Prévia do material em texto
EREM LUÍZA GUERRA- APOSTILA GEOGRAFIA – 3° ANO – ENSINO MÉDIO 2° BIM ALUNO(A):_________________________________________________________ REDE DE FLUXOS NO MUNDO GLOBALIZADO REDE DE COMUNICAÇÃO A partir da década de 1980, importantes transformações ocorreram no espaço geográfico mundial, impulsionados pela aceleração do processo de internacionalização da economia, ou seja, a globalização econômica, destacou-se nesse conjunto de transformações a formação do meio técnico-científico- informacional, que revolucionou o modo de produção no âmbito da economia capitalista, além de outros aspetos da sociedade contemporânea, como a cultura e as relações políticas internacionais. Segundo Castells (sociólogo espanhol), a revolução da tecnologia e da informação que se iniciou no século XX e se estende até os dias atuais representou um evento histórico, foram alteradas as estruturas sociais, como as relações de trabalho e a migração das pessoas e da própria liderança econômica do campo para a cidade, entre outras mudanças. Da mesma maneira, a revolução promovida pela tecnologia da informação altera modos de vida e de produção na atualidade. Se as revoluções industriais se caracterizam pela obtenção de novas fontes de energia (a vapor, petróleo, eletricidade, por exemplo) e pelo desenvolvimento de técnicas de produção cada vez mais eficientes e produtivas, na atualidade é a capacidade de obter e processar informações que se apresentam como um diferencial para empresas, governos e coletividades diversas, ou mesmo para indivíduos. Nesse novo contexto histórico-geográfico, ganhou importância o conceito de rede, esse termo está presente o cotidiano da maioria das pessoas, pois é empregado na denominação de diferentes tipos de rede. Existem redes de serviços públicos ou privados (escolas, hospitais, bancos, correios, de esgoto, água encanada, por exemplo) de transportes (rodovias, ferrovias, hidrovias) e de solidariedade (órgãos governamentais e não governamentais que se mobilizam para prestar ajuda a vítimas de problemas diversos, como desastres naturais), entre outras. Nesse capítulo serão abordadas as redes de comunicação do Brasil e do mundo, de grande importância no contexto da globalização. O conceito de rede é essencial para compreender o papel das comunicações na sociedade e na estruturação do espaço geográfico, pois remete a circulação diária de informações por meio da infraestrutura criada para essa finalidade, como linhas, cabos, antenas e estações de transmissão e aparelhos receptores entre outros. A distribuição desigual da infraestrutura, que está submetida aos interesses do mercado, influencia diretamente no acesso a informação e, portanto, na construção, da cidadania. Não por acaso, a comunicação, que inclui a mídia impressa, televisiva, radiofônica e mais, recentemente, a internet, de forma geral, foi chamada de quarto poder, completando ou rivalizando os poderes executivo, legislativo e judiciário. INTERNET A internet, rede mundial de computadores e de número cada vez maior de outros aparelhos, como celulares, tablets, televisores e home teaters, evidencia e exemplifica o conceito de rede, seu próprio nome, formado pelo prefixo inter, derivado de internacional, e pela palavra net, que em inglês significa rede, denota essa característica. No auge da Guerra fria, na década de 1960, o departamento de defesa dos EUA, começou a planejar uma rede para que os computadores de seus projetos ARPAnet, da agencia de projetos de pesquisas avançadas, que inicialmente interligava os computadores de apenas quatro universidades estadunidenses, em poucos anos, a rede cresceu e foi criada a telenet, um serviço comercial de acesso nos EUA, o ome internet só começou a ser usado em 1982. A internet ampliou a capacidade de troca de informações em tempo real, sendo superior a qualquer tecnologia anterior em termos de velocidade e volume de dados transmitidos, por isso, esse meio de transmissão de dados primeiro na forma de texto e gradativamente de imagens, áudios e vídeos, talvez seja o mais revolucionário meio tecnológico da era da informação. A expansão das chamadas infovias, principalmente com a utilização de dados de fibra óptica, possibilita uma velocidade cada vez maior na transmissão de dados, superando barreiras físicas do território e assim, construindo, novas territorialidades virtuais. A transmissão via satélite de dados por meio da internet depende de cabos suboceânicos, esses cabos concentram-se entre os países desenvolvidos (EUA, Europa Ocidental e Japão) ou entre estes e as regiões menos desenvolvidas, porém, estrategicamente integradas aos fluxos econômicos globais, como China, Sudeste asiático, parte da América Latina. Entretanto, há poucas conexões diretas entre continentes onde predominam países subdesenvolvidos como entre a América Latina e a África, por exemplo. Essa desigualdade na distribuição mundial das infovias se reflete nos dados referentes ao número de usuários de internet em cada continente e país. O acesso a essa rede de informações também se diferencia pela qualidade de conexões: o número de usuários com acesso a internet banda larga se destaca nos países desenvolvidos e emergentes. Cada país adota uma política própria na gestão dos serviços relacionados a internet, enquanto em alguns, como Brasil e EUA, há investimentos públicos e privados na implantação da infreestrutura e na comercialização dos serviços vinculados a esse setor, em outros, como a Chia, há uma forte presença do Estado no controle das informações veiculadas por sites, no bloqueio de redes sociais e no controle de informações de cunho político. Quanto a infraestrutura da transmissão de dados via internet, destaca-se a importância dos chamados backbones (principais redes de transmissão de dados da internet), que são as redes principais de um conjunto de pontos físicos de grande capacidade de transmissão de sinal e de dados de telefone, faz e computador entre países, por exemplo, as quais se conectam outras redes de menor alcance, interligadas com a rede de telefonia. No Brasil, os estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal concentravam, em 2015, a maior parte dos backbones do Brasil, por causa da concentração de capital nessas unidades da federação. O serviço de internet só poderá chegar as pessoas que estiverem em uma localização geográfica atendida pelo serviço de provedores de internet, que na verdade, são empresas que fazem a intermediação entre clientes e backbones, estes, assim como os datacenters (local físico, que abriga os computadores de grande capacidade de memória que hospedam os sites.), são exemplos de nós existentes na rede que compõem a infraestrutura da internet, por serem comercializados na forma de serviços, concentram-se nas áreas de maior circulação e reprodução do capital. A distribuição geográfica dos provedores no Brasil revela uma densidade maior da infraestrutura par ao acesso à internet nas áreas de influencia das metrópoles nacionais e regionais, sobretudo nas regiões sudeste, sul e nordeste. Além disso, é importante destacar que segundo o instituto de pesquisa econômica aplicada (Ipea) em 2014, apenas 5 provedores detinham mais de 90% do mercado brasileiro de acesso a internet. Essas redes principais privilegiam a conexão entre metrópoles, assim, reflete a rede urbana e evidenciam as desigualdades de densidade na infraestrutura destinada a comunicação no país. De acordo com o IBGE em 2014 cerca de 32 milhões de domicílios brasileiros (quase 50% do total) possuíam microcomputadores, sendo que em 27 milhões de domicílios (quase 43% do total) contavam com acesso a internet. O acesso a informação tem papel fundamental para a construção e o exercício da cidadania, qualquer que seja a realidade cultural e socioeconômica da pessoa ou da comunidade a qual ela pertence. Antes associada ao modo de vida urbano, a internet está cada vez mais presente o cotidianode comunidades rurais e indígenas. O uso de redes sociais e de tecnologias digitais tem contribuído para a articulação política desses povos e para a luta por direitos constitucionais, como a demarcação e a proteção de suas terras. ATIVIDADE – livro didático – página 383/84 COMUNICAÇÃO TELEFÔNICA A história da telefonia teve início em 1876, quando o inventor escocês Alexandre Graham Bell patenteou o primeiro modelo de telefone, conversar a distância não era possível com a principal tecnologia de comunicação criada até então, o telégrafo, e o telefone revolucionou as comunicações naquele período histórico, marcado pela segunda revolução industrial e pelo consequente aumento das transações comerciais entre os países. A partir de então, surgiram as primeiras linhas telefônicas, implantadas na Europa Ocidental, nos EUA, gradativamente, o desenvolvimento e o aprimoramento dessa forma de comunicação permitiram a ampliação das trocas de informações a longas distancias (entre países, por exemplo), e nas primeiras décadas do século XX, a comunicação intercontinental já era uma realidade, ainda que tivesse m custo elevado e o acesso restrito a grandes empresas, governos e pessoas com elevado poder aquisitivo. A telefonia passou por outro grande salto tecnológico a partir da década de 1980, no contexto da terceira fase da revolução industrial ou da revolução técnico-científica-informacional, com o desenvolvimento da tecnologia de transmissão digital, os satélites que haviam sido colocados em orbitas durante a guerra fria, inicialmente com objetivos militares, passaram a ser aplicados a sociedade civil, disponibilizando sinais para a telefonia móvel e televisão, por exemplo, revolucionando o setor de telecomunicações. Paralelamente, o desenvolvimento de tecnologias capazes de integrar os sistemas analógicos e digital possibilitou a ampliação da telefonia, bem como sua integração com a internet. Exemplos disso são a tecnologia 3G, que permite aparelhos móveis, como telefones celulares, terem acessos a internet, e a 4G, tecnologia de quarta geração de banda larga móvel, oferecida pelas prestadoras nas capitais e nos municípios com muitos habitantes, de acordo com a Anatel. A expansão da telefonia fixa e móvel foi fundamental para a rápida disseminação da internet em escala global, ainda que existam diferenças significativas de densidade das redes de telefonia entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, bem como entre regiões de um mesmo país, de acordo com o IBGE e o PNAD de 2014, 137 milhões de pessoas de 10 ou mais anos de idade tinham telefone móvel celular para uso pessoal, 93% dos domicílios possuíam algum tipo de telefonia, desse total, 40% tinha telefone fixo. No Brasil, ocorreu uma rápida expansão da telefonia celular ou serviço móvel pessoal (SMP) a partir da década de 1990, como resultado dos programas de privatização no setor de telecomunicações, bem como da precariedade da infraestrutura para a telefonia fixa, isso explica o Mato Grosso do Sul, por exemplo, ter uma densidade de SMP semelhante ao estado de São Paulo. TELEVISÃO, RÁDIO E MÍDIA IMPRESSA No Brasil a televisão e a radiodifusão são serviços outorgados pelo governo federal por meio de concessões feitas pelo ministério das comunicações a iniciativa privada, as concessões são renovadas periodicamente (a cada 10 anos para as rádios e a cada 15 anos para as redes de televisão). As concessões a empresas ligadas a radiodifusão e a televisão aberta concentram-se nas regiões metropolitanas, com destaque principalmente o caso da televisão para São Paulo e Rio de Janeiro. Além de forte concentração espacial das sedes das empresas que atuam na comunicação critica-se o fato de as concessões públicas serem dadas a um reduzido grupo de empresas, sobretudo noc aso da televisão, isso reduz o acesso de diversos grupos sociais a produção e a disseminação de informações e conteúdos televisivos, e coloca em xeque a democratização da informação, além disso, grande parte da programação oferecida pelas redes nacionais de televisão abeta te qualidade questionável, a exemplo dos chamados programas de auditórios, que sob o rotulo de entretenimento, veiculam imagens e situações que reforçam estereótipos e preconceitos étnicos-raciais, sociais, etários, e de gêneros e outros. TELEVISÃO POR ASSINATURA No Braisl a tv por assinatura cuja programação é disponibilizada penas para quem paga pelo serviço, teve rápido crescimento no numero de assinantes, entre 2005 e 2014, passou de 4 milhões de assinaturas para quase 20 milhões, apesar do aumento nesse período, quando comparamos com 2013, com 18 milhões de assinantes, observa-se um aumento modesto. Além disso, somente 30% dos domicílios tinham tv por assinatura em 2014. Em geral, esses canais pertencem a grandes corporações internacionais do ramo de telecomunicações como a CNN dos EUA, a BBC da Inglaterra e outras. Com exceção da CNN, fundada em 1980, as demais surgiram na década de 1990 e início de 2000, período de grande expansão do fluxo de informações, uma das características da formação do meio técnico-científico-informacional. Por meio de sua programação padronizada, essas grandes corporações da informação, controladas por grupos privados ou por governos contribuem para a divulgação de hábitos e valores, homogeneizando a forma de divulgar os fatos e fenômenos, os canais de entretenimento e aqueles voltados estritamente para o comércio contribuem para a padronização do consumo de mercadorias e serviços, em escala global. RÁDIOS COMUNITÁRIAS Uma das formas de democratização das comunicações na radiodifusão é a criação de rádios comunitárias, que apresentaram expressivo crescimento entre 1999 e 2015, passando de 78 para 4.724 rádios nesse período. Estão presentes em todas as unidades da federação, algumas com mais de uma centena dessas rádios, 3.935 municípios são atendidos por pelo menos uma delas. São estações de rádio de baixa potência, presentes em todos os estados e que, por lei, não podem ter fins lucrativos e tampouco vínculos com partidos políticos ou instituições religiosas. Além disso, devem ser destinadas a divulgação de manifestações culturais das próprias comunidades e a elaboração de programas voltados para as suas necessidades específicas. Entretanto, as exigências burocráticas e a restrições impostas para o funcionamento dessas emissoras fazem com que grade parte delas opere de forma ilegal, interferindo no funcionamento de outros sistemas de comunicação, como o de aeronaves, por exemplo, comprometendo a segurança dos voos e de pessoas que vivem perto de aeroportos. MÍDIA IMPRESSA A mídia impressa é constituída principalmente por jornais, revistas e livros, segundo a Associação nacional de jornais, apesar do crescimento da veiculação de informações por meios eletrônicos nos últimos aos, em especial a internet e a televisão, o número de jornais diários também apresentou crescimento entre 2001 e 2013. A capacidade de inserção desse meio de comunicação impresso é evidente pela presença de jornais centenários em vários estados do Brasil, a maior parte desses jornais tem também publicações em sites na internet, como uma forma de aumentar seus dinamismo e presença junto aos seus leitores. É importante enfatizar que toda publicação, seja impressa ou eletrônica, não é isenta de posicionamentos políticos- ideológicos, esses posicionamentos, intencionais ou não, podem estar vinculados a determinados grupos econômicos, políticos, religiosos, sociais... para refletir o posicionamento do individuo que produz a informação. Daí a importância de que os leitores e telespectadores tenham a capacidade de criticar e analisar as informações, desenvolvendo sua leitura e interação positiva com o mundo. ATIVIDADE – livro didático – página 90/91/92/93 EXERCÍCIO 1. “A tecnologia não é apenas um canal para se comunicar, cuja comunicação traz o significado de ação recíprocaque ocorre entre emissor e receptor da mensagem, mas sim faz parte do ato comunicativo, estando integrada a ele. É uma nova maneira de aprender e agir, é construir novos alicerces na forma de comunicar e conhecer. Com isso, a lógica da atual sociedade consolida-se para a lógica das redes”. FORESTI, A. A era digital: apropriação tecnológica e inclusão digital. Oficina da Net, ago. 2013. Disponível em: <http://www.oficinadanet.com.br>. Acesso em: 12 jun. 2015. A integração da tenologia com a construção das sociedades e do espaço geográfico, no momento atual da história, assinala o conceito de: a) espaço digital b) espacialidade em rede c) territórios virtuais d) meio técnico-científico informacional e) espaço físico-virtual 2. “O que os jornais chamam de Era da Informação nada mais é que o atestado de óbito da cultura de massa — um estilo de vida que surgiu com Gutenberg, no século XV, e foi a tônica da Revolução Industrial. Até hoje você foi obrigado a assistir ao mesmo filme que o vizinho, ler o mesmo jornal que outros 200 mil assinantes, comer o mesmo molho de tomate industrializado e usar uma calça jeans do mesmo modelo do seu amigo de trabalho. Esse tempo está chegando ao fim”. BARREIRA, W. Era da informação: Tudo ao mesmo tempo agora. Superinteressante. n. 84, set. 1994. O texto acima, escrito em 1994, realizava uma previsão acerca dos efeitos da Era da Informação na sociedade atual. Nessa perspectiva, as transformações tecnológicas propiciaram: a) a concessão total de liberdade ao indivíduo b) o fim da padronização cultural c) o aumento da interatividade digital d) a desregulação da moda e) o declínio das transformações técnicas 3. “Há muito tempo, o rádio, a televisão e outros meios de comunicação têm levado informações simultâneas a lugares remotos. Mas, por esses meios, somos apenas ouvintes ou telespectadores. A possibilidade de selecionar as informações, no momento e no local desejado, só foi viabilizada com a internet. A integração por meio das redes de informação dá uma nova dimensão ao espaço e cria uma nova forma de agir sobre ele”. LUCCI, E. A. et. al. Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia Geral e do Brasil. 2ª ed. Editora Saraiva, 2014. p.13 (adaptado). A integração das redes de informação e do espaço virtual ao espaço geográfico corrobora para o conceito de: a) unidade tecnológica b) ciberespaço c) espacialidade digital d) sociointeratividade e) tecnosfera 4. ENEM 2010) Testes Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da internet. O nome do teste era tentador: “O que Freud diria de você”. Uau. Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”. Perfeito! Foi exatamente o que aconteceu comigo. Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise, e ele acertou na mosca. Estava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, então resolvi voltar ao teste e responder tudo diferente do que havia respondido antes. Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver com minha personalidade. E fui conferir o resultado, que dizia o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os 12 anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”. MEDEIROS, M. Doidas e santas. Porto Alegre, 2008 (adaptado). Quanto às influências que a internet pode exercer sobre os usuários, a autora expressa uma reação irônica no trecho: a) “Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver”. b) “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos”. c) “Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da internet”. d) “Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte”. e) “Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise”. 5. (ENEM 2013) CURY, C. Disponível em: http://tirasnacionais.blogspot.com. Acesso em: 13 nov. 2011. (Foto: Reprodução) A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso social da tecnologia para fins de interação e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude a) crítica, expressa pelas ironias. b) resignada, expressa pelas enumerações. c) indignada, expressa pelos discursos diretos. d) agressiva, expressa pela contra-argumentação. e) alienada, expressa pela negação da realidade. REDES DE TRANSPORTES E TURISMO NO MUNDO GLOBALIZADO No mundo contemporâneo, marcado pelos crescentes fluxos de informações, mercadorias, capitais e pessoas, as redes exercem papel fundamental. Por meio delas os fluxos se tornam possíveis, integrando territórios, mas também evidenciando a exclusão de espaços e pessoa que estão as margens da infraestrutura das redes, sobretudo os de comunicação e transporte. Neste tópico serão abordadas as principais redes de transportes do Brasil, bem como sua importância para a estruturação do espaço geográfico no território nacional e em seguida, serão feitas algumas comparações com outras realidades geográficas, além da analise do papel das redes de transporte na inserção do Brasil no mundo globalizado e sua relação com a sociedade e o meio ambiente. TRANSPORTE RODOVIÁRIO De acordo com a confederação nacional do transporte (CNT) as rodovias do Brasil totalizavam, em 2015, mais de 1,7 milhão de km, com rodovias que estavam sob a responsabilidade dos três níveis de governo: federal, estadual e municipal. A maior parte dessas rodovias é administradas pelos governos, enquanto as administradas por concessionárias privadas, em sua maioria, estaduais e federais de alto trafego, totalizavam cerca de 19 mil km. O transporte rodoviário é feito por meio de caminhões, ônibus e automóveis de passeio e constitui o modal com maior extensão e maior uso em transporte de cargas do país. As rodovias brasileiras são classificadas pelo Plano nacional de viação e recebem uma nomenclatura específica, de acordo com os níveis de governo que as administram e com as direções nos traçados norte-sul ou Leste-Oeste. As rodovias federais longitudinais (com traçado na direção norte-sul) iniciam-se com o número 1, a exemplo da BR- 116. As transversais (que se estendem na direção Leste-Oeste) iniciam-se com o número 2, como a BR- 232, por exemplo. Além desses exemplos, há outras rodovias federais e estaduais, as estaduais podem ser identificadas pela sigla de cada estado, por exemplo, a sigla PE indica as rodovias de Pernambuco. Os primeiros grandes investimentos para a implantação da malha viária no país entre 1852 e 1990, foram direcionadas as ferrovias, com o objetivo de escoar a produção de café, já a partir de 1940 amalha rodoviária teve maior expansão. Diferentemente das ferrovias do século XIX, que foram construídas pela iniciativa privada, as rodovias foram planejadas e construídas com investimentos públicos a partir da criação do Fundo Rodoviário Nacional e do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) em 1937. Sob o discurso da necessidade da integração nacional, ou seja, de interligar os territórios das diversas regiões do país e da ocupação agropecuária, milhares de quilômetros de rodovias foram construídos pelos governos federal e estadual na década de 1940 e 1970. A transferência da capital federal para o centro-oeste contribuiu para a expansão da malha rodoviária, nesse período acelerou-se o processo de industrialização do Brasil, no qual se destaca a indústria automobilística, dessa forma o investimento público na construção de rodovias contribui para a expansão industrial desse setor, confirmando a opção rodoviária que se reflete na malha viária atual, que é a rede de maior extensão. O automóvel foi o primeiro bem de consumo durável comercializado em larga escala no mundo e envolve diversas atividades econômicas:a indústria de base, para a fabricação de matérias-primas, como o aço. As indústrias metalúrgicas e mecânica para a fabricação das peças; as montadoras; os serviços de assistência técnica, de marketing, de financiamentos e linhas de créditos; a produção e o fornecimento de combustível, que movimentam a indústria petroquímica... O amplo conjunto de atividades econômicas direta ou indiretamente envolvidas na indústria automobilística contribuiu para que os EUA assumissem a hegemonia industrial ao longo do século XX, no Brasil a opção governamental pelo transporte rodoviário teve papel decisivo na industrialização, tanto na implantação da infraestrutura de transportes como no reforço da dependência econômica e tecnológica, visto que a maior parte das empresas do setor que aqui se instalaram era de transnacionais com sede nos países desenvolvidos. Essa tendência permanece na atualidade já que diversas montadoras estrangeiras têm investido na implantação ou ampliação de unidades fabris no Brasil. Inicialmente na década de 1970, as indústrias automobilísticas instalaram-se na região do ABC paulista (região metropolitana de São Paulo) que oferecia a infraestrutura necessária para essa produção (rede de transporte e energia), mão de obra e mercado consumidor em crescimento. Atualmente, existem mais de vinte montadoras no Brasil. Além de influenciar diretamente na malha viária, a expansão da indústria automobilística e a presença de automóveis como meio de transporte de maior inserção no Brasil tem profundos reflexos no cotidiano e na qualidade de vida da população. TRANSPORTE FERROVIÁRIO Até o começo do século XIX o transporte de cargas era feito por escravos e animais percorrendo os caminhos explorados pelos bandeirantes, essas rotas de modo geral, se estendiam do litoral para o interior, por esses caminhos eram transportados os metais preciosos, principalmente o ouro, além de outros produtos levados para o mercado consumidor europeu. Durante a segunda metade do século XIX sobre alguns desses caminhos coloniais, foram implantadas as primeiras estradas de ferro do Brasil. As estradas de ferro surgiram em função da necessidade de ampliar a infraestrutura de exportação de matérias-primas minerais e agrícolas e de interligar as regiões produtoras com os principais mercados consumidores internos. A iniciativa para a construção das ferrovias era tomada por produtores agrícolas e por empresas mineradoras, em geral financiadas com recursos públicos e construídas por companhias estrangeiras, majoritariamente inglesas. Ao longo do séc. XX sobretudo na segunda metade, as ferrovias brasileiras entraram em declínio diante da opção rodoviária e da decadência de atividades econômicas que tinham motivado a construção de estradas de ferro, como foi o caso da extração da borracha no Norte e da produção cafeeira no Sudeste. Esse período, a maior parte das ferrovias passou a ser controlada pela Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), empresa administrada pelo governo federal. Esse cenário mudou novamente na década de 1990, quando a maior parte das ferrovias voltou a ser administrada por empresas privadas. Essa privatização do transporte ferroviário ocorreu no contexto da abertura econômica do Brasil e do processo de globalização e da disseminação de políticas neoliberais que defendiam a redução da participação do Estado na economia. O Brasil apresenta uma baixa densidade na rede ferroviária, em 2014, somava quase 29 mil km de ferrovias, em geral, planejadas com o objetivo de escoar a produção agropecuária e mineral, ligando as áreas de produção ou extração aos portos ou as áreas industrializadas. A área ferroviária é concentrada nas regiões de maior dinamismo econômico do país: Sul, Sudeste e Nordeste e pouco interligar as diversas regiões entre si, pois foram construídas com diferentes bitolas, o que significa que não possuem as mesmas distancias em trilhos. Atualmente estão sendo implantados projetos de expansão, modernização e adequação da malha ferroviária do país (padronização das bitolas e introdução de máquinas e sistemas de controle mais modernos, por exemplo), eles têm como objetivo ampliar as exportações de commodities, como a soja e a carne do Centro-Oeste que dispõe de poucas alternativas de transporte a longas distancias além do rodoviário. As ferrovias refletem esse contexto econômico e ao mesmo tempo a manutenção da estratégia historicamente adotada para a implantação da rede ferroviária: a de priorizar a construção de corredores de exportação para os produtos primários e não necessariamente o transporte de passageiros. É preciso destacar, porém, que as ferrovias tiveram papel fundamental na história econômica e social do Brasil, tendo participado efetivamente no surgimento e nas transformações econômicas e sociais de diversas cidades brasileiras. No transporte de passageiros, destaca-se o projeto Trem de alta velocidade (TAV) com o objetivo de ligar as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, totalizando 511km. Projeto operado por PPP (parcerias público-privada), isto é, por empresas privadas contratadas pelo governo federal. Esta alternativa liga as duas maiores regiões metropolitanas do país, cujas ligações aéreas e rodovias tem dificuldades para atender à crescente demanda. Mas este projeto exige elevados investimentos públicos. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO O transporte aquaviário é classificado em fluvial (rios0, lacustre (lagos) e marítimos (mares e oceanos), que pode ser entre portos internacionais ou de cabotagem, ou seja, entre portos de um mesmo país. De acordo com a CNT de 2015, a rede fluvial brasileira era uma das maiores do mundo, com quase 42mil km, dos quais cerca de 30 mil eram naturalmente navegáveis. Entretanto, as vias fluviais ou lacustres utilizadas economicamente totalizavam somente 22mil km, indicando que esse modal pode ser ampliado para o transporte de passageiros e cargas. O brasil possui um extenso litoral, com uma costa de 8,5 mil km navegáveis, o que aumente ainda mais as possibilidades de uso do transporte hidroviário no país. A maior densidade de redes fluviais com rios navegáveis está na região Amazônica, onde a navegação exerce papel fundamental na estrutura econômica e social da região. Pessoas e mercadorias são deslocadas por meio de barcos e navios que representa para milhões de indivíduos a punica forma de acesso a outros lugares. No Brasil, o transporte aquaviário é administrado pela Agência nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) vinculada ao ministério de transporte e a secretária de portos da presidência da república, que controla tanto a navegação marítima como a de interior. Uma das ações empreendidas por essa agencia é a implantação de corredores de escoamento da produção mineral e agropecuária do país, sobretudo das regiões centro-oeste e norte, a nova fronteira agrícola, em direção aos portos marítimos. Esses corredores exigem investimentos públicos em obras para viabilizar a navegação de navios de carga, como o aprofundamento do leito de rios e a construção de eclusas (sistemas de tanques e comportas que permitem a passagem de nível em rios e canais), o que confirma a priorização do transporte de cargas, sobretudo aquelas destinadas à exportação de commodities em detrimento do transporte de passageiros. Os portos fluviais e principalmente, os marítimos são importantes nós ou pontos nodais nas redes de transportes de matérias-primas e produtos industrializados em navios cargueiros intercontinentais, em 2013, a maioria dos portos de contêineres mais movimentados do mundo estava localizado na Ásia, sete deles na China (Xangai, Shenzen, Hong Kong, Ningbo, Qingdao, Guangzhou e Tianjin). A commodities em geral, com destaque para o minério de ferro, soja, açúcar, correspondem a maior parte das cargas exportadas pelos principais portos brasileiros, confirmando a participação do país no mercado globalizado como fornecedor dematérias-primas. Entretanto, os baixos investimentos na estrutura portuária comprometem a expansão dessa atividade econômica, o que se tornou mais evidente na década de 2000, com o crescimento das importações e exportações brasileiras. As exportações mantem o equilíbrio da balança comercial brasileira, apesar de serem produtos de baixo valor agregado, associados a baixa inovação tecnológica, e em geral, ao emprego de pouca mão-de-obra, sobretudo no que se refere a mão de obra qualificada. TRANSPORTE AÉREO O transporte aéreo é o mais caro entre todos, o que dificulta o acesso a esse modal pela grande maioria da população mundial. Entretanto, a possibilidade de fazer viagens a longas distancias em um tempo reduzido, faz com que esse seja um dos meios de transporte que mais crescem no mundo globalizado, sobretudo no transporte de passageiros. De acordo com a Associação internacional de transportes aéreo (IATA), em torno de 3,3 bilhões de pessoas viajaram de avião em 2014, e o transporte aéreo tanto de passageiros como de cargas, acompanha as variações da economia global e da diversas regiões, pois o PIB reflete no aumento de fluxo internacional de passageiros que vem se tornando um centro de finanças, turismo e consumo. Ainda segundo o IATA, o transporte aéreo também está em expansão no Brasil por causa das dimensões continentais do país, associadas a precariedade dos demais modais de transporte a longas distancias, além disso, a expansão da economia a partir dos anos 2000 incentivou o crescimento do fluxo aéreo brasileiro, principalmente no transporte de passageiros. De acordo com a Agencia Nacional de aviação (ANAC) EM 2014, os aeroportos mais movimentados para voos domésticos foram os da região metropolitana de São Paulo, Brasília e os dois aeroportos do Rio de Janeiro. Nos voos internacionais se destacaram os aeroportos de Cumbica em Guarulhos (SP) e Galeão (Antônio Carlos Jobim, no RJ), onde os principais destinos foram EUA, Argentina, Portugal, Chile, França e Panamá. Ainda que a maior densidade no fluxo de passageiros e de cargas do país esteja em SP e RJ nota-se que as demais metrópoles (Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Cuiabá, Goiânia, Porto Alegre e o Distrito Federal) exercem pape importante nesse fluxo, além dessas, algumas capitais regionais como Campo Grande, também tem participação significativa nos fluxos aéreos nacionais. TRANSPORTE DUTOVIÁRIO O transporte dutoviário é feito por meio de dutos no interior dos quais o produto a ser transportado entre um terminal e outro é impulsionado com o uso de equipamentos de propulsão. O transporte dutoviário a longas distancias é usado principalmente no setor petrolífero, através dos oleodutos e gasodutos, existem ainda os minerodutos. O único no Brasil é que liga o quadrilátero Ferrífero (MG) ao porto de Vitória (ES), que são menos utilizados por terem um funcionamento mais complexo, com a necessidade de adicionar água ao produto a ser transportado. Esse modal apresenta como uma das principais vantagens o fato de não haver deslocamento do meio de transporte, apenas do produto transportado, o que reduz os custos. Atualmente é uma das formas mais econômicas de transporte de hidrocarbonetos e é intensamente utilizada em regiões de extração e refino de petróleo, como o Oriente médio e a Rússia. A Rússia por exemplo, depende em grande medida desse modal para transportar o gás natural e o petróleo extraídos na região do mar Cáspio. Entretanto, os dutos atravessam regiões frequentemente envolvidas em conflitos separatistas, como o Cáucaso. No Brasil, o transporte dutoviário de petróleo e gás natural teve início na Bahia em 1942, com a construção do duto que ligava a refinaria experimental de Aratu ao Porto de Santa Luzia, atualmente, os dutos de petróleo e derivados formam uma rede de baixa densidade nas regiões sudeste, centro-oeste e sul, além de algumas linhas isoladas nas regiões norte e nordeste, em geral, ligado as refinarias aos campos de exploração ou aos terminais de transporte de diferentes modais, ou seja, o transporte intermodal. ATIVIDADE- livro didático- página 107 REDES DE TRANSPORTE NO MUNDO GLOBALIZADO Paralelamente aos fluxos financeiros e de informações, os fluxos internacionais de mercadorias e de pessoas aumentam a cada ano em consequência do processo de globalização. Os maiores fluxos ocorrem entre a Europa Ocidental, a América do Norte e a Ásia (sobretudo China, Japão e Tigres Asiáticos). Em geral, o modal mais utilizado para o transporte de pessoas e mercadorias no mundo é o rodoviário, que tem a maior densidade logística nos países do BRICS (Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul) e nos Estados Unidos. Entre esses países, o Brasil é o que apresenta menor densidade logística em todos os modais. Paradoxalmente, o modal rodoviário é o que apresenta o custo mais elevado. O modal rodoviário apresentou crescimento significativo a partir da década de 1990, principalmente nos países subdesenvolvidos (Sul), nos quais a projeção de crescimento se mantém para as próximas décadas. Historicamente as exportações brasileiras foram direcionadas mais para as toras do Atlântico, principalmente para Europa, Estados Unidos e países asiáticos, do que para a América do Sul. A partir de 2000, a integração da América do Sul passou a fazer parte da agenda política dos governos desses países. Isso se confirmou com a criação naquele mesmo ano, da iniciativa para a integração da infraestrutura regional Sul-americana (IRSA), que tinha o objetivo de criar mecanismos políticos e econômicos voltados para a integração física da infraestrutura de transporte, energia e comunicações. Com base nessa iniciativa, foram demitidos dez eixos de integração nos quais estão em andamento projetos ou obras de implantação e interligação de diferentes modais de transporte entre os países sul- americanos. É preciso destacar, porém, que grandes obras de infraestrutura geram transformações econômicas e socioambientais e por um lado, possibilitam a integração de regiões pouco integradas as dinâmicas de outras partes do território, por ouro, as obras de implantação e o aumento dos fluxos de veículos trazem impactos negativos ao meio ambiente, e muitas vezes, para as populações, sobretudo as tradicionais, como os povos indígenas. Os eixos de integração previstos ou em fase de implantação na região amazônica geram especial preocupação. No passado, grandes obras de infraestrutura, como a da Rodovia transamazônica e da ferrovia madeira-Mamoré, causaram impacto ambiental e contribuíram para o rápido avanço do desmatamento no sul da Amazônia. TRANSPORTES E QUESTÕES AMBIENTAIS Diante da necessidade crescente de deslocamento de pessoas e de mercadorias no mundo globalizado, aumentam também as preocupações com os impactos dos diferentes modais sobre o meio ambiente e com as questões referentes a mobilidade e a cidadania. Nesse sentido, é importante levar em conta os custos sociais dos diferentes meios de transporte e os impactos de cada um. O modal rodoviário é o que apresenta maior participação nos diferentes custos sociais ou seja, na poluição sonora e atmosférica, na utilização da terra e nos custos de construção e manutenção e nos acidentes provocados, já o transporte rodoviário é o que apresenta de forma geral os menos custos sociais. A escolha dos modais de transporte é influenciada por fatores naturais (o transporte aquaviário, por exemplo, depende da existência de rios navegáveis ou adaptáveis par aa navegação ou mesmo da proximidade d emares e oceanos) e históricos-econômicos, como ocorreu no Brasil, com a priorização do modal rodoviário, fortemente associado a influência e ao poderio econômico das empresas transnacionais do setor automotivo. Diante disso, cada país, cidade ou região metropolitana deve planejar o transporte público e privado a fim de garantir mobilidade a população e de possibilitar o deslocamento decargas. Os congestionamentos diários de veículos nas grandes cidades brasileiras e em diversos países do mundo revelam que esse planejamento não vem sendo feito ou não tem sido suficiente para garantir a mobilidade urbana. As vantagens socioambientais do transporte público em comparação com o privado são bem conhecidas: trens ou metros e ônibus ocupam menor espaço, transportam o maior número de passageiros e poluem menos. A ausência, precariedade ou ineficiência do transporte público coletivo faz com que a população invista no transporte particular, deslocando-se por meio de automóveis ou motocicletas, o que desencadeia um circulo viciosos, além dos congestionamentos e d aumento da emissão de poluentes atmosféricos, a priorização do transporte individual em detrimento o coletivo contribui para intensificar os problemas sociais, como a violência no trânsito, o estresse e a diminuição do tempo disponível para o lazer e outras atividades. Diante da elevada dependência do transporte rodoviário no Brasil, tanto para cargas, como para passageiros, o governo lançou em 2012º Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para Mitigação das Mudanças Climáticas (PSTM). O objetivo é transferir gradativamente, parte dos transportes do modal rodoviário para outros modais (hidroviário, ferroviário, principalmente) além de melhorar a oferta e a qualidade do transporte público nas grandes cidades para reduzir a emissão de gases do efeito estufa nas próximas décadas. É preciso destacar, porém, que os planos governamentais, que em geral vem a reboque dos problemas socioambientais, por si só não são suficientes para enfrentar os impactos socioambientais em razão do elevado consumo de energia de origem fóssil. Cada cidadão deve cobrar das autoridades locais, políticas voltadas para o uso do transporte público e de fontes de energia menos poluentes, além da implantação ou ampliação de ciclovias e outras medidas. Quanto ao transporte de mercadorias, a participação positiva de cada cidadão pode ser efetivada no âmbito do consumo. O combate ao consumismo desenfreado contribui para a redução do volume de matéria- prima e de mercadorias transportadas e consequentemente, diminui a pressão sobre os modais de transporte de cargas necessários no país. ATIVIDADE- livro didático- página 112 EXERCÍCIO 1. Sobre os diferentes tipos e usos dos transportes no Brasil e no mundo, considere as afirmações a seguir: I. Recomendado para distâncias menores, porém com custos mais elevados. A vantagem está em transportar o produto do início ao fim, ou seja, retira-o de seu local de produção e entrega-o ao seu destino final sem a necessidade de outros meios de transporte. II. Utilizado para grandes distâncias, envolvendo principalmente o deslocamento de pessoas e mercadorias de custo (e lucro) mais elevado. Apresenta um elevado custo, porém uma velocidade maior. III. Recomendado para países de grande extensão territorial, apresentando altos custos em sua estruturação e baixos custos em sua manutenção. Transporta pessoas e mercadorias, consumindo uma quantidade de energia relativamente pequena. As proposições acima representam, respectivamente, as descrições dos transportes: a) rodoviário, ferroviário e hidroviário b) ferroviário, rodoviário e aéreo c) marítimo, pluvial e aéreo d) aéreo, manual e hidroviário e) rodoviário, aéreo e ferroviário. 2. “O transporte público no Brasil sempre foi alvo de muitas reclamações ao longo do tempo. Na maioria das vezes, as queixas referem-se ao fato de os veículos estarem sempre lotados, às condições ruins dos carros e à baixa qualidade dos serviços prestados […]. A insatisfação da população com o transporte coletivo nas cidades brasileiras, no entanto, não é uma questão recente. Pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2011 e 2012, revelaram um quadro negativo, com avaliações classificadas como “péssimas ou ruins” ultrapassando os 60%”. (Disponível em: brasilescola.uol.com.br) Assinale a alternativa que indica um dos principais elementos responsáveis pelos problemas do transporte público no Brasil. a) Ausência de veículos particulares para a população. b) Crescimento das cidades menor que o do campo. c) Barateamento das passagens, elevando a procura e diminuindo os serviços. d) Crescimento desordenado urbano sem um acompanhamento em infraestrutura. e) Federalização do transporte coletivo pela Constituição de 1988. 3. As ferrovias são frequentemente indicadas como a melhor opção para o escoamento de cargas e, até mesmo, de pessoas em todo o território nacional. Entre as vantagens que esse tipo de transporte oferece para o país, podemos assinalar, EXCETO: a) Baixo custos de manutenção e consumo. b) Participação no deslocamento de todo o percurso da mercadoria a ser entregue. c) Desafogamento do trânsito nas rodovias. d) Melhorias na relação entre cargas transportadas e combustível consumido. e) Menor quantidade estatística de acidentes e perdas de carga. 4. (ENEM-2012) A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para atracar no porto de Santos é igual a 11 anos – isso, contando somente o intervalo de janeiro a outubro de 2011. O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de tempo supera uma década. Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado). A situação descrita gera consequências em cadeia, tanto para a produção quanto para o transporte. No que se refere à territorialização da produção no Brasil contemporâneo, uma dessas consequências é a a) realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez. b) dispersão dos serviços financeiros em função da busca de novos pontos de importação. c) redução da exportação de gêneros agrícolas em função da dificuldade para o escoamento. d) priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras terrestres. e) estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos na infraestrutura de circulação. 5 “Um trilhão de reais: é este o valor que o Brasil precisa investir em infraestrutura de transportes até 2030 para se equiparar ao padrão de países como Rússia e Austrália. A conclusão é de um estudo do núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP assinado pelos professores Claudio Tavares de Alencar e João da Rocha Lima Júnior com o mestrando Flávio Abdalla Lage e apresentado no final da semana passada na 14ª Conferência Internacional da LARES (Latin American Real Estate Society).” CALEIRO, J. P. Brasil precisa de R$ 1 tri em infraestrutura de transportes. Exame.com, 22 set. 2014. Disponível em: <http://exame.abril.com.br>. Acesso em: 15 jun. 2015. O desenvolvimento dos países depende da estruturação dos territórios para a difusão e distribuição de cargas, mercadorias e pessoas. O próprio sistema capitalista, em sua conjuntura embrionária, só conheceu o seu inicial desenvolvimento e expansão a partir da estruturação técnica de um importante sistema de transporte, que foi: a) os trens de ferro a vapor, no século XVIII. b) as aeronaves modernas, no século XX. c) as caravelas de longo alcance, no século XVI. d) os grandes navios de carga, no século XIX. e) os carros com motores, no início do século XX. 6. Em geral, países com dimensões continentais encontram mais dificuldade em desenvolver uma logística eficiente, pois, além de enfrentar as distâncias, há o desafio de se superar as diversidades climáticas e os obstáculos naturais. Nesse sentido, esses países precisam desenvolver políticas que visem à diversificação de seus modais e ampliação da tecnologia adequada. O meio de transporte mais recomendado para a integração terrestre em territórios com as características acima é o: a) rodoviário b) ferroviário c) aéreo d) subterrâneo e) dutoviário 7. (UNIMONTES) A Federação das Indústrias de São Paulo comparou indicadores de transporte do Brasil com equivalentes de paísesque são referência para o mundo todo. A conclusão do estudo é que, em dez anos, a eficiência de nossa infraestrutura não avançou. O Brasil é grande, mas parece maior ainda para quem leva peças de São Paulo a Manaus. “Demora de 15 a 20 dias. O caminhão sai daqui carregado, vai até Rio Branco, de Rio Branco é transportado para a balsa e vai via fluvial até Manaus”, conta o empresário José Kovacs. Jornal Nacional - 6/5/2013. Assinale a alternativa que NÃO indica um dos fatores que contribuem para o problema abordado no texto. a) A reduzida exploração do potencial de navegação dos rios. b) As condições precárias das rodovias que cortam o país. c) A saturação da capacidade operacional de portos e aeroportos. d) A prioridade dada ao modal ferroviário pela política de transporte nacional. 8. (Enem 2013) De todas as transformações impostas pelo meio técnico-científico-informacional à logística de transportes, interessa-nos mais de perto a intermodalidade. E por uma razão muito simples: o potencial que tal “ferramenta logística” ostenta permite que haja, de fato, um sistema de transportes condizente com a escala geográfica do Brasil. HUERTAS, D. M. O papel dos transportes na expansão recente da fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio, Universidade de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado). A necessidade de modais de transporte interligados, no território brasileiro, justifica-se pela(s) a) variações climáticas no território, associadas à interiorização da produção. b) grandes distâncias e a busca da redução dos custos de transporte. c) formação geológica do país, que impede o uso de um único modal. d) proximidade entre a área de produção agrícola intensiva e os portos. e) diminuição dos fluxos materiais em detrimento de fluxos imateriais. 9. O Brasil é um país de dimensões continentais, o que eleva a importância de uma articulada rede de transporte que integre de maneira eficaz e pouco onerosa todas as áreas habitadas e de uso do espaço geográfico no país. Nesse sentido, o sistema de transporte mais utilizado para deslocamento de cargas e serviços é o: a) rodoviário b) ferroviário c) hidroviário d) aeroviário e) marítimo 10. As ferrovias no Brasil estão geograficamente concentradas: a) na região Nordeste, como resultado das políticas coloniais de transportes das commodities aqui cultivadas pela metrópole. b) na região Sudeste, em razão das estruturas instaladas no auge da economia cafeeira. c) no Centro-Oeste, como uma obra de promoção da política da Marcha para o Oeste. d) no Sul, para atender os interesses das oligarquias gaúchas. e) em todo o litoral, como herança da concentração populacional nessa faixa do país. 11. (UFMG) Considerando-se as redes que compõem as diferentes modalidades de transporte no Brasil, é INCORRETO afirmar que: a) as ferrovias são, em sua grande extensão, utilizadas sobretudo para o escoamento da produção mineral e subutilizadas no transporte interurbano e inter-regional de passageiros. b) as hidrovias tornariam o preço do produto agrícola brasileiro mais competitivo no mercado internacional, mas têm sua implementação dificultada pelo custo e pelos impactos ambientais decorrentes de seus projetos. c) as rodovias, principal modalidade de transporte do país, assumem, com alto custo, elevada tonelagem no deslocamento de mercadorias diversas e maior percentual de tráfego de passageiros. d) o transporte aéreo registra um uso mais intenso nas regiões do país onde há grandes distâncias entre os principais centros urbanos e fraca densidade das redes rodoviária e ferroviária. 12. (UERJ) Em um esforço que superou as previsões mais ousadas da iniciativa privada, o governo federal anunciou ontem o que chamou de o maior plano de investimentos em transportes da história, envolvendo a concessão de ferrovias e rodovias à iniciativa privada. O setor de ferrovias é o que deve receber o maior volume de investimentos. Serão R$ 91 bilhões em 10 mil quilômetros de novas linhas para criar uma malha que ligue as principais regiões produtoras do país aos maiores portos. Mapa do investimento no transporte ferroviário no Brasil A reportagem aborda o plano de investimentos anunciado em 2012 pelo governo federal. Aponte duas justificativas econômicas para a prioridade dada pelo governo ao setor ferroviário. O sistema de transporte brasileiro, atualmente, encontra-se concentrado nas rodovias, o que é por muitos considerado um erro, visto que esse modal é mais caro e menos eficiente do que as ferrovias, que se mantêm estáveis por um longo período. Dentre as razões que podem justificar a ação do governo federal em investir em ferrovias, podemos citar: - custos menores de frete em longas distâncias; - menores gastos para mercadorias de baixo preço em relação ao seu volume, sobretudo as matérias- primas; - consequente redução dos produtos para o mercado interno e externo; - melhor conexão entre pontos distantes, o que é notório no caso do Brasil, que é um país continental. EREM LUÍZA GUERRA- APOSTILA GEOGRAFIA – 3° ANO – ENSINO MÉDIO 2° BIM ALUNO(A):_________________________________________________________ TURISMO NO MUNDO GLOBALIZADO As viagens entre diferentes lugares têm conotações diversas: lazer, visita a familiares e amigos ou a trabalho... para a organização mundial de turismo – OMT- o turismo é uma atividade econômica definida com base nos gastos efetuados pelos visitantes. Com o intuito de facilitar a comparação das atividades turísticas entre os diversos países, a OMT elaborou uma classificação internacional uniforme das atividades turísticas, composta por doze categorias. No Brasil, a classificação das atividades características do turismo, adotada pelos cadastros e registros da Administração Pública, está de acordo com a classificação nacional de atividades econômicas – CNAE- e se faz exclusivamente a partir da compatibilização das atividades econômicas da OMT. Em 2008 o IBGE passou a considerar apenas nove atividades relacionadas ao turismo. Segundo o conselho mundial de viagens e turismo – WTTC- em 2014 o turismo foi responsável por 10% do PIB do mundo e por mais 277 milhões de empregos, o equivalente a 8% do número total de empregos diretos e indiretos, ou um de cada 11 na economia global. Tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes e subdesenvolvidos, cada vez mais o turismo faz parte dos planos de governo com o objetivo de aumentar o PIB nacional. Porém, existem diversas razoes que explicam o crescimento do turismo no mundo: o desenvolvimento da economia mundial, os incentivos governamentais, mais tempo livre, maior valorização e recuperação de área de interesse histórico cultural. Além disso, contribui decisivamente par ao crescimento do turismo em nível mundial o desenvolvimento das redes de transporte e de comunicação, entre outros serviços, como o das agências de viagens, redes de hotéis e restaurantes, casas de câmbio... TURISMO MUNDIAL A Europa é o continente que mais recebe turistas. Segundo o relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em 2013, entre os dez países com melhor ambiente par ao desenvolvimento da atividade turística, seis estavam no continente europeu: Espanha, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Suíça e Itália. Com a modernização dos transportes e dos meios de comunicação, o tempo de deslocamento entre os lugares diminuiu significativamente, contribuindo para aumentar as relações entre pessoas de diferentes nacionalidades e culturas. Além disso, novos polos turísticos têm surgido por exemplo, na cidade de Dubai, Emirados Árabes Unidos e na cidade de Kuala Lumpur, na Malásia. TURISMO NO BRASIL A relação entre turismo, recreação e lazer e outros setores econômicos sociais pode influenciar tanto os lugares frequentados que muitas vezes suas populações passam a depender do turismo, são as chamadas cidades turísticas, regiões cuja principal função ou atividade econômica éo turismo. O Brasil oferece aos turistas nacionais e internacionais 15 tipos de turismo mais bem estruturados: saúde; estudos e intercambio; cultural; aventura; náutico; pesca; festas regionais; negócios e eventos; rural; praia; serras; montanhas; ecoturismo; mergulho; religioso. Apesar de os países desenvolvidos atraírem os maiores fluxos de turistas no mundo, o turismo internacional nos países subdesenvolvidos e emergentes está em expansão. Contribuem para isso fatores como o crescimento, nesses países, ade atividades relacionadas a recreação e a visitação de áreas naturais preservadas. Neste quesito, segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupava o primeiro lugar no ranking mundial de competitividade no turismo em 2014, favorecido pela diversidade natural e criação dos parques nacionais de ambientes naturais. Além da diversidade cultural presente nessas áreas, o país possui um extenso litoral, onde se desenvolvem atividades turísticas com forte atrativo no turismo internacional: as praias em regiões tropicais. Entre 2013 e 2014, segundo o relatório do FEM o Brasil passou da 51° para a 28° posição no ranking geral das economias mais competitivas do mundo, entre 140 países avaliados, e ocupou o primeiro lugar no ranking das Américas. Isso se deve ao fato de grandes investimentos terem sido feitos para a copa do mundo de futebol em 2014 e as olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. Entretanto, o país ficou em 46° lugar na infraestrutura aeroportuária e em 81° na competitividade de preços. Segundo o instituto brasileiro de turismo – Embratur- o país precisa melhorar não só esses dois aspectos, mas, principalmente, atrair investimentos estrangeiros e incrementar o ambiente de negócios. Segundo o Ministério do Turismo em 2014, os principais mercados emissores de turistas par ao Brasil foram a Argentina, comais de 1,7 milhões de turistas, os EUA com um número superior a 600 mil e o Chile, com mais de 300 mil. Ainda segundo o Ministério do turismo, em agosto de 2014, mesmo com o evento da Copa do Mundo de futebol, o Brasil continuou com déficit na sua balança comercial do turismo. Isso se explica pelo fato de, nas últimas décadas, os turistas brasileiros terem aumentado seus gastos no exterior como nos EUA e nos países europeus, em busca de atrativos de lazer e cultura, e produtos industrializados com preços mais baixos, devido aos menores impostos sobre produtos industrializados nesses países. Apesar da desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar e ao euro, a partir de 2014, as agencias de viagens passaram a oferecer pacotes parcelados e o sistema “tudo incluso”, ou seja, contemplando não apenas a passagem e a hospedagem, mas também refeições, diminuindo assim, os gastos e tornando o destino aos países desenvolvidos mais atrativos. Quanto aos modais de transporte utilizados, de acordo com o Ministério do turismo, destacou-se em 2014, o aeroviário (70,61% das chegadas), seguido pelos transportes terrestres (27,36%). Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro registraram as maiores quantidades de chegadas de turistas em 2014 (2.219.917 e 1.597.153 turistas, respectivamente). TURISMO SEXUAL Embora o Brasil ofereça aos turistas nacionais e internacionais uma variedade de tipos de turismo e atividades relacionadas a cultura, lazer e natureza, há outras atividades ilícitas, como a exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a Organização Mundial do Turismo, a exploração sexual de menores de idade está diretamente ligada as más condições de vida da população. Para enfrentar a exploração sexual no turismo brasileiro, em 2004, o Ministério do Turismo, como parte do plano nacional de turismo, criou o programa turismo sustentável e infância, pelo qual procura reduzir a pobreza e as desigualdades regionais por meio de emprego e geração e renda e sensibilizar e punir aqueles que facilitam ou agem como intermediários, bem como os turistas envolvidos. Com o turismo sexual. ATIVIDADE- livro didático- página 117/118/119/120 EXERCÍCIO 1. Centro urbanos como Londres, São Paulo e Nova York têm como ponto forte econômico as transações comerciais e a prestação de serviços. Por esse motivo, funcionam como polos atrativos de população interessada nessas características. A que tipo de cidade refere-se o fragmento acima? a) comerciais b) industriais c) planejadas d) portuárias e) religiosas 2. A cidade do Rio de Janeiro recebe todos os anos milhares de pessoas de diversas partes do país e do mundo. O estado atrai muitos visitantes por sua beleza natural (possui uma costa com 635 quilômetros de extensão banhada pelo oceano Atlântico), além de eventos como o carnaval. A importância histórica da cidade também é considerada, tendo em vista que o Rio de Janeiro tem mais de quatrocentos anos e foi sede do Império e capital da República. Em que classificação se encaixa a cidade do Rio de Janeiro? a) cidade religiosa b) cidade comercial c) cidade industrial d) cidade turística e) cidade religiosa 3. A respeito das características das cidades, estão corretas as afirmativas a seguir, exceto: a) De acordo com sua origem, as cidades podem ser classificadas em naturais ou planejadas. b) Cidade e município são sinônimos que representam aglomerações de seres humanos. Estão presentes em quase metade dos países do globo. c) As cidades são construções sociais que promovem significativas modificações na paisagem e nas relações entre as pessoas e o espaço natural e entre os próprios indivíduos. d) As cidades resultam do trabalho físico e mental humano, ou seja, são um espaço produzido pelo homem. e) As cidades diferem-se quanto à história, importância econômica e política, permitindo, assim, categorizá- las em relação à sua função e grau de influência. 4. A seguir estão listadas importantes cidades brasileiras e a classificação que melhor lhes representa. Avalie as alternativas: I) Aparecida do Norte – SP → cidade industrial II) São Bernardo do Campo – SP → cidade turística III) Santos – SP → cidade portuária IV) Ouro Preto – MG → cidade histórica Marque a opção que corresponda, na devida ordem, ao acerto ou erro de cada uma: a) F, F, V, V b) V, F, F, F c) F, V, F, V d) V, V, F, V e) F, F, F, V ENERGIA E QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS A energia é necessária para realizar qualquer tipo de trabalho, a grande importância da energia para a sociedade reflete também o interesse de diversos campos da ciência pelo tema, como a geografia e a física. Para a geografia, são relevantes e serão abordados nestes textos a seguir questões como a origem e a classificação das fontes de energias (renováveis e não renováveis), a matriz energética do Brasil e de outros países e suas implicações sociais e ambientais. Destaca-se que a energia é necessária para viabilizar a existência das redes e dos fluxos no mundo globalizado, como das informações (energia elétrica) e o transporte de pessoas e mercadorias. Será analisada a composição da matriz energética contemporânea do Brasil e no mundo com o objetivo de identificar a participação das energias renováveis e não renováveis nessas matrizes e consequentemente, a situação atual e as projeções no que diz respeito a poluição gerada pelos combustíveis fósseis. É importante lembrar que se a energia está presente em qualquer tarefa ou trabalho realizado, um exercício importante é refletir sobre as consequências da sua ausência, como corre durante uma queda de energia elétrica. ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE ENERGIA A origem primaria da maior parte das fontes de energia disponíveis em nosso planeta é o Sol. A energia desse astro nos chega sob forma de luz e calor e é transformada pelos próprios elementos da natureza e pelo ser humano em outras formas de energia. Na natureza são exemplos dessas transformações de energia: os ventos e as correntes marinhas, cuja formação se deve em grande parte, as diferenças de temperatura na superfície terrestre; o ciclo daságuas, ou seja, a evaporação, a condensação e a precipitação; a fotossíntese, na qual a luz soar é transformada em energia química armazenada na forma de moléculas orgânicas; a energia fóssil, formada pela matéria orgânica soterrada em decorrência da dinâmica da formação da crosta terrestre. Ao longo deste estudo neste bimestre abordaremos a importância, as potencialidades e os riscos, problemas, enfim, as vantagens e desvantagens das diferentes formas de obtenção de energia para atender as atividades humanas contemporâneas. As fontes de energia são classificadas em renováveis e não renováveis. A classificação emergia renovável refere-se a sua renovação, ou seja, a capacidade de serem recompostas pela própria natureza ou por atividades humanas, isso envolve, necessariamente, a escala temporal, ou seja, o tempo necessário para a recomposição das reservas de energias em relação ao seu uso pelas atividades humanas. Uma fonte de energia demora milhões de anos para se formar por meio de processos naturais, como o petróleo, por exemplo, é considerado não renovável, pois é usado em apenas algumas décadas. Na verdade, essa fonte se renova, porem, em um ritmo muito lento com relação a sua utilização pelas atividades humanas. Já o etanol (combustível produzido pela cana-de-açúcar) é uma fonte energética renovável, pois pode ser renovada anualmente com o plantio e a colheita desse produto agrícola. Uma fonte inesgotável como o Sol, cuja utilização não implica sua redução também é considerada renovável. De acordo com o critério de renovação, portanto, as fontes energéticas mais utilizadas atualmente são assim classificadas: Fontes de energia não renováveis (carvão mineral, hidrocarbonetos – petróleo, gás natural – e urânio) e Fontes de energias renováveis (solar, eólica, geotérmica, hídrica (fluvial e oceânica) e biomassa). Essas fontes são denominadas primárias, uma vez que constituem matéria-prima para a geração de energia final, como a energia elétrica. Outra expressão comumente utilizada neste contexto é a “energia limpa”, ou seja, que na gera poluição. É possível afirmar que todas as fontes energéticas, renováveis, não renováveis, provocam algum tipo de interferência no meio ambiente durante o seu processo de geração e utilização. Além disso, a expressão “limpa” está vinculada unicamente a geração ou não de resíduos, o que não significa que não cause outra forma de desequilíbrio ambiental associado, como a inundação de grandes áreas com a construção de usinas hidrelétricas e a radiação emitida pelas usinas nucleares. A matriz energética (representação quantitativa e percentual dos diferentes tipos de energia utilizadas por um país ou conjunto de países) permite conhecer e analisar a situação de um país, de uma região ou do mundo quanto as fontes de energia utilizadas em determinado período. Essa matriz é apresentada na forma de um gráfico em geral de setores. A matriz energética de um país não é estática, pode mudar com aumento ou a diminuição do uso de petróleos, crescimento ou inclusão de energias renováveis. ENERGIAS NÃO RENOVÁVEIS As fontes de energia fóssil, exploradas em grandes escalas e que constituem a base energética da sociedade contemporânea são os hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) e o carvão mineral. Sua formação resulta da ação conjunta de fatores bióticos (diferentes formas de vida) e abióticos (características físico-químicas, como temperatura, pressão e tipos de rochas e outros). De acordo com a teoria mais aceita atualmente, o petróleo e o gás natural se formam com a deposição de restos de seres vivos (plâncton e algas marinhas) no fundo de mares e oceanos. O soterramento dessa matéria orgânica pela sedimentação marinha ao longo de milhares de anos constitui um ambiente sem gás oxigênio, ideal para a formação dos hidrocarbonetos. O aumento da pressão e da temperatura, decorrente da deposição de sedimentos ou da movimentação das camadas de rochas, resulta na formação de depósitos ou jazidas de petróleo e gás natural. A expressão combustíveis fósseis usada para denominar o óleo diesel e a gasolina, advém desse processo de decomposição ou de planas e animais mortos e soterrados (fósseis). As áreas de exploração de hidrocarbonetos em terras emersas ou continentais são denominadas onshore, e as jazidas que se encontram nos fundos dos mares e oceanos, offshore. A empresa estatal brasileira Petrobras tem se destacado no desenvolvimento de tecnologias para a exploração offshore, fundamental par aa prospecção das reservas do pré-sal. Dentre os desafios para a exploração dessas jazidas estão a superação das limitações técnicas e a destinação adequada dos lucros, a fim de beneficiar toda a sociedade brasileira. Além dos hidrocarbonetos, o petróleo pode ser obtido do xisto betuminoso (rocha metamórfica de origem sedimentar). O Brasil possui uma das maiores reservas de óleo xisto do mundo. Apesar de ser encontrado em todos os continentes, ainda é pouco explorado por duas razões: apresenta produtividade menor que a dos hidrocarbonetos e implica desequilíbrios ambientais nos locais de exploração, sobretudo a poluição do solo e das águas. Os EUA e o Canadá se destacaram, na última década, no aumento da extração do petróleo e do gás de xisto (ou folhelho) betuminoso. No caso dos EUA trata-se de uma estratégia adotada por esse país para tentar reduzir as importações de fontes de energia e, consequentemente, diminuir a dependência em relação ao mercado internacional de hidrocarbonetos, cujos preços são controlados pelos países integrantes da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Carvão Mineral O carvão mineral, uma das fontes mais poluidoras e utilizadas na atualidade, forma-se a partir da decomposição de matéria orgânica de origem vegetal, como as plantas de pântanos e florestas que são cobertas por sedimentos. O uso da energia não renovável de origem fóssil em larga escala começo na Revolução Industrial no século XVIII, a fabricação de produtos diversos (roupas, alimentos, utensílios domésticos, máquinas, ferramentas e outros) em quantidades cada vez maiores, para atender as necessidades e desejos de consumo igualmente crescentes, precisava de energia para o funcionamento das máquinas. Se nos períodos históricos anteriores, como o feudalismo, a força humana, do fogo, dos animais, do vento, da água supria maior parte das necessidades energéticas, com a Revolução Industrial foi necessário desenvolver técnicas para utilizar incialmente, a energia contida no carvão mineral e, posteriormente, do petróleo e do gás natural. O domínio da energia e sua aplicação nos motores a vapor foram fatores centrais dessas transformações. A substituição dos barcos a vela pelos navios a vapor caracterizava essa grande mudança: o transporte intercontinental de pessoas e mercadorias já não dependia mais do vento e sim de uma fonte de energia que podia ser controlada. Com isso, inicia-se também uma nova era do ponto de vista ambiental, verificado no rápido aumento do total de emissões de poluentes como o CO2, gás liberado pela queima de combustíveis fósseis. Apesar das críticas de inúmeras entidades ambientalistas, das cobranças feitas por alguns setores da sociedade e dos investimentos na geração de energias alternativas em alguns países, a matriz energética mundial e, sobretudo das principais potencias industriais é, ainda, dependente da energia de origem fóssil. Energia, Geopolítica e Meio Ambiente O consumo elevado de petróleo e carvão mineral para a geração de energia elétrica por termoelétrica (usina que transforma a energia térmica – obtida do calor da combustão de combustíveis renováveis ou não renováveis- em energia elétrica) contribui significativamente para a composição da matriz energética mundial. A maior parte das usinas termoelétricas utiliza o carvão mineral ou gás natural como fonte de energia e apresenta como principais vantagens econômicaso custo relativamente baixo de implantação se comparada as hidrelétricas. Além disso, podem ser construídas próximos aos centros consumidores de energia elétrica, o que reduz os custos de transporte e distribuição. As fontes de energia fósseis estão desigualmente distribuídas no globo, o que traz uma série de implicações econômicas e geopolíticas, ais como as disputas comerciais internacionais e os conflitos político- territoriais no Oriente Médio. Grandes potências econômicas, como os EUA, China, Japão e países da Europa Ocidental, dependem da importação de petróleo e gás natural. O Oriente Médio, palco de diversos conflitos gerados por interesses internos e externos no petróleo da região, é fornecedor de hidrocarbonetos para essas potências globais. A Rússia é outro importante exportador dessa fonte de energia, e na América Lana, somente a Venezuela se destaca. Os efeitos da emissão de CO2 resultante da queima de combustíveis fosseis para a saúde humana são bem conhecidos, sobretudo nas grandes cidades: problemas respiratórios e cardiovasculares, irritação nos olhos e na pele, entre outros. Além disso, a dependência do mundo em relação aos combustíveis fosseis pode interferir no equilíbrio climático e é o principal causador da formação de chuva ácida, frequente em áreas densamente urbanizadas em polos industriais, onde as emissões de óxido de nitrogênio e de enxofre são maiores. Além da poluição do ar, a exploração e o uso de combustíveis fosseis também apresenta impactos ambientais no solo e na água, no caso do solo, os maiores desequilíbrios ambientais ocorrem nos locais de extração e refino, o problema é mais grave em áreas de exploração do carvão mineral e do xisto, por causa da remoção de grande quantidade de solo e da produção de grande volume de resíduos. A poluição da água ocorre principalmente com os vazamentos decorrentes de navios petroleiros, plataformas e poços de exploração em mares e oceanos. Ainda que possam ser quantificados economicamente, os prejuízos socioambientais desses acidentes são incalculáveis. Além dos impactos diretos na fauna e na flora oceana, são atingidos também ecossistemas que dependem diretamente desses recursos, como o turismo e a pesca das comunidades tradicionais. O urânio Outra fonte de energia não renovável é o urânio, matéria-prima para a obtenção de energia nuclear, que pode ser utilizada por exemplo, na geração de energia elétrica, na propulsão naval e em aparelhos hospitalares. O urânio é um minério que concentra grande quantidade de energia, extraída por meio da fusão nuclear induzida. Se para alguns especialistas a energia proveniente do urânio pode ser considerada a energia do futuro por causa do seu elevado potencial energético, ao mesmo tempo, ela é contestada por ambientalistas e entidades diversas devido ao seu elevado risco, tais como: Acidentes nas usinas nucleares: a maior dificuldade dos reatores nucleares que utilizam o urânio enriquecido é evitar o escape da intensa radioatividade produzida por meio de vazamentos ou explosões. Um caso emblemático ocorreu na usina de Chernobyl, Ucrânia, território que pertencia a antiga URSS, em 1986. O acidente provocou a morte de milhares de pessoas no momento da explosão e efeitos incalculáveis da radiação sobre a saúde de milhões e no meio ambiente até os dias atuais. Outro acidente ocorreu alguns anos antes em Three Mile Island, na Pensilvânia, nos EUA, em 1979, cujas consequências não foram mais graves porque a radiação foi contida no interior da usina. Os defensores dessa fonte energética argumentam que a tecnologia empregada atualmente nos reatores nucleares é mais segura e os riscos de se repetirem tragédias dessas proporções são mínimos. Porém, todos os países produtores de energia nuclear estão sujeitos a ocorrência de acidentes relacionados a geração de energia. Em alguns casos, fenômenos naturais aumentam esse risco, a exemplo do que ocorreu em março de 2011, quando um terremoto seguido de um tsunami provocou uma falha no sistema de refrigeração de um dos reatores da usina nuclear de Fukushima Japão, o terceiro produtor mundial desse tipo de energia. Embora nenhuma morte por exposição à radiação tenha sido relatada, cerca de 300 mil pessoas foram evacuadas da área. Radiação emitida pelo lixo nuclear: os resíduos produzidos nas usinas nucleares e mesmo as peças de equipamentos que utilizam essa fonte de energia emitem radiações cujos efeitos no meio ambiente e na saúde humana podem persistir durante milhares de anos. A dificuldade de acondicionamento desse material- geralmente colocado em caixas subterrâneas, com espessas paredes de concreto e aço- encarece a produção de energia elétrica, como ocorre na França, onde quase 80% da energia elétrica é gerada por usinas nucleares. Além disso, há situações de risco durante o transporte e nos casos de armazenamento inadequado de material radioativo. No Brasil, a contaminação de centenas de pessoas na cidade de Goiânia, em 1987, é um exemplo das consequências do destino inadequado de material radioativo. Uso militar: a capacidade destrutiva de uma bomba nuclear foi comprovada com os eu uso pelos EUA, nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, apesar dos movimentos internacionais contrários a fabricação e armas nucleares, essa prática ainda persiste entre as grandes potências militares, legitimada pelo Tratamento de Não proliferação nuclear, em 1967. Há ainda o risco de que armamentos nucleares sejam usados por grupos terroristas, que ampliariam sua capacidade de destruição. Diante dos problemas relacionados ao método da fissão nuclear, outra forma de extração da energia do átomo que vem sendo pesquisada, é a fusão nuclear dos átomos de hidrogênio, nesse processo, a radiação emitida pelos rejeitos costuma ser menor, entretanto, anda não há métodos e materiais adequados para a geração desse tipo de energia por causa as altas temperaturas necessárias, o que aumenta os riscos de explosões, esta alias foi a principal aplicação até o momento desse tipo de energia: bomba de hidrogênio. ENERGIAS RENOVÁVEIS Diante dos problemas associados as energias não renováveis, seja pelo seu esgotamento, seja pelas questões socioambientais ou limitações técnicas, as atenções de um número crescente de pesquisadores, governos e instituições diversas voltam-se para as fontes alternativas e renováveis de energia, como a solar, eólica, geotérmica, hídrica e biomassa. Apesar da sua importância socioambiental, as energias renováveis participavam, em 2013, com apenas 13,8% da Matriz Energética Mundial, o Brasil apresentava um percentual maior na participação de energias renováveis: 39,4% em 2014, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Energia Solar Estima-se que a energia solar que incide na superfície terrestre ao longo de setenta minutos equivale ao consumo total anual de energia em todo o mundo, essa fonte de energia responsável pela existência da maior parte das demais fontes, pode ser utilizada diretamente para a geração de calor e eletricidade. No entanto, há dificuldades na captação e distribuição dessa fonte de energia virtualmente inesgotável. Ainda no século XVIII o cientista suíço Nicolas Saussure idealizou o sistema que hoje é utilizado de maneira mais sofisticada, nos painéis instalados nos telhados de algumas casas para prover o aquecimento de água para uso doméstico. Esse sistema cuja instalação ainda tem um custo elevado, só é eficaz em áreas com intensa luminosidade, como as regiões equatoriais, tropicais, subtropicais e temperadas. A geração de energia elétrica diretamente dos raios solares pode ser feita de duas maneiras: a de energia solar concentrada e da conversão direta. No primeiro sistema, os raios solares são direcionados para um único ponto dos painéis, onde se forma um a espécie de cadeia. O vapor resultante da água aquecida pelos raios solares é utilizado para fazer funcionar as turbinasque geram a energia elétrica. Trata-se de um sistema eficaz em áreas de clima árido e semiárido, e os países que mais investem nessa tecnologia são os EUA e a Espanha. O sistema de conversão direta utiliza células fotovoltaicas para transformar a energia solar em eletricidade, é aplicado atualmente, em satélites espaciais e pequenos sistemas elétricos, como os de fiscalização e comunicação instalados em rodovias e em imóveis residenciais. Estão em andamentos pesquisas para viabilizar a aplicação dessa tecnologia em automóveis elétricos. Energia Eólica A energia dos ventos, fundamentalmente para o funcionamento dos moinhos da Idade Média (século V a XV) e o deslocamento das caravelas no período das grandes navegações (século XV e XVI) foi deixada em segundo plano com a exploração das energias fósseis a partir do século XVIII com a Revolução Industrial. Entretanto, a crise econômica tem atraído novamente as atenções para o aproveitamento da energia eólica, considerada uma das mais sustentáveis ambientalmente. Nesse processo, são necessários grandes cata-ventos, instalados em áreas com ventos relativamente constantes e que, assim, como as turbinas das hidrelétricas, transformam a energia cinética em energia elétrica. Além do impacto visual das grandes usinas eólicas, existem duas limitações principais para a disseminação dessa técnica: intermitência dos ventos e dificuldade de armazenamento. Intermitência dos ventos: mesmo em áreas com grande incidência, como a Califórnia, nos EUA, ou o litoral do nordeste e o arquipélago de Fernando de Noronha, no Brasil, os ventos não são constantes, interrompendo o funcionamento das usinas. Dificuldade de armazenamento: ao contrário das hidrelétricas, não há como represar o vento para ser utilizado nos períodos de calmaria. O armazenamento de energia elétrica em grande quantidade é outra barreira técnica nos tempos atuais. A superação desse problema poderá viabilizar o aumento da geração de energia elétrica pela força dos ventos, bem como sua utilização em veículos movidos a eletricidade. Energia Geotérmica Essa energia é uma forma de calor proveniente da própria terra, a água presente no interior da crosta terrestre, quando entra em contato com rochas aquecidas pelo magma, atinge dezenas de graus celsius, energia que pode ser aproveitada diretamente, no aquecimento de residências, por exemplo, ou transformada em eletricidade por meio de turbinas. Essa fonte energética tem sido explorada principalmente por EUA, Filipinas, México, Itália, Indonésia, Japão, Islândia, Alemanha e Nova Zelândia. Esses países, com exceção dos europeus, localizam-se no chamado Círculo Do Fogo do Pacífico, que corresponde aos limites das placas tectônicas dessa região do globo, a intensa atividade vulcânica desse círculo aumenta seu potencial de geração de energia geotérmica. Entre os impactos sobre o meio ambiente, os mais preocupantes são: a liberação para a atmosfera de gases poluentes, como sulfeto de hidrogênio e dióxido de carbono e de minerais naturalmente presentes nas águas subterrâneas; a poluição química da água, em regiões de clima frio, por produtos que evitam o seu congelamento ao ser reintroduzida no subsolo; e a possibilidade de deslizamento ou assentamento do terreno na superfície, em consequência da retirada de vapor de água do subsolo. Das energias renováveis estudadas até agora, a eólica foi a que apresentou maior crescimento nas últimas décadas. O baixo crescimento das energias geotérmicas e solar deve-se em grande medida, aos elevados custos de implantação. Energia Hídrica A fonte mais conhecida d e obtenção de energia por meio da água é a conversão da força da água dos rios em usinas hidrelétricas, que transformam energia hidráulica e cinética em eletricidade por meio de turbinas. Para garantir o funcionamento ininterrupto desse sistema são necessários grandes reservas de água, obtidas com as represas ou barragens. A formação de lagos artificiais, que inundam grandes áreas de vegetação nativa terras agricultáveis, cidades e povoados, é o principal problema associado as hidrelétricas. Por esse motivo, os rios e planaltos encontrados em países como EUA, Canadá, Rússia, Austrália e o Brasil, são considerados mais adequados para a implantação desse tipo de usina por alagarem áreas menores do que os rios de planície. Isso ocorre por causa da maior diferença altimétrica e da existência de vales mais estreitos e profundos nos planaltos de que e marés de planície. Além disso, a vazão e a velocidade das águas são maiores nos rios de planalto, o que os torna mais propícios para movimentar as turbinas das hidrelétricas. O represamento e a formação de lago alteram a dinâmica natural do rio; reduzem a vazão e desencadeiam um processo de sedimen tação e assoreamento do lago; interrompem a migração de peixes e consequentemente, dificultam a reprodução da espécie; provocam a eutrofizaão de água pela decomposição de animais e vegetais dos ecossistemas alagados. Outro problema decorrente da construção de hidrelétricas e a inundação de áreas ocupadas por pequenos agricultores e comunidades tradicionais. Além das perdas econômicas, estão envolvidos também o valor simbólico e cultural da terra, sobretudo para os povos indígenas. A resistência dessas populações a implantação de usinas hidrelétricas na década de 1970- Sobradinho, no Rio São Francisco; Itaipu, no Rio Paraná; Tucuruí no Rio Tocantins- levou a formação do movimento dos atingidos por barragens (MAB), organizado em nível nacional além de representar as populações atingidas pelas represas, esse movimento reivindica tarifas mais baixas de energia elétrica para a população de baixa renda e uma gestão mais democrática e popular desse recurso. As águas oceânicas podem ser usadas geralmente, ainda em caráter experimental, de duas maneiras para a geração de energia elétrica: exploração de energia mecânica proveniente das ondas, marés e correntes marítimas e aproveitamento da energia térmica, originada pelas diferenças de temperatura entre o fundo dos oceanos (águas mais frias_ e a superfície (águas mais quentes). Na primeira hipótese, para a geração de energia são instalados equipamentos em que o movimento constante das águas é captado por dispositivos de transformação de energia, para aproveitar o deslocamento das águas durante a subida e descida das marés por exemplo, são instalados turbinas e geradores em locais estratégicos. Na segunda hipótese, o fluxo gerado (correntes de convecção) é canalizado e utilizado para movimentar as turbinas. Para garantir esse fluxo, entretanto, é necessário utilizar algum tipo de fluido, como a amônia, que contamina a água utilizada no processo. Com reduzido impacto ambiental a principal limitação dessa fonte é o elevado custo econômico da instalação das usinas. Quando as marés, o projeto torna-se viável somente em locais com grandes variações altimétricas de água, o que ocorre em poucos lugares do mundo. O Japão e a Inglaterra têm se destacado nas pesquisas e instalação de projetos pilotos para geração de energia elétrica de origem maremotriz. Energia Biomassa Os seres vivos de origem animal ou vegetal genericamente denominados de biomassa, que por ser formada por compostos orgânicos, armazena energia, a utilização da energia desses seres vivos- e não fosseis- como os hidrocarbonetos – na forma de combustíveis para as atividades humanas podem ser feitas de três formas: Combustíveis sólidos: como a madeira, carvão vegetal e bagaço de cana de açúcar e outros. Combustíveis gasosos: gerados a partir de altas temperaturas e pressão, como o biogás, obtido pela decomposição do lixo ou esterco de animais. Combustíveis líquidos: como o etanol obtidos pela ação química ou biológica. Dada a importância socioambiental e a participação na construção do espaço geográfico, serão tratados aqui apenas os combustíveis líquidos, que podem ser obtidos de qualquerbiomassa, com o predomínio de espécies cultivadas na agricultura, o que os caracteriza como renováveis. Dentre esses combustíveis, se destacam o etanol (álcool etílico) e o biodiesel. Etanol Utilizado pela primeira vez como combustível na década de 1970, o etanol passou a ser largamente empregado como combustível veicular no Brasil a partir de 2003, quando foram lançados automóveis com motores biocombustíveis. O álcool etílico é obtido da sacarose, extraída da cana de açúcar, milho e beterraba, entre outros vegetais. Dentre esses produtos, o mais rentável é a cana de açúcar, o que deixa o Brasil como maior produtor mundial dessa cultura na liderança neste setor. A maior área de concentração de cana no Brasil está em São Paulo, que se estendeu para norte e nordeste do Paraná e Sul e Sudoeste de Minas Gerais, há ainda áreas de concentra~]ao no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santos e em vários estados do Nordeste. O Sudeste também se destaca no volume de produção. O brasil apresenta relativa vantagem na produção de álcool combustível (etanol) se comparado a outros países. Isso porque a produção de grãos (principal matéria-prima utilizada nos EU, por exemplo, demanda uma quantidade menor de energia, incluindo a queima de combustíveis fosseis pelas máquinas agrícolas usadas no plantio e na colheita. Além disso, a cana de açúcar cuja produção é favorecida no Brasil, pelas condições climáticas, requer uma etapa a menos no processo de fabricação do álcool. O etanol produzido com a cana de açúcar é considerado ambientalmente mais sustentável por liberar uma quantidade menor de poluentes do que a gasolina e outros combustíveis fosseis. Entretanto, a produção da cana de açúcar também envolve impactos socioambientais negativos. A queima da palha da cana facilita o corte manual, mas libera grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera. Essa prática está permitida legalmente no estado de são Paulo até o ano de 2017. Com isso, no período da colheita, o ar do interior do estado de São Paulo o maior produtor nacional de cana, tem uma poluição semelhante ou superior a região metropolitana do mesmo estado. Outras questões associadas a essa fonte de energia renovável é a precariedade das relações de trabalho nessa atividade econômica, com a exploração da mão de obra sazonal e mal remunerada dos chamados boias-frias, compostas por migrantes de outras regiões, principalmente do nordeste. A crescente mecanização da colheita poderá agravar a situação, pois eliminará os postos de trabalho dos que não possuem qualificação profissional. Essas questões acompanham a produção sucro-alcooleira no Brasil desde a criação do Proálcool (programa nacional do álcool) em 1975, lançado após a crise mundial do petróleo de 1973, tinha como objetivo principal reduzir a dependência externa de energia. Entre as principais medidas governamentais estavam os investimentos em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas para o setor; incentivos fiscais e outras vantagens econômicas oferecidas aos produtores de cana, sobretudo, no estado de São Paulo; e a obrigatoriedade de inclusão do etanol na gasolina em um percentual cada vez maior, chegando a 25%. Biodiesel O biodiesel é um combustível biodegradável que utiliza como matéria-prima gordura animal e vegetal extraída de semente de plantas oleaginosas, como soja, mamona, dendê ou palma, girassol, babaçu, amendoim e pinhão manso. De acordo com o IBGE, no Brasil, em 2014, as matérias-primas mais utilizadas para a produção do biodiesel foram óleo de soja (74,7%) e gordura bovina (20,4%). Em países do hemisfério norte, utiliza-se outras espécies, como colza ou canola. O processo mais utilizado atualmente na produção brasileira de biodiesel é a transesterificação. O biodiesel pode servir como única fonte de energia dos motores a combustão ou ser misturado com óleo diesel de origem fóssil. Em 2008, a mistura de biodiesel puro ao óleo diesel passou a ser obrigatória no Brasil. Em 2015, essa mistura de biodiesel obrigatória passou a ser de 7%. Os primeiros motores a combustão foram projetados para utilizar esse tipo de combustível que foi relegado a segundo plano por causa dos baixos preços do petróleo, com a pressão pela adoção de matrizes energéticas menos poluidoras, nas últimas décadas, as pesquisas foram retomadas e a produção desse combustível renovável foi implantada. Os maiores produtores de biodiesel são Alemanha, França, Itália, EUA, no Brasil, destacam-se os estados do Rio Grande do Sul, Mao Grosso, Goiás e São Paulo. Uma crítica frequente a produção de agro combustíveis, é que eles podem agravar problema da fome, como ocorreu na crise mundial de 2008. O combate a fome passa necessariamente pelo enfrentamento das causas da pobreza estrutural, sobretudo em países subdesenvolvidos, é preciso destacar porém que é da responsabilidade dos governos propor e executar politicas públicas voltadas para a produção agrícola de modo a buscar equilíbrio ambiental e a justiça social na produção e no comercio de alimentos e de agro combustíveis. De acordo com o economista Ignacy Sachs, alguns cuidados devem ser tomados na relação entre produção de biodiesel e de alimentos, tais como a utilização de áreas menos valorizadas para a agricultura para o cultivo de espécies resistentes a oleaginosas, o planejamento da produção com base na diversidade biológica e cultural do país, a utilização de resíduos agrícolas e domésticos como matéria-prima e outros. Cenário mundial das energias renováveis O consumo de energia está em constante crescimento no mundo desde a década de 1970, o aumento do consumo de produtos, serviços e mercadorias em geral intensificou a demanda por energia para a produção industrial e agrícola, o transporte das mercadorias e o funcionamento de inúmeras atividades do cotidiano das pessoas, seja no trabalho, em suas residências, no lazer ou em outras situações. As energias renováveis apresentadas como alternativas com menor emissão de poluentes, aumentaram sua participação na matriz energética mundial nas ultimas décadas, no entanto, as fontes não renováveis também apresentaram crescimento e matem os maiores percentuais na matriz energética mundial. Por esta fortemente vinculada a fatores econômicos, como a produção e o comércio internacional de hidrocarbonetos e ao desenvolvimento tecnológico, a mudança na matriz energética mundial é um processo lento e complexo, com relação a essas perspectivas de crescimento das energias renováveis nas diferentes regiões do mundo, destacam-se os países emergentes. ENERGIA E SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL A sustentabilidade energética, tanto social quanto econômica e ambiental, requer um grande avanço da sociedade em relação ao consumo de energia. Um aspecto a ser considerado é o acesso a energia elétrica, serviço essencial em um contexto econômico global, do qual depende o funcionamento de tecnologias de telecomunicações. Em escala global, há diferenças entre os países que se refere ao consumo de energia elétrica de acordo com o nível de desenvolvimento. O consumo de energia elétrica dos países desenvolvidos é superior a média mundial e a dos países subdesenvolvidos e emergentes. Isso se deve as diferenças no acesso aos bens de consumo em geral, como eletrodomésticos, por exemplo, mas também ao consumo nas atividades econômicas em geral. Os EUA, por exemplo, consomem cerca de 8 vezes mais eletricidade do que a Índia, apesar de a população indiana ser cerca de 4 vezes maior que a estadunidense. No Brasil, com as privatizações das décadas de 1990 a 200, o fornecimento de energia elétrica passou a se rum serviço comercializado por empresas, por isso a carência econômica de alguns municípios dificulta o acesso de parte da população brasileira a esse serviço. Além das restrições socioeconômicas, o consumo de energia deve ser analisado no contexto das preocupações com o meio ambiente.As campanhas em geral, organizadas por órgãos governamentais, em prol do consumo consciente, e do combate ao desperdício de energia são exemplo dessa preocupação e buscam incentivar mudanças nas atitudes individuais que contribuam para evitar o desperdício de energia elétrica doméstica. Medidas governamentais, como o aumento do preço cobrado pelo fornecimento, que restringem ainda mais o acesso a esse serviço para os mais pobres e a adoção do horário de verão nos países ou regiões com diferenças anuais significativas no fotoperíodo também contribuem para a redução do consumo. Além dessas iniciativas fundamentais para evitar do esperdício, há outros dois aspectos diretamente relacionados a sustentabilidade energética ambiental: o consumismo e os investimentos em pesquisas e desenvolvimento (P&D). o consumo desenfreado de produtos industrializados é um dos principais fatores do crescimento da necessidade energética na sociedade contemporânea. Os produtos além da energia acumulada, por ele próprios (energia química), consomem grande quantidade de energia nas etapas de fabricação, transporte e armazenamento e, em muitos casos, também na utilização. A produção industrial é o setor responsável pelo maior percentual de energia consumida no Brasil, evitar o desperdício de energia, portanto, está diretamente relacionado ao consumo de produtos industrializados em geral, e na somente a utilização direta da energia elétrica. Outro aspecto a ser considerado com relação a redução do consumo de energia elétrica, são os investimentos em pesquisas e desenvolvimento, feitos tanto pelo setor público como privado, o desenvolvimento de produtos que demandam menos energia na fabricação e no consumo podem contribuir para a sustentabilidade energética, desde que acompanhado por políticas públicas de planejamento que priorizem a coletividade. Os veículos fabricados atualmente por exemplo, consomem menos combustíveis e boa parte destes é proveniente de recursos renováveis. Entretanto, a prioridade dada pelos governos de diversos países ao automóvel, entre eles, o Brasil, criou situações insustentáveis para o trânsito nas grandes cidades. Portanto, a energia economizada com as novas tecnologias poderá ser consumida nos congestionamentos. A introdução de novas tecnologias voltadas para a redução do consumo de energia em qualquer setor deve ser pautada pela sustentabilidade socioambiental e pela promoção da justiça social, tanto na geração quanto na sua utilização. Isso implica não utilizar somente o critério econômico na composição da matriz energética, mas também os custos socioambientais. ATIVIDADE- livro didático- página 139/140/141 EXERCÍCIO 1. Avalie as questões a seguir que tratam das fontes de energia e sua importância: I) As fontes de energia exercem papel importante nas atividades humanas. Delas se originam eletricidade e combustíveis, que são úteis para a produção e transporte de bens e mercadorias. II) São as fontes de energia mais utilizadas no Brasil: petróleo, hidrelétrica, carvão mineral e biocombustíveis. III) A evolução das fontes de obtenção de energia teve impacto direto no trabalho humano. A energia facilitou e agilizou as atividades produtivas. IV) No Brasil, as fontes de energia são prioritariamente as renováveis, como a energia eólica, energia solar e hidrelétrica. Estão incorretas as alternativas: a) I e IV. b) II e III. c) Apenas a alternativa III. d) Apenas a alternativa IV. e) Todas as alternativas. 2. São consideradas fontes de energia renováveis todo recurso que tem a capacidade de se refazer ou não é limitado. Com base nessa informação, abaixo estão listadas fontes de energias renováveis, exceto: a) energia hidrelétrica b) gás natural c) energia eólica d) energia solar e) biocombustíveis 3. Essa fonte de energia muito utilizada no Brasil e no mundo é um minério fóssil que, quando processado, dá origem a vários subprodutos, como a gasolina, óleo diesel, querosene, além de gerar eletricidade nas usinas termoelétricas. A que fonte de energia refere-se o fragmento acima? a) Gás natural b) Cana-de-açúcar c) Carvão mineral d) Petróleo e) Xisto betuminoso 4. As fontes não renováveis podem esgotar-se totalmente em prazos variáveis (pequeno, médio e longo prazo) de acordo com a extração, consumo e disponibilidade. Das alternativas abaixo, qual delas lista apenas fontes renováveis de energia? a) biocombustíveis, petróleo e carvão mineral. b) energia solar, energia eólica e urânio. c) urânio, gás natural e energia hidrelétrica. d) energia hidrelétrica, energia solar e biocombustíveis. e) gás natural, energia eólica e energia solar. 5. O Brasil vem se tornando um país que utiliza cada vez mais fontes renováveis de energia, embora ainda haja uma necessidade de diversificar os tipos de produção existentes no país. Os dois principais tipos de fontes de energia renováveis utilizados pelo Brasil atualmente são: a) eólica e solar b) nuclear e hidrelétrica c) hidrelétrica e biomassa d) eólica e biomassa e) solar e hidrelétrica 6. A energia solar apresenta muitos fatores positivos, como o fato de ser renovável, ocupar espaços reduzidos em comparação a outras fontes e não emitir poluentes na atmosfera. Além disso, a energia advinda dos raios solares é abundante e pode ser bastante produtiva quando devidamente aproveitada. No entanto, ela apresenta algumas desvantagens, destacando-se a: a) a baixa necessidade nas regiões de maior insolação. b) os elevados custos das instalações. c) a inacessibilidade em lugares remotos. d) a frequente necessidade de manutenção. e) os efeitos sobre as temperaturas da Terra. 7. O desenvolvimento da queima da biomassa resulta de estratégias para reduzir, principalmente, os impactos gerados pela utilização de combustíveis fósseis na sociedade. Embora o carvão mineral e o petróleo ainda sejam recursos naturais centrais na sociedade atual, os biocombustíveis vêm ganhando cada vez mais relevância no cenário nacional e internacional das fontes de energia. Sobre a biomassa, é INCORRETO afirmar que: a) apresenta como vantagem o baixo custo de operação e a facilidade de armazenamento e transporte. b) é uma fonte de energia poluente, porém em menor intensidade se comparada aos demais combustíveis. c) a biomassa pode ser utilizada a partir do reaproveitamento de resíduos agrícolas, tais como o bagaço de cana-de-açúcar. d) por definição, entende-se por biomassa as diferentes formas de energia advindas de material inorgânico. e) apesar de menos poluente, o cultivo em larga escala de vegetais para a biomassa pode causar prejuízos ambientais. 8. (PUC-SP) “A energia que move a máquina Terra provém da gravidade, do interior da Terra e dos próprios movimentos do planeta, mas em grau muito superior provém do Sol, da radiação solar”. (David DREW. Processos interativos Homem-Meio Ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994, p.20). A energia solar é uma das fontes de energia que atua no planeta Terra. Ela é, no planeta, a) o principal fator construtor das estruturas e formas de relevo. b) um item secundário na formação das coberturas vegetais. c) um fator de desequilíbrio que altera as dinâmicas terrestres. d) o elemento essencial que dá origem aos sistemas e tipos climáticos. e) uma fonte em vias de extinção, daí o valor de outras formas de energia. 9. As fontes de energia podem ser classificadas em renováveis e não renováveis, mas também em primárias e secundárias. A primeira divisão refere-se à capacidade de recomposição de uma dada fonte energética, enquanto a segunda está relacionada com a forma pela qual é encontrada e transformada pelo homem. Diante dessas considerações, analise as afirmativas a seguir: I. O Petróleo refinado pode ser considerado uma fonte de energia secundária e não renovável. II. A energia solar, na sua função de aquecimento do ambiente e iluminação da Terra, deve ser entendida como uma fonte primária. III. O Etanol, em virtudede sua produção agrícola geralmente ineficiente, não pode mais ser considerado uma fonte de energia renovável. IV. Podemos concluir que toda energia primária é renovável. Estão corretas as alternativas: a) I e II b) II e IV c) I, II e III d) I, II e IV 10 (UEL) A força das águas tem viabilizado a construção de usinas hidrelétricas de grande porte no Brasil, sendo Itaipu um exemplo. Com base nos conhecimentos sobre desenvolvimento e a questão socioambiental, considere as afirmativas a seguir. I. A retirada das populações das áreas atingidas por construção de hidrelétricas tem produzido impactos sociais, como o desenraizamento cultural. II. Itaipu é um exemplo da prioridade dada à preservação dos habitats naturais no projeto nacional- desenvolvimentista defendido pelos militares pós- 64. III. As incertezas sobre os impactos ambientais com a construção de usinas hidrelétricas trouxeram, por desdobramento, a formação de movimentos dos atingidos pelas barragens. IV. A construção de hidrelétricas liga-se, também, à preocupação com a crise energética mundial prevista para as próximas décadas. Assinale a alternativa correta. a) I e II b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) I, III e IV