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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO PRINCÍPIOS: SUPRA EXPLÍCITOS - art. 37 da CF/88 IMPLÍCITOS – Processo Administrativo Federal 1 Edvaldo A IMPORTÂNCIA DOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS ▪ O Direito Administrativo brasileiro não é codificado. ▪ Por isso, as funções sistematizadora e unificadora de leis, em outros ramos desempenhadas por códigos, no Direito Administartivo cabem aos princípios. DEFINIÇÃO ▪ São regras que a doutrina identifica como condensadoras dos “valores fundamentais de um sistema”. ▪ Mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas, compondo-lhes a tônica que lhe dá sentido harmônico” (Celso Antônio Bandeira de Mello). VIOLAR UM PRINCÍPIO ▪ É muito mais grave do que violar uma norma. ▪ É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade. Vamos estudar este tópico da seguinte forma: 1. Supraprincípios do Direito Administrativo. 1.1. Da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado. 1.2. Da Indisponibilidade do Interesse Público. 2. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo. 2.1. Legalidade. 2.2. Impessoalidade. 2.3. Moralidade. 2.4. Publicidade. 2.5. Eficiência. 3. Principios Infraconstitucionais. 3.1. Da Autotutela. 3.2. Da Obrigatória Motivação. 3.3. Da Finalidade. 3.4. Da Razoabilidade. 3.5. Da Proporcionalidade. 3.6. Da Responsabilidade. 3.7. Da Segurança Jurídica. 3.8. Da Boa Administração. 3.9. Do Controle Judicial ou da Sindicabilidade. 3.10. Da Continuidade do Serviço Público e da Obrigatoriedade da Função Administrativa. 3.11. Da Descentralização ou Especialidade. 3.12. Da Presunção de Legitimidade. 3.13. Da Isonomia. 3.14. Da Hierarquia INTERESSE PÚBLICO ▪ É o interesse resultante do conjunto dos interesses que os indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o serem. DEFINIÇÃO ▪ São os princípios centrais dos quais derivam todos os demais princípios e normas do Direito Administrativo. A existência desses 02 (dois) é reflexo de uma dualidade permanente no exercício da “Função Administrativa”: Supremacia do Interesse Público Indisponibilidade do Interesse Público Os Poderes da Administração Pùblica Direitos dos Administrados A “Supremacia do Interesse Público sobre o Privado” – também chamada simplesmente de – “Interesse Público” – ou - “Finalidade Pública” – “PRINCÍPIO IMPLÍCITO” na atual ordem jurídica, significa que os interesses da coletividade são mais importantes que os “Interesses Individuais”, razão pela qual a Adminitração, como defensora dos interesses públicos, recebe da lei “Poderes Especiais” não extensivos aos particulares. A noção deste princípio está presente no momento: ▪ da elaboração da lei; ▪ da aplicação da lei pela Administração Pública. São exemplos: Desapropriação Possibilidade de transformar compulsoriamente propriedade privada em pública. Requisição de Bens Autorização para usar propriedade privada em situações de iminente perigo público. Ex.: convocação de mesários para eleição. Atos Administrativos Presunção de legitimidade. Impenhorabilidade Dos bens públicos. Poder de Polícia Possibilidade do exercício, pelo Estado, do poder de polícia sobre particulares. São também desdobramentos da supremacia do interesse público sobre o privado a “Imperatividade”, a “Exigibilidade” e a “Executoriedade” dos atos administrativos, assim como o “Poder de Autotutela” de que a Administração Pública é revestida para anular e revogar seus próprios atos sem necessidade de autorização judicial. 4. DOS PRINCÍPIOS 01. SUPRAPRINCÍPIOS 1.1. PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO 2 Edvaldo Os Agentes Públicos – não são donos do interesse por ele definido. Assim, no exercício da “Função Administrativa” os agentes públicos estão obrigados a atuar, não segundo sua própria vontade, mas do modo determinado pela legislação. CONCLUINDO Todos os princípios do Direito Administrativo são desdobramentos da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público. Tecnicamente seria mais correto dizer que os princípios administrativos, por representarem limitações ao poder estatal, decorrem diretamente da indisponibilidade do interesse público, e não as supremacia. Estes princípios conferem: De um lado De outro lado Prerrogativas Suspeições ou Restrições De autoridade aos sujeitos da Administração. A estes mesmos. Essas prerrogativas: ▪ Só podem ser empregadas legitimamente para satisfazer os interesses públicos. ▪ E não para atender os interesses ou conveniências tão-somente do aparelho estatal e muito menos dos Agentes Públicos. Chamados também de princípios “EXPLÍCITOS” ou “EXPRESSOS”, estão diretamente previstos na Constituição Federal. O dispositivo constitucional que trata dos princípios administrativos é o art. 37, caput, da CF/88: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Princípios EXPRESSOS - LIMPE L Legalidade I Impessoalidade M Moralidade P Publicidade E Eficiência O rol de princípios constitucionais do Direito Administrativo não se esgota no art. 37, caput. Outros princípios EXPRESSOS na CF/88 – especialmente em provas do Cespe: Artigos Princípio 37, § 3º Participação 5º, LXXVIII Celeridade Processual 5º, LIV Devido Processo Legal Formal e Material 5º, LV Contraditório 5º, LV Ampla Defesa 1.2. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO 02. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS 3 Edvaldo Como decorrência da indisponibilidade do interesse público, a atividade administrativa só pode ser exercida em conformidade absoluta com a lei. É uma exigência que decorre do Estado de Direito, ou seja, da submissão do Estado ao império da ordem jurídica. Assim, é fundamento do Estado Democrático de Direito, tendo por fim combater o poder arbitrário do Estado, na medida em que os conflitos devem ser resolvidos pela lei e não por meio da força. O exercício da “Função Administrativa” não pode ser pautado pela vontade da Administração ou dos agentes públicos, mas deve obrigatoriamente respeitar a “vontade da lei”. De acordo com o magistério de Hely Lopes Meirelles: ➢ As LEIS ADMINISTRATIVAS são, normalmente, de ordem pública e seus preceitos não podem ser descumpridos, nem mesmo por acordo ou vontade conjunta de seus aplicadores e destinatários, uma vez que contêm verdadeiros poderes- deveres, irrelegáveis pelos agentes públcos. O princípio da legalidade é o mais importante princípio específico do Direito Administrativo. Dele derivam vários outros, tais como: Princípio da RAZOABILIDADE ▪ Um ato administrativo afrontoso à razoabilidade não é apenas censurável perante a Ciência da Administração. E também “Inválido”, pois não se poderia considerá-lo confortado pela finalidade da lei. ➢ Por ser inválido, é cabível sua fulminação pelo Poder Judiciário a requerimento dos interessados. Princípio da PROPORCIONA- LIDADE ▪ A providência administrativa “mais extensa ou mais intensa” do que o requerido para atingir o interesse público insculpido na regra aplicanda é “inválida”, porconsistir em um transbordamento da finalidade legal. ➢ O Judiciário deverá “anular” os atos administrativos incursos neste vício ou, quando possível, fulminar apenas aquilo que seja caracterizável como excesso. Utilizado habitualmente para aferir a legitimidade das restrições de direito, “o princípio da proporcionalidade e da razoabilidade” consubstancia, em essência, uma pauta de natureza axiológica que emana diretamente das ideias de justiça, equidade, bom senso, prudência, moderação, justa medida, proibição do exesso, direito justo e valores afins. Princípio da MOTIVAÇÃO ▪ Impõe à Administração Pública o dever de expor as razões de direito e de fato pelas quais tomou a providência adotada. ▪ Cumpre-lhe fundamentar o ato que haja praticado justificando as razões que lhe serviram de apoio para expedi- lo. ▪ A ausência de “motivação” faz o “ato inválido” sempre que sua enunciação, prévia ou contemporânea à emissão do ato, seja requisito indispensável para proceder-lhe a tal averiguação. CONCEITO ➢ A Administração só pode praticar as condutas autorizadas em lei. Legalidade – em sentido: NEGATIVO POSITIVO Primazia da Lei Reserva Legal Enuncia que os atos administrativos não podem contrariar a lei. Preceitua que os atos administrativos só podem ser praticados mediante autorização legal, disciplinando temas anteriormente regulados pelo legislador. Trata-se de uma consequência da posição de superioridade que, no ordenamento, a lei ocupa em relação ao ato administrativo. TRÍPLICE FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL O princípio da legalidade encontra fundamento em 03 (três) dispositivos diferentes na CF/88: art. 5º - II Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. art. 37, caput A “Legalidade”, como princípio de Administração, significa qie o “Administrador Público” está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles, não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar “Ato Inválido” e expor-se a responsabilidade – disciplinar, civil e criminal – conforme o caso. art. 84, IV Compete privtivamente ao Presidente da República sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. 2.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 4 Edvaldo BLOCO DA LEGALIDADE E PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE O Princípio da legalidade não se reduz ao simples cumprimento da lei em sentido estrito. A Lei nº 9.784/99 (Lei do Processo Administrativo), no art. 2º, parágrafo único – I, define a legalidade como o dever de “atuação conforme a Lei e o Direito” Significa dizer que as regras vinculantes da atividade administrativa emanam de 04 (quatro) veículos normativos: 1. Constituição Federal – incluindo Emendas Constitucionais. 2. Constituições Estaduais e Leis Orgânicas. 3. Medidas Provisórias. 4. Tratados e Convenções Internacionais. 5. Costumes. 6. Atos Administrativos Normativos, como: Decretos e Regimentos Internos. 7. Decretos Legislativos e Resoluções (art. 59 da CF). 8. Princípios Gerais do Direito. EXCEÇÕES À LEGALIDADE Celso Antônio Bandeira de Mello, a CF/88 prevê 03 (três) insititutos que alteram o funcionamento regular do princípio da legalidade por meio da outorga de poderes jurídicos inexistentes em situações de normalidade: 1. A Medida Provisória (art. 62 da CF). 2. O Estado de Defesa (art. 136 da CF). 3. O Estado de Sítio (art. 137 a 139 da CF). ➢ No art. 37 da CF o legislador fala também da impessoalidade. ➢ No campo do Direito Administrativo esta palavra foi uma novidade. ➢ O legislador não colocou a palavra finalidade. Surgiram 02 (duas) correntes para definir “impessoalidade”: 1. Impessoalidade relativa aos ADMINISTRADOS. 2. Impessoalidade relativa à Administração. Impessoalidade relativa aos ADMINISTRADOS: ▪ Segundo esta corrente, a Administração só pode praticar atos impessoais se tais atos vão propiciar o bem comum (a coletividade). A explicação para a impessoalidade pode ser buscada no próprio texto Constitucional através de uma interpretação sistemática da mesma. ▪ Por exemplo, de acordo com o art. 100 da CF, “à exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela Fazenda .....far-se-ão na ordem cronológica de apresentação dos precatórios ..” . Não se pode pagar fora desta ordem, pois, do contrário, a Administração Pública estaria praticando ato de impessoalidade. ________________________________________________ Impessoalidade relativa à ADMINISTRAÇÃO: ▪ A atividade da Administração Pública é imputada à pessoa jurídica, jamais a pessoa física dos gestores públicos. ▪ A atuação dos agentes públicos é imputado ao Estado, significando um agir impessoal da Administração. ▪ Assim, as realizações não devem ser atribuídas à pessoa jurídica estatal a que estiver ligado. ▪ Em regra, a responsabilidade pela reparação de danos causados no exercício regular da função administrativa é do Estado, e não do agente que realizou a conduta. ▪ Esse princípio deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridade ou serviços públicos sobre suas relações administrativas no exercício de fato, pois, de acordo com os que defendem esta corrente, os atos são dos órgãos e não dos agentes públicos. Esse princípio, além de expressa previsão constitucional (CF/88, art. 37, capu), aparece implicitamente no art 2º, parágrado único, III, da Lei nº 9.784/99, segundo o qual, nos “Processos Administrativos” serão observados os critérios de: ➢ Objetividade no atendimento de interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes e autoridades”. ➢ Estabelece um dever de “imparcialidade” na defesa do interesse público, impedindo discriminações (perseguições) e privilégios (favoritismo) indevidamente dispensados a particuares no exercício da função administrativa. A própria Constituição, no §1º do art. 37, estabelece que: ➢ A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Com isso, busca-se evitar que gestores públicos se utilizem da estrutura da Administração Pública para promoção pessoa. Princípio da FINALIDADE ▪ É o clássico princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para seu fim legal. ▪ Relacionado com a impessoalidade relativa à Administração, este princípio orienta que as normas administrativas tem que ter sempre como objetivo o interesse público. ▪ Assim, se o agente público pratica atos em conformidade com a lei, encontra-se, indiretamente, com a finalidade, que está embutida na própria norma. Por exemplo, em relação à finalidade, uma reunião, um comício ou uma passeata de interesse coletivo, autorizadas pela Administração Pública, poderão ser dissolvidas, se se tornarem violentas, a ponto de causarem problemas à coletividade (desvio da finalidade). ▪ Nesse caso, quem dissolve a passeata, pratica um ato de interesse público da mesma forma que aquele que a autoriza. O desvio da finalidade pública também pode ser encontrado nos casos de desapropriação de imóveis pelo Poder Público, com finalidade pública, através de indenizações ilícitas. 2.2. IMPESSOALIDADE 5 Edvaldo A CF/88, de forma inédita, exaltou a moralidade jurídico- administrativa como importante princípio reitor da Administração Pública. Segundo Maurice Hauriou, sistematizador deste princípio na França, em 1917, a “moralidadeadministrativa” – é um conjunto de regras de conduta tiradas da boa e útil disciplina interna da Administração. MORALIDADE ADMINISTRATIVA ➢ É um conjunto de valores ÉTICOS que fixam um “padrão de conduta” que deve ser necessariamente observado pelos agentes públicos como condição para uma “honesta, proba e integra gestão da coisa pública”, de modo a impor que estes agentes atuem no desempenho de suas funções com retidão de “caráter, decência, lealdade, decoro e boa-fé”. CONTEÚDO JURÍDICO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA O Texto Constitucional de 1988, em pelo menos 03 (três) oportunidades, impõe aos “Agentes Públicos” o dever de observância da “moralidade administrativa”. Art. 5º, LXXIII Autorizandoo a propositura de “Ação Popular” – contra ato (administrativo) lesivo ao patrimônio público ou de Entidade de que o Estado particípe – moralidade administrativa. Art. 37, caput Elenca a “moralidade” como “princípio fundamental” aplicável à Administração Pública. Art. 85, V Que define como “crime de responsabilidade do Presidente da República” os atos que atentarem contra a “Probidade Administrativa”. Art. 2º, PU, IV, da Lei nº 9.784/99 Define a moralidade nos “Processos Administrativos” como um dever de “atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. Art. 166, da Lei nº 8.112/90 Elenca como deveres dos Servidores Públicos ser leal às instituições que servir. SÚMULA VINCULANTE Nº 13 DO STF - ANTINEPOTISMO NEPOTISMO ➢ Do latim nepotis, sobrinho. ➢ É a nomeação de parente para ocupar cargo de confiança. ➢ Contrária à “moralidade”, “impessoalidade” e “eficiência” adminitrativa, a prática do nepotismo foi condenada pela Súmula Vinculante nº 13 do STF, de 21.08.2008. ➢ A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 3º grau. INSTRUMENTOS PARA DEFESA DA MORALIDADE Ação Popular ▪ Art. 5º, LXXIII, da CF/88 ▪ Lei nº 4.717/65. Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa De legitimidade do “Ministério Público” e demais “pessoas jurídicas interessadas”, pode ser intentada contra “Ato de Improbidade” praticado por qualquer agente público, servidor ou não, contra a Administração Pública. LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LEI nº 8.429/92 Importante progresso na proteção da “Moralidade Administrativa”. trata das “Sanções” aplicáveis aos agentes públicos nos casos de “Enriquecimento Ilícito” no exercício do mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional. LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO – LEI nº 9.784/99 Também faz referência explícita ao “Princípio da Moralidade”. Com efeito, em conformidade com o seu art. 2º, a “Administração Pública” obedecerá, dentre outros, aos princípios da ... moralidade ... 2.3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE 6 Edvaldo Este princípio vincula a Administração Pública no sentido de exigir uma atividade administrativa “transparente e visível aos olhos do cidadão”, a fim de que o “administrado tome conhecimento dos comportamentos administrativos do Estado”. Assim, todos os atos (administrativos) da Administração devem ser públicos, de conhecimento geral. DEFINIÇÃO (art. 2º, PU, da lei nº 9.784/99) ➢ É o dever de “divulgação oficial dos atos administrativos” Tal princípio encarta-se num contexto geral de “livre acesso dos indivíduos a informações” de seu interesse e de “transparência” na atuação administrativa, como se pode deduzir do conteúdo de diversas normas constitucionais, a saber: Art. 5º, XXXIII Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Art. 5º, XXXIV São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) ... b) A obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Art. 5º, LXXII Conceder-se-á Habeas Data: a) Para assegurar o “conhecimento de informações” relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público. b) Para a “retificação de dados”, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO - LEI Nº 9.784/99. Ao dever estatal de garantir a publicidade de seus atos, corresponde o direito do administrado de ter ciência da tramitação de “Processos Administrativos” em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter “cópia de documentos” neles contidos e conhecer as decisões proferidas. (art. 3º, II). TRANSPARÊNCIA, DIVULGAÇÃO OFICIAL E PUBLICAÇÃO O princípio da publicidade engloba 02 (dois) subprincípios do Direito Administrativo. Pricincípio da Transparência Princípio da Divulgação Oficial Abriga o dever de prestar informações de interesse dos cidadãos e de não praticar condutas sigilosas. Exige a publicação do conteúdo dos atos praticados atentando-se para o meio da publicidade definido pelo ordenamento ou consagrado pela prática administrativa. OBJETIVOS DA PUBLICIDADE A publicidade dos “Atos Administrativos” constitui medida voltada ao cumprimento das seguintes finalidades: 1. Exteriorizar a vontade da Administração Pública divulgando seu conteúdo para conhecimento público. 2. Tornar exigível o conteúdo do ato. 3. Desencadear a produção de efeitos do ato administrativo. 4. Permitir o controle de legalidade do comportamento. FORMAS DE PUBLICIDADE O modo de dar-se a publicidade varia conforme o tipo de ato. Atos INDIVIDUAIS Atos GERAIS São aqueles dirigidos a destinatário certo, ou mesmo para atos internos, a publicidade é garantido pela simples comunicação do interessado. São aqueles dirigidos a destinatários indeterminados, a publicidade de publicação no Diário oficial. Exemplo: autorização para o servidor sair mais cedo. Exemplo: edital convocatório para concurso público. NATUREZA JURÍDICA DA PUBLICAÇÃO DOS ATOS GERAIS A corrente majoritária (Hely Lopes Meirelles) sustenta ser “condição de eficácia” do ato (administrativo). Assim, por exemplo, se o governador assina decreto e deixa de enviá-lo para publicação no Diário Oficial, o ato já existe, embora sem irradiar efeitos, exigindo para eventual revogação a expedição de um segundo decreto voltado “à extinção do primeito”. 2.4. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE 7 Edvaldo EXCEÇÕES À PUBLICIDADE A publicidade dos atos administrativos sofre as seguintes exceções: Nos casos de segurança nacional Seja ela de origem militar, econômica, cultural etc.. Nestas situações, os atos não são tornados públicos. Por exemplo, os órgãos de espionagem não fazem publicidade de seus atos. Nos casos de investigação policial. Onde o Inquérito Policial é extremamente sigiloso (só a ação penal que é pública). Nos casos dos atos internos da Adm.Pública. Nestes, por não haver interesse da coletividade, não há razão para serem públicos, NOVA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO – LEI Nº 12.527/2011 Esta lei foi promulgada visando “regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas, nos termos dos arts. 5º, XXXIII; 37, § 3º, II e 216, § 2º, da CF/88. SEU OBJETIVO PRINCIPAL ➢ Consisteem estabelecer requisitos mínimos para divulgação de informações públicas e procedimentos para o acesso por qualquer pessoa, a fim de favorecer o controle social e a melhoria da gestão pública. Importante destacar que também constitui obrigação das autoridades públicas assegurar a proteção da informação, garantindo-se a sua disponibilidade, autenticidade e integridade. Por fim, a lei estabeleceu restrições ao acesso a informações que coloquem em risco a segurança, classificando-as, para esse fim em: Ultrassecreta Secreta Reservada 25 anos 15 anos 05 anos Os anos como prazo máximo de sigilo contados da data de sua produção. DOS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS Por outro lado, a Publicidade, ao mesmo tempo que inicia os atos, também possibilita àqueles que deles tomam conhecimento, de utilizarem os REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS contra eles. Assim, com base em diversos incisos do art. 5° da CF, o interessado poderá se utilizar: ▪ Direito de Petição; ▪ Mandado de Segurança (remédio heróico contra atos ilegais envoltos de abuso de poder); ▪ Ação Popular; ▪ Habeas Data; ▪ Habeas Corpus. A PUBLICIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ▪ É feita tanto na esfera federal (através do Diário Oficial Federal) como na estadual (através do Diário Oficial Estadual) ou municipal (através do Diário Oficial do Município). Nos Municípios, se não houver o Diário Oficial Municipal, a publicidade poderá ser feita através dos jornais de grande circulação ou afixada em locais conhecidos e determinados pela Administração. Por último, a Publicidade deve ter objetivo educativo, informativo e de interesse social, não podendo ser utilizados símbolos, imagens etc. que caracterizem a promoção pessoal do Agente Administrativo. Acrescentado no art. 37, caput, da CF/88 pela Emenda Constitucional nº 19/98, o princípio da eficiência foi um dos pilares da Reforma Administrativa que procurou implementar o modelo de Administração Pública Gerencial voltada para um controle de Resultados na atuação estatal. Este princípio trouxe para a Administração Pública o dever explícito de “boa administração” para a realização de suas atribuições com “rapidez, perfeição e rendimento”, buscando impor no ambiente administrativo um “modelo gerencial” com maior ênfase “nos resultados e na qualidade”. Dos Valores Encarecidos pelo Princípio da Eficiência. ➢ Economicidade, redução de desperdícios, qualidade, rapidez, produtividade e rendimento funcional. O conteúdo jurídico do princípio da eficiência ➢ Consiste em obrigar a Administração a buscar os melhores resultados por meio da aplicação da lei. Para o servidor público federal ➢ A produtividade constitui, inclusive, um dos fatores avaliados durante o período de estágio probatório. ➢ Além disso, o art. 116 da Lei nº 8.112/90 enumera diversos deveres do servidor público relacionados com a eficiência, tais como: atender com presteza o público em geral (inciso V) e zelar pela economicidade do material (inciso VII). Ao dever estatal de atuação eficiente ➢ Corresponde o direito dos usuários de serviço público a uma prestação com qualidade e rapidez. 2.5. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 8 Edvaldo EFICIÊNCIA,EFICÁCIA e EFETIVIDADE São conceitos que não se confundem. A EFICIÊNCIA ▪ Seria o modo pelo qual se exerce a função administrativa. A EFICÁCIA ▪ Diz respeito aos meios e instrumentos exerce a função administrativa. A EFETIVIDADE ▪ É voltada para os resultados de sua atuação. INSTITUTOS CORRELATOS A preocupação com eficiência é refletiva em diversos institutos do Direito Administrativo no Brasil, especialmente: 1. Estágio Probatório – art. 41 da CF/88. ▪ Período após a posse no cargo público durante o qual o servidor é avaliado quanto aos quesitos de eficiência e produtividade. ▪ III – passou a prever um “procedimento de avaliação periódica de desempenho”, para apurar a eficiência do “servidor estável”, autorizando a “demissão do servidor” na hipótese de comprovada “ineficiência”. 2. Contrato de Gestão das Agências Executivos - art. 37, §8º, da CF/88. ▪ A ser celebrado com entidades e órgãos públicos para ampliação de sua autonomia e fixação de metas de desempenho. 3. Duração razoável dos processos administrativos – art. 5º, LXXVIII, da CF). ▪ A garantia constitucional da razoável duração do processo reforça a exigênia de eficiência na gestão pública. 4. Parcerias da Administração Pública ▪ Variados instrumentos de cooperação entre a Administração e particulares para aumento da qualidade e eficiência nas atividades públicas, tais como parcerias públicos-privadas (Kei nº 11.079/2004), concessões e permissões de serviço público (Lei nº 9.897/99), termos de parceria firmados com organizações da sociedade civil de interesse público (Lei nº 9.790/99), contratos de franquia, etc. O universo dos princípios do Direito Administrativo não se esgota no plano constitucional. Os doutrinadores fazem referências a diversos outros princípios administrativos, muitos dos quais estão previstos na legislação infraconstitucional, especialmente no art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 9.784/99. Princípios infraconstitucionais e doutrinários têm a mesma relevância sistêmica daqueles referidos na Constituição Federal. A Constituição Federal prevê no seu artigo 37 os seguintes princípios regentes da Administração Pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. TUTELAR – é proteger, zelar. A Administração Pública pode, diretamente e sem intervenção do Poder Judiciário, rever seus próprios atos, para corrigí-los, seja quando não mais convenientes e oportunos, seja quando ilegais. Este princípio consagra o “Controle Interno” que a Administração Pública exerce sobre seus próprios “Atos”. Mas este controle interno não é definitivo nem afasta o “Controle Exerno” por parte de outros órgãos porque o Judiciário e o Legislativo, inclusive com o auxílio do Tribunal de Contas, podem fazê-lo no exercício de suas atribuições . A Administração, como instituição destinada a realizar o Direito e a propiciar o bem comum, não pode agir fora das NORMAS JURÍDICAS e da MORAL ADMINISTRATIVA, nem relegar os fins sociais a que sua ação se dirige. Se, por erro, culpa, dolo ou interesses escusos de seus agentes, a atividade do Poder Público desgarra-se da lei, divorcia-se da moral ou desvia-se do bem comum, é dever da Administração “invalidar”, espontaneamente ou mediante provocação, o próprio ato, contrário à sua “finalidade”, por inoportuno, incoveniente, imoral ou ilegal. 03. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS ou INFRACONSTITUCIONAIS 3.1. Princípio da AUTOTUTELA 9 Edvaldo DA ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO Como consequência da sua de sua “Independência Funcional” (art. 2º da CF), a Administração “não precisa recorrer ao Judiciário” para (art. 53 da lei nº 9.784/99): ANULAR Ou invalidar. A Administração DEVE (vinculado) anular seus próprios atos – quando eivados de “vicio de legalidade”. REVOGAR Os que se tornaram contrários ao interesse público. PODE ser revogados (discricionário) por motivo de “conveniência” ou “oportunidade”, respeitados os “direitos adquiridos”. DECADÊNCIA – ANULAR OS ATOS ADMINISTRATIVOS O Direito da Administração de ANULAR os Atos Administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários “decai em 05 (cinco) anos”, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. ▪ Art. 54 da Lei nº 9.784/99 - Processo Administrativo Federal Quando o direito outorgapoder de autotutela ou “autoproteção” é porque dispensa a obrigatoriedade de “Intervenção Judicial” para proteção de direitos. AUTOTUTELA Administrativa ➢ Proteção dos interesses pelas forças do próprio interessado – que é a Administração. A AUTOTUTELA ➢ É um meio de acelerar a “Recomposição da Ordem Jurídica” afetada pelo ato ilegal e dar presteza à “proteção do interesse público” violado pelo ato incoveniente. O Princípio da Autotutela ➢ É decorrência da “Supremacia do Interesse Público”. É preciso esclarecer: ➢ Porém, que a “autotutela” não se confunde com a “tutela administrativa. ➢ esta consiste no controle que a Administração direta exerce sobre as entidades da Administração Indireta. Este princípio se traduz na exig~encia de que “todos os atos e decisões da Administração Pública sejam – FUNDAMENTADOS. Validade do Ato Administrativo ➢ Está condicionada à apresentação “por escrito” dos fundamentos fáticos e jurídicos justificadores da decisão adotada. Mecanismo de Controle ➢ Sobre a “legalidade” e “legitimidade” das decisões da Administração Pública. O dever de MOTIVAR os ATOS ADMINISTRATIVOS encontra fundamento em diversos dispositivos normativos, merecendo destaque: Art. 93, X, CF As “decisões administrativas” dos tribunais “serão motivadas” em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo votoo da maioria absoluta de seus membros. Art. 50 da Lei nº 9.784/99 Os Atos Adminstrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos ... Cumpre, em esclarecimento preliminar, não confundir “MOTIVAÇÃO” com o “MOTIVO” do ato.fatos ou de direito MOTIVO MOTIVAÇÃO É um dos elementos ou requisitos de todo ato administrativo, que consiste na situação de fato ou de direito que autoriza ou determina a edição do ato. É a revelação ou exteriorização “formal” do motivo, integrando a própria “forma” do ato administrativo (que, na praxe administrativa, vem sob a forma de “considerandos” que antecedem a decisão de expedir o ato. No Estado Democrático de Direito não se concebe ato administrativo – sem motivação. A exigência de motivação está expressa na CF/88 para as “decisões judiciais e administrativas do Poder Judiciário”, em razão do exposto no art. 93, incisos IX e X. 3.2. Princípio OBRIGATÓRIO da MOTIVAÇÃO 10 Edvaldo Resumindo: ➢ A “motivação” consiste na exposição, “por escrito” (que é a forma do ato), do “motivo” do ato administrativo. Motivo O fato concreto que autoriza o ato. ✓ Exemplo: a infração de trânsito. Ato A decisão administrativa praticada como resposta ao fato. ✓ Exemplo: a multa de trânsito. Motivação A justificativa escrita apontando os fundamentos que levaram à prática do ato. ✓ Exemplo: a notificação do infrator. ABRANGÊNCIA DO DEVER DE MOTIVAR A corrente majoritária defende que a – motivação é obrigatória tanto nos “atos vinculados” quanto nos “atos discricionários”. É a conclusão que melhor se coaduna com a norma do art. 50 da lei nº 9.784/99 ➢ Impõem-se a “motivação” dos atos administrativos com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos, quando: ✓ neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; ✓ imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; ✓ decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; ✓ dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; ✓ decidam recursos administrativos; ✓ decorram de reexame de ofício; ✓ deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais e ✓ importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. Enfim, via de regra, o ato administrativo deve ser sempre motivado, pouco importando que ele seja discricionário ou vinculado. O princípio da “Finalidade” está definido no art. 2º, P.U, II, da Lei nº 9.784/99, como dever de “atendimento a fins de interesse geral”, vedada a renúncia TOTAL ou PARCIAL de “poderes” ou “competências”, salvo autorização em lei. A Administração Pública só existe e se justifica para atender a um “fim público” que é o “resultado” que se busca alcançar com a prática do ato, e que consiste em satisfazer, em caráter geral e especial, os interesses da coletividade. Caso contrário, estar-se-ia diante de um “desvio de finalidade” ou “desvio de poder”, que acarreta a “INVALIDAÇÃO DO ATO”. ▪ Para Celso Antonio Bandeira de Mello ➢ A finalidade é um princípio “inerente à legalidade”. ▪ Para Hely Lopes Meirelles ➢ O princípio da finalidade é “sinônimo de impessoalidade”. Pode-se falar em 02 (dois) sentidos para o princípio da finalidade: Finalidade GERAL ➢ É aquela prevista em todas as leis, por imperativo de ordem jurídica. Veda a utilização de prerrogativas administrativas para defesa de interesse alheio ao interesse público. Exemplo – desapropriar, para fins de perseguição, imóvel de inimigo político. Finalidade ESPECÍFICA Proíbe a prática de “ato administrativo” em hipóteses diferentes daquela para a qual foi previsto na lei, “violando sua tipicidade legal”. Exemplo – autorizar a realização de obra por meio de “decreto” quando a lei exige “licença”. TEORIA DO DESVIO DA FINALIDADE Desvio de Finalidade, Desvio de Poder ou Tredestinação Ilítia é defeito que torna “NULO O ATO ADMINISTRATIVO” quando praticad, tendo em vista “fim diverso daquele previsto”, explícita ou implicitamente, na regra da competência (art. 2º, PU, “e”, da Lei nº 4.717/65). Da Origem ➢ Esta teoria surgiu na jurisprudência do “Conselho de Estado Francês” ➢ Sua origem remonta a uma decisão de 25 de fevereiro de 1.864. 3.3. Princípio da FINALIDADE 11 Edvaldo EXEMPLOS REAIS DE DESVIO DE FINALIDADE Os exemplos reais de desvio de finalidade são abundantes no cotidiano da vida política brasileira: 1. Remoção de servidor público usada como forma de punição. 2. Ordem de prisão executada durante o casamento de inimigo do delegado. 3. Processo Administrativo disciplinar instaurado, sem fundaemnto, contra servidor desafeto do chefe. 4. Desclassificação imotivada e empresa licitante proque contribuíra com o financiamento da campanha de adversário político do prefeito. Não se deve “confundir” – DESVIO DE PODER - com – EXCESSO DE PODER. O EXCESSO de PODER ➢ Ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai além do permitido e “exorbita no uso de suas faculdades administrativas”. ➢ Excede, portanto, sua competência legal e, com isso, invalida o ato. ➢ Ocorre sempre “exagero” e “desproporcionalidade” entre a situação de fato e a conduta praticada pelo agente, o que não ocorre no desvio de poder. ABUSO DE PODER A prática de abuso de poder é crime nas hipóteses tipificadas na Lei nº 4.898/65. ABUSO DE PODER DESVIO de Poder EXCESSO de Poder O agente competente atua visando interesse alheio ao interesse público. O agente competente exorbita no uso de suas atribuições indo além de sua competência. Nos Concursos Públicos ➢ Predomina a aceitação da “Teoria Objetiva” que defender ser o “Desvio de Finalidade” essencialmente um “defeito de comportamento”. ➢ É indispensável a “violação concreta do interesse público” resultante da opção eleita pelo administrador público. ➢ Por exemplo – se o prefeito desapropria, com objetivo de perseguição, a casa de inimigo político a pretexto de construir uma creche, mas o imóvel reúne concretamente as melhorescondições para atender à destinação pretendida, NÃO há desvio de finalidade. Ser razoável é uma exigência inerente ao exercício de qualquer função pública. Sua ORIGEM ➢ A razoabilidade tem sua origem e desenvolvimento ligados à garantia do ”Devido Processo Legal”, instituto do ”direito anglo-saxão”. ➢ Esta garantia teve origem, na Inglaterra, com a Magna Carta de 1.215 e revestido de caráter iminentemente PROCESSUAL – não é possivel a condenação de alguém sem o devido processo legal. Seu DESSENVOLVIMENTO ➢ Se deu nos E.U.A. Os AGENTES PÚBLICOS ➢ Tem a obrigação de realizarem suas funções com “equilíbiro”, coerência e bom senso”. Assim, aplicado o princípio em tela à Administração Pública, impõe- se que as entidades, órgãos e agentes públicos, no desempenho das funções administrativas, adotem MEIOS que. Para a realização de seus FINS, revelem-se ADEQUADOS, NECESSÁRIOS e PROPORCIONAIS. Como exemplos de atos atentatórios à razoabilidade podem ser mencionados: 1. Ordem admitida pelo Ministro da Previdência obrigando TODOS os aposentados epensionistas com mais de 80 anos a comparecer pessoalmente a um posto do INSS, sob pena de suspensão de benefício, a fim de provar que estavam vivos. 2. Edital de concurso público para provimento do cargo de varredor de rua que exige dos candidatos nível superior. A proporcionalidade é um “aspecto da razoabilidade” voltado à aferição da “justa medida” da reação administrativa diante da situação concreta. Em outras palavras, constitui “proibição de exageros” no exercício da função administrativa. Sua origem está ligada ao “direito público alemão”. Consoante excedente definição prevista no art. 2º, parágrafo único, VI, da Lei nº 9.784/99 a proporcionalidade consiste no dever de “adequação entre meios e fins”, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público”. 3.4. Princípio da RAZOABILIDADE 3.5. Princípio da PROPORCIONALIDADE 12 Edvaldo A simples leitura do dispositivo permite identificar a especial preocupação do legislador em “coibir excessos” no campo do “Direito Administartivo sancionador”, seara onde mais comumente são identificadas punições exageradas e desproporcionais, Assim, ao contrário da “razoabilidade”, que se estende a todos os setores de atuação da Administração Pública, a “proporcionalidade” regula especificamente o “Poder Disciplinar” (exercido internamente sobre agentes públicos e contratados) e o “Poder de Polícia” (projeta-se externamente nas penas aplicáveis a particulares). Segundo Celso Antônio Bandeira de mello, há 02 (duas) formas de violação da proporcionalidade: pela intensidade e pela extensão da medida adotada. Intensidade Extensão Haverá conduta desproporcional quando a força da reação administrativa for incompatível com o baixo grau de lesividade do comportamento a ser censurado. Poderá ocorrer de a violação à proporcionalidade manifestar-se no que respeita à extensão pessoal ou geográfica da providência administrativa adotada. Exemplo: Ordem de demolição expedida por causa de pintura descascada na fachada do imóvel. Exemplo: Devido à existência de algumas casas de jogos eletrônicos no entorno de escolas infantis, a prefeitura determina o fechamento de todas as lojas do ramo dentro do Município. Nesse caso, não há ilegalidade no conteúdo (intensidade) da decisão, mas quanto à sua abrangência territorial (extensão). Estabelece o art. 37, §6º, da CF/88: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direit de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. O referido dispositivo enuncia o princípio da responsabilidade, estabelecendo para o Estado o DEVER DE INDENIZAR particulares por “ações e omissões” de agentes públicos que acarretam danos aos administrados. No Exercício da Função Administrativa ➢ A atuação dos Agentes Públicos é imputada à pessoa jurídica estatal a que estão ligados, razão pela qual, em princípio, cabe ao Estado reparar os prejuízos decorrentes do comportamento de seus agentes. ➢ Somente em sede de “Ação Regressiva” é que o agente poderá ser responsabilizado, dependendo de comprovação de culpa ou dolo (art. 37, §6º, da CF), pelo que está sujeita à aplicação da “Teoria Subjetiva”. ➢ A Responsabilidade do Estado ✓ Por condutas COMISSIVAS (ação) é “Objetiva”, NÃO depedendo da comprovação de culpa ou dolo. ✓ Já nos danos por OMISSÃO, o dever de indenizar condiciona-se à demonstração de culpa ou dolo, submetendo-se à “Teoria Subjetiva”. Este princípio é um fundamento geral do ordenamento, sendo “aplicável a todos os ramos do Direito”. Seu conteúdo volta-se à garantia de estabilidade, ordem, paz social e previsibilidade das atribuições estatais. Alinha-se à finalidade primeira da ordem jurídica que é propriciar segurança e estabilidade no convívio social, evitando mudanças abruptas, sobressaltos e surpresas decorrentes de ações governamentais. Segundo a doutrina, diversos institutos jurídicos refletem a proteção da segurança jurídica, tais como: ▪ Decadência. ▪ Prescrição. ▪ Preclusão. ▪ Usucapião. ▪ Convalidação. ▪ Coisa Julgada. ▪ Direito Adquirido. ▪ Irretroatividade da Lei. ▪ Manutenção de Atos praticados por funcionário de fato. BOA-FÉ, SEGURANÇA JURÍDICA e Proteção à Confiança Legitima. O princípio da BOA-FÉ Sentido OBJETIVO Sentido SUBJETIVO Tem origem no direito privado, ligando-se à ideia de que nas relações jurídicas as partes devem proceder corretamente, com lisura, lealdade, e agir de acordo com a palavra empenhada. Consiste no aspecto psicológico de o agente acreditar que atua em conformidade com o direito. 3.6. Princípio da RESPONSABILIDADE 3.8. Princípio da SEGURANÇA JURÍDICA 13 Edvaldo No Direito Administrativo – a boa-fé OBJETIVA ➢ Que deve ser demonstrada tanto pela Administração quanto pelos particulares, aplica-se nos contextos específicos do contrato administrativo e da responsabilidade pré-negocial do Estado. ✓ A responsabilidade pré-negocial do Estado – surge nas hipóteses em que a Administração, após anular ou revogar a licitação, seria chamada a indenizar o licitante vencedor do certame. Quanto ao Prncípio da SEGURANÇA JURÍDICA O princípio da SEGURANÇA JURÍDICA Sentido OBJETIVO Sentido SUBJETIVO Estabelece “limites à retroatividade” dos atos estatais impedindo que prejudiquem o “direito adquirido”, o “ato jurídico perfeito” e a “coisa julgada” (art. 5º, XXXVI, da CF). É também denominado de princípio da “proteção à confiança legítima”. Seu conteúdo exige uma “previsibilidade” ou “calculabilidade” emanada dos atos estatais. Pode ser invocado tanto pelo Estado quanto por particulares. Só pode ser invocada pelo particular, nunca pelo Estado. Este princípio impõe o dever de, diante das diversas opções de ação definidas pela lei para prática de atos discricionários, a Administração Pública adotar a melhor solução para a defesa do interesse público. De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio de “eficiência” é um desdobramento do dever maior de “boa administração”. “A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito” (art. 5º, XXXV, da CF). ▪ A Administração Pública tem o poder-dever de exercer o controle sobre seus atos, mas mesmo assim eles podem ser revistos pelo PoderJudiciário, se praticados com ilegalidade. Todo ato administrativo, seja ele vinculado ou discricionário, está sujeito ao “Controle de legitimidade pelo Poder Judiciário”. No Direito Brasileiro – cumpre ao Poder Judiciário, em sede definitiva, o Controle de Legitimidade tanto dos “Atos dos Particulares” como dos “Atos da Administração Pública”. O PODER JUDICIÁRIO ➢ Está habilitado pela ordem jurídico-constitucional a investigar e controlar o ato da Administração Pública de qualquer dos Poderes do Estado, quer quanto à legalidade propriamente dita, quer quanto à constitucionalidade, cujo parâmetro envolve todos os princípios constitucionais, a exemplo dos princípios da impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, razoabilidade, proporcionalidade e motivação. Este princípio “veda a interrupção na prestação” dos serviços públicos. Está “expressamente previsto” no art, 6º, §1º, da Lei nº 8.987/95, e seu fundamento reside no fato de a prestação de serviços públicos ser um dever constitucionalmente estabelecido (art. 175 da CF), localizando-se, portanto, acima da vontade da Administração Pública, que não tem escolha entre realizar ou não a prestação. Por ser caracterísitica inerente ao regime jurídico dos serviços públicos, o dever de “continuidade” estende-se às formas indiretas de prestação, por meio de “concessionários e permissionários”. Conforme entendimento doutrinário majoritário e da jurisprudência do STJ – AUTORIZA O CORTE – no fornecidmento do serviço, “após prévio aviso”, nos casos de: 1. ”Razões de ordem técnica” ou de “segurança das instalações”. 2. “Inadimplemento” do usuário. Podem ser apontados diversos “desdobramentos normativos” decorrentes do princípio da continuidade dos serviços públicos: 1. O “Direito de Greve” – dos Servidores Públicos será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica (art. 37, VII, da CF/88). 2. Restrição à aplicabilidade da “exceptio non adimpleti contractus”, pois o contrato só pode interromper a execução do contrato após permanecer 90 (noventa) dias sem receber a “remuneração” (art. 78, XV, da Lei nº 8.666/93). 3. Possibilidade de “intervenção na concessionária” para garantia de continuidade na prestação no serviço (art. 32 da Lei nº 8.987/95). 4. Ocupação Provisória – de bens, pessoal e serviços para garantia de serviços essenciais (art. 58, V, da Lei nº 8.666/93). 5. Reversão de Bens – do concessionário indispensável à continuidade do serviço (art. 36 da Lei nº 8.987/95). Resumindo: ▪ É um dever da Administração Pública não só prestar os serviços públicos, mas disponibilizá-los aos administrados continuamente, sem interrupções. ▪ Este princípio impede a interrupção na prestação dos serviços públicos, que, enquanto importante e essencial atividade administrativa, não podem sofrer solulção de continuidade. 3.9. Princípio da BOA ADMINISTRAÇÃO 3.9. Princípio do CONTROLE Jurisdicional da Administração Pública 3.10. Princípio da CONTINUIDADE Dos Serviços Públicos 14 Edvaldo ▪ Cuida-se o princípio em comento de um desmembramento do “Princípio da Obrigatoriedade do Desempenho da Atividade Administrativa”. Constituem princípios fundamentais da organização administrativa: 1. Planejamento. 2. Coordenação. 3. Descentralização. 4. Delegação de Competência. 5. Controle (art. 6º do Decreto-Lei nº 200/67). Este princípio recomenda que, sempre que possível, as funções administrativas devem serdesempenhadas por “Pessoas Jurídicas Autônomas”, É o caso das ”Autarquias”, “Fundações Públicas”, “Empresas Públicas” e “Sociedades de Economia Mista”. (art. 37, XIX, da CF). Os ”Atos Administrativos” são protegidos por uma “presunção de relativa” (juris tantum) de que foram praticados em conformidade com o ordenamento jurídico. Por isso, até prova em contrário, os “Atos Administrativos” são considerados “válidos” para o Direito, cabendo ao particular o ônus de provar eventual ilegalidade na sua “prática”. Em razão dessa presunção, mesmo que o “Ato Administrativo” tenha “vício de legalidade” (ato nulo) fica garantida sua produção de efeitos, até o momento de sua retirada por meio da “invalidação”. Estabelece as relações de “coordenação” e “subordinação” entre órgãos da Administração Pública Direta. Hierarquia É princípio imprescindível para a organização administrativa. Subordinação Hierarquica Só existe “relativamente” às funções administrativas, não em relação às “legislativas” e “judiciais”. Dessa subordinação decorrem: 1. Rever atos – dos subordinados. 2. Delegar e Avocar – competências. 3. Punir – subordinados. 46. 2019 - FADESP Órgão: UEPA Prova: FADESP - 2019 - UEPA - Agente Administrativo A finalidade da administração pública é satisfazer o povo através da gestão eficiente e eficaz, respeitando o que determinam as leis. Ela deve ser direcionada às leis, pois se orienta por princípios do direito e da moral. É um princípio da Administração Pública a: a) legalidade. b) personalidade. c) propaganda patrocinada. d) improbidade. 47. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o item. O princípio da publicidade comporta exceções, de modo que é possível que a lei defina hipóteses de sigilo das informações públicas. ( ) Certo ( ) Errado 48. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o item. Não existe restrição para que as autoridades ou os servidores façam uso de nome, símbolos ou imagens que os promovam em atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. ( ) Certo ( ) Errado 49. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Fiscal Regional Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o item. Pelo princípio da legalidade, a Administração Pública pode, por simples ato administrativo, conceder direitos de qualquer espécie, sem a necessidade de uma lei que os respaldem. ( ) Certo ( ) Errado 50. 2018 - Quadrix - CRMV-AC - Fiscal elo princípio da impessoalidade, é vedada a promoção pessoal de autoridades públicas em publicidades de programas e campanhas dos órgãos estatais. ( ) Certo ( ) Errado 51. 2019 - Fundação CEFETBAHIA - Prefeitura de Cruz das Almas - BA - Assistente Administrativo A alternativa que contém os princípios da administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, explícitos na Constituição Federal de 88, é: 3.11 Princípio da ESPECIALIDADE Ou Descentralização 3.12 Princípio da PRESUNÇÃO de LEGITIMIDADE 3.12 Princípio da PRESUNÇÃO de LEGITIMIDADE 15 Edvaldo a) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. b) pessoalidade restrita, moralidade pública e privada e eficiência legal c) reserva legal, pessoalidade restrita e moralidade administrativa pública e privada. d) legalidade, pessoalidade, moralidade administrativa pública, publicidade restrita ao interesse público. e) reserva legal, impessoalidade, moralidade administrativa pública e privada, publicidade restrita ao interesse público e eficiência legal. 52. 2018 - Quadrix - CRMV-GO - Agente Fiscal A Administração não pode atuar com o objetivo de prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. Seu comportamento deve ser norteado pelo interesse público. Tal afirmação está relacionada ao princípio da: a) legalidade. b) impessoalidade. c) autotutela. d) veracidade. e) ,publicidade. 53. 2019 - IBADE - JARU-PREVI - RO - Assistente Administrativo O bom e correto uso do dinheiro público,o fiel cumprimento dos deveres pelo servidor público e a probidade dos atos administrativos são características que expressam o princípio administrativo da: a) felicidade. b) igualdade. c) publicidade. d) moralidade. e) Privacidade 54. 2019 - IF-MT - Técnico em Gestão Pública Segundo Brasil (1988) e Pazzaglini Filho (2000), o art. 37 da Constituição Federal e suas alterações descreve que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Analise as afirmativas abaixo em relação a esses princípios e identifique as sentenças como verdadeiras ou falsas: ( ) Tais princípios constitucionais são de observância não obrigatória, mas prioritária e universal no exercício de toda a atividade administrativa do Estado. ( ) Em função da emenda constitucional n° 19, de 4 de junho de 1968, a "administração fundacional", mesmo recebendo recursos públicos, não está sujeita aos princípios e as demais normas constitucionais reguladoras da atuação dos órgãos e entidades de Administração Pública direta e indireta. ( ) O princípio da legalidade é pedra fundamental de toque do Estado de Direito e pode ser traduzido na máxima: a Administração Pública poderá atuar conforme a lei. ( ) Os princípios constitucionais são multifuncionais e suas principais funções são: normogenética, sistêmica, orientadora, vinculante, interpretativa e supletiva. ( ) A impessoalidade significa que a conduta do agente público no desempenho da atividade administrativa deve ser sempre objetiva e parcial, tendo por único propósito, em suas ações, o interesse público. ( ) O princípio da moralidade obriga a escolha pelo administrador da opção decisória, concretizada no objeto ou conteúdo de atuação, que atenda ao bem-comum, ao interesse social, sem violar a moral vigente na coletividade. É o atendimento do interesse público com a legalidade ética. ( ) O princípio da publicidade confere transparência à gestão administrativa e segurança jurídica aos particulares, quanto a seus direitos. Esse princípio enseja, além disso, controle interno e externo da legalidade da atuação do agente público. A partir dessa análise está CORRETA somente a alternativa: a) F, F, F, V, V, V e V. b) V, V, V, V, F, V e V. c) V, V, V, F, F, F e F. d) F, F, F, V, V, V e V e) F, F, F, V, F, V e V. 55. 2018 - VUNESP - Câmara de Indaiatuba -SP - Agente Administrativo São, entre outros, princípios expressos na Constituição Federal: a) razoabilidade, legalidade e motivação. b) legalidade, eficiência e autotutela. c) motivação, razoabilidade e moralidade. d) moralidade, eficiência e publicidade. e) segurança Jurídica, autotutela e impessoalidade. 56. 2018 - VUNESP - Prefeitura de Guararapes - SP - Fiscal de Obras e Posturas No exercício de suas atribuições, relacionadas ao poder e dever de polícia administrativa, o princípio da legalidade determina que o fiscal de posturas municipais: a) deverá fazer apenas o que a lei permite, como todo cidadão. b) poderá fazer tudo o que a lei não proíba, como todo cidadão. c) deverá fazer tudo o que a lei não proíba e abster-se de condutas proibidas, e o cidadão deverá fazer tudo o que a lei obrigar. d) poderá fazer apenas o que a lei permite e o cidadão somente em virtude de lei será proibido ou obrigado em relação a determinada conduta. e) poderá fazer tudo o que a lei não proíba e deverá abster-se de condutas proibidas, e o cidadão poderá fazer apenas o que a lei permitir. 16 Edvaldo 57. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Técnico em Segurança do Trabalho De acordo com o Artigo 37 da Constituição Federal, a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos seguintes princípios: a) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. b) Legalidade, pessoalidade, moralidade, sigilo e eficácia. c) Legalidade, impessoalidade, moralidade, ética e eficácia. d) Ética, pessoalidade, moralidade, sigilo e eficiência. 58. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Agente Fazendário A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade dentre outros. I. O princípio da legalidade consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. II. O principio da Impessoalidade estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não o interesse particular. III. O princípio da moralidade administrativa, deve agir com boa- fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarretaa obrigação ao administrador público de observarsomente a lei. IV. O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de todos os atos praticados pela Administração Pública. Assinale a alternative correta: a) Apenas a assertive II está correta. b) Apenas as assertivas II, III e IV estão incorretas. c) Apenas as assertivas III e IV estão incorretas. d) Apenas a assertiva II está incorreta. 59. 2018 - Quadrix - CRMV - MA - Fiscal Na prestação dos serviços pela Administração Pública, a busca pelo melhor desempenho possível e pelos melhores resultados corresponde ao princípio da: a) finalidade. b) motivação. c) eficiência. d) publicidade. e) impessoalidade. 60. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente Administrativo No âmbito da Administração Pública, o princípio da publicidade é absoluto em virtude da supremacia do interesse público. ( ) Certo ( ) Errado 61. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente Administrativo A vedação ao nepotismo na Administração Pública é consequência dos princípios da impessoalidade e da moralidade. ( ) Certo ( ) Errado 62. 2019 - FGV - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Judiciária O Supremo Tribunal Federal inibe a aplicação de severas sanções a entidades federativas por ato de gestão anterior à assunção dos deveres públicos do novo gestor, a fim de não dificultar sua governabilidade, caso esteja tomando as providências necessárias para sanar o prejuízo causado pela gestão anterior. De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, trata-se da aplicação do princípio da administração pública da: a) impessoalidade diferida das sanções; b) continuidade mitigada do gestor; c) responsabilidade subsidiária do gestor; d) intranscendência subjetiva das sanções; e) segurança jurídica objetiva. 63. 2019 - IF-BA - IF Baiano - Administrador O particular não pode invocar a exceção de contrato não cumprido em desfavor da Administração Pública. Assinale a alternativa que contenha o princípio administrativo que fundamenta este direcionamento. a) princípio da auto-tutela b) princípio da presunção de legitimidade c) princípio da continuidade do serviço público d) princípio da razoabilidade e) princípio da eficiência 64. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo O princípio da tutela é o que trata do controle da Administração sobre os próprios atos, com a possibilidade de revogar os ilegais e anular os inconvenientes ou inoportunos. ( ) Certo ( ) Errado 65. 2019 - Quadrix - CRF-BA - Assistente Técnico Administrativo A indisponibilidade do interesse público impede que o administrador renuncie à competência que lhe é outorgada por lei. ( ) Certo ( ) ErradoPrincípios IMPLÍCITOS 17 Edvaldo 66. 2019 - Instituto Excelência - CORE-MT - Fiscal Assinale a alternativa CORRETA que descreve o princípio da proporcionalidade do processo administrativo: a) adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. b) indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. c) observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. d) objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades. e) Nenhuma das alternativas. 67. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Agente Fazendário Processo Administrativo é a sucessão formal de atos que são realizados, por determinação legal, ou em atendimento a princípios sacramentados pela ciência jurídica. Sobre os princípios do processo administrativo assina a alternativa INCORRETA. a) Princípio da ampla defesa. b) Princípio do contraditório.C c) rincípio da verdade real (material). d) Princípio da ilegalidade de finalidade. 68. 2018 - Quadrix - CRMV - MA - Fiscal A Administração Pública pode anular seus próprios atos por vício de ilegalidade ou revogá‐los por razões de mérito. O dever da Administração de controlar seus próprios atos decorre do princípio da: a) autotutela. b) publicidade. c) imperatividade. d) autoexecutoriedade. e) supremacia do interesse público. 69. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente Administrativo A Administração Pública pode revogar seus próprios atos por razões de conveniência e oportunidade, o que consiste em uma expressão da autotutela. ( ) Certo ( ) Errado 70. 2019 - FGV - Prefeitura de Salvador - BA - Agente de Fiscalização Municipal De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, é hipótese de direta e legítima aplicação do princípio da Administração Pública da autotutela, quando o agente público competente: a) anula um ato administrativo anteriormente praticado, por vício de legalidade. b) pratica um ato administrativo de acordo com a razoabilidade, de acordo com padrões éticos e visando ao bem comum. c) edita um ato administrativo com a exposição de seus pressupostos fáticos e de direito. d) trata, do ponto de vista material, igualmente os administrados iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades. e) garante aos cidadãos não serem surpreendidos com atos administrativos que promovam alterações repentinas na ordem jurídica posta. 71. 2019 - Quadrix - CRESS-GO - Agente Administrativo O princípio do controle ou da tutela administrativa define a função de natureza fiscalizatória exercida pela administração direta sobre a indireta, controle esse que se desdobra em político, institucional, administrativo e financeiro. ( ) Certo ( ) Errado 72. 2018 - Quadrix - 13ª Região (BA-SE) - Assistente Administrativo O dever da Administração Pública de controlar seus próprios atos decorre do princípio da imperatividade. ( ) Certo ( ) Errado 73. 2019 - COSEAC - UFF - Assistente em Administração Princípios administrativos são os postulados fundamentais que inspiram todo o modo de agir da Administração Pública. Na Constituição vigente, no capítulo destinado à Administração Pública, estão estabelecidos os princípios a serem observados por todas as pessoas administrativas de qualquer dos entes federativos. Sendo assim, estes princípios constitucionais são denominados “princípios expressos”. Além dos princípios expressos, a Administração Pública ainda deve se orientar por outras diretrizes e que por isso são da mesma relevância que aqueles, que são denominados “princípios reconhecidos”. São “princípios reconhecidos”, os abaixo relacionados, EXCETO: a) autotutela b) indisponibilidade c) precaução d) eficiência e) supremacia do interesse público. 74. 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - Auxiliar Perícia Médico-Legal Qual princípio, dentro do Direito Administrativo, possui ligação com o seguinte conceito: “Os bens e interesses públicos não pertencem à Administração nem a seus agentes. Cabe-lhes apenas geri-los, conservá-los e por eles velar em prol da coletividade”? a) Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos. b) Princípio da Autotutela. c) Princípio da Supremacia do Interesse Público. d) Princípio da Segurança Jurídica. e) Princípio da Indisponibilidade. 18 Edvaldo 46 A 53 D 60 F 67 D 47 V 54 E 61 V 68 A 48 F 55 D 62 D 69 V 49 F 56 D 63 C 70 A 50 V 57 A 64 F 71 V 51 A 58 C 65 V 72 F 52 B 59 C 66 A 73 D - - - - - - 74 E GABARITO PRINCÍPIOS