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ATIVIDADE 1: Mulher, 60 anos, peso normal a magra, 8 anos de DM. Em uso de gliclazida MR (3 comprimidos de 30mg) há 10 anos + metformina 850 mg (2x/d) há 5 anos. GJ 240mg/dl e HbA1c 13% (VR até 7). A conduta adotada: insulina humana N 15 UI ao dia. Responda as questões abaixo: 1. Antes do uso de insulina, considerando que os resultados acima se repetem faz algum tempo, que outro esquema poderia ser tentado? Justifique. Discuta os riscos e limitações deste esquema. A paciente poderia ter feito consultas com um nutricionista para readequar sua alimentação, praticar exercício físico e ter feito o uso da metformina com uma maior antecedência. 2. O que representa o MR no nome da medicação? No que isto implica para a prescrição? É um tipo de liberação estendida que permite uma rápida liberação de uma dose ou fração do princípio ativo, seguida de uma liberação gradual da dose restante, por um período de tempo prolongado. 3. Qual o cuidado nutricional com o emprego da metformina. Por causa da possibilidade de náuseas e/ou dor abdominal no início do tratamento, recomenda-se tomar os comprimidos de metformina junto ou logo após a refeição. 4. Qual o importância da HbA1c e da frutosamina? As dosagens da frutosamina e da HbA1c tem um papel primordial no controle glicêmico em pacientes diabéticos, pois ambas conseguem estimas a concentração média da glicose sanguínea referente a semanas ou meses anteriores a realização do exame. 5. Justifique o esquema proposto (inclusive dose e horário) e comente riscos e benefícios. Gliclazida: A dose diária pode variar de 1 a 4 comprimidos ao dia, isto é, de 30 a 120 mg em uma única tomada por via oral no café da manhã. Riscos: O efeito indesejável mais comum é a hipoglicemia. Ela é favorecida pelos seguintes fatores: alimentação inadequada, horários de refeições irregulares, falta de uma das refeições, períodos de jejum ou mudança de dieta; desequilíbrio entre exercício físico e ingestão de carboidratos; Benefícios: Gliclazida reduz os níveis sanguíneos de glicose por estimulação da secreção de insulina pelas células beta das ilhotas de Langerhans. Metformina: Para a metformina de 500mg, a dose terapêutica inicial é de um comprimido duas vezes ao dia (no café da manhã e no jantar), em adultos. Se necessário a dose será aumentada, semanalmente, de um comprimido até chegar ao máximo de cinco comprimidos diários, equivalentes a 2.500 mg de Cloridrato de Metformina (dois no café da manhã, um no almoço e dois no jantar). Para a metformina de 850mg, a dose terapêutica inicial é de um comprimido no café da manhã, em adultos e crianças acima de 10 anos. Conforme a necessidade, a dose será aumentada, a cada duas semanas, de um comprimido, até chegar ao máximo de três comprimidos, equivalentes a 2.550 mg de Cloridrato de Metformina (um no café da manhã, um no almoço e um no jantar). Em crianças acima de 10 anos a dose máxima diária de Cloridrato de Metformina não deve exceder 2.000 mg. Riscos: A metformina não deve ser usada em pacientes com insuficiência renal. Pacientes com doença hepática (fígado) grave também não devem tomar metformina. Benefícios: A metformina ajuda no controle glicêmico do diabetes tipo 2 através de três mecanismos: Reduz a produção de glicose pelo fígado; aumenta a sensibilidade dos tecidos, principalmente dos músculos, à insulina. A metformina não aumenta a produção de insulina, mas sim otimiza a ação daquela já produzida; reduz a absorção de glicose pelo trato gastrointestinal. 6. Poderia utilizar outra insulina? Justifique. Sim, a insulina regular, que possui ação rápida. Após ser aplicada, seu início de ação acontece entre meia e uma hora, e seu efeito máximo se dá entre duas a três horas após a aplicação.