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TÍTULO Gizeli Nicoski Maristela Truppel Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso de Bacharelado em Serviço Social (409) – Estágio II 08/10/2019 1 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo relatar a prática do Estágio Supervisionado em Assistente Social do Curso de Serviço Social. O percurso metodológico organizou-se a partir dos conteúdos estudados no Componente Curricular Estágio Supervisionado em Serviço Social, serviços socioassistenciais disponíveis na comunidade à qual está inserida a instituição e Políticas Sociais, que ofereceram suporte, nos conhecimentos, aprofundando-se nas questões relativas ao estágio. A forma de concretizar a abordagem dos sujeitos sendo ela individual, pessoalmente por questionário. Bem como a utilização de instrumentos técnico-operativos como visitas domiciliares, estudo, relatórios, laudos e pareceres. Na perspectiva de uma reflexão teórica sobre a prática vivenciada, se constitui em um importante espaço para a formação do futuro Assistente Social. Todos estes momentos no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, são acompanhados pela Assistente Social supervisora de estágio que também é Assistente Social da Instituição João Paulo II, junto a Tutora de campo professora da disciplina Estágio Supervisionado Serviço Social . Juntas com o objetivo desenvolverem o estágio levando em conta a teoria e prática no decorrer do estágio. A metodologia que por sua vez foi de caráter exploratório, visando oportunizar um estudo aprofundado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, englobando métodos de abordagem, de procedimento e técnicas. A investigação da realidade pelo estudo do questionário socioeconômico mostrou-se que, os dados dos cadastros realizados têm grande número significativo de famílias que sofrem pela falta de conhecimento de seus direitos, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Daí incide a importância de uma estrutura de controle social na procura de execução desses direitos. Foi através de muitos estudos, reuniões, reflexões especialmente nas leituras da disciplina Serviço Social, que foi ampliando conhecimento e aproximando do processo de Serviço Social. 2. RELATO E ANÁLISE DO PROCESSO DE TRABALHO A Instituição João Paulo II, oferta-se o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco social. O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é um serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com seu ciclo de vida, com o objetivo de: - Assegurar espaços de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento; - de relações de afetividade e sociabilidade; - Valorizar a cultura de famílias e comunidades locais pelo resgate de suas culturas e a promoção de vivências lúdicas; - Desenvolver o sentimento de pertença e de identidade; - Promover a socialização e convivência Por meio: Da criação de espaços de reflexão sobre o papel das famílias na proteção de seus membros; - Do estímulo e orientação dos usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território; Seu foco é a oferta de atividades de convivência e socialização, com intervenções no contexto de vulnerabilidades sociais, de modo a fortalecer vínculos e prevenir situações de exclusão e risco social. Com a aprovação da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o SCFV foi organizado por faixa etária com o objetivo de prevenir possíveis situações de risco inerentes a cada ciclo de vida. O SCFV está organizado nas seguintes faixas etárias: Crianças até 6 anos Crianças e Adolescentes de 6 a 15 anos Adolescentes, considerando a intervenção social por ciclos de vida e o desenvolvimento de atividades por faixa etária e/ou intergeracionais, a proposta do Reordenamento do SCFV visa garantir a qualificação da oferta na medida em que se propõe a: - Equalizar a oferta do SCFV; - Unificar a lógica de cofinanciamento, independente da faixa etária; - Planejar a oferta de acordo com a demanda local; - Garantir serviços continuados; - Potencializar a inclusão dos usuários identificados nas situações prioritárias; - Facilitar a execução do SCFV, otimizando recursos humanos, materiais e financeiros. 2.1 PROCESSO DE INSERÇÃO E ATIVIDADES REALIZADAS Assim, considerando a intervenção social por ciclos de vida e o desenvolvimento de atividades e/ou intergeracionais, a proposta do Reordenamento do SCFV visa garantir a qualificação da oferta na medida em que se propõe a: Equalizar a oferta do SCFV; Unificar a lógica de cofinanciamento, independente da faixa etária; Planejar a oferta de acordo com a demanda local; Garantir serviços continuados; Potencializar a inclusão dos usuários identificados nas situações prioritárias; Facilitar a execução do SCFV, otimizando recursos humanos, materiais e financeiros. O planejamento das atividades deve observar os três eixos orientadores do SCFV, a saber: Convivência social; Direito de ser; e Participação social. A partir desses eixos, nos encontros dos grupos, podem ser realizadas atividades de esporte, lazer, arte e cultura, estudos, reflexões, debates, experimentações, visitas a equipamentos institucionais públicos ou privados do território (ou fora dele) e ações na comunidade. Foram realizadas: - Ações Particularizadas, como cadastro socioeconômico; - Encaminhamentos para outros serviços socioassistenciais como CRAS e Unidade de Saúde. - Oficina de trabalhos manuais; - Oficina de Surf, para crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, faixa etária dos 12 à 15 anos e jovens da comunidade, faixa etária entre 14 à 18 anos. 2.2 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE SUPERVISÃO A supervisão promoveu conhecimento da realidade estudada dentro da Instituição João Paulo II, o que tornou indispensável. Foram elencados algumas das principais incumbências no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: projetos, visitas domiciliares, cadastro socioeconômico, reuniões, oficinas prática, requisição de serviço do Conselho Tutelar, encaminhamento ao médico do posto de saúde, técnico do CREAS/CRAS CAPS ou outro programa/serviço público. Essa etapa permitiu uma maior aproximação com a Instituição, seus serviços, atuação dos profissionais e usuários. 2.1 Auto-Avaliação Nesta fase de estágio II, foi possível ter mais entendimento sobre os conteúdos abordados junto a Instituição João Paulo II. Foi possível, amadurecer depois de ter concluído estágio I, desejo concluir o estágio com uma bagagem de experiências enriquecedoras. Foi possível, explorar e compreender a cada atendimento, podendo transformar as emoções como uma fonte de informações e conhecimento. Apresentou-se no cadastro socioeconômico uma análise dos resultados obtidosa partir da presente pesquisa, sendo os dados demonstrados apresentados através de questionários que facilitaram a visualização dos resultados coletados que apontam a realidade de cada usuário do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes de 3 a 14 anos no âmbito da Proteção Social Básica. 2.2.2 Avaliação das Condições Institucionais Aqui o acadêmico deve realizar uma análise das condições institucionais do campo de estágio, apontando todas as condições que foram propiciadas pela instituições para a realização das atividades de estágio. Com a supervisora de campo, sempre orientando foram momentos de tirar as dúvidas. Algumas atribuições junto a supervisora de campo, Assistente Social desenvolver oficinas, como surf com os jovens entre 12 a 18 anos, acompanhar e orientar algumas famílias com encaminhamentos ao CapsI e Unidade de Saúde e participar das reuniões de equipe para o planejamento das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. 2.2.3 Avaliação da Dinâmica De Supervisão No decorrer deste estágio II foram realizados encontros com a tutora supervisor acadêmico, supervisor de campo e estagiário, cujo objetivo viabilizou a construção de estratégias conjuntas a fim de qualificar o processo. O processo de supervisão e a adoção de uma postura investigativa foram decisivas para o enriquecimento do processo de formação profissional. Houve uma aprendizagem teórica e prática em ambos os pontos que se reforçam em diferentes momentos e etapas, otimizando, inclusive, o processo investigativo no campo de estágio, ainda considerado tão equivocadamente distante e impossível da realidade cotidiana no trabalho dos assistentes sociais. 3 CONCLUSÃO Ao concluir estágio II reforça-se a necessidade de resistência, pois são muitos os desafios que perpassam o cotidiano no tempo presente. Trata-se de um tempo marcado pelo processo de mundialização do capital, repercutindo de maneira significativa na órbita das políticas públicas e dos direitos sociais. Nesse cenário adverso, urge que os assistentes sociais possam refletir sobre as possibilidades de construção de estratégias de resistências e lutas, na formação e no trabalho profissional, tendo como norte o projeto ético-político profissional. O mercado está cada vez mais competitivo e a necessidade de ter uma qualificação profissional faz a diferença de um estágio supervisionado. Para que estejamos aptos a aplicar nossos conhecimentos, precisamos enfrentar os desafios para que possamos buscar soluções. Ter conhecimento é muito importante para dominar qualquer tipo de desafio. Com relação aos objetivos específicos, foi possível evidenciar possibilidades e limites de atuação do assistente social no âmbito Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, considerando-se as atribuições privativas desta profissão; compreender como as demandas apresentadas no âmbito SCFV têm relação com seu contexto familiar e com as vivências intra e extra escolares dos estudantes envolvidos; conhecer os procedimentos adotados pela instituição, diante das cenas de conflitos apresentados em seu cotidiano; analisar a compreensão do corpo docente e gestores da Instituição, no que se refere à solução e mediação dos conflitos envolvendo seus alunos, bem como à atuação do assistente social em sua Instituição. REFERÊNCIAS Traz as referências da literatura efetivamente utilizada. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome. Reordenamento dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: passo a passo. 2013. Disponível em: http://www.mds.gov.br Reordenamento 20SCFV.pdf/view. Acesso em 27/08/14 LUCHESE, Patrícia. Políticas Públicas em Saúde. 2004. Disponível em: http://itd.bvs.br Acesso: 27/08/2019 BRASIL, Presidência da República. Lei Orgânica da Assistência Social, n.8.742, de 7 de dezembro de 1993. BRASIL, Política Nacional de Assistência Social - PNAS, aprovada pelo Conselho Nacional de Assistência Social por intermédio da Resolução nº 145, de 15 de outubro de 2004, e publicada no Diário Oficial da União- DOU do dia 28 de outubro de 2019. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome. Orientações técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS. 1ª ed. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, 2019 SECRETARIA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Programa Ação Jovem. 2014. Disponível em: http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br Acesso em 27/08/2019 http://www.mds.gov.br/ http://itd.bvs.br/ http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/