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Didática - Aula 6

Aula 6 sobre atividade física e saúde renovada. Apresenta a perspectiva biológica da saúde, benefícios da prática (estresse, sedentarismo, doenças hipocinéticas, problemas cardíacos) e descreve concepções pedagógicas: aulas abertas, Educação Física plural, humanista, sistêmica e cultural.

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Aula 6 - Atividade física para promoção da saúde ou saúde renovada
PLANEJAR > PREPARAR > ACOMPANHAR > REVISAR >
A partir da década de 1990, surgiu uma abordagem da Educação Física escolar voltada para as questões da saúde, não apenas repetindo os conceitos da tendência higienista, mas ampliando a discussão: saúde renovada (DARIDO; RANGEL, 2005).
Os principais teóricos da abordagem são Nahas (1997), e Guedes, D. P. e Guedes, J. E. R. P. (1996), que passaram a defender a ideia de uma Educação Física escolar dentro da perspectiva biológica, para explicar as causas e fenômenos da saúde, entretanto não se afastam das questões sociais. Os autores discutem o sentido de qualidade de vida e bem-estar.
A compreensão de saúde e o entendimento dos benefícios que a atividade física produz no organismo são informações que não se resumem apenas à prática costumeira dos esportes.
Assim, devem envolver temas como:
Estresse;
Sedentarismo;
Doenças hipocinéticas;
Problemas cardíacos etc.
Os autores compreendem saúde como a capacidade de o indivíduo desfrutar a vida com bem-estar, e não apenas ausência de doença.
Concepção de aulas abertas
A concepção de aulas abertas em Educação Física considera a possibilidade de decisão em conjunto no planejamento, objetivos, conteúdos e formas de transmissão e comunicação no ensino.
Concebida, na expectativa de que essa nova visão fosse alterar a preparação profissional criando outros sentidos de aulas para as crianças, no que se refere ao jogo, movimento, esporte e prática docente.
O ponto forte dessa concepção de aula está na compreensão dos professores e alunos sobre o sentido que ela tem e ao mesmo tempo, sobre os objetivos, conteúdos e métodos.
Conforme descrito por Azevedo e Shigunov (2000), o modelo de aula aberta prevê uma metodologia direcionada a ampliar o grau de possibilidades de codecisão com os alunos, onde o planejamento do professor dá lugar a uma orientação dos desejos e interesses dos estudantes, como forma de ampliar sua inserção nas aulas, na sociedade e, assim, no mundo.
A abordagem das aulas abertas tem como ponto de partida o próprio aluno, é a partir dele que surgem as intenções pedagógicas, o aluno deve ocupar uma posição central no processo de ensino e aprendizagem.
Educação Física plural
Esta tendência encara o movimento humano enquanto técnica corporal construída culturalmente e definida pelas características de determinado grupo social.
A Educação Física plural considera que os alunos são diferentes e que, em uma aula, para alcançarmos todos os alunos, deve-se levar em conta essas diferenças. A pluralidade das ações é aceitar o seguinte:
O que torna os alunos iguais é justamente a capacidade de se expressar de forma diferente.
A abordagem da Educação Física plural trabalha para que as diferenças entre os alunos sejam percebidas; seus movimentos e expressões devem ser frutos de sua história de corpo, valorizando-os independente do modelo considerado certo ou errado. Isso vale até mesmo para o processo ensino e aprendizagem de certas modalidades esportivas.
Durante muito tempo, a eficiência técnica sempre foi requisito para a Educação Física em relação a seus alunos com ênfase principalmente no rendimento desportivo, desconsiderando as maneiras como os alunos lidam, culturalmente, as formas de ginástica, lutas, danças, esportes enfim todas as manifestações de cultura corporal.
Educação Física humanista
Fundamenta-se nos princípios filosóficos em torno do ser humano: identidade e valor, por exemplo, ou seja, um crescimento voltado para crescer de dentro para fora.
Situada nos objetivos do plano geral da educação integral onde o conteúdo passa a ser um instrumento coadjuvante nas relações interpessoais e facilitador do desenvolvimento da natureza da criança.
Educação Física sistêmica
Sua essência reside no entendimento de que é um sistema aberto onde sofre e interage influenciando a sociedade. Procura na definição de vivência corporal o movimento de introduzir o aluno nos conteúdos oferecidos na escola, oportunizando a experiência da cultura de movimentos.
Considera o binômio corpo/movimento como meio e fim da Educação Física escolar. Alcançar esse fim é a finalidade da Educação Física no contexto escolar.
Abordagem cultural da Educação Física
A abordagem cultural encara a técnica corporal como o movimento humano culturalmente definido pelas características de determinado grupo social. Todo gesto é uma técnica cultural (AZEVEDO; SHIGUNOV, 2000).
A Educação Física lida com conteúdos culturais, ou seja, atua com o ser humano em suas manifestações culturais relacionadas ao corpo e ao movimento. Considera as diferenças dos alunos, seus movimentos culturalmente adquiridos, levando em conta essas diferenças.
Essa tendência pode ser utilizada em certas modalidades como processo de ensino e aprendizagem. Não cabe à escola selecionar a técnica a ser aprendida, e sim fornecer ao aluno formas motoras eficientes a partir do qual possa desenvolver sua cultura corporal.
Trata do ser humano nem suas manifestações culturais relacionadas ao corpo e ao movimento humano, historicamente definido como jogo, esporte, dança, luta e ginástica, respeitando as diversas culturas.
Assim, a escola trabalha com o homem por meio de seu corpo, estão trabalhando com a cultura impressa nesse corpo e expressa por ele, interferindo na sociedade da qual esse corpo faz parte.
Jogos cooperativos
Um dos percursores dos jogos cooperativos é Orlick (1978), que afirma:
“[...] a diferença principal entre jogos cooperativos e competitivos é que, nos cooperativos, todo mundo coopera e todos ganham, pois tais jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. Eles também reforçam a confiança em si mesmo, como uma pessoa digna e de valor”.

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