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POPULAÇÃO 
Atualmente, a dinâmica demográfica é muito desigual entre os países. Nas economias 
desenvolvidas o crescimento demográfico é pequeno, sendo negativo em alguns casos; já nos 
países pobres e emergentes encontramos as mais variadas situações: há nações onde o elevado 
crescimento populacional compromete a busca do desenvolvimento sustentável, ao lado de 
outras onde a população tende a se estabilizar nas próximas décadas, como é o caso do Brasil. 
CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO 
Há cerca de 2000 anos. 
População mundial era no total de 250 milhões de habitantes. 
Não havia problemas de acesso a terra, mas as técnicas rudimentares não permitiam uma grande 
produção agrícola. 
Há 500 anos. 
População mundial de 450 milhões de habitantes. 
 
 
CONCEITOS 
População absoluta: Refere-se ao total de habitantes de um país. 
 
População relativa ou densidade demográfica: corresponde ao número de habitantes por 
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ 
SECRETARIA DO ESTADO DE EDUCAÇÃO- SEDUC/PA 
E. E. E. M. Profª Deusalina Da Cunha E Souza Carneiro 
 
Diretor: José Junior de Souza Martins 
Professor: Marcos Damasceno 
Série: 2º ano Turma: ______ Data: / / 2021 
Aluno (a):______________________________________________________ 
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quilômetro quadrado 
Populoso: conceito relacionado à população absoluta de um país. Em números absolutos, corresponde a 
quantos habitantes vivem em determinado lugar. Nesse sentido, quando a população absoluta é bastante 
expressiva, fala-se em país populoso, cidade populosa. 
 
Povoado: conceito que expressa a relação entre o número total de habitantes e sua distribuição no território 
por quilômetro quadrado. Essa relação corresponde à divisão da população absoluta de um país pela área 
desse mesmo território. Essa informação constitui o dado denominado Densidade Demográfica (hab./km²). 
No caso do Brasil, o país possui uma população absoluta de, aproximadamente, 200 milhões de habitantes e 
uma área de, aproximadamente, 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Nesse sentido, sua densidade 
demográfica é em torno de 23,5 hab./ km² (total de habitantes dividido pela área do território). Desse modo, 
pode-se afirmar que o Brasil é um país populoso e pouco povoado, pois possui uma elevada população 
absoluta e uma baixa densidade demográfica. 
 
 
Taxa de natalidade: É o número de crianças nascidas vivas, numa região, no período básico de um 
ano.É expressa em unidades pormilhar(‰). 
Taxa de Natalidade = Nascimento/ano X 1000 
População Absoluta 
Taxademortalidade: Éonúmerodeóbitos,deumapopulação,ocorridos em umaáreadefinida,no 
período de um ano. Multiplica-se o número de mortos em um ano por 1000 e divide pela 
população absoluta 
 
Crescimento vegetativo: Relação entre as taxas de natalidade e as de mortalidade 
Crescimento vegetativo = natalidade – mortalidade 
Crescimento demográfico: Além do crescimento natural ou vegetativo, as migrações também 
influenciam no aumento populacional de uma região.Entretanto,como vimos,a principal causa é 
o crescimento natural. 
 
Crescimento demográfico=crescimento vegetativo + saldo migratório 
O CRESCIMENTO POPULACIONAL 
 
Estimativas da ONU mostram que a população mundial continua e continuará crescendo (embora em 
menor ritmo a partir das próximas décadas) a taxas relativamente elevadas até por volta de 2025. Somente 
em 2050 é que a taxa de crescimento da população mundial irá estabilizar. Esse fato decorre daquilo que 
se convém chamar de transição demográfica, período no qual o crescimento de uma dada população passa 
por diferentes fases.Dependendo da abordagem, podemos falar em três, quatro ou até cinco fases. Aqui, 
trabalharemos com quatro fases e discorreremos um pouco sobre a quinta. 
 
Primeira fase – Fase do equilíbrio primitivo (início da humanidade – séc. XVIII) 
Ocorreu na Europa desde a formação das primeiras civilizações até meados do séc. XVIII. No Brasil, se 
estendeu até a década de 1940. 
É uma fase marcada por altas taxas de natalidade e altas taxas de mortalidade, causando um crescimento 
vegetativo bastante pequeno. Dentre os motivos para estes índices, podemos citar o pouco 
desenvolvimento da medicina no período, as péssimas condições sanitárias, as constantes guerras e 
epidemias, entre outros. O planejamento familiar era quase nulo, sendo comum casais terem muitos 
filhos. Isto relaciona-se também ao fato cultural dos filhos, neste período, significarem mão-de-obra para 
os trabalhos familiares. É uma fase onde tipicamente as populações concentram-se no meio rural, sem as 
facilidades da vida urbana. 
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Segunda fase – Fase do crescimento acelerado (séc. XVIII até final do séc. XIX) 
Ocorreu do séc. XVIII ao final do séc. XIX nos chamados países “industrializados velhos” e do séc. 
XVIII ao séc. início do séc. XX nos “industrializados novos”. No Brasil, ocorreu entre 1940 e 1970. 
A taxa de mortalidade começa a cair e a taxa de natalidade continua elevada, provocando um crescimento 
acelerado da população. Nos países desenvolvidos, esta fase está muito relacionada com a Revolução 
Industrial, que trouxe novas condições de vida para o mundo moderno. Surgiam tratamentos para 
doenças, se produzia alimentos em larga escala e se melhoravam as condições sanitárias e médico-
hospitalares. Todos estes fatores cooperaram para a diminuição da taxa de mortalidade da população. 
Também é o período marcado pelo início da urbanização e da superação da condição rural. No Brasil, 
relaciona-se também com a introdução do combate à doenças como a cólera e a malária. Atualmente, 
alguns países africanos encontram-se nesta fase, como Níger, Somália, Uganda, além do centro-
americano Haiti. 
Terceira fase – Fase do crescimento moderado (final do séc. XIX até meados dos anos 1940) 
Ocorreu na Europa, ocorre do final do séc. XIX (ou início do séc. XX) até meados da década de 1940. O 
Brasil situa-se ainda nesta fase, mais precisamente no final dela. 
Ocorre a diminuição da taxa de natalidade e a taxa de mortalidade permanece baixa. O crescimento 
vegetativo, portanto, ainda ocorre, mas é em menor velocidade que na fase anterior. Este período é 
marcado pela consolidação do modo de vida urbano. Os filhos, que antes significavam um engrossamento 
da mão-de-obra nos trabalhos familiares, passam a ser motivos para gastos. A mulher insere-se no 
mercado de trabalho, se tornando mãe cada vez mais tarde. Surgem também a maioria dos métodos 
contraceptivos, que permitirão um melhor planejamento familiar. É o estágio onde encontram-se a 
maior parte dos países subdesenvolvidos industrializados, como Brasil, México e Índia. 
Quarta fase – Fase do envelhecimento (meados dos anos 1940 até os dias atuais) 
A quarta fase é resultado de um prolongamento dos processos da fase anterior. A taxa de natalidade, que 
vinha caindo, se estabiliza em valores baixos e a taxa de mortalidade continua baixa. Com isso, o 
crescimento vegetativo também é baixo. 
Também é conhecida como fase do envelhecimento pelo fato da idade média da população nestes países 
ser relativamente alta. Isto ocorre por conta da elevada expectativa de vida associada com o pequeno 
número de filhos por casal. A população infantil, assim, descresse em relação à população idosa. É o caso 
da maioria dos países desenvolvidos, como Japão, Noruega e Suécia. 
Uma quinta fase? 
Um fenômeno que vem sendo observado em algumas nações do mundo, especialmente na Europa, é um 
encolhimento da população absoluta. Isto é resultado de uma diminuição ainda maior da taxa de 
natalidade, chegando esta a ficar menor que a taxa de mortalidade, criando um crescimento vegetativo 
negativo. A Rússia, por exemplo, em 1992, atingiu uma população de 148,7 milhões de habitantes. Em 
2009, esta população caiu para 141,9 milhões. Em 2013, este número voltou a aumentar, subindo para 
143,5 milhões. 
 
AS TEORIAS DEMOGRÁFICAS 
 
Inúmeras teorias foramelaboradas para tentar explicar o crescimento populacional. Dentre 
elas, é comum se destacarem três, que estão profundamente interrelacionadas: a 
malthusiana, a neomalthusiana e a reformista. 
 
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TEORIA MALTHUSIANA 
Os princípios fundamentais da teoria de Thomas Malthus consistiam na hipótese de que a 
população cresceria em um ritmo rápido (progressão geométrica) enquanto que a produção de 
alimentos cresceria num ritmo mais lento (progressão aritmética). Isso significa que a população 
tenderia a crescer mais rápido do que produção de alimentos. 
Segundo Malthus, se o crescimento populacional não fosse controlado, o planeta seria assolado 
por sérias crises de fome e distúrbios sociais. A chave do problema estaria na constatação de 
que o grande número de filhos em famílias pobres seria o fator responsável pela miséria. 
Malthus, que além de economista era pastor da Igreja anglicana, na época contrária aos métodos 
anticoncepcionais, propunha a abstinência sexual dos desfavorecidos e a geração de filhos proporcio- 
nalmente à renda e à disponibilidade de terras, no caso da população mais abastada. 
 
O efeito demográfico nos moldes propostos por Malthus, obviamente, não apresentou os 
resultados esperados. Os progressos da agricultura científica e a possibilidade de importar de 
outros países trigo e carne, em grandes quantidades, melhoraram sensivelmente os níveis de 
abastecimento e alimentação. 
 
TEORIA NEOMALTHUSIANA 
 
A teoria demográfica neomalthusiana é uma tentativa de explicar a ocorrência da fome e do 
atraso em muitos países. Essa teoria era defendida por setores das sociedades e dos governos dos 
países desenvolvidos – e por alguns setores dos países em desenvolvimento – com o intuito de 
se esquivarem das questões socioeconômicas centrais. 
Segundo essa teoria, uma numerosa população jovem, resultante das elevadas taxas de natalidade 
que eram verificadas em quase todos os países pobres, necessitaria de grandes investimentos 
sociais em educação e saúde. Com isso, sobrariam menos recursos para serem investidos em 
infraestrutura e nos setores agrícola e industrial, o que impediria o pleno desenvolvimento das 
atividades econômicas e, consequentemente, da melhoria das condições de vida da população. 
 
Verifica-se que essa teoria, embora com postulados diferentes daqueles utilizados por Malthus, 
chega à mesma conclusão: o crescimento populacional é o responsável pela ocorrência da 
pobreza. Seus defensores passaram a propor, então, programas de controle de natalidade nos 
países em desenvolvimento mediante a disseminação de métodos anticoncepcionais. Era uma 
tentativa de enfrentar problemas socioeconômicos com programas de controle da natalidade e de 
acobertar os efeitos danosos dos baixos salários e das péssimas condições de vida. 
 
TEORIA REFORMISTA 
 
Na mesma Conferência de São Francisco, representantes dos países então chamados 
subdesenvolvidos elaboraram a teoria reformista, que chega a uma conclusão inversa à das duas 
teorias demográficas mencionadas. 
 
Uma população jovem numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas 
consequência do subdesenvolvimento. Uma população jovem numerosa só se tornou empecilho 
ao desenvolvimento das atividades econômicas nos países subdesenvolvidos porque não foram 
realizados investimentos sociais, principalmente em educação e saúde. Mais pessoas com acesso 
a educação e com renda em alta significa um maior mercado consumidor, o que estimula o 
Apost ila de Geografia – Professor Marcos Damasceno 
desenvolvimento econômico. 
A falta de investimentos em educação gerou um imenso contingente de mão de obra sem 
qualificação, que continuamente ingressa no mercado de trabalho, além de muitos que não 
conse- guem uma vaga e sobrevivem do subemprego. Tal realidade tende a rebaixar o nível 
médio de produtividade por trabalhador, assim como os salários dos que estão empregados, e a 
empobrecer enormes parcelas da população desses países. É necessário o enfrentamento, em 
primeiro lugar, das questões sociais e econômicas para que a dinâmica demográfica entre em 
equilíbrio. 
Para os defensores da corrente reformista, a tendência de controle espontâneo da natalidade é 
facilmente verificável ao se comparar a taxa de natalidade entre as famílias pobres e as de maior 
poder aquisitivo. À medida que as famílias melhoram suas condições de vida elas tendem a ter 
menos filhos. 
 
A ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO MUNDIAL 
 
A melhor maneira de analisar a estrutura etária de uma população é a partir da interpretação de 
um gráfico chamado pirâmide etária ou pirâmide de idades, o qual mostra o percentual 
populacional de faixas etárias de quatro ou cinco anos por gênero e em relação ao número total de 
habitantes de um país, estado ou município. 
Quanto mais largas as faixas mais próximas à base do gráfico, maior a participação percentual de 
crianças no total da população. Podemos também dizer que quanto maior a participação percentual 
de faixas próximas ao topo do gráfico, maior a expectativa de vida da população de um dado 
território. 
Se a pirâmide apresenta um aspecto triangular, o percentual de jovens no conjunto da população 
é alto. A base larga indica que a taxa de natalidade é alta. O topo estreito indica uma pequena 
participação percentual de idosos no conjunto total da população e, portanto, que a expectativa 
de vida é baixa. Alta taxa de natalidade e baixa expectativa de vida são características de países 
com menor nível de desenvolvimento. Ao contrário, se a pirâmide não apresentar grande 
diferença da base ao topo, podemos concluir que a população recenseada apresenta baixa taxa 
de natalidade e alta expectativa de vida, características de países desenvolvidos e de alguns 
emergentes. 
Apostila de Geografia – Professor Marcos Damasceno 
MOVIMENTOS POPULACIONAIS 
 
Os movimentos populacionais podem ser classificados em: 
voluntário – quando o movimento é livre; 
forçado – como nos casos de escravidão e de perseguição religiosa, étnica ou política; 
controlado – quando o Estado controla numérica ou ideologicamente a entrada e/ou saída de 
migrantes. 
 
Em 2011, segundo dados da ONU, cerca de 214 milhões de pessoas residiam fora de seu país de 
origem. 
Os países desenvolvidos abrigam 60% dos imigrantes do planeta e, portanto, 40% residem em 
países em desenvolvimento. A Europa é amaior receptora de imigrantes (69,8 milhões em 2010, 
segundo a ONU), seguida pela Ásia (61,3 milhões) e pela América do Norte (50 milhões). Por 
países, como veremos, a maior recepção de imigrantes é a dos Estados Unidos (48,2 milhões em 
2010).Quando consideramos o espaço de deslocamento, temos: migração internacional e 
migração interna. 
 
MIGRAÇÃO INTERNACIONAL 
 
Ocorre quando há deslocamentos de um país para outro. O período situado entre os séculos XVIII 
e o início do século XX, no contexto de eclosão da primeira e segunda revolução industrial, foi 
marcado por importantes movimentos migratórios, principalmente, de saída de europeus rumo a 
diferentes partes do mundo, como consequência das más condições de vida e do excedente 
demográfico existentes nesse continente. Nesse período, iniciou-se a independência dos países 
americanos e o neocolonialismo em direção à África, Ásia e Oceania – eventos esses que 
potencializaram a migração europeia. Veja o mapa abaixo. 
 
Apostila de Geografia – Professor Marcos Damasceno 
Da segunda metade do século XX para cá, percebemos uma inversão da condição anterior e 
acrescentamos algumas novas questões. Hoje, são os países centrais e/ou desenvolvidos com 
baixas taxas de natalidade e melhor estrutura econômica os principais polos de atração 
migratória, como os países da União Europeia. 
 
A exceção vale para os Estados Unidos e o Japão. O primeiro sempre atraiu migrantes. Mesmo 
derrotado no pós-2ª Guerra Mundial (1939-1945), o segundo passou por um surpreendentee 
elogiável crescimento econômico durante boa parte do século XX, tornando-se uma zona de 
atração migratória e um país central e desenvolvido, de fato. Austrália, Nova Zelândia e os 
países do Golfo Pérsico, estáveis e ricos em petróleo apresentam também expressivas correntes 
migratórias. Brasil e África do Sul, mesmo na condição de países em desenvolvimento, são 
potências regionais que exercem atração no entorno de suas regiões. 
Já as zonas de repulsão da atualidade predominam em países periféricos e semiperiféricos com 
situação econômica pouco diversificada e/ou com altas taxas de natalidade, tal como ocorre em 
muitos países da América Latina, África, Ásia e Oceania. Veja abaixo o mapa dos principais 
fluxos migratórios da atualidade. 
 
 
Tendo como alvo os países desenvolvidos, levas e levas de pessoas se aventuram na busca por 
melhores condições de vida. Essa situação resulta em algumas consequências nos países 
centrais, como: o acirramento da competição entre a mão de obra nacional e dos imigrantes; 
mudanças na legislação sobre imigrantes; incidência de movimentos políticos de caráter racista 
e xenófobo. Então, cientes dessas condições adversas, muitos imigrantes mantêm-se se 
gregados e organizados em bairros onde há maior concentração de indivíduos com a mesma naci 
onalidade. 
No entanto, um tipo de migração internacional irrestrita para os países centrais é a chamada 
“Brain Drain”, “migração de cérebros”, que consiste na atração de mão de obra qualificada para 
empresas de alta tecnologia. Nesse caso, ganha o país receptor por ampliar sua propriedade 
Apostila de Geografia – Professor Marcos Damasceno 
intelectual e registrar novas patentes. Perde a nação repulsora, pois se mantém carente de mão 
de obra qualificada e dependente de tecnologias muitas das vezes compradas por empresas que 
possuem o direito de uso de uma tecnologia criada por um possível cidadão que migrou. 
 
MIGRAÇÃO INTERNA 
 
Ocorre dentro de um mesmo país, entre suas regiões (inter-regional) ou dentro das mesmas 
(intrar- regional). Os principais tipos de migrações internas são os seguintes: 
 
• Êxodo rural ou migração rural-urbana - fenômeno migratório que consiste no 
deslocamento de populações rurais em direção às cidades. Isso é motivado pelas péssimas 
condições de vida, concentração fundiária, pela mecanização do setor agropecuário e a 
consequente liberação de mão de obra no meio rural. 
• Migração rural-rural - quando populações rurais são destituídas de seus meios de 
sobrevivência e passam a migrar em direção a novas fronteiras agrícolas. 
 
• Migração urbano-rural - quando há transferência de populações urbanas para o espaço ru- 
ral. O stress da vida urbana em grandes cidades pode favorecer a migração de pessoas 
para o meio rural, fenômeno chamado contraurbanização. Nesse tipo, incluímos também 
a migração de retorno de trabalhadores hoje urbanos em direção às suas regiões deorigem. 
 
• Migração urbano-urbano - deslocamento que consiste na transferência de populações de 
uma cidade para outra. Esse é um fenômeno muito comum nos dias atuais. Um exemplo 
disso é o crescimento econômico de cidades médias, que passaram a atrair populações 
também dos grandes centros urbanos. 
 
• Migração pendular - tipo de migração característica de grandes cidades e regiões 
metropolitanas, nas quais centenas ou milhares de trabalhadores saem todas as manhãs 
de suas casas (em determinada cidade) em direção ao trabalho (que pode estar localizado 
em outro município), retornando ao final do dia.

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