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Sistema bentônico Ecologia dos grupos – Principais descritores de comunidades: Densidade – quantidade de organismos em uma determinada área, a densidade de espécies naquela área. Biomassa – quantidade de matéria orgânica sendo retirada do meio e transformada em massa pela comunidade. Também pode se entender pelo peso dos indivíduos. Diversidade – conjunto de espécies que conseguem compor a comunidade e suas interações. Ecossistema – Conjunto de comunidades interagindo entre si e com o meio. Estrutura de uma população – Classes de tamanho e idade da biomassa. Taxa de crescimento, sobrevivência e de reprodução Estrutura de uma comunidade – Composição de espécies (quais espécies compõem uma comunidade). Riqueza (número de espécies em uma comunidade), diversidade (número de indivíduos por espécie) e equidade (proporção de indivíduos para recursos disponíveis no ambiente). Modelos de abundância (modelos que representar de forma quantitativa os comportamentos de populações). Biomassa (peso dos indivíduos). Funcionamento de um ecossistema – Produtividade (quanto de matéria orgânica é produzida naquele ecossistema, pode ser dividida em produção primária quando se trata apenas das algas e produção secundaria quando lidar com os animais). Decomposição (processo de decomposição da matéria orgânica em que suas moléculas são quebradas fazendo com que os nutrientes sejam reabsorvidos e retrabalhados no sedimento). Dinâmica de Nutrientes (disponibilidade dos nutrientes necessários para os diferentes níveis de produção). Eficiência de transferência entre níveis tróficos (quão bem a energia é passada entre os diferentes níveis). Bentos Marinho Componentes – Organismos que compõem o bentos. Adaptações – Adaptações que esses organismos apresentam Importância do substrato para esses organismos – Importância do ambiente em que esses seres vivem. Plataforam continental ou zona sublitoral – área mais rasa do bentos, seu declive geralmente coincide com o limite da zona fótica (até onde vai a luz) Zona batial – inclinação abrupta logo após a zona sublitoral. Zona abissal – planice que se estende por até milhares de quilometros. Zona hadal – grandes profundidades, seu nome vem do grego hades, que significa inferno. Todos os organismos que vivem associados ao bentos marinho são conhecidos como Bentos Bactérias – eubactérias e arqueas . Protistas – ciliados, foraminiferos, algas unicelulares, macroalgas e fungos. Plantas – monocotiledônes e dicotiledôneas . Animais – invertebrados de quase todos os filos existentes e alguns cordados. Nos bioma marinho, quando tratamos do bentos marinho, podemos dividir os animas em epifauna (localizados sobre o sedimento) e infauna (localizados sob o sedimento). Os principais sistema bentônicos são as zonas de maré (praias arenosas e rochosas), manguezais, estuários e marismas Grupos que compõem o bentos Fitobentos - Microalgas, também conhecidas como microfitobentos nesse caso, algas gigantes, macroalgas e plantas superiores). Microfitobentos - é o termo utilizado para designar microalgas que se aderem a substratos no bento, são seres auto tróficos, ou seja, fazem fotossíntese. Esses seres podem ser encontrados até 66m de profundidade, já que são dependentes da luz do sol e a mesmas só consegue chegar em uma quantidade utilizável para fotossíntese até essa profundidade. Os Microfitobentos são, em sua maioria, compostos por diatomáceas, essas por sua vez se dividem em Diatomáceas cêntricas (possuem simetria radial, cuja proporção superfície/volume é maior que as penadas e, por isso, flutuam com maior facilidade, se tornando abundantes em ambientes marinhos e lagos) e Diatomáceas penadas (possuem simetria bilateral). Os microfitobentos também são compostos por cianobactérias, euglenoídes e dinoflagelados. Macroalgas - ocorrem, em geral até 40m de profundidade. Possuem um talo flexível, mas um apressório (é tipo uma raiz) fixo e ereto, portanto precisam se estabelecer em um substrato duro para terem sustentação. Plantas superiores - vão se dividir em dicotiledôneas (geralmente as plantas nos manguezais) e monocotiledôneas (as gramíneas marinhas). Além de serem produtoras primarias, essas plantas também são produtoras de detrito, então acabam por “encher” a água em que se encontram de diferentes nutrientes como nitrogênio e fosforo. Zoobentos – Animais e alguns protistas heterotróficos, foraminíferos e ciliados por exemplo. Foraminíferos - em sua grande maioria são importantes bioindicadores (organismos que necessitam de condições tão específicas para sobreviver que sua ausência ou presença indica mudanças no ambiente, como temperatura, salinidade, ph entre outras coisas). Cnidários - o grupo é composto por hidras, medusas ou águas-vivas, corais e anêmonas-do-mar no entanto somente os dois últimos estão associados ao bentos pelo fato de serem sésseis. No filo cnidária existem basicamente dois tipos morfológicos de indivíduos: as medusas, que são nadantes e os pólipos, que são sésseis. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais (colônias sésseis) e das caravelas (colônias flutuantes). Os cnidários são divididos em quatro classes: Anthozoa - A classe Anthozoa é a com o maior número de espécies. Neste grupo só existem pólipos marinhos. O principal representante do grupo é a anêmona-do-mar, um animal cilíndrico, cuja base é fixa em algum substrato. Na extremidade oposta fica a boca, rodeada por tentáculos flexíveis. Os corais também pertencem a essa classe. Eles são colônias de pólipos que podem conter até 100 mil indivíduos. Por isso, os corais são caracterizados pela elevada biodiversidade Hydrozoa - membros dessa classe são medusoides ou polipoides ou exibem ambas as formas em seu ciclo de vida. Alguns hidrozoários mais conhecidos são a Garrafa-azul ou (caravela-portuguesa, Physalia physalis), a Hydra e a Obelia. Scyphozoa - Elas possuem simetria radial e não possuem esqueleto sólido. A classe dos cifozoários é caracterizada pela fase da medusa ser duradoura ante a fase de pólipo. São representadas principalmente pelas águas-vivas. Cubozoa - Embora compartilhem características com as cifozoárias (ropália que vem em múltiplos de quatro) e hidrozoárias (posse de um anel nervoso), as cubozoárias também possuem características que não são encontradas nas outras classes de medusóides, incluindo metamorfose completa de pólipo a medusa, exumbrela em forma de caixa (Tripedalia cystophora sendo uma notável exceção) e olhos complexos, tipo câmera com lentes. Poríferos - estes organismos são simples, sésseis, podem ser de água doce ou salgada, alimentam-se por filtração, bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células. As esponjas estão entre os animais mais simples, não possuem tecidos verdadeiros pois em sua camada externa e interna as células não apresentam lâmina basal (parazoas), também não apresentam músculos, sistema nervoso, nem órgãos internos. Eles são muito próximos a uma colônia celular de coanoflagelados, (o que mostra o provável salto evolutivo de unicelulares para pluricelulares) pois cada célula alimenta-se por si própria. A estrutura de uma esponja é simples: tem a forma de um tubo ou saco, muitas vezes ramificado, com a extremidade fechada presa ao substrato. A extremidade aberta é chamada ósculo, e a cavidade interior é a espongiocele. As paredes são perfuradas por buracos microscópicos, chamados óstios, para permitir que a água flua para dentro da espongiocele trazendo oxigênio e alimento. Muitos animais podem acabar utilizando os tubos da esponjas como local para viverem. Turbelários - São animais de dimensão reduzida, sendo que grande parte das espécies mede entre 2 cm e 5 cm de comprimento. Porém, existem espécies que chegam a 60 cm, possuem o corpo com formato achatado,possuem aparelho digestivo muito simples, formado por boca e intestinos. Grande parte dos turbelários é carnívora. As planárias são hermafroditas. Porém, a autofecundação é rara, pois a fecundação ocorre geralmente de forma cruzada e interna. Pode ocorrer também reprodução assexuada por bipartição. No processo de reprodução dos turbelários não ocorrem fases larvais, pois o desenvolvimento é direto. Apresentam a capacidade elevada de regeneração corporal. Possuem grande capacidade de adesão, pois possuem ventosas, cílios adesivos e glândulas adesivas. Possuem ocelos na região anterior do corpo. Estas estruturas são sensíveis à luz. Se locomovem através de músculos ou cílios. Boca situada na superfície ventral. A ingestão de alimentos ocorre através de uma faringe longa. Nemertinos - animais invertebrados vermiformes de corpo não-segmentado. São animais tipicamente aquáticos, havendo alguns poucos terrestres vivendo em locais úmidos. São tipicamente de vida livre, com algumas espécies parasitárias. Triblásticos, com parênquima em adultos parcialmente gelatinoso, epiderme ciliada e com células glandulares. São tipicamente bentônicos, vivendo embaixo de rochas ou conchas ou em buracos revestidos por um muco produzido por eles. Algumas espécies ainda vivem como ectossimbiontes em caranguejos, na cavidade do manto de moluscos ou no átrio de tunicados. A sinapomorfia desse grupo é a presença de probóscide eversível, estrutura de defesa utilizada na captura de presas, alojada em uma cavidade chamada de rincocele, semelhante à cavidade celomática de outros indivíduos. Nematodas - são um filo de animais cilíndricos espetacularmente alongados. Seu corpo exibe simetria bilateral. Possuem sistema digestivo completo, sistemas circulatório e respiratório; sistema excretor composto por dois canais longitudinais (renetes-formato de H); sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao redor da faringe. Possuem corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e colagenosa. Possuem sistema digestivo completo, possuindo boca e ânus. O sistema nervoso é formado de um anel anterior, que circunda a faringe, e cordões nervosos longitudinais relacionados com aquele anel. O sistema locomotor é estruturado em camadas musculares longitudinais situadas logo abaixo da epiderme. As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Quinorrincos - são animais pequenos, normalmente com menos de 1mm de comprimento. Possuem o corpo segmentado, com simetria bilateral, constituído de cabeça (introverte, completamente retrátil e se recobre com várias placas do pescoço, quando está contraída), pescoço e um tronco com treze segmentos. A boca é anterior e terminal, como em outros cicloneurálios e está situada na extremidade de um cone oral protraído. O cone oral pode ser retraído e protraído. A boca é rodeada por um círculo de nove estiletes orais cuticulares. O próprio introverte possui 90 escálides – anéis de cerdas cuticulares quitinosas sensoriais e locomotoras – espiniformes organizadas em sete anéis concêntricos ao redor dele. Todo o introverte pode ser retraído para dentro do pescoço ou do primeiro segmento do tronco, daí, o nome Kinorhyncha, significando “nariz móvel”. Um jogo de placas cuticulares, ou plácides, no segundo ou terceiro segmento, fecha o introverte retraído. Polychaetas - é uma classe de anelídeo que inclui cerca de 11.794 espécies de vermes aquáticos. O nome deriva do grego (poly + chaeta que significa muitas cerdas), numa referência às cerdas que lhes cobrem o corpo. A grande maioria das espécies é típica de ambiente marinho, mas algumas formas ocupam ambientes de água salgada ou doce. Podem ser de vida livre (rastejadores ou pelágicos) ou sedentários (cavadores, tubícolas ou perfuradores); porém, nem sempre é possível distinguir o hábito de vida. Moluscos - constituem um grande filo de animais invertebrados, marinhos, de água doce ou terrestres. Estes animais têm um corpo mole e não-segmentado e são bilaterais. As principais estruturas do bauplan (é o plano corpóreo, o conjunto de características que une um filo. Estas características variam) são: pé muscular, manto, cavidade do manto, rádula e concha. Exemplos de moluscos que ocupam os bentos são: Aplacofora - Existem cerca de 320 espécies. Têm espículas calcárias e carecem de olhos e tentáculos. Têm uma estrutura que se pensa ter a mesma origem que o pé nos outros moluscos. Alguns destes moluscos vivem em anémonas do mar e corais e, geralmente, são encontrados em profundidades entre 80 e 3000 metros ou mais. Bivalve - Estes organismos caracterizam-se pela presença de uma concha formada por duas valvas. Esta concha protege o corpo do molusco, entre elas há o pé muscular e os sifões inalantes e exalantes para a entrada e saída da água, que traz oxigênio, depois absorvido por difusão direta pelas lâminas branquiais, assim como alimento e também aumenta o risco de intoxicações, pois este tipo de alimentação é comum em animais fixos representando um grande risco caso a ostra ou marisco entre em contato com poluição. Gastrópodes - A grande maioria dos gastrópodes tem o corpo protegido por uma concha, com formato helicoidal sobre o lado direito, embora algumas formas (como as lapas) tenham evoluído para uma concha mais simples. Os gastrópodes apresentam uma cabeça bem marcada, munida de dois ou quatro tentáculos sensoriais, e uma boca com rádula. A cabeça encontra-se unida a um pé ventral, musculado em forma de pala. Os gastrópodes incluem animais como o caracol, a lesma e a lesma do mar (nudibranquio). Polyplacoforos - (do grego polys, muitas + plax, placa) vivem exclusivamente em ambientes marinhos. São caracterizados por serem revestidos por uma valva com oito partes sobrepostas na parte dorsal, desprovidos de tentáculos e têm cabeça minúscula desprovida de olhos. Alimentam-se de algas e plantas do substrato. Octópodes - são moluscos marinhos da classe Cephalopoda, da ordem Octopoda (oito pés), possuindo oito braços fortes e com ventosas dispostos à volta da boca. Escafópodes - é uma classe de moluscos marinhos, caracterizada pela presença de uma concha em forma de cone e aberta dos dois lados. A maioria das espécies é pequena, as maiores medem 15 cm de comprimento, e tem modo de vida bentônico. A concha destes organismos é ligeiramente recurvada, lembrando as presas de um elefante, apresenta duas aberturas, uma basal mais larga e a outra terminal bem mais estreita. As partes moles do animal estão confinadas à concha. O pé é alongado, cilíndrico e pontiagudo e usado para cavar, fixando o molusco na areia. Crustáceos - Os crustáceos são animais invertebrados artrópodes. Entre eles estão alguns dos animais mais comuns que conhecemos, como siris, caranguejos , tatuzinhos-de-jardim, lagostas, cracas e camarões. Equinodermas – Animais exclusivamente marinhos e bentônicos. São animais de vida livre, exceto por alguns crinoides que vivem fixos a um substrato rochoso (sésseis) e de simetria radial que também apresentam sua exceção, os comatulídeos, que se locomovem utilizando os braços. Na fase larval os equinodermos possuem simetria bilateral, vindo desenvolver a simetria radial somente no adulto. As larvas são livres natantes e semelhantes a embriões de cordados. Depois, o lado esquerdo do corpo se desenvolve mais que o direito, que é absorvido, e organiza-se numa simetria radial, em que o corpo é arranjado em partes em volta de um eixo central. Esta é basicamente pentâmera, ou seja, os elementos geralmente se dispõem em 5 ou múltiplos de 5. Possuem esqueleto formado por placas calcárias, coberto por fina camada epidérmica. O endoesqueleto mesodérmico é formado de pequenas placas de calcário e espinhos, que formam um rígido suporte que contém em si os tecidos do organismo; alguns grupos têm espinhos modificados chamados pedicelários que possibilitam a vida livre. Os equinodermas estão divididos nos grupos: Equinoides - Agrupa invertebrados marinhos dioicos de corpo globoso ou disciforme,geralmente espinhosos, com 3-10 cm de diâmetro, revestidos por um tegumento coriáceo. São animais que se movem lentamente, recorrendo a pés ambulacrários retractéis, alimentando-se maioritariamente de detritos, de algas e de uma grande variedade de pequenos invertebrados. Esse é o grupo onde se encontram os ouriços do mar. Holothuroidea - É a classe de equinodermos que inclui os animais conhecidos como pepinos-do-mar ou holotúrias. Em oposição aos outros equinodermos, possuem corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral. A boca é circundada por 10 a 30 tentáculos que são modificações de pés ambulacrários bucais encontrados em outros equinodermos. Seu alimento é o material orgânico dos detritos do fundo do mar, que é empurrado para a boca, ou o plâncton aprisionado em muco nos tentáculos. Asteroidea - Estrelas-do-mar são animais marinhos. Elas normalmente têm um disco central e cinco braços, embora algumas espécies tenham um maior número de braços. A região aboral ou superfície superior pode ser lisa, granular ou espinhosa, e é coberto com sobreposição de placas. Ofiuroide - O corpo dos ofiuroides é composto por um disco central, rodeado por cinco pernas flexíveis, que podem chegar aos 60 cm de comprimento. Ao contrário das estrelas do mar (classe Asteroidea), todos os órgãos vitais dos ofiúros encontram-se confinados ao disco central. A boca é rodeada por cinco placas mandibulares. O sistema digestivo é básico e composto por um esófago curto e um estômago amplo, que ocupa a maior parte da cavidade do animal. Os ofiúros não têm intestinos nem ânus. O sistema nervoso é igualmente simples e composto por um nervo anelar que rodeia a cavidade do cálix. A partir deste centro, há um nervo em cada braço que permite ao ofiúro sentir o ambiente em seu torno. Estes animais não têm olhos nem cérebro. Crinoidea - É uma classe de equinodermos que inclui os organismos conhecidos como crinoides, lírios-do-mar e comatulídeos. São animais exclusivamente marinhos que ocupam todas as profundezas até aos 6000 metros. O modo de vida dos crinóides é variável. Algumas espécies vivem fixas a um substrato por um pedúnculo durante todo o ciclo de vida; outras podem apresentar fase adulta ou larvar de vida livre. O substrato dos crinóides pode ser um material rochoso, um fundo arenoso ou objetos como madeira que circulam à deriva. A maioria dos crinóides atuais não é séssil e faz parte do zooplancton dos oceanos. Classificação do Bentos O bentos também é dividido de acordo com o tamanho do animal em relação a malha peneira utilizada para coleta-lo. Nanobentos ou Microbentos - organismos menores que 32 µm Meiobentos - organismos com tamanho entre 32 µm e 0,5 mm Macrobentos - organismos maiores que 0,5 mm Megabentos - organismos maiores que 5 cm Importância do substrato Organismos dos bentos precisam se locomover, fixar ou enterrar no substrato de modo que se alimentem, respirem e se reproduzam adequadamente. A natureza desse substrato representa força seletiva fundamental para determinar o hábito de vida, a forma e as adaptações dos organismos. Os substratos podem ser divididos em: Substratos duros consolidados – rochas, madeira, pilares de concreto e cascos de embarcações Substratos moles inconsolidados – cascalho, areia, lama, vasas e lodo Adaptações para substratos duros Adesão disco basal – As anêmonas conseguem se fixar ao substrato através de uma secreção localizada em seu disco basal. Cimentação – A larva da craca (natante) toca no substrato, ao qual deseja se fixar, com sua antena, que se deforma e começa a liberar uma secreção, que cimenta o animal no local e ela passa a ter um estilo de vida séssil. Apêndices e garras – úteis para interagir com o ambiente e poder se agarrar ao substrato, usadas pelos crustáceos. Pé muscular – característica dos moluscos como os caramujos e lesmas marinhas Filamentos de bisso - muco secretado por moluscos, como o mexilhão que tem por função endurecer e criar uma estrutura similar a “raízes” que prendem o animal ao substrato Apressorio - estrutura de fixação onde só dá suporte ao talo ou raiz. Não há absorção de nutrientes. Adaptações para substratos não consolidados Escavações um pouco mais profundas – literalmente cavar Vida em galerias – viver em galerias abaixo da terra Construção de tubos – construção de tubos que estão sempre direcionados para a superfície, de forma que haja um influxo constante de água e nutrientes Adaptações para locomoção Sistema ambulacral – É formado por um conjunto de tubos e ampolas de paredes musculares, internos ao corpo, e de prolongamentos tubulares, os pés ambulacrais, que se projetam para fora do corpo através de poros no exoesqueleto. Cada pé ambulacral possui uma ampola e uma ventosa na ponta que se estende por meio de pressão o pé se alonga, testa com a ponta para ver do que se trata o substrato, se confirmar que não tem problemas passar por ele, ele se alonga, se fixa, se movimenta para a direção desejada e por fim se retrai para reiniciar o processo. Escavação utilizando do pé muscular – O pé muscular fura o substrato, se alarga utilizando dos músculos longitudinais, empurrando o sedimento e permitindo a entrada de sua concha.