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Aprofundamento
Todas as carreiras
Semana 13
1
Biologia
Adaptações da fauna e flora aos biomas
Resumo
Amazonia: A Amazônia forma a maior floresta tropical do mundo, sendo a maior parte dela localizada no
Brasil. Apresenta uma alta biodiversidade por conta do clima úmido e quente, vantajoso tanto para animais
ectotérmicos quanto endotérmicos. Apresenta uma região de mata firme, mata de várzea e mata de igapó.
A mata firme é a floresta de áreas secas, que não sofre alagamentos, e apesar do solo pobre em nutrientes,
a grande camada de folhas que caem formam uma camada de matéria orgânica, que ajuda na nutrição dos
vegetais. A mata de várzea são as de transição entre as áreas alagadas e as áreas secas, e ficam inundadas
durante os períodos de chuva. Já a mata de igapó é a região de vegetação permanentemente alagada.
Na Amazônia, a mata de várzea e a mata de igapó são regiões onde a vegetação tem que lidar com o alagamento.
Existem animais terrestres típicos desta região, como a onça pintada e a arara azul, além de uma fauna
aquática diversa, como o boto cor de rosa, o peixe boi e peixes diversos, como o pirarucu, um dos maiores
peixes do Brasil. A vegetação é densa nas regiões secas, com raízes tabulares para a sustentação. As plantas
da área de várzea apresentam raízes aéreas para ajudar na fixação, e a vegetação dos igapós, como as
vitórias-régeas, apresentam raízes aquáticas.
A floresta Amazônica apresenta uma vegetação densa, e a matéria orgânica proveniente das folhas que caem no solo ajudam a tornar
o ambiente mais nutritivo.
2
Biologia
Cerrado: O cerrado apresenta uma grande extensão no território brasileiro, e pode ser considerado um tipo
de savana. Ele apresenta áreas com vegetações florestais (área de mata) e formações campestres (áreas
abertas). A vegetação nas áreas fechadas pode atingir uma maior altitude, porém no geral as árvores e
arbustos são baixos, e com caules tortuosos. A vegetação apresenta parte do caule subterrâneo, para
proteção às queimadas, e folhas com uma cutícula grossa e tricomas, também para proteção. Apresenta
uma grande diversidade de animais, muitos deles exclusivos da reigão, como o lobo guará, o tamanduá
bandeira e a onça parda.
O cerrado apresenta áreas abertas, com vegetação baixa, e áreas de mata mais fechadas, com árvores de pequeno porte. A vegetação
é tortuosa por conta da toxicidade do solo.
Caatinga: A caaringa pode ser comparada a um deserto, sendo um bioma seco e quente. Apesar disso, é um
bioma exclusivo do território brasileiro, sendo suas biodiversidade altamente endêmica, com grande
importância biológica. A vegetação é tipicamente xerófila, com adaptações para o clima quente e a baixa
umidade (ex.: parenquimas aquosos desenvolvidos, folhas reduzidas em espinhos e metabolismo de
fotossíntese CAM). A ararinha azul, ameaçada de extinção e já extinta na natureza, era típica desta região. O
bioma também apresenta alta diversidade de insetos, incluindo abelhas, que são de extrema importância
para a polinização e preservação da flora.
Plantas xerófilas, como os cactos, são típcos da caatinga.
3
Biologia
Pantanal: É uma região alagada na região central, ocupando uma pequena área do país. Apresenta épocas
de seca e de chuvas, que alagam as planícies sazonalmente. É uma região onde várias espécies migratórias
passam, desde animais terrestres até animais aquáticos. Muitos peixes se reproduzem na época de chuvas,
colocando os ovos e migram para outras regiões na época de secas. Os ovos ficam nas planícies secas e ao
se iniciar a época de chuvas novamente, eles eclodem. Animais típicos da região são o tuiuiú e o jacaré do
pantanal, além da onça pintada. A vegetação é muito diversificada, mas a parte mais característica são os
campos inundáveis, ou brejos. Na área onde há alagamentos, é possível encontrar plantas aquáticas, muitas
com parênquima aerífero desenvolvido.
Aves caminhando sobre uma área alagada no Pantanal.
Mata Atlântica: É a vegetação de mata localizada na costa do Brasil. Infelizmente, hoje temos menos de 10%
da vegetação original, sendo um bioma extremamente ameaçado, assim como as espécies que o compõe. A
biodiversidade é alta pelos mesmos motivos da Amazônia: altas temperaturas e umidade. Animais típicos
são micos, tucanos e bixo preguiça, mas a diversidade é ainda maior, incluindo até onças pintadas. A
vegetação é composta por árvores de médio e grande porte, com grande altitude. É muito comum plantas do
tipo epífitas e trepadeiras nesta região.
Epífitas são comuns em áreas de Mata Atlântica.
4
Biologia
Pampas: É um bioma que se localiza nos campos sulinos do país, com uma geografia bastante plana. Dentre
os animais da região, vemos uma alta diversidade de aves e insetos, mas também uma grande variedade de
outros animais endêmicos e/ou infelizmente ameaçados, como o veado-campeiro. A vegetação é uniforme,
sendo formada principalmente por gramíneas, hervas baixas e arbustos.
Gramíneas e pequenos arbustos são uma vegetação típoca dos campos sulinos. Na imagem, dois veados-campeiros.
Manguezal: É considerado um ecótono, transição entre o ambiente terrestre, o de água doce e o marinho.
Apresenta um solo lodoso e encharcado. Suas árvores apresentam raízes aéreas e pneumatóforos () para
fixação e respiração dessa região na planta. Por conta da salinidade, as folhas apresentam glandulas de sal,
por onde expulsam cristais salinos formados com acúmulo de sal na seiva. As raízes das plantas servem
como berçario para diversos animais, como peixes e crustáceos, que vão para o mangue desovar. As larvas
e filhotes passam os primeiros estágios de vida nesta região, que também apresenta nutrientes por conta
da chegada de rios de água doce trazendo matéria orgânica.
As raízes servem para fixar a vegetação no solo, e também funcionam como proteção para diversas espécies animais colocarem seus
ovos. Na imagem em destaque, uma folha com cristais de sal, liberado por glândulas como adaptação às águas salinas que
encharcam o Mangue.
5
Biologia
Exercícios
1. Os manguezais são comuns às zonas litorâneas de países tropicais e subtropicais, como o Brasil.
Dentre as diversas adaptações ao ambiente aí encontradas existe um curioso caso de "viviparidade"
entre os vegetais. Indique duas outras adaptações típicas de vegetais de manguezais e explique as
suas funções.
2. Sabe-se atualmente que o xeromorfismo das plantas do cerrado é na verdade um
pseudoxeromorfismo.
a) Escreva duas características xeromórficas das plantas do cerrado.
b) Por que as plantas do cerrado são consideradas pseudoxeromórficas?
c) Qual é a provável causa do aspecto xeromórfico das plantas do cerrado?
3. Os fragmentos textuais, a seguir, descrevem características de ecossistemas e/ou biomas
encontrados no território brasileiro.
Fragmento A: “[...] Sua peculiar formação vegetal apresenta uma vegetação adaptada ao solo
permanentemente encharcado por água salgada ou salobra. Aí vivem muitas espécies de crustáceos,
moluscos, peixes, répteis e inúmeras espécies de aves [...]
(CÉSAR; SEZAR; CALDINI, 2010).
Fragmento B: “[...] O clima característico é o tropical semiárido, que apresenta elevada temperatura ao
longo de todo ano e pluviosidade escassa e irregular, com baixa umidade relativa do ar
(CÉSAR; SEZAR; CALDINI, 2010) [...]”.
Denomine cada ecossistema e/ou bioma correspondente às características descritas. Em seguida,
explique três estratégias adaptativas que as plantas desenvolveram ao longo da sua história evolutiva,
que permitiram o seu sucesso no ambiente descrito pelo fragmento A e três adaptações desenvolvidas
pelos animais que permitiramsua sobrevivência frente às condições impostas pelo ambiente B.
4. A Mata Atlântica caracteriza-se por uma grande diversidade de epífitas, como as bromélias. Essas
plantas estão adaptadas a esse ecossistema e conseguem captar luz, água e nutrientes mesmo
vivendo sobre as árvores.
Disponível em: www.ib.usp.br. Acesso em: 23 fev. 2013 (adaptado).
Essas espécies captam água do(a)
a) organismo das plantas vizinhas.
b) solo através de suas longas raízes.
c) chuva acumulada entre suas folhas.
d) seiva bruta das plantas hospedeiras.
e) comunidade que vive em seu interior.
6
Biologia
5. Em uma aula de biologia sobre formação vegetal brasileira, a professora destacou que, em uma região,
a flora convive com condições ambientais curiosas. As características dessas plantas não estão
relacionadas com a falta de água, mas com as condições do solo, que é pobre em sais minerais, ácido
e rico em alumínio. Além disso, essas plantas possuem adaptações ao fogo.
As características adaptativas das plantas que correspondem à região destacada pela professora são:
a) Raízes escoras e respiratórias.
b) Raízes tabulares e folhas largas.
c) Casca grossa e galhos retorcidos.
d) Raízes aéreas e perpendiculares ao solo.
e) Folhas reduzidas ou modificadas em espinhos.
6. A vegetação apresenta adaptações ao ambiente, como plantas arbóreas e arbustivas com raízes que
se expandem horizontalmente, permitindo forte ancoragem no substrato lamacento; raízes que se
expandem verticalmente, por causa da baixa oxigenação do substrato; folhas que têm glândulas para
eliminar o excesso de sais; folhas que podem apresentar cutícula espessa para reduzir a perda de
água por evaporação.
As características descritas referem-se a plantas adaptadas ao bioma:
a) Cerrado.
b) Pampas.
c) Pantanal.
d) Manguezal.
e) Mata de Cocais.
7. Escreve James W.Wells em Três mil milhas através do Brasil: “A aparência desta vegetação lembra
um pomar de frutas mirrado na Inglaterra; as árvores ficam bem distantes uma das outras, ananicadas
no tamanho, extremamente retorcidas tanto de troncos quanto de galhos, e a casca de muitas
variedades lembra muito a cortiça; a folhagem é geralmente seca, dura, áspera e quebradiça; as
árvores resistem igualmente ao calor, frio, seca ou chuva [...]”.
a) A que tipo de formação vegetal brasileira o texto se refere?
b) Qual é a principal causa do aspecto “ananicado” das árvores?
c) Qual é a principal causa do aspecto da casca?
d) Cite outra característica importante das plantas dessa formação vegetal que não esteja descrita
no texto. A que se deve essa característica?
8. O número de estômatos por centímetro quadrado é maior na face inferior do que na face superior das
folhas.
Há mesmo folhas de algumas espécies de plantas que não têm estômatos na face superior. Essa
diferença no número de estômatos nas duas faces das folhas é uma importante adaptação das
plantas.
Explique a importância funcional dessa adaptação
7
Biologia
Gabarito
1. Gabarito em aula.
2. Gabarito em aula.
3. Gabarito em aula.
4. C
As bromélias possuem folhas evoluídas para torná-las capazes de acumular a água da chuva.
5. C
Devido as condições do solo as plantas do cerrado possuem o tronco retorcido. Além disso possuem
casca grossa para estar adaptado ao fogo.
6. D
As folhas do manguezal possuem glândulas para eliminar o excesso de sais juntamente com o substrato
lamacento e as raízes verticais (pneumatóforos).
7.
a) O texto refere-se ao cerrado.
b) A principal causa do aspecto “ananicado” é a deficiência de nutrientes minerais, associada à riqueza
em alumínio.
c) Em razão da precária disponibilidade de nitrogênio no solo, ocorre menor síntese de proteínas.
Assim, a maior síntese orgânica é dirigida para a produção de carboidratos e lipídios,
respectivamente celulose e suberina, resultando em casca de espessura maior.
d) A característica é a presença de raízes profundas, que representam uma adaptação a lençóis
freáticos localizados a grandes distâncias da superfície.
8. Durante o dia, a temperatura na face superior da folha é mais alta do que na face inferior, o que implicaria
numa grande perda de água. O maior número de estômatos na face inferior evita essa evaporação
excessiva, sem comprometer a absorção de CO2.
1
Física
Exercícios de estática
Exercícios
1.
O guindaste da figura acima pesa 50.000N sem carga e os pontos de apoio de suas rodas no solo
horizontal estão em x=0 e x=-5m O centro de massa (CM) do guindaste sem carga está localizado na
posição (x=-3m, y=-2m) Na situação mostrada na figura, a maior carga P que esse guindaste pode
levantar pesa
a) 7.000N
b) 50.000N
c) 75.000N
d) 100.000N
e) 150.000N
2. Querendo-se arrancar um prego com um martelo, conforme mostra a figura, qual das forças indicadas
(todas elas de mesma intensidade) será mais eficiente?
a) A
b) B
c) C
d) D
e) E
2
Física
3. Em um pêndulo, um fio de massa desprezível sustenta uma pequena esfera magnetizada de massa
igual a 0,01kg O sistema encontra-se em estado de equilíbrio, com o fio de sustentação em uma
direção perpendicular ao solo.
Um ímã, ao ser aproximado do sistema, exerce uma força horizontal sobre a esfera, e o pêndulo
alcança um novo estado de equilíbrio, com o fio de sustentação formando um ângulo de 45o com a
direção inicial.
Admitindo a aceleração da gravidade igual a 10m.s-1 a magnitude dessa força, em newtons, é igual a:
a) 0,1
b) 0,2
c) 1,0
d) 2,0
4. A figura abaixo representa um quadro retangular e homogêneo dependurado em uma parede e em
equilíbrio. Qual das retas, a, b, c ou d, melhor representa a linha de ação da força que a parede exerce
no quadro?
a) a
b) b
c) c
d) d
3
Física
5. (Exercício resolvido pelo professor no inicio da aula – faz parte do conteúdo “Equilíbrio de corpos
extensos”)
Em um experimento, um professor levou para a sala de aula um saco de arroz, um pedaço de madeira
triangular e uma barra de ferro cilíndrica e homogênea. Ele propôs que fizessem a medição da massa
da barra utilizando esses objetos. Para isso, os alunos fizeram marcações na barra, dividindo-a em
oito partes iguais, e em seguida apoiaram-na sobre a base triangular, com o saco de arroz pendurado
em uma de suas extremidades, até atingir a situação de equilíbrio.
Nessa situação, qual foi a massa da barra obtida pelos alunos?
a) 3,00 kg
b) 3,75 kg
c) 5,00 kg
d) 6,00 kg
e) 15,00 kg
6. Uma escada homogênea, apoiada sobre um piso áspero, está encostada numa parede lisa. Para que
a escada fique em equilíbrio, as linhas de ação das forças que agem sobre a escada devem convergir
para um mesmo ponto Q.
Assinale a opção que ilustra a situação descrita e apresenta o ponto Q mais bem localizado.
a) c)
e)
b) d)
4
Física
7. O brasileiro Arthur Zanetti tem se destacado no cenário da ginástica olímpica, especialmente na
modalidade das argolas. As figuras destacam quatro posições clássicas dessa modalidade.
Para que o ginasta, que será considerado como corpo rígido, permaneça em equilíbrio nas posições
indicadas, é necessário que
a) o centro de massa do atleta esteja situado fora de seu corpo apenas na posição 4.
b) o ginasta se encontre em condição de equilíbrio instável na posição 3 e equilíbrio estável em 4.
c) a força das mãos aplicadas sobre as argolas seja superior ao peso do ginasta nas posições 2 e
3.
d) a linha imaginária que liga suas mãos passe pelo centro de massa de seu corpo apenas na
posição 1.
8. Analise a figura a seguir, que representaum semáforo suspenso por um sistema constituído de um
poste, uma haste horizontal (ideal sem peso) e um cabo. No ponto a, estão atuando três forças: o peso
P do semáforo (200 N), a tensão T do cabo e a força F exercida pela haste. Considerando que o
sistema está em equilíbrio com essas forças, pode-se dizer que os valores, em newtons (N), da tensão
do cabo e da força exercida pela haste, são, respectivamente, de:
(Adote: sen30 0,5 = e =cos30 0,8
a) 500 e 100
b) 400 e 320
c) 200 e 200
d) 320 e 400
5
Física
e) 100 e 500
9. No sistema apresentado na figura abaixo, o bloco M está em equilíbrio mecânico em relação a um
referencial inercial. Os três cabos, A, B e C, estão submetidos, cada um, a tensões respectivamente
iguais a A BT , T e CT . Qual das alternativas abaixo representa corretamente a relação entre os
módulos dessas forças tensoras?
a) A CT T
b) A CT T
c) A CT T=
d) B CT T=
e) B CT T
10. Um bloco de gelo de massa 1,0 kg é sustentado em repouso contra uma parede vertical, sem atrito,
por uma força de módulo F, que faz um ângulo de 30 com a vertical, como mostrado na figura.
Dados:
2g 10m s
sen30 0,50
cos30 0,87
=
=
=
Qual é o valor da força normal exercida pela parede sobre o bloco de gelo, em Newtons?
a) 5,0
b) 5,8
c) 8,7
d) 10
e) 17
6
Física
11. No esquema, está representado um bloco de massa igual a 100 kg em equilíbrio estático.
Determine, em newtons, a tração no fio ideal AB.
a) 𝑇𝐴𝐵 = 1000√3
b) 𝑇𝐴𝐵 = 2000√3
c) 𝑇𝐴𝐵 = 500√2
d) 𝑇𝐴𝐵 = 500√3
e) 𝑇𝐴𝐵 = 1000√2
7
Física
Gabarito
1. C
Dados:
G G PP 50.000 N; d 3 m; d 2 m.= = =
Na condição de carga máxima, há iminência de tombamento, sendo nula a normal em cada uma das
rodas traseiras.
O momento resultante em relação às rodas dianteiras é nulo.
PG PM M 50.000 3 P 2 P 75.000 N.= = =
2. C
Para que seja utilizado 100% da força empregada, essa força precisa ser perpendicular ao braço de
alavanca.
3. A
A figura mostra as forças que agem na esfera: peso, tração e força magnética.
Como a esfera está em equilíbrio, pela regra da poligonal, as três forças devem fechar um triângulo.
F
tg 45 F P tg 45 m g(1) 0,01(10) F 0,1 N.
P
= = = =
4. D
A força que a parede exerce no quadro é considerada uma força de contato, logo, pode ser descrita como
uma força de atrito. Essa força de direção e sentido de acordo com a imagem abaixo.
8
Física
5. E
Na barra agem as três forças mostradas na figura: peso do saco arroz a(P ), o peso da barra b(P ),
agindo no centro de gravidade pois a barra é homogênea e a normal (N), no ponto de apoio.
Adotando o polo no ponto de apoio, chamando de u o comprimento de cada divisão e fazendo o
somatório dos momentos, temos:
( ) ( ) ( )
b a
b a b bP P
M M m g u m g 3 u m 3 5 m 15 kg.= = = =
6. C
Temos 3 forças descritas nessa figura, as 2 forças de contato entre a escada e a parede e a força peso
da escada. Essas forças possuem direção e sentido de acordo com a figura abaixo.
7. D
Arthur é um corpo rígido em equilíbrio:
– Para que ele esteja em equilíbrio de translação, é necessário que a intensidade da força resultante que
suas mãos aplicam nas argolas (e a da que recebem delas: ação-reação) tenha a mesma intensidade de
seu peso.
– Para que ele esteja em equilíbrio de rotação, é necessário que o torque resultante seja nulo. Como ele
está sujeito a apenas duas forças, elas devem ter a mesma linha de ação, passando pelo centro de
gravidade do atleta.
Analisando as alternativas e justificando as falsas:
a) Falsa: o centro de massa do atleta está situado fora de seu corpo apenas na posição 2.
b) Falsa: todas as posições são de equilíbrio instável.
c) Falsa: Em todas as posições a intensidade da força aplicada pelas suas mãos deve ter a mesma
intensidade do peso (equilíbrio de forças).
d) Verdadeira.
9
Física
8. B
Como as três forças estão em equilíbrio, pela regra da poligonal, elas devem fechar um triângulo.
P P 200
sen30 T T 400 N.
T sen30 0,5
F
cos30 F Tcos30 400 0,8 F 320 N.
T
= = = =
= = = =
9. B
De acordo com o diagrama de corpo livre na figura abaixo, temos as forças envolvidas e a decomposição
da tração em C nas direções horizontal (x) e vertical (y) :
Considerando o equilíbrio nos eixos horizontal e vertical, temos:
Eixo horizontal:
A Cx A CT T T T=
Eixo vertical:
B Cy B CT T T T=
10. B
Decompondo as forças nas direções horizontal e vertical, temos o diagrama de corpo livre representado
na figura abaixo:
10
Física
Nota-se que a força normal é devida à força xF sendo iguais em módulo.
xN F N F sen 30= = (1)
Com o peso do corpo, podemos descobrir o valor da força yF
yF P F cos 30 m g= =
m g
F
cos 30
=
(2)
Substituindo (2) em (1):
m g
N sen 30 N m g tan30
cos 30
= =
2 3 10 3N 1kg 10 m / s N 5,8 N
3 3
= =
11. A
BC
BC
BC BC
BC AB
AB AB
P mg
P 100 10
P 1.000 N
T sen30 1.000
T 0,5 1.000
1.000
T T 2.000 N
0,5
T cos30 T
3
2.000 T T 1.000 3 N
2
=
=
=
=
=
= =
=
= =
1
Geografia
América Latina: Quadro geral e manifestações
Resumo
América Latina
O continente americano, em extensão, só não é maior que o continente asiático. Possui uma população de 1
bilhão de habitantes, distribuída por 35 países e 18 dependências. Possui uma grande diversidade de climas
e vegetações, devido à sua extensão latitudinal. Os cinco maiores países são Canadá, Estados Unidos, Brasil,
Argentina e México. Com isso, também apresenta diferentes regionalizações. América do Norte, América
Central e América do Sul correspondem a uma divisão a partir de um critério de localização e posição
geográfica. Já América Latina e América Anglo-Saxônica correspondem a um critério cultural e econômico.
Para alguns, essa divisão da América Latina abrangeria os países de língua neolatina, como espanhol,
português e francês. Teria uma justificativa histórica associada ao processo de colonização. Para outros, a
América Latina representaria uma região menos desenvolvida e com grandes desigualdades
socioeconômicas, se comparada à América Anglo-Saxônica, de língua inglesa e mais desenvolvida. De
qualquer forma, existem milhares de exceções a essas regras, e uma América Latina coesa a partir desses
critérios é mais uma ficção que uma realidade. Porém, é importante conhecer a quais países e sub-regiões
essa América Latina se refere.
VESENTINI, J. W. Geografia: o mundo em transição.
2
Geografia
Relevo
O México e a América Central podem ser agrupados de forma a
simplificar o entendimento sobre o relevo dessa região. A parte
continental ou ístmica apresenta um relevo montanhoso, devido
ao encontro de placas tectônicas na região. A América Central
também apresenta uma parte insular, denominada Antilhas.
Essa pode ser subdivida em duas: as Grandes Antilhas (Cuba,
Haiti, Jamaica, República Dominicana e Porto Rico) e as
Pequenas Antilhas (Bahamas, Guadalupe, Granada, etc.). Essa
porção insular corresponde a um conjunto de ilhas vulcânicas ou
calcárias.
A América do Sul já apresenta uma variação maior de relevo. Na
porção oeste, se encontram grandes altitudes, devido à formação
montanhosa das Cordilheiras dos Andes, que correspondem a
dobramentos modernos, resultado do choque das placas
tectônicas de Nazca e Sul-Americana. Já a porção leste possui
uma origem geológica mais antiga,formada por antigos
planaltos, que sofreram intenso processo erosivo.
Atlas geográfico escolar / IBGE. – 8. ed. - Rio de Janeiro : IBGE, 2018.
Clima e vegetação
O México apresenta uma significativa extensão de clima árido,
ao norte. Nas porções mais ao sul, o clima é o correspondente
ao da América Central, tropical. Nas regiões montanhosas do
México e da América Central, é possível se observarem
temperaturas amenas, mas, no geral, apresenta uma
vegetação de floresta tropical.
A América do Sul, devido à sua maior extensão latitudinal,
apresenta uma maior diversidade, estando sob influência da
Zona Tropical e da Zona Temperada Sul. Assim, na faixa
tropical, é possível se observarem os climas equatorial e
tropical, com suas respectivas florestas pluviais. Nas áreas
mais interioranas do continente sul-americano, o clima é
caracterizado por uma estação chuvosa (verão) e outra seca
(inverno). Esse clima tropical continental origina a vegetação
típica de Savana na região, conhecida como Cerrado, no
Brasil.
As áreas montanhosas dessa porção ao sul apresentam um
clima condizente com essa altitude, observando-se a presença
de neve nos pontos mais elevados dos Andes. Por fim,
algumas regiões apresentam um clima semiárido, como nos
Andes Centrais e no Nordeste brasileiro, onde origina o bioma
da Caatinga. Já na Argentina e no Chile, respectivamente, na
região da Patagônia e do Atacama, se observa um clima
desértico.
Disponível em: https://docplayer.com.br/5938157
https://docplayer.com.br/5938157
3
Geografia
Economia
Em termos econômicos, essa região é marcada por uma grande desigualdade e dependência, entre os países
que a compõem e internamente. Em 2010, o PIB dessa região foi de US$5,2 trilhões. O Brasil é a principal
economia, seguido pelo México e pela Argentina. A renda per capita é mais elevada nos paraísos fiscais,
como as Ilhas Cayman e as Bahamas, que alcançam o valor de US$22 mil. O modelo de desenvolvimento da
América Latina ora é liberal, ora é estatizante. O Chile é o representante de uma ampla reforma neoliberal,
enquanto Venezuela, Bolívia e Cuba representam uma versão de Estado forte na economia. O Brasil fica em
uma posição mais intermediária, se orientando pouco mais para um ou outro lado, de acordo com o governo
no poder.
Industrialização
A industrialização nessa região foi tardia, iniciando-se durante o século XX. Isso gerou uma grande
dependência financeira dos países já industrializados. No contexto da globalização, tal situação se agravou,
uma vez que o eixo industrial migrou com grande intensidade para o Sudeste Asiático, com sua mão de obra
barata e qualificada. O aspecto educacional foi sempre um empecilho a esse processo, o que dificulta o
desenvolvimento de tecnopolos na região. Mesmo assim, Brasil, México e Argentina apresentam importantes
parques industriais. Todavia, esse processo de industrialização foi e é marcado pela presença de
transnacionais, que buscam a região pela abundância de mão de obra, enorme potencial em recursos
naturais e grandes perspectivas de consumo com o crescimento econômico da região. Os setores da
indústria automobilística, alimentícia, siderúrgica, eletroeletrônica, química e agroindústria são dominados
por essas empresas, o que dificulta o crescimento de empresas nacionais.
Narcotráfico e outros problemas da América Latina
Entre os principais problemas que são possíveis de se
destacar para a região, encontram-se: enormes
desigualdades sociais, de renda e oportunidade;
dependência financeira de organismos internacionais,
como o FMI e o Banco Mundial; dependência tecnológica
das nações desenvolvidas; e, por fim, o narcotráfico.
O narcotráfico é um grave problema na estrutura
econômica e social da região. Afeta a qualidade de vida,
com o aumento da violência e da insegurança, bem como
a confiabilidade das instituições governamentais.
A região é a maior produtora e exportadora de cocaína do
mundo, sendo Colômbia, Peru e Bolívia os destaques
desse processo. A situação abrange desde cartéis
bilionários até microtraficantes nas comunidades
espalhadas pelos países.
Disponível em: https://www.monde-diplomatique.fr/cartes/amerlatdrogue
FARCS e a Colômbia
A questão das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não é recente. Esse movimento de
guerrilha vem desde a década de 1960, quando a situação econômica da Colômbia era extremamente
desigual. Havia uma enorme concentração de terras sob o domínio das classes mais poderosas, o que
deixava a parte trabalhadora na miséria. Influenciados pelo movimento socialista latino-americano da época,
um grupo de colombianos começou a agir em prol da redistribuição de terra.
https://www.monde-diplomatique.fr/cartes/amerlatdrogue
4
Geografia
Porém, a forma que as FARC encontraram para pôr em prática a sua causa foi muito violenta. O grupo agia
pelo terror. Sequestros, estupros e intenso tráfico de drogas eram usados para conseguir poder financeiro. A
dinâmica do país continuou como uma guerra civil por mais de 50 anos. No segundo semestre de 2016,
depois de muita discussão, o presidente da Colômbia e o líder das FARC concordaram em assinar um acordo
de paz. Houve uma votação e, por uma mínima diferença, a proposta foi negada.
Mesmo diante da rejeição popular, os dois líderes concordaram em manter relações pacíficas. Ainda no ano
de 2016, ambos os líderes assinaram um novo acordo, aprovado, dessa vez, pelo Congresso colombiano. O
documento afirma que as FARC irão cessar suas ações violentas. O grupo guerrilheiro também irá ceder
todas as suas armas à ONU. Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia (2010-2018), foi vencedor do
Prêmio Nobel da Paz por sua atividade em prol de um país mais pacífico.
Três anos depois da assinatura desse acordo, os ex-guerrilheiros aprendem a viver em paz com as
comunidades afetadas. Entretanto, o período de transição para as zonas de reincorporação, onde
permanecem milhares de antigos combatentes, aproxima-se do fim. É um novo desafio que o governo precisa
enfrentar, enquanto ONGs internacionais denunciam a migração de guerrilheiros para a Venezuela.
Crise na Venezuela
A Venezuela declarou estado de emergência em maio de 2016. Desde então, a situação piorou drasticamente.
O país enfrenta uma crise política e econômica. Os índices de violência são altíssimos, os mercados estão
desabastecidos e a inflação parece não dar descanso. Isso tudo é resultado de uma crise política e econômica
que o país enfrenta. Primeiro, é importante entender o viés político dessa crise. Durante 14 anos, a Venezuela
foi governada pelo militar populista Hugo Chávez. O ex-presidente era muito carismático e conseguiu a
simpatia das classes mais baixas com um discurso de combate à pobreza e corrupção. Não é ao acaso que
o político foi reeleito diversas vezes. Em 2013, Chávez veio a falecer de um câncer e quem assumiu o governo
foi seu sucessor, Nicolás Maduro. Acontece que Maduro não tem o mesmo carisma que o seu antecessor,
tampouco é um gestor nato. Com menor apoio popular e político, adotou uma postura ditatorial em seu
governo. Uma das suas medidas foi empossar, sem aviso prévio, uma Assembleia Constituinte para escrever
uma nova Constituição, que seria usada nas próximas eleições. Claramente, o povo foi às ruas protestar.
Maduro não deixou barato e enviou tropas militares para investirem contra os manifestantes. O número de
presos políticos cresceu e a tortura se tornou sistemática.
Segundo, o país enfrenta uma crise econômica decorrente da queda do preço do petróleo. Essa commoditie
é uma das bases da economia venezuelana e afetou drasticamente a relevância do bolívar no cenário
internacional. A moeda perdeu praticamente todo o seu valor e, hoje, 82% da população venezuelana encontra-
se em um estado de pobreza. Diante dessa situação calamitosa, milharesde venezuelanos buscam sair do
país. Colômbia e Peru são os principais destinos, abrigando, respectivamente, 1 milhão e 500 mil refugiados,
segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. No Brasil, estima-se que 100
mil venezuelanos entraram ilegalmente. Tal movimento ocorre principalmente pelo estado de Roraima e
muitos se deslocam para as cidades de Pacaraima e Boa Vista.
Atualmente, a situação não melhorou. A Venezuela possui duas assembleias, uma eleita pelo povo e outra
criada por Maduro, e dois presidentes em igual situação, com Juan Guaidó, líder da oposição e do Legislativo,
tendo se autodeclarado presidente em janeiro de 2019. Estados Unidos, Brasil e diversos outros países
reconhecem Guaidó. China, Rússia e outros países reconhecem Maduro. Recentemente, a Rússia declarou
apoio militar ao governo de Maduro, e os Estados Unidos iniciaram um embargo econômico ao governo de
Caracas. A oposição liderada por Guaidó já tentou conquistar o apoio das forças militares venezuelanas, mas
essas se mantêm fiéis ao governo de Maduro, garantindo sua continuidade. Maduro passa a ser cada vez
menos querido pela população, que é duramente reprimida nos protestos. O diálogo entre essas forças
opositoras parece difícil.
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Geografia
Exercícios
1. (ESPM 2019) Com o foco voltado para o petróleo e usando parte do dinheiro arrecadado com as
exportações do combustível para sustentar programas sociais, não se preocupou com o
desenvolvimento agrícola e industrial do país.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/intemacional-45909515. Acesso: 22/11/2019.
O texto retrata a grave crise econômica pela qual está passando a(o):
a) Argentina.
b) Venezuela.
c) Chile.
d) Brasil.
e) Uruguai.
2. (Mackenzie 2019) O colapso da economia argentina agita o tabuleiro político faltando pouco mais de
um ano para as eleições gerais. Para reabrir a torneira do crédito, o Fundo Monetário Internacional (FMI)
e os investidores privados exigem do presidente Maurício Macri um plano econômico que elimine o
déficit fiscal. Mas alcançar esse objetivo requer duros cortes nos gastos públicos e um acordo com a
oposição peronista, um cenário pouco propício para as aspirações de reeleição de Macri em 2019.
A equipe econômica, muito contestada, anunciará [...] uma série de medidas destinadas a restabelecer
a confiança dos mercados, enquanto os argentinos procuram como se resguardar de uma crise que se
agrava cada vez mais.
Crise econômica encurrala Maurício Macri. El País, 02 set. 2018. Disponível em:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/01/intemacional/1535819596_593507.html> Acesso em: 21 set. 2018.
Considerando a reportagem acima e seus conhecimentos sobre o assunto tratado, avalie as afirmativas.
I. Desde o início de 2018, houve grande desvalorização do peso em relação ao dólar, o que exigiu a
intervenção do Banco Central argentino no mercado cambiário para sustentar a moeda.
II. De acordo com a maior parte dos especialistas, a Argentina é o país da América Latina onde
reformas impopulares, relacionadas a ajustes fiscais, são realizadas com mais facilidade, devido
às heranças do peronismo.
III. A situação econômica da Argentina só não é pior em decorrência do eficiente controle da inflação,
priorizado pela equipe econômica do governo. A expectativa é que o país feche 2018 com índice
de 5,5%, um pouco maior que o do Brasil.
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/01/intemacional/1535819596_593507.html
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Geografia
3. (Unicamp 2020) O chamado Triângulo Norte da América Central (TNAC) é uma das regiões mais
violentas do planeta, equiparando-se às zonas de guerra. Grupos organizados praticam diariamente
extorsão, perseguição, sequestros, assassinatos, abuso sexual, entre outros crimes. Em 2018, sob
condições extremas de pobreza e violência, sem escolha, milhares de pessoas do TNAC abandonaram
suas casas, deslocando-se por perigosas rotas em direção ao México e aos EUA.
Considerando essa situação geográfica, indique os países que compõem a região do TNAC e a atual
estratégia adotada pela população emigrante.
a) Venezuela, Costa Rica, Nicarágua; pequenos grupos deslocam-se por trens para fugir da violência
dos guias ilegais (coyotes).
b) El Salvador, Honduras, Guatemala; os emigrantes deslocam-se a pé em grandes caravanas por ser
mais seguro e para se beneficiarem de apoio mútuo.
c) Cuba, Haiti, República Dominicana; pequenos grupos deslocam-se em barcos, por ser mais seguro
e para diminuir os custos da travessia.
d) Belize, Nicarágua, Guatemala; os emigrantes deslocam-se a pé em grandes caravanas para diminuir
os custos com os guias ilegais (coyotes).
4. (UFSC 2018) Os dilemas do Haiti
Até o início de 2010, podia-se dizer que o Haiti era um país marcado pela pobreza e instabilidade política.
Afinal, desde 2004, em meio a um clima de guerra civil, lá estavam tropas de paz da ONU, comandadas
pelo governo brasileiro, interessado em ampliar a sua influência no continente - eram mais de sete mil
homens!
SANTIAGO, Pedro. Por dentro da História, 2. 3. ed. São Paulo: Escala Educacional, 2013, p. 113.
Sobre o Haiti e a trajetória do seu povo, é correto afirmar que:
(01) considerado um caso singular, o movimento de independência do Haiti foi resultado de um
levante popular comandado pela população negra contrária à dominação francesa.
(02) em 2010, um forte terremoto atingiu o país, deixando o cenário de pobreza e instabilidade política
ainda mais grave.
(04) localizado no noroeste da África, o Haiti possui uma economia baseada na monocultura de cana-
de-açúcar e no comércio clandestino de marfim e diamante.
(08) no final do século XVIII, durante a rebelião escrava que iniciou o processo de independência, o
líder François-Dominique Toussaint Louverture determinou a abolição da escravidão no Haiti.
(16) em função do caráter violento do processo de emancipação, a independência do Haiti ainda não
foi reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e, por essa razão, o país está sob o
controle das tropas internacionais.
(32) a Primavera Árabe e o contexto de guerra civil das últimas décadas estão entre as principais
razões para o crescimento da imigração de refugiados haitianos para o Brasil nos últimos anos.
Soma: ( )
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Geografia
5. (UPE 2017) A América Central é integrada por uma área continental e outra área insular, separadas pelo
mar das Antilhas ou mar do Caribe. A área continental se constitui em um grande istmo, que a une aos
blocos da América do Norte e da América do Sul.
Sobre os aspectos físico-geográficos e geoeconômicos dessa área, é correto afirmar que
1. a maior parte da área continental é dominada pelo clima tropical, mas, devido ao fator relevo, há
variações climáticas, daí a presença de climas com baixas temperaturas, nos cumes das
montanhas.
2. vários países da América Central, em face da forte influência da URSS, adotaram o modelo político
e econômico socialista, como foi o caso de Cuba, Nicarágua, Guatemala e El Salvador.
3. na parte insular dessa região, percebe-se que há uma dependência econômica considerável de
várias ilhas ao Reino Unido, à França e à Holanda.
4. na parte continental da América Central, o México se destaca economicamente, sobretudo na
exploração de petróleo e de turismo, o qual apresenta o maior PIB da região.
5. Cuba adotou o regime de Partido Único com a ascensão ao poder de um grupo de guerrilheiros no
ano de 1970 que acarretou um expressivo crescimento econômico do país. Na ocasião, foram
abolidas as liberdades democráticas, e criou-se um grave conflito político-militar com os Estados
Unidos.
Está CORRETO o que se afirma em
a) 1 e 3, apenas.
b) 2 e 4, apenas.
c) 1, 3 e 4,apenas.
d) 2, 3 e 5, apenas.
e) 1, 2, 3, 4 e 5.
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Geografia
Gabarito
1. B
O país retratado no texto é a Venezuela. É possível afirmar que o país sofre com a “maldição da matéria-
prima”. É uma expressão muitas vezes utilizada para países ricos em determinado recurso natural, que
não aproveitam essa riqueza para desenvolver outros setores, como o industrial ou agrícola. Com isso,
em meio a uma crise, a economia do país acaba sendo muito afetada pela dependência de um único
produto.
2. A
Os itens II e III estão incorretos. O Peronismo possui um espectro ideológico muito amplo, mas é
caracterizando basicamente pelo seu populismo. As reformas econômicas necessárias para um ajuste
fiscal na Argentina vão na contramão dessa base populista do Peronismo. Assim, sua aprovação é
dificultada. Já o item III está incorreto, pois, mesmo com a intervenção da equipe econômica, não há
sucesso nesse controle inflacionário.
3. B
A região correspondente ao TNAC é formada por El Salvador, Honduras e Guatemala. Essa área tem
ganhado destaque devido ao grande número de emigrantes, principalmente para os Estados Unidos. Tal
processo ocorre devido à intensa violência na região.
4. 01 + 02 + 08 = 11
Os itens 04, 16 e 32 estão incorretos. O Haiti localiza-se na América Central Insular, e não na África. O
Haiti é um país independente reconhecido pela ONU. E, por fim, a imigração de haitianos para o Brasil
decorre de um terremoto que, além de devastar a infraestrutura do país, gerou uma grande instabilidade
econômica e política.
5. A
O item 2 está incorreto, pois apenas Cuba é socialista. O item 4 está incorreto, pois o México não faz parte
da América Central, e sim da América do Norte. O item 5 está incorreto, pois a Revolução Socialista, na
qual Cuba adotou o regime de Partido Único, foi em 1959.
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História
Revolução Francesa e Napoleão
Resumo
A crise do Antigo Regime
A ordem política que dominou a França até o século XVIII ficou conhecida como o Antigo Regime. Apoiada
em um rei absolutista, em uma corte repleta de privilégio, na manutenção dos direitos feudais e com apoio
do clero, o Antigo Regime representava tudo o que o iluminismo e a burguesia eram contra. Ainda que essa
nova classe social se tornasse poderosa economicamente, o político e a participação nas decisões do Estado
ainda era um privilégio do rei e da nobreza.
Tendo em vista o funcionamento dessa sociedade, vale destacar que, para a manutenção desses privilégios,
das riquezas e do próprio direito divino do rei, não bastava a centralização do poder ou o monopólio do
Estado e da violência. Para manter essa estrutura, era necessário a existência também de certos equilíbrios
e de condições mínimas para a sobrevivência dos súditos.
Assim, a Revolução Francesa, portanto, desencadeou-se em uma
conjuntura que, além da difusão do pensamento iluminista, contou também
com uma grave crise do Estado francês. Os fenômenos climáticos e os
obsoletos feudos não produziam alimentos em grande quantidade para a
população que crescia, gerando uma crise alimentícia na França, os altos
preços do trigo impediam o acesso dos mais pobres a uma alimentação
básica e, desta forma, a fome e a miséria reinavam na França no final do
século XVIII.
Nas questões econômicas, os gastos com os luxos da corte e com guerras contra outras monarquias (Guerra
dos sete anos – 1756-1763) também afetavam as finanças francesas e impactavam na vida cotidiana. Para
sair da crise, o aumento dos tributos sobre o terceiro estado ainda pressionava mais a população, que
continuava trabalhando e sofrendo para manter os privilégios da nobreza e do clero. Ainda nessa conjuntura,
a assinatura do Tratado de Éden-Rayneval (1786) prejudicava as manufaturas francesas, pois permitia a
entrada de tecidos ingleses com baixas tarifas no mercado francês.
Enfim, o cenário francês na segunda metade do século XVIII se transformava aos poucos em um grande
campo minado, repleto de bombas que poderiam explodir a qualquer passo errado. A burguesia ilustrada,
por sua vez, enterrava as minas esperando o momento certo para enfraquecer o Antigo Regime.
O Grande Medo e a queda da Bastilha
Em 1786, a crise se alastrava na França em revoltas nas ruas e nos campos. O rei, Luís XVI, buscando
soluções para a falência do Estado não conseguia apoio da nobreza para realizar suas reformas e precisou
demitir seus ministros Turgot e Jacques Necker, que defendiam a cobrança de impostos aos nobres.
Assumindo o posto de Ministro das Finanças em 1783, Charles Alexandre de Calonne chegou a orientar o rei
na convocação da Assembleia dos Notáveis, que reuniu o alto clero e importantes nobres em 1787, sugerindo
que a classe pagasse impostos para resolver a crise.A solução parecia tão absurda para as camadas
privilegiadas que Calonne também foi demitido, dando lugar no ministério ao arcebispo Loménie de Brienne.
A proposta de Calonne havia sido tão mal recebida pelas elites francesas, que uma tensão entre o rei e a
aristocracia feudal cresceu. Desejando retomar o antigo poder dos feudos e, mais uma vez, descentralizar o
Estado, essa aristocracia passou a atacar Luís XVI, que agora estava cercado por todos os grupos sociais.
2
História
Assim, buscando acalmar as tensões e, de novo, solucionar os problemas financeiros, o antigo ministro
Jacques Necker o posto de Ministro do Estado, em 1788 e, enfim, convocou a Assembleia dos Estados Gerais.
Essa convocação reuniria representantes dos três estados para debaterem e chegarem a uma conclusão de
como resolver as crises franceses. Todavia, a assembleia já começaria com uma tensão, pois a burguesia
exigia que a votação deixasse de ser por estado, como era tradicional, e se tornasse individual, seguindo a
proporção de pessoas que cada grupo representava.
Compreendia-se que no modelo tradicional, clero nobreza sempre votariam juntos a favor do
conservadorismo de seus privilégios. Entretanto, a burguesia, em um modelo de voto individual, teria maiores
chances, pois ainda contaria com o apoio de alguns membros ilustrados da nobreza e do clero. Inclusive, o
abade Emmanuel Sieyès, durante a Assembleia, teria proclamado uma das frases que melhor definem a
situação da burguesia revolucionária: “O que é o terceiro estado? Tudo. Que tem sido ele até agora na ordem
política? Nada. Que pele ele? Tornar-se alguma coisa.”.
Enfim, no dia 9 de julho de 1789, o choque dos interesses entre
as ordens e a insistência dos privilegiados em manter a forma
tradicional de votação, levou o terceiro estado a romper com a
Assembleia. Os deputados que representavam essa ordem se
deslocaram para a sala do jogo da péla, no Palácio de
Versalhes, e lá criaram a Assembleia Nacional, jurando que só
sairiam com uma Constituição pronta.
A tentativa de repressão ao terceiro estado por Luís XVI apenas piorou as coisas, pois as notícias sobre os
acontecimentos em Versalhes se espalharam pela França, levando camponeses e trabalhadores urbanos a
se revoltarem. Para resistir e orientar a população, a Guarda Nacional foi criada como uma milícia burguesa.
Assim, no dia 14 de julho de 1889, um dos maiores símbolos do Antigo Regime, a fortaleza da Bastilha foi
tomada pela força do terceiro estado.
Desta forma, iniciava-se na França um período de grande violência, com saques, invasão de palácios e
fortalezas, assassinatos de nobres e incêndios, conhecido como o Grande Medo. Na Assembleia dos
Notáveis, a velha aristocracia feudal havia iniciado um movimento de combate ao Antigo Regime, entretanto,
o grande estopim desse movimento foi provocado pela burguesia e, enfim, aproveitando o cenário, o povo
acertou o golpe final, que levou ao fim o absolutismo.
A Assembleia Nacional (1789-1792)
Como visto, apesar do povo ter tomado as ruas e os campos com rebeliões violentas,quem conduziu as
principais mudanças do início da Revolução Francesa foi a burguesia, ocupando os grandes salões e
penetrando na política definitivamente.
A Assembleia manteve com força suas atividades até 1792, proporcionando não só mudanças estruturais
na sociedade francesa, como dividindo a própria burguesia. Neste período, grupos políticos já começaram a
se formar dividindo os desejos burgueses. A direita do plenário, passou a ser ocupada por uma ala mais
conservadora, representante da alta burguesia e defensora da monarquia que, aos poucos passou a ter seus
membros conhecidos como os girondinos.
Esse grupo, inicialmente, era a maioria na Assembleia e conseguiu garantir que o processo revolucionário
não se radicalizasse tanto nos anos iniciais, mas ainda assim conquistasse mudanças liberais.Já à esquerda,
os membros mais radicais da burguesia ficaram conhecidos como os jacobinos, que logo se tornaram um
elo entre a burguesia e as ruas de Paris. Inicialmente os jacobinos ainda se posicionaram de forma moderada,
mas, a partir de 1792, com o crescimento de novaslideranças internas, passaram a tomar posturas muito
mais violentas e radicais na rua e nas instituições políticas. Contudo, apesar dessa divisão ser construída
3
História
paulatinamente nos períodos da Assembleia, a burguesia conseguiu aprovar, em 1789 a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão.
Inspirada na declaração de independência dos Estados Unidos, essa declaração sintetizava os grandes
anseios da burguesia e do iluminismo, estabelecendo o direito à propriedade privada, a igualdade de todos
perante a lei, o direito de resistência à opressão e as liberdades individuais. O lema da revolução “Liberdade,
Igualdade e Fraternidade”, agora se tornava um valor máximo da sociedade.
Com a declaração, a diferença entre os estados era reduzida, atacando diretamente os privilégios da nobreza.
Visto isso, em 1790, foi a vez do clero ver suas regalias caírem, com a publicação da Constituição Civil do
Clero, que separava a Igreja do Estado e submetia este grupo ao poder público. Nessa onda de ataques,
muitos bens da Igreja Católica chegaram a ser confiscado e, posteriormente, surgiu entre os revolucionários
um Culto da Razão, que, inspirado no iluminismo, defendia o racionalismo frente a visão teológica do mundo.
Enfim, com a nobreza e o clero submetidos as novas estruturas e regras da sociedade, faltava apenas o rei,
Luís XVI, ver suas imunidades sendo destruídos. Assim, em 1791, a Assembleia Nacional proclamou a
primeira Constituição francesa, que garantia a criação dos 3 poderes: executivo, legislativo e judiciário, abolia
o dízimo eclesiástico, proibia a venda de cargos públicos e garantia o direito de voto a todos os homens que
pudessem comprovar renda ou propriedade (voto censitário).
Percebe-se que apesar da revolução francesa desestabilizar a estrutura social da
França com o iluminismo, um grupo continuou mantendo muitos privilégios: os
homens. Tendo em vista que só os homens receberam o direito ao voto e a
participação política, a ativista francesa Marie Gouze, conhecida como Olympe de
Gouges, escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. O novo
documento se apresentou como uma crítica aos privilégios masculinos e buscou
inserir as mulheres também entre os direitos de igualdade e liberdade. O
documento chegou a ser encaminhado para a Assembleia Nacional, entretanto foi
rejeitado pela Convenção no ano seguinte.
A Convenção Nacional (1792-1795) e o terror jacobino
Com a vitória das demandas burguesas no campo político, a antiga nobreza
enfraqueceu e muitos, inclusive, pediram exílio em países vizinhos para
escapar da violência. Até mesmo a nobreza internacional temia que a
revolução se difundisse na Europa e, com este medo, os monarcas
absolutistas da Áustria e da Prússia assinaram a Declaração de Pillnitz,
ameaçando invadir a França.
Luís XVI, que se sentia refém de uma revolução, usou a ameaça estrangeira
como uma forma de enfraquecer a revolução entrando e perdendo a guerra.
Entretanto, os planos frustrados do rei o levaram a ser capturado na fronteira
francesa, tentando fugir para a Áustria disfarçado, o que o levou a ser acusado
de traição e de facilitar a entrada dos austríacos na França. O deslize do monarca, desta forma, levou a prisão
do próprio rei por traição.
Assim, com o fim dos esforços pela defesa da França contra as tropas da Coligação Austríaca, na Batalha
de Valmy, a burguesia liderada por Marat, Danton e Robespierre, enfim proclamou a república, em 20 de
setembro de 1792. Começava, portanto, na França, a fase da Convenção Nacional, dominada pelas
lideranças jacobinas e pelo radicalismo revolucionário.
4
História
O período da Convenção já iniciou com um dos ataques mais radicais ao Antigo Regime que foi a condenação
a morte do rei Luís XVI. Com a descoberta de documentos que comprovavam seu envolvimento com o rei da
Áustria, a condenação do monarca como traidor da nação teve um desfecho jamais visto anteriormente. Em
21 de janeiro de 1793, a cabeça do rei era guilhotinada em Paris, perante seus antigos súditos que, agora,
tornavam-se cidadãos.
A revolução continuou se radicalizando quando os líderes populares Marat, Danton Hébert e Robespierre, em
2 de junho de 1793 tomaram o poder completamente para os jacobinos, iniciando uma sangrenta ditadura
conhecida como a Convenção Montanhesa (1793-1794). A liderança de Danton ainda foi moderada, todavia,
Robespierre trouxe para a Convenção a fase mais sangrenta dos julgamentos do Tribunal Revolucionário,
que levou milhares de pessoas à guilhotina por suspeitas de traição da nação. Esta fase, que levou inclusive
Maria Antonieta à guilhotina, ficou conhecida como o período do Terror Jacobino.
As posturas de Robespierre, naturalmente, chegaram a ser contestadas e causaram cisões entre os
jacobinos. A crise interna opôs antigos aliados, como Hebert e Robespierre, que defendiam a violência e a
radicalização e Danton, um indulgente, que defendia ações mais conservadoras. Enfim, a situação política
francesa se tornava tão caótica que até mesmo Hébert e Danton foram condenados pelo Tribunal
Revolucionário e executados. Os ideais de liberdade e fraternidade, lentamente derretiam nas mãos
contraditórias de Robespierre. Entretanto, apesar dessa desorganização e de toda a violência do período,
algumas transformações continuaram a ocorrer, como a aprovação da nova Constituição, em 1793
(Constituição do Ano I), a criação da Lei do Preço Máximo, que tabelava os preços de gêneros alimentícios,
a abolição da escravidão nas colônias e a criação do ensino público.
A fase da Convenção Montanhesa, apesar de configurar uma violenta ditadura, logo chegou ao fim. No dia
27 de julho de 1794, a ala girondina, buscando retomar o poder derrubou a convenção, na chamada reação
termidoriana. Apesar de também ser curta, essa reação conseguiu instalar o terror branco, com a
perseguição de jacobinos e revolucionários radicais e ainda desfazer algumas conquistas jacobinas, com a
Lei do Preço Máximo.
O Diretório (1795-1799) e a Conspiração dos Iguais
Internamente a fase do Diretório conseguiu um equilíbrio muito maior que o período anterior da Revolução.
O domínio dos girondinos garantiu certa recuperação econômica e uma maior moderação nas decisões
políticas, apesar de, com isso, ter atraído o apoio dos monarquistas e da alta burguesia. O grande problema
enfrentado pelos girondinos, nesta fase, foram as Coligações internacionais formadas para derrubar a
Revolução Francesa. Entretanto, um jovem militar conhecido como Napoleão Bonaparte demonstrou grande
habilidade estratégica e garantiu para a República francesa diversas vitórias contra os inimigos
internacionais.
Os dois momentos mais sensíveis dos anos entre 1795 e 1799 foram com a Conspiração dos Iguais, de
GracoBabeuf e com o golpe articulado pelo próprio Napoleão Bonaparte, chamado de golpe do 18 de
brumário. No primeiro caso, o jornalista parisiense Graco Babeuf, liderando a população mais pobre da
cidade, conhecida como sans-culottes, tentou uma insurreição pautada em ideias igualitárias e
consideradas, hoje, precursoras do socialismo. Propondo igualdade, reformas e o fim da propriedade privada,
Babeuf acabou preso, mas seus questionamentos publicados no “Manifesto dos Iguais” conseguiram atingir
milhares de pessoas e dar voz a novos movimentos sociais, sobretudo ao longo do século XIX.
Enfim, em 1799, acompanhado do abade de Sieyès e de Roger Ducos, Napoleão Bonaparte articulou um golpe
contra o diretório, apoiado por uma parcela girondina. A tomada do poder instalou um triunvirato na França
e iniciou o governo do Consulado, com os três nomes em destaque. Todavia, aos poucos a figura de Napoelão
foi se sobressaindo e conquistando privilégios, até, enfim, tornar-se imperador dos franceses.
5
História
O consulado (1799-1804)
Neste período, os desejos da alta burguesia de uma reorganização interna se consolidaram com a
manutenção de um regime republicano, muito próximo aos militares e chefiado por Napoleão, Roger Ducos
e Sieyés. Apesar dessa divisão inicial, Bonaparte passou a concentrar os poderes do consulado ao ser eleito
primeiro-cônsul e, posteriormente, ao aprovar a Constituição do ano X, que ampliava ainda mais seus
poderes. Assim, tinha domínio sobre o exército, sobre a criação das leis e das políticas externas.
Essa fase da chamada era napoleônica, portanto, ficou conhecida pela
conquista de uma maior estabilidade política, econômica e social, realizada
através da criação do Banco da França (o franco como nova moeda), da
organização de obras públicas, da construção de liceus, da reaproximação à
Igreja Católica (concordata com o papa Pio VII, mantendo a igreja submissa ao
Estado), do financiamento da indústria e da agricultura francesa e com a
própria elaboração das Constituições de 1799 (Ano VII), de 1802 (Ano X) e de
1804 (Ano XII).
Por fim, Napoleão, ainda no Consulado, também estabeleceu o chamado
Código Civil Napoleônico (1804), que garantia diversas vitórias burguesas da
revolução, como o direito à propriedade privada, ao casamento civil, a
igualdade de todos perante a lei e o respeito às liberdades individuais. No
entanto, apesar dos direitos conquistados e da liberdade, este governo ficou
marcado também pela forte censura à imprensa, perseguição de opositores e
pela proibição de greves.
O Império (1804-1815)
Com o aumento da popularidade e o sucesso das conquistas, Napoleão, em 1804, através de um plebiscito,
foi coroado Imperador dos franceses com a aprovação de 60% da população e, agora, com a força da nova
Constituição de 1804 (Ano XII). Napoleão, assim, distribuiu títulos nobiliárquicos e cargos públicos para
familiares e beneficiou a elite militar, a alta burguesia e a antiga nobreza na formação de uma nova corte. O
novo Estado francês, assim, iniciava um período de glórias, marcado por obras faraônicas, pela expansão
territorial, por batalhas e pela disseminação dos ideais iluministas.
O rápido crescimento francês, as sucessivas vitórias e o poder do exército
assustavam as nações vizinhas, sobretudo a Inglaterra, que temia a perda
de seu posto como a grande potência mundial, e do Império Austríaco, que
via ameaçado o modelo absolutista-monárquico. Logo, os conflitos pela
Europa se ampliaram, dando início ao período das chamadas guerras
napoleônicas.
Nesse contexto, territórios como o da Bélgica, Holanda, Espanha e as terras no norte da atual Itália foram
conquistados pela Grande Armée (exército francês) e passaram ao controle de parentes ou pessoas
próximas a Napoleão, como o caso de José Bonaparte, irmão do imperador francês, que foi Rei de
Nápoles entre 1806 e 1808 e depois Rei da Espanha e das Índias, a partir de 1808.
Apesar das conquistas, a disputa com a Inglaterra pela hegemonia europeia ainda enfrentava a resistência
da gigantesca marinha britânica, que havia vencido os franceses em 1805 na Batalha de Trafalgar. Assim,
como resposta ao poderio inglês e a derrota francesa, Napoleão, em 1806, declarou o chamado Bloqueio
Continental, visando isolar a ilha britânica do continente Europeu, impedindo que seus navios realizassem
comércio e punindo as nações que abrissem seus portos aos ingleses.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_reis_da_Sic%C3%ADlia_e_N%C3%A1poles
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_reis_da_Sic%C3%ADlia_e_N%C3%A1poles
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_monarcas_de_Espanha
6
História
O bloqueio continental, no entanto, não teve o sucesso esperado pelo império francês, que com uma indústria
ainda incipiente não conseguiu ocupar o espaço deixado pela Inglaterra na exportação de bens
manufaturados, levando, assim, muitos países a crises de abastecimento e outros a buscarem formas de
furar o bloqueio, como Portugal e Rússia. Visto isso, a estratégia de Napoleão fracassou e o enfraquecimento
do novo império francês teve início com a primeira grande derrota napoleônica, na Rússia, em 1812, que
contou com a perda de milhares de soldados.
Assim, aproveitando o momento de crise da Grande Armée, uma nova coligação
foi feita em 1813, sendo essa a grande responsável pela derrota de Napoleão na
chamada Batalha de Leipzig (Batalha das nações), que tem como consequência
a invasão de Paris das tropas rivais, a assinatura do Tratado de Fontainebleu
(1814), a restauração da monarquia com Luís XVIII e o exílio de Napoleão na ilha
de Elba.
O governo dos 100 dias
Em fevereiro de 1815, com apoio de militares, Napoleão escapou do exílio e retornou à França com grande
acolhimento da elite e do povo, prometendo restaurar o Império e as glórias francesas. No entanto, a nova
fase de Napoleão Bonaparte como líder francês ficou conhecida como o governo dos 100 dias pelo curto
período que durou. Napoleão foi derrotado pela coligação anglo-prussiana na Batalha de Waterloo, que
marcou sua derrota definitiva e o exílio na ilha de Santa Helena, onde viveu até sua morte.
Por fim, a derrota napoleônica em Waterloo atingiu com força o fluxo de um processo revolucionário que se
iniciou com a Assembleia dos Estados Gerais, em 1789 e teve seu auge na formação do Império francês.
Essa derrota, apesar de representar o sucesso das potências absolutistas e da nobreza, não significava a
morte dos ideais liberais da revolução. A ruína de Napoleão, no entanto, estava acompanhada pelo sucesso
de um projeto de expansão dos ideais burgueses que havia atingido todo o mundo ocidental, provocando
novos movimentos revolucionários por todo o século XIX.
7
História
Exercícios
1. “A mais extravagante ideia que possa germinar no cérebro de um político é acreditar que basta a um
povo entrar de mão armada num país estrangeiro para lhe fazer adotar as suas leis e a sua
Constituição. Ninguém estima os missionários armados, e o primeiro conselho que a natureza e a
prudência dão é repeli-los como inimigos.”
Robespierre, janeiro de 1792.
a) Por que a ocupação da Espanha pelo exército napoleônico, em 1806, tornou o texto profético?
b) Há no momento atual alguma situação à qual o texto pode ser referido? Por quê?
2. (UNIFOR-CE – 2018)
A queda da Bastilha
A imagem acima ilustra um dos símbolos da Revolução Francesa, ocorrida no século XVIII e movida
por diversos interesses. A respeito da Revolução Francesa, avalie as afirmações a seguir.
I. A Revolução Francesa ocorreu entre 1789 e 1799, em um contexto de crise econômica da França,
marcada pelo absolutismo.
II. A Revolução Francesa foi movida por interesses diversos. Entre o povo predominava o sentimento
de injustiça social; entre os burgueses o interesse pelo liberalismo.
III. Ideias iluministas (movimentofilosófico, político, social e cultural) eram predominantes no período
da Revolução Francesa entre a burguesia.
IV. A Revolução Francesa passou pelas fases a seguir: Assembleia Nacional, Monarquia
Constitucional, Convenção Nacional e Diretório.
A respeito do tema, estão corretas apenas as alternativas:
a) II, III e IV.
b) I, II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I e II.
8
História
3. A Revolução Francesa (1789-1799) marca o início da chamada Idade Contemporânea. Suas
realizações constituem-se nos fundamentos de nossa sociedade atual. Sobre esse evento tão
importante, é correto afirmar:
a) O Diretório foi a fase mais curta da Revolução, sendo o responsável pela promulgação da
constituição e pelo decreto do ensino público e gratuito como direito do cidadão e dever do Estado.
b) A República Jacobina foi a fase mais curta da Revolução, sendo a responsável pela formação do
exército revolucionário que venceu a guerra contra as potências absolutistas e os
contrarrevolucionários franceses.
c) A República Girondina foi a fase mais longa da Revolução, sendo a responsável pela paz
estabelecida com a contrarrevolução de dentro e de fora da França.
d) O Império Napoleônico foi a fase mais longa da Revolução, proclamado pelo plebiscito que
derrubou a república em favor do general comandante do exército revolucionário francês.
e) A Convenção foi a primeira fase da Revolução, sendo a mais longa de todas e a responsável pela
manutenção do Rei, formando uma monarquia constitucional que só veio a cair com o Golpe do
18 Brumário.
4. A convocação da Assembleia dos Estados Gerais por Luís XVI, em 1789, considerada como um dos
fatos desencadeadores da Revolução Francesa, tinha por finalidade, originalmente,
a) isentar a burguesia francesa das taxas que pagava ao Tesouro Real.
b) promover a união nacional frente às disputas coloniais com a Inglaterra.
c) fortalecer a participação do Terceiro Estado na política e economia francesas.
d) transformar a monarquia absolutista em monarquia constitucional.
e) autorizar o rei a cobrar impostos das camadas sociais privilegiadas.
5. (IFBA 2017) “Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sob a influência da
Revolução Industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela
Revolução Francesa.”
(HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008. P. 83).
A citação de Eric Hobsbawm destaca a importância das Revoluções Industrial e Francesa para a
história do Ocidente, especialmente porque:
a) Consolidaram o capitalismo e a sociedade burguesa no Ocidente.
b) Ambas fortaleceram o Antigo Regime europeu.
c) Construíram a base para a consolidação dos Estados Absolutistas na Europa.
d) Diminuíram as diferenças entre burgueses e proletários em todo o Ocidente da era Moderna.
e) Restabeleceram os laços entre as metrópoles e suas colônias na América.
9
História
6. “A mais importante das revoluções burguesas foi a Revolução Francesa. Ela destruiu o feudalismo e
o absolutismo, lançando as bases para o desenvolvimento pleno do capitalismo. Mais ainda: seus
ideais políticos se espalharam pela Europa e pelas Américas, influenciando um século inteiro de lutas
pela liberdade. Ainda hoje, muito do que pensamos e acreditamos em política, contra ou a favor, é
derivado diretamente dela”.
SCHIMIDT, Mário. Nova História Crítica e Contemporânea. Cajamar. São Paulo, Nova Geração, 1996. p. 95.
A Revolução Francesa aspirava a uma organização mais justa da sociedade e o exemplo da formação
dos EUA, a crise financeira e a fraqueza de Luis XVI concorreram para a queda do Antigo Regime.
Pode-se afirmar, em relação à Revolução Francesa, que:
a) logo após o início da Revolução, a Assembleia Nacional promulgou a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão.
b) as classes populares se rebelaram porque queriam modificações na Constituição do Antigo
Regime.
c) a democracia vigente na França, na época de Luís XVI, não agradava aos nobres que queriam a
volta do Absolutismo.
d) o rei Luís XVI e seus ministros reagiram às agitações de populares armados, o que fez eclodir uma
guerra civil que durou 10 anos.
e) o Antigo Regime garantia justiça igual para todos, o que irritou a burguesia que derrubou a
Monarquia.
7. (UEM PR/2015) Assinale o que for correto sobre a Revolução Francesa.
(01) A constituição aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte adotou a monarquia
constitucional como forma de governo, aboliu o que restava do feudalismo, ratificou o direito à
propriedade privada e instituiu a liberdade de comércio.
(02) A Revolução Francesa pode ser considerada uma antecipação da Primeira Guerra Mundial, pois
ela dividiu vários países europeus: os que defendiam as monarquias nacionais e os que
defendiam a República como forma de governo.
(04) Homens guiados pelas ideias iluministas, trabalhadores urbanos e camponeses estavam entre
os principais grupos que participaram do movimento revolucionário.
(08) Durante a Revolução, os girondinos (esquerda), conhecidos como Plátano, lutavam para
restabelecer a monarquia, e os jacobinos (direita), denominados Planície, objetivavam garantir
a liberdade econômica, a propriedade senhorial e a escravidão.
(16) Com apoio do exército e da alta burguesia, Napoleão Bonaparte derrubou o Diretório e instituiu
o Consulado sob a sua própria liderança.
Soma: ( )
10
História
8. (UERJ/2015) Carta de Convocação dos Estados Gerais Por ordem do Rei. Temos necessidade de
nossos fiéis súditos para nos ajudarem a superar todas as dificuldades em que nos achamos e para
estabelecer uma ordem constante e invariável em todas as partes do governo que interessam à
felicidade dos nossos súditos e à prosperidade de nosso reino. Esses grandes motivos nos
determinaram convocar a assembleia dos Estados de todas as províncias sob nossa obediência, para
que seja achado, o mais rapidamente possível, um remédio eficaz para os males do Estado e para que
os abusos de toda espécie sejam reformados e prevenidos.
Versalhes, 24 de janeiro de 1789. Adaptado de MATTOSO, K. de Q.Textos e documentos para o estudo de história
contemporânea. São Paulo: Edusp, 1976.
A convocação dos Estados Gerais deu início à Revolução Francesa, ocasionando um conjunto de
mudanças que abalaram não só a França, mas também o mundo ocidental em finais do século
XVIII.Cite um motivo para a convocação dos Estados Gerais na França, em 1789, e apresente duas
consequências da Revolução Francesa para as sociedades europeias e americanas.
9. (FUVEST SP/2013) As Guerras Napoleônicas, entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do
século XIX, tiveram consequências diretas muito importantes para diversas regiões do mundo.
Mencione e explique uma delas relativa:
a) ao Leste da Europa
b) ao continente americano
11
História
Gabarito
1.
a) Porque deu origem a um movimento de resistência contra os invasores franceses o qual levou a
uma das primeiras derrotas sérias que Napoleão viria a sofrer ao longo de suas campanhas
militares. Este movimento de resistência teve desdobramentos nas colônias espanholas da
América que, de alguma forma, serviram como pretexto para a eclosão de revoltas em prol da
emancipação política. A expansão napoleônica, entre outros aspectos, indicava a idéia de levar
para os demais países da Europa os ideais nascidos da Revolução Francesa, como, por exemplo, a
igualdade jurídica. Porém, na península Ibérica, os franceses foram recebidos como inimigos, tendo
de enfrentar uma feroz resistência por parte dos espanhóis. Napoleão chegaria a classificar a
Espanha como a sua “úlcera espanhola”.b) Na atual conjuntura internacional existem focos de tensão e conflito muito graves. Eles estão
justamente associados à ocupação de tropas estrangeiras em territórios que não possuem
soberania. Podemos destacar neste contexto a ocupação militar norte−americana no Iraque, a
ocupação de forças militares da Síria no Líbano, a de forças militares de Israel em territórios e na
Síria. Observa−se então a atualidade do texto de Robespierre ao afirmar que “ninguém estima os
missionários armados”. Criam−se focos de tensão e conflito cujos desdobramentos podem ficar
fora de controle.
Robespierre tinha a consciência que por mais progressista que fosse os ideais iluministas as
pessoas não aceitariam eles á força.
2. B
Todas as afirmações sobre a Revolução Francesa estão corretas.
3. B
Os jacobinos ocuparam o poder em um curto tempo, logo sendo derrubados pelos girondinos que
instituíram a fase do Diretório.
4. E
Os Estados Gerais eram uma assembleia consultiva que teve a finalidade de passar a cobrança de
impostos para o clero e a nobreza.
5. A
Enquanto a Revolução Industrial estabeleceu as ideias liberais e iluministas através da economia, com
a valorização da iniciativa e da propriedade privada, a Revolução Francesa, por sua vez, estabeleceu o
capitalismo liberal com a luta pelo fim do absolutismo e a conquista da igualdade jurídica e das
liberdades individuais.
6. D
A intenção dos revolucionários mais radicais era a república, sendo assim era inevitável a guerra civil
contra os monarquistas.
12
História
7. 21
Apenas as afirmativas 01, 04 e 16 estão corretas. Na 02, os motivos que levaram à Grande Guerra estão
relacionados ao imperialismo, logo, a mesma não pode ser comparada as disputas entre monarquistas
e liberais. Já a afirmação 08 inverte o perfil político dos girondinos, mais conservadores, e jacobinos,
mais radicais.
8. Dentre os motivos que podem ser citados para a convocação dos Estados Gerais estão: a grave crise
financeira na França, busca por soluções econômicas, a proposta dos ministros de taxar a nobreza e os
conflitos entre a antiga aristocracia rural e o rei.Sobre as consequências da revolução para a Europa e
as sociedades na América, podemos citar: a difusão dos ideais liberais e iluministas, o
desencadeamento dos processos de independência nas Américas, a crise do absolutismo, fim da
sociedade estamental, o início de processos revolucionários no século XIX na Europa, a ascensão da
Burguesia e os conflitos entre as forças reacionárias e progressistas.
9.
a) As expedições de Napoleão pela Europa tiveram como resultado uma reconfiguração da geopolítica
europeia, impactando inclusive no leste europeu, com a difusão do pensamento liberal. Mais tarde,
com o Congresso de Viena, visando retomar a organização anterior à Revolução Francesa e garantir
o domínio russo na região, o Czar expandiu seu império, dominando a Finlândia, parte da Polônia e
algumas regiões do Império Otomano.
b) O impacto das guerras napoleônicas na América foi fundamental para a deflagração de diversos
processos revolucionários nas colônias portuguesas e espanholas, que aproveitaram a fragilidade
das monarquias para iniciar insurreições.
1
Matemática
Áreas
Exercícios
1. No triângulo ABC exibido na figura a seguir, M é o ponto médio do lado AB, e N é o ponto médio do lado
AC. Se a área do triângulo MBN é igual a t, então a área do triângulo ABC é igual a:
a) 3t
b)
c) 4t
d)
2. A figura indica um trapézio ABCD no plano cartesiano.
A área desse trapézio, na unidade quadrada definida pelos eixos coordenados, é igual a
a) 160.
b) 175.
c) 180.
d) 170.
e) 155.
2
Matemática
3. Renata pretende decorar parte de uma parede quadrada ABCD com dois tipos de papel de parede, um
com linhas diagonais e outro com riscos horizontais. O projeto prevê que a parede seja dividida em
um quadrado central, de lado x, e quatro retângulos laterais, conforme mostra a figura.
Se o total da área decorada com cada um dos dois tipos de papel é a mesma, então x, em metros, é
igual a:
a) 1 + 2√3
b) 2 + 2√3
c) 2 + √3
d) 1 + √3
e) 4 + √3
4. Um paralelepípedo reto-retângulo foi dividido em dois prismas por um plano que contém as diagonais
de duas faces opostas, como indica a figura.
Comparando-se o total de tinta necessária para pintar as faces externas do paralelepípedo antes da
divisão com o total necessário para pintar as faces externas dos dois prismas obtidos após a divisão,
houve um aumento aproximado de
a) 42%.
b) 36%.
c) 32%.
d) 26%.
e) 28%.
3
Matemática
5. A figura abaixo exibe um setor circular dividido em duas regiões de mesma área. A razão a/b é igual a
a) √3 + 1
b) √2 + 1
c) √3
d) √2
6. Um terreno tem a forma de um trapézio retângulo ABCD, conforme mostra a figura, e as seguintes
dimensões: AB = 25 m, BC = 24 m, CD = 15 m.
a) Se cada metro quadrado desse terreno vale R$ 50,00, qual é o valor total do terreno?
b) Divida o trapézio ABCD em quatro partes de mesma área, por meio de três segmentos PARALELOS
AO LADO BC. Faça uma figura para ilustrar sua resposta, indicando nela as dimensões das
divisões no lado AB.
7. Um cilindro circular reto, com raio da base e altura iguais a R, tem a mesma área de superfície total
que uma esfera de raio
a) 2R.
b) √3𝑅.
c) √2𝑅.
d) R.
8. Supondo que a área média ocupada por uma pessoa em um comício seja de 2500 𝑐𝑚2 , pergunta-se:
a) Quantas pessoas poderão se reunir em uma praça retangular que mede 150 metros de
comprimento por 50 metros de largura?
b) Se 3/56 da população de uma cidade lota a praça, qual é, então, a população da cidade?
4
Matemática
9. A área da região hachurada vale:
a) 12π − 2
b) 16 − 2π
c) 9 − π
d) 8 − 2π
e) 4 − π
10. Uma empresa tem o seguinte logotipo:
Se a medida do raio da circunferência inscrita no quadrado é 3 cm, a área, em 𝑐𝑚2, de toda a região
pintada de preto é:
a) 9 −
9𝜋
4
b) 18 −
9𝜋
4
c) 18 −
9𝜋
2
d) 36 −
9𝜋
4
36 −
9𝜋
2
5
Matemática
Gabarito
1. C
2. C
Vamos dividir a figura em partes conhecidas:
A área do retângulo OFCE é base x altura, logo
𝐴𝑂𝐹𝐶𝐸 = 20.9 = 180
A área do triângulo BFC é (base x altura)/2, logo
𝐴𝐵𝐹𝐶 =
20. (15 − 9)
2
=
20.6
2
= 60
A área do triângulo ODA é (base x altura)/2, logo
𝐴𝑂𝐷𝐴 =
10.3
2
= 15
A área do triângulo DEC é (base x altura)/2, logo
𝐴𝐷𝐸𝐶 =
(20 − 10).9
2
= 45
Agora, vamos pensar na área do trapézio composta por essas figuras, temos que:
𝐴𝐴𝐵𝐶𝐷 = 𝐴𝑂𝐹𝐶𝐸 − 𝐴𝑂𝐷𝐴 − 𝐴𝐷𝐸𝐶 + 𝐴𝐵𝐹𝐶
𝐴𝐴𝐵𝐶𝐷 = 180 − 15 − 45 + 60
𝐴𝐴𝐵𝐶𝐷 = 180
3. B
A área do quadrado de riscos horizontais é, em metros quadrados, igual a 𝑥2. A área de cada retângulo
de linhas diagonais, também em metros quadrados, é 2 . (x + 2). Se o total de área decorada com cada
um dos dois tipos de papel é a mesma, então:
𝑥2 = 2 . 2 (𝑥 + 2)
𝑥2– 4𝑥 – 8 = 0
Resolvendo por Bháskara temos x =2 + 2√3
6
Matemática
4. D
Sendo APA a área, em centímetros quadrados, do paralelepípedo, temos:
APA = 2 . (4 . 3 + 4 . 1 + 3 . 1) = 38
No triângulo retângulo ABC, aplicando o teorema de Pitágoras, temos:
Sendo SPR a soma das áreas dos prismas, em centímetros quadrados, temos:
Assim, houve um aumento de 48 𝑐𝑚2 – 38 𝑐𝑚2 = 10 𝑐𝑚2, o que corresponde a aproximadamente 26%
da área do paralelepípedo.
5. B
6.
a) A partir do enunciado temos:
A base maior seria AB = 25m,
A base menor CD = 15m,
E altura que seria CB = 24m.
Agora só passar pra fórmula.
[(B + b) . h]/2
A = [25 + 15) . 24]/2
A = 40 . 24/2
A = 960/2
A = 480m²
Cada metro quadrado vale R%50,00, logo, 480m².50 = R$24.000 reais.
b)
7
Matemática
7. D
Esboçando a figura:
8.
a) Transforme o 𝑐𝑚2 para 𝑚2, para isso basta dividir por 1002 = 10.000, logo 2500𝑐𝑚2= 0,25𝑚2
Encontrando a área 150.50 = 7500 𝑚2.
O número de pessoas é de 7500/0,25 = 30.000.
b) Se 3/56 equivale a 30.000. Então,
30000/3 = 10.000.56 = 560.000 habitantes.
9. D
Vamos encontrar a área do retângulo e da semicircunferência e depois subtraí-las, observando a figura:
O retângulo tem lados 4 e 2, logo sua área é 8.
A semicircunferência tem raio 2, a área da circunferência de raio 2 é de 4 𝜋, logo a área da
semicircunferência é metade, e vale 2 𝜋.
Fazendo a área do retângulo menos a área da semicircunferência, temos:
8 − 2𝜋
8
Matemática
10. B
Vamos nomear as partes iguais da figura:
A área S, em centímetros quadrados, da região pintada de preto é dada por S = 2A + 4B, onde:
Assim,
1
Português
Moforlogia
Exercícios
1. Assinale o par de frases em que as palavras sublinhadas são substantivo e pronome, respectivamente:
a) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem.
b) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça.
c) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável.
d) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis.
e) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse.
2. Assinale o item que só contenha preposições:
a) durante, entre, sobre
b) com, sob, depois
c) para, atrás, por
d) em, caso, após
e) após, sobre, acima
3. Observe as palavras grifadas da seguinte frase: "Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital
nº 19/82." Elas são, respectivamente:
a) verbo, substantivo, substantivo
b) verbo, substantivo, advérbio
c) verbo, substantivo, adjetivo
d) pronome, adjetivo, substantivo
e) pronome, adjetivo, adjetivo
4. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor adjetivo:
a) "Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio."
b) b)"Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos."
c) "Pediu-me com voz baixa cinqüenta mil réis."
d) "Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras..."
e) "Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas.
5. Aponte a alternativa em que a palavra em negrito é conjunção explicativa:
a) Como estivesse cansado, não foi trabalhar.
b) Assim que fores ao Rio, não te esqueças de avisar-me.
c) Retirou-se antes, já que assim o quis.
d) Não se aborreça, que estamos aqui para ouvi-lo.
e) Não compareceu, porque não foi avisado.
2
Português
6. O "que" está com função de preposição na alternativa:
a) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga!
b) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és.
c) João não estudou mais que José, mas entrou na Faculdade.
d) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro.
e) Não chore que eu já volto.
7. "Saberão que nos tempos do passado o doce amor era julgado um crime."
a) 1 preposição
b) 3 adjetivos
c) 4 verbos
d) 7 palavras átonas
e) 4 substantivos
8. Em "Orai porque não entreis em tentação", o valor da conjunção do período é de:
a) causa
b) condição
c) conformidade
d) explicação
e) finalidade
9. As expressões sublinhadas correspondem a um adjetivo, exceto em:
a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim.
e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
10. Assinalar a alternativa que corretamente preenche a lacuna da sentença: "....... meus conselhos, ele
pediu demissão."
a) Entrementes
b) Máxime
c) Mormente
d) Malgrado
e) Destarte
3
Português
Gabarito
1. E
A palavra “prejudicados” é, normalmente, um adjetivo, entretanto, nesse caso, ela está posposta ao artigo
definidos “OS”, que dá-lhe o estatuto de substantivo; “que”, na segunda oração, é pronome relativo e
retoma o objeto direto da oração principal, representado pelo pronome demonstrativo “o”.
2. A
Durante, entre, sobre são preposições.
3. C
Encaminhamos: verbo; Cópia: substantivo; Autenticada: Adjetivo referente à “Cópia”.
4. E
A locução “sem escrúpulos” se refere ao substantivo “vizinhos”. Além disso, pode ser substituída sem
prejuízo pelo adjetivo “inescrupulosos”.
5. D
“Que”, na alternativa “D” está empregado no lugar de “porque”.
6. D
“QUE”, na alternativa “D” é preposição e liga os dois verbos.
7. E
Saberão: verbo; que: conjunção; nos: contração de “em + os (logo, preposição); tempos: substantivo; do:
preposição; passado: substantivo; o: artigo definido; doce: adjetivo; amor substantivo; era julgado
(locução verbal); um: artigo indefinido; crime: substantivo. Portanto, marque-se “E”.
8. E
“porque” tem a função de conjunção final e pode ser substituída por “para que”.
9. B
“De propósito” tem função de adjunto adverbial e pode ser substituído pelo advérbio de modo
propositalmente.
10. D
“Malgrado” significa “apesar de”.
1
Português
Tempos e modos verbais
Resumo
Os verbos são palavras que exprimem ações, introduzem estados ou representam fenômenos da natureza.
São variáveis em pessoa, número, tempo, modo e voz.
Ex.: João caminha lentamente. (ação)
Maria permanece doente. (estado)
Choveu pela manhã. (fenômeno da natureza)
Existem, também, as locuções verbais, formadas por um verbo auxiliar e um verbo principal. O verbo auxiliar
é aquele que é conjugado, e o principal é o que fica na forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio).
Ex.: Ele vai sair mais tarde.
Estou telefonando há tempos.
Queria que João tivesse comprado os ingressos.
Flexões
São as possíveis categorias em que os verbos podem variar.
Pessoa
Primeira (emissor): Eu amo, Nós amamos.
Segunda (receptor): Tu amas, Vós amais.
Terceira (assunto): Ele(a) ama, Eles(as) amam.
Número
Singular: Ele vai.
Plural: Eles vão.
Modo
Caracteriza as diferentes maneiras como podemos utilizar o verbo, dependendo da significação que
pretendemos dar a ele.
• Indicativo: expressa certeza de um fato.
Ex.: Eu irei ao jogo.
• Subjuntivo: expressa dúvida, possibilidade, hipótese, condição.
Ex.: Querem que eu vá ao jogo.
Se eu fosse ao jogo, sairia mais cedo.
Se eu for ao jogo, avisarei.
• Imperativo: expressa ordem, sugestão, súplica, pedido.
Ex.: Empreste-me a borracha, por favor!
Arrume essa bagunça!
Tempo
Indica o momento em que o processo verbal ocorre. Os tempos verbais podem ser simples (formados por
apenas um verbo) ou compostos (formados pela locução “ter (ou haver) + particípio do verbo).
2
Português
Simples
Modo indicativo
• Presente: Indica uma ação no momento da fala.
Ex.: Eu acordo. Tu aprendes. Ele dorme.
• Pretérito imperfeito: Indica uma ação ocorrida anteriormente ao momento da fala, de continuidade,
habitual.
Ex.: Eu acordava. Tu aprendias. Ele dormia.
• Pretérito perfeito:Indica uma ação já realizada, concluída.
Ex.: Eu acordei. Tu aprendeste. Ele dormiu.
• Pretérito mais-que-perfeito: Indica uma ação passada, concluída antes de outro fato (ambos no
passado).
Ex.: Eu acordara. Tu aprenderas. Ele dormira.
• Futuro do presente: Indica uma ação futura, que ainda irá acontecer.
Ex.: Eu acordarei. Tu aprenderás. Ele dormirá.
• Futuro do pretérito:Indica uma ação futura em relação ao passado, ação que teria acontecido em
relação a um fato já ocorrido no passado.
Ex.: Eu acordaria. Tu aprenderias. Ele dormiria.
Modo subjuntivo• Presente: Expressa uma hipótese, desejo, suposição, dúvida que pode ocorrer no momento atual.
Ex.: É conveniente que estudes para o exame.
• Pretérito imperfeito: Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido. Também usado
para expressar condição e desejo.
Ex.: Eu esperava que ele pegasse o carro...
• Futuro: Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Também pode
expressar possibilidade.
Ex.: Quando ele vier à padaria, pegará as tortas.
Compostos
Modo indicativo
• Pretérito perfeito: o auxiliar é flexionado no presente do indicativo.
Ex.: Eu tenho dito.
• Pretérito mais-que-perfeito: o auxiliar é flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.
Ex.: Eu tinha dito.
• Futuro do presente: o auxiliar é flexionado no futuro do presente do indicativo.
Ex.: Eu terei dito.
• Futuro do pretérito: o auxiliar é flexionado no futuro do pretérito.
Ex.: Eu teria dito.
Modo subjuntivo
• Pretérito perfeito: o auxiliar é flexionado no presente do subjuntivo.
Ex.: (Que) Eu tenha dito.
• Pretérito mais-que-perfeito: o auxiliar é flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Ex.: (Se) Eu tivesse dito.
• Futuro: o auxiliar é flexionado no futuro do subjuntivo.
Ex.: (Quando) Eu tiver dito.
3
Português
Formas nominais
Infinitivo impessoal
Existe um sujeito envolvido na ação, o que a torna pessoal. Vejamos exemplos dos dois casos:
Ex.: Trouxe alguns exercícios para resolver.
Infinitivo pessoal
O processo verbal não se relaciona a nenhum sujeito, ou seja, fala-se da ação por ela mesma.
Ex.: Trouxe alguns exercícios para eles resolverem.
Gerúndio: indica uma noção de continuidade ao processo verbal. Muitas vezes, vem acompanhado por um
verbo auxiliar.
Ex.: Estou dirigindo.
Particípio: indica uma noção de finalização, conclusão da ação verbal.
Ex.: Terminada a festa, os convidado já haviam partido.
Semântica dos tempos verbais
Presente do Indicativo
Possui uma grande quantidade de possibilidades semânticas.
• Rotina: O presente do indicativo pode indicar um fato rotineiro, que costuma acontecer com
frequência. Exemplo: Eu como todos os dias.
• Fato simultâneo ao momento da fala. Exemplo: Vagner Love chuta a bola para o gol.
• Passado: O verbo no presente do indicativo pode indicar um fato que já ocorreu. Em geral, o tipo
textual narrativo usa muito o presente com a intenção de aproximar a história do leitor, fazer com que
o leitor sinta que está assistindo à história, participando dela. Exemplo: Em 1808, a família real chega
ao Brasil.
• Futuro: Pode indicar um fato que ainda vai ocorrer; este uso é muito comum na linguagem coloquial,
no nosso falar cotidiano. Exemplo: Na próxima semana, eu vou à aula.
• Verdade absoluta: Exemplo: A Terra gira em torno do Sol.
Pretérito Perfeito do Indicativo
• Fato pontual no passado: Fato pontual no passado é um fato que aconteceu em um momento e
terminou, não teve uma duração estendida, sendo, por isto, pontual. Exemplo: Ele correu rapidamente.
• Fato duradouro no passado: É aquele que teve uma duração, ou seja, ocorreu durante algum tempo,
mesmo que pequeno. Exemplo: Falei no telefone por horas.
Pretérito Imperfeito do Indicativo
O verbo no Pretérito Imperfeito só pode indicar uma ação com aspecto durativo, uma ação que ocorreu por
certo tempo. Por isso, chama-se imperfeito: a ação que ele indica não foi finalizada imediatamente, ou, então,
trata-se de uma ação que costumava acontecer. Exemplo: Eu jogava basquete todos os dias.
Pretérito Mais Que Perfeito do Indicativo
A ação que o verbo no pretérito mais que perfeito indica ocorreu antes de outra, também no passado.
Exemplo: O policial chegou ao local onde o acidente acontecera.
Obs.: Atualmente, o pretérito mais que perfeito não é utilizado na fala e tem sido pouco utilizado, inclusive, na
escrita. Na fala, tende a ser substituído por uma locução de particípio com verbo auxiliar ter ou haver no
pretérito imperfeito. Exemplo: O policial chegou ao local onde o acidente tinha acontecido.
4
Português
Futuro do Presente do Indicativo
• Futuro em relação ao momento em que se fala, como por exemplo: “Amanhã, irei ao trabalho.”
• Dúvida: O futuro do presente pode indicar dúvida de quem fala em relação a um fato. Ocorre em frases
interrogativas.
Exemplo: Será ele a pessoa certa?
• Ordem: O futuro do presente pode indicar uma ordem, equivalendo semanticamente ao imperativo.
Exemplo: Não roubarás.
Futuro do Pretérito do Indicativo
O futuro do pretérito não indica um fato futuro em relação ao momento da enunciação, mas um fato futuro
em relação a um fato expresso por outro verbo. Exemplo: Eu sabia que ela iria à festa.
Pode indicar:
• Polidez: Exemplo: Você me emprestaria sua caneta?
• Dúvida: Exemplo: Seria eu ideal para o cargo?
• Afastamento do que está sendo dito: O enunciador não se responsabiliza pelo que está falando.
Exemplo: Disseram que você seria o culpado.
5
Português
Exercícios
1. João e Maria
Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além de outras três
Eu enfrentava batalhões
Os alemães e os seus canhões
Guardava o meu bodoque
Ensaiava o rock
Para as matinês (...)
Chico Buarque de Holanda
Quanto ao tempo verbal, é CORRETO afirmar que, no texto anterior,
a) a relação cronológica, no primeiro verso, entre o momento da fala e “ser herói” é de anterioridade.
b) o pretérito imperfeito indica um processo concluído num período definido no passado.
c) o pretérito imperfeito é usado para instaurar um mundo imaginário, próprio do universo infantil.
d) o conflito entre a marca do presente (no advérbio “agora”) e a do passado (nos verbos) leva à
intemporalidade.
e) o pretérito imperfeito é usado para exprimir cortesia.
2. Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de
Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno
com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum
tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas”, um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está
datado de “Clavadel, outubro, 1895”. Fiquei na Suíça até outubro de 1914.
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa.Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.
No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos
narrados, destaca-se a
a) construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.
b) presença de advérbios de lugar para indicar a progressão dos fatos.
c) alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos.
d) inclusão de enunciados com comentários e avaliações pessoais.
e) alusão a pessoas marcantes na trajetória de vida do escritor.
6
Português
3. Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente
aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”,
“maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-
os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas
e mochilas o “futuro” tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um
aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida.
Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de
comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em
objeto público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por
espontânea vontade, a esta relaçãosadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto
controlamos quanto somos controlados.
SAMPAIO A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar 2013
(adaptado).
Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que
permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendido. Diante disso,
nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva
a) criar relação de subordinação entre leitor e autor, já que ambos usam as novas tecnologias.
b) enfatizar a probabilidade de que toda população brasileira esteja aprisionada às novas tecnologias.
c) indicar, de forma clara, o ponto de vista de que hoje as pessoas são controladas pelas novas
tecnologias.
d) tornar o leitor copartícipe do ponto de vista de que ele manipula as novas tecnologias e por elas é
manipulado.
e) demonstrar ao leitor sua parcela de responsabilidade por deixar que as novas tecnologias
controlem as pessoas.
7
Português
4. Mas
As ondas amarguradas
Encostam a cabeça na pedra do cais.
Até as ondas possuem
Uma pedra para descansar a cabeça.
Eu na verdade possuo
Todas as pedras que há no mundo,
Mas não descanso.
As mulheres me dão corda
Mas somem nas alturas.
Eu apalpei aquele seio,
Minhas mãos ficaram boquiabertas.
Aqueles olhos gritaram na minha direção
Mas depois desfaleceram.
O mundo se desfaz em pedra
Na minha direção,
Mas as pedras marcham, não param,
Não poderei descansar.
A poesia é muito grande,
Mas o alfabeto é bem curto
E a preguiça, bem comprida.
O amor é muito grande
Mas não é puro, as mulheres
Toda a hora humilham a gente
Com golpes fundos de olhares,
Com arrancadas de seios...
Mas assim mesmo inda é bom.
(MENDES, M.. Poesia Completa e Prosa, 1994. In: O Visionário[1930-3], p.234)
Com relação às formas verbais do texto, pode-se afirmar:
a) todas as ações são presentes.
b) há predomínio de verbos que indicam estado.
c) os verbos que exprimem ação estão no passado, e os que indicam estado, no presente.
d) predominam o presente histórico e o futuro nas ações verbais.
e) as ações verbais estão expressas no presente, no passado e no futuro, numa tentativa de totalizar
o tempo.
8
Português
5. Não houve lepra
Não houve lepra, mas há febres por todas as terras humanas, sejam velhas ou novas. Onze meses
depois, Ezequiel morreu de uma febre tifoide, e foi enterrado nas imediações de Jerusalém, onde os
dois amigos da universidade lhe levantaram um túmulo com esta inscrição, tirada do profeta Ezequiel,
em grego: “Tu eras perfeito nos teus caminhos”. Mandaram-me ambos o textos, grego e latino, o
desenho da sepultura, a conta das despesas e o resto do dinheiro que ele levava; pagaria o triplo para
não tornar a vê-lo. Como quisesse verificar o texto, consultei a minha Vulgata, e achei que era exato,
mas tinha ainda um complemento: “Tu eras perfeito nos teus caminhos, desde o dia da tua criação”.
Parei e perguntei calado: “Quando seria o dia da criação de Ezequiel?” Ninguém me respondeu. Eis aí
mais um mistério para ajuntar aos tantos deste mundo. Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro.
Machado de Assis - Dom Casmurro
Colocando-se a oração “...onde os dois amigos da universidade lhe levantaram um túmulo com esta
inscrição (...) em grego: (...)”, na voz passiva, obtém-se a forma verbal:
a) era levantado
b) seria levantado
c) teria levantado
d) terão levantado
e) foi levantado
6. “Narizinho correu os olhos pela assistência. Não podia haver nada mais curioso. Besourinhos de fraque
e flores na lapela conversavam com baratinhas de mantilha e miosótis nos cabelos. Abelhas douradas,
verdes e azuis, falavam mal das vespas de cintura fina - achando que era exagero usarem coletes tão
apertados. Sardinhas aos centos criticavam os cuidados excessivos que as borboletas de toucados de
gaze tinham com o pó das suas asas. Mamangavas de ferrões amarrados para não morderem. E
canários cantando, e beija-flores beijando flores, e camarões camaronando, e caranguejos
caranguejando, tudo que é pequenino e não morde, pequeninando e não mordendo.”
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo:Brasiliense, 1947.
No último período do trecho, há um a série de verbos no gerúndio que contribuem para caracterizar o
ambiente fantástico descrito. Expressões como “camaronando”, “caranguejando” e “pequeninando e
não mordendo” criam, principalmente, efeitos de
a) esvaziamento de sentido.
b) monotonia do ambiente.
c) estaticidade dos animais.
d) interrupção dos movimentos.
e) dinamicidade do cenário.
9
Português
7. Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque do período 2 não substitui corretamente a
do período 1:
a) 1. Economistas afirmam que já foi descoberto o remédio para a inflação no Brasil.
2. Economistas afirmam já ter sido descoberto o remédio para a inflação no Brasil.
b) 1. Não souberam ou não me quiseram dizer para onde você tinha ido.
2. Não souberam ou não me quiseram dizer para onde você fora.
c) 1. Eram passados já muitos anos, desde o acidente.
2. Haviam passado já muitos anos, desde o acidente.
d) 1. Honrarás a teu pai e à tua mãe.
2. Honra a teu pai e à tua mãe.
e) 1. Ao chegar à sua casa, o seu amigo já terá partido.
2. Ao chegar à sua casa, o seu amigo já partirá.
8. Uma das alternativas abaixo está errada quanto à correspondência no emprego dos tempos verbais.
Assinale-a.
a) Porque arrumara carona, chegou cedo à cidade.
b) Se tivesse arrumado carona, chegaria cedo à cidade.
c) Embora arrume carona, chegará tarde.
d) Embora tenha arrumado carona, chegou tarde.
e) Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade.
9. Yahoo tenta comprar Aol e barrar avanço do Google
O Yahoo negocia com a Time Warner a compra do site America Online (AOL), segundo a revista Fortune.
A compra seria uma tentativa de chamar atenção dos investidores e tirar o foco do Google. O Yahoo
era líder em buscas na internet até a chegada do Google, que detém o domínio desse mercado.
O Estado de São Paulo, 30 out. 2006.
Em relação aos verbos destacados no texto, é possível afirmar que
a) todos estão no modo subjuntivo e, por isso, expressam os fatos como possibilidades.
b) todos estão no modo indicativo, no entanto, “seria” expressa o fato como possibilidade.
c) “negocia” e “detém” estão no modo indicativo, ao passo que “seria” e “era” estão no subjuntivo; por
isso, os primeiros expressam os fatos como verdades, enquanto os últimos os expressam como
possibilidades.
d) “negocia” e “detém” estão no modo imperativo, ao passo que “seria” e “era” estão no modo
indicativo; por isso, os primeiros expressam os fatos como ordens, enquanto os últimos os
expressam como verdades.
e) “negocia”, “era” e “detém” estão no modo indicativo, ao passo que “seria” está no modo subjuntivo;
por isso, os primeiros expressam os fatos como possibilidades, enquanto o último o expressa como
verdade.
10
Português
10. Durante este período de depressão contemplativa uma coisa apenas magoava-me: não tinha o ar
angélico do Ribas, não cantava tão bem como ele. Que faria se morresse, entre os anjos, sem saber
cantar? Ribas, quinze anos, era feio, magro, linfático. Boca sem lábios, de velha carpideira, desenhada
em angústia - a súplica feita boca, a prece perene rasgada em beiços sobre dentes; o queixo fugia-lhe
pelo rosto, infinitamente, como uma gota de cera pelo fuste de um círio... Mas, quando, na capela, mãos
postas ao peito, de joelhos, voltava os olhos para o medalhão azul do teto, que sentimento! que
doloroso encanto! que piedade! um olhar penetrante, adorador, de enlevo, que subia, que furava o céu
como a extrema agulha de um templo gótico! E depois cantava as orações com a doçura feminina de
uma virgem aos pés de Maria, alto,trêmulo, aéreo, como aquele prodígio celeste de garganteio da freira
Virgínia em um romance do conselheiro Bastos. Oh! não ser eu angélico como o Ribas! Lembro-me bem
de o ver ao banho: tinha as omoplatas magras para fora, como duas asas!
O ATENEU. Raul Pompéia
Na descrição, os verbos estão, em sua maioria no:
a) presente do indicativo
b) futuro do indicativo
c) pretérito mais que perfeito do indicativo
d) pretérito perfeito do indicativo
e) pretérito imperfeito do indicativo
11. Não há devida correlação temporal nas formas verbais em:
a) Seria conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.
b) É conveniente que o leitor ficaria sem saber quem era Miss Dollar.
c) Era conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.
d) Será conveniente que o leitor fique sem saber quem era Miss Dollar.
e) Foi conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.
12. Aurélia pousara a mão no ombro do marido (...), colocou-se diante de seu cavalheiro e entregou-lhe a
cintura mimosa. Era a primeira vez, e já tinham mais de seis meses de casados; era a primeira vez que
o braço de Seixas enlaçava a cintura de Aurélia. Explica-se pois o estremecimento que ambos sofreram
ao mútuo contacto (...). As senhoras não gostam da valsa, senão pelo prazer de sentirem-se
arrebatadas no turbilhão.(...) Mas é justamente aí que o está perigo. Esse enlevo inocente da dança
entrega a mulher palpitante, inebriada, às tentações do cavalheiro, delicado embora, mas homem, que
ela sem querer está provocando com o casto requebro de seu talhe e transpassando com as tépidas
emanações de seu corpo.
(José de Alencar)
Passando a frase “ela sem querer está provocando o cavalheiro” para a voz passiva, a forma verbal
obtida é
a) “estaria sendo provocado”.
b) “foi provocado”.
c) “havia sido provocado”.
d) “tinha provocado”.
e) “está sendo provocado”.
11
Português
13. Um historiador da nossa língua, creio que João de Barros, põe na boca de um rei bárbaro algumas
palavras mansas, quando os portugueses lhe propunham estabelecer ali ao pé uma fortaleza; dizia o
rei que os bons amigos deviam ficar longe uns dos outros, não perto, para se não zangarem como as
águas do mar que batiam furiosas no rochedo que eles viam dali. Que a sombra do escritor me perdoe,
se eu duvido que o rei dissesse tal palavra nem que ela seja verdadeira. Provavelmente foi o mesmo
escritor que a inventou para adornar o texto, e não fez mal, porque é bonita; realmente, é bonita. Eu
creio que o mar então batia na pedra, como é seu costume, desde Ulisses e antes. Agora que a
comparação seja verdadeira é que não. Seguramente há inimigos contíguos, mas também há amigos
de perto e do peito. E o escritor esquecia (salvo se ainda não era do seu tempo) esquecia o adágio:
longe dos olhos, longe do coração.
Machado de Assis, Dom Casmurro
No trecho, "... eu duvido que o rei dissesse tal palavra nem que ela seja verdadeira", o termo dissesse
expressa uma:
a) continuidade.
b) improbabilidade.
c) simultaneidade.
d) impossibilidade.
e) alternância.
14. Eu amo a noite solitária e muda,
Quando no vasto céu fitando os olhos,
Além do escuro, que lhe tinge a face,
Alcanço deslumbrado Milhões de sóis a divagar no espaço,
Como em salas de esplêndido banquete
Mil tochas aromáticas ardendo
Entre nuvens d'incenso! (...)
Eu amo a noite solitária e muda;
Como formosa dona em régios paços,
Trajando ao mesmo tempo luto e galas
Majestosa e sentida;
Se no dó atentais, de que se enluta,
Certo sentis pesar de a ver tão triste;
Se o rosto lhe fitais, sentis deleite
De a ver tão bela e grave!
Gonçalves Dias - "A Noite"
"fitais/sentis"
Passando as formas verbais acima para a 3ª pessoa do plural do imperativo afirmativo, teremos,
respectivamente:
a) fitem - sintam.
b) fitem - sentissem.
c) fitai - senti.
d) fitam - sentem.
e) fitam - sintam.
12
Português
Gabarito
1. C
O pretérito imperfeito é utilizado para conferir ao texto o tom de “faz de conta”, de “era uma vez”. A
invocação do universo infantil é corroborada pelo tempo verbal, mas também é marcada por elementos
como, por exemplo: cavalo que falava inglês; cowboy; a coragem heroica para enfrentar os alemães e
seus canhões.
2. C
Os tempos do pretérito perfeito e do mais-que-perfeito se alternam para construir a narrativa.
3. D
A escolha do uso dos verbos na primeira pessoa do plural mostra que o ponto de vista defendido pelo
autor inclui não somente ele mesmo, mas também os leitores de seu texto. Dessa forma, a indução ao
compartilhamento das ideias presentes no texto se dá de forma natural.
4. B
a) todas as ações são presentes. – falsa, pois há a presença de “apalpei”, que está no passado.
b) há predomínio de verbos que indicam estado. – Há a repetição sistemática do verbo “ser”.Esta
alternativa está correta.
c) os verbos que exprimem ação estão no passado, e os que indicam estado, no presente. – Há muitos
verbos que indicam ação no presente, portanto a afirmativa é falsa.
d) predominam o presente histórico e o futuro nas ações verbais. – Não há presente histórico no texto.
e) as ações verbais estão expressas no presente, no passado e no futuro, numa tentativa de totalizar o
tempo. – Não há a tentativa de totalizar o tempo, tampouco ações futuras.
5. A
O verbo auxiliar carrega as informações de tempo, portanto, nesse caso, “era levantado” corresponde à
resposta certa. Isso se dá porque “era” e “levantaram” estão no mesmo tempo verbal.
6. E
Os verbos no gerúndio dão ideia de continuidade, progressão, isto é, de ações que, nesse caso,
acontecem concomitantemente ao momento em que delas se fala. No, o gerúndio corrobora a ideia de
movimento, de dinamicidade do cenário.
7. E
“[...] já terá partido.” Dá ideia de que quando o sujeito chegar, não encontrará seu amigo, que já vai ter
saído.
“[...] já partirá. “Dá ideia de que o sujeito chegará à casa e encontrará seu amigo, embora esse já esteja de
saída.
8. E
Em “Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade.” Os tempos verbais não se correlacionam, pois “se”
pressupões uma condição que, aliada ao futuro do pretérito (chegaria), requer, nesse caso, um verbo no
modo subjuntivo (arrumasse).
13
Português
9. B
De fato, todos os verbos destacados estão no modo indicativo (“negocia” e “detém” – presente do
indicativo; “seria” – futuro do pretérito), entretanto, o futuro do pretérito dá ideia de possibilidade futura
10. E
Os verbos estão, em sua maioria, no pretérito imperfeito do indicativo, indicando ações que costumavam
ser contínuas no passado e/ou ações passadas não situadas de forma precisa no tempo.
11. B
“É conveniente” seria melhor completado com o presente do subjuntivo “que o leitor fique”.
12. E
“Ela sem querer está provocando o cavalheiro”, na voz passiva ficaria: “o cavalheiro está sendo provocado
por ela”. O verbo auxiliar da voz passiva deve permanecer no presente, pois, na voz ativa, o tempo é
presente.
13. B
O pretérito imperfeito é um tempo que pode indicar possibilidade. No contexto em que se apresenta o
termo ”dissesse”, inferimos que não se trata de uma possibilidade, mas de uma impossibilidade.
14. D
A terceira pessoa do plural do imperativo afirmativo equivale a terceira pessoa do presente do indicativo.
Sendo, assim, “fitais” e “sentis” , passariam a “fitam” e “sentem”.
1
Química
Balanceamento redox
Resumo
Para balancear uma reação de oxirredução, realizam-se os seguintes passos:
1. Determinar o NOX dos elementos na equação;
2. Identificar os elementos que sofreram oxidação e redução, encontrando a variação de NOX (Δ) de cada
um (ex.: se um elemento tinha NOX +2 e passou para +4, seu Δ será igual a 2).
3. Multiplicar o valor de cada variação encontrada pelo número deátomos destes elementos na substância
em que estiverem em maior número.
4. O valor da variação total do elemento que sofreu oxidação deve ser transportado como coeficiente para
o elemento que sofreu redução e vice-versa.
Obs: A substância que deve receber o coeficiente é aquela que possui o maior número de átomos que
efetivamente se oxidaram ou reduziram, esteja ela nos produtos ou nos reagentes.
Obs2: Se um dos elementos que sofreu oxidação ou redução aparecer nos produtos também na sua forma
original, ou seja, se a oxidação ou redução não tiver sido completa, o coeficiente deve ser posto na substância
que sofreu variação de NOX.
5. Terminar o balanceamento pelo método das tentativas.
Como exemplo, balancearemos a seguinte reação:
KMnO4 + HCl → KCl + MnCl2 + Cl2 + H2O
Mn: +7 → +2 REDUÇÃO
ΔMn = 5
Cl: -1 → 0 OXIDAÇÃO
ΔCl = 1
Como todas as substâncias de Mn tem apenas um átomo, o ΔMn é multiplicado por 1.
ΔMn = 5 . 1 = 5
A substância que contém o Cl que sofreu oxidação é o Cl2, com 2 átomos, então o ΔCl deve ser multiplicado
por 2.
ΔCl = 1 . 2 = 2
O ΔCl é transferido como coeficiente para os compostos de Mn (os dois possuem o mesmo número de
átomos de Mn), e o ΔMn é transferido para o Cl2, já que este contém o Cl reduzido.
2 KMnO4 + HCl → KCl + 2 MnCl2 + 5 Cl2 + H2O
Agora basta balancear por tentativas, na ordem: K, Cl, H e conferir se o balanceamento de O está correto.
2 KMnO4 + 16 HCl → 2 KCl + 2 MnCl2 + 5 Cl2 + 8 H2O
2
Química
O mais importante ao balancear estas reações é colocar os coeficientes nas substâncias corretas: aquelas
que apresentaram variação de NOX e que contêm o maior número dos átomos envolvidos na reação redox.
Balancearemos agora esta reação:
K2Cr2O7 + Na2C2O4 + H2SO4 → K2SO4 + Cr2(SO4)3 + Na2SO4 + H2O + CO2
Determinar os NOX:
+1 +6 -2 +1 +3 -2 +1 +6 -2 +1 +6 -2 +3 +6 -2 +1 +6 -2 +1 -2 +4 -2
K2Cr2O7 + Na2C2O4 + H2SO4 → K2SO4 + Cr2(SO4)3 + Na2SO4 + H2O + CO2
Cr: +6 → +3 REDUÇÃO
ΔCr = 3
C: +3 → +4 OXIDAÇÃO
ΔC = 1
Como todas as substâncias de Cr tem 2 unidades deste átomo, o ΔCr é multiplicado por 2.
ΔCr = 3 . 2 = 6
A substância que contém mais átomos de C é o oxalato de sódio, nos reagentes, com 2 átomos, então o ΔC
deve ser multiplicado por 2.
ΔC = 1 . 2 = 2
Obs: Como 6 e 2 são múltiplos, é possível simplificar os coeficientes dividindo-os por 2!
ΔCr = 3 . 2 = 6 → 3
ΔC = 1 . 2 = 2 → 1
O ΔC é transferido como coeficiente para os compostos de Cr (os dois possuem o mesmo número de átomos
de Cr), e o ΔCr é transferido para o Na2C2O4, já que este contém o maior número de C.
1 K2Cr2O7 + 3 Na2C2O4 + H2SO4 → K2SO4 + 1 Cr2(SO4)3 + Na2SO4 + H2O + CO2
Agora basta balancear por tentativas, na ordem: K e Na, C e S, H e conferir se o balanceamento de O está
correto.
Obs: Todos os átomos de enxofre aparecem na forma de SO42-, então você pode balancear os íons sulfato
como uma só espécie e todos os oxigênios contidos neste íon estarão automaticamente balanceados!
Casos especiais
Oxidação/redução de mais de um átomo
1 K2Cr2O7 + 3 Na2C2O4 + 7 H2SO4 → 1 K2SO4 + 1 Cr2(SO4)3 + 3 Na2SO4 + 7 H2O + 6 CO2
3
Química
Neste caso, é preciso calcular o Δ total de oxidação (Δox) e de redução (Δred), somas dos Δ de cada
elemento, considerando apenas os reagentes:
ΔAs = (+5 - 3) . 2 = 4
ΔS = (+6 - (-2)) . 3 = 24
Δox = ΔAs + ΔS = 28
ΔN = (+5 – 2) . 1 = 3
Δred = ΔN + ΔS = 3
Então o agente oxidante (HNO3) receberá o Δox como coeficiente e o agente redutor (As2S3), o Δred:
3 As2S3 + 28 HNO3 + H2O → H3AsO4 + H2SO4 + NO
O restante do balanceamento é obtido por tentativas:
3 As2S3 + 28 HNO3 + 4 H2O → 6 H3AsO4 + 9 H2SO4 + 28 NO
Reação autorredox
0 -1 +5
Cl2 + OH− → Cl− + ClO3− + H2O
Em reações de desproporcionamento, em que um mesmo elemento sofre oxidação e redução, determine o Δ
de redução e o Δ de oxidação considerando apenas os produtos, mesmo que possuam menor número do
átomo que reage.
ΔClO3 = (+5 - 0) . 1 = 5
ΔCl- = (1 - 0) . 1 = 1
Cada produto recebe o Δ do outro como coeficiente:
Cl2 + OH− → 5 Cl− + 1 ClO3− + H2O
O restante sai por tentativas:
3 Cl2 + 6 OH− → 5 Cl− + ClO3− + 3 H2O
4
Química
Exercícios
1. Um dos processos do ciclo natural do nitrogênio, responsável pela formação de cerca de 5% do total
de compostos de nitrogênio solúveis em água, essencial para sua absorção pelos vegetais, é a
sequência de reações químicas desencadeada por descargas elétricas na atmosfera (raios), que leva
à formação de NO2 gasoso pela reação entre N2 e O2 presentes na atmosfera. A segunda etapa do
processo envolve a reação do NO2 com a água presente na atmosfera, na forma de gotículas,
representada pela equação química:
( ) ( ) ( ) ( )2 2 3x NO g y H O z HNO aq t NO g+ → +
a) O processo envolvido na formação de NO2 a partir de N2 é de oxidação ou de redução? Determine
o número de mols de elétrons envolvidos quando 1 mol de N2 reage.
b) Balanceie a equação química da segunda etapa do processo, de modo que os coeficientes
estequiométricos x, y, z e t tenham os menores valores inteiros possíveis.
2. O permanganato de potássio é altamente reativo e pode oxidar uma grande variedade de substâncias
orgânicas e inorgânicas. Em um desses processos de oxidação, o KMnO4 transforma-se em MnO2.
Devido a essa propriedade foi empregado ao longo de muitos anos, no tratamento de água para
remoção de ferro (Fe2+) que precipita como hidróxido de ferro(III). Uma das desvantagens desse
tratamento é o risco de a água ficar com coloração rosa.
A equação não balanceada, escrita a seguir, representa a transformação do 𝐾𝑀𝑛𝑂4 em 𝑀𝑛𝑂2(𝑠).
2
4 2 3(s) 2(s)Fe KMnO H O Fe(OH) MnO K H
+ + ++ + → + + +
Disponível em: http://qnint.sbq.org.br
a) Escreva a equação completa e balanceada da reação de eliminação de (𝐹𝑒2+) da água, descrita
no texto.
b) Indique um processo físico que pode ser utilizado para separar o 𝐾𝑀𝑛𝑂4 de uma água residual
rosa.
5
Química
3. Dada a seguinte equação iônica de oxidorredução da reação, usualmente utilizada em etapas de
sínteses químicas, envolvendo o íon dicromato (Cr2O7
2−) e o ácido oxálico (H2C2O4):
Cr2O7
2− + H2C2O4 + H
+ → Cr3+ + CO2 + H2O
Considerando a equação acima e o balanceamento de equações químicas por oxidorredução, a soma
total dos coeficientes mínimos e inteiros obtidos das espécies envolvidas e a substância que atua
como agente redutor são, respectivamente,
a) 21 e ácido oxálico.
b) 26 e dicromato.
c) 19 e dicromato.
d) 27 e ácido oxálico.
e) 20 e hidrogênio.
4. A respeito da equação iônica de oxirredução abaixo, não balanceada, são feitas as seguintes
afirmações:
2
3 3 2 4 2IO HSO I SO H H O
− − − ++ → + + +
I. a soma dos menores coeficientes inteiros possível para o balanceamento é 17.
II. o agente oxidante é o ânion iodato.
III. o composto que ganha elétrons sofre oxidação.
IV. o Nox do enxofre varia de +5 para +6.
Das afirmações acima, estão corretas somente
a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e IV.
e) I e IV.
6
Química
5. Considere a reação química representada pela equação:
2(s) (aq) 2(aq) 2 ( ) 2(g)aMnO bHC cMnC dH O eC+ → + +
Em que a, b, c, d e e são os coeficientes estequiométricos da equação química balanceada. Assinale
a(s) alternativa(s) correta(s).
(01) A reação acima pode ser balanceada usando-se os menores números inteiros possíveis, de forma
que a b c d e+ + + + seja igual a 9.
(02) 2 mols de (aq)
HC
são consumidos para cada1mol de 2(aq)
MnC
formado.
(04) A reação entre 2(s)
MnO
e (aq)
HC
é uma reação de oxirredução.
(08) Um dos produtos da reação é um gás oxidante e mais denso que o ar.
(16) O número de oxidação do manganês no 2(s)
MnO
é 2.+
Soma: ( )
6. O fósforo branco, substância química cuja estrutura é representada pela fórmula 𝑃4, é utilizado em
algumas munições fumígenas (munições que produzem fumaça). Ele pode ser obtido a partir da
fosforita (𝐶𝑎3(𝑃𝑂4)2), um mineral de fosfato de cálcio, por meio da reação com sílica (dióxido de silício
– 𝑆𝑖𝑂2) e carvão coque (𝐶) um forno especial a 1.300 °𝐶.
A equação não balanceada da reação é:
Ca3(PO4)2(s) + SiO2(s) + C(s) → CaSiO3(s) + CO(g) + P4(s)
Acerca deste processo, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Após o balanceamento da equação por oxidorredução, a soma dos coeficientes estequiométricos
é igual a 35.
II. O dióxido de silício é uma molécula que apresenta estrutura de geometria molecular angular.
III. O agente redutor do processo é o dióxido de silício.
IV. Neste processo ocorre a oxidação do carbono.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas, dentre as listadas acima.
a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) II e IV.
d) III e IV.
e) I e IV.
7
Química
7. O permanganato de potássio (KMnO4) é muito empregado como agente oxidante. Tem usos na
oxidação de compostos orgânicos e como oxidante leve. Nos laboratórios de química, é empregado
para oxidar a água oxigenada na determinação de sua concentração em meio ácido. A reação não
balanceada que ocorre com a água oxigenada é a seguinte:
4 2 4 2 2 2 4 4 2 2KMnO H SO H O K SO MnSO H O O+ + → + + +
A soma total dos coeficientes da equação acima é igual a
a) 21
b) 22
c) 25
d) 26
8. Faça o balanceamento das reações a seguir pelo método redox.
a) K2Cr2O7 + HCl → K2O + Cr2O3 + H2O + Cl2
b) 6 XeF4 + 12 H2O → 2 XeO3 + 4 Xe + 24 HF + 3 O2
c) 5 HIO3 + 4 FeI2 + 25 HCl → 4 FeCl3 + 13 ICl + 15 H2O
9.
“Reação química, por que não se balanceia sozinha!?”
A reação redox a seguir apresenta 3 espécies que se oxidam, e uma que se reduz. Seu balanceamento
é praticamente impossível por tentativas, mas o método redox permite balanceá-la.
+2 +2 -3 +7 +3 +2 +5 +4
K4Fe(CN)6 + KMnO4 + H2SO4 → KHSO4 + Fe2(SO4)3 + MnSO4 + HNO3 + CO2 + H2O
Sabendo que a soma dos menores coeficientes inteiros desta reação é igual a 1.028, faça o
balanceamento desta reação.
8
Química
10. O conhecimento dos conceitos de oxidação e redução é de fundamental importância no estudo da
biologia molecular associado à fotossíntese e à respiração, na redução de minerais para a obtenção
de metais, em cálculos estequiométricos, na prevenção da corrosão e no estudo da eletroquímica.
Dada a equação não balanceada, marque a única
afirmação verdadeira.
a) Representa uma reação de auto-oxirredução.
b) Indica uma reação de oxidorredução parcial.
c) Dois elementos sofrem oxidação e um elemento sofre redução.
d) Quando balanceada, a soma de seus coeficientes é
9
Química
Gabarito
1.
a) Teremos:
2 2 21N (g) 2O (g) 2NO (g)
0
+ →
4 (oxidação)
1N
+
4 mol e
2 N
−
2
8 mol e
8 mols de elétrons estão envolvidos quando 1mol deN reage.
−
b) Teremos:
( ) ( ) ( ) ( )2 2 3x NO g y H O z HNO aq t NO g
4
+ → +
+ 5 (oxidação)
4
+
+
( ) ( ) ( ) ( )
4 5
4 2
2 2 3
2 (redução)
2N 2N 2e x 3; z 2; y 1
1N 2e N t 1
Então :
3 NO g 1H O 2 HNO aq 1NO g
+ + −
+ − +
+
→ + = = =
+ → =
+ → +
2.
a)
2
4 2 3(s) 2(s)3Fe KMnO 7H O 3Fe(OH) MnO K 5H
+ + ++ + → + + +
b) Após sua oxidação e ser convertido em 2MnO sólido, o método mais utilizado para remover esse
sólido é a filtração.
3. D
Teremos:
− + ++ + → + +2 32 7 2 2 4 2 2
Oxidante Redutor
2Cr O 6H C O 16H 4Cr 12CO 14H O
+6 +
+
3 (redução)
3 + 4 (oxidação)
− + ++ + → + +2 32 7 2 2 4 2 2
Oxidante Redutor
Coeficientes mínimos :
1Cr O 3H C O 8H 2Cr 6CO 7H O
Soma = 1 + 3 + 8 + 2 + 6 + 7 = 27.
10
Química
4. B
Teremos:
I e II estão corretas.
O composto que ganha elétrons sofre redução.
O Nox do enxofre varia de +4 para +6.
2
3 3 2 4 2
agente agente
oxidante redutor
5
2
4 6
2IO 5HSO 1I 5SO 3H 1H O
2I 10e I (redução)
5S 5S 10e (oxidação)
− − − +
+ −
+ + −
+ → + + +
+ →
→ +
Soma dos coeficientes: 2 + 5 + 1 + 5 + 3 + 1 = 17.
5. 01 + 04 + 08 = 13
(01) Correta. A reação acima pode ser balanceada usando-se os menores números inteiros possíveis, de
forma que a + b + c + d + seja igual a 9. Balanceando pelo método das tentativas, vem:
+ → + +
+ + + + =
2(s) (aq) 2(aq) 2 ( ) 2(g)1MnO 4HC 1MnC 2H O 1C
1 4 1 2 1 9
(02) Incorreta. 2 mols de (aq)
HC
são consumidos para cada
1
2 mol de 2(aq)
MnC
formado.
2(s) (aq) 2(aq) 2 ( ) 2(g)1MnO 4 HC 1MnC 2 H O 1C+ → + +
Dividindo por 2:
1 1 1
2(s) (aq) 2(aq) 2 ( ) 2(g)2 2 2MnO 2HC MnC 1H O C+ → + +
(04) Correta. A reação entre 2(s)
MnO
e (aq)
HC
é uma reação de oxirredução.
−
++
+ − +
− −
+ → + +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
01
(aq) 2(g)2(s) 2(aq) 2 ( )
24
redução4 2
oxidação
2
1MnO 4HC 1MnC 2H O 1C
Mn 2e Mn
2C C 2e
(08) Correta. Um dos produtos da reação é um gás oxidante e mais denso que o ar, ou seja, o gás cloro
( )2C .
(16) Incorreta. O número de oxidação do manganês no 2(s)
MnO
é +4.
+ − −
+ − − =
= +
2
x 2 2
MnO Mn O O
x 2 2 0
x 4
11
Química
6. E
I. Correta. Após o balanceamento da equação por oxidorredução, a soma dos coeficientes
estequiométricos é igual a 35.
( )
( )
5 0 02
4(s)(s)3 4 2(s) 2(s) 3(s) (g)
Redução5
Oxidação0 2
Redução5
3 4 2
Oxidação0 2
3 4 2(s) 2(s) (s
Ca (P O ) SiO C CaSiO C O P
2 P 10 e 2 P 2
C C 2 e 10
4 P 20 e 4 P 2Ca (PO )
10 C 10 C 20 e 10 C
2 Ca (PO ) 6 SiO 10 C
+ +
+ −
+ −
+ −
+ −
+ + → + +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
+ + ) 3(s) (g) 4(s)6 CaSiO 10 CO 1P
Soma 2 6 10 6 10 1 35
→ + +
= + + + + + =
II. Incorreta. O dióxido de silício é uma molécula que apresenta estrutura de geometria molecular linear
IV A
VIA VIA
O Si O .
= =
III. Incorreta. O agente redutor do processo é o carbono.
Agente Agente
oxidante redutor
3 4 2(s) 2(s) (s) 3(s) (g) 4(s)
Redução5
Oxidação0 2
Ca (PO ) SiO C CaSiO CO P
2 P 10 e 2P
C C 2 e
+ −
+ −
+ + → + +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
IV. Correta. Neste processo ocorre a oxidação do carbono.
Oxidação0 2C C 2 e+ −⎯⎯⎯⎯⎯→ +
7. D
( )
( )
+ − +
+ − +
− −
+ − +
− −
+ + → + + +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→ +
+ + → + + +
07 1 2
2 24 2 4 2 2 4 4 2
Redução7 2
Oxidação1 0
Redução7 2
Oxidação1 0
4 2 4 2 2 2 4 4 2 2
KMnO H SO H O K SO MnSO H O O
Mn 5e Mn 2
2O 2O 2e 5
2Mn 10e 2Mn
10O 10O 10e
2 KMnO H SO 5 H O K SO 2 MnSO H O 5 O
Por tentat
+ + → + + +
= + + + + + + =
4 2 4 2 2 2 4 4 2 2
ivas, vem :
2 KMnO 3 H SO 5 H O 1 K SO 2 MnSO 8 H O 5 O
Soma 2 3 5 1 2 8 5 26.
12
Química
8.
a) 1 K2Cr2O7 + 6 HCl → 1 K2O + 1 Cr2O3 + 3 H2O + 3 Cl2
b) 6 XeF4 + 12 H2O → 2 XeO3 + 4 Xe + 24 HF + 3 O2
c) 5 HIO3 + 4 FeI2 + 25 HCl → 4 FeCl3 + 13 ICl + 15 H2O
9. 10 K4Fe(CN)6 + 122 KMnO4 + 299 H2SO4 → 162 KHSO4 + 5 Fe2(SO4)3 + 122 MnSO4 + 60 HNO3 + 60 CO2 +
188 H2O
+2 +2 -3 +7 +3 +2 +5 +4
K4Fe(CN)6 + KMnO4 + H2SO4 → KHSO4 + Fe2(SO4)3 + MnSO4 + HNO3 + CO2 + H2O
Lembre-se de considerar apenas os reagentes no cálculo do Δ, já que a reação tem mais de um elemento
sofrendo oxidação.
ΔFe = (+3- 2) . 1 = 1
ΔC = (+4 - 2) . 6 = 12
ΔN = (+5 - (-3)) . 6 = 48
Δox = ΔFe + ΔC + ΔN = 61
ΔMn = (+7 – 2) . 1 = 5
Δred = ΔN + ΔS = 5
O agente oxidante (KMnO4) receberá o Δox como coeficiente e o agente redutor (K4Fe(CN)6), o Δred:
5 K4Fe(CN)6 + 61 KMnO4 + H2SO4 → KHSO4 + Fe2(SO4)3 + MnSO4 + HNO3 + CO2 + H2O
O balanceamento por tentativas resultará nos seguintes coeficientes:
5 K4Fe(CN)6 + 61 KMnO4 + 299/2 H2SO4 → 81 KHSO4 + 5/2 Fe2(SO4)3 + 61 MnSO4 + 30 HNO3 + 30 CO2 +
94 H2O
Agora basta multiplicar todos os coeficientes por 2 para obter apenas coeficientes inteiros.
10. C
a) Incorreta. Em uma reação de auto-oxirredução o mesmo elemento oxida e reduz.
b) Incorreta. A reação é de óxido-redução completa.
c) Correta. Os elementos As e S sofrem oxidação e o nitrogênio sofre redução.
13
Química
d) Incorreta. A reação corretamente balanceada será:
cuja soma dos coeficientes é 78.
1
Sociologia
Antropologia
Resumo
Não dá para pensar a Antropologia sem pensar seu contexto de surgimento. Para cobrir boa parte daquilo
que interferiu diretamente na formação dessa área do conhecimento, é preciso voltar até o período de
expansão da Europa e seu avanço sobre territórios longínquos, focando no contato entre os europeus e as
sociedades dos outros continentes. Esse contato inédito assume uma característica que predomina até hoje
na organização e nas interações entre as sociedades no mundo e interfere totalmente no pensamento das
Ciências Sociais. O surgimento da Antropologia como ciência no século XIX é totalmente influenciado por
esse contato.
Isso porque a dominação europeia sobre outros povos também resultou numa infinidades de relatos, cartas,
descrições e expedições investigativas. Entre os séc. XVI e XIX uma enorme quantidade de informação sobre
as populações de fora da Europa foi produzida. Com o avanço da ciência e o estabelecimento de um campo
do conhecimento conhecido por “humanidades” no séc. XIX, toda essa informação começou a ser
sistematizada.
Esse processo foi guiado pelo ímpeto colonizador de Europa, que desejava diversificar e aprimorar suas
formas de dominação. A Antropologia surge então como um estudo do diferente, do outro, do nativo de
outros territórios e que está sempre em uma posição hierarquicamente subalterna. Esse conhecimento
auxiliou os administradores coloniais que tinham grande interesse conhecer melhor seus dominados. Os
missionários usaram esse conhecimento para converter e catequizar. Comerciantes aproveitavam esse
conhecimento para gerar mais riquezas a partir da relação com essas populações consideradas selvagens.
Mas também houve interesse genuinamente científico na produção desse conhecimento, inicialmente a
partir de uma perspectiva de compreensão da “história da humanidade”. Acreditava-se que as sociedades
“primitivas” eram um retrato do passado, um estágio anterior da própria sociedade europeia, e, por isso,
essas sociedades poderiam ser um laboratório para experimentações e descobertas.
Assim, a primeira compreensão dita científica dos povos não europeus passou pela noção de que a história
seguia um curso linear e que as sociedades seguiam essa linha se apresentando então em estágios
diferentes de evolução. Sociedades eram classificadas das “mais simples” para as “mais complexas”,
definindo qual a sociedade mais arcaica e considerando seu comportamento a manifestação mais primitiva
de humanidade possível de se observar.
Lewis Henry Morgan, Edward B. Tylor e james George Frazer são alguns dos pensadores responsáveis por
essa concepção das sociedades. Segundo eles, era possível definir degraus de evolução a partir da
observação das sociedades colonizadas. Estipulava-se, por exemplo, que “selvagens” eram como crianças,
pessoas com a inteligência ainda por se desenvolver ou mesmo limitada, o que aponta seu grau de
inferioridade na escala do desenvolvimento humano. Aqui a ideia de progresso é central, indo da barbárie
para a civilização.
Vendo o desenvolvimento tão politicamente comprometido das Ciências Sociais (especialmente a
Antropologia) há de se perguntar qual seu real objetivo ou função. E é verdade, a Antropologia surgiu como
uma ciência da dominação e seus impactos são devastadores e comparáveis à eventos mais “diretos” de
destruição causados por outras formas de conhecimento. A dominação alcançada a partir da Antropologia
ajudou a apagar da existência populações inteiras e, junto a elas, suas cosmologias, epistemologias e formas
de ser e estar no mundo.
2
Sociologia
De Certa forma, a Antropologia ajudou a legitimar uma forma de existência padronizada e homogênea, sendo
inicialmente avessa à diferença. Hoje a Antropologia (como atividade consciente de seus praticantes) busca
o contrário, auxiliar o humano a compreender e aceitar a diferença.
Sendo assim, a corrente antropológica conhecida como evolucionismo social serviu tanto como forma de
explicação como de dominação. Amparando a ação da Europa sobre o mundo justificando a opressão e
exploração como forma de levar a civilização para as outras sociedades e grupos humanos.
Essa corrente está profundamente relacionada com as ciências naturais, especialmente a biologia,
inspirados na proposta darwiniana sobre a evolução biológica. Evolucionistas sociais defendiam a soberania
daqueles que consideravam superiores e defendiam a ideia de progresso. Hebert Spencer é um dos
pensadores responsáveis por aprofundar a concepção, colaborando para o conjunto de ideias que gerou o
darwinismo social. Cuvier também colaborou com a proposta da separação da humanidade em três raças:
caucasiana, etíope e mongólica. Todo esse conjunto gerou impactos políticos e sociais, além de
consequências para a própria ciência. Com base na noção de superioridade de uma raça sobre a outra e da
própria possibilidade de separação entre tipos humanos (uns mais humanos que os outros) surgiram
propostas como a eugenia que pregava a seleção de humanos por projetos de embranquecimento
populacional e até a castração dos mais pobres, afirmando que o fracasso é uma característica
biologicamente determinada.
A ideia de progresso mobilizada aqui, obviamente, é espelhada na civilização europeia. Como a evolução é
linear, todos os povos estão abaixo dos povos europeus. O progresso é fundado na ideia de avanço
tecnológico, ou seja, a civilização capaz de criar aparatos cada vez mais avançados são as mais evoluídas.
Essa fundamentação parece autoevidente, mas é totalmente arbitrária. Como sabemos, o desenvolvimento
científico e tecnológico pode dar espaço para a realização das maiores barbaridades da história, seja o
lançamento de bombas atômicas ou a proposta eugênica.
Pensar em si mesmo como superior a partir de uma análise enviesada da cultura do outro é um fenômeno
conhecido como etnocentrismo. A escolha da tecnologia como régua para medir o “nível evolutivo” das
sociedades é um exemplo de etnocentrismo. Fatores e fenômenos sociais são historicamente privilegiados
em detrimento a outros. Enquanto algumas sociedades (principalmente europeias) privilegiam o
desenvolvimento tecnológico, muitas tribos das diversas etnias africanas não admitem que pessoas não
tenham onde morar e vivam na rua. Se sustentabilidade fosse o critério de classificação evolutiva é bem
provável que a Europa, no contexto do séc. XIX, fosse classificada como “bárbara”.
As Ciências Sociais não só abandonaram esse modo de pensamento, como o repudia por ser anticientífico.
Pensar em outras sociedades como selvagens, bárbaras ou primitivas apenas por não privilegiar as mesmas
questões que a sociedade ocidental é claramente infundado e só se torna possível no interior de uma visão
limitada de mundo, onde todos são invariavelmente iguais. Assim, se seguir uma trajetória de evolução não
é admitido, a diferença só podeser explicada por uma variação verticalizada de desenvolvimento. O dever
das sociedades de cima é “puxar” as de baixo.
Os pensadores dessa época enxergavam as sociedades ditas primitivas como desorganizadas. Perceberam
que muitas delas não possuíam a ideia de propriedade privada e presença do Estado. Assim, essas
instituições ficaram definidas como forma de diferenciar sociedades das mais atrasadas para as mais
avançadas. Sociedades tradicionais manifestavam sua estrutura social nos pertencimentos familiares e de
parentesco, motivo pelo qual esse fenômeno (parentesco) é amplamente estudado até hoje.
Crítica ao evolucionismo
Franz boas é o pensador responsável pela primeira crítica efetiva às teorias evolucionistas. No final do séc.
XIX o autor confronta duramente o pensamento “civilizador” euroamericano.
3
Sociologia
O sentido da palavra cultura tal qual conhecemos hoje só é possível pela reinterpretação de Boas sobre o
assunto. Diminuindo a importância da “civilização” na definição de cultura, Boas atribui a todos os povos
uma produção cultural.
Ele é o primeiro a apresentar uma proposta pluralista, ele fala em termos de “culturas” em vez de “cultura”.
Em vez de algo que só sociedades civilizadas podem produzir, a cultura passa a ser uma atributo de toda
formação social: é impossível que um grupo humano se organize sem produzir cultura. Essa proposta inicia
a derrubada das hierarquias culturais cientificamente embasadas. O pensamento colonial e o racismo
científico perdem eficácia sendo destituídos de sua cientificidade. Cada cultura se torna única e fonte de sua
própria energia geradora. Para ser cultura (e, assim, civilizada) nenhuma sociedade depende da ação dos
colonizadores. A antropologia passa a se dedicar então a estudar e compreender essa energia própria de
cada cultura, suas características únicas e singularidades.
Não é que Boas rompa totalmente com a noção evolutiva da humanidade. Para ele ainda há a possibilidade
de estabelecer níveis de desenvolvimento evolutivo. O que é derrubado aqui e a hierarquização entre
sociedades, sendo cada uma “livre” para traçar sua própria trajetória histórica de desenvolvimento. O
estabelecimento de critérios objetivos de comparação perdem sentido e o etnocentrismo fica exposto.
Boas inaugura o relativismo cultural. Para entender e analisar uma dada cultura, o relativismo cultural
defende a observação dos critérios e fenômenos estabelecidos pela própria cultura. O relativismo cultural é,
assim como o etnocentrismo, uma tomada de posição, mas no sentido inverso. O relativismo cultural
pressupõe a não imposição de valores externos ao grupo analisado. Enquanto o etnocentrismo foi usado
para justificar posições opressoras baseadas no evolucionismo, o relativismo inaugura numa nova proposta
sociopolítica, que propõe o respeito e a tolerância. É um enfrentamento não preconceituoso de questões
sérias de coexistência e convivência. O conceito de cultura tal qual as Ciências Sociais mobilizam só existem
a partir da crítica ao etnocentrismo.
Apesar das vantagens do ponto de vista civilizacional (a ampliação do que se acredita ser cultura amplia o
que se acredita ser civilização), o relativismo cultural enfrenta um problema aparentemente imobilizador. Em
termos políticos, se um grupo social deve ter sua cultura analisada conforme suas próprias características,
então como encarar costumes frontalmente contrários àquilo que consideramos inegociável? Como avaliar
mutilações a mulheres, apedrejamentos de homossexuais e outros fenômenos contrários à vida e às
condições mínimas de dignidade humana?
Esse problema levou a respostas diversas, inclusive à rejeição do relativismo. Mas a solução relativamente
simples passa por dois movimentos: olhar para si e olhar para os outros. Começando por nós mesmos, é
importante observar nossa posição frente a esses problemas em nossas próprias sociedades. Apesar de
legalmente esses fenômenos não serem admitidos, ainda vivemos em uma sociedade (no caso do Brasil)
extremamente violente, tanto na questão feminina quanto na homoafetiva. Se nossa resposta à um
fenômenos que existe em nossa sociedade é a indignação, então a resposta a um fenômenos que existe em
outra sociedade também pode ser. Complementar a essa posição vem o olhar para o outro. Se, no interior
dessa cultura, dinâmicas opressivas se manifestam, então elas são injustas. A questão é saber dialogar com
as camadas oprimidas dessas culturas e identificar o que de fato é opressão, produzindo uma crítica nos
próprios termos dessa cultura, assim como fomos capazes de produzir críticas a fenômenos injustos e
opressores no interior de nossas culturas utilizando nossos próprios termos.
A escola antropológica inglesa
Na Inglaterra a questão girou em torno da função. Influenciados pelo pensamento de Durkheim, vários
pensadores mobilizaram suas noções de moral e coesão para pensar sociedades ditas primitivas.
Malinoswki e Radcliffe-Brown também criticaram o pensamento evolucionista, mas afastaram-se da
discussão sobre cultura.
4
Sociologia
Esses pensadores evitaram pensar nas trajetórias históricas das sociedades analisadas a partir do imenso
volume de informações acumulado até então, porque um dos pontos centrais da crítica ao evolucionismo é
a anticientificidade dessas informações. Assim surgiu uma revolução metodológica promovida pelos
ingleses, o trabalho de campo.
Os estudos baseados em relatos ficaram conhecidos por etnologia e até então eram sinônimo de
Antropologia (no seu aspecto social). Ao realizar, com metodologia científica, a etnografia, os ingleses
apresentaram uma outra proposta para a ciência, a produção de conhecimento pela realidade cotidiana dos
grupos humanos.
Malinowski é um nome especialmente importante desse momento, pois promove a utilização de um método
imersivo, conhecido como observação participante, onde o antropólogo não só observa diretamente os
fenômenos dos grupos estudados como participa ativamente de alguns deles, sejam acontecimentos
cotidianos como cozinhar todos os dias à rituais anuais de motivações variadas.
Esses pensadores buscavam as estruturas que davam sustentação a todo o aparato social desses grupos,
tentando entender como as pessoas fazem o que fazem (como comem, como formam suas famílias, como
constroem suas casas etc.) Essa observação permitia ao pesquisador sistematizar as sociedades e
apresentar uma estruturação baseada em funções para cada ação ou fenômeno (tal qual a proposta
durkheimiana de sociedade como um organismo com diferentes partes realizando diferentes funções). Essa
concepção funcionalista apontava para a percepção da utilidade de cada ação ou fenômeno. Uma função se
baseia e uma realização necessária, ou seja, numa obrigação útil. Muitas vezes rituais estranhos às
sociedades ocidentais guardavam fortes motivações úteis (um ritual que antecede uma pescaria num grupo
exposto a condições perigosas de interação com a natureza – predadores ou um mar constantemente
revolto – pode significar uma forma de acalmar essas forças, com uma maneira de mudar a realidade pelo
rito). Observando a influência de Durkheim nesses pensadores, percebemos que, no final das contas, os
fenômenos eram interpretados a partir da sobrevivência da própria sociedade.
A escola antropológica francesa
Na França surgiu uma corrente divergente tanto do pensamento funcionalista inglês quanto do relativismo
cultural de Boas. Atrelado ao caráter comparativo do método de Durkheim, Marcel Mauss (que era seu
sobrinho) transitou nesse espaço conceitual se valendo de uma perspectiva mais ampla. Sua tentativa foi a
de extrapolar questões locais ou singulares e buscar a explicação para a humanidade como fenômeno
generalizado. Essa linha de pesquisa até se aproxima do evolucionismo do séc. XIX pela abordagem da
humanidade como um fenômeno único (ou unido),mas se distancia na medida em que nega a hierarquização
entre os grupos.
Essa foi a característica mais marcante do pensamento antropológico francês, pensar o ser humano como
fenômeno sem o uso de uma escala evolutiva. Isso permitiu que esses pensadores dedicassem a fenômenos
e explicações bem diferentes da corrente americana e inglesa vigente. Isso permitiu aos franceses ousarem
nas suas propostas.
Liberando-se da ideia de progresso, Mauss compara toda a produção científica de seus colegas e teoriza
sobre características elementares da sociedade. Para ele as sociedades se baseiam na aliança entre os
indivíduos, manifestada na necessidade de retribuir a dádiva. Ou seja, quando consegue algo, o indivíduo
deve retribuir socialmente aquilo que alcançou (seja com um matrimônio, bens materiais, ou narrativas
mitológicas e histórias de seu povo). Lévi-Strauss (aluno de Mauss), por sua vez, pode ser considerado o
antropólogo mais criticado do séc. XX e também o mais ambicioso.
5
Sociologia
No seu estudo sobre o estruturalismo o pensador se dedicou a tentar explicar o homem universalmente.
Quais adjetivos eram identificáveis no homem de maneira geral e o definiam como homem? Levi-Strauss
pensa ter encontrado essa resposta na questão do parentesco. Dentro do sistema de parentesco há um
fenômeno universal e que não é natural. Trata-se do incesto. As formas de proibição do incesto são tão
semelhantes entre os diversos grupos humanos no mundo que pressupõem uma estrutura que pode ser
atribuída a toda a humanidade. Isso porque não há como as diversas comunidades terem trocado
informações sobre isso, o que permite crer que o incesto como fenômeno proibido de maneira tão
padronizada surge autonomamente e de maneira geral. Aqui a ideia de estrutura é totalmente diferente da
corrente inglesa, já que nessa corrente a estrutura faz parte da interpretação de uma sociedade, ao passo
que o estruturalismo propõe a organização social por estrutura como um padrão generalizável.
A estrutura corresponde ao que há de comum no pensamento humano, independentemente do tipo de
sociedade e de qualquer grau arbitrário de evolução que lhe possa ser incutido. As sociedades, ao longo do
tempo, produzem fenômenos parecidos, mesmo que essa semelhança só seja observável quando
procuramos profundamente, como a razão para haver a proibição do incesto em sociedades tão diferentes
e distantes no tempo e no espaço. Essa estrutura é formada por uma dinâmica binária que constituí pares
de oposição (alto e baixo, cheio e vazio, claro e escuro etc.). Nos estudos de Levi-Strauss é apontado não só
o funcionamento em pares de oposição do pensamento humano como o processo que permite a
transformação nessas estruturas.
O sentido no pensamento antropológico
Apesar de sempre pensar na motivação das ações dos indivíduos, o sentido como motivador principal dos
fenômenos culturais se tornou o fundamento de uma corrente antropológica apenas com a Antropologia
Interpretativa. O conceito de cultura que conhecemos hoje está totalmente ligado à concepção dessa
corrente. A Antropologia do estadunidense Clifford Geertz, é a principal representante dessa linha, afirmando
que as culturas são como livros que podem ser lidos e interpretados. O ponto central nessa proposta é o
reconhecimento de que, quando realiza essa interpretação o antropólogo nunca conseguirá alcançar uma
visão objetiva de uma cultura, já que o próprio nativo pesquisado é um sujeito interpretador de suas culturas.
Ou seja, o antropólogo está interpretando a interpretação.
A cultura só pode ser interpretada dessa maneira quando pensada num conjunto de códigos simbólicos que
dão ordem à vida e as relações sociais. São orientações que alcançam um nível de consenso e reciprocidade,
assim como pensa Weber na sua análise das relações entre os indivíduos na sociedade.
O principal legado dessa corrente é o questionamento do estatuto de autoridade do pesquisador sobre as
populações pesquisadas. As descrições dos antropólogos muitas das vezes se tornam discursos e
narrativas mais aceitas que o que os nativos falam de si mesmos (principalmente grupos minoritários e
fragilizados socialmente), o que produz um esvaziamento político e até cultural desses grupos. Essa crítica
causou uma grande instabilidade na Antropologia e seu estatuto de ciência, já que se passou a questionar
qual a capacidade do pensador de relatar e descrever grupos humanos sem mobilizar autoridade sobre eles.
6
Sociologia
Exercícios
1. “Não existem culturas ou civilizações ilhadas. (...) Quanto mais insistirmos na separação de culturas
e civilizações, mais imprecisos seremos sobre nós mesmos e os outros. No meu modo de pensar, a
noção de uma civilização isolada é impossível. A verdadeira questão é se queremos trabalhar para
civilizações separadas ou se devemos tomar o caminho mais integrador, mas talvez mais difícil, que
é tentar vê-las como um imenso todo cujos contornos exatos uma pessoa sozinha não consegue
captar, mas cuja existência certa podemos intuir e sentir.”
(Edward Said, Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 317.)
Sobre o conceito em questão e os contextos referidos pelo autor, é correto afirmar:
a) o processo de globalização provocou a destruição da cultura dos povos não ocidentais e, por isso,
aumentou práticas como o terrorismo a partir de 2001.
b) a ideia de civilização, como imaginada no século XIX, produziu a emancipação das Américas e o
fim da disputa colonial no mundo.
c) o conceito de civilização foi estabelecido na Grécia Antiga e aperfeiçoado pelas práticas
integradoras do imperialismo do século XIX ocorridas na África.
d) a lógica de integração de culturas é negada por grupos radicais e pelos defensores do princípio de
que vivemos em um choque de civilizações.
2. A reação diante da alteridade faz parte da própria natureza das sociedades. Em diferentes épocas,
sociedades particulares reagiram de formas específicas diante do contato com uma cultura diversa à
sua. Um fenômeno, porém, caracteriza todas as sociedades humanas: o estranhamento, que
chamamos etnocentrismo, diante de costumes de outros povos, e a avaliação de formas de vida
distintas a partir dos elementos da sua própria cultura. Assim, percebemos como o etnocentrismo se
relaciona com o conceito de estereótipo2. Os estereótipos são uma maneira de “biologizar” as
características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. No
interior de nossa sociedade, encontramos uma série de atitudes etnocêntricas e biologicistas.
(Disponível em: https://gdeufabc.wordpress.com)
1 alteridade: característica, estado ou qualidade de ser distinto e diferente, de ser outro.
2 estereótipo: ideia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguém ou algo.
Um exemplo de etnocentrismo incorporado a uma política estatal foi
a) o movimento sionista, na Palestina.
b) o apartheid, na África do Sul.
c) a questão curda, na Turquia.
d) a primavera árabe, na Síria.
e) a balcanização, na Chechênia.
7
Sociologia
3. Considerando as reflexões sociológicas sobre o conceito “cultura”, assinale o que for correto.
(01) O processo de modernização das sociedades gera impactos na manifestação das tradições
populares, o que, segundo algumas vertentes sociológicas, pode modificar as práticas culturais,
mas dificilmente extingui-las.
(02) A variedade das culturas acompanha, por um lado, a pluralidade da história humana e, por outro,
os processos de transformação social. Assim, dentro de um mesmo território, é possível
coexistirem diversos padrões culturais.
(04) Ao observar as tradições culturais manifestas nas colônias portuguesas, a sociologia construiu
o consenso de que a cultura do branco europeu é superior à do indígena e à do africano.
(08) Algumasabordagens sociológicas buscam observar os elementos materiais e não materiais
das manifestações culturais, com o objetivo de compreender as funções sociais dessas
manifestações.
(16) Ao longo do século XX, a Sociologia acumulou conhecimento suficiente para concluir que a
cultura não sofre efeitos do desenvolvimento das tecnologias de comunicação, tais como o
cinema, a televisão e a internet.
Soma: ( )
4. O tempo constituiu um elemento importante na análise de uma cultura. Nesse mesmo quarto de
século, mudaram-se os padrões de beleza. Regras morais que eram vigentes passaram a ser
consideradas nulas: hoje uma jovem pode fumar em público sem que a sua reputação seja ferida. Ao
contrário de sua mãe, pode ceder um beijo ao namorado em plena luz do dia. Tais fatos atestam que
as mudanças de costumes são bastante comuns. Entretanto, elas não ocorrem com a tranquilidade
que descrevemos. Cada mudança, por menor que seja, representa o desenlace de numerosos conflitos.
Isso porque em cada momento as sociedades humanas são palco do embate entre tendências
conservadoras e inovadoras. As primeiras pretendem manter os hábitos inalterados, muitas vezes
atribuindo ao mesmo uma legitimidade de ordem sobrenatural. As segundas contestam a sua
permanência e pretendem substituí-los por novos procedimentos. [...] Cada sistema cultural está
sempre em mudança. Entender sua dinâmica é importante para atenuar o choque entre as gerações e
evitar comportamentos preconceituosos.
(LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 99-101.)
Segundo Roque Laraia, quais são os principais impactos da mudança social nos sistemas culturais?
8
Sociologia
5. Texto 1
O positivismo representa amplo movimento de pensamento que dominou grande parte da cultura
europeia, no período de 1840 até às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Nesse contexto, a Europa
consumou sua transformação industrial, e os efeitos dessa revolução sobre a vida social foram
maciços: o emprego das descobertas científicas transformou todo o modo de produção. Em poucas
palavras, a Revolução Industrial mudou radicalmente o modo de vida na Europa. E os entusiasmos se
cristalizaram em torno da ideia de progresso humano e social irrefreável, já que, de agora em diante,
possuíam-se os instrumentos para a solução de todos os problemas. A ciência pelos positivistas
apresentava-se como a garantia absoluta do destino progressista da humanidade.
(Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da filosofia, 1991. Adaptado.)
Texto 2
O “progresso” não é nem necessário nem contínuo. A humanidade em progresso nunca se assemelha
a uma pessoa que sobe uma escada, acrescentando para cada um dos seus movimentos um novo
degrau a todos aqueles já anteriormente conquistados. Nenhuma fração da humanidade dispõe de
fórmulas aplicáveis ao conjunto. Uma humanidade confundida num gênero de vida único é
inconcebível, pois seria uma humanidade petrificada.
(Claude Lévi-Strauss. A noção de estrutura em etnologia, 1985. Adaptado.)
a) Considerando o texto 1, explique o que significa “eurocentrismo” e porque o conceito de
progresso pressuposto pelo positivismo é eurocêntrico.
b) Por que o método empregado pelo autor do texto 2 é considerado relativista? Como sua
concepção de progresso se opõe ao conceito de progresso positivista?
6. (Enem 2013) A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do
processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate
ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural
brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.
(MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988.)
Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o
candomblé, deve considerar que elas
a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.
b) perderam a relação com o seu passado histórico.
c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.
d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.
e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.
9
Sociologia
7. (Unisc 2017) "O grupo do 'eu' faz, então, de sua visão a única possível, ou mais discretamente se for o
caso, a melhor, a natural, a superior, a certa. O grupo do 'outro' fica, nessa lógica, como sendo
engraçado, absurdo, anormal ou inteligível".
ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo. 1. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 9.
A citação explicita o fenômeno social denominado etnocentrismo. Assinale entre as alternativas
abaixo aquela que explica o conceito.
a) O etnocentrismo demonstra como convivemos em harmonia com grupos e indivíduos que
pertencem a uma cultura diversa ou são reconhecidos como “diferentes” por não seguirem os
padrões de comportamento socialmente aceitos na sociedade em que vivemos.
b) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e ideologias) em que
nosso próprio grupo é tomado como centro de referência e todos os outros são pensados e
avaliados através de nossos valores, nossos modelos e nossas definições do que é a existência.
c) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e ideologias) em que
buscamos não julgar e não avaliar as diferenças e sim compreender as especificidades culturais
de cada grupo ou cultura.
d) O etnocentrismo demonstra a luta de classe nas sociedades capitalistas a partir da teoria
marxista.
e) O etnocentrismo é uma teoria que explica por que não devemos interferir nas outras culturas.
8. (Uem 2017) Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) acerca do que são etnocentrismo e relativismo.
(01) Enquanto a Sociologia enfrenta a tarefa de pensar a sociedade, a Antropologia busca registrar e
compreender os fenômenos humanos a partir do conhecimento do outro. Esse outro pode ser
alguém pertencente a uma cultura distante e distinta da nossa, mas também pode ser alguém
pertencente à nossa própria cultura, colocado em perspectiva e observado a partir de um ponto
de vista distinto do que nos é habitual, familiar e cotidiano.
(02) O etnocentrismo é a propensão de os seres humanos enxergarem o mundo através de sua própria
cultura considerando seu modo de vida como mais natural e mais correto do que os outros.
(04) O conceito de cultura é um dos mais polêmicos nas ciências sociais, mas há consenso em relação
à superioridade cultural do Ocidente em relação a culturas não ocidentais.
(08) O relativismo cultural se opõe ao princípio de que valores, costumes ou ideias associados a
determinada cultura são universalmente válidos.
(16) A perspectiva que classifica populações indígenas como inferiores é uma expressão do
etnocentrismo.
Soma: ( )
10
Sociologia
9. (Uem 2017) O termo “cultura” possui significados distintos de acordo com contextos próprios.
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação a concepções de cultura correntes nas Ciências
Sociais.
(01) Embora os seres humanos já nasçam preparados para viver com outros de sua espécie, cada
pessoa aprende formas culturais específicas pertencentes à sociedade onde nasceu e viverá.
(02) O acesso à cultura é uma escolha pessoal e depende dos gostos e estilos preferidos por cada
um.
(04) Os únicos tipos legítimos de expressão cultural para a sociologia são a literatura, a poesia, a
música, o teatro e a pintura.
(08) Elementos relacionados à percepção do mundo, a ideias e valores são considerados formas da
cultura que penetram a consciência humana e passama constituir a visão de mundo dos
indivíduos.
(16) A família humana é a instituição onde a socialização primária das crianças inicia sua constituição
como seres culturais.
Soma: ( )
10. (Enem 2017) Muitos países se caracterizam por terem populações multiétnicas. Com frequência,
evoluíram desse modo ao longo de séculos. Outras sociedades se tornaram multiétnicas mais
rapidamente, como resultado de políticas incentivando a migração, ou por conta de legados coloniais
e imperiais.
GIDDENS. A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado).
Do ponto de vista do funcionamento das democracias contemporâneas, o modelo de sociedade
descrito demanda, simultaneamente,
a) defesa do patriotismo e rejeição ao hibridismo.
b) universalização de direitos e respeito à diversidade.
c) segregação do território e estímulo ao autogoverno.
d) políticas de compensação e homogeneização do idioma.
e) padronização da cultura e repressão aos particularismos.
11
Sociologia
Gabarito
1. D
O comportamento preconceituoso é avesso a uma interação cultural e o processo de integração. Os
grupos xenófobos reage negativamente ao diferente e até agressivamente. Contrário a isso o texto
apresenta o isolamento como uma impossibilidade e defende uma relação equilibrada entre os povos.
2. B
O apartheid de configura como uma atitude etnocêntrica e xenófoba institucionalizada pelo Estado. No
momento a opressão foi reconhecida pela lei como válida e organizada pelo poder público
3. 1 + 2 + 8 = 11
4 errada – atualmente as ciências sociais não só reconhecem essa postura como inadequada como
combatem essa visão
16 errada – O desenvolvimento das tecnologias da comunicação interferem na produção cultural e sua
disseminação, a observar o fenômeno e os efeitos da indústria cultural
4. No interior das culturas atuam forças de manutenção e transformação, e a mudança cultural é resultado
do confronto entre essas forças. Assim o interior do sistema cultural de manifesta como conflitivo
quando essas forças se afastam na compreensão do mundo. As forças de manutenção são
conservadoras e as de transformação são inovadoras.
5.
a) Porque os parâmetros e critérios estipulados pelo positivismo para fundamentar a comparação
entre as sociedades são ligados ao mais importante no momento para as comunidades europeias
em geral. O seja, a partir do que a Europa tinha de melhor os pensadores da época estipularam uma
gradação que vai das sociedades mais tecnologicamente evoluídas para as menos evoluídas. O
eurocentrismo é uma perspectiva etnocêntrica a partir da Europa como modelo para as outras
sociedades do mundo.
b) Apesar de admitir o desenvolvimento e a evolução, o autor propõe que eles só fazem sentido no
interior de cada cultura, com seu sistema e lógica internos. Assim a humanidade não é entendida
como uma unidade indissociável, mas compreendida como manifestações variadas que
encontram formas diversas de organização.
6. C
a) O texto deixa claro que não se trata de uma reprodução, mas da compreensão do processo histórico
da cultura brasileira.
b) Elas estão diretamente ligadas ao seu passado, de modo que é importante conhecê-lo para melhor
compreendê-las.
c) Essas manifestações culturais são resultantes de elementos africanos misturados com elementos
brasileiros, uma cultura híbrida.
d) Compreender essas manifestações favorece a integração interracial, uma vez que elas não são
“coisas de negros”, mas de brasileiros.
e) Essa alternativa não possui nenhum nexo com a questão.
12
Sociologia
7. B
O etnocentrismo corresponde à atitude ou forma de pensar que avalia a cultura alheia a partir dos
critérios da minha própria cultura. Essa forma de pensar está intimamente relacionada com o
preconceito e se opõe ao relativismo cultural.
8. 01 + 02 + 08 + 16 = 27.
A afirmativa [04] é a única incorreta. O conceito de cultura é, de fato, bastante polêmico, mas o consenso
não está em afirmar a cultura do ocidente superior, mas o de considerar que não existem culturas
superiores ou inferiores.
9. 01 + 08 + 16 = 25.
As afirmativas [02] e [04] são as únicas incorretas. Para as ciências sociais, não existem expressões
culturais mais legítimas que outras. Uma vez que todo ser humano adquire cultura ao se socializar, toda
expressão cultural é coletiva e válida.
10. B
A existência de populações multiétnicas depende do reconhecimento das diversas etnias no território
nacional. Isso somente pode se dar através da universalização de direitos e de um amplo respeito
jurídico e social à diversidade.
Enem
Semana 13
Agora vai!
Enem 2020
1
Biologia
Fermentação e Respiração Anaeróbica
Resumo
A fermentação é um processo anaeróbico, que envolve a obtenção de energia a partir da glicólise, e
subsequente formação de produtos secundários, que variam de acordo com o processo fermentativo. Há
diversas formas de fermentação, mas as duas principais são:
• Fermentação lática: Devolução do H para o piruvato pelo NAD2H, formando lactato/ácido lático. É
realizada por lactobacilos e pelas células musculares, principalmente. Gera apenas 2 ATP. Pode ser
empregada para fabricação de iogurte.
• Fermentação alcoólica: O piruvato sofre uma descarboxilação, liberando CO2. Isso origina uma molécula
de acetaldeído, que receberá dois H oriundos do NAD2H, formando um etanol. É realizada apenas por
fungos, em especial as leveduras. Pode ser utilizada para fabricação de combustíveis, pães, massas,
bebidas alcoólicas, entre outros produtos. O CO2 liberado faz a massa do pão crescer e o etanol pode
ser usado para consumo (cervejas, vinhos) ou para combustível.
A respiração anaeróbica apresenta as mesmas etapas e saldo energético da resiração celular aeróbica (36
ATP, com glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória). A diferença porém é que o oxigênio não está presente
nesse tipo de metabolismo, sendo os aceptores finais de elétrons o nitrogênio ou o enxofre. Esse
metabolismo está presente, por exemplo, em bactérias do ciclo do nitrogênio.
2
Biologia
Exercícios
1. A levedura Saccharomyces cerevisiae pode obter energia na ausência de oxigênio, de acordo com a
equação
Produtos desse processo são utilizados na indústria de alimentos e bebidas. Em qual organela da
levedura ocorre esse processo e o que é produzido?
a) Ocorre nas mitocôndrias; produz cerveja e vinagre.
b) Ocorre nas mitocôndrias; produz cerveja e pão.
c) Ocorre no citosol; produz cerveja e pão.
d) Ocorre no citosol; produz iogurte e vinagre.
e) Ocorre no citosol e nas mitocôndrias; produz cerveja e iogurte.
2. A fermentação e a respiração celular apresentam uma etapa em comum, apesar de serem processos
bastante distintos. Observe as alternativas a seguir e marque aquela que apresenta um processo
comum à fermentação e à respiração celular.
a) Ciclo de Krebs.
b) Glicólise.
c) Ciclo de Calvin.
d) Cadeia respiratória.
e) Cadeia transportadora de elétrons.
3. Na padaria, a fila para comprar pão era grande. O padeiro justificou que o pão não estava pronto porque
a estufa, onde a massa era mantida, havia quebrado e a massa não havia crescido.
Na produção do pão, a estufa é importante, pois garante a temperatura adequada para
a) o processo de respiração anaeróbica das leveduras adicionadas à receita, que produzem o
oxigênio que faz a massa crescer antes de ser assada.
b) a expansão do gás carbônico produzido pela respiração dos fungos adicionados à receita,
expansão essa que garante o crescimento da massa.
c) a evaporação da água produzida pela respiração das leveduras adicionadas à receita, sem o que
a massa não cresceria, pelo excesso de umidade.
d) o processo de fermentação dos fungos adicionados à receita, o que faz com quea massa cresça
antes de ser assada.
e) a evaporação do álcool produzido pela fermentação das leveduras adicionadas à receita; álcool
que, em excesso, mataria essas leveduras, prejudicando o crescimento da massa.
3
Biologia
4. A lei 7678 de 1988 define que “vinho é a bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples
de uva sã, fresca e madura”. Na produção de vinho, são utilizadas leveduras anaeróbicas facultativas.
Os pequenos produtores adicionam essas leveduras ao mosto (uvas esmagadas, suco e cascas) com
os tanques abertos, para que elas se reproduzam mais rapidamente. Posteriormente, os tanques são
hermeticamente fechados. Nessas condições, pode-se afirmar, corretamente, que
a) o vinho se forma somente após o fechamento dos tanques, pois, na fase anterior, os produtos da
ação das leveduras são a água e o gás carbônico.
b) o vinho começa a ser formado já com os tanques abertos, pois o produto da ação das leveduras,
nessa fase, é utilizado depois como substrato para a fermentação.
c) a fermentação ocorre principalmente durante a reprodução das leveduras, pois esses organismos
necessitam de grande aporte de energia para sua multiplicação.
d) a fermentação só é possível se, antes, houver um processo de respiração aeróbica que forneça
energia para as etapas posteriores, que são anaeróbicas.
e) o vinho se forma somente quando os tanques voltam a ser abertos, após a fermentação se
completar, para que as leveduras realizem respiração aeróbica.
5. Muitas contaminações do solo por combustíveis orgânicos chegam ao solo sub-superficial, onde a
disponibilidade de oxigênio é mais baixa. Assim, uma das propostas existentes no Brasil é a de que a
atividade de degradação por microrganismos anaeróbicos presentes nesses solos seja estimulada, já
que são ricos em ferro oxidado. Nessa situação, o ferro exerceria função fisiológica equivalente à do
oxigênio, que é a de:
a) Reduzir os poluentes orgânicos.
b) Catalizar as reações de hidrólise.
c) Aceitar elétrons da cadeia respiratória.
d) Doar elétrons para a respiração anaeróbia.
e) Complexar-se com os poluentes orgânicos.
6. Um dos processos biotecnológicos mais antigos é a utilização de microrganismos para a produção de
alimentos. Num desses processos, certos tipos de bactérias anaeróbicas utilizam os açúcares
presentes nos alimentos e realizam sua oxidação parcial, gerando como produto final da reação o ácido
lático.Qual produto destinado ao consumo humano tem sua produção baseada nesse processo?
a) Pão
b) Vinho
c) Iogurte
d) Vinagre
e) Cachaça
4
Biologia
7. “Além do ácido láctico, as bactérias geram vários produtos importantes através da fermentação. O
queijo suíço, por exemplo, é fabricado pela fermentação de uma bactéria que forma ácido propiônico e
gás carbônico. Esse gás forma as bolhas que se transformam nos famosos buracos do queijo suíço.
Outra bactéria forma ácido acético, fermentando a sidra (vinho da maçã) ou vinho da uva, produzindo
vinagre. O ranço da manteiga se deve ao ácido butírico, que também é produto da fermentação de
bactérias. O álcool usado como combustível e como solvente, além de outros solventes como a
acetona e o álcool isopropílico, também é produto da fermentação.”
Linhares, Sérgio e Gewandsnajder, Fernando. “Biologia Hoje”. São Paulo, Editora Ática, 1997. Volume 1 pág. 166.
A origem dos diversos resíduos da fermentação, como os citados no texto, depende da:
a) Variação de temperatura em que ocorrem as reações do processo.
b) Quantidade de energia produzida na forma de ATP ao longo da reação.
c) Forma de devolução dos hidrogênios capturados pelo NAD ao ácido pirúvico.
d) Natureza química da molécula utilizada como matéria-prima na reação.
e) Disponibilidade de água como aceptor final de hidrogênios.
8. A fermentação é um processo biológico mais ou menos universal, que permite a obtenção de energia
pelos organismos em condições anaeróbias. Conhecida desde a Antiguidade, a fermentação alcoólica
é utilizada pelo homem para a produção de pães e de bebidas fermentadas, como o vinho. No caso do
vinho, um fungo microscópico, o Saccharomyces cerevisiae, transforma o açúcar da uva em gás
carbônico e álcool. Os vinhos têm geralmente uma taxa de 13% de álcool. A partir de certa concentração,
no entanto, o próprio álcool acaba se tornando tóxico para o fungo, que não sobrevive. Na região do
Porto, em Portugal, célebre pelos vinhos que produz, costuma-se interromper a fermentação num certo
estágio, acrescentando ao vinho uma aguardente vínica, produto rico em álcool etílico. O vinho assim
obtido, quando comparado ao vinho que sofreu fermentação normal, é:
a) Mais doce, com menor teor de álcool.
b) Mais doce, com teor alcoólico maior.
c) Menos doce, com maior teor de álcool.
d) Menos doce, com menor teor de álcool.
e) Mais doce, com igual teor alcoólico.
5
Biologia
9. O esquema representa uma montagem para se demonstrar a fermentação em leveduras. Ao final desse
experimento, observa-se a formação de um precipitado no frasco 2, como indicado.
Para que tal processo ocorra, é suficiente que o frasco 1 contenha, além da levedura:
a) glicose e oxigênio.
b) gás carbônico e oxigênio.
c) glicose e gás carbônico.
d) glicose.
e) oxigênio.
10. Dois microrganismos, X e Y, mantidos em meio de cultura sob condições adequadas, receberam a
mesma quantidade de glicose como único substrato energético. Após terem consumido toda a glicose
recebida, verificou-se que o microrganismo X produziu três vezes mais CO2 do que o Y. Considerando-
se estas informações, concluiu-se ter ocorrido:
a) Fermentação alcoólica no microrganismo X.
b) Fermentação lática no microrganismo X.
c) Respiração aeróbica no microrganismo Y.
d) Fermentação alcoólica no microrganismo Y.
e) Fermentação lática no microrganismo Y.
6
Biologia
Gabarito
1. C
As leveduras realizam o processo de obtenção de energia a partir da fermentação alcoólica. A
fermentação se inicia com a etapa de glicólise, que ocorre no citosol celular, e os produtos finais são o
etanol e o gás carbônico. Este tipo de fermentação é utilizado na produção de bebidas alcoólicas e
massas.
2. B
A glicólise é uma etapa comum a todos os tipos de respiração e à fermentação, produzindo um saldo de
2 ATP para a célula.
3. D
A massa cresce antes de ser assada devido ao processo de fermentação alcoólica das leveduras, fungos
unicelulares que, em condições anaeróbicas, realizam essa fermentação e liberam gás carbônico na
massa, o que a faz inchar.
4. A
Se o tanque estiver aberto, as leveduras fazem respiração aeróbica. Apenas após o fechamento dos
tanques, tornando o ambiente anaeróbico, as leveduras iniciam o processo de fermentação alcoólica
necessário para fabricar o vinho.
5. C
A função do Ferro, neste caso, é agir como um aceptor de elétrons, assim como o oxigênio o faz na
respiração aeróbica.
6. C
A fermentação lática ocorre nos lactobacilos resulta na produçãao do ácido lático. Iogurte, queijo e leite
são exemplos de produtos feitos a partir da fermentação lática.
7. C
A origem dos subprodutos da fermentação, como o ácido lático, ou etanol, ou ácido acético, nada mais
são que maneiras químicas de remover o hidrogênio do NAD+, livrando-o para receber hidrogênios de
outra glicose degradada.
8. B
O vinho terá maior teor alcoólico, devido a aguardente adicionada, e mais doce, já que a fermentação do
fungo foi interrompida, interrompendo o consumo da glicose.
9. D
As leveduras realizam fermentação apenas em ambiente anaeróbico,logo o ambiente não pode
apresentar oxigênio. Para que a fermentação ocorre é necessário apenas a glicose como substrato.
10. D
O organismo X realiza respiração aeróbica, produzindo assim 6 moléculas de CO2 por glicose consumida.O organismo Y produz a terça parte disso, ou seja, 2 moléculas de CO2, portanto, trata-se da fermentação
alcoólica.
1
Biologia
Especiação
Resumo
A especiação o processo que leva à formação de novas espécies. Antes de entender como funciona o
processo de especiação, é importante determinar o que é uma espécie. Espécie é a menor categoria da
classificação biológica (taxonomia), indicando que organismos da mesma espécie são os mais aparentados
entre si. O conceito de espécie mais utilizado, e o que aparece na maioria dos vestibulares, é o conceito
biológico de espécie.
• Conceito biológico de espécie: Indivíduos são da mesma espécie quando conseguem se reproduzir e
ter prole (descendentes) fértil. Quando indivíduos não conseguem se reproduzir, dizemos que há um
isolamento reprodutivo. Esse isolamento pode ser pré-zigótico (ocorre antes da fecundação, muitas
vezes nem ocorrendo a cópula, por conta de diferentes comportamentos reprodutivos ou tamanho dos
indivíduos) ou pós-zigótico (ocorre após a fecundação, normalmente ocorre pela morte do embrião ou
pelo filhote formado, um híbrido, não conseguir se reproduzir, sendo estéril).
Ao cruzar uma égua (Equus caballus) e um jumento (Equus asinus) nascem filhotes. Porém esses descendentes não são férteis (há
isolamento reprodutivo pós-zigótico), o que indica que os pais são de espécies diferentes.
Apesar de ser o mais conhecido, este conceito de espécie tem alguns problemas: ele não explica indivíduos
que se reproduzem de maneira assexuada nem organismos que conseguem formar híbridos férteis (como
por exemplo plantas). Existem vários outros conceitos de espécie, e cabe ao pesquisador que vai descrever
uma nova espécie indicar qual conceito foi utilizado para justificar a descrição. Dentre eles, podemos citar:
• Conceito morfológico de espécie: São da mesma espécies indivíduos morfologicamente
(anatomicamente) semelhantes. Pode ser bastante impreciso, porém ajuda na hora de classificar
espécies assexuadas.
• Conceito ecológico de espécie: São da mesma espécies indivíduos com o mesmo nicho ecológico.
• Conceito filogenético de espécie: São da mesma espécies o menor número de indivíduos que
compartilham o mesmo ancestral em comum e características exclusivas, e isso é observado através
da morfologia e de informações genéticas.
2
Biologia
Utilizando o conceito morfológico de espécie, as diferentes raças de gatos seriam consideradas espécies diferentes. Mas como o
conceito biológico é o mais utilizado, e apresenta menor dificuldade de ser aplicado, consideramos todos os gatos da mesma espécie:
Feliz catus.
A evolução e diferenciação das espécies pode ocorrer de forma linear, como na anagênese, ou se bifurcando
e formando grupos irmãos, como na cladogênese. Na anagênese, uma espécie ao se modificar ao longo do
tempo, acaba gerando uma nova espécie. Nesse caso, as espécies antigas sempre são extintas, pois dão
origem a outra em uma mesma linhagem.
Esquema da especiação por anagênese (linear, esquerda) e por cladogênese (com uma separação das linhagens, direita).
Já na cladogênese, o ponto de separação das espécies é chamado de “nó”, e as linhagens que se desenvolvem
formam os ramos evolutivos. Ao longo dos ramos evolutivos, podem ocorrer também processos de
anagênese (veja na figura abaixo, a direita), ou seja, essas formas de especiação não são excludentes. Nos
processos de cladogênese, a espécie ancestral pode ou não ser extinta, como vemos nas imagens a seguir.
Exemplos de cladogênese, onde um ancestral pode dar origem apenas a descendentes de novas espécies (esquerda) ou, além das
novas espécies, a espécie ancestral também se mantém até o tempo mais recente (direita). Os pontos em branco representam os nós
de separação da cladogênese.
3
Biologia
Os processos de especiação podem ser divididos em:
• Alopátrica: Uma população, antes unida, é dividida por uma barreira geográfica (ex.: rio, cordilheira,
vale,...). Cada parte da população, agora separada, sofre pressões seletivas independentes. A barreira
pode ou não ser removida, unindo novamente os indivíduos, porém as populações serão de espécies
diferentes.
• Peripátrica: Individuos de uma população migram para outra área, havendo isolamento reprodutivo e
consequentemente, a especiação. Também é conhecida como efeito fundador, onde a
pequenapopulação que migrou “conquista” um novo ambiente. Pode ser considerada um tipo especial
de especiação alopátrica, visto que também ocorre um isolamento geográfico.
• Parapátrica: Pode se iniciar de duas formas: uma população ocupa uma determinada área, e parte da
população migra para uma região próxima, sem se isolar completamente da população original; Ou duas
populações de uma mesma espécie ocupam áreas próximas, porém ecologicamente distintas e sem
barreira geográfica. Com o tempo sofrem diferentes pressões de seleção diferentes e ocorre a
especiação. Pode haver uma zona com intercruzamentos entre as áreas, chamada de zona híbrida,
principalmente nos estágios iniciais de especiação.
• Simpátrica: Uma população em determinada área pára de se reproduzir com alguns dos indivíduos da
espécie (seja por motivo comportamental ou alterações genéticas), sem a presença de barreiras
geográficas, e com isso há uma especiação.
Esquema dos tipos de especiação: alopátrica, peripátrica, parapátrica e simpátrica.
4
Biologia
Exercícios
1. Em algumas regiões brasileiras, existem exemplares de Euphorbia heterophylla, uma planta daninha
bastante prejudicial à lavoura de soja e que pode ser resistente a herbicidas. Se, após alguns anos, não
existir mais o fluxo de genes entre as plantas susceptíveis e resistentes a herbicidas dessa espécie,
então ocorrerá:
a) seleção natural.
b) irradiação adaptativa.
c) isolamento geográfico.
d) recombinação gênica.
e) isolamento reprodutivo.
2. Algumas raças de cães domésticos não conseguem copular entre si devido à grande diferença em seus
tamanhos corporais. Ainda assim, tal dificuldade reprodutiva não ocasiona a formação de novas
espécies (especiação). Essa especiação não ocorre devido ao(à)
a) oscilação genética das raças.
b) convergência adaptativa das raças.
c) isolamento geográfico entre as raças.
d) seleção natural que ocorre entre as raças.
e) manutenção do fluxo gênico entre as raças.
3. Embora os cangurus sejam originários da Austrália, no início dos anos 80, o biólogo norte-americano
James Lazell chamou a atenção para a única espécie de cangurus existente na ilha de Oahu, no Havaí.
A espécie é composta por uma população de várias centenas de animais, todos eles descendentes de
um único casal australiano que havia sido levado para um zoológico havaiano, e do qual fugiram em
1916. Sessenta gerações depois, os descendentes deste casal compunham uma nova espécie,
exclusiva da ilha Oahu. Os cangurus havaianos diferem dos australianos em cor, tamanho, e são
capazes de se alimentar de plantas que seriam tóxicas às espécies australianas. Sobre a origem desta
nova espécie de cangurus, é mais provável que:
a) após a fuga, um dos filhos do casal apresentou uma mutação que lhe alterou a cor, tamanho e
hábitos alimentares. Esse animal deu origem à espécie havaiana, que difere das espécies
australianas devido a esta mutação adaptativa.
b) após a fuga, o casal adquiriu adaptações que lhe permitiram explorar o novo ambiente, adaptações
essas transmitidas aos seus descendentes.
c) os animais atuais não difiram geneticamente do casal que fugiu do zoológico. As diferenças em
cor, tamanho e alimentação não seriam determinadas geneticamente, mas devidas à ação do
ambiente.
d) o isolamento geográfico e diferentes pressões seletivas permitiram que a população do Havaí
divergisse em características anatômicas e fisiológicasde seus ancestrais australianos.
e) ambientes e pressões seletivas semelhantes na Austrália e no Havaí permitiram que uma
população de mamíferos havaianos desenvolvesse características anatômicas e fisiológicas
análogas às dos cangurus australianos, processo este conhecido por convergência adaptativa.
5
Biologia
4. Vários conceitos são utilizados para definir uma espécie. De maneira geral podemos dizer que uma
espécie representa um conjunto de indivíduos com potencial, em condições naturais, de cruzarem entre
si e gerarem descendentes férteis. Vários fatores podem produzir novas espécies, ou especiação. Isso
se dá quando uma espécie deriva-se de outra reprodutivamente isolada, podendo esta nova espécie
manter ou não relações geográficas com seu ancestral. Assinale a alternativa que representa um
processo que pode favorecer a especiação:
a) Populações que vivem no mesmo ambiente e que se reproduzem em épocas diferentes
apresentam um isolamento estacional.
b) Populações com parceiros em potencial copulam, porém a fecundação não ocorre devido à
ausência de transferência de espermatozoides, já que eles morrem, favorecendo o mecanismo de
isolamento pré-copulatório.
c) Populações com parceiros em potencial encontram-se, mas não copulam, favorecendo o
mecanismo de isolamento mecânico.
d) Populações que escolhem seus parceiros avaliando seus comportamentos apresentam um
isolamento temporal.
e) Populações que vivem no mesmo ambiente e que se reproduzem em épocas diferentes
apresentam um isolamento gamético.
5. Conforme Futuyma (2009), a teoria sintética da evolução das espécies apoia-se em diversos
fundamentos da biologia evolutiva moderna, os quais servem como uma sinopse de grande parte da
teoria evolutiva contemporânea. Entre esses fundamentos destaca-se a especiação. Nesse contexto,
pode-se definir especiação como:
a) a origem de duas ou mais espécies a partir de um ancestral comum que, geralmente, ocorre através
da diferenciação genética de populações segregadas geograficamente.
b) a origem de duas ou mais espécies a partir de diferentes ancestrais que, geralmente, ocorre através
da diferenciação genética de populações segregadas geograficamente.
c) a origem de duas ou mais espécies a partir de um ancestral comum que, geralmente, ocorre através
da homozigose genética de populações segregadas geograficamente.
d) a origem de duas ou mais espécies a partir de um ancestral comum que, geralmente, ocorre através
da diferenciação genética de populações unidas geograficamente.
e) a origem de duas ou mais espécies a partir de um ancestral comum que, geralmente, ocorre através
da diferenciação genética de um único indivíduo segregado geograficamente.
6
Biologia
6. Lobos da espécie Canis lycaon, do leste dos Estados Unidos, estão intercruzando com coiotes (Canis
latrans). Além disso, indivíduos presentes na borda oeste da área de distribuição de C. lycaon estão se
acasalando também com lobos cinzentos (Canis lupus). Todos esses cruzamentos têm gerado
descendentes férteis.
Scientific American Brasil, Rio de Janeiro, ano II, 2011 (adaptado).
Os animais descritos foram classificados como espécies distintas no século XVIII. No entanto,
aplicando-se o conceito biológico de espécie, proposto por Ernst Mayr em 1942, e ainda muito usado
hoje em dia, esse fato não se confirma, porque
a) esses animais são morfologicamente muito semelhantes.
b) fluxo gênico entre as três populações é mantido.
c) apresentam nichos ecológicos muito parecidos.
d) todos têm o mesmo ancestral comum.
e) pertencem ao mesmo gênero.
7. O processo de formação de novas espécies é lento e repleto de nuances e estágios intermediários,
havendo uma diminuição da viabilidade entre cruzamentos. Assim, plantas originalmente de uma
mesma espécie que não cruzam mais entre si podem ser consideradas como uma espécie se
diferenciando. Um pesquisador realizou cruzamentos entre nove populações — denominadas de
acordo com a localização onde são encontradas — de uma espécie de orquídea (Epidendrum
denticulatum). No diagrama estão os resultados dos cruzamentos entre as populações.
Considere que o doador fornece o pólen para o receptor
FIORAVANTI, C. Os primeiros passos de novas espécies: plantas e animais se diferenciam por meio de mecanismos
surpreendentes. Pesquisa Fapesp, out. 2013 (adaptado).
Em populações de quais localidades se observa um processo de especiação evidente?
a) Bertioga e Marambaia; Alcobaça e Olivença.
b) Itirapina e Itapeva; Marambaia e Massambaba.
c) Itirapina e Marambaia; Alcobaça e Itirapina.
d) Itirapina e Peti; Alcobaça e Marambaia.
e) Itirapina e Olivença; Marambaia e Peti.
7
Biologia
8. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que
aparecem
No processo de especiação ...................., a separação geográfica entre populações de uma espécie
ancestral é o primeiro passo para formação de duas novas espécies. Já no processo de especiação
...................., ocorre o surgimento de duas novas espécies em uma mesma localização geográfica,
decorrente de rearranjos cromossômicos ou mutações, diferenciando conjuntos gênicos dentro de uma
mesma população.
a) simpátrica – por migração
b) alopátrica – simpátrica
c) por deriva genética – alopátrica
d) por gradualismo – por migração
e) por inviabilidade do híbrido – por gradualismo
9. A organização de indivíduos e populações em espécies evita a degradação de genótipos maduros, bem-
sucedidos, que ocorreria caso se misturassem com genótipos incompatíveis. A hibridação, quando
possível, costuma produzir indivíduos inferiores, muitas vezes estéreis, isso demonstra que os
genótipos, por serem sistemas harmoniosos e bem ajustados, devem ser similares para que um
cruzamento seja bem-sucedido.
MAYR, 2009, p. 202.
Considerando-se as etapas necessárias para o estabelecimento da especiação a partir de populações
originais e a importância desse processo evolutivo na diversidade da vida, é possível afirmar:
a) Genótipos incompatíveis se expressam inexoravelmente na formação de híbridos inferiores ou
estéreis.
b) A hibridação produz indivíduos inferiores devido à baixa estatura provocada pelo nascimento
precoce das crias.
c) Na especiação simpátrica, o distanciamento genético que provoca a incompatibilidade entre os
indivíduos se estabelece apesar da interação persistente entre os grupos.
d) Organismos capazes de produzir descendentes não devem apresentar diferenças significativas no
seu conjunto gênico que justifiquem algum tipo de progresso especiativo.
e) O isolamento geográfico em populações alopátricas favorece uma aproximação do conjunto
gênico durante o processo de especiação.
8
Biologia
10. A ema (Rhea americana), o avestruz (Struthio camelus) e o emu (Dromaius novaehollandiae) são aves
que não voam e que compartilham entre si um ancestral comum mais recente que aquele que
compartilham com outros grupos de aves. Essas três espécies ocupam hábitats semelhantes, contudo
apresentam área de distribuição bastante distinta. A ema ocorre no sul da América do Sul, o avestruz é
africano e o emu ocorre na Austrália.
Segundo a explicação mais plausível da biologia moderna, a distribuição geográfica dessas aves é
consequência da
a) fragmentação de uma população ancestral que se distribuía por uma única massa de terra, um
supercontinente. Em razão da deriva continental, as populações resultantes, ainda que em hábitats
semelhantes, teriam sofrido divergência genética, resultando na formação das espécies atuais.
b) migração de indivíduos de uma população ancestral, provavelmente da África, para a América do
Sul e a Austrália, utilizando faixas de terra existentes em épocas de mares rasos. Nos novos
hábitats, as populações migrantes divergiram e formaram as espéciesatuais.
c) origem independente de três espécies não aparentadas, na América do Sul, na África e na Austrália,
que, mesmo vivendo em locais diferentes, desenvolveram características adaptativas
semelhantes, resultando nas espécies atuais.
d) migração de ancestrais dessas aves, os quais, embora não aparentados entre si, tinham
capacidade de voo e, portanto, puderam se distribuir pela América do Sul, pela África e pela
Austrália. Em cada um desses lugares, teriam ocorrido mutações diferentes que teriam adaptado
as populações aos seus respectivos hábitats, resultando nas espécies atuais.
e) ação do homem em razão da captura, transporte e soltura de aves em locais onde anteriormente
não ocorriam. Uma vez estabelecidas nesses novos locais, a seleção natural teria favorecido
características específicas para cada um desses hábitats, resultando nas espécies atuais.
9
Biologia
Gabarito
1. E
A ausência de fluxo gênico entre as plantas eventualmente gera um isolamento reprodutivo, impedindo
que elas reproduzam entre si, fenômeno importante para o processo de especiação.
2. E
Através do cruzamento entre diferenças raças, há uma manutenção do fluxo gênico entre raças muito
diferentes, impedindo assim o processo de especiação, já que o isolamento reprodutivo não é completo.
3. D
O isolamento geográfico força o isolamento reprodutivo e gera novas pressões seletivas no ambiente,
modificando assim a população que foi separada. Esse processo é chamado especiação alopátrica.
4. A
A estação reprodutiva em diferentes épocas do ano é um mecanismo de isolamento pré-zigótico
conhecido como isolamento estacional.
5. A
A especiação consiste na diferenciação de um ancestral comum, formando duas ou mais espécies,
evento comumente ocorrendo quando há o aparecimento de uma separação geográfica, e as populações
separadas sofrem com pressões seletivas diferentes.
6. B
Ernst Mayr defende que “uma espécie não é apenas um grupo de indivíduos semelhantes, mas um grupo
que pode se reproduzir apenas entre si, excluindo todos os outros”, ou seja, espécies distintas estão
isoladas reprodutivamente. Portanto não se confirma o que está no texto, pois há casos de acasalamento
de indivíduos considerados de espécies diferentes que gerou descendentes férteis.
7. D
De acordo com o conceito biológico de espécie, a interrupção do fluxo gênico caracteriza a formação de
novas espécies. A polinização inviável ou nula entre Itirapina e Peti, e entre Alcobaça e Marambaia
indicam que fluxo gênico foi interrompido e o processo de especiação ocorreu.
8. B
A especiação que ocorre com o aparecimento de uma barreira geográfica é a especiação alopátrica,
enquanto a especiação que ocorre em uma mesma localização geográfica é a especiação simpátrica.
9. C
Na especiação simpátrica, apesar de não haver isolamento geográfico entre os grupos, ainda assim
surge um isolamento reprodutivo entre partes da população.
10. A
Os três animais citados são evolutivamente próximos entre si, porém vivem em locais geograficamente
distantes. Como as espécies não voam, não seria possível uma migração entre distâncias tão grandes.
A explicação mais plausível é que o ancestral dessas três espécies vivia em uma região que foi
fragmentada, e com a separação dos continentes, as três populações atuais foram formadas por conta
das diferentes pressões seletivas.
1
Filosofia
Empirismo inglês: John Locke
Empirismo x Racionalismo
Durante o Renascimento até Iluminismo um debate em especial se tornou notável: o processo do conhecer.
Conhecida como Teoria do Conhecimento (ou Gnosiologia), essa área da Filosofia foi o cenário de uma
discussão rica que colaborou com o desenvolvimento da ciência e seu método como conhecemos hoje.
Por um lado (como já vimos) o Racionalismo defendia que o conhecimento advindo da razão era mais
confiável que aquele que produzimos por intermédio da experiência. O saber se baseava no uso lógico-
dedutivo do intelecto. Para que o conhecimento funcionasse desse modo algumas ideias precisariam ser
inatas. Essa era a defesa do principal pensador do racionalismo, René Descartes. Ele afirmava que o ser
humano já nascia com ideias que dispensariam assim a obtenção de conhecimento através da interação
com o exterior.
Já o Empirismo defendia que, apesar da importância incontornável da razão no processo do conhecer, sua
origem está na experiência. A interação como mundo e com diferentes fenômenos oportunizada momentos
de conhecimento em que a razão atuava, estando assim condicionada a esses momentos. Sendo assim, as
sensações e percepções eram basilares na formação do conhecimento, com a razão sendo utilizada num
segundo momento.
John Locke e a mente como uma tábula rasa
John Locke (1632-1704) foi um filósofo inglês. Interessado em vários campos como química, teologia e
medicina (sua área de formação), o pensador foi um importante teórico do conhecimento e filósofo político
(sendo considerado o pai do liberalismo político). Ele desenvolveu suas teorias sobre a origem e o alcance
do conhecimento em sua obra “Ensaios sobre o entendimento humano”. Para ele, não existem ideias inatas
(ideias que já nasceriam com o homem, como por exemplo a ideia de Deus), o homem nasce como uma
tábula rasa, desprovido de qualquer conhecimento, sem nenhuma ideia pré-formada em sua alma. Nada
existe na mente humana que não tenha passado pelos sentidos. A esse ponto é redundante dizer que Locke
foi um crítico potente do racionalismo e sua proposta baseada na razão.
Para Locke o conhecimento é adquirido ao longo da vida através da experiência sensível imediata e seu
processamento interno. Nós interagimos com os objetos e com os fenômenos e produzimos ideias a partir
dessa interação. Locke vai defender que nossas ideias serão criadas empiricamente a partir da sensação e
da reflexão.
Num primeiro estágio, nossas ideias são criadas pela sensação, cujo estímulo externo é oriundo de
modificações na mente feitas pelos sentidos em uma experiência qualquer. Assim, através da sensação
percebemos as qualidades (primárias ou secundárias) das coisas. Tais qualidades podem produzir ideias
em nós.
As qualidades primárias são sempre objetivas, ou seja, existem realmente nas coisas independentemente
do sujeito que as contempla. Como exemplo temos o movimento, o repouso, o número, a configuração, a
extensão, entre outros. Já as qualidades secundárias são aquelas que variam de acordo com o sujeito e que
são, portanto, subjetivos. Como exemplo temos a cor, o som, o saber, entre outros.
Num segundo estágio tudo é processado internamente. É nesse momento que a alma processa os objetos
apreendidos pelos sentidos. As ideias nesse estágio resultam da combinação e associação das sensações
2
Filosofia
de reflexão. A mente sintetiza e gera uma série de ideias que não passíveis de surgir a partir da experiência.
Processos como, nas palavras de Locke, a percepção, o pensamento, o duvidar, o crer, o raciocinar. A reflexão
seria o equivalente aos sentidos na produção de ideias, mas agindo no nosso interior, tendo como matéria-
prima o conhecimento que absorvemos das experiências e desempenhando um processo complexo e cada
vez mais aprofundado que culmina na reflexão sobre as próprias operações da mente. Por esse pressuposto
percebemos que o conhecimento vai de coisas mais simples para as mais complicadas e sempre de fora
para dentro.
3
Filosofia
Exercícios
1. Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as
ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou
formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que
alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, outentasse formar a ideia
de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias
das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.
John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.
De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se
a) da reminiscência de ideias originalmente transcendentes.
b) da combinação de ideias metafísicas e empíricas.
c) de categorias a priori existentes na mente humana.
d) da experiência com os objetos reais e empíricos.
e) de uma relação dialética do espírito humano com o mundo.
2. “Todas as nossas ideias derivam de uma ou de outra fonte. Parece que o entendimento não tem o
menor vislumbre sobre quaisquer ideias se não as receber de uma das duas fontes. Os objetos
externos suprem a nossa mente com as ideias das qualidades sensíveis, que são todas as diferentes
percepções produzidas em nós, e a mente supre o entendimento com ideias através das próprias
operações”. O texto citado retrata o empirismo de Jonh Locke. Para ele, existem duas fontes básicas
de experiência:
a) Percepção e idealização.
b) Percepção e internalização.
c) Sensação e reflexão.
d) Sensação e memorização.
e) Percepção e razão.
3. A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato.
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.
O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte
a) afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
b) é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
c) aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
d) defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.
e) define que tanto a razão quanto as sensações são fundamentais na produção do conhecimento,
que se origina de ambas as características humanas
4
Filosofia
4. Ao investigar as origens das ideias, diversos filósofos fizeram interferências importantes no
pensamento filosófico da humanidade. Dentre eles, destaca-se o pensamento de John Locke. Assinale
a alternativa que expressa as origens das ideias para John Locke.
a) “Não há dúvida de que todo o nosso conhecimento começa com a experiência [...] mas embora
todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso todo ele pode ser atribuído
a esta, mas à imaginação e à ideia.”
b) “O que sou eu? Uma substância que pensa. O que é uma substância que pensa? É uma coisa que
duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina e que sente, uma
ideia em movimento.
c) “Quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam,
sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou
sentimento anterior, calcado nas paixões.”
d) “Afirmo que essas duas, a saber, as coisas materiais externas, como objeto da sensação, e as
operações de nossas próprias mentes, como objeto da reflexão, são, a meu ver, os únicos dados
originais dos quais as ideias derivam.”
e) “Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas
opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal
assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto”
5. No período moderno, emergiu uma escola filosófica que pôs em questão as concepções inatistas e
metafísicas de conhecimento. Para os filósofos partidários dessa escola, o conhecimento é sempre
decorrente da experiência, jamais podendo existir ideias inatas. O nome dessa corrente filosófica, bem
como o nome de um de seus filósofos representativos são, respectivamente:
a) inatismo; Descartes.
b) idealismo; Kant.
c) escolástica; Santo Agostinho.
d) empirismo; Locke.
e) metafísica; Platão.
6. John Locke é apontado como pioneiro do materialismo moderno. Sobre o “materialismo moderno”, é
CORRETO afirmar que:
a) “Deriva as ‘ideias’ de que se constitui o conhecimento diretamente das sensações que se
marcaram na mente [...] não cabendo assim ao pensamento nada mais, [...] que combinar,
comparar e analisar essas mesmas ideias”.
b) “Todo o princípio do conhecimento material é sensorial, transponível, relativo e infinito”.
c) “O valor da experiência sensível, como fator primário da elaboração cognitiva, está na
possibilidade de conhecer a essência da natureza”.
d) “O conhecimento deve ser introjetado a partir da experiência extrassensorial, peculiar a todo ser
pensante”.
e) Tudo que existe aconteceu duas vezes na história, a primeira na ideia e a segunda na
materialidade
5
Filosofia
7. “Se os que nos querem persuadir que há princípios inatos não os tivessem compreendido em conjunto,
mas considerado separadamente os elementos a partir dos quais estas proposições são formuladas,
não estariam, talvez, tão dispostos a acreditar que elas eram inatas. Visto que, se as ideias das quais
são formadas essas verdades não fossem inatas, seria impossível que as proposições formadas delas
pudessem ser inatas, ou nosso conhecimento delas ter nascido conosco. Se, pois, as ideias não são
inatas, houve um tempo quando a mente estava sem esses princípios e, desse modo, não seriam
inatos, mas derivados de alguma outra origem. Pois, se as próprias ideias não o são, não pode haver
conhecimento, assentimento, nem proposições mentais ou verbais a respeito delas. […] De onde
apreende a mente todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da
experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio
conhecimento. Empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de
nossas mentes, que são por nós mesmos percebidas e refletidas, nossa observação supre nossos
entendimentos com todos os materiais do pensamento.”
Locke
Tendo presente o texto acima, é correto afirmar, segundo Locke, que
a) há duas fontes de nossas ideias, a sensação e a reflexão, de modo que tudo o que é objeto de
nossa mente, por ser ela como que um papel em branco, é adquirido por meio de uma ou de
outra dessas duas fontes.
b) contrariamente ao que afirma o texto, o autor admite excepcionalmente como inatos alguns
princípios fundamentais e algumas ideias simples.
c) chama-se experiência a forma de conhecimento que, produzido por meio das diferentes
sensações, nos permite saber o que as coisas são em sua essência e na medida em que são
independentes de nós.
d) a ideia de substância é uma ideia simples formada diretamente a partir de nossa experiência
das coisas e da capacidade que elas têm de subsistirem.
e) todas as nossas percepções ou ideias provém das sensações externas e de nosso contato com
o que existe fora de nós.
8. “É de grande utilidade para o marinheiro saber a extensão de sua linha, embora não possa com ela
sondar toda a profundidade do oceano. É conveniente que saiba que era suficientemente longa para
alcançar o fundo dos lugares necessários para orientar sua viagem, e preveni-lo de esbarrar contra
escolhos que podem destruí-lo. Não nos diz respeito conhecer todas as coisas, mas apenas aquelas
que se referem à nossa conduta.”
LOCKE, John. Ensaio sobre o entendimento humano. In: CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia: ensino médio. 4.ª ed. São
Paulo: Ática, 2011. p. 251.
Com base nessa citação em que John Locke considera os conhecimentos do marinheiro, é correto
afirmar que
a) o entendimento humano é ilimitado.
b) a profundidade do oceano é menor do que o instrumento de medida do marinheiro.
c) a medida da linha não precisa ser maior do que o necessário para orientar a correta navegação
do barco.
d) a linha está orientada apenas em função da pesca.
e) a experiênciaempírica não é válida.
6
Filosofia
9. “Todas as ideias derivam da sensação ou reflexão. Suponhamos que a mente é, como dissemos, um
papel em branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida?
(...) De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento?
A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela
deriva fundamentalmente o próprio conhecimento.”
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 165.
Assinale o que for incorreto.
a) Para John Locke, nosso conhecimento se origine na experiência, fruto da sensação e da reflexão.
b) Como seguidor de Descartes, John Locke assume a diferença entre conhecimento verdadeiro,
que é puramente intelectual e infalível, e conhecimento sensível, que, por depender da sensação,
é suscetível de erro.
c) John Locke é o iniciador da teoria do conhecimento em sentido estrito, pois se propôs, no Ensaio
acerca do entendimento humano, a investigar explicitamente a natureza, a origem e o alcance do
conhecimento humano.
d) Para John Locke, todo nosso conhecimento provém e se fundamenta na experiência. As
impressões formam as ideias simples; a reflexão sobre as ideias simples, ao combiná-las,
formam ideias complexas, como substância, Deus, alma etc.
e) John Locke distingue as qualidades do objeto em qualidades primárias (solidez, extensão,
movimento etc.) e qualidades secundárias (cor, odor, sabor etc.); as primeiras existem realmente
nas coisas, as segundas são relativas e subjetivas.
10. O ponto de partida do empirismo de Locke é a ideia de que tudo que está na mente passou antes pelos
sentidos.
Considerando isso, qual das alternativas abaixo está INCORRETA:
a) Locke também usou a expressão latina “tábula rasa” para se referir à sua concepção sobre o
conhecimento.
b) Tato, paladar, olfato, audição e visão são os meios pelos quais ideias sobre o mundo exterior são
criadas na mente humana.
c) A ideia de infinito é uma ideia simples produzida pela visão, sem o trabalho das faculdades da
mente.
d) Ideias como pensamento e emoção são obtidas a partir da observação de nossas próprias
operações mentais. somente a afirmação I está correta.
e) Apesar da importância das sensações como fonte e origem do conhecimento, o empirismo não
dispensa a razão como fator fundamental do processo de conhecer, ocorrendo após a interação
dos sentidos com o objeto cognoscível.
7
Filosofia
Gabarito
1. D
John Locke é um dos principais representantes do empirismo. Segundo ele, as ideias são resultado da
experiência humana, exatamente como apresenta a alternativa [D].
2. C
A sensação é a interação com o mundo externo, o processo de apreensão do conhecimento. Nesse
momento as ideias surgem em nossa mente a partir dos nosso sentidos. Já a reflexão é o
processamento intelectual dessas ideias, o uso da razão para estruturar o conhecimento obtido
através da sensação.
3. A
Para Locke o conhecimento somente pode ser adquirido pelos sentidos, isto é, pela experiência
sensorial. Para Locke o conhecimento não é inato uma vez que é a razão que os descobre. Caso o
conhecimento fosse inato o que justificaria o fato de nem todas as pessoas possuírem o mesmo
conhecimento. Somente pela experiência é que a mente capta as informações e a razão é capaz de
transforma-la em conhecimento.
4. D
A única alternativa que apresenta uma afirmação de John Locke é a [D]. Ele pode ser considerado como
o iniciador da teoria do conhecimento, sendo um dos grandes pensadores do empirismo. Sobre a origem
das ideias, Locke afirma que elas provêm ou das coisas materiais externas, ou das operações de nossas
mentes.
5. D
O primeiro filósofo moderno de renome que teorizou sobre o conhecimento que decorre da experiência
foi John Locke. A partir dele se desenvolveu uma corrente epistemológica chamada de empirismo, que
se opunha veementemente àqueles que consideravam a existência de ideias inatas.
6. A
O mais comum é considerar John Locke um empirista e não um materialista. De qualquer forma, a
alternativa [A] é a que está mais adequada ao seu pensamento. Segundo ele, todo conhecimento provém
da experiência, sendo que as ideias são derivadas das sensações e o pensamento corresponde à
combinação, comparação e análise dessas ideias.
7. A
A alternativa [A] é a única correta. Locke considera que as ideias provém ou da sensação ou da reflexão.
Ainda que o conhecimento advenha da experiência, esta não está relacionada somente às sensações
externas, mas é “empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de
nossas mentes”.
8. C
A analogia desse texto citado do empirista inglês do séc. XVII, John Locke, compara o fato de um
marinheiro comum não ser capaz de investigar a totalidade das características do oceano sobre o qual
navega, com a nossa incapacidade mesma de investigar a totalidade das características das nossas
experiências cotidianas.
8
Filosofia
De modo que, se o marinheiro é capaz de navegar, então é válido supor que não seja decisivo o fato de
desconhecer a totalidade do oceano, e, sendo assim, que somente aqueles conhecimentos referentes à
sua conduta já sejam suficientes. Locke, conseguintemente, extrapola essa consequência final para
todo o entendimento humano, reduzindo-o a uma relação sempre empírica entre os conteúdos
intelectuais e os conteúdos sensoriais.
9. B
As afirmativas C, D e E demonstram que o empirismo limita o homem no âmbito no conhecimento
sensível pondo a experiência em primeiro lugar, onde a razão a ela está subordinada, terminando assim,
por questionar o caráter absoluto da verdade, já que o conhecimento parte de uma realidade in fieri (em
transformação constante), sendo tudo relativo ao espaço, ao tempo e ao humano.
O sujeito através da análise ata e desata as ideias simples, produzindo ideias complexas. Estas, já que
são formadas pelo intelecto, não têm validades objetiva. São nomes de que servimos para denominar e
ordenas as coisas. Daí o seu valor prático, e não cognitivo. Locke enfatiza o papel do objeto.
10. C
O infinito não pode ser percebido pelos sentidos, já que representa exatamente algo não comensurável,
não experimentável. Sendo assim, apesar de derivar da experimentação, a ideia de infinito se constrói
no intelecto, a partir da conclusão de que a existência comporta medidas acima dos limites da
percepção humana.
1
Química
Estequiometria simples
Resumo
Cálculo estequiométrico ou estequiometria é o cálculo das quantidades de reagentes e/ou produtos das
reações químicas baseados nas leis ponderais e proporções químicas.
Na estequiometria temos que estar cientes das informações quantitativas que uma reação química pode
representar, por exemplo:
De acordo com as leis das reações, as proporções acima são constantes, e isso permite que eu monte uma
regra de três para calcular as quantidades envolvidas numa reação genérica. Por exemplo:
N2(g) + 3 H2(g) → 2 NH3(g)
1 mol de N2 reage com 3 mol de H2 produzindo 2 mol de NH3
Sendo assim, caso eu queira saber quantos mol de amônia eu produzo com 10 mol de N2 basta eu montar
uma regra de simples partindo da reação dada e relacionando o dado da questão(10 mol) com o X.
Portanto, se eu sei que 1 mol de N2 produzem 2 mol de NH3 eu posso chegar a conclusão que com 10 mol
de N2 eu produzo 20 mol de NH3 .
Analogamente podemos utilizar qualquer uma das unidades apresentadas como dados ta questão, por
exemplo usando a massa:
Como 1 mol de N2 equivale a 28g e produzem 34g de NH3, com uma regra de três simples consigo descobrir
quanto de NH3 eu consigo produzir utilizando apensas 10gde N2.
2
Química
Resumindo:
I. Escrever a equação química mencionada no problema.
II. Balancear ou acertar os coeficientes dessa equação (lembre-se de que os coeficientes indicam a
proporção em mols existente entre os participantes da reação).
III. Estabelecer uma regra de três entre o dado e a pergunta do problema, obedecendo aos coeficientes da
equação, que poderá ser escrita em massa, ou em volume, ou em mols, conforme as conveniências do
problema.
Casos gerais
Quando o dado e a pergunta são expressos em massa
Calcular a massa de amônia (NH3) obtida a partir de 3,5 g de nitrogênio gasoso(N2) (massas atômicas: N =
14; H = 1).
Resolução:
1 N2(g) + 3 H2(g) → 2 NH3(g)
1 mol de N2 = 28g
2 mol de NH3 = 2x17g(14+3) = 34g , logo...
28g de N2 _________ 34g de NH3
3,5g de N2
______
X de NH3
X = 4,25g de NH3
Neste exemplo, a regra de três obtida da equação foi montada em massa (gramas), pois tanto o dado como
a pergunta do problema estão expressos em massa.
Quando o dado é expresso em massa e a pergunta em volume(ou vice-versa)
Calcular o volume de gás carbônico obtido, nas condições normais de pressão e temperatura, utilizando de
290 g de gás butano (massas atômicas: C = 12; O = 16; H = 1).
Resolução:
C4H10(g) + 13 O2(g) → 4 CO2(g) + 5 H2O(g)
2
Lembrando a definição de Condições Normais de Temperatura e Pressão(P =1 atm ; T = 0ºC):
1 mol de qualquer gás na CNTP ocupam 22,4L.
58g de C4H10 __________ 4 x 22,4L de CO2
290g de C4H10
_______
X
X = 448L de CO2 (Nas CNTP)
Agora a regra de três é, “de um lado”, em massa (porque o dado foi fornecido em massa) e, “do outro lado”,
em volume (porque a pergunta foi feita em volume).
Quando o dado e a pergunta são expressos em volume
Um volume de 15 L de hidrogênio(H2), medido a 15 ° C e 720 mmHg, reage completamente com cloro. Qual é
o volume de gás clorídrico(HCl) produzido na mesma temperatura e pressão?
3
Química
Resolução:
H2(g) + Cl2(g) → 2 HCl(g)
1 volume de H2
____produz____ 2 volumes de HCl
1L de H2
________
2L de HCl
15 de H2
________
V de HCl
V = 30L de HCl (a 15 ° C e 720 mmHg, ou seja, fora das CNTP)
O cálculo estequiométrico entre volumes de gases é um cálculo simples e direto, desde que os
gases(reagente e produto) estejam nas mesmas condições de pressão e temperatura.
Quando o dado é expresso em massa e a pergunta em mols (ou vice-versa)
Quantos mols de gás oxigênio são necessários para produzir 0,45 gramas de água?
(Massas atômicas: H = 1; O = 16)
Resolução:
H2(g) + O2(g) → 2 H2O(g)
1 mol de O2
________
2 x 18g de H2O
X mol de O2
________
0,45g de H2O
X = 0,0125 mol de O2 ou 1,25 x 10² mol de O2
Quando o dado é expresso em massa e a pergunta em número de partículas(ou vice-versa)
Quantas moléculas de gás carbônico podem ser obtidas pela queima completa de 4,8 g de carbono puro?
(Massa atômica: C = 12)
Resolução:
C + O2 → CO2
12g de C _______ 6,02 x 10²³ moléculas de CO2
4,8g de C _______ X moléculas de CO2
X = 2,4 x 10²³ moléculas de CO2
Havendo duas ou mais perguntas
(Neste caso, teremos uma resolução para cada uma das perguntas feitas)
Quais são as massas de ácido sulfúrico e hidróxido de sódio necessárias para preparar 28,4 g de sulfato de
sódio? (Massas atômicas: H = 1; O = 16; Na = 23; S = 32)
Para a massa do ácido sulfúrico(H2SO4):
H2SO4(aq) + 2 NaOH(aq) → Na2SO4(aq) +2 H2O(liq)
98g de H2SO4 _____ 142g de Na2SO4
X de H2SO4 _____ 28,4g de Na2SO4
X = 196g de de H2SO4
Para a massa do Hidróxido de sódio(NaOH):
2 x 40g de NaOH ______ 142g de Na2SO4
Y de NaOH ______ 28,4g de Na2SO4
Y = 16g de NaOH
4
Química
Exercícios
1. Dada a reação não balanceada 2 2 2H O H O,+ → é correto afirmar-se que a massa de água produzida
na queima de 40 kg de hidrogênio e a massa de oxigênio consumidos na reação são, respectivamente,
Dados: 1 161 8H; O
a) 320 kg e 360 kg.
b) 360 kg e 320 kg.
c) 360 kg e 80 kg.
d) 320 kg e 80 kg.
e) 160 kg e 80 kg.
2. Jaques A. C. Charles, químico famoso por seus experimentos com balões, foi o responsável pelo
segundo voo tripulado. Para gerar o gás hidrogênio, com o qual o balão foi enchido, ele utilizou ferro
metálico e ácido, conforme a seguinte reação:
Fe(s) + H2SO4 (aq) → FeSO4 (aq) + H2 (g )
Supondo que tenham sido utilizados 448 kg de ferro metálico, o volume, em litros, de gás hidrogênio
obtido nas CNTP (0 °C e 1 atm) foi de:
a) 89,6
b) 179,2
c) 268,8
d) 89 600
e) 179 200
3. O hipoclorito de sódio tem propriedades bactericida e alvejante, sendo utilizado para cloração de
piscinas, e é vendido no mercado consumidor em solução como Água Sanitária, Cândida, Q-Boa, etc.
Para fabricá-lo, reage-se gás cloro com soda cáustica:
CL2 (g) + 2 NaOH(aq) → NaCl(aq) + NaClO(aq) + H2O(l)
A massa de soda cáustica, NaOH(aq), necessária para obter 149 kg de hipoclorito de sódio, NaCLO(aq),
é: Dados: H = 1 u; O = 16 u; Na = 23 u; CL = 35,5 u
a) 40 kg
b) 80 kg
c) 120 kg
d) 160 kg
e) 200 kg
5
Química
4. Objetos de prata sofrem escurecimento devido à sua reação com enxofre. Estes materiais recuperam
seu brilho característico quando envoltos por papel alumínio e mergulhados em um recipiente contendo
água quente e sal de cozinha.
A reação não balanceada que ocorre é:
2 (s) (s) 2 3(s) (s)Ag S A A S Ag+ → +
Dados: massa molar dos elementos 1(g mol ) : Ag 108; S 32.− = =
UCKO, D. A. Química para as ciências da saúde: uma introdução à química geral, orgânica e biológica. São Paulo: Manole, 1995
(adaptado).
Utilizando o processo descrito, a massa de prata metálica que será regenerada na superfície de um
objeto que contém 2,48 g de 2Ag S é
a) 0,54 g.
b) 1,08 g.
c) 1,91g.
d) 2,16 g.
e) 3,82 g.
5. Climatério é o nome de um estágio no processo de amadurecimento de determinados frutos,
caracterizado pelo aumento do nível da respiração celular e do gás etileno 2 4(C H ). Como
consequência, há o escurecimento do fruto, o que representa a perda de muitas toneladas de alimentos
a cada ano. É possível prolongar a vida de um fruto climatérico pela eliminação do etileno produzido.
Na indústria, utiliza-se o permanganato de potássio 4(KMnO ) para oxidar o etileno a etilenoglicol
2 2(HOCH CH OH), sendo o processo representado de forma simplificada na equação:
4 2 4 2 2 2 22 KMnO 3 C H 4 H O 2 MnO 3 HOCH CH OH 2 KOH+ + → + +
O processo de amadurecimento começa quando a concentração de etileno no ar está em cerca de
1,0 mg de 2 4C H por kg de ar. As massas molares dos elementos H, C, O, K e Mn são,
respectivamente, iguais a 1g mol, 12 g mol, 16 g mol, 39 g mol e 55 g mol. A fim de diminuir
essas perdas, sem desperdício de reagentes, a massa mínima de 4KMnO por kg de ar é mais próxima
de
a) 0,7 mg.
b)
1,0 mg.
c)
3,8 mg.
d)
5,6 mg.
e)
8,5 mg.
6
Química
6. Acompanhando a evolução dos transportes aéreos, as modernas caixas-pretas registram centenas de
parâmetros a cada segundo, constituindo recurso fundamental na determinação das causas de
acidentes aeronáuticos. Esses equipamentos devem suportar ações destrutivas e o titânio, metal duro
e resistente, pode ser usado para revesti-los externamente. O titânio é um elemento possível de ser
obtido a partir do tetracloreto de titânio por meio da reação não-balanceada:
TiCl4 (g) + Mg (s) → MgCl2 (l) + Ti (s)
Considere que essa reação foi iniciada com 9,5 g de TiCl4 (g). Supondo-se que tal reação seja total, a
massa de titânio obtida será, aproximadamente:
a) 1,2 g
b) 2,4 g
c) 3,6 g
d) 4,8 g
e) 7,2 g
7. Numa estação espacial,emprega-se óxido de lítio para remover o CO2 no processo de renovação do ar
de respiração, segundo a equação:
Li2O + CO2 → Li2CO3
Dados: C = 12; O = 16; Li = 7.
Sabendo-se que são utilizadas unidades de absorção contendo 1,8 kg de Li2O, o volume máximo de
CO2, medido nas CNPT, que cada uma delas pode absorver, é:
a) 1.800 L
b) 1.344 L
c) 1.120 L
d) 980 L
e) 672 L
8. Antiácido estomacal, preparado à base de bicarbonato de sódio (NaHCO3 ), reduz a acidez estomacal
provocada pelo excesso de ácido clorídrico segundo a reação:
HCl (aq) + NaHCO3 (aq) → NaCl (aq) + H2O (l) + CO2 (g)
Dados: massa molar NaHCO3 = 84 g/mol; volume molar = 22,4 L/mol a 0 °C e 1 atm.
Para cada 1,87 g de bicarbonato de sódio, o volume de gás carbônico liberado a 0 °C e 1 atm é de
aproximadamente:
a) 900 mL
b) 778 mL
c) 645 mL
d) 493 mL
e) 224 mL
7
Química
9. Um ser humano adulto sedentário libera, ao respirar, em média, 0,880 mol de CO2 por hora. A massa de
CO2 pode ser calculada, medindo-se a quantidade de BaCO3 (s), produzida pela reação:
Ba(OH)2 (aq) + CO2 (g) → BaCO3 (s) + H2O (l)
Suponha que a liberação de CO2 (g) seja uniforme nos períodos de sono e de vigília. A alternativa que
indica a massa de carbonato de bário que seria formada pela reação do hidróxido de bário com o CO2
(g), produzido durante 30 minutos, é aproximadamente:
a) 197 g
b) 173 g
c) 112 g
d) 86,7 g
e) 0,440 g
10. Uma das transformações que acontecem no interior dos “catalisadores” dos automóveis modernos é
a conversão do CO em CO2, segundo a reação
CO +
1
2
O2 → CO2 .
Admitindo-se que um motor tenha liberado 1.120 L de CO (medido nas CNPT), o volume de O2 (medido
nas CNPT) necessário para converter todo o CO em CO2 é, em litros, igual a:
a) 2.240
b) 1.120
c) 560
d) 448
e) 336
8
Química
Gabarito
1. B
2 2 22H O 2H O
4g
+ →
36g
40 kg
2 2 2
x
x 360 kg de água
2H O 2H O
4 g
=
+ →
32 g
40 kg y
y 320 kg=
2. E
Fe + H2SO4 → FeSO4 + H2
3. D
CL2 (g) + 2 NaOH(aq) → NaCL(aq) + NaCLO(aq) + H2O(L)
4. D
Balanceando a reação, vem: 2 (s) (s) 2 3(s) (s)3Ag S 2A 1A S 6Ag+ → + .
2
2 (s) (s) 2 3(s) (s)
Ag S 2 108 32 248
Ag 108
3Ag S 2A 1A S 6 Ag
3 248 g
= + =
=
+ → +
6 108 g
2,48 g
Ag
Ag
m
2,48 g 6 108 g
m 2,16 g
3 248 g
= =
5. C
2 4 4C H KMnO
4 2 4 2 2 2 2
M 28 g mol; M 158 g mol
2 KMnO 3 C H 4 H O 2 MnO 3 HOCH CH OH 2 KOH
2 158 g
= =
+ + → + +
4KMnO
3 28 g
m
4
4 4
KMnO
KMnO KMnO
1mg
2 158 g 1mg
m
3 28 g
m 3,7619046 mg m 3,8 mg
=
=
9
Química
6. B
MM(TiCl4) = 47,9 +4 x 35,5 = 189,9 g/mol
189,9g TiCl4 ------- 47,9g Ti
9,5g TiCl4 ------- m
m = 2,4g Ti
7. B
I. MM(Li2O) = 2 x 7 + 16 = 30 g/mol
II. 𝒏 =
𝟏,𝟖 .𝟏𝟎𝟑 𝒈
𝟑𝟎
𝒈
𝒎𝒐𝒍
= 𝟔𝟎 𝒎𝒐𝒍 𝑳𝒊𝟐𝑶
III. 1 mol CO2 -------- 1 mol Li2O → 𝒏𝑪𝑶𝟐 = 𝟔𝟎𝒎𝒐𝒍
IV. 22,4 L ------- 1mol
V ------- 60 mol → 𝑽 = 𝟏𝟑𝟒𝟒 𝑳
8. D
I. 𝒏 =
𝟏,𝟖𝟕𝒈
𝟖𝟒
𝒈
𝒎𝒐𝒍
= 𝟎, 𝟎𝟐𝟐 𝒎𝒐𝒍 𝑵𝒂𝑯𝑪𝑶𝟑
II. 1 mol NaHCO3 ------ 1 MOL CO2
𝒏𝑪𝑶𝟐 = 𝟎, 𝟎𝟐𝟐 𝒎𝒐𝒍 𝑪𝑶𝟐
III. PV = nRT
1 x V = 0,022 x 0,082 x 273 → V = 0,4925L → V = 493 mL
9. D
I. 1h --------- 0,88 mol CO2
0,5 h ----- n
n = 0,44 mol CO2
II. 1 mol BaCO3 ------- 1 mol CO2
→ 𝒏𝑩𝒂𝑪𝑶𝟑=𝟎,𝟒𝟒 𝒎𝒐𝒍 𝑪𝑶𝟐 = 𝟎, 𝟒𝟒 𝒎𝒐𝒍 𝑩𝒂𝑪𝑶𝟑
III. MM(𝑩𝒂𝑪𝑶𝟑) = 197 g/mol
𝒎𝑩𝒂𝑪𝑶𝟑 = 𝟎, 𝟒𝟒 𝒙 𝟏𝟗𝟕 = 𝟖𝟔, 𝟔𝟖 ~ 𝟖𝟔, 𝟕𝒈
10. C
Sabe-se que 𝒏 =
𝑷
𝑹𝑻
𝑽 → 𝒏 ~ 𝑽
Então,
1 mol CO ------- ½ mol O2 →
1 L CO ---- ½ L O2
1120 L CO --- v
Logo, V = 560 L O2
1
Física
Exercícios de Gravitação Universal
Exercícios
1. Sabe-se que a posição em que o Sol nasce ou se põe no horizonte muda de acordo com a estação do
ano. Olhando-se em direção ao poente, por exemplo, para um observador no Hemisfério Sul, o Sol se
põe mais à direita no inverno do que no verão.
O fenômeno descrito deve-se à combinação de dois fatores: a inclinação do eixo de rotação terrestre
e a
a) precessão do periélio terrestre.
b) translação da Terra em torno do Sol.
c) nutação do eixo de rotação da Terra.
d) precessão do eixo de rotação da Terra.
e) rotação da Terra em torno de seu próprio eixo.
2. Os planetas do Sistema Solar giram em torno do Sol. A Terra, por exemplo, está a aproximadamente
150 milhões de km (1 u.a.) do Sol e demora 1 ano para dar uma volta em torno dele. A tabela a seguir
traz algumas informações interessantes sobre o Sistema Solar.
De acordo com a tabela a razão entre os diâmetros equatoriais de Júpiter e da Terra, vale
aproximadamente:
a) 10,8.
b) 0,2.
c) 0,9.
d) 1,0.
e) 5,2.
2
Física
3. Os avanços nas técnicas observacionais têm permitido aos astrônomos rastrear um número
crescente de objetos celestes que orbitam o Sol. A figura mostra, em escala arbitrária, as órbitas da
Terra e de um cometa (os tamanhos dos corpos não estão em escala). Com base na figura, analise as
afirmações:
I. Dada a grande diferença entre as massas do Sol e do cometa, a atração gravitacional exercida
pelo cometa sobre o Sol é muito menor que a atração exercida pelo Sol sobre o cometa.
II. O módulo da velocidade do cometa é constante em todos os pontos da órbita.
III. O período de translação do cometa é maior que um ano terrestre.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas III.
c) apenas I e II.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.
4. Muitos ainda acreditam que como a órbita da Terra em torno do Sol é uma elipse e o Sol não está no
centro dessa elipse, as estações do ano ocorrem porque a Terra ora fica mais próxima do Sol, ora mais
afastada. Se isso fosse verdade, como se explica o fato de o Natal ocorrer numa época fria (até nevar)
nos países do hemisfério norte e no Brasil ocorrer numa época de muito calor? Será que metade da
Terra está mais próxima do Sol e a outra metade está mais afastada? Isso não faz sentido. A existência
das estações do ano é mais bem explicada
a) pelo fato de o eixo imaginário de rotação da Terra ser perpendicular ao plano de sua órbita ao
redor do Sol.
b) pelo fato de em certas épocas do ano a velocidade de translação da Terra ao redor do Sol ser
maior do que em outras épocas.
c) pela inclinação do eixo imaginário de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor
do Sol.
d) pela velocidade de rotação da Terra em relação ao seu eixo imaginário não ser constante.
e) pela presença da Lua em órbita ao redor da Terra, exercendo influência no período de translação
da Terra ao redor do Sol.
3
Física
5. A figura abaixo representa o Sol, três astros celestes e suas respectivas órbitas em torno do Sol: Urano,
Netuno e o objeto na década de 1990, descoberto, de nome 1996 TL66.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Essas órbitas são elípticas, estando o Sol em um dos focos dessas elipses.
II. Os três astros representados executam movimento uniforme em torno do Sol, cada um com um
valor de velocidade diferente do dos outros.
III. Dentre os astros representados, quem gasta menos tempo para completar uma volta em torno
do Sol é Urano.
Indique:
a) se todas as afirmativas são corretas.
b) se todas as afirmativas são incorretas.
c) se apenas as afirmativas I e II são corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III são corretas.
e) se apenas as afirmativas I e III são corretas.
6. Um satélite de telecomunicações está em sua órbita ao redor da Terra com período T. Uma viagem do
Ônibus Espacial fará a instalação de novos equipamentos nesse satélite, o que duplicará sua massa
em relação ao valor original. Considerando que permaneça com a mesma órbita, seu novo período T’
será:
a) T’ = 9T.b) T’ = 3T.
c) T’ = T.
d) T’ = T/3.
e) T’ = T/9.
7. A força de atração gravitacional entre dois corpos de massas M e m, separados de uma distância d,
tem intensidade F. Então, a força de atração gravitacional entre dois outros corpos de massas M/2 e
m/2, separados de uma distância d/2, terá intensidade:
a) F/4
b) F/2
c) F
d) 2F
e) 4F
4
Física
8. O planeta Vênus descreve uma trajetória praticamente circular de raio 1,0x1011 m ao redor do Sol.
Sendo a massa de Vênus igual a 5,0x1024 kg e seu período de translação 224,7 dias (2,0x107 segundos),
pode-se afirmar que a força exercida pelo Sol sobre Vênus é, em newtons, aproximadamente:
a) 4,8x1022.
b) 5,0x1020.
c) 2,5x1015.
d) 5,0x1013.
e) 2,5x1011.
9. Um planeta orbita uma estrela, descrevendo trajetória circular ou elíptica. O movimento desse planeta
em relação à estrela:
a) não pode ser uniforme;
b) pode ser uniformemente variado;
c) pode ser harmônico simples;
d) tem características que dependem de sua massa, mesmo que esta seja desprezível em relação à
da estrela;
e) tem aceleração exclusivamente centrípeta em pelo menos dois pontos da trajetória.
10. Na situação esquematizada na figura, os corpos P1 e P2 estão fixos nas posições indicadas e suas
massas valem 8M e 2M, respectivamente.
Deve-se fixar no segmento que une P1 a P2 um terceiro corpo P3, de massa M, de modo que a força
resultante das ações gravitacionais dos dois primeiros sobre este último seja nula. Em que posição
deve-se fixar P3?
a) A.
b) B.
c) C.
d) D.
e) E.
5
Física
Gabarito
1. B
2. A
3. B
4. C
5. E
6. C
O período de revolução do referido satélite só depende da massa da Terra.
7. C
6
Física
8. A
9. E
Se a trajetória for circular, a aceleração será exclusivamente centrípeta ao longo de toda a circunferência
e, se for elíptica, a aceleração será exclusivamente centrípeta apenas no afélio e no periélio.
10. D
1
Física
Equilíbrio de corpos extensos
Exercícios
1. Ao se fechar uma porta, aplica-se uma força na maçaneta para ela rotacionar em torno de um eixo fixo
onde estão as dobradiças. Com relação ao movimento dessa porta, analise as proposições.
I. Quanto maior a distância perpendicular entre a maçaneta e as dobradiças, menos efetivo é o torque
da força.
II. A unidade do torque da força no Sl é o NN⋅mm podendo também ser medida em Joule (J).
III. O torque da força depende da distância perpendicular entre a maçaneta e as dobradiças.
IV. Qualquer que seja a direção da força, o seu torque será não nulo, consequentemente a porta
rotacionará sempre.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa II é verdadeira.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
c) Somente a afirmativa IV é verdadeira.
d) Somente a afirmativa III é verdadeira.
2.
Em um experimento, um professor levou para a sala de aula um saco de arroz, um pedaço de madeira
triangular e uma barra de ferro cilíndrica e homogênea. Ele propôs que fizessem a mediação da massa
da barra utilizando esses objetos. Para isso, os alunos fizeram marcações na barra, dividindo-a em oito
partes iguais, e em seguida apoiaram-na sobre a base triangular, com o saco de arroz pendurado em
uma de suas extremidades, até atingir a situação de equilíbrio.Nessa situação, qual foi a massa da
barra obtida pelos alunos?
a) 3,00 kg
b) 3,75 kg
c) 5,00 kg
d) 6,00 kg
e) 15,00 kg
2
Física
3. Em feiras ainda é comum o uso da balança com prato e contrapeso. Na medição de uma determinada
quantidade de tomates é utilizada uma balança constituída de um prato de massa mp = 500 g e um
contrapeso de massa mc = 400 g que pode deslizar por uma haste de massa desprezível, articulada no
ponto O. Os demais elementos da balança também têm massa desprezível. Durante a medição o
contrapeso fica a 50 cm da articulação quando a haste permanece na horizontal.
Considerando g = 10m/s2 e as informações da figura, a massa de tomates colocada no prato é igual
a:
a) 2,0 kg.
b) 1,5 kg.
c) 1,0 kg.
d) 0,5 kg.
e) 0,4 kg.
4. Embora os avanços tecnológicos tenham contemplado a civilização com instrumentos de medida de
alta precisão, há situações em que rudimentares aparelhos de medida se tornam indispensáveis. É o
caso da balança portátil de 2 braços, muito útil no campo agrícola. Imagine uma saca repleta de certa
fruta colhida em um pomar. Na figura que a esquematiza, o braço AC, em cuja extremidade está
pendurada a saca, mede 3,5 cm3,5cm, enquanto que o braço CBem cuja extremidade há um bloco de
peso aferido 5,0kg f mede 31,5 cm. A balança está em equilíbrio na direção horizontal, suspensa pelo
ponto C.
Desprezado o peso próprio dos braços da balança, o peso da saca, em kg f é de
a) 34,5
b) 38,0
c) 41,5
d) 45,0
e) 48,5
3
Física
5. Deseja-se construir um móbile simples, com fios de sustentação, hastes e pesinhos de chumbo. Os fios
e as hastes têm peso desprezível. A configuração está demonstrada na figura abaixo.
O pesinho de chumbo quadrado tem massa 30 g, e os pesinhos triangulares têm massa 10 g. Para que
a haste maior possa ficar horizontal, qual deve ser a distância horizontal x, em centímetros?
a) 45
b) 15
c) 20
d) 10
e) 30
6. Uma barra metálica de 10 kg, homogênea, de seção uniforme e comprimento L, está apoiada a uma
distância
L
5
de uma de suas extremidades. Para manter a barra em repouso na horizontal, prende-se
essa extremidade da barra a uma mola ideal de constante elástica k = 6,0 x 102 N/m, que está na vertical,
como ilustra a figura a seguir.
a) 10 cm
b) 15 cm
c) 20 cm
d) 25 cm
e) 30 cm
4
Física
7. A figura abaixo ilustra uma alavanca que gira em torno do ponto Dois triângulos, do mesmo material e
de mesma espessura, estão presos por fios de massa desprezível nos extremos da alavanca. Um
triângulo é equilátero; o outro é retângulo e isósceles, e sua hipotenusa tem o mesmo comprimento
que os lados do triângulo equilátero. Note que, neste caso, o peso dos objetos é proporcional à sua
área. Conclui-se que, na condição de equilíbrio da alavanca, a razão das distâncias i/e, é igual a
a) √3
b)
3
√3
c) 2
d) 3
8. Uma régua escolar de massa M uniformemente distribuída com o comprimento de 30 cm está apoiada
na borda de uma mesa, com 2/3 da régua sobre a mesa. Um aluno decide colocar um corpo C de massa
2M sobre a régua, em um ponto da régua que está suspenso (conforme a figura). Qual é a distância
mínima x em cm da borda livre da régua a que deve ser colocado o corpo, para que o sistema
permaneça em equilíbrio?
a) 1,25
b) 2,50
c) 5,00
d) 7,50
e) 10,00
5
Física
9. Num posto fiscal de pesagem, um caminhão está em repouso sobre duas balanças, uma embaixo de
suas rodas dianteiras e a outra sob suas rodas traseiras. Ao fazer as leituras das balanças, o fiscal
verifica que a primeira marca 1,0 x 105 N, mas percebe que a segunda está quebrada. Profundo
conhecedor de caminhões, o fiscal sabe que as distâncias entre o centro de massa C do caminhão e
os planos verticais que contêm os eixos dianteiro e traseiro das rodas valem, respectivamente, d1 =
2,0m e d2 = 4,0 m, como ilustra a figura. Sabendo disso, o peso do caminhão vale:
a) 1,0 . 105 N
b) 1,5 .105 N
c) 1,0 . 104 N
d) 1,5.104 N
e) 1,0 . 103 N
10. Um ventilador de teto gira a uma velocidade angular de 420 rpm tem 130 W de potência e hélice com
96 cm de diâmetro. Devido à força de atrito com o ar, há forças atuando ao longo de cada uma das
hélices. Essas forças atuam em pontos localizados desde próximos ao eixo de rotação a pontos na
extremidade da hélice, provocando torques diferentes em relação ao eixo de rotação. Considerando
quea força de atrito em cada ponto seja proporcional à velocidade linear do ponto, é correto afirmar
que esse torque, a uma distância R do eixo de rotação, é proporcional a
a) R2
b) RR
c) R3
d) R4
e) R5
6
Física
Gabarito
1. D
I. Falsa. O torque é mais efetivo quanto maior for a distância entre o ponto de aplicação da força e o
eixo de rotação.
II. Falsa. Apesar do torque e trabalho terem a mesma dimensão de força pela distância, essas
grandezas são bastante distintas entre si. O torque é vetorial enquanto que o trabalho e energias
são grandezas escalares. Portanto, utiliza-se para a unidade do torque da força no S.l. o Newton-
metro [N . m] enquanto para o trabalho e energia costuma-se usar o joule [J].
III. Verdadeira.
IV. Falsa. Não haverá rotação se a força for aplicada sobre o eixo de rotação.
2. E
Quando falamos agora em dinâmica, o primeiro passo é desenhar as forças que a barra sofre. Entendendo
que: a tração que a corda puxando o arroz exerce sobre a barra de ferro é igual ao peso do arroz. Podemos,
a partir daí, desenhar as forças do problema que irão entrar em equilíbrio pelo fato de a barra não rodar e
nem se mover.
Lembrando que M = F.d
Parroz . darroz – Pcm . dcm = 0
5 . g . 3 = Mcm . g . 1
Mcm =15 Kg
3. B
Para essa questão é importante reconhecer o corpo extenso e desenvolver a resolução em cima disso.
Uma dica importante para ganhar tempo é não se preocupar com as unidades, mesmo fora do sistema
internacional , nesse caso são coerentes e podem ser usadas como são fornecidas.
4. D
5. C
A figura abaixo mostra as forças que agem na haste
Para que a haste fique em euilíbrio, é preciso que o somatório das forças em relação a “O” seja nulo.
Portanto, 30x = 20 . 30 → X = 20cm
7
Física
6. D
7. A
8
Física
8. D
Sendo nulo o momento em relaçao ao apoio, temos:
Mg . 5 – 2Mg . (10- x)
2,5 – 10 – x
:. X = 7,5 cm
Para poder calcular os momentos de força aplicados a situação, precisamos definir um ponto de apoio,
encontrar as forças existentes e onde elas estão localizadas usando o ponto de apoio como ponto de
referencia para medir as distâncias. Quando o enunciado diz “está apoiada na borda de uma mesa, com
2/3 da régua sobre a mesa”, entendemos que, dos 30 cm, 20 cm esta em cima da mesa e os outros 10
cm estão no lado de fora da mesa. Como isso, a quina da mesa será o nosso ponto de apoio.
Como o centro de gravidade do corpo esta localizado no centro geométrico do corpo, podemos definir
que ele esta em 15 cm de distância de cada uma das pontas. Logo, ele se encontra a 5 cm de distância
do ponto de apoio. Essa analise pode ser feita de qualquer uma das pontas.
O enunciado disse que a bola esta a uma distância x de uma das pontas. Como a distância dessa ponta
ate o ponto de apoio vale 10 cm, podemos dizer que a distância entre a bola e o ponto de apoio vale 10 -
x cm.
Com isso tudo definido, podemos, enfim, entrar nas contas.
9. B
10. A
1
Geografia
Pirâmides etárias e a PEA
Resumo
Pirâmides demográficas
São gráficos que expressam o número de habitantes de uma cidade, estado ou país, a partir da sua
distribuição por gênero (homens e mulheres) e faixa etária (jovens, adultos e idosos). A pirâmide etária é
dividida horizontalmente em três partes: a base corresponde à população jovem; o corpo corresponde à
população adulta; e o ápice corresponde à população idosa.
Compreender a representação de uma determinada população permite observar a tendência de crescimento
populacional e, com isso, é possível realizar um planejamento populacional futuro. Por exemplo, se a parte
mais larga da pirâmide é a faixa de jovens, há necessidade de investimentos na educação fundamental; se a
parte mais larga é a faixa de adultos, há necessidade de criação de mais oportunidades de emprego; se a
faixa de idosos é a mais larga, há necessidade de atenção à questão previdenciária.
Destacam-se quatro tipos de pirâmides mais comuns:
• Pirâmide crescente: apresenta uma base larga, devido à elevada natalidade da população, e as outras
partes menos largas. Geralmente, é associada aos países subdesenvolvidos.
2
Geografia
• Pirâmide estacionária: Apresenta a base larga, porém, observa-se que o corpo e o ápice têm se alargado,
ou seja, é uma pirâmide de transição.
• Pirâmide decrescente: Apresenta o corpo mais largo que as outras partes da pirâmide. Geralmente, é
associada aos países desenvolvidos.
• Pirâmide rejuvenescente: Nessa pirâmide, observa-se a tendência de crescimento da população jovem,
devido ao aumento da fecundidade.
3
Geografia
População Economicamente Ativa (PEA)
PEA (População Economicamente Ativa) é um conceito utilizado para designar a quantidade da população
inserida no mercado de trabalho ou exercendo algum tipo de atividade remunerada. Não existe um método
universal para definir aqueles que fazem parte da PEA. Por exemplo, em países subdesenvolvidos geralmente
o índice inclui pessoas em uma faixa etária de 10 a 60 anos, enquanto nos países desenvolvidos considera-
se a faixa etária acima de 15 anos.
A parcela da população que está desempregada, ou seja, que não exerce nenhuma atividade remunerada, é
denominada População Economicamente Inativa. Nela, estão incluídas crianças menores de 10 anos e
estudantes, ou pessoas que não estão procurando emprego.
4
Geografia
Exercícios
1. A pirâmide demográfica retrata não apenas a distribuição etária da população em dado momento,
como também os eventos marcantes da história de uma determinada sociedade.
Adaptado de commons.wikimedia.org.
As anomalias em destaque na estrutura etária russa estão relacionadas com os dois eventos históricos
apontados, tendo em vista que estes contribuíram decisivamente para a redução dos valores do
seguinte indicador demográfico:
a) saldo da migração
b) taxa de natalidade
c) expectativa de vida
d) razão de dependência
e) razão de sexo
5
Geografia
2. (Enem 2012)
BRASIL. IBGE. Censo demográfico 1991-2010. Rio de Janeiro, 2011.
A interpretação e a correlação das figuras sobre a dinâmica demográfica brasileira demonstram um(a):
a) menor proporção de fecundidade na área urbana.
b) menor proporção de homens na área rural.
c) aumento da proporção de fecundidade na área rural.
d) queda da longevidade na área rural.
e) queda do número de idosos na área urbana.
6
Geografia
3. (Enem 2007) Os gráficos abaixo, extraídos do sítio eletrônico do IBGE, apresentam a distribuição da
população brasileira por sexo e faixa etária no ano de 1990 e projeções dessa população para 2010 e
2030.
A partir da comparação da pirâmide etária relativa a 1990 com as projeções para 2030 e considerando-
se os processos de formação socioeconômica da população brasileira, é correto afirmar que
a) a expectativa de vida do brasileiro tende a aumentar na medida em que melhoram as condições de
vida da população.
b) a população do país tende a diminuir na medida em que a taxa de mortalidade diminui.
c) a taxa de mortalidade infantil tende a aumentar na medida em que aumenta o índice de
desenvolvimento humano.
d) a necessidade de investimentos no setor de saúde tende a diminuir na medida em que aumenta a
população idosa.
e) o nível de instrução da população tende a diminuir na medida em que diminui a população.
7
Geografia
4. (Enem 2019) O bônus demográfico é caracterizado pelo período em que, por causa da redução do
número de filhos por mulher, a estrutura populacional fica favorável ao crescimento econômico. Isso
acontece porque há proporcionalmentemenos crianças na população, e o percentual de idosos ainda
não é alto.
GOIS, A. O Globo, 5 abr. 2015 (adaptado).
A ação estatal que contribui para o aproveitamento do bônus demográfico é o estimulo à
a) atração de imigrantes.
b) elevação da carga tributária.
c) qualificação da mão de obra.
d) admissão de exilados políticos.
e) concessão de aposentadorias.
5. (Enem 2018 PPL)
Fonte IBGE: Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 30 jun. 2015.
A evolução da pirâmide etária apresentada indica a seguinte tendência:
a) Crescimento da faixa juvenil.
b) Aumento da expectativa de vida.
c) Elevação da taxa de fecundidade.
d) Predomínio da população masculina.
e) Expansão do índice de mortalidade.
8
Geografia
6.
Disponível em: http://ibge.gov.br. Adaptado.
A proporção de homens e mulheres nesta pirâmide etária é explicada pelo comportamento do indicador
demográfico denominado:
a) taxa de migração
b) expectativa de vida
c) crescimento vegetativo
d) sobremortalidade feminina
e) qualificação profissional
7. As pirâmides etárias brasileiras
O Globo, 25/04/2010
Nas duas últimas décadas, o governo federal vem propondo ações no sentido de oferecer uma resposta
às transformações na composição etária da população brasileira. Essas ações têm seguido uma
tendência que se manifesta mais diretamente na seguinte iniciativa:
a) revisão das bases da legislação sindical
b) alteração das regras da previdência social
c) expansão das verbas para o ensino fundamental
d) ampliação dos programas de prevenção sanitária
e) redução dos investimentos no ensino superior
http://ibge.gov.br/
9
Geografia
8. A análise das pirâmides etárias possibilita perceber algumas tendências da dinâmica demográfica de
uma sociedade. Observe a estrutura etária da população dos estados brasileiros em 2000:
Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.
A macrorregião brasileira que deverá demorar mais para concluir seu processo de transição
demográfica é a:
a) Centro-Oeste
b) Nordeste
c) Sudeste
d) Norte
e) Sul
10
Geografia
9. Observe as duas pirâmides etárias a seguir:
Organização das Nações Unidas e Wikimedia Commons
A diferença entre as duas informações é que:
a) a primeira é característica de países da Europa central, enquanto a segunda é predominante em
países da América Anglo-saxônica.
b) a primeira é mais comum em países em desenvolvimento, como o Brasil, enquanto a segunda é
exclusiva de países com elevada densidade demográfica, como a China.
c) a primeira faz referência a países pouco urbanizados e subdesenvolvidos, e a segunda é
proveniente de países industrializados centrais.
d) a primeira destaca o envelhecimento rápido da população, e a segunda, uma maior estabilidade
demográfica.
e) a primeira está relacionada com as elevadas taxas de mortalidade infantil, enquanto a segunda
está associada a uma baixa expectativa de vida.
10. Primeira queda da população ativa em 10 anos preocupa demógrafos chineses
A porcentagem da população economicamente ativa da China caiu um décimo em 2011 com relação
a 2010, de 74,5% para 74,4%, uma redução que, por ser a primeira em dez anos, despertou preocupação
em demógrafos e economistas da segunda maior economia do mundo.
Opera Mundi. 20/01/2012. Disponível em: http://operamundi.uol.com.br/
Sobre a População Economicamente Ativa (PEA) é possível afirmar que:
a) A preocupação dos chineses com a População Economicamente Ativa está no fato de essa ser a
parcela da população responsável pela manutenção das taxas de natalidade.
b) A população economicamente ativa corresponde ao número de pessoas que estão empregadas,
ou seja, a parcela da população que trabalha ou que procura por emprego.
c) Os aposentados formam a parcela mais importante da PEA, pois os valores recebidos em
aposentadorias são importantes para dinamizar a economia.
d) A PEA equivale ao número de pessoas que consomem ativamente e ajudam, assim, a movimentar
a economia.
e) A população de jovens e idosos somados corresponde à População Economicamente Ativa, e
esses são os principais geradores de riqueza de um país.
http://operamundi.uol.com.br/
11
Geografia
Gabarito
1. B
Eventos históricos e geopolíticos com impactos sociais e econômicos, como a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945) e o fim da União Soviética (1991), tiveram repercussão nos indicadores demográficos,
principalmente na taxa de natalidade. O primeiro explica-se por perda demográfica relativa à Segunda
Guerra Mundial, e o segundo, por recessão econômica decorrente da transição para o capitalismo. Tais
circunstâncias fazem as famílias terem menos filhos.
2. A
Nas áreas urbanas, devido ao maior acesso à informação, à disseminação de métodos contraceptivos, à
entrada da mulher no mercado de trabalho e ao maior custo de criação do filho, ocorre uma queda das
taxas de natalidade e fecundidade, em comparação com as áreas rurais.
3. A
A expectativa de vida do brasileiro tende a aumentar, devido à melhora nas condições de vida da
população, como o melhor acesso a sistemas de saúde e melhora nas condições fitossanitárias.
4. C
O bônus demográfico é um período no processo de transição demográfica em que é registrado a maior
proporção de adultos na população, em contrapartida a uma menor proporção de jovens e idosos. Nesse
aspecto a qualificação da mão de obra garante maior inserção no mercado de trabalho e crescimento
econômico do país.
5. B
Observando a composição e evolução das pirâmides etárias brasileiras verifica-se o aumento da
expectativa de vida. A faixa de jovens tem diminuido, com a queda de natalidade e consecutivamente da
fecundidade.
6. A
A explicação para esse fato está na elevada taxa de migração. O crescimento do Centro-Oeste,
impulsionado pelo agronegócio, atrai um número significativo de trabalhadores. O perfil desse migrante
é, geralmente, do sexo masculino e adulto, explicando, assim, a composição da pirâmide etária.
7. B
As transformações na pirâmide etária brasileira, entre 1980 e 2010, indicam, de acordo com o gráfico, o
envelhecimento proporcional da população, visível no crescimento numérico de pessoas nas faixas
situadas entre 20 e 54 anos. Tal aspecto, somado ao aumento da expectativa de vida, ocasiona a
necessidade de redimensionar a política previdenciária, visando a contemplar a projeção do aumento de
pensões e aposentadorias e o equacionamento entre tempo de trabalho e arrecadação de contribuições
dessa natureza.
8. D
O processo de transição demográfica é quando a população se estabiliza, com nascimentos e mortes
baixos. É verificável esse processo de transição nas pirâmides etárias: quanto mais “retangular” for a
pirâmide, mais avançada no processo de transição a região está. Ao se analisarem as pirâmides exibidas
na questão, verifica-se que é na Região Norte que as pirâmides mais se aproximam de uma pirâmide (topo
fino, base larga), marcando que estão no início do processo de transição demográfica e que, portanto,
demorariam mais para realizá-lo.
9. C
A primeira pirâmide apresenta um formato jovem, com elevada natalidade e baixa expectativa de vida,
típica de países pouco urbanizados e subdesenvolvidos. A segunda pirâmide, com um corpo mais
alargado e um topo estreito, faz referência a países desenvolvidos, isto é, os países centrais.
12
Geografia
10. B
A População Economicamente Ativa (PEA) diz respeito a parcela da população em idade ativa para
trabalhar.
1
Geografia
Teorias demográficas
Resumo
A população mundial, no ano de 2019, chegou ao valor aproximado de 7,7 bilhões de habitantes. O estudo
demográfico procura entender as razões e os efeitos desse crescimento. A preocupação com o ritmo do
crescimento populacional não é algo recentee, para explicar a razão desse crescimento e suas
consequências, surgiram diversas teorias demográficas.
Principais teorias demográficas
Teoria Malthusiana
Formulada por Thomas Malthus, no final do século XVIII. Segundo ele, haveria um desequilíbrio entre o
crescimento populacional e a disponibilidade de alimentos. Esse desequilíbrio levaria a um quadro de fome,
pois Malthus acreditava que a população crescia em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32, 64…), enquanto a
produção de alimentos crescia em progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6…).
O equívoco dessa teoria consiste no fato de que Malthus não previu que os avanços tecnológicos na
agricultura e na indústria seriam capazes de aumentar a produção de alimentos, que se tornou muito além de
necessária para sustentar a população.
Teoria Reformista ou Marxista
Surgiu a partir da formulação de diversos pensadores que contestavam a Teoria Malthusiana por defender os
interesses burgueses e a manutenção dos estratos sociais como forma de conter o crescimento populacional.
Segundo essa teoria, a desigualdade não estava na relação entre o número de pessoas e a produção de
alimentos, mas sim na má distribuição de renda. Por se aproximar das teorias formuladas por Karl Marx,
também ficou conhecida como Teoria Marxista. A Teoria Reformista defende que a solução para essa
desigualdade seria a formulação de políticas públicas que visem a combater a pobreza e a aplicação de
direitos trabalhistas que assegurem a renda do trabalhador.
Teoria Neomalthusiana
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, a população mundial cresceu consideravelmente, uma grande
explosão demográfica, tanto nos países desenvolvidos quanto nos subdesenvolvidos, que ficou conhecida
como “Baby boom”. Disso surgiu a Teoria Neomalthusiana, pois, novamente, a população voltou a crescer,
fazendo-se necessário um controle da natalidade através de métodos contraceptivos.
Teoria Ecomalthusiana
Essa é a teoria mais recente, segundo a qual o crescimento populacional exagerado exerce uma grande
pressão sobre os recursos naturais, o que pode ser um risco irreversível para o futuro ao intensificarem-se
impactos ambientais, como o aquecimento global e o desmatamento. Portanto, a solução seria o
desenvolvimento sustentável. Alguns entendem que esta teoria é apenas uma vertente da Teoria
Neomalthusiana. A crítica feita a essa teoria é o fato de que desconsidera o fator econômico como
fundamental para compreender a pressão sobre os recursos naturais, uma vez que os países ricos são os que
mais impactam o meio ambiente, apesar de apresentarem taxas de natalidade cada vez menores.
2
Geografia
Exercícios
1. A teoria neomalthusiana representou a retomada de alguns dos ideais desenvolvidos por Thomas
Malthus, sendo mais fortemente defendida a partir da segunda metade do século XX, após o término
da Segunda Guerra Mundial.
O principal dos eventos históricos associado a essa ocorrência é:
a) a transição demográfica
b) o baby boom
c) a redução das taxas de natalidade
d) o processo de descolonização da África
e) a revolução agrícola
2.
Adaptado de ADOUMIÉ, Vincent et al. Histoire géographie, 6ème. Paris: Hachette Éducation, 2004
O ritmo do crescimento demográfico da espécie humana, frente aos recursos naturais disponíveis no
planeta, gera polêmica entre cientistas há pelo menos dois séculos.
A ilustração expressa uma perspectiva sobre o crescimento da população mundial coerente com a
seguinte teoria demográfica:
a) liberal.
b) malthusiana.
c) marxista.
d) neomalthusiana.
e) reformista.
3
Geografia
3. O estudo sobre população possui grande importância, pois por meio dele é possível diagnosticar as
transformações sociais e os impactos do crescimento populacional em relação à sociedade e ao
planeta. Várias são as teorias que explicam o crescimento da população e suas consequências. Entre
elas, uma afirma que o crescimento da população do globo ocorre de forma geométrica, enquanto a
produção de alimentos em progressão aritmética. Essa teoria afirma que para ocorrer um equilíbrio
seria necessário colocar em prática uma política de controle de natalidade.
Está de acordo com os posicionamentos a teoria
a) ecomalthusiana.
b) neomalthusiana.
c) reformista.
d) malthusiana.
e) positivista.
4. O organograma a seguir representa parte das ideias de uma das principais teorias demográficas
desenvolvidas nos contextos geográficos sociais.
Disponível em: http://www.ceperj.rj.gov.br/
Com base no organograma a denominação dessa teoria é:
a) Malthusiana.
b) Reformista.
c) Antineomalthusiana.
d) Darwinista Social.
e) Neomalthusiana.
4
Geografia
5. Thomas R. Malthus (1766-1834) defendia a tese de que a população crescia em patamares superiores
aos da produção de alimentos, o que causaria graves convulsões sociais em razão do excesso de
pessoas no mundo.
IBGE, Índice de Desenvolvimento Humano. 2018. Adaptado.
Como solução para esse problema, Malthus propôs:
a) a difusão de métodos de controle da natalidade, como medicamentos e acessórios que inibissem
a natalidade.
b) o controle moral da população de baixa renda, que só deveria ter filhos caso pudesse sustentá-
los.
c) a revolução na forma de produzir alimentos, que deveriam aumentar em termos quantitativos e
qualitativos.
d) a distribuição de renda, de forma que as populações mais ricas, em minoria, deveriam ceder mais
recursos para a maioria pobre.
e) a expansão de infraestruturas sociais, com melhorias também nos campos da saúde, educação e
segurança.
6.
Disponível em: <Jornal GGN>. Acesso em: 10/10/2014.
Na charge, de Angeli, temos a evidência da seguinte teoria demográfica:
a) Reformista ou marxista.
b) Neomalthusiana.
c) Ecomalthusiana.
d) Transição demográfica.
e) Malthusiana.
5
Geografia
7. (Enem 2019) A fome não é um problema técnico, pois ela não se deve à falta de alimentos, isso porque
a fome convive hoje com as condições materiais para resolvê-la.
PORTO-GONÇALVES, C. W. Geografia da riqueza, fome e meio ambiente. In: OLIVEIRA, A. U.; MARQUES, M. I. M. (Org.). O
campo no século XXI: território de vida, de luta e de construção da justiça social. São Paulo: Casa Amarela; Paz e Terra, 2004
(adaptado).
O texto demonstra que o problema alimentar apresentado tem uma dimensão política por estar
associado ao(à)
a) escala de produtividade regional.
b) padrão de distribuição de renda.
c) dificuldade de armazenamento de grãos.
d) crescimento da população mundial.
e) custo de escoamento dos produtos.
8. “Os países ricos, em função de sua renda mais elevada e consequente nível de consumo, são
responsáveis por mais de metade do aumento da utilização de recursos naturais. A população dos
países mais pobres do mundo paga, proporcionalmente, o preço mais elevado pela poluição e
degradação das terras, das florestas, dos rios e dos oceanos, que constituem o seu sustento. Uma
criança que nascer hoje em Nova Iorque, Paris ou Londres vai consumir, gastar e poluir mais durante a
sua vida do que 50 crianças em um país ‘em desenvolvimento’.”
(Adapt.) Relatório do Desenvolvimento Humano/ PNUD, 1998.
Baseando-se nos princípios explicativos das teorias demográficas, o texto acima:
a) Concorda com a teoria Reformista, que atribui ao excesso populacional a causa da miséria no
mundo, constituindo uma ameaça aos recursos naturais necessários à sobrevivência humana.
b) Comprova a teoria Neomalthusiana, que defende a necessidade de controlar a natalidade nos
países pobres, para que eles possam atingir os níveis de desenvolvimento e consumo dos países
ricos.
c) Nega a teoria Malthusiana, que defende a elevação do padrão de vida e de consumo nos países
pobres, entendendo a fecundidade como uma variável independente a ser controlada.
d)Nega a teoria Neomalthusiana, que identifica uma população numerosa como principal causa do
desemprego, pobreza e esgotamento dos recursos naturais.
e) Comprova a teoria Malthusiana, que associa crescimento populacional e esgotamento dos
recursos naturais, defendendo a necessidade de reformas socioeconômicas para preservá-los.
6
Geografia
9. Juntamente com a era da industrialização, ocorre na Europa um acelerado crescimento populacional.
A fábrica encontrava-se ainda em estágio inicial, necessitando de elevada mão de obra. Em virtude dos
baixos salários e difíceis condições de vida na cidade, era muito comum que a família inteira
trabalhasse na indústria; e quanto maior fosse o número de filhos por casal, maior seria o rendimento
médio da família. O surto demográfico, sem precedentes históricos, que se iniciou na Europa com a era
industrial causou espanto nos estudiosos do assunto.
(Marco A. Moraes e Paulo S. S. Franco. Geografia humana, 2011. Adaptado)
Um estudo de referência ao surto demográfico problematizado no excerto foi elaborado, no final do
século XVIII, por
a) Malthus, no qual afirmava que a produção de alimentos seria limitada e não acompanharia o
crescimento populacional.
b) Marx, no qual anunciava o controle moral como forma de conter o crescimento demográfico e
assegurar os recursos naturais às futuras gerações.
c) Vogt, no qual a pobreza geraria a superpopulação e deveria ser combatida com melhor distribuição
de renda.
d) Malthus, no qual o crescimento populacional em países subdesenvolvidos deveria ser controlado
com contraceptivos e processos de esterilização.
e) Marx, no qual o controle populacional seria dado pelo resgate do modo de vida rural e de saberes
tradicionais.
10. As teorias demográficas falam da estrutura e da dinâmica das populações, estabelecendo leis e
princípios que regem esses fenômenos bastante estudados pela Geografia da População.
Com relação a esse tema, leia o texto a seguir:
Essa teoria considera correto o princípio, segundo o qual a população cresce em ritmo geométrico e os
recursos crescem em progressão aritmética, mas discorda das medidas para controlar o crescimento
da população. Os defensores dessa teoria propõem uma tomada de consciência da superpopulação
como um problema que temos de ser capazes de solucionar. Apostam na “procriação consciente”, na
promoção do planejamento familiar, no uso e na difusão dos métodos anticonceptivos, bem como na
defesa da esterilização masculina.
A teoria demográfica descrita no texto corresponde à:
a) Teoria Malthusiana
b) Teoria Neomarxista do Controle Populacional
c) Teoria Neomalthusiana
d) Teoria da Transição Demográfica
e) Teoria de Revolução Reprodutiva
7
Geografia
Gabarito
1. B
O “Baby boom” foi um período demográfico após a Segunda Guerra Mundial onde a disseminação do
modelo industrial, o acesso a medicamentos e evolução da medicina contribuíram para altos índices
populacionais, fato que suscitou a preocupação da disponibilidade dos recursos naturais atendendo a
nova quantidade do contingente populacional.
2. D
A ilustração expressa uma relação entre o crescimento populacional e o consumo de recursos mundiais.
Os neomalthusianos defendiam que a pobreza era decorrente do crescimento populacional, que
consumia os demais recursos. É possível entender também como um consumo de recursos naturais,
fazendo uma alusão à Teoria Ecomalthusiana, vertente ambiental da Teoria Neomalthusiana.
3. D
A Teoria Malthusiana explica que o crescimento da população ocorre de forma rápida, em PG (Progressão
Geométrica), enquanto a produção de alimentos, em PA (Progressão Aritmética). O desequilíbrio entre o
crescimento demográfico e a produção de recursos seria responsável por problemas sociais como a
pobreza e a desnutrição.
4. E
A teoria neomalthusiana defenda que o crescimento populacional afeta a disponibilidade de recursos
econômicos do país. Assim, é necessário a promoção de políticas demográficas, pois senão o
crescimento natural da população levaria a problemas ambientais.
5. B
Malthus era contrário ao uso de métodos contraceptivos e defendia uma espécie de “controle moral” da
população, defendendo por exemplo que a população mais pobre não deveria se reproduzir. Para ele, o
direito a reprodução cabia apenas para quem tinha condições de sustentar seus filhos.
6. A
Das teorias demográficas, a única que considera as relações de desigualdade social advindas do modelo
capitalista é a reformista.
7. B
A evolução técnica das atividades agropecuárias possibilitou o aumento da produção de alimentos como
nunca visto. Todavia, a fome ainda persiste como um problema e isso deve-se a questão de acesso, a
desigualdade/distribuição de renda, explicado pela teoria reformista.
8. D
A afirmação nega a Teoria Neomalthusiana, pois explica que a população dos países ricos, por possuir
maior poder aquisitivo, exerce maior pressão sobre os recursos. A população de um país mais pobre não
consome o mesmo e, portanto, não exerce essa mesma pressão.
9. A
Os estudos de Malthus são decorrentes do elevado crescimento populacional observado na Europa do
século XVIII, em meio a Revolução Francesa e a Revolução Industrial na Inglaterra. Ele afirma que a
produção de alimentos não acompanharia o crescimento populacional levando a um quadro de fome e
miséria.
10. C
A Teoria Neomalthusiana defende que o crescimento populacional é responsável pela pobreza dos países,
pois o excedente da população absorveria os investimentos que se deslocam do setor produtivo para o
social, causando atraso econômico nos países.
1
Guia do Estudo Perfeito
Conheça a prova do Enem
Resumo
Muitas vezes, quando nos preparamos para uma prova da escola, de concurso ou do Enem, ficamos
estudando e estudando aquela matéria com o objetivo de adquirir mais conteúdo. Nem sempre o mais é o
melhor, e a falta de uma boa estratégia de prova é o que nos impede de obtermos um bom resultado.
Em 2020, o Enem impresso será aplicado nos dias 1º e 8 de novembro. Já o Enem digital será realizado nos
dias 11 e 18 de outubro. Sobre o Enem digital, iremos falar um pouquinho mais sobre ele ao longo do material,
mas é importante destacar que o estudante que optar por fazer o Enem impresso não poderá, após a inscrição,
alterar a modalidade para o digital. O contrário será possível, dependendo do número de vagas, pois é limitado.
Mas não quer dizer que você poderá fazer os dois, não são duas chances. Inscrito e confirmado em um, não
poderá realizar o outro.
O Enem, hoje, possui como principal objetivo avaliar o desempenho do estudante ao término do ensino médio
e servir como um sistema de vestibular unificado que permite selecionar milhares de candidatos, além de
servir como requisito para a obtenção de bolsas de estudo e financiamento. Nesse sentido, o Enem é uma
prova extensa, realizada em dois dias. Em cada dia sua estratégia deve ser diferente.
Primeiro dia
45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira.
45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias
Geografia, História, Filosofia e Sociologia.
1 Redação
Texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo.
No primeiro dia, a prova tem duração de 5h30m, o que significa que você precisa saber ler textos densos e
profundos sem ficar cansado e desanimado. Treine sua leitura e capacidade de interpretação para evitar reler
o texto e se cansar desnecessariamente.
Segundo dia
45 questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Biologia, Química e Física.
45 questões de Matemática e suas Tecnologias
Matemática e relação com problemas cotidianos.
Nesse dia, a prova tem duração de 5h. É necessário desenvolver velocidade de raciocínio na resolução das
questões, ativando os maisdiversos atalhos matemáticos. Por isso, habitue-se a não usar a calculadora, faça
as contas na mão, simplificando, quando possível. Ganhe velocidade!!!
2
Guia do Estudo Perfeito
Teoria de Resposta ao Item
A TRI é um sistema escolhido pelo Enem para corrigir e atribuir a nota final da prova de múltipla escolha. Esse
sistema vai além do certo e do errado e, para cada questão, é atribuído um peso (fácil, médio e difícil), de
acordo com o percentual de acerto das respectivas questões naquele ano.
Não adianta comparar o número de acertos. As questões
mais difíceis valem mais, porém, ao mesmo tempo,
espera-se que um aluno que acertou as questões mais
difíceis também acerte as mais fáceis. Quando isso não
acontece, a TRI identifica uma certa incoerência. Como
pode um aluno acertar questões difíceis e errar questões
fáceis? Para o Enem, isso significa que o aluno chutou
algumas respostas e, por isso, candidatos com o mesmo
número de acertos possuem notas diferentes.
Assim, é preferível você ter domínio básico e médio sobre
os temas de todas as disciplinas do que escolher
algumas para se aprofundar e esquecer de todo o resto.
Nunca deixe questão em branco. Ao chutar não significa
que você será penalizado pelo Enem, porém, essa não
deve ser sua estratégia principal, uma vez que a TRI
detecta isso e atribui uma nota menor.
Disponível em: blog.missaouniversitario.com.br
Redação
A redação é a única parte da prova na qual o ENEM não faz
uso do sistema de TRI. Isso significa que ela é corrigida
por professores e sua nota pode chegar a 1000. Portanto,
fazer uma excelente prova de redação é garantia de
sucesso.
Atualidades
A prova do Enem é preparada até o mês de julho. Por isso, fique atento aos assuntos mais comentados até
esse período, lembrando-se dos temas de atualidades dos anos anteriores. Sabe aqueles assuntos que estão
bombando no seu feed de notícias? Eles podem aparecer na prova. Por isso, siga as páginas dos grandes
jornais e mídias independentes e faça do seu Facebook ou Twitter um grande feed de atualidades.
Peso das notas
É muito importante que você conheça bem o seu curso para montar uma estratégia perfeita de estudos.
Muitas das universidades que irão usar o Enem podem escolher como utilizar sua nota para a seleção. Nesse
sentido, não é incomum você encontrar cursos em que algumas notas, por exemplo, Ciências da Natureza e
Matemática, são mais valorizadas que outras. É o sistema de peso. Nesse sentido, busque no edital da sua
universidade se ela adota o sistema de peso para o seu curso.
3
Guia do Estudo Perfeito
Faça provas
anteriores
• Nesse link, você encontra disponíveis para download
provas de 2009 até 2017.
• Selecione um final de semana para simular um dia de
prova do Enem.
• Faça, pelo menos, duas provas do Enem por mês.
Sabia que você também pode encontrar o gabarito comentado de cada questão do Enem, de 2009 a 2018,
clicando na imagem abaixo? E funciona também no seu celular, quase igual a um aplicativo.
No canal do Descomplica, no YouTube, você encontra um vídeo sobre O que fazer até o Enem. Além do vídeo,
há também um E-book com os conteúdos que você precisa estudar mês a mês até prova. E aí, já assistiu?
Enem digital
O Enem digital não é uma prova que você fará da sua casa, e sim uma prova digital que realizará no local de
prova, tal como o Enem impresso. São 100 mil vagas disponíveis entre munícipios específicos do Brasil, que
você pode consultar aqui, no anexo do PDF linkado. Ainda será disponibilizado um edital específico para o
Enem digital.
Cronograma do Enem digital
Justificativa de ausência no Enem 2019: 6 a 17 de
abril
Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 6 a 17
de abril
Divulgação dos resultados: 24 de abril
Período de recurso: 27 de abril a 1º de maio
Inscrições: 11 a 22 de maio
Pagamento da taxa de inscrição: 11 a 28 de maio
Aplicação: 11 e 18 de outubro
Cronograma do Enem impresso
Justificativa de ausência no Enem 2019: 6 a 17 de
abril
Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 6 a 17
de abril
Divulgação dos resultados: 24 de abril
Período de recurso: 27 de abril a 1º de maio
Inscrições: 11 a 22 de maio
Pagamento da taxa de inscrição: 11 a 28 de maio
Aplicação: 1º e 8 de novembro
https://web.facebook.com/groups/386604678368469/478521659176770/
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/edital/2020/edital_enem2020_digital.pdf
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/edital/2020/edital_enem2020_digital.pdf
https://descomplica.com.br/gabarito-enem/
https://www.youtube.com/watch?v=LrvyU5RHO0w&t=2s
1
Guia do Estudo Perfeito
Exercício
Vamos conhecer a prova do Enem?
1. Busque no edital da sua universidade, a partir do curso que você deseja, qual é o peso das notas de
cada disciplina do seu curso.
2. Descubra quais são os temas que mais caem na prova do Enem por disciplina.
3. Identifique, entre os temas que mais caem no Enem, aqueles que você já estudou e tem mais
dificuldade. Assim, você pode revisá-los.
4. Que tal baixar a prova do Enem e fazê-la como simulado no próximo final de semana?
1
História
O Período Regencial (1831-1840)
Resumo
O período regencial se iniciou com a abdicação de D. Pedro I (que
deixou seu filho Pedro de Alcântara no trono, mas sem idade para
governar), em 1831, e durou até o golpe da maioridade, em 1840.
Com a vacância do trono, os regentes que passaram a administrar
o Estado brasileiro enfrentaram o desafio de continuar a
construção desse Estado, recentemente independente, de manter
o território e de conter as ameaças de revoltas liberais,
influenciadas, muitas vezes, pelas próprias revoluções burguesas
do século XIX na Europa. Assim, o período regencial ficou marcado
por esses desafios e pelas possibilidades políticas de superar tais
obstáculos, logo, alguns grupos assumiram a administração no
período e realizaram uma alternância no poder entre indivíduos e
correntes políticas atuantes da época. Essas mudanças
destacaram, assim, as seguintes fases:
1. Regência Trina Provisória (1831) - Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de
Campos e Francisco de Lima e Silva foram eleitos para escolherem os regentes permanentes;
2. Regência Trina Permanente (1831-1835) - Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz e José da Costa
Carvalho;
3. Regência Una de Feijó (1835-1837) – Padre Diogo Antônio Feijó;
4. Regência Una de Araújo Lima (1837-1840) – Araújo Lima.
Visto isso, neste período, com a ausência da figura forte de um Imperador, e com a influência das tendências
políticas na formação do Estado, as correntes políticas passaram a se consolidar. Assim, percebemos a
atuação de três grupos políticos principais:
• Liberais exaltados: do federalismo, ou seja, de conceder mais autonomia as províncias. Podiam ser
monarquistas ou republicanos. Um representante influente dos exaltados era Cipriano Barata.
• Liberais moderados: monarquistas, sustentavam a coroação de D. Pedro II, no entanto, defendiam a
restrição dos poderes imperiais. Um representante influente dos moderados era Padre Diogo Antônio
Feijó.
• Restauradores: defendiam o retorno de D. Pedro I para o trono brasileiro. Esse grupo enfraqueceu após a
morte de D. Pedro I em 1834. Um representante influente desse grupo era José Bonifácio.
Regência Trina
Durante a Regência Trina, ocorreu a aprovação do Código de Processo Criminal (1832) que ampliou os
poderes dos juízes de paz. Outra importante medida foi a criação da Guarda Nacional em 1831, que
possibilitou aos cidadãos formar um corpo armado para conter os excessos governamentais e as rebeliões
que pudessem acontecer.
Além disso, houve a aprovação do Ato Adicional em 1834, que pode ser considerado uma vitória dos liberais
exaltados, uma vez que promoveu uma sériede emendas na Constituição de 1824 e garantiu maior autonomia
para as províncias brasileiras. Alguns historiadores afirmam que o Ato Adicional de 1834 iniciou uma breve
experiência republicana no Brasil monárquico. O período também é comumente chamado de “Avanço Liberal”,
devido a maior autonomia adquirida pelas províncias.
2
História
As revoltas regenciais
A abrtura política e a autonomia cedida às províncias durante o período regencial marcou também a eclosão
de diversas revoltas que colocaram em risco a unidade territorial brasileira. Tivemos cinco revoltas principais:
Cabanagem, Farroupilha, Malês, Balaiada e Sabinada. Confira abaixo um pouquinho sobre cada uma dessas
revoltas.
Cabanagem
Desde a década de 20, a população do Pará tentava se separar do resto do Brasil. Com a política repressora
implementada pelo novo presidente de província, os cabanos (população pobre que habitava choupanas na
beira dos rios) se rebelaram contra o governo regencial. Os cabanos dominaram a província, no entanto, uma
das direções do movimento traiu a rebelião aliando-se às tropas imperiais, o que resultou em uma enorme
repressão contra a Cabanagem.
Farroupilha
Quando as principais atividades econômicas do sul – criação de gado (estância) e produção de carne seca
(charque) – se viram ameaçadas pela concorrência platina que, por possuir baixas taxas alfandegárias
custava mais barato que o charque brasileiro, os sulistas se rebelaram contra o Estado imperial. Com caráter
separatista, os farrapos chegaram a fundar duas repúblicas na região sul: a primeira foi a República Rio-
Grandense (derrotada pela regência em 1836) e a segunda foi a República Juliana (ou Catarinense). O
movimento foi derrotado pelas tropas imperiais, mas os revoltosos foram anistiados e suas terras, que haviam
sido confiscadas, foram devolvidas pelo governo imperial.
Revolta dos Malês
Foi um movimento liderado por escravos muçulmanos (malês) e alfabetizados em árabe que pegaram em
armas com o objetivo de libertar Salvador e o Recôncavo, para instituir uma espécie de califado islâmico
nessas regiões libertando os escravos baianos. O movimento acabou sendo delatado e a rebelião foi logo
reprimida. Os acusados foram fortemente reprimidos. Apesar da curta duração, o movimento de Malês deixou
um grande temor de novos levantes escravos no Brasil.
3
História
Sabinada
O nome da rebelião vem de seu principal líder, o jornalista e médico, Francisco Sabino. Foi um movimento de
classes médias contra a centralização política. Apesar de os rebeldes terem chegado a declarar a
independência da Bahia, as oscilações sobre o projeto adotado pelo movimento e a repressão imperial
fizeram com que fracassasse.
Balaiada
A balaiada surgiu de um confronto entre dois grupos rivais do Maranhão, os cabanos (conservadores) e os
bem-te-vis (liberais), que brigavam pelo controle político da região. No entanto, as classes populares se
atrelaram a esse conflito reivindicando melhores condições de vida. Portanto, não foi um movimento
unificado, pois congregava classes populares e médias. Com o crescimento da revolta popular, que conseguiu
tomar a cidade de Caxias, as classe médias recuaram facilitando a repressão do movimento pelas forças
imperiais.
A Regência Una
Com a aprovação do Ato Adicional em 1834, houve a substituição da regência trina por uma regência una.
Padre Feijó foi primeiro regente do Brasil, e permaneceu na função até 1837, quando renunciou ao cargo,
forçando novas eleições.
As novas eleições determinaram a vitória de Pedro
de Araújo Lima. Durante este período ocorreu o
chamado “regresso”, que caracterizou o
crescimento da ala dos conservadores na política
brasileira. Com isso, algumas medidas em vigor,
como a descentralização do poder, foram anuladas.
A chegada dos conservadores ao poder, fez com que
os liberais criassem um discurso que defendia a antecipação da maioridade de D.
Pedro II, para que ele pudesse assumir mesmo com menos de 18 anos de idade.
Esse discurso foi aceito pela elite econômica e política do país que, que promoveu
o conhecido Golpe da Maioridade. Assim, em 1840, a maioridade de D. Pedro foi
antecipada e ele foi coroado com apenas 14 anos. Esse fato marcou o início do
Segundo Reinado.
4
História
Exercícios
1. Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as
diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores
condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam
também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da
cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental
a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.
O contexto do Período Regencial foi marcado:
a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos "barões do café".
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas
realidades sociais.
2. O período das regências constitui momento crucial do processo de construção da nação brasileira. Por
sua pluralidade e ensaísmo [foi] um grande laboratório político e social, no qual as mais diversas e
originais fórmulas políticas foram elaboradas e diferentes experiências testadas, abarcando amplo
leque de estratos sociais. O mosaico regencial não se reduz, portanto, a mera fase de transição,
tampouco a uma aberração histórica anárquica, nem mesmo a simples 'experiência republicana”.
Marcello Basile. “O laboratório da nação: A era regencial *1831-1840). In: Keila Grinberg e Ricardo Salles. O Brasil Imperial.
Volume II — 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p.97.
Assinale a alternativa que contenha elementos característicos do Período Regencial (1831-1840):
a) Suspensão do Poder Moderador, causando oposição de setores políticos conservadores;
surgimento do abolicionismo radical, contribuindo para revoltas de escravos na Bahia; fundação do
Partido Republicano que, aliado às Forças Armadas, acirrou a oposição ao Império.
b) Intensa oposição à antecipação da maioridade de D. Pedro II, visto com uma ameaça aos interesses
das camadas populares; profundas diferenças ideológicas entre as facções políticas das elites,
levando a confrontos armados; anulação da Constituição de 1824.
c) Surgimento de diferentes projetos políticos, como a defesa do republicanismo; mobilização do
exército contra a ascensão política das camadas populares; aprofundamento das desigualdades
sociais, em virtude da alta inflação e da especulação financeira.
d) Disputa pelo governo regencial, representada pela falta de unidade da elite política regencial e pela
vacância do trono; formação de facções políticas distintas, portadoras de diferentes projetos; ativa
mobilização popular, com revoltas em diversas províncias.
e) Eclosão de diversas revoltas sociais e políticas, em províncias do Norte e Nordeste; surgimento de
facções políticas, com projetos de governo diferentes; movimento em torno da antecipação da
maioridade de D. Pedro II, como forma de garantir o atendimento de reivindicações populares.
5
História
3. "O quadro político é evidentemente alterado com a nova ordem: quem fazia oposição ao governo se
divide em dois grandes grupos - o dos moderados, que estão no poder; os exaltados, que sustentam
teses radicais, entre elas a do federalismo, com concessões maiores às Províncias. Outros, deputados,
senadores, Conselheirosde Estado, jornalistas..., permanecem numa atitude de reserva, de expectativa
crítica. Deles, aos poucos surgem os restauradores ou caramurus..."
Francisco lglésias, BRASIL SOCIEDADE DEMOCRÁTICA.
O texto refere-se à nova ordem decorrente:
a) da elaboração da Constituição de 1824.
b) do golpe da maioridade.
c) da renúncia de Feijó.
d) da abdicação de D. Pedro I.
e) das revoluções liberais de 1842
4. "Sabinada" na Bahia, "Balaiada" no Maranhão e "Farroupilha" no Rio Grande do Sul foram algumas das
lutas que ocorreram no Brasil em um período caracterizado:
a) por um regime centralizado na figura do imperador, impedindo a constituição de partidos políticos
e transformações sociais na estrutura agrária.
b) pelo estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, o qual delegou às províncias o
encaminhamento da "questão servil".
c) por mudanças na organização partidária, o que facilitava o federalismo, e por transformações na
estrutura fundiária de base escravista.
d) por uma fase de transição política, decorrente da abdicação de Dom Pedro I, fortemente marcada
por um surto de industrialização, estimulado pelo Estado.
e) pela redefinição do poder monárquico e pela formação dos partidos políticos, sem que se
alterassem as estruturas sociais e econômicas estabelecidas.
5. O Período Regencial (1831-1840) caracterizou-se por ser um dos mais agitados da história do Brasil.
Durante o seu transcorrer ocorreu a publicação do Ato Adicional de 1834, cujo teor estabelecia:
a) eleições indiretas, com dois tipos de eleitores: os eleitores de paróquia que elegiam os eleitores de
província, os quais elegiam os deputados e senadores;
b) a instituição do Poder Moderador, poder pessoal e exclusivo do imperador, que legalizava o seu
absolutismo e era assessorado pelo Conselho de Estado;
c) a anistia aos presos políticos do Primeiro Reinado e a reintegração do ministério exonerado por D.
Pedro I na véspera de sua abdicação;
d) a criação das Assembleias Legislativas Provinciais e a abolição do Conselho de Estado;
e) a limitação das prerrogativas do Poder Moderador que impedia os regentes de dissolver a Câmara
dos Deputados.
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História
6. "...valorizava-se novamente o município, que fora esquecido e manietado durante quase dois séculos.
Resultava a nova lei na entrega aos senhores rurais de um poderoso instrumento de impunidade
criminal, a cuja sombra renascem os bandos armados restaurando o caudilhismo territorial (...). O
conhecimento de todos os crimes, mesmo os de responsabilidade (...), pertencia à exclusiva
competência do Juiz de Paz. Este saía da eleição popular, competindo-lhe ainda todas as funções
policiais e judiciárias: expedições de mandatos de busca e sequestro, concessão de fianças, prisão de
pessoas, ..." Em relação ao período regencial brasileiro, o texto refere-se
a) ao Ato Adicional.
b) à Lei de Interpretação.
c) ao Código de Processo Criminal.
d) à criação da Guarda Nacional.
e) à instituição do Conselhos de Províncias
7. A instabilidade política foi a marca mais significativa do período regencial na história do império
brasileiro, quando estava em disputa a definição do modelo político do país, como sugere o(a):
a) projeto liberal da regência eletiva e da maior autonomia das Províncias assegurada pelo Ato
Adicional.
b) rebelião nas províncias do norte, como a Cabanagem e a Balaiada, reflexo do apoio das oligarquias
locais à política conservadora das Regências.
c) força do movimento restaurador, já que a monarquia era vista pelos liberais como a garantia da
continuidade das estruturas econômicas como a escravidão.
d) estratégia da elite em mobilizar as camadas populares para pressionar por reformas sociais
prometidas desde a Independência.
e) preponderância da burocracia do Conselho de Estado no comando do governo.
8. "Nas Revoltas subsequentes à abdicação, o que aparecia era o desencadeamento das paixões, dos
instintos grosseiros da escória da população; era a luta da barbaridade contra os princípios regulares,
as conveniências e necessidades da civilização. Em 1842, pelo contrário, o que se via à frente do
movimento era a flor da sociedade brasileira, tudo que as províncias contavam de mais honroso e
eminente em ilustração, em moralidade e riqueza."
TIMANDRO. "O libelo do povo", 1849.
O texto anterior estabelece uma comparação entre a composição social das rebeliões do início do
período regencial e da revolução liberal de 1842. Essa visão refletia as distorções do ponto de vista da
elite senhorial escravista ao julgar os movimentos populares. Historicamente, a CABANAGEM e a
BALAIADA são consideradas:
a) grandes revoltas de escravos, liberadas por Zumbi dos Palmares.
b) revoltas contra a dominação da metrópole portuguesa, no contexto da crise do antigo sistema
colonial.
c) revoltas de proprietários brancos, contrários à centralização política em torno da pessoa do
Imperador.
d) conflitos raciais e de classe, envolvendo índios, vaqueiros, negros livres e escravos.
e) rebeliões sociais que, com o apoio dos militares, pretendiam a proclamação da república e o fim
da monarquia.
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História
9. Observe o seguinte depoimento:
"... Nasci e me criei no tempo da regência e nesse tempo o Brasil vivia, por assim dizer, muito mais na
praça pública do que mesmo no lar doméstico."
Justiniano José da Rocha
Partindo do comentário apresentado, é correto afirmar que:
a) a constante afluência às ruas resultava do crescimento comercial, registrado durante a Regência,
nas principais cidades do país.
b) a ociosidade da nobreza brasileira estimulava a valorização dos passeios constantes nas ruas e
praças do Rio de Janeiro.
c) o comércio ambulante, a cargo de escravos que eram transferidos do setor rural para as cidades,
complementava a renda de seus senhores de engenhos.
d) a influência italiana nos usos e costumes da sociedade do Rio de Janeiro modificou a tradição da
vida reclusa às residências.
e) a turbulência política desse período se fazia presente através das revoltas e manifestações
populares nas ruas da Capital do Brasil.
10. Em 1838, o deputado Bernardo Pereira Vasconcelos escrevia: "Fui liberal, então a liberdade era nova
para o país, estava nas aspirações de todos, mas não nas leis, não nas ideias práticas; o poder era tudo,
fui liberal. Hoje, porém, é diverso o aspecto da sociedade; os princípios democráticos tudo ganharam e
muito comprometeram(...)"
O texto se reporta:
a) ao Ato Adicional, à instabilidade política dele decorrente e as constantes ameaças de
fragmentação do território.
b) ao Golpe da Maioridade, estratégia usada pelos liberais, que favoreceu o grupo de políticos
palacianos.
c) ao declínio do império, abalado pelas crises militar e da abolição.
d) à crise sucessória portuguesa e à consequente abdicação de Pedro I.
e) ao Ministério da Conciliação, marcado pela estabilidade econômica e pela aliança entre liberais e
conservadores.
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História
Gabarito
1. E
No período regencial, a situação econômica se modificava, com a participação cada vez maior da
Inglaterra na economia americana. Com altas dívidas e sem um poder centralizado, os
regentes passaram a governar tentando evitar revoltas, impedir emancipações e mantendo as
velhas ordens sociais.
2. D
Como uma fase experimental de governo e sem a presença de um poder forte no trono, diversos grupos
buscaram empreender seus planejamentos de nação durante o chamado período regencial. Seja nas
elites, através dos partidos que se criavam, ou das manifestações populares e revoltar nas diversas
províncias, a oportunidade de ver seus ideais ganharem voz animou muitos grupos.
3. D
A abdicação de D. Pedro I reorganizaram a política nacional, muito embora possa ser consideradoum
contexto de instabilidade.
4. E
Apesar do período regencial marcar uma fase de lutas regionais e de experimentalismo político, nas
questões econômicas e sociais, a vacância do trono e a criação de partidos não causaram mudanças.
As elites se mantinham no poder, o povo marginalizado e a escravidão ainda em funcionamento.
5. D
O Ato Adicional permite a criação de Assembleias legislativas locais, o que tem como consequência o
crescimento dos poderes de políticos regionais. O ato também extinguia o Conselho de Estado, que era
responsável assessorar o imperador.
6. C
Durante o período regencial, houve uma reforma judiciária e legislativa afim de adaptar as instituições
para a nova realidade enfrentada pelo governo, agora sem a figura do imperador.
7. A
O Ato Adicional foi derradeiro na adaptação do governo a realidade e principalmente foi o marco do
governo liberal que aplicou princípios de descentralização do poder, dando mais autonomia para as
províncias.
8. D
Ambos são importantes movimentos populares da História do Brasil.
9. E
Não somente nas longínquas províncias que aconteciam agitações populares, o abandono social das
instituições perante ao povo era generalizado, causando manifestações também na capital, Rio de
Janeiro.
10. A
O ato adicional deu liberdade às províncias, o que incitou diversas revoltas, deste modo, podemos
concluir que a união do Brasil foi mantida através da atuação das tropas imperiais.
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História
O processo de independência do Brasil e o Primeiro Reinado (1822-1831)
Resumo
O processo de independência do Brasil
A independência do Brasil ocorreu na conjuntura da Revolução Liberal do Porto, deflagrada em Portugal, em
1820. Com as exigências das Cortes Constituintes de 1820 pelo retorno da Família Real e pela recolonização
do Brasil, D. João VI, pressionado, decidiu retornar à Lisboa, mas deixou na capital seu filho, o príncipe herdeiro
Pedro de Alcântara.
Asim, durante este período entre 1820 e 1822, as relações entre Brasil e Portugal se estremeceram cada vez
mais com os diversos decretos ordenados pelas Cortes portuguesas que limitavam a autonomia das
províncias brasileiras, o poder do Príncipe Regente e de seus ministros.
Visto isso, dois grupos políticos se mostravam insatisfeitos com as novas
imposições portuguesas e foram fundamentais para a articulação da
independência do Brasil, sendo eles: o grupo dos liberais, organizados
sobretudo no Partido Brasileiro (na época não existiam partidos políticos,
logo, era apenas um grupo com ideias próximas e formado por brasileiros) e
liderados pelo jornalista do Rio de Janeiro Joaquim Gonçalves Ledo e, por
outro lado, os Bonifácios, liderados por José Bonifácio de Andrada, em São
Paulo.
Em 1821, um dos momentos mais sensíveis do processo, as Cortes portuguesas passaram a insistir cada vez
mais no retorno do príncipe a Portugal, com a instalação no Brasil uma junta governativa. Nessa conjuntura,
políticos, grandes latifundiários e jornalistas que apoiavam a permanência de D. Pedro e estavam insatisfeitos
com as ordens portuguesas, passaram a se encontrar no chamado Clube da Resistência, organizado pelo
mineiro José Joaquim da Rocha, que ajudou a reunir 8 mil assinaturas em um documento entregue a D. Pedro,
pedindo sua permanência no Brasil.
Assim, desafiando as Cortes portuguesas e os soldados do general português Jorge Avillez, que estavam no
Rio de Janeiro, D. Pedro, no dia 9 de janeiro de 1822, supostamente declarou: "Como é para o bem de todos e
para a felicidade geral da nação, estou pronto: Diga ao povo que eu vou ficar". Este ficou conhecido como o Dia
do Fico, e marcou o processo de independência do Brasil ao contrariar as exigências das Cortes portuguesas.
Apesar de D. Pedro ter logo em seguida nomeado José Bonifácio como Ministro do Reino e dos Negócios
Estrangeiros, mostrando a forte aproximação entre os dois, o futuro imperador, por outro lado, não deixou de
ouvir as forças liberais e Joaquim Gonçalves Ledo, que sugeriam a criação de uma Assembleia Constituinte
e a eleição para os nomes que a comporiam. Assim, D. Pedro, ainda em 1822, além de decretar o Cumpra-se,
em maio (ordenando que as exigências portuguesas só teriam validade se aprovadas pelo Príncipe Regente),
convocou, em junho, as eleições para a Constituinte.
Visto isso, nota-se que as medidas decretadas por D. Pedro e a movimentação de seus apoiadores tornavam
o Brasil cada vez mais distante de Portugal e com a conquista da autonomia desejada por uma grande parcela
da elite agrária, comercial e política brasileira. Ainda nesse contexto, outra grande influência de destaque
para a emancipação, que também apoiou D. Pedro na decisão do Dia do Fico, foi sua esposa, Leopoldina de
Habsburgo.
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História
A princesa, que se tornara regente durante a viagem de D. Pedro em
agosto para a província de São Paulo, recebeu novos decretos
portugueses, que suspendiam a Assembleia Constituinte, exigia o retorno
imediato de D. Pedro a Portugal e declarava os ministros brasileiros como
traidores. Visto isso, D. Leopoldina se reuniu com os ministros e assinou,
ainda em 1822, a Declaração de Independência do Brasil de Portugal.
A carta foi entregue para D. Pedro no dia 7 de setembro, enquanto ainda
estava em São Paulo. Neste momento, o então Príncipe Regente teria
tomado conhecimento das novas exigências portuguesas, da declaração
elaborada por D. Leopoldiona e José Bonifácio e, supostamente, teria
organizado seus soldados declarando a emancipação brasileira de
Portugal com o famoso grito da independência. Ao retornar à capital, D.
Pedro foi coroado no Campo de Santana no dia 12 de outubro de 1822,
sendo aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
Vale destacar que, apesar da declaração, a independência não foi conquistada de forma tão pacífica, visto
que os soldados portugueses se encontravam presentes no Brasil e não aceitaram a emancipação, assim
como, focos de resistência em algumas províncias ainda apoiavam as cortes portuguesas. Deste modo, com
um exército organizado com mercenários e soldados estrangeiros e com apoio da Inglaterra, os grupos que
ainda resistiam nas províncias do Maranhão, Bahia, Pará e Piauí foram rapidamente derrotados.
Por fim, naturalmente, não bastava, no entanto, solucionar os
desentendimentos provinciais. Para que o Brasil tivesse condições de
estabelecer um Estado autônomo e soberano, era fundamental que
outras importantes nações reconhecessem a sua independência. Em
1824, buscando cumprir sua política de aproximação com as outras
nações americanas, os Estados Unidos da América reconheceram a
independência do Brasil.
Restava, portanto, as negociações diplomáticas entre Brasil e Portugal para que a antiga metrópole
reconhecesse, enfim, a independência. Os diálogos foram mediados pela Inglaterra, que apoiou a causa
brasileira e ajudou a costurar o Tratado de Paz, Amizade e Aliança. Através deste acordo, o Brasil assumiu o
pagamento de uma indenização de dois milhões de libras esterlinas para Portugal (na prática, a dívida lusa
com a Inglaterra foi transferida para o Brasil) e, enfim, Portugal reconheceu a emancipação da antiga colônia
americana.
O Primeiro Reinado (1822-1831) e a Constituição de 1824
Em 3 de maio de 1823, a Assembleia Constituinte convocada por D. Pedro I iniciou seus trabalhos, com
políticos eleitos de forma indireta e com representantes das tendências liberais (o monarca com um poder
simbólico), dos “Bonifácios” (o monarca com poder, mas controlado) e, em menor número, os portugueses
absolutistas, reconhecidos como o “partido português”. Assim, apesar dos debates e da influência de D. Pedro
I tentar encaminhar a Constituinte para um perfil mais centralizador, o anteprojeto elaborado em 1823, por
Andrada Machado e Silva, possuía umperfil muito mais liberal e antiabsolutista, limitando os poderes reais.
O anteprojeto passou a ser chamado de Constituição da Mandioca, pois o voto era censitário e condicionado
à renda mínima de 150 alqueires de mandioca. Essa resolução excludente, além de marginalizar a população,
permitindo apenas a elite rural de participar da política, também apresentava um caráter anticolonialista, pois
afastava os portugueses, que se dedicavam majoritariamente ao comércio. Apesar de seu perfil conservador
quanto ao voto, em outros pontos, a Constituição de 1823 se apresentou muito mais liberal, pois, além de ser
inspirada na Revolução Francesa e nos princípios do iluminismo, ela reduzia o poder do monarca e ampliava
o do legislativo, condenando o absolutismo.
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História
Assim, descontente com o anteprojeto constitucional elaborado (por reduzir seus poderes), o recém-coroado
Imperador dissolveu a Assembleia Constituinte, prendendo e perseguindo aqueles que ainda tentassem
resistir na noite do dia 12 de novembro, que ficou conhecida como a Noite da Agonia. Agora, com maior poder
sobre o processo constitucional, D. Pedro I convocou dez conselheiros próximos para a confecção da
Constituição de 1824, que foi outorgada, ou seja, imposta, em 25 de março.
A primeira Constituição da história do Brasil era autoritária e excludente. Além dos três poderes (legislativo,
judiciário e executivo), D. Pedro I criou um quarto poder, o Moderador, que permitia ao Imperador intervir em
todos os outros poderes e em qualquer esfera, dissolvendo a câmara ou anulando decisões do legislativo.
Assim como o anteprojeto anterior, a de 1824 também insistiu no voto censitário, no entanto, agora: somente
homens, maiores de vinte e cinco anos, alfabetizados, livres e que pudessem comprovar renda anual acima
de 100 mil réis poderiam votar. Para ser candidato a senador ou deputado também era necessária a
comprovação de renda (400.000 réis por ano para deputado federal e 800.000 réis para senador). Os cargos
de deputados eram temporários e os de Senador e Conselheiros de Estado eram vitalícios. A constituição,
além disso, instituía o Catolicismo como religião oficial (tolerava os outros cultos desde que domésticos ou
em templos descaracterizados) e o padroado dava direito de o imperador nomear cargos eclesiásticos.
O novo Estado brasileiro que se construía pós-independência, apesar de tentar se afastar das heranças
portuguesas e coloniais, não rompia com a estrutura básica desse passado. Portanto, manteve-se a
escravidão africana, a monarquia, as desigualdades sociais, o poder das mesmas aristocracias e,
naturalmente, a concentração fundiária. Enfim, a independência do Brasil e a formação do Estado Nacional
foi um processo composto muito mais pelas continuidades do que por rupturas reais com a antiga estrutura.
Guerras e revoltas no Primeiro Reinado
Em 1824, eclodiu a Confederação do Equador, que se expandiu pelas províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio
Grande do Norte e Ceará, profundamente insatisfeitas com as políticas centralizadoras do imperador, com a
nomeação de Francisco Paes Barreto como presidente da província de Pernambuco (que já havia eleito seu
presidente) e com a Constituição de 1824.
O movimento sofreu influência dos pensamentos iluministas que chegavam da Europa e das próprias
revoluções liberais de 1820 que ocorriam no velho continente, logo, os revoltosos brasileiros defendiam a
emancipação das províncias do nordeste, a criação de uma Constituição liberal, a abolição da escravidão (por
uma parcela do movimento) e a criação de uma república.
Desta forma, a revolta liderada por Frei Caneca e por Manoel de Carvalho Paes de Andrade, foi composta pela
classe média urbana e pelos fazendeiros locais, mas com o desenrolar dos eventos ganhou apoio popular.
No entanto, apesar da força e da rápida expansão, logo foi contida por D. Pedro I, sendo seus apoiadores
punidos com morte, sobretudo Frei Caneca, o mártir da revolta.
Além dos problemas no Nordeste com a Confederação do Equador, D. Pedro I também foi pressionado na
região sul do país, com a Guerra da Cisplatina. Entre 1825 e 1828, Brasil e Argentina lutaram pela posse de
uma região que gerava conflitos desde o período colonial, entre Espanha e Portugal, que era a chamada
Província de Cisplatina.
Apesar da região ter sido inicialmente fundada por colonos portugueses em 1680, como Colônia do
Sacramento e conquistada por D. João VI, em 1816, o território, no entanto, era de posse da Espanha desde
1777, logo, os habitantes locais se identificavam muito mais com a cultura espanhola do que com as
identidades luso-brasileiras que se construíam no Brasil.
Assim, liderados por João Antônio Lavalleja e com apoio da Argentina, um movimento de independência da
Cisplatina se iniciou contra o império brasileiro, atraindo as tropas de D. Pedro I para a região e iniciando uma
guerra extremamente danosa para o Brasil. Os conflitos cessaram apenas em 1828, com a assinatura de um
tratado de paz entre Brasil e Argentina, mediado pela Inglaterra e que garantia a criação e a autonomia da
República Oriental do Uruguai.
4
História
Por fim, o imperador brasileiro assistiu sua primeira derrota militar como chefe de Estado e ampliou ainda
mais o desgaste de sua imagem com a população brasileira que, além de criticar seu perfil autoritário e as
altas taxas cobradas pela guerra, agora questionava, inclusive, sua liderança.
A crise e a abdicação de D. Pedro I
Tendo em vista o cenário de revolta e guerra destacado, somado ainda a crescente crise econômica, com o
declínio da economia açucareira e a falência do Banco do Brasil (1829), a imagem de D. Pedro I se desgastava
rapidamente logo nos primeiros anos de império. Se não bastassem os problemas políticos e econômicos, o
Imperador ainda precisava lidar com suas questões familiares e pessoais, com a oposição na imprensa e com
as constantes críticas pelo seu autoritarismo.
Assim, um dos momentos de maior instabilidade deste período teve início com a morte de D. João VI, em
1826, em Portugal, que abriu uma crise sucessória no país, visto que D. Pedro I, que se considerava o herdeiro
direto, mas, decidindo permanecer no Brasil, deixou o trono para sua filha, D. Maria da Glória. A posse da
jovem princesa gerou um crescente conflito em Portugal, conhecido como a Crise de Sucessão ao Trono,
pois o irmão de D. Pedro I, D. Miguel, reivindicava seu direito como sucessor e, apartir de 1828, passou a
contar com o apoio das Cortes portuguesas.
Essa crise gerou uma guerra civil em Portugal que afetou diretamente os cofres brasileiros, com gastos para
a mobilização de tropas, armas e viagens. Apesar da guerra instalada ter fim apenas em 1834, com a
mediação de França e Inglaterra, que apoiaram D. Maria da Glória como rainha, a imagem de D. Pedro I, no
Brasil, voltou a se desgastar pela crise gerada.
Para tornar as coisas ainda mais delicadas, nesta mesma época,
os conflitos entre D. Pedro I e a imprensa não cessavam, e, em
novembro de 1830, ganharam um capítulo a parte quando o
jornalista Libero Badaró, um dos maiores críticos do monarca e
grande defensor da liberdade, foi assassinado, gerando
desconfianças em relação a D. Pedro I.
A morte de Badaró e a recente aproximação do imperador ao
chamado “Partido Português” tornou o clima de uma viagem de D.
Pedro I à província de Minas Gerais ainda mais tenso, sendo
recebido com frieza. No retorno da viagem, o imperador foi
recebido por seus partidários portugueses com uma festa no
Palácio, no entanto, os brasileiros insatisfeitos, iniciaram protestos
violentos e chegaram a arremessar garrafas contra D. Pedro I, no
evento que ficou conhecido como a “Noite da Garrafadas”, o
estopim da crise política do império.
Enfim, antes de abdicar, D. Pedro I ainda tentaria realizar manobras para fortalecer seu poder, formandoum
ministério liberal, mas que logo foi dissolvido para dar lugar a nomes de tendências absolutistas. As manobras
não foram bem aceitas, a população foi para as ruas, militares passaram a pressionar o imperador e, no dia 7
de abril de 1831, D. Pedro I abdicou o trono brasileiro, partindo para a Europa e deixando o império brasileiro
para seu filho, Pedro de Alcântara, com apenas 5 anos.
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História
Exercícios
1. (ENEM 2019) Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira
de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia
começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de
voluntários, decidiu se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem
e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros.
GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
No processo de Independência do Brasil, o caso mencionado é emblemático porque evidencia
a) a rigidez hierárquica da estrutura social
b) inserção feminina nos ofícios militares
c) adesão pública dos imigrantes portugueses.
d) flexibilidade administrativa do governo imperial.
e) receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios.
2. (ENEM 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da
Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português.
Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte,
dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F A JALENCASTRO, LE (Org) História da vida privada no Brasil ‘to Paule: Cia. das Letras, 1997,
Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem
a) O incentivado o clamor popular por liberdade.
b) O enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.
c) O motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.
d) O obtido o apoio do grupo constitucionalista português.
e) provocado os movimentos separatistas das províncias
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História
3. Constituição Política do Império do Brasil (de 25 de março de 1824)
Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é delegado privativamente ao
Imperador, como Chefe Supremo da Nação, e seu Primeiro Representante, para que incessantemente
vele sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos demais Poderes Políticos.
Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 18 abr. 2015 (adaptado).
Com base na leitura do Art.98 e em seus conhecimentos sobre o sistema político brasileiro ao longo
do Primeiro Reinado (1822 – 1831), pode – se afirmar que:
a) a primeira Constituição do Brasil foi promulgada por Rui Barbosa e estabelecia o voto universal e a
formação de três poderes – Legislativo, Judiciário e Executivo –, ficando os dois últimos sob o
controle do Imperador.
b) a primeira Constituição do Brasil foi criada por D. João VI e afirmava o seu prestígio político com
base no poder moderador e judiciário.
c) a primeira Constituição do Brasil foi outorgada por D. Pedro I e estabelecia o voto censitário e a
formação de quatro poderes – Legislativo, Judiciário, Executivo e Moderador –, ficando os dois
últimos sob o controle do Imperador.
d) a primeira Constituição do Brasil, estabelecida em 25 de março de 1824, instituiu um regime
democrático e republicano, sendo que a religião católica também passou a ser oficializada no país.
e) a primeira Constituição do Brasil, outorgada em 1824, não garantia a D. Pedro I o direito de nomear
ministros, dissolver a Assembleia Legislativa, controlar as Forças Armadas e nomear os
presidentes das províncias ao longo do Primeiro Reinado.
4. (ENEM 2011) “No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de
planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito
especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a
compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um
terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.”
MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. in: SILVA, M.N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822.
Lisboa: Estampa, 1986.
O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração
Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira reivindicações populares. No período da
Independência, parte da elite participou a novas posturas diante das reivindicaram ativamente do
processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-
brasileiros e inibindo novas rebeliões de negros.
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões,
garantindo o controle da situação.
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo
povo sem a profundidade proposta inicialmente.
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus
interesses e seu projeto de nação.
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente,
instalando um governo conservador para controlar o povo.
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História
5. Ao proclamarem a sua independência, as colônias espanholas da América optaram pelo regime
republicano, seguindo o modelo norte-americano. O Brasil optou pelo regime monárquico:
a) pela grande popularidade desse sistema de governo entre os brasileiros.
b) porque a República traria forçosamente a abolição da escravidão, como ocorrera quando da
proclamação da independência dos Estados Unidos.
c) como consequência do processo político desencadeado pela instalação da corte portuguesa na
colônia.
d) pelo fascínio que a pompa e o luxo da corte monárquica exerciam sobre os colonos.
e) em oposição ao regime republicano português implantado pelas cortes.
6. (ENEM 2012) Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande
frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro,
armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os conflitos
que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os “brasileiros” apagavam as
fogueiras “portuguesas” e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas
jogadas das janelas.
VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado).
Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse
sentido, a análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela
a) estímulos ao racismo.
b) apoio ao xenofobismo.
c) críticas ao federalismo.
d) repúdio ao republicanismo.
e) questionamentos ao autoritarismo.
7. (ENEM 2011) Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais Militares,
que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
II. IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
III. V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou
empregos.
Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https:/legistação planaito.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010
(adaptado).
A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A
Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros”com o objetivo de
garantir
a) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira.
b) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.
c) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.
d) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.
e) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político.
8
História
8. (ENEM 2007) Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão
internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção,
com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso
atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país
essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia
confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O
atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo
que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e
“naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (..) E de fora vinham também os capitais
que permitiam iniciar a construção de uma infra- estrutura de serviços urbanos, de energia, transportes
e comunicações.
Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional In: |. Sachs: J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século
de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.
Levando-se em consideração as afirmações acima, relativas à estrutura econômica do Brasil por
ocasião da independência política (1822), é correto afirmar que o país
a) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial.
b) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre.
c) se tomou dependente da economia europeia por realizar tardiamente sua industrialização em
relação a outros países.
d) se tomou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a
infra- estrutura de serviços urbanos.
e) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores
produtivos.
9. (ENEM 2009) A Confederação do Equador contou com a participação de diversos segmentos sociais,
incluindo os proprietários rurais que, em grande parte, haviam apoiado o movimento de independência
e a ascensão de D. Pedro | ao trono. A necessidade de lutar contra o poder central fez com que a
aristocracia rural mobilizasse as camadas populares, que passaram então a questionar não apenas o
autoritarismo do poder central, mas o da própria aristocracia da província. Os líderes mais
democráticos defendiam a extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social. Essas ideias
assustaram os grandes proprietários de terras que, temendo uma revolução popular, decidiram se
afastar do movimento. Abandonado pelas elites, o movimento enfraqueceu e não conseguiu resistir à
violenta pressão organizada pelo govemo imperial.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996 (adaptado),
Com base no texto, é possível concluir que a composição da Confederação do Equador envolveu, a
princípio,
a) os escravos e os latifundiários descontentes com o poder centralizado.
b) diversas camadas, incluindo os grandes latifundiários, na luta contra a centralização política.
c) as camadas mais baixas da área rural, mobilizadas pela aristocracia, que tencionava subjugar o Rio
de Janeiro.
d) as camadas mais baixas da população, incluindo os escravos, que desejavam o fim da hegemonia
do Rio de Janeiro.
e) as camadas populares, mobilizadas pela aristocracia rural, cujos objetivos incluíam a ascensão de
D. Pedro! ao trono.
9
História
10. Teve razão Otoni ao afirmar que o 7 de abril fora uma ‘jornada dos logrados’. Sim, logrado foi o povo,
são as massas vendo que tinham lutado para os outros, constatando que as reformas porque
aspiravam continuavam no mesmo lugar: esquecidas depois da vitória como antes dela.
Caio Prado Jr. Evolução Política do Brasil e outros estudos
Devemos relacionar o texto com:
a) A Inconfidência Mineira.
b) A Independência do Brasil.
c) A Abdicação de D. Pedro I.
d) A Proclamação da República.
e) A Revolução de 1930.
10
História
Gabarito
1. A
O trecho revela a rigidez das instituições e relações na colônia, uma vez que para participar da luta armada
Maria Quitéria teve que se vestir de homem.
2. B
Com a chegada da Família Real ao Brasil e a abertura dos portos as nações amigas, vulgo Inglaterra,
ocorreu a quebra do pacto colonial. O que para muitos historiadores foi o início do processo de
independência do país, uma vez que a principal característica da colonização havia sido quebrada:
monopólio comercial.
3. C
A Constituição de 1824 implementada por D. Pedro I é a primeira constituição do recém-formado Brasil.
Instituiu o voto censitário, o que na prática tornou o voto inacessível para a maior parte da população.
Apesar de apresentar as divisões dos poderes (legislativo, executivo, judiciário, moderador), o Poder
Moderador vai ser motivação de grande insatisfação, já que justificava os arbítrios de D. Pedro I.
4. D
A elite brasileira, essencialmente agrária, vai participar ativamente do processo de independência para
que ela não tomasse um caráter popular e revolucionário abolindo os privilégios estabelecidos por eles
durante o período colonial.
5. C
A escolha pela monarquia deveu-se primeiramente ao príncipe regente ter declarado a independência,
como outros fatores a elite dominante do Sudeste desejava manter a ordem escravocrata, centralizadora
e unitária.
6. E
A noite das garrafadas representou um embate entre os apoiadores e os críticos de D. Pedro I, esses
últimos criticavam, principalmente, o seu autoritarismo.
7. D
Garantir que o poder continuasse nas mãos da elite brasileira: os grandes proprietários e os comerciantes.
8. C
Após a independência o Brasil se manteve um país essencialmente agrário, dependendo da Europa para
a importação de produtos industrializados.
9. B
A insatisfação com a falta de autonomia provincial assim como com o autoritarismo de D. Pedro I levou
a diversas camadas da população a se rebelar contra o imperador.
10. C
A abdicação D. Pedro I teria sido, segundo Caio Prado, uma vitória contra o autoritarismo e em favor dos
anseios populares. Segundo o autor, além do autoritarismo, a pouca mudança na estrutura colonial
causou uma decepção na população que esperava por mudanças mais significativas no pós-
independência.
1
Literatura
Romantismo: poesia da 2ª e 3ª geração
Resumo
Entender o contexto do Romantismo a cada geração é fundamental, a fim de observar como ocorreu
uma transformação de ideias e sentimentos por parte do eu lírico. A linguagem subjetiva e o
sentimentalismo prevalecem. Entretanto, a geração Ultrarromântica desvincula-se dos
acontecimentos de mundo e focaliza em suas emoções, enquanto que posteriormente, na geração
Condoreira, a poesia carrega um valor mais social.
2ª Geração Romântica
“Se na década de 40 amadureceu a tradição literária nacionalista, nos anos que lhe seguiram, ditos
da “segunda geração romântica”, a poesia brasileira percorrerá os meandros do extremo
subjetivismo, à Byron e à Musset. A lguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena
juventurde, darão exemplo de toda uma temática emotiva de amor e morte, dúvida e ironia,
entusiasmo e tédio”.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. Ed Cultrix 52º Edição, 2018.
Com inspiração nas obras dos poetas Lord Byron e Goethe, a Segunda Fase do Romantismo,conhecida também como “mal do século” é caracterizada pelo alto sentimentalismo. Algumas
décadas depois da independência do Brasil, os poetas começaram a se desvincular do compromisso
com a nacionalidade, exaltado na geração anterior e, com isso, há uma expressão maior de seus
sentimentos, numa posição egocêntrica de desinteresse ao contexto histórico.
Os ideais da Revolução Francesa - grande marco para o início do Romantismo na Europa -, “liberdade,
igualdade e fraternidade” já não eram mais propagados com a mesma força e, nesse período, o
homem passa a desacreditar nesses valores. Há um enorme sentimento de insatisfação com o
mundo, um “desencaixe” do ser humano com a vida, uma sensação de falta de conexão com a
realidade. Tudo isso provoca um pessimismo no eu-lírico, causando uma aproximação com a morte
e atração pelo elemento noturno/obscuro.
Características principais:
• Pessimismo;
• Atração pela noite/noturno;
• Sentimentalismo;
• Fuga à realidade;
• Idealização amorosa;
• A amada/musa inatingível;
• Figura feminina representando a pureza – anjo, criança, virgem;
• Idealização do amor x medo de amar.
Dentre os principais autores da época, podemos citar: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu,
Fagundes Varela e Junqueira Freire.
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Literatura
Textos de apoio
Meus oito anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
De despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
[…]
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Casimiro de Abreu
Morte (hora de delírio)
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dois fantasmas que a existência formam,
— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das moções da vida,
Do prazer que nos custa a dor passada.
(...)
Amei-te sempre: — e pertencer-te quero
Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra — esse elemento;
Que não se sente dos vaivéns da sorte.
(...)
Também desta vida à campa
Não transporto uma saudade.
Cerro meus olhos contente
Sem um ai de ansiedade.
E como um autômato infante
Que ainda não sabe mentir,
o pé da morte querida
ei de insensato sorrir.
Por minha face sinistra
Meu pranto não correrá.
Em meus olhos moribundos
Terrores ninguém lerá.
Não achei na terra amores
Que merecessem os meus.
Não tenho um ente no mundo
A quem diga o meu – adeus.
GRANDES poetas românticos do Brasil. Pref. e notas biogr. Antônio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva
Ramos. São Paulo. LEP, 1959. v.2, p.62-6
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Literatura
3ª Geração Romântica
Enquanto a Primeira Fase Romântica apresentava uma preocupação com a construção da
identidade nacional, e a Segunda Fase se voltava para o egocentrismo e pessimismo do indivíduo, a
Terceira Fase do Romantismo – conhecida como Geração Condoreira - exibia um desejo de
renovação da sociedade brasileira. Questionadora dos ideais da primeira geração, o condoreirismo
teve muito engajamento político-social, denunciando as condições dos escravos. Os poetas dessa
geração reivindicavam uma poesia social com valores de igualdade, justiça e liberdade.
Principais características:
• poesia social e libertária
• geração “hugoana/hugoniana”
• identidade nacional
• abolicionismo
• identidade africana como parte da identidade brasileira
• negação ao amor platônico
• erotismo e pecado
Dentre os principais autores da época, podemos citar: Castro Alves (o poeta dos escravos) e
Sousândrade.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Navio_negreiro_-_Rugendas_1830.jpg
O adeus de Teresa
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos... E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala...
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu... Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa...
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos... sec'los de delírio
Prazeres divinais... gozos do Empíreo...
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse — "Voltarei! ... descansa! ..."
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei... era o palácio em festa! ...
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! ... Ela me olhou branca... surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa! ...
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
Castro Alves
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Navio_negreiro_-_Rugendas_1830.jpg
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Literatura
Canto IV
Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras, moças... mas nuas, espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs.
E ri-se a orquestra, irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Se o velho arqueja... se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece...
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra
E após, fitando o céu que se desdobra
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da roda fantástica a serpente
Faz doudas espirais!
Qual num sonho dantesco as sombras voam...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
Castro Alves
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Literatura
Exercícios
1. Eu deixo a vida com deixa o tédio
Do deserto o poeta caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um mineiro.
Esses versos de Álvares de Azevedo significam a:
a) revolta diante da morte.
b) aceitação da vida como um longo pesadelo.
c) aceitação da morte como a solução.
d) tristeza pelas condições de vida.
e) alegria pela vida longa que teve.
2. Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgemque sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Álvares de Azevedo
A característica do Romantismo mais evidente nesta quadra é:
a) o espiritualismo
b) o pessimismo
c) a idealização da mulher
d) o confessionalismo
e) a presença do sonho
3. Nos versos, evidenciam-se as seguintes características românticas:
Meus oito anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
(Casimiro de Abreu)
a) nacionalismo e religiosidade.
b) sentimentalismo e saudosismo.
c) subjetivismo e condoreirismo.
d) egocentrismo e medievalismo.
e) byronismo e idealização do amor
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Literatura
4. É ela! é ela! — murmurei tremendo,
e o eco ao longe murmurou — é ela!
Eu a vi... minha fada aérea e pura
— a minha lavadeira na janela.
Dessas águas furtadas onde eu moro
eu a vejo estendendo no telhado
os vestidos de chita, as saias brancas;
eu a vejo e suspiro enamorado!
Esta noite eu ousei mais atrevido, nas telhas que
estalavam nos meus passos,
ir espiar seu venturoso sono,
vê-la mais bela de Morfeu nos braços!
Como dormia! que profundo sono!...
Tinha na mão o ferro do engomado...
Como roncava maviosa e pura!...
Quase caí na rua desmaiado!
AZEVEDO, Álvares de. É ela! É ela! É ela! É ela. In: Álvares de
Azevedo.São Paulo: Abril Educação, 1982. p. 44. MARTIN-
KAVEL, François. Sem título. Disponível em: . Acesso em: 14.
mar. 2016.
Tanto a pintura quanto o excerto apresentados pertencem ao Romantismo. A diferença entre
ambos, porém, diz respeito ao fato de que
a) no fragmento verifica-se o retrato de um ser idealizado, ao passo que no quadro tem-se
uma figura retratada de modo pejorativo.
b) na pintura tem-se o retrato de uma mulher de feições austeras, ao passo que no poema
nota-se a descrição de uma mulher sofisticada.
c) no excerto tem-se a descrição realista e não idealizada de uma mulher, ao passo que na
pintura retratase uma mulher pertencente à burguesia.
d) na imagem tem-se uma moça cuja caracterização é abstrata, ao passo que no poema
tem-se uma mulher cujo aspecto é burguês e requintado.
e) no quadro constata-se a imagem de uma moça simplória, ao passo que no poema nota-
se a caracterização de uma donzela de vida airada.
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Literatura
5. Soneto
Oh! Páginas da vida que eu amava,
Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!...
Ardei, lembranças doces do passado!
Quero rir-me de tudo que eu amava!
E que doido que eu fui!como eu pensava
Em mãe, amor de irmã! em sossegado
Adormecer na vida acalentado
Pelos lábios que eu tímido beijava!
Embora — é meu destino. Em treva densa
Dentro do peito a existência finda
Pressinto a morte na fatal doença!
A mim a solidão da noite infinda
Possa dormir o trovador sem crença.
Perdoa minha mãe — eu te amo ainda!
AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
A produção de Álvares de Azevedo situa-se na década de 1850, período conhecido na literatura
brasileira como Ultrarromantismo. Nesse poema, a força expressiva da exacerbação
romântica identifica-se com a(o)
a) amor materno, que surge como possibilidade de salvação para o eu lírico.
b) saudosismo da infância, indicado pela menção às figuras da mãe e da irmã.
c) construção de versos irônicos e sarcásticos, apenas com aparência melancólica.
d) presença do tédio sentido pelo eu lírico, indicado pelo seu desejo de dormir.
e) fixação do eu lírico pela ideia da morte, o que o leva a sentir um tormento constante.
6. O trecho a seguir é parte do poema “Mocidade e morte”, do poeta romântico Castro Alves:
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
ALVES, Castro. Os melhores poemas de Castro Alves. Seleção de Lêdo Ivo. São Paulo: Global, 1983.
Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão
da morte prematura, ainda na juventude.
A imagem da morte aparece na palavra
a) embalsama.
b) infinito.
c) amplidão.
d) dormir.
e) sono
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Literatura
7. A São Paulo
Terra da liberdade!
Pátria de heróis, berço de guerreiros,
Tu és o louro mais brilhante e puro,
O mais belo florão dos Brasileiros!
Foi no teu solo, em borbotões de sangue
Que a fronte ergueram destemidos bravos,
Gritando altivos ao quebrar dos ferros:
Antes a morte que um viver de escravos!
Foi nos teus campos de mimosas flores,
À voz das aves, ao soprar do norte,
Que um rei potente às multidões curvadas
Bradou soberbo – Independência ou morte!
Foi de teu seio que surgiu, sublime,
Trindade eterna de heroísmo e glória,
Cujas estátuas, – cada vez mais belas,
Dormem nos templos da Brasília história!
Eu te saúdo, ó majestosa plaga.
Fila dileta, – estrela da nação,
Que em brios santos carregastes os círios
À voz cruenta de feroz Bretão!
Pejaste os ares de sagrados cantos,
Ergueste os braços e sorriste à guerra,
Mostrando ousada ao murmurar das turbas
Bandeira imensa da Cabrália terra!
Eia! – Caminha o Partenon da glória
Te guarda o louro que premia os bravos!
Voa ao combate repetindo a lenda:
– Morrer mil vezes que viver escravos!
Fagundes Varela, O estandarte auriverde
A escolha do tema e o gosto da eloquência e da oratória aproximam esse texto da poesia
romântica de:
a) Gonçalves Dias
b) Castro Alves
c) Álvares de Azevedo
d) Casimiro de Abreu
e) Sousândrade.
8. Sobre a literatura produzida por Castro Alves, assinale as alternativas corretas:
I. Representa, na evolução da poesia romântica brasileira, um momento de maturidade e
transição, substituindo temáticas ufanistas e de idealização do amor por temáticas mais
críticas e realistas;
II. Sua produção literária estava voltada ao projeto de construção da cultura brasileira,
dando destaque ao romance indianista;
III. Desprezou o rigor das regras gramaticais, aproximando a linguagem literária da
linguagem falada pelo povo brasileiro;
IV. A ironia era um traço constante em sua obra, representando uma forma não passiva de
ver a realidade, tecendo uma fina crítica à noção de ordem e às convenções do mundo
burguês;
V. Apresenta uma linguagem voltada para a defesa de seus ideais liberais e, por isso, é
grandiosa e hiperbólica, prenunciando a perspectiva crítica e objetiva do Realismo.
a) Todas as alternativas estão corretas.
b) Apenas I está correta.
c) Apenas III e V estão corretas.
d) Apenas I e V estão corretas.
e) Apenas V está correta.
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Literatura
9. Navio negreiro-framentos
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
(...)
VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Dus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que imudente na gávea tripudia?
Silênco. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1960.
pp. 281-283
O texto I é um fragmento do poema “Navio negreiro”, de 1868, sobre o tráfico de escravos no Brasil. Por
meio desse poema, o autor faz uma crítica à sociedade brasileira e à política do Império, responsáveis
pela manutenção de um regime escravista. A figura que sustenta metaforicamente essa crítica é:
a) a bandeira nacional.
b) a providência divina.
c) a força da natureza.
d) a inspiração da musa.
e) a nobreza dos selvagens.
1
Literatura
10. Poeticamente, o sal metaforiza o mar, as lágrimas, a força de viver. Castro Alves, em sua obra
poética, lança mão desse recurso para unir arte e crítica social. Observe os fragmentos:
Fragmento 1 – “A Canção do Africano”
Lá, na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...
CASTRO ALVES, 1995, p. 100.
Fragmento 2 - “O Navio Negreiro”
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se e verdade
Tanto horror perante os céus...
O mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...
CASTRO ALVES, 1995, p. 137.
Em relação a esses versos, é possível AFIRMAR:
I. O canto, as saudades e o pranto do escravo, no primeiro fragmento, são decorrentes do
cativeiro resultante da escravidão, situação aviltante ao ser humano.
II. O “horror perante os céus” a que se refere o eu lírico, no segundo fragmento, corresponde
ao tráfico de escravos, mácula sociomoral que envergonha o Brasil.
III. Em ambos os fragmentos, a crueldade da escravidão se faz presente.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
a) I apenas.
b) II apenas.
c) I e II apenas.
d) I, II e III.
2
Literatura
Gabarito
1. C
A morte é tema recorrente na segunda geração romântica, vista muitas vezes como a única saída
para as desilusões e limitações da vida.
2. C
No poema, podemos ver que a mulher amada pelo eu lírico é caracterizada como virgem e de
face lida. Isso demonstra uma idealização feminina, característica marcante dessa época.
3. B
No poema de Casimiro de Abreu, conseguimos perceber a apresentação de sentimentos do eu
lírico e um sentimento de saudosismo à infância. No Romantismo, era muito comum os autores
produzirem uma fuga imaginária frente à realidade de suas vidas, com isso, a infância era um
dos momentos mais retomados, que relembrava a pureza e inocência da época.
4. C
As demais alternativas estão incorretas porque não há tom pejorativo na descrição da mulher,
ela é idealizada; em relação à pintura, a mulher é delicada e de feições leves, no poema, ela é
descrita como uma lavadeira na lida, além de não ser abstrata, contém um certo realismo por
ser um retrato;
5. E
Entre as principais características Românticas da Segunda Geração, encontram-se destacados
o culto à noite e a valorização da morte no poema de Álvares de Azevedo. Na última estrofe,
percebemos que o eu lírico se despede da mãe, como se a morte o fosse certeira e próxima.
6. E
“lájea fria” representa a sepultura, por isso o sono é a representação suavizada, portanto com a
figura de linguagem “eufemismo”, para a morte.
7. B
Lembra Castro Alves porque ele foi um autor da 3ªGeração romântica que, em seus textos,
apresentava forte engajamento político, temática da escravidão e possuía recursos estilísticos
de oratória bem aprimorados.
8. D
A literatura de Castro Alves representou uma ruptura com o ultrarromantismo e denunciou
mazelas sociais como, principalmente, a escravidão.
9. A
A bandeira nacional é evocada por representar a nação e o povo brasileiro responsável pela
manutenção da escravidão.
10. D
No primeiro fragmento, a condição do escravo é humilhante ao ser retratado chorando com
saudade de suas terras. Além disso, todos os fragmentos tratam sobre a escravidão.
1
Matemática
Inequação produto e inequação quociente
Resumo
Inequação produto
É toda inequação na qual há um produto de termos.
Ex: Resolva a inequação (x - 2 )(3x - 4) < 0
Para resolver essa desigualdade, devemos olhar para as funções x – 2 e 3x - 4 separadamente e fazer o
estudo de sinais de ambas as funções.
Tirando as raízes das funções e fazendo o estudo de sinais temos:
Como a inequação precisa ser menor que zero, as raízes não entram no nosso conjunto solução, pois elas
zeram as funções. Agora, podemos montar nosso quadro:
Assim, nossa inequação (x - 2)(3x - 4) < 0 tem como solução
4
3
< x < 2.
Inequação quociente
É toda inequação na qual há uma divisão de termos.
Ex: Resolva a inequação
x - 1
x - 5
> 0.
Tirando as raízes das funções e fazendo o estudo de sinais temos:
2
Matemática
Como a inequação precisa ser menor que zero, as raízes não entram no nosso conjunto solução, pois elas
zeram as funções. Agora, podemos montar nosso quadro:
Assim, nossa inequação
𝑥−1
𝑥−5
> 0 tem como solução .
3
Matemática
Exercícios
1. A desigualdade
x2− 4x + 3
x2 − 7x + 10
> 0 se verifica para todos os números reais x tais que:
a) – 1 < x ou – 3 < x < -2 ou x < -5
b) x < 1 ou 2 < x < 3 ou x > 5
c) 1 < x < 2 ou 3 < x < 5
d) x > 1 ou 2 < x <5
e) 1 < x < 3 ou 2 < x < 5
2. O sistema de inequações abaixo admite k soluções inteiras:
Pode se afirmar que:
a)
b)
c)
d)
e)
3. O conjunto solução S, nos reais, da inequação é
a)
b)
c)
d)
4
Matemática
4. A soma das soluções da inequação
−x + 3
2x −1
> 0 , onde x pertence ao conjunto dos naturais é:
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 8
5. A soma de todos os números inteiros que satisfazem simultaneamente a inequação-produto (3x – 7)(x
+ 4) < 0 e a inequação-quociente
2𝑥+1
5 −𝑥
> 0 é
a) 3.
b) 5.
c) 6.
d) 7.
e) 8.
6. O conjunto solução da inequação (5x2 – 6x – 8)(2 – 2x) < 0 é
a)
b)
c)
d)
e)
5
Matemática
7. O número de soluções inteiras da inequação
2𝑥+6
14 −2𝑥
≥ 0 é:
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) Infinito
8. A função f(x) = √
9 − 𝑥2
𝑥2+ 𝑥 −2
tem como domínio o conjunto solução:
a)
b)
c)
d)
e)
9. Sobre a inequação-produto (-4x2 + 2x – 1)(x2 – 6x + 8) ≥ 0, nos reais, é correto afirmar que:
a) Não existe solução nos reais.
b) O conjunto admite infinitas soluções nos reais.
c) O conjuntos solução é S = { x 𝜖 ℤ / 2 ≤ x ≤ 4}
d) O conjuntos solução é S = { x 𝜖 ℤ / x ≤ 2 ou x ≥ 4}
10. Tem-se (x + 2)(x - 1) < 0 se e somentese:
a) x < 1
b) x > - 2
c) - 2 < x < 0
d) x ≠ 2 e x = 1
e) - 2 < x < 1
6
Matemática
Gabarito
1. B
Fazendo o estudo do sinal de cada uma das funções e depois o sinal do quocinete entre elas, temos:
Portanto, a solução da inequação quociente será dada por S = {x ∈ ℝ | x < 1 ou 2 < x < 3 ou x > 5}
2. D
3. B
Tem-se que
-4 . (2x – 1) (
𝑥
3
-1) > 0
8
3
. ( x -
1
2
) . (x - 3) < 0
1
2
< x < 3.
Portanto,
S = { x ∈ ℝ |
1
2
< x < 3}.
7
Matemática
4. A
Tem-se que
− 𝑥 + 3
2𝑥 − 1
> 0
𝑥 − 3
2(𝑥−
1
2
)
> 0
1
2
< x < 3.
Logo, as soluções naturais da inequação são x = 1 e x = 2. Em consequência, o resultado pedido é igual
a 1 + 2 = 3.
5. A
Temos que
(3x – 7) . (x + 4) < 0 3 . (𝑥 −
7
3
) . (x + 4) < 0
- 4 < x <
7
3
e
2x − 1
5 − x
> 0
2 . (x +
1
2
)
− (x − 5)
> 0
𝑥+
1
2
𝑥− 5
< 0
-
1
2
< x < 5
Logo, os números reais x que satisfazem simultaneamnete as inequações são tais que -
1
2
< x <
7
3
, e
portanto, a soma pedida é igual a 0 + 1 + 2 = 3.
6. E
Tem-se que
(5x2 – 6x – 8)(2 – 2x) < 0 (x +
4
5
) (x - 1)(x - 2) > 0
-
4
5
< x < 1 ou x > 2.
7. C
Fazendo o estudo do sinal, temos:
Logo, a solução da equação será dada por S = {x ∈ R/-3 ≤ 𝑥 ≤ 7} com os seguintes números inteiros:
-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Dez no total.
8
Matemática
8. B
O domínio da função será a solução da seguinte inequação
9− 𝑥2
𝑥2 + 𝑥 − 2
≥ 0
9 – x2 = 0 x = 3 ou x = -3
de x2 + x – 2 = 0 x = -2 ou x = 1
Estudando o sinal de
9− 𝑥2
𝑥2+𝑥−2
, temos:
Resolvendo a inquação, temos:
S = {x ∈ ℝ / -3 ≤ x < -2 ou 1 < x ≤ 3}
9. C
Reescrevendo a inequação, obtemos
(- 4x2 + 2x - 1) (x2 – 6x + 8) ≥ 0 (4x2 + 2x + 1)(x2 – 6x + 8) ≤ 0
4 (𝑥 −
1
2
)2 (x - 2)(x - 4) ≤ 0
x =
1
2
ou 2 ≤ x ≤ 4.
Portanto, o conjunto solução da inequação, em ℤ, é S = {x ∈ ℤ; 2 ≤ x ≤ 4}.
10. E
A função x + 2 é positiva quando x > -2. Já a função x – 1 é positiva quando x > 1. Fazendo o quadro,
temos:
Ou seja, como queremos que (x + 2)(x – 1) seja menor que zero, temos que -2 < x < 1.
1
Matemática
Inequações dos 1º e 2º graus
Resumo
Nós sabemos que muitos de vocês não sabem a diferença entre equação e função, certo? Então, vamos
começar aprendendo essa diferença.
Equações
O conceito de equação é toda sentença que apresenta uma igualdade (=). Por exemplo, 3x + 2 = 5, em que x
= 1 é a solução da equação, ou seja, esse é o valor que torna a sentença verdadeira.
Já função é uma relação específica entre dois números x e y. Por exemplo, y = x + 1 é uma função, mas, se
fixarmos um valor para x ou y , teremos uma equação. Ou seja:
• y = x + 1 é uma função.
• 2 = x + 1 é uma equação.
Inequações
As inequações se destacam por possuir os sinais > (maior que), < (menor que), ≥ (maior ou igual que) e ≤
(menor ou igual que) e diferentemente das equações, a solução é um intervalo. Em outras palavras, em geral,
as inequações possuem infinitas soluções.
Por exemplo, lembra que falamos que 2 = x + 1 era uma equação? Agora, 2 > x + 1 é uma inequação! Quais
valores de x fazem essa sentença ser verdadeira?
2 > x + 1
2 – 1 > x
1 > x
X < 1
Ou seja, a sentença é verdadeira desde que x seja menor do que 1. Faça o teste!
Obs: Repare que a inequação nos pede somente que x + 1 seja menor que 2, ou seja, x = 1 faz a x + 1 ser
exatamente igual a 2, o que não é o caso pedido, então x = 1 não é uma resposta para a inequação. Se a
inequação tive pedido que x + 1 fosse menor ou igual a 2, então x = 1 seria uma resposta. Fique ligado nisso!
Inequação do 1º grau
Resolvemos inequações do primeiro grau muito parecidamente com equações do primeiro grau, como vimos
no exemplo anterior. Só precisamos tomar cuidado ao multiplicarmos a inequação por -1, pois, nesse caso,
invertemos o sinal da inequação, como no exemplo abaixo:
- x + 1 < 0
- x < -1
x > 1
Inequações do 2º grau
Para resolvermos inequações do segundo grau, precisamos fazer um esboço da função quadrática fazer o
estudo dos sinais, ou seja, analisar onde a função é positiva, negativa ou igual a 0.
2
Matemática
Na análise dos sinais da função quadrática, são as raízes que delimitam os intervalos nos quais a função é
positiva ou negativa. Então, o primeiro passo é encontrar as raízes! A partir daí, de acordo com os sinais de ∆
e de a, escolhe-se o esquema adequado para descrever o sinal da função.
Só precisamos tomar cuidado ao multiplicarmos a inequação por -1, pois, nesse caso, invertemos o sinal da
inequação, como no exemplo abaixo:
- x2 + 1 < 0
x2 – 1 > 0
3
Matemática
Exercícios
1. Uma empresa de comunicação tem a tarefa de elaborar um material publicitário de um estaleiro para
divulgar um novo navio, equipado com um guindaste de 15 m de altura e uma esteira de 90 m de
comprimento. No desenho desse navio, a representação do guindaste deve ter sua altura entre 0,5 cm
e 1 cm, enquanto a esteira deve apresentar comprimento superior a 4 cm. Todo o desenho deverá ser
feito em uma escala 1 : X. Os valores possíveis para X são, apenas,
a) X > 1 500.
b) X < 3 000.
c) 1 500 < X < 2 250.
d) 1 500 < X < 3 000.
e) 2250 < X < 3000.
2. Um clube tem um campo de futebol com área total de 8 000 m2, correspondente ao gramado.
Usualmente, a poda da grama desse campo é feita por duas máquinas do clube próprias para o serviço.
Trabalhando no mesmo ritmo, as duas máquinas podam juntas 200 m2 por hora. Por motivo de urgência
na realização de uma partida de futebol, o administrador do campo precisará solicitar ao clube vizinho
máquinas iguais às suas para fazer o serviço de poda em um tempo máximo de 5 h. Utilizando as duas
máquinas que o clube já possui, qual o número mínimo de máquinas que o administrador do campo
deverá solicitar ao clube vizinho?
a) 4
b) 6
c) 8
d) 14
e) 16
4
Matemática
3. O gráfico a seguir mostra a evolução mensal das vendas de certo produto de julho a novembro de 2011.
Sabe-se que o mês de julho foi o pior momento da empresa em 2011 e que o número de unidades
vendidas desse produto em dezembro de 2011 foi igual à média aritmética do número de unidades
vendidas nos meses de julho a novembro do mesmo ano. O gerente de vendas disse, em uma reunião
da diretoria, que, se essa redução no número de unidades vendidas de novembro para dezembro de
2011 se mantivesse constante nos meses subsequentes, as vendas só voltariam a ficar piores que
julho de 2011 apenas no final de 2012. O diretor financeiro rebateu imediatamente esse argumento
mostrando que, mantida a tendência, isso aconteceria já em:
a) janeiro.
b) fevereiro.
c) março.
d) abril.
e) maio.
4. O setor de recursos humanos de uma empresa pretende fazer contratações para adequar-se ao artigo
93 da Lei no. 8.213/91, que dispõe:
Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento)
a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência,
habilitadas, na seguinte proporção:
I. até 200 empregados . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2%;
II. de 201 a 500 empregados . . . . . . . . . . . . . . .3%;
III. de 507 a 1 000 empregados . . . . . . . . . . . . .4%;
IV. de 1 001 em diante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5%.
Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 3 fev. 2015.
Constatou-se que a empresa possui 1 200 funcionários, dos quais 10 são reabilitados ou com
deficiência, habilitados. Para adequar-se à referida lei, a empresa contratará apenas empregados que
atendem ao perfil indicadono artigo 93. O número mínimo de empregados reabilitados ou com
deficiência, habilitados, que deverá ser contratado pela empresa é:
a) 74.
b) 70.
c) 64.
d) 60.
e) 53.
5
Matemática
5. A capacidade de um reservatório de água é maior que 250 litros e menor que 300 litros. O número x de
litros que há nesse reservatório satisfaz à inequação
x
2
+ 1 < 127 .
Assinale a alternativa que apresenta quantos litros de água há nesse reservatório.
a) 250
b) 251
c) 252
d) 253
e) 255
6. O gerente de um estacionamento, próximo a um grande aeroporto, sabe que um passageiro que utiliza
seu carro nos traslados casa-aeroporto-casa gasta cerca de R$ 10,00 em combustível nesse trajeto.
Ele sabe, também, que um passageiro que não utiliza seu carro nos traslados casa-aeroporto-casa
gasta cerca de R$ 80,00 com transporte. Suponha que os passageiros que utilizam seus próprios
veículos deixem seus carros nesse estacionamento por um período de dois dias. Para tornar atrativo a
esses passageiros o uso do estacionamento, o valor, em real, cobrado por dia de estacionamento deve
ser, no máximo, de
a) R$ 35,00.
b) R$ 40,00.
c) R$ 45,00.
d) R$ 70,00.
e) R$ 90,00.
7. O pacote de salgadinho preferido de uma menina é vendido em embalagens com diferentes
quantidades. A cada embalagem é atribuído um número de pontos na promoção:
“Ao totalizar exatamente 12 pontos em embalagens e acrescentar mais R$ 10,00 ao valor da compra,
você ganhará um bichinho de pelúcia”.
Esse salgadinho é vendido em três embalagens com as seguintes massas, pontos e preços:
A menor quantia a ser gasta por essa menina que a possibilite levar o bichinho de pelúcia nessa
promoção é
a) R$ 10,80.
b) R$ 12,80.
c) R$ 20,80.
d) R$ 22,00.
e) R$ 22,80.
6
Matemática
8. O HPV é uma doença sexualmente transmissível. Uma vacina com eficácia de 98% foi criada com o
objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pessoas que venham a
desenvolver câncer de colo de útero. Uma campanha de vacinação foi lançada em 2014 pelo SUS, para
um público-alvo de meninas de 11 a 13 anos de idade. Considera-se que, em uma população não
vacinada, o HPV acomete 50% desse público ao longo de suas vidas. Em certo município, a equipe
coordenadora da campanha decidiu vacinar meninas entre 11 e 13 anos de idade em quantidade
suficiente para que a probabilidade de uma menina nessa faixa etária, escolhida ao acaso, vir a
desenvolver essa doença seja, no máximo, de 5,9%. Houve cinco propostas de cobertura, de modo a
atingir essa meta:
Proposta I: vacinação de 90% do público-alvo.
Proposta 11: vacinação de 55,8% do público-alvo.
Proposta 111: vacinação de 88,2% do público-alvo.
Proposta IV: vacinação de 49% do público-alvo.
Proposta V: vacinação de 95,9% do público-alvo.
Para diminuir os custos, a proposta escolhida deveria ser também aquela que vacinasse a menor
quantidade possível de pessoas.
Disponível em: www.virushpv.com.br. Acesso em: 30 ago. 2014 (adaptado)
A proposta implementada foi a de número
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.
9. Uma padaria vende, em média, 100 pães especiais por dia e arrecada com essas vendas, em média, R$
300,00. Constatou-se que a quantidade de pães especiais vendidos diariamente aumenta, caso o preço
seja reduzido, de acordo com a equação
q = 400 – 100p
Na qual q representa a quantidade de pães especiais vendidos diariamente e p, o seu preço em reais.
A fim de aumentar o fluxo de clientes, o gerente da padaria decidiu fazer uma promoção. Para tanto,
modificará o preço do pão especial de modo que a quantidade a ser vendida diariamente seja a maior
possível, sem diminuir a média de arrecadação diária na venda desse produto. O preço p, em reais, do
pão especial nessa promoção deverá estar no intervalo
a) R$ 0,50 p < R$ 1,50
b) R$ 1,50 p < R$ 2,50
c) R$ 2,50 p < R$ 3,50
d) R$ 3,50 p < R$ 4,50
e) R$ 4,50 p < R$ 5,50
7
Matemática
10. Conforme regulamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o passageiro que embarcar em
voo doméstico poderá transportar bagagem de mão, contudo a soma das dimensões da bagagem
(altura + comprimento + largura) não pode ser superior a 115 cm. A figura mostra a planificação de
uma caixa que tem a forma de um paralelepípedo retângulo.
O maior valor possível para x, em centímetros, para que a caixa permaneça dentro dos padrões
permitidos pela Anac é
a) 25.
b) 33.
c) 42.
d) 45.
e) 49.
8
Matemática
Gabarito
1. C
Sendo 15m = 1500cm e 90m = 9000cm, temos
1
𝑥
. 9000 > 4 X < 22250 e
1
2
< 1500 .
1
𝑥
< 1 1500 < x < 3000.
Portanto, das duas condições, segue que 1500 < X < 2250
2. D
Seja n o número de máquinas que o administrador do campo deverá solicitar ao clube vizinho. Se duas
máquinas juntas podam 200m2, então cada máquina poda 100m2 sozinha. Assim, deve-se ter
(n + 2) . 100 . 5 ≥ 8000 n ≥ 14
Portanto, como queremos o valor mínimo de n, segue que a resposta é 14.
3. D
A média de julho a novembro é igual a
700 + 2500 + 2500 + 2800 +2700
5
=
11200
5
= 2240.
A redução verificada de novembro para dezembro de 2011 foi de 2700 – 2240 = 460 unidades. Logo, o
número de unidades vendidas n meses após novembro é dado por
Q(n) = -460n + 2700.
Queremos calcular o menor número inteiro n para o qual se tem Q(n) < 700. Assim, temos -460n + 2700 <
700 n > 4,34.
Portanto, segue que n = 5 e a resposta é abril de 2012.
4. E
Seja n o número de empregados reabilitados ou com deficiência, habilitados, que será contratado. Logo,
deve-se ter
n + 10 ≥ 0,05 . (n + 1.200) 0,95 . n ≥ 50 n ≥ 52,6
Portanto, a resposta é 53.
5. B
Resolvendo a inequação temos:
𝑥
2
+ 1 < 127 →
𝑥
2
+
2
2
<
254
2
→ 𝑥 + 2 < 254
𝑥 < 252 → 𝑥 = 251 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠
6. A
Seja v o valor cobrado por dia no estacionamento. Para que o usuário prefira deixar seu carro no
estacionamento pode dias, deve-se ter
2v + 10 ≤ 80 v ≤ R$ 35,00
Portanto, o valor deve ser no máximo R$ 35,00.
9
Matemática
7. C
Sejam x, y e z, respectivamente, o número de embalagens de 50g, o número de embalagens de 100g e o
número de 200g que serão compradas.
Queremos encontrar a terna (x, y, z) tal que a soma S = 2x + 3,6y + 6,4z + 10 seja mínima e 2x + 4y + 6z =
12. Por inspeção, concluímos que dentre as ternas (6, 0, 0), (0, 3, 0), (0, 0, 2), (4, 1, 0), (3, 0, 1), (2, 2, 0) e
(1,1,1) a que satisfaz simultaneamente as duas condições é a (0, 3, 0), com S = 3 . 3,6 + 10 = R$ 20,80.
8. A
Seja p o percentual da população vacina, e supondo que para os 2% em que a vacina é ineficaz ainda há
50% de probabilidade de infecção, temos
0,2 . 0,5 . p + 0,5 . (1- p) ≤ 0,059 ↔ 0,49p ≥ 0,441
↔ p ≥ 0,9
Portanto, a proposta implementada foi a I.
9. A
A receita r obtida com a venda dos pães é dada por r = p(400 – 100p). Logo, queremos calcular o valor de
p tal que r ≥ R$ 300,00 e a quantidade q seja máxima. Assim temos
p(400 – 100p) ≥ 300
p2 -4p + 3 ≤ 0
1 ≤ p ≤ 3.
A quantidade q é máxima quando p é mínimo. Portanto, segue que p = 1.
10. E
De acordo com a figura, tem-se que a altura da caixa mede 24cm. Além disso, a largura mede 90 – 2 . 24
= 42cm. Daí, o comprimento x, em centímetros, deve ser tal que
0 < x + 42 + 24 ≤ 115 ↔ 0 < x ≤ 49.
Portanto, o maior valor possível para x, em centímetros, é 49.
1
Matemática
Operações com arcos
Resumo
Adição e subtração de arcos
As operações de adição e subtração de arcos não é distributiva, isto é ( )60 30 90 1sen sen+ = =
Agora,
3 1 3 1
60 30
2 2 2
sen sen
+
+ = + = , logo, ( )60 30 60 30sen sen sen+ + .
Podemos expressar as operações com o arcoseno como:
( )
( )
cos cos
cos cos
sen a b sena b senb a
sen a b sena b senb a
+ = +
− = −
Temos uma música para ajudar a gravar:
“Minha terra tem plameiras onde canta o sabiá, seno a, cosseno b, seno b, cosseno a.”
Exemplos:
( )75 45 30
75 45 cos30 30 cos45
2 3 2 1 6 2
75
2 2 2 2 4
sen sen
sen sen sen
sen
= +
= +
+
= + =
( )15 45 30
15 45 cos30 30 cos45
2 3 2 1 6 2
15
2 2 2 2 4
sen sen
sen sen sen
sen
= −
= −
−
= − =
Já as operações com o arco cosseno, expressamos assim:
( )
( )
cos cos cos
cos cos cos
a b a b sena senb
a b a b sena senb
+ = −
− = +
Conhecido também como “Coça a, coça b troca sem saber” ou “Coça-coça, senta-senta”.
Exemplos:
( )cos75 cos 45 30
cos75 cos45 cos30 45 30
2 3 2 1 6 2
cos75
2 2 2 2 4
sen sen
= + =
= −
−
= − =
( )cos15 cos 45 30
cos15 cos45 cos30 45 30
2 3 2 1 6 2
cos15
2 2 2 2 4
sen sen
= − =
= +
+
= + =
2
Matemática
O mesmo acontece com o arco tangente, ficando assim:
( )
( )
1
1
tga tgb
tg a b
tga tgb
tga tgb
tg a b
tga tgb
+
+ =
−
−
− =
+
Conhecido também como “Tem gente que ama, tem gente que ama e beija”.
Exemplos:
( )75 45 30
45 30
75
1 45 30
3 3 3
1
3 3 3 3 33 375
33 3 3 3 3 3 3
1 1
3 3
tg tg
tg tg
tg
tg tg
tg
= +
+
=
−
+
+
+ +
= = = =
− − −
−
( )15 45 30
45 30
15
1 45 30
3 3 3
1
3 3 3 3 33 315
33 3 3 3 3 3 3
1 1
3 3
tg tg
tg tg
tg
tg tg
tg
= −
−
=
+
−
−
− −
= = = =
+ + +
+
Arcos Duplos
Considerando o arco a, quando dupicado, teremos:
Cosseno:
2 2
2
2
cos2 cos
cos2 1 2
cos2 2cos 1
a a sen a
a sen a
a a
= −
= −
= −
Seno:
2 2 cossen a sena a=
Tangente:
2
2
2
1
tga
tg a
tg a
=
−
3
Matemática
Exercícios
1. O valor de cos(105º) é:
a)
3
2
b)
2 6
4
+
c)
2 6
2
−
d)
2 6
2
+
e)
2 6
4
−
2. Sabendo que
3
2
x
e
1
( )
3
sen x = − , é correto afirmar que ( )2sen x é:
a)
2
3
−
b)
1
6
−
c)
3
8
d)
1
27
e)
4 2
9
4
Matemática
3. Um caminhão sobe uma ladeira com inclinação de 15°. A diferença entre a altura final e a altura inicial
de um ponto determinado do caminhão, depois de percorridos 100 m da ladeira, será de,
aproximadamente:
Dados: 3 1,73 ,
1 cos
²
2 2
sen
−
=
a) 7 m.
b) 26 m.
c) 40 m.
d) 52 m.
e) 67 m.
4. No esquema abaixo, estão representados um quadrado ABCD e um círculo de centro P e raio r, tangente
às retas AB e BC. O lado do quadrado mede 3r.
A medida θ do ângulo CÂP pode ser determinada a partir da seguinte identidade trigonométrica:
( ) ( )
( )
1 ( ) ( )
tg tg
tg
tg tg
−
− =
+
O valor da tangente de θ é igual a:
a) 0,65.
b) 0,60.
c) 0,55.
d) 0,50
5
Matemática
5. No quadrilátero ABCD onde os ângulos A e C são retos e os lados têm as medidas indicadas, o valor de
sen B é:
a)
5
5
b)
2 5
5
c)
4
5
d)
2
5
e)
1
2
6. Se ( ) 33tg x y+ = e 3tgx = , então tgy é igual a:
a) 0,2
b) 0,3
c) 0,4
d) 0,5
e) 0,6
6
Matemática
7. Se 2( )
3
sen x = − , ( ) ( )cos 2x sen x − é:
a)
2
9
b)
2
27
c)
2
9
−
d)
2
27
−
e)
9
27
−
8. Considere o ângulo segundo o qual um observador vê uma torre. Esse ângulo duplica quando ele se
aproxima 160 m e quadruplica quando ele se aproxima mais 100 m, como mostra o esquema a seguir.
A altura da torre, em metros, equivale a:
a) 96.
b) 98.
c) 100.
d) 102.
7
Matemática
9. Um skatista treina em três rampas planas de mesmo comprimento a, mas com inclinações diferentes.
As figuras abaixo representam as trajetórias retilíneas AB = CD = EF, contidas nas retas de maior declive
de cada rampa. Sabendo que as alturas, em metros, dos pontos de partida A, C e E são,
respectivamente, h1, h2 e h3, conclui-se que h1 + h2 é igual a:
a) 3h3
b) 2h3
c) 3h2
d) 3h
10. Observe a figura a seguir.
A figura acima representa o trapézio escaleno de altura 6cm, com base menor medindo 13cm, um
dos ângulos internos da base maior medindo 75° e lado transversal oposto a esse ângulo igual a
12cm. Qual é a área, em cm2, desse trapézio?
a) 120
b) 118
c) 116
d) 114
e) 112
8
Matemática
Gabarito
1. E
2. E
3. B
Considere a figura, em que h é a diferença pedida
Sabendo que cos 30º =
√3
2
, vem
sen2 (
30°
2
) =
1−𝑐𝑜𝑠30°
2
sen2 15° =
1−
√3
2
2
sen 15° ≅
√2 − 1,73
2
Portanto,
h = 100 . sen 15° ≅ 100 . 0,26 = 26 m.
√2 4⁄
𝑠𝑒𝑛215° =
2 − √3
4
=
0,27
4
=
27
400
𝑠𝑒𝑛15° = √
27
400
=
3√3
20
=
3 . 1,73
20
≅ 0,26
9
Matemática
4. B
5. C
x2 + 4x2 = (BD)2 (BD)2 = 5x2 BD= x √5
sen ∝ =
𝑥
𝑥√5
sen ∝ =
√5
√5
cos ∝ =
2𝑥
𝑥√5
cos ∝ =
2√5
5
B = 2∝
sen2 ∝ = 2sen∝ . cos∝
Substituindo teremos:
sen2 ∝ = 2 .
√5
√5
.
2√5
√5
sen 2 ∝ =
4
5
6. B
10
Matemática
7. B
Pela relação fundamental temos que:
Utilizando a fórmula de arcos duplos temos que:
E finalmente :
8. A
I. O ângulo (2x) é externo e vale a soma de (x + y).
Logo, 2x = x + y => x = y.
Esse triângulo é isósceles.
II. O ângulo (4x) é externo e vale a soma de (2x + t).
Logo, 4x = 2x + t => 2x = t. Esse triângulo também é isósceles.
III. Utilizando os senos de (2x) e (4x),temos:
±
11
Matemática
9. D
Como
sen15° = sen(45°- 30°)
= sen 45° cos 30° - sen30° cos 45°
=
√2
2
.
√3
2
-
1
2
.
√2
2
=
√6 − √2
4
Então:
sen 15° =
ℎ1
𝑎
h1 =
𝑎 (√6 − √2)
4
.
Além disso,
sen45° =
ℎ2
𝑎
h2 =
𝑎√2
2
Então:
h1 e h2 =
𝑎 (√6 − √2)
4
+
𝑎√2
2
=
𝑎 (√6 + √2)
4
.
Por outro lado,
sen 75° = sen(45° + 30°)
= sen 45° cos30° + sen30° cos45°
=
√2
2
.
√3
2
+
1
2
.
√2
2
=
√6+ √2
4
Então:
Sen75° =
ℎ3
𝑎
h3 =
𝑎 (√6 − √2)
4
Portanto, h1 + h2 = h3
12
Matemática
10. D
Na figura temos:
tg 75° =
6
𝑥
tg(45° + 30°) =
6
𝑥
𝑡𝑔45° + 𝑡𝑔30°
1−𝑡𝑔30° . 𝑡𝑔45°
=
6
𝑥
1+
√3
3
1−
√3
3
.1
=
6
𝑥
3+ √3
3− √3
=
6
𝑥
x =
6. 3− √3
3 + √3
x = 12 – 6 . √3
Calculando, agora, o valor de y, temos: y2 + 62 = 122 y = 6 . √3
Portanto, x + 13 + y = 12 – 6 . √3 + 13 + 6 . √3 = 25
Área =
(25+13).6
2
Área = 114 cm2
1
Português
Demonstrando no vestibular
Exercícios
1. Analise as assertivas que dizem respeito ao trecho a seguir.
“Não se trata de uma tese nova. Ela foi levantada pela primeira vez em 1985, num livreto do teórico da
comunicação americano Neil Postman: “Amusing ourselves to death” (Nos divertindo até morrer),
relembrado por seu filho Andrew em artigo recente ao The guardian.”
I. O primeiro período é constituído de uma oração absoluta sem sujeito.
II. Está de acordo com a Norma Gramatical Brasileira a seguinte reescrita: “Não se trata de uma
nova tese: esta tese foi levantada pela primeira vez em 1985”.
III. O termo “Neil Postman” classifica-se como agente da passiva, uma vez que é o elemento que
realiza a ação expressa na locução verbal indicativa de voz passiva.IV. O termo “do teórico da comunicação americano” associa-se a um substantivo, especificando-lhe
o sentido, sendo, portanto, um adjunto adnominal.
V. O substantivo “livreto” encontra-se flexionado no grau diminutivo sintético para representar uma
relação de tamanho.
Está correto o que se afirma apenas em:
a) I e III.
b) II e IV.
c) II e III.
d) IV e V.
2. “Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul [...].”
Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.
a) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul seria recebida pelos amigos.
b) Os amigos deveriam ter recebido, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul.
c) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul foi recebida pelos amigos.
d) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul é recebida pelos amigos.
e) Os amigos receberiam, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul.
2
Português
3. “Em sua teoria da relatividade geral, ele mostrou que a presença de massa (ou de energia) também
influencia a passagem do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia”.
Ao se converter o trecho destacado para a voz passiva, o verbo “influencia” assume a seguinte forma:
a) é influenciada.
b) foi influenciada.
c) era influenciada.
d) seria influenciada.
e) será influenciada.
4. As telas de plasma, o processo digital e a interface com a informática foram dotando a TV de muitos
outros recursos, até que, bem mais tarde, tivesse que enfrentar a concorrência de outras telas, muito
menores, portáteis, disponíveis nos celulares, carregados de aplicativos e serviços. Apesar disso, nada
indica que a curto prazo desapareçam da casa os aparelhos de TV, enriquecidos agora por incontáveis
dispositivos.
Considerado o trecho acima, em seu contexto, comenta-se apropriadamente:
a) A forma verbal “tivesse” exprime uma condição, considerada hipotética.
b) A substituição de “bem mais tarde” por “posteriormente” mantém todos os traços de sentido da
formulação original.
c) A palavra destacada em “muitos outros recursos” constitui força de expressão, porque outro
recurso foi mencionado anteriormente na frase.
d) Transpondo a frase “As telas de plasma, o processo digital e a interface com a informática foram
dotando a TV de muitos outros recursos” para a voz passiva, tem-se corretamente a forma verbal
“foi sendo dotada”.
e) Em seguida à enumeração de elementos que propiciaram o ganho de recursos para a TV, surge a
expressão “até que”, anunciando com antecipação que as vantagens agregadas chegariam a seu
ponto máximo.
3
Português
5.
Sobre o termo “Antes da entrevista de emprego”, é correto afirmar:
a) Complementa o verbo “precisamos”.
b) Complementa a locução verbal “Precisamos saber”.
c) Explica a situação temporal do acontecimento apresentado na tira.
d) Demonstra o que é necessário saber antes da entrevista.
e) Especifica a circunstância de tempo da locução verbal “precisamos saber”.
6. Três teses sobre o avanço da febre amarela
Como a febre amarela rompeu os limites da Floresta Amazônica e alcançou o Sudeste, atingindo os
grandes centros urbanos? A partir do ano passado, o número de casos da doença alcançou níveis sem
precedentes nos últimos cinquenta anos. Desde o início de 2017, foram confirmados 779 casos, 262
deles resultando em mortes. Trata-se do maior surto da forma silvestre da doença já registrado no
país. Outros 435 registros ainda estão sob investigação. (...)
Para o infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de São Paulo, o rompimento da
barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, teve papel relevante na disseminação acelerada
da doença no Sudeste. A destruição do habitat natural de diferentes espécies teria reduzido
significativamente os predadores naturais dos mosquitos. A tragédia ambiental ainda teria afetado o
sistema imunológico dos macacos, tornando-os mais suscetíveis ao vírus.
Nathalia Passarinho. Disponível em: bbb.com. Acessado em: 06/02/2018. Adaptado
No segundo parágrafo, são apresentadas duas hipóteses acerca da disseminação da febre amarela.
A marca verbal que evidencia a formulação dessas hipóteses é o uso de:
a) voz ativa.
b) modo subjuntivo.
c) futuro do pretérito.
d) forma no gerúndio.
4
Português
7. Nasceu o dia e expirou.
Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul
do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.
Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro
pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos
ardentes amores.
Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá,
buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela
serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.
José de Alencar, Iracema.
É correto afirmar que, no texto, o narrador
a) prioriza a ordem direta da frase, como se pode verificar nos dois primeiros parágrafos do texto.
b) usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a mesma acepção que se verifica na frase “Travam das
armas os rápidos guerreiros, e correm ao campo” (também extraída do romance Iracema).
c) recorre à adjetivação de caráter objetivo para tornar a cena mais real.
d) emprega, a partir do segundo parágrafo, o presente do indicativo, visando dar maior vivacidade
aos fatos narrados, aproximando-os do leitor.
e) atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe entram n’alma”, valor possessivo ao pronome “lhe”.
8.
Sem alterar o modo verbal, passando os verbos para a primeira pessoa do plural e com as
modificações necessárias, qual alternativa reescreve o trecho “Venha para a biometria. Cadastre suas
digitais” corretamente?
a) Venhamos para a biometria. Cadastremos nossas digitais.
b) Venhas para a biometria. Cadastres nossas digitais.
c) Venha-te para a biometria. Cadastre tu suas digitais.
d) Venhas para a biometria. Cadastras suas digitais.
e) Venhamos para a biometria. Cadastrem nossas digitais.
5
Português
9. RECEITA DE MULHER
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de
[haute couture*
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul,
[como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas
[pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no
[terceiro minuto da aurora.
Vinicius de Moraes.
* “haute couture”: alta costura.
Tendo em vista o contexto, o modo verbal predominante no excerto e a razão desse uso são:
a) indicativo; expressar verdades universais.
b) imperativo; traduzir ordens ou exortações.
c) subjuntivo; indicar vontade ou desejo.
d) indicativo; relacionar ações habituais.
e) subjuntivo; sugerir condições hipotéticas.
10. E-mail no ambiente de trabalho
T.C., consultor e palestrante de assuntos ligados ao mercado de trabalho, alerta que a objetividade, a
organização da mensagem, sua coerência e ortografia são pontos de atenção fundamentais para uma
comunicação virtual eficaz. E, para evitar que erros e falta de atenção resultem em saias justas e
situações constrangedoras, confira cinco dicas para usar o e-mail com bom senso e organização:
1. Responda às mensagens imediatamente após recebê-las.
2. Programe sua assinatura automática em todas as respostas e encaminhamentos.
3. Ao final do dia, excluaas mensagens sem importância e arquive as demais em pastas
previamente definidas.
4. Utilize o recurso de “confirmação de leitura” somente quando necessário.
5. Evite mensagens do tipo “corrente”.
Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (fragmento).
O texto apresenta algumas sugestões para o leitor. Esse caráter instrucional é atribuído,
principalmente, pelo emprego
a) do modo verbal imperativo, como em “responda” e “programe”.
b) das marcas de qualificação do especialista, como “consultor” e “palestrante”.
c) de termos específicos do discurso no mundo virtual.
d) de argumentos favoráveis à comunicação eficaz.
e) da palavra “dica” no desenvolvimento do texto.
6
Português
Gabarito
1. D
Estão incorretas as assertivas [I], [II], [III]. O primeiro período é constituído de uma oração absoluta com
sujeito indeterminado; Para referir-se a algo já mencionado, utilizam-se os pronomes “esse”, “essa” ou
“isso”, em vez de “este”, “esta” ou “isto”. O termo “Neil Postman” classifica-se como aposto
especificativo.
2. D
Na conversão da voz ativa para a passiva, os termos sintáticos da oração original são modificados: o
objeto direto da ativa transforma-se em sujeito paciente, o sujeito, em agente da passiva precedido de
preposição e o verbo principal é acompanhado de auxiliar no mesmo tempo e modo que apresentava
na voz ativa.
3. A
Considerando que o verbo “influencia” está no presente do indicativo, ao passa-lo para a voz passiva,
devemos manter o tempo presente por meio do verbo auxiliar.
4. D
No contexto, a forma verbal “tivesse” exprime um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido; o
termo “posteriormente” não manteria a mesma intensidade do texto original; a palavra “outros” não faz
referência a nenhum termo anteriormente expresso; a expressão “até que” anuncia o momento em que
a TV com telas irão enfrentar a concorrência de outras muito menores e portáteis, como as dos
celulares.
5. E
O termo “antes da entrevista de emprego” está relacionado à locução verbal “precisamos saber”,
identificando quando é necessário saber, ou seja, trazendo a circunstância temporal dessa locução.
6. C
Ao valer-se de construções com o futuro do pretérito, como em “teria reduzido” e “teria afetado”, o autor
evidencia a formulação de duas hipóteses.
7. D
O emprego do presente do indicativo para narrar fatos passados (também denominado presente
histórico) confere atualidade à ação, aproximando o leitor dos fatos narrados. Assim, é correta a opção
[D].
8. A
Mantendo os verbos no modo imperativo na primeira pessoa do plural, a frase apresentaria a seguinte
configuração: “Venhamos para a biometria. Cadastremos nossas digitais.”
9. C
O modo subjuntivo, predominante no excerto do poema “Receita de mulher” (“perdoem”, “haja”,
“socialize”, “seja”, tenha”,”adquira”) indicam a vontade ou o desejo do eu lírico por esse ideal de mulher.
10. A
O uso do imperativo, nesse caso, configura a função conativa, também conhecida como função
apelativa da linguagem, cuja finalidade é mobilizar, convencer, persuadir o interlocutor.
1
Português
Verbos: formas nominais
Resumo
Formas nominais
As formas nominais do verbo recebem esse nome porque, podem desempenhar a função de nomes assim
como o seu valor verbal. Essas formas são conhecidas como: infinitivo, gerúndio e particípio.
Essas palavras são construídas a partir do tema (radical + vogal temática) acrescido das desinências:
• -r para o infinitivo: canta-r, vende-r, parti-r.
• -do para o particípio: canta-do, vendi-do, parti-do.
• -ndo para o gerúndio: canta-ndo, vende-ndo, parti-ndo.
Infinitivo
O infinitivo pessoal é quando existe um sujeito envolvido na ação, o que a torna pessoal.
Exemplo: Trouxe alguns exercícios para eles resolverem.
O infinitivo impessoal é quando o processo verbal não possui um sujeito específico, ou seja, fala-se da ação
por ela mesma.
Exemplo: Resolver problemas faz parte da vida adulta.
Gerúndio
O gerúndio indca uma noção de continuidade ao processo verbal. Muitas vezes, vem acompanhado por um
verbo auxiliar.
Exemplo: Estou dirigindo
Viajando, expandimos nossa visão de mundo.
Particípio
O particípio indica uma noção de finalização, conclusão da ação verbal. O particípio aparece nas locuções
verbais de voz passiva analítica (ser + particípio) e de tempo composto (ter/haver + particípio).
Exemplo: Terminada a festa, os convidados já haviam partido.
A festa teria acabado por volta das 5 da manhã.
A reforma educacional deve ser aprovada pelos profissionais da área.
2
Português
Exercícios
1. (EEAR-adaptado) O lema da tropa
O destemido tenente, no seu primeiro dia como comandante de uma fração de tropa, vendo que alguns
de seus combatentes apresentavam medo e angústia diante da barbárie da guerra, gritou, com firmeza,
para inspirar seus homens a enfrentarem o grupamento inimigo que se aproximava:
— Ou mato ou morro!
Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro.
Considere o seguinte trecho do texto:
“ — Ou mato ou morro!
Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro.”
No fragmento acima, para que houvesse redução de possibilidades interpretativas, do ponto de vista
morfológico, e manutenção do sentido original desejado pelo tenente, bastaria que ele, ao encorajar
seus combatentes,
a) acrescentasse preposições, como, por exemplo, “para”, antes dos substantivos, criando locuções
adverbiais.
b) acrescentasse determinantes às palavras, como, por exemplo, o artigo definido “o” antes dos
substantivos.
c) conjugasse os verbos pronunciados no tempo presente do modo indicativo.
d) pronunciasse as palavrar considerando-as como verbos na forma nominal do infinitivo.
e) conjugasse os verbos “matar” e “morrer” na forma nominal do gerúndo.
2. (CEFET-RJ-adaptado) Considere o seguinte fragmento:
“Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que
cada uma destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito
doloroso”.
O emprego recorrente de verbos no infinitivo confere à passagem em destaque o seguinte efeito
semântico:
a) ideia de possibilidade, incerteza na realização das ações.
b) ênfase às ações em si, em virtude de caráter atemporal.
c) valor de processo, indicando ações não concluídas.
d) reforço à noção da antiguidade, marcada pelo pretérito.
e) indicação de acontecimento da ação em tempo real.
3
Português
3. (PUC-Campinas)
Texto I
Capítulo 8 - As extremidades
8.4 Os pés
2. O limpador de para-brisas
Posição: sentada com os braços atrás do corpo e as mãos apoiadas no chão
− Gire os tornozelos para dentro e para fora;
− Levante e abaixe os calcanhares mantendo as barrigas das pernas no chão (os dois juntos; depois
um de cada vez).
Texto II
Receita de arroz doce tradicional
Ingredientes
1 litro e meio de leite
2 xícaras de arroz branco (já lavado)
3 xícaras de açúcar
Canela em pau (uso e quantidade a gosto)
1 lata de leite condensado
Modo de preparo
Cozinhar o arroz no leite, juntamente com a canela.
20 minutos depois, mexer de tempos em tempos, acrescentar o açúcar, deixar mais 20 minutos e
logoem seguida acrescentar o leite condensado e deixar mais 20 minutos.
Colocar em uma linda travessa.
Levando em conta os gêneros de textos, é correto afirmar: O texto I e o texto II
a) têm como objetivo sugerir ao leitor a realização de uma tarefa, apresentando o passo a passo da
atividade; em ambos os casos, o executor não tem espaço para livre escolha.
b) distinguem-se totalmente: a) pela intenção da mensagem − I busca informar o interlocutor acerca
de cuidados com a saúdeda criança, a receita, simples indicação de uma fórmula, mostra como
preparar um alimento; b) pela composição da mensagem – I admite ilustração, a receita não
admitiria.
c) não podem ser aproximados sob nenhum critério, pois, fazendo parte de universos absolutamente
distintos − como o comprovam tanto o assunto de cada um, quanto o estilo adotado em cada um
deles − , jamais estarão inseridos em contextos comunicativos iguais ou somente parecidos.
d) apresentam traços distintos em sua composição, como se nota pelo emprego do imperativo (em I)
e do infinitivo (na receita); entretanto, essa específica diferença não impede o reconhecimento de
que partilham a mesma finalidade de instruir o receptor.
e) implicam obrigatoriedade do interlocutor em cumprir o que está minuciosamente descrito em cada
um dos textos, mas distinguem-se: em I, a prática vem investida de caráter lúdico, pelo tipo
específico de destinatário da mensagem, enquanto a receita remete a atividade rotineira e
desgastante.
4
Português
4. (UERJ-adaptada) De acordo com o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, os
mosquitos transmissores da doença se deslocaram do Norte para o Sudeste, voando ao longo de rios
e corredores de mata. Estima-se que um mosquito seja capaz de voar 3 km por dia. Tanto o homem
quanto o macado, quando picados, só carregam o vírus da febre amarela por cerca de três dias. Depois
disso, o organismo produz anticorpos. Em cerca de dez dias, primatas e humanos ou morrem ou se
curam, tornando-se imunes à doença. (...)
Nathalia Passarinho
Adaptado de bbc.com, 06/02/2018.
No parágrafo anterior, são apresentadas duas hipóteses acerca da disseminação da febre amarela.
A marca verbal que evidencia a formulação dessas hipóteses é o uso de:
a) voz ativa
b) modo subjuntivo
c) futuro do pretérito
d) forma no gerúndio
e) marcas de imperativo
5. (IFPE) “Asma Elbadawl é uma artista visual de origem inglesa e sudanesa. Ela acha que o capitalismo
moderno impulsiona as mulheres a se fotografarem como objetos de desejo. Recentemente, ela postou
uma selfie no Instagram com desenhos no rosto, lembrando as marcas feitas em pacientes antes de
uma cirurgia plástica. Elbadawl, ativista reconhecida pelo empoderamento de jovens muçulmanas,
afirma que sua intenção era usar a linguagem de cartazes publicitários, cirando uma mensagem irônica.”
O principal referente desse trecho é “Asma Elbadawl”. Para manter esse referente no texto, lançou-se
mão de alguns recursos coesivos, sendo o mais recorrente deles
a) o apagamento do sujeito, como em “afirmará que sua intenção era...”.
b) a retomada por meio de pronomes, como em “ela acha...” e “ela postou...”.
c) o uso de aposto explicativo, a exemplo de “ativista reconhecida pelo empoderamento de jovens
muçulmanas”.
d) o emprego na forma nominal gerúndio, como, por exemplo, “lembrando as marcas...” e “criando
uma mensagem...”.
e) a retomada nominal pelo sobrenome, a exemplo de “Elbadawl, ativista reconhecida”.
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Português
6. (IFBA)
Disponível em: http://fbimusicdepartment.blogspot.com.br/2012/01/internet-pode-afetar-o-cerebro-co-mo.html. Acesso em
ago 2017.
Sobre as formas verbais da tira:
a) Em “estou arruinando”, temos um verbo no presente e um verbo no particípio.
b) Em “estou ficando viciado”, temos um verbo no presente, um verbo no gerúndio e um verbo no
particípio.
c) Em “preciso fazer”, temos um verbo no presente e um verbo no particípio.
d) Em “preciso de ajuda”, temos um verbo no presente, acompanhado de um verbo no particípio.
e) Em “dá para achar”, temos dois verbos no presente do indicativo.
7. Considere o seguinte trecho:
“É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A
população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de
reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possibilidade de utilização, ao serviço
dos homens, do sistema técnico atual”.
A oração reduzida de gerúndio “abrindo a possibilidade de utilização, ao serviço dos homens, do
sistema técnico atual” retoma como sujeito o seguinte sintagma:
a) “uma das bases de reconstrução e de sobreviência das relações locais”
b) “a população aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra”
c) “descoberta pelas massas”
d) “o discurso da escassez”
e) “tais alicerces”
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Português
8. (UNICAMP-adaptado)
– Pela milionésima vez, por favor, “se amostrar” não existe.
Não pega bem usar uma expressão incorreta como essa.
– Ora veja, incorreto para mim é o que não faz sentido, “se amostrar” faz sentido para boa parte do país.
– Por que você não usa um sinônimo mais simples da palavra? Que tal “exibido”? Todo mundo conhece.
– Não dá, porque quem se exibe é exibido, quem se amostra é amostrado. Por exemplo: quando os
vendedores de shopping olham com desprezo para os meninos dos rolezinhos e moram no mesmo
bairro deles, são exibidos.
Eles acham que a roupa de vendedor faz deles seres superiores. Por outro lado, as meninas e os
meninos dos rolezinhos vão para os shoppings para se amostrar uns para outros, e são, portanto,
amostrados. Percebeu a sutileza da diferença?
– Entendo, mas está errado.
– Como é que está errado se você entende? Você não aceita a inventividade linguística do povo.
“Amostrar” é verbo torto no manual das conjugações e “amostrado” é particípio de amostra grátis!
Captou?
(Adaptado de Cidinha da Silva, Absurdada. Disponível em http://notarodape. blogspot. com/ search/label/Cotidiano.
Acessado em 22/05/2019.)
Considerando que a comparação entre os modos de falar pode ser fonte de preconceito, o exemplo
citado por uma das personagens da crônica
a) reforça o preconceito em relação às turmas de jovens de um mesmo bairro, com base nos
significados de “amostrado” e “exibido”.
b) explicita o preconceito, valendo-se de “amostrado” e “exibido” para distinguir dois grupos de jovens
do mesmo bairro.
c) dissimula o preconceito e reconhece que “se amostrar” é, de fato, um verbo que não está de acordo
com as normas gramaticais.
d) refuta o preconceito e confirma o desconhecimento da regra de formação do particípio passado
do verbo “se amostrar”.
e) demonstra a aceitação pacífica em relação aos modos diversos de falar nas regiões do país.
9. (UECE-adaptado) Envelhecer
A coisa mais moderna que existe nessa vida
é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão
caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai
dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente
aprendendo a esquecer
Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer
(...)
Arnaldo Antunes. Disponível em https://www.vagalume.com.br/arnaldoantunes/envelhecer.html. Acesso: 22/9/17.
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Português
Sobre as locuções verbais presentes na primeira estrofe da canção (“vai descendo”, “vão caindo”, “vão
crescendo”, “vai dizendo”, “vão morrendo”), NÃO é lícito afirmar que:
a) nestas locuções verbais formadas com o verbo “ir”, é comum que elas expressem algo que
ocorrerá antes do momento da fala.
b) são locuções formadas pelo verbo auxiliar “ir” somado a um verbo principal no gerúndio.
c) o último verbo destas locuções representa a ação que se quer expressar, enquanto o primeiro
verbo exprime o modo e o tempo em que ela se realiza.
d) o verbo auxiliar, além de expressar o modo e o tempo em que a ação se realiza, faz também
referência à duração da ação verbal.
e) as locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar e um verbo principal na forma nominal do
verbo de gerúndio.
10. (UFF) Os diversos tipos de relação sintática entre orações podem ser estabelecidos sem conectivo
explícito,