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MODELO DE PETIÇÃO INICIAL DE INTERDITO PROIBITÓRIO admin Possessória MODELO DE PETIÇÃO INICIAL DE INTERDITO PROIBITÓRIO Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Comarca de…………………. (nome, qualificação e endereço), por seu advogado infra-assinado, com escritório situado nesta cidade, à rua …… onde recebe intimações e avisos, vêm a presença de V. Exa, com fulcro nos artigos 932 e 933 do Código de Processo Civil e arts. 1.210 a 1.222 do Código Civil, promover o presente INTERDITO PROIBITÓRIO contra (nome, qualificação e endereço), em vista das seguintes razões de fato e de direito: O Requerente arrendou terras do Requerido, um imóvel rural denominado ...., no Município de ...., com área de .... alqueires paulistas, área esta matriculada sob nº...., livro ...., do cartório do registro de imóveis de ...., Estado do ...., todavia, dita área foi reduzida para 60 alqueires paulistas, "ut" cláusula contratual e sobre esta área de terras que incide o pedido de indenização: O Requerente fez contrato para o plantio sobre dita área de soja, milho e trigo, pelo prazo contratual de três anos com início em .... de .... de .... e término em .... de .... de ...., pelo sistema de pagamento do arrendamento, em .... sacas de soja por ano, isto é, pagamento no mês de março, todavia, esta cláusula contratual é nula de pleno direito, devendo ser desprezada, pois, a terra arrendada, fora terra nua, assim, a legislação agrária é clara e específica: o arrendamento de terras é regido pelas Leis 4.947/66, 4.504/64 e Dec. 59.566/66 e os ditames destas leis é de que o pagamento que o arrendatário deve fazer ao arrendante é de 10%- sobre o produto da quantia da colheita, nada mais; O Requerente deseja que seja juntada a esta petição, o instrumento de procuração, contrato de arrendamento rural, devidamente, registrado no cartório de registro de títulos e documentos, para que tenha valor "erga omnes", notificação e boletim de ocorrência policial; O Requerente informa a V. Exa. que na data combinada, transportou para a área de terras arrendadas todo o maquinário agrícola necessário, para o plantio de soja e, quando lá já estava com trator e seus implementos agrícolas, plantadeira, caminhão, isto é, já se encontrava na posse, por dez dias, o Requerido, ordenou ao Requerente que, se afastasse da terra, sob a alegação que as terras arrendadas estavam prestes a serem invadidas pelos "sem terra", entretanto, dentro de oito dias, o Requerente, poderia voltar a "tocar" as terras em tela, para surpresa do arrendatário, além de não permitir a volta, o Requerido arrendou as mesmas terras para terceiros, que não o Requerente, que já havia feitos gastos, pois, como já se disse, já se encontrava na posse com o maquinário necessário, embora o arrendatário tivesse insistido com o arrendante, este respondeu: "que não viesse mais a perturbá-lo porque para mandar um para o inferno não lhe custava muito"; O Requerente diz que nas disposições gerais deste contrato, em sua letra "a", está escrito: "o arrendamento em trato é intransferível, em seu todo ou em parte, seja a que título for", ora, pelos fatos aqui narrados, o arrendante tornou-se inadimplente, rompendo o contrato, unilateralmente, rasgando as cláusulas contratuais que ele assinou, causando prejuízo irreparável ao arrendatário, causando dano que só pode ser ressarcido, por meio de indenização ora pleiteada e que tem a proteção cristalina da legislação agrária. O Requerente apresenta o seguinte relatório: ano agrícola de ....: .... alqueires paulistas, plantio de soja, pagamento para o arrendante, .... sacas de soja, .... sacas pertenceriam ao arrendantário valor líquido, em dinheiro, há época, .... e safra de trigo, colheita de .... sacas de trigo, pagamento para o arrendante, .... sacas de trigo, colheita do arrendantário, .... sacas de trigo, valor líquido, em dinheiro, há época, .... e o total da safra de ...., pertencente ao arrendantário seria de .... este é o valor do prejuízo causado pelo arrendante ao arrendatário por não ter cumprido o contrato, documento junto, simplesmente, porque não quis cumprir o referido contrato, mesmo sendo este ato proibido por Lei que dá o remédio da indenização por prejuízo causado, prejuízo este já calculado, há época, na presente ação; DICIONÁRIO PRÁTICO DOS ARRENDAMENTOS E PARCERIA Lourenço Mario Prunes - tomo - I - pg. 281 "A obrigação elementar, primeira, do locador, é entregar o prédio em condições de servir ao uso a que se destina. Se não o entrega na data designada, ou se o entrega sem condições de utilização, sujeitar-se à indenizar os prejuízos decorrentes. O presente caso, o arrendatário viu frustadas as safras; pedirá, como pediu, perdas e danos e, pede seja decretada a rescisão contratual". Código Civil: Artigo 1189 "o locador é obrigado: a entregar ao locatário a coisa alugada, com as sua pertenças, em estado de servir ao uso de quem se destina"; Artigo 40: "o arrendador é obrigado: a entregar ao arrendatário o imóvel rural, objeto de contrato, na data estabelecida ou segundo os usos e costumes da região" - (decreto nº 59566). DA INDENIZAÇÃO DO VALOR GASTOS PARA TORNAR A ÁREA PRODUTIVA E RENTÁVEL DURANTE 02 ANOS Inclui-se: -ROCAGEM DA TERRA DE 15 EM 15 DIAS -PREPARO DO TERRENO -GASTO COM FERTILIZANTE E RANDAPE -MÃO DE OBRA COM CAMARADA DE 15 EM 15 DIAS -LIMPEZA DA ESTRADA -ENCANAMENTO E CAPTAÇÃO DA ÁGUA -CONSTRUÇÃO DO CANIL -CONTRUÇÃO DO QUIOSQUE -CONTRUÇÃO DA PORTEIRA -FIAÇÃO E MÃO DE OBRA PARA CONSEGUIR LIGAR ENERGIA ELÉTRICA A CASA VALOR DE: R$ 10 (DEZ MIL REAIS) DO VALOR GASTOS COM OS BENS MOVEIS E SEMOVENTES INCLUIDOS NA RESIDÊNCIA: -29 (VINTE E NOVE) CANTEIROS, COM MAIS DE 1.200 (UM MIL E DUZENTAS) MUDAS DE ALFACES E OUTRAS VERDURAS ÀS QUAIS VEM COMPLEMENTANDO A RENDA MENSAL DA FAMILIA EM R$ 2.000,00 (dois mil reais por mês), no valor total de R$ 3.600 (TRÊS MIL E SEISCENTOS REAIS) -8 vacas leiteras avaliadas em R$ 2.000,00 (dois mil reais) cada; -1 boi holandês "raçado" avaliado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) -1bezerro avaliado em R$1.000,00 (um mil reais) VALOR DE:R$ 22.200,00(VINTE E DOIS MIL E DUZENTOS REAIS) DO VALOR GASTOS PELA QUEBRA DE CONTRATO* VALOR DE R$10.800,00 (DEZ MIL E OITOCENTOS) *Quebra de contrato de arrendamento o qual deveria seguir por mais três anos VALOR TOTAL A SER INDENIZADO: R$ 43.000,00 (QUARENTA E TRÊS MIL REAIS) OBS. O VALOR APRESENTADO SERÁ VALIDO APENAS PARA COMPOSIÇÃO AMIGÁVEL, A FIM DE EVITARMOS MAIORES ABORRECIMENTOS E MAIORES DESPESAS. EM CASO DE TERMOS DE ENTRAR NA JUSTIÇA O VALOR APRESENTADO SOFRERÁ ACRÉSCIMOS. JURISPRUDÊNCIA ARRENDAMENTO RURAL - aluguel - preço que deve ser estipulado em quantia fixa em dinheiro - invalidade da cláusula contratual que estabelece o valor em quantidade de frutos e ou produtos agrícolas - aplicação do artigo 18 do Dec. 59.566/66 - artigo 18 - ementa oficial: recurso extraordinário - contrato de arrendamento rural. Infringe o artigo 18 e seu parágrafo único, do Dec. 59.566/66, a cláusula onde se estabelece a obrigação de pagar aluguel estabelecido por equivalência ao valor de sacos de açúcar. Precedente do RE 107508 MG. RT 673 pg. 221. PARCERIA AGRÍCOLA - rescisão do contrato, pelo parceiro proprietário, sem motivo justo - conseqüências - PERDAS E DANOS - comprovação dos mesmos na ação - possibilidade, apenas, de ficar o respectivo "quantum" para ser apurado na fase executória - rescindindo o contrato de parceria tem o parceiro agricultor direito à cota sobre o valor das culturas ultimadas, além das perdas e danos; as perdas e danos devem ficar comprovados na ação; o quantum é que pode ser liquidado em execução de sentença - apelação cível nº 7070 - Rio do Sul - RT - 405 - pg. 382 - Diante do exposto requer com fulcro nas Leis 4.947/66, Lei 59.566/66 antigos 1189, 159, 1518 e 1521 do CCB c/c os art. 275, II, "b" e seguintes do CPC e art. 172 parágrafo 2º do CPC: 1. O suplicante é legítimo possuidor de um imóvel rural situado neste Município, no bairro denominado ……. com a área de ……..dividindo com…… adquirido mediante escritura de compra e venda lavrada emdata de conforme incluso documento, inclusive devidamente registrado no Cartório de Registro de Imóveis. 2. Em vista de (expor com precisão os fatos que demonstram o justo receio de o suplicante ser molestado em sua posse, justificando ao juiz, seu pedido de interdito, demonstrando ainda qual a atitude que o réu tomou o que está prestes a tomar em prejuízo de sua posse). O art. 932 do Código de Processo Civil assegura que: "O possuidor direto ou indireto, que tenha justo receio de ser molestado na posse, poderá impetrar ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório, em que se comine ao réu determinada pena pecuniária, caso transgrida o preceito". O art. 1.210 do Código Civil, também estabelece que: “O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado”. No caso presente o receio do suplicante é justo, sério e fundamentado, razão pela qual seu direito haverá de ser respeitado, o que se busca mercê da presente ação judicial. A vista do exposto, requer-se o processamento da presente ação, designando-se audiência de justificação prévia para a comprovação dos fatos ora alegados, pedindo-se que V. Exa, se digne após tal justificação, conceder liminarmente o respectivo interdito proibitório, citando-se o suplicado para comparecer em tal audiência, acompanhando-o na forma legal, advertindo-o, ainda, que com o deferimento da liminar ora pleiteada, ficará o mesmo sujeito à pena pecuniária de………………. pelo descumprimento do preceito, pedindo desde já que tal cominação conste do respectivo mandado (CPC, art. 225, III). (Admite-se a cumulação do presente pedido com perdas e danos – art. 921, I, do Código de Processo Civil, cabendo ao autor fazer o devido pedido). Pede-se que observadas todas as formalidades legais, seja transformada a medida liminar em definitiva, julgando-se procedente o presente pedido, condenando-se, ainda, o réu nos efeitos da sucumbência. Protesta-se por provar o alegado por todos os meios de provas admitidas pelo Direito, notadamente o depoimento pessoal do réu, pena de confissão, caso não compareça ou comparecendo se recuse a depor, inquirição de testemunhas, juntada, requisição, exibição de documentos, prova pericial e vistoria. Dá-se a causa o valor de………………… Pede deferimento. (local e data) (assinatura e n.º da OAB do advogado) Rol de Testemunhas: (nome, qualificação e endereço) TJ-RS - Agravo de Instrumento AI 70052597556 RS (TJ-RS) Data de publicação: 21/03/2013 Ementa: AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO. ARRENDAMENTO RURAL.MEDIDA LIMINAR. Presença dos requisitos previstos para o deferimento da medidaliminar. No caso, está comprovado o arrendamento escrito e o justo receio de ser molestado na posse direta. Agravo de instrumento provido em decisão monocrática. (Agravo de Instrumento Nº 70052597556, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marcelo Cezar Muller, Julgado em 15/03/2013) TJ-MG - Agravo de Instrumento-Cv AI 10335130015423001 MG (TJ-MG) Data de publicação: 24/02/2015 Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO - INTERDITO PROIBITÓRIO - SERVIDÃO DE PASSAGEM - MEDIDA LIMINAR - REQUISITOS PRESENTES - DEFERIMENTO DA MEDIDA. - A concessão de liminar em interdito proibitórioexige apenas que se configure o justo receio, por parte do possuidor, de ser molestado em sua posse, conforme previsão do art. 932 do CPC. - Havendo nos autos prova documental suficiente para formar o convencimento do julgador, onde, à primeira vista, restaram apuradas a robustez da posse e o fundado receio de turbação por parte do requerido, plausível se mostra a decisão concessiva da liminarproibitória. V.v. AGRAVO DE INSTRUMENTO - INTERDITO PROIBITÓRIO - REQUISITOS DO ART. 932 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - TURBAÇÃO OU ESBULHO IMINENTE - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO - RECURSO PROVIDO. 1) O interdito proibitório é uma ação de natureza possessória, podendo ser proposta por possuidor que tenha justo receio de ser molestado em sua posse. 2) Não tendo o requerente se desincumbido de seu ônus processual, nos termos do art. 333, I do Código de Processo Civil e do art. 928 do CPC, demonstrando a existência prévia de posse que esteja na iminência de sofrer turbação ou esbulho, é caso de se indeferir a medida liminar protetiva. 3) Recurso provido, para revogar a liminarconcedida pelo juízo a quo. para que AGRAVO DE INSTRUMENTO - INTERDITO PROIBITÓRIO - LIMINAR. Comprovados os requisitos legais, deve ser deferida a liminar de interdito proibitório, mormente quando o próprio réu afirma seu intuito de adentrar na propriedade alheia para construir estrada que, ressalte-se, não é necessária para o acesso a sua propriedade. (TJ-MG , Relator: Estevão Lucchesi, Data de Julgamento: 04/07/2013, Câmaras Cíveis / 14ª CÂMARA CÍVEL)