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1 ● → ↳ ↪ ● Técnica cirúrgica que deve ser considerada como opção de tratamento para resolução de problemas periapicais que não puderam ser solucionados pelo tratamento convencional, ou quando este não é possível. ↳ É uma cirurgia que possui um índice de insucesso muito grande, pois no periápice há uma grande contaminação bacteriana, sendo 30% a chance de dar errado. devemos informar o paciente sobre isso, sendo que ele pode escolher tentar essa cirurgia ou colocar um implante. ● Fracasso do tratamento endodôntico: Desconforto persistente Aumento da área radiolúcida ↳ Se o tratamento endodôntico foi bem executado, porém mesmo assim o paciente relata desconforto ou há um ↑ da área radiolúcida, ocorreu um FRACASSO do tratamento endodôntico. a endodontia, então, acaba não sendo mais indicada. ● Patologia persistente após endodontia ● Anormalidades anatômicas (impossibilidade de tratamento convencional): Dilaceração radicular, delta apical. Calcificação do conduto radicular e com lesão apical Rizogênese incompleta irrespondível a apicificação Ápices expostos por fenestração sintomática ↳ Em todos os casos onde há a impossibilidade de fazer o tratamento endodôntico, temos como coadjuvante a cirurgia parendodôntica. ● Acidente iatrogênico: Fratura de instrumento no interior do conduto ↳ Ex.: se a lima fraturar e continuar dentro do dente, a lesão periapical continuará, sendo necessário fazer um acesso cirúrgico. Remoção do excesso de material extravasado ↳ Ex.: material extravasou no periápice. Fazemos então, uma cirurgia coadjuvante ao tratamento endodôntico, para remover esse material e fazer a curetagem. Obturação ineficiente sem possibilidade de remoção Perfuração radicular Destruição apical pela instrumentação ↳ Ex.: em uma calcificação intracanal, se eu forçar muito para transpor, a lima pode sofrer um desvio e fazer uma perfuração lateral na raiz, ou, ainda, uma perfuração apical. ● Fraturas radiculares ● Reabsorção radicular: Externa ou interna Cirurgia Parendodôntica 2 ● Cirurgia Diagnóstica Fratura longitudinal ↳ A cirurgia parendodôntica era mais usada quando não tínhamos muito acesso à tomografia. Hoje, porém, podemos saber se há esse tipo de fratura com esse exame. Remoção de material para histopatologia ↳ A coleta de um cisto, por exemplo, é uma cirurgia parendodôntica. ● Infecção em fase aguda ↳ Em nenhuma cirurgia bucal devemos operar nesse caso. ● Bolsas periodontais ↳ Quando o dente já está perdido por uma doença periodontal ● Perda óssea ● Estruturas anatômicas ↳ Quando podemos danificar essas estruturas no acesso cirúrgico ● Reabsorção extensa ● Acesso problemático ↳ Ex.: dentes posteriores difíceis de serem acessados, como um acesso lingual em um molar inferior. ● Saúde do paciente Imunodepressão Cardiopatias descompensadas Diabetes descompensada Alterações hepáticas e renais Terapia anticoagulante Radioterapia/quimioterapia Gestação ● Considerações anatômicas Canal mandibular ↳ Quando há um risco de dano ao canal mandibular e, consequentemente, ao N. alveolar inferior. Seios paranasais Forâmens Suporte ósseo insufuciente Ápices dos terceiros molares inferiores → Quanto mais posterior, mais difícil o acesso. ● Radiografias periapicais, técnica de Clark, oclusal, panorâmica, rastreamento radiográfico e TC cone- beam. ↳ O exame clínico é feito, basicamente, quando estamos diante de uma fístula. Caso não tenha essa fístula, não há muito que fazer no exame clínico, pois é uma estrutura interna, onde não conseguimos ter um acesso. ↳ FISTULOGRAFIA: pegar um cone de guta percha (cone radiopaco, utilizado na obturação de canais) e inseri-lo dentro de uma fístula até onde parar e depois radiografar nos permite ver a origem do problema. 3 Acesso cirúrgico ● Princípios de desenho do retalho ● Tipos de retalho ● Vantagens ● Desvantagens Acesso ao ápice ● Broca cirúrgica ● Cinzel ou alveolótomo com pressão manual Selamento Apical do Conduto ● Preparo cavitário intracanal Brocas Instrumentos ultrassômicos ● Obturação hermética da cavidade Pasta obturadora de canais Outros materiais Tratamento do Conduto Via Ápice ● Retro instrumentação Instrumentos manuais Instrumentos ultrassônicos ● Retro obturação Pasta seladora endodôntica Cones de guta-percha Incisão e divulsão (descolamento) Incisão semi-lunar ↪ Pode ser usado quando operamos o ápice do dente. ↪ Se a área for maior, posso fazer uma semilunar bem maior: Outras incisões ↪ Biangular baixo: Feita dentro do sulco gengival, com duas incisões relaxantes nas extremidades. 4 ↪ Biangular alto: sem descolar a gengiva, respeitando a papila e o arco côncavo gengival. São feitas principalmente quando tem prótese metalocerâmica na região que será abordada. a incisão não deve ser baixa, pois há uma tendência de expor o metal na divisão entre gengiva e prótese. ↪ Incisão baixa, com apenas uma relaxante: a relaxante, se possível, deve ficar mais para D do que para M. Ostectomia ↳ Parte do princípio que, uma vez que fizermos a incisão e divulsão, precisamos ter acesso ao ápice através de alguma manobra cirúrgica. Acesso ao ápice ● Broca cirúrgica ● Cinzel ou alveolótomo com pressão manual. ↳ É preciso desgastar o osso, seja por V ou por P/L utilizando algum material sempre que possível, utilizar broca carbide, uma vez que ela aquece menos o osso comparado à broca diamantada. ↳ preciso chegar até o ápice do dente. → Existem situações que, onde faço a incisão e o descolamento, a tábua óssea já foi perdida devido a uma lesão. Nesse caso, não precisa fazer a ostectomia. Modalidades cirúrgicas Enucleação e curetagem ● A enucleação e curetagem como forma única de tratamento é bastante questionável. ● As indicações mais claras para a curetagem apical são os casos de tratamento endodôntico convencional em dente com vitalidade pulpar em que houve extravasamento de material obturador. ● Lesões refratárias estão associadas à permanência de microrganismos e suas toxinas nas ramificações e deltas apicais. 5 ↪ Essa modalidade cirúrgica possui uma alta taxa de recidiva ↪ Juntamente com a curetagem e enucleação, o tratamento endodôntico deve ser feito. para eliminar a causa e obter sucesso no tratamento. CURETAGEM ↳ Normalmente usamos a parte de trás da cureta, de modo a remover toda a lesão. → Sempre associar com a ENDODONTIA!!! Apicectomia e apicoplastia ↳ Nada mais é do que cortar o ápice dentário e fazer uma plastia no mesmo. ● A apicectomia consiste na ressecção da porção apical da raiz. ● O insucesso no tratamento endodôntico está bastante relacionado à permanência de microrganismos e suas toxinas nos deltas e ramificações do ápice radicular. ● Sua ampliação promoveria a eliminação destes microrganismos. ● A apicectomia é executada com brocas multilamindas e de acabamento em resina, cilíndricas ou tronco-cônicas, em alta rotação com uma angulação variando entre 0° e 45° com o longo eixo da raiz. ↳ As brocas multilaminadas são as mais usadas, porém podemos usar também brocas de acabamento com resina que, por sua vez, possui uma granulação muito fina, fazendo com que o corte seja mais preciso e com menos ranhuras. ● Quanto maior for a angulação empregada, maior é a quantidade de canalículos dentinários expostos, e maior a permeabilidade do ápice radicular. ↳ Quanto mais perpendicular o corte, melhor será. ↳ Quanto maior o ângulo, maior será a exposição para os microrganismos.● Durante este passo a irrigação com soro fisiológico estéril deve ser abundante. ↳ O delta apical atrapalha muito o tratamento endodôntico, pois não conseguiremos selar e instrumentar com total eficácia todos os canalículos presentes. Ao fazer um corte de 2-3 6 mm, o delta apical será removido, de modo a deixar um selamento apenas do canal principal. ↳ Radiograficamente não enxergamos o delta apical, o que faz com que o endodontista não consiga tratar corretamente e o paciente continua com dor nesse caso, fazemos a CIRURGIA PARENDODÔNTICA!!! COMO FAZER O CORTE? ● O mais perpendicular possível, pois evita grande exposição da superfície radicular, dos canalículos e da luz do canal, melhora a remoção do delta apical. ● Broca tronco-cônica (ou broca com acabamento de resina) ↳ As brocas com acabamento de resina deixam uma lisura maior no periápice e, consequentemente a isso, não há uma reentrância para as bactérias e outros microrganismos, resultando em um maior sucesso. ● Trespassar a raiz de vestibular para palatino e de mesial para distal. ↳ Tenho que cortar todos os ápices para fazer a descontaminação do delta apical. ↳ O ideal seria fazer o corte em 0° grau (o mais perpendicular possível), porém é aceitável 30°. Já 45° não será muito bom para o processo de reparo, já que terá exposição dos canalículos. ULTRASSOM ↪ Pode ser usado tanto para corte, quanto para fazer um reparo. ● As pontas ultrassônicas facilitam o acesso mesmo em apicectomias perpendiculares. ● Menor quantidade de smear layer, melhorando o reparo. ● Preparo mais conservador alinhado ao longo eixo do dente. QUANTO CORTAR? ● O mínimo possível ● Manter coroa/raiz de 1x1,5 ou 1x1 ↳ Sempre manter a raiz maior do que a coroa ou, na PIOR das hipóteses, deixar na proporção de 1:1. ● Gagliani et al (1998) aconselham uma cavidade apical de 3 mm de profundidade para produzir selamento seguro e efetivo. ↳ Não devemos apenas a cortar, o ideal seria fazer um preparo, como se fosse uma cavidade (com cerca de 3 mm) e fazer uma obturação, com uma broca bem fina ou um ultrassom. permitindo um bom selamento apical. MAIOR SUCESSO! ↳ Se o tratamento endodôntico já estiver muito bem feito, pode ser usada uma lamparina para aquecer o instrumental metálico (cureta) para passar na região do periápice isso fará com que os cones de guta percha sejam condensados e também promoverá um selamento periápice. Obturação retrógrada ↪ É uma restauração do ápice. ● Este procedimento está indicado quando não se tem certeza da qualidade do selamento apical após o tratamento endodôntico convencional. 7 ● O preparo da retrocavidade é do tipo classe I e não pode conter menos que 2 a 3 mm de profundidade. Objetivo ● O selamento hermético da região apical, incluindo todas as suas variáveis anatômicas, de forma a promover o processo de cura e reparação. ↳ Não posso deixar nenhuma região para contaminação bacteriana. → Corto o ápice, faço um preparo de classe I e depois obturo. ● Preparo apical ● Seleção do material ● hemostasia Preparo apical Profundidade Broca Ultrassom ↳ Preciso um preparo de classe I de modo que tenha de 2-3 mm de profundidade usando mini contra-ângulo ou ultrassom. ↳ Além de cortar o delta apical (2-3 mm), ainda faço um preparo o restauro, aumentando a possibilidade de sucesso. Seleção do material (materiais retroobturadores) Amálgama (não se usa mais) Óxido de zinco e eugenol (usa muito pouco) Ionômero de vidro MTA ↳ O MTA é um cimento próprio para fazer esse tipo de procedimento restaurador de raiz, seja uma perfuração lateral ou uma obturação do periápice. caso não tenha ele, usar o ionômero de vidro. Retroinstrumentação ↪ Técnica que, além de obturar o ápice, é feito uma instrumentação pelo mesmo. → Uso as limas endodonticas, porém, ao invés de usar a técnica coroa-ápice (endodontia), uso a técnica ápice-coroa. São feitas adaptações nas limas ou são prendidas em uma pinça hemostática. 8 ↳ Ao invés de fazer uma instrumentação da coroa para o ápice, é feita do ápice para a coroa (com a lima). RETROINSTRUMENTAÇÃO. ↳ Os cones são colocados do ápice para a coroa. Associações ● Enucleação + apicectomia ● LESÃO PERIAPICAL: Cirurgia e endodontia simultânea ↳ Ao invés de pedir ao endodontista tratar antes o canal, a cirurgia é feita simultaneamente com a endo. ● LESÃO: endodontia com extravasamento. ↳ O endodontista, diante de uma lesão grande, faz o tratamento de vários dentes, acontecendo um extravasamento devido à perda da região apical (cai cimento dentro do cisto). ● Curetagem apical + remoção do ápice ↳ O tratamento endodôntico é feito e o ápice é cortado (apicectomia). ● Enucleação + apicectomia + retroobturação com ionômero de vidro ↳ É feito uma retroobturação (endodontista), seguido da incisão, descolamento, remoção do cisto, apicectomia e um preparo de classe I, além de usar CIV fotopolimerizável ou MTA. Cicatriz fibrosa ↳ É quando a lesão não fechou por completo, mesmo depois de muito tempo após a cirurgia. Entretanto, é estável e o paciente não apresenta dor e não há o aumento da lesão, portanto não é considerado um insucesso. (é radiolúcida) 9