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EM_V08_BIOLOGIA PROFESSOR

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Livro do Professor
Biologia
Volume 8
©Editora Positivo Ltda., 2015
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)
B663 Bobato, Vilmarise.
 Biologia : ensino médio / Vilmarise Bobato ; reformulação dos originais de Augusto 
 Borba ; ilustrações Divo ... [ et al. ]. – Curitiba : Positivo, 2016.
 v. 8 : il.
 
 Sistema Positivo de Ensino
 ISBN 978-85-467-0404-0 (Livro do aluno)
 ISBN 978-85-467-0405-7 (Livro do professor)
 1. Biologia. 2. Ensino médio – Currículos. I. Borba, Augusto. II. Divo. III. Título.
 CDD 373.33
Presidente: Ruben Formighieri
Diretor-Geral: Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial: Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial: Júlio Röcker Neto
Gerente de Arte e Iconografia: Cláudio Espósito Godoy
Autoria: Vilmarise Bobato; reformulação dos originais de Augusto Borba
Supervisão Editorial: Jeferson Freitas
Edição de Conteúdo: Milena dos Passos Lima (Coord.), Ana Paula de Amorim, 
Cláudia Wagner de Castro e Luciane Lazarini
Edição de Texto: Paula Garcia da Rocha
Revisão: Mariana Bordignon e Willian Marques
Supervisão de Arte: Elvira Fogaça Cilka
Edição de Arte: Angela Giseli de Souza
Projeto Gráfico: YAN Comunicação
Ícones: ©Shutterstock/ericlefrancais, ©Shutterstock/Goritza, ©Shutterstock/Lightspring, 
©Shutterstock/Chalermpol, ©Shutterstock/Macrovector e ©Shutterstock/Blinka
Imagens de abertura: ©iStockphoto.com/pixdeluxe e ©iStockphotor/Asiseeit 
Editoração: Rafaelle Moraes
Ilustrações: Divo, Eduardo Borges, Jack Art, Luis Moura, Marcos Gomes e Thiago Brayner
Pesquisa Iconográfica: Janine Perucci (Supervisão) e Marina Gonçalves Grosso 
Engenharia de Produto: Solange Szabelski Druszcz
Produção
Editora Positivo Ltda.
Rua Major Heitor Guimarães, 174 – Seminário
80440-120 – Curitiba – PR
Tel.: (0xx41) 3312-3500
Site : www.editorapositivo.com.br
Impressão e acabamento
Gráfica e Editora Posigraf Ltda.
Rua Senador Accioly Filho, 431/500 – CIC
81310-000 – Curitiba – PR
Tel.: (0xx41) 3212-5451
E-mail : posigraf@positivo.com.br
2018
Contato 
editora.spe@positivo.com.br
Todos os direitos reservados à Editora Positivo Ltda. 
15
16
Sumário
O projeto gráfico atende aos objetivos da coleção de diversas formas. As ilustrações, os diagramas e as figuras contribuem para a 
construção correta dos conceitos e estimulam o envolvimento com os temas de estudo. Assim, fique atento aos seguintes ícones:
Fora de escala numéricaFormas em proporçãoColoração artificial
Imagem ampliadaImagem microscópicaColoração semelhante ao natural
Representação artísticaEscala numéricaFora de proporção
Fisiologia humana: excreção e reprodução .....4
Sistema urinário ....................................................................................................5
Sistema genital ...................................................................................................10
Fisiologia humana: controle e percepção ...... 32
Sistema endócrino ...............................................................................................33
Sistema nervoso ..................................................................................................40
Sistema sensorial ................................................................................................48
Noções de primeiros socorros ..............................................................................56
Acesse o livro digital e 
conheça os objetos digitais 
e slides deste volume.
4
Os rins são órgãos altamente vascularizados e ligados a importantes artérias e veias. São responsáveis por filtrar 
o sangue, retirando resíduos metabólicos e controlando a quantidade de água e sais do corpo. Também auxiliam no 
controle da pressão arterial e produzem hormônios relacionados ao metabolismo do cálcio.
1. A excreção realizada pelos rins é uma das funções vitais dos seres humanos, e alterações em seu funcionamento 
podem desencadear graves consequências ao organismo. O que devemos fazer para manter o bom funciona-
mento dos rins?
2. De que maneira a complexa rede sanguínea dos rins está ligada às funções que esses órgãos desempenham no 
organismo?
Os rins são órgãos altamente vascularizados e ligados a importantes artérias e veias São responsáveis por filtrar
Ponto de partida 
Fisiologia humana
: 
excreção e reprodu
ção 
15
1
Getty Images/MedicalRF.com
55
Objetivos da unidade:
 reconhecer as estruturas e as fun-
ções do sistema urinário humano;
 identificar as diferenças anatômi-
cas e fisiológicas entre os sistemas 
genitais do homem e da mulher e 
discutir aspectos da sexualidade 
humana;
 compreender o processo de game-
togênese humana.
Objetivos da unidade:
reconhecer as estruturas e as fun-
Sistema urinário
Constituído por dois rins e pelas vias urinárias, atua de 
forma harmoniosa com diversos outros sistemas do orga-
nismo, o que favorece a existência de um ambiente interno 
equilibrado, ou seja, a homeostase. Isso se deve ao fato de 
o sistema urinário retirar do sangue os compostos nitrogena-
dos, como amônia, ureia e ácido úrico, produzidos pela degra-
dação de proteínas durante o metabolismo celular, os quais, 
em alta concentração no corpo, tornam-se extremamente 
tóxicos.
Nas mulheres, a uretra 
é mais curta e elimina 
apenas urina.
Nos homens, a uretra 
é mais longa e, além
da urina, também
elimina o sêmen.
Sistema urinário
do homem
Sistema urinário
da mulher
Ureteres
Bexiga
urinária
Uretra
Rins
Rins
Pênis
Bexiga urinária
Ureteres
Testículos
OváriosUretra no
interior
do pênis
Útero
Bexiga urinária
Bexiga urinária
D
iv
o.
 2
01
3.
 D
ig
ita
l.
 Representação esquemática dos sistemas urinários do homem e da mulher
A eliminação de resíduos celulares do corpo humano denomina-se excreção, e os mecanismos utilizados nesse 
processo envolvem diferentes estruturas. Por exemplo, o gás carbônico é transportado pelo sangue e eliminado pelo 
sistema respiratório na expiração; os compostos nitrogenados dissolvidos no sangue são eliminados no suor e, princi-
palmente, na urina.
As fezes, no entanto, não são consideradas uma excreção, pois são formadas pelos restos do processo de digestão, 
e não do metabolismo celular, não sendo resíduos das reações químicas que ocorrem nas células.
Rins 
São dois órgãos castanho-avermelhados que se encontram 
na região abdominal, um de cada lado da coluna vertebral. Apre-
sentam, aproximadamente, 12 cm de comprimento e sua função 
está relacionada à filtragem do sangue, retirando os resíduos me-
tabólicos nitrogenados, principalmente a ureia, que, com a água, 
compõe a maior parte da urina.
Durante a formação da urina, os rins regulam a maioria dos 
constituintes do plasma sanguíneo, como água, sais minerais 
(potássio, cloreto, sódio), glicose, aminoácidos, vitaminas e mui-
tas outras substâncias em menor quantidade. Com isso, o sangue 
conserva as concentrações de seus componentes. 
Ressalte que a composição do suor é semelhante à da urina. Contudo, o que os diferencia é o fato de a 
concentração de sais minerais, ureia e ácido úrico ser bem maior na urina que no suor.
 Córtex
renal
Veia
renal
Artéria
renal
Ureter
Pelve renal
Medula renal
}
 Representação esquemática da 
estrutura interna dos rins
D
iv
o.
 2
01
2.
 D
ig
ita
l.
Veia
renal
Artéria
renal
Medula
Córtex
Cápsulas glomerulares
Artéria
Veia
Ducto coletor Capilares
Ducto
coletor
Alça néfrica
Cápsula
glomerular
Glomérulo
Túbulo contorcido
proximal
Túbulo contorcido
distal
Formação da urina 
A urina é formada seguindo estas três etapas: filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular.
Filtração glomerular
O sangue a ser filtrado entra no rim pela artéria renal e 
chega ao glomérulo sob pressão, fazendo com que apro-
ximadamente 12% de seu plasma passe para a cápsula 
glomerular. Ascélulas do sangue e as moléculas grandes 
(maioria das proteínas) ficam retidas, pois não conseguem 
atravessar as paredes do glomérulo, e voltam para o san-
gue circulante.
O líquido recolhido pela cápsula glomerular contendo 
moléculas pequenas, como água, glicose, aminoácidos, sais 
minerais, ureia, ácido úrico e amônia, denomina-se urina 
primária, que segue pelo túbulo contorcido proximal.
Néfrons 
A formação da urina ocorre no interior das unidades funcionais dos rins, denominadas néfrons (do grego nephros, 
rim). Cada rim apresenta cerca de 1 milhão dessas unidades, as quais são constituídas pela cápsula glomerular (cápsula 
de Bowman) e pelo túbulo renal.
 • Cápsula glomerular: trata-se de uma porção dilatada e em forma de taça que se localiza na extremidade de cada 
néfron. Dentro dessa cápsula, há um pequeno novelo de capilares sanguíneos, denominado glomérulo renal. 
Esses capilares formam-se a partir das ramificações da artéria renal e são responsáveis pela filtração do sangue.
 • Túbulo renal: tubo que, ao sair do glomérulo, percorre um caminho sinuoso e apresenta três regiões, onde 
ocorrem as etapas da formação da urina – túbulo contorcido proximal, alça néfrica (alça de Henle) e túbulo 
contorcido distal, que termina no ducto coletor.
D
iv
o.
 2
01
2.
 D
ig
ita
l.
 Representação esquemática da 
estrutura de um néfron
Capilares do glomérulo
Cápsula
glomerular
Filtrado
glomerular
Solutos
Proteínas
Arteríola
eferente
Arteríola
aferente
Ja
ck
 A
rt
. 2
01
2.
 D
ig
ita
l.
 A passagem de substâncias menores caracteriza a 
filtração glomerular.
Ingerir pouca água dificulta a atividade dos rins e pode ocasionar a crista-
lização de ácido úrico e sais minerais nos inúmeros túbulos no interior desses 
órgãos, formando os cálculos renais, popularmente chamados de “pedras 
nos rins”. Esses cálculos dificultam o funcionamento renal, e sua eliminação 
pode ocorrer com a urina, processo muito doloroso, ou por meio de cirurgia.
 Cálculos renais 
de diferentes 
formas e 
tamanhos
©
Sh
u
tt
er
st
oc
k/
Ev
an
 L
or
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e
6 Volume 8
Reabsorção tubular
Ocorre durante o percurso da urina primária no interior do túbulo renal. Cerca de 99% da água da urina primária 
volta à circulação sanguínea por meio desse processo; apenas 1% dessa água compõe a urina final. Além da água, sais 
minerais, moléculas de glicose e aminoácidos são reabsorvidos e devolvidos ao sangue. 
Após o mecanismo de reabsorção, o líquido que chega ao ducto coletor (final do túbulo renal) apresenta concen-
tração e composição bem diferentes das do plasma sanguíneo.
Secreção tubular
Os capilares sanguíneos localizados ao redor dos túbulos renais condu-
zem, especialmente, ureia do sangue para o interior desses túbulos. Desse 
modo, o excesso de água e sais minerais e os produtos nitrogenados, como 
ureia (excreta principal) e uma pequena quantidade de ácido úrico, che-
gam aos ductos coletores, ocorrendo a formação da urina. 
Do ducto coletor, a urina é conduzida para uma cavidade denominada pelve renal e daí para o ureter. Este conduz 
a urina até a bexiga urinária, que tem capacidade de armazená-la.
Vias urinárias 
Após a filtração do sangue pelos rins, forma-se a urina, líquido que deve ser conduzido pelas vias urinárias para 
posterior eliminação do organismo. Essas vias são formadas pela pelve renal, pelos ureteres, pela bexiga urinária e 
pela uretra.
 • Pelve renal: região dilatada em forma de funil que recebe a urina produzida e a encaminha aos ureteres.
 • Ureteres: dois tubos finos e compridos (25 a 30 cm) que realizam contrações musculares para que a urina possa 
chegar à bexiga urinária.
 • Bexiga urinária: bolsa muscular que armazena a urina até o momento da micção. À medida que a urina se acu-
mula na bexiga, suas paredes elásticas se distendem. A vontade de urinar acontece porque, ao se dilatarem, as 
terminações nervosas dos músculos da parede da bexiga urinária levam o impulso nervoso ao SNC, informando 
que a urina precisa ser eliminada.
 • Uretra: canal que leva a urina da bexiga ao exterior do corpo no momento da micção. Nos homens, a ure-
tra também propicia a passagem do sêmen durante a ejaculação. Neles, esse canal mede, aproximadamente, 
20 cm de comprimento. Já nas mulheres, a uretra é bem menor (medindo entre 4 e 5 cm) e, em seu interior, 
ocorre somente a passagem da urina.
Controle hormonal da excreção urinária 
A reabsorção tubular é controlada por mecanismos hormonais, ou seja, algumas glândulas liberam hormônios que 
atuam na permeabilidade das membranas celulares dos túbulos renais. Com isso, ocorre a passagem de substâncias 
das células tubulares ao sangue.
A aldosterona é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais (adrenais), localizadas acima dos rins. Sua 
função é aumentar a reabsorção ativa de íons, como sódio (Na+). Desse modo, o sangue fica mais concentrado e, por 
osmose, a água passa do túbulo para a corrente sanguínea, ocasionando um aumento na pressão arterial.
Todos os dias, o volume de sangue do co
rpo 
é filtrado várias vezes, mantendo a home
os-
tase e eliminando as excretas. Quanto maior 
a quantidade de líquidos ingerida, maior 
é o 
volume de urina produzida.
Sugestão de texto complementar.2
Biologia 7
 A excreção é uma das funções vitais dos seres vivos, ou seja, se ela não for realizada, em pouco tempo o organismo 
morre. Em relação a esse assunto, elabore um quadro elencando o modo de excreção realizada por peixes, anfíbios, 
répteis, aves e mamíferos. Indique, sobretudo, as diferenças nas principais substâncias excretadas nos ambientes 
aquático e terrestre.
O ADH (hormônio antidiurético ou vasopressina) é produzido 
no hipotálamo e liberado pela região posterior da glândula hipófise 
ou neuro-hipófise. Ao ser lançado na corrente sanguínea, o ADH 
passa a atuar sobre os túbulos renais, tornando as células tubula-
res mais permeáveis à passagem de água, ou seja, esse hormônio 
amplia a capacidade de reabsorção tubular, aumentando o retorno 
da água à corrente sanguínea. Com isso, a urina torna-se menos 
diluída, pois seu volume diminui e sua concentração aumenta.
As bebidas alcoólicas inibem a produção do ADH, diminuindo 
a reabsorção tubular. Isso faz aumentar a quantidade de água na 
urina, deixando-a mais diluída e com volume maior. Consequen-
temente, a pessoa tem mais vontade de urinar.
Problemas renais 
Qualquer problema que afete o funcionamento dos rins ou do sistema urinário ocasiona graves consequências em 
todo o organismo, pois a eliminação dos compostos nitrogenados é interrompida, levando à intoxicação. A água e os 
sais minerais também passam a se acumular nos tecidos e no sangue, fazendo com que a pessoa fique inchada e a 
pressão arterial se eleve.
A perda da função renal, se não tratada, leva a pessoa à morte em duas semanas. Atualmente, esse problema pode 
ser tratado de três maneiras, e todas elas têm como objetivo substituir as funções dos rins: diálise peritoneal, hemodiá-
lise e transplante renal.
A diálise peritoneal é um processo artificial que retira, por meio da filtração, as substâncias indesejáveis acumula-
das pela insuficiência renal crônica. Isso pode ser feito usando a membrana filtrante do rim artificial e/ou da membrana 
peritoneal do próprio paciente.
Na hemodiálise, é feita a filtragem mecânica do san-
gue por meio de uma máquina, o que deve ser realizado 
em hospitais e com intervalos de dois ou três dias, com uso 
concomitante de medicamentos. Esse procedimento debili-
ta os pacientes, que precisam realizá-lo até encontrarem um 
doador compatível para fazer um transplante renal.
Em todos os casos que envolvem transplantes de ór-
gãos, como no transplante renal, a situação é muito de-
licada, pois a pessoa doadora deve ser compatível com o 
paciente receptor. Encontrar um doador compatível não é 
uma tarefa fácil. Por esse motivo, existem muitas pessoas 
aguardando para fazer um transplante.
O diabetes insipidus,doença não relacionada à falta
 de 
insulina ou ao aumento de glicose no san
gue, ocorre 
especialmente por dois motivos: por um
 defeito no 
SNC, que inibe a produção e a secreção de
 ADH, mes-
mo em casos de desidratação, e por uma
 deficiência 
nas células dos túbulos renais, que não re
spondem à 
presença do hormônio. Nos dois casos, o
 resultado é 
uma intensa diurese (poliúria) e, por isso
, as pessoas 
que sofrem desse problema se desidratam
 facilmente 
e têm muita sede.
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Sh
u
tt
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st
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k/
Pi
cs
fiv
e
 Na hemodiálise, uma máquina desempenha 
a função dos rins de filtrar o sangue.
Sugestão de encaminhamento sobre transplante de órgãos.3
Organize as ideias
4 Sugestão de resposta.
8 Volume 8
1. Como os rins auxiliam na manutenção da homeos-
tase no corpo humano? Qual é a relação desse pro-
cesso com o equilíbrio das substâncias dissolvidas no 
sangue?
Os rins realizam a eliminação dos compostos nitrogenados, 
que são tóxicos ao organismo. Além disso, ao filtrarem o 
sangue, possibilitam que este conserve as concentrações de 
seus componentes, mantendo seu equilíbrio também nos 
outros tecidos do corpo.
2. (UEPG – PR) A figura abaixo representa o funciona-
mento de um nefro humano para os mecanismos de 
filtração, reabsorção e secreção. Com relação a todo 
o processo que ocorre no nefro, assinale o que for 
correto.
Fonte: Linhares, S.; Gewandsznajder, F. Biologia hoje, os 
seres vivos. Volume 2. Editora Ática. São Paulo. 2010
X (01) Em 1 e 2, glomérulo e cápsula, respectivamente, 
ocorre a filtração. Nessa etapa, a pressão do san-
gue expulsa, do glomérulo para a cápsula, a água 
e as pequenas partículas dissolvidas no plasma, 
como sais, moléculas orgânicas simples e ureia.
X (02) Em 3 está representado o túbulo contorcido pro-
ximal. As células da parte inicial desse túbulo 
reabsorvem, por transporte ativo, quase toda a 
glicose, os aminoácidos e parte dos sais.
Atividades
X (04) Após a reabsorção da glicose, dos aminoácidos e 
dos sais, o sangue fica mais concentrado que o 
líquido do túbulo. Nessa etapa, boa parte da água 
é reabsorvida por osmose.
(08) Em 5 e 6, alça de Henle e túbulo distal, respec-
tivamente, ocorre a ação dos hormônios aldos-
terona e antidiurético (ADH). Ambos agem para 
eliminar o máximo de água na urina.
(16) Na fisiologia humana, o sistema de controle da 
pressão arterial não está envolvido com os hor-
mônios e o sistema de excreção e reabsorção de 
um nefro.
3. (UFG – GO) Em relação à excreção humana, responda.
a) Quais são os órgãos do aparelho renal humano?
Rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.
b) Quais são as estruturas microscópicas dos rins res-
ponsáveis pela filtração e regulação da composição 
química do sangue?
Néfrons.
c) Qual é a composição normal da urina humana?
A urina deve conter apenas água, sais minerais e excretas 
nitrogenadas, como ureia e traços de ácido úrico.
d) Quais os principais processos que ocorrem, respec-
tivamente, no glomérulo localizado na cápsula de 
Bowman e no túbulo do néfron?
Nos glomérulos, ocorre a filtração do sangue arterial e, 
nos túbulos do néfron, ocorre a reabsorção das substâncias 
úteis ao organismo.
e) Cite uma substância orgânica filtrada que será 
reabsorvida pelo sangue e dê o nome da principal 
substância tóxica que será filtrada e posteriormente 
eliminada pela urina.
Glicose e ureia.
Biologia 9
4. O diabetes mellitus é uma doença relacionada ao aumento da concentração de glicose no sangue em virtude de 
uma deficiência na produção de insulina ou na resposta a esse hormônio, o que afeta de diversas maneiras o 
metabolismo corporal. Um dos sintomas que ajuda a identificar esse problema são os altos níveis de produção de 
urina. Como isso pode ser explicado?
Como o nível de glicose no sangue é alto, esse excesso, que não é reabsorvido nos rins, é eliminado na urina, sendo necessária uma
quantidade maior de água para dissolver a glicose. Assim, o volume de urina aumenta, e a pessoa passa a tomar mais água para repor
o líquido eliminado. O diabetes mellitus difere do diabetes insipidus, pois, no segundo caso, a maior eliminação de água na urina é
causada por uma deficiência na produção de ADH ou na resposta a esse hormônio.
Sugestão de atividades: questões 1 a 4 da seção Hora de estudo.
Sistema genital
Na espécie humana, a maturidade sexual possibilita que o organismo tenha condições biológicas de produzir 
hormônios sexuais e células reprodutivas (gametas), tornando-se apto a gerar descendentes por meio do processo 
reprodutivo. Os sistemas genitais do homem e da mulher estão envolvidos nesse processo, produzindo e sofrendo a 
ação de hormônios, o que desencadeia mudanças fisiológicas e anatômicas que propiciam a produção de gametas e 
o desenvolvimento do embrião no interior do corpo da mulher.
Sistema genital do homem 
É formado pelo pênis, bolsa escrotal (que abriga os testículos), glândulas acessórias e vias espermáticas (incluindo 
a uretra, canal compartilhado com o sistema urinário). Além das funções relacionadas ao ato sexual, esse sistema é 
responsável pela produção do hormônio sexual (testosterona) e das células reprodutivas (espermatozoides).
Rins
Ureteres
Vesícula seminal
Ducto
ejaculatório
Bolsa escrotal
Epidídimo
Glândula
bulbouretral
Ureter liga os rins
à bexiga urinária
Ducto deferente
Bexiga urinária
Próstata
Uretra
Testículo
Pênis
Porção do
intestino grosso
Ânus
Bexiga urinária
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 Representação esquemática do sistema genital do homem
Formação e maturação dos espermatozoides 
Os testículos são duas glândulas sexuais (gônadas) que apresentam a forma oval, com cerca de 5 cm de compri-
mento, e se localizam fora da cavidade abdominal, no interior da bolsa escrotal. As paredes da bolsa escrotal são finas e 
auxiliam na manutenção da temperatura interna ideal para a produção de espermatozoides, que é, aproximadamente, 
3 °C mais baixa que a temperatura corporal.
Neste material, foram utilizados os termos homem e mulher, me-
nino e menina como denominações relacionadas à determinação 
de sexo biológico, o qual corresponde às características fenotípicas 
e genotípicas do corpo, não envolvendo questões de gênero.
10 Volume 8
Cada testículo é formado por uma rede de numerosos canais fortemen-
te enovelados, denominados túbulos seminíferos. Nas paredes desses finíssi-
mos túbulos, inicia-se a produção de espermatozoides, processo denominado 
espermatogênese. Dos túbulos seminíferos, os espermatozoides seguem para 
o epidídimo (canal enovelado com cerca de 6 m), onde amadurecem. Os esper-
matozoides levam dois dias para passar pelo epidídimo, período em que adquirem 
motilidade.
A espermatogênese dura cerca 
de 70 dias. Os dois testículos pro-
duzem, em média, 120 milhões 
de espermatozoides por dia.
Os testículos contêm células (epi-
teliócitos sustentadores) que nutrem os 
espermatozoides e células intersticiais (de 
Leydig), as quais secretam testosterona, 
hormônio que atua na formação dos es-
permatozoides e no desenvolvimento e 
manutenção das características sexuais 
secundárias do homem, como engros-
samento das pregas vocais, presença 
de pelos pubianos e desenvolvimento 
muscular.
Epidídimo
Ducto deferente
Túbulos
seminíferos
Testículo
Ja
ck
 A
rt
. 2
01
2.
 D
ig
ita
l.
D
iv
o.
 2
01
4.
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ita
l.
 Representação esquemática de corte longitudinal do testículo 
mostrando a disposição dos túbulos seminíferos
Armazenamento e liberação dos espermatozoides
Depois de formados, os espermatozoides ainda percorrem canais com diâmetro 
variável até serem eliminados pela uretra. Para que possam ser liberados pela 
ejaculação, ondas de contração muscular comprimem os espermatozoides em seus 
fluidos, possibilitando que saiam do epidídimo e se encaminhem ao longo do ducto 
deferente. Além de propiciar a liberação dos espermatozoides, o ducto deferenteos armazena, mantendo a fertilidade dos gametas por até um mês. Se não forem 
eliminados, os espermatozoides se degenerarão e serão reabsorvidos.
O ducto deferente direito liga-se ao esquerdo, chegando à porção posterior da bexiga urinária, onde recebe o con-
duto secretor das vesículas seminais e passa a se chamar ducto ejaculatório. Ao atravessar a próstata, o ducto ejacula-
tório abre-se na uretra. No homem, a uretra apresenta dupla função, conduzindo a urina durante a micção (eliminação 
da urina) e os espermatozoides na ejaculação.
Glândulas acessórias
São glândulas anexas do sistema genital do homem responsáveis pela produção de secreções que se misturam aos 
espermatozoides, constituindo o sêmen. Essas secreções têm a função de facilitar o deslocamento e a nutrição dos 
espermatozoides.
 • Vesículas seminais: são duas glândulas responsáveis pela formação do líquido (ou fluido) seminal que é lan-
çado no ducto ejaculatório. Localizadas logo abaixo da bexiga urinária, sua secreção é clara, fluida e alcalina, 
auxiliando na neutralização da acidez vaginal. As secreções dessas vesículas correspondem a cerca de 60% do 
volume do sêmen e são compostas de carboidratos, como a frutose, utilizada pelos espermatozoides na produ-
ção de energia em suas mitocôndrias para a mobilidade.
 • Próstata: glândula de consistência esponjosa com, aproximadamente, 4 cm de diâmetro. Sua função é produzir 
secreções prostáticas, que auxiliam na condução dos espermatozoides. Essas secreções correspondem a cerca 
de 30% do sêmen. Além de produzir o líquido prostático, a próstata enche-se de sangue durante o estímulo 
sexual. Isso faz aumentar seu tamanho, auxiliando na obstrução do canal urinário que sai da bexiga urinária. 
Desse modo, o homem não consegue urinar e ejacular ao mesmo tempo.
Durante a ejaculação, a urina não 
é liberada, pois o esfíncter (anel 
muscular) da base da bexiga 
urinária se fecha.
Biologia 11
Envoltório fibroso
Corpos cavernosos
Glande
Prepúcio
Veias dorsais
Artérias e
nervos dorsais
Corpo esponjoso
Uretra
Corpos cavernosos
 • Glândulas bulbouretrais: produzem uma secreção viscosa (correspondente a 5% do sêmen) que, por ação 
nervosa, lubrifica a glande do pênis, facilitando o ato sexual. Essa secreção também neutraliza a acidez dos 
restos de urina que existem na uretra.
Pênis 
É o órgão sexual do homem. Em seu interior, encontram-se a uretra (canal comum aos sistemas urinário e genital) 
e os tecidos esponjosos (corpo esponjoso e corpos cavernosos), ricos em vasos sanguíneos. Em grande parte, a uretra 
localiza-se no interior de uma estrutura esponjosa longitudinal ao pênis, denominada corpo esponjoso. Os corpos 
cavernosos dispõem-se paralela e dorsalmente ao corpo esponjoso. Em função de estímulos do sistema nervoso au-
tônomo, os vasos sanguíneos que irrigam os corpos cavernosos e o corpo esponjoso intensificam o fluxo de sangue 
nessas estruturas, o que possibilita o aumento e a maior rigidez do pênis, provocando a ereção.
A região terminal do pênis forma a glande, estrutura constituída de uma pele fina e muitas terminações nervosas, 
apresentando grande sensibilidade à estimulação sexual. A glande é recoberta por uma prega protetora denominada 
prepúcio, que pode ser removida por meio de um procedimento cirúrgico conhecido como circuncisão. A completa 
retração do prepúcio, para higienização da glande, é muito importante, principalmente para prevenir problemas como 
a fimose e o câncer de pênis.
O câncer de pênis está relacionado à má higien
ização do pênis e a 
relações sexuais sem camisinha (há dado
s científicos que sugerem que 
o vírus HPV, transmitido sexualmente e 
que pode ocasionar câncer de 
útero nas mulheres, também pode desen
cadear essa doença).
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 Representação esquemática do corte transversal da estrutura interna do pênis
Organize as ideias
Desde a produção até a liberação para o meio externo na ejaculação, os espermatozoides passam por diversos 
órgãos do sistema genital do homem e se misturam a diferentes secreções.
 Monte um esquema elencando essa sequência de eventos ou produza um texto resumindo as principais etapas.
Sugestão de resposta.5
12 Volume 8
Sistema genital da mulher 
É formado pelos órgãos externos (pudendo ou vulva e abertura vaginal) e internos (ovários, útero, tubas uterinas e 
vagina). A sustentação dos órgãos genitais internos é realizada por um conjunto de ligamentos constituídos por cor-
dões fibrosos de tecido conjuntivo denso modelado.
Tuba uterina
Útero
Ovário
Vagina
Clitóris
Conjunto de lábios
Abertura da vagina
Bexiga
urinária
Uretra
Abertura da uretra
Porção do
intestino
grosso
Ânus
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 Representação esquemática do sistema genital da mulher
Ovários 
São duas pequenas glândulas sexuais (gônadas), com aproximadamente 3 cm de comprimento, localizadas no 
abdômen, à direita e à esquerda do útero. Sua função é produzir o ovócito secundário (gameta) durante o ciclo repro-
dutivo. Os ovários também produzem os hormônios estrogênio e progesterona.
O estrogênio é o hormônio sexual responsável pelas características sexuais secundárias da mulher, como aumen-
to da vagina e desenvolvimento dos lábios que a circundam, presença de pelos pubianos, alargamento dos quadris e 
desenvolvimento das mamas. Esse hormônio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puber-
dade, porém provoca rápida calcificação óssea. Por isso, a mulher cresce mais rápido que o homem nessa fase. Além 
disso, o estrogênio é fundamental para o desenvolvimento do endométrio (revestimento da parede uterina) durante o 
ciclo reprodutivo.
A progesterona tem pouca relação com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Sua principal função 
é a preparação do útero para a implantação do embrião e das mamas para a lactação.
Tubas uterinas 
São dois ductos (canais), com cerca de 12 cm de 
comprimento cada, que ligam os ovários ao útero. 
Quando o folículo maduro, situado na parede do ová-
rio, se abre, o ovócito secundário é guiado pelas fím-
brias (franjas que envolvem o ovário) para o interior da 
tuba uterina. Em seguida, as contrações musculares da 
tuba uterina, com o movimento ciliar ondulatório de 
seu revestimento interno, possibilitam que o ovócito 
secundário siga em direção ao útero.
De modo geral, o processo de fecundação ocorre 
no terço final da tuba uterina, próximo à região das 
fímbrias.
 Representação esquemática do caminho percorrido pelo 
ovócito secundário, após sua liberação do ovário, e da fixação 
do embrião no útero, depois da fecundação
Útero
Tuba uterina
Ovócito
secundário
Fímbrias Ovário
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Biologia 13
Útero 
O útero é um órgão musculoso que aloja o embrião 
durante a gestação. É formado por uma parede muscular 
espessa, denominada miométrio, com grande capacidade 
de distensão. Seu revestimento interno é constituído por 
um tecido bastante vascularizado chamado endométrio, 
local onde o embrião geralmente se fixa (nidação) após a 
fecundação. O colo uterino é a região inferior do útero 
que se estende em direção à vagina. Ao final da ges-
tação, essa região se torna mais fina e macia, favore-
cendo o parto.
A menstruação consiste na descamação da parte su-
perficial do endométrio e acontece quando não ocorre a 
fecundação. A constrição e a ruptura de vasos sanguíneos 
da camada superficial do útero liberam grande quanti-
dade de água e sangue, que se exterioriza pela vagina, 
caracterizando o fluxo menstrual.
Vagina 
É formada por um canal muscular com cerca de 8 cm 
de comprimento que se estende desde o orifício vaginal 
até o colo do útero, constituindo o órgão copulatório da 
mulher. As paredes vaginais apresentam grande elastici-
dade e contratilidade, possibilitando a eliminação do san-
gue menstrualdo endométrio e a saída do bebê durante 
o parto. 
Na vagina, aproximadamente a 2 cm da abertura vagi-
nal, existe uma membrana mucosa perfurada e altamente 
vascularizada, denominada hímen, cuja função é proteger 
a entrada da vagina. O hímen apresenta um orifício central 
que possibilita a saída do fluxo menstrual. Essa membrana 
geralmente é rompida durante a primeira relação sexual, 
provocando ou não um sangramento, que pode variar em 
quantidade.
Ao redor da vagina, situam-se os ductos das glândulas 
vestibulares maiores, que a lubrificam durante o estímulo 
sexual, facilitando o ato sexual.
Pudendo (vulva) 
Constitui a genitália externa da mulher, por onde o 
canal vaginal se abre para o meio exterior. O pudendo é 
formado pelos grandes e pequenos lábios e pelo clitó-
ris, pequena saliência arredondada e erétil encontrada 
na junção superior dos pequenos lábios. O clitóris tem 
a função de estímulo sexual semelhante à sensibilidade 
da glande do pênis, pois apresenta muitas terminações 
nervosas.
Gametogênese humana 
Os sistemas genitais da mulher e do homem apre-
sentam órgãos que produzem células reprodutivas ou 
gametas. O conjunto de mecanismos que possibilita essa 
produção denomina-se gametogênese e forma óvulos 
(no caso das mulheres) e espermatozoides (no caso dos 
homens).
Os gametas, originados de células das gônadas (glân-
dulas sexuais), são haploides (n), mas as células que 
formam os gametas são originalmente diploides (2n). 
Por isso, é necessário que sofram uma redução cromos-
sômica durante a meiose. Essas transformações são im-
portantes para que ocorra a fecundação, ou seja, a fusão 
dos gametas, restabelecendo o número cromossômico 
diploide no zigoto.
Durante a gametogênese, as células sexuais do 
homem e da mulher passam por três fases: de multipli-
cação (sucessivas mitoses), de crescimento (as células 
cessam as mitoses e aumentam de volume) e de matu-
ração (meiose).
Espermatogênese 
Os espermatozoides constituem as células reproduti-
vas dos homens e sua formação, ou seja, a espermato-
gênese, inicia-se na puberdade, em torno dos 12 anos. 
Esse mecanismo se processa no interior dos testículos, 
na parede dos túbulos seminíferos.
Até a puberdade, os túbulos seminíferos são maciços, 
existindo apenas algumas células sexuais primárias ou 
germinativas em suas paredes internas. Por meio da ação 
do hormônio sexual testosterona, os túbulos seminíferos 
amadurecem, e essas células se multiplicam, iniciando as 
etapas da espermatogênese.
 • Fase de multiplicação: etapa em que as mito-
ses das células germinativas (2n) se intensificam, 
formando as espermatogônias (2n). Essa fase se 
inicia na puberdade e prossegue até o fim da vida 
do homem, havendo, assim, uma grande quanti-
dade de gametas sendo produzida. No entanto, 
essa produção diminui com a idade em virtu-
de da redução da testosterona no processo de 
envelhecimento.
14 Volume 8
Células germinativas
(2n)
2n
Crescimento
sem divisão
celular
Túbulo seminífero
(em corte
transversal)
Espermatogônia
Espermatócitos I
(2n)
Espermatócitos II
(n cromossomos
duplicados)
Espermátides
(n)
Espermatozoides
Epiteliócito
sustentador
Testículo
Ducto
deferente
Fase de
multiplicação
Fase de
crescimento
Fase de
maturação
Espermiogênese
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Mitose
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Meiose I
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Epidídimo
Meiose II
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 Representação esquemática da espermatogênese e do túbulo seminífero, com destaque para a produção e maturação 
dos espermatozoides
 • Fase de crescimento: um grupo de espermatogônias cessa a mitose e, em virtude da intensa síntese proteica, 
aumenta de volume. Formam-se, assim, os espermatócitos primários (espermatócitos de primeira ordem), que 
continuam sendo diploides (2n). O aumento do volume celular sem que ocorram divisões caracteriza essa fase.
 • Fase de maturação: cada espermatócito primário (2n) inicia a primeira divisão da meiose (I), originando dois 
espermatócitos secundários (n). Depois disso, os espermatócitos secundários realizam a segunda divisão da 
meiose (II) e formam quatro espermátides, que continuam haploides (n). Cada espermatogônia forma, portan-
to, quatro espermátides.
Na finalização da espermatogênese, cada espermátide se diferencia em 
um espermatozoide, etapa denominada espermiogênese. Nesse processo, 
o complexo golgiense origina o acrossomo, bolsa que contém a enzima 
hialuronidase; o núcleo torna-se compacto e o citoplasma que o circunda é 
eliminado; os centríolos formam o flagelo do espermatozoide; e as mitocôndrias 
migram do citoplasma concentrando-se próximo ao flagelo, formando a peça 
intermediária. Essas organelas fornecem energia para a mobilidade do flagelo.
O processo de espermatogênese, desde a espermatogônia até a formação do espermatozoide, demora entre 64 e 
74 dias.
A ação da enzima hialuronidase 
possibilita o rompimento da mem-
brana do ovócito II.
Complexo
golgiense
Mitocôndria
Espermátide
Acrossomo
Fragmento
citoplasmático
Núcleo
Peça intermediária
Cauda (flagelo)
Mitocôndrias
Formação
do flagelo
Migração das
mitocôndrias
Cabeça
 Representação esquemática da formação do acrossomo no espermatozoide
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primeira divisão da meiose: etapa reducional da meiose. Nela, ocorre o crossing-over durante a prófase I.
Biologia 15
6 Sugestão de encaminhamento e atividade complementar.
A espermatogênese é um mecanismo fisiológico sensível a temperaturas elevadas. A localização dos testículos 
no interior da bolsa escrotal, fora da cavidade abdominal, possibilita essa diminuição de temperatura. De modo geral, 
acontece algo semelhante com os outros mamíferos, com exceção dos coelhos, que têm os testículos localizados 
dentro da cavidade abdominal, os quais descem para a bolsa escrotal somente no período reprodutivo.
O hábito de utilizar roupas muito justas, realizar exercícios por períodos prolongados com roupas apertadas ou 
permanecer muito tempo em banhos de imersão pode aumentar a temperatura dos testículos e prejudicar a produção 
de espermatozoides.
Ovulogênese 
Apesar de apresentar as mesmas fases e os mesmos processos de divisão celular, a ovulogênese é bem diferente da 
espermatogênese. Essas diferenças referem-se ao tamanho do gameta feminino, às células que apresentam atividades 
funcionais, à duração e ao local de ocorrência do processo.
A ovulogênese ocorre no interior dos ovários, em pe-
quenas bolsas denominadas folículos ovarianos. De modo 
geral, em cada ciclo reprodutivo de 28 dias (esse número 
pode variar), apenas um folículo amadurece liberando a 
célula reprodutiva para fecundação.
 • Fase de multiplicação: a gametogênese na mulher 
inicia-se antes de ela nascer. As células germinativas 
(primordiais) começam a realizar atividade mitótica 
a partir do quinto mês de desenvolvimento embrio-
nário. Nessa etapa da vida, ocorre a multiplicação 
das células, em que as ovogônias (2n) realizam 
sucessivas mitoses. Ao final dessa fase, as mitoses 
param, e as ovogônias não se dividem mais.
 • Fase de crescimento: as ovogônias aumentam con-
sideravelmente o volume celular, transformando-se 
em ovócitos primários (2n). Comparando com a 
gametogênese masculina, a fase de crescimento da 
ovulogênese tem duração maior pelo fato de essas 
células realizarem intensa síntese proteica. Isso pos-
sibilita o acúmulo de reservas nutritivas necessá-
rias ao processo de fecundação e às fases iniciais do 
desenvolvimento embrionário.
 • Fase de maturação: depois do sétimo mês de 
vida intrauterina, os ovócitos primários realizam a 
primeira etapa da meiose (I). Ao chegar quase ao 
final da prófase I, verifica-se um fenômeno muito 
curioso: os ovócitos primários (2n) interrompem a 
meiose ao mesmo tempo. Essa interrupção, deno-
minada dictióteno (do grego diktyon, rede), perma-
nece até a puberdade. Nessa etapa, verifica-se um 
grande crescimento celular.
Normalmente,as mulheres desenvolv
em 
somente uma célula ativa na ovulogênese, 
ciclo que se repete a cada mês. Se a gam
e-
togênese na mulher formasse quatro célu
las 
haploides funcionais, existiria a possibilid
a-
de de formação de muitos gêmeos fratern
os, 
os quais se formam apenas quando oco
rre 
mais de um processo de ovulogênese 
no 
mesmo ciclo. Assim, os espermatozoid
es 
podem fecundar ovócitos secundár
ios 
diferentes.
Ovócito
Tecido do ovário
Células foliculares
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 Secção do ovário, com destaque para três folículos ovarianos 
em diferentes estágios de desenvolvimento. Micrografia óptica, 
sem informação de aumento.
16 Volume 8
Na puberdade, quando se iniciam as atividades dos hormônios sexuais que atuam no desenvolvimento das carac-
terísticas sexuais secundárias da mulher, a meiose prossegue, porém apenas um ovócito primário completa o processo 
em cada ciclo reprodutivo, formando duas células haploides (n) de tamanhos diferentes: o ovócito secundário (ovóci-
to II) e uma célula pequena que não apresenta função. Essa célula não funcional denomina-se primeiro corpúsculo 
ou glóbulo polar.
O ovócito secundário é o gameta feminino, ou seja, a célula que o ovário libera na tuba uterina quando o folículo 
ovariano está totalmente maduro. Esse processo é conhecido como ovulação, e a presença do ovócito secundário 
disponível para fertilização caracteriza o período fértil da mulher.
A meiose II ocorre apenas se o ovócito secundário for fecundado. Nesse caso, ele dá origem a duas células desi-
guais: o óvulo, que já apresenta o núcleo do espermatozoide em seu interior, e outro corpúsculo polar. O primeiro 
corpúsculo polar também completa a meiose II, formando dois corpúsculos polares inativos. Portanto, caso ocorra a 
fecundação, ao final do processo, formam-se um óvulo e três corpúsculos polares, células menores que se degeneram.
No entanto, se não ocorrer a fecundação, o processo de ovulogênese é encerrado com a produção do ovócito 
secundário, que é eliminado antes da menstruação. Assim, quando ovulam, as mulheres liberam o ovócito secundário, 
que, na maior parte das vezes, não completa a divisão meiótica.
Células germinativas
(2n)
2n
Crescimento
sem divisão
celular
Fase de
multiplicação
Fase de
crescimento
Fase de
maturação
2n 2n
Mitose
2n
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Meiose I
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Ovogônia
Ovogônias
Ovócito I
Ovócito II
(n cromossomos
duplicados)
Óvulo
(n)
3 corpúsculos polares
Folículo
maduro
Ovário
Corpo lúteo
Ovócito II
OvulaçãoFolículo
ovariano
primário
Meiose II
(se houver
fecundação)
 1º. corpúsculo
polar
Núcleo
Ovócito
Células que revestem o folículo
e o conectam com o tecido do ovário
Fluido folicular
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 Representação esquemática da ovulogênese e do ovário; em destaque, o folículo ovariano. 
Micrografia óptica, sem informação de aumento, colorido artificialmente.
Organize as ideias
 A espermatogênese e a ovulogênese apresentam as mesmas fases: multiplicação, crescimento e maturação. Ela-
bore um quadro comparando o que ocorre em cada uma dessas três fases dos processos de espermatogênese e 
ovulogênese.
Ciclo reprodutivo da mulher
A ovulogênese está relacionada ao ciclo reprodutivo, conjunto de alterações que ocorrem no sistema genital da 
mulher periodicamente (em média, a cada 28 dias). Durante esse período, há uma intensa oscilação entre os hormô-
nios hipofisários e ovarianos.
Sugestão de resposta.7
Biologia 17
O primeiro dia do ciclo reprodutivo caracteriza-se 
pelo sangramento, denominado menstruação ou fluxo 
menstrual, que é liberado pela vagina e ocorre até o 
quinto dia, aproximadamente. Em geral, a cada ciclo, de 
forma intercalada, um dos ovários produz e libera um 
ovócito secundário.
O primeiro ciclo, que geralmente ocorre entre 11 e 13 
anos, caracteriza a menarca. A interrupção do ciclo, por 
volta dos 50 anos, denomina-se menopausa. As etapas 
do ciclo reprodutivo, envolvendo as variações hormonais 
e as transformações que ocorrem no folículo e no útero 
(endométrio), são as seguintes:
 • o hormônio folículo-estimulante (FSH) propicia o 
desenvolvimento do folículo, que passa a produzir 
o hormônio estrogênio, o qual atua na proliferação 
do endométrio uterino. O aumento de estrogênio 
inibe a produção de FSH pela adeno-hipófise 
(feedback negativo) e estimula a produção do 
hormônio luteinizante (LH); 
 • por volta do 14.º dia (metade do ciclo), o aumento 
da concentração de LH estimula o rompimento do 
folículo maduro e, consequentemente, a saída do 
ovócito secundário para a tuba uterina. Esse pro-
cesso denomina-se ovulação e constitui o perío-
do fértil da mulher (pode ser de 48 horas), pois o 
ovócito está sujeito a encontrar um espermatozoi-
de e ser fecundado; 
 • após a ovulação, a maior concentração de LH pos-
sibilita a formação do corpo lúteo, que, originado 
do folículo rompido que acabou de liberar o ovó-
cito secundário, inicia a secreção de progesterona. 
O corpo lúteo também secreta estrogênio, porém 
em menor quantidade;
 • a maior quantidade de progesterona inibe a se-
creção de LH (feedback negativo) e possibilita a 
manutenção do endométrio, estimulando o cres-
cimento de vasos sanguíneos e de glândulas que 
produzem secreções nutritivas;
 • se não ocorrer fecundação, o corpo lúteo atrofia-se, 
transformando-se em corpo albicans ou branco. 
Esse fato provoca diminuição do estímulo hormo-
nal sobre o endométrio. Com isso, esse tecido ute-
rino sofre rompimento e descamação, produzindo 
um sangramento que caracteriza a menstruação. 
É o início de um novo ciclo reprodutivo;
 • caso o ovócito secundário seja fecundado, o em-
brião (blastocisto) adere ao endométrio uterino, o 
que possibilita a formação da placenta, estrutura 
que produz o hormônio gonadotrofina coriônica 
(HCG). Esse hormônio mantém o corpo lúteo fun-
cionando, propiciando a manutenção da proges-
terona e do estrogênio e, consequentemente, do 
endométrio. Por isso, a suspensão da menstrua-
ção é um dos indicadores da gravidez (ainda que 
possa ocorrer em algumas mulheres nesse perío-
do), pois o endométrio não é liberado, atuando na 
sustentação do embrião no útero.
O ciclo reprodutivo pode variar entre as mulheres, 
e a ovulação, para mulheres de ciclos irregulares, 
pode não corresponder exatamente ao 14.º dia.
 2. Um dos folículos 
amadurece pela
ação do FSH
 3. As células foliculares
nutrem o ovócito I e 
secretam estrogênio
 4. A meiose I determina a formação
do ovócito II no interior do folículo maduro
5. Ruptura do folículo
e ovulação
Tuba uterina
Vasos
sanguíneos
do sistema
porta-hipofisário
Hipófise 
posterior
Hipófise
anterior
Hormônio
LH
Hormônio
FSH
Progesterona
Estrogênio
 6. Se não ocorrer gravidez, 
o corpo lúteo se transforma 
em corpo albicans e 
se degenera
 1. Ovócitos primários
dentro de folículos
imaturos
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 Representação esquemática do ciclo reprodutivo da mulher
18 Volume 8
Organize as ideias
As pílulas anticoncepcionais contêm hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona), que inibem a produção 
normal de hormônios hipofisários (FSH e LH) por meio do mecanismo de feedback negativo. Com isso, o folículo não 
se desenvolve e, consequentemente, não ocorre a ovulação.
MENSTRUAÇÃO
PRÉ-OVULAÇÃO
(FASE PROLIFERATIVA)
OVULAÇÃO PÓS-OVULAÇÃO
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FSH
Inicia o
desenvolvimento
dos folículos
ovarianos
Estrogênio
Produzido pelo folículo
em desenvolvimento,
seu ponto máximo
ocorre imediatamente
antes da ovulação
LH
Dá início à ovulação
aproximadamente
no 14º. dia do ciclo
reprodutivo
Progesterona
Produzida pelo corpo
lúteo, leva ao espessamento 
do endométrio
O ovócito começa
a crescer
O FSH estimula
o folículo
ovarianoOvócito em
desenvolvimento
Ovócito
secundário
Rompimento
do folículo
O ovócito secundário
é liberado durante
a ovulação
Corpo lúteo
Secreta
progesterona
Corpo albicans
do ciclo reprodutivo
Ovócito secundário liberado deslocando-se em direção ao útero Corpo lúteo em redução
Sangue e células tissulares
O útero desprende
sua mucosa no
início do ciclo
Ovócito 
secundário 
não fertilizado
Deixa o útero
durante a
menstruação
Vasos sanguíneos
O aumento dos níveis
de estrogênio leva à
proliferação dos vasos
sanguíneos
Mucosa
espessada
Ovócito
não
fertilizado
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 1
Dias do ciclo reprodutivo
 O ciclo reprodutivo da mulher é coordenado por uma complexa rede de controle hormonal por feedbacks positivo 
e negativo. Monte um esquema representando esse controle, indicando com “−” o feedback negativo e com “+” o 
 feedback positivo.
Sugestão de resposta.8
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 Representação esquemática das etapas do ciclo reprodutivo mostrando as variações hormonais, os acontecimentos no ovário e o 
revestimento uterino
Biologia 19
A sexualidade, portanto, não se baseia apenas no sexo 
biológico, pois a identidade de gênero é influenciada por 
fatores pessoais, culturais e realidade social. Ao garantir 
direitos iguais para todos se expressarem, diminui-se o 
espaço para preconceitos e discriminação. Além disso, a 
completa saúde do corpo passa pela sexualidade, ela nos 
acompanha desde o nascimento até a velhice, e todas as 
pessoas têm o direito de receber orientações para lidar 
com a sexualidade com responsabilidade.
Ter informações sobre o próprio corpo, sobre maneiras 
de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST), 
cuidado pessoal, gravidez e métodos contraceptivos está 
entre os temas que auxiliam na expressão da sexualidade 
de maneira positiva e saudável.
Métodos contraceptivos 
A reprodução na espécie humana envolve, além do 
ato sexual, demonstração de emoções, carinho, afeto e 
prazer. Os métodos contraceptivos possibilitam que 
homens e mulheres estabeleçam esses vínculos e, ao 
mesmo tempo, façam seu planejamento familiar, ou 
seja, decidam se terão filhos, em qual momento e quan-
tos serão.
Existem diferentes tipos de métodos contraceptivos, e 
a escolha de qual usar deve ser orientada por um médico. 
Isso porque alguns métodos evitam a gravidez, mas não 
previnem infecções sexualmente transmissíveis, visto que 
não evitam o contato entre a mucosa e as secreções da 
vagina e do pênis.
ConexõesConexões
A maioria das espécies de mamíferos placentários apresenta mudanças fisiológicas, conhecidas como cio ou ciclo 
estral, em razão dos hormônios sexuais. Os ciclos estrais começam depois da puberdade em fêmeas sexualmente 
maduras e são intercalados por fases anaestrais ou descanso sexual. Durante tais ciclos, as fêmeas apresentam sinais de 
receptividade sexual, seguidos de ovulação. Essa fase é controlada pela integração entre os hormônios FSH, LH, estro-
gênio e progesterona, comuns nas diversas espécies de mamíferos. No entanto, seus padrões de secreção e seus efeitos 
variam entre as diferentes espécies. Essas diferenças provocam variações na extensão das fases luteínica e folicular do 
ciclo, assim como na duração do cio.
Sexualidade humana 
A sexualidade sofre influências dos valores e das nor-
mas da cultura, da família, da comunidade e do período 
em que se vive.
As pessoas nascem com o sexo biológico, ou seja, 
conjunto de características que identificam externamen-
te a carga genética do homem (XY) ou da mulher (XX). 
Essas características influenciam, desde o nascimento, 
como a pessoa será educada e envolvem costumes, tipos 
de roupas, divisão de trabalho e comportamentos que 
são instituídos nas relações sociais, variando nos diferen-
tes grupos humanos ou épocas históricas.
9 Sugestão de abordagem sobre a sexualidade.
10 Sugestão de encaminhamento sobre intersexo.
11 Sugestão de 
encaminhamento sobre a 
sexualidade.
Existem situações em que não se observa uma 
exata definição das características sexuais, ou seja, 
não há sintonia entre o sexo aparente e o biológico. 
Esse fenômeno se denomina intersexo.
O intersexo pode expressar-se de diferentes ma-
neiras, como ter órgãos genitais exteriores de mulher, 
mas órgãos genitais internos de homem, ou vice- 
-versa; uma menina nascer sem abertura vaginal e 
clitóris grande (aparentando sexo masculino); e um 
menino nascer com saco escrotal não totalmente 
fundido, assemelhando-se com lábios do puden-
do (aparentando sexo feminino). Pessoas intersexo 
podem identificar-se com o gênero masculino ou o 
feminino, independentemente de seus órgãos geni-
tais, e, até mesmo, passar boa parte da vida sem o 
conhecimento dessa variação.
20 Volume 8
a) Métodos de barreira: impedem que os espermatozoides entrem no útero da mulher.
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Diafragma
Anel de látex que deve ser colocado, com espermicida, na entrada do 
útero até 6 horas antes da relação sexual e retirado de 6 a 24 horas depois. O 
diafragma é produzido sob prescrição médica para cada mulher especificamente. 
Ele não protege os parceiros sexuais de infecções sexualmente transmissíveis, 
pois não evita o contato entre a vagina e o pênis.
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Preservativo para homens e mulheres
Nos homens, o envoltório de látex deve ser colocado no pênis ereto, impedindo que o sêmen seja liberado 
dentro do corpo da mulher. Nas mulheres, a bolsa de látex deve ser inserida na vagina antes da relação sexual.
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 O uso dos dois tipos de preservativos (separadamente), além de evitar uma gravidez não planejada, é o único 
método que previne doenças sexualmente transmissíveis, como a aids (síndrome da imunodeficiência adquiri-
da) e o HPV (papilomavírus humano), principal causador de câncer no colo uterino.
b) Métodos hormonais: medicamentos que atuam na produção de hormônios, impedindo que ocorra a ovu-
lação. Como qualquer outro medicamento, devem ser prescritos e avaliados por um médico, principalmente 
porque podem apresentar efeitos colaterais em mulheres sensíveis às formulações hormonais. Esses métodos 
não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis.
12 Sugestão de encaminhamento sobre planejamento familiar.
espermicida: substância química em forma de creme, gel ou espuma que destrói os espermatozoides, impedindo que entrem no útero e cheguem 
até o ovócito.
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vaginal
Útero
Tubas uterinas
Ovários
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Dispositivo intrauterino (DIU de cobre)
Estrutura de cobre que libera íons Cu2+
 
que atuam como espermicida. Além 
disso, o DIU causa uma pequena inflamação, atraindo macrófagos que destroem 
os eventuais embriões que tentam se implantar na mucosa uterina. O método 
exige acompanhamento médico periódico.
Biologia 21
Implante hormonal subcutâneo
Por meio de uma cirurgia com anestesia local, é introduzido no 
tecido subcutâneo um bastonete, com cerca de 4 cm de comprimento, 
com o hormônio sintético (semelhante à progesterona), que é liberado 
lentamente na corrente sanguínea. Seu efeito pode durar três anos ou 
mais, havendo a necessidade de novo procedimento para substituição 
ao fim de seu prazo de validade.
Dispositivo intrauterino hormonal (DIU hormonal ou SIU)
Estrutura plástica que é inserida no interior do útero e libera 
hormônios progestágenos, os quais atrofiam e prejudicam o 
funcionamento das glândulas endometriais, tornando o endométrio 
mais fino. 
Anticoncepção de emergência
Chamada popularmente de “pílula do dia seguinte”, pois precisa ser 
ingerida até no máximo 72 horas após a relação sexual desprotegida. 
Comumente, apresenta progesterona sintética, que atua alterando a 
motilidade nas tubas uterinas,dificultando o deslocamento dos gametas. Além 
disso, causa a regressão do endométrio, inibindo a implantação do blastocisto. 
Seu uso é indicado em casos eventuais em que tenha ocorrido uma relação 
sexual desprotegida. A anticoncepção de emergência não deve substituir 
os métodos contraceptivos de uso regular, que apresentam mais eficácia e 
menos efeitos colaterais.
Divo. 2013. Digital.
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Anticoncepcionais em pílulas
Constituídos, principalmente, por hormônios ovarianos sintéticos 
(estrogênio e progesterona, ou somente progesterona), os anticoncepcionais 
em pílulas devem ser tomados diariamente. A progesterona inibe a produção 
dos hormônios hipofisários FSH e LH, que impedem, respectivamente, a 
maturação e a liberação do ovócito secundário durante o ciclo reprodutivo. 
Além de inibirem a ovulação, as pílulas alteram o muco cervical, a 
motilidade tubária e o endométrio, fatores que interferem na mobilidade dos 
espermatozoides. 
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22 Volume 8
c) Métodos comportamentais: métodos baseados no acompanhamento do ciclo reprodutivo, identificando o 
período de ovulação.
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Menstruação
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Método da tabela
Também conhecido como “tabelinha”, é um método rítmico que considera 
o período fértil do ciclo reprodutivo, em que as relações sexuais devem ser 
evitadas de três a quatro dias antes da ovulação, no dia da ovulação e de 
três a quatro dias depois. Isso considerando que a mulher produz apenas um 
ovócito secundário em cada ciclo, que sobrevive entre 24 e 48 horas, e que os 
espermatozoides podem sobreviver até 72 horas dentro do sistema genital da 
mulher. Entretanto, existe um problema em sua aplicação, pois é difícil saber ao 
certo qual é o dia fértil. Diversos fatores, inclusive emocionais, podem interferir na 
atividade hormonal e, consequentemente, o suposto dia fértil pode sofrer alteração. 
Para as mulheres jovens, esse método é mais arriscado, pois muitas delas 
apresentam um ciclo bastante inconstante e em fase de regularização. 
Além disso, não previne contra infecções sexualmente transmissíveis.
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 Representação esquemática do 
método de tabela para um ciclo 
regular de 28 dias
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d) Métodos cirúrgicos: podem ser realizados tanto em homens quanto em mulheres, porém, por envolverem 
intervenção cirúrgica e na maioria das vezes serem irreversíveis, precisam ser bem avaliados. Além disso, não 
evitam infecções sexualmente transmissíveis.
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Vagina
Útero
Tubas uterinas
Ovários
As tubas uterinas 
são cortadas e 
amarradas
Deferentectomia (vasectomia)
Procedimento relativamente simples que consiste na secção dos ductos deferentes por meio de um pequeno corte 
na pele da bolsa escrotal. Com isso, impede-se apenas que os espermatozoides cheguem à uretra, não modificando 
o comportamento sexual do indivíduo, pois o hormônio testosterona continua a ser secretado na corrente sanguínea. 
Além disso, a produção do sêmen se mantém pelas glândulas acessórias, embora não contenha espermatozoides.
Ligadura tubária (laqueadura)
Procedimento cirúrgico que consiste em seccionar as 
tubas uterinas para que não ocorra o encontro dos gametas. 
A mulher continua ovulando, mas não acontece a fecundação, 
pois a ligação do ovário com o útero foi interrompida.
Infecções sexualmente transmissíveis (IST) 
Constituem um grupo de doenças infecciosas que apresentam, entre diversas causas, a transmissão por contato 
sexual. Sua importância se deve ao grande risco de disseminação e aos graves efeitos à saúde humana. As principais 
consequências para o organismo são distúrbios emocionais, doenças inflamatórias e infecciosas, problemas de inferti-
lidade, lesões fetais, câncer e, até mesmo, morte.
13 Informações sobre a terminologia IST.
Biologia 23
 • Sífilis: doença transmitida por contato sexual (ou sanguíneo) causada pela bactéria Treponema pallidum. Apre-
senta evolução lenta e se desenvolve em três estágios, produzindo diferentes sintomas.
• Estágio primário: surge, aproximadamente, um mês após o contato sexual, com inflamação dos linfonodos 
(gânglios linfáticos).
• Estágio secundário: disseminação da doença pela corrente sanguínea, caracterizada pelo aparecimento de 
erupções cutâneo-maculosas (roséolas sifilíticas).
• Estágio terciário: ocorre a localização visceral, afetando o coração e o sistema nervoso. Esses sintomas podem 
provocar graves alterações nervosas e a morte do indivíduo.
 O diagnóstico se dá por meio de exames de sangue, e o tratamento, em qualquer dos estágios, é feito com o 
uso de antibióticos. Pode ser causa de infertilidade, abortos espontâneos e má-formação fetal, pois a bactéria 
(presente na gestante portadora) pode atravessar a barreira placentária e alcançar o feto.
 • Blenorragia (gonorreia): causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, caracteriza-se pela eliminação de uma 
secreção amarelada e fétida pela uretra (uretrite gonocócica) e pela sensação de ardência ao urinar. A blenor-
ragia é transmitida durante as relações sexuais desprotegidas e aparece entre dois e seis dias após o contato 
sexual. Pode causar a infertilidade masculina. Nas mulheres, essa infecção bacteriana pode não ser aparente, 
o que é grave, porque faz com que a mulher não se trate e continue transmitindo a doença caso não utilize 
preservativos em suas relações sexuais. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e atingir os órgãos inter-
nos do sistema genital feminino (tubas uterinas, útero e ovários), além de causar doença inflamatória pélvica e 
infertilidade. O tratamento é feito sob orientação médica, com uso de antibióticos.
 • Herpes simples: doença causada pelo vírus da Família Herpesviridae. Geralmente, aparece após certas doenças, 
como pneumonia e gripe, ou quando o indivíduo está com o sistema imunitário debilitado. O quadro clínico 
constitui-se de pequenas vesículas agrupadas, antecedidas de minúsculas elevações avermelhadas. Essas vesí-
culas desenvolvem-se e arrebentam, causando ferimentos na pele, que regridem e desaparecem espontanea-
mente. A herpes também pode ocorrer na região genital. Nesse caso, denomina-se herpes genital.
 • Tricomoníase: provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, é transmitida pelo contato entre a mucosa in-
fectada de um indivíduo e a mucosa de outro durante a relação sexual sem a utilização de preservativos, sendo 
mais comum nas mulheres. Muitas delas não apresentam sintomas e, quando estes ocorrem, os principais são 
corrimento amarelo-esverdeado e fétido, desconforto durante as relações sexuais, ardência ao urinar e prurido 
vaginal. Quando os sintomas aparecem no homem, ocorre irritação na glande, ardência uretral e secreção pu-
rulenta amarelada. O período de incubação é, em média, de 10 a 30 dias.
 • Clamídia: causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, manifesta-se em um período de 10 a 12 dias após o 
contato sexual sem proteção. Na fase inicial, as lesões vaginais são muito pequenas e quase imperceptíveis. 
 • Aids: causada pelo vírus HIV (human immunodeficiency virus ou vírus da imunodeficiência humana), afeta o sis-
tema imunitário, tornando-o deficiente. Isso faz com que o indivíduo passe a desenvolver doenças oportunistas, 
ou seja, causadas por diversos agentes que se instalam no corpo em virtude de sua imunidade debilitada. O 
contágio ocorre, principalmente, por meio de sêmen, sangue, leite materno, placenta e secreções vaginais que 
entram em contato com o sangue de outra pessoa por meio de lesões na pele ou nas mucosas.
 • HPV: corresponde ao papilomavírus humano, que pode infectar a pele e as mucosas. Existem inúmeros tipos 
desse vírus,e cerca de 40 deles podem infectar o sistema genital e ser transmitidos em relações sexuais. Nos 
casos sintomáticos da doença, ocorre o aparecimento de verrugas (condilomas acuminados) nos órgãos geni-
tais. Entretanto, a maioria das infecções é assintomática. Normalmente, essas infecções regridem espontanea-
mente, porém alguns tipos do vírus podem ocasionar lesões microscópicas, que, se não forem diagnosticadas, 
podem levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente no colo do útero e no pênis. A maneira mais efi-
ciente de evitar o contágio com o HPV é pelo uso de preservativos e pela vacinação.
14 Sugestão de site com diversas informações sobre a aids.
24 Volume 8
Ao perceber um ou mais desses sintomas, procure assistência médica. Evite a automedicação.
Direitos humanos, saúde sexual, saúde reprodutiva: o que os adolescentes têm a ver 
com isso? 
[...] Os Direitos Humanos são direitos considerados fundamentais das pessoas. O direito à vida, à 
alimentação, à saúde, à moradia, à educação, ao afeto e à livre expressão da sexualidade são alguns dos 
Direitos Humanos fundamentais porque, sem eles, a pessoa não é capaz de se desenvolver e de participar 
plenamente da vida. Nas últimas décadas, leis internacionais e nacionais vêm reconhecendo os direitos 
sexuais e os direitos reprodutivos como Direitos Humanos, considerando-os como direitos fundamentais 
das pessoas – obviamente, que os adolescentes e os jovens estão incluídos nesses direitos, visto que eles 
dizem respeito a todas as pessoas.
[...]
Entre os direitos reprodutivos estão:
• o direito de as pessoas decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quan-
tos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas;
• [...]
• o direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.
E entre os direitos sexuais temos:
• o direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, discriminações e imposições, 
e com total respeito pelo corpo do(a) parceiro(a);
• o direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual;
• o direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergonha, culpa e falsas crenças;
• [...]
• o direito de ter relação sexual independentemente da reprodução;
[...]
ABREU, Isa Paula Hamouche. Direitos humanos, saúde sexual, saúde reprodutiva: o que os adolescentes têm a ver com isso? In: CIÊNCIA Hoje 
na Escola. Conversando sobre saúde com adolescentes. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, 2007. p. 17-23.
ConexõesConexões
Atividades
1. Sobre o sistema genital da mulher, assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.
a) ( V ) Os ovários, além de liberarem o ovócito secundário a cada ciclo reprodutivo, secretam os hormônios estrogênio 
e progesterona.
b) ( F ) As fímbrias revestem todo o interior das tubas uterinas, facilitando o deslocamento do ovócito secundário até o útero.
c) ( V ) O útero é formado por uma parede muscular, denominada miométrio, e um revestimento interno de tecido 
vascularizado, chamado endométrio.
d) ( F ) De modo geral, a fecundação ocorre no interior do útero.
No homem, podem aparecer pequenas lesões ou ocorrer a formação de pequenas quantidades de secreções 
purulentas que saem pela uretra. No estágio secundário, pode causar inflamação dos linfonodos (ínguas). Além 
disso, as clamídias podem atingir as pálpebras e provocar cegueira e afetar os pulmões.
Biologia 25
2. Na ovulogênese, a fase de crescimento apresenta um tempo de duração maior se comparada à mesma fase na es-
permatogênese. Explique a que se deve essa maior duração e sua importância para a fecundação.
Nessa fase, as ovogônias aumentam consideravelmente o volume celular, transformando-se em ovócitos primários (2n). A maior 
duração se deve à intensa síntese proteica realizada, possibilitando o acúmulo de reservas nutritivas, que serão utilizadas no processo 
de fecundação e nas fases iniciais do desenvolvimento embrionário.
3. Milhares de espermatozoides são produzidos diariamente no sistema genital do homem. Na ejaculação, é liberado o 
sêmen, formado pelos espermatozoides e pelas secreções produzidas por glândulas anexas.
a) Qual é a importância dessas secreções para a manutenção dos espermatozoides até serem eliminados na 
ejaculação?
Essas secreções nutrem, protegem da acidez da uretra e da vagina e facilitam a movimentação dos espermatozoides pelos canais 
do sistema genital do homem.
b) Indique, no esquema, o nome das estruturas do sistema genital do homem e circule as glândulas que contribuem 
com secreções para a formação do sêmen.
Vesícula seminalBexiga urinária
Ducto deferente
Uretra
Pênis
Epidídimo 
Testículo
Bolsa escrotal
Porção do intestino grosso
Ânus
Glândulas bulbouretrais
Ducto ejaculatório
Próstata
4. (UFRJ) A pílula anticoncepcional feminina compõe-se de estrógenos e progestacionais sintéticos. Em geral, a mulher 
toma a pílula por 21 dias consecutivos, interrompe o uso por alguns dias e, em seguida, inicia uma nova série. Alguns 
médicos, entretanto, prescrevem o uso continuado da pílula, sem interrupções.
a) Como atua a pílula anticoncepcional?
A pílula anticoncepcional inibe (feedback negativo) a secreção de LH e FSH (hormônios gonadotróficos secretados pela hipófise). 
Sem o FSH, não ocorre a formação do ovócito secundário e, sem o LH, não acontece a ovulação. Ao finalizar a cartela de pílulas, 
em razão dos baixos níveis de estrogênio e progesterona, ocorre a menstruação.
b) Que diferença no ciclo feminino, particularmente no útero, terá o segundo procedimento, quando comparado ao 
uso interrompido do medicamento?
Se a mulher usar a pílula anticoncepcional continuamente, os níveis de estrogênio e progesterona nas concentrações sanguíneas 
continuarão altos. Assim, não ocorrerá a menstruação.
26 Volume 8
Biologia em foco
Adolescente e grávida. E agora?
A adolescência é uma das etapas de desenvolvimento mais significativas pela qual passa todo ser 
humano. [...] Entre as experiências importantes dessa fase, temos o início da vida sexual e reprodutiva 
e as expectativas levantadas em torno da vida produtiva.
Nesse contexto, temos a gravidez na adolescência, um grave problema de saúde pública. [...]
No Brasil o número de grávidas adolescentes é alarmante. Pesquisas mostram que 1/3 dos bebês 
nascidos no Brasil são filhos de “meninas” com menos de 18 anos de idade, a grande maioria solteiras. 
E quando falamos em “meninas” temos que considerar inúmeros aspectos: encontram-se em plena fase 
de desenvolvimento, a maioria não possui condições financeiras nem emocionais para compreender e 
assumir em toda a sua plenitude o real sentido da maternidade. [...] Sendo assim, algumas adolescentes 
grávidas saem de seus lares e parte delas evade-se da escola, abandonando seus projetos de vida, inter-
rompendo seu processo de socialização e abdicando de sua cidadania.
Contudo a gravidez na adolescência não é unicamente uma responsabilidade das meninas, pois esse 
filho não é gerado por uma única pessoa. O jovem pai também deve saber sobre os riscos da gravidez 
não planejada em todos os seus aspectos, do moral ao social, assim como também da grande responsa-
bilidade e da privação que pode ocasionar ao gerar um filho.
[...]
Por esse e outros motivos, os pais precisam estar conscientes de que na hora de esclarecer dúvidas 
sobre sexo ou sexualidade, inclusive gravidez, é bem melhor que os filhos os procurem, que se sintam 
seguros para essa abordagem e saibam que esse tipo de dúvida é muito natural nessa idade. Dessa 
forma, os pais devem estar atentos e acompanhar as mudanças pelas quais os adolescentes passam, e 
assim tornarem-se disponíveis para um diálogo franco e aberto. Guiando-os e informando-os não so-
mente sobre gravidez e sexualidade, mas também sobre métodos anticoncepcionais, DST e, acima de 
tudo, sobre virtudes e sentimentos como afeto, amor e respeito a si mesmo e ao próximo, irão possibi-
litar independência e segurançapara assumirem as atitudes e consequências próprias a uma vida sexual 
ativa e responsável.
LIMA, Christiane. Adolescente e grávida. E agora? Disponível em: <http://elo.com.br/portal/colunistas/ver/218236/adolescente-e-grÁvida-e-
agora-.html>. Acesso em: 20 maio 2015.
 Discuta com os colegas e o professor sobre os impactos de uma gravidez não planejada na adolescência para meni-
nos e meninas e a respeito do que define uma vida sexual ativa e responsável.
Sugestão de resposta.
Sugestão de atividade complementar.
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16
5. Em cada ciclo reprodutivo da mulher, ocorre a liberação do ovócito secundário do ovário para a tuba uterina.
a) Que hormônios desencadeiam o processo de ovulação e como eles agem nesse processo?
O hormônio folículo-estimulante (FSH) desencadeia o início da maturação dos ovócitos primários e o hormônio luteinizante (LH) 
promove a saída dos ovócitos secundários para a tuba uterina.
b) Após a ovulação, células do ovário produzem estrogênio e progesterona por, aproximadamente, duas semanas. 
Qual é a atuação desses hormônios?
Esses hormônios atuam estimulando o crescimento e a manutenção do endométrio, que fica mais espesso em virtude do aumento 
da quantidade de sangue e de secreções nutritivas.
Sugestão de atividades: questões 5 a 14 da seção Hora de estudo.
Biologia 27
Hora de estudo
A resolução das questões discursivas desta seção deve ser feita 
no caderno.
17 Gabaritos
numerações na figura abaixo e assinale a alternativa 
correta.
a) O sangue chega aos rins (3) proveniente das veias 
(7) e artérias renais (8).
b) O sangue atravessa o córtex renal (1) e penetra os 
néfrons, localizados na medula renal (2).
c) Nos néfrons estão os glomérulos renais, que filtram 
o sangue liberando na urina, através dos ureteres 
(4), proteínas de baixo peso molecular.
X d) A bexiga (5) contém a urina que é amarelada devido 
à presença de resquícios de hemoglobina.
e) A urina acumula-se na bexiga devido ao relaxamen-
to do esfíncter uretral e depois é liberada através da 
uretra (6).
3. (UFCG – PB) Cálculos renais ou pedras nos rins são 
nomes populares para a calculose urinária ou litíase 
urinária, uma doença comum, que atinge três vezes 
mais homens do que mulheres a partir dos 20 anos de 
idade, com maior incidência entre os 50 e os 60 anos 
de vida. O principal resíduo eliminado pela urina é a(o) (I) 
 (proveniente da digestão de carne, fer-
mentos e algumas verduras). Mas existem também 
outras substâncias que, quando em excesso no orga-
nismo, acabam sendo eliminadas pela filtragem dos 
rins, é o caso de (II) e (III) . 
Quando essas substâncias estão no corpo em excesso, 
ou quando se consome pouca água, surge a possibili-
dade de formação de cálculos renais.
 Para completar corretamente as lacunas, assinale a 
alternativa:
1. (UNIFACS – BA) 
Ao completar dois anos e meio, uma criança 
terá usado até 5 000 fraldas descartáveis. É pre-
ciso testar vários modelos e marcas até chegar 
à fralda que melhor se adapte à anatomia dos 
bebês. Há diferenças significativas entre as fral-
das descartáveis. É o que revela um estudo téc-
nico comparativo feito a pedido da Pro-Teste, 
entidade de defesa do consumidor. Uma fralda 
eficaz deve absorver um mínimo de 250,0 mL 
sem vazar.
SANDOVAL, Gabriella. O teste das fraldas. Veja. São Paulo: 
Abril, ed. 2154, ano 43, n. 9, 3 mar. 2010. p. 118-120.
 De acordo com o conhecimento relacionado à consti-
tuição da urina humana e a sua forma de eliminação, 
analise as afirmativas, marcando com V as verdadeiras 
e com F as falsas.
( V ) A urina é um fluido aquoso, que contém ureia e pe-
quenas quantidades de ácido úrico, amônia e sais.
( F ) Indivíduos, em condições normais, apresentam ín-
dices elevados de glicose e aminoácidos secreta-
dos na urina.
( V ) Durante o processo de formação da urina, ocorre 
reabsorção de substâncias úteis ao organismo.
( F ) A cor amarelada da urina é decorrente de altas 
concentrações de ácido úrico presentes nessa ex-
creta.
 A alternativa que indica a sequência correta, de cima 
para baixo, é a
(01) F V V F
(02) F F F V
x (03) V F V F
(04) V F V V
(05) V V F V
2. (UESPI) A excreção da urina compreende um proces-
so fisiológico que visa à retirada do sangue de com-
postos como a ureia e, assim, garantir a homeostase 
hídrica do organismo. Sobre este assunto, observe as 
28 Volume 8
a) ácido úrico, ureia e cloreto de sódio.
b) ácido úrico, ureia e sais (cálcio e oxalato).
c) cloreto de sódio, ácido úrico e ureia.
X d) ureia, ácido úrico e sais (cálcio e oxalato).
e) ureia, sais (cálcio e oxalato) e ácido úrico.
4. (PUCSP) Uma pessoa apresenta o seguinte quadro de 
sintomas: eliminação de grande volume de urina, sede 
e desidratação. Exames clínicos revelaram alteração 
hormonal, tratando-se de
a) aumento do hormônio aldosterona, produzido pela 
adrenal, que levou a um aumento na reabsorção de 
água pelos rins.
b) diminuição do hormônio aldosterona, produzido pela 
hipófise, que levou a um aumento na reabsorção de 
água pelos rins.
c) aumento do hormônio antidiurético, produzido pela 
adrenal, que levou a uma diminuição na reabsorção 
de água pelos rins.
X d) diminuição do hormônio antidiurético, produzido 
pela hipófise, que levou a uma diminuição na reab-
sorção de água pelos rins.
e) aumento do hormônio antidiurético, produzido pela 
hipófise, que levou a uma diminuição na reabsorção 
de água pelos rins.
5. (UEG – GO)
Disponível em: <http://saude.discoveryportugues.com/verticalz/
z129/dsez12901.asp>.
 Sobre o sistema reprodutor masculino, é correto afirmar.
a) Os espermatozoides maduros são produzidos nos 
testículos e armazenados no epidídimo desde os pri-
mórdios da formação do indivíduo do sexo masculino, 
quando este ainda se encontrava no interior do útero.
b) A próstata é um órgão muito importante, pois du-
rante o estado de excitação envia líquidos para os 
corpos esponjosos do pênis, permitindo a ereção.
c) Por estar conectada diretamente com o pênis, a be-
xiga urinária também faz parte do sistema reprodu-
tor masculino, pois a passagem da urina lubrifica a 
uretra, facilitando a passagem dos espermatozoides.
d) O prepúcio é uma membrana que envolve a glande 
do pênis e que geralmente se solta durante a pu-
berdade. Caso haja a persistência dessa membrana, 
recomenda-se cirurgia de laqueadura.
X e) Os testículos são normalmente originados na cavida-
de abdominal e descem para a bolsa escrotal duran-
te o período fetal, onde encontram uma temperatura 
mais amena para a produção dos espermatozoides.
6. (UEM – PR) Sobre o processo de gametogênese huma-
na, assinale o que for correto.
(01) A ovulogênese inicia-se durante o desenvolvi-
mento embrionário das mulheres. Quando elas 
nascem, todos os seus óvulos já estão formados 
nos ovários.
X (02) Espermiogênese é o processo de transformação 
das espermátides em espermatozoides, também 
conhecida como fase de especialização.
(04) Durante o processo de gametogênese, a divisão 
reducional ocorre para a formação das ovogônias 
e das espermatogônias.
X (08) O número de cromossomos do ovócito primário é 
diferente do número de cromossomos do ovócito 
secundário.
(16) Durante o processo de espermatogênese serão 
produzidos, a partir de 100 espermatócitos pri-
mários, 400 espermatócitos secundários e 1 600 
espermatozoides.
7. Sobre a figura a seguir, referente ao sistema genital da 
mulher, marque a alternativa correta.
Biologia 29
a) Os espermatozoides são liberados na estrutura 5 e 
migram até o útero, onde ocorre a fecundação.
b) Os ovócitos secundários são liberados pela estru-
tura 1 e migram pela estrutura 2 até o útero, onde 
ocorre a fecundação.
X c) A estrutura 1 é denominada ovário e, além de liberar 
o ovócito secundário, sintetiza hormônios.
d) As fímbrias são encontradas nas estruturas 2 e 3 e 
auxiliam na movimentação do ovócito secundário.
8. Em relação aos processos de gametogênese humana,responda às questões.
a) Quantos ovócitos secundários se formam a partir de 
dez ovogônias?
b) Quantos espermatozoides se formam a partir de 30 
espermatogônias?
9. Sobre o processo de espermatogênese e a ação hor-
monal para sua ocorrência, responda às questões.
Espermatogônia
Testículo
1
2
3
Célula A
Célula B
Célula C
Espermatozoides
a) Denomine as células indicadas (A, B e C, respecti-
vamente) e anote, ao lado de cada uma, se elas são 
haploides (n) ou diploides (2n).
b) Qual é o nome e a principal característica da fase 
indicada pelo número 1?
c) Que tipo de divisão celular ocorre nas fases indica-
das pelos números 2 e 3? Justifique a importância 
desse processo de divisão.
d) Como a célula C se transforma em espermatozoides?
10. (ACAFE – SC) O processo de formação dos gametas 
femininos é chamado ovulogênese e tem início antes 
do nascimento da mulher, apesar de alguns cientistas 
acreditarem que gametas femininos podem se originar 
na vida adulta, diretamente de células-tronco presen-
tes no organismo. Neste processo as ovogônias dão 
origem aos ovócitos I, que estacionam na prófase I da 
meiose até a puberdade, quando por sua vez darão ori-
gem aos ovócitos II, e finalmente ao óvulo, se houver 
fecundação.
 Considerando o número diploide de 46 cromossomos 
para a espécie humana e uma quantidade de DNA na 
interfase que pode ser representada por x de DNA, 
quantos cromossomos e que quantidade de DNA es-
pera-se encontrar nas ovogônias e nos ovócitos II, 
respectivamente?
a) 46 (2x de DNA) e 23 (2x de DNA)
X b) 46 (x de DNA) e 23 (2x de DNA)
c) 23 (2x de DNA) e 23 (x de DNA)
d) 46 (2x de DNA) e 46 (x de DNA)
11. (UNICAMP – SP) O gráfico abaixo mostra a variação na 
concentração de dois hormônios ovarianos, durante o 
ciclo menstrual em mulheres, que ocorre aproximada-
mente a cada 28 dias.
800
700
600
500
400
300
200
100
0
2 14 15 16 18 20 22 24 26 284 6 8 10 11 12 13
N
ív
ei
s 
de
 h
or
m
ôn
io
s 
(p
g/
m
L)
Dias do ciclo
A
B
a) Identifique os hormônios correspondentes às curvas 
A e B e explique o que acontece com os níveis des-
ses hormônios se ocorrer fecundação e implantação 
do ovo no endométrio.
b) Qual a função do endométrio? E da musculatura lisa 
do miométrio?
12. (UFMS) Uma mulher possui ciclo menstrual regular de 
28 dias. Sua próxima menstruação iniciará no dia 1.º de 
fevereiro.
30 Volume 8
a) Com base nessas informações, indique em quais 
dias de fevereiro ela não deve ter relações sexuais, 
a fim de evitar naturalmente a gravidez. Justifique 
sua resposta.
b) Além de evitar relações sexuais, essa mulher poderá 
fazer uso de pílulas anticoncepcionais. Comente o 
modo de ação desse produto.
c) Cite outros dois métodos anticoncepcionais que po-
derão ser utilizados.
13. (ENEM) A pílula anticoncepcional é um dos métodos 
contraceptivos de maior segurança, sendo constituída 
basicamente de dois hormônios sintéticos semelhantes 
aos hormônios produzidos pelo organismo feminino, o 
estrogênio (E) e a progesterona (P). Em um experimen-
to médico, foi analisado o sangue de uma mulher que 
ingeriu ininterruptamente um comprimido desse medi-
camento por dia durante seis meses.
 Qual gráfico representa a concentração sanguínea 
desses hormônios durante o período do experimento?
X a)
b)
c)
C
on
ce
nt
ra
çã
o 
sa
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uí
ne
a
Tempo
E
P
C
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Tempo
E
P
C
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o 
sa
ng
uí
ne
a
Tempo
E
P
d)
e) 
14. Os métodos contraceptivos possibilitam que homens 
e mulheres façam seu planejamento familiar, ou seja, 
decidam em qual momento ter filhos e quantos terão. 
Essa é uma escolha de cada núcleo familiar e envol-
ve condições econômicas, emocionais e de saúde. Os 
métodos contraceptivos agem de diversas formas, e 
a escolha de qual usar é uma decisão que deve ser 
orientada pelo médico e discutida entre o casal. 
 Considerando os seguintes métodos: DIU, preservati-
vos, diafragma, deferentectomia, pílulas anticoncepcio-
nais e ligadura tubária, analise as afirmações. 
 I. O diafragma, os preservativos e a deferentectomia 
são métodos que impedem a chegada dos esper-
matozoides ao útero.
 II. A pílula anticoncepcional, a ligadura tubária e o DIU 
são métodos que impedem a ovulação.
 III. A deferentectomia e a ligadura tubária são métodos 
geralmente de caráter definitivo.
 IV. Dos métodos citados, apenas os preservativos 
atuam na prevenção de doenças sexualmente 
transmissíveis.
 São consideradas verdadeiras:
a) II, III e IV.
X b) I, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
C
on
ce
nt
ra
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o 
sa
ng
uí
ne
a
Tempo
E
P
Biologia 31
32
[...] O fato de que permanecemos vivos está quase fora 
de nosso próprio controle, pois a fome nos faz procurar 
alimento e o medo faz com que busquemos refúgio. As 
sensações de frio nos fazem produzir calor. Outras for-
ças fazem com que busquemos amizades e que queiramos 
nos reproduzir. [...] esses atributos especiais nos permi-
tem existir sob condições muito variáveis.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 10. ed. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. p. 2.
[ ] O fato de que permanecemos vivos está quase fora
Ponto de partida 
Fisiologia humana
: 
controle e percepçã
o
16
1
©iStockphoto.com/Photolyric
1. Quais estruturas e processos fisiológicos 
do corpo humano estão envolvidos nas per-
cepções do ambiente que nos cerca?
2. Ao observar a imagem, que sentimentos 
são despertados em você? Essas sensa-
ções também são intermediadas por pro-
cessos fisiológicos? Quais?
3333
Objetivos da unidade:
 identificar as relações entre os sistemas endócrino, nervoso e sensorial na realização 
de funções diretamente ligadas à manutenção da vida;
 descrever as funções das estruturas que compõem os sistemas endócrino, nervoso e 
sensorial;
 reconhecer como os seres humanos percebem o ambiente a sua volta e elaboram 
respostas às diversas situações observadas;
 compreender noções de primeiros socorros.
Hipófise
Tireóidea
Paratireóideas
Suprarrenais
Pâncreas
Ovários
Testículos
Hipotálamo
Sistema endócrino
A integração e a coordenação de todas as funções do corpo humano são realizadas por ações dos sistemas nervoso 
e endócrino. Enquanto os impulsos nervosos têm natureza eletroquímica, as mensagens transmitidas pelo sistema 
endócrino apresentam natureza química. Isso porque elas são desencadeadas por meio da ação dos hormônios (do 
grego hormaein, excitar), substâncias lançadas no sangue que controlam diversas atividades do corpo, desde a aquisi-
ção energética de uma célula até a velocidade de crescimento e desenvolvimento de todo o organismo. 
Cada hormônio é formado por uma molécula diferente. Mesmo que ele seja transportado pelo sangue para todo 
o corpo, vai desencadear resposta apenas nas células que apresentam receptores e reconhecem sua composição quí-
mica. Essas células são denominadas células-alvo. Além disso, um mesmo hormônio pode desencadear diferentes 
respostas em tipos celulares distintos.
Organize as ideias
 A produção de hormônios ocorre no interior das células endócrinas. Para isso, inúmeras reações químicas acontecem 
por meio da ação de várias organelas celulares. Descreva as principais organelas envolvidas nessa produção e como 
elas atuam nesse processo. Gabarito.3
Alguns hormônios são produzidos em células endócrinas 
isoladas em tecidos e órgãos. Exemplos: gastrina (produzida 
no estômago, estimula a secreção do suco gástrico) e secreti-
na (produzida em células endócrinas no duodeno, estimula a 
liberação do suco pancreático e da bile no duodeno).
Diferentemente do que acontece com as 
respostas nervosas, que são rápidas, porém mo-
mentâneas, as respostas hormonais são mais 
lentas, pois os hormônios são transportados 
pela corrente sanguínea até os órgãos-alvo, 
onde acontece sua ação, apresentando um efei-
to mais duradouro.
D
iv
o.
 2
01
0.
 D
ig
ita
l.
 Representaçãoesquemática das principais glândulas endócrinas do homem 
e da mulher
Sugestão de encaminhamento.2
Um exemplo de feedback negativo ocorre quando a con-
centração do hormônio tiroxina (T4), secretado pela glândula 
tireóidea, diminui abaixo do nível normal e a hipófise responde 
secretando o hormônio estimulador da glândula tireóidea (TSH), 
aumentando a produção de tiroxina. De forma semelhante, se a 
quantidade de tiroxina estiver acima do nível normal, a hipófise 
secreta menos TSH, diminuindo a produção de tiroxina.
Nesse caso, a glândula estimuladora (hipófise) secreta um 
hormônio que ativa outra glândula (tireóidea). Se essa glându-
la responder adequadamente, liberando a quantidade ideal de 
hormônio, a hipófise é inibida; se ela liberar menos hormônios, a 
hipófise é ativada.
Secreção hormonal
Algumas glândulas endócrinas são reguladas por outras, de acordo com a quantidade de hormônios que produ-
zem. Assim, uma glândula influencia o funcionamento de outra, estimulando ou inibindo, em um processo denomi-
nado feedback (retorno a uma mensagem) ou retroalimentação. Esse feedback pode ser positivo ou negativo, e tais 
processos possibilitam a manutenção da homeostase, ou seja, que o funcionamento das glândulas seja harmonioso e, 
consequentemente, o do organismo também.
No feedback positivo, ocorre o aumento da formação do produto que estimula a produção do hormônio. São 
poucos os casos desse tipo de feedback no organismo. Um exemplo é a regulação da lactação, em que a sucção do 
bebê provoca a secreção de mais prolactina, que estimula a produção de mais leite. Esse feedback é positivo porque a 
produção de leite (produto) e o aumento em seu consumo fazem com que mais hormônio (prolactina) seja secretado.
Principais glândulas endócrinas humanas
Hipófise 
Essa glândula situa-se na parte central do crânio (abaixo do cérebro) e tem o tamanho aproximado de uma semen-
te de ervilha. Apesar de pequena, produz muitos hormônios diferentes, e cada um deles exerce uma função específica 
no organismo.
A hipófise é constituída de duas partes: a porção voltada para a região frontal do corpo é a adeno-hipófise (lobo 
anterior), que produz todos os hormônios que secreta; e a porção voltada para a nuca denomina-se neuro-hipófise 
(lobo posterior), que secreta hormônios produzidos pelo hipotálamo.
Alguns hormônios produzidos pela hipófise são denominados tróficos, porque atuam sobre outras glândulas, con-
trolando seu funcionamento por meio do mecanismo de feedback. Em virtude de seu comando, a hipófise é conside-
rada a “glândula-mestra” do organismo.
Hipófise
Glândula tireóidea
TSH
Estimula a produção
de T3 e T4 
(hormônios tiroidianos)
Retroalimentação inibe
a produção de TSH, 
controlando a secreção
T4T3
de T3 e T4 
M
ar
co
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G
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01
0.
 D
ig
ita
l.
 Representação esquemática de um exemplo do 
mecanismo de feedback negativo
O hipotálamo exerce controle sobre a hipófise por meio de cone
xões neu-
rais e substâncias semelhantes a hormônios, deno
minadas fatores de-
sencadeadores (ou de liberação). Como a hipófise secreta horm
ônios que 
controlam outras glândulas (feedback) e, por sua vez, está na de
pendência 
do sistema nervoso, pode-se dizer que o sistema en
dócrino é subordinado 
ao nervoso e que o hipotálamo é o mediador entre esses dois s
istemas.
34 Volume 8
HORMÔNIOS PRODUZIDOS E SECRETADOS PELA ADENO-HIPÓFISE 
Tireotrófico (TSH) Estimula a glândula tireóidea a secretar seus hormônios.
Adrenocorticotrófico (ACTH) Estimula o funcionamento do córtex (região externa) das suprarrenais.
Prolactina ou lactogênico (PRL) Estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias e a produção de leite.
Somatotrófico (GH)
Atua em uma variedade de tecidos, determinando o crescimento do organismo. 
Provoca o alongamento dos ossos, estimula a síntese de proteínas e desenvolve os 
músculos.
Gonadotróficos 
(FSH e LH)
Atuam nas glândulas sexuais (gônadas). O FSH (folículo estimulante) estimula a 
produção de gametas; e o LH (luteinizante) estimula a produção de hormônios sexuais 
(progesterona e testosterona). 
HORMÔNIOS SECRETADOS PELA NEURO-HIPÓFISE 
Ocitocina (Oci)
Estimula a contração da musculatura não estriada do útero durante o parto e dos músculos que 
possibilitam a liberação do leite pelas glândulas mamárias.
Vasopressina ou 
antidiurético (ADH)
Atua nos túbulos renais possibilitando a reabsorção de água para o sangue, evitando a 
desidratação. Por meio desse equilíbrio osmótico, esse hormônio é um dos responsáveis pelo 
controle da pressão arterial. 
Glândula tireóidea 
Encontrada na parte inferior do pescoço, na frente da traqueia e próximo à junção com a laringe, a glândula 
tireóidea secreta três hormônios: tri-iodotironina (T3), tiroxina (T4) e calcitonina. 
Os hormônios T3 e T4 contêm três e quatro átomos 
de iodo, respectivamente. Entre seus principais efeitos, 
estão os relacionados ao metabolismo energético do 
organismo por meio da ativação das mitocôndrias. Assim, 
esses hormônios atuam no aproveitamento de carboi-
dratos, proteínas e lipídios pelas células. Essas atividades 
energéticas provocam um aumento do consumo de oxi-
gênio e da produção de calor pelo corpo.
Os principais alimentos ricos em iodo são peixes m
arinhos, ostras, 
mariscos, lagostas e algas marinhas. O iod
o também é obtido pelo 
tempero dos alimentos com sal iodado. A
 adição de iodo no sal de 
cozinha comercial é obrigatória no Brasil,
 pois evita disfunções da 
glândula tireóidea associadas à ausência 
de iodo na alimentação.
Glândula mamária
(expulsão do leite)
Antidiurético
Contrações
do útero
Néfron
do rim
Somatotrófico
Osso
Adrenocorticotrófico
Suprarrenal
Tireotrófico
Glândula tireóidea
Gônadas
Gonadotrófico
Prolactina
Glândula mamária
(produção de leite)
Ocitocina
Hipotálamo
Adeno-hipófise
(lobo anterior)
Neuro-hipófise
(lobo posterior)
Glândula hipófise
D
iv
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e 
M
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G
om
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01
0.
 D
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 Representação esquemática da localização do hipotálamo e da hipófise e hormônios hipofisários
Biologia 35
O hormônio calcitonina age na diminuição dos níveis sanguíneos de cálcio e fosfato, aumentando a absorção 
desses componentes pelos ossos. Além disso, aumenta a excreção de cálcio pelos rins quando há excesso na corrente 
sanguínea.
Entretanto, podem ocorrer algumas disfunções na glândula tireóidea, como: 
 • hiperfunção tireoidiana (hipertireoidismo), que provoca o bócio exoftálmico (olhos ejetados e arregalados, 
insônia, perda de peso, agitação e inchaço da glândula); 
 • hipofunção tireoidiana (hipotireoidismo), que provoca o bócio endêmico (letargia, sonolência, tendência 
para engordar e inchaço da glândula).
Uma deficiência dos hormônios da glândula tireóidea pode provocar alterações no desenvolvimento de recém- 
-nascidos, como o cretinismo, deficiência mental causada pelo hipotireoidismo congênito. A ausência do hormônio 
tiroxina (T4) atrapalha o amadurecimento cerebral e o crescimento da criança. É possível identificar o hipotireoidismo 
congênito pelo teste do pezinho, realizado por meio da análise de algumas gotas de sangue do pé dos recém-nascidos.
Glândulas paratireóideas
São quatro pequenas glândulas implantadas na parte posterior da 
glândula tireóidea, duas em cada lobo. As glândulas paratireóideas pro-
duzem o paratormônio, hormônio que tem a função de regular a quanti-
dade de cálcio no plasma sanguíneo por meio dos seguintes processos:
 • remoção de cálcio presente nos ossos, que fica disponível na cor-
rente sanguínea;
 • absorção de cálcio dos alimentos por meio da mucosa intestinal;
 • reabsorção de cálcio nos túbulos renais, aumentando a concentra-
ção iônica (Ca2+) no sangue.
Assim, o paratormônio e a calcitonina apresentam ação antagônica, 
pois, enquanto o primeiro age aumentando a concentração de cálcio no 
sangue, o segundo age diminuindo-a.
Suprarrenais
São duas glândulas situadas sobre os rins e constituídas por duas regiões:córtex (porção superficial) e medula 
(porção interna). Essas regiões produzem hormônios diferentes, os quais apresentam funções específicas no organis-
mo. O córtex das adrenais é controlado pelo hormônio ACTH (adrenocorticotrófico), produzido pela adeno-hipófise 
por meio do mecanismo de feedback.
Glândulas
paratireóideas
Traqueia
Glândula 
tireóidea
D
iv
o.
 2
01
5.
 D
ig
ita
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 Representação esquemática da localização 
da glândula tireóidea e das glândulas 
paratireóideas
D
iv
o.
 2
01
2.
 D
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ita
l.
 Representação esquemática da localização e da estrutura das glândulas suprarrenais
36 Volume 8
Pâncreas 
É uma glândula anfícrina (do grego amphi, dos dois modos; krinein, secretar) ou 
mista situada logo abaixo do estômago. 
A atividade exócrina do pâncreas consiste em secretar o suco pancreático por 
meio do canal pancreático, ligado ao duodeno (primeira porção do intestino delga-
do). Já sua função endócrina deve-se à produção dos hormônios insulina e gluca-
gon por meio de um grupo de células unidas denominadas ilhotas pancreáticas 
(ilhotas de Langerhans), que são inervadas pelo sistema nervoso autônomo. Tanto 
a insulina quanto o glucacon atuam no controle da glicose no sangue.
A insulina aumenta a captação de glicose pelas células e, ao mesmo tempo, 
inibe a utilização de ácidos graxos, estimulando sua deposição no tecido adipo-
so. No fígado, ela possibilita a captação da glicose plasmática e sua conversão em 
glicogênio. Por isso, a insulina é considerada um hormônio hipoglicemiante, pois 
ajuda a diminuir a concentração de glicose no sangue.
As disfunções na produção de insulina provocam o diabetes mellitus, que pode ser do tipo 1, do tipo 2 ou gesta-
cional. Seus sintomas incluem hiperglicemia, aumento de glicose na urina (glicosúria) e do volume urinário (poliúria), 
sede e dificuldade nos processos de coagulação e cicatrização.
O glucagon ativa a enzima fosforilase, que atua na quebra do glicogênio armazenado no fígado em moléculas 
de glicose. Ao passar para o sangue, a glicose atua como energético celular. Por isso, o glucagon é um hormônio 
hiperglicemiante.
O diabetes mellitus do tipo 1 surge quando o pâncreas deixa de produzir insulina (ou produz uma quantidade 
muito pequena). Quando isso ocorre, é necessário tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabo-
lismo da glicose. No diabetes do tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas, muitas vezes, as células musculares e 
adiposas são incapazes de absorver a glicose da corrente sanguínea. Essa é uma anomalia chamada de “resis-
tência insulínica”. O diabetes gestacional consiste na alteração das taxas de glicemia em mulheres grávidas, que 
aparece ou é detectada durante a gestação.
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Pâncreas
 Representação esquemática da 
localização do pâncreas
HORMÔNIOS DO CÓRTEX DAS SUPRARRENAIS 
Mineralocorticoides
O principal hormônio é a aldosterona, que regula a quantidade de sais e água no sangue, 
atuando no controle da pressão arterial e do volume plasmático.
Glicocorticoides
O principal hormônio é o cortisol, relacionado a situações de estresse. Ele aumenta a quantidade 
de glicose no sangue por meio do metabolismo de aminoácidos.
Andrógenos
São hormônios esteroides masculinizantes encontrados nos dois sexos que estimulam o 
desenvolvimento e as atividades sexuais e o crescimento muscular. Os andrógenos são produzidos 
em pequenas quantidades pelas suprarrenais, pois a grande produção de esteroides sexuais 
ocorre principalmente nas gônadas.
HORMÔNIOS DA MEDULA DAS SUPRARRENAIS
Adrenalina e 
noradrenalina
São hormônios secretados em resposta aos estímulos nervosos durante situações emergenciais 
e de estresse, provocando alteração nos batimentos cardíacos, sudorese, aumento da pressão 
arterial, contração e relaxamento de certos músculos. Essas ações preparam o organismo para 
respostas rápidas.
Biologia 37
Sistema endócrino nos diferentes grupos animais
A ação regulatória dos hormônios sobre o metabolismo também pode ser observada em outros grupos animais, 
como em helmintos (vermes), anelídeos, moluscos, artrópodes e equinodermos. Esses animais apresentam comuni-
cações hormonais com variado grau de desenvolvimento em cada grupo. Entre os diversos exemplos, destacam-se 
as ecdises ou mudas dos artrópodes.
Hormônio Ação nos artrópodes
Hormônio ecdisona 
Atua nas células-alvo, principalmente nas epidérmicas, fazendo com que os genes dessas células 
realizem a codificação da enzima envolvida na digestão do exoesqueleto velho, determinando a 
secreção de quitina para a formação de uma cutícula nova. 
Hormônio juvenil
Para que a metamorfose ocorra, é necessário que a taxa desse hormônio na hemolinfa seja muito 
pequena ou nula. Caso contrário, o animal não realiza a muda, apenas passa de uma fase de larva 
para outra fase de larva (ou ninfa). Quando os níveis de hormônio juvenil diminuem, o animal passa 
de ninfa para adulto, ou de larva para crisálida (pupa). 
ConexõesConexões
Atividades
1. Os hormônios atuam diretamente na manutenção do 
equilíbrio do corpo, estando inter-relacionados em suas 
ações. Sem a produção de hormônios, o desenvolvi-
mento e a sobrevivência do indivíduo ficam comprome-
tidos. De que maneira os hormônios são transportados 
e reconhecidos nas células-alvo?
Os hormônios são transportados pelo sangue e reconhecidos 
nas células-alvo por receptores de membrana, que identificam 
sua estrutura molecular específica.
2. Leia o texto e responda às questões.
Para nos ajudar a reagir ao susto, o cérebro 
ordena às glândulas suprarrenais [...] que libe-
rem adrenalina, hormônio que tem a função 
de preparar o organismo para o perigo, na cor-
rente sanguínea.
Quando tomamos um susto, nossas rea-
ções são controladas por uma região do cére-
bro chamada sistema límbico, que regula nos-
sas emoções e está relacionado à memória e ao 
aprendizado. Os reflexos que temos logo após 
a surpresa servem para que a gente enfrente ou 
fuja da ameaça. 
VASCONCELOS, Yuri. O que um susto provoca no corpo? 
Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/
materia/o-que-um-susto-provoca-no-corpo>. Acesso em: 15 
jul. 2015.
a) Que relação se estabelece entre os sistemas nervoso 
e endócrino para a manutenção da sobrevivência?
As terminações nervosas relacionadas aos sentidos, por 
exemplo, são interpretadas no cérebro, que pode desencadear 
respostas envolvendo a liberação de hormônios, os quais 
ocasionam diferentes ações do corpo.
38 Volume 8
b) Que alterações no metabolismo corporal são de-
sencadeadas com a liberação da adrenalina? Como 
elas auxiliam no processo de susto e fuga relatado 
no texto?
A adrenalina acelera os batimentos cardíacos e eleva a 
pressão arterial, o que aumenta o fluxo sanguíneo nos 
músculos. Dessa maneira, o processo de fuga ocorre de 
maneira mais eficiente.
3. Explique de que maneira o corpo humano regula a libe-
ração de hormônios pelas glândulas endócrinas.
A regulação ocorre por meio do processo de feedback ou 
retroalimentação, em que a concentração de um hormônio no 
sangue desencadeia uma resposta em outra glândula, 
aumentando ou reduzindo sua atividade para manter a
homeostase do organismo.
4. A iodação do sal é empregada em todo território na-
cional desde 1995. A Lei n.º 9.005, de 16 de março 
de 1995, estabelece que o sal para consumo humano 
deve conter teor igual ou superior a 40 miligramas, até 
o limite máximo de 100 miligramas, de iodo por quilo-
grama do produto. 
a) Em qual glândula o iodo é atuante? 
Glândula tireóidea.
b) Quais são os hormônios que essa glândula fabrica 
com o elemento iodo? 
Os hormônios tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4).
c) Como se chama a disfunção que ocorre em virtude 
da deficiência na formação desses hormônios? 
Hipotireoidismo e, em recém-nascidos, pode provocar 
alterações no desenvolvimento da criança, como o 
cretinismo.
5. (FUVEST –SP) O gráfico mostra os níveis de glicose 
medidos no sangue de duas pessoas, sendo uma sau-
dável e outra com diabetes melito, imediatamente após 
uma refeição e nas cinco horas seguintes. 
a) Identifique a curva correspondente às medidas da 
pessoa diabética, justificando sua resposta.
A curva A corresponde à de um paciente com diabetes 
mellitus, pois apresentou elevada glicemia no período 
considerado. A pessoa com diabetes do tipo 1 apresenta 
menor produção de insulina e, no diabetes do tipo 2, o 
paciente apresenta diminuição dos receptores de insulina na 
membrana de suas células. Nos dois casos, as células do 
corpo do paciente têm mais dificuldade na captação de 
glicose, que passa a se concentrar na corrente sanguínea. 
b) Como se explicam os níveis estáveis de glicose na 
curva B após 3 horas da refeição?
Após três horas da refeição, a glicemia da pessoa se mantém 
novamente estável pela ação do hormônio pancreático 
insulina, que favorece a absorção da glicose pelas células, 
diminuindo, assim, a glicemia do sangue. 
 
Sugestão de atividades: questões 1 e 2 da seção Hora de estudo.
Biologia 39
Sistema nervoso
Responsável por receber, transmitir, elaborar e armazenar informações no corpo humano, o sistema nervoso tam-
bém realiza a coordenação, o controle e a manutenção dos demais sistemas, mantendo um equilíbrio dinâmico entre 
os meios externo e interno (homeostase).
Para facilitar o estudo e o entendimento de como o sistema nervoso humano funciona, ele é dividido em sistema 
nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). O SNP corresponde aos gânglios, formados por corpos ce-
lulares de neurônios, e nervos, estruturas constituídas por axônios que se prolongam por todos os órgãos distribuindo 
terminações nervosas, sendo 12 pares de nervos cranianos e 31 pares de nervos espinais.
Por meio dos nervos, os estímulos captados 
pelos receptores sensitivos de todo o corpo são en-
caminhados ao SNC, formado pelo encéfalo e pela 
medula espinal. Os estímulos são interpretados 
pelo encéfalo e, na medula espinal, encontram-se 
a maioria dos corpos celulares dos quais partem os 
axônios que formam os nervos. 
Nas diversas atividades desempenhadas pelo 
organismo, até mesmo durante o sono, os impul-
sos nervosos são transmitidos ao cérebro. Desde 
as ações inconscientes, como piscar os olhos ou 
liberar suco gástrico para a digestão, até o ato vo-
luntário de levantar os braços são atividades que 
dependem do sistema nervoso. Esse sofisticado 
mecanismo espalha-se por todas as partes do 
corpo, trazendo inúmeras informações, transmitin-
do ordens e estimulando ações musculares, glan-
dulares e dos demais órgãos.
Sistema nervoso central
É o principal controlador das atividades do organismo, pois armazena informações e interpreta e gera respostas 
para os diferentes estímulos recebidos do sistema nervoso periférico. É formado pelo encéfalo, com suas divisões, e 
pela medula espinal, rede transmissora localizada no interior do canal medular (espinal), dentro da coluna vertebral. 
Esses órgãos são constituídos por dois tipos de substâncias: a cinzenta e a branca. A cinzenta é formada pela con-
centração dos corpos celulares dos neurônios e é responsável pelo recebimento dos impulsos nervosos. A branca é 
constituída pela reunião dos axônios das cé-
lulas nervosas e sua função é a transmissão 
dos impulsos até os órgãos, e vice-versa. Sua 
cor esbranquiçada deve-se à presença do 
estrato mielínico. A disposição dessas duas 
substâncias depende do órgão considerado: 
no cérebro e no cerebelo, a substância cin-
zenta ocorre externamente e a branca, inter-
namente; no bulbo e na medula espinal, a 
localização é invertida.
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 Representação esquemática do corte do cérebro destacando os dois hemisférios 
cerebrais e a localização das substâncias branca e cinzenta (no córtex cerebral)
D
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1.
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 Representação esquemática dos sistemas nervosos central e periférico
40 Volume 8
Encéfalo
Localiza-se dentro da caixa craniana e constitui a maior região integradora do SNC, agindo como principal centro 
de coordenação do organismo. Regula os processos inconscientes e, com a medula espinal, controla os movimentos 
voluntários. 
A estrutura do encéfalo é formada pelo cérebro (telencéfalo), diencéfalo (tálamo, epitálamo e hipotálamo), cerebe-
lo (metencéfalo), mesencéfalo, ponte e bulbo (mielencéfalo).
Bulbo
Mesencéfalo
Ponte
Bulbo
Tronco
encefálico
Crânio
Meninges
Cérebro
Glândula
pineal
Ponte
Glândula
hipófise
Hipotálamo
Tálamo
Corpo caloso
Cerebelo
 Representação esquemática das 
meninges que revestem o encéfalo
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Além de serem protegidos pelos ossos do crânio e da coluna vertebral, o encéfalo e a medula espinal são reves-
tidos de três membranas formadas por tecido conjuntivo, denominadas meninges. A meninge externa denomina-se 
dura-máter; a intermediária (semelhante a uma teia de aranha), aracnoide; e a interna, que permanece em contato 
direto com a massa nervosa, pia- máter. Entre as meninges interna e intermediária, circula o líquido cefalorraqui-
diano. Essas estruturas constituem uma proteção complementar ao SNC, amortecendo choques mecânicos, como 
quando ocorrem batidas.
 Representação esquemática das estruturas do centro encefálico
Biologia 41
Quando o cérebro é dividido longitudinalmente, verifica-se uma cama-
da externa, cuja espessura varia entre 1 mm e 4,5 mm, o córtex cerebral. 
O córtex é enrugado e coberto de saliências denominadas circunvoluções, 
que triplicam sua área e possibilitam que milhões de neurônios caibam no 
cérebro.
Os impulsos nervosos são recebidos e analisados no córtex cerebral, 
onde estão situadas as regiões que controlam as seguintes atividades do 
organismo:
 • inteligência, memória, pensamento, consciência, imaginação e 
capacidade de raciocínio; 
 • atividades sensoriais (olfatórias, gustativas, auditivas, táteis e visuais); 
 • comando dos movimentos voluntários do corpo (motricidade).
Hemisférios
cerebrais
Circunvoluções
cerebrais
Cérebro 
Também denominado telencéfalo, é o maior e mais im-
portante órgão do sistema nervoso e constitui-se na central 
de comando de todo o organismo. É dividido em dois hemis-
férios cerebrais (direito e esquerdo), conectados pelo corpo 
caloso, maior dos vários feixes de neurofibras. Cada hemisfério 
é separado em lobos, que recebem o nome dos ossos crania-
nos que os recobrem: frontal, parietal, temporal e occipital.
Os hemisférios cerebrais diferenciam-se nas tarefas que realizam. O hemisfério esquerdo é responsável 
por raciocínio, linguagem e habilidades matemáticas; e o direito controla as percepções artísticas, musicais e 
espaciais. De modo geral, cada pessoa desenvolve melhor as habilidades relacionadas a um dos hemisférios.
Sugestão de texto complementar.4
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 Representação esquemática dos 
lobos dos hemisférios cerebrais
Diencéfalo
É formado por três regiões distintas: tálamo, epitálamo e hipotálamo. O tálamo é a região por onde passam os 
impulsos sensoriais que chegam ao córtex cerebral e os impulsos motores com as respostas enviadas aos músculos e 
às glândulas do organismo (efetores).
 Representação esquemática do cérebro 
visto de cima mostrando os dois 
hemisférios e as circunvoluções
 Representação esquemática do 
cérebro em vista lateral. As partes 
coloridas representam algumas áreas 
do córtex cerebral e suas funções.
42 Volume 8
No epitálamo, encontra-se a glândula pineal, que apresenta intenso metabolismo e captação de substâncias, 
como aminoácidos, fósforo e iodo – no caso do iodo, só perde para a glândula tireóidea. A glândula pineal atua sobre a 
regulação do sono e da vigília e é mais ativa durante à noite, produzindo o hormônio melatonina. Pesquisas apontam 
que a melatoninatambém está ligada ao desencadeamento da puberdade. 
O hipotálamo localiza-se abaixo do tálamo e é o centro organi-
zador das emoções (medo, tristeza, agressividade, etc.). Além disso, 
ele monitora e regula as condições internas vitais, como fome, sede, 
manutenção da temperatura, equilíbrio hidrossalino do sangue, ciclo 
do sono e níveis hormonais.
Cerebelo 
O cerebelo (do latim cerebellum, cérebro pequeno) ou meten-
céfalo é a segunda maior estrutura do encéfalo e situa-se atrás do 
tronco encefálico. Sua função é controlar a movimentação do corpo, 
pois está relacionado à coordenação e à precisão dos movimentos 
musculares, ao equilíbrio corporal e à postura.
O cerebelo é um órgão fundamental para que os 
vertebrados possam realizar movimentos que re-
querem mais equilíbrio, como voar, subir em árvo-
res e nadar. Uma ave pode perder a capacidade de 
voar se sofrer uma lesão no cerebelo. No caso dos 
seres humanos, as bebidas alcoólicas atuam nas 
funções cerebelares, ocasionando a perda do con-
trole dos movimentos do corpo.
Mesencéfalo, ponte e bulbo
O mesencéfalo atua no controle da postura corporal e na coordenação de informações do tônus muscular.
A ponte regula os centros respiratórios presentes no bulbo e coordena os movimentos corporais.
O bulbo ou mielencéfalo regula funções vitais como frequência cardíaca e movimentos respiratórios, pois, nessa re-
gião do encéfalo, localizam-se os centros cardiorregulatório e respiratório. Também é capaz de regular alguns reflexos, 
como tosse, espirro, vômito e deglutição. 
Medula espinal
Ocupando o canal medular, dentro da coluna verte-
bral, a medula espinal conduz as informações colhidas nas 
várias regiões do corpo até o encéfalo, onde são analisadas. 
Também realiza o processo inverso, as ordens elaboradas 
no encéfalo passam pela medula antes de chegar a seu 
destino.
No corte transversal da medula, observa-se a substância 
cinzenta no centro, em formato de borboleta (ou na forma 
da letra H). A substância branca localiza-se na parte externa.
As neurofibras presentes na substância branca apre-
sentam funções diferentes: as neurofibras sen-
sitivas levam os impulsos obtidos dos meios 
externo (pele) e interno (órgãos) até o sistema 
nervoso central (via aferente). Ao chegarem ao 
encéfalo, os impulsos tornam-se conscientes e 
são interpretados. Em resposta, as neurofibras 
motoras carregam os impulsos dos centros 
nervosos para o local estimulado (via eferente).
Como a medula espinal está protegida 
pela coluna vertebral 
e, dela, partem os nervos do SNP, em
 acidentes em que há 
suspeita de comprometimento de vérte
bras, a vítima deve ser 
imobilizada por uma pessoa especializ
ada, mantendo-se em 
posição deitada. Dessa maneira, evita-s
e que ocorram ou que 
sejam agravadas possíveis lesões na med
ula espinal. Com muito 
cuidado e imobilizada, a pessoa poderá 
ser removida do local e 
levada a um hospital. Dependendo da re
gião da coluna em que 
ocorrer a lesão, a movimentação de difere
ntes regiões do corpo e 
membros poderá ser afetada.
 Representação esquemática da 
localização da medula espinal e 
detalhe de sua organização interna
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Biologia 43
Sistema nervoso periférico
Controla as ações voluntárias (andar ou escrever) e involuntárias (produção de suco gástrico), sendo constituído 
pelo sistema nervoso periférico somático e pelo sistema nervoso periférico autônomo.
Sistema nervoso periférico somático 
O SNP somático (soma, corpo) é consti-
tuído por gânglios e nervos. Entre os nervos, 
encontram-se 12 pares de nervos cranianos, 
que partem do encéfalo, e 31 pares de nervos 
espinais, que partem da medula espinal. Esses 
nervos são mistos, pois as raízes das neurofi-
bras sensitivas (aferentes) e motoras (eferen-
tes) ligadas à medula se unem para formar um 
único nervo.
Esses nervos comandam as ações tipica-
mente voluntárias do organismo, como cami-
nhar, escrever e levantar os braços, ou aquelas 
que, dentro de certos limites, são parcialmente 
reguladas pela vontade, como respirar e piscar. 
Essa divisão do sistema nervoso controla a re-
lação do organismo com o ambiente externo, 
pois os nervos se ligam aos músculos esquelé-
ticos, aos órgãos sensoriais e às glândulas.
Nervos são feixes de neurofibras envoltos por uma capa de tecido conjuntivo. Essas fibras podem ser tanto den-
dritos quanto axônios, que conduzem impulsos nervosos das diversas regiões do corpo ao sistema nervoso central. Os 
gânglios nervosos são pequenas dilatações em determinados nervos.
Nervos cervicais
(8 pares)
Nervos torácicos
(12 pares)
Nervos lombares
(5 pares)
Nervos sacrais
(5 pares)
e nervo coccígeno
(1 par)
As neurofibras das porções simpática e parassimpática inervam os mesmos órgãos, porém trabalham de 
maneira oposta. Por isso, no órgão em que o simpático é estimulante, o parassimpático geralmente é bloqueador, 
e vice-versa. Esse fato propicia o funcionamento adequado e harmonioso do organismo.
Sobre o sistema nervoso, sugere-se a leitura do livro Sobre neurônios, cérebros e pessoas, 
de Roberto Lent (ver Sugestão para o professor).
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Encaminhamento sobre o uso de anestesia.5
Sistema nervoso periférico autônomo
O SNP autônomo controla as atividades involuntárias do corpo, como produção de suor, frequência cardíaca, pres-
são sanguínea e movimentos do tubo digestório (peristálticos). Está dividido em porções simpática e parassimpática, 
as quais exercem funções geralmente contrárias, ou seja, opõem-se ao excitar ou inibir determinadas atividades. 
Desse modo, tais porções regulam as atividades do corpo de acordo com a necessidade. Em um ambiente escuro, 
por exemplo, a porção simpática mantém a pupila aberta para propiciar a entrada de mais luz; passando para um local 
iluminado, a porção parassimpática determina o rápido fechamento da pupila para proteger as células da retina do 
excesso de luz.
Além disso, a porção simpática, muitas vezes, é chamada de “sistema de luta ou fuga”, pois coloca o organismo em 
alerta para enfrentar uma situação de emergência, o que demanda grande consumo de energia. A porção parassimpá-
tica, geralmente, coloca o organismo em situação inversa, com menor consumo energético.
 Representação esquemática dos nervos espinais do sistema nervoso periférico
44 Volume 8
Exemplo do mecanismo de ação de um ato 
reflexo
1. Quando uma pessoa encosta a mão em um 
objeto pontiagudo, como um espinho, um 
neurônio sensitivo ou sensorial (via afe-
rente) ligado à epiderme transmite o impulso 
nervoso à medula espinal.
2. Esse neurônio realiza sinapses com outro neu-
rônio, denominado neurônio intermediário 
ou associativo (interneurônio), que se localiza 
na substância cinzenta da medula e cuja fun-
ção é reorientar o impulso ao neurônio motor, 
transformando-o em ordem motora.
3. O neurônio motor (via eferente) conduz o impulso ao músculo, determinando a retirada da mão antes que o 
cérebro analise a situação. O reflexo reduz o risco de uma possível lesão. Assim, a dor só é percebida pelo cérebro 
milésimos de segundos após a mão já ter sido retirada do espinho.
Arco reflexo
A medula espinal também está relacionada à passagem de impulsos nervosos não comandados pelo encéfalo. São 
as atividades reflexas, que envolvem poucos neurônios e são involuntárias e extremamente rápidas. Essas ações são 
conhecidas como ato reflexo ou simplesmente reflexo. Já a via percorrida pelo impulso nervoso, a qual possibilita a 
execução dessas ações, denomina-se arco reflexo.
Na natureza, os diferentes grupos de animais apresentam sistemas nervosos diferenciados e com diversas adap-
tações sensoriais para a execução de suas atividades. Com exceção dos poríferos (espongiários), todos os demais filos 
apresentam células nervosas. O surgimento dessas células ocorreu há, aproximadamente, 700 milhões de anos, duran-
te a evolução dos cnidários. 
 Construaum esquema ou quadro elencando as principais características do sistema nervoso dos diferentes grupos 
de invertebrados e vertebrados.
Organize as ideias
Gabarito e sugestão de atividade.6
Substância branca
Medula espinal
(corte transversal)
Substância
cinzenta
Neurônio sensorial
Neurônio motor
Interneurônio
 Representação esquemática do arco reflexo
Drogas e o sistema nervoso
Denominam-se drogas vários tipos de substâncias que, ao serem ingeridas, alteram o funcionamento do corpo. 
Algumas drogas, como certos medicamentos, quando utilizadas com orientação médica, auxiliam no tratamento de 
doenças. Outras podem levar a quadros de dependência, provocando não somente a debilitação do corpo, mas ge-
rando impactos no trabalho, nos estudos e na vida familiar. De maneira geral, as drogas que atuam no sistema nervoso 
agem nas sinapses e na liberação de neurotransmissores, refletindo na coordenação de todo o corpo. 
As drogas podem estimular, deprimir ou gerar alucinações, dependendo da forma como atuam nos neurotransmis-
sores do sistema nervoso. 
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Biologia 45
droga lícita: droga que tem sua produção, comercialização e venda permitida e regulada por lei. As bebidas alcoólicas e o cigarro também são drogas 
lícitas, mas o fato de terem sua comercialização permitida por lei não impede que causem danos à saúde. 
 • Medicamentos: são desenvolvidos, testados e fabricados em indústrias farmacêuticas seguindo rígidos padrões 
de produção. São drogas lícitas que podem evitar, curar, tratar ou auxiliar no diagnóstico de doenças. Isso, é 
claro, se consumidos nas doses corretas para a idade, o peso e o estado de saúde de cada pessoa, condições 
que precisam ser avaliadas por profissionais da saúde. Os medicamentos podem provocar efeitos não desejados 
que geram riscos à saúde, como alergias, intoxicações e dependência. Por isso, deve-se evitar a automedicação. 
 • Drogas alucinógenas: apresentam substâncias que afetam a percepção dos sentidos e ocasionam distorções 
na maneira de interpretar estímulos, podendo provocar alucinações. Exemplos: maconha e ecstasy.
 • Drogas estimulantes: aumentam a atividade mental, atuam nos neurotransmissores mantendo a pessoa agita-
da. Exemplos: nicotina e cocaína.
 • Drogas depressoras: diminuem a atividade mental, atuam nos 
neurotransmissores fazendo com que as reações e as percepções 
dos sentidos se tornem mais lentas. Esse é o caso, por exemplo, do 
etanol presente nas bebidas alcoólicas. Os primeiros efeitos dessa 
substância no sistema nervoso são estimulantes, porém, à medida 
que a ingestão aumenta, eles passam a atrapalhar as sinapses e a 
liberação de neurotransmissores. O efeito do etanol passa, então, a 
ser depressor das funções do sistema nervoso, deixando os reflexos 
mais lentos, reduzindo a coordenação motora, o equilíbrio e parte 
da percepção dos sentidos. Se a ingestão de bebidas alcoólicas 
continua, esses efeitos se agravam, pois o único órgão que atua no 
metabolismo do álcool no corpo é o fígado, que metaboliza essa substância de maneira mais lenta que a velo-
cidade com que é ingerida. A pessoa pode apresentar perda de consciência e desmaio, precisando de atendi-
mento médico para se restabelecer. O consumo de álcool não provoca efeitos apenas no corpo de quem bebe, 
muitas vezes está associado a acidentes de trânsito, violência, envolvimento em brigas ou atitudes que colocam 
o próprio indivíduo e outras pessoas em risco.
Muitas pessoas tornam-se dependentes
 do 
consumo de bebidas alcoólicas, ingerindo 
grandes quantidades frequentemente, o q
ue 
interfere em seu desempenho no trabal
ho, 
nos estudos e na vida familiar. Esse qua
dro 
caracteriza o alcoolismo, que precisa ser 
tratado com acompanhamento médico e
 de 
outros profissionais da saúde. 
ConexõesConexões
Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo
[...] Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos ado-
lescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do Ensino Médio consumiram álcool exces-
sivamente no mês anterior à pesquisa. [...] 
A justificativa geral dos adolescentes para o consumo da bebida durante as saídas é a coragem. “O 
álcool bloqueia a inibição. Coisas que uma pessoa não faria sóbria, ela faz alcoolizada. E isso é um gran-
de risco”, completa Roesler [neurologista da Academia Brasileira de Neurologia]. 
Os médicos são unânimes em afirmar que o corpo de um adolescente não está preparado para inges-
tão de bebidas alcoólicas e que não existem doses seguras para o consumo. “Em primeiro lugar, beber 
em excesso não faz bem para ninguém. Pior para os adolescentes, que estão passando pelo período de 
46 Volume 8
CUMINALE, Natalia. Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/adolescentes-
comecam-a-beber-cada-vez-mais-cedo/>. Acesso em: 10 jul. 2015.
Sugestão de atividade sobre o consumo de bebidas alcoólicas entre adolescentes.7
crescimento, em que todas as células do corpo estão se desenvolvendo. O álcool envenena todas essas células 
e pode acarretar danos a todos os órgãos em formação”, diz Mauricio Castro de Souza Lima, hebiatra (médico 
especialista em adolescência) do Instituto da Criança.
Atividades
1. O sistema nervoso é dividido em central e periférico, 
porém as estruturas que o compõem atuam de manei-
ra integrada na coordenação das atividades voluntárias 
e involuntárias do corpo humano. 
a) De que maneira gânglios e nervos (SNP) interagem 
com a medula espinal e o cérebro (SNC) na coorde-
nação do organismo?
O SNP, com seus gânglios e nervos, capta as informações 
sensoriais e as transmite à medula espinal e ao cérebro 
(SNC), onde são interpretadas, resultando em respostas que 
são transmitidas pelo SNP às diferentes parte do corpo.
b) Como o SNP somático e o SNP autônomo atuam no 
corpo humano?
O SNP somático é responsável pelas funções voluntárias, 
como caminhar, e o SNP autônomo atua nas funções 
involuntárias, como frequência cardíaca e movimentos 
peristálticos.
2. O bulbo localiza-se na base do encéfalo. Em acidentes 
em que ocorre lesão nessa área, que envolve a nuca e 
o pescoço, a morte da pessoa é praticamente instantâ-
nea. Por que isso ocorre?
O bulbo controla as funções automáticas do organismo, 
como digestão, respiração e batimentos cardíacos. Assim, 
se lesionado, essas funções ficam comprometidas, e a 
pessoa morre por parada cardiorrespiratória.
3. (UFRN) O sistema nervoso é responsável pelo controle 
das funções fisiológicas necessárias a nossa sobrevi-
vência. Nos vertebrados, esse sistema é dividido em 
sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. 
São estruturas do sistema nervoso central e do sistema 
nervoso periférico, respectivamente, 
a) córtex cerebral e medula espinal.
X b) medula espinal e gânglios nervosos. 
c) gânglios nervosos e nervos.
d) hipotálamo e córtex cerebral. 
4. (PUCSP)
GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, 4 ago. 2009.
 O que é mostrado na tira, de forma espirituosa, é co-
nhecido em humanos por reflexo patelar, sendo testado 
por um médico ao bater com um martelo no joelho de 
uma pessoa. Este reflexo envolve
X a) um neurônio sensitivo que leva o impulso até a me-
dula espinal, onde se conecta com um neurônio mo-
tor, que conduz o impulso até o órgão efetuador.
b) vários neurônios sensitivos, que levam o impulso 
até a medula espinal, onde fazem conexão com inú-
meros neurônios, que levam o impulso até o órgão 
efetuador.
c) um neurônio sensitivo, que leva o impulso até o 
lobo frontal do cérebro, onde faz conexão com um 
neurônio motor, que conduz o impulso até o órgão 
efetuador.
Biologia 47
d) um neurônio sensitivo, vários neurônios medulares 
e um neurônio motor localizado no lobo frontal do 
cérebro.
e) vários neurônios sensitivos localizados na medula 
espinal, onde se conectam com neurônios motores, 
que levam o impulsonervoso ao cérebro e, poste-
riormente, até o órgão efetuador.
5. Campanhas publicitárias e legislações buscam coibir 
e conscientizar as pessoas sobre as consequências de 
ingerir bebidas alcoólicas e dirigir, ações estas que pro-
vocam acidentes e colocam a própria vida do indivíduo 
e a de outros motoristas, passageiros ou pedestres em 
risco. 
 Explique de que maneira o etanol atua no funciona-
mento dos sistemas nervosos central e periférico. 
Como essas reações refletem na dificuldade de con-
trolar o veículo e no aumento da possibilidade de aci-
dentes de trânsito?
Inicialmente, o etanol atua como um estimulante do sistema 
nervoso, gerando sensação de euforia. À medida que a ingestão 
aumenta, as sinapses e a liberação de neurotransmissores no 
SNC ficam comprometidas. Assim, o etanol torna-se depressor 
das funções do SNC e do SNP, de modo que os reflexos ficam
lentos, a coordenação motora falha e há comprometimento do 
equilíbrio e de parte da percepção dos sentidos captados por 
terminações nervosas do SNP, impedindo que a pessoa 
alcoolizada controle um veículo ou mesmo seus próprios 
movimentos, como caminhar.
6. Uma lesão grave na medula espinal tem como conse-
quência a perda de sensibilidade e do controle voluntá-
rio dos movimentos musculares dos membros. Muitas 
vezes, movimentos involuntários também podem ser 
afetados. Essas lesões podem ocorrer de forma não 
traumática, como consequência de diferentes doenças, 
ou de forma traumática, em acidentes automobilísticos, 
quedas e mergulhos em águas rasas.
 Faça uma pesquisa sobre esse assunto em livros, em 
revistas e na internet, priorizando os seguintes pontos:
• classificação da lesão de acordo com o comprome-
timento sensório-motor que a pessoa apresenta;
• comprometimento de diferentes movimentos de 
acordo com a região onde ocorre a lesão na medula 
espinal;
• procedimentos que devem ser adotados no caso de 
acidentes para proteger a medula espinal da vítima;
• importância de tratamentos de reabilitação;
• relação de pesquisas com células-tronco e o trata-
mento de lesões na medula espinal.
Sistema sensorial
A cada instante, o corpo humano recebe várias informações do ambiente, como sons, luzes e odores. No entanto, 
o significado dessas informações deve ser interpretado corretamente pelo cérebro. Por isso, existem os receptores sen-
soriais localizados nos órgãos dos sentidos que captam os estímulos do meio externo, os quais são transmitidos pelos 
nervos sensitivos ao cérebro.
O sistema sensorial humano reconhece cinco sentidos fundamentais: visão, olfação, gustação, tato e audição, e 
cada um deles é percebido em um órgão específico (olhos, cavidades nasais, língua, pele e orelhas). Por meio da inter-
pretação desses sentidos no cérebro, são produzidas as respostas necessárias à sobrevivência.
As condições internas do corpo humano também são percebidas pelo cérebro por meio de receptores sen-
soriais espalhados pelos órgãos. A identificação da temperatura corporal, da pressão do sangue nas artérias, da 
hidratação e da fome e a percepção da dor são exemplos de mecanismos que nos auxiliam a manter o equilíbrio 
interno, ou homeostase.
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Sugestão de encaminhamento da pesquisa.8 Sugestão de atividades: questões 3 a 8 da seção Hora de estudo.
48 Volume 8
 Representação esquemática da localização das áreas sensoriais no 
cérebro humano
Visão
É o sentido que possibilita a percepção dos estímulos 
luminosos, ou seja, a fotorrecepção. A visão faz com que 
a luz da grande área que constitui o campo visual seja 
concentrada em uma pequena imagem projetada sobre 
os receptores sensíveis à luminosidade na retina.
O sentido da visão é constituído por três partes: globo 
ocular (olho), que atua como receptor externo, responsá-
vel pela formação das imagens; nervo óptico, transmissor 
dos impulsos nervosos; e córtex cerebral, onde ocorre a 
interpretação das imagens.
Anatomia do olho
O globo ocular tem como função transformar os 
estímulos luminosos em informações sobre forma, cor, 
movimento e distância dos objetos. Os olhos realizam 
movimentos altamente coordenados e funcionam em 
condições variadas de luminosidade. O globo ocular 
apresenta um sistema óptico avançado, formado por:
 • esclera – membrana externa fibrosa, resistente e 
de cor branca conhecida como “branco do olho”. 
Os músculos responsáveis pelos movimentos do 
globo ocular ligam-se à esclera;
 • córnea – região da esclera localizada na parte 
frontal do globo ocular; é transparente e possibi-
lita a passagem de luz, atuando como uma lente 
em conjunto com o cristalino; 
 • humor aquoso – líquido transparente que preen-
che a câmara anterior entre a esclera e a lente; 
Córtex do tato
Córtex da audição
Córtex da visão
Equilíbrio
Dor, temperatura
e pressão
Córtex da olfação
Córtex da gustação
 • corpo vítreo – líquido gelatinoso e transparen-
te que preenche uma câmara localizada atrás da 
lente; mantém a forma esférica do olho;
 • coroide – camada vascularizada responsável pela 
nutrição das células do olho; 
 • íris – disco pigmentado que dá cor aos olhos. Atrás 
da íris, localiza-se o corpo ciliar, que apresenta o 
músculo ciliar, responsável pelas alterações no for-
mato do cristalino;
 • pupila – localizada no centro da íris, controla a 
quantidade de luz que entra no globo ocular. 
Na claridade intensa, a pupila se contrai, ou seja, 
sua abertura torna-se menor; com pouca clarida-
de, ela se dilata; 
 • lente (cristalino) – estrutura biconvexa cuja fun-
ção é a focalização da luz sobre a retina, conferin-
do nitidez e foco à imagem observada;
 • retina – membrana interna e a mais delicada 
do globo ocular; contém um prolongamento do 
nervo óptico, o qual se origina no centro da visão.
 Representação esquemática das 
regiões do globo ocular humano 
Esclera
Pupila
Íris
Pálpebra
Coroide
Fóvea
Ponto cego
Nervo
óptico
Artéria e veia
oculares
Corpo vítreo
Retina
Esclera
Lente
Íris
Pupila
Luz
Humor
aquoso
Córnea
Músculo ciliar
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Biologia 49
Problemas de visão 
Os problemas de visão podem variar da dificuldade 
para ver de longe ou de perto até a perda parcial ou total 
da visão. Alterações no globo ocular podem fazer com 
que as imagens se formem antes ou depois da retina, al-
terando a nitidez do que está sendo observado. Esse é o 
caso da miopia e da hipermetropia. 
Na miopia, a convergência da luz ocorre antes da re-
tina e, por isso, a visão fica embaçada e a pessoa acaba 
enxergando bem de perto e mal de longe. Já na hiper-
metropia, a convergência final dos raios de luz que pe-
netram pela córnea ocorre em um ponto atrás da retina. 
Assim, o resultado final da visão é o oposto da miopia, 
ou seja, enxerga-se bem de longe e mal de perto. Para 
corrigir esses problemas de visão, faz-se necessário o uso 
de lentes que regulem a convergência correta dos raios 
de luz para a retina. 
Outros defeitos da visão, como astigmatismo, presbio-
pia e daltonismo, podem estar associados a problemas 
em diferentes estruturas do globo ocular ou genéticos.
 • Astigmatismo: alterações na curvatura do olho 
que levam à formação de múltiplos pontos focais. 
O uso de óculos pode corrigir o problema, porém, 
em casos mais graves, existe a necessidade do 
transplante de córnea.
 • Presbiopia: com o avanço da idade, a elasticidade 
da lente diminui e a pessoa não consegue enxer-
gar os objetos próximos com nitidez.
 • Daltonismo: herança genética recessiva ligada ao 
cromossomo sexual X. Por afetar os cones, as pes-
soas daltônicas apresentam dificuldade ou incapa-
cidade de distinguir corretamente algumas cores.
A retina apresenta células sensíveis à luz (fotossensí-
veis), que são os bastonetes e os cones. Os bastonetes 
são utilizados na luz reduzida,visto que são mais sensí-
veis à luminosidade, porém não distinguem cores. Em 
um ambiente de penumbra, a visão fica aos cuidados 
dos bastonetes, resultando em uma visão em tons de 
cinza. Os cones apresentam menos sensibilidade à luz e 
são responsáveis pela visão em cores, pois discriminam 
os diferentes comprimentos de onda existentes nos raios 
luminosos. 
Os bastonetes e os cones apresentam, em sua cons-
tituição, substâncias derivadas da vitamina A. Portanto, é 
importante manter uma alimentação rica nessa vitamina 
para garantir o bom funcionamento da visão.
A parte posterior da retina, denominada fóvea (região 
delgada com grande concentração de cones onde as 
imagens são formadas com nitidez), é responsável pela 
percepção visual das imagens. É importante destacar que 
as imagens formadas na retina são invertidas. Por meio 
do nervo óptico, que sai da fóvea, os impulsos nervosos 
chegam ao centro visual do cérebro. 
 Representação esquemática da formação (invertida) da imagem 
na retina
As glândulas lacrimais produzem lágrimas 
diariamente, em pequenas quantidades, com a fun-
ção de manter a umidade e realizar a limpeza da 
córnea, possibilitando a entrada da luz. Essas glân-
dulas estão espalhadas pela pálpebra, dobra de pele 
que reveste e protege o globo ocular. A secreção de 
lágrimas aumenta em situações de grande emoção 
ou quando alguma partícula entra nos olhos. 
Outra estrutura que atua protegendo o globo 
ocular de corpos estranhos é a conjuntiva, mem-
brana mucosa que reveste a superfície interna das 
pálpebras e a esclera. Essa membrana pode sofrer 
infecções, conhecidas como conjuntivites.
 Representação de teste simples para detecção 
de daltonismo. Pessoas daltônicas não 
distinguem o número no interior do círculo.
Sugestão de encaminhamento e leitura.9
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50 Volume 8
Olfação
O sentido da olfação possibilita a percepção 
química das moléculas odoríferas espalhadas pelo 
ar, as quais são responsáveis pela formação dos di-
ferentes odores. Os quimiorreceptores da olfação 
são células ciliadas que se situam na parte superior 
da mucosa nasal, membrana que reveste interna-
mente as cavidades nasais.
Pelas cavidades nasais, passa o ar inspirado e 
expirado. Desse modo, diversas moléculas odorífe-
ras entram em contato com os receptores da região 
olfatória. Os impulsos nervosos referentes à percepção dos diferentes odores são transmitidos pelo nervo olfatório ao 
centro da olfação, no córtex cerebral, onde ocorre sua interpretação.
Gustação
Assim como a olfação, o sentido da gustação possibilita a percepção química, ou seja, a distinção de moléculas 
presentes no ambiente. Os receptores sensoriais para os gostos (quimiorreceptores), denominados botões gustatórios 
(gustativos), são formados por células receptoras e estão localizados, principalmente, em milhares de minúsculas sa-
liências da superfície da língua, as papilas gustatórias (linguais). Também existem receptores sensoriais no teto da boca, 
na faringe e na laringe. Sabe-se que as células receptoras não são específicas para apenas uma categoria de gosto.
As sensações da gustação que o cérebro é capaz de identificar são doce, amargo, azedo e salgado. Atualmente, 
considera-se haver uma quinta sensação de gosto, o umami, percebido por receptores que se ligam ao glutamato.
Mundo do trabalho
Medicina
A prevenção, as causas e os tratamentos de doenças humanas são o objeto de trabalho do médico. Dependen-
do da especialização escolhida, esse profissional pode atuar no sistema público de saúde, em programas de saúde 
familiar e coletiva, em cirurgias, hospitais ou clínicas privadas. Também pode atuar no campo da pesquisa, no desen-
volvimento de novas técnicas de tratamento e no diagnóstico de doenças.
Um exemplo de especialização em Medicina é a Oftalmologia (área bastante promissora e importante dentro 
da Medicina), que estuda, diagnostica e trata doenças relacionadas à visão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) 
estima que 60% das cegueiras seriam evitáveis se os problemas de visão fossem precocemente diagnosticados e 
tratados. Nessa carreira, é muito importante a constante atualização referente a novas doenças e novos exames, 
medicamentos, terapias e abordagens clínicas. Assim, o estudo é contínuo, mesmo após o término da faculdade.
O conjunto de sensações entre o gosto (gustação) e o aroma (olfação) denomina-se sabor. Quando as células 
sensoriais da gustação e da olfação se combinam, potencializam a percepção de determinado alimento, por exem-
plo. O sabor pode ser facilmente compreendido quando estamos resfriados e comemos algo. Nesse caso, temos 
a sensação de que o alimento está sem sabor, embora o sentido da gustação continue presente.
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 Representação esquemática da olfação humana
Biologia 51
Tato 
O sentido do tato possibilita a percepção física da forma, da textura, do tamanho e da temperatura dos objetos. 
Essas impressões são recolhidas pelos receptores sensitivos periféricos, responsáveis pelas sensações táteis (de contato 
e pressão), térmicas (calor e frio) e dolorosas, as quais o cérebro interpreta. 
Esses receptores localizam-se, 
principalmente, na região da derme. 
Entretanto, algumas áreas do corpo 
apresentam mais sensibilidade a 
certos estímulos que outras. A língua 
e os lábios, por exemplo, são mais 
sensíveis ao calor que os joelhos e 
os cotovelos. Já a ponta dos dedos é 
uma região bastante sensível ao tato.
Os receptores sensitivos periféri-
cos localizados na pele recolhem os 
estímulos, que são conduzidos pelos 
nervos sensitivos ao cérebro, onde 
são transformados em sensações.
Audição
O sentido da audição proporciona a percepção física das ondas sonoras. Seus órgãos denominam-se orelhas e 
constituem-se de três regiões: orelha externa, orelha média e orelha interna. 
Orelha externa 
É constituída pelo pavilhão auricular (ou simples-
mente orelha), formado por uma cartilagem elástica em 
forma de concha cuja função é captar e direcionar as 
ondas sonoras. O meato acústico externo é um canal 
com, aproximadamente, 2,5 cm forrado por uma mu-
cosa rica em glândulas que segregam uma substância 
gordurosa e amarelada, o cerume. O cerume e os pelos 
presentes no interior desse canal têm a função de reter 
as impurezas.
Orelha média 
Liga-se à orelha externa por meio da membrana timpâ-
nica e à orelha interna por meio de dois orifícios providos 
de membrana: a janela oval e a janela redonda. Também 
se comunica com a parte nasal da faringe por meio de um 
longo canal, a tuba auditiva. Essa comunicação possibilita a 
entrada de ar na cavidade da membrana timpânica (tímpa-
no). Assim, a pressão do ar se mantém a mesma em ambos 
os lados da membrana timpânica. A pressão interna igual 
à pressão atmosférica proporciona o funcionamento ade-
quado da audição.
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 Representação esquemática dos receptores sensoriais da pele
Meato
acústico
externo
Pavilhão
auditivo
Orelha externa Orelha média Orelha interna
Estribo
Bigorna
Martelo
Canais semicirculares
Nervo
coclear
Membrana
timpânica
Nervo vestibular
Cóclea
Janela ovalTuba auditiva
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 Representação 
esquemática das 
estruturas que 
possibilitam a 
audição humana
52 Volume 8
Ao se deslocar para um local onde a altitude é maior, 
percebe-se um desconforto em virtude da pressão do ar 
na cavidade da membrana timpânica. Isso ocorre porque 
a pressão externa diminui e a interna aumenta, forçando 
a membrana timpânica para fora. Quando se desloca para 
um local onde a altitude é menor, a situação se inverte, e 
a membrana timpânica é forçada para dentro.
No interior da orelha média, existem três pequenos 
ossos (ossículos): o martelo (que se apoia sobre a mem-
brana timpânica), a bigorna (o do meio) e o estribo (o 
mais interno,encostado à janela oval). Esses ossos atuam 
como um sistema de alavancas, estabelecendo uma 
ponte entre a membrana timpânica e a janela oval. Neles, 
as vibrações provenientes da membrana timpânica são 
amplificadas e transmitidas à orelha interna.
Orelha interna 
A orelha interna, também conhecida como labirinto, 
divide-se em três partes: canais semicirculares, vestíbulo 
e cóclea.
 • Canais semicirculares: constituem-se de três 
tubos em forma de semicírculos dispostos per-
pendicularmente uns aos outros. Cada tubo con-
tém um líquido (endolinfa) que muda de posição 
com os movimentos da cabeça e estimula as 
células receptoras, fazendo com que as fibras ner-
vosas sensitivas emitam sinais ao cerebelo. Este, 
por sua vez, envia mensagens aos músculos do 
corpo, proporcionando a manutenção do equilí-
brio. Ao girar o corpo e parar de repente, tem-se a 
sensação de que tudo está rodando ao redor. Isso 
ocorre porque o líquido continua a circular por 
alguns momentos, e os impulsos relacionados a 
esse movimento ainda permanecem. Essa tontura 
persiste até que o movimento da endolinfa pare.
 • Vestíbulo: colabora com a manutenção do equi-
líbrio do corpo.
 • Cóclea: tubo espiralado, semelhante à concha de 
um caracol, preenchido por um fluido denomi-
nado líquido coclear. Em seu interior, existem os 
receptores para a audição, que formam o órgão 
espiral (órgão de Corti). É responsável pela trans-
formação das ondas sonoras em mensagens 
compreensíveis ao cérebro. Quando as ondas 
transmitidas pelo estribo vibram de encontro à 
janela oval, o fluido da cóclea também vibra. Tais 
movimentos vibratórios são, então, transformados 
em impulsos nervosos, os quais viajam ao cérebro 
pelo nervo vestibulococlear (auditivo).
Problemas de audição 
Os problemas de audição são muito variáveis e 
podem ocorrer desde o nascimento ou serem adquiridos 
ao longo da vida. A perda gradual da audição com o pas-
sar da idade é algo comum, mas que pode ser acelerado 
com exposições a ruídos no trabalho, música com volu-
me intenso, uso constante de fones de ouvido, doenças 
ou lesões por traumas.
Cada tipo de perda auditiva precisa ser avaliado por 
um médico para verificação de qual estrutura está rela-
cionada com essa perda, qual é sua extensão e qual é o 
tratamento mais adequado, que pode ser cirurgia ou uso 
de aparelhos de audição. Esses aparelhos têm um micro-
fone que capta e amplifica os sons, enviando-os para o 
interior da orelha. 
Na ausência de audição desde o nascimento, é impor-
tante o estímulo para a aprendizagem de outras formas 
de comunicação. A linguagem de sinais, baseada em di-
ferentes gestos e sinais realizados com as mãos, os quais 
expressam letras, palavras ou expressões, é a forma de 
comunicação utilizada pelas pessoas com deficiência au-
ditiva. Cada país tem sua linguagem de sinais e, no Brasil, 
ela é denominada Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Em geral, as pessoas com deficiência auditiva não 
apresentam problemas nos órgãos da fala e podem 
aprender a linguagem falada com acompanhamento de 
profissionais. Entretanto, por não ouvirem a voz dos ou-
tros e sua própria voz, muitas delas não se adaptam a esse 
aprendizado, preferindo a linguagem de sinais.
Além da percepção de ondas sonoras, a orelha in-
terna está relacionada ao equilíbrio, fornecendo ao 
cerebelo as informações sobre a posição corporal.
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 Criança utilizando 
aparelho auditivo
Biologia 53
A orelha humana percebe sons entre 20 e 120 decibels (unidade de medida para o nível sonoro). Entretanto, 
segundo a Organização Mundial da Saúde, o ser humano suporta, sem danos à audição, até 80 decibels. Em razão 
disso, trabalhadores que operam máquinas que geram sons com volume intenso devem utilizar protetores auricula-
res, eletrodomésticos devem ser fabricados de acordo com regras referentes ao volume de seu funcionamento e não 
devemos nos expor a sons com volume muito intenso por longos períodos, como na utilização de fones de ouvido.
Atividades
1. Nos primórdios da humanidade, os sentidos foram im-
portantes para caçar; coletar folhas, frutos, sementes e 
separá-los em venenosos ou comestíveis; procurar um 
abrigo seguro contra o ataque de outros animais; ou 
para produzir ferramentas.
 Com base nessas informações e em seus conhecimen-
tos sobre o sistema sensorial, faça o que se pede.
a) Cite algumas situações de seu dia a dia em que os 
sentidos atuem a favor de sua sobrevivência.
Pessoal. Sugestão de resposta: Os sentidos podem evitar 
intoxicação alimentar ao sentirmos o cheiro de um alimento 
estragado, um atropelamento ao ouvirmos a aproximação de 
carros e olharmos para os dois lados antes de atravessar a 
rua, queimaduras com uma bebida quente, entre outros.
b) Quais estruturas são responsáveis pela percepção 
das sensações do ambiente a nossa volta? Cite três 
exemplos dessas estruturas. 
Os receptores sensoriais. Alguns exemplos são as terminações 
nervosas na pele (propiciando a identificação da temperatura 
de objetos) e na boca (possibilitando a identificação do sabor 
dos alimentos) e os receptores sensoriais da audição.
2. Leia o texto e responda às questões.
narinas. Se o assunto são os odores, o truque 
é associar o produto com cheiros que trans-
mitem sensações positivas e fazem referência 
a qualidades necessárias a ele. Se lavanda ou 
limão nos fazem lembrar limpeza, produtos de 
limpeza trarão esse cheiro. 
[...] 
Por outro lado, algumas lojas escolhem mú-
sicas mais cadenciadas e rápidas para os setores 
onde ficam os provadores. Pesquisas apontam 
que isso reduz o tempo de permanência dos 
clientes, evitando demoras e filas na hora de 
experimentar o produto. Da mesma forma, os 
restaurantes usam esse artifício para controlar 
o tempo de ocupação das mesas. Ou seja, você 
pode estar dançando conforme a música.
[...] 
Para conquistar o cliente, todos os meios 
são válidos: cores berrantes que anunciam uma 
liquidação, disposição harmoniosa de uma vi-
trine, aromas irresistíveis que atiçam nossas 
CORREIA FILHO, João. A construção do mundo através dos 
cinco sentidos. Disponível em: <http://revistaplaneta.terra.
com.br/secao/grandes-reportagens-planeta/a-construcao-do-
mundo-atraves-dos-cinco-sentidos>. Acesso em: 13 jul. 2015.
a) De que maneira os exemplos apresentados no texto 
confirmam a relação entre o sistema sensorial e o 
sistema nervoso?
Eles mostram que as sensações, como cores, cheiros e 
sons, captadas pelo sistema sensorial são transmitidas ao 
sistema nervoso, que se utiliza de referências e memórias 
para interpretá-las e reagir a elas. Com base nos exemplos, 
verifica-se as interpretações que o cérebro pode dar para 
determinados estímulos, gerando diferentes sensações, que 
podem ou não ser verdadeiras.
54 Volume 8
Sugestão de atividades: questões 9 a 13 da seção Hora de estudo.
b) Explique o processo fisiológico que nos possibilita 
identificar o cheiro de lavanda ou limão citado no 
texto.
A lavanda e o limão apresentam moléculas olfatórias que, ao 
serem inspiradas, estimulam os quimiorreceptores de odores 
presentes nas cavidades nasais. Esse estímulo é transmitido 
pelo nervo olfatório ao cérebro, que interpreta os odores 
e pode identificá-los como lavanda ou limão, de 
acordo com as memórias existentes sobre eles. 
3. A pressão atmosférica varia de acordo com a altitude: 
quanto maior é a altitude, menor é a pressão atmosféri-
ca. Em viagens entre cidades com altitudes diferentes, 
é comum ficarmos com a sensação de orelha “tran-
cada”. Isso ocorre porque o corpo demora um pouco 
para ajustar a pressão interna à externa. Uma dica para 
aliviar esse desconforto é abrir a boca como se fosse 
bocejar. Considerando a presença e a função da tuba 
auditiva, justifique como o ato de abrir a boca pode 
resolver o problema.
A tuba auditiva liga a orelha média à faringe.Ao abrir a boca, o 
ar se desloca em seu interior e a pressão interna da orelha se 
iguala à pressão atmosférica, reduzindo o desconforto. 
4. (FCMSC – SP) Se colocarmos um dedo de uma mão 
em água a 40 °C e outra mão inteira em água a 37 °C, 
nesta a sensação de calor será mais pronunciada. En-
tão, escrevemos:
 I. A percepção térmica é inversamente proporcional 
ao tamanho da área estimulada. 
 II. A quantidade de receptores de calor varia muito de 
uma mão para outra. 
 III. Para a mesma intensidade de estímulo térmico, a 
sensação será tanto mais intensa quanto for a su-
perfície estimulada. 
 Escreveu-se corretamente em:
a) I apenas.
b) II apenas.
X c) III apenas.
d) I e II apenas.
e) I, II e III.
5. A lista de malefícios do cigarro ao organismo huma-
no aumenta a cada novo estudo realizado. Verificou- 
-se que o fumo também ocasiona a perda da gustação 
e do olfato. Em decorrência disso, o fumante passa a 
consumir alimentos bastante condimentados, pois os 
condimentos realçam o sabor dos alimentos. Entretan-
to, o consumo desse tipo de alimento pode ocasionar 
problemas nos sistemas cardiovascular e digestório. 
 Que estruturas das narinas e da boca as substâncias 
do cigarro afetam para que a gustação e a olfação se-
jam perdidas pelo fumante? Justifique sua resposta.
As substâncias presentes no cigarro afetam as terminações 
nervosas presentes na mucosa das narinas e na boca. Além 
disso, como esses sentidos trabalham em conjunto na formação 
do sabor dos alimentos, com a perda das terminações nervosas 
responsáveis pelo olfato, a gustação também fica comprometida.
6. (UNICAMP – SP) Na Olimpíada de Pequim, ocorreram 
competições de tiro ao alvo e de arco e flecha. O de-
sempenho dos atletas nessas modalidades esportivas 
requer extrema acuidade visual, além de outros meca-
nismos fisiológicos. 
a) A constituição do olho humano permite ao atle-
ta focar de maneira precisa o objeto-alvo. Como a 
imagem é formada? Quais componentes do olho 
participam dessa formação? 
b) Os defeitos mais comuns na acomodação visual são 
miopia e hipermetropia. Por que as imagens não são 
nítidas no olho de uma pessoa míope e de uma pes-
soa hipermetrope? Como os óculos podem corrigir 
esses dois problemas?
Na miopia, em razão do alongamento do globo ocular, a ima-
gem é formada antes da retina. A correção é realizada com 
lentes divergentes. Na hipermetropia, pelo encurtamento do 
globo ocular, a imagem é formada depois da retina. A corre-
ção é feita com lentes convergentes.
Os raios luminosos refletidos pelo objeto penetram através 
da pupila, atravessam o cristalino e atingem a retina, onde 
uma imagem invertida é formada. Esse estímulo origina im-
pulsos nervosos, que se propagam por meio do nervo óptico 
até o cérebro.
Biologia 55
Noções de primeiros socorros 
Primeiros socorros podem ser definidos como os cuidados de emergência dispensados a qualquer pessoa que tenha 
sofrido uma intercorrência clínica ou um acidente até que ela possa receber o tratamento médico adequado e definitivo.
Queda de pressão arterial, desmaio, sangramento nasal, ferimento ao praticar esportes, quedas ou queimaduras 
são alguns exemplos de situações às quais todos estão sujeitos. Nessas situações, é importante saber como agir, garan-
tindo sua segurança e a da pessoa que está com problemas até que o atendimento médico por profissionais da saúde 
habilitados seja possível.
10 Sugestão de encaminhamento sobre primeiros socorros.
Existem alguns princípios básicos que devem ser seguidos ao prestar primeiros socorros a alguém, são eles:
• manter a calma, pois somente assim é possível avaliar a situação e tomar as decisões corretas;
• avaliar a situação e tentar prevenir perigos que possam colocar sua vida e/ou a de outros em risco. É preciso 
certificar-se de que o local está seguro antes de se aproximar da vítima, garantindo sua própria segurança e 
a das pessoas ao redor;
• avaliar o tipo de acidente ou mal súbito e a possibilidade de fazer ou não alguma coisa;
• solicitar ajuda imediatamente, acionando os serviços de emergência ou resgate e relatando as condições 
do local do acidente e a situação da vítima.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu – telefone 192) deve ser acionado em casos clínicos, por 
exemplo: problemas cardiorrespiratórios, intoxicação, trabalho de parto, tentativas de suicídio e crises hipertensivas.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergências (Siate – telefone 193) deve ser acionado nos 
casos em que há traumas, por exemplo: acidentes domiciliares, de trânsito ou de trabalho, agressão, ferimento por 
armas, quedas, fraturas e queimaduras.
Em cidades em que esses serviços não estão disponíveis, deve-se ligar para um hospital com pronto-socorro ou 
serviço de emergência a fim de que uma ambulância e profissionais da saúde sejam enviados para o local. Ao acionar 
esses serviços, é necessário relatar todas as informações possíveis sobre o estado de saúde da vítima e o local do 
acidente. 11 Sugestão de atividade.
No caso de acidentes ou quedas, não se deve mover a vítima, pois isso pode agravar seus ferimentos.
Verificando os sinais vitais
Uma das principais informações que devem ser avaliadas ao ligar para um serviço de 
emergência são os sinais vitais da vítima. São considerados sinais vitais os batimentos car-
díacos, a respiração, a temperatura e a pressão arterial, os quais indicam o bom funciona-
mento do corpo, devendo-se manter vigilância constante sobre eles.
Em uma situação de emergência, a temperatura corporal e a pressão arterial somente 
poderão ser avaliadas por profissionais da saúde, visto que necessitam de aparelhos espe-
cíficos – termômetro e esfigmomanômetro, respectivamente –, que apenas pessoas trei-
nadas sabem utilizar corretamente.
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trauma: lesão que se caracteriza por alterações estruturais ou desequilíbrio fisiológico, que podem afetar superficialmente o corpo ou lesar 
estruturas internas.
 Esfigmomanômetro é o 
aparelho utilizado para 
aferir a pressão arterial.
56 Volume 8
Já a respiração e os batimentos cardíacos podem ser avaliados por meio de alguns procedimentos, tais como:
 • respiração – observar se há movimento no peito e no abdômen e, então, colocar os dedos sob as narinas da 
vítima para verificar se o ar está sendo expirado;
 • batimentos cardíacos – pressionar ligeiramente com a ponta dos 
dedos indicador e médio na região lateral do pescoço. Os parâme-
tros para o batimento cardíaco normal são:
 • adultos – de 60 a 80 batidas por minuto;
 • crianças – de 80 a 100 batidas por minuto;
 • bebês – de 100 a 140 batidas por minuto.
É importante também verificar se a vítima está consciente, solicitando 
informações sobre o que está sentindo e o que aconteceu. 
Deve-se evitar o contato com o sangue ou secreções da vítima, prevenindo, assim, o contágio de possíveis 
doenças transmissíveis. Nesses casos, somente profissionais da saúde com equipamentos de proteção individual, 
como luvas e máscaras, devem atuar diretamente com a vítima.
Para posicionar a cabeça para trás, estabilizando a coluna vertebral, deve-se segurar a 
cabeça pela testa e, com os dedos indicador e médio, elevar o queixo empurrando a cabeça 
para trás. 
Algumas práticas de primeiros socorros que podem ser realizadas em 
situações de emergência 
Parada respiratória (respiração boca a boca)
Esse procedimento mantém a vítima respirando. Contudo, em razão do contato direto com a vítima, deve ser 
realizado apenas por profissionais das equipes de resgate em situações em que se comprove a parada respiratória. 
Recomenda-se afrouxar as roupas da vítima e verificar se existe algo obstruindo sua boca ou garganta, como chicletes, 
dentaduras ou alimentos. Então, deve-se inclinar a cabeça da vítima para trás a fim de abrir ou manter as vias aéreas 
livres, até a chegada do resgate.
É necessário deitar a pessoa desmaiada de costase afrouxar suas roupas, mantendo sua cabeça em um nível mais baixo 
que o do corpo e elevando suas pernas para melhorar a circulação sanguínea no coração e no cérebro.
Desmaios
Ao desmaiar, a pessoa perde temporariamente a consciência. Se o desmaio durar mais de dois minutos, é preciso aga-
salhar a vítima e procurar o pronto-socorro mais próximo. Nunca se deve oferecer líquidos ou alimentos para uma pessoa 
inconsciente ingerir.
 Avaliação dos batimentos cardíacos
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Biologia 57
Quando a obstrução é grave e a vítima não consegue respirar, falar ou tossir e já 
apresenta sinais de sufocamento, deve-se incliná-la para a frente e dar tapas entre seus 
ombros para tentar eliminar o corpo estranho.
Se a vítima for um bebê, é necessário apoiá-lo de bruços em um dos braços, mantendo 
sua cabeça firme entre os dedos das mãos, e incliná-lo levemente para baixo. Então, aplicar 
golpes em suas costas, alternados com compressões torácicas rápidas, até que o corpo 
estranho seja expelido. Devem-se aplicar cinco golpes vigorosos no dorso do bebê, entre as 
escápulas, usando a região hipotenar da outra mão e cinco compressões torácicas rápidas 
(como as compressões da massagem cardíaca: dois dedos colocados sobre o esterno, 
imediatamente abaixo da linha dos mamilos). Em caso de complicações, é preciso acionar o 
serviço de emergência.
Deve-se colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura. Com as mãos 
sobrepostas na metade inferior do osso esterno, apoiar apenas a palma da mão, cuidando para 
que os dedos não toquem a parede do tórax. No adulto, comprima com força e rapidez. Em média, 
devem-se realizar 60 compressões por minuto, com profundidade de, aproximadamente 5 cm. 
Permitir o retorno do tórax durante as compressões. Repetir esses movimentos até que a pulsação 
da vítima volte ou o resgate chegue.
Se a vítima for um bebê, a pressão deve ser feita apenas com os dedos e, em crianças 
pequenas, com apenas uma das mãos.
Se o procedimento anterior não surtir efeito, deve-se curvar o corpo da vítima para a frente, 
colocando-se por trás dela e envolvendo-lhe a parte inferior da caixa torácica com os braços, 
entrelaçando as mãos a sua frente. Em seguida, deve-se pressionar fortemente a base superior 
do abdômen contra a base dos pulmões da vítima, para dentro e para cima, com as mãos e os 
antebraços, tentando provocar-lhe um acesso de tosse que expulse o corpo estranho e libere 
as vias aéreas (manobra de Heimlich).
Parada cardíaca (massagem cardíaca) 
Corpos estranhos nas vias respiratórias
Corpos estranhos, quando engolidos e alojados na traqueia, podem ocasionar engasgamento e sufocamento. Nos 
casos em que a vítima está consciente e ainda consegue respirar, deve-se solicitar a ela que faça movimentos de tosse 
de maneira vigorosa, pois esse é o melhor mecanismo para remover um corpo estranho das vias aéreas. Se a obstrução 
se mantiver, é preciso chamar o serviço de emergência ou encaminhar a pessoa ao pronto-socorro mais próximo.
Convulsões
Uma crise convulsiva pode ter diferentes causas e caracteriza-se por uma série de contrações musculares involun-
tárias (rápidas e fortes), o que ocasiona queda e movimentos desordenados, acompanhados da perda de consciência.
Deve-se proteger a cabeça da vítima, evitando pancadas no chão, mantendo-a deitada de barriga para cima com a 
cabeça voltada para a lateral do corpo para que não engasgue com a saliva. Não inserir nada na boca da vítima. Além disso, é 
necessário prestar atenção, porque a crise convulsiva pode durar de alguns segundos a até cinco minutos. É muito importante 
procurar atendimento médico e chamar o resgate rapidamente.
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58 Volume 8
Queimaduras 
Geralmente, são provocadas por acidentes com fogões, ferros de passar, água fervente, panelas ou produtos químicos. 
Por esse motivo, crianças precisam ser sempre supervisionadas por um adulto, não devendo permanecer sozinhas em 
ambientes que ofereçam riscos. A gravidade da queimadura depende da extensão da área atingida, do local no corpo 
onde ocorreu e de sua profundidade.
Sangramento nasal 
Também conhecido como epistaxe ou hemorragia nasal, ocorre principalmente em crianças em virtude de traumas, 
resfriado, rinite alérgica ou exposição ao sol. Entretanto, se os episódios de sangramento forem frequentes, é importante 
procurar atendimento médico para identificar e tratar as causas.
Deve-se colocar a pessoa com a cabeça levemente inclinada para a frente e para baixo, evitando que ela engula o sangue, 
e apertando as narinas contra o septo nasal por cerca de 10 minutos. Nunca se deve colocar a cabeça para trás ou inserir gaze 
ou algodão no nariz para estancar o sangramento. Se não cessar em 10 ou 15 minutos, é preciso encaminhar a pessoa para o 
pronto-socorro mais próximo.
Primeiramente, deve-se esfriar o local da queimadura com água corrente. Após esse procedimento, é importante procurar 
atendimento médico, mantendo o local limpo e protegido, com compressa de gaze ou pano limpo, umedecidos. Não passar, na 
região da queimadura, creme dental, óleos ou pomadas, pois isso pode agravar a lesão e dificultar a ação médica.
1. Ao prestar os primeiros socorros a uma pessoa, reco-
menda-se manter a calma, avaliar a segurança do local 
e fazer uma avaliação primária, da qual faz parte:
( X ) verificar se as vias aéreas estão obstruídas;
( X ) verificar os batimentos cardíacos no pulso ou no 
pescoço;
( ) remover imediatamente a vítima para um local cal-
mo e arejado;
( X ) verificar se a pessoa está consciente, questionan-
do-a sobre como se sente e o ocorrido.
2. Leia o texto e responda à questão.
KUGLER, Henrique. Epilepsia em xeque. Disponível em: <http://
cienciahoje.uol.com.br/noticias/medicina-e-saude/epilepsia-em-
xeque/?searchterm=convulsões>. Acesso em: 25 abr. 2015.
 Quais devem ser os procedimentos adotados para aju-
dar uma pessoa em crise convulsiva?
É importante retirar objetos próximos à vítima e proteger sua 
cabeça, evitando pancadas no chão, mantendo-a deitada de 
barriga para cima com a cabeça voltada para a lateral do corpo 
para que não engasgue com a saliva.
Atividades
A epilepsia decorre de descargas elétricas 
anormais em determinada região do cérebro. 
Pode ser causada por fatores capazes de alterar 
a atividade regular dos neurônios, como gol-
pes na cabeça, infecções cerebrais, abuso de 
drogas ou álcool, entre outros.
Na maioria dos casos, porém, as causas 
que levam ao desenvolvimento da doença são 
desconhecidas. Em geral, pessoas com epilep-
sia podem apresentar convulsões, espasmos 
musculares e perda de consciência. Estima-se 
que a doença atinja cerca de 2% da população 
mundial.
Biologia 59
[...] 
Os amantes da música sabem, por experiência própria, que o prazer de escutar as vibrações mecânicas 
[produzidas pela música] é um dos mais gratificantes que se podem experimentar. Agora, estudo publicado 
na Nature Neuroscience explica tanto o porquê dessa sensação quanto a razão de a música ser apreciada nas 
mais distintas sociedades humanas.
O segredo, segundo o estudo, está no fato de o cérebro se inundar com dopamina, um dos vários 
neurotransmissores que os neurônios usam para enviar sinais químicos uns para os outros. A dopamina 
está ligada àquele prazer que se tem com um bom prato de comida ou com a surpresa de ganhar gran-
des somas de dinheiro.
O experimento mediu, com exames de imagens, os níveis de dopamina em cérebro de voluntários 
em resposta àquele “arrepio” prazeroso causado pela música que, para muitos, vem da alma e eletriza o 
corpo. Essa sensação muda a condução elétrica da pele, os batimentos cardíacos e a taxa de respiração, 
por exemplo. 
[...]
Os pesquisadores mostraram que, quanto maior essa sensação, mais alta é a quantidade do neuro-
transmissor no cérebro. [...] Para os autores, uma forma de ler esses resultadosé que eles explicam por 
que a música é tão apreciada pelas mais diversas culturas.
Biologia em foco
VIEIRA, Cássio Leite. Prazer da música no cérebro. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/02/prazer-da-musica-
no-cerebro>. Acesso em: 15 jul. 2015.
 Após o estudo dos sistemas nervoso, sensorial e endócrino e a leitura do texto, retomando as questões da abertura 
da unidade, discuta com os colegas sobre:
• como as estruturas e os processos fisiológicos do 
corpo humano estão envolvidos nas percepções do 
ambiente que nos cerca;
• de que maneira sensações e sentimentos são inter-
mediados por processos fisiológicos.
13 Sugestão de encaminhamento.
Prazer da música no cérebro 
3. A parada cardiorrespiratória faz com que o sangue da 
vítima não circule pelo corpo, necessitando de atendi-
mento médico o mais rápido possível.
a) Quais são os efeitos da ausência de circulação san-
guínea e da respiração?
Sem a respiração e a circulação sanguínea, a glicose e o 
oxigênio não são transportados até as células. Com isso, 
elas não realizam a respiração celular, o que ocasiona a 
morte celular.
Sugestão de encaminhamento da pesquisa.12
Sugestão de atividade: questões 14 e 15 da seção Hora de 
estudo.
b) Que procedimentos de primeiros socorros podem 
ser realizados nesse caso até a chegada de atendi-
mento médico especializado?
Podem ser realizadas respiração boca a boca e massagem 
cardíaca.
4. Saber como agir em situações de emergência é impor-
tante, porém mais importante ainda é tomar medidas de 
prevenção em relação a acidentes. Pesquise na internet, 
em livros e revistas medidas preventivas que podem ser 
adotadas em casa e na escola e que evitam situações 
de risco, principalmente em relação às crianças.
60 Volume 8
Hora de estudo
14 Gabaritos.A resolução das questões discursivas desta seção deve ser feita no 
caderno.
1. (UFPE) O sistema nervoso e o sistema endócrino trans-
mitem informações elétricas ou químicas para coor-
denar e regular as funções orgânicas, integrando o 
funcionamento do organismo. No que se refere a essa 
ação integradora dos sistemas nervoso e endócrino, 
analise as proposições seguintes.
(0-0) ( F ) As ações do sistema nervoso central e do 
sistema endócrino são coordenadas por uma 
glândula de primeiro nível, conhecida como 
hipófise.
(1-1) ( V ) Os hormônios possuem ação difusa em re-
lação aos neurotransmissores, que atuam de 
forma mais localizada.
(2-2) ( V ) O hipotálamo tem ação integradora dos dois 
sistemas, influenciando tanto as funções 
neurais quanto as funções endócrinas.
(3-3) ( F ) A hipófise secreta hormônios reguladores que 
controlam outras glândulas. O cortisol é um 
exemplo disso. 
(4-4) ( V ) O hormônio ACTH faz parte da cadeia hormo-
nal que atua em situações de estresse.
2. (ESCS – GO) O sistema nervoso e o endócrino con-
trolam o funcionamento orgânico, integrando a função 
de cada um dos diferentes órgãos, de modo que se 
adequem à necessidade do organismo em determina-
do momento. Com relação a esses dois sistemas de 
controle, assinale a opção correta.
a) O contato físico entre dois neurônios garante a pas-
sagem do estímulo de uma célula para outra.
b) O sistema endócrino, devido à ação das células não 
renováveis, induz respostas mais rápidas que o sis-
tema nervoso.
X c) A comunicação hormonal realiza-se por via química; 
somente as células-alvo estão equipadas para rece-
ber o sinal que dado hormônio transmite.
d) O sistema nervoso é originário do folheto embrioná-
rio mesoderma.
3. (UFRN) Receber informações do corpo ou do ambien-
te, interpretar essas informações, emitir sinais para 
órgãos efetuadores e memorizar são funções que se 
tornam possíveis a partir do desenvolvimento do siste-
ma nervoso. Analise a figura [...]. 
 Em um acidente automobilístico, duas pessoas sofre-
ram lesões no sistema nervoso central. A pessoa X 
ficou tetraplégica, e a pessoa Y, apesar de continuar 
andando, parecia não ter equilíbrio. 
a) De acordo com a figura, quais os numerais que cor-
respondem às estruturas que devem ter sido afe-
tadas na pessoa X e na pessoa Y, respectivamente. 
Nomeie essas estruturas afetadas. 
b) Explicite quais funções devem ter sido comprometi-
das, devido à área afetada, na pessoa Y. 
4. (ENEM) Para que todos os órgãos do corpo huma-
no funcionem em boas condições, é necessário que 
a temperatura do corpo fique sempre entre 36 °C e 
37 °C. Para manter-se dentro dessa faixa, em dias de 
muito calor ou durante intensos exercícios físicos, uma 
série de mecanismos fisiológicos é acionada. Pode-se 
citar como o principal responsável pela manutenção da 
temperatura corporal humana o sistema 
a) digestório, pois produz enzimas que atuam na que-
bra de alimentos calóricos. 
b) imunológico, pois suas células agem no sangue, di-
minuindo a condução do calor. 
X c) nervoso, pois promove a sudorese, que permite per-
da de calor por meio da evaporação da água. 
d) reprodutor, pois secreta hormônios que alteram a 
temperatura, principalmente durante a menopausa.
e) endócrino, pois fabrica anticorpos que, por sua vez, 
atuam na variação do diâmetro dos vasos periféricos.
Biologia 61
5. (UPE) Observe a charge a seguir.
Disponível em: <http://cartuminas.blogspot.com.br/2011_01_01_
archive.html>.
 De acordo com as reações apresentadas pelo corpo do 
indivíduo, essas podem ser justificadas
a) pela dilatação da pupila que está associada aos 
efeitos do sistema nervoso autônomo parassimpáti-
co por causa da ação da noradrenalina e do cortisol. 
X b) pelo tremor que expressa uma reação de luta e fuga, 
tanto do sistema nervoso autônomo simpático quan-
to do parassimpático, mediada pela ação do cortisol. 
c) pelo suor frio que está associado à reação de es-
tresse, sendo sua produção e liberação controladas 
pelo sistema nervoso autônomo simpático via ace-
tilcolina, adrenalina e noradrenalina. 
d) pelo aumento dos batimentos cardíacos que revela 
a ativação do sistema nervoso autônomo simpático, 
provocado pela ação da noradrenalina e da adrena-
lina circulante. 
e) por todas as reações, como dilatação da pupila, tre-
mores, sudorese e taquicardia, que são ativadas tan-
to pelo sistema nervoso autônomo simpático quanto 
pelo parassimpático, mediadas pela acetilcolina. 
6. (UDESC) Para montar uma animação sobre o sistema 
nervoso é necessário saber que as informações ner-
vosas são enviadas do cérebro à medula espinal e são 
distribuídas para o corpo pelos nervos periféricos.
 Diante disso: 
a) Quais são os dois nervos constituintes do sistema 
nervoso central? 
b) Qual a função do sistema nervoso central? 
c) Cite dois constituintes do sistema nervoso periférico. 
7. (ENEM) Os acidentes de trânsito, no Brasil, em sua 
maior parte são causados por erro do motorista. Em 
boa parte deles, o motivo é o fato de dirigir após o 
consumo de bebida alcoólica. A ingestão de uma lata 
de cerveja provoca uma concentração de aproximada-
mente 0,3 g/L de álcool no sangue. 
 A tabela abaixo mostra os efeitos sobre o corpo huma-
no provocados por bebidas alcoólicas em função de 
níveis de concentração de álcool no sangue. 
Concentração 
de álcool no 
sangue (g/L)
Efeitos
0,1 - 0,5
Sem influência aparente, ainda que 
com alterações clínicas
0,3 - 1,2
Euforia suave, sociabilidade 
acentuada e queda da atenção
0,9 - 2,5
Excitação, perda de julgamento 
crítico, queda da sensibilidade e das 
reações motoras
1,8 - 3,0
Confusão mental e perda da 
coordenação motora
2,7 - 4,0
Estupor, apatia, vômitos e 
desequilíbrio ao andar
3,5 - 5,0 Coma e morte possível
Revista Pesquisa Fapesp, n.º 57, setembro 2000.
 Uma pessoa que tenha tomado três latas de cerveja 
provavelmente apresenta
X a) queda de atenção, de sensibilidade e das reações 
motoras. 
b) aparente normalidade, mas com alterações clínicas. 
c) confusão mental e falta de coordenação motora. 
d) disfunção digestivae desequilíbrio ao andar. 
e) estupor e risco de parada respiratória. 
8. (UESPI) No Brasil, o Ministério da Saúde classifica as 
drogas com relação aos seus efeitos no Sistema Ner-
voso Central (SNC) em perturbadoras, depressoras e 
estimulantes. Sobre os efeitos do consumo de drogas 
no SNC, considere as definições abaixo e estabeleça a 
correlação correta.
 1) Perturbadoras – alterações sensoriais e de percep-
ção da realidade.
 2) Depressoras – diminuição da atividade do SNC cau-
sando depressão respiratória, sono.
 3) Estimulantes – aumento de atividade do SNC, exci-
tação e aumento dos reflexos.
62 Volume 8
a) Cocaína Depressora
X b) Maconha Perturbadora
c) Anfetamina Depressora
d) LSD Estimulante
e) Álcool Perturbadora
9. Observe a figura. 
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 Ela está se movendo? O globo ocular é um órgão ex-
tremamente especializado que nos possibilita perceber 
os estímulos luminosos. No entanto, nem sempre o que 
achamos que vemos é o que realmente vemos. Isso 
ocorre no caso das ilusões de óptica. 
 Explique a relação entre a captação da imagem no 
globo ocular, as estruturas envolvidas no processo de 
formação da imagem e a transmissão para o cérebro 
na percepção da imagem. 
10. (UFMG) A língua dos seres humanos apresenta papilas 
gustativas, cada uma delas constituídas por, aproxima-
damente, 200 botões gustativos, que são responsáveis 
pelas sensações de doce, salgado, amargo e azedo. 
 Analise estes gráficos, em que está representada a ati-
vidade de dois neurônios em um mesmo botão gustati-
vo, na presença de diferentes substâncias.
a) Com base nos dados apresentados nesses gráfi-
cos, indique se você é a favor ou contra a teoria 
da existência de uma região específica da língua 
responsável pela percepção de determinado sabor 
– doce, salgado, amargo e azedo. 
 A favor X Contra
 Justifique sua resposta. 
b) A sensibilidade a sabores é considerada um fator 
de proteção contra a ingestão de substâncias tó-
xicas, que são comumente azedas ou amargas. A 
partir das informações contidas nos dois gráficos 
[anteriores], justifique essa afirmação. 
11. (UFRN) A orelha humana é o órgão responsável pela 
audição. A orelha capta o som e, por meio de vários 
processos, transforma vibrações sonoras em impulsos 
elétricos e os transmite ao cérebro, onde são decodifi-
cados, para identifi-
car o som captado. 
 Na orelha repro-
duzida ao lado, 
os números 1, 2 
e 3 representam, 
respectivamente,
a) canal auditivo, cóclea e ossículo.
b) tubo auditivo, ossículo e nervo auditivo.
X c) canal auditivo, membrana timpânica e cóclea.
d) tubo auditivo, membrana timpânica e nervo 
auditivo.
Biologia 63
Volume 8
12. (FATEC – SP) Além da fala e da escrita, podemos per-
ceber o ambiente que nos cerca de várias maneiras 
diferentes: vendo, ouvindo, cheirando, apalpando e 
sentindo sabores. Ao processar essas informações, 
nossa mente as interpreta como sinais de perigo, 
sensações agradáveis ou desagradáveis, etc. Depois 
dessas interpretações, respondemos aos estímulos do 
ambiente, interagindo com ele. 
 Considerando que a capacidade de perceber o am-
biente depende de células altamente especializadas, é 
correto afirmar que 
a) os receptores sensoriais humanos responsáveis pe-
los sentidos do olfato e da gustação são classifica-
dos como termorreceptores. 
b) as células fotorreceptoras cones e bastonetes do 
olho humano concentram-se na córnea, onde ocorre 
a formação da imagem. 
c) a percepção do tato é realizada por receptores sen-
soriais de pressão, que se localizam apenas nas pal-
mas das mãos e nas plantas dos pés. 
d) a orelha interna humana inclui três ossículos (mar-
telo, bigorna e estribo), que amplificam as ondas 
sonoras, transmitindo-as para o tímpano. 
X e) a íris é comparável ao diafragma ajustável das 
máquinas fotográficas, pois regula a quantidade 
de luz que entra no olho para garantir uma perfeita 
visão. 
13. (UFSM – RS) Cada povo possui um tipo de culinária, 
um modo de preparar seus alimentos, como se fossem 
sinais culturais transmitidos por meio do paladar, da 
visão e do olfato. Por exemplo, no Brasil, os europeus 
foram os responsáveis pela introdução do sal, do açú-
car e de diferentes especiarias, variando ainda mais 
o doce, o salgado, o azedo e o amargo do cardápio 
brasileiro.
 Sobre esses sabores, é correto afirmar que sua per-
cepção é
 I. captada na língua e direcionada ao cérebro.
 II. transmitida ao cérebro através dos neurônios.
 III. reconhecida na região do sistema nervoso perifé- 
rico.
 IV. uma mistura de sensações do olfato e do paladar.
 Estão corretas
a) apenas I e II.
b) apenas I e IV.
c) apenas II e III.
d) apenas III e IV.
X e) I, II, III e IV.
14. Sobre as noções básicas de primeiros socorros, mar-
que V para as alternativas verdadeiras e F para as fal-
sas.
a) ( F ) A prioridade de atendimento para o Samu ou o 
Siate é a viatura que estiver mais próxima de 
onde se encontra a vítima, e não o tipo de pro-
blema que ela apresenta.
b) ( V ) A posição de decúbito lateral é ideal nos casos 
em que a vítima esteja respirando, com bati-
mento cardíaco, porém inconsciente.
c) ( F ) As manobras de massagem cardíaca em crian-
ças e adultos é realizada da mesma maneira.
d) ( V ) No caso de desmaios, o ideal é elevar as per-
nas da vítima e deixar sua cabeça em um nível 
mais baixo que o do restante do corpo, visando 
à maior oxigenação cerebral.
15. (EMESCAM – ES) A asfixia por comida, quando uma 
massa de alimento penetra pela glote e causa obstru-
ção das vias aéreas, não permitindo que o indivíduo 
respire ou consiga falar, pode causar a morte em 4 a 
5 minutos. O procedimento que deve ser usado para 
tentar expelir o alimento, por elevação do diafragma e 
compressão dos pulmões, para liberar as vias aéreas, 
é conhecido como manobra de 
a) Chvostek. 
b) Moro. 
X c) Heimlich. 
d) Lasegue.
e) Babinski.
64

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