Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
PROCESSO CIVIL III 
1º BIMESTRE 
TEORIA GERAL DA PROVA – PROVAS EM ESPÉCIE 
DEPOIMENTO DA PARTE: É sempre pessoal; é a manifestação, em juízo, do autor e do réu. 
1. ESPECIES: 
a. Por provocação/Propriamente dito (art. 385): sempre requerido pela parte contrária, 
com a finalidade de obter a confissão. A parte é intimada para depor e, caso não 
compareça ou não deponha, há pena de confissão. 
Art. 385. Cabe à parte requerer o depoimento pessoal da outra parte, a fim de que esta seja interrogada 
na audiência de instrução e julgamento, sem prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício. 
§ 1o Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento pessoal e advertida da pena de 
confesso, não comparecer ou, comparecendo, se recusar a depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena. 
§ 2o É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da outra parte. 
§ 3o O depoimento pessoal da parte que residir em comarca, seção ou subseção judiciária diversa 
daquela onde tramita o processo poderá ser colhido por meio de videoconferência ou outro recurso 
tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, o que poderá ocorrer, inclusive, 
durante a realização da audiência de instrução e julgamento. 
b. Interrogatório: determinado e iniciado pelo juiz, a fim do esclarecimento dos fatos, 
não para a confissão. A parte é intimada, a qualquer momento, mas sem 
consequências caso a parte não compareça. 
2. RECUSA DE DEPOR: pode ser caracterizada tanto pelo não comparecimento, como o 
silêncio e respostas evasivas (art. 386). 
a. Juiz pode considerar como confissão ficta, mas não é uma obrigação; 
b. Justificativas – art. 388 
i. Justificativas as quais o juiz aceite (subjetivo) e justificativas legais; 
ii. Não existe nas varas de família, deve-se responder tudo; 
Art. 386. Quando a parte, sem motivo justificado, deixar de responder ao que lhe for perguntado ou 
empregar evasivas, o juiz, apreciando as demais circunstâncias e os elementos de prova, declarará, na 
sentença, se houve recusa de depor. 
Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos: 
I - Criminosos ou torpes que lhe forem imputados; 
II - A cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo; 
III - Acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu 
companheiro ou de parente em grau sucessível; 
IV - Que coloquem em perigo a vida do depoente ou das pessoas referidas no inciso III. 
Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de estado e de família. 
3. FINALIDADES DO DEPOIMENTO DA PARTE: A parte é intimada para depor e deve 
constar inclusive na intimação que se ela não comparecer, existirá a “pena de 
confissão”. No caso do interrogatório não tem pena de confissão, mas é intimada a 
comparecer e a qualquer momento, até mesmo no Tribunal e não tem consequência. 
4. CARACTERÍSTICAS DO DEPOIMENTO DA PARTE: 
a. Pessoal e Indelegável – É a própria parte que precisa comparecer. Terceiro não 
pode comparecer nem por procuração. 
b. Exceções: Preposto / mandatário (requisito para ser preposto ou mandatário: 
conhecimento dos fatos). 
5. CONSEQUÊNCIAS DO DEPOIMENTO DA PARTE: 
a. Confissão real: – a parte comparece e confessa através das respostas às perguntas 
do advogado contrário; 
Art. 374. Não dependem de prova os fatos: 
II - Afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; 
b. Confissão ficta: parte não comparece e presume-se que ela iria confessar; torna-se 
os fatos como verdadeiros; provocação 
Presunção relativa; pode variar de acordo com as outras provas; 
c. Esclarecimento dos fatos: Não gera confissão ficta, ou seja, no interrogatório é 
apenas para esclarecimento e não tem pena. (INTERROGATORIO). 
 
2 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
6. MOMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS: 
a. Requerimento (sob pena de preclusão); 
i. Autor – inicial 
ii. Réu – contestação 
b. Deferimento – decisão saneadora; vê a necessidade da prova; 
c. Produção da prova – audiência de instrução; depoimento da parte e testemunhas; 
7. PROCEDIMENTO DO DEPOIMENTO PESSOAL: É a tomada do depoimento das 
partes. 
a. Ordem: Autor e depois o réu e testemunhas. A parte que não depuser não se pode 
ter contato com as demais partes. 
b. Videoconferência: Nessa modalidade de interrogatório ou depoimento, o juiz colhe 
o testemunho pela via eletrônica. 
CONFISSÃO: a parte admite um fato desfavorável a ela e favorável ao adversário; 
1. NATUREZA JURIDICA: A confissão é um ato jurídico em strito sensu: ato voluntário de 
efeitos EX VI LEGIS. A confissão não é um negócio jurídico. 
2. ESPÉCIES DE CONFISSÃO: 
a. Real e ficta 
i. Real – admite textualmente ao responder as perguntas; 
ii. Ficta – presume-se que o fato ocorreu. Acontece quando a parte intimada não 
comparece, permanece e permanece em silencio ou se dá respostas evasivas; 
b. Judicial e extrajudicial 
i. Judicial – perante o juiz; 
ii. Extrajudicial – fora do processo (antes do processo); 
c. Espontânea e provocada 
i. Espontânea – fala-se sem precisar dos questionamentos; 
ii. Provocada – por meio de perguntas; 
3. CONSEQUÊNCIAS – dispensa das demais provas. 
4. CARACTERÍSTICAS DA CONFISSÃO: 
a. Indivisível – se a parte admitir o fato, deve-se aproveitar o bom e o ruim; 
b. Irretratável – impossibilidade de falar e depois negar; 
c. Não ocorre em relação a direitos indisponíveis (vida, direitos coletivos, ações de 
estado e personalistas, ou que envolvam incapazes); 
PROVA DOCUMENTAL, ATA NOTARIAL E EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA: qualquer 
suporte que o juiz possa extrair a veracidade de um fato. Cabe a outra parte arguir a falsidade 
do documento. 
(a) Fato representado – conteúdo; 
(b) Fato representativo – documento; 
Ajudam a definir a integridade da prova 
1. DOCUMENTO E PROVA DOCUMENTAL: A prova documental é o veículo por meio do 
qual essa fonte vai ser levada ao processo para análise judicial; é a ponte entre o fato e 
a mente do juiz. Nem todo documento pode ser inserido por meio da prova documental. 
Às vezes, o documento é fonte de prova, mas o fato nele representado chega a mente 
do juiz por outra via, distinta da prova documental. 
É objeto de análise pelo perito; o perito pode solicitar documentos à parte ou a 
terceiro, ou pode instruir o seu laudo com documentos, plantas, fotografias etc. 
Nesses casos, há coisas representativas de fatos, mas o que elas representam 
não chega ao processo pela via da prova documental. 
2. ELEMENTOS DO DOCUMENTO 
a. Autoria do documento 
i. Autoria material e autoria intelectual: A autoria é um pressuposto de 
existência do documento, porque é da sua essência que derive de um 
ato humano. 
3 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
1. Autoria material, que é atribuída à pessoa que criou o suporte 
em que o fato está representado – EXEMPLO: a pessoa que 
escreveu o documento ou que gravou o fonograma; 
2. Autoria intelectual, atribuída à pessoa a mando de quem essa 
criação foi feita – EXEMPLO: a pessoa que ditou o que deveria 
ser escrito no documento, ou a que ordenou, solicitou ou 
contratou a gravação ou a captação da imagem fotográfica. 
ii. Documentos públicos e particulares: Pode-se dizer que particular é todo 
documento para cuja formação não participou qualquer a gente pública 
no exercício de suas funções. Diz respeito a origem do documento. Se 
origina de um agente público, onde é lavrado por um agente público. 
Os documentos públicos são mais difíceis para desconstituição, porque 
o agente público tem fé pública, sendo tudoaquilo que foi firmado pelo 
agente público de fato, ocorreu. E no documento privado, será onde 
particulares lavram. 
b. Autenticidade – É autentico o documento quando a autoria aparente 
corresponde à autoria real, isto é, quando ele efetivamente provém do autor 
nele indicado. Essa autenticidade se presume em relação ao documento 
público, já que ele faz prova da sua formação (art. 405 CPC). Do mesmo modo, 
considera-se autêntico o documento particular: 
Art. 405. O documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos que o escrivão, 
o chefe de secretaria, o tabelião ou o servidor declarar que ocorreram em sua presença. 
i. Se o tabelião reconheceu a firma do signatário e para o reconhecimento 
por semelhança; 
ii. Quando a autoria estiver identificada por qualquer outro meio legal de 
certificação, inclusive eletrônico 
iii. Quando não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o 
documento. 
Em todos os casos, porém, tem-se uma presunção IURIS TANTUM, que pode 
ceder em face de prova em contrário. 
c. Suporte – O suporte constitui o elemento físico do documento, a sua expressão 
exterior, manifestação concreta e sensível; é, enfim, o elemento material, no 
qual se imprime a ideia transmitida. O suporte mais comum é o papel, que é 
utilizado normalmente para a documentação escrita. 
3. EFICACIA PROBATÓRIA DO DOCUMENTO 
a. Força probante dos documentos públicos 
i. Fé pública e presunção de autenticidade e de veracidade do conteúdo 
do documento público – o documento público faz prova não só de sua 
formação, mas também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria, 
o tabelião ou o servidor declarar que ocorreram em sua presença (art. 
405). A presunção de autenticidade e de veracidade do conteúdo do 
documento público decorre da fé pública que lhe é reconhecida. Para 
que se caracterize um documento como sendo público, o agente 
público de quem ele emanou ter a função especifica de 
certificar/documentar ou pode ser qualquer agente público, desde que 
no exercício das suas funções, ainda que essas funções não sejam de 
certificação/documentação. No entanto, a presunção de veracidade e 
autenticidade do conteúdo que paira sobre tais documentos é uma 
presunção IURIS TANTUM, que, por isso mesmo, pode ceder diante de 
prova em contrário. Para isso, é necessário que a parte contra quem se 
produziu o documento suscite, na forma e no prazo do art. 430 e 
seguindo, o incidente de arguição de falsidade material, ou demonstre, 
por outros meios de prova, a sua falsidade ideológica. 
4 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
Art. 430. A falsidade deve ser suscitada na contestação, na réplica ou no prazo de 15 (quinze) dias, 
contado a partir da intimação da juntada do documento aos autos. 
Parágrafo único. Uma vez arguida, a falsidade será resolvida como questão incidental, salvo se a 
parte requerer que o juiz a decida como questão principal, nos termos do inciso II do art. 19. 
b. Força probante dos documentos particulares – As declarações constantes do 
documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumem-se 
verdadeiras em relação ao signatário, se não houver dúvida da sua 
autenticidade. A presunção que erige é relativa, admitindo prova em contrário. 
c. Originais, cópias, certidões e traslados – Quando trazidos aos autos têm, a 
princípio, o mesmo valor probante dos documentos originais, fazendo prova dos 
fatos ou das coisas nele representados, se aquele contra quem foram 
produzidos lhes admitir, expressa ou tacitamente, a conformidade, isto é, se não 
lhes for impugnada a exatidão. E se precisa guardar o documento até 2 anos, 
porque a parte pode impugnar uma Ação Rescisória. (art. 424) 
Art. 424. A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original, cabendo ao 
escrivão, intimadas as partes, proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e o 
original. 
4. ATA NOTARIAL (ART. 384): Qualquer pessoa interessada na documentação de 
determinado fato pode solicitar que um tabelião assim o faça, narrando por escrito aquilo 
de que tomou ciência ou que ocorreu em sua presença. Uma vez lavrada a ata, ela 
constitui tipicamente de um documento e como tal pode ser inserida no processo. Trata-
se de documento público, de conteúdo narrativo ou testemunhal – já que, por meio dele, 
o tabelião simplesmente narra o que vivenciou sensorialmente (o que viu, cheirou, 
ouviu). 
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, a 
requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião. 
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos 
poderão constar da ata notarial. 
5. VÍCIOS DO DOCUMENTO: A IRREGULARIDADE E A FALSIDADE: O incidente é algo 
que surge durante o processo e não o principal do processo, mas pode se tornar 
principal. Pode ter caráter de ação (decidida por sentença), ou seja, a parte tem que 
postular mediante uma ação (pedido). 
a. EXTRÍNSECOS – são aqueles que dizem a respeito à sua forma, como 
exemplo, a inobservância de formalidades legais ou dos critérios de 
competência para a formação de um documento público (art. 407). 
Art. 407. O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das formalidades 
legais, sendo subscrito pelas partes, tem a mesma eficácia probatória do documento particular. 
b. INTRINSECOS – são aqueles inerentes ao seu conteúdo, isto é, à essência do 
documento ou à substância do ato ou fato nele representado. É o que ocorre, 
como exemplo, quando o documento representa um fato ou ideia que não 
ocorreu. 
Pode ser que o documento seja defeituoso, mas não seja falso. EXEMPLO: o 
documento público formado por agente incompetente ou sem a observância das 
formalidades legais é documento defeituoso, mas esse vício não induz 
necessariamente a sua falsidade, tanto que, estando subscrito pelas partes, tem 
valor de documento particular (art. 407). 
De acordo com o § único do art. 427, a falsidade consiste: 
i) formar documento não verdadeiro; 
ii) alterar documento verdadeiro; 
c. A FALSIDADE MATERIAL consiste na ofensa à verdade devida à formação de 
documento falso ou a alterações introduzidas em documento verdadeiro. 
EXEMPLO: formação do documento e lançamento de assinatura falsa. 
d. A FALSIDADE IDEOLOGICA quando, em um documento, materialmente 
verdadeiro, são expostos fatos ou declarações desconformes com a verdade. 
Exemplo: quando o oficial público narra, em um documento público 
5 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
materialmente verdadeiro, ter-se passado determinado fato à sua vista, sem 
que isso efetivamente tenha acontecido. 
6. PRODUÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL 
a. Momentos da proposição e da produção da prova – Em regra, os momentos de 
proposição e de produção de prova documental são absolutamente os mesmos. 
Ao requerer a produção da prova documental, a parte já a produz. Cabe, ao 
magistrado, de ofício ou a requerimento proceder a um juízo de admissibilidade 
quanto a essa proposição, indagando, por exemplo, sobre a oportunidade do 
momento em que o documento é apresentando e sobre o cabimento, na 
hipótese, da prova documental. 
b. Juntada posterior de documentos – A juntada posterior de documentos é 
possível nas seguintes situações: 
i. Quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos 
articulados – fatos supervenientes, que podem ser deduzidos a 
qualquer tempo (art. 342, I e 493) -, ou para contrapô-los aos que foram 
produzidos nos autos (art. 435, caput). 
Art. 342. Depois da contestação, sóé lícito ao réu deduzir novas alegações quando: 
I - Relativas a direito ou a fato superveniente; 
Art. 435. É lícito às partes, em qualquer tempo, juntar aos autos documentos novos, quando destinados 
a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados ou para contrapô-los aos que foram produzidos 
nos autos. 
Parágrafo único. Admite-se também a juntada posterior de documentos formados após a petição 
inicial ou a contestação, bem como dos que se tornaram conhecidos, acessíveis ou disponíveis após 
esses atos, cabendo à parte que os produzir comprovar o motivo que a impediu de juntá-los 
anteriormente e incumbindo ao juiz, em qualquer caso, avaliar a conduta da parte de acordo com o 
art. 5o. 
Art. 493. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito 
influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da 
parte, no momento de proferir a decisão. 
Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de decidir. 
ii. Quando formados após a petição inicial ou a contestação, ou quando 
se tornaram conhecidos, acessíveis ou disponíveis após esses atos, 
cabendo a parte que os produzir comprovar o motivo que a impediu de 
juntá-los anteriormente (art. 435, § único). 
iii. Quando necessário à demonstração da questão de fato que, por motivo 
de força maior, não pode ser deduzida na primeira instância, caso em 
que poderá ser suscitada na apelação. 
1. Quando o documento estiver em poder de repartição pública, caso em 
que poderá ser requisitado (art. 438). 
Art. 438. O juiz requisitará às repartições públicas, em qualquer tempo ou grau de jurisdição: 
I - As certidões necessárias à prova das alegações das partes; 
II - Os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União, os Estados, 
o Distrito Federal, os Municípios ou entidades da administração indireta. 
§ 1o Recebidos os autos, o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 1 (um) mês, 
certidões ou reproduções fotográficas das peças que indicar e das que forem indicadas pelas partes, 
e, em seguida, devolverá os autos à repartição de origem. 
§ 2o As repartições públicas poderão fornecer todos os documentos em meio eletrônico, conforme 
disposto em lei, certificando, pelo mesmo meio, que se trata de extrato fiel do que consta em seu 
banco de dados ou no documento digitalizado. 
2. Quando o documento estiver em poder da parte adversária ou de 
terceiro particular, caso em que poderá ser determinada a sua exibição 
em juízo (art. 396). 
Art. 396. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa que se encontre em seu poder. 
c. Exceção: 
i. Documento novo: Passaram a existir depois dos fatos articulados, ou 
seja, depois da inicial e da contestação (art. 435). 
6 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
ii. Contraprova: É um documento velho que é juntado depois porque a 
parte não sabia que ia utilizar (art. 435, § único). 
7. MOMENTO PARA MANIFESTAÇÃO SOBRE OS DOCUMENTOS (art. 437) – Uma vez 
juntado o documento aos autos, a parte contraria devera manifestar-se sobre ele: 
i) na contestação; 
ii) na réplica; 
iii) em 15 dias, nas demais hipóteses (art. 437, §1º) 
Art. 437. O réu manifestar-se-á na contestação sobre os documentos anexados à inicial, e o autor 
manifestar-se-á na réplica sobre os documentos anexados à contestação. 
§ 1o Sempre que uma das partes requerer a juntada de documento aos autos, o juiz ouvirá, a seu 
respeito, a outra parte, que disporá do prazo de 15 (quinze) dias para adotar qualquer das posturas 
indicadas no art. 436. 
§ 2o Poderá o juiz, a requerimento da parte, dilatar o prazo para manifestação sobre a prova 
documental produzida, levando em consideração a quantidade e a complexidade da documentação. 
8. ARGUIÇÃO DE FALSIDADE: A falsidade de um determinado documento pode ser 
arguida a qualquer tempo e grau de jurisdição, incumbindo à parte, contra quem foi 
produzido, suscitá-lo: 
i) na contestação, se o documento reputado falso foi juntado à inicial; 
ii) na réplica, se o documento impugnado foi juntado na contestação; 
iii) nas demais situações, em 15 dias, contados da intimação acerca da juntada 
de documento; 
O incidente tanto se presta à arguição de falsidade quanto à formação do 
documento (falsidade material), como, quando ele contiver declarações narrativas, à 
impugnação do seu conteúdo, nos casos em que os fatos nele representados não forem 
condizentes com a realidade (falsidade ideológica). A falsidade ideológica, somente pode 
ser arguida por meio deste incidente quando se tratar de documento testemunhal (aquele 
que contem declaração narrativa), não quando contiver declarações de vontade, porque aí 
há instrumentos próprios para a sua desconstituição. 
a. Natureza jurídica e finalidade – A arguição de falsidade tem por objeto em 
questão de fato (autenticidade ou falsidade do documento), que é prejudicial ao 
julgamento do objeto litigioso, na medida em que o interesse de agir de quem a 
suscita está vinculado à relevância do documento reputado falso para o 
deslinde da causa. Assim, saber se o documento é, ou não, falso deve ser uma 
questão que tenha aptidão para influenciar na resolução do próprio mérito da 
demanda. 
b. Procedimento – O incidente será suscitado na contestação, replica ou em 
petição autônoma (art. 430), com exposição da causa de pedir, formulação do 
pedido de declaração de falsidade e indicação dos meios de prova a serem 
utilizados na instrução do feito. Se o incidente ocorrer no tribunal, a petição 
deverá ser dirigida ao relator do processo. 
Se as partes concordarem, aquele que produziu o documento poderá requerer 
o seu DESENTRANHAMENTO (retirar) do processo, caso em que a discussão 
perdera o objeto. 
O ônus da prova de falsidade documental compete à parte que a arguiu, mas 
se a falsidade apontada disser respeito à assinatura lançada no documento, o ônus 
da prova caberá a quem produziu. 
O incidente será resolvido na sentença (art. 433): na fundamentação, se 
suscitada como questão incidental; no dispositivo, se suscitado como questão 
principal. 
Art. 433. A declaração sobre a falsidade do documento, quando suscitada como questão principal, 
constará da parte dispositiva da sentença e sobre ela incidirá também a autoridade da coisa julgada. 
9. EXIBIÇÃO DO DOCUMENTO OU DA COISA – É a maneira de obtenção de prova 
documento ou de uma coisa. 
a. Contra a parte 
Art. 396. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa que se encontre em seu poder. 
7 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
Art. 397. O pedido formulado pela parte conterá: 
I - A individuação, tão completa quanto possível, do documento ou da coisa; 
II - A finalidade da prova, indicando os fatos que se relacionam com o documento ou com a coisa; 
III - As circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa existe 
e se acha em poder da parte contrária. 
Art. 398. O requerido dará sua resposta nos 5 (cinco) dias subsequentes à sua intimação. 
Parágrafo único. Se o requerido afirmar que não possui o documento ou a coisa, o juiz permitirá que 
o requerente prove, por qualquer meio, que a declaração não corresponde à verdade. 
Art. 399. O juiz não admitirá a recusa se: 
I - O requerido tiver obrigação legal de exibir; 
II - O requerido tiver aludido ao documento ou à coisa, no processo, com o intuito de constituir prova; 
III - o documento, por seu conteúdo, for comum às partes. 
Art. 400. Ao decidir o pedido, o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que,por meio do documento ou 
da coisa, a parte pretendia provar se: 
I - O requerido não efetuar a exibição nem fizer nenhuma declaração no prazo do art. 398; 
II - A recusa for havida por ilegítima. 
Parágrafo único. Sendo necessário, o juiz pode adotar medidas indutivas, coercitivas, mandamentais 
ou sub-rogatórias para que o documento seja exibido. 
b. Contra terceiro - Pode ter caráter de ação quando se tem um terceiro no 
processo. Pois pode ocorrer quando a parte precisar de uma prova que não tem 
em mãos, sendo assim, a parte pode solicitar uma ação (EXEMPLO: Ingressar 
contra a União, é por meio de uma ação, que solicitará a permissão de 
documentos). 
Art. 401. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, o juiz ordenará sua citação para 
responder no prazo de 15 (quinze) dias. 
Art. 402. Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará 
audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se necessário, o de 
testemunhas, e em seguida proferirá decisão. 
Art. 403. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz ordenar-lhe-á que proceda 
ao respectivo depósito em cartório ou em outro lugar designado, no prazo de 5 (cinco) dias, impondo ao 
requerente que o ressarça pelas despesas que tiver. 
Parágrafo único. Se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado de apreensão, 
requisitando, se necessário, força policial, sem prejuízo da responsabilidade por crime de 
desobediência, pagamento de multa e outras medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias necessárias para assegurar a efetivação da decisão. 
Art. 404. A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa se: 
I - Concernente a negócios da própria vida da família; 
II - Sua apresentação puder violar dever de honra; 
III - Sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus parentes 
consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes representar perigo de ação penal; 
IV - Sua exibição acarretar a divulgação de fatos a cujo respeito, por estado ou profissão, devam 
guardar segredo; 
V - Subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem a recusa 
da exibição; 
VI - Houver disposição legal que justifique a recusa da exibição. 
Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os incisos I a VI do caput disser respeito a apenas 
uma parcela do documento, a parte ou o terceiro exibirá a outra em cartório, para dela ser extraída 
cópia reprográfica, de tudo sendo lavrado auto circunstanciado. 
PROVA TESTEMUNHAL 
1. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM A TESTEMUNHA: O juiz pode dispensar a prova 
testemunhal, se já foi provado via documental, prova pericial, laudos e pareceres 
técnicos. 
Testemunha é uma pessoa, distinta de um dos sujeitos processuais, que é 
chamada a juízo para dizer o que sabe sobre o fato probando. O testemunho contém o 
relato daquilo que foi percebido pela testemunha por meio de qualquer um de seus 
sentidos: visão, olfato, paladar, tato e audição. 
a. Presencial: a que pessoalmente presenciou o fato probando; 
b. De referência: a que soube do fato probando por meio de terceira pessoa; 
c. Referida: aquela cuja existência foi apurada por meio de outro depoimento; 
d. Judiciária: a que relata em juízo o seu conhecimento a respeito do fato; 
8 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
e. Instrumentaria: a que presenciou a assinatura do instrumento do ato jurídico e 
firmou. 
2. ADMISSIBILIDADE DA PROVA TESTEMUNHAL: A prova testemunhal é sempre 
admissível. Mas, a lei pode dispor em sentido contrário, não admitindo em certos casos 
(art. 442). 
Art. 442. A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo diverso. 
Art. 443. O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos: 
I - Já provados por documento ou confissão da parte; 
II - Que só por documento ou por exame pericial puderem ser provados. 
3. CAPACIDADE PARA TESTEMUNHAR: Em regra, todas as pessoas podem depor 
como testemunha. Mas, há limitações legais à capacidade de testemunhar. 
a. Incapazes – para que se verifique a incapacidade de testemunhar dos que sofrem 
de enfermidade mental, é necessário que ocorra um destas duas circunstâncias: 
i. Ao tempo em que ocorreram os fatos, não podia pretenso depoente discerni-
los; 
ii. Ao tempo em que deve depor não está habilitada a transmitir as percepções. 
Art. 447 
 §1º 
I - O interdito por enfermidade ou deficiência mental; 
II - O que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, 
não podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as 
percepções; 
III - O que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; 
IV - O cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. 
b. Impedidos - O juiz se tiver conhecimento dos fatos da causa, deve reconhecer o 
seu impedimento para julgá-la, ou excluir seu nome no rol de testemunhas, caso 
nada saiba sobre o assunto. Se o juiz reconhecer que tem conhecimento dos fatos, 
e, portanto, declarar o seu impedimento, é proibido à parte que o arrolou como 
testemunha desistir do seu depoimento. 
Art. 447 
 §2º 
I - O cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, até o 
terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse 
público ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de outro modo a 
prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito; 
II - O que é parte na causa; 
III - O que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa jurídica, 
o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes. 
c. Suspeitos - A análise da suspeição deve ser feita, sempre, in concreto, diante das 
peculiaridades do caso. Todo aquele que possa contribuir para o esclarecimento 
dos fatos, e não tenha, em relação a causa ou as pessoas envolvidas, algum tipo 
de interesse ou vinculo, pode e deve ser ouvido. 
i. Inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; 
ii. O que tiver interesse no litígio; 
4. DIREITO AO SILENCIO 
Art. 448. A testemunha não é obrigada a depor sobre fatos: 
I - Que lhe acarretem grave dano, bem como ao seu cônjuge ou companheiro e aos seus parentes 
consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau; 
II - A cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo. 
5. LOCAL TEMPO DO TESTEMUNHO: a regra é que deverá ser produzida perante o juiz 
da causa, durante audiência de instrução e julgamento. Trata-se de ato processual 
interno, o que deve ser realizado na sede do juízo. 
a. É possível a colheita da prova testemunhal antes da audiência de instrução e 
julgamento, no caso de produção antecipada de prova. 
b. Se permite a oitiva de testemunha residente em comarca, seção ou subseção 
judiciárias diversas daquelas onde tramita o processo seja feita videoconferência 
ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. 
9 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
c. Há possibilidade também de a prova testemunhal de produzir-se fora da sede do 
juízo, nos casos em que a testemunha esteja impossibilitada de deslocar-se e 
comparecer em juízo, seja por doença, seja por outro motivo relevante, mas não 
esteja impossibilitada de prestar depoimento, caso em que o juiz designará dia, 
hora e local para inquiri-la. 
d. Há pessoas, que são EGRÉRIAS, que tem por direito de ser ouvidas em sua 
residência ou onde trabalham. São autoridadesque tem essa prerrogativa, a quem 
o magistrado enviará um oficio solicitando que designem dia, hora e local a fim de 
serem inquiridas. 
Art. 454. São inquiridos em sua residência ou onde exercem sua função: 
I - O presidente e o vice-presidente da República; 
II - Os ministros de Estado; 
III - Os ministros do Supremo Tribunal Federal, os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça e 
os ministros do Superior Tribunal de Justiça, do Superior Tribunal Militar, do Tribunal Superior 
Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da União; 
IV - O procurador-geral da República e os conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público; 
V - O advogado-geral da União, o procurador-geral do Estado, o procurador-geral do Município, o 
defensor público geral federal e o defensor público geral do Estado; 
VI - Os senadores e os deputados federais; 
VII - Os governadores dos Estados e do Distrito Federal; 
VIII - O prefeito; 
IX - Os deputados estaduais e distritais; 
X - Os desembargadores dos Tribunais de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais dos Tribunais 
Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de 
Contas dos Estados e do Distrito Federal; 
XI - o procurador-geral de justiça; 
XII - o embaixador de país que, por lei ou tratado, concede idêntica prerrogativa a agente diplomático 
do Brasil. 
6. JUNTADA DO ROL E INTIMAÇÃO DA TESTEMUNHA: O prazo para juntar o rol de 
testemunhas será de 15 DIAS, fixado pelo juízo na decisão de saneamento e 
organização do processo. 
7. SUBSTITUIÇÃO DAS TESTEMUNHAS: Apresentado o rol de testemunhas, a parte só 
pode substituir a testemunha que: falecer, por enfermidade, não estiver condições de 
depor, tendo mudado de residência ou de local de trabalho, não for encontrada (art. 
451). 
A testemunha arrolada por uma parte em uma parte de interesse público, da 
qual não se pode mais desistir, salvo se todos os interessados e o juiz concordarem. 
8. PROCEDIMENTO DE COLHEITA DO DEPOIMENTO 
a. Método de inquirição – As testemunhas devem ser ouvidas separadas e 
sucessivamente – primeiro as do autor e depois as do réu – e uma não poderá ouvir 
o depoimento da outra (art. 456). 
b. Qualificação e contradita – Antes de depor, a testemunha será qualificada, 
declarando ou confirmando seus dados pessoais. Logo após a qualificação, sob 
pena de preclusão, a parte ou o interessado pode contraditar, oralmente, a 
testemunha, arguindo sua incapacidade, impedimento ou suspeição para 
testemunhar. 
Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados, surge uma questão, 
que deverá ser resolvida por um incidente processual, denominado simplesmente, 
na praxe forense, de contradita, no qual a parte poderá provas suas alegações, até 
mesmo por prova testemunhal. A parte que arrolou a testemunha deve ser ouvida 
neste incidente, em razão do seu manifesto interesse na manutenção do 
depoimento. 
Provados ou confessados os fatos, o juiz dispensará a testemunha ou lhe 
tomará o depoimento como informante. 
c. Compromisso e escusa de depor – Deve o magistrado, antes de iniciar a inquirição, 
tomar da testemunha o compromisso de dizer a verdade. O juiz advertirá à 
10 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
testemunha que incorre em sanção penal quem faz a afirmação falsa, cala ou oculta 
a verdade. 
d. Inquirição direta pelos advogados e pelo juiz – O magistrado pode formular 
perguntas a testemunhas, assim as partes, por seus advogados, também podem 
fazê-lo. 
9. DOCUMENTAÇÃO DO TESTEMUNHO: O depoimento da testemunha deverá ser 
documentado. O art. 460 privilegia a documentação por meio de gravação. Quando a 
documentação se dá pela sua transcrição em ata digitada, datilografia, ou por outra 
forma idônea de registro. 
Havendo divergência entre os depoimentos colhidos, pode o magistrado 
determinar, ex officio ou a requerimento, a ACAREAÇÃO dos depoentes, ou de uma 
das testemunhas e uma das partes, a fim de esclarecer a controvérsia. A acareação 
pode ser realizada por videoconferência ou por outro recurso tecnológico de 
transmissão de sons e imagens em tempo real. 
a. A testemunha pode requerer ao juiz o pagamento da despesa que efetuou para 
comparecimento à audiência, devendo a parte pagá-la logo que arbitrada, ou 
depositá-la em cartório dentro de 3 dias. 
b. O depoimento prestado em juízo é considerado serviço público. A testemunha, 
quando sujeita ao regime de legislação trabalhista, não sofre, por comparecer à 
audiência, perda de salário nem desconto no tempo de serviço. 
PROVA PERICIAL 
1. CONCEITO: Se para esclarecimento de fatos litigiosos em juízo for necessário 
conhecimento técnico especializado o juiz nomeara um perito para lhe auxiliar na área 
especifica do conhecimento. O juiz não é obrigado a conhecer todas as áreas da ciência 
humana, mas o mesmo é obrigado a conhecer a área do direito. 
Se por peculiaridade o juiz obtiver o conhecimento próprio, o juiz não pode 
dispensar a figura do perito para auxiliá-lo no caso, pois a prova é do processo e precisa 
estar documento, assim, mesmo o juiz tendo o conhecimento, não poderá dispensar o 
perito. 
2. CLASSIFICAÇÃO 
a. Exame: Pessoas e coisas. 
b. Vistoria: Imóveis. 
c. Avaliação: Atribuição de um valor a um objeto de valor no processo. 
3. AMBIENTE 
a. Judicial: Será judicial quando, se a prova produzida no próprio processo perante 
juiz. 
b. Simplificada: Não há necessidade da entrega do laudo pericial e sim, suas 
conclusões orais em audiência. Neste ambiente, necessitam de perícia, porém são 
menos complexas. 
c. Extrajudicial: O juiz escolhe o perito para atuar naquele determinado processo, os 
peritos são cadastrados e nomeados pelo juiz e o único requisito é que eles tenham 
conhecimento técnico especializado e ao lado do perito, os assistentes técnicos, 
que são pessoas que não precisam ter conhecimento técnico, para atuar na perícia 
como auxiliar das partes, acompanhando as provas. 
4. PROVA EMPRESTADA: É o transporte de uma prova produzida em um processo para 
outro processo, poderá ser realizado este procedimento desde que as partes 
concordem e o valor será o mesmo. 
5. CABIMENTO 
a. Útil: Para esclarecer fatos técnicos específicos, se não houver fato técnico, se o 
juiz puder decidir sem a prova, não será útil ao processo, sendo assim, é preciso 
ter a prova no processo para o juiz poder decidir; 
b. Necessária: É necessária para o convencimento do juiz. 
11 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
c. Praticável: A prova tem que ser possível de ser produzida. 
6. PERITO (Art. 156): Alguém de confiança do juiz. É um auxiliar judicial com 
conhecimento especializado. 
Art. 156. O juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou 
científico. 
§ 1o Os peritos serão nomeados entre os profissionais legalmente habilitados e os órgãos técnicos 
ou científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado. 
§ 2o Para formação do cadastro, os tribunais devem realizar consulta pública, por meio de 
divulgação na rede mundial de computadores ou em jornais de grande circulação, além de consulta 
direta a universidades, a conselhos de classe, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Ordem 
dos Advogados do Brasil, para a indicação de profissionais ou de órgãos técnicos interessados. 
§ 3o Os tribunais realizarão avaliações e reavaliações periódicas para manutenção do cadastro, 
considerando a formação profissional, a atualização do conhecimento e a experiência dos peritos 
interessados. 
§ 4o Para verificaçãode eventual impedimento ou motivo de suspeição, nos termos dos arts. 148 e 
467, o órgão técnico ou científico nomeado para realização da perícia informará ao juiz os nomes e 
os dados de qualificação dos profissionais que participarão da atividade. 
§ 5o Na localidade onde não houver inscrito no cadastro disponibilizado pelo tribunal, a nomeação 
do perito é de livre escolha pelo juiz e deverá recair sobre profissional ou órgão técnico ou científico 
comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia. 
Art. 157. O perito tem o dever de cumprir o ofício no prazo que lhe designar o juiz, empregando toda 
sua diligência, podendo escusar-se do encargo alegando motivo legítimo. 
§ 1o A escusa será apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação, da suspeição 
ou do impedimento supervenientes, sob pena de renúncia ao direito a alegá-la. 
§ 2o Será organizada lista de peritos na vara ou na secretaria, com disponibilização dos documentos 
exigidos para habilitação à consulta de interessados, para que a nomeação seja distribuída de modo 
equitativo, observadas a capacidade técnica e a área de conhecimento. 
a. Cadastro no TJ ou 1º grau – O cadastro ocorrer no TJ ou nas as secretarias das 
Varas a manter o cadastro dos peritos, sendo as seleções de forma alternada. 
b. Suspeição e impedimento (art. 148) - 
Art. 148. Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: 
I - Ao membro do Ministério Público; 
II - Aos auxiliares da justiça; 
III - Aos demais sujeitos imparciais do processo. 
c. Escusa do perito: Pode não aceitar uma nomeação ao processo, ou alegando 
impedimento e suspeição ou por qualquer outro motivo, impossibilidade cumprir o 
prazo, não aceitação dos honorários. 
d. Perito consensual (Art. 471): As partes podem também escolher o perito, não 
precisando necessariamente o juiz nomear. 
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante requerimento, 
desde que: 
I - Sejam plenamente capazes; 
II - A causa possa ser resolvida por auto composição. 
§ 1o As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos para 
acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente anunciados. 
§ 2o O perito e os assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em 
prazo fixado pelo juiz. 
§ 3o A perícia consensual substitui, para todos os efeitos, a que seria realizada por perito nomeado 
pelo juiz. 
e. Honorários (Art. 95): Os honorários são pagos pelas partes. 
Art. 95. Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a do 
perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada 
de ofício ou requerida por ambas as partes. 
7. ASSISTENTE TÉCNICO: Alguém de conhecimento da parte, não tem impedimento e 
nem suspeição, não precisa ter conhecimento especializado, não é um ônus da parte 
e sim, uma faculdade de indicar o assistente técnico. 
8. PROCEDIMENTO DA PROVA – A parte que requerer a prova deverá especificar qual 
é a área de conhecimento que deseja. 
a. Requerimento: Quando a parte solicita a prova. O autor na inicial e o réu na 
contestação, salvo se houver fato novo. 
12 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
b. Deferimento – prazo de 15 dias: Ocorre na decisão saneadora. Defere a 
modalidade de prova, nomeia o perito, acionam as partes a convocarem o 
assistente técnico, proposta de honorários do perito e fixa prazo para o perito para 
entregar o laudo. 
c. Produção: A produção da prova deve ser acompanhada pelas partes onde são 
intimidadas, se as partes não estiverem cientes pode ocorrer a nulidade, embasado 
no princípio do contraditório. 
d. Quesitos: São perguntas formuladas pelas partes e pelo juízo, inclusive, para 
serem respondidos por ocasião da perícia. Devem ser apresentadas dentro do 
prazo de 15 dias após o deferimento da prova, até o encerramento do trabalho do 
perito, as partes podem apresentar quesitos complementares e suplementares. 
e. Contraditório: O laudo que foi apresentado estará sujeito ao contraditório, onde as 
partes poderão impugná-lo, juntando parecer do assistente técnico, para impugnar 
o laudo pericial. Sendo 15 dias para cada uma das partes. 
9. ADSTRIÇÃO AO LAUDO (Art. 479 e 371): O juiz não está adstrito as conclusões do 
laudo, o mesmo poderá ir contra o laudo, o laudo pericial não é soberano. O juiz poderá 
determinar a realização de várias pericias quando for necessária em um único processo 
vários tipos de fatos que necessitam de esclarecimento de diversas áreas. 
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver 
promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento. 
Art. 479. O juiz apreciará a prova pericial de acordo com o disposto no art. 371, indicando na sentença 
os motivos que o levaram a considerar ou a deixar de considerar as conclusões do laudo, levando em 
conta o método utilizado pelo perito. 
10. CALENDARIZAÇÃO (Art. 483): O juiz ao deferir a prova já designa todas as datas da 
perícia, sem a necessidade de ficar intimando as partes, ou seja, isto suprime a 
necessidade de intimação. 
Art. 483. O juiz irá ao local onde se encontre a pessoa ou a coisa quando: 
I - Julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva observar; 
II - A coisa não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades; 
III - Determinar a reconstituição dos fatos. 
INSPEÇÃO JUDICIAL: É o contato direito do juiz com a coisa ou local que é objeto de litígio. E 
por sua própria iniciativa se dirige até o local para verificação. EXEMPLO: Ir no local para 
verificar se a placa realmente é ilícita, podendo agir de ofício ou solicitado pelas partes e assim, 
deverá ser documentada, precisando ser acompanhado por um escrivão para registrar mediante 
a um documento escrito. 
E em casos de interdição o juiz obrigatoriamente tem que ter o contato direito. 
AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 
ATOS PREPARATÓRIOS: Não se trata se ato essencial do processo e pode ser dispensada 
quando cabível julgamento antecipado do mérito (art. 355). O juiz exerce papeis de diretos, 
investigador e conciliador na audiência. 
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando: 
I - Não houver necessidade de produção de outras provas; 
II - O réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma 
do art. 349. 
1. TENTATIVA DE CONCILIAÇÃO; 
2. A ARGUIÇÃO DO PERITO; 
3. PRODUÇÃO DE PROVA ORAL – coleta de depoimento pessoal das partes, oitiva das 
testemunhas e a prestação por parte do perito e dos assistentes técnicos. 
4. APRESENTAÇÃO DE ALEGAÇÕES FINAIS; 
5. PROLAÇÃO DE SENTENÇA – Estruturando a audiência na seguinte ordem: 
a. A proclamação judicial (abertura); 
b. O pregão inicial - Anúncio da abertura da audiência, sendo essencial, sob pena de 
nulidade da própria audiência; 
13 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
Art. 358. No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência de instrução e julgamento e 
mandará apregoar as partes e os respectivos advogados, bem como outras pessoas que dela devam 
participar. 
c. Tentativa de conciliação - Aberto a audiência o juiz tentará a conciliação e sempre 
o juiz tentará a conciliação. Tentará com que as partes chegam a auto composição 
ou se valham meios de solução de conflitos, como arbitragem. Havendo 
conciliação, deverá ser reduzida a termo – documentadapor escrito e homologada 
por sentença judicial. Não havendo conciliação, o juiz deverá dar início à produção 
da prova; 
 Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego 
anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem. 
d. A prestação de esclarecimentos pelo perito e pelos assistentes técnicos 
Art. 361. As provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se nesta ordem, preferencialmente: 
I - O perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de esclarecimentos requeridos 
no prazo e na forma do art. 477, caso não respondidos anteriormente por escrito; 
e. Coleta de depoimento pessoal (autor e réu) (art. 361, II); 
II - O autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais; 
f. Inquirição de testemunhas (art. 361, III); 
III - As testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas. 
g. Alegações finais; 
h. Prolação de sentença; 
INTIMAÇÃO DAS PARTES E TESTEMUNHAS: Compete ao Judiciário, se houver pedido de 
depoimento pessoal da parte, as mesmas devem ser intimadas previamente constando a 
advertência de que se não comparecem o juiz aplicara a pena de confesso. 
 As testemunhas devem ser previamente arroladas e compete ao advogado intimá-las, 
enviando uma correspondência as testemunhar, para poder prestar seu depoimento. O 
advogado deve juntar o AR, 3 dias antes da audiência ao processo. 
JUIZ PRESIDE A AUDICENCIA: O juiz deverá manter a ordem e a audiência é pública, qualquer 
poderá assistir à audiência. 
PODER DE POLICIA (ART. 360): O juiz tem poder de polícia, para quando houver conflitos, 
poder retirar a parte da sala de audiência ou até mesmo acionar a polícia. 
Art. 360. O juiz exerce o poder de polícia, incumbindo-lhe: 
I - Manter a ordem e o decoro na audiência; 
II - Ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem inconvenientemente; 
III - Requisitar, quando necessário, força policial; 
IV - Tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do Ministério 
Público e da Defensoria Pública e qualquer pessoa que participe do processo; 
V - Registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados em audiência. 
ADVOGADO – INTERRUPÇÃO: O advogado não pode interromper os depoimentos, nem das 
partes e nem das testemunhas, mas pode perguntar diretamente para elas, na sua vez de fala. 
O papel do advogado será de corrigir as inexatidões quando há divergências no que foi dito por 
sua própria parte, e a outra parte, e no que foi dito no processo. Também, pode ao advogado, 
protestar que as partes não sejam induzidas a erros. 
A ordem dos depoimentos será: peritos, assistentes técnicos, autor e réu, testemunhas 
do autor e do réu, sempre seguindo o princípio da incomunicabilidade. 
ADIAMENTO DA AUDIENCIA: O adiamento poderá ser adiantado somente antes, depois que 
começar não se poderá adiar. Pode adiar também por convenção das partes, ou seja, as partes 
adiam por estarem de acordo. O atraso injustificado do início do próprio juiz, poderá ser de 30 
minutos, assim, isso será justificado e o juiz poderá adiar a audiência. 
Art. 362. A audiência poderá ser adiada: 
I - Por convenção das partes; 
II - Se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa que dela deva 
necessariamente participar; 
III - Por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do horário marcado. 
 
 
 
14 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
ATRASOS E CONSEQUÊNCIAS: 
1. DA PARTE: No caso de a parte atrasar no depoimento pessoal ou até não ir, a 
consequência será de confissão, com a presunção relativa de veracidade dos fatos 
afirmados pela contraparte. 
2. DO ADVOGADO: A mesma consequência da parte valerá para o advogado. 
3. DAS TESTEMUNHAS: O juiz adiará a audiência, mas cobra das testemunhas pelas 
despesas do adiantamento e irá ser conduzida coercitivamente. 
DEBATES ORAIS OU RAZOES FINAIS – 20 MINUTOS E PRORROGAÇÃO 10 MINUTOS: 
Encerrados os depoimentos, o juiz abre a palavra para os advogados realizarem os debates 
orais. Se for litisconsórcio o tempo deverá ser dividido para cada litisconsorte, ou seja, 20 
minutos para cada litisconsorte. 
 Se a causa for complexa o juiz fará memoriais, substituindo os debates orais, e o juiz 
fixará um prazo para as partes apresentarem as razoes finais. 
 Quando já finda a fase de instrução e oferecidas as razoes finais, o juiz pode, em vez 
de sentenciar, converter o julgamento em diligência, retornando à instrução. Pode determinar a 
produção de novas provas para a elucidação de pontos de fato que restaram obscuros. 
UNIDADE DA AUDIÊNCIA – SENTENÇA (30 DIAS): A audiência de instrução é una e continua, 
ou seja, o juiz não pode cindir a audiência. 
EXEÇÕES: cada parte pode arrolar 10 testemunhas, mas o juiz poderá dispensar os excedentes 
de 3 para comprovar um fato. E quando for ao horário de encerramento do fórum, o juiz poderá 
suspender a audiência e marcar para o dia seguinte. 
Encerrados os debates orais, encerra-se a fase probatória do processo. 
2º BIMESTRE 
SENTENÇA 
CONCEITO (ART. 203, §1): É o ato do juiz singular que tem por conteúdo as matérias do art. 
485 e 487 (resolução de mérito), e além disso, esta decisão encerra a fase cognitiva do 
processo. Qualquer decisão do juiz é decisão interlocutória, estiver encartada no art. 1.015 
desafia o recurso de agravo de instrumento. 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO: 
1. TERMINATIVAS OU PROCESSUAIS (ART. 485): São sentenças que o juiz não 
consegue analisar o mérito, portanto, são sentenças que o sistema não aceita, as 
sentenças processuais que o juiz reconhece um vício processual gravíssimo não 
podendo assim, julgar o mérito, portanto assim, extingue o processo. Todas as 
sentenças terminativas, originam uma sentença que não tem aptidão para transitar em 
julgado. 
Quando há litisconsórcio unitário ou necessário, ou seja, se o autor não indica 
o endereço o do litisconsorte ou não integra no litisconsórcio, poderá ocorrer a extinção 
do processo. 
As matérias de ordem pública processuais são aquelas matérias que tem um 
regime diferente das demais, sendo elas: 
§ 3º O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo 
e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
As matérias públicas não precluem e podem ser conhecidas a qualquer 
momento. E o juiz poderá reconhecer de ofício. 
O Juiz não poderá voltar atrás da decisão, pois há a preclusão pró-judicato, via 
de rega, mas nos casos do art. 485, nessas decisões terminativas, poderá o juiz retrata-
se da sua decisão. E se parte não recorre da decisão, não poderá. 
§ 7º Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 
5 (cinco) dias para retratar-se. 
2. MÉRITO OU DEFINITIVAS (ART. 487): São aquelas que o juiz dirá que é perfeita, ou 
seja, que acabará com o litígio, assim, resolvendo o mérito; 
15 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
Impede a repropositura e impede qualquer discussão após o mérito. E só ficam 
de ser revistas, excepcionalmente, entrando com uma ação rescisória para rever um 
vício em algum determinado processo. 
3. REPROSITURAS DAS AÇÕES EXTINTAS PROCESSUAIS (ART. 486): A parte só 
poderá repropor se corrigir o vício que levou a extinção. 
Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha de novo 
a ação. 
§ 1o No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e VII do art. 
485, a propositura da nova ação depende da correçãodo vício que levou à sentença sem resolução 
do mérito. 
§ 2o A petição inicial, todavia, não será despachada sem a prova do pagamento ou do depósito das 
custas e dos honorários de advogado. 
§ 3o Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, não 
poderá propor nova ação contra o réu com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, entretanto, a 
possibilidade de alegar em defesa o seu direito. 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A EFICÁCIA: A sentença produz efeitos as partes, e esses efeitos 
nas relações jurídicas da sentença especificamente referem-se ao que é o objeto do pedido. 
Será uma relação entre pedido e sentença. 
1. DECLARATÓRIA: O juiz declara alguma matéria, inclusive quando julga uma ação 
improcedente, podendo ser, declaração de paternidade, p. ex. 
2. CONDENATÓRIA: A sentença terá o efeito condenatório. Sendo obrigação de fazer, 
não fazer ou dar, quando se quer uma conduta. 
3. CONSTITUTIVA: São aquelas que modificam extinguem, modificam ou criam uma 
relação jurídica, podendo ser, divorcio, p. ex. 
4. MANDAMENTAL: Será uma questão de ordenar algo, mandado de segurança, p. ex. 
ELEMENTOS (ART. 489): A sentença precisa ter alguns elementos/requisitos sob pena de 
nulidade. 
Art. 489. São elementos essenciais da sentença: 
I - O relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e 
da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo; 
II - Os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito; 
III - O dispositivo (decisório), em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe 
submeterem. Será a parte final que diante disso o juiz acolherá ou rejeitará o pedido do autor. 
§ 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou 
acórdão, que: 
I - Se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação 
com a causa ou a questão decidida; 
II - Empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência 
no caso; 
III - Invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; 
IV - Não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a 
conclusão adotada pelo julgador; 
V - Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos 
determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; 
VI - Deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem 
demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. 
SENTENÇAS PROCESSUAIS: 
1. CARACTERÍSTICA: MODO CONCISO E FALSAS SENTENÇAS DE MÉRITO: Se o 
juiz não vai resolver o mérito, o modo conciso significa que, o juiz não precisa analisar 
a questão de mérito. As falsas sentenças de mérito, será quando por exemplo, ocorrer 
decadência ou prescrição 
2. MOMENTOS DE PROLAÇÃO DA SENTENÇA: Poderá ser proferida em um único 
caso, quando já há o mérito (Ex: liminar), o juiz em vez de determinar a citação do réu, 
o mesmo julgará improcedente liminarmente (EXEMPLO: quando há súmula, busca e 
apreensão etc.). 
Depois da contestação, na parte saneadora, se o juiz verificar que não precisa 
de realizar mais provas, poderá solicitar a antecipação de mérito. Quando houver 
necessidade de prova, ao final do processo, o juiz poderá resolver o mérito. 
16 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
3. VÍCIOS DA SENTENÇA: A sentença pelo princípio da Correlação e da 
Correspondência, o juiz atrelara o pedido a sentença (art. 492): 
a. Extra petita: a natureza do que se pediu foi diferente, (apelação) 
b. Ultra petita: ganhou mais do que pediu (apelação) 
c. Cita/ infra petita: pediu x e y, mas o juiz só concedeu x, assim, caberá embargos 
de declaração 
Art. 492. É vedado ao juiz proferir decisão de natureza diversa da pedida, bem como condenar a parte 
em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado. 
Parágrafo único. A decisão deve ser certa, ainda que resolva relação jurídica condicional. 
4. PRECLUSÃO PRO-JUDICATO (ART. 494): Impossibilidade de o juiz decidir o que já 
foi objeto de decisão. 
Art. 494. Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la: 
I - Para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo; 
II - Por meio de embargos de declaração. 
5. COISA JULGADA: Definição (art. 502) 
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão 
de mérito não mais sujeita a recurso. 
REEXAME NECESSÁRIO: 
1. CONDIÇÃO DE EFICÁCIA DA DECISÃO DO MÉRITO (ART. 496): O reexame é uma 
condição de eficácia das decisões de mérito contra o Estado dentro dos limites legais 
estabelecidos conforme o art. 496. A condenação do Estado de forma errônea, poderá 
acarretar um prejuízo ao Estado. Será estabelecido de ofício pelo juiz e não tem prazo. 
Somente depois do reexame que se pode executar esta decisão contra o 
Estado, assim, só terão efeitos depois de confirmadas pelo Tribunal. O juiz quando 
profere uma decisão contra o Estado só podem ser executadas ou exigidas depois da 
confirmação do Tribunal, será feito automaticamente e independentemente de recurso. 
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada 
pelo tribunal, a sentença: 
I - Proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público; 
II - Que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal. 
§ 1o Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a 
remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á. 
§ 2o Em qualquer dos casos referidos no § 1o, o tribunal julgará a remessa necessária. 
§ 3o Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido na 
causa for de valor certo e líquido inferior a: 
I - 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito 
público; 
II - 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias 
e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; 
III - 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e 
fundações de direito público. 
§ 4o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em: 
I - Súmula de tribunal superior; 
II - Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - Entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
IV - Entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio 
ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
2. LIMITES DE DECISÃO QUE SE SUBMETEM CONDENAÇÃO SUPERIOR: Exclui do 
reexame necessário as ações cuja condenação obtida for de valor certo e líquido, 
inferior a: 
a. União em 1.000 salários-mínimos 
b. Estados em 500 salários-mínimos 
c. Municípios 100 salários-mínimos 
3. NÃO SE SUBMETEM DECISÕES FUNDADAS: Em alguns casos, não se submetem, 
súmulas, recursos repetitivos e IRDR (Incidente de Resolução de Demandas 
Repetitivas). O IRDR, não precisa julgar o único recurso várias vezes. 
17 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz4. JULGAMENTO PARCIAL DO MÉRITO: É uma “sentença”, porque tem conteúdo de 
sentença, pois ela resolve uma parte do mérito, mas não é em si, a sentença. Se esta 
“sentença” condenou ao Estado em um valor superior, poderão ser submetidos aos 
reexames necessários, se for o valor maior estabelecido no art. 496. 
a. Sumula 45 (STJ) e reexame: A parte se quiser terá que recorrer, porque se tem o 
princípio dos recursos, que é chamado, princípio da proibição da reforma para pior 
(reformatue in pejus), ou seja, se só uma parte recorre em virtude do próprio recurso 
a situação não pode ser piorada. 
b. Sumula 44: A situação da Fazenda não pode ser piorada em virtude do reexame 
necessário. 
c. Reexame não é recurso: É uma condição de eficácia da sentença, ou seja, a 
decisão do Estado não transita em julgado enquanto não transitar em julgado. 
Existe assim critica a súmula 45 onde não se pode aplicar o princípio da proibição 
da reforma para pior para o recorrente, porque não existe recurso. O entendimento 
atual é de que, havendo reexame necessário mesmo que o tribunal verifique que a 
decisão está errada para favorecer a parte (não é o Estado), o Tribunal não pode 
reforma, ou seja, só pode efetuar o reexame para beneficiar o Estado, verificando 
se a decisão contra o estado estaria correta. 
5. COISA JULGADA (art. 502 a 508): Se da mesma forma de um recurso. Só ocorrendo 
das decisões proferidas de Juiz de 1º Grau, o acórdão não cabe, p. ex. A coisa julga 
então será uma decisão imutável e se não tiver recurso, a sentença não poderá mais 
ser discutida (transito em julgado). Esta decisão tem duas características: 
a. Coisa julgada Formal: O juiz proferiu uma sentença, a parte não ingressou com 
recurso dentro daquele processo se transitou em julgamento, a parte discutir aquela 
questão (endo processual). 
b. Coisa julgada Material: Nenhum outro juiz ou Tribunal poderá realizar esta questão 
se já transitou em julgado. 
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão 
de mérito não mais sujeita a recurso. 
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão 
principal expressamente decidida. 
§ 1o O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e 
incidentemente no processo, se: 
I - Dessa resolução depender o julgamento do mérito; 
II - A seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; 
III - O juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão 
principal. 
§ 2o A hipótese do § 1o não se aplica se no processo houver restrições probatórias ou limitações à 
cognição que impeçam o aprofundamento da análise da questão prejudicial. 
Art. 504. Não fazem coisa julgada: 
I - Os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença; 
II - A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença. 
Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo: 
I - Se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato 
ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; 
II - Nos demais casos prescritos em lei. 
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros. 
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se 
operou a preclusão. 
Art. 508. Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as 
alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido. 
A coisa julgada formal e material são no mesmo momento. 
6. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL (ART. 5º, XXXVI) 
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
COISA JULGADA 
LIMITES OBJETIVOS: Trata de definir “o que” se torna indiscutível pela coisa julgada. 
Art. 504. Não fazem coisa julgada: 
I - Os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença; 
18 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
II - A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença. 
Exceção (art. 503): É a possibilidade de a relação prejudicial fazer coisa julgada, ou seja, 
relação que é admitida pelo juiz existente ou não na fundamentação. É narrada pelo autor na 
inicial e negada pelo réu na contestação. 
Há contraditório sobre esta questão, ou seja, o juiz comunica as partes, assim ampliando 
os limites da coisa julgada. 
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão 
principal expressamente decidida. 
§ 1º O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e 
incidentemente no processo, se: 
I - Dessa resolução depender o julgamento do mérito; 
II - A seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; 
III - O juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão 
principal. 
LIMITES SUBJETIVOS: Diz respeito aos sujeitos, ou seja, quem será atingido pela coisa 
julgada: apenas as partes que participaram do processo (nas ações individuais). 
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros. 
1. PRECLUSÃO (ART. 507) – Averbação para que o juiz decida sobre questões que já 
foram anteriormente decididas, as partes também não pode arguir questões que são 
acobertadas pela preclusão. 
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se 
operou a preclusão. 
2. PRINCIPIO DO DEDUZIDO E DEDUTÍVEL – Significa que, quando a parte ré ingressa 
com sua defesa ela tem uma obrigatoriedade, alegar toda a matéria de defesa na 
contestação, sob pena de preclusão, não terá outra oportunidade quanto o autor da 
ação não pode fazê-lo: se tem vários fundamentos para que o juiz acolha a pretensão, 
deverá indicar todos na inicial, não podendo indicar em outra ação e nem em outra 
oportunidade os outros fundamentos que não foram apresentados na atual (art. 508): 
Art. 508. Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as 
alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido. 
TEORIA GERAL DOS RECURSOS: O recurso é um remédio jurídico idôneo que busca 
ou que visa a reforma, invalidação, esclarecimento ou a integração da decisão impugnada. 
Deverá ser voluntário. Um remédio é uma invocação para correção de um erro, e a parte deverá 
arguir os vícios. O recurso precisa ser correto e previsto em lei. 
O inconformismo do próprio ser humano e controle das decisões (decisões 
corretas), são estes dois fundamentos que propiciam os recursos. 
VICIOS DOS RECURSOS: 
1. ERRO DE JULGAMENTO (REFORMA) /ERRO DE PROCESSO (INVALIDAÇÃO) 
(error in judicando): Quando o juiz avalia errado o arsenal probatório para que o fato 
existiu ou não existiu, aplicando errado a lei sobre um fato. Quando há erro de 
julgamento o Tribunal reforma a decisão e aplica a lei correta e quando a erro de 
processo, tem que se ter uma declaração de invalidação do processo em 1º grau. 
2. ERRO DE ESCLARECIMENTO OU INTEGRAÇÃO: Somente para embargos de 
declaração em caso de obscuridade, erro material etc. 
PRINCIPIOS QUE REGEM OS RECURSOS 
1. CORRESPONDÊNCIA/CORRELAÇÃO DA DECISÃO DA SENTENÇA E RECURSO: 
Para cada decisão se tem um recurso correto para impugnar a mesma decisão. 
2. UNICIDADE (SINGULARIDADE): Para cadadecisão só cabe um único recurso. 
3. Exceção: acórdão proferido pelo tribunal de 2º grau, quando ocorrer a apelação e o 
acórdão ferir lei federal e a constituição caberá o recurso especial (STJ) e extraordinário 
(STF). 
4. TAXATIVIDADE: Só existem os recursos previstos no CPC e a competência será da 
União. 
5. FUNGIBILIDADE 
6. PROIBIÇÃO DA REFORMA 
19 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
7. DUPLO GRAU 
RECURSO DE APELAÇÃO: 
CABIMENTO – Toda sentença, não interessa em qual processo a mesma foi proferida caberá 
o recurso de apelação. Decisões interlocutórias que não estão no rol do art. 1.015 serão objeto 
de impugnação como preliminar. 
APELANTES – A parte sucumbente (autor ou réu), ou os dois se ambos forem sucumbentes, 
Ministério Público e terceiro prejudicado. 
FATOS NOVOS – Podem ser arguidos fatos novos, mas somente fatos que decorreram depois 
da sentença ou se a parte ignorava ou desconhecia o fato na época de produção de provas, 
poderá ser arguido. Também, poderá ocorrer fato novo quando a parte não fala tudo para o 
advogado, e só no final em grau recursal, a parte quer revelar este fato. E até o terceiro 
prejudicado poderá trazer fatos novos. 
Art. 1.014. As questões de fato não propostas no juízo inferior poderão ser suscitadas na apelação, se 
a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. 
REQUISITOS – São requisitos da admissibilidade da petição da apelação: 
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá: 
I - Os nomes e a qualificação das partes; 
II - A exposição do fato e do direito; 
III - As razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade; 
IV - O pedido de nova decisão. 
Apelação é um recurso que exige o preparo. 
PRAZO – O prazo para o recurso será de 15 dias uteis a partir da intimação da publicação da 
sentença. 
JUÍZO DE RETRATAÇÃO – Há a possibilidade de juízo de retratação, ou seja, é excepcional, 
do próprio juiz em virtude de o recurso de apelação voltar atrás na sua decisão. De ofício 
(competência dele) o juiz não poderá alterar, mas em virtude da Apelação o juiz poderá voltar 
atrás. 
Se o que se pede é parcial, há transito e julgado parcial, nesse caso o recurso é 
impugnado em apenas algumas partes e não toda a decisão do juiz. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - Indeferir a petição inicial; 
II - O processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; 
III - Por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais 
de 30 (trinta) dias; 
IV - Verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do 
processo; 
V - Reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
VI - Verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; 
IX - Em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e 
X - Nos demais casos prescritos neste Código. 
§ 1o Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a 
falta no prazo de 5 (cinco) dias. 
§ 2o No caso do § 1o, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e, quanto 
ao inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de advogado. 
§ 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo 
e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
§ 4o Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
§ 5o A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
§ 6o Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor depende 
de requerimento do réu. 
§ 7o Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 
5 (cinco) dias para retratar-se. 
IMPROCEDÊNCIA LIMINAR (ART. 332) 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, 
julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - Enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
II - Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
20 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
III - Entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
IV - Enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
§ 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a 
ocorrência de decadência ou de prescrição. 
§ 2o Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos 
do art. 241. 
§ 3o Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. 
§ 4o Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do réu, 
e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo 
de 15 (quinze 
PROCEDIMENTO NO TRIBUNAL: Interpõe a Apelação perante o juiz de 1º grau e se for o caso 
de retratação, o mesmo se retrata e se não for caso de retratação ele mandará para o Tribunal 
de Justiça e lá terá o “Juízo de Admissibilidade”. Chegando lá, será distribuído a um Relator 
(Desembargador). O Tribunal é um Órgão Colegiado e lá dentro possuem várias Câmaras 
Cíveis. É o Relator que tem o primeiro contato com o Recurso de Apelação. 
1. REGRA GERAL – são os três julgadores (Relator + dois julgadores) e se pede que o 
Recurso seja incluído em uma Sessão de Julgamento (um dia da semana se reúnem 
para julgar), os dois julgadores terão apenas contato com o Recurso no dia desta 
Sessão. E esses dois julgadores podem ou não concordar com o relator. 
2. Se ocorrer algum vício no “Juízo de Admissibilidade”, o mesmo abre prazo para 
regularização (5 dias) se for sanável. Se for insanável, como intempestividade, abriu 
oportunidade para sanar o vício e a parte ficou inerte, neste caso o “Juízo de 
Admissibilidade é negativo”, portanto NÃO CONHECE O RECURSO. Quando o Relator 
não conhece o recurso, denominará “DECISÃO MONOCRÁTICA” do Relator, assim, 
nem irá o Recurso para a decisão colegiada, é uma decisão unipessoal, não dependerá 
do julgamento dos dois julgadores. 
3. A DECISÃO MONOCRÁTICA está sujeita ao “agravo interno”. O Agravo tem o objetivo 
de levar ao Órgão Colegiado a revisão da decisão monocrática. 
Não tendo decisão monocrática, terá o conhecimento do Recurso, assim será 
necessário abrir o contraditório e também o prazo para que o apelado apresente 
contrarrazões, neste momento poderá entrar com o recurso adesivo. Se for dar 
provimento também precisa abrir o contraditório. 
4. DECISÃO DE MÉRITO: O julgador poderá julgar o MÉRITO pela Súmula (consolidação 
objetiva da jurisprudência, ou seja, o tribunal reconhecendo já tendo formado um 
entendimento majoritário sobre determinada matéria, tem o dever de formalizar o 
entendimento por meio de um enunciado) ou precedente (qualquer julgamento que 
venha ser utilizado como fundamento de outro julgamento posteriormente proferido). Os 
juízes e os Tribunais são obrigados a aplicar o Precedente. 
5. NEGAR OU DAR PROVIMENTO (ART. 932, IV E V) 
Art. 932. Incumbe ao relator: 
IV - Negar provimento ao recurso que for contrário a: 
a) Súmula do Supremo Tribunal Federal, do SuperiorTribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
c) Entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
V - Depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
RECURSO ADESIVO: no momento das contrarrazões o apelado tem a oportunidade de entrar 
com recurso adesivo, onde poderá recorrer sobre alguma matéria da sentença. 
 
 
21 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
EFEITOS DA APELAÇÃO: 
1. REGRA GERAL – tem efeito SUSPENSIVO “OPE LEGIS”, ou seja, a lei confere. 
Suspende os efeitos da decisão recorrida. 
2. EXCEÇÕES – Apenas no EFEITO DEVOLUTIVO, nos casos do artigo 1.012; 
Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo. 
§ 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente após a sua 
publicação a sentença que: 
I - Homologa divisão ou demarcação de terras; 
II - Condena a pagar alimentos; 
III - Extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; 
IV - Julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; 
V - Confirma, concede ou revoga tutela provisória; 
VI - Decreta a interdição. 
§ 2º Nos casos do § 1º, o apelado poderá promover o pedido de cumprimento provisório depois de 
publicada a sentença. 
3. CUMPRIMENTO PROVISORIO: Nessas hipóteses – EFEITO SUSPENSIVO “OPE 
JUDICIS”. O cumprimento desta decisão será provisório, pois ficará pendente. 
Cumprimento em 1º grau e o procedimento da apelação em 2º grau. Precisa-se 
demonstrar que o recurso será acolhido, e demonstrar que se houver o cumprimento 
provisório se terá um prejuízo irreparável. 
§ 3º O pedido de concessão de efeito suspensivo nas hipóteses do § 1º poderá ser formulado por 
requerimento dirigido ao: 
I - Tribunal, no período compreendido entre a interposição da apelação e sua distribuição, ficando o 
relator designado para seu exame prevento para julgá-la; 
II - Relator, se já distribuída a apelação. 
§ 4º Nas hipóteses do § 1º a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante 
demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a fundamentação, 
houver risco de dano grave ou de difícil reparação. 
AGRAVO DE INSTRUMENTO 
HIPOTESES E CABIMENTO (ART. 1.015): Cabíveis de decisões interlocutórias proferidas pelo 
juiz de 1º grau que estão taxativamente elencadas no art. 1.015: 
As decisões interlocutórias (esclarecimento, obscuridade) não se enquadram no conceito 
de sentença e que tem conteúdo decisório. 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 
I - Tutelas provisórias; 
II - Mérito do processo; 
III - Rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
IV - Incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
V - Rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; 
VI - Exibição ou posse de documento ou coisa; 
VII - Exclusão de litisconsorte; 
VIII - Rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; 
IX - Admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
X - Concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; 
XI - Redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º; 
XIII - Outros casos expressamente referidos em lei. 
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas 
na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no 
processo de inventário. 
PROCEDIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO – PRAZO: O agravo é interposto 
diretamente no Tribunal de 2º grau no prazo de 15 dias úteis da intimação da decisão. 
Deverá ser interposto mediante petição escrita; 
Art. 1.016. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por meio de 
petição com os seguintes requisitos: 
I - Os nomes das partes; 
II - A exposição do fato e do direito; 
III - As razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido; 
IV - O nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo. 
 
 
22 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
REGIME PARA INSTRUIR: 
1. AUTOS FÍSICOS (art. 1.017) – peças obrigatórias: comunicação ao juízo de 1º grau; 
precisa instruir. 
Art. 1.017. A petição de agravo de instrumento será instruída: 
I - obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a decisão 
agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou outro documento 
oficial que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados do agravante 
e do agravado; 
II - Com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos no inciso I, feita pelo 
advogado do agravante, sob pena de sua responsabilidade pessoal; 
III - facultativamente, com outras peças que o agravante reputar úteis. 
2. AUTOS ELETRÔNICOS – sem instrução e sem comunicação 
INSTIUIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
1. EFEITO SUSPENSIVO: Quando a decisão foi positiva em 1º grau. Depois da análise o 
efeito suspensivo o Relator abre prazo para as CONTRARRAZÕES (contraditório), 
tendo o prazo de 15 dias. 
Se for o caso da intervenção do Ministério Público, o Relator intima o órgão 
para se manifestar com ou sem contrarrazões fluindo o prazo, tendo assim, 30 dias 
para incluir o seu Agravo na “Sessão de Julgamento”. Sendo três julgadores, podendo 
também ter voto vencido. 
2. EFEITO ATIVO OU ANTECIPAÇÃO DA TUTELA RECURSAL: A decisão é negativa, 
ou seja, o juiz não concedeu a antecipação de tutela, pode-se pedir a antecipação da 
tutela recursal, ou seja, o tribunal pode conceder a decisão que o juiz de 1º grau negou. 
Nem sempre o efeito suspensivo é suficiente para reformar a decisão anterior. 
3. VÍCIOS SANÁVEIS E INSANÁVEIS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO: O juízo de 
admissibilidade pode constatar a presença de vícios e o Relator decretará havendo 
vícios sanáveis com base no art. 932, determinar que a parte sane os vícios. Vícios 
insanáveis o Relator neste caso, irá INADMITIR o recurso, por ausência de requisito. 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: 
CABIMENTO: Cabem em toda e qualquer decisão. Só caberá embargos de declaração ao 
próprio juiz porque só ele poderá sanar os vícios. Tem fundamentação vinculada, ou seja, a 
parte só pode alegar que o juiz ao sentenciar/decidir foi OMISSO, CONTRADITORIO, 
OBSCURO OU ERRO MATERIAL. O erro material poderá ser de ofício ou provocada, pois não 
há preclusão. 
EFEITO: Os embargos de declaração INTEMRROMPE O PRAZO PARA OUTROS 
RECURSOS. 
EFEITO INFRINGENTE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: Nos casos de Embargos não 
infringir na modificação da decisão, não terá contrarrazões, pois após esse Embargo terá o 
recurso para o prejudicado se impor. Ao corrigir o vício o juiz corrige sua decisão. 
Quando há “modificação da decisão” há necessidade de CONTRARRAZOES 
(contraditório), assim, o juiz fará um prognostico e abrirá prazo para outra parte, no prazo de 5 
dias. 
PREPARO: Os Embargos não há custas (preparo). 
TRIBUNAIS – EM MESA: Interposto o Embargo é o mesmo órgão julgado que o julga, no prazo 
de 5 dias (prazoimpróprio), ou seja, não tem nenhuma consequência se o juiz não cumprir este 
prazo. 
Para os Tribunais, se entrar com Embargos contra um Acórdão, este Embargo será 
julgado na próxima “Sessão de Julgamento”, pois o Acórdão é proferido por órgão colegiado. 
O prazo assim para ingressar com os Embargos, se dá a partir da publicação do Acórdão. 
DECISÃO MONOCRÁTICA: A decisão monocrática fica sujeita também em Embargos, e quem 
julgará será sempre o órgão que proferiu a decisão, com prazo de 5 dias. 
FUNGIBILIDADE COM AGRAVO INTERNO – COMPLEMENTAÇÃO EM 5 DIAS (ART. 1.024): 
Se o relator entender que é caso de Agravo Interno e não de Embargos, mesmo assim, o mesmo 
recebe os Embargos de Declaração como um Agravo. Mas, como a fundamentação dos dois é 
23 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
diferente, o relator aplica o princípio da fungibilidade, e precisará dar prazo de 5 dias para o 
embargante adaptar o instrumento como um Agravo de Interno. 
COMPLEMENTAÇÃO DO RECURSO (ART. 1024, 4): Tem uma decisão PROCEDENTE e um 
IMPROCEDENTE, um ingressa com APELAÇÃO e outro ingressa com EMBARGOS, o juiz 
precisa primeiro julgar o EMBARGOS, assim, o juiz muda sua decisão para PROCEDENTE, 
pois algo estava errado no processo. A outra parte que entrou com a apelação poderá 
complementar desta decisão. 
Art. 1.024 
§ 4º Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, 
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de 
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) 
dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. 
RATIFICAÇÃO (ART. 1024, 5): Além de complementar é necessário RATIFICAR o recurso 
anterior ou se não quiser recorrer se houver alteração é necessário ratificar o recurso anterior. 
Art. 1.024 
§ 5º Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de 
declaração será processado e julgado independentemente de ratificação. 
PREQUESTIONAMENTO E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: Refere-se a um requisito 
especifico para os Recursos Especial e Extraordinário, é um requisito constitucional. Diz respeito 
a necessidade de o Tribunal enfrentar matéria de lei federal e constitucional na sua decisão. 
Assim, o Tribunal no Acórdão precisa analisar questão federal e constitucional para os Recursos 
Especiais e Extraordinários, e só cabem estes de Acórdão de Tribunal de 2º grau, quando a 
decisão do Tribunal ofende a lei federal (especial) e constitucional (extraordinário). Precisa 
assim, arguir estas ilegalidades e o Tribunal analisará estas questões. 
Se o Tribunal não o analisar, precisa-se ingressar com o Embargo de Declaração para 
pré-questionamento. 
Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de 
pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o 
tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade. 
OS EFEITOS DO RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 
1. INTERRUPTO: Interrompe prazos para outros recursos para impugnar a decisão. 
2. SUSPENSIVO: A decisão não produz efeitos, o único recurso que tem efeito 
suspensivo automático é o Recurso de Apelação, mas os Embargos não possuem 
efeitos suspensivos ope judicis. 
MULTA DO EMBARGOS: Em razão dos efeitos interruptivos dos Embargos, que pode 
transformar em um mecanismo para prejudicar a parte, atrasar o julgamento etc. Os Embargos 
podem ser impugnados várias vezes, mas se o juiz considerar protelatório e se a parte 
apresentar os mesmos embargos a multa poderá ser elevada até 10%. 
EMBARGOS PROTELATÓRIOS: Se o juiz ou o Tribunal perceber que há “Embargos 
Protelatórios” (para ganhar prazo), instaurará uma multa conforme o art. 1.026. E proibirá por 
mais de duas vezes o ingresso de Embargos. 
Art. 1.026 
§ 2º Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o tribunal, em 
decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a 
dois por cento sobre o valor atualizado da causa. 
§ 3º Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada 
a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará 
condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário 
de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final. 
VEDAÇÃO DO EMBARGOS: Se estiver por 2x considerados pelo juiz Embargos Protelatórios, 
ficasse proibido de ingressar com Embargos naquele processo. 
Art. 1.026 
§ 4º Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois) anteriores houverem sido 
considerados protelatórios. 
 
 
24 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
AGRAVO INTERNO: 
CABIMENTO: Caberá agravo interno de qualquer decisão proferida pelo Relator. Fazendo com 
que o Órgão Colegiado confirme a decisão proferida pelo Relator. 
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. 
PRAZO: Prazo de 15 dias. 
PROCEDIMENTO: É dirigido ao Relator e o mesmo poderá reformar sua decisão (juízo de 
retratação). Se reformar a decisão haverá a possibilidade da outra parte agravar, pois muda a 
decisão, ou seja, profere nova decisão (decisão monocrática). Se não se retrata haverá o 
julgamento colegiado, ou seja, que o Relator pedirá o dia de julgamento na “Cessão de 
Julgamento”. 
A decisão do Relator precisa utilizar novos argumentos, analisando a fundamentação 
do recurso de Agravo Interno. 
AGRAVO PROTELATÓRIO: Se a decisão do Relator está correta e mesmo assim se entra com 
o Agravo Interno e se considerar que o recurso de Agravo é protelatório, terá multa de 1% a 5% 
do valor da causa atualizada. Se os três julgadores considerarem inadmissíveis sobre o Recurso 
de Agravo. E para entrar com um próximo Recurso deverá pagar as custas desta multa. 
RECURSO ORDINÁRIO: 
CABIMENTO: Caberá sob decisões proferidas pelos Superior Tribunal de Justiça, Superior 
Tribunal Militar, Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Superior do Trabalho para sentenças em 
1º grau. 
1. STF - Se for Sentença Negativa (delegatória) caberá o Recurso Ordinário para o STF; 
O STF atuará como órgão de 2ª instância. 
2. STJ - Quando for em relação ao Estado Estrangeiro ou competência internacional a 
competência será do STJ. 
Art. 1.027. Serão julgados em recurso ordinário: 
I - Pelo Supremo Tribunal Federal, os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de 
injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão; 
II - Pelo Superior Tribunal de Justiça: 
a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou 
pelos tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a 
decisão; 
b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional 
e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. 
RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO 
FUNÇÃO DO STF E STJ INTERPRETATIVA: Sendo uma função interpretativa, ou seja, estes 
Tribunais filtram para o julgamento para que não tenha um acumulo incabível para estes 
Tribunais, por isso se tem alguns requisitos para que estes recursos sejam julgados, assim, é 
uma interpretação da Lei Federal e da Constituição.CARACTERISTICAS COMUNS: 
1. São chamados de “Recursos Excepcionais” por que não há 3º grau, então a 
interpretação destes Tribunais é a última. Precisa-se esgotar todas as possibilidades 
dos recursos anteriores, para assim, poder ingressar com os recursos extremos 
(excepcionais). 
2. Não se discute matéria fática, se o fato está comprovado ou não, isto não pode ser 
objeto de discussão, e sim de discussão de uma súmula. 
SUMULA 7: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. 
3. Não se discute clausula contratual, se é somente uma questão de cumprimento de 
cláusula de contrato, não se discute em Recurso Ordinário ou Extraordinário, pois não 
ofende nem Lei Federal e nem constitucional. Mas, poderá impugnar se não está de 
acordo com Lei Federal ou Constitucional. 
4. No prequestionamento, a matéria precisa ser enfrentada a tese sobre a Lei Federal ou 
Constituição no Acordão (decisão colegiada). E não for acatada pelo Órgão Colegiado 
caberá Embargos de Declaração. 
25 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
5. Terão EFEITOS DEVOLUTIVOS, ou seja, não impede recebido o recurso e remetido 
aos Tribunais Superiores, executar a decisão em 1º grau, a parte beneficiada pode 
requerer a execução provisória em 1º grau (cumprimento provisório da sentença), pois 
não impede que a decisão gere efeitos. 
6. A regra, será o devolutivo e excepcionalmente o efeito suspensivo “ope judicis” contendo 
os requisitos de fumo boni iuris e periculum in mora. 
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS: 
1. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-
lhe: 
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, 
quando a decisão recorrida: 
a) contrariar dispositivo desta Constituição; 
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; 
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. 
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. 
 Repercussão geral, onde o STF só pode julgar matérias relevantes para a sociedade, 
tendo reflexos sociais, jurídicos e econômicos 
2. RECURSO ESPECIAL 
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a 
decisão recorrida: 
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência; 
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; 
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. 
 Nos casos dos JECRIM caberá Recurso Extraordinário, mas não cabe Recurso 
Especial, pois lá não tem um Tribunal, e sim, os próprios juízes se reúnem para decidir 
sobre o Recurso, não tendo assim, um Tribunal que se exige para o Recurso Especial. 
PROCEDIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL: 
1. Se um acórdão ofende Lei Federal e Constituição será necessário arguir os dois 
recursos, esta interposição será perante o TRIBUNAL “A QUO” 
2. Prazo de 15 dias; 
3. Petição dirigida ao Presidente ou Vice-Presidente do Tribunal de 2º grau, por que são 
eles que farão o JUIZO DE ADMISSIBILIDADE PROVISÓRIO. 
4. Precisa-se apontar no Recurso qual é a hipótese de cabimento da Constituição e nas 
razões precisa expor o fato, o direito e especificamente necessita demonstração de 
ofensa a Lei Federal ou a Constituição. 
5. Efetua-se o pedido de anulação do Acórdão ou de rejulgamento da causa e haverá a 
abertura de prazo para o contraditório no prazo de 15 dias, antes do Juízo de 
Admissibilidade e depois disso os autos serão levados ao Presidente ou ao Vice-
Presidente para que se verifique os requisitos de Admissibilidade (Juízo de 
Admissibilidade). Este juízo será provisório, porque esta decisão ficará sujeita a 
REVISÃO PELO STJ E PELO STF. É provisório porque se o Tribunal negou 
seguimento, ingressa com um Agravo fazendo com que o Tribunal Superior analisando 
a decisão, se está realmente correta ou não. 
Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para 
apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao 
presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: 
I – negar seguimento: 
a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal 
não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto 
contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal 
exarado no regime de repercussão geral: 
b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em 
conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, 
respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; 
26 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
II – encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de retratação, se o acórdão 
recorrido divergir do entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça 
exarado, conforme o caso, nos regimes de repercussão geral ou de recursos repetitivos; 
III – sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não decidida pelo 
Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se trate de matéria 
constitucional ou infraconstitucional; 
IV – selecionar o recurso como representativo de controvérsia constitucional ou infraconstitucional, 
nos termos do § 6º do art. 1.036; 
V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao Supremo Tribunal Federal 
ou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que: 
a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de julgamento de 
recursos repetitivos; 
b) o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia; ou 
c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação. 
§1º Da decisão de inadmissibilidade proferida com fundamento no inciso V caberá agravo ao tribunal 
superior, nos termos do art. 1.042. 
§2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do 
art. 1.021. 
6. Depois do recurso recebido são distribuídos e terá um julgamento colegiado (três 
julgadores), terá a figura do Relator que posteriormente incluirá na Sessão de 
Julgamento e o recurso é julgado, porém a parte ingressa com o recurso no Tribunal 
Superior errado, assim distribuindo os autos ao competente. 
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO: 
1. FINALIDADE – tem como finalidade de impugnar o JUÍZO NEGATIVO (ausência de 
admissibilidade) sobre o Recurso Especial e Extraordinário. Poderá também ingressar 
com Agravo no JUIZO “A QUO” (2º grau), quando o Presidente ou o Vice-Presidente 
nega. 
2. PRAZO – 15 dias, bastando a petição de solicitação e sem recolhimento de custas. 
3. NEGAÇÃO AO SEGUIMENTO – em hipótese negar seguimento a este Recurso, por 
que a competência para julgar este tipo de Recurso é o STJ e o STF. 
4. JUIZO DE RETRATAÇÃO – Este Agravo permite o juízo de retratação pelo Presidente 
ou Vice-Presidente e da mesma forma será distribuído, definido o Relator se ele 
reformar a decisão do Presidente ou Vice-Presidente não só determinar que o Recurso 
prossiga, mas sim também, de fazer o julgamento ao mérito do Recurso Especial e 
Extraordinário, se houver obviamente ADMISSIBILIDADE DO RECURSO, ou seja, se 
houver areformar da decisão do Presidente ou Vice-Presidente. 
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA: 
CABIMENTO: Só cabem no âmbito dos Tribunais Superiores e só caberá no âmbito interno 
quando houver a divergência entre os órgãos fracionados (turmas). Assim, unifica 
entendimentos quando ocorrem divergências entre as turmas. 
1. STJ - no STJ será a Sessão que julgará os embargos (junção de duas turmas). Se 
houver divergência irá para uma Corte Especial (mais velhos), assim, esta Corte julgará 
divergência entre turma e Sessão. 
2. STF – No STF, tem-se só duas turmas e o órgão máximo é o Plenário. O Plenário reunirá 
e gerar Sumula de jurisprudência ou um Precedente. 
REQUISITOS PARA OS EMBARGOS DE DIVERGENCIA: 
1. Interpõe perante o Relator que analisou o Especial ou Extraordinário que efetuará o 
Juízo de Admissibilidade no prazo de 15 dias 
2. Precisa ter a prova da divergência entre julgados do mesmo Tribunal por transcrição ou 
indicando a fonte para que o Tribunal possa conferir. 
3. Precisa demonstrar o cotejo analítico, que os fatos são os mesmos, porém a aplicação 
da lei foi diferente. 
4. A regulação deste procedimento está no Regulamento Interno de cada Tribunal. 
5. Possibilidade de interposição de recurso extraordinário de ações originárias, em que o 
STJ julga pela primeira vez, como os mandados de segurança. Caberá assim, se 
ofender a Constituição. 
27 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
a. EXCEÇÃO: Embargos de divergência têm efeitos DEVOLUTIVOS, e podem ter 
efeitos SUSPENSIVOS “OPE JUDICIS” assim, tem efeitos interruptivos. Antes 
do recurso extraordinário, precisaria impugnar os embargos de divergência, por 
isso fica interrompido. 
INCIDENTES: 
CABIMENTO: ocorrem durante os recursos. Quando o processo chega em fase recursal ou 
originaria se submete a distribuição mediante sorteio para definir quem será o Relator (art. 932). 
Será ele que fará o Juízo de Admissibilidade, e se tiver algum vicio sanável, deverá abrir prazo 
de 05 dias para este vicio ser corrigido. 
Se não for o caso de julgamento monocrático do Relator, o mesmo levará este processo 
para a Sessão de Julgamento (Sessão colegiada). Ele pede para o Presidente da Câmara para 
inclusão na pauta e as partes precisam ser intimadas sobre esta Sessão, e elas podem 
participar, também elas podem realizar até sustentação oral sobre as razões que estão no 
recurso, não poderá sustentar prova nova. Esta sustentação oral, poderá ser realizada via 
conferência. 
ALTERAÇÃO DO JULGAMENTO POR AMPLIAÇÃO DO QUORUM DO JULGAMENTO (ART. 
942): De acordo com o art. 942 do novo CPC, será aplicada a técnica de julgamento consistente 
na convocação de novos julgadores em número suficiente para garantir a possibilidade de 
inversão do resultado inicial, com nova sustentação oral, quando: 
1. Em apelação, pouco importa se de mérito ou meramente extintiva, se confirmou ou 
reformou a sentença recorrida, desde que o primeiro julgamento seja por maioria; 
2. Em ação rescisória, quando o resultado, por maioria, for no sentido da rescisão da 
sentença; 
3. Em agravo de instrumento interposto contra decisão que julga parcialmente o mérito, 
houver reforma da decisão do juiz de primeiro grau. 
Esse mecanismo, conquanto não tenha natureza recursal, faz lembrar os embargos 
infringentes. Por não ser recurso, no entanto, não depende de interposição, constituindo apenas 
uma fase do julgamento da apelação, do agravo de instrumento contra decisão de mérito e da 
ação rescisória, não unânime. 
Quando houver voto vencido, o próprio Tribunal amplia o quórum de julgamento para se 
alterar a decisão. 
Aplica-se também este procedimento, na AÇÃO RESCISÓRIA, mas apenas se esta ação 
for julgada procedente, assim, um dos julgadores diz que está correta. 
Poderá também ampliar a figura do AGRAVO DE INSTRUMENTO quando houver o mérito, 
assim, mesmo sendo julgado em 1º grau, poderá instaurar incidentes. 
INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA (ART. 947): Na pendência de julgamento de 
recurso, reexame necessário, ações originarias, e havendo também questão relevante de direito 
ou social e que essa demanda não seja repetitiva, mas ela é relevante. Assim, pressupõe que 
se não terá repetição de processos, porém o assunto é muito importante. 
Poderá arguir pelos julgadores, pelas partes, pelo Ministério Público e pela Defensoria 
Pública (quando atuar no processo). 
A decisão tomada neste incidente ela terá o poder de vincular ou de tornar obrigatória a 
adoção do entendimento deste julgamento a todos os outros entendimentos desta matéria, ou 
seja, deverá ser repetido nos demais casos, torna-se assim, um precedente. 
INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS (IRDR): quando o juiz de 1º 
grau verifica que há a possibilidade de repetição de demandas, ele mesmo enviará oficio para o 
Tribunal e instaura essa demanda. Havendo a instauração do incidente a iniciativa poderá ser 
do juiz de 1º grau, das partes, do Ministério Público. 
Da decisão do IRDR caberá recurso Especial e Extraordinário. 
O contraditório do IRDR se faz por audiências públicas e intervenção do “amicus curiae”. 
Caso já tenha um incidente e deste foi feito uma tese para todos os recursos da mesma 
matéria e juiz de 1º grau não concorda e julgue diferente terá reclamação (art. 988). 
28 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
RECURSOS REPETITIVOS (ARTS. 1.036 a 1.041): para recurso Especial e Extraordinário. 
Detectado a multiplicidade de recursos com o mesmo tema no âmbito do Tribunal de 2º 
grau, ou caso, não tenha detectado em 2º grau o próprio STJ ou STF poderá detectar esta 
multiplicidade, para instaurar o julgamento do recurso repetitivo. 
O cabimento se encontra na REPETIÇÃO de recursos especial e extraordinário no 
mesmo tema. 
Sendo assim, a IDENTIFICAÇÃO DESTA MULTIPLICIDADE é, portanto, uma fase 
anterior a instauração e identifica-se qual é o tema que se repete e faz a SELEÇÃO DE 
RECURSOS, e esta seleção poderá ocorrer tanto no Tribunal de 2º grau como também, pelo 
STJ ou STF, sendo esta técnica chamada de TÉCNICA POR AMOSTRAGEM. Esta técnica 
seleciona alguns recursos que serão julgados. 
1. CRITÉRIOS PARA ESTA SELEÇÃO DOS RECURSOS 
a. Serão selecionados os que tiverem a maior diversidade de fundamentação, ou 
seja, quando este recurso for julgado ele representará vários recursos, então 
quanto mais aspectos para o julgamento melhor será. 
b. Selecionados estes recursos terá a figura da SUSPENSÃO destes processos 
que possuem esta controvérsia que vão ficar aguardando o julgamento por 
amostragem. Também tem a possibilidade do RECORRIDO PEDIR A 
EXCLUSÃO DA SUSPENSÃO, assim, o processo foi suspenso em razão da 
identificação deste tema com outro que vai ser julgado pelo STJ ou STF, porém, 
verificando-se que o tema não é idêntico poderá a exclusão da suspensão. 
c. Não havendo requisito de Suspensão, nos tribunais Superiores detectarão 
quais são os temas que são afetados, assim, se tem uma DECISÃO DE 
AFETAÇÃO. A Decisão de Afetação é quando o Tribunal identifica a tese que o 
mesmo julgará e essa tese que se repete nos recursos repetitivos, e, portanto, 
esta decisão decidirá qual será o objeto de recurso. 
d. Há possibilidade na instrução de se ter a designado AUDIENCIAS PÚBLICAS 
e nestas audiências públicas todos aqueles que têm recurso suspenso podem 
participar se houver interesse e também, tem a intervenção do AMICUS 
CURAE. 
e. Poderá ser mudado este precedente, quando houver um novo argumento que 
não foi considerado no julgamento anterior, assim, se pode pedir a REVISÃO. 
Porém, se já estiver este fundamento analisado e rejeitado, não se pode pedira revisão do precedente. 
f. Depois da instrução terá o julgamento do recurso, e este julgamento que gerará 
o precedente. 
O julgamento do recurso repetitivo se dá no Órgão Especial (composição qualificada), 
porque são eles que tem a competência para fixar precedente e para julgar por meio de 
precedente. Este julgamento único será repetido em todos os recursos suspensos e norteará os 
julgamentos das decisões futuramente, e assim, estes recursos quando estiverem presentes a 
figura do precedente, o Relator poderá julgar o mérito do recurso. 
AÇÕES AUTONOMAS DE IMPUGNAÇÃO: Os recursos são interpostos na mesma 
relação jurídica onde a decisão é proferida, aliás, o recurso evita o trânsito em julgado para que 
se pode neste mesmo processo tenha a possibilidade de discussão. As ações autônomas, 
cabem quando o processo já está encerrado, ou seja, se tem o transito julgado da decisão, mas 
mesmo assim se pode impugnar esta decisão. 
Assim, estes “Sucedâneos Recursais” fazem as vezes do RECURSO, mas não são 
recursos, e sim, ações autônomas. 
É uma relação jurídica nova processual, portanto se tem a petição inicial é um 
procedimento diferenciado daquele processo anterior onde a decisão foi proferida. 
AÇÃO RESCISÓRIA: Visa a desconstituição de uma decisão com transito em julgado e, além 
disso, via de regra, que se pede é a retirada da decisão do mundo jurídico e o rejulgamento da 
29 
Giovanna de Freitas Maciel - Processo Civil III – Prof. Stela Marlene Schwerz 
 
 
causa, ou seja, se pede uma nova solução jurídica para aquela lide. É uma ação de natureza 
descontitutiva negativa; 
1. PRESSUPOSTOS 
a. Se precisa de uma decisão de mérito (quando o juiz julga o pedido) - nos casos 
das decisões que não tem mérito, a ação rescisória não é o remédio correto, 
visto que o processo não transita em julgado. Sendo assim, pode-se repropor a 
demanda, visto que, só faz coisa julgada formal e não material. 
b. Se tem alguma hipótese do art. 966 
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: 
I - Se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz; 
II - For proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente; 
III - Resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, de 
simulação ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei; 
IV - Ofender a coisa julgada; 
V - Violar manifestamente norma jurídica; 
VI - For fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a ser 
demonstrada na própria ação rescisória; 
VII - Obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava ou 
de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável; 
VIII - For fundada em erro de fato verificável do exame dos autos. 
2. NATUREZA – a natureza do PRAZO DECADENCIAL, pois extingue o direito de 
rescindir. As ações que já decorreram o prazo de 02 anos denominarão de coisa 
soberanamente julgada, porque mesmo que, estas decisões, tenham o vício do art. 966, 
estas decisões ficam imunes a ataques, não se podendo entrar mais com a ação. 
3. PROCEDIMENTO DA AÇÃO RESCISÓRIA: Poderá ingressar com a ação rescisória 
que participe da relação jurídica anterior (art. 319). Se tem a possibilidade de ter o 
pedido JUDICIS RESCINDENS E JUDICIUM RESCISSORIUM 
4. NÃO SE TEM O REJULGAMENTO A APENAS A RESCISÃO 
a. Quando se pede quando se retire do mundo jurídico apenas uma das coisas 
julgada 
b. Casos em que se tem o reconhecimento de incompetência absoluta (II e IV). 
5. AÇÃO PARCIAL – poderá ser PARCIAL, ou seja, se na petição inicial se tem três 
pedidos e o juiz acolhe os três pedidos e pode ser que a rescisória só impugne uma 
parte, e o VALOR DA CAUSA será somente o valor que se está impugnando deste 
pedido parcial e não a soma de todos os pedidos que ocorreram na petição inicial, 
assim, só contará o valor da causa que foi objeto de ação rescisória. E para a 
impugnação rescisória deverá depositar o valor de 5% do valor da causa da rescisória. 
Este valor se reverterá ao réu da ação rescisória se esta ação for julgada por 
unanimidade e inamissível e caso seja julgada procedente ou voto vencido este valor 
será levantado pelo autor da rescisória. 
6. COMPETÊNCIA – sempre será dos Tribunais (competência ABSOLUTA). Recursos 
cabíveis da decisão de acordão da Ação Rescisória também poderá ser objeto de 
Embargos de declaração, especial ou extraordinário.

Mais conteúdos dessa disciplina