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Micheli Biasibetti Relação terapeuta-paciente “o cuidar e ser cuidado” Relação terapeuta-paciente Foi designada através dos tempos ao encontro terapeuta paciente desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? Não é uma relação humana habitual comum, é carregada de: Determinando uma relação entre o ser doente e aquele que lhe oferece ajuda. Angústia / ansiedade Medo Incerteza / dúvida Amor / esperança Ódio Insegurança Confiança Este estudo deve partir das seguintes premissas Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? A relação terapeuta-paciente é fundamental na prática fisoterapêutica, devendo ser o foco de atenção e estudo desde o primeiro encontro com o paciente, permanecendo durante a vida profissional. É indispensável o conhecimento básico da humanidade, pois esta relação, ultrapassa os fenômenos biológicos, onde estão aprisionados a profissão de fisioterapeuta. Relação terapeuta paciente e princípios bioético Autonomia (núcleo central do relacionamento terapeuta-paciente) consentimento informado Beneficência Não maleficência Sigilo Justiça Relação terapeuta-paciente Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? Na prática, os vínculos na profissão são: Confiança Empatia Relação Terapeuta - Paciente Primeira manifestação deve ser de empatia Interesse pelo paciente Tratado como uma pessoa humana Ser chamado pelo nome Nunca pelo número do leito ou pela doença Aspecto psicodinâmico da relação terapeuta-paciente Fisioterapeuta ativo / paciente passivo Fisioterapeuta dirigindo / paciente colaborando Fisioterapeuta agindo / paciente participando ativamente (aliança terapêutica) O paciente abandona-se completamente e aceita passivamente os cuidados fisioterapêuticos. Quanto mais ativo e seguro se mostrar o terapeuta, mais tranquilo e seguro ficará o paciente. Aspecto psicodinâmico da relação terapeuta-paciente Fisioterapeuta ativo / paciente passivo Ex: Fisioterapeuta de UTI; manobra osteopática. Fisioterapeuta Dirigindo pcte colaborando O fisioterapeuta assume seu papel até certo ponto “autoritário”. O paciente compreende e aceita tal atitude procurando colaborar. Aspecto psicodinâmico da relação terapeuta-paciente O fisio permanece no seu papel de definir os caminhos e os procedimentos. O paciente compreende e atua conjuntamente. As decisões são tomadas após troca de ideias e análises de alternativas. Aspecto psicodinâmico da relação terapeuta-paciente Fisio agindo / paciente participando ativamente (aliança terapêutica) Assim o paciente assume responsabilidade no seu tratamento. Tendo uma parceria entre fisio e o paciente. Atualmente designado Aliança terapêutica. Aspecto psicodinâmico da relação terapeuta-paciente Fisio agindo / paciente participando ativamente (aliança terapêutica) Fenômeno psicodinâmico da relação terapeuta-paciente São mecanismos Transferência Contratransferência São os fenômenos afetivos que o paciente passa (transfere) para a relação. Chamamos transferência positiva (quando o paciente vivencia o relacionamento de maneira agradável). Transferência O paciente revive fatos desagradáveis de relações anteriores. Transferência negativa ou resistência Fator ou mecanismo psicológico, inconsciente que compromete ou atrapalha a relação terapeuta–paciente. Os fenômenos de resistência podem surgir no momento da 1ª consulta e se reforçar ao longo da convivência. Resistência Seria a passagem de aspectos afetivos do fisioterapeuta para o paciente Positiva – útil e importante para o tratamento de pacientes com doenças crônicas e incuráveis Negativo – rotula o paciente de “chato”, “irritante”, enjoado”. Contratransferência Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? O dono da doença é o paciente e suas queixas devem ser sempre valorizadas e respeitadas. Descuidar da formação humanística é trasformar o fisioterapeuta em mero mecânico do corpo humano. Lidamos com pessoas e não com órgãos a serem transformados em gráficos, curvas, imagens ou números. O Fisioterapeuta O Fisioterapeuta Seguro Compreender Encorajar Respeitar o paciente Saber ouvir Olhar nos olhos do paciente “Antes de se orientar o paciente, é preciso escutá-lo, observá-lo, compreendê-lo.” Ser fisioterapeuta Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? É uma atividade humana que se caracteriza por: Conhecimento Postura vestimenta adequada higiene cuidadosa vocabulário apropriado atitudes Sacerdócio Dedicação aos pacientes é fundametal capacidade de se entregar de corpo e espírito à arte de bem servir ao semelhante. Tipos de Profissionais da Saúde Baseado nos aspectos da personalidade Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? Agressivo Inseguro Frustrado Paternalista Especialista Sem vocação Rotulador Pessimista Otimista Autoritário O profissional ideal Tem que ter na sua personalidade algumas características que são fundamentais: Interesse pelos seus semelhantes Respeito pela pessoa humana Espírito de solidariedade Capacidade de compreender o sofrimento alheio Vontade de ajudar “Para ser efetiva, a relação de ajuda deve ser AFETIVA” É um ser humano Homem ou mulher De uma certa idade História individual Personalidade exclusiva O paciente Não é um tubo de ensaio, nem uma cobaia ou uma máquina. Foi designada através dos tempos ao encontro médico paciente que desperta uma gama variada de sentimentos e emoções, configurando uma relação humana especial. POR QUE É ESPECIAL? Ansioso Sugestionável Hipocondríaco Deprimido Que chora Eufórico Hostil Inibido Psicótico Em estado grave Fora de possibilidade terapêutica (terminal) Pouca inteligência Surdo-Mudo Criança Adolecentes Idosos Tipos de pacientes Palavras que soam como estigma POR QUE É ESPECIAL? Câncer Doença de chagas Lepra AIDS Incurável Óbito Qualidades humanas fundamentis na relação terapeuta-paciente Integridade Respeito Compaixão O universo do “cuidar” é bem mais abrangente do que o de “curar”. Podemos não curar sempre, mas sempre podemos cuidar e diminuir o sofrimento.