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AVALIAÇÃO NUTRICIONAL II AVALIAÇÃO LABORATORIAL Profa. Msc. ELISABETE QUEIRÓZ CALDEIRA NEVES PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA Doenças hepáticas Provas de Função Hepática Aminotransferases ou Transaminases Marcadores de dano hepatocelular (↑): Aspartato Aminotransferase (AST); ou Transaminase Glutâmico Oxalacética (TGO) Alanina Aminotransferase (ALT) ou Transaminase Glutâmico Pirúvica (TGP). Bilirrubinas Fosfatase alcalina Gama glutamil transpeptidase (GGT) AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO 3 Provas de Função Hepática AST ou TGO Gravidade (morte celular); mais amplamente distribuída: miocárdio, fígado, musculatura esquelética, rins e cérebro. Níveis : dano hepático, IAM, pancreatite aguda; outras cardiopatias, lesões musculares, infecções, inflamações... VR: – 14 a 20U/L – 10 a 36 U/L Recém-nascidos – 47 a 150 U/L Crianças – 9 a 80 U/L AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Provas de Função Hepática ALT ou TGP hepatopatias; sensível a danos hepatócito. Enzima IC: > quantidade no fígado e rins; < quantidade na musculatura esquelética e coração. Níveis - Hepatite, Cirrose, obstrução biliar; pancreatite, cardiopatias, trauma muscular, queimaduras. VR: – 10 a 40U/L – 7 a 35U/L Recém-nascidos – 13 a 45U/L AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Provas de Função Hepática Bilirrubinas Quebra Hb Bilirrubina não conjugada ou Indireta (BI) + Alb plasmática ao fígado captada pelos hepatócitos conjugação ao ácido glicurônico Bilirrubina Conjugada ou Direta (BD) bile (fezes). AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Bilirrubinas BD avalia a capacidade de conjugação hepática. BI reflete a produção extra hepática (hemólise). Causas de Icterícia mecanismo auto-imune, drogas, alcoolismo, infecções, doenças virais, obstáculos do fluxo biliar intra e extra-hepáticos, Ascaris lumbricóides. VR: BD – até 0,4 mg/dL BI – 0,1 a 0,8 mg/dL BT – 0,1a 1,2 mg/dL AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Provas de Função Hepática Fosfatase Alcalina (FAL) Presente no epitélio intestinal, túbulo renal, osteoblastos, fígado e placenta (locais que favoreçam a alcalinidade); > quantidade nas células do ducto biliar obstrução do ducto biliar Marcador de doença ictérica e tumoral (eleva-se em metástases ósseas e hepáticas) Pouca relevância em avaliação nutricional. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Provas de Função Hepática Gama Glutamil Transferase (GGT) ou Gama GT Rins, fígado e pâncreas; : hepatopatias, pancreatites, carcinomas; renal??? Enzima de comunicação,: transfere aas através das membranas celulares; Desintoxicação Hepática a drogas e seus abusos; Liberação de GGT no soro efeito tóxico álcool e drogas AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO Provas de Função Hepática Gama Glutamil Transferase (GGT) ou Gama GT Indicador sensível de colestase Retorno níveis normais: 1 ano recuperação de hepatite VR: - 7 a 47 U/L - 5 a 25 U/L AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PROTEICO BIOQUÍMICA PARA GLICEMIA BIOQUÍMICA Glicose - Glicemia Combustível emergencial (esforço ou estresse) Equilíbrio: horm. hiperglicemiantes e hipoglicemiante Desequilíbrio hormonal Hiper ou Hipoglicemias Insulina Glucagon Cortisol Adrenalina Glicemia Diagnóstico e monitoramento : Diabetes Mellitus Distúrbios Metabólicos dos CHO Desidratações Hipoglicemias Avaliação de Secreção Inapropriada de Insulina Glicemia Glicemia de jejum tempo adequado para coleta : Soro ou plasma : jj 8 a 12h adultos; jj 6h cç 1 a 6 anos; jj 3h cç < 1 ano. Fonte: American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes – 2011. Diabetes Care 2011;34(Suppl 1):S11-S61; SBD, 2009. ADA, 2012; 2014 Fonte: American Diabetes Association. Standards of medical Care in Diabetes – 2011. Diabetes Care. 2011;34(Suppl 1):S11-S61; SBD, 2009. ADA, 2012; 2014 Controle Glicêmico / ADA, 2005;2014 Glicemia Normal JJ -70 – 99 mg/dl; 2 h após 75 g de glicose - < 140 mg/dl; Casual - < 200 mg/dl Tolerância diminuída à glicose JJ - entre 100 - 125 mg/dl; 2 h após 75 g de glicose - 140 e < 200 mg/dl Diabetes Mellitus JJ - 126 mg/dl (2 amostras colhidas em dias diferentes); - 2 h após 75 g de glicose - 200 mg/dl; Casual - 200 mg/dl (sintomas clássicos) TTOG Indicações: Glicemia jj ou pós-prandial no limiar; Histórico familiar; Crises hipoglicemia; Glicosúria transitória ou persistente; Gestante com histórico familiar, RNs grandes, natimortos, RNPT, abortos. Hemoglobina Glicada ou Glicosilada Complicações sistêmicas níveis glicêmicos elevados . Útil no controle metabólico. Formação lenta e gradual - ligação glicose ao resíduo amino-terminal da cadeia da Hb (ligação contínua e irreversível) avaliação da concentração média de glicose últimos 2 a 3 m precedentes ao exame Visualização do Controle Metabólico. Dosagem sem jj. VR: - 2,9 – 6,0% da Hb total (ADA, 2005) Hemoglobina Glicada ou Glicosilada Cuidados na interpretação dos resultados! Ex: ↑- Anemia ferropriva pode falsear valor aumentado por aumentar a sobrevida das hemácias. Ex: ↓- Hemólise e o tratamento da anemia ferropriva podem falsear valor diminuído por reduzir a sobrevida das hemácias. DIABETES MELLITUS - Diagnóstico Frutosamina Glicada ou Glicosilada Proteína glicosilada de meia-vida curta (2 a 3 semanas) Monitoramento à curto prazo Valor de Referência : - 1,8 a 2,8 mmol/L (ADA, 2005) Glicose Urinária Glicosúria glicemia > 160 a 200 mg/dl Fatores predisponentes à glicosúria Queimaduras, Infecções, Disfunções Tubulares Renais , TFG...