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Trabalho de análise de caso clínico sobre aspectos desenvolvimentais que traz introdução à Psicologia do Desenvolvimento, revisão teórica do desenvolvimento físico, cognitivo (estágio operatório-concreto de Piaget) e social/psicossocial na terceira infância e uma situação‑problema (Salomão e Romana).

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UNIVERSIDADE PAULISTA 
Campus São José do Rio Preto 
 
 
 
 
 
 Livia Rodrigues Da Silva N638BD-4 
 Camila Dos Reis Souza N663EG-5 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE UMA SITUAÇÃO PROBLEMA: ASPECTOS DESENVOLVIMENTAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 
2020 
 Livia Rodrigues Da Silva N638BD-4 
 Camila Dos Reis Souza N663EG-5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE UMA SITUAÇÃO PROBLEMA: ASPECTOS DESENVOLVIMENTAIS 
 
 
 
 
 
Trabalho de Análise de Caso Clínico 
apresentado à disciplina de Psicologia do 
Desenvolvimento: Ciclo Vital. 
 
 
Prof.ª Me. Thamires Monteiro do Carmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 
2020 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A Psicologia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento do ser humano 
em todos os seus aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social – na 
infância, adolescência, vida adulta e velhice. A criança, no início do seu 
desenvolvimento, é dependente dos adultos para tudo, desde carinho, amor, 
alimentação, segurança, e etc. Pois se um adulto não fornecer os cuidados 
necessários ela enfrentará fortes dificuldades em seu desenvolvimento maturacional, 
tendo como uma das consequências o desenvolvimento de angústias. Já o 
adolescente, que está em busca de sua identidade, adquire preocupações com as 
responsabilidades que o mundo adulto exige, ele acaba por utilizar recursos internos 
e externos para tentar entender o novo meio que está se inserindo. Quanto ao adulto, 
este está à procura de entender os relacionamentos sociais e amorosos, o que 
esperar de uma vida à dois, o seu caminho profissional, e ainda possui inúmeras 
dúvidas sobre o que realmente quer e o que é esperado dele. E ao fim de seu 
desenvolvimento chegando na velhice existem vários conflitos, entre passado, 
presente e futuro, o que se fez e deixou de fazer, quais seus arrependimentos e o que 
ainda pode fazer e esperar do futuro ( GAZZOL, PEZZINI; et al., 2018). 
Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características 
comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o 
educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do 
mundo, próprias de cada faixa etária (BOCK, FURTADO, ET AL., 2001). 
4 
 
2 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO 
 
 Aspectos do desenvolvimento físico: crescimento durante a terceira infância é 
consideravelmente mais lento. Entretanto, embora as mudanças possam não ser 
evidentes no dia a dia. As crianças crescem de 5 a 7,5 centímetros por ano entre os 6 
e os 11 anos, adquirindo aproximadamente o dobro do peso nesse mesmo período. 
 
 Aspectos do desenvolvimento Cognitivo: A partir dos 7 anos, segundo Piaget, 
as crianças atingem o estágio operatório-concreto, em que fazem uso de operações 
mentais para resolver problemas concretos (reais). As crianças podem pensar 
logicamente porque conseguem levar em conta os vários aspectos de uma situação. 
Entretanto, a maneira de pensar delas é ainda limitada a situações reais no aqui e no 
agora. No estágio operatório-concreto, as crianças têm, em relação ao estágio pré-
operatório, um melhor entendimento dos conceitos espaciais, causalidade, 
categorização, raciocínio indutivo e dedutivo, conservação e números (capaz de fazer 
contas de cabeça, pode somar contando em ordem crescente e consegue criar 
problemas simples.) 
 
 Aspectos do desenvolvimento social e psicosocial: À medida que as crianças 
crescem, elas tornam-se mais conscientes de seus próprios sentimentos e dos 
sentimentos das outras pessoas. Elas podem regular ou controlar melhor suas 
emoções e responder ao sofrimento emocional alheio. Por volta dos 7 ou 8 anos, as 
crianças têm consciência de que sentem vergonha e orgulho, e têm uma ideia mais 
clara da diferença entre culpa e vergonha (HARRIS et al., 1987; OLTHOF et al., 
2000). Essas emoções afetam a opinião que elas têm de si próprias (HARTER, 
1993, 1996). Na terceira infância, as crianças têm conhecimento das regras da sua 
cultura para expressão emocional aceitável (COLE 2002). Elas aprendem o que as 
deixa com raiva, com medo ou tristes e como as outras pessoas reagem à expressão 
dessas emoções, e aprendem a comportar-se de acordo com a situação. Quando os 
pais respondem com desaprovação ou punição, emoções como raiva e medo podem 
tornar-se mais intensas e prejudicar o ajustamento social da criança (Fabes et al., 
2001) ou ela poderá tornar-se reservada ou ficar ansiosa em relação aos sentimentos 
negativos. À medida que a criança se aproxima do início da adolescência, a 
intolerância parental com as emoções negativas poderá intensificar o conflito entre 
pais e filhos (Eisenberg et al, 1999)
5 
 
3 SITUAÇÃO PROBLEMA/REFLEXÃO 
 
SITUAÇÃO PROBLEMA 
Salomão e Romana vão à sua procura para tentar resolver um problema prático com 
seu filho Salim que tem atualmente 8 anos. O casal resolveu se separar e busca uma 
orientação sobre o filho, pois têm dúvidas se ele conseguirá aceitar esse momento. 
Para poder orientá-los, você necessita saber algumas informações sobre como foi o 
desenvolvimento da criança até aquele momento, para conhece-lo melhor. 
Os pais contam que aos três anos Salim, sempre que possível buscava dormir na 
cama com eles. Para isso ele insistia muito, com suplícios e soluços. Após 3 ou 4 
noites, os pais cediam, pois acabavam com pena da criança. Quando não cediam, ele 
dormia no próprio quarto, mas ao longo da madrugada, Salim mudava-se para a cama 
dos pais, entre os dois e os mesmos, muito sonolentos, nada faziam. 
Aos 5 anos ele começou a frequentar a escola. Todos os dias selecionava quem ia 
busca-lo: ora a mãe, ora o pai. E se caso os pais trocavam na hora de pega-lo, ele 
armava um gritaria na porta da escola e não queria ir embora para casa enquanto a 
pessoa desejada não chegasse. As professoras e a direção da escola achavam tudo 
muito estranho, pois no dia-a-dia das atividades ele se saia muito bem. 
O casal sempre deu todos os presentes que o filho solicitava. Agora com a separação 
sabem que o padrão econômico de vida de ambos irá ser reduzido pela metade e 
com isso estão preocupados em não poder atender todas as necessidades do filho. E 
há uma grande probabilidade de Salomão ser transferido de cidade, sendo essa uma 
das principais razões da separação, pois Romana não quer abandonar os pais a 
quem dedica boa parte do seu tempo, mesmo estes não tendo nenhum problema. 
Atualmente, Salim está no 3º ano do ensino fundamental, mas a coordenação da 
escola já comunicou que se ele não se dedicar mais, provavelmente será retido, já 
que no ano anterior foi aprovado pelo conselho de classe que considerou as 
dificuldades dos pais na sua educação. Vem apresentando problemas em matemática 
(não consegue compreender multiplicação e divisão) e em português troca letras e na 
escrita troca “p com q” e “b com d”. Quando vai ler algo em sala, gagueja e troca 
também algumas letras. 
Possui alguns amigos, mas nas brincadeiras é ele quem sempre determina as regras. 
Quando alguma criança propõe algo diferente, ele afirma que essa não é a forma 
correta, que deve ser outro jogo e ele não quer. 
 
 
seu filho Salim que tem atualmente 8 anos. O casal resolveu se separar e busca uma 
orientação sobre o filho, pois têm dúvidas se ele conseguirá aceitar esse momento. 
 As crianças nessa idade ainda são muitos ligados aos pais, crianças de 5 a 14 
anos, aquelas que passaram por transições familiares (p.ex. divórcio) são mais 
propensas a ter problemas de comportamento e a envolver-se em comportamento 
delinquente do que crianças em famílias estáveis (FOMBY e CHERLIN, 2007), por 
6 
 
isso os pais de Salim temem se Salim conseguirá aceitar o divórcio e as 
consequênciasque isso pode trazer a ele. 
Os pais contam que aos três anos Salim, sempre que possível buscava dormir na 
cama com eles. Para isso ele insistia muito, com suplícios e soluços. Após 3 ou 4 
noites, os pais cediam, pois acabavam com pena da criança. Quando não cediam, ele 
dormia no próprio quarto, mas ao longo da madrugada, Salim mudava-se para a cama 
dos pais, entre os dois e os mesmos, muito sonolentos, nada faziam. 
Não é esperado que Salim dormisse com os pais, pois por volta dos 2 ao 5 
anos de idade a criança deve dormir na sua cama, ela precisa ter um lugar de 
intimidade, perto de seus objetos, com seu espaço delimitado separado de seus pais 
(DITTMERS, 2013). 
A conduta dos pais não é muito eficiente, pois eles se deixam levar pelo 
cansaço, fazendo assim Salim sair vitorioso e conseguir o que queria mais uma vez. 
 
Aos 5 anos ele começou a frequentar a escola. Todos os dias selecionava quem ia 
busca-lo: ora a mãe, ora o pai. E se caso os pais trocavam na hora de pega-lo, ele 
armava um gritaria na porta da escola e não queria ir embora para casa enquanto a 
pessoa desejada não chegasse. 
 A adaptação da criança na educação é um período que exige um olhar 
bastante cuidadoso. Conforme Santos (2012), as crianças são submetidas a 
ambientes diversos, a pessoas desconhecidas, a novas situações cotidianas que não 
são as familiares e, principalmente, à separação temporária dos pais. Tais mudanças 
são significativas na medida em que afetam o comportamento social e emocional das 
crianças. 
Crianças pequenas que não tem relações afetuosas e de confiança com 
seus pais estão em risco de não conseguir desenvolver emoções morais ou 
desenvolver sentimentos de culpa, vergonha e orgulho demasiadamente 
fracos para influenciar seu comportamento [...] (Koening, Cicchetti et al., 
2004). 
 Salim apresenta um comportamento difícil, tendo dificuldade de 
estabelecer sua própria regulação emocional, assim dificultando o 
desenvolvimento de empatia com a situação de seus pais, sendo assim 
não compreendia quando a pessoa desejada não o fosse buscar devido 
a algum imprevisto. 
 
 
E há uma grande probabilidade de Salomão ser transferido de cidade, sendo essa 
uma das principais razões da separação, pois Romana não quer abandonar os pais a 
quem dedica boa parte do seu tempo, mesmo estes não tendo nenhum problema. 
 “O fato dela ser tão ligada aos pais a ponto de ser um dos motivos de 
separação pode significar que ela tenha problemas emocionais relacionada a essa 
ligação materna , que pode também acabar transferindo para seu filho, isso só virou 
7 
 
motivo da separação por que de algum jeito não tem dentro dela a ligação familiar 
materna resolvida pois se tivesse isso não estaria acontecendo, ela acabou 
transferindo isso para o seu filho também sendo muito apegada ao seu filho deixando 
ele dormir na sua cama e sempre dando tudo que quisesse incluindo bens materiais” 
(Dra. Tatiana C. R. Moretti Remonti, 2020) 
Vem apresentando problemas em matemática (não consegue compreender 
multiplicação e divisão) e em português troca letras e na escrita troca “p com q” e “b 
com d”. Quando vai ler algo em sala, gagueja e troca também algumas letras. 
O perfil do garoto apresenta dificuldades como problema em compreender 
situações matemáticas, troca de letras em português, gagueja ao ler e outros 
aspectos referente à educação. Tais particularidades concebidas são explicadas de 
acordo com Diane E. Papalia como deficiências de aprendizagem, nas quais podem 
ser classificadas como dislexia com transtornos que interferem em aspectos 
específicos do desempenho escolar, o qual resulta inferior ao que se esperaria 
considerando-se a idade, a inteligência e o nível de instrução de uma criança. As 
deficiências de aprendizagem podem ter efeitos psicológicos na autoestima, bem 
como no boletim escolar. Crianças com dislexia têm problemas de leitura. Embora as 
crianças disléxicas possam ser ensinadas a ler através de treinamento fonológico 
sistemático, o processo nunca se torna automático, como ocorre com a maioria dos 
leitores. As deficiências matemáticas envolvem dificuldade para contar, para 
comparar números, para calcular e para recordar fatos aritméticos básicos. Cada uma 
dessas atividades pode envolver deficiências distintas. 
 
Possui alguns amigos, mas nas brincadeiras é ele quem sempre determina as regras. 
Quando alguma criança propõe algo diferente, ele afirma que essa não é a forma 
correta, que deve ser outro jogo e ele não quer. 
 De acordo com Gesell (1993), crianças de oitos anos exige das outras 
pessoas uma total atenção, sendo assim, o ponto forte para o entendimento do por 
que Salim sempre queria determinar as regras das brincadeiras com seus colegas de 
escola. 
 
8 
 
4 CONCLUSÃO 
Em virtude do que foi mencionado, concluímos o quão influenciador é a 
separação conjugal no desenvolvimento dos filhos, e que sem um apoio profissional 
(caso o casal perceba alguma dificuldade ou não tenha algum tipo de estrutura). 
 Desde o início dessa decisão, pode acarretar sérios problemas na criança 
desde a sua primeira infância até a fase adulta. A partir do momento em que ambos 
tomam consciência disso, junto com a escola onde a criança possa passar maior 
parte do seu tempo, começam a refletir e perceber tais comportamentos que não se 
enquadram no que é considerado normal, facilitando então, a intervenção e nisso, 
ajudando a reverter essa situação. 
9 
 
5 REFERÊNCIAS 
 
 
GAZZOL, Karine; PEZZINI, Kathiele; FAVARETTO, Tais Cristina; ANTUNES, 
Christianne Leduc; GARCEZ, Livia; TEIXEIRA, Cristina Ribas. O 
Desenvolvimento Humano ao Longo do Ciclo Vital. Psicologado, [S.l.]. (2018). 
Disponível em <https://psicologado.com.br/psicologia-geral/desenvolvimento-
humano/o-desenvolvimento-humano-ao-longo-do-ciclo-vital> . Acesso em: 14, 
mai. 2020. 
 
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes 
Transi. Psicologias, Uma Introdução ao Estudo de Psicologia, 13º edição, 
São Paulo: Ed. Saraiva 2001. p.97. 
Desenvolvimento humano [recurso eletrônico] / Diane E. Papalia, Ruth Duskin 
Feldman, com Gabriela Martorell; tradução: Carla Filomena Marques Pinto Vercesi... 
[et al.] ; [revisão técnica: Maria Cecília de Vilhena Moraes Silva... et al.]. – 12. ed., São 
Paulo: Dados eletrônicos. 2013. p. 311, 324, 362. 
 
DITTMERS, Danielle, “Por que as crianças não devem dormir com os pais” 2001. 
02 f. Dissertação (graduação em pedagogia) - Colégio CF Sant’Anna , Santa Maria, 
2001. Acesso em 14 de maio de 2020 
http://www.colegiosantanna.com.br/site/niveisensino/leituras/Nao_dormir_pais.pdf 
Ajuda da Psicóloga Dr.a Tatiana C. R. Moretti Remonti CRP 06/75431 
 
https://psicologado.com.br/
https://psicologado.com.br/psicologia-geral/desenvolvimento-humano/o-desenvolvimento-humano-ao-longo-do-ciclo-vital
https://psicologado.com.br/psicologia-geral/desenvolvimento-humano/o-desenvolvimento-humano-ao-longo-do-ciclo-vital
http://www.colegiosantanna.com.br/site/niveisensino/leituras/Nao_dormir_pais.pdf

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