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Ludovic Vitet – 1º Inspetor geral dos
monumentos Históricos ( 1830)
“ Conhecer a história de uma arte, não é
suficiente determinar os diversos períodos por ela
percorridos em um determinado lugar; é
necessário também seguir sua trajetória em todos
os lugares em que foi produzida, indicar as
variedade das formas de que sucessivamente se
revestiu e traçar o quadro comparativo de todas
estas variantes, levando em consideração não só
cada nação, mas cada província de um mesmo
país...”
Ludovic Vitet
Prosper Merimée– 2º Inspetor geral
dos monumentos Históricos ( 1835)
Merimée codificou e normatizou o chamado
“restauro estilístico” e juntamente com Vitet
deram a sustentação para as atividades
práticas e teóricas de Viollet-Le-Duc
PROSPER MERIMÉE
Programa de restauro de
PROSPER MERIMÉE.
* Cada edifício ou cada parte deste deve ser
restaurado no estilo que lhe é próprio, não
só como aparência, mas inclusive como
estrutura. É essencial antes de qualquer
trabalho de reparação, determinar
precisamente a época e o caráter de cada
parte, compor uma espécie de dossiê
apoiado em documentos seguros, seja
através de notas escritas, seja de
levantamentos gráficos.
PROSPER MERIMÉE
Programa de restauro de
PROSPER MERIMÉE.
*O Arquiteto encarregado de um restauro
deve, portanto, conhecer com exatidão, não
só os estilos relativos a cada período da
arte, mas também aqueles pertinentes a
cada escola.
PROSPER MERIMÉE
Viollet le Duc
Influente sobre a idade média;
•“Restauração Estilísticas” – procurando
fazer uma reconstituição do original;
•Todas as partes retiradas de um
monumento deveriam ser substituídas por
equivalentes de melhor material e por
meios mais eficazes;
•Reutilização funcional – torná-las úteis à
sociedade
Viollet le Duc
Viollet le Duc
Viollet le Duc
Viollet le Duc
Viollet le Duc
John Ruskin
•Acreditava que a preservação da
arquitetura do passado permitiria entender
a relação entre os estilos e as técnicas
construtivas;
•“Manter vivo o testemunho cultural do
passado no cotidiano da cidade”;
•A edificação deveria passar pelo tempo
envelhecendo segundo seu destino, com
algumas exceções perante a trabalhos de
intervenção;
•“A ruína é o testemunho da idade”;
•“A reconstrução perderia o que foi criado
por seu 1º autor”.
•Sugere manutenção para não restaurar
John Ruskin
John Ruskin
John Ruskin
John Ruskin
CAMILO BOITO (1836-1914)
Arquiteto, escritor e crítico de arte italiano. Como
arquiteto atuou com projetos e principalmente na
área a restauração de monumentos. Legitimou a
restauração ao estabelece ao estabelecer a
necessidade de evitar a destruição e evitar o
falso histórico. Criador da corrente científica em
restauração.
Camilo Boito
Camilo Boito
•Evitar a destruição e o falso histórico;
•Alerta p/ os perigos da restauração;
•“Fisionomia da obra” – visão genuína, visão
original;
•Adições feitas deveram deixar claro seu
caráter complementar;
•“A restauração é algo distinto e as vezes
oposta a conservação, mas necessária;
•“Restauro filológico” – respeito à
originalidade e a reversibilidade e distinção
das intervenções (materiais);
•Busca fontes primárias (obra original) e o
conj. de sua própria história;
Camilo Boito
Diretrizes de Camillo Boito para o restauro:
Da escultura:
· Restaurações, de modo algum;
· Jogar fora imediatamente, sem remissão, todas aquelas que foram feitas até
agora, recentes ou antigas.
Da a pintura:
Contentar-se com o menos possível.
Dos monumentos arquitetônicos:
· é necessário fazer o impossível para conservar no monumento o seu velho
aspecto artístico e pitoresco;
· é necessário que os completamentos, se indispensáveis, e as adições, se
não podem ser evitadas, demonstrem não ser obras antigas, mas obras de
hoje.
Camilo Boito
Camilo Boito
Camilo Boito
Camilo Boito
Camilo Boito
Cesari Brandi
Cesare Brandi (1906-1988) é um dos
principais nomes do restauro moderno.
Em 1966 escreveu a Teoria da
restauração, obra baseada nas diretrizes
da Carta de Atenas, muitas vezes
classificada como um texto teórico e
pouco prático.
“(...)o restauro deve observar o
restabelecimento da unidade potencial da
obra de arte, sem cometer um falso
artístico ou um falso histórico, e sem
apagar os traços da passagem
da obra no tempo”.
É com Cesari Brandi “ Teoria do restauro”
que funda-se na necessidade de excluir o
empirismo dos processos de restauração
das obras de arte, garantindo, assim, que
aquele imperativo moral de preservar
nossas relíquias para as gerações futuras
seja levado a cabo a contento.
Cesari Brandi
Intervenção
· Rastrear a unidade originária;
· Desenvolver unidade potencial dos fragmentos ("limitando-se a sugestões
implícitas nos fragmentos ou
localizadas em testemunhos autênticos sobre o estado original".)
"...as instâncias histórica e estética devem fixar o limite do que pode ser
reestabelecido... sem que se cometa um falso histórico ou se perpetue uma
ofensa estética.“
Princípios Práticos
· A reintegração deve ser facilmente reconhecível mas sem romper com a
unidade que se pretende
reconstruir (proporcional à distância do observador);
· A matéria é insubstituível apenas quando colabora diretamente na figuração
da imagem;
· Não impossibilitar eventuais intervenções futuras, ao contrário, facilitá-las.
Cesari Brandi
Ato de Restaurar
Respeitar a natureza de complexidade histórica da obra de arte;
Não pode desenvolver-se secretamente, deve permitir ser enfatizada como um
evento histórico verdadeiro.
De Forma Prática
Diferenciação de áreas acrescidas;
Respeito pela pátina;
Se possível, deixar algumas áreas mostrando o estado da obra de arte antes
da restauração.
Cesari Brandi
Acréscimo é Diferente da Reconstrução
ACRÉSCIMO
Pode "completar" a obra, pode funcionar diferente da intenção original;
Não é imitação; é desenvolvimento ou inserção.
RECONSTRUÇÃO
Procura dar forma novamente à obra;
Intervêm no processo criativo de maneira similar ao desenvolvimento original
do processo criativo;
Reduz ao mínimo o intervalo de tempo entre os dois momentos criativos.
A Restauração Preventiva
Pretende evitar a necessidade da restauração efetiva, a qual dificilmente
poderá realizar uma recuperação completa da obra de arte.