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Professora Sthephanie Freitas RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013 Parte - 1 RESOLUÇÃO - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013 Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS Seção I - Objetivo Art. 1º Esta Resolução tem por objetivo instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. Seção II - Abrangência Art. 2º Esta Resolução se aplica aos serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa. Parágrafo único. Excluem-se do escopo desta Resolução os consultórios individualizados, laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar. CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Seção III - Definições Art. 3º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: boas práticas de funcionamento do serviço de saúde: componentes da garantia da qualidade que asseguram que os serviços são ofertados com padrões de qualidade adequados; cultura da segurança: conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o comprometimento com a gestão da saúde e da segurança, substituindo a culpa e a punição pela oportunidade de aprender com as falhas e melhorar a atenção à saúde; Continua. I II Continuação. dano: comprometimento da estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo doenças, lesão, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo, assim, ser físico, social ou psicológico; evento adverso: incidente que resulta em dano à saúde; Continua. III IV garantia da qualidade: totalidade das ações sistemáticas necessárias para garantir que os serviços prestados estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos para os fins a que se propõem; V Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Continuação. gestão de risco: aplicação sistêmica e contínua de políticas, procedimentos, condutas e recursos na identificação, análise, avaliação, comunicação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional; Continua. VI incidente: evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário à saúde; VII núcleo de segurança do paciente (NSP): instância do serviço de saúde criada para promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente; VIII Continuação. plano de segurança do paciente em serviços de saúde: documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando a prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde; Continua. IX segurança do paciente: redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à atenção à saúde; X Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Continuação. serviço de saúde: estabelecimento destinado ao desenvolvimento de ações relacionadas à promoção, proteção, manutenção e recuperação da saúde, qualquer que seja o seu nível de complexidade, em regime de internação ou não, incluindo a atenção realizada em consultórios, domicílios e unidades móveis; XI tecnologias em saúde: conjunto de equipamentos, medicamentos, insumos e procedimentos utilizados na atenção à saúde, bem como os processos de trabalho, a infraestrutura e a organização do serviço de saúde. XII CAPÍTULO II - DAS CONDIÇÕES ORGANIZACIONAIS Seção I - Da criação do Núcleo de Segurança do Paciente Art. 4º A direção do serviço de saúde deve constituir o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e nomear a sua composição, conferindo aos membros autoridade, responsabilidade e poder para executar as ações do Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 § 2º No caso de serviços públicos ambulatoriais pode ser constituído um NSP para cada serviço de saúde ou um NSP para o conjunto desses, conforme decisão do gestor local do SUS. § 1º A direção do serviço de saúde pode utilizar a estrutura de comitês, comissões, gerências, coordenações ou núcleos já existentes para o desempenho das atribuições do NSP. Art. 5º Para o funcionamento sistemático e contínuo do NSP a direção do serviço de saúde deve disponibilizar: recursos humanos, financeiros, equipamentos, insumos e materiais; I um profissional responsável pelo NSP com participação nas instâncias deliberativas do serviço de saúde. II Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Art. 6º O NSP deve adotar os seguintes princípios e diretrizes: A melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias da saúde; I A disseminação sistemática da cultura de segurança; II A articulação e a integração dos processos de gestão de risco; III A garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde. IV Art.7º Compete ao NSP: promover ações para a gestão de risco no serviço de saúde;I desenvolver ações para a integração e a articulação multiprofissional no serviço de saúde; II promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e procedimentos realizados e na utilização de equipamentos, medicamentos e insumos propondo ações preventivas e corretivas; III Continua. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 elaborar, implantar, divulgar e manter atualizado o Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; IV Continua. Continuação. acompanhar as ações vinculadas ao Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; V implantar os Protocolos de Segurança do Paciente e realizar o monitoramento dos seus indicadores; VI estabelecer barreiras para a prevenção de incidentes nos serviços de saúde; VII desenvolver, implantar e acompanhar programas de capacitação em segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde; VIII Continua. Continuação. analisar e avaliar os dados sobre incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; IX compartilhar e divulgar à direção e aos profissionais do serviço de saúde os resultados da análise e avaliação dos dados sobre incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; X notificar ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária os eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; XI Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 manter sob sua guarda e disponibilizar à autoridade sanitária, quando requisitado, as notificações de eventos adversos; XII Continuação. acompanhar os alertas sanitários e outras comunicações de risco divulgadas pelas autoridades sanitárias. XIII Rumo à aprovação! Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Professora Sthephanie Freitas RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013 Parte - 2 CAPÍTULO II - DAS CONDIÇÕES ORGANIZACIONAIS Seção II - Do Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde Art. 8º O Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (PSP), elaborado pelo NSP, deve estabelecer estratégias e ações de gestão de risco, conforme as atividades desenvolvidas pelo serviço de saúde para: identificação, análise, avaliação, monitoramento e comunicação dos riscos no serviço de saúde, de forma sistemática; I Continua. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 integrar os diferentes processos de gestão de risco desenvolvidos nos serviços de saúde; II Continuação. implementação de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde; III identificação do paciente; IV higiene das mãos; V segurança cirúrgica; VI Continua. segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; VII Continuação. Continua. segurança na prescrição, uso e administração de sangue e hemocomponentes; VIII segurança no uso de equipamentos e materiais;IX manter registro adequado do uso de órteses e próteses quando este procedimento for realizado; X prevenção de quedas dos pacientes; XI Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 prevenção de úlceras por pressão; XII Continuação. Continua. prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à assistência à saúde; XIII segurança nas terapias nutricionais enteral e parenteral; XIV comunicação efetiva entre profissionais do serviço de saúde e entre serviços de saúde; XV Continuação. estimular a participação do paciente e dos familiares na assistência prestada. XVI promoção do ambiente seguro XVII Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 CAPÍTULO III - DA VIGILÂNCIA, DO MONITORAMENTO E DA NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS Art. 9º O monitoramento dos incidentes e eventos adversos será realizado pelo Núcleo de Segurança do Paciente - NSP. Art. 10 A notificação dos eventos adversos, para fins desta Resolução, deve ser realizada mensalmente pelo NSP, até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância, por meio das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pela Anvisa. Parágrafo único - Os eventos adversos que evoluírem para óbito devem ser notificados em até 72 (setenta e duas) horas a partir do ocorrido. Art. 11 Compete à ANVISA, em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária: monitorar os dados sobre eventos adversos notificados pelos serviços de saúde; I divulgar relatório anual sobre eventos adversos com a análise das notificações realizadas pelos serviços de saúde; II acompanhar, junto às vigilâncias sanitárias distrital, estadual e municipal as investigações sobre os eventos adversos que evoluíram para óbito. III Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 CAPÍTULO IV - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 12 Os serviços de saúde abrangidos por esta Resolução terão o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a estruturação dos NSP e elaboração do PSP e o prazo de 150 (cento e cinquenta) dias para iniciar a notificação mensal dos eventos adversos, contados a partir da data da publicação desta Resolução. Art. 14 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 13 O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei n. 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 1. (UFPR/UFPR/2018) A Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013, que institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências, na seção III adota algumas definições: 1. Totalidade das ações sistemáticas necessárias para garantir que os serviços prestados estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos para os fins a que se propõem. 2. Aplicação sistêmica e contínua de políticas, procedimentos, condutas e recursos na identificação, análise, avaliação, comunicação e controle de riscos e eventos adversos. 1. (UFPR/UFPR/2018) 3. Conjunto de equipamentos, medicamentos, insumos e procedimentos utilizados na atenção à saúde, bem como os processos de trabalho, a infraestrutura e a organização do serviço de saúde. 4. Redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à atenção à saúde. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 1. (UFPR/UFPR/2018) São definições de Gestão de Risco e Segurança do Paciente presentes na RDC nº 36: a) 1 e 3 apenas. b) 1 e 4 apenas. c) 2 e 4 apenas. d) 1, 2 e 3 apenas. e) 2, 3 e 4 apenas. 2. (UFG/CS-UFG/2018) A RDC n. 36 refere-se à segurança do paciente em serviços de saúde e tem por objetivo instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. Nesse sentido, a) a cultura da segurança refere-se a um conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o comprometimento com a gestão da saúde e da segurança, substituindo a culpa e a punição pela oportunidade de aprender com as falhas e melhorar a atenção à saúde. b) as ações de competência do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) incluem a promoção de mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e procedimentos realizados e na utilização de equipamentos, medicamentos e insumos, propondo ações corretivas e punitivas. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 2. (UFG/CS-UFG/2018). c) as ações estabelecidas são estendidas a todos os serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa, consultórios individualizados, laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar. d) o Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde integra a implementação de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a higienização das mãos, a prevenção de quedas e de úlceras por pressão, a prevenção de perdas de cateteres e extubação acidental, entre outros. 3. (UFF/COSEAC/2019) De acordo com a RDC nº 36, de julho de 2013, todos os serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa, devem constituir instância para promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente, que terá a denominação de: a) gerência de risco e segurança. b) vigilância em saúde. c) serviço de acreditação. d) núcleo de segurança do paciente. e) setor de educação permanente. Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 Rumo à aprovação! GABARITO 1 - C 2 - A 3 - D Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80 A COLEÇÃO MAIS COMPLETA DO BRASIL Stephanie Bernardes Gonçalves - 484.680.918-80