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Módulo 1 
introdução ao estudo da Medicina
Aprendendo a aprender 
Objetivo I: entender o PBL e seus fundamentos
	De acordo com o acervo digital disponibilizado pela Unifesp, PBL é a abreviação para Problem Based Learning. Destaca-se o uso de um contexto clínico para o aprendizado, ou seja, utiliza-se casos fictícios com um problema relacionado à saúde. Trabalha-se em grupos de no máximo 12 alunos que se reúnem de 2 a 3 vezes por semana, entretanto o estudo é individual. Centra-se o estudo no aluno, que sai do receptor passivo, do método tradicional, para o agente responsável pelo aprendizado. Os professores atuam como tutores/facilitadores no aprendizado autodirigido. 
	Uma sessão tutorial inicial trabalha os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto abordado, lista-se os problemas e formula-se os objetivos baseados em sete passos.	(no material de apoio) os problemas apresentados oferecem um treinamento acerca da busca das informações relevantes e da capacidade de analisá-las, possibilitando maior fixação da aprendizagem dentro dos padrões educacionais esperados para a realidade. Os problemas passam a servir como um “trampolim” que permite integrar e estudar segundo necessidades concretas.
	(uel) as escolas de McMaster (Canadá), Mastricht (Holanda) são as pioneiras no uso do método.
	Tais conhecimentos foram baseados a partir de estudos de Paulo Freire e Jean Piaget, além da fisiologia da memória.
	O método requer organização e dedicação do corpo docente e os tutores não precisam ser especialistas. Além disso, libera tempo para atividades de investigação e laboratório. Isso gera ao aluno uma satisfação psicológica evidente de serem participantes ativos de seu processo de aprendizagem.
	Os problemas são os elementos centrais em um currículo PBL. Os alunos devem receber o enunciado e referências dos recursos educacionais disponíveis..
	O PBL garante o desenvolvimento da capacidade de análise e de avaliação crítica, assim, ele permite manter os níveis de exigência pessoal elevados, evitando o “autocontentamento fácil”. Devido a isso, o numero reduzido de alunos na tutoria facilita o desenvolvimento do pensamento crítico, pois ele expressa suas ideias e o docente consegue ver o quanto foi aprendido.
(completar)
Objetivo II: descrever o perfil do egresso do curso de medicina com base nas diretrizes curriculares
(resolução n°3 (20/06/2014) – MEC, conselho nacional de educação e câmara de educação superior)
· Carga horária: 7200 horas / 6 anos
· Formação geral, humanista, crítica, reflexiva e ética através de ações que promovem, previnem recuperem e reabilitem a saúde do paciente. Isso resulta numa responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania.
· Egresso: o profissional deve estar dotado de conhecimento, habilidades e atitudes, como atenção, gestão e educação em saúde.
(Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde)
· Art.6: os conteúdos essenciais para o curso de Medicina devem estar relacionados com todo o processo saúde/doença do cidadão, da família, da comunidade e integrado à realidade epidemiológica e profissional. Contempla-se: 
1- Bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados aos problemas de sua prática e na forma como o médico o utiliza;
2- compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo saúde/doença;
3- abordagem do processo saúde/doença do indivíduo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
4- compreensão e domínio da propedêutica médica – capacidade de realizar história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas; capacidade reflexiva e compreensão ética, psicológica e humanística da relação médico-paciente;
5- diagnóstico, prognóstico e conduta terapêutica nas doenças que acometem o ser humano em todas as fases do ciclo biológico, considerando-se os critérios da prevalência, letalidade, potencial de prevenção e importância pedagógica; e
6- promoção da saúde e compreensão dos processos fisiológicos dos seres humanos – gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento, envelhecimento e do processo de morte, atividades físicas, desportivas e as relacionadas ao meio social e ambiental.
Além disso, no Art.7, mostra-se a inclusão do estágio curricular obrigatório de treinamento em serviço, em regime de internato, em serviços próprios ou conveniados, e sob supervisão direta dos docentes. A carga hoarária mínima deve ser 35% do total, sendo 30% para o sus e 25% com monitoria.
As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (DCNs, 2014) indicam, para os cursos de formação médica, a aplicação de metodologias que privilegiem a participação ativa do estudante na construção do conhecimento e na integração entre os conteúdos, o que assegura a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
OBJETIVO III: identificar evidencias científicas da efetividade da metodologia ativa comparada ao tradicional
(Rev. Port. de Educação vol.29 no.1 Braga jun. 2016)
A formação tradicional foi baseada nos estudos de Abraham Flexner, em 1910, e foi adotado mundialmente. O ensino é organizado em disciplinas, centrado no docente, com atividades práticas em cenário predominantemente hospitalar, marcado pela unidirecionalidade do professor-aluno e pela fragmentação dos módulos. Além disso, trata-se de um modelo cartesiano-newtoniano, pois fragmenta o saber e o aluno apenas reproduz o que é passado em sala de aula, ou seja, tal ação pode não desenvolver o senso crítico.
	Já no modelo educacional de Problematização, destrinchada por Paulo Freire, o educador assume o papel de mediador. E é usado o Arco de Maguerez: observa realidade, pontos-chaves, teorização, hipóteses de solução, aplicação à realidade – prática..
	Tendo esse último método em vista, em Curitiba, em uma universidade de ensino superior privada, uma professora propôs ao grupo de Enfermagem a criação de um brinquedo terapêutico (BT) através da metodologia ativa. Assim, os alunos, com base no ciclo de Maguerez, discutiram previamente seus conhecimentos, estudaram e pesquisaram a teoria e possíveis práticas e, no fim, montaram protótipos de BT. Tal projeto resultou em 15 Bt’s que foram utilizados em hospitais locais para a terapia de alguns casos de crianças de maneira lúdica.
	UMA EVIDENCIA CIENTÍFICA: pode ser encontrada através do estudo de William Glasser, psiquiatra norte americano, (1925-2013) a respeito de saúde mental e comportamento humano, conhecida como a Teoria da Pirâmide de Aprendizado. Em vez de adotar o estilo expositivo (estudante=passivo), a teoria estimula a participação ativa para a construção do conhecimento: 
· 10% é aprendido por leitura
· 20% é aprendido por escuta
· 30% é aprendido por assistir/observar
· 50% é aprendido por escutar+observar
· 70% é aprendido por discussão, conversa, perguntas e debates
· 95% é aprendido por ensinar alguém
Ou seja, quanto mais nos relacionamos com o conhecimento de forma ativa, um maior número de informações serão assimiladas..
OBJETIVO IV: compreender a dinâmica dos grupos tutoriais
Na IES há salas específicas para o tutorial, em formato retangular com quadros brancos nas paredes laterais e na parede frontal e mesa retangular ao centro, em torno da qual se reuniam 10 estudantes e o professor sentado em uma das extremidades. Houve orientações para que, durante o grupo tutorial, os estudantes não utilizassem recursos tecnológicos, como computadores e aparelhos móveis, com o objetivo de evitar pesquisas acerca do problema em estudo. Procurou-se privilegiar os saberes prévios dos estudantes, pois suas práticas sociais são as referências básicas no processo inicial de discussão do problema, levantamento de questões e formulação de objetivos de aprendizagem.
O trabalho pedagógico desenvolvido no grupo tutorial pelo docente e pelos estudantescontribui para concretizar os objetivos e as intencionalidades do projeto pedagógico da instituição e do curso.
[...], transformar a lógica do professor protagonista do processo de ensino- -aprendizagem e ver que o aluno é protagonista também. Os alunos têm no início do curso muita parte teórica, então a tutoria conduz para aspectos importantes a serem discutidos, articulando o conhecimento prático e o conhecimento teórico sobre o assunto. [...], ajustando a condução para se chegar ao objetivo desejado (Professor Henrique).
Destaca-se que a prática social dos estudantes é fundamental na realização do tutorial, porque põe-se como o ponto de partida e o ponto de chegada do processo de construção do conhecimento (SAVIANI, 2008), transformada e orientada pelas/pelos questões/objetivos de aprendizagem e de referenciais teóricos do campo científico da Medicina.
OBJETIVO V: compreender a forma avaliativa formativa e somativa do PBL: 
(uel)
a) avaliação formativa: realizada durante todo o decorrer do período letivo para verificar se o aluno atingiu os objetivos previstos. Tem o intuito de determinar se o aluno domina gradativamente e hierarquicamente cada etapa da instrução. Desta maneira, o aluno pode conhecer seus erros e seus acertos. Esta avaliação está muito ligada aso mecanismo de feedback, pois permite ao professor detectar e identificar deficiências na forma de ensinar. Especialistas dizem que essa modalidade de avaliação é uma parte integrante do processo ensino/aprendizagem.
b) Avaliação somativa: é realizada ao final de um módulo, período letivo, estágio, disciplina, ou unidade de ensino ou curso e consiste em classificar os alunos de acordo com níveis de aproveitamento previamente estabelecidos.
OBJETIVO VI: discutir o estresse do estudante de medicina (vida acadêmica)
(Nancy Health)
	Os maiores problemas dos alunos são: dificuldade de conciliar atividades acadêmicas e a vuda pessoa; avaliações de desempenho; relação de professor/aluno e aluno/paciente; e morar longe da família.
(Jornal brasileiro de psiquiatria)
O vestibular extremamente competitivo, a metodologia de ensino que é diferente da usada no colegial, o curso básico longo que adia o contato com a profissão propriamente dita e pode ocasionar frustração ao aluno, o ritmo de plantões e a escolha da especialidade destacam-se como fatores de estresse.
Acrescentam-se a isso as situações em que o aluno reside sozinho e distante de casa, o período longo e em tempo integral dos cursos, a grande quantidade de informações que precisa adquirir, a qualidade da relação professor-aluno e a influência da atividade acadêmica sobre suas atividades de lazer e relacionamentos sociais. Além disso, após a conclusão do curso, o ex-estudante de medicina enfrenta um exame cada vez mais competitivo para ingresso em um programa de residência médica ou o ingresso imediato no mercado de trabalho, sem mais a retaguarda da escola
	O contato com doença grave, sofrimento e morte pode representar importante fonte de estresse já no período de treinamento do estudante de medicina, desde o modelo tradicional das faculdades, com enfoque racional, não emocional e científico, contribui para o despreparo do aluno diante dessas situações. 
COMO CAMBATER? 
 (revista brasileira de educação médica)
· valorização dos relacionamentos interpessoais com parentes, namorados, amigos e colegas, a busca de maior equilíbrio entre estudo e lazer, bem como reserva de tempo para praticar atividade física, cuidar da alimentação, dormir e cuidar da saúde.
· trabalhar com a própria personalidade, buscando sentir-se feliz e ter ânimo, evitando sentir-se estressado ou pressionado com as situações desfavoráveis.
· ter atividades religiosas ou espirituais e cuidar de si mesmo, além de achar um sentido no trabalho, estabelecer limites e adotar uma visão filosófica positiva, tal como ser positivo ou se concentrar no sucesso.
· é necessário criar espaços para que todo estudante de Medicina possa refletir sobre as angústias vivenciadas no seu dia-a-dia e discuti-las. Também é importante que as escolas médicas tenham como prover suporte psicológico e pedagógico aos estudantes que não conseguem lidar adequadamente com essas situações – orientação psicopedagógica.

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