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CE SESI 284 GAMETOGÊNESE DISCENTE: Guilherme Justino Môra (15) DISCIPLINA: Biologia DOCENTE: Renata Juzwiak Presidente Prudente SP 2020 SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO 3 2- DESENVOLVIMENTO 4 2.1- Espermatogênese 5 2.2- Ovogênese 7 3- CONCLUSÃO 9 4- REFERÊNCIAS 10 INTRODUÇÃO Entende-se por Embriologia, a área da Biologia voltada para o estudo dos organismos durante o seu estágio embrionário, analisando seu desenvolvimento e caracterizando cada processo durante a formação do indivíduo. A Embriologia estuda todas as fases e processos do desenvolvimento embrionário, desde os mecanismos de formação das células especializadas em reprodução (gametas), até a formação de todos os órgãos e o desenvolvimento completo do indivíduo. Essa área da Biologia se encontra dentro de um campo maior de estudo, conhecido como Biologia do Desenvolvimento. Esse campo busca, utilizando conceitos de Citologia, Histologia, Biologia Molecular, Genética, Evolução e Zoologia, compreender os processos de desenvolvimento dos indivíduos ainda nos estágios iniciais de formação. Através dos avanços nos estudos da Embriologia, foi possível notar que o desenvolvimento embrionário pode apresentar diferenças significativas de uma espécie para outra. Em humanos, os estágios que precedem o desenvolvimento embrionário são os processos de gametogênese e fecundação. Após a fecundação, o desenvolvimento embrionário pode ser subdividido nos processos de segmentação, gastrulação e organogênese. DESENVOLVIMENTO Gametogênese é o processo pelo qual os gametas são produzidos nos organismos dotados de reprodução sexuada. Nos animais, a gametogênese acontece nas gônadas, órgãos que também produzem os hormônios sexuais, que determinam as características que diferenciam os machos das fêmeas. Na mulher, os gametas são produzidos nos ovários, enquanto que nos homens os gametas são produzidos nos testículos. A gametogênese masculina é chamada de espermatogênese e a feminina de ovogênese ou ovulogênese. Tanto na espermatogênese quanto na ovogênese, observamos a presença de dois processos de divisão celular: a meiose e a mitose. A mitose garante o aumento do número de células, já a meiose garante a redução do material genético do gameta. Dessa forma, na meiose, são produzidas células haploides. A redução do material genético é importante para que, no momento da fecundação, ocorra o retorno do número de cromossomos da espécie. 1. ESPERMATOGÊNESE A espermatogênese é o processo que leva à formação dos espermatozoides. Ocorre no interior dos testículos, nos chamados tubos seminíferos, e inicia-se na puberdade, influenciado pelo hormônio testosterona. Diferentemente da oogênese, a espermatogênese é contínua durante a vida dos homens adultos. A espermatogênese inicia-se com as células denominadas espermatogônias. Existem dois tipos de espermatogônias: as do tipo A e as do tipo B. As espermatogônias do tipo A sofrem mitose e originam novas espermatogônias. Já as espermatogônias do tipo B dividem-se e formam o espermatócito primário, o qual sofrerá meiose. Após a primeira divisão meiótica, os espermatócitos primários originam dois espermatócitos secundários. Os secundários passam, então, pela segunda divisão meiótica e originam as espermátides. No final da meiose, um espermatócito primário dá origem a quatro espermátides. As espermátides passarão por um período de amadurecimento e diversas transformações (processo de espermiogênese), até se tornarem espermatozoides. No processo de espermiogênese, observa-se a formação do acrossomo (vesícula encontrada na região da cabeça do espermatozoide que apresenta enzimas que garantem a entrada do espermatozoide no ovócito secundário), perda de grande parte do citoplasma e desenvolvimento do flagelo, que garante a movimentação eficiente do espermatozoide. O processo total de formação do espermatozoide (espermatogênese) dura, em média, sete semanas. Ao final da espermatogênese, os espermatozoides recém-formados caem na cavidade interna dos túbulos seminíferos e passam a se deslocar em seu interior, através da contração das paredes dos túbulos e do fluxo de líquido presente dentro deles. 2. OVOGÊNESE O processo de produção de gametas femininos (ovogênese ou oogênese) inicia-se ainda na vida embrionária, a partir da sétima semana de gestação do embrião feminino, com a produção da ovogônia, com base nas células germinativas e por meio do processo de divisão celular chamado mitose. Em seguida, as ovogônias passam a entrar no processo de meiose, entretanto, esse processo cessa antes do nascimento, na fase de prófase I. Essas células passam a ser denominadas de ovócitos primários (ovócitos I) e mantêm-se em repouso dentro de uma estrutura constituída por células protetoras, denominadas folículos, já com seu material genético duplicado até a ovulação, fase em que ela completará a primeira divisão meiótica. A ovulação ocorre em cada ciclo menstrual da mulher. Esses ciclos iniciam-se na puberdade e ocorrem durante toda a vida reprodutiva da mulher, que segue até a menopausa. Em cada ciclo, ocorre a ação do hormônio folículo-estimulante (FSH), estimulando alguns folículos a continuarem seu desenvolvimento. No entanto, apenas um folículo e seu ovócito I completarão seu desenvolvimento em cada ciclo. O ovócito I terminará a meiose I, dando origem ao ovócito secundário (ovócito II), um corpúsculo polar, e iniciará a meiose II. No entanto, a meiose II ficará em repouso na metáfase II e completará seu desenvolvimento apenas se, após a sua liberação na ovulação, o ovócito II for fecundado por um espermatozoide. Caso não ocorra a fecundação, o ovócito secundário degenera-se cerca de 24 horas após a ovulação. Caso seja fecundado, o ovócito retoma a segunda divisão meiótica, formando o segundo corpúsculo polar e o óvulo. O folículo que se rompeu dará origem ao corpo lúteo, que secretará hormônios, como a progesterona, essencial na manutenção de uma possível gestação. Caso o ovócito não seja fertilizado, esse corpo lúteo irá degenerar-se e, como a produção hormonal (que iria auxiliar a manutenção da gravidez), será alterado. Assim, um novo folículo será estimulado, dando origem a um novo ciclo. CONCLUSÃO A espermatogênese e a ovogênese são processos que resultam na formação de gametas e apresentam algumas similaridades, entretanto, ocorrem de maneiras distintas. Veja a seguir algumas diferenças entre esses os processos: •Diferentemente da espermatogênese, a ovogênese apresenta períodos de interrupção em seu processo. A meiose I, por exemplo, é interrompida ainda durante o desenvolvimento embrionário e só será retomada na puberdade. •Ao final do processo de espermatogênese, uma célula é capaz de produzir quatro espermatozoides. Entretanto, na ovogênese, forma-se apenas um gameta viável. •A espermatogênese inicia-se durante a adolescência e permanece durante toda a vida adulta. Já a ovogênese, que se inicia ainda durante a fase embrionária, é interrompida por volta dos 50 anos de idade. REFERÊNCIAS BIOLOGIA NET https://www.biologianet.com/embrologia-gametogenese.htm > Acesso em 26/06 BRASIL ESCOLA https://brasilescola.uol.com.br/biologia/gametogenese.htm > Acesso em 26/06 DESCOMPLICA https://descomplica.com.br/blog/materiais-de-estudo/biologia/o-que-e-gametogenese/#:~:text=Gametog%C3%AAnese%20%C3%A9%20o%20processo%20de,quantidade%20de%20cromossomos%20das%2 > Acesso em 26/06 MUNDO EDUCAÇÃO https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/gametogenese.htm > Acesso em 26/06 QUERO BOLSA https://querobolsa.com.br/enem/biologia/embriologia > Acesso em 26/06 SÓ BIOLOGIA https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2.php > Acesso em 26/06 10