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19/02/2019 1 Ft. Daniela F. Lamar Avaliação funcional do bebê e da criança O QUE É AVALIAÇÃO? O QUE É AVALIAÇÃO? Um processo contínuo de coleta e organização de informações relevantes para planejar e implementar um tratamento efetivo. 19/02/2019 2 OBJETIVOS Observar os potenciais da criança Detectar as necessidades da criança Definir os objetivos adequados Traçar um plano de tratamento Avaliação O QUE QUEREMOS DESCOBRIR? • Encurtamentos musculares; • Comprometimentos articulares; • Crises convulsivas; • Outros comprometimentos. Aspectos de riscos • Aditamentos para locomoção; • Órteses e outros equipamentos;Necessidade de equipamentos Avaliação Principais observações Como a criança se relaciona com o meio? A criança se faz entender? Demonstra compreensão? Observa o ambiente? Movimenta- se com um objetivo? Avaliação 19/02/2019 3 Conhecimento do desenvolvimento motor normal Base para percepção de um desvio significativo na maturação Avaliação ROTEIRO PARA UM BOM RESULTADO Observação inicial na entrada do paciente Acolhimento da família História do paciente Comportamento geral espontâneo Avaliação ROTEIRO PARA UM BOM RESULTADO Criar situações lúdicas a fim de observar o aspecto cognitivo motor Somente despir a criança após uma boa interação Seguir a preferência da criança nas atividades Esclarecimentos e orientações básicas à família Avaliação 19/02/2019 4 Sistemas que devem ser avaliados Cognitivo Sensorial Respiratório Emocionalmm Esquelético Neuro- Muscular Gastroin- testinal Pontos positivos Pontos negativos Avaliação Podem interferir na postura, comportamento e no movimento da criança Refluxo Constipação Motilidade Avaliação Gastrointestinal Habilidade para receber, registrar e organizar estímulos sensoriais para gerar ou produzir respostas corporais adaptativas de interação com pessoas, objetos e o meio ambiente Propriocepção Vestibular Visão Audição SensorialAvaliação 19/02/2019 5 Cognição Atenção Percepção Capacidade de resolver ordens Comportamento Adaptações a diferentes situações Relação com a mãe Dependência CognitivoEmocional Avaliação Observar: • Frequência respiratória • Problemas estruturais (membrana hialina, ...) • Problemas funcionais (asma, pneumonia, tipos de respiração) • Ausculta pulmonar Respiratório Avaliação Alinhamento postural e biomecânico Amplitude de movimento Fraqueza e força muscular Teste s ortop édico s mm Esquelético Avaliação 19/02/2019 6 Observar as posturas e transações musculares Desenvolvimento sensório- motor • Hipotonia • Normal • Hipertonia • Rigidez • Flutuação Tônus Muscular • Reações de retificação e equilíbrio • Orientação da cabeça e dos segmentos do corpo Controle Postural Neuro- Muscular Avaliação ASPECTOS RELACIONADOS Teoria dos Sistemas Interação de múltiplos processos Onde se houver, alteração de algum sistema Levará a perda ou anormalidade Poderá restringir o movimento funcional Avaliação ASPECTOS RELACIONADOS Capacidades funcionais O que o paciente é capaz de fazer, independente da qualidade e do suporte externo que necessite; Atividades limitadas O que o paciente não consegue fazer; Relacionadas as atividades de vida diária, locomoção ou transferências; Avaliação 19/02/2019 7 Expectativa Realidade Avaliação criteriosa Objetivos adequados Tratamento eficiente O QUE VOCÊ ESPERA? Avaliação COLETA DE DADOS Anamnese Testes específicos mensuráveis Observações clínicas Avaliação ANAMNESE/ENTREVISTA • Informações do paciente e cuidadores: • Nome, endereço, idade, gênero, escolaridade, condição ecônomica… Fatores pessoais: Avaliação • Expectativas da criança e da família; Queixas principais: 19/02/2019 8 ANAMNESE/ENTREVISTA • Informações sobre o diagnóstico medico, desenvolvimento Neuropsicomotor, incapacidades associadas, medicamentos… História do estado de saúde • Tecnologia assistiva, adaptações no ambiente, onde e como essa criança fica, órteses, apoio familiar/ relacionamentos; Fatores ambientais Avaliação • Participação da criança em casa, na escola, convívio com outras crianças, momentos de lazer, brincadeiras preferidas… Participação da criança ANAMNESE/ENTREVISTA Avaliação Iniciar a observação assim que o paciente entrar na sala; Observá-lo sem tocá-lo inicialmente; Propor uma tarefa e avaliar os aspectos relacionados a participação da criança (qualidade do desempenho); Pode (e deve) ser usado para mensurar tempo em determinada postura, distância percorrida, análise da qualidade de alguma função. Avaliação OBSERVAÇÕES CLÍNICAS/ PARTICIPAÇÃO DA CRIANÇA 19/02/2019 9 ESTRUTURAS E FUNÇÕES DO CORPO FUNÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS RELACIONADAS COM O MOVIMENTO; Mobilidade e estabilidade das articulações; Funções musculares; Testes mensuráveis específicos; POR QUE AVALIAR ATIVIDADES FUNCIONAIS ANTES DAS ESTRUTURAS??? Levantar hipóteses Exemplo: • Não inicia a subida de degraus com apoio de corrimão • Hipóteses que podem estar limitando a atividade ?!?!?! ØTestes de classificação e de mensuração; ØImportante para mensurar a evolução (Quantificar); ØIdentificar o atraso/lacuna do DNPM; ØAjudar a traçar o melhor objetivo/plano de tratamento; Avaliação TESTES MENSURÁVEIS ESPECÍFICOS 19/02/2019 10 Classificação: o GMFCS (Classificação Da Função Motora Grossa); o MACS (Sistema de Classificação da Habilidade Manual) – Terapia Ocupacional. Avaliação TESTES MENSURÁVEIS ESPECÍFICOS Mensuração: oAIMS (Alberta Infant Motor Scale); oDenver II; oDavid Werner; oGMFM (Gross Motor Function Measure); o TUG (Timed Up and Go); o TIMP (Test of Infant Motor Performance); o Teste de Gesell; oBayley III; oAvaliação dos movimentos da criança (MAI); o Teste de caminhada de 6 minutos; o Testes ortopédicos... TESTES MENSURÁVEIS ESPECÍFICOS Avaliação Mensuração: oAIMS (Alberta Infant Motor Scale); oDenver II; oDavid Werner; oGMFM (Gross Motor Function Measure); o TUG (Timed Up and Go); o TIMP (Test of Infant Motor Performance); o Teste de Gesell; oBayley III; oAvaliação dos movimentos da criança (MAI); o Teste de caminhada de 6 minutos; o Testes ortopédicos... TESTES MENSURÁVEIS ESPECÍFICOS Avaliação 19/02/2019 11 Avaliação GMFCS GMFCS SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DA FUNÇÃO MOTORA GROSSA EXCLUSIVO PARA PARALISIA CEREBRAL; Escala para determinação do prognóstico MOTOR; 5 níveis de comprometimento motor, em 4 faixas etárias ( 0-12 anos) ; Nível I – maior independência e nível V – menor independência; Baseado no movimento iniciado voluntariamente, com ênfase no sentar, transferências e mobilidade. Avaliação o GMFCS https://canchild.ca/system/tenon/assets/attachments/000/000/075/original/GMFCS- ER_Translation-Portuguese2.pdf Avaliação 19/02/2019 12 o TIMP Avaliação TIMP TESTE DA PERFORMANCE MOTORA DE BEBÊS Bebês pré termo a partir de 34 semanas até 4 meses de idade corrigida; Aplicada por profissionais da saúde com experiência – berçário, unidade de cuidados, centro de reabilitação; 42 itens que avaliam o desenvolvimento do controle de cabeça, tronco e controle seletivo dos MMSS e II; Avaliação TIMP TEST OF INFANT MOTOR PERFORMANCE Avaliação 19/02/2019 13 o AIMS Avaliação AIMS ESCALA ALBERTA DE MOTRICIDADE INFANTIL Crianças sem diagnóstico específico de 0 – 18 meses; Identificar atraso do DNPM; Instrumento de evolução para estimulação em bebês; Avaliação do desenvolvimento postural (58 itens) – supino (9 itens)s), prono (21 itens), sentada (12 itens) e em pé (16 itens); Avaliação mensal; Aplicação 20 – 30 min; Marcado O para itens que foram observados e NO para itens não observados; Cada item equivale 1 ponto que será avaliado no gráfico. Avaliação AIMS ESCALA ALBERTA DE MOTRICIDADE INFANTIL Avaliação19/02/2019 14 AIMS X TIMP - OBJETIVOS AIMS Identificar atraso no DM dos lactentes Informar aos pais sobre as atividades que o bebê realiza ou não Avaliar o DM em determinado momento ou pré e pós internação Agir como instrumento de pesquisa para identificar eficácia de programas de estimulação TIMP Discriminar RN com atraso motor ou performance atípica Mensurar as mudanças no desenvolvimento Estabelecer objetivos de intervenção e orientar os pais Avaliação o David WernerDAVID WERNER Avaliação DAVID WERNER TESTE SELETIVO DO DESENVOLVIMENTO DE DENVER Crianças de 0 - 5 anos; Aplicada a cada 6 meses; Mais utilizada na Terapia Ocupacional; Avalia desenvolvimento mental, social e motor; Avaliação 19/02/2019 15 o GMFM Avaliação GMFM MEDIDA DA FUNÇÃO MOTORA GROSSA Padrão ouro de avaliação quantitativa da função motora grossa; Crianças de 5 meses a 16 anos (com habilidades motoras até 5 anos); Criado para Paralisia Cerebral; validado para Sd. Down (GMFM88) 4 versões possíveis para aplicação – mais usada GMFM 66 Inicialmente com 88 itens divididos em cinco dimensões: deitar e rolar; sentar; engatinhar e ajoelhar; em pé; andar, correr e pular; Avaliação o TUG Avaliação 19/02/2019 16 TUG TIMED UP AND GO Avalia o risco de quedas (equilíbrio dinâmico) Fácil reprodução Consiste em levantar-se de uma cadeira, andar 3 metros, dar a volta e retornar sentado Realiza-se uma vez para familiarização e uma segunda para ser cronometrada Avaliação TUG TIMEDUPANDGO Avaliação Facilitar e auxiliar na triagem, diagnóstico, objetivo e evolução do tratamento Avaliação Testes Entrevista Filmagem 19/02/2019 17 METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS Por que realizamos a intervenção? Meu paciente melhorou? Quanto? Qual a relevancia da mudança? “Quem não sabe o que busca, não identifica o que acha” Immanuel Kant Metas Participação Atividade Estrutura Representam um aspecto de funcionalidade que a criança vai adquirir. A criança alcança a meta – por meio da intervenção METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS Maior foco na atividade e participação Maior interesse da criança e família Mudança no foco de intervenção Promoção de atividades funcionais 19/02/2019 18 METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS Objetivo: Melhorar a marcha; S – Qual aspecto da marcha? M – Não há aspecto mensurável; A – Depende da patologia R – Provavelmente sim, mas qual aspecto? T – Pode ser estipulado; Exemplos: METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS Objetivo: Aumentar velocidade da marcha em terrenos irregulares; S – Sim, a velocidade; M – Teste de caminhada de 10m ou 6 min; A – Depende da patologia R – Provavelmente sim; T – Pode ser estipulado; Exemplos: METAS/ OBJETIVOS TERAPÊUTICOS Objetivo: Melhorar força de glúteos médios de 3 para 4; S – Sim M – Sim A – Sim R – ? T – Sim Exemplos: 19/02/2019 19 RACIOCÍNIO CLÍNICO DO ESTADO DE SAÚDE Condição de saúde • Deficiências da estrutura e função do corpo Deficiências da estrutura e função do corpo Restrição de participação (Queixa) Fatores ambientais Fatores pessoais RACIOCÍNIO CLÍNICO DO ESTADO DE SAÚDE INTERVENÇÃO Metas e intervenções direcionadas ao componente participação; Motivação; Família e comunidade ativas no processo de reabilitação; Reavaliações; 19/02/2019 20 Fim! daniflamar@gmail.com