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Manual de programação
Ref.1402
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Neste produto se está utilizando o seguinte código fonte, sujeito aos termos da licença GPL. As aplicações busybox
V0.60.2; dosfstools V2.9; linux-ftpd V0.17; ppp V2.4.0; utelnet V0.1.1. A livraria grx V2.4.4. O kernel de linux V2.4.4. O
carregador de linux ppcboot V1.1.3. Se você deseja que lhe seja enviada uma cópia em CD deste código fonte, envie 10
euros a Fagor Automation em conceito de custos de preparação e envio.
Todos os direitos reservados. Não se pode reproduzir nenhuma parte desta
documentação, transmitir-se, transcrever-se, armazenar-se num sistema de
recuperação de dados ou traduzir-se a nenhum idioma sem o consentimento
expresso de Fagor Automation. Proíbe-se qualquer reprodução ou uso não
autorizado do software, quer seja no conjunto ou em parte.
A informação descrita neste manual pode estar sujeita a variações motivadas
por modificações técnicas. Fagor Automation se reserva o direito de modificar
o conteúdo do manual, não estando obrigado a notificar as variações.
Todas as marcas registradas ou comerciais que aparecem no manual pertencem
aos seus respectivos proprietários. O uso destas marcas por terceiras pessoas
para outras finalidades pode vulnerar os direitos dos proprietários.
É possível que o CNC possa executar mais funções que as captadas na
documentação associada; não obstante, Fagor Automation não garante a
validez das referidas aplicações. Portanto, a menos que haja licença expressa
de Fagor Automation, qualquer aplicação do CNC que não se encontre indicada
na documentação deve-se considerar como "impossível". De qualquer maneira,
Fagor Automation não se responsabiliza por lesões, danos físicos ou materiais
que possa sofrer ou provocar o CNC se este é utilizado de maneira diferente à
explicada na documentação relacionada.
Se há contrastado o conteúdo deste manual e sua validez para o produto
descrito. Ainda assim, é possível que se tenha cometido algum erro involuntário
e é por isso que não se garante uma coincidência absoluta. De qualquer maneira,
se verifica regularmente a informação contida no documento e se procede a
realizar as correções necessárias que ficarão incluídas numa posterior edição.
Agradecemos as suas sugestões de melhoramento.
Os exemplos descritos neste manual estão orientados para uma melhor
aprendizagem. Antes de utilizá-los, em aplicações industriais, devem ser
convenientemente adaptados e também se deve assegurar o cumprimento das
normas de segurança.
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I N D I C E
A respeito do produto ................................................................................................................... 7
Declaração de conformidade........................................................................................................ 9
Histórico de versões ................................................................................................................... 11
Condições de Segurança ........................................................................................................... 13
Condições de garantia................................................................................................................ 17
Condições para retorno de materiais.......................................................................................... 19
Notas complementares............................................................................................................... 21
Documentação Fagor ................................................................................................................. 23
CAPÍTULO 1 GENERALIDADES
1.1 Programas de usinagem................................................................................................ 26
1.1.1 Considerações à conexão Ethernet ........................................................................... 28
1.2 Conexão DNC................................................................................................................ 29
1.3 Protocolo de comunicação via DNC ou periférico ......................................................... 30
CAPÍTULO 2 CONSTRUÇÃO DE UM PROGRAMA
2.1 Estrutura de um programa no CNC ............................................................................... 32
2.1.1 Cabeçalho de bloco ................................................................................................... 32
2.1.2 Bloco de programa..................................................................................................... 33
2.1.3 final de bloco .............................................................................................................. 34
CAPÍTULO 3 EIXOS E SISTEMAS DE COORDENADAS
3.1 Nomenclatura dos eixos ................................................................................................ 36
3.2 Seleção de planos (G16, G17, G18, G19)..................................................................... 37
3.3 Dimensão da peça. Milímetros (G71) ou polegadas (G70) ........................................... 38
3.4 Programação absoluta/incremental (G90, G91) ............................................................ 39
3.5 Programação em raios ou diâmetros (G152, G151)...................................................... 40
3.6 Programação de cotas................................................................................................... 41
3.6.1 Coordenadas cartesianas .......................................................................................... 42
3.6.2 Coordenadas polares................................................................................................. 43
3.6.3 Ângulo e uma coordenada cartesiana ....................................................................... 45
3.7 Eixos rotativos................................................................................................................ 46
3.8 Zona de trabalho............................................................................................................ 47
3.8.1 Definição das zonas de trabalho................................................................................ 47
3.8.2 Utilização das zonas de trabalho ............................................................................... 48
CAPÍTULO 4 SISTEMAS DE REFERÊNCIA
4.1 Pontos de referência...................................................................................................... 49
4.2 Busca de referência de máquina (G74) ......................................................................... 50
4.3 Programação com respeito ao zero máquina (G53)...................................................... 51
4.4 Visualização de cotas e deslocamentos de origem ....................................................... 52
4.4.1 Visualização de cotas e limitação do valor de S (G92).............................................. 53
4.4.2 Deslocamentos de origem (G54..G59 e G159).......................................................... 54
4.5 Pré-seleção da origem polar (G93)................................................................................ 56
CAPÍTULO 5 PROGRAMAÇÃO CONFORME CÓDIGO ISO
5.1 Funções preparatórias ................................................................................................... 58
5.2 Velocidade de avanço F ................................................................................................ 60
5.2.1 Avanço em mm/minuto ou polegadas/minuto (G94).................................................. 61
5.2.2 Avanço em mm/revolução ou polegadas/revolução (G95) ........................................ 62
5.3 Velocidade de rotação do spindle (S) ............................................................................ 63
5.3.1 Velocidade de corte constante (G96)......................................................................... 64
5.3.2 Velocidade de rotação do spindle em RPM (G97)..................................................... 65
5.4 Númeroda ferramenta (T) e corretor (D)....................................................................... 66
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5.5 Função auxiliar (M) ........................................................................................................ 68
5.5.1 M00. Parada de programa ......................................................................................... 69
5.5.2 M01. Parada condicional de programa ...................................................................... 69
5.5.3 M02. Final de programa............................................................................................. 70
5.5.4 M30. Final de programa com volta no começo.......................................................... 70
5.5.5 M03. Arranque da árvore à direita (sentido horário) .................................................. 71
5.5.6 M04. Arranque da árvore à esquerda (sentido anti-horário) ...................................... 71
5.5.7 M05. Parada de spindle ............................................................................................. 72
5.5.8 M06. Código de mudança de ferramenta .................................................................. 72
5.5.9 M19. Parada orientada de spindle ............................................................................. 73
5.5.10 M41, M42, M43, M44. Troca de gamas do spindle.................................................... 74
CAPÍTULO 6 CONTROLE DA TRAJETÓRIA
6.1 Posicionamento em rápido (G00) .................................................................................. 76
6.2 Interpolação linear (G01) ............................................................................................... 77
6.3 Interpolação circular (G02, G03) ................................................................................... 78
6.4 Interpolação circular com centro do arco em coordenadas absolutas (G06) ................ 82
6.5 Trajetória circular tangente à trajetória anterior (G08)................................................... 83
6.6 Trajetória circular definida mediante três pontos (G09)................................................. 84
6.7 Entrada tangencial no começo de usinagem (G37) ...................................................... 85
6.8 Saída tangencial ao final de usinagem (G38)................................................................ 86
6.9 Arredondamento controlado de arestas (G36) .............................................................. 87
6.10 Chanfrado (G39)............................................................................................................ 88
6.11 Rosqueamento eletrónico (G33).................................................................................... 89
6.12 Retirada de eixos em roscado perante uma parada (G233) ......................................... 92
6.13 Rosqueamento de passo variável (G34) ....................................................................... 94
6.14 Movimento contra batente (G52) ................................................................................... 95
6.15 Avanço F como função inversa do tempo (G32) ........................................................... 96
CAPÍTULO 7 FUNÇÕES PREPARATÓRIAS ADICIONAIS
7.1 Interromper a preparação de blocos (G04) ................................................................... 97
7.1.1 G04 K0: Interrupção da preparação de blocos e atualização de cotas ..................... 99
7.2 Temporização (G04 K) ................................................................................................ 100
7.3 Trabalho em aresta viva (G07) e arredondamento de aresta (G05, G50)................... 101
7.3.1 Aresta viva (G07) ..................................................................................................... 101
7.3.2 Arredondamento de aresta (G05) ............................................................................ 102
7.3.3 Arredondamento de aresta controlada (G50) .......................................................... 103
7.4 Look-ahead (G51)........................................................................................................ 104
7.4.1 Algoritmo avançado de look-ahead (integrando filtros Fagor) ................................. 106
7.4.2 Funcionamento de look-ahead com filtros Fagor ativos .......................................... 107
7.5 Espelhamento (G10, G11, G12, G13, G14) ................................................................ 108
7.6 Fator de escala (G72). ................................................................................................. 109
7.6.1 Fator de escala aplicado a todos os eixos............................................................... 110
7.6.2 Fator de escala aplicado a um ou vários eixos........................................................ 111
CAPÍTULO 8 COMPENSAÇÃO DE FERRAMENTAS
8.1 A compensação do comprimento ................................................................................ 113
8.2 Compensação de raio.................................................................................................. 114
8.2.1 O Fator de forma da ferramenta .............................................................................. 115
8.2.2 Trabalho sem compensação de raio de ferramenta ................................................ 118
8.2.3 Trabalho com compensação de raio de ferramenta ................................................ 119
8.2.4 Inicio de compensação de raio da ferramenta (G41, G42)...................................... 120
8.2.5 Trechos de compensação de raio de ferramenta .................................................... 123
8.2.6 Anulação da compensação de raio da ferramenta (G40) ........................................ 124
8.2.7 Anulação temporal da compensação com G00 ....................................................... 128
8.2.8 Mudança do tipo de compensação de raio durante a usinagem ............................. 130
8.2.9 Compensação de ferramenta em qualquer plano.................................................... 131
8.3 Detecção de choques (G41 N, G42 N)........................................................................ 132
CAPÍTULO 9 CICLOS FIXOS
9.1 G66. Ciclo fixo de seguimento de perfil ....................................................................... 134
9.1.1 Funcionamento básico............................................................................................. 137
9.1.2 Sintaxe de programação de perfis ........................................................................... 139
9.2 G68. Ciclo fixo de desbaste no eixo X......................................................................... 140
9.2.1 Funcionamento básico............................................................................................. 143
9.2.2 Sintaxe de programação de perfis ........................................................................... 146
9.3 G69. Ciclo fixo de desbaste no eixo Z ......................................................................... 147
9.3.1 Funcionamento básico............................................................................................. 150
9.3.2 Sintaxe de programação de perfis ........................................................................... 153
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9.4 G81. Ciclo fixo de torneamento de trechos retos......................................................... 154
9.4.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 156
9.5 G82. Ciclo fixo de faceamento de trechos retos .......................................................... 158
9.5.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 160
9.6 G83. Ciclo fixo de perfuração axial / rosqueamento com macho ................................ 162
9.6.1 Funcionamento básico. ............................................................................................164
9.7 G84. Ciclo fixo de torneamento de trechos curvos ...................................................... 165
9.7.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 167
9.8 G85. Ciclo fixo de faceamento de trechos curvos ....................................................... 169
9.8.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 171
9.9 G86. Ciclo fixo de rosqueamento longitudinal ............................................................. 173
9.9.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 178
9.10 G87. Ciclo fixo de rosqueamento frontal...................................................................... 179
9.10.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 185
9.11 G88. Ciclo fixo de ranhura no eixo X ........................................................................... 186
9.11.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 187
9.12 G89. Ciclo fixo de ranhura no eixo Z ........................................................................... 188
9.12.1 Funcionamento básico. ............................................................................................ 189
CAPÍTULO 10 TRABALHO COM APALPADOR
10.1 Movimento com apalpador (G75, G76)........................................................................ 192
CAPÍTULO 11 PROGRAMAÇÃO EM LINGUAGEM DE ALTO NIVEL
11.1 Descrição léxica........................................................................................................... 193
11.2 Variáveis ...................................................................................................................... 195
11.2.1 Parâmetros ou variáveis de propósito geral............................................................. 196
11.2.2 Variáveis associadas às ferramentas ...................................................................... 198
11.2.3 Variáveis associadas aos deslocamentos de origem .............................................. 201
11.2.4 Variáveis associadas aos parâmetros de máquina.................................................. 203
11.2.5 Variáveis associadas das zonas de trabalho. .......................................................... 204
11.2.6 Variáveis associadas aos avanços .......................................................................... 206
11.2.7 Variáveis associadas às cotas ................................................................................. 208
11.2.8 Variáveis associadas aos volantes eletrónicos........................................................ 210
11.2.9 Variáveis associadas à medição.............................................................................. 212
11.2.10 Variáveis associadas ao spindle .............................................................................. 213
11.2.11 Variáveis associadas ao autômato .......................................................................... 216
11.2.12 Variáveis associadas aos parâmetros locais ........................................................... 218
11.2.13 Variáveis associadas ao modo de operação ........................................................... 219
11.2.14 Outras variáveis ....................................................................................................... 223
11.3 Constantes................................................................................................................... 227
11.4 Operadores .................................................................................................................. 228
11.5 Expressões .................................................................................................................. 230
11.5.1 Expressões aritméticas ............................................................................................ 230
11.5.2 Expressões relacionais ............................................................................................ 231
CAPÍTULO 12 INSTRUÇÕES DE CONTROLE DOS PROGRAMAS
12.1 Instruções de atribuição............................................................................................... 234
12.2 Instruções de visualização........................................................................................... 235
12.3 Instruções de habilitação e inabilitação ....................................................................... 236
12.4 Instruções de controle de fluxo .................................................................................... 237
12.5 Instruções de sub-rotinas............................................................................................. 239
12.6 Instruções de sub-rotinas de interrupção..................................................................... 243
12.7 Instruções de programas. ............................................................................................ 244
12.8 Instruções de personalização ...................................................................................... 247
CAPÍTULO 13 TRANSFORMAÇÃO ANGULAR DE EIXO INCLINADO.
13.1 Ativação e desativação da transformação angular ...................................................... 255
13.2 Congelação da transformação angular........................................................................ 256
APÊNDICES
A Programação em código ISO....................................................................................... 259
B Instruções de controle dos programas......................................................................... 261
C Resumo de variáveis internas do CNC........................................................................ 263
D Código de teclas .......................................................................................................... 269
E Manutenção ................................................................................................................. 271
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A RESPEITO DO PRODUTO
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
Monitor LCD 7.5" Cor
Tempo Processo de Bloco 7 ms
Look-ahead 75 blocos
Memória RAM 1 Mb
Memória Flash 128 MB
Tempo de ciclo do PLC 3 ms / 1000 instruções
Laço de posição mínimo. 4 ms
USB Padrão
Linha serial RS-232 Padrão
DNC (através de RS 232) Padrão
Ethernet Opção
Entradas de apalpador 5V ou 24V 2
Entradas e saídas locais 16 I / 8 O
40 I / 24 O
56 I / 32 O
Entradas de medição para eixos e árvore 4 entradas TTL / 1Vpp
Entradas de captação para volantes 2 entradas TTL
Saídas analógicas 4 para eixos e árvores
Sistema de regulação CAN, para conexão com os reguladores Fagor Opção
Módulos remotos CAN, para a ampliação das entradas e saídas digitais (RIO) Opção
Antes de a colocação em funcionamento, verificar que a máquina onde se incorpora o CNC cumpre
a especificação da directiva 89/392/CEE.
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OPÇÕES DE SOFTWARE
Modelo
M T TC
Número de eixos 3 2 2
Número de árvores 1 1 1
Rosqueamento eletrónico Padrão Padrão Padrão
Gestão de magazine de ferramentas Padrão Padrão Padrão
Ciclos fixos de usinagem Padrão Padrão Padrão
Usinagem multíplice Padrão ----- -----
Rosca rígida Padrão Padrão Padrão
DNC Padrão Padrão Padrão
Compensação de raio Padrão Padrão Padrão
Função Retracing Padrão ----- -----
Controle de jerk Padrão Padrão Padrão
Feed forward Padrão Padrão Padrão
Função osciloscópio (Ajudas à colocação em funcionamento) Padrão Padrão Padrão
teste de circularidade (Ajudas à colocação em funcionamento) Padrão Padrão Padrão
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DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE
O fabricante:
Fagor Automation, S. Coop.
Barrio de San Andrés Nº 19, C.P. 20500, Mondragón -Guipúzcoa- (SPAIN).
Declara:
Declaramos sob nossa exclusiva responsabilidadea conformidade do produto:
CONTROLE NUMÉRICO 8037
Composto pelos seguintes módulos e acessórios:
8037-M, 8037-T, 8037-TC
Remote modules RIO
ETHERNET, ETHERNET-CAN-CAN AXES, ETHERNET-CAN AXES
Nota. Alguns caracteres adicionais podem aparecer a seguir às referências dos modelos indicados acima. Todos
eles cumprem com as Diretivas da lista. Embora, o cumprimento pode verificar-se na etiqueta do próprio
equipamento.
Ao que se refere esta declaração, com as seguintes normas.
De acordo com as disposições das Diretivas Comunitárias 2006/95/EC de Baixa Tensão e
2004/108/EC de Compatibilidade Eletromagnética e suas atualizações.
Em Mondragón a quarta-feira, 14 de março de 2012.
Normas de baixa tensão.
EN 60204-1: 2006 Equipes elétricas em máquinas — Parte 1. Requisitos gerais.
Normas de compatibilidade eletromagnética.
EN 61131-2: 2007 Autômatos programáveis — Parte 2. Requisitos e ensaios de equipes.
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HISTÓRICO DE VERSÕES
A seguir se mostra a lista de funções acrescentadas em cada versão de software e os manuais nos quais
aparece descrita cada uma delas.
No histórico de versões foram empregado as seguintes indicações:
INST Manual de instalação
PRG Manual de programação
OPT Manual de Operação
OPT-TC Manual de operação da opção TC
Software V01.42 Março 2012
Primeira versão.
Software V01.60 Dezembro 2013
Lista de funções Manual
Autoajuste do parâmetro máquina de eixo DERGAIN INST
Novo valor do parâmetro de máquina dos eixos ACFGAIN (P46) INST
Valor 120 da variável OPMODE. INST / PRG
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CONDIÇÕES DE SEGURANÇA
Leia as seguintes medidas de segurança com o objetivo de evitar lesões a pessoas e prever danos a este
equipamento bem como aos equipamentos ligados ao mesmo.
O aparelho somente poderá ser reparado por pessoal autorizado de Fagor Automation.
Fagor Automation não se responsabiliza por qualquer dano físico ou material que seja ocasionado pelo
não cumprimento destas normas básicas de segurança.
PRECAUÇÕES CONTRA DANOS A PESSOAS
• Ligação de módulos.
Utilizar os cabos de união proporcionados com o aparelho.
• Utilizar cabos de rede apropriados
Para evitar riscos, utilizar somente cabos de rede recomendados para este aparelho.
• Evitar sobrecargas elétricas.
Para evitar descargas elétricas e riscos de incêndio não aplicar tensão elétrica fora da faixa selecionada
na parte posterior da unidade central do aparelho.
• Conexões à terra
Com o objetivo de evitar descargas elétricas conectar os terminais de terra de todos os módulos ao
ponto central de terras. Também, antes de efetuar as ligações das entradas e saídas deste produto
assegurar-se que foi efetuada a conexão à terra.
• Antes de ligar o aparelho assegure-se que foi feita a conexão à terra.
Para evitar choques elétricos assegurar-se que foi feita a ligação dos terras.
• Não trabalhar em ambientes úmidos.
Para evitar descargas elétricas trabalhar sempre em ambientes com umidade relativa inferior ao 90%
sem condensação a 45 ºC.
• Não trabalhar em ambientes explosivos.
Com o objetivo de evitar possíveis perigos , lesões ou danos, não trabalhar em ambientes explosivos.
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PRECAUÇÕES CONTRA DANOS AO PRODUTO
• Ambiente de trabalho.
Este aparelho está preparado para ser utilizado em Ambientes Industriais obedecendo às diretrizes
e normas em vigor na União Européia.
Fagor Automation não se responsabiliza pelos danos que possam sofrer ou provocar quando se monta
em outro tipo de condições (ambientes residenciais ou domésticos).
• Instalar o aparelho no lugar apropriado.
Se recomenda que, sempre que seja possível, que a instalação do controle numérico se realize
afastada dos líquidos refrigerantes, produtos químicos, golpes, etc. que possam danificá-lo.
O aparelho cumpre as diretrizes européias de compatibilidade eletromagnética. Entretanto, é
aconselhável mantê-lo afastado de fontes de perturbação eletromagnética, como:
Cargas potentes ligadas à mesma rede que o equipamento.
Transmissores portáteis próximos (Radiotelefones, emissoras de rádio amadores).
Proximidade de Transmissores de rádio/TV.
Proximidade de Máquinas de solda por arco.
Proximidade de Linhas de alta tensão.
Etc.
• Envolventes.
O fabricante é responsável de garantir que o gabinete em que se montou o equipamento, cumpra todas
as diretrizes de uso na Comunidade Econômica Européia.
• Evitar interferencias provenientes da máquina-ferramenta.
A máquina-ferramenta deve ter desacoplados todos os elementos que geram interferências (bobinas
dos relés, contatores, motores, etc.).
Bobinas dos relés de corrente contínua. Diodo tipo 1N4000.
Bobinas dos relés de corrente alterna. RC conectada o mais próximo possível às bobinas, com uns
valores aproximados de R=220 1 W e C=0,2 µF / 600 V.
Motores de corrente alterna. RC conectadas entre fases, com valores R=300 / 6 W e C=0,47 µF
/ 600 V
• Utilizar a fonte de alimentação apropriada.
Utilizar, para a alimentação das entradas e saídas, uma fonte de alimentação exterior estabilizada de
24 V DC.
• Conexões à terra da fonte de alimentação.
O ponto de zero volts da fonte de alimentação externa deverá ser ligado ao ponto principal de terra
da máquina.
• Conexões das entradas e saídas analógicas.
Se recomenda realizar a ligação mediante cabos blindados, conectando todas as malhas ao terminal
correspondente.
• Condições do meio ambiente.
A temperatura ambiente que deve existir em regime de funcionamento deve estar compreendida entre
+5 ºC e +40 ºC, com uma media inferior a +35 ºC.
A temperatura ambiente que deve existir em regime de funcionamento deve estar compreendida entre
-25 ºC e +70 ºC.
• Habitáculo da unidade central (CNC 8037).
Garantir entre unidade central e cada uma das paredes do habitáculo as distâncias requeridas. Utilizar
um ventilador de corrente contínua para melhorar a arejamento do habitáculo.
• Dispositivo de secionamento da alimentação.
O dispositivo de secionamento da alimentação tem que estar situado em lugar facilmente acessível
e a uma distância do chão compreendida entre 0,7 m e 1,7 m.
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PROTEÇÕES DO PRÓPRIO APARELHO (8037)
• Unidade Central.
Leva 1 fusível exterior rápido (F) de 4 A 250 V.
• Entradas-Saídas.
Todas as entradas-saídas digitais possuem isolamento galvânico mediante optoacopladores entre os
circuitos do CNC e o exterior.
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X1
X8
X9
X2
X10
X3
X11
X4
X12
X5 X6
+24V
0V
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PRECAUÇÕES DURANTE AS REPARAÇÕES
SÍMBOLOS DE SEGURANÇA
• Símbolos que podem aparecer no manual
Não manipular o interior do aparelho. Somente técnicos autorizados por Fagor Automation podem
manipular o interior do aparelho.
Não manipular os conectores com o aparelho conectado à rede elétrica. Antes de manipular os
conectores (entradas/saídas, medição, etc.) assegurar-se que o aparelho não se encontra conectado
à rede elétrica.
Símbolo de perigo ou proibição.
Indica ações ou operações que podem provocar danos a pessoas ou aparelhos.
Símbolo de advertência ou precaução.
Indica situações que podem causar certas operações e as ações que se devem levar a efeito para
evitá-las.
Símbolos de obrigação.
Indica ações e operações que se tem que realizar obrigatoriamente.
Símbolos de informação.
Indica notas, avisos e conselhos.i
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CONDIÇÕES DE GARANTIA
GARANTIA INICIAL
Todo o produto fabricado ou comercializado por FAGOR tem uma garantia de 12 meses para o usuário
final, que poderão ser controlados pela rede de serviço mediante o sistema de controle de garantia
estabelecido por FAGOR para esta finalidade.
Para que o tempo que transcorre entre a saída de um produto desde os nossos armazéns até à chegada
ao usuário final não intervenha contra estes 12 meses de garantia, FAGOR estabeleceu um sistema de
controle de garantia baseado na comunicação por parte do fabricante ou intermediárioa FAGOR do
destino, a identificação e a data de instalação na máquina, no documento que acompanha cada produto
no envelope de garantia. Este sistema nos permite, além de garantir o ano de garantia ao usuário, manter
informados os centros de serviço da rede sobre os equipamentos FAGOR que entram na área de
responsabilidade procedentes de outros países.
A data de inicio da garantia será a que figura como data de instalação no citado documento, FAGOR dá
um prazo de 12 meses ao fabricante ou intermediário para a instalação e para a venda do produto, de
maneira que a data de inicio da garantia pode ser até um ano posterior à da saída do produto dos nossos
armazéns, sempre e quando nos tenha sido remetido a folha de controle da garantia. Isto, significa na
prática a extensão da garantia a dois anos desde a saída do produto dos armazéns de Fagor. No caso
de que não se tenha enviado a citada folha, o período de garantia finalizará em 15 meses desde a saída
do produto dos nossos armazéns.
A referida garantia cobre todas as despesas de materiais e mão-de-obra de reparação, nas dependências
da FAGOR, utilizadas para reparar anomalias de funcionamento nos equipamentos. FAGOR se
compromete a reparar ou substituir os seus produtos, no período compreendido desde o início de
fabricação até 8 anos, a partir da data de desaparição do produto de catálogo.
Compete exclusivamente a FAGOR determinar se a reparação está dentro dos limites definidos como
garantia.
CLÁUSULAS DE EXCLUSÃO
A reparação realizar-se-á em nossas dependências, portanto ficam fora da referida garantia todos os
gastos ocasionados no deslocamento de seu pessoal técnico para realizar a reparação de um
equipamento, mesmo estando este dentro do período de garantia, antes mencionado.
A referida garantia aplicar-se-á sempre que os equipamentos tenham sido instalados conforme as
instruções, não tenham sido maltratados, nem tenham sofrido danos por acidentes ou negligência e não
tenham sido manipulados por pessoal não autorizado por FAGOR. Se depois de realizada a assistência
ou reparação, a causa da avaria não é imputável aos referidos elementos, o cliente está obrigado a
cobrir todas as despesas ocasionadas, atendo-se às tarifas vigentes.
Não estão cobertas outras garantias implícitas ou explícitas e FAGOR AUTOMATION não é responsável
sob nenhuma circunstância de outros danos ou prejuízos que possam ocasionar.
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GARANTIA DE REPARAÇÕES
Analogamente à garantia inicial, FAGOR oferece uma garantia sobre as reparações padrão nos seguintes
termos:
Nos casos em que a reparação tenha sido com cotação baixa, isto é, se tenha atuado somente sobre a
parte avariada, a garantia será sobre as peças substituídas e terá um período de duração de 12 meses.
As peças sobressalentes fornecidas soltas têm uma garantia de 12 meses.
CONTRATOS DE MANUTENÇÃO
A disposição do distribuidor ou do fabricante que compre e instale os nossos sistemas CNC, existe o
CONTRATO DE SERVIÇO.
PERÍODO 12 meses.
CONCEITO Cobre peças e mão-de-obra sobre os elementos reparados (ou
substituídos) nos locais da rede própria.
CLÁUSULAS DE EXCLUSÃO As mesmas que se aplicam sobre o capítulo de garantia inicial.
Se a reparação se efetua no período de garantia, não tem efeito a
ampliação de Garantia
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CONDIÇÕES PARA RETORNO DE
MATERIAIS
Se vai enviar a unidade central ou os módulos remotos, faça a embalagem com o mesmo papelão e o
material utilizado na embalagem original. Se não está disponível, seguindo as seguintes instruções:
1. Consiga uma caixa de papelão cujas 3 dimensões internas sejam pelo menos 15 cm (6 polegadas)
maiores que o aparelho. O papelão empregado para a caixa deve ser de uma resistência de 170 Kg.
(375 libras).
2. Inclua uma etiqueta no aparelho indicando o dono do aparelho, o endereço, o nome da pessoa a
contatar, o tipo do aparelho e o número de série.
3. Em caso de avaria indique também, o sintoma e uma rápida descrição da mesma.
4. Envolva o aparelho com um rolo de polietileno ou sistema similar para protegê-lo.
5. Se vai enviar a unidade central, proteja especialmente a tela.
6. Acolchoe o aparelho na caixa de papelão enchendo- a com espuma de poliuretano por todos os lados.
7. Feche a caixa de papelão com fita de embalagem ou grampos industriais.
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NOTAS COMPLEMENTARES
Situar o CNC afastado de líquidos refrigerantes, produtos químicos, golpes, etc. que possam danificá-lo.
Antes de ligar o aparelho verificar se as conexões de terra foram corretamente realizadas.
Em caso de mau funcionamento ou falha do aparelho, desligá-lo e chamar o serviço de assistência técnica.
Não manipular o interior do aparelho.
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DOCUMENTAÇÃO FAGOR
Manual OEM
Dirigido ao fabricante da máquina ou pessoa encarregada de efetuar a instalação e colocação em
funcionamento do controle numérico.
Manual USER-M
Dirigido ao usuário final.
Indica a forma de operar e programar no modo M.
Manual USER-T
Dirigido ao usuário final.
Indica a forma de operar e programar no modo T.
Manual TC
Dirigido ao usuário final.
Indica a forma de operar e programar no modo TC.
Contém um manual de auto-aprendizagem.
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GENERALIDADES
O CNC pode se programar tanto ao pé da máquina (desde o painel frontal) como desde um
periférico exterior (computador). A capacidade de memória disponível pelo usuário para a
realização dos programas de usinagem é de 1 Mbyte.
Os programas de usinagem e os valores das tabelas que possui o CNC podem ser introduzidos
desde o painel frontal, desde um computador (DNC) ou desde um periférico.
Introdução de programas e tabelas desde o painel frontal.
Depois de selecionado o modo de edição ou a tabela desejada, o CNC permitirá realizar a
introdução de dados desde o teclado.
Introdução de programas e tabelas desde um computador (DNC) ou Periférico.
O CNC permite realizar o intercâmbio de informação com um computador ou periférico, utilizando
para isso a linha serial RS232C.
Se o controle da referida comunicação se realiza desde o CNC, é necessário selecionar
previamente a tabela correspondente ou o diretório de programas de usinagem (utilidades), com
o qual se deseja realizar a comunicação.
Dependendo do tipo de comunicação desejado, se deverá personalizar o parâmetro de máquina
das linhas serial "PROTOCOL".
"PROTOCOL" = 0 Se a comunicação se realiza com um periférico.
"PROTOCOL" = 1 Se a comunicação se realiza via DNC.
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1.1 Programas de usinagem
Os diferentes modos de operação se encontram descritos no manual de operação. Para obter mais
informação, consulte o referido manual.
Edição dum programa de usinagem
Para criar um programa de usinagem tem que acessar ao modo de operação –Editar–.
O novo programa de usinagem editado se armazena na memória RAM do CNC. É possível guardar
uma cópia dos programas peça no disco rígido (KeyCF), num PC conectado através da linha série,
ou no disco USB.
Para transmitir um programa a um PC conectado através da linha serial, o processo é o seguinte:
1. Executar no PC a aplicação "WinDNC.exe".
2. Ativar a comunicação DNC no CNC.
3. Seleção do diretório de trabalho no CNC. A seleção se realiza desde o modo de operação
–Utilidades–, opção Diretório \L. Série \Mudar o diretório.
O modo de operação –Editar– também permite modificar os programas de usinagem que há na
memória RAM do CNC. Se se deseja modificar um programa armazenado no disco duro (KeyCF),
num PC ou no disco USB deve copiá-lo previamente à memória RAM.
Execução e simulação dum programa de usinagem
Se podem executar ou simular programas de usinagem armazenados em qualquer sitio. A
simulação se realizadesde o modo de operação –Simular– enquanto que a execução se realiza
desde o modo de operação –Automático–.
Na hora de executar ou simular um programa de usinagem deve-se levar em consideração os
seguintes pontos:
• Somente se podem executar sub-rotinas existentes na memória RAM do CNC. Por isso, se se
deseja executar uma sub-rotina armazenada no disco duro (KeyCF), num PC ou no disco USB,
deverá ser copiada à memória RAM do CNC.
• As instruções GOTO e RPT não podem ser utilizadas em programas que se executam desde
um PC conectado, através da linha serial.
• Desde um programa de usinagem em execução se pode executar, mediante a instrução EXEC,
qualquer outro programa de usinagem situado na memória RAM, no disco duro (KeyCF) ou num
PC.
Os programas de personalização do usuário devem estar na memória RAM para que o CNC os
execute.
Modo de operação –Utilidades–
O modo de operação –Utilidades– permite, além de ver o diretório de programas de usinagem de
todos os dispositivos, efetuar cópias, apagar, dar novo nome e incluso fixar as proteções de
qualquer um deles.
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Operações que se podem efetuar com programas de usinagem.
(*) Se não está na memória RAM, gera código executável em RAM e o executa.
Ethernet
Quando se possui a opção Ethernet e o CNC está configurado como um nó a mais dentro da rede
informática, é possível efetuar as seguintes operações desde qualquer PC da rede.
• Acessar ao diretório de programas de usinagem do Disco Duro (KeyCF).
• Editar, modificar, apagar, dar novo nome, etc. os programas armazenados no disco duro.
• Copiar programas do disco duro ao PC ou vice-versa.
Para configurar o CNC como um nó a mais dentro da rede informática, consultar o manual de
instalação.
Memória
RAM
Disco
duro
DNC
Consultar o diretório de programas de ...
Consultar o diretório de sub-rotinas de ...
Sim
Sim
Sim
Não
Sim
Não
Criar diretório de trabalho de ...
Mudar diretório de trabalho de ...
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Editar um programa de ...
Modificar um programa de ...
Apagar um programa de ...
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Não
Sim
Copiar de/a memória RAM a/de ...
Copiar de/a HD a/de ...
Copiar de/a DNC a/de ...
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Mudar o nome a um programa de ...
Mudar o comentário a um programa de ...
Mudar o comentário a um programa de ...
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Não
Não
Executar um programa de usinagem de ...
Executar um programa de usuário de ...
Executar um programa de PLC de ...
Executar programas com instruções GOTO ou RPT desde ...
Executar sub-rotinas existentes em ...
Executar programas, com a instrução EXEC, em RAM desde...
Executar programas, com a instrução EXEC, em HD desde...
Executar programas, com a instrução EXEC, em DNC desde...
Sim
Sim
Sim
Sim
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Não
Não
Não
Não
Sim
Sim
Não
Executar programas, com a instrução OPEN, em RAM desde...
Executar programas, com a instrução OPEN, em HD desde...
Executar programas, com a instrução OPEN, em DNC desde...
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Através de Ethernet:
Consultar desde um PC o diretório de programas de ...
Consultar desde um PC o diretório de sub-rotinas de ...
Consultar desde um PC um diretório em ...
Não
Não
Não
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1.1.1 Considerações à conexão Ethernet
Quando se configura o CNC como um nó a mais, dentro da rede informática é possível desde
qualquer PC da rede editar e modificar os programas armazenados no disco duro (KeyCF).
Instruções para configurar um PC para acessar a diretórios do CNC
Para configurar o PC para acessar aos diretórios do CNC, se recomenda seguir os seguintes
passos.
1. Abrir "Explorador de Windows".
2. No menu "Ferramentas" selecionar a opção "Conectar à unidade de rede".
3. Selecionar a unidade, por exemplo «D».
4. Indicar a rota de acesso. A rota de acesso será o nome do CNC seguido do nome do diretório
compartido.
Por exemplo: \\FAGORCNC\CNCHD
5. Quando se seleciona a opção "Ligar novamente ao iniciar a sessão" aparecerá o CNC
selecionado em cada ligação como uma rota mais no "Explorador de Windows", sem a
necessidade de defini-lo novamente.
Formato dos arquivos
Esta conexão se efetua através de Ethernet e portanto, o CNC não efetua nenhum controle sobre
a sintaxes dos programas durante a sua recepção ou modificação. Não obstante, sempre que se
acessa desde o CNC ao diretório de programas do disco duro (KeyCF) se efetuam as seguintes
verificações.
Nome do arquivo.
O número de programa deve ter sempre 6 dígitos e a extensão PIM (fresadora) ou PIT (torno).
Exemplos: 001204.PIM 000100.PIM 123456.PIT 020150.PIT
Se ao arquivo foi atribuído um nome errôneo, por exemplo 1204.PIM ou 100.PIT, o CNC não o
modifica mas mostra-o com o comentário "****************". O nome do arquivo não poderá
ser modificado a partir do CNC; tem que ser editado do PC para corrigir o erro.
Tamanho do arquivo.
Se o a rqu ivo es tá vaz io ( tamanho=0) o CNC most ra -o com o
comentário"********************".
O arquivo poderá ser apagado ou modificado desde o CNC ou desde o PC.
Primeira linha do programa.
A primeira linha do programa deve conter o caracter %, o comentário associado ao arquivo (até
20 caracteres) e entre 2 vírgulas (,) os atributos do programa, a saber O (OEM), H (oculto), M
(modificável), X (executável).
Exemplos: %Comentário ,MX,
% ,OMX,
Se a primeira linha não existe, o CNC mostra o programa com um comentário vazio e com as
licenças modificáveis (M) e executáveis (X).
Quando o formato da primeira linha é incorreto, o CNC não o modifica e sim o mostra com o
comentário "****************". O arquivo poderá ser apagado ou modificado desde o CNC
ou desde o PC.
O formato é incorreto quando o comentário tem mais de 20 caracteres, falta alguma vírgula (,) para
agrupar os atributos ou existe um caráter estranho em atributos.
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1.2 Conexão DNC
O CNC possui, como função, a possibilidade de trabalhar com DNC (Controle Numérico
Distribuído), permitindo a comunicação entre o CNC e um computador, para realizar as seguintes
funções.
• Ordens de diretório e apagado.
• Transferência de programas e tabelas entre o CNC e um computador.
• Controle remoto da máquina.
• Capacidade de supervisão do estado de sistemas avançados de DNC.
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1.3 Protocolo de comunicação via DNC ou periférico
Esta comunicação permite que as ordens de transferência de programas e tabelas, assim como
o controle dos diretórios tanto do CNC como do computador (para copiado de programas, apagado
de programas, etc.), possa realizar-se indistintamente desde o CNC ou desde o computador.
Quando se deseja realizar uma transferência de arquivos é necessário seguir o seguinte protocolo:
• Se empregará como começo de arquivo o símbolo "%", seguido opcionalmente do comentário
de programa, que poderá ter até 20 caracteres.
Em seguida e separado por uma vírgula ",", indicar-se-ão as proteções que estão atribuídas
no referido arquivo, leitura, escritura, etc. Estas proteções serão opcionais, não sendo
obrigatória a sua programação.
Para finalizar o cabeçalho do arquivo, se deverá enviar separado por uma vírgula "," do anterior,
o caracter RT (RETURN) ou LF (LINE FEED).
Exemplo: %Fagor Automation, MX, RT
• Depois do cabeçalho, se programarão os blocos do arquivo. Todos eles se encontrarão
programados conforme as normas de programação que se indicam neste manual. Depois de
cada bloco e para separá-lo do seguinte, se utilizará o caractereRT (RETURN) ou LF (LINE
FEED).
Exemplo: N20 G90 G01 X100 Y200 F2000 LF
(RPT N10, N20) N3 LF
Se a comunicação se realiza com um periférico, será necessário enviar o comando de final de
arquivo. O referido comando se selecionará mediante o parâmetro de máquina da linha serial
"EOFCHR", podendo ser um dos caracteres seguintes.
ESC ESCAPE
EOT END OF TRANSMISSION
SUB SUBSTITUTE
EXT END OF TRANSMISSION
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CONSTRUÇÃO DE UM PROGRAMA
Um programa de controle numérico é constituído por um conjunto de blocos ou instruções. Estes
blocos ou instruções estão formados por palavras compostas de letras maiúsculas e formato
numérico.
O formato numérico que possui o CNC consta do seguinte.
• Os sinais. (ponto), + (mais), - (menos).
• As cifras 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9.
A programação admite espaços entre letras, números e sinal, assim como prescindir do formato
numérico se tivera valor zero ou do sinal se fora positivo.
O formato numérico de uma palavra pode ser substituído por um parâmetro aritmético na
programação. Mais tarde, durante a execução básica, o controle substituirá o parâmetro aritmético
pelo seu valor. Por exemplo, quando se programou XP3, o CNC substituirá durante a execução P3
pelo seu valor numérico, obtendo resultados como X20, X20.567, X-0.003, etc
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2.1 Estrutura de um programa no CNC
Todos os blocos que compõem o programa terão a seguinte estrutura:
Cabeçalho de bloco + bloco de programa + final de bloco
2.1.1 Cabeçalho de bloco
O cabeçalho de um bloco, que é opcional, poderá estar formada por uma ou várias condições de
salto de bloco e pela etiqueta ou número de bloco. Ambas devem ser programadas nesta ordem.
Condição de salto de bloco. "/", "/1", "/2", "/3".
Estas três condições de salto de bloco, considerando que "/" e "/1" são equivalentes, serão
governadas pelas marcas BLKSKIP1, BLKSKIP2 e BLKSKIP3 do PLC. Se alguma destas marcas
se encontra ativa, o CNC não executará o bloco ou blocos nos que há sido programada, continuando
a execução no bloco seguinte.
Se pode programar até 3 condições de salto num só bloco, que se valorarão uma a uma,
respeitando-se a ordem na que foram programadas.
O controle vai lendo 200 blocos por diante do que se está executando, para poder calcular com
antecipação a trajetória a percorrer. A condição de salto de bloco se analisará no momento em que
se lê o bloco, isto é, 200 blocos antes da sua execução.
Quando se deseja que a condição de salto de bloco se analise no momento da execução, é
necessário interromper a preparação de blocos, programando para isso a função G4 no bloco
anterior.
Etiqueta ou número de bloco N(0-99999999).
Serve para identificar o bloco, utilizando-se somente quando se realizam referências ou saltos a
bloco. Se representarão com a letra "N" seguida de até 8 cifras (0-99999999).
Não é necessário seguir nenhuma ordem e se permitem números salteados. Se num mesmo
programa existem dois ou mais blocos com o mesmo número de etiqueta, o CNC tomará sempre
a primeira delas.
Mesmo que não é necessária a sua programação, o CNC permite mediante uma softkey a
programação automática de etiquetas, podendo o programador seleccionar o número inicial e o
passo entre elas.
Restrições:
• Visualização do número de bloco ativo na janela superior da tela:
Ao executar um programa no modo ISO, quando o número de etiqueta é maior de 9999 se
visualizará N**** .
Na tela "VISUALIZAR / SUBROTINAS" quando se visualiza um RPT que tenha alguma
etiqueta maior do que 9999 se visualizará com ****.
• A edição dos ciclos fixos G66, G68 e G69), só admite etiquetas de 4 dígitos.
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2.1.2 Bloco de programa
Estará escrito com comandos em linguagem ISO ou com comandos em linguagem de alto nível.
Para a elaboração de um programa se utilizarão blocos escritos numa ou outra linguagem, devendo
estar cada bloco redigido com comandos de uma única linguagem.
Linguagem ISO
Está desenhado, especialmente, para controlar o movimento dos eixos, já que proporciona
informação e condições de deslocamento e indicações sobre o avanço. Possui os seguintes tipos
de funções.
• Funções preparatórias de movimentos, que servem para determinar a geometria e condições
de trabalho, como interpolações lineares, circulares, rosqueamentos, etc.
• Funções de controle de avanços dos eixos e de velocidades do spindle.
• Funções de controle de ferramentas.
• Funções complementares, que contêm indicações tecnológicas.
Linguagem alto nível.
Permite acessar a variáveis de propósito geral, assim como a tabelas e variáveis do sistema.
Proporciona ao usuário um conjunto de instruções de controle que se assemelham à terminologia
utilizada por outras linguagens, como IF, GOTO, CALL, etc. Da mesma maneira, permite utilizar
qualquer tipo de expressão, aritmética, relacional ou lógica.
Também possui instruções para a construção de voltas, assim como de sub-rotinas com variáveis
locais. Se entende por variável local aquela variável que somente é conhecida pela sub-rotina na
que foi definida.
Além disso, permite criar livrarias, agrupando sub-rotinas, com funções úteis e já provadas,
podendo ser estas acessadas desde qualquer programa.
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2.1.3 final de bloco
O final de um bloco, é opcional, e poderá estar formado pelo indicativo de número de repetições
do bloco e pelo comentário do bloco. Ambas devem ser programadas nesta ordem.
Número de repetições do bloco. N(0-9999)
Indica o número de vezes que se repetirá a execução do bloco. O número de repetições se
representará com a letra "N" seguida de até 4 cifras (0-9999). Quando se programa NÃ0 não se
realizará a usinagem ativa, executando-se somente o deslocamento programado no bloco.
Somente se poderão repetir os blocos de deslocamento que no momento da sua execução se
encontrem sob a influência de um ciclo fixo ou de uma sub-rotina modal. Nestes casos, o CNC
executará o deslocamento programado, assim como a usinagem ativa (ciclo fixo ou sub-rotina
modal), e o número de vezes indicado.
Comentário do bloco
O CNC permite associar a todos os blocos qualquer tipo de informação a título de comentário. O
comentário se programará ao final do bloco, devendo começar pelo caractere ";" (ponto e vírgula).
Se um bloco começa por ";" todo ele se considerará um comentário e não se executará.
Não se admitem blocos vazios, no mínimo devem levar um comentário
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EIXOS E SISTEMAS DE
COORDENADAS
Em virtude de que o objetivo de Controle Numérico é controlar o movimento e posicionamento dos
eixos, será necessário determinar a posição do ponto a ser atingido por meio das suas
coordenadas.
O CNC permite fazer uso de coordenadas absolutas e de coordenadas relativas ou incrementais,
ao longo dum mesmo programa.
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3.1 Nomenclatura dos eixos
Os eixos se denominam conforme a norma DIN 66217.
Características do sistema de eixos:
X e Y movimentos principais de avanço no plano de trabalho principal da máquina.
Z paralelo ao eixo principal da máquina, perpendicular ao plano principal XY.
U, V, W eixos auxiliares paralelos aos X, Y, Z, respectivamente.
A, B, C Eixos rotativos sobre cada um dos eixos X, Y, Z.
Na figura seguinte, se mostra um exemplo da denominação dos eixos num torno paralelo.
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3.2 Seleção de planos (G16, G17, G18, G19)
Se empregará a seleção de plano quando se realizem:
• Interpolações circulares.
• Arredondamento controlado de arestas.
• Entrada e Saída tangencial.
• Chanfrado.
• Programação de cotas em coordenadas polares.
• Rotação do sistema de coordenadas.
• Compensação do raio da ferramenta.
• Compensação do comprimento da ferramenta.
As funções "G" que permitem selecionar os planos de trabalho são as seguintes:
G16 eixo1 eixo2. Permite selecionar o plano de trabalho desejado, assim como o sentido
de G02 G03 (interpolação circular), programando-se como eixo1 o eixo
de abcissas e como eixo2 o de ordenadas.
G17. Seleciona o plano XY.
G18. Seleciona o plano ZX.
G19. Seleciona o plano YZ.
As funções G16, G17, G18 e G19 são modais e incompatíveis entre si, se deve programar a função
G16 em solitário dentro de um bloco.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá como plano de trabalho o definido pelo parâmetro de máquina geral
"IPLANE".
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3.3 Dimensão da peça. Milímetros (G71) ou polegadas (G70)
O CNC admite que as unidades de medida possam introduzir-se no momento da programação,
tanto em milímetros como em polegadas.
Possui parâmetro de máquina geral "INCHES", para definir as unidades de medida do CNC.
Não obstante, estas unidades de medida podem ser alteradas ao longo do programa, dispondo para
isso das funções:
• G70. Programação em polegadas.
• G71. Programação em milímetros.
Conforme se tenha programado G70 ou G71, o CNC assume o referido sistema de unidades para
todos os blocos programados a seguir.
As funções G70/G71 são modais e incompatíveis entre si.
O CNC permite programar cifras desde 0.0001 até 99999.9999 com e sem sinal, trabalhando em
milímetros (G71), o que se denominará formato ±5.4, ou então, desde 0.00001 até 3937.00787 com
e sem sinal, se se programa em polegadas (G70), o que se denominará formato ±4.5.
Entretanto, e para simplificar as explicações, se dirá que o CNC admite formato ±5.5, indicando
com isso que em milímetros admite ±5.4 e em polegadas ±4.5.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá como sistema de unidades o definido pelo parâmetro de máquina geral
"INCHES".
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3.4 Programação absoluta/incremental (G90, G91)
O CNC admite que a programação das coordenadas de um ponto, se realize, tanto em coordenadas
absolutas G90, como em coordenadas incrementais G91.
Quando se trabalha em coordenadas absolutas (G90), as coordenadas do ponto, são referidas a
um ponto de origem de coordenadas estabelecido, que freqüentemente é o ponto de origem da
peça.
Quando se trabalha em coordenadas incrementais (G91), o valor numérico programado
corresponde à informação de deslocamento do caminho a percorrer desde o ponto no qual está
situada a ferramenta nesse momento. O sinal anteposto indica a direção de deslocamento.
As funções G90/G91 são modais e incompatíveis entre si.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá G90 ou G91 conforme se tenha definido pelo parâmetro de máquina geral
"ISYSTEM".
Cotas absolutas:
G90 X200 Z60 ; Ponto P0
X160 Z60 ; Ponto P1
X80 Z100 ; Ponto P2
X80 Z120 ; Ponto P3
Cotas incrementais:
G90 X200 Z60 ; Ponto P0
G91 X-40 ; Ponto P1
X-80 Z40 ; Ponto P2
Z20 ; Ponto P3
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
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G
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3.5 Programação em raios ou diâmetros (G152, G151)
O CNC admite que as cotas do eixo X possam ser programadas em raios ou diâmetros. Para isso
possui as seguintes funções.
• G151. Programação das cotas do eixo X em diâmetros.
• G152. Programação das cotas do eixo X em raios.
Estas funções se podem programar em qualquer parte do programa, não sendo necessário que
estejam sós no bloco. A partir da execução de uma destas funções, o CNC assume a modalidade
de programação correspondente para os blocos programados a seguir.
A troca de unidades também se leva em consideração nos seguintes casos.
• Visualização do valor real do eixo X no sistema de coordenadas da peça.
• Leitura da variável PPOSX (cota programada).
As funções G151 e G152 são modais e incompatíveis entre si.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá G151 ou G152 conforme se tenha definido pelo parâmetro de máquina
"DFORMAT" do eixo X.
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3.6 Programação de cotas
O CNC permite selecionar até 2 eixos dentre os 9 possíveis eixos X, Y, Z, U, V, W, A, B, C.
Cada um deles poderá ser linear, linear de posicionamento, rotativo normal, rotativo de
posicionamento ou rotativo com dentado hirth posicionamento em graus inteiros, conforme se
especifique no parâmetro de máquina de cada eixo "AXISTYPE".
Com o objetivo de selecionar em cada momento o sistema de programação de cotas mais
adequado, o CNC possui os seguintes tipos:
• Coordenadas cartesianas
• Coordenadas polares
• Ângulo e uma coordenada cartesiana
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3.6.1 Coordenadas cartesianas
O Sistema de Coordenadas Cartesianas está definido por dois eixos no plano, e por três ou mais
eixos no espaço.
A origem de todos eles, que no caso dos eixos X Y Z coincide com o ponto de interseção, se
denomina Origem Cartesiano ou Ponto Zero do Sistema de Coordenadas.
A posição dos diferentes pontos da máquina se expressa mediante as cotas dos eixos, com dois,
três, quatro ou cinco coordenadas.
As cotas dos eixos se programam mediante a letra do eixo (X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, sempre nesta
ordem) e seguida do valor da cota.
Os valores das cotas serão absolutas ou incrementais, conforme se esteja trabalhando no G90 ou
G91, e o seu formato de programação será ±5.5
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3.6.2 Coordenadas polares
Em caso de existir elementos circulares ou dimensões angulares, as coordenadas dos diferentes
pontos no plano (2 eixos, ao mesmo tempo) pode resultar mais conveniente expressá-los em
Coordenadas polares.
O ponto de referência se denomina Origem Polar e será a origem do Sistema de Coordenadas
Polares.
Um ponto no referido sistema virá definido por:
• O RAIO (R) que será a distância entre o origem polar e o ponto.
• O ÁNGULO (Q) que será formado pelo eixo de abcissas e a linha que une a origem polar com
o ponto. (Em graus).
Quando se trabalha em G90 os valores de R e Q serão cotas absolutas e o seu formato de
programação é R5.5 Q±5.5. O valor atribuído ao raio deve ser sempre positivo.
Quando se trabalha em G91 os valores de R e Q serão cotas absolutas e o seu formato de
programação é R5.5 Q±5.5.
Mesmo que se permite programar valores negativos de R quando se programa em cotas
incrementais, o valor resultante que lhe foratribuído ao raio deve ser sempre positivo.
Se se programa um valor de Q superior a 360º, se tomará o módulo depois de ser dividido entre
360. Desta maneira, Q420 é o mesmo que Q60, e Q-420 é o mesmo que Q-60.
Exemplo de programação supondo a Origem Polar situada na Origem de Coordenadas.
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Cotas absolutas:
G90 R430 Q0 ; Ponto P0
G03 Q33.7 ; Ponto P1, em arco (G03)
G01 R340 Q45 ; Ponto P2, em linha reta (G01)
G01 R290 Q33.7 ; Ponto P3, em linha reta (G01)
G01 R230 Q45 ; Ponto P4, em linha reta (G01)
G01 R360 Q63.4 ; Ponto P5, em linha reta (G01)
G03 Q90 ; Ponto P6, em arco (G03)
Cotas incrementais:
G90 R430 Q0 ; Ponto 0
G91 G03 Q33.7 ; Ponto P1, em arco (G03)
G01 R-90 Q11.3 ; Ponto P2, em linha reta (G01)
G01 R-50 Q-11.3 ; Ponto P3, em linha reta (G01)
G01 R-60 Q11.3 ; Ponto P4, em linha reta (G01)
G01 R130 Q18.4 ; Ponto P5, em linha reta (G01)
G03 Q26.6 ; Ponto P6, em arco (G03)
A origem polar, além de se poder pré- selecionar mediante a função G93, que se verá mais adiante,
pode ser modificada nos seguintes casos:
• No momento da ligação, depois de M02, M30, EMERGÊNCIA ou RESET, o CNC assumirá como
origem polar a origem de coordenadas do plano de trabalho definido pelo parâmetro de máquina
geral "IPLANE".
• Cada vez que se mude de plano de trabalho (G16, G17, G18 ou G19) o CNC assume como
origem polar a origem de coordenadas do novo plano de trabalho selecionado.
• Ao executar uma interpolação circular (G02 ou G03), e se o parâmetro de máquina geral
"PORGMOVE" tem o valor 1, o centro do arco passará a ser a nova origem polar.
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3.6.3 Ângulo e uma coordenada cartesiana
No plano principal se pode definir um ponto mediante uma das suas coordenadas cartesianas e
o ângulo de saída da trajetória do ponto anterior.
Exemplo de programação do eixo X em raios.
X0 Z160 ; Ponto P0
Q90 X30 ; Ponto P1
Q149 Z110 ; Ponto P2
Q180 Z80 ; Ponto P3
Q146.3 Z50 ; Ponto P4
Q90 X100 ; Ponto P0
Se se deseja representar um ponto no espaço, o resto de coordenadas poderão programar-se, em
coordenadas cartesianas.
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3.7 Eixos rotativos
Os eixos rotativos disponíveis são:
Eixo rotativo normal.
Eixo rotativo de somente posicionamento.
Eixo rotativo hirth.
Além disso, cada um deles se sub-divide em:
Rollover Quando a sua visualização se realiza entre 0º e 360º.
No Rollover Quando a visualização pode efetuar-se entre -99999º e 99999º.
Todos eles se programam em graus, por isso que as suas cotas não se verão afetadas pela
mudança de unidades milímetros/polegadas.
Eixos rotativos normais
São aqueles que pode interpolar com eixos lineais.
Deslocamento: Em G00 e G01
Programação eixo Rollover.
G90 O sinal indica o sentido de rotação e a cota, a posição final (entre 0 e 359.9999).
G91 O sinal indica o sentido de giro. Se o deslocamento programado é superior a 360°,
o eixo dará mais de uma volta antes de posicionar-se no ponto desejado.
Programação eixo No Rollover.
Em G90 e G91 como um eixo linear.
Eixo rotativo de somente posicionamento
Não podem interpolar com eixos lineais.
Deslocamento: Sempre em G00 e não admitem compensação de raio (G41, G42).
Programação eixo Rollover.
G90 Sempre positivo e pelo caminho mais curto. Cota final entre 0 e 359.9999
G91 O sinal indica o sentido de giro. Se o deslocamento programado é superior a 360°,
o eixo dará mais de uma volta antes de posicionar-se no ponto desejado.
Programação eixo No Rollover.
Em G90 e G91 como um eixo linear.
Eixo rotativo hirth
O seu funcionamento e programação é similar ao dos eixos rotativos de somente posicionamento,
com a ressalva de que os eixos rotativos hirth não admitem cifras decimais, devendo selecionar-
se somente posições inteiras.
O CNC permite possuir mais de um eixo hirth mas não admite deslocamentos nos quais
intervenham mais de um eixo hirth ao mesmo tempo.
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3.8 Zona de trabalho
O CNC permite possuir quatro zonas ou áreas de trabalho, assim como, limitar o movimento da
ferramenta em cada uma delas.
3.8.1 Definição das zonas de trabalho
Dentro de cada zona de trabalho, o CNC permite limitar o movimento da ferramenta em cada um
dos eixos, definindo-se os limites superior e inferior em cada eixo.
G20: Define os limites inferiores da área desejada.
G21: Define os limites superiores da área desejada.
O formato de programação destas funções é:
G20 K X...C±5.5
G21 K X...C±5.5
Onde:
K Indica a zona de trabalho sobre a qual se deseja definir (1, 2, 3 ou 4)
X...C Indicam as cotas (superiores ou inferiores) com as que se desejam limitar os
eixos. Estas cotas se expressam em raios e estarão programadas com respeito
ao zero máquina. Por segurança, o eixo para 0,1mm antes do limite programado.
Não será necessário programar todos os eixos, por isso se limitarão somente os eixos definidos.
G20 K1 X20 Z20
G21 K1 X100 Z100
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3.8.2 Utilização das zonas de trabalho
Dentro de cada zona ou área de trabalho, o CNC permite restringir o movimento da ferramenta,
quer proibindo-lhe sair da área programada (zona de não saída), ou então, proibindo-lhe a entrada
na área programada (zona de não entrada).
O CNC levará em consideração, a todo o momento, as dimensões da ferramenta (tabela de
corretores), para evitar que esta ultrapasse os limites programados.
A personalização das zonas de trabalho se realiza mediante a função G22, sendo o seu formato
de programação:
G22 K S
Onde:
K Indica a zona de trabalho sobre a qual se deseja personalizar (1, 2, 3 ou 4)
S Indica a habilitação-inabilitação da zona de trabalho.
S = 0 se desabilita.
S = 1 se habilita como zona de não entrada.
S = 1 se habilita como zona de não saída.
No momento da ligação, o CNC desabilita todas as zonas de trabalho, entretanto, os limites superior
e inferior das referidas zonas não sofrerão nenhuma variação, podendo voltar a habilitar-se com
a função G22.
S = 1 Zona de não entrada S = 2 Zona de não saída
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SISTEMAS DE REFERÊNCIA
4.1 Pontos de referência
Uma máquina dirigida por controle numérico, necessita ter definidos os seguintes pontos de origem
e de referência:
• Zero máquina ou ponto de origem da máquina. É determinado pelo construtor, como a origem
do sistema de coordenadas da máquina.
• Zero peça ou ponto de origem da peça. É o ponto de origem que se fixa para a programação
das medidas da peça, pode ser escolhido livremente pelo programador e a sua referência com
o zero máquina se fixa mediante o deslocamento de origem.
• Ponto de referência. É um ponto da máquina determinado pelo fabricante sobre o qual se realiza
a sincronização do sistema. O controle se posiciona sobre este ponto, em lugar de deslocar-
se até à origem da máquina, tomando então, as cotas de referência que estão definidas
mediante o parâmetro de máquina dos eixos "REFVALUE".
M Zero máquina
W Zero peça.
R Ponto de referência de máquina
XMW, YMW, ZMW... Coordenadas do zero peça.
XMR, YMR, ZMR... Coordenadas do ponto de referência máquina ("REFVALUE")
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4.2 Busca de referência de máquina (G74)
OCNC permite programar a busca de referência de máquina de duas formas diferentes:
• Busca de referência de máquina de um ou mais eixos numa ordem determinado.
Se programará G74 seguido dos eixos nos quais se deseja que se realize a busca de referência.
Por exemplo: G74 X Z.
O CNC começará o deslocamento de todos os eixos selecionados que possuam micro de
referência de máquina (parâmetro de máquina de eixos "DECINPUT"), e no sentido indicado
pelo parâmetro de máquina de eixos "REFDIREC".
Este deslocamento se realiza conforme o avanço indicado no parâmetro de máquina dos eixos
"REFEED1", até que se pressione o micro.
Em seguida começará a busca de referência de máquina de todos os eixos e na ordem na qual
foram programados.
Este novo deslocamento se realizará eixo a eixo, conforme o avanço indicado no parâmetro de
máquina dos eixos "REFEED2", até que se atinja o ponto de referência de máquina.
• Busca de referência de máquina utilizando a sub-rotina associada.
Se programará a função G74 só no bloco e o CNC executará de maneira automática a sub-rotina
cujo número esteja indicado no parâmetro de máquina geral "REFPSUB", podendo-se
programar na referida sub-rotina as buscas de referência de máquina desejadas e na ordem
desejada.
Num bloco no qual foi programado G74 não poderá aparecer nenhuma outra função preparatória.
Se a busca de referência de máquina se realiza em modo manual, se perderá o zero peça
selecionado, visualizando-se as cotas do ponto de referência de máquina indicadas no parâmetro
de máquina dos eixos "REFVALUE". No resto dos casos conservar-se-á o zero peça selecionado,
pelo que as cotas visualizadas estarão referidas ao mencionado zero peça.
Se o comando G74 se executa em MDI a visualização de cotas dependerá do modo em que se
execute o mesmo, Manual, Execução ou Simulação.
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G
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4.3 Programação com respeito ao zero máquina (G53)
A função G53 pode ser acrescentada a qualquer bloco que contenha funções de controle de
trajetória.
Se usará somente quando se deseje programar as cotas do referido bloco com ao zero máquina,
devendo expressar-se referidas cotas em milímetros ou polegadas, conforme esteja definido o
parâmetro de máquina geral "INCHES".
Programando a função G53 sem informação de movimento se anula o deslocamento de origem
ativo, tanto se provém da execução de G54-G59 como de uma pré-seleção (G92). A pré-seleção
do deslocamento de origem se explica a seguir.
A função G53 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje indicar as cotas
referidas ao zero máquina.
Esta função anula, temporariamente, a compensação do raio e o comprimento da ferramenta.
M Zero máquina
W Zero peça.
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
G90 G1 X40 Z30
G90 G53 G1 X140 Z100
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4.4 Visualização de cotas e deslocamentos de origem
O CNC permite realizar deslocamentos de origem com o objetivo de utilizar coordenadas relativas
ao plano da peça, sem a necessidade de modificar as coordenadas dos diferentes pontos da peça
na hora de programar.
Se define como deslocamentos de origem, a distância entre o zero peça (ponto de origem da peça)
e o zero máquina (ponto de origem da máquina).
Este deslocamentos de origem se podem realizar de duas maneiras:
• Mediante a função G92 (pré-seleção de cotas), aceitando o CNC as cotas dos eixos
programados depois de G92, como novos valores dos eixos.
• Por meio da utilização de deslocamentos de origem (G54 ... G59, G159N1 ... G159N20),
aceitando o CNC como novo zero peça o ponto que se encontra situado, com respeito ao zero
máquina à distância indicada pela tabela ou tabelas selecionadas.
Ambas as funções são modais e incompatíveis entre si, por isso, ao selecionar uma delas a outra
fica desabilitada.
Existe, além disso, outro deslocamento de origem que governa o autômato, este deslocamento se
acrescenta sempre ao deslocamento de origem selecionado e se utiliza entre outros para corrigir
desvios produzidos por dilatações, etc.
M Zero máquina
W Zero peça.
Deslocamentos de origem
Offset do PLC
G59
G58
G92
ORG*(59)
ORG*(58)
ORG* PLCOF*
ORG*(54) ORG*(55) ORG*(56) ORG*(57)
G54 G55 G56 G57
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4.4.1 Visualização de cotas e limitação do valor de S (G92)
Por meio da função G92 se pode pré-selecionar qualquer valor nos eixos do CNC, assim como
limitar a máxima velocidade do spindle.
• Visualização de cotas.
Ao realizar um deslocamento de origem mediante a função G92, o CNC assume as cotas dos
eixos programados depois de G92, como novos valores dos eixos.
No bloco em que se define G92, não se pode programar nenhuma outra função, sendo o formato
de programação:
G92 X...C ±5.5
Os valores atribuídos aos eixos programar-se-ão em raios ou diâmetros dependendo da
personalização do parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT"
• Limitação da velocidade do spindle.
Mediante a programação de G92 S5.4 se limita a velocidade do spindle ao valor fixado mediante
S5.4.
Isto significa que o CNC não aceitará, a partir desse bloco, a programação de valores de S
superiores ao máximo definido. Também não se poderá superar esse máximo mediante as
teclas do painel frontal.
; Posicionamento em linha.
G90 X0 Z200
; Pré-selecionar P0 como origem peça
G92 X0 Y0
; Programação conforme cotas da peça
G91 X30 Z-30
Z-30
X20
X20 Z-40
Z-30
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4.4.2 Deslocamentos de origem (G54..G59 e G159)
O CNC possui uma tabela de deslocamentos de origem, na qual se podem selecionar vários
deslocamentos de origem, com o objetivo de gerar determinados zeros peça, independentemente,
do zero peça que nesse momento se encontre ativo. Os valores da tabela estão expressos em raios.
O acesso à tabela se pode realizar desde o painel frontal do CNC, tal e como se explica no manual
de Operação, ou então por programa, utilizando comandos em linguagem de alto nível.
Existem dois tipos de deslocamentos de origem:
• Deslocamentos de origem absolutos (G54 ... G57, G159N1 ... G159N20), que devem estar
relacionados com o zero máquina.
• Deslocamentos de origem incrementais (G58-G59).
As funções G54, G55, G56, G57, G58 e G59, se programam sós num bloco, e funcionam da
seguinte maneira.
Ao executar-se uma das funções G54, G55, G56 ou G57, o CNC aplica o deslocamento de origem
programado sobre o zero máquina, anulando os possíveis deslocamentos que se encontravam
ativos.
Quando se executa um dos deslocamentos incrementais G58 ou G59, o CNC acrescentará os seus
valores ao deslocamento de origem absoluto que se encontre vigente nesse momento. Anulando
previamente o possível deslocamento incremental que se encontre ativo.
Observe-se, no seguinte exemplo, os deslocamentos de origem que se aplicam ao executar-se o
programa:
G54 Aplica o deslocamento de origem G54 ==> G54
G58 Acrescenta o deslocamento de origem G58==> G54+G58
G59 Anula G58 e acrescenta G59 ==> G54+G59
G55 Anula o que tivesse e aplica G55== G55 ==> G55
Depois de selecionado um deslocamento de origem, se manterá ativo até que se selecione outro
ou até que se realize uma busca de referência de máquina (G74) em modo manual. O deslocamento
de origem selecionado se mantém ativo incluso depois de um desliga-liga do CNC.
Este tipo de deslocamentos de origem fixados por programa, são muito úteis para a repetição de
usinagens em diversas posiçõesda máquina.
Exemplo: A tabela de deslocamentos de origem está inicializada com os seguintes valores:
G54: X0 Z330
G55: X0 Z240
G56: X0 Z150
G58: X0 Z-900
G59: X0 Z-180
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Utilizando deslocamentos de origem absolutos:
G54 ; Aplica o deslocamento G54
Execução do perfil ; Executa perfil A1
G55 ; Aplica o deslocamento G55
Execução do perfil ; Executa perfil A2
G56 ; Aplica o deslocamento G56
Execução do perfil ; Executa perfil A3
Utilizando deslocamentos de origem incrementais:
G54 ; Aplica o deslocamento G54
Execução do perfil ; Executa perfil A1
G58 ; Aplica os deslocamentos G54+G58
Execução do perfil ; Executa perfil A2
G59 ; Aplica os deslocamentos G54+G59
Execução do perfil ; Executa perfil A3
Função G159
Esta função permite aplicar qualquer deslocamento de origem definido na tabela.
Os seis primeiros deslocamentos de origem são equivalentes ao programar G54 até G59, com a
diferença de que os valores correspondentes a G58 e G59 se aplicam de maneira absoluta. Isto
é devido a que a função G159 anula as funções G54-G57, portanto não há nenhum deslocamento
ativo que somar o correspondente a G58 ou G59.
A maneira em que se programa a função G159 é a seguinte:
G159 Nn Sendo n um número de 1 a 20 que indica o deslocamento de origem aplicado.
A função G159 é modal, se programa sozinha no bloco e é incompatível com as funções G53, G54,
G55, G56, G57, G58, G59 e G92.
No momento da ligação, o CNC assume o deslocamento de origem que se encontrava ativo no
momento em que se apagou. Além disso, o deslocamento de origem não se vê afetado nem pelas
funções M02, M03, nem por RESET.
Esta função se visualiza no historial do modo G159Nn, indicando-a no deslocamento de origem
ativo.
Exemplos:
G159 N1 Se aplica o primeiro deslocamento de origem. É equivalente a programar G54.
G159 N6 Se aplica o sexto deslocamento de origem. É equivalente a programar G59, mas
se aplica de forma absoluta.
G159 N20 Se aplica o vigésimo deslocamento de origem.
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4.5 Pré-seleção da origem polar (G93)
A função G93 permite pré-selecionar qualquer ponto, do plano de trabalho, como nova origem de
coordenadas polares.
Esta função se programa sozinha no bloco, sendo o seu formato de programação:
G93 I±5.5 J±5.5
Os parâmetros I e J definem a abcissa (I) e a ordenada (J) com respeito ao zero peça, em que se
deseja situar a nova origem de coordenadas polares.
Os valores atribuídos aos referidos parâmetros programar-se-ão em raios ou diâmetros
dependendo da personalização do parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT"
Se num bloco se programa somente G93, a origem polar passará a ser o ponto no qual se encontre
a máquina, nesse momento.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá como novo origem polar o zero peça que se encontra selecionado.
Quando se seleciona um novo plano de trabalho (G16, G17, G18, G19) o CNC aceita como nova
origem polar o zero peça de referido plano.
G90 X180 Z50 ; Ponto P0.
G01 X160 ; Ponto P1, em linha reta (G01).
G93 I90 J160 ; Pré-selecionar P5 como origem polar.
G03 Q270 ; Ponto P2, em arco (G03).
G01 Z130 ; Ponto P3, em linha reta (G01).
G93 I130 J0 ; Pré-selecionar P6 como origem polar.
G02 Q0 ; Ponto P4, em arco (G02).
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
O CNC não modifica a origem polar quando se define um novo zero peça, mas se modifica os valores
das variáveis "PORGF" e "PORGS".
Se ao estar selecionado o parâmetro de máquina geral "PORGMOVE", se programa uma interpolação
circular G02 ou G03, o CNC assumirá o centro do arco como nova origem polar.
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PROGRAMAÇÃO CONFORME
CÓDIGO ISO
Um bloco programado em linguagem ISO pode estar composto por:
• Funções preparatórias (G)
• Cotas dos eixos (X..C)
• Velocidade de avanço (F)
• Velocidade do spindle (S)
• Nº ferramenta (T)
• Nº corretor (D)
• Funções auxiliares (M)
Dentro de cada bloco tem que manter esta ordem, mesmo que não é necessário que cada bloco
contenha todas as informações.
O CNC permite programar cifras desde 0.0001 até 99999.9999 com e sem sinal, trabalhando em
milímetros (G71), o que se denominará formato ±5.4, ou então, desde 0.00001 até 3937.00787 com
e sem sinal, se se programa em polegadas (G70), o que se denominará formato ±4.5.
Entretanto, e para simplificar as explicações, se dirá que o CNC admite formato ±5.5, indicando
com isso que em milímetros admite ±5.4 e em polegadas ±4.5.
Também se pode programar num bloco qualquer função com parâmetros, exceto o número de
etiqueta ou de bloco, de maneira que ao ser executado o mencionado bloco, o CNC substituirá o
parâmetro aritmético pelo seu valor nesse momento.
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5.1 Funções preparatórias
As funções preparatórias se programam mediante a letra G seguida de no máximo três cifras (G0
- G319).
Se programam sempre no começo do corpo do bloco e servem para determinar a geometria e
condições de trabalho do CNC.
Tabela de funções G empregadas no CNC.
Função M D V Significado Seção
G00 * ? * Posicionamento em rápido 6.1
G01 * ? * Interpolação linear 6.2
G02 * * Interpolação circular direita 6.3
G03 * * Interpolação circular esquerda 6.3
G04 Temporização/Detenção da preparação de blocos 7.1 / 7.2
G05 * ? * Arredondamento de aresta 7.3.2
G06 * Centro de circunferência em coordenadas absolutas 6.4
G07 * ? Aresta viva 7.3.1
G08 * Circunferência tangente à trajetória anterior. 6.5
G09 * Circunferência por três pontos 6.6
G10 * * Anulação de espelhamento 7.5
G11 * * Espelhamento em X 7.5
G12 * * Espelhamento em Y 7.5
G13 * * Espelhamento em Z 7.5
G14 * * Espelhamento nas direções programadas 7.5
G16 * * Seleção plano principal por dois direções 3.2
G17 * ? * Plano principal X-Y e longitudinal Z 3.2
G18 * ? * Plano principal Z-X e longitudinal Y 3.2
G19 * * Plano principal Y-Z e longitudinal X 3.2
G20 Definição limites inferiores zonas de trabalho 3.8.1
G21 Definição limites superiores zonas de trabalho 3.8.1
G22 * Habilitação / inabilitação zonas de trabalho 3.8.2
G32 * * Avanço F como função inversa do tempo 6.15
G33 * * Rosqueamento eletrónico 6.11
G34 Rosqueamento de passo variável 6.13
G36 * Arredondamento de arestas 6.9
G37 * Entrada tangencial 6.7
G38 * Saída tangencial 6.8
G39 * Chanfrado 6.10
G40 * * Anulação de compensação radial 8.2.6
G41 * * Compensação radial ferramenta à esquerda 8.2.3
G41 N * * Detecção de choques 8.3
G42 * * Compensação radial ferramenta à direita 8.2.3
G42 N * * Detecção de choques 8.3
G50 * * Arredondamento de aresta controlada 7.3.3
G51 * * Look-Ahead 7.4
G52 * Movimento contra batente 6.14
G53 * Programação com respeito ao zero máquina 4.3
G54 * * Deslocamento de origem absoluto 1 4.4.2
G55 * * Deslocamento de origem absoluto 2 4.4.2
G56 * * Deslocamento de origem absoluto 3 4.4.2
G57 * * Deslocamento de origem absoluto 4 4.4.2
G58 * * Deslocamento de origem aditivo 1 4.4.2
G59 * * Deslocamento de origem aditivo 2 4.4.2
G66 * Ciclo fixo de seguimento de perfil 9.1
G68 * Ciclo fixo de desbaste no eixo X 9.2
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A M significa MODAL, isto é, que uma vez programada, a função G permanece ativa enquanto não
se programe outra G incompatível, ou se execute M02, M30, EMERGÊNCIA, RESET ou se desligue
e ligue o CNC.
A letra D significa "padrão", isto é,que serão assumidas pelo CNC no momento da ligação, depois
de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou RESET.
Nos casos que se indica com ? se deve interpretar que o "padrão" destas funciones G, depende
da personalização dos parâmetros de máquina gerais do CNC.
A letra V significa que a função G se visualiza, nos modos de execução e simulação, junto à
condições na que se está realizando a usinagem.
G69 * Ciclo fixo de desbaste no eixo Z 9.3
G70 * ? * Programação em polegadas 3.3
G71 * ? Programação em milímetros 3.3
G72 * * Fator de escala geral e particulares 7.6
G74 * Busca de referência de máquina. 4.2
G75 * Movimento com apalpador até tocar 10.1
G76 * Movimento com apalpador até deixar de tocar 10.1
G81 * Ciclo fixo de torneamento de trechos retos 9.4
G82 * Ciclo fixo de faceamento de trechos retos 9.5
G83 * Ciclo fixo de furação 9.6
G84 * Ciclo fixo de torneamento de trechos curvos 9.7
G85 * Ciclo fixo de faceamento de trechos curvos 9.8
G86 * Ciclo fixo de rosqueamento longitudinal 9.9
G87 * Ciclo fixo de rosqueamento frontal 9.10
G88 * Ciclo fixo de ranhura no eixo X 9.11
G89 * Ciclo fixo de ranhura no eixo Z 9.12
G90 * ? Programação absoluta 3.4
G91 * ? * Programação incremental 3.4
G92 Pré-seleção de cotas / Limitação da velocidade do spindle 4.4.1
G93 Pré-seleção da origem polar 4.5
G94 * ? Avanço em milímetros (polegadas) por minuto 5.2.1
G95 * ? * Avanço em milímetros (polegadas) por rotação 5.2.2
G96 * * Velocidade de corte constante 5.3.1
G97 * * Velocidade de rotação do spindle em RPM 5.3.2
G151 * ? Programação das cotas do eixo X em diâmetros. 3.5
G152 * ? Programação das cotas do eixo X em raios. 3.5
G159 * Deslocamentos de origem absolutos 4.4.2
G233 * Retirada de eixos em roscado perante uma parada 6.12
Função M D V Significado Seção
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5.2 Velocidade de avanço F
A velocidade de avanço de usinagem pode ser selecionada por programa, mantendo-se ativa
enquanto não se programe outra. Se representa com a letra F e conforme se esteja trabalhando
no G94 ou G95 se programará em mm/minuto (polegadas/minuto) ou em mm/revolução
(polegadas/revolução).
O seu formato de programação é 5.5, isto é, 5.4 se se programa em milímetros e 4.5 se se programa
em polegadas.
O avanço de trabalho máximo da máquina, que será limitado em cada eixo pelo parâmetro de
máquina de eixos "MAXFEED", pode ser programado utilizando o código F0 ou então atribuindo
a F o valor correspondente.
O avanço F programado é efetivo quando se trabalha em interpolação linear (G01) ou circular (G02,
G03). Se não se programa a função F, o CNC assumirá o avanço F0. Quando se trabalha em
posicionamento (G00), a máquina se moverá com o avanço rápido indicado no parâmetro de
máquina de eixos "G00FEED", independente, do F programado.
O avanço F programado pode variar-se entre 0% e 255% desde o PLC ou por via DNC ou então
entre 0% e 120% mediante o comutador que se encontra no Painel de Comando do CNC.
Entretanto, o CNC possui o parâmetro de máquina geral "MAXFOVR" para limitar a variação
máxima do avanço.
Quando se trabalha em posicionamento (G00) o avanço rápido estará fixado a 100% ou se permitirá
que haja variação entre 0% e 100% conforme estiver personalizado o parâmetro de máquina
"RAPIDOVR".
Quando se executam as funções G33 (rosca eletrónica), G34 (rosca de passo variável) ou G86
(ciclo fixo de rosqueamento longitudinal) ou G87 (ciclo fixo de rosqueamento frontal), não se
permite modificar o avanço, trabalhando a 100% da F programada.
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5.2.1 Avanço em mm/minuto ou polegadas/minuto (G94)
A partir do momento em que se programa o código G94, o controle entende que os avanços
programados mediante F5.5, são em mm/minuto ou polegadas/minuto.
Se o deslocamento corresponde a um eixo rotativo, o CNC interpretará que o avanço se encontra
programado em graus/minuto.
Quando se realiza uma interpolação entre um eixo rotativo e um eixo linear, o avanço programado
será obtido em mm/minuto ou polegadas/minuto e o deslocamento do eixo rotativo, que se
programou em graus, se considerará que se encontra programado em milímetros ou polegadas.
A relação entre a componente de avanço do eixo e o avanço F programado será a mesma que existe
entre o deslocamento do eixo e o deslocamento resultante programado.
Exemplo:
Numa máquina que tem os eixos X Z lineares e o eixo C rotativo, situados todos eles no ponto X0
Z0 C0, se programa o seguinte deslocamento:
G1 G90 X100 Z20 C270 F10000
Se tem:
A função G94 é modal, isto é, depois de programada se mantém ativa até que se programe G95.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá a função G94 ou G95 conforme se tenha personalizado o parâmetro de
máquina geral "IFEED".
Componente de avanço =
Avanço F x Deslocamento do eixo
Deslocamento resultante programado
Fx
F x
x 2 z 2 c 2+ +
----------------------------------------------------------- 10000 100
1002 202 2702+ +
------------------------------------------------ 3464 7946= = =
Fz
F z
x 2 z 2 c 2+ +
----------------------------------------------------------- 10000 20
1002 202 2702+ +
------------------------------------------------ 692 9589= = =
Fc
F c
x 2 z 2 c 2+ +
----------------------------------------------------------- 10000 270
1002 202 2702+ +
------------------------------------------------ 9354 9455= = =
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5.2.2 Avanço em mm/revolução ou polegadas/revolução (G95)
A partir do momento em que se programa o código G95, o controle entende que os avanços
programados mediante F5.5, são em mm/revolução ou polegadas/revolução.
Esta função não afeta os deslocamentos rápidos (G00) que sempre serão realizados em
mm/minuto ou polegadas/minuto. Também não será aplicado aos deslocamentos que se efetuem
em modo manual, inspeção de ferramenta, etc.
A função G95 é modal, isto é, depois de programada se mantém ativa até que se programe G94.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá a função G94 ou G95 conforme se tenha personalizado o parâmetro de
máquina geral "IFEED".
Movimentos manuais em G95
A partir deste momento, se o eixo a ser movido em JOG não pertence ao plano ativo, o movimento
se realizará em mm/minuto, portanto não será necessário programar um S no spindle.
Além disto, se algum eixo do plano é o eixo Y, tampouco será necessário programar o S para realizar
movimentos em JOG em qualquer eixo, quer seja ou não do plano.
Esta função é principalmente interessante no caso de eixos auxiliares, lunetas e contrapontos, já
que nestes casos o S não tem influência.
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5.3 Velocidade de rotação do spindle (S)
Mediante o código S5.4 se programa diretamente a velocidade de rotação do spindle em
revoluções/minuto (G97) ou em metros/minuto (pés/minuto se se trabalha em polegadas) se está
na modalidade de velocidade de corte constante (G96).
O valor máximo vem limitado pelos parâmetros de máquina do spindle "MAXGEAR1, MAXGEAR2,
MAXGEAR3 e MAXGEAR4", dependendo em cada caso da gama de árvore selecionada.
Também é possível limitar este valor máximo por programa, utilizando a função G92 S5.4.
A velocidade de rotação S programada pode ser variada desde o PLC, ou por via DNC, ou então,
mediante as teclasde SPINDLE "+" e "-" do Painel de Comando do CNC.
Esta variação de velocidade se realizará entre os valores máximo e mínimo, fixados pelos
parâmetros de máquina do spindle "MINSOVR" e "MAXSOVR".
O passo incremental associado às teclas de SPINDLE "+" e "-" do Painel de Comando do CNC para
variar o S programado, estará fixado pelo parâmetro de máquina do spindle "SOVRSTEP".
Quando se executam as funções G33 (rosca eletrónica), G34 (rosca de passo variável) ou G86
(ciclo fixo de rosqueamento longitudinal) ou G87 (ciclo fixo de rosqueamento frontal), não se
permite modificar a velocidade programada, trabalhando a 100% da S programada.
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5.3.1 Velocidade de corte constante (G96)
Quando se programa G96 o CNC entende que a velocidade do spindle programada mediante S5.4
se efetua em metros/minuto ou pés/minuto e o torno começa a trabalhar na modalidade de
velocidade de corte constante.
Se recomenda programar a velocidade do spindle S5.4 no mesmo bloco no qual se programa a
função G96, devendo selecionar-se a gama de spindle correspondente (M41, M42, M43, M44) no
mesmo bloco ou em um anterior.
Se no bloco no que se programa a função G96 não se programa a velocidade de spindle S5.4, o
CNC assume como velocidade de spindle a última com a que se trabalhou na modalidade de
velocidade de corte constante.
Se não se programa a velocidade do spindle e não existe nenhuma prévia ou não se encontra
selecionada a gama de spindle correspondente, o CNC mostrará o erro correspondente.
A função G96 é modal, isto é, depois de programada se mantém ativa até que se programe G97.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G97.
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5.3.2 Velocidade de rotação do spindle em RPM (G97)
Quando se programa G97 o CNC entende que a velocidade do spindle programada mediante S5.4
o é em revoluções/minuto.
Se no bloco que se programa G97 não se programa a velocidade de spindle S5.4, o CNC assume
como velocidade programada, a velocidade à qual nesse momento está rodando o spindle.
A função G97 é modal, isto é, depois de programada se mantém ativa até que se programe G96.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G97.
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5.4 Número da ferramenta (T) e corretor (D)
A função T permite selecionar a ferramenta e a função D permite selecionar o corretor associado
à mesma. Quando são definidos os dois parâmetros, a ordem de programação é T D. Por exemplo
T6 D17.
Para acessar, consultar e definir estas tabelas consultar o manual de operação.
Utilização das funções T e D
• As funções T e D podem programar-se sozinhas ou juntas, tal e como se indica neste exemplo:
T5 D18 Seleciona a ferramenta 5 e assume as dimensões do corretor 18.
D22 Continua selecionada a ferramenta 5 e se aceitam as dimensões do corretor 22.
T3 Seleciona a ferramenta 3 e assume as dimensões do corretor associado á
referida ferramenta.
• Quando se possui um suporte de ferramentas, é normal utilizar mais ferramentas do que
posições têm o castelo. Por isso que uma mesma posição da porta-ferramenta deve ser utilizada
por mais de uma ferramenta.
Nestes casos se deve programar as funções "T" e "D".
A função "T" faz referência à posição da torre e a função "D" às dimensões da ferramenta que
está colocada na referida posição.
Assim, por exemplo, o programar T5 D23 significa que se deseja selecionar à posição da torre
5 e que o CNC deve levar em consideração as dimensões e geometrias indicadas nas tabelas
de corretores e geometrias para o corretor 23.
• Quando se possui um braço suporte de ferramentas com 2 ferramentas de corte também se
deve programar as funções "T" e "D".
A função "T" se refere ao braço e a função "D" às dimensões da ferramenta de corte. Assim
se poderá programar T1 D1 ou T1 D2, em função de qual das 2 ferramentas de corte se deseja
trabalhar.
Se a máquina possui magazine de ferramentas o CNC
consulta a "Tabela do magazine de ferramentas" para
conhecer a posição que ocupa a ferramenta desejada e a
seleciona.
Se não se definiu a função D, consulta a "Tabela de
Ferramentas" para conhecer o número de corretor (D)
associado à mesma.
Examina a "Tabela de Corretores" e assume as dimensões
da ferramenta correspondentes ao corretor D. Analisa a
"Tabela de Geometria" para conhecer a geometria da
ferramenta de corte (largura, ângulo e ângulo de corte). A
"Tabela de Geometria está associada ao T ou ao D
conforme critério do fabricante, parâmetro de máquina
geral "GEOMTYPE (P123)".
Seleciona a ferramenta.
Magazine?
NÃO
SIM
SIM
NÃO
¿D?
O CNC pega o D associado
ao T na tabela de ferramentas
O CNC pega as
dimensões definidas para
D na tabela de corretores
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D
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Compensação longitudinal e compensação do raio da ferramenta.
O CNC examina a "Tabela de Corretores" e assume as dimensões da ferramenta correspondentes
ao corretor D ativo.
A compensação longitudinal se aplica a todo o momento, enquanto que a compensação radial, deve
ser selecionada pelo usuário mediante as funções G40, G41, G42.
Se não existe nenhuma ferramenta selecionada ou se define D0 não se aplica nem compensação
longitudinal nem compensação radial.
Para dispor de mais informação Ver a seção "8 Compensação de ferramentas".
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5.5 Função auxiliar (M)
As funções auxiliares se programam mediante o código M4, permitindo-se programar até 7 funções
auxiliares num mesmo bloco.
Quando num bloco foi programado mais de uma função auxiliar, o CNC as executa,
correlativamente, na ordem que foram programadas.
O CNC possui uma tabela de funções M com "NMISCFUN" (parâmetro de máquina geral)
componentes, especificando-se por cada elemento:
• O número (0-9999) da função auxiliar M definida.
• O número da sub-rotina que se deseja associar à referida função auxiliar.
• Um indicador que determina se a função M se efetua antes ou depois do movimento do bloco
no qual está programada.
• Um indicador que determina se a execução da função M detém ou não a preparação dos blocos.
• Um indicador que determina se a função M se efetua ou não, depois da execução da sub-rotina
associada.
• Um indicador que determina se o CNC deve ou não esperar o sinal AUX END (sinal de M
executada, proveniente do PLC), para continuar a execução do programa.
Se ao executar uma função auxiliar M, esta não se encontra definida na tabela de funções M, a
função programada se executará no inicio do bloco e o CNC esperará o sinal AUX END para
continuar a execução do programa.
Algumas das funções auxiliares têm atribuídas um significado interno no CNC.
Se ao executar-se a sub-rotina associada de uma função auxiliar "M", existir um bloco que contenha
o mesmo "M", este será executado, mas não a sub-rotina associada.
Todas as funções auxiliares "M" que tenham sub-rotina associada, deverão programar-se sozinhas
num bloco.
No caso das funções M41 até M44 com sub-rotina associada, o S que gera a mudança de gama se
deve programar sozinho no bloco. Em caso contrário o CNC mostrará o erro 1031.
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5.5.1 M00. Parada de programa
Quando o CNC lê num bloco o código M00, interrompe o programa. Para renovar o mesmo, tem
que dar novamente a ordem START.
É recomendado personalizar esta função na tabela de funções M, de forma que se execute no final
do bloco no qual está programada.
5.5.2 M01. Parada condicional de programa
Idêntica à M00, a não ser que o CNC só a leve em consideração se o sinal M01 STOP proveniente
do PLC se encontre ativo (nível lógico alto).
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5.5.3 M02. Final de programa
Este código indica o final de programa e realiza uma função de "Reset geral" do CNC (Colocação
em condições iniciais). Também exerce a função de M05.
É recomendado personalizar esta função na tabela de funções M, de forma que se execute no final
do bloco no qual está programada.
5.5.4 M30. Final de programa com volta no começo
Idêntica à M02 a não ser que o CNC volte ao primeiro bloco do programa.
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5.5.5 M03. Arranque da árvore à direita (sentido horário)
Este código significa arranque da árvore à direita.
É recomendado personalizar esta função na tabela de funções M, de forma que se execute no
começo do bloco no qual está programada.
5.5.6 M04. Arranque da árvore à esquerda (sentido anti-horário)
Este código indica arranque da árvore à esquerda. É recomendado personalizar esta função na
tabela de funções M, de forma que se execute no começo do bloco no qual está programada.
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5.5.7 M05. Parada de spindle
É recomendado personalizar esta função na tabela de funções M, de forma que se execute no final
do bloco no qual está programada.
5.5.8 M06. Código de mudança de ferramenta
Se o parâmetro de máquina geral "TOFFM06" (indicativo de centro de usinagem) se encontra ativo,
o CNC monitorará o trocador de ferramentas e atualizará a tabela correspondente ao magazine
de ferramentas.
Se recomenda personalizar esta função na tabela de funções M, de forma que se execute a sub-
rotina correspondente ao trocador de ferramentas instalado na máquina.
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5.5.9 M19. Parada orientada de spindle
O CNC permite trabalhar com o spindle em laço aberto (M3, M4) e com o spindle em laço fechado
(M19).
Para poder trabalhar em laço fechado é necessário possuir um medidor rotativo (encóder) acoplado
ao spindle da máquina.
Quando se deseja passar de laço aberto a laço fechado, se deve executar a função M19 ou M19
S±5.5. O CNC atuará da seguinte maneira:
• Se o spindle possui micro de referência, efetua a busca do micro de referência de máquina com
a velocidade de rotação no parâmetro de máquina da árvore "REFEED1".
A seguir, efetua a busca do sinal de Io do sistema de medição, com a velocidade de rotação
indicada no parâmetro de máquina do spindle "REFEED2".
E por último se posiciona no ponto definido mediante S±5.5.
• Se a árvore não possui micro de referência, efetua a busca do sinal de Io do sistema de medição,
com a velocidade de rotação indicada no parâmetro de máquina da árvore "REFEED2".
E a seguir, se posiciona no ponto definido mediante S±5.5.
Quando se executa somente a função auxiliar M19 a árvore se posiciona, depois de efetuar a busca
do micro de referência na posição I0.
Para orientar o spindle em outra posição se deve executar a função M19 S±5.5, o CNC não efetuará
a busca de referência, pois já está no laço fechado, e posicionará o spindle na posição indicada
(S±5.5).
O código S±5.5 indica a posição de parada do spindle, em graus, a partir do pulso zero máquina,
procedente do codificador.
O sinal indica o sentido da contagem e o valor 5.5 sempre se interpreta em cotas absolutas,
independentemente, do tipo de unidades que se encontram selecionadas.
Exemplo:
S1000 M3
spindle em laço aberto.
M19 S100
O spindle passa a laço fechado. Busca de referência e posicionamento em 100º.
M19 S -30
O spindle se desloca, passando por 0º até -30º.
M19 S400
O spindle dá 1 volta e se posiciona em 40º.
Durante o processo de M19 aparecerá na tela o aviso: "M19 em execução"i
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5.5.10 M41, M42, M43, M44. Troca de gamas do spindle
O CNC possui 4 gamas de spindle, M41, M42, M43 e M44, com as suas velocidades máximas
respectivas limitadas pelos parâmetros de máquina do spindle "MAXGEAR1", "MAXGEAR2",
"MAXGEAR3" e "MAXGEAR4".
Quando se seleciona por meio do parâmetro de máquina da árvore "AUTOGEAR", que a mudança
seja realizada de maneira automática, será o CNC quem governa as funções M41, M42, M43 e M44.
Se pelo contrário não se seleciona a mudança de gamas automático, será o programador o que
deva escolher a gama correspondente, levando em consideração que cada gama proporcionará
a instrução definida pelo parâmetro de máquina da árvore "MAXVOLT" para a velocidade máxima
especificada em cada gama (parâmetros de máquina da árvore "MAXGEAR1", "MAXGEAR2",
"MAXGEAR3" e "MAXGEAR4").
Independentemente, de que a mudança de gama seja automática ou não, as funções M41 até M44
podem ter sub-rotina associada. Quando se programa a função M41 até M44 e posteriormente se
programa um S que corresponde à referida gama, não se gera a mudança automática de gama
e não se executa a sub-rotina associada.
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CONTROLE DA TRAJETÓRIA
O CNC permite programar deslocamentos de um só eixo ou de vários ao mesmo tempo.
Se programarão somente os eixos que intervêm no deslocamento desejado, sendo a ordem de
programação dos eixos o seguinte:
X, Y, Z, U, V, W, A, B, C
As cotas de cada eixo deverão ser programadas em raios ou diâmetros, dependendo da
personalização do parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT".
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6.1 Posicionamento em rápido (G00)
Os deslocamentos programados depois de G00 se executam com o avanço rápido indicado no
parâmetro de máquina de eixos "G00FEED".
Independentemente do número de eixos que se movem, a trajetória resultante é sempre uma linha
reta entre o ponto inicial e o ponto final.
Mediante o parâmetro de máquina geral "RAPIDOVR", se pode estabelecer se o comutador % de
avanço, quando se trabalhe em G00, atua de 0% a 100%, ou fica fixado em 100%.
Ao programar a função G00, não se anula a última F programada, isto é, quando se programa
novamente G01, G02 ou G03 se recuperará a referida F.
A função G00 é modal e incompatível com G01, G02, G03, G33, G34 e G75. A função G00 pode
programar-se com G ou G0.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G00 ou o código G01 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IMOVE"
X100 Z100 ; Ponto de inicio
G00 G90 X300 Z400 ; Trajetória programada
Exemplo de programação do eixo X em raios.
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6.2 Interpolação linear (G01)
Los deslocamentos programados depois de G01 se executam conforme uma linha retae ao avanço
F programado.
Quando se movem dois ou três eixos de maneira simultânea a trajetória resultante é uma linha reta
entre o ponto inicial e o ponto final.
A máquina se desloca conforme a referida trajetória ao avanço F programado. O CNC calcula os
avanços de cada eixo para que a trajetória resultante seja a F programada.
O avanço F programado pode variar-se entre 0% e 120% mediante o comutador que se encontra
no Painel de Comando do CNC, ou então se seleciona entre 0% e 255% desde o PLC, por via DNC
ou por programa.
Entretanto, o CNC possui o parâmetro de máquina geral "MAXFOVR" para limitar a variação
máxima do avanço.
O CNC permite programar eixos de posicionamento, somente, em blocos de interpolação linear.
O CNC calculará o avanço correspondente ao eixo ou eixos de posicionamento, somente, de
maneira que cheguem ao ponto final, ao mesmo tempo que os outros eixos.
A função G00 é modal e incompatível com G00, G02, G03, G33 e G34. A função G01 pode
programar-se com G1.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G00 ou o código G01 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IMOVE"
G01 G90 X800 Z650 F150
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
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6.3 Interpolação circular (G02, G03)
Existem duas formas de realizar a interpolação circular:
G02: Interpolação circular à direita (sentido horário).
G03: Interpolação circular à esquerda (sentido anti-horário).
Os movimentos programados a seguir de G02 e G03 se executam em forma de trajetória circular
e ao avanço F programado.
O seguinte exemplo mostra o sentido de G02 e G03 em diferentes máquinas. Observe-se como
se mantém a posição relativa da ferramenta com respeito aos eixos.
• Tornos horizontais:
• Tornos verticais:
A interpolação circular somente se pode executar no plano. A forma de definir a interpolação circular
é a seguinte:
Coordenadas cartesianas
Se definirão as coordenadas do ponto final do arco e a posição do centro com respeito ao ponto
de partida, conforme os eixos do plano de trabalho.
As cotas do centro se definirão em raios e mediante as letras I, J ou K, estando cada uma delas
associada aos eixos do seguinte modo. Se não se definem as cotas do centro, o CNC interpreta
que o seu valor é zero.
Eixos X, U, A ==> I
Eixos Y, V, B ==> J
Eixos Z, W, C ==> K
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Formato de programação:
Independentemente do plano selecionado, se manterá sempre a ordem de programação dos eixos,
assim como a das respectivas cotas do centro.
Coordenadas polares
Será necessário definir o ângulo a ser percorrido Q e a distância desde o ponto de partida ao centro
(opcional), conforme os eixos do plano de trabalho.
As cotas do centro se definirão em raios e mediante as letras I, J ou K, estando cada uma delas
associada aos eixos do seguinte modo:
Se não se define o centro do arco, o CNC interpretará que este coincide com a origem polar vigente.
Formato de programação:
Coordenadas cartesianas com programação de raio
Se definirão as coordenadas do ponto final do arco e o raio R.
Formato de programação:
Se se programa uma circunferência completa, com a programação de raio, o CNC visualizará o
erro correspondente, devido a existirem infinitas soluções.
Plano XY: G02(G03) X±5.5 Y±5.5 I±6.5 J±6.5
Plano ZX: G02(G03) X±5.5 Z±5.5 I±6.5 K±6.5
Plano YZ: G02(G03) Y±5.5 Z±5.5 J±6.5 K±6.5
Plano AY: G02(G03) Y±5.5 A±5.5 J±6.5 I±6.5
Plano XU: G02(G03) X±5.5 U±5.5 I±6.5 I±6.5
Eixos X, U, A ==> I
Eixos Y, V, B ==> J
Eixos Z, W, C ==> K
Plano XY: G02(G03) Q±5.5 I±6.5 J±6.5
Plano ZX: G02(G03) Q±5.5 I±6.5 K±6.5
Plano YZ: G02(G03) Q±5.5 J±6.5 K±6.5
Plano XY: G02(G03) X±5.5 Y±5.5 R±6.5
Plano ZX: G02(G03) X±5.5 Z±5.5 R±6.5
Plano YZ: G02(G03) Y±5.5 Z±5.5 R±6.5
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Se o arco da circunferência é menor do que 180º, o raio se programará com sinal positivo e se é
maior do que 180º o sinal do raio será negativo.
Sendo o P0 o ponto inicial e P1 o ponto final, com um mesmo valor de raio existem 4 arcos que
passam por ambos os pontos.
Dependendo da interpolação circular G02 ou G03, e do sinal do raio, se definirá o arco que
interesse. Desta maneira o formato de programação dos arcos da figura será o seguinte:
Arco 1 G02 X.. Z.. R- ..
Arco 2 G02 X.. Z.. R+..
Arco 3 G03 X.. Z.. R+..
Arco 4 G03 X.. Z.. R- ..
Execução da interpolação circular
O CNC calculará, conforme o arco da trajetória programada, os raios do ponto inicial e do ponto
final. Mesmo que em teoria ambos os raios devem ser exatamente iguais, o CNC permite selecionar
com o parâmetro de máquina geral "CIRINERR", a diferença máxima permissível entre ambos os
raios. Se se supera este valor, o CNC mostrará o erro correspondente.
Em todos os casos de programação, o CNC comprova que as coordenadas do centro ou raio não
ultrapassem 214748.3647mm. Do contrário, o CNC visualizará o erro correspondente.
O avanço F programado pode variar-se entre 0% e 120% mediante o comutador que se encontra
no Painel de Comando do CNC, ou então se seleciona entre 0% e 255% desde o PLC, por via DNC
ou por programa.
Entretanto, o CNC possui o parâmetro de máquina geral "MAXFOVR" para limitar a variação
máxima do avanço.
Se ao estar selecionado o parâmetro de máquina geral "PORGMOVE", se programa uma
interpolação circular G02 ou G03, o CNC assumirá o centro do arco como nova origem polar.
As funções G02 e G03 são modais e incompatíveis entre si e também com G00, G01, G33 e G34.
As funções G02 e G03 podem ser programadas como G2 e G3.
Além disso, as funções G74 (busca de zero) e G75 (movimento com apalpador) anulam as funções
G02 e G03.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G00 ou o código G01 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IMOVE"
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Exemplos de programação
A seguir se analisam diversos modos de programação, sendo o ponto inicial X40 Z60.
Coordenadas cartesianas:
G90 G03 X90 Z110 I50 K0
X40 Z160 I10 K50
Coordenadas polares:
G90 G03 Q0 I50 K0
Q-90 I0 K50
Ou:
G93 I90 J60 ; Define o centro polar
G03 Q0
G93 I90 J160 ; Define o novo centro polar
Q-90
Coordenadas cartesianas com programação de raio:
G90 G03 X90 Z110 R50
X40 Z160 R50
Exemplo de programação do eixo X em raios.
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6.4 Interpolação circular com centro do arco em coordenadas
absolutas (G06)
Acrescentando a função G06 num bloco de interpolação circular, se pode programar as cotas do
centro do arco (I, J ou K), em coordenadas absolutas, isto é, referente ao zero de origem e não
ao começo do arco.
As cotas do centro deverão ser programadas em raios ou diâmetros, dependendo das unidades
de programação selecionadas mediante o parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT".
A função G06 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje indicar as cotas
do centro do arco, em coordenadas absolutas. A função G01 pode programar-se com G6.
A seguir se analisam diversos modos de programação, sendo o ponto inicial X40 Z60.
Coordenadas cartesianas:
G90 G06 G03 X90 Z110 I90 K60
G06 X40 Z160 Y40 I90 K160
Coordenadas polares:
G90G06 G03 Q0 I90 K60
G06 Q-90 I90 K160
Exemplo de programação do eixo X em raios.
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6.5 Trajetória circular tangente à trajetória anterior (G08)
Por meio da função G08 se pode programar uma trajetória circular tangente à trajetória anterior
sem necessidade de programar as cotas (I, J ou K) do centro.
Se definirão somente as coordenadas do ponto final do arco, tanto em coordenadas polares, como
em coordenadas cartesianas conforme os eixos do plano de trabalho.
A função G08 não é modal e portanto, se deverá programar sempre que se deseje executar um
arco tangente à trajetória anterior. A função G08 pode programar-se com G8.
A função G08 permite que a trajetória anterior seja uma reta ou um arco, e não altera a história
do mesmo, continuando ativa a mesma função G01, G02 ou G03, depois de finalizar o bloco.
Exemplo de programação do eixo X em raios.
G90 G01 X0 Z270
X50 Z250
G08 X60 Z180 ;Arco tangente à trajetória anterior.
G08 X50 Z130 ;Arco tangente à trajetória anterior.
G08 X60 Z100 ;Arco tangente à trajetória anterior.
G01 X60 Z40
Utilizando a função G08, não é possível executar uma circunferência completa, devido que existem
infinitas soluções. O CNC visualizará o código de erro correspondente.
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)
6.6 Trajetória circular definida mediante três pontos (G09)
Por meio da função G09 se pode definir uma trajetória circular (arco), programando o ponto final
e um ponto intermediário (o ponto inicial do arco é o ponto de partida do movimento). Isto é, em
lugar de programar as coordenadas do centro, se programa qualquer ponto intermediário.
Se definirá o ponto final do arco em coordenadas cartesianas ou em coordenadas polares, e o ponto
intermediário se definirá sempre em coordenadas cartesianas mediante as letras I, J ou K, estando
cada uma delas associada aos eixos do seguinte modo:
Em coordenadas cartesianas:
Em coordenadas polares:
Exemplo:
A função G09 não é modal, portanto, deverá programar-se sempre que se deseje executar uma
trajetória circular definida por três pontos. A função G09 pode programar-se com G9.
Ao programar G09 não é necessário programar o sentido de deslocamento (G02 ou G03).
A função G09 não altera a história do programa, continuando ativa a mesma função G01, G02 ou
G03, depois de finalizar o bloco.
Eixos X, U, A ==> I
Eixos Y, V, B ==> J
Eixos Z, W, C ==> K
G18 G09 X±5.5 Z±5.5 I±5.5 K±5.5
G18 G09 R±5.5 Q±5.5 I±5.5 K±5.5
Exemplo sendo o P0 o ponto inicial.
Programação do eixo X em raios.
G09 X60 Z20 I30 K50
Programação do eixo X em diâmetros.
G09 X120 Z20 I60 K50
Utilizando a função G09, não é possível executar uma circunferência completa, já que é necessário
programar três pontos diferentes. O CNC visualizará o código de erro correspondente.
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)
6.7 Entrada tangencial no começo de usinagem (G37)
Mediante a função G37 se podem enlaçar tangencialmente duas trajetórias sem a necessidade
de calcular os pontos de interseção.
A função G37 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje começar uma
usinagem com entrada tangencial.
Se o ponto de partida é X20 Z60 e se deseja usinar um arco de circunferência, sendo retilínea a
trajetória de aproximação, se deverá programar:
G90 G01 X20 Z30
G03 X40 Z10 R20
Mas se neste mesmo exemplo se deseja que a entrada da ferramenta à peça a usinar seja tangente
à trajetória e descrevendo um raio de 5mm, se deverá programar:
G90 G01 G37 R5 X20 Z30
G03 X40 Z10 R20
Como se pode ver na figura, o CNC modifica a trajetória, de forma que a ferramenta começa a usinar
com entrada tangencial à peça.
A função G37 junto com o valor R têm que ser programados no bloco que inclui a trajetória que
se deseja modificar.
O valor de R5.5 deve estar em todos os casos depois de G37 e indica o raio do arco de circunferência
que o CNC introduz para conseguir uma entrada tangencial à peça. Este valor de R deve ser sempre
positivo.
A função G37 somente pode programar-se num bloco que inclua movimento retilíneo (G00 ou G01).
Em caso de se programar num bloco que inclua o movimento circular (G02 ou G03), o CNC mostrará
o erro correspondente.
Exemplo de programação do eixo X em raios.
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6.8 Saída tangencial ao final de usinagem (G38)
A função G38 permite finalizar uma usinagem com uma saída tangencial da ferramenta, sendo
necessário que a trajetória seguinte seja retilínea (G00 ou G01). Em caso contrário o CNC mostrará
o erro correspondente.
A função G38 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje uma saída
tangencial da ferramenta.
O valor de R5.5 deve estar em todos os casos depois de G38 e indica o raio do arco de circunferência
que o CNC introduz para conseguir uma saída tangencial da peça. Este valor de R deve ser sempre
positivo.
Se o ponto de partida é X10 Z50 e se deseja usinar um arco de circunferência, sendo retilíneas
as trajetórias da saída, se deverá programar:
G90 G02 X30 Z30 R20
G01 X30 Z10
Mas se neste mesmo exemplo se deseja que a saída da usinagem se realize tangencialmente e
descrevendo um raio de 5 mm, se deverá programar:
G90 G02 G38 R5 X30 Z30 R20
G00 X30 Z10
Exemplo de programação do eixo X em raios.
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6.9 Arredondamento controlado de arestas (G36)
A função G36 permite fazer arredondamento de uma aresta com um raio determinado, sem a
necessidade de calcular nem o centro nem os pontos inicial e final do arco.
A função G36 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje o arredondamento
de uma aresta.
Esta função deve ser programada no bloco no qual se define o deslocamento e que no final se
deseja arredondar.
O valor de R5.5 deve estar em todos os casos depois de G36 e indica o raio de arredondamento
que o CNC introduz para conseguir um arredondamento de aresta. Este valor de R deve ser sempre
positivo.
G90 G01 X20 Z60
G01 G36 R10 X80
Z10
G90 X20 Z60
G01 G36 R10 X80
G02 X60 Z10 I20 K-30
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
G90 X60 Z90
G02 G36 R10 X60 Z50 R28
X60 Z10 R28
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)
6.10 Chanfrado (G39)
Nos trabalhos de usinagem é possível, mediante a função G39, fazer chanfrado de arestas entre
duas retas, sem necessidade de calcular os pontos de interseção.
A função G39 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje o chanfrado de
uma aresta.
Esta função deve ser programada no bloco no qual se define o deslocamento e que no final se
deseja arredondar.
O valor de R5.5 deve estar em todos os casos depois de G39 e indica a distância desde o final de
deslocamento programado até o ponto no qual se quer realizar o chanfrado. Este valor de R deve
ser sempre positivo.
G90 G01 X20 Z80
G01 G39 R10 X80 Z60
X100 Z10
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
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6.11 Rosqueamento eletrónico (G33)
Se o spindle da máquinaestá dotado de um transdutor rotativo, se podem realizar roscas na ponta
da ferramenta de corte por meio da função G33.
Mesmo que freqüentemente estes rosqueamentos se realizam ao longo de um eixo, o CNC permite
realizar rosqueamentos interpolando mais de um eixo ao mesmo tempo.
Formato de programação:
G33 X.....C L Q
Considerações:
Sempre que se executa a função G33, se o parâmetro de máquina de spindle M19TYPE (P43) =0,
o CNC antes de realizar o rosqueamento eletrônico, efetua uma busca de referência de máquina
do spindle.
Para poder programar o parâmetro Q (posição angular do spindle), é necessário definir o parâmetro
máquina do spindle M19TYPE (P43) =1.
Quando se executa a função G33 (parâmetro de máquina de spindle M19TYPE (P43) =1), antes
de executar o roscado é necessário ter realizado uma busca de referência máquina do spindle
depois da última ligação.
Se se executa a função G33 Q (parâmetro de máquina de spindle M19TYPE (P43) =1), não é
necessário realizar a busca de referência de máquina do spindle, já que depois da ligação, a
primeira vez que se fizer rodar o spindle em M3 ou M4, o CNC realiza esta busca automaticamente.
Esta busca realizar-se-á à velocidade definida pelo p.m.e. REFEED2 (P35). Depois de encontrar
o I0, o spindle acelerará ou desacelerará até à velocidade programada sem parar o spindle.
Se o spindle possui captação motor com um codificador SINCOS (sem I0 de referência), a busca
realizar-se-á diretamente à velocidade programada S, sem passar pela velocidade definida pelo
parâmetro máquina de spindle REFEED2.
Se depois de ligado se executa uma M19 antes que uma M3 ou M4, a referida M19 se executará
sem que se realize a busca de zero do spindle ao executar a primeira M3 ou M4.
Se a captação não tiver o I0 sincronizado, poderia acontecer que a busca de I0 em M3 não
coincidisse com a busca em M4. Isto não passa com captação FAGOR.
Se se trabalha em arredondamento de aresta (G05), se podem juntar diferentes roscas de forma
contínua numa mesma peça. Quando se efetuam junções de roscas, somente poderá ter ângulo
de entrada Q a primeira delas.
Enquanto se encontre ativa a função G33, não se pode variar o avanço F programado, nem a
velocidade de spindle S programada, estando ambas as funções fixas em 100%. Se ignora o
override do spindle tanto na usinagem como no retrocesso.
A função G00 é modal e incompatível com G00, G01, G02, G03, G34 e G75.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G00 ou o código G01 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IMOVE"
X...C ±5.5 Ponto final da rosca
L 5.5 Passo de rosca
Q ±3.5 Opcional. Indica a posição angular do spindle (±359.9999) correspondente
ao ponto inicial da rosca. Isto permite realizar roscas de múltiplas entradas.
Se não se programa se toma o valor 0.
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Exemplos de programação:
Nos seguintes exemplos, o eixo X se programa em diâmetros.
Rosqueamento longitudinal
Se deseja realizar de uma só passada, uma rosca cilíndrica de 2mm de profundidade e 5mm de
passo.
G90 G00 X200 Z190
X116 Z180
G33 Z40 L5 ; Rosqueamento.
G00 X200
Z190
Rosqueamento longitudinal multíplice
Se deseja realizar uma rosca cilíndrica de duas entradas. As roscas estão defasadas 180º e cada
uma é de 2mm de profundidade e 5mm de passo.
G90 G00 X200 Z190
X116 Z180
G33 Z40 L5 Q0 ; Primeiro rosqueamento.
G00 X200
Z190
X116 Z180
G33 Z40 L5 Q180 ; Segundo rosqueamento.
G00 X200
Z190
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Rosqueamento cônico
Se deseja realizar de uma só passada, uma rosca cônica de 2mm de profundidade e 5mm de passo.
G90 G00 X200 Z190
X84
G33 X140 Z50 L5 ; Primeiro rosqueamento.
G00 X200
Z190
Junção de roscas
Se trata de juntar um roscado longitudinal e um cônico de 2mm de profundidade e 5mm de passo.
G90 G00 G05 X220 Z230
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G33 Z120 L5 ; Rosqueamento longitudinal.
Z160 Z60 L5 ; Rosqueamento cônico.
G00 X200
Z230
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6.12 Retirada de eixos em roscado perante uma parada (G233)
A função G233 permite programar a distância de segurança à que se vão retirar os eixos em caso
de que se interrompa um roscado (G33), quer seja mediante a tecla [STOP] ou feedhold.
Esta função, é uma função modal que se programa sozinha no bloco e se visualiza no histórico.
Esta função estabelece a saída de rosca para todos os roscados que se programem depois dela.
Em caso de haver várias funções G33 seguidas e em cada uma delas se deseje realizar uma
retirada diferente, se deve programar a função G233 correspondente, antes de cada uma das
funções G33.
A função G233 pode ser desativada programando-a sozinha no bloco ou programando todas as
cotas a zero. Em ambos os casos a G233 desaparece do histórico.
Se na execução de um roscado se pressiona a tecla [STOP] e a função G233 está ativa, os eixos
se retiram conforme as distâncias programadas na referida função. Se depois da retirada houvesse
um DSTOP ativo, se continuaria executando os seguintes blocos do programa até encontrar um
ESTOP.
Formato de programação
G233 X....C
Exemplo:
X: Distância incremental positiva ou negativa a mover-se no eixo de saída da rosca (eixo X).
Z: Distância incremental a mover-se no eixo da rosca (eixo Z).
Exemplo de programação
Programação com G33 e G233 de uma rosca.
N10 G90 G18 S500 M3
N20 G0 X20
N30 Z0
N40 X10
N50 G233 X5 Z-20 ;Bloco de ativação de retirada de rosca (5mm em X e -20mm em Z).
N60 G33 Z-30 L5 ;Bloco de roscado que se pode interromper com STOP.
N70 G33 X15 Z-50 L5 ;Bloco saída rosqueamento anterior.
X...C +/-5.5 Distâncias de saída da rosca.
Z
X
STOP
Z
X
Ponto final
Ponto de saída
da rosca.
Ponto de parada
do ciclo
Ponto inicial.
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G
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3)
Retirada de eixos perante uma parada nos ciclos fixos de roscado
(G86, G87)
Nos ciclos fixos de roscado (G86, G87) que têm programada uma saída de rosca, não é necessário
programar uma G233. As distancias de retirada serão as indicadas nos parâmetros D e J do referido
ciclo.
Na execução dos referidos ciclos, ao pressionar a tecla [STOP] ou feedhold, depois que a
ferramenta foi retirada, volta ao ponto inicial do ciclo. Depois disto, a máquina fica parada à espera
da ordem de [START] para repetir a passada interrompida.
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6.13 Rosqueamento de passo variável (G34)
Para efetuar roscas de passo variável o spindle da máquina deve possuir um transdutor rotativo.
Mesmo que freqüentemente estes rosqueamentos se realizam ao longo de um eixo, o CNC permite
realizar rosqueamentos interpolando mais de um eixo ao mesmo tempo.
Formato de programação:
G34 X.....C L Q K
Considerações:
Sempre que se executa a função G34, o CNC antes de realizar o rosqueamento eletrónico, efetua
uma busca de referência de máquina do spindle e situa o spindle na posição angular indicada pelo
parâmetro Q.
O parâmetro "Q" está disponível quando se definiu o parâmetro de máquina de spindle
"M19TYPE=1".
Se se trabalha em arredondamento de aresta (G05), se pode juntar diferentes roscas de forma
contínua numa mesma peça.
Enquanto se encontre ativa a função G34, não se pode variar o avanço F programado, nem a
velocidade de spindle S programada, estando ambasas funções fixas em 100%.
A função G34 é modal e incompatível com G00, G01, G02, G03, G33 e G75.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G00 ou o código G01 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IMOVE"
Junção de um rosqueamento de passo fixo (G33) com outro de passo variável (G34).
O passo de rosca inicial (L) do G34 deve coincidir com o passo de rosca da G33.
O incremento de passo, na primeira volta de árvore em passo variável, será de meio incremento
(K/2) e em voltas posteriores será do incremento completo K.
Junção de um rosqueamento de passo variável (G34) com outro de passo fixo.
Se utiliza para finalizar um rosqueamento de passo variável (G34) com um pedaço de rosca que
mantenha o passo final do rosqueamento anterior. O roscado de passo fixo não se programa com
G33 mas sim com G34 … L0 K0.
Junção de dois rosqueamentos de passo variável (G34).
Não se permite juntar dois rosqueamentos de passo variável (G34).
X...C ±5.5 Ponto final da rosca
L 5.5 Passo de rosca
Q ±3.5 Opcional. Indica a posição angular do spindle (±359.9999) correspondente
ao ponto inicial da rosca. Se não se programa se toma o valor 0
K ±5.5 Incremento ou decremento de passo de rosca por volta do spindle.
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6.14 Movimento contra batente (G52)
Por meio da função G52 se pode programar o deslocamento de um eixo até um batente mecânico.
Esta função pode ser interessante em dobradeiras, contrapontos motorizados, alimentadores de
barra, etc.
O formato de programação é:
G52 X..C ±5.5
Depois da função G52 se programará o eixo desejado, assim como a cota que define o ponto final
de deslocamento.
O eixo se desloca para a cota programada até que chegue ao batente. Se o eixo chega à posição
programada e não se chegou ao batente o CNC deterá o deslocamento.
A função G52 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje executar um
movimento contra batente.
Além disso, assume as funções G01 e G40 alterando assim a historia do programa. É incompatível
com as funções G00, G02, G03, G33, G34, G41, G42, G75 e G76.
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6.15 Avanço F como função inversa do tempo (G32)
Há ocasiões que se torna mais simples definir o tempo que necessitam os diferentes eixos da
máquina em efetuar o deslocamento, que fixar um avanço comum para todos eles.
Um caso típico se produz quando se deseja efetuar de maneira conjunta o deslocamento dos eixos
lineais da máquina X, Z e o deslocamento dum eixo rotativo programado em graus.
A função G32 indica que as funções "F" programadas a seguir, fixam o tempo em que se deve
efetuar o deslocamento.
Com o objetivo de que um número maior de "F" indique um maior avanço, o valor atribuído a "F"
se define como "Função inversa do tempo" e é interpretada como ativação do avanço em função
inversa do tempo.
Unidades de "F": 1/min
Exemplo: G32 X22 F4
Indica que o movimento debe ser executado em ¼ de minuto, isto é, em 0.25 minutos.
A função G32 é modal e incompatível com G94 e G95.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G94 ou o código G95 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "IFEED".
Considerações:
O CNC mostrará na variável PRGFIN o avanço em função inversa do tempo que se programou,
e na variável FEED o avanço resultante em mm/min ou pol/min.
Se o avanço resultante de algum dos eixos supera o máximo fixado no parâmetro de máquina geral
"MAXFEED", o CNC aplica este máximo.
Nos deslocamentos em G00 não se leva em consideração a "F" programada. Todos os
deslocamentos se efetuam com o avanço indicado no parâmetro de máquina de eixos "G00FEED".
Se se programa "F0" o deslocamento se efetua com o avanço indicado no parâmetro de máquina
de eixos "MAXFEED".
A função G32 pode ser programada e executada no canal de PLC.
A função G32 se desativa em modo JOG.
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FUNÇÕES PREPARATÓRIAS
ADICIONAIS
7.1 Interromper a preparação de blocos (G04)
O CNC vai lendo até vinte blocos por diante do que está executando, com o objetivo de calcular
com antecipação a trajetória a percorrer.
Cada bloco será valorado, padrão, no momento de ser lido, mas se se deseja valorar no momento
da execução do referido bloco, se usará a função G04.
Esta função detém a preparação de blocos e espera que o referido bloco se execute para começar
novamente a preparação de blocos.
Um caso deste tipo é a valorização da "condição de salto de bloco" que se define no cabeçalho
do bloco.
Exemplo:
.
.
G04 ; Interromper a preparação de blocos
/1 G01 X10 Z20 ; Condição de salto "/1"
.
.
A função G04 não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje interromper a
preparação de blocos.
Se deve programar só e no bloco anterior ao que se deseja valorar na execução. A função G04 pode
programar-se com G4.
Cada vez que se programa G04 se anula temporariamente a compensação de raio e de longitude
ativas.
Por isso, se deve ter precaução ao utilizar esta função, já que quando se intercala entre blocos de
usinagem que trabalhem com compensação se podem obter perfis não desejados.
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Exemplo:
Se executam os seguintes blocos de programa num trecho com compensação G41.
...
N10 X80 Z50
N15 G04
/1 N17 M10
N20 X50 Z50
N30 X50 Z80
...
O bloco N15 detém a preparação de blocos, portanto a execução do bloco N10 finalizará no ponto A.
Depois de finalizada a execução do bloco N15, o CNC continuará a preparação de blocos a partir
do bloco N17.
Como o próximo ponto correspondente à trajetória compensada é o ponto "B", o CNC deslocará
a ferramenta até o referido ponto, executando a trajetória "A-B".
Como se pode observar a trajetória resultante não é a desejada, por isso que se aconselha evitar
a utilização da função G04 em trechos que trabalhem com compensação.
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7.1.1 G04 K0: Interrupção da preparação de blocos e atualização de cotas
Mediante a funcionalidade associada a G04 K0, se pode conseguir que depois de finalizar
determinadas manobras de PLC, se atualizem as cotas dos eixos do canal.
As manobras de PLC que exigem uma atualização das cotas dos eixos do canal são as seguintes:
• Manobra de PLC utilizando as marcas SWITCH*.
• Manobras de PLC nas quais um eixo passa a indicador de posição e em seguida volta a ser
eixo normal durante a execução de programas peça.
Funcionamento de G04:
Função Descrição
G04 Interromper a preparação de blocos.
G04 K50 Executa uma temporização de 50 centésimas de segundo.
G04 K0 ou G04 K Interrompe a preparação de blocos e atualização das cotas do CNC à posição
atual.
(G4 K0 funciona no canal de CNC e PLC).
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7.2 Temporização (G04 K)
Por meio da função G04 K se pode programar uma temporização.
O valor da temporização se programa em centésimos de segundo mediante o formato K5
(1..99999).
Exemplo:
G04 K50 ; Temporização de 50 centésimas de segundo (0.5 segundos)
G04 K200 ; Temporização de 200 centésimas de segundo (2 segundos)
A função G04 K não é modal, portanto deverá programar-se sempre que se deseje uma
temporização.A função G04 K pode programar-se com G4 K.
A temporização se executa no começo do bloco em que está programada.
Nota: Se se programa G04 K0 ou G04 K, em vez de se realizar uma temporização, se realizará
uma interrupção de preparação de blocos e atualização de cotas. Ver "7.1.1 G04 K0:
Interrupção da preparação de blocos e atualização de cotas" na página 99.
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7.3 Trabalho em aresta viva (G07) e arredondamento de aresta (G05,
G50)
7.3.1 Aresta viva (G07)
Quando se trabalha em G07 (aresta viva), o CNC não começa a execução do seguinte bloco do
programa, até que o eixo atinja a posição programada.
O CNC entende que se atingiu a posição programada quando o eixo se encontra a uma distancia
inferior a "INPOSW" (banda de morte) da posição programada.
Os perfis teórico e real coincidem, obtendo-se cantos vivos, como se observa na figura.
A função G07 é modal e incompatível com G05, G50 e G51. A função G07 pode programar-se com
G7.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G05 ou o código G07 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "ICORNER"
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7.3.2 Arredondamento de aresta (G05)
Quando se trabalha em G05 (arredondamento de aresta), o CNC não começa a execução do
seguinte bloco do programa, depois de finalizada a interpolação teórica do bloco atual. Não espera
que os eixos se encontrem em posição.
A distância da posição programada à que começa a execução do bloco seguinte depende da
velocidade de avanço dos eixos.
Por meio desta função obter-se-ão cantos arredondados, tal e como se observa na figura.
A diferença entre os perfis teórico e real, está na função do valor do avanço F programado. Quanto
maior seja o avanço, maior será a diferença entre ambos os perfis.
A função G05 é modal e incompatível com G07, G50 e G51. A função G05 pode programar-se com
G5.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G05 ou o código G07 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "ICORNER"
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7.3.3 Arredondamento de aresta controlada (G50)
Quando se trabalha no G50 (arredondamento de aresta controlada), o CNC, depois de finalizada
a interpolação teórica do bloco atual, espera que o eixo entre dentro da zona "INPOSW2" para
continuar com a execução do bloco seguinte.
A função G50 controla que a diferença entre os perfis teórico e real seja inferior ao definido no
parâmetro "INPOSW2".
Pelo contrário, quando se trabalha com a função G05, a diferença está na função do valor do avanço
F programado. Quanto maior seja o avanço, maior será a diferença entre ambos os perfis.
A função G50 é modal e incompatível com G07, G05 e G51.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G05 ou o código G07 conforme se personalize o parâmetro de
máquina geral "ICORNER"
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7.4 Look-ahead (G51)
A execução de programas formados por blocos com deslocamentos muito pequenos (CAM, etc.)
podem ter a tendência de tornar-se mais lentos. A função look-ahead permite atingir uma
velocidade de usinagem alta na execução dos referidos programas.
A função look-ahead analisa antecipadamente a trajetória a usinar até 75 blocos para calcular o
avanço máximo em cada trecho. Esta função permite obter uma usinagem suave e rápida em
programas com deslocamentos muito pequenos, inclusive do tamanho de micros.
Quando se trabalha com a função "Look-Ahead" é conveniente ajustar os eixos da máquina com
o menor erro de seguimento possível, pois o erro do contorno usinado será no mínimo o erro de
seguimento.
Formato de programação.
O formato de programação é:
G51 [A] E B
O parâmetro "A" permite dispor de uma aceleração de trabalho padrão e de outra aceleração para
a execução com look-ahead.
Se não se programa o parâmetro "B", o controle de aresta viva nas esquinas fica anulado.
O controle de aresta viva nas esquinas é válido tanto para o algoritmo de Look-Ahead com controle
de jerk, como para o algoritmo de Look-Ahead sem controle de jerk.
Considerações à execução:
O CNC à hora de calcular o avanço leva em consideração o seguinte:
• O avanço programado.
• A curvatura e os cantos.
• As velocidades máximas dos eixos.
• As acelerações máximas.
Se durante a execução em "Look-ahead" se dá uma das circunstâncias que se citam a seguir, o
CNC baixa a velocidade no bloco anterior a 0 e recupera as condições de usinagem no "Look-
Ahead" no próximo bloco de movimento.
• Bloco sem movimento.
• Execução de funções auxiliares (M, S, T).
• Executando bloco a bloco.
• Modo MDI.
• Modo de inspeção de ferramenta.
Se se produz um Stop, Feed-Hold, etc. Durante a execução em "Look-Ahead", provavelmente a
máquina não se deterá no bloco atual, se vão a necessitar vários blocos mais para parar com a
desaceleração permitida.
A (0-255) É opcional e define o percentual de aceleração a utilizar.
Se não se programa ou se programa com valor zero assume, para cada eixo, a
aceleração definida por parâmetro de máquina.
E (5.5) Erro de contorno permitido.
Quanto menor seja este parâmetro, menor será o avanço da usinagem.
B (0-180) Este parâmetro permite usinar esquinas como aresta viva com a função Look-Ahead.
Indica o valor angular (em graus) das esquinas programadas, por baixo do qual, a
usinagem se realizará como aresta viva.
B
Bloco I+1
Bloco I
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Para evitar que os blocos sem movimento provoquem um efeito de aresta viva, modificar o bit 0
do parâmetro de máquina geral MANTFCON (P189).
Propriedades da função.
A função G51 é modal e incompatível com G05, G07 e G50. Se se programa uma delas, se
desativará a função G51 e se ativará a nova função selecionada.
A função G51 deverá programar-se somente no bloco, não podendo existir mais informação no
referido bloco.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC anula, se está ativa, a função G51 e assumirá o código G05 ou o código G07
conforme se personalize o parâmetro de máquina geral "ICORNER"
O CNC dará erro 7 (Funções G incompatíveis), se estando ativa a função G51, se executa uma
das seguintes funções:
G33 Rosqueamento eletrónico.
G34 Rosqueamento de passo variável.
G52 Movimento contra batente.
G95 Avanço por rotação.
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7.4.1 Algoritmo avançado de look-ahead (integrando filtros Fagor)
Este modo é indicado quando se necessita precisão na usinagem, principalmente se há filtros Fagor
definidos por parâmetro de máquina nos eixos.
O algoritmo avançado da função look-ahead realiza o cálculo das velocidades nas esquinas, de
forma que se tenha em consideração o efeitodos filtros Fagor ativos destas. Ao programar G51
E, os erros de contorno nos usinados das esquinas ajustar-se-ão ao valor programado na citada
G51 em função dos filtros.
Para ativar o algoritmo avançado de look-ahead utilizar o bit 15 do p.m.g. LOOKATYP (P160).
Considerações
• Se não há filtros Fagor definidos por meio de parâmetros de máquina nos eixos do canal
principal, ao ativar o algoritmo avançado de look-ahead, internamente ativar-se-ão filtros Fagor
de ordem 5 e freqüência 30Hz em todos os eixos do canal.
• Se há filtros Fagor definidos por meio de parâmetros de máquina, ao ativar o algoritmo avançado
de look-ahead, manter-se-ão os valores dos referidos filtros sempre que a sua freqüência não
exceda os 30Hz.
Em caso de que a freqüência supere os 30Hz, aplicar-se-ão os valores de ordem 5 e freqüência
30Hz.
Se há diferentes filtros definidos nos eixos do canal, se adquire o de freqüência mais baixa,
sempre que não se exceda a freqüência de 30Hz.
• Mesmo que o algoritmo avançado de look-ahead (utilizando filtros Fagor) esteja ativo mediante
o bit 15 do p.m.g. LOOKATYP (P160), não entrará em funcionamento nos seguintes casos:
Se o p.m.g. IPOTIME (P73) = 1.
Se algum dos eixos do canal principal tem o p.m.e. SMOTIME (P58) diferente de zero.
Se algum dos eixos do canal principal tem definido por parâmetro algum filtro cujo tipo não
é Fagor, p.m.e. TYPE (P71) diferente de 2.
Nestes casos, ao ativar o G51, o CNC visualizará o erro correspondente.
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7.4.2 Funcionamento de look-ahead com filtros Fagor ativos
Esta melhora permite utilizar filtros Fagor com a função look-ahead (algoritmo de look-ahead não
avançado). Só se levará em consideração se o algoritmo avançado de look-ahead está desativado,
isto é, se o bit 15 do p.m.g. LOOKATYP (P160)=0.
Para ativar / desativar esta opção, se utilizará o Bit 13 do parâmetro máquina geral LOOKATYP
(P160).
Efeito dos filtros Fagor na usinagem de círculos
Na usinagem de círculos, ao utilizar filtros Fagor, o erro será menor do que se não se utilizam estes
filtros.
Movimento programado.
Movimento real utilizando filtros Fagor.
Movimento real sem utilizar filtros Fagor.
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7.5 Espelhamento (G10, G11, G12, G13, G14)
As funções para ativar o espelhamento são as seguintes.
G10: Espelhamento.
G11: Espelhamento no eixo X.
G12: Espelhamento no eixo Y.
G13: Espelhamento no eixo Z.
G14: Espelhamento em qualquer eixo (X..C), ou em vários, ao mesmo tempo.
Exemplos:
G14 W
G14 X Z A B
Quando o CNC trabalha com espelhamento, executa os deslocamentos programados nos eixos
que tenham selecionado espelhamento, com o sinal mudado.
As funções G11, G12, G13 e G14 são modais e incompatíveis com G10.
Se podem programar ao mesmo tempo G11, G12 e G13 no mesmo bloco, já que não são
incompatíveis entre si. A função G14 deverá programar-se somente num bloco, não podendo existir
mais informação neste bloco.
Se ao estar ativa uma das funções espelhamento (G11, G12, G13, G14) se executa uma pré-
seleção de cotas G92, esta não fica afetada pela função espelhamento.
No momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET, o CNC assumirá o código G10.
A seguinte sub-rotina define a usinagem da peça "A".
G90 G00 X40 Z150
G02 X80 Z110 R60
G01 Z60
X120 Z0
A programação de todas as peças será:
Execução da sub-rotina ; Usinagem "A".
G13 ; Espelhamento no eixo Z.
Execução da sub-rotina ; Usinagem "B".
M30 ; Fim de programa
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7.6 Fator de escala (G72).
Por meio da função G72 se podem ampliar ou reduzir peças programadas.
Desta maneira podem-se realizar famílias de peças semelhantes de forma, mas de dimensões
diferentes com um só programa.
A função G72 deverá programar-se somente num bloco. Existem dois formatos de programação
da função G72:
• Fator de escala aplicado a todos os eixos.
• Fator de escala aplicado a um ou mais eixos.
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7.6.1 Fator de escala aplicado a todos os eixos
O formato de programação é:
G72 S5.5
Depois de G72 todas as coordenadas programadas multiplicar-se-ão pelo valor do fator de escala
definido por S, até que se leia uma nova definição de fator de escala G72 ou se anule a mesma.
A função G72 é modal e será anulada ao programar outro fator de escala de valor S1, ou também
no momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET.
A seguinte sub-rotina define a usinagem básica.
G90 X200 Z0
G01 X200 Z30 F150
G01 X160 Z40
G03 X160 Z60 I0 J10
G02 X160 Z80 I0 J10
G03 X160 Z100 I0 J10
G02 X160 Z120 I0 J10
A programação das duas peças será:
Execução da sub-rotina. Usinagem "A1".
G92 Z0 ; Pré-seleção de cotas
(deslocamento de origem de coordenadas)
G72 S0.5 ; Aplica fator de escala de 2.
Execução da sub-rotina. Usinagem "A2".
G72 S1 ; Anular fator de escala
M30 ; Fim de programa
Exemplo de programação do eixo X em diâmetros.
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7.6.2 Fator de escala aplicado a um ou vários eixos.
O formato de programação é:
G72 X...C 5.5
Depois de G72 se programará o eixo ou eixos e o fator de escala desejados.
Todos os bloques programados a seguir de G72 serão tratados pelo CNC do seguinte modo:
1. O CNC calculará os deslocamentos de todos os eixos em função da trajetória e compensação
programada.
2. Em seguida aplicará o fator de escala indicado ao deslocamento calculado do eixo ou eixos
correspondentes.
Se se seleciona o fator de escala aplicado a um ou vários eixos, o CNC aplicará o fator de escala
indicado tanto ao deslocamento do eixo ou eixos correspondentes, como ao avanço dos mesmos.
Se no mesmo programa se aplicam as duas modalidades do fator de escala, o aplicado a todos
os eixos e o aplicado a um ou vários eixos, o CNC aplica ao eixo ou eixos afetados por ambas as
modalidades, um fator de escala igual ao produto dos dois fatores de escala programados para o
referido eixo.
A função G72 é modal e será anulada ao programar outro fator de escala de valor S1, ou também
no momento da ligação, depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou
RESET.
Quando se realizam simulações sem deslocamento de eixos não se leva em consideração este tipo
de fator de escala.i
Como se pode observar a trajetória da ferramenta não coincide com a trajetória desejada,
porque se aplica fator de escala ao deslocamento calculado.
Aplicação do fator de escala ao eixo Z do plano, trabalhando com compensação radial da
ferramenta.
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Se a um eixo giratório se aplica um fator de escala igual a 360/2R sendo R o raio do cilindro sobre
o que se deseja usinar, se pode tratar o referido eixo como um linear e programar sobre a superfície
cilíndrica qualquer figura com compensação de raio da ferramenta.
Exemplo com programação do eixo X em diâmetros, supondo que o raio com que se deseja
realizar a ranhura no cilindro seja R20.
Fator de escala a aplicar = 360/(2R) = 2.86
G16 ZC
G90 G42 G01 Z70 C0 ; Posicionamento em ponto inicial
G91 X-4 ; Penetração
G72 C2.86 ; Fator de escala
G90 G36R5 C45
G36 R5 Z130 C90
G36 R5 C112.5
G36 R5 Z190 C157.5
G36 R5 C202.5
G36 R5 Z130 C247.5
G36 R5 C270
G36 R5 Z70 C315
G36 R5 C360
G91 X4 ; Retirada
G72 C1 ; Anula fator de escala
M30
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COMPENSAÇÃO DE
FERRAMENTAS
8.1 A compensação do comprimento
Se aplica sempre para compensar a diferença de comprimento entre as diferentes ferramentas
programadas.
Quando se seleciona uma nova ferramenta o CNC leva em consideração as suas dimensões,
definidas no corretor correspondente, e desloca o suporte de ferramentas para que a ponta da nova
ferramenta ocupe a mesma posição (cota) que a anterior.
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8.2 Compensação de raio
É obrigatório programá-los. O CNC assume como ponta teórica (P) a resultante das faces utilizadas
na calibragem da ferramenta (figura à esquerda). Sem compensação de raio a ponta teórica (P)
percorre a trajetória programada (figura central) deixando sobras de usinagem.
Com compensação de raio se leva em consideração o raio da ponta e o fator de forma ou tipo de
ferramenta e se obtém as dimensões corretas da peça programada (figura à direita).
O CNC sempre mostra a posição da ponta teórica. Por isso, quando se trabalha com compensação
de raio, as cotas e a representação gráfica não coincidem sempre com o percurso programado.
O CNC não mostra o percurso do centro da ferramenta; mostra a posição que ocupa a ponta teórica.
O percurso da ponta teórica coincide, em parte, com o perfil programado nos torneamentos e
faceamentos, mas não coincide nunca com os trechos inclinados e curvos.
Percurso programado.
Compensação de raio.
O CNC leva em consideração o raio da ferramenta
para obter as dimensões corretas da peça
programada.
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8.2.1 O Fator de forma da ferramenta
O fator de forma indica o tipo de ferramenta e as faces que foram utilizadas para a sua calibragem.
Depende da posição da ferramenta e da orientação dos eixos na máquina.
O seguinte exemplo mostra o fator de forma F3 em diferentes máquinas. Observe-se como se
mantém a posição relativa da ferramenta com respeito aos eixos.
Tornos horizontais:
Tornos verticais:
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A seguir se mostram os fatores de forma disponíveis nos tornos horizontais mais comuns.
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8.2.2 Trabalho sem compensação de raio de ferramenta
Existem algumas limitações para trabalhar sem compensação de raio.
Fator de forma de ferramenta.
Unicamente se devem utilizar ferramentas que se calibraram tocando duas faces da mesma,
fatores de forma F1, F3, F5, F7, etc.
A usinagem com o resto de ferramentas não é recomendável, já que a ponta teórica da ferramenta
percorre a trajetória programada (se elimina a zona sombreada na figura à direita).
Trechos de usinagem.
Unicamente se podem efetuar torneamentos de faces com diâmetro constante (figura da esquerda)
ou faceados de paredes retas (figura da direita).
Existe problemas em trechos inclinados (figura da esquerda) e em faces arredondadas (figura da
direita).
Faceamento de paredes retas.
Quando se deseja efetuar um faceamento até à cota 0 (por exemplo da cota 40 até à cota 0) a ponta
teórica da ferramenta chega até à cota 0, mas devido ao arredondamento da ponta fica uma
saliência na peça. Para solucionar este problema efetuar o faceamento até à cota negativa (por
exemplo da cota 40 à cota -3).
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8.2.3 Trabalho com compensação de raio de ferramenta
Quando se trabalha com compensação de raio, se leva em consideração o raio da ponta e o fator
de forma armazenados na tabela de corretores, correspondente à ferramenta para obter as
dimensões corretas da peça programada.
Todas as ferramentas tem um corretor associado (na tabela de ferramentas). Para selecionar outro
corretor utilizar o código "D". Se não se programou nenhum corretor, o CNC aplica o corretor D0,
com X=0, Z=0, F=0, R=0, I=0 e K=0.
Também é possível definir as dimensões da ferramenta com as variáveis TOX, TOZ, TOF, TOR,
TOI, TOK.
Existem três funções preparatórias para a compensação do raio de ferramenta:
G40 Anulação da compensação de raio da ferramenta.
G41 Compensação de raio de ferramenta à esquerda.
G42 Compensação de raio de ferramenta à direita.
As funções G41 e G42 são modais e incompatíveis entre si, e são anuladas mediante G40, G04
(interromper a preparação de blocos), G53 (programação com respeito a zero máquina), G74
(busca do zero), ciclos fixos de usinagem (G66, G68, G69, G83), e também no momento da ligação,
depois de executar-se M02, M30 ou depois de uma emergência ou reset.
Tornos horizontais
Tornos verticais
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8.2.4 Inicio de compensação de raio da ferramenta (G41, G42)
Depois de que se selecionou o plano no qual se deseja aplicar a compensação de raio de
ferramenta, devem utilizar-se para o início da mesma os códigos G41 ou G42.
G41 Compensação de raio de ferramenta à esquerda.
G42 Compensação de raio de ferramenta à direita.
No mesmo bloco no qual se programa G41 ou G42, ou em um anterior, deve ter-se programado
as funções T e D ou só T, para selecionar na tabela de corretores o valor de correção a aplicar.
Em caso de não se selecionar nenhum corretor, o CNC assumirá D0 com os valores X0 Z0 F0 R0
I0 K0.
Quando a nova ferramenta selecionada tem associada a função M06 e Esta possui sub-rotina
associada, o CNC tratará o primeiro bloco de movimento da referida sub-rotina como bloco de inicio
de compensação.
Se na referida sub-rotina se executa um bloco no que se encontra programada a função G53
(programação em cotas de máquina), no referido bloco se anula temporariamente a função G41
ou G42 selecionada previamente.
A seleção da compensação de raio da ferramenta (G41 ou G42) somente se pode realizar quando
estão ativas as funções G00 ou G01 (movimentos retilíneos). Se a seleção da compensação se
realiza estando ativas G02 ou G03, o CNC mostrará o erro correspondente.
Seguidamente se mostram diferentes casos de anulação de inicio de raio de ferramenta, nas quais
a trajetória programada se representa com traço contínuo e a trajetória do centro da ferramenta
com traço descontínuo.
Inicio da compensação sem deslocamento programado
Depois de ativar a compensação, pode acontecer que no primeiro bloco de movimento não
intervenham os eixos do plano, quer seja porque não foram programados, ou porque se programou
o mesmo ponto no que se encontra a ferramenta ou então porque se programou um deslocamento
incremental nulo.
Neste caso a compensação se efetua no ponto em que se encontra a ferramenta; em função do
primeiro deslocamento programado no plano, a ferramenta se desloca perpendicular à trajetória
sobre o ponto inicial.
O primeiro deslocamento programado no plano poderá ser linear ou circular.
· · ·
G90
G01 Y40
G91 G40 Y0 Z10
G02 X20 Y20 I20 J0
· · ·
(X0 Y0)
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G90
G01 X-30 Y30
G01 G41 X-30 Y30 Z10
G01 X25
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(X0 Y0)
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Trajetória RETA-CURVA
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8.2.5 Trechos de compensação de raio de ferramenta
O CNC vai lendo até 50 blocos por diante do que está executando, com o objetivo de calcular com
antecipação a trajetória a percorrer. O CNC quando trabalha com compensação de raio, necessita
conhecer o deslocamento programado seguinte, para calcular a trajetória a percorrer, por esse
motivo não se poderá programar 48 ou mais blocos seguidos sem movimento.
A seguir se mostram uns gráficos onde se refletem as diversas trajetórias seguidas por uma
ferramenta controlada por um CNC programado com compensação de raio. A trajetória programada
se representa com traço contínuo e a trajetória do centro da ferramenta com traço descontinuo.
O modo no qual se faz a junção das diferentes trajetórias depende de como tenha sido
personalizado o parâmetro de máquina COMPMODE.
• Se se personalizou com valor ·0·, o método de compensação depende do ângulo entre
trajetórias.
Com um ângulo entre trajetórias até 300º, ambas trajetórias se unem com trechos retos. No
resto dos casos ambas trajetórias se unem com trechos circulares.
• Se se personalizou com valor ·1·, ambas as trajetórias se unem com trechos circulares.
• Se se personalizou com valor ·2·, o método de compensação depende do ângulo entre
trajetórias.
Com um ângulo entre trajetórias até 300º, se calcula a interseção. No resto dos casos se
compensa como COMPMODE = 0.
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8.2.6 Anulação da compensação de raio da ferramenta (G40)
A anulação da compensação do raio se efetua mediante a função G40.
Tem que ser levado em consideração que a anulação da compensação do raio (G40), somente pode
efetuar-se num bloco no qual esteja programado um movimento retilíneo (G00 ou G01). Quando
se programa G40, estando ativas as funções G02 ou G03, o CNC visualizará o erro correspondente.
Seguidamente se mostram diferentes casos de anulação de inicio de raio de ferramenta, nas quais
a trajetória programada se representa com traço contínuo e a trajetória do centro da ferramenta
com traço descontínuo.
Fim da compensação sem deslocamento programado
Depois de anular a compensação, pode acontecer que no primeiro bloco de movimento não
intervenham os eixos do plano, quer seja porque não foram programados, ou porque se programou
o mesmo ponto no que se encontra a ferramenta ou então porque se programou um deslocamento
incremental nulo.
Neste caso a compensação se anula no ponto em que se encontra a ferramenta; em função do
último deslocamento executado no plano, a ferramenta se desloca ao ponto final sem compensar
a trajetória programada.
· · ·
G90
G03 X-20 Y-20 I0 J-20
G91 G40 Y0
G01 X-20
· · ·
(X0 Y0)
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G90
G01 X-30
G01 G40 X-30
G01 X25 Y-25
· · ·
(X0 Y0)
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Trajetória RETA-RETA
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Trajetória CURVA-RETA
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Exemplo de programação
T1 D1
G0 G90 X110 Z100 Posicionamento em ponto de partida.
G1 G42 X10 Z60 Ativa compensação e deslocamento a ponto inicial.
X70 Z40
X70 Z20
X90 Z20 Deslocamento ao ponto final (compensação ativa).
G40 X110 Z100 Desativa a compensação e o deslocamento ao ponto de partida.
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8.2.7 Anulação temporal da compensação com G00
Quando se detecta um passo de G01, G02, G03, G33 ou G34 até G00, o CNC anula
temporariamente a compensação de raio, permanecendo a ferramenta tangente à perpendicular,
na extremidade do deslocamento programado no bloco de G01, G02, G03, G33 ou G34.
Quando se detecta um passo de G00 até G01, G02, G03, G33 ou G34 o novo bloco recebe o
tratamento correspondente ao primeiro ponto compensado, recomeçando a compensação radial
normalmente.
Caso especial: Se o controle não tem suficiente informação para compensar, mas o movimento é
em G00, se executará sem compensação radial.
Exemplo de programação
Exemplo de programação errôneo. A compensação se elimina no último bloco do perfil e a
usinagem não coincide com o desejado porque o CNC compensa todo o trecho definido. Ao
compensar o último trecho a ferramenta se introduz na face que teve o faceamento.
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G0 G90 X110 Z100 Posicionamento em ponto de partida.
G1 G42 X10 Z60 Ativa compensação e deslocamento a ponto inicial
X70 Z40
X70 Z20
G40 X110 Z100 Desativa a compensação e o deslocamento ao ponto de partida.
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Este problema se acessa utilizando a função G00, como se indica a seguir:
T1 D1
G0 G90 X110 Z100 Posicionamento em ponto de partida.
G1 G42 X10 Z60 Ativa compensação e deslocamento a ponto inicial
X70 Z40
X70 Z20
G40 G0 X110 Z100 Desativa a compensação e o deslocamento ao ponto de partida.
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8.2.8 Mudança do tipo de compensação de raio durante a usinagem
A compensação se pode mudar de G41 a G42 ou vice-versa sem necessidade de anulá-la com
G40. A mudança se pode realizar em qualquer bloco de movimento e incluso num de movimento
nulo; isto é, sem movimento nos eixos do plano ou programando duas vezes o mesmo ponto.
Se compensam, independentemente, o último movimento anterior à mudança e o primeiro
movimento posterior à mudança. Para realizar a mudança do tipo de compensação, os diferentes
casos se resolvem seguindo os seguintes critérios:
A. As trajetórias compensadas se cortam.
As trajetórias programadas se compensam cada uma pelo lado que lhe corresponde. A
mudança de lado se produz no ponto de corte entre ambas as trajetórias.
B. As trajetórias compensadas não se cortam.
Se introduz um trecho adicional entre ambas trajetórias. Desde o ponto perpendicular à primeira
trajetória no ponto final até ao ponto perpendicular à segunda trajetória no ponto inicial. Ambos
os pontos se situam a uma distância R da trajetória programada.
A seguir se expõe um resumo dos diferentes casos:
Trajetória reta – reta:
A B
Trajetória reta – rarco:
A B
Trajetória arco – reta:
A B
Trajetória arco – arco:
A B
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8.2.9 Compensação de ferramenta em qualquer plano
O parâmetro de máquina geral "PLACOMP" permite trabalhar com compensação de ferramenta
em todos os planos ou só no plano ZX. Quando se tenha personalizado "PLACOMP=1" para
trabalhar com compensação de ferramenta em todos os planos, o CNC interpreta a tabela de
ferramentas da seguinte forma:
Plano ZX Plano WX Plano AB
Parâmetros Z e K. Eixo de abcissas. eixo Z eixo W eixo A
Parâmetros X e I. Eixo de ordenadas. eixo X eixo X eixo B
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qu
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(
G
41
N
, G
42
N
)
8.3 Detecção de choques (G41 N, G42 N)
Mediante esta opção, o CNC permite analisar com antecipação os blocos a executar com o objetivo
de detectar voltas (interseções do perfil com ele próprio) ou colisões no perfil programado. O
número de blocos a analisar pode ser definido pelo usuário, podendo ser analisados até 50 blocos.
O exemplo mostra erros de usinagem (E) devidos a uma colisão no perfil programado. Este tipo
de erros se pode evitar mediante a detecção de colisões.
Quando se detecta uma volta ou uma colisão, os blocos que a originam não serão executados e
se mostrará um aviso por cada volta ou colisão eliminada.
Casos possíveis: Degrau na trajetória reta, degrau em trajetória circular e raio de compensação
demasiado grande.
A informação contida nos blocos eliminados, e que não seja o movimento no plano ativo, será
executada (incluindo os movimentos de outros eixos).
A detecção de blocos se define e ativa mediante as funções de compensação de raio, G41 e G42.
Se inclui um novo parâmetro N (G41 N e G42 N) para ativar a função e definir o número de blocos
a analisar.
Valores possíveis desde N3 até N50. Sem "N", ou com N0, N1 e N2 atua como em versões
anteriores.
Nos programas gerados via CAD que estão formados por muitos blocos de comprimento mui
pequeno se recomenda utilizar valores de N baixos (da ordem de 5) se não se quer penalizar o
tempo de processo de bloco
Quando está ativa esta função se mostra G41 N ou G42 N na história de funções G ativas.
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CICLOS FIXOS
O CNC possui os seguintes ciclos fixos de usinagem:
G66 Ciclo fixo de seguimento de perfil.
G68 Ciclo fixo de desbaste no eixo X.
G69 Ciclo fixo de desbaste no eixo Z.
G81 Ciclo fixo de torneamento de trechos retos.
G82 Ciclo fixo de faceamento de trechos retos.
G83 Ciclo fixo de furação.
G84 Ciclo fixo de torneamento de trechos curvos.
G85 Ciclo fixo de faceamento de trechos curvos.
G86 Ciclo fixo de rosqueamento longitudinal.
G87 Ciclo fixo de rosqueamento frontal.
G88 Ciclo fixo de ranhura no eixo X.
G89 Ciclo fixo de ranhura no eixo Z.
Um ciclo fixo se define mediante a função G indicativa de ciclo fixo e os parâmetros correspondentes
ao ciclo desejado. Um ciclo fixo pode ser definido em qualquer parte do programa, isto é, se pode
definir tanto no programa principal como numa sub-rotina.
Quando se trabalha com plano de trabalho diferente ao ZX, por exemplo G16 WX, o CNC interpreta
os parâmetros do ciclo fixo da seguinte forma:
Plano ZX Plano WX Plano AB
O parâmetro Z e todos os relacionados com ele, com o
eixo de abcissas.
eixo Z eixo W eixo A
O parâmetro Z e todos os relacionados com ele, com o
eixo de ordenadas.
eixo X eixo X eixo B
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9.1 G66. Ciclo fixo de seguimento de perfil
Este ciclo usina o perfil programado, mantendo o passo especificado entre as sucessivas passadas
de usinagem. O ciclo permite utilizar ferramentas triangulares, redondas e quadradas.
A estrutura básica do bloco é:
G66 X Z I C A L M H S E Q
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
I5.5
Define as sobras de material, isto é, a quantidade a eliminar da peça original. Se define em raios
e dependendo do valor atribuído ao parâmetro "A" este valor se interpretará como passou em X
ou em Z.
Se o seu valor não é maior que o excesso para o acabamento (L ou M) somente se efetua a passada
de acabamento, se H é diferente de zero.
C5.5
Define o passo de usinagem. Todas as passadas de usinagem se efetuam com este passo, exceto
a última que eliminará o material que sobra.
Se define em raios e dependendo do valor atribuído ao parâmetro "A" este valor se interpretará,
o mesmo que "I", como passo em X ou em Z. Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o
erro correspondente.
A1.
Define o eixo principal de usinagem.
• Se se programa A0, o eixo principal será o Z. O valor de "I" se toma como sobras de material
em X e o valor de "C" como passo em X.
• Se se programa A1, o eixo principal será o X. O valor de "I" se toma como sobras de material
em Z e o valor de "C" como passo em Z.
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Se não se programa o parâmetro A, o valor de "I" e "C" depende das dimensões da ferramenta.
• Se o comprimento em X da ferramenta é maior que o comprimento em Z, o valor de "I" se toma
como sobras de material em X e o valor de "C" como passo em X.
• Se o comprimento em X da ferramenta é menor que o comprimento em Z, o valor de "I" se toma
como sobras de material em Z e o valor de "C" como passo em Z.
L±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em X para efetuar o acabamento. Se define em raios e se
não se programa se toma o valor 0.
M±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em Z para efetuar o acabamento.
Quando se programa "L" ou "M" com valor negativo a passada de acabamento se realizará em
arredondamento de aresta (G05) Quando se programam ambos os parâmetros com valor positivo
a passada de acabamento se realizará em aresta viva (G07).
Se não se programa o parâmetro "M", o excesso em X e Z será o indicado no parâmetro "L" e as
passadas de desbaste serão eqüidistantes, mantendo a distância "C" entre 2 passadas
consecutivas.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento.
Se não se programa ou se programa com valor 0, se entende que não se deseja a passada de
acabamento.
S4
Define o número de etiqueta do bloco no qual começa a descrição geométrica do perfil.
E4
Define o número de etiqueta do bloco no qual finaliza a descrição geométrica do perfil.
Q6
Define o número de programa que contém a descrição geométrica do perfil.
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Este parâmetro é opcional e se não se define, o CNC entende que o perfil se encontra definido no
mesmo programa que contém a chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
O ponto de chamada ao ciclo estará situado fora da peça a usinar e a uma distância superior à
definida como sobras de material (I) do perfil exterior da chapa.
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
Depois de finalizado o ciclo fixo o avanço ativo será o último avanço programado, o correspondente
à operação de desbaste (F) ou acabamento (H). Da mesma maneira, o CNC aceitará as funções
G00, G40 e G96.
Otimização da usinagem
Se se define somente o perfil desejado o CNC supõe que a peça em bruto é cilíndrica e efetua a
usinagem como se indica na parte esquerda.
Quando se conhece o perfil da peça em bruto se aconselha definir ambos os perfis: O perfil da peça
em bruto e o perfil final desejado. A usinagem é mais rápida pois somente se elimina o material
delimitado por ambos os perfis.
Ver "9.1.2 Sintaxe de programação de perfis" na página 139.
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9.1.1 Funcionamento básico.
Cada uma das passadas se realiza da seguinte forma:
1. O movimento de aproximação "1-2" se realiza em avanço rápido (G00).
2. O deslocamento "2-3" se efetua ao avanço programado (F).
3. O deslocamento de retrocesso "3-1" se realiza em avanço rápido (G00).Se existe a possibilidade de choque com a peça, este deslocamento se realizará mediante dois
deslocamentos em G00 ("3-4" e "4-1"), da mesma maneira como indica a seguinte figura.
4. O ciclo fixo finalizará ao mesmo ponto em que se realizou a chamada ao ciclo.
As passadas de usinagem
Depois de calculado o perfil que se deve executar, se calcularão todas as passadas necessárias
para eliminar o material que sobra (I) programado.
A usinagem se executará mantendo o trabalho em aresta viva (G07) ou arredondamento de aresta
(G05) que se encontra selecionado quando chamar ao ciclo.
Quando não se programa o parâmetro "M" se efetuam passadas eqüidistantes, mantendo a
distância "C" entre 2 passadas consecutivas. Além disso, se o último trecho do perfil é um trecho
curvo ou um plano inclinado, o CNC calculará as diferentes passadas sem superar a cota máxima
programada.
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O perfil e a ferramenta
Depois de analisar o perfil programado e em função da ferramenta utilizada, se executará o referido
perfil ou o que estiver mais próximo se não é possível executar o programado. Naqueles casos que
não se possa usinar o perfil programado (vales) com a ferramenta selecionada, se mostrará uma
mensagem no inicio da execução do ciclo.
O operador poderá deter a execução e selecionar a ferramenta apropriada. Se não o faz, se calcula
um novo perfil nas zonas que não são acessíveis para a ferramenta selecionada e se usina tudo
o que seja possível. A mensagem é mostrada durante toda a usinagem.
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9.1.2 Sintaxe de programação de perfis
Na definição do perfil não é necessário programar o ponto inicial, já que se encontra especificado
mediante os parâmetros X, Z de definição do ciclo fixo.
Se se definem 2 perfis, primeiro tem que definir o perfil final e a seguir o perfil da peça em bruto.
O primeiro bloco de definição do perfil e o último (donde finaliza o perfil ou perfis) deverão possuir
de número de etiqueta de bloco. Estes números de etiqueta serão os que indicarão ao ciclo fixo
o começo e o final da descrição geométrica do perfil.
A sintaxes de programação do perfil deve cumprir as seguintes normas:
• Pode programar-se mediante cotas absolutas e incrementais e estar formado por elementos
geométricos simples como retas, arcos, arredondamentos de cantos e chanfrados, seguindo
para a programação, as normas de sintaxes definidas para as mesmas.
• A função G00 indica que finalizou a definição do perfil final e que no referido bloco começa a
definição do perfil da peça em bruto.
Programar G01, G02 ou G03 no bloco seguinte, já que G00 é modal, evitando deste modo que
o CNC mostre a mensagem de erro correspondente.
• Na descrição do perfil não se permite programar espelhamento, mudanças de escala, rotação
do sistema de coordenadas, deslocamentos de origem, etc.
• Também não é permitido programar blocos em linguagem de alto nível, como saltos, chamadas
a sub-rotinas ou programação paramétrica.
• Não podem programar-se outros ciclos fixos.
Para a definição do perfil pode-se fazer uso das seguintes funções:
G01 Interpolação linear.
G02 Interpolação circular direita.
G03 Interpolação circular esquerda.
G06 Centro de circunferência em coordenadas absolutas.
G08 Circunferência tangente à trajetória anterior.
G09 Circunferência por três pontos.
G36 Arredondamento de arestas.
G39 Chanfrado.
G53 Programação com respeito ao zero máquina.
G70 Programação em polegadas.
G71 Programação em milímetros.
G90 Programação absoluta.
G91 Programação incremental.
G93 Pré-seleção da origem polar
Se permite programar as seguintes funções, mesmo que serão ignoradas pelo ciclo.
G05 Arredondamento de aresta.
G07 Aresta viva.
G50 Arredondamento de aresta controlada.
Funções F, S, T, D ou M.
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9.2 G68. Ciclo fixo de desbaste no eixo X
Este ciclo usina o perfil programado, mantendo o passo especificado entre as sucessivas passadas
de usinagem. O ciclo permite ferramentas triangulares, redondas e quadradas.
A estrutura básica do bloco é:
G68 X Z C D L M K F H S E Q
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
C5.5
Define o passo de usinagem e se programará mediante um valor positivo expresso em raios. Se
se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Todas as passadas de usinagem se efetuam com este passo, exceto a última que eliminará o
material que sobra.
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um movimento
de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
Se se programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada. Esto
pode ser de interesse para fazer ranhuras em perfis complexos, para utilizar estos ciclos em
retificadoras cilíndricas, etc.
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X
Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil até
à passada anterior, distância C (figura da direita).
Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em X para efetuar o acabamento. Se define em raios e se
não se programa se toma o valor 0.
M±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em Z para efetuar o acabamento.
Quando se programa "L" ou "M" com valor negativo a passada de acabamento se realizará em
arredondamento de aresta (G05) Quando se programam ambos os parâmetros com valor positivo
a passada de acabamento se realizará em aresta viva (G07).
Se não se programa o parâmetro "M", o excesso terá o valor indicado no parâmetro "L" e será
constante em todo o perfil.
K5.5
Define a velocidade de avanço de penetração da ferramenta nos vales. Se não se programa ou
se programa com valor 0, assume a velocidade de avanço da usinagem (o que estava programado
antes da chamada ao ciclo).
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada de acabamento.
S4
Define o número de etiqueta do bloco no qual começa a descrição geométrica do perfil.
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E4
Define o número de etiqueta do bloco no qual finaliza a descrição geométrica do perfil.
Q6
Define o número de programa que contém a descrição geométrica do perfil.
Este parâmetro é opcional e se não se define, o CNC entende que o perfil se encontra definido no
mesmo programa que contém a chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
O ponto de chamada ao ciclo estará situado fora da peça a usinar e a uma distância superior à
definida como desbaste de acabamento (L, M) conforme os dois eixos (X, Z).
Se a posição daferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
Depois de finalizado o ciclo fixo o avanço ativo será o último avanço programado, o correspondente
à operação de desbaste (F) ou acabamento (H). Da mesma maneira, o CNC aceitará as funções
G00, G40 e G96.
Otimização da usinagem
Se se define somente o perfil desejado o CNC supõe que a peça em bruto é cilíndrica e efetua a
usinagem como se indica na parte esquerda.
Quando se conhece o perfil da peça em bruto se aconselha definir ambos os perfis: O perfil da peça
em bruto e o perfil final desejado. A usinagem é mais rápida pois somente se elimina o material
delimitado por ambos os perfis.
Ver "9.2.2 Sintaxe de programação de perfis" na página 146.
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9.2.1 Funcionamento básico.
As passadas de usinagem
Depois de calculadas as passadas de desbaste necessárias se usinará o novo perfil resultante.
A usinagem se executará mantendo o trabalho em aresta viva (G07) ou arredondamento de aresta
(G05) que se encontra selecionado quando chamar ao ciclo. Da mesma maneira, se mantém o
mesmo passo durante toda a usinagem.
O perfil e a ferramenta
Depois de analisar o perfil programado e em função da ferramenta utilizada, se executará o referido
perfil ou o que estiver mais próximo se não é possível executar o programado. Naqueles casos que
não se possa usinar o perfil programado (vales) com a ferramenta selecionada, se mostrará uma
mensagem no inicio da execução do ciclo.
O operador poderá deter a execução e selecionar a ferramenta apropriada. Se não o faz, se calcula
um novo perfil nas zonas que não são acessíveis para a ferramenta selecionada e se usina tudo
o que seja possível. A mensagem é mostrada durante toda a usinagem.
Usinagem de canais
Se ao executar uma das passadas de desbaste se detecta a existência de um canal, o CNC
continuará a execução do resto do perfil, sem levar em consideração o referido canal. O número
de canais que pode dispor um perfil é ilimitado.
Depois de finalizado o perfil que sobra, começará a execução dos canais detectados.
Para isso se regressará em G00 ao ponto em que se interrompeu a usinagem do perfil.
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1. Desde este ponto se continuará em G01 o contorno programado, mantendo o desbaste de
acabamento, até alcançar a profundidade da passada "C" selecionada. Trecho 1-2.
2. Na nova passada de desbaste o deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado
(F).
3. Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
4. O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se ao executar-se um canal se detectam canais internos, se seguirá o mesmo procedimento
explicado como anteriormente.
A passada final de desbaste
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras que
ficaram depois do desbaste.
Depois de finalizado o desbaste do perfil, a ferramenta retrocederá ao ponto de chamada ao ciclo.
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A passada final de acabamento
Si se selecionou passada de acabamento, se realizará uma passada do perfil calculado com
compensação de raio de ferramenta e com o avanço "H" indicado.
Este perfil poderá coincidir com o perfil programado ou ser um que esteja próximo a ele, se há zonas
disponíveis que não são acessíveis para a ferramenta selecionada.
Depois de finalizada a passada de acabamento, a ferramenta retrocederá ao ponto de chamada
ao ciclo.
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9.2.2 Sintaxe de programação de perfis
Na definição do perfil não é necessário programar o ponto inicial, já que se encontra especificado
mediante os parâmetros X, Z de definição do ciclo fixo.
Se se definem 2 perfis, primeiro tem que definir o perfil final e a seguir o perfil da peça em bruto.
O primeiro bloco de definição do perfil e o último (donde finaliza o perfil ou perfis) deverão possuir
de número de etiqueta de bloco. Estes números de etiqueta serão os que indicarão ao ciclo fixo
o começo e o final da descrição geométrica do perfil.
A sintaxes de programação do perfil deve cumprir as seguintes normas:
• Pode programar-se mediante cotas absolutas e incrementais e estar formado por elementos
geométricos simples como retas, arcos, arredondamentos de cantos e chanfrados, seguindo
para a programação, as normas de sintaxes definidas para as mesmas.
• A função G00 indica que finalizou a definição do perfil final e que no referido bloco começa a
definição do perfil da peça em bruto.
Programar G01, G02 ou G03 no bloco seguinte, já que G00 é modal, evitando deste modo que
o CNC mostre a mensagem de erro correspondente.
• Na descrição do perfil não se permite programar espelhamento, mudanças de escala, rotação
do sistema de coordenadas, deslocamentos de origem, etc.
• Também não é permitido programar blocos em linguagem de alto nível, como saltos, chamadas
a sub-rotinas ou programação paramétrica.
• Não podem programar-se outros ciclos fixos.
Para a definição do perfil pode-se fazer uso das seguintes funções:
G01 Interpolação linear.
G02 Interpolação circular direita.
G03 Interpolação circular esquerda.
G06 Centro de circunferência em coordenadas absolutas.
G08 Circunferência tangente à trajetória anterior.
G09 Circunferência por três pontos.
G36 Arredondamento de arestas.
G39 Chanfrado.
G53 Programação com respeito ao zero máquina.
G70 Programação em polegadas.
G71 Programação em milímetros.
G90 Programação absoluta.
G91 Programação incremental.
G93 Pré-seleção da origem polar
Se permite programar as seguintes funções, mesmo que serão ignoradas pelo ciclo.
G05 Arredondamento de aresta.
G07 Aresta viva.
G50 Arredondamento de aresta controlada.
Funções F, S, T, D ou M.
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9.3 G69. Ciclo fixo de desbaste no eixo Z
Este ciclo usina o perfil programado, mantendo o passo especificado entre as sucessivas passadas
de usinagem. O ciclo permite ferramentas triangulares, redondas e quadradas.
A estrutura básica do bloco é:
G69X Z C D L M K F H S E Q
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
C5.5
Define o passo de usinagem. Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Todas as passadas de usinagem se efetuam com este passo, exceto a última que eliminará o
material que sobra.
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um movimento
de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
Se se programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada. Esto
pode ser de interesse para fazer ranhuras em perfis complexos, para utilizar estos ciclos em
retificadoras cilíndricas, etc.
Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil até
à passada anterior,distância C (figura da direita).
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Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em X para efetuar o acabamento. Se define em raios e se
não se programa se toma o valor 0.
M±5.5
Define o valor do excesso que se deixa em Z para efetuar o acabamento.
Quando se programa "L" ou "M" com valor negativo a passada de acabamento se realizará em
arredondamento de aresta (G05) Quando se programam ambos os parâmetros com valor positivo
a passada de acabamento se realizará em aresta viva (G07).
Se não se programa o parâmetro "M", o excesso terá o valor indicado no parâmetro "L" e será
constante em todo o perfil.
K5.5
Define a velocidade de avanço de penetração da ferramenta nos vales. Se não se programa ou
se programa com valor 0, assume a velocidade de avanço da usinagem (o que estava programado
antes da chamada ao ciclo).
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada de acabamento.
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Define o número de etiqueta do bloco no qual começa a descrição geométrica do perfil.
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Define o número de etiqueta do bloco no qual finaliza a descrição geométrica do perfil.
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Define o número de programa que contém a descrição geométrica do perfil.
Este parâmetro é opcional e se não se define, o CNC entende que o perfil se encontra definido no
mesmo programa que contém a chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
O ponto de chamada ao ciclo estará situado fora da peça a usinar e a uma distância superior à
definida como desbaste de acabamento (L, M) conforme os dois eixos (X, Z).
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
Depois de finalizado o ciclo fixo o avanço ativo será o último avanço programado, o correspondente
à operação de desbaste (F) ou acabamento (H). Da mesma maneira, o CNC aceitará as funções
G00, G40 e G96.
Otimização da usinagem
Se se define somente o perfil desejado o CNC supõe que a peça em bruto é cilíndrica e efetua a
usinagem como se indica na parte esquerda.
Quando se conhece o perfil da peça em bruto se aconselha definir ambos os perfis: O perfil da peça
em bruto e o perfil final desejado. A usinagem é mais rápida pois somente se elimina o material
delimitado por ambos os perfis.
Ver "9.3.2 Sintaxe de programação de perfis" na página 153.
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9.3.1 Funcionamento básico.
As passadas de usinagem
Depois de calculadas as passadas de desbaste necessárias se usinará o novo perfil resultante.
A usinagem se executará mantendo o trabalho em aresta viva (G07) ou arredondamento de aresta
(G05) que se encontra selecionado quando chamar ao ciclo. Da mesma maneira, se mantém o
mesmo passo durante toda a usinagem.
O perfil e a ferramenta
Depois de analisar o perfil programado e em função da ferramenta utilizada, se executará o referido
perfil ou o que estiver mais próximo se não é possível executar o programado. Naqueles casos que
não se possa usinar o perfil programado (vales) com a ferramenta selecionada, se mostrará uma
mensagem no inicio da execução do ciclo.
O operador poderá deter a execução e selecionar a ferramenta apropriada. Se não o faz, se calcula
um novo perfil nas zonas que não são acessíveis para a ferramenta selecionada e se usina tudo
o que seja possível. A mensagem é mostrada durante toda a usinagem.
Usinagem de canais
Se ao executar uma das passadas de desbaste se detecta a existência de um canal, o CNC
continuará a execução do resto do perfil, sem levar em consideração o referido canal. O número
de canais que pode dispor um perfil é ilimitado.
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Depois de finalizado o perfil que sobra, começará a execução dos canais detectados.
Para isso se regressará em G00 ao ponto em que se interrompeu a usinagem do perfil.
1. Desde este ponto se continuará em G01 o contorno programado, mantendo o desbaste de
acabamento, até alcançar a profundidade da passada "C" selecionada. Trecho 1-2.
2. Na nova passada de desbaste o deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado
(F).
3. Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
4. O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se ao executar-se um canal se detectam canais internos, se seguirá o mesmo procedimento
explicado como anteriormente.
A passada final de desbaste
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras que
ficaram depois do desbaste.
Depois de finalizado o desbaste do perfil, a ferramenta retrocederá ao ponto de chamada ao ciclo.
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A passada final de acabamento
Si se selecionou passada de acabamento, se realizará uma passada do perfil calculado com
compensação de raio de ferramenta e com o avanço "H" indicado.
Este perfil poderá coincidir com o perfil programado ou ser um que esteja próximo a ele, se há zonas
disponíveis que não são acessíveis para a ferramenta selecionada.
Depois de finalizada a passada de acabamento, a ferramenta retrocederá ao ponto de chamada
ao ciclo.
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9.3.2 Sintaxe de programação de perfis
Na definição do perfil não é necessário programar o ponto inicial, já que se encontra especificado
mediante os parâmetros X, Z de definição do ciclo fixo.
Se se definem 2 perfis, primeiro tem que definir o perfil final e a seguir o perfil da peça em bruto.
O primeiro bloco de definição do perfil e o último (donde finaliza o perfil ou perfis) deverão possuir
de número de etiqueta de bloco. Estes números de etiqueta serão os que indicarão ao ciclo fixo
o começo e o final da descrição geométrica do perfil.
A sintaxes de programação do perfil deve cumprir as seguintes normas:
• Pode programar-se mediante cotas absolutas e incrementais e estar formado por elementos
geométricos simples como retas, arcos, arredondamentos de cantos e chanfrados, seguindo
para a programação, as normas de sintaxes definidas para as mesmas.
• A função G00 indica que finalizou a definição do perfil final e que no referido bloco começa a
definição do perfil da peça em bruto.
Programar G01, G02 ou G03 no bloco seguinte, já que G00 é modal, evitando deste modo que
o CNC mostre a mensagem de erro correspondente.
• Na descrição do perfil não se permite programar espelhamento, mudanças de escala, rotação
do sistema de coordenadas, deslocamentos de origem, etc.
• Também não é permitido programar blocos emlinguagem de alto nível, como saltos, chamadas
a sub-rotinas ou programação paramétrica.
• Não podem programar-se outros ciclos fixos.
Para a definição do perfil pode-se fazer uso das seguintes funções:
G01 Interpolação linear.
G02 Interpolação circular direita.
G03 Interpolação circular esquerda.
G06 Centro de circunferência em coordenadas absolutas.
G08 Circunferência tangente à trajetória anterior.
G09 Circunferência por três pontos.
G36 Arredondamento de arestas.
G39 Chanfrado.
G53 Programação com respeito ao zero máquina.
G70 Programação em polegadas.
G71 Programação em milímetros.
G90 Programação absoluta.
G91 Programação incremental.
G93 Pré-seleção da origem polar
Se permite programar as seguintes funções, mesmo que serão ignoradas pelo ciclo.
G05 Arredondamento de aresta.
G07 Aresta viva.
G50 Arredondamento de aresta controlada.
Funções F, S, T, D ou M.
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9.4 G81. Ciclo fixo de torneamento de trechos retos
Este ciclo realiza o torneamento do trecho programado, mantendo o passo especificado entre as
sucessivas passadas de torneamento. O ciclo permite selecionar se se realizará ou não uma
passada de acabamento depois de finalizar o torneamento programado.
A estrutura básica do bloco é:
G81 X Z Q R C D L M F H
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final do perfil.
C5.5
Define o passo de torneamento e se programará mediante um valor positivo expresso em raios.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Todo o torneamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao programado (C).
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um movimento
de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
Se se programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada.
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Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil até
à passada anterior, distância C (figura da direita).
Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo X e se programará em raios.
Se não se programa se toma o valor 0.
M5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo Z.
Se não se programa se toma o valor 0.
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento.
Se não se programa ou se programa com valor 0, se entende que não se deseja a passada de
acabamento.
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9.4.1 Funcionamento básico.
O ciclo fixo analisará o perfil programado realizando, se for necessário, um torneamento horizontal
até alcançar o perfil definido. Todo o torneamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual
ou inferior ao programado (C).
Cada passo de torneamento se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento "1-2" se realiza em avanço rápido (G00).
• O deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado (F).
• Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L" e "M", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras
que ficaram depois do desbaste.
O ciclo depois de efetuar o torneamento (com ou sem passada de acabamento) finalizará sempre
no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação de spindle, etc.), assim
como a compensação de raio da ferramenta (G41, G42), devem programar-se antes da chamada
ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo.
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A distância entre o ponto de partida e o ponto final (R, Q), conforme o eixo X, tem que ser igual
ou maior que L. A distância entre o ponto de partida e o ponto final (X, Z), conforme o eixo Z, tem
que ser igual ou maior que M.
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
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9.5 G82. Ciclo fixo de faceamento de trechos retos
Este ciclo realiza o faceamento do trecho programado, mantendo o passo especificado entre as
sucessivas passadas de faceamento. O ciclo permite selecionar se se realizará ou não uma
passada de acabamento depois de finalizar o faceamento programado.
A estrutura básica do bloco é:
G82 X Z Q R C D L M F H
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final do perfil.
C5.5
Define o passo de faceamento.
Todo o faceamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao programado (C).
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um movimento
de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
Se se programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada.
Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil até
à passada anterior, distância C (figura da direita).
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Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo X e se programará em raios.
Se não se programa se toma o valor 0.
M5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo Z.
Se não se programa setoma o valor 0.
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento.
Se não se programa ou se programa com valor 0, se entende que não se deseja a passada de
acabamento.
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9.5.1 Funcionamento básico.
O ciclo fixo analisará o perfil programado realizando, se for necessário, um faceamento vertical até
alcançar o perfil definido. Todo o faceamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou
inferior ao programado (C).
Cada passo de faceamento se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento "1-2" se realiza em avanço rápido (G00).
• O deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado (F).
• Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L" e "M", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras
que ficaram depois do desbaste.
O ciclo depois de efetuar o faceamento (com ou sem passada de acabamento) finalizará sempre
no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação de spindle, etc.), assim
como a compensação de raio da ferramenta (G41, G42), devem programar-se antes da chamada
ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo.
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A distância entre o ponto de partida e o ponto final (X, Z), conforme o eixo X, tem que ser igual ou
maior que L. A distância entre o ponto de partida e o ponto final (R, Q), conforme o eixo Z, tem que
ser igual ou maior que M.
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
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9.6 G83. Ciclo fixo de perfuração axial / rosqueamento com macho
Este ciclo permite efetuar uma perfuração axial ou um roscado com macho axial. A execução de
uma ou outra operação depende do formato de programação utilizado. Se se define o parâmetro
"B=0" efetua um roscado com macho axial e se se define "B>0" efetua uma perfuração axial.
A estrutura básica do bloco em cada caso é:
Perfuração axial G83 X Z I B D K H C L R
Rosqueamento com macho axial G83 X Z I B0 D K R
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, onde se deseja executar o ciclo. Se programará em cotas absolutas
e conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, onde se deseja executar o ciclo. Se programará em cotas
absolutas.
I±5.5
Define a profundidade. Fará referência ao ponto de começo (X, Z), por isso terá valor positivo se
se perfura ou faz rosca em sentido negativo em relação ao eixo Z e valor negativo se se perfura
ou se faz rosca em sentido contrário.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
B5.5
Define o tipo de operação que se deseja executar.
• Se se programa B=0 efetuará um roscado com macho axial.
• Se se programa B>0 efetuará uma perfuração axial e o valor de B indica o passo da perfuração.
D5.5
Define a distância de segurança e indica a que distância do ponto inicial (Z, X) se posiciona a
ferramenta no movimento de aproximação. Se não se programa se toma o valor 0.
K5
Define o tempo de espera, em centésimos de segundo, no fundo do furo, até começar o retrocesso.
Se não se programa se toma o valor 0.
H5.5
Define a distância que retrocederá de maneira rápida (G00) depois de cada perfuração. Se não
se programa ou se programa com valor 0, retrocederá até o ponto de aproximação.
C5.5
Define até que distância, do passo de perfuração anterior, se deslocará com rapidez (G00) o eixo
Z na sua aproximação à peça para realizar um novo passo de perfuração. Se não se programa
se toma o valor 1 milímetro.
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L5.5
Opcional. No ciclo de perfuração define o passo mínimo que pode adquirir o passo de furação. Se
utiliza com valores de R diferentes de 1.
Se não se programa se toma o valor 0.
R5.5
No ciclo de perfuração indica o fator que reduz o passo de perfuração "B". Se não se programa
ou se programa com valor 0, se tomará o valor 1.
• Com R=1, os passos de furação são iguais e do valor programado "B".
• Se R não é igual a 1, o primeiro passo de furação será "B", o segundo "R B", o terceiro "R (RB)",
e assim sucessivamente, isto é, a partir do segundo passo o novo passo será o produto do fator
R pelo passo anterior.
No ciclo de rosqueamento define o tipo de rosqueamento que se deseja efetuar. Se não se
programa se toma o valor 0, roscado com macho.
• Com R0, rosqueamento com macho.
• Com R1, rosqueamento rígido. O CNC detém a ferramenta com M19 e a orienta para começar
o rosqueamento.
• Com R2, rosqueamento rígido. Se a ferramenta está rodando em M3 ou M4, o CNC não a detém
nem a orienta para começar o rosqueamento. Com esta opção não se poderá repassar o
rosqueamento, embora a peça não se tenha soltado, já que não coincidirá á entrada da rosca
com a previamente usinada.
Para poder efetuar um roscado rígido é necessário que o spindle correspondente (principal o
secundário) se encontre preparado para trabalhar em laço, isto é, que disponha de um sistema
motor-regulador e de codificador de spindle.
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9.6.1 Funcionamento básico.
Perfuração
1. Deslocamento em modo rápido até ao ponto de aproximação, situado a uma distância de
segurança "D" do ponto de furo.
2. Primeiro aprofundamento de furação. Deslocamento, no avanço de trabalho do eixo longitudinal
até a profundidade Incremental programada em "B + D".
3. Volta de furação. Os passos seguintes se repetirão até atingir a cota de profundidade
programada em „I“.
Primeiro retrocede de maneira rápida (G00) a quantidade indicada (H) ou até o ponto de
aproximação. Aproximação com rapidez (G00), até uma distância "C" do passo de perfuração
anterior. Passo novo de furação. Deslocamento no avanço de trabalho (G01), até o seguinte
aprofundamento incremental conforme "B" e "R".
4. Tempo de espera K em centésimas de segundo no fundo de perfuração, se foi programado.
5. Retrocesso com rapidez (G00) até o ponto de aproximação.
Rosqueamento com macho
1. Deslocamento em modo rápido até ao ponto de aproximação, situado a uma distância de
segurança "D" do ponto de rosqueamento.
2. Rosqueamento. Deslocamento, no avanço de trabalho do eixo longitudinal até a profundidade
Incremental programada em "B + D".
3. Inversão do sentido de rotação do spindle.
Se se programou K se pára o spindle, e depois de transcorrer o tempo programado parte o
spindle em sentido contrário.
4. Retrocesso no avanço de trabalho até o ponto de aproximação.
Rosca rígida
1. O rosqueamento se efetua no centro da peça (X0). Deslocamento em modo rápido até ao ponto
de aproximação, situado a uma distânciade segurança "D" do ponto de rosqueamento.
2. Rosqueamento. Deslocamento até à profundidade incremental programada em "D+B".
Se realiza interpolando o spindle principal (que está girando) com o eixo Z. Não se pode deter
o roscado rígido nem modificar as condições de usinagem. Se efetua em 100% da S e F
programadas.
3. Inversão do sentido de rotação do spindle.
Se se programou K se pára o spindle, e depois de transcorrer o tempo programado parte o
spindle em sentido contrário.
4. Retrocesso no avanço de trabalho até o ponto de aproximação.
Para a representação gráfica do roscado rígido se utiliza a coloração de "sem compensação". Ao
finalizar o ciclo, o árvore (M5) se para.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
Quando se trata de um rosqueamento (rígido ou com macho) a saída lógica geral "TAPPING"
(M5517) se mantém ativa durante a execução deste ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo. Unicamente se anulará a compensação de raio da
ferramenta se se encontrava ativa, continuando a execução do programa com a função G40.
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9.7 G84. Ciclo fixo de torneamento de trechos curvos
Este ciclo realiza o torneamento do trecho programado, mantendo o passo especificado entre as
sucessivas passadas de torneamento. O ciclo permite selecionar se se realizará ou não uma
passada de acabamento depois de finalizar o torneamento programado.
A estrutura básica do bloco é:
G84 X Z Q R C D L M F H I K
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final do perfil.
C5.5
Define o passo de torneamento e se programará mediante um valor positivo expresso em raios.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Todo o torneamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao programado (C).
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
• Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um
movimento de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
• Se se programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada.
• Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil
até à passada anterior, distância C (figura da direita).
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Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo X e se programará em raios.
Se não se programa se toma o valor 0.
M5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo Z.
Se não se programa se toma o valor 0.
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento.
Se não se programa ou se programa com valor 0, se entende que não se deseja a passada de
acabamento.
I±5.5
Define em raios a distância desde o ponto inicial (X, Z) até ao centro do arco, conforme o eixo X.
Se programa em cotas incrementais com respeito ao ponto inicial, como a I em interpolações
circulares (G02, G03).
K±5.5
Define a distância desde o ponto inicial (X, Z) ao centro do arco, conforme o eixo Z. Se programa
em cotas incrementais com respeito ao ponto inicial, como o K em interpolações circulares (G02,
G03).
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9.7.1 Funcionamento básico.
O ciclo fixo analisará o perfil programado realizando, se for necessário, um torneamento horizontal
até alcançar o perfil definido.
Todo o torneamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao programado
(C). Cada passo de torneamento se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento "1-2" se realiza em avanço rápido (G00).
• O deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado (F).
• Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L" e "M", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras
que ficaram depois do desbaste.
O ciclo depois de efetuar o torneamento (com ou sem passada de acabamento) finalizará sempre
no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação de spindle, etc.), assim
como a compensação de raio da ferramenta (G41, G42), devem programar-se antes da chamada
ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo.
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A distância entre o ponto de partida e o ponto final (R, Q), conforme o eixo X, tem que ser igual
ou maior que L. A distância entre o ponto de partida e o ponto final (X, Z), conforme o eixo Z, tem
que ser igual ou maior que M.
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
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9.8 G85. Ciclo fixo de faceamento de trechos curvos
Este ciclo realiza o faceamento do trecho programado, mantendo o passo especificado entre as
sucessivas passadas de faceamento. O ciclo permite selecionar se se realizará ou não uma
passada de acabamento depois de finalizar o faceamento programado.
A estrutura básica do bloco é:
G85 X Z Q R C D L M F H I K
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial do perfil. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final do perfil. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final do perfil.
C5.5
Define o passo de faceamento. Todo o faceamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual
ou inferior ao programado (C).
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
D5.5
Define a distância de segurança à que se efetua o retrocesso da ferramenta em cada passada.
• Quando se programa D com um valor diferente de 0, a ferramenta cortante realiza um
movimento de retirada a 45º até atingir a distância de segurança (figura à esquerda).
• Sese programa D com o valor 0, a trajetória de saída coincide com a trajetória de entrada.
• Quando não se programa o parâmetro D a retirada da ferramenta se efetua seguindo o perfil
até à passada anterior, distância C (figura da direita).
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Se deve levar e consideração quando não se programa o parâmetro D que o tempo de execução
do ciclo é maior, mas a quantidade de material a comer na passada de acabamento é menor.
L5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo X e se programará em raios.
Se não se programa se toma o valor 0.
M5.5
Define o desbaste para o acabamento conforme o eixo Z.
Se não se programa se toma o valor 0.
F5.5
Define a velocidade de avanço na passada final de desbaste. Se não se programa ou se programa
com valor 0, se entende que não se deseja a passada final de desbaste.
H5.5
Define a velocidade de avanço na passada de acabamento.
Se não se programa ou se programa com valor 0, se entende que não se deseja a passada de
acabamento.
I±5.5
Define em raios a distância desde o ponto inicial (X, Z) até ao centro do arco, conforme o eixo X.
Se programa em cotas incrementais com respeito ao ponto inicial, como a I em interpolações
circulares (G02, G03).
K±5.5
Define a distância desde o ponto inicial (X, Z) ao centro do arco, conforme o eixo Z. Se programa
em cotas incrementais com respeito ao ponto inicial, como o K em interpolações circulares (G02,
G03).
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9.8.1 Funcionamento básico.
O ciclo fixo analisará o perfil programado realizando, se for necessário, um faceamento vertical até
alcançar o perfil definido.
Todo o faceamento se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao programado (C).
Cada passo de faceamento se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento "1-2" se realiza em avanço rápido (G00).
• O deslocamento "2-3" se efetua em G01 ao avanço programado (F).
• Quando se tenha programado o parâmetro "D" o deslocamento "3-4" se realiza em avanço
rápido (G00), mas se não se tiver programado "D" o deslocamento "3-4" se efetua seguindo
o contorno programado e em G01 ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso "4-5" se realiza em avanço rápido (G00).
Se se selecionou passada final de desbaste, se realizará uma passada paralela ao perfil, mantendo
os excessos "L" e "M", com o avanço "F" indicado. Esta passada final de desbaste elimina as sobras
que ficaram depois do desbaste.
O ciclo depois de efetuar o faceamento (com ou sem passada de acabamento) finalizará sempre
no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação de spindle, etc.), assim
como a compensação de raio da ferramenta (G41, G42), devem programar-se antes da chamada
ao ciclo.
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Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo.
A distância entre o ponto de partida e o ponto final (X, Z), conforme o eixo X, tem que ser igual ou
maior que L. A distância entre o ponto de partida e o ponto final (R, Q), conforme o eixo Z, tem que
ser igual ou maior que M.
Se a posição da ferramenta não é correta para executar o ciclo, o CNC visualizará o erro
correspondente.
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9.9 G86. Ciclo fixo de rosqueamento longitudinal
Este ciclo permite talhar roscas exteriores ou interiores em corpos cônicos ou cilíndricos.
As roscas à direita ou à esquerda programar-se-ão indicando o sentido de rotação do spindle M03
ou M04.
A estrutura básica do bloco é:
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W V M H U
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial da rosca. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial da rosca. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final da rosca. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final da rosca.
K±5.5
Opcional. Se utiliza, junto com o parâmetro "W", para o repasso de roscas.
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto no qual se efetua a medição da rosca. Normalmente é
um ponto intermediário da rosca.
I±5.5
Define a profundidade da rosca e se programará em raios. Terá valor positivo nas roscas exteriores
e negativo nas interiores.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
B±5.5
Define a profundidade das passadas de rosqueamento e se programará em raios.
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• Se se programa com valor positivo, a profundidade de cada passada estará em função do
número da passada correspondente.
Desta maneira os aprofundamentos, conforme o eixo X, são:
• Se se programa com valor negativo, o incremento do aprofundamento se mantém constante
entre passadas, com um valor igual ao programado (B).
Desta maneira os aprofundamentos, conforme o eixo X, são:
• Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Independentemente do sinal atribuído a "B", quando a última passada de desbaste (antes do
acabamento) é inferior à quantidade programada, o ciclo fixo realizará uma passada igual às sobras
do material.
E±5.5
Está relacionado com o parâmetro B.
Indica o valor mínimo que pode atingir o passo de aprofundamento quando se programou o
parâmetro B com valor positivo.
Se não se programa se toma o valor 0.
D±5.5
Define a distância de segurança e indica a que distância, no eixo X, do ponto inicial da rosca se
posiciona a ferramenta no movimento de aproximação. Se programará em raios.
A volta ao ponto inicial depois de cada passada de roscado se realiza mantendo esta mesma
distância (D) do trecho programado.
• Se o valor programado é positivo, este movimento de retrocesso se realiza em arredondamento
de aresta (G05) e se o valor é negativo em aresta viva (G07).
• Se não se programa se toma o valor 0.
L±5.5
Define o desbaste para o acabamento e se programará em raios.
• Se se programa com valor positivo, a passada de acabamento se realiza mantendo o mesmo
ângulo de entrada "A" que o resto das passadas.
• Quando se programa com valor negativo a passada de acabamento se realiza com entrada
radial.
• Se se programa com valor 0 se repete a passada anterior.
C5.5
Define o passo de rosca.
• Com sinal positivo se se programa o passo conforme a inclinação do cone.
• Com sinal negativo se se programa o passo conforme o eixo associado.
B B 2 B 3 B 4 B n,,,,
B 2B 3B 4B nB,,,,
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Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
J5.5
Saída de rosca. Define a que distância, conforme o eixo Z, do ponto final da rosca (R, Q) começa
a saída da mesma.
• Se se programa com valor positivo, a ferramenta se desloca diretamente desde o ponto "J" à
distância de segurança Xs, Zs.
• Quando se programa com valor negativo, a ferramenta se desloca desde o ponto "J" ao ponto
final da rosca (R,Q), e posteriormente à distância de segurança Xs.
• Se não se programa se toma o valor 0 (rosca cega).
Para melhorar o ajustamentoe a usinagem da saída das roscas cegas, se poderá utilizar a
terceira gama de lucros e acelerações para os eixos e para o spindle. Se o percurso da saída
de rosca é pequeno, se poderá utilizar a gama de acelerações ou inclusive eliminar a
aceleração, sem que se dê o erro "aceleração insuficiente durante o roscado".
Se recomenda utilizar acelerações baixas ou nulas.
A±5.5
Define o ângulo de penetração da ferramenta. Estará referido ao eixo X e se não se programa, se
toma o valor 30º.
• Se se programa A=0, a rosca se realizará com penetração radial.
• Se o valor atribuído ao parâmetro "A" é a metade do ângulo da ferramenta, a penetração se
realiza roçando o flanco da rosca.
• Se, se programa A com valor negativo, a penetração se realizará em zig-zag sobre o eixo radial.
W±5.5
Opcional. O seu significado depende do parâmetro "K".
• Quando se tenha definido o parâmetro "K" se trata de um repasso de roscas. Indica a posição
angular do spindle correspondente ao ponto no qual se efetua a medição da rosca.
J > 0 J < 0
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• Se não se definiu o parâmetro "K", indica a posição angular do spindle correspondente ao ponto
inicial da rosca. Isso permite efetuar roscas de múltiplas entradas sem utilizar o parâmetro "V".
O seguinte exemplo mostra como efetuar uma rosca de 3 entradas. Para isso programar-se-ão 3
ciclos fixos de roscado com os mesmos valores exceto o valor atribuído ao parâmetro "W".
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W0
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W120
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W240
V±5.5
Opcional. Define o número de entradas de rosca que se deseja efetuar.
Se não se programa ou se define com valor 0, a rosca somente terá uma entrada.
Quando for definido o parãmetro "W" refere-se ao número de entradas a realizar partindo-se da
posição angular do eixo-árvore definida pelo citado parâmetro "W".
O seguinte exemplo mostra como efetuar uma rosca de 3 entradas.
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W0 V3
M±5.5
Define o incremento (M positivo) ou decremento (M negativo) do passo de rosca por volta do spindle.
Este parâmetro é incompatível com o parâmetro K (repasse de roscas), portanto, se se programam
ambos os parâmetros juntos, o CNC visualizará o erro correspondente.
H1
Opcional. Define o Tipo de entrada na rosca. Se não for programado e parâmetro H, a entrada da
rosca será definida mediante o parâmetro A.
Se deve levar em consideração que se se programa uma diminuição do passo de rosca e o passo
alcança o valor 0 antes de terminar a usinagem, o CNC visualizará o erro correspondente.
H=0 H=1 H=2
H=3 H=4
AA
H=5
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H=0: Entrada radial.
A entrada à rosca será radial, mesmo que o valor do parâmetro A não seja 0.
H=1: Entrada pelo flanco inicial.
A entrada à rosca será pelo flanco inicial e com o valor absoluto do ângulo dado no parâmetro
A.
H=2: Entrada em ziguezague radial pelo centro inicial.
A entrada à rosca será em ziguezague radial, dependendo do valor absoluto do ângulo dado
no parâmetro A, alternando entre entrada radial e entrada ligeiramente para o flanco inicial.
H=3: Entrada pelo flanco final.
A entrada à rosca será pelo flanco final e com o valor absoluto do ângulo dado no parâmetro
A.
H=4: Entrada em ziguezague radial pelo centro final.
A entrada à rosca será em ziguezague radial, dependendo do valor absoluto do ângulo dado
no parâmetro A, alternando entre entrada radial e entrada ligeiramente para o flanco final.
H=5: Entrada em ziguezague pelos flancos.
A entrada à rosca será em ziguezague pelos flancos dependendo do valor absoluto do
ângulo dado no parâmetro A, alternando entre o flanco inicial e o flanco final.
Ao alternar flanco-flanco, em vez de centro-flanco, se prolonga a vida útil da ferramenta em
relação às entradas em ziguezague radial (H=2 y H=4).
Para realizar este tipo de entrada, a ferramenta utilizada deve ter a forma da rosca que se
deseja obter, de modo que encaixe perfeitamente no fundo da rosca. Previamente à
execução deste ciclo pode ser necessário fazer um desbaste da rosca com uma ferramenta
trapezoidal normal. Assim, mediante este ciclo se eliminará unicamente o material que fica
nos flancos da rosca.
U1
Opcional. Repasse parcial da rosca.
Nos casos em que se repara um fuso mediante solda numa parte da rosca, após esta operação
o fuso deve ser repassado mediante o ciclo de repasso de roscas.
A operação de repasse é necessária somente em uma parte muito pequena do fuso comparada
ao seu comprimento total. O repasse parcial de roscas se evita esta perda de tempo, já que é
possível repassar somente a parte do fuso que foi reparada através de solda.
Também é possível utilizar esta opção para usinar uma rosca sobre um cilindro, mas entrando
diretamente no cilindro sem fazê-lo a partir da parte externa.
Para utilizar esta opção deve ser definido um ponto de entrada e outro de saída, em pontos
intermediários entre o começo e a saída do fuso, nos quais a ferramenta entre e saia seguindo uma
trajetória oblíqua em relação à peça, para não causar danos à rosca durante a operação.
U=0: Se não for programado ou se for programado com valor 0, a rosca se executa começando
na mesma direção que sua geometria e finalizando na mesma direção ou na direção definida
pela saída de rosca programada.
U=1: O começo de cada passe se realizará com um tramo de ângulo necessário para que, no
último passe, durante o primeiro passo se alcance a profundidade da rosca; o final de cada
passe se realizará com um tramo de ângulo necessário para que, no último passe, durante
o último passo se atinja a superfície da rosca.
Se for programado a saída de rosca esta será respeitada, em caso contrário, o ciclo calculará
a trajetória de saída de modo similar à de entrada.
Com a opção U1 é possível fazer dois tipos de usinagem:
Fazer um repasse de roscas parcial, e neste caso deve-se programar a K e W.
Usinar uma rosca sobre um cilindro mas entrando diretamente no cilindro sem fazê-lo pela
parte externa. Neste caso não é necessário programar a K.
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9.9.1 Funcionamento básico.
1. Deslocamento em modo rápido até ao ponto de aproximação, situado a uma distância de
segurança "D" do ponto inicial (X, Z).
2. Volta de rosqueamento. Os passos seguintes se repetirão até atingir a cota de acabamento,
profundidade programada em „I“ menos o excesso de acabamento "L".
Deslocamento em modo rápido (G00) até à cota de profundidade programada mediante "B".
Este deslocamento se realizará conforme o ângulo de penetração de ferramenta (A)
selecionado.
Efetua o roscado do espaço programado e com a saída de rosca (J) selecionada. Durante
o rosqueamento não é possível variar a velocidade de avanço F por meio do comutador
FEED-OVERRIDE, cujo valor se manterá fixo em 100%. Durante o inicio da usinagem em
tornos grandes, quando se efetuam rosqueamentos longos, para evitar que a peça comece
a "arquear", é possível variar a ultrapassagem do spindle durante as primeiras passadas.
Retrocesso com rapidez (G00) até o ponto de aproximação.
3. Acabamento da rosca. Deslocamento em modo rápido (G00) até à cota de profundidade
programada em "I".
Este deslocamento se realizará em forma radial ou conforme o ângulo de penetração da
ferramenta (A), dependendo do sinal aplicado ao parâmetro "L".
4. Efetua o roscado do espaço programado e com a saída de rosca (J) selecionada.
Durante o rosqueamento não é possível variar a velocidade de avanço F por meio do comutador
FEED-OVERRIDE, cujo valor se manterá fixo em 100%. Além disto, na última passada do
roscado não é permitido variar a ultrapassagem,fixando-a no valor que estivesse imposto na
passada anterior de roscado.
5. Retrocesso com rapidez (G00) até o ponto de aproximação.
Repasso de roscas
Para efetuar o repasso de roscas se devem seguir os seguintes passos:
1. Efetuar a busca de referência de máquina do spindle.
2. Efetuar a medição de angular da rosca (vale), parâmetros K W.
3. Definir o ciclo G87 para o repasso de roscas.
4. Executar o ciclo fixo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo. Unicamente se anulará a compensação de raio da
ferramenta se se encontrava ativa, continuando a execução do programa com a função G40.
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9.10 G87. Ciclo fixo de rosqueamento frontal
Este ciclo permite talhar roscas exteriores ou interiores na face frontal da peça.
As roscas à direita ou à esquerda programar-se-ão indicando o sentido de rotação do spindle M03
ou M04.
A estrutura básica do bloco é:
G87 X Z Q R K I B E D L C J A W V M H U
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial da rosca. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial da rosca. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final da rosca. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final da rosca.
K±5.5
Opcional. Se utiliza, junto com o parâmetro "W", para o repasso de roscas.
Define a cota conforme o eixo X, do ponto no qual se efetua a medição da rosca. Normalmente
é um ponto intermediário da rosca.
I±5.5
Define a profundidade da rosca. Terá valor positivo se se usina em sentido negativo conforme o
eixo Z e valor negativo se se usina em sentido contrário.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
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B±5.5
Define a profundidade das passadas de rosqueamento.
• Se se programa com valor positivo, a profundidade de cada passada estará em função do
número da passada correspondente.
Desta maneira os aprofundamentos, conforme o eixo Z, são:
• Se se programa com valor negativo, o incremento do aprofundamento se mantém constante
entre passadas, com um valor igual ao programado (B).
Desta maneira os aprofundamentos, conforme o eixo Z, são:
• Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
Independentemente do sinal atribuído a "B", quando a última passada de desbaste (antes do
acabamento) é inferior à quantidade programada, o ciclo fixo realizará uma passada igual às sobras
do material.
E±5.5
Está relacionado com o parâmetro B.
Indica o valor mínimo que pode atingir o passo de aprofundamento quando se programou o
parâmetro B com valor positivo.
Se não se programa se toma o valor 0.
D±5.5
Define a distância de segurança e indica a que distância, no eixo Z, do ponto inicial da rosca se
posiciona a ferramenta no movimento de aproximação.
A volta ao ponto inicial depois de cada passada de roscado se realiza mantendo esta mesma
distância (D) do trecho programado.
• Se o valor programado é positivo, este movimento de retrocesso se realiza em arredondamento
de aresta (G05) e se o valor é negativo em aresta viva (G07).
• Se não se programa se toma o valor 0.
B B 2 B 3 B 4 B n,,,,
B 2B 3B 4B nB,,,,
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L±5.5
; Define o valor do excesso de acabamento.
• Se se programa com valor positivo, a passada de acabamento se realiza mantendo o mesmo
ângulo de entrada "A" que o resto das passadas.
• Quando se programa com valor negativo a passada de acabamento se realiza com entrada
radial.
• Se se programa com valor 0 se repete a passada anterior.
C5.5
Define o passo de rosca.
• Com sinal positivo se se programa o passo conforme a inclinação do cone.
• Com sinal negativo se se programa o passo conforme o eixo associado.
Se se programa com valor 0, o CNC visualizará o erro correspondente.
J5.5
Saída de rosca. Define a que distância, conforme o eixo Z, do ponto final da rosca (R, Q) começa
a saída da mesma.
• Se se programa com valor positivo, a ferramenta se desloca diretamente desde o ponto "J" à
distância de segurança Xs, Zs.
• Quando se programa com valor negativo, a ferramenta se desloca desde o ponto "J" ao ponto
final da rosca (R,Q), e posteriormente à distância de segurança Xs.
• Se não se programa se toma o valor 0 (rosca cega).
Para melhorar o ajustamento e a usinagem da saída das roscas cegas, se poderá utilizar a
terceira gama de lucros e acelerações para os eixos e para o spindle. Se o percurso da saída
de rosca é pequeno, se poderá utilizar a gama de acelerações ou inclusive eliminar a
aceleração, sem que se dê o erro "aceleração insuficiente durante o roscado".
Se recomenda utilizar acelerações baixas ou nulas.
J > 0 J < 0
DX
J
(R,Q) (Xs,Zs)
Z
DX
J
(R,Q) (Xs,Zs)
Z
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A±5.5
Define o ângulo de penetração da ferramenta. Estará referido ao eixo X e se não se programa, se
toma o valor 30º.
• Se se programa A=0, a rosca se realizará com penetração radial.
• Se o valor atribuído ao parâmetro "A" é a metade do ângulo da ferramenta, a penetração se
realiza roçando o flanco da rosca.
• Se, se programa A com valor negativo, a penetração se realizará em zig-zag sobre o eixo radial.
W±5.5
Opcional. O seu significado depende do parâmetro "K".
• Quando se tenha definido o parâmetro "K" se trata de um repasso de roscas. Indica a posição
angular do spindle correspondente ao ponto no qual se efetua a medição da rosca.
• Se não se definiu o parâmetro "K", indica a posição angular do spindle correspondente ao ponto
inicial da rosca. Isso permite efetuar roscas de múltiplas entradas sem utilizar o parâmetro "V".
O seguinte exemplo mostra como efetuar uma rosca de 3 entradas. Para isso programar-se-ão 3
ciclos fixos de roscado com os mesmos valores exceto o valor atribuído ao parâmetro "W".
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W0
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W120
G86 X Z Q R K I B E D L C J A W240
V±5.5
Opcional. Define o número de entradas de rosca que se deseja efetuar.
Se não se programa ou se define com valor 0, a rosca somente terá uma entrada.
M±5.5
Define o incremento (M positivo) ou decremento (M negativo) do passo de rosca por volta do spindle.
Este parâmetro é incompatível com o parâmetro K (repasse de roscas), portanto, se se programam
ambos os parâmetros juntos, o CNC visualizará o erro correspondente.
Se deve levar em consideração que se se programa uma diminuição do passo de rosca e o passo
alcança o valor 0 antes de terminar a usinagem, o CNC visualizará o erro correspondente.
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H1
Opcional. Define o Tipo de entrada na rosca. Se não for programado e parâmetro H, a entrada da
rosca será definida mediante o parâmetro A.
H=0: Entrada radial.
A entrada à rosca será radial, mesmo que o valor do parâmetro A não seja 0.
H=1: Entrada pelo flanco inicial.
A entrada à rosca será pelo flanco inicial e com o valor absoluto do ângulo dado no parâmetro
A.
H=2: Entrada em ziguezague radial pelo centro inicial.
A entradaà rosca será em ziguezague radial, dependendo do valor absoluto do ângulo dado
no parâmetro A, alternando entre entrada radial e entrada ligeiramente para o flanco inicial.
H=3: Entrada pelo flanco final.
A entrada à rosca será pelo flanco final e com o valor absoluto do ângulo dado no parâmetro
A.
H=4: Entrada em ziguezague radial pelo centro final.
A entrada à rosca será em ziguezague radial, dependendo do valor absoluto do ângulo dado
no parâmetro A, alternando entre entrada radial e entrada ligeiramente para o flanco final.
H=5: Entrada em ziguezague pelos flancos.
A entrada à rosca será em ziguezague pelos flancos dependendo do valor absoluto do
ângulo dado no parâmetro A, alternando entre o flanco inicial e o flanco final.
Ao alternar flanco-flanco, em vez de centro-flanco, se prolonga a vida útil da ferramenta em
relação às entradas em ziguezague radial (H=2 y H=4).
Para realizar este tipo de entrada, a ferramenta utilizada deve ter a forma da rosca que se
deseja obter, de modo que encaixe perfeitamente no fundo da rosca. Previamente à
execução deste ciclo pode ser necessário fazer um desbaste da rosca com uma ferramenta
trapezoidal normal. Assim, mediante este ciclo se eliminará unicamente o material que fica
nos flancos da rosca.
U1
Opcional. Repasse parcial da rosca.
Nos casos em que se repara um fuso mediante solda numa parte da rosca, após esta operação
o fuso deve ser repassado mediante o ciclo de repasso de roscas.
A operação de repasse é necessária somente em uma parte muito pequena do fuso comparada
ao seu comprimento total. O repasse parcial de roscas se evita esta perda de tempo, já que é
possível repassar somente a parte do fuso que foi reparada através de solda.
Também é possível utilizar esta opção para usinar uma rosca sobre um cilindro, mas entrando
diretamente no cilindro sem fazê-lo a partir da parte externa.
H=0 H=1 H=2
H=3 H=4
AA
H=5
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Para utilizar esta opção deve ser definido um ponto de entrada e outro de saída, em pontos
intermediários entre o começo e a saída do fuso, nos quais a ferramenta entre e saia seguindo uma
trajetória oblíqua em relação à peça, para não causar danos à rosca durante a operação.
U=0: Se não for programado ou se for programado com valor 0, a rosca se executa começando
na mesma direção que sua geometria e finalizando na mesma direção ou na direção definida
pela saída de rosca programada.
U=1: O começo de cada passe se realizará com um tramo de ângulo necessário para que, no
último passe, durante o primeiro passo se alcance a profundidade da rosca; o final de cada
passe se realizará com um tramo de ângulo necessário para que, no último passe, durante
o último passo se atinja a superfície da rosca.
Se for programado a saída de rosca esta será respeitada, em caso contrário, o ciclo calculará
a trajetória de saída de modo similar à de entrada.
Com a opção U1 é possível fazer dois tipos de usinagem:
Fazer um repasse de roscas parcial, e neste caso deve-se programar a K e W.
Usinar uma rosca sobre um cilindro mas entrando diretamente no cilindro sem fazê-lo pela
parte externa. Neste caso não é necessário programar a K.
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9.10.1 Funcionamento básico.
1. Deslocamento em modo rápido até ao ponto de aproximação, situado a uma distância de
segurança "D" do ponto inicial (X, Z).
2. Volta de rosqueamento. Os passos seguintes se repetirão até atingir a cota de acabamento,
profundidade programada em „I“ menos o excesso de acabamento "L".
Deslocamento em modo rápido (G00) até à cota de profundidade programada mediante "B".
Este deslocamento se realizará conforme o ângulo de penetração de ferramenta (A)
selecionado.
Efetua o roscado do espaço programado e com a saída de rosca (J) selecionada. Durante
o rosqueamento não é possível variar a velocidade de avanço F por meio do comutador
FEED-OVERRIDE, cujo valor se manterá fixo em 100%. Durante o inicio da usinagem em
tornos grandes, quando se efetuam rosqueamentos longos, para evitar que a peça comece
a "arquear", é possível variar a ultrapassagem do spindle durante as primeiras passadas.
Retrocesso com rapidez (G00) até o ponto de aproximação.
3. Acabamento da rosca. Deslocamento em modo rápido (G00) até à cota de profundidade
programada em "I".
Este deslocamento se realizará em forma radial ou conforme o ângulo de penetração da
ferramenta (A), dependendo do sinal aplicado ao parâmetro "L".
4. Efetua o roscado do espaço programado e com a saída de rosca (J) selecionada.
Durante o rosqueamento não é possível variar a velocidade de avanço F por meio do comutador
FEED-OVERRIDE, cujo valor se manterá fixo em 100%. Além disto, na última passada do
roscado não é permitido variar a ultrapassagem, fixando-a no valor que estivesse imposto na
passada anterior de roscado.
5. Retrocesso com rapidez (G00) até o ponto de aproximação.
Repasso de roscas
Para efetuar o repasso de roscas se devem seguir os seguintes passos:
1. Efetuar a busca de referência de máquina do spindle.
2. Efetuar a medição de angular da rosca (vale), parâmetros K W.
3. Definir o ciclo G87 para o repasso de roscas.
4. Executar o ciclo fixo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo. Unicamente se anulará a compensação de raio da
ferramenta se se encontrava ativa, continuando a execução do programa com a função G40.
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X
9.11 G88. Ciclo fixo de ranhura no eixo X
Este ciclo efetua a ranhura no eixo X mantendo entre as sucessivas passadas o mesmo passo,
sendo este igual ou inferior ao programado.
A estrutura básica do bloco é:
G88 X Z Q R C D K
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial da ranhura. Se programará em cotas absolutas
e conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial da ranhura. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final da ranhura. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final da ranhura.
C5.5
Define o passo de ranhura.
Se não se programa, se tomará o valor da largura da ferramenta de corte (NOSEW) da ferramenta
ativa e se se programa com valor 0 o CNC mostrará o erro correspondente.
D5.5
Define a distância de segurança e se programará mediante um valor positivo expresso em raios.
K5
Define o tempo de espera, em centésimos de segundo, depois cada aprofundamento, até começar
o retrocesso.
Se não se programa se toma o valor 0.
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X
9.11.1 Funcionamento básico.
Toda a ranhura se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao "C". Cada passo
de ranhura se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento de aprofundamento se efetua ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso e o deslocamento ao próximo ponto de penetração se efetuam
em avanço rápido (G00).
O ciclo fixo depois de realizar a ranhura finalizará sempre no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G quepossuía ao chamar ao ciclo. Unicamente se anulará a compensação de raio da
ferramenta se se encontrava ativa, continuando a execução do programa com a função G40.
A ferramenta deve estar situada com relação à peça, a uma distância, no eixo X, superior ou igual
à indicada no parâmetro "D" (distância de segurança) de definição do ciclo fixo.
Se a profundidade da ranhura é nula, o CNC visualizará o erro correspondente.
Se a largura da ranhura é menor que a largura da ferramenta de corte (NOSEW), o CNC visualizará
o erro correspondente.
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9.12 G89. Ciclo fixo de ranhura no eixo Z
Este ciclo efetua a ranhura no eixo Z mantendo entre as sucessivas passadas o mesmo passo,
sendo este igual ou inferior ao programado.
A estrutura básica do bloco é:
G89 X Z Q R C D K
X±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto inicial da ranhura. Se programará em cotas absolutas
e conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
Z±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto inicial da ranhura. Se programará em cotas absolutas.
Q±5.5
Define a cota conforme o eixo X, do ponto final da ranhura. Se programará em cotas absolutas e
conforme as unidades ativas, raios ou diâmetros.
R±5.5
Define a cota conforme o eixo Z, do ponto final da ranhura.
C5.5
Define o passo de ranhura. Se programará em raios.
Se não se programa, se tomará o valor da largura da ferramenta de corte (NOSEW) da ferramenta
ativa e se se programa com valor 0 o CNC mostrará o erro correspondente.
D5.5
Define a distância de segurança.
Se não se programa se toma o valor 0.
K5
Define o tempo de espera, em centésimos de segundo, depois cada aprofundamento, até começar
o retrocesso.
Se não se programa se toma o valor 0.
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9.12.1 Funcionamento básico.
Toda a ranhura se realiza com o mesmo passo, sendo este igual ou inferior ao "C". Cada passo
de ranhura se realiza da seguinte forma:
• O deslocamento de aprofundamento se efetua ao avanço programado (F).
• O deslocamento de retrocesso e o deslocamento ao próximo ponto de penetração se efetuam
em avanço rápido (G00).
O ciclo fixo depois de realizar a ranhura finalizará sempre no ponto de chamada ao ciclo.
Considerações
As condições de usinagem (velocidade de avanço, velocidade de rotação do spindle, etc.) devem
programar-se antes da chamada ao ciclo.
Depois de finalizado o ciclo fixo o programa continuará com o mesmo avanço F e as mesmas
funções G que possuía ao chamar ao ciclo. Unicamente se anulará a compensação de raio da
ferramenta se se encontrava ativa, continuando a execução do programa com a função G40.
A ferramenta deve estar situada com relação à peça, a uma distância, no eixo Z, superior ou igual
à indicada no parâmetro "D" (distância de segurança) de definição do ciclo fixo.
Se a profundidade da ranhura é nula, o CNC visualizará o erro correspondente.
Se a largura da ranhura é menor que a largura da ferramenta de corte (NOSEW), o CNC visualizará
o erro correspondente.
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TRABALHO COM APALPADOR
O CNC possui duas entradas de apalpador para sinais de 5 V DC do tipo TTL e para sinais de 24
V DC.
Nos apêndices do manual de instalação se explica a conexão dos diferentes tipos de apalpadores
a estas entradas.
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G
75
, G
76
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10.1 Movimento com apalpador (G75, G76)
A função G75 permite programar deslocamentos que finalizarão depois do CNC receber o sinal
do apalpador de medida utilizado.
A função G76 permite programar deslocamentos que finalizarão depois do CNC deixar de receber
o sinal do apalpador de medida utilizado.
O formato de definição ambas funções é:
G75 X..C ±5.5
G76 X..C ±5.5
Depois da função desejada G75 ou G76 se programará o eixo ou eixos desejados, assim como
as cotas dos referidos eixos, que definirão o ponto final de movimento programado.
A máquina se moverá conforme a trajetória programada, até receber (G75) ou deixar de receber
(G76) o sinal do apalpador. No mencionado momento o CNC dará por finalizado o bloco, assumindo
como posição teórica dos eixos, a posição real que tenham nesse instante.
Se os eixos chegam à posição programada antes de receber ou deixar de receber o sinal exterior
do apalpador, o CNC deterá o movimento dos eixos.
Este tipo de blocos com movimento de apalpador são muito úteis quando se deseja elaborar
programas de medição ou verificação de ferramentas e peças.
As funções G75 e G76 não são modais, portanto deverão programar-se sempre que se deseje
realizar um movimento com apalpador.
As funções G75 e G76 são incompatíveis entre si e com as funções G00, G02, G03, G33, G34,
G41 e G42. Além disso, depois de executada uma delas o CNC assumirá as funções G01 e G40.
Durante os movimentos em G75 ou G76, o funcionamento do comutador feedrate override depende
de como o fabricante tenha personalizado o parâmetro de máquina FOVRG75.
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PROGRAMAÇÃO EM LINGUAGEM
DE ALTO NIVEL
11.1 Descrição léxica.
Todas as palavras que constituem a linguagem em alto nível do controle numérico deverão ser
escritas em letras maiúsculas, á exceção dos textos associados, que se poderão escrever com
letras maiúsculas e minúsculas.
Os elementos que estão à disposição para realizar a programação em alto nível são:
• Palavras reservadas.
• Constantes numéricas.
• Símbolos.
Palavras reservadas
Se consideram palavras reservadas àquelas palavras que o CNC utiliza na programação de alto
nível para denominar as variáveis do sistema, os operadores, as instruções de controle, etc.
Também são palavras reservadas cada uma das letras do alfabeto A-Z, já que podem formar uma
palavra da linguagem de alto nível quando vão sozinhas.
Constantes numéricas
Os blocos programados em linguagem de alto nível permitem números em formato decimal e
números em formato hexadecimal.
• Os números em formato decimal não devem ultrapassar o formato ±6.5 (6 dígitos inteiros e 5
decimais).
• Os números em formato hexadecimal devem ir precedidos pelo símbolo $ e com um máximo
de 8 dígitos.
A atribuição a uma variável de uma constante superior ao formato ±6.5, se realizará mediante
parâmetros aritméticos, mediante expressões aritméticas, ou então mediante constantes
expressas em formato hexadecimal.
Se o controle trabalha no sistema métrico (milímetros) a resolução é de décima de micro,
programando-se as cifras em formato ±5.4 (positivo ou negativo, com 5 dígitos inteiros e 4
decimais).
Se o controle trabalha em polegadas a resolução é de cem-milésima de micro, programando-se
as cifras em formato ±4.5 (positivo ou negativo, com 4 dígitos inteiros e 5 decimais).
Com o objetivo de que resulte mais cô- modo para o programador, este controle admite sempre
o formato ±5.5 (positivo ou negativo, com 5 dígitos inteiros e 5 decimais), ajustando
convenientemente cada número às unidades de trabalho no momento de ser utilizado.
Se se deseja atribuir à variável "TIMER" o valor 100000000 se poderá realizar uma das
seguintes formas:
(TIMER = $5F5E100)
(TIMER = 10000 * 10000)
(P100 = 10000 * 10000)
(TIMER = P100)
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Símbolos
Os símbolos utilizados dentro da linguagem de alto nível são:
( ) “ = + - * / ,
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11.2 Variáveis
O CNC possui uma série de variáveis internas que podem ser acessadas desde o programa de
usuário, desde o programa do PLC ou pela via DNC. Conforme a sua utilização, estas variáveis
se diferenciam em variáveis de leitura e variáveis de leitura-escritura.
O acesso a estas variáveis desde o programa de usuário se realiza com comandos de alto nível.
Cada um destas variáveis será feita sua referencia mediante seu mnemônico, que deve escrever-
se com maiúsculas.
• Os mnemônicos terminados em X-C indicam um conjunto de 9 elementos formados pela
correspondente raiz seguida de X, Y, Z, U, V, W, A, B e C.
ORG(X-C) -> ORGX ORGY ORGZ
ORGU ORGV ORGW
ORGA ORGB ORGC
• Os mnemônicos acabados em n indicam que as variáveis estão agrupadas em tabelas. Se se
deseja acessar um elemento de uma destas tabelas, se indicará o campo da tabela desejada
mediante o mnemônico correspondente seguido do elemento desejado.
TORn -> TOR1 TOR3 TOR11
As variáveis e a preparação de blocos
As variáveis que acessam os valores reais do CNC detêm a preparação de blocos. O CNC espera
que o referido comando se execute para começar novamente a preparação de blocos. Por isso,
se deve ter precaução ao utilizar este tipo de variáveis, já que se se intercalam entre blocos de
usinagem que trabalhem com compensação se podem obter perfis não desejados.
Exemplo: Leitura de uma variável que detém a preparação de blocos.
Se executam os seguintes blocos de programa num trecho com compensação G41.
...
N10 X80 Z50
N15 (P100 = POSX); Atribui ao parâmetro P100 o valor da cota real em X.
N20 X50 Z50
N30 X50 Z80
...
O bloco N15 detém a preparação de blocos, portanto
a execução do bloco N10 finalizará no ponto A.
Depois de finalizada a execução do bloco N15, o CNC
continuará a preparação de blocos a partir do bloco
N20.
Como o próximo ponto correspondente à trajetória
compensada é o ponto "B", o CNC deslocará a
ferramenta até o referido ponto, executando a trajetória
"A-B".
Como se pode observar a trajetória resultante não é a
desejada, por isso que se aconselha evitar a utilização
deste tipo de variáveis em trechos que trabalhem com
compensação.
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11.2.1 Parâmetros ou variáveis de propósito geral
As variáveis de propósito geral, se referenciam mediante a letra "P" seguida de um número inteiro.
O CNC possui quatro tipos de variáveis de propósito geral.
Nos blocos programados em código ISO se permite associar parâmetros a todos os campos G F
S T D M e cotas dos eixos. O número de etiqueta de bloco se definirá com valor numérico. Se se
utilizam parâmetros nos blocos programados em linguagem de alto nível, estes poderão programar-
se dentro de qualquer expressão.
O programador poderá utilizar variáveis de propósito geral ao editar os seus próprios programas.
Mais tarde e durante a execução, o CNC substituirá estas variáveis pelos valores que nesse
momento tenham atribuídos.
A utilização destas variáveis de propósito geral, dependerá do tipo de bloco no qual se programem
e do canal de execução. Os programas que se executem no canal de usuário poderão conter
qualquer parâmetro global, de usuário ou de fabricante, mas não poderão utilizar parâmetros locais.
Tipos de parâmetros aritméticos
Parâmetros locais
Os parâmetros locais somente são acessíveis desde o programa ou sub-rotina, na qual foram
programados. Existem sete grupos de parâmetros.
Os parâmetros locais utilizados em linguagem de alto nível poderão ser definidos utilizando a forma
anteriormente exposta, ou então utilizando as letras A-Z, excetuando a Ñ, de forma que A é igual
a P0 e Z a P25.
O seguinte exemplo mostra estas 2 formas de definição:
(IF ((P0+P1)* P2/P3 EQ P4) GOTO N100)
(IF ((A+B)* C/D EQ E) GOTO N100)
Se se realiza uma atribuição a parâmetro local utilizando o seu nome (A em vez de P0, por exemplo)
e sendo a expressão aritmética uma constante numérica, a instrução se pode abreviar da seguinte
forma:
(P0=13.7) ==> (A=13.7) ==> (A13.7)
Se deve ter cuidado ao utilizar parêntesis, já que não é a mesma coisa M30 que (M30). O CNC
interpreta (M30) como uma instrução e ao ser M, outra forma de definir o parâmetro P12, a referida
instrução ler-se-á como (P12=30), atribuindo ao parâmetro P12 o valor 30.
Parâmetros globais
Os parâmetros globais são acessíveis desde qualquer programa e sub-rotina chamada desde
programa.
Os parâmetros globais podem ser usados pelo usuário, pelo fabricante e pelos ciclos do CNC.
Parâmetros de fabricante
Estes parâmetros são uma ampliação dos parâmetros globais, com a diferença de que não são
usados pelos ciclos do CNC.
Tipo de parâmetro Classificação
Parâmetros locais P0-P25
Parâmetros globais P100-P299
Parâmetros de fabricante P1000-P1255
Parâmetros OEM (de fabricante) P2000-P2255
Na programação ...
GP0 XP1 Z100
(IF (P100 * P101 EQ P102) GOTO N100)
Na execução ...
G1 X-12.5 Z100
(IF (2 * 5 EQ 12) GOTO N100)
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Parâmetros OEM (de fabricante)
Os parâmetros OEM e as sub-rotinas com parâmetros OEM somente podem utilizar-se nos
programas próprios do fabricante; aqueles definidos com o atributo [O]. Para modificar um destes
parâmetros nas tabelas, se solicita o password do fabricante.
Uso dos parâmetros aritméticos pelos ciclos
As usinagens multíplices (G60 a G65) e os ciclos fixos de usinagem (G69, G81 a G89) utilizam o
sexto nível de sobreposição de parâmetros locais quando se encontram ativos.
Os ciclos fixos de usinagem utilizam o parâmetro global P299 para os seus cálculos internos e os
ciclos fixos de apalpador utilizam os parâmetros globais P294 até P299.
Atualização das tabelas de parâmetros aritméticos
O CNC atualizará a tabela de parâmetros depois de elaborar as operações que se indicam no bloco
que se encontra em preparação. Esta operação se realiza sempre antes da execução do bloco, por
isso, os valores mostrados na tabela não necessitam corresponder com os do bloco em execução.
Se se abandona o modo de execução depois de interromper a execução do programa, o CNC
atualizará as tabelas de parâmetros com os valores correspondentes ao bloco que se encontrava
em execução.
Quando se acessa à tabela de parâmetros locais e parâmetros globais o valor atribuído a cada
parâmetro pode estar expresso em notação decimal (4127.423) ou em notação científica (0.23476
E-3).
Parâmetros aritméticos nas sub-rotinas
O CNC possui instruções de alto nível que permitem definir e utilizar sub-rotinas que podem ser
chamadas desde um programa principal, ou desde outra sub-rotina, podendo ao mesmo tempo,
chamar desta a uma segunda, da segunda a uma terceira, etc. O CNC limita estas chamadas,
permitindo-se até o máximo de 15 níveis de sobreposição.
Se permite atribuir 26 parâmetros locais (P0-P25) a uma sub-rotina. Estes parâmetros, que serão
desconhecidos para os blocos externos à sub-rotina, poderão ser referenciados pelos blocos que
formam a mesma.
O CNC permite atribuir parâmetros locais a mais de uma sub-rotina, podendo existir um máximo
de 6 níveis de sobreposição de parâmetros locais, dentro dos 15 níveis de sobreposição de sub-
rotinas.
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11.2.2 Variáveis associadas às ferramentas
Estas variáveis estão associadas à tabela de corretores, tabela de ferramentas e tabela de
magazine de ferramentas, por isso que os valores que se vão atribuir ou se vão ler dos referidos
campos, cumprirão os formatos estabelecidos para as referidas tabelas.
Tabela de Corretores
O valor do raio (R), comprimento (L) e corretoresde desgaste (I, K) da ferramenta vêm dados nas
unidades ativas.
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
O valor do fator de forma (F) será um número inteiro entre 0 e 9.
Tabela de ferramentas
O número de corretor será um número inteiro entre 0 e 255. O número máximo de corretores está
limitado pelo p.m.g. NTOFFSET.
O código de família será um número entre 0 e 255.
0 até 199 se se trata de uma ferramenta normal.
200 até 255 se se trata de uma ferramenta especial.
A vida nominal virá expressada em minutos ou operações (0··65535).
A vida nominal virá expressada em centésimas de minuto (0··9999999) ou operações (0··999999).
O ângulo da ferramenta de corte vem expresso em dez milésimos de grau (0··359999).
A largura da ferramenta de corte virá expressa nas unidades ativas.
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
O ângulo de corte vem expresso em dez milésimos de grau (0··359999).
Tabela de magazine de ferramentas
Cada posição do magazine se representa da seguinte maneira.
1··255 Número de ferramenta.
0 A posição de magazine se encontra vazia.
-1 A posição de magazine foi anulada.
A posição da ferramenta no magazine representa-se da seguinte maneira.
1··255 Número de posição.
0 A ferramenta se encontra no spindle.
-1 Ferramenta não encontrada.
-2 A ferramenta encontra-se na posição de mudança.
Variáveis de leitura
TOOL
Devolve o número da ferramenta ativa.
TOD
Devolve o número do corretor ativo.
(P100=TOOL)
Atribui ao parâmetro P100 o número da ferramenta ativa.
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NXTOOL
Devolve o número da ferramenta seguinte, que se encontra selecionada mas pendente da execução
de M06 para ser ativada.
NXTOD
Devolve o número do corretor correspondente à ferramenta seguinte, que se encontra selecionada,
mas pendente da execução de M06 para ser ativada.
TMZPn
Devolve a posição que ocupa a ferramenta indicada (n) no magazine de ferramentas.
Variáveis de leitura e escritura
TOXn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao comprimento
conforme o eixo X do corretor indicado (n).
TOZn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao comprimento
conforme o eixo Z do corretor indicado (n).
TOFn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao código de forma
(F) do corretor indicado (n).
TORn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao desgaste de raio
(R) do corretor indicado (n).
TOIn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao desgaste de
comprimento conforme o eixo X (I) do corretor indicado (n).
TOKn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de corretores o valor atribuído ao desgaste de
comprimento conforme o eixo Z (K) do corretor indicado (n).
NOSEAn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o valor atribuído ao ângulo da
ferramenta de corte da ferramenta indicada (n).
NOSEWn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o valor atribuído à largura da
ferramenta de corte da ferramenta indicada (n).
CUTAn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o valor atribuído ao ângulo de corte
da ferramenta indicada (n).
TLFDn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o número do corretor da ferramenta
indicada (n).
(P110=TOX3)
Atribui ao parâmetro P110 o valor X do corretor ·3·.
(TOX3=P111)
Atribui ao valor X do corretor ·3· o valor do parâmetro P111.
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TLFFn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o código de família da ferramenta
indicada (n).
TLFNn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o valor atribuído como vida nominal
da ferramenta indicada (n).
TLFRn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela de ferramentas o valor que leva de vida real da
ferramenta indicada (n).
TMZTn
Esta variável permite ler ou modificar na tabela do magazine de ferramentas o conteúdo da posição
indicada (n).
HTOR
A variável HTOR indica o valor do raio da ferramenta que o CNC está utilizando para efetuar os
cálculos.
Ao ser uma variável de leitura e escrita desde o CNC e de leitura desde o PLC e DNC, o seu valor
pode ser distinto do atribuído na tabela (TOR).
Na ligação, depois de programar uma função T, depois de um RESET ou depois de uma função
M30, adquire o valor da tabela (TOR).
Exemplo de programação
Se deseja usinar um perfil com um excesso de 0,5 mm realizando passadas de 0,1 mm com uma
ferramenta de raio 10 mm.
Atribuir ao raio de ferramenta o valor:
10,5 mm na tabela e executar o perfil.
10,4 mm na tabela e executar o perfil.
10,3 mm na tabela e executar o perfil.
10,2 mm na tabela e executar o perfil.
10,1 mm na tabela e executar o perfil.
10,0 mm na tabela e executar o perfil.
Entretanto, se durante a usinagem se interrompe o programa ou se produz um reset, a tabela
assume o valor do raio atribuído nesse instante (p. Exemplo: 10.2 mm). O seu valor se modificou.
Para evitar esta ação, em lugar de modificar o raio da ferramenta na tabela (TOR), está disponível
a variável (HTOR) onde se irá modificando o valor do raio da ferramenta utilizado pelo CNC para
efetuar os cálculos.
Ou então, se se produz uma interrupção de programa, o valor do raio da ferramenta atribuído
inicialmente na tabela (TOR) será o correto já que não se será modificado.
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11.2.3 Variáveis associadas aos deslocamentos de origem
Estas variáveis estão associadas aos deslocamentos de origem, e podem corresponder aos
valores da tabela ou aos valores que, atualmente, se encontram selecionados mediante a função
G92 ou mediante uma pré-seleção realizada em modo manual.
Os deslocamentos de origem possíveis além do deslocamento aditivo indicado pelo PLC, são G54,
G55, G56, G57, G58 e G59.
Os valores de cada eixo se expressam nas unidades ativas:
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
Mesmo que existam variáveis relacionadas a cada eixo, o CNC somente permite as relacionadas
aos eixos selecionados no CNC. Desta maneira, se o CNC controla os eixos X, Z, somente admite
no caso de ORG(X-C) as variáveis ORGX e ORGC.
Variáveis de leitura
ORG(X-C)
Devolve o valor que tem o deslocamento de origem ativo no eixo selecionado. Não se inclui neste
valor o deslocamento aditivo indicado pelo PLC ou pelo volante aditivo.
PORGF
Devolve a cota, com respeito à origem de coordenadas cartesianas, que tem a origem de
coordenadas polares, conforme o eixo de abcissas.
Esta variável virá expressa em raios ou diâmetros, conforme se encontre personalizado o
parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT".
PORGS
Devolve a cota, com respeito à origem de coordenadas cartesianas, que tem a origem de
coordenadas polares, conforme o eixo de ordenadas.
Esta variável virá expressa em raios ou diâmetros, conforme se encontre personalizado o
parâmetro de máquina de eixos "DFORMAT".
ADIOF(X-C)
Devolve o valor do deslocamento de origem gerado pelo volante aditivo no eixo selecionado.
Variáveis de leitura e escritura
ORG(X-C)n
Esta variável permite ler ou modificar o valor do eixo selecionado na tabela correspondente ao
deslocamento de origem indicado n.
(P100=ORGX)
Atribui ao parâmetro P100 o valor que tem o deslocamentode origem ativo do eixo X.
O referido valor pôde ser selecionado manualmente, mediante a função G92, ou
mediante a variável "ORG(X-C)n".
(P110=ORGX 55)
Atribui ao parâmetro P110 o valor do eixo X na tabela correspondente ao deslocamento
de origem G55.
(ORGZ 54=P111)
Atribui ao eixo Z na tabela correspondente ao deslocamento de origem G54 o parâmetro
P111.
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PLCOF(X-C)
Esta variável permite ler ou modificar o valor do eixo selecionado na tabela de deslocamentos de
origem aditivo indicado pelo PLC.
Se se acessa a alguma das variáveis PLCOF(X-C) se detém a preparação de blocos e se espera
que o referido comando se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
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11.2.4 Variáveis associadas aos parâmetros de máquina
Estas variáveis associadas aos parâmetros de máquina são de leitura. Estas variáveis poderão ser
de leitura e escritura quando se executem dentro de um programa ou sub-rotina de fabricante.
Para conhecer o formato dos valores devolvidos é conveniente consultar o manual de instalação
e arranque inicial. Aos parâmetros que se definem mediante YES/NO, +/- e ON/OFF correspondem
os valores 1/0.
Os valores que se referem a cotas e avanços se expressam nas unidades ativas:
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
Modificar os parâmetros de máquina desde um programa/sub-rotina de fabricante
Estas variáveis poderão ser de leitura e escritura quando se executem dentro de um programa ou
sub-rotina de fabricante. Neste caso, mediante estas variáveis se pode modificar o valor de alguns
parâmetros de máquina. Consultar no manual de instalação a lista de parâmetros de máquina que
se podem modificar.
Para poder modificar estes parâmetros desde o PLC, tem que executar mediante o comando
CNCEX uma sub-rotina de fabricante com as variáveis correspondentes.
Variáveis de leitura
MPGn
Devolve o valor que se atribuiu ao parâmetro de máquina geral (n).
MP(X-C)n
Devolve o valor que se atribuiu ao parâmetro de máquina (n) do eixo indicado (X-C).
MPSn
Devolve o valor que se atribuiu ao parâmetro de máquina (n) da árvore principal.
MPLCn
Devolve o valor que se atribuiu ao parâmetro de máquina (n) do PLC.
(P110=MPG8)
Atribui ao parâmetro P110 o valor do parâmetro de máquina geral P8 "INCHES"; se
milímetros P110=0 e se polegadas P110=1.
(P110=MPY 1)
Atribui ao parâmetro P110 o valor do parâmetro de máquina P1 do eixo Y "DFORMAT".
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11.2.5 Variáveis associadas das zonas de trabalho.
Estas variáveis associadas das zonas de trabalho somente são de leitura.
Os valores dos limites aparecem nas unidades ativas:
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
O estado das zonas de trabalho vem definido pelo seguinte código:
0 = Desabilitada.
1 = Habilitada como zona de não entrada.
2 = Habilitada como zona de não saída.
Variáveis de leitura
FZONE
Devolve o estado da zona de trabalho 1.
FZLO(X-C)
Limite inferior da zona 1 conforme o eixo selecionado (X-C).
FZUP(X-C)
Limite superior da zona 1 conforme o eixo selecionado (X-C).
SZONE
Estado da zona de trabalho 2.
SZLO(X-C)
Limite inferior da zona 2 conforme o eixo selecionado (X-C).
SZUP(X-C)
Limite superior da zona 2 conforme o eixo selecionado (X-C).
TZONE
Estado da zona de trabalho 3.
TZLO(X-C)
Limite inferior da zona 3 conforme o eixo selecionado (X-C).
TZUP(X-C)
Limite superior da zona 3 conforme o eixo selecionado (X-C).
FOZONE
Estado da zona de trabalho 4.
FOZLO(X-C)
Limite inferior da zona 4 conforme o eixo selecionado (X-C).
FOZUP(X-C)
Limite superior da zona 4 conforme o eixo selecionado (X-C).
(P100=FZONE) ; Atribui ao parâmetro P100 o estado da zona de trabalho 1.
(P101=FZOLOX) ; Atribui ao parâmetro P101 o limite inferior da zona 1.
(P102=FZUPZ) ; Atribui ao parâmetro P102 o limite superior da zona 1.
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FIZONE
Estado da zona de trabalho 5.
FIZLO(X-C)
Limite inferior da zona 5 conforme o eixo selecionado (X-C).
FIZUP(X-C)
Limite superior da zona 5 conforme o eixo selecionado (X-C).
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11.2.6 Variáveis associadas aos avanços
Variáveis de leitura associadas ao avanço real
FREAL
Devolve o avanço real do CNC. Em mm/minuto ou polegadas/minuto.
FREAL(X-C)
Devolve o avanço real do CNC no eixo selecionado.
FTEO(X-C)
Devolve o avanço teórico do CNC no eixo selecionado.
Variáveis de leitura associadas à função G94
FEED
Devolve o avanço que se encontra selecionado no CNC mediante a função G94. Em mm/minuto
ou polegadas/minuto.
Este avanço pode ser indicado pelo programa, pelo PLC ou por DNC, selecionando o CNC um
deles, sendo o mais prioritário o indicado pelo DNC e o menos prioritário o indicado pelo programa.
DNCF
Devolve o avanço, em mm/minuto ou polegadas/minuto, que se encontra selecionado por DNC. Se
tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PLCF
Devolve o avanço, em mm/minuto ou polegadas/minuto, que se encontra selecionado por PLC. Se
tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PRGF
Devolve o avanço, em mm/minuto ou polegadas/minuto, que se encontra selecionado por
programa.
Variáveis de leitura associadas à função G95
FPREV
Devolve o avanço que se encontra selecionado no CNC mediante a função G95. Em mm/rotação
ou polegadas/rotação.
Este avanço pode ser indicado pelo programa, pelo PLC ou por DNC, selecionando o CNC um
deles, sendo o mais prioritário o indicado pelo DNC e o menos prioritário o indicado pelo programa.
DNCFPR
Devolve o avanço, em mm/revolução ou polegadas/revolução, que se encontre selecionado por
DNC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PLCFPR
Devolve o avanço, em mm/revolução ou polegadas/revolução, que se encontre selecionado por
PLC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
(P100=FREAL)
Atribui ao parâmetro P100 o avanço real do CNC.
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PRGFPR
Devolve o avanço, em mm/revolução ou polegadas/revolução, que se encontre selecionado por
programa.
Variáveis de leitura associadas à função G32
PRGFIN
Devolve o avanço selecionado por programa, em 1/min.
Além disso, o CNC mostrará na variável FEED, associada à função G94, o avanço resultante em
mm/min ou polegadas/minuto.
Variáveis de leitura associadas à override
FRO
Devolve o override (%) do avanço que se encontra selecionado no CNC. Será dado por um número
inteiro entre 0 e "MAXFOVR" (máximo 255).
Esta percentagem do avanço pode ser indicada por programa, pelo PLC, pelo DNC ou desde o
painel frontal, selecionando CNC um deles, sendo a ordem de prioridade (de maior a menor): por
programa, por DNC, por PLC e desde o comutador.
DNCFRO
Devolve a percentagem do avanço que se encontra selecionado no DNC. Se tem o valor 0 significa
que não se encontra selecionado.
PLCFRO
Devolve a percentagem do avanço que se encontra selecionado no PLC. Se tem o valor 0 significa
que não se encontra selecionado.
CNCFRO
Devolve a percentagem do avançoque se encontra selecionada desde o comutador.
PLCCFR
Devolve a percentagem do avanço que se encontra selecionado para o canal de execução do PLC.
Variáveis de leitura e escritura associadas à override
PRGFRO
Esta variável permite ler ou modificar a percentagem do avanço que se encontra selecionado por
programa. Será dado por um número inteiro entre 0 e "MAXFOVR" (máximo 255). Se tem o valor
0 significa que não se encontra selecionado.
(P110=PRGFRO)
Atribui ao parâmetro P110 a percentagem do avanço que se encontra selecionado por
programa.
(PRGFRO=P111)
Atribui à percentagem do avanço selecionado por programa o valor do parâmetro P111.
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11.2.7 Variáveis associadas às cotas
Os valores das cotas de cada eixo se expressam nas unidades ativas:
Se G70, em polegadas (entre ±3937.00787).
Se G71, em milímetros (entre ±99999.9999).
Se eixo rotativo em graus (entre ±99999.9999).
Variáveis de leitura
Se se acessa a alguma das variáveis POS(X-C), TPOS(X-C), APOS(X-C), ATPOS(X-C) ou
FLWE(X-C) se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando se execute, para
começar novamente a preparação de blocos.
As cotas que proporcionam as variáveis PPOS(X-C), POS(X-C), TPOS(X-C), APOS(X-C) e
ATPOS(X-C), estarão expressas conforme o sistema de unidades (raios ou diâmetros) ativo. Para
conhecer o sistema de unidades ativo, consultar a variável DIAM.
PPOS(X-C)
Devolve a cota teórica programada do eixo selecionado.
POS(X-C)
Devolve a cota real da base da ferramenta, com referência ao zero máquina, do eixo selecionado.
Nos eixos rotativos sem limites esta variável leva em consideração o valor do deslocamento ativo.
Os valores da variável estão compreendidos entre o deslocamento ativo e ±360º (ORG* ± 360º).
Se ORG* = 20º visualiza entre 20º e 380º / visualiza entre -340º e 20º.
Se ORG* = -60º visualiza entre -60º e 300º / visualiza entre -420º e -60º.
TPOS(X-C)
Devolve a cota teórica (cota real + erro de seguimento) da base da ferramenta, com referência ao
zero máquina, do eixo selecionado.
Nos eixos rotativos sem limites esta variável leva em consideração o valor do deslocamento ativo.
Os valores da variável estão compreendidos entre o deslocamento ativo e ±360º (ORG* ± 360º).
Se ORG* = 20º visualiza entre 20º e 380º / visualiza entre -340º e 20º.
Se ORG* = -60º visualiza entre -60º e 300º / visualiza entre -420º e -60º.
APOS(X-C)
Devolve a cota real da base da ferramenta, com referência ao zero peça, do eixo selecionado.
ATPOS(X-C)
Devolve a cota teórica (cota real + erro de seguimento) da base da ferramenta, com referência ao
zero peça, do eixo selecionado.
FLWE(X-C)
Devolve o erro de seguimento do eixo selecionado.
DPLY(X-C)
Devolve a cota representada na tela para o eixo selecionado.
GPOS(X-C)n p
Cota programada para um determinado eixo, no bloco (n) do programa (p) indicado.
(P110=PPOSX)
Devolve ao parâmetro P100 a cota teórica programada do eixo X.
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Somente se podem consultar programas que se encontram na memória RAM do CNC.
Se o programa ou bloco definido não existe, se mostrará o erro correspondente. Se no bloco não
se encontra programado o eixo solicitado, se devolve o valor 100000.0000.
Variáveis de leitura e escritura
DIST(X-C)
Estas variáveis permitem ler ou modificar a distância percorrida pelo eixo selecionado. Este valor,
que é cumulativo, é muito útil quando se deseja realizar uma operação que depende do percurso
realizado pelos eixos, por exemplo a lubrificação dos mesmos.
Se se acessa a alguma das variáveis DIST(X-C) se detém a preparação de blocos e se espera que
o referido comando se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
LIMPL(X-C) LIMMI(X-C)
Estas variáveis permitem fixar um segundo limite de percurso para cada um dos eixos, LIMPL para
o superior e LIMMI para o inferior.
Como a ativação e desativação dos segundos limites é realizada pelo PLC, mediante a entrada
lógica geral ACTLIM2 (M5052), além de definir os limites, executa uma função auxiliar M para que
lhe seja comunicada.
Também se recomenda executar a função G4 depois da mudança, para que o CNC execute os
blocos seguintes com os novos limites.
O segundo limite de percurso será levado em consideração quando se definiu o primeiro, mediante
os parâmetros de máquina de eixos LIMIT+ (P5) e LIMIT- (P6).
(P80=GPOSX N99 P100)
Atribui ao parâmetro P88 o valor da cota programada para o eixo X no bloco com etiqueta
N99 e que se encontra no programa P100.
(P110=DISTX)
Devolve ao parâmetro P110 a distância percorrida pelo eixo X.
(DISTX=P111)
Inicializa a variável que indica a distância percorrida pelo eixo Z com o valor do parâmetro
P111.
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11.2.8 Variáveis associadas aos volantes eletrónicos.
Variáveis de leitura
HANPF HANPS HANPT HANPFO
Devolvem os pulsos do primeiro (HANPF), segundo (HANPS), terceiro (HANPT) ou quarto
(HANPFO) volante que foram recebidos desde que se ligou o CNC. Não tem problema se o volante
está conectado às entradas de medição ou às entradas do PLC.
HANDSE
Em volantes com botão seletor de eixos, indica se foi pulsado o referido botão. Se tem o valor 0
significa que não se foi pulsado.
HANFCT
Devolve o fator de multiplicação fixado desde o PLC para cada volante.
Se deve utilizar quando se possui vários volantes eletrónicos ou dispondo de um único volante, se
deseja aplicar diferentes fatores de multiplicação (x1, x10, x100) a cada eixo.
Depois de posicionado o comutador numa das posições do volante, o CNC consulta esta variável
e em função dos valores atribuídos aos bits (c b a) de cada eixo aplica o fator multiplicador
selecionado para cada um deles.
Se num eixo existe mais de um bit a 1, se leva em consideração o bit de menor peso. Assim:
HBEVAR
Se deve utilizar quando se possui o volante Fagor HBE.
Indica se a contagem do volante HBE está habilitado, o eixo que se deseja deslocar e o fator de
multiplicação (x1, x10, x100).
(*) Indica se se leva em consideração a contagem do volante HBE em modo manual.
0 = Não se leva em consideração.
1 = Se se leva em consideração.
C B A W V U Z Y X
c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a lsb
c b a
0 0 0 O indicado no comutador do painel de comando ou teclado
0 0 1 Fator x1
0 1 0 Fator x10
1 0 0 Fator x100
c b a
1 1 1 Fator x1
1 1 0 Fator x10
Na tela se mostra sempre o valor selecionado no comutador.i
C B A W V U Z Y X
* ^ c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a c b a lsb
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(^) Indica, quando a máquina possui um volante geral e volantes individuais (associados a um eixo),
qual o volante que tem preferência quando ambos os volantes se movem ao mesmo tempo.
0 = Tem preferência o volante individual. O eixo correspondente não leva em consideração os
pulsos do volante geral, o resto de eixos sim.
1 = Tem preferência o volante geral. Não leva em consideração os pulsos do volante individual.
(a, b, c) Indicam o eixo que se deseja deslocar e o fator multiplicador selecionado.
Se existem vários eixos selecionados, se leva em consideração a seguinte ordem de prioridade:
X, Y, Z, U, V, W, A, B, C.
Se num eixo existe mais de um bit a 1, se leva em consideração o bit de menor peso. Assim:
O volante HBE tem prioridade. Isto é, independentemente do modo selecionado no comutador do
CNC (JOG continuo, incremental, volante) se define HBEVAR diferente de 0, o CNC passa a
trabalhar em modo volante.Mostra o eixo selecionado em modo inverso e o fator multiplicador selecionado por PLC. Quando
a variável HBEVAR se põe a 0 volta a mostrar o modo selecionado no comutador.
Variáveis de leitura e escritura
MASLAN
Se deve utilizar quando está selecionado o volante trajetória ou o jog trajetória.
MASCFI MASCSE
Se devem utilizar quando está selecionado o volante trajetória ou o jog trajetória.
c b a
0 0 0 O indicado no comutador do painel de comando ou teclado
0 0 1 Fator x1
0 1 0 Fator x10
1 0 0 Fator x100
c b a
1 1 1 Fator x1
1 1 0 Fator x10
Indica o ângulo da trajetória linear.
Nas trajetórias em arco, indicam as cotas do centro do
arco.
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11.2.9 Variáveis associadas à medição
ASIN(X-C)
Sinal A da captação senoidal do CNC para o eixo X-C.
BSIN(X-C)
Sinal B da captação senoidal do CNC para o eixo X-C.
ASINS
Sinal A da captação senoidal do CNC para o spindle.
BSINS
Sinal B da captação senoidal do CNC para o spindle.
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11.2.10 Variáveis associadas ao spindle
Nestas variáveis associadas à árvore principal, os valores das velocidades vêm dados em rotações
por minuto e os valores do override da árvore principal vêm dados por números inteiros entre 0 e
255.
Algumas variáveis detêm a preparação de blocos se é indicado em cada uma e se espera que o
referido comando se execute para começar novamente a preparação de blocos.
Variáveis de leitura
SREAL
Devolve a velocidade de rotação real da árvore principal em rotações por minuto. Se detém a
preparação de blocos.
FTEOS
Devolve a velocidade de rotação teórica da árvore principal.
SPEED
Devolve, em rotações por minuto, a velocidade de rotações da árvore principal que se encontra
selecionada no CNC.
Esta velocidade de rotação pode ser indicada por programa, pelo PLC ou pelo DNC, selecionando
o CNC um deles, sendo o mais prioritário o indicado por DNC e o menos prioritário o indicado por
programa.
DNCS
Devolve a velocidade de rotação, em rotações por minuto, selecionada por DNC. Se tem o valor
0 significa que não se encontra selecionado.
PLCS
Devolve a velocidade de rotação, em rotações por minuto, selecionada por PLC. Se tem o valor 0
significa que não se encontra selecionado.
PRGS
Devolve a velocidade de rotação, em rotações por minuto, selecionada por programa.
CSS
Devolve a velocidade de corte constante que se encontra selecionada no CNC. O seu valor vem
imposto nas unidades ativas (en metros/minuto o pies/minuto).
Esta velocidade de corte constante pode ser indicada por programa, pelo PLC ou pelo DNC,
selecionando o CNC um deles, sendo o mais prioritário o indicado por DNC e o menos prioritário
o indicado por programa.
DNCCSS
Devolve a velocidade de corte constante selecionada por DNC. O seu valor é dado em
metros/minuto ou pés/minuto e se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PLCCSS
Devolve a velocidade de corte constante selecionada por PLC. O seu valor vem imposto en
metros/minuto o pies/minuto.
PRGCSS
Devolve a velocidade de corte constante selecionada por programa. O seu valor vem imposto en
metros/minuto o pies/minuto.
(P100=SREAL)
Atribui ao parâmetro P100 a velocidade de rotação real da árvore principal.
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SSO
Devolve o override (%) da velocidade de rotação da árvore principal que se encontra selecionada
no CNC. Será dado por um número inteiro entre 0 e "MAXSOVR" (máximo 255).
Esta percentagem da velocidade de rotação da árvore principal pode ser indicada por programa,
pelo PLC, pelo DNC ou desde o painel frontal, selecionando CNC um deles, sendo a ordem de
prioridade (de maior a menor): por programa, por DNC, por PLC e desde o painel frontal.
DNCSSO
Devolve o percentual da velocidade de rotação da árvore principal que se encontra selecionada
no DNC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PLCSSO
Devolve o percentual da velocidade de rotação da árvore principal que se encontra selecionada
no PLC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
CNCSSO
Devolve a percentagem da velocidade de rotação da árvore principal que se encontra selecionada
desde o painel frontal.
SLIMIT
Devolve, em rotações por minuto, o valor no qual está fixado o limite de velocidade de rotação da
árvore principal no CNC.
Este limite pode ser indicado por programa, pelo PLC ou por DNC, selecionando o CNC um deles,
sendo o mais prioritário o indicado por DNC e o menos prioritário o indicado por programa.
DNCSL
Devolve o limite da velocidade de rotação da árvore principal, em rotações por minuto, selecionada
por DNC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PLCSL
Devolve o limite da velocidade de rotação da árvore principal, em rotações por minuto, selecionada
por PLC. Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
PRGSL
Devolve o limite da velocidade de rotação da árvore principal, em rotações por minuto, selecionada
por programa.
MDISL
Máxima velocidade do spindle para a usinagem. Esta variável também se atualiza quando se
programa a função G92 desde MDI.
POSS
Devolve a posição real da árvore principal. O seu valor vem imposto entre ±99999.9999°. Se detém
a preparação de blocos.
RPOSS
Devolve a posição real da árvore principal. Seu valor é dado em décimos de milésimos de grau
(entre -360º e 360º). Se detém a preparação de blocos.
TPOSS
Devolve a posição teórica da árvore principal (cota real + erro de seguimento). O seu valor vem
imposto entre ±99999.9999°. Se detém a preparação de blocos
RTPOSS
Devolve a posição teórica da árvore principal (cota real + erro de seguimento) no módulo 360º. O
seu valor vem imposto entre 0 e 360º. Se detém a preparação de blocos.
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PRGSP
Posição programada em M19 por programa para o spindle principal. Esta variável é de leitura desde
o CNC, DNC e PLC.
FLWES
Devolve em graus (entre ±99999.9999) o erro de seguimento da árvore principal. Se detém a
preparação de blocos.
Variáveis de leitura e escritura
PRGSSO
Esta variável permite ler ou modificar o percentual da velocidade de rotação da árvore principal que
se encontra selecionada por programa. Será dado por um número inteiro entre 0 e "MAXSOVR"
(máximo 255). Se tem o valor 0 significa que não se encontra selecionado.
(P110=PRGSSO)
Atribui ao parâmetro P110 a percentagem da velocidade de rotação da árvore principal
que se encontra selecionada por programa.
(PRGSSO=P111)
Atribui à percentagem da velocidade de rotação da árvore principal selecionada por
programa o valor do parâmetro P111.
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11.2.11 Variáveis associadas ao autômato
Se deverá levar em consideração que o autômato possui os seguintes recursos:
(I1 até I512) Entradas.
(O1 até O512) Saídas.
(M1 até M5957) Marcas.
(R1 até R499) Registros de 32 bits cada um.
(T1 até T512) Temporizadores com uma conta do temporizador em 32 bits.
(C1 até C256) Contadores com uma conta do contador em 32 bits.
Se se acessa a qualquer variável que permite ler ou modificar o estado de um recurso do PLC (I,
O, M, R, T, C), se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando se execute
para começar novamente a preparação de blocos.
Variáveis de leitura
PLCMSG
Devolve o número da mensagem de autômato mais prioritário quese encontre ativo, coincidirá com
o visualizado na tela (1··128). Se não tem nenhum devolve 0.
Variáveis de leitura e escritura
PLCIn
Esta variável permite ler ou modificar 32 entradas do autômato a partir da indicada (n).
Não se poderá modificar o valor das entradas que utiliza o armário elétrico, já que o seu valor está
imposto pelo mesmo. Entretanto, se poderá modificar o estado do resto das entradas.
PLCOn
Esta variável permite ler ou modificar 32 saídas do autômato a partir da indicada (n).
PLCMn
Esta variável permite ler ou modificar 32 marcas do autômato a partir da indicada (n).
PLCRn
Esta variável permite ler ou modificar o estado dos 32 bits do registro indicado (n).
PLCTn
Esta variável permite ler ou modificar a conta do temporizador indicado (n).
PLCCn
Esta variável permite ler ou modificar a conta do contador indicado (n).
(P110=PLCMSG)
Devolve o número de mensagem de autômato mais prioritário que se encontra ativo.
(P110=PLCO 22)
Atribui ao parâmetro P110 o valor das saídas O22 até O53 (32 saídas) do PLC.
(PLCO 22=$F)
Atribui às saídas O22 a O25 o valor 1 e às saídas O26 a O53 o valor 0.
Bit 31 30 29 28 27 26 25 24 23 22 ... 5 4 3 2 1 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 .... 0 0 1 1 1 1
Saída 53 52 51 50 49 48 47 46 45 44 .... 27 26 25 24 23 22
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PLCMMn
Esta variável permite ler ou modificar a marca (n) do autômato.
(PLMM4=1)
Coloca no ·1· a marca M4 e deixa o resto como estiver.
(PLCM4=1)
Coloca no ·1· a marca M4 e no ·0· as 31 seguintes (M5 a M35).
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11.2.12 Variáveis associadas aos parâmetros locais
O CNC permite atribuir 26 parâmetros locais (P0-P25) a uma sub-rotina, mediante o uso das
instruções PCALL e MCALL. Estas instruções além de executar a sub-rotina desejada permitem
inicializar os parâmetros locais da mesma.
Variáveis de leitura
CALLP
Permite conhecer que parâmetros locais foram definidos e quais não, na chamada à sub-rotina
mediante a instrução PCALL ou MCALL.
A informação será dada nos 26 bits menos significativos (bits 0··25), correspondendo cada um deles
ao parâmetro local do mesmo número, desta maneira, o bit 12 corresponde ao P12.
Cada bit indicará se foi definido (=1) o parâmetro local correspondente ou não (=0).
Exemplo:
; Chamada à sub-rotina 20.
(PCALL 20, P0=20, P2=3, P3=5)
...
...
; Inicio da sub-rotina 20.
(SUB 20)
(P100 = CALLP)
...
...
No parâmetro P100 se obterá:
Bit 31 30 29 28 27 26 25 24 23 22 ... 5 4 3 2 1 0
0 0 0 0 0 0 * * * * ... * * * * * *
0000 0000 0000 0000 0000 0000 0000 1101 LSB
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11.2.13 Variáveis associadas ao modo de operação
Variáveis de leitura relacionadas com o modo padrão
OPMODE
Devolve o código correspondente ao modo de operação selecionado.
0 = Menu principal.
10 = Execução em modo automático.
11 = Execução em bloco a bloco.
12 = MDI EM EXECUÇÃO.
13 = Inspeção de ferramenta.
14 = Reposição.
15 = Busca de bloco executando G.
16 = Busca de bloco executando G, M, S e T.
20 = Simulação em percurso teórico.
21 = Simulação com funções G.
22 = Simulação com funções G, M, S e T.
23 = Simulação com movimento no plano principal.
24 = Simulação com movimento em rápido.
25 = Simulação em rápido com S=0.
30 = Edição normal.
31 = Edição de usuário.
32 = Edição TEACH-IN.
33 = Editor interativo.
40 = Movimento em JOG contínuo.
41 = Movimento em JOG incremental.
42 = Movimento com volante eletrónico.
43 = Busca de zero em Manual.
44 = Pré-seleção em MANUAL.
45 = Medição de ferramenta.
46 = MDI EM MANUAL.
47 = Manipulação MANUAL do usuário.
50 = Tabela de Origens.
51 = Tabela de corretores.
52 = Tabela de ferramentas.
53 = Tabela de magazine de ferramentas.
54 = Tabela de parâmetros globais.
55 = Tabelas de parâmetros locais.
56 = Tabela de parâmetros do usuario.
57 = Tabela de parâmetros OEM.
60 = Utilidades.
70 = Estado DNC.
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71 = Estado CNC.
80 = Edição dos arquivos do PLC.
81 = Compilação do programa do PLC.
82 = Monitorização do PLC.
83 = Mensagens ativos do PLC.
84 = Páginas ativas do PLC.
85 = Salvar programa do PLC.
86 = Restaurar programa do PLC.
87 = Diagramas de uso do PLC.
88 = Estatísticas do PLC.
90 = Personalização.
100 = Tabela de parâmetros de máquina gerais.
101 = Tabelas de parâmetros de máquina de eixos.
102 = Tabela de parâmetros de máquina da árvore principal.
103 = Tabelas de parâmetros de máquina da linha série.
104 = Tabela de parâmetros de máquina do PLC.
105 = Tabela de funções M.
106 = Tabelas de compensação de fuso.
107 = Tabela de parâmetros de máquina de Ethernet.
110 = Diagnoses: Configuração.
111 = Diagnoses: Teste de hardware.
112 = Diagnoses: Teste de memória RAM.
113 = Diagnoses: Teste de memória flash.
114 = Diagnoses de usuário.
115 = Diagnoses do disco duro (HD).
116 = Teste de geometria do círculo
117 = Osciloscópio.
120 = Autoajuste do DERGAIN.
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Variáveis de leitura relacionadas com o modo conversacional TC.
Nestes modos de trabalho se aconselha utilizar as variáveis OPMODA, OPMODB e OPMODC. A
variável OPMODE é genérica e contém valores diferentes do modo padrão.
OPMODE
Devolve o código correspondente ao modo de operação selecionado.
0 = CNC em processo de arranque.
10 = Em modo de execução.
Executando ou à espera da tecla [START] (desenho da tecla [START] na parte superior).
12 = Indica uma das seguintes situações:
- Em modo MDI, ao pressionar a tecla ISO pelo modo manual ou de inspeção.
- Foi selecionado algum dos seguintes campos da tela principal nos quais admite-se a tecla
MARCHA: Eixos, T, C ou S.
21 = Em modo simulação gráfica.
30 = Edição de um ciclo.
40 = Em modo manual (Tela padrão).
43 = Realizando a busca do zero.
45 = Em modo de Calibragem de Ferramentas.
60 = Monitorando peças. Modo PPROG.
OPMODA
Indica o modo de operação que se encontra selecionado quando se trabalha com o canal principal.
Para conhecer o modo de operação selecionado a todo o momento (canal principal, canal de
usuário, canal PLC) se deve usar a variável OPMODE.
A referida informação virá dada nos bits mais baixos e estará indicado com um 1 em caso de que
se encontre ativa e com um 0 quando não esteja ou se a mesma não se encontra disponível na
versão atual.
Bit 0 Programa em execução.
Bit 1 Programa em simulação.
Bit 2 Bloco em execução via MDI, JOG.
Bit 3 Reposição em curso.
Bit 4 Programa interrompido, por STOP.
Bit 5 Bloco de MDI, JOG interrompido.
Bit 6 Reposição interrompida.
Bit 7 Em inspeção de ferramenta.
Bit 8 Bloco em execução via CNCEX1.
Bit 9 Bloco via CNCEX1 interrompido.
Bit 10 CNC preparado para aceitar movimentos em JOG: manual, volante, teaching,
inspeção.
Bit 11 CNC preparado para aceitar ordem de funcionamento (START): modos de
execução, simulação com movimento, MDI.
Bit 12 CNC não está preparado para executar nada que implique em movimento de eixo
ou de árvore.
Bit 13 Identifica a busca de bloco.
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OPMODB
Indica o tipo de simulação que se encontra selecionado. A referida informação virá dada nos bits
mais baixos e estará indicado com um 1 o que está selecionado.
Bit0 Curso teórico.
Bit 1 Funções G.
Bit 2 Funções G, M, S, T.
Bit 3
Bit 4 Rápido.
Bit 5 Rápido (S=0)..
OPMODC
Indica os eixos selecionados pelo volante. A referida informação virá dada nos bits mais baixos e
estará indicado com um 1 o que está selecionado.
Bit 0 Eixo 1.
Bit 1 Eixo 2.
Bit 2 Eixo 3.
Bit 3 Eixo 4.
Bit 4 Eixo 5.
Bit 5 Eixo 6.
Bit 6 Eixo 7.
Bit 7
Bit 8
O nome do eixo corresponde à ordem de programação dos mesmos.
Exemplo: Se o CNC controla os eixos X, Y, Z, U, B, C se tem eixo1=X, eixo2=Y, eixo3=Z eixo4=U,
eixo5=B, eixo6=C.
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11.2.14 Outras variáveis
Variáveis de leitura
NBTOOL
Indica o número de ferramenta que se está monitorando. Esta variável somente se pode utilizar
dentro da sub-rotina de troca de ferramenta.
Exemplo: Se possuem de um trocador manual de ferramentas. Está selecionada a ferramenta T1
e o operador solicita a ferramenta T5.
A sub-rotina associada às ferramentas pode conter as seguintes instruções:
(P103 = NBTOOL)
(MSG "SELECIONAR T?P103 E PRESSIONAR START")
A instrução (P103 = NBTOOL) atribui ao parâmetro P103 o número de ferramenta que se está
monitorando, isto é, a que se deseja selecionar. Portanto P103=5
A mensagem que mostrará o CNC será "SELECIONAR T5 E PRESSIONAR START".
PRGN
Devolve o número de programa que se encontra em execução. Se não tem nenhum devolve o valor
-1.
BLKN
Devolve o número de etiqueta do último bloco executado.
GSn
Devolve o estado da função G indicada (n). Um 1 no caso de que se encontre ativa e um 0 no caso
contrário.
MSn
Devolve o estado da função M indicada (n). Um 1 no caso de que se encontre ativa e um 0 no caso
contrário.
Esta variável proporciona o estado das funções M00, M01, M02, M03, M04, M05, M06, M08, M09,
M19, M30, M41, M42, M43 e M44.
PLANE
Devolve em 32 bits e codificado em BCD a informação do eixo de abcissas (bits 4 a 7) e do eixo
de ordenadas (bits 0 a 3) do plano ativo.
Os eixos estão codificados em 4 bits e indicam o número de eixo de acordo com a ordem de
programação.
Exemplo: Se o CNC controla os eixos X Z e se encontra selecionado o plano ZX (G18).
(P122 = PLANE) atribui ao parâmetro P122 o valor $31.
Eixo abcissas = 3 (0011) => Eixo Z
Eixo ordenadas = 1 (0001) => Eixo X
(P120=GS17)
Atribui ao parâmetro P120 o valor 1 quando se encontra ativa a função G17 e um 0 em
caso contrário.
0000 0000 0000 0000 0000 0000 0011 0001 LSB
... ... ... ... ... ... 7654 3210 lsb
Eixo ordenadasEixo abcissas
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MIRROR
Devolve nos bits de menor peso de um grupo de 32 bits, o estado do espelhamento de cada eixo,
um 1 no caso de encontrar-se ativo e um 0 no caso contrário.
O nome do eixo corresponde à ordem de programação dos mesmos.
Exemplo: Se o CNC controla os eixos X Z se tem eixo1=X, eixo2=Z.
SCALE
Devolve o fator de escala geral que está aplicado.
SCALE(X-C)
Devolve o fator de escala particular do eixo indicado (X-C).
PRBST
Devolve o estado do apalpador.
0 = o apalpador não está em contato com a peça.
1 = o apalpador está em contato com a peça.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
CLOCK
Devolve em segundos o tempo que indica o relógio do sistema. Valores possíveis 0··4294967295.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
TIME
Devolve a hora em formato horas-minutos-segundos.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
DATE
Devolve a data em formato ano-mês-dia.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
CYTIME
Devolve em centésimas de segundo o tempo que se transcorreu em executar a peça. Não se
contabiliza o tempo que a execução pode estar detida. Valores possíveis 0··4294967295.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
Bit 8 Bit 7 Bit 6 Bit 5 Bit 4 Bit 3 Bit 2 Bit 1 Bit 0 LSB
Eixo 2 Eixo 1
(P150=TIME)
Atribui ao P150 hh-mm-ss. Por exemplo se são as 18h 22m. 34seg. Em P150 se deve
ter 182234.
(P151=DATE)
Atribui ao P151 ano-mês-dia. Por exemplo se é o 25 de Abril de 1992 em P151 se deve
ter 920425.
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FIRST
Indica se é a primeira vez que se executa um programa. Devolve um 1 se é a primeira vez e um
0 o resto das vezes.
Se considera execução pela primeira vez aquela que se realize:
• Depois da ligação do CNC.
• Depois de pressionar as teclas [SHIFT]+[RESET].
• Cada vez que se seleciona um novo programa.
ANAIn
Devolve o estado da entrada analógica indicada (n). O valor virá expressado em volts e em formato
±1.4. Se pode selecionar uma entre as oito (1··8) entradas analógicas. Os valores devolvidos
estarão dentro da classe ±5 V.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
TIMEG
Mostra o estado de contagem do temporizador programado mediante G4 K, no canal de CNC. Esta
variável, devolve o tempo que falta para acabar o bloco de temporização, em centésimas de
segundo.
RIP
Velocidade teórica linear resultante do laço seguinte (em mm/min).
No cálculo da velocidade resultante, não se consideram os eixos rotativos, os eixos escravos
(gantry, acoplados e sincronizados) e os visualizadores.
Variáveis de leitura e escritura
TIMER
Esta variável permite ler ou modificar o tempo, em segundos, que indica o relógio habilitado pelo
PLC. Valores possíveis 0··4294967295.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
PARTC
O CNC possui um contador de peças que se incrementa, em todos os modos exceto o de Simulação,
cada vez que se executa M30 ou M02 e esta variável permite ler ou modificar o seu valor, que virá
dado por um número entre 0 e 4294967295.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
KEY
Permite ler o código da última tecla que foi aceita pelo CNC.
Esta variável pode utilizar-se como variável de escritura somente dentro de um programa de
personalização (canal de usuário).
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute, para começar novamente a preparação de blocos.
KEYSRC
Esta variável permite ler ou modificar a procedência das teclas, sendo os valores possíveis:
0 = Teclado.
1 = PLC.
2 = DNC.
O CNC somente permite modificar o conteúdo desta variável se a mesma se encontra em 0.
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ANAOn
Esta variável permite ler ou modificar a saída analógica desejada (n). O seu valor se expressa em
volts e em formato ±2.4 (±10 volts).
Se permitirá modificar as saídas analógicas que se encontrem livres dentre as oito (1··8) que possui
o CNC, visualizando-se o erro correspondente quando se intenta escrever numa que esteja
ocupada.
Se se acessa a esta variável se detém a preparação de blocos e se espera que o referido comando
se execute,para começar novamente a preparação de blocos.
SELPRO
Quando se possui duas entradas de apalpador, permite selecionar qual é a entrada ativa.
No arranque assume o valor ·1·, ficando selecionada a primeira entrada do apalpador. Para
selecionar a segunda entrada do apalpador tem que ser dado o valor 2.
O acesso a esta variável desde o CNC detém a preparação de blocos.
DIAM
Muda o modo de programação para as cotas do eixo X entre raios e diâmetros. Quando se muda
o valor desta variável, o CNC assume o novo modo de programação para os blocos programados
a seguir.
Quando a variável toma o valor ·1·, as cotas programadas se ativam em diâmetros; quando toma
valor ·0·, as cotas programadas se ativam em raios.
Esta variável afeta à visualização do valor real do eixo X no sistema de coordenadas da peça e à
leitura de variáveis PPOSX, TPOSX e POSX.
No momento da ligação, depois de executar-se M02 ou M30 e depois de uma emergência ou um
reset, a variável se inicializa conforme o valor do parâmetro DFORMAT do eixo X. Se este parâmetro
tem um valor maior ou igual que 4, a variável toma o valor 1, em caso contrário, toma o valor ·0·.
PRBMOD
Indica se se deve mostrar ou não um erro de apalpamento nos seguintes casos, mesmo que o
parâmetro máquina geral PROBERR (P119) =YES.
• Quando finaliza um movimento de apalpamento G75 e o apalpador não reconheceu a peça.
• Quando finaliza um movimento de apalpamento G76 e o apalpador não deixou de tocar a peça.
A variável PRBMOD toma os seguintes valores.
A variável PRBMOD é de leitura e escritura desde o CNC e PLC, e de leitura desde o DNC.
Valor Significado
0 Se se dá o erro.
1 Não se dá o erro.
Valor padrão 0.
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11.3 Constantes
Se definem como constantes todos aqueles valores fixos que não podem ser alterados por
programa, sendo consideradas como constantes:
• Os números expressos em sistema decimal.
• Os números em formato hexadecimal.
• A constante PI.
• As tabelas e variáveis só de leitura, pois o seu valor não pode ser alterado dentro dum programa.
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11.4 Operadores
Um operador é um símbolo que indica os procedimentos matemáticos ou lógicos que se devem
efetuar. O CNC possui operadores aritméticos, relacionais, lógicos, binários, trigonométricos e
operadores especiais.
Operadores aritméticos.
Operadores relacionais.
Operadores lógicos e binários.
NOT, OR, AND, XOR: Atuam como operadores lógicos entre condições e como operadores binários
entre variáveis ou constantes.
IF (FIRST AND GS1 EQ 1) GOTO N100
P5 = (P1 AND (NOT P2 OR P3))
Funções trigonométricas
Existem duas funções para o cálculo do arcotangente, ATAN que devolve o resultado entre ±90º
e ARG que dá entre 0 e 360º.
+ soma. P1=3 + 4 P1=7
- subtração, também menos unária. P2=5 - 2
P3= -(2 * 3)
P2=3
P3=-6
* multiplicação. P4=2 * 3 P4=6
/ divisão. P5=9 / 2 P5=4.5
MOD módulo ou resto da divisão. P6=7 MOD 4 P6=3
EXP exponencial. P7=2 EXP 3 P7=8
EQ igual.
NE diferente.
GT maior que.
GE maior ou igual que.
LT menor que.
LE menor ou igual que.
SIN Seno P1=SIN 30 P1=0.5
COS Co-seno. P2=COS 30 P2=0.8660
TAN tangente. P3=TAN 30 P3=0.5773
ASIN arco-seno. P4=ASIN 1 P4=90
ACOS arco-coseno. P5=ACOS 1 P5=0
ATAN arco-tangente. P6=ATAN 1 P6=45
ARG ARG(x,y) arcotangente y/x. P7=ARG(-1,-2) P7=243.4349
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Outras funções.
As conversões a binário e a BCD se realizarão em 32 bits, podendo-se representar o número 156
nos seguintes formatos:
Decimal 156
Hexadecimal 9C
Binario 0000 0000 0000 0000 0000 0000 1001 1100
BCD 0000 0000 0000 0000 0000 0001 0101 0110
ABS valor absoluto. P1=ABS -8 P1=8
LOG logaritmo decimal. P2=LOG 100 P2=2
SQRT raiz quadrada. P3=SQRT 16 P3=4
ROUND arredondamento a um número inteiro. P4=ROUND 5.83 P4=6
FIX parte inteira. P5=FIX 5.423 P5=5
FUP se um número inteiro toma parte inteira.
se não, toma parte inteira mais um.
P6=FUP 7
P6=FUP 5.423
P6=7
P6=6
BCD converte o número dado a BCD. P7=BCD 234 P7=564
0010 0011 0100
BIN converte o número dado a binário. P8=BIN $AB P8=171
1010 1011
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11.5 Expressões
Uma expressão é qualquer combinação válida entre operadores, constantes e variáveis.
Todas as expressões deverão estar entre parênteses, mas se a expressão se reduz a um número
inteiro podem-se eliminar os parênteses.
11.5.1 Expressões aritméticas
Se formam combinando funções e operadores aritméticos, binários e trigonométricos com as
constantes e variáveis da linguagem.
O modo de operar com estas expressões é estabelecido pelas prioridades dos operadores e sua
associatividade:
É conveniente utilizar parêntesis para esclarecer a ordem em que se produz a avaliação da
expressão.
(P3 = P4/P5 - P6 * P7 - P8/P9 )
(P3 = (P4/P5)-(P6 * P7)-(P8/P9))
O uso de parêntese redundantes ou adicionais não produzirá erros nem diminuirá a velocidade de
execução.
Nas funções é obrigatório utilizar parênteses, exceto quando se aplicam a uma constante numérica,
em cujo caso é opcional.
(SIN 45) (SIN (45)) ambas são válidas e equivalentes.
(SIN 10+5) é o mesmo que ((SIN 10)+5).
As expressões se podem utilizar também para referenciar os parâmetros e as tabelas:
(P100 = P9)
(P100 = P(P7))
(P100 = P(P8 + SIN(P8 * 20)))
(P100 = ORGX 55)
(P100 = ORGX (12+P9))
(PLCM5008 = PLCM5008 OR 1)
; Seleciona execução bloco a bloco (M5008=1)
(PLCM5010 = PLCM5010 AND $FFFFFFFE)
;Libera o override do avanço (M5010=0)
Prioridade de maior a menor Associatividade
NOT, funções, - (unário) da direita à esquerda.
EXP, MOD da esquerda à direita.
* , / da esquerda à direita.
+, - (soma, subtração) da esquerda à direita.
Operadores relacionais da esquerda à direita.
AND, XOR da esquerda à direita.
OR da esquerda à direita.
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11.5.2 Expressões relacionais
São expressões aritméticas unidas por operadores relacionais.
(IF (P8 EQ 12.8)
; Analisa se o valor de P8 é igual a 12.8
(IF (ABS(SIN(P24)) GT SPEED)
; Analisa se o seno é maior que a velocidade do spindle.
(IF (CLOCK LT (P9 * 10.99))
; Analisa se a conta do relógio é menor que (P9 * 10.99)
Ao mesmo tempo, estas condições podem unir-se mediante operadores lógicos.
(IF ((P8 EQ 12.8) OR (ABS(SIN(P24)) GT SPEED)) AND (CLOCK LT (P9 * 10.99)) ...
O resultado de estas expressões é verdadeiro ou falso.
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INSTRUÇÕES DE CONTROLE DOS
PROGRAMAS
As instruções de controle que possui a programação em linguagem de alto nível, se podem agrupar
da seguinte maneira.
• Instruções de atribuição.
• Instruções de visualização.
• Instruções de habilitação e inabilitação.
• Instruções de controle de fluxo.
• Instruções de sub-rotinas.
• Instruções de sub-rotinas de interrupção.
• Instruções de programas.
• Instruções de personalização.
Em cada bloco se programará uma única instrução, não sendo permitido programar nenhuma outra
informação adicional no referido bloco.
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12.1 Instruções de atribuição
É o tipo de instrução mais simples e se pode definir como:
(destino = expressão aritmética)
Como destino pode selecionar-se um parâmetro local ou global ou então uma variável de leitura
e escritura. A expressão aritmética pode ser tão complexa quanto se deseje ou uma simples
constante numérica.
(P102 = FZLOX)
(ORGX 55 = (ORGX 54 + P100))
Em caso de realizar-se uma atribuição a parâmetro local utilizando o seu nome (A em vez de P0,
por exemplo) e sendo a expressão aritmética uma constante numérica, a instrução se pode abreviar
da seguinte forma:
(P0=13.7) ==> (A=13.7) ==> (A13.7)
Num único bloco se podem realizar até 26 atribuições a destinos diferentes, interpretando-se como
uma única atribuição o conjunto de atribuições realizadas a um mesmo destino.
(P1=P1+P2, P1=P1+P3, P1=P1*P4, P1=P1/P5)
é o mesmo que
(P1=(P1+P2+P3)*P4/P5).
As diferentes atribuições que se realizem num mesmo bloco se separarão com vírgulas ",".
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12.2 Instruções de visualização.
(ERRO nº inteiro,"texto de erro" )
Esta instrução detém a execução do programa e visualiza o erro indicado, podendo-se selecionar
o referido erro das seguintes maneiras:
(ERROR nº inteiro)
Visualizará o número de erro indicado e o texto associado ao referido número conforme o
código de erros do CNC (se existe).
(ERRO nº inteiro,"texto de erro")
Visualizará o número e o texto de erro indicados, devendo o texto ser escrito entre aspas.
(ERRO "texto de erro")
Visualizará somente o texto de erro indicado.
O número de erro pode ser definido mediante uma constante numérica ou mediante um parâmetro.
Cuando se utiliza un parámetro local debe utilizarse su forma numérica (P0-P25).
Exemplos de programação:
(ERROR 5)
(ERROR P100)
(ERRO "Erro do usuario")
(ERRO 3 "Erro do usuario")
(ERRO P120 "Erro do usuario")
( MSG „mensagem“ )
Esta instrução visualiza a mensagem indicada entre aspas.
Na tela do CNC existe una zona para visualização de mensagens de DNC ou de programa do
usuário, visualizando-se sempre a última mensagem recebida, independentemente, da sua
procedência.
Exemplo: (MSG „Verificar ferramenta“)
( DGWZ expressão 1, expressão 2, expressão 3, expressão 4 )
A instrução DGWZ (Define Graphic Work Zone) permite definir a zona de representação gráfica.
Cada uma das expressões que compõem a sintaxe da instrução correspondem a um dos limites
e se devem definir em milímetros ou polegadas.
Expressão 1 Z mínimo
Expressão 2 Z máximo
Expressão 3 Raio interior ou diâmetro interior.
Expressão 4 Raio exterior ou diâmetro exterior.
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12.3 Instruções de habilitação e inabilitação
( ESBLK e DSBLK )
A partir da execução da instrução ESBLK, o CNC executa todos os blocos que se seguem, como
se se tratasse de um único bloco.
Este tratamento de bloco a bloco, se mantém ativo até que se anule mediante a execução da
instrução DSBLK.
Desta maneira, quando se executa o programa no modo de operação BLOCO a BLOCO, o grupo
de blocos que se encontram entre as instruções ESBLK e DSBLK se executarão em ciclo contínuo,
isto é, não se deterá a execução ao finalizar um bloco, pelo contrário, continuará com a execução
do seguinte.
( ESTOP e DSTOP )
A partir da execução da instrução DSTOP, o CNC inabilita a tecla de Stop, assim como o sinal de
stop proveniente do PLC.
Esta inabilitação permanecerá ativa até que volte a ser habilitada mediante a instrução ESTOP.
( EFHOLD e DFHOLD )
A partir da execução da instrução DFHOLD, o CNC inabilita a entrada de Feed-Hold proveniente
do PLC.
Esta inabilitação permanecerá ativa até que volte a ser habilitada mediante a instrução EFHOLD.
G01 X30 Z10 F1000 T1 D1
(ESBLK) ; Começo do bloco único
G01 X20 Z10
G01 X20 Z20
G02 X10 Z30 I-10 K0
(DSBLK) ; Anulação do bloco único
G01 X10 Z40
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12.4 Instruções de controle de fluxo
As instruções GOTO e RPT não podem ser utilizadas em programas que se executam desde um
PC conectado, através de uma das linhas serial.
( GOTO N(expressão) )
A instrução GOTO provoca um salto dentro do mesmo programa, ao bloco definido mediante a
etiqueta N (expresión). A execução do programa continuará depois do salto, a partir do bloco
indicado.
A etiqueta de salto pode ser direcionada mediante um número ou mediante qualquer expressão
que tenha como resultado um número.
( RPT N(Expressão), N(Expressão), P(Expressão) )
A instrução RPT executa a parte de programa existente entre os dois blocos definidos mediante
as etiquetas N(expresión). Os blocos a executar poderão estar no programa em execução ou num
programa da memória RAM.
A etiqueta P(expressão) indica o número de programa no qual se encontram os blocos a executar.
Se não se define, se entende que a parte que se deseja repetir se encontra dentro do mesmo
programa.
Todas as etiquetas poderão ser indicadas mediante um número ou mediante qualquer expressão
que tenha como resultado um número. A parte de programa selecionado mediante as duas
etiquetas deve pertencer ao mesmo programa, definindo-se primeiro o bloco inicial e depois o bloco
final.
A execução do programa continuará no bloco seguinte ao que se programou a instrução RPT,
depois de executada a parte de programa selecionada.
( IF (condição) <ação1> ELSE <ação2> )
Esta instrução analisa a condição dada, que deverá ser uma expressão de relação. Se a condição
é correta (resultado igual a 1), se executará a <acção1>, e em caso contrário (resultado igual a 0)
se executará a <accão2>.
Exemplo:
(IF (P8 EQ 12.8) CALL 3 ELSE PCALL 5, A2, B5, D8)
Se P8=12.8 executa a instrução (CALL3)
Se P8<>12.8 executa a instrução (PCALL 5, A2, B5, D8)
G00 X30 Z10 T2 D4
X30 Z20
(GOTO N22) ; Instrução de linha
X20 Z20 ; Não se executa.
X20 Z10 ; Não se executa.
N22 G01 X10 Z10 F1000 ; A execução continua neste bloco.
G02 X0 Z40 I-105 K0
...
N10 G00 X10
Z20
G01 X5
G00 Z0
N20 X0
N30 (RPT N10, N20) N3
N40 G01 X20
M30
Ao chegar ao bloco N30, o programa executará 3 vezes a seção N10-N20. Una vez
finalizada, continuará la ejecución en el bloque N40.
Como a instrução RPT não detém a preparação de blocos, nem interrompe a compensação de
ferramenta pode-se utilizar nos casos em que se utiliza a instrução EXEC e se necessita manter a
compensação.
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A instrução pode não possuir a parte ELSE, isto é, será suficiente programar IF condição <ação1>.
Exemplo:
(IF (P8 EQ 12.8) CALL 3)
<ação1> como <ação2> poderão ser expressões ou instruções, a excepção das instruções IF e
SUB.
Em virtude de que num bloco de alto nível os parâmetros locais podem ser denominados mediante
letras, se podem obter expressões deste tipo:
(IF (E EQ 10) M10)
Quando se cumpra a condição de que o parâmetro P5 (E) tenha o valor 10, não se executará a
função auxiliar M10, já que um bloco de alto nível não pode dispor de comandos em código ISO.
Neste caso M10 representa a atribuição do valor 10 ao parâmetro P12, isto é, o mesmo que
programar:
(IF (E EQ 10) M10) ou (IF (P5 EQ 10) P12=10)
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12.5 Instruções de sub-rotinas.
Se chama sub-rotina a uma parte de programaque, convenientemente identificada, pode ser
chamada desde qualquer posição de um programa para a sua execução.
Uma sub-rotina pode estar armazenada como um programa independente ou como parte de um
programa, e pode ser chamada uma ou várias vezes, desde diferentes posições de um programa
ou desde diferentes programas.
Somente se podem executar sub-rotinas existentes na memória RAM do CNC. Por isso, quando
se deseja executar uma sub-rotina armazenada no disco duro (KeyCF) ou num PC conectado
através da linha serial, deve copiá-la à memória RAM do CNC.
Se a sub-rotina é demasiado grande para passá-la à memória RAM, converter a sub-rotina em
programa e utilizar a instrução EXEC.
( SUB nº inteiro )
A instrução SUB define como sub-rotina o conjunto de blocos de programa que se encontram
programados a seguir, até atingir a sub-rotina RET. A sub-rotina se identifica mediante um número
inteiro, o qual também define o tipo de sub-rotina geral ou sub-rotina OEM (de fabricante).
As sub-rotinas do fabricante têm o mesmo tratamento que as gerais, mas com as seguintes
restrições.
• Somente se podem definir nos programas próprios de fabricante, os que levam o atributo [O].
Em caso contrário se mostra o erro correspondente.
Erro 63 : Programar número de sub-rotina de 1 até 9999.
• Para executar uma sub-rotina OEM mediante CALL, PCALL ou MCALL, esta deve de estar num
programa próprio do fabricante. Em caso contrário se mostra o erro correspondente.
Erro 1255 : Sub-rotina restringida a programa OEM.
Na memória do CNC não podem existir ao mesmo tempo duas sub-rotinas com o mesmo número
de identificação, mesmo que pertençam a programas diferentes.
( RET )
A instrução RET indica que a sub-rotina que se definiu mediante a instrução SUB, finaliza no referido
bloco.
Faixa de sub-rotinas gerais SUB 0000 - SUB 9999
Faixa de sub-rotinas OEM (de fabricante) SUB 10000 - SUB 20000
(SUB 12) ; Definição da sub-rotina 12
G91 G01 XP0 F5000
ZP1
XP0
ZP1
(RET) ; Fim de sub-rotina
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(CALL (expressão)).
A instrução CALL realiza uma chamada à sub-rotina indicada mediante um número ou mediante
qualquer expressão que tenha como resultado um número.
Em virtude que de um programa principal, ou de uma sub-rotina se pode chamar a uma sub-rotina,
desta a uma segunda, da segunda a uma terceira, etc..., o CNC limita estas chamadas até o máximo
de 15 níveis de sobreposição, podendo-se repetir cada um dos níveis 9999 vezes.
Exemplo de programação.
G90 G01 X100 Z330
(CALL 10)
G90 G01 X100 Z240
(CALL 10)
G90 G01 X100 Z150
M30
(SUB 10)
G91 G01 Z-10
X40 Z-10
G03 X0 Z-20 I0 K-10
G01 X-20
G02 X0 Z-20 I0 K-10
G01 X40 Z-10
Z-20
(RET)
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(PCALL (expressão), (instrução de atribuição), (instrução de atribuição), ... )
A instrução PCALL realiza uma chamada à sub-rotina indicada mediante um número ou mediante
qualquer expressão que tenha como resultado um número. Além disso, permite inicializar, até o
máximo de 26 parâmetros locais da referida sub-rotina.
Estes parâmetros locais se inicializam mediante as instruções de atribuição.
Exemplo: (PCALL 52, A3, B5, C4, P10=20)
Neste caso, além de gerar um novo nível de sobreposição de sub-rotinas, se gerará um novo nível
de sobreposição de parâmetros locais, existindo no máximo 6 níveis de sobreposição de
parâmetros locais, dentro dos 15 níveis de sobreposição de sub-rotinas.
Tanto o programa principal, como cada sub-rotina que se encontre num nível de sobreposição de
parâmetros, possuirá 26 parâmetros locais (P0-P25).
Exemplo de programação.
O eixo X se programa em diâmetros.
G90 G01 X80 Z330
(PCALL 10, P0=20, P1=-10) ; Também (PCALL 10, A20, B-10)
G90 G01 X80 Z260
(PCALL 10, P0=20, P1=-10) ; Também (PCALL 10, A20, B-10)
G90 G01 X200 Z200
(PCALL 10, P0=30, P1=-15) ; Também (PCALL 10, A30, B-15)
G90 G01 X200 Z115
(PCALL 10, P0=30, P1=-15) ; Também (PCALL 10, A30, B-15)
M30
(SUB 10)
G91 G01 ZP1
XP0 ZP1
XP0
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(MCALL (expressão), (instrução de atribuição), (instrução de atribuição), ... )
Por meio da instrução MCALL, qualquer sub-rotina definida pelo usuário (SUB nº inteiro) adquire
a categoria de ciclo fixo.
A execução desta instrução é igual à instrução PCALL, mas a chamada é modal, isto é, se depois
deste bloco, se programa algum outro com movimento dos eixos, depois do referido movimento,
se executará a sub-rotina indicada e com os mesmos parâmetros de chamada.
Si ao estar selecionada uma sub-rotina modal se executa um bloco de movimento com número de
repetições, por exemplo X10 N3, o CNC executará uma única vez o deslocamento (X10), e depois
a sub-rotina modal, tantas vezes como indique o número de repetições.
Em caso de se selecionar repetições de bloco, a primeira execução da sub-rotina modal, se
realizará com os parâmetros de chamada atualizados, mas não desta maneira o resto das vezes,
pois se executarão com os valores que nesse momento disponham os referidos parâmetros.
Se ao estar selecionada uma sub-rotina como modal se executa um bloco que contenha a instrução
MCALL, a sub-rotina atual perderá a sua modalidade e a nova sub-rotina selecionada se converterá
em modal.
( MDOFF )
A instrução MDOFF indica que a modalidade que tinha adquirido uma sub-rotina com a instrução
MCALL ou um programa de usinagem com MEXEC, finaliza no referido bloco.
A utilização de sub-rotinas modais simplifica a programação.
Exemplo de programação.
O eixo X se programa em diâmetros.
(P100=20, P101=-10)
G90 G01 X80 Z330
(MCALL 10)
G90 G01 X80 Z260
(P100=30, P101=-15)
G90 G01 X200 Z200
G90 G01 X200 Z115
(MDOFF)
M30
(SUB 10)
G91 G01 ZP101
XP100 ZP101
XP100
ZP101
(RET)
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12.6 Instruções de sub-rotinas de interrupção.
Sempre que se ativa uma das entradas lógicas gerais de interrupção "INT1" (M5024), "INT2"
(M5025), "INT3" (M5026) o "INT4" (M5027), o CNC suspende, temporariamente, a execução do
programa em curso e passa a executar a sub-rotina de interrupção, cujo número se indica no
parâmetro de máquina geral correspondente.
Com INT1 (M5024) a indicada pelo parâmetro INT1SUB (P35)
Com INT2 (M5025) a indicada pelo parâmetro INT2SUB (P36)
Com INT3 (M5026) a indicada pelo parâmetro INT3SUB (P37)
Com INT4 (M5027) a indicada pelo parâmetro INT4SUB (P38)
As sub-rotinas de interrupção se definem como qualquer outra sub-rotina, utilizando as instruções
"(SUB nº inteiro)" e "(RET)".
As sub-rotinas de interrupção não mudarão o nível de parâmetros locais, por isso, dentro delas
somente se permitirá a utilização dos parâmetros globais.
Dentro de uma sub-rotina de interrupção se pode utilizar a instrução "(REPOS X, Y, Z, ....)" que
se detalha a seguir.
Depois de finalizada a execução da sub-rotina, o CNC continuará com a execução do programa
em curso.
( REPOS X, Y, Z, ... )
A instrução REPOS se deve utilizar sempre dentro das sub-rotinas de interrupção e facilita o
reposicionamento da máquina no ponto de interrupção.
Quando se executa esta instrução o CNC desloca os eixos até o ponto em que se interrompeu a
execução do programa.
Dentro da instrução REPOS se deve indicar a ordem em que se devem deslocar os eixos até o ponto
de interrupção.
• O deslocamento se realiza eixo a eixo.
• Não é necessário definir todos os eixos, somente os que se desejam reposicionar.
• O deslocamentodos eixos que formam o plano principal da máquina se fará de forma conjunta.
Não é necessário definir ambos os eixos já que o CNC efetua o referido deslocamento com o
primeiro deles. Não se repete o deslocamento com a definição do segundo eixo, ele o ignora.
Se durante a execução duma sub-rotina que não foi ativada mediante uma das entradas de
interrupção, se detecta a instrução REPOS o CNC mostrará o erro correspondente.
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12.7 Instruções de programas.
O CNC permite desde um programa em execução:
• Ao executar outro programa. Instrução (EXECP.....)
• Executar outro programa de forma modal. Instrução (MEXECP.....)
• Gerar um programa novo. Instrução (OPENP.....)
• Acrescentar blocos a um programa já existente. Instrução (WRITEP.....)
( EXEC P(expressão), (diretório) )
A instrução EXEC P executa o programa de usinagem do diretório indicado.
O programa de usinagem se pode definir mediante um número ou mediante qualquer expressão
que tenha como resultado um número.
Padrão o CNC entende que o programa de usinagem está na memória RAM do CNC. Quando se
encontra em outro dispositivo tem que ser indicado no (diretório).
HD No Disco Duro
DNC2 num PC conectado através da linha serial.
DNCE Num PC conectado através de Ethernet.
( MEXEC P(expressão), (diretório) )
A instrução MEXEC executa o programa de usinagem do diretório indicado e além disso adquire
a categoria de modal, isto é, se depois deste bloco se programa algum outro com movimento dos
eixos, depois do referido movimento se voltará a executar o programa indicado.
O programa de usinagem se pode definir mediante um número ou mediante qualquer expressão
que tenha como resultado um número.
Padrão o CNC entende que o programa de usinagem está na memória RAM do CNC. Quando se
encontra em outro dispositivo tem que ser indicado no (diretório):
HD No Disco Duro
DNC2 num PC conectado através da linha serial.
DNCE Num PC conectado através de Ethernet.
Se ao estar selecionado o programa de usinagem modal se executa um bloco de movimento com
número de repetições (por exemplo X10 N3), o CNC não leva em consideração o número de
repetições e executa uma única vez o deslocamento e o programa de usinagem modal.
Se ao estar selecionado um programa de usinagem como modal se executa desde o programa
principal um bloco que contenha a instrução MEXEC, o programa de usinagem atual perde a sua
modalidade e o programa de usinagem chamado mediante MEXEC passará a ser modal.
Se dentro do programa de usinagem modal se intenta executar um bloco com a instrução MEXEC
se dará o erro correspondente.
1064: Não é possível executar o programa.
( MDOFF )
A instrução MDOFF indica que a modalidade que tinha adquirido uma sub-rotina com a instrução
MCALL ou um programa de usinagem com MEXEC, finaliza no referido bloco.
( OPEN P(expressão), (diretório destino), A/D, "comentário de programa" )
A instrução OPEN começa a edição dum programa de usinagem. O número do referido programa
virá indicado mediante um número ou mediante qualquer expressão que tenha como resultado um
número.
Padrão o novo programa de usinagem editado se armazena na memória RAM do CNC. Para
armazená-lo em outro dispositivo tem que ser indicado no (diretório destino).
HD No Disco Duro
DNC2 num PC conectado através da linha serial.
DNCE Num PC conectado através de Ethernet.
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O parâmetro A/D se utilizará quando o programa que se deseja editar já exista.
A O CNC acrescenta os novos blocos a seguir aos blocos já existentes.
D O CNC elimina o programa existente e começará a edição de um novo.
Também é possível, se se deseja, associar um comentário de programa que posteriormente será
visualizado junto a ele no diretório de programas.
A instrução OPEN permite gerar desde um programa em execução outro programa, que poderá
estar em função dos valores que adquira o programa em execução.
Para editar os blocos deve-se utilizar a instrução WRITE que se detalha a seguir.
Notas:
Se o programa que se deseja editar existe e não se definem os parâmetros A/D o CNC mostrará
uma mensagem de erro ao executar o bloco.
O programa aberto com a instrução OPEN se fecha quando se executa M30, quando se executa
outra instrução OPEN e depois de uma Emergência ou Reset.
Desde um PC somente se podem abrir programas na memória RAM ou no Disco Duro (HD).
( WRITE <texto do bloco> )
A instrução WRITE acrescenta depois do último bloco do programa que se começou a editar
mediante a instrução OPEN P, a informação contida em <texto do bloco> como um novo bloco do
programa.
Quando se trata de um bloco paramétrico editado em código ISO todos os parâmetros (globais e
locais) são substituídos pelo valor numérico que têm nesse momento.
(WRITE G1 XP100 ZP101 F100) => G1 X10 Z20 F100
Quando se trata de um bloco paramétrico editado em alto nível tem que indicar com o caractere
? que se deseja substituir o parâmetro pelo valor numérico que tem nesse momento.
Quando se programa a instrução WRITE sem ter programado previamente a instrução OPEN, o
CNC mostrará o erro correspondente, exceto ao editar um programa de personalização de usuário,
em cujo caso se acrescenta um novo bloco ao programa em edição.
Exemplo de criação de um programa que contém diversos pontos de uma trajetória
parabólica.
(WRITE (SUB P102)) => (SUB P102)
(WRITE (SUB ?P102)) => (SUB 55)
(WRITE (ORGX54=P103)) => (ORGX54=P103)
(WRITE (ORGX54=?P103)) => (ORGX54=222)
(WRITE (PCALL P104)) => (PCALL P104)
(WRITE (PCALL ?P104)) => (PCALL 25)
Z = -K * X**2
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A programação do eixo X é em diâmetros e se utiliza a sub-rotina número 2, tendo seus parâmetros
o seguinte significado:
Parâmetros de chamada.
A ou P0 Valor da constante K.
B ou P1 Cota X inicial.
C ou P2 Cota X final.
D ou P3 Incremento ou passo em X.
Parâmetros calculados:
E ou P4 Cota X.
F ou P5 Cota Z.
Uma forma de utilizar neste exemplo poderá ser:
Sub-rotina de geração do programa.
G00 X0 Z0
(PCALL 2, A0.01, B0, C100, D1)
M30
(SUB 2)
(OPEN P12345) ; Começa a execução do programa P12345
(P4=P1)
N100 (IF (P4+P3 GE P2) P4=P2 ELSE P4=P4+P3)
(P5=-(P0 * P4 * P4))
(WRITE G01 XP4 ZP5) ; Bloco de movimento
(IF (P4 NE P2) GOTO N100)
(WRITE M30) ; Bloco de fim de programa
(RET) ; Fim de sub-rotina
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12.8 Instruções de personalização
As instruções de personalização poderão utilizar-se somente nos programas de personalização
realizados pelo usuário.
Estes programas de personalização, devem estar armazenados na memória RAM do CNC, e
podem utilizar as "Instruções de Programação". Se executarão no canal especial destinado a este
fim, indicando-se nos seguintes parâmetros de máquina gerais o programa selecionado em cada
caso.
Em "USERDPLY" se indicará o programa que se deseja executar no Modo de Execução.
Em "USEREDIT" se indicará o programa que se deseja executar no Modo de Edição.
Em "USERMAN" se indicará o programa que se deseja executar no Modo Manual.
Em "USERDIAG" se indicará o programa que se deseja executar no Modo Diagnoses.
Os programas de personalização podem possuir, além do nível atual, outros cinco níveis de
sobreposição. Além disso, as instruções de personalização não admitem parâmetros locais,
entretanto, se permite utilizar todos os parâmetros globais na sua definição.
(CALL (expressão))
Ainstrução PAGE visualiza na tela o número de página indicado mediante um número ou mediante
qualquer expressão que tenha como resultado um número.
As páginas definidas pelo usuário estarão compreendidas entre a página 0 e a página 255 e se
definirão desde o teclado do CNC em modo de personalização tal e como se indica no Manual
de Operação.
As páginas do sistema se definirão mediante um número superior a 1000. Ver apêndice
correspondente.
( SYMBOL (expressão 1), (expressão 2), (expressão 3) )
A instrução SYMBOL visualiza na tela o símbolo cujo número vem indicado mediante o valor da
expressão 1 depois de valorada.
Da mesma maneira, a sua posição na tela está definida pela expressão 2 (coluna) e pela expressão
3 (fila).
Tanto expressão 1, como expressão 2 e expressão 3 poderão conter um número ou qualquer
expressão que tenha como resultado um número.
O CNC permite visualizar qualquer símbolo definido pelo usuário (0-255) desde o teclado do CNC
no modo de personalização tal e como se indica no Manual de Operação.
Para posicioná-lo dentro da área de visualização se definirão os pixels da mesma, 0-639 para as
colunas (expressão 2) e 0-335 para as filas (expressão 3).
(IB (expressão) = INPUT "texto", formato)
O CNC possui de 26 variáveis de entrada de dados (IB0-IB25).
A instrução IB visualiza na janela de entrada de dados o texto indicado e armazena na variável de
entrada indicada mediante um número ou mediante qualquer expressão que tenha como resultado
um número, o dado introduzido pelo usuário.
A espera de introdução de dados se realizará somente quando se programe o formato do dado
solicitado. Este formato poderá ter sinal, de parte inteira e parte decimal.
Se tem o sinal "-" admitirá valores positivos e negativos, e se não tem sinal admitirá só valores
positivos.
A parte inteira indica o número máximo de dígitos inteiros (0-6) que se desejam.
A parte decimal indica o número máximo de dígitos decimais (0-5) que se desejam.
Quando se programa sem formato numérico, por exemplo (IB1 = INPUT "texto"), a instrução
visualiza o texto indicado e não espera a introdução de dados.
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(ODW (expressão 1), (expressão 2), (expressão 3))
A instrução ODW define e desenha na tela uma janela de cor branca e dimensões fixas (1 fila x
14 colunas).
Cada janela contém um número associado que vem indicado pelo valor da expressão 1 depois de
valorada.
Da mesma maneira, a sua posição na tela está definida pela expressão 2 (fila) e pela expressão
3 (coluna).
Tanto expressão 1, como expressão 2 e expressão 3 poderão conter um número ou qualquer
expressão que tenha como resultado um número.
O CNC permite definir 26 janelas (0-25) e posicioná-las dentro da área de visualização, dispondo
para isso de 21 filas (0-20) e 80 colunas (0-79).
(DW (expressão 1) = (expressão 2), DW (expressão 3) = (expressão 4), ... )
A instrução DW visualiza na janela indicada pelo valor da expressão 1, expressão 3, .. e depois
de valorada, o dado numérico indicado pela expressão 2, expressão 4, ....
Expressão 1, expressão 2, expressão 3, .... poderão conter um número ou qualquer expressão que
tenha como resultado um número.
O exemplo seguinte mostra uma visualização dinâmica de variáveis:
O CNC permite visualizar o dado em formato decimal, hexadecimal e binário, dispondo para isso
das seguintes instruções:
(DW1 = 100)
Formato decimal. Visualiza na janela 1 o valor "100".
(DWH2 = 100)
Formato hexadecimal. Visualiza na janela 2 o valor "64".
(DWB3 = 100)
Formato binário. Visualiza na janela 3 o valor "01100100".
Quando se emprega a representação em formato binário (DWB) a visualização se limita a 8
caracteres, mostrando-se o valor "11111111" para valores superiores a 255 e o valor "10000000"
para valores inferiores a –127.
Alem disso, o CNC permite visualizar na janela solicitada, o número armazenado numa das 26
variáveis de entrada de dados (IB0-IB25).
O exemplo seguinte mostra uma petição e posterior visualização do avanço dos eixos:
(ODW 1, 6, 33)
; Define a janela de dados 1
(ODW 2, 14, 33)
; Define a janela de dados 2
N10 (DW1=DATE, DW2=TIME)
; Visualiza a data na janela 1 e a hora na 2
(GOTO N10)
(ODW 3, 4, 60)
; Define a janela de dados 3.
(IB1=INPUT "Avanço dos eixos: ", 5.4)
; Petição do avanço dos eixos.
(DW3=IB1)
; Visualiza o avanço na janela 3.
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(SK (expressão 1) = "texto 1", (expressão 2) = "texto 2", .... )
A instrução SK define e visualiza o novo menu de softkeys indicado.
Cada uma das expressões indicará o número de softkey que se deseja modificar (1-7, começando
pela esquerda) e os textos o que se deseja escrever nelas.
Expressão 1, expressão 2, expressão 3, .... poderão conter um número ou qualquer expressão que
tenha como resultado um número.
Cada texto admitirá no máximo 20 caracteres que se representarão em duas linhas de 10 caracteres
cada uma. Se o texto selecionado tem menos de 10 caracteres o CNC o centralizará na linha
superior, mas se tem mais de 10 caracteres a centralização será efetuada pelo programador.
Exemplos:
(SK 1="HELP", SK 2="MAXIMUN POINT")
(SK 1="FEED", SK 2=" _ _MAXIMUN_ _ _POINT")
( WKEY )
A instrução WKEY detém a execução do programa até que se pressione uma tecla.
A tecla pressionada ficará registrada na variável KEY.
(WBUF "texto", (expressão))
A instrução WBUF somente se pode utilizar no programa de personalização que se deseja executar
no Modo de Edição.
Esta instrução se pode programar de duas formas e em cada caso permite:
• (WBUF "texto", (expressão))
Acrescenta ao bloco que se encontra em edição e dentro da janela de entrada de dados, o texto
e o valor da expressão depois de valorada.
(Expressão) poderá conter um número ou qualquer expressão que tenha como resultado um
número.
A programação da expressão será opcional, mas isso não acontece com o texto que será
obrigatório defini-lo, se não se deseja texto se programará "".
Exemplos para P100=10:
• ( WBUF )
Introduz na memória, acrescentando ao programa que se está editando e depois da posição
que ocupa o cursor, o bloco que se encontra em edição (previamente escrito com instruções
HELP MAXIMUN POINT
FEED MAXIMUN POINT
Se ao estar ativo um menu de softkeys padrão do CNC se seleciona uma ou várias softkeys mediante
a instrução de alto nível "SK", o CNC apagará todas as softkeys existentes e mostrará somente as
que se selecionaram.
Se ao estar ativo um menu de softkeys de usuário, se seleciona uma ou várias softkeys mediante a
instrução "SK", o CNC substituirá somente as softkeys selecionadas mantendo o resto.
...
(WKEY) ; Espera tecla
(IF KEY EQ $FC00 GOTO N1000) ; Quando se foi pulsada a tecla F1 continua em
N1000
...
(WBUF "X", P100) => X10
(WBUF "X P100") => X P100
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"(WBUF "texto", (expressão))"). Além disso, elimina o buffer de edição, deixando-o preparado
para uma nova edição de bloco.
Isto possibilita ao usuário editar um programa completo, sem a necessidade de abandonar o
modo de edição de usuário depois de cada bloco e pressionar [ENTER] para introduzi-lo na
memória.
Depois de executar este programa, se dispõe na memória um bloco deste estilo:
(PCALL 25, A=23.5, B=-2.25)
( SYSTEM )
A instrução SYSTEM finaliza a execução do programa de personalização de usuário e volta ao
menu padrão correspondente do CNC.
Exemplo de um programa de personalização:
O seguinte programa de personalização deve ser selecionado como programa de usuário
associado ao Modo Editor.
Depoisde se selecionar o Modo Editor e pressionar a softkey USUÁRIO, este programa começa
a ser executado e permite realizar uma edição ajudada pelos 2 ciclos de usuário permitidos. Esta
edição se realiza ciclo a ciclo e quantas vezes se deseje.
Visualiza a página inicial de edição
Personaliza as softkeys de acesso aos diferentes modos e solicita uma opção
(WBUF "(PCALL 25, ")
; Acrescenta ao bloco em edição "(PCALL 25, ".
(IB1=INPUT "Parâmetro A:",-5.4)
; Petição do parâmetro A.
(WBUF "A=", IB1)
; Acrescenta ao bloco em edição "A = (valor introduzido)".
(IB2=INPUT "Parâmetro B: ", -5.4)
; Petição do parâmetro B.
(WBUF ", B=", IB2)
; Acrescenta ao bloco em edição "B = (valor introduzido)".
(WBUF ")")
; Acrescenta ao bloco em edição ")".
(WBUF )
; Introduz na memória o bloco editado.
...
N0 (PAGE 10)
N5
(SK 1="CICLO 1",SK 2="CICLO 2",SK 7="SALIR")
(WKEY )
(IF KEY EQ $FC00 GOTO N10)
(IF KEY EQ $FC01 GOTO N20)
(IF KEY EQ $FC06 SYSTEM ELSE GOTO N5)
; Pedir tecla
; Ciclo 1
; Ciclo 2
; Sair ou pedir tecla
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CICLO 1
CICLO 2
; Visualiza a página 11 e define 2 janelas de dados
N10 (PAGE 11)
(ODW 1,10,60)
(ODW 2,15,60)
; Edição
(WBUF "( PCALL 1,") ; Acrescenta ao bloco em edição "(PCALL 1, ".
(IB 1=INPUT "X:",-6.5)
(DW 1=IB1)
(WBUF "X",IB1)
; Petição do valor de X.
Visualiza na janela 1 o valor introduzido.
; Acrescenta ao bloco em edição X (valor
introduzido).
(WBUF ",") ; Acrescenta ao bloco em edição ",".
(IB 2=INPUT "Y:",-6.5)
(DW 2=IB2)
(WBUF "Y",IB2)
; Petição do valor de Y.
Visualiza na janela 2 o valor introduzido.
; Acrescenta ao bloco em edição Y (valor
introduzido).
(WBUF ")")
(WBUF )
; Acrescenta ao bloco em edição ")".
; Introduz na memória o bloco editado.
; Por exemplo : (PCALL 1, X2, Y3)
(GOTO N0)
; Visualiza a página 12 e define 3 janelas de dados
N20 (PAGE 12)
(ODW 1,10,60)
(ODW 2,13,60)
(ODW 3,16,60)
; Edição
(WBUF "( PCALL 2,") ; Acrescenta ao bloco em edição "(PCALL 2, ".
(IB 1=INPUT "A:",-6.5)
(DW 1=IB1)
(WBUF "A",IB1)
; Petição do valor de A.
Visualiza na janela 1 o valor introduzido.
; Acrescenta ao bloco em edição A (valor
introduzido).
(WBUF ",") ; Acrescenta ao bloco em edição ",".
(IB 2=INPUT "B:",-6.5)
(DW 2=IB2)
(WBUF "B",IB2)
; Petição do valor de B.
Visualiza na janela 2 o valor introduzido.
; Acrescenta ao bloco em edição B (valor
introduzido).
(WBUF ",")
(IB 3=INPUT "C:",-6.5)
(DW 3=IB3)
(WBUF "C",IB3)
; Acrescenta ao bloco em edição ",".
; Petição do valor de C.
Visualiza na janela 3 o valor introduzido.
; Acrescenta ao bloco em edição C (valor
introduzido).
(WBUF ")") ; Acrescenta ao bloco em edição ")".
(WBUF ) ; Introduz na memória o bloco editado.
Por exemplo: (PCALL 2, A3, B1, C3).
(GOTO N0)
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TRANSFORMAÇÃO ANGULAR DE
EIXO INCLINADO.
Com a transformação angular de eixo inclinado se conseguem realizar movimentos ao longo de
um eixo que não está a 90º com respeito a outro. Os deslocamentos se programam no sistema
cartesiano e para realizar os deslocamentos se transformam em movimentos sobre os eixos reais.
Em algumas máquinas os eixos não estão configurados ao estilo cartesiano, mas sim formam
ângulos diferentes de 90º entre si. Um caso típico é o eixo X de torno que por motivos de robustez
não forma 90º com o eixo Z, e tem outro valor.
Para poder programar no sistema cartesiano (Z-X), tem que ativar uma transformação angular de
eixo inclinado, que converta os movimentos aos eixos reais não perpendiculares (Z-X'). Desta
maneira, um movimento programado no eixo X se transforma em movimentos sobre os eixos Z-
X'; isto é, se passa a fazer movimentos ao longo do eixo Z e do eixo angular X'.
Ativação e desativação da transformação angular.
O CNC não assume nenhuma transformação depois da ligação; a ativação das transformações
angulares se realiza desde o programa de usinagem mediante a função G46.
A desativação das transformações angulares se realiza desde o programa de usinagem mediante
a função G46. Opcionalmente, também se poderá "congelar" uma transformação para deslocar o
eixo angular, programando em cotas cartesianas.
Influência do reset, do apagamento e da função M30.
A transformação angular de eixo inclinado se mantém ativa depois de um reset, M30 e incluso
depois de um desligamento e ligamento do controle.
X Eixo cartesiano.
X' Eixo angular.
Z Eixo ortogonal.
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Considerações à transformação angular de eixo inclinado.
Os eixos que configuram a transformação angular devem ser lineais. Ambos os eixos podem ter
associados eixos Gantry.
Se a transformação angular está ativa, as cotas visualizadas serão as do sistema cartesiano. Em
caso contrário, se visualizam as cotas dos eixos reais.
Com a transformação ativa permite-se realizar as seguintes operações:
• Deslocamento de origem.
• Pré-seleções de cotas.
• Movimentos em jog contínuo, jog incremental e volantes.
Com a transformação ativa não se permite realizar movimentos contra batente.
Busca de referência de máquina.
A função G46 se desativa quando se faz a busca de referência de algum dos eixos que formam
parte da transformação angular (parâmetros de máquina ANGAXNA e ORTAXNA). Quando se faz
a busca de referência de eixos que não intervém na transformação angular, a função G46 se
mantém ativa.
Durante a busca de referência de máquina os deslocamentos se realizam nos eixos reais.
Movimentos em modo manual (jog e volantes).
Os deslocamentos em modo manual se poderão realizar nos eixos reais ou nos eixos cartesianos,
em função de como o tenha definido o fabricante. A seleção se realiza desde o PLC (MACHMOVE)
e pode estar disponível, por exemplo, desde uma tecla do usuário.
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13.1 Ativação e desativação da transformação angular
Ativação da transformação angular
Com a transformação ativa, os deslocamentos se programam no sistema cartesiano e para realizar
os deslocamentos o CNC as transforma em movimentos sobre os eixos reais. As cotas visualizadas
na tela serão as do sistema cartesiano.
A ativação da transformação angular se realiza mediante a função G46, sendo o formato de
programação o seguinte.
G46 S1
Esta instrução torna a ativar uma transformação angular congelada. Ver "13.2 Congelação da
transformação angular" na página 256.
Desativação da transformação angular
Sem a transformação ativa, os deslocamentos se programam e se executam no sistema de eixos
reais. As cotas visualizadas na tela serão as dos eixos reais.
A desativação da transformação angular se realiza mediante a função G46, sendo o formato de
programação o seguinte.
G46 S0
G46
A transformação angular de eixo inclinado se mantém ativa depois de um reset, M30 e incluso
depois de um desligamento e ligamento do controle.
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13.2 Congelação da transformação angular
A congelação da transformação angular é um modo especial para realizar movimentos ao longo
do eixo angular, mas se deve programar a cota no sistema cartesiano. Durante os movimentos em
modo manual não se aplica o congelamento da transformação angular.
A congelaçãoda transformação angular se realiza mediante a função G46, sendo o formato de
programação o seguinte.
G46 S2
Programação de deslocamentos depois de congelar a transformação angular.
Com uma transformação angular congelada, no bloco de movimento somente se deve programar
a cota do eixo angular. Se se programa a cota do eixo ortogonal, o deslocamento se realiza
conforme a transformação angular normal.
Desativar a congelação de uma transformação.
A congelação de uma transformação angular se desativa depois de um reset ou M30. A ativação
da transformação (G46 S1) também desativa a congelação.
N10 G46 S1
N20 G1 Z(P2)
N30 G46 S2 Congelação da transformada.
N40 X(P3) Movimento programando a cota no sistema cartesiano ZX.
N50 G46 S1 Ativação do modo normal.
N60 Z(P4)
N70 X(P1)
Z
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P1P2
P3 P4
N40
N60
N20
N70
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APÊNDICES
A. Programação em código ISO ................................................................... 259
B. Instruções de controle dos programas...................................................... 261
C. Resumo de variáveis internas do CNC .................................................... 263
D. Código de teclas....................................................................................... 269
E. Manutenção.............................................................................................. 271
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PROGRAMAÇÃO EM CÓDIGO ISO
Função M D V Significado Seção
G00 * ? * Posicionamento em rápido 6.1
G01 * ? * Interpolação linear 6.2
G02 * * Interpolação circular direita 6.3
G03 * * Interpolação circular esquerda 6.3
G04 Temporização/Detenção da preparação de blocos 7.1 / 7.2
G05 * ? * Arredondamento de aresta 7.3.2
G06 * Centro de circunferência em coordenadas absolutas 6.4
G07 * ? Aresta viva 7.3.1
G08 * Circunferência tangente à trajetória anterior. 6.5
G09 * Circunferência por três pontos 6.6
G10 * * Anulação de espelhamento 7.5
G11 * * Espelhamento em X 7.5
G12 * * Espelhamento em Y 7.5
G13 * * Espelhamento em Z 7.5
G14 * * Espelhamento nas direções programadas 7.5
G16 * * Seleção plano principal por dois direções 3.2
G17 * ? * Plano principal X-Y e longitudinal Z 3.2
G18 * ? * Plano principal Z-X e longitudinal Y 3.2
G19 * * Plano principal Y-Z e longitudinal X 3.2
G20 Definição limites inferiores zonas de trabalho 3.8.1
G21 Definição limites superiores zonas de trabalho 3.8.1
G22 * Habilitação / inabilitação zonas de trabalho 3.8.2
G32 * * Avanço F como função inversa do tempo 6.15
G33 * * Rosqueamento eletrónico 6.11
G34 Rosqueamento de passo variável 6.13
G36 * Arredondamento de arestas 6.9
G37 * Entrada tangencial 6.7
G38 * Saída tangencial 6.8
G39 * Chanfrado 6.10
G40 * * Anulação de compensação radial 8.2.6
G41 * * Compensação radial ferramenta à esquerda 8.2.3
G41 N * * Detecção de choques 8.3
G42 * * Compensação radial ferramenta à direita 8.2.3
G42 N * * Detecção de choques 8.3
G50 * * Arredondamento de aresta controlada 7.3.3
G51 * * Look-Ahead 7.4
G52 * Movimento contra batente 6.14
G53 * Programação com respeito ao zero máquina 4.3
G54 * * Deslocamento de origem absoluto 1 4.4.2
G55 * * Deslocamento de origem absoluto 2 4.4.2
G56 * * Deslocamento de origem absoluto 3 4.4.2
G57 * * Deslocamento de origem absoluto 4 4.4.2
G58 * * Deslocamento de origem aditivo 1 4.4.2
G59 * * Deslocamento de origem aditivo 2 4.4.2
G66 * Ciclo fixo de seguimento de perfil 9.1
G68 * Ciclo fixo de desbaste no eixo X 9.2
G69 * Ciclo fixo de desbaste no eixo Z 9.3
G70 * ? * Programação em polegadas 3.3
G71 * ? Programação em milímetros 3.3
G72 * * Fator de escala geral e particulares 7.6
G74 * Busca de referência de máquina. 4.2
G75 * Movimento com apalpador até tocar 10.1
G76 * Movimento com apalpador até deixar de tocar 10.1
G81 * Ciclo fixo de torneamento de trechos retos 9.4
G82 * Ciclo fixo de faceamento de trechos retos 9.5
G83 * Ciclo fixo de furação 9.6
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A M significa MODAL, isto é, que uma vez programada, a função G permanece ativa enquanto não
se programe outra G incompatível, ou se execute M02, M30, EMERGÊNCIA, RESET ou se desligue
e ligue o CNC.
A letra D significa "padrão", isto é, que serão assumidas pelo CNC no momento da ligação, depois
de executar-se M02, M30 ou depois de uma EMERGÊNCIA ou RESET.
Nos casos que se indica com ? se deve interpretar que o "padrão" destas funciones G, depende
da personalização dos parâmetros de máquina gerais do CNC.
A letra V significa que a função G se visualiza, nos modos de execução e simulação, junto à
condições na que se está realizando a usinagem.
G84 * Ciclo fixo de torneamento de trechos curvos 9.7
G85 * Ciclo fixo de faceamento de trechos curvos 9.8
G86 * Ciclo fixo de rosqueamento longitudinal 9.9
G87 * Ciclo fixo de rosqueamento frontal 9.10
G88 * Ciclo fixo de ranhura no eixo X 9.11
G89 * Ciclo fixo de ranhura no eixo Z 9.12
G90 * ? Programação absoluta 3.4
G91 * ? * Programação incremental 3.4
G92 Pré-seleção de cotas / Limitação da velocidade do spindle 4.4.1
G93 Pré-seleção da origem polar 4.5
G94 * ? Avanço em milímetros (polegadas) por minuto 5.2.1
G95 * ? * Avanço em milímetros (polegadas) por rotação 5.2.2
G96 * * Velocidade de corte constante 5.3.1
G97 * * Velocidade de rotação do spindle em RPM 5.3.2
G151 * ? Programação das cotas do eixo X em diâmetros. 3.5
G152 * ? Programação das cotas do eixo X em raios. 3.5
Função M D V Significado Seção
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INSTRUÇÕES DE CONTROLE DOS PROGRAMAS
Instruções de visualização.
Instruções de habilitação e inabilitação.
Instruções de controle de fluxo.
Instruções de sub-rotinas.
( seção 12.2 )
(ERRO nº inteiro,"texto de erro" )
Detém a execução do programa e visualiza o erro indicado.
( MSG „mensagem“ )
Visualiza a mensagem indicada.
(DGWZ expressão 1, ..... expressão 4)
Definir a zona de representação gráfica.
( seção 12.3 )
( ESBLK e DSBLK )
O CNC executa todos os blocos que se encontram entre ESBLK e DSBLK como se se tratara de um único bloco.
( ESTOP e DSTOP )
Habilitação ESTOP e inabilitação DSTOP da tecla de Stop e o sinal de Stop externa PLC.
( EFHOLD e DFHOLD )
Habilitação EFHOLD e inabilitação DFHOLD da entrada de Feed-Hold (PLC).
( seção 12.4 )
( GOTO N(expressão) )
Provoca um salto dentro do mesmo programa, ao bloco definido mediante a etiqueta N (expresión).
( RPT N(Expressão), N(Expressão), P(Expressão) )
Repete a execução da parte de programa existente entre os dois blocos definidos mediante as etiquetas
N(expresión).
( IF (condição) <ação1> ELSE <ação2> )
Analisa a condição dada, que deverá ser uma expressão de relação. Se a condição é correta (resultado igual
a 1), se executará a <acção1>, e em caso contrário (resultado igual a 0) se executará a <accão2>.
( seção 12.5 )
( SUB nº inteiro )
Definição de sub-rotinas.
( RET )
Fim de sub-rotina.
(CALL (expressão)).
Chamada a uma sub-rotina.
(PCALL (expressão), (instrução de atribuição), (instrução de atribuição), ... )
Chamada a uma sub-rotina. Além disso, permite inicializar, mediante as instruções de atribuição, até o máximo
de 26 parâmetros locais da referida sub-rotina.
(MCALL (expressão), (instrução de atribuição), (instrução de atribuição), ... )
Igual à instrução PCALL, mas convertendo a sub-rotina indicada em sub-rotina modal.
( MDOFF )
Anulação de sub-rotina modal.
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Instruções de sub-rotinas de interrupção.
Instruções de programas.
Instruções de personalização.
( seção 12.6 )
( REPOS X, Y, Z, .... )
Se deve utilizar sempre dentro das sub-rotinasde interrupção e facilita o reposicionamento da máquina no ponto
de interrupção.
( seção 12.7 )
( EXEC P(expressão), (diretório) )
Começa a execução do programa
( MEXEC P(expressão), (diretório) )
Começa a execução do programa de forma modal.
( OPEN P(expressão), (diretório destino), A/D, "comentário de programa" )
Ao começar a edição de um novo programa, permite que seja associado um comentário ao programa.
( WRITE <texto do bloco> )
Acrescenta depois do último bloco do programa que se começou a editar mediante a instrução OPEN P, a
informação contida em <texto do bloco> como um novo bloco do programa.
( seção 12.8 )
(CALL (expressão))
Visualiza na tela o número de página de usuário (0-255) ou de sistema (1000) que se indica.
(SYMBOL (expressão 1), (expressão 2), (expressão 3))
Visualiza na tela o símbolo (0-255) indicado mediante expressão 1.
A sua posição na tela está definida pela expressão 2 (fila, 0-639) e pela expressão 3 (coluna 0-335).
(IB (expressão) = INPUT "texto", formato)
Visualiza na janela de entrada de dados o texto indicado e armazena na variável de entrada (Ibn) o dado
introduzido pelo usuário.
(ODW (expressão 1), (expressão 2), (expressão 3))
Define e desenha na tela uma janela de cor branca (1 fila x 14 colunas).
A sua posição na tela está definida pela expressão 2 (fila) e pela expressão 3 (coluna).
(DW (expressão 1) = (expressão 2), DW (expressão 3) = (expressão 4), ... )
Visualiza nas janelas indicadas o símbolo pelo valor da expressão 1,3,.. , o dado numérico indicado pela
expressão 2,4,..
(SK (expressão 1) = "texto 1", (expressão 2) = "texto 2", .... )
Define e visualiza o novo menu de softkeys indicado.
( WKEY )
A instrução detém a execução do programa até que se pressione uma tecla.
(WBUF "texto", (expressão))
Acrescenta ao bloco que se encontra em edição e dentro da janela de entrada de dados, o texto e o valor da
expressão depois de valorada.
( WBUF )
Introduz na memória o bloco que se encontra em edição. Somente se pode utilizar no programa de personalização
que se deseja executar no Modo de Edição.
( SYSTEM )
Finaliza a execução do programa de personalização de usuário e volta ao menu padrão correspondente do CNC.
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RESUMO DE VARIÁVEIS INTERNAS DO CNC
• O símbolo R indica que se permite ler a variável correspondente.
• O símbolo W indica que se permite modificar a variável correspondente.
Variáveis associadas às ferramentas.
Variáveis associadas aos deslocamentos de origem
Variáveis associadas aos parâmetros de máquina.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.2 )
TOOL R R R Número da ferramenta ativa.
TOD R R R Número do corretor ativo.
NXTOOL R R R Número da ferramenta seguinte, pendente de M06.
NXTOD R R R Número de corretor da ferramenta seguinte.
TMZPn R R - Posição que ocupa a ferramenta (n) no magazine.
TLFDn R/W R/W - Número de corretor da ferramenta (n).
TLFFn R/W R/W - Código de familia da ferramenta (n).
TLFNn R/W R/W - Valor atribuído como vida nominal da ferramenta (n).
TLFRn R/W R/W - Valor de vida real da ferramenta (n).
TMZTn R/W R/W - Conteúdo da posição de magazine (n).
HTOR R/W R R Valor do raio de ferramenta que está utilizando o CNC para realizar os
cálculos.
TOXn R/W R/W - Comprimento conforme o eixo X do corretor (n).
TOZn R/W R/W - Comprimento conforme o eixo Z do corretor (n).
TOFn R/W R/W - Código de forma do corretor (n).
TORn R/W R/W - Raio do corretor (n).
TOIn R/W R/W - Desgaste de comprimento conforme o eixo X do corretor (n).
TOKn R/W R/W - Desgaste de comprimento conforme o eixo Z do corretor (n).
NOSEAn R/W R/W - Ângulo da ferramenta de corte da ferramenta indicada.
NOSEWn R/W R/W - Largura da ferramenta indicada.
CUTAn R/W R/W - Ângulo de corte da ferramenta indicada.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.3 )
ORG(X-C) R R - Deslocamento de origem ativo no eixo selecionado. Não se inclui o
deslocamento aditivo indicado pelo PLC.
PORGF R - R Cota conforme o eixo de abcissas da origem de coordenadas polares.
PORGS R - R Cota conforme o eixo de ordenadas da origem de coordenadas polares.
ORG(X-C)n R/W R/W R Valor para o eixo selecionado do deslocamento de origem (n).
PLCOF(X-C) R/W R/W R Valor para o eixo selecionado do deslocamento de origem aditivo (PLC).
ADIOF(X-C) R R R Valor para o eixo selecionado do deslocamento de origem com volante
aditivo.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.4 )
MPGn R R - Valor atribuído ao parâmetro de máquina geral (n).
MP(X-C)n R R - Valor atribuído ao parâmetro de máquina (n) do eixo (X-C).
MPSn R R - Valor atribuído ao parâmetro de máquina (n) do spindle principal.
MPLCn R R - Valor atribuído ao parâmetro de máquina (n) do PLC.
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Variáveis associadas das zonas de trabalho.
Variáveis associadas aos avanços.
Variáveis associadas à função G94.
Variáveis associadas à função G9.
Variáveis associadas à função G32.
Variáveis associadas à override (%).
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.5 )
FZONE R R/W R Estado da zona de trabalho 1.
FZLO(X-C) R R/W R Zona de trabalho 1. Limite inferior conforme o eixo selecionado (X-C).
FZUP(X-C) R R/W R Zona de trabalho 1. Limite superior conforme o eixo selecionado (X-C).
SZONE R R/W R Estado da zona de trabalho 2.
SZLO(X-C) R R/W R Zona de trabalho 2. Limite inferior conforme o eixo selecionado (X-C).
SZUP(X-C) R R/W R Zona de trabalho 2. Limite superior conforme o eixo selecionado (X-C).
TZONE R R/W R Estado da zona de trabalho 3.
TZLO(X-C) R R/W R Zona de trabalho 3. Limite inferior conforme o eixo selecionado (X-C).
TZUP(X-C) R R/W R Zona de trabalho 3. Limite superior conforme o eixo selecionado (X-C).
FOZONE R R/W R Estado da zona de trabalho 4.
FOZLO(X-C) R R/W R Zona de trabalho 4. Limite inferior conforme o eixo selecionado (X-C).
FOZUP(X-C) R R/W R Zona de trabalho 4. Limite superior conforme o eixo selecionado (X-C).
FIZONE R R/W R Estado da zona de trabalho 5.
FIZLO(X-C) R R/W R Zona de trabalho 5. Limite inferior conforme o eixo selecionado (X-C).
FIZUP(X-C) R R/W R Zona de trabalho 5. Limite superior conforme o eixo selecionado (X-C).
Variável CNC PLC DNC ( seção 11.2.6 )
FREAL R R R Avanço real do CNC, em mm/min ou em polegadas/min.
FREAL(X-C) R R R Avanço real do CNC no eixo selecionado.
FTEO/X-C) R R R Avanço teórico do CNC no eixo selecionado.
FEED R R R Avanço ativo no CNC, em mm/min ou em polegadas/min.
DNCF R R R/W Avanço selecionado por DNC.
PLCF R R/W R Avanço selecionado por PLC.
PRGF R R R Avanço selecionado por programa.
FPREV R R R Avanço ativo no CNC, em mm/rev ou em polegadas/rev.
DNCFPR R R R/W Avanço selecionado por DNC.
PLCFPR R R/W R Avanço selecionado por PLC.
PRGFPR R R R Avanço selecionado por programa.
PRGFIN R R R Avanço selecionado por programa, em 1/mm.
FRO R R R Override (%) do avanço ativo no CNC.
PRGFRO R/W R R Override (%) selecionado por programa.
DNCFRO R R R/W Override (%) selecionado por DNC.
PLCFRO R R/W R Override (%) selecionado por PLC.
CNCFRO R R R Override (%) selecionado desde o comutador.
PLCCFR R R/W R Override (%) do canal de execução do PLC.
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Variáveis associadas às cotas.
Variáveis associadas aos volantes eletrónicos.
Variáveis associadas à medição.
Variáveis associadas ao spindle.
Variáveis associadas da velocidade de rotação.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.7 )
PPOS(X-C) R - - Cota teórica programada.
POS(X-C) R R R Cotas de máquina. Cota real da base da ferramenta.
TPOS(X-C) R R R Cotas de máquina. Cota teórica da base da ferramenta.
APOS(X-C) R R R Cotas da peça. Cota real da base da ferramenta.
ATPOS(X-C) R R R Cotas da peça. Cota teórica da base da ferramenta.
FLWE(X-C) R R R Erro de seguimento do eixoselecionado.
DIST(X-C) R/W R/W R Distância percorrida pelo eixo selecionado.
LIMPL(X-C) R/W R/W R Segundo limite de percurso superior.
LIMMI(X-C) R/W R/W R Segundo limite de percurso inferior.
DPLY(X-C) R R R Cota representada na tela, para o eixo selecionado.
GPOS(X-C)n p R - - Cota do eixo selecionado, programada no bloco (n) do programa (p).
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.8 )
HANPF R R - Pulsos recebidos do 1º volante desde que se ligou o CNC.
HANPS R R - Pulsos recebidos do 2º volante desde que se ligou o CNC.
HANPT R R - Pulsos recebidos do 3º volante desde que se ligou o CNC.
HANPFO R R - Pulsos recebidos do 4º volante desde que se ligou o CNC.
HANDSE R R Em volantes com botão seletor, indica se foi pulsado o referido botão.
HANFCT R R/W R Fator de multiplicação diferente para cada volante (quando existem vários).
HBEVAR R R/W R Volante HBE. Contagem habilitado, eixo para deslocar e fator de
multiplicação (x1, x10, x100).
MASLAN R/W R/W R/W Ângulo da trajetória linear con "Volante trajetória" ou "Jog trajetória".
MASCFI R/W R/W R/W Cotas do centro do arco con "Volante trajetória" ou "Jog trajetória".
MASCSE R/W R/W R/W Cotas do centro do arco con "Volante trajetória" ou "Jog trajetória".
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.9 )
ASIN(X-C) R R R Sinal A da medição senoidal do CNC para o eixo selecionado.
BSIN(X-C) R R R Sinal B da medição senoidal do CNC para o eixo selecionado.
ASINS R R R Sinal A da captação senoidal do CNC para o spindle.
BSINS R R R Sinal B da captação senoidal do CNC para o spindle.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.10 )
SREAL R R R Velocidade de rotação real do spindle.
FTEOS R R R Velocidade de rotação teórica do spindle.
SPEED R R R Velocidade de rotação do spindle no CNC.
DNCS R R R/W Velocidade de rotação selecionada por DNC.
PLCS R R/W R Velocidade de rotação selecionada por PLC.
PRGS R R R Velocidade de rotação selecionada por programa.
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Variáveis associadas da velocidade de corte constante.
Variáveis associadas ao spindle override.
Variáveis associadas aos limites de velocidade.
Variáveis associadas à posição.
Variáveis associadas ao erro de seguimento.
Variáveis associadas ao autômato
CSS R R R Velocidade ativa de corte constante no CNC.
DNCCSS R R R/W Velocidade de corte constante selecionada por DNC.
PLCCSS R R/W R Velocidade de corte constante selecionada por PLC.
PRGCSS R R R Velocidade de corte constante selecionada por programa.
SSO R R R Override (%) da velocidade de rotação do spindle ativa no CNC.
PRGSSO R/W R R Override (%) selecionado por programa.
DNCSSO R R R/W Override (%) selecionado por DNC.
PLCSSO R R/W R Override (%) selecionado por PLC.
CNCSSO R R R Override (%) selecionado desde o painel frontal.
SLIMIT R R R Limite da velocidade de rotação ativa no CNC.
DNCSL R R R/W Limite da velocidade de rotação selecionada por DNC.
PLCSL R R/W R Limite da velocidade de rotação selecionada por PLC.
PRGSL R R R Limite da velocidade de rotação selecionada por programa.
MDISL R R/W R Máxima velocidade do spindle para a usinagem.
POSS R R R Posição real do spindle.
Leitura desde o PLC em dez milésimos de grau (entre ±999999999) e
desde o CNC em graus (entre ±99999.9999).
RPOSS R R R Posição real do spindle.
Leitura desde o PLC em dez milésimos de grau (entre -3600000 e 3600000)
e desde o CNC em graus (entre -360 e 360).
TPOSS R R R Posição teórica do spindle.
Leitura desde o PLC em dez milésimos de grau (entre ±999999999) e
desde o CNC em graus (entre ±99999.9999).
RTPOSS R R R Posição teórica do spindle.
Leitura desde o PLC em dez milésimos de grau (entre 0 e 3600000) e desde
o CNC em graus (entre 0 e 360).
PRGSP R R R Posição programada em M19 por programa para o spindle principal.
FLWES R R R Erro de seguimento do spindle.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.11 )
PLCMSG R - R Número da mensagem de autômato mais prioritário que se encontra ativo.
PLCIn R/W - - 32 entradas do autômato a partir da (n).
PLCOn R/W - - 32 saídas do autômato a partir da (n).
PLCMn R/W - - 32 marcas do autômato a partir da (n).
PLCRn R/W - - Registro (n).
PLCTn R/W - - Conta do temporizador (n).
PLCCn R/W - - Conta do contador (n).
PLCMMn R/W - - Modifica a marca (n) do autômato.
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Variáveis associadas aos parâmetros locais e globais.
Variáveis associadas ao modo de operação.
Outras variáveis.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.12 )
GUP n - R/W - Parâmetro global (P100-P299) (n).
LUP (a,b) - R/W - Parâmetro local (P0-P25) indicado (b), do nível de sobreposição (a)
CALLP R - - Indica quais os parâmetros locais que foram definidos e quais não, na
chamada à sub-rotina mediante a instrução PCALL ou MCALL.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.13 )
OPMODE R R R Modo de operação.
OPMODA R R R Modo de operação quando se trabalha no canal principal.
OPMODB R R R Tipo de simulação.
OPMODC R R R Eixos selecionados pelo volante.
Variável CNC PLC DNC
( seção 11.2.14 )
NBTOOL R - R Número de ferramenta que se está monitorando.
PRGN R R R Número de programa em execução.
BLKN R R R Número de etiqueta do último bloco executado.
GSn R - - Estado da função G (n).
GGSA - R R Estado das funções G00 até G24.
GGSB - R R Estado das funções G25 até G49.
GGSC - R R Estado das funções G50 até G74.
GGSD - R R Estado das funções G75 até G99.
MSn R - - Estado da função M (n).
GMS - - R Estado das funções M (0..6, 8, 9, 19, 30, 41..44).
PLANE R R R Eixos de abcissas e ordenadas do plano ativo.
LONGAX R R R Eixo sobre o que se aplica a compensação longitudinal (G15).
MIRROR R R R Espelhamento ativos.
SCALE R R R Fator de escala geral aplicado. Leitura desde o PLC em dez milésimos.
SCALE(X-C) R R R Fator de escala particular do eixo indicado Leitura desde o PLC em dez
milésimos.
ORGROT R R R Ângulo de rotação do sistema de coordenadas (G73).
PRBST R R R Devolve o estado do apalpador.
CLOCK R R R Relógio do sistema, em segundos.
TIME R R R/W Hora em formato horas-minutos-segundos.
DATE R R R/W Data em formato ano-mês-dia.
TIMER R/W R/W R/W Relógio habilitado pelo PLC, em segundos.
CYTIME R R R Tempo total de execução de uma peça, em centésimas de segundo.
PARTC R/W R/W R/W Contador de peças do CNC.
FIRST R R R Primeira vez que se executa um programa.
KEY R/W R/W R/W Código de tecla.
KEYSRC R/W R/W R/W Procedência das teclas.
ANAIn R R R Tensão em volts da entrada analógica (n).
ANAOn R/W R/W R/W Tensão em volts a aplicar à saída analógica (n).
CNCERR - R R Número de erro ativo no CNC.
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PLCERR - - R Número de erro ativo no PLC.
DNCERR - R - Número de erro que se produziu na comunicação via DNC.
DNCSTA - R - Estado da transmissão DNC.
TIMEG R R R Tempo restante para acabar o bloco de temporização (em centésimas de
segundo).
SELPRO R/W R/W R Quando se possui duas entradas de apalpador, seleciona qual é a entrada
ativa.
DIAM R/W R/W R Muda o modo de programação para as cotas do eixo X entre raios e
diâmetros.
PRBMOD R/W R/W R Indica se se deve mostrar ou não um erro de apalpamento
RIP R R R Velocidade teórica linear resultante do laço seguinte (em mm/min).
FBDIF(X-C) R R R Permite a monitoração da diferença entre as cotas da primeira e a segunda
medição no osciloscópio
CYCLEV R R R Indica no modelo conversacional o número de pestana que se está
visualizando em cada momento.
CYCEDI R R R Indica no modelo conversacional o número de ciclo ou tela que se está
visualizando em cada momento.
DISBLO R R R Indica o valor da distância total programada em blocos com look-ahead.
MIXPO(X..C) R R R Variável que indica a posição do eixo com a medição misturada.
FLWAC(X..C) R R R Variável que indica o erro real tendo em