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RTS
RTS INTRO
TOM PURVIS
Foundations of 
Exercise Mechanics
ADVANCED TRAINING FOR 
THE EXERCISE PROFESSIONAL
www.rtsbrazil.com.br
O PROFISSIONAL DO ExERCíCIO
I N T R O D U Ç Ã O
O que é necessário para que o fisioterapeuta te-nha sucesso com a prescrição do exercício? Quais são as ferramentas e as matérias-pri-
mas com as quais você trabalha? O que você real-
mente oferece com o exercício? Você está envolvido 
no processo de criação e execução do exercício que 
prescreve? Você consegue transferir o conhecimento 
teórico para a prática clínica? 
Para que o fisioterapeuta tenha sucesso e a fisio-
terapia ganhe maior relevância diante da população 
na área da prescrição clínica do exercício, é necessá-
rio que haja uma evolução profissional, deixando as 
modas e tradições de lado e trazendo o verdadeiro 
raciocínio crítico para fazer parte do cenário da prá-
tica profissional. Exercício prescrito por fisiotera-
peuta não é moda, é resultado!
Independentemente da ferramenta que o fisiote-
rapeuta utilize, seja ela máquina de musculação, má-
quina de pilates, pesos livres, thera-bands ou cabos, a 
prescrição do exercício necessita ser diferenciada no 
aspecto clínico e ético profissional. 
Fig. 8. 
Esses três círculos representam o que deve-
mos ser como verdadeiros profissionais dentro da 
prescrição do exercício. Utilizamos o termo pro-
fissional do exercício porque, como fisioterapeu-
tas, prescrevemos exercícios e nosso propósito aqui 
é ajudá-lo a melhorar sua habilidade de entender, 
prescrever e ensinar. Então, vamos pensar, vamos 
estudar e elevar nosso nível profissional, cons-
truindo um mercado novo com muito sucesso. 
Fig. 9. 
CONHECIMENTO
CONHECIMENTO
O primeiro elo é sobre o que você sabe, o seu 
conhecimento, aquilo que estudou sobre o assunto 
“exercício” (envolvendo todas as matérias básicas, 
como Anatomia, Biomecânica, Cinesiologia etc.) e 
sobre como aplicar este conhecimento. O aprendiza-
do envolve enxergar aquilo que está sendo ensinado. 
Aprendizado compreende ser capaz de entender os 
conceitos antigos, conseguir enxergar o novo e ain-
da fazer a conexão correta entre os dois.
“Diferença entre uma pessoa guiada por princí-
pios e uma pessoa guiada por tendências: aque-
la guiada por princípios resistirá a seus aliados e 
apoiará seus adversários se a verdade e a moral 
exigirem. Uma pessoa que é levada por tendên-
cias vai para a guerra mesmo contra a verda-
de, a fim de defender a identidade do grupo.” 
ditado popular
Existem dois problemas relacionados ao conhe-
cimento: o primeiro são os chavões, pequenas frases 
ou palavras que soam de forma inteligente e são óti-
mas frases de marketing porque ficam gravadas em 
nossas cabeças, mas isto não é ciência. Chavões não 
são completamente corretos, mas carregam um pe-
A Evolução da Prescrição Clínica do Exercício | A IdentIdAde dA FIsIoterApIA • 33
queno traço de verdade, normalmente aplicável em 
algum cenário específico que provavelmente foi per-
petuado, tornando-se um conhecimento genérico. 
Não usaremos chavões porque não são considerados 
“educação”. Com os chavões, vem o segundo proble-
ma: eles se tornam o chavão de um grupo inteiro de 
pessoas ou de todos que participam de um método e 
acabam por limitar a possibilidade do real aprendi-
zado. Quando os participantes de um grupo escutam 
uma colocação ou uma frase cujo conceito não é igual 
ao que eles aprenderam, automaticamente existe uma 
rejeição sem uma real avaliação. Isso faz com que es-
ses chavões tornem-se regras genéricas do exercício e 
se perpetuem por décadas. 
Quando, durante o processo educacional, não se 
objetiva o pensamento crítico, mas somente a apro-
vação, quando basta saber o mínimo necessário para 
resolver um problema teórico, nos tornamos profis-
sionais restritos, pois, ao restringir o pensamento crí-
tico, não desenvolvemos subsídios para resolver pro-
blemas na prática. Não existe como ser profissional 
da saúde com informação memorizada. Cada pacien-
te apresenta individualidades que não se encaixam na 
regra geral e, como profissionais, precisamos enten-
der os princípios que regem o exercício para sermos 
capazes de adaptar cada exercício de maneira segura 
e eficaz para cada cliente-paciente.
Na prática clínica, as respostas não são tão sim-
ples e o que é aplicável em um cenário não é aplicável 
em outro. Podemos usar como exemplo aqui a regra 
“universal” do agachamento, que diz que o “joelho 
não deve passar à frente do dedão do pé”. Esta é a 
regra! Mas por que o joelho não deve ultrapassar a 
frente do dedão do pé durante o agachamento? Se sua 
resposta for igual a de um consumidor: “porque faz 
mal para o joelho”, então temos um sério problema. 
Você certamente usa um computador. Por acaso, 
você precisa saber como a informação é traduzida e 
criptografada na linguagem de um sistema informáti-
co? Provavelmente não, porque você é um usuário e 
não um profissional de Tecnologia de Informação. O 
profisisonal de TI precisa saber de programação, de-
senvolvimento de software e de hardware para poder 
construir computadores e programas para que possa-
mos usá-los com maior eficiência. Nós, como profis-
sionais de fisioterapia, precisamos saber tudo o que é 
neccessário para criarmos e manipularmos o exercício 
para cada indivíduo, pois não somos consumidores 
de exercícios e sim profissionais do exercício. Então, 
aprender “exercícios” é algo para o consumidor, copiar 
“exercícios” também, já o profissional aprende sobre 
forças e estrutura para poder criar qualquer exercício. 
Se você participa de cursos para aprender coreografia 
de exercícios, é a mesma coisa que um consumidor de 
computador fazer um curso para usar o Windows Offi-
ce ou um novo programa. Porém, você, fisioterapeuta, 
é o programador! Você é o criador de exercícios!
Quando nosso cliente-paciente nos pergunta por 
que o joelho não deve passar à frente do dedão do pé, 
a resposta para ele deve ser em nível de consumidor. 
Porém, como profissionais e experts na prescrição do 
exercício, precisamos saber a razão da regra, a ciência 
e todos os detalhes envolvidos por trás desse chavão. 
Precisamos saber distinguir entre o que é a verda-
deira ciência do que é mito, do que é moda e do que é 
tradição. Como fisioterapeuta, você precisa saber usar 
toda a sua educação profissional para analisar qualquer 
técnica, método ou novo exercício, todos pelo ponto de 
vista da mecânica. Você, somente com seu conhecimen-
to, deve conseguir decifrar o que está acontecendo em 
cada exercício ou método que é lançado no mercado. Se 
hoje você ainda não consegue fazer isso, este livro e este 
processo educacional têm o objetivo de te ajudar. 
Por exemplo, é essencial saber o que é cisa-
lhamento e quando, como e por que ele precisa ser 
considerado, em vez de apenas repetirmos: “cisalha-
mento faz mal” ou, ainda, “a cadeira extensora tem 
muito cisalhamento e por isso é ruim”. Chavões como 
esses carregam o potencial de serem repetidos sem 
compreensão e, por isso, concluímos algo que não é 
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Thomas C. Purvis & mariane F. maluCelli
I N T R O D U Ç Ã O
verdade, pois a cadeira extensora não faz mal e ofe-
rece a mesma quantidade de cisalhamento que o aga-
chamento, porém em posições articulares diferentes 
(JOSPT, 1992).
Como profissionais, também precisamos ter uma 
visão de “Terra redonda” no mundo da teoria da “Ter-
ra quadrada” quando prescrevemos um exercício. 
Exercício não é movimento e não devemos ser distraí-
dos pelo movimento; exercício também não é deter-
minado pela sensação que ele gera, porque a sensação 
é enganosa e vai nos atrapalhar. A única regra que exis-
te para o exercício são as forças e a estrutura.
Este não é um livro técnico de biomecânica ou 
de anatomia. Nós utilizaremos os conhecimentos 
fundamentais da fisioterapia, acrescentaremos a me-
cânica do exercício e apresentaremos como eles se 
relacionam e são colocados em prática para a pres-crição de exercícios. 
Fig. 10. 
PRÁTICA
PRÁTICA
O segundo elo é a prática, é sobre o que fazer e 
sobre o que prescrever. Seria de esperar que quanto 
maior o conhecimento, maior seria sua aplicabili-
dade nos exercícios, mas não é isso o que acontece. 
Normalmente, os exercícios que prescrevemos e que 
nós mesmos fazemos já foram predeterminados, co-
reografados e protocolados.
A educação representa 50% do conhecimento e a 
experiência, os outros 50%. Experiência não significa 
repetir a mesma coisa que se aprendeu na faculdade 
por 20 anos, significa passar 20 anos questionando, 
adaptando e evoluindo o que se aprendeu, aprenden-
do com seus erros e seus acertos e modificando sem-
pre que possível. Isso é experiência! 
A ciência da prescrição do exercício foi historica-
mente saturada pela influência dos esportes e do trei-
namento desportivo. Porém, quando transferimos este 
conhecimento para a prescrição do exercício visando à 
saúde, esta ciência nem sempre se aplica. É muito im-
portante conseguirmos distinguir a origem e a fonte 
onde estamos baseando nossa prática profissional.
Temos a necessidade de eliminar o exercício prede-
terminado, no piloto automático, os protocolos e a coreo-
grafia. Para isso, precisamos começar a customizar verda-
deiramente o exercício. A customização significa muito 
mais do que a inversão da ordem dos exercícios que pres-
crevemos. Vamos criar exercícios novos para cada clien-
te-paciente e mudá-los em cada sessão. Isso é uma arte, é 
a arte da fisioterapia, a arte da criação do exercício. Dessa 
forma, nosso trabalho nunca mais será monótono.
Fig. 11. 
DELIVERy
DeLIverY
O terceiro elo tem o maior peso na influência do 
nosso sucesso. É como ensinar o exercício. Aqui te-
mos maior potencial de melhorar nosso rendimento, 
pois demostra o nosso envolvimento com todo o pro-
cesso do cliente-paciente.
Ser tecnicamente excelente e qualificado não é 
A Evolução da Prescrição Clínica do Exercício | A IdentIdAde dA FIsIoterApIA • 35
o suficiente para ter sucesso profissional. Saber apre-
sentar-se e posicionar-se profissionalmente também 
são qualidades imprescindíveis.
Quando o profissional atende um cliente-paciente 
por 1 hora, ele tem 60 minutos para aplicar todo o seu 
conhecimento e a sua prática para ajudar cada clien-
te-paciente individualmente a alcançar seus objetivos. 
Cada sessão para cada cliente deve deter 100% da aten-
ção do fisioterapeuta. A sessão de exercício de 1 hora 
significa 3.600 segundos de atenção a todos os detalhes 
que acontecem na execução de cada exercício. 
Ao ensinarmos os exercícios aos nossos clientes-pa-
cientes, precisamos estar preparados para dar dicas de 
ensino que realmente ajudem-no a ter mais facilidade de 
execução e de maneira correta. Para isso, a sua atenção e 
o seu ensinamento serão imprescindíveis a cada segundo.
Para customizar um exercício que seja específico 
para cada cliente-paciente, precisamos basear nossas 
decisões nas regras da física e na estrutura individual. 
Temos uma ideia de como um exercício deve ser exe-
cutado e de como ele deve parecer externamente, en-
tão ensinamos ao cliente-paciente claramente e com 
uma linguagem que ele possa entender. Durante cada 
repetição, precisamos comparar o que está aconte-
cendo em cada articulação com o que esperávamos 
que acontecesse. 
A partir desse momento, inicia-se um processo 
contínuo de perguntas na mente do profissional, um 
monólogo interno, para termos as perguntas certas a 
serem respondidas, as quais ajudam o profissional sa-
ber como intervir. Por meio de feedback, vamos tam-
bém criar um monólogo interno no cliente-paciente 
para que ele se envolva no processo do exercício que 
estará fazendo. Vamos estar presentes durante cada 
fração de segundo da execução do exercício com o 
cliente, para entender o que está acontecendo e, prin-
cipalmente, interferir na hora certa com dicas ver-
bais ou estímulo tátil quando necessário – ambos são 
progressivos e têm o objetivo de modificar o que está 
acontecendo durante um exercício. 
Fig. 12. Ilustração inspirada na “A Criação de Adão”, obra de Michelangelo (Capela Sistina – Vaticano).
• A Evolução dA PrEscrição clínicA do ExErcício | A Identidade da Fisioterapia36
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I N T R O D U Ç Ã O
As dicas verbais precisam ser eficientes para aju-
dar na realização do exercício e precisam ser curtas, 
precisas e individuais. “Não deixe o joelho passar à 
frente do dedão do pé” ou “traga a barra até o peito” são 
informações genéricas e não ajudam o cliente-paciente 
a se localizar de dentro para fora do corpo, para poder 
modificar o que está acontecendo. Aqui, fica evidente 
que aqueles profissionais que praticam o exercício fre-
quentemente e exploram cada repetição com cautela 
terão mais experiência para ensinar seus clientes como 
se estivessem fazendo cada repetição com ele. 
A comunicação deve ser uma tarefa agradável, mas 
voltada ao objetivo, não devendo ser terapia, drama ou 
entretenimento. Seu foco deve ser 100% no cliente: ob-
serve, pergunte, ouça (feedback), modifique, reforce.
VALOR PROFISSIONAL
O que faz uma sessão de exercício custar R$ 300 
ou R$ 100?
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Fig. 13. A pintura por números é uma repre-
sentação da prescrição de exercícios feita por 
programas e protocolos, pela qual o profissio-
nal prescreve exercícios copiados, deixando o 
foco principal no exercício e não na estrutura 
individual. 
Exercício é exercício e não deveria existir tanta di-
ferença. Essa diferença de valor está na customização, 
no resultado e em como o exercício é ensinado mesmo 
usando as mesmas ferramentas. E não existe como me-
morizar informações para que a customização aconte-
ça; não tem como memorizar informação para que a 
sessão passe a valer R$ 300. É preciso realmente desen-
volver um raciocínio crítico, aprender os princípios e 
aplicá-los em cada segundo da sessão. Para a customi-
zação do exercício, os números não são aplicáveis. Os 
números de séries e repetições, os números do tempo 
na esteira, não se aplicam dentro da customização do 
exercício, os parâmetros para intervenção e progressão 
são somente a estrutura e função do cliente-paciente e 
não é ditada por protocolos.
A diferença entre Michelangelo e um artista que 
pinta seguindo números não é o número de cores dis-
poníveis, o pincel usado ou a tela. É a habilidade com 
que se usa as ferramentas e a manipulação das variá-
veis. Quais são as variáveis do exercício? O que com-
preende um exercício? E quem é o responsável pela 
resistência? Se o profissional for um “Michelangelo”, 
será o responsável por criar, com o exercício, uma arte 
linda e diferente para cada indivíduo, mas, por outro 
lado, se “pintar seguindo números”, estará somente co-
piando exercícios criados por outro artista. 
Normalmente, a maioria dos profissionais só 
prescrevem exercícios que viram alguém fazer ou que 
aprenderam com alguém. Porém, quando entendemos 
de forças e de estrutura, começamos a criar exercícios 
novos e diferentes para cada cliente-paciente, e esta é 
a melhor maneira de aumentar o valor profissional, 
porque vai melhorar os resultados com menos custo 
e/ou desgaste. É neste momento que tomamos nossas 
próprias decisões e nos tornamos “Michelangelos”. 
Como fisioterapeutas, temos o desejo de ajudar 
as pessoas, ajudá-las no processo da restauração, de-
senvolvimento e conservação da função e a alcan-
çarem melhores níveis de saúde. Acredito que você 
deseja ser um profissional digno e bem-sucedido, e a 
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remuneração profissional tem um papel importante 
em trazer dignidade. Porém, esta remuneração está 
sempre vinculada ao valor percebido pelo serviço 
prestado. Para sermos mais valorizados, precisamos 
oferecer mais. Nossa valorização não vem do Conse-
lho Federal, nem do diploma que conquistamos, ela 
vem do nível de serviço que oferecemos e dos resulta-
dos que alcançamos. 
Coma possibilidade de crescermos na profissão em 
uma área ainda não muito explorada, precisamos nos 
diferenciar. Qualquer consultor de marketing vai dizer 
isso. Hoje vivemos um momento muito propício para 
essa diferenciação que pode ser oferecida por fisiotera-
peutas e devemos nos posicionar no mercado oferecen-
do o exercício com um “sabor” muito diferente daquele 
oferecido até hoje. Existe uma necessidade de profissio-
nais que ofereçam este diferencial para a população que 
necessita, para aqueles 90% da população já citados no 
capítulo anterior. Podemos diferenciar preços e locais de 
trabalho. Porém, o que mais vai nos destacar no merca-
do é a customização e o atendimento que oferecemos. 
Por isso, não tenha medo de ser diferente. 
Fig. 14. 
CLIENTE/PACIENTE
CLIENTE-PACIENTE 
Na área de sobreposição dos anéis encontra-se a 
peça mais importante, isto é, o cliente. Tudo deve ser 
baseado no cliente-paciente! Os exercícios não devem 
ser fundamentados nas crenças ou nas preferências 
do profissional. Exercícios baseados no cliente envol-
vem saber quanto de amplitude ele deve mover, qual 
a aparência da postura, o que o cliente tem disponível 
em cada articulação, o que isso significa e como este 
exercício deve se parecer. Não podemos usar em um 
exercício algo que o cliente-paciente não tem.
Isso pode parecer óbvio, mas, na prática, se uti-
lizarmos as regras do exercício como fundamento, 
muitas vezes ultrapassamos o limite que o cliente-pa-
ciente tem para ser usado. Se o cliente-paciente tenta 
trabalhar com mais amplitude do que ele tem con-
trole, precisamos intervir e iniciar o exercício dentro 
de uma amplitude que ele possa controlar e, a partir 
deste ponto, começar a progredir. 
A população já tem uma opinião predetermina-
da de como o exercício “se parece” e o “sabor” que 
ele tem. Por exemplo, “a primeira vez que você fizer 
exercício sentirá dor”. Isso não precisa ser verdade 
se prescrevermos exercício usando a tolerância in-
dividual como balizamento e trabalharmos dentro 
do nível que o cliente-paciente está acostumado. Se 
estiver acostumado com zero, iniciar com dez é mui-
to, independentemente do seu objetivo. É necessário 
construirmos a base e este processo é lento. Porém, 
se o exercício tem como objetivo a saúde, não existe 
pressa para se obter o resultado, porque será susten-
tado por uma vida inteira. 
ExERCíCIO SUSTENTÁVEL é AQUE-
LE QUE O INDIVíDUO CONSEGUE 
PRATICAR POR UMA VIDA INTEIRA!
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