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1 INGRID ALENCAR – MED XXXV - DMG Diabetes Mellitus Gestacional DEFINIÇÃO • Intolerância aos carboidratos em graus variados de intensidade que iniciam na gestação, que pode persistir ou não após o parto • É a complicação clínica mais comum • 6 – 10% das malformações • Prevalência de DMG:18% CLASSIFICAÇÃO • DM tipo 1 • DM tipo 2 • Overt diabetes • DMG Classificação de Priscilla White FATORES DE RISCO De acordo com o MS, 2012: • Idade > ou igual a 35 anos • IMC > 25kgm2 • Antecedente pessoal de diabetes gestacional • Antecedente familiar de DM (parente 1° grau) • Macrossomia ou polidramnia em gestação anterior • Óbito fetal sem causa aparente em gestação anterior • Malformação fetal em gestação anterior • Uso de medicamentos hiperglicemiantes (corticoides, diuréticos, tiazídicos) • SOMP • HAS crônica • Ganho excessivo de peso • Suspeita clínica ou USG de crescimento fetal excessivo ou polidramnia FISIOPATOLOGIA Hormônios contra-insulínicos • Hormônio lactogênico placentário • Estrogênio • Cortisol • Progesterona • Prolactina → pâncreas vai ter que trabalhar mais para tornar níveis euglicêmicos • Hipoglicemia de jejum (deixa o açúcar para o feto) • Hiperglicemia pós-pandrial 2 INGRID ALENCAR – MED XXXV - DMG DIAGNÓSTICO • TOTG – toma 75g de glicose • Repetir TOTG 6 semanas após o parto • Orientar dieta e atividade física • 50% de chance de se tornarem diabéticas em 10 anos 3 INGRID ALENCAR – MED XXXV - DMG COMPLICAÇÕES • Abortamento (Hb glicada > 12 ou glicemia pré-prandial > 120) • Mortes fetais tardias ⎯ Glicemia jejum > 105 ⎯ Hiperglicemia prejudica transporte de O2 • Polidramnia • Oligodramnia (mais frequente nas que tem DM prévia e as que tem vasculopatias) • Anomalias congênitas ⎯ Aumento de 3 – 6x risco ⎯ Ano à vesícula vitelínica ⎯ Hb glicada >7 no período periconcepcional ⎯ Anomalia mais comum: cardíaca ⎯ Anomalia mais específica: síndrome de regressão causal ⎯ DMG: não • Macrossomia ⎯ Deposição de gordura maior no tronco ⎯ Parto via alto em fetos > 4/4,5kg ⎯ Distócia de espáduas (cabeça e não sai ombros) • Prematuridade ⎯ Sobredistensão uterina ⎯ Alterações metabólicas (cetoacidose diabética) ⎯ Sofrimento fetal ⎯ Associação com pré-eclâmpsia • Síndrome da angústia respiratória ⎯ Hiperinsulinemia (impede desenvolvimento de pneumócitos adequados) • Hipoglicemia neonatal (feto produz muito insulina) 4 INGRID ALENCAR – MED XXXV - DMG CONDUTA • Controle glicêmico periconcepcional • Controle glicêmico e clínico na gestação Iniciar com dieta e atividade física por 15 dias nas DMG e ajustar insulina nas DM prévias • Dieta: ⎯ 40 -50% de carboidratos ⎯ 30 – 40% de gorduras ⎯ 20% de proteínas ⎯ Distribuir em 6 refeições • Atividade física • 60% das pacientes consegue resolver só com dieta e exercício • Hipoglicemiantes orais ⎯ MS e SBD: não pode usar ⎯ ADA e ACG: sim Insulinoterapia • Indicações: ⎯ Uso prévio à gravidez ⎯ Diabéticas tipo II que usavam hipoglicemiantes orais ⎯ Não alcançar as metas com dieta e atividade física • Metas da glicemia com tto: ⎯ Jejum – 95 ⎯ Pré-prandial – 100 ⎯ Pós-prandial – 120 • Insulinoterapia: • 0,5 UI/Kg • ½ NPH e ½ regular • Pode misturar NPH de manhã e de meio- dia com a regular 30 min antes do café e do almoço (vantagem: pct só recebe 4 furadas) 5 INGRID ALENCAR – MED XXXV - DMG SEGUIMENTO • Consultas quinzenais até 30-34 semanas • Consultas semanais a partir de 34 sem • Urocultura trimestral • USG morfológica 2° TRI • Ecocardiograma fetal 24 e 28 sem (pct diabética prévia) • Mobilograma a partir de 28 sem • Rastreio, prevenção e estimativa do risco de pré-eclâmpsia • Perfil biofísico fetal a partir de 28 semanas Interrupção da gestação ⎯ Compensadas sem insulina: 40 sem ⎯ Compensadas com insulina: 28 sem ⎯ Descompensadas: avaliar vitalidade fetal ⎯ Cesariana eletiva: peso fetal 4/ 4,5kg Controle glicêmico intraparto ⎯ Manter glicemias entre 70 – 110 Controle glicêmico pós-parto: