Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Curso: Psicologia
	Turno: 
	Campus: 
	Disciplina: Processos Básicos
	Estudo dirigido 
	Professor: Veronica Gurgel
	Data: 
EMOÇÃO
1) Em que consistem as emoções?
Conjunto das respostas fisiológicas (rubor, taquicardia, respiração, suor, tremor, riso, choro, etc)
e motoras do corpo frente a algum evento (estímulos). Reações agudas e de curta duração que
envolvem alterações somáticas (neuro vegetativas, motoras, hormonais, viscerais e
vasomotoras). O que cada um nós sente (no nível subjetivo) e rotula sobre uma experiência
emotiva é pessoal e, dependendo de como interpretamos, nos afeta (cognitivo).
2) Quais são as cinco principais emoções, consideradas frequentemente como universais?
Alegria / Raiva / Desagrado / Medo / Tristeza / Surpresa
3) Qual(is) a(s) função(ões) da emoção quando pensamos na história evolução da espécie humana?
Experiências negativas e positivas orientam comportamentos que aumentam a probabilidade de o organismo sobreviver e de se reproduzir. As emoções são adaptativas porque preparam e orientam comportamentos motivados, como correr quando encontramos animais perigosos. Elas fornecem informações sobre a importância de um estímulo para os objetivos pessoais e preparam as pessoas para as ações que ajudam na obtenção desses objetivos.
Emoções envolvem uma dinâmica interpessoal. As pessoas interpretam as expressões faciais de emoção para predizer o comportamento dos outros. Tanto as emoções como as expressões emocionais fornecem informações adaptativas. 
4) Em que consiste o modelo circumplexo das emoções?
Um círculo composto por emoções que são posicionadas de acordo com maior ou menor grau de ativação ao redor das intersecções das dimensões nucleares do afeto, em quadrantes em que são classificadas também como mais ou menos agradáveis e desagraveis (sua valência). Assim, “excitado” é um estado afetivo que inclui prazer e excitação, enquanto “deprimido” descreve um estado de baixa excitação e afeto negativo. 
No círculo, a felicidade se encontra no quadrante ativado e agradável; a tristeza no quadrante desativado e desagradável. No quadrante desagradável e ativado, vão num crescente de ativação as emoções de nojo, raiva e medo. No ápice da ativação fica a surpresa. 
5) Em que consiste a teoria de James Lange? Qual a sua relação com os experimentos acerca do feedback facial?
Para esses autores a emoção decorre de resposta corporal específica. A experiência emocional é simplesmente uma reação a eventos corporais instintivos que ocorrem como resposta a alguma situação ou evento no ambiente “Nós nos sentimos tristes porque choramos, zangados porque brigamos e assustados porque trememos” (W. James). (estímulo – fisiológico – emoção) Experimento do feedback facial: sorrir ou fazer careta depois de julgar desenhos animados.
Segundo eles, cada emoção importante acompanha uma reação fisiológica ou “visceral” dos órgãos internos – chamada de experiência visceral. É esse padrão específico de resposta visceral que nos leva a nomear a experiência emocional.
Em síntese, James e Lange propuseram que experimentamos emoções como resultado de mudanças fisiológicas que produzem sensações específicas. 
Limitações:
Para que a teoria seja válida, as mudanças viscerais teriam de ocorrer relativamente rápido porque experimentamos algumas emoções – como o medo ao ouvir um estranho aproximando de modo rápido numa noite escura – quase que de imediato. No entanto, experiências emocionais frequentemente ocorrem mesmo antes que haja tempo de certas mudanças fisiológicas serem postas em movimento. Devido a lentidão com que ocorrem algumas mudanças viscerais, é difícil considera-las como a origem da experiência emocional imediata.
A excitação fisiológica não produz invariavelmente experiência emocional. Por exemplo, uma pessoa correndo apresenta varias mudanças fisiológicas associadas a certas emoções, como batimento cardíaco e uma respiração acelerados, e os corredores não pensam nessas mudanças em termos de emoção. Assim, as mudanças viscerais por si só podem não ser suficientes para produzir emoção. 
6) Explique a teoria de Canon Bard
Essa teoria rejeita a ideia de que a excitação fisiológica isolada leva à percepção da emoção. Para Cannon-Bard, a excitação fisiológica e a experiência emocional são produzidas simultaneamente pelo mesmo estímulo nervoso, que emana do Tálamo no cérebro. Segundo tal teoria, depois que percebemos um estímulo que produz emoção , o Tálamo é o ponto inicial da resposta. A seguir, o Tálamo envia um sinal para o Sistema Nervoso Autônomo, produzindo uma resposta visceral. Ao mesmo tempo, o tálamo também transmite uma mensagem para o Córtex cerebral referente à natureza da emoção experimentada. Emoções conscientes não dependem de alterações somáticas, apenas ocorrem ao mesmo tempo. Portanto, não é necessário que diferentes emoções tenham padrões fisiológicos únicos associados a elas – desde que a mensagem enviada para o córtex cerebral difira de acordo com a emoção específica. 
Limitações:
Pesquisas recentes levaram a algumas modificações importantes na teoria, agora entendemos que o Hipotálamo e o Sistema Límbico, e não o Tálamo, desempenham um papel importante na experiência emocional. 
Além disso, a ocorrência simultânea das respostas fisiológicas e emocionais ainda precisa ser demonstrada conclusivamente. 
7) Explique a teoria dos dois fatores de Schachter e Singer, e cite um tipo de experimento que parece corroborá-la.
A emoção surge a partir da tomada de consciência de alterações corporais (excitação física), mas exige uma interpretação consciente (rótulo cognitivo) da excitação, daí vem a resposta emocional. 
Foi feito um experimento com 2 grupos de universitários de recebeu hormônios de epinefrina (adrenalina): um grupo sabe quais os efeitos somáticos da injeção. Ao outro grupo, é dito que a injeção não tem qualquer efeito. Depois cada um vai para uma sala de espera, onde encontra uma pessoa eufórica (um ator “cúmplice”). Enquanto isso, a injeção faz efeito e o aluno sente o coração disparar, seu corpo esquentar e sua respiração ficar ofegante. O grupo que sabe os efeitos da injeção declarou sentir pouca emoção - atribuíram a excitação ao medicamento. O outro grupo relata sentir a emoção da pessoa que estavam observando - ficando felizes ou eufóricas.
Em resumo, os resultados indicam que os participantes voltavam-se ao ambiente e o comportamento dos outros para explicar a excitação fisiológica que eles estavam experimentando.
8) Quais os efeitos mais claros da lesão bilateral da amigdala sobre a emoção?
Lesões na amígdala podem causar anormalidades no processamento do medo. A amígdala, situada no lobo temporal do cérebro, é importante para a experiência das emoções, pois ela possibilita uma ligação entre a percepção de um estímulo que produz emoção e a lembrança daquele estímulo posteriormente. Por exemplo, se alguma vez formos atacados por um perigoso pit bull, a amígdala processa essa informação e leva-nos a reagir com medo quando vemos um pit bull posteriormente – exemplo de uma resposta de medo classicamente condicionada. A lesão bilateral causa a Síndrome de Kluver-bucy. Nos humanos reduz a capacidade de reconhecer e sentir medo. Prejuízo no condicionamento do medo (memorização). Em animais causa hipersexualização, ausência de medo e menor manifestação de emoções.
MOTIVAÇÃO
1) O que significa dizermos que a motivação é energizante e diretiva?
Energizante porque ativa comportamentos e diretiva porque orienta o comportamento para atingir necessidades específicas (busca ou evitação).
2) Explique a Teoria dos instintos de MCDOUGALL e as críticas que foram feitas a ela.
Na teoria dos instintos, os psicólogos atribuíam o comportamentos aos instintos; padrões de
comportamentos específicos e inatos, característico de toda uma espécie. Presumiam que as pessoas
e animais nasciam pré-programados com um conjunto de comportamentos essenciais para a sua
sobrevivência. Os instintos então forneceriam a energia que canaliza o comportamento nasdireções
apropriadas.
No entanto, essa concepção apresenta várias ponderações. Em primeiro lugar, os psicólogos não
concordam quanto a quais, ou mesmo quantos, instintos primários existem.
Além disso, as explicações baseadas no conceito dos instintos não vão muito longe na explicação de
suas origens e por que um padrão especifico de comportamento, e não outros, apareceu em
determinada espécie. E embora esteja claro que existem comportamentos baseados nos instintos, grande parte da variedade e complexidade do comportamento humano é aprendida.
Instintos: ações não aprendidas, desencadeadas por deixas externas.
Impulso imediato de agir de forma especifica - ex: olhar na direção de barulhos 
Foi utilizado como conceito explicativo para boa parte dos comportamentos até os anos 1930
Críticas: poucos seriam os comportamentos não modificados pela experiência. 
O conceito estava sendo usado de forma a explicar qualquer ação ou seu contrário “se ele vai com os companheiros, é o ‘instinto de rebanho’; se ele vai sozinho, é o ‘instinto anti-social”
3) Explique a Teoria da Redução de impulsos de Clark Hull (1940) e as críticas que foram feitas.
Tal teoria sugere que a ausência de alguma necessidade biológica básica produz um impulso que
impele certo organismo a satisfazer aquela necessidade. Um impulso é uma tensão motivacional, ou excitação, que energiza o comportamento para atender uma necessidade, afim de reduzir tal estado
de tensão e voltar ao estado de homeostase, ou equilíbrio de seus ambientes internos. Essas
necessidades inerentemente então empurram um indivíduo em direção a seu determinado objetivo.
Dentre eles, existem os impulsos primários, que são inatos, relacionados a necessidades biológicas
do corpo ou da espécie como um todo; vitais para a sobrevivência como a fome, sede e desejo
sexual, e os secundários, nos quais o comportamento não atende uma necessidade biológica obvia,
são aquelas que ajudam a satisfazer as primárias; como as necessidades monetárias.
Estado de ansiedade ou urgência nos levam a satisfazer as nossas necessidades. Ex: quando prendemos a respiração, sentimos o impulso de respirar.
Limitações:
Embora a teoria da redução do impulso ofereçam uma boa explicação sobre como os impulsos primários motivam o comportamento, elas não podem explicar completamente um comportamento em que o objetivo não é reduzir um impulso, mas manter ou até mesmo aumentar o nível de excitação. Por exemplo, alguns comportamentos parecem motivados por nada mais do que a curiosidade, como correr para verificar as mensagens de e-mail. 
Igualmente, muitas pessoas procuram atividades emocionantes, como andar de montanha-russa, que certamente não sugerem que as pessoas buscam reduzir todos os impulsos.
4) Explique a Teoria da excitação ótima – Arousal - Daniel Berlyne (1960)
Está teoria é uma extensão da Teoria da Redução dos Impulsos. Ela defende o efeito motivacional
do neurotransmissor dopamina na psique humana. De acordo com esta teoria, a psique humana é
sensível à recompensa e um indivíduo fica motivado para a realização de qualquer atividade que
otimiza seu nível de excitação. Em outras palavras, os seres humanos são inclinados a participar de
atividades que satisfazem ou aliviam sua excitação. Um indivíduo que requer menor excitação
normalmente participará de atividades que induzem ao relaxamento, enquanto outro com uma
exigência maior de excitação procurará algo que ofereça mais emoção e entusiasmo.
A diminuição da excitação/energia e o retorno ao equilíbrio é capaz de explicar todos os nossos comportamentos?
- Não. Parece que buscamos atingir um ponto ótimo de excitação - buscamos estímulos diferentes/excitantes (músicas de estilos diferentes)
5) Explique a Hierarquia das necessidades de Maslow (1960) [humanista]
Como seres humanos, experimentamos impulsos e temos certas necessidades. A hierarquia das
Necessidades de Maslow postula que somos motivados por necessidades hierarquicamente
classificadas. Um indivíduo precisa satisfazer uma cadeia de necessidades de sobrevivência a longo
prazo para seu próprio desenvolvimento. Em primeiro lugar estão as necessidades muito básicas –
comida, abrigo, um trabalho, etc. Uma vez que essas necessidades são satisfeitas, não servem mais
como fatores motivacionais e o indivíduo busca coisas em outros níveis para servir como sua
motivação – um carro, saldo bancário, status social, etc. 
Preponderância das necessidades: na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas (ar, comida, água, sexo, sono, abrigo, homeostase e excreção), acima a segurança (do corpo, do emprego, da família, da moradia, da saúde, da propriedade), depois amor/relacionamentos (amizade, família, intimidade sexual, conexão), acima a estima (autoestima, confiança, conquista, respeito dos outros e aos outros) e no topo a autorealização (“ser”ou realizar-se, motivação para alcançar seu potencial completo, criatividade, espontaneidade, aceitação dos fatos, resolução dos problemas, ausência de preconceito).
6) Em que consiste a motivação intrínseca? E a motivação extrínseca?
A extrínseca por um lado, se refere a recompensas que não são obtidas da atividade em si mas que
são consequências dela. Ex: criança realiza tarefas domesticas para ganhar sua mesada. O indivíduo
faz a tarefa para ser recompensado ou para não ser castigado. A punição ou recompensa é o
combustível que faz mobilizar o sujeito. Quando retirados, o sujeito vai deixar de se mobilizar, de
estar motivado, visto que não tem nada a ganhar nem perder se não executar a tarefa. Estudos
indicam que este tipo de motivação é muito inconstante, visto que depende de fatores externos. O
indivíduo não gosta da tarefa em si, mas gosta da recompensa que a tarefa ao ser executada lhe pode
trazer, o que implica necessariamente pouca satisfação e prazer na execução dela.
Comportamentos intrinsecamente motivados diz respeito às recompensas da atividade em si. Ex:
criança faz desenhos em troca da diversão que deriva da atividade em si. Ela tem origem em fatores
internos ao indivíduo, relaciona-se com a sua forma de ser, seus interesses e gostos. Neste tipo de
motivação, não há necessidade de existir recompensas, visto que a tarefa em si própria representa
um interessa para o sujeito. Esse tipo de motivação é constante pois depende do sujeito e não de
fatores externos. A tarefa deixa de representar uma obrigação, um meio para atingir um fim, para
representar um fim em si própria. Ela está então relacionada com a felicidade e com a realização
pessoal.
Tanto num contexto laboral como acadêmico, tem mais sucesso os indivíduos que estão mais
motivados intrinsecamente. Porém, a motivação intrínseca, sendo algo interno do indivíduo, é algo
subjetivo, logo pode depender da perspectiva de cada um. Pois dois indivíduos perante a mesma
tarefa, pode estar altamente motivado e outro não. Cabe então ao líder da empresa ou professor,
fazer com que o trabalhador ou aluna encontre nas tarefas ou aprendizagens, pontos que vão de
encontro aos seus interesses, gostos e formas de ser.
No entanto, observou-se que, uma vez que a motivação extrínseca é usada regularmente para
motivar uma pessoa a realizar atividades que imagina fazê-las por fatores intrínsecos, com o passar
do tempo a pessoa perderá a satisfação pessoal em fazer tais coisas.
5