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CPA-10-Cap1.pdf
SISTEMA FINANCEIRO 
NACIONAL E PARTICIPANTES
DO MERCADO
MATERIAL DE ESTUDOS
DA CERTIFICAÇÃO CPA-101
	 A	 CPA-10	 é	 parte	 importante	 do	 Programa	 de	 Certificação	 Continuada	 da	 ANBIMA
(Associação	 Brasileira	 das	 Entidades	 dos	 Mercados	 Financeiro	 e	 de	 Capitais),	 um	 esforço
empreendido	pela	entidade	e	pelos	participantes	do	mercado	para	elevar	o	nível	de	conhecimento
dos	profissionais	e	a	qualidade	do	mercado	de	investimento.	
	 O	principal	objetivo	da	CPA-10	é	a	contínua	elevação	da	capacitação	técnica	dos	profissionais
que	 atuam	 em	 instituições	 financeiras	 em	 contato	 com	 o	 público	 em	 geral,	 no	 processo	 de
distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento.	 Essa	 iniciativa,	 amparada	 na	 Resolução	 3.158	 do
Conselho	 Monetário	 Nacional,	 instituiu	 um	 processo	 de	 aferição	 do	 conhecimento	 desses
profissionais	nos	principais	aspectos	relacionados	à	distribuição	de	produtos	de	 investimento.
	 No	 exame	 da	 CPA-10,	 o	 candidato	 deve	 demonstrar	 conhecimento	 sobre	 as	 principais
características	dos	produtos	de	investimento	que	são	ofertados	nas	agências	bancárias,	bem	como
entender	os	padrões	éticos	de	comportamento	que	devem	ser	adotados	no	relacionamento	com
os	investidores,	de	tal	forma	que	os	produtos	oferecidos	satisfaçam	aos	objetivos	e	às	necessidades
dos	clientes.	Esse	material	de	estudo	da	CPA-10	tem	por	objetivo	fornecer	aos	candidatos	uma
forma	de	preparação	autônoma	para	o	exame,	além	de	permitir	o	aprofundamento	nos	temas
abordados.
	 A	 ANBIMA	 acredita	 que	 esse	 esforço	 de	 modernização	 dos	 mercados	 financeiro	 e	 de
capitais	e	a	melhoria	no	atendimento	ao	investidor	–	com	a	disponibilização,	pelos	profissionais,
de	informações	de	melhor	qualidade	sobre	os	produtos	de	investimento,	em	especial,	sobre	os
principais	fatores	de	risco	envolvidos	–	resultará	em	estímulos	à	concorrência	leal,	à	padronização
de	 procedimentos	 e	 à	 adoção	 das	melhores	 práticas	 em	prol	 do	 crescimento	 dos	mercados.
	 O	resultado	desse	esforço	refletirá	o	estímulo	ao	crescimento	da	poupança	financeira	no
país,	 uma	 das	 maneiras	 de	 favorecer	 o	 crescimento	 sustentável	 da	 economia	 brasileira.
INTRODUÇÃO
O CONTEÚDO DO MATERIAL DE ESTUDO DA CPA-10
	 O	Material	de	Estudos	da	CPA	10	é	estruturado	segundo	os	temas	relacionados	no	Programa
Detalhado	da	CPA-10	e	contém	todo	o	conhecimento	que	pode	ser	demandado	dos	candidatos	no
exame	da	CPA-10.	O	objetivo	da	ANBIMA	com	essa	iniciativa	é	permitir	que	todos	os	candidatos
tenham	 acesso	 a	 um	 conteúdo	 padronizado,	 de	 forma	 que	 possam	 realizar	 sua	 preparação
de	maneira	mais	uniforme	sem	necessidade	da	realização	de	cursos	preparatórios,	apesar	de
considerá-los	uma	forma	muito	eficiente	de	formação	dos	candidatos	que	deve	continuar	a	ser
ofertada.
	 Este	material	será	atualizado	sempre	que	necessário,	por	 isso	sempre	baixe	as	apostilas
nesta	página!	Quando	for	estudar,	não	deixe	de	confirmar	que	a	versão	que	você	tem	em	mãos
é	 a	 última	 publicada,	 consultando	 a	 data	 da	 revisão	 na	 última	 página	 de	 cada	 apostila.
	 O	 conteúdo	da	CPA-10	 é	 resultado	do	 trabalho	 conjunto	da	ANBIMA	 com	as	 principais
instituições	 do	mercado	 financeiro	 que	 acreditam	 que	 seus	 respectivos	 desdobramentos	 em
tópicos,	itens	e	subitens	detalham	os	assuntos,	cujo	conhecimento	pelos	profissionais	envolvidos
na	distribuição	de	produtos	de	investimento	nas	instituições	financeiras	é	considerado	essencial.
	 O	Material	de	Estudo	da	CPA-10	é	composto	de	sete	grandes	temas	que	foram	divididos
em	capítulos	para	facilitar	a	apresentação:	Sistema	Financeiro	Nacional;	Ética,	Regulamentação	e
Análise	do	Perfil	do	Investidor;	Noções	de	Economia	e	Finanças;	Princípios	de	Investimento;	Fundos
de	 Investimento;	 Instrumentos	de	Renda	Variável	 e	Renda	Fixa;	 e	Previdência	Complementar
Aberta:	 PGBL	 e	 VGBL.	 Cada	 capítulo	 foi	 estruturado	 com	 uma	 orientação	 de	 estudo	 com	 o
que	 será	aprendido	 sobre	o	assunto,	 seguida	do	objetivo,	do	 conteúdo	com	o	 conhecimento
requerido	sobre	o	assunto,	uma	seção	de	questões,	as	justificativas	das	respostas	corretas	e	um
glossário	ao	final.
	 A	 ANBIMA	 assume	 o	 compromisso	 de	manter	 o	 conteúdo	 dos	 exames	 da	 CPA-10	 e	 o
respectivo	Material	 de	 Estudos	 sempre	 alinhado	 às	 legislações	 e	 revisá-los,	 periodicamente,
com	a	finalidade	de	incluir	novos	assuntos,	tão	logo	o	dinamismo	e	a	evolução	dos	mercados
financeiro	e	de	capitais	venham	torná-los	relevantes	e	essenciais.
	 A	 legislação	 vigente	 relacionada	 à	 distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento,	 ainda	 que
não	explicitada	em	todos	os	temas,	encontra-se	presente,	por	meio	dos	conceitos	e	das	regras
aplicáveis	a	todos	os	temas	e	tópicos	abordados.
	 Além	disso,	é	considerado	mais	importante	para	o	profissional	ter	domínio	dos	conceitos
envolvidos	nas	questões	do	 seu	dia	 a	dia	do	que	utilizar	 cálculos	matemáticos.	Dessa	 forma,
não	haverá	necessidade	do	uso	de	calculadora	para	a	realização	do	exame	da	CPA-10,	apesar	de
estarem	presentes	nesse	Material	de	Estudo	alguns	exemplos	com	cálculos	matemáticos	para
permitir	melhor	entendimento	de	alguns	conceitos	apresentados.
	 A	 ANBIMA	 espera	 que	 os	 candidatos	 ao	 exame	 da	 CPA-10	 possam	 utilizar	 de	maneira
proveitosa	o	conteúdo	desse	Material	de	Estudo	e	partilhem	do	mesmo	entusiasmo	sentido	por
todos	os	profissionais	que	participaram	da	construção	desse	processo.
INTRODUÇÃO
APRESENTAÇÃO DOS AUTORES
LUIZ ROBERTO CALADO
Luiz	 Calado	 é	 pós-doutor	 pela	 Universidade	 da	 Califórnia	 (Berkeley).	 Autor	 dos	 best	 sellers
Imóveis	(Ed.	Saraiva)	e	Fundos	de	Investimentos	(Ed.	Campus),	além	de	mais	de	20	livros	sobre
mercado	 financeiro,	 entre	 eles	 Securitização	 (Ed.	 Saint	 Paul),	 Relacionamento	 Bancário	 (Ed.
Saraiva),	 Governança	 Corporativa	 (Ed.	 Andato),	 100	 Dúvidas	 de	 Carreira	 em	 Finanças	 (Ed.
Saint	 Paul)	 e	 Regulação	 e	 Autorregulação	 (Ed.	 Saint	 Paul).	 Seus	 livros	 são	 vendidos	 em	mais
de	80	países,	traduzidos	para	vários	 idiomas.	É	professor	e	pesquisador	do	Centro	de	Estudos
GV	Invest	da	FGV.	Foi	gerente	de	Certificação	e	Educação	na	ANBIMA.
MAURO MIRANDA, CFA, FRM
Sócio-Gestor	 da	 Panda	 Investimentos	 e	 profissional	 de	 finanças	 desde	 2000.	 Foi	 Presidente	
da	CFA	Society	Brazil	 (2016-2019)	e	atualmente	ocupa	o	cargo	de	Representante	do	Conselho	
de	Presidentes	da	América	Latina	e	Caribe	junto	ao	CFA	Institute.	Tem	carreira	em	instituições	
financeiras	brasileiras	e	estrangeiras	nas	áreas	de	renda	fixa,	dívida	estruturada	e	crédito	privado.	
Começou	sua	carreira	na	área	de	administração	da	dívida	externa	no	Banco	Central	do	Brasil.	Em	
seguida,	trabalhou	como	trader	e	estruturador	de	renda	fixa,	entre	outras	posições,	nos	bancos	
Bear	Stearns,	Lehman	Brothers,	Fator	e	ABN	Amro,	em	Nova	York,	Londres	e	São	Paulo.	É	bacharel	
em	Relações	Internacionais	e	em	Ciências	Econômicas	pela	Universidade	de	Brasília,	tem	MBA	
pela	Columbia	Business	School	e	obteve	as	certificações	Chartered	Financial	Analyst	(CFA)	em	
2006	e	Financial	Risk	Manager	(FRM)	em	2011.
TÂNIA RAQUEL DOS SANTOS AMARAL
Coordenadora	 do	 núcleo	 de	 conteúdo	 da	 ANBIMA.	 Doutoranda	 em	 Administração
pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade	da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA
–	USP).	É	mestre	em	Administração	pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade
da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA	–	USP).	Cursou	MBA	em	Gestão	de	Investimento	na	Fundação
Getúlio	Vargas	(FGV	SP).	É	pós-graduada	em	Administração	Financeira	e	Contábil	na	Fundação
Armando	Álvares	Penteado	(FAAP)	e	graduada	em	Tecnologia	em	Processamento	de	Dados	na
Universidade	Mackenzie.	 Atuou	 em	diversas	 instituições	 financeiras	 brasileiras	 e	 estrangeiras
na	área	de	Mercados	Capitais,	Fundos	de	Investimento,	Asset	e	Consultoria	de	Investimento.
VICENTE PICCOLI MEDEIROS BRAGA 
Advogado	e	doutorando	em	Direito	Comercial	na	Faculdade	de	Direito	da	Universidade	de	São
Paulo	(FDUSP),
é	mestre	em	Direito	e	Desenvolvimento	pela	Escola	de	Direito	de	São	Paulo	da
Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV	DIREITO	SP).	Trabalhou	junto	ao	setor	de	Crimes	Contra	o	Sistema
Financeiro	Nacional	do	Ministério	Público	Federal	do	Paraná,	assessorou	o	Conselho	de	Recursos
do	Sistema	Financeiro	Nacional	(CRSFN),	foi	responsável	pelos	aspectos	jurídicos	dos	processos
de	Autorregulação	da	ANBIMA,	coordenou	as	Operações	de	Assistência	Estrutural	e	de	Liquidez
prestadas	 pelo	 Fundo	 Garantidor	 de	 Créditos	 (FGC)	 e	 atualmente	 conduz	 processos
administrativos	 disciplinares	 relacionados	 a	 ilícitos	 de	 mercado	 e	 ao	 Mecanismo	 de
Ressarcimento	de	Prejuízos	(MRP)	na	BM&FBOVESPA	Supervisão	de	Mercados	(BSM),	entidade
responsável	pela	autorregulação	da	B3.
 
INTRODUÇÃO
RICARDO NARDINI – coordenador e revisor 
Consultor	 nas	 áreas	 de	 certificação	 profissional	 e	 educação.	 De	 2005	 a	 2018	 trabalhou	 na
ANBIMA	e	foi	responsável	pelas	áreas	de	Certificação,	Educação	Continuada	e	de	Investidores.
Coordenou	 o	 desenvolvimento	 dos	 exames	 de	 certificação	 da	 ANBIMA	 e	 da	 Associação
PLANEJAR	durante	esse	período	e	 foi	o	 responsável	pelo	desenvolvimento	da	Certificação	de
Especialistas	 em	 Investimento	 ANBIMA	 (CEA),	 da	 Certificação	 de	 Gestores	 ANBIMA	 (CGA),
Material	de	Estudos	da	CPA-10	e	da	Certificação	CFP	no	Brasil.	Atuou	como	representante	da
ANBIMA	 no	 desenvolvimento	 da	 Estratégia	 Nacional	 de	 Educação	 Financeira,	 como
responsável	pelo	capítulo	de	Investimentos	e	no	projeto	de	estruturação	da	AEF	-	Brasil.	Antes
de	ingressar	na	ANBIMA,	trabalhou	nas	áreas	de	tesouraria,	private	banking	e	investimentos	no
Lloyds	 Bank	 Plc.,	 no	 Banco	 Credit	 Commercial	 de	 France	 no	 Brasil	 e	 na	 HSBC	 Asset
Management.	Formado	em	Engenharia	de	Produção	pela	Escola	Politécnica	da	Universidade	de
São	Paulo,	é	pós-graduado	em	Banking	pela	FGV	SP.
INFORMAMOS QUE AS QUESTÕES APRESENTADAS NESSE MATERIAL NÃO FAZEM PARTE DOS EXAMES DE CERTIFICAÇÃO APLICADOS
PELA ANBIMA, DEVENDO SERVIR APENAS COMO ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DOS CANDIDATOS. EM HIPÓTESE ALGUMA A SUA
UTILIZAÇÃO É GARANTIA DE APROVAÇÃO NO EXAME, UMA VEZ QUE APENAS SERVE COMO COMPLEMENTO AO ESTUDO, SENDO
FACULTADO AO CANDIDATO ANALISAR A VIABILIDADE DE SEU USO, COMO TAL INFORMADO. AS QUESTÕES APRESENTADAS
NESTE MATERIAL FORAM DESENVOLVIDAS PELOS AUTORES ESPECIFICAMENTE PARA FINALIDADE DE APOIO. PORTANTO, NÃO É
GARANTIDA A APROVAÇÃO OU QUE AS QUESTÕES SERÃO APRESENTADAS DA MESMA FORMA NO EXAME. A ANBIMA RESERVA-SE
O DIREITO DE APRESENTAR AS QUESTÕES NO EXAME DE CERTIFICAÇÃO CPA-10 DE FORMA DISTINTA AOS CANDIDATOS.
INTRODUÇÃO
Apresentação do capítulo......................................................................................................................................	1
1.1 Funções básicas ...............................................................................................................................................	2
1.1.1	Função	dos	intermediários	financeiros	e	definição	de	intermediação	financeira..................................	3
1.2 Estrutura	............................................................................................................................................................	5
 
1.2.1	Órgãos	de	regulação,	autorregulação	e	fiscalização...................................................................................	5
1.2.2	Principais	Intermediários	Financeiros:	conceito	e	atribuições.................................................................	19
1.2.3	Outros	intermediários	ou	auxiliares	financeiros:	conceito	e	atribuições	..............................................	2	0
1.2.4	 Sistemas	 e	 câmaras	 de	 liquidação	 e	 custódia	 (clearing):	 atribuições	 e	 benefícios	 para
	 o	investidor	..................................................................................................................................................	22
Questões................................................................................................................................................................	25
Respostas...............................................................................................................................................................	28
Glossário.................................................................................................................................................................	29
Expediente.............................................................................................................................................................	44
 
 
SUMÁRIO
AUTOR
	 Vicente	Piccoli	M.	Braga
ORIENTAÇÕES DE ESTUDO
 	Entender	 a	 função	 exercida	 pelos	 intermediários	 financeiros	 e	 o	 conceito	 de
	 	 intermediação	financeira.
 	Conhecer	os	responsáveis	pela	regulação	e	supervisão	do	Sistema	Financeiro	Nacional.
 	Compreender	o	papel	da	ANBIMA	no	Sistema	Financeiro	Nacional.
 	Diferenciar	os	principais	tipos	de	intermediários	financeiros.
 	Conhecer	as	atribuições	dos	sistemas	de	liquidação	e	custódia,	bem	como	os	principais		
	 	 títulos	custodiados	e	as	operações	realizadas.
 	Entender	o	conceito	de	Sistema	de	Pagamentos	Brasileiro.
OBJETIVO
	 O	 objetivo	 deste	 capítulo	 é	 apresentar	 de	 forma	 básica	 como	 se	 estrutura	 o	 Sistema	
Financeiro,	quem	são	seus	integrantes	e	quais	são	as	principais	funções	por	eles	desempenhadas.	
Isso	para	construir	uma	base	sobre	a	qual	o	restante	do	conteúdo	desta	apostila	possa	ser	melhor	
compreendido.
1
CAPÍTULO 1 1SISTEMA FINANCEIRO NACIONALE PARTICIPANTES DO MERCADO
	 O	Sistema	Financeiro	Nacional	(SFN)	cumpre	uma	série	de	funções	de	grande	importância	na	
sociedade	brasileira.	Neste	capítulo,	vamos	conhecer	quais	são	essas	funções	e	como	se	compõe	
a	estrutura	na	qual	elas	são	desempenhadas.	Para	 isso,	serão	apresentados	alguns	conceitos,	
bem	 como	os	 diversos	 integrantes	 do	 sistema	que,	 por	meio	 das	mais	 diferentes	 atividades,	
constituem	o	SFN.
 1.1 Funções básicas
	 Um	 sistema	 é	 um	 conjunto	 de	 elementos	 organizados.	 Esses	 elementos	 podem	 ser	
concretos	–	como	coisas,	pessoas	e	empresas	–	ou	abstratos	–	como	conceitos,	regras	e	princípios.	
Dentro	de	um	sistema,	esses	elementos	se	organizam	a	partir	de	determinada	estrutura,	a	fim	de	
cumprir	uma	função	específica.
 
	 Por	 isso,	 para	 entender	 o	 funcionamento	 do	 sistema	financeiro	 brasileiro,	 é	 necessário	
compreender	 quais	 funções	 ele	 exerce	 na	 sociedade	 brasileira,	 além	 de	 por	 meio	 de	 qual	
estrutura	e	quais	elementos	isso	é	feito.
	 Dentre	 as	 principais	 funções	 do	 SFN,	 destacam-se	 duas:	 (i) a prestação de serviços de 
gerenciamento de recursos e (ii) a intermediação financeira.
 A	função	de	prestação	de	serviços	de	gerenciamento	de	recursos	comporta	uma	série	de	
facilidades	que	estão	à	disposição	dos	cidadãos	e	do	governo	graças	à	atuação	das	entidades	que	
compõem	o	SFN.	Dessas	facilidades,	podemos	destacar:
 A	 existência	 de	 um	 sistema	 de	 pagamentos	 para	 transferência	 de	 recursos
	 	 e	arrecadação	de	tributos.
 O	serviço	de	custódia	(guarda)	de	valores,	bens	e	títulos.
 A	 disponibilização	 de	meios	 de	 pagamento,	 tais	 como	 cartões	 de	 crédito	 e	 cheques.	
 A	disponibilização	de	seguros	para	as	mais	diferentes	finalidades	(automóvel,	viagem,	
	 	 vida,	saúde,	entre	outros).
	 Esses	são	serviços	sem	os	quais	a	vida	das	pessoas,	dos	empresários	e	do	próprio	governo	
seria	muito	mais	difícil.	Para	perceber	isso,	basta	pensarmos	como	seria	inseguro	guardar	todas	
as	nossas	economias	dentro	de	casa,	como	seria	pouco	prático	se	tivéssemos	de	nos	deslocar			
à	 companhia	 de	 luz	 todo	mês	 para	 pagar	 nossa	 conta	 ou	 como	 seria	 custoso	 se	 o	 governo	
precisasse	passar	de	residência	em	residência	para	recolher	o	IPTU.	Disso	decorre	o	importante	
papel	desses	serviços	no	nosso	cotidiano	e	na	organização	da	sociedade.
A	 função	 de	 intermediação	 financeira,	 por	 sua	 vez,	 merece	maior	 destaque	 em	 nossa	
análise.
2
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.1.1 Função dos intermediários financeiros e definição de intermediação financeira
	 Em	 uma	 economia	 capitalista	 normal,	 diferentes	 agentes	 têm	 diferentes	 necessidades	
ao	 longo	 de	 suas	 vidas.	 Enquanto	 algumas	 pessoas	 estão	montando	 um	negócio	 e	 precisam	
de	dinheiro	para	colocar	seu	projeto	em	operação,	outras	são	assalariadas	e	desejam	poupar	
parte	de	sua	renda	para	ter	uma	aposentadoria	mais	confortável	no	futuro.	Enquanto	alguns	são	
jovens	e	dependem	de	financiamento	para	pagar	a	mensalidade	da	faculdade,	outros	já	estão	
aposentados	e	complementam	a	renda	com	o	retorno	que	recebem	em	cima	de	uma	aplicação.
	 Como	podemos	perceber,	há	uma	confluência	de	interesse	entre	esses	diferentes	agentes.	
Afinal,	 enquanto	 alguns	 têm	 dinheiro	 sobrando,	 sem	 aplicação	 produtiva,	 outros	 precisam	
imediatamente	de	recursos	que	não	têm.	
	 Aqueles	que	têm	dinheiro	sobrando	e	gostariam	de	deixá-lo	guardado	ou	investido,	a	fim	de	
que	fique	protegido	ou	rendendo,	são	os	chamados	agentes	econômicos	superavitários.	Aqueles	
que	precisam	de	mais	dinheiro	do	que	têm	disponível,	seja	para	concretizar	ideias	e	projetos	ou	
porque	estão	passando	por	uma	fase	mais	difícil	da	vida,	são	os	chamados	agentes	econômicos	
deficitários.
	 É	certo	que	agentes	econômicos	superavitários	às	vezes	conhecem	agentes	econômicos	
deficitários	e	optam	por	entrar	em	algum	tipo	de	arranjo	direto	–	como	uma	pessoa	que	 faz	
empréstimo	 pessoal	 para	 um	 parente	 seu	 –,	 a	 fim	 de	 disponibilizar	 recursos	 mediante	 o	
pagamento	de	 juros.	Mas	na	maior	parte	das	vezes	essa	 transação	é	dificultada	em	razão	de	
uma	série	de	fatores,	muitos	dos	quais	são	conhecidos	como	custos	de	transação.	Esses	custos	
envolvem	analisar	a	situação	financeira	da	contraparte,	redigir	e	adaptar	contratos,	monitorar	a	
conduta	da	contraparte	a	fim	de	garantir	o	cumprimento	do	pactuado,	entre	outros.
Dica: não confunda “custos de transação” 
enquanto conceito econômico, que 
significa o dispêndio de recursos econômicos 
para participar de determinada transação 
(envolvendo, mas não se limitando, o custo 
de planejar, redigir, adaptar e monitorar o 
cumprimento de contratos), com “custo de 
transação” (no singular), expressão muitas 
vezes utilizada como sinônimo de “taxa de 
corretagem”, que é o valor cobrado por uma 
corretora para realizar uma operação.
3
1 COASE,	Ronald	Coase.	A	Firma,	o	Mercado	e	o	Direito.	São	Paulo:	Forense	Universitária,	2016.
2	MANKIW,	N.	Gregory.	Introdução	à	Economia.	5.	ed.	Trad.	Allan	Vidigal	Hastings	&	Elisete	Paes	e	Lima.	São	Paulo:	Cengage	Learning,	
2009.	p.	207-208.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
Saiba mais: para aumentar o 
entendimento sobre custos de 
transação e como eles afetam a 
atividade econômica, ver artigo 
seminal de Ronald Coase, “A Natureza 
da Firma”, de 1937, cuja tradução 
está disponível na obra do mesmo 
autor chamada A Firma, o Mercado e 
o Direito1. Para uma explicação mais 
didática, ver Mankiw2 .
	 Por	 isso,	 é	 praticamente	 consenso	 entre	 economistas	 que	 uma	 economia	 capitalista	
depende,	para	ser	produtiva,	de	um	sistema	financeiro	eficiente,	capaz	de	fazer	a	intermediação	
financeira	 adequada	 entre	 os	 agentes	 econômicos	 superavitários	 e	 os	 agentes	 econômicos	
deficitários.
 Intermediação	financeira,	que	nada	mais	é	que	a	atividade de captar recursos dos agentes 
econômicos superavitários, mediante algum tipo de contrapartida, e disponibilizá-los para 
agentes econômicos deficitários, mediante a cobrança de juros.
	 Nesse	tocante,	é	importante	notar	que	os	intermediários	financeiros	regularmente	inseridos	
no	 SFN	estão	 em	uma	posição	 favorável	 para	 realizar	 essa	 operação	porque	 têm	 capacidade	
operacional	e	especialização	suficientes	para	 lidar	com	as	duas	partes.	 Isso	por	uma	série	de	
razões,	dentre	as	quais	podemos	destacar:
 		Lidam	com	muitos	agentes,	o	que	lhes	permite	uma	economia	de	escala	nos	custos		
	 	 operacionais	básicos.
 	Também	por	lidar	com	muitos	agentes,	são	capazes	de	oferecer	condições	de	liquidez		
	 	 mais	flexíveis,	de	modo	a	atender	às	necessidades	de	diferentes	agentes.
 	Por	seu	porte,	têm	acesso	–	e,	portanto,	podem	oferecer	a	seus	clientes	–	as	oportunidades
	 	 de	 investimento	 que	 um	 agente	 econômico	 superavitário	 operando	 sozinho	 não
	 	 conseguiria	acessar,	possibilitando	inclusive	maior	diversificação	nos	investimentos.
 	 Têm	acesso	 facilitado	 a	 informações	 econômicas	 importantes,	 tais	 como	 cadastros	 de
		 	 crédito,	planos	de	negócio,	estatísticas	setoriais,	relatórios	econômicos	e	balanços.
 	 Têm	capacidade	de	análise	das	 informações	econômicas	disponíveis,	 o	que	possibilita
	 	 melhor	gestão	de	riscos.
 	São	 regulados	 e	 supervisionados,	 o	 que	 aumenta	 a	 confiança	 dos	 agentes	 em	 sua
	 	 atividade.
 	Estão	 autorizados	 a	 cobrar	 taxas	 de	 juros	 superiores	 ao	 teto	 imposto	 pelo	 Decreto
	 	 22.626	de	1933	(Lei	da	Usura),	o	que	lhes	permite	emprestar	para	um	número	maior	de	
	 	 agentes	 econômicos	 deficitários,	 sem	 que	 a	 relação	 risco-retorno	 fique	 prejudicada.
	 Dessa	 forma,	 tem-se	 evidente	 que	 a	 atividade	 de	 intermediação	 financeira,	 quando	
bem	 estruturada,	 é	 capaz	 de	 trazer	 uma	 série	 de	 vantagens	 a	 todos	 os	 agentes	 e,
consequentemente,	 à	 economia	 do	 país	 e	 ao	 desenvolvimento	 da	 sociedade.	 Essa	 atividade,
contudo,	não	é	livre	de	riscos,	como	diversos	escândalos	e	crises	financeiras	já	demonstraram
bem,	 razão	 pela	 qual	 depende	 de	 boa	 estrutura	 para	 ser	 desempenhada	 de	 forma	 segura	 e
eficiente.
4
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
1.2 Estrutura
	 A	 estrutura	 do	 SFN	 é	 composta	 por	 um	 subsistema	 normativo	 e	 por	 um	 subsistema	
de	 intermediação,	 também	 conhecido	 como	 subsistema	 operativo3.	 Esses	 subsistemas	 são	
representados	 por	 entidades	 públicas	 e	 privadas	 que,	 cada	 uma	 em	 sua	 área	 de	 atuação,	
desenvolvem	suas	atividades	de	modo	a	garantir	a	existência	de	um	mercado	financeiro	regulado.
	 De	modo	geral,	o	subsistema	normativo	reúne	órgãos	normativos	e	de	supervisão,	enquanto	
o	subsistema	de	intermediação	é	constituído	por	instituições	dedicadas	à	execução	das	funções	
do	SFN,	tais	como	os	intermediários	financeiros	e	as	organizações	que	prestam	serviços	auxiliares	
às	funções	do	SFN.
	 Iniciaremos	 nossa	 exposição	 pelo	 subsistema	 normativo	 e	 na	 sequência	 explicaremos	
em	maior	detalhe	o	que	fazem	e	como	se	dividem	os	agentes	que	compõem	o	subsistema	de	
intermediação.
 1.2.1 Órgãos de regulação, autorregulação e fiscalização
	 Dentro	do	subsistema	normativo	existem	duas	funções	que	precisam	ser	desempenhadas:
(i)	a	criação	de	políticas	e	normas	que	regulem	a	conduta	dos	agentes	no	SFN	e	(ii)	a	fiscalização	
da	conduta	desses	agentes,	a	fim	de	garantir	que	as	normas	e	políticas	criadas	sejam	respeitadas.
	 Tradicionalmente,	essas	funções	eram	desempenhadas	apenas	por	órgãos	públicos,	que	
definiam	 políticas,	 produziam	 normas	 e	 fiscalizavam	 seu	 cumprimento.	 Hoje,	 porém,	 com	 o	
desenvolvimento	da	autorregulação,	a	atuação	de	alguns	agentes	privados	ganhou	destaque.
	 Por	 essa	 razão,	 podemos	dizer	 que	o	 subsistema	normativo	 é	 composto	por	 órgãos	 de	
regulação,	autorregulação	e	fiscalização.
	 A	 esse	 respeito,	 é	 importante	observar	 que	 a	 regulação	 se	divide	 em	heterorregulação					
e	 autorregulação.	 Como	 o	 nome	 sugere,	 a	 heterorregulação	 é	 feita	 por	 um	 agente	 externo					
ao	ambiente	regulado,	enquanto	a	autorregulação	é	 feita	por	um	agente	que	faz	parte	desse	
ambiente.
	 Na	regulação	financeira,	a	heterorregulação	é	 feita	pelo	Estado	para	 regular	o	mercado			
e	baseia	 sua	 legitimidade	e	 coercitividade	no	poder	estatal.	A	autorregulação,
por	 sua	vez,	é	
feita	por	 entes	privados	–	normalmente	organizados	 em	 forma	de	associação	–	 e	baseia	 sua	
legitimidade	e	coercitividade	em	um	contrato	voluntário	entre	particulares	(autorregulação	de	
base	contratual)	ou	em	uma	determinação	legal	(autorregulação	de	base	legal),	que	estabelece	
um	ente	privado	como	responsável	por	regular	determinada	atividade.
3	BANCO	 CENTRAL	 DO	 BRASIL.	Manual	 da	 Supervisão	 –	MSU.	 2017.	 Disponível	 em:	 https://www3.bcb.gov.br/gmn/visualizacao/	
listarDocumentosManualPublico.do?method=listarDocumentosManualPublico&idManual=1	 &	 FORTUNA,	 Eduardo.	 Mercado	
financeiro:	produtos	e	serviços.	18.	ed.	Rio	de	Janeiro:	Qualitymark,	2011.	p.	18.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 No	Brasil,	contudo,	a	heterorregulação	é	bastante	predominante	na	história,	de	modo	que,	
mesmo	sendo	espécie,	já	tomou	para	si	o	nome	do	gênero	(regulação),	fazendo	com	que	apenas	
a	autorregulação	precise	ser	diferenciada.
	 Dito	isso,	para	compreender	melhor	esse	subsistema	normativo,	vamos	analisar	quais	são	
os	principais	agentes	que	representam	os	já	mencionados	órgãos	de	regulação,	autorregulação	e	
fiscalização.
 1.2.1.1 Conselho Monetário Nacional (CMN) 
 Criado	pela	Lei	4.595/1964,	o	CMN	compõe	a	estrutura	básica	do	Ministério	da	Economia,	
mas é o órgão deliberativo máximo do SFN,	 sendo	 subordinado	 apenas	 ao	 presidente	 da	
República.	Sua	composição	atual	é	formada	por	três	membros:	pelo	ministro	da	Economia	(que	
preside	o	conselho),	pelo	ministro	do	Planejamento,	Orçamento	e	Gestão	e	pelo	presidente	do	
Banco	Central	do	Brasil	(BACEN).
	 Enquanto	principal	órgão	de	regulação	do	SFN,	o	CMN	é	o	responsável	pelo	estabelecimento	
das	diretrizes	e	normas	das	políticas	monetária,	creditícia	e	cambial	e	por	regular	as	condições	de	
constituição,	funcionamento	e	fiscalização	dos	intermediários	financeiros.	Nesse	sentido,	é	a	ele	
que	cabe	uma	série	de	atribuições	e	competências	específicas	(arts.	3º	e	4º	da	Lei	4.595/1964),	
dentre	as	quais	se	destacam:
 	Adaptar	o	volume	dos	meios	de	pagamento	às	necessidades	da	economia	nacional,		
	 	 podendo	autorizar	as	emissões	de	papel-moeda.
 	Propiciar	o	aperfeiçoamento	das	instituições	e	dos	instrumentos	financeiros,	com	vistas
	 	 à	maior	eficiência	do	sistema	de	pagamentos	e	de	movimentação	de	recursos.
 	Zelar	pela	liquidez	e	solvência	das	instituições	financeiras.
 	Disciplinar	o	crédito	em	todas	as	suas	modalidades	e	as	operações	creditícias	em	todas
	 	 as	 suas	 formas,	 inclusive	 prestações	 de	 quaisquer	 garantias	 por	 parte	 das	 instituições
		 	 financeiras.
 	Expedir	 normas	 gerais	 de	 contabilidade	 e	 estatística	 a	 serem	 observadas	 pelas
		 	 instituições	financeiras.
 	Definir	o	percentual	e	a	forma	de	recolhimentos	compulsórios.
 	Regulamentar,	fixando	 limites,	prazos	e	outras	condições,	as	operações	de	 redesconto	
	 	 e	de	empréstimo,	efetuadas	com	quaisquer	 instituições	financeiras	públicas	e	privadas	
	 	 de	natureza	bancária.
	 Essa	 atividade	 regulatória	 é,	 sobretudo,	 conduzida	 por	 meio	 da	 elaboração	 de	 atos	
normativos	 conhecidos	 como	 resoluções,	 que	 são	 deliberadas	 pelo	 CMN	 e	 publicadas	 pelo	
BACEN.	Essas	resoluções	têm	força	normativa	e	por	vezes	alto	grau	técnico;	contudo,	são,	em	
sua	maioria,	diretrizes	a	serem	levadas	a	cabo	mais	técnica	e	especificamente	pelas	principais	
entidades	ligadas	ao	CMN:	o	BACEN	e	a	Comissão	de	Valores	Mobiliários	(CVM).
Funções básicas
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.2.1.2 Banco Central do Brasil (BACEN) 
 O	BACEN	é	uma	autarquia	federal	criada	pela	Lei	4.595/1964,	vinculada	ao	Ministério	da	
Economia,	mas	que	dispõe	de	personalidade	jurídica	e	patrimônio	próprios.
	 Sua	estrutura	organizacional	é	comandada	por	uma	diretoria	colegiada,	composta	por	nove	
membros:	o	presidente	e	oito	diretores,	cada	um	responsável	por	uma	diretoria	específica.
	 Todos	os	membros	da	diretoria	colegiada	são	nomeados	pelo	presidente	da	República,	entre	
brasileiros	de	ilibada	reputação	e	notória	capacidade	em	assuntos	econômico-financeiros,	após	
aprovação	pelo	Senado	Federal.	Embora	a	independência	do	BACEN	seja	prática	recomendada	e	
comum	entre	as	principais	economias	do	mundo,	os	membros	da	diretoria	colegiada	do	BACEN	
são	 demissíveis	 pelo	 presidente	 da	 República,	 sem	 necessidade	 de	 justificativa	 ou	 trâmite	
específico	(ad	nutum),	nos	termos	do	Decreto	91.961/1985.
	 Enquanto	principal	órgão	executivo	do	SFN,	o	BACEN	é	responsável	por	dar	cumprimento	
às	determinações	do	CMN,	mas	 também	tem	algumas	atribuições	próprias,	definidas	por	 lei.	
Nesse	sentido,	suas	principais	atribuições	e	competências	são:
 	Emitir	papel-moeda,	nas	condições	e	limites	autorizados	pelo	CMN.
 	Receber	os	recolhimentos	compulsórios.
 	Realizar	operações	de	redesconto	e	empréstimo	às	instituições	financeiras.
 	Conduzir	as	políticas	monetária,	cambial	e	de	crédito.
 	Determinar,	 via	 Comitê	 de	 Política	 Monetária	 (Copom),	 a	 meta	 da	 taxa	 de	 juros	 de
		 	 referência	para	as	operações	de	um	dia	(Taxa	Selic).
 	Efetuar	o	controle	de	todas	as	formas	de	crédito	e	dos	capitais	estrangeiros.
 	Fiscalizar	e	disciplinar	as	instituições	financeiras	e	demais	entidades	autorizadas	a	operar
	 	 pelo	BACEN.
 	Conceder	autorização	de	funcionamento	às	instituições	financeiras.
 	Estabelecer	condições	para	a	posse	e	para	o	exercício	de	quaisquer	cargos	de	administração
	 	 de	instituições	financeiras	privadas.
 	Decretar	regimes	especiais	em	instituições	financeiras.
 	Gerir	o	SPB	e	os	serviços	de	meio	circulante.
 
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 Como	se	pode	ver,	essas	atividades	 têm	caráter	 tanto	 regulatório	como	de	fiscalização/	
supervisão,	 pelo	 que	 são	 conduzidas	 por	 meio	 da	 elaboração	 de	 documentos	 normativos,	
determinação	de	ordens	e	averiguação	de	irregularidades	via	processo	administrativo	punitivo.	
Os	principais	documentos	emitidos	pelo	BACEN	são:		
 Circulares:	atos	normativos	pelos	quais	o	BACEN,	por	delegação,	cria	normas	para	o	SFN	
ou,	também	por	delegação,	regulamenta	as	normas	contidas	em	resoluções	do	CMN.	
 Cartas circulares:	 instrumentos	 para	 esclarecer	 dúvidas	 ou	 divergências	 quanto	 à	
interpretação	e	à	aplicação	de	disposições	normativas.
 Comunicados:	 documentos	 administrativos	 de	 âmbito	 externo,	 que	 têm	 por	 finalidade	
divulgar	deliberação	ou	informação	relacionada	à	área	de	atuação	do	BACEN.
 1.2.1.3 Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
 A CVM é o órgão do governo responsável pela regulação e fiscalização do mercado 
de capitais no Brasil.	 Criada	pela	 Lei	 6.385/1976,	 é	 uma	autarquia	 federal	 que,	 embora	 seja	
vinculada	ao	Ministério	da	Economia,	não	está	subordinada	hierarquicamente	a	ele.	Igualmente,	
embora	esteja	ligada	ao	CMN,	a	maior	parte	das	atividades	da	CVM	não	decorrem	da	execução	
das	 determinações	 dele,	 mas	 sim	 de	 atribuições	 legais	 próprias,	 advindas	 sobretudo	 da	 Lei	
6.385/1976	e	da	Lei	6.404/1976	(Lei	das	S/A).
	 A	administração	da	CVM	fica	a	cargo	de	um	presidente	e	quatro	diretores,	nomeados	pelo	
presidente	da	República,	depois	de	aprovados	pelo	Senado	Federal.	Por	determinação	legal,	os	
nomeados	devem	ser	pessoas	de	ilibada	reputação	e	reconhecida	competência	em	matéria	de	
mercado	de	capitais.	O	mandato	desses	dirigentes	é	de	cinco	anos,	sendo	vedada	a	recondução.
	 Entre	as	principais	atribuições	e	competências	da	CVM	estão:
 	Regulamentar	as	matérias	previstas	na	Lei	6.385/1976	e	na	Lei	6.404/1976	(Lei	das	S/A).
 	Administrar	os	registros	instituídos	por	essas	leis.
 	Fiscalizar	efetiva	e	tempestivamente	o	cumprimento	das	normas	relativas	às	atividades		
	 	 e	serviços	no	âmbito	do	mercado	de	valores	mobiliários.	
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
 	Investigar	e	punir	tempestivamente	descumprimentos	à	regulação	do	mercado	de	valores	
	 	 mobiliários.
Zelar	pelo	funcionamento	eficiente	e	regular	do	mercado	de	capitais	e	seu	desenvolvimento.
 	Proteger	os	investidores	do	mercado	de	capitais.
 	Assegurar	o	acesso	do	público	a	informações	tempestivas	e	de	qualidade.
 	Estimular	a	formação	de	poupança	e	seu	investimento	em	valores	mobiliários.	
 	Assegurar	e	fiscalizar	o	funcionamento	eficiente	das	bolsas	de	valores,	do	mercado	de
	 	 	 balcão	e	das	bolsas	de	mercadorias	e	futuros. 
	 Para	 o	 efetivo	 cumprimento	 dessas	 atribuições	 e	 competências,	 além	 de	 promover	
atividades	de	educação	e	supervisão,	manter	portais	de	informação	aos	investidores	e	instaurar	
processos	administrativos	de	apuração	de	irregularidades,	a	CVM	também	emite	atos	normativos,	
conhecidos	 como	 Instruções	 CVM.	 Normalmente	 eles	 são	 publicados	 após	 um	 processo	 de	
discussão	com	agentes	do	mercado	e	da	sociedade,	por	meio	de	audiências	públicas.
 1.2.1.4 Superintendência de Seguros Privados (Susep) 
	 Criada	pelo	Decreto-lei	73,	de	21	de	novembro	de	1966,	a	Susep	é	uma	autarquia	federal	
vinculada	ao	Ministério	da	Economia	cujo	objetivo	é	o controle e a fiscalização dos mercados de 
seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro.
	 Embora	siga	as	diretrizes	do	órgão	normativo	do	setor,	o	Conselho	Nacional	de	Seguros	
Privados	 (CNSP),	 a	 Susep	 também	 tem	 função	 normativa	 importante,	 sendo	 um	 órgão	 de	
regulação	e	fiscalização.
	 É	 administrada	 por	 um	 conselho	 diretor,	 composto	 pelo	 superintendente	 e	 por	 quatro	
diretores.	Nomeados	pelo	presidente	da	República,	são	pessoas	de	reconhecida	competência,	
passíveis,	contudo,	de	demissão	ad nutum.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
Dica: para aprimorar a educação financeira dos brasileiros e estimular a 
formação de poupança, a CVM mantém um portal educativo na internet, 
o Portal do Investidor (http://www.portaldoinvestidor.gov.br). Qualquer 
profissional que tenha dúvidas sobre alguns conceitos básicos pode 
acessar o canal, bem como recomendá-lo a seus clientes.
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 Dentre	as	principais	atribuições	e	competências	da	Susep,	destacam-se:
 	Fiscalizar	a	 constituição,	a	organização,	o	 funcionamento	e	a	operação	das	 sociedades
		 	 seguradoras,	 de	 capitalização,	 entidades	 de	 previdência	 complementar	 aberta
	 	 e	resseguradores.
 	Proteger	a	captação	de	poupança	popular	realizada	por	meio	de	operações	de	seguro,
		 	 previdência	complementar	aberta,	de	capitalização	e	resseguro.
 	Zelar	 pela	 defesa	 dos	 interesses	 dos	 consumidores	 dos	 mercados	 supervisionados.
 	Promover	o	aperfeiçoamento	das	instituições	e	dos	instrumentos	operacionais	a	eles
		 	 vinculados,	com	vistas	à	maior	eficiência	do	Sistema	Nacional	de	Seguros	Privados	e	do
		 	 Sistema	Nacional	de	Capitalização.	
 	Promover	a	estabilidade	dos	mercados	sob	sua	jurisdição,	zelando	pela	liquidez	e	solvência	
	 	 das	sociedades	que	integram	o	mercado.
 	Disciplinar	e	acompanhar	os	investimentos	daquelas	entidades,	em	especial	os	efetuados	
	 	 em	bens	garantidores	de	provisões	técnicas.
 	Investigar	e	punir	descumprimentos	à	regulação	de	mercados	de	seguro	e	previdência
		 	 complementar	aberta.
 	Cumprir	e	fazer	cumprir	as	deliberações	do	CNSP.
	 O	 exercício	 dessas	 atribuições	 e	 competências	 se	 dá	 mediante	 fiscalização	 contínua,	
instauração	e	condução	de	processos	administrativos	sancionadores	e	emissão	de	normativos.
 1.2.1.5 ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de 
Capitais)
	 No	cenário	brasileiro,	o	mais	destacado	caso	de	autorregulação	é	o	da	ANBIMA	(Associação	
Brasileira	 das	 Entidades	 dos	Mercados	 Financeiro	 e	 de	 Capitais).	 A	 Associação	 foi	 criada	 em	
2009,	mas	sua	história	começou	antes.	Isso	porque	é	fruto	da	fusão	de	duas	outras	associações,	
a	 Associação	 Nacional	 dos	 Bancos	 de	 Investimento	 (Anbid),	 criada	 em	 1967,	 e	 a	 Associação	
Nacional	das	Instituições	do	Mercado	Financeiro	(Andima),	criada	em	1971.	Já	sua	atividade	de	
autorregulação	teve	início	em	1998,	quando	a	Anbid	publicou	a	primeira	versão	do	Código	de	
Regulação	e	Melhores	Práticas	para	as	Ofertas	Públicas	de	Distribuição	e	Aquisição	de	Valores	
Mobiliários.
	 Por	ser	uma	entidade	que	atua	na	vanguarda	do	estabelecimento	de	melhores	práticas,	
muitas	 vezes	 em	 atividades	 e	 mercados	 ainda	 pouco	 conhecidos	 pelo	 regulador	 estatal,	 a	
atividade	da	ANBIMA	merece	atenção	ao	estudarmos	os	órgãos	que	compõem	a	estrutura	do	
SFN.	Todavia,	é	importante	ter	em	mente	que	a	autorregulação	da	ANBIMA	não	sobrepõe	nem	
pode	contradizer	a	regulação	estatal,	atuando	apenas	de	forma	complementar.
 Informar:	a	ANBIMA	é	a	principal	provedora	de	informações	sobre	
os	segmentos	de	mercado	que	representa.	Produz	e	divulga	um	conjunto	
de	relatórios,	estatísticas,	estudos,	rankings,	referências	de	preços	e	de	
índices,	além	de	uma	série	de	ferramentas	de	consulta	que	oferece	aos	
seus	associados	e	ao	mercado.
 Representar:	 a	 ANBIMA	entende	que	um	mercado	 forte	 se	 faz	
com	instituições	sólidas	e	bem	representadas,	pelo	que	tem	a	atividade	
de	representação	como	seu	principal	compromisso.	Para	torná-la	eficaz	
e	 representativa	 da	 pluralidade	 dos	 seus	 associados,	 mais	 de	 1.000	
profissionais	 que	 trabalham	 nas	 instituições	 associadas	 participam	
voluntariamente	 de	 comitês,	 subcomitês	 e	 grupos	 de	 trabalho.	 São	
nesses	fóruns	que	nascem	as	propostas	de	aprimoramento	das	normas	
do	mercado	e	as	sugestões	enviadas	aos	órgãos	reguladores.	Esses	grupos	
também	elaboram	as	regras	que	compõem	os	códigos	de	autorregulação,	
propondo	boas	práticas	de	negócios.
 Educar:	 o	 compromisso	 de	 educar	 parte	 da	 crença	 de	 que	 é	
possível	 transformar	 o	 mercado	 por	 meio	 da	 capacitação	 de	 seus	
principais	 agentes,	que	 são	os	profissionais	e	os	 investidores.	Por	 isso,	
as	 ações	 de	 educação	 se	 estendem	 à	 certificação	 e	 à	 educação	 de	
investidores.	 Certificação	 para	 capacitar	 os	 profissionais	 do	 mercado	
para	que	eles	sejam	multiplicadores	de	informações	e	de	boas	práticas.	
Educação	 de	 investidores	 para	 ampliar	 o	 acesso	 de	 atuais	 e	 futuros	
investidores	a	programas	educacionais	e	a	conteúdos	relevantes	para	o	
desenvolvimento	dos	mercados.
 Autorregular:	a	ANBIMA	conduz	um	modelo	de	autorregulação	
privado	e	 voluntário,	 baseado	em	 regras	 claras,	 criadas	pelo	mercado,	
para	 o	 mercado	 e	 em	 favor	 do	 seu	 desenvolvimento.	 As	 regras	 são	
expressas	em	códigos	de	autorregulação	e	melhores	práticas,	aos	quais	
podem	aderir	 inclusive	 instituições	que	não	são	associadas	à	ANBIMA.		
O	 cumprimento	 das	 normas	 é	 acompanhado	 de	 perto	 por	 uma	 área	
técnica,	 que	 supervisiona	 as	 instituições,	 dá	 orientações	 de	 caráter	
educativo	e	ajuda	na	condução	de	processos	avaliados	pelos	conselhos	
de	autorregulação.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.2.1.5.1 O papel da ANBIMA e as atividades desenvolvidas
	 Por	 ser	 fruto	 da	 união	 entre	 associações	 consolidadas,	 a	 ANBIMA	 nasceu	 forte	 e	 com	
objetivos	bem-definidos.	Basicamente,	a	atividade	da	Associação	se	divide	em	quatro:
	 Atualmente,	há	9	códigos	de	regulação	e	melhores	práticas,	que	cobrem	grande	parte	das	
atividades	dos	setores	representados	pela	ANBIMA:
 Código	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	para	Ofertas	Públicas.
 Código	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	para	Administração	de	Recursos	de
 Terceiros.
 Código	 ANBIMA	 de	 Regulação	 e	 Melhores	 Práticas	 para	 Serviços	 Qualificados	 ao
 Mercado	de	Capitais.
 Código	 ANBIMA	 de	 Regulação	 e	 Melhores	 Práticas	 para	 o	 Programa	 de	 Certificação
 Continuada.
 Código	 ANBIMA	 de	 Regulação	 e	 Melhores	 Práticas	 para	 Distribuição	 de	 Produtos	 de
 Investimento.
 Código	ANBIMA	para	o	Novo	Mercado	de	Renda	Fixa.
 Código	 ANBIMA	 de	 Regulação	 e	 Melhores	 Práticas
de	 Negociação	 de	 Instrumentos 
 Financeiros.
 Código	ABVCAP	|	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	para	o	Mercado	de	FIP	e	FIEE.
 Código	 ANBIMA	 de	 Regulação	 e	 Melhores	 Práticas	 para	 Atividades	 Conveniadas.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 A	atividade	de	autorregulação	é	idealizada	pela	ANBIMA	de	modo	a	contemplar	também	
os	seus	outros	compromissos.	Nesse	aspecto,	a associação busca promover uma autorregulação 
que, ao mesmo tempo: (i) represente	 –	 os	 códigos	 são	 elaborados	 a	 partir	 de	 sugestões	 e	
mediante	 aprovação	 dos	 associados;	 (ii)	 informe	 –	 as	 atividades	 da	 área	 de	 Supervisão	 são	
divulgadas	no	site	da	ANBIMA	e	em	informativos	periódicos;	bem	como	as	mudanças	nas	regras	e	
nas	interpretações	são	comunicadas	diretamente	ao	associados,	via	correspondência	e	mediante	
a	realização	de	atividades	de	maior	engajamento,	como	webinars;	e	(iii)	eduque	–	os	processos	
de	autorregulação	são	em	sua	maioria	encerrados	mediante	cartas	de	recomendação	ou	termos 
de	compromisso,	que	visam	aprimorar	as	práticas	da	indústria	e	não	simplesmente	punir.
	 	 Com	 isso,	 hoje	 estão	 submetidas	 às	 regras	 da	 ANBIMA	 aproximadamente	 1.000	
instituições	participantes	–	assim	entendidas	as	associadas	à	ANBIMA	ou	que	tenham	aderido,	
voluntariamente,	 a	 qualquer	 um	 dos	 códigos.	 Para	 esses	 9	 códigos,	 existem	 sete	 conselhos	
decisórios	(os	códigos	de	Ofertas	Públicas,	de	Atividades	Conveniadas	e	para	o	Novo	Mercado	de	
Renda	Fixa	são	todos	vinculados	a	um	mesmo	conselho)	e	um	Código	de	Processos,	que	unifica	
os	 procedimentos	 de	 apuração	 e	 processamento	 de	 eventuais	 irregularidades	 para	 todos	 os	
códigos,	à	exceção	unicamente	do	Código	ANBIMA/ABVCAP	de	FIP	e	FIEE,	que,	por	ser	feito	em	
parceria	com	outra	associação,	tem	seus	elementos	processuais	previstos	no	mesmo	documento.
	 A	fim	de	garantir	o	equilíbrio	e	os	controles	necessários	de	sua	atividade	regulatória,	a	
dinâmica	básica	da	autorregulação	da	ANBIMA	é	a	seguinte:	
(i)	 Os associados definem as regras:	por	meio	dos	comitês	de	representação,	da	Diretoria	e	
	 de	 audiências	 públicas,	 esse	 último	 aberto	 a	 todos	 os	 interessados.	 Em	 seguida	
	 os	 códigos	 são	 publicados	 e	 revistos	 continuamente.	 Estão	 sujeitos	 às	 regras	 todos
	 os	associados	e	qualquer	instituição	que	voluntariamente	queira	aderi-las.	
(ii)	 A área técnica supervisiona:	 a	 área	 de	 Supervisão	 da	 ANBIMA	 é	 a	 responsável
		 por	acompanhar	o	mercado,	inspecionando	o	cumprimento	das	regras	pelas	instituições
	 participantes.	 Para	 isso,	 inclusive,	 ela	 dispõe	 do	 Sistema	 de	 Supervisão	 de	Mercados
	 (SSM),	uma	plataforma	eletrônica	por	meio	da	qual	as	 instituições	podem	gerenciar	e	
	 acompanhar	 o	 status	 de	 suas	 obrigações	 com	 a	 autorregulação	 da	 ANBIMA,	 enviar	
	 documentos,	agendar	supervisões	periódicas	ou	realizar	todo	o	processo	de	adesão	aos	
	 códigos	de	autorregulação	ou	filiação	à	ANBIMA.
(iii)	 Uma comissão especializada acompanha:	 cada	 código	 conta	 com	 uma	 comissão	 de
	 acompanhamento,	 composta	 por	 pessoas	 do	 mercado	 com	 grande	 conhecimento	
	 técnico	acerca	da	temática.	Com	esse	conhecimento,	as	comissões	orientam	os	trabalhos	
	 da	área	de	Supervisão.
(iv)	 Um conselho independente julga:	cada	código	conta	com	um	conselho	misto,	composto	
	 em	 sua	 minoria	 por	 profissionais	 ligados	 aos	 associados	 e,	 em	 sua	 maioria,	 por	
	 profissionais	indicados	por	instituições	do	mercado	externas	à	ANBIMA.	Esse	conselho	é	
	 soberano	na	apreciação	dos	casos	da	autorregulação.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 Na	sequência,	vamos	aprender	um	pouco	mais	sobre	alguns	dos	códigos	de	autorregulação	
de	maior	relevância	para	os	profissionais	certificados.
 1.2.1.5.1.1 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de 
Certificação Continuada
	 Criado	em	2002	para	promover	padrões	elevados	de	conduta	entre	o	crescente	número	
de	profissionais	certificados	pela	ANBIMA,	o	Código	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	
para	 o	 Programa	de	Certificação	Continuada	 (Código	de	Certificação)	 traz	 definições	 sobre	 a	
obrigatoriedade	da	certificação	adequada	aos	profissionais	que	desempenham	as	atividades	de	
comercialização	e	distribuição	de	produtos	de	investimento	e	aos	profissionais	que	desempenham	
a	atividade	de	gestão	profissional	de	recursos	de	terceiros.	
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
Saiba mais: os	códigos	ANBIMA	não	são	a	única	fonte	da	autorregulação;	
os	 próprios	 preveem	 outros	 três	 tipos	 de	 documentos	 que	 estabelecem	
obrigações,	esclarecem	determinações	e	contêm	recomendações,	que	são:
(i) Diretrizes	 –	 têm	 caráter	 vinculante,	 sendo	 de	 observância	 obrigatória	
pelas	 Instituições	 Participantes,	 e	 têm	 como	 objetivo	 regulamentar	 as	
matérias	que	tenham	previsão	expressa	neste	Código.
(ii) Deliberações	–	têm	caráter	vinculante,	sendo	de	observância	obrigatória	
pelas	 Instituições	 Participantes,	 e	 têm	 como	 objeto	 a	 interpretação	 das	
regras	e	princípios	deste	Código.
(iii) Pareceres de orientação	 –	 não	 têm	 caráter	 vinculante,	 ou	 seja,	 não	
são	de	observância	obrigatória,	e	têm	como	objetivo	orientar	e	esclarecer	
às	 Instituições	 Participantes	 sobre	 as	 regras	 e	 procedimentos	 previstos	
no	Código.
	 Com	esse	objetivo,	estabelece	os	princípios	e	os	padrões	de	conduta	que	esses	profissionais	
devem	utilizar	no	desempenho	de	suas	atividades.	Além	disso,	esse	código	obriga	as	instituições	
participantes4		a	exigir	e	fiscalizar	o	cumprimento	das	disposições	por	parte	de	seus	funcionários	
que	atuem	nessas	atividades.
	 Quanto	 às	 obrigações	 específicas	 exigidas	 pelo	 Código	 de	 Certificação	 das	 instituições	
participantes,	podemos	dizer	que	elas	se	dividem	em	dois	grupos:	
I.	 Obrigações	de	supervisão	de	seus	profissionais.
II.	 Obrigações	de	estabelecimento	e	implementação	adequada	de	controles	internos.
	 Em	 relação	 ao	 primeiro	 grupo,	 as	 obrigações	 de	 supervisão	 exigidas	 diretamente	 das	
instituições	participantes	estão	dispostas	nos	arts.	6º	e	7º	do	Código	de	Certificação,	podendo	
ser	resumidas	em	assegurar	que	seus	profissionais:
 	Possuam	reputação	ilibada	e	não	tenham:
	 	 •	Sido	 inabilitados	 para	 o	 exercício	 de	 cargo	 em	 instituições	 financeiras	 e	 demais	
	 	 		 entidades	 autorizadas	 a	 funcionar	 pelo	 BACEN,	 CVM,	 Superintendência	Nacional	 de
	 		 		 Previdência	Complementar	(Previc)	ou	Susep.
	 	 •	Sua	autorização	para	o	exercício	da	atividade	suspensa,	cassada	ou	cancelada.
	 	 •	Sofrido	punição	definitiva5	 ,	nos	últimos	cinco	anos,	em	decorrência	de	 sua	atuação
	 	 		 como	administrador	ou	membro	de	 conselho	fiscal	 de	entidade	 sujeita	 a	 controle	e
		 	 		 fiscalização	dos	órgãos	reguladores	mencionados.
 	Exerçam	suas	atividades	com	boa	fé,	transparência,	diligência	e	lealdade.
 	Cumpram	todas	as	suas	obrigações,	devendo	empregar,	no	exercício	de	suas	atividades,	o
		 	 cuidado	 que	 toda	 pessoa	 prudente	 e	 diligente	 costuma	 dispensar	 à	 administração	 de	
	 	 seus	 próprios	 negócios,	 respondendo	 por	 quaisquer	 infrações	 ou	 irregularidades	 que
	 	 venham	a	ser	cometidas.
 	Norteiem	a	prestação	de	suas	atividades	pelos	princípios	da	liberdade	de	iniciativa	e	da	
	 	 livre	concorrência,	evitando	a	adoção	de	práticas	caracterizadoras	de	concorrência	desleal
	 	 e/ou	de	condições	não	equitativas,	respeitando	os	princípios	de	livre	negociação.
 	Evitem	quaisquer	práticas	que	infrinjam	ou	estejam	em	conflito	com	as	regras	e	princípios	
	 	 contidos	no	Código	de	Certificação	e	na	Regulação	em	vigor.
 	Adotem	condutas	compatíveis	com	os	princípios	de	idoneidade	moral	e	profissional.
 
4	Assim	entendidas	como	as	instituições	associadas	à	ANBIMA,	as	aderentes	ao	Código	e	as	integrantes	do	conglomerado	ou	grupo	
financeiro	das	instituições	participantes	que	desempenhem	a	função	tutelada
pelo	respectivo	código.
5	Punição	definitiva	é	 considerada	aquela	 a	qual	 não	 caiba	mais	 recurso	em	âmbito	 administrativo,	nem	 tenha	tido	 seus	efeitos	
suspensos	por	decisão	judicial.
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
 	Vedem	a	intermediação	de	investimentos	ilegais	e	não	participem	de	qualquer	negócio		
	 	 que	envolva	fraude,	corrupção,	manipulação	ou	distorção	de	preços,	declarações	falsas
		 	 ou	lesão	aos	direitos	de	investidores.
 	 Sejam	diligentes	 e	 não	 contribuam	para	 a	 veiculação	 ou	 circulação	 de	 notícias	 ou	 de
	 	 informações	inverídicas	ou	imprecisas	sobre	o	mercado	financeiro	e	de	capitais.
 	 Zelem	 para	 que	 não	 sejam	 dadas	 informações	 imprecisas	 a	 respeito	 das	 atividades	
	 	 que	 é	 capaz	 de	 prestar,	 bem	 como	 com	 relação	 a	 suas	 qualificações,	 seus	 títulos
		 	 acadêmicos	e	experiência	profissional.
	 Quanto	às	obrigações	 impostas	pelo	Código	de	Certificação	às	 instituições	participantes	
de	 estabelecimento	 e	 implementação	 adequada	 de	 controles	 internos,	 merecem	 destaque:
 	 Implementar	 e	 manter,	 em	 documento	 escrito,	 regras,	 procedimentos	 e	 controles
	 	 internos	que	contenham,	no	mínimo:
	 	 •	Procedimentos	 para	 identificação	 dos	 Profissionais	 Certificados	 na	 admissão	 e	 no
		 	 	 desligamento,	 bem	 como	para	 atualização	 das	 informações	 desses	 profissionais,	 de
		 	 	 modo	a	manter	atualizado	o	Banco	de	Dados	da	ANBIMA.
	 	 •	Critérios	 adotados	 pelas	 instituições	 participantes	 para	 determinar	 as	 atividades
		 	 	 elegíveis1	para	cada	uma	das	certificações.	
	 	 •	Critérios	de	identificação	de	elegibilidade	de	profissionais	transferidos.
	 	 •	Procedimento	adotado	para	atualização	de	certificação	de	profissionais	que	atuam	em
	 	 	 atividades	elegíveis	quando	de	seu	vencimento.
	 	 •	Procedimento	 para	 afastamento	 imediato	 dos	 profissionais	 que	 desempenhem
	 	 	 atividades	 elegíveis	 sem	 a	 devida	 certificação,	 ou	 com	 a	 certificação	 vencida,	 bem
		 	 	 como	documentação	formal	que	evidencie	esse	afastamento,	observadas	as	exceções
		 	 	 expressas	no	Código	de	Certificação.
 	 Assegurar	que	os	profissionais	vinculados	à	instituição	participante	conheçam	e	assinem,
	 	 de	forma	manual	ou	eletrônica,	o	código	de	ética	por	elas	adotado	até	o	último	dia	do
	 	 mês	subsequente	à	sua	contratação.
 	 Empenhar-se	permanentemente	para	o	aperfeiçoamento	dos	profissionais	vinculados	à
	 	 instituição	 participante,	 capacitando-os	 e	 fornecendo	 constante	 atualização	 sobre	 as
	 	 regras	e	normas	aplicáveis	às	suas	atividades.
1As	atividades	elegíveis	são	as	atividades	de	distribuição	de	produtos	de	investimento	e	de	gestão	de	recursos	de	terceiros,	conforme	
definidas	pelo	art.	1º,	XXI	e	XXIII	do	Código	de	Certificação.
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
 
	 Por	fim,	cabe	salientar	que	as	 instituições	participantes	que	descumprirem	as	regras	do	
Código	de	Certificação,	ou	cujos	profissionais	o	façam,	estão	sujeitas	às	penalidades	previstas,	
que	incluem:	(i)	advertência	pública;	(ii)	multa	de	até	100	vezes	o	valor	da	maior	mensalidade	
recebida	pela	ANBIMA;	e	(iii)	desligamento	da	ANBIMA.	Ademais,	a	Associação	pode	também	
cobrar	uma	multa	equivalente	a	dez	taxas	de	supervisão	da	certificação	vigente	por	dia	de	atraso	
às	instituições	participantes	que	descumprirem	prazos	estabelecidos	no	Código	de	Certificação,	
ou	no	preenchimento	e	manutenção	do	Banco	de	Dados.
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Funções básicas
Saiba mais: para	 profissionais	
certificados,	 a	 leitura	 completa	 do	
Código	de	Certificação	é	recomendada,	
não	sendo	de	forma	alguma	substituída	
pelo	 resumo	 feito	 nesse	 ponto.	 O	
Código	 de	 Certificação	 atualizado	 em	
sua	 integralidade	 está	 disponível	 no	
site	da	ANBIMA.
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E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.2.1.5.1.2 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de
Produtos de Investimento
	 Instituído	em	2018,	com	início	de	vigência	a	partir	de	2019,	é	conhecido	no	mercado	como	
Código	de	Distribuição.	Esse	código	veio	substituir	os	Códigos	ANBIMA	de	Varejo	e	o	de	Private	
Banking,	visando	definir	e	unificar	a	autorregulação	da	atividade	de	distribuição	de	produtos	de	
investimento,	bem	como	estabelecer	os	requisitos	mínimos	a	serem	respeitados	pelas	instituições	
participantes	que	desempenham	essa	atividade.
	 O	Código	de	Distribuição	tutela	as	atividades	de	oferta	de	produtos	de	investimento6 de
forma	 individual	 ou	 coletiva,	 resultando	 ou	 não	 em	 aplicação	 de	 recursos,	 assim	 como	 a
aceitação	de	pedido	de	aplicação	por	meio	de	agências	bancárias,	plataformas	de	atendimento,
centrais	de	atendimento,	 canais	digitais,	ou	qualquer	outro	canal	estabelecido	para	esse	fim,
bem	 como	 atividades	 acessórias	 prestadas	 aos	 investidores,	 tais	 como	 a	 manutenção	 de
portfólio	de	investimentos	e	fornecimento	de	informações	periódicas	acerca	dos	investimentos
realizados.
	 Por	 se	 debruçar	 sobre	 uma	 atividade	 diretamente	 ligada	 ao	 grande	 público,	 tem	 como	
objetivos:
 Manter	elevados	padrões	éticos	e	consagrar	a	institucionalização	das	práticas	equitativas	
	 	 no	mercado.
 Estimular	 a	 concorrência	 leal,	 a	 padronização	 dos	 procedimentos	 e	 o	 adequado
	 	 funcionamento	da	atividade.	
 Manter	transparência	no	relacionamento	com	os	investidores.	
 Promover	a	qualificação	das	instituições	e	de	seus	profissionais	envolvidos	na	atividade.
	 Nesse	 intuito,	 o	 Código	 de	 Distribuição	 impõe	 obrigações	 a	 seus	 participantes,	 que	 se
dividem	 em	 cinco	 principais	 núcleos:	 (i)	 exigências	 institucionais	 mínimas;	 (ii)	 regras	 para
contratação	de	terceiros;	(iii)	regras	de	publicidade	e	divulgação	de	produtos	de	investimento;
(iv)	dever	de	conhecer	seu	cliente;	e	(v)	dever	de	verificar	a	adequação	ao	perfil	do	investidor
(suitability).
6	A	 definição	do	Código	de	Distribuição	para	Produtos	de	 Investimento	é:	 valores	mobiliários	 e	 ativos	financeiros	 definidos	 pela	
CVM	e/ou	pelo	BACEN.	A	observação	dos	dispositivos	do	Código	de	Distribuição	não	é	necessária	na	distribuição	de	Produtos	de	
Investimento	para	os	entes	da	federação	brasileira	–	estando	excluídos	dessa	dispensa	os	Regimes	Próprios	de	Previdência	Social	
(RPPS)	–		e	para	pessoas	jurídicas	do	segmentos	classificados	como	middle	e	corporate,	segundo	os	próprios	critérios	da	instituição	
participante,	e	para	a	distribuição	de	caderneta	de	poupança.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 	 Por	fim,	cabe	salientar	que	as	instituições participantes que descumprirem as regras do
Código de Distribuição estão sujeitas às seguintes penalidades: (i) advertência pública; (ii)
multa de até 100 vezes o valor da maior mensalidade recebida pela ANBIMA; (iii) proibição
temporária de uso do Selo ANBIMA; e (iv) desligamento da ANBIMA.
 1.2.2 Principais Intermediários Financeiros: conceito e atribuições
	 Analisados	 os	 principais	 órgãos	 de	 regulação,	 autorregulação	 e	 fiscalização	 do	 SFN,
passaremos	agora	a	analisar,	em	maior	detalhe,	o	que	fazem	e	como	se	dividem	os	principais
agentes	que	compõem	o	subsistema	de	intermediação,	iniciando	pelos	principais	tipos	de	bancos
que	habitam	o	SFN.
 1.2.2.1 Bancos Múltiplos
	 Bancos	 múltiplos	 são	 instituições	 financeiras,	 privadas	 ou	 públicas,	 constituídas	 sob	 a
forma	de	 sociedade	anônima,	que	 realizam	dentro	de	uma	mesma	organização	as	atividades
próprias	de	pelo	menos	dois	tipos	de	instituições.	As	atividades	realizadas	são	operações	ativas,
passivas	e	acessórias,	feitas	por	intermédio	das	seguintes	carteiras:	comercial;	de	investimento;
desenvolvimento	 (exclusiva	 dos	 bancos	 públicos);	 de	 crédito	 imobiliário;	 de	 arrendamento
mercantil	(leasing);	e	de	crédito,	financiamento	e	investimento.
	 Uma	dessas	carteiras	deve,	contudo,	obrigatoriamente	ser	comercial	ou	de	investimento;
os
bancos	múltiplos	que	dispõem	de	carteira	comercial,	por	sua	vez,	podem	captar	depósitos	à	vista.
De	todo	modo,	qualquer	banco	múltiplo	deve	conter	em	sua	denominação,	obrigatoriamente,	a
expressão	“Banco”.
	 Historicamente,	foi	a	Resolução	CMN	1.524,	de	21	de	setembro	de	1988,	que	autorizou	a
formação	dos	bancos	múltiplos	no	Brasil.	Nota-se,	ainda,	que	o	conceito	de	banco	múltiplo	tem
relação	com	os	chamados	bancos	“universais”,	típicos	dos	modelos	bancários	alemão	e	japonês.
Saiba mais: para profissionais que atuam na atividade de distribuição de 
produtos de investimentos, a leitura completa do Código de Distribuição é 
recomendada, não sendo de forma alguma substituída pelo resumo feito 
nesse ponto. O Código de Distribuição atualizado em sua integralidade 
está disponível no site da ANBIMA.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.2.2.2 Bancos comerciais
	 Os	bancos	comerciais	são	instituições	financeiras	privadas	ou	públicas,	constituídas	sob			a	
forma	de	sociedade	anônima.	Seu objetivo principal é proporcionar suprimento de recursos 
necessários para financiar, a curto e a médio prazo, o comércio, a indústria, as empresas 
prestadoras de serviços, as pessoas físicas e os terceiros em geral. 
	 A	captação	de	depósitos	à	vista,	 livremente	movimentáveis,	é	atividade	típica	do	banco	
comercial,	 o	 qual	 pode	 também	 captar	 depósitos	 a	 prazo.	 Em	 sua	 denominação	 social	 deve	
constar,	obrigatoriamente,	a	expressão	“Banco”.
 1.2.2.3 Bancos de investimento
	 Os	bancos	de	investimento	são	instituições	financeiras	privadas,	constituídas	sob	a	forma	
de	sociedade	anônima.	São	especializados	em	operações	de	participação societária de caráter 
temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo, de giro 
e de administração de recursos de terceiros.
	 Os	 bancos	 de	 investimento	 não	 gerenciam	 contas	 correntes	 e	 captam	 recursos	 via
depósitos	 a	 prazo,	 repasses	 de	 recursos	 externos,	 internos	 e	 venda	 de	 cotas	 de	 fundos	 de
investimento	 por	 eles	 administrados.	 As	 principais	 operações	 ativas	 são	 o	 financiamento	 de
capital	 de	 giro	 e	 capital	 fixo,	 a	 subscrição	 ou	 aquisição	 de	 títulos	 e	 valores	 mobiliários,	 a
distribuição	de	valores	mobiliários,	os	depósitos	interfinanceiros	e	os	repasses	de	empréstimos
externos.	Em	sua	denominação	social	deve	constar,	obrigatoriamente,	a	expressão	“Banco	de
Investimento”.
 1.2.3 Outros intermediários ou auxiliares financeiros: conceito e atribuições
	 Vistos	quais	são	e	o	que	fazem	os	principais	tipos	de	bancos	do	SFN,	passamos	agora	a	
analisar	outros	intermediários	financeiros	que	compõem	o	subsistema	de	intermediação.
 1.2.3.1 Bolsa de valores: B3 S.A. – Brasil, Bolsa e Balcão 
	 Bolsa	 de	 valores	 é	 uma	 entidade	 que	mantém	 ambientes ou sistemas de negociação 
eletrônica nos quais instituições habilitadas podem negociar títulos, valores mobiliários, 
derivativos e mercadorias	 em	 nome	 próprio	 ou	 para	 clientes.	 Essas	 entidades	 também	 são	
responsáveis	pela	listagem	dos	emissores	cujos	ativos	são	negociados	em	mercado	secundário.
	 A	negociação	em	ambiente	de	bolsa	busca	a	melhor formação de preços,	por	meio	de	um	
nível	elevado	de	transparência	anterior	e	posterior	à	negociação,	uma	vez	que	a	bolsa	divulga	em	
tempo	real	as	ofertas	de	compra	e	venda	inseridas	em	seus	sistemas,	assim	como	as	operações	
realizadas7.
	 No	Brasil,	a	B3	é	a	bolsa	multiativos	e	multimercado	que	atua	como	central	depositária
de	 ativos,	 câmara	 de	 compensação	 e	 liquidação,	 bem	 como	 contraparte	 central	 garantidora.
Como	administradora	de	mercados	organizados	de	bolsa	e	balcão	no	Brasil,	a	B3	oferece	estrutura
integrada	de	negociação	e	pós-negociação	para	todas	as	principais	classes	de	ativos.
⁷	BM&FBOVESPA,	Instituto	Educacional.	Por	dentro	da	BM&FBOVESPA.	2017
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
	 Em	 2017	 a	 CVM	 e	 o	 Conselho	 Administrativo	 de	 Defesa	 Econômica	 (Cade)	 aprovaram	
a	 fusão	 da	 BM&FBovespa	 com	 a	 Cetip	 S/A,	 que	 resultou	 na	 B3	 S.A.	 (Brasil,	 Bolsa	 Balcão).
 1.2.3.2 Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários: principais funções
	 As	sociedades	corretoras	de	títulos	e	valores	mobiliários,	conhecidas	popularmente	apenas	
como	“corretoras”,	são	instituições	financeiras	constituídas	sob	a	forma	de	sociedade	por	ações	
ou	por	quotas	de	responsabilidade	limitada.
 Elas exercem atividade intensa de intermediação, pela qual, em geral, cobram taxas e 
comissões. Embora	a	principal	atividade	das	corretoras	seja	a	execução	de	ordens	de	compra	e	de	
venda	de	ativos	para	seus	clientes,	sua	atuação	pode	abranger	um	grande	número	de	atividades:
 	Operar	em	bolsas	de	valores,	mercadorias	e	futuros	por	conta	própria	ou	de	terceiros.
 	Subscrever	emissões	de	títulos	e	valores	mobiliários	no	mercado.
 	Comprar	e	vender	títulos	e	valores	mobiliários	por	conta	própria	e	de	terceiros.
 	Encarregar-se	da	administração	de	carteiras	e	da	custódia	de	títulos	e	valores	mobiliários.	
 
 	Exercer	funções	de	agente	fiduciário.
 	Instituir,	organizar	e	administrar	fundos	e	clubes	de	investimento.
 
 	Emitir	certificados	de	depósito	de	ações	e	cédulas	pignoratícias	de	debêntures.
 	Intermediar	operações	de	câmbio.	
 	Praticar	operações	no	mercado	de	câmbio	de	taxas	flutuantes.
 	Praticar	operações	de	conta	margem.
 	Realizar	operações	compromissadas.
 	Praticar	operações	de	compra	e	venda	de	metais	preciosos	no	mercado	físico,	por	conta		
	 	 própria	e	de	terceiros.	
	 Além	disso,	as	corretoras	também	podem	auxiliar	os	investidores	com	a	disponibilização	
para	clientes	de	 informações	provenientes	de	seus	departamentos	técnicos	ou	de	análises	de	
empresas,	 títulos	 e	 fundos	 de	 investimento.	 Ademais,	 cabe	 observar	 que	 em	 sua	 atuação	 as	
corretoras	estão	sujeitas	à	fiscalização	da	bolsa	de	valores,	da	CVM	e	do	BACEN.
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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 1.2.3.3 Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: principais funções
	 As	 sociedades	 distribuidoras	 de	 títulos	 e	 valores	mobiliários,	 conhecidas	 popularmente	
apenas	 como	 “DTVMs”,	 são	 instituições	 financeiras	 constituídas	 sob	 a	 forma	 de	 sociedades	
por	 ações	 ou	 por	 quotas	 de	 sociedade	 limitada.	 Em	 sua	 denominação	 social	 deve	 constar	
obrigatoriamente	a	expressão	“Distribuidora	de	Títulos	e	Valores	Mobiliários”.
	 Assim	como	as	 corretoras,	as	DTVMs	exercem	atividade	 intensa	de	 intermediação,	pela	
qual	em	geral	cobram	taxas	e	comissões.	Tradicionalmente,	as	DTVMs	eram	diferenciadas	das	
corretoras	por	não	poderem	operar	diretamente	nos	ambientes	e	sistemas	de	negociação	dos	
mercados	 organizados	 de	 bolsa	 de	 valores,	 razão	 pela	 qual	 concentravam	 seus	 esforços	 na	
distribuição	de	títulos.	Contudo,	após	a	Decisão	Conjunta	Bacen/CVM	17/09	essa	vedação	deixou	
de	existir.
	 Desse	modo,	as	DTVMs	passaram	a	poder	praticar	basicamente	as	mesmas	atividades	das	
corretoras,	estando	igualmente	sujeitas	à	fiscalização	da	bolsa	de	valores,	da	CVM	e	do	BACEN.
 1.2.4 Sistemas e câmaras de liquidação e custódia (clearing): atribuições e benefícios 
para o investidor
	 Os	sistemas	e	câmaras	de	liquidação	e	custódia,	também	conhecidos	como	clearing	houses,	
são	os	órgãos	responsáveis	pela	liquidação	das	operações	ocorridas	nas	bolsas,	nos	mercados	de	
balcões	organizados	e	no	mercado	financeiro	como	um	todo.	O	principal	objetivo	desses	órgãos	
é	facilitar	as	transações	de	títulos	e	valores	mobiliários	mediante	a	supressão	de	uma	série	de	
riscos	inerentes	às	negociações,	como	garantir	que	o	que	foi	pago	pelo	comprador	seja	entregue;	
que	o	que	foi	entregue	pelo	vendedor	seja	pago;	que	o	investimento	feito	de	fato	exista	de	forma	
documentalmente	válida	e	que	os	títulos	e	valores	mobiliários	existam	e	estejam	depositados	
(registrados)	em	locais	(sistemas)	seguros.
	 Para	isso,	esses	órgãos	realizam	funções
de	registro,	compensação,	liquidação	e	custódia,	
consistindo	em	parte	essencial	da	infraestrutura	de	um	sistema	financeiro	moderno	e	eficiente.	
A	seguir,	conheceremos	quais	são	os	principais	Sistemas	e	Câmaras	de	Liquidação	e	Custódia	do	
SFN.
 1.2.4.1 Sistema especial de liquidação e de custódia (Selic): principais títulos custodiados 
no Selic (LFT; LTN; NTN-B, NTN-B Principal e NTN-F)
	 O	Selic	é	o	depositário central dos títulos da dívida pública federal	interna	de	emissão	do	
Tesouro	Nacional	e,	como	tal,	é	responsável	por	processar	a	emissão,	o	resgate,	o	pagamento	
dos	juros	e	a	custódia	desses	títulos.	É	também	um	sistema eletrônico que processa o registro 
e a liquidação financeira	 das	 operações	 realizadas	 com	 esses	 títulos,	 garantindo	 segurança,	
agilidade	e	transparência	aos	negócios.	Dentre	os	títulos	custodiados	pelo	Selic,	os	principais	são:
 LFT (Letras Financeiras do Tesouro):	título	cuja	rentabilidade	está	indexada	à	Taxa	Selic	e	
que	possui	fluxo	de	pagamento	simples	-	o	investidor	faz	a	aplicação	e	recebe	o	valor	investido	
somado	à	rentabilidade,	na	data	de	vencimento	do	título,	acrescida,	se	houver,	de	ágio	ou	deságio	
no	momento	da	compra.
23
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 LTN (Letras do Tesouro Nacional):	título	cuja	rentabilidade	é	prefixada,	o	que	significa	que	
sua	rentabilidade	é	definida	no	momento	da	compra	(caso	o	investidor	fique	com	o	título	até	seu	
vencimento).	A	rentabilidade	é	dada	pela	diferença	entre	o	preço	de	compra	do	título	e	seu	valor	
nominal	no	vencimento,	sempre	R$	1.000,00.	Essa	diferença	é	conhecida	como	deságio	do	título.	
 NTN-B Principal (Notas do Tesouro Nacional – Série B – Principal):	título	pós-fixado,	cuja	
rentabilidade	é	composta	por	uma	taxa	anual	pactuada	no	momento	da	compra	mais	a	variação	
do	Índice	de	Preços	ao	Consumidor	Amplo	(IPCA),	índice	de	inflação	oficial	do	governo	brasileiro,	
calculado	pelo	IBGE.	Ele	possui	fluxo	de	pagamento	simples,	ou	seja,	o	investidor	faz	a	aplicação	
e	resgata	o	valor	investido	somado	à	rentabilidade	na	data	de	vencimento	do	título.
 NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B):	 título	pós-fixado	 cuja	 rentabilidade	está	
vinculada	 ao	 IPCA,	 índice	 de	 inflação	 oficial	 do	 governo	 brasileiro,	 calculado	 pelo	 IBGE.	 O	
rendimento	da	aplicação	é	 recebido	pelo	 investidor	ao	 longo	do	 investimento	–	por	meio	de	
cupons	semestrais	de	 juros	–	e	na	data	de	vencimento	do	título,	quando	do	resgate	do	valor	
investido	somado	à	rentabilidade	e	ao	pagamento	do	último	cupom	de	juros.
 NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F): título	cuja	rentabilidade	é	prefixada	e	cujo	
rendimento	da	aplicação	é	 recebido	pelo	 investidor	ao	 longo	do	 investimento	–	por	meio	de	
cupons	semestrais	de	 juros	–	e	na	data	de	vencimento	do	título,	quando	do	resgate	do	valor	
investido	somado	à	rentabilidade	e	pagamento	do	último	cupom	de	juros.	
	 Todos	os	títulos	são	escriturais,	 isto	é,	são	emitidos	exclusivamente	na	forma	eletrônica.	
A	 liquidação	da	ponta	financeira	de	cada	operação	é	 realizada	por	 intermédio	do	Sistema	de	
Transferência	de	Reservas	(STR),	ao	qual	o	Selic	é	interligado.	O	sistema	do	Selic	é	gerido	pelo	
BACEN	e	operado	em	parceria	com	a	ANBIMA.
 1.2.4.2 Câmara de liquidação, compensação e custódia da B3 S.A. (Clearing B3).
	 A	Clearing	B3	é	o	braço	que	realiza	o	registro,	a	compensação,	a	liquidação	e	o	gerenciamento	
de	risco	de	operações	com	derivativos	financeiros	e	de	commodities,	mercado	de	balcão	(swaps,	
termo	de	moeda	e	opções	flexíveis),	renda	fixa	privada	e	mercado	à	vista	de	ouro.
	 Sucessora	da	antiga	Companhia	Brasileira	de	Liquidação	e	Custódia	(CBLC)	e	fruto	da	fusão	
das	câmaras	de	Derivativos	e	de	Ações	e	Renda	Fixa	Privada,	a	Clearing	B3	 liquida	operações	
realizadas	por	meio	dos	sistemas	de	negociação	“PUMA”	e	“Bovespa	Fix”,	ambos	ligados	à	B3.	
O	PUMA	negocia	títulos	de	renda	variável	(mercados	à	vista	e	de	derivativos	–	opções,	termo	e	
futuro)	e	o	Bovespa	Fix	negocia	títulos	privados	de	renda	fixa	(operações	definitivas	no	mercado	
à	vista).
	 A	 Clearing	 B3	 atua	 também	 como	 depositária	 central	 de	 ações	 e	 de	 títulos	 de	 dívida	
corporativa,	além	de	operar	programa	de	empréstimo	sobre	esses	títulos	por	meio	do	Banco	de	
Títulos	(BTC),	com	garantia	da	B3.
24
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
E PARTICIPANTES DO MERCADO
 Ademais,	 desde	 2014	 as	 câmaras	 ligadas	 à	 B3	 estão	 passando	 por	 um	 processo	 de	
integração,	que	busca	unificar	em	uma	mesma	clearing	house	as	quatro	câmaras	antigamente	
existentes,	a	saber:	câmaras	de	Ações	e	Renda	Fixa	Privada	(integralizada	em	2017),	de	Derivativos	
(integralizada	em	2014),	de	Títulos	de	Renda	Fixa	Pública	e	de	Câmbio	(a	integralização	destas	
duas	últimas	ainda	está	pendente).	Essa	integralização	promete	diminuir	custos	operacionais	e	
otimizar	o	cálculo	das	margens	de	garantia.	
 1.2.4.3 Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB): conceito.
	 O	 SPB	 é	 o	 conjunto de entidades, sistemas e mecanismos relacionados com o 
processamento e a liquidação de operações de transferência de fundos,	 de	 operações	 com	
moeda	estrangeira	ou	com	ativos	financeiros	e	valores	mobiliários.
	 Desde	 2002,	 quando	 houve	 uma	 grande	 reforma	 no	 SPB	 decorrente	 da	 edição	 da	 Lei	
10.214/2001	(conhecida	como	“Lei	do	SPB”	e	que	estabeleceu	o	fundamento	legal	e	regulatório	
das	 câmaras	 de	 compensação	 e	 liquidação),	 proporcionou-se	 a	 interligação	dos	 sistemas	dos	
participantes	do	mercado,	que	 também	participaram	ativamente	dessa	 reformulação.	 Isso	de	
modo	 que	 pessoas	 físicas,	 empresas,	 governos	 e	 instituições	 financeiras	 passaram	 a	 poder	
realizar	 transferências	de	dinheiro	para	pagamentos,	cobertura	de	saldos,	aplicações	e	outras	
finalidades	com	muito	mais	segurança	e	rapidez.	Hoje	o	SPB	é	integrado	por	serviços	de:
 	Compensação	de	cheques.
 	Compensação	e	liquidação	de	ordens	eletrônicas	de	débito	e	de	crédito.
 	Transferência	de	fundos	e	de	outros	ativos	financeiros.
 	Compensação	e	liquidação	de	operações	com	títulos	e	valores	mobiliários.
 	Compensação	 e	 liquidação	 de	 operações	 realizadas	 em	 bolsas	 de	 mercadorias	 e	 de
		 	 futuros	e	outras	entidades.	
	 Além	 disso,	 o	 SPB	 se	 caracteriza	 atualmente	 pela	 base	 legal	 sólida	 e	 abrangente,	 pelo	
uso	 obrigatório	 de	 contrapartes	 centrais	 para	 a	 liquidação	 de	 obrigações,	 pela	 certeza	 da	
liquidação	dada	pela	contraparte	central	com	base	em	mecanismos	de	gerenciamento	de	riscos	
e	salvaguardas,	bem	como	pela	irrevogabilidade	e	finalidade	das	liquidações.
	 Dito	 isso,	 é	 importante	 ter	 em	 mente	 que	 as	 infraestruturas	 do	 mercado	 financeiro	
desempenham	um	papel	fundamental	para	o	sistema	financeiro	e	a	economia	de	forma	geral.	
Isso	porque,	para	a	estabilidade	financeira	e	o	desenvolvimento	do	mercado,	é	preciso	confiança	
na	qualidade	e	continuidade	dos	serviços	prestados.	
1. Uma facilidade decorrente da função de prestação de serviços de gerenciamento de recursos 
desempenhada pelo Sistema Financeiro Nacional é a 
(A)	intermediação	financeira	entre	agentes.
(B)	disponibilização	de	um	serviço	de	guarda	limitado	a	bens	de	luxo.
(C)	disponibilização	de	seguros	para	as	mais	diferentes	finalidades.
(D)	possibilidade	de	emissão	de	papel-moeda	por	bancos	privados.
2. Sobre a função de intermediação financeira desempenhada pelo Sistema Financeiro 
Nacional, é correto afirmar que
(A)	o	 agente	 superavitário	 é	 aquele	 que	 necessita	 de	 mais	 dinheiro	 do	 que	 tem	 disponível,
	 enquanto	o	agente	deficitário	é	aquele	que	necessita	de	menos	dinheiro	do	que	o	montante		
	 que	tem	disponível.
(B)	a	 expressão	 custos	 de	 transação	 representa	 o	 valor	 cobrado	 por	 uma	 corretora	 para	
	 a	realização	de	uma	operação	e	também	é	denominada	taxa	de	corretagem.
(C)	os	intermediários	financeiros	que	estejam	regularmente	inseridos	no	SFN	não	podem	cobrar		
	 taxas	de	juros	mais	altas	do	que	as	permitidas	pela	Lei	da	Usura.
(D)	a	 captação	 de	 recursos	 dos	 agentes	 superavitários,	 mediante	 contrapartida,	 e	 a	 sua	
	 disponibilização	aos	agentes	deficitários,	mediante	cobrança	de	juros,	é	denominada	
	 de	intermediação	financeira.	
3. O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão
(A)	subordinado	hierarquicamente	ao	Banco	Central	do	Brasil.
(B)	composto	pelos	diretores	do	Banco	Central	do	Brasil.
(C)	deliberativo	máximo	do	Sistema	Financeiro	Nacional.	
(D)	subordinado	ao	Ministro	da	Economia.	
4. É uma atribuição do Banco Central do Brasil (BACEN)
(A)	definir	as	condições	e	os	limites	de	emissão	de	papel-moeda.
(B)	autorizar	o	funcionamento	de	instituições	financeiras	e	promover	a	fiscalização	delas.
(C)	eleger	os	administradores	de	todas	as	instituições	financeiras	privadas.
(D)	fiscalizar	o	funcionamento	de	sociedades	seguradoras.
5. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é
 
(A)	uma	autarquia	vinculada	e	diretamente	subordinada	ao	Ministério	da	Economia.
(B)	composta	por	um	presidente	e	quatro	diretores,	todos	nomeados	pelo	Ministro	da	Economia.
(C)	responsável	por	regulamentar	as	matérias	previstas	na	Lei	das	Sociedades	Anônimas.
(D)	responsável	 por	 ressarcir	 os	 investidores	 por	 danos	 sofridos	 em	 investimentos	 realizados
	 no	mercado	de	capitais.
25
QUESTÕES
6. O órgão responsável pela proteção da captação de poupança popular em investimentos 
realizados em planos de previdência complementar aberta é 
(A)	o	Banco	Central	do	Brasil	(BACEN)
(B)	a	Comissão	de	Valores	Mobiliários	(CVM)
(C)	o	Conselho	Monetário	Nacional	(CMN)
(D)	a	Superintendência	de	Seguros	Privados	(Susep)
7. Uma das obrigações específicas exigida pelo Código de Certificação da ANBIMA é que:
(A)	as	instituições	participantes	não	devem	divulgar	informações	reservadas	ou	privilegiadas	em		
	 nenhuma	situação.
(B)	os	 profissionais	 certificados	 devem	 recusar	 a	 intermediação	 de	 investimentos	 ilícitos,
	 ressalvada	 a	 hipótese	 em	 que	 a	 transação	 acarrete	 ganhos	 financeiros	 relevantes	 para	 a
		 instituição	em	que	trabalham.
(C)	as	instituições	participantes	devem	estabelecer	e	implementar	procedimentos	internos	para		
	 afastamento	imediato	dos	profissionais	que	desempenhem	atividades	elegíveis	sem	a	devida		
	 certificação,	ou	com	a	certificação	vencida.
(D)	os	profissionais	certificados	não	devem	informar	aos	clientes	a	respeito	da	possibilidade
	 de	recebimento	de	remuneração	pela	instituição	participante	decorrente	da	indicação	de		
	 investimentos,	uma	vez	que	essa	informação	é	sigilosa.
8. De acordo com o Código de Distribuição da ANBIMA, para desempenho da atividade de 
distribuição de produtos de investimento, as instituições participantes devem, entre outras 
exigências
	 I.	 observar	regras	para	a	contratação	de	terceiros.
	 II.	 observar	 regras	 relacionadas	à	publicidade	e	divulgação	de	produtos	de	 investimento.
	 III.	 verificar	a	adequação	do	produto	de	investimento	ao	perfil	do	investidor	(suitability).
Está correto o que se afirma em:
(A)	I	e	II,	apenas.
(B)	II	e	III,	apenas.
(C)	I	e	III,	apenas.
(D)	I,	II	e	III.	
9. O tipo de banco privado que tem como especialidade realizar operações de participação 
societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de 
capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros é o banco:
(A)	múltiplo.
(B)	comercial.
(C)	de	desenvolvimento.
(D)	de	investimento.
26
QUESTÕES
10. A negociação de valores mobiliários em bolsa tem como principal objetivo: 
(A)	alcançar	a	melhor	formação	de	preços.
(B)	proteger	os	investidores	do	risco	de	volatilidade.
(C)	garantir	o	anonimato	das	transações	realizadas.
(D)	fomentar	a	atividade	especulativa.
11. A responsabilidade de processar a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia 
de títulos públicos federais é:
(A)	do	Sistema	especial	de	liquidação	e	de	custódia	(Selic).
(B)	das	sociedades	distribuidoras	de	títulos	e	valores	mobiliários.
(C)	das	bolsas	de	valores.
(D)	das	sociedades	corretoras	de	títulos	e	valores	mobiliários.
12. O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de 
(A)	entidades,	sistemas	e	mecanismos	relacionados	com	o	processamento	e	a	liquidação	de		
	 operações	de	transferência	de	fundos,	de	operações	com	moeda	estrangeira	ou	com	ativo
	 financeiros	e	valores	mobiliários.
(B)	instituições	financeiras,	cooperativas	de	crédito	e	centrais	depositárias	de	ações	e	de	títulos
		 de	dívida	corporativa.
(C)	sistemas	eletrônicos	disponibilizados	pelo	governo	brasileiro	para	transferência	de	recursos	e		
	 pagamento	de	tributos	em	âmbito	federal,	estadual	e	municipal.
(D)	sistemas	e	mecanismos	relacionados	com	as	transferências	e	liquidações	de	câmbio	utilizados	
	 por	agentes	de	outras	nacionalidades	para	realização	de	operações	de	importação	e	exportação	
	 com	o	Brasil.
27
QUESTÕES
1. C
Justificativa:	A	disponibilização	de	seguros	para	as	mais	diferentes	finalidades	é	uma	das	facilidades	
decorrentes	da	função	de	prestação	de	serviços	de	gerenciamento	de	recursos	desempenhada	
pelo	SFN.
2. D
Justificativa:	Traz	o	conceito	correto	de	intermediação	financeira.
3. C
Justificativa:	O	CMN	é	o	órgão	deliberativo	máximo	do	Sistema	Financeiro	Nacional.
4.	B
Justificativa:	 Compete	 ao	 BACEN	 fiscalizar	 as	 instituições	 financeiras	 autorizadas	 a	 operar,	
autorização	essa	que	também	é	concedida	pelo	BACEN.
5. C
Justificativa:	Compete	à	CVM	regulamentar	as	matérias	previstas	da	Lei	das	Sociedades	Anônimas,	
assim	como	as	matérias	previstas	na	Lei	6.385/1976.
6. D
Justificativa:	Compete	à	Susep	proteger	a	captação	de	poupança	popular,	realizada	por	meio	de	
operações	de	seguro,	previdência	complementar	aberta,	de	capitalização	e	resseguro.
7. C
Justificativa:	 Trata-se	 de	 um	 procedimento	 interno	 de	 estabelecimento	 e	 implementação	
obrigatórios,	nos	termos	do	art.	9º,	§1º,	inciso	V,	do	Código	de	Certificação.
8. D
Justificativa:	 Apresenta	 três	 dos	 principais	 núcleos	 de	 obrigações	 instituídas	 pelo	 Código	 de	
Distribuição	da	ANBIMA.
9. D
Justificativa:	As	operações	descritas	no	enunciado	são	aquelas	de	especialidade	dos	bancos	de	
investimento.
10. A
Justificativa:	O	principal	objetivo	da	negociação	em	bolsas	de	valores	é	aprimorar	a	formação	dos	
preços.
11. A
Justificativa:	O	Selic	é	responsável	por	processar	a	emissão,	o	resgate,	o	pagamento	dos	juros	e	a	
custódia	de	títulos	públicos	federais.
12. A
Justificativa:	Essa	definição	corresponde	ao	conceito	de	SPB.
28
RESPOSTAS
GLOSSÁRIO
29
Ações:	 frações	 ideais	do	capital	social	de	empresas.	Títulos	que	representam	para	o	acionista
direito	de	participação	na	sociedade	e,	de	maneira	indireta,	direito	sobre	os	ativos	e	sobre	os	
resultados	financeiros	da	empresa.
Ações ordinárias:	ações	que	conferem	a	seus	detentores	os	direitos	patrimoniais	garantidos	em	
lei;	especificamente,	são	ações	que	conferem	a	seus	detentores	o	direito	a	voto	nas	assembleias	
de	acionistas	das	empresas.
Ações preferenciais:	 ações	 que	 conferem	a	 seus	 detentores	 a	 prioridade	no	 recebimento	de	
dividendos	distribuídos	pela	companhia	e	no	reembolso	do	capital.
Administração Fiduciária:	 é	 o	 conjunto	 de	 serviços	 relacionados	 direta	 ou	 indiretamente	 ao	
funcionamento	e	à	manutenção	do	Fundo,	desempenhada	por	pessoa	jurídica	autorizada	pela	
Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Agência de classificação de risco:	 entidade	 responsável	 por	 analisar	 o	 risco	 de	 crédito	 de	
emissores	e	de	emissões	de	títulos	de	renda	fixa	e	por	emitir	opinião	por	meio	de	uma	nota	de	
crédito	(rating).
Agente autônomo de investimento (AAI):	é	a	pessoa	natural	que	atua	na	prospecção	e	captação	
de	 clientes,	 recepção	 e	 registro	 de	 ordens	 e	 transmissão	 dessas	 ordens	 para	 os	 sistemas	 de	
negociação	ou	de	registro	cabíveis	e	na	prestação	de	informações	sobre	os	produtos	oferecidos	
e	sobre	os	serviços	prestados	pela	instituição	integrante	do	sistema	de	distribuição	de	valores	
mobiliários	pela	qual
tenha	sido	contratado.
Agentes econômicos deficitários:	indivíduos	ou	entidades	cujas	despesas	superam	suas	receitas.
Agentes econômicos superavitários:	 indivíduos	 ou	 entidades	 cujas	 receitas	 superam	 suas	
despesas.
Agente fiduciário:	 é	 quem	 representa	 a	 comunhão	 dos	 debenturistas	 perante	 a	 companhia	
emissora,	com	deveres	específicos	de	defender	os	direitos	e	interesses	dos	debenturistas,	entre	
outros	citados	na	lei.
ANBIMA: Associação	Brasileira	das	Entidades	dos	Mercados	Financeiro	e	de	Capitais.
Aplicação:	 compra	de	um	ativo	financeiro	na	expectativa	de	que,	no	tempo,	produza	retorno	
financeiro.
Apreçamento:	 consiste	 em	 precificar	 os	 ativos	 pertencentes	 à	 carteira	 dos	 Veículos	 de	
Investimento,	pelos	respectivos	preços	negociados	no	mercado	em	casos	de	ativos	líquidos	ou,	
quando	este	preço	não	é	observável,	por	uma	estimativa	adequada	de	preço	que	o	ativo	teria	em	
uma	eventual	negociação	feita	no	mercado.
Atividade de Compliance:	 conjunto	 de	 medidas	 direcionadas	 a	 verificar	 e	 garantir	 que	 os	
diversos	setores	de	uma	companhia	observam	regras	e	padrões	impostos	pelas	normas	legais	e	
regulatórias.
30
GLOSSÁRIO
Audiência pública:	 reunião	 pública	 para	 comunicação	 e	 discussão	 de	 determinados	 assuntos	
entre	diversos	setores	da	sociedade	e	as	autoridades	públicas.
Autorregulação:	estabelecimento	ou	verificação	de	regras	feitas	pelas	pessoas	ou	entidades	que	
serão	alvo	de	regulação.
B3 S.A.:	Brasil,	Bolsa,	Balcão	(atual	Denominação	Social	da	antiga	BM&FBovespa	S.A.	–	Bolsa	de	
Valores,	Mercadorias	e	Futuros	após	fusão	com	a	Cetip	S.A.).	É	uma	empresa	de	infraestrutura	
do	mercado	financeiro	brasileiro.
BACEN:	Banco	Central	do	Brasil.
Banco de Dados da ANBIMA:	é	o	conjunto	de	informações	cadastrais	enviadas	para	a	ANBIMA	
pelas	instituições	participantes	que	são	armazenadas	de	forma	estruturada.
Benchmark:	 termo	 em	 inglês	 para	 processo	 de	 comparação	 de	 produtos,	 serviços	 e	 práticas	
empresariais.	Índice	de	referência.
Beneficiário:	pessoa	física	(ou	pessoas	físicas)	indicada	livremente	pelo	participante	para	receber	
os	valores	de	benefício	ou	resgate,	na	hipótese	de	seu	falecimento,	de	acordo	com	a	estrutura	do	
plano	de	previdência	ou	seguro	e	na	forma	prevista	pela	legislação	e	pelo	desejo	do	participante.	
Benefício:	pagamento	que	os	beneficiários	recebem	em	função	da	ocorrência	do	evento	gerador	
durante	o	período	de	cobertura,	ou	seja,	é	o	período	do	recebimento	da	renda	propriamente	
dita,	em	que	o	participante	de	um	plano	de	previdência	optará	pelo	recebimento	de	uma	renda	
temporária	ou	vitalícia.
Beneficiário final:	a	pessoa	natural	em	nome	da	qual	uma	transação	é	conduzida	ou	a	pessoa	
natural	 que,	 em	 última	 instância,	 de	 forma	 direta	 ou	 indireta,	 possui,	 controla	 ou	 influencia	
significativamente	a	entidade	em	nome	da	qual	a	transação	é	conduzida.	
Bonificação:	distribuição,	por	parte	da	companhia,	de	ações	aos	seus	acionistas	por	conta	da	
capitalização	das	reservas	de	lucro.
Cadastros de crédito:	bancos	de	dados	que	armazenam	informações	sobre	o	histórico	de	crédito	
de	pessoas	e	empresas,	a	fim	de	possibilitar	que	determinada	decisão	sobre	conceder	ou	não	um	
crédito	seja	mais	bem	fundamentada.
Caderneta de poupança:	modalidade	de	investimento	de	baixo	risco	que	credita	rendimentos	
mensalmente,	na	data	equivalente	à	data	de	aplicação	(data-base).	Seus	rendimentos	são	isentos	
de	imposto	de	renda	para	pessoa	física	e	os	depósitos	possuem	garantia	do	FGC.
Canais Digitais:	 canais	 digitais	 ou	 eletrônicos	 utilizados	 na	 distribuição	 de	 produtos	 de	
investimento,	que	servem	como	instrumentos	remotos	sem	contato	presencial	entre	o	investidor	
ou	potencial	investidor	e	a	instituição	participante.
Capital de terceiros:	recursos	levantados	pela	companhia	junto	a	terceiros	na	forma	de	dívida,	
para	fins	de	financiamento	de	suas	atividades.
31
GLOSSÁRIO
Capital próprio:	patrimônio	líquido	da	empresa,	ou	seja,	o	dinheiro	aplicado	pelos	acionistas	e	
quaisquer	lucros	retidos	pela	companhia	ao	longo	do	tempo.
Capitalização composta:	regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	é	acrescido	
de	juros	a	cada	período,	para	fins	de	cálculo	dos	juros	dos	períodos	subsequentes.
Capitalização simples: regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	serve	como	
base	de	cálculo	para	os	juros	de	todos	os	períodos.
Carência:	prazo	preestabelecido	durante	o	qual	o	participante	de	um	plano	de	previdência,	ou	
investidor,	não	tem	acesso	aos	seus	recursos.
Carta de recomendação:	 proposta	 elaborada	 pela	 área	 de	 Supervisão	 da	 ANBIMA	para	 uma	
instituição	 participante	 visando	 à	 correção	 ou	 compensação	 de	 uma	 infração	 de	 pequeno	
potencial	ofensivo.
Certificado de Depósito Bancário (CDB):	título	de	renda	fixa	que	representa	depósito	a	prazo
realizado	por	investidores	em	uma	instituição	financeira.
Clube de investimento:	comunhão	de	recursos	de	pessoas	físicas;	é	criado	com	o	objetivo	de	
investir	 no	mercado	de	títulos	 e	 valores	mobiliários.	 Deve	 ter	 no	mínimo	3	 e	 no	máximo	50	
cotistas	e	ao	menos	67%	do	seu	patrimônio	líquido	devem	estar	investidos	em	instrumentos	de	
renda	variável	como	ações.
COAF:	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	órgão	ligado	ao	Banco	Central	que	tem	
como	missão	produzir	 inteligência	financeira	e	promover	a	proteção	dos	 setores	econômicos	
contra	a	lavagem	de	dinheiro	e	o	financiamento	ao	terrorismo.
Colocação privada:	venda	de	valores	mobiliários	emitidos	por	uma	companhia	para	um	grupo	
selecionado	de	investidores,	sem	que	haja	distribuição	pública.
Come-cotas:	recolhimento	semestral	do	Imposto	de	Renda	(IR)	incidente	sobre	os	rendimentos	
obtidos	nas	aplicações	em	determinados	fundos	de	investimento.
Comitê de Política Monetária (COPOM):	comitê	criado	no	âmbito	do	Banco	Central	do	Brasil	e	
incumbido	de	implementar	a	política	monetária,	definir	a	meta	para	a	Taxa	Selic	(e	seu	eventual	
viés)	bem	como	analisar	o	Relatório	de	Inflação.	É	formado	pelo	presidente	e	pelos	diretores	do	
Banco	Central.
Commodities:	 palavra	 em	 inglês	 para	 mercadoria.	 No	 mercado	 financeiro	 e	 de	 capitais,	
geralmente	refere-se	a	matérias-primas	e	produtos	agrícolas,	como	minério	de	ferro,	petróleo,	
carvão,	sal,	açúcar,	café,	soja,	alumínio,	cobre,	arroz,	trigo,	ouro,	prata,	paládio	e	platina.
Competências:	poderes	específicos	dados	a	determinado	agente	para	que	cumpra	as	atribuições	
a	ele	designadas.
Compliance:	função	de	cumprimento	das	políticas,	procedimentos,	controles	internos	e	regras	
estabelecidas	pela	regulação	vigente.
Cota:	menor	fração	de	um	fundo	de	investimento.
32
GLOSSÁRIO
Cotista:	investidor	de	fundos	de	investimento.
Crédito Privado:	títulos	de	renda	fixa	de	emissores	(empresas)	privados.
Custos de transação:	 conceito	econômico	utilizado	para	 representar	o	dispêndio	de	 recursos	
necessários	para	participar	de	uma	determinada	transação,	envolvendo,	mas	não	se	limitando	ao	
custo	de	planejar,	redigir,	adaptar	e	monitorar	o	cumprimento	de	contratos,	por	exemplo.
CRI:	Certificados	de	Recebíveis	Imobiliários.
CTVM:	 sociedades	 corretoras	 de	 títulos	 e	 valores	 mobiliários,	 que	 desempenham	 papel	 de	
intermediação	 de	 negócios	 entre	 os	 investidores	 e	 o	mercado.	 	 São	 	 instituições	 autorizadas	
a	 operar	 em	 bolsa	 de	 valores,	 recebendo	 as	 ordens	 dos	 clientes	 e	 colocando	 as	 ofertas	
correspondentes	no	ambiente	da	bolsa.
CVM:	Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Debêntures:	títulos	de	renda	fixa	emitidos	por	sociedades	por	ações	de	capital	aberto	ou	fechado;
representam	um	direito	de	crédito	do	investidor	sobre	a	companhia	emissora.	São	consideradas	
“simples”	quando	não	oferecem	ao	investidor	a	opção	de	conversão	em	ações	(ver	debêntures	
conversíveis).
Debêntures conversíveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 da	
mesma	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,
em	datas	determinadas	
ou	durante	um	período	de	tempo.
Debêntures incentivadas: títulos	 de	 renda	 fixa	 emitidos	 por	 companhias	 ou	 por	 sociedade	
de	 propósito	 específico	 para	 financiar	 investimentos,	 especialmente	 em	 	 áreas	 prioritárias	
para	o	Governo	Federal;	oferecem	isenção	de	imposto	de	renda	sobre	seus	rendimentos	para	
investidores	pessoas	físicas	 e	não	 residentes,	 desde	que	preencham	os	 requisitos	 legais	 para	
receberem	tal	incentivo	tributário.
Debêntures permutáveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 de	
outra	empresa	que	não	a	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,	em	
datas	determinadas	ou	durante	um	período	de	tempo.
Deflação: redução	 geral	 no	 nível	 de	 preços	 de	 uma	 economia.	 Corresponde	 a	 uma	 taxa	 de	
inflação	negativa.
Desdobramento:	 concessão	de	uma	ou	mais	 novas	 ações	para	 cada	 ação	existente;	 também	
conhecido	como	split.
Dever de diligência:	obrigação	imposta	a	alguns	agentes	que	operam	em	nome	e	benefício	de	
terceiros	de	atuar	com	a	prudência	e	o	zelo	que	se	esperariam	de	alguém	na	administração	de	
seus	próprios	negócios.
DI:	Depósito	Interfinanceiro.
Direito creditório:	direito	a	determinado	crédito	e	títulos	representativos	deste	direito.
33
GLOSSÁRIO
Distribuidor:	instituição	financeira	que	tem	como	atividade	principal	ou	acessória	a	intermediação	
de	operações	nos	mercados	regulamentados	de	títulos	e	valores	mobiliários.
Diversificação:	técnica	de	alocação	de	capital	em	diferentes	ativos,	setores	ou	mercados,	com	o	
objetivo	de	reduzir	a	exposição	do	investidor	ao	risco	particular	de	cada	um	dos	ativos.
Dívida externa:	somatório	dos	débitos	de	um	país,	resultantes	de	empréstimos	e	financiamentos	
contraídos	no	exterior	pelo	próprio	governo,	por	empresas	estatais	ou	privadas.
Dividendos:	remuneração	paga	aos	acionistas	de	uma	companhia	como	distribuição	parcial	ou	
integral	dos	lucros	obtidos	em	um	exercício.
DTVM:	sociedades	distribuidoras	de	títulos	e	valores	mobiliários.	Desempenham	papel	similar	às	
CTVM	e	são	a	elas	equiparadas	para	todos	os	fins	práticos.	Ver	CTVM.
Economia de escala:	 eficiência	econômica	obtida	por	meio	da	 intensificação	de	determinada
atividade.
Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC):	é	a	entidade	ou	sociedade	seguradora	
autorizada	a	instituir	planos	de	previdência	complementar	aberta.	Estes	podem	ser	individuais,
quando	contratados	por	qualquer	pessoa,	ou	coletivos,	quando	garantem	benefícios	a	indivíduos	
vinculados,	direta	ou	indiretamente,	a	uma	pessoa	jurídica	contratante.
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC):	 	 são	 	conhecidas	 	como	 	 fundos		
de	pensão.	 São	 instituições	 sem	fins	 lucrativos	que	mantêm	planos	 de	previdência	 coletivos,	
organizadas	pelas	empresas	para	seus	empregados,	com	o	objetivo	de	garantir	pagamento	de	
benefícios	a	seus	participantes.	Podem	também	ser	organizadas	por	associações,	sindicatos	ou	
entidades	de	classes.
Escritura de emissão:	principal	documento	legal	de	uma	emissão	de	debêntures,	do	qual	constam	
todas	as	características	dos	títulos,	incluindo	prazo	até	o	vencimento,	taxa	de	remuneração,	uso	
dos	recursos	e	obrigações	da	companhia	emissora.
Fatores de risco:	fatos	ou	condições	que	tornam	a	concretização	de	um	problema	mais	provável.
Fundo Garantidor de Crédito (FGC):	 entidade	 civil	 privada,	 sem	 fins	 lucrativos,	 criada	 em	
1995	 com	 o	 objetivo	 de	 administrar	 mecanismos	 de	 proteção	 aos	 credores	 de	 instituições	
financeiras.	Oferece	garantia	para	créditos	de	até	R$	250.000,00	por	pessoa	física	ou	jurídica,	por	
conglomerado	financeiro,	limitado	a	R$	1	milhão,	a	cada	período	de	4	anos,	para	garantias	pagas	
para	cada	CPF	ou	CNPJ.
FIDC:	Fundo	de	Investimento	em	Direitos	Creditórios.
FII:	Fundos	de	Investimento	Imobiliários.
Fonte da riqueza:	maneira	pela	qual	o	patrimônio	de	um	investidor	foi	ou	é	obtido.
Fundo aberto:	fundos	que	permitem	a	entrada	(aplicação)	e	saída	(resgate)	de	cotistas.
34
GLOSSÁRIO
Fundo Exclusivo:	fundo	destinado	exclusivamente	a	um	único	investidor	profissional,	nos	termos	
da	Regulação	em	vigor;
Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE):	fundos	cujos	únicos	cotistas	são,	direta	
ou	 indiretamente,	sociedades	seguradoras	e	entidades	abertas	de	previdência	complementar,	
cuja	 carteira	 seja	 composta	 em	 conformidade	 com	 as	 diretrizes	 estabelecidas	 pelo	 Conselho	
Monetário	 Nacional	 (CMN)	 na	 regulamentação	 que	 disciplina	 a	 aplicação	 dos	 recursos	 das	
reservas,	das	provisões	e	dos	fundos	das	sociedades	seguradoras,	das	sociedades	de	capitalização	
e	das	entidades	abertas	de	previdência	complementar.
Fundo fechado:	fundo	em	que	a	entrada	(aplicação)	e	a	saída	(resgate)	de	cotistas	não	é	permitida	
e	que	as	cotas	são	resgatadas	ao	término	do	seu	prazo	de	duração.
Fundo Reservado:	fundo	destinado	a	um	grupo	determinado	de	investidores	que	tenham	entre	si	
vínculo	familiar,	societário	ou	que	pertençam	a	um	mesmo	conglomerado	ou	grupo	econômico,	
ou	que,	por	escrito,	determinem	essa	condição;
Ganho de capital:	 representado	pela	diferença	positiva	entre	o	preço	de	venda	e	o	preço	de	
compra	de	um	ativo.
 
Gestão de Riscos:	 atividade	 de	 identificar,	mensurar,	 avaliar,	monitorar,	 reportar,	 controlar	 e	
mitigar	os	riscos	atribuídos	à	atividade	específica	de	uma	determinada	organização.
Grupamento:	é	o	inverso	da	operação	de	desdobramento	e	consiste	na	transformação	de	duas	
ou	mais	ações	existentes	em	uma	única	ação	nova;	também	conhecido	como	inplit.
Hedge: operação	que	visa	reduzir	ou	eliminar	os	riscos	de	oscilações	inesperadas	nos	preços	de	
ativos.
Heterorregulação:	 atividade	 regulatória	 desenvolvida	 por	 um	 agente	 externo	 ao	 ambiente	
regulado.
IBGE:	Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística.
Ibovespa:	Índice	da	Bolsa	de	Valores	de	São	Paulo.	É	o	principal	indicador	de	desempenho	das	
empresas	listadas	na	bolsa	e	composto	pelas	maiores	e	mais	negociadas	ações	da	B3	S.A.
IBX:	 Índice	 Brasil.	 Índice	 que	 avalia	 o	 retorno	 de	 uma	 carteira	 composta	 pelas	 ações	 mais	
negociadas	na	B3	S.A.,	selecionadas	pelo	critério	de	liquidez	e	ponderadas	pelo	valor	de	mercado	
do	free-float.
Índice de referência:	 indicador	 que	 serve	 como	 base	 de	 comparação	 para	 a	 avaliação	 do	
desempenho	relativo	de	um	instrumento	financeiro	ou	de	uma	carteira	de	ativos.
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M):	índice	de	preços	calculado	pelo	Instituto	Brasileiro	
de	Economia	(Ibre)	da	Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV).	É	uma	média	ponderada	de	outros	três	
índices	da	FGV:	o	Índice	de	Preços	ao	Produtor	Amplo	(IPA,	com	peso	de	60%),	o	Índice	de	Preços	
ao	Consumidor	(IPC,	com	peso	de	30%)	e	o	Índice	Nacional	de	Custo	da	Construção	(INCC,	com	
peso	de	10%).
35
GLOSSÁRIO
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA):	 índice	 de	 preços	 divulgado	 pelo	
Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística	(IBGE).	Busca	medir	a	variação	de	preços	de	forma	
bastante	 ampla,	 contemplando	os	 gastos	 de	 famílias	 cujo	 rendimento	mensal	 seja	 de	1	 a	 40	
salários	mínimos	e	residentes	em	áreas	urbanas.
Inflação:	conceito	econômico	que	designa	o	aumento	continuado	e	generalizado	dos	preços	de	
bens	e	serviços.
Instituição participante:	as	instituições	que	são	associadas	à	ANBIMA	ou	que	tenham	aderido,	
voluntariamente,	a	qualquer	um	dos	seus	códigos	de	autorregulação.
Instrução CVM:	ato	normativo	regulatório	emitido	pela	CVM.
Intermediação financeira:	a	atividade	de	captar	recursos	dos	agentes	superavitários,	mediante	
algum	tipo	de	contrapartida,	e	disponibilizá-los	para	agentes	deficitários,	mediante	a	cobrança	
de	juros.
Investidores:	agentes	econômicos	superavitários	que	buscam	remuneração	para	seu	capital	por	
meio	de	aplicações	em	produtos	financeiros.
Investimento:	 aplicação	 de	 capital	 em	meios	 de	 produção	 ou	 nos	mercados	 financeiro	 e	 de
capitais.
IOF:	Imposto	sobre
Operações	Financeiras.
IOSCO:	 International	 Organization	 of	 Securities	 Commissions	 (Organização	 Internacional	 das	
Comissões	de	Valores	Mobiliários).
IPO:	sigla	do	inglês	Initial	Public	Offering.	É	a	Oferta	Pública	Inicial	de	Ações,	processo	por	meio	
do	qual	os	investidores	têm	acesso	a	novas	ações	emitidas	no	mercado	primário.
IR: Imposto	de	Renda,	conforme	regulado	pela	Secretaria	da	Receita	Federal.
Juros sobre capital próprio:	remuneração	paga	aos	acionistas	como	distribuição	de	lucros	retidos	
em	exercícios	anteriores.
Letra de Crédito do Agronegócio (LCA):	 título	 de	 dívida	 emitido	 por	 instituição	 financeira	 e	
lastreado	em	créditos	do	agronegócio	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra de Crédito Imobiliário (LCI):	título	de	dívida	emitido	por	instituição	financeira	e	lastreado	
em	créditos	imobiliários	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra do Tesouro Nacional (LTN):	título	público	 federal	que	oferece	ao	 investidor	um	retorno	
predefinido	 (caso	 seja	 mantido	 até	 o	 seu	 vencimento)	 no	 momento	 da	 compra;	 não	 há	
pagamentos	de	juros	periódicos	e	não	há	atualização	do	valor	nominal	por	índice	de	preços
36
GLOSSÁRIO
Letra Financeira do Tesouro (LFT):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	pós-fixada	e	dada	
pela	Taxa	Selic	acumulada	no	período	de	investimento,	acrescida	de	ágio	ou	deságio	registrado	
no	momento	da	compra	do	título;	não	há	pagamento	de	juros	periódicos	ao	investidor	e	não	há	
atualização	do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Liquidez:	grau	de	facilidade	com	que	um	ativo	pode	ser	comprado	ou	vendido	no	mercado	a	um	
preço	adequado	ou	justo.
Marcação a mercado (MaM):	atualização	do	preço	de	um	ativo	utilizando	o	preço	verificado	no	
mercado	em	determinado	dia.
Medida da riqueza:	tamanho	do	patrimônio	acumulado	por	um	investidor.
Mercado primário:	mercado	onde	ocorrem	os	lançamentos	de	novas	ações	e	títulos	de	renda	
fixa,	 para	 a	 primeira	 aquisição	 por	 parte	 de	 investidores.	 É	 nesse	mercado	 que	 as	 empresas	
emissoras	de	valores	mobiliários	captam	recursos	para	se	financiar.
Mercado secundário:	 mercado	 onde	 os	 ativos	 financeiros	 já	 existentes	 são	 negociados	 e	
transferidos	entre	investidores.
Meta para a Taxa Selic:	taxa	de	juros	definida	pelo	Comitê	de	Política	Monetária	como	objetivo	
para	a	taxa	básica	da	economia.
Nota de crédito:	opinião	resumida	a	respeito	de	um	emissor	ou	de	uma	emissão	de	títulos	de	
renda	fixa,	publicada	por	uma	agência	de	classificação	de	risco.	Também	conhecida	como	rating.
Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	composta	
por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	acrescida	da	variação	do	
IPCA;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	6%	a.a.
Nota do Tesouro Nacional Série B Principal (NTN-B Principal):	 título	 público	 federal	 cuja	
rentabilidade	é	composta	por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	
acrescida	da	variação	do	IPCA;	não	há	pagamento	de	juros	semestrais.
Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F):	título	público	federal	que	oferece	ao	investidor	uma	
rentabilidade	fixa	(caso	o	título	seja	mantido	até	o	seu	vencimento),	definida	no	momento	da	
compra;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	10%	a.a.,	sem	atualização	
do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Objetivo de retorno:	taxa	de	retorno	requerida	e	desejada	pelo	investidor.
Objetivo de risco:	tolerância	do	investidor	ao	risco,	composta	pela	capacidade	e	pela	disposição	
para	assumir	riscos.
Oferta pública:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	400/03,	que	permite	a	ampla	
distribuição	 de	 valores	 mobiliários	 para	 o	 público	 investidor,	 desde	 que	 satisfeitas	 todas	 as	
exigências	especificadas	na	norma.
37
GLOSSÁRIO
Oferta pública com esforços restritos:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	476/09,	
que	permite	a	distribuição	de	valores	mobiliários	para	o	público	investidor	de	maneira	restrita	e	
com	a	liberação	de	algumas	exigências	impostas	no	caso	de	uma	oferta	ampla.
Oferta pública primária:	oferta	em	que	as	ações	são	ofertadas	pela	primeira	vez.	Os	recursos	
captados	são	canalizados	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Oferta pública secundária:	 oferta	 em	 que	 as	 ações	 são	 ofertadas	 por	 atuais	 acionistas	 da	
companhia.	Os	recursos	captados	são	canalizados	para	os	acionistas	que	vendem	suas	ações,	e	
não	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Operação compromissada:	aplicação	financeira	por	meio	da	qual	o	investidor	adquire	um	título	
de	renda	fixa	vendido	por	uma	instituição	financeira,	que	assume	o	compromisso	de	recompra	
do	título	em	um	prazo	determinado.
Ordem a mercado:	 em	 uma	 oferta	 de	 ações,	 ordem	 por	 meio	 da	 qual	 o	 investidor	 indica	
à	 instituição	 intermediária	 que	 deseja	 adquirir	 ações	 a	 qualquer	 que	 seja	 o	 preço	 final	 de	
lançamento.
Ordem limitada:	 em	uma	oferta	de	 ações,	 ordem	por	meio	da	qual	 o	 investidor	 comunica	 à	
instituição	intermediária	o	preço	máximo	que	deseja	pagar	por	cada	ação	a	ser	adquirida.
Participante: pessoa	física	que	contrata	ou,	no	caso	de	contratação	sob	a	forma	coletiva,	adere	a
um	plano	de	previdência	complementar	aberta.
Perfil de personalidade:	 descrição	das	 características	 pessoais	 e	 padrões	 de	 comportamento	
do	 investidor	 que	 podem	 influenciar	 suas	 decisões	 a	 respeito	 das	 diferentes	 alternativas	 de	
investimento.
Perfil situacional:	 documento	 que	 resume	 as	 características	 do	 investidor	 e	 descreve	 suas	
preferências,	suas	circunstâncias	pessoais	e	financeiras,	seus	desejos	e	seus	objetivos	de	vida.
Período	 de	 carência:	 é	 o	 período	 em	 que	 não	 serão	 aceitas	 solicitações	 de	 resgate	 ou	 de	
portabilidade	por	parte	do	participante	de	um	plano	de	previdência.
Período de pagamento do benefício:	período	em	que	o	assistido	(ou	os	assistidos)	fará	jus	ao	
pagamento	do	benefício,	sob	a	forma	de	renda,	podendo	ser	vitalício	ou	temporário.
Período de reserva:	 em	uma	oferta	 pública	 de	 ações,	 é	 o	 período	determinado	para	 que	os	
potenciais	investidores	registrem	junto	às	instituições	intermediárias	da	oferta	o	seu	interesse	
em	adquirir	as	ações	a	serem	distribuídas.
Pessoas politicamente expostas:	 os	 agentes	 públicos	 que	 desempenham	 ou	 tenham	
desempenhado,	 nos	 últimos	 cinco	 anos,	 no	 Brasil	 ou	 em	 países,	 territórios	 e	 dependências	
estrangeiras,	cargos,	empregos	ou	funções	públicas	relevantes,	assim	como	seus	representantes,	
familiares	e	estreitos	colaboradores.
38
GLOSSÁRIO
Plano de continuidade de negócios:	é	o	conjunto	de	planos	e	sistemas	de	prevenção	e	recuperação	
elaborados	 para	 lidar	 com	 ameaças	 operacionais	 aos	 negócios	 da	 empresa,	 garantindo	 a	
continuidade	dos	negócios	mesmo	em	uma	situação	operacional	adversa.
Plano de negócios:	documento	escrito	que	detalha	como	uma	empresa	pretende	atingir	seus	
objetivos.
Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL):	produto	de	previdência	complementar,	de	contratação	
opcional	 que	 tem	 como	 objetivo	 complementar	 a	 aposentadoria	 oficial.	 Sem	 garantia	 de	
rendimento	mínimo,	 o	 participante	 recebe	 integralmente	 o	 resultado	 financeiro	 obtido	 pelo	
plano.	Oferece	 benefício	 fiscal	 em	determinadas	 circunstâncias,	 pois	 permite	 ao	 participante	
deduzir	o	valor	das	contribuições	anuais	da	base	de	cálculo	do	imposto	de	renda	na	Declaração	
Anual	de	Ajuste	do	IR.
Poder de compra:	valor	de	uma	moeda	em	termos	da	quantidade	de	bens	e	serviços	que	uma	
unidade	monetária	pode	adquirir.	O	poder	de	compra	da	moeda	reduz-se	quando	há	inflação	de	
preços.
Política de investimento:	documento	que	estabelece	as	diretrizes	estratégicas	que	devem	ser	
observadas	na	gestão	dos	recursos	do	investidor.
Política monetária:	 política	econômica	por	meio	da	qual	 a	autoridade	monetária	de	um	país	
exerce	controle	sobre	a	oferta	de	moeda	e	busca
manter	a	estabilidade	dos	preços.
Portabilidade:	é	o	direito	que	o	participante	tem	de	transferir	os	recursos	financeiros	acumulados	
na	 sua	 provisão	 de	 um	 plano	 de	 previdência	 complementar	 para	 outro	 plano	 de	 benefício	
previdenciário	operado	por	outra	entidade	de	previdência	complementar.
Práticas não equitativas:	conduta	vedada	e	combatida	pela	CVM	consistente	na	prática	de	atos	
que	resultem	em	colocar	uma	parte	em	posição	de	desequilíbrio	ou	desigualdade	indevida	em	
relação	aos	demais	participantes	da	operação.
Prazo de diferimento:	período	compreendido	entre	a	data	da	contratação	do	plano	de	previdência	
complementar	pelo	participante	e	a	data	escolhida	por	ele	para	o	início	da	concessão	do	benefício,	
podendo	coincidir	com	o	prazo	de	pagamento	das	contribuições.
Prazo médio ponderado:	medida	de	tempo	médio	para	recebimento	de	um	fluxo	de	pagamentos,	
incluindo	 os	 valores	 de	 principal	 e	 de	 juros.	 Os	 prazos	 para	 recebimento	 de	 cada	 fluxo	 são	
ponderados	pelo	valor	presente	do	respectivo	pagamento.
Processo de suitability:	processo	adotado	para	verificar	a	adequação	de	determinados	produtos,	
serviços	ou	operações	realizadas	nos	mercados	financeiro	e	de	capitais	ao	perfil	de	um	investidor.
Produto Interno Bruto (PIB):	soma	de	todos	os	bens	e	serviços	finais,	em	termos	monetários	e	a	
valor	de	mercado,	produzidos	em	determinada	região	durante	um	certo	período	(normalmente	
um	ano).
39
GLOSSÁRIO
Produtos automáticos:	 produtos	 financeiros	 de	 aplicação	 e	 resgate	 automático,	 destinados,	
exclusivamente,	aos	correntistas	da	instituição.
Prospecto de distribuição:	documento	informativo	a	respeito	de	uma	emissão	de	debêntures,	
distribuído	 aos	 potenciais	 investidores	 e	 que	 contém	 as	 características	 relevantes	 da	 oferta,	
bem	como	informações	detalhadas	sobre	a	companhia	emissora,	o	uso	pretendido	dos	recursos	
captados,	os	custos	da	emissão	e	os	fatores	de	risco	envolvidos	no	investimento	nos	títulos,	entre	
outras.
Proventos:	remunerações	recebidas	por	detentores	de	ações;	incluem	dividendos,	juros	sobre	
capital	próprio	e	bonificações.
Rating:	 classificação	 de	 risco	 de	 crédito	 emitida	 por	 agência	 de	 classificação	 de	 risco	 (como	
Moody’s	Investor	Services,	S&P	e	Fitch	Ratings).
Relação fiduciária:	 a	 relação	 de	 confiança	 e	 lealdade	 que	 se	 estabelece	 entre	 investidores	 e	
instituições	financeiras	intermediárias.
Renda:	série	de	pagamentos	periódicos	a	que	tem	direito	o	assistido	(ou	assistidos),	de	acordo	
com	a	estrutura	do	plano	de	previdência	complementar.
Renda fixa:	classe	de	ativos	que	inclui	títulos	públicos	federais,	títulos	de	emissão	de	instituições	
financeiras	 (ver	 CDB,	 LCI	 e	 LCA),	 títulos	 emitidos	 por	 empresas	 (ver	 debêntures)	 e	 outros		
papéis	que	oferecem	taxa	de	juros	pré-especificada,	seja	ela	prefixada	ou	pós-fixada.	Os	títulos	
representam	uma	promessa	de	pagamento	(uma	dívida)	de	uma	parte	para	outra.
Renda variável:	classe	de	ativos	que	inclui	ações	preferenciais	e	ações	ordinárias	(ver	ações)	e	
tipicamente	composta	por	instrumentos	que	oferecem	a	seus	detentores	uma	participação	no	
capital	social	de	companhias.
Rentabilidade:	retorno	obtido	em	um	investimento.
Rentabilidade absoluta:	 retorno	 total	 obtido	 em	 um	 investimento	 e	 expresso	 na	 forma	 de	
percentual	sobre	o	valor	investido.
Rentabilidade bruta:	retorno	total	obtido	em	um	investimento.
Rentabilidade líquida:	é	o	retorno	obtido	em	um	investimento,	descontados	os	impostos	e	as	
taxas	aplicáveis.
Rentabilidade relativa:	é	o	retorno	obtido	em	um	investimento,	descontado	o	retorno	obtido	
por	um	benchmark	(índice	de	referência).
Risco:	 chance	 de	 se	 verificar	 uma	perda	 em	uma	 aplicação	 financeira.	 Em	 investimentos	 é	 a	
possibilidade	 de	 alguma	 variável	 imprevista	 impactar	 negativamente	 uma	 aplicação.	 Essa	
interferência	pode	levar	à	perda	de	parte,	todo	o	valor	investido	originalmente	ou	até	mesmo	
um	valor	superior	a	ele,	caso	haja	alavancagem.
40
GLOSSÁRIO
Risco cambial:	risco	originado	pela	oscilação	das	taxas	de	câmbio,	isto	é,	do	preço	de	uma	moeda	
em	relação	a	outra.
Risco de crédito:	risco	de	o	investidor	registrar	uma	perda	em	seu	investimento	por	conta	do	
aumento	do	spread	de	crédito	requerido	por	 investidores	nesse	 investimento	ou	pelo	efetivo	
descumprimento,	por	parte	do	emissor	de	um	título	de	renda	fixa,	das	obrigações	referentes	ao	
pagamento	de	juros	e	de	principal	nesse	título.
Risco de default ou risco de inadimplência:	risco	de	o	investidor	não	reaver,	de	maneira	integral	
ou	parcial,	o	seu	investimento	original	em	um	título	de	dívida.
Risco de downgrade:	possibilidade	de	perda	em	um	título	de	renda	fixa	causada	por	redução,	
por	parte	de	uma	agência	de	classificação	de	risco,	na	nota	de	crédito	do	emissor	ou	do	próprio	
título.
Risco geopolítico:	possibilidade	de	perdas	em	um	investimento	por	conta	de	alterações	adversas	
no	cenário	político	em	um	país	ou	uma	região.
Risco legal:	 risco	 de	 perdas	 em	 um	 investimento	 devido	 ao	 não	 cumprimento	 da	 legislação	
local	do	país	onde	o	investimento	acontece	ou	devido	a	problemas	jurídicos	na	elaboração	de	
contratos.
Risco de liquidez:	risco	de	ocorrência	de	perdas	para	o	investidor	por	conta	da	negociação	de	um	
ativo	por	um	preço	distante	do	seu	preço	justo.
Risco não sistemático:	é	o	risco	específico	de	cada	empresa,	que	pode	ser	reduzido	por	meio	de	
diversificação	da	carteira	de	investimentos.
Risco de mercado:	risco	de	se	verificar	perdas	causadas	pelos	movimentos	dos	preços	dos	ativos	
no	mercado.
Risco do mercado de ações:	 possibilidade	 de	 perda	 advinda	 das	 flutuações	 observadas	 nos	
preços	dos	ativos	negociados	no	mercado	acionário.
Risco de spread:	possibilidade	de	perda	advinda	de	flutuação	no	preço	de	um	papel	de	renda	
fixa,	causada	pela	variação	no	spread	de	crédito	requerido	pelo	mercado.
Risco regulatório:	possibilidade	de	perda	em	um	investimento	por	conta	do	não	cumprimento	
de	 regras	e	 instruções	das	autoridades	 locais	no	que	se	 refere	à	negociação	de	 instrumentos	
financeiros	em	determinado	país.
Risco sistemático ou risco não diversificável:	 risco	 advindo	 de	 fatores	 gerais	 e	 comuns	 ao	
mercado;	chance	de	se	verificar	perdas	em	um	ativo	ou	carteira	de	ativos	por	conta	de	eventos	
ou	elementos	que	afetam	a	economia	ou	o	mercado	como	um	todo,	também	conhecido	como	
risco	de	mercado.
41
GLOSSÁRIO
Risco de taxa de juros:	possibilidade	de	perda	advinda	da	flutuação	dos	preços	de	títulos	de	
renda	fixa	causada	por	alterações	nas	taxas	de	juros.
Risco total:	em	um	ativo	ou	carteira	de	ativos,	é	a	soma	dos	riscos	sistemático	e	não	sistemático.
Risco tributário:	possibilidade	de	que,	sobre	os	rendimentos	obtidos	em	uma	aplicação	financeira,	
venham	a	incidir	 impostos	e	taxas	não	previstos	originalmente.	Risco	de	mudanças	nas	regras	
tributárias.
Selic:	Sistema	Especial	de	Liquidação	e	de	Custódia	do	Banco	Central	do	Brasil.	É	um	sistema	
informatizado	que	se	destina	à	custódia	de	títulos	escriturais	de	emissão	do	Tesouro	Nacional,	
bem	como	ao	registro	e	à	liquidação	de	operações	com	esses	títulos.
Selo ANBIMA:	marca	visual	composta	da	logomarca	da	ANBIMA	seguida	de	uma	série	de	dizeres	
padronizados	utilizada	para	demonstração	do	compromisso	das	instituições	participantes	com	o	
cumprimento	e	a	observância	das	regras	de	autorregulação	da	ANBIMA.
Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB):	 conjunto	 de	 entidades,	 sistemas	 e	 mecanismos
relacionados	com	o	processamento	e	a	liquidação	de	operações	de	transferência	de	fundos,	de	
operações	com	moeda	estrangeira	ou	com	ativos	financeiros	e	valores	mobiliários.
Sistema Financeiro Nacional (SFN):	conjunto	de	 instituições	–	aí	 incluídos	órgãos	normativos,	
supervisores	e	operadores	–	e	instrumentos	que	viabilizam	o	fluxo	financeiro	entre	os	poupadores	
e	os	tomadores	na	economia.
Sobredemanda:	em	uma	oferta	de	ações,	é	o	excesso	de	demanda	verificado
quando	o	volume	
financeiro	desejado	pelos	 investidores	é	superior	ao	volume	financeiro	disponível	em	ações	a	
serem	distribuídas.
Spread de crédito:	diferencial	entre	o	retorno	requerido	em	um	título	de	renda	fixa	de	emissor	
privado	e	o	retorno	oferecido	por	um	título	público	federal	de	mesmo	prazo,	em	uma	mesma	
moeda.
Subscrição:	operação	em	que	ocorre	aumento	do	capital	social	(capitalização)	de	uma	companhia	
por	meio	 da	 venda	 de	 ações;	 uma	 oferta	 inicial	 de	 ações	 por	meio	 de	 subscrição	 pública	 é	
conhecida	como	IPO	(ver	IPO).
Superintendência de Seguros Privados (Susep):	 órgão	 responsável	 pelo	 controle	 e	 pela	
fiscalização	dos	mercados	de	seguro,	previdência	privada	aberta,	capitalização	e	resseguro.
Taxa de administração:	 taxa	percentual	cobrada	dos	 fundos	para	a	prestação	dos	serviços	de	
administração,	gestão	profissional	dos	recursos	e	pagamento	dos	prestadores	de	serviço.
Taxa de câmbio spot:	taxa	para	compra	e	venda	imediata	de	dólares,	conhecida	no	Brasil	como	
“dólar	pronto”.	Taxa	pela	qual	os	participantes	do	mercado	de	câmbio	estão	dispostos	a	comprar	
e	a	vender	a	moeda	estrangeira	em	determinado	momento	da	sessão	de	negociação.
42
GLOSSÁRIO
Taxa de câmbio:	preço	de	uma	moeda	em	termos	de	outra	moeda.	É	a	razão	de	conversão	entre	
duas	moedas	distintas.
Taxa de carregamento:	percentual	incidente	sobre	as	contribuições	pagas	pelo	participante,	para	
fazer	face	às	despesas	administrativas,	às	de	corretagem	e	às	de	comercialização	de	um	plano	de	
previdência	complementar.
Taxa de corretagem:	valor	cobrado	pela	corretora	por	meio	da	qual	o	investidor	realiza	a	compra	
e	 a	 venda	 de	 ativos;	 é	 o	 valor	 pago	 pelo	 investidor	 pelo	 serviço	 prestado	 pela	 corretora	 na	
intermediação	entre	a	ordem	do	cliente	e	a	execução	da	oferta	junto	à	bolsa	ou	no	mercado	de	
balcão.
Taxa de custódia:	taxa	cobrada	por	corretoras	e	bancos	pelo	serviço	de	manutenção	dos	ativos	
em	uma	conta	de	custódia	própria.
Taxa de juro:	definida	como	a	razão	percentual	entre	os	juros,	cobrável	ou	pagável,	no	fim	de	um	
período	e	o	dinheiro	devido	no	início	do	período.
Taxa de juros equivalente:	 em	 regime	 de	 capitalização	 composta,	 duas	 taxas	 de	 juros	 são	
consideradas	 equivalentes	 quando	 geram	 valores	 iguais	 ao	 ser	 aplicadas	 sobre	 um	 mesmo	
montante	e	por	um	mesmo	período	de	tempo.
Taxa de juros nominal:	taxa	de	juros	contratada	em	uma	operação	financeira	ou	determinada	
pelo	mercado.	Não	é	ajustada	para	remover	o	efeito	da	inflação.
Taxa de juros proporcional:	 em	 regime	 de	 capitalização	 simples,	 duas	 taxas	 de	 juros	 são	
consideradas	 proporcionais	 quando	 geram	 valores	 iguais	 ao	 ser	 aplicadas	 sobre	 um	mesmo	
montante	e	por	um	mesmo	período	de	tempo.
Taxa de juros real:	 taxa	de	 juros	que	remove	o	efeito	da	 inflação.	É	calculada	descontando	a	
taxa	de	inflação	da	taxa	de	juros	nominal	obtida	em	um	investimento	e	considerando	o	mesmo	
período	de	tempo.
Taxa DI: nome	comumente	dado	à	Taxa	DI-Cetip	Over	 (Extra-Grupo),	calculada	pela	B3	S.A.	e	
divulgada	em	percentual	ao	ano,	base	252	dias.	Essa	taxa	reflete	as	taxas	de	juros	cobradas	entre	
instituições	do	mercado	interbancário	nas	operações	de	emissão	de	Depósitos	Interfinanceiros	
(DI)	prefixados,	com	prazo	de	um	dia	útil,	registradas	e	liquidadas	pelos	sistemas	da	B3.
Tesouro IPCA+:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	do	Tesouro	Nacional	Série	
B	Principal	(NTN-B	Principal).
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	do	
Tesouro	Nacional	Série	B	(NTN-B).
Tesouro Prefixado:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Letra	do	Tesouro	Nacional	
(LTN).
43
GLOSSÁRIO
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	
do	Tesouro	Nacional	Série	F	(NTN-F).
Taxa PTAX:	média	das	cotações	do	dólar	no	mercado	em	determinado	dia,	calculada	pelo	Banco	
Central	do	Brasil	por	meio	de	uma	metodologia	própria,	com	base	em	quatro	janelas	de	consulta	
ao	longo	de	cada	dia.
Taxa Referencial (TR):	taxa	calculada	pelo	Banco	Central	do	Brasil	com	base	na	média	das	taxas	
de	juros	das	LTN	(Letras	do	Tesouro	Nacional).	Utilizada	no	cálculo	do	rendimento	das	cadernetas	
de	poupança	e	dos	juros	dos	empréstimos	do	Sistema	Financeiro	da	Habitação	(SFH).
Taxa Selic Over:	 taxa	 média	 das	 operações	 de	 financiamento	 de	 um	 dia	 (compromissadas),	
lastreadas	 em	 títulos	 públicos	 federais,	 realizadas	 no	 Selic,	 ponderadas	 pelo	 volume	 das	
operações.
Termo de compromisso:	documento	escrito	proposto	por	um	ente	regulado	a	fim	de	corrigir	ou
compensar	alguma	infração	regulatória.
Tesouro Direto:	programa	de	negociação	de	títulos	públicos	para	pessoas	físicas.
Tesouro Nacional:	caixa	do	governo,	o	conjunto	de	suas	disponibilidades	e,	ao	mesmo	tempo,	
designa	também	o	órgão	público	responsável	pelo	gerenciamento	da	dívida	pública	do	país.
Tesouro Selic:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Letra	Financeira	do	Tesouro	(LFT).
Títulos privados:	 títulos	 emitidos	 por	 empresas	 e	 instituições	financeiras	 para	 a	 captação	de	
recursos	para	financiar	suas	atividades.
Títulos públicos:	títulos	emitidos	pelo	Tesouro	Nacional	como	forma	utilizada	para	a	captação	de	
recursos	para	financiar	atividades	do	Governo	Federal.
Títulos públicos federais:	títulos	de	renda	fixa	emitidos	pelo	Tesouro	Nacional,	compostos	por	
letras	e	notas	de	características	distintas,	para	fins	de	financiamento	do	setor	público.
Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL):	modalidade	de	seguro	de	pessoas	que	combina	os	
tradicionais	 seguros	 de	 vida	 com	 características	 dos	 planos	 de	 previdência	 complementar.	 É	
um	plano	de	seguro	de	pessoas	com	cobertura	por	sobrevivência,	cuja	principal	característica	
é	a	ausência	de	rentabilidade	mínima	garantida	durante	a	fase	de	acumulação	dos	recursos	ou	
período	de	diferimento	(podendo	inclusive	apresentar	rentabilidade	negativa).	A	rentabilidade	
da	provisão	é	idêntica	à	rentabilidade	do	fundo	em	que	os	recursos	estão	aplicados.
Volatilidade:	grau	de	variação	dos	preços	de	um	ativo	em	determinado	período,	medido	pelo	
conceito	 estatístico	 de	 desvio-padrão	 dos	 retornos	 logarítmicos.	 Mede	 o	 quanto	 oscilam	 os	
retornos	de	um	ativo.
EXPEDIENTE
44
Controle:	D.04.71.03
Data da elaboração:	01/01/2018
Data da revisão:	20/01/2020
Vigência a partir de:	01/11/2018
Elaborado por:	Certificação	ANBIMA
Aprovado por:	Gerência	de	Certificação
e	Educação	Continuada
Copyright	©	2020
Todos	os	direitos	reservados.	É	proibida	a	reprodução
total	ou	parcial	sem	autorização	da	ANBIMA.
Rio de Janeiro
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São Paulo
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Gerência de Certificação
e Educação Continuada
Daniel	Pfannemüller
Apoio técnico
Tânia	Amaral	e	Douglas	Custódio
Revisão de texto
Carolina	Machado
Presidente
Carlos	Ambrósio
Vice-presidentes 
Carlos	André,	Carlos	Constantini,	Gilberto	
Duarte,	José	Eduardo	Laloni,	Luiz	Sorge,	Pedro	
Lorenzini,	Renato	Ejnisman	e	Sergio	Cutolo
Diretores
Adriano	Koelle,	Alcindo	Canto,	Fernando	
Rabello,	Jan	Karsten,	Julio	Capua,	Luiz	
Chrysostomo,	Luiz	Fernando	Figueiredo,	Lywal	
Salles	Filho,	Pedro	Juliano,	Pedro	Rudge,	Saša	
Markus,	Teodoro	Lima	e	Thaís	Peters
Comitê Executivo 
Zeca	Doherty,	Ana	Leoni,	Francisco	Vidinha,	
Guilherme	Benaderet,	Patrícia	Herculano,	
Eliana	Marino,	Lina	Yajima,	Marcelo	Billi,	
Soraya	Alves	e	Thiago	Baptista
CPA-10-Cap2.pdf
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO
E ANÁLISE DO PERFIL
DO INVESTIDOR
MATERIAL DE ESTUDOS
DA CERTIFICAÇÃO CPA-102
INTRODUÇÃO
	 A	 CPA-10	 é	 parte	 importante	 do	 Programa	 de	 Certificação	 Continuada	 da	 ANBIMA
(Associação	 Brasileira	 das	 Entidades	 dos	 Mercados	 Financeiro	 e	 de	 Capitais),	 um	 esforço
empreendido
pela	entidade	e	pelos	participantes	do	mercado	para	elevar	o	nível	de	conhecimento
dos	profissionais	e	a	qualidade	do	mercado	de	investimento.	
	 O	principal	objetivo	da	CPA-10	é	a	contínua	elevação	da	capacitação	técnica	dos	profissionais
que	 atuam	 em	 instituições	 financeiras	 em	 contato	 com	 o	 público	 em	 geral,	 no	 processo	 de
distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento.	 Essa	 iniciativa,	 amparada	 na	 Resolução	 3.158	 do
Conselho	 Monetário	 Nacional,	 instituiu	 um	 processo	 de	 aferição	 do	 conhecimento	 desses
profissionais	nos	principais	aspectos	relacionados	à	distribuição	de	produtos	de	 investimento.
	 No	 exame	 da	 CPA-10,	 o	 candidato	 deve	 demonstrar	 conhecimento	 sobre	 as	 principais
características	dos	produtos	de	investimento	que	são	ofertados	nas	agências	bancárias,	bem	como
entender	os	padrões	éticos	de	comportamento	que	devem	ser	adotados	no	relacionamento	com
os	investidores,	de	tal	forma	que	os	produtos	oferecidos	satisfaçam	aos	objetivos	e	às	necessidades
dos	clientes.	Esse	material	de	estudo	da	CPA-10	tem	por	objetivo	fornecer	aos	candidatos	uma
forma	de	preparação	autônoma	para	o	exame,	além	de	permitir	o	aprofundamento	nos	temas
abordados.
	 A	 ANBIMA	 acredita	 que	 esse	 esforço	 de	 modernização	 dos	 mercados	 financeiro	 e	 de
capitais	e	a	melhoria	no	atendimento	ao	investidor	–	com	a	disponibilização,	pelos	profissionais,
de	informações	de	melhor	qualidade	sobre	os	produtos	de	investimento,	em	especial,	sobre	os
principais	fatores	de	risco	envolvidos	–	resultará	em	estímulos	à	concorrência	leal,	à	padronização
de	 procedimentos	 e	 à	 adoção	 das	melhores	 práticas	 em	prol	 do	 crescimento	 dos	mercados.
	 O	resultado	desse	esforço	refletirá	o	estímulo	ao	crescimento	da	poupança	financeira	no
país,	 uma	 das	 maneiras	 de	 favorecer	 o	 crescimento	 sustentável	 da	 economia	 brasileira.
INTRODUÇÃO
O CONTEÚDO DO MATERIAL DE ESTUDO DA CPA-10
	 O	Material	de	Estudos	da	CPA	10	é	estruturado	segundo	os	temas	relacionados	no	Programa
Detalhado	da	CPA-10	e	contém	todo	o	conhecimento	que	pode	ser	demandado	dos	candidatos	no
exame	da	CPA-10.	O	objetivo	da	ANBIMA	com	essa	iniciativa	é	permitir	que	todos	os	candidatos
tenham	 acesso	 a	 um	 conteúdo	 padronizado,	 de	 forma	 que	 possam	 realizar	 sua	 preparação
de	maneira	mais	uniforme	sem	necessidade	da	realização	de	cursos	preparatórios,	apesar	de
considerá-los	uma	forma	muito	eficiente	de	formação	dos	candidatos	que	deve	continuar	a	ser
ofertada.
	 Este	material	será	atualizado	sempre	que	necessário,	por	 isso	sempre	baixe	as	apostilas
nesta	página!	Quando	for	estudar,	não	deixe	de	confirmar	que	a	versão	que	você	tem	em	mãos
é	 a	 última	 publicada,	 consultando	 a	 data	 da	 revisão	 na	 última	 página	 de	 cada	 apostila.
	 O	 conteúdo	da	CPA-10	 é	 resultado	do	 trabalho	 conjunto	da	ANBIMA	 com	as	 principais
instituições	 do	mercado	 financeiro	 que	 acreditam	 que	 seus	 respectivos	 desdobramentos	 em
tópicos,	itens	e	subitens	detalham	os	assuntos,	cujo	conhecimento	pelos	profissionais	envolvidos
na	distribuição	de	produtos	de	investimento	nas	instituições	financeiras	é	considerado	essencial.
	 O	Material	de	Estudo	da	CPA-10	é	composto	de	sete	grandes	temas	que	foram	divididos
em	capítulos	para	facilitar	a	apresentação:	Sistema	Financeiro	Nacional;	Ética,	Regulamentação	e
Análise	do	Perfil	do	Investidor;	Noções	de	Economia	e	Finanças;	Princípios	de	Investimento;	Fundos
de	 Investimento;	 Instrumentos	de	Renda	Variável	 e	Renda	Fixa;	 e	Previdência	Complementar
Aberta:	 PGBL	 e	 VGBL.	 Cada	 capítulo	 foi	 estruturado	 com	 uma	 orientação	 de	 estudo	 com	 o
que	 será	aprendido	 sobre	o	assunto,	 seguida	do	objetivo,	do	 conteúdo	com	o	 conhecimento
requerido	sobre	o	assunto,	uma	seção	de	questões,	as	justificativas	das	respostas	corretas	e	um
glossário	ao	final.
	 A	 ANBIMA	 assume	 o	 compromisso	 de	manter	 o	 conteúdo	 dos	 exames	 da	 CPA-10	 e	 o
respectivo	Material	 de	 Estudos	 sempre	 alinhado	 às	 legislações	 e	 revisá-los,	 periodicamente,
com	a	finalidade	de	incluir	novos	assuntos,	tão	logo	o	dinamismo	e	a	evolução	dos	mercados
financeiro	e	de	capitais	venham	torná-los	relevantes	e	essenciais.
	 A	 legislação	 vigente	 relacionada	 à	 distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento,	 ainda	 que
não	explicitada	em	todos	os	temas,	encontra-se	presente,	por	meio	dos	conceitos	e	das	regras
aplicáveis	a	todos	os	temas	e	tópicos	abordados.
	 Além	disso,	é	considerado	mais	importante	para	o	profissional	ter	domínio	dos	conceitos
envolvidos	nas	questões	do	 seu	dia	 a	dia	do	que	utilizar	 cálculos	matemáticos.	Dessa	 forma,
não	haverá	necessidade	do	uso	de	calculadora	para	a	realização	do	exame	da	CPA-10,	apesar	de
estarem	presentes	nesse	Material	de	Estudo	alguns	exemplos	com	cálculos	matemáticos	para
permitir	melhor	entendimento	de	alguns	conceitos	apresentados.
	 A	 ANBIMA	 espera	 que	 os	 candidatos	 ao	 exame	 da	 CPA-10	 possam	 utilizar	 de	maneira
proveitosa	o	conteúdo	desse	Material	de	Estudo	e	partilhem	do	mesmo	entusiasmo	sentido	por
todos	os	profissionais	que	participaram	da	construção	desse	processo.
INTRODUÇÃO
APRESENTAÇÃO DOS AUTORES
LUIZ ROBERTO CALADO
Luiz	 Calado	 é	 pós-doutor	 pela	 Universidade	 da	 Califórnia	 (Berkeley).	 Autor	 dos	 best	 sellers
Imóveis	(Ed.	Saraiva)	e	Fundos	de	Investimentos	(Ed.	Campus),	além	de	mais	de	20	livros	sobre
mercado	 financeiro,	 entre	 eles	 Securitização	 (Ed.	 Saint	 Paul),	 Relacionamento	 Bancário	 (Ed.
Saraiva),	 Governança	 Corporativa	 (Ed.	 Andato),	 100	 Dúvidas	 de	 Carreira	 em	 Finanças	 (Ed.
Saint	 Paul)	 e	 Regulação	 e	 Autorregulação	 (Ed.	 Saint	 Paul).	 Seus	 livros	 são	 vendidos	 em	mais
de	80	países,	traduzidos	para	vários	 idiomas.	É	professor	e	pesquisador	do	Centro	de	Estudos
GV	Invest	da	FGV.	Foi	gerente	de	Certificação	e	Educação	na	ANBIMA.
MAURO MIRANDA, CFA, FRM
Sócio-Gestor	 da	 Panda	 Investimentos	 e	 profissional	 de	 finanças	 desde	 2000.	 Foi	 Presidente	
da	CFA	Society	Brazil	 (2016-2019)	e	atualmente	ocupa	o	cargo	de	Representante	do	Conselho	
de	Presidentes	da	América	Latina	e	Caribe	junto	ao	CFA	Institute.	Tem	carreira	em	instituições	
financeiras	brasileiras	e	estrangeiras	nas	áreas	de	renda	fixa,	dívida	estruturada	e	crédito	privado.	
Começou	sua	carreira	na	área	de	administração	da	dívida	externa	no	Banco	Central	do	Brasil.	Em	
seguida,	trabalhou	como	trader	e	estruturador	de	renda	fixa,	entre	outras	posições,	nos	bancos	
Bear	Stearns,	Lehman	Brothers,	Fator	e	ABN	Amro,	em	Nova	York,	Londres	e	São	Paulo.	É	bacharel	
em	Relações	Internacionais	e	em	Ciências	Econômicas	pela	Universidade	de	Brasília,	tem	MBA	
pela	Columbia	Business	School	e	obteve	as	certificações	Chartered	Financial	Analyst	(CFA)	em	
2006	e	Financial	Risk	Manager	(FRM)	em	2011.
TÂNIA RAQUEL DOS SANTOS AMARAL
Coordenadora	 do	 núcleo	 de	 conteúdo	 da	 ANBIMA.	 Doutoranda	 em	 Administração
pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade	da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA
–	USP).	É	mestre	em	Administração	pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade
da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA	–	USP).	Cursou	MBA	em	Gestão	de	Investimento	na	Fundação
Getúlio	Vargas	(FGV	SP).	É	pós-graduada	em	Administração	Financeira	e	Contábil	na	Fundação
Armando	Álvares	Penteado	(FAAP)	e	graduada	em	Tecnologia	em	Processamento	de	Dados	na
Universidade	Mackenzie.	 Atuou	 em	diversas	 instituições	 financeiras	 brasileiras	 e	 estrangeiras
na	área	de	Mercados	Capitais,	Fundos	de	Investimento,	Asset	e	Consultoria	de	Investimento.
VICENTE PICCOLI MEDEIROS BRAGA 
Advogado	e	doutorando	em	Direito	Comercial	na	Faculdade	de	Direito	da	Universidade	de	São
Paulo	(FDUSP),	é	mestre	em	Direito	e	Desenvolvimento	pela	Escola	de	Direito	de	São	Paulo	da
Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV	DIREITO	SP).	Trabalhou	junto	ao	setor	de	Crimes	Contra	o	Sistema
Financeiro	Nacional	do	Ministério	Público	Federal	do	Paraná,	assessorou	o	Conselho	de	Recursos
do	Sistema	Financeiro	Nacional	(CRSFN),	foi	responsável
pelos	aspectos	jurídicos	dos	processos
de	Autorregulação	da	ANBIMA,	coordenou	as	Operações	de	Assistência	Estrutural	e	de	Liquidez
prestadas	 pelo	 Fundo	 Garantidor	 de	 Créditos	 (FGC)	 e	 atualmente	 conduz	 processos
administrativos	 disciplinares	 relacionados	 a	 ilícitos	 de	 mercado	 e	 ao	 Mecanismo	 de
Ressarcimento	de	Prejuízos	(MRP)	na	BM&FBOVESPA	Supervisão	de	Mercados	(BSM),	entidade
responsável	pela	autorregulação	da	B3.
 
INTRODUÇÃO
RICARDO NARDINI – coordenador e revisor 
Consultor	 nas	 áreas	 de	 certificação	 profissional	 e	 educação.	 De	 2005	 a	 2018	 trabalhou	 na
ANBIMA	e	foi	responsável	pelas	áreas	de	Certificação,	Educação	Continuada	e	de	Investidores.
Coordenou	 o	 desenvolvimento	 dos	 exames	 de	 certificação	 da	 ANBIMA	 e	 da	 Associação
PLANEJAR	durante	esse	período	e	 foi	o	 responsável	pelo	desenvolvimento	da	Certificação	de
Especialistas	 em	 Investimento	 ANBIMA	 (CEA),	 da	 Certificação	 de	 Gestores	 ANBIMA	 (CGA),
Material	de	Estudos	da	CPA-10	e	da	Certificação	CFP	no	Brasil.	Atuou	como	representante	da
ANBIMA	 no	 desenvolvimento	 da	 Estratégia	 Nacional	 de	 Educação	 Financeira,	 como
responsável	pelo	capítulo	de	Investimentos	e	no	projeto	de	estruturação	da	AEF	-	Brasil.	Antes
de	ingressar	na	ANBIMA,	trabalhou	nas	áreas	de	tesouraria,	private	banking	e	investimentos	no
Lloyds	 Bank	 Plc.,	 no	 Banco	 Credit	 Commercial	 de	 France	 no	 Brasil	 e	 na	 HSBC	 Asset
Management.	Formado	em	Engenharia	de	Produção	pela	Escola	Politécnica	da	Universidade	de
São	Paulo,	é	pós-graduado	em	Banking	pela	FGV	SP.
INFORMAMOS QUE AS QUESTÕES APRESENTADAS NESSE MATERIAL NÃO FAZEM PARTE DOS EXAMES DE CERTIFICAÇÃO APLICADOS
PELA ANBIMA, DEVENDO SERVIR APENAS COMO ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DOS CANDIDATOS. EM HIPÓTESE ALGUMA A SUA
UTILIZAÇÃO É GARANTIA DE APROVAÇÃO NO EXAME, UMA VEZ QUE APENAS SERVE COMO COMPLEMENTO AO ESTUDO, SENDO
FACULTADO AO CANDIDATO ANALISAR A VIABILIDADE DE SEU USO, COMO TAL INFORMADO. AS QUESTÕES APRESENTADAS
NESTE MATERIAL FORAM DESENVOLVIDAS PELOS AUTORES ESPECIFICAMENTE PARA FINALIDADE DE APOIO. PORTANTO, NÃO É
GARANTIDA A APROVAÇÃO OU QUE AS QUESTÕES SERÃO APRESENTADAS DA MESMA FORMA NO EXAME. A ANBIMA RESERVA-SE
O DIREITO DE APRESENTAR AS QUESTÕES NO EXAME DE CERTIFICAÇÃO CPA-10 DE FORMA DISTINTA AOS CANDIDATOS.
Apresentação do capítulo......................................................................................................................................	1
2.1 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de Produtos de 
Investimento.........................................................................................................................................................	2
2.1.1	Definições	(Cap.	I)...........................................................................................................................................3
2.1.2		Objetivos	e	Abrangência	(Cap.	II)...............................................................................................................4
2.1.3	Princípios	Gerais	de	Conduta	(Cap.	IV).........................................................................................................5
2.1.4	Regras,	Procedimentos	e	Controles	(Cap.	V)...............................................................................................7
2.1.5	Publicidade	(Cap.	VIII)....................................................................................................................................9
2.1.6	Regras	Gerais	(Cap.	IX).................................................................................................................................11
2.1.7	Selo	ANBIMA	(Cap.	XIII)...............................................................................................................................16
2.1.8	Distribuição	de	Fundos	de	Investimento	(Anexo	I)...................................................................................16
2.2 Prevenção contra a lavagem de dinheiro....................................................................................................	17
2.2.1	Conceito	de	lavagem	de	dinheiro	–	legislação ..........................................................................................17
2.2.2	 Clientes/investidores...................................................................................................................................20
2.2.3	Operações	suspeitas....................................................................................................................................22
2.2.4	 Responsabilidades	 administrativas	 e	 legais	 de	 entidades	 e	 pessoas	 físicas	 sujeitas	 à	 lei	 e	 à	
regulamentação....................................................................................................................................................27
2.2.5	Crime	de	lavagem	de	dinheiro.....................................................................................................................28
2.3 Ética na venda .................................................................................................................................................29
2.3.1	Venda	casada:	conceito	...............................................................................................................................29
2.3.2	Restrições	do	investidor:	idade,	horizonte	de	investimento,	conhecimento	do	produto	e	tolerância	ao	
risco	.........................................................................................................................................................................31
2.4 Análise do Perfil do Investidor (API).............................................................................................................	32
2.4.1	Instrução	CVM	539	–	dever	de	verificação	da	adequação	de	produtos,	serviços	e	operações	ao	perfil	
do	cliente	(suitability)	–	finalidade	e	para	quem	se	aplica	a	regra..........................................................32
2.4.2	Adequação	de	produtos	em	função	do	perfil	do	investidor;	importância	e	motivação	do	API	para	o	
investidor;	possibilidade	de	venda	de	um	produto	não	adequado	ao	perfil	do	investidor............................37
SUMÁRIO
SUMÁRIO
Questões.................................................................................................................................................................39
Respostas................................................................................................................................................................44
Glossário.................................................................................................................................................................	47
Expediente.............................................................................................................................................................	62
AUTOR
	 Vicente	Piccoli	M.	Braga
ORIENTAÇÕES DE ESTUDO
 Conhecer	o	Código	ANBIMA	de	Melhores	Práticas	para	a	Distribuição	de	Produtos	de	
	 	 Investimento.
 Compreender	 as	 principais	 obrigações	 impostas	 às	 instituições	 financeiras
	 	 pela	autorregulação	da	ANBIMA	referentes	à	Ética,	Regulamentação	e	Análise	do	Perfil
		 	 do	Investidor.
 	Entender	o	conceito	de	lavagem	de	dinheiro.
 	Conhecer	como	se	dá	a	prevenção	contra	a	lavagem	de	dinheiro	no	Sistema	Financeiro
		 	 Nacional.
 	Conhecer	e	delimitar	o	que	caracteriza	uma	venda	casada
 		Compreender	 a	 finalidade	 e	 extensão	 do	 dever	 de	 verificação	 da	 adequação	 dos	
	 	 produtos,	serviços	e	operações	ao	perfil	do	cliente	(suitability).
 	Adequar	os	produtos	oferecidos	às	limitações,	necessidades	e	anseios	dos	investidores,	
	 	 de	acordo	com	a	regulação.
OBJETIVO
	 Este	 capítulo	 se	 propõe	 a	 expor	 algumas	 das	 principais	medidas	 regulatórias	 impostas			
ao	profissional	que	trabalha	com	intermediação	financeira.	Grande
parte	dessas	medidas	têm	
sua	 justificativa	amparada	em	considerações	de	natureza	ética.	Nesse	sentido,	serão	expostas	
medidas	focadas	em	duas	grandes	preocupações.	Em	primeiro	lugar,	há	preocupação	em	garantir	
que	 o	 profissional	 atenda	 o	 público	 de	 forma	 efetiva,	 transparente	 e	 leal,	 visando	 buscar	 a	
melhor	opção	disponível	para	os	anseios	e	as	necessidades	dos	clientes,	e	não	forçar	produtos	
inadequados	visando	sobretudo	ao	favorecimento	do	próprio	intermediário.	Em	segundo	lugar,	
cuida-se	 para	 que	 a	 atividade	 de	 intermediação	 não	 seja	 utilizada	 para	 viabilizar	 ou	 facilitar	
atividades	ilícitas.
1
CAPÍTULO 1 1ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISEDO PERFIL DO INVESTIDOR
	 A	 definição	melhor	 aceita	 e	 difundida	 do	 termo	 “ética”	 é	 aquela	 que	 a	 define	 como	 o
corpo	de	regras	que	regem	determinado	meio,	expressando	a	sua	moral.	Assim,	quando	falamos
de	ética	no	mercado	financeiro,	estamos	falando	justamente	das	normas	que	definem	a	moral
desse	mercado.
	 A	principal	finalidade	das	normas	que	regem	o	mercado	financeiro	é	zelar	pela	confiança
do	público.	Isso	porque	a	confiança	do	público	no	Sistema	Financeiro	Nacional	(SFN)	é	elemento
essencial	para	seu	bom	desenvolvimento.	Para	zelar	por	essa	confiança,	tanto	a	autorregulação
quanto	a	regulação	estatal	buscam	estabelecer	práticas	focadas	em	dois	pilares:	(i)	garantir	que	o
SFN	cumpra	sua	função	de	modo	a	satisfazer	o	público	e	(ii)	zelar	para	que	o	mercado	financeiro
seja	utilizado	de	acordo	com	as	demais	 leis	vigentes	na	sociedade.	Para	compreender	melhor
algumas	das	principais	disposições	regulatórias	nesse	sentido,	o	presente	capítulo	se	divide	em
quatro	partes.
	 A	 primeira	 parte	 dedica-se	 a	 detalhar	 as	 disposições	 previstas	 no	 código	 de	
autorregulação	da	ANBIMA	de	maior	relevância	para	o	escopo	deste	capítulo.	A	segunda	parte
dedica-se	a	explicar	as	medidas	direcionadas	ao	combate	e	à	prevenção	à	lavagem	de	dinheiro.
A	terceira	parte	dispõe	sobre	algumas	das	principais	considerações	relativas	à	ética	na	venda	de
produtos,	com	especial	atenção	à	vedação	à	venda	casada.	A	quarta	e	última	parte,	por	sua	vez,
detalha	as	determinações	regulatórias	de	observação	obrigatória	quanto	à	análise	do	perfil	do
investidor	e	restrições	decorrentes	da	verificação	de	diferentes	perfis.
 2.1 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de 
Produtos de Investimento
 Conforme	 visto	 no	 capítulo	 anterior,	 a	 ANBIMA	 desempenha	 relevante	 função	 de	
autorregulação,	 cujas	 normas	 são	 expressas	 em	diversos	 Códigos,	 cada	 um	 tratando	de	 uma	
atividade	diferente	dentro	do	mercado	financeiro.
	 Contudo,	no	que	diz	respeito	às	normas	advindas	da	preocupação	de	manter	uma	ética	
de	mercado,	 que	 vise	 tanto	 garantir	 ao	 público	 o	 serviço	mais	 adequado	 aos	 seus	 anseios	 e	
necessidades,	quanto	proteger	a	própria	atividade	de	intermediação	da	sua	utilização	para	fins	
ilícitos,	dois	Códigos	de	autorregulação	da	ANBIMA	ganham	maior	destaque.
	 De	um	lado,	há	o	Código	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	para	Administração	
de	Recursos	de	Terceiros	 (“Código	de	Administração	de	Recursos	de	Terceiros”),	cujo	número	
de	aderentes	é	expressivo	frente	ao	universo	da	indústria,	ditando	o	padrão	de	conduta	que	se	
espera	de	gestores,	 administradores,	 custodiantes	e	distribuidores.	De	outro,	há	o	Código	de	
Distribuição,	que	tutela	a	relação	direta	dos	intermediários	financeiros	com	os	investidores	na	
comercialização	de	produtos	de	investimento.
	 Em	razão	da	relevância	singular	desses	códigos	na	definição	do	corpo	de	regras	que	regem	
as	 relações	no	mercado	financeiro,	 isto	 é,	 como	visto,	 sua	ética,	 ambos	 serão	analisados	 em	
maior	detalhe.	Contudo,	em	prol	da	melhor	divisão	programática,	o	Código	de	Administração	de	
recursos	de	Terceiros	será	analisado	em	detalhe	apenas	no	Capítulo	5	desta	apostila,	enquanto	o	
Código	de	Distribuição	será	apreciado	a	seguir.
2
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 Para	melhor	apreciação	do	conteúdo	do	Código	de	Distribuição	 frente	às	preocupações	
deste	capítulo,	analisaremos	em	detalhe	os	principais	capítulos	do	código	relacionados	a	aspectos	
da	ética	de	mercado.
 2.1.1 Definições (Cap. I)
	 O	Código	de	Distribuição,	assim	como	as	mais	 recentes	versões	dos	demais	Códigos	de	
Regulação	e	Melhores	Práticas	da	ANBIMA,	traz	em	seu	primeiro	capítulo	uma	série	de	definições	
de	 elementos	 e	 conceitos	 necessários	 para	 a	 adequada	 compreensão	 do	 real	 significado	 e	
extensão	das	disposições	do	Código.
	 Dentre	 as	 definições	 de	 maior	 relevância	 para	 a	 compreensão	 do	 Código,	 podemos	
destacar:
 Canais Digitais:	canais	digitais	ou	eletrônicos	utilizados	na	Distribuição	de	Produtos	de
	 	 Investimento,	que	servem	como	instrumentos	remotos	sem	contato	presencial	entre	o	
	 	 investidor	ou	potencial	investidor	e	a	Instituição	Participante.
 Conglomerado ou Grupo Econômico:	conjunto	de	entidades	controladoras	diretas	ou	
	 	 indiretas,	controladas,	coligadas	ou	submetidas	a	controle	comum.
 Conheça seu Cliente:	regras	e	procedimentos	adotados	pelas	Instituições	Participantes	
	 	 para	conhecer	seus	investidores.
 Distribuição de Produtos de Investimento, que	pode	ser	compreendida	como:	
	 	 •	Oferta	 de	 Produtos	 de	 Investimento	de	 forma	 individual	 ou	 coletiva,	 resultando	ou	
	 	 	 não	em	aplicação	de	 recursos,	 assim	 como	a	 aceitação	de	pedido	de	aplicação	por
		 	 	 meio	de	agências	bancárias,	plataformas	de	atendimento,	 centrais	de	atendimento,
	 	 	 Canais	Digitais,	ou	qualquer	outro	canal	estabelecido	para	esse	fim;	e
	 	 •	Atividades	 acessórias	 prestadas	 aos	 investidores,	 tais	 como	 manutenção	 do	
	 	 	 portfólio	 de	 investimentos	 e	 fornecimento	 de	 informações	 periódicas
	 	 	 acercados	investimentos	realizados.	
 
 Material Publicitário:	 material	 sobre	 Produtos	 de	 Investimento	 ou	 sobre
	 	 	 a	 atividade	 de	Distribuição	 de	 Produtos	 de	 Investimento	 divulgado	 pelas	 Instituições	
	 	 	 Participantes	 por	 qualquer	 meio	 de	 comunicação	 disponível,	 que	 seja	 destinado	 a
	 		 	 investidores	 ou	 potenciais	 investidores	 com	 o	 objetivo	 de	 estratégia	 comercial	
	 	 	 e	mercadológica.
 Material Técnico:	material	sobre	Produtos	de	Investimento	divulgado	pelas	Instituições
		 	 	 Participantes	 por	 qualquer	 meio	 de	 comunicação	 disponível,	 que	 seja	 destinado
	 	 	 a	 investidores	 ou	 potenciais	 investidores	 com	 o	 objetivo	 de	 dar	 suporte	 técnico	
	 	 	 a	uma	decisão	de	investimento.
 Produtos Automáticos: aqueles	que	possuem	a	funcionalidade	de	aplicação	e	resgate
		 	 automático,	conforme	saldo	disponível	na	conta	corrente	do	investidor.
3
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
4
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 Produtos de Investimento: valores	mobiliários	e	ativos	financeiros	definidos	pela	CVM
	 	 	 e/ou	pelo	BACEN,	sem	exceções.
 2.1.2 Objetivos e Abrangência (Cap. II)
	 Como	visto	no	capítulo	1,	o	Código	de	Distribuição	tutela	as	atividades	de	oferta	de	Produtos	
de	Investimento	de	forma	individual	ou	coletiva,	resultando	ou	não	em	aplicação	de	recursos,	
assim	como	a	aceitação	de	pedido	de	aplicação	por	meio	de	agências	bancárias,	plataformas	de	
atendimento,	centrais	de	atendimento,	canais	digitais,	ou	qualquer	outro	canal	estabelecido	para	
esse	fim,	bem	como	atividades	acessórias	prestadas	aos	investidores,	tais	como	a	manutenção	de	
portfólio	de	investimentos	e	fornecimento	de	informações	periódicas	acerca	dos	investimentos	
realizados.
	 A	observação	dos	dispositivos	do	Código	de	Distribuição	não	é	necessária	na	distribuição	de	
Caderneta	de	Poupança	e	de	Produtos	de	Investimento	para:	(i)	os	entes	da	federação	brasileira	
(União,	Estados,	Municípios	e	Distrito	Federal)	–	estando	excluídos	dessa	dispensa	os	Regimes	
Próprios	de	Previdência	Social	 (RPPS)	–	(ii)	pessoas	 jurídicas	do	segmentos	classificados
como	
middle	e	corporate,	segundo	os	próprios	critérios	da	instituição	participante.
	 Por	se	debruçar	sobre	uma	atividade	diretamente	ligada	ao	grande	público,	o	Código	de	
Distribuição	tem	como	objetivos:
 	Manter	elevados	padrões	éticos	e	consagrar	a	institucionalização	das	práticas	equitativas
	 	 no	mercado.
 	Estimular	 a	 concorrência	 leal,	 a	 padronização	 dos	 procedimentos	 e	 o	 adequado	
	 	 funcionamento	da	atividade.
 	Estimular	a	transparência	no	relacionamento	com	os	investidores.
 	Promover	a	qualificação	das	instituições	e	dos	profissionais	envolvidos	na	atividade.
	 O	Código	de	Distribuição	se	aplica	a	 todos	que	desejarem	a	ele	aderir	e	aos	associados	
da	ANBIMA	que	pratiquem	a	atividade	de	distribuição	de	Produtos	de	 Investimento,	estando	
incluídos	nessa	categoria	os	administradores	fiduciários	ou	gestores	de	recursos	de	terceiros	que,	
no	exercício	de	suas	atividades,	estiverem	distribuindo	seus	próprios	fundos	de	 investimento1 
(art.	3º,	§1º,	do	Código	de	Distribuição).	Aqueles	aos	quais	se	aplica	o	Código	de	Distribuição	são	
chamados	de	instituições	participantes.
	 Além	 disso,	 as	 regras	 do	 Código	 de	 Distribuição	 valem	 para	 todos	 os	 integrantes	 do	
Conglomerado	 ou	Grupo	 Financeiro	 das	 instituições	 participantes	 que	 estejam	 autorizados	 a	
operar	no	Brasil	na	atividade	descrita.
1No	caso	de	administradores	fiduciários	ou	gestores	de	recursos	de	terceiros	que	estiverem	distribuindo	seus	próprios	fundos	de	investimento,	
eventual	descumprimento	será	analisado	pelas	esferas	competentes	para	apreciar	os	casos	relacionados	ao	Código	de	Administração.
Dica:	 Ao	 se	 deparar	 com	 conceitos	 em	 letras	 maiúsculas	 durante	 a	 leitura	 de
dispositivos	 dos	 Códigos	 ANBIMA,	 em	 especial	 os	 mais	 recentes,	 é	 importante
que	o	profissional	 confirme	o	 significado	exato	daquele	 conceito.	 Isso	 pode	 ser
feito	mediante	a	verificação	do	primeiro	capítulo	do	respectivos	código.
 2.1.3 Princípios Gerais de Conduta (Cap. IV)
	 O	que	o	Código	de	Distribuição	chama	de	princípios	gerais	são,	na	verdade,	declarações	
de	deveres	a	serem	observados	pelas	instituições	participantes	em	relação	ao	desempenho	da	
atividade	de	Distribuição	de	Produtos	de	 Investimento.	Esses	deveres	são	descritos	em	maior	
detalhe	que	a	mera	menção	a	um	princípio	jurídico,	mas	ainda	assim	contêm	em	sua	descrição	
conceitos	um	tanto	quanto	abertos,	que	permitem,	portanto,	alguma	interpretação.
	 Assim,	são	nove	os	deveres	impostos	às	instituições	participantes	pelos	princípios	gerais	do	
Código:
	 I.	 Exercer	suas	atividades	com	boa-fé,	transparência,	diligência	e	lealdade.
 
	 	 •Em	 razão	 da	 atividade	 de	 Distribuição	 ter	 o	 potencial	 de	 atingir	 os	 clientes	 que,	
	 	 	 geralmente,	mais	 se	 distanciam	 da	 instituição	 participante	 em	 termos	 de	 grau	 de
	 	 	 informação	 e	 capacidade	 de	 análise,	 é	 indispensável	 que	 a	 instituição	 participante
	 	 	 dispense	 esforços	 especiais	 em	 suas	 interações	 com	 os	 investidores,	 a	 fim	 de
		 	 	 fomentar	a	confiança	necessária	para	o	bom	desenvolvimento	do	segmento.
	 II.	 Cumprir	 todas	as	 suas	obrigações,	devendo	empregar,	no	exercício	de	 sua	atividade,	
	 	 o	cuidado	que	toda	pessoa	prudente	e	diligente	costuma	dispensar	à	administração	de	
	 	 seus	próprios	negócios,	 respondendo	por	quaisquer	 infrações	ou	 irregularidades	que	
	 	 venham	a	ser	cometidas.
	 	 •Em	outras	palavras,	o	que	esse	princípio	determina	é	a	obrigação	de	desempenhar
		 	 	 suas	 funções	 respeitando	 o	 dever	 de	 diligência	 –	 assim	 entendido	 como	 a
	 	 	 prudência	e	o	zelo	que	se	esperariam	de	alguém	na	administração	de	seus	próprios
	 	 	 negócios2.	 Em	 outras	 palavras,	 espera-se	 que	 a	 instituição	 participante	 atue
	 	 	 no	melhor	interesse	dos	clientes,	não	recomendando	produtos	que	favoreçam	a	si	em
	 	 	 detrimento	de	outros	que	atenderiam	melhor	o	cliente.
	 III.	 Nortear	 a	 prestação	 das	 atividades	 pelos	 princípios	 da	 liberdade	 de	 iniciativa
		 	 e	da	livre	concorrência,	evitando	a	adoção	de	práticas	caracterizadoras	de	concorrência	
	 	 desleal	e/ou	de	condições	não	equitativas,	respeitando	os	princípios	de	livre	negociação.	
	 	 •Considerado	o	potencial	da	concorrência	de	atuar	como	força	motriz	do	aprimoramento	
	 	 	 dos	serviços	prestados,	diminuição	sustentável	dos	custos,	bem	como	a	diversificação
	 	 	 de	opções	ao	público,	é	importante	que	os	integrantes	do	sistema	de	Distribuição	se	
	 	 	 abstenham	de	práticas	predatórias,	que	visem	atentar	contra	a	concorrência.
	 IV.	 Evitar	quaisquer	práticas	que	infrinjam	ou	estejam	em	conflito	com	as	regras	e	princípios	
	 	 contidos	neste	Código	e	na	regulação	vigente.
	 	 •Trata-se	de	uma	obrigação	geral	de	conformidade	com	os	dispositivos	da	 regulação	
	 	 	 aplicável,	mas	que	 também	buscar	evitar	que	práticas	 inovadoras	–	 tão	 comuns	ao	
	 	 	 setor	 –	 que,	 caso	 venham	 a	 ser	 idealizadas	 e	 implementadas,	 conflitem	 com	 as
	 	 	 disposições	regulatórias.
	2	Tal	como	conceitua	o	art.	153	da	Lei	6.404/76.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 V.	 Adotar	 condutas	 compatíveis	 com	 os	 princípios	 da	 idoneidade	moral	 e	 profissional.
	 	 •Esse	princípio	busca	determinar	que,	mesmo	em	situações	não	previstas,	em	que	não	
	 	 	 haja	uma	determinação	prática	de	conduta,	as	instituições	participantes	se	portem	de	
	 	 	 forma	correta	e	profissional.
	 VI.	Evitar	práticas	que	possam	vir	a	prejudicar	a	Distribuição	de	Produtos	de	Investimento,
	 	 especialmente	 no	 que	 tange	 aos	 deveres	 relacionados	 às	 atribuições	 específicas	 de
	 	 cada	uma	das	instituições	participantes	estabelecidas	em	contratos,	regulamentos	no
	 	 Código	de	Distribuição	e	na	regulação	vigente.
	 	 •O	 que	 esse	 princípio	 pretende	 é	 tutelar	 a	 confiança	 dos	 clientes	 no	 mercado
	 	 	 financeiro.	 Para	 tanto,	 é	 essencial	 que	o	distribuidor	 desses	produtos,	 que	 é	quem
	 	 	 mais	diretamente	interage	com	o	público,	tenha	um	cuidado	especial	em	preservar	a
	 	 	 imagem	e	reputação	do	mercado,	respeitando	sempre	as	obrigações	pactuadas	e	não
	 	 	 atuar	de	modo	a	gerar	desconfiança.
	 VII.	Envidar	 os	 melhores	 esforços	 para	 que	 todos	 os	 profissionais	 que	 desempenhem
	 	 funções	ligadas	à	Distribuição	de	Produtos	de	Investimento	atuem	com	imparcialidade
	 	 e	conheçam	o	código	de	ética	da	instituição	participante	e	as	normas	aplicáveis	à	sua
	 	 atividade.
	 	 •Não	 raro,	 a	 atividade	 de	 distribuição	 é	 conduzida	 ou	 por	 uma	 rede	 extensa	 de
	 	 	 profissionais	 colaboradores	ou	por	meio	de	parcerias	 com	prestadores	 de	 serviços,
	 	 	 responsáveis	 por	 dar	 maior	 visibilidade	 aos	 produtos	 oferecidos.	 Tanto	 a
	 	 	 administração	 de	 uma	 extensa	 rede	 de	 profissionais	 colaboradores	 quanto	 essas
	 	 	 parcerias,	 quando	 existem,	 requerem	 uma	 análise	 rigorosa	 do	 profissional,	 a	 fim
	 	 	 de	 evitar	 a	 prática	 de	 irregularidades	 frente	 ao	 grande	 público,	 geralmente	 mais
	 	 	 vulnerável,	sobretudo	em	termos	informacionais.
	 VIII.Divulgar	 informações	 claras	 e	 inequívocas	 aos	 investidores	 acerca	 dos	 riscos	 e
	 	 consequências	que	poderão	advir	dos	produtos	de	investimento.
	 	 •	Aqui	 novamente	 há	 uma	 preocupação	 com	 a	 transparência	 e	 a	 clareza	 das
	 	 	 informações,	 que	 é	 acentuada	 pela	 vulnerabilidade	 informacional,	 muitas	 vezes
	 	 	 característica	 do	 grande	 público.	 Além	 disso,	 a	 correta	 demonstração	 dos	 riscos
	 	 	 incorridos	é	 imprescindível	para	que	 investidores	não	se	 sintam	enganados	quando
	 	 	 da	 concretização	 de	 um	 desses	 riscos	 e	 não	 abandonem,	 por	 isso,	 os	 mercados
	 	 	 financeiro	e	de	capitais.
	 IX.	Identificar,	administrar	e	mitigar	eventuais	conflitos	de	interesse	que	possam	afetar	a
	 	 imparcialidade	 das	 pessoas	 que	 desempenhem	 funções	 ligadas	 à	 Distribuição	 de
	 	 Produtos
de	Investimento.
	 	 •	A	 utilização	 de	 um	 grande	 número	 de	 agentes	 na	 atividade	 de	 distribuição	 impõe
	 	 	 desafios	 na	 formulação	 de	 métricas	 de	 avaliação	 e	 remuneração	 às	 instituições
	 	 	 participantes.	 Esse	 fato,	 somado	 à	 obrigação	 de	 tutela	 dos	 investidores,	 exige	 uma
	 	 	 preocupação	especial	com	as	possíveis	 situações	de	conflito	de	 interesse	existentes
	 	 	 e	que	podem	vir	a	surgir.
	 Por	fim,	é	 importante	salientar	que	o	próprio	Código	de	Distribuição	estabelece	em	seu
art.	7	º	que	serão	considerados	descumprimentos	a	esses	princípios	–	e	às	demais	obrigações	
do	código	–	não	apenas	a	inexistência	ou	insuficiência	de	regras	e	procedimentos,	mas	também	
sua	 não	 implementação	 ou	 implementação	 inadequada.	 Sendo	 considerada	 implementação	
inadequada	 aquela	 que	 acarrete	 na	 reiterada	 ocorrência	 de	 falhas	 não	 sanadas	 em	 prazo	
estabelecido	ou	que	careça	de	mecanismo	ou	evidência	de	sua	aplicação.	Ou	seja,	não	basta	haver	
procedimentos	escritos	ou	meramente	formais,	a	instituição	participante	deve	se	empenhar	na	
concretização	dos	princípios	estabelecidos.
 2.1.4 Regras, Procedimentos e Controles (Cap. V)
	 A	fim	de	cumprir	seu	propósito,	o	Código	de	Distribuição	estabelece,	em	seu	artigo	
8º,	que	as	instituições	participantes	devem	implementar	e	manter	regras,	procedimentos	
e	 controles	 a	 fim	de	 atender	 às	 exigências	 da	 regulação	 vigente.	 A	 fim	de	 garantir	 a	
efetividade	desses	mecanismos,	o	Código	de	Distribuição	determina	a	obrigatoriedade	
de	que	disponham	de	algumas	características	básicas.
	 Em	síntese,	essas	características	são:
 Adequação	 à	 natureza,	 porte,	 estrutura	 e	modelo	 de	 negócio	 das	 instituições
	 	 participantes,	 bem	 como	 à	 complexidade	 dos	 Produtos	 de	 Investimento	
	 	 distribuídos.
 Acessibilidade	 a	 todos	 seus	 profissionais,	 permitindo	 seu	 conhecimento	 pelos	
	 	 diversos	níveis	da	organização.
 Divisão	 clara	 das	 responsabilidades	 e	 dos	 envolvidos	 nas	 funções	 controles
		 	 internos	 e	 de	 Compliance	 das	 demais	 áreas	 da	 instituição,	 de	 modo	 a	 evitar
	 	 possíveis	conflitos	de	interesses.
 	 Coordenação	entre	as	atividades	de	controles	internos,	Compliance	e	gestão	de
	 	 riscos.
 Indicação	de	mediadas	necessárias	para	garantir	a	independência	e	a	adequada
	 	 autoridade	aos	responsáveis	pelas	funções	de	controles	internos	e	de	Compliance.
	 Em	 complemento,	 o	 Código	 de	Distribuição	 também	estabelece	 exigências	 para	
a	 estruturação	 de	 áreas	 responsáveis	 por	 controles	 internos	 e	 Compliance.	 Assim,	 é	
necessário	que	essas	áreas	tenham:
 Estrutura	compatível	com	a	natureza,	porte	e	modelo	de	negócios	das	instituições	
participantes,	bem	como	à	complexidade	dos	Produtos	de	Investimento	distribuídos.
 	 Independência,	 com	 reporte	 direto	 ao	 diretor	 responsável	 pelos	 controles	 internos	 e
	 	 Compliance.
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
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 	 Profissionais	com	qualificação	técnica	e	experiência	necessárias	para	o	exercício	dessas
	 	 atividades.
 	 Comunicação	direta	com	a	diretoria,	administradores	e	conselho	de	administração,
	 	 e	 houver,	 para	 realizar	 relatos	 relacionados	 à	 atividade	 de	 controles	 internos	 e
	 	 Compliance,	incluindo	indicação	de	possíveis	irregularidades	ou	falhas	identificadas.
 	 Acesso	regular	a	capacitação	e	treinamento.
 	 Autonomia	e	autoridade	para	questionar	os	riscos	assumidos	nas	operações	realizadas	
	 	 pela	instituição	participante.
	 Também	 visando	 a	 maior	 efetividade	 dessas	 atividades	 de	 controles	 internos	 e	 de	
Compliance,	 o	 Código	 de	 Distribuição	 permite	 que	 elas	 sejam	 desempenhadas	 tanto	 dentro	
de	 uma	 mesma	 estrutura,	 quanto	 em	 unidades	 específicas,	 sendo	 obrigatório, contudo, a 
indicação de ao menos um diretor, estatutário ou equivalente, responsável pelos controles 
internos e pelo Compliance.	É	importante	ressaltar	que	a esse diretor é vedada a atuação em 
funções relacionadas à administração de recursos de terceiros, intermediação, distribuição 
ou consultoria de valores mobiliários,	 bem	 como	 qualquer	 outra	 atividade	 que	 limite	 sua	
independência,	dentro	ou	fora	da	instituição	participante.
 2.1.4.1 Segurança e Sigilo das Informações (Seção II)
	 Materialmente,	o	Código	de	Distribuição	também	exige	que	alguns	temas	recebam
atenção	especial	das	instituições	participantes	quando	do	estabelecimento	de	políticas	de
controles	internos	e	Compliance.	Dentre	esses	temas,	podemos	destacar:
 	 Estabelecimento	 de	 mecanismos,	 documentados	 por	 escrito,	 visando	 propiciar	 a	
segurança e o sigilo das informações,	que	contenham:
	 	 •	Controle	de	 informações	confidenciais,	 reservadas	ou	privilegiadas,	 incluindo	 regras
	 	 	 de	acesso	e	previsões	específicas	para	mudanças	de	atividade	ou	desligamento	dos	
	 	 	 profissionais.
	 	 •	Testes	periódicos	de	segurança	para	os	sistemas	de	informação.
	 	 •	Treinamentos	 para	 sócios,	 administradores	 e	 profissionais	 que	 tenham	 acesso	 a
	 	 	 informações	confidenciais,	reservadas	ou	privilegiadas.
	 	 •	Regras	específicas	sobre	proteção	de	base	de	dados.
	 	 •	Procedimentos	para	casos	de	vazamento	de	informações	confidenciais,	reservadas	ou
	 	 	 privilegiadas.
	 	 •	Regras	de	restrição	de	uso	de	sistemas,	acessos	remotos	e	qualquer	outro	meio/veículo	
	 	 	 que	contenha	informações	confidenciais,	reservadas	ou	privilegiadas.
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
 	 Obrigatoridade	de	que	os	profissionais	ligados	à	instituição	participante	assinem,	de	
	 	 forma	manual	 ou	 eletrônica,	 documento	 de	 confidencialidade	 sobre	 as	 informações	
	 	 confidenciais,	reservadas	ou	privilegiadas	a	que	tenham	acesso.
 
	 Por	fim,	cabe	esclarecer	que	o	conteúdo	de	todos	os	documentos	exigidos	no	Capítulo	V
do	Código	de	Distribuição	pode	constar	de	um	único	documento,	desde	que	haja	clareza	a
respeito	dos	procedimentos	e	regras	exigidos	em	cada	seção.
 2.1.5 Publicidade (Cap. VIII)
	 Parte	fundamental	da	atividade	de	Distribuição	de	Produtos	de	Investimento	é	o	contato	
com	 o	 grande	 público,	 que	 se	 dá	 primeiramente	 pela	 divulgação	 de	 publicidade	 e	materiais	
técnicos	elaborados	pelas	 instituições	participantes	a	fim	de	 informar	sobre	as	características	
dos	diferentes	produtos.
	 Para	a	divulgação	de	cada	produto	de	investimento	em	específico,	é	necessário	observar	as	
regras	relativas	a	isso	previstas	nos	diferentes	Códigos	ANBIMA	para	cada	diferente	produto.	Não	
obstante,	o	próprio	Código	de	Distribuição	apresenta	regras	próprias.
	 Primeiramente,	as	instituições	participantes	devem	cumprir	algumas	obrigações	genéricas	
quando	à	divulgação	de	Material	Publicitário	(Seção	II)	e	Material	Técnico	(Seção	III)	de	produtos	
de	investimento,	a	saber:
 	 Envidar	seus	melhores	esforços	no	sentido	de	produzir	publicidade	ou	material	técnico
	 	 adequado	aos	seus	investidores,	minimizando	incompreensões	quanto	ao	seu	conteúdo
	 	 e	 privilegiando	 informações	 necessárias	 para	 a	 tomada	 de	 decisão	 de	 investidores	 e
	 	 potenciais	investidores.
 	 Buscar	 transparência,	 clareza	 e	 precisão	 das	 informações,	 fazendo	 uso	 de	 linguagem
	 	 simples,	clara,	objetiva	e	adequada	aos	investidores	e	potenciais	investidores,	no	intuito
	 	 de	não	induzir	a	erro	ou	a	decisões	equivocadas	de	investimento.
 	 Fazer	 com	 que	 contenham	 informações	 verdadeiras,	 completas,	 consistentes	 e
	 	 alinhadas	com	a	documentação	dos	produtos	de	investimento	distribuídos.
 	 Cuidar	 para	 que	 não	 haja	 qualificações	 injustificadas,	 superlativos	 não	 comprovados,	
	 	 opiniões	 ou	 previsões	 para	 as	 quais	 não	 exista	 uma	 base	 técnica,	 promessas	 de	
	 	 rentabilidade,	 garantia	 de	 resultados	 futuros	 ou	 isenção	 de	 risco	 para	 investidores
	 	 ou	potenciais	investidores.
Saiba mais:
Para	conhecer	mais	sobre	segurança	cibernéica,	recomendamos	
a	leitura	do	Guia	de	Cibersegurança	da	ANBIMA,	iniciativa	pioneira	da	ANBIMA
no	mercado	financeiro	e	de	capitais	do	Brasil.
Funções básicas
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
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 	 Disponibilizar	informações	pertinentes	ao	processo	de	decisão,	sendo	tratados	de
	 	 forma	 técnica	 assuntos	 relativos	 à	 performance	 passada,	 de	 modo	 a	 privilegiar
	 	 informações	de	longo	prazo	em	detrimento	daquelas	de	curto	prazo.
 	 Manter	a	mesma	linha	de	conteúdo	e	forma	e,	na	medida	do	possível,	incluir	a
	 	 informação	 mais	 recente	 disponível,	 de	 maneira	 que	 não	 sejam	 alterados	 os
	 	 períodos	 de	 análise,	 buscando	 ressaltar	 períodos	 de	 boa	 rentabilidade,	 descartando
		 	 períodos	 desfavoráveis,	 ou	 interrompendo	 sua	 recorrência	 e	 periodicidade
	 	 especialmente	em	razão	da	performance.
 	 Privilegiar	 dados	 de	 fácil	 comparabilidade	 e,	 caso	 sejam	 realizadas	 projeções	 ou	
	 	 simulações,	 detalhar	 todos	 os	 critérios	 utilizados,	 incluindo	 valores	 e	 taxas
	 	 de	comissões.
 	 Zelar	 para	 que	 haja	 concorrência	 leal,	 de	modo	 que	 as	 informações	 disponibilizadas	
	 	 ou	 omitidas	 não	 promovam	 determinados	 produtos	 de	 investimento	 ou	 instituições	
	 	 participantes	 em	 detrimento	 de	 seus	 concorrentes,	 sendo	 permitida	 comparação
	 	 somente	 com	 indicadores	 econômicos	 ou	 produtos	 de	 investimento	 de	 mesma
	 	 natureza	ou	similares
	 Nesse	sentido,	são	vedadas	comparações	entre	produtos	de	investimentos	de	diferentes	
naturezas	ou	categorias.	Produtos	já	existentes	e	de	mesma	natureza	podem	ser	comparados,	
desde	que	os	critérios	utilizados,	tais	como	taxas,	tributação,	custos	e	períodos	sejam	informadas	
com	clareza.	Tudo	isso	visa	evitar	a	falsa	ou	tendenciosa	representação	dos	fatos	aos	investidores.
	 É	importante	notar	que	todo o Material Publicitário (Seção II) e Material Técnico (Seção 
III) é de responsabilidade de quem o divulga, cabendo à instituição participante conferir 
aprovação expressa e prévia a qualquer divulgação feita por um terceiro contratado.	Ou	seja,	
na	hipótese	de	um	terceiro	contratado	expedir	material	em	desacordo	com	as	regras	do	Código	
de	Distribuição,	caberá	à	instituição	participante	que	o	contratou	responder	por	esse	ato.
	 Ademais,	 todo	Material	 Publicitário	divulgado	em	qualquer	meio	de	 comunicação	deve	
incluir,	em	destaque,	link	ou	caminho	direcionando	os	investidores	ou	potenciais	investidores	ao	
Material	Técnico	do	respectivo	produto	de	investimento,	a	fim	de	possibilitar	acesso	adequado	
às	informações	de	maior	relevância	do	produto.	Sendo	que	o	Material	Técnico	deve	conter,	no	
mínimo,	as	seguintes	informações	sobre	o	produto	de	investimento:
 	 Descrição	do	objetivo/e	ou	estratégia.
Saiba mais: 	 É	 importante	que	o	profissional	 tenha	em	mente	 a	 distinção	
entre	Material	Técnico	e	Material	Publicitário,	explicitada	no	item	2.1.1	deste	
capítulo.	O	profissional	que	estiver	em	dúvida	sobre	se	determinado	material	
é	considerado	Material	Publicitário	ou	Material	Técnico	para	fins	do	Código	de
Distribuição	pode	ler	o	artigo	29	desse	código.
Funções básicas
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
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 	 Público-alvo,	quando	destinado	a	investidores	específicos.
 	 Carência	para	resgate	e	prazo	de	operação.
 	 Tributação	aplicável.
 	 Informações	sobre	os	canais	de	atendimento.
 	 Nome	do	emissor,	quando	aplicável.
 
 	 Classificação	do	produto	de	investimento	para	fins	de	suitability.
 	 Descrição	 resumida	 dos	 principais	 fatores	 de	 risco,	 incluindo,	 ao	 menos,	 os	 riscos
	 	 de	liquidez,	de	mercado	e	de	crédito,	quando	aplicável.
	 Nos	Materiais	Técnicos,	as	instituições	participantes	também	devem	incluir,	com
destaque,	os	seguintes	Avisos	Obrigatórios	(Seção	VI):
 	 Caso	faça	referência	a	histórico	de	rentabilidade	ou	menção	a	sua	performance:
 •“Rentabilidade	obtida	no	passado	não	representa	garantia	de	resultados	futuros.”
	 	 •“A	rentabilidade	divulgada	não	é	líquida	de	impostos.”
 	 Caso	faça	referência	a	produto	de	investimento	que	não	conte	com	a	garantia	do	Fundo
	 	 Garantidor	de	Créditos	–	FGC:	
	 “O	 investimento	 em	 (indicar	 produto	 de	 investimento)	 não	 é	 garantido	 pelo	 Fundo
		 Garantidor	de	Créditos”.
 	 Caso	faça	referência	à	simulação	de	rentabilidade:
	 “As	 informações	 presentes	 neste	 material	 técnico	 são	 baseadas	 em	 simulações	 e	 os
		 resultados	reais	poderão	ser	significativamente	diferentes”.
	 Por	fim,	 vale	 lembrar	que,	para	produtos	distribuídos	nas	agências	e	dependências	das
		 instituições	 participantes,	 devem	 ser	mantidos	 à	 disposição	 dos	 interessados,	 em	meio
	 impresso	ou	passível	de	impressão,	as	informações	mínimas	do	Material	Técnico.
 2.1.6 Regras Gerais (Cap. IX)
	 As	instituições	participantes	precisam	se	esforçar	para	tornar	efetivos	os	anseios	do	Código	
de	Distribuição	para	que	os	investidores	sejam	tratados	com	transparência	e	lealdade,	visando	o	
desenvolvimento	sustentável	do	mercado	financeiro	e	de	capitais.
Funções básicas
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	 Dentre	 outras	 medidas	 visando	 esse	 fim,	 as	 instituições	 participantes	 devem	 zelar,	
quando	 estiverem	prestando	 informações	 ou	 recomendando	 produtos	 de	 investimento,	 para	
que	 os	 investidores	 não	 sejam	 induzidos	 a	 erro	 ou	 levados	 a	 entender	 que	 as	 instituições	
participantes	 atuam	 como	 prestadores	 de	 serviço	 de	 consultoria	 independente	 de	 valores	
mobiliários,	 de	 forma	 autônoma	 à	 atividade	 de	 Distribuição	 de	 Produtos	 de	 Investimento.
	 A	 fim	 de	 reforçar	 esse	 compromisso,	 o	 Código	 de	 Distribuição	 exige	 que	 as	
instituições	 participantes	 atribuam	 a	 responsabilidade	 pela	 atividade	 de	 Distribuição	
de	 Produtos	 de	 Investimento	 a	 um	 diretor	 estatutário	 ou	 equivalente.	 Além	
disso,	 o	 Código	 de	 Distribuição	 estabelece	 obrigações	 específicas	 para	 divulgação
de	 informações	 por	 meios	 eletrônicos,	 exigência	 de	 procedimentos	 para	 as	 instituições
conhecerem	seus	clientes	 investidores	e	para	que	as	 instituições	verifiquem	a	adequação	dos
investimentos	 recomendados	 ao	 perfil	 do	 investidor	 (suitability),	 como	 veremos	 em	 maior
detalhe	a	seguir.
 2.1.6.1 Divulgação de informações por meios eletrônicos (Seção I)
	 Nos	últimos	anos,	muito	 se	discutiu	 sobre	a	mudança	nos	hábitos	de	 consumo	em	um	
ambiente	muito	mais	conectado,	em	que	as	pessoas	cada	vez	mais	buscam	contratar	serviços	
e	 adquirir	 produtos	 por	 meio	 de	 seus	 computadores	 e	 smartphones,	 em	 detrimento	 dos	
estabelecimentos	físicos.
	 No	 setor	 financeiro	 não	 foi	 diferente,	 havendo	 uma	 intensa	 rediscussão	 do	 papel	 e	
da	 importância	 das	 agências	 e	 postos	 físicos	 de	 atendimento	 aos	 investidores	 e	 potenciais
investidores.
	 Tendo	em	vista	o	aumento	da	importância	comercial	das	plataformas	digitais	na	economia	
como	um	todo	e	no	setor	financeiro	em	especial	e	a	necessidade	de	aprimorar	a	qualidade	e	
quantidade	das	informações	disponíveis	aos	investidores	e	potenciais	investidores,	as	instituições	
participantes	devem	ter,	em	seus	sites	na	internet,	seção	exclusiva	sobre	os	produtos	financeiros	
que	disponibilizarem.	
	 Essa	seção	deve	conter,	no	mínimo,	as	seguintes	informações:
 	 Descrição	do	objetivo/e	ou	estratégia.
 	 Público-alvo,	quando	destinado	a	investidores	específicos.
 	 Carência	para	resgate	e	prazo	de	operação.
 	 Tributação	aplicável.
 	 Nome	do	emissor,	quando	aplicável.
 
 	 Classificação	do	produto	de	investimento	para	fins	de	suitability.
 	 Descrição	resumida	dos	principais	fatores	de	risco,	incluindo,	ao		menos,	os	de	 liquidez,
		 	 riscos	de	mercado	e	de	crédito,	quando	aplicável.
Funções básicas
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 	 Informações	sobre	os	canais	de	atendimento.
	 Além	disso,
a	fim	de	prestar	suporte	adequado	e	suficiente	aos	investidores	que	acessam	
suas	plataformas	por	meio	digital	para	esclarecimento	de	dúvidas	e	envio	de	reclamações,	as	
instituições	 devem	 possuir	 canais	 de	 atendimento	 compatíveis	 com	 seu	 porte	 e	 número	 de	
investidores.
 2.1.6.2 Conheça seu cliente (Seção II)
	 Nas	 instituições	 financeiras,	 o	 processo	 de	 averiguação	 detalhada	 do	 perfil	 do	 cliente	
é	conhecido	como	“conheça	seu	cliente”	ou	pelo	acrônimo	KYC,	advindo	da	 forma	 inglesa	da	
expressão	(know	your	client).
	 Esses	 procedimentos	 buscam	 reunir	 informações	 das	 mais	 diversas	 sobre	 os	 clientes,	
desde	dados	documentais	até	profissão,	grau	de	escolaridade,	patrimônio	e	renda.	Isso	tudo	a	
fim	de	possibilitar	uma	análise	mais	precisa	sobre	quais	operações	realizadas	por	algum	cliente	
caracterizam	ou	não	operações	suspeitas,	vez	que	incompatíveis	com	o	perfil	do	investidor.
	 À	parte	das	exigências	nesse	sentido	 feitas	pela	 regulação	vigente,	que	serão	vistas	em	
outra	 seção	 deste	 capítulo,	 o	 Código	 de	Distribuição	 requer	 que	 as	 instituições	 participantes	
busquem	conhecer	seus	investidores	no	início	do	relacionamento	e	durante	o	processo	cadastral,	
identificando	a	necessidade	de	visitas	pessoais	em	suas	residências,	seus	locais	de	trabalho	e	em	
suas	instalações	comerciais.
	 Além	disso,	 as	 instituições	 participantes	 devem	 implementar	 e	manter,	 em	documento	
escrito,	regras	e	procedimentos	que	descrevam	o	processo	de	conheça	seu	cliente	adotado,	o	
qual	deve	ser	compatível	com	a	natureza,	porte,	complexidade,	estrutura	e	perfil	de	risco	dos	
produtos	 de	 investimento	 distribuídos	 e	modelo	 de	 negócio	 da	 instituição.	 Esse	 documento	
escrito	deve	conter,	no	mínimo:
 	 Procedimento	 adotado	 para	 aceitação	 de	 investidores,	 incluindo	 procedimento	 para
	 	 análise	e	validação	dos	dados,	bem	como	a	forma	de	aprovação	dos	investidores.
 	 Indicação	dos	casos	em	que	são	realizadas	visitas	aos	 investidores	em	sua	residência,
	 	 local	de	trabalho	ou	instalações	comerciais.
 	 Indicação	do	sistema	e	ferramentas	utilizadas	para	realizar	o	controle	das	informações,
	 	 dados	e	movimentações	dos	investidores.
 	 Procedimento	de	atualização	cadastral,	nos	termos	da	regulação	em	vigor.
 	 Procedimento	adotado	para	identificar	a	pessoa	natural	caracterizada	como	beneficiário
	 	 final3,	nos	termos	da	regulação	em	vigor.
3Para	atendimento	dos	fins	regulatórios,	o	conceito	de	“beneficiário	final”	mais	atual	é	aquele	disposto	na	Instrução	Normativa	nº	
1.634	da	Receita	Federal	Brasileira,	segundo	a	qual:	Art.	8º	(...)§	1º	Para	efeitos	do	disposto	no	caput,	considera-se	beneficiário	final:
I	-	a	pessoa	natural	que,	em	última	instância,	de	forma	direta	ou	indireta,	possui,	controla	ou	influencia	significativamente	a	entidade;	
ou	II	-	a	pessoa	natural	em	nome	da	qual	uma	transação	é	conduzida.
Funções básicas
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
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 	 Procedimento	adotado	para	eventual	veto	de	relacionamentos	em	razão	dos	riscos
	 	 envolvidos.
	 Em	 complemento,	 o	 Código	 de	 Distribuição	 exige	 que	 as	 instituições	 participantes	
mantenham	as	informações	cadastrais	de	seus	investidores	atualizadas,	de	modo	a	permitir	que	
haja	identificação,	a	qualquer	tempo,	de	cada	um	dos	beneficiários	finais,	bem	como	do	registro	
atualizado	 de	 todas	 as	 aplicações	 e	 resgates	 realizados	 em	 nome	 dos	 investidores,	 quando	
aplicável.
 2.1.6.3 Suitability (Seção III)
	 Como	visto	anteriormente,	o	dever	de	adequação	dos	produtos	de	investimento	ao	perfil	
do	investidor	(suitability)	é	uma	área	da	regulação	financeira	na	qual	a	ANBIMA	sempre	esteve	
na	vanguarda.	Assim,	é	natural	que	o	Código	de	Distribuição,	provavelmente	aquele	no	qual	há	
maior	impacto	na	verificação	de	perfil	de	investidor,	justamente	por	lidar	com	o	grande	público,	
detalhe	tanto	as	disposições	quanto	ao	dever	de	verificar	o	suitability.
	 Assim,	 no	 exercício	 de	 sua	 atividade	 de	 Distribuição	 de	 Produtos	 de	 Investimento,	 é	
exigido	que	a	 instituição	participante	verifique	o	suitability	antes	de	recomendar	produtos	de	
investimento,	realizar	operações	ou	prestar	serviços	ao	investidor.
	 A	 fim	 de	 possibilitar	 a	 verificação	 desse	 perfil,	 as	 instituições	 participantes	 devem	
implementar	 e	 manter,	 em	 documento	 escrito,	 regras	 e	 procedimentos	 específicos.	 Esse 
processo, dispensado apenas nas hipóteses previstas na regulação, como para pessoas jurídicas 
consideradas investidores qualificados, deve conter, no mínimo, os seguintes elementos:
 Coleta de informações:	deve	fornecer	informações	suficientes	para	permitir	a	definição
	 	 do	 perfil	 de	 cada	 cliente,	 sendo	 necessário	 observar,	 no	 mínimo,	 seu	 objetivo	 de
	 	 investimento,	sua	situação	financeira	e	seu	conhecimento	em	matéria	de	investimentos.
 Classificação do perfil:	com	base	nas	informações	coletadas,	uma	classificação	de	perfil
	 	 deve	 ser	adotada	para	o	 cliente.	As	 regras	de	 classificação	definidas	devem	observar
		 	 também	uma	série	de	fatores	listados	nos	parágrafos	5º	a	7º	do	art.	45	do	Código	de
	 	 Distribuição.	
 Classificação dos produtos de investimento:	 	os	produtos	de	investimento	devem	ser			
	 	 classificados	considerando,	no	mínimo,	os	 riscos	associados	ao	produto	e	 seus	ativos
	 	 subjacentes,	o	perfil	dos	emissores		e		prestadores		de		serviços		associados	ao	produto,	
	 	 a	existência	de	garantias	e	os	prazos	de	carência.
 Comunicação com o investidor:	 é	 necessária	 a	 comunicação	 transparente	 como
		 	 investidor	 acerca	 do	 perfil	 pelo	 qual	 foi	 classificado	 e	 a	 respeito	 do	 eventual
	 	 desenquadramento	de	um	investimento	com	seu	perfil.
 Procedimento operacional:	pelo	qual	deve	haver	a	aferição	periódica	entre	o	perfil	do	
	 	 cliente	e	seus	investimentos.
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
 Atualização do perfil do investidor:	o	perfil	deve	ser	atualizado	com	frequência,	em
	 	 prazos	não	superiores	a	vinte	e	quatro	meses	e	isso	precisa	ser	comunicado	ao	investidor.
 Controles internos:	deve	haver	controles	e	mecanismos	a	fim	de	assegurar	a	efetividade
	 	 dos	processos	estabelecidos.
	 Sendo	conduzido	o	referido	processo,	fica vedado ao distribuidor recomendar produtos ou 
serviços quando: (i) o perfil do cliente não seja adequado ao produto ou serviço; (ii) não sejam 
obtidas informações que permitam a identificação do perfil do cliente; ou (iii) as informações 
relativas ao perfil do cliente não estejam atualizadas, uma vez que a atualização deve ocorrer 
em prazos inferiores a 24 meses.
	 Não	obstante,	 caso	o	cliente	ordene	a	 realização	de	operações	nas	 situações	em	que	a	
recomendação	é	vedada,	o	distribuidor	deve,	antes	da	primeira	operação	com	a	categoria			de	
ativo,	 alertar	 o	 cliente	 acerca	 da	 ausência,	 desatualização	 ou	 inadequação	 do	 perfil,	 com	 a	
indicação	das	causas	da	divergência.	Caso	o	cliente	insista	na	operação,	o	distribuidor	deve	obter	
declaração	expressa	do	cliente	de	que	deseja	manter	a	decisão	de	investimento	nessa	categoria	
de	 ativo,	mesmo	 estando	 ciente	 da	 ausência,	 desatualização	 ou	 inadequação	 de	 perfil.	 Esse	
mesmo	procedimento	deve	ser	adotado	em	relação	ao	investidor	que	se	recusar	a	responder	o	
questionário	de	suitability.
 
	 Há	que	se	atentar	que	as	regras	de	suitability	aqui	dispostas	 	 	não	se	aplicam	aos	assim	
chamados	“produtos	automáticos”,	que	são	aqueles	produtos	de	aplicação	e	resgate	automáticos	
destinados,	exclusivamente,	aos	correntistas	da	instituição.	Essa	isenção,	contudo,	só	é	válida	se	
a	referida	aplicação	automática	não	tiver	como	base	um	valor	mobiliário.	Assim,	para	produtos	
automáticos	que	tenham	como	base	fundos	de	investimento	com	a	funcionalidade	de	aplicação	
e	 resgate	 automáticos,	 ou	 operações	 compromissadas	 com	 lastro	 em	 debêntures	 emitidas	
por	 instituições	 financeiras	 do	mesmo	 conglomerado	 ou	 grupo	 econômico
da	 instituição	 na	
qual	o	 investidor	 seja	 correntista,	 será	admitido	processo	 simplificado	de	 suitability,	mas	não	
será	admitido	dispensá-lo.	Esse	processo	simplificado,	por	 sua	vez,	 consistirá	na	obtenção	de	
declaração	 assinada	 pelo	 investidor	 no	momento	 da	 contratação	 do	 produto	 automático,	 de	
acordo	com	modelo	disponibilizado	pela	ANBIMA	em	seu	site.
	 Por	fim,	o Código impõe a obrigação de observância do disposto no documento de Regras 
e Procedimentos ANBIMA de Suitability para a classificação do perfil do investidor, definição 
de categoria do ativo, consideração dos riscos associados ao produto de investimento e na 
definição de demais regras e procedimentos relativos à recomendação e classificação de 
produtos de investimento complexos.
Saiba mais:	 	 	 	 	 	 Diretrizes	 da	 ANBIMA	 de	 Suitability,	 disponível	 em	 https://www.
anbima.com.br/data/files/92/76/52/EC/B349E61055FEC5E6192BA2A8/Regras_e_
Procedimentos_do_Codigo_de_Distribuicao_11.11.19.pdf.	 Esse	 documento	 traz	
uma	 série	 de	 especificações	 a	 respeito	do	processo	de	 suitability,	 sendo	de	 leitura	
indispensável	ao	profissional	que	atue	na	Distribuição	de	Produtos	de	Investimento.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.1.7 Selo ANBIMA (Cap. XIII)
	 A	atividade	de	autorregulação	da	ANBIMA	tem	como	finalidade	melhorar	as	práticas	do	
mercado,	elevando	os	padrões	dos	serviços	prestados	pelas	empresas	dos	mercados	financeiros	
e	 de	 capitais,	 mediante	 a	 formulação	 de	 regras	 que	 complementam	 e	 superam	 os	 padrões	
exigidos	pela	regulação	estatal.
	 Nesse	 sentido,	 o	 Selo ANBIMA	 visa	 demonstrar	 o	 compromisso	 das	 instituições	
participantes	 em	 atender	 às	 disposições	 dos	 Códigos	 aplicáveis	 à	 atividade	 desempenhada.	
Isso	não	significa,	contudo,	que	a	ANBIMA	se	responsabilize	pelas	informações	constantes	dos	
documentos	divulgados	pelas	 instituições	participantes	que	façam	uso	do	Selo ANBIMA,	nem	
pela	qualidade	da	prestação	de	suas	atividades.
 2.1.8 Distribuição de Fundos de Investimento (Anexo I)
	 Em	adição	às	regras	do	Código	de	Distribuição	vistas	até	aqui,	algumas	regras	específicas	se	
aplicam	à	distribuição	dos	Fundos	de	Investimento	555	(Fundo	555),	Fundos	de	Investimento	em	
Direitos	Creditórios	(FIDC),	Fundos	de	Investimento	Imobiliário	(FII)	e	os	Fundos	de	Investimento	
em	Índice	de	Mercado	(Fundos	de	Índice),	em	conjunto	(Fundos).
	 A	existência	dessas	regras	específicas	se	justifica	em	razão	das	particularidades	das	cotas	
de	 fundos	de	 investimento	 frente	 a	outros	produtos	de	 investimento,	 bem	como	à	expertise	
histórica	dos	associados	à	ANBIMA	no	trato	desse	produto	específico.
 2.1.8.1 Distribuição (Capítulo I)
	 Para	 a	 distribuição	 de	 cotas	 de	 fundos	 de	 investimentos	 constituídos	 sob	 a	 forma	 de	
condomínio	aberto,	que	não	sejam	Fundos	Exclusivos	ou	Reservados	e	que	não	sejam	objeto	de	
oferta	pública,	as	instituições	participantes	devem	ter,	em	seus	sites	na	internet,	seção	exclusiva	
sobre	os	fundos	cujas	cotas	estejam	distribuindo.	Essa	seção	deve	conter,	além	das	informações	
já	vistas	como	exigidas	para	qualquer	outro	produto	de	investimentos,	no	mínimo,	as	seguintes	
informações:
 	 Política	de	investimento.
 	 Classificação	de	risco	do	Fundo.
 	 Condições	de	aplicação,	amortização	(se	for	o	caso)	e	resgate	(cotização).
 	 Limites	mínimos	e	máximos	de	investimento	e	valores	mínimos	para	movimentação	e	
	 	 permanência	no	Fundo.
 	 Taxa	de	administração,	de	performance	e	demais	taxas.
 	 Rentabilidade,	observado	o	disposto	nas	regras	de	Publicidade	previstas	nos	anexos	do	
	 	 Código	de	Administração,	quando	aplicável.	
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 	 Avisos	obrigatórios,	observado	o	disposto	nas	regras	de	Publicidade	previstas	nos	anexos
	 	 do	Código	de	Administração,	quando	aplicável.
 	 Referência	 ao	 local	 de	 acesso	 aos	 documentos	 do	 Fundo	 com	 explicitação	 do	 canal	
	 	 destinado	ao	atendimento	a	investidores.
	 Alternativamente,	 as	 instituições	 participantes	 podem	 disponibilizar	 as	 informações	
descritas	acima	por	meio	de	 link	para	os	 sites	dos	administradores	fiduciários	e/	ou	gestores	
de	 recursos	dos	 Fundos	distribuídos	que	 contenham	essas	 informações.	Qualquer	que	 seja	 a	
escolha,	 contudo,	 a	 instituição	participante	é	 responsável	pelas	 informações	divulgadas,	bem	
como	deve	disponibilizar	aos	investidores	os	documentos	obrigatórios	dos	Fundos	que	distribuir,	
conforme	exigido	pela	regulação.
 2.2 Prevenção contra a lavagem de dinheiro
	 Em	uma	época	marcada	pelos	rápidos	avanços	tecnológicos	e	pela	globalização,	a	lavagem	
de	dinheiro	é	um	tema	de	especial	relevância	e	que	ganha	destaque	na	agenda	dos	países.	Nesse	
sentido	 é	 que	 já	 em	 1988	 a	Organização	 das	Nações	Unidas	 aprovou	 a	 Convenção	 de	 Viena	
contra	o	Tráfico	Ilícito	de	Entorpecentes	e	de	Substâncias	Psicotrópicas,	cujo	art.	3º	estabeleceu	
que	as	partes	signatárias	deveriam	se	esforçar	para	transformar	em	delitos	penais	a	conversão,	
transferência,	ocultação	ou	encobrimento	de	bens	provenientes	de	atividades	ilícitas	relacionadas	
ao	tráfico	de	drogas4.
	 Isso	impôs	uma	obrigação	internacional	de	esforços	visando	coibir	a	lavagem	de	dinheiro,	
esforços	esses	que	se	estenderam	ao	combate	do	terrorismo	e	à	corrupção.
	 Assim,	 convencionou-se	 que	 a	 fim	 de	 combater	 a	 corrupção,	 o	 crime	 organizado,	 o	
terrorismo	e	até	mesmo	a	simples	evasão	de	divisas	–	que	pode	comprometer	a	situação	fiscal	e	
monetária	de	um	país	–	é	necessário	vigilância	constante.	Para	isso,	contudo,	os	reguladores	de	
cada	país	dependem	imensamente	da	cooperação	das	instituições	financeiras.
	 Nesse	sentido,	há	uma	série	de	dispositivos	normativos	em	vigor	no	Brasil	direcionados			
a	garantir	que	as	 instituições	financeiras	cumpram	o	seu	papel	no	combate	e	na	prevenção	à	
lavagem	de	dinheiro.
 2.2.1 Conceito de lavagem de dinheiro – legislação
	 Em	termos	simples,	a	 lavagem	de	dinheiro	corresponde	à	prática	pela	qual	se	 inserem			
na	 economia	 formal	 recursos	 decorrentes	 de	 atividades	 ilícitas,	 por	 meio	 da	 ocultação	 ou	
dissimulação	de	sua	verdadeira	origem.
	 Em	 sua	 forma	 mais	 recorrente,	 portanto,	 a	 lavagem	 de	 dinheiro	 envolve	 três	 etapas	
independentes5,	que	muitas	vezes	ocorrem	de	forma	sequencial	ou	simultânea.
4	No	Brasil,	esse	acordo	foi	internalizado	por	meio	do	Decreto	154/91.
5Coaf	 –	 Conselho	 de	 Controle	 de	 Atividades	 Financeiras.	 Cartilha	 –	 Lavagem	 de	 Dinheiro:	 Um	 problema	Mundial.	 2015.	 p.	 4-5.	
Disponível	em:	http://www.coaf.fazenda.gov.br/menu/pld-ft/publicacoes/cartilha.pdf/view.	Acesso	em:	20	jun.	2017.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
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 Colocação:	a	primeira	etapa	do	processo	é	a	inserção	do	dinheiro	no	sistema	econômico.	A	
colocação	se	efetua	por	meio	de	depósitos,	compra	de	instrumentos	negociáveis	ou	compra	de	
bens.	Para	dificultar	a	identificação	da	procedência	do	dinheiro,	os	criminosos	aplicam	técnicas	
sofisticadas,	 tais	 como	o	 fracionamento	dos	 valores	 em	quantias	menores	 e	 a	 utilização	de	
estabelecimentos	comerciais	que	usualmente	trabalham	com	dinheiro	em	espécie.
 Ocultação:	a	segunda	etapa	do	processo	consiste	em	dificultar	o	rastreamento	contábil	
dos	 recursos	 ilícitos.	O	objetivo	é	quebrar	 a	 cadeia	de	evidências	 que	 conecta	o	dinheiro	 à					
sua	origem	 ilícita.	Os	criminosos	buscam	movimentá-lo	de	 forma	eletrônica,	 transferindo	os	
ativos	para	contas	anônimas	preferencialmente,	em	países	amparados	por	fortes	leis	de	sigilo	
bancário.
 Integração:	 na	 última	 etapa,	 os	 ativos	 são	 incorporados	 formalmente	 ao	 sistema
econômico.	As	organizações	criminosas	buscam	 investir	em	empreendimentos	que	 facilitem
suas	 atividades	 –	podendo	 tais	 sociedades	prestarem	 serviços	 entre	 si.	Uma	vez	 formada	a
cadeia,	 torna-se	 cada	 vez	 mais	 fácil	 legitimar	 o	 dinheiro	 ilegal.
	 Na	legislação
brasileira,	o	conceito	de	lavagem	está	expresso	na	Lei	9.613/986		(criada	por	
força	do	compromisso	assumido	no	já	mencionado	Tratado	de	Viena	de	1988),	que	em	seu	art.	1º	
conceitua	o	crime	de	lavagem	como	“(...)	ocultar	ou	dissimular	a	natureza,	origem,	localização,	
disposição,	movimentação	ou	propriedade	de	bens,	direitos	ou	valores	provenientes,	direta	ou	
indiretamente,	de	infração	penal”.
	 Contudo,	é	importante	notar	que	o	referido	artigo,	em	seus	parágrafos	1º	e	2º,	impõe as 
mesmas penas para quem:
	 “(…)	 ocultar	 ou	 dissimular	 a	 utilização	 de	 bens,	 direitos	 ou	 valores	 provenientes	 de
		 	 infração	penal:	
 	os	converte	em	ativos	lícitos;	
 	 “os	adquire,	recebe,	troca,	negocia,	dá	ou	recebe	em	garantia,	guarda,	tem	em	depósito,
	 	 	 	movimenta	ou	transfere;
 	 importa	ou	exporta	bens	com	valores	não	correspondentes	aos	verdadeiros”.
	 “(…)	utiliza,	na	atividade	econômica	ou	financeira,	bens,	direitos	ou	valores	provenientes	
	 	 de	infração	penal”;
	 “(…)	 participa	 de	 grupo,	 associação	 ou	 escritório	 tendo	 conhecimento	 de	 que	 sua
	 	 atividade	principal	ou	secundária	é	dirigida	à	prática	de	crimes	previstos	nesta	Lei”.
 Em suma, ficam sujeitas às punições aplicáveis aos crimes de lavagem de dinheiro todos 
que de alguma forma contribuem para qualquer uma das etapas do processo de lavagem de 
dinheiro.
6	A	redação	vigente	foi	alterada	pela	Lei	12.683/12,	que	buscou	tornar	mais	eficiente	a	persecução	penal	dos	crimes	de	lavagem	de	
dinheiro.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 Não	 obstante,	 o	 que	 todas	 essas	 atividades	 têm	 em	 comum	 é	 que,	 para	 que	 sejam	
consideradas	crime	consequente	de	lavagem	de	dinheiro,	é	necessário	haver	fonte	ilícita	para	o	
recurso	original,	ou	seja,	uma	infração	penal	precedente.	Por	isso	é	habitual	a	expressão	de	que	
na lavagem de dinheiro não há crime consequente sem crime precedente.
	 Além	disso,	é importante observar que o combate à lavagem de dinheiro no Brasil é 
capitaneado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que, a partir de 2020, 
passou a ser vinculado administrativamente ao Banco Central do Brasil.	Enquanto	tal,	o	Coaf	
tem	a	incumbência	legal	de	receber	e	analisar	as	comunicações	suspeitas	oriundas	dos	segmentos	
econômicos	 elencados	na	 Lei	 9.613/98,	 além	de	produzir	 e	 gerir	 informações	de	 inteligência	
financeira	para	a	prevenção	e	o	combate	à	lavagem	de	dinheiro.	Da	mesma	forma,	esse	diploma	
também	confere	ao	Coaf	o	papel	de	supervisor	das	pessoas	obrigadas	lá	elencadas	que	não	têm	
um	supervisor	próprio,	como	é	o	caso	das	joalherias	e	das	factorings.			
	 Além	do	Coaf,	outras	autoridades,	tais	como	o	BACEN,	a	CVM,	a	Polícia	Federal,	a	Receita
Federal,	a	Controladoria-Geral	da	União	e	o	Ministério	Público	cumprem	importante	papel	no
combate	à	lavagem	de	dinheiro7.	
	 No	que	 se	 refere	ao	 sistema	financeiro,	 contudo,	merecem	especial	 atenção	as	normas	
emitidas	pela	CVM	e	pelo	BACEN.	As	principais	 iniciativas	regulatórias	advindas	desses	órgãos	
para	combate	à	lavagem	de	dinheiro	são:
Instrução	CVM	3018	 	–	dispõe	sobre	a	 identificação,	o	 cadastro,	o	 registro,	as	operações,	 	 a	
comunicação,	os	limites	e	a	responsabilidade	administrativa	de	que	tratam	os	incisos	I	e	II	do	
art.	10;	I	e	II	do	art.	11;	e	os	arts.	12	e	13	da	Lei	9.613/98,	referente	aos	crimes	de	lavagem	ou	
ocultação	de	bens,	direitos	e	valores.
	 Circular	BACEN	3.4619	–	consolida	as	regras	sobre	os	procedimentos	a	serem	adotados	na	
prevenção	e	no	combate	às	atividades	relacionadas	com	os	crimes	previstos	na	Lei	9.613/98.
7	ANBIMA	–	Associação	Brasileira	das	Entidades	dos	Mercados	Financeiro	e	de	Capitais.	Guia	de	Prevenção	à	“Lavagem	de	Dinheiro”	
e	ao	Financiamento	do	Terrorismo	no	Mercado	de	Capitais	Brasileiro.	2014.	Disponível	em:	http://www.anbima.com.br/data/files/	
A8/96/7B/01/B78C7510E855FB75862C16A8/ANBIMA-Guia-PLD_1_.pdf	Acesso	em:	20	jun.	2017.	P.	4.
8	Com	redação	vigente	fruto	de	alterações	pelas	Instruções	CVM	463,	506,	523,	534	e	553.	 	
9	Com	redação	vigente	 fruto	de	alterações	pelas	Circulares	Bacen	3.517,	3.583,	3.654,	3.780	e	3.839	 (cujas	alterações	passam	a
vigorar	a	partir	de	28	de	dezembro	de	2017).
Saiba mais: para	 conhecer	 mais	 sobre	 a	 história	 do	 combate	 à	 lavagem	
financeira	no	Brasil	e	sobre	o	conceito	de	unidade	de	inteligência	financeira,	
recomendamos	 a	 leitura	 da	 Cartilha	 –	 Lavagem	de	Dinheiro:	 Um	problema	
Mundial	 (disponível	 em:	 http://www.fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/
publicacoes/cartilhas/arquivos/cartilha-lavagem-de-dinheiro-um-problema-
mundial.pdf/view),	publicada	pelo	Coaf	em	2015.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.2.2 Clientes/investidores
	 Como	é	perceptível	pela	conceituação	vista,	a	 lavagem	de	dinheiro	pode	ser	praticada	
tanto	por	 instituições	financeiras	quanto	por	seus	clientes	e	 investidores.	Logo,	mesmo	uma	
instituição	financeira	idônea	precisa	tomar	as	devidas	cautelas	a	fim	de	que	sua	estrutura	não	
seja	utilizada	para	a	prática	de	crime	de	lavagem,	uma	vez	que	isso	pode	difamar	a	instituição	
e	diminuir	a	confiança	do	público	no	sistema	financeiro.
	 Tendo	isso	em	vista	é	que	o	BACEN	e	a	CVM	impõem,	sobretudo	por	meio	dos	normativos	
mencionados,	uma	série	de	obrigações	procedimentais	às	instituições	financeiras	referentes	a	
identificação,	cadastro,	registro	e	comunicações	de	operações	de	seus	clientes.
 2.2.2.1 Ações preventivas: princípio do “conheça seu cliente”
	 Embora	as	disposições	regulatórias	advindas	do	BACEN	e	da	CVM	sejam	de	observância	
fundamental	para	as	 instituições	financeiras,	ações	preventivas	adicionais	 também	podem	e	
devem	ser	tomadas	a	fim	de	preservar	a	reputação	das	instituições	financeiras.	Nesse	sentido,	
observaremos	na	sequência	algumas	dessas	medidas	preventivas.
 2.2.2.1.1 Função do cadastro e implicações de um cadastro desatualizado e análise da 
capacidade financeira do cliente
	 Uma	 das	 principais	 atuações	 preventivas	 ao	 alcance	 das	 instituições	 financeiras	 diz	
respeito	 à	manutenção	 de	 um	 cadastro	 completo	 e	 atualizado	 dos	 clientes.	 Nesse	 sentido,	
quanto	mais	completo	um	cadastro,	mais	facilmente	são	identificadas	operações	suspeitas.
	 Tão	importante	quanto	a	existência	de	um	cadastro	completo	quando	da	abertura	de	um	
relacionamento	de	intermediação	financeira,	contudo,	é	a	constante	atualização	dele.	Afinal,	
as	pessoas	passam	por	uma	série	de	mudanças	em	suas	vidas,	muitas	das	quais	repercutem		
em	alterações	patrimoniais	relevantes,	de	tal	forma	que	apenas	a	manutenção	de	um	cadastro	
atualizado	 periodicamente	 é	 capaz	 de	 fornecer	 às	 instituições	 financeiras	 os	 elementos	
necessários	para	averiguar	a	regularidade	das	operações	de	cada	cliente.
	 Portanto,	 as	 instituições	 devem	 prever	 e	 realizar	 as	 rotinas	 de	 atualização	 de	 dados	
cadastrais	 descritas	 em	 seus	 manuais	 internos,	 respeitando,	 no	 mínimo,	 a	 periodicidade	
definida	na	regulamentação	vigente.	Essa	atualização	dos	dados	cadastrais	pode	ser	realizada	
via	 canais	 de	 atendimento,	mas	precisa	 ser	 evidenciada	por	meio	de	fichas	 cadastrais	 e/ou	
cartas	assinadas	pelos	clientes,	logs	de	sistemas,	gravações	telefônicas,	ou	outro	comprovante	
idôneo	 de	 confirmação	 de	 dados.	 Igualmente,	 recomenda-se	 que	 nenhuma	 operação	 seja	
realizada	 com	clientes	 cujo	 cadastro	esteja	 incompleto	ou	desatualizado,	 afinal	 essa	prática	
pode	sujeitar	a	instituição	financeira	a	sanções	administrativas,	conforme	será	visto	em	detalhe	
adiante10.
10	ANBIMA	–	Associação	Brasileira	das	Entidades	dos	Mercados	Financeiro	e	de	Capitais.	Guia	de	Prevenção	à	“Lavagem	de	Dinheiro”	
e	ao	Financiamento	do	Terrorismo	no	Mercado	de	Capitais	Brasileiro.	2014.	Disponível	em:	http://www.anbima.com.br/data/files/	
A8/96/7B/01/B78C7510E855FB75862C16A8/ANBIMA-Guia-PLD_1_.pdf.	Acesso	em:	20	jun.	2017.	P.	7.
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DO PERFIL DO INVESTIDOR
Dessa	 forma,	 como	 na	 atividade	 de	 lavagem	 de	 dinheiro	 a	 utilização	 de	 pessoas	
aleatórias	para	a	colocação,	ocultação	ou	integração	de	recursos	é	prática	recorrente,	torna-se	
fundamental	observar,	entre	outras	características,	a	capacidade	financeira	do	cliente,	a	fim	de	
verificar	se	as	movimentações	dele	são	compatíveis	com	sua	situação	financeira.
 2.2.2.1.2 O princípio “conheça seu cliente” como forma de proteção da instituição 
financeira e do profissional
	 Conforme	já	discutido	neste	capítulo,	o	processo	de	averiguação	detalhada	do	perfil	do	
cliente	é	conhecido	como	“conheça	seu	cliente”.
	 Esse	 processo	 busca	 reunir	 informações	 das	 mais	 diversas	 sobre	 os	 clientes,	 desde	
dados	documentais	até	profissão,	grau	de	escolaridade,	patrimônio	e	renda.	 Isso	tudo	a	fim	
de	possibilitar	uma	análise	mais	precisa	 sobre	quais	operações	 realizadas	por	algum	cliente	
caracterizam	ou	não	operações	suspeitas.
	 Mais	especificamente,	as	informações	mínimas	requeridas	podem	variar	a	depender	da	
natureza	do	cliente,	se	pessoa	física,	jurídica	ou	outro	(como	clubes	de	investimento,	fundos	
de	investimento,	investidores	não	residentes	e	fundações).	As	informações	mínimas	requeridas	
pela	CVM	estão	descritas	no	Anexo	I	da	Instrução	CVM	301	e	as	informações	mínimas	requeridas	
pelo	BACEN	estão	descritas	nos	arts.	2º	e	3º	da	Circular	BACEN	3.461.	É	importante	salientar	
que	toda	a	documentação	comprovante	das	informações	prestadas	deve ser armazenada	pela	
instituição	junto	ao	cadastro.
 Fazer	 isso,	 longe	 de	 consistir	 em	mera	 formalidade	 para	 atender	 ao	 regulador,	 pode	
proteger	o	profissional	e	a	instituição	financeira	tanto	de	um	escândalo	que	atingiria	sua	imagem	
quanto	 de	 penas	 administrativas,	 caso	 sejam	 verificados	 descumprimentos	 pela	 autoridade	
reguladora.
	 Além	 do	 mais,	 é	 importante	 lembrar	 que	 as	 irregularidades,	 quando	 verificadas,	
normalmente	 o	 são	 em	 um	 tempo	 considerável	 após	 sua	 ocorrência,	 razão	 pela	 qual	 é	
recomendável	que	mesmo	os arquivos antigos referentes aos cadastros dos clientes sejam 
mantidos por pelo menos cinco anos11	,	a	fim	de	que	se	possa	demonstrar	não	só	o	estado	final	
do	cadastro,	mas	a	sua	trajetória.	Igualmente,	o cadastro de antigos clientes deve ser mantido 
no mínimo pelo mesmo prazo,	como	forma	de	proteção	contra	questionamentos	posteriores	
ao	fim	do	relacionamento	financeiro.
11	Art.	10	da	Lei	9.613/98.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.2.2.2 Identificação e registros de operações
	 Além	 de	 ser	 importante	 manter	 um	 cadastro	 completo	 e	 atualizado	 dos	 clientes,	 é	
fundamental	a	manutenção	de	registros	de	todas	as	transações,	com	sua	devida	identificação	
e,	em	especial,	daquelas	operações	caracterizadas	como	de	comunicação	obrigatória	ao	Coaf.	
Isso	 a	 fim	 de	 permitir	 uma	 análise	 posterior	 por	 parte	 do	 regulador,	 tanto	 do	 histórico	 de	
operações	 de	 determinado	 cliente	 como	 do	 cumprimento,	 por	 parte	 da	 instituição,	 do	 seu	
dever	de	 informar	operações	suspeitas.	O	BACEN	também	exige	que	os	sistemas	de	registro	
tenham	 filtros	 que	 permitam	 identificar	 transações	 específicas	 de	 determinada	 natureza	 e	
valor.
	 No	 que	 se	 refere	 à	 obrigatoriedade	 de	 manutenção	 dos	 registros	 das	 operações,	 a	
Lei	 9.613/98	diz	que	o	prazo	de	manutenção	é	de,	no	mínimo,	 cinco	anos	da	 conclusão	da	
transação,	podendo	ser	estendido	pela	autoridade	competente.	No que se refere às autoridades 
responsáveis pela regulação financeira, tem-se que a CVM exige sua manutenção por cinco 
anos, podendo esse prazo ser estendido em caso de processo administrativo, e o BACEN 
exige a manutenção dos registros por prazos que variam de cinco a dez anos, a depender das 
características da operação.
 2.2.3 Operações suspeitas
	 Conforme	 visto	 até	 aqui,	 parte	 substancial	 das	 obrigações	 imputáveis	 às	 instituições	
financeiras	 na	 prevenção	 da	 lavagem	 de	 dinheiro	 diz	 respeito	 à	 obrigatoriedade	 de	
comunicação	de	operações	suspeitas	ao	Coaf,	enquanto	unidade	de	inteligência	financeira.	Em	
razão	disso,	cabe	detalhar	o	que	são	indícios	de	lavagem	de	dinheiro	e	quais	hipóteses	geram	a	
obrigatoriedade	de	comunicação.
 2.2.3.1 Caracterização
 Embora	 as	 práticas	 de	 lavagem	 de	 dinheiro	 se	 reinventem	 com	 o	 tempo,	 exigindo	 das	
instituições	financeiras	atenção	constante,	a	experiência	sugere	alguns	traços	comuns	a	essas	
operações.	Com	base	nisso,	os	normativos	da	CVM	e	do	BACEN	listam	uma	série	de	situações	
consideradas	suspeitas	ou	que	necessitam	de	monitoramento	contínuo.
	 Para	a	CVM,	devem	ser	monitoradas	continuamente	as	seguintes	situações12:
 	Operações	cujos	valores	pareçam	ser	objetivamente	incompatíveis	com	a	ocupação	
	 	 profissional,	os	rendimentos	e/ou	a	situação	patrimonial	ou	financeira	de	qualquer	parte	
	 	 envolvida,	tomando-se	por	base	as	respectivas	informações	cadastrais.
 	Operações	 realizadas	 entre	 as	 mesmas	 partes	 ou	 em	 benefício	 das	 mesmas	 partes,
		 	 nas	quais	haja	seguidos	ganhos	ou	perdas	no	que	se	refere	a	algum	dos		envolvidos.
 	Operações	que	evidenciem	oscilação	significativa	em	relação	ao	volume	e/ou	frequência	
	 	 de	negócios	de	qualquer	das	partes	envolvidas.
12	Art.	6º	da	Instrução	CVM	301.
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 	Operações	cujos	desdobramentos	contemplem	características	que	possam	constituir	
	 	 artifício	para	burla	da	identificação	dos	efetivos	envolvidos	e/ou	beneficiários	respectivos.
 	Operações	 cujas	 características	 e/ou	 desdobramentos	 evidenciem	 atuação,	 de	 forma
	 	 reiterada,	em	nome	de	terceiros.
 	Operações	 que	 evidenciem	 mudança	 repentina	 e	 objetivamente	 injustificada
	 	 relativamente	às	modalidades	operacionais	usualmente	utilizadas	pelo(s)	envolvido(s).
 	Operações	 realizadas	 com	 finalidade	 de	 gerar	 perda	 ou	 ganho	 e	 para	 as	 quais	 falte,	
	 	 objetivamente,	fundamento	econômico.
 	Operações	com	a	participação	de	pessoas	naturais	residentes	ou	entidades	constituídas	
	 	 em	países	que	não	aplicam	ou	aplicam	insuficientemente	as	recomendações	do	Grupo	de	
	 	 Ação	Financeira	contra	a	Lavagem	de	Dinheiro	e	o	Financiamento	do	Terrorismo	(Gafi).
 	Operações	liquidadas	em	espécie,	se	e	quando	permitido.
 	Transferências	privadas,	sem	motivação	aparente,	de	recursos	e	de	valores	mobiliários.
 	Operações	 cujo	 grau	 de	 complexidade	 e	 risco	 se	 configurem	 incompatíveis	 com	 a
	 	 qualificação	técnica	do	cliente	ou	de	seu	representante.
 	Depósitos	ou	transferências	realizadas	por	terceiros,	para	a	liquidação	de	operações	de	
	 	 cliente,	ou	para	prestação	de	garantia	em	operações	nos	mercados	de	liquidação	futura.
 	Pagamentos	a	terceiros,	sob	qualquer	forma,	por	conta	de	liquidação	de	operações	ou	
	 	 resgates	de	valores	depositados	em	garantia,	registrados	em	nome	do	cliente.
 	Situações	em	que	não	seja	possível	manter	atualizadas	as	informações	cadastrais	de	seus	
	 	 clientes.
 	Situações	e	operações	em	que	não	seja	possível	identificar	o	beneficiário	final.
 	Situações	 em	 que	 as	 diligências	 previstas	 de	 confirmação	 de	 identificação	 ou	 de	
	 	 exigências	adicionais	a	pessoas	politicamente	expostas13	não	possam	ser	concluídas.
Já	para	o	BACEN,	deve	ser	conferida	especial	atenção14	a:
 	Operações	 ou	 propostas	 cujas	 características	 indiquem	 risco	 de	 ocorrência	 dos	
	 	 crimes	previstos	na	Lei	9.613/98,	ou	com	eles	relacionados.
13	Para	fins	e	efeitos	da	Instrução	CVM	301,	pessoa	politicamente	exposta	é	aquela	que	desempenha	ou	tenha	desempenhado,	nos	
últimos	 cinco	anos,	 cargos,	 empregos	ou	 funções	públicas	 relevantes,	no	Brasil	 ou	em	outros	países,	 territórios	e	dependências	
estrangeiros,	assim	como	seus	representantes,	familiares	e	outras	pessoas	de	seu	relacionamento	próximo.
14	Art.	10	da	Circular	Bacen	3.461
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 	Propostas
de	início	de	relacionamento	e	operações	com	pessoas	politicamente
	 	 expostas	de	nacionalidade	brasileira	e	as	oriundas	de	países	com	os	quais	o	Brasil
	 	 tenha	elevado	número	de	transações	financeiras	e	comerciais,	fronteiras	comuns	ou
	 	 proximidade	étnica,	linguística	ou	política.
 	 Indícios	de	burla	aos	procedimentos	de	identificação	e	registro	estabelecidos	pelo
	 	 próprio	BACEN	por	meio	da	Circular	BACEN	3.461.
 	Clientes	e	operações	em	que	não	seja	possível	identificar	o	beneficiário	final.
 	Operações	 oriundas	 ou	 destinadas	 a	 países	 ou	 territórios	 que	 aplicam
	 	 insuficientemente	 as	 recomendações	 do	 Gafi,	 conforme	 informações	 divulgadas
	 	 pelo	próprio	BACEN;
 	Situações	em	que	não	seja	possível	manter	atualizadas	as	informações	cadastrais	de	
	 	 seus	clientes.
	 Por	 meio	 da	 Carta	 Circular	 BACEN	 3.452,	 o	 BACEN	 divulgou	 uma	 extensa	 lista	 de
exemplos	de	operações	e	situações	que	podem	configurar	indícios	de	ocorrência	de	crimes	
de	lavagem	de	dinheiro.
.
Saiba mais: 	 	 	 para	 os	 profissionais	 que	 desejem	 compreender	melhor	 o
que	 torna	uma	operação	ou	 situação	 incomum	ou	 conhecer	 casos	 reais	 de
lavagem	 de	 dinheiro,	 recomendamos	 a	 leitura	 do	 inteiro	 teor	 da	 Carta
Circular	 BACEN	 3.452	 e	 Compilação	 de	 100	 casos	 simplificados	 publicados
pelo	 Coaf	 (disponível	 em:	 http://fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/
publicacoes/casos-casos/arquivos/100-casos-de-lavagem-de-dinheiro.pdf).
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.2.3.2 Obrigatoriedade de comunicação e controle – instituições, empresas e autoridades 
competentes
	 Embora	nem	sempre	seja	tão	clara,	há	diferença	entre	situações	que	contêm	indícios	de
lavagem	de	dinheiro	–	tais	como	as	já	expostas	–	e	situações	que	obrigam	a	instituição	financeira	
a	comunicar	automaticamente	o	fato	ao	Coaf.
	 Essas	hipóteses	variam	substancialmente	a	depender	se	a	instituição	financeira	está	sujeita	
à	regulação	da	CVM	ou	do	BACEN.	Portanto,	primeiramente	é	importante	relembrar	quem	está	
sujeito	às	regras	de	prevenção	à	lavagem	de	dinheiro	do	BACEN	ou	da	CVM.
	 Às	regras	da	CVM,	estão	sujeitas:
 
 	As	pessoas	que	tenham,	em	caráter	permanente	ou	eventual,	como	atividade	principal	
	 	 ou	 acessória,	 cumulativamente	 ou	 não,	 a	 custódia,	 emissão,	 distribuição,	 liquidação,	
	 	 negociação,	intermediação,	consultoria	ou	administração	de	títulos	ou	valores	mobiliários	
	 	 e	a	auditoria	independente	no	âmbito	do	mercado	de	valores	mobiliários.
 	As	entidades	administradoras	de	mercados	organizados	(como	a	B3).
 	As	demais	pessoas	referidas	no	art.	9º	da	Lei	9.613/98	que	se	encontrem	sob	disciplina	e	
	 	 fiscalização	exercidas	pela	CVM.
Já	às	regras	do	BACEN,	estão	sujeitos:
 	bancos;
 	 caixas	econômicas;
 	 cooperativas	de	crédito;
 	administradoras	de	consórcios;
 	 instituições	de	pagamento;
 	 corretoras	e	distribuidoras;
 	demais	instituições	autorizadas	a	funcionar	pelo	BACEN.
	 Como	 se	 pode	 notar,	 algumas	 entidades,	 como	 as	 corretoras	 e	 as	 distribuidoras,	 estão	
sujeitas	à	fiscalização	de	ambos	os	órgãos,	o	que	exige	cautela	adicional.
	 Para	as	instituições	reguladas	pela	CVM,	precisam	ser	obrigatoriamente	comunicadas	ao	
Coaf15	–	com	a	devida	abstenção	de	ciência	da	comunicação,	em	especial	à	pessoa	referida	–,	em	24	
horas		a		contar	da	ocorrência,	as	transações,	ou	propostas	de	transação	que	possam	ser	considerados	
sérios	indícios	de	crimes	de	“lavagem”	ou	ocultação	de	bens,	direitos	e	valores	provenientes	de	
infração	penal,	 inclusive	terrorismo	ou	seu	financiamento,	ou	com	eles	relacionar-se,	em	que:
15		Art.	7º	da	Instrução	CVM	301.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
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 	 sejam	verificadas	características	excepcionais	no	que	se	refere	às	partes	envolvidas,
	 	 forma	de	realização	ou	instrumentos	utilizados;	ou
 	 falte,	objetivamente,	fundamento	econômico	ou	legal.
	 O	BACEN,	por	sua	vez,	é mais objetivo na disposição de obrigatoriedade de comunicação 
automática ao Coaf16 das operações ou propostas de operações:
 	De	emissão	ou	 recarga	de	valores	em	espécie,	em	um	ou	mais	cartões	pré-pagos,	em	
	 	 montante	 acumulado	 igual	 ou	 superior	 a	 R$	 50.000,00	 ou	 o	 equivalente	 em	moeda	
	 	 estrangeira,	no	mês-calendário.
 	De	depósito	em	espécie,	 saque	em	espécie,	ou	saque	em	espécie	por	meio	de	cartão
		 	 prépago,	de	valor	igual	ou	superior	a	R$	50.000,00.
 	De	 emissão	 de	 cheque	 administrativo,	 TED	 ou	 de	 qualquer	 outro	 instrumento	 de
	 	 transferência	de	fundos	contra	pagamento	em	espécie,	de	valor	igual	ou	superior	a	R$
	 	 50.000,00.
 	Realizadas	ou	serviços	prestados	cujo	valor	seja	igual	ou	superior	a	R$	10.000,00	e	que,
	 	 considerando	as	partes	envolvidas,	os	valores,	as	formas	de	realização,	os	instrumentos
	 	 utilizados	ou	a	falta	de	fundamento	econômico	ou	legal	possam	configurar	a	existência	de
	 	 indícios	dos	crimes	previstos	na	Lei	9.613/98.
 	Realizadas	ou	serviços	prestados	que,	por	sua	habitualidade,	valor	ou	forma,	configurem
	 	 artifício	que	objetive	burlar	os	mecanismos	de	identificação,	controle	e	registro.
 	Realizadas	ou	os	serviços	prestados,	qualquer	que	seja	o	valor,	a	pessoas	que
	 	 reconhecidamente	tenham	perpetrado	ou	intentado	perpetrar	atos	terroristas	ou	neles	
	 	 participado	 ou	 facilitado	 o	 seu	 cometimento,	 bem	 como	 a	 existência	 de	 recursos	
	 	 pertencentes	ou	por	eles	controlados	direta	ou	indiretamente.
 	Os	atos	suspeitos	de	financiamento	do	terrorismo.
 As comunicações ao Coaf, nesses casos, devem ser realizadas até o dia útil seguinte à sua 
verificação, sem que seja dada ciência à parte cuja ação foi comunicada ou a terceiros.
 
16	Art.	Neste	ponto	já	estão	sendo	consideradas	como	em	vigor	as	alterações	trazidas	pela	Circular	Bacen	3.839. 
Dica: Na	dúvida	sobre	a	regularidade	de	uma	situação	ou	operação	no	âmbito	da	
CVM,	é	sempre	recomendável	a	comunicação	ao	Coaf.	Isso	porque	a	Instrução	
CVM	301	prevê	em	seu	art.	7º,	§	2º,	que	as	comunicações	feitas	de	boa-fé	não	
acarretarão,	nos	termos	da	lei,	responsabilidade	civil	ou	administrativa.	
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 De	modo	 geral,	 é	 importante	 também	 consignar	 que	 o	 dever	 de	 comunicação	 ao	 Coaf	
não	exime	as	 instituições	financeiras	de	manter	registro	e	monitorar	com	especial	atenção	as	
atividades	suspeitas	ou	pouco	usuais.
 
	 Vale	ainda	lembrar	que	diversas outras empresas, por desenvolverem atividades sujeitas 
a sua utilização para a lavagem de dinheiro têm obrigações de comunicação de operações 
suspeitas ao Coaf 17.	Entre	elas,	podemos	destacar:
 	As	administradoras	de	cartões	de	credenciamento	ou	cartões	de	crédito,	bem	como	as
	 	 administradoras	de	consórcios	para	aquisição	de	bens	ou	serviços.
 	As	pessoas	físicas	ou	jurídicas	que	exerçam	atividades	de	promoção	imobiliária	ou	compra	
	 	 e	venda	de	imóveis.
 	As	pessoas	físicas	ou	jurídicas	que	comercializem	joias,	pedras	e	metais	preciosos,	objetos	
	 	 de	arte	e	antiguidades.
 	As	empresas	de	transporte	e	guarda	de	valores.
 	As	 pessoas	 físicas	 ou	 jurídicas	 que	 comercializem	 bens	 de	 luxo	 ou	 de	 alto	 valor,	
	 	 intermedeiem	a	sua	comercialização	ou	exerçam	atividades	que	envolvam	grande	volume
	 	 de	recursos	em	espécie,	tal	como	concessionárias	automotivas.	
 2.2.4 Responsabilidades administrativas e legais de entidades e pessoas físicas sujeitas à 
lei e à regulamentação
	 A	regulação	da	CVM	e	a	do	BACEN	obrigam	as	instituições	a	designar	um	diretor	responsável	
por	implementação	e	cumprimento	das	medidas	de	prevenção	à	lavagem	de	dinheiro,	nos	termos	
do	art.	10	da	Instrução	CVM	nº	301	e	do	art.	18	da	Circular	BC	3.461.
	 Essa	 obrigação	 carrega	 em	 si	 séria	 consequência	 administrativa,	 uma	 vez	 que,	 na	
eventualidade	 da	 verificação	 de	 alguma	 irregularidade,	 esse	 diretor	 constará,	 junto	 com	 a	
instituição,	como	parte	do	Processo
Administrativo	Sancionador	correspondente,	estando	sujeito	
a	penalidades	administrativas	na	pessoa	física.
	 Ademais,	 outros	 administradores	 das	 instituições	 financeiras	 que	 deixem	 de	 cumprir	
as	 obrigações	 de	 prevenção	 à	 lavagem	 de	 dinheiro	 também	 estarão	 sujeitos	 a	 penalidades	
administrativas,	 sem	prejuízo	de	eventual	 responsabilização	civil	ou	penal.	Nos	 termos	da	Lei	
9.613/98,	as	penalidades	administrativas	cabíveis	–	que	podem	ser	aplicadas	cumulativamente	–	
são	as	seguintes:
 	advertência;
 	multa	pecuniária	variável	não	superior	ao
	 	 (i)	dobro	do	valor	da	operação;
	 	 (ii)	dobro	do	lucro	real	obtido	ou	que	presumivelmente	seria	obtido	pela	realização	da		
	 	 	 	 operação;	ou
	 	 (iii)	valor	de	R$	20.000.000,00,	o	que	for	menor.
17	Vide	o	art.	9º	da	Lei	9.613/98,	em	especial	seu	Parágrafo	único.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 	 Inabilitação	 temporária,	 pelo	 prazo	 de	 até	 dez	 anos,	 para	 o	 exercício	 do	 cargo	 de
administrador	das	pessoas	jurídicas	referidas	no	art.	9º	da	Lei	9.613/98.
 	Cassação	 ou	 suspensão	 da	 autorização	 para	 o	 exercício	 de	 atividade,	 operação	 ou
funcionamento.
	 Nos	 termos	 da	 própria	 Lei	 9.613/98,	 as	 penas	 de	 advertência	 são	 reservadas	 para
irregularidades	 de	menor	 poder	 ofensivo,	 como	 a	 verificação	 do	 cumprimento	 irregular	 das
obrigações	de	 cadastro	de	 clientes	 e	 registro	de	operações.	As	 penas	de	multa,	 por	 sua	 vez,
são	 reservadas	 àqueles	 que	 deixem	de	 sanar,	 no	 prazo	 assinalado,	 irregularidades	 objeto	 de
advertência	 prévia,	 que	 deixarem	 de	 cumprir	 com	 suas	 obrigações	 de	 cadastro	 de	 clientes,
de	 registro	 de	 operações,	 de	 adoção	 de	 procedimentos	 idôneos	 de	 controles	 internos	 e	 de
manutenção	de	cadastro	atualizado	junto	ao	Coaf.
	 A	inabilitação	temporária	será	aplicada	quando	forem	verificadas	infrações	graves	quanto
ao	 cumprimento	 das	 constantes	 obrigações	 de	 prevenção	 à	 lavagem	de	 dinheiro	 ou	 quando
ocorrer	 reincidência	 específica,	 devidamente	 caracterizada	 em	 transgressões	 anteriormente
punidas	com	multa.	Por	fim,	a	cassação	da	autorização	será	aplicada	nos	casos	de	reincidência
específica	de	infrações	anteriormente	punidas	com	a	pena	de	inabilitação.
 2.2.5 Crime de lavagem de dinheiro 
	 Como	a	imputação	criminal	atinge	não	apenas	o	núcleo	do	crime	de	lavagem,	mas	também	
os	 atos	 que	o	 possibilitam,	 o	Ministério	 Público	 e	 a	 Polícia	 Federal	 têm	defendido	 teses	 que	
imputam, às instituições financeiras e a seus representantes, corresponsabilidade pela prática 
de crimes de lavagem.	Isso	porque	a	capacidade	de	armazenamento	e	mobilização	de	recursos	
das	 instituições	financeiras	é	vista	como	essencial	para	que	criminosos	pratiquem	o	crime	de	
lavagem	em	larga	escala.
	 Portanto,	não	só	para	coibir	as	atividades	criminosas	em	si,	mas	para	a	manutenção	da	
confiança	da	sociedade	no	setor	financeiro,	necessária	para	o	desenvolvimento	deste,	a	atenção	
redobrada	à	prevenção	contra	lavagem	de	dinheiro	se	mostra	fundamental.
 2.2.5.1 Responsabilidades e corresponsabilidades
	 Conforme	 visto	 anteriormente	 (em	 especial	 no	 ponto	 2.2.1),	 a	 prática	 de	 lavagem	 de	
dinheiro	é	 considerada	 crime	no	ordenamento	 jurídico	brasileiro.	 Em	 razão	disso,	 as	pessoas	
físicas	e	os	representantes	de	pessoas	jurídicas	considerados	responsáveis	por	sua	prática	estão	
sujeitos	à	pena de reclusão de três a dez anos e multa.
	 Contudo,	 também	 como	 visto,	 a	 pena	 descrita	 não	 se	 aplica	 somente	 a	 quem	 realizar	
a	 conduta	 principal	 referida	 como	 “ocultar	 ou	 dissimular	 a	 natureza,	 origem,	 localização,	
disposição,	movimentação	ou	propriedade	de	bens,	direitos	ou	valores	provenientes,	direta	ou	
indiretamente,	de	infração	penal”.	Afinal,	as mesmas penas são aplicáveis também aos agentes 
que possibilitaram a ocorrência da lavagem de dinheiro em seu ciclo amplo, que, como visto, 
engloba integração, ocultação e colocação.
29
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 Como	se	sabe,	a	caracterização	de	algo	como	crime	carrega	em	si	não	apenas	a	possibilidade	
de	responsabilização	na	esfera	penal,	mas	também	um	forte	estigma	social.	Logo,	ao	avaliar	a	
situação	das	instituições	financeiras,	que	dependem	de	sua	imagem	e	credibilidade	para	conduzir	
seus	negócios	de	forma	satisfatória,	fica	clara	a	enormidade	do	risco	que	representa	a	associação	
do	seu	nome	com	atividade	criminosa.
	 Evidentemente,	 isso	afeta,	além	das	 instituições	financeiras,	 também	seus	 funcionários.	
Em	razão	disso,	o	profissional	deve	sempre	ter	zelo	especial	para	que	um	eventual	relaxamento	
de	controle	não	acabe	por	contribuir	para	a	materialização	do	crime	de	lavagem.
 2.3 Ética na venda
	 Como	visto,	o	mercado	financeiro	tem	uma	ética	própria,	que	precisa	ser	respeitada	nas	
interações	 de	 seus	 representantes	 junto	 ao	 público,	 a	 fim	 de	 zelar	 pela	 construção	 de	 uma	
relação	de	confiança,	sem	a	qual	o	desenvolvimento	do	mercado	financeiro	não	é	viável.	Ou	seja,	
é	necessário	ter	visão	de	longo	prazo	na	relação	com	clientes.	Afinal,	se	o	mercado	financeiro	
atuar	de	forma	predatória	e	extrativista	junto	ao	público,	este	se	sentirá	acuado	e	desencorajado	
a	adquirir	produtos	e	contratar	serviços.	
	 Logo,	tem-se	que	parte	substancial	dessa	ética	na	interação	diz	respeito	às	regras	a	serem	
observadas	quando	da	venda	de	produtos	e	oferecimentos	de	serviços	ao	público.	Nesse	sentido,	
dois	temas	merecem	atenção	detalhada:	vedação	à	venda	casada	e	restrição	de	oferecimento	de	
produtos	e	serviços	ao	investidor.	Passemos	à	análise.
 2.3.1 Venda casada: conceito 
	 Venda	casada	é	conduta	vedada	pelas	leis	brasileiras	por	ser	considerada prática abusiva 
pelo direito do consumidor18, bem	como infração à ordem econômica19.
	 Conceitualmente,	essa conduta consiste no ato de subordinar a venda ou prestação de 
um serviço à aquisição de outro bem ou utilização de outro serviço.	Ou	seja,	trata-se	de	situação	
na	qual	determinada	prestação	só	é	disponibilizada	se	adquirida	de	forma	casada	com	outra,	daí	
a	nomenclatura.
	 Do	 ponto	 de	 vista	 do	 direito	 do	 consumidor,	 que	 se	 destina	 a	 tutelar	 as	 relações	 de	
consumo	protegendo	o	consumidor	nas	situações	em	que	ele	for	entendido	como	especialmente	
vulnerável	e	hipossuficiente,	essa	prática	é	vedada	por	ser	considerada	abusiva.	Afinal,	em	um	
ambiente	de	trocas	voluntárias,	não	seria	razoável	obrigar	o	consumidor	a	comprar	algo	que	não	
queira	apenas	para	ter	acesso	ao	produto	desejado.
18	Código	de	Defesa	do	Consumidor:	Seção	IV	Das	Práticas	Abusivas,	art.	39,	inciso	I.
19	Lei	12.529/11,	art.	36,	§	3º,	inciso	XVIII.
Dica: cuidado	para	não	confundir	a	“venda	casada”,	que	é	prática	vedada,	com	
a	“ordem	casada”,	que	é	 instrumento	de	estratégia	habitual	e	 regularmente	
utilizado	no	mercado	financeiro	para	condicionar	a	execução	de	uma	ordem	
de	venda	de	determinado	ativo	à	possibilidade	de	execução	de	uma	ordem	de	
compra	de	outro	ativo.	
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
30
	 Do	ponto	de	vista	de	infração	à	ordem	econômica,	a	venda	casada	é	considerada	irregular	
por	permitir	ao	vendedor	abusar	da	sua	posição	dominante,	em	prejuízo	à	livre	concorrência.	
Nesse	caso,	por	exemplo,	mesmo	que	o	cliente	 tenha	 interesse	em	comprar	os	produtos	A	e	
B,	oferecidos	de	forma	casada	pelo	vendedor	X,	às	vezes	é	possível	que	ele	prefira	comprar	o	
produto	B	do	vendedor	Y,	em	razão	de	melhor	qualidade	ou	preço,	mas	acabe	obrigado	a	comprar	
do	vendedor	X	por	ser	ele	o	único	que	vende	o	produto	A.
	 Para	um	exemplo	prático,	é	só	imaginar	um	gerente	de	uma	agência	bancária	que	condiciona	
a	emissão	de	um	cartão	de	crédito	à	compra	de	título	de	capitalização.	
	 Essa	conduta	pode	parecer	estranha,	mas,	no	mercado	financeiro,	não	raro	um	profissional	
é	 pressionado	por	metas	 de	 desempenho	 a	 vender	 determinada	 quantidade	de	 um	produto	
financeiro,
pelo	 que	 pode	 se	 sentir	 tentado	 a	 condicionar	 a	 venda	 de	 outros	 produtos	 ou	
prestação	de	outros	serviços	à	aquisição	casada	daquilo	que	precisa	vender	para	alcançar	suas	
metas.
	 O	profissional	que	agir	dessa	forma,	contudo,	estará	em	desacordo	com	a	legislação	vigente	
e,	principalmente,	estará	constrangendo	um	cliente,	que	ficará	descontente	pela	imposição	de	
uma	aquisição	que	não	desejava.
 É necessário, contudo, diferenciar a venda casada de vantagens, descontos e promoções 
oferecidos em decorrência da compra de um produto.	Para	isso,	é	importante	destacar	que	na	
venda	casada	o	cliente	que	deseja	o	produto	A	não	tem	a	opção	de	adquiri-lo	separadamente	
do	produto	B,	pelo	que	é	obrigado	a	comprar	o	produto	B	se	desejar	o	produto	A.	No	entanto,	
se	tanto	o	produto	A	quanto	o	produto	B	estiverem	à	venda	por	um	preço	razoável20		de	forma	
isolada,	nada	impede	que	o	produto	A	seja	oferecido	de	graça	–	ou	por	pequeno	acréscimo	que	
represente	um	percentual	de	seu	valor	cheio	–	na	compra	do	produto	B,	em	uma	promoção.	
Afinal,	 nesse	 cenário,	 o	 que	 se	 oferece	 é	 um	 incentivo	 à	 compra	 do	 produto	 B	 e	 não	 uma	
imposição.
	 Voltando	ao	exemplo	mencionado,	desde	que	seja	possível	emitir	um	cartão	de	crédito	
isoladamente	por	preço	razoável,	não	há	nada	de	errado	se	o	gerente	de	uma	agência	bancária	
oferecer	anuidade	gratuita	do	cartão	de	crédito	para	o	cliente	que	adquirir	determinado	montante	
em	títulos	de	capitalização.
 
20	Faz-se	a	ressalva	do	preço	razoável	pois	a	designação	de	um	preço	inviável	para	determinado	produto	ser	adquirido	isoladamente	
é	uma	forma	conhecida	de	se	mascarar	uma	venda	casada.	Disposição	expressa	nesse	sentido	constava	do	art.	17,	§	1º,	da	Resolução	
CMN	2.878,	a	qual,	contudo,	foi	revogada.	A	interpretação,	no	entanto,	permanece	válida.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.3.2 Restrições do investidor: idade, horizonte de investimento, conhecimento do 
produto e tolerância ao risco
	 Dentro	da	proposta	de	uma	conduta	ética	visando	zelar	pela	relação	de	longo	prazo	com	
os	clientes,	o	sistema	financeiro	e	seus	profissionais	devem,	independentemente	de	qualquer	
imposição	regulatória,	calibrar	as	recomendações	que	fazem	aos	clientes	a	necessidades,	anseios	
e	limitações	deles.
	 Nesse	 sentido,	 importa	 analisarmos	 quatro	 variáveis	 comuns	 a	 qualquer	 cliente:	 idade,	
horizonte	de	investimento,	conhecimento	do	produto	e	tolerância	ao	risco.
	 Em	relação	à	idade,	duas	considerações	são	importantes.	Em	primeiro	lugar,	o	profissional	
que	conhece	o	mercado	financeiro	e	sabe	da	correlação	básica	entre	risco	e	retorno	precisa	levar	
em	consideração	que	investimentos	de	alto	risco	dificilmente	são	recomendáveis	a	investidores	
idosos,	pois,	 se	no	 longo	prazo	ativos	de	maior	 risco	 tendem	a	oferecer	maior	 retorno,	esses	
clientes	dificilmente	estarão	vivos	no	longo	prazo,	pelo	que	podem	ser	vítimas	da	volatilidade.	
O	oposto	vale	para	investidores	jovens,	para	quem	um	portfólio	de	investimento	mais	arrojado	
pode	fazer	mais	sentido.
 
	 Em	segundo	lugar,	também	faz	pouco	ou	nenhum	sentido	recomendar	para	um	investidor	
de	idade	avançada	produtos	de	baixa	liquidez.	Assim,	amarrar	os	recursos	de	um	investidor	idoso	
em	um	produto	com	 liquidez	apenas	no	vencimento,	e	vencimento	em	alguns	anos,	não	é,	a	
rigor,	recomendável.
	 Quanto	ao	horizonte	de	 investimento,	aplica-se	consideração	análoga	à	da	 idade.	Nesse	
caso,	 contudo,	a	preocupação	é,	 sobretudo,	para	quando	é	necessário	 ter	 liquidez.	Assim,	 se	
um	casal	deseja	utilizar	suas	economias	para	comprar	um	carro	em	seis	meses,	é	inadequado	
recomendar	um	investimento	com	liquidez	apenas	em	mais	de	seis	meses.	Agora,	se	o	mesmo	
casal	está	poupando	para	uma	aposentadoria,	faz	pouco	sentido	sugerir	investimentos	de	curto	
prazo	que,	em	geral,	têm	retorno	menor	que	aqueles	de	menor	liquidez.
	 Em	relação	ao	conhecimento	do	produto,	é	extremamente	importante	para	a	manutenção	
de	uma	relação	de	confiança	com	o	cliente	que	ele	entenda	as	características	do	produto	no	qual	
está	investindo.	Isso	evita	frustrações	decorrentes	do	desalinhamento	de	expectativas.	Em	razão	
disso,	é	inadequado	sugerir	produtos	de	maior	complexidade	para	clientes	com	conhecimentos	
e	experiência	de	investimentos	limitados.
	 Por	fim,	no	que	diz	respeito	à	tolerância	ao	risco,	é	importante	observar	que	os	clientes	
apresentam	 diferentes	 perfis	 de	 investimento.	 Enquanto	 alguns	 são	 mais	 arrojados,	 tendo	
tolerância	maior	 ao	 risco	 e	 à	 volatilidade,	 outros	 são	 extremamente	 cautelosos	 e	 avessos	 a	
qualquer	incerteza	ou	oscilação.	Assim,	é	inadequado	sugerir	a	um	cliente	muito	conservador	e	
avesso	ao	risco	um	produto	de	alto	risco	e	volatilidade,	pois	esse,	ao	acompanhar	o	desempenho	
do	seu	investimento,	ficará	ansioso	e	desconfortável,	o	que	prejudicará	sua	relação	de	longo	prazo	
com	o	profissional	que	o	assessorou,	com	a	instituição	financeira	que	o	profissional	representa	e	
até	mesmo	com	o	próprio	sistema	financeiro.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.4 Análise do Perfil do Investidor (API)
	 A	API,	como	visto,	é	a	atividade	necessária	à	indicação	adequada	de	produtos	e	serviços	
aos	investidores,	de	modo	a	possibilitar	que	eles	tenham	uma	interação	positiva	e	satisfatória	
com	o	mercado	financeiro.	Como	tal,	tem	ganhado	força	mundo	afora	enquanto	boa	prática	na	
condução	de	negócios	no	mercado	financeiro.	Por	essa	razão	que,	no	Brasil,	seguida	do	impulso	
inicial	das	normas	autorreguladoras	da	ANBIMA,	ganhou	a	atenção	do	principal	regulador	estatal	
do	mercado	de	capitais,	a	CVM.
	 Nesse	sentido,	considerando	que	já	foram	abordadas	as	exigências	da	ANBIMA,	importa	
nesta	 seção	 detalhar	 as	 exigências	 regulatórias	 referentes	 às	 matérias	 trazidas	 pela	 CVM,	
sobretudo	por	meio	da	publicação	da	Instrução	CVM	539.
 2.4.1 Instrução CVM 539 – dever de verificação da adequação de produtos, serviços e 
operações ao perfil do cliente (suitability) – finalidade e para quem se aplica a regra
	 Publicada	originalmente	em	2013,	a	partir	de	discussões	conduzidas	com	o	mercado	por	
meio	de	audiências	públicas	desde	2011,	 e	parcialmente	atualizada	pela	 Instrução	CVM	554,	
a	 Instrução	 CVM	 539	 já	 é	 hoje	 elemento	 normativo	 consolidado,	 cuja	 atenta	 observância	 é	
requerida	de	todo	o	mercado	financeiro	e	de	capitais.
	 Mediante	a	 imposição	do	dever	de	verificação	da	adequação	não	só	dos	produtos,	mas	
também	dos	serviços	e	operações,	ao	perfil	de	cada	cliente	(suitability21),	o	que	se	busca	é	oferecer	
ao	público	o	acesso	a	um	mercado	financeiro	que	desempenhe	adequadamente	sua	função	de	
prestar	serviços	aptos	a	melhorar	a	vida	das	pessoas.	A	ideia,	portanto,	é	oferecer	o	mercado	
financeiro	 como	 uma	 ferramenta	 que	 possibilite	 à	 população	 um	 planejamento	 financeiro	
adequado.	 Isso	 especialmente	 em	 contraposição	 a	 práticas	 vistas	 na	 história	 de	 captação	
inescrupulosa	 de	 recursos	 que,	 se	 no	 curto	 prazo	 possibilitavam	 lucros	 aos	 intermediários	
financeiros,	no	longo	prazo	plantavam	sementes	de	instabilidade	e	desconfiança,	prejudicando	a	
imagem	do	mercado	financeiro,	sua	estabilidade	e	a	relação	de	confiança	com	os	investidores.
	 Confiança	e	estabilidade	são,	portanto,	conceitos-chave	para	o	entendimento	da	finalidade	
que	têm	as	regras	de	suitability.	A	fim	de	obter	sua	melhor	compreensão,	um	esclarecimento	um	
pouco	mais	detalhado	é	adequado.
	 No	que	se	refere	à	confiança,	embora	seja	altamente	desejável	que	a	população	aprimore	
sua	educação	financeira,	fato	é	que	grande	parte	das	pessoas	tem	conhecimento	muito	limitado	
acerca	de	características	e	funcionamento	de	produtos	e	serviços	financeiros.	Justamente	por	isso	
a	atividade	do	profissional	especialista	é	importante.	Entretanto,	dada	a	assimetria	informacional	
existente	 entre	o	 cliente	 e	 o	 especialista,	 a	 confiança	 se	 torna	 elemento	 indispensável	 dessa	
relação.
21	A	expressão
inglesa	corresponde	a	um	substantivo	que	representa	a	qualidade	daquilo	que	é	adequado/apropriado	(“suitable”)	a	
alguém,	algo	ou	alguma	situação.
33
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 Essa	situação	é	análoga	àquela	verificada	entre	paciente	e	médico.	O	paciente	geralmente	
não	tem	o	conhecimento	aprofundado	por	anos	de	estudo	e	prática	do	médico,	pelo	que	nem	
sempre	é	capaz	de	avaliar	se	aquilo	que	o	médico	está	dizendo	é	mesmo	o	mais	apropriado	à	
sua	saúde.	Logo,	para	garantir	o	melhor	tratamento,	prefere	sempre	alguém	de	sua	confiança.	
Confiança	essa	que	pode	advir	tanto	de	uma	relação	familiar	pré-existente	quanto	ser	construída	
mediante	um	histórico	de	bons	diagnósticos	e	recomendações.	A	mesma	coisa	vale	para	a	relação	
entre	o	investidor	e	o	profissional	especialista.	Afinal,	se	o	especialista	indicar	produtos	que	no	
decorrer	do	tempo	se	mostrem	inadequados,	a	confiança	necessária	ao	bom	desenvolvimento	
dessa	 relação	cessará,	prejudicando,	 inclusive,	o	bom	desenvolvimento	não	só	da	carreira	do	
profissional,	mas	do	mercado	financeiro	como	um	todo.
	 Já	no	que	diz	respeito	à	estabilidade,	é	preciso	levar	em	consideração	que	muitas	opções	de	
investimentos	têm	desempenho	variável	a	depender	de	fatores	externos.	Mais	do	que	isso,	muitas	
opções	de	 investimento	podem	 ter	 seu	desempenho	 tanto	prejudicado	pura	e	 simplesmente	
em	razão	do	comportamento	de	investidores	receosos,	quanto	fortemente	estimulado	apenas	
por	 investidores	 eufóricos.	 Em	 razão	 disso,	 investidores	 que	 tenham	 pouco	 conhecimento	
financeiro	ou	baixa	tolerância	ao	risco,	mas	que	mesmo	assim	detenham	um	produto	de	maior	
complexidade	ou	mais	 sujeito	 a	 riscos	 e	 volatilidade,	 tendem	a	 ter	 reações	desproporcionais	
tanto	a	informações	adversas	quanto	a	rentabilidades	extraordinárias.	Em	linguagem	coloquial,	
são	 investidores	que	“se	deixam	 levar”	mais	 facilmente.	Esse	comportamento	pode	favorecer	
a	criação	de	bolhas22	ou	a	propagação	de	pânicos23,	o	que,	por	sua	vez,	pode	comprometer	a	
estabilidade	financeira	de	um	sistema.
	 Um	dos	produtos	de	 investimento	em	que	a	questão	da	 importância	do	suitability	para	
preservação	 da	 estabilidade	mais	 se	 evidencia	 são	 as	 ações	 de	 empresas	 listadas	 em	 bolsa.	
Investidores	que	não	compreendam	os	riscos	e	as	oscilações	inerentes	a	esse	produto	podem	
contribuir	para	a	valorização	de	uma	ação	muito	acima	de	qualquer	fundamento	econômico	e	
para	quedas	acentuadas	e	repentinas	no	preço	das	ações	com	base	em	boatos	com	pouco	ou	
nenhum	fundamento.
	 Explicitada	 a	 finalidade	 das	 regras	 de	 suitability,	 importa	 explicitar	 que	 elas	 se	 aplicam	
a	 todas	 as	 pessoas	 habilitadas	 a	 atuar	 como	 integrantes	 do	 sistema	 de	 distribuição24 e aos 
consultores	de	valores	mobiliários25	.
22	Assim	entendidas	como	o	crescimento	expressivo	e	insustentável	da	precificação	de	um	ativo.
23		Assim	entendidos	como	a	intolerância	generalizada	a	qualquer	grau	de	risco.
24		Tal	como	definido	no	art.	15	da	Lei	6.385/76.	
25		Conforme	habilitados	pela	CVM	e	cadastrados	na	Central	de	Sistema	da	CVM,	disponível	em:	http://sistemas.cvm.gov.br/?CadGeral.	
Acesso	em:	25	jul.	2017.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 2.4.1.1 Abrangência; perfil do cliente; categorias de produtos; vedações e obrigações; 
regras, procedimentos e controles internos; atualizações e dispensas
	 Como	dito,	a	Instrução	CVM	539	busca	impedir	que	as	pessoas	habilitadas	a	atuar	como	
integrantes	 do	 sistema	 de	 distribuição	 e	 os	 consultores	 de	 valores	mobiliários	 recomendem	
produtos,	realizem	operações	ou	prestem	serviços	sem	que	verifiquem	a	adequação	destes	ao	
perfil	do	cliente.
 As regras de verificação da suitability determinadas pela CVM são, portanto, aplicáveis 
às recomendações de produtos ou serviços, direcionadas a clientes específicos, realizadas 
mediante contato pessoal ou com o uso de qualquer meio de comunicação, seja sob forma 
oral, escrita, eletrônica ou pela rede mundial de computadores. É	 importante	notar	 que	 as	
regras	de	suitability	devem	ser	adotadas	para	o	cliente	titular	da	aplicação.
	 No	que	se	refere	à	verificação	da	adequação	do	perfil	propriamente	dito,	os	integrantes	do	
sistema	de	distribuição	e	os	consultores	de	valores	mobiliários	devem	observar	se:
 	O	produto,	o	serviço	ou	a	operação	é	adequado aos objetivos de investimento do cliente.
	 	 Para	tal,	devem	verificar,	no	mínimo:	
	 	 •	o	período	em	que	o	cliente	deseja	manter	o	investimento;
	 	 •	as	preferências	declaradas	do	cliente	quanto	à	assunção	de	riscos;	e
	 	 •	as	finalidades	do	investimento.
 A situação financeira do cliente é compatível com o produto, serviço ou operação.
	 	 Para	tal,	devem	verificar,	no	mínimo:
	 	 •	o	valor	das	receitas	regulares	declaradas	pelo	cliente;
	 	 •	o	valor	e	os	ativos	que	compõem	o	patrimônio	do	cliente;	e
	 	 •	a	necessidade	futura	de	recursos	declarada	pelo	cliente.
 O cliente tem conhecimento necessário para compreender os riscos relacionados
 ao produto,	serviço	ou	operação.	Para	tal,	devem	verificar,	no	mínimo:
	 	 •	os	tipos	de	produtos,	serviços	e	operações	com	os	quais	o	cliente	tem	familiaridade;
	 	 •	a	natureza,	o	volume	e	a	frequência	das	operações	já	realizadas	pelo	cliente	no	mercado	
	 	 	 de	valores	mobiliários,	bem	como	o	período	em	que	tais	operações	foram	realizadas;	e
	 	 •	a	formação	acadêmica	e	a	experiência	profissional	do	cliente,	caso	se	trate	de	pessoa	
	 	 	 física.
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ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 Para	além	desses	pontos,	os	responsáveis	pelas	verificações	de	suitability	devem	considerar	
os	custos	associados	a	produtos,	serviços	ou	operações	–	tanto	diretos	como	indiretos	–,	abstendo-
se	de	recomendar	aqueles	que	impliquem	custos	excessivos	e	inadequados	ao	perfil	do	cliente.	
Para	avaliar	esse	perfil,	contudo,	os	responsáveis	pelas	verificações	de	suitability	devem	avaliar	e	
classificar	seus	clientes	em	categorias	de	risco	a	serem	por	eles	previamente	estabelecidas.
	 Em	complemento	e	a	fim	de	melhor	verificar	a	adequação,	também	os produtos devem ser 
analisados e classificados em categorias;	essa	classificação	deve	considerar,	no	mínimo:
 	Os	riscos	associados	ao	produto	e	aos	ativos	subjacentes	a	esse	produto.
 	O	perfil	dos	emissores	e	prestadores	de	serviços	associados	ao	produto.
 	A	existência	ou	não	de	garantias.
 	Os	prazos	de	carência26.
	 Posto	isso,	a	CVM	veda	expressamente	que	as	pessoas	habilitadas	a	atuar	como	integrantes	
do	 sistema	de	distribuição	e	os	 consultores	de	 valores	mobiliários	 recomendem	produtos	ou	
serviços	aos	seus	clientes	quando	verificada	uma	das	seguintes	situações:
 	Quando	o	perfil	do	cliente	não	seja	adequado	ao	produto	ou	serviço.
 	Na	hipótese	de	não	terem	sido	obtidas	as	informações	que	permitam	a	identificação	do
	 	 perfil	do	cliente.
 	Caso	as	informações	relativas	ao	perfil	do	cliente	não	estejam	atualizadas.
	 Quanto	a	regras,	procedimentos	e	controles	internos	obrigatórios,	tem-se	que	as	pessoas	
habilitadas	 a	 atuar	 como	 integrantes	 do	 sistema	 de	 distribuição	 e	 os	 consultores	 de	 valores	
mobiliários	que	se	organizem	sob	a	forma	de	pessoa	jurídica	são	obrigadas	a:
 	Estabelecer	regras	e	procedimentos	escritos,	bem	como	controles	internos	passíveis	de	
	 	 verificação,	que	permitam	o	pleno	cumprimento	do	dever	de	verificação	da	adequação
	 	 do	perfil	do	investidor.
 	Adotar	políticas	internas	específicas	relacionadas	à	recomendação	de	produtos	complexos,	
	 	 que	ressaltem,	no	mínimo:
	 	 •	os	riscos	da	estrutura	em	comparação	com	a	de	produtos	tradicionais;	e
	 	 •	a	 dificuldade	 em	 se	 determinar	 seu	 valor,	 inclusive	 em	 razão	 de	 sua	 baixa	 liquidez;
 	 Indicar	um	diretor	estatutário	responsável	pelo	cumprimento	das	normas	estabelecidas
	 	 pela	Instrução	CVM	539.
26	Isto	é,	o	período	mínimo	pelo	qual	os	recursos	relacionados	ao	investimento	ficarão	indisponíveis	ao	cliente.
36
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
 	 É	 importante	notar	que	o	diretor	indicado	à	CVM	como	responsável	pela	elaboração	e	
observância	das	regras	de	suitability	deve	ter	sua	nomeação	ou	substituição	informada	à	CVM	no	
prazo	de	sete	dias	úteis.	Igualmente,	esse	diretor	deve	encaminhar	aos	órgãos	de	administração	
da	sua	instituição,	até	o	último	dia	útil	dos	meses	de	janeiro	e	julho,	relatório	relativo	ao	semestre	
encerrado	no	mês	imediatamente	anterior	à	data	de	entrega,	contendo,	no	mínimo:
 	Uma	avaliação	do	cumprimento	pela	pessoa	jurídica	de	regras,	procedimentos	e	controles	
	 	 internos	de	suitability.
 	As	 recomendações	 a	 respeito	 de	 eventuais	 deficiências,	 com	 o	 estabelecimento	 de	
	 	 cronogramas	de	resolução	dessas.
	 Ademais,	 sem	 qualquer	 prejuízo	 da	 responsabilidade	 do	 diretor	 referido,	 cabe	 aos	
órgãos	de	administração	das	pessoas	jurídicas	aprovar	regras	e	procedimentos	de	suitability	e	
supervisionar	o	cumprimento	e	a	efetividade	dos	controles	internos.
	 Quanto	aos	prazos	de	atualizações,	 as	pessoas	habilitadas	a	atuar	 como	 integrantes	do	
sistema	 de	 distribuição	 e	 os	 consultores	 de	 valores	mobiliários	 são	 obrigados	 a promover a 
atualização das informações relativas ao perfil de seus clientes em intervalos não superiores 
a 24 meses e a proceder a nova análise e classificação das categorias de valores mobiliários 
definidas por si em intervalos também não superiores a 24 meses.
	 Por	fim,	é	importante	notar	que	o	dever	de	verificação	da	adequação	dos	produtos,	serviços	
e	operações	ao	perfil	do	cliente	é dispensável nos seguintes casos:
 	Se	 o	 cliente	 for	 investidor	 qualificado,	 nos	 termos	 do	 art.	 9o	 -	 B	 da	 Instrução	 CVM
		 	 n.	539/2013	com	exceção	de	pessoas	naturais	que:
	 	 •	possuam	 investimentos	 financeiros	 em	 valor	 superior	 a	 R$	 10.000.000,00	 e	 que,	
	 	 	 adicionalmente,	atestem	por	escrito	sua	condição	de	investidor	profissional	mediante	
	 	 	 termo	próprio;
	 	 •	possuam	 investimentos	 financeiros	 em	 valor	 superior	 a	 R$	 1.000.000,00	 e	 que,	
	 	 	 adicionalmente,	atestem	por	escrito	sua	condição	de	investidor	qualificado	mediante
	 	 	 termo	próprio;	e	que
Saiba mais: para	 compreender	 melhor	 essas	 regras,	 procedimentos	 e	
controles,	é	bastante	interessante	buscar	na	internet	as	políticas	de	suitability	
publicadas	por	instituições	financeiras.	O	acesso	é	fácil,	o	material	é	abundante,	
e	sua	leitura	ajuda	o	profissional	a	compreender	melhor	as	práticas	de	mercado	
e	o	que	dele	se	espera	na	realização	de	uma	análise	de	perfil.
37
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 	 •	tenham	sido	aprovadas	em	exames	de	qualificação	técnica	ou	possuam	certificações
	 	 		 aprovadas	 pela	 CVM	 como	 requisitos	 para	 o	 registro	 de	 agentes	 autônomos	 de	
	 	 	 investimento,	administradores	de	carteira,	analistas	e	consultores	de	valores	mobiliários,	
	 	 	 em	relação	a	seus	recursos	próprios.
 	Se	o	cliente	for	pessoa	jurídica	de	direito	público.
 	Se	o	cliente	tiver	sua	carteira	de	valores	mobiliários	administrada	discricionariamente	por	
	 	 administrador	de	carteira	de	valores	mobiliários	autorizado	pela	CVM.
 	Se	o	cliente	tiver	o	seu	perfil	definido	por	um	consultor	de	valores	mobiliários	autorizado	
	 	 pela	CVM	nos	termos	da	Instrução	CVM	n.	592/2017,	desde	que	a	pessoa	habilitada	a	
	 	 atuar	como	integrante	do	sistema	de	distribuição:
	 	 •	tenha	 acesso	 à	 avaliação	 de	 perfil	 feita	 pelo	 consultor	 de	 valores	 mobiliários;	 e
	 	 •	verifique	 que	 os	 produtos,	 serviços	 e	 operações	 comandados	 pelo	 cliente	 estão	
	 	 	 diretamente	relacionados	à	implementação	de	recomendação	do	consultor	de	valores	
	 	 	 mobiliários	contratado	pelo	cliente.	
	 Essas	dispensas	 fazem	sentido	na	medida	em	que	se	 referem	a	agentes	econômicos	de	
grande	 conhecimento	 e	 capacidade	 de	 análise,	 ou	 assessorados	 por	 consultor	 devidamente	
autorizado	pela	CVM,	pelo	que	são	entendidos	como	plenamente	capazes	de	verificar	os	produtos	
e	serviços	que	são	adequados	ou	não	a	si.
 
 2.4.2 Adequação de produtos em função do perfil do investidor; importância e motivação 
do API para o investidor; possibilidade de venda de um produto não adequado ao perfil do 
investidor
	 Conforme	já	dito,	a	adequação	de	produtos	em	função	do	perfil	do	investidor	é	elemento	
essencial	para	a	proteção	e	promoção	de	maior	confiança	do	público	no	sistema	financeiro,	bem	
como	para	a	tutela	da	estabilidade	do	sistema.
 
	 A	motivação	dessa	adequação,	portanto,	encontra-se	diretamente	ligada	às	consequências	
indesejáveis	 decorrentes	 de	 se	 ter	 no	 sistema	 financeiro	 investidores	 na	 posse	 de	 produtos	
inadequados	 ao	 seu	 perfil.	 Tais	 consequências	 indesejáveis	 decorrem	 tanto	 dos	 efeitos	 	 que	
essa	posse	 inadequada	tem	sobre	esses	 investidores	(quebra	da	confiança),	quanto	os	efeitos	
decorrentes	das	respostas	dadas	por	esses	investidores	a	acontecimentos	externos	(promoção	
de	instabilidade	no	sistema	financeiro).
Dica: cuidado	para	não	confundir	as	regras	 impostas	pela	CVM	com	aquelas	
aplicáveis	 às	 instituições	 participantes	 dos	 Códigos	 ANBIMA.	 Pode	 haver	
muitas	semelhanças,	mas	os	Códigos	ANBIMA	impõem	obrigações	adicionais,	
conforme	a	CVM	permite	expressamente	no	art.	11	da	Instrução	CVM	539.
38
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 Não	obstante,	seria	por	demais	restritivo	à	liberdade	de	iniciativa,	valor	consagrado	como	
fundamento	 da	 República	 Federativa	 do	 Brasil27	 pela	 Constituição	 Federal	 de	 1988,	 que	 tem	
por	finalidade	assegurar	a	todos	existência	digna,	sem	exclusões	nem	discriminações,	 impedir	
clientes	em	absoluto	de	acessar	determinados	produtos	de	 investimento.	 Fazer	 isso	 também	
poderia	impactar	na	confiança	desse	investidor	no	sistema	financeiro,	uma	vez	que	ele	poderia	
interpretar	que	determinado	produto	não	é	oferecido	a	si	por	discriminação	econômica.
 
	 Assim,	é	sim	possível	que	um	cliente	realize	uma	operação	cuja	recomendação	lhe	é	vedada	
–	 seja	por	 seu	perfil	 não	 ser	 adequado,	 por	não	 terem	 sido	obtidas	 informações	necessárias	
para	identificação	do	perfil	do	cliente	ou	por	as	informações	referentes	a	esse	cliente	estarem	
desatualizadas.	Para	isso,	contudo,	quando	esse	cliente	ordenar	a	realização	da	operação	pela	
primeira	vez,	o	integrante	do	sistema	de	distribuição	acionado	deve:
 	Alertar	o	cliente,	com	indicação	clara	das	causas	de	divergência,	acerca	da:
	 	 •	ausência	de	perfil	definido;
	 	 •	desatualização	do	perfil	(falta	de	atualização	nos	últimos	24	meses);	ou
	 	 •	inadequação	da	operação	requerida	ao	respectivo	perfil.
 	Obter	declaração	expressa	do	cliente	de	que	ele	está	ciente	da	ausência,	desatualização
		 	 ou	inadequação	de	seu	perfil.
	 Com	essa	previsão,	portanto,	a	CVM	entende	que	está	protegendo	ao	menos	a	confiança	
no	 sistema	 financeiro,	 pois	 o	 cliente	 fica	 expressamente	 ciente	 de	 que	 está	 agindo	 fora	 das	
recomendações	 emitidas	 por	 integrantes	 do	 sistema	 de	 distribuição	 e	 pelos	 consultores	 de	
valores	 mobiliários.	 Ademais,	 isso	 é	 feito	 sem	 privá-lo	 de	 acessar	 determinadas	 operações,	
evitando	o	que	poderia	ser	visto	como	limitação	arbitrária	e	injusta.	Essa	foi,	portanto,	a	saída	
encontrada	pelo	regulador	para	tutelar	o	bem	jurídico	que	a	regulação	busca	proteger	ao	menor	
custo	possível	à	liberdade	econômica	dos	clientes	do	sistema	financeiro.
27	Art.	1º,	IV.	
1. É uma obrigação das instituições participantes determinada pelos Princípios Gerais do Código
de Distribuição da ANBIMA 
(A)	garantir	a	Marcação	a	Mercado	(MaM)	dos	ativos.
(B)	realizar	auditorias	nas	empresas	emissoras	de	valores	mobiliários	que	distribua.
(C)	garantir	o	retorno	de	produtos	de	investimento	de	renda	fixa	que	distribua.
(D) identificar	 conflitos	 de	 interesse	 que	 possam	 afetar	 a	 imparcialidade	 da	 atividade	 de
		 distribuição.
2. É uma exigência
mínima estabelecida pelo Código de Distribuição da ANBIMA para as
instituições participantes
(A)	manter	uma	área	de	compliance	para	reparar	os	danos	resultantes	das	perdas	financeiras	dos
	 clientes.
(B)	adotar	procedimentos	formais	denominados	como	conheça	seu	cliente,	de	modo	a	identificar
	 operações	incompatíveis	com	o	patrimônio	e/ou	renda	do	investidor.
(C)	contratar	Agente	Autônomo	de	Investimento	(AAI)	para	a	distribuição	e	mediação	de	valores
	 mobiliários.
(D)	ter	uma	política	interna	proibindo	a	equipe	de	distribuição	de	produtos	de	investimento	de
	 investir	em	derivativos.
 
3. De acordo com o Código de Distribuição da ANBIMA, na elaboração de publicidade e
divulgação de materiais técnicos dos produtos de investimento, as instituições participantes
devem produzi-los com
(A)	informações	claras	e	necessárias	para	a	tomada	de	decisão	do	cliente.
(B)	linguagem	técnica	e	formal.
(C)	promessa	ou	garantia	de	resultados	futuros.
(D)	expectativas	do	administrador	em	que	não	existe	uma	base	técnica.
4. Para definir a SITUAÇÃO FINANCEIRA do investidor, como parte do processo de verificar o
perfil do investidor, estabelecido no Código de Distribuição da ANBIMA, a instituição deverá
obter informações do cliente sobre
I. os tipos de produtos, serviços e operações com os quais o investidor tem familiaridade.
II. o valor e os ativos que compõem o seu patrimônio.
III. a necessidade futura de recursos declarada.
Está correto o que se afirma em
(A)	I	e	II,	apenas.
(B)	I	e	III,	apenas.
(C)	II	e	III,	apenas.
(D)	I,	II	e	III.
39
QUESTÕES
5. O cadastro dos dados dos clientes das instituições financeiras
(A)	deve	 reunir	 o	 maior	 número	 de	 informações,	 independentemente	 da	 atualização	 desse
	 cadastro,	para	a	prevenção	de	lavagem	de	dinheiro.
(B)	deve	estar	completo	e	atualizado	para	auxiliar	na	verificação	da	capacidade	financeira	desses
	 clientes	com	o	objetivo	de	prevenir	o	crime	de	lavagem	de	dinheiro.
(C)	pode	 ser	 atualizado	 pelos	 canais	 de	 atendimento	 telefônico,	 sem	 a	 necessidade	 da
	 comprovação	desses	dados.
(D)	pode	ser	atualizado,	a	qualquer	momento,	a	critério	dessas	instituições
6. O princípio conheça seu cliente (KYC) tem como objetivo
(A)	manter	os	investidores	atualizados	sobre	as	características	dos	produtos	bancários.
(B)	reunir	o	maior	número	de	informações	para	identificar	possíveis	clientes	inadimplentes.
(C)	alertar	aos	clientes	situações	em	que	possam	vir	a	adquirir	produtos	inadequados	ao	perfil	de
	 risco.
(D)	realizar	o	monitoramento	contínuo	das	transações	efetuadas	pelos	clientes	para	identificar
	 aquelas	 que	 são	 consideradas	 suspeitas	 de	 acordo	 com	 o	 patrimônio	 e/ou	 a	 renda	 do
	 investidor.
7. Quanto ao registro das operações dos clientes, as instituições financeiras são obrigadas a
mantê-lo integralmente,
(A)	sem	identificar	esses	clientes,	pelo	prazo	mínimo	de	cinco	anos.
(B)	sem	identificar	esses	clientes,	pelo	prazo	mínimo	de	dez	anos.
(C)	identificando	esses	clientes,	pelo	prazo	mínimo	de	cinco	anos.
(D)	identificando	esses	clientes,	pelo	prazo	mínimo	de	dez	anos.
8. De acordo com as normas do BACEN e da CVM, considera-se um indício de crime de lavagem
de dinheiro a realização de transações
(A)	que	tenham	como	uma	das	partes	empresas	de	consultoria	e/ou	administradoras	de	bens.
(B)	de	valores	superiores	a	R$	10	milhões.
(C)	nas	quais	não	é	possível	identificar	o	beneficiário	final.
(D)	entre	empresas	de	um	mesmo	grupo	empresarial.
9. As instituições financeiras têm a obrigação de comunicar a ocorrência de determinadas
operações suspeitas de lavagem de dinheiro
(A)	ao	Ministério	Público	Federal.
(B)	à	Polícia	Federal.
(C)	ao	Coaf.
(D)	à	Receita	Federal
40
QUESTÕES
10. Pelas normas do BACEN, a partir de 2018, as instituições financeiras devem comunicar ao
Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) as operações ou propostas de operações 
de depósito em espécie, saque em espécie ou saque em espécie por meio de cartão pré-pago, 
de valor igual ou superior a
A)	R$	100.000,00
(B)	R$	250.000,00
(C)	R$	500.000,00
(D)	R$	50.000,00
11. Quanto ao descumprimento das obrigações das medidas de prevenção à lavagem de 
dinheiro, os agentes sujeitos às penalidades administrativas são o diretor responsável pela
implementação e pelo cumprimento dessas medidas
(A)	e	a	instituição	financeira,	apenas.
(B)	e	os	demais	administradores	da	instituição	financeira,	apenas.
(C)	a	instituição	financeira,	e	os	demais	administradores	da	instituição	financeira.
(D)	e	o	funcionário	da	instituição	responsável	pela	conta,	apenas.
12. Ao praticar a lavagem de dinheiro, um indivíduo estará criminalmente sujeito
(A)	à	pena	de	inabilitação	para	o	exercício	do	cargo	de	administrador	das	pessoas	jurídicas.
(B)	às	penas	de	reclusão	e	multa.
(C)	à	pena	de	cassação	ou	suspensão	da	autorização	para	o	exercício	de	atividade,	operação	ou
	 funcionamento.
(D)	à	pena	de	reclusão,	apenas.
13. Um cliente procurou determinada instituição financeira para obter empréstimo pessoal. O
funcionário dessa instituição informou ao cliente que
I. poderá reduzir a taxa de juros no empréstimo pessoal, se ele contratar um seguro de
 proteção ao crédito, que lhe será oferecido por valor abaixo do habitual.
II. poderá lhe conceder o empréstimo, desde que ele contrate um seguro de proteção ao
 crédito.
Nesse caso, I e II representam, respectivamente, as práticas
(A)	de	venda	casada	e	de	venda	casada.
(B)	promocional	e	de	venda	casada.
(C)	promocional	e	promocional.
(D)	de	venda	casada	e	promocional.
41
QUESTÕES
14. Para investidores idosos, são recomendáveis investimentos de
(A)	baixo	risco	e	baixa	liquidez.
(B)	baixo	risco	e	alta	liquidez.
(C)	alto	risco	e	alta	liquidez.
(D)	alto	risco	e	baixa	liquidez
15. As regras de suitability determinadas pela CVM são aplicáveis às recomendações de
produtos ou serviços que sejam realizadas por meio de 
((A)	contato	pessoal,	apenas.
(B)	contato	pessoal	ou	telefônico,	apenas.
(C)	contato	pessoal	ou	comunicação	escrita.
(D)	contato	pessoal	ou	quaisquer	meios	de	comunicação.
16. Para a compatibilidade da situação financeira do cliente pessoa física e da oferta de um
produto de investimento, no processo de API, um profissional deverá verificar
(A)	a	profissão	exercida	pelo	cliente.
(B)	a	finalidade	do	investimento.
(C)	o	valor	e	os	ativos	que	compõem	o	patrimônio	do	cliente.
(D)	a	formação	acadêmica	e	experiência	profissional	do	cliente.
17. Um gerente de uma instituição financeira NÃO poderá recomendar produtos ou serviços
quando o cliente
(A)	apresentar	perfil	classificado	como	conservador.
(B)	apresentar	perfil	com	informações	desatualizadas.
(C)	tiver	idade	igual	ou	inferior	a	21	anos.
(D)	tiver	um	horizonte	de	investimento	de	curto	prazo.
18. Em procedimentos e controles internos obrigatórios, determinados pelas regras de
suitability, a instituição financeira é responsável por
 
(A)	elaborar	 relatórios	 periódicos	 da	 verificação	 da	 Adequação	 do	 Perfil	 do	 Investidor	 (API),
	 submetendo-os	ao	Banco	Central.
(B)	contar	com	uma	área	jurídica	responsável	pelo	cumprimento	das	normas.
(C)	ter	um	diretor	estatutário	responsável	pelo	cumprimento	das	normas.
(D)	elaborar	 relatórios	 periódicos	 da	 verificação	 da	 Adequação	 do	 Perfil	 do	 Investidor	 (API),
	 submetendo-os	à	auditoria	externa.
42
QUESTÕES
19. Um gerente de uma instituição financeira está dispensado do dever de verificar a adequação 
de produtos, serviços e operações ao perfil quando o cliente 
(A)	for	pessoa	natural	com	investimento	financeiro	superior		a			R$	10.000.000,00		e	atestar,	por	
	 escrito,	sua	condição	de	investidor	profissional.	
(B)	tiver	sua	carteira	de	valores	mobiliários	administrada	por	administrador	autorizado	pela	CVM.
(C)	for	diretor	de			instituição		financeira.	
(D)	for	graduado	em		Direito,	Economia		e/ou		Administração.
20. Conforme as regras da CVM para a Análise do Perfil do Investidor (API), é permitido que
um cliente realize uma primeira operação
cuja recomendação lhe seja vedada, em função da
ausência de preenchimento do API, desde que obtenha
(A)	 autorização	expressa	do	diretor	da	 instituição	 responsável	 pela	observância	das	 regras	de
	 suitability.
(B)	 autorização	 expressa	 da	 auditoria	 externa	 contratada	 pela	 instituição	 responsável	 pela
	 observância	das	regras	de	suitability.
(C)	declaração	expressa	do	cliente	e	do	cônjuge	(quando	casado)	de	que	estão	cientes	da	ausência
	 de	seu	perfil.
(D)	declaração	expressa	do	cliente	de	que	está	ciente	da	ausência	de	seu	perfil.
43
QUESTÕES
1. D
Justificativa:	 Identificar,	 administrar	 e	 mitigar	 eventuais	 conflitos	 de	 interesse	 que	 possam
afetar	 a	 imparcialidade	 das	 pessoas	 que	 desempenhem	 funções	 ligadas	 à	 Distribuição	 de
Produtos	de	Investimento	é	uma	das	obrigações	impostas	pelos	princípios	gerais	do	Código	de
Distribuição.
2. B
Justificativa:	Integram	as	exigências	mínimas	a	obrigação	das	instituições	participantes	de	adotar
procedimentos	 formais	 de	 conheça	 seu	 cliente	 (KYC)	 compatíveis	 com	 o	 porte,	 o	 volume,	 a
natureza	e	a	 complexidade	das	 transações	envolvendo	produtos	de	 investimento,	buscando	o
monitoramento	contínuo	das	transações,	de	modo	a	identificar	aquelas	que	são	suspeitas	e/ou
incompatíveis	com	o	patrimônio	e/ou	renda	do	cliente.	
3. A
Justificativa:	 As	 instituições	 participantes	 devem	 produzir	 publicidade	 ou	 material	 técnico
adequado	ao	seu	público-alvo,	com	informações	claras,	minimizando	incompreensões	quanto	ao
seu	conteúdo,	e	privilegiando	informações	necessárias	para	a	tomada	de	decisão.
4. C
Justificativa:	Para	verificar	a	SITUAÇÃO	FINANCEIRA	do	investidor,	a	 instituição	financeira	deve
analisar,	no	mínimo,	o	valor	das	 receitas	 regulares	declaradas	pelo	cliente;	o	valor	e	os	ativos
que	 compõem	 o	 patrimônio	 do	 cliente;	 e	 a	 necessidade	 futura	 de	 recursos	 declarada	 pelo
cliente.
5. B
Justificativa:	Um	cadastro	completo	e	atualizado	auxilia	na	verificação	da	capacidade	financeira
do	cliente,	o	que	permite	mais	facilmente	a	identificação	de	operações	suspeitas.
6. D
Justificativa:	O	princípio	“conheça	seu	cliente”	ao	almejar	reunir	as	mais	diversas	 informações
sobre	os	clientes	das	instituições	financeiras,	possibilita	a	realização	de	uma	análise	mais	precisa
sobre	 regularidade	 ou	 irregularidade	 das	 operações	 realizadas	 pelos	 clientes,	 permitindo
identificar	aquelas	consideradas	suspeitas	de	acordo	com	o	patrimônio	e/ou	a	renda	do	investidor,
análise	essa	que	funciona	como	proteção	da	instituição	financeira	e	de	seus	profissionais.
7. C
Justificativa:	A	obrigação	de	manter	os	registros	de	todas	as	transações,	com	a	devida	identificação
dos	clientes,	tem	prazo	determinado,	o	qual	varia	entre	5	e	10	anos,	podendo	ser	estendido	em
caso	de	processo	administrativo.
8. C
Justificativa:	As	 transações	nas	quais	não	é	possível	 identificar	o	beneficiário	final	 configuram
indícios	de	lavagem	de	dinheiro,	conforme	os	normativos	da	CVM	(art.	6º,	Instrução	CVM	301)	e
do	BACEN	(art.	10,	Circular	BACEN	3.461).
9. C
Justificativa:	De	acordo	com	a	Instrução	CVM	301,	art.	7º,	e	a	Circular	BACEN	3.839,	as	instituições
financeiras	têm	a	obrigação	de	comunicar	a	ocorrência	de	determinadas	operações	suspeitas	ao
Coaf.
44
RESPOSTAS
10. D
Justificativa:	 R$	 50.000,00	 corresponde	 ao	montante	 igual	 ou	 acima	 do	 qual,	 de	 acordo	 com
a	Circular	BACEN	3.839,	as	 instituições	financeiras	devem	comunicar	ao	Coaf	as	operações	ou
propostas	de	operações	de	depósito	em	espécie,	saque	em	espécie,	ou	saque	em	espécie	por
meio	de	cartão	pré-pago.
11. C
Justificativa:	 A	 alternativa	 apresenta	 todos	 os	 sujeitos	 que	 estão	 suscetíveis	 a	 penalidades
administrativas	nos	 termos	da	Lei	9.613/98,	do	art.	10	da	 Instrução	CVM	301	e	do	art.	18	da
Circular	BACEN	3.461.
12. B
Justificativa:	O	art.	1º	da	Lei	9.613/98	prevê	pena	de	reclusão	e	multa	para	a	prática	do	crime
de	lavagem	de	dinheiro	e	é	aplicável	tanto	a	quem	cometer	o	crime	quanto	a	quem	ajudar	no	
processo	de	lavagem	de	dinheiro.
13. B
Justificativa:	 A	 alternativa	 enquadra	 corretamente	 cada	 uma	 das	 situações	 como	 prática
promocional	e	de	venda	casada,	respectivamente.
14. B
Justificativa:	 Em	 geral,	 os	 investimentos	 de	 baixo	 risco	 e	 alta	 liquidez	 são	 recomendáveis	 a
investidores	idosos.	Os	investimentos	de	alto	risco	dificilmente	são	recomendáveis	a	investidores
idosos,	 pois,	 se	no	 longo	prazo	ativos	de	maior	 risco	 tendem	a	oferecer	maior	 retorno,	 esses
clientes	dificilmente	estarão	vivos	no	longo	prazo,	pelo	que	podem	ser	vítimas	da	volatilidade.
Também	 faz	 pouco	 ou	 nenhum	 sentido	 recomendar	 para	 um	 investidor	 de	 idade	 avançada
produtos	de	baixa	liquidez.	Assim,	amarrar	os	recursos	de	um	investidor	idoso	em	um	produto
com	liquidez	apenas	no	vencimento,	e	vencimento	em	alguns	anos,	não	é,	a	rigor,	recomendável.
15. D
Justificativa:	De	acordo	com	a	Instrução	CVM	539,	art.	1º,	§	1º,	as	regras	de	suitability	incidem
sobre	as	recomendações	realizadas	pela	forma	de	contato	pessoal	ou	com	o	uso	de	qualquer	meio	
de	comunicação,	seja	sob	forma	oral,	escrita,	eletrônica	ou	pela	rede	mundial	de	computadores.
16. C
Justificativa:	 A	 Instrução	 CVM	 539,	 art.	 2º,	 §	 2º,	 determina	 que,	 para	 a	 verificação	 da
compatibilidade	 da	 situação	 financeira	 do	 cliente	 com	 o	 produto,	 serviço	 ou	 operação,	 seja
analisado,	no	mínimo,	(i)	o	valor	das	receitas	regulares	declaradas	pelo	cliente;	(ii)	o	valor	e	os	
ativos	que	compõem	o	patrimônio	do	cliente;	e	(iii)	a	necessidade	futura	de	recursos	declarada	
pelo	cliente.
17. B
Justificativa:	 A	 falta	 de	 atualização	 das	 informações	 do	 perfil	 do	 cliente	 é	 uma	das	 hipóteses
estabelecidas	pela	CVM	de	vedação	à	recomendação	de	produtos	ou	serviços	aos	clientes	pelos
integrantes	do	sistema	de	distribuição	e	pelos	consultores	de	valores	mobiliários.	Essas	pessoas,
conforme	o	art.	5º	da	Instrução	CVM	539,	estão	vedadas	a	recomendar	produtos	ou	serviços	aos
clientes	quando:	(i)	o	perfil	do	cliente	não	for	adequado	ao	produto	ou	serviço;	(ii)	não	forem
obtidas	as	informações	que	permitam	a	identificação	do	perfil	do	cliente;	ou	(iii)	as	informações
relativas	ao	perfil	do	cliente	não	estiverem	atualizadas.
45
RESPOSTAS
18. C
Justificativa:	A	CVM	determina,	como	procedimento	obrigatório,	para	as	pessoas	habilitadas	a
atuar	como	integrantes	do	sistema	de	distribuição	e	para	os	consultores	de	valores	mobiliários
que	 se	 organizem	 sob	 a	 forma	 de	 pessoa	 jurídica,	 a	 indicação	 de	 um	 diretor	 estatutário
responsável	pelo	cumprimento	das	normas	estabelecidas	pela	Instrução	CVM	539.	As	regras	da
CVM	sobre	os	procedimentos	e	controles	 internos	obrigatórios	de	suitability,	previstas	no	art.
7º	da	Instrução	CVM	539,	determinam	que	as	pessoas	habilitadas	a	atuar	como	integrantes	do
sistema	de	distribuição	e	os	consultores	de	valores	mobiliários	que	se	organizem	sob	a	 forma
de	pessoa	jurídica	devem:	(i)	estabelecer	regras	e	procedimentos	escritos,	bem	como	controles
internos	passíveis	de	verificação,	que	permitam	o	pleno	cumprimento	do	dever	de	verificação
da	 adequação	 do	 perfil	 do	 investidor;	 (ii)	 adotar	 políticas	 internas	 específicas	 relacionadas	 à
recomendação	 de	 produtos	 complexos;	 (iii)	 indicar	 um	 diretor	 estatutário	 responsável	 pelo
cumprimento	das	normas	estabelecidas	pela	Instrução	CVM	539.
19. B
Justificativa:	 Quando	 o	 cliente	 tiver	 sua	 carteira	 de	 valores	 mobiliários	 administrada	 por	
administrador	autorizado	pela	CVM,	o	profissional	está	dispensado	do	dever	de	verificação	da	
adequação	dos	produtos,	 serviços	e	operações	ao	perfil	do	cliente.	As	 	hipóteses	de	dispensa	
estão	previstas	no	art.	9º	da	Instrução	CVM	539,	segundo	o	qual	as	pessoas	habilitadas	a	atuar		
como	integrantes	do	sistema	de	distribuição	e	os	consultores	de	valores	mobiliários	podem	deixar			
de	observar	o	referido	dever	se:	(i)	o	cliente	for	investidor	qualificado,	com	exceção	de	pessoas	
naturais
que:	 (a)	 possuam	 investimentos	 financeiros	 em	 valor	 superior	 a	 R$	 10.000.000,00	
e	 	que,	adicionalmente,	atestem	 	por	escrito	 sua	condição	de	 investidor	qualificado	mediante	
termo	 	 	 próprio;	 (b)	 possuam	 investimentos	 financeiros	 em	 valor	 superior	 a	 R$	 1.000.000,00	
e	 que,	 adicionalmente,	 atestem	 por	 escrito	 sua	 condição	 de	 investidor	 qualificado	mediante	
termo			próprio;	e	que	(c)	tenham	sido	aprovadas	em	exames	de	qualificação	técnica	ou	possuam		
certificações	 aprovadas	 pela	 CVM	 como	 requisitos	 para	 o	 registro	 de	 agentes	 autônomos	 de		
investimento,	 administradores	 de	 carteira,	 analistas	 e	 consultores	 de	 valores	mobiliários,	 em		
relação	a		seus	recursos	próprios;	(ii)	o	cliente	for	pessoa	jurídica	de	direito		público;	ou	(iii)	o	cliente	
tiver	sua	carteira	de	valores	mobiliários	administrada	discricionariamente	por	administrador	de	
carteira	de	valores	mobiliários	autorizado	pela	CVM.
20. D
Justificativa:	A	CVM	determina	a	necessidade	de	obtenção	de	declaração	expressa	do	cliente	de
que	está	ciente	da	ausência,	desatualização	ou	inadequação	de	seu	perfil,	para	a	realização	da
operação.	O	art.	6º	da	Instrução	CVM	539	prevê	que	na	primeira	vez	em	que	o	cliente	ordenar
a	realização	da	operação	o	integrante	do	sistema	de	distribuição	acionado	deve:	(i)	alertar	o
cliente,	com	indicação	clara	das	causas	de	divergência,	acerca	da:	(a)	ausência	de	perfil	definido;
(b)	desatualização	do	perfil	(falta	de	atualização	nos	últimos	24	meses);	ou	(c)	inadequação	da
operação	requerida	ao	respectivo	perfil;	(ii)	obter	declaração	expressa	do	cliente	de	que	ele	está
ciente	da	ausência,	desatualização	ou	inadequação	de	seu	perfil.
46
RESPOSTAS
GLOSSÁRIO
47
Ações:	 frações	 ideais	do	capital	social	de	empresas.	Títulos	que	representam	para	o	acionista
direito	de	participação	na	sociedade	e,	de	maneira	indireta,	direito	sobre	os	ativos	e	sobre	os	
resultados	financeiros	da	empresa.
Ações ordinárias:	ações	que	conferem	a	seus	detentores	os	direitos	patrimoniais	garantidos	em	
lei;	especificamente,	são	ações	que	conferem	a	seus	detentores	o	direito	a	voto	nas	assembleias	
de	acionistas	das	empresas.
Ações preferenciais:	 ações	 que	 conferem	a	 seus	 detentores	 a	 prioridade	no	 recebimento	de	
dividendos	distribuídos	pela	companhia	e	no	reembolso	do	capital.
Administração Fiduciária:	 é	 o	 conjunto	 de	 serviços	 relacionados	 direta	 ou	 indiretamente	 ao	
funcionamento	e	à	manutenção	do	Fundo,	desempenhada	por	pessoa	jurídica	autorizada	pela	
Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Agência de classificação de risco:	 entidade	 responsável	 por	 analisar	 o	 risco	 de	 crédito	 de	
emissores	e	de	emissões	de	títulos	de	renda	fixa	e	por	emitir	opinião	por	meio	de	uma	nota	de	
crédito	(rating).
Agente autônomo de investimento (AAI):	é	a	pessoa	natural	que	atua	na	prospecção	e	captação	
de	 clientes,	 recepção	 e	 registro	 de	 ordens	 e	 transmissão	 dessas	 ordens	 para	 os	 sistemas	 de	
negociação	ou	de	registro	cabíveis	e	na	prestação	de	informações	sobre	os	produtos	oferecidos	
e	sobre	os	serviços	prestados	pela	instituição	integrante	do	sistema	de	distribuição	de	valores	
mobiliários	pela	qual	tenha	sido	contratado.
Agentes econômicos deficitários:	indivíduos	ou	entidades	cujas	despesas	superam	suas	receitas.
Agentes econômicos superavitários:	 indivíduos	 ou	 entidades	 cujas	 receitas	 superam	 suas	
despesas.
Agente fiduciário:	 é	 quem	 representa	 a	 comunhão	 dos	 debenturistas	 perante	 a	 companhia	
emissora,	com	deveres	específicos	de	defender	os	direitos	e	interesses	dos	debenturistas,	entre	
outros	citados	na	lei.
ANBIMA: Associação	Brasileira	das	Entidades	dos	Mercados	Financeiro	e	de	Capitais.
Aplicação:	 compra	de	um	ativo	financeiro	na	expectativa	de	que,	no	tempo,	produza	retorno	
financeiro.
Apreçamento:	 consiste	 em	 precificar	 os	 ativos	 pertencentes	 à	 carteira	 dos	 Veículos	 de	
Investimento,	pelos	respectivos	preços	negociados	no	mercado	em	casos	de	ativos	líquidos	ou,	
quando	este	preço	não	é	observável,	por	uma	estimativa	adequada	de	preço	que	o	ativo	teria	em	
uma	eventual	negociação	feita	no	mercado.
Atividade de Compliance:	 conjunto	 de	 medidas	 direcionadas	 a	 verificar	 e	 garantir	 que	 os	
diversos	setores	de	uma	companhia	observam	regras	e	padrões	impostos	pelas	normas	legais	e	
regulatórias.
48
GLOSSÁRIO
Audiência pública:	 reunião	 pública	 para	 comunicação	 e	 discussão	 de	 determinados	 assuntos	
entre	diversos	setores	da	sociedade	e	as	autoridades	públicas.
Autorregulação:	estabelecimento	ou	verificação	de	regras	feitas	pelas	pessoas	ou	entidades	que	
serão	alvo	de	regulação.
B3 S.A.:	Brasil,	Bolsa,	Balcão	(atual	Denominação	Social	da	antiga	BM&FBovespa	S.A.	–	Bolsa	de	
Valores,	Mercadorias	e	Futuros	após	fusão	com	a	Cetip	S.A.).	É	uma	empresa	de	infraestrutura	
do	mercado	financeiro	brasileiro.
BACEN:	Banco	Central	do	Brasil.
Banco de Dados da ANBIMA:	é	o	conjunto	de	informações	cadastrais	enviadas	para	a	ANBIMA	
pelas	instituições	participantes	que	são	armazenadas	de	forma	estruturada.
Benchmark:	 termo	 em	 inglês	 para	 processo	 de	 comparação	 de	 produtos,	 serviços	 e	 práticas	
empresariais.	Índice	de	referência.
Beneficiário:	pessoa	física	(ou	pessoas	físicas)	indicada	livremente	pelo	participante	para	receber	
os	valores	de	benefício	ou	resgate,	na	hipótese	de	seu	falecimento,	de	acordo	com	a	estrutura	do	
plano	de	previdência	ou	seguro	e	na	forma	prevista	pela	legislação	e	pelo	desejo	do	participante.	
Benefício:	pagamento	que	os	beneficiários	recebem	em	função	da	ocorrência	do	evento	gerador	
durante	o	período	de	cobertura,	ou	seja,	é	o	período	do	recebimento	da	renda	propriamente	
dita,	em	que	o	participante	de	um	plano	de	previdência	optará	pelo	recebimento	de	uma	renda	
temporária	ou	vitalícia.
Beneficiário final:	a	pessoa	natural	em	nome	da	qual	uma	transação	é	conduzida	ou	a	pessoa	
natural	 que,	 em	 última	 instância,	 de	 forma	 direta	 ou	 indireta,	 possui,	 controla	 ou	 influencia	
significativamente	a	entidade	em	nome	da	qual	a	transação	é	conduzida.	
Bonificação:	distribuição,	por	parte	da	companhia,	de	ações	aos	seus	acionistas	por	conta	da	
capitalização	das	reservas	de	lucro.
Cadastros de crédito:	bancos	de	dados	que	armazenam	informações	sobre	o	histórico	de	crédito	
de	pessoas	e	empresas,	a	fim	de	possibilitar	que	determinada	decisão	sobre	conceder	ou	não	um	
crédito	seja	mais	bem	fundamentada.
Caderneta de poupança:	modalidade	de	investimento	de	baixo	risco	que	credita	rendimentos	
mensalmente,	na	data	equivalente	à	data	de	aplicação	(data-base).	Seus	rendimentos	são	isentos	
de	imposto	de	renda	para	pessoa	física	e	os	depósitos	possuem	garantia	do	FGC.
Canais Digitais:	 canais	 digitais	 ou	 eletrônicos	 utilizados	 na	 distribuição	 de	 produtos	 de	
investimento,	que	servem	como	instrumentos	remotos	sem	contato	presencial	entre	o	investidor	
ou	potencial	investidor	e	a	instituição	participante.
Capital de terceiros:	recursos	levantados	pela	companhia	junto	a	terceiros	na	forma	de	dívida,	
para	fins	de	financiamento	de	suas	atividades.
49
GLOSSÁRIO
Capital próprio:	patrimônio	líquido	da	empresa,	ou	seja,	o	dinheiro	aplicado	pelos	acionistas	e	
quaisquer	lucros	retidos	pela	companhia	ao	longo	do	tempo.
Capitalização composta:	regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	é	acrescido	
de	juros	a	cada	período,	para	fins	de	cálculo	dos	juros	dos	períodos	subsequentes.
Capitalização simples: regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	serve	como	
base	de	cálculo	para	os	juros	de	todos	os	períodos.
Carência:	prazo	preestabelecido	durante	o	qual	o	participante	de	um	plano	de	previdência,	ou	
investidor,	não	tem	acesso	aos	seus	recursos.
Carta de recomendação:	 proposta	 elaborada	 pela	 área	 de	 Supervisão	 da	 ANBIMA	para	 uma	
instituição	 participante	 visando	 à	 correção	 ou	 compensação	 de	 uma	 infração	 de	 pequeno	
potencial	ofensivo.
Certificado
de Depósito Bancário (CDB):	título	de	renda	fixa	que	representa	depósito	a	prazo
realizado	por	investidores	em	uma	instituição	financeira.
Clube de investimento:	comunhão	de	recursos	de	pessoas	físicas;	é	criado	com	o	objetivo	de	
investir	 no	mercado	de	títulos	 e	 valores	mobiliários.	 Deve	 ter	 no	mínimo	3	 e	 no	máximo	50	
cotistas	e	ao	menos	67%	do	seu	patrimônio	líquido	devem	estar	investidos	em	instrumentos	de	
renda	variável	como	ações.
COAF:	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	órgão	ligado	ao	Banco	Central	que	tem	
como	missão	produzir	 inteligência	financeira	e	promover	a	proteção	dos	 setores	econômicos	
contra	a	lavagem	de	dinheiro	e	o	financiamento	ao	terrorismo.
Colocação privada:	venda	de	valores	mobiliários	emitidos	por	uma	companhia	para	um	grupo	
selecionado	de	investidores,	sem	que	haja	distribuição	pública.
Come-cotas:	recolhimento	semestral	do	Imposto	de	Renda	(IR)	incidente	sobre	os	rendimentos	
obtidos	nas	aplicações	em	determinados	fundos	de	investimento.
Comitê de Política Monetária (COPOM):	comitê	criado	no	âmbito	do	Banco	Central	do	Brasil	e	
incumbido	de	implementar	a	política	monetária,	definir	a	meta	para	a	Taxa	Selic	(e	seu	eventual	
viés)	bem	como	analisar	o	Relatório	de	Inflação.	É	formado	pelo	presidente	e	pelos	diretores	do	
Banco	Central.
Commodities:	 palavra	 em	 inglês	 para	 mercadoria.	 No	 mercado	 financeiro	 e	 de	 capitais,	
geralmente	refere-se	a	matérias-primas	e	produtos	agrícolas,	como	minério	de	ferro,	petróleo,	
carvão,	sal,	açúcar,	café,	soja,	alumínio,	cobre,	arroz,	trigo,	ouro,	prata,	paládio	e	platina.
Competências:	poderes	específicos	dados	a	determinado	agente	para	que	cumpra	as	atribuições	
a	ele	designadas.
Compliance:	função	de	cumprimento	das	políticas,	procedimentos,	controles	internos	e	regras	
estabelecidas	pela	regulação	vigente.
Cota:	menor	fração	de	um	fundo	de	investimento.
50
GLOSSÁRIO
Cotista:	investidor	de	fundos	de	investimento.
Crédito Privado:	títulos	de	renda	fixa	de	emissores	(empresas)	privados.
Custos de transação:	 conceito	econômico	utilizado	para	 representar	o	dispêndio	de	 recursos	
necessários	para	participar	de	uma	determinada	transação,	envolvendo,	mas	não	se	limitando	ao	
custo	de	planejar,	redigir,	adaptar	e	monitorar	o	cumprimento	de	contratos,	por	exemplo.
CRI:	Certificados	de	Recebíveis	Imobiliários.
CTVM:	 sociedades	 corretoras	 de	 títulos	 e	 valores	 mobiliários,	 que	 desempenham	 papel	 de	
intermediação	 de	 negócios	 entre	 os	 investidores	 e	 o	mercado.	 	 São	 	 instituições	 autorizadas	
a	 operar	 em	 bolsa	 de	 valores,	 recebendo	 as	 ordens	 dos	 clientes	 e	 colocando	 as	 ofertas	
correspondentes	no	ambiente	da	bolsa.
CVM:	Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Debêntures:	títulos	de	renda	fixa	emitidos	por	sociedades	por	ações	de	capital	aberto	ou	fechado;
representam	um	direito	de	crédito	do	investidor	sobre	a	companhia	emissora.	São	consideradas	
“simples”	quando	não	oferecem	ao	investidor	a	opção	de	conversão	em	ações	(ver	debêntures	
conversíveis).
Debêntures conversíveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 da	
mesma	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,	em	datas	determinadas	
ou	durante	um	período	de	tempo.
Debêntures incentivadas: títulos	 de	 renda	 fixa	 emitidos	 por	 companhias	 ou	 por	 sociedade	
de	 propósito	 específico	 para	 financiar	 investimentos,	 especialmente	 em	 	 áreas	 prioritárias	
para	o	Governo	Federal;	oferecem	isenção	de	imposto	de	renda	sobre	seus	rendimentos	para	
investidores	pessoas	físicas	 e	não	 residentes,	 desde	que	preencham	os	 requisitos	 legais	 para	
receberem	tal	incentivo	tributário.
Debêntures permutáveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 de	
outra	empresa	que	não	a	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,	em	
datas	determinadas	ou	durante	um	período	de	tempo.
Deflação: redução	 geral	 no	 nível	 de	 preços	 de	 uma	 economia.	 Corresponde	 a	 uma	 taxa	 de	
inflação	negativa.
Desdobramento:	 concessão	de	uma	ou	mais	 novas	 ações	para	 cada	 ação	existente;	 também	
conhecido	como	split.
Dever de diligência:	obrigação	imposta	a	alguns	agentes	que	operam	em	nome	e	benefício	de	
terceiros	de	atuar	com	a	prudência	e	o	zelo	que	se	esperariam	de	alguém	na	administração	de	
seus	próprios	negócios.
DI:	Depósito	Interfinanceiro.
Direito creditório:	direito	a	determinado	crédito	e	títulos	representativos	deste	direito.
51
GLOSSÁRIO
Distribuidor:	instituição	financeira	que	tem	como	atividade	principal	ou	acessória	a	intermediação	
de	operações	nos	mercados	regulamentados	de	títulos	e	valores	mobiliários.
Diversificação:	técnica	de	alocação	de	capital	em	diferentes	ativos,	setores	ou	mercados,	com	o	
objetivo	de	reduzir	a	exposição	do	investidor	ao	risco	particular	de	cada	um	dos	ativos.
Dívida externa:	somatório	dos	débitos	de	um	país,	resultantes	de	empréstimos	e	financiamentos	
contraídos	no	exterior	pelo	próprio	governo,	por	empresas	estatais	ou	privadas.
Dividendos:	remuneração	paga	aos	acionistas	de	uma	companhia	como	distribuição	parcial	ou	
integral	dos	lucros	obtidos	em	um	exercício.
DTVM:	sociedades	distribuidoras	de	títulos	e	valores	mobiliários.	Desempenham	papel	similar	às	
CTVM	e	são	a	elas	equiparadas	para	todos	os	fins	práticos.	Ver	CTVM.
Economia de escala:	 eficiência	econômica	obtida	por	meio	da	 intensificação	de	determinada
atividade.
Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC):	é	a	entidade	ou	sociedade	seguradora	
autorizada	a	instituir	planos	de	previdência	complementar	aberta.	Estes	podem	ser	individuais,
quando	contratados	por	qualquer	pessoa,	ou	coletivos,	quando	garantem	benefícios	a	indivíduos	
vinculados,	direta	ou	indiretamente,	a	uma	pessoa	jurídica	contratante.
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC):	 	 são	 	conhecidas	 	como	 	 fundos		
de	pensão.	 São	 instituições	 sem	fins	 lucrativos	que	mantêm	planos	 de	previdência	 coletivos,	
organizadas	pelas	empresas	para	seus	empregados,	com	o	objetivo	de	garantir	pagamento	de	
benefícios	a	seus	participantes.	Podem	também	ser	organizadas	por	associações,	sindicatos	ou	
entidades	de	classes.
Escritura de emissão:	principal	documento	legal	de	uma	emissão	de	debêntures,	do	qual	constam	
todas	as	características	dos	títulos,	incluindo	prazo	até	o	vencimento,	taxa	de	remuneração,	uso	
dos	recursos	e	obrigações	da	companhia	emissora.
Fatores de risco:	fatos	ou	condições	que	tornam	a	concretização	de	um	problema	mais	provável.
Fundo Garantidor de Crédito (FGC):	 entidade	 civil	 privada,	 sem	 fins	 lucrativos,	 criada	 em	
1995	 com	 o	 objetivo	 de	 administrar	 mecanismos	 de	 proteção	 aos	 credores	 de	 instituições	
financeiras.	Oferece	garantia	para	créditos	de	até	R$	250.000,00	por	pessoa	física	ou	jurídica,	por	
conglomerado	financeiro,	limitado	a	R$	1	milhão,	a	cada	período	de	4	anos,	para	garantias	pagas	
para	cada	CPF	ou	CNPJ.
FIDC:	Fundo	de	Investimento	em	Direitos	Creditórios.
FII:	Fundos	de	Investimento	Imobiliários.
Fonte da riqueza:	maneira	pela	qual	o	patrimônio	de	um	investidor	foi	ou	é	obtido.
Fundo aberto:	fundos	que	permitem	a	entrada	(aplicação)	e	saída	(resgate)	de	cotistas.
52
GLOSSÁRIO
Fundo Exclusivo:	fundo	destinado	exclusivamente	a	um	único	investidor	profissional,	nos	termos	
da	Regulação	em	vigor;
Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE):	fundos	cujos	únicos	cotistas	são,	direta	
ou	 indiretamente,	sociedades	seguradoras	e	entidades	abertas	de	previdência	complementar,	
cuja	 carteira	 seja	 composta	 em	 conformidade	 com	 as	 diretrizes	 estabelecidas	 pelo	 Conselho	
Monetário	 Nacional	 (CMN)	 na	 regulamentação	 que	 disciplina	 a	 aplicação	 dos	 recursos	 das	
reservas,	das	provisões	e	dos	fundos	das	sociedades	seguradoras,	das	sociedades	de	capitalização	
e	das	entidades	abertas	de	previdência	complementar.
Fundo fechado:	fundo	em	que	a	entrada	(aplicação)	e	a	saída	(resgate)
de	cotistas	não	é	permitida	
e	que	as	cotas	são	resgatadas	ao	término	do	seu	prazo	de	duração.
Fundo Reservado:	fundo	destinado	a	um	grupo	determinado	de	investidores	que	tenham	entre	si	
vínculo	familiar,	societário	ou	que	pertençam	a	um	mesmo	conglomerado	ou	grupo	econômico,	
ou	que,	por	escrito,	determinem	essa	condição;
Ganho de capital:	 representado	pela	diferença	positiva	entre	o	preço	de	venda	e	o	preço	de	
compra	de	um	ativo.
 
Gestão de Riscos:	 atividade	 de	 identificar,	mensurar,	 avaliar,	monitorar,	 reportar,	 controlar	 e	
mitigar	os	riscos	atribuídos	à	atividade	específica	de	uma	determinada	organização.
Grupamento:	é	o	inverso	da	operação	de	desdobramento	e	consiste	na	transformação	de	duas	
ou	mais	ações	existentes	em	uma	única	ação	nova;	também	conhecido	como	inplit.
Hedge: operação	que	visa	reduzir	ou	eliminar	os	riscos	de	oscilações	inesperadas	nos	preços	de	
ativos.
Heterorregulação:	 atividade	 regulatória	 desenvolvida	 por	 um	 agente	 externo	 ao	 ambiente	
regulado.
IBGE:	Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística.
Ibovespa:	Índice	da	Bolsa	de	Valores	de	São	Paulo.	É	o	principal	indicador	de	desempenho	das	
empresas	listadas	na	bolsa	e	composto	pelas	maiores	e	mais	negociadas	ações	da	B3	S.A.
IBX:	 Índice	 Brasil.	 Índice	 que	 avalia	 o	 retorno	 de	 uma	 carteira	 composta	 pelas	 ações	 mais	
negociadas	na	B3	S.A.,	selecionadas	pelo	critério	de	liquidez	e	ponderadas	pelo	valor	de	mercado	
do	free-float.
Índice de referência:	 indicador	 que	 serve	 como	 base	 de	 comparação	 para	 a	 avaliação	 do	
desempenho	relativo	de	um	instrumento	financeiro	ou	de	uma	carteira	de	ativos.
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M):	índice	de	preços	calculado	pelo	Instituto	Brasileiro	
de	Economia	(Ibre)	da	Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV).	É	uma	média	ponderada	de	outros	três	
índices	da	FGV:	o	Índice	de	Preços	ao	Produtor	Amplo	(IPA,	com	peso	de	60%),	o	Índice	de	Preços	
ao	Consumidor	(IPC,	com	peso	de	30%)	e	o	Índice	Nacional	de	Custo	da	Construção	(INCC,	com	
peso	de	10%).
53
GLOSSÁRIO
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA):	 índice	 de	 preços	 divulgado	 pelo	
Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística	(IBGE).	Busca	medir	a	variação	de	preços	de	forma	
bastante	 ampla,	 contemplando	os	 gastos	 de	 famílias	 cujo	 rendimento	mensal	 seja	 de	1	 a	 40	
salários	mínimos	e	residentes	em	áreas	urbanas.
Inflação:	conceito	econômico	que	designa	o	aumento	continuado	e	generalizado	dos	preços	de	
bens	e	serviços.
Instituição participante:	as	instituições	que	são	associadas	à	ANBIMA	ou	que	tenham	aderido,	
voluntariamente,	a	qualquer	um	dos	seus	códigos	de	autorregulação.
Instrução CVM:	ato	normativo	regulatório	emitido	pela	CVM.
Intermediação financeira:	a	atividade	de	captar	recursos	dos	agentes	superavitários,	mediante	
algum	tipo	de	contrapartida,	e	disponibilizá-los	para	agentes	deficitários,	mediante	a	cobrança	
de	juros.
Investidores:	agentes	econômicos	superavitários	que	buscam	remuneração	para	seu	capital	por	
meio	de	aplicações	em	produtos	financeiros.
Investimento:	 aplicação	 de	 capital	 em	meios	 de	 produção	 ou	 nos	mercados	 financeiro	 e	 de
capitais.
IOF:	Imposto	sobre	Operações	Financeiras.
IOSCO:	 International	 Organization	 of	 Securities	 Commissions	 (Organização	 Internacional	 das	
Comissões	de	Valores	Mobiliários).
IPO:	sigla	do	inglês	Initial	Public	Offering.	É	a	Oferta	Pública	Inicial	de	Ações,	processo	por	meio	
do	qual	os	investidores	têm	acesso	a	novas	ações	emitidas	no	mercado	primário.
IR: Imposto	de	Renda,	conforme	regulado	pela	Secretaria	da	Receita	Federal.
Juros sobre capital próprio:	remuneração	paga	aos	acionistas	como	distribuição	de	lucros	retidos	
em	exercícios	anteriores.
Letra de Crédito do Agronegócio (LCA):	 título	 de	 dívida	 emitido	 por	 instituição	 financeira	 e	
lastreado	em	créditos	do	agronegócio	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra de Crédito Imobiliário (LCI):	título	de	dívida	emitido	por	instituição	financeira	e	lastreado	
em	créditos	imobiliários	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra do Tesouro Nacional (LTN):	título	público	 federal	que	oferece	ao	 investidor	um	retorno	
predefinido	 (caso	 seja	 mantido	 até	 o	 seu	 vencimento)	 no	 momento	 da	 compra;	 não	 há	
pagamentos	de	juros	periódicos	e	não	há	atualização	do	valor	nominal	por	índice	de	preços
54
GLOSSÁRIO
Letra Financeira do Tesouro (LFT):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	pós-fixada	e	dada	
pela	Taxa	Selic	acumulada	no	período	de	investimento,	acrescida	de	ágio	ou	deságio	registrado	
no	momento	da	compra	do	título;	não	há	pagamento	de	juros	periódicos	ao	investidor	e	não	há	
atualização	do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Liquidez:	grau	de	facilidade	com	que	um	ativo	pode	ser	comprado	ou	vendido	no	mercado	a	um	
preço	adequado	ou	justo.
Marcação a mercado (MaM):	atualização	do	preço	de	um	ativo	utilizando	o	preço	verificado	no	
mercado	em	determinado	dia.
Medida da riqueza:	tamanho	do	patrimônio	acumulado	por	um	investidor.
Mercado primário:	mercado	onde	ocorrem	os	lançamentos	de	novas	ações	e	títulos	de	renda	
fixa,	 para	 a	 primeira	 aquisição	 por	 parte	 de	 investidores.	 É	 nesse	mercado	 que	 as	 empresas	
emissoras	de	valores	mobiliários	captam	recursos	para	se	financiar.
Mercado secundário:	 mercado	 onde	 os	 ativos	 financeiros	 já	 existentes	 são	 negociados	 e	
transferidos	entre	investidores.
Meta para a Taxa Selic:	taxa	de	juros	definida	pelo	Comitê	de	Política	Monetária	como	objetivo	
para	a	taxa	básica	da	economia.
Nota de crédito:	opinião	resumida	a	respeito	de	um	emissor	ou	de	uma	emissão	de	títulos	de	
renda	fixa,	publicada	por	uma	agência	de	classificação	de	risco.	Também	conhecida	como	rating.
Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	composta	
por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	acrescida	da	variação	do	
IPCA;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	6%	a.a.
Nota do Tesouro Nacional Série B Principal (NTN-B Principal):	 título	 público	 federal	 cuja	
rentabilidade	é	composta	por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	
acrescida	da	variação	do	IPCA;	não	há	pagamento	de	juros	semestrais.
Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F):	título	público	federal	que	oferece	ao	investidor	uma	
rentabilidade	fixa	(caso	o	título	seja	mantido	até	o	seu	vencimento),	definida	no	momento	da	
compra;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	10%	a.a.,	sem	atualização	
do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Objetivo de retorno:	taxa	de	retorno	requerida	e	desejada	pelo	investidor.
Objetivo de risco:	tolerância	do	investidor	ao	risco,	composta	pela	capacidade	e	pela	disposição	
para	assumir	riscos.
Oferta pública:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	400/03,	que	permite	a	ampla	
distribuição	 de	 valores	 mobiliários	 para	 o	 público	 investidor,	 desde	 que	 satisfeitas	 todas	 as	
exigências	especificadas	na	norma.
55
GLOSSÁRIO
Oferta pública com esforços restritos:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	476/09,	
que	permite	a	distribuição	de	valores	mobiliários	para	o	público	investidor	de	maneira	restrita	e	
com	a	liberação	de	algumas	exigências	impostas	no	caso	de	uma	oferta	ampla.
Oferta pública primária:	oferta	em	que	as	ações	são	ofertadas	pela	primeira	vez.	Os	recursos	
captados	são	canalizados	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Oferta pública secundária:	 oferta	 em	 que	 as	 ações	 são	 ofertadas	 por	 atuais	 acionistas	 da	
companhia.	Os	recursos	captados	são	canalizados	para	os	acionistas	que	vendem	suas	ações,	e	
não	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Operação compromissada:	aplicação	financeira	por	meio	da	qual	o	investidor	adquire	um	título	
de	renda	fixa	vendido	por	uma	instituição	financeira,	que	assume	o	compromisso	de	recompra	
do	título	em	um	prazo	determinado.
Ordem a mercado:	 em	 uma	 oferta
de	 ações,	 ordem	 por	 meio	 da	 qual	 o	 investidor	 indica	
à	 instituição	 intermediária	 que	 deseja	 adquirir	 ações	 a	 qualquer	 que	 seja	 o	 preço	 final	 de	
lançamento.
Ordem limitada:	 em	uma	oferta	de	 ações,	 ordem	por	meio	da	qual	 o	 investidor	 comunica	 à	
instituição	intermediária	o	preço	máximo	que	deseja	pagar	por	cada	ação	a	ser	adquirida.
Participante: pessoa	física	que	contrata	ou,	no	caso	de	contratação	sob	a	forma	coletiva,	adere	a
um	plano	de	previdência	complementar	aberta.
Perfil de personalidade:	 descrição	das	 características	 pessoais	 e	 padrões	 de	 comportamento	
do	 investidor	 que	 podem	 influenciar	 suas	 decisões	 a	 respeito	 das	 diferentes	 alternativas	 de	
investimento.
Perfil situacional:	 documento	 que	 resume	 as	 características	 do	 investidor	 e	 descreve	 suas	
preferências,	suas	circunstâncias	pessoais	e	financeiras,	seus	desejos	e	seus	objetivos	de	vida.
Período	 de	 carência:	 é	 o	 período	 em	 que	 não	 serão	 aceitas	 solicitações	 de	 resgate	 ou	 de	
portabilidade	por	parte	do	participante	de	um	plano	de	previdência.
Período de pagamento do benefício:	período	em	que	o	assistido	(ou	os	assistidos)	fará	jus	ao	
pagamento	do	benefício,	sob	a	forma	de	renda,	podendo	ser	vitalício	ou	temporário.
Período de reserva:	 em	uma	oferta	 pública	 de	 ações,	 é	 o	 período	determinado	para	 que	os	
potenciais	investidores	registrem	junto	às	instituições	intermediárias	da	oferta	o	seu	interesse	
em	adquirir	as	ações	a	serem	distribuídas.
Pessoas politicamente expostas:	 os	 agentes	 públicos	 que	 desempenham	 ou	 tenham	
desempenhado,	 nos	 últimos	 cinco	 anos,	 no	 Brasil	 ou	 em	 países,	 territórios	 e	 dependências	
estrangeiras,	cargos,	empregos	ou	funções	públicas	relevantes,	assim	como	seus	representantes,	
familiares	e	estreitos	colaboradores.
56
GLOSSÁRIO
Plano de continuidade de negócios:	é	o	conjunto	de	planos	e	sistemas	de	prevenção	e	recuperação	
elaborados	 para	 lidar	 com	 ameaças	 operacionais	 aos	 negócios	 da	 empresa,	 garantindo	 a	
continuidade	dos	negócios	mesmo	em	uma	situação	operacional	adversa.
Plano de negócios:	documento	escrito	que	detalha	como	uma	empresa	pretende	atingir	seus	
objetivos.
Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL):	produto	de	previdência	complementar,	de	contratação	
opcional	 que	 tem	 como	 objetivo	 complementar	 a	 aposentadoria	 oficial.	 Sem	 garantia	 de	
rendimento	mínimo,	 o	 participante	 recebe	 integralmente	 o	 resultado	 financeiro	 obtido	 pelo	
plano.	Oferece	 benefício	 fiscal	 em	determinadas	 circunstâncias,	 pois	 permite	 ao	 participante	
deduzir	o	valor	das	contribuições	anuais	da	base	de	cálculo	do	imposto	de	renda	na	Declaração	
Anual	de	Ajuste	do	IR.
Poder de compra:	valor	de	uma	moeda	em	termos	da	quantidade	de	bens	e	serviços	que	uma	
unidade	monetária	pode	adquirir.	O	poder	de	compra	da	moeda	reduz-se	quando	há	inflação	de	
preços.
Política de investimento:	documento	que	estabelece	as	diretrizes	estratégicas	que	devem	ser	
observadas	na	gestão	dos	recursos	do	investidor.
Política monetária:	 política	econômica	por	meio	da	qual	 a	autoridade	monetária	de	um	país	
exerce	controle	sobre	a	oferta	de	moeda	e	busca	manter	a	estabilidade	dos	preços.
Portabilidade:	é	o	direito	que	o	participante	tem	de	transferir	os	recursos	financeiros	acumulados	
na	 sua	 provisão	 de	 um	 plano	 de	 previdência	 complementar	 para	 outro	 plano	 de	 benefício	
previdenciário	operado	por	outra	entidade	de	previdência	complementar.
Práticas não equitativas:	conduta	vedada	e	combatida	pela	CVM	consistente	na	prática	de	atos	
que	resultem	em	colocar	uma	parte	em	posição	de	desequilíbrio	ou	desigualdade	indevida	em	
relação	aos	demais	participantes	da	operação.
Prazo de diferimento:	período	compreendido	entre	a	data	da	contratação	do	plano	de	previdência	
complementar	pelo	participante	e	a	data	escolhida	por	ele	para	o	início	da	concessão	do	benefício,	
podendo	coincidir	com	o	prazo	de	pagamento	das	contribuições.
Prazo médio ponderado:	medida	de	tempo	médio	para	recebimento	de	um	fluxo	de	pagamentos,	
incluindo	 os	 valores	 de	 principal	 e	 de	 juros.	 Os	 prazos	 para	 recebimento	 de	 cada	 fluxo	 são	
ponderados	pelo	valor	presente	do	respectivo	pagamento.
Processo de suitability:	processo	adotado	para	verificar	a	adequação	de	determinados	produtos,	
serviços	ou	operações	realizadas	nos	mercados	financeiro	e	de	capitais	ao	perfil	de	um	investidor.
Produto Interno Bruto (PIB):	soma	de	todos	os	bens	e	serviços	finais,	em	termos	monetários	e	a	
valor	de	mercado,	produzidos	em	determinada	região	durante	um	certo	período	(normalmente	
um	ano).
57
GLOSSÁRIO
Produtos automáticos:	 produtos	 financeiros	 de	 aplicação	 e	 resgate	 automático,	 destinados,	
exclusivamente,	aos	correntistas	da	instituição.
Prospecto de distribuição:	documento	informativo	a	respeito	de	uma	emissão	de	debêntures,	
distribuído	 aos	 potenciais	 investidores	 e	 que	 contém	 as	 características	 relevantes	 da	 oferta,	
bem	como	informações	detalhadas	sobre	a	companhia	emissora,	o	uso	pretendido	dos	recursos	
captados,	os	custos	da	emissão	e	os	fatores	de	risco	envolvidos	no	investimento	nos	títulos,	entre	
outras.
Proventos:	remunerações	recebidas	por	detentores	de	ações;	incluem	dividendos,	juros	sobre	
capital	próprio	e	bonificações.
Rating:	 classificação	 de	 risco	 de	 crédito	 emitida	 por	 agência	 de	 classificação	 de	 risco	 (como	
Moody’s	Investor	Services,	S&P	e	Fitch	Ratings).
Relação fiduciária:	 a	 relação	 de	 confiança	 e	 lealdade	 que	 se	 estabelece	 entre	 investidores	 e	
instituições	financeiras	intermediárias.
Renda:	série	de	pagamentos	periódicos	a	que	tem	direito	o	assistido	(ou	assistidos),	de	acordo	
com	a	estrutura	do	plano	de	previdência	complementar.
Renda fixa:	classe	de	ativos	que	inclui	títulos	públicos	federais,	títulos	de	emissão	de	instituições	
financeiras	 (ver	 CDB,	 LCI	 e	 LCA),	 títulos	 emitidos	 por	 empresas	 (ver	 debêntures)	 e	 outros		
papéis	que	oferecem	taxa	de	juros	pré-especificada,	seja	ela	prefixada	ou	pós-fixada.	Os	títulos	
representam	uma	promessa	de	pagamento	(uma	dívida)	de	uma	parte	para	outra.
Renda variável:	classe	de	ativos	que	inclui	ações	preferenciais	e	ações	ordinárias	(ver	ações)	e	
tipicamente	composta	por	instrumentos	que	oferecem	a	seus	detentores	uma	participação	no	
capital	social	de	companhias.
Rentabilidade:	retorno	obtido	em	um	investimento.
Rentabilidade absoluta:	 retorno	 total	 obtido	 em	 um	 investimento	 e	 expresso	 na	 forma	 de	
percentual	sobre	o	valor	investido.
Rentabilidade bruta:	retorno	total	obtido	em	um	investimento.
Rentabilidade líquida:	é	o	retorno	obtido	em	um	investimento,	descontados	os	impostos	e	as	
taxas	aplicáveis.
Rentabilidade relativa:	é	o	retorno	obtido	em	um	investimento,	descontado	o	retorno	obtido	
por	um	benchmark	(índice	de	referência).
Risco:	 chance	 de	 se	 verificar	 uma	perda	 em	uma	 aplicação	 financeira.	 Em	 investimentos	 é	 a	
possibilidade	 de	 alguma	 variável	 imprevista	 impactar	 negativamente	 uma	 aplicação.	 Essa	
interferência	pode	levar	à	perda	de	parte,	todo	o	valor	investido	originalmente	ou	até	mesmo	
um	valor	superior	a	ele,	caso	haja	alavancagem.
58
GLOSSÁRIO
Risco cambial:	risco	originado	pela	oscilação	das	taxas	de	câmbio,	isto	é,	do	preço	de	uma	moeda	
em	relação	a	outra.
Risco de crédito:	risco	de	o	investidor	registrar	uma	perda	em	seu	investimento	por	conta	do	
aumento	do	spread	de	crédito	requerido	por	 investidores	nesse	 investimento	ou	pelo	efetivo	
descumprimento,	por	parte	do	emissor	de	um	título	de	renda	fixa,	das	obrigações	referentes	ao	
pagamento	de	juros	e	de	principal	nesse	título.
Risco de default ou risco de inadimplência:	risco	de	o	investidor	não	reaver,	de	maneira	integral	
ou	parcial,	o	seu	investimento	original	em	um	título	de	dívida.
Risco de downgrade:	possibilidade	de	perda	em	um	título	de	renda	fixa	causada	por	redução,	
por	parte	de	uma	agência	de	classificação
de	risco,	na	nota	de	crédito	do	emissor	ou	do	próprio	
título.
Risco geopolítico:	possibilidade	de	perdas	em	um	investimento	por	conta	de	alterações	adversas	
no	cenário	político	em	um	país	ou	uma	região.
Risco legal:	 risco	 de	 perdas	 em	 um	 investimento	 devido	 ao	 não	 cumprimento	 da	 legislação	
local	do	país	onde	o	investimento	acontece	ou	devido	a	problemas	jurídicos	na	elaboração	de	
contratos.
Risco de liquidez:	risco	de	ocorrência	de	perdas	para	o	investidor	por	conta	da	negociação	de	um	
ativo	por	um	preço	distante	do	seu	preço	justo.
Risco não sistemático:	é	o	risco	específico	de	cada	empresa,	que	pode	ser	reduzido	por	meio	de	
diversificação	da	carteira	de	investimentos.
Risco de mercado:	risco	de	se	verificar	perdas	causadas	pelos	movimentos	dos	preços	dos	ativos	
no	mercado.
Risco do mercado de ações:	 possibilidade	 de	 perda	 advinda	 das	 flutuações	 observadas	 nos	
preços	dos	ativos	negociados	no	mercado	acionário.
Risco de spread:	possibilidade	de	perda	advinda	de	flutuação	no	preço	de	um	papel	de	renda	
fixa,	causada	pela	variação	no	spread	de	crédito	requerido	pelo	mercado.
Risco regulatório:	possibilidade	de	perda	em	um	investimento	por	conta	do	não	cumprimento	
de	 regras	e	 instruções	das	autoridades	 locais	no	que	se	 refere	à	negociação	de	 instrumentos	
financeiros	em	determinado	país.
Risco sistemático ou risco não diversificável:	 risco	 advindo	 de	 fatores	 gerais	 e	 comuns	 ao	
mercado;	chance	de	se	verificar	perdas	em	um	ativo	ou	carteira	de	ativos	por	conta	de	eventos	
ou	elementos	que	afetam	a	economia	ou	o	mercado	como	um	todo,	também	conhecido	como	
risco	de	mercado.
59
GLOSSÁRIO
Risco de taxa de juros:	possibilidade	de	perda	advinda	da	flutuação	dos	preços	de	títulos	de	
renda	fixa	causada	por	alterações	nas	taxas	de	juros.
Risco total:	em	um	ativo	ou	carteira	de	ativos,	é	a	soma	dos	riscos	sistemático	e	não	sistemático.
Risco tributário:	possibilidade	de	que,	sobre	os	rendimentos	obtidos	em	uma	aplicação	financeira,	
venham	a	incidir	 impostos	e	taxas	não	previstos	originalmente.	Risco	de	mudanças	nas	regras	
tributárias.
Selic:	Sistema	Especial	de	Liquidação	e	de	Custódia	do	Banco	Central	do	Brasil.	É	um	sistema	
informatizado	que	se	destina	à	custódia	de	títulos	escriturais	de	emissão	do	Tesouro	Nacional,	
bem	como	ao	registro	e	à	liquidação	de	operações	com	esses	títulos.
Selo ANBIMA:	marca	visual	composta	da	logomarca	da	ANBIMA	seguida	de	uma	série	de	dizeres	
padronizados	utilizada	para	demonstração	do	compromisso	das	instituições	participantes	com	o	
cumprimento	e	a	observância	das	regras	de	autorregulação	da	ANBIMA.
Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB):	 conjunto	 de	 entidades,	 sistemas	 e	 mecanismos
relacionados	com	o	processamento	e	a	liquidação	de	operações	de	transferência	de	fundos,	de	
operações	com	moeda	estrangeira	ou	com	ativos	financeiros	e	valores	mobiliários.
Sistema Financeiro Nacional (SFN):	conjunto	de	 instituições	–	aí	 incluídos	órgãos	normativos,	
supervisores	e	operadores	–	e	instrumentos	que	viabilizam	o	fluxo	financeiro	entre	os	poupadores	
e	os	tomadores	na	economia.
Sobredemanda:	em	uma	oferta	de	ações,	é	o	excesso	de	demanda	verificado	quando	o	volume	
financeiro	desejado	pelos	 investidores	é	superior	ao	volume	financeiro	disponível	em	ações	a	
serem	distribuídas.
Spread de crédito:	diferencial	entre	o	retorno	requerido	em	um	título	de	renda	fixa	de	emissor	
privado	e	o	retorno	oferecido	por	um	título	público	federal	de	mesmo	prazo,	em	uma	mesma	
moeda.
Subscrição:	operação	em	que	ocorre	aumento	do	capital	social	(capitalização)	de	uma	companhia	
por	meio	 da	 venda	 de	 ações;	 uma	 oferta	 inicial	 de	 ações	 por	meio	 de	 subscrição	 pública	 é	
conhecida	como	IPO	(ver	IPO).
Superintendência de Seguros Privados (Susep):	 órgão	 responsável	 pelo	 controle	 e	 pela	
fiscalização	dos	mercados	de	seguro,	previdência	privada	aberta,	capitalização	e	resseguro.
Taxa de administração:	 taxa	percentual	cobrada	dos	 fundos	para	a	prestação	dos	serviços	de	
administração,	gestão	profissional	dos	recursos	e	pagamento	dos	prestadores	de	serviço.
Taxa de câmbio spot:	taxa	para	compra	e	venda	imediata	de	dólares,	conhecida	no	Brasil	como	
“dólar	pronto”.	Taxa	pela	qual	os	participantes	do	mercado	de	câmbio	estão	dispostos	a	comprar	
e	a	vender	a	moeda	estrangeira	em	determinado	momento	da	sessão	de	negociação.
60
GLOSSÁRIO
Taxa de câmbio:	preço	de	uma	moeda	em	termos	de	outra	moeda.	É	a	razão	de	conversão	entre	
duas	moedas	distintas.
Taxa de carregamento:	percentual	incidente	sobre	as	contribuições	pagas	pelo	participante,	para	
fazer	face	às	despesas	administrativas,	às	de	corretagem	e	às	de	comercialização	de	um	plano	de	
previdência	complementar.
Taxa de corretagem:	valor	cobrado	pela	corretora	por	meio	da	qual	o	investidor	realiza	a	compra	
e	 a	 venda	 de	 ativos;	 é	 o	 valor	 pago	 pelo	 investidor	 pelo	 serviço	 prestado	 pela	 corretora	 na	
intermediação	entre	a	ordem	do	cliente	e	a	execução	da	oferta	junto	à	bolsa	ou	no	mercado	de	
balcão.
Taxa de custódia:	taxa	cobrada	por	corretoras	e	bancos	pelo	serviço	de	manutenção	dos	ativos	
em	uma	conta	de	custódia	própria.
Taxa de juro:	definida	como	a	razão	percentual	entre	os	juros,	cobrável	ou	pagável,	no	fim	de	um	
período	e	o	dinheiro	devido	no	início	do	período.
Taxa de juros equivalente:	 em	 regime	 de	 capitalização	 composta,	 duas	 taxas	 de	 juros	 são	
consideradas	 equivalentes	 quando	 geram	 valores	 iguais	 ao	 ser	 aplicadas	 sobre	 um	 mesmo	
montante	e	por	um	mesmo	período	de	tempo.
Taxa de juros nominal:	taxa	de	juros	contratada	em	uma	operação	financeira	ou	determinada	
pelo	mercado.	Não	é	ajustada	para	remover	o	efeito	da	inflação.
Taxa de juros proporcional:	 em	 regime	 de	 capitalização	 simples,	 duas	 taxas	 de	 juros	 são	
consideradas	 proporcionais	 quando	 geram	 valores	 iguais	 ao	 ser	 aplicadas	 sobre	 um	mesmo	
montante	e	por	um	mesmo	período	de	tempo.
Taxa de juros real:	 taxa	de	 juros	que	remove	o	efeito	da	 inflação.	É	calculada	descontando	a	
taxa	de	inflação	da	taxa	de	juros	nominal	obtida	em	um	investimento	e	considerando	o	mesmo	
período	de	tempo.
Taxa DI: nome	comumente	dado	à	Taxa	DI-Cetip	Over	 (Extra-Grupo),	calculada	pela	B3	S.A.	e	
divulgada	em	percentual	ao	ano,	base	252	dias.	Essa	taxa	reflete	as	taxas	de	juros	cobradas	entre	
instituições	do	mercado	interbancário	nas	operações	de	emissão	de	Depósitos	Interfinanceiros	
(DI)	prefixados,	com	prazo	de	um	dia	útil,	registradas	e	liquidadas	pelos	sistemas	da	B3.
Tesouro IPCA+:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	do	Tesouro	Nacional	Série	
B	Principal	(NTN-B	Principal).
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	do	
Tesouro	Nacional	Série	B	(NTN-B).
Tesouro Prefixado:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Letra	do	Tesouro	Nacional	
(LTN).
61
GLOSSÁRIO
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Nota	
do	Tesouro	Nacional	Série	F	(NTN-F).
Taxa PTAX:	média	das	cotações	do	dólar	no	mercado	em	determinado	dia,	calculada	pelo	Banco	
Central	do	Brasil	por	meio	de	uma	metodologia	própria,	com	base	em	quatro	janelas	de	consulta	
ao	longo	de	cada	dia.
Taxa Referencial (TR):	taxa	calculada	pelo	Banco	Central	do	Brasil	com	base	na	média	das	taxas	
de	juros	das	LTN	(Letras	do	Tesouro	Nacional).	Utilizada	no	cálculo	do	rendimento	das	cadernetas	
de	poupança	e	dos	juros	dos	empréstimos	do	Sistema	Financeiro	da	Habitação	(SFH).
Taxa Selic Over:	 taxa	 média	 das	 operações	 de	 financiamento	 de	 um	 dia	 (compromissadas),	
lastreadas	 em	 títulos	 públicos	 federais,	 realizadas	 no	 Selic,	 ponderadas	 pelo	 volume	 das	
operações.
Termo de compromisso:	documento	escrito	proposto	por	um	ente	regulado	a	fim	de	corrigir	ou
compensar	alguma	infração	regulatória.
Tesouro Direto:	programa	de	negociação	de	títulos	públicos	para	pessoas	físicas.
Tesouro Nacional:	caixa
do	governo,	o	conjunto	de	suas	disponibilidades	e,	ao	mesmo	tempo,	
designa	também	o	órgão	público	responsável	pelo	gerenciamento	da	dívida	pública	do	país.
Tesouro Selic:	nomenclatura	utilizada	no	Tesouro	Direto	para	a	Letra	Financeira	do	Tesouro	(LFT).
Títulos privados:	 títulos	 emitidos	 por	 empresas	 e	 instituições	financeiras	 para	 a	 captação	de	
recursos	para	financiar	suas	atividades.
Títulos públicos:	títulos	emitidos	pelo	Tesouro	Nacional	como	forma	utilizada	para	a	captação	de	
recursos	para	financiar	atividades	do	Governo	Federal.
Títulos públicos federais:	títulos	de	renda	fixa	emitidos	pelo	Tesouro	Nacional,	compostos	por	
letras	e	notas	de	características	distintas,	para	fins	de	financiamento	do	setor	público.
Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL):	modalidade	de	seguro	de	pessoas	que	combina	os	
tradicionais	 seguros	 de	 vida	 com	 características	 dos	 planos	 de	 previdência	 complementar.	 É	
um	plano	de	seguro	de	pessoas	com	cobertura	por	sobrevivência,	cuja	principal	característica	
é	a	ausência	de	rentabilidade	mínima	garantida	durante	a	fase	de	acumulação	dos	recursos	ou	
período	de	diferimento	(podendo	inclusive	apresentar	rentabilidade	negativa).	A	rentabilidade	
da	provisão	é	idêntica	à	rentabilidade	do	fundo	em	que	os	recursos	estão	aplicados.
Volatilidade:	grau	de	variação	dos	preços	de	um	ativo	em	determinado	período,	medido	pelo	
conceito	 estatístico	 de	 desvio-padrão	 dos	 retornos	 logarítmicos.	 Mede	 o	 quanto	 oscilam	 os	
retornos	de	um	ativo.
EXPEDIENTE
62
Controle:	D.04.72.03
Data da elaboração:	01/01/2018
Data da revisão:	20/01/2020
Vigência a partir de:	01/11/2018
Elaborado por:	Certificação	ANBIMA
Aprovado por:	Gerência	de	Certificação
e	Educação	Continuada
Copyright	©	2020
Todos	os	direitos	reservados.	É	proibida	a	reprodução
total	ou	parcial	sem	autorização	da	ANBIMA.
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Gerência de Certificação
e Educação Continuada
Daniel	Pfannemüller
Apoio técnico
Tânia	Amaral	e	Douglas	Custódio
Revisão de texto
Carolina	Machado
Presidente
Carlos	Ambrósio
Vice-presidentes 
Carlos	André,	Carlos	Constantini,	Gilberto	
Duarte,	José	Eduardo	Laloni,	Luiz	Sorge,	Pedro	
Lorenzini,	Renato	Ejnisman	e	Sergio	Cutolo
Diretores
Adriano	Koelle,	Alcindo	Canto,	Fernando	
Rabello,	Jan	Karsten,	Julio	Capua,	Luiz	
Chrysostomo,	Luiz	Fernando	Figueiredo,	Lywal	
Salles	Filho,	Pedro	Juliano,	Pedro	Rudge,	Saša	
Markus,	Teodoro	Lima	e	Thaís	Peters
Comitê Executivo 
Zeca	Doherty,	Ana	Leoni,	Francisco	Vidinha,	
Guilherme	Benaderet,	Patrícia	Herculano,	
Eliana	Marino,	Lina	Yajima,	Marcelo	Billi,	
Soraya	Alves	e	Thiago	Baptista
CPA-10-Cap3.pdf
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA
E FINANÇAS
MATERIAL DE ESTUDOS
DA CERTIFICAÇÃO CPA-103
INTRODUÇÃO
	 A	 CPA-10	 é	 parte	 importante	 do	 Programa	 de	 Certificação	 Continuada	 da	 ANBIMA
(Associação	 Brasileira	 das	 Entidades	 dos	 Mercados	 Financeiro	 e	 de	 Capitais),	 um	 esforço
empreendido	pela	entidade	e	pelos	participantes	do	mercado	para	elevar	o	nível	de	conhecimento
dos	profissionais	e	a	qualidade	do	mercado	de	investimento.	
	 O	principal	objetivo	da	CPA-10	é	a	contínua	elevação	da	capacitação	técnica	dos	profissionais
que	 atuam	 em	 instituições	 financeiras	 em	 contato	 com	 o	 público	 em	 geral,	 no	 processo	 de
distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento.	 Essa	 iniciativa,	 amparada	 na	 Resolução	 3.158	 do
Conselho	 Monetário	 Nacional,	 instituiu	 um	 processo	 de	 aferição	 do	 conhecimento	 desses
profissionais	nos	principais	aspectos	relacionados	à	distribuição	de	produtos	de	 investimento.
	 No	 exame	 da	 CPA-10,	 o	 candidato	 deve	 demonstrar	 conhecimento	 sobre	 as	 principais
características	dos	produtos	de	investimento	que	são	ofertados	nas	agências	bancárias,	bem	como
entender	os	padrões	éticos	de	comportamento	que	devem	ser	adotados	no	relacionamento	com
os	investidores,	de	tal	forma	que	os	produtos	oferecidos	satisfaçam	aos	objetivos	e	às	necessidades
dos	clientes.	Esse	material	de	estudo	da	CPA-10	tem	por	objetivo	fornecer	aos	candidatos	uma
forma	de	preparação	autônoma	para	o	exame,	além	de	permitir	o	aprofundamento	nos	temas
abordados.
	 A	 ANBIMA	 acredita	 que	 esse	 esforço	 de	 modernização	 dos	 mercados	 financeiro	 e	 de
capitais	e	a	melhoria	no	atendimento	ao	investidor	–	com	a	disponibilização,	pelos	profissionais,
de	informações	de	melhor	qualidade	sobre	os	produtos	de	investimento,	em	especial,	sobre	os
principais	fatores	de	risco	envolvidos	–	resultará	em	estímulos	à	concorrência	leal,	à	padronização
de	 procedimentos	 e	 à	 adoção	 das	melhores	 práticas	 em	prol	 do	 crescimento	 dos	mercados.
	 O	resultado	desse	esforço	refletirá	o	estímulo	ao	crescimento	da	poupança	financeira	no
país,	 uma	 das	 maneiras	 de	 favorecer	 o	 crescimento	 sustentável	 da	 economia	 brasileira.
O CONTEÚDO DO MATERIAL DE ESTUDO DA CPA-10
	 O	Material	de	Estudos	da	CPA	10	é	estruturado	segundo	os	temas	relacionados	no	Programa	
Detalhado	da	CPA-10	e	contém	todo	o	conhecimento	que	pode	ser	demandado	dos	candidatos	no	
exame	da	CPA-10.	O	objetivo	da	ANBIMA	com	essa	iniciativa	é	permitir	que	todos	os	candidatos	
tenham	 acesso	 a	 um	 conteúdo	 padronizado,	 de	 forma	 que	 possam	 realizar	 sua	 preparação					
de	maneira	mais	uniforme	sem	necessidade	da	realização	de	cursos	preparatórios,	apesar	de	
considerá-los	uma	forma	muito	eficiente	de	formação	dos	candidatos	que	deve	continuar	a	ser	
ofertada.
	 Este	material	será	atualizado	sempre	que	necessário,	por	 isso	sempre	baixe	as	apostilas	
nesta	página!	Quando	for	estudar,	não	deixe	de	confirmar	que	a	versão	que	você	tem	em	mãos	
é	a	última	publicada,	consultando	a	data	da	revisão	na	última	página	de	cada	apostila.	
	 O	 conteúdo	da	CPA-10	 é	 resultado	do	 trabalho	 conjunto	da	ANBIMA	 com	as	 principais	
instituições	 do	mercado	 financeiro	 que	 acreditam	 que	 seus	 respectivos	 desdobramentos	 em	
tópicos,	itens	e	subitens	detalham	os	assuntos,	cujo	conhecimento	pelos	profissionais	envolvidos	
na	distribuição	de	produtos	de	investimento	nas	instituições	financeiras	é	considerado	essencial.
	 O	Material	de	Estudo	da	CPA-10	é	composto	de	sete	grandes	temas	que	foram	divididos	
em	capítulos	para	facilitar	a	apresentação:	Sistema	Financeiro	Nacional;	Ética,	Regulamentação	e	
Análise	do	Perfil	do	Investidor;	Noções	de	Economia	e	Finanças;	Princípios	de	Investimento;	Fundos	
de	 Investimento;	 Instrumentos	de	Renda	Variável	 e	Renda	Fixa;	 e	Previdência	Complementar	
Aberta:	PGBL	e	VGBL.	Cada	capítulo	foi	estruturado	com	uma	orientação	de	estudo	com	o				que	
será	aprendido	sobre	o	assunto,	seguida	do	objetivo,	do	conteúdo	com	o	conhecimento	requerido	
sobre	o	assunto,	uma	seção	de	questões,	as	justificativas	das	respostas	corretas	e	um	glossário	
ao	final.
	 A	 ANBIMA	 assume	 o	 compromisso	 de	manter	 o	 conteúdo	 dos	 exames	 da	 CPA-10	 e	 o	
respectivo	Material	 de	 Estudos	 sempre	 alinhado	 às	 legislações	 e	 revisá-los,	 periodicamente,	
com	a	finalidade	de	incluir	novos	assuntos,	tão	logo	o	dinamismo	e	a	evolução	dos	mercados	
financeiro	e	de	capitais	venham	torná-los	relevantes	e	essenciais.
	 A	 legislação	 vigente	 relacionada	 à	 distribuição	 de	 produtos	 de	 investimento,	 ainda	 que	
não	explicitada	em	todos	os	temas,	encontra-se	presente,	por	meio	dos	conceitos	e	das	regras	
aplicáveis	a	todos	os	temas	e	tópicos	abordados.
	 Além	disso,	é	considerado	mais	importante	para	o	profissional	ter	domínio	dos	conceitos	
envolvidos	nas	questões	do	 seu	dia	 a	dia	do	que	utilizar	 cálculos	matemáticos.	Dessa	 forma,	
não	haverá	necessidade	do	uso	de	calculadora	para	a	realização	do	exame	da	CPA-10,	apesar	de	
estarem	presentes	nesse	Material	de	Estudo	alguns	exemplos	com	cálculos	matemáticos	para	
permitir	melhor	entendimento
de	alguns	conceitos	apresentados.
	 A	 ANBIMA	 espera	 que	 os	 candidatos	 ao	 exame	 da	 CPA-10	 possam	 utilizar	 de	maneira	
proveitosa	o	conteúdo	desse	Material	de	Estudo	e	partilhem	do	mesmo	entusiasmo	sentido	por	
todos	os	profissionais	que	participaram	da	construção	desse	processo.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
APRESENTAÇÃO DOS AUTORES
LUIZ ROBERTO CALADO
Luiz	 Calado	 é	 pós-doutor	 pela	 Universidade	 da	 Califórnia	 (Berkeley).	 Autor	 dos	 best	 sellers
Imóveis	(Ed.	Saraiva)	e	Fundos	de	Investimentos	(Ed.	Campus),	além	de	mais	de	20	livros	sobre
mercado	 financeiro,	 entre	 eles	 Securitização	 (Ed.	 Saint	 Paul),	 Relacionamento	 Bancário	 (Ed.
Saraiva),	 Governança	 Corporativa	 (Ed.	 Andato),	 100	 Dúvidas	 de	 Carreira	 em	 Finanças	 (Ed.
Saint	 Paul)	 e	 Regulação	 e	 Autorregulação	 (Ed.	 Saint	 Paul).	 Seus	 livros	 são	 vendidos	 em	mais
de	80	países,	traduzidos	para	vários	 idiomas.	É	professor	e	pesquisador	do	Centro	de	Estudos
GV	Invest	da	FGV.	Foi	gerente	de	Certificação	e	Educação	na	ANBIMA.
MAURO MIRANDA, CFA, FRM
Sócio-Gestor	 da	 Panda	 Investimentos	 e	 profissional	 de	 finanças	 desde	 2000.	 Foi	 Presidente	
da	CFA	Society	Brazil	 (2016-2019)	e	atualmente	ocupa	o	cargo	de	Representante	do	Conselho	
de	Presidentes	da	América	Latina	e	Caribe	junto	ao	CFA	Institute.	Tem	carreira	em	instituições	
financeiras	brasileiras	e	estrangeiras	nas	áreas	de	renda	fixa,	dívida	estruturada	e	crédito	privado.	
Começou	sua	carreira	na	área	de	administração	da	dívida	externa	no	Banco	Central	do	Brasil.	Em	
seguida,	trabalhou	como	trader	e	estruturador	de	renda	fixa,	entre	outras	posições,	nos	bancos	
Bear	Stearns,	Lehman	Brothers,	Fator	e	ABN	Amro,	em	Nova	York,	Londres	e	São	Paulo.	É	bacharel	
em	Relações	Internacionais	e	em	Ciências	Econômicas	pela	Universidade	de	Brasília,	tem	MBA	
pela	Columbia	Business	School	e	obteve	as	certificações	Chartered	Financial	Analyst	(CFA)	em	
2006	e	Financial	Risk	Manager	(FRM)	em	2011.
TÂNIA RAQUEL DOS SANTOS AMARAL
Coordenadora	 do	 núcleo	 de	 conteúdo	 da	 ANBIMA.	 Doutoranda	 em	 Administração
pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade	da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA
–	USP).	É	mestre	em	Administração	pela	Faculdade	de	Economia,	Administração	e	Contabilidade
da	Universidade	de	São	Paulo	(FEA	–	USP).	Cursou	MBA	em	Gestão	de	Investimento	na	Fundação
Getúlio	Vargas	(FGV	SP).	É	pós-graduada	em	Administração	Financeira	e	Contábil	na	Fundação
Armando	Álvares	Penteado	(FAAP)	e	graduada	em	Tecnologia	em	Processamento	de	Dados	na
Universidade	Mackenzie.	 Atuou	 em	diversas	 instituições	 financeiras	 brasileiras	 e	 estrangeiras
na	área	de	Mercados	Capitais,	Fundos	de	Investimento,	Asset	e	Consultoria	de	Investimento.
VICENTE PICCOLI MEDEIROS BRAGA 
Advogado	e	doutorando	em	Direito	Comercial	na	Faculdade	de	Direito	da	Universidade	de	São
Paulo	(FDUSP),	é	mestre	em	Direito	e	Desenvolvimento	pela	Escola	de	Direito	de	São	Paulo	da
Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV	DIREITO	SP).	Trabalhou	junto	ao	setor	de	Crimes	Contra	o	Sistema
Financeiro	Nacional	do	Ministério	Público	Federal	do	Paraná,	assessorou	o	Conselho	de	Recursos
do	Sistema	Financeiro	Nacional	(CRSFN),	foi	responsável	pelos	aspectos	jurídicos	dos	processos
de	Autorregulação	da	ANBIMA,	coordenou	as	Operações	de	Assistência	Estrutural	e	de	Liquidez
prestadas	 pelo	 Fundo	 Garantidor	 de	 Créditos	 (FGC)	 e	 atualmente	 conduz	 processos
administrativos	 disciplinares	 relacionados	 a	 ilícitos	 de	 mercado	 e	 ao	 Mecanismo	 de
Ressarcimento	de	Prejuízos	(MRP)	na	BM&FBOVESPA	Supervisão	de	Mercados	(BSM),	entidade
responsável	pela	autorregulação	da	B3.
 
INTRODUÇÃO
RICARDO NARDINI – coordenador e revisor 
Consultor	 nas	 áreas	 de	 certificação	 profissional	 e	 educação.	 De	 2005	 a	 2018	 trabalhou	 na
ANBIMA	e	foi	responsável	pelas	áreas	de	Certificação,	Educação	Continuada	e	de	Investidores.
Coordenou	 o	 desenvolvimento	 dos	 exames	 de	 certificação	 da	 ANBIMA	 e	 da	 Associação
PLANEJAR	durante	esse	período	e	 foi	o	 responsável	pelo	desenvolvimento	da	Certificação	de
Especialistas	 em	 Investimento	 ANBIMA	 (CEA),	 da	 Certificação	 de	 Gestores	 ANBIMA	 (CGA),
Material	de	Estudos	da	CPA-10	e	da	Certificação	CFP	no	Brasil.	Atuou	como	representante	da
ANBIMA	 no	 desenvolvimento	 da	 Estratégia	 Nacional	 de	 Educação	 Financeira,	 como
responsável	pelo	capítulo	de	Investimentos	e	no	projeto	de	estruturação	da	AEF	-	Brasil.	Antes
de	ingressar	na	ANBIMA,	trabalhou	nas	áreas	de	tesouraria,	private	banking	e	investimentos	no
Lloyds	 Bank	 Plc.,	 no	 Banco	 Credit	 Commercial	 de	 France	 no	 Brasil	 e	 na	 HSBC	 Asset
Management.	Formado	em	Engenharia	de	Produção	pela	Escola	Politécnica	da	Universidade	de
São	Paulo,	é	pós-graduado	em	Banking	pela	FGV	SP.
INFORMAMOS QUE AS QUESTÕES APRESENTADAS NESSE MATERIAL NÃO FAZEM PARTE DOS EXAMES DE CERTIFICAÇÃO APLICADOS
PELA ANBIMA, DEVENDO SERVIR APENAS COMO ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DOS CANDIDATOS. EM HIPÓTESE ALGUMA A SUA
UTILIZAÇÃO É GARANTIA DE APROVAÇÃO NO EXAME, UMA VEZ QUE APENAS SERVE COMO COMPLEMENTO AO ESTUDO, SENDO
FACULTADO AO CANDIDATO ANALISAR A VIABILIDADE DE SEU USO, COMO TAL INFORMADO. AS QUESTÕES APRESENTADAS
NESTE MATERIAL FORAM DESENVOLVIDAS PELOS AUTORES ESPECIFICAMENTE PARA FINALIDADE DE APOIO. PORTANTO, NÃO É
GARANTIDA A APROVAÇÃO OU QUE AS QUESTÕES SERÃO APRESENTADAS DA MESMA FORMA NO EXAME. A ANBIMA RESERVA-SE
O DIREITO DE APRESENTAR AS QUESTÕES NO EXAME DE CERTIFICAÇÃO CPA-10 DE FORMA DISTINTA AOS CANDIDATOS.
Apresentação do capítulo......................................................................................................................................	1
3.1 Conceitos básicos de economia .....................................................................................................................	2
3.1.1	Indicadores	econômicos:	PIB,	índices	de	inflação	(IPCA	e	IGP-M),	taxa	de	câmbio,	taxa	Selic	(over	e	
meta),	taxa	DI	e	TR:	definição.................................................................................................................................	2
3.1.2	Comitê	de	Política	Monetária	(Copom):	finalidade	e	atribuições..............................................................	7
3.2 Conceitos básicos de finanças.........................................................................................................................	8
3.2.1	Taxa	de	juros	nominal	e	taxa	de	juros	real...................................................................................................	8
3.2.2	Capitalização	simples	versus	capitalização	composta	..............................................................................	10
3.2.3	Taxa	de	juros	equivalentes	versus	taxa	de	juros	proporcional	.................................................................	12
3.2.4	Índice	de	referência	(benchmark)	aplicado	a	produtos	de	investimento:	conceito	e	finalidade	........	14
3.2.5	Volatilidade.	Conceito	.................................................................................................................................	16
3.2.6	Prazo	médio	ponderado	de	uma	carteira	de	títulos:	conceito	e	riscos	associados...............................	18
3.2.7	Marcação	a	mercado	como	valor	presente	de	um	fluxo	de	pagamentos	(precificação	e	volatilidade:	
impactos	de	prazos	e	taxas)..................................................................................................................................	20
3.2.8	Mercado	primário	e	mercado	secundário:	conceito,	finalidade	e	relevância	para	o	investidor	e	para	a	
empresa	emissora.................................................................................................................................................	23
Questões................................................................................................................................................................	24
Respostas...............................................................................................................................................................
26
Glossário.................................................................................................................................................................	28
Expediente.............................................................................................................................................................	43
SUMÁRIO
AUTOR
	 Mauro	Miranda,	CFA,	FRM
ORIENTAÇÕES DE ESTUDO
 	Entender	o	conceito	de	Produto	Interno	Bruto	(PIB)	e	descrever	seus	componentes.
 	Entender	e	explicar	índices	de	inflação:	IPCA	e	IGP-M.	
 	Entender	o	conceito	de	taxa	de	câmbio	e	diferenciar	as	taxas	spot	e	PTAX.
 	Entender	como	são	determinadas	a	Taxa	Selic	Over	e	a	meta	da	Taxa	Selic,	e		 	
	 	 diferenciar	essas	duas	taxas.
 	Entender	a	taxa	DI,	explicar	a	sua	utilidade	e	diferenciá-la	de	outras	taxas	de	juros.
 	Explicar	o	cálculo	da	Taxa	Referencial	(TR)	e	identificar	o	seu	uso	na	economia.
 
 Compreender	os	objetivos	do	Comitê	de	Política	Monetária	(Copom),	sua		 	
	 	 composição	e	as	atribuições	de	seus	membros.
 	Entender	e	diferenciar	taxas	de	juros	nominal	e	real.
 	Definir	inflação	e	deflação.
 	Entender	os	regimes	de	capitalização	simples	e	composta	e	descrever	os	efeitos	de
		 	 sua	utilização	sobre	o	cálculo	de	juros.
 	Comparar	e	contrastar	taxas	de	juros	equivalentes	e	taxas	de	juros	proporcionais.
 	Definir	índice	de	referência	(benchmark)	e	explicar	sua	utilidade.
 	Definir	volatilidade	e	compreender	seus	efeitos	sobre	o	preço	de	ativos.
 	Descrever	o	cômputo	do	prazo	médio	ponderado	de	um	título	de	renda	fixa.
 	Conceituar	marcação	a	mercado	e	entender	sua	relação	com	a	precificação	de	
	 	 ativos.
 	Comparar	e	contrastar	mercado	primário	e	mercado	secundário.
OBJETIVO
	 O	 objetivo	 deste	 capítulo	 é	 que	 os	 candidatos	 compreendam	 os	 conceitos	 básicos	 de	
economia	e	finanças,	entendendo	os	principais	conceitos	de	indicadores	e	índices	do	mercado.	
Adicionalmente	nesse	capítulo	os	profissionais	 terão	oportunidade	de	conhecer	e	aprofundar	
seus	conhecimentos	em	diversos	conceitos	de	finanças	com	o	objetivo	de	melhor	entenderem	o	
funcionamento	do	mercado	e	sua	relação	com	o	comportamento	dos	preços	dos	ativos.
1
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 3.1 Conceitos básicos de economia
 3.1.1 Indicadores econômicos: PIB, índices de inflação (IPCA e IGP-M), taxa de câmbio, 
taxa Selic (over e meta), taxa DI e TR
	 Para	medirmos	o	pulso	de	uma	economia,	utiliza-se	comumente	uma	série	de	indicadores	
que	nos	ajudam	a	compreender	e	avaliar	as	condições	econômicas	vigentes.	Esses	indicadores	
são	 calculados	 tanto	 por	 órgãos	 governamentais	 (institutos	 de	 estatística	 e	 bancos	 centrais,	
entre	outros)	como	por	entidades	privadas	(por	exemplo,	instituições	educacionais	e	empresas	
participantes	do	mercado	financeiro).	 Veremos	nesta	 seção	alguns	dos	principais	 indicadores	
utilizados	no	Brasil,	referentes	ao	produto	da	economia,	inflação,	taxa	de	câmbio	e	taxas	de	juros.
	 O	primeiro	indicador	que	vamos	estudar	é	o	Produto Interno Bruto (PIB). Ele é a soma de 
todos os bens e serviços finais, em termos monetários e a valor de mercado, produzidos em uma 
determinada região durante certo período de tempo.	Dizemos	que	esses	bens	e	serviços	são	
“finais”	para	eliminar	os	valores	dos	bens	intermediários	utilizados	no	seu	processo	de	produção.	
Além	disso,	normalmente,	para	fins	de	comparação	internacional,	o	período	considerado	é	de	
um	ano.	
	 Uma	das	maneiras	de	se	calcular	o	PIB	de	uma	economia	é	pela	chamada	ótica	da	despesa.	
Para	uma	economia	aberta	 (isto	é,	 que	 importa	e	exporta	bens),	 o	PIB	é	dado	pela	 seguinte	
identidade	macroeconômica:
Y = C + I + G + ( X - M )
	 Nessa	identidade,	Y	é	o	produto	da	economia	(ou	seja,	o	próprio	PIB),	C	é	o	consumo	das	
famílias,	I	é	o	investimento,	G	é	a	despesa	do	governo,	X	são	as	exportações	(bens	produzidos	no	
país	e	que	devem,	portanto,	ser	considerados	no	cálculo	do	PIB)	e	M	são	as	importações	(bens	
produzidos	no	exterior	e	que	não	devem,	portanto,	ser	considerados	no	cálculo	do	PIB).
	 Outra	maneira	de	se	calcular	o	PIB	é	pela	ótica	da	renda.	Pode-se	entender	o	PIB	como	
sendo	a	soma	de	toda	a	remuneração	paga	aos	fatores	de	produção	envolvidos	no	processo	de	
gerar	o	produto	de	uma	economia.	Assim,	por	essa	ótica,	o	PIB	é	composto	por	todos	os	salários,	
aluguéis,	 juros,	 lucros	 e	 dividendos	 recebidos	 por	 empresas	 e	 indivíduos	 em	 uma	 economia	
durante	um	período	de	tempo.
2
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
	 Para	se	ter	uma	ideia,	a	tabela	1	mostra	os	10	países	com	maior	PIB	no	mundo	em	2016	e	
sua	participação	respectiva	no	PIB	mundial.
	 Além	de	indicadores	da	riqueza	produzida	em	uma	economia	(como	o	PIB),	é	extremamente	
importante	 a	 avaliação	 da	 evolução	 dos	 preços	 dos	 bens	 e	 serviços	 em	 geral.	 Para	 esse	 fim,	
indicadores	 de	 inflação	 são	 constantemente	 observados	 por	 participantes	 do	 mercado	 e	
utilizados	em	diversos	cálculos	de	correção	de	valores,	inclusive	para	títulos	públicos	e	privados.
	 Dois	índices	de	inflação	se	destacam	no	Brasil,	por	seu	uso	bastante	difundido.	O	primeiro	é	
o Índice	Nacional	de	Preços	ao	Consumidor	Amplo	(IPCA),	que	é	divulgado	pelo	Instituto	Brasileiro	
de	Geografia	e	Estatística	(IBGE),	um	órgão	governamental.	Como	o	nome	indica,	esse	indicador	
busca	medir	a	variação	de	preços	de	forma	bastante	ampla,	contemplando	os	gastos	de	famílias	
cujo	rendimento	mensal	seja	de	1	a	40	salários	mínimos	e	residentes	em	áreas	urbanas.	Quando 
se fala na meta de inflação (determinada pelo Conselho Monetário Nacional), é justamente o 
IPCA o indicador de inflação utilizado para determinar o sucesso ou não da política monetária 
do Banco Central do Brasil (BACEN).
	 O	outro	indicador	de	inflação	amplamente	utilizado	no	mercado	é	o	Índice	Geral	de	Preços	
do	Mercado	(IGP-M),	calculado	pelo	Instituto	Brasileiro	de	Economia	(IBRE)	da	Fundação	Getúlio	
Vargas	 (FGV).	Esse	 índice	é,	na	verdade,	uma	média	ponderada	de	outros	 três	 índices	 (todos	
calculados	pela	FGV):	o	Índice	de	Preços	ao	Produtor	Amplo	(IPA,	com	peso	de	60%),	o	Índice	de	
Preços	ao	Consumidor	(IPC,	com	peso	de	30%)	e	o	Índice	Nacional	de	Custo	da	Construção	(INCC,	
com	peso	de	10%).	Por	sua	composição,	esse	indicador	engloba	diferentes	etapas	do	processo	
produtivo,	sendo	bastante	utilizado	como	indexador	de	contratos	(por	exemplo,	de	aluguel	de	
imóveis)	e	muito	influenciado	pelo	aumento	nos	preços	dos	produtos	no	atacado.
3
Ranking
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
País
Estados Unidos
China
Japão
Alemanha
Reino Unido
França
Índia
Itália
Brasil
Canadá
PIB (USD bilhões)
18.569
11.218
4.939
3.467
2.629
2.463
2.256
1.851
1.799
1.529
% do PIB Mundial
24,7%
14,9%
6,6%
4,6%
3,5%
3,3%
3,0%
2,5%
2,4%
2,0%
Tabela 1. Os 10 maiores PIBs do mundo
Fonte:	Fundo	Monetário	Internacional,	World	Economic	Outlook	Database.	Acessado	em	agosto	de	2017.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
	 O	gráfico	1	mostra	a	 inflação	anual	no	Brasil	entre	2007	e	2016,	conforme	medida	pelo	
IPCA	e	pelo	IGP-M.
Gráfico 1. IPCA e IGP-M – 2007 a 2016
Fontes:	IBGE	e	IBRE/FGV.	Elaboração	do	autor.					 IPCA 			IGP-M
12,0%
10,0%
8,0%
6,0%
4,0%
2,0%
0,0%
-2,0%
-4,0%
20
07
20
08
20
09
20
10
20
11
20
12
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13
20
14
20
15
20
16
	 No	que	se	refere	ao	setor	externo	da	economia,	governos,	empresas	e	indivíduos	sempre	
prestam	muita	atenção	a	um	indicador	essencial:	a taxa de câmbio, que nada mais é do que o 
preço de uma moeda comparado de outra moeda.	É	comum	no	mercado	utilizar	a	nomenclatura	
XYZ/ABC	para	indicar	o	par	de	moedas	observado,	onde	ABC	é	conhecida	como	“moeda	de	base”	
e	XYZ	é	a	“moeda	de	contagem”.	No	Brasil,	a	taxa	de	câmbio	mais	observada	é	a	BRL/USD,	ou	seja,	
a	taxa	de	câmbio	entre	o	dólar	norte-americano
e	o	real	brasileiro.	Essa	taxa	indica	a	quantidade	
de	reais	necessária	para	comprar	um	dólar.	Assim,	por	exemplo,	se	BRL/USD	=	3,00,	isso	significa	
que	são	necessárias	três	unidades	de	real	(a	moeda	de	contagem)	para	se	obter	uma	unidade	de	
dólar	(a	moeda	de	base).	Em	outras	palavras,	cada	dólar	vale	três	reais,	neste	exemplo.
 A taxa	de	câmbio	spot	é	a	taxa	para	compra	e	venda	imediata	de	dólares.	Também	conhecida	
no	Brasil	como	“dólar	pronto”,	é	a	taxa	pela	qual	os	participantes	do	mercado	de	câmbio	estão	
dispostos	 a	 comprar	 e	 vender	 a	moeda	estrangeira	 em	determinado	momento	da	 sessão	de	
negociação.	A	taxa	PTAX,	por	sua	vez,	é	uma	média	das	cotações	do	dólar	no	mercado,	calculada	
pelo	 Banco	Central	 do	 Brasil	 por	meio	 de	metodologia	 própria,	 com	base	 em	quatro	 janelas	
de	consulta	ao	longo	de	cada	dia.	O	nome	PTAX	é	um	apelido	que	vem	do	código	de	transação	
utilizado	no	Sisbacen	 (Sistema	do	Banco	Central)	para	obter	essa	 taxa	–	o	código	é	PTAX800.	
Essa taxa é utilizada como referência para diversos contratos no mercado financeiro, incluindo 
derivativos.
4
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
	 No	mercado	de	câmbio	brasileiro,	a	cotação	do	dólar	norte-americano	tende	historicamente	
a	 apresentar	 alta	 volatilidade	 (conceito	 que	 aprofundaremos	mais	 adiante	 neste	 capítulo).	O	
gráfico	2	mostra	a	evolução	da	taxa	de	câmbio	BRL/USD	nos	últimos	dez	anos.
Gráfico 2. Taxa de câmbio BRL/USD – junho de 2007 a maio de 2017
Fonte:	Ipea	(www.ipeadata.gov.br).	Elaboração	do	autor.			 			BRL/USD
4,50
4,00
3,50
3,00
2,50
2,00
1,50
1,00
0,50
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/2
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6
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01
6
10
/2
01
6
02
/2
01
7
	 Além	de	todos	esses	indicadores,	os	agentes	econômicos	estão	sempre	atentos	ao	custo	
do	dinheiro.	Quando	empresas	e	indivíduos	pensam	em	seguir	em	frente	com	seus	planos	de	
investimento,	é	o	custo	do	dinheiro	o	primeiro	indicador	a	ser	observado.	Se	o	custo	do	dinheiro	
for	 relativamente	 baixo,	 faz	 sentido	 realizar	 investimentos	 ativos	 (por	 exemplo,	 construção	
de	 novas	 fábricas,	 compra	 de	 imóveis	 e	 expansão	 de	 negócios).	 Se	 o	 custo	 do	 dinheiro	 for	
relativamente	alto,	de	modo	que	inviabilize	a	obtenção	de	retornos	satisfatórios	com	os	projetos	
de	investimento,	empresas	e	indivíduos	se	retrairão	e	deixarão	os	planos	para	uma	data	futura.	
Esse	custo	do	dinheiro	tem	um	nome:	taxa de juros.
	 No	Brasil,	há	duas	taxas	de	 juros	bastante	conhecidas.	Uma	delas	é	a	taxa	overnight	do	
Sistema	Especial	de	Liquidação	e	Custódia	(Selic),	mais	conhecida	como	Taxa Selic Over. Essa taxa, 
apresentada na forma de percentual ao ano, é a taxa média das operações de financiamento 
de um dia (compromissadas), lastreadas em títulos públicos federais, realizadas no Selic, 
ponderadas pelo volume das operações.	É	divulgada	todos	os	dias,	aproximadamente	às	9	horas	
da	manhã,	sempre	no	dia	seguinte	ao	dia	de	referência.
5
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
	 É	importante	não	confundir	a	Taxa	Selic	Over	com	a	meta	para	a	Taxa	Selic.	Ao	passo	que	a	
Taxa	Selic	Over	é	uma	média	calculada	com	base	em	operações	de	mercado,	a	meta	para	essa	taxa	
é	determinada	pelo	Comitê	de	Política	Monetária	(conhecido	como	Copom,	que	estudaremos	a	
seguir).	
	 Outra	taxa	de	juros	bastante	conhecida	por	investidores	e	participantes	do	mercado	é	a	taxa	
DI,	cujo	nome	completo	é	Taxa	DI	–	Cetip	Over	(Extragrupo).	Essa	taxa	é	calculada	pela	B3	e	reflete	
a	média	das	taxas	de	juros	cobradas	entre	instituições	do	mercado	interbancário	nas	operações	
de	emissão	de	Depósitos	Interfinanceiros	(DI)	prefixados,	com	prazo	de	um	dia	útil,	registradas	e	
liquidadas	pelos	sistemas	da	B3.	É	uma	das	principais	taxas	de	referência	do	mercado	brasileiro.	
Por	exemplo,	cerca	de	92%	do	estoque	de	debêntures	no	Brasil	têm	remuneração	referenciada	
na	taxa	DI,	e	muitos	Certificados	de	Depósito	Bancário	(CDB)	pagam	juros	atrelados	a	essa	taxa.
	 Há	 ainda	 a	 Taxa	 Referencial	 (TR),	 calculada	 pelo	 BACEN	 com	 base	 na	média	 das	 taxas	
de	 juros	negociadas	no	mercado	secundário	com	Letras	do	Tesouro	Nacional	 (LTN),	conforme	
metodologia	própria.	A	essa	média,	denominada	Taxa	Básica	 Financeira	 (TBF),	 é	 aplicado	um	
fator	 redutor,	 para	 então	 se	 chegar	 ao	 resultado	da	 TR.	A	 TR	é	primordialmente	utilizada	no	
cálculo	do	 saldo	devedor	de	financiamentos	 imobiliários,	 na	 remuneração	da	poupança	e	na	
remuneração	das	contas	vinculadas	do	Fundo	de	Garantia	do	Tempo	de	Serviço	(FGTS).	
	 O	gráfico	3	mostra	a	evolução	diária	da	taxa	Selic	e	da	taxa	DI	nos	últimos	dez	anos.	Podemos	
perceber	que	essas	duas	taxas	de	juros	caminham	muito	próximas	uma	da	outra.
6
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
Gráfico 3. Taxa DI e taxa Selic – junho de 2007 a março de 2020
Fonte:	B3	(www.b3.com.br).	Elaboração	do	autor
2,00%
4,00%
6,00%
8,00%
10,00%
12,00%
14,00%
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6/
20
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9
Taxa DI Taxa Selic
 3.1.2 Comitê de Política Monetária (Copom): finalidade e atribuições
 Criado	 em	1996	 no	 âmbito	 do	 Banco	 Central	 do	 Brasil,	 o	Copom tem atualmente três
 objetivos:
 	Implementar	a	política	monetária.
 	Definir	a	meta	da	taxa	Selic	e	seu	eventual	viés.
 	Analisar	o	Relatório	de	Inflação.
	 O	 Copom	 tem	 como	membros	 o	 presidente	 e	 os	 diretores	 do	 Banco	 Central	 do	 Brasil,	
reunindo-se	 oito	 vezes	 ao	 ano,	 ou	 seja,	 aproximadamente	 uma	 vez	 a	 cada	 seis	 semanas.	 A	
reunião	dura	dois	dias:	o	primeiro	é	reservado	para	as	apresentações	técnicas	sobre	a	conjuntura	
econômica	e	o	segundo	é	destinado	à	discussão	e	decisão	sobre	as	diretrizes	da	política	monetária.	
A meta para a taxa Selic é sempre divulgada ao final da reunião, e a determinação de tal meta 
é um dos instrumentos de política monetária mais importante à disposição do BACEN.
Saiba mais: no	primeiro	dia,	participam	da	reunião	do	Copom	(além	do	presidente	e	dos	diretores	
do	Banco	Central)	os	chefes	de	alguns	departamentos,	que	trazem	informações	importantes	para	
subsidiar	a	tomada	de	decisão	do	comitê	a	respeito	dos	rumos	da	política	monetária.	São	eles:
 	Departamento	de	Operações	Bancárias	e	de	Sistema	de	Pagamentos	(Deban);
 	Departamento	de	Operações	do	Mercado	Aberto	(Demab);
 	Departamento	Econômico	(Depec);
 	Departamento	de	Estudos	e	Pesquisas	(Depep);
 	Departamento	das	Reservas	Internacionais	(Depin);
 	Departamento	de	Assuntos	Internacionais	(Derin);	e
 
 	Departamento	de	Relacionamento	com	Investidores	e	Estudos	Especiais	(Gerin).
	 A	reunião	do	Copom	no	segundo	dia	é	destinada	à	análise	das	projeções	para	a	taxa	de	
inflação	e	para	a	discussão	sobre	possíveis	caminhos	a	serem	seguidos	em	termos	de	política	
monetária.	Dessa	reunião	participam	apenas	os	membros	do	Copom	e	o	chefe	do	Depep	(este	
sem	direito	a	voto).	Após	as	discussões	e	apresentações	de	diferentes	alternativas,	o	comitê	realiza	
uma	votação	para	finalmente	determinar	a	meta	da	taxa	Selic.	A	decisão	final	é	imediatamente	
divulgada	após	a	reunião.
 
7
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 	 Entre	uma	reunião	do	Copom	e	a	seguinte,	caso	tenha
sido	definido	um	viés	de	alta	ou	de	
baixa,	o	presidente	do	BACEN	pode	alterar	a	meta	da	taxa	Selic	sem	a	necessidade	de	convocação	
de	reunião	extraordinária.	Essa	alteração	deve	acontecer	no	mesmo	sentido	do	viés	–	ou	seja,	
se	o	Copom	tiver	definido	um	viés	de	alta	em	sua	última	reunião,	o	presidente	do	BACEN	pode	
tomar	a	decisão	de	aumentar	(mas	não	diminuir)	a	meta	para	a	taxa	Selic	sem	a	necessidade	de	
votação	pelos	demais	membros	do	comitê.	Caso	não	tenha	sido	definido	um	viés,	a	alteração	na	
meta	para	a	taxa	Selic	somente	pode	ocorrer	na	próxima	reunião	(ordinária	ou	extraordinária)	do	
Copom.
 3.2 Conceitos básicos de finanças
 3.2.1 Taxa de juros nominal e taxa de juros real
	 Quando	 investimos	 em	 um	 produto	 financeiro,	 esperamos	 determinado	 retorno	 como	
compensação	por	cedermos	temporariamente	nossos	recursos	monetários.	Da	mesma	maneira,	
quando	tomamos	um	empréstimo,	sabemos	que	precisamos	remunerar	a	pessoa	ou	instituição	
de	 quem	 tomamos	 o	 dinheiro	 emprestado	 pelo	 período	 em	 que	 os	 recursos	 estiverem	 em	
nosso	poder.	A	taxa	de	juros,	como	vimos	antes,	é	 justamente	o	custo	do	dinheiro,	ou	seja,	o	
quanto	é	pago	e	recebido	em	uma	operação	financeira	como	remuneração	pelo	uso	de	recursos	
monetários	durante	um	período	de	tempo.
	 A	taxa	de	juros	que	é	usualmente	apresentada	em	um	investimento	ou	em	uma	operação	
de	empréstimo	é	uma	taxa	de	juros	nominal.	Essa	taxa	é	utilizada	para	calcular	a	remuneração,	
em	moeda	corrente,	que	é	devida	sobre	o	montante	da	operação.	Por	exemplo,	suponha	que	um	
empréstimo	de	R$	10.000,00	é	feito	pelo	prazo	de	um	ano,	a	uma	taxa	de	juros	de	9%	ao	ano.	
Ao	final	do	período	da	operação,	a	quantia	de	R$	900,00	(ou	seja,	9%	x	R$	10.000,00)	é	devida	a	
quem	concedeu	o	empréstimo,	em	adição	ao	montante	original	de	R$	10.000,00.	Mas	se	houver	
inflação	nesse	período,	o	valor	de	R$	900,00	ao	final	do	período	não	terá	o	mesmo	poder de 
compra	de	um	valor	idêntico	no	início	do	período.	A	taxa	de	9%,	portanto,	é	uma	taxa	de	juros	
nominal.
 Quando	queremos	extrair	daquela	 taxa	de	 juros	nominal	o	efeito	da	 inflação,	podemos	
fazê-lo	de	duas	maneiras.	Sendo	i	a	taxa	de	inflação	e	RN	a	taxa	de	juros	nominal,	encontramos	a	
taxa	de	retorno	descontada	da	inflação	(RR)	empregando	a	seguinte	fórmula:
RR =
( 1 + RN )
- 1
 ( 1 + i )
 Utilizando	esse	exemplo	e	assumindo	uma	taxa	de	inflação	de	5%	para	esse	mesmo	período	
de	um	ano,	encontramos	uma	taxa	de	juros	descontada	da	inflação	igual	a
RR =
( 1 + 9,00%)
- 1 = 3,81% 1+5,00%
8
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 Esse	cálculo	traz	um	resultado	correto,	mas	há	uma	segunda	maneira	pela	qual	podemos	
extrair	o	efeito	da	inflação	e	encontrar	um	resultado	aproximado.	Utilizando	a	fórmula
RR ≈ RN - i
temos	 que	 RR	 =	 9%	 –	 5%	 =	 4%.	 Esta	 fórmula	 não	 nos	 dá	 um	 resultado	 exato,	mas	 sim	 um	
valor	 próximo	 dos	 3,81%	 que	 calculamos,	 de	maneira	mais	 simples	 e	 de	 fácil	 compreensão.
	 Mas	que	taxa	de	juros	é	essa	que	encontramos	ao	remover	o	efeito	da	inflação?	A taxa 
de juros que desconta o efeito da inflação é conhecida como taxa de juros real.	 Ela	 nos	
mostra	o	aumento	em	termos	reais	(e	não	em	termos	nominais)	do	poder	de	compra	da	parte	
que	emprestou	os	recursos.	Ao	remover	a	 inflação,	 temos	uma	 ideia	mais	clara	a	respeito	da	
quantidade	a	mais	de	bens	e	serviços	(medida	em	termos	monetários)	que	a	parte	que	concedeu	
o	empréstimo	poderá	adquirir	ao	reaver	o	montante	inicial	acrescido	dos	juros.
Importante: as	fórmulas	apresentadas	mostram	que	a	relação	entre	a	taxa	de	juros	nominal	e	a	
taxa	de	juros	real	tem	a	ver	com	a	taxa	de	inflação,	da	seguinte	forma	simplificada:
taxa	de	juros	real	≈	taxa	de	juros	nominal	–	taxa	de	inflação
	 É	interessante	notar	alguns	pontos	adicionais	sobre	a	taxa	de	juros	real	e	sua	relação	com	
a	taxa	de	juros	nominal:
	 1.	Se	a	taxa	de	 inflação	for	maior	do	que	a	taxa	de	 juros	nominal	durante	o	período	de
		 	 um	investimento,	a	taxa	de	juros	real	ficará	abaixo	de	zero.	Ou	seja,	o	rendimento	real
	 	 em	 um	 investimento	 pode	 ser	 negativo,	 o	 que	 significa	 que	 o	 poder	 de	 compra	 do
		 	 investidor	pode	se	reduzir	entre	o	momento	da	aplicação	dos	recursos	e	o	momento	do	
	 	 recebimento	do	montante	principal	acrescido	dos	juros.
 2.	Se	a	taxa	de	inflação	for	negativa,	 isto	é,	se	houver	deflação,	a	taxa	de	juros	real	será	
	 	 superior	 à	 taxa	de	 juros	nominal.	 Isso	 significa	que	o	poder	de	 compra	do	 investidor
	 	 pode	 crescer	 a	 um	 ritmo	maior	 do	 que	 aquele	 indicado	 pela	 taxa	 de	 juros	 nominal	
	 	 oferecida	em	determinada	aplicação	financeira.	
 Em	 tese,	 a	 política	 monetária	 deveria	 ajustar	 as	 taxas	 de	 juros	 nominais	 de	 uma
economia	 conforme	 se	 perceba	 maior	 ou	 menor	 risco	 de	 inflação,	 o	 que	 deveria	 manter	 a	
taxa	 de	 juros	 real	 relativamente	 estável	 ao	 longo	 do	 tempo.	 Entretanto,	 esse	 fenômeno	 não	
é	 necessariamente	 verificado	 na	 prática,	 e	 a	 taxa	 de	 juros	 real	 pode	 apresentar	 flutuações	
significativas	ao	longo	dos	anos.
9
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
10
	 A	tabela	2	mostra	a	relação	entre	a	taxa	DI	(uma	taxa	de	juros	nominal),	a	variação	do	IPCA	
(medida	da	inflação	oficial)	e	a	taxa	de	juros	real	no	Brasil,	para	os	anos	de	2007	a	2016.	Estes	
números	oferecem	informações	importantes	sobre	como	a	inflação	afeta	o	retorno	real	obtido	
por	investidores	em	suas	aplicações	financeiras.
 3.2.2 Capitalização simples versus capitalização composta
	 Ao	se	 investir	em	um	produto	financeiro	(como	um	título	do	governo	ou	um	certificado	
emitido	por	uma	instituição	financeira),	é	importante	para	o	investidor	entender	exatamente	as	
regras	de	acordo	com	as	quais	os	juros	serão	calculados	e	pagos.	Os	juros	são	pagos	periodicamente	
ou	no	vencimento	da	aplicação?	Como	 lidar	com	períodos	 fracionados?	O	cálculo	dos	 juros	é	
feito	tendo	como	base	o	montante	de	principal	ou	o	valor	da	aplicação	incluindo	os	juros?	Para	
cada	produto	financeiro	no	Brasil	ou	no	exterior,	o	conjunto	de	 regras	aplicáveis	aos	cálculos	
de	remuneração	pode	diferir	bastante.	O	rendimento	a	ser	obtido	pelo	 investidor	dependerá,	
dentre	outros	fatores,	do	regime	de	capitalização	a	ser	observado.
	 Quando	 empregamos	um regime de capitalização simples no cálculo da remuneração 
devida em um título, o valor de referência para o cálculo dos juros é sempre o montante 
inicial, isto é, o valor presente do título.	Essa	base	de	cálculo	não	muda	ao	longo	do	período	
do	 investimento,	 mesmo	 se	 estivermos	 tratando	 de	 múltiplos	 períodos.	 Isso	 faz	 com	 que	 o	
montante	 inicial	de	 investimento	cresça	pelo	mesmo	valor	(o	valor	dos	 juros)	a	cada	período,	
de	maneira	linear,	e	os	juros	de	um	período	são	sempre	idênticos	aos	juros	de	qualquer	outro	
período.	Assim,	nesse	regime,	o	montante	inicial	cresce	de	maneira	aritmética	ao	longo	do	tempo.
Ano
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
Taxa DI
11,82%
12,38%
9,88%
9,75%
11,60%
8,40%
8,06%
10,81%
13,24%
14,00%
Variação do IPCA
4,46%
5,90%
4,31%
5,91%
6,50%
5,84%
5,91%
6,41%
10,67%
6,29%
Taxa de Juros Real
7,05%
6,12%
5,34%
3,63%
4,79%
2,42%
2,03%
4,13%
2,32%
7,25%
Tabela 2. Taxa DI, variação do IPCA e taxa de juros real no Brasil 2007-2016
Fontes:	B3	e	IBGE.	Cálculos	do	autor.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
11
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 	 Por	 exemplo,	 imagine	 um	 investimento	 de	 R$	 10.000,00,	 aplicado	 por	 seis	 meses,	
e	que	deve	 ser	 remunerado	a	uma	 taxa	de	 juros	 simples	de	1%	ao	mês.	Para	 se	encontrar	o	
valor	dos	 juros	que	serão	pagos	ao	final	dos	seis	meses	de	 investimento,	basta	se	multiplicar	
o	número	de	períodos	pela	 taxa	de	 juros	ao	período	e	pelo	montante	 inicial.	Assim,	os	 juros	
devidos	na	data	de	vencimento	da	operação	serão	iguais	a	1%	×	6	×	R$	10.000,00	=	R$	600,00.	
	 Como	regra	geral,	no	regime	de	capitalização	simples,	os	juros	são	calculados	pela	fórmula
J = V P × r × n
onde	J	são	os	 juros,	VP	é	o	valor	presente	(montante	inicial),	r	representa	a	taxa	de	juros	por	
período	e	n	é	o	número	de	períodos.	Já	para	se	conhecer	o	valor	futuro	(VF)	da	aplicação,	ou	seja,	
o	valor	a	ser	pago	no	vencimento	da	operação,	incluindo	o	montante	inicial	e	os	juros,	utiliza-se	
a	fórmula
V F = V P × ( 1 + r × n )
	 Utilizando	 os	 dados	 do	 exemplo	 e	 a	 fórmula,	 é	 fácil	 verificar	 que	 o	 valor	 futuro	 do	
investimento	de	R$	10.000,00	aplicado	por	seis	meses	a	uma	taxa	de	juros	simples	de	1,00%	ao	
mês	é	igual	a	R$	10.000,00	×	(1	+	1%	×	6)	=	R$	10.600,00.
	 Finalmente,	se	já	conhecermos	o	valor	futuro	de	uma	aplicação	e	quisermos	obter	o	seu	
valor	presente	em	um	regime	de	capitalização	simples,	basta	fazer	a	conta	inversa:
V P =
 V F
 1 + r × n
	 No	regime	de	capitalização	simples,	não	existe	a	capitalização	dos	juros,	e	assim	os	juros	
de	 um	 período	 não	 geram	 juros	 nos	 períodos	 seguintes.	 Principalmente	 em	 economias	 com	
elevadas	taxas	de	inflação,	como	historicamente	é	o	caso	do	Brasil,	tal	regime	de	capitalização	
não	é	utilizado	com	frequência.	Em	seu	lugar,	o	regime	de	capitalização composta tende a ser 
preferido.	Nesse regime, o montante inicial cresce de maneira geométrica ao longo do tempo, 
e o valor de principal acrescido de juros em um dado período serve como base de cálculo para 
os juros do período subsequente.
 Utilizando	um	exemplo	similar	ao	anterior,	imagine	que	o	investimento	de	R$	10.000,00,	
aplicado	por	seis	meses,	deva	ser	remunerado	a	uma	taxa	de	juros	composta	de	1%	ao	mês.	No	
primeiro	mês,	o	montante	inicial	de	R$	10.000,00	se	transforma	em	R$	10.100,00,	pela	adição	
dos	juros	de	R$	100,00	(1%	×	R$	10.000,00)	ao	montante	inicial.
12
	 Mas	no	segundo	mês,	os	juros	a	serem	adicionados	não	serão	de	R$	100,00	–	e	aqui	reside	
a	diferença	entre	os	regimes	de	capitalização	simples	e	composta.	Partindo	do	novo	montante	
de	R$	10.100,00	e	acrescendo	mais	1%	em	juros,	teremos	o	valor	de	R$	10.201,00,	diferente	do	
valor	de	R$	10.200,00	que	 teríamos	obtido	 sob	o	 regime	de	capitalização	 simples.	Utilizando	
juros	compostos	e	prosseguindo	com	esses	cálculos,	teremos	um	valor	de	juros	mais	alto	do	que	
ao	utilizarmos	juros	simples.
	 Para	se	calcular	os	juros	com	capitalização	composta,	empregamos	a	fórmula
J = V P × [ ( 1 + r )n - 1 ]
	 Com	essa	fórmula,	encontramos	que	os	juros	provenientes	do	investimento	do	exemplo	
anterior	serão	de	R$	10.000,00	×	[(1	+	1%)6	−	1]	=	R$	615,20.	Como	esperado,	esse	valor	é	mais	
alto	do	que	os	R$	600,00	obtidos	no	regime	de	capitalização	simples.
	 Já	o	valor	futuro	do	investimento	é	calculado	pela	fórmula
V F = V P × ( 1 + r )n
	 Assim,	o	valor	futuro	do	investimento	de	R$	10.000,00	por	seis	meses	a	uma	taxa	de	juros	
composta	de	1%	ao	mês	é	igual	a	R$	10.000,00	×	(1	+	1%)6	=	R$	10.615,20.
 3.2.3 Taxa de juros equivalentes versus taxa de juros proporcional
	 No	 mundo	 das	 aplicações	 financeiras	 de	 renda	 fixa,	 bem	 como	 dos	 empréstimos	 e	
financiamentos,	é	comum	existir	diferença	de	unidades	de	tempo	entre	a	taxa	de	juros	informada	
para	a	operação	(mensal	ou	anual,	por	exemplo)	e	a	periodicidade	dos	pagamentos	desses	juros	
(mensal,	trimestral	ou	semestral,	entre	outras	possibilidades).	Isso	faz	bastante	sentido,	pois	é	
importante	termos	taxas	de	juros	que	possam	ser	comparadas	em	uma	mesma	base	(tipicamente	
anual),	independentemente	da	frequência	de	pagamentos	dos	juros	da	operação.
	 Quando	utilizamos	o	regime	de	capitalização	simples,	podemos	encontrar	taxas	de	juros	
proporcionais	entre	diferentes	períodos	de	tempo	–	de	trimestral	para	anual,	de	semestral	para	
mensal,	e	assim	por	diante	–	meramente	multiplicando	ou	dividindo	as	taxas	pelo	número	de	
períodos	apropriado.	Nesse	regime,	como	vimos	anteriormente,	os	juros	são	calculados	tendo	
como	base	o	valor	presente	da	operação,	e	por	esse	motivo	podemos	somar,	subtrair,	multiplicar	
ou	dividir	as	taxas	de	juros	para	encontrar	as	taxas	aplicáveis	a	diferentes	períodos	de	tempo.
	 Por	 exemplo,	 em	 regime	 de	 capitalização	 simples,	 a	 taxa	 de	 juros	 de	 1%	 ao	 mês	 é	
proporcional	à	taxa	de	12%	ao	ano	(1%	×	12	=	12%).	Também	são	proporcionais	a	essas	taxas	as	
taxas	de	juros	de	3%	ao	trimestre	(1%	×	3	=	3%)	e	6%	ao	semestre	(1%	×	6	=	6%).	Já	uma	taxa	de	
juros	de	2,4%	ao	quadrimestre,	ainda	em	regime	de	capitalização	simples,	é	proporcional	às	taxas	
de	0,6%	ao	mês	(2,4%	÷	4	=	0,6%);	1,8%	ao	trimestre	(0,6%	×	3	=	1,8%);	3,6%	ao	semestre	(1,8%	
×	2	=	3,6%)	e	7,2%	ao	ano	(2,4%	×	3	=	7,2%).
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
Funções básicas
13
 Já	no	regime	de	capitalização	composta,	como	sabemos,	os	juros	obtidos	em	um	período	
são	acrescidos	ao	valor	da	operação,	o	que	gera	nova	base	de	cálculo	para	os	juros	compostos	
a	cada	período.	Podemos	encontrar	taxas	de	juros	equivalentes	para	diferentes	períodos,	mas	
para	 tanto	 não	 podemos	 utilizar	 as	 quatro	 operações	matemáticas	 fundamentais.	 Isso	 se	 dá	
justamente	por	conta	da	capitalização	dos	juros,	ou	seja,	da	sua	adição	ao	valor	principal	para	
fins	de	cálculo	dos	juros	devidos	ao	longo	da	vida	da	operação.
	 Para	calcular	taxas	equivalentes,	precisamos	empregar	a	fórmula:
 
n2
r2 = ( 1 + r1 )
n1 - 1
onde r2	é	a	taxa	de	juros	que	se	busca	obter,	r1	é	a	taxa	de	juros	conhecida,	n2	é	o	período	relativo	
à	taxa	que	se	busca	obter	e	n1	é	o	período	relativo	à	taxa	de	juros	conhecida	(sendo	que	n1 e n2	
devem	estar	na	mesma	unidade).	
	 Assim,	por	exemplo,	em	regime	de	capitalização	composta,	a	taxa	de	juros	de	1%	ao	mês	é	
equivalente	à	taxa	de	12,68%	ao	ano,	pois	(1	+	1%)(12/1)	−	1	=	12,68%.	Também	são	equivalentes	
a	essas	taxas	as	taxas	de	juros	de	3,03%	ao	trimestre	e	6,15%	ao	semestre,	pois	(1	+	1%)(3/1)	−	1	=	
3,03%	e	(1	+	1%)(6/1)	−	1	=	6,15%.	Já	uma	taxa	de	juros	de	2,4%	ao	quadrimestre,	ainda	em	regime	
de	capitalização	composta,	é	equivalente	às	taxas	de	0,59%	ao	mês,	1,79%	ao	trimestre,	3,62%	
ao	semestre	e	7,37%	ao	ano,	já	que,	respectivamente,	(1	+	2,4%)(1/4)	−	1	=	0,59%,	(1	+	2,4%)(3/4)	−	1	
=	1,79%,	(1	+	2,4%)(6/4)	−	1	=	3,62%	e	(1	+	2,4%)(12/4)	−	1	=	7,37%.
	 Por	questão	de	nomenclatura,	quando	estamos	trabalhando	em	um	regime	de	capitalização	
simples,	 falamos	em	 taxas	de	 juros	proporcionais	ao	analisar	diferentes	períodos.	Quando	 se	
aplica	o	regime	de	capitalização	composta,	podemos	calcular	taxas	de	juros	equivalentes	para	
períodos	distintos.	Além	disso,	como	vimos	acima,	os	cálculos	de	taxas	de	juros	proporcionais	e	
equivalentes	oferecem	resultados	distintos,	cada	qual	refletindo	as	características	do	regime	de	
capitalização	adotado.	
	 Nos	 principais	 mercados	 financeiros	 mundiais,	 o	 regime	 de	 capitalização	 composta	 é	
amplamente	 utilizado.	No	 Brasil,	 é	muito	 comum	que	 títulos	 de	 crédito	 privado	 tenham	 sua	
remuneração	atrelada	à	 taxa	DI.	Essa	 taxa	é	dada	em	termos	anuais,	mas	a	capitalização	dos	
juros	ocorre	a	cada	dia	útil,	com	base	em	um	ano	com	252	dias	úteis.	Por	exemplo,	utilizando	a	
fórmula	apresentada	acima,	verificamos	que	uma	taxa	DI	de	10,14%	ao	ano	é	equivalente	à	taxa	
de	0,03833%	para	um	dia	útil.	Caso	tal	taxa	anual	se	mantenha	durante	o	período	de	um	mês	
com	21	dias	úteis,	os	juros	desse	período	equivalerão	aproximadamente	a	0,81%.	Se	o	período	
considerado	for	de	um	semestre	(com	126	dias	úteis),	a	taxa	de	juros	equivalente	será	de	4,95%,	
e	assim	sucessivamente.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
14
 Como	exemplo,	uma	aplicação	financeira	no	valor	de	R$	100.000,00	renderá,	em	um	dia	útil,	
juros	(antes	de	impostos)	de	R$	38,33	pela	taxa	DI	de	10,14%,	levando	o	montante	da	aplicação	
para	R$	100.038,33.	Se	mais	um	dia	se	passar	e	os	juros	forem	capitalizados,	ainda	utilizando	a	
mesma	taxa	DI	anual,	o	novo	montante	será	de	R$	100.076,68,	o	que	significa	que	os	juros	para	
o	segundo	dia	útil	são	de	R$	38,35.	A	pequena	diferença	de	R$	0,02	nos	juros	calculados	entre	o	
primeiro	e	o	segundo
dia	de	aplicação	se	dá	exatamente	pela	natureza	dos	juros	compostos	–	a	
base	de	cálculo	para	os	juros	do	segundo	dia	é	maior	do	que	a	base	de	cálculo	para	os	juros	do	
primeiro	dia.
	 Para	cálculos	em	geral	com	a	taxa	DI,	podemos	adaptar	a	fórmula	mostrada	anteriormente	
da	seguinte	maneira:
 
n2
r2 = ( 1 + t a x a D I )25 2 - 1
	 Dessa	maneira,	podemos	encontrar	as	taxas	equivalentes	a	uma	taxa	DI	(como	sabemos,	
sempre	fornecida	em	termos	anuais)	para	qualquer	período	dado	em	dias	úteis.	Tal	período	pode	
ser	inferior	ou	superior	a	252	dias	úteis	nessa	fórmula.
 3.2.4 Índice de referência (benchmark) aplicado a produtos de investimento: conceito e 
finalidade
	 São	 muitas	 as	 alternativas	 de	 investimento	 disponíveis	 hoje	 em	 dia	 aos	 investidores.	
Na	 renda	 fixa,	 há	 títulos	 públicos,	 títulos	 emitidos	 por	 empresas	 (como	 debêntures	 e	 notas	
promissórias),	 títulos	 emitidos	 por	 instituições	 financeiras	 (como	 os	 CDBs),	 instrumentos	 de	
securitização	 e	muitos	 outros.	 Em	 renda	 variável,	 há	 ações	 ordinárias,	 ações	 preferenciais	 e	
diversas	 combinações	 estratégicas	 possíveis	 utilizando	 instrumentos	 derivativos,	 tais	 como	
opções	e	contratos	a	termo.	Há	ainda	produtos	de	investimentos	ligados	ao	mercado	imobiliário	
e	 ao	 agronegócio,	 assim	 como	uma	 enorme	 variedade	 de	 fundos	 de	 investimento	 (incluindo	
multimercados,	cambiais	e	de	participações	em	empresas).	Uma	medida	simples	do	retorno	de	
cada	investimento	é	comparar	quanto	cada	aplicação	“rendeu”	desde	o	momento	do	investimento	
inicial,	fazendo	a	conta	do	retorno	absoluto.
	 Mas	medir	 o	 desempenho	de	produtos	 de	 investimento	 tão	 diversos	 com	base	 apenas	
em	 seu	 retorno	 absoluto	 não	 nos	 conta	 uma	história	 completa.	 A	 avaliação	 do	 desempenho	
de	 produtos	 de	 investimento	 deve	 ser	 feita	 de	 forma	 relativa,	 comparando	 cada	 produto	 a	
algum	indicador	que	tenha	características	de	investimento	similares.	Em	finanças,	tal	indicador	
é	 conhecido	como	benchmark	 ou	 índice de referência,	uma	medida	que	nos	permite	avaliar	
comparativamente	o	desempenho	de	produtos	ou	fundos	de	investimento.	No	caso	de	produtos	
de	renda	fixa,	é	comum	comparar	o	retorno	de	um	 investimento	com	o	retorno	de	um	título	
emitido	pelo	governo	ou	uma	taxa	de	juros	média	de	mercado.	Na	renda	variável,	a	comparação	
normalmente	é	feita	com	um	índice	do	mercado	acionário.	O	importante	é	sempre	escolher	o	
benchmark	condizente	com	o	tipo	de	investimento	cujo	retorno	se	deseja	analisar.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
15
 Um	retorno	de	12%	obtido	durante	um	ano	em	um	fundo	de	investimento	em	ações,	por	
si	só,	não	nos	diz	muito	a	respeito	do	desempenho	desse	fundo.	Ao	nos	perguntarmos	se	esse	
retorno	é	alto	ou	baixo,	a	pergunta	que	vem	à	mente	em	seguida	é:	“comparado	com	o	quê?”.	E	
é	justamente	aí	que	a	comparação	com	um	benchmark	se	faz	necessária.	Se,	ao	longo	daquele	
período,	o	principal	índice	da	bolsa	de	valores	tiver	caído	2%,	o	desempenho	do	fundo	de	ações	
terá	sido	excelente.	Mas,	se	o	mesmo	índice	da	bolsa	tiver	subido	20%,	o	desempenho	do	fundo	
já	não	 terá	 sido	 tão	 impressionante	assim.	Sem	a	comparação	com	o	benchmark,	estaríamos	
relegados	à	observação	do	retorno	absoluto,	o	que	efetivamente	nos	diz	muito	pouco.
	 Para	 ser	 considerado	 válido,	 um	 índice	 de	 referência	 deve	 ter	 diversas	 qualidades	
importantes.	Ele	precisa	ser	definido	claramente,	deve	ser	facilmente	mensurável	com	alguma	
frequência	e	precisa	ser	formado	de	maneira	que	seja	possível	investir	em	seus	componentes.	
Além	 disso,	 ele	 necessita	 também	 ser	 adequado	 ao	 produto	 de	 investimento	 cujo	 retorno	
pretendemos	avaliar.	Finalmente,	deve	sempre	ser	especificado	antes	do	 início	do	período	de	
avaliação	para	 evitar	 que	 seja	 escolhido	 um	benchmark	mais	 favorável	 para	 se	 determinar	 o	
desempenho	relativo	de	um	investimento.
	 Há	centenas	de	índices	de	referência	disponíveis	no	mercado	com	os	quais	se	pode	comparar	
o	desempenho	de	determinado	produto	de	investimento.	Para	investimentos	em	renda	fixa,	os	
benchmarks	mais	comuns	são:
 	taxa	DI;	
 	Índices	de	Mercado	ANBIMA	(IMA-B:	indexados	pelo	IPCA;	IMA-C:	indexados	pelo	IGP-M;	
	 	 IMA-S:	 pós-fixados	 pela	 taxa	 Selic);	 e	 rendimentos	 dos	 títulos	 emitidos	 pelo	 Tesouro
		 	 Nacional.
 	rendimentos	dos	títulos	emitidos	pelo	Tesouro	Nacional.
No	caso	de	investimentos	em	renda	variável,	os	índices	de	referência	mais	comuns	são:
 	Índice	Bovespa;	
 	IBrX	100;
 	IBrX	50;	
 	Índice	de	Ações	com	Governança	Corporativa	Diferenciada	(IGC);
 	Índice	de	Sustentabilidade	Empresarial	(ISE).
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 3.2.5 Volatilidade. Conceito
	 Quem	acompanha	o	mercado	financeiro	 sabe	que	os	preços	dos	ativos	–	ações,	títulos	
de	 renda	 fixa,	 imóveis	 e	 outros	 –	 estão	 sujeitos	 a	 flutuações.	 Alguns	 ativos	 variam	mais	 de	
preço	do	que	outros,	por	isso	são	tidos	como	mais	“arriscados”.	De	fato,	uma medida do risco 
associado ao investimento em um ativo é justamente o grau de variação do seu preço de 
mercado.	 Comparando	dois	 investimentos	 com	o	mesmo	 retorno	esperado,	 faz	mais	 sentido	
escolher	aquele	que	oferece	a	menor	variabilidade	em	seu	preço,	ou	seja,	aquele	que	sujeita	o	
seu	detentor	a	uma	menor	dispersão	entre	os	preços	observados	ao	longo	do	tempo.	
	 Em	finanças,	chamamos	de	volatilidade o grau de variação dos preços de um ativo em 
um determinado período de tempo, medido pelo conceito estatístico de desvio-padrão dos 
retornos logarítmicos.	Apesar	de	parecer	complicado,	a	ideia	por	trás	desse	conceito	é	simples:	
medir	 quanto	 oscilam	 os	 retornos	 de	 um	 ativo	 e	 assim	 oferecer	 alguma	 informação	 sobre	 a	
quantidade	de	incerteza	em	relação	às	variações	no	valor	desse	ativo.	
	 Vamos	ver	como	utilizar	a	 informação	sobre	volatilidade	na	prática.	A	tabela	3	mostra	a	
evolução	dos	preços	de	 três	ações	negociadas	na	Bolsa	de	Valores	de	São	Paulo	ao	 longo	do	
mês	de	maio	de	2017	(22	sessões	de	negociação).	As	três	ações	são:	Companhia	de	Locação	das	
Américas	(código	LCAM3),	Banco	Bradesco	(código	BBDC4)	e	Rossi	Residencial	(código	RSID3).	
Para	cada	ação,	além	dos	preços	diários,	são	mostrados	os	retornos	diários.	Ao	final	da	tabela,	
temos	as	informações	sobre	a	volatilidade	(anualizada)	de	cada	ativo,	isto	é,	sobre	o	risco	que	
cada	ação	traz	para	seus	detentores	(conforme	os	dados	do	período	de	análise,	apenas	para	fins	
de	ilustração).
	 Pela	análise	da	tabela,	vemos	que	o	grau	de	volatilidade	foi	bastante	distinto	entre	as	três	
ações	escolhidas	neste	exemplo.	A	ação	RSID3,	que	apresentou	a	maior	volatilidade	no	período	
considerado,	teve	retornos	diários	(tanto	positivos	como	negativos)	de	maior	magnitude,	ou	seja,	
seu	preço	oscilou	mais	fortemente	do	que	os	preços	das	outras	duas	ações.	A	ação	LCAM3,	de	
menor	 volatilidade	 no	mês	 estudado,	 teve	 retornos	 diários	 de	magnitude	 comparativamente	
menor,	e	por	essa	medida	representou	menos	risco	para	seus	detentores.
	 Uma	 maneira	 de	 compreender	 melhor	 o	 conceito	 de	 volatilidade	 de	 maneira	 visual	
é	 observar	 o	 comportamento	 dos	 preços	 das	 ações	 em	um	gráfico,	 como	mostrado	 a	 seguir	
(com	dados	 normalizados	 para	melhor	 visualização).	 Como	 reflexo	 dos	 resultados	 numéricos	
mostrados	na	tabela,	a	linha	correspondente	à	ação	LCAM3	é	a	que	apresentou	menor	oscilação	
em	comparação	com	as	outras	ações	no	período	de	análise.	Graficamente	a	flutuação	do	preço	
da	ação	RSID3	foi	a	maior,	como	já	esperado,	tendo	em	vista	que	seu	grau	de	volatilidade	foi	
também	maior	no	mês	estudado.
16
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
17
Fonte:	B3.	Cálculos	do	autor.
02/05/2017
03/05/2017
04/05/2017
05/05/2017
08/05/2017
09/05/2017
10/05/2017
11/05/2017
12/05/2017
15/05/2017
16/05/2017
17/05/2017
18/05/2017
19/05/2017
22/05/2017
23/05/2017
24/05/2017
25/05/2017
26/05/2017
29/05/2017
30/05/2017
31/05/2017
Cotação
(R$)
8,95
8,95
9,04
8,93
9,00
8,71
8,85
8,65
8,87
8,80
8,75
8,75
8,75
8,67
8,59
8,85
8,75
8,80
8,72
8,72
8,98
8,65
Cotação
(R$)
7,95
8,60
7,95
7,85
7,76
8,14
7,90
7,54
8,05
8,00
8,06
7,86
6,03
6,41
6,08
6,09
6,41
6,60
6,69
6,69
6,98
7,18
Retorno 
diário
0,00%
1,00%
-1,22%
0,78%
-3,28%
1,59%
-2,29%
2,51%
-0,79%
-0,57%
0,00%
0,00%
-0,92%
-0,93%
2,98%
-1,14%
0,57%
-0,91%
0,00%
2,94%
-3,74%
28,40%
Retorno 
diário
7,86%
-7,86%
-1,27%
-1,15%
4,78%
-2,99%
-4,66%
6,54%
-0,62%
0,75%
-2,51%
-26,50%
6,11%
-5,29%
0,16%
5,12%
2,92%
1,35%
0,00%
4,24%
2,83%
115,32%
Cotação
(R$)
31,15
31,13
30,67
30,71
30,69
30,96
31,42
31,61
31,93
31,98
32,03
31,40
27,28
27,73
26,94
27,12
27,43
27,24
27,87
27,87
28,03
27,50
Retorno 
diário
-0,07%
-1,49%
0,13%
-0,07%
0,88%
1,47%
0,60%
1,01%
0,16%
0,16%
-1,99%
-14,06%
1,63%
-2,89%
0,67%
1,14%
-0,69%
2,28%
0,00%
0,57%
-1,91%
53,02%
Tabela 3. Preços de fechamento e retornos diários LCAM3, BBDC4 e RSID3 – maio/2017
Volatilidade (anualizada):
 Data LCAM3 BBDC4 RSID3
	 Compreender	o	risco	associado	a	qualquer	operação	financeira	(e	não	considerar	apenas	
seu	retorno	estimado)	é	essencial	para	a	análise	das	diferentes	alternativas	de	investimento	com	
que	os	profissionais	da	área	se	deparam	todos	os	dias.	A volatilidade dos retornos dos ativos 
é um excelente indicador de risco e deve sempre ser levada em consideração no processo de 
decisão de investimentos.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
 3.2.6 Prazo médio ponderado de uma carteira de títulos: conceito e riscos associados
	 Comumente,	 as	 aplicações	 financeiras	 em	 renda	 fixa	 têm	 uma	 data	 de	 vencimento,	
em	 que	 o	 pagamento	 do	 valor	 de	 principal	 (ou	 o	 pagamento	 da	 última	 parcela	 do	 valor	 de	
principal,	no	caso	de	títulos	com	amortização)	deve	ser	 realizado.	Porém,	calcular	o	prazo	de	
uma	aplicação	financeira	 com	base	apenas	no	período	a	decorrer	até	o	pagamento	final	não	
reflete	corretamente	o	tempo	de	retorno	e	os	riscos	associados	a	esse	investimento.	É	preciso	
utilizar	medidas	que	levem	em	consideração	as	amortizações	periódicas	do	principal	(se	houver)	
e,	ainda,	os	pagamentos	de	juros,	ou	seja,	todo	o	fluxo	financeiro	da	operação.
	 O	cálculo	do	prazo	médio	ponderado	de	um	título	nos	oferece	exatamente	uma	medida	
de	tempo	médio	para	recebimento	do	investimento.	Esse	cálculo	leva	em	consideração	o	valor	
presente	de	cada	fluxo	de	caixa	 (incluindo	principal	e	 juros)	ao	 longo	da	vida	do	título.	Além	
disso,	os	valores	presentes	de	cada	fluxo	de	caixa	são	utilizados	como	pesos	para	cada	período	
de	tempo	correspondente,	em	que	o	fluxo	ocorre	(por	exemplo,	um	ano,	dois	anos,	três	anos	
e	assim	por	diante)	–	por	isso	a	denominação	de	prazo	médio	“ponderado”.	O	tempo	até	cada	
fluxo	de	caixa,	ponderado	pelos	respectivos	valores	presentes,	é	finalmente	dividido	pelo	preço	
atual	do	título	(ou	seja,	seu	valor	presente),	para	então	chegarmos	ao	prazo	médio	ponderado	
do	papel.
18
Gráfico 4. Cotações diárias (normalizadas) – LCAM3, BBDC4 e RSID3 – maio/2017
Fonte:	B3.	Cálculos	e	elaboração	do	autor.					 LCAM3 BBDC4 RSID3
110
105
100
95
90
85
80
75
70
 
02
/0
5/
20
17
03
/0
5/
20
17
04
/0
5/
20
17
05
/0
5/
20
17
06
/0
5/
20
17
07
/0
5/
20
17
08
/0
5/
20
17
09
/0
5/
20
17
11
/0
5/
20
17
13
/0
5/
20
17
22
/0
5/
20
17
15
/0
5/
20
17
24
/0
5/
20
17
18
/0
5/
20
17
27
/0
5/
20
17
31
/0
5/
20
17
17
/0
5/
20
17
26
/0
5/
20
17
30
/0
5/
20
17
20
/0
5/
20
17
29
/0
5/
20
17
10
/0
5/
20
17
12
/0
5/
20
17
21
/0
5/
20
17
14
/0
5/
20
17
23
/0
5/
20
17
16
/0
5/
20
17
25
/0
5/
20
17
19
/0
5/
20
17
28
/0
5/
20
17
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
	 No	Brasil,	uma	Resolução	do	Conselho	Monetário	Nacional	define	a	fórmula	“oficial”	para	
cálculo	do	prazo	médio	ponderado	como
 
onde	PMP	é	o	prazo	médio	ponderado,	Fj	é	o	fluxo	de	caixa,	dj	é	o	número	de	dias	úteis	a	decorrer	
até	cada	fluxo,	i	é	a	taxa	interna	de	retorno	(em	base	anual	com	252	dias	úteis)	e	VP	é	o	valor	
presente	do	título.	Parece	uma	fórmula	complicada,	mas	o	conceito	é	bem	simples:	encontrar	
um	prazo	médio	para	a	aplicação,	considerando	todos	os	fluxos	de	caixa,	utilizando	os	valores	
presentes	desses	fluxos	como	pesos	para	o	período	de	 tempo	a	decorrer	até	cada	um	deles,	
encontrando	assim	uma	medida	de	tempo.
	 Por	exemplo,	considere	um	título	de	renda	fixa	com	valor	nominal	no	vencimento	igual	a	
R$	1.000.000,00,	prazo	de	dois	anos,	amortização	integral	no	vencimento,	juros	contratuais	de	
10%	ao	ano	(aplicados	em	base	exponencial	considerando-se	252	dias	úteis)	e	taxa	de	desconto	
de	mercado	de	10,5%.	A	tabela	4	mostra	os	resultados	dos	cálculos	de	juros	e	do	prazo	médio	
ponderado.	Como	se	pode	observar,	o	prazo	médio	ponderado	é	inferior	ao	prazo	final,	tendo	em	
vista	que	há	fluxos	de	caixa	ao	longo	do	período	de	vigência	do	instrumento.
	 Para	 uma	 carteira,	 o	 prazo	médio	 ponderado	 é	 igual	 ao	 somatório	 dos	 prazos	médios	
ponderados	dos	títulos	que	a	compõem,	ponderados	por	sua	vez	pelo	peso	de	cada	título	na	
carteira,	considerando-se	o	valor	presente	de	cada	título	e	o	valor	presente	da	carteira.	A	tabela	
5	mostra	um	exemplo	desse	cálculo	para	três	títulos	com	diferentes	prazos	médios	ponderados	
e	valores	presentes.
19
 P M P = × ( 1 + i )V P
1
2 5 2
∑n × dj
Fj
2 5 2
dj
j = 1
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
Tabela 4. Cálculo do prazo médio ponderado de um título
Fonte:	cálculos	do	autor.
Dias úteis 
(DU)
126
252
378
504
Juros
(R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
Principal
(R$)
0,00
0,00
0,00
1.000.000,00
Fluxo de caixa
total (R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
1.048.808,85
Soma:
Valor Presente
(VP) (R$)
46.432,00
44.170,90
42.019,91
858.957,72
991.580,54
DU x VP
5.850.432,39
11.131.067,64
15.883.526,86
432.914.690,10
465.779.716,99
#
1
2
3
4
Prazo médio ponderado (anos): 1,86
 Importante:	é	bom	ter	em	mente	algumas	propriedades	interessantes	do	prazo	médio		
ponderado	de	um	título	ou	de	uma	carteira	de	títulos:
 	Quanto	maior	for	o	prazo	final	de	vencimento	de	um	título	com	amortização	integral	no
		 	 vencimento,	maior	 será	o	 seu	prazo	médio	ponderado.	O	prazo	até	o	vencimento	e	o	
	 	 prazo	médio	ponderado	são,	portanto,	diretamente	proporcionais.
 	 Quanto	maior	 a	 taxa	 de	 juros	 do	 instrumento	 financeiro,	menor	 será	 o	 prazo	médio
	 	 ponderado,	pois	os	fluxos	de	caixa	ao	longo	do	tempo	ficam	mais	“pesados”	por	conta	dos
		 	 juros	mais	altos.	Assim,	a	 taxa	de	 juros	e	o	prazo	médio	ponderado	são	 inversamente	
	 	 proporcionais.
 	Quanto	maior	for	a	frequência	dos	pagamentos	de	juros	e	principal,	menor	será	o	prazo	
	 	 médio	ponderado	do	título	ou	da	carteira	de	títulos.	A	 frequência	de	pagamentos	e	o
		 	 prazo	médio	ponderado	são,	desta	forma,	inversamente	proporcionais.
 3.2.7 Marcação a mercado como valor presente de um fluxo de pagamentos (precificação 
e volatilidade: impactos de prazos e taxas)
	 Quanto	vale	um	ativo	–	seja	ação,	título,	derivativo,	seja	qualquer	outro	instrumento?	Em	
finanças,	de	maneira	objetiva,	dizemos	que	o	preço	de	um	ativo	é	igual	ao	valor	presente	de	seu	
fluxo	de	caixa	esperado.	Nessa	afirmação	estão	embutidas	duas	 ideias	 importantes.	Primeiro:	
existe	um	fluxo	de	caixa	associado	a	este	ativo,	mesmo	que	haja	alguma	incerteza	em	relação	
a	esse	fluxo	(por	conta	do	uso	do	termo	“esperado”).	Segundo:	o	preço	do	ativo	será	composto	
pela	soma	dos	valores	presentes	daqueles	fluxos	de	caixa,	o	que	implica	que	uma	(ou	mais	de	
uma)	taxa	de	desconto	precisa	ser	empregada	para	se	calcular	o	quanto	valem,	hoje,	aqueles	
fluxos	futuros.	
20
Fonte:	cálculos	do	autor.
Tabela 5. Cálculo do prazo médio ponderado de uma carteira de títulos
Valor nominal 
(R$)
1.000.000,00
3.000.000,00
6.000.000,00
Valor Presente
(R$)
991.580,54
2.785.653,43
5.974.231,35
Peso na 
carteira
10,2%
28,6%
61,3%
Prazo médio
ponderado
1,86
3,32
0,77
Peso x PMP
0,19
0,95
0,47
Título
1
2
3
Prazo médio ponderado (anos): 1,61
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
21
	 Quando	observamos	as	flutuações	dos	preços	dos	ativos	no	mercado,	indagamos	o	motivo	
de	sua	ocorrência.	O	mecanismo	básico	de	oferta	e	demanda,	claro,	está	em	funcionamento	ali.	
Mas	o	que	determina	o	desejo	de	operadores	de	mercado	em	comprar	ou	vender	um	ativo	em	
dado	momento?	Pensando	no	cálculo	do	preço	de	um	ativo	conforme	descrito,	podemos	dizer	
que	as	oscilações	dos	preços	de	mercado	ocorrem	por	duas	razões:	ou	existe	alguma	alteração	
no	fluxo	de	caixa	esperado	(por	exemplo,	no	caso	de	ações,	uma	expectativa	diferente	em	relação	
a	dividendos	futuros),	ou	a	taxa	de	retorno	já	não	é	mais	adequada	e	não	reflete	as	condições	
econômicas	e	o	risco	associado	ao	investimento	(e,	portanto,	precisa	ser	maior	ou	menor	para	
refletir	essas	novas	condições).	
	 Como	vimos	na	tabela	4,	o	preço	do	título	de	renda	fixa	mostrado	no	exemplo	é	igual	a	
R$	991.580,54	e	 corresponde	à	 soma	dos	valores	presentes	de	cada	fluxo	de	caixa	à	 taxa	de	
desconto	de	10,5%	ao	ano.	Suponha	que	esse	seja	o	preço	atual	do	papel	no	mercado.	Mesmo	
mantendo	os	fluxos	de	caixa	inalterados	(como	é	apropriado	para	títulos	com	taxa	fixa	de	juros),	
qualquer	variação	na	taxa	de	desconto	de	mercado	faz	com	que	obtenhamos	um	novo	valor	para	
esse	título.	Uma taxa de desconto acima de 10,5% ao ano corresponde a um preço de mercado 
inferior ao preço atual, ao passo que uma taxa de mercado abaixo de 10,5% ao ano nos mostra 
um preço superior aos R$ 991.580,54.	Uma	taxa	de	desconto	de	10%	ao	ano,	 idêntica	à	taxa	
de	juros	pela	qual	o	papel	é	remunerado,	corresponde	a	um	valor	de	mercado	idêntico	ao	valor	
nominal	de	R$	1.000.000,00.	A	tabela	6	mostra	o	valor	de	mercado	do	papel	utilizando	diferentes	
taxas	de	desconto,	demonstrando	numericamente	esses	pontos.
	 Ao	atribuirmos	a	um	ativo	seu	valor	observado	atualmente	no	mercado,	estamos	fazendo	
uma	marcação	 a	mercado	do	 preço	 desse	 ativo.	 Tal	 prática	 nos	 permite	 fazer	 uma	 avaliação	
realista	do	valor	de	um	ativo	ou	de	uma	carteira	de	ativos,	em	contraposição	a	outros	métodos	
como,	por	exemplo,	a	chamada	“marcação	na	curva”,	em	que	o	valor	de	um	título	é	atualizado	
diariamente	utilizando	a	mesma	taxa	de	desconto	vigente	no	momento	da	aquisição	do	papel.	A	
propósito,	o	mesmo	método	é	aplicável	a	passivos:	marcar	um	passivo	a	mercado	é	atribuir	a	ele	
um	valor	justo,	com	base	em	níveis	de	preços	e	taxas	de	desconto	verificados	no	mercado.
Tabela 6. Cálculo do valor do título de dois anos a diferentes taxas de desconto
Fonte:	cálculos	do	autor.
Dias
úteis 
(DU)
126
252
378
504
Juros
(R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
Principal
(R$)
0,00
0,00
0,00
1.000.000,00
Fluxo
de caixa
total (R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
1.048.808,85
Valor
Presente a
10,9% (R$)
46.348,19
44.011,59
41.792,78
852.772,62
984.925,18
Valor
Presente a
10,3% (R$)
46.474,08
44.251,00
42.134,25
862.075,53
994.934,86
Valor
Presente a
10,0% (R$)
46.537,41
44.371,68
42.306,74
866.784,17
1.000.000,00
#
1
2
3
4
Valor de mercado:
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
22
	 Não	é	apenas	a	taxa	de	desconto	de	mercado	que	influencia	no	preço	de	um	ativo.	O	prazo	
até	o	vencimento	também	tem	impacto	importante	para	a	precificação	de	um	título	de	renda	
fixa,	mesmo	quando	utilizadas	as	mesmas	 taxas	de	desconto.	Suponha	que	o	título	de	 renda	
fixa	o	qual	estamos	analisando	nos	exemplos	anteriores	tenha	vencimento	em	quatro	anos,	e	
não	em	dois	 anos.	Qual	 será	o	 impacto	disso	 sobre	o	preço	do	papel	 na	 comparação	 com	o	
exemplo	original,	ainda	utilizando	uma	taxa	de	desconto	de	10,5%	ao	ano?	O	preço	do	papel	com	
vencimento	em	quatro	anos,	em	nosso	exemplo,	é	de	R$	984.685,13	por	essa	taxa	de	desconto,	
menor	do	que	os	R$	991.580,54	observados	no	título	com	prazo	de	dois	anos.	E	quanto	às	demais	
taxas	de	desconto?	A	tabela	7	elucida	a	questão	e	mostra	o	efeito	do	prazo	maior	sobre	o	preço	
do	título	utilizando	diferentes	taxas	de	desconto	(as	mesmas	da	tabela	6).
	 Podemos	ver	pelos	resultados	dos	cálculos	que,	quanto	maior	o	prazo	até	o	vencimento	de	
um	título,	maior	a	diferença	entre	o	valor	de	mercado	e	o	seu	valor	nominal,	mantendo	constantes	
os	demais	parâmetros,	para	taxas	de	desconto	diferentes	da	taxa	de	juros	contratual	do	papel.	
Ou	seja,	para	o	título	com	vencimento	em	quatro	anos,	os	valores	presentes	são	inferiores,	para	
cada	 taxa	de	 juros,	do	que	aqueles	 verificados	no	título	 com	vencimento	em	dois	anos.	Esse	
exemplo	demonstra	um	resultado	extensível	a	qualquer	prazo	de	vencimento	e	taxa	de	desconto	
quando	se	considera	um	título	de	renda	fixa	com	as	características	simples	que	escolhemos	para	
ilustrar	o	conceito.
Tabela 7. Cálculo do valor do título de quatro anos por diferentes taxas de desconto
Fonte:	cálculos	do	autor.
Dias
úteis 
(DU)
126
252
378
504
630
756
882
1008
Juros
(R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
Principal
(R$)
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.000.000,00
Fluxo
de caixa
total (R$)
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
48.808,85
1.048.808,85
Valor
Presente a
10,9% (R$)
46,348.19
44,011.59
41,792.78
39,685.83
37,685.10
35,785.24
33,981.16
693,378.16
972.668,04
Valor
Presente a
10,3% (R$)
46,474.08
44,251.00
42,134.25
40,118.76
38,199.68
36,372.41
34,632.53
708,588.82
990.771,53
Valor
Presente a
10,0% (R$)
46,537.41
44,371.68
42,306.74
40,337.89
38,460.67
36,670.81
34,964.25
716,350.56
1.000.000,00
#
1
2
3
4
5
6
7
8
Valor de mercado:
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
23
 3.2.8 Mercado primário e mercado secundário: conceito, finalidade e relevância para o 
investidor e para a empresa emissora
	 Para	financiar	seus	projetos	e	compor	a	sua	estrutura	de	capital	(isto	é,	a	proporção	entre	
capital	próprio	e	capital	de	terceiros),	muitos	emissores	corporativos	acessam	os	mercados	de	
capitais,	sejam	domésticos,	sejam	internacionais,	tanto	de	renda	fixa	como	de	renda	variável.	Por	
meio	desses	mercados,	os	emissores	captam	recursos	via	lançamento	de	títulos	de	dívida	ou	de	
ações	e	assim	buscam	fazer	frente	às	suas	necessidades	de	financiamento	e	aos	seus	planos	de	
expansão.
 O mercado	primário	é	justamente	aquele	em	que	os	emissores	lançam	seus	títulos	e	ações	
para	aquisição	por	parte	dos	primeiros	investidores	nesses	instrumentos.	Além	dos	emissores,	
usualmente	participam	do	mercado	primário	os	bancos	de	investimento	que	fazem	a	distribuição	
dos	papéis,	escritórios	de	advocacia	responsáveis	pelos	aspectos	legais	das	operações,	agentes	
fiduciários,	investidores	institucionais	e	fundos	de	investimento,	entre	outros.
	 Já	o	mercado	secundário	é	aquele	em	que	os	ativos	são	negociados	após	a	sua	emissão.	
É	o	mercado	em	que	os	ativos	trocam	de	mãos	sem	que	os	emissores	estejam	envolvidos	nas	
negociações.	 Participam	 do	 mercado	 secundário	 principalmente	 as	 corretoras	 de	 valores,	
investidores	 institucionais,	 investidores	 individuais,	 gestores	 de	 fundos	 de	 investimento	 e	
especuladores,	entre	outros.
	 Do	ponto	de	vista	do	 investidor,	tanto	o	mercado	primário	como	o	mercado	secundário	
têm	extrema	relevância.	É	no	mercado	primário	que	investidores	têm	acesso	a	novos	papéis,	que	
podem	trazer	diversificação	para	suas	posições,	além	de	costumeiramente	oferecerem	retorno	
um	pouco	mais	alto	do	que	papéis	similares	disponíveis	no	mercado	secundário	(visto	que	as	
emissões	no	mercado	primário	precisam	ser	suficientemente	atraentes	para	que	investidores	se	
interessem	por	elas).	No	mercado	secundário,	investidores	podem	se	desfazer	de	suas	posições	
ou	 adquirir	 papéis	 com	 relação	 risco-retorno	 atrativa,	 fazendo	 assim	 girar	 suas	 carteiras	 de	
investimento
e	alocando	recursos	conforme	suas	estratégias.
	 Para	 a	 empresa	 emissora,	 o	 mercado	 primário	 adquire	 importância	 especial,	 pois	 é	
exatamente	nele	que	a	captação	de	recursos	ocorre.	Mas	o	mercado	secundário	também	tem	
relevância	considerável.	É	por	meio	desse	mercado	que	os	emissores	conseguem	avaliar	o	custo	
de	captação	de	recursos	(tanto	de	dívida	como	de	ações)	ao	observar	os	preços	dos	ativos	(de	
sua	 própria	 emissão	 ou	 de	 emissores	 comparáveis).	 Além	disso,	 ao	 observar	 a	 dinâmica	 dos	
preços	dos	ativos	e	os	indicadores	de	liquidez,	emissores	podem	determinar	o	melhor	momento	
para	ir	a	mercado	com	suas	novas	emissões.	Finalmente,	os	emissores	participam	ativamente	do	
mercado	secundário	por	meio	de	suas	tesourarias,	comprando	e	vendendo	ativos	no	âmbito	da	
gestão	financeira	das	empresas.
CONCEITOS BÁSICOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
1. O Produto Interno Bruto de uma economia representa, em valores monetários e para 
determinado período, a soma de todos os bens e serviços 
(A)	intermediários	e	finais,	a	preço	de	custo.
(B)	finais,	a	preço	de	custo.
(C)	intermediários	e	finais,	a	valor	de	mercado.
(D)	finais,	a	valor	de	mercado.
2. O índice de inflação oficialmente utilizado pelo governo brasileiro para verificar o cumprimento 
da meta de inflação é o
(A)	Índice	Geral	de	Preços	do	Mercado	(IGP-M).
(B)	Índice	Nacional	de	Preços	ao	Consumidor	(INPC).
(C)	 Índice	Nacional	de	Preços	ao	Consumidor	Amplo	(IPCA).
(D)	Índice	de	Preços	ao	Consumidor	(IPC).
3. A taxa de referência para o cálculo da remuneração devida em empréstimos realizados entre 
instituições financeiras no Brasil é a
(A)	Taxa	Selic.
(B)	Taxa	DI.
(C)	Taxa	Referencial.
(D)	Taxa	Básica	Financeira.
4. A taxa DI é
(a)	 apurada	diariamente	e	aplicada	com	base	em	dias	úteis.
(b)	apurada	diariamente	e	aplicada	com	base	em	dias	corridos.
(c)	 apurada	mensalmente	e	aplicada	com	base	em	dias	úteis.
(d)	apurada	mensalmente	e	aplicada	com	base	em	dias	corridos.
5. A taxa de juros utilizada para o cálculo da remuneração dos saldos das contas vinculadas ao 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é a
(A)	Taxa	Básica	Financeira.
(B)	Taxa	Referencial.
(C)	Taxa	Selic.
(D)	Taxa	DI.
6. Um dos objetivos do Comitê de Política Monetária (Copom) é
(A)	autorizar	a	emissão	de	papel-moeda.
(B)	controlar	a	taxa	de	inflação	oficial.
(C)	regular	o	volume	de	crédito	na	economia.
(D)	definir	a	meta	da	taxa	Selic.
QUESTÕES
24
7. A diferença entre as taxas de juros nominal e real é dada pela taxa de 
(A)	câmbio.
(B)	inflação.
(C)	 juros	básica.
(D)	desconto.
8. A utilização de um índice de referência (benchmark) para um fundo de investimento
(A)	permite	a	verificação	do	desempenho	relativo	do	fundo.
(B)	limita	a	atuação	do	gestor	do	fundo	à	classe	de	origem	daquele	índice.
(C)	restringe	as	operações	do	fundo	aos	ativos	financeiros	componentes	daquele	índice.	
(D)	indica	que	tal	fundo	tem	gestão	ativa.
9. Para um ativo financeiro qualquer, a volatilidade é uma medida de
(A)	liquidez.
(B)	risco.
(C)	retorno.
(D)	desempenho.
10. O prazo médio ponderado de um título financeiro é igual ao prazo até a sua data de 
vencimento quando
(A)	a	taxa	de	cupom	é	igual	a	zero,	e	o	valor	de	principal	é	integralmente	devido	no	vencimento.	
(B)	a	taxa	de	cupom	é	igual	a	zero,	e	o	valor	de	principal	é	devido	em	amortizações	periódicas
		 constantes.
(C)	a	 taxa	 de	 cupom	 é	 igual	 à	 taxa	 Selic,	 e	 o	 valor	 de	 principal	 é	 integralmente	 devido	 no
	 vencimento.
(D)	a	taxa	de	cupom	é	igual	à	taxa	Selic,	e	o	valor	de	principal	é	devido	em	amortizações	periódicas
	 constantes.
11. Ao longo de um mesmo dia, a marcação a mercado de um título com taxa de remuneração 
fixa apresentará resultado negativo se a taxa de desconto
(A)	permanecer	positiva.
(B)	permanecer	constante.
(C)	aumentar.
(D)	cair.
12. Após a sua emissão, a negociação de títulos e valores mobiliários ocorre no mercado
(A)	secundário.
(B)	derivativo.
(C)	complementar.
(D)	primário.
QUESTÕES
25
RESPOSTAS
26
1. D 
Justificativa:	A	definição	de	PIB	nos	diz	que	tal	medida	representa	a	soma,	em	valores	monetários,	
de	todos	os	bens	e	serviços	finais	(e	não	intermediários,	para	evitar	dupla	contagem)	produzidos	
por	uma	economia	 (ou	seja,	em	determinada	região),	durante	um	período	(normalmente,	um	
trimestre	ou	um	ano),	considerando	o	valor	de	mercado	dos	bens	e	serviços	(e	não	seu	valor	de	
produção	ou	seu	custo).	Assim,	apenas	a	alternativa	(d)	está	correta.
2. C 
Justificativa:	O	 regime	de	metas	de	 inflação	no	Brasil	observa	o	 Índice	Nacional	de	Preços	ao	
Consumidor	Amplo	(IPCA),	divulgado	pelo	IBGE,	para	verificar	se	a	meta	de	inflação	está	sendo	
atingida	(ou	quão	distante	da	meta	está	a	taxa	de	inflação	no	Brasil).
3. B
Justificativa:	No	Brasil,	os	empréstimos	interfinanceiros	(ou	seja,	aqueles	entre	bancos	e	outras	
instituições	financeiras)	são	remunerados	pela	taxa	DI,	divulgada	diariamente	pela	B3	(saiba	mais	
em	www.b3.com.br).	
4. A
Justificativa:	A	taxa	DI	é	apurada	e	divulgada	diariamente	pela	B3	com	base	nas	operações	de	
emissão	 de	 Depósitos	 Interfinanceiros	 pré-fixados,	 selecionando-se	 apenas	 as	 operações	 de	
um	dia	útil	de	prazo	(over),	considerando	apenas	as	operações	realizadas	entre	instituições	de	
conglomerados	diferentes	 (Extra-grupo),	desprezando-se	as	demais	 (Intra-grupo),	e	é	aplicada	
considerando-se	apenas	os	dias	úteis,	em	uma	base	de	252	dias	úteis	por	ano.
5. B 
Justificativa:	 A	 taxa	 de	 juros	 utilizada	 para	 o	 cálculo	 da	 remuneração	 dos	 saldos	 das	 contas	
vinculadas	ao	Fundo	de	Garantia	do	Tempo	de	Serviço	(FGTS)	é	a	Taxa	Referencial,	conforme	a	Lei	
8.177/91.
6. D
Justificativa:	Conforme	o	Regulamento	anexo	à	Circular	3.593,	de	16	de	maio	de	2012,	do	Banco	
Central	 do	Brasil,	 o	Comitê	de	Política	Monetária	 (Copom)	 “tem	como	objetivos	 implementar	
a	política	monetária,	definir	a	meta	da	Taxa	Selic	e	seu	eventual	viés	e	analisar	o	Relatório	de	
Inflação	a	que	se	refere	o	Decreto	nº	3.088,	de	21	de	junho	de	1999”.	Assim,	apenas	a	alternativa	
(d)	está	correta.
7. B
Justificativa:	A	taxa	de	juros	real	é	calculada	(de	maneira	aproximada)	subtraindo-se	a	taxa	de	
inflação	da	taxa	de	juros	nominal.	Assim,	a	diferença	entre	a	taxa	de	juros	nominal	e	a	taxa	de	
juros	real,	para	determinado	período,	é	 justamente	a	taxa	de	inflação	verificada	nesse	mesmo	
intervalo.
RESPOSTAS
27
8. A
Justificativa:	A	função	do	índice	de	referência	(benchmark)	é	oferecer	parâmetro	de	comparação	
para	o	desempenho	de	um	ativo	financeiro,	uma	carteira	de	ativos	ou	um	fundo	de	investimento.	
Tal	 índice	não	 limita	 a	 atuação	do	 gestor	 do	 fundo	 à	 classe	de	 ativos	de	origem	desse	 índice	
(isto	é,	renda	fixa	ou	renda	variável),	nem	restringe	as	operações	do	fundo	aos	ativos	financeiros	
componentes	do	índice.	Além	disso,	tanto	os	fundos	com	gestão	passiva	quanto	(e	principalmente)	
os	fundos	com	gestão	ativa	podem	ter	benchmarks	para	fins,	por	exemplo,	de	cálculo	da	taxa	de	
performance	do	fundo.	Assim,	a	alternativa	(a)	está	correta.
9. B
Justificativa:	A	volatilidade	de	um	ativo	é	uma	medida	de	seu	risco	e	é	comumente	calculada	
como	o	desvio	padrão	dos	retornos	desse	ativo.	Investidores	comparam	a	volatilidade	de	ativos	
para	ter	melhor	compreensão	sobre	o	risco	que	estão	correndo	na	busca	por	retorno.
10. A
Justificativa:	O	prazo	médio	ponderado	de	um	título	financeiro	é	igual	ao	prazo	até	a	sua	data	de	
vencimento	quando	a	taxa	de	cupom	é	igual	a	zero	e	o	valor	de	principal	é	integralmente	devido	no	
vencimento.	Para	verificar	essa	afirmação,	basta	lembrar	que	o	prazo	médio	ponderado	é	a	média	
dos	prazos	dos	fluxos	de	caixa	de	um	título	ponderados	pelo	valor	presente	de	cada	fluxo.	Quando	
há	um	único	fluxo	de	principal	e	tal	fluxo	ocorre	integralmente	na	data	de	vencimento	do	título,	o	
prazo	médio	ponderado	coincide	com	o	prazo	até	a	data	de	vencimento	desse	instrumento.
11. C
Justificativa:	Dentro	de	um	mesmo	dia,	a	marcação	a	mercado	de	um
título	com	remuneração	
fixa	de	juros	apresentará	resultado	negativo	caso	a	taxa	de	desconto	aumente,	devido	à	relação	
inversa	entre	preço	e	taxa	de	desconto	de	um	papel.	Mesmo	que	a	taxa	de	desconto	se	mantenha	
positiva	 (alternativa	 (a)),	 não	 se	 pode	 afirmar	 que	 o	 resultado	 da	marcação	 a	 mercado	 será	
negativo,	pois	 a	 taxa	pode	 ter	 se	 reduzido.	Da	mesma	 forma,	a	alternativa	 (d)	não	atende	ao	
que	se	pede	no	enunciado,	tendo	em	vista	que,	caso	a	taxa	de	desconto	se	reduza,	o	resultado	
da	marcação	a	mercado	será	positivo.	Se	a	taxa	de	desconto	permanecer	constante	(alternativa	
(b)),	não	haverá	alteração	no	preço	do	título	ao	longo	do	mesmo	dia	e,	portanto,	o	impacto	na	
marcação	a	mercado	será	neutro.
12. A
Justificativa:	 Após	 a	 emissão	 de	 títulos	 e	 valores	 mobiliários	 no	 mercado	 primário,	 esses	
instrumentos	podem	ser	negociados	no	mercado	secundário.
GLOSSÁRIO
28
Ações:	 frações	 ideais	do	capital	social	de	empresas.	Títulos	que	representam	para	o	acionista
direito	de	participação	na	sociedade	e,	de	maneira	indireta,	direito	sobre	os	ativos	e	sobre	os	
resultados	financeiros	da	empresa.
Ações ordinárias:	ações	que	conferem	a	seus	detentores	os	direitos	patrimoniais	garantidos	em	
lei;	especificamente,	são	ações	que	conferem	a	seus	detentores	o	direito	a	voto	nas	assembleias	
de	acionistas	das	empresas.
Ações preferenciais:	 ações	 que	 conferem	a	 seus	 detentores	 a	 prioridade	no	 recebimento	de	
dividendos	distribuídos	pela	companhia	e	no	reembolso	do	capital.
Administração Fiduciária:	 é	 o	 conjunto	 de	 serviços	 relacionados	 direta	 ou	 indiretamente	 ao	
funcionamento	e	à	manutenção	do	Fundo,	desempenhada	por	pessoa	jurídica	autorizada	pela	
Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Agência de classificação de risco:	 entidade	 responsável	 por	 analisar	 o	 risco	 de	 crédito	 de	
emissores	e	de	emissões	de	títulos	de	renda	fixa	e	por	emitir	opinião	por	meio	de	uma	nota	de	
crédito	(rating).
Agente autônomo de investimento (AAI):	é	a	pessoa	natural	que	atua	na	prospecção	e	captação	
de	 clientes,	 recepção	 e	 registro	 de	 ordens	 e	 transmissão	 dessas	 ordens	 para	 os	 sistemas	 de	
negociação	ou	de	registro	cabíveis	e	na	prestação	de	informações	sobre	os	produtos	oferecidos	
e	sobre	os	serviços	prestados	pela	instituição	integrante	do	sistema	de	distribuição	de	valores	
mobiliários	pela	qual	tenha	sido	contratado.
Agentes econômicos deficitários:	indivíduos	ou	entidades	cujas	despesas	superam	suas	receitas.
Agentes econômicos superavitários:	 indivíduos	 ou	 entidades	 cujas	 receitas	 superam	 suas	
despesas.
Agente fiduciário:	 é	 quem	 representa	 a	 comunhão	 dos	 debenturistas	 perante	 a	 companhia	
emissora,	com	deveres	específicos	de	defender	os	direitos	e	interesses	dos	debenturistas,	entre	
outros	citados	na	lei.
ANBIMA: Associação	Brasileira	das	Entidades	dos	Mercados	Financeiro	e	de	Capitais.
Aplicação:	 compra	de	um	ativo	financeiro	na	expectativa	de	que,	no	tempo,	produza	retorno	
financeiro.
Apreçamento:	 consiste	 em	 precificar	 os	 ativos	 pertencentes	 à	 carteira	 dos	 Veículos	 de	
Investimento,	pelos	respectivos	preços	negociados	no	mercado	em	casos	de	ativos	líquidos	ou,	
quando	este	preço	não	é	observável,	por	uma	estimativa	adequada	de	preço	que	o	ativo	teria	em	
uma	eventual	negociação	feita	no	mercado.
Atividade de Compliance:	 conjunto	 de	 medidas	 direcionadas	 a	 verificar	 e	 garantir	 que	 os	
diversos	setores	de	uma	companhia	observam	regras	e	padrões	impostos	pelas	normas	legais	e	
regulatórias.
29
GLOSSÁRIO
Audiência pública:	 reunião	 pública	 para	 comunicação	 e	 discussão	 de	 determinados	 assuntos	
entre	diversos	setores	da	sociedade	e	as	autoridades	públicas.
Autorregulação:	estabelecimento	ou	verificação	de	regras	feitas	pelas	pessoas	ou	entidades	que	
serão	alvo	de	regulação.
B3 S.A.:	Brasil,	Bolsa,	Balcão	(atual	Denominação	Social	da	antiga	BM&FBovespa	S.A.	–	Bolsa	de	
Valores,	Mercadorias	e	Futuros	após	fusão	com	a	Cetip	S.A.).	É	uma	empresa	de	infraestrutura	
do	mercado	financeiro	brasileiro.
BACEN:	Banco	Central	do	Brasil.
Banco de Dados da ANBIMA:	é	o	conjunto	de	informações	cadastrais	enviadas	para	a	ANBIMA	
pelas	instituições	participantes	que	são	armazenadas	de	forma	estruturada.
Benchmark:	 termo	 em	 inglês	 para	 processo	 de	 comparação	 de	 produtos,	 serviços	 e	 práticas	
empresariais.	Índice	de	referência.
Beneficiário:	pessoa	física	(ou	pessoas	físicas)	indicada	livremente	pelo	participante	para	receber	
os	valores	de	benefício	ou	resgate,	na	hipótese	de	seu	falecimento,	de	acordo	com	a	estrutura	do	
plano	de	previdência	ou	seguro	e	na	forma	prevista	pela	legislação	e	pelo	desejo	do	participante.	
Benefício:	pagamento	que	os	beneficiários	recebem	em	função	da	ocorrência	do	evento	gerador	
durante	o	período	de	cobertura,	ou	seja,	é	o	período	do	recebimento	da	renda	propriamente	
dita,	em	que	o	participante	de	um	plano	de	previdência	optará	pelo	recebimento	de	uma	renda	
temporária	ou	vitalícia.
Beneficiário final:	a	pessoa	natural	em	nome	da	qual	uma	transação	é	conduzida	ou	a	pessoa	
natural	 que,	 em	 última	 instância,	 de	 forma	 direta	 ou	 indireta,	 possui,	 controla	 ou	 influencia	
significativamente	a	entidade	em	nome	da	qual	a	transação	é	conduzida.	
Bonificação:	distribuição,	por	parte	da	companhia,	de	ações	aos	seus	acionistas	por	conta	da	
capitalização	das	reservas	de	lucro.
Cadastros de crédito:	bancos	de	dados	que	armazenam	informações	sobre	o	histórico	de	crédito	
de	pessoas	e	empresas,	a	fim	de	possibilitar	que	determinada	decisão	sobre	conceder	ou	não	um	
crédito	seja	mais	bem	fundamentada.
Caderneta de poupança:	modalidade	de	investimento	de	baixo	risco	que	credita	rendimentos	
mensalmente,	na	data	equivalente	à	data	de	aplicação	(data-base).	Seus	rendimentos	são	isentos	
de	imposto	de	renda	para	pessoa	física	e	os	depósitos	possuem	garantia	do	FGC.
Canais Digitais:	 canais	 digitais	 ou	 eletrônicos	 utilizados	 na	 distribuição	 de	 produtos	 de	
investimento,	que	servem	como	instrumentos	remotos	sem	contato	presencial	entre	o	investidor	
ou	potencial	investidor	e	a	instituição	participante.
Capital de terceiros:	recursos	levantados	pela	companhia	junto	a	terceiros	na	forma	de	dívida,	
para	fins	de	financiamento	de	suas	atividades.
30
GLOSSÁRIO
Capital próprio:	patrimônio	líquido	da	empresa,	ou	seja,	o	dinheiro	aplicado	pelos	acionistas	e	
quaisquer	lucros	retidos	pela	companhia	ao	longo	do	tempo.
Capitalização composta:	regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	é	acrescido	
de	juros	a	cada	período,	para	fins	de	cálculo	dos	juros	dos	períodos	subsequentes.
Capitalização simples: regime	de	capitalização	de	juros	em	que	o	montante	inicial	serve	como	
base	de	cálculo	para	os	juros	de	todos	os	períodos.
Carência:	prazo	preestabelecido	durante	o	qual	o	participante	de	um	plano	de	previdência,	ou	
investidor,	não	tem	acesso	aos	seus	recursos.
Carta de recomendação:	 proposta	 elaborada	 pela	 área	 de	 Supervisão	 da	 ANBIMA	para	 uma	
instituição	 participante	 visando	 à	 correção	 ou	 compensação	 de	 uma	 infração	 de	 pequeno	
potencial	ofensivo.
Certificado de Depósito Bancário (CDB):	título	de	renda	fixa	que	representa	depósito	a	prazo
realizado	por	investidores	em	uma	instituição	financeira.
Clube de investimento:	comunhão	de	recursos	de	pessoas	físicas;	é	criado	com	o	objetivo	de	
investir	 no	mercado	de	títulos	 e	 valores	mobiliários.	 Deve	 ter	 no	mínimo	3	 e	 no	máximo	50	
cotistas	e	ao	menos	67%	do	seu	patrimônio	líquido	devem	estar	investidos	em	instrumentos	de	
renda	variável	como	ações.
COAF:	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	órgão	ligado	ao	Banco	Central	que	tem	
como	missão	produzir	 inteligência	financeira	e	promover	a	proteção	dos	 setores	econômicos	
contra	a	lavagem	de	dinheiro	e	o	financiamento	ao	terrorismo.
Colocação privada:	venda	de	valores	mobiliários	emitidos	por	uma	companhia	para	um	grupo	
selecionado	de	investidores,
sem	que	haja	distribuição	pública.
Come-cotas:	recolhimento	semestral	do	Imposto	de	Renda	(IR)	incidente	sobre	os	rendimentos	
obtidos	nas	aplicações	em	determinados	fundos	de	investimento.
Comitê de Política Monetária (COPOM):	comitê	criado	no	âmbito	do	Banco	Central	do	Brasil	e	
incumbido	de	implementar	a	política	monetária,	definir	a	meta	para	a	Taxa	Selic	(e	seu	eventual	
viés)	bem	como	analisar	o	Relatório	de	Inflação.	É	formado	pelo	presidente	e	pelos	diretores	do	
Banco	Central.
Commodities:	 palavra	 em	 inglês	 para	 mercadoria.	 No	 mercado	 financeiro	 e	 de	 capitais,	
geralmente	refere-se	a	matérias-primas	e	produtos	agrícolas,	como	minério	de	ferro,	petróleo,	
carvão,	sal,	açúcar,	café,	soja,	alumínio,	cobre,	arroz,	trigo,	ouro,	prata,	paládio	e	platina.
Competências:	poderes	específicos	dados	a	determinado	agente	para	que	cumpra	as	atribuições	
a	ele	designadas.
Compliance:	função	de	cumprimento	das	políticas,	procedimentos,	controles	internos	e	regras	
estabelecidas	pela	regulação	vigente.
Cota:	menor	fração	de	um	fundo	de	investimento.
31
GLOSSÁRIO
Cotista:	investidor	de	fundos	de	investimento.
Crédito Privado:	títulos	de	renda	fixa	de	emissores	(empresas)	privados.
Custos de transação:	 conceito	econômico	utilizado	para	 representar	o	dispêndio	de	 recursos	
necessários	para	participar	de	uma	determinada	transação,	envolvendo,	mas	não	se	limitando	ao	
custo	de	planejar,	redigir,	adaptar	e	monitorar	o	cumprimento	de	contratos,	por	exemplo.
CRI:	Certificados	de	Recebíveis	Imobiliários.
CTVM:	 sociedades	 corretoras	 de	 títulos	 e	 valores	 mobiliários,	 que	 desempenham	 papel	 de	
intermediação	 de	 negócios	 entre	 os	 investidores	 e	 o	mercado.	 	 São	 	 instituições	 autorizadas	
a	 operar	 em	 bolsa	 de	 valores,	 recebendo	 as	 ordens	 dos	 clientes	 e	 colocando	 as	 ofertas	
correspondentes	no	ambiente	da	bolsa.
CVM:	Comissão	de	Valores	Mobiliários.
Debêntures:	títulos	de	renda	fixa	emitidos	por	sociedades	por	ações	de	capital	aberto	ou	fechado;
representam	um	direito	de	crédito	do	investidor	sobre	a	companhia	emissora.	São	consideradas	
“simples”	quando	não	oferecem	ao	investidor	a	opção	de	conversão	em	ações	(ver	debêntures	
conversíveis).
Debêntures conversíveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 da	
mesma	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,	em	datas	determinadas	
ou	durante	um	período	de	tempo.
Debêntures incentivadas: títulos	 de	 renda	 fixa	 emitidos	 por	 companhias	 ou	 por	 sociedade	
de	 propósito	 específico	 para	 financiar	 investimentos,	 especialmente	 em	 áreas	 prioritárias	
para	o	Governo	Federal;	oferecem	isenção	de	imposto	de	renda	sobre	seus	rendimentos	para	
investidores	pessoas	físicas	 e	não	 residentes,	 desde	que	preencham	os	 requisitos	 legais	 para	
receberem	tal	incentivo	tributário.
Debêntures permutáveis:	 conferem	 aos	 debenturistas	 a	 opção	 de	 convertê-las	 em	 ações	 de	
outra	empresa	que	não	a	empresa	emissora	das	debêntures,	a	um	preço	pré-especificado,	em	
datas	determinadas	ou	durante	um	período	de	tempo.
Deflação: redução	 geral	 no	 nível	 de	 preços	 de	 uma	 economia.	 Corresponde	 a	 uma	 taxa	 de	
inflação	negativa.
Desdobramento:	 concessão	de	uma	ou	mais	 novas	 ações	para	 cada	 ação	existente;	 também	
conhecido	como	split.
Dever de diligência:	obrigação	imposta	a	alguns	agentes	que	operam	em	nome	e	benefício	de	
terceiros	de	atuar	com	a	prudência	e	o	zelo	que	se	esperariam	de	alguém	na	administração	de	
seus	próprios	negócios.
DI:	Depósito	Interfinanceiro.
Direito creditório:	direito	a	determinado	crédito	e	títulos	representativos	deste	direito.
32
GLOSSÁRIO
Distribuidor:	instituição	financeira	que	tem	como	atividade	principal	ou	acessória	a	intermediação	
de	operações	nos	mercados	regulamentados	de	títulos	e	valores	mobiliários.
Diversificação:	técnica	de	alocação	de	capital	em	diferentes	ativos,	setores	ou	mercados,	com	o	
objetivo	de	reduzir	a	exposição	do	investidor	ao	risco	particular	de	cada	um	dos	ativos.
Dívida externa:	somatório	dos	débitos	de	um	país,	resultantes	de	empréstimos	e	financiamentos	
contraídos	no	exterior	pelo	próprio	governo,	por	empresas	estatais	ou	privadas.
Dividendos:	remuneração	paga	aos	acionistas	de	uma	companhia	como	distribuição	parcial	ou	
integral	dos	lucros	obtidos	em	um	exercício.
DTVM:	sociedades	distribuidoras	de	títulos	e	valores	mobiliários.	Desempenham	papel	similar	às	
CTVM	e	são	a	elas	equiparadas	para	todos	os	fins	práticos.	Ver	CTVM.
Economia de escala:	 eficiência	econômica	obtida	por	meio	da	 intensificação	de	determinada
atividade.
Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC):	é	a	entidade	ou	sociedade	seguradora	
autorizada	a	instituir	planos	de	previdência	complementar	aberta.	Estes	podem	ser	individuais,
quando	contratados	por	qualquer	pessoa,	ou	coletivos,	quando	garantem	benefícios	a	indivíduos	
vinculados,	direta	ou	indiretamente,	a	uma	pessoa	jurídica	contratante.
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC):	 	 são	 	conhecidas	 	como	 	 fundos		
de	pensão.	 São	 instituições	 sem	fins	 lucrativos	que	mantêm	planos	 de	previdência	 coletivos,	
organizadas	pelas	empresas	para	seus	empregados,	com	o	objetivo	de	garantir	pagamento	de	
benefícios	a	seus	participantes.	Podem	também	ser	organizadas	por	associações,	sindicatos	ou	
entidades	de	classes.
Escritura de emissão:	principal	documento	legal	de	uma	emissão	de	debêntures,	do	qual	constam	
todas	as	características	dos	títulos,	incluindo	prazo	até	o	vencimento,	taxa	de	remuneração,	uso	
dos	recursos	e	obrigações	da	companhia	emissora.
Fatores de risco:	fatos	ou	condições	que	tornam	a	concretização	de	um	problema	mais	provável.
Fundo Garantidor de Crédito (FGC):	 entidade	 civil	 privada,	 sem	 fins	 lucrativos,	 criada	 em	
1995	 com	 o	 objetivo	 de	 administrar	 mecanismos	 de	 proteção	 aos	 credores	 de	 instituições	
financeiras.	Oferece	garantia	para	créditos	de	até	R$	250.000,00	por	pessoa	física	ou	jurídica,	por	
conglomerado	financeiro,	limitado	a	R$	1	milhão,	a	cada	período	de	4	anos,	para	garantias	pagas	
para	cada	CPF	ou	CNPJ.
FIDC:	Fundo	de	Investimento	em	Direitos	Creditórios.
FII:	Fundos	de	Investimento	Imobiliários.
Fonte da riqueza:	maneira	pela	qual	o	patrimônio	de	um	investidor	foi	ou	é	obtido.
Fundo aberto:	fundos	que	permitem	a	entrada	(aplicação)	e	saída	(resgate)	de	cotistas.
33
GLOSSÁRIO
Fundo Exclusivo:	fundo	destinado	exclusivamente	a	um	único	investidor	profissional,	nos	termos	
da	Regulação	em	vigor;
Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE):	fundos	cujos	únicos	cotistas	são,	direta	
ou	 indiretamente,	sociedades	seguradoras	e	entidades	abertas	de	previdência	complementar,	
cuja	 carteira	 seja	 composta	 em	 conformidade	 com	 as	 diretrizes	 estabelecidas	 pelo	 Conselho	
Monetário	 Nacional	 (CMN)	 na	 regulamentação	 que	 disciplina	 a	 aplicação	 dos	 recursos	 das	
reservas,	das	provisões	e	dos	fundos	das	sociedades	seguradoras,	das	sociedades	de	capitalização	
e	das	entidades	abertas	de	previdência	complementar.
Fundo fechado:	fundo	em	que	a	entrada	(aplicação)	e	a	saída	(resgate)	de	cotistas	não	é	permitida	
e	que	as	cotas	são	resgatadas	ao	término	do	seu	prazo	de	duração.
Fundo Reservado:	fundo	destinado	a	um	grupo	determinado	de	investidores	que	tenham	entre	si	
vínculo	familiar,	societário	ou	que	pertençam	a	um	mesmo	conglomerado	ou	grupo	econômico,	
ou	que,	por	escrito,	determinem	essa	condição;
Ganho de capital:	 representado	pela	diferença	positiva	entre	o	preço	de	venda	e	o	preço	de	
compra	de	um	ativo.
 
Gestão de Riscos:	 atividade	 de	 identificar,	mensurar,	 avaliar,	monitorar,	 reportar,	 controlar	 e	
mitigar	os	riscos	atribuídos	à	atividade	específica	de	uma	determinada	organização.
Grupamento:	é	o	inverso	da	operação	de	desdobramento	e	consiste	na	transformação	de	duas	
ou	mais	ações	existentes	em	uma	única	ação	nova;	também	conhecido	como	inplit.
Hedge: operação
que	visa	reduzir	ou	eliminar	os	riscos	de	oscilações	inesperadas	nos	preços	de	
ativos.
Heterorregulação:	 atividade	 regulatória	 desenvolvida	 por	 um	 agente	 externo	 ao	 ambiente	
regulado.
IBGE:	Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística.
Ibovespa:	Índice	da	Bolsa	de	Valores	de	São	Paulo.	É	o	principal	indicador	de	desempenho	das	
empresas	listadas	na	bolsa	e	composto	pelas	maiores	e	mais	negociadas	ações	da	B3	S.A.
IBX:	 Índice	 Brasil.	 Índice	 que	 avalia	 o	 retorno	 de	 uma	 carteira	 composta	 pelas	 ações	 mais	
negociadas	na	B3	S.A.,	selecionadas	pelo	critério	de	liquidez	e	ponderadas	pelo	valor	de	mercado	
do	free-float.
Índice de referência:	 indicador	 que	 serve	 como	 base	 de	 comparação	 para	 a	 avaliação	 do	
desempenho	relativo	de	um	instrumento	financeiro	ou	de	uma	carteira	de	ativos.
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M):	índice	de	preços	calculado	pelo	Instituto	Brasileiro	
de	Economia	(Ibre)	da	Fundação	Getúlio	Vargas	(FGV).	É	uma	média	ponderada	de	outros	três	
índices	da	FGV:	o	Índice	de	Preços	ao	Produtor	Amplo	(IPA,	com	peso	de	60%),	o	Índice	de	Preços	
ao	Consumidor	(IPC,	com	peso	de	30%)	e	o	Índice	Nacional	de	Custo	da	Construção	(INCC,	com	
peso	de	10%).
34
GLOSSÁRIO
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA):	 índice	 de	 preços	 divulgado	 pelo	
Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística	(IBGE).	Busca	medir	a	variação	de	preços	de	forma	
bastante	 ampla,	 contemplando	os	 gastos	 de	 famílias	 cujo	 rendimento	mensal	 seja	 de	1	 a	 40	
salários	mínimos	e	residentes	em	áreas	urbanas.
Inflação:	conceito	econômico	que	designa	o	aumento	continuado	e	generalizado	dos	preços	de	
bens	e	serviços.
Instituição participante:	as	instituições	que	são	associadas	à	ANBIMA	ou	que	tenham	aderido,	
voluntariamente,	a	qualquer	um	dos	seus	códigos	de	autorregulação.
Instrução CVM:	ato	normativo	regulatório	emitido	pela	CVM.
Intermediação financeira:	a	atividade	de	captar	recursos	dos	agentes	superavitários,	mediante	
algum	tipo	de	contrapartida,	e	disponibilizá-los	para	agentes	deficitários,	mediante	a	cobrança	
de	juros.
Investidores:	agentes	econômicos	superavitários	que	buscam	remuneração	para	seu	capital	por	
meio	de	aplicações	em	produtos	financeiros.
Investimento:	 aplicação	 de	 capital	 em	meios	 de	 produção	 ou	 nos	mercados	 financeiro	 e	 de
capitais.
IOF:	Imposto	sobre	Operações	Financeiras.
IOSCO:	 International	 Organization	 of	 Securities	 Commissions	 (Organização	 Internacional	 das	
Comissões	de	Valores	Mobiliários).
IPO:	sigla	do	inglês	Initial	Public	Offering.	É	a	Oferta	Pública	Inicial	de	Ações,	processo	por	meio	
do	qual	os	investidores	têm	acesso	a	novas	ações	emitidas	no	mercado	primário.
IR: Imposto	de	Renda,	conforme	regulado	pela	Secretaria	da	Receita	Federal.
Juros sobre capital próprio:	remuneração	paga	aos	acionistas	como	distribuição	de	lucros	retidos	
em	exercícios	anteriores.
Letra de Crédito do Agronegócio (LCA):	 título	 de	 dívida	 emitido	 por	 instituição	 financeira	 e	
lastreado	em	créditos	do	agronegócio	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra de Crédito Imobiliário (LCI):	título	de	dívida	emitido	por	instituição	financeira	e	lastreado	
em	créditos	imobiliários	de	propriedade	da	instituição	emissora.
Letra do Tesouro Nacional (LTN):	título	público	 federal	que	oferece	ao	 investidor	um	retorno	
predefinido	 (caso	 seja	 mantido	 até	 o	 seu	 vencimento)	 no	 momento	 da	 compra;	 não	 há	
pagamentos	de	juros	periódicos	e	não	há	atualização	do	valor	nominal	por	índice	de	preços
35
GLOSSÁRIO
Letra Financeira do Tesouro (LFT):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	pós-fixada	e	dada	
pela	Taxa	Selic	acumulada	no	período	de	investimento,	acrescida	de	ágio	ou	deságio	registrado	
no	momento	da	compra	do	título;	não	há	pagamento	de	juros	periódicos	ao	investidor	e	não	há	
atualização	do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Liquidez:	grau	de	facilidade	com	que	um	ativo	pode	ser	comprado	ou	vendido	no	mercado	a	um	
preço	adequado	ou	justo.
Marcação a mercado (MaM):	atualização	do	preço	de	um	ativo	utilizando	o	preço	verificado	no	
mercado	em	determinado	dia.
Medida da riqueza:	tamanho	do	patrimônio	acumulado	por	um	investidor.
Mercado primário:	mercado	onde	ocorrem	os	lançamentos	de	novas	ações	e	títulos	de	renda	
fixa,	 para	 a	 primeira	 aquisição	 por	 parte	 de	 investidores.	 É	 nesse	mercado	 que	 as	 empresas	
emissoras	de	valores	mobiliários	captam	recursos	para	se	financiar.
Mercado secundário:	 mercado	 onde	 os	 ativos	 financeiros	 já	 existentes	 são	 negociados	 e	
transferidos	entre	investidores.
Meta para a Taxa Selic:	taxa	de	juros	definida	pelo	Comitê	de	Política	Monetária	como	objetivo	
para	a	taxa	básica	da	economia.
Nota de crédito:	opinião	resumida	a	respeito	de	um	emissor	ou	de	uma	emissão	de	títulos	de	
renda	fixa,	publicada	por	uma	agência	de	classificação	de	risco.	Também	conhecida	como	rating.
Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B):	título	público	federal	cuja	rentabilidade	é	composta	
por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	acrescida	da	variação	do	
IPCA;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	6%	a.a.
Nota do Tesouro Nacional Série B Principal (NTN-B Principal):	 título	 público	 federal	 cuja	
rentabilidade	é	composta	por	uma	taxa	de	juros	predefinida	no	momento	da	compra	do	título,	
acrescida	da	variação	do	IPCA;	não	há	pagamento	de	juros	semestrais.
Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F):	título	público	federal	que	oferece	ao	investidor	uma	
rentabilidade	fixa	(caso	o	título	seja	mantido	até	o	seu	vencimento),	definida	no	momento	da	
compra;	há	pagamento	de	juros	semestrais	a	uma	taxa	de	cupom	fixa	de	10%	a.a.,	sem	atualização	
do	valor	nominal	do	título	por	índice	de	preços.
Objetivo de retorno:	taxa	de	retorno	requerida	e	desejada	pelo	investidor.
Objetivo de risco:	tolerância	do	investidor	ao	risco,	composta	pela	capacidade	e	pela	disposição	
para	assumir	riscos.
Oferta pública:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	400/03,	que	permite	a	ampla	
distribuição	 de	 valores	 mobiliários	 para	 o	 público	 investidor,	 desde	 que	 satisfeitas	 todas	 as	
exigências	especificadas	na	norma.
36
GLOSSÁRIO
Oferta pública com esforços restritos:	modalidade	de	oferta	regida	pela	Instrução	CVM	476/09,	
que	permite	a	distribuição	de	valores	mobiliários	para	o	público	investidor	de	maneira	restrita	e	
com	a	liberação	de	algumas	exigências	impostas	no	caso	de	uma	oferta	ampla.
Oferta pública primária:	oferta	em	que	as	ações	são	ofertadas	pela	primeira	vez.	Os	recursos	
captados	são	canalizados	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Oferta pública secundária:	 oferta	 em	 que	 as	 ações	 são	 ofertadas	 por	 atuais	 acionistas	 da	
companhia.	Os	recursos	captados	são	canalizados	para	os	acionistas	que	vendem	suas	ações,	e	
não	para	a	companhia	emissora	das	ações.
Operação compromissada:	aplicação	financeira	por	meio	da	qual	o	investidor	adquire	um	título	
de	renda	fixa	vendido	por	uma	instituição	financeira,	que	assume	o	compromisso	de	recompra	
do	título	em	um	prazo	determinado.
Ordem a mercado:	 em	 uma	 oferta	 de	 ações,	 ordem	 por	 meio	 da	 qual	 o	 investidor	 indica	
à	 instituição	 intermediária	 que	 deseja	 adquirir	 ações	 a	 qualquer	 que	 seja	 o	 preço	 final	 de	
lançamento.
Ordem limitada:	 em	uma	oferta	de	 ações,	 ordem	por	meio	da	qual	 o	 investidor	 comunica	 à	
instituição	intermediária	o	preço	máximo	que	deseja	pagar	por	cada	ação	a	ser	adquirida.
Participante: pessoa	física	que	contrata	ou,	no	caso	de	contratação	sob	a	forma	coletiva,	adere	a
um	plano	de	previdência	complementar	aberta.
Perfil de personalidade:	 descrição	das	 características	 pessoais	 e	 padrões	 de	 comportamento	
do	 investidor	 que	 podem	 influenciar	 suas	 decisões	 a	 respeito	 das	 diferentes	 alternativas	 de	
investimento.
Perfil situacional:	 documento	 que	 resume	 as	 características	 do	 investidor	 e	 descreve

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