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QUESTÕES 
COMENTADAS 
DE DIREITO 
PROCESSUAL PENAL
PCPR
SUMÁRIO
Apresentação ............................................................................................ 3
Edital Verticalizado .................................................................................... 4
Questões de Inquérito Policial .................................................................... 13
Questões de Prisão Em Flagrante ................................................................. 50
Questões de Prisão Temporária ................................................................... 73
Questões de Prisão Preventiva ..................................................................... 80
APRESENTAÇÃO
Prezados alunos,
Eu sou o professor Carlos Alfama.
Atualmente, exerço o cargo de Delegado de Polícia no Estado de São Paulo. Também 
sou professor da Zero Um Concursos (curso on-line para concursos policiais).
Preparei para vocês esta apostila com questões comentadas de Direito Processual 
Penal para ajudá-los no concurso da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
Espero sinceramente que o material seja útil na sua preparação.
Aproveite e conheça nosso curso on-line completo para a Polícia Civil do Paraná (PCPR). 
É só clicar no link abaixo:
>>> CONHEÇA NOSSOS CURSOS ON-LINE PARA PCPR <<<
Se preferir, pode usar também o QR Code, que irá te direcionar 
para nosso curso completo para a PCPR (videoaulas e apostilas em PDF 
de todos os tópicos do edital).
Aproveite e siga a Zero Um Concursos no Instagram (@zeroumconcursos). Todos os 
dias temos muito conteúdo gratuito para os concurseiros da área policial.
Grande abraço a todos.
Prof. Carlos Alfama (@profcarlosalfama)
Atualmente, o professor Carlos Alfama é Dele-
gado de Polícia na PCSP. Autor do livro “Direito 
Processual Penal para Concursos”. Foi aprovado 
em 1º lugar no último concurso para Policial do 
Senado Federal (em 2012). Em 2019, foi aprova-
do, dentro do número de vagas, em todas as fases 
dos concursos para Delegado de Polícia da PCSP 
e para Delegado de Polícia da PCGO. É professor 
de Direito Penal e Direito Processual Penal na 
Zero Um Concursos.
EDITAL VERTICALIZADO | PCPR 2020
Zero Um Concursos
4acesse outros conteúdos:
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• DATA DA PROVA: 26/07/2020
• BANCA EXAMINADORA: FUNPAR
• Total de 350 VAGAS, das quais:
INVESTIGADOR DE POLÍCIA:
PAPILOSCOPISTA:
REMUNERAÇÃO INICIAL:
• R$ 5.588,05 – Investigador de Polícia
• R$ 5.867,45 – Papiloscopista
EDITAL VERTICALIZADO
INVESTIGADOR DE POLÍCIA E PAPILOSCOPISTA
PCPR 2020
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ESCOLARIDADE: 
Superior Completo em qualquer área de conhecimento para ambos os 
cargos.
DA INSCRIÇÃO:
• DATA: 04/05/2020 até 02/06/2020
• TAXA: R$120,00
 
• As questões objetivas terão o formato de MÚLTIPLA ESCOLHA, com cinco 
alternativas cada, das quais apenas uma deve ser assinalada.
• Em casos de dupla marcação, essas marcações serão ambas consideradas 
como respostas erradas.
DAS FASES E DAS PROVAS
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As questões de Língua Portuguesa visam a averiguar a capacidade da 
candidata e do candidato, quanto:
• À apreensão do significado global dos textos;
• Ao estabelecimento de relações intratextuais e intertextuais;
• Ao reconhecimento da função desempenhada por diferentes recursos gramaticais 
no texto, nos níveis fonológico, morfológico, sintático, semântico e textual/
discursivo;
• À apreensão dos efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos verbais e não 
verbais em textos de diferentes gêneros: tiras, quadrinhos, charges, gráficos, 
infográficos etc.;
• À identificação das ideias expressas no texto, bem como de sua hierarquia 
(principal ou secundária) e das relações entre elas (oposição, restrição, causa/
consequência, exemplificação etc.);
• Na análise da organização argumentativa do texto: identificação do ponto de 
vista (tese) do autor, reconhecimento e avaliação dos argumentos usados para 
fundamentá-lo;
• À dedução de ideias e pontos de vista implícitos no texto;
• Ao reconhecimento das diferentes “vozes” dentro de um texto, bem como dos 
recursos linguísticos empregados para demarcá-las;
• Ao reconhecimento da posição do autor frente às informações apresentadas 
no texto (fato ou opinião; concordância ou discordância etc.), bem como dos 
recursos linguísticos indicadores dessas avaliações;
DAS FASES E DAS PROVAS
CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA
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• À identificação do significado de palavras, expressões ou estruturas frasais em 
determinados contextos;
• À identificação dos recursos coesivos do texto (expressões, formas pronominais, 
relatores) e das relações de sentido que estabelecem;
• Ao domínio da variedade padrão escrita: normas de concordância, regência, 
ortografia, pontuação etc.
• Ao reconhecimento de relações estruturais e semânticas entre frases ou 
expressões;
• À identificação, em textos de diferentes gêneros, das marcas linguísticas que 
singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais ou de registro.
• Conceitos básicos de operação com arquivos no sistema operacional Linux 
(Ubuntu versão 14 ou superior).
• Noções de uso de Internet e correio eletrônico, utilizando os navegadores Firefox 
e Google Chrome no sistema operacional (Ubuntu versão 14 ou superior).
• Noções de trabalho com computadores em rede interna, no sistema operacional 
(Ubuntu versão 14 ou superior).
• Noções de escrita e editoração de texto utilizando LibreOffice-Writer (versão 
5.0.6 ou superior).
• Noções de cálculo e organização de dados em planilhas eletrônicas utilizando o 
LibreOffice-Calc (versão 5.0.6 ou superior).
• Noções, como usuário, do funcionamento de computadores e de periféricos 
(impressoras e digitalizadoras).
• Noções, como usuário, do sistema operacional Linux (Ubuntu versão 14 ou 
superior).
INFORMÁTICA
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8acesse outros conteúdos:
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• Resolução de problemas envolvendo números reais, conjuntos,
• contagem e porcentagem. Sistemas, equações e regra detrês.
• Semelhança e relações métricas no triângulo retângulo. Área, volume e 
capacidade.
• Medidas de tendência central, Leitura e interpretação de dados representados 
em tabelas e gráficos.
• Problemas de raciocínio lógico-matemático envolvendo proposições, conectivos, 
equivalência e implicação lógica.
RACIOCÍNIO LÓGICO
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9acesse outros conteúdos: www.zeroumconcursos.com.br
• Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e 
organização; natureza, fins e princípios.
• Organização administrativa da União: administração direta e indireta.
• Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, deveres e prerrogativas; 
cargo, emprego e função públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, 
remoção, redistribuição e substituição; direitos e vantagens; regime disciplinar; 
responsabilidade civil, criminal e administrativa.
• Poderes administrativos: poder hierárquico; poder disciplinar; poder 
regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder.
• Serviços públicos: conceito, classificação, regulamentação e controle; 
forma,meioserequisitos;delegação:concessão,permissão,autorização.
• Controle e responsabilização da administração: controle administrativo; controle 
judicial; controle legislativo; responsabilidade civil do Estado.
 
 
• Direitos e deveres fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos; 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; direitos 
sociais; nacionalidade; cidadania e direitos políticos; partidos políticos; garantias 
constitucionais individuais;garantias dos direitos coletivos, sociais epolíticos.
• Poder Legislativo: fundamento, atribuições e garantias de independência.
• Poder Executivo: forma e sistema de governo; chefia de Estado e chefia de 
governo; atribuições e responsabilidades do presidente daRepública.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
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• Defesa do Estado e das instituições democráticas: segurança pública;
• Organização da segurança pública.
• Ordem social: base e objetivos; seguridade social; educação, cultura e desporto; 
ciência e tecnologia; comunicação social; meio ambiente; família, criança, 
adolescente e idoso.
• Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU – 1948).
 
 
• Infração penal: elementos, espécies.
• Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal.
• Tipicidade, ilicitude, culpabilidade, punibilidade.
• Erro de tipo e erro de proibição.
• Imputabilidade penal. Concurso de pessoas.
• Crimes contra a pessoa, o patrimônio e a administração pública.
 
 
• Inquérito policial; notitia criminis. Ação penal: espécies.
• Jurisdição; competência.
• Prova (artigos 158 a 184 do CPP). Prisão em flagrante.
• Prisão preventiva.
• Prisão temporária (Lei nº 7.960/1989).
 
NOÇÕES DE DIREITO PENAL
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
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11acesse outros conteúdos: www.zeroumconcursos.com.br
 
• Tráfico ilícito e uso indevido de drogas (Lei nº 11.343/2006). Crimes hediondos 
(Lei nº 8.072/1990).
• Crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor (Lei nº
• 7.716/1989).
• Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019). Crimes de tortura (Lei nº 9.455/1997).
• Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990). Estatuto do 
desarmamento (Lei nº 10.826/2003).
• Crimes previstos no Código de proteção e defesa do consumidor (Lei nº 
8.078/1990).
• Crimes contra o meio ambiente (Lei nº 9.605/1998). Juizados especiais (Lei nº 
9.099/1995 e Lei nº10.259/2001).
• Crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997). 
Interceptação telefônica (Lei nº 9.296/1996).
• Lei nº 12.830/2013;
• Pacote AntiCrime.
NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
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QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
ZERO UM CONCURSOS – Prof. Carlos Alfama
 www.zeroumconcursos.com.br 13acesse outros conteúdos:
INQUÉRITO POLICIAL 
1. Depois de adquirir um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime, José 
passou a portá-lo municiado, sem autorização e em desacordo com determinação 
legal. O comportamento suspeito de José levou-o a ser abordado em operação 
policial de rotina. Sem a autorização de porte de arma de fogo, José foi conduzido à 
delegacia, onde foi instaurado inquérito policial. Tendo como referência essa situação 
hipotética, julgue o item seguinte. O inquérito instaurado contra José é procedimento 
de natureza administrativa, cuja finalidade é obter informações a respeito da autoria 
e da materialidade do delito.
2. O inquérito policial, procedimento persecutório de caráter administrativo instaurado 
pela autoridade policial, tem como destinatário imediato o Ministério Público, titular 
único e exclusivo da ação penal.
3. Toda e qualquer infração penal é investigada através do inquérito policial.
4. No CPP, não há distinção entre prova e elemento informativo da investigação.
5. O valor probatório do inquérito policial, como regra, é considerado relativo, 
entretanto, nada obsta que o juiz absolva o réu por decisão fundamentada 
exclusivamente em elementos informativos colhidos na investigação.
6. A recente jurisprudência do STJ, em homenagem ao princípio constitucional do 
devido processo legal, firmou-se no sentido de que eventuais irregularidades 
ocorridas na fase investigatória, mesmo diante da natureza inquisitiva do 
inquérito policial, contaminam a ação penal dele oriunda.
7. O inquérito policial somente poderá ser avocado ou redistribuído, mediante 
decisão fundamentada de superior hierárquico, por motivo de interesse público ou 
por inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que 
prejudique a eficácia da investigação.
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
ZERO UM CONCURSOS – Prof. Carlos Alfama
 www.zeroumconcursos.com.br 14acesse outros conteúdos:
8. O Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria 
e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados 
os direitos e as garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa 
sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses 
de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais 
de que se acham investidos, em nosso País, os advogados, sem prejuízo da 
possibilidade – sempre presente no Estado Democrático de Direito – do permanente 
controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados, praticados pelos 
membros daquela instituição. 
9. O inquérito policial, na atual sistemática processual, é exclusivamente escrito, 
nos termos dos artigos 9º e 405, § 1º, ambos do Código de Processo Penal.
10. Tanto o acompanhamento do inquérito policial por advogado quanto seus 
requerimentos ao delegado caracterizam a observância do direito ao contraditório 
e à ampla defesa, obrigatórios na fase inquisitorial e durante a ação penal.
11. A autoridade policial poderá arquivar o inquérito policial se verificar que o fato 
criminoso não ocorreu.
12. Uma das características do inquérito policial é o sigilo, razão pela qual não 
poderá o defensor do indiciado ter acesso aos autos, ainda que em relação àquilo 
já documentado.
13. O inquérito policial é dispensável à propositura de ação penal, mas denúncia 
desacompanhada de um mínimo de prova do fato e da autoria é denúncia sem justa 
causa.
14. O desenvolvimento da investigação no IP deverá seguir, necessariamente, 
todas as diligências previstas de forma taxativa no Código de Processo Penal, sob 
pena de ofender o princípio do devido processo legal. Além disso, há uma sequência 
preeestabelecida de atos investigativos que devem ser realizados pela autoridade 
policial.
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
ZERO UM CONCURSOS – Prof. Carlos Alfama
 www.zeroumconcursos.com.br 15acesse outros conteúdos:
15. A requisição do MP para instauração do IP tem a natureza de ordem, razão pela 
qual não pode ser descumprida pela autoridade policial, ainda que, no entender 
desta, seja descabida a investigação.
16. Em consonância com o dispositivo constitucional que trata da vedação ao 
anonimato, é vedada a instauração de inquérito policial com base unicamente em 
denúncia anônima, salvo quando constituírem, elas próprias, o corpo de delito.
17. Nos crimes de ação penal privada, o inquérito policial poderá ser instaurado a 
requerimento da vítima ou do MP.
18. O conhecimento pela autoridade policial da infração penal por meio de 
requerimento da vítima denomina-se notitia criminis de cognição imediata.
19. Cabe ao promotor ou ao juiz, mediante requisição, determinar o indiciamento 
de alguém pela autoridade policial.
20. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido 
preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta 
hipótese, a partir do dia em que o juízo houver expedido a ordem de prisão, ou no 
prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
21. Se o órgão do MP, em vez de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento 
do inquérito policial, o juiz determinará a remessa de oficio ao tribunal de justiça 
para que seja designado outro órgãode MP para oferecê-la.
22. O Tribunal está obrigado a acolher a manifestação de arquivamento de 
investigação criminal formulada pelo Procurador-geral de Justiça, na hipótese de 
competência originária.
23. Mesmo depois de ordenado pela autoridade judiciária, em caso de arquivamento 
do inquérito por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá, se de 
outras provas tiver notícia, proceder a novas pesquisas.
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
ZERO UM CONCURSOS – Prof. Carlos Alfama
 www.zeroumconcursos.com.br 16acesse outros conteúdos:
24. Na visão do pretório excelso, a decisão que determina o arquivamento do 
inquérito policial, a pedido do Ministério Público, quando o fato nele apurado for 
considerado atípico, produz, mais que preclusão, coisa julgada material, impedindo 
ulterior instauração de processo que tenha por objeto o mesmo episódio, mesmo 
com a existência de novas provas.
25. Há previsão de recurso de ofício em caso de arquivamento do inquérito policial 
que verse sobre crime contra a economia popular ou contra a saúde pública 
regrado pela Lei n. 1.521/51.
26. A jurisprudência dos tribunais superiores admite o arquivamento implícito, 
quando o promotor de justiça deixa de denunciar réu indiciado em inquérito policial.
27. Segundo a doutrina, arquivamento indireto do inquérito policial é o fenômeno 
de ordem processual que decorre de quando o titular da ação penal deixa de 
incluir na denúncia algum fato investigado ou algum dos indiciados, sem expressa 
manifestação desse procedimento, e o juiz recebe a denúncia sem remeter a questão 
ao chefe institucional do Ministério Público.
28. Considere que a autoridade policial tenha instaurado inquérito para apurar a 
prática de crime cuja punibilidade fora extinta pela decadência. Nessa situação, 
ao tomar conhecimento da investigação, o acusado poderá se valer do habeas 
corpus para impedir a continuação da investigação e obter o trancamento do 
inquérito policial.
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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 www.zeroumconcursos.com.br 17acesse outros conteúdos:
GABARITO
1. C
2. E
3. E
4. E
5. C
6. E
7. C
8. C
9. E
10. E
11. E
12. E
13. C
14. E
15. C
16. C
17. E
18. E
19. E
20. E
21. E
22. C
23. C
24. C
25. C
26. E
27. E
28. C
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QUESTÕES COMENTADAS
1. Depois de adquirir um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime, José 
passou a portá-lo municiado, sem autorização e em desacordo com determinação 
legal. O comportamento suspeito de José levou-o a ser abordado em operação 
policial de rotina. Sem a autorização de porte de arma de fogo, José foi conduzido à 
delegacia, onde foi instaurado inquérito policial. Tendo como referência essa situação 
hipotética, julgue o item seguinte. O inquérito instaurado contra José é procedimento 
de natureza administrativa, cuja finalidade é obter informações a respeito da autoria 
e da materialidade do delito.
Gabarito: certo.
O inquérito policial é um procedimento destinado a apurar a materialidade1 e a 
autoria2 de uma infração penal por meio da realização de um conjunto de diligências 
investigativas3, a fim de que o titular da ação penal possa ingressar em juízo.
1 Apurar a materialidade significa apurar se o fato investigado configura 
crime e, caso configure, qual foi o crime praticado.
2 Apurar a autoria significa apurar quem praticou o crime e em quais 
circunstâncias.
3 Diligências investigativas são as ações de investigação realizadas pela 
autoridade policial para apuração da conduta investigada.
 Exemplo: oitiva das testemunhas, perícias, etc.
Quanto à natureza do inquérito policial, é importante lembrar que se trata de 
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO! Logo:
• não é processo. E não é processo porque não se estabelece; no inquérito 
policial, a relação processual (partes e juiz imparcial). Além disso, no inquérito 
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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policial ainda não há o exercício da pretensão acusatória, em outras palavras, 
ninguém é acusado da prática de delitos no curso do inquérito policial, tanto é 
que o resultado das investigações não é a aplicação de uma sanção penal, mas 
sim um relatório das ações de investigação realizadas.
• Não é judicial, pois não é conduzido por um juiz, mas por uma autoridade 
policial.
2. O inquérito policial, procedimento persecutório de caráter administrativo instaurado 
pela autoridade policial, tem como destinatário imediato o Ministério Público, titular 
único e exclusivo da ação penal.
Gabarito: errado.
Na sua prova, você não pode esquecer quem são os destinatários do inquérito policial.
• Destinatários imediatos: são os titulares da ação penal: 
• o Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública (CF/88, art. 
129, I); e 
• o ofendido, titular da ação penal privada (CPP, art. 30).
• Destinatário mediato: o Poder Judiciário, que se utilizará dos elementos de 
informação constantes do inquérito policial para auxiliar na formação de seu 
convencimento sobre o mérito e para decidir sobre a decretação de medidas 
cautelares.
3. Toda e qualquer infração penal é investigada através do inquérito policial.
Gabarito: errado.
As infrações de menor potencial ofensivo são investigadas por meio do termo 
circunstanciado.
O termo circunstanciado, previsto na Lei nº 9.099/1995, é o método investigativo 
destinado a apurar as infrações de menor potencial ofensivo (IMPO).
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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 www.zeroumconcursos.com.br 20acesse outros conteúdos:
Infrações de menor potencial ofensivo são:
• as contravenções penais; e 
• os crimes cuja pena máxima não seja superior a 02 anos, cumulados ou não com 
multa.
As infrações de menor potencial ofensivo são investigadas por meio do termo 
circunstanciado, por ser um procedimento que garante maior celeridade 
e simplicidade nas investigações. Em verdade, o termo circunstanciado é 
extremamente simples, muito semelhante a um boletim de ocorrência, em que 
se registram as informações sobre o delito prestadas pelos envolvidos (vítima, 
testemunhas e investigado).
O STJ entende que, nas infrações de menor potencial ofensivo, a autoridade policial 
pode substituir o termo circunstanciado pelo inquérito policial quando a complexidade 
ou as circunstâncias do caso assim recomendem (STJ, HC nº 26.988/SP).
RELEMBRANDO
ATENÇÃO
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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4. No CPP, não há distinção entre prova e elemento informativo da investigação.
Gabarito: errado.
No Direito Processual Penal, há uma distinção conceitual entre a terminologia 
“prova” e a terminologia “elemento informativo”.
Essa diferença entre prova e elementos de informação é expressa no art. 155 do 
Código de Processo Penal:
CPP, art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da 
prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar 
sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos 
na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e 
antecipadas.
Da análise do dispositivo e da doutrina, podemos sintetizar a diferença existente no 
seguinte quadro:
PROVAS ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO
Em regra, são informações 
sobre a materialidade e a 
autoria produzidas na fase 
judicial.
São informações sobre a 
materialidade e a autoria 
produzidas na fase de 
investigação preliminar.
Assim, noinquérito policial, em regra, não há colheita de provas, mas sim de 
elementos de informação. 
Exceções são as provas cautelares, as provas não repetíveis e as provas antecipadas, 
que são informações sobre o crime produzidas na fase investigatória, mas que 
possuem natureza jurídica de “prova”. 
As provas cautelares, as provas não repetíveis e as provas antecipadas serão estudadas 
no material referente às PROVAS NO PROCESSSO PENAL. Nesse momento inicial, 
apenas nos cabe entender as diferenças entre provas e elementos informativos. 
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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Em relação a essa distinção (entre provas e elementos informativos), outras diferenças 
que podem ser apontadas são as seguintes:
PROVAS ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO
Na produção das provas, é 
assegurado o contraditório e a 
ampla defesa.
Não é assegurado o contraditório 
e ampla defesa na produção de 
elemento informativos.
A produção da prova se sujeita 
ao princípio da identidade 
física do juiz (art. 399, §2º, 
CPP). As provas devem, via 
de regra, ser produzidas na 
presença do juiz que vai proferir 
a sentença.
Os elementos informativos não são 
produzidos na presença do juiz, 
mas sim na presença da autoridade 
policial.
Finalidade da produção das 
provas: formar a convicção do 
juiz da causa acerca do fato em 
julgamento.
Finalidades da produção dos 
elementos informativos: 
• auxiliar na formação da opinio 
delicti (opinião do MP acerca do 
fato investigado);
• fundamentar a decretação de 
medidas cautelares.
Por ser um procedimento destinado a colher elementos informativos sobre o crime, 
o inquérito policial é classificado como PROCEDIMENTO INFORMATIVO.
ATENÇÃO
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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5. O valor probatório do inquérito policial, como regra, é considerado relativo, 
entretanto, nada obsta que o juiz absolva o réu por decisão fundamentada 
exclusivamente em elementos informativos colhidos na investigação.
Gabarito: certo.
Analisar qual é o valor probatório do inquérito policial é identificar a possibilidade de 
o juiz fundamentar sua decisão com base nos elementos nele colhidos. 
Nesse sentido, podemos dizer que o inquérito policial tem um VALOR PROBATÓRIO 
RELATIVO.
Isso porque, isoladamente, os elementos informativos produzidos nos IP não 
podem servir de fundamento para uma condenação. Ou seja, o juiz não pode 
condenar alguém exclusivamente com base em elementos informativos.
Todavia, em conjunto com provas produzidas em contraditório judicial, os 
elementos produzidos no IP podem, sim, influenciar na formação da convicção 
do julgador (STF, HC 83.348).
Em relação à sentença absolutória (decisão judicial que absolve o réu), é certo que 
o juiz pode concedê-la somente com base nos elementos do IP.
6. A recente jurisprudência do STJ, em homenagem ao princípio constitucional 
do devido processo legal, firmou-se no sentido de que, em regra, eventuais 
irregularidades ocorridas na fase investigatória, mesmo diante da natureza 
inquisitiva do inquérito policial, contaminam a ação penal dele oriunda.
Gabarito: errado.
É recorrente em questões de concursos a questão sobre o efeito de eventuais 
irregularidades ou vícios que porventura ocorram no transcorrer do inquérito policial.
 CUIDADO!
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Em decorrência do caráter meramente informativo do inquérito policial, o 
posicionamento pacificado dos tribunais superiores é no sentido de que, em regra, os 
eventuais vícios ocorridos no inquérito policial não são hábeis a contaminar 
a ação penal.
EXCEÇÕES! Haverá a extensão da nulidade à eventual ação 
penal nos seguintes casos:
• se houver violações de garantias constitucionais e legais 
expressas e o órgão ministerial, na formação da opinio 
delicti, não consiguir afastar os elementos informativos 
maculados para persecução penal em juízo. Exemplo: 
situação em que todos os elementos informativos 
do inquérito policial derivaram de uma interceptação 
telefônica ilícita;
• se o advogado nomeado do investigado for impedido de 
assisti-lo em seu interrogatório policial. Esse vício ensejará 
nulidade absoluta do ato de interrogatório e dos atos dele 
derivados, nos termos da Lei nº 13.245/2016.
7. O inquérito policial somente poderá ser avocado ou redistribuído, mediante 
decisão fundamentada de superior hierárquico, por motivo de interesse público ou 
por inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que 
prejudique a eficácia da investigação.
Gabarito: certo.
LEI Nº 12.830/13. Art. 2º, §4º. O inquérito policial ou outro 
procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado 
ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho 
fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses 
de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da 
corporação que prejudique a eficácia da investigação.
A avocação ou redistribuição de investigação criminal conduzida por delegado 
de polícia por superior hierárquico somente pode ser feita mediante despacho 
motivado em duas situações:
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• motivo de interesse público;
• inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da 
corporação que prejudique a eficácia da investigação.
8. O Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria 
e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados 
os direitos e as garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa 
sob investigação do Estado, observadas, sempre, por seus agentes, as hipóteses 
de reserva constitucional de jurisdição e, também, as prerrogativas profissionais 
de que se acham investidos, em nosso País, os advogados, sem prejuízo da 
possibilidade – sempre presente no Estado Democrático de Direito – do permanente 
controle jurisdicional dos atos, necessariamente documentados, praticados pelos 
membros daquela instituição. 
Gabarito: certo.
No dia 14 de maio de 2015, o Plenário do STF, no julgamento do RE 593727 (recurso 
esse que teve reconhecida a repercussão geral), confirmou seu entendimento de que 
o Ministério Público tem atribuição para promover, por autoridade própria e por prazo 
razoável, investigações de natureza penal.
REQUISITOS:
• Devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados;
• A atuação do MP fica sob permanente controle jurisdicional;
• Devem ser respeitadas as hipóteses constitucionais de reserva de jurisdição;
• Devem ser respeitadas as prerrogativas garantidas aos advogados.
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• EXCEPCIONALIDADE! A investigação criminal não é atividade ordinária do 
Ministério Público, somente podendo ser exercida em casos excepcionais, como 
nos casos de procrastinação da investigação pelos órgãos policiais, crimes de 
abuso de autoridade, crimes contra a Administração Pública e crimes praticados 
por policiais.
Vale lembrar ainda a Súmula nº 234, STJ: “A participação de membro do MP na 
fase investigatória não acarreta o seu impedimento ou suspeição para oferecimento 
da denúncia”.
O principal fundamento da investigação pelo Ministério Público é a TEORIA DOS 
PODERES IMPLÍCITOS. 
Segundo essa teoria, a expressa outorga ao Ministério Público da competência para 
promover aação penal pública pressupõe que se reconheça, ainda que por implicitude, 
a titularidade de meios destinados colheita de informações sobre a infração penal, 
conferindo-se, com isso, efetividade aos fins constitucionalmente reconhecidos órgão.
Apesar de o MP poder investigar crime, jamais pode presidir inquéritos policias. 
A investigação pelo MP é feita por meio de procedimento próprio, qual seja o PIC – 
Procedimento Investigatório Criminal.
9. O inquérito policial, na atual sistemática processual, é exclusivamente escrito, 
nos termos dos artigos 9º e 405, § 1º, ambos do Código de Processo Penal.
Gabarito: errado.
De nada serviria um inquérito policial oral, visto que sua finalidade é subsidiar uma 
ação penal. 
ATENÇÃO
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Nesse sentido, o art. 9º do CPP determina que 
todas as peças do Inquérito policial serão, num só processado, 
reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela 
autoridade.
Do dispositivo se extrai a informação de que todas as diligências investigativas 
devem ser registradas por escrito, para que seja possível levar as informações 
apuradas aos responsáveis pela persecução penal.
Apesar do que determina o art. 9º do CPP, é possível a utilização de recursos 
audiovisuais para a gravação de diligências investigativas realizadas no curso do 
inquérito policial.
Aliás, não é somente possível, como é recomendável que a autoridade policial o faça 
quando for possível, por força de determinação expressa do CPP:
Art. 405, §1º, CPP. Sempre que possível, o registro dos depoimentos 
do investigado, indiciado, ofendido e testemunhas será feito pelos 
meios ou recursos de gravação magnética, estenotipia, digital 
ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinada a obter maior 
fidelidade das informações (alterado pela Lei nº 11.719/2008).
Apesar de o supracitado dispositivo legal estar previsto no Título do Código de Processo 
Penal que trata dos processos judiciais em espécies, ele se aplica também à fase de 
investigação preliminar, tanto é que utilizou os termos “investigado e indiciado”.
Assim, verifica-se que o inquérito policial não é um procedimento exclusivamente 
escrito, pois é possível o registro de suas diligências também de outra forma além 
da forma escrita.
10. Tanto o acompanhamento do inquérito policial por advogado quanto seus 
requerimentos ao delegado caracterizam a observância do direito ao contraditório 
e à ampla defesa, obrigatórios na fase inquisitorial e durante a ação penal.
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Gabarito: errado.
Prevalece o entendimento de que não há necessidade de observância do contraditório 
e da ampla defesa no inquérito policial. 
Ademais, em razão da inquisitoriedade do IP, não é obrigatória a atuação de advogado 
na defesa do investigado.
O único inquérito em que é assegurado o contraditório é o instaurado pela polícia 
federal, a pedido do Ministro da Justiça, visando à expulsão de estrangeiro (Decreto 
nº 86.715/1981).
ATUAÇÃO DO ADVOGADO NA FASE INQUISITIVA (LEI Nº 13.245/2016) 
A Lei n º 13.245/216 alterou o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados 
do Brasil (Lei nº 8.906/1994) e inclui nele vários direitos aos advogados na fase 
inquisitiva:
• Direito de examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir 
investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de 
qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, 
podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital (art. 7º, 
XIV da Lei nº 8.906/1994).
• Direito de assistir a seus clientes durante investigação, sob pena de nulidade 
absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de 
todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados 
(art. 7º, XXI da Lei nº 8.906/1994).
• Direito de apresentar razões e quesitos (art. 7º, XXI, ‘a’ da Lei nº 8.906/1994).
Apesar de haver doutrina entendendo que, com essa alteração, passou a ser 
assegurado o contraditório e a ampla defesa no inquérito policial, não é essa a 
posição que prevalece.
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O entendimento que deve ser levado para provas de concurso é no sentido de que 
o inquérito policial continua sendo inquisitivo, ou seja, que continua não sendo 
assegurado o contraditório e a ampla defesa no inquérito policial.
Não obstante, o fato de não ser assegurado o contraditório e a ampla defesa não afasta 
o plexo de direitos a que faz jus o investigado e seu advogado na fase inquisitória 
(direito ao silêncio, direito de acesso aos autos, etc).
Reforça esse entendimento o fato de que o advogado já tinha outros direitos 
assegurados em sua atuação na fase inquisitiva, dentre eles:
• direito de ingressar livremente as salas e dependências de audiências, secretarias, 
cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de 
delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente 
da presença de seus titulares;
• direito de permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados 
no item anterior, independentemente de licença;
• direito de reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal 
ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou 
regimento;
11. A autoridade policial poderá arquivar o inquérito policial se verificar que o fato 
criminoso não ocorreu.
Gabarito: errado.
A indisponibilidade do inquérito policial é figura repetida nas questões de concurso 
público sobre o tema! Importantíssimo saber que o inquérito é um PROCEDIMENTO 
INDISPONÍVEL! 
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Isso significa que, não obstante a discricionariedade na realização de diligências, 
depois de instaurado, a autoridade policial não pode mandar arquivar os 
autos do Inquérito policial (art. 17 do CPP), nem mesmo requerer o arquivamento 
ao juiz, já que o titular da ação penal é o Ministério Público.
A única conclusão possível do inquérito policial é o relatório previsto no art. 10, § 1°, 
do CPP: 
A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e 
enviará autos ao juiz competente.
12. Uma das características do inquérito policial é o sigilo, razão pela qual não 
poderá o defensor do indiciado ter acesso aos autos, ainda que em relação àquilo 
já documentado.
Gabarito: errado.
De fato, o inquérito policial é um procedimento sigiloso.
Isso porque o Código de Processo Penal dispõe:
Art. 20, CPP. A autoridade assegurará no Inquérito policial o sigilo 
necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade.
Esse dispositivo constitui uma limitação ao direito de obter informações de órgãos 
públicos, assegurado no art. 5°, XXXIII, da CF/88, e tem como finalidade garantir a 
eficácia do inquérito policial e garantir a intimidade do investigado.
Pode-se dizer ainda que o sigilo do inquérito policial consubstancia uma exceção à 
regra que vige no Direito Processual Penal no que diz respeito à publicidade dos 
atos processuais (CF/88, art. 5º, LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos 
atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem).
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Não obstante o sigilodo inquérito policial, é possível, em hipóteses excepcionais, 
que seja dada publicidade a alguma diligência desse procedimento, desde que haja 
interesse público e que a divulgação não resulte em prejuízo para as investigações.
 
Exemplo: divulgação de retrato falado para localização de 
investigado.
No entanto, o sigilo do inquérito policial não se aplica a três pessoas:
• ao Ministério Público; 
• ao Juiz da causa; e 
• ao advogado do investigado (representando o interesse do próprio 
investigado).
Em relação ao advogado do defensor, era tão comum que lhes fossem negados o 
acesso aos autos do inquérito policial que o Supremo Tribunal Federal editou uma 
Súmula Vinculante:
Súmula Vinculante n° 14: É direito do defensor, no interesse do representado, 
ter amplo acesso aos elementos de prova que, já documentados em procedimento 
investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam 
respeito ao exercício do direito de defesa.
A pergunta mais comum sobre o acesso do advogado é a seguinte: 
CONSIDERANDO QUE O SIGILO NÃO PODE 
SER OPOSTO AO DEFENSOR, COMO A AUTORIDADE POLICIAL 
FARÁ PARA GARANTIR A EFICÁCIA DE DILIGÊNCIAS
 QUE DEPENDEM DO SIGILO PARA SEU ÊXITO?
 SÚMULA
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No caso de uma decretação judicial de interceptação das comunicações telefônicas, 
por exemplo, o conhecimento pelo advogado dessa decisão certamente impediria 
o sucesso das investigações, já que o investigado jamais revelaria em uma conversa 
telefônica qualquer informação sobre o esquema criminoso em que está envolvido 
sabendo que suas ligações estão sendo captadas.
Nesse sentido, pensando em munir a autoridade policial de meios legítimos para evitar 
o conhecimento pelo indiciado e seu defensor de procedimentos ainda em trâmite, 
percebam que a súmula apenas garantiu acesso do defensor às informações 
já introduzidas nos autos do inquérito, não abrangendo, portanto, as diligências 
investigativas ainda em curso (STF: HC 82.354).
No caso da interceptação telefônica, por exemplo, o advogado apenas tem acesso 
a essa diligência após o fim do procedimento, com a juntada da transcrição das 
conversas captadas na interceptação telefônica aos autos.
13. O inquérito policial é dispensável à propositura de ação penal, mas denúncia 
desacompanhada de um mínimo de prova do fato e da autoria é denúncia sem justa 
causa.
Gabarito: certo.
A dispensabilidade do inquérito policial é uma das questões mais cobradas em 
concursos públicos sobre o tema. Por isso é importantíssimo saber:
O inquérito policial é um procedimento DISPENSÁVEL! Isso significa que o titular da 
ação penal pode propô-la independentemente da instauração de inquérito 
policial, desde que conte com elementos de informação suficientes para um 
lastro probatório mínimo.
 CUIDADO!
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• FUNDAMENTO LEGAL: Art. 39. § 5º O órgão do Ministério Público dispensará 
o inquérito, se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem 
a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no prazo de 
quinze dias.
A ação penal proposta sem um mínimo de elementos de informação que apontem 
para a fidedignidade da acusação proposta em juízo constitui ação penal sem justa 
causa.
14. O desenvolvimento da investigação no IP deverá seguir, necessariamente, 
todas as diligências previstas de forma taxativa no Código de Processo Penal, sob 
pena de ofender o princípio do devido processo legal. Além disso, há uma sequência 
preestabelecida de atos investigativos que devem ser realizados pela autoridade 
policial.
Gabarito: errado.
O inquérito policial é um procedimento administrativo pautado pela 
DISCRICIONARIEDADE! Isso significa que, em regra, a autoridade policial pode 
proceder às diligências investigativas que julgar convenientes no momento que 
achar mais oportuno para a investigação da infração penal, obedecendo sempre os 
requisitos legais de cada caso.
A autoridade policial pode, por exemplo, optar por fazer a reprodução simulada dos 
fatos (reconstituição do crime) ou deixar de fazer, por considerar irrelevante para a 
apuração da infração penal.
Em razão da discricionariedade do IP, o delegado não é obrigado a seguir uma 
sequência preestabelecida de atos no seu desenvolvimento. Assim, diferente 
do que ocorre no procedimento judicial, o interrogatório do investigado não 
necessariamente será a última diligência do procedimento. 
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Ainda como decorrência da discricionariedade do inquérito policial, o CPP assim 
dispõe:
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão 
requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da 
autoridade.
Segundo o dispositivo, o ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado podem 
requerer a realização de ações de investigação à autoridade que conduz o inquérito 
policial, mas cabe a essa última avaliar se a diligência requerida pode ou não auxiliar 
no esclarecimento do fato investigado. 
Caso a autoridade policial entenda que se trata de diligência meramente protelatória, 
poderá indeferir o requerimento.
15. A requisição do MP para instauração do IP tem a natureza de ordem, razão pela 
qual não pode ser descumprida pela autoridade policial, ainda que, no entender 
desta, seja descabida a investigação.
Gabarito: certo.
É função institucional do MP requisitar diligências investigativas (art. 129, VIII). 
Assim, diante da requisição do órgão ministerial, a autoridade policial é obrigada 
a realizar a diligência, salvo quando manifestamente ilegal.
Não há hierarquia entre Delegado de Polícia e membro do MP. A obrigatoriedade 
de atendimento à requisição se dá por força da previsão constitucional de que essa 
atividade (requisitar diligências e a instauração do inquérito policial) é atribuição do 
Ministério Público.
ATENÇÃO
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16. Em consonância com o dispositivo constitucional que trata da vedação ao 
anonimato, é vedada a instauração de inquérito policial com base unicamente em 
denúncia anônima, salvo quando constituírem, elas próprias, o corpo de delito.
Gabarito: certo.
A questão que repetidamente cai em provas de concursos sobre esse tema é o 
efeito da notícia anônima, também denominada de DELATIO CRIMINIS 
INQUALIFICADA. O tema já foi pacificado na jurisprudência.
Diante da vedação ao anonimato na Constituição Federal e diante da impossibilidade 
de responsabilização do falso delator na notícia anônima, entende-se que não é 
possível a instauração do Inquérito policial com base, exclusivamente, em 
uma delatio criminis inqualificada! 
Todavia, isso não significa que a notícia anônima não seja admitida no ordenamento 
jurídico brasileiro. 
A notícia anônima é, sim, admitida em nosso ordenamento jurídico. Diante 
de uma notícia anônima (delatio criminis inqualificada), a autoridade policial deve 
verificar a procedência das informações por meio de diligências cabíveis, e, caso 
seja constatada a veracidade da notícia, é perfeitamente possível a instauração do 
inquérito policial!
EXCEÇÃO: será possível a instauração de inquérito policial 
unicamente com base em notícia anônima quando ela 
for recebida por meio de um documento apócrifo que 
constituir o próprio corpo de delito (STF, Inq 1957/
PR). 
Exemplo: declaração particular ideologicamente falsa sem 
assinaturado declarante.
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17. Nos crimes de ação penal privada, o inquérito policial poderá ser instaurado a 
requerimento da vítima ou do MP.
Gabarito: errado.
Nos crimes de ação penal privada, a autoridade policial não pode instaurar o inquérito 
mediante requerimento do MP. Também não pode instaurá-lo de ofício ao tomar 
conhecimento da prática de infração penal.
Isso porque, conforme preceitua o art. 5°, § 5o, do CPP, “nos crimes de ação privada, 
a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento 
de quem tenha qualidade para intentá-la”.
18. O conhecimento pela autoridade policial da infração penal por meio de 
requerimento da vítima denomina-se notitia criminis de cognição imediata.
Gabarito: errado.
Notitia Criminis é a notícia do crime. Trata-se do conhecimento, espontâneo ou 
provocado, pela autoridade, da prática de um delito.
As espécies de Notitia Criminis são as seguintes:
Notitia Criminis de cognição imediata (espontânea ou direta) 
Ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento do fato delituoso por meio 
de suas atividades rotineiras.
Notitia Criminis de cognição mediata (provocada ou indireta)
Ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento da prática da infração penal 
por meio de um documento escrito. 
Exemplo: requisição do MP.
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Notitia Criminis de cognição coercitiva
Ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento da infração penal por meio 
da apresentação de pessoa presa em flagrante.
IMPORTANTE REVISAR: conforme já estudamos, quando há uma delatio criminis 
inqualificada, só se instaurará o inquérito se verificada, por meio de diligências 
policiais preliminares, a veracidade das informações. Em razão disso, a delatio 
criminis inqualificada é considerada pela maior parte da doutrina como 
Notitia Criminis de Cognição Imediata!
19. Cabe ao promotor ou ao juiz, mediante requisição, determinar o indiciamento 
de alguém pela autoridade policial.
Gabarito: errado.
Indiciamento é um ato privativo da autoridade policial que consiste em atribuir a 
autoria da infração penal a determinada pessoa!
Sendo ato privativo do Delegado de Polícia, não é possível ao Ministério Público ou ao 
juiz requisitarem o indiciamento à autoridade policial (Informativo nº 552, STJ).
RELEMBRANDO
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OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA REVISÃO:
• ATO VINCULADO: prevalece o entendimento de que o indiciamento é ato 
vinculado, ou seja, a autoridade policial, ao se convencer da autoria do crime 
por determinada pessoa, deve indiciá-la.
• REQUISITOS DO INDICIAMENTO (Lei nº 12.830/213, art. 2º, § 6º): 
• Deve ser um ato formal;
• Deve ser fundamentado, mediante análise técnico-jurídica do fato;
• Deve indicar a materialidade, autoria e as circunstâncias da infração 
penal.
• MOMENTO: o indiciamento pode ser feito durante toda a investigação (desde a 
peça inaugural até o relatório final da autoridade policial).
Importante! O indiciamento formal após o recebimento da denúncia gera 
constrangimento ilegal (STJ, 6ª Turma, HC 182.455 SP).
• ESPÉCIES: a doutrina classifica o indiciamento em duas espécies:
• indiciamento direto: ocorre quando o indiciamento é feito na presença do 
investigado; é a regra.
• indiciamento indireto: ocorre quando o indiciamento não é feito na presença 
do investigado. Pode ser feito quando o investigado não é encontrado ou quando 
é intimado e não comparece.
20. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido 
preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta 
hipótese, a partir do dia em que o juízo houver expedido a ordem de prisão, ou no 
prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
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Gabarito: errado.
O Código de Processo Penal determina que o inquérito policial deve terminar no 
prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver 
preso preventivamente, contado o prazo, nessa hipótese, a partir do dia em 
que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver 
solto, mediante fiança ou sem ela.
O erro da questão está na parte que fala “contado o prazo, nessa hipótese, a partir 
do dia em que o juízo houver expedido a ordem de prisão”. 
Na verdade, em caso de indiciado preso, o prazo é contado da data em que executar 
a ordem de prisão.
É Importante observar, para revisão, que pode ser prorrogado o prazo do inquérito 
policial no caso de investigado solto!
Sintetizando as informações mais importantes sobre o prazo do IP:
PRAZOS DO INQUÉRITO POLICIAL NO CPP
INDICIADO PRESO (PRISÃO 
EMFLAGRANTE OU PREVENTIVA) INDICIADO SOLTO
10 dias 30 dias
Contados da data em que se executar 
a ordem de prisão.
Contados da data do ato inaugural do 
inquérito policial.
Não há previsão legal para prorrogação 
do inquérito policial. 
O mero descumprimento do prazo não 
enseja revogação da prisão, no entanto 
o excesso desarrazoado do prazo 
pode sim ensejar revogação da prisão 
preventiva (STJ, 6ª T., HC 44.604/RN). 
O I.P. pode ser prorrogado pelo 
prazo assinalado pelo juiz nos 
casos em que a complexidade 
da investigação ou o número de 
investigados exigirem.
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Esses são os prazos gerais, que se aplicam caso não haja previsão diversa em lei 
específica. 
Além dos prazos previstos no CPP, há prazos diferenciados previstos em leis especiais, 
situações em que deixa de valer o prazo geral previsto no CPP e passam a ser 
aplicados os prazos especiais. A conclusão deriva do princípio da especialidade, 
utilizado para resolver o conflito aparente de leis, segundo o qual a norma especial 
afasta a aplicação da norma geral (lex especialis derrogat lex generalis).
Os prazos especiais do inquérito policial são os seguintes:
PRAZOS ESPECIAIS DO INQUÉRITO POLICIAL
INDICIADO PRESO INDICIADO SOLTO
CRIMES FEDERAIS
(Lei nº 
5.010/1996)
15 dias prorrogáveis por 
até mais 15 dias (art. 
66).
30 dias (como a Lei nº 
5.010/1996 não dispõe, 
aplica-se o prazo do CPP, 
cabendo ampliação).
Lei de Drogas 30 dias (duplicável, ouvido o MP).
90 dias (duplicável, ouvido o 
MP).
Código de Processo 
Penal Militar 
(art. 20)
20 dias
40 dias, prorrogável por mais 
20 pela autoridade militar 
superior.
Crimes contra a 
Economia Popular 
(Lei nº 1.521/51)
10 dias, preso ou solto.
ATENÇÃO
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21. Se o órgão do MP, em vez de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento 
do inquérito policial, o juiz determinará a remessa de oficio ao tribunal de justiça 
para que seja designado outro órgão de MP para oferecê-la.
Gabarito: errado.
Conforme vimos, a autoridade policial não pode arquivar o inquérito policial, pois o 
arquivamento do inquérito policial é uma decisão judicial, sempre a pedido 
do titular da ação penal. 
Não há dúvida de que, se o juiz concordar com o pedido de arquivamento, o inquérito 
será arquivado. 
Todavia, se o juiz não concordar com o pedido de arquivamento do inquérito policial, 
feito pelo Ministério Público,deverá remetê-lo ao Procurador-Geral para que este:
• ofereça denúncia;
• designe outro órgão do MP para oferecer a denúncia;
• insista no arquivamento (só então o juiz estará vinculado a arquivar o I.P.).
Isso é exatamente o conteúdo do art. 28 do CPP, que consagra o princípio da 
devolução. PRINCÍPIO DA DEVOLUÇÃO: a remessa da promoção de arquivamento 
ao Procurador-Geral é denominada de “princípio da devolução”. Para simplificar o 
entendimento do procedimento, segue o mapa mental:
PROCEDIMENTO DE ARQUIVMANETO DO IP (ART. 28, CPP)
MP pede 
arquivamento
ARQUIVA!Juiz concorda
Juiz discorda
PGJ
Oferece 
denúncia
Designa outro 
órgão do MP
Insiste no 
arquivamento
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Apesar de não haver previsão legal, a doutrina entende que o Procurador-Geral de 
Justiça pode também requisitar diligências imprescindíveis.
22. O Tribunal está obrigado a acolher a manifestação de arquivamento de 
investigação criminal formulada pelo Procurador-geral de Justiça, na hipótese de 
competência originária.
Gabarito: certo.
O art. 28 do CPP (que determina que o juiz remeta o pedido de arquivamento do IP 
ao PGJ quando discordar das razões invocadas) não se aplica em dois casos:
• no caso de requerimento de arquivamento do IP nas hipóteses de atribuição 
originária do PGR ou do PGJ, é inviável a aplicação do procedimento do art. 
28 do CPP. A decisão de arquivamento nessa hipótese pode ser administrativa, 
pois, se remetida ao Poder Judiciário, este será obrigado a arquivar o inquérito 
policial (STF, Inq. 2054).
• no caso de requerimento de arquivamento do IP nas hipóteses de atribuição 
de membro do MPF que atua perante o STJ, não se aplica o art. 28 do 
CPP, pois a jurisprudência do STJ é no sentido de que os membros do MPF 
atuam por delegação do Procurador-Geral da República na instância especial 
(Informativo nº 558, STJ).
23. Mesmo depois de ordenado pela autoridade judiciária, em caso de arquivamento 
do inquérito por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá, se de 
outras provas tiver notícia, proceder a novas pesquisas.
Gabarito: certo.
Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por 
falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas 
pesquisas, se de outras provas tiver notícia (CPP, art. 18).
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24. Na visão do pretório excelso, a decisão que determina o arquivamento do 
inquérito policial, a pedido do Ministério Público, quando o fato nele apurado for 
considerado atípico, produz, mais que preclusão, coisa julgada material, impedindo 
ulterior instauração de processo que tenha por objeto o mesmo episódio, mesmo 
com a existência de novas provas.
Gabarito: certo.
Sobre a coisa julgada na decisão de arquivamento do inquérito policial, é importante 
lembrar do seguinte:
Coisa julgada é a imutabilidade das decisões judiciais. Por questões de 
segurança jurídica, uma vez que uma decisão judicial é proferida, após o 
fim do prazo para recurso (se couber), essa decisão se torna imodificável. 
O arquivamento do inquérito policial, que é uma decisão judicial, pode ter diversos 
fundamentos; a depender desse fundamento, gerará coisa julgada formal e material 
ou apenas coisa julgada formal. 
• A COISA JULGADA FORMAL torna imutável a decisão somente no mesmo 
processo em se insere, sendo possível que nova decisão sobre os mesmos fatos 
se sobrevierem novos fatos. Trata-se de um fenômeno endoprocessual. 
Quando a decisão de arquivamento do inquérito policial gerar apenas coisa julgada 
formal, serão possíveis novas investigações, se surgirem notícias de novas provas.
• A COISA JULGADA MATERIAL é a imutabilidade da decisão dentro e fora do 
processo em que se insere. Pressupõe a coisa julgada formal, ou seja, sempre 
que a decisão gerar coisa julgada material, irá gerar também coisa julgada 
formal.
Quando a decisão de arquivamento do inquérito policial gerar coisa julgada material, 
isso significa que a autoridade não poderá sequer investigar mais o mesmo 
fato delituoso, sob pena de ofensa ao princípio do ne bis in idem! Ocorre quando 
houver decisão sobre o mérito da causa.
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FUNDAMENTO DO 
ARQUIVAMENTO
GERA COISA JULGADA 
MATERIAL? PREVISÃO LEGAL
FALTA DE BASE PARA 
A DENÚNCIA 
Não gera coisa julgada material, 
mas apenas coisa julgada formal
Depois de ordenado 
o arquivamento 
do inquérito pela 
autoridade judiciária, 
por falta de base 
para a denúncia, a 
autoridade policial 
poderá proceder a 
novas pesquisas, se 
de outras provas tiver 
notícia (CPP, art. 18).
AUSÊNCIA DE 
CONDIÇÃO DA AÇÃO 
(arquivamento 
provisório do IP)
Não gera coisa julgada material, 
mas apenas coisa julgada formal.
Não há.
MANIFESTA 
ATIPICIDADE DA 
CONDUTA
GERA COISA JULGADA FORMAL E 
MATERIAL! 
Obs.: gera coisa julgada material 
ainda que tenha sido tomada por juiz 
absolutamente incompetente (STJ, HC 
173.397/RS e STF, HC 83.346/SP).
Não há.
MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
ILICITUDE
DIVERGÊNCIA NOS TRIBUNAIS 
SUPERIORES
STJ: GERA COISA JULGADA 
FORMAL E MATERIAL (STJ, REsp 
791.471/RJ)!
STF: GERA APENAS COISA 
JULGADA FORMAL (Informativo nº 
538, Informativo nº 796, Pleno do STF 
no HC 87.395/PR).
Não há.
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MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
CULPABILIDADE, 
SALVO 
INIMPUTABILIDADE
GERA COISA JULGADA FORMAL E 
MATERIAL! 
Não há.
MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
PUNIBILIDADE
GERA COISA JULGADA FORMAL E 
MATERIAL!
Exceção: se for fundamentada em 
documento falso não gera coisa julgada 
material (STF, HC 84.525). 
Não há.
25. Há previsão de recurso de ofício em caso de arquivamento do inquérito policial 
que verse sobre crime contra a economia popular ou contra a saúde pública 
regrado pela Lei n. 1.521/51.
Gabarito: certo.
A decisão de arquivamento, em regra, é irrecorrível!
Além disso, não é possível ação penal privada subsidiária da pública em face da 
decisão de arquivamento, pois não há inércia do Ministério Público nessa situação. 
Há, no entanto, EXCEÇÕES em que cabe recurso contra a decisão de 
arquivamento do inquérito policial:
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HIPÓTESE 
EXCEPCIONAL RECURSO CABÍVEL PREVISÃO LEGAL
Lei de Crimes Contra a 
Economia Popular Recurso de ofício Lei nº 1.521/1951 
(art. 7º)
Contravenções penais 
do Jogo do Bicho e de 
corrida de cavalo fora 
do hipódromo.
Recurso em Sentido 
Estrito. Lei nº 1.508/1951
Arquivamento de ofício 
pelo juiz. Correição parcial.
Trata-se de erro de 
procedimento para o 
qual não há recurso 
específico previsto em 
lei.
Casos de atribuição 
originária do 
Procurador-Geral de 
Justiça.
Recurso ao Colégio 
de Procuradores de 
Justiça.
Lei nº 8.625/1993 
(art.12).
26. A jurisprudência dos tribunais superiores admite o arquivamento implícito, 
quando o promotor de justiça deixa de denunciar réu indiciado em inquérito policial.
Gabarito: errado.
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O arquivamento implícito ocorre quando, havendo mais de um investigado ou mais 
de um crime sendo apurado no inquérito policial, o Ministério Público deixade incluir 
um ou outro na denúncia bem como deixa de requerer o arquivamento em relação 
a um ou a outro e o juiz recebe a denúncia sem se manifestar sobre a omissão do 
parquet. 
ESPÉCIES DE ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO:
• ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO OBJETIVO: ocorre quando, havendo mais de 
um crime sendo apurado no inquérito policial, o Ministério Público deixa de 
requerer o arquivamento em relação a um ou a outro e o juiz recebe a denúncia 
sem se manifestar sobre a omissão do parquet.
• ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO SUBJETIVO: o arquivamento implícito ocorre 
quando, havendo mais de um investigado sendo investigado no inquérito 
policial, o Ministério Público deixa de incluir um ou outro na denúncia e o juiz 
recebe a denúncia sem se manifestar sobre a omissão do parquet.
A doutrina e a jurisprudência são pacíficas em não admitir o arquivamento 
implícito, pois todas as decisões do Ministério Público devem ser fundamentadas 
(STF, RHC 95.141/RJ). 
Para que o MP deixe de incluir algum crime apurado ou algum indiciado no IP, deve 
requerer o arquivamento em relação ao crime ou indiciado não incluído na denúncia.
JURISPRUDÊNCIA PARA REVISAR
STJ, HC 21.074: É inadmissível o oferecimento de ação penal privada subsidiária 
da pública no caso de arquivamento implícito. O juiz deve adotar o procedimento do 
art. 28 do CPP.
 JURISPRUDÊNCIA
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27. Segundo a doutrina, arquivamento indireto do inquérito policial é o fenômeno 
de ordem processual que decorre de quando o titular da ação penal deixa de 
incluir na denúncia algum fato investigado ou algum dos indiciados, sem expressa 
manifestação desse procedimento, e o juiz recebe a denúncia sem remeter a questão 
ao chefe institucional do Ministério Público.
Gabarito: errado.
O arquivamento indireto do inquérito ocorre quando o juiz não concorda com o pedido 
de declinação de competência formulado pelo MP. Como o juiz não pode obrigar o MP 
a oferecer a denúncia, deve adotar, por analogia, o procedimento do art. 28 do CPP 
para solucionar a controvérsia.
O erro da questão é descrever o arquivamento implícito e dizer que se refere à 
situação do arquivamento indireto.
28. Considere que a autoridade policial tenha instaurado inquérito para apurar a 
prática de crime cuja punibilidade fora extinta pela decadência. Nessa situação, 
ao tomar conhecimento da investigação, o acusado poderá se valer do habeas 
corpus para impedir a continuação da investigação e obter o trancamento do 
inquérito policial.
Gabarito: certo.
O trancamento também é denominado de encerramento anômalo do inquérito 
policial. 
O trancamento é medida a ser determinada pelo Poder Judiciário que acarreta a 
paralisação imediata de uma investigação criminal em andamento.
Trata-se de uma medida de natureza excepcional, somente possível em hipóteses 
excepcionais, como, por exemplo, as seguintes:
• manifesta atipicidade da conduta investigada; 
• presença de causa extintiva da punibilidade;
• instauração de Inquérito Policial em crime de ação penal pública condicionada ou 
de ação penal privada sem a representação ou requerimento, respectivamente.
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O instrumento jurídico utilizado para se obter o trancamento do inquérito policial é 
o habeas corpus, salvo quando não houver risco à liberdade de locomoção (hipótese 
em que o remédio cabível será o mandado de segurança).
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PRISÃO EM FLAGRANTE
1. A prisão em flagrante, medida cautelar, realiza-se no momento em que está 
ocorrendo ou termina de ocorrer o crime.
2. Com relação aos meios de prova e os procedimentos inerentes a sua colheita, 
no âmbito da investigação criminal, julgue o próximo item. A entrada forçada em 
determinado domicílio é lícita, mesmo sem mandado judicial e ainda que durante 
a noite, caso esteja ocorrendo, dentro da casa, situação de flagrante-delito nas 
modalidades próprio, impróprio ou ficto.
3. A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em 
período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a 
posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante-delito.
4. O fato de a autoridade policial encontrar provas que justifiquem o flagrante-
delito convalida a irregular entrada em residência sem autorização judicial e sem 
permissão do morador.
5. O cidadão que presenciar pessoa cometendo uma infração penal tem a obrigação 
de prendê-la em flagrante.
6. Admite-se a prisão em flagrante na modalidade de flagrante presumido de 
alguém perseguido pela autoridade policial logo após o cometimento de um crime e 
encontrado em situação que faça presumir ser ele o autor da infração.
7. Nas infrações permanentes, enquanto não cessar a permanência, entende-se o 
agente em flagrante-delito.
8. É possível a prisão em flagrante nos crimes habituais.
9. Nos crimes formais, o flagrante deve considerar o momento da produção do 
resultado naturalístico.
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POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARANÁ
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10. Configura crime impossível o flagrante denominado esperado, que ocorre quando 
a autoridade policial, detentora de informações sobre futura prática de determinado 
crime, se estrutura para acompanhar a sua execução, efetuando a prisão no momento 
da consumação do delito.
11. O flagrante diferido que permite à autoridade policial retardar a prisão em 
flagrante com o objetivo de aguardar o momento mais favorável à obtenção de 
provas da infração penal prescinde, em qualquer hipótese, de prévia autorização 
judicial.
12. O indivíduo “A”, que coloca dolosamente sua carteira na mochila de “B”, para logo 
em seguida acionar a polícia, sob a alegação de haver sido furtado por “B”; tendo os 
policiais encontrado a carteira de “A” no interior da mochila de “B”, “B” é preso em 
flagrante pela prática de crime. A hipótese ora narrada é, pela doutrina, denominada 
flagrante urdido.
13. Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga 
ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, 
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual 
a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do estado.
14. Quando o fato for praticado na presença do Juiz de Direito, ou contra este, no 
exercício de suas funções, ele não poderá presidir o respectivo auto de prisão em 
flagrante, sob pena de ver afetada sua imparcialidade.
15. Em decorrência de um homicídio doloso praticado com o uso de arma de fogo, 
policiais rodoviários federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira 
por rodovia federal em um veículo cuja placa e características foram informadas. 
O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um ponto de bloqueio 
montado cerca de 200 km do local do delito e que os policiais acreditavam estar na 
rota de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida 
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arma de fogo que estava em sua posse e que, supostamente, tinha sido utilizada 
no crime. Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinteitem. Durante o 
procedimento de lavratura do auto de prisão em flagrante pela autoridade policial 
competente, o policial rodoviário responsável pela prisão e condução do preso deverá 
ser ouvido logo após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do preso.
16. João, aproveitando-se de distração de Marcos, juiz de direito, subtraiu para si uma 
sacola de roupas usadas a ele pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição 
de caridade. João foi perseguido e preso em flagrante-delito por policiais que 
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o Ministério Público 
não ofereceu denúncia nem praticou qualquer ato no prazo legal. Considerando a 
situação hipotética descrita, julgue o item a seguir. O prazo previsto para que a 
autoridade policial comunique a prisão de João ao juiz competente é de cinco dias.
17. Valter, preso em flagrante por suposta prática de furto simples, não pagou a 
fiança arbitrada pela autoridade policial, tendo permanecido preso até a audiência de 
custódia, realizada na manhã do dia seguinte a sua prisão. A partir dessa situação 
hipotética, julgue o seguinte item. Na audiência de custódia, ao entrevistar Valter, 
o juiz deverá abster- se de formular perguntas com a finalidade de produzir provas 
sobre os fatos objeto do auto da prisão em flagrante, mas deverá indagar acerca do 
tratamento recebido nos locais por onde o autuado passou antes da apresentação à 
audiência, questionando sobre a ocorrência de tortura e maus tratos.
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GABARITO
1. C
2. C
3. C
4. E
5. E
6. E
7. C
8. C
9. E
10. E
11. E
12. C
13. C
14. E
15. E
16. E
17. C
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QUESTÕES COMENTADAS
1. A prisão em flagrante, medida cautelar, realiza-se no momento em que está 
ocorrendo ou termina de ocorrer o crime.
Gabarito: Certo.
O termo “flagrante” tem origem etimológica no latim flagrare, que significa queimar. 
Nesse sentido, o momento do flagrante é o momento da infração penal ou aquele 
próximo ao cometimento da infração penal, ou seja, enquanto a conduta criminosa 
do agente ainda “queima”.
Diante disso, a doutrina conceitua a prisão em flagrante como a detenção do agente 
no momento de maior certeza da autoria do crime.
Quanto à natureza jurídica, prevalece que, de fato, trata-se de medida cautelar 
(prisão cautelar).
Isso porque, na prisão em flagrante, estão presentes os pressupostos gerais das 
medidas cautelares na prisão em flagrante: exige-se o “fumus comissi delicti”, 
pois deve haver fundadas razões de situação flagrancial; e exige-se o “periculum 
libertatis”, pois se a prisão não for efetuada há probabilidade de perda de informações 
relevantes para a elucidação do fato. 
Além disso, o próprio Código de Processo Penal define a prisão em flagrante como 
prisão cautelar:
Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante-delito ou por ordem 
escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de 
sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do 
processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.
§ 1º As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a 
que não for isolada, cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de 
liberdade.
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2. Com relação aos meios de prova e os procedimentos inerentes a sua colheita, 
no âmbito da investigação criminal, julgue o próximo item. A entrada forçada em 
determinado domicílio é lícita, mesmo sem mandado judicial e ainda que durante 
a noite, caso esteja ocorrendo, dentro da casa, situação de flagrante-delito nas 
modalidades próprio, impróprio ou ficto.
Gabarito: Certo.
A Constituição Federal de 1988 prevê que em caso de flagrante-delito é possível 
a violação do domicílio, não trazendo limitação de horário, nem a necessidade de 
autorização judicial para a medida. Ademais, a Constituição Federal não limita a 
possibilidade de violação de domicílio em caso de flagrante a uma situação flagrancial 
específica, de forma que a entrada em domicílio é autorizada em qualquer hipótese 
de flagrante-delito prevista no art. 302 do CPP (próprio, impróprio ou presumido).
3. A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em 
período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a 
posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante-delito.
Gabarito: Certo.
Como já vimos em questão anterior, a Constituição Federal de 1988 prevê que em 
caso de flagrante-delito é possível a violação do domicílio, não trazendo limitação de 
horário, nem a necessidade de autorização judicial para a medida. O Supremo Tribunal 
Federal, ao analisar o dispositivo constitucional, assentou o seguinte entendimento:
Informativo nº 806 do STF: A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial 
só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, 
devidamente justificadas “a posteriori”, que indiquem que dentro da casa ocorre 
situação de flagrante-delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do 
agente ou da autoridade, e de nulidade dos atos praticados. 
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É importante que o candidato perceba que, de acordo com o STF, há um requisito 
para que o domicílio de alguém seja violado, sem ordem judicial, inclusive durante a 
noite: devem estar presentes fundadas razões de situação flagrancial. 
Isso significa que não se pode violar o domicílio de alguém com base em uma mera 
suposição de que há flagrante-delito no local. A invasão do domicílio feita com base 
em mera suposição gera nulidade da diligência e, consequentemente, a ilicitude da 
apreensão das provas encontradas no local. Nesse mesmo sentido o STJ:
O ingresso regular de domicílio alheio depende, para sua validade e regularidade, da 
existência de fundadas razões (justa causa) que sinalizem para a possibilidade de 
mitigação do direito fundamental em questão. É dizer, somente quando o contexto 
fático anterior à invasão permitir a conclusão acerca da ocorrência de crime no 
interior da residência é que se mostra possível sacrificar o direito à inviolabilidade 
do domicílio. A mera intuição acerca de eventual traficância praticada pelo 
recorrido, embora pudesse autorizar abordagem policial, em via pública, 
para averiguação, não configura, por si só, justa causa a autorizar o ingresso 
em seu domicílio, sem o consentimento do morador – que deve ser mínima e 
seguramente comprovado – e sem determinação judicial. (REsp 1.574.681/
RS).
Assim, em síntese, pode-se concluir que:
• Havendo fundadas razões de situação flagrancial é possível a violação de 
domicílio, sem mandado judicial, inclusive durante a noite.
• Havendo mera intuição de situação flagrancial não é possível a violação de 
domicílio.
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Mas qual seria a diferença entre as duas expressões (fundadas razões e mera 
intuição)?
Bem, entendemos como “fundadas razões” de situação flagrancial a situação em que 
há algo concreto e documentável que demonstre a probabilidade da situação de 
flagrante feito no momento da violação de domicílio.Esquematizando:
FUNDADAS RAZÕES DE SITUAÇÃO 
FLAGRANCIAL
MERA INTUIÇÃO DE SITUAÇÃO 
FLAGRANCIAL
Situação em que há algo concreto, 
objetivo e documentável a posteriori 
que demonstra a probabilidade de 
situação de flagrante na residência.
Situação em que há nada 
documentável que demonstre a 
probabilidade de situação de flagrante 
na residência. Há apenas a suposição 
de que há flagrante ali.
Autoriza a violação de domicílio, sem 
ordem judicial, inclusive durante a 
noite.
Não autoriza a violação de domicílio.
Por fim, vale ressaltar que não responde por abuso de autoridade o agente policial 
que, diante de fundadas razões de situação flagrancial, viole o domicílio de alguém 
sem ordem judicial e se depare com uma diligência frustrada (por não encontrar 
o flagrante que imaginou que existia). Nesse caso, terá agido em consonância com 
a orientação do STF, não tendo, portanto, abusado de seu poder.
4. O fato de a autoridade policial encontrar provas que justifiquem o flagrante-delito 
convalida a irregular entrada em residência sem autorização judicial e sem permissão 
do morador.
Gabarito: Errado.
Se a entrada em domicílio foi irregular (por ter se dado sem a existência de fundadas 
razões de situação flagrancial), as provas encontradas não convalidam a ilicitude, 
de forma que devem ser consideradas provas ilícitas por derivação e, portanto, 
desentranhadas do processo.
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5. O cidadão que presenciar pessoa cometendo uma infração penal tem a obrigação 
de prendê-la em flagrante.
Gabarito: Errado
O cidadão que presenciar pessoa em situação de flagrante PODE (não “deve”) prendê-
lo em flagrante.
Neste ponto, importante revisar a distinção entre flagrante facultativo e flagrante 
obrigatório (ou coercitivo).
A diferença é encontrada no art. 301 do CPP:
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e 
seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em 
flagrante-delito.
O flagrante facultativo é a possibilidade que a lei conferiu a qualquer pessoa do 
povo (inclusive a vítima do crime) de prender aquele que estiver em situação de 
flagrante-delito. O cidadão comum que prende um agente em flagrante-delito age 
em exercício regular de direito.
Já o flagrante obrigatório (coercitivo) é a obrigação imposta pela lei aos agentes 
policiais de prender aquele que estiver em situação de flagrante-delito. O agente 
policial que prende alguém em flagrante-delito age em estrito cumprimento do dever 
legal.
6. Admite-se a prisão em flagrante na modalidade de flagrante presumido de 
alguém perseguido pela autoridade policial logo após o cometimento de um crime e 
encontrado em situação que faça presumir ser ele o autor da infração.
Gabarito: Errado.
A questão apresenta a situação do flagrante impróprio (ou quase flagrante).
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Importante relembrar as situações flagranciais:
Art. 302. Considera-se em flagrante-delito quem:
I – está cometendo a infração penal;
II – acaba de cometê-la;
III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou 
por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da 
infração;
IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos 
ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
O Código de Processo Penal descreveu as situações consideradas como flagrante-
delito no art. 302, e a doutrina, com base nesse dispositivo, divide o flagrante em 
algumas espécies:
• Flagrante Próprio (Perfeito, Real ou Verdadeiro)
Há flagrante próprio quando o agente é preso no momento do crime, em uma das 
situações previstas no art. 302, I e II, do CPP:
I – está cometendo a infração penal;
II – acaba de cometê-la;
Na primeira hipótese (art. 302, I) a infração penal está na fase executória e ainda 
não se consumou. Deve ter ocorrido ao menos um ato executório. 
Não é possível a prisão em flagrante enquanto apenas há a prática de atos 
preparatórios, salvo quando o ato preparatório for definido como crime autônomo ou 
em caso de atos preparatórios para o terrorismo (Lei nº 13.260/16).
Na segunda hipótese (art. 302, II), recém ocorreu a consumação do delito. 
Ambas são hipóteses de flagrante próprio, também denominado de perfeito, real ou 
verdadeiro.
• Flagrante Impróprio (Imperfeito, Irreal ou quase flagrante)
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O flagrante impróprio é aquele previsto no art. 302, III, do CPP.
III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou 
por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da 
infração;
Para configurá-lo são necessários dois requisitos:
• REQUISITO DE ATIVIDADE: Perseguição¹ ao agente.
¹ Em relação ao que se entende por perseguição¹, o próprio CPP (art. 290, § 1°) 
ensina que esta se dá quando o executor:
a) tendo avistado o procurado, for perseguindo-o sem interrupção, embora depois o 
tenha perdido de vista;
b) sabendo, por indícios ou informações fidedignas, que o procurado tenha passado, 
há pouco tempo, em tal ou qual direção, pelo lugar em que o procure, for ao seu 
encalço.
Importante! É comum ouvirmos que o prazo para prisão em flagrante é de 24 
horas, o que não tem nenhum fundamento jurídico. Não há um prazo definido em que 
perdura a situação de flagrância! Enquanto a perseguição não for interrompida 
perdura o estado de flagrância.
O QUE ACONTECE SE O AGENTE QUE ESTÁ SENDO PERSEGUIDO 
PASSA PARA O TERRITÓRIO DE OUTRA CIRCUNSCRIÇÃO?
Art. 290. Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro município 
ou comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar, 
apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, depois de lavrado, se for o 
caso, o auto de flagrante, providenciará para a remoção do preso.
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• REQUISITO TEMPORAL: A perseguição deve se iniciar logo após o 
delito²;
² Já em relação ao que se entende por logo após, prevalece que é o 
lapso temporal necessário no caso concreto entre o acionamento da polícia, seu 
comparecimento ao local e a colheita de elementos necessários para o início da 
perseguição.
Ex.: A vítima de furto de objetos de sua residência aciona a polícia. Cerca 
de 30 minutos depois do acionamento a polícia comparece ao local e encontra uma 
carteira com um documento de identificação dentro, presumindo diante disso que 
a pessoa do documento é o autor do delito. Diante disso sai em busca do indivíduo 
identificado, encontrando-o 36 horas depois com os objetos materiais do crime. 
Nessa situação haverá prisão em flagrante impróprio.
• REQUISITO CIRCUNSTANCIAL: Situação que faça presumir a autoria.
• Flagrante Presumido (ficto ou assimilado)
Há flagrante presumido na situação prevista no art. 302, IV, do CPP:
IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos 
ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
Na hipótese do flagrante presumido, não há perseguição. 
Aqui o agente é encontrado logo depois do delito portando instrumentos, armas, 
objetos ou papéis que demonstrem, por presunção, ser ele o autor da infração penal.
Não há um prazo definido para o período que o termo “logo depois” compreende, mas 
há entendimento doutrinário que é um período mais extenso do que o entendimento 
que se dá ao “logo após” presente na descrição legal da hipótese de flagrante 
impróprio. Não obstante, entendemosque são expressões sinônimas.
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FLAGRANTE IMPRÓPRIO FLAGRANTE PRESUMIDO
O agente é perseguido. O agente é encontrado.
A perseguição se inicia “logo após”. O agente é encontrado “logo depois”.
Há uma situação que faça presumir 
a autoria.
Instrumentos, armas, objetos ou 
papéis fazem presumir a autoria.
7. Nas infrações permanentes, enquanto não cessar a permanência, entende-se o 
agente em flagrante-delito.
Gabarito: certo.
Crimes permanentes são aqueles em que a consumação se prolonga no tempo e 
sobre o qual o agente continua detendo o poder de fazer cessar a execução. É o caso 
do sequestro, por exemplo. Nesses crimes, enquanto não cessar a permanência, 
perdura o estado de flagrância.
É o conteúdo do art. 303, do CPP:
Art. 303. Nas infrações permanentes, entende-se o agente em 
flagrante-delito enquanto não cessar a permanência.
8. É possível a prisão em flagrante nos crimes habituais.
Gabarito: certo.
Os crimes habituais são aqueles que, para se caracterizarem, dependem da prática 
reiterada de determinada conduta. Sem a reiteração, o fato é atípico. Exemplo de 
crime habitual é o “exercício ilegal de medicina” do art. 282 do Código Penal (uma 
única prescrição de medicamento não configura o delito).
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É possível a prisão em flagrante nos crimes habituais; no entanto, para que seja 
realizada, deve haver comprovação, no ato da prisão, da reiteração da prática 
da conduta. 
9. Nos crimes formais, o flagrante deve considerar o momento da produção do 
resultado naturalístico.
Gabarito: errado.
Crimes formais são aqueles em que há previsão de resultado naturalístico, o qual é 
dispensável para sua consumação. É perfeitamente possível a prisão em flagrante, 
que deve se dar no momento da consumação do delito (momento da conduta) 
e não por ocasião do exaurimento (momento do resultado naturalístico). 
Exemplo: crime de concussão (funcionário público que exige 
vantagem indevida): a prisão pode ser realizada no momento da 
exigência da vantagem, mas não no momento do recebimento da 
vantagem.
10. Configura crime impossível o flagrante denominado esperado, que ocorre quando 
a autoridade policial, detentora de informações sobre futura prática de determinado 
crime, se estrutura para acompanhar a sua execução, efetuando a prisão no momento 
da consumação do delito.
Gabarito: errado.
No flagrante esperado, a autoridade policial não induz a prática do delito, mas 
permanece em vigilância para efetuar a prisão em flagrante caso o crime 
que espera aconteça. 
A questão está errada, porque é perfeitamente lícita a prisão em flagrante 
nesse caso!
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EXEMPLO
Um policial, diante de várias notícias de furtos em veículos de um determinado 
estacionamento, permanece em vigilância no local. De repente, percebe a prática do 
delito noticiado em um automóvel, determinando, de pronto, a prisão em flagrante 
do agente. A prisão em flagrante, nesse caso, é perfeitamente lícita, por se tratar de 
um flagrante esperado e não induzido (provocado) pela autoridade policial.
É importante não confundir a situação do flagrante esperado (prisão legal) com a 
situação do flagrante provocado (prisão ilegal).
O flagrante preparado ou provocado, nos delitos putativos por obra do agente 
provocador (ou delito de ensaio, ou delito de experiência), trata-se de uma espécie 
de crime impossível.
Os delitos putativos por obra do agente provocador são aqueles em que o executor 
da prisão induz a prática do delito por meio de um elemento provocador, mas 
adota precauções suficientes para que o delito não venha a se consumar.
ATENÇÃO
É ilícita a prisão efetuada em razão do cometimento de crime no qual a autoridade, 
por meio de um elemento provocador, dá ensejo à prática criminosa de terceiros que, 
ausente tal circunstância, não cometeriam o delito.
 SÚMULA
Súmula nº 145, STF: Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia 
torna impossível a sua consumação.
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EXEMPLO
Após prender um traficante, a policia apreende uma lista de contato de usuários de 
drogas, clientes habituais do traficante preso. De posse dessa lista de contatos, a 
autoridade policial passa a efetuar ligações aos usuários combinando um local para a 
venda da droga. Os usuários então comparecem ao local combinado e, ao efetuar o 
pagamento e receber a droga, são presos por agentes policiais a paisana pela prática 
do delito do art. 28 da Lei de Drogas.
11. O flagrante diferido que permite à autoridade policial retardar a prisão em 
flagrante com o objetivo de aguardar o momento mais favorável à obtenção de 
provas da infração penal prescinde, em qualquer hipótese, de prévia autorização 
judicial.
Gabarito: errado.
Flagrante diferido é a situação que ocorre na chamada ação controlada. Consiste no 
retardamento da prisão em flagrante do agente para gerar oportunidade de ampliar 
a colheita de provas. 
O flagrante prorrogado não consiste em exceção à obrigatoriedade do flagrante, 
mas sim exceção à obrigatoriedade da imediata prisão em flagrante pela 
autoridade policial, pois, nos casos em que a lei autoriza a prorrogação, pode-se 
efetuar a prisão em momento posterior. 
Só é possível diante de expressa previsão legal. São hipóteses legais de ação 
controlada:
• Lei de Drogas (art. 53, II);
• Lei de Lavagem de Capitais (Art. 4º-B);
• Nova Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013, art. 8º). 
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ATENÇÃO
A nova Lei de Organizações Criminosas é a única hipótese em que a ação controlada 
dispensa prévia autorização judicial! Basta prévia comunicação ao juiz!
12. O indivíduo “A”, que coloca dolosamente sua carteira na mochila de “B”, para logo 
em seguida acionar a polícia, sob a alegação de haver sido furtado por “B”; tendo os 
policiais encontrado a carteira de “A” no interior da mochila de “B”, “B” é preso em 
flagrante pela prática de crime. A hipótese ora narrada é, pela doutrina, denominada 
flagrante urdido.
Gabarito: certo.
Há o flagrante forjado (urdido ou maquinado) quando alguém cria a prova de um 
crime inexistente com a finalidade de justificar uma prisão em flagrante. 
Exemplo: policiais que plantam uma arma de fogo dentro de um 
carro para efetuar prisão em flagrante do condutor do veículo. 
Trata-se, obviamente, de uma prisão ilegal! 
13. Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga 
ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, 
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual 
a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do estado.
Gabarito: certo.
O uso de algemas na prisão em flagrante é medida de natureza excepcional 
regulamentada pela Súmula Vinculante nº 11:
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 SÚMULA
Súmula Vinculante n° 11: “Só é lícito ouso de algemas em caso de resistência 
e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por 
parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena 
de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade 
da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil 
do Estado”.
Vale ressaltar que a Súmula Vinculante nº 11 somente regulamenta o uso de algemas 
no momento da prisão e no momento da prática de atos processuais. O âmbito de 
aplicação da Súmula Vinculante nº 11 não abrange o uso de algemas em momentos 
diversos (atos administrativos da autoridade policial, por exemplo). Nesse sentido:
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 INFORMATIVO
Informativo nº 827, STF: A apresentação do custodiado algemado à imprensa 
pelas autoridades policiais não afronta o Enunciado 11 da Súmula Vinculante.
No caso em julgamento, o uso de algemas foi feito um dia após a prisão, quando o 
reclamante já se encontrava na delegacia de polícia, tão somente no momento da 
exibição dos presos à imprensa. Assim, eventual responsabilização do Estado ou dos 
agentes envolvidos, decorrente dos fatos noticiados na inicial, teve de ser buscada 
na via apropriada.
Ainda em relação ao uso de algemas, o CPP assim dispõe: 
CPP, art. 292, parágrafo único. É vedado o uso de algemas em 
mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares preparatórios 
para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como 
em mulheres durante o período de puerpério imediato (Alteração da 
Lei nº 13.434/17).
14. Quando o fato for praticado na presença do Juiz de Direito, ou contra este, no 
exercício de suas funções, ele não poderá presidir o respectivo auto de prisão em 
flagrante, sob pena de ver afetada sua imparcialidade.
Gabarito: errado.
Se o crime tiver sido praticado na presença do juiz ou contra ele no exercício de suas 
funções, é possível que se lavre o Auto de Prisão em Flagrante (art. 307cdo CPP).
15. Em decorrência de um homicídio doloso praticado com o uso de arma de fogo, 
policiais rodoviários federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira 
por rodovia federal em um veículo cuja placa e características foram informadas. 
O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um ponto de bloqueio 
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montado cerca de 200 km do local do delito e que os policiais acreditavam estar na 
rota de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida 
arma de fogo que estava em sua posse e que, supostamente, tinha sido utilizada 
no crime. Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item. Durante o 
procedimento de lavratura do auto de prisão em flagrante pela autoridade policial 
competente, o policial rodoviário responsável pela prisão e condução do preso deverá 
ser ouvido logo após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do preso.
Gabarito: errado.
No procedimento de lavratura do APF, o condutor é o primeiro a ser ouvido.
Nesse ponto, importante relembrar o procedimento completo de lavratura do APF.
Para a lavratura do APF, a autoridade policial deve seguir o seguinte procedimento:
• Primeira parte (art. 304, primeira parte, CPP):
• OUVIR O CONDUTOR e colher, desde logo, sua assinatura, entregando a este 
cópia do termo e recibo de entrega do preso.
• Segunda parte (art. 304, segunda parte, CPP):
• OUVIR AS TESTEMUNHAS que o acompanharem, colhendo, após cada oitiva 
suas respectivas assinaturas; 
• Entende-se que, se houverem, devem ser ouvidas ao menos 2 testemunhas, 
incluindo-se na contagem o condutor, se tiver presenciado a prática do 
delito.
• A falta de testemunhas presenciais da prática do ato, entretanto, não 
impedirá a lavratura do APF, mas, nesse caso, com o condutor, deverão 
assinar pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação 
do preso à autoridade (testemunhas fedatárias), conforme dispõe o art. 
304, §2°, do CPP.
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• Proceder ao INTERROGATÓRIO DO ACUSADO sobre a imputação que lhe é feita, 
colhendo, após a oitiva, sua assinatura.
• O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer 
calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado (art. 
5°, LXIII, CF/88).
A presença de advogado não é obrigatória para a lavratura do APF, mas é direito do 
acusado caso assim o deseje.
• LAVRAR O AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (APF).
Depois da oitiva do condutor, das testemunhas e do interrogatório do acusado, a 
autoridade policial deve, finalmente, lavrar o Auto de prisão em Flagrante, que deve 
ser assinado pelo preso.
Quando o acusado se recusar a assinar, não souber ou não puder fazê-lo, o auto de 
prisão em flagrante será assinado por duas testemunhas, que tenham ouvido sua 
leitura na presença deste (art. 304, §3°, CPP).
Na falta ou no impedimento do escrivão, qualquer pessoa designada pela autoridade 
lavrará o auto, depois de prestado o compromisso legal (art. 305 do CPP).
ATENÇÃO
Da lavratura do auto de prisão em flagrante, deverá constar a informação sobre a 
existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome 
e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa 
presa (art. 304, §4º, do CPP).
16. João, aproveitando-se de distração de Marcos, juiz de direito, subtraiu para si uma 
sacola de roupas usadas a ele pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição 
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de caridade. João foi perseguido e preso em flagrante-delito por policiais que 
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o Ministério Público 
não ofereceu denúncia nem praticou qualquer ato no prazo legal. Considerando a 
situação hipotética descrita, julgue o item a seguir. O prazo previsto para que a 
autoridade policial comunique a prisão de João ao juiz competente é de cinco dias.
Gabarito: errado.
Após a lavratura do APF, a autoridade policial deve:
• Comunicar imediatamente a prisão ao juiz, ao Ministério Público e à família do 
preso ou à pessoa por ele indicada.
• Remeter o APF, dentro de 24 horas, ao juiz competente e à defensoria pública, 
caso o autuado não tenha nomeado advogado.
• Entregar ao preso, dentro de 24 horas, mediante recibo, a nota de culpa.
Nota de culpa é o documento informativo dos motivos e dos responsáveis pela prisão 
e pelo interrogatório.
A nota de culpa tem previsão constitucional, trata-se de direito individual do cidadão 
previsto no art. 5º da CF/88:
CF/88, art. 5°, LXIV – o preso tem direito à identificação dos 
responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
17. Valter, preso em flagrante por suposta prática de furto simples, não pagou a 
fiança arbitrada pela autoridade policial, tendo permanecido preso até a audiência de 
custódia, realizada na manhã do dia seguinte a sua prisão. A partir dessa situação 
hipotética, julgue o seguinte item. Na audiência de custódia, ao entrevistar Valter, 
o juiz deverá abster- se de formular perguntas com a finalidade de produzir provas 
sobre os fatos objeto do auto da prisão em flagrante, mas deverá indagar acerca do 
tratamento recebido nos locais por onde o autuado passou antes da apresentação à 
audiência, questionando sobre a ocorrência detortura e maus tratos.
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Gabarito: certo.
A audiência de custódia consiste na apresentação da pessoa presa a autoridade 
judiciária para que este, em até 24 horas após a prisão, aprecie a custódia executada 
pela autoridade policial.
Materializa o direito de toda pessoa presa de ser apresentada, sem demora, a uma 
autoridade judiciária para que decida pela manutenção de sua prisão.
ATENÇÃO
A audiência de custódia não se destina a permitir que o juiz julgue o fato ensejador 
da prisão, mas sim dos aspectos formais da prisão realizada. O preso não deve ser 
ouvido quanto ao fato. A oitiva do preso deve ser limitada aos aspectos relacionados 
à prisão.
OBSERVAÇÕES
1) O CNJ (Resolução nº 213/2015) regulamentou a audiência de custódia e determinou 
que o preso deve ser apresentado em 24 horas a autoridade judiciária, inclusive em 
fim de semana e feriado.
2) O CNJ (Resolução nº 213/2015) determinou também que a audiência de custódia 
deve ser realizada na presença de defensor e do MP.
3) A resolução do CNJ veda a presença dos policiais que realizaram a prisão na 
audiência de custódia.
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PRISÃO TEMPORÁRIA 
1. Cabe prisão temporária quando esta for imprescindível para as investigações do 
inquérito policial, ou quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade, bem como quando 
houver fundadas razões de autoria ou participação do indiciado nos crimes que a lei 
lista, entre eles o de estelionato.
2. A prisão temporária pode ser decretada após a conclusão da investigação criminal.
3. A prisão temporária deve ser decretada pelo juiz, de ofício, ou a requerimento do 
MP ou por representação da autoridade policial.
4. Quando o MP representar por prisão temporária, não será possível que se decrete 
a prisão preventiva, uma vez que isso representaria ofensa ao princípio da inércia da 
jurisdição
5. O prazo da prisão temporária de até 10 dias, prorrogáveis uma única vez por mais 
10 dias, em caso de extrema e comprovada necessidade.
6. O magistrado não poderá determinar de ofício a prorrogação do prazo da prisão 
temporária, ainda que comprovada pela autoridade judiciária a necessidade da 
referida medida.
7. Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente 
em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva.
8. Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, 
uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa
9. Os presos temporários deverão permanecer, se possível, separados dos demais 
detentos.
10. Em todas as comarcas e seções judiciárias haverá um plantão permanente de 
vinte e quatro horas do Poder Judiciário e do Ministério Público para apreciação dos 
pedidos de prisão temporária.
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GABARITO
1. E 
2. E
3. E 
4. E 
5. E 
6. C 
7. C 
8. C 
9. E 
10. C
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QUESTÕES COMENTADAS
1. Cabe prisão temporária quando esta for imprescindível para as investigações do 
inquérito policial, ou quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade, bem como quando 
houver fundadas razões de autoria ou participação do indiciado nos crimes que a lei 
lista, entre eles o de estelionato.
Gabarito: errado.
Sendo a prisão temporária uma prisão cautelar, são dois os requisitos para sua 
decretação:
• o fumus comissi delicti (fumaça do cometimento do delito);
• o periculum libertatis (perigo na manutenção da liberdade).
a) Fumus comissi delicti: para que seja decretada a prisão temporária de 
alguém, é necessário que haja a chamada “fumaça do cometimento do delito” (fumus 
comissi delicti), de algum dos crimes previstos no art. 1º, III, da Lei nº 7.960/1989 
ou de algum crime hediondo ou equiparado (previstos na Lei nº 8.072/1990).
Diz-se, portanto, que há a fumaça do cometimento do delito, quando existirem 
fundadas razões de autoria ou participação do indiciado em algum dos seguintes 
crimes:
• todos os crimes hediondos e equiparados (Lei n° 8.072/1990, art. 
2º, §4º); 
• homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°); 
• sequestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°); 
• roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); 
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• extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°); 
• envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou 
medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com 
art. 285); 
• quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal; (atualmente 
é o crime de associação criminosa que admite a prisão temporária).
• crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 
1986).
• atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com 
o art. 223, caput, e parágrafo único); CRIME REVOGADO!
• rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223, caput, e 
parágrafo único); CRIME REVOGADO!
ATENÇÃO
Não há previsão de prisão temporária para nenhum crime culposo, nem para 
contravenções penais.
OBSERVAÇÃO
Para a decretação da prisão temporária, não se exige a prova do crime, mas 
apenas indícios do crime e do envolvimento do agente. Mesmo porque se trata de 
uma prisão decretada no início das investigações, sendo certo que a maioria das 
informações sobre o fato será produzida após a prisão do suspeito.
b) Periculum libertatis: para se decretar a prisão temporária, deve estar 
presente o “perigo na liberdade do acusado” (periculum libertatis), que é verificado 
quando se encontra presente uma das duas hipóteses previstas no art. 1°, I e II, da 
Lei n° 7.960/1989:
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I – quando a prisão for imprescindível para as investigações do 
inquérito policial;
OU
II – quando o indicado não tiver residência fixa OU não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;
2. A prisão temporária pode ser decretada após a conclusão da investigação criminal.
Gabarito: errado.
A prisão temporária somente pode ser decretada durante a fase de investigação, 
isto é, durante o inquérito policial. Não é possível decretação de prisão temporária 
no curso da ação penal.
3. A prisão temporária deve ser decretada pelo juiz, de ofício, ou a requerimento do 
MP ou por representação da autoridade policial.
Gabarito: errado.
ATENÇÃO
Não há decretação de prisão temporária de ofício pelo juiz, devendo haver requerimento 
do Ministério Público ou da autoridade policial.
Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá 
o Ministério Público (art. 2°, §1°, Lei n° 7.960/1989).
4. Quando o MP representar por prisão temporária, não será possível que se decrete 
a prisão preventiva, uma vez que isso representaria ofensa ao princípio da inércia da 
jurisdição
Gabarito: errado.
O juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício. Também não pode decretar a 
prisão preventiva de ofício durante as investigações.
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No entanto, se o MP ou o Delegado de Polícia requererem alguma medida cautelar, 
o juiz poderá decretar a prisão temporária ou a prisão preventiva, ainda que ela 
não conste especificamente no pedido. Isso porque, nesse caso, o juiz já terá sido 
provocado (logo, não estará agindo de ofício), ainda que não tenha sido provocado 
especificamente em relação à prisão preventiva ou à prisão temporária.
5. O prazo da prisão temporária de até 10 dias, prorrogáveis uma única vez por mais 
10 dias, em caso de extrema e comprovada necessidade.
Gabarito: errado.
Em regra, o prazo da prisão temporária será de cinco dias, podendo ser prorrogado 
por outros cinco, em casos de extrema e comprovada necessidade.
Quando se tratar de crimes hediondos o prazo é de 30 dias, prorrogáveis por 
mais 30 (art. 2°, §4°, Lei n° 8.072/1990).
6. O magistrado não poderá determinar de ofício a prorrogação do prazo da prisão 
temporária, ainda que comprovada pela autoridade judiciária a necessidade da 
referida medida.
Gabarito: certo.
A prisão temporária não pode ser decretada de ofício pelo juiz. Também não pode ser 
prorrogada de ofício pelo juiz.
7. Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente 
em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva.
Gabarito: certo. 
§ 7° Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser 
posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada 
sua prisão preventiva.
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Terminado o prazo estipulado pelo juiz, o indiciado deve ser imediatamente 
libertado pela autoridade policial, independentemente de expedição de 
alvará de soltura pelo juiz, salvo se tiver sido decretada a prisão preventiva.
8. Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, 
uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa
Gabarito: certo.
Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, uma 
das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa (art. 2º, §4º, Lei 
nº 7.960/1989).
9. Os presos temporários deverão permanecer, se possível, separados dos demais 
detentos.
Gabarito: errado.
Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos 
demais detentos (art. 3°, Lei n° 7.960/1989).
10. Em todas as comarcas e seções judiciárias haverá um plantão permanente de 
vinte e quatro horas do Poder Judiciário e do Ministério Público para apreciação dos 
pedidos de prisão temporária.
Gabarito: certo.
Lei nº 7.960/1989, art. 5° Em todas as comarcas e seções 
judiciárias haverá um plantão permanente de vinte e quatro horas do 
Poder Judiciário e do Ministério Público para apreciação dos pedidos 
de prisão temporária.
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PRISÃO PREVENTIVA
1. A prisão preventiva decretada pelo juiz somente é cabível na fase de investigação 
policial.
2. A prisão preventiva terá duração máxima de 81 (oitenta e um) dias.
3. A prisão preventiva pode ser mantida por ocasião da sentença condenatória 
recorrível que aplicou o regime semiaberto para o cumprimento da pena, desde 
que persistam os motivos que inicialmente a justificaram e que seu cumprimento se 
adeque ao modo de execução intermediário aplicado.
4. A atual sistemática da prisão preventiva impõe a observância das circunstâncias 
fáticas e normativas estabelecidas no CPP e, sobretudo, em qualquer das hipóteses 
de custódia preventiva, que o crime em apuração seja doloso punido com pena 
privativa de liberdade máxima superior a quatro anos.
5. O Código de Processo Penal autoriza a decretação da prisão preventiva se o crime 
envolver violência doméstica e familiar contra criança, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência.
6. Não é admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil 
da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la.
7. A existência de prova concludente da autoria delitiva constitui um dos requisitos 
indispensáveis para a decretação da prisão preventiva.
8. A prisão cautelar deve ser fundamentada em elementos concretos que justifiquem, 
efetivamente, sua necessidade.
9. A prisão cautelar pode ser decretada para garantia da ordem pública potencialmente 
ofendida, especialmente nos casos de: reiteração delitiva, participação em 
organizações criminosas, gravidade em concreto da conduta, periculosidade social 
do agente, ou pelas circunstâncias em que praticado o delito (modus operandi).
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10. A alusão genérica sobre a gravidade do delito, o clamor público ou a comoção 
social não constituem fundamentação idônea a autorizar a prisão preventiva.
11. A fuga do distrito da culpa, comprovadamente demonstrada e que perdura por 
longo período, é fundamentação suficiente a embasar a manutenção da custódia 
preventiva para garantir a aplicação da lei penal.
12. A gravidade específica do ato infracional e o tempo transcorrido desde a sua prática 
devem ser considerados pelo juiz para análise e deferimento de prisão preventiva.
13. Mesmo que presente mais de um dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, 
o juiz somente poderá converter a prisão em flagrante em preventiva quando se 
revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão.
14. A prisão preventiva não é legítima nos casos em que a sanção abstratamente 
prevista ou imposta na sentença condenatória recorrível não resulte em constrição 
pessoal, por força do princípio da homogeneidade.
15. Os fatos que justificam a prisão preventiva devem ser contemporâneos à decisão 
que a decreta.
16. A prisão preventiva poderá ser decretada em caso de descumprimento de 
qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares. Neste 
caso, para garantir a coercibilidade da medida cautelar é dispensável a prévia análise 
de cabimento de outras medidas cautelares como substitutas à cautelar descumprida.
17. A prisão preventiva decretada em razão do descumprimento de medida cautelar 
anteriormente imposta ao paciente não está submetida às circunstâncias e hipóteses 
previstas no art. 313 do CPP, de acordo com a sistemática das novas cautelares 
pessoais.
18. A decisão que decretar a prisão preventiva será sempre motivada, mas a decisão 
que denegar a prisão dispensa fundamentação.
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19. Não deve ser decretada a prisão preventiva se o juiz verificar pelas provas 
constantes dos autos ter o agente praticado o fato em estado de necessidade, em 
legítima defesa ou em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de 
direito.
20. Não é cabível a decretação de prisão preventiva de acusado que se apresente 
espontaneamente à autoridade policial competente.
21. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável 
por crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde 
que não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa e que não 
tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.
22. A prisão domiciliar pode ser cumulada com medidas cautelares diversas da prisão.
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GABARITO
1. E 
2. E 
3. C 
4. E 
5. C 
6. E 
7. E 
8. C
9. C 
10. C 
11. C 
12. C 
13. C 
14. C 
15. C 
16. E
17. C 
18. E 
19. C 
20. E 
21. C 
22. C
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QUESTÕES COMENTADAS
1. A prisão preventiva decretada pelo juiz somente é cabível na fase de investigação 
policial.
Gabarito: Errado.
A prisão preventiva é uma medida cautelar de constrição da liberdade de alguém que 
esteja sendo investigado em inquérito policial ou processado em ação penal.
Assim, diferente da prisão temporária (que só pode ser decretada no curso da 
investigação), a prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase da 
investigação policial ou do processo penal.
2. A prisão preventiva terá duração máxima de 81 (oitenta e um) dias.
Gabarito: Errado.
Diferente da prisão temporária, em que a lei estipula um prazo determinado de 
duração, no caso da prisão preventiva, não há previsão legal de prazo 
determinado de duração.
Em regra, a prisão preventiva perdura até que cessem os motivos que determinaram 
sua decretação. Nesse sentido, o Código de Processo Penal prevê:
Art. 316. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no correr do 
processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de 
novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.
3. A prisão preventiva pode ser mantida por ocasião da sentença condenatória 
recorrível que aplicou o regime semiaberto para o cumprimento da pena, desde 
que persistam os motivos que inicialmente a justificaram e que seu cumprimento se 
adeque ao modo de execução intermediário aplicado.
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Gabarito: Certo.
A PRISÃO PREVENTIVA PODE SER MANTIDA APÓS A SENTENÇA 
CONDENATÓRIA RECORRÍVEL QUE APLICOU O REGIME SEMIABERTO DE 
CUMPRIMENTO DE PENA, desde que estejam presentes dois requisitos:
• que persistam os motivos que levaram à decretação da prisão preventiva;
• que o cumprimento da prisão preventiva observe as regras do regime prisional 
aplicado.
Nesse sentido, segue jurisprudência do STJ:
Informativo nº 560, STJ: A prisão preventiva pode ser mantida por ocasião da 
sentença condenatória recorrível que aplicou o regime semiaberto para o cumprimento 
da pena, desde que persistam os motivos que inicialmente a justificaram e que seu 
cumprimento se adeque ao modo de execução intermediário aplicado.
4. A atual sistemática da prisão preventiva impõe a observância das circunstâncias 
fáticas e normativas estabelecidas no CPP e, sobretudo, em qualquer das hipóteses 
de custódia preventiva, que o crime em apuração seja doloso punido com pena 
privativa de liberdade máxima superior a quatro anos.
Gabarito: Errado.
As hipóteses que autorizam a prisão preventiva são aquelas previstas no art. 313 do 
CPP:
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão 
preventiva:
 JURISPRUDÊNCIA
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I – nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 
4 (quatro) anos;
II – se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em 
julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal;
III – se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência;
§ 1º Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a 
identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para 
esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a 
identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida.
 
Vê-se, portanto que, para a decretação da prisão preventiva, não se exige, em 
qualquer das hipóteses, que o crime em apuração seja doloso punido com 
pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos. Na verdade, 
essa é apenas uma das quatro hipóteses autorizadoras dessa modalidade de prisão 
cautelar.
5. O Código de Processo Penal autoriza a decretação da prisão preventiva se o crime 
envolver violência doméstica e familiar contra criança, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência.
Gabarito: Certo.
As hipóteses que autorizam a prisão preventiva são aquelas previstas no art. 313 do 
CPP:
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Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão 
preventiva:
I – nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 
4 (quatro) anos;
II – se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em 
julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal;
III – se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a 
execução das medidas protetivas de urgência;
§ 1º Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a 
identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para 
esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a 
identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida.
6. Não é admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil 
da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la.
Gabarito: Errado.
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão 
preventiva:
I – nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 
4 (quatro) anos;
II – se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em 
julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal;
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III – se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência;
§ 1º Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida 
sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos 
suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em 
liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da 
medida.
7. A existência de prova concludente da autoria delitiva constitui um dos requisitos 
indispensáveis para a decretação da prisão preventiva.
Gabarito: Errado.
De acordo com o art. 312, caput, do CPP, os pressupostos para a decretação da 
prisão preventiva são:
• FUMUS COMISSI DELICTI:
• Prova da existência do crime (materialidade do delito): é a certeza 
de que ocorreu o delito, não bastando meros indícios.
• Indício suficiente de autoria: em relação à autoria, basta que haja 
fundada suspeita de que o indiciado ou réu seja autor da infração penal 
para que se determine a prisão preventiva (se estiver presente algum dos 
casos abaixo).
• PERICULUM LIBERTATIS:
 CIC– GOP – GALP – GOE 
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Explicando o mnemônico:
CIC – Conveniência da Instrução Criminal (CIC)
GOP – Garantia da Ordem Pública (GOP)
GALP – Garantia da Aplicação da Lei Penal (GALP) 
GOE – Garantia da Ordem Econômica (GOE)
 
8. A prisão cautelar deve ser fundamentada em elementos concretos que justifiquem, 
efetivamente, sua necessidade.
Gabarito: Certo.
A presença dos pressupostos da prisão preventiva não pode ser uma mera suposição 
do juiz, para a decretação dessa prisão cautelar, devem existir elementos objetivos 
nos autos que demonstrem a necessidade da privação da liberdade do indivíduo para 
manutenção da ordem pública, da ordem econômica, para garantir a aplicação da lei 
penal ou pela conveniência da instrução criminal.
9. A prisão cautelar pode ser decretada para garantia da ordem pública potencialmente 
ofendida, especialmente nos casos de: reiteração delitiva, participação em 
organizações criminosas, gravidade em concreto da conduta, periculosidade social 
do agente, ou pelas circunstâncias em que praticado o delito (modus operandi).
Gabarito: Certo.
Há necessidade de decretação da prisão preventiva sob o fundamento da garantia 
da ordem pública quando tal medida é indispensável para manter a ordem e a 
incolumidade pública na sociedade.
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Prevalece o entendimento doutrinário no sentido de que haverá necessidade da 
prisão preventiva pela garantia da ordem pública quando houver probabilidade de 
que o investigado/acusado volte a praticar delitos, ou seja, caso seja demonstrada 
sua PERICULOSIDADE.
De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, são circunstâncias que 
permitem ao juiz concluir pela periculosidade do investigado ou do acusado, dentre 
outras:
• a reiteração delitiva;
• a participação em organizações criminosas;
• a gravidade em concreto da conduta;
• a periculosidade social do agente;
• as circunstâncias em que praticado o delito (modus operandi).
 
10. A alusão genérica sobre a gravidade do delito, o clamor público ou a comoção 
social não constituem fundamentação idônea a autorizar a prisão preventiva.
Gabarito: Certo.
De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, são circunstâncias que 
não permitem ao juiz decretar a prisão preventiva do investigado/acusado, dentre 
outras:
• a alusão genérica sobre a gravidade do delito; e
• o clamor público ou a comoção social;
11. A fuga do distrito da culpa, comprovadamente demonstrada e que perdura por 
longo período, é fundamentação suficiente a embasar a manutenção da custódia 
preventiva para garantir a aplicação da lei penal.
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Gabarito: Certo.
Há necessidade de decretação da prisão preventiva sob o fundamento da garantia de 
aplicação da lei penal quando tal medida cautelar é necessária para assegurar que 
a decisão final do processo seja útil, ou seja, que o agente cumpra a pena caso seja 
condenado.
A doutrina cita como exemplo o caso do agente que tenta fugir do país. Nesse 
exemplo, a inação do Estado pode tornar inútil o provimento jurisdicional definitivo.
Nesse mesmo sentido, o STJ:
A fuga do distrito da culpa, comprovadamente demonstrada e que perdura por mais 
de 6 (seis) anos, é fundamentação suficiente a embasar a manutenção da custódia 
preventiva para garantir a aplicação da lei penal. (STJ, RHC 47394 PR. – 18.06.2014)
12. A gravidade específica do ato infracional e o tempo transcorrido desde a sua 
prática devem ser considerados pelo juiz para análise e deferimento de prisão 
preventiva.
Gabarito: Certo.
Atos infracionais são as condutas definidas como crime ou como contravenção penal 
quando praticadas por menor de 18 anos.
De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, a anterior prática de atos 
infracionais, apesar de não poder ser considerada para fins de reincidência ou maus 
antecedentes, pode servir para justificar a manutenção da prisão preventiva como 
garantia da ordem pública (STJ, 3ª Seção, RHC nº 63855/MG).
 JURISPRUDÊNCIA
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A toda evidência, isso não equivale a sustentar a possibilidade de se decretar a prisão 
preventiva, para garantia da ordem pública, simplesmente porque o réu cometeu um 
ato infracional anterior.
O raciocínio é o mesmo que se utiliza para desconsiderar antecedente penal que, 
por dizer respeito a fato sem maior gravidade, ou já longínquo no tempo, não deve, 
automaticamente, justificar o decreto preventivo.
É, pois, indispensável que a autoridade judiciária competente, para a consideração 
dos atos infracionais do então adolescente, averigue:
a) a particular gravidade concreta do ato ou dos atos infracionais, não bastando 
mencionar sua equivalência a crime abstratamente considerado grave;
b) a distância temporal entre os atos infracionais e o crime que deu origem ao processo 
(ou inquérito policial) no curso do qual se há de decidir sobre a prisão preventiva;
c) a comprovação desses atos infracionais anteriores, de sorte a não pairar dúvidas 
sobre o reconhecimento judicial de sua ocorrência.
 
13. Mesmo que presente mais de um dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, 
o juiz somente poderá converter a prisão em flagrante em preventiva quando se 
revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão.
Gabarito: Certo.
A prisão preventiva é sempre medida de ultima ratio, ou seja, medida excepcional, 
somente admissível quando não for suficiente e adequado sua substituição por outra 
medida cautelar.
Nesse sentido:
CPP, art. 282, § 6º A prisão preventiva será determinada quando 
não for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 
319).
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14. Por força do princípio da homogeneidade, a prisão preventiva não é legítima nos 
casos em que a sanção abstratamente prevista ou imposta na sentença condenatória 
recorrível não resulte em constrição pessoal.
Gabarito: Certo.
A decretação da prisão preventiva deve observar o princípio da homogeneidade, 
segundo o qual deve-se observar um critério de proporcionalidade na decretação 
dessa custódia cautelar.
Nesse sentido, se a sanção penal prevista em abstrato no tipo penal ou a pena imposta 
na sentença condenatória recorrível não autorizarem a privação da liberdade ao final 
do processo, não será admitida a prisão preventiva antes do trânsito em julgado da 
sentença penal condenatória.
15. Os fatos que justificam a prisão preventiva devem ser contemporâneos à decisão 
que a decreta.
Gabarito: Certo.
Nesse sentido, a jurisprudência dos tribunais superiores:
 
STJ, HC 119533/ES,Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA; e STJ, 
HC 246229/SP,Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA.
16. A prisão preventiva poderá ser decretada em caso de descumprimento de 
qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares. Neste 
caso, para garantir a coercibilidade da medida cautelar é dispensável a prévia análise 
de cabimento de outras medidas cautelares como substitutas à cautelar descumprida.
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Gabarito: Errado.
A primeira parte da questão está correta.
De fato, a prisão preventiva poderá ser decretada em caso de descumprimento de 
qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares. Trata-se 
da PRISÃO PREVENTIVA SUBSIDIÁRIA!
Nesse sentido:
Art. 312. Parágrafo único. A prisão preventiva também poderá ser 
decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações 
impostas por força de outras medidas cautelares (art. 282, § 4o).
No entanto, a segunda parte da questão está errada!
Antes da decretação da prisão preventiva em razão do descumprimento de medida 
cautelar anteriormente imposta, em nome da excepcionalidade da constrição da 
liberdade, o juiz deve verificar se é possível substituir a medida por outra ou impor 
mais uma em cumulação. Somente se não for possível se decretará a preventiva. 
Nesse sentido, o Código de Processo Penal:
CPP. Art. 282. §4°. No caso de descumprimento de qualquer das 
obrigações impostas, o juiz, de ofício ou mediante requerimento 
do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá 
substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, 
decretar a prisão preventiva (art. 312, parágrafo único).
17. A prisão preventiva decretada em razão do descumprimento de medida cautelar 
anteriormente imposta ao paciente não está submetida às circunstâncias e hipóteses 
previstas no art. 313 do CPP, de acordo com a sistemática das novas cautelares 
pessoais.
Gabarito: Certo.
Prevalece o entendimento de que, para decretação da prisão preventiva em razão 
do descumprimento de medidas cautelares, não é necessária a existência de uma 
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das hipóteses autorizadoras do art. 313 do CPP (Eugênio Pacelli de Oliveira e Renato 
Brasileiro, por exemplo).
A jurisprudência do STJ também é nesse sentido:
“A prisão preventiva decretada em razão do descumprimento de medida cautelar 
anteriormente imposta ao paciente não está submetida às circunstâncias e hipóteses 
previstas no art. 313 do CPP, de acordo com a sistemática das novas cautelares 
pessoais”. STJ, HC 281.472/MG – 18/06/2014.
18. A decisão que decretar a prisão preventiva será sempre motivada, mas a decisão 
que denegar a prisão dispensa fundamentação.
Gabarito: Errado.
Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão 
preventiva será sempre motivada.
Jamais se admite a prisão preventiva automática. A fundamentação da decisão sobre 
o pedido da prisão preventiva é imprescindível, ainda que denegue o pleito.
A doutrina preleciona que essa fundamentação pode ser concisa, mas não pode se 
limitar à mera repetição dos termos legais.
Havendo coautores ou partícipes do mesmo delito, a prisão preventiva eventualmente 
decretada deve ser fundamentada individualmente.
 JURISPRUDÊNCIA
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19. Não deve ser decretada a prisão preventiva se o juiz verificar pelas provas 
constantes dos autos ter o agente praticado o fato em estado de necessidade, em 
legítima defesa ou em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de 
direito.
Gabarito: Certo.
Em hipótese alguma será decretada a prisão preventiva do investigado que agiu 
acobertado por uma das excludentes de ilicitude previstas na parte geral do Código 
Penal:
• legítima defesa;
• estado de necessidade;
• estrito cumprimento do dever legal;
• exercício regular de direito.
20. Não é cabível a decretação de prisão preventiva de acusado que se apresente 
espontaneamente à autoridade policial competente.
Gabarito: Errado.
A doutrina é pacífica no sentido de que, diferentemente do que ocorre com a prisão 
em flagrante, a apresentação espontânea do agente não impede a decretação da 
prisão preventiva.
Assim, se estiverem presentes seus requisitos, mesmo diante da apresentação 
espontânea, pode-se decretar a prisão preventiva.
21. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável 
por crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde 
que não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa e que não 
tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
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Gabarito: Certo.
A questão cobra a mera literalidade do Código de Processo Penal:
Art. 318-A. A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que 
for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência será 
substituída por prisão domiciliar, desde que:
I – não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a 
pessoa;
II – não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.
 
22. A prisão domiciliar pode ser cumulada com medidas cautelares diversas da prisão.
Gabarito: Certo.
Mais uma vez, a questão cobra a mera literalidade do Código de Processo Penal:
Art. 318-B. A substituição de que tratam os arts. 318 e 318-A 
[substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar] poderá 
ser efetuada sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas 
alternativas previstas no art. 319 deste Código [medidas cautelares 
diversas da prisão].
PARA REVISAR!
Importante revisarmos as hipóteses que autorizam a substituição da prisão preventiva 
pela prisão domiciliar. O juiz pode substituir a prisão preventiva pela domiciliar 
quando o agente for:
I – maior de 80 (oitenta) anos;
II – extremamente debilitado por motivo de doença grave;
III – imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de 
idade ou com deficiência;
IV – gestante.
V – mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;
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VI – homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) 
anos de idade incompletos.
ATENÇÃO! Exige-se a comprovação dos requisitos para substituição da preventiva 
pela prisão domiciliar. O ônus da prova será do investigado/acusado que pleitear a 
substituição.

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