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Acadêmico: Djulia Marins do Nascimento
Curso: Direito 
 Disciplina: Introdução, Hermenêutica
O caso dos exploradores de caverna.
Interpretação do livro, apresentado 
na plataforma EAD como requisito para 
obtenção de nota na AP1 na disciplina de 
Introdução ao estudo do direito e hermenêutica. 
Professor: Klayton Tópor 
ULBRA/CAMPUS GUAÍBA
2020
1. INTRODUÇÃO 
Maio de 4299: Quatros membros da Sociedade Espeleológica junto com Roger Whetmore, decidiram explorar o interior de uma caverna formada por pedras calcárias do tipo encontrado no planalto central desta comunidade. Ao entrarem na caverna houve um deslizamento de terra bloqueando a única entrada da caverna. Quando Whetmore e os exploradores não retornaram, uma expedição de resgate foi enviada para o local. Ao chegarem no local, tiveram uma grande dificuldade para o resgate, inúmeros gastos e também, mais desmoronamentos; ocorrendo mortes de trabalhadores no local. Quando encontrada uma máquina sem fio que fazia com que tivessem contato com a expedição de resgate, descobriram que demoraria mais 10 dias para o resgate e que não sobreviveriam tiveram a ideia de questionar ao médico no local, se eles consumirem carne humana conseguiriam aguentar até a data do resgate; tiveram a confirmação do médico. Assim, Whetmore junto com os exploradores decidiram entre eles uma maneira para chegarem ao acordo de quem seria morto pela sobrevivência do grupo. No vigésimo terceiro dia, após entrarem na caverna , Whetmore foi morto pelos seus companheiros de exploração. 
2. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA JURÍDICO
 
Após o resgate dos exploradores, começou o julgamento pela morte de Whetmore. Os quatro réus foram julgados por um acidente que os manteve presos por quase quarenta dias em uma  caverna, tal acidente que os colocaram em estado de necessidade, obrigando-os a matar Whetmore para a sobrevivência do grupo. Assim não padeceram de inanição e escaparam vivos do incidente. Foram condenados em primeira instância, recorrendo a decisão, à Suprema Corte de Newgarth, que terá de forma final o destino dos réus. 
3. A IDENTIFICAÇÃO DO VOTO DE CADA JUIZ 
· Juiz Truepenny: Busca uma solução na lei, se limitando a dizer que era recomendado seguir o que juri em 1º grau havia decidido. Com a diferença de que seria mais adequado recomendar ao chefe do executivo, com as circunstâncias do caso que comutassem a pena. Ficando este juiz dentro do direito positivo. 
· Juiz Foster: Relata que os exploradores presos dentro da caverna não estavam submetidos às leis de Newgarth, e sim que estavam em um estado de natureza, e sujeitos ao direito natural. Com este argumento pode-se concluir que o acordo feito por eles dentro da caverna seria válido a luz do direito natural. Portanto, não poderiam ser acusados por homicídio. E também relata, que considerando as leis do estado fictício, é baseado na finalidade da regra que pune o homicídio. Assim, a finalidade da norma foi alcançada pois esta era preservar a vida, portanto ao matarem Whetmore estariam preservando a própria vida. Ficando este juiz dentro do direito jusnaturalista. 
· Juiz Tatting: Se abstém, reagindo racionalmente entende que a lei precisa ser aplicada. Este juiz é positivista. 
· Juiz Keen: Refuta todos os argumentos do Juiz Foster, repreende o Juiz Truepenny por sugerir ao Chefe do Poder Executivo que comute a pena. Como um positivista, ele vota pela manutenção da condenação.
· Juiz Handy:  O seu voto é para absolver os réus no senso comum. Afirma que deveriam achar a solução mais adequada ao bom senso, sendo esta solução absolver os réus, afinal 10 homens já haviam morrido durante o resgate e agora, eles não deveriam ter que pagar com a própria vida. Juiz Mandy, sendo bem realista afirma que o Chefe do Poder Executivo, que era um homem de idade avançada e princípios muito rígidos, já estava convencido a não comutar a pena dos réus. 
4. CONCLUSÃO DO CASO
Calculando os votos, formou-se um empate assim como consequência, a condenação foi mantida pelas regras que regulamentavam aquele Tribunal. Com isso, marcaram a execução dos réus para o dia 2 de Abril de 4300. E o livro termina sem nenhuma indicação se o Chefe do Poder Executivo comutou a pena, ou não. 
5. ASSOCIAÇÃO AS ESCOLA DO DIREITO
 
 As decisões dos juizes podem ser associadas as escolas do direito. O Juiz Tatting, Juiz Keen e Juiz Truepenny podem ser associados ao positivismo jurídico. E o Juiz Foster pode e deve ser associado ao Jusnaturalismo.  É necessário o conhecimento as origens da aplicação do direito. A ambiguidade do texto, a vaguidade do texto, imperfeição, falta de terminologia técnica, má redação dificulta a natureza genérica e abstrata das normas, deixando lacunas a serem preenchidas para um posicionamento. Sendo, de extrema importância a interpretação, explicação, esclarecimento. Revelando seu sentido apropriado para a vida real e conducente a uma decisão, adequando à realidade social e respeitando os direitos inalienáveis do homem.
 
 
 
 
 
 
 
 
Por fim, não escolheria nenhuma das teorias para chegar a uma conclusão. Analisaria o caso como um todo partindo do princípio de lógica, analisando as provas, buscando informações como: Whetmore foi quem sugeriu o jogo de azar? Ele consentiu com a ideia pensando em salvar o grupo, ou apenas a si mesmo? Em que ponto da discussão ele desistiu e voltou atrás? Afirmaram eles, os médicos no local, que o resgate seria em dez dias aproximadamente ou como data final?. Analisaria o estado psicológico em que aqueles homens estavam. Em que contexto estes homens deixaram de ser vítimas de um incidente e passaram a ser assassinos condenados à morte. Se tivesse o poder de dar a decisão nesta situação escolheria absolver estes homens,  uma vez ter cometido tal conduta por extremo estado de necessidade, sem pensar em consequências, sem pensar se sairiam vivos da caverna.
Tratando de um homicídio a conduta deveria ser intencional ou acidental, neste caso, pode ser aplicado o caso de estado de necessidade por ter sido praticado pelo fato de não terem provocado a situação, não podendo evitar e as circunstâncias que os levaram a tal sacrifício. Por fim, houve também a morte de dez obreiros que trabalhavam no resgate, na tentativa de salvar a vida dos homens, e não foi discutido ou ponderada, ninguém foi responsabilizado por este acontecimento, podendo assemelhar a mesma conduta dos homens presos no interior da caverna , e que tinham o mesmo objetivo, salvar vidas.
Bibliografia: 
https://drive.google.com/file/d/15tq7CgaBk7bbVZowU1MoWfNVPCLVrAj_/edit
https://www.conjur.com.br/2019-ago-17/diario-classe-exploradores-caverna-aprender-ele
https://ambitojuridico.com.br/edicoes/revista-93/o-caso-dos-exploradores-de-cavernas/
https://jus.com.br/artigos/66559/resenha-critica-o-caso-dos-exploradores-de-cavernas