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Placenta Prévia Saúde da Mulher e RN CONCEITO Definida como a placenta que se implanta total ou parcialmente no segmento inferior do útero. Ela pode ser classificada de três maneiras, de acordo com sua posição em relação ao colo do útero. Parcial Marginal Completa ou centro-total Dizemos que a gestante tem placenta prévia, ou placenta de inserção baixa, quando a sua placenta está posicionada em um local que provoca obstrução total ou parcial do colo do útero, que é efetivamente por onde o bebê precisa passar na hora do parto vaginal. A placenta prévia é, portanto, nada mais do que uma obstrução da saída do útero provocada por uma placenta mal localizada. PARCIAL Está localizada próxima ao colo do útero, sem atingi-lo. MARGINAL Atinge o orifício interno do colo do útero, sem atingi-lo . COMPLETA OU CENTRO-TOTAL Recobre totalmente o orifício interno do colo do útero. EPIDEMIOLOGIA Ocorre em 1 a cada 200 gestações que chegam ao terceiro trimestre, porém é um achado ultrassonográfico frequente em exames realizados entre 16 a 20 semanas de gestação. Até 90% desses achados normalizarão até o termo, devido a teoria da migração placentária. CARACTERÍSTICAS Sangramento indolor; Autolimitado; Final do segundo e início do terceiro trimestre; Presença de sangramento sentinela. FATORES DE RISCO Cesariana prévia Principal Fator de risco; Intervenções uterinas anteriores (miomectomia, curetagem); Multiparidade/Intervalo interpartal curto; Tabagismo; Gemelaridade. CAUSAS No entanto, os tipos persistentes de placenta prévia têm sido associados com: Cicatrizes do revestimento do útero, como aquelas formadas em cirurgias; Placentas grandes, como aquelas formadas em gestações múltiplas; Mulheres que tem 35 anos ou mais durante a gravidez; Histórico pessoal de placenta prévia. FISIOPATOLOGIA Descolamento; - Sangramento retroplacentário; - Infiltração na parede uterina; - Irritação das células miometrais; - Hipertonia miometral; - Aumento do consumo de oxigênio; – Hipóxia; - Diminuição da contratilidade uterina; - Hipotonia Uterina; DIAGNÓSTICO Ultrassonografia abdominal (Pode ser também via transvaginal); Exame de ecodoppler obstétrico; Ressonância nuclear; CONDUTA No pré-natal recomenda-se que a gestante com placenta prévia seja encaminhada a um centro de referência. A conduta nos casos de placenta prévia vai depender de alguns aspectos: Quantidade do sangramento e condição hemodinâmica materna; Idade gestacional; Se a gestante estiver no termo ou próxima a ele e tiver sangramento, o parto deve ser realizado; O risco de hemorragia pós-parto também aumenta em consequencia a uma menor contratilidade do segmento inferior do útero devida a invasão trofoblástica. O uso de corticoterapia; O uso de suplementação de ferro no pré-natal; SISTEMATIZAÇÃO DA ENFERMAGEM Diagnóstico de enfermagem: Risco de Choque; Ansiedade ANSIEDADE Ansiedade relacionado a ameaça ao estado de saúde, evidenciado por preocupações expressas em razão a mudanças em eventos da vida. Intervenções de enfermagem: Oferecer apoio psicológico; Estabelecer com a paciente uma relação de confiança; Observar e anotar estado de consciência; - Oferecer informações reais sobre diagnóstico, tratamento e prognóstico; Orientar a paciente quanto ao uso de técnicas de relaxamento; Resultados esperados: -Demonstrará habilidades necessárias para solucionar problemas. - Parecerá relaxado e a ansiedade atenuada a um nível suportável; RISCO DE CHOQUE Risco de choque relacionado a sangramento; Intervenções de enfermagem: Verificar sinais vitais e perfusão periférica; Controlar sangramento; Atentar para o nível de consisência; Acompanhamento pré-natal cuidadoso; Resultados esperados: Controle do sangramento; Sinais vitais em parâmetros normais; Referência Bibliográfica DOENGES, E; MOORHOUSE,M F. Diagnósticos de enfermagem: intervenções, prioridade e fundamentos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2012/2014 North American NursingDiagnosisAssociation: tradução Regina Machado Garcez. Porto Alegre: Artmed, 2012.