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1) Epitáfio propôs ação redibitória em face de Eleutério, a fim de rescindir um contrato e ter a devolução do preço então pago. O argumento utilizado na inicial foi de que adquiriu um touro reprodutor, vindo a descobrir, posteriormente, que o animal era estéril. O juiz, apesar de admitir a existência do vício redibitório, entendeu ter ocorrido decadência, extinguindo, por conseguinte, o processo com base no inciso II do art. 487 do CPC. O Tribunal de Justiça, no julgamento da apelação, afastou a preliminar de decadência e, sob fundamento de que a entrega de coisa diversa da contratada não configura vício redibitório, mas mero inadimplemento contratual, julgou questão não impugnada. A partir destas informações, pode o Tribunal julgar todo o mérito da demanda ou deve determinar o retorno dos autos ao juízo de 1º Grau para que outra sentença seja proferida? Responder fundamentadamente. (0,7 PONTO)
R.: Partindo do pressuposto que, a causa encontra-se suficientemente madura para julgamento de novas questões, o Tribunal deverá julgar todo o mérito da demanda, sem retornar os autos ao Juízo de 1º Grau, com base no princípio da duração razoável do processo e observado o disposto no artigo 1.013, §4º do CPC.
2) RELATIVAMENTE AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: (0,6 PONTO)
a) Em quais situações a multa ela deve ser aplicada e como se dá a sua reincidência? Responder fundamentadamente.
R.: A multa será aplicada quando tratar-se de embargos de declaração manifestamente protelatórios, portanto, o embargante será condenado a pagar ao embargado multa não superior a dois por cento sobre o valor atualizado da causa. No caso de reincidência, a multa será elevada a até dez por cento do valor atualizado da causa (Artigo 1.026, §2º e 3º do CPC/2015).
b) Aplicada a multa, a interposição de outro recurso fica condicionada ao seu pagamento?
Responder fundamentadamente.
R.: Para que possa vir a interpor outro recurso o embargante temerário ficará sujeito ao depósito do valor da multa, exceto a Fazenda Pública e os beneficiários da JG, que recolherão a multa ao final (Artigo 1.026, §3º do CPC/2015).
c) O que é o efeito infringente dos embargos de declaração? Responder fundamentadamente.
R.: O efeito infringente é o resultado obtido na reforma de uma determinada decisão ou despacho, desse modo, mesmo que o objetivo dos embargos de declaração não seja a modificação da decisão/despacho, o acolhimento deste recurso trará a modificação como consequência. Portando, o efeito infringente nada mais é do que uma consequência da aplicação dos embargos de declaração e está previsto nos artigos 1.023, §2º e 1.024, §4º, ambos do CPC/2015.
3) Equinócio pretende impugnar uma decisão proferida perante o Juizado Especial Cível de Porto Alegre, eis que, no seu entender, houve contrariedade a uma certa Medida Provisória em vigor. Responder fundamentadamente: (0,6 PONTO)
a) Qual seria o recurso cabível neste caso?
R.: O Recurso Inominado, conforme Artigo 41 da Lei nº 9.099/95.
b) Qual o órgão competente para julgá-lo?
R.: A Turma Recursal Cível, formada por três juízes togados de 1º Grau de Jurisdição, reunidos na sede do Juizado (Artigo 41, §1º da Lei nº 9.099/95).
c) Qual o órgão de interposição e qual o órgão competente para a admissibilidade do recurso?
R.: O órgão de interposição é o próprio Juizado a quo (Artigo 41, §1º da Lei nº 9.099/95). O Juízo de admissibilidade, apesar do disposto no Artigo 1.010, §3º do CPC/2015, é duplo e bipartido, podendo ser exercido previamente no 1º Grau de Jurisdição (Enunciado 166 – FONAJE).
4) Anacleto ajuizou ação perante o Juizado Especial Cível da Comarca de Gravataí-RS com o objetivo de obter reparação de danos materiais em razão de falha na prestação de serviços pela empresa Consultoria Mequetrefi. A sentença de improcedência dos pedidos foi publicada, mas não apreciou juridicamente um argumento relevante suscitado na inicial, deconsiderando em sua fundamentação importante prova do nexo de causalidade. Anacleto pretende opor embargos de declaração para ver sanada tal omissão. Diante disto, assinale a afirmativa correta. (0,3 PONTO)
a) Anacleto poderá opor embargos de declaração, supendendo o prazo para interposição de recurso para a Turma Recursal.
b) Os embargos não interrompem ou suspendem o prazo para interposição de recurso para a Turma Recursal, de modo que Anacleto deverá optar entre os embargos ou o recurso, sob pena de preclusão.
c) Eventuais embargos de declaração interpostos por Anacleto interromperão o prazo para interposição de recurso para a Turma Recursal.
d) Anacleto não deverá interpor embargos de declaração pois estes não são cabíveis no âmbito dos Juizados Especiais.
5) Em um determinado processo, requereu-se a concessão de tutela antecipada, que foi indeferida pelo juiz de 1º Grau. A parte lesada fez o recurso cabível contra tal decisão e requereu tutela antecipada recursal, a qual também foi indeferida pelo relator.
Contra esta última decisão (0,3 PONTO)
a) A parte sucumbente poderá manejar o recurso de agravo interno.
b) Não cabe qualquer recurso, devendo a parte aguardar a decisão final do colegiado.
c) Poderá fazer uso de pedido de reconsideração como forma de recurso.
d) É o caso de manejo de agravo retido que aguardará o julgamento pelo colegiado como questão prejudicial.

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