metabolismo hormonal.
11
CAPÍTULO 2
Folículo piloso
Desenvolvimento dos folículos pilosos
O desenvolvimento dos folículos pilosos inicia-se ainda durante o período 
embrionário, e está completo na metade da vida fetal. O folículo piloso e seu pelo 
são anatomicamente uma estrutura única que deriva de células indiferenciadas da 
epiderme. A partir da 14a semana do embrião, células germinativas da epiderme 
projetam-se em direção à derme, dando origem à papila dérmica. Posteriormente, 
as células mesenquimais presentes nessa região diferenciam-se em todas as 
células necessárias para a formação do folículo e da fibra capilar. Em média, 
dois milhões de folículos pilosos são desenvolvidos durante a vida embrionária. 
Após o nascimento, os folículos estão completamente desenvolvidos, e não há 
surgimento de novas estruturas.
Os lanugos, primeiros pelos presentes nos recém-nascidos, são finos, 
sem pigmentação e recobrem toda a superfície cutânea, exceto as regiões 
palmo-plantares e o dorso dos dedos. Após algumas semanas, ocorre um novo 
crescimento de pelos, e o lactente apresenta um fino manto de pelos finos, 
macios e sem medula – os pelos velus. 
Antes da puberdade, surgem no couro cabeludo, nas sobrancelhas e nos cílios, 
os pelos terminais, os quais são longos, grossos e pigmentados. Por estímulo 
hormonal androgênico, desenvolvem-se nas regiões das axilas e regiões 
pubianas em ambos os sexos, e na face em homens.
Anatomia
Os folículos pilosos estão dispostos em famílias no couro cabeludo, as chamadas 
unidades foliculares. Essas unidades incluem as glândulas sebáceas e o músculo 
eretor do pelo (Figura 1). As glândulas sebáceas possuem um ducto curto que 
desemboca no folículo piloso e carrega sebo para a superfície da pele. O sebo 
é uma secreção oleosa rica em ácidos graxos, ésteres de cera e esqualeno, que 
protege e lubrifica o pelo e a pele. O músculo eretor do pelo está preso ao terço 
médio do folículo piloso e da derme papilar. É composto por um feixe de fibras 
de músculo liso controladas pelo sistema nervoso simpático. Quando contraído, 
reduz a inclinação da pele e comprime a glândula sebácea, fazendo com que sua 
secreção oleosa seja liberada.
12
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Figura 1. Anatomia do folículo piloso.
Glândula sebácea 
Músc. eretor do pelo 
Glândula sudorípara 
Bulge 
Bulbo capilar 
Matriz 
Papila dérmica 
Fonte: adaptada de Owczarczyk-Saczonek et al., 2018.
O folículo piloso pode ser dividido anatomicamente em três segmentos: 
infundíbulo, istmo e segmento inferior (Figura 2). O infundíbulo compreende 
a porção do orifício folicular superior até a entrada da glândula sebácea. O istmo 
é a porção mediana do folículo, situado entre o ducto da glândula sebácea e o 
músculo eretor do pelo. O segmento inferior engloba a região entre o músculo 
eretor do pelo e a base do folículo piloso. As regiões do infundíbulo e do istmo 
não sofrem alterações durante o ciclo de crescimento e, por isso, fazem parte de 
uma nomenclatura chamada de segmento permanente. O segmento inferior é 
considerado transitório por abrigar o bulbo e a papila dérmica, estruturas que 
sofrem modificações ao longo do ciclo capilar.
Figura 2. Segmentos do folículo piloso.
Infundíbulo 
Istmo 
Tronco 
Bulbo 
Segmento 
permanente 
Segmento 
transitório 
Fonte: adaptada de Ackerman et al., 2001.
13
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
O bulbo se localiza na região mais profunda do pelo. Ele abriga a papila 
dérmica, região composta por tecido conectivo e fibroblastos, irrigada por vasos 
sanguíneos. A porção da papila dérmica que está em contato com o bulbo possui 
intensa atividade mitótica e metabólica, responsável pela formação do pelo. Na 
zona supramatricial, estão presentes os melanócitos, células responsáveis pela 
pigmentação dos pelos. As células da matriz diferenciam-se gradualmente ao 
longo do folículo em bainhas radiculares e pelo. A matriz ligada à epiderme forma 
a bainha radicular externa. Mais internamente, há a camada de Henle, a camada de 
Huxley e a cutícula da bainha radicular interna. Entre as bainhas externa e interna, 
encontra-se a membrana vítrea. Um tecido conjuntivo composto por fibras de 
colágenos circunda o folículo.
Como mencionado acima, a bainha radicular interna (epitelial) possui três estratos:
 » Camada de Henle: composta de uma única camada de células 
achatadas e claras, com fibras hialinas; relaciona-se com a bainha 
epitelial externa da raiz.
 » Camada de Huxley: apresenta várias camadas de células alongadas 
contendo tricoialina; são hipocromáticas. 
 » Camada da bainha radicular: coloca-se à cutícula do pelo. É 
uma camada em escamas transparentes, córneas, que se imbricam 
com as escamas da cutícula do pelo. Por isso, a bainha radicular 
internasai junto com o pelo extraído. 
Fibra capilar
A fibra capilar é composta por três camadas distintas: medula, córtex e cutícula. 
A medula do pelo é a área central, presente apenas nos pelos terminais mais 
grossos e ásperos. O córtex possui várias camadas celulares e é responsável 
por 90% do volume do pelo. No seu interior, possui macro e microfibrilas 
de queratina. As microfibrilas contêm protofibrilas compostas por cadeias 
polipeptídicas ligadas por pontes de hidrogênio, ligações iônicas e pontes de 
dissulfeto. Essas características conferem resistência, flexibilidade e elasticidade 
ao cabelo. Uma vez que a queratina é incolor, a cor do cabelo é fornecida pelos 
melanócitos presentes no folículo piloso. Existem dois principais tipos de 
melanina: feomelanina (amarelo a vermelho) e eumelanina (marrom a preto). 
A porcentagem da mistura de feo e eumelanina determinam a cor natural dos 
cabelos: cinza, loiro, castanho, vermelho ou preto.
14
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Ciclo capilar
A atividade proliferativa das células da papila dérmica não é contínua. Há um 
padrão cíclico, com alternância de fases de crescimento e repouso. O segmento 
inferior do folículo sofre alterações que caracterizam três fases distintas de 
crescimento: anágena, catágena e telógena (Figura 3). 
Figura 3. Ciclo capilar.
Anágeno Catágeno Telógeno Anágeno 
Fonte: Sampaio e Rivitti, 2007.
A fase anágena, ou de crescimento dos fios, possui uma intensa atividade 
de divisão celular na região da papila dérmica. A duração dessa fase é 
determinada geneticamente e, no couro cabeludo, tem duração de 2 a 6 anos. 
Aproximadamente 90% dos fios encontram-se nessa fase de crescimento. 
A fase catágena é um período de transição entre a fase de crescimento e a 
de repouso. Nela ocorre uma involução rápida do folículo piloso devido a um 
processo apoptótico na região do bulbo. Os pelos param de crescer, e as células 
do segmento permanente continuam sua diferenciação em direção à haste 
do pelo. O bulbo capilar desaparece e a terminação da raiz fica em formato 
de um bastão arredondado. A papila dérmica encolhe-se até receber sinais 
para iniciar uma nova fase anágena. Menos de 1% dos cabelos estão nessa 
fase de involução, que pode durar entre 2 e 3 semanas.
No final da fase telógena, o folículo piloso entra em um estágio de repouso, 
período que dura em média três meses. Uma queda fisiológica de pelos telógenos 
(100 a 200 fios) pode ocorrer ao pentear, lavar ou friccionar o couro cabeludo.
No couro cabeludo, cerca de 85% dos pelos encontram-se na fase 
anágena, 14% na fase telógena e 1% na fase catágena.
A queda capilar geralmente tem como causa fatores sistêmicos, nutricionais, 
emocionais ou humorais. A alteração do ciclo capilar provoca alopecia. 
15
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Deve-se observar se o cabelo que caiu possui bulbo presente, ou somente 
a haste partida. Caso o folículo esteja na fase telógena, não se considera o 
fenômeno patológico. 
Sabe-se que o homem apresenta em torno de 100 a 150 mil fios de cabelo 
e, sabendo-se que sua renovação se faz a cada três a cinco anos, pode-se 
considerar que a perda diária de 50 a 100 fios será no limite da normalidade. 
Quadro 1. Estrutura do pelo.
Folículo
Bainha radicular dérmica (interna) » Camada reticular da derme: externa, com grossos feixes de fibras colágenas dispostas longitudinalmente.
 » Camada papilar da derme: posição mediana, espessa, com fibras conectivas em disposição circular.
 » Membrana vítrea: interna, estreita, homogênea, com fibras reticulares e substância amorfa.
Bainha radicular epidérmica 
(externa)
 » Externa: contínua com camadas da epiderme, possui uma única camada de poligonais com pontes celulares.
 » Interna: camada superficial queratinizada, envolve a raiz do pelo.
Fonte: De Maio, 2011.
Exames propedêuticos acurados e anotação de dados obtidos em uma ficha de 
anamnese são de suma importância e relevância para o diagnóstico de queda 
capilar. Sendo assim, veja como deve ser feita a ficha de anamnese para esses 
casos: 
Quadro 2. Ficha de anamnese.
Data da consulta:
Identificação:
Nome: .............................................................................................................................................
Endereço: .......................................................................................................................................
Complementos: ..............................................................................................................................
CEP: ...............................................................................................................................................
Estado: ......................................................... Cidade: ...................................................................
Telefones: (...) ............................................ Celular: ...................................................................
E-mail: ............................................................................................................................................
Naturalidade: ..................................................................................................................................
Nacionalidade: ................................................................................................................................
Data de nascimento: ......................................................................................................................
Sexo: ...............................................................................................................................................
Cor: .................................................................................................................................................
Estado civil: .....................................................................................................................................
Profissão anterior e/ou atual: ..........................................................................................................
.........................................................................................................................................................
RG: .................................................................. CPF: .....................................................................
16
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Queixa principal e duração
Queda de pelos: .....................dias
Queda de cabelos: ..................meses
Falha no cabelo: ...................... anos
Outros: ................................................
História pregressa da moléstia atual
Início: ( ) rápido ( ) lento
Propagação para outras regiões: ( ) sim ( ) não
Sintomas relacionados: ( ) prurido ( ) sudorese
 ( ) descamação ( ) aumento da oleosidade
 ( ) eritema ( ) febre
 ( ) dor ( ) algum processo relacionado pouco antes da queda de cabelo
 ( ) calor local ( ) outros
Antecedentes pessoais
Doenças anteriores: ........................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
Dietas alimentares: .........................................................................................................................
( ) vegetariana
Cirurgias anteriores: ........................................................................................................................
..........................................................................................................................................................Alergias: ..........................................................................................................................................
........................................................................................................................................................
Data da última menstruação: ..........................................................................................................
( ) ciclos menstruais regulares
( ) ciclos menstruais irregulares
( ) presença de cistos ovarianos 
( ) outras patologias pélvicas: .......................................................................................................
( ) gravidez
( ) amamentação
Uso de medicamentos: ...................................................................................................................
Realização de exercícios físicos: ....................................................................................................
Periodicidade: ................................................................................................................................
Já usou ou usa anabolizantes: .......................................................................................................
Doenças do couro cabeludo: ..........................................................................................................
Uso de químicas ou afins nos cabelos: ..........................................................................................
Se positivo, há quanto tempo usa?: ..............................................................................................
Retoques frequentes: ....................................................................................................................
( ) uso constante de laços ou elásticos
( ) cortes regulares de cabelo
17
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Periodicidade em lavar os cabelos
Uso de xampu: 
 ( ) com sal
 ( ) sem sal
Escova os cabelos: 
 ( ) 1 vez ao dia
 ( ) 2 vezes ou mais
 ( ) uso de secadores
 ( ) uso de chapinhas e outros
 ( ) morou ou mora em lugares poluídos ou que já tiveram algum índice de radiação ou contaminação química?
Antecedentes familiares
Calvície na família. Quem? .............................................................................................................
Neoplasias. Quem? .........................................................................................................................
Doenças infecciosas. Quem? .........................................................................................................
Diabetes. Quem? ...........................................................................................................................
Doenças na tireoide. Quem? .........................................................................................................
Outras doenças: ............................................................................................................................
Hábitos
Fumante. Marca e quantidade diária: .............................................................................................
Bebida alcoólica. Tipo e quantidade diária: ....................................................................................
Drogas: ...........................................................................................................................................
Alimentação: ..................................................................................................................................
Ritmo intestinal: ..............................................................................................................................
Exame físico geral
PA: ..................................................................................................................................................
P: ....................................................................................................................................................
Peso: ...............................................................................................................................................
Altura: ............................................................................................................................................
Mucosas: ........................................................................................................................................
Pele: ................................................................................................................................................
Pelos: .............................................................................................................................................
Unhas: .............................................................................................................................................
Cabeça e pescoço: .........................................................................................................................
Pulmões: .........................................................................................................................................
Coração: .........................................................................................................................................
Tronco: ...........................................................................................................................................
Abdome: ..........................................................................................................................................
Membros: ........................................................................................................................................
Exame físico especial 
Região da queixa: 
 ( ) localizada
 ( ) dispersa
 ( ) única
 ( ) várias lesões
18
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Exame físico especial 
Aspecto da lesão:
 ( ) descamativa
 ( ) eritematosa
 ( ) cicatricial
 ( ) cística
 ( ) outros: .................................................................................................
Sensibilidade da lesão:
 ( ) dolorosa
 ( ) sem sensibilidade
 ( ) outras: ................................................................................................
Aspectos dos cabelos:
 ( ) grossos
 ( ) finos
 ( ) ondulados 
 ( ) encaracolados
 ( ) tingidos
 ( ) alisados
 ( ) frisados
 ( ) permanente
 ( ) quebradiços
 ( ) “cortados”
 ( ) elasticidade conservada
 ( ) brilho conservado 
 ( ) seco
 ( ) oleoso
 ( ) hiperqueratose folicular (sinal da pegada de urso)
Teste de tração: ( ) positivo ( ) negativo
Diagnóstico provisório
Alopecia congênita: ( ) cicatricial ( ) não cicatricial
Alopecia adquirida: ( ) cicatricial ( ) química
 ( ) infecciosa
 ( ) neoplasias
 ( ) síndromes 
 ( ) não cicatricial ( ) alopecia em áreas
 ( ) alopecia traumática
 ( ) outras
19
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Exames complementares:
 ( ) sim. Quais?.....................................................................
 ( ) não
 ( ) tricograma
 ( ) biópsia
 ( ) luz polarizada
 ( ) dosagem de ferro
 ( ) dosagem de enxofre
 ( ) micológico
 ( ) lâmpada de wood
 ( ) IgE
 ( ) linfócitos (CD4 e CD8)
 ( ) células NK
Conduta/Tratamento: ....................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................Fonte: De Maio, 2011.
20
CAPÍTULO 3
Disfunções associadas ao couro 
cabeludo
As manifestações mais frequentes que afetam o couro cabeludo são oleosidade 
excessiva (seborreia), caspa, dermatite seborreica e psoríase. A caspa e a 
dermatite seborreica são problemas dermatológicos comuns que afetam as áreas 
seborreicas do corpo. Ambas possuem a mesma condição de base, e respondem 
a tratamentos similares, diferindo na localidade e gravidade. Sua etiologia não 
está bem elucidada, mas a interação entre fatores intrínsecos e extrínsecos, 
como secreções sebáceas, colonização por fungos na superfície da pele e 
susceptibilidade individual, contribuem para a patogênese dessas condições.
Caspa
A caspa é uma condição muito comum que afeta 50% da população, sendo mais 
prevalente em homens. Começa na puberdade, atinge o pico de incidência e 
gravidade a partir dos 20 anos, sendo mais comum em pessoas com mais de 50 
anos. A descamação sem inflamação restringe-se ao couro cabeludo.
Figura 4. Caspa.
Fonte: <http://vivesana.blogspot.com/2019/01/tratamiento-de-la-caspa-olvidate-de.html>.
Dermatite seborreica
A dermatite seborreica (DS) atinge o couro cabeludo, a face, a área retroauricular 
e a parte superior do tórax. Nesse caso, a descamação envolve inflamação com 
prurido e eritema acentuado. As placas eritematosas são bem delimitadas com 
21
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
descamação amarelada de aspecto seco ou gorduroso. Sua incidência tem pico nos 
três períodos da vida: nos primeiros meses de vida, na puberdade e na vida adulta 
(ápice entre 40 a 60 anos). Em recém-nascidos, a DS atinge o couro cabeludo, 
a face e a área da fralda. Em adolescentes e adultos, afeta couro cabeludo, 
face, porção superior do tórax, axilas e dobras inguinais. Os homens são mais 
acometidos que as mulheres em todas as faixas etárias, sugerindo que a DS pode estar 
associada a hormônios sexuais androgênicos. É mais prevalente em indivíduos 
imunocomprometidos, como em pacientes com AIDS, transplantados ou com 
linfoma. Também está associada a distúrbios neurológicos, como Parkinson, 
epilepsia, alcoolismo crônico, hepatite C e Síndrome de Down.
O diagnóstico diferencial da caspa e DS inclui psoríase, dermatite atópica, tinea 
capitis, rosácea e lúpus eritematoso sistêmico (LES). A psoríase pode afetar locais 
semelhantes aos da DS, no entanto, as lesões psoriáticas típicas são mais espessas 
e apresentam-se como placas nitidamente delimitadas com escamas brancas a 
prateadas. Lesões de dermatite atópica geralmente não aparecem até os três meses 
de idade, enquanto as lesões na DS aparecem mais cedo e raramente atingem áreas 
extensoras. A tinea capitis, doença fúngica altamente contagiosa, mostra manchas 
escamosas associadas a “pontos pretos”, que representam as extremidades distais 
de cabelos quebrados. A rosácea geralmente atinge as áreas da face como malar, 
poupando as dobras nasolabiais e não possui escamas. As lesões de pele no LES 
geralmente seguem uma distribuição fotográfica clara, como erupções agudas de 
erupção cutânea bilateral e podem estar associadas a anormalidades extracutâneas, 
como artrite, úlceras na boca, glomerulonefrite ou cardiomiopatia.
Figura 5. Achados tricoscópicos na dermatite seborreica moderada com vasos sanguíneos proeminentes e 
escamas amareladas.
Fonte: Widaty et al., 2019.
22
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
O tratamento da caspa e da dermatite concentra-se na melhora dos sinais e sintomas 
da doença, especialmente do prurido. Como os principais mecanismos patogênicos 
envolvem a proliferação do fungo Malassezia, irritação e inflamação da pele, o 
tratamento mais comum utiliza antifúngicos e anti-inflamatórios tópicos. Terapias 
alternativas, como fototerapia e óleos essenciais, são utilizadas. A terapia sistêmica 
é necessária apenas em lesões generalizadas e em casos que não respondem ao 
tratamento tópico.
Psoríase
A psoríase é uma doença inflamatória autoimune da pele que afeta de 2 a 3% da 
população. Está associada a predisposição genética, doenças autoimunes, saúde 
psicológica e fatores ambientais (traumas, infecções, estresse). A psoríase do couro 
cabeludo é caracterizada por lesões eritematosas delimitadas com descamação 
branca a prata.
Figura 6. Psoríase.
Fonte: <https://farm5.static.flickr.com/4597/39384116571_5197c69cc4_b.jpg>.
A etiologia exata da psoríase do couro cabeludo é desconhecida, sendo uma 
condição complexa, parecida ou coexistente com a dermatite seborreica. O 
crescimento excessivo de Malassezia no couro cabeludo também é característica 
da psoríase. Interações anormais entre a imunidade inata, células T e 
queratinócitos levam à ativação incontrolável do sistema imune manifestada 
por hiperproliferação, inflamação e outras síndromes clínicas nos locais das 
lesões.
O tratamento para psoríase do couro cabeludo apresenta um desafio, pois há 
poucas diretrizes específicas para o manejo. A base do tratamento é a terapia 
tópica com agentes queratolíticos, antifúngicos e anti-inflamatórios. Inibidores 
imunológicos são empregados para tratar casos de moderados a graves.
23
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Alopecias
Alopecia, do grego alõpekia, significa diminuição de pelos ou cabelos. Quando a 
perda de pelos acontece em uma área mais delimitada, é chamada de alopecia 
localizada, como, por exemplo, a alopecia androgenética masculina, que 
acomete as áreas temporais e vértex da cabeça. Já quando a perda de cabelos 
afeta todo couro cabeludo, é chamada de alopecia generalizada, como nos 
casos dos eflúvios.
As alopecias podem ser congênitas ou adquiridas. As alopecias congênitas são 
decorrentes de alterações durante o desenvolvimento embrionário (hereditárias 
ou não) que determinam a redução ou ausência de pelos após o nascimento. As 
alopecias adquiridas, ao longo da vida, compreendem dois grupos: as cicatriciais e 
não cicatriciais.
Alopecias cicatriciais
São definitivas, caracterizadas pela destruição do folículo piloso e substituição 
por tecido atrófico cicatricial. Alopecias cicatriciais primárias representam o 
grupo que primariamente afetam o folículo piloso, em oposição às secundárias, 
em que o alvo é a camada dérmica e, por consequência, há destruição folicular. 
A redução ou ausência dos pelos pode acontecer após dermatoses, infecções 
fúngicas ou bacterianas, traumas, queimaduras físicas ou químicas e neoplasias. 
As características clínicas geralmente não são suficientes para o diagnóstico 
definitivo, sendo necessária a biópsia e o exame anátomo histopatológico. Áreas 
com alopecias cicatriciais envolvem um processo inflamatório com a presença 
predominantemente de linfócitos, neutrófilos ou um grupo misto de células 
(Quadro 3) (BOLDUC et al., 2016).
Quadro 3. Alopecias cicatriciais primárias.
Alopecias cicatriciais primárias associadas a linfócitos
Líquen plano pilar
Alopecia frontal fibrosante
Síndrome de Graham-Little
Alopecia cicatricial centrífuga central
Pseudopelada (Brocq)
Lúpus eritematoso discoide
Alopecias cicatriciais primárias associadas a neutrófilos
Foliculite decalvante
Celulite/Foliculite dissecante
Alopecias cicatriciais primárias inflamatórias mistas
Foliculite queloidiana
Foliculite necrótica
Fonte: elaborado pelas autoras, s/d.
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Líquen plano pilar
O líquen planopilar (LPP) pode ser subdividido em três grupos com base na 
sua apresentação clínica: líquen plano pilar clássico, alopecia frontal fibrosante 
(AFF) e síndrome de Graham-Little. Os três subgrupos apresentam as mesmas 
características histopatológicas com a presença de linfócitos na região permanente 
do folículo piloso.
Líquen planopilar clássico
O LPP clássico é mais incidente em mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos 
e atinge mais comumente o couro cabeludo parietal. Indivíduos apresentam 
prurido, ardor e sensibilidade. Hiperqueratose folicularé encontrada nas 
primeiras fileiras de pelos na linha dos cabelos. As características clínicas se 
sobrepõem ao Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico. No entanto, as placas são 
frequentemente menores e interconectadas.
Figura 7. Líquen planopilar. A – clínico, B – histologia, C e D – tricoscopia com ausência de óstios e descamação 
perifolicular.
Fonte: Thakur et al., 2015.
Alopecia frontal fibrosante
A AFF afeta predominantemente mulheres pós-menopausa (em média 60 anos) 
e caracteriza-se pela recessão da linha de implantação frontotemporal do cabelo, 
25
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
acompanhada muitas vezes da perda dos pelos das sobrancelhas. Outras zonas 
pilosas, como cílios, axilas, púbis e extremidades, podem também ser afetadas. 
Apesar da crescente incidência de casos, a sua etiologia não está clara. O papel 
dos hormônios sexuais tem sido proposto por diversos autores. No entanto, sua 
associação com doenças como o hipotiroidismo e vitiligo sugerem uma etiologia 
autoimune. As manifestações clínicas da AFF são muito características. Na 
tricoscopia, é vista uma diminuição acentuada dos óstios foliculares na zona 
central da alopecia, acompanhada de eritema e descamação perifolicular.
Figura 8. Manifestações clínicas da alopecia frontal fibrosante: A – observa-se a recessão da linha de 
implantação frontotemporal do cabelo, que se estende até a região retroauricular; B – a pele da zona de 
alopecia apresenta perda dos óstios foliculares, palidez uniforme e visualização da rede vascular; C e D – 
imagem de tricoscopia com ausência de óstios foliculares, eritema, descamação perifolicular e capilares 
ramificados.
Fonte: Esteban-Lucia, 2017.
Síndrome de Graham-Little
A síndrome de Graham-Little-Piccardi-Lasseur foi descoberta por Piccardi em 
1913 e, dois anos depois, por Ernst Graham Little, em um paciente comum 
com Lasseur. Essa síndrome, como exemplificado nas figuras 9 e 10, possui 
as características específicas de alopecia cicatricial multifocal e irregular 
presente no couro cabeludo, alopecia não cicatricial das axilas, alopecia não 
cicatricial do períneo e hiperqueratose folicular do tronco e extremidades 
(SAHA; ABHIJIT et al., 2016).
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Figura 9. Manchas de alopecia cicatricial no couro cabeludo.
Fonte: László, 2014.
Figura 10. Líquen plano pilar aparente em (A) interior dos braços e (B) costas. Alopecia não cicatricial em axilas (C) 
e área suprapúbica (D).
A B 
C D 
Fonte: László, 2014.
Alopecia cicatricial centrífuga central
A ACCC é um tipo de alopecia que começa na linha média central do couro 
cabeludo e se desenvolve lentamente de forma centrífuga. Mulheres 
afroamericanas com meia-idade possuem risco aumentado devido à herança 
de padrão autossômico dominante e dos hábitos de cuidados com os cabelos, 
como tração, calor e processamentos químicos (NCOZA, 2017).
27
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Figura 11. Vários estágios do CCCA. A – C exemplificando a perda de cabelo no couro cabeludo central, com 
um couro cabeludo liso e brilhante.
A B 
C 
Fonte: Temitayo et al., 2014.
A ausência de sintomas pode levar a um atraso no diagnóstico. Se houver suspeita 
clínica e histórico familiar positivo, uma biópsia do couro cabeludo deve ser 
realizada para confirmação. O tratamento precoce e adequado é importante. O 
foco principal é diminuir a inflamação para retardar ou interromper o processo de 
cicatrização (NCOZA, 2017).
Pseudopelada de Brocq
Pseudopelada de Brocq é a segunda causa mais frequente de alopecia cicatricial 
primária. Mulheres de 30 a 50 anos são mais afetadas. Apresenta-se como 
múltiplas placas no couro cabeludo, que permanecem localizadas ou estendem-se 
lentamente. As áreas descritas como “pegadas na neve” são de contorno irregular, 
lisas, brilhantes, atróficas e sem sinal de inflamação (Figura 12). Quando a doença 
está em evolução, os pelos da periferia das lesões são facilmente removidos com 
uma tração leve.
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Figura 12. Pseudopelada de Brocq. A – clínica, B - histologia, C e D tricoscopia.
A B 
C D 
Fonte: Thakur et al., 2015.
Lúpus eritematoso discoide
O lúpus eritematoso discoide é uma doença crônica autoimune do tecido 
conjuntivo, mais incidente em mulheres na quarta década. Suas manifestações 
cutâneas incluem eritema, hipertrofia, áreas bem demarcadas com hiper e 
hipopigmentação e folículos pilosos bem dilatados (Figura 13).
Figura 13. Pseudopelada de Brocq. A – clínica, B – histologia, C e D tricoscopia.
A B
 
C D 
Fonte: Thakur et al., 2015.
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Foliculite decalvante
A foliculite decalvante é uma forma rara e crônica de alopecia cicatricial. A causa 
é desconhecida, mas especula-se que essa patologia reflete uma resposta anormal 
a bactérias, particularmente Staphylococcus aureus. O couro cabeludo mostra 
áreas irregulares ou difusas de lesões papulopustulosas que muitas vezes coalescem 
para formar áreas exsudativas com crostas (Figura 14). As lesões papulopustulosas 
só ocorrem em torno do cabelo, e a inflamação desaparece quando os folículos são 
destruídos e a alopecia cicatricial é estabelecida. Vários ou muitos cabelos (em 
tufos) podem ser vistos saindo de um único folículo. Progressão centrífuga ocorre 
comumente. Pode envolver outros sítios além do couro cabeludo, como barba, 
axilas, pelos pubianos, pernas, coxas e braços.
Figura 14. Foliculite decalvante. A – clínica, B – histologia, C e D tricoscopia com ausência de óstios e pústulas.
A B
 
C D 
Fonte: Thakur et al., 2015.
Alopecias não cicatriciais
As alopecias não cicatriciais resultam da perda de cabelos e/ou pelos sem 
atrofia cicatricial, sendo reversíveis. Diferentes etiologias estão envolvidas 
nesse tipo de alopecia, na qual há diminuição da fase anágena e entrada precoce 
dos folículos pilosos em fase telógena. Os principais tipos de alopecias não 
cicatriciais são eflúvios, alopecia androgenética, alopecia areata, alopecia por 
tração e tricotilomania.
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Eflúvios
O eflúvio é o termo usado para designar a queda difusa de cabelos decorrente 
de um distúrbio no ciclo capilar e subdivide-se em dois subgrupos: agudos ou 
crônicos.
Eflúvio telógeno
O eflúvio telógeno é a causa mais comum de perda capilar difusa. A queda dos 
cabelos costuma acontecer cerca de três meses após um evento desencadeante e 
geralmente é autolimitada. A perda é geralmente menor que 50% dos cabelos 
do couro cabeludo. Uma ampla variedade de eventos desencadeantes leva a 
uma interrupção prematura da fase anágena, e um número anormal de folículos 
entra simultaneamente em fase telógena (MALKUD, 2015).
Eflúvio telógeno agudo
O eflúvio telógeno agudo geralmente se resolve com o crescimento de um novo 
cabelo anágeno de 3 a 6 meses, desde que o insulto não seja repetido. Os eventos 
mais associados são: pós-parto, contraceptivos orais, febre, infecções agudas, dietas 
restritivas (deficiência de proteínas, ferro, zinco), estados estressantes prolongados, 
doenças metabólicas, alterações endócrinas e cirurgias.
A perda difusa dos cabelos pode produzir queda em todo couro cabeludo, mas 
frequentemente se manifesta na região bitemporal. Aglomerados de cabelos 
telógenos podem ser extraídos facilmente do couro cabeludo. A proporção 
dos folículos pilosos acima de 15% sugere ET, porém, mais que 25% é uma 
característica definitiva. A história detalhada e o exame clínico ajudam a definir 
o diagnóstico. A tricoscopia (Figura 20) não é conclusiva, sendo o principal 
achado a redução da densidade capilar (MALKUD, 2015).
Figura 15. Tricoscopia revelando a fase de repilação de um eflúvio telógeno com múltiplos pêlos eretos 
(Ampliação original: 320x). 
Fonte: Mubki et al., 2014.
31
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELEE DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Eflúvio telógeno crônico
O eflúvio telógeno crônico é uma perda capilar difusa que persiste por mais de seis 
meses. A queda aumentada ocorre em ciclos, aparecendo uma ou duas vezes por 
ano. Os cabelos se tornam mais secos, finos, lisos e mais fáceis de serem arrancados. 
O problema nem sempre tem causa definida, mas se sabe que há o envolvimento de 
doenças autoimunes, entre elas a tireoidite de Hashimoto, por exemplo (MALKUD, 
2015).
Eflúvio anágeno
O eflúvio anágeno é uma perda abrupta dos pelos em fase anágena, devido 
à supressão da atividade metabólica e mitótica do folículo piloso por algum 
agente tóxico. É comumente observado após quimioterapia, radioterapia ou 
envenenamento por arsênio. Os agentes podem prejudicar ou interromper 
totalmente o ciclo anágeno e causar vários graus de distrofia dos folículos pilosos. 
Testes de tração e tricograma são investigações preliminares para diagnóstico do 
eflúvio anágeno. Pelos anágenos são totalmente pigmentados e possuem raízes 
longas envoltas por bainhas radiculares internas e externas intactas (KANWAR; 
NARANG, 2013).
Alopecia androgenética
A alopecia androgenética (AAG) é a forma mais comum de perda progressiva 
dos cabelos em ambos os sexos, afetando mais de 50% dos homens com 50 
anos. Apresenta uma miniaturização contínua e gradual dos folículos pilosos, 
levando à transformação dos cabelos terminais em velus (mais finos, curtos e 
hipopigmentados). A predisposição genética para AAG é uma herança poligênica 
paterna ou materna. Os hormônios andrógenos são pré-requisitos para o 
desenvolvimento da calvície masculina, mas os mecanismos envolvidos ainda 
não estão totalmente esclarecidos. A testosterona é o hormônio andrógeno 
circulante mais potente, capaz de regular o crescimento dos pelos, de acordo 
com o local do corpo. No citoplasma das células da papila dérmica e sebócitos, 
a testosterona é convertida pela enzima 5-alfa-redutase em um metabólito 
mais potente, chamado di-hidrotestosterona (DHT). A DHT liga-se a receptores 
e regula a expressão de genes-alvo, iniciando uma cascata de sinalização que 
altera o crescimento capilar e leva à miniaturização (LOLLI et al., 2017).
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Alopecia androgenética padrão masculino
As alterações clínicas que ocorrem durante a progressão da AAG masculina foram 
classificadas, em 1951, por Hamilton e modificadas, em 1975, por Norwood (Figura 16). 
A classificação de Norwood é a mais usada mundialmente para a queda de cabelos 
em homens. Observa-se uma diminuição capilar que inicia nas têmporas e vértice, 
progredindo lentamente para abranger todo o topo do couro cabeludo (GUPTA; 
MYSORE, 2016).
Figura 16. Classificação de Norwood para perda de cabelo padrão masculino.
Tipo I Tipo IV 
Tipo II 
Tipo III 
Tipo III Vertex Tipo VII 
Tipo VI 
Tipo V 
Tipo IIa 
Tipo IIIa 
Tipo IVa 
Tipo Va 
Fonte: Gupta e Mysore, 2016.
Alopecia androgenética feminina
A alopecia androgenética feminina, também chamada de perda de cabelos 
padrão feminino, possui padrão de apresentação clínica e resposta ao tratamento 
androgênico diferente da alopecia androgenética masculina. Embora as mulheres 
possam exibir um “padrão masculino”, a maioria apresenta uma perda difusa nas 
regiões central, frontal e parietal do couro cabeludo. Em grande parte dos casos, 
não há alteração hormonal e seborreia. Distúrbios menstruais, infertilidade, 
hirsutismo, acne, obesidade, diabetes e deficiências nutricionais devem ser 
investigadas a fim de diagnosticar alterações associadas. As alterações clínicas 
que ocorrem durante a progressão da AAG masculina foram propostas, em 1977, 
por Ludwig e modificadas, em 1996, por Savin (Figura 17) (RAMOS; MIOT, 2015; 
GUPTA; MYSORE, 2016).
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Figura 17. Classificação de Savin para perda de cabelo padrão feminino.
I-1 I-2 I-3 
I-4 II-1 II-2 
III Avançado Frontal 
Fonte: Gupta e Mysore, 2016.
O diagnóstico da AAG é geralmente clínico, mas raramente uma biópsia pode 
ser necessária para diferenciá-la de eflúvio telógeno, alopecia areata difusa ou 
alopecia incógnita. A tricoscopia fornece características importantes para o 
diagnóstico. A presença de diversidade de diâmetro dos fios maior que 20% é a 
característica mais precoce. Outro achado importante é a presença aumentada 
de pelos velus e óstios com um único pelo terminal (Figura 18). O sinal clássico 
peripilar (hiperpigmentação acastanhada em torno do óstio folicular), pontos 
amarelos e rede pigmentar favo de mel também são vistos. Pontos brancos podem 
ser observados em casos antigos de AAG (JAIN et al., 2013).
Figura 18. Tricoscopia do couro cabeludo. A – Perda de cabelo padrão feminino – grande variabilidade na 
espessura da haste capilar, pelos emergindo individualmente do óstio folicular, redução da densidade folicular 
e rede de pigmentos entre os folículos. B – Couro cabeludo normal – uniformidade na espessura dos cabelos e 
vários fios emergindo do mesmo óstio.
A B 
Fonte: Ramos e Miot, 2015.
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
O tratamento da AAG é realizado com o objetivo de aumentar a densidade capilar 
e retardar a progressão da doença. Medidas gerais para melhora da saúde como 
dieta balanceada, ingestão adequada de proteínas e ferro, além do tratamento de 
outras desordens capilares que podem aparecer, como a dermatite seborreica, são 
necessárias. As medidas farmacológicas diferem-se entre homens e mulheres. Duas 
drogas destacam-se por apresentar maiores evidências de resultado: finasterida 
(uso oral) e minoxidil (uso tópico). A finasterida (prescrição oral médica) é um 
inibidor da 5-alfa-redutase tipo II, reduzindo os níveis de DHT e o processo 
de miniaturização. Já o minoxidil na concentração de 2 a 5% é um clássico 
vasodilatador que aumenta a duração da fase anágena e contribui para o aumento 
da densidade capilar. Novos agentes farmacológicos alternativos à finasterida e ao 
minoxidil já estão disponíveis no mercado e têm eficácia comprovada. Além disso, 
podem ser usados recursos como óleos essenciais, argilas, LED, laser de baixa 
potência, alta frequência, carboxiterapia, microagulhamento e intradermoterapia, 
que comprovadamente são eficazes para o tratamento capilar. Finalmente, 
quando os tratamentos estéticos não são suficientes, é possível ser realizado o 
transplante capilar, que atualmente exibe resultados naturais (KELLY et al., 
2016).
Alopecia areata
A alopecia areata (AA) é uma afecção autoimune dos folículos pilosos e das unhas 
que acomete 2% da população. A etiologia multifatorial envolve componentes 
genéticos, autoimunes e emocionais. A queda dos cabelos e/ou pelos acontece 
pela interrupção da sua síntese, sem que ocorra destruição ou atrofia do folículo 
piloso, motivo pelo qual pode ser reversível. As áreas de alopecia podem ser 
localizadas ou generalizadas, com grave impacto psicossocial (DARWIN et al., 
2016). 
As principais manifestações clínicas da AA estão descritas abaixo e ilustradas na 
figura 24:
 » Alopecia areata em placa única: única placa alopécica.
 » Alopecia areata em múltiplas placas: múltiplas placas 
alopécicas típicas em qualquer região do corpo.
 » Alopecia areata ofiásica: perda dos cabelos na região 
temporo-occipital.
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
 » Alopecia areata incógnita: perda de cabelo total difusa com teste 
de tração positivo, pontos amarelos, pelos curtos, miniaturizados, 
mas sem envolvimento da unha.
 » Alopecia areata totalis: perda total dos pelos do couro cabeludo, 
sem acometimento de outras regiões do corpo.
 » Alopecia areata universal: perda de todos os pelos do corpo – 
couro cabeludo, sobrancelhas, cílios, supercílios, bigode, barba, 
axilas e áreas genitais.
Figura 19. Manifestações clínicas: A – AA em múltiplas placas. B –AA extensa. C – Placa ativa de AA mostrando 
pelos com ponto de exclamação (seta) e leve eritema cutâneo. D – AA universalis. E – AA ofiásica. F – placa com 
pelos brancos em alopecia areata. G – Alterações nas unhas associadas a AA.
A B C D 
E F G 
Fonte: Darwin et al., 2016.
O diagnóstico da AA é tipicamente clínico, auxiliado pela tricoscopia e teste de 
tração. Os achados tricoscópicos variam de acordo com o local, estágio e gravidade 
da doença. Pontos pretos, pontos de descamação e cabelos afinados são as 
características mais específicas. Pontos amarelos são vistos em todos os estágios 
da doença e geralmente contêm cabelos distróficos ou pelos velos (Figura 20). Se 
houver incerteza diagnóstica, a biópsia pode ser necessária e conclusiva (JAIN et 
al., 2013). 
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UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Figura 20. Tricoscopia em Alopecia areata. A – presença de pontos amarelos distribuídos regularmente e pelos 
velus são indicativos de alopecia de longa duração e baixa atividade da doença. B – vários pontos pretos e 
cabelos em ponto de exclamação são marcadores de alta atividade da doença (Ampliação original: 320x).
A 
B 
Fonte: Mubki et al., 2014.
Vários tratamentos podem induzir o crescimento de pelos na AA. Alguns pacientes 
respondem bem aos tratamentos, mas a eficácia é baixa em casos de alopecias 
graves. A remissão pode ocorrer espontaneamente em pacientes com queda de 
cabelo limitada e curta (< 1 ano). Corticoides tópicos e intralesionais são indicados 
para casos mais brandos. Corticoides sistêmicos e imunoterapia são indicados para 
AA mais extensas (PRATT et al., 2017).
Alopecia por tração
A alopecia por tração atinge indivíduos que fazem a prática de penteados 
apertados. Os locais mais comuns de perda de cabelo são as áreas frontal e 
temporoparietal, embora qualquer área do couro cabeludo possa ser afetada, 
dependendo do penteado usado (AKINGBOLA; VYAS, 2017).
No estágio inicial, os pacientes apresentam manchas de perda de cabelos não 
cicatricial ao longo da área que está sofrendo tração. Em estágios mais avançados, 
se o penteado traumático continuar sem intervenção, a doença pode progredir 
para alopecia cicatricial irreversível. O diagnóstico inclui relato de práticas de 
penteados, sintomas de tração e achados tricoscópicos. Sinais de couro cabeludo 
seco, descamativo, com prurido e pústulas são frequentes. Dentro das áreas 
de perda, há pelos finos semelhantes a velus, com pelos terminais quebrados 
(AKINGBOLA; VYAS, 2017). A tricoscopia demonstra redução da densidade 
capilar, ausência de pelos com aberturas foliculares, pelos remanescentes de 
37
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
origem velada e cilindros branco-amarelados em torno dos fios traumatizados 
(correspondem à descamação das bainhas radiculares) (BILLERO; MITEVA, 
2018).
É importante educar e conscientizar a população em risco sobre as práticas de 
hairstyling e alopecia por tração, pois seus estágios tardios envolvem uma 
alopecia cicatricial. Intervenções apropriadas em uma fase inicial podem reverter 
a alopecia. O tratamento clínico inicial envolve a suspensão da prática de tração 
e processamentos químicos e/ou térmicos, bem como o combate do processo 
inflamatório (BILLERO; MITEVA, 2018).
Tricotilomania
A tricotilomania é uma condição caracterizada pelo hábito repetido de puxar 
ou arrancar os próprios pelos, o que resulta em perda capilar visível. O puxão 
pode ser realizado em qualquer parte do corpo, mas o couro cabeludo é o local 
mais comum, seguido das sobrancelhas e da região pubiana. É mais frequente na 
infância, adolescência e na fase adulta, principalmente em mulheres. Disfunção 
psicossocial, baixa autoestima e ansiedade social também estão associadas 
(GRANT; CHAMBERLAIN, 2016).
Nos casos de tricotilomania, a tricoscopia (Figura 21) apresenta anormalidades 
da haste decorrentes do estiramento e da fratura dos pelos. Essas fraturas podem 
ocorrer em diferentes distâncias, resultando em pontos pretos irregulares, 
enrolados, pelos em ganchos ou pelos com pontas desgastadas ou divididas. 
Pontos pretos dentro dos óstios foliculares também podem ser vistos (MARTIN et 
al., 2019).
Figura 21. Imagem de tricotilomania. O achado mais consistente é a presença de vários cabelos quebrados que 
diferem em comprimento e forma. Na parte superior da imagem, um gancho de cabelo (um cabelo com eixo 
parcialmente enrolado – Ampliação original: 320x).
Fonte: Mubki et al., 2014.
38
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Alterações da haste
Desordens da haste dos cabelos (Figura 22) são comuns, podendo ser anomalias 
congênitas ou adquiridas. Alterações associadas à fragilidade capilar são 
adquiridas, mas também congênitas, como moniletrix, pili torti, tricorrexe 
invaginata, tricorrexe nodosa e bubble hair. Alterações sem fragilidade são 
apenas congênitas, como cabelos lanosos e síndrome dos cabelos impenteáveis 
(SINGH, MITEVA, 2016; RUDNICK et al., 2018).
Figura 22. Representação artística das desordens da haste mais comuns.
Tricorrexe 
invaginata Fratura cônica 
Pili Multi-
Bifurcati 
Moniletrix 
Pili Bifurcati 
Tricoclasia 
Molde peripilar
Pili Bi-
Bifurcati 
Tricorrexe 
nodosa 
Pili torti 
Pili Multigemini 
Triconodose 
Tricoptilose Tricotiodistrofia 
Fonte: Cheng e Bayliss, 2008.
Tricorrexe nodosa
Consiste na formação de nódulos esbranquiçados ao longo dos fios de cabelo, 
que se quebram com facilidade nesses pontos. Os nódulos representam a ruptura 
da camada externa do fio, que permite que as fibras internas se separem e se 
quebrem. Na microscopia, o aspecto dos nódulos é o de dois pincéis unidos 
pelas cerdas (Figura 29). A alteração ocorre em resposta a traumas físicos ou 
químicos excessivos, como escovação, chapinhas, descolorações e alisamentos. 
Também pode ser de origem congênita, deixando os fios mais frágeis a traumas 
usuais (SINGH; MITEVA, 2016). 
39
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Tricotiodistrofia 
A tricotiodistrofia é uma desordem neuroectodérmica autossômica recessiva 
clinicamente diversa, com cabelos quebradiços e baixo teor de enxofre no cabelo 
causada por uma mutação de um gene regulador envolvido na transcrição do 
DNA. É caracterizada por uma fratura transversal na haste, provavelmente pela 
diminuição de enxofre, que é reduzido para 50%, tanto na cutícula quanto no 
córtex.
Tricorrexe invaginata
A tricorrexe invaginata, também conhecida como cabelo em bambu, é uma 
herança é autossômica recessiva rara. Consiste na invaginação da parte distal 
sobre a proximal da haste do cabelo. Em alguns casos, faz parte da síndrome 
de Netherton, que tipicamente se apresenta na infância como eritrodermia 
ictiosiforme congênita, atopia, retardo mental e presença de cabelos fracos, 
esparsos e frágeis. Clinicamente, o cabelo é curto e quebradiço, e as sobrancelhas 
podem ser afetadas.
Tricoptilose
Popularmente conhecida como pontas duplas, a tricoptilose acontece em cabelos 
frágeis devido a danos físicos ou processamentos químicos excessivos. A camada 
mais superficial da haste se rompe e deixa as partes mais internas do cabelo 
expostas, fazendo com que o fio frágil se rompa em várias partes.
Pili torti
Essa condição é definida como uma torção da fibra capilar em seu próprio eixo 
e se apresenta clinicamente como cabelo esparso, despigmentado e sem brilho, 
que muitas vezes parece como lã de aço. Os casos clássicos de pili torti são 
descritos como presença de pelos finos e frágeis nas sobrancelhas, nos cílios 
e em todo o couro cabeludo, geralmente até os dois anos de idade. Os padrões 
de herança podem ser autossômicos dominantes, autossômicos recessivos ou 
esporádicos. O pili torti de início tardio é um distúrbio autossômico dominante 
com o aparecimento na infância ou após a puberdade. Os indivíduos apresentam 
cabelos pretos rebeldes, quebra de sobrancelhas e cílios, além de deficiênciamental não progressiva. O pili torti também está relacionado à síndrome de 
40
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
Bjornstad, um distúrbio raro, caracterizado por perda auditiva neurossensorial 
congênita. Normalmente, os indivíduos desenvolvem pili torti nos primeiros 
dois anos de vida e apresentam evidências de perda auditiva aos quatro anos de 
idade.
Triconodose
É a presença de nós nos cabelos que podem surgir devido ao uso inadequado de 
produtos químicos ou fricção do cabelo. Cabelos muito finos ou crespos são mais 
suscetíveis.
Moniletrix
Moniletrix é uma doença autossômica, dominante, rara e caracterizada por 
fragilidade capilar, queratose pilar e bainha patognomônica da haste capilar. 
Mais frequentemente, o cabelo é normal ao nascimento e é progressivamente 
substituído por cabelo curto, frágil e quebradiço durante os primeiros meses 
de vida. A haste capilar apresenta nós elípticos em intervalos regulares, com 
constrições cônicas frágeis. Os cabelos raramente crescem além de 1 a 2 cm de 
comprimento por causa de quebra. A quebra do cabelo secundária à fragilidade 
pode ser acompanhada por queratose folicular mais comumente na região 
occipital. Fricção de perucas e seus adesivos podem exacerbar a perda de cabelo. 
Sobrancelhas, cílios, pelos pubianos, axilares e gerais podem ser afetados 
juntamente com o couro cabeludo. Não há cura para essa alteração da haste, 
mas a redução dos traumas no cabelo pode diminuir com o passar do tempo e 
melhorar os casos gravemente afetados.
Figura 23. Molinetrix.
Fonte: Cheng e Bayliss, 2008.
41
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
Bubble hair
Bubble hair é uma anormalidade adquirida da haste capilar devido às bolhas 
de gás que se desenvolvem nos cabelos úmidos após a exposição ao calor. O 
desenvolvimento dessas bolhas resulta em cabelos secos e quebradiços que 
quebram facilmente. O problema é resolvido com a descontinuação da prática 
de aquecimento dos cabelos úmidos.
Cabelos lanosos
Condição caracterizada por comprometimento difuso ou localizado dos cabelos, 
que se apresentam crespos, com aspecto lanoso, frágeis e eventualmente mais 
claros do que os demais. Pode ser de herança autossômica dominante ou recessiva, 
ou ser congênita sem determinantes genéticos. Nesse último caso, não são 
difusos, comprometendo uma área localizada do couro cabeludo, sendo, então, 
denominada nevo de cabelos lanosos. As hastes capilares são ovoides, achatadas 
ou irregulares. Os achados capilares associados podem incluir aumento da 
fragilidade capilar, triconodose e pili annulati.
Síndrome dos cabelos impenteáveis
Pili canaliculi é alteração capilar rara, geralmente herdada de forma autossômica 
dominante, caracterizada por cabelos arrepiados, pertencendo ao espectro dos 
cabelos impenteáveis. A síndrome pode iniciar em qualquer época da infância, 
desde os três meses de idade até a adolescência. São cabelos de crescimento 
lento, loiro-prateados, geralmente desordenados, que não se modificam ao 
serem penteados ou escovados. Embora de aparência seca e dura ao toque, 
habitualmente não são frágeis.
42
CAPÍTULO 4
Epigenética
A epigenética é uma linha recente, que começou a ganhar força a partir do estudo 
e sequenciamento do genoma humano. Ela leva em conta como o ambiente e o 
estilo de vida, como estresse, dieta, exposição à poluição, entre outros fatores, 
impactam na expressão de certos genes. Marcadores epigenéticos podem 
suprimir ou melhorar expressão gênica de nossas células.
Para entendermos a epigenética, é preciso relembrar alguns conceitos. 
O organismo humano apresenta 22 pares de cromossomos autossomos nas 
células somáticas e um par de cromossomos sexuais. Os cromossomos são 
compostos por DNAs enovelados com proteínas chamadas histonas. O DNA 
(Ácido Desoxirribonucleico) é o material genético formado por uma dupla fita de 
nucleotídeos, por um fosfato, uma pentose e uma base nitrogenada. Ele pode ser 
encontrado em duas formas na célula: cromatina e cromossomo. A cromatina é 
responsável pelo armazenamento da informação genética e caracteriza-se por ter 
DNA desenrolado, com a presença das histonas. A cromatina pode apresentar-se 
sobre forma de eucromatina ou heterocromatina. A eucromatina é o filamento 
menos condensado que apresenta atividade gênica, e a heterocromatina é o 
filamento condensado no qual o material genético está inato. Quando o DNA está 
nessa forma, ele codifica proteínas. Também existe um segundo ácido nucleico 
em todas as células, chamado ácido ribonucleico, ou RNA. O RNA existe como 
uma molécula de fita simples que está envolvida na produção de proteínas a partir 
do código de DNA. Existem vários tipos de RNA mensageiro (mRNA), RNA de 
transferência (tRNA) e RNA ribossômico (rRNA).
Já os genes são pedaços de DNA que carregam as informações genéticas para 
a produção de proteínas em cada célula. É por isso que os peptídeos, que são 
sequências de proteínas, foram uma inovação útil para a pele e os cabelos. Nada 
acontece em uma célula sem o envolvimento de um gene. No entanto, os genes 
precisam de um direcionamento. É aí que a epigenética entra para direcionar 
os genes das células da pele e do cabelo, sem alterar o DNA. Somente como 
curiosidade, existem 40 genes de colágeno, 200 genes de antioxidantes, 700 
genes de hidratação, entre muitos outros.
Conceitualmente, a epigenética é caracterizada por um fenótipo herdável de forma 
estável, resultante de alterações em um cromossomo sem alterações na sequência de 
43
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO │ UNIDADE I
DNA. Uma cascata de eventos de sinalização, ativada por uma sugestão ambiental, 
é necessária para efetuar essas alterações cromossômicas. A seguir, um “iniciador 
epigenético” estabelece a região do cromossomo, que sofrerá regulação epigenética, 
e um “mantenedor epigenético” executa as modificações epigenéticas que alteram 
a estrutura da cromatina. Os principais agentes responsáveis pela regulação da 
cromatina são a metilação do DNA, modificações de histonas e espécies de RNA. 
Assim, a expressão gênica é regulada, modulando os processos biológicos, como 
transcrição, replicação e reparo de DNA, divisão celular, função centrômero e 
telômero, entre outros. Várias evidências científicas indicam que a combinação de 
alterações genéticas e epigenéticas contribui para as doenças humanas, incluindo 
doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios autoimunes, câncer e 
envelhecimento (GONZALO, 2010). 
A regeneração da pele e do folículo piloso requer uma contribuição significativa do 
sistema imunológico e envolve uma remodelação dos compartimentos epidérmicos 
e dérmicos. Apesar de os mecanismos moleculares não estarem bem elucidados, 
claramente a regulação epigenética atua na reepitelização, reestruturação dérmica e 
neogênese capilar (PLIKUS et al., 2015).
A alopecia androgenética é uma condição que envolve a atividade de hormônios 
androgênicos e a predisposição genética. Diferentes fatores patogênicos, como 
a microinflamação, sensibilidade anormal a andrógenos e irregularidades nos 
músculos eretores dos pelos, levam à miniaturização dos folículos capilares. 
Os androgênios alteram as interações entre células epiteliais mesenquimais e 
foliculares, afetando o crescimento do cabelo, o tamanho da papila dérmica e as 
atividades celulares do folículo piloso. A epigenética pode alterar a expressão 
de vários genes e, consequentemente, mudar a sinalização celular dos folículos 
(MARTINEZ-JACOBO et al., 2018).
Em 2013, Koyama e colaboradores estudaram 11 pares de gêmeos masculinos 
japoneses idênticos, entre os quais as diferenças de volume de cabelo foram 
observadas. Como eles compartilhavam um padrão genético, cada par deveria 
ter volume de cabelo semelhante, e diferenças sugeririam o efeito de fatores 
ambientais na AAG. Onze pares de gêmeos japoneses que são presumidos 
idênticos, baseado no fenótipo clínico (idade 20-40, sintomas iniciais de II-
vérticea V avaliados por Classificação de Hamilton-Norwood), participaram 
do estudo durante o período 2005-2011. A diferença no volume de cabelo em 
cada par foi avaliada com fotografias clínicas padronizadas usando uma escala 
(significativamente diferente, moderadamente diferente, ligeiramente diferente 
e diferente) por dermatologistas experientes e cirurgiões plásticos na consulta 
44
UNIDADE I │ ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE E DO FOLÍCULO PILOSO
inicial. Nove dos 11 pares receberam a mesma dosagem de minoxidil e finasterida 
por um ano, e as diferenças de volume de cabelo em cada par foram avaliadas 
novamente um ano após a consulta inicial. Informações sobre tabagismo, álcool, 
escala de autoavaliação de depressão (SDS) e idade em que começou a perda de 
cabelo foi coletada de pacientes e avaliados em associação com diferenças de 
volume de cabelo. Em dois pares, o número de repetições CAG/GGC do andrógeno 
gene receptor foi determinado. Cinco dos 11 pares mostraram diferenças básicas 
no cabelo, volume significativo ou moderado, na consulta inicial. Após um ano 
de medicação (minoxidil e finasterida), quatro desses cinco ainda apresentavam 
diferenças moderadas. Várias publicações sobre AGA em gêmeos idênticos 
relatam que o volume de cabelo em gêmeos idênticos machos não é idêntico, 
mas muito semelhante. O gêmeo em cada par com menos volume de cabelo tinha 
mais estágio avançado na classificação modificada de Norwood/Hamilton e início 
de AGA em comparação com o gêmeo com mais volume de cabelo. Isso sugere 
que atraso de início é um fator importante para manter um volume de cabelo. 
Como achado adicional, a escala de autoavaliação de depressão (SDS) mostrou 
valores semelhantes dentro de pares de gêmeos, independentemente do volume 
de cabelo. Isso é consistente com relatório anterior, no qual os fatores genéticos 
representam uma quantidade moderada de variância da depressão. Gêmeos 
idênticos compartilham um genótipo comum nesse estudo, confirmado por 
números idênticos de repetição CAG/GGC em dois pares. No entanto, o fenótipo 
de volume de cabelo mostrou diferenças em 5 dos 11 pares. Diferenças em gêmeos 
idênticos foram relatadas recentemente. Além disso, fatores epigenéticos foram 
relatados influenciando no desenvolvimento dos folículos capilares, levando em 
conta os achados anteriormente relatados. As diferenças epigenéticas também 
podem desempenhar um papel na AAG, possivelmente substituindo a discussão 
clássica dos papéis de genética e fatores ambientais na AAG (KOYAMA et al., 
2013). 
A epigenética ganhou ênfase também na indústria farmacêutica. Os ativos 
desenvolvidos com esse foco podem atuar por meio de mecanismos que 
envolvem o DNA ou microRNA, inibindo a alteração nos genes e revertendo 
os danos causados. Produtos com essa tecnologia já podem, por exemplo, 
melhorar significativamente a densidade e firmeza da pele. Algumas das 
grandes marcas de beleza têm aproveitado seus poderosos departamentos de 
P&D para mergulharem no movimento da epigenética.
45
UNIDADE II
MÉTODOS DE 
AVALIAÇÃO 
TRICOLÓGICA
CAPÍTULO 1
Histórico clínico
O diagnóstico correto dos problemas capilares necessita de uma abordagem 
organizada e sistemática. História clínica e exames clínicos são necessários para 
identificar os diferentes distúrbios de cabelo.
O histórico clínico conta a trajetória do indivíduo até o momento da consulta 
capilar, fornecendo informações importantes sobre idade, padrão de perda de 
cabelo, sintomas, uso de medicamentos, histórico de saúde, histórico de nutrição, 
histórico psicológico, histórico psicossocial, histórico familiar e prática de 
cuidados com os cabelos (MUBKI et al., 2014).
 » Idade: certas doenças são mais comuns em determinada faixa etária. 
Alopecia areata e tinea capitis são os distúrbios mais frequentes em 
crianças. A tricotilomania tipicamente é pré-puberal até a idade adulta 
jovem. A alopecia por tração pode começar na infância, mas é mais 
frequente em mulheres adultas. A alopecia fibrosante frontal é mais 
comum em mulheres pós-menopausa. 
 » Padrão de perda de cabelo: diminuição progressiva na cobertura 
do couro cabeludo e redução significativa nos seus rabos de cavalos 
são relatos típicos da perda de cabelos padrão feminino. A perda 
excessiva de cabelos em grumos, especialmente durante a lavagem 
ou depois da penteação, indica eflúvio telógeno.
 » Sintomas: relatos de dor, coceira e queimação no couro cabeludo 
são frequentes em casos de alopecias cicatriciais. 
 » Uso de medicamentos: o histórico de uso de medicamentos deve 
ser considerado em todos os indivíduos que apresentam queda 
46
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
capilar. A perda de cabelos pode ocorrer dias, meses ou mesmo 
anos após o início da medicação. Entre as drogas relacionadas com 
eflúvio telógeno estão as estabilizadoras de humor (valproato de 
lítio e sódio), os antidepressivos (fluoxetina), os anticoagulantes 
(varfarina), os anti-hipertensivos (propranolol), os retinoides, os 
antirretrovirais (isoniazida, indinavir), entre outros. 
 » Histórico de saúde: o histórico médico e cirúrgico do indivíduo, 
especialmente durante os seis últimos meses, é importante para o 
entendimento das quedas capilares. Distúrbios endócrinos, doenças 
autoimunes, gravidez e dietas radicais podem desencadear eflúvio 
telógeno.
 » Histórico de nutrição: a dieta pode ser relevante, sobretudo as 
pobres em ingestão de proteínas, uma vez que as fibras capilares 
são compostas principalmente por queratina. A ingestão de ferro e 
vitaminas também deve ser avaliada.
 » Histórico psicológico: vários distúrbios psicológicos, como 
ansiedade aguda, depressão e outros eventos estressantes, são 
causas de queda difusa dos cabelos, eflúvio telógeno e tricotilomania. 
Eventos estressantes também têm sido associados como agentes 
desencadeantes da alopecia areata, dermatite seborreica e psoríase.
 » Histórico familiar: histórico familiar positivo para as mesmas 
condições ou outra alteração associada deve ser levado em 
consideração. Relato de parentes com alopecia areata ou outras 
doenças autoimunes, como vitiligo, tireoidite de hashimoto e 
diabetes mellitus tipo I, tem sido confirmado por indivíduos com 
alopecia areata.
 » Prática de cuidados com os cabelos: vários danos mecânicos 
e químicos podem prejudicar o eixo do cabelo. A tensão contínua 
e repetida dos cabelos pode levar a uma alopecia de tração. O uso 
prolongado de fontes de calor como secadores e chapinhas causam 
anormalidades da haste. Da mesma forma, o uso excessivo de 
colorações, permanentes ou relaxamentos pode resultar em danos 
significativos aos fios.
Exame clínico
Para o exame correto dos cabelos e do couro cabeludo, o indivíduo deve ser 
posicionado em uma cadeira sob boa fonte de iluminação. O acesso total a todas 
47
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
as partes do couro cabeludo é crucial. Quaisquer tufos de cabelos, extensões ou 
adereços devem ser removidos. Primeiro, é importante reconhecer o padrão e a 
distribuição da perda de cabelos. Para isso, o profissional deve avaliar o topo do 
couro cabeludo, as laterais e a região occipital. Um padrão difuso de queda pode 
ser visto no eflúvio telógeno. Já uma perda de cabelos na linha marginal frontal, 
temporal e occipital indica alopecia por tração. No entanto, padrões de perda de 
cabelos podem coexistir. Verifique também sobrancelhas, cílios e pelos faciais, 
que podem estar envolvidos com alopecia areata, alopecia fibrosante frontal ou 
doenças congênitas da haste (MUBKI et al., 2014).
Tricoscopia
A tricoscopia (dermatoscopia do cabelo e do couro cabeludo) é uma técnica 
rápida não invasiva que fornece pistas para o diagnóstico de diversas doenças e 
anormalidades dos pelos. A análise da pele, da estrutura e do tamanho dos pelos 
permite identificar defeitos congênitos e anormalidades capilares adquiridas. 
É útil para o diagnóstico, prognóstico e acompanhamento das alopecias 
cicatriciais, não cicatriciais e desordensdo eixo capilar. Pode ser realizada com 
um dermatoscópio manual ou videodermatoscópio, com luz polarizada ou não 
polarizada, com ou sem uso de óleo de imersão (dermatoscopia seca).
Para identificarmos as anormalidades, primeiro vamos discutir sobre as 
características tricoscópicas de um couro cabeludo normal. Indivíduos saudáveis 
apresentam aberturas foliculares contendo de 2 a 3 pelos terminais com 
espessura e coloração uniforme ao longo do seu comprimento. A presença de 
pelos diversamente pigmentados é normal em pessoas com cabelos grisalhos e 
rara em crianças e adultos jovens. Quando presente nesses casos, pode indicar 
envelhecimento prematuro ou vitiligo. Os pelos velus (3 mm de comprimento e 
menos de 30mm de espessura) podem representar até 10% dos cabelos normais. 
Um aumento dessa proporção está presente na alopecia androgenética. Por isso, 
é importante reconhecer e diferenciar os pelos velus de pelos de recrescimento 
curtos e saudáveis (pigmentados e pontiagudos). Em indivíduos com pele escura, 
uma rede pigmentar perifolicular (padrão favo de mel) e pontos brancos que 
representam a abertura das glândulas écrinas são tipicamente encontrados 
(ROSSI et al., 2015).
Indivíduos que apresentam perda de pelos adquirida apresentam várias 
características foliculares, interfoliculares e do eixo visíveis na tricoscopia. As 
características foliculares incluem pontos amarelos, pontos pretos e pontos 
brancos (Figura 24). Os pontos amarelos representam folículos entupidos com 
48
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
queratina e sebo. Os pontos pretos são aberturas foliculares com resíduos de 
pelos pigmentados que foram quebrados ou destruídos. Já os pontos brancos 
podem expressar pontos de fibrose ou a abertura de glândulas sudoríparas. 
Figura 24. Pontos em tricoscopia. A – pontos amarelos perda padrão feminino. B – pontos pretos em alopecia 
areata. C – pontos brancos em fibróticos em líquen plano pilar. D – pontos brancos vistos no couro cabeludo 
normal em indivíduo com pele escura.
Fonte: adaptado de Mubki et al., 2014.
Como expressões interfoliculares, são vistas hiperpigmentações favo de mel, áreas 
brancas representativas de fibro, zonas vermelhas de inflamação e descamação 
(ROSSI et al., 2015). 
As anormalidades do eixo do cabelo incluem hastes com fraturas, cabelos 
estreitados, cabelos com estruturas semelhantes a nós e cabelos curtos. Abaixo 
estão descritos os exemplos mais comuns de anormalidades da haste capilar 
(RUDNICKA et al., 2013).
 » Pelos com marca de exclamação (exclamation mark 
hairs): são pelos curtos (de 1 a 5mm) com as extremidades 
proximais finas e hipopigmentadas, e extremidades distais mais 
grossas e hiperpigmentadas. São classicamente vistos em pacientes 
com alopecia areata, mas também podem ser encontrados em 
tricotilomania, eflúvio anágeno por quimioterapia e intoxicação 
grave.
49
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
 » Constrições monilethrix-like: são pelos com zonas de 
diminuição de espessura do cabelo semelhantes ao verdadeiro 
moniletrix. As constrições ocorrem quando o metabolismo do 
folículo piloso é rápido e repetidamente suprimido por fatores 
internos ou externos, como alopecia areata, alopecia induzida por 
quimioterapia ou infecções gerais graves, por exemplo.
 » Cabelos vírgulas (Comma Hairs): são pelos curtos, curvados em 
forma de C, típicos de infecções por fungos dermatófitos, como tinea 
capitis.
 » Tricorrexe nodosa: macroscopicamente, são nódulos localizados 
ao longo do eixo dos pelos, representando zonas de quebra. Essa 
anormalidade está associada a várias herdadas, mas é comumente 
adquirida por traumas mecânicos ou químicos.
 » Tricoptilose: tipicamente conhecida como pontas duplas, são 
pelos com as extremidades distais da haste divididas. É comumente 
encontrada em indivíduos saudáveis.
 » Cabelos quebrados (broken hairs): são pelos curtos 
com fraturas irregulares. Aparecem em 100% dos casos de 
tricotilomania e, ocasionalmente, na alopecia por tração, alopecia 
areata e tinea capitis.
Figura 25. Tipos comuns de hastes de cabelo em tricoscopia. A – pelos de recrescimento. B – pelos velus. 
C – pelos em ponto de exclamação (AA, tricotilomania e EA por quimioterapia). D – cabelos enrolados 
(tricotilomania). E – cabelos flamejantes (tricotilomania). F – cabelos de vírgula (tinea capitis). (Ampliação original: 
350x).
Fonte: MUBKI et al. (2014).
Teste do puxar o cabelo (hair pull test)
Os distúrbios de perda de cabelos, como eflúvios agudos telógeno e anágeno, 
podem ser monitorados com um exame rápido e não invasivo, chamado teste do 
50
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
puxar o cabelo. Para realizar o teste, o profissional deve selecionar de 50 a 60 
cabelos e manter esse feixe pressionado perto do couro cabeludo entre o polegar, 
o dedo indicador e o dedo longo. Em seguida, o profissional puxa firmemente a 
porção selecionada, enquanto os dedos deslizam sobre o eixo do cabelo. Então é 
realizada a contagem dos fios, descartando os pelos quebrados. Os puxões devem 
ser feitos nas duas áreas parietais, vértex e região occipital. Se mais de 10% dos 
fios (de 5 a 6 fios) forem removidos em mais de uma região do couro cabeludo, o 
teste de puxar é considerado positivo. Em condições crônicas de eflúvios, o teste 
tem baixa sensibilidade. Na área afetada por alopecia areata, também é positivo 
(MCDONALD; KATHERINE et al., 2016).
Teste de fragilidade da haste (hair tug test)
A fragilidade da haste pode ser testada segurando com uma mão uma faixa 
proximal de cabelos e puxando com a outra mão sua porção distal. Qualquer 
quebra de cabelo é considerada anormal, indicando fragilidade capilar (MUBKI 
et al., 2014).
Biópsia
A biópsia da pele é útil para avaliação de alopecias não cicatriciais e fundamental 
para o diagnóstico conclusivo das alopecias cicatriciais. Uma ou duas amostras 
são obtidas de uma área com a condição ativa, preferencialmente mais 
escondida. Essas devem seguir a direção de crescimento dos pelos e alcançar 
profundamente o tecido subcutâneo no qual os bulbos dos folículos anágenos 
residem (MUBKI et al., 2014).
51
CAPÍTULO 2
Cosmetologia
Introdução
A Cosmetologia é a ciência que estuda as matérias-primas e os produtos 
cosméticos destinados ao embelezamento, limpeza, manutenção e melhoria das 
características da pele e dos seus anexos (LEONARDI, 2008).
Há milhares de anos, homens e mulheres utilizam cosméticos. Arqueólogos 
encontraram sinais do uso de pintura para os olhos e unguentos aromáticos em 
túmulos egípcios de aproximadamente 3500 a.C. 
Na Grécia Antiga, usavam-se óleos para banho e outros produtos de 
embelezamento, mas muitas mulheres sofriam de envenenamento por chumbo 
porque usavam máscaras faciais que continham esse metal. Na Roma Antiga, 
fabricavam-se pós para tornar a pele mais alva, carvão para delinear os olhos 
e pintar cílios e sobrancelhas, carmim para as faces, produtos abrasivos para 
clarear os dentes etc. Os óleos consumidos eram produtos naturais, como os 
que se obtinham do azeite de oliva; os perfumes, usados tanto por mulheres 
como por homens, eram extraídos de flores ou especiarias, com resinas naturais 
empregadas como fixadores.
Cosméticos para o rosto, tinturas para o cabelo, perfumes e sais de banho já 
eram utilizados na Europa durante a Idade Média. Atribui-se à Catarina de 
Médici a introdução do uso de perfumes na França. As civilizações orientais 
faziam amplo uso dos cosméticos, bem como os povos indígenas da América e 
da África.
No século XX, massificaram-se a produção e o uso de cosméticos, sobretudo 
graças ao aperfeiçoamento das embalagens e à promoção publicitária desses 
produtos. Entre as inovações da indústria de cosméticos, destacam-se: o tubo 
descartável, em fins do século XIX, os produtos químicos para ondulação dos 
cabelos, os xampus sem sabão, os laquês em aerossol, as tinturas de cabelo 
menos tóxicas e a pasta de dentes com flúor, no século XX (https://pt.wikipedia.org).
A palavra cosmético vem do grego kosmetikós, que significa “o que serve para 
ornamentar”.
52
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
De acordo com a definição conferida pela legislação vigente, cosméticos, 
produtos de higiene e perfumes 
[são preparações] constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, 
de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema 
capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas 
mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de 
limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores 
corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado. 
(ANVISA, 2012)
De acordo com a RDC no 7, de 10 de fevereiro de 2015, da Anvisa, os produtos 
de higiene pessoal, cosméticos e perfumes são classificados de acordo com a 
probabilidade de ocorrência de efeitos não desejados devido ao uso inadequado 
do produto, sua formulação, finalidade de uso, áreas do corpo a que se destinam e 
cuidados a serem observados quando de sua utilização.
 » Produtos Grau 1: são produtos de higiene pessoal, cosméticos e 
perfumes cuja formulação cumpre com a definição adotada no item 
I do Anexo I dessa Resolução e que se caracterizam por possuírem 
propriedades básicas ou elementares, cuja comprovação não seja 
inicialmente necessária e não requeiram informações detalhadas 
quanto ao seu modo de usar e suas restrições de uso, devido às 
características intrínsecas do produto.
 » Produtos Grau 2: são produtos de higiene pessoal, cosméticos e 
perfumes cuja formulação cumpre com a definição adotada no item 
I do Anexo I dessa Resolução e que possuem indicações específicas, 
cujas características exigem comprovação de segurança e/ou 
eficácia, bem como informações e cuidados, modo e restrições de 
uso.
Formas e fórmulas cosméticas capilares
Cosmecêuticos ou dermocosméticos
O termo ‘cosmecêutico’ surgiu em 1961, com Raymond Reed, e popularizou-se, 
no fim dos anos 1970, com Albert M. Klingman. Esse termo resulta da junção de 
duas palavras: cosm (etic) + (pharma) ceutic. Assim, cosmecêutico faz alusão a 
um produto de ação na pele e seus anexos com efeito terapêutico, porém, menor 
53
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
que o de um medicamento. Apesar de não ser um conceito aceito pelos órgãos 
governamentais que ditam as normas de aprovação e de comercialização de 
produtos tópicos, esse termo é muito utilizado (MONTEIRO, 2014).
Formulações cosméticas
Trata-se da descrição qualitativa e quantitativa dos componentes do produto 
cosmético. Uma formulação cosmética é composta de:
 » Ativo(s) cosmético(s): substâncias químicas com efeito terapêutico.
 » Coadjuvantes farmacotécnicos: substâncias sem efeito 
terapêutico, mas com efeito técnico, como corretivos aroma, 
corretivos viscosidade, antimicrobianos, tensoativos, entre outros.
 » Veículos ou excipientes: substâncias líquidas (veículos) ou sólidas 
(excipientes) com a função de dar volume à preparação e ainda 
permitir a chegada do(s) ativo(s) ao local de ação.
Formas cosméticas
Estado físico no qual se apresenta um cosmético. Como exemplo, temos xampus, 
condicionadores, tônicos, loções, géis, entre outros.
Permeação cutânea
Em condições normais, a permeação de substâncias na pele é muito difícil, 
dependendo das propriedades físico-químicas do ativo, do seu comportamento 
quando colocado em um veículo e das condições do local de aplicação. Logo, 
cada combinação de ativo/veículo deve ser examinada individualmente quanto à 
permeação e eficácia cutânea.
Por definição, permeação cutânea é o comportamento da epiderme em aceitar 
ou não a penetração de substâncias, é a capacidade de absorver uma substância, 
permitindo que ela chegue até a corrente sanguínea.
A epiderme é composta por células que se proliferam, sofrem alterações e dão 
origem às células mortas e ao estrato córneo, parte mais superficial, de grande 
importância para os estudos de penetração cutânea. O estrato córneo é formado por 
uma estrutura bifásica de lipídio-proteína e possui células anucleadas (corneócitos) 
dispersas em uma matriz rica em lipídios não polares. Essa matriz é constituída, 
principalmente, por ceramidas (18%), ácidos graxos livres (19%), esteroides 
(14%) e triacilgliceróis (25%). Assim, pela sua estrutura e composição, o estrato 
córneo é a principal barreira limitante à permeação cutânea de substâncias.
54
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
As possíveis vias de permeação de um ativo pela pele são denominadas intercelular, 
intracelular e transanexial. Na via intercelular, a substância difunde-se ao redor 
dos corneócitos, permanecendo constantemente dentro da matriz lipídica. Na via 
transcelular, a substância passa diretamente por meio dos corneócitos e da matriz 
lipídica intercelular intermediária. Na via transanexial, as substâncias utilizam uma 
rota alternativa, podendo ser absorvidas pelo folículo piloso, glândulas sebáceas e 
glândulas sudoríparas.
Ativos cosméticos capilares
Definição
Os ativos cosméticos capilares são substâncias químicas que, quando aplicadas 
sobre o couro cabeludo, apresentam atividade terapêutica, como, por exemplo, 
hidratação, estímulo, inibição, entre outras.
INCI Name
INCI é a sigla para International Nomenclature of Cosmetic Ingredients, ou seja, 
Nomenclatura Internacional de Ingredientes Cosméticos. Trata-se de um sistema 
internacional de codificação para designar os ingredientes utilizados em produtos 
cosméticos, reconhecido e adotado mundialmente.
O objetivo do uso da nomenclatura INCI é facilitar a identificação de qualquer 
ingrediente de forma clara, precisa e imediata, não só no Brasil, mas em 
qualquer país no mundo, e, principalmente, do ponto de vista sanitário, 
proteger e resguardar a saúde da população.
São benefícios da adoção da nomenclatura INCI: agilidade, precisão e clareza 
na identificação dos ingredientes; facilidade de localização de informações e de 
orientação para consumidores, profissionais de saúde e de vigilância sanitária. 
Além disso, evita-se a confusão entre sinônimos e diferentes terminologias ou 
nomenclaturas químicas. A uniformização e a padronização obtidas com a adoção 
da nomenclatura INCI facilitam a identificação dos ingredientes e agilizam a 
localização das informações na literatura técnico-científica e nos compêndios de 
referência (site da Anvisa).
Ativos cosméticos para couro cabeludo e folículo 
piloso
Ácido maslínico
Obtido da moagem das azeitonas, o ácido maslínico possui ação anti-inflamatória 
por inibir a produção de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-alfa, IL-6 e PGE2.
55
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
Possui ainda ação antioxidante, reduzindo o estresse oxidativo pela sua 
capacidade de eliminação de radicais livres, combatendo as espécies reativas 
de oxigênio (ROS) e evitando a peroxidação dos lipídeos da membrana celular.
Anageline® (Inci Name: Hydrolyzed Lupine Protein)
Ativo cosmético que fornece peptídeos glutaminados e minerais que estimulam 
a atividade mitótica e proliferativa das células do bulbo, favorecendo a 
queratinização e o crescimento dos fios. Fornece, ainda, elevado teor da vitamina 
PP, capaz de reativar a microcirculação do bulbo capilar, melhorar a irrigação 
da papila e favorecer o potencial de adsorção de nutrientes. Por fim, restaura o 
equilíbrio hormonal do couro cabeludo por inibir a atividade da enzima 5 Alpha 
Redutase II em fibroblastos. Assim, evita-se a transformação de testosterona 
em DHT, responsável pela alopecia androgenética.
Cafeína
A cafeína é uma metilxantina, conhecida por sua ação estimulante. Estudos 
utilizando cafeína para tratamento capilar mostraram estímulo na proliferação 
de queratinócitos da matriz do cabelo, favorecendo a fase anágena.
Aminexil
Atua como um agente antifibrótico, prevenindo a formação de colágeno ao redor 
do folículo piloso, aumentando a sobrevivência do folículo e a sua ancoragem. 
A prevenção da evolução da queda de cabelo é oprincipal objetivo do uso desse 
ativo no tratamento da alopecia androgenética.
Capexil® (Inci Name: acetil tetrapeptideo-3)
Composto por quatro aminoácidos de alta tecnologia extraídos do trevo 
vermelho, rico em biochanina A. Tem ação direta sob a 5-α-redutase, evitando 
a miniaturização do cabelo, melhora a integridade das proteínas da matriz na 
papila dérmica para uma melhor ancoragem do cabelo e também reduz os danos 
causados pela inflamação, proporcionando máxima eficácia na redução do 
processo de queda.
Redensyl® – Inci Name: Dihydroquercetin-glucoside 
(DHQG), Epigallocatechin gallateglucoside (EGCG2), 
glycine and zinc
Estudo de 2016 comprovou que Epigallocatechin gallate é efetivo na redução dos 
efeitos negativos da DHT nas células da papila dérmica e que ocorre ativação das 
células proliferativas e proteção contra apoptose.
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UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
Capilia Longa®
Primeira geração de peptídeos de plantas Ecocert. 
Composição: fitopeptídeos da cúrcuma longa + blend de nutrientes: oligoelementos 
(Mg, Fe, Zn, Cu, Ca), aminoácidos essenciais (metionina, cisteína, prolina) e 
vitaminas (C, B1, B2, B3, B6, B8, B9). Mecanismo de ação: aumento da expressão 
dos fatores epigenéticos como miRNA-31 e miRNA- 22, controlando queda 
capilar, além de estimular IGF-1, responsável por manter o fio na fase anágena.
SFINGONE® (Inci Name: Sphinganine)
Esfíngolipideo obtido por meio de processo biotecnológico sustentável, com ação 
inibitória sobre a enzima 5-α-reductase, diminuição significativa nos níveis de 
dihidrotestosterona DHT no folículo piloso, melhorando a qualidade e aparência 
dos fios. Possui, ainda, ação antimicrobiana eficiente na redução do fungo 
Malassezia furfur, contribuindo para o controle da caspa e reduzindo a oleosidade 
do couro cabeludo.
Follicusan®
Blend composto para regular as funções capilares:
 » Fração de proteínas do leite: rica em moléculas “sinalizadoras” 
capazes de agir na comunicação entre as células e matriz 
extracelular, estimulando a biossíntese celular.
 » Inositol: efeito estimulante sobre o metabolismo do couro cabeludo, 
prevenindo o dano capilar.
 » DL-Etilpantenol: efeito hidratante.
 » N-Acetil-Cisteína e N-Acetil-metionina: controlam a secreção 
sebácea no couro cabeludo, prevenindo, assim, a formação da 
caspa e o reengorduramento acelerado dos fios.
Testes in vitro demonstraram normalização das funções celulares ao nível do 
folículo piloso, e testes in vivo demonstraram diminuição da quantidade de 
folículos em fase telógena em pacientes portadores de alopecia androgenética.
Procapil®
Ativo composto por:
 » Biotinyl-GHK (Biotinoyl Tripeptide-1): peptídio que estimula a 
expressão do Ki-67 (marcador mitótico), estimulando o metabolismo 
celular.
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MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
 » Apigenina: flavonoide com ação vasodilatadora.
 » Ácido oleanoico: obtido das folhas da oliveira, o qual inibe a 
produção de dihidrotestosterona via 5-α-redutase.
Estudo clínico com voluntários portadores de alopecia androgenética, por 
análise com o vidiotricograma, demonstrou, após quatro meses de tratamento, 
que 67% dos voluntários apresentaram melhora dos fios em fase anágena.
Sulfato de zinco
O sulfato de zinco é um inibidor da produção de DHT com eficácia comprovada, 
não pela inibição da 5α-redutase, mas por limitar o cofator NADPH necessário 
para a ação da 5α-redutase, diretamente envolvida na alopecia androgenética.
Piritionato de zinco
Ativo com ação bacteriostática e fungistática, muito utilizado no tratamento de 
doenças do couro cabeludo, tais como psoríase, caspa, dermatite seborreica e no 
controle da oleosidade do couro cabeludo, melhorando a coceira causada por essas 
patologias.
Piroctone olamina
Esse ativo cosmético apresenta uma ampla atividade antibacteriana e 
antifúngica, e é utilizado em tratamentos para caspa.
Hairgenyl®
É um ingrediente ativo contra a perda de cabelo, que auxilia a atividade biológica 
da papila dérmica e estimula o crescimento do folículo capilar para retomar 
o ciclo normal do desenvolvimento do cabelo. Rico em peptídeos obtidos da 
levedura Pichia minuta, isolada das flores de azaleia, Rhododendron indicum. 
Com eficácia comprovada em modelos de células e tecidos que mimetizam a 
alopecia androgênica, Hairgenyl® foca em três reguladores do crescimento 
capilar: na dinâmica mitocondrial, na expressão de moléculas de sinalização e 
nos componentes da epigenética. Testado ao longo de oito meses em um grupo 
de voluntários do sexo masculino, aumentou a densidade do cabelo e limitou 
a queda. Os fios ficaram mais espessos, mais resistentes e o couro cabeludo 
ficou mais densamente coberto. É uma opção tecnologicamente avançada que 
promove a regeneração capilar.
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UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
Baicapil™
É uma combinação de três extratos vegetais capazes de melhorar a energia celular, 
ativar as células mães do folículo, além de proteger da senescência (envelhecimento). 
Dessa forma, combate visivelmente a queda capilar. Alguns compostos naturais, 
inclusive flavonoides, são capazes de promover o crescimento da vascularização do 
folículo piloso quando esta é interrompida. A baicalina, isolada da espécie Scutellaria 
baicalensis, é um flavonoide capaz de promover a proliferação de células endoteliais 
de microvasos, ajudando a aumentar o suprimento sanguíneo necessário para o 
crescimento capilar (BASSINO et al., 2016). Kim et al. (2014) demonstraram que o 
extrato de S. baicalensis e a baicalina são capazes de inibir a atividade andrógena e 
promover a proliferação celular da papila dérmica. Um estudo avaliou a eficácia do 
uso de uma loção capilar com Baicapil 3% versus loção placebo. Foram recrutados 
61 voluntários, homens e mulheres, que foram subdivididos aleatoriamente em dois 
grupos. Baicapil™ aumentou a densidade capilar em 18% comparado com o início 
do estudo. Esse resultado tem sido 6,7 pontos percentuais em média melhor que 
o obtido pelo placebo. Após três meses de tratamento, o grupo 1 apresentou 60,6% 
menos cabelos caídos comparando-se ao início do tratamento. Esse resultado foi 
ligeiramente moderado após seis meses de tratamento (50.9% menos queda) devido 
à adaptação do metabolismo dos folículos. No grupo 2, a redução da queda foi menos 
pronunciada.
Bioecolia®
É uma alfa-oligoglucana que possui unidades de glicose unidas por ligações 
específicas (α 1-2) e (α 1-6) obtidas por síntese enzimática a partir de açúcares 
naturais (sacarose e maltose). Devido à especificidade de suas ligações entre os 
açúcares, o Bioecolia® é um substrato privilegiado para o desenvolvimento da 
flora saprofítica em detrimento da flora oportunista indesejável, patogênica ou 
não, pronta para invadir o couro cabeludo ao menor sinal de desequilíbrio. O 
Bioecolia® reequilibra, mantém e até estimula a ecoflora cutânea, considerada a 
primeira linha de defesa cutânea. Concentração indicada: 1% e 5%.
Nutrinvent Balance LV®
Ativos: óleo de semente de abóbora + óleo essencial de melaleuca + óleo essencial 
de alecrim. Testes realizados com o ativo na concentração de 1% em xampu 
e condicionador, para avaliar a ação antioleosidade em couro cabeludo, mostrou 
redução da oleosidade natural deste. Vinte voluntários aplicaram os produtos 
por sete dias, e a oleosidade do couro cabeludo foi avaliada instrumentalmente 
pela sonda Sebumeter. Xampu e condicionador sem ativos foram usados como 
59
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
placebo. O grupo que utilizou o produto com o ativo teve a redução de 47,76% 
da oleosidade após um dia de uso e 61,11% após sete dias, demonstrando a 
eficácia do ativo na redução da oleosidade natural do couro cabeludo. O ativo 
também foi testado a 2% em xampu anticaspa, por 21 voluntários que utilizaram 
o produto em dias alternados por 28 dias. Após o uso, os voluntários tiveram 
melhora estatística em teste clínico nos itens descamação (76%) e prurido 
(86%). Em relação à análise sensorial, 100%das voluntárias relataram que o 
produto reduziu a coceira; 76%, a vermelhidão; e 95%, a caspa.
Polluout
Polissacarídeos vegetais associados ao chá verde, pantenol e xilitol. Ativo 
formador de filme biopolimérico que reduz a adesão de partículas poluentes nos 
cabelos. Possui ação protetora imediata contra a fotodegradação, proporcionando 
fios fortes, brilhantes e maleáveis, além de um couro cabeludo saudável; 62% de 
melhora da penteabilidade a seco após exposição à fumaça de cigarro e à radiação 
UV; 43% de aumento da força dos fios; 20% de manutenção do brilho; redução 
significativa da adesão dos poluentes; cabelo e couro cabeludo saudáveis.
Prohairin®(Inci Name: Octapeptide-2)
É um peptídeo derivado de citocinas endógenas, proteínas naturalmente 
presentes na pele; corresponde ao conceito de Peptídeo Bioidêntico®; apresenta 
amplo mecanismo de ação, atuando sobre vários fatores do crescimento e 
da estética capilar; normaliza a secreção sebácea; aumenta a produção de 
proteínas de ancoragem; aumenta a produção e a fixação da melanina; estimula 
as células-tronco foliculares, aumentando o crescimento capilar; aumenta fios 
anágenos; e reduz fios telógenos; concentrações entre 3% e 7%.
Ácido salicílico
Indicações: caspa, dermatite seborreica, psoríase, regularizador de oleosidade, 
peeling químico e acne. Recomendado para pacientes que apresentam oleosidade 
excessiva, acne, calosidades e outras desordens da camada córnea da pele. O 
mecanismo não é bem elucidado, mas se sabe que o ácido salicílico reduz a adesão 
dos corneócitos, consequentemente levando ao processo queratolítico; 2% para 
ação queratoplástica e para ação queratolítica é recomendado o uso acima de 2%. 
Em casos de hiperqueratoses, é recomendado o uso de uma concentração de até 
10%. Encontrado também na forma nanoencapsulada. Sugestão Peeling Capilar: 
ácido salicílico + ácido undecilênico + óleo de melaleuca.
60
CAPÍTULO 3
Terapias complementares
Fitocosméticos
Histórico e definições
A história do uso de plantas medicinais, desde os tempos remotos, tem 
mostrado que elas fazem parte da evolução humana e foram os primeiros 
recursos terapêuticos utilizados pelos povos. As referências históricas sobre 
plantas medicinais trazem relatos de seu uso em praticamente todas as antigas 
civilizações.
O termo “fitoterapia” deriva do grego phyton, que significa “vegetal”, e de therapeia, 
“tratamento”. Consiste no uso interno ou externo de vegetais para o tratamento de 
doenças, sejam eles in natura ou sob a forma de medicamentos.
Aromaterapia é a parte da Fitoterapia que faz uso dos óleos essenciais, 
buscando suas propriedades terapêuticas.
Óleos essenciais são princípios ativos de origem natural, com ação terapêutica, 
que possuem ação funcional parecida com funções hormonais e imunológicas.
Óleos vegetais são substâncias lipídicas extraídas das plantas e possuem 
biocompatibilidade com a pele e com os cabelos, atuando na reposição de ácidos 
graxos essenciais e no balanceamento lipídico dessas estruturas. Os óleos vegetais 
podem ser aplicados como carreadores de óleos essenciais, assim como podem 
promover associações com outros óleos vegetais que adicionem outros atributos 
e competências técnicas às misturas, melhorando o processo de carreamento e 
qualificando a mistura.
Essências são cópias sintéticas dos óleos essenciais naturais, com o objetivo de 
perfumar, sem atividade terapêutica (AMARAL, 2015; SOUZA; ANTUNES Jr., 
2016).
Extratos utilizados na terapia capilar
Extrato glicólico de calêndula
Muito utilizado em formulações cabelos oleosos, na prevenção de seborreia, 
caspa e doenças do couro cabeludo. Tem alto poder cicatrizante, antioxidante 
61
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
e anti-inflamatório. Contém princípios ativos naturais que são regeneradores, 
adstringentes, emolientes, suavizantes, bactericidas e fungicidas.
Extrato glicólico de hortelã
A hortelã traz, em suas folhas e flores, propriedades antissépticas, anestésicas 
e calmantes, que promovem sensação de refrescância e limpeza. As folhas de 
hortelã são ricas em vitaminas A, B e C; sais minerais, como o ferro; cálcio e 
potássio.
Extrato glicólico ginseng
Estimula a síntese de colágeno e melhora as condições gerais da estrutura do 
couro cabeludo, além de possuir amplo potencial antioxidante para o combate do 
envelhecimento da pele e do cabelo. É um importante tonificante e estimulante do 
crescimento capilar.
Extrato glicólico de aloe vera
Contribui para a hidratação e regulação sebácea do couro cabeludo, favorecendo 
a sedosidade da fibra e o crescimento de novos cabelos. Sua larga concentração 
de aminoácidos contribui para o fortalecimento da fibra e para a nutrição do 
folículo, aumentando a resistência geral do sistema capilar. Possui potencial 
cicatrizante, além de geral sensação de conforto e bem-estar.
Extrato de arnica montana
Possui propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a controlar 
a caspa e promover o crescimento de cabelo. Atua como antibiótico no 
combate a infecções no couro cabeludo. O extrato de arnica é usado para 
rejuvenescer o couro cabeludo e para estimular os folículos pilosos, que, por 
sua vez, fortalecerão o cabelo e evitarão sua queda prematura, prevenindo o 
envelhecimento precoce dos cabelos.
Extrato glicólico de chá verde
Obtido a partir das folhas da planta Camellia sinensis, proporciona aumento 
da proliferação celular e redução da morte celular programada (apoptose) nas 
células da papila dérmica do folículo piloso. Essas atividades estão relacionadas à 
presença da Epigalocatequina galato, demonstrando potencial como estimulante 
do crescimento capilar.
62
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
Óleos essenciais utilizados na terapia capilar
Óleo essencial de melaleuca
Trata-se de um regenerador que devolve ao tecido sua estrutura original e 
mantém o ambiente imune a fungos, infecções e parasitas. Seus efeitos benéficos 
são evidentes logo nas primeiras aplicações. Auxilia na regulação e na produção 
de sebo pela glândula sebácea e é indicado na prevenção de caspas, seborreias, 
psoríases e outros distúrbios de oleosidade.
Óleo essencial de capim limão
O principal componente químico encontrado no capim-limão é o citral, um 
aromático usado em perfumes, devido ao seu forte odor de limão. É também um 
grande agente antimicrobiano e antifúngico, eficaz na inibição e destruição de 
microrganismos. Alivia a tensão e o estresse, diminuindo os efeitos da contração 
dos sistemas muscular e nervoso sobre o sistema capilar.
Óleo essencial de bergamota
O óleo essencial de bergamota é um excelente antisséptico e cicatrizante. Na 
aromaterapia, atua no sistema nervoso auxiliando em casos de depressão, 
ansiedade, insônia e fadiga.
Óleo essencial de cravo folha
O óleo essencial de cravo folha é antisséptico, fungicida e bactericida. Em 
massagens, é analgésico e tônico muscular.
Óleo essencial de lavanda
O óleo essencial de lavanda é o mais conhecido, consumido e tradicional do 
mundo. A lavanda acalma, tranquiliza e combate o estresse. Amplamente 
indicado para terapias capilares, por sua ação calmante e cicatrizante. Atua 
diretamente no relaxamento do sistema nervoso e muscular, proporcionando 
descontração, alívio e relaxamento, promovendo o descanso.
Óleo essencial de alecrim
O óleo essencial de alecrim é tônico e estimulante; atua sobre o sistema circulatório, 
muscular e nas articulações, estimulando a oxigenação no local da aplicação e 
fortalecendo a musculatura da pele. Nos tratamentos capilares, dá força ao sistema 
capilar, melhorando a circulação periférica do local.
63
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
Óleo essencial de ylang-ylang
O óleo essencial de ylang-ylang confere brilho, maciez e hidratação à pele e 
aos cabelos. Apresenta ação olfativa relaxante e confortante. Além disso, é um 
excelente aliado para os sintomas da menopausa e recuperação da libido.
Óleo essencial de gerânio
O óleo essencial de gerânio hidratae recupera peles envelhecidas, além de 
regular a oleosidade. Atua amenizando a ansiedade e tristeza.
Óleo essencial de palmarosa
O óleo essencial de palmarosa promove a hidratação, umectação e recuperação 
da pele. 
Óleo essencial de tomilho
O óleo essencial de tomilho é rico em timol, com propriedades seborreguladoras 
e antissépticas. 
Óleos vegetais utilizados na terapia capilar
Óleo vegetal de abacate
Concentração elevada de fitoesteróis, vitamina E e beta-sitosterol, que conferem 
ao óleo de abacate propriedades bactericidas, antivirais e anti-inflamatórias. É o 
principal carreador de óleos essenciais para terapia capilar.
Óleo vegetal de rosa mosqueta
Apresenta 80% de ácidos graxos (ácido oleico e linoleico ou ômega 9 e ômega 6, 
respectivamente) e grande quantidade de vitaminas A, E e C. É considerado um 
dos mais potentes regeneradores naturais para a pele, devido à riqueza desses 
ácidos graxos, que conferem um poder de regeneração dos tecidos cutâneos 
e crescimento celular. Os ácidos graxos presentes no óleo também atuam 
como uma barreira impermeável, evitando a desidratação da pele e do couro 
cabeludo. Combate a formação de queloides e cicatrizes, promovendo correção e 
regularização da superfície da pele e do couro cabeludo.
Óleo vegetal de jojoba
Rico em vitaminas E, vitaminas A, B1 e B2, promove desobstrução do sebo nos 
óstios foliculares, favorecendo o crescimento capilar. Possui ações antisséptica e 
hidratante que auxiliam na renovação celular.
64
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
Segurança para uso dos óleos essenciais
Os óleos essenciais são substâncias concentradas e devem ter suas dosagens 
controladas e respeitadas pelos profissionais que os aplicam como recursos 
técnicos e terapêuticos. 
Respeitar as dosagens é essencial para alcançar a eficácia projetada e, 
principalmente, para evitar problemas como alergias e reações adversas. Aqui, 
“menos é mais”. Respeite o poder dos óleos essenciais, trabalhe e atue com 
responsabilidade.
Quadro 4. Diluição segura para óleos essenciais.
Diluição segura para os óleos essenciais
5 mL 10 mL 15 mL 20 mL 30 mL 50 mL 100 mL
1 2 3 4 6 10 20 =1%
2 4 6 8 12 20 40 = 2%
Fonte: elaborado pelas autoras, s/d.
Os óleos essenciais também podem apresentar reações de toxicidade, como 
alergenicidade e fototoxicidade. Dessa forma, o profissional deve sempre atender 
às normas de segurança, usando luvas de procedimento para manipulação e 
aplicação.
Quadro 5. Exemplos da aromaterapia em terapia capilar.
CRESCIMENTO CAPILAR ANTI-INFLAMATÓRIO BACTERICIDA OLEOSIDADE HIDRATANTE
OE ALECRIM (1 gota) OE LAVANDA (1 gota) OE MELALEUCA (1 gota) OE LARANJA DOCE (1 gota)
OE CIPRESTE (1 gota) OE HORTELÃ (1 gota) OE SÂNDALO (1 gota) OE CRAVO FOLHA (1 gota)
OE HORTELÃ (1 gota) OE BERGAMOTA (1 gota) OE LAVANDA (1 gota) OE GERÂNIO (1 gota)
OV JOJOBA (10 mL) OV ROSA MOSQUETA (10 mL) OV ABACATE (10 mL) OV SEMENTE UVA (10 mL)
LEGENDA: OE = óleo essencial; OV = óleo vegetal
Fonte: elaborado pelas autoras, s/d.
Argiloterapia
Histórico e definições
Considerada uma das mais importantes técnicas terapêuticas da medicina 
natural, a Argiloterapia, ou Geoterapia, é o uso da terra no combate às enfermidades 
(PERRETO, 2003). É uma das técnicas mais antigas, utilizada antes mesmo da 
Era Cristã, para cura de doenças da pele. Os egípcios aplicavam a substância no 
65
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA │ UNIDADE II
corpo, para deixar a pele macia, no processo de mumificação e no tratamento de 
ulcerações e inflamações (BONTEMPO, 1994; TRAVASSOS, 2003). A grande 
deusa egípcia Cleópatra fazia uso de argila como máscara de tratamento para 
a conservação da pele e para destacar seu rosto (SANTOS, 1975; ZAGUE et al., 
2007).
É definida como material natural, terroso, de granulação fina, que, quando 
umedecida na água, apresenta certa plasticidade (SANTOS, 2004) e é composta 
por partículas de silicato de alumínio e de diversos oligoelementos, como o 
titânio, magnésio, cobre, zinco, alumínio, cálcio, potássio, níquel, manganês, 
lítio, sódio e ferro (GOMES; DAMAZIO, 2009).
Cada argila possui sua particularidade no que se diz respeito aos fins terapêuticos, e 
as cores são fatores contribuintes para essa diferenciação (MEDEIROS, 2013). Sua 
estrutura arenosa ocasiona uma esfoliação suave, promovendo também ação tensora 
e estimulante, amaciante, suavizante, oferecendo aquecimento, refrescância e firmeza 
local.
O conceito tradicional do uso de argilas apenas como máscara evoluiu muito, 
e hoje elas podem ser aplicadas em praticamente todos os cosméticos, como 
dermocosméticos, maquiagem, primer, filtro solar, lenços umedecidos, produtos 
de hair care, dry xampus e uma infinidade de outros produtos.
As argilas utilizadas para fins cosméticos e farmacêuticos devem seguir uma série 
de requisitos de segurança química (pureza, estabilidade, inércia química), física 
(tamanho da partícula, textura) e toxicológica (controlado teor de metais pesados), 
para oferecer produtos com alto grau de qualidade (BALDUÍNO, 2016).
Argilas utilizadas na terapia capilar
 » Argila branca: constituída por silicato de alumínio, é proveniente da 
desintegração do granito nos solos. Possui componentes como Al e Si 
(alumino silicato) e baixo teor de S, Fe, B, K e Ca. É a mais leve 
de todas as argilas, indicada para peles sensíveis e desidratadas. 
Contém maior percentual de alumínio, e é composta principalmente 
por sílica, mineral de extrema suavidade e alta compatibilidade 
com a pele e com o couro cabeludo. Aplicável em variados tipos 
de terapias faciais, corporais e em procedimentos específicos da 
terapia capilar. Absorve a oleosidade, sem desidratar a pele e 
o cabelo. Possui toque refrescante e proporciona sensação de 
bem-estar. Comumente aplicada em tratamentos para cabelo seco 
e desidratado.
66
UNIDADE II │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO TRICOLÓGICA
 » Argila verde: possui maior diversidade em elementos como Fe2O3 
associado ao Ca, Mg, K, Mn, P, Zn, Cu, Al, Si, Se, Co e Mo, comumente 
indicada para cabelos oleosos. É composta principalmente por 
montmorillonita, mineral formado por silicatos e gipsita. Combate 
edemas e promove o efeito detox, por meio de esfoliação e potencial 
secativo. Possui capacidade bactericida e pode ser aplicada em 
diferentes rituais de saúde, beleza e bem-estar. Está entre as 
mais importantes ferramentas das terapias complementares, 
normalmente aplicada em xampus e máscaras secativas.
 » Argila negra: é a mais nobre de todas as argilas, possui atributos e 
características muito particulares, rica em Al e Si e com baixo teor 
de Fe, Ti, Mg, Ca e Zn; é comumente usada para rituais de beleza 
com ação “anti-age” e “anti-stress”, para pele e cabelo. Também é 
usada para remineralização dos cabelos, aumentando o brilho e a 
sedosidade da fibra capilar. Seu potencial anti-inflamatório e sebo 
regulador orientam sua aplicação em processos de crescimento 
capilar e fortalecimento da pele e dos cabelos. Sua aplicação é 
ampla e estabelece relação com uma série de outros rituais de 
saúde, beleza e bem-estar. Vem ganhando destaque no campo das 
terapias complementares por sua notável distribuição de benefícios 
e veracidade dos resultados.
 » Argila amarela: rica em dióxido de silício e em silício, catalisador 
para a formação da base de colágeno da pele. Possui alta capacidade 
de troca de cátions e ânions, combatendo o envelhecimento 
cutâneo, nutrindo a pele com seus sais minerais sem ressecar. 
Ação adstringente, purificante, efeito tensor, ativa circulação, 
remineralizante, efeito hidratante e reduz inflamações.
 » Argila vermelha: os principais elementos presentes são: óxido de 
magnésio, óxido de ferro, óxido de cobre, óxido de potássio, ferro, 
cobre e cromo. Utilizada em máscaras de rejuvenescimento, suaviza 
as linhas de expressões e aumenta o brilho da pele.
 » Argila rosa: é a mistura das argilas branca e vermelha. Rica 
em Fe2O3 e CuO, é ideal para peles cansadas e couro cabeludo 
sensíveis.
67
UNIDADEIIINUTRICOSMÉTICOS E 
NUTRACÊUTICOS
CAPÍTULO 1
Nutrição e o sistema capilar
Alguns fatores possuem importante influência sobre a qualidade da pele e 
dos seus anexos, como o folículo piloso. Entre eles, destacam-se o processo de 
envelhecimento, o abuso de substâncias químicas e a carência nutricional.
A suplementação nutricional é alvo de muitos estudos para modular a saúde da 
pele e seus anexos.
Fatores como idade, tratamentos físicos e químicos, exposição à luz ultravioleta, 
cuidados diários e estado nutricional afetam diretamente a qualidade do couro 
cabeludo e da haste capilar. 
Na composição química dos cabelos, encontramos 88% de proteína (alfa 
queratina), que corresponde a 27% de aminoácidos, 12% de microminerais e 
oligoelementos, além de carbono, nitrogênio, oxigênio, enxofre e hidrogênio 
(PUJOL, 2009).
Nutracêuticos e nutricosméticos 
Nutracêuticos pertencem à interpolação das indústrias farmacêutica e de 
alimentos. São alimentos ou bebidas que possuem propriedades terapêuticas, 
incluindo prevenção ou tratamento de doença, devendo auxiliar na promoção da 
saúde e melhora do estado nutricional (PEREIRA, 2013).
Nutricosméticos pertencem à convergência das indústrias de cosméticos e alimentos, 
melhorando o aspecto estético pela ingestão de alimentos ou suplementos com 
propriedades antioxidantes, dentre outras (PEREIRA, 2013).
68
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
Essas formulações contêm nutrientes essenciais como ativos botânicos, enzimas, 
proteínas, vitaminas e minerais que são fundamentais para manter a saúde da 
pele e dos cabelos, protegendo-os dos danos causados pelo estresse oxidativo e 
outras alterações. São utilizadas por via oral, fornecendo suporte interno para 
diminuir os sinais de envelhecimento e outros danos gerados no couro cabeludo, 
folículo piloso e haste.
Figura 26. Esquemas nutracêuticos, cosmecêuticos, nutricosméticos.
Nutracêuticos Cosmecêuticos 
Nutricosméticos 
Fonte: Mellage, 2008; Draelos, 2010.
Alimentos para cabelos
O consumo de qualquer suplemento alimentar, incluindo os nutricosméticos, 
deve estar associado a hábitos alimentares saudáveis, que supram as necessidades 
diárias de energia, macronutrientes e micronutrientes, uma vez que, para os 
nutricosméticos proporcionarem o benefício esperado, é necessário que o corpo 
esteja com suas necessidades nutricionais essenciais supridas. Outro ponto 
importante é a dose a ser administrada: há diversos estudos que comprovam 
a dosagem necessária para o benefício esperado além de os micronutrientes 
apresentarem valores máximos a serem ingeridos diariamente para não 
oferecerem reações adversas (efeito tóxico) em um consumo em longo prazo. 
Diversos são os nutrientes, alimentos e compostos bioativos correlacionados com 
desordens estéticas, tais como: vitaminas antioxidantes, minerais, aminoácidos, 
compostos bioativos, ácidos graxos, dentre outros utilizados de forma isolada ou 
associada (INFANTE; RODRIGUES; DRUMOND; SILVA, 2019).
69
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
Vitaminas
 » Hidrossolúveis = complexo B e C.
 » Lipossolúveis = A, D, E e K.
A deficiência de vitamina A e/ou zinco pode estar associada a cabelos secos e pele 
oleosa.
Minerais
 » Silício: estimula o crescimento capilar, brilho e efeito anti-aging capilar. 
 › Fonte: aveia, milho, trigo, frango, miúdos de frango, vegetais, 
algas, frutos do mar, cogumelos.
 » Ferro: baixos estoques de ferro (ferritina) levam à queda difusa, 
interfere no crescimento capilar, favorece à chegada precoce da 
fase telógena. 
 › Fonte: fígado, gérmen de trigo, amêndoas, passas, feijão, 
lentilha, folhas escuras, carnes.
 » Zinco: sua deficiência causa queda capilar, cabelos mais finos, 
quebradiços, sem brilho, alteração de cor. 
 › Fonte: grãos, cereais, carnes bovinas, frango, peixe, legumes, 
raízes, ostras.
 » Enxofre: síntese da queratina, colabora para a força e resistência dos fios. 
 › Fonte: pimentão vermelho, alho, cebola, peixe, carne, repolho, couve.
Nutracêuticos
Keranat®
Nutracêutico patenteado 100% natural, rico em triterpenoides oriundos 
da Panicum milaceum (painço orgânico – Miliacine™). Os lipídeos do 
painço encapsulados com os lipídeos polares permitem que Keranat™ seja 
rapidamente absorvido no intestino, atingindo de forma eficiente a papila 
dérmica, estimulando fatores de crescimento como KGF (Fator de crescimento 
de Queratinócitos), resultando no aumento da proliferação celular com 
70
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
consequente estímulo do crescimento do cabelo e diminuição drástica dos fios 
na fase telógena. A composição nutricional de Keranat™ promove a nutrição 
das células da matriz extracelular, fazendo com que os fios cresçam com mais 
força, brilho e maciez.
Dimpless®
Rico em superóxido dismutase (SOD), contém também outros antioxidantes 
enzimáticos, como catalase (CAT), glutationa peroxidase (GPx) e antioxidantes 
secundários. Devido a essa composição, pode ser utilizado na prevenção do cabelo 
branco, pois contribui com a eliminação de H2O2 no folículo capilar.
Actrisavetm
Composto pelas antocianinas encontradas naturalmente no arroz negro Oryza 
sativa e enriquecido pelos nutrientes, proteínas, minerais e flavonoides da 
flor do cacto Opuntia fícus, garante um efeito sinérgico capaz de reduzir a 
miniaturização capilar, causando falhas e calvície. Inibe a ação da enzima 5-alfa-
redutase no folículo capilar, além de trazer benefícios antioxidantes e ajudar 
no controle hormonal. Estudos mostram que o extrato de Opuntia fícus inibe 
aproximadamente 40% da ação da enzima 5-alfa-redutase e como o ActrisaveTM 
é composto também pelo arroz negro Oryza sativa, esse resultado eleva-se para 
75%. Benefícios: ação antioxidante e controle hormonal; ação sinérgica entre os 
componentes; promove a inibição da 5-alfa-redutase no folículo capilar; reduz a 
queda capilar; favorece a saúde do couro cabeludo e reduz a oleosidade capilar. Dose 
recomendada de 150 a 250mg por dia.
Exsynutriment®
Constituído de ácido silícico estabilizado em um hidrolisado de colágeno marinho, 
é um composto que reestrutura as fibras de colágeno e elastina e atua no tecido 
conjuntivo, promovendo a firmeza e reestruturação da pele e dos cabelos. O silício 
orgânico atua no bulbo capilar e reorganiza todo o couro cabeludo, promovendo 
brilho, efeito anti-aging capilar e maior resistência dos fios. Dose recomendada: de 
100 a 300mg por dia.
Nutricolin®
Complexo formado por ácido ortossilícico na sua forma altamente biodisponível 
estabilizado em colina, é responsável por aumentar a síntese de colágeno, queratina 
71
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
e elastina, proporcionando melhora da pele, cabelo e unha, além de contribuir 
para aumentar a síntese e estabilizar os glicosaminoglicanos. Silício é um mineral 
essencial na formação estrutural da derme, por meio do aumento da síntese de 
colágeno, elastina.
Pirroloquinolina Quinona (PQQ)
O PQQ é um cofator de óxido redução, dotado de uma estabilidade molecular 
extrema, capaz de realizar milhares de transferências de elétrons. Por essa 
razão, seu poder antioxidante é 100 vezes superior ao da vitamina C para neutralizar 
os radicais livres superóxidos e hidróxilos. A pirroloquinolina quinona 
consegue aumentar o Ciclo de Krebs, resultando no atraso significativo desse 
metabolismo específico, reduzindo, por sua vez, o envelhecimento celular, 
tendo como consequência a redução da morte celular, ampliando a resistência 
de célula ao estresse oxidativo, como o presente no branqueamento de cabelos. 
A pirroloquinolina quinona diminui os cabelos brancos e atrasa o processo do 
envelhecimento. Está intimamente ligada à degradação e ao desaparecimento 
progressivo das mitocôndrias. Também aumenta os níveis de energia 
indispensáveis às células e melhora as funções cognitivas. Dose recomendada: 
10 mg por dia.
Óleo de semente de abóbora
A semente de abóbora é utilizada pela população paraalimentação saudável. O óleo 
de semente de abóbora é extraído por meio de prensagem a frio (sementes secas, 
levemente torradas), conservando todos os seus nutrientes essenciais, apresentando 
grandes quantidades de substâncias bioativas, capazes de proporcionar diversos 
benefícios ao organismo. É fonte de ácidos graxos, entre eles o ácido palmítico, 
esteárico, oleico e linoleico; carotenoides como betacaroteno, luteína, violaxantina, 
luteoxantina, auroxantina, flavoxantina, crisantemaxantina, alfa-criptoxantina, 
beta-criptoxantina e alfa-caroteno. Também oferece excelente atividade 
antioxidante, além de fitoesteróis, magnésio, zinco, potássio, vitaminas do 
complexo B e ácido fólico, proporcionando inúmeros benefícios para a saúde. 
Estudo realizado mostra que o óleo de semente de abóbora é um agente 
seguro e eficaz no tratamento da alopecia androgenética de leve a moderada, 
estimulando o crescimento e aumentando o volume e a espessura dos cabelos. 
Dose recomendada: de 200 mg a 1 g por dia.
72
CAPÍTULO 2
Fototerapia
Fototerapia
A fototerapia consiste no método terapêutico que utiliza a luz visível e/ou 
invisível para o tratamento de diversas patologias.
A luz é um componente do espectro eletromagnético (Figura 27). Todas as 
ondas possuem a mesma velocidade no vácuo e diferenciam-se entre si pelo 
comprimento de onda.
Figura 27. Espectro eletromagnético mostrando o espectro de luz visível e as cores de acordo com a faixa de 
comprimento de onda.
Raios 
Gama Raios-X 
Luz Visível 
Ondas de Rádio 
Radar TV FM AM UV Infravermelho 
400nm 500nm 600nm 700nm 
0.0001nm 0.01 nm 10 nm 1000 nm 0.01cm 100 m 1 cm 1m 
Espectro visível da luz 
Fonte: <https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2007/12/espectro-visivel-da-luz.jpg>.
LED
Os diodos emissores de luz (LED) policromática são semicondutores que 
convertem corrente elétrica em um espectro luminoso estreito, não coerente 
e não colimado. A luz emitida possui espectro eletromagnético semelhante ao 
laser, com comprimento de onda do ultravioleta ao visível e ao infravermelho. 
73
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
Na terapia capilar, as cores mais utilizadas são: azul (400 a 470 nm), vermelho 
(470 a 550 nm) e infravermelho (700 a 1200 nm).
O LED azul é eficiente para eliminar microrganismos. O LED vermelho e o 
infravermelho são excelentes para acelerar a cicatrização de feridas e diminuir 
a dor.
Diferentemente do laser, a energia liberada no LED é em miliWatts, insuficiente 
para causar danos aos tecidos humanos. Por isso, não oferece os mesmos riscos 
que o laser e possui menor custo. 
O LED dispersa a luz por uma área maior quando comparado ao laser, podendo 
ser aplicado mais facilmente em grandes superfícies em menor tempo.
Laser
O laser deriva da expressão inglesa Light Amplification by Stimolated Emission 
of Radiation. Seus feixes de luz incidem de forma coerente e colimado, com alta 
concentração de energia. 
Figura 28. Feixes de luz laser e luz intensa pulsada.
Não colimado 
(divergente)
Laser 
LIP 
Monocromático Várias cores 
Coerente Não coerente 
Colimado 
(não divergente) 
Fonte: <https://lasermedical.nl/modules//smartblog/views/img/4-single-default.jpg>.
Quando o laser incide nas células, são desencadeados efeitos fotoquímicos, 
fototérmicos e fotomecânicos.
Os lasers são amplamente utilizados na medicina moderna. Feixes de luz 
com diferentes comprimentos, potências e propriedades ópticas são usados 
em cirurgias, reabilitações, cosmetologia e outras terapias. Ao contrário dos 
lasers usados em cirurgias, os de baixa potência não causam efeitos térmicos 
significativos para danificar tecidos. 
74
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
A terapia de laser de baixo nível, do inglês Low-Level Laser Therapy (LLLT), 
consiste na aplicação de luz laser na superfície do corpo (pele e mucosas). O 
laser em comprimentos conhecidos de onda (vermelho e infravermelho) pode 
ativar a microcirculação, melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes 
para os tecidos, influenciar o sistema nervoso hormonal e equilibrar o sistema 
imunológico.
Os lasers de baixa potência são baseados no princípio da fotobioestimulação, 
que direta ou indiretamente acarretam efeitos bioquímicos, bioelétricos e 
bioenergéticos. 
As células absorvem a luz por meio de fotorreceptores, ativam o sistema 
de transdução de sinal, amplificando os estímulos e gerando um aumento 
de cálcio no citoplasma, que acelera o processo da duplicação de DNA e 
replicação de RNA no núcleo das células, mecanismo de ação hipotetizado da 
fotobiomodulação da luz infravermelha próxima (NiR). A luz laser penetra 
nos tecidos com profundidade variável, dependendo do comprimento de onda, 
coerência, tempo e tecido envolvido. Uma porção da energia fotônica atinge 
as mitocôndrias e é absorvida pelo citocromo C oxidase. Além de induzir o 
aumento da produção de adenosina trifosfato (ATP), o laser de baixa potência 
parece iniciar o aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), 
espécies reativas de nitrogênio (RNS) e possivelmente óxido nítrico (NO). 
Eventos adjuvantes incluem aumento dos genes de resposta precoce e ativação 
do fator nuclear kappa-B (NF-κB), que, por sua vez, induzem o aumento da 
transcrição de produtos gênicos, levando a neurogênese, sinaptogênese e 
aumento da produção de fatores de crescimento e mediadores inflamatórios.
As reações provocadas pela LLLT ajudam no controle da produção de substâncias 
liberadas nos fenômenos de dor e inflamação, estímulo de produção de ATP, 
degranulação dos mastócitos para aumento da vasodilatação e permeabilidade 
vascular e hidrólise de ATP para auxiliar no processo de normalização do 
potencial de membrana celular. 
O laser nos tecidos aumenta a angiogênese e a neovascularização, regeneração 
muscular, regeneração nervosa, produção de cartilagem, formação óssea e diminui 
inflamação, edema e atrofia muscular. 
Os efeitos terapêuticos dependem do comprimento de onda, dose (fluência), 
intensidade (densidade da potência), tempo de irradiação, divergência do feixe, 
reflexão, dispersão, absorção e profundidade do tecido tratado.
75
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
Há duas formas de aplicação do laser de baixa potência: pontual e por varredura. 
No modo pontual, a caneta é posicionada perpendicularmente à área aplicada, 
podendo ficar a uma pequena distância da pele ou levemente encostada. A luz é 
aplicada em diversos pontos, respeitando de 1 a 2 cm de distância entre eles.
Embora não haja um consenso definido sobre a melhor dose-resposta, a maioria 
dos estudos utiliza comprimentos entre 500 a 1110 nm com uma potência de 3 a 
90 mW/cm2 e uma fluência de 1 a 4 J. As aplicações são semanais, com número 
variável de sessões. 
São contraindicados para gestantes, lactantes, pacientes oncológicos ou com 
marca-passo e crianças menores de dois anos. Deve-se evitar irradiar o laser em 
áreas com hemorragia e infecções, gânglios simpáticos, nervos vagos, gônadas e 
áreas da pele com uso frequente de agentes fotossensibilizadores.
76
CAPÍTULO 3
Procedimentos avançados em 
tricologia
Carboxiterapia
A carboxiterapia consiste na aplicação dérmica ou subcutânea de microinjeções 
de gás carbônico (CO2) medicinal. O CO2 provoca uma forte resposta 
vasodilatadora, aumentando o fluxo sanguíneo para o local.
O uso medicinal do CO2 foi descoberto na França, quando se percebeu que o 
banho em piscinas ricas desse gás acelerava a cicatrização de feridas. O termo 
carboxiterapia foi cunhado por Luigi Parassoni, em 1995, durante o XVI 
Encontro Nacional da Sociedade Italiana de Medicina Estética. Posteriormente, 
a popularidade da carboxiterapia cresceu no campo da estética, particularmente 
na lipólise e no rejuvenescimento. Na terapia capilar, vem ganhando espaço, 
uma vez que a patogênese de algumas alopecias, como a AAG e AA, envolvem a 
diminuição do aporte vascular no tecido afetado.
Doghaim et al., em um estudo de eficácia, avaliouos efeitos de seis sessões de 
carboxiterapia intradérmica em indivíduos com AAG e AA. O protocolo consistiu 
na assepsia completa da região afetada e injeção intradérmica de agulha 30G 
em um ângulo de 15 graus. Foi infundido um volume de 2 mL de gás de CO2 por 
ponto. A melhora dos quadros clínicos foi acompanhada por tricoscopia. Nos 
casos de AA, houve regressão de pelos distróficos, pontos pretos, pontos amarelos, 
juntamente com aumento significativo do crescimento e da densidade capilar. 
Nos casos de AAG, a avaliação dermatoscópica mostrou melhora significativa 
na densidade capilar.
A carboxiterapia é uma técnica segura, bem tolerada e econômica. O uso dessa 
técnica nas terapias capilares em AAG e AA é justificado pelo seu mecanismo 
de ação, uma vez que aportes sanguíneos do couro cabeludo nessas patologias 
estão prejudicados. No entanto, apesar do embasamento teórico que apoia sua 
aplicação para restauração capilar, ainda existem poucas evidências científicas 
sobre o tema.
Microagulhamento
O microagulhamento é um procedimento minimamente invasivo que utiliza um 
dispositivo chamado roller, com várias agulhas finas para criar micropunções 
77
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
na pele. O tamanho das agulhas varia de 0,5 a 2,5 mm. As micropunções 
causam danos mínimos que, sequencialmente, levam à liberação de fatores de 
crescimento e produção de colágeno na derme. Por isso, a técnica é chamada 
alternativamente de indução percutânea de colágeno (IRIARTE et al., 2017; 
ZDUŃSKA et al., 2018).
Qualquer dano tecidual ativa a cascata natural de cicatrização de feridas, 
que envolve três fases distintas: inflamação, proliferação e remodelação. 
Assim, quando uma lesão tecidual é causada, a primeira etapa de cicatrização 
consiste em um processo inflamatório que ativa a agregação plaquetária e o 
recrutamento de neutrófilos para o local. Com isso, são liberados fatores de 
crescimento, como o Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PGDF), o 
Fator de Transformação do Crescimento beta (TGF-β), o Fator de Crescimento 
Fibroblástico 2 (FGF-2) e Fator de Crescimento Epidérmico (EGF), que 
estimulam fortemente os fibroblastos a produzirem colágeno e elastina, 
ajudando no remodelamento do tecido lesionado. Em uma semana, as células 
imunológicas sofrem apoptose, e o tecido muda drasticamente. A partir 
disso, iniciam processos da fase proliferativa, a epitelização e substituição 
do coágulo por tecido de granulação (composto por fibroblastos, colágeno e 
ácido hialurônico). Paralelamente à neocolagênese, acontece a angiogênese, 
estimulada pela presença do Fator de Crescimento Endotelial Vascular 
(VEGF). Na fase de remodelação, a matriz celular é transformada, e a pele se 
torna mais espessa, com cor e textura correta (ZDUŃSKA et al., 2018).
Figura 29. Fases da cicatrização.
Superfície da pele eritrócitos 
Plaquetas Ferida 
1. Injúria 
Epiderme 
e derme 
Macrófagos 
Fibrina 
2. Coagulação 
3. Início da
inflamação (24h) 
4. Inflamação tardia (48h) 
Macrófagos PMN 
TGF-β 
PDGF 
Colágeno Fibroblasto 
6. Reorganização 
(semana ou meses) 
5. Proliferação (72h) 
Fonte: Zdunska et al., 2018.
78
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
O princípio dessa técnica remonta a 1995, quando Orentreich (2014) 
desenvolveram o conceito de “subcisão” utilizando agulhas, para induzir 
o processo de cicatrização de feridas. Em 2006, na Alemanha, Desmond 
Fernandes desenvolveu o primeiro dispositivo moderno de microagulhamento, 
o Dermaroller®. Atualmente, existem vários dispositivos com diferentes 
espessuras e tamanhos de agulhas que possuem o mesmo princípio. O Dermapen 
é uma caneta de microagulhamento elétrico, com possibilidade de ajuste do 
comprimento da agulha e da velocidade de ejeção (IRIARTE et al., 2017).
As aplicações de microagulhamento, desde então, têm sido utilizadas para 
tratamento de uma gama de condições dermatológicas, como cicatrizes de 
acne, estrias, melasma, rejuvenescimento e alopecias (HOU et al., 2017).
Na terapia capilar, o microagulhamento aumenta o crescimento dos pelos 
devido à liberação de fatores de crescimento, ativação das células-tronco da 
papila dérmica e aumento do fluxo sanguíneo, que induzem a restauração 
capilar. O diagnóstico final é de grande importância para a aplicação do 
microagulhamento, sendo que inflamações ativas e presença de lesões são 
critérios de exclusão. A técnica é realizada nas áreas com perda de cabelo, 
onde se aplica o rolo em várias direções (horizontal, vertical e oblíqua) até 
que um eritema leve seja visto. O número necessário de sessões de tratamento 
e condições de tratamento, incluindo profundidade, deve ser explorado de 
acordo com as necessidades de cada caso (FERTIG et al., 2018).
Sistemas de microagulhamento agem como métodos de administração 
transdérmica de drogas. Um comprimento de agulha de 0,5 mm já é suficiente 
para que as drogas alcancem a derme, a chamada Drug delivery. Essa 
combinação é muito comum na terapia capilar com a aplicação de minoxidil 
e plasma rico em plaquetas (PRP), por exemplo. No entanto, é preciso ter 
cautela, pois medicamentos não esterilizados podem conter partículas ou 
micróbios que contribuem para complicações (IRIARTE et al., 2017).
Estudos com microagulhamento em indivíduos com alopecia androgenética 
mostraram aumento na contagem de pelos em relação ao grupo não tratado, e 
nenhum efeito adverso foi relatado. Já na alopecia areata, os estudos são mais 
escassos, mas há relatos da sua eficácia quando associado a corticoides (FERTIG 
et al, 2018).
Contudo, a técnica de microagulhamento tem expandido suas aplicações ao 
longo dos anos, mostrando sua eficácia também em processos de recuperação 
capilar. Praticidade, custo baixo, tolerabilidade do tratamento entre pacientes 
79
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
e aumento da entrega transdérmica de medicamento estão entre as principais 
vantagens. O eritema transitório é o efeito adverso mais comum.
Intradermoterapia
Pode ser indicada para tratamentos faciais, corporais e para o couro cabeludo. As 
principais contraindicações absolutas são alergia a algum medicamento da mescla, 
infecção no local a ser tratado, doenças sistêmicas sem controle, estados e atopia 
respiratória e gestação. Existem também as contraindicações relativas, que são: uso 
de medicamentos que alteram a coagulação, doença sistêmica que impeça o uso de 
algum componente da fórmula. 
A intradermoterapia foi iniciada na França, em 1952, por Pistor. Nessa época, 
era conhecida como mesoterapia e não tinha indicação estética, somente 
terapêutica. A técnica só chegou ao Brasil nos anos 1990, e até hoje é muito 
utilizada. Embora esteja no mercado há muito tempo, existe uma deficiência 
em estudos acadêmicos que mostrem sua eficácia. Contudo, ela é usada até hoje 
basicamente por apresentar: 
 » uso de medicações no local da afecção;
 » quantidades e concentrações menores que o uso por via sistêmica;
 » aplicação de 7 a 10 dias. 
Quadro 5. Medicamentos disponíveis.
Nome Ação Observações
Lidocaína a 1% Anestésica –
Mesocaína a 1% Anestésica –
Piruvato de sódio a 1% Atua na formação de trifosfato de adenosina 
muscular 
–
Chá verde (20 mg/mL) Antioxidante –
Cafeína (50 mg/mL) Beta-agonista, favorece a lipólise Cuidado com a doença cardíaca e arritmia
Tiratricol (700mcg) Ativadores de adenilciclase Não utilizar em pacientes com problema de tireoide 
e cardíaco
L-carnitina (600mg/2mL) Carreadores de ácido graxos, estimulando a lipólise –
Centelha asiática Regenerador, age sobre os linfócitos –
Silício orgânico a 0,5% Regenerador tissular, principalmente fibras elásticas, 
colágeno, antioxidantes, anti-inflamatório 
–
Benzopirona (5mg/mL) Ação vascular, aumenta a resistência periférica, 
diminui a permeabilidade capilar e o edema 
intersticial
Prurido durante as sessões, reação alérgica tipo IV
Pentoxifilina (20mg/mL) Ação vascular aumenta a resistência periférica e 
diminui permeabilidade capilar,diminuindo a edema 
intersticial
–
80
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
Nome Ação Observações
Ginko biloba Além da ação vascular já descrita, atua como 
antioxidante, ação lipolítica
Cuidado com anticoagulantes via oral
Buflomedil a 1% Ação vascular aumenta a resistência periférica, 
diminui permeabilidade capilar e edema intersticial
Não usar em pacientes com problemas renais
Ioimbina a 0,5% Inibidor alfa-adrenérgico Não associar ao utilizar psicotrópico
Ácido hialurônico (60mg/mL) Glicosaminoglicanos, poder de reter água, 
aumentando a hidratação da pele
–
Condroitim sulfato (50mg/mL) Glicosaminoglicanos, poder de reter água, 
aumentando a hidratação da pele
–
Dimetilaminoetanol (25mg/
mL)
Tensora –
Mesoglicano (300mg/mL) Enzima fibrolítica Formação de hematoma
Finasteride 0,05% Inibe a ação da enzima 5-alfa-redutase (metaboliza 
a testosterona em di-hidrotestosterona) na pele
Não utilizar em pacientes com problemas de 
próstata
Biotina 5mg/mL Vitamina B –
Fonte: De Maio, 2011.
Exemplo de mescla para capilar:
 » Finasterida % = 2 mL.
 » Biotina mg/mL = 2 mL.
 » Lidocaína 1% = 2 mL.
As drogas mais estudadas e utilizadas atualmente, excluindo vitaminas e 
minerais, são:
 » Minoxidil: anti-hipertensivo oral (vasodilatador), cujo efeito 
colateral resultou em excesso de pelos por todo o corpo. A partir 
daí, desenvolveu-se a solução de minoxidil a 2% para a aplicação 
tópica de uso diário, reduzindo a perda e melhorando a textura 
capilar. O melhor resultado se dá no início da queda e geralmente 
pode provocar algumas lesões na região em que se aplica. O uso 
crônico é benéfico. Caso haja interrupção, pode ocorrer perda dos 
benefícios. O minoxidil não substitui a cirurgia para a calvície, 
mas retarda e/ou previne a progressão da alopecia, por isso é 
muito indicado para alopecia androgênica precoce. 
 » Finasterida: inibidor competitivo da enzima cinco alfa-redutase 
que impede a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona 
(DHT). Não produz efeitos feminilizantes, pois não afeta as ligações 
de testosteronas ou DHT ao receptor androgênico. Como reações 
adversas, produz disfunção erétil, redução do volume ejaculado 
81
NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS │ UNIDADE III
e diminuição da libido, pois provoca diminuição no nível sérico do 
antígeno prostático específico. Mas esses efeitos são passageiros à 
medida que se suspende o uso. Em uma grande parte da população, 
diminui a queda; em outra, faz nascer novos fios. 
Plasma rico em plaquetas
O plasma rico em plaquetas (PRP) é um concentrado de proteínas plasmáticas 
ricas em plaquetas derivadas do sangue total, centrifugadas para remover 
glóbulos vermelhos. As plaquetas devem ser isoladas e ativas para liberarem 
os fatores de crescimento. Para tanto, são comumente usados tubos com 
inibidores de agregação plaquetária, como trombina e cloreto de cálcio e 
métodos de rotação em centrífuga.
Injeções de PRP são utilizadas como uma terapia inovadora em diversos campos da 
saúde: odontologia, ortopedia, dermatologia e estética. Recentemente, sua aplicação 
para restauração capilar tem se tornado frequente.
O PRP é uma fonte rica de fatores de crescimento, como o Fator de Crescimento 
Insulínico 1 (IGF-1), Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PDGF), 
Fator de Crescimento Transformador Beta (TGF-β), Fator de Crescimento 
Endotelial Vascular (VEGF), Fator de Crescimento Epidérmico (EGF) e Fator 
de Crescimento de Fibroblastos (FGF). Juntos, esses fatores estimulam a 
proliferação e diferenciação celular e a angiogênese. Quando atingem a região da 
papila dérmica, colaboram para o prolongamento da fase anágena.
O uso do PRP na terapia capilar tem sido investigado para várias condições. 
No entanto, a maioria das pesquisas são direcionadas para a alopecia 
androgenética. Alguns estudos mostram evidências do PRP em combinação 
com os transplantes de cabelos em homens. Outros, investigam o uso isolado 
de PRP no couro cabeludo, com métodos bem variados. Na grande maioria, 
são vistas melhorias clínicas que incluem aumento da quantidade dos cabelos 
e diminuição da queda. Avaliações microscópicas mostram um aumento 
significativo na espessura da derme e no número de folículos em fase anágena, 
bem como acréscimo na proliferação de fibroblastos e produção de fibras de 
colágeno.
Por se tratar de um campo novo de terapia, ainda há várias variáveis a serem 
determinadas, como, por exemplo, o modo de ativação do PRP, quais 
componentes adicionais são benéficos, a quantidade e a frequência dos 
82
UNIDADE III │ NUTRICOSMÉTICOS E NUTRACÊUTICOS
tratamentos necessários. Além disso, é interessante estabelecer uma medida 
padronizada e quantitativa do sucesso do tratamento para permitir comparações 
uniformes entre os ensaios. A quantidade e a frequência das sessões também 
ainda não estão claras. A maioria dos protocolos incluem de 1 a 5 sessões com 
intervalos entre um a três meses de intervalo (GUPTA; CARVIEL, 2017).
83
UNIDADE IVHIRSUTISMO
CAPÍTULO 1
Introdução
O hirsutismo é uma afecção que acomete entre 5% e 10% das mulheres. Ocorre 
pela presença de pelos terminais, hormônio dependentes, com distribuição e 
padrão do sexo masculino. Atualmente, é uma das principais disfunções que 
necessitam de atendimentos em mulheres de idade fértil. A principal causa é 
o hiperandrogenismo. Devem ser observados sinais e sintomas que indiquem 
a presença de síndrome do ovário policístico, hiperinsulinemia, síndrome de 
cushing, deficiências enzimáticas e tumores. 
O aumento de pelos ocorre de forma localizada ou difusa em regiões da face, 
como supralabial, bucal e mentual e corporais nas regiões mamária, abdominal, 
suprapúbica e raiz das coxas. Pode surgir a presença de doenças, principalmente 
endócrinas e gonadais. 
No hirsutismo, o folículo piloso possui uma resposta acentuada aos estímulos 
dos hormônios sexuais esteroides, principalmente os androgênios, que 
determinam o tipo e a distribuição dos pelos. Ao entrar na célula, o hormônio 
sofre a ação da enzima 5 alfa-redutase, sendo convertido em di-hidrotestosterona, 
transformando pelos do tipo velo em pelos terminais, espessos e pigmentados. 
O hiperandrogenismo pode ser considerado a entidade de maior frequência em 
mulheres na idade fértil, sendo a principal causa do hirsutismo, já que apenas 
20% dos casos são considerados idiopáticos. 
Como vimos na unidade anterior, o ciclo de crescimento do pelo é dado por três 
fases: anágena (fase de crescimento), catágena (fase de involução) e telógena (fase 
de repouso). Dependendo do local, a regulação hormonal apresenta importante 
papel no ciclo folicular. 
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UNIDADE IV │ HIRSUTISMO
Os androgênios aumentam o tamanho do folículo, o diâmetro da fibra e o tempo 
da fase anágena em várias partes do corpo, enquanto causam queda de cabelo e 
afinamento dos pelos do couro cabeludo.
Embora o excesso de androgênios esteja presente na maioria dos casos de 
hirsutismo, há apenas uma discreta correlação entre a quantidade de crescimento 
dos pelos e os níveis androgênicos séricos. Esse fato ocorre porque o crescimento 
folicular não depende apenas das concentrações de androgênios circulantes, 
mas também de fatores locais e da sensibilidade variável dos órgãos-alvo aos 
androgênios. Os mecanismos fisiológicos do hirsutismo podem ser didaticamente 
divididos quanto à origem e à etiopatogenia em três fases: produção, transporte e 
metabolização periférica.
Quadro 6. Produção do hirsutirmo.
Ovariana
 » síndrome dos ovários policísticos;
 » tumores (virilizante do ovário, células de Sertoli-Leydig, outros).
Adrenais
 » hiperplasia adrenal congênita clássica (deficiência de 
17-hidroxiprogesterona);
 » hiperplasia adrenal congênita não clássica e suas deficiências de 
21beta-hidroxilase e 11beta-hidrolxiase;
 » outros tumores.
Outras
 » genética (duplicação do gene 7q22-q31;
 » iantrogênica [danazol/anticontraceptivos orais (ACO), 
androgênicos/psicotrópicos];
 » tireoideas (hipotireoidismo);» tumores (hipotalâmico-pituitário). 
Globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG)
 » diminuída na acromegalia;
 » aumentada no hipertireoidismo.
Albumina
Outras
Metabolização periférica
Aumento da ação periférica de cinco-alfa-redutase
 » tipo I;
 » tipo II;
 » ambos.
Conversão periférica no tecido adiposo (DHEA em 
S-DHEA)
Hipersensibilidade dos receptores hormonais
Reação cruzada nos receptores hormonais (efeito GH-like 
do hiperinsulinismo)
Fonte: elaborado pelas autoras, s/d.
85
CAPÍTULO 2
Tratamento
O tratamento deve ser realizado na paciente hirsuta, e não no hirsutismo, 
orientando-se sempre pelo quadro clínico e pela etiopatogenia. As pacientes 
hirsutas são, sob o aspecto biopsicossocial, pessoas que podem apresentar 
distorção sobre a imagem e baixa autoestima, afetando diretamente a qualidade 
de vida pessoal e familiar, nas relações humanas e profissionais.
A paciente deve ser exaustivamente orientada quanto às opções terapêuticas, seus 
benefícios e efeitos colaterais. Os resultados são obtidos em longo prazo, o que 
proporciona baixa adesão por parte das pacientes. Os tratamentos podem ser 
divididos em:
 » Cosmiátricos: 
 › químicos;
 › físicos.
 » Terapêuticos:
 › tópicos;
 › sistêmicos:
 · terapêutica hormonal;
 · antiandrogênicos.
O tratamento cosmiátrico pode solucionar quadros de moderada aceitação 
cosmética ou ser adjuvante em quadros clínicos com manifestações intensas. Os 
tratamentos químicos se iniciam com a descoloração de pelos com os derivados 
de hidróxido, peróxido e/ou tinturas. A remoção química de pelos com produtos 
sulfídicos é rápida, porém extremamente irritante. 
A utilização de métodos físicos inclui depilação com cera, lâmina, pinça, 
eletrólise e os métodos consagrados de luz pulsada e laser. 
A cera é um dos métodos mais antigos de que se tem conhecimento, tanto quente 
quanto fria. Sua ação é consagrada, entretanto, é provisória, dolorosa e apresenta 
o risco de foliculites por Staphylococcus aureus. A lâmina pode ser considerada 
86
UNIDADE IV │ HIRSUTISMO
excelente em regiões como pernas e axilas, entretanto, na raiz da coxa e na região 
púbica, há risco de infecção. A pinça tem sua utilidade, principalmente para 
pequenas regiões corporais e com número restrito de pelos. 
A técnica de eletrólise foi a primeira a ser considerada definitiva, ou parcialmente 
definitiva, pois apresentava recidiva de 40% dos casos. Recentemente, um 
grande número de lasers, ou outras formas de luz, vem sendo utilizado com 
o intuito de remover o folículo piloso. Incluem os lasers de rubi, alexandrita, 
diodo e de neodímio ítrio alumínio granada e outras formas, como a luz 
pulsada. Suas limitações são financeiras, por apresentarem alto custo, com 
redução de 20% dos pelos por tratamento. 
Outra forma de tratamento para pacientes hirsutas é o creme de cloridrato 
de eflornitina a 13%. É um tratamento tópico terapêutico e cosmiátrico que, 
inibindo a enzima ornitina descarboxilase, retardaria a divisão celular em ter 
outras atividades sintéticas, reduzindo o crescimento dos pelos faciais em até 
47%, em relação ao placebo. Produto de alto custo, apresenta irritabilidade e 
deve ser suspenso em caso de hirsutismo associado com acne inflamatória 
e gestantes. A melhora demora de quatro a oito semanas, principalmente nas 
regiões: submentual, supralabial e também nas regiões púbicas. 
Com todas essas técnicas citadas acima, ainda não existe nenhum tratamento 
específico ou desprovido de efeitos colaterais. Em pacientes com idade 
reprodutiva, deve-se alertar quanto ao uso de anticoncepcionais, em razão do 
risco de teratogenicidade. 
87
CAPÍTULO 3
Documentação fotográfica
O antes e depois é essencial em qualquer tratamento estético realizado, já que os 
pacientes, principalmente os com queda acentuada de cabelo, não conseguem 
perceber quando o tratamento começa a fazer efeito. Desse modo, a fotografia 
faz com que o paciente enxergue os resultados em relação ao procedimento, 
aumentando sua confiança na técnica e principalmente a autoestima. Em 
relação ao hirsutismo, a documentação fotográfica também deve ocorrer todas 
as vezes que o paciente ir ao consultório realizar algum procedimento. No caso 
do laser, é preciso documentar com fotos cada sessão para se ter noção de que 
os pelos estão reduzindo no local da aplicação, ficando mais ralos, finos e com 
mais espaçamento de crescimento de um folículo para o outro. 
Para que o paciente consiga perceber a diferença entre as fotos, é ideal manter um 
padrão de documentação fotográfica. Para isso, é importante fotografar sempre 
no mesmo lugar; atentar-se ao foco e à nitidez da lente da câmera; utilizar, se 
possível, uma câmera fotográfica, e não um aparelho celular, pois apresenta baixa 
resolução. Além disso, deve-se padronizar e adequar a iluminação, a exposição 
e a profundidade de campo, o enquadramento e os fundos da foto, pois só assim 
ela poderá ser considerada um documento legal comprobatório, que dará proteção 
cabível caso o paciente entre com uma ação contra o estabelecimento, por não 
apresentar resultados. 
A fotografia, então, além de avaliar os resultados, também servirá para uma 
proteção legal ou também para o compartilhamento do resultado, seja em reuniões 
científicas, com colegas de profissão, congressos e até mesmo em uma publicação 
de dados. Para isso, o paciente deve assinar e consentir um termo previamente 
esclarecido sobre a exposição e divulgação de suas fotos, caso contrário, a foto só 
deve ser divulgada ao paciente. 
Para que a foto seja tirada sempre na mesma altura e distância, é de extrema 
importância adquirir um tripé, que dará segurança para o registro das fotos. 
Uma marcação também deve ser considerada no local em que o paciente deve 
se posicionar para que a distância permaneça correta. É ideal sempre anotar 
os padrões da máquina fotográfica ao tirar a foto, como valores de abertura, 
velocidade e escala de ampliação, pois só assim será possível diagnosticar e 
corrigir eventuais erros que surjam ao se fotografar.
88
UNIDADE IV │ HIRSUTISMO
A foto pode ser impressa ou passada para um arquivo no computador, para 
que se possa, a qualquer momento, mostrar ao paciente, caso ele tenha dúvida. 
Muitas vezes, durante o tratamento, ele começa a ter um olhar mais crítico 
sobre a região que está sendo tratada, gerando dúvidas e frases comuns de se 
ouvir, como “a região está mais escurecida”, no caso do hirsutismo; “parece 
que cresceram mais fios ou invés de cair”, no caso de tratamento para queda 
de cabelo; “parece que estou com mais alopecia de quando cheguei aqui”. Por 
todas essas razões, o arsenal fotográfico é importantíssimo. 
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	Apresentação
	Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa
	Introdução
	Unidade I
	Anatomia e fisiologia da Pele e do Folículo Piloso
	CAPÍTULO 1
	Pele
	Capítulo 2
	Folículo piloso
	Capítulo 3
	Disfunções associadas ao couro cabeludo
	Capítulo 4
	Epigenética
	Unidade II
	Métodos de Avaliação Tricológica
	Capítulo 1
	Histórico clínico
	Capítulo 2
	Cosmetologia
	Capítulo 3
	Terapias complementares
	Unidade III
	Nutricosméticos e Nutracêuticos
	Capítulo 1
	Nutrição e o sistema capilar
	Capítulo 2
	Fototerapia
	Capítulo 3
	Procedimentos avançados em tricologia
	Unidade IV
	Hirsutismo
	Capítulo 1
	Introdução
	Capítulo 2
	Tratamento
	Capítulo 3
	Documentação fotográfica
	Referências
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	_Hlk33029701
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