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Em 2003 João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro de 2012 o Município X, ao verificar que a D Ltda deixou de pagar o IPTU lançado no ano de 2004 referente ao imóvel próprio em que tem sede, inscreveu a sociedade em dívida ativa e ajuizou execução fiscal em face desta, visando à cobrança do IPTU e dos acréscimos legais cabíveis Após a citação da pessoa jurídica, que não apresentou defesa e não garantiu a execução, a Fazenda Municipal solicitou a inclusão de João no polo passivo da execução fiscal, em razão de sua participação societária na executada, o que foi deferido pelo Juiz João, citado em fevereiro de 2012 procura um advogado e explica que passa por grave situação financeira e que não poderá garantir a execução, além de não possuir qualquer bem passível de penhora Ao analisar a documentação trazida por João, o advogado verifica que há prova documental inequívoca de seu direito. Assim, como advogado de João, elabore a peça adequada à defesa de seu cliente nos próprios autos da execução fiscal.
AO JUÍZO DA XX VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO MUNICIPIO XXXX DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
AUTOS: EXECUÇÃO FISCAL XXX
EXEQUENTE:
EXECUTADO:
	JOÃO, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), devidamente inscrito no CPF/MF sob o nº (___), portador do RG nº. (___), residente e domiciliado na Rua (__), n. (___), bairro (___), (CEP), (município), (Estado), por intermédio de seu advogado infra-assinado, com escritório profissional situado na Rua (___), n.(_ __), (bairro), (CEP), (município), (estado), endereço eletrônico: (e-mail), onde recebe notificações e intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, opor a presente EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE em face do MUNICÍPIO X, pessoa jurídica de direito público interno, com sede na Rua (___), n.(___), (bairro), (CEP), (município), (estado), podendo ser citada na pessoa do Procurador, com fundamento no art. 156, V e art. 174, caput, ambos do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966), pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:
I- DOS FATOS
Em 2003, o Excipiente ingressou como sócio da sociedade D Ltda, sendo que como já trabalhava em outro local, preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro de 2012, o Excepto, ao verificar que a r. empresa deixou de pagar o IPTU lançado no ano de 2004, referente ao imóvel próprio em que tem sede, inscreveu a sociedade em dívida ativa e ajuizou execução fiscal em face desta, visando à cobrança do IPTU e dos acréscimos legais cabíveis. 
Após a citação da pessoa jurídica, esta não apresentou defesa e não garantiu a execução, tendo o Exequente, ora Excepto soli citado a inclusão do Excipiente no polo passivo da execução fiscal, em razão de sua participação societária na Executada, o que foi deferido por Vossa Excelência. Desse modo, o Excipiente não vê outra alternativa senão a de apresentar a presente Exceção de Pré-Executividade para apresentação de sua defesa, com sua exclusão do polo passivo e extinção do crédito tributário pelas razões a seguir expostas. 
II – DO DIREITO:
2.1 - DO CABIMENTO DA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
É cabível a exceção de pré-execuvidade quando as matérias de defesa envolvem matérias de ordem pública, entre outras matérias provadas de plano, sem necessidade de dilação probatória, conforme Súmula 393 do STJ:
“Súmula nº 393: A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória.”
‘	Sendo a ilegitimidade passiva arguida nesta peça de defesa matéria de ordem pública, cabível a presente objeção. 
Ademais, o novo Código de Processo Civil (NCPC/15), admite, no seu art.803 e parágrafo único, “requerimento da parte, independentemente de embargos à execução” para arguir nulidade do título executivo. O inciso I prevê especialmente em relação à certeza e exigibilidade do título, como é o caso da prescrição do título. Se prescrito, está extinto e é inexigível.
Conforme veremos a seguir, além de cabível, a exceção merece ser julgada procedente, senão vejamos.
2.2. DA ILEGITIMIDADE PASSIVA
O art. ___ do CTN dispõe que “são pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração a lei, contratos e estatutos”. 
O inciso ___ desse artigo indica que o sócio que tem responsabilidade pessoal são aqueles que têm poder de gerência.
No presente caso, claro se nos afigura que o redirecionamento é ilegítimo, pois a mera inadimplência não constitui motivo bastante para a responsabilidade solidária do sócio, vide entendimento sumulado pelo STJ:
“STJ, Súmula ___: O inadimplemento da obrigação tributária pela
sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sóciogerente.”
Note-se que tanto a súmula ___ do STJ quanto o art. ___, inciso ___, do CTN versam acerca de poderes de gerência. 
Entretanto, a Fazenda não logrou demonstrar que o sócio João agiu com excesso de poderes ou cometeu infração à lei, contratos e estatutos. E nem conseguiria, pois João é um sócio cotista sem poderes de administração.
Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Contudo, como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Sem poder de gerência, não pode ser indicado como responsável pela dívida. Assim, sendo o sócio João ilegítimo para figurar como responsável tributário, requer sua exclusão do pólo passivo da Execução Fiscal!
2.3 - DA PRESCRIÇÃO
Caso não subsista a alegação anterior, mesmo assim a Execução Fiscal não subsiste em virtude da prescrição.
O lançamento do IPTU é realizado de ofício pela autoridade administrativa nos termos do art. 142 do CTN. Na qualidade de lançamento de ofício, caso não ocorra o pagamento, o crédito tributário está definitivamente constituído, gerando o direito de cobrar da Administração Pública. 
Nos termos do art. ___ caput, do CTN, in verbis: “A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva”. Em tendo sido constituído o crédito do IPTU ora executado em 2004, a Execução Fiscal deveria ter sido ajuizada até 2009. 
Após esse prazo, o crédito tributário está extinto em virtude da prescrição, vide art.___, inciso ___ do CTN.
Todavia, a Execução Fiscal só foi ajuizada em 2012, quando o crédito tributário já se encontrava, há anos, extinto. Por mais essa razão, esta objeção deve ser julgada procedente, extinguindo a presente Execução Fiscal por ser medida de direito e de justiça.
III. DOS PEDIDOS
Diante do exposto, o excipiente requer:
a) A intimação do Município mediante seu representante legal, para, querendo, se defender.
b) A exclusão de João do pólo passivo em face do art. 135, III, do CTN, Súmula 430 do STJ;
c) A extinção da Execução Fiscal por prescrição, nos termos do art. 487, II,do NCPC/15, com base na extinção do crédito tributário por prescrição, vide art. 174, caput, do CTN.
d) A condenação do Município pelo pagamento de custas e honorários advocatícios, cabíveis na exceção de pré-executividade, conforme já decidiu o STJ em regime de recurso repetitivo REsp 1185036/PE, tema 421.
Termos em que, 
Pede deferimento.
Local e data.
ADVOGADO
OAB-UF nº XXX

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