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Aula 1
	Para a célula sobreviver ela precisa de nutrientes, que vem da alimentação. Depois da alimentação os nutrientes ficam no meio extracelular, e entram na célula. Existem concentrações diferentes no meio intracelular e extracelular porque existe uma membrana plasmática que separa esses meios. As membranas celulares atuam como barreiras seletivas entre os compartimentos intra e extracelulares. A membrana não é só uma bicamada lipídica, existem proteínas ancoradas na membrana que são responsáveis pelo transporte e sinalização. A sinalização ocorre através de receptores, que vão fazer o processo de transdução. Esse processo é muito importante quando tomamos um medicamento, porque ele age no receptor. 
	A membrana pode exercer várias funções: separação de compartimentos (importante para separação de nutrientes, eletrólitos, regulação de trocas), regulação das trocas com o meio externo: entrada de íons e nutrientes, eliminação de resíduos celulares, comunicação (a célula perceber através de receptores o que está acontecendo em volta dela), suporte da célula, juntamente com o citoesqueleto.
	Se dividirmos em grandes grupos, os gases conseguem passar livremente pela bicamada lipídica, o que facilita o nosso processo de respiração. Moléculas hidrofóbicas passam direto. Moléculas hidrossolúveis pequenas conseguem passar facilmente, mas as maiores não passam. Isso ocorre porque na membrana existem pequenos poros, que permitem que essas pequenas moléculas passem. Moléculas carregadas não conseguem passar pela bicamada, eles passam através de transportes.
	Transportes: 
Transporte passivo: ocorre quando substâncias se movimentam para dentro ou fora da célula, orientadas somente por um gradiente de concentração/elétrico. Não há gasto de energia;
1-Difusão simples pela membrana
2-Difusão facilitada por carregador
	● Difusão simples: É um transporte (fora pra dentro, ou dentro pra fora) onde a molécula pode passar facilmente; não depende de proteína; não há gasto de energia. Sempre passando do meio mais concentrado para o menos concentrado.
	● Difusão facilitada: É um transporte facilitado por proteínas; não há gasto de energia. 
Transporte ativo: ocorre contra um gradiente de concentração/elétrico e é mediado por carreadores, chamados de bombas. A atividade da bomba requer energia (ATP).
	- Primário: acoplado à energia metabólica
	Ex: bomba de sódio e potássio 
	A tendência é o sódio entrar na célula e o potássio sair por canais. O transporte ativo faz o movimento contrário.
	Sempre onde tem bomba ATPase o transporte está ocorrendo contra o gradiente de concentração.
- Secundário: O organismo aproveita o potencial eletroquímico de algumas substâncias para impulsionar a entrada ou a saída de outras.
A bomba de sódio e potássio retira o sódio (3 íons) de dentro da célula e lança o potássio (). Isso vai gerar um gradiente para a entrada de sódio do meio extra para o intracelular por um outro transportador. Esse outro transportador só funciona a favor do gradiente, e para ter esse gradiente a bomba tem que tá funcionando. Se inibir a bomba, não vai diminuir a quantidade de Na dentro da célula e não vai ter gradiente. 
	Esse outro transportador é secundário, pois precisa da bomba para funcionar.
*Na difusão simples, a proteína é um poro. Na facilitada é uma proteína que vai fazer o transporte.
Osmose: 
Etapa 1: tem um tubo que tá sendo dividido por uma membrana semipermeável (permite a passagem dos pontos azuis que são água e não permite a passagem do roxo que é glicose). Do lado direito existe uma quantidade muito grande de glicose (mais concentrado), o lado esquerdo está pouco concentrado. Os dois estão com o mesmo volume.
Etapa 2a: com o passar do tempo o volume do lado direito vai aumentar e o do esquerdo diminuir deixando os dois lados com a mesma concentração. 
Certas moléculas tem capacidade diferente de puxar a água, isso se chama diferenças osmoticamente ativas. Eles são osmoticamente ativos diferentes. O sal é muito mais forte que o açúcar, por exemplo. 
O sentido da osmose é de onde tem mais agua livre pra onde tem menos agua livre. 
Etapa 2b: a pressão que foi exercida para que não ocorresse a osmose= pressão osmótica.
Pressão osmótica é a pressão que deve ser aplicada sobre uma membrana semipermeável para evitar que o solvente a atravesse, ou seja, é a força contrária à osmose. 
Três conceitos diferentes para osmose: 
- A osmose sempre ocorre de onde tem menor pressão osmótica para onde tem maior pressão osmótica;
- A osmose ocorre pelo número de moléculas osmoticamente ativas- a agua passa de onde tem menos moléculas osmoticamente ativas pra onde tem mais;
- Pela diferença de agua livre.
As soluções são classificadas de duas maneiras diferentes: em relação a tonicidade e a osmolaridade. 
Osmolaridade: Concentração de partículas osmoticamente efetiva em uma solução.
Na solução A tem agua e na B soro. Para classificar em relação a osmolaridade é só ver onde tem mais partículas osmoticamente ativas. O lado B tem esse número maior, então ele é uma solução hiperosmótica. No lado A não tem partículas osmoticamente ativas, então comparado ao lado B, o A é uma solução hiposmótica. 
Para fazer essa classificação é necessário comparar. A água em relação ao soro é hipoosmótica porque tem baixa concentração de moléculas osmoticamente ativas em relação ao soro. O soro em relação a agua é hiperosmítico. Isoosmótico é quando é igual. (essa classificação é em relação a osmolaridade)
Tonicidade: Capacidade de uma solução “tracionar” a água.
Aqui nós temos uma solução 1, 2 e 3, que possuem a mesma osmolaridade. A hemácia na solução 1 não se altera, na 2 a hemácia murchou e na 3 inchou. Na solução 1 a osmolaridade da solução e da hemácia são iguais (isoosmótica), e ela é isotônica porque não teve movimento. A solução 2 é hiperosmótica em relação a hemácia; a hemácia perdeu agua; a solução é considerada hipertônica; e a hemácia é considerada hipotônica. A solução 3 é hiposmótica em relação a hemácia; é hipotônica.
De acordo com a comparação dos valores das pressões osmóticas de duas soluções, uma pode ser classificada em relação à outra da seguinte maneira:
Solução hipertônica: quando a sua pressão osmótica é maior que a da outra solução;
Solução hipotônica: quando a sua pressão osmótica é menor que a da outra solução;
Solução isotônica: quando a sua pressão osmótica é igual à da outra solução.
A célula tem receptores e estes receptores são classificados em dois grandes grupos: 
Receptores de membrana:
- Receptor associado a proteína G
- Receptor que é um canal iônico 
- Receptor que é uma enzima
Receptores intracelulares (nucleares, citoplasmáticos...).
Existem moléculas lipossolúveis (hormônios) que atravessam a bicamada. As moléculas sinalizadoras hidrossolúveis não conseguem chegar até o núcleo, então a célula precisa de receptores de membrana. Os receptores de membrana são muito importantes para as moléculas hidrossolúveis. Receptor intracelular não é importante para molécula hidrossolúvel. Receptor intracelular é muito importante pra molécula lipossolúvel.
Aula 2
Potencial de membrana e potencial de ação 
 A eletricidade é um processo natural em nosso organismo e está envolvida na função específica de certas células especiais no cérebro e nos músculos estriados e lisos. Cada padrão de luz, som, calor, dor, cada piscar de olhos, estalar de dedos, cada pensamento traduz-se em uma sequência de pulsos elétricos. 
As células nervosas possuem propriedades similares às outras células em muitos aspectos: elas alimentam-se, respiram, passam por processos de difusão e osmose em suas membranas etc., mas diferem em um aspecto importante: elas processam informação. A habilidade das células nervosas processarem informação depende de propriedades especiais da membrana do neurônio, a qual controla o fluxo de substâncias ao lado interno da célula (íons sódio, cálcio, potássio etc.)
Todas as células vivas do nosso corpo têm, no meio intracelular, uma voltagem menor do que no meio extracelular. Para ficarmais fácil didaticamente, os livros falam que no meio intracelular nossas células tem carga negativa e no meio extracelular tem carga positiva. O certo era dizer que o meio extracelular é zero, mas zero é maior que qualquer número negativo, então para ficar didático o meio intracelular é negativo e o extra é positivo, sempre um em relação ao outro.
Os íons estão espalhados no meio intracelular e no meio extracelular.
Os íons conseguem passar através da membrana pelos dos canais iônicos. Os íons não conseguem passar pela membrana plasmática sozinhos. A membrana vai ser uma barreira, que vai permitir essa diferença de concentrações.
Então esses íons eles conseguem passar por canais, esses canais podem ser poros (canais de repouso) ou transportadores (canais regulados). Os poros vão ser “buracos” na membrana que não se fecham, então a passagem depende do gradiente de concentração. Os transportadores dependem de algum estímulo para abrir. 
Canais de repouso:
 Estão normalmente abertos e sua importância é manter o potencial de membrana no repouso, estes canais também são conhecidos como canais de vazamento.
Canais regulados:
Durante o repouso, os canais regulados estão fechados, eles são controlados por alterações do potencial de membrana, presença de ligante ou estiramento da membrana plasmática.
	Um canal iônico pode ser específico. Por exemplo, esse canal iônico vai ser específico para o potássio:
	
	O canal é uma proteína, que são formadas de aminoácidos, os quais apresentam grupos carboxílicos, alguns são carregados negativamente. Já que esse grupamento carboxílico no interior do canal é carregado negativamente, a carga positiva tem mais facilidade de passar nesse canal, diferente da negativa. 
	Um outro tipo de seleção é o tamanho desse poro, existe poros que são específicos para o tamanho de determinado íon. 
Gradiente químico: Diferença de concentração de determinada substância entre dois meios;
Gradiente elétrico: Diferença de potencial elétrico entre os compartimentos (carga do íon); 
Gradiente eletroquímico: Diferença de potencial eletroquímico entre os compartimentos intra e extracelular;
Aqui nós temos uma célula. O potássio é mais concentrado dentro da célula do que fora. Por gradiente químico ele sai da célula, sempre que ele sai da célula deixa o interior da célula mais negativo, aumentando a diferença gradiente elétrico. A medida que o potássio sai, vai ficando positivo fora e negativo dentro. O potássio é positivo e o interior da célula está cada vez mais negativo, isso dificulta a saída do potássio pela atração das cargas. 
Do lado 1 tem mais potássio que o lado 2. Essa membrana só permite a passagem do potássio. O potássio passa do lado 1 para o lado 2, deixando o lado 1 mais negativo e o 2 mais positivo. O momento que essa solução vai chegar em equilíbrio? 
O gradiente de voltagem (potencial de membrana) no qual esse equilíbrio ocorre é chamado de potencial de equilíbrio. 
	A equação de Nernst acha a voltagem que vai entrar em equilíbrio, mas ela só é importante quando somente um íon é permeável na célula. Quando tem vários íons que são permeáveis na célula usa-se essa outra equação. Ela é basicamente igual a outra, o diferencial é que ela envolve a questão da permeabilidade. O íon que é pouco permeável transita menos que um que é pouco permeável. A equação de Nernst não envolve a permeabilidade. 
	Por que a célula em repouso tem uma voltagem negativa em relação ao meio extracelular?
	- Uma célula em repouso tem uma grande quantidade de canais para potássio, consequentemente tem uma alta condutância ao potássio. Assim, o potássio vai sair deixando o meio interno negativo e o externo positivo. 
	- O sódio é pouco concentrado dentro da célula, e muito fora.
- A célula tem baixa condutância ao sódio
- Presença de Proteína carregadas negativamente no citoplasma.
- Bomba de Na+/K+: Eletrogênica.
Não entra em equilíbrio porque existe a bomba eletrogênica que deixa a célula negativa. Ela tira 3 Na e coloca pra fora, e pega 2 K e coloca dentro (contra o gradiente de concentração). Sempre que ela trabalha ele ajuda a célula a ficar negativa.
	Sempre que tem condutância tem permeabilidade, mas quando tem permeabilidade não quer dizer que tem condutância. Permeabilidade: tem canal. Condutância: o íon passa.
Em toda condutância existe permeabilidade, mas nem toda permeabilidade existe condutância.
Todas as células são negativas dentro, mas possuem diferentes voltagens, isso ocorre porque como são células diferentes possuem quantidades diferentes de canais.
Os neurônios não existem isoladamente: eles também se conectam uns aos outros, formando as chamadas cadeias neuronais, as quais transmitem informações a outros neurônios ou músculos. Por essas cadeias, caminham os impulsos nervosos. Dois tipos de fenômenos estão envolvidos no processamento do impulso nervoso: elétrico e químico. Os eventos elétricos propagam um sinal dentro de um neurônio, e o químico transmite o sinal de um neurônio a outro ou a uma célula muscular. O "engate" ou junção entre um neurônio e outro,é denominado sinapse. 
Um impulso nervoso é a transmissão de uma alteração elétrica ao longo da membrana do neurônio a partir do ponto em que ele foi estimulado. A direção normal do impulso no organismo é do corpo celular para o axônio. Esse impulso nervoso, ou potencial de ação, é uma alteração brusca e rápida da diferença de potencial transmembrana. Normalmente, a membrana do neurônio é polarizada em repouso, sendo que o potencial é negativo (-70 mV). O potencial de ação consiste de uma redução rápida da negatividade da membrana até 0 mV e inversão desse potencial até valores de cerca de +30 mV, seguido de um retorno também rápido até valores um pouco mais negativos que o potencial de repouso de -70mV. 
O mais importante exemplo de transporte ativo presente na membrana das células excitáveis é a Bomba de Sódio e Potássio. Tal bomba transporta, ativa e constantemente, íons sódio de dentro para fora da célula e, ao mesmo tempo, íons potássio em sentido contrário, isto é, de fora para dentro das células. Mas os íons (sódio e potássio) não são transportados com a mesma velocidade: A Bomba de Sódio e Potássio transporta mais rapidamente íons Sódio (de dentro para fora) do que íons Potássio (de fora para dentro). Para cada cerca de três íons sódio transportados (para fora), dois íons potássios são transportados em sentido inverso (para dentro). Isso acaba criando uma diferença de cargas positivas entre o exterior e o interior da célula, pois ambos os íons transportados pela bomba (sódio e potássio) são cátions (com uma valência positiva), e a Bomba de Sódio e Potássio transporta, portanto, mais carga positiva de dentro para fora do que de fora para dentro da célula. 
Cria-se assim um gradiente elétrico na membrana celular: No seu lado externo, acaba formando-se um excesso de cargas positivas, enquanto que no seu lado interno ocorre o contrário, isto é, uma falta de cargas positivas faz com que o líquido intracelular fique com mais cargas negativas do que positivas. 
O gradiente elétrico então formado é conhecido como Potencial de Membrana Celular. Na maioria das células nervosas, tal potencial equivale a algo em torno de 90 mv. 
Potencial de Repouso
No potencial de repouso, ocorre a alternância entre o transporte passivo e ativo de íons. Há a entrada passiva de íons sódio (Na+), que posteriormente são expulsos ativamente, ao mesmo tempo em que íons potássio (K+) entram ativamente. Em seguida, o K+ sai passivamente da célula, tornando o meio externo positivo em relação ao meio interno. Com isso, a célula fica polarizada.
Quando está em repouso, a diferença de potencial (d.d.p.) do neurônio é aproximadamente -75 mV, indicando que o interior da célula está negativo em relação ao meio exterior. O potencial de repouso ocorre quando o potencial de membrana não é alterado por potenciais de ação.
	Quando chega um estímulo e a célula sofre uma perturbação ocorre uma mudança na voltagem:
	Potencial de Ação
O potencial de açãoconsiste em uma variação brusca do potencial de membrana, provocada por um estímulo. Quando uma célula nervosa é excitada por um estímulo que atinja o seu limiar de despolarização (-65mV), um potencial de ação é gerado dentro da lei do tudo ou nada. O potencial de ação é caracterizado por três etapas diferentes: despolarização, repolarização e hiperpolarização. 
Existem células que conseguem mudar drasticamente a sua voltagem: neurônios, células cardíacas, intestino. 
A célula tá lá em repouso e sofre um estímulo, e atinge uma certa voltagem. Quando ela chegar em uma voltagem ocorre o potencial de ação. Para chegar no potencial precisa de uma voltagem especifica, chamada de limiar. Se esse estímulo não conseguir chegar no limiar não ocorre o potencial de ação. 
Quando chega no limiar abre os canais regulados. Como o sódio tá muito concentrado fora e pouco dentro, entra muito sódio, o potencial de membrana (voltagem) vai ficando positivo. Esses canais regulados só se abrem quando atinge o limiar. Isso é a despolarização (2).
Esse limiar é pra abertura tanto para canais de sódio quanto para canais de potássio. A repolarização (3) é a saída do potássio, o potássio tá muito concentrado, os canais de sódio se fecham, e o potássio sai da célula, deixando o meio intracelular cada vez mais negativo. Com o tempo a célula vai chegar no seu repouso (4) de novo. 
Então, teve uma perturbação e atingiu o limiar, vai abrir tanto canais de potássio quando de sódio. Porém, os canais de sódio se abrem muito mais rápido, tendo uma influência maior. Quando os canais de sódio já estiverem quase todos fechados aí que os de potássio vão estar quase todos abertos. Por isso que falam que a despolarização é a entrada de sódio, e a repolarização a saída de potássio. Como os canais de potássio se abrem mais tardiamente, vão fechar mais tardiamente. Por isso a célula fica com uma voltagem menor do que ela em repouso: hiperpolarização. Pelo fato de os canais de potássio fecharem mais tardiamente, a célula vai ficar mais permeável ao íon potássio do que ela em repouso. Essa hiperpolarização não ocorre em todas as células. 
Como a informação caminha por todo o axônio? 
O canal de sódio, para passar do estado fechado para ficar aberto ele precisa atingir um certo limiar. Então esse canal se chama de canal de sódio voltagem dependente. 
O estímulo caminha porque o sódio vai estimular o resto do axônio, vai fazer ele atingir o limiar como se fosse um caminho.
Por que o sinal é unidirecional?
O canal de sódio voltagem dependente pode estar em três formas:
	Tem um estado que ele vai tá aberto (atingiu e limiar e ele se abriu), outro estado que ele vai tá fechado mas quando fecha um estímulo ele se abre. Depois que ele se abriu ele demora um certo tempo para se abrir de novo, ele precisa que a célula se repolarize e de um certo tempo.
Período refratário relativo: quando houver um estímulo, ele vai abrir. Chega um estímulo e o canal abre. 
Período refratário absoluto: há uma comporta de inativação que inativa o canal e mesmo com a chegada de estímulos esse canal não se abrirá e não permitirá a passagem do sódio.
*Resumo: nós temos o estado que o canal vai estar fechado mas pode se abrir (período refratário relativo), vai chegar um estímulo e ele vai se abrir e sódio vai entrar na célula. Depois que se fechou ele vai entrar no período refratário absoluto, aí a célula precisa se repolarizar e precisa de um certo tempo para produzir um outro potencial de ação. 
	Isso explica o porquê do potencial de ação não voltar, pois os canais que se abriram vão entrar no período refratário absoluto. Existem duas regras para que eles voltem a se abrir: repolarização e tempo.
	O neurônio é revestido por bainha de mielina e de ponto em ponto há o nódulo de ranvier e de ponto em ponto o potencial vai ser renovado. O potencial de ação não diminui, é renovado. O nódulo é rico em canais de sódio voltagem dependente.
Por que a atividade elétrica é tão rápida? Por que alguns estímulos são respondidos tão rapidamente? Ex: dedo em prego, retirada rápida. 
	A bainha de mielina facilita a transmissão. Quanto maior o calibre do neurônio, mais rápida a informação será levada. A bainha de mielina diminui a resistência longitudinal, dessa forma a atividade elétrica percorre mais rápido o neurônio.
Aula 3
Transmissão sináptica 
Agora não vamos estudar só um neurônio. A sinapse é uma comunicação entre neurônios. 
A sinapse é dependente do potencial de ação. Vem o potencial de ação, atinge a extremidade terminal do axônio, abre os canais de voltagem dependente, vai ter influxo de íon, liberação de vesícula e comunicação com outro neurônio. O outro neurônio vai produzir um potencial de ação também. 
A sinapse é realizada principalmente pelos neurônios. 
- Mecanismo de comunicação celular
Autócrina (a célula produz e ela mesma reage a molécula sinalizadora)
Parácrina (uma célula produz e a célula vizinha reage a molécula sinalizadora)
Endócrina (uma célula produz e libera a MS na corrente sanguínea para atingir uma célula alvo)
Sináptica (a MS é liberada próxima a célula alvo – sinapse) –existem dois tipos.
Junções comunicantes (ambas as células compartilham de “mesmo citoplasma”. Ex: no tecido muscular cardíaco).
- Tipos de sinapse
Elétrica (1% dos neurônios): precisa de uma proteína muito importante: junções comunicantes. Essa junção comunica os citoplasmas das células, isso ajuda na comunicação da célula. Isso ajuda a compartilhar ao vários nutrientes, íons. Se uma dessas células tem muitos íons, eles podem passar para a outra. Essas junções comunicantes são poros muito pequenos, então o que vai passar vai ser principalmente íons. Essa sinapse é muito importante para o coração funcionar como o sincício (estímulo a uma célula ativa as células adjacentes), fazendo a contração ser ao mesmo tempo.
- precisa de conexina (proteína que comunica as células), pois por ela passará os íons (eletricidade).
- sincício: estímulo aplicado a qualquer célula leva à ativação de células adjacentes
- as células que farão sinapse possuem função comum e coordenada.
Química (99% dos neurônios): ela vai precisar do sinal elétrico (potencial de ação). Na fenda sináptica ocorre a liberação de neurotransmissores. Quando o neurotransmissor é liberado na corrente sanguínea não é sinapse, é um meio de comunicação endócrino. Esse neurotransmissor vai interagir com a célula e pode produzir várias coisas: potencial de ação (se for um outro neurônio ou uma célula excitável) e podem se despolarizar (células não excitáveis).
- o sinal elétrico é convertido em mensagem química
- célula pós-sináptica 
Excitável: potencial de ação
Não excitável: despolarização
O potencial de ação atinge a parte terminal do axônio que é rico em canais de Ca voltagem dependente. A partir do momento que altera a voltagem no meio intracelular, muda a voltagem, entra sódio, esse sódio faz com que ocorra a despolarização pela abertura de canais de sódio voltagem dependente, esse sódio vai fazer com que essa parte do neurônio atinja o limiar e entrar mais sódio. Esse sódio faz com que esse canal de cálcio atinja o limiar dele. Então precisa entrar sódio, a célula precisa se despolarizar aí o canal regulado por voltagem abre, o cálcio entra na célula. 
No terminal do axônio existem várias vesículas já armazenando o neurotransmissor. A entrada de cálcio (aumento do cálcio no meio intracelular) faz com que a vesícula faça a exocitose. Alguns livros dizem que o aumento do cálcio faz com que a membrana da vesícula funda com a membrana da célula, outros livros falam que o cálcio é o sinal para essa vesícula se ligar a uma proteína ancoradora, consequentemente essa proteína vai facilitar essa fusão. Depois disso ocorre a liberação do neurotransmissor na fenda sináptica.
Os neurotransmissores liberados na fenda sinápticas podem ter vários destinos: 
- Se ligar em receptores e produzir um efeito (principal);
- Receptação: O neurotransmissor pode ser reaproveitado para ser utilizado novamente;
- Degradação enzimática: Éum controle, para a resposta não ser muito grande existem enzimas que degradam esses neurotransmissores;
- Difusão: Difusão ao longo da fenda sináptica.
Os neurônios estão sobrepostos, então os neurotransmissores vão se difundir e se ligar com vários outros neurônios. Não é necessariamente de um neurônio para outro. Existem células da glia que dão suporte ao neurônio, e esses neurotransmissores difundidos podem interagir com as células da glia.
- Diferenças quanto ao tipo de sinapse
Elétrica
Requerem continuidade citoplasmática;
Enviam sinais simples de despolarização;
Não são capazes de produzir ações inibitórias ou mudanças duradouras na célula pós sináptica;
Comunicação bidirecional.
Química:
Fenda sináptica: Retardo na transmissão do estímulo;
Podem produzir alterações mais complexas;
Podem produzir ações excitatórias e inibitórias;
Comunicação unidirecional.
Tipos de receptores de neurotransmissores:
- ionotrópicos: são proteínas canais na membrana que se abrem quando estimulados (no caso, quando é estimulado diretamente pelo neurotransmissor). Essa interação caracterizará uma alteração rápida e de duração reduzida no potencial de membrana da célula pós-sináptica. 
- metabotrópicos: a ligação com o neurotransmissor irá ativar a resposta de uma proteína de membrana, a proteína G. Quando ativada essa proteína, sua subunidade alfa de libera das subunidades beta e gama, migrando na membrana para ativar (em uma atividade à base de GTP) a enzima adenilato ciclase, o que culmina com a produção do segundo mensageiro em questão: AMP cíclico (cAMP). O efeito de excitação ou inibição induzido por essa forma de recepção indireta dos neurotransmissores gera um potencial resultante mais lento e de maior duração.
Receptores que alteram a função do canal iônico são chamados de ionotrópicos; receptores que atuam por meio de segundo mensageiro são chamados metabotrópicos.
Os principais neurotransmissores que são liberados no SNC são: acetilcolina (neurotransmissão colinérgica), catecolaminas (epinefrina, noraepinefrina, dopamina). 
O potencial pós-sináptico pode ser excitatório, ocorrendo quando os íons se movimentam em relação à membrana celular de modo a tornar o neurônio mais positivo interiormente. Tipicamente, os canais ativados pelas proteínas receptoras serão catiônicos, ocasionando grande entrada, geralmente, de íons sódio, contra uma pequena saída de íons potássio, com balanço final positivo para o interior celular.
 O potencial pode ser também inibitório, quando o movimento de íons vem tornar a célula mais negativa interiormente. Os canais aniônicos ativados geralmente transportam íons cloreto para dentro do neurônio, causando uma hiperpolarização que impede que a célula atinja o limiar de ação e gere, consequentemente, um potencial de ação.
Quando falamos se foi inibitório ou excitatórios estamos analisando o neurônio pós ganglionar.
Sinapse
A sinapse química é a região em que a informação é transmitida por meio de mediadores químicos chamados NEUROTRANSMISSORES. Eles irão atuar em proteínas receptoras da membrana da célula pós-sináptica (outro neurônio ou um miócito), podendo ter ação excitatória ou inibitória.
No terminal axonal do neurônio pré-sináptico existem vesículas repletas de neurotransmissores (vesículas sinápticas). Quando acontece um potencial de ação na célula, sua membrana é despolarizada, havendo a indução da abertura de canais de cálcio. O Ca2+ se liga a proteínas chamadas "sítios de liberação", que se encontram na superfície interna da membrana pré-sináptica. As proteínas dessa superfície ancoram as vesículas sinápticas, fazendo com que haja a fusão das membranas do neurônio pré-sináptico e da vesícula, resultando na liberação do neurotransmissor na fenda sináptica.
Essas vesículas, soltas na fenda sináptica, passam para o terminal pós-sináptico. A membrana do neurônio pós-sináptico possui um grande número de proteínas receptoras que darão continuidade na propagação do sinal: o transmissor altera a permeabilidade da membrana pós-sináptica a um ou mais íons, o que altera o potencial da membrana pós-sináptica (despolarização ou hiperpolarização) e, assim, a informação é propagada.
Os neurotransmissores não podem ficar na fenda sináptica depois de cumprir sua função. Portanto, existem mecanismos que fazem com que eles retornem para o neurônio pré-sináptico (transporte ativo ou por difusão) ou que sejam destruídos por enzimas específicas. 
Resumo do mecanismo de liberação dos neurotransmissores:
Despolarização da Membrana Pré-Sináptica (Potencial de Ação)
Abertura dos Canais de Ca⁺⁺ (influxo)
Fusão das Vesículas com a Membrana (SNAREs)
Exocitose do Conteúdo Vesicular na Fenda Sináptica;
Interação do Transmissor com seu Receptor Específico (na Célula Pós-Sináptica)
Abertura de Canais Pós-Sinápticos com a Entrada ou Saída de Íons, o que causa um Potencial Pós-Sináptico (Hiper/Despolarização)
Reciclagem da Membrana Vesicular
Remoção dos Neurotransmissores da Fenda Sináptica por: difusão, destruição enzimática ou recaptação (transporte ativo para a terminação pré-Sináptica). 
Aula 5
Sistema nervoso
O sistema nervoso é dividido em central e periférico. O sistema nervoso periférico ainda é dividido em sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático.
O estímulo é percebido por um receptor e chega até o SNC através da via de condução de informação, especificamente a via aferente. A via eferente é responsável por trazer a informação do sistema nervoso central, ou seja, trazer uma resposta à via aferente. 
O sistema nervoso central é responsável pela tradução da percepção, toda essa tradução é através de sinapse. 
Ex: sentir algum objeto cortante – via aferente; retirar a mão da superfície cortante – via eferente.
Receptores: são responsáveis por perceber as alterações do corpo com o ambiente, são exemplos os receptores de visão, audição, propriocepção, entre outros. Eles são responsáveis por detectar o estímulo e passá-los para os neurônios, para que essas informações cheguem até o SNC. Todo estímulo para ser percebido precisa de receptores.
	Quando colocamos uma mão em um objeto quente, retiramos rapidamente (via reflexa). Tem uma via que eu sinto que está quente, ativou um receptor, deflagrou um potencial de ação, leva a informação até o SNC e essa resposta volta (retirar a mão). Aqui nós temos duas vias: a que tá levando o estímulo até o SNC (centro de integração), chamada de aferente; e a via que faz a ação de retirada, chamada de eferente. 
	Nessa via, o receptor está presente na pele, é chamado de termorreceptor. Tem vários tipos de receptores.
	Esses receptores vão fazer uma sinapse até a medula e lá essa informação já tem a via eferente, por isso temos uma resposta tão rápida. Por isso primeiro tiramos a mão para depois ter consciência do que aconteceu.
Funções do Sistema Nervoso Central: 
Regula o ambiente interno;
Emoções;
Controle voluntário dos movimentos;
Perceba seu próprio corpo e os arredores;
Memória;
Pensamento.
O sistema nervoso é dividido em central e periférico. Na aula de hoje vamos focar principalmente no SNC, mas também vamos falar do periférico. Na próxima aula vamos falar sobre o sistema sensorial (via aferente). As vias aferentes mandam informações para o SNC, e ele manda uma resposta pelo SNP. O SNP pode ser dividido em dois grandes sistemas: somático (motor), que vai controlar a musculatura, e sistema nervoso autônomo, que ainda é dividido em simpático e parassimpático. 
Células do SNC
Células da glia: Podem ser dividas em 4 principais
- Astrócitos:
Induzem a formação da barreira hemato-encefálica, fazem a nutrição dos neurônios, a degradação de neurotransmissores e a comunicação com os neurônios.
 
     A barreira hematoencefálica consiste em uma monocamada contínua de células que regula a passagem de solutos entre o sangue e o sistema nervoso central (SNC). Contudo, não é apenas uma barreira física, atuando também no controle homeostático do SNC, através do controle da passagem de peptídeos e proteínas regulatórias, combustíveis metabólicos, precursoresdos neurotransmissores e nutrientes essenciais, sem esquecer de mencionar que suas células também apresentam função enzimática, podendo produzir citocinas, óxido nítrico e fatores tóxicos, quando necessário.
     Essa estrutura costuma ser dividida em duas partes: a barreira vascular (ou endotelial) e a barreira epitelial do plexo coroide (também denominada de barreira do líquido cerebroespinal). 
- Oligodendrócitos: Forma a camada de mielina: originam a Bainha de mielina no axônio do neurônio.
- Micróglia: São células do sistema imune, células fagocitárias que vão ajudar na proteção. Estão presentes na substância branca e cinzenta.
- Células ependimárias: Forram as paredes dos ventrículos cerebrais e canal central da medula espinhal. Ajuda na formação do Líquido cérebro-espinhal. Esse fluido percorre todo o SNC.
O sistema nervoso central é divido em encéfalo e medula. 
Aqui nós temos um neurônio estimulando um corpo celular, para ele estimular precisa de uma sinapse excitatória que vai produzir um potencial de ação. Esse neurônio tem 3 terminações. A primeira célula foi a única que não teve resposta por causa de um neurônio inibitório. O neurônio inibitório inibiu o potencial de ação, e não teve a entrada de cálcio e não teve liberação do neurotransmissor. Isso vai funcionar como um “cabo de guerra”, que vai ganhar quem liberar a maior quantidade de neurotransmissores. 
Existem muitos mecanismos para a inibição, no exemplo foi a inibição do potencial de ação, mas pode ser também pela inibição da entrada de cálcio.
Esse exemplo é o mesmo do cabo de guerra, um neurônio tá estimulando, outro tá inibindo. O que ganhou foi o inibitório porque não teve resposta. Quem tiver o maior número de potencial de ação, o maior número de neurotransmissor vai ganhar. O SNC é assim, tem muitos estimulando, muitos inibindo, é uma competição. Uma hora uma via ganha, outra hora ela perde.
Uma coisa complexa é esse sistema divergente e convergente.
O divergente é um neurônio regulando vários neurônios. O convergente tem vários neurônios controlando um só neurônio. 
Córtex: é uma área importante da consciência e seu estudo, quando se observa as áreas estimuladas, se dá através de ressonância magnética. 
Ex: Sala totalmente escura e se acende as luzes. No momento em que se ligam as luzes, é possível observar que a região dos lábios do sulco calcarino é estimulada. 
Em muitos casos, mais de uma área encefálica é responsável por determinados tipos de resposta. Ex: urinar.
A via reflexa é mais rápida que a via da consciência, ou seja, o ato reflexo se dá mais rapidamente do que a consciência acerca de algum estimulo.
Medula: Os neurônios que estão presentes na medula são considerados a parte mais simples do sistema nervoso central, porque a quantidade de neurônios envolvidos com a medula é pouca. 
Os nervos que chegam até o SNC são responsáveis pela sensibilidade de determinada região do corpo e são chamados de dermátomos. 
Entender o funcionamento por completo do SNC é difícil, visto que um neurônio pode estar controlando milhares de outros neurônios, assim como milhares de neurônios podem estar interferindo no funcionamento de um único. 
O receptor que recebe o estímulo no reflexo patelar está presente no músculo. 
Tronco encefálico 
Funções:
Controle das funções:
Cardiovasculares;
Frequência Cardíaca;
Pressão arterial.
Respiratórias; 
Inspiração;
Inspiração e expiração forçada;
Digestórias;
Centro da deglutição;
Centro do vômito;
Regulações digestivas;
Vias sensoriais ascendentes e descendentes;
Bulbo e Ponte: é uma região que recebe várias vias sensoriais. Dentre elas, a principal função é a cardiorrespiratória, pois atua controlando a frequência da respiração e da circulação sanguínea, visto que o bulbo possui um grupo de neurônios responsáveis pela inervação da musculatura pulmonar (músculos que auxiliam no processo de inspiração e expiração).
Mesencéfalo: é estudado principalmente devido à doença de Parkinson. Os neurônios dessa região secretam um neurotransmissor que vão controlar outros neurônios responsáveis pelos movimentos finos e por este motivo que o principal sintoma da doença de Parkinson é a tremedeira. 
Os sintomas de alguém que sofre com tal doença podem ser minimizados com administração de substancia similar a dopamina, mecanismos que diminuam a degradação enzimática, etc.
A principal subst. que tá sendo liberada é a dopamina, ela tem um efeito no neurônio pós sináptico. Na doença de Parkinson tem pouca dopamina e muita acetilcolina. A acetilcolina é estimulatório, causando um excesso de movimento. 
Tratamento: o principal tratamento seria aumentar a quantidade de agonista de dopamina por meio de medicamentos. Também poderia diminuir a enzima que degrada a dopamina. 
Plasticidade neuronal: Na tentativa de explicar a recuperação de funções após uma injúria cerebral, neurologistas levantam o conceitos de reorganização funcional ou substituição funcional do sistema nervoso central. Neurônios possuem a capacidade de realizar sinapses não existentes. É um rearranjo neural para compensar algum déficit neuronal. 
 Plasticidade neuronal: é um mecanismo realizado pelo SNC, capaz de minimizar os danos, ele atua desenvolvendo novas conexões sinápticas entre os neurônios a partir da experiência e do comportamento do indivíduo. A partir de determinados estímulos, mudanças na organização e na localização dos processos de informação podem ocorrer. 
Ex: ampliação das terminações nervosas de certo neurônio para alguma fenda sináptica onde o neurônio pré-sináptico não esteja funcionando adequadamente.
Obs: Além do mesencéfalo, outras estruturas auxiliam nos movimentos finos como o cerebelo, diencéfalo.
Cerebelo: Vamos falar dele no controle motor. Ele participa do planejamento e execução motora. Possui uma quantidade de neurônios maiores do que os da medula. Contém um número grande de neurônios, no entanto, contém relativamente poucos tipos neuronais, sendo assim, sua circuitaria é bem compreendida.
Manutenção da posição espacial
Coordenação subconsciente da atividade motora (movimento)
Aprendizado de tarefas motoras que exigem habilidade
Álcool: Quem ingere álcool, possui um aumento de neurotransmissores (gaba), inibitório.
Tálamo: região por onde passam quase todas as informações das vias aferentes. Uma parte do SNC que é responsável por direcionar os impulsos (se irão para o córtex – consciente; ou para outra região – inconsciente). 
É o tálamo que torna possível focar no que é importante.
Ex: Quando se está sentado prestando atenção em aula, uma hora não é mais possível sentir que se está sentado, pois a atenção do aluno se volta para o professor.
Hipotálamo: é através desse órgão que ocorre a interação do sistema nervoso com o sistema endócrino, pois nele ocorre a transformação de sinais elétricos em sinais químicos (hormônios).
Percebe aferências diencefálicas quase que em sua totalidade, fazendo com que seja determinado o que produzir de acordo com esses sinais. 
Ex: em caso de desidratação – aumento na produção de ADH.
Além da sua importância entre o SNC e o SE, ele mantém relações com a hipófise (dividida em adenohipófise e neurohipófise).
Hemisférios cerebrais: Consiste:
	- Córtex cerebral: planejamento e consciência de todas as nossas atividades. 
	- Núcleos da Base;
	- Amígdala;
	- Hipocampo.
Aula 6
A somestesia é uma modalidade sensorial que permite às pessoas receberem informações sobre as partes de seus corpos. Essa via sensorial é somente aferente e fornece informações sensoriais principalmente sobre o ambiente externo para o sistema nervoso central.
Basicamente, o sistema sensorial funciona assim: estímulo → percepção → tradução → ação.
O sistema sensorial permite ao organismo adaptar-se continuamente ao ambiente em que vive.
O estímulo, como um corte, vai ser percebido por um receptor, que vai desencadear um potencial de ação no neurônio e faz sinapse na medula (parte branca). Depois disso essa informação vai subir e ser processada. Se for um reflexo, essa informação faz sinapsena substância cinzenta.
Tipos de receptores:
	
	Uma classe bem grande de receptor são os mecanorreceptores, eles fazem a sensibilidade tátil. Ele é ativado quando há uma deformação da membrana da célula (contato físico). O citoesqueleto está e, contato com um canal e faz esse canal abrir, entra íons, desencadeia um potencial de ação. Mas pra isso tudo acontecer precisa de uma deformação na membrana dessa célula, o receptor está nessa membrana. 
Esse mecanorreceptor é um canal iônico que está ancorado na membrana. Quando ocorre a deformação da membrana, esse canal abre através do citoesqueleto, despolariza a célula, produz um potencial que atinge um limiar e produz um potencial de ação.
Um quimiorreceptor vai precisar de uma molécula. Ele pode tá presente no paladar, olfato. Ele precisa de uma molécula pra ativar esse receptor, e esse receptor vai desencadear uma sinalização intracelular, e vai abrir o canal. Esse canal vai permitir a passagem de íons, vai produzir um potencial de ação.
O fotorreceptor é específico para a região do olho. Existem dois principais: cones e bastonetes. Eles vão ser mais sensíveis. 
Quem percebe o estímulo é o neurônio ou o receptor? É o receptor, eles estão nas partes finais do axônio. A partir do momento que esse receptor detecta um estímulo ele vai produzir potencial de ação. Existem vários tipos de neurônios. Dependendo da sensibilidade, a informação pode chegar mais rápida ou mais lenta. 
Em qual desses neurônios a informação chega mais rápido? No grupo 1, porque tem bainha de mielina. Para a informação chegar rápido, precisa ter bainha de mielina e um calibre grande. 
Existem sentidos mais importantes que outros. O sentido da propriocepção chega muito rápido ao SNC. Para temperatura e dor a velocidade é um pouco menor. Isso ocorre por causa da diferença de axônios, o da dor tem menor calibre e bainha de mielina. Isso é importante para a percepção do estímulo, eles precisam ser diferentes para a percepção pelo SNC. A diferença de calibre e bainha de mielina não quer dizer que um é mais importante que outro. As vias são basicamente as mesmas, o SNC percebe a diferença da sensibilidade pela diferença do potencial de ação. As diferenças de conduções são importantes para a tradução da informação. 
Nem sempre vamos perceber os estímulos, esse estimulo vai ser percebido pelo receptor, mas ele precisa atingir o limiar. 
A intensidade do estímulo ajuda. Por exemplo, a medida que vamos encostando mais o prego vai doendo mais, vai aumentando o estímulo. Isso ocorre porque vai recrutar um número maior de receptores, um maior número de potencial de ação vai ocorrer e um maior número de informação vai chegar ao SNC.
Adaptação dos receptores sensoriais:
A adaptação é quando o estímulo é constante e os receptores vão se adaptar a esse estímulo, eles vão perceber menos o estímulo. 
Aqui nós temos vários mecanorreceptores. Existem receptores que se adaptam de uma forma rápida, e tem uns que vão demorar um pouco mais. Na imagem dá pra perceber que o estímulo é sempre na mesma magnitude e no mesmo período de tempo. Perceba que quando o estímulo se inicia, cada receptor vai produzir um potencial de ação. O estímulo continua, e vai ter receptores que vão produzir vários potenciais de ação. Vai ter alguns que vão produzir menos, e tem uns que produzem só no começo e no final. Tem receptores que vão ter uma adaptação lenta, e tem uns que vão ter adaptação rápida. 
Neurônios sensoriais primários ou de primeira ordem:
Quando eu coloco a chave na ponta do meu dedo, vai ter um grupo de receptores que vão perceber mais, mas essa deformação na membrana atinge também as células vizinhas, só que com menos intensidade. O mesmo estímulo vai deflagrar muito potencial de ação naquele local onde está a força maior (onde deformou mais a membrana), e vai deflagrar menos potencial de ação naquele local onde não deformou tanto a membrana (geralmente ao redor).
O neurônio principal, além de fazer sinapse com os neurônios que vão levar a informação até a medula, ele faz sinapse inibitória, consequentemente essa sinapse inibitória não vai deixar liberar neurotransmissores. Por isso nós temos a consciência de onde é o estímulo.
Todos os neurônios que levam a informação até a medula são considerados neurônios primários. 
O campo receptivo é a área que aquela terminação nervosa tá inervando. Por exemplo:
Nesse último nós temos uma terminação nervosa que tá inervando uma área muito grande. Na primeira, nós temos terminações nervosas que inervam área menores. Se colocarmos dois estímulos em um lugar que temos a mesma terminação nervosa, vamos perceber como se fosse só um. As áreas que temos mais sensibilidade (mãos), existem muitas terminações nervosas, o campo receptivo é pequeno.
Origem do sinal aferente:
Todo estímulo vai ser percebido, a informação vai ser levada pelo neurônio. Esses neurônios que vão levar informação até a medula são chamado de primeira ordem. Os neurônios da medula que vão levar a informação para a região encefálica são chamados de segunda ordem. 
Tudo que nós temos consciência é porque chegou no córtex.
Caminho básico de toda via sensorial: receptor percebe – ativação de neurônios primários – essa informação faz sinapse na medula – vai ser levada pro tronco encefálico – vai pro tálamo – córtex. Do tronco encefálico pode fazer pequenos desvios, mas vai pro tálamo. Importante lembrar que o tálamo seleciona as percepções importantes. Por exemplo, nós não estamos percebendo o barulho do ar condicionado, mas não é porque os nossos receptores se adaptaram, é porque o tálamo selecionou as percepções importantes.
Sistemas sensoriais:
Sentidos especiais:
Visão
Audição
Gustação
Olfação
Sentidos somáticos:
Tato
Temperatura
Nocicepção
Propriocepção
Tato:
Os receptores táteis estão em diferentes camadas da pele, dependendo do tipo de receptor. Cada um vai perceber um estimulo diferente (toque, pressão). Todos precisam ter aquela deformação na membrana para ser percebido. Muitas das informações táteis vem da memória, por exemplo ao identificar um objeto.
*são mecanorreceptores 
Nocicepção:
Receptores para dor: nociceptores, encontrados em todo o organismo, exceto no encéfalo e tecido ósseo;
Os nociceptores podem ser divididos em:
Mecanoreceptor;
Termorreceptor;
Quimiorreceptor;
Polimodal;
O receptor para dor vai responder em faixas de intensidade mais altas. Isso significa que eu preciso de um estimulo maior para poder atingir o limiar. O receptor pra dor não tem o limiar em -55, vai ser mais ou menos em -45, então precisa de um estímulo maior. O limiar dos receptores pra dor tá mais longe do potencial de repouso (os táteis e temperatura estão mais próximos). 
Quando temos uma ferida, vai gerar um processo inflamatório e vai liberar algumas substancias pró inflamatórias, essas substancias diminuem o limiar. Por isso um lugar onde não tá ferido, tu bate com uma intensidade x tu não sente dor, mas em um local ferido, essa mesma intensidade x vai doer. Isso é chamado de hiperalgesia primária.
Apesar de outros tipos de receptores responderem a modalidades semelhantes, os nociceptores são especialmente sensíveis a faixas de intensidade mais altas dos estímulos, especialmente aquelas passíveis de causarem lesões teciduais 
O limiar para dor é variável, mas pode estar diminuído em algumas situações como processos inflamatórios (hiperalgesia primária)
A hiperalgesia secundária ocorre quando há sensibilização de neurônios no SNC, que podem apresentar limiar mais baixo.
A percepção da dor não é sinônimo de ativação dos nociceptores. Fatores como estresse, medo e outros estados emocionais intensos podem desencadear dor na ausência de atividade nociceptiva;
Envolvimento do sistema límbico e hipotálamo: dor emocional (sofrimento) e várias reações neurovegetativas (autonômicas) como náusea, vômito e sudorese.
O ponto de início para se entender o fenômeno do membro fantasma, doloroso ou não, pode ser o fato da amputação do membro causar um desregulação da rede normal de aferentes nervosos eda transmissão noniceptiva. O “input” normal é substituído por outro ainda desconhecido, mas certamente diferente, que irá fornecer à medula espinal e ao encéfalo (nomeadamente ao córtex somatossensitivo) a informação necessária para criar o fantasma.
Farmacologia: Por que os anti inflamatórios vai ajudar na dor? É aquela hiperalgesia primaria, esse remédio vai diminuir as substancias pró inflamatórias que vão atuar menos nos neurônios e não vão diminuir tanto o limiar.
Os anestésicos locais são inibidores dos canais de sódio voltagem dependendo, impedindo o potencial de ação.
Toda vez que temos dor de cabeça, é quando ocorre o aumento da pressão intracraniana. Essa pressão aumenta porque os vasos sanguíneos fazem vasoconstrição, fazendo com que chegue menos sangue pro cérebro. Quando não tomamos café, ou quando o estresse passa, corre a vasodilatação, chegando mais sangue ao cérebro, aumentando a pressão, gerando a dor. 
A cafeína é uma substancia vasoconstritora.
A informação da luz, em neurônios terciários, vai percorrer o mesmo trajeto da informação da dor. A audição também.
Quando temos estímulos dolorosos, essa informação é levada por neurônios primários. O estímulo tátil (carinho), vai levar essa informação também, mas ele faz uma sinapse inibitória no estimulo da dor, causado a redução da dor (se a dor não for muito grande). Lembrando que são neurônios primários da dor e táteis.
Aula 7
Essa aula ainda é sobre sistema nervoso sensorial. Já falamos do tato e da Nocicepção.
Sentidos especiais:
Visão
Audição
Gustação
Olfação
Sentidos somáticos:
Tato
Temperatura
Nocicepção
Propriocepção
Temperatura
	
	A transferência de calor pode acontecer de 3 modos: 
- Condução
- Convecção
- Irradiação 
Mas como percebemos essa transferência de calor? Nós percebemos porque temos receptores. 
Periféricos:
Superfície corpórea
Detectam variações da temperatura no ambiente.
TRPV1 (sensível ao calor; 30-45 oC).
TRPM8 (Sensível ao frio; 10-40 oC)
Central:
Hipotálamo
Detectam variações da temperatura no sangue.
Os receptores periféricos percebem as sensações da periferia. Temos dois tipos (não precisa decorar o nome), um é mais sensível ao calor do que o outro o outro ao frio. O receptor central está presente na região encefálica (no núcleo supra óptico no hipotálamo). A importância desse receptor central é que ele detecta variações de temperatura no sangue. 
Qual a importância do periférico e do central? Se eu diminuir muito a temperatura do ar quem é ativado primeiro? Qual a importância de ter um receptor na pele e um no SNC? Se um detectar a temperatura do ambiente ele projete a sanguínea? Quem é ativado na sensação de frio?
R: Um detecta a temperatura do ambiente o outro a temperatura do sangue. O periférico é ativado primeiro quando está frio, e isso é importante porque a temperatura sanguínea tem que ter normal. Primeiro o periférico tenta controlar o frio. Quando a temperatura sanguínea cai, vamos ativar o central. O mais potente é o central, ele faz a gente tremer bem mais que o periférico. Então nós temos uma proteção primaria, se ele não conseguir proteger, o sangue vai alterar a sua temperatura (pra mais ou pra menos), aí o central vai atuar.
Então nós temos dois receptores, periféricos e centrais, eles vão conversar com o hipotálamo e com o córtex. O córtex é responsável pelo nosso comportamento quando tá frio ou quente, pela nossa consciência de se proteger do calor ou do frio. Nós temos duas via importantes, uma que vai enviar pro córtex e outra pro hipotálamo. O córtex vai ser a via comportamental, e o hipotálamo que á não comportamental. 
Por que quando a gente come pimenta temos a sensação de que ela é quente?
Ela tem uma substancia chamada de capsaicina, que se liga em um termorreceptor sensível ao calor. Quando comemos a pimentas, na nossa língua temos termorreceptores sensíveis ao frio e ao calor, e essa substancias se ligam nesse termorreceptor.
Gustação
Gustação: os receptores são células sensíveis a íons e moléculas presentes principalmente mas não exclusivamente nos alimentos ingeridos.
A definição que a língua possui partes especificas que percebem sensações já é ultrapassada. Agora já sabemos que os receptores estão distribuídos em toda a língua.
A nossa língua tem vários sulcos, nossos receptores estão presentes nessas papilas gustatórias. Cada tipo de receptor vai ter um mecanismo diferente para determinar cada tipo de sabor. 
Receptores sensíveis ao sal: são ativados principalmente pelo sódio, esse sódio vai entrar na célula promovendo a despolarização da célula, entra cálcio, ocorre a liberação de neurotransmissores, que vai ativar o neurônio e enviar a informação.
Receptores sensíveis ao azedo: o azedo tá relacionado com o íon H+, não se sabe como ele despolariza a célula, apesar de ele ser um íon positivo, o excesso dele na célula faz aumentar a acidez, perturbando o equilíbrio da célula. Não é direta a entrada desse íon e a abertura dos canais de cálcio, mas o cálcio entra, vai fundir as vesículas, liberação no neurotransmissor, ativação do neurônio que vai levar o sinal.
Receptores sensíveis ao doce, amargo e umami: Esses três tem o mesmo caminho, entra cálcio, funde as vesículas, ocorre a quebra de ATP, mas não sabemos muito sobre essa via. Esses três sabores não são induzidos por um tipo único de agentes químicos.
A partir disso, esses neurônios vão fazer sinapse no bulbo, dele vai pro tálamo, depois por córtex e depois vamos ter a sensação. A via sempre é a mesma, só a percepção do sinal que é diferente. 
Os ligantes ativam a célula gustatória;
Vias intracelulares são ativadas;
Os sinais de cálcio no citoplasma estimulam a formação e liberação de ATP/neurotransmissor;
O neurônio sensorial primário dispara e potenciais de ação são transmitidos ao encéfalo.
Olfato
Nós temos receptores na nossa cavidade nasal, cada receptor vai ter uma percepção diferente. São moléculas voláteis que nós vamos captar pela respiração e essas moléculas vão se ligar no receptor. Se nós gostamos ou não se um cheiro, isso vem na memória. 
A superfície do epitélio olfatório é composta por terminações das células receptoras, de cada botão emergem cílios móveis;
Cada receptor é sensível a várias substâncias odorantes;
A ativação do receptor acoplado à proteína G leva ao aumento do AMPc, despolarizando a célula.
Então nós temos várias moléculas voláteis quem entram na cavidade nasal, essas moléculas vão estar ativando vários receptores (não são classificados em bons ou ruins, isso vem da memória). Todas essas informações vão ser enviadas pro tronco encefálico, tálamo, córtex.
Quando estamos gripados perdemos um pouco do gosto da comida porque o muco fica na cavidade nasal, impedindo as moléculas voláteis de chegar no receptor. Nós estamos acostumados a sentir o gosto pelas duas vias: gustação e olfato.
Audição
Vem um som que vai pegar na membrana timpânica que vai fazer uma vibração. Vai ocorrer a vibração dos ossículos também. Na cóclea estão os receptores da audição, ocorre a transformação da vibração dos ossículos com a vibração do fluido que tem na cóclea. A cóclea tem um liquido e a medida que vibra os ossículos vai vibrar os fluidos. Os receptores são os cílios das células ciliadas. A medida que o fluido vibra, vai mexer os cílios. A medida que os cílios se mexem, temos a despolarização da célula, entrada de cálcio, fusão das vesículas, liberação do neurotransmissor e ativação do neurônio. Vai enviar a informação pro tronco encefálico e no córtex vamos ter a percepção do som.
Como sabemos se uma voz é aguda ou grossa? Isso está relacionado as ondas. 
Um deslocamento do cinocílio promove uma despolarização da célula, abrem-se canais de cálcio e ocorre a liberação de neurotransmissor para a fenda sináptica e sinalização ao terminal aferente.
A exposição repetitiva a sons altos pode levar a danos irreversíveis às células ciliadas.
Propriocepção
Equilíbrio:
-Dinâmico: nosso movimento no espaço; 
-Estático: posição da cabeça
Proprioceptores:
Orelha interna: mudanças na aceleraçãorotacional, vertical, horizontal e posicionamento
Articulações e músculos.
Informação visual
Visão
Uma das maquinarias mais sofisticadas, ela é uma percepção das luzes;
A luz entra no olho e é focalizada na retina pelo cristalino;
Os fotorreceptores presentes na retina traduzem a energia luminosa em sinal elétrico
As vias neurais da retina até o encéfalo processam os sinais elétricos em imagens visuais.
Nosso olho enxerga ao contrário, porque a córnea tem um aspecto ovalado. A fóvea é onde tem maior presença de fotorreceptores, eles que vão ter a capacidade de transdução de uma onda em potencial de ação. Nós temos dois tipos de receptores: cones e bastonetes. 
Cones: importantes para a visão diurna, importante para cores e detalhes. Possui três tipos de comprimento de onda: longo (vermelho), médio (verde) e curto (azul)
Bastonetes: importantes para a visão noturna, não muito importantes para cores e detalhes.
Aula 8
Fisiologia do sistema nervoso autônomo 
O sistema nervoso periférico pode ser dividido em dois: sistema nervoso somático (principalmente movimentos voluntários e involuntários) e o sistema nervoso autônomo, que é involuntário (frequência cardíaca, respiração, secreções). A maioria dos livros divide o sistema nervoso autônomo e parassimpático e simpático, vai ter uns livros que incluem o sistema nervoso entérico. Na minha visão o entérico não tá envolvido no SN autônomo. O foco da aula é o parassimpático e o simpático.
O SNP Autônomo é um sistema periférico - o neurônio está no SNC, o corpo celular está no SNC e os axônios estão na periferia. Já o SNC é a comunicação dos neurônios centrais, sem saída para periferia.
Pra ser considerado SN periférico, o corpo celular do neurônio que vai enviar a informação tem que tá no SNC, mas a sua terminação vai em direção a periferia. SNC é quando um neurônio faz sinapse com outro neurônio no sistema nervoso. Os que vão em direção a periferia é SNP.
A diferença entre SN somático é que um neurônio tem um prolongamento direto pra víscera, enquanto o autônomo são compostos por dois neurônios.
Ambos os sistemas a inervação é constituída por meio de uma via de dois neurônios. Os neurônios efetores finais situam-se em gânglios, sendo denominado neurônio ganglionar. Os neurônios ganglionares originam fibras pós ganglionares que estabelecem sinapses com os órgãos alvos. Os neurônios pós ganglionares são ativados por conexões direta de neurônios que originam-se no SNC, denominado pré-ganglionar.
1) Comunicação neurônio-neurônio: neurônio com corpo celular no SNC (pré-sináptico) se comunica com outro neurônio (neurônio pós-sináptico) 
2) Comunicação neurônio-órgão: neurônio 2º 
- SOMÁTICO: 1 único neurônio inervando diretamente o órgão.
- AUTÖNOMO: 2 neurônios, um saindo do SNC que se comunica com o outro que tem o corpo celular na periferia e vai atingir o órgão. (Exceção – neurônio inervando diretamente o órgão).
Explicação cálcio, fenda sináptica, neurotransmissor, receptor.
Diferenças anatômicas:
	Simpático
	Parassimpático
	Corpo Celular nos segmentos tóracolombar
	Corpo Celular nos segmentos crânio-sacral.
	Neurônio pré-Ganglionar é menor e pós-Ganglionar é maior
	Neurônio Pré-Ganglionar é maior e neurônio Pós-Ganglionar é menor
	Disposição dos gânglios: são unidos, formando uma Cadeia Paravertebral, estão distantes do tecido alvo. Exceção: Inervação simpática da glândula adrenal/suprarrenal – A glândula suprarrenal é dividida em 2 partes (córtex e medula), o simpático inerva parte medular dessa glândula. O neurônio que sai do seg. toracolombar inerva diretamente a glândula, faz sinapse estimulatória (liberação de catecolaminas diretamente na corrente sanguínea). 
	Disposição dos gânglios: são separados e por isso estão próximos ao tecido alvo.
A inervação da glândula adrenal (parte da medula) constitui uma exceção importante do SNS. Elas são inervadas diretamente pelas fibras pré-ganglionares. Com estimulação da medula adrenal, ocorre a liberação de epinefrina e norepinefrina que são liberados diretamente na corrente sanguínea. Esse mecanismo contribui para a ativação em massa da descarga simpática. Nessa exceção não tem dois neurônios, é um neurônio só indo direto pra medula da glândula adrenal. 
Diferenças neuroquímicas
Sempre no gânglio (seja simpático ou parassimpático) a comunicação do neurônio pré com o pós ganglionar sempre é liberada acetilcolina (principal neurotransmissor que comunica o pré com o pós). Essa acetilcolina se liga em um receptor chamado de nicotínico. Então, em toda comunicação, entre o neurônio pré-sináptico e pós-sináptico, sempre há liberação de acetilcolina, que sempre se liga a receptores nicotínicos. 
O que vai diferenciar o que é simpático do parassimpático? Além da origem (toracolombar ou crânio-sacral), o simpático a maioria das vezes libera as camadas catecolaminas (epinefrina, noraepinefrina e dopamina). Essas catecolaminas podem se ligar em duas classes de receptores, que são os alfas e betas, se subdividem em alta 1 e 2, beta 1 e 2. 
Na fenda sináptica, o neurotransmissor se liga no receptor, os receptores das catecolaminas são os alta e beta. Esse neurotransmissor pode ser também metabolizado por uma enzima. Esse neurotransmissor também pode sofrer receptação e ser aproveitado.
No simpático, pode ocorrer também do próprio neurotransmissor regular sua liberação. 
Ele vai regular a sua liberação por meio do fechamento do canal de cálcio. Se o cálcio não entra não vai ter fusão das vesículas. Esses esquema mostra a noraepinefrina controlando sua própria liberação. Isso é a retroalimentação negativa. Isso só acontece no simpático.
Aqui nós temos uma cascata de sinalização intracelular de como o canal de cálcio vai ser fechado:
Primeiro a noraepinefrina vai se ligar. Os receptores da noraepinefrina são receptores acoplados a proteínas G (existem receptores que são canais iônicos, enzimas e acoplados a proteínas G-primeira aula). Essa proteína G tem 3 subunidades: alfa, beta e gama. Existem vários tipos de proteínas G: as Gs (de estimulatoria), Gi (de inibitória) e Gq. Cada tipo vai promover uma sinalização diferente. Como vai inibir o canal de cálcio? A noraepinefrina se liba no receptor acoplado a proteína G, a subunidade alfa se desprende e vai até a enzima adenilato ciclase. Essa enzima é importante pra quebrar o ATP e transformar em AMPcíclico (considerado segundo mensageiro- a noraepinefrina é o primeiro). O segundo mensageiro é pra potencializar essa resposta dentro da célula. Só que essa Gi inibe a produção de AMPcíclico, e ele é importante pra fosforilar canais de cálcio, deixar eles abertos. Se eu inibo ele, consequentemente os canais de cálcio ficarão fechados.
Se fosse uma sinalização pra deixar os canais de cálcio abertos: uma substancia se liga em um receptor acoplado a proteína G (no caso é Gs), a subunidade alfa se desprende, vai ativar a adenilato ciclase, que vai quebrar o ATP em AMPcíclico, que vai ativar a proteína quinase, vai fosforilar proteínas que serão importantes na resposta (no nosso exemplo seria os canais de cálcio).
O que vai dar a especificidade da resposta? O tipo de receptor. Pode ser a mesma molécula que pode ter efeitos diferentes dependendo do receptor.
O receptor pode também estar acoplado a uma proteína Gq: a molécula se liga a um receptor acoplado a proteína Gq, essa subunidade alfa se desprende, vai se ligar com a fosfolipase C, que vai quebrar o fasfatidilinositol e fosfato em inositol 3 fosfato + diacil glicerol. Cada um tem uma importância: o diacil glicerol vai ativar a proteína quinase C que vai fosforilar proteínas que serão importantes pra resposta. O inositol 3 fosfato é importante porque ele vai no reticulo endoplasmático aumentar a liberação de cálcio, e cálcio vai a fosforilação de proteínas que serão importantes para a resposta. Os segundo mensageiros aqui são o fasfatidilinositol e o cálcio.
Na proteína Gs o segundo mensageiro é o AMP cíclico, na Gi não tem segundo mensageiro.
Cascata intracelular para gerar um efeito/umaresposta
Receptor α1: É um receptor metabotrópico, proteína ancorada na membrana.
Contato extracelular: sitio de ligação para o neurotransmissor;
Contato intracelular: o receptor é acoplado com uma estrutura chamada Proteína G - possui 3 subunidades (α, β e γ);
Quando o neurotransmissor se liga no Receptor α1, a subunidade α se desprenda do Complexo βγ.
A subunidade α ativa a enzima Fosfolipase C que cliva o PiP2 (difosfato 4,5 fosfoInositol) em IP3 (Trifosfato 1, 4, 5 inositol) e o Diacilglicerol.
Promoção do efeito:
Diacilglicerol ativa uma proteína cinase C (fosforilação da proteína).
O IP3 pode se ligar nos canais especiais de Ca2+ na membrana do retículo endoplasmático e liberar esse íon;
Ex: O simpático aumenta a frequência cardíaca, o coração bate mais rápido (pela ação da proteína G) e mais forte (pelo aumento de cálcio).
 Receptor α2 (Efeito inibitório) receptor metabotrópico - ancorado na membrana
Contato extracelular: sitio de ligação para o neurotransmissor;
Contato intracelular: o receptor é acoplado com uma estrutura chamada Proteína G - possui 3 subunidades (α, β e γ),
Quando o neurotransmissor se liga no Receptor α2 faz com que a subunidade α se desprenda do Complexo βγ;
A subunidade α ativa a Adenilato-ciclase cliva o ATP em AMP-cíclico - O AMP-cíclico é considerado um 2º mensageiro (1º mensageiro – neurotransmissor), que amplifica a resposta intracelular 
 O AMP-cíclico inibe uma Proteína-Cinase que fosforila a proteína e gera a resposta.
Ex: fosforilação da proteína para controlar a abertura de cálcio naqueles neurotransmissores que regulam sua própria liberação.
Receptor β (Efeito estimulatório) 
Contato extracelular: sitio de ligação para o neurotransmissor;
Contato intracelular: o receptor é acoplado com uma estrutura chamada Proteína G - possui 3 subunidades (α, β e γ),
Quando o neurotransmissor se liga no Receptor α2 faz com que a subunidade α se desprenda do Complexo βγ;
A subunidade α ativa a Adenilato-ciclase cliva o ATP em AMP-cíclico - O AMP-cíclico é considerado um 2º mensageiro (1º mensageiro – neurotransmissor), que amplifica a resposta intracelular 
O AMP-cíclico ativa uma Proteína-Cinase que fosforila a proteína e gera a resposta.
A alfa 2 é sempre inibitória porque ela tá acoplada a proteína Gi, a alfa 1 é estimulatória porque ela tá acoplada a proteína Gs.
Resumo: Para comunicar o neurônio pré sináptico com o pós é liberada acetilcolina que se liga no receptor nicotínico. Vou falar sobre o parassimpático ainda, mas no simpático, o pós ganglionar com o tecidual vai ser liberada as catecolaminas, essas se ligam nos receptores alfa ou beta. Aquela sinalização intracelular é pra produzir os efeitos (ainda vamos falar sobre a parte funcional- resposta). O interessante é que quando o simpático é ativado, não é ativada somente essa via, as catecolaminas estão sendo liberadas na fenda sináptica, mas também é ativada uma via que libera elas no sangue. Quando ativa o simpático, tem a via clássica e essa via que é no sangue, essas catecolaminas circulantes no sangue potencializam muito a resposta. Liberando as catecolaminas na corrente sanguínea o efeito vai ser mais forte e prolongado. 
Simpático
Resposta intensa, pois ativa os neurônios (liberação de neurotransmissores na fenda sináptica Neurônio - Tecido) e atua na circulação sanguínea.
Ex: o estresse é um estimulo para o simpático – liberando Catecolaminas (vasoconstritoras) na fenda sináptica e na corrente sanguínea. O vaso sanguíneo que está sendo inervado pelo SNsimpatico está sofrendo vasoconstrição e também se contrai porque as catecolaminas estão na corrente sanguínea.
Parassimpático
Resposta não tão intensa, pois ativa só os neurônios (liberação de neurotransmissores na fenda sináptica - Neurônio -Tecido).
O parassimpático é bem simples: o pré com o pós é igual o simpático, que é a acetilcolina que se liga em receptores nicotínicos. O neurônio pós ganglionar com a célula alvo é também a acetilcolina (no simpático são as catecolaminas) que se ligam em receptores muscarínicos (tem 5 classes mas não precisa saber). 
Os receptores muscarínicos 2 e 4 são acoplados a proteínas Gi, que vai inibir o AMP cíclico. O muscarínicos 1, 3 e 5 são acoplados a proteínas Gq, que vão liberar segundos mensageiros IP3 e cálcio.
Os receptores nicotínicos não são acoplados a proteínas G, são canais iônicos. A acetilcolina se liga e o canal se abre, a acetilcolina sai e o canal se fecha.
Diferenças funcionais 
Obs.: Nem sempre são ações contrárias – ex: inervação do órgão sexual masculino (sinérgicos). 
Em relação ao Potencial de Ação: 
Simpático (situação de estresse - luta e fuga)
Potencial de Ação: Controla células excitáveis e contráteis
Aumenta a frequência cardíaca e a força cardíaca - receptor B
Parassimpático (situação de repouso)
Potencial de Ação: Controla somente as células excitáveis
Diminui a frequência cardíaca – Receptor muscarínicos
No simpático é liberada as catecolaminas na corrente sanguínea pra ativar um monte de vísceras de uma vez. Os gânglios estão conectados porque quando ativa um, ativa praticamente todos os gânglios para ter uma resposta grande. Por isso o simpático tem todas essas ferramentas para potencializar as respostas. O que vai regular essa resposta? Aquele receptor alfa 2, pra essa resposta não ser exagerada demais esse receptor vai tentar minimizar um pouco, com a auto regulação. 
O parassimpático está envolvido quando nós estamos em um processo normal, em homeostase. Ele é sempre quando estamos em situação de repouso.
	Nessa tabela, foquem em respiração, circulação e digestão.
Sistema nervoso autônomo entérico: controla todo o intestino.
Definição de autônomo: Possui contexto amplo: Independência, livre, capaz de administrar a si mesmo, sem interferência externa.
Apesar de descrever o SNO, SNS e SNE com SNA, não é bem verdade essa afirmação, pois o termo autônomo tem um contexto amplo. Sistema nervoso neurovegetativo; que está relacionada ao controle da vida vegetativa, ou seja, controla funções como a respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e digestão.
Aula 9
Sobre o sistema nervoso sensorial eu não falei quase nada do que tá no livro, só o essencial. Toda via sensorial tem a parte da transdução do sinal, isso é o mais importante. Saber como o sinal é traduzido é o mais importante, saber o que é tato, dor, paladar. Esse sinal vai até a medula, onde tem vários tratos que são importantes. Em azul são os tratos ascendentes, que vão levar a informação periférica. Da medula vai pro SNC, onde tem vários núcleos que vão receber essas informações sensoriais. O sistema sensorial é importante pra levar a informação do que tá acontecendo. Depois eu vou planejar o meu movimento. Toda nossa contração, seja ela a mais simples possível, requer planejamento. Então nós temos uma via sensorial e temos áreas importantes (vamos destacar quatro) pra esse processamento dessa informação. Depois que processar tem a execução, o sinal pra executar a função. Agora vamos estudar a organização da função motora.
 
Organização da função motora
As principais áreas que serão importantes para o planejamento e execução: 
- Cerebelo
- Gânglios da base	
- Córtex
- Mesencéfalo 
Tanto o tronco encefálico como o tálamo são importantes vias onde a condução sensorial vai trafegar, mas ainda não foram destacadas importâncias no movimento motor em si. 
A seta amarela é a informação sensorial e a azul é pra informação motora. Aqui nesse esquema a informação sensorial do tronco encefálico vai direto pro cerebelo, mas ela pode ir pro córtex. 
Pra existir o planejamento motor, primeiro essas áreas precisam receber informação, essa informação vem principalmente do sistema sensorial. Existem livros que vão diferenciar planejamento de tática, mas a grande maioria considera como se fosse só planejamento. As principais áreas que vão estar conversando para planejar o movimento vai ser o cerebelo, córtex motor, gânglios da bases- na parte do mesencéfalo. A área que vai dar o comando é somente o córtex motor,depois disso vai pro tronco encefálico, medula e vai ter a contração em si. 
Cada parte do córtex motor tem uma função. A parte do córtex pré-motor, tem a função de precisão de que você quer executar o movimento. O córtex motor primário é aquele que vai ser a via final da decisão que vai ser executado o movimento. O córtex parietal posterior vai ser importante pra nossa noção espacial. Lembrando que essas áreas do córtex vão estar conversando entre si, trocando sinapses entre si. O córtex sensorial sempre está trocando informação com o motor pra existir a parte do planejamento.
O cerebelo pode ser dividido em algumas partes, por exemplo, a parte mais interna do cerebelo tá relacionada com a parte de execução do movimento. A parte mais externa no cerebelo tá mais envolvida com o planejamento do movimento. 
Em alguns livros vocês vão ver que existem as vias diretas e as indiretas. A via indireta é que quando o córtex vai planejar o movimento, há uma troca de sinapse entre o córtex, núcleos da base, mesencéfalo. Esses componentes ficam conversando pra planejar o movimento. A via direta é o córtex dando a informação de execução do movimento pra outros núcleos. Quando o córtex dá o comando pra promover o movimento, vai até a medula e ocorre a contração muscular.
Resumo: 
Tudo começa pelo azul pontilhado, que é a via sensorial. A via sensorial pode trafegar pela medula, tronco encefálico e córtex. Nós temos consciência dessa via lá no córtex sensorial. Como já foi dito o córtex sensorial conversa com o córtex motor. Tanto o córtex motor como o cerebelo são importantes para o planejamento motor, eles podem conversar entre si, ou eles podem conversar com outras áreas (núcleos da base, tálamo, parte do mesencéfalo), isso é importante para o planejamento do movimento – via indireta. Existe também a via direta, onde o córtex recebe a informação e já dá a informação pra execução do movimento.
Um indivíduo de 20 anos e um de 2 anos, quem tem mais via indireta e mais direta e quem tem mais via indireta? O adulto tem mais via direta porque ele já aprendeu como se executa os movimentos, uma criança está aprendendo ainda. Alguém que nunca jogou futebol por exemplo, quando for jogar, vai precisar mais da via indireta, porque ainda não sabe. Quando a gente escreve, por exemplo, usamos a via direta, pois já sabemos todo o movimento. Uma criança quando tá aprendendo a escrever, ela usa a via indireta. Tem vias que vão somente pro cerebelo e ele já envia a resposta de execução. Ou seja, quem pode fazer a via direta é só o córtex e o cerebelo.
Podemos dividir essa parte da organização motora em duas: toda essa via que já falamos é quando queremos fazer um movimento e ele é consciente (mesmo que o movimento seja automático, como na via direta, ele é consciente). Tem também uma resposta involuntária, que é o reflexo.
Reflexo
Resposta involuntária, relativamente previsível ao estímulo. Essa parte do reflexo também precisa de uma via aferente (sensorial) e uma via motora. O interessante do reflexo é que ele pode ser composto por dois neurônios (monossináptico), um que leva a informação sensorial, e um que faz a parte motora. Mas existem reflexos complexos (polissináptico), que envolvem várias sinapses.	
Como ocorre a percepção do estimulo? Através de receptores. Quais são os receptores importantes para a execução do reflexo? São dois: 
Receptores de estiramento muscular (fuso muscular);
Órgãos Tendíneos de Golgi.
O fuso muscular é uma fibra muscular especializada, que quando acontece um estimulo produz um potencial de ação. O órgão tendinoso é também uma célula especializada.
No reflexo, primeiro tem a ação pra depois a gente ter consciência. Por isso o reflexo é muito importantes para a proteção.
Em que situação ocorre a ativação do fuso muscular? É ativado sempre que há um estiramento do fuso muscular. A importância desse reflexo é pra proteção dos músculos. 
Os neurônios que levam essa informação até a medula se chamam de Ia/II, eles levam a informação que o musculo está estirado. 
La medula ocorre a sinapse estimulatória, vai estimular o neurônio motor, que se chama de moto neurônio alfa, ele promove a contração muscular pra evitar o estiramento. 
No reflexo do martelo, estamos batendo o martelo no tendão, ocorre o estiramento no musculo, o receptor que é ativado são os receptores do fuso. O estimulo chega com a via aferente, nesse caso é polissináptico, ocorre uma sinapse estimulatória do moto neurônio que vai contrair a musculatura extensora, e uma sinapse inibitória da musculatura flexora.
Esse tipo de reflexo é usado pra testar lesões na medula.
O estimulo pro órgão tendinoso ser ativado é aquele estimulo que possui um aumento de pressão. Por exemplo, aquelas pessoas que carregam muito peso e não aguentam e soltam. 
A resposta do órgão tendinoso é o contrário da do fuso. Nós vamos ter uma sinapse estimulatória, uma via aferente, esse neurônio é chamado de Ib, esse neurônio Ib vai fazer uma sinapse inibitória e estimulatória. Se a pressão está muito grande, esse muito precisa relaxar, porque ele estava tentando carregar muito peso, por exemplo. Então aqui, ele relaxa a extensora e contrai a flexora.
Aumento de pressão- potencial de ação- via aferente- sinapse tanto estimulatória quando inibitória na medula- a estimulatória contrai a flexora – a inibitória relaxa a extensora.
O reflexo é polissináptico quando ele precisa fazer várias reações, como tirar o pé de um prego, por exemplo, que envolve vários músculos na hora da retirada. 
Cada reflexo é servido por uma raiz diferente que sai da medula.
Pacientes com doença neurológica, estes exames simples permite demonstrar o envolvimento da medula espinhal;
Lesão cerebral: Reflexo pode estar presente de um lado e ausento do outro lado;
Doença medular: Ausência dos reflexos;
Reflexo pupilar: Esse reflexo envolve principalmente a região do tronco encefálico, não da medula.
1- Percepção da luz (fotorreceptores);
2- Envio da informação (nervo óptico);
3- Integração da resposta;
4- Parassimpático
Aula 10
Na fisiologia da contração muscular vamos estudar principalmente o musculo esquelético. 
MÚSCULOS 
Corresponde a 40% do peso corporal. Sua principal função é a realização de trabalho para produção de movimento. 
Transforma energia química em energia mecânica ou pode ser energia elétrica em energia mecânica, dependendo do ponto de vista. Por exemplo, quando você olha para uma transmissão e impulso, se levar em consideração a sinapse veremos uma energia química(neurotransmissor) se transformando em energia mecânica(movimento). No entanto, se olharmos para a despolarização, diferença de potencial de membrana, potencial de ação veremos energia elétrica se transformando em energia mecânica(movimento).
Quais os tipos de musculo?
Estriado esquelético – foco princinpal
Estriado cardíaco
Liso
O músculo é constituído de vários endomísios, várias fibras musculares formam um endomísio, vários endomísios formam o musculo. O perimísio envolve o endomísio e o epimísio envolve o músculo (que são vários endomísios).
 
Na fibra muscular existem várias miofibrilas, que tem uma estrutura chamada sarcômero, onde ocorre a contração. 
As invaginações são os túbulos T, tem papel importante na contração, onde o potencial elétrico comunica o meio intrasarcômero e extrasarcômero.
O sarcômero tem alta quantidade de reticulo sarcoplasmático, que contem cálcio, fundamental na contração.
O sarcômero é delimitado pelos túbulos T, nele tem proteínas necessárias para a ancoragem dos filamentos finos. Nós temos os filamentos grossos e finos. Histologicamente, o que delimita o sarcômero são as linhas Z.
Linha Z- Delimitam o sarcômero. Existem proteínas para ancorar actina e miosina, na linha z é mais a actina que está ancorada. 
Linha M -Divide o sarcômero ao meio, também com proteínas de ancoragem mas agora principalmente para miosina.
Banda I- banda clara ao redor da linha z, é de filamentos finos (troponina, tropomiosina e actina). 
Banda H- tracejado um pouco mais escuro, filamentos maisgrossos, sendo miosina.
Banda A- tracejado mais escuro, sobreposição de actina e miosina.
Os filamentos grossos são a miosina, que são formada por seis cadeias polipeptídicas. Quatro cadeias, ou seja, duas duplas, formam uma cabeça. Essa cabeça que faz o serviço de ancoragem (encurtamento do sarcômero). Os filamentos finos, se estivermos falando de musculo esquelético, são a actina, troponina e tropomiosina.
A miosina puxa a actina no processo de contração. 
Processo de contração:
Para que haja a contração muscular, vamos precisar adicionar cálcio (depois ele vai explicar essa parte). A fibra muscular no estado relaxado não tem contato miosina-actina. No estado relaxado a tropomiosina impede a interação entre a actina e miosina. Para contrair precisa do cálcio, porque ele se liga na molécula de troponina e causa uma mudança conformacional nela.
A contração ocorre pelo deslizamento da actina sobre a miosina. 
A troponina é dividida em 3 partes: a C é onde o cálcio se liga, a T e I é a parte da troponina que vai tá interagindo com a tropomiosina. Quando a parte I da troponina estiver interagindo com a tropomiosina vai tá facilitando a inibição. Quando a parte T da troponina estiver ligada a tropomiosina, vai tá sem inibição (sítio exposto). 
TROPONINA C- se liga ao cálcio 
TROPONINA T- se liga à tropomiosina
TROPONINA I- (inibitória) que está ligada a tropomiosina no estado relaxado, facilitando a inibição feita pela tropomiosina em relação a actina e miosina.
A miosina é um filamento grosso, com 6 cadeias polipeptídicas, sendo que 2 delas são pesadas (que formam a parte caudal da miosina) e as outras 4 são leves. Fazem conformação de alfa hélice. Cada cabeça são divididas em duas, possuem 2 cadeias polipeptídicas, sendo que uma delas quebra ATP e a outra faz a ancoragem (se liga à actina para contração). 
 A actina, são duas cadeias polipeptídicas que também fazem alfa hélice.
No estado relaxado: O que impede a actina de interagir coma miosina é a tropomiosina. 
A troponina está ligada na tropomiosina, quando o cálcio entra no sarcômero ele se liga a troponina, essa ligação promove a mudança na tropomiosina, que agora vai permitir a ligação da miosina e actina. Caso ocorra quebra de ATP vai ocorrer contração. Actina desloca, miosina move a cabeça mas não desloca.
O cálcio se liga na troponina, e essa ligação que muda a conformação da tropomiosina e isso expõe o sitio de ligação entre actina e miosina. 
Quem controla essa contração muscular é principalmente o sistema nervoso somático. 
Relação com o sistema neural:
Sistema somático é constituído de um só neurônio, um neurônio que inerva diretamente as fibras (sai direto do SNC). No autônomo é um neurônio que se comunica com outro neurônio e ai vai até a fibra. Sistema nervoso autônomo não inerva musculatura esquelética, que inerva musculatura esquelética é o sistema nervoso somático. 
 Unidade motora: é a quantidade de fibras inervadas por um mesmo neurônio (conjunto). Quando um neurônio (lembrando que ele tem várias terminações) inerva um maior número de fibras, a força é maior. Quando é menor o número de fibras inervadas o movimento é mais preciso. No olho por exemplo, um neurônio inerva poucas fibras, já no bíceps é o contrário. 
Sinapse neuromuscular ou junção neuromuscular (fenda): sinapse de um neurônio no musculo. Região onde um motoneurônio inerva uma fibra muscular é chamada de placa motora (região específica para sinapse neuromuscular).
 Placa motora: região onde uma terminação axonal (apenas uma) de um Motoneurônio inerva uma fibra muscular.
Receptor nicotínico: (inotrópico), se liga a molécula de acetilcolina que vai abrir o canal e entra sódio.
Estimulação neural com contração muscular:
1° Sinapse. Neurônio o SNC estimulado, potencial de ação que propaga pelo axônio, chega no final libera o neurotransmissor. Nesse caso o neurotransmissor é acetilcolina. A acetilcolina vai se ligar ao receptor nicotínico (sempre na musculatura) que se abre e deixa entrar sódio.
2° Potencial da placa motora, despolariza a placa motora com a entrada de sódio a partir do receptor nicotínico.
3° Em seguida por causa da despolarização inicial, abre-se os canais de sódio voltagem dependente que aumenta ainda mais a despolarização.
4° Essa despolarização se propaga pelos túbulos T. No túbulo T tem uma proteína chamada rianodina, que está conectada aos canais de sódio voltagem dependente no reticulo sarcoplasmático, essa pretinha controla esse canal, quando ocorre a despolarização rianodina muda sua conformação e abre os canais de cálcio. Que vai pra o meio intracelular.
5° a troponina está ligada na tropomiosina, quando o cálcio entra no sarcômero ele se liga a troponina, essa ligação promove a mudança na tropomiosina, que agora vai permitir a ligação da miosina e actina. Caso ocorra quebra de ATP vai ocorrer contração. Actina desloca, miosina move a cabeça mas não desloca.
O receptor da sinapse neuromuscular é um receptor nicotínico (é um canal iônico). O nicotínico precisa de duas moléculas de acetilcolina, quando essas duas moléculas se ligam esse canal se abre e permite a entrada de sódio. Se entra sódio na célula ela se despolariza.
Quais partes do SNC estão controlando essa contração? Córtex, mesencéfalo, núcleos da base, cerebelo e tálamo. Quem controla principalmente é o córtex e o cerebelo. 
O motoneurônio é periférico. O sistema somático libera o neurotransmissor, que é somente a acetilcolina, que se liga em um receptor que é somente nicotínico. Ele se abre e entra sódio.
O sódio promove a despolarização da célula (alguns livros dizem que essa despolarização promove o potencial de ação, outros dizem que é somente a despolarização- ele considera os dois). A célula então fica positiva. 
Os neurotransmissores podem se difundir e estimular outros sarcômero.
Esse processo de despolarização vai entrar na célula, se não tivesse essa invaginação do túbulo T, a despolarização ia percorrer só nessa parte de cima. A despolarização entra então na célula e atinge uma proteína, essa proteína está ligada a uma canal de cálcio voltagem dependente. Em repouso, esse canal tá fechado. Essa proteína vai se chamar rianodina, com a despolarização ela muda sua conformação e ela que abre os canais de cálcio do reticulo sarcoplasmático. Esse canal é de voltagem dependente porque, apesar de ele ter se aberto por causa da proteína, essa proteína só se alterou por conta a mudança de voltagem.
Esse cálcio vai pro citosol e se liga na troponina, na parte C.
Sinapse neuro-muscular;
 Potencial de placa motora;
 Acoplamento mecânico;
 Liberação de Ca2+;
 Interação do Ca2+ com os filamentos contráteis;
 Contração muscular.
A despolarização da placa motora é rápida mas a repolarização é lenta. A capacitância (capacidade de reter carga) do musculo é maior que do neurônio, a carga fica por mais tempo no musculo porque tem repolarização lenta. Isso é importante para manter o musculo contraído e aumentar a capacidade de força o musculo.
Diferente do neurônio, essa despolarização pode somar uma com a outra, por isso o aumento da força. 
Quanto maior a fibra maior força desenvolve. A falta de ATP faz com que o musculo fique sempre contraído, porque precisa de ATP para relaxar. Para relaxar o cálcio tem que ser reabsorvido pelo reticulo sarcoplasmático, sendo transporte ativo (bomba de cálcio) e para isso precisa do ATP ou o cálcio pode ser eliminado da célula, para cada cálcio eliminado entram 2 sódios. Ou seja, precisou de ATP ligado a cabeça de miosina(ATPase) para contrair (quebrando ATP) e precisa também para relaxar MAS NÃO VAI QUEBRAR ATP APENAS A CABEÇA DE MIOSINA SE LIGA AO ATP PARA RELAXAR.
	Para o musculo relaxar esse cálcio precisa sair do citosol, ele volta para o reticulo sarcoplasmático, principalmente por uma bomba de cálcio ATPase. Como dentro do reticulo tem muito cálcio, mesmo após a contração, precisa de um transporte ativo. Esse é o principal meio pra remover o cálcio do citosol e promover o relaxamento.
	O ATP é importante pra contração e pro relaxamento.O ATP ligado na cabeça da miosina, porque é nela onde tem o sitio de ATP, tem a ATPase. Quando quebra o ATP a actina se liga na miosina e faz o encurtamento. Para a cabeça da miosina se desligar da actina vai precisar de outra molécula de ATP se ligar na miosina (sem quebrar), aí a musculatura sai de contraída para relaxada.
Experimentos realizados demonstraram uma relação diretamente proporcional entre a velocidade de encurtamento e a concentração de ATP.
ATP é fator limitante para contração e determina velocidade de encurtamento do sarcômero.
ATP é regulador da interação entre actina e miosina.
Ausência de ATP nas células musc. fará com que o complexo esteja irreversivelmente ligado (“Rigor motris”)
O musculo tem um certo tônus nunca totalmente relaxado e nunca totalmente contraído. No caso de uma pessoa morta, vai consumir o ATP existente contraindo e depois de consumidos não vai ter ATP para relaxar.
O que acontece na placa motora? Sempre esta despolarizando e isso que mantem o tônus. Quando despolariza MAIS maior a força da contração, quanto maior o Tempo despolarizado mais o tempo de contração. 
Capacidade máxima de um músculo contrair é chamada tetânia. 
É preciso haver sobreposição das fibras de actina e miosina (pois precisa ter interação entre elas para haver contração) porém essa sobreposição não pode ser completa, pois o músculo iria estar totalmente contraído e não haveria contração. Essa sobreposição ideal é responsável pelo tônus muscular. 
O que é câimbra? São espasmos musculares, músculo contraindo forte. 
Causas:
Produção de ácido láctico que facilita o processo de contração. 
Desidratação que concentra cálcio no meio e induz maior contração. 
Perda de eletrólitos ou ganho de outros eletrólitos, exemplo o potássio, que pode facilitar a despolarização.
Toda liberação de acetilcolina vai promover a contração muscular? Não, a célula precisa atingir um certo limiar para abertura dos canais de cálcio. 
Se nós temos poucos potenciais de ação vamos ter pouca despolarização e pouca contração. Se nós temos vários potenciais de ação, perceba que vai ocorrer o processo de somação (como a repolarização é lenta e já veio a acetilcolina despolarizou de novo- isso é importante pro aumento da força e para a contração constante).
Esse aumento ele tem um certo limite, quando mesmo que haja muita liberação da acetilcolina a musculatura tem um certo limite (tetania). 
Se não tivesse a sobreposição entre actina e miosina não teria como ter a contração muscular. Se tivesse todos sobrepostos também não tem como ter contração. Nossa musculatura, mesmo no estado relaxado, ela está minimamente contraída (tônus).
Musculatura cardíaca
A contração do músculo cardíaco é semelhante a do músculo esquelético, com algumas diferenças mais relacionadas ao tipo celular.
Ela é controlada pelo sistema nervoso autônomo.
 
	MÚSCULO CARDÍACO 
	 Células menores
	Junções mecânicas e elétricas
	Menor quantidade de retículo sarcoplasmático 
	Maior quantidade de tecido conjuntivo
	Células especializadas na geração de potenciais de ação
	Controle involuntário 
	Há diferença no mecanismo de redução citoplasmática de cálcio 
A função do músculo cardíaco não é apenas contrair, mas também manter um enchimento adequado das câmaras cardíacas. O controle é feito por SNA, com corpo celular no SNC e 2 neurônios na periferia(ao contrario da musculatura esquelética , sistema somático, que tem apenas um neurônio na periferia). 
Quais são as diferenças?
Vai haver uma despolarização que pode se propagar entre as células através das junções comunicantes. 
O que difere na contração da esquelética com a cardíaca:
O cálcio ele não vem exclusivamente do reticulo sarcoplasmático, que pode ser do meio extracelular também. A retirada do cálcio (para o relaxamento) não é exclusivo da bomba de cálcio ATPase, ele pode ser por dois mecanismos.
Músculo liso
Células mais alongadas, núcleo único, o diâmetro é menor em relação ao cardíaco e muito menor em relação ao esquelético, ausência de estriações, retículo sarcoplasmático diminuído fazendo com que o cálcio seja obtido do meio extracelular, ausência de troponina (no lugar dela vai haver a caldesmona e calmodulina, que vão dificultar interação actina e miosina), existe menor quantidade de actina e miosina se comparado a musculatura esquelética.
Também é controlado pelo SNA, portanto vai ter dois neurônios comunicando o SNC ao músculo liso.
O músculo liso é importante para motilidade gastrointestinal, diâmetro dos vasos, expulsão de sêmen, esvaziamento da bexiga, e outras.
Não tem estriações, ou seja, os filamentos de actina e miosina estão tanto nas linhas verticais quanto horizontais, isso contribui para a redução de comprimento e diâmetro ao mesmo tempo, sendo uma contração mais eficaz. Não tem sarcômero, tem apenas um pequeno feixe de filamentos grossos e finos que interagem e promovem a contração. 
 Como funciona o processo de contração?
Pode ser por sinapse química ou elétrica. O esquelético é somente química. Aqui o neurotransmissor é bem variado. Na elétrica uma célula sofreu despolarização e as junções comunicantes fazem a propagação.
A principal fonte de cálcio é do meio extracelular, esse cálcio entra na célula e (no musculo liso não tem troponina) se liga na calmodulina. A miosina para contrair tem que tá fosforilada, a desfosforilada tá no estado relaxado. A interação cálcio-calmodulina ativa a quinase da cadeia leve da miosina, essa quinase fosforila a miosina (ativa).
Pode ser por mecanismos unitários e multi-unitários.
-unitário: Maior parte. Uma célula vai receber o sinal, essa célula se comunicam pelo citoplasma através as junções comunicantes. Há o sinal e despolarização e ele se propaga por todas as células. Um sinal que provoca resposta em todo conjunto. 
Multi-unitário- um neurônio liberando neurotransmissores de resposta em cada célula. O neurotransmissor tem que estar atuando em cada conjunto de células. Uma célula recebe o neurotransmissor e só ela tem resposta, para que outras tenham resposta é necessário que o neurotransmissor vá atuar lá também. As células não tem junções comunicantes.
Contração (diferença entre músculos esquelético e liso)
Pode se iniciar através de receptores ionotrópicos e metabotrópicos, o efeito final é o aumento de cálcio (que pode entrar diretamente via canal ou pode ocorrer uma cascata de sinalização intracelular que vai atuar no retículo sarcoplasmático e culminar no aumento e cálcio. O cálcio vai atuar na calmodulina (ao invés da troponina do m. esquelético) que é uma proteína que transporta cálcio do citosol até a miosina, a calmodulina vai fosforilar a miosina(ativando a miosina) que vai quebrar ATP, interagir com a actina e então contrair.
Como funciona a retirada de cálcio pós-contração?
Igual na musculatura cardíaca, através da bomba de cálcio ATPase que joga ele para fora da célula pois o músculo liso não tem muito retículo sarcoplamático. Também ocorre via antiporte, 3 sódio-cálcio (sai um cálcio e entra 3 sódios). 
Relaxamento: desliga o complexo cálcio-calmodulina.
Aula 11
Introdução à fisiologia cardiovascular 
O sistema cardiovascular é extremamente importante para o processo de oxigenação, transporte de nutrientes, substratos, defesa, homeostase, entre outros. Ele vai, junto com o sistema renal, vai controlar o volume do corpo. Ele é importante para a mecânica, como ereção. Ele é responsável por manter a homeostase corporal, assim como os outros sistemas. Os dois grandes constituintes desse sistema é o coração e os vasos sanguíneos (sistema cardiovascular). Os vasos podem ser veias e artérias.
O coração recebe sangue do corpo todo pela veia cava, que vai entrar no átrio direito, que depois lança esse sangue para o ventrículo direito. Esse ventrículo direito vai lançar o sangue para a artéria pulmonar, que leva o sangue pro pulmão. Esse sangue volta oxigenado pro átrio esquerdo, que vai pro ventrículo esquerdo, que lança o sangue pra aorta. O coração se encontra dividido em quatro câmaras: átrio direto e ventrículodireito, átrio esquerdo e ventrículo esquerdo. Em cada lado, os átrios se separam dos ventrículos por valvas, sendo a bicúspide (mitral) do lado esquerdo e a tricúspide do lado direito. Saindo dos ventrículos para a circulação há também um sistema valvular, onde as valvas semilunares separam os ventrículos das grandes artérias, artéria tronco pulmonar do lado direito e artéria aorta do lado esquerdo. 
Existe um canal que comunica a aorta com a artéria pulmonar. Dez horas após o nascimento esse canal não existe mais. Por que esse canal é importante? No recém-nascido a circulação pulmonar não oxigena o sangue, porque ele não respira, sua fonte de oxigênio vem da mãe. O sangue umbilical desemboca na veia cava, essa comunicação é pra mandar o sangue oxigenado pro corpo. 
Se a circulação for dividida em porcentagem, por exemplo, de todo o volume da aorta, 15% é responsável por nutrir o sistema nervoso central, 5% nutre o próprio coração, 25% nutre o sistema renal, 25% o sistema gastrointestinal, 25% a musculatura esquelética e 5% nutre a pele. Isso em uma pessoa em repouso, se uma pessoa pegar sol, por exemplo, o sangue vai em maior porcentagem para a pele. Quando estamos fazendo atividade física, o sangue vai em maior porcentagem para o musculo esquelético. Como é feita essa redistribuição? Isso quem faz é o sistema nervoso simpático, ele faz vasodilatação no lugar onde ele quer mais sangue, e faz vasoconstrição em outros lugares. O sistema simpático consegue redistribuir sangue pro lugar que ele quiser. Por que não é muito alterado nem o SNC, nem a coronária? Porque nesses lugares eu preciso sempre de uma boa oxigenação.
O fluxo do fluido sanguíneo é unidirecional, dividido didaticamente em dois sistemas de circulação, o pulmonar (coração ->pulmão -> coração) e grande circulação (coração -> corpo -> coração). O que controla esses mecanismos são as diferenças de pressão, o sangue sempre flui de onde a pressão é maior para onde ela é menor. O sistema nervoso central é responsável por regular a PA como um todo, mas cada órgão possui também um sistema local de regulação dessa PA. Existem então duas formas regulações dessa pressão, logo também do fluxo sanguíneo, uma é local, realizada principalmente pelos metabolitos de cada víscera, e outra sistêmica. 
Os vasos sanguíneos são divididos em aorta, artérias de pequenos calibres, arteríolas, capilares, vênulas, veias e grandes veias. A artéria tem muito musculo liso e muito tecido elástico (que proporciona grande poder de distensão, já que elas recebem grande volume sanguíneo ejetado dos ventrículos sob alta pressão). Esse muito liso faz com que a artéria não fique totalmente dilatada e não fique rígida, o simpático pode controlar o calibre dessa artéria. As arteríolas não tem praticamente nada de tecido elástico, elas são importantes por ser vasos de resistência. Elas tem como principal constituinte musculatura lisa, por serem os principais vasos de resistência. As diferenças morfológicas são justificadas pelas diferenças de função, já que as artérias são responsáveis por levar o sangue, e as veias por trazer, indo contra a gravidade por exemplo. 
A função também influi na área ocupada pelos vasos, a maior área é ocupada pelos capilares, responsáveis pela nutrição direta dos tecidos. 
A velocidade sanguínea é máxima na aorta, chegando a atingir uma velocidade de 50cm/s, nas arteríolas há uma queda brusca dessa velocidade. Isso se dá porque a resistência é aumentada drasticamente nas arteríolas, para quando chegar ao capilar essa velocidade ser mínima. É importante que a velocidade seja mínima no capilar para promover maior troca de nutrientes possível. O efeito de resistência, como já foi dito, é causado pela musculatura lisa, mas se forem analisadas também as ramificações, o volume sanguíneo ao ser distribuído de uma artéria para vários capilares, diminui também de velocidade, o que é considerando um segundo tipo de resistência. No retorno do sangue dos capilares, passando pelas vênulas e veias, a velocidade do fluxo é aumentada novamente, devido a alguns mecanismos, como a diferença de calibre do capilar para as vênulas e depois veias, além da redução da área ocupada (a quantidade de sangue passa de uma área maior para uma área menor). Uma coisa é velocidade, outra coisa é pressão. A pressão é máxima na aorta e artérias, nos capilares, apesar de ser pequena, ela ainda continua maior que nas veias. A pressão nas vênulas é pequena, mas nas veias é ainda menor. A pressão na veia cava é pequena. Uma coisa é velocidade (ela diminui e depois aumenta de novo), outra coisa é pressão. Por que a pressão no capilar não é a maior? A diferença de pressão que faz o sangue ir nesse sentido (unidirecional), sempre da maior pressão pra menor.
Falando de pressão, a menor pressão é encontrada na veia cava, porque o fluxo sanguíneo é unidirecional, seguindo do local de maior pressão para o de menor pressão. 
Considerando o volume sanguíneo, 75% do mesmo está presente na região venosa porque a pressão local é baixa e a velocidade de condução também, 25% encontra-se nas artérias porque a pressão local é alta, da mesma forma que a velocidade de condução. (Não estamos falando de capilares, a menor velocidade é nos capilares, mas comparando apenas artérias e veias, a menor é nas veias). Se a pressão é calculada como sendo a pressão exercida pelo volume do vaso na parede do mesmo, por que se as veias carregam maior volume sanguíneo elas não possuem maior pressão? O sistema venoso, principalmente as veias, são consideradas vasos de complacência, responsável por armazenar grande quantidade de volume sem alterar a pressão arterial. 
Essa parte da aula foi de revisão. Agora vamos falar de coisas novas:
Eletrofisiologia cardiovascular (vamos estudar como o coração bate, essa parte elétrica)
Eletrocardiograma
Coração como bomba (como é a contração do ventrículo, do átrio)
Circulação Arterial e regulação do fluxo (focar na pressão arterial, nos vasos, nas trocas de substancias)
Microcirculação e veias e retorno venoso 
Circulações Regionais
Controle da Pressão arterial e hipertensão arterial 
Geração e condução dos potenciais de ação no músculo cardíaco e eletrocardiograma normal
 Potenciais de ação no músculo cardíaco: 
O coração é formado por células contráteis, que promovem a contração e ejeção do conteúdo sanguíneo, entre as câmaras e delas para os grandes vasos. Existem células especializadas na gênesis do potencial de ação, e células especializadas na sua condução. As células especializadas (são células cardíacas especializadas, não são neurônios) conduzem essa atividade elétrica. São divididas em nó sinoatrial, nó atrioventricular, feixe de his e fibras de purkinje. Todas essas células tem um potencial de ação diferentes, mas bem parecido.
Células especializadas: 
1) Nó sinoatrial: 
Encontra-se no átrio direito e é considerado marca-passo cardíaco por controlar toda a atividade cardíaca de forma livre, sem precisar de estimulo externo, apesar de poder sofrer modulação nervosa do simpático e parassimpático. Produz o potencial de ação. 
Difere do atrioventricular devido a anatomia, localizando-se no átrio, e também por possuir potencial de repouso menos negativo (maior), o que faz com que alcance o limiar mais rapidamente. 
2) Vias intermodais: 
Transmitem a informação do nó sinoatrial até o nó atrioventricular. 
3) Nó atrioventricular 
Interface entre átrio e ventrículo. Conduz o potencial de ação pelo feixe de His e Purkinje. 
Normalmente quem comanda a atividade cardíaca é o nó sinoatrial, por alguma patologia, se esse falhar, a atividade pode ser comandada pelo nó atrioventricular. Na ausência dos dois, a rede de Purkinje tem controle da atividade cardíaca, só que esse último é extremamente raro. 
O potencial de repouso varia entre os grupos de células, por exemplo o feixe de His possui um potencial de repouso diferente das fibras de Purkinje, devido a diferenças de condutância aos íons. Se uma célula possui mais condutância ao K+ por exemplo, este íon vai deixar commaior intensidade a célula pelos canais de vazamento, o que irá tornar seu potencial de repouso mais eletronegativo. Se a maior condutância for ao Na+, este íon estará entrando na célula com mais intensidade pelos canais de vazamento, tornando o potencial de repouso mais eletropositivo. As células do nó sinoatrial e atrioventricular possuem os maiores valores de potencial de repouso (menos eletronegativos) devido as inserções de canais de Ca2+. O cálcio tem um papel fundamental tanto para a contração quanto para desencadear o potencial de ação. 
Por que as fibras ventriculares e de purkinje tem esse número diferente? Porque existem diferenças de permeabilidades de íons. As células mais positivas possuem alta permeabilidade ao íon cálcio (participa tanto do potencial de ação quanto da contração).
Esse íon cálcio vem do meio extracelular (diferente da musculatura esquelética). No livro vocês vão ver dois tipos de potenciais de ação: o lento (nó sinoatrial e atrioventricular) e o rápido (células atriais, fibras de purkinje e células ventriculares).
Primeiro vamos ter um estimulo (daqui a pouco vocês vão entender que estimulo é esse), esse estimulo vai atingir um limiar. Esse limiar é importante para os canais de sódio voltagem dependente, de potássio transiente (significa que muda) de efluxo, canais de cálcio do tipo L, dos canais de potássio retificador retardado. Percebam que agora estudamos vários canais. Quando atinge um limiar, é o limiar para esses canais. Mas eles não abrem de uma vez só, cada um tem seu tempo. 
Na despolarização, quando atinge o limiar, o canal que se abre mais rápido é o canal de sódio voltagem dependente, e o sódio entra na célula. Depois, no neurônio iria ter a repolarização, mas aqui em cardio tem uma rápida repolarização, devido aos canais de potássio transiente de efluxo, e o potássio sai. A repolarização não cai porque nessa fase 2, no chamado platô, vai abrir os canais de cálcio. Então na medida que tá saindo potássio tá entrando cálcio, não deixando a célula ficar negativa. O cálcio entra pelos canais de cálcio do tipo L. Depois vai repolarizar, que é somente a saída de potássio pelo canal de potássio retificador retardado. 
Os potenciais de ação das células cardíacas são divididos em dois grandes grupos: 
1) Potencial de ação rápido: O sistema de condução, contando o feixe de His, fibras de Purkinje e células ventriculares, miocárdio atrial e ventricular, possuem despolarização rápida. 
Há um estimulo e a o potencial de membrana vai se tornando mais positivo até alcançar o limiar, o que abre os canais de sódio voltagem dependentes, causando a despolarização rápida, os eventos ocorrem de forma similar aos neurônios. Já na repolarização há grande diferença, essa diferença se dá pelo fato de às células cardíacas não ser interessante uma contração rápida, a contração tem que ocorrer no tempo necessário para promover o adequado enchimento das câmaras cardíacas. Na repolarização há abertura de dois tipos de canais, canais de potássio transiente de efluxo, fazendo uma pequena repolarização, abre também o canal de cálcio tipo L, fazendo Ca2+ entrar na célula, o que gera um platô, causando pouca alteração no potencial de membrana. Chega um momento que os canais de K+ retificador de efluxo e canais de Ca2+ do tipo L se fecham, predominando um outro tipo de canal, também de K+, chamado canal de K+ retificador retardado, que é responsável pela real repolarização. 
Chamam-se fases: 
I) Despolarização rápida 
II) Platô 
III) Repolarização 
*O platô, mediado pelos íons cálcio, é responsável então por retardar a repolarização lenta, mantendo o músculo contraído por mais tempo. 
*o platô é mais intenso no miocárdio ventricular 
2) Potencial de ação lento: Nódulo sinoatrial e atrioventricular, onde a despolarização é mais lenta. 
Ele vai ter um repouso inconstante, mesmo sem estimulo esse repouso vai ficando positivo sozinho, vai atingir o limiar e produzir o potencial de ação. Por que ele vai ficando positivo? Porque nessa célula, no nó sinoatrial e atrioventricular (tem o mesmo tipo de potencial de ação lento), existe uma alta permeabilidade de canais de cálcio do tipo T (de transiente). Esse canal só funciona quando elas células tão em repouso.
O potencial de repouso dessas células é mais positivo que nas condutoras. Há primeiramente um potencial de repouso inconstante (indicado no gráfico pelo número 4), chamado pela literatura de despolarização inicial, ele é inconstante porque ele é negativo só que há alta permeabilidade de cálcio pelos canais de cálcio tipo T, atuante somente no repouso, esse canal causa o influxo do cálcio para a célula, a qual vai se despolarizando sozinha (sem precisar de estimulo!), até atingir o limiar. Atingido o limiar há uma despolarização, mediada pelos canais de Ca2+ voltagem dependentes do tipo L (não há participação dos canais de sódio voltagem dependentes). A despolarização é bem mais lenta porque a força eletroquímica que puxa o sódio pra dentro é bem maior do que a que puxa o cálcio, o qual vai entrando mais lentamente. Num segundo limiar há abertura dos canais de K+ retificador retardado. Concluída a repolarização, volta a fase do repouso inconstante. 
Por que de um é rápida e o outro é lento? Porque a despolarização do outro é rápida, é a entrada de sódio, o sódio é muito concentrado fora e pouco dentro, ele entra em uma velocidade muito grande. A despolarização desse aqui é por cálcio, apesar do cálcio ser muito concentrado fora, o cálcio entra mais lentamente. 
Esse aqui tem um repouso inconstante porque a célula é negativa e porque quando a célula volta ao repouso os canais de cálcio se abrem. Aí o cálcio vai entrando e a célula sozinha, sem estimulo, vai atingir o limiar.
O nó sinoatrial é quem vai iniciar a atividade elétrica, e sempre que ele repolarizar vai abrir os canais de cálcio do tipo T e vai atingir o limiar e produzir o potencial de ação. As células de despolarização rápida vão precisar de um estimulo, esse estimulo vem do nó sinoatrial. 
Quando o nó sinoatrial produz um potencial de ação, ele que espalha pra todo lugar. Em 60 ms ele espalha pro AD e 90 ms pro AE. Esse potencial de ação vai se espalha para os dois átrios em tempo diferente, mas a olho nu é quase ao mesmo tempo. O nó sinoatrial, ele que vai iniciar a atividade elétrica. O nó atrioventricular também tem um potencial de ação lento, só que antes de ele atingir o limiar o nó sinoatrial já vai estimular ele. A passagem de atividade elétrica para os ventrículos acontece principalmente pelo feixe de his. Esse demora para contrais o ventrículo é importante porque ele não pode contrair ao mesmo tempo que o átrio. Os dois ventrículos vão contrai praticamente ao mesmo tempo. Esse demora é importante para encher o ventrículo.
O potencial de ação rápido tem esse platô para que o coração permaneça repolarizado por mais tempo. Isso é importante pro átrio de encher novamente. 
Lembrando que essas células possuem as junções comunicantes, é a sinapse elétrica.
Por que essa condução é sempre unidirecional (sinoatrial- atrioventricular- feixe de his- sistema purkinje)? Porque aqui essas células vão entrar em período refratário absoluto.
Essa contração só acontece do ápice pra base por causa da condução elétrica. 
Por que o nó sinoatrial que é o marca-passo e não o atrioventricular, se o tipo de potencial de ação é igual? Porque o sinoatrial atinge o limiar mais rápido.
 Propagação de estímulo no musculo cardíaco: 
A estimulo inicia no nó sinoatrial, esse estimulo despolariza os átrios, sendo a despolarização do átrio direito é mais rápida. Atinge então o nó atrioventricular, onde há um pequeno retardo da propagação do estimulo, atingindo o sistema de purkinje de onde se propaga pelo septo interventricular e daí para as paredes ventriculares( a propagação aqui é extremamente rápida devido principalmente as junções comunicantes, que fazem com que o coração se comporte como um sincício, permitindo transito de íons entre as células vizinhas, ou seja, promovendo a despolarizaçãode uma célula, promove-se a despolarização de todo o grupo celular dentro praticamente do mesmo tempo). A contração se dá ainda do ápice para a base, tanto que os grandes vasos saem da base. Todo esse sistema promove ejeção correta do sangue. 
 Modulação nervosa: 
1) Simpático: 
Atua no aumento da frequência cardíaca, no que se refere a número de batimentos por minuto, e no aumento da contratilidade cardíaca, que se refere a força de contração da musculatura. 
No nó sinoatrial, ele antecipa a despolarização, aumentando a velocidade de despolarização lenta e, assim, a frequência cardíaca. Ele promove isso aumentando a síntese dos canais de cálcio tipo T e o influxo através deles. 
A contratilidade é controlada aumentando os níveis de cálcio do citoplasma da célula. 
2) Parassimpático: 
Atua apenas na frequência cardíaca, reduzindo-a. Ele hiperpolariza os nós sinoatrial e atrioventricular, liberando acetilcolina, capaz de abrir canais de K+ sensíveis à mesma, gerando efluxo desse íon da célula. Há outros mecanismo (o prof não cita) para causar o retardo em alcançar o limiar sem hiperpolarizar a célula.
O parassimpático ele só controla a atividade elétrica, o simpático controla a atividade elétrica e o coração como um todo, ele controla as células. 
O simpático faz com que esse repouso seja ainda mais rápido. Ele libera noraepinefrina que se liga a receptores beta 1 e vai aumentar a permeabilidade o íons cálcio fazendo com que ele entre ainda mais na célula. Assim, esse repouso vai ser mais rápido, vai chegar ao limiar mais rápido.
Simpático
Aumento da despolarização diastólica (aumentando atividade do nódulo NSA);
Aumento do canais de Ca++ tipo T;
Aumento da velocidade de condução;
Aumento da contração muscular atrial e ventricular.
O parassimpático ele libera acetilcolina, vai interagir com o receptor muscarínico. Quando o parassimpático atua a célula fica hiperpolarizada, dificultando de atingir o limiar. Por isso ele diminui a frequência cardíaca. A acetilcolina aumenta a permeabilidade do potássio, fazendo ele sair muito. Eles deixam as células do nó sinoatrial hiperpolarizadas.
Parassimpático 
Redução da despolarização diastólica, acompanhada ou não de hiperpolarização (canal de k+) nos tecidos nodais e retardo da condução do nódulo AV;
Encurtamento do Potencial de ação atrial;
Consequências: Diminuição da FC e DC consequentemente redução da Pressão arterial.
Eletrocardiograma
Ele verifica o meio externo da célula. A medida que o coração tá em repouso, todas as células cardíacas vão tá com a voltagem interna negativa e a externa positiva. A medida que o coração começou a contrair o átrio, despolarizou a célula, o meio externo ficou negativo. 
A onda P significa a despolarização atrial. O Q, R e S está relacionado com a despolarização ventricular. A onda T está relacionada com a repolarização ventricular. A repolarização atrial está aí pelo meio do complexo Q, R e S, só que como o ventrículo é uma massa grande, sobrepõe a repolarização atrial. 
A onda P é quando todo o átrio vai tá despolarizado. O espaço que não tem onda é chamado de espaço isoelétrico. Esse intervalo isoelétrico é a despolarização do nó sinoatrial. Se essa onda P fica muito alta, ou muito linear, mostra um problema no átrio. A partir do momento que despolarizou o atrioventricular começa o sistema purkinje, que produz a despolarização ventricular, vamos ver o complexo Q, R e S. Depois vamos ver de novo o espaço isoelétrico, que é quando todo o ventrículo tá despolarizado. Depois vem a onda T, que é uma barriguinha maior que a do P, onde começa o processo de repolarização. Depois vem de novo outro espaço isoelétrico. 
Aula 12
Contratilidade do miocárdio
Atividade elétrica
 Inicia-se no nó sinoatrial (controle de todo batimento) e então o potencial de ação percorre o átrio, atinge o atrioventricular, percorre o feixe de HIS e despolariza todo ventrículo para contrair. É uma atividade cíclica, terminou volta a se repetir. Essa rápida propagação é graças a existência das junções comunicantes. O potencial de ação tenta transmitir principalmente sinal de despolarização que percorre todas as células e contrai todas as células. 
Essa despolarização abre canais de cálcio voltagem dependente, aumenta cálcio citoplasmático, cálcio interage com a troponina exibindo o sitio de interação actina e miosina, posterior contração. Para relaxar tira o cálcio através ou da bomba de cálcio para o reticulo sarcoplasmático ou a eliminação para o meio extracelular.
Ciclo cardíaco 
Conjunto de eventos que ocorre entre o início de um batimento e o início de outro batimento. A propagação do potencial de ação e contração fazem parte de um ciclo, termina e repete as atividades. 
Sístole- ejeção de sangue Diástole- recebimento de sangue
Sístole atrial- sangue passa do átrio para o ventrículo (que vai estar na diástole para receber esse sangue).
Sístole ventricular- contrai para ejetar sangue para artérias aorta e pulmonar.
Gráficos – olhar gráficos abaixo a medida que vai lendo.
Pensando no coração, tudo se inicia com o nó sinoatrial. Olhando pro eletrocardiograma, não verificamos isso, porque ele tem uma massa muito pequena e não é possível ver sua despolarização. Mas já se sabe que é no intervalo isoelétrico (sem formação de onda). A onda P é a despolarização atrial, depois ocorre a contração e observamos o aumento da pressão (pontilhado) de mais ou menos 4 mm Hg. Na despolarização atrial o volume do ventrículo tá alto. Normalmente a contração atrial colabora somente com 20% do enchimento ventricular. Para o ventrículo receber sangue a válvula mitral tem que tá aberta e a pressão do átrio tem que tá maior que o do ventrículo. O sangue vai parar de entrar no ventrículo quando a pressão do ventrículo for maior que a do átrio, e a válvula fecha.
Nós vamos ter uma fase chamada de contração isovolumétrica, que é uma fase em que o ventrículo só vai aumentar sua pressão, para poder depois ele poder expulsar o sangue de dentro dele. Quando a pressão do ventrículo for maior que a pressão da aorta, abre a válvula aórtica. Primeiro eu tenho a despolarização ventricular para depois eu ter o aumento de pressão. 
Quando a válvula abre, o volume ventricular cai, a pressão da aorta vai aumentando (tá errado essa parte no gráfico). A medida que a pressão na aorta fica maior que no ventrículo, a válvula aórtica fecha, porque se ela não fechar vai voltar o sangue. Agora a pressão do ventrículo tá próxima a pressão da aorta, se a válvula abrir agora, mesmo que tenha pouco sangue no ventrículo, vai ir sangue do ventrículo pro átrio. Vai acontecer o chamado relaxamento isovolumétrico, a pressão do ventrículo vai cair até ser menor que a pressão do átrio, aí vai abrir a válvula pra ocorrer o enchimento ventricular.
A maior parte do enchimento ventricular (isso em repouso) tá relacionado a diferença de pressão entre o átrio e o ventrículo (cerca de 80%).
O coração pode produzir até 4 sons(bulhas), 2 são audíveis, 3 são normais para crianças e 4 pode ou não ser patológico. 
Nunca o volume da sangue na câmara cardíaca fica nulo, sempre tem um volume residual, inclusive na sístole.
O pontilhado em cima é a pressão da aorta, o pontilhado em baixo é a pressão no átrio. O vermelho é a pressão do ventrículo, que varia entre próximo a pressão da aorta e do átrio. O ventrículo sempre está renovando sua forca.
O nó sino atrial está antes da onda p.
O enchimento do ventrículo depende da sístole atrial. Mas apenas 20% do volume ventricular é preenchido pela sístole, a maior parte é pela diferença de pressão. 
Para o ventrículo começar a receber sangue a válvula atrioventricular tem que estar aberta.
Por que o fluxo sanguíneo é unidirecional? Pois passa de onde tem maior pressão para onde tem menor pressão (isso é controlado pelas válvulas)
O átrio direito é a câmara com menor pressão o sangue tende a passar da veia para o átrio. Por que não as veias? Pois o sangue iria passar do átrio para as veias e não o contrário.
O átrio tem a capacidade de aumentar oudiminuir a pressão. O ventrículo também tem essa capacidade.
Quanto maior a diferença de pressão entre as câmaras maior o volume de sangue.
O sangue flui de que tem maior pressão para quem tem menor pressão. Normalmente os átrios tem maiores pressões em relação aos ventrículos. Para o sangue sair dos ventrículos existem mecanismos de contração para que os ventrículos consigam aumentar suas pressões.
Átrio direito para ventrículo direito
Ventrículo direito para artéria pulmonar
Átrio esquerdo para ventrículo esquerdo
Ventrículo esquerdo para aorta
Na sístole atrial não tem contração isovolumétrica pois sua pressão geralmente é mais alta.
VENTRÍCULO
Diástole ventricular
Qual importância da diástole ventricular? Baixar pressão, abrir a válvula, encher ventrículo (exceto a parte da diástole isovolumétrica)
Antes de tudo acontecer vamos ter a diástole isovolumétrica para reestabelecer padrões após uma contração anterior. (Vai ser explicada daqui a pouco para não confundir os processos)
Fases do enchimento ventricular: 
Rápido enchimento, aumenta rápido o volume (alta diferença de pressão entre o átrio e o ventrículo)
Enchimento lento (menor diferença de pressão, o ventrículo já tem maior volume de sangue do que no início, apesar do átrio ainda ter maior pressão)
Sístole atrial (20% do volume de sangue), nessa parte a pressão do átrio aumenta um pouco para fazer a ejeção em direção ao ventrículo.
Obs: Pressão do ventrículo fica maior que a do átrio, fechando a válvula atrioventricular. Vermelho ultrapassa o preto.
No ventrículo temos no final o volume diastólico final, não aumenta mais pois a válvula fechou.
Sístole ventricular
Qual sua importância? Ejetar sangue para a aorta e aumentar a pressão no ventrículo (para ejetar)
Contração isovolumétrica (aumenta a pressão para sair de um valor próximo ao do átrio para um valor que ultrapasse a pressão na artéria aorta, quando for maior abre a válvula aórtica)
Eletrocardiograma: Antes da contração ventricular temos a despolarização do ventrículo pelo complexo QRS. O ventrículo contrai aumentando sua pressão sem alterar seu volume.
-Ejeção (quando a pressão do ventrículo for maior que a da aorta, a válvula aórtica se abre e tem a ejeção por diferença de pressão). 
Chega um momento que a pressão da aorta é maior que a do ventrículo, então a válvula se fecha. Isso marca o termino da ejeção.
Diástole
Diástole isovolumétrica- sair da pressão próxima à da aorta e passar a ter uma pressão menor que atrial. Relaxa sem alterar volume. Uma grande queda na pressão do ventrículo, fazendo com que a do átrio torne-se maior novamente, o que abre a válvula atrioventricular. REPOLARIZA A MUSCULATURA PARA RELAXAR.
ÁTRIO
 Ciclo: Contrai, relaxa, recebe sangue
Realiza contração (sístole atrial) contribuindo para a parte final do enchimento ventricular e depois entra em um estado de relaxamento, pressão do átrio caindo ao mesmo tempo o ventrículo contrai. Depois sua pressão torna a aumentar pois entra em diástole e recebe sangue.
Qual a diferença do ventrículo esquerdo para o direito?
A intensidade da resposta, o esquerdo exerce pressão de até 120mmHg pois tem que levar sangue para o corpo todo. Enquanto que o direito só vai levar sangue até pulmão então pressão de 40mmHg é suficiente.
Eletrocardiograma 	
Despolarização inicia no nó sinoatrial, percorre o átrio, atrioventricular e feixe de HIS, para chegar ao ventrículo e despolariza gerando contração isovolumétrica (só ocorre com a válvula fechada e com complexo QRS). Essa contração aumenta a pressão no ventrículo abrindo a válvula aórtica. Começa a ejeção, pressão no ventrículo cai e da aorta está maior, válvula aórtica se fecha.
Onda T- ventrículo relaxando para sua pressão voltar a ser menor que o átrio 
A válvula atrioventricular (mitral) volta a se abrir e inicia-se o processo de enchimento ventricular (2 fases: rápida e lenta) e posterior sístole.
Fonocardiograma (sons cardíacos) última linha do gráfico.
Esse barulho que ouvimos do coração é quando as válvulas fecham.
1°bulha- fechamento das atrioventriculares
2°bulha-fechamento das semilunares
3°bulha-vibração das câmaras cardíacas devido ao rápido enchimento do ventriculo. Mais comum em recém nascidos.
4° bulha- não se sabe muito a respeito se apresenta na sístole atrial. Não está no gráfico.
Ejeção: é quando o volume do ventrículo diminui. Tem a ejeção rápida, porque a diferença de pressão é alta. A lenta, porque a pressão é menor. A ejeção diastólica é quando a pressão do ventrículo é maior que a da aorta.
Onde está escrito diástole no primeiro gráfico e no segundo gráfico: 
Ocorre sístole atrial, pressão na aorta cai. Ao mesmo tempo no eletrocardiograma repolariza o ventrículo (diástole ventricular). Válvula aberta porque pressão do átrio está maior. 
Complexo QRS, inicia despolarização do ventrículo, aumenta pressão no ventrículo, pressão na aorta ainda caindo. Contração isovolumétrica iniciando.
A pressão na aorta está aumentando pois está recebendo sangue, ocorre ejeção no ventrículo. Válvula ainda aberta. Onda t
A aorta diminui pressão pois o sangue saiu da aorta para o corpo. Nenhuma válvula está aberta.
A cor verde representa o eletrocardiograma, a vermelha representa a pressão da aorta. O amarelo são os sons, o bege é a pressão do átrio e o laranja é a pressão do ventrículo. Perceba que o ventrículo está enchendo rápido porque a diferença de pressão é grande, dá pra ver bem a diferença de pressão. Olhando pro desenho dá pra ver que o ventrículo tá enchendo.
Aqui é o enchimento lento, olha como a pressão do ventrículo se aproximou da do átrio. A pressão da aorta tá diminuindo porque ela não tá recebendo sangue. A válvula ainda tá aberta.
Aqui dá pra ver que estamos na sístole atrial, começa a despolarização atrial. A pressão na aorta continua caindo porque ela ainda não tá recebendo sangue. Percebam que despolarizou o átrio e o átrio vai aumentar de pressão, isso é a sístole. O ventrículo tá aumentando de pressão porque jogou mais sangue pro ventrículo.
Agora dá pra ver que a válvula vai fechar. Perceba agora que o amarelo ficou bem evidente. Agora tá acontecendo a sístole ventricular, a aorta não recebeu sangue, a válvula fechou, que fase é essa? Contração isovolumétrica. Começou a contrair do ápice pra base e as duas válvulas estão fechadas. Isso é importante pra que? A pressão do ventrículo aumentar até ser superior a pressão da aorta. Isso faz parte da sístole, que pode ser dividida em ejeção e contração isovolumétrica. 
Agora olha o que tá acontecendo na figura. Tá ocorrendo a ejeção ventricular. Nesse gráfico não dá pra ver direito, mas essa ejeção é dividida em rápida, lenta e diastólica. Olhando pro gráfico dá pra ver que a contração do ventrículo tá perto da aorta, mas tá maior. Quando o vermelho (pressão da aorta) ficar maior é outra coisa. Quando o ventrículo tá na parte final da contração o átrio começa a relaxar (diástole atrial). 
A pressão do ventrículo tá caindo, a da aorta tá diminuindo mas tá maior que a do ventrículo. A pressão do átrio tá aumentando. Tá acontecendo a diástole ventricular isovolumétrica.
Resumo: Só olhem pro colorido, o que tá acontecendo nesse primeiro é o enchimento ventricular porque a pressão do átrio tá maior que a do ventrículo. Depois, ocorre o enchimento lento porque o ventrículo recebeu sangue, a pressão do ventrículo tá próxima da do átrio, mas a válvula tá aberta e tá enchendo ainda. Depois vamos ter um aumento de pressão no átrio que vai também aumentar a pressão no ventrículo, que é a sístole atrial. Perceba que a pressão na aorta só tá caindo. É só nesse momento que tá acontecendo a contração do átrio, é bem nesse a. Olha a onda P indicando essa sístole atrial. Novamente, o enchimento ventricular, entre 70 a 80% é somente por diferença de pressão, isso em repouso. Depois, dá pra ver a primeira bulha, o fechamento da atrioventricular. Aqui já acontece a sístole, olha o complexo QRS, despolarizou o ventrículo. Já começa a sístole ventricular mas não ocorre a ejeção (observamosque não começa a ejeção pela pressão na aorta, que ainda não aumentou). A pressão do ventrículo tá mais baixa que da aorta, se a valva aórtica se abrir, vai vir sangue da aorta pro ventrículo. Ocorre a contração isovolumétrica, aumentando a pressão do ventrículo pra ela ser maior que a da aorta, pra lançar o sangue pra lá. Aí sim, quando a contração do ventrículo ficar maior que da aorta, vamos ter a ejeção. A partir do momento que a pressão da aorta fica maior que a do ventrículo nós vamos ter a segunda bulha, que é o fechamento da semilunar. Depois disso o átrio tá cheio de sangue, mas a pressão dele tá baixa, e o ventrículo tá muito contraído e com muita pressão. Se a mitral abrir, vai sair do ventrículo pro átrio. O ventrículo precisa relaxar, sem alterar o volume, para a pressão do ventrículo, que tá lá em cima, ficar menor que a do átrio, aí nós temos o relaxamento volumétrico. Quando a pressão do átrio ficar maior que a do ventrículo vamos ter um enchimento e volta lá pro começo do gráfico. Perceba o que tá acontecendo com a pressão da aorta, a pressão caiu e depois subiu de novo. Quando a valva aórtica tá aberta, ela impede o fluxo para as coronárias, essa pequena queda é porque esse vaso perde o sangue para as coronárias, então tem uma pequena queda de pressão. E por que ela volta de novo? Isso vamos estudar na próxima aula, é porque esse vaso é elástico, e quando ele volta ao normal (estava esticado) aumenta a pressão.
Esse outro gráfico é a mesma coisa, mas esse aqui fala do volume. Aqui ele mostra o eletrocardiograma, tem a pressão da aorta, pressão do átrio (em azul), pressão do ventrículo (vermelho) e volume do ventrículo em vermelho (abaixo).
A sístole atrial corresponde a um pequeno aumento do volume ventricular, quando a pressão do ventrículo for maior que a do átrio fecha a válvula. Aí esse aumento da pressão do ventrículo chamamos de contração isovolumétrica. Quando a pressão do ventrículo for maior que a pressão da aorta a válvula abre. Quando a pressão da aorta for maior que a do ventrículo aí a válvula fecha. 
Porque a pressão da aorta cai um pouco? (Incisura da pressão aórtica)
Há um pequeno retorno de sangue que sai da aorta e vai para a coronária suprir o coração.
Há um mínimo retorno de sangue para o ventrículo pós fechamento da válvula.
Porque a pressão a aorta aumenta pós-queda?
Pois tem capacidade de distender na sístole para receber sangue e depois volta ao seu norma (para isso contrai um pouco).
Responder o que ocorre em cada divisão do gráfico?
Nesse esquema temos o eixo X, que é volume do VE, e o eixo Y, que é a pressão do VE. Do A pro B tá ocorrendo o aumento do volume com um pouco de aumento da pressão, isso é o enchimento ventricular, esse aumento de pressão é importante para a pressão do ventrículo ficar maior que a do átrio e a válvula fechar. Do B pro C, é a contração isovolumétrica do ventrículo, onde o volume continua a mesmo e a pressão aumenta muito. Depois, a pressão continua aumentando, mas olha o volume, tá diminuindo, isso é a ejeção. Depois a pressão tá caindo e o volume continua o mesmo, isso é a diástole isovolumétrica.
	O volume sistólico é a quantidade de sangue que o coração manda pra aorta em um batimento cardíaco. O debito cardíaco representa a quantidade de sangue que cada ventrículo lança na circulação em determinada unidade de tempo (principalmente minuto).
Volume aumentando e pressão quase não altera -- diástole ventricular, enche o ventrículo.
Primeiro ponto- fechamento da válvula atrioventricular
Aumento de pressão sem alterar volume- contração isovolumétrica
Segundo ponto- abre válvula aórtica.
Ejeção- pressão do ventrículo maior que da aorta
Terceiro ponto- fecha válvula aórtica
Relaxamento isovolumétrico- muda pressão sem alterar volume
Quarto ponto- abre válvula átrio ventricular
 DÉBITO CARDÍACO, FLUXO SANGUÍNEO E RETORNO VENOSO 
Conceitos importantes: 
 Débito cardíaco: quantidade de sangue que os ventrículo jogam na circulação por unidade de tempo. Geralmente expresso em L/min. Tem-se seu valor através da fórmula: 
DC = VS x FC 
Onde VS é o volume sistólico e FC a frequência cardíaca. 
Uma pessoa em repouso possui, em geral, 70bpm e em cada batimento é lançado 70ml de sangue pelos ventrículos, sendo o débito cardíaco de aproximadamente 5L/min. Os principais fatores que alteram o débito cardíaco são o volume sistólico, frequência cardíaca, contratilidade cardíaca, modulação do SNA e idade. 
Quando se observa o débito cardíaco, deve-se analisar as duas variáveis envolvidas, partindo da formula (DC=VS.FC), as variáveis que alteram o débito cardíaco são tanto frequência cardíaca quanto volume sistólico, as duas não podem ser analisadas isoladamente. A frequência cardíaca é inversamente proporcional ao volume sistólico então tem-se que: se a frequência cardíaca aumenta o volume sistólico diminui, porque há menor tempo para o enchimento do ventrículo com sangue a ser ejetado nas artérias, já diminuindo a frequência cardíaca o volume sistólico aumenta, porque irá permitir o maior enchimento do ventrículo, aumentando o volume de sangue a ser ejetado. Como os dois atuam na modulação do débito? Se a frequência cardíaca aumentar o débito cardíaco aumenta, porque apesar de o ventrículo encher menos, mais sangue estará sendo ejetado por unidade de tempo. No entanto, há um momento em que a frequência cardíaca aumenta tanto que não proporciona um enchimento satisfatório do ventrículo, o que faz com que a rápida frequência não compense o baixo enchimento ventricular e o debito cardíaco cai. Há então um efeito compensatório em uma faixa de valores de FC. 
Se eu diminuir a frequência cardíaca, eu aumento o volume sistólico, porque vai ter mais tempo pra encher o ventrículo e eu vou ejetar um volume alto.
Se eu aumentar o batimento cardíaco, o volume sistólico diminui porque não tem tempo pra encher. 
Se aumentar a frequência cardíaca, o volume sistólico diminui, o debito cardíaco aumenta, porque se eu aumentar a frequência cardíaca o debito aumenta. Se eu verificar o volume sistólico ele diminui. Mesmo eu ejetando pouco, eu ejeto mais por minuto, isso que acontece em exercício físico. Em exercício severo ou em patologias, quando eu aumento muito a frequência cardíaca, o meu debito diminui porque tem baixo volume sanguíneo ventricular porque não tem tempo de encher.
Tomados os conceitos, quando praticamos exercícios espera-se inicialmente que o débito cardíaco aumente, devido ao aumento da frequência cardíaca, entretanto, se essa frequência cardíaca aumentar demais o débito cardíaco diminui, porque o baixo volume sanguíneo ventricular não compensar o curto intervalo entre as sístoles ventriculares. 
Dentro do volume sistólico deve-se analisar a contratilidade cardíaca. Há diferença entre aumentar a frequência cardíaca e aumentar a força de contração, se aumenta a força de contração à ejeção ocorre de forma mais “intensa”, logo o débito cardíaco aumenta. A Contratilidade é uma variável diretamente proporcional ao débito cardíaco. Os níveis de contratilidade dependem principalmente da disponibilidade de cálcio no interior da célula. 
*Por que o aumento da contratilidade aumenta o débito se o volume sistólico não sofre alteração? Porque o volume de sangue que sai do ventrículo é maior, então o volume de sangue no ventrículo após a sístole ventricular é menor. Analisando um segundo momento, ao ocorrer a próxima sístole atrial o volume sanguíneo que vai entrar no ventrículo é maior, porque saiu mais sangue na sístole ventricular (“entendi como: há mais espaço potencial para enchimento). A contratilidade altera unicamente o processo de ejeção, a ejeção por conseguinte altera o volume sistólico. O volume sistólico é responsável por alterar o débito cardíaco. 
*fatores que influenciam o debito cardíaco: frequência, contratilidade, sistema nervoso autônomo, idade.
A modulação do sistema nervoso autônomo é dada pelo simpático, responsável por inervar todo o coração, podendo controlar tanto as células de trabalho quanto aquelas do nó sinoatrial,é capaz de aumentar a contratilidade e a frequência cardíaca e o parassimpático, que inerva apenas o nó sinoatrial, é capaz de diminuir a frequência cardíaca. 
O simpático é o único componente do SNA que inerva vaso sanguíneo como um todo. Todo o vaso tem um tônus, o qual é mantido por estimulo do simpático, se a atividade do simpático sobre o vaso aumenta ocorre o processo de vasoconstrição, se atua muito pouco o de vasodilatação. 
O fator idade contribui com alterações do debito cardíaco da seguinte forma: até aproximadamente 15,20 anos o débito cardíaco é máximo, porque a pessoa está em crescimento, como o passar da idade e consequente redução do metabolismo, o volume sanguíneo diminui, gerando redução do débito cardíaco. 
Regulação do débito cardíaco:
Aqui aumentou somente a contratilidade, o coração fez mais força. O ventrículo esquerdo ejetou uma quantidade maior de sangue. A contração não altera o enchimento, o que altera é o tempo de ejeção, se eu faço mais força sai mais sangue e fica menos sangue. O volume residual é volume sistólico final. Após o enchimento, quando a mitral se fecha, é o volume diastólico final. Esse volume de ejeção é chamado volume sistólico. 
O aumento de pré carga é qualquer situação que vai fazer com que o volume diastólico final seja maior. Isso ocorre quando a gente se alimenta, toma isotônico. Todas essas situações fazem com que vá mais sangue pro coração, se vai mais sangue pro coração ele vai encher mais.
O volume ventricular diastólico final é chamado de pré-carga – volume de carga presente no ventrículo após o enchimento. O fator que aumenta a pré-carga é o volume sanguíneo vindo do corpo inteiro – retorno venoso. Situações como beber água, come, etc. Se o volume de enchimento é maior, aumenta também a ejeção e, por consequência, débito cardíaco. 
O aumento de pós carga é toda dificuldade que o ventrículo tem pra ejetar o sangue. Nesse caso o volume residual é maior. 
O aumento da pós-carga é dado pela resistência à ejeção, pode se dar por exemplo pelo aumento da pressão nas grandes artérias como aorta. O sangue flui sempre do lugar de maior pressão para o de menor pressão, se a pressão na aorta aumenta, a diferença de pressão diminui, e há maior resistência para fluxo sanguíneo através dela, isso se dá por exemplo em caso de hipertensão arterial. É necessário então que o ventrículo empregue uma força maior para ejetar um dado volume sanguíneo. É importante notar que não há alteração da contratilidade, o ventrículo busca essa maior força aumentando o tempo de contração e não a contratilidade (força de contração), ainda assim o volume que permanece no ventrículo é maior após a sístole, aumentando o tempo de contração ele perde um pouco da força de ejeção. Se o volume sistólico diminui, diminui também o débito cardíaco. 
 
Aula 13
Pressões do sistema cardiovascular 
Pressão mais elevada encontra-se no ventrículo esquerdo:
Sistóle: 120mmHg
Diastóle: 3-5 mmHg
Pressão totalmente transferida para aorta
Sistóle: 120mmHg
Diastóle: 80mmHg
Velocidade do fluxo sanguíneo: 185mm/s
A pressão máxima exercida pelo ventrículo esquerdo, que normalmente é de 120mmHg é totalmente transferida para a aorta, onde há a maior pressão sanguínea. A aorta varia então, em condições normais, de uma pressão de 120mmHg para uma pressão de 80mmHg, já o ventrículo varia de 120mmHg para 3mmHg, pois é necessário que haja diferença de pressão entre os dois, para que o sangue flua pelo vaso na próxima sístole. Essa diferença é ainda fisicamente explicada pela elasticidade da aorta, capaz de distender. Ao receber o sangue a aorta se distende, aumentando de diâmetro, à medida que o sangue vai fluindo para os vasos seguintes ela volta ao seu estado normal, mantendo uma pressão sanguínea relativamente alta até a próxima ejeção. A maior velocidade do fluxo sanguíneo é relatada na aorta, porque a velocidade de ejeção é transferida também para a aorta. 
A pressão arterial é uma variável dependente de dois fatores, do débito cardíaco e da resistência periférica, sendo esta última controlada principalmente pelo simpático. Débito cardíaco é diretamente proporcional à pressão arterial, a resistência periférica é inversamente proporcional à pressão arterial. A pressão arterial é sempre pulsátil, devido principalmente à propriedade elástica das artérias. Em idosos a pressão sistólica sempre se encontra elevada porque o idoso perde a capacidade elástica da aorta. 
PA: DC. Rp
DC: FC. VS
VS: Pré e pós carga e contratilidade
A pressão arterial passa menos tempo na sistólica e mais tempo na diastólica.
A fórmula para cálculo da pressão arterial média é: (2PAD + PAs)/3, isso confere uma PAm de aproximadamente 95mmHg. Se justifica que não seja (PAd+PAs)/2 pelo fato de o tempo que o sangue fica em pressão diastólica ser maior. 
PAM= PAD + (PAS – PAD) 2/3
Por que o ventrículo consegue contrair a uma pressão de 120 e relaxar até 3 a 5 mmHg e a aorta vai de 120 e 80? Por que essa variação não é igual à do ventrículo? 
Quando o ventrículo contrai, manda sangue pra aorta e ela distende, mas na diástole ela cai somente 40mmHg porque ela tem tipo um reservatório sanguíneo. A medida que a aorta recebe sangue e se distende esse vaso aumentou sua capacidade de receber sangue. O sangue que tem contato com sangue ele escorre com mais facilidade que aquele que tem contato com a parede do vaso. O fluido do meio do vaso vai escorrer bem rápido, o que tá em contato com a parede do vaso tem uma resistência. A medida que essa valva aórtica fecha, esse vaso começa a voltar ao seu calibre normal, o sangue que estava armazenado na periferia vai começar a ir pro meio do vaso e vai fazer uma pressão.
Idosos perdem a propriedade elástica da aorta promovendo aumento de pressão sistólica. Perceba que a pressão diastólica cai muito mais rápido do que nos jovens. Isso acontece porque como a pressão é maior, esse escoamento de sangue para a circulação vai ser muito maior.
CURVAS DE PRESSÃO DE PULSO NA AORTA EM DIFERENTES ESTADOS
Arteriosclerose: Perda de elasticidade.
Estenose aórtica: A valva aórtica tem uma dificuldade em se abrir.
Persistência do canal arterial: Comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar.
Insuficiência aórtica: A valva aórtica tem uma dificuldade em se fechar.
Por que a onda arterial ficou diferente?
A pressão arterial é a pressão que o sangue faz por estar dentro dos vasos, no caso, nas artérias, e esta é "gerada" a cada batimento do coração. Mais especificamente, a pressão arterial é a pressão do sangue na aorta, e esta tem dois componentes que variam de acordo com a quantidade de sangue na aorta. Durante o pico de ejeção da sístole a aorta abriga o maior volume de sangue que irá ter, e este, ao empurrar as paredes da aorta, gera uma pressão máxima, a esta, chamamos pressão sistólica, que é a pressão na aorta no pico de ejeção sistólica. Durante o final da diástole, o sangue flui da aorta para aos outras artérias e arteríolas e como tal, vai a esvaziando e diminuindo a pressão dentro dela, o menor valor de pressão na aorta, no final da diástole, chamamos de pressão diastólica, que é a pressão na aorta no vale do enchimento diastólico.
Cada batimento cardíaco faz com que nova onda de sangue chegue às artérias. Se não fosse pela distensibilidade do sistema arterial, todo esse novo volume de sangue teria de fluir pelos vasos sanguíneos periféricos, quase instantaneamente, apenas durante a sístole cardíaca, e não ocorreria fluxo durante a diástole.
Entretanto, normalmente a complacência da árvore arterial reduz os pulsos de pressão, de modo que quase não ocorrem pulsos quando o sangue atinge os capilares; assim, o fluxo sanguíneo tecidual é essencialmente contínuo, com pulsações muito pequenas.
No adulto jovem saudável, a pressão no pico de cada pulso chamada de pressão sistólica, é de cerca de 120 mmHg; no ponto mais baixo de cada pulso, chamado pressão diastólica, cai para cerca de 80 mmHg. A diferença entre essas duas pressões de aproximadamente 40 mmHg é chamada pressão de pulso.
Dois fatores principaisafetam a pressão de pulso: (1) o débito sistólico cardíaco e (2) a complacência (distensibilidade total) da árvore arterial. Um terceiro fator, menos importante, é o caráter da ejeção do coração durante a sístole.
Em geral, quanto maior o débito sistólico, maior será a quantidade de sangue que deve ser acomodada na árvore arterial a cada batimento, e portanto maiores serão o aumento e a queda de pressão durante a sístole e a diástole, resultando em maior pressão de pulso. Por sua vez, quanto menor for a complacência do sistema arterial, maior será o aumento da pressão, provocado por um dado volume de sangue bombeado em cada batimento para as artérias. Por exemplo, como mostrado nas curvas centrais da linha de cima da Figura, a pressão de pulso na velhice aumenta até duas vezes o normal porque as artérias ficaram endurecidas pela arteriosclerose e assim são relativamente não complacentes.
Efetivamente, a pressão de pulso é determinada, em termos aproximados, pela razão entre o débito sistólico e a complacência da árvore arterial. Qualquer condição da circulação que afete um desses dois fatores também afetará a pressão de pulso.
Pressão de Pulso = débito sistólico/complacência arterial
Algumas condições da circulação além de alterarem a pressão de pulso provocam traçados anormais de suas ondas. A estenose aórtica, a persistência do canal arterial e a insuficiência aórtica são algumas das condições especialmente notáveis.
Na arteriosclerose, quando o ventrículo ejeta o vaso tem dificuldade para distender, o atrito vai ser muito alta. Quando o vaso não distende e o atrito é muito alto, aumentando a pressão. 
Na estenose valvar aórtica, o diâmetro da abertura da valva aórtica é significativamente reduzido, e a pressão de pulso aórtica fica bastante diminuída em virtude da redução do fluxo sanguíneo que é ejetado pela valva estenótica. A pressão sistólica é a mesma (120), mas é mais devagar. A pressão sistólica atinge o pico de uma forma mais lenta e ela permanece no pico por um tempo maior, porque a ejeção no início foi tão lenta que o sangue que estava na aorta foi embora, enquanto o novo sangue que estava vindo ficou mantendo a pressão. 
Na persistência do canal arterial, a metade ou mais do sangue bombeado para a aorta pelo ventrículo esquerdo flui imediatamente de volta, pelo canal (ou ducto) arterial que permanece aberto, para a artéria pulmonar e vasos sanguíneos pulmonares, fazendo com que a pressão diastólica caia para valores muito baixos antes do batimento cardíaco seguinte. A persistência do canal faz a pressão da aorta ficar mais baixa porque o sangue vai para a artéria pulmonar. O ventrículo enche normal, e o ventrículo contrai e vai superar a pressão da aorta muito cedo. Com isso, vai ejetar mais sangue, essa ejeção é rápida. 
Na insuficiência aórtica, como a pressão da aorta vai estar mais baixa, a pressão do ventrículo vai alcançar ela mais rápido, por isso vai chegar no pico da sístole mais rápido. A diástole vai ser mais rápida porque como ela tem dificuldade de se fechar, o sangue vai ser escoado pro ventrículo e vai pro corpo. 
Aula 14
Pressão arteriolar
Vasos de resistência.
Pressão cai cerca de 60mmHg
Baixo diâmetro 
Pressão não pulsátil
Velocidade do fluxo sanguíneo: 2,1 mm/s
A pressão do ventrículo altera muito, ela começa próxima do zero, contrai muito e fica em 120. Nas grandes artérias e pequenas artérias a pressão fica entre 120 e 80. A medida que vai se afastando da aorta, principalmente a pressão sistólica se altera um pouco porque o vaso perde a elasticidade. Por isso o pico tá aumentando um pouco. Quando chega nas arteríolas não temos mais a chamada pressão pulsátil, vamos ter o chamado fluxo laminar (contínuo). 
Nos vasos de resistência, arteríolas e capilares, começa a transformação da pressão pulsátil em fluxo laminar, fazendo cair drasticamente a velocidade do fluxo e a pressão. O fluxo laminar pode ser atrapalhado, por exemplo, por placas de gorduras, que o transformam em um fluxo perturbado (mais lento). O fluxo sanguíneo é ainda maior no centro do vaso do que na periferia, devido ao contato com as paredes do vaso, havendo maior resistência. As arteríolas são chamados de vasos de resistência porque eles diminuem a pressão e a velocidade. Diminuir a velocidade é importante porque é nesse nível que ocorre a troca de nutrientes e ocorre a defesa do organismo. 
Da aorta até os capilares o fluxo sanguíneo vai então diminuindo, devido à resistência das por fatores como diâmetro, número de ramificações, viscosidade, área ocupada pelos vasos. Dos capilares até as grandes veias, como as cavas, o fluxo sanguíneo aumenta novamente, devido ao encontro de duas ou mais ramificações formando um único vaso, área ocupada pelo vaso, diâmetro. 
No d1, o diâmetro diminuiu, aumentando a pressão. Através do processo de vasoconstrição ou vasodilatação que as arteríolas são os principais vasos para deslocar o sangue. Depois de almoçar, o fluxo sanguíneo está sendo deslocado para o sistema gastrointestinal para absorver os nutrientes. Isso acontece nas arteríolas, ocorreu a vasodilatação delas no sistema gastrointestinal. Essa redistribuição é feita pelas arteríolas.
FLUXO 
Fatores que afetam a resistência
Área total: Maior a área -> Maior resistência
Menor o diâmetro _> Maior resistência
Maior a viscosidade -> Maior resistência
FLUXO = DP. (D)4 / V.C
DP = Variação de Pressão entre um segmento e outro do segmento vascular. 
C=Comprimento/área do vaso. 
V=Viscosidade do sangue. 
D = Diâmetro do vaso.
Se aumenta o diâmetro, aumenta muito o fluxo sanguíneo. Se aumenta a diferença de pressão aumenta muito essa velocidade do fluxo. Isso é inversamente proporcional a viscosidade. 
A principal justificativa pra esse aumento de velocidade das arteríolas, capilares, vênulas, é o diâmetro. 
Nos capilares a velocidade chega no seu menor número, mas a pressão não é a menor. Se no capilar fosse a menor pressão, o sangue não ia sair de lá porque não ia ter força. 
O fluido presente no capilar deve alcançar o interstício, para que ocorra troca de substancias, nutrição e oxigenação celular, essa passagem se dá devido à alta permeabilidade capilar, pressão hidrostática do fluído intravascular, que tende a sair do vaso. A pressão osmótica oferece resistência à saída de fluido intravascular, que se dá principalmente por influência das proteínas plasmáticas que não possuem capacidade de atravessar a parede capilar. O fluido é capaz de sair porque a pressão hidrostática é maior que a osmótica nesse ponto. A velocidade de fluxo sanguíneo também é bem menor a nível capilar, o que permite que o sangue permaneça mais tempo em um local onde há troca máxima de substancias. 
*A pressão hidrostática é mais ou menos igual a pressão arterial
Já que as proteínas não conseguem sair dos vasos, elas geram uma pressão oncótica. Enquanto a proteína fica no vaso, ela gera um gradiente osmótico, aumentando a osmolaridade, tendo uma capacidade de tracionar o que tá fora do vaso para o interior dele. 
A pressão hidrostática é a pressão que vai fazer a água sair do vaso. O sangue retorna pela força que a pressão oncótica faz no interior do vaso.
Por que não há saída de fluido em nível venoso? Ignorando-se a menor permeabilidade desses vasos, há ainda a presença de uma pressão hidrostática menor e uma pressão osmótica a mesma do nível capilar, o vetor resultante é para dentro, tendendo os fluidos intersticiais a entra e não a sair do vaso ao nível venoso. O líquido que foi para o interstício e não retorna dessa forma é captado pelos vasos linfáticos e deles retornam para a circulação. 
As veias são consideradas vasos de armazenamento pois a maior parte do volume de sangue circulante se encontra nelas, já as artérias são vasos de fluxo, já que o fluxo é mais intenso nelas. É o local onde tem a maior parte do sangue, mas a pressão é baixa porque eles são vasos e complacência. 
A pressão do átrio direito é a menor pressão do sistema cardiovascular, isso é explicado porque é pra lá que tem que retornar o sangue provenientede todo o corpo. 
Pressão átrio direito: entre -5 a 0 mmHg
Pressão ventrículo direito: entre 22 a 0 mmHg
Pressão artéria pulmonar: entre 22 a 8 mmHg
Pressão nas veias pulmonares: 4 - 8 mmHg
Pressão átrio esquerdo: 2 -4 mmHg
O retorno venoso representa a quantidade de sangue que chega no átrio direito por unidade de tempo (ml/min). As situações que alteram esse retorno são: compressão das veias (feita principalmente pela musculatura esquelética que funciona como uma bomba propulsora), a bomba respiratória e a inervação simpática e sistemas valvulares venosos. 
*Débito cardíaco é a quantidade de sangue que sai do ventrículo esquerdo.
Inspiração: Torna pressão atrial menor. Distensão do átrio... Bomba respiratória (contração diafragma)
Expiração forçada (tosse): aumenta o retorno venoso por aumentar a pressão intratorácica 
As válvulas também contribuem para o fluxo sanguíneo unidirecional porque impedem o refluxo sanguíneo, quando há compressão vascular pela M. esquelética, o sangue só flui no sentido de retorno ao coração. 
A mudança no tônus das arteríolas modificam o retorno venoso: se há uma vasoconstrição da arteríola o retorno diminui (porque há menor passagem de sangue), se há uma vasodilatação o retorno venoso aumenta (porque há maior passagem de sangue). O volume sanguíneo é diretamente proporcional ao retorno venoso. Se ocorrer uma venodilatação a veia vai ser mais complacente, vai armazenar mais sangue ainda. Se ocorrer uma venoconstrição lança mais sangue pro coração. 
A pré-carga é toda situação onde eu aumento o volume diastólico final (enchimento ventricular/quando fecha a mitral). Sempre que eu aumentar o retorno venoso eu vou aumentar o volume diastólico final e aumentar o débito cardíaco. Sempre que aumenta o retorno venoso, aumenta o débito cardíaco. A pré-carga é diretamente proporcional ao volume sanguíneo e ao débito cardíaco. Logo o debito cardíaco é diretamente proporcional ao retorno venoso. 
Comentários: 
1) Mecanismo de Frank-Starling: “Quanto maior o enchimento maior a força de contração”. Significa dizer que o coração, independentemente de qualquer estimulo neural ou hormonal, quando submetido ao estiramento de suas paredes musculares, é capaz de promover uma contração naturalmente mais vigorosa, aumentando, consequentemente, o volume sistólico e o volume diastólico do ciclo. Essa afirmação nem sempre é verdadeira, pois a distensão influi até certo volume, passado dele, se não houver uma interação ideal entre actina e miosina não há vantagem. 
2) Não pode associar pressão com velocidade do fluxo sanguíneo. A velocidade é alta nas veias e artérias, enquanto as veias possuem a menor pressão, as artérias possuem a maior pressão. Nos capilares que o fluxo é extremamente lento, a pressão é média. 
Aula 15
A perfusão tecidual é garantida pela manutenção da força motriz da circulação, pressão arterial (PA).
Os mecanismos que controlam a PA, o fazem por meio da alteração da(o):
Retorno venoso;
Capacitância venosa;
Débito Cardíaco: (Frequência cardíaca e volume sistólico);
Resistência periférica;
Volemia.
Vamos falar como que a pressão arterial é regulada. Há uma regulação neural, uma local e uma hormonal. Iremos focar na regulação neural, que é aquela regulação rápida, momentânea, de quando a gente tá deitado e levanta rapidamente. A perfusão em todos os sistemas continua a mesma, mesmo tendo a força de gravidade, dificultando a passagem do sangue do coração pro cérebro quando a gente está em pé. Sempre vão estar atuando vários mecanismos para pressão estar normal pra perfusão de todos os tecidos estar normal. Lembrando, coração, SN central, rim, pulmão, intestino, tem uma regulação local, tem metabólitos que são produzidos localmente e conseguem regular esse fluxo.
A regulação irá garantir a perfusão tecidual, essa força que vai promover a perfusão a gente vai classificar como pressão arterial, é a força motriz que vai “empurrar”, vai dar a medida para a gente poder quantificar os diferentes sistemas e as diferentes pressões. Existem vários mecanismos para controlar essa pressão arterial (como visto na última aula), esses mecanismos são amplamente controlados pelo sistema nervoso, pelo sistema endócrino. Quis são eles? O retorno venoso (a quantidade de sangue que está retornando pro átrio direito), a capacitância venosa (quantidade de sangue presente nas veias, que pode se alterar dependendo da situação, por exemplo, no exercício físico o simpático atua nas veias pra tirar o sangue armazenado nas veias pra desloca-lo, fazendo um processo de vasoconstrição e tendo como consequência que a capacitância venosa se reduza), atuação do débito cardíaco e suas variáveis (que pode alterar tanto frequência cardíaca como volume sistólico cardíaco), a resistência periférica (controla o tônus vascular, o processo de vasoconstrição e vasodilatação, que é feito exclusivamente pelo simpático), e por fim a volemia (volume sanguíneo, dependendo da situação o volume sanguíneo pode aumentar ou diminuir, volemia também pode controlar a pressão arterial; a volemia é bem enfatizada na fisiologia renal, quando apontado o uso de diuréticos –aumentam a diurese– que auxiliam no controle de hipertensão). 90% dos hormônios citados hoje estão associados com alterações renais, que irão consequentemente alterar a pressão.
Como se controla essa PA? Existem dois mecanismos diferentes:
Ação imediata
 Envolve mecanismos plenamente ativos em questões de segundos ou minutos
Englobam os mecanismos de ação local, neurais e hormonais.
Comandados pelos mecano e quimiorreceptores.
Ação longa
Envolve mecanismos de regulação de volemia.
Ação a longo prazo.
	A regulação da pressão arterial pode ser imediata, que envolve mecanismos ativos em questão de segundos para minutos, podem englobar principalmente mecanismos neurais e são comandados principalmente por mecanoreceptores e quimiorreceptores. Temos também a regulação da pressão arterial a longo prazo, que se utiliza de adaptações renais, o que indica que haverá regulação da volemia. A longo prazo estará atuando principalmente o mecanismo hormonal, que vai estar aumentando ou diminuindo a diurese, que vai estar controlando a pressão arterial. Mas porque que é a longo prazo? Porque a formação de urina, ou a não formação, requer que esse efeito no rim seja demorado. No neural não, percebeu-se alteração pelos receptores, ativa-se o simpático ou parassimpático e pronto, e tem-se o efeito bem rápido.
	
Como que nós vamos estudar a regulação da pressão arterial? Vamos estudar em três partes:
Vias aferente: 
Como os sinais periféricos são enviados para o sistema nervoso central?
Centro de integração: 
Quais as áreas do sistema nervoso central que controlam a pressão arterial? 
Vias eferentes:
Quais as vias que promovem as modificações necessárias designadas pelo sistema nervoso central? Parassimpático e simpático.
Vias aferentes
Existem três grandes grupos de receptores: 
Barorreceptores arteriais; tem dois/ é o mais estudado
Quimiorreceptores arteriais; tem dois
Receptores cardiopulmonares. 
A via aferente e quais serão os receptores que vão estar aferindo a pressão arterial, aonde vai estar havendo a interpretação desse sinal e o que que irá ser feito. Dentre os principais receptores, temos vários receptores arteriais, principalmente o aórtico; temos quimiorreceptores, barorreceptores e temos receptores cardiopulmonares (irão regular principalmente o volume das câmaras cardíacas).
Primeiramente o barorreceptor, ele está presente na aorta e na carótida. Esse barorreceptor é um mecanoreceptor. Toda vez que a aorta se distende, ou seja em toda a sístole, o ventrículo lança sangue pra aorta e ela vai se distender, esse barorreceptor percebe essa distensão, pois ele é um mecanoreceptor. Toda sístole o que acontece? Aqui nós temos a variação normal 110/70 e sempre tem um potencial de ação, ou seja, tem um receptor que percebe e despolariza o neurônio, enviando informação para o SN central. Portanto, toda sístole está produzindo potencial de ação e está informando as vias doSN central (via vago e glossofaríngeo).
Se essa pressão aumenta a aorta se distende mais, e com isso o receptor vai receber ainda mais e vai despolarizar o neurônio ainda mais, consequentemente vai informar mais o SN central. Se no caso de hemorragia, o que ocorre? A pressão diminui, a distensão na aorta é reduzida, daí o parareceptor sinaliza menos e essa sinalização menor vai ser interpretada de um outro jeito pelo SN central. A importância do receptor é perceber a distensão da aorta. Qual a importância desse receptor? 
Ao longo do nosso dia, nossa pressão arterial fica variando (pouca variação), mas essa variação é gigante quando não tem barorreceptor.
Esse barorreceptor é importante para não deixar essa variação ser tão grande
O segundo é o quimiorreceptor arterial, da qual falaremos melhor no módulo de respiratório. O quimiorreceptor percebe a pressão parcial de oxigênio, a pressão parcial de CO2 e a variação de pH. O que isso tem a ver com o sistema cardiovascular? Tem tudo a ver pois todos os sistemas são interligados. Os quimiorreceptores estão presentes tanto no seio carotídeo quanto na aorta.
 
Ele detecta oxigênio, CO2 e H+. Descobrimos recentemente que ele tem uma participação na PA.
Temos aqui um experimento em que se verifica frequência cardíaca, pressão arterial média (110~120) e pressão pulsátil (da sístole e diástole). O que aconteceu com esses animais? Foi testado o cianeto de potássio, pois ele mimetiza uma situação de hipóxia, que é uma situação de baixa captação a pressão de oxigênio. Com essa toxina em baixa quantidade, experimentalmente é possível mimetizar uma situação de hipóxia. Foi testada nesse tempo e verificou-se que a pressão arterial aumentou, tanto a pulsátil, consequentemente a pressão arterial, e há uma queda de frequência cardíaca. E qual a importância desse quimiorreceptor? Vamos pensar numa situação onde o O2 está baixo, para que serviria aumentar a pressão arterial? É que o aumento, apesar de chegar pouco, vai chegar mais vezes, ele vai sendo consumido mas vai chegando mais, e essa perfusão vai tender a ser aumentada. Mas como que se aumenta a pressão arterial diminuindo a frequência cardíaca? Pressão arterial é débito cardíaco x resistência periférica. Nesse experimento houve um aumento da pressão arterial, mas uma redução da frequência cardíaca. Portanto, para aumentar a pressão, tem-se que aumentar a resistência, e para isso tem-se a vasoconstrição. Para um determinado diâmetro de um vaso, num processo de vasoconstrição a resistência do sangue vai ser maior, num processo de vasodilatação a resistência vai ser menor. Isso é resistência periférica, qual seja, controlar o calibre do vaso. Desse modo, tem como diminuir a frequência e aumentar a pressão arterial. Qual seria a ideia nessa situação de hipóxia diminuir a frequência cardíaca? Nos ratos a atividade cardíaca é muito elevada, o metabolismo e o consumo de O2 é muito elevado, então se você diminui a atividade, você diminui um pouco o consumo de O2, sendo que essa atividade não é essencial pra isso, é um mecanismo compensatório, compensando essa falta de O2, diminuindo a atividade de um órgão que não vai prejudicar a perfusão porque a pressão aumentou, diminuindo essa atividade. 
	Quimiorreceptor é, portanto, importante também para controlar a pressão arterial, pode controlar tanto situações de hipóxia, como situações normais. Em outro experimento, avaliou-se a pressão arterial dos ratos durante 10 dias. Em preto nós temos um animal que foi retirado o quimiorreceptor, e em bolinha/listrado, um riscado e listrado, um animal normal, e um animal que foi desnervado o quimiorreceptor. Percebam como que há uma queda de porcentagem de mais ou menos 50% da pressão arterial, portanto é verificado que esse quimiorreceptor também está atuando na regulação normal da pressão arterial. Aqui não há situação de hipóxia nem nada do gênero, o quefeito em 2 animais normais, um retirou e o outro deixou. Percebam como que há queda dessa pressão arterial.
Outro tipo de receptor são receptores cardiopulmonares, são receptores que estão presentes nas câmaras cardíacas, na artéria coronária, artéria pulmonar, são responsáveis pelo adequado enchimento das câmaras cardíacas, da perfusão das artérias coronárias e pulmonar. Todas essas informações, quimiorreceptores, cardiopulmonares e vasorreceptor são enviados pelo SN central através do nervo vago e glossofaríngeo, então nós temos receptores que vão perceber toda alteração de pressão arterial, todo enchimento da câmara, todo o sistema cardiovascular. Então agora, essa informação é enviada ao centro de integração, todas essas vias aferentes possuem um ponto específico que é o bulbo, e uma região mais específica ainda que é o núcleo do trato solitário. O núcleo do trato solitário vai receber todas essas aferências do barorreceptor, quimiorreceptor e cardiopulmonares.
Eles vão perceber como que tá o fluxo de sangue em uma certa artéria (coronária e pulmonar) ou podem verificar o enchimento das câmaras cardíacas 
São receptores presentes nas câmaras cardíacas, artéria coronária e pulmonares.
São responsáveis pelo adequado enchimento das câmaras cardíacas, além da perfusão adequada das artérias coronária e pulmonar.
Informação é transmitida para o SNC através dos nervos vagos e glossofaríngeo.
Pra onde vai essa informação? 
Todas essas aferências vão ser enviadas pra região bulbar, no núcleo do trato solitário. Esse núcleo vai fazer sinapse com várias outras áreas. Quais áreas? O bulbo ventre-lateral-rostral (RVLM), bulbo ventro-lateral-caudal, núcleo ambíguo (NA), núcleo dorsal vago, todos eles são centros, são sinapses que o NTS vai perceber, vai receber todas as vias aferentes dos neurônios em que esses receptores estão presentes, e ele vai conversar com esses núcleos. E qual que é a importância desses núcleos? O RVLM vai promover ativação do simpático, o CVLM tem como importância inibir o simpático, inibindo o RVLM. O NA e o dorsal do vago vão estar atuando para a estimulação do parassimpático.
Todas essas aferências, pararreceptor, quimiorreceptor, mecanorreceptor, vão ser enviadas pro NTS (núcleo do trato solitário), e esse NTS vai identificar se a pressão aumentou ou diminuiu, de maneira a fazer sinapse com o RVLM, ou CVLM, ou NA, ou núcleo dorsal do vago, pra que se ative o simpático ou o parassimpático. 
Essas são as principais vias para a regulação cardiovascular, no entanto essa via é extensa, e não se resume somente a região bulbar. Existem regiões do córtex que controlam a pressão arterial, existem regiões no núcleo supraótico, núcleo paraventricular, núcleos do hipotálamo. Então apesar dos relativos ao bulbo serem os principais, sempre haverá outras vias neuronais que irão influenciar também na atividade desses núcleos.
	Como que seria as eferências? Elas seriam as atividades simpáticas e parassimpáticas, dependendo da situação se há o aumento ou quebra de pressão arterial elas estão atuando em um desses dois sistemas. O parassimpático vai estar inervando o coração, o simpático vai estar inervando os vasos, o coração, pode estar inervando aquela via de exceção, a glândula que ainda iremos comentar. Lembrando que há também efeito do simpático e parassimpático lá no potencial de ação do nódulo sinoatrial. Mas qual seria o ponto de atuação do parassimpático? O parassimpático atua reduzindo principalmente a frequência cardíaca, se ele diminui a frequência cardíaca, por meio daquela fórmula verifica-se que ele vai atuar consequentemente também no débito cardíaco. O parassimpático atua somente aqui, se ele diminui a frequência cardíaca, ele diminui o débito cardíaco e diminui a pressão arterial. Então o parassimpático vai estar atuando quando a pressão arterial está alta, porque ele estará regulando a homeostase, de modo a manter a pressão a níveis normais. Se a pressão em algum momento ela aumenta, vai haver essa via toda do parassimpático atuando. Mas o parassimpático só atua aonde? Somente no nódulo sinoatrial.
Parassimpático:
Coração
Redução da despolarização diastólica,acompanhada ou não de hiperpolarização (canal de k+) nos tecidos nodais e retardo da condução do nódulo AV
Encurtamento do Potencial de ação atrial
Consequências diminuição da FC e DC consequentemente redução da Pressão arterial.
Simpático:
Coração
Aumento da despolarização diastólica (aumentando atividade do nódulo NSA)
Vasos
Vasoconstricção arterial e nos vasos de capacitância (venoconstricção). 
Aparelho justaglomerular
Estimula liberação de renina.
Adrenal
Aumenta liberação de catecolaminas.
O simpático atua em praticamente tudo. Primeiramente ele vai atuar quando a pressão está baixa, aumentando a pressão cardíaca. Ele tem como alterar o volume sistólico aumentando a contratilidade, portanto ele aumenta, e muito, o débito cardíaco. O simpático também faz o processo de vasoconstrição, portanto ele tem como aumentar débito cardíaco e resistência periférica, consequentemente aumentando a pressão arterial. E o simpático ainda pode potencializar, liberar umas catecolaminas.
Alguns exemplos. Nesse primeiro caso a pressão arterial aumentou, o barorreceptor vai perceber mais, consequentemente vai ter uma resposta compensatória. Aqui quando a pressão arterial está baixa, o barorreceptor vai perceber menos, vai enviar menos informação e vai ter o ???.
	Nesse outro exemplo temos uma manipulação farmacológica. Temos a pressão pulsátil, a pressão arterial média, a frequência cardíaca e o fluxo. Na manipulação farmacológica existem substâncias que vão promover o processo de vasoconstrição, como por exemplo a adrenalina. No caso desse exemplo é a fenilefrina, é uma substancia que vai gerar um receptor alfa-1, fazendo com que o vaso sofra contração (vasoconstrição). Se promove o processo de vasoconstrição, há tendência de aumentar a resistência periférica, consequentemente há tendência de aumentar a pressão arterial. Dá para observar um pequeno aumento da pressão pulsátil. Se formos observar a pressão arterial, verifica-se que ela está começando a aumentar. O que o pararreceptor vai estar sinalizando? A distensão da aorta. A despolarização do pararreceptor vai estar alta, então ele vai estar informando muito o núcleo do trato solitário. Vai prevalecer o parassimpático, pois a pressão está alta. O NTS vai estimular o núcleo ambíguo, o núcleo dorsal do vago, o CVLM, inibindo o simpático e o CVLM [acho que ele se confundiu aqui]. Então temos a sinapse inibitória, estimulatória e estimulatória. Há o predomínio do parassimpático, portanto a frequência cardíaca vai estar baixa, pois vai estar sobre controle do parassimpático.
Quanto a resposta reflexa, se eu estiver analisando o fluxo sanguíneo, pra eu verificar a resistência, o fluxo sanguíneo vai estar alto ou baixo? Sabe-se que o fluxo sanguíneo é inversamente proporcional à resistência. Se há uma perturbação, há resposta reflexa. Digamos que eu aumentei a pressão arterial, daí eu administro uma droga que fez contração dos vasos periféricos, essa contração fez com que a pressão arterial (que antes era média) aumentasse. Se a gente perceber aqui, há uma bradicardia reflexa, por isso normalizou. O que acontece com a resistência? Não tem como analisar, a não ser se isolar o vaso. Mas há como fazer uma medida fácil do fluxo do vaso. Como que daria para essa pressão arterial diminuir? O que que teria que acontecer com a resistência? Diminuir. Mas e o fluxo? Aumentar. Portanto, a medida é o fluxo, mas o que nós queremos analisar a resistência, porque é a resistência que ????, que vai fazer diminuir a pressão. Se a gente pegar esses dois dados, verificamos que eles contribuem pra pressão arterial se normalizar. Teve uma perturbação, ela aumentou, mas porque que depois ela normalizou? Porque caiu a frequência e teve uma redução da resistência. Tudo isso são respostas reflexas pra tentar manter a pressão arterial em níveis normais.
Porque ocorre deformação do receptor? Lembrem que ele é um mecanoreceptor, se a aorta de estira mais, o ??? fica mais deformado, vai enviar um maior número de potencial de ação lá pro NTS, vai inibir o simpático e estimular o parassimpático.
Quem promove a vasodilatação é a inibição do simpático. O parassimpático não atua no vaso.
Quais são os efeitos de redução da frequência cardíaca? Essa redução da contratilidade, seria pela não atuação simpática, redução do débito cardíaco e consequentemente redução da pressão arterial. Há também a redução da resistência periférica.
Há uma segunda droga que é o nitro succinato (??) de sódio, que é o doador de uma substância vasodilatadora. Novamente eu só estou mexendo com o calibre do vaso. Essa substancia é doadora de óxido nítrico, que é um gás que irá promover o processo de vasodilatação. Se a pressão arterial cai, o que acontecer com o pararreceptor? Ele vai informar menos e essa pouca informação vai chegar no NTS. Se chega menos informação, é porque a pressão está baixa, a pressão pulsátil e a pressão arterial média. Se a pressão está baixa predomina o simpático. Então se formos analisar a frequência cardíaca, pra normalizar essa pressão arterial a frequência tem que aumentar ou diminuir? Ela tem que aumentar, porque o simpático está atuando. Tudo isso pra normalizar a pressão. A resistência também aumenta e o fluxo diminui.
Nós temos um doador que mexeu com o calibre do vaso, e de resposta nós temos uma taquicardia feita pela ativação simpática e inibição, inibição. Porque não preciso inibir quem ta inibindo o simpático e não preciso inibir o parassimpático. Porque nessa situação eu estou em queda de pressão e preciso do predomínio do simpático, pra que se normalize a pressão através de um processo de taquicardia e vasoconstrição. Como que eu sei que há vasoconstrição? Porque o fluxo sanguíneo diminuiu.
O que pode alterar o volume sistólico? A contratilidade e aumentando o volume diastólico final. Como que eu aumento esse volume? Aumentando o retorno venoso. Como que aumenta o retorno venoso? Aumentando a venoconstrição. Onde o simpático atua? Aumentando a venoconstrição, aumentando o retorno venoso, aumentando o volume diastólico final, aumentando a contratividade, aumentando a frequência cardíaca e aumentando a atividade do nódulo sinoatrial. Aumenta, portanto, o volume sistólico, o débito cardíaco e aumenta a resistência periférica porque ocorre um processo de vasoconstrição, consequentemente aumenta a ??? terminal.
Quando a pressão está reduzida há uma menor deformação do barorreceptor, menor número de potencial de ação, interpretação do baixo estímulo pelo NTS, estímulo do simpático, inibição do parassimpático, e consequentemente aumento da pressão de modo a manter a pressão a níveis normais.
A resposta do quimiorreceptor tem uma particularidade, porque ela consegue estimular tanto o simpático como o parassimpático. A ativação parassimpática é importante para a queda brusca da frequência cardíaca, e a pressão arterial é por estimulação simpática. Se jogarmos na fórmula o parassimpático só atua diminuindo a frequência cardíaca. A força de atuação do simpático pra aumentar a pressão arterial é muito maior. Quem está inervando o nódulo sinoatrial? O simpático e o parassimpático. Lá no nódulo sinoatrial, predominou quem para cair a frequência cardíaca? O parassimpático. E a pressão arterial aumentou, porque o simpático aumenta a resistância, faz a contração dos vasos, das vênulas e apesar da frequência cardíaca ter caído, certamente o simpático está aumentando a contração e a contratilidade. Consequentemente mesmo a frequência cardíaca estando caindo, a pressão aumenta.
Os receptores cardiopulmonares dependem da situação. Quanto aos receptores que estão presentes nas camaras cardíacas, se tiver um menor enchimento nessas camaras, podemos entender que o retorno venoso foi prejudicado, com isso estimula-se o simpático pra que ocorra a venoconstrição, aumentando o retorno venoso. Se estivermos analisando um maior enchimento, consequentemente um maior retorno venoso, ocorre a diminuição o ??? do simpático, ocorrendo um processo de venoconstrição, pra essas vias armazenarem mais sangue e terem o retornovenoso maior (mais normalizado).
Agora as catecolaminas. Aqui nós temos os rins, a glândula adrenal, supradrenal, o córtex e a medula. Logo abaixo da medula tem-se a parte onde o simpático está atuando, nas vias de exceção. Ele vai liberar as catecolaminas diretamente na corrente sanguínea, potencializando todo o efeito simpático.
Angiotensina é um hormônio que vai estar atuando no processo de hipotensão (pressão baixa), porque ela vai tender a aumentar a pressão arterial. Como ela é formada? Aqui nós temos o gromérulo, a arteríola aferente que está chegando no gromérulo e a arteríola eferente. Aqui nós temos as células justaglomerulares essas células detectam 3 situações: queda da pressão, queda do volume e queda de sódio. Quando há queda dessas 3 situações, essa células percebem e vão aumentar a produção de uma enzima chamada renina. A renina é importante para clivar o angiotensinogênio no fígado, em angiotensina-1. A angiotensina-1 vai percorre a corrente sanguínea, vai chegar nos vasos pulmonares, onde há a enzima conversora de angiotensina, a ECA, ela irá converter a angiotensina-1 em angiotensina-2. A angiotensina-2 tem como principal função aumentar a reabsorção de sódio (osmolaridade). Com o aumento de sódio, ele não será todo eliminado na urina, portanto o organismo deixa de eliminar sódio e água pela urina, aumentando-se o volume e aumentando-se a pressão arterial (???).
Há mais 2 hormônios, a vasopressina e a ocitocina. A ocitocina é importante pra ejeção de leite, mas também tem um papel fundamental na regulação cardiovascular da pressão arterial, porque ela ao invés de aumentar a reabsorção de sódio, aumenta a eliminação de sódio. Se elimina sódio, elimina água, reduz volume e reduz pressão arterial. A vasopressina aumenta a pressão arterial, e tem o mesmo efeito de um hormônio antidiurético (tem função importante na reabsorção de água, culminando na pouca eliminação de água).
Todos esses mecanismos renais vão regular volume. Regulação de volume é uma regulação de longo prazo, diferentemente do efeito rápido verificado na parte natural.
Temos também um peptídeo natriurético atrial, que é sintetizado toda vez que há aumento do retorno venoso. Toda vez que o átrio direito se distende, ele secreta mais esse hormônio (peptídeo natriurético atrial). O que que esse hormônio faz? Natriurese: elimina sódio, elimina água, diminui volume, diminui pressão arterial que diminui o retorno venoso.
O exercício físico tem um efeito interessante. Em algumas pessoas, principalmente as sedentárias, o aumento de pressão arterial culmina num processo de taquicardia. Porque isso ocorre? O que aconteceu com o barorreceptor? Normalmente se a pressão arterial aumenta, o barorreceptor faz bradicardia, mas nesse caso ele está fazendo taquicardia. Há influencia de partes neurais que não se restringem somente ao bulbo, há também envolvimento da região hipotalâmica, a exemplo do núcleo paraventricular. Esse núcleo não deixa o barorreceptor atual. Se isso ocorre, mesmo estando em uma situação de uma pequena elevação de pressão arterial, há taquicardia. O barorreceptor não vai estar atuando porque essa via vai estar modulando a não atuação do barorreceptor.
A hipertensão pode ser multifatorial. Ela pode ter a ver com adaptação do barorreceptor, com apneia do sono, com o aumento do volume ???, estresse, dentre outros. Como que ocorre a adaptação do barorreceptor? Normalmente a nossa pressão é sistólica e diastólica com uma certa variação em 120/80. Normalmente, numa determinada faixa de pressão arterial, nosso barorreceptor vai despolarizar na sístole e na diástole ele não vai informar. O ??? de pressão arterial é caracterizado quando a pressão está aumentada a 2 ou 3 dias, ou seja, um aumento de pressão constante. Se aumentarmos a pressão arterial com alguns minutos ou horas, faz de conta que aquela substancia que está demonstrada aumentou a resistência periférica, ocorre uma infusão contínua e sempre aquela substancia está presente. A pressão arterial, portanto, irá aumentar e o baroreflexo sempre vai estar atuando (isso ocorre em questão de minutos ou horas). Se esse aumento for prolongado, questão de 2 a 3 dias, esse receptor vai se adaptar. Percebam que há uma pressão de 200/60, se essa pressão permanecer alta por 2 a 3 dias, o barorreptor vai se adaptar a ela, tornando-se “normal”. Ele não irá ter atividade mesmo com essa pressão aumentada.
Se aumenta a pressão arterial, a tendência é a frequência cardíaca diminuir (resposta reflexa). Em indivíduos com hipertensão, se a pressão está alta, a frequência cardíaca continua alta, ou seja, não há resposta reflexa. O barorreceptor se adapta e não sinaliza mais em determinada frequência, ele se adapta a frequência maior.
Um outro tipo de hipertensão é a causada por apneia. Nós temos nosso fluxo respiratório normal, com respiração e inspiração. Quando há um quadro de apneia, ocorre uma interrupção do fluxo respiratório normal, de modo que vai ser ativado um quimiorreceptor, aumentando a pressão. Se esse quadro de apneia for a curto prazo, não se instala a hipertensão, mas se for um quadro de longo prazo, essa insistência do quadro de apneia, a ativação do quimiorreceptor e aumento de pressão arterial vai culminar numa plasticidade neuronal e isso vai deixar o simpático mais excitado. Essa excitação irá ter portanto uma participação maior, aumentando a pressão arterial. Isso todo foi ativado por uma repetição do quadro de apneia.
Outro quadro de hipertensão ocorre com um hormônio que estudaremos em renal. Esse hormônio faz com que se aumente o volume sanguíneo, aumentando o retorno venoso, aumentando o débito cardíaco e consequentemente, aumentando a pressão arterial.
Por ultimo, há a situação de estresse, que é uma situação de ???, de ativação simpática e de ativação da medula da glândula adrenal, com as catecolaminas caindo na corrente sanguínea, havendo uma resposta exacerbada do simpático. Se uma pessoa se estressa com muita frequência novamente há a situação de plasticidade neuronal, de maneira que o SN central entenderá que aquela situação é normal. O simpático portanto será mais ativado, entenderá que aquela situação é mais fácil dele ser ativado, dado que ele sempre está sendo estimulado e ativado. Com o ativação do simpático tem-se a pressão arterial alta. Esse mecanismo todo resulta no desenvolvimento de hipertensão.
Aula 16 
O sistema respiratório é essencial para fornecer oxigênio e para ajudar na eliminação do dióxido de carbono, o CO2 tem que ser eliminado porque ele atrapalha no equilíbrio ácido-base do organismo. O CO2 é considerado um ácido volátil mesmo sendo um gás.
A anatomia do sistema respiratório começa na cavidade nasal, a importância da cavidade nasal é filtrar, aquecer e umedecer o ar, por isso em um exercício físico é ideal respirar pelo nariz e não pela boca, o ar entrando pelo nariz ele entra de uma forma mais controlada, mas é claro que tudo depende da intensidade do exercício físico, se for de uma forma exagerada aí a gente vai precisar de um suporte de ar maior e a respiração pode acontecer pela boca, mas é importante respirara pelo nariz porque o ar vem aquecido, filtrado e umidificado, ao respirar pela boca a gente pula uma parte bem importante do processo de respiração, além de que quando se respira pela boca, a boca seca muito rápido e isso facilita a entrada de microrganismos que podem causar inflamações.
O ar vai ser encaminhado pela nasofaringe, laringe, traqueia, brônquio, bronquíolos e os alvéolos, isso é um sistema de condução para levar esse ar até a melhor estrutura do sistema respiratório que são os alvéolos, é lá que ocorre as trocas gasosas. O sistema de trocas gasosas não é unicamente nos alvéolos, pode ocorrer nos bronquíolos chamados de bronquíolos respiratório, então não ocorre exclusivamente nos alvéolos. Mas se for para pegar em porcentagem 80% a 90% das trocas ocorrem nos alvéolos.
E nós temos o sistema acessório que seria principalmente a musculatura esquelética, o sistema respiratório não seria nada sem os músculos(diafragma é o principal, intercostais).
O sistema de condução do ar principalmente localizado na traqueia e vai se ramificar diversas vezes, até a 23º geração. Até a 16ª geração seria somente uma zona de transporte, na 17ª até a 19ª é zona de transição (transporte e trocas gasosas). A partir da 20ª a 23ª seria zona respiratória, onde ocorre as trocas gasosas, elas são totalmente perfundidas, a quantidade de capilares é muita.
O sistema respiratório depende da musculatura para a entrada e saída de ar, mas também necessita do sistema cardiorrespiratório, o que adianta respirarmos se o ar vai ficar só na região pulmonar?!?!? Como vai chegar oxigênio no meu cérebro? No meu pé? Isso tudo é o sistema cardiovascular que vai levar, tirar os gases de uma região e espalhar para o corpo inteiro.
Se for pegar a parte histológica, ela é dividida em zona de transporte, de transição e respiratória.
A zona de transporte existe cartilagem onde vai dar forma, a traqueia tem forma de cilindro, quem dar a forma disso é a cartilagem. Existe também nessa zona glândulas mucosas para umidificar o ar e produzir o muco que ajuda na filtração, aderindo partículas e deixa o ar mais puro. Existe células caliciformes que possuem cílios e esses cílios ajudam na filtração. Existe musculo liso e o efeito dele é o que causa broncoconstrição ou broncodilatação.
Na zona de transição se perde a parte de cartilagem e de glândula mucosa, é constituída principalmente pelo musculo liso, é análoga as arteríolas no sistema cardiorrespiratório e tem importância de resistência, ele dá uma harmonizada no ar para chegar com menor velocidade, tranquilo e suave na zona de respiração.
Zona respiratória é composta por alvéolos, onde o calibre do tecido é bem fininho e isso facilita muito as trocas gasosas. O gás é lipossolúvel então ser fina a espessura desse tecido facilita a transação dele de um lugar para o outro. O que faz o gás ir do alvéolo para o capilar ou vice-versa é a pressão.
Nesse gráfico acima, está sendo retratada ramificações/geração por área. Quanto mais ramificado for, maior é a área. Se pegarmos a zona de respiração que são as últimas ramificações ela é a maior área do sistema respiratório. Se pegar o pulmão ele é composto basicamente de alvéolos. Os alvéolos são altamente vascularizados.
Vamos estudar o sistema respiratório em quatro partes: a parte mecânica, a parte de trocas gasosas, controle que o SNC tem sobre os gases.
MECANICA RESPIRATÓRIA
As principais musculaturas que vão ajudar no processo de respiração: diafragma e intercostais. É claro que se a respiração for forçada pode ter auxilio de outros músculos, mas normalmente não.
O pulmão é parecido com um balão, ele tem a capacidade elástica, e isso dá a capacidade dele pulmão encher e esvaziar. O que faz isso com o pulmão é o diafragma, se ele contrai o pulmão enche, e os intercostais contraem e expande a caixa torácica dando mais espaço para o pulmão se encher. O pulmão volta ao normal quando a musculatura relaxa.
Entre o pulmão e o diafragma existem duas pleuras, a visceral e a parietal. Entre as pleuras existe uma pressão e ela é sempre negativa. Quando a gente inspira o pulmão não está totalmente vazio, assim diminui a resistência quando vai se encher de novo. O que faz o pulmão ficar sempre com um pouquinho de ar dentro é a pressão negativa entre as pleuras.
A pressão atmosférica é 1 atm e a pressão interpleural é sempre -4 atm (quatro vezes menor) do que a pressão atmosférica. Isso é interessante para deixar o pulmão minimamente inflado.
No momento de contração do diafragma os intercostais também contraem, e a parede torácica se expande levando a pleura parietal junto diminuindo a pressão interpleural podendo a chegar até -8 atm e isso faz com que ocorra uma tração da pleura visceral fazendo com que a pressão do alvéolo diminua também. O ar vai do local de maior pressão para o de menos pressão, o ar então entra, e com essa entrada de ar a pressão vai aumentando, quando a pressão interna se iguala com a externa para a inspiração. A pessoa inspira até a pressão do alvéolo ser igual a pressão da atmosfera. 
A expiração ocorre porque o diafragma e os intercostais relaxam, a medida que eles relaxam a pressão interpleural aumenta para -4 atm, a pressão do alvéolo vai ficar positiva, maior que la fora e isso faz com que o ar saia. A expiração é um processo passivo.
Em repouso não entra ar e nem sai porque a pressão de dentro está igual a pressão de fora. Mesmo sem inspirar eu consigo expirar mas com auxilio de outra musculatura como a abdominal..
 
Graficamente: temos inspiração e expiração;
O primeiro gráfico mostra o volume de ar que normalmente é de 500 mL que entra e sai.
A pressão intrapleural sempre se inicia na inspiração negativa.
A pressão alveolar é 0, porque se fosse positiva ou negativa o ar ia entrar ou sair.
A medida que contrai o diafragma, altera a pressão intrapleural vai diminuindo, a pressão do alvéolo diminui, o ar entra. A pressão do alvéolo diminui, aí entra tanto ar que ele vai fazendo pressão e vai aumentando.
No gráfico de pressão alveolar, do A para o B é a pressão intrapleural que faz a pressão cair, do B pro C aumenta porque o ar vai entrando e esse ar exercer pressão na parede do alvéolo, quando a pressão for igual a pressão da atmosfera, cessa a inspiração aí a musculatura relaxa. A pressão das pleuras vai aumentando, a pressão do alvéolo vai aumentando, quando aumenta a pressão do alvéolo o ar sai, a pressão entre as pleuras aumenta, a pressão alveolar aumenta e o ar sai, a medida que o ar vai saindo, ele vai exercendo menos pressão na parede do alvéolo fazendo com ela diminua e quando a pressão do alvéolo ficar igual a de fora acabou a inspiração.
O fluxo inspiratório é negativo e o fluxo expiratório é positivo.
Se a pressão interpleural for 1 atm o pulmão estaria colabado.
A pressão transpulmonar é a diferença entre a pressão alveolar e a intrapleural, isso serve mais pra parte patológica.
Situação patológica: Se um namorado traiu e a namorada da facada no peito ocorre um pneumotórax e então vai ocorrer uma dificuldade respiratória. O pulmão vai colabar porque a pressão intrapleural vai ser igual a pressão atmosférica. O ar vai para o pulmão com menos resistência, vai para o pulmão saudável. Apenas o lado da facada é prejudicado porque eles são anatomicamente separados.
Processo de esterese pulmonar: se a gente inspirar e expirar o mesmo volume pulmonar a pressão intrapleural vai ser diferente nas duas situações, na inspiração vai ser maior no começo e na expiração maior no final, por causa das resistências. A medida que a gente inspira, o ar não entra de uma única vez, primeiro ele vence a resistencia da traqueia, brônquio, bronquíolo até os alvéolos, então no começo da inspiração o ar entra mais devagar, a medida que ele vende a resistência ele entra de uma forma muito mais fácil. A medida que o ar vai expirar a resistencia é na cavidade nasal. Os locais das resistências vão ser diferentes.
Se houver dois alvéolos, o maior e o menor, em qual alvéolo o ar vai entrar primeiro?
Se o alvéolo é menor, a pressão dentro dele é maior, se o alvéolo é maior a pressão dele é menor, logo o ar iria para o menor. Mas se for pensar assim o ar iria só para o menor e não é isso que acontece, o ar vai para todos os lugares porque o nosso ar é um ar umidificado ele tem gotículas de agua e essas gotículas chegam até o alvéolo, essas gotículas se juntam e se esse ar ta cheio de gotícula vai ter uma probabilidade de se juntar num alvéolo menor do que em um maior, se essas gotículas se juntam vai gerar uma força para o alvéolo colabar, ele colabando vai ser difícil o ar entrar e isso não é interessante. No pulmão existe um tipo de célula chamadas pneumócitos do tipo II que produzem uma substancia chamada surfactante que diminui a tensão superficial (tensão superficial é o que ocorre quando as gotinhas se juntam). O surfactante vai diminuir a interação das gotículas e isso faz com que a diferença de pressão de um alvéolo grandeou pequeno fique parecida. O surfactante tem efeito fundamental principalmente pros alvéolos menores, nos maiores também mais em menor proporção.
O surfactante é muito interessante de se analisar em recém nascidos, se pegar bebes prematuros o medico vai aplicar glicocorticoides que vai estimular a produção de surfactante, pois estimula a produção de surfactante, matura o pulmão. A primeira respiração do recém nascido é muito difícil e o surfactante ajuda nisso.
Existe um aparelho o espirometro que consegue medir todos as parâmetros e capacidades. Existe o chamado o volume corrente, inspiração e expiração basal, normal, corrente.
Existe um volume inspiratório residual que é se eu forçar eu consigo inspirar mais, e existe também um volume expiratório residual que é menor que o inspiratório, que se eu forçar eu consigo expirar mais do que eu inspirei.
Existe a capacidade residual que mesmo se a gente soprar o máximo possível fica um ar residual no pulmão.
Capacidade pulmonar total é em torno de 7 L, mas o vital é 5L e o residual é mais ou menos 2 L.
Porque um mergulhador consegue ficar um tempão embaixo da agua? Adaptação, treinamento, aumenta o numero de hemácias que a pessoa produz.
Relação ventilação x perfusão
Em repouso só utiliza-se 2/3 do pulmão.
O sistema cardiovascular vai fornecer mais sangue para a zona 2, depois é a zona 3, e a zona 1 é a que recebe menos força.
A nutrição é maior nas partes que o coração tá perto, assim a zona 2 e 3 recebem mais sangue. Na zona 1 não chega tanto sangue por causa da pressão. A perfusão é maior na 3 e na 2, porque o sangue tem dificuldade pra chegar na 1 por ter que ir contra a gravidade. No ato de exercício usa-se o pulmão inteiro porque o coração aumenta de velocidade, aí sim o sangue chega em todas as zonas.
A ventilação também é maior na parte 3, base, do que no ápice, principalmente por causa do diafragma. Os intercostais ajudam a “puxar” o pulmão na parte 2 e 1 mais a força do diafragma é muito grande, assim a ventilação é maior na 3, os alvéolos na zona 3 vão se distender muito mais, os das outras zonas que dependem dos intercostais também irão se distender, porém muito menos quando comparado com os da zona 3.
A relação entre ventilação e perfusão é maior na zona 1 do que na zona 3 porque na zona zona 1 a perfusão é quase 0 e a ventilação é menor mas tem um pouquinho, na zona 3 a perfusão é grande e a ventilação é grande também.
Aula 17
Mecanismo de difusão e transporte de oxigênio e gás carbônico
Função básica do sistema respiratório é suprir o organismo com oxigênio (O2) e dele remover o produto gasoso do metabolismo celular, o gás carbônico (CO2).
Os sistemas respiratório e cardiovascular funcionam em conjunto.
O oxigênio é importante para gerarmos energia e o CO2 é um produto do nosso organismo. O CO2 é essencial porque ele faz com que o pH do nosso sangue não varie tanto. 
Na última aula estumamos somente a entrada do ar, da mecânica da respiração. Agora vamos focar nos gases, como são captados e eliminados.
Difusão: esses gases eles conseguem passar por esses tecidos. Primeiro precisamos ter noções das concentrações desses gases em diferentes regiões. Na atmosfera, a pressão de O2 é em torno de 160 e do CO2 é cerca de 0,23. Essa concentração baixa se dá principalmente as plantas. Quando esse ar entra a nível alveolar, essa pressão muda (olhar na imagem). Essa gás que tá entrando vai sofrer influência dos gases do capilar (vão se misturar), consequentemente as concentrações são alteradas.
No ramo arterial, a pressão é cerca de 100, no ramo venoso é cerca de 40 (pressão de o2). No ramo arterial, a pressão do CO2 é cerca de 40 (igual do alvéolo), enquanto no venoso é 45. 
Nas veias existe quantidade maior de CO2 ou O2? De CO2. No ramo arterial, em termo de quantidade, tem mais O2 ou CO2? CO2. Mesmo tento eliminado CO2, a quantidade é maior de CO2. O que é certo dizer é que o ramo arterial tem mais oxigênio do que o venoso. 
Esses dois gases são substancias apolares, conseguem passar de uma maneira bem fácil a bicamada lipídica. Eles passam de um lado pro outro através de difusão simples, o que faz esse gás se movimentar é o gradiente de pressão.
O2 e CO2 precisam atravessar a barreira alvéolo-capilar.
Líquido que banha os alvéolos;
Epitélio alveolar;
Membrana basal do epitélio;
Estroma alveolar;
Membrana basal do endotélio;
Endotélio capilar.
Essas são as barreiras que eles enfrentam ao passar do alvéolo pro capilar ou do capilar pro alvéolo. A espessura dessas barreiras é muito pequena, facilitando a passagem. 
O gás que passa por essas barreiras mais rápido depende de uma lei física:
Processo passivo regido pela lei de Fick.
A velocidade de transferência de um gás através de um tecido é proporcional à área do tecido e ao gradiente de pressão parcial do gás entre os dois lados, e é inversamente proporcional à espessura do tecido
O gás que passa mais rápido é então o CO2. Considerando apenas o CO2 e O2, o CO2 se difunde cerca de 20x mais rapidamente que o O2 pelos tecidos, porque embora seu peso molecular seja um pouco maior, o CO2 tem enorme solubilidade nos tecidos orgânicos. 
	
	Transporte de oxigênio
Dissolvido no plasma ou fluido eritrocitário (1-5%);
Combinado com a hemoglobina (95-99%).
O oxigênio vai ser capitado pelo capilar na circulação pulmonar, vai voltar para o AE, via VE vai pro corpo inteiro. Esse gás é transportado principalmente ligado a Hb presente na hemácia e está dissolvido no plasma. Quando eu falo que a pressão do CO2 no vaso é 100, eu estou me referindo ao valor dissolvido, a pressão que conseguimos medir de uma maneira fácil é a pressão dissolvida no plasma. Quando a célula recebe o O2, ela recebe qual O2? Ela recebe o O2 dissolvido no plasma, apesar da maioria tá ligada na Hb. Por que a maioria tá ligada a Hb? Porque ela que transporta pro corpo inteiro, quando ela tá dissolvida no plasma é quando ela vai passar do capilar pra célula. A ligação do O2 com a Hb é reversível, à medida que esse O2 vai pro tecido um pouco do que está ligado com a Hb vai ficar dissolvido. Sempre é essa ordem, primeiro vai o O2 que está dissolvido, depois o que tá ligado a Hb vai ficar dissolvido e também vai pra célula.
A Hb possui 4 cadeiras polipeptídicas, cada uma tem um grupamento M, cada grupamento M tem um íon ferro. Dependendo do estado desse íon, pode ter uma afinidade maior ou menor ao O2. Uma Hb pode transportar 4 O2. 
Esse gráfico mede as pressões vê a quantidade de Hb que tá ligada ao O2. Ou seja, a ligação O2-Hb depende da quantidade de O2 que tem no meio, quanto maior a quantidade, maior a quantidade ligada a Hb. Essa curva é uma curva de como a Hb tem afinidade ao O2. Existem fatores que podem deslocar essa curva (para a direita ou esquerda). 
Se eu desloco para a direita, uma mesma quantidade de O2, uma menor porcentagem vai está ligada a Hb. Se eu deslocar para a esquerda, aumenta a afinidade. Para a direita diminui a afinidade.
Fatores que modificam o equilíbrio do O2 com Hb 
PH
Situações:
- Região com alto metabolismo.
- Falência renal.
Se o pH fica mais ácido, é um fator que vai fazer essa curva deslocar para a direita, diminuindo a afinidade.
CO2
Situações:
- Região com alto metabolismo;
- Falência respiratória (enfisema). 
Quando a pressão do CO2 aumenta, a Hb perde a afinidade pelo O2 (o contrário também é verdadeiro).
Temperatura
Situações:
- Região com alto metabolismo.
- Febre
Quando a temperatura aumenta, também desloca o gráfico para a direita, diminuindo a afinidade.
	
2,3 difosfoglicerato
Situações: 
- Hipóxia;
- Anemia.
Essa substância vem principalmente quando uma célula tá em alto metabolismo. Se essa substrato tiver aumentado, essa Hb perde a afinidade pelo O2.
*Então, o O2 se liga a O2, mas como que vai liberar o O2 para a célula? A célula de tiver alto metabolismo vai ter uma produção alta de CO2? Sim. Elas vão ter aumento de temperatura, de queda de pH? Sim. Isso quer dizer que as células que estão em alto metabolismo vão ter isso aí aumentado, fazendo a Hb perder a afinidadeao O2, deixando ele dissolvido no plasma, e aí esse O2 vai nutrir a célula. Essa é a importância de tudo isso que eu expliquei. Como eu sei que durante um exercício físico eu vou liberar mais O2 para as células do musculo do que para as células do rim? Através disso. As Hb que estão levando O2 lá para as células do musculo vão estar liberando mais o O2. 
Monóxido de carbono.
*O coeficiente de difusão do CO é muito alto.
Em situações que a inalação desse gás aumenta: o CO tem uma afinidade pela Hb 300x maior que o O2. Os CO se liga de uma maneira irreversível a Hb, consequentemente ela fica inutilizada. 
Hipóxia:
Estado no qual os tecidos não recebem ou não podem utilizar o O2;
Pode ser dividida em:
Hipóxica: Deficiências de oxigênio no sangue arterial, devido à queda da pressão parcial de oxigênio alveolar (PO2). Qualquer situação em que diminua a quantidade de oxigênio que respiramos.
Anêmica: Deficiência na capacidade do sangue em transportar o oxigênio dos tecidos. Situações em que a quantidade de O2 é normal, mas não tem quem transporta.
Estase: Deficiência circulatória.
Histotóxica: Ocorre devido à ação de toxinas sobre as enzimas respiratórias (o caso da boate kiss).
Transporte de gás carbônico 
Dissolvido no sangue
Dissolvido no fluido eritrocitário (na hemácia)
Ligado a hemoglobina (carbamino hemoglobina)
Sob a forma de HCO3-
Sob a forma de H2CO3 
Sob a forma de CO3-2
As principais formas de transporte, as principais são dissolvida no plasma, via bicarbonato e ligado a Hb. O dióxido de carbono é produzido pela célula e fica dissolvido no plasma (7%). Ou esse CO2 pode entrar na hemácia, podendo se ligar na Hb (diminiu a afinidade pelo O2). 23% do CO2 tá ligado a Hb. A principal forma é sob a forma de bicarbonato. 
Na hemácia tem a anidrase carbônica, que catalisa uma reação entre o dióxido e carbono e a água, formando ácido carbônico que se dissocia em íon bicarbonato e íon de hidrogênio. Esse hidrogênio também se liga a Hb, diminuindo a afinidade com o O2. O bicarbonato sai da hemácia e vai pro plasma e o H+ fica ligado a Hb. Dessa forma o bicarbonato chega no pulmão. Lá no pulmão o primeiro CO2 que vai ser eliminado é o que tá dissolvido no plasma. Ocorre a reação contrária para poder eliminar o CO2. 
Hipercapnia: Hipercapnia é o aumento do gás carbônico no sangue arterial que pode ser provocada por uma hipoventilação alveolar (em caso de asfixia, por exemplo).
Hipocapnia: É o estado do dióxido de carbono reduzido no sangue.
Aula 18
Controle da respiração
Respiramos para manter níveis normais de O2 e CO2 no sangue.
A respiração demonstra tanto uma automaticidade como uma automodulação
O CONTROLE DA VENTILAÇÃO refere-se a geração e regulação do ritmo respiratório pelo centro respiratório localizado no tronco cerebral.
Nós respiramos sem pensar, mas podemos modificar de forma consciente o padrão da nossa respiração. Neural – córtex (voluntário), ponte e bulbo (autonômico).
Quando falamos de controle neural, temos que perceber qual a via aferente e qual a via eferente, como que o SNC ele percebe como tá o pulmão para alterar esse pulmão (aumentar a inspiração, a expiração). Todos esses processos são controlados. Nós temos quimiorreceptores que percebem o que tá acontecendo no SNC, através de alterações dos metabolitos: CO2, pH, O2. 
Nós temos dois tipos de quimiorreceptores: periféricos e centrais. Os periféricos vão tá na aorta e na carótida. Os centrais vão estar no SNC, principalmente bulbo (principal área do controle respiratório). 
A percepção é pela via aferente, precisamos dos quimiorreceptores. Esse quimiorreceptor tem preferência pela O2, pequenas variações de O2 ele já percebe. O quimiorreceptor central percebe somente H+.
Essa informação é levada do periférico via vago e glossofaríngeo para o bulbo. Os centrais já estão no bulbo então não precisa levar. 
A principal área que vai regular a ventilação é a área bulbar, mas ela vai sofrer influência da área córtica. Na área bulbar vamos ter dois grandes grupos importantes: bulbo respiratório dorsal e bulbo respiratório ventral. Na ponte vamos ter dois grupos também: centro pneumotáxico e centro apneutico.
Antes de entender isso precisamos saber como é nosso ciclo respiratório ser termos consciência: vamos ter a inspiração e expiração, e o intervalo disso é igual. O volume inspirado é constante. Quem faz nossa respiração ser assim é o bulbo respiratório dorsal. Esse grupo é essencial para nossa respiração, ele é responsável pela nossa respiração não variar. Para ter respiração esse grupo precisa estar ativado. Ele vai estar controlando vários nervos, inclusive o frênico. Lembrando que a inspiração precisa de contração muscular, a expiração é o relaxamento.
Descargas inspiratórias rítmicas
Ritmo respiratório basal
O grupo respiratório ventral é importante para nossa respiração forçada, como em um exercício físico, por exemplo. Qualquer situação em que usamos a musculatura acessória para potencializar a respiração.
Grupo respiratório ventral: 
Inativos durante respiração normal
Controle respiratório extra: exercício
Neurônios inspiratórios
Neurônios expiratórios 
O centro pneumotáxico, quando ele é ativado, a nossa rampa respiratória para. Ou seja, ele vai interromper a inspiração e promover a expiração. Isso é importante principalmente pra quando a gente quer eliminar muito CO2. 
Interrupção da “Rampa” inspiratória;
Limita a duração da inspiração;
Resultado: Altera a freqüência respiratória
O centro apnêustico ainda não tá muito bem compreendido, a sua função é prolongar a inspiração. Ocorre principalmente quando precisamos de O2.
Localizado na parte inferior da ponte
Coordenação da respiração
Prolonga a inspiração
Inibido pela área pneumotáxica
Lembrando que esse controle não é consciente. Isso se torna consciente quando o córtex influencia diretamente o bulbo.
Nós já vimos a parte aferente, os centros responsáveis por controlar a respiração e a via eferente é principalmente o neurônio motor controlando a musculatura. 
Como o quimiorreceptor periférico percebe isso? Primeiramente esse quimiorreceptor fecha canal de potássio, com isso ele deixa de sair da célula, a célula fica positiva, isso ativa um canal de voltagem dependente, o cálcio entra, ocorre a liberação do neurotransmissor é o ATP. Esse mecanismo não é muito bem entendido, parece que a quebra de O2 promove esse fechamento de canal de potássio. O CO2 ele consegue formar mais H+ dentro da célula e fecha canais de potássio. O O2, CO2 e H+ conseguem ativar esse quimiorreceptor periférico.
O quimiorreceptor central á ativado por H+. A barreira hematoencefálica é uma barreira que envolve todo o SNC e é seletiva, ela não permite que qualquer componente atravesse. Ela faz seleção de nutrientes e componentes do sangue. 
No SNC vai ter o liquor, que vai banhar o bulbo, o bulbo é sensível somente a H+, mas no capilar o H+ não consegue atravessar a barreira. O CO2 passa pela barreira, e no SNC o CO2 reage com agua, forma um ácido fraco e se dissocia em H+ e bicarbonato. Então a medida de muito cO2 passa pela barreira, forma H+ e ativa o centro bulbar, potencializando a respiração.
Exemplo: quando nos afogamos as trocas gasosas ficam prejudicadas, quando a pessoa volta a respirar ela fica ofegante. Nesse caso é ativado o quimiorreceptor periférico, vai alterar a respiração. Se essa via primaria de defesa não der certo, esse CO2 vai começar a se difundir muito pro SNC e vai começar a formar muito H+, tendo uma resposta mais forte.
Variações na PCO2;
Resposta efetoras mais “potentes” quando ativado o central.
Periférico responde 5x mais rápido às variações na PCO2;
Importante no início do exercício físico.
Receptores envolvidos:
Estimulação de quimioceptores
Variações na PaO2, PaCO2, pH
Quimioceptores:
Centrais
Periféricos
Quimiorreceptores centrais:
Percebe variações na PaCO2 e PH
Altamente sensível ao íons H+
Porém o CO2 difunde-se mais fácil pela barreira hematoencefálica (BHE)
H+ não atravessa a BHE
CO2 tem mais influência no ritmo respiratório.
São ativados pelas variaçõesdo pH do LCR
		
	do pH do CSF	 ritmo respiratório	 
	do pH do FCS		ritmo respiratório
Quimiorreceptores periféricos:
Localização: 
Corpos carotídeos
Corpos aórticos
Detectam variações nos níveis de O2, CO2, H
Esses três componentes vão fechar canais de potássio, o potássio vai deixar de sair da célula, ela vai ficando mais positiva, vai ativar canais de cálcio que são sensíveis a essa despolarização, essa cálcio entra e faz a fusão das membranas e libera o neurotransmissor (prinpalmente ATP). Esse ATP estimula o vago e glossofaríngeo e a informação chega na região bulbar. 
Em uma acidose sanguínea o receptor ativado é o periférico, porque o H+ não passa pela barreira. 
Exercício 
Acidose sanguínea: nesse caso o O2 vai estar ok, o CO2 vai estar ok, o que vai alterar é o H+, que vai tá aumentado (diminuindo o pH). Quando o H+ tá aumentado (por exemplo quando o rim tem dificuldade de eliminar o H+ e se se concentra). O quimiorreceptor periférico vai perceber (o central não), vai enviar a informação pro SNC (núcleos do bulbo e da ponte). Lá quais núcleos vão ser ativados? O grupo respiratório ventral e o pneumotáxico. O grupamento ventral é da respiração forçada (principalmente na expiração forçada pra tentar eliminar uma quantidade maior de CO2). O pneumotáxico vai trabalhar para diminuir a inspiração, aumentando a expiração (isso tudo pra eliminar CO2, para reagir menos com agua e formar menos H+). 
Aula 19
Funções dos rins
Regulação do volume do líquido extracelular e da pressão sanguínea;
Regulando o volume extracelular controla também o volume intracelular.
Regulação da osmolaridade;
Sempre que nós temos uma alteração da osmolaridade pra mais, temos a sede. Quando ficamos muito tempo sem beber água nosso corpo evita urinar.
Manutenção do equilíbrio iônico: sódio, potássio e cálcio;
Regulação homeostática do pH: íons hidrogênio e bicarbonato;
Ele elimina substancias ácidas ou básicas, mas ele tem um mecanismo mais sofisticado para eliminar as substancias ácidas.
Excreção de resíduos: subprodutos metabólicos, fármacos;
Produção de substâncias: eritropoetina, renina.
O sistema renal é constituído pelos rins, que podem ser divididos em córtex e medula renal. O rim é basicamente constituído de néfron, que é altamente vascularizado, o que é importante para filtrar ou eliminar substancias. Qualquer alteração cardiovascular (aumento de pressão, aumento de volume) dá uma perturbada, pode interferir se eu vou absorver mais substancias ou eliminar mais substancias. O sistema cardiovascular influencia muito o sistema renal.
Néfron
Cada rim humano possui aproximadamente 1,2 milhão de néfrons;
Cada segmento possui características epiteliais adaptadas ao tipo de transporte.
Os néfrons são divididos em segmentos, e cada um tem uma participação, importância em íons ou moléculas específicas. 
A principal importância é o processo de filtração, que acontece no néfron. Eu tenho uma arteríola, chamada arteríola aferente (chegando no glomérulo), aqui nós temos capilares glomerulares (ou glomérulo, que é o local que permite a passagem para a primeira parte do néfron que é a capsula de browman. O sistema cardiovascular é um sistema continuo, então nós temos: arteríola aferennte-capilares glomerulares-arteriola eferente. 
Percebam que aqui tem um corte. Como vocês sabem um capilar é fenestrado, ou seja, possui poros. Nos capilares glomerulares, os poros são maiores do que nos capilares normais. Esse poros vão permitir a passagem de determinadas substancias que não passam em um capilar comum. 
Aqui nós temos um endotélio, e uma membrana basal (em azul), essa membrana é carregada negativamente. Aqui nós temos poros também, ou seja, nós temos dois métodos de seleção: tamanho e carga. Substancias com carga positiva vão ter uma facilidade muito maior. Os fármacos em que o substrato gera uma substância positiva, vão ter uma facilidade muito maior de eliminação. 
Resumo: o endotélio é fenestrado, mas não permite a passagem de substancias grandes como proteínas de alto peso molecular, hemácias. Existem doenças que aumentam a permeabilidade do capilar glomerular, aí sim passam substancias maiores. As células endoteliais são carregadas negativamente, ai existe uma seleção por carga. 
O endotélio é fenestrado, mas não permite a passagem de células brancas, hemácias e plaquetas (seleção baseada no tamanho);
As células endoteliais e a membrana basal apresentam glicoproteínas carregadas negativamente em sua superfície (seleção baseada na carga).
No sistema renal, temos 4 processos. O primeiro é a filtração (passagem de fluido do capilar glomerular para a capsula de browman), que só ocorre no glomérulo. 
Aqui nós temos a arteríola aferente, capilar glomerular, arteríola eferente, e seguindo aqui o néfron nós temos os capilares peritubulares. Toda a passagem no capilar glomerular pro néfron, ou seja, a capsula de browman, vai ser o processo chamado de filtração. Esse fluido vai passar pro néfron, e sua composição vai mudando (próxima aula). Qualquer parte do fluido que passa do túbulo de volta pro capilar peritubular é chamado de reabsorção. Foi filtrado e agora vai voltar. Existe a secreção, que ocorre do capilar peritubular para o néfron em diferentes segmentos. O processo de reabsorção é tudo que vai passar do néfron de volta pro capilar peritubular. Por isso que é interessante os capilares envolverem o néfron, porque essa troca de ions é contante, tudo isso é controlado de por gradiente de concentração, por hormônios. Tudo que é eliminado vai ser a excreção, que é o produto final de tudo que vai ser eliminado em forma de urina.
De 100% do sangue que chega pela arteríola aferente, só 20% é filtrado, o resto passa direto. Desse 20%,19 vai ser reabsorvido e somente 1% vai ser eliminado em forma de urina. Mas esses 80% de sangue que não foi filtrado, em outro ciclo pode ser filtrado, não precisa filtrar todo sangue do nosso corpo em um ciclo de filtração.
As Forças de Starling determinam a filtração. O filtrado é essencialmente igual ao plasma em concentração de água e solutos, porém é virtualmente livre de proteínas
Essas forças são duas: A pressão hidrostática e a pressão oncótica. A pressão histrotatica é idêntica a pressão arterial, que no capilar glomerular é em torno de 50mmHg, ou até menor. Essa força á a pressão que o fluido tá exercendo na parede do vaso. Quanto maior a força, maior a facilidade desse sangue extravasar para a cápsula de browman. Já a pressão oncótica, é a força que segura o fluido, é exercida principalmente por proteínas. As proteínas plasmáticas vão gerar uma força contra a passagem desse fluido. Tem a pressão da cápsula de browman, que é uma pressão mais ou menos idêntica a pressão hidrostática, só que é contraria. A medida que vai filtrando, vai ficando cheia de liquido, fazendo uma pressão contraria a uma nova entrada de liquido. Essa força é sempre contra o processo de filtração. Somando essas forças, sempre ocorre a filtração, aí é matemática. 
Se a gente analisar o capilar peritubular, apesar de acontecer o processo de secreção, a sua principal função é reabsorção. A medida que passa fluido aqui, a pressão hidrostática aqui diminui, a pressão oncótica vai ser maior no capilar peritubular. Consequentemente, no capilar peritubular acontece muito a reabsorção. 
No capilar glomerular, o que predomina é filtração, passagem capilar- néfron. Nos outros segmentos o que vai predominar é a reabsorção, néfron-capilar, é ao contrário. Por que na filtração é capilar-néfron? Porque a força h é maior que a o e maior que a ph na cápsula de browman. Agora no peritubular, o sentido é glomérulo-capular, porque a ph vai diminuir (passou muito fluido), aumentando a pressão o, fazendo a pressão contrária.
Excreção = Filtração + Secreção - Reabsorção
Se fizermos um cálculo bem simples do que é excretado, a excreção é a filtração (que vai pro néfron), a secreção (que vai pro néfron), menos a reabsorção. Aí calculamos o total de foi excretado.
Clinicamente é muito mais fácil avaliar a filtração de um paciente.Quando vamos avaliar a filtração, é a somatória da filtração de todos os néfrons. O índice de filtração renal tem um nome (que eu não entendi). Isso vê como o rim elimina uma substacia X por minuto. 
Avaliação da filtração renal
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
Somatório das taxas de filtração de todos os néfrons funcionais;
Pode ser estimada pela avaliação do clearance de substâncias que satisfaçam os seguintes critérios:
Sejam livremente filtradas através da barreira de filtração;
Não sejam reabsorvidas ou secretadas ao longo do néfron;
Não alterem a TFG. 
O pontinho azul é a glicose, ela normalmente é totalmente reabsorvida, nenhuma glicose é eliminada na urina. Ela é filtrada, no túbulo proximal ela é totalmente reabsorvida. O clearance renal da glicose é zero.
A ureia, seu clearance renal é em torno de 50%, porque ela é filtrada e parcialmente reabsorvido. 
A penicilina é filtrada, secretada e reabsorvida, seu clearance renal não dá pra ser calculado muito bem porque ela participa de todos os processos. Esse clearance renal quer saber o tanto de penicilina que tá sendo eliminada em uma unidade de tempo. 
Então o processo de clearance renal é como o sistema renal tenta eliminar uma substancia. Para avaliar o processo de filtração renal é importante essa substancia ser só filtrada, não ser reabsorvida, secretada. É importante ela ser só filtrada, mas só existem duas substancias: 
Inulina:
Livremente filtrada;
Não é reabsorvida;
Não é secretada;
Não é endógena! (Deve ser administrada)
Creatinina: produto do metabolismo proteico;
Livremente filtrada;
Não é reabsorvida;
É secretada! (Em quantidades pequenas o suficientes para elegê-la o composto mais adequado para se estimar a TFG sem o uso de técnicas invasivas)
É a principal substancia para se analisar a filtração sanguínea. Se a creatinina estiver alta, esse paciente está com problema na filtração. 
TFG:
Homens: 90-140 ml/min
Mulheres: 80-125 ml/min
Fatores que afetam a TFG:
Kf (constante de permeabilidade dos capilares glomerulares e barreira de filtração): 
Doenças renais que ocasionam diminuição neste fator, normalmente associadas com perdas da área de filtração, diminuem a TFG
Forças de Starling:
Cálculos renais obstruindo o ureter aumentam a PCB e diminuem a TFG. O cálculo renal diminui a formação de urina porque diminui a filtração. Ocorre o aumento da pressão hidrostática da cápsula de browman, consequentemente vai formando menos urina, a pressão aumenta tanto que as duas forças somadas vai superar a outra força, formando menos urina (isso em quadros mais graves).
Fluxo sanguíneo renal (FSR).
Seria de se esperar que toda alteração na PA promovessem alterações concomitantes na TFG. Isso realmente ocorre? 
Se aumenta a PA, a tendência é aumentar a PH. A medida que aumenta a PA, a filtração aumenta, só que chega em um ponto que se eu aumentar a PA, a filtração continua a mesma. 
Se aumentar muito mais a PA, aí sim aumenta a filtração. Através do controle do calibre a arteríola aferente, ou eferente, eu consigo controlar a filtração. Em situações onde a pressão ou o volume estão altos, é necessário fazer uma vasoconstrição na arteríola aferente, assim o volume alto não vai passar muito. Em situações de hemorragia, o volume de sangue tá baixo, para não alterar a filtração é necessário fazer vasodilatação na arteríola aferente. Isso é chamado de controle miogênico, acontece na eferente também. Se eu fizer vasocontriçao na arteríola eferente, vai evitar a saída do volume, vai ficar volume no glomérulo, consequentemente a filtração vai ser maior. A vasodilatação na ateriola eferemte, vai ter tendência do sangue passar mais rápido pro capilar peritubular, assim a PH vai ser baixa e a filtração menor.
A TFG e o FSR são mantidos relativamente constantes por meio da variação da resistência periférica, principalmente nas arteríolas aferentes:
Mecanismo miogênico (variações na PA):
Inervação simpática direta das arteríolas aferentes: 1-adrenérgica (vasoconstritora);
Ação hormonal ou de substâncias parácrinas: ANGII, prostaglandinas, NO, endotelina, bradicinina, ATP, adenosina, peptídeos natriuréticos;
Quem controla o calibre dos vasos? O mecanismo miogênico, que é o próprio vaso controlando seu calibre; tem a inervação simpática; tem o controle hormonal e tem o feedback peritubular. Todos esses conseguem controlar o calibre dos vasos. Naquele gráfico é isso que tá ocorrendo.
Em situações onde eu vou ter uma filtração alta, conseuqnetemente o volume de fluido no néfron vai ser alta. Na transição entre a alça ascendente e o túbulo distal, tem uma célula da macula densa, que percebe o que tá acontecendo no néfron, ela percebe o aumento de fluxo. Se o fluxo aumenta, é porque a PF aumentou, aí essa mácula densa libera substâncias que vão contrair o vaso aferente, controlando a PH, controlando a filtração. Isso é chamado de feedback peritubular.
O epitélio das células tubulares é diferente, os canais são diferentes. Por isso cada ramo do néfron vai ser responsável por reabsorver ou secretar ions e moléculas especificas.
A membrana apical é a que tá em contato com o túbulo. Tudo que acontece na membrana basolateral tá em contato com o capilar peritubular. 
Aula 20 
São três processos básicos que ocorrem para a formação da urina:
- Filtração do plasma pelo glomérulo;
- Reabsorção de água e solutos do ultrafiltrado;
- Secreção de solutos para o fluido tubular.
Em média a gente tem uma secreção média de 115 a 200 L de sangue por dia, pelo menos 1% de tudo isso vira urina, ou seja em torna de 1 a 2 L de urina por dia.
A processo de filtração ocorre no glomérulo, o processo de reabsorção ocorre em todos os segmentos do nefron e o processo de secreção ocorre somente em alguns segmentos.
Na filtração, nem todo sangue que passa pelo glomérulo vai ser filtrado, somente uma parte desse sangue o glomérulo vai filtrar.
Todos esses processos de formação de urina utilizam transportes ativos e passivos.
No diferentes segmentos do tubo do néfron vai ter diferentes tipos de células e isso vai da a característica desse trecho (reabsorção ou secreção). Essa reabsorção ou secreção pode ocorrer de dois tipos: transcelular ou paracelular.
O nefron é dividido em parte: 
	- 1ª parte: tubo proximal; que se divide em 3 partes, alça descendente e alça ascendente, tudo contorcido distal e tubo coletor; em todos esses segmentos ta tendo processo de reabsorção e secreção.
Tudo que vai ser falado agora já é depois da filtração, agora já está sendo chamado de ultrafiltrado.
	Agora vai ser falado principalmente do processo de reabsorção, na primeira parte, no tubo proximal, a gente pode observar que basicamente quase todo o bicarbonato, glicose, lactato e aminoácidos, que são moléculas pequenas que passam pelo poro do capilar glomerular e vão para dentro do néfron. Quase 70% dessas substancias estão saindo do túbulo e voltando para o capilar peritubular. Essas substancias são essenciais para a homeostase do corpo, então elas não serão eliminadas na urina.
	Essa reabsorção acontece:
	A membrana apical está voltada para o túbulo proximal; membrana basolateral é a parte da membrana voltada para o capilar.
	Para se localizar, o ultrafiltrado já passou pelo capilar glomerular, e para não perder as moléculas essenciais existe esse mecanismo para essa absorção. As moléculas essenciais são: sódio com bicarbonato, glicose, aminoácidos, fosfato e lactato, a absorção ocorre da mesma forma para elas, só troca o tipo de transportador.
	A primeira coisa que deve ser observado é onde está sendo gasta energia, que é o transporte ativo primário, nesse caso é a bomba de Na/K, ela tira 3 ions Na e coloca pra dentro 2 ions K; Nesse primeiro momento vamos prestar atenção apenas no Na, então quando essa bomba ta ativa ela tira 3 ions de Na, a medida que ela tira o Na, o liquido intracelular diminui a concentração de Na, consequentemente isso gera um gradiente para um outro transportador que é um transporte ativo secundário, ele não quebra ATP, mas ele usa o gradiente de concentração para fazero transporte, então o transportador usa o gradiente de Na e coloca glicose para dentro por simporte, aumentando a glicose intracelular, com o aumento de glicose intracelular ela vai passar por difusão facilitada para o interstício e depois para o capilar. 
Tudo isso só ocorre por causa da bomba de Na/K.
	Processo de reabsorção de bicarbonato: acontece na segunda metade do túbulo proximal. O bicabornato é filtrado e passa para o sangue, ele é importante para controlar a acidez do organismo, ele é um dos tampões bioquímicos.
	Ele é reabsorvido porque nessa parte do túbulo as células tem anidrase carbônica (catalisa as reações Co2 +H2O em H+ e bicarbonato). Sempre olhar primeiramente a bomba de Na/K porque ela cria um gradiente, diminui o Na e o Na entra na célula, mas nesse caso, o Na vai entrar por antiporte com o H+, que vem na reação da anidrase carbônica, e então toda a vem que elimina um ion H+ eu vou reabsorver um bicarbonato por causa da reação (H+ e bicarbonato), o H+ é eliminado e o bicarbonato é reabsorvido.
	O ion Na pode ser absorvido pelas vias paracelular, que é a diferença de gradiente qu movimenta, ou novamente pelo mesmo mecanismo que ocorre na primeira parte do túbulo que é a transcelular através da bomba de Na/K.
	A medida que o Na é aabsorvido, a osmolaridade muda e isso cria gradiente para a reabsorção de agua, por via paracelular e também por via transcelular através de canais chamados aquaporinas, que são de dois tipos, as sensíveis ao hormônio ADH e os que não são, os que não são estão sempre la para absorver a agua, basta ter uma mudança na osmolaridade.
	
	Existe algumas situações que proteínas, normalmente, conseguem atravessar o capilar. A gente não consegue verificar essas proteínas na urina. O processo de reabsorção acontece por endocitose com elas intactas ou parcialmente degradadas. Só que esse transporte pode ser saturado (proteinúria), quando tem muita proteína e não consegue reabsorver tudo e então ela sai pela urina, isso também ocorre com a glicose em casos de pacientes diabéticos no caso.
	- A alça descendente é interessante porque só ocorre absorção de agua, através da via paracelular ou transcelular, a agua sai do túbulo e vai para o interstício, e depois para o capilar. Se eu tiro agua, a osmolaridade sanguínea que era em torno de 300 aumenta muito, os solutos estão ficando muito concentrados. A alça ascendente fino é impermeável a agua, ou seja só vai reabsorver ions.
	A importância de retirar a agua é porque concentra os solutos, fazendo com que aumente a concentração dos elementos, e todos os mecanismos de reabsorção serão potencializados por que eles são movidos pela diferença de concentração.
A alça ascendente é impermeável a agua e ela vai reabsorver principalmente o ion Na, K, e Cl.
A urina é uma forma de controlar o pH do corpo, ela é mais acida por causa da eliminação de H+.
O túbulo distal é impermeável a agua, e o principal mecanismo é a reabsorção de Na e Cl, e novamente é transporte ativo secundário, isso pode ser inibido pelo ADH.
- Ductor coletor: ele é um segmento de alvo hormonal, é a ultima parte do néfron. Vai ser absorvido no ducto coletor o que é essencial para a gente. Por exemplo, nele tem canais de Na, mas só será absorvido Na se tiver um hormônio chamado aldosterona. Se aumenta a absorção de Na a célula despolariza, um dos mecanismos pra célula não despolarizar é a saída do ion K.
	Outro mecanismo interessante é pra secretar o ion H+, por transporte ativo, e em toda eliminação de H+ tem a reabsorção de bicarbonato.
IDEIA GERAL
O transporte renal vai controlar a acidez, anidrase carbônica catalisa as reações Co2 +H2O em H+ e bicarbonato, o H+ é eliminado e o bicarbonato é absorvido, dependendo do lugar o que muda é apenas o jeito que esse mecanismo ocorre, uma é com o sódio transporte ativo, outro é sozinho no transporte ativo.
Existe algum hormônio que faz controla a acidez no caso de uma acidose respiratória por exemplo?
Nesse caso as trocas gasosas estão inadequadas, a pressão do CO2 vai ta alta, CO2 é um gas que atravessa qualquer barreira, então esse CO2 vai pra célula e aumenta a concentração dele, o CO2 se difunde pra célula e a anidrase carbônica H+ e bicarbonato, o H+ vai ser eliminado e o bicarbonato vai ser absorvido para tentar neutralizar.
O hormônio antidiurético, impede a diurese, mas não absorvendo água. O ion Na é essencial para o efeito do hormônio ADH.
A hipófise o lobo posterior, vai ser secretado 2 hormonios, um deles é o ADH também chamado de vasopressina, ele é secretado e cai na corrente sanguínea, e vai atuar nas células do néfron, e vai inserir canais de aquaporinas sensíveis a ADH. O ADH vai se ligar ao seu receptor e vai ativar canais de aquaporinas na membrana apical e na basolateral, esse canal promove a reabsorção de agua.
No caso que tenha alguma molécula como sal, elas vão segurar a agua, e mesmo com os canais de aquaporinas a agua não vai passar pro capilar, então o ADH também tem que ir no túbulo distal que tem reabsorção de Na e Cl, e vai potencializar essa absorção. Isso vai diminuir o Na do túbulo e aumentar a absorção de agua, ai sim vai ocorrer o efeito antidiurético.
Um individuo com diabetes tem uma produção exagerada de urina pq a glicose faz o mesmo papel que o Na, só que os canais de glicose satura, então tem um momento que naõ tem como potencializar a reabsorção dela.
Existem 4 passes de diuréticos, chamados de diuréticos inibidores da anidrase carbônica, inibidores de alça, tiazídicos, poupadores de potássio.
Os inibidores de anidrase carbônica, inibe a anidrase carbônica, isso faz com que não produza H+, consequentemente o canal só funcional com antiporte reabsorve Na e elimina H+ e isso não vai acontecer.
Os inibidores de alça inibe o canal que reabsorve Na, K, e Cl, os inos vão ficar la.
Os tiazídicos inibem o canal de Na e Cl.
Os poupadores de K inibem o canal de Na.
Aula 21	
	Quando alguém quer controlar volume, qual o elemento essencial que o rim tem que eliminar mais ou reabsorver mais?
	R: Sódio, porque o sódio puxa água. Sempre que estivermos falando de volume o primeiro foco do sistema fisiológico vai ser o sódio.
	Quando se tem um queda de volume, o que o rim vai começar a fazer? Reter sódio, pq quando vem Na, vem água junto, e a diurese fica bem baixa.
	Se eu tenho um volume muito alto, o rim elimina Na, ai a agua vai junto.
	Então a primeira situação para controle de volume é o controle do Na.
	Quando eu quero verificar quando o sistema renal quer controlar a osmolaridade, qual o principal elemento que tem que ser controlado?
	R: Agua, porque somente controlando a agua se controla a osmolaridade. Só que o sistema renal não consegue absorver só a agua sem absorver soluto porque a osmolaridade cai se isso acontecer, então para ele reabsorver agua ele também tem que que reabsorver Na. Não é interessante para o sistema renal eliminar o Na, porque senão ele vai com agua e nós não queremos eliminar a água, porque o corpo precisa dela nesse momento.
	Então quando a osmolaridade aumenta (desidratação, calor excessivo, diarreia, vomito) o sistema renal ta reabsorvendo a maior quantidade de agua possível para evitar a eliminação de agua na urina , mas para isso acontecer tem que reabsorver Na também, então a primeira coisa que o sistema renal faz é verificar o balanço de água (o tanto de agua que está sendo perdida e a que está sendo retida), ele faz isso através do hormônio diurético que se liga ao receptor e reabsorve água, só que o Na também será reabsorvido. Então o sistema renal é ineficiente para controlar a osmolaridade, ele só evita a perda de agua para a osmolaridade não subir muito.
	Para normalizar a osmolaridade é só quando a gente bebe água, por isso existe a sede.
	Quando nós temos um aumento de osmolaridade sanguínea, o que acontece? Qual o mecanismo fisiológico para tudo?
	O aumento da osmolaridade sanguínea vai ser percebida numa glândula chamada hipotálamo lá no SNC, o hipotálamo tem receptores chamados de cosmorrecceptores que percebem a mudançana osmolaridade, a partir do momento em que o hipotálamo percebe a variação da osmolaridade sanguínea ele vai aumentar a produção do ADH (vasopressina, o nome mais comum é ADP), e a hipófise libera ele. O ADH percorre duas vias, ele tem 2 efeitos (aí depois ele falou que são 3), o primeiro efeito ele vai atuar em áreas centrais, em outras áreas do sistema central, principalmente no córtex, gerando a sede. Numa outra situação, o ADH vai fazer um processo de vasoconstrição nas arteríolas aferentes (pq tem receptor lá) e consequentemente as forças de Starling vão alterar e vai reduzir a pressão hidrostática e reduz filtração. É uma situação que eu não quero perder agua, o ADH estimula a sede, porque somente a sede faz a osmolaridade voltar ao normal.
	Mas mesmo diminuindo a pressão hidrostática ainda vai ter filtração, então, no néfron o ADH tem 2 efeitos, no túbulo distal aumenta a reabsorção de Na e do ducto coletor ele insere canais de aquaporina e isso aumenta a reabsorção de agua.
	Mesmo a pessoa com sede por 2, 3 horas ainda há a produção de urina pq o sistema renal é bem lento.
	Redução da osmolaridade, o que muda?
	R: Não vai ter reabsorção de água no ducto coletor e ela vai pra urina. SÓ ISSO =)
Quando a osmolaridade ta alta e a gente vai fazer xixi o aspecto da urina está bem escuro porque está em concentrado, quando a osmolaridade tá baixa a urina então a urina fica bem clara. 
Quando a pessoa bebe cerveja a cor da urina fica mais clara porque ela é um diurético, o álcool atua no hipotálamo e inibe a produção do ADH, não absorve agua e produz urina. Quando a pessoa vai dormir e acorda com dor de cabeça é por conta da desidratação.
	Queda de volume sanguíneo
	R: O sistema renal retém o Na para não deixar a agua ir embora. A medida que o volume sanguíneo baixa, na maioria das vezes, cai a pressão arterial, essas duas situações na arteríola aferente tem as células justaglomerulares que percebe a perfusão da arteríola aferente e toda a variação de pressão arterial, essa célula secreta renina (enzima que catalisa a reação de angiotensinogenio, que forma angeotensina 1 lá no fígado), essa angeotensina se espalha pelo corpo principalmente pelos vasos pulmonares que vai ter a enzima ECA (enzima compressora de angiotensinogenio) que vai formar a angiotensina 2. A angiotensina 2 aumenta a reabsorção de Na principalmente no túbulo proximal. 
A angiotensina controla o sistema cardiovascular, promovendo a vasoconstrição sistêmica. No sistema renal ocorre a vasoconstrição na arteríola eferente pq se ela fizesse na aferente não ia filtrar nada ai iria entrar em falência renal, pq em uma queda de volume sanguineo já está chegando pouco sangue no rim.
A vasocontrição é no eferente pra manter pelo menos o mínimo da filtração.
Não entendi mas nada então vou digitar exatamente oq ele ta falando (nada com nada)
O que a angiotensina faz? O nome do sistema adenina-tensina-aldosterona então a angiotensina vai atuar la no córtex da glândula adrenal onde é produzido aldosterona e isso aumenta a produção de aldosterona e aumenta a reabsorção de Na no ducto coletor.
A angiotensina também atua no hipotálamo e aumenta o ADH.
Então o pouco que é filtrado tem uma reabsorção grande de Na, se reabsorve Na reabsorve água. E tem um mecanismo ainda de produção de ADH para reabsorver água.
E o aumento de volume?
Quando tem o aumento de volume, existem 2 estruturas que vão perceber isso, duas glândulas (?!?!?), o coração e o . A medida que aumenta o volume sanguíneo o movimento de sangue no coração aumenta, pq vai aumentar o retorno venoso e vai aumentar a distensão atrial do lado direito, o átrio D tem uma maquinaria especifica para produzir um hormônio chamado ANP (peptídeo natrílegico atrial) a medida que isso é lançado na corrente sanguínea ele tem 2 efeitos, no vaso e no néfron. No vaso ele dilata a arteríola aferente e aumenta a filtração (isso ocorre quando a gente se alimenta, bebe, essas coisas), e no néfron ele diminui a reabsorção de Na. Em consequência disso tem uma alta diurese.
Tem um outro hormônio que o hipotálamo libera quando percebe o aumento do volume sanguíneo que é a ocitocina, porque ela controla o volume sanguíneo agindo no túbulo proximal. Dizem que a ocitocina é um hormônio nato-diuretico (não entendi essa palavra direito/ elimina sódio na urina) e isso é a justificativa das gravidas urinarem mais. 
O que você faz com um paciente de perdeu sangue? Voce tem disponível, agua estéril, soro (0,9% osmolaridade igual a do vaso), soro (1,8% salgadão da vida, varia até 7,5%, osmolaridade muito maior), oq eu você faria?
R: soro 1,8% salgadão, hiperosmótico. 
A medida que se coloca agua no vaso, consequentemente a osmolaridade intravascular vai cair, e a osmolaridade do interstício vai “sugar” a agua do vaso, fazendo perder mais ainda o volume.
Se você coloca soro 1,8%, mantem o volume, e a perfusão, massa não dá uma melhora para o paciente.
O salgadão é interessante nessa situação porque aumenta a osmolaridade no vaso, fazendo com que a agua do interstício (extravascular) passe para o vaso. A adição de sódio não é interessante pq desregula tudo, tem que fazer uma balança risco x benefício, isso só é interessante em casos muito graves.
TROPONINA
C
T
I

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