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TÓPICOS CONTEMPORÂNEOS 
DE 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
 
 Incluindo: 
 
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL 
 
 E 
 
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS DE CONCURSOS 
 
Leonardo Silveira do Nascimento 
e 
Bernardo Creimer Cherman 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS 
 
 
VEMCONCURSOS – 2005 
www.vemconcursos.com.br 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
- - 
 
2
Autores 
 
 
Leonardo Silveira do Nascimento 
 
 
 
Contador, formado na Universidade de Brasília. Atualmente Analista de 
Finanças e Controle na Secretaria do Tesouro Nacional - Ministério da 
Fazenda, na Coordenação-Geral de Contabilidade, aprovado em 1º lugar. 
Realiza acompanhamento e avaliação contábil das Unidades Gestoras da 
Administração Pública Federal no tocante à Contabilidade Governamental 
(SIAFI) e Legislação Orçamentária e Financeira. Foi aprovado em outros 
concursos públicos de nível superior (em 3º lugar para contador da Petrobras 
em 2000 e em 1º lugar para Auditor da Petrobrás Distribuidora em 2002). 
 
 
Bernardo Creimer Cherman 
 
Professor de Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos, Análise de 
Balanços, Auditoria e Contabilidade Avançada em diversos cursos 
preparatórios para concursos públicos. Aprovado nos concursos públicos Fiscal 
de Betim/MG, 14º lugar, Ministério Público/MG (Setor de Contabilidade), 6º 
lugar, Tribunal de Alçada/MG (Setor de Contabilidade), 1º lugar e Analista de 
Finanças e Controle/DF - STN, 3º lugar, cargo que exerce atualmente. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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3
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
Esta obra, estruturada em tópicos, visa atualizar o 
concursando, o aluno de graduação em Contabilidade e os gestores 
públicos quanto à implementação de novas rotinas e a revisão das 
já existentes no tocante à Execução Orçamentária, Patrimonial e 
Financeira que estão no escopo da Contabilidade Governamental 
Brasileira. O livro traz uma abordagem bastante atualizada com 
Portarias e normas recentes da Secretaria do Tesouro Nacional. 
 
Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 
Complementar nº 101/2000) a Contabilidade Pública ganhou uma 
importância ainda maior e houve uma significativa reformulação de 
alguns enfoques visando adaptar à nova lei. 
 
O livro traz, ainda, uma série de exercícios resolvidos de 
concursos. 
 
 
Os autores. 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
- - 
 
4
ÍNDICE 
 
1. Introdução 06 
2. Noções de AFO e Introdução à Contabilidade Pública 07 
2.1. Noções de Administração Financeira e Orçamentária – AFO 07 
2.2. Conceito, Objeto e Campo de Aplicação da Contabilidade Pública 20 
2.3. Comparações com a Contabilidade Privada 23 
2.4. Exercício Financeiro 25 
2.5. Regime Contábil 25 
2.6. Avaliação de Itens Patrimoniais 26 
2.7. Legislação Pertinente (Lei 4.320/64 e Lei Complementar nº 101/2000 - LRF) 27 
3. Plano de Contas e Sistemas de Contas 28 
3.1. Plano de Contas da Administração Pública Federal 28 
3.2. Sistemática do Plano de Contas 39 
4. Variações Patrimoniais 40 
4.1. Conceitos e Legislação 40 
4.2. Fatos Permutativos e Fatos Modificativos 41 
4.3. Variações Patrimoniais Ativas e Passivas 42 
4.4. Variações Ativas Orçamentárias 44 
4.5. Variações Ativas Extra-orçamentárias 46 
4.6. Variações Passivas Orçamentárias 47 
4.7. Variações Passivas Extra-orçamentárias 49 
4.8. Conflitos Doutrinários 51 
4.9. Resumo 52 
5. Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI 53 
5.1. Histórico 53 
5.2. Evolução, Campo de Aplicação e Peculiaridades do Sistema 53 
5.3. Funcionamento 54 
5.4. Principais Documentos 62 
5.5. A Tabela de Eventos e Seus Fundamentos Lógicos 65 
5.6. Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR 72 
5.6.1. Introdução 72 
5.6.2. Conceitos Básicos 73 
5.6.3. Sistemática do CPR 74 
5.6.4. Estrutura do Subsistema CPR 75 
5.6.5. Habilitação dos Usuários no CPR 82 
5.7. SIAFI Gerencial 82 
6. Registros Contábeis Típicos da Administração Pública no SIAFI 83 
6.1. Considerações Gerais 83 
6.2. Previsão Inicial da Receita 85 
6.3. Previsão Adicional da Receita 86 
6.4. Anulação de Previsão de Receita 86 
6.5. Arrecadação da Receita (fato modificativo) 87 
6.6. Arrecadação da Receita (fato permutativo) 88 
6.7. Registro dos Créditos Iniciais Provenientes da LOA 89 
6.8. Abertura de Créditos Adicionais (suplementares, especiais e extraordinários) 90 
6.9. Cancelamento de Créditos Orçamentários 91 
6.10. Descentralização Interna de Créditos Orçamentários (Provisão) e Descentralização da 
Programação Financeira Correspondente. 91 
6.11. Descentralização Externa de Créditos Orçamentários (Provisão) e Descentralização 
da Programação Financeira Correspondente. 92 
6.12. Proposta de Programação Financeira (PPF) 95 
6.13. Aprovação da Proposta de Programação Financeira (PFA) 97 
6.14. Liberação das Cotas de Despesa Aprovada (Execução da PFA) 99 
6.15. Empenho da Despesa 101 
6.16. Liquidação da Despesa do Exercício 105 
6.17. Restos a Pagar 107 
6.18. Pagamento de Despesas do Exercício 110 
6.19. Pagamento de Restos a Pagar 111 
6.20. Despesas de Exercícios Anteriores 113 
6.21. Dívida Ativa 114 
6.22. Operações de Crédito 116 
6.23. Empréstimos Concedidos 117 
6.24. Registro de Assinatura de Contratos 118 
6.25. Aquisição, Alienação e Baixa de Equipamentos e Materiais Permanentes 119 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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6.26. Aquisição de Materiais de Consumo 122 
6.27. Contratação de Serviços de Terceiros 124 
6.28. Folha de Pagamento de Pessoal 125 
6.29. Suprimento de Fundos 129 
6.30. Lançamentos Relativos a Convênios 132 
7. Estrutura e Análise das Demonstrações Contábeis 137 
7.1. Considerações Gerais 137 
7.2. Balanço Orçamentário 138 
7.3. Demonstração das Variações Patrimoniais – DVP 140 
7.4. Balanço Patrimonial 143 
7.5. Balanço Financeiro 149 
7.6. Demonstração das Disponibilidades por Fonte de Recursos – DFR 155 
7.7. Exemplo Prático de Elaboração dos Demonstrativos Exigidos pela Lei 
4.320/64 157 
8. Gestão Fiscal Responsável (LRF, Resoluções do Senado Federal e Portarias) 179 
9. Estrutura das Demonstrações Contábeis Exigidas pela LRF 211 
9.1. Considerações Gerais acerca dos Demonstrativos 211 
9.2. Relatório de Gestão Fiscal e Anexo de Riscos Fiscais 212 
9.3. Relatório Resumido da Execução Orçamentária e Anexo de Metas Fiscais 238 
10. Receitas Públicas – Manual de procedimentos (Portaria STN nº 219/2004) 342 
11. Dívida Ativa – Manual de Procedimentos 349 
12. Detalhamento das Naturezas de Despesas (Portaria STN nº 448/2002) 383 
13. Transferência de Recursos Intergovernamentais (Portaria STN nº 447/2002) 386 
14. Contabilização da Execução Orçamentária e FinanceiraDescentralizada (Portaria STN 
339/2001) 389 
15. Procedimentos Contábeis para o FUNDEF (Portaria STN 328/2001) 390 
16. Consolidação das Contas Públicas no Âmbito da União, Estados, DF e Municípios 392 
17. Contabilização dos Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS 397 
18. Provas de Concursos Resolvidas e Comentadas 429 
19. Legislação Pertinente na Íntegra 533 
19.1. Lei 4.320/1964 533 
19.2. Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF 546 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
O objetivo da presente obra é apresentar a Contabilidade Pública nos 
seus aspectos macro e micro-estruturais na forma de tópicos e exercícios 
resolvidos com introdução na Administração Financeira e Orçamentária – AFO, 
para melhor compreensão da Contabilidade Pública propriamente dita. 
 
Este livro possui algumas inovações e regulamentações introduzidas por 
recentes normas expedidas pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN, como 
o Manual de Receitas Públicas, o Manual da Dívida Ativa e os Manuais de 
Elaboração dos Demonstrativos exigidos pela Lei Complementar nº 101 de 
2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, a parte referente ao 
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI, 
possui uma abordagem extremamente atualizada e inédita, principalmente no 
que se refere ao Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR, 
gerenciador do fluxo de caixa das Unidades Gestoras que utilizam o SIAFI, que 
está sendo utilizado em larga escala na Administração Pública Federal. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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2. NOÇÕES DE AFO E INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
 
2.1. Noções de Administração Financeira e Orçamentária - AFO 
 
Nesta parte, vamos nos ater aos conceitos orçamentários e doutrinários 
a respeito da receita e despesa públicas sem entrar no mérito no tratamento 
contábil de cada uma delas. Nos capítulos seguintes será dada mais atenção a 
este aspecto. 
 
Receita Pública 
 
O Manual de Receitas Públicas, aprovado pela Portaria STN nº 
219/2004 – que visa padronizar os procedimentos contábeis nos três níveis de 
Governo, de forma a garantir a consolidação das contas exigida na Lei de 
Responsabilidade Fiscal , LRF (Lei Complementar nº 101/2000) - define: 
 
“Receitas Públicas são todos os ingressos de caráter não devolutivo 
auferidas pelo poder público em qualquer esfera governamental, para 
alocação e cobertura das despesas públicas. Dessa forma, todo o ingresso 
orçamentário constitui uma receita pública, pois tem como finalidade atender às 
despesas públicas”. 
 
Observe que nem todos os ingressos de disponibilidades são receitas 
públicas, apenas os de caráter não devolutivo para cobertura de despesas 
públicas. Os ingressos de disponibilidades não podem ser confundidos com as 
receitas públicas, pois representam arrecadações por parte do Poder Público 
independentemente da sua destinação. Estes ingressos podem ser 
orçamentários ou extra-orçamentários. 
 
Somente os ingressos orçamentários são receitas públicas, pois são os 
que vão financiar efetivamente os gastos públicos em programas e ações 
governamentais. Os ingressos extra-orçamentários ou variações ativas 
independentes da execução orçamentária representam um passivo financeiro 
que, de acordo com o art. 105 da lei 4.320/64, são compromissos cujo 
pagamento independa de autorização orçamentária. O Manual de Receitas 
Públicas define: 
 
“os ingressos extra-orçamentários são aqueles pertencentes ao ente 
público arrecadados exclusivamente para fazer face às exigências contratuais 
pactuadas para posterior devolução. Estes ingressos são denominados 
recursos de terceiros”. 
 
Da definição dada pelo Manual para ingressos extra-orçamentários 
depreende-se que se trata de um ingresso de caráter devolutivo e, portanto, 
não deve ser considerado receita pública. 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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A receita pública, por sua vez, pode ser efetiva ou não efetiva, conforme os 
efeitos observados na Situação Patrimonial Líquida (= Ativo – Passivo ) no 
momento de sua arrecadação. 
 
Receita Pública Efetiva 
 
É aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos não 
foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem 
obrigações correspondentes e por isto alteram a situação patrimonial líquida 
(aumentam). 
 
Receita Pública Não-Efetiva 
 
É aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram 
precedidos de registro do reconhecimento do direito e por isto não alteram a 
situação patrimonial líquida. 
Classificação da Receita conforme a Lei 4.320/1964 
A lei 4.320/64 classificou a receita pública orçamentária em duas categorias 
econômicas: corrente e capital. 
Receitas Correntes 
De acordo com o Manual das Receitas Públicas, as receitas correntes são: 
“...os ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades 
operacionais, para aplicação em despesas correspondentes, também em 
atividades operacionais correntes ou de capital, visando o atingimento dos 
objetivos constantes dos programas e ações de governo. São denominadas 
receitas correntes porque são derivadas do poder de tributar ou da venda 
de produtos e serviços que contribuem para a finalidade fundamental do 
órgão ou entidade pública”. 
São Receitas Correntes: 
Receitas Tributárias: Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria. 
Receitas de Contribuições: Há uma grande controvérsia no que diz 
respeito à classificação das receitas de contribuições. O Manual de 
Receitas Públicas classifica esta espécie de receita pública como 
Contribuições Sociais, Contribuição de Intervenção no Domínio 
Econômico (CIDE) e as Contribuições de Interesse das Categorias 
Profissionais ou Econômicas. A Secretaria de Orçamento Federal - SOF, 
em seu Manual Técnico, classifica as receitas de contribuições apenas 
como Contribuições Sociais e Contribuições Econômicas. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
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Receita Patrimonial: São aquelas provenientes de investimentos sobre 
o Ativo Permanente. São receitas imobiliárias (de aluguéis, foros, 
laudêmios etc); receitas de valores mobiliários (juros de títulos de renda, 
dividendos, participações etc); receitas de concessões e permissões 
(outorga de serviços públicos etc) 
Receita Agropecuária: proveniente da atividade agropecuária de 
origem vegetal ou animal. 
Receita Industrial: proveniente da atividade industrial de extração 
mineral, transformação, construção, etc. 
Receita de Serviços: proveniente da prestação de serviços. Serviços 
Comerciais, Financeiros, de Transporte, de Comunicação, de Saúde etc 
Transferências Correntes: provenientes de outros entes ou entidades, 
referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou 
ao ente ou entidade transferidora desde que o objetivo seja a aplicação 
em despesas correntes. 
Outras Receitas Correntes: ingressos de outras origens não 
classificadas nas anteriores para atendimento de despesas correntes. 
Ex.: multas e juros de mora sobre tributos, contribuiçõesetc 
Receitas de Capital 
De acordo com o Manual das Receitas Públicas, as receitas de capital são: 
“... ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades operacionais ou 
não operacionais para aplicação em despesas operacionais, correntes ou de 
capital, visando ao atingimento dos objetivos traçados nos programas e ações do 
governo. São denominados receita de capital porque são derivados da obtenção 
de recursos mediante a constituição de dívidas, amortização de empréstimos e 
financiamentos e/ou alienação de componentes do ativo permanente, constituindo-
se em meios para atingir a finalidade fundamental do órgão ou entidade, ou 
mesmo, atividades não operacionais visando estímulo às atividades operacionais 
do ente”. 
São Receitas de Capital: 
Operações de Crédito: proveniente da colocação de títulos públicos ou 
contratação de empréstimos junto a entidades estatais ou privadas. 
Alienação de Bens: Alienação de componentes do Ativo Permanente 
Amortização de Empréstimo: recebimento de parcelas de 
empréstimos ou financiamentos concedidos 
Transferências de Capital: ingresso proveniente de outros entes 
referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou 
transferidora desde que o objetivo seja a aplicação em despesas de 
capital. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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Outras Receitas de Capital: ingressos de outras origens não 
classificáveis nas anteriores. 
 
Outras Definições do Manual de Receitas Públicas (Portaria STN n° 
219/2004) 
RECEITA PÚBLICA ORIGINÁRIA 
 
É a Receita Pública Efetiva oriunda das rendas produzidas pelos ativos 
do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores (aluguéis 
e ganhos em aplicações financeiras), ou aplicação em atividades 
econômicas (produção, comércio ou serviços). É uma classificação da 
Receita Corrente. As Receitas Originárias também são denominadas 
como Receitas de Economia Privada ou de Direito Privado. Ex: Receitas 
Patrimoniais, Receitas Agropecuárias, Receitas Comerciais, Receitas de 
Serviço, etc. 
 
RECEITA PÚBLICA DERIVADA 
 
É a Receita Pública Efetiva obtida pelo Estado em função de sua 
soberania, por meio de Tributos, Penalidades, Indenizações e 
Restituições. É uma classificação da Receita Corrente. As Receitas 
Derivadas são formadas por Receitas Correntes, segundo a 
classificação da Receita Pública por Categoria Econômica. Ex: Receita 
Tributária, Receita de Contribuições, etc. 
 
RECEITA FINANCEIRA 
 
São as receitas decorrentes de aplicações financeiras, operações de 
crédito e alienação de ativos e outras. 
 
RECEITA NÃO-FINANCEIRA 
 
São as receitas oriundas de tributos, contribuições, patrimoniais, 
agropecuárias, industriais, serviços e outras. 
 
RECEITAS PÚBLICAS ORDINÁRIAS 
 
São as receitas que ocorrem regularmente em cada período financeiro. 
Ex.: Impostos, taxas, contribuições, etc. 
 
RECEITAS PÚBLICAS EXTRAORDINÁRIAS 
 
São aquelas que decorrem de situações emergenciais ou em função de 
outras de caráter eventual. Ex: Empréstimos compulsórios, doações, etc. 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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RECEITA CORRENTE LÍQUIDA 
 
Terminologia dada ao parâmetro destinado a estabelecer limites legais 
definidos pela LRF. A Receita Corrente Líquida é o somatório das 
receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, 
agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas 
correntes, consideradas as deduções conforme o ente União, Estado, 
Distrito Federal e Municípios. A metodologia para o cálculo da Receita 
Corrente Líquida é definida no Manual de Elaboração do Relatório 
Resumido da Execução Orçamentária quando trata do Demonstrativo da 
Receita Corrente Líquida. 
 
RECEITA LÍQUIDA REAL 
 
Definição dada pela Resolução do Senado Federal nº 96, de 15 de 
dezembro de 1989, que entende ser a receita realizada nos doze meses 
anteriores ao mês em que se estiver apurando, excluídas as receitas 
provenientes de operações de crédito e de alienação de bens. A referida 
Resolução dispõe sobre as operações de crédito internas e externas dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas respectivas 
autarquias, inclusive concessão de garantias, seus limites e condições 
de autorização 
 
RECEITA COMPARTILHADA 
 
Receita orçamentária pertencente a mais de um Beneficiário 
independente da forma de arrecadação e distribuição. 
 
RECEITA PREVISTA, ESTIMADA OU ORÇADA 
 
Volume de recursos, previamente estabelecido no orçamento do Ente, a 
ser arrecadado em um determinado exercício financeiro, de forma a 
melhor fixar a execução da despesa. É essencial o acompanhamento da 
legislação específica de cada receita onde são determinados os 
elementos indispensáveis à formulação de modelos de projeção, como a 
base de calculo, as alíquotas e os prazos de arrecadação. 
 
RECEITA VINCULADA 
 
É a receita arrecadada com destinação específica estabelecida em 
dispositivos legais. A vinculação da receita torna a programação 
financeira menos flexível, deixando parte dos recursos disponíveis 
apenas a uma destinação certa. 
 
RECEITAS COMPULSÓRIAS 
 
São receitas cujas origens encontram-se nas legislações que impõem 
aos particulares uma obrigação. São casos de receita compulsória: os 
tributos, as contribuições e etc. 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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RECEITAS FACULTATIVAS 
 
As receitas facultativas possuem sua origem nos atos jurídicos bilaterais, 
ou seja, aquelas decorrentes da vontade das pessoas, como exemplos 
surgem os aluguéis (Receita Patrimonial), preços públicos, etc. 
 
RECEITAS PRÓPRIAS 
 
São as receitas enquadradas como Tributárias, Patrimoniais, de 
Serviços, Industriais e outros que não sejam decorrentes de transações 
que guardem características de transferências, mesmo que de outras 
esferas governamentais, como convênios, e operações de créditos. 
 
RECEITAS DE FONTES DIVERSAS 
 
São aquelas que guardam características de transferências, mesmo que 
de outras esferas governamentais, como convênios, e operações de 
créditos, ou seja, são originárias de terceiros que em determinados 
casos terão de ser devolvidos. 
 
ANTECIPAÇÃO DE RECEITAS 
 
São os valores recebidos em virtude de um fato que caracteriza uma 
“antecipação da receita prevista”. Ex.: Adiantamento de fornecimentos. 
 
RECEITA LÍQUIDA 
 
É a receita resultante da diferença entra a Receita Bruta e as deduções. 
 
RECEITA VINCULADA 
 
É a receita arrecadada que em função da legislação apresenta a sua 
destinação estabelecida. 
 
RENÚNCIA DE RECEITA 
 
É a não arrecadação de receita em função da concessão de isenções, 
anistias ou subsídios. Deve-se atentar, na renúncia de receita, ao 
disposto pela Lei nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal art. 14, 
que determina critérios a serem observados quanto a este fato que 
serão vistos posteriormente. 
 
Obs: Algumas classificações e codificações utilizadas pelo Manual de Receitas Públicas, 
assim como o roteiro de como utilizar a classificação, estão nos anexos desta obra. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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13
Estágios da Receita Pública 
 
1º -Previsão: Estimativa de arrecadação da receita constante da LOA 
(Lei Orçamentária Anual). Sendo que esta está dividida em 2 partes: a 
primeira consiste no estabelecimento da metodologia de elaboração da 
estimativa e a segunda, consiste no lançamento que, segundo a Lei 
4.320/1964, em seu art.53 : 
“...é o ato da repartição competente, que verifica a procedência do 
crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta”. 
Já o Código Tributário Nacional assim conceitua o lançamento: 
“Art.142 Compete privativamente à autoridade administrativa constituir 
crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento 
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da 
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o 
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, 
propor a aplicação da penalidade cabível”. 
Obs: Não confundir o lançamento do crédito tributário com o lançamento 
contábil. O lançamento do crédito tributário é um procedimento 
administrativo com a finalidade descrita no art. 142 do CTN acima 
transcrito. O lançamento contábil é o das partidas dobradas obedecendo 
aos princípios gerais da contabilidade. 
 
2º - Arrecadação: entrega realizada pelos contribuintes aos agentes 
arrecadadores ou bancos autorizados pelo ente dos recursos devidos ao 
Tesouro. A arrecadação ocorre somente uma vez, vindo em seguida o 
recolhimento. Quando um ente arrecada para outro ente, cumpre-lhe 
apenas entregar-lhe os recursos pela transferência dos recursos não 
sendo considerada arrecadação quando do recebimento pelo ente 
beneficiário (texto do Manual de Receitas Públicas). 
 
3º - Recolhimento: transferência dos valores arrecadados à conta 
específica do Tesouro observado o princípio da Unidade de Caixa 
representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados em 
cada ente.(idem) 
Alguns outros aspectos introduzidos pelo Manual de Receitas Públicas no 
que tange à prática da contabilização dos fatos contábeis pertinentes à 
Administração Pública serão abordados nos tópicos seguintes. 
 
 
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Dívida Ativa 
 
De acordo com o art.39 da lei 4.320/64, as importâncias relativas a 
tributo, multas e créditos da Fazenda Pública, lançados, mas não cobrados ou 
não recolhidos no exercício de origem, constituem Dívida Ativa a partir da data 
de sua inscrição. De acordo com o exposto a dívida ativa pode ser tributária ou 
não tributária. Para inscrição na dívida ativa é essencial que o crédito esteja 
vencido. 
 
Na União a dívida ativa será inscrita depois de verificada a sua liquidez e 
certeza na Procuradoria da Fazenda Nacional. 
 
Importante: A inscrição da dívida ativa provoca aumento da situação 
patrimonial sem que o numerário tenha entrado efetivamente, constituindo uma 
exceção ao regime de caixa (ver tópico Regime Contábil). 
 
 
 
Despesa Pública 
Todo pagamento efetuado a qualquer título pelos agentes pagadores 
constitui a despesa pública (João Angélico). Para este autor, dispêndios, saídas, 
desembolsos ou despesas públicas são sinônimos. Para José Carlos Marion todo 
dinheiro que sai do caixa é despesa. 
Os desembolsos podem ser orçamentários ou extra-orçamentários. Para 
Francisco Glauber Lima Mota, “somente os desembolsos orçamentários são 
despesas públicas, posto que ela somente pode se realizar via lei do orçamento. 
Outros desembolsos, os autorizados pela via administrativa ou outros instrumentos 
(exceto lei orçamentária) não podem ser intitulados de despesa extra orçamentária, 
mas simplesmente desembolsos extra-orçamentários”.Os dispêndios extra-
orçamentários são também conhecidas como variações passivas independente da 
execução orçamentária, apesar que, em algumas provas de concursos, usa-se a 
notação despesa extra-orçamentária. 
 
Despesa Pública Efetiva 
Em consonância com as receitas públicas, também podemos classificar as 
despesas públicas orçamentárias em efetivas e não efetivas. 
A despesa pública efetiva reduz a situação líquida patrimonial, desta forma, 
correspondendo ao conceito contábil de despesa, representando um fato contábil 
modificativo diminutivo. 
Despesa Pública Não-Efetiva 
A despesa pública não efetiva origina-se de fatos permutativos do 
patrimônio, não alterando desta forma, a situação líquida patrimonial. 
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Classificação da Despesa conforme a Lei 4.320/1964 
De acordo com o art. 12 da lei 4.320/64, a exemplo da receita, a despesa 
será classificada nas seguintes categorias econômicas: despesas correntes e 
despesas de capital. 
Despesas Correntes 
As despesas correntes são aqueles dispêndios orçamentários que não 
contribuem para a aquisição ou formação de um bem de capital. São os gastos 
utilizados na manutenção dos serviços públicos que tem a função de contrapartida 
aos ingressos arrecadados dos contribuintes e que não trazem retorno imediato e 
tempestivo à Administração Pública. 
São Despesas Correntes: 
Despesas de Pessoal e Encargos Sociais: Despesas com salários 
do Pessoal Civil, Pessoal Militar, ativos ou inativos e os respectivos 
Encargos. 
 
Juros e Encargos da Dívida: Pagamento de juros, comissões e 
outros encargos de operações de crédito internas ou externas. 
 
Outras Despesas Correntes: Aquisição de Material para Consumo, 
pagamento de serviços por pessoas físicas (sem vínculo 
empregatício) ou jurídicas ou outras despesas com o custeio da 
Administração Pública não listadas nos outros Grupos de Despesa. 
 
 
Despesas de Capital 
As despesas de capital são aquelas que contribuem, diretamente, para a 
formação ou aquisição de um bem de capital. 
São Despesas de Capital: 
Investimentos: Despesas com o planejamento e a execução de 
obras, inclusive com a aquisição de imóveis considerados 
necessários à realização destas últimas, e com a aquisição de 
instalações, equipamentos e material permanente. Obras Públicas, 
Serviços em Regime de Programação Especial, Equipamentos e 
Instalações, Material Permanente, Participação em Constituição ou 
Aumento de Capital de Empresas ou Entidades Industriais ou 
Agrícolas. 
 
Inversões Financeiras: Despesas com a aquisição de imóveis ou 
bens de capital já em utilização; aquisição de títulos representativos 
do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já 
constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e 
com a constituição ou aumento do capital de empresas. Aquisição de 
Imóveis, Participação em Constituição ou Aumento de Capital de 
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Empresas ou Entidades Comerciais ou Financeiras, Aquisição de 
Títulos Representativos de Capital de Empresa em Funcionamento, 
Constituição de Fundos Rotativos, Concessão de Empréstimos, 
Diversas Inversões Financeiras. 
 
Amortização da Dívida: Despesas com o pagamento e/ou 
refinanciamento do principal e da atualização monetária ou cambial 
da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária. 
Amortização da Dívida Pública, Auxílios para Obras Públicas, 
Auxílios para Equipamentos e Instalações, Auxílios para Inversões 
Financeiras, Outras Contribuições. 
 
Estágios da Despesa Pública 
 
A Lei do Orçamento (LOA) é o documentoque caracteriza a fixação da 
despesa orçamentária. O estágio da fixação termina com a edição da lei 
orçamentária. Alguns grandes nomes da doutrina não consideram a fixação 
como estágio da despesa, apenas considerando os demais (empenho, 
liquidação e pagamento), ou seja, só os estágios que dizem respeito 
exclusivamente à execução da despesa pública. A Contabilidade 
Governamental adota esta última corrente, pois seu objeto, é a execução 
orçamentária. 
 
No ciclo orçamentário, na etapa da fixação e também após esta, os 
créditos orçamentários são consignados a cada Unidade Orçamentária e 
para cada crédito há uma dotação (montante) correspondente. O Orçamento, 
por possuir uma natureza dinâmica, apresenta as seguintes exceções às 
despesas fixadas, chamadas créditos adicionais, que podem ser: 
 
Créditos Suplementares - É destinado ao reforço da dotação 
orçamentária já existente. É utilizado quando os créditos são ou se 
tornam insuficientes. 
Créditos Especiais – É destinado às despesas para as quais não 
haja dotação orçamentária específica na Lei Orçamentária Anual. O 
crédito especial cria uma nova despesa orçamentária para atender a 
um objetivo não previsto inicialmente no Orçamento. 
Créditos Extraordinários – É destinado a atender despesas 
urgentes e imprevistas como as decorrentes de guerra, comoção 
interna ou calamidade pública. Independem da existência prévia de 
recursos disponíveis. 
 
Com isto, vamos aos estágios da Despesa considerados pela maioria 
da doutrina: 
 
1º – Empenho: Segundo a Lei 4.320/1964, é o ato emanado de 
autoridade competente (chefe do executivo ou outros, por delegação 
de competência) que cria para o estado obrigação de pagamento 
pendente ou não de implemento de condição. 
O empenho não cria obrigação e sim ratifica a garantia ao fornecedor 
de pagamento. Ressalvado o disposto em lei complementar, é 
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vedado aos municípios empenhar no último mês do mandato do 
prefeito mais do que o duodécimo da despesa prevista no orçamento 
(exceto nos casos de calamidade pública). 
Para cada empenho será extraída a nota de empenho. 
O empenho é sempre anterior à execução da despesa, portanto, não 
existe empenho posterior. O que pode haver é um posterior reforço 
do empenho já existente. 
É vedada a realização de despesa (pagamento) sem prévio 
empenho. 
Em casos especiais previstos na legislação específica será 
dispensada a nota de empenho (mas não o empenho). 
Há 3 modalidades de empenho: 
 
Empenho Ordinário ou Normal: p/ despesas normais. 
Pagamento em uma única prestação. 
 
Empenho por Estimativa: Quando não se pode determinar o 
montante da despesa como por ex. água, luz, telefone, 
combustíveis, viagens, adiantamento a funcionários, etc. O valor 
da despesa é determinado por estimativa. 
- Se a estimativa for menor que o valor exato, far-se-á o 
empenho complementar (reforço de empenho). A fonte é a 
dotação. 
- Se a estimativa for maior, anula-se a diferença revertendo à 
dotação onde ocorreu a despesa. É emitida a nota de 
anulação. 
- No exercício subseqüente, as despesas que não se 
processarem na época própria poderão ser pagas à conta da 
dotação Despesas de Exercício Anteriores. 
 
Empenho Global: Utilizado p/ despesas contratuais (ex: aluguel 
de imóvel com pagamento mensal) e outras sujeitas a 
parcelamento. Um empenho global por ano caso o contrato 
exceda o exercício. 
 
2º – Liquidação: É a verificação do implemento da condição. Nesta 
fase deve-se verificar o cumprimento da obrigação, tendo por base o 
contrato, a nota de empenho e os comprovantes de entrega. Feita a 
liquidação, é emitida a Ordem de Pagamento que é o despacho 
exarado pela autoridade competente determinando que a despesa 
seja paga. A realização da despesa ocorre com a liquidação. 
 
3º – Pagamento: É o efetivo desembolso financeiro, precedido do 
empenho e da liquidação. Será efetuado por tesouraria ou pagadoria, 
por estabelecimentos bancários credenciados e, em casos 
excepcionais, por meio de adiantamentos. 
 
 
 
 
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Restos a Pagar 
 
As despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro são 
consideradas restos a pagar, dividindo-se em processadas (liquidadas) e não 
processadas (não liquidadas). A inscrição de restos a pagar é feita de modo 
automático. 
 
Caso os restos a pagar sejam pagos, o pagamento é considerado dispêndio 
extra-orçamentário. Caso não sejam pagos serão cancelados ao final do exercício, 
entretanto o direito permanece pelo prazo de cinco anos (prazo prescricional) a 
contar da data da inscrição. 
Na União, as despesas liquidadas irão constituir os restos a pagar 
processados, enquanto que aquelas não liquidadas poderão ou não serem 
inscritas em restos a pagar não processados. 
 
Ainda, na União, os critérios para inscrição de restos a pagar não 
processados são os seguintes: 
- ainda vigente prazo para cumprimento da obrigação assumida 
pelo credor; 
- vencido prazo para cumprimento da obrigação, mas esteja em 
curso a liquidação da despesa, ou seja, de interesse da 
administração exigir o cumprimento da obrigação assumida 
pelo credor; 
- se destinar a atender transferências a instituições públicas ou 
privadas; e 
- corresponder a compromisso assumido no exterior. 
 
Na União, os restos a pagar não processados quando inscritos são 
forçosamente liquidados surgindo a figura restos a pagar não processados 
liquidados. 
 
Importante: A inscrição de restos a pagar não processados é uma 
exceção ao regime de competência (ver tópico Regime Contábil). 
 
Depois de cancelados, caso as dívidas sejam pagas, a despesa deverá 
ser executada à conta despesas de exercícios anteriores. Este dispêndio é 
orçamentário. 
 
Com relação à anulação de restos a pagar observam-se dois casos: 
- Quando o valor já havia sido pago, a restituição é 
classificada como receita orçamentária. 
- Se a despesa não havia sido paga a baixa também será 
classificada como receita orçamentária, exceção ao regime 
de caixa para a receita. 
 
 
 
 
 
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Despesas de Exercícios Anteriores 
 
São quatro os casos de despesas de exercícios anteriores: 
- Despesa de exercícios encerrados não processados na 
época própria; 
- Restos a pagar com prescrição interrompida; 
- Compromissos reconhecidos após o encerramento do 
exercício financeiro criados em virtude de lei; 
- Valor inscrito em restos a pagar menor que o valor real da 
despesa a ser paga. 
 
Despesas que não se tenham processado na época própria são aquelas 
cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no 
encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo 
estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação. 
 
Restos a Pagar com prescrição interrompida são as despesas cuja 
inscrição como restos a pagar tenham sido canceladas, mas ainda vigente o 
direito do credor. 
 
Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício são as 
obrigações de pagamento criadas em virtude de lei, mas somente reconhecido 
o direito do reclamante após o encerramento do exercício correspondente. 
 
Suprimento de Fundos 
Também conhecido como regime de adiantamentos,é aplicável aos casos 
de despesas expressamente definidos em lei e consiste em entrega de numerário 
a servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar 
despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação (art.68). 
O adiantamento é uma excepcionalidade. Observe que pela própria natureza do 
adiantamento, o servidor, como regra, não poderá realizar gastos de capital (ex: 
compra de equipamentos, imóveis, instalações, etc). 
Não se fará adiantamentos a servidor em alcance nem a responsável 
por dois adiantamentos (Observe que o servidor pode receber até 2 
adiantamentos). Alcance: Caracteriza-se pela não prestação de contas no 
prazo ou não aprovação de contas (aplicação do dinheiro em despesas que 
não aquelas para as quais foi feito o adiantamento). 
 
O Suprimento de Fundos será contabilizado e incluído nas contas do 
Ordenador como despesa realizada; as restituições, por falta de aplicação, 
parcial ou total, ou aplicação indevida, constituirão anulação de despesa, ou 
receita orçamentária, se recolhidas após o encerramento do exercício. 
 
É necessário ressaltar que é vedada a aquisição de material permanente 
por suprimento de fundos. 
 
 
 
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2.2. Conceito, Objeto e Campo de Aplicação da Contabilidade Pública 
 
A Contabilidade Pública é o ramo da Ciência Contábil que registra, 
controla e demonstra os atos e fatos relativos à Administração Pública. A 
Contabilidade Pública deve ser considerada como um sistema de informação e 
avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de 
natureza orçamentária, econômica, financeira, física e industrial. Quem seriam 
estes usuários? Os gestores do Patrimônio Público e das políticas econômicas 
e sociais do país para a tomada de decisões; a população em geral, como 
instrumento de transparência e confiabilidade da execução orçamentária, 
financeira e patrimonial da Administração Pública; os organismos internacionais 
de crédito e fomento, utilizando os demonstrativos como forma de “espelhar” a 
situação do país e a capacidade de retorno de investimento ou de solvência de 
obrigações relativas a operações de crédito. 
 
 
Objeto 
 
O objeto da Contabilidade Pública, assim como da Contabilidade 
Privada, em sentido amplo, é o Patrimônio (bens, direitos e obrigações). Mas 
neste aspecto, a Contabilidade Pública possui diferenças significativas em 
relação ao enfoque dado ao “objeto”. Não são objeto da Contabilidade Pública, 
por exemplo, bens públicos de uso generalizado como pontes, estradas, 
praças, monumentos etc apesar de estes últimos fazerem parte do Patrimônio 
Público. Verificar se esta frase está correta já que o objeto da contabilidade 
pública é o patrimônio público e o orçamento. 
 
O objeto da Contabilidade Pública utiliza-se dos conceitos do Código 
Civil para caracterizar o que seja o seu objeto: os bens de uso restrito, 
específico e não generalizado. Além disso, constitui objeto da Contabilidade 
Pública, o orçamento público e os atos administrativos (acordos, contratos, 
ajustes, convênios etc). 
 
 
Campo de Aplicação 
 
O campo de aplicação da Contabilidade Governamental ou 
Contabilidade Pública pode ser abordado sob dois aspectos: o aspecto dos 
fatos contábeis abrangidos e pelo aspecto dos órgãos e entidades que 
devem seguir os seus preceitos e regras. 
 
Sob o primeiro aspecto, podemos citar o art. 85 da Lei 4.320/1964, que 
dispõe: 
 
“Os serviços de Contabilidade serão organizados de forma a permitir o 
acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição 
patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento 
dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e 
financeiros”. 
 
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Depreende-se do artigo citado que o objetivo da Contabilidade Pública é 
o de atender à Administração com informações que permitam ao gestor a 
tomada de decisões, contribuindo, desta forma, para a consecução da 
finalidade da Administração Pública que é o bem estar social. 
 
Podemos ver que a Contabilidade Governamental “inicia” o seu papel na 
execução orçamentária e, portanto, não contempla as fases anteriores da 
atividade financeira do estado que são o planejamento e a elaboração e a 
aprovação do Orçamento. Após a elaboração e aprovação do orçamento e a 
fixação da programação financeira para o exercício, a Contabilidade Pública de 
posse dos dados dos recursos orçamentários e financeiros disponibilizados a 
cada Unidade Gestora dos órgãos da Administração Pública, começa a 
acompanhar a execução propriamente dita destes recursos. 
 
É necessário esclarecer que a Contabilidade Governamental brasileira, 
ao contrário de vários outros países, contempla a execução orçamentária no 
método das “partidas dobradas”. Com isto, vários equívocos são observados 
na interpretação dos dados. 
 
A Contabilidade da esfera privada não contabiliza o orçamento. Ela 
apenas registra as permutações e alterações do patrimônio sem incluir no seu 
escopo a previsão de suas receitas e despesas, a qual é feita, previamente, de 
forma extra-contábil. Contempla os aspectos financeiros, patrimoniais e 
industriais, mas não contempla o aspecto orçamentário. 
 
Mais especificamente, por força dos arts. 85 e 89 da Lei 4.320/164, a 
Contabilidade Pública evidencia os fatos ligados à administração 
orçamentária, financeira, patrimonial e industrial além de fazer o levantamento 
dos balanços gerais e prover a análise e interpretação dos resultados 
econômicos e financeiros. 
 
Os art. 90 e 91 da mesma lei, dispõem: 
 
“A Contabilidade deverá evidenciar, em seus registros, o montante dos 
créditos orçamentários vigentes, a despesa empenhada e a despesa realizada, 
à conta dos mesmos créditos, e as dotações disponíveis”. 
“O registro contábil da receita e da despesa far-se-á de acordo com as 
especificações constantes da Lei de Orçamento e dos créditos adicionais”. 
 
É devido à esta especificidade da Contabilidade Governamental que as 
suas receitas e despesas seguem, primordialmente, o conceito orçamentário e 
não o conceito estritamente contábil. Na Contabilidade Geral, aprendemos que 
só há receita ou despesa quando há a alteração do patrimônio líquido, já na 
Contabilidade Pública, qualquer ingresso ou dispêndio é considerado receita ou 
despesa, respectivamente, independente da afetação ou não do Patrimônio 
Líquido. Esta é a evidência da predominância do conceito orçamentário na 
Contabilidade Governamental brasileira. A tendência mundial no momento é a 
aproximação da Contabilidade Pública aos Conceitos já enraizados da 
Contabilidade Privada através de Organismos Internacionais como a 
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Federação Internacional dos Contadores – IFAC em suas “Normas 
Internacionais de Contabilidade do Setor Público – NICSP”. 
 
Ainda sob o primeiro aspecto, é necessário notar o que dispõe o art. 87 
da Lei 4.320/1964: 
 
“Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes 
ou contratos em que a administração pública for parte”. 
 
Neste ponto, a lei obriga que haja escrituração contábil dos fatos 
contábeis originadosde atos administrativos (e não fatos administrativos), ou 
seja, das potencialidades de afetação do patrimônio líquido. Esta escrituração, 
a princípio, não altera a situação patrimonial líquida e são feitas em contas 
contábeis de compensação, também chamadas contas de controle. No Plano 
de Contas, que será visto nos tópicos seguintes, veremos as contas que dizem 
respeito a este controle das potencialidades. 
 
A Lei 4.320/1964 também especifica nos arts. 94 a 100 diversas regras a 
serem observados pela Contabilidade Governamental no que se refere à 
abrangência de seus registros dos atos e fatos contábeis. 
“Art. 94. Haverá registros analíticos de todos os bens de caráter permanente, 
com indicação dos elementos necessários para a perfeita caracterização de 
cada um deles e dos agentes responsáveis pela sua guarda e administração. 
Art. 95 A contabilidade manterá registros sintéticos dos bens móveis e 
imóveis. 
Art. 96. O levantamento geral dos bens móveis e imóveis terá por base o 
inventário analítico de cada unidade administrativa e os elementos da 
escrituração sintética na contabilidade. 
Art. 97. Para fins orçamentários e determinação dos devedores, ter-se-á o 
registro contábil das receitas patrimoniais, fiscalizando-se sua efetivação. 
Art. 98. Vetado. 
 Parágrafo único. A dívida fundada será escriturada com individuação e 
especificações que permitam verificar, a qualquer momento, a posição dos 
empréstimos, bem como os respectivos serviços de amortização e juros. 
Art. 99. Os serviços públicos industriais, ainda que não organizados como 
empresa pública ou autárquica, manterão contabilidade especial para 
determinação dos custos, ingressos e resultados, sem prejuízo da escrituração 
patrimonial e financeira comum. 
Art. 100 As alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os 
resultados da execução orçamentária, bem como as variações 
independentes dessa execução e as superveniências e insubsistências 
ativas e passivas, constituirão elementos da conta patrimonial.” 
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Este último artigo será objeto de um dos tópicos desta obra que trata 
sobre “Variações Patrimoniais”. 
 
Sob o segundo aspecto, o dos órgãos e entidades abrangidos pela 
Contabilidade Pública, podemos citar o art. 83 da Lei 4.320/1964, que dispõe: 
 
“A Contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de 
todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, 
administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados”. 
 
O campo de aplicação da Contabilidade Pública sob este enfoque é a 
Administração Pública nas três esferas de Governo (Federal, Estadual e 
Municipal), e ainda, as autarquias, fundações e empresas públicas quando 
estas fizerem uso de recursos públicos constantes das leis orçamentárias. 
Aplica-se também aos 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
 
 
2.3. Comparações com a Contabilidade Privada 
 
Como visto anteriormente, tanto as despesas quanto as receitas podem 
ser efetivas ou não efetivas. As receitas e despesas efetivas são aquelas que 
modificam a situação patrimonial líquida do ente, são oriundas de fatos 
modificativos. Essas receitas são contabilizadas como na área empresarial. Por 
outro lado, as receitas e despesas não efetivas não modificam a situação 
patrimonial líquida do ente e são oriundas de fatos permutativos. Estas não são 
contabilizadas como na área empresarial. 
Os exemplos a seguir demonstram algumas situações em que o 
tratamento contábil da Contabilidade Pública difere da Contabilidade Privada. 
No tópico “Variações Patrimoniais” será feito um aprofundamento neste 
assunto. 
 
Exemplo 1: 
 
Suponha que um ente público receba dinheiro pela prestação de um 
serviço. Trata-se de um fato modificativo. Logo é uma receita efetiva e é 
contabilizado como na contabilidade empresarial (contabilidade privada). O 
lançamento simplificado seria: 
 
D - Banco/Caixa 
C - Receita Orçamentária ....................XX 
 
Exemplo 2: 
 
O ente público pede empréstimo junto a um banco. Observe que se trata 
de um fato permutativo. Logo, a receita (entrada de dinheiro) é não efetiva. 
Como é utilizado o regime de caixa na administração pública, a entrada de 
dinheiro é registrada como receita, entretanto observe que como o fato é 
permutativo (receita não efetiva), criou-se na administração pública uma conta 
de resultado para "retirar" o efeito da receita. Assim, teríamos dois lançamentos 
de primeira fórmula: 
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D - Caixa 
C - Receita Orçamentária ....................XX 
 
D - Mutações Passivas (conta de resultado diminutivo) 
C - Empréstimos Bancários a Pagar ......................................XX 
 
Observe que a conta Mutações Passivas "anula" o efeito da Receita 
Orçamentária. Assim, no resultado final, o fato é permutativo. As mutações 
passivas são provenientes de uma receita. 
 
Na Contabilidade empresarial, o lançamento deste fato é o seguinte: 
 
D - Caixa 
C - Empréstimos Bancários a Pagar ....................................XX 
 
Exemplo 3: 
 
Suponha que Administração Pública pague pela prestação de um 
serviço qualquer. Trata-se de um fato modificativo (diminutivo). Logo a despesa 
é efetiva (diminui a situação patrimonial líquida). O lançamento (simplificado) é 
feito como na área empresarial: 
 
D - Despesa Orçamentária 
C - Caixa/Bancos....................................................................XX 
 
Exemplo 4: 
 
Suponha que a Administração Pública compre à vista um equipamento. 
Trata-se de um fato permutativo. Logo teremos uma despesa não efetiva. 
Como vimos, qualquer pagamento efetuado pela Administração Pública é 
considerada uma despesa. Logo este pagamento deve ser considerado uma 
despesa. Como no caso visto acima (para as receitas) devemos ter uma conta 
para anular o efeito desta despesa. Assim, o lançamento seria: 
 
D - Despesa 
C - Caixa/Bancos ...................................................XX 
 
D - Equipamentos 
C - Mutação Ativa (Resultado Aumentativo) ..........XX 
 
A conta Mutação Ativa anula o efeito da despesa no resultado. Assim, 
no resultado final o fato é tratado como permutativo. 
Na contabilidade empresarial o lançamento seria: 
 
 
D - Equipamentos 
C - Caixa/Bancos................................................XX 
 
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2.4. Exercício Financeiro 
 
Conforme o art. 34 da Lei 4.320/1964, “o exercício financeiro coincidirá 
com o ano civil”, começando em 1º de janeiro e encerrando em 31 de 
dezembro de cada ano. Devido ao enfoque orçamentário dado à Contabilidade 
Pública brasileira, há o respeito pelo princípio orçamentário da anualidade que 
estabelece que “as previsões de receita e despesa e sua execução devem 
referir-se sempre a um período limitado de tempo”. 
 
 
2.5. Regime Contábil 
 
De acordo com o artigo 35 da lei 4.320, pertencem ao exercício 
financeiro: 
I - as receitas nele arrecadadas; e 
II - as despesas legalmente empenhadas. 
 
De acordo com o artigo, utiliza-se o chamado Regime Misto na 
Administração Pública: Caixa para as receitas e Competência para as 
despesas. 
 
Observação: As normas internacionais de contabilidade do setor 
público(NICSP) sugerem o uso do regime de competência tanto para as 
despesas quanto para as receitas. 
 
Assim, de acordo com o inciso I, o "fato gerador" da receita é seu efetivo 
recebimento. Se, por exemplo, a Administração Pública prestar um serviço em 
março, e receber o numerário em junho, a receita será contabilizada em junho. 
Outro exemplo, se a Administração Pública prestar um serviço em 
dezembro de XO e receber o numerário em janeiro de X1, a receita será 
contabilizada em X1 (orçamento de X1). 
Observação: De acordo com o Manual de Receitas Públicas (Portaria STN 
nº 219/2004), o reconhecimento de receita para o ente é a combinação da 
instituição de um tributo e sua inclusão no orçamento. 
Exceção ao Regime de Caixa 
A inscrição na Dívida Ativa é uma exceção ao Regime de Caixa, já que 
provoca um aumento na situação patrimonial sem que o numerário tenha entrado 
efetivamente. 
De acordo com o disposto no inciso II, para que uma despesa possa ser 
considerada do exercício, é necessário que seja legalmente empenhada. 
 
Deste modo, se, por exemplo, a Administração Pública fizer um empenho 
em X0 relativo a uma prestação de serviço de um fornecedor, sendo o serviço 
realizado em X0 e pago em X1, a despesa é considerada do exercício de X0. 
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Exceção ao Regime de Competência 
 
A inscrição de restos a pagar não processados é uma exceção ao 
regime de competência já que a despesa é reconhecida sem que tenha 
ocorrido o fato gerador (a liquidação da despesa). De acordo com a lei 
4.320/1964, são despesas do exercício aquelas legalmente empenhadas. Os 
restos a pagar não processados constituem despesas do exercício (já que 
foram empenhados) cujo fato gerador não ocorreu (não foram liquidados). 
 
 
2.6. Avaliação de Itens Patrimoniais 
 
A avaliação dos itens patrimoniais estão constantes do art. 106 da lei 
4.320/1964, que estabelece: 
 
“ Art. 106. A avaliação dos elementos patrimoniais obedecerá as 
normas seguintes: 
 I - os débitos e créditos, bem como os títulos de renda, pelo 
seu valor nominal, feita a conversão, quando em moeda 
estrangeira, à taxa de câmbio vigente na data do balanço; 
 II - os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou 
pelo custo de produção ou de construção; 
 III - os bens de almoxarifado, pelo preço médio ponderado 
das compras. 
 § 1° Os valores em espécie, assim como os débitos e créditos, 
quando em moeda estrangeira, deverão figurar ao lado das 
correspondentes importâncias em moeda nacional. 
 § 2º As variações resultantes da conversão dos débitos, 
créditos e valores em espécie serão levadas à conta patrimonial. 
 § 3º Poderão ser feitas reavaliações dos bens móveis e 
imóveis.” 
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2.7. Legislação Pertinente (Lei nº 4320/64 e Lei Complementar nº 
101/2000 - LRF) 
 
 
A Contabilidade Pública está normatizada, primordialmente, pela Lei 
4.320/1964 em especial nos artigos 83 a 106. 
 
A Lei 4.320/1964 é a lei que regulamenta as normas gerais para a 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal. A sua essência é orçamentária, embora 
dedique uma parte à regulamentação da Contabilidade Governamental. 
 
Os conceitos orçamentários estão arraigados na Contabilidade Pública 
e, por isso, ela possui algumas peculiaridades em relação à Contabilidade 
Privada como o regime misto (de caixa para as receitas e de competência para 
as despesas), por exemplo. Além disso, os registros contábeis não seguem a 
mesma lógica da Contabilidade Geral. Atualmente, as Normas Internacionais 
de Contabilidade do Setor Público – NICSP, estão fazendo com que haja um 
esforço a nível global de aproximação da Contabilidade Governamental da 
Contabilidade Privada, adotando o regime de competência para receitas e 
despesas, aumentando o enfoque patrimonialista da Contabilidade em 
detrimento do enfoque orçamentário. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar nº 101/2000) 
trouxe várias inovações na Contabilidade Pública no que se refere aos registros 
contábeis, mas, principalmente, quanto aos demonstrativos que foram 
acrescentados. A Secretaria do Tesouro Nacional vem expedindo diversas 
normas e procedimentos para a adaptação ao marco da LRF. Os manuais de 
elaboração dos demonstrativos exigidos pela LRF serão objeto desta obra mais 
adiante. 
 
A LRF, apesar de tratar do mesmo assunto, não revoga nem substitui a 
Lei nº 4.320/1964. A Constituição Federal exige que uma Lei Complementar 
trate deste assunto e, portanto, a Lei nº 4.320/1964 tem status de Lei 
Complementar, apesar de ser uma Lei Ordinária. A LRF atende ao art. 165 da 
Constituição em seu inciso II, §9º: 
 
“Cabe à Lei Complementar estabelecer normas de gestão financeira e 
patrimonial da administração direta e indireta, bem como condições para a 
instituição e funcionamento dos Fundos.” 
 
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3. PLANO DE CONTAS E SISTEMA DE CONTAS 
 
 
3.1. Plano de Contas da Administração Pública Federal 
 
 
 A Execução contábil, relativa aos atos e fatos de gestão financeira, 
orçamentária e patrimonial, por parte dos Órgãos e Entidades da Administração 
Pública Federal, obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo 
com os padrões estabelecidos, tendo como parte integrante a Relação de 
Contas, a Tabela de Eventos (adendo A) e a Tabela de Conta-corrente Contábil 
(adendo B). 
Neste tópico, estudaremos a Relação de Contas e a Tabela de Contas-
correntes contábeis. A tabela de eventos será objeto de um estudo à parte no 
tópico SIAFI, pois esta só é aplicável por causa da plataforma do SIAFI 
constituída em um sistema informatizado. 
 
 
Relação de Contas 
 
 
Conceito de Conta 
 
A Conta é o título representativo da composição, variação e estado do 
patrimônio, bem como de bens, direitos, obrigações e situações nele não 
compreendidas, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, 
exigindo por isso o controle contábil específico. A Contabilidade para manter a 
sua confiabilidade deverá sempre ser estruturada em contas e documentos 
(eletrônicos ou não) que representam os fenômenos contábeis (devidamente 
comprovados por papéis). 
 
A estrutura do Plano de Contas atual objetiva, principalmente: 
 
• Realçar o estado patrimonial e suas variações, concentrando as 
contas típicas de controle nos grupos de compensação de forma a 
propiciar o conhecimento adequado da situação econômico-financeira da 
gestão administrativa; 
 
• Padronizar o nível de informações dos órgãos e entidades da 
administração direta e indireta com a finalidade de auxiliar o processo de 
tomada de decisão, ampliando o leque de alternativas gerenciais, e 
facilitar a elaboração do Balanço Geral da União; 
 
• Permitir, por meio da relação de contas e da tabela de conta-
corrente, a manutenção de um sistema integrado de informações 
orçamentárias, financeiras e patrimoniais na Administração Pública 
Federal, com a extração de relatórios necessários à análise gerencial, 
incluindo balanços e demais demonstrações contábeis, capazes de 
atender aos aspectos legais e fiscais. 
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Desdobramento da Conta 
 
A Relação de Contas está disponível na forma ON LINE, podendo ser 
consultada por meio da transação CONCONTA, no SIAFI, compreendendo 
sete níveis de desdobramento, classificados e codificados de acordo com a 
seguinte estrutura: 
 
Subitem
X X X
Conta Corrente
3º nível -
4º nível -
5º nível -
6º nível -
7º nível -
Subgrupo
Elemento
Subelemento
Item
1º nível - Classe
2º nível - Grupo
X X XX XX Código Variável
 
 
 
Considerações sobre a Estrutura do Plano de Contas 
 
A codificação das contas de ativo e passivo no Plano de Contas segue a 
ordenação dos demonstrativos de saída, mais especificamente, o Balanço 
Patrimonial. Já as contas de despesa e receita (de resultado) guardam relação 
com a classificação determinada pela Secretaria de Orçamento Federal - SOF, 
mais especificamente, a classificação das despesas quanto à natureza. 
 
A estrutura básica do Plano de Contas em nível de classe e grupo 
consiste na seguinte disposição: 
 
1 A T I V O 2 P A S S I V O 
1.1 CIRCULANTE 2.1 CIRCULANTE 
1.2 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
 2.3 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
1.4 PERMANENTE 2.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
1.9 COMPENSADO 2.9 COMPENSADO 
3 D E S P E S A 4 R E C E I T A 
3.3 DESPESAS CORRENTES 4.1 RECEITAS CORRENTES 
3.4 DESPESAS DE CAPITAL 4.2 RECEITAS DE CAPITAL 
 4.9 * DEDUÇÕES DA RECEITA 
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5 RESULTADO DIMINUTIVO DO 
EXERCÍCIO 
6 RESULTADO AUMENTATIVO DO 
EXERCÍCIO 
5.1 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
5.2 RESULT. EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 RESULT.EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 
 6.3 RESULTADO APURADO 
 
O primeiro nível representa a classificação máxima na agregação das 
contas nas seguintes classes: 
 
• Ativo – inclui as contas correspondentes dos bens e direitos, 
demonstrando aplicação dos recursos; 
• Passivo – compreende as contas relativas às obrigações, 
evidenciando as origens dos recursos aplicados; 
• Despesa – inclui as contas representativas dos recursos despendidos 
na gestão, a serem computados na apuração do resultado do exercício; 
• Receita – inclui as contas representativas dos recursos auferidos na 
gestão, a serem computadas na apuração do resultado do exercício; 
• Resultado Diminutivo do Exercício – inclui as contas representativas 
das variações negativas da situação líquida do patrimônio e da apuração 
do resultado respectivo; 
• Resultado Aumentativo do Exercício – inclui as contas 
representativas das variações positivas da situação líquida do patrimônio 
e da apuração do resultado respectivo. 
 
O segundo nível de desdobramento do Plano de Contas atual 
compreende os seguintes grupos de contas para o Ativo: 
• Ativo Circulante – compreende as disponibilidades de numerário, 
bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulação, 
realizáveis até o término do exercício seguinte; 
• Ativo Realizável a Longo Prazo – compreende os direitos realizáveis 
após o término do exercício seguinte; 
• Ativo Permanente – representa os investimentos de caráter 
permanente, as imobilizações, bem como despesas diferidas que 
contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício; 
• Ativo Compensado – compreende as contas com função precípua de 
controle, relacionadas à situações não compreendidas no patrimônio 
mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as que 
dizem respeito a atos e fatos ligados à execução orçamentária e 
financeira. 
 
O Passivo é representado pelos seguintes grupos de contas: 
 
• Passivo Circulante – compreende as obrigações pendentes ou em 
circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte; 
• Passivo Exigível a Longo Prazo – compreende as obrigações 
exigíveis após o término do exercício seguinte; 
• Resultado de Exercícios Futuros – compreende as contas 
representativas de receitas de exercícios futuros, deduzidas dos custos 
e despesas correspondentes ou contrapostos a tais receitas; 
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• Patrimônio Líquido – representa o capital, as reservas e os 
resultados acumulados; 
• Passivo Compensado – compreende as contas com função precípua 
de controle, relacionadas à situações não compreendidas no patrimônio 
mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as que 
dizem respeito a atos e fatos ligados à execução orçamentária e 
financeira. 
 
A Despesa é desdobrada nas seguintes categorias econômicas: 
 
• Despesas Correntes – compreendem as contas, desdobradas em 
transferências e aplicações diretas, de despesas com pessoal e 
encargos sociais, juros e encargos das dívidas interna e externa e outras 
despesas correntes, observadas as conceituações legais e normativas 
pertinentes; 
• Despesas de Capital – correspondem às contas, desdobradas em 
transferências e aplicações diretas, de despesas de investimentos, 
inversões financeiras, amortizações das dívidas interna e externa e 
outras despesas de capital, observadas as conceituações legais e 
normativas pertinentes. 
 
A Receita é desdobrada nas seguintes categorias econômicas: 
 
• Receitas Correntes – compreendem as tributárias, de 
contribuições, patrimoniais agropecuárias, industriais, de serviços e 
outras receitas correntes, bem como provenientes de transferências 
correntes, observadas as conceituações legais e normativas pertinentes; 
• Receitas de Capital – correspondem às operações de crédito, 
alienações de bens, amortizações e outras receitas de capital, bem 
como as provenientes de transferências de capital, observadas as 
conceituações legais e normativas pertinentes. 
 
O Resultado do Exercício contém os seguintes grupos (os grupos de 
contas de resultado orçamentário e extra-orçamentário são estruturados de 
forma a distinguir as variações diminutivas e aumentativas da situação líquida 
do patrimônio): 
• Resultado Orçamentário relativo à diminuição da situação líquida 
do patrimônio – corresponde às despesas orçamentárias, interferências 
passivas e às mutações passivas, resultantes da execução 
orçamentária; 
• Resultado Orçamentário relativo ao aumento da situação líquida 
do patrimônio – inclui as contas representativas da receita orçamentária, 
interferências ativas e mutações ativas, resultantes da execução 
orçamentária; 
• Resultado Extra-Orçamentário relativo à diminuição da situação 
líquida do patrimônio – inclui as contas representativas das despesas 
extra-orçamentárias, interferências passivas e mutações passivas, 
independentes da execução orçamentária; 
• Resultado Extra-Orçamentário relativo ao aumento da situação 
líquida do patrimônio – inclui as contas representativas das receitas 
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extra-orçamentárias, interferências ativas e mutações ativas, 
independentes da execução orçamentária; 
• Resultado Apurado – conta utilizada no encerramento do 
exercício para demonstrar a apuração do resultado do exercício. 
 
IMPORTANTE: A consolidação das contas nos balanços é realizada no 
3º nível(subgrupo), de acordo com a seguinte estrutura: 
 
1 ATIVO 2 PASSIVO 
 
1.1 Ativo Circulante 2.1 Passivo Circulante 
1.1.1 Disponível 2.1.1 Depósitos 
1.1.2 Créditos em Circulação 2.1.2 Obrigações em Circulação 
1.1.3 Bens e Valores em Circulação 2.1.3 Empréstimos e Financiamentos 
em Circulação 
1.1.4 Valores Pendentes a Curto 
Prazo 
2.1.4 Valores Pendentes a Curto Prazo
 
1.2 Ativo Realizável a Longo Prazo 2.2 Passivo Exigível a Longo Prazo 
1.2.1 Depósitos Realizáveis e Longo 
Prazo 
2.2.1 Depósitos Exigíveis a Longo 
Prazo 
1.2.2 Créditos Realizáveis a Longo
Prazo 
2.2.2 Obrigações Exigíveis a Longo 
Prazo 
 2.2.3 Outras Exigibilidades 
 
 2.3 Resultado de Exercícios Futuros 
 2.3.1 Receitas de Exercícios Futuros 
 2.3.2 Custos e Despesas de Exercícios 
Futuros 
 
1.4 Ativo Permanente 2.4 Patrimônio Líquido 
1.4.1 Investimentos 2.4.1 Patrimônio/Capital 
1.4.2 Imobilizado 2.4.2 Reservas 
1.4.3 Diferido 2.4.3 Resultado Acumulado 
 2.4.4 Ajuste do Patrimônio/Capital 
 
1.9 Ativo Compensado 2.9 Passivo Compensado 
1.9.1 Execução Orçamentária da 
Receita 
2.9.1 Previsão Orçamentária da 
Receita 
1.9.2 Fixação Orçamentária da 
Despesa 
2.9.2 Execução Orçamentária da 
Despesa 
1.9.3 Execução da Programação 
Financeira 
2.9.3 Execução da Programação 
Financeira 
1.9.4 Despesas e Dívidas dos 
Estados e Municípios 
2.9.4 Despesas e Dívidas dos Estados 
e Municípios 
1.9.5 Execução de Restos a Pagar 2.9.5 Execução de Restos a Pagar 
1.9.9 Compensações Ativas Diversas 2.9.9 Compensações Passivas 
Diversas 
 
 
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3 DESPESA 4 RECEITA 
3.3 Despesas Correntes 4.1 Receitas Correntes 
3.4 Despesas de Capital 4.2 Receitas de Capital 
 4.9 * Deduções da Receita 
5 RESULTADO DIMINUTIVO DO 
EXERCÍCIO 
6 RESULTADO AUMENTATIVO 
DO EXERCÍCIO 
 
5.1 Resultado Orçamentário 6.1 Resultado Orçamentário 
5.1.1 Despesa Orçamentária 6.1.1 Receita Orçamentária 
5.1.2 Interferências Passivas 6.1.2 Interferências Ativas 
5.1.3 Mutações Passivas 6.1.3 Mutações Ativas 
 
5.2 Resultado Extra-Orçamentário 6.2 Resultado Extra-Orçamentário 
5.2.1 Despesa Extra-Orçamentária 6.2.1 Receita Extra-Orçamentária 
5.2.2 Interferências Passivas 6.2.2 Interferências Ativas 
5.2.3 Mutações Passivas 6.2.3 Mutações Ativas 
 
 6.3 Resultado Apurado 
 
 
A Relação de Contas apresenta desdobramento no nível mais detalhado 
e possui as seguintes características: 
 
• O sinal = (igual) antes da intitulação de determinadas contas 
contábeis, identifica a necessidade de tratamento a nível individualizado (conta 
corrente), peculiar a cada item, cujo objetivo é proporcionar maior flexibilidade 
no gerenciamento dos dados desejados; 
 
• As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal 
(*) (asterisco), colocado antes da intitulação da conta contábil retificada. 
 
Uma das limitações encontradas no Plano de Contas atual reside na 
total vinculação ao Orçamento, afastando-se, assim, das normatizações e 
tendências mundiais de classificação contábil. Além disso, qualquer alteração 
pela SOF das classificações de receitas e despesas exigem que o Plano de 
Contas seja alterado. 
 
Muitos estudantes de Contabilidade Pública enfrentam dificuldades de 
se diferenciar a classificação orçamentária da classificação contábil no Plano 
de Contas. Na verdade, há um acréscimo de dígitos na classificação 
orçamentária das receitas e despesas de modo a adaptá-la ao Plano de 
Contas. 
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Tomemos como exemplo a conta 3.3.3.9.0.30.01 – Combustíveis e 
Lubrificantes Automotivos, no Plano de Contas atual, possui a seguinte 
estrutura: 
Codificação do plano de contas atual 
DÍGITO DESDOBRAMENTO DESCRIÇÃO 
1º dígito Classe (3) Despesa 
2º dígito Grupo (3) Despesas Correntes 
3º dígito Sub-grupo (3) Outras Despesas Correntes 
4º dígito Elemento (9) Aplicações Diretas 
5º dígito Sub-elemento (0) - 
6º e 7º 
dígitos 
Item (30) Material de Consumo 
8º e 9º 
dígitos 
Sub-item (01) Combustíveis e Lubrificantes 
Automotivos 
 
 
A classificação orçamentária segundo a natureza de despesa serviu de 
base para a estrutura acima. No orçamento, a Classificação Econômica (ou 
quanto à natureza) das despesas é definida pelo código 3.3.90.30 
(correspondente aos 2º, 3º, 4º combinado com o 5º, 6º e 7º dígitos do código da 
conta), sendo que: 
 
Codificação da classificação orçamentária (econômica) 
DÍGITO DESDOBRAMENTO DESCRIÇÃO 
1º dígito Categoria Econômica (3) Despesa Corrente 
2º dígito Grupo de Despesa (3) Outras Despesas 
Correntes 
3º e 4º 
dígitos 
Modalidade de Aplicação (90) Aplicações Diretas 
5º e 6º 
dígitos 
Elemento de Despesa (30) Material de Consumo 
 
 
Pode-se notar que, na estrutura da conta sob o código 3.3.3.9.0.30.01, o 
5º dígito (Sub-elemento) não possui nenhuma descrição ou desdobramento 
associado a ele (representado pelo valor “0”). A causa desta “lacuna” na 
estrutura da conta é que, na classificação orçamentária, o desdobramento 
“Aplicações Diretas” é representado por dois dígitos (90). 
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35
 
Muitos questionam o fato de a classificação utilizada no Plano de Contas 
diferir da classificação dada às contas pela Lei 4.320/1964 em seu artigo 105: 
“Art. 105. O Balanço Patrimonial demonstrará: 
 I - O Ativo Financeiro; 
 II - O Ativo Permanente; 
 III - O Passivo Financeiro; 
 IV - O Passivo Permanente; 
 V - O Saldo Patrimonial; 
 VI - As Contas de Compensação.” 
 
 
Pode-se verificar que a classificação utilizada pelo Plano de Contas 
atual difere da classificação dada pela Lei 4.320/1964 para o Balanço 
Patrimonial. Enquanto, no Plano de Contas, temos o Ativo Circulante, a Lei 
4.320 refere-se a Ativo Financeiro, por exemplo. 
 
Para entender melhor esta diferença, deve-se ter em mente que a Lei 
4.320/1964 refere-se à informação de saída, ou seja, aos demonstrativos 
contábeis. O Plano de Contas não precisa seguir a estrutura dos 
demonstrativos de “saída” da informação contábil como já foi falado, pois trata 
a entrada da informação no sistema contábil e não a saída. Tendo um plano de 
contas bem estruturado, ele pode permitir a confecção de qualquer 
demonstrativo que venha a ser exigido pela legislação, aprimorando, desta 
forma, o papel da Contabilidade Pública. 
 
 
Tabela de Contas-correntes Contábeis (adendo B) 
 
O código de conta-corrente permite o tratamento de informações 
conforme a individualização exigida pela conta objeto do detalhamento, de 
acordo com a tabela própria estruturada e cadastrada para permitir maior 
flexibilidade no gerenciamento dos dados necessários. 
 
O código conta-corrente é anexado à conta contábil (constante da 
relação das contas) permitindo um maior detalhamento por parte das Unidades 
Gestoras. Por exemplo, a conta de passivo 21211.01.00 – Fornecedores do 
Exercício possui um conta-corrente “anexado” a esta conta contábil que é o 
CPF, CNPJ ou UG, que identificará o credor daquele passivo e permitindo, 
dessa forma, um maior controle e transparência da informação contábil. 
 
 
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A seguir, apresentamos a listagem atual dos contas-correntes utilizados 
no Plano de Contas (atualizados até 23/02/2005): 
 
00 NAO EXIGE 
01 BANCO+AGENCIA+CONTA BANCARIA 
02 CNPJ, CPF, UG, IG OU 999 
03 UG+FR 
04 EXERCICIO + CNPJ, CPF, UG, IG OU 999 
06 ORDEM BANCARIA 
07 SUBITEM DO ELEMENTO DE DESPESA 
08 INDIVIDUALIZACAO DE IMOVEIS 
09 INDIVIDUALIZACAO DE MARCAS E PATENTES 
10 INDIVIDUALIZACAO DE PROJETOS 
11 CODIGO DE DESTINACAO DA RECEITA 
12 FONTE DE RECURSOS 
13 NUMERO DE DOCUMENTO HABIL PARA PAGAMENTO 
14 CELULA DA RECEITA (NATUREZA RECEITA + FTE REC) 
15 CONTRATO DE PROGRAMAS DE REPASSE 
16 CELULA DA DESPESA (EO+PTRES+FR+ND+UGR+ PI) 
17 LIMITE PARA EXECUCAO FINANCEIRA 
18 CLASSIFICACAO INSTITUCIONAL DA RECEITA PREVISTA 
19 INDIVIDUALIZACAO DO INCENTIVO FISCAL 
20 NATUREZA DA RECEITA 
21 FINALIDADE DE TRANSFERENCIA 
22 CODIGO DE TRIBUTO 
23 CLASSIFICACAO DE ENCARGOS (PI + BANCO) 
24 CATEGORIA DE GASTO + ANO + MES 
25 ORDENS DE PRODUCAO 
26 NOTA DE EMPENHO 
27 CNPJ 
28 FONTE SOF 
29 NUMERO DA OBRIGACAO 
30 NUMERO DE CADASTRO DE CONVENIO 
31 CELULA DA DESPESA COM ND DETALHADA 
32 UG+CEL.FINANCEIRA(FONTE SOF+CAT.GASTOS)+ANO+MES 
33 CELULA SOF(EO+PTRES+IDOC+ND+FR) 
34 CONTROLE DE VALORES 
35 NUMERO DE AUXILIO, SUBVENCOES OU CONTRIBUICOES 
36 NUMERO DO CONVENIO + NUMERO DA PARCELA 
37 CLASSIFICACAO INSTITUCIONAL RECEITA ARRECADADA 
38 NUMERO RIP DE IMOVEL 
39 SIGLA DA UF 
40 UG + GESTAO + NUMERO DO PRE-EMPENHO 
41 UGR + CLASSIFICACAO DA DESPESA 
42 UG+FONTE(4)+CATEGORIA DE GASTO 
43 ORGAO + FONTE (4) + CATEGORIA DE GASTO (1) 
44 (CNPJ, CPF, UG, PF OU EX) + PC OU RC 
45 VINCULACAO DE PAGAMENTO FONTE+COD.VINCULACAO) 
46 UG + FONTE RECURSOS + VINCULACAO 
47 CENTRO DE CUSTOS 
48 CODIGO DE CONTRIBUICAO DA PREVIDENCIA SOCIAL 
49 CODIGO DE TRIBUTO ESTADUAL/MUNICIPAL 
50 UG/FONTE/CATEGORIA/RECURSOS/VINCULACAO/MES 
51 UGR + CELULA DA DESPESA DETALHADA 
52 FONTE/VINCULACAO PAGAMENTO/TIPO DOCUMENTO/MES 
53 ORGAO SUPERIOR + FONTE + VINCULACAO 
54 ORGAO SUPERIOR 
55 CEL.DESP.C/ ND DETAL.(SEM PI)+IG OU OBRIGACAO 
56 UNIDADE GESTORA 
57 CODIGO DE SALARIO EDUCACAO 
58 UGR + UO + PROGRAMA + ACAO + MES 
59 CODIGO DE RECOLHIMENTO FGTS 
60 CODIGO DE PAGAMENTO 
61 CENTRO DE CUSTO (UGR+CENTRO CUSTO + CLASSIF1) 
62 NUMERO DA OBRIGACAO + DATA 
63 FONTE RECURSOS (10) + CATEGORIA DE GASTO (1) 
64 CODIGO DE RECOLHIMENTO 
65 CODIGO DE DESTINACAO DE RECOLHIMENTO 
66 BANCO + DATA 
67 UG + FONTE RECURSOS + CATEGORIA DE GASTO 
68 CODIGO MUNICíPIO + CODIGO TRIBUTO 
69 NUMERO DE REFERENCIA DA GRU 
70 CELULA DA DESPESA-PROJETO DE LEI ORCAMENTARIA 
71 NUMERO DA RA (REGISTRO DE ARRECADACAO) 
72 CLASSIFICACAO RECEITA REALIZADA (TIPO ARRECAD.) 
73 CELULA DA DESPESA (FONTE+ESF+PTRES+GD+MES+ANO) 
74 CELULA DA DESPESA (ESF+PTRES+FONTE+ND+MES+ANO) 
 
 
Obs: Não se deve ter a pretensão de “decorar” todos estes códigos, mas eles constam aqui a 
título ilustrativo. 
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Indicadores Contábeis 
 
 
Os Indicadores são utilizados para definir o uso das contas pelas UG 
(Unidades Gestoras) de acordo com restrições legais, fiscais e normativas. Um 
destes indicadores contábeis é o conta-corrente , que vimos anteriormente. 
São parâmetros para que o Gestor contabilize as contas corretamente, sem 
infringir nenhuma norma. Não se trata de um dos adendos do Plano de Contas, 
mas de uma Tabela Auxiliar. Exemplo de indicadores contábeis que podem ser 
consultados através da transação CONINDCONT (Consulta Indicadores 
Contábeis) no SIAFI: 
 
INDICADOR: 50 - ENCERRAMENTO - Indica a condição de permanência do saldo em uma conta, conforme 
sua natureza 
INDICADOR: 51 - CONTA-CORRENTE - Indica o código correspondente ao desdobramento exigido pela 
conta e que possibilita o tratamento de informações no menor nível de detalhe permitido pelo Sistema. 
INDICADOR: 52 - INVERSÃO DE SALDO - Indica se a conta permitirá a inversão de saldo em virtude da 
necessidade de registros especiais e eventuais, para algum tipo de ajuste e acerto. 
INDICADOR: 53 - SISTEMA CONTABIL – Indica a qual sistema pertence a conta, sistema este que deverá 
se manter equilibrado, devendo, portanto, esta conta se relacionar somente com outras pertencentes ao 
mesmo sistema que o seu. 
INDICADOR: 54 - USO DO SAFEM - Indica se a conta poderá ser utilizada pelos Estados e Municípios no 
âmbito da Administração Financeira dos Estados e Municípios – SAFEM. 
INDICADOR: 55 - LANCAMENTO POR ORGAO – indica a quais órgãos é permitido fazer lançamentos na 
conta. 
INDICADOR: 56 - TIPO DE SALDO – Indica o tipo de saldo da conta, de acordo com a sua natureza, com a 
finalidade de manter a distinção lógica entre saldos credores e devedores, o que servirá de base para o 
método das “partidas dobradas” (débito e crédito) 
INDICADOR: 57 - INTEGRACAO DE BALANCO – Indica se a conta permite integração de balanços de 
unidades da administração indireta e de Estados e Municípios. 
INDICADOR: 58 - LANCAMENTO ATRAVES DE NSSALDO – Indica se a conta, de acordo com a sua 
natureza, permite a transferência, incorporação ou extinção de saldos em virtude da descontinuidade da 
Unidade por fusão, incorporação, cisão ou extinção. 
INDICADOR: 59 - CONTA DE SALDOS TRANSITORIOS – Indica se o saldo da conta é de natureza 
transitória, devendo o mesmo, em caso afirmativo, ser regularizado, ou seja, transferido para a conta com 
saldo de natureza constante em que ficará registrado, no prazo de 30 dias. 
INDICADOR: 60 - RESTRICAO PARA REGISTRO DE CONVENIO – Permite controlar a natureza de 
despesa quando da emissão de empenho e sua utilização para registro de convênios de forma que restrinja 
a sua transferência em mais de um convênio, a exceção daqueles que, por suas características peculiares, 
possam constar emum ou mais convênios. 
INDICADOR: 61 - EMPENHO PARA PAGAMENTO CONTRA ENTREGA – Indicador para especificar a 
natureza de despesa permitida para registro de empenhos para pagamento contra-entrega. 
INDICADOR: 62 - COMPOE RESULTADO PRIMARIO – Indica se as contas de receita e despesa compõem 
o resultado primário (conceito de Finanças Públicas). 
 
 
Sistemas de Contas 
 
Na Contabilidade privada utilizamos dois sistemas de contas: Patrimoniais e 
de Resultado e podemos registrar em uma só partida contas patrimoniais e contas 
de resultado. 
O mesmo não ocorre na Contabilidade Pública que trabalha com quatro 
sistemas distintos: o Financeiro, o Patrimonial, o de Compensação e o 
Orçamentário. Para cada sistema de contas pode ser elaborado um balancete de 
verificação. Dessa forma, um lançamento a débito, por exemplo, do sistema 
patrimonial tem como contrapartida, necessariamente, um crédito no mesmo 
sistema. Não podemos nunca, na Contabilidade Pública, debitar uma conta de um 
sistema e creditar em conta de outro sistema. 
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Sistema Financeiro 
Registra pagamentos e recebimentos de despesas e receitas orçamentárias 
e extra-orçamentárias. É fácil saber se uma conta é do sistema financeiro ou não. 
Todas as contas que tenham como contrapartida a conta “caixa” (sendo 
pagamento ou recebimento) são do sistema financeiro. Assim, fazem parte do 
sistema financeiro as seguintes contas: 
- Banco ou Caixa (bens representados por dinheiro) 
- Direitos a Receber (financeiros) 
- Obrigações a Pagar (financeiros) 
- Receitas Orçamentárias 
- Despesas Orçamentárias 
- Ingressos Extra-Orçamentários 
- Desembolsos Extra-Orçamentários 
- Etc. 
 
Sistema Patrimonial 
Registra bens, direitos e obrigações que não estejam relacionados à 
movimentação financeira. Exemplo: 
- Bens (não financeiros) 
- Direitos (não financeiros) 
- Obrigações (Ex: provisões) 
- Mutações Ativas e Passivas 
- Transferências 
- Etc. 
 
Sistema de Compensação 
Tem como função principal o controle dos atos administrativos. São os 
bens, direitos e obrigações potenciais. Quando se faz um contrato, por exemplo, 
registra-se uma conta do sistema compensado e credita-se em outra conta do 
mesmo sistema. Quando o contrato é executado, faz-se o lançamento inverso. 
Assim, essas contas fazem contrapartida consigo mesma. Não alteram a situação 
líquida patrimonial. Exemplo de contas de compensação: 
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- Contratos 
- Fiança 
- Aval 
- Convênios 
- Etc. 
 
Sistema Orçamentário 
Tem o objetivo de efetuar o controle da execução do orçamento público. 
Têm as mesmas características do sistema compensado por efetuarem controle 
também. Não geram alteração na situação líquida patrimonial. Exemplo: 
- Dotação Inicial 
- Dotação Adicional 
- Emissão de Empenho 
- Receita a Realizar 
- Receita Realizada 
- Etc. 
 
 
3.2. Sistemática do Plano de Contas 
 
Um único fato contábil pode gerar, simultaneamente, lançamentos em 
contas de diversos sistemas, mas a contrapartida de cada uma das contas 
deverá ser, necessariamente, em uma conta do mesmo sistema. 
 
Atualmente, com a implantação do Sistema Integrado de Administração 
Financeira do Governo Federal – SIAFI em 1986 e a posterior criação da 
Tabela de Eventos (adendo A do Plano de Contas) estes lançamentos são 
feitos automaticamente em cada conta, cabendo ao gestor, apenas, a escolha 
do evento. A Tabela de Eventos será tema de um dos tópicos a seguir. 
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4. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 
 
 
4.1. Conceitos e Legislação 
 
Uma das grandes dificuldades para o estudante de Contabilidade é adaptar-
se às peculiaridades inerentes à Contabilidade Governamental durante seu 
aprendizado. O enfoque dado à Contabilidade Pública difere da Contabilidade 
Privada em vários pontos apesar da doutrinária unicidade da Ciência Contábil. 
Para o aluno habituado aos registros contábeis e técnicas de escrituração 
da Contabilidade Privada é muito difícil, na maioria das vezes, entender as 
diferenças conceituais que a Contabilidade Governamental possui. Por este 
motivo, o estudo comparativo torna-se adequado para o entendimento dessas 
diferenças e também dos mecanismos que regem a Contabilidade Pública. 
Uma das grandes diferenças será abordada neste tópico, em que veremos 
como são tratadas as Variações Patrimoniais no âmbito da Contabilidade Pública. 
Primeiramente, é necessário revisarmos o enfoque dado à Contabilidade 
Governamental no Brasil. 
O Decreto-lei 200/1967 enuncia que “o acompanhamento da execução 
orçamentária será feito pelos órgãos de contabilização”. No Brasil, quase tudo na 
área pública tem origem no orçamento. Dada a importância que o orçamento tem, 
a Contabilidade Pública concentra muito de sua atenção no orçamento aprovado e, 
principalmente, no acompanhamento da execução orçamentária. 
Então, é importante salientar que a Contabilidade Pública brasileira possui 
um enfoque predominantemente orçamentário. Disto resulta, entre outras coisas, o 
regime misto (de caixa para as receitas e de competência para as despesas) em 
que, por exemplo, toda e qualquer entrada em caixa - mesmo que seja na forma de 
depósitos que serão devolvidos futuramente, operações de crédito que gerarão 
uma obrigação etc - são consideradas receita. 
Na Contabilidade Privada, a variação de um determinado item patrimonial - 
uma conta de “Bens Imóveis” por exemplo - sofre débitos e créditos devido a fatos 
contábeis que não são identificados por uma conta contábil específica. Já na 
Contabilidade Pública, qualquer variação de um item patrimonial é registrada nas 
contas de Variação Patrimonial para que atenda o enfoque orçamentário dado pela 
legislação, mais especificamente a Lei 4.320/1964. 
O art.100 da Lei 4.320/1964 estabelece que: 
 “as alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os 
resultados da execução orçamentária, bem como as variações independentes 
dessa execução e as superveniências e insubsistências ativas e passivas, 
constituirão elementos da conta patrimonial”. 
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Portanto, na Contabilidade Pública, há a obrigatoriedade de se registrar na 
conta contábil as alterações que ocorrerem com cada item integrante do patrimônio 
e que possam refletir na situação líquida patrimonial. Essa obrigatoriedade é 
reforçada pelo artigo 104 da mesma lei que estabelece: 
 “...a Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as 
alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da 
execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício”. 
Para atender a exigência legal da divulgação da Demonstração das 
Variações Patrimoniais – DVP é necessário evidenciar separadamente as 
variações da situação líquida patrimonial que ocorrem durante o exercício e isso é 
cumprido pela Contabilidade Pública atual. 
 
4.2 Fatos Permutativos e Fatos Modificativos 
Na Contabilidade, temos os chamadosfatos contábeis permutativos, que 
apenas trocam os saldos das contas de bens direitos e obrigações, sem afetar a 
situação líquida patrimonial e temos, também, os fatos contábeis modificativos 
que alteram a situação líquida patrimonial para maior (fato modificativo 
aumentativo) ou para menor (fato modificativo diminutivo). 
Diferentemente da Contabilidade Privada, a Contabilidade Pública 
considera, receita ou despesa, os fatos permutativos do patrimônio, ou seja, a 
receita e a despesa são contabilizadas até mesmo em fatos contábeis 
permutativos. 
Exemplo: 
Contabilização da compra de um bem móvel na Contabilidade Privada: 
D – Bens Móveis 
C – Bancos c/ Movimento 
O lançamento acima não tem nenhum reflexo no patrimônio, pois há 
apenas a permuta de um ativo por outro. Há, ao mesmo tempo, um aumento 
(bens móveis) e uma diminuição (bancos c/ movimento) do ativo sem alterar a 
situação líquida patrimonial. Trata-se de um fato contábil PERMUTATIVO. 
Na Contabilidade Pública, mesmo os fatos permutativos geram receitas ou 
despesas devido ao enfoque orçamentário dado à Contabilidade Pública pela Lei 
4.320/1964. 
A compra de um bem móvel no âmbito da Contabilidade Pública gera uma 
despesa orçamentária a ser contabilizada e registrada. E essa despesa, apesar de 
ser decorrente de um fato permutativo, não irá alterar a situação líquida 
patrimonial? 
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A despesa, de fato, irá gerar uma variação patrimonial passiva e, como o 
fato contábil em questão é permutativo, para que este não altere a situação 
líquida patrimonial, é necessário creditar uma conta de variação patrimonial 
ativa – mais precisamente uma mutação ativa – para que “anule” o efeito da 
despesa orçamentária. 
Contabilizando-se dessa forma tem-se a informação que deverá constar da 
DVP (mutação ativa e despesa orçamentária) e ainda contabiliza-se na forma do 
orçamento, pois todo e qualquer desembolso deve ser considerado despesa. 
O lançamento contábil (desconsiderando, por enquanto, o sistema 
orçamentário), então, seria: 
No sistema patrimonial: 
D – Bens Móveis 
C – Variação Ativa (mutação ativa) – aumenta a situação líquida patrimonial 
No sistema financeiro: 
D – Despesa Orçamentária – diminui a situação líquida patrimonial 
C – Bancos c/ Movimento 
Pode-se verificar que a despesa orçamentária (variação passiva) será 
“anulada” pela mutação ativa (variação ativa), que representa o aumento dos 
bens do ativo, para que a situação líquida patrimonial não fique superavaliada pelo 
fato permutativo. Mais à frente veremos o tratamento destes fatos contábeis com 
mais detalhes pois o nosso objetivo no momento é apenas entender o conceito de 
variação patrimonial na Contabilidade Pública. 
Tanto na Contabilidade Pública quanto na Contabilidade Privada os fatos 
modificativos, ou seja, aqueles que alteram a situação líquida patrimonial para 
maior (fatos modificativos aumentativos) ou para menor (fatos modificativos 
diminutivos) são tratados da mesma forma, como receitas e despesas. 
A única diferença seria o regime de caixa para as receitas, pois, do ponto de 
vista orçamentário, as receitas só são registradas no momento do seu ingresso em 
caixa (arrecadação) sem considerar-se a razoabilidade de sua ocorrência. 
 
4.3 Variações Patrimoniais Ativas e Passivas 
 
As variações patrimoniais podem ser: ativas e passivas. 
As variações ativas ocorrem quando há um incremento no patrimônio 
ocasionado pelo aumento do montante de bens e direitos (ativo) ou pela 
diminuição de obrigações (passivo). 
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As variações passivas, ao contrário, ocorrem quando há uma retração no 
patrimônio ocasionado pela diminuição do montante de bens e direitos (ativo) ou 
pelo aumento de obrigações (passivo). 
 ATIVO(bens e 
direitos) 
PASSIVO 
(obrigações) 
AUMENTO Variação Ativa Variação Passiva 
DIMINUIÇÃO Variação Passiva Variação Ativa 
 
O modelo da DVP, constante do anexo 15 da Lei 4.320/1964, apresenta na 
coluna da esquerda as variações ativas, isto é, as causas do aumento patrimonial e 
na coluna da direita as variações passivas, as origens da redução patrimonial. 
As variações ativas e passivas podem ser orçamentárias ou extra-
orçamentárias. 
Como pode-se concluir facilmente, as variações ativas e passivas 
orçamentárias decorrem da execução do orçamento, enquanto que as variações 
ativas e passivas extra-orçamentárias são independentes da execução 
orçamentária. 
 
Em resumo: 
As VARIAÇÕES PATRIMONIAIS podem ser: 
VARIAÇÕES ATIVAS ORÇAMENTÁRIAS – aumentam a situação líquida patrimonial e 
decorrem da execução orçamentária; 
VARIAÇÕES ATIVAS EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS – aumentam a situação líquida 
patrimonial e são independentes da execução orçamentária; 
VARIAÇÕES PASSIVAS ORÇAMENTÁRIAS – diminuem a situação líquida 
patrimonial e decorrem da execução orçamentária; 
VARIAÇÕES PASSIVAS EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS – diminuem a situação líquida 
patrimonial e são independentes da execução orçamentária. 
É IMPORTANTE RESSALTAR QUE TODAS AS CONTAS DE VARIAÇÕES SÃO 
CONSIDERADAS CONTAS DE RESULTADO!! 
Agora que já foi visto o conceito de variações ativas e passivas, 
orçamentárias e extra-orçamentárias, pode-se conhecer as suas espécies de forma 
um pouco mais aprofundada. 
 
 
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4.4 Variações Ativas Orçamentárias 
As variações ativas orçamentárias podem ser: Receita (aumento do ativo 
decorrente de um fato modificativo) ou Mutação Ativa (aumento do ativo ou 
redução do passivo decorrente de um fato permutativo). 
A receita correspondente a uma variação ativa é classificada como efetiva, 
ou seja, aumenta o ativo através de um ingresso no patrimônio de recursos 
financeiros ou de direitos a receber sem a correspondência de um aumento no 
passivo ou diminuição do próprio ativo, dessa forma, alterando positivamente a 
situação líquida patrimonial (fato modificativo aumentativo). 
A mutação ativa, diferentemente da receita, decorre de um fato 
permutativo e também altera a situação líquida patrimonial apesar de ter a 
função de apenas “compensar” o montante incorrido na despesa orçamentária 
não-efetiva. Na Contabilidade privada não há esta figura, pois os fatos 
permutativos (trocas “internas” de saldos patrimoniais) não transitam por contas de 
resultado, como já foi visto. 
A mutação ativa é decorrente da execução de uma despesa orçamentária 
não-efetiva que provocará o aumento de bens e direitos ou a diminuição de 
obrigações. 
A MUTAÇÃO ATIVA É SEMPRE DECORRENTE DA EXECUÇÃO DE 
UMA DESPESA ORÇAMENTÁRIA NÃO-EFETIVA!! 
Para entender melhor o conceito de mutação ativa, pode-se analisar o 
seguinte fato contábil e seus respectivos lançamentos: 
Concessão de empréstimos no valor de R$ 150,00. 
Na Contabilidade privada o lançamento seria o seguinte: 
D – Operações de Crédito (conta patrimonial do ativo) 
C – Bancos c/ Movimento......................................................................R$ 
XX,00 
 
Na Contabilidade Pública, tendo em vista que, no conceito orçamentário, 
a concessão de empréstimos é tratada como uma Despesa 
Orçamentária, teríamos: 
No sistema patrimonial 
D – Operações de Crédito (conta patrimonial doativo) 
C – Variação Ativa – Mutação Ativa .............................R$ XX,00 
 
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No sistema financeiro 
D – Despesa Orçamentária - Operações de Crédito (conta de resultado) 
C - Bancos c/ Movimento (conta patrimonial do ativo)..R$ XX,00 
 
O elenco de contas de Variação Patrimonial Ativa Orçamentária é o 
seguinte (com base no Plano de Contas da Administração Pública Federal): 
600000000 RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCICIO 
610000000 RESULTADO ORCAMENTARIO 
611000000 RECEITA ORCAMENTARIA 
611100000 RECEITA CORRENTE 
611200000 RECEITA DE CAPITAL 
612000000 INTERFERENCIAS ATIVAS 
612100000 TRANSFERENCIAS FINANCEIRAS RECEBIDAS 
612200000 CORRESPONDENCIA DE DEBITO 
613000000 MUTACOES ATIVAS 
613100000 INCORPORACAO DE ATIVOS 
613300000 DESINCORPORACAO DE PASSIVOS 
Pode-se observar que o grupo Resultado orçamentário (Variações Ativas 
Orçamentárias) possui 3 subgrupos: 
- Receita Orçamentária – são aquelas que estão previstas na Lei 
Orçamentária Anual. Podem ser correntes ou de capital 
- Interferências Ativas (orçamentárias)– são valores recebidos por conta da 
movimentação financeira decorrente da execução orçamentária. Ex.: 
Cotas, repasses e sub-repasses recebidos. 
- Mutações Ativas – representam aquisições de bens e direitos 
(incorporação de ativos) ou baixa de obrigações (desincorporação de 
passivos) 
 
 
 
 
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4.5 Variações Ativas Extra-Orçamentárias 
As variações ativas extra-orçamentárias podem ser: Superveniência do 
Ativo ou Superveniência Ativa (aumento do ativo) representados pelas receitas 
extra-orçamentárias, pelas interferências ativas ou pelos acréscimos patrimoniais 
ou, ainda, a Insubsistência do Passivo ou Insubsistência Ativa (diminuição do 
passivo) independentes da execução orçamentária. 
São exemplos de Variações Patrimoniais Ativas Extra-Orçamentárias: 
- Recebimento de bens a título de doação 
D- Bens (Ativo Permanente) 
C- Acréscimos Patrimoniais (Variação Patrimonial Ativa Independente da 
Execução Orçamentária) 
Pode-se verificar que, no caso acima, houve um aumento no Ativo sem a 
correspondência de um acréscimo no Passivo ou diminuição do próprio Ativo, 
alterando positivamente a situação líquida patrimonial. 
- Inscrição da Dívida Ativa 
D – Dívida Ativa (Ativo Realizável a Longo Prazo) 
C – Acréscimos Patrimoniais (Variação Patrimonial Ativa Independente da 
Execução Orçamentária) 
 
O elenco de contas de Variação Patrimonial Ativa Extra-orçamentária é 
o seguinte (com base no Plano de Contas da Administração Pública Federal): 
620000000 RESULTADO EXTRA-ORCAMENTARIO 
621000000 RECEITA EXTRA-ORCAMENTARIA 
621100000 RECEITAS DE INSTITUICOES FINANCEIRAS 
621200000 RECEITAS DE ENTIDADES COMERCIAIS 
621300000 RECEITAS DE ENTIDADES INDUSTRIAIS 
621900000 RECEITAS DE OUTRAS ENTIDADES 
622000000 INTERFERENCIAS ATIVAS 
622100000 TRANSFERENCIAS DE BENS E VALORES RECEBIDOS 
622200000 TRANSFERENCIAS FINANCEIRAS RECEBIDAS 
622300000 MOVIMENTO DE FUNDOS A DEBITO 
622900000 OUTRAS INTERFERENCIAS ATIVAS 
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623000000 ACRESCIMOS PATRIMONIAIS 
623100000 INCORPORACAO DE ATIVOS 
623200000 AJUSTES DE BENS, VALORES E CREDITOS 
623300000 DESINCORPORACAO DE PASSIVOS 
623400000 AJUSTES DE OBRIGACOES 
623500000 VALORIZACOES DIVERSAS 
623600000 AJUSTES MONETARIOS DO BALANCO 
623700000 RESULTADO DA EQUIVALENCIA PATRIMONIAL 
623800000 AJUSTES DE EXERCICIOS ANTERIORES 
623900000 ACRESCIMOS PATRIMONIAIS DIVERSOS 
 
Pode-se observar que o grupo Resultado orçamentário (Variações Ativas 
Orçamentárias) possui 3 subgrupos: 
- Receita Extra-orçamentária – São receitas que não estão previstas 
na Lei Orçamentária Anual das entidades que não fazem parte do Orçamento 
Fiscal e da Seguridade Social da União. Exemplo: Receitas de Instituições 
Financeiras (BB, CEF etc), de Entidades Comerciais (ECT), de Entidades 
Industriais. 
- Interferências Ativas (extra-orçamentárias) - são valores recebidos 
por conta da movimentação financeira e patrimonial extra-orçamentária. É 
necessário ressaltar que, enquanto as interferências ativas orçamentárias 
contemplam somente a movimentação financeira, a extra-orçamentária contempla 
tanto as movimentações financeiras quanto às patrimoniais. Ex.: transferências de 
bens entre unidades do mesmo órgão; 
- Acréscimos Patrimoniais – São incorporações de bens e direitos 
no patrimônio ou desincorporação de obrigações. Exemplo: Apreensão de 
mercadorias, recebimento de doações de bens. 
 
4.6 Variações Passivas Orçamentárias 
As variações passivas orçamentárias podem ser: Despesa (diminuição do 
ativo ou aumento do passivo decorrente de um fato modificativo) ou Mutação 
Passiva (aumento do passivo ou redução do ativo decorrente de um fato 
permutativo). 
A despesa correspondente a uma variação passiva é classificada como 
efetiva, ou seja, representa uma redução do ativo em decorrência de um 
desembolso financeiro, à vista, pela execução da despesa, ou aumento do passivo 
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em decorrência do surgimento de obrigações, à prazo, pela execução da despesa. 
Isto deve-se à adoção do regime de competência para as despesas, 
diferentemente do que ocorre com as receitas que somente são contabilizadas 
quando do efetivo embolso financeiro. A despesa altera negativamente a 
situação líquida patrimonial. 
A mutação passiva, diferentemente da despesa, decorre de um fato 
permutativo e também altera a situação líquida patrimonial apesar de ter a 
função de apenas “compensar” o montante auferido na receita orçamentária não-
efetiva. Na Contabilidade privada não há esta figura, pois os fatos permutativos 
(trocas “internas” de saldos patrimoniais) não transitam por contas de resultado, 
como já foi visto. 
A mutação passiva é decorrente da execução de uma receita orçamentária 
não-efetiva que provocará o aumento de bens e direitos ou a diminuição de 
obrigações. 
A MUTAÇÃO PASSIVA É SEMPRE DECORRENTE DA EXECUÇÃO DE 
UMA RECEITA ORÇAMENTÁRIA NÃO-EFETIVA!! 
Para entendermos melhor o conceito de mutação passiva, vamos analisar o 
seguinte fato contábil e seus respectivos lançamentos: 
Recebimento da Dívida Ativa (direito a receber). 
Na Contabilidade privada o lançamento seria o seguinte: 
D – Bancos c/ movimento 
C – Dívida Ativa (conta patrimonial do ativo) 
Obs: O exemplo de recebimento de Dívida Ativa na Contabilidade privada é apenas para 
ilustrar como seria se houvesse a figura da Dívida Ativa, mas, de qualquer forma, trata-se de uma 
conta de direito a receber. 
Na Contabilidade Pública teríamos: 
No sistema financeiro 
D – Bancos c/ movimento (conta patrimonial do ativo) 
C – Receita Corrente (conta de resultado) 
No sistema patrimonial 
D – Variação Passiva - Mutação Passiva 
C - Dívida Ativa (conta patrimonial do ativo) 
 
 
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O elenco de contas de Variação Patrimonial Passiva Orçamentária é o 
seguinte (com base no Plano de Contas da Administração Pública Federal): 
600000000 RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCICIO 
610000000 RESULTADO ORCAMENTARIO 
611000000 RECEITA ORCAMENTARIA 
611100000 RECEITA CORRENTE 
611200000 RECEITA DE CAPITAL 
612000000 INTERFERENCIAS ATIVAS 
612100000 TRANSFERENCIAS FINANCEIRAS RECEBIDAS 
612200000 CORRESPONDENCIA DE DEBITO 
613000000 MUTACOES ATIVAS 
613100000 INCORPORACAO DE ATIVOS 
613300000 DESINCORPORACAO DE PASSIVOS 
 
Pode-se observar que o grupo Resultado orçamentário (Variações Passivas 
Orçamentárias) possui 3 subgrupos: 
- Despesa Orçamentária – são aquelas que estão previstas na Lei 
Orçamentária Anual. Podem ser correntes ou de capital. 
- Interferências Passivas (orçamentárias)– são valores concedidos 
por conta da movimentação financeira decorrente da execução orçamentária. 
Ex.: Cotas, repasses e sub-repasses concedidos. 
- Mutações Passivas – representam as alienações de bens e direitos 
(desincorporação de ativos) ou contração de obrigações (incorporação de 
passivos) 
 
4.7 Variações Passivas Extra-orçamentárias 
 
As variações passivas extra-orçamentárias podem ser: Superveniência do 
Passivo ou Superveniência Passiva (aumento do passivo) representada pelas 
despesas extra-orçamentárias, pelas interferências passivas ou pelos decréscimos 
patrimoniais ou, ainda, Insubsistência do Ativo ou Insubsistência Passiva 
(diminuição do ativo) independentes da execução orçamentária. 
 
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O elenco de contas de variações passivas é o seguinte: 
 
500000000 RESULTADO DIMINUTIVO DO EXERCICIO 
520000000 RESULTADO EXTRA-ORCAMENTARIO 
521000000 DESPESAS EXTRA-ORCAMENTARIA 
521100000 DESPESAS DE INSTITUICOES FINANCEIRAS 
521200000 DESPESAS DE ENTIDADES COMERCIAIS 
521300000 DESPESAS E CUSTOS DE ENTIDADES INDUSTRIAIS 
521400000 DESPESAS DE ENTIDADES AUTARQUICAS 
521900000 DESPESAS DE OUTRAS ENTIDADES 
522000000 INTERFERENCIAS PASSIVAS 
522100000 TRANSFERENCIAS DE BENS E VALORES CONCEDIDOS 
522200000 TRANSFERENCIAS FINANCEIRAS CONCEDIDAS 
522300000 MOVIMENTO DE FUNDOS A CREDITO 
522900000 OUTRAS INTERFERENCIAS PASSIVAS 
523000000 DECRESCIMOS PATRIMONIAIS 
523100000 DESINCORPORACOES DE ATIVOS 
523200000 AJUSTES DE BENS, VALORES E CREDITOS 
523300000 INCORPORACAO DE PASSIVOS 
523400000 AJUSTES DE OBRIGACOES 
523600000 AJUSTES MONETARIOS DO BALANCO 
523700000 RESULTADO DA EQUIVALENCIA PATRIMONIAL 
523800000 AJUSTES DE EXERCICIOS ANTERIORES 
523900000 DECRESCIMOS PATRIMONIAIS DIVERSOS 
 
Pode-se observar que o grupo Resultado orçamentário (Variações Passivas 
Extra-orçamentárias) possui 3 subgrupos: 
- Despesa Extra-orçamentária – São despesas que não estão 
previstas na Lei Orçamentária Anual, pertencentes a entidades que não fazem 
parte do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União. Exemplo: Despesas 
de Instituições Financeiras (BB, CEF etc), de Entidades Comerciais (ECT), de 
Entidades Industriais. 
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- Interferências Passivas (extra-orçamentárias)– São valores 
concedidos por conta da movimentação financeira e patrimonial extra-
orçamentária. É necessário ressaltar que, enquanto as interferências passivas 
orçamentárias contemplam somente a movimentação financeira, a extra-
orçamentária contempla tanto as movimentações financeiras quanto às 
patrimoniais. Ex.: transferências de bens entre unidades do mesmo órgão; 
- Decréscimos Patrimoniais – São desincorporações de bens e 
direitos no patrimônio ou incorporação de obrigações. Exemplo: Doação de bens a 
entidades privadas. 
 
4.8 Conflitos Doutrinários 
 
No estudo da Contabilidade Pública e também nas provas de concursos 
públicos, são muito comuns algumas “pegadinhas” a respeito de palavras como 
“superveniência ativa” e “superveniência do ativo”, por exemplo. 
Para solucionar esta questão, pode-se conceituar cada uma dessas 
variações patrimoniais sob a luz da Contabilidade Pública e por pareceres recentes 
do Conselho Federal de Contabilidade e da Secretaria do Tesouro Nacional1: 
Superveniência Ativa (aumento do ativo) – variação patrimonial que ocasiona o 
aumento da situação líquida patrimonial; 
Superveniência do Ativo (aumento do ativo) – variação patrimonial que ocasiona o 
aumento da situação líquida patrimonial; 
Insubsistência Ativa (diminuição do passivo) – variação patrimonial que ocasiona o 
aumento da situação líquida patrimonial; 
Insubsistência do Ativo (diminuição do ativo) – variação patrimonial que ocasiona a 
diminuição da situação líquida patrimonial; 
Superveniência Passiva (aumento do passivo) – variação patrimonial que ocasiona a 
diminuição da situação líquida patrimonial; 
Superveniência do Passivo (aumento do passivo) – variação patrimonial que ocasiona a 
diminuição da situação líquida patrimonial; 
Insubsistência Passiva (diminuição do ativo) – variação patrimonial que ocasiona a 
diminuição da situação líquida patrimonial; 
Insubsistência do Passivo (diminuição do passivo) – variação patrimonial que ocasiona 
o aumento da situação líquida patrimonial; 
 
 
1 O Conselho Federal de Contabilidade, em 2004 encaminhou consulta sobre o assunto à Coordenação 
Geral de Contabilidade da STN (CCONT/STN) e esta emitiu a Nota Técnica STN/CCONT nº 314/2004 a 
qual foi aceita integralmente pelo Conselho. 
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4.9 Resumo 
É muito comum defrontar-se com dificuldades acerca dos conceitos de 
variações patrimoniais abordados neste tópico. Por isso, segue um resumo do que 
foi exposto: 
Fatos Permutativos – fatos contábeis que não alteram a situação líquida patrimonial 
(considerando-se todos os lançamentos em todos os sistemas de contas). 
Fatos Modificativos – fatos contábeis que alteram a situação líquida patrimonial para 
maior (fatos modificativos aumentativos) ou para menor (fatos modificativos diminutivos) 
Variação Patrimonial – variação na situação líquida patrimonial para maior ou menor 
que pode ser decorrente de um fato permutativo ou modificativo. Podem ser: 
Variação Ativa Orçamentária– Receita Orçamentária (fato modificativo ou 
permutativo); Interferência Ativa (fato modificativo); Mutação Ativa (fato 
permutativo). 
Variação Ativa Extra-orçamentária – Receita Extra-orçamentária (fato modificativo 
ou permutativo); Interferência Ativa (fato modificativo); Acréscimos Patrimoniais 
(fato modificativo). 
Variação Passiva Orçamentária – Despesa Orçamentária (fato modificativo ou 
permutativo); Interferência Passiva (fato modificativo); Mutação Passiva (fato 
permutativo). 
Variação Passiva Extra-orçamentária - Despesa Extra-orçamentária (fato 
modificativo ou permutativo); Interferência Passiva (fato modificativo); Decréscimos 
Patrimoniais (fato modificativo). 
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5. SISTEMA INTEGRADODE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO 
GOVERNO FEDERAL - SIAFI 
 
 
5.1. Histórico 
 
A Contabilidade Governamental brasileira possuía uma série de 
problemas até 1986. Do ponto de vista da transparência na execução 
financeira, orçamentária e patrimonial existia um grande “vácuo” entre as 
informações geradas pela Contabilidade e as tomadas de decisões pelos 
gestores públicos, fazendo com que a legalidade, legitimidade e economicidade 
- princípios constitucionais pertinentes às finanças públicas - ficassem 
prejudicados. A fiscalização pelo Controle Interno dos Poderes e pelos 
Tribunais de Contas (Controle Externo) eram dificultadas pela 
descentralização das informações, o que permitia diversas fraudes e 
incorreções que prejudicavam a gestão da Coisa Pública e causava enormes 
prejuízos ao erário. 
 
Do ponto de vista contábil podemos citar, entre outros, a falta de 
tempestividade dos registros, a falta de referência à documentação 
comprobatória dos lançamentos causando inconsistências e a precariedade da 
escrituração contábil feita manualmente. 
 
Com o advento do SIAFI em 1987 (implementado pelo Decreto 
92.452/1986) criou-se um marco não só no Brasil, mas em diversos outros 
países do mundo, já que muitos desses países “importaram” a idéia e 
implementaram sistemas parecidos. A Contabilidade passou a garantir a sua 
função primordial, que é a de dar subsídios aos tomadores de decisão e 
assegurar a transparência da gestão administrativa através das “partidas 
dobradas” e de seus demonstrativos. 
 
A Contabilidade, segundo a melhor doutrina, deve estar embasada no 
trinômio “FENÔMENO – DOCUMENTO – CONTA”, em que o fenômeno (fato 
contábil) deve ser representado por um documento que o contabilize por meio 
das contas contábeis de um Plano de Contas pré-definido pelo sistema das 
“partidas dobradas”, no qual um ou mais débitos devem corresponder a um ou 
mais créditos de igual valor. 
 
 
5.2. Evolução, Campo de Aplicação e Peculiaridades do Sistema 
 
O SIAFI vem ampliando o seu campo de aplicação não só no que diz 
respeito aos registros que abrange, mas também quanto à aplicação em todas 
as esferas administrativas e órgãos federais. Na implantação do SIAFI, o 
sistema era aplicável somente aos Órgãos do Poder Executivo e, 
gradualmente, expandiu-se aos demais Poderes devido ao bom feedback que 
apresentou em seus primeiros anos de funcionamento. 
 
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Hoje, o SIAFI é utilizado por todos os órgãos da Administração Direta de 
todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e grande parte da 
Administração Indireta, excluindo-se, apenas, as empresas públicas e 
sociedades de economia mista (incluídas nestas categorias as instituições 
financeiras oficiais – BB, CEF etc) que não compõem o Orçamento Geral da 
União – OGU. 
 
As entidades que ainda não utilizam o SIAFI têm seus saldos 
integrados periodicamente para consolidação das informações do Governo 
Federal, sendo que as sociedades de economia mista só fazem registros no 
que tange à parte acionária do Governo nestas empresas. 
 
Uma grande evolução na Contabilidade Governamental brasileira foi a 
adoção da Conta Única do Tesouro Nacional em setembro de 1988, cuja 
principal função é “centralizar todas as disponibilidades financeiras das 
Unidades em uma só conta”. E, como conseqüência da implantação da Conta 
Única, surgiram algumas facilidades como o DARF Eletrônico e a GPS 
Eletrônica, por exemplo, que passaram a permitir o recolhimento de tributos por 
processamento eletrônico de dados, sem o trânsito pela rede bancária. 
 
Posteriormente, foi implantado o Manual SIAFI, que traz importantes 
informações e guia os usuários na utilização da complexa estrutura do SIAFI. 
Este Manual pode ser consultado pelo próprio sistema através da transação 
CONMANMF. 
 
Segundo o Manual, os objetivos do SIAFI são: 
 
1 - Prover os Órgãos da Administração Pública de mecanismos adequados 
ao controle diário da execução orçamentária, financeira e contábil; 
 
2 - Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a 
utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos 
recursos de caixa do Governo Federal; 
 
3 - Permitir que a Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja fonte 
segura e tempestiva de informações gerenciais para todos os níveis da 
Administração Pública; 
 
4 - Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal; 
 
5 - Proporcionar a transparência dos gastos públicos. 
 
 
5.3. Funcionamento 
 
O SIAFI é um sistema que centraliza a execução orçamentária, 
financeira e patrimonial de todos os órgãos abrangidos por seu campo de 
aplicação no Brasil e no exterior através de tele-processamento de dados. 
Essa centralização permite uma maior padronização no tratamento dos fatos 
contábeis considerados na Contabilidade Governamental. 
 
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O SIAFI abrange desde o registro do da previsão orçamentária inicial da 
receita e da fixação orçamentária da despesa em todas as Unidades Gestoras 
(UG’s) até a emissão das demonstrações contábeis mensais e anuais, além 
dos procedimentos específicos de encerramento e abertura de exercício. 
 
Para entender melhor o funcionamento do SIAFI, é necessário recordar 
as fases da atividade financeira do Governo, que são: 
 
- Planejamento - O Planejamento consiste na fase em que o Estado faz um 
levantamento das necessidades sociais e estabelece o que deve ser feito para a 
consecução do bem estar comum. Este processo, na realidade brasileira, resulta no 
Plano Plurianual – PPA que define as prioridades do governo por um período de quatro 
anos. 
 
- Orçamento - O ciclo orçamentário é o processo de caráter contínuo, através do qual 
se elabora, aprova, executa, controla e avalia a programação de dispêndios do setor 
público nos aspectos físico e financeiro. 
 
 
- Execução Financeira e Patrimonial – É representada pelos efetivos dispêndios e 
ingressos financeiros e pelas aquisições ou alienações de bens permanentes e demais 
variações patrimoniais relativas a bens, direitos e obrigações. 
 
 
A fase do Planejamento ocorre no Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão, assim como a elaboração do Orçamento, que é feita 
por um outro sistema centralizado chamado Sistema Integrado de Dados 
Orçamentários - SIDOR. A fase de aprovação compete ao Congresso 
Nacional. 
 
Através do SIDOR, a Secretaria de Orçamento Federal - SOF elabora o 
orçamento detalhado por suas unidades orçamentárias (UO) e seus 
respectivos programas de trabalho (PT) o qual são consignadas dotações 
orçamentárias que serão executadas durante o exercício financeiro. 
 
Após a aprovação pelo Legislativo, o detalhamento por Unidades 
Orçamentárias e os respectivos Programas de Trabalho consignados a cada 
uma delas são consolidados através de uma “fita” que alimentará o SIAFI com 
os dados do orçamento aprovado. À partir deste momento, deixa de se 
considerar as Unidades Orçamentárias (UO) como unidades individualizadas 
para se considerar as Unidades Gestoras (UG) pertencentes a cada órgão 
responsável pela fase da execução do orçamento aprovado, abrangida pelo 
SIAFI. A competência para gerir a atividade financeira do Governo passa a ser 
também do Ministério da Fazenda, mais especificamente da Secretaria do 
Tesouro Nacional, que possui a prerrogativade ser o Órgão Central de 
Contabilidade e de Programação Financeira. 
 
Com os recursos orçamentários em seu poder, as Unidades Gestoras 
efetuam as fases da despesa pública como o empenho, a liquidação e o 
pagamento, pois até então só havia a previsão da despesa. 
 
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Portanto, pode-se concluir que o SIAFI acompanha desde a fase da 
execução do orçamento aprovado até a execução financeira e patrimonial, 
não abrangendo as outras fases da atividade financeira do Governo que é o 
Planejamento e a elaboração e aprovação do Orçamento. O SIAFI, através 
de seus Demonstrativos, possibilita, ainda, o controle e a avaliação do 
orçamento (feedback) pelos Órgãos responsáveis. 
 
As UG de posse do orçamento a elas consignado passam então a firmar 
contratos para aquisição de bens e serviços, no sentido de cumprir suas 
metas; emite os empenhos, a partir da contratação desses bens e serviços, 
formalizando os compromissos financeiros assumidos com fornecedores e 
prestadores de serviço. 
 
Uma vez efetuada a entrega do bem adquirido, ou efetivada a prestação 
dos serviços contratados, e de acordo com sua programação financeira, a 
UG, de posse dos documentos comprobatórios, procede à liquidação da 
despesa, em regra, através de um subsistema do SIAFI denominado CPR 
(Contas a Pagar e a Receber), que será visto mais adiante, e, após o 
pagamento, encerra-se a execução financeira com o pagamento. A execução 
patrimonial ocorre concomitantemente à execução financeira, com a alienação, 
doação, incorporação ou aquisição de bens móveis e imóveis, assim como o 
trânsito dos itens patrimoniais também contemplados pela Contabilidade Geral. 
 
Por fim , o SIAFI emite os demonstrativos contábeis exigidos pela 
legislação (principalmente os exigidos pela Lei 4.320/64) e finaliza, desta 
forma, a atividade financeira do Governo que, através destes demonstrativos 
gerados, faz uma avaliação de todo o trâmite para que se inicie um novo 
exercício financeiro com as adequações e acertos necessários visando um 
melhor gerenciamento do Patrimônio Público. 
 
Agora que já foi visto o aspecto macro-estrutural do SIAFI nos 
parágrafos anteriores, é necessário expor as suas minúcias. 
 
O SIAFI possui duas modalidades de uso: 
 
 
- TOTAL - todos os Órgãos da Administração Direta e grande parte dos 
Órgãos da Administração Indireta utilizam o SIAFI nessa modalidade, 
que compreende (fonte: Manual Siafi): 
 
- O processamento de todos os atos e fatos de determinada Unidade 
pelo SIAFI, incluindo-se eventos de receitas próprias; 
 
- A inclusão de todas as disponibilidades financeiras da Unidade no 
conceito de Conta Única; 
 
- O processamento da contabilidade da Unidade pelo SIAFI; 
 
- A utilização plena dos procedimentos orçamentários e financeiros 
da Unidade no tratamento-padrão do SIAFI, incluindo o uso do Plano 
de Contas da Administração Federal. 
 
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- PARCIAL - parte dos Órgãos da Administração Indireta utilizam o 
SIAFI apenas para controle financeiro dos recursos destinados às 
Unidades pelo Orçamento Geral da União - OGU, assim caracterizada 
(fonte: Manual Siafi): 
 
- É limitada aos recursos previstos no Orçamento Geral da União; 
 
- Não permite tratar recursos próprios da entidade; 
 
- As informações sobre os eventos realizados são tratadas em 
arquivos orçamentários e contábeis destinados exclusivamente ao 
registro desses eventos; 
 
- Não substitui a contabilidade da Unidade, sendo necessário, 
portanto, o envio de balancetes e balanços para integração pelas 
Unidades Setoriais do Sistema; 
 
 
 
 
As formas de acesso ao Sistema são conceituadas da seguinte 
maneira: 
 
- ON-LINE - permite o acesso direto ao Sistema, de mais de 5.000 
Unidades Gestoras, via tele-processamento para a execução das 
operações diárias, tanto de entrada quanto à consulta de dados. 
 
- OFF-LINE - é o acesso indireto ao Sistema, por UG’s que não 
possuem ligação com o SIAFI, e que têm seus registros efetuados por 
outras UG on-line às quais são subordinadas, chamadas UG Pólo de 
Digitação. As UG Pólo de Digitação são unidades ON-LINE 
responsáveis pelo processamento e fornecimento das informações 
enviadas pelas UG OFF LINE de sua jurisdição, devendo portanto, 
disponibilizar todos procedimentos no que se refere à execução 
orçamentária, contábil e financeira. 
 
 
 
O SIAFI é estruturado da seguinte forma: 
 
 
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O controle da segurança do sistema no que diz respeito ao acesso às 
suas funções cabe à Coordenação Geral de Sistemas – COSIS/STN. O 
acesso para registro de documentos ou para consultas no SIAFI somente 
será autorizado apos o prévio cadastramento e habilitação dos usuários. 
Para viabilizar este cadastramento, cada Órgão da Administração Direta do 
Governo Federal deve indicar, formalmente, à Secretaria do Tesouro Nacional 
um servidor e seu substituto, para serem os responsáveis pelo processo 
de cadastramento dos usuários do Sistema no âmbito do respectivo Órgão - 
denominados Cadastradores de Órgão, de acordo com os procedimentos 
estabelecidos em Instrução Normativa. 
 
O SIAFI tem sua segurança baseada nos seguintes princípios e 
instrumentos: 
 
� Sistema de Segurança, Navegação e Habilitação do SIAFI – SENHA que permite 
a autorização de acesso aos dados do SIAFI, estabelecendo diferentes níveis desse 
acesso às suas informações; 
 
� Fidedignidade dos dados inseridos no sistema, por parte de seus usuários; 
 
� Conformidade Diária, a ser realizada pelos titulares das UG, ou por operadores por 
eles indicados; consiste na conferência diária, feita pela própria UG, verificando a 
correspondência entre a documentação comprobatória das operações e os 
respectivos lançamentos contábeis, registrados no SIAFI, devendo ser feita no dia 
útil seguinte ao da emissão. 
 
� Conformidade de Operadores, a ser realizada pelos titulares das UG, ou por 
operadores por eles indicados; a Conformidade de Operadores, que integra o processo 
de gerenciamento de acesso e segurança do sistema tem por objetivo 
automatizar a rotina periódica de confirmação ou desativação de usuários pela 
própria UG, através de seu Operador Representante ou Substituto. 
 
� Conformidade Documental, a ser realizada pelos titulares das UG, ou por 
operadores por eles indicados; a Conformidade de Suporte Documental consiste na 
responsabilidade do servidor, designado pela UG, quanto a certificação da existência 
de documento hábil que comprove a operação e retrate a transação efetuada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA SIAFI 
 
 SUBSISTEMAS DO SIAFI
 
MÓDULOS DOS SUBSISTEMAS
 
TRANSAÇÕES
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� Conformidade Contábil a ser realizada pelas UG Setoriais de Contabilidade, 
visando validar os valores registradosno SIAFI; consiste na responsabilidade pelos 
registros contábeis efetuados e demonstrações deles decorrentes. A conferência 
efetuada poderá ter como resultado uma das situações a seguir: 
 
� SEM RESTRIÇÃO - será registrada nas seguintes situações: 
ƒ as Demonstrações Contábeis não apresentarem 
inconsistências ou desequilíbrios; 
ƒ as Demonstrações Contábeis espelharem as atividades fins do 
Órgão; 
ƒ os dados da UG não apresentarem inconsistências na 
transação CONCONTIR (Consulta Contas a Regularizar); 
ƒ a UG tenha registrado a Conformidade de Suporte Documental 
de todos os dias em que ocorreram registros contábeis. 
 
� COM RESTRIÇÃO - será registrada nas seguintes situações: 
ƒ falta do registro, pela UG, da Conformidade de Suporte 
Documental (caso a documentação não seja arquivada na 
Setorial Contábil); 
ƒ quando houver inconsistências ou desequilíbrios nas 
Demonstrações Contábeis; 
ƒ quando as Demonstrações Contábeis não espelharem as 
atividades fins do Órgão; 
ƒ quando a UG possuir inconsistências apresentadas na 
transação CONCONTIR (Consulta Contas a Regularizar). 
 
� Procedimento que permite identificar os operadores que efetuaram qualquer acesso 
à sua base de dados, mantendo registrados o número do CPF do operador, a hora e 
a data de acesso, a UG a que pertence, o número do terminal utilizado e as 
informações consultadas; 
 
� Mecanismo de segurança, sob a responsabilidade do SERPRO, destinado a manter 
a integridade dos dados do Sistema; e 
 
� Inalterabilidade das informações de todos os documentos incluídos no SIAFI, 
após sua contabilização. (IMPORTANTE!). 
 
 
Por fim, é necessário expor alguns conceitos básicos do SIAFI (obtidos 
do glossário do Manual SIAFI): 
 
Órgão – Denominação dada aos Ministérios, Ministério Público, Entidades 
Supervisionadas, Tribunais do Poder Judiciário, Casas do Poder Legislativo e as 
Secretarias da Presidência da República. 
 
Órgão Superior - Unidade da Administração Direta que tenha entidades por ele 
supervisionadas. 
 
Órgão Subordinado - Entidade supervisionada por um Órgão da Administração 
Direta. 
 
Subórgão - Representa um subconjunto de UG pertencentes a um mesmo Órgão. 
 
Setorial de Contabilidade de Órgão - Unidade responsável pelo registro da 
Conformidade Contábil de um Órgão, tendo por base a avaliação das 
conformidades de todas as UG pertencentes a tal Órgão, cujo responsável é o 
mesmo da Setorial de Contabilidade de UG. 
 
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Setorial de Contabilidade de UG - Unidade responsável pela execução contábil no 
Sistema e registro da Conformidade Contábil de um determinado número de UG’s, cujo 
responsável é um Contabilista devidamente registrado no Conselho Regional de 
Contabilidade - CRC, em dia com suas obrigações profissionais, lotado em unidade 
contábil e credenciado no SIAFI. 
 
Unidade Gestora (UG) – Unidade Orçamentária ou Administrativa que realiza atos 
de gestão orçamentária, financeira e/ou patrimonial, cujo titular, em conseqüência, 
está sujeito a tomada de contas anual na conformidade dos disposto nos artigos 81 
e 82 do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967. 
 
Executora (UGE) - Unidade que realiza atos de gestão orçamentária, financeira 
e/ou patrimonial, cujo titular, em consequência, está sujeito a tomada ou prestação de 
contas anual. 
 
Responsável (UGR) - Unidade que responde pela realização da parcela do 
programa de trabalho contida em um crédito orçamentário. 
 
UG “On-Line” - é aquela que tem acesso direto às informações do SIAFI, seja para 
consultas ou para entrada de dados, por seus próprios operadores. 
 
UG “Off-Line” - Unidade que não possui condições técnicas de acesso ao SIAFI. 
Para dispor de informações esta UG se utiliza de sua Unidade Pólo de Digitação. 
 
UG Pólo de digitação - Unidade responsável pela entrada de dados e pelo 
fornecimento das saídas necessárias às UG "off-line" de sua jurisdição. 
 
Gestão - Parcela do patrimônio de uma UG correspondente à entidade 
administrada pela mesma Unidade que, tendo ou não personalidade jurídica 
própria, deva ter demonstrações, acompanhamento e controles distintos, 
caracterizada por Gestão Tesouro, Gestão Fundo e Gestão 10.000. 
Plano de Contas – Estruturação ordenada e sistematizada das contas utilizadas por 
uma entidade. O Plano contém as diretrizes técnicas gerais e especiais que orientam 
os registros dos atos e fatos praticados na entidade. 
 
Fonte de Recursos - Indica a origem de recursos orçamentários transferidos para um 
determinado Órgão/Entidade, destinados à manutenção das suas atividades 
permanente programadas. 
 
Gestor Financeiro - Toda e qualquer autoridade que possua competência 
decorrente de lei ou de atos regimentais, podendo ser delegada, para autorizar 
pagamento. (§ 1º do art.43 do Decreto 93.872, de 23 de dezembro de 1986). Em 
Obediência ao citado dispositivo legal e ao princípio de Controle Interno da 
Segregação de Funções, o cargo de Gestor Financeiro não poderá ser exercido pela 
mesma pessoa que ocupa o cargo de Ordenador de Despesa. 
 
Mês 000 - Mês de abertura do exercício, corresponde ao movimento de 
transposição dos saldos do exercício anterior, para início da operacionalização do 
exercício atual. 
 
Mês 012 - Mês atual, corresponde os registros efetuados entre 1º de janeiro a 31 de 
dezembro de cada ano. 
 
Mês 013 - Mês de encerramento virtual das contas de resultado.É a fase em que 
ocorre a apresentação do resultado do exercício. 
 
Mês 014 – Mês em que os saldos da contas contábeis refletem o resultado do 
processo de encerramento das mesmas. É a fase onde ocorre as apropriações das 
reservas de compensação de prejuízos, dos órgãos regidos pela Lei nº 6.404/76. 
 
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Plano Interno (PI) – Instrumento de planejamento e de acompanhamento da ação 
programada, usado como forma de detalhamento de um projeto/atividade, de uso 
exclusivo de cada Ministério ou Órgão, podendo desdobrar-se ou não em etapas. 
 
Unidade Orçamentária (UO) - Unidade da Administração Direta a que o Orçamento 
da União consigna dotações específicas para a realização de seus programas de 
trabalho e sobre os quais exerce o poder de disposição. 
 
Programa de Trabalho (PT) - Estrutura codificada (funcional programática) que 
permite a elaboração e a execução orçamentária, bem como o controle e 
acompanhamento dos planos definidos pela Unidade para um determinado 
período. 
 
Programa de Trabalho Resumido (PTRES) – corresponde à codificação resumida do 
Programa de Trabalho, de forma a facilitar e agilizar sua utilização, sobretudo 
quanto às consultas do SIAFI. Essa codificação é atribuída automaticamente pelo 
Sistema para cada Programa de Trabalho. 
 
Transação – Unidade de operação do SIAFI que corresponde à determinadas 
atividades de entrada ou de consulta aos dados do sistema. 
 
Documento – Representação do fato contábil no sistema com as informações 
referentes ao lançamento contábil. Os documentos do SIAFI possuem sempre o 
mesmo formato que evidencia o ano, o tipo de documento e o número do mesmo (ex.: 
2005NE000252 – Nota de Empenho; ou 2005OB000623 – Ordem Bancária) 
 
Ordenador de Despesa - Toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem 
emissãode empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio de 
recursos da União ou pela qual esta responda (art. 80, § 1º, Decreto-lei nº 200, de 25 
de fevereiro de 1967), em obediência ao art.43 Decreto , 93 873, de 23 de dezembro 
de 1986, e ao princípio de Controle Interno da Segregação de Funções, o cargo de 
Gestor Financeiro não poderá ser exercido pela mesma pessoa que ocupa o cargo 
de Ordenador de Despesa. 
 
Evento – Código estruturado que identifica o fluxo contábil completo de atos ou fatos 
administrativos e que substitui, de forma automática, o tradicional procedimento de 
registro contábil mediante a indicação das contas devedoras e credoras que 
constituem um determinado lançamento. 
 
Acordos, Ajustes e Convênios – Instrumentos legais para realização, em regime de 
mútua cooperação, de serviços de interesse recíproco dos Órgãos e Entidades da 
Administração Federal e de outras Entidades Públicas ou organizações 
particulares (art. 48, do Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986). Vide 
Instrução Normativa STN nº 001/1997. 
 
Contrato - acordo entre duas ou mais pessoas (físicas ou jurídicas) que 
transferem entre si algum direito ou se sujeitam a alguma obrigação. 
 
Encerramento do Exercício - Representa o conjunto de procedimentos aplicáveis ao 
encerramento dos saldos das contas de resultado e das contas da programação 
orçamentária e financeira, para apuração do resultado do exercício, com sua 
transferência para as contas correspondentes de Provisões Fiscais, Estatutárias, 
Patrimônio e Reservas, com vistas à elaboração do Balanço Patrimonial. 
 
Conta – Título representativo da formação, composição, variação e situação de um 
patrimônio, bem como de bens, direitos, obrigações e situações nele não 
compreendidas, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, exigindo 
por isso controle contábil específico. 
 
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Contas de Escrituração - Contas de menor nível na estrutura do Plano de 
Contas, na qual são efetuados os registros contábeis. 
 
Conta Única - Conta mantida junto ao BACEN operacionalizada pelo BB, destinada a 
acolher, em conformidade com o disposto no art. 164 da Constituição Federal, as 
disponibilidades financeiras da União, à disposição das UG "on-line". 
 
Conta-corrente contábil – Representa o menor nível de desdobramento da 
estrutura de uma conta contábil, permitindo o controle individualizado de saldos 
para os quais seja necessário maior detalhamento, principalmente para identificar 
fornecedores, empenhos, transferências e célula orçamentária. 
 
Conformidade – É um dos instrumentos de segurança do SIAFI, que permite às UG 
garantir a fidedignidade das operações por elas realizadas (Diária, Contábil, 
Documental e de Operadores). 
 
Entidade Supervisionada – Unidade da administração descentralizada federal que 
recebe recursos do OGU, sujeitando-se, dessa forma ao controle e 
acompanhamento decorrente da execução orçamentária, do Governo Federal. Não 
inclui a entidade que receba recurso exclusivamente a título de aumento de capital 
ou de prestação de serviço. 
 
Esfera - Compreende o nível de elaboração e execução orçamentária da União 
representando os três tipos de orçamento federal: o Fiscal, o da Seguridade Social e 
o de Investimentos das Empresas Estatais. 
 
Programação Financeira – consiste na elaboração das propostas de cronogramas de 
desembolso, estabelecimento do fluxo de caixa e fixação de limites de saques 
periódicos contra a Conta do Tesouro Nacional. 
 
Cronograma de Desembolso - instrumento que fixa datas e valores a serem 
liberados por uma entidade a favor de outra. Quando se tratar de operações de 
crédito, significa o cronograma de liberações de recursos do emprestador para o 
 tomador. Quando se tratar de programação financeira do Tesouro Nacional, 
significa o cronograma de liberações da COFIN para os OSPF e destes para as UG. 
Limite de Saque - Disponibilidade financeira da UG, para a realização de 
pagamentos num determinado período. 
 
Vinculação de Pagamento - Processo pelo qual a STN fixa, limita e controla 
pagamentos dentro de cada Fonte de Recursos do Tesouro Nacional, no formato 
01XXXXXXXX, combinada com a codificação de cada tipo de pagamento de forma a 
vincular a liberação com o respectivo pagamento. 
 
 
5.4. Principais Documentos 
 
Os principais documentos utilizados pelo SIAFI são: 
 
OB (Ordem Bancária): é utilizada nas transferências financeiras entre 
órgãos, unidades gestoras, pagamento a fornecedores pessoal, recebimentos 
diversos etc. Pode ser utilizada para devolução de valores a terceiros. 
 
O sistema possui diversos tipos de OB: 
 
OB de Crédito (OBC) – utilizada para pagamentos por meio de crédito em conta-
corrente do favorecido na rede bancária e transferências entre contas de UG (Intra-
SIAFI); 
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OB de Pagamento (OBP) - utilizada para disponibilização imediata dos recursos à 
pessoa física, junto a qualquer agência do Banco do Brasil, ou quando for 
necessária a efetivação de pagamento à pessoa jurídica desde que comprovado a 
inexistência de domicílio bancário, cadastrado no SIAFI. 
Ordem Bancária para Banco (OBB) - utilizada para pagamentos a diversos 
credores ou folha de pessoal; para pagamento de documentos em que o agente 
financeiro deva dar quitação e contratação de câmbio com outros bancos. 
Ordem Bancária de Sistema (OBS) - utilizada para cancelamento de OB pelo 
agente financeiro com devolução dos recursos correspondentes, bem como pela 
STN para regularização das remessas não efetivadas; 
Ordem Bancária de Aplicação (OBA) - utilizada pelos Órgãos autorizados para 
aplicações financeiras de recursos disponíveis na Conta Única. 
Ordem Bancária de Câmbio (OBK) - utilizada para pagamento de operações de 
contratação de câmbio, no mesmo dia de sua emissão e pagamentos de diárias 
em moeda estrangeira, tendo como destinatário o Banco do Brasil. 
Ordem Bancária para Pagamentos da STN (OBSTN) - utilizada pelas UG da 
Secretaria do Tesouro Nacional, e por outras por ela autorizada para pagamentos 
específicos de responsabilidade do Tesouro Nacional, no mesmo dia de sua 
emissão, tendo como destinatário o Banco do Brasil. 
Ordem Bancária de Depósito Judicial (OBJ) - utilizada por qualquer UG, destina-se 
a pagamentos oriundos de decisões judiciais, não transitadas em julgado, que 
exijam efetivação imediata, ou seja, no mesmo dia de emissão da respectiva OB, 
os quais deverão ser comprovados com documentação junto à agência de 
relacionamento da UG. Todo e qualquer pagamento que não obedeça a estas 
condições deverá ser efetivado observando-se as demais regras de emissão de 
ordem bancária disponíveis no SIAFI. 
Ordem Bancária de Crédito de Reservas Bancárias (OBR) - utilizada pelas UG, 
autorizadas pela COFIN/STN, será indicada a possibilidade ou não de uso, na 
transação ATUUG, para realizar pagamentos por meio de crédito às contas 
Reservas Bancárias dos bancos, bem como outras mantidas no Banco Central do 
Brasil sendo obrigatória a indicação do Código de Finalidade STN, constante da 
transação CONFINSPB. 
Ordem Bancária de Cartão (OBCartão) - utilizada para registro de saque, efetuado 
pelo portador do Cartão Corporativo do Governo Federal, em moeda, observado o 
limite estipulado pelo Ordenadorde Despesas. Os procedimentos estão descritos 
no assunto CARTÃO DE CRÉDITO. 
Ordem Bancária de Processo Judicial (OBH) - utilizada para pagamento parcial ou 
integral de sentenças judiciais transitadas em julgado 
Ordem Bancária de Folha de Pagamento (OBF) - utlizada para pagamento de 
despesas relacionadas com pessoal apropriadas por meio de folha de pagamento; 
Ordem Bancária SPB (OBSPB) - utilizada para pagamento de despesas 
diretamente na conta corrente do beneficiário, em finalidade específica 
autorizada pela STN, por meio do Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB. 
Ordem Bancária de Fatura (OBD) – utilizada para pagamento de título de 
cobrança/boletos bancários, pela UG, com uso de código de barras. Como 
exemplo, têm-se os boletos emitidos para pagamento de fatura de 
concessionárias de água, energia e telefone ou para quitação de tributos 
estaduais (IPVA) e municipais (ISS), junto aos respectivos governos. 
 
NE (Nota de Empenho): é utilizada para a emissão de empenhos, 
reforço de empenhos emitidos a menor, anulação de empenhos emitidos a 
maior, cancelamento de Restos a Pagar não Processados de exercícios 
anteriores. Restos a Pagar processados são cancelados através de NL. 
 
NC (Nota de Movimentação de Crédito): é empregada na 
movimentação dos créditos orçamentários e/ou adicionais para dentro do 
mesmo órgão ou para outro órgão. Atenção: Movimenta os créditos, mas não 
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recursos financeiros que são movimentados através de PF (nota de 
programação financeira). 
 
NL (Nota de Lançamento – “de gestor”): é usada para os mais diversos 
fins tais como registro da previsão de receita, apropriação de despesas, 
basicamente é utilizada em todos os fatos que não envolvam movimentação 
financeira. 
 
LC (Lista de Credores): é utilizada para relacionar entidades ou 
pessoas que possuem créditos contra a Administração Pública. Os créditos 
não são contabilizados. Por exemplo, ao se pagar o salário dos funcionários 
faz-se uma LC para pagamento dos funcionários. Não há contabilização do 
passivo anterior a LC. 
 
Pré-Empenho: O pré-empenho é utilizado quando o órgão ou unidade 
gestora (UG) sabendo, por exemplo, que vai assinar um contrato ou firmar 
convênio, antes mesmo que estes fatos tenham ocorrido, separam parte da 
dotação para que não seja utilizada em outra despesa. Não está previsto na 
lei 4.320/64. O empenho, ao final do exercício, liquidado ou não, é inscrito em 
restos a pagar; o pré-empenho, não. Caso a despesa vinculada ao pré-
empenho não seja realizada, perde-se a dotação daquele exercício. 
 
ND (Nota de Dotação): Utilizada no registro do orçamento da 
despesa e dotação estabelecida em créditos adicionais. 
 
DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) 
convencional (não eletrônico), que transita pela rede bancária, é emitido pelo 
contribuinte pessoa física e pessoa jurídica, exceto os Órgãos e Entidades 
integrantes da Conta Única do Tesouro Nacional. 
 
DARF Eletrônico que não transita pela rede bancária, é destinado 
ao recolhimento de receitas federais que tenham como contribuintes os 
Órgãos e Entidades integrantes da Conta Única do Tesouro Nacional. 
 
GPS (Guia da Previdência Social) - Permitir a agilização do pagamento 
das contribuições destinadas ao Fundo de Previdência e Assistência Social 
- FPAS, no âmbito das UG que utilizam o SIAFI, e do recolhimento do valor 
pago, através de transferências INTRA-SIAFI de recursos entre a UG 
recolhedora e o INSS. 
 
GRU (Guia de Recolhimento da União), é o documento utilizado pelas 
unidades do Governo Federal para a arrecadação de suas receitas, exceto 
para aquelas arrecadadas por DARF e GPS, via rede bancária ou 
diretamente no SIAFI (Intra-SIAFI) quando o recolhedor for Unidade Gestora 
(UG). É utilizada primordialmente para as receitas arrecadadas via rede 
bancária pelo contribuinte externo. Foi criada em 2004, representando um 
grande avanço no sistema, sob o ponto de vista da tempestividade do registro 
contábil, já que classifica a receita arrecadada de forma automática. 
 
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NS (Nota de Lançamento de Sistema): Registra eventos contábeis 
de forma automática. Gerado pelo próprio sistema sem a interferência do 
gestor na escolha dos eventos que vão realizar os registros contábeis (vide 
conceito de evento no próximo tópico). 
 
 
5.5. A Tabela de Eventos e Seus Fundamentos Lógicos 
 
 A tabela de eventos é um artifício utilizado pelo SIAFI para 
contabilização dos atos e fatos contábeis de forma pré-definida pelo Órgão 
Central de Contabilidade do Governo Federal – CCONT/STN, padronizando, 
desta forma, as rotinas contábeis adotadas pelos Órgãos e Unidades 
Gestoras usuários do SIAFI. A adoção da tabela de eventos, que é parte 
integrante do Plano de Contas (ADENDO “A”), eliminou, em regra, os 
lançamentos contábeis individualmente considerados, sendo estes 
entendidos como lançamentos em que o gestor seleciona as contas que serão 
debitadas ou creditadas em um lançamento contábil. Restam raríssimas 
exceções (geralmente ligadas a acertos de inconsistências contábeis) em que 
há lançamentos com seleção das contas feitos privativamente pela 
Coordenação Geral de Contabilidade (CCONT/STN). 
 
O Gestor, ao fazer um lançamento contábil em um determinado 
documento do sistema (NL, por exemplo), ao invés de escolher, 
individualmente, as contas a serem debitadas ou creditadas em todos os 4 
sistemas de contas (orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação), 
ele deve escolher um ou mais códigos de eventos que representem um 
determinado fato contábil, originado de atos ou fatos administrativos, que irá 
fazer toda a contabilização referente a cada um dos sistemas envolvidos, de 
forma padronizada para todas as Unidades Gestoras. O Gestor, ao escolher 
os eventos, deverá estar atento ao “método das partidas dobradas”. 
 
 
O código do evento é formado por 6 dígitos assim distribuídos: 
 
 
 
XX . Y . ZZZ 
 
 
� Os 2 primeiros (XX) representam a Classe do Evento. 
 
� O seguinte (Y), representa o Tipo de Utilização. 
 
� Os 3 últimos (ZZZ), representam o Código Seqüencial. 
 
 
 
 
 
 
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Classes de Eventos 
 
Os 2 primeiros dígitos (XX) correspondentes à Classe podem assumir a 
seguinte numeração, dependendo do ato ou fato contábil que se queira 
contabilizar, conforme se demonstra a seguir: 
 
10.Y.ZZZ – Previsão Inicial e Adicional da Receita Orçamentária 
20.Y.ZZZ – Dotação Inicial e Crédito Adicional da Despesa Orçamentária 
30.Y.ZZZ – Movimentação de Crédito Orçamentário (Provisão e Destaque) 
40.Y.ZZZ – Empenho da Despesa (pré-empenho, emissão, reforço etc) 
51.Y.ZZZ – Apropriação da Despesa2 (liquidação da despesa orçamentária) 
52.Y.ZZZ – Retenção de Obrigações (Ex.: IRRF a pagar, fornecedores, pessoal a pagar 
etc) 
53.Y.ZZZ – Liquidação de Obrigações (que foram retidas pelos eventos da classe 52) 
54.Y.ZZZ – Registros Diversos (registra todos os lançamentos que não se enquadrem nas 
outras classes - como acertos diversos, por exemplo - e, primordialmente, os lançamentos referentes a fatos 
contábeis originadosde atos administrativos como convênios, contratos etc) 
 
55.Y.ZZZ – Apropriação de Direitos a Receber (valores a receber) 
56.Y.ZZZ – Liquidação de Direitos (que foram apropriados pelos eventos da classe 55) 
58.Y.ZZZ – Registros Diversos3 (idem ao evento da classe 54) 
61.Y.ZZZ – Liquidação de Restos a Pagar Não Processados (restos a pagar “não 
processados” inscritos, ou seja, aqueles cuja despesa não submeteu-se ao 2º estágio - liquidação - no 
exercício anterior). 
 
70.Y.ZZZ – Desembolsos e Transferências Financeiras (Ex.: interferências 
passivas, aplicações financeiras, devolução de depósitos de terceiros etc) 
 
80.Y.ZZZ – Receita e Embolsos (Ex.: arrecadação de receitas orçamentárias, interferências 
ativas, resgate de aplicações financeiras etc) 
 
Pode-se observar que, há uma razoável seqüência lógica nas classes de 
eventos, representando as fases da execução orçamentária, financeira e 
patrimonial. 
 
O entendimento da lógica que existe no uso das classes de eventos é de 
fundamental importância para que se entenda o funcionamento dos 
lançamentos contábeis no SIAFI. 
 
Primeiramente, é necessário que os conceitos e particularidades da 
Relação de Contas (Plano de Contas) e dos sistemas contábeis 
(orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação) aplicáveis às contas, 
bem como o conhecimento do método das “partidas dobradas” já estejam 
assimilados satisfatoriamente. Caso não estejam, consulte os tópicos 
referentes a estes assuntos antes de seguir em frente. 
 
 
2 Apesar da questionável denominação de “apropriação”, os eventos desta classe objetivam registrar os lançamentos 
do 2º estágio da despesa orçamentária, a liquidação.(N.A) 
 
3 Esta classe foi introduzida em 2005, pois todos os códigos seqüenciais da classe “54” já haviam sido utilizados.(N.A) 
 
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Cada uma das Classes de Eventos possuem a função de fazer transitar 
os saldos entre as contas do Plano de Contas, debitando-as ou creditando-as 
segundo o método das “partidas dobradas”. 
 
Algumas Classes permitem que os eventos sejam utilizados 
isoladamente em um documento do SIAFI (NL, NS, OB, NC etc), pois já 
respeitam por completo o preceito de que “um ou mais débitos devem 
corresponder a um ou mais créditos de igual valor” (método das partidas 
dobradas). São os chamados eventos fechados, podendo ser chamados 
também de balanceados ou equilibrados. Eles asseguram, por si só, a 
correspondência entre débitos e créditos oriundos de um determinado fato 
contábil. 
 
No entanto, os eventos de algumas Classes, devido a sua natureza, 
necessitam que seja informado, no mesmo documento do SIAFI, um outro 
evento, geralmente4, de outra Classe, para que seja respeitado o “método 
das partidas dobradas”. São os chamados eventos abertos, podendo ser 
chamados também de desbalanceados ou desequilibrados. Os registros 
efetuados por estes eventos não possuem a quantidade de contas debitadas 
igual ao de contas creditadas em um ou mais sistemas, deixando uma “lacuna" 
representada por uma ou mais contas, a qual deverá ser preenchida por outro 
evento informado no mesmo documento que alocará as respectivas 
contrapartidas contábeis. 
 
Quanto a esse aspecto, torna-se necessário um maior detalhamento de 
cada uma das Classes de eventos. 
 
10.Y.ZZZ – São eventos fechados ou balanceados, geralmente 
utilizados automaticamente quando do processamento da “Fita SOF” (cujo 
conceito encontra-se no início deste tópico) que “alimenta” o SIAFI com os 
dados do Orçamento aprovado. Pode ser utilizado pelo Gestor também por NL. 
Registram a previsão da receita orçamentária segundo dados fornecidos pela 
SOF/MPOG, assim como as previsões adicionais e cancelamentos das 
previsões, normalmente nas contas do sistema orçamentário a nível de 
Unidade Orçamentária (UO); 
 
20.Y.ZZZ – São eventos fechados ou balanceados, geralmente 
utilizados automaticamente (pelo documento NDSOF – Nota de Dotação da 
Secretaria de Orçamento Federal - SOF) quando do processamento da “Fita 
SOF” que “alimenta” o SIAFI com os dados do Orçamento aprovado. Pode ser 
utilizado pelo Gestor também por uma ND “normal”. Registram a dotação inicial 
da despesa orçamentária segundo dados fornecidos pela SOF/MPOG, assim 
como os créditos adicionais (suplementar, especial ou extraordinário) e suas 
anulações, normalmente nas contas do sistema orçamentário. 
 
 
4 O termo “geralmente” foi empregado para ressaltar que os eventos “abertos” de uma mesma Classe, 
somente são informados no mesmo documento caso o outro seja de estorno (que possuem o formato 
XX.5.ZZZ, XX.6.ZZZ etc), geralmente, para alguma reclassificação de contas ou acerto contábil por NL . 
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30.Y.ZZZ - São eventos fechados ou balanceados utilizados no 
documento NC. Registram a provisão (descentralização interna de créditos 
orçamentários iniciais ou adicionais) ou destaque (descentralização externa) e 
suas respectivas anulações. Os eventos desta Classe irão afetar os saldos das 
contas da Unidade emitente e da favorecida do documento. 
Obs: Esta é uma das particularidades dos eventos que ainda não havia sido abordada 
até então, que é a de poder, em alguns casos, gerar contabilizações em outra Unidade. 
 
40.Y.ZZZ - São eventos fechados ou balanceados utilizados no 
documento NE ou pelo documento Pré-Empenho (PE). Registram a emissão, 
reforço e anulação de empenhos ou pré-empenhos, assim como o 
cancelamento de Restos a Pagar. Os eventos desta Classe estão relacionados 
ao comprometimento do Orçamento aprovado. Assim como todos os eventos 
das Classes seguintes, os dessa Classe já são utilizados a nível de Unidade 
Gestora (UG). Representam o estágio do Empenho da Despesa (1º estágio). 
 
Os eventos das Classes que começam pelo nº 5 (5X.Y.ZZZ), com 
exceção dos eventos das Classes 54 e 58, são abertos ou 
desbalanceados, exigindo que seja informado um outro evento no documento 
em que é utilizado (NL, NS ou OB) para observar o método das “partidas 
dobradas”. 
 
51.Y.ZZZ e 52.Y.ZZZ – São eventos abertos ou desbalanceados de 
natureza devedora e credora, respectivamente, sendo que ambos são 
utilizados pelos documentos NL ou NS. São utilizados em conjunto para que 
ocorra a retenção das obrigações (esta última ocasionada pelo evento da 
Classe 52, que irá gerar saldo em contas do Passivo, tais como fornecedores, 
pessoal a pagar etc) para posterior pagamento, respeitando, dessa forma, a 
ordem e a diferenciação dos estágios da Despesa Pública5. Os eventos dessas 
duas Classes no mesmo documento, representam o estágio da Liquidação da 
Despesa (2º estágio) referente a empenhos do exercício corrente (caso o 
empenho seja do exercício anterior – Restos a Pagar não processados – 
utiliza-se um evento da Classe 61). Atualmente, no SIAFI, esses eventos são 
utilizados em regra, com raríssimas exceções, pelas “situações” do 
Subsistema de Contas a Pagar e a Receber - CPR que será abordado no 
próximo tópico desta obra. 
 
53.Y.ZZZ - São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
devedora utilizados pelo documento OB. Os eventos dessa Classe quitam as 
obrigações retidas pelos eventos da Classe 52, apesar de não serem 
utilizados conjuntamente com os da Classe 52. Representam o estágio do 
Pagamento (3º e último estágio da Despesa). A contrapartida dos eventos 
destaClasse são, geralmente, automáticos (“eventos de máquina” em que não 
há interferência do usuário na sua escolha) e Classe deste evento de 
contrapartida dependerá do recurso que será utilizado no pagamento. 
Atualmente, no SIAFI, esses eventos são utilizados em regra, com algumas 
raríssimas exceções, pelas “situações” do Subsistema de Contas a Pagar e 
a Receber - CPR que será abordado no próximo tópico desta obra. Através do 
 
5 À partir de 2004, em regra, não há como realizar o pagamento de uma Despesa empenhada diretamente em uma Ordem Bancária 
(OB) sem que haja a sua retenção, caracterizando, dessa forma, o estágio da Liquidação (2º estágio). 
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CPR, já no momento da liquidação, ao escolher a “situação”, o usuário, além 
de selecionar os eventos de liquidação e de apropriação (se for o caso), 
seleciona também, o evento que será acionado quando do pagamento de uma 
determinada Despesa. 
 
54.Y.ZZZ e 58.Y.ZZZ - São eventos fechados ou balanceados 
utilizados nos documentos NL ou NS. São destinados a registrar os fatos 
contábeis oriundos de atos administrativos (ex.: convênios, contratos, etc), 
contabilizações relativas ao sistema patrimonial em geral (principalmente, no 
que tange aos bens do Ativo Permanente) e quaisquer outros registros de fatos 
contábeis não contemplados nas outras Classes, inclusive os relativos a 
acertos contábeis diversos. Também são utilizados no CPR. 
 
55.Y.ZZZ - São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
devedora utilizados pelos documentos NL ou NS. Apropriam os valores a 
receber representativos de direitos da Unidade para com outras Unidades ou 
terceiros. São utilizados no CPR. 
 
56.Y.ZZZ – São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
credora utilizados pelo documento NL, NS ou OB. Liquidam (baixam) os 
direitos a receber apropriados pelos eventos da Classe 55. Também são 
utilizados no CPR. 
 
58.Y.ZZZ – ver 54.Y.ZZZ. 
 
61.Y.ZZZ - São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
devedora utilizados pelo documento NL ou NS. São responsáveis pelo registro 
contábil do estágio da Liquidação (2º estágio da Despesa) de Restos a Pagar 
Não Processados. São utilizados em conjunto com os eventos da Classe 52 
para que ocorra a retenção das obrigações (esta última ocasionada pelo 
evento da Classe 52, que irá gerar saldo em contas do Passivo, tais como 
fornecedores, pessoal a pagar etc) para posterior pagamento, respeitando, 
dessa forma, a ordem e a diferenciação dos estágios da Despesa Pública6. Os 
eventos dessas duas Classes no mesmo documento, representam o estágio da 
Liquidação da Despesa (2º estágio) referente a empenhos do exercício 
anterior não liquidados (caso o empenho seja do exercício corrente, utiliza-se 
um evento da Classe 51). Atualmente, no SIAFI, esses eventos são utilizados 
em regra, com raríssimas exceções, pelas “situações” do Subsistema de 
Contas a Pagar e a Receber - CPR que será abordado no próximo tópico 
desta obra, o qual irá identificar automaticamente que o empenho é de 
exercício anterior não liquidado e acionará um evento da Classe 61. 
 
70.Y.ZZZ - São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
devedora utilizados pelos documentos OB, NL ou NS. Registram, 
primordialmente, as interferências passivas (cota, repasse, sub-repasse 
concedidos) na UG emitente do documento e as interferências ativas na UG 
favorecida do documento. Além disso, os eventos dessa Classe são utilizados 
 
6 À partir de 2004, em regra, não há como realizar o pagamento de uma Despesa empenhada no exercício anterior (ou corrente) 
diretamente em uma Ordem Bancária (OB) sem que haja a sua retenção, caracterizando, dessa forma, o estágio da Liquidação (2º 
estágio). 
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também para a restituição de depósitos de terceiros e outras devoluções. A 
contrapartida credora será um evento típico de OB, podendo ser de várias 
Classes, dependendo do tipo de recurso utilizado. São utilizados pelo CPR. 
 
80.Y.ZZZ - São eventos abertos ou desbalanceados de natureza 
credora utilizados pelo documento OB, NL ou NS. Registram as Receitas 
arrecadadas e os embolsos financeiros da UG, são utilizados também para 
registro de recebimento de depósitos e resgate de aplicações financeiras. A 
contrapartida devedora deverá ser um evento que registre a entrada do recurso 
financeiro na conta bancária (ou Conta Única) da UG, dependerá da espécie do 
recurso financeiro que ingressará. São utilizados pelo CPR. 
 
No Tópico em que serão dados exemplos de lançamentos contábeis 
deveremos entender melhor o mecanismo das Classes de eventos. 
 
 
Tipos de Utilização dos Eventos 
 
O terceiro dígito (Y) do código de evento XX.Y.ZZZ representa o Tipo de 
Utilização. Segue o detalhamento de cada um deles: 
 
XX.0.ZZZ – Corresponde ao chamado “evento de gestor”, em que o 
usuário pode escolher o evento e utiliza-lo em um documento adequado (NL, 
OB etc). 
 
XX.1.ZZZ – Corresponde ao chamado “evento de máquina” ou “evento 
de acionamento automático”, em que o usuário não interfere na sua escolha e 
acionamento. Ele será acionado em documentos como NE, PF, DARF 
Eletrônico, GPS Eletrônica etc; como contrapartida de outros eventos utilizados 
na OB; na contabilização de convênios; ou ainda, será acionado por uma 
“situação” (e não evento) escolhida pelo Gestor no CPR. 
 
XX.2.ZZZ – Corresponde ao evento complementar do “evento de 
gestor” em que alguns lançamentos precisam de complementação para 
“fechar” a partida dobrada. São acionados automaticamente de acordo com o 
“evento de gestor” escolhido. 
 
XX.3.ZZZ - Corresponde ao evento complementar do “evento de 
máquina” em que alguns lançamentos precisam de complementação para 
“fechar” a partida dobrada. Também são acionados automaticamente. 
 
XX.5.ZZZ – Corresponde a um evento de “estorno” do “evento de 
gestor”. Não é acionado automaticamente, podendo o Gestor seleciona-lo. 
 
XX.6.ZZZ - Corresponde a um evento de “estorno” do “evento de 
máquina”. É acionado automaticamente sem a interferência do Gestor. É 
utilizado no CPR. 
 
XX.7.ZZZ – Corresponde a um evento de “estorno do complementar 
de um evento de gestor”. 
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- - 
 
71
 
XX.8.ZZZ - Corresponde a um evento de “estorno do complementar 
de um evento de máquina”. Também é utilizado no CPR. 
 
 
Código Seqüencial 
 
O Código Seqüencial corresponde aos 3 últimos dígitos do código do 
evento (4º, 5º e 6º dígitos – “ZZZ”). É apenas um “identificador” de um fato 
contábil a ser contabilizado por um documento do SIAFI, que pertence a uma 
Classe específica e possui um Tipo de Utilização pré-definido. Possui 
numeração de 001 a 999. Anteriormente, havia correlação entre algumas 
Classes e alguns códigos seqüenciais que foi quase que totalmente 
abandonada, devido à grande quantidade de fatos contábeis a serem 
contabilizados pelas Unidades Gestoras. 
 
Quadro para Memorização da Sistemática dos Eventos 
 
Torna-se muito difícil “decorar” todos estes códigos, classes, 
documentos, situações etc. e, por isso, torna-se imperiosa a construção de um 
quadro que faça um resumo de toda a lógica da tabelade eventos. O quadro 
sintético encontra-se a seguir: 
 
Classe Natureza Função e Contrapartidas Documento(s) CPR* 
10 Fechado 
previsão da receita orçamentária, as 
previsões adicionais e cancelamentos das 
previsões. 
NL NÃO 
20 Fechado 
dotação inicial da despesa orçamentária, 
créditos adicionais (suplementar, especial 
ou extraordinário) e suas anulações 
NDSOF e ND NÃO 
30 Fechado 
provisão (descentralização interna de 
créditos orçamentários iniciais ou 
adicionais) ou destaque (descentralização 
externa) e suas respectivas anulações 
NC NÃO 
40 Fechado 
emissão, reforço e anulação de empenhos 
ou pré-empenhos, assim como o 
cancelamento de Restos a Pagar 
NE e Pré-Empenho NÃO 
51 Aberto (D) 
52 Aberto (C) 
São utilizados em conjunto para que ocorra 
a retenção das obrigações (esta última 
ocasionada pelo evento da Classe 52, que 
irá gerar saldo em contas do Passivo, tais 
como fornecedores, pessoal a pagar etc) 
para posterior pagamento. 
NL e NS SIM 
53 Aberto (D) 
quitam as obrigações retidas pelos eventos 
da Classe 52, apesar de não serem 
utilizados conjuntamente com os da Classe 
52. Representam o estágio do Pagamento 
(3º e último estágio da Despesa) 
OB SIM 
54 e 58 Fechado 
são destinados a registrar os fatos 
contábeis oriundos de atos administrativos 
(ex.: convênios, contratos, etc), 
contabilizações relativas ao sistema 
patrimonial em geral (principalmente, no 
que tange aos bens do Ativo Permanente) 
e quaisquer outros registros de fatos 
contábeis não contemplados nas outras 
Classes, inclusive os relativos a acertos 
contábeis diversos 
NL e NS SIM 
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55 Aberto (D) 
apropriam os valores a receber 
representativos de direitos da Unidade para 
com outras Unidades ou terceiros 
NL e NS SIM 
56 Aberto (C) 
liquidam (baixam) os direitos a receber 
apropriados pelos eventos da Classe 55 NL, NS e OB SIM 
61 Aberto (D) 
registro contábil do estágio da Liquidação 
(2º estágio da Despesa) de Restos a Pagar 
Não Processados. São utilizados em 
conjunto com os eventos da Classe 52 
para que ocorra a retenção das obrigações 
NL e NS SIM 
70 Aberto (D) 
registram, primordialmente, as 
interferências passivas (cota, repasse, sub-
repasse concedidos). Além disso, os 
eventos dessa Classe são utilizados 
também para a restituição de depósitos de 
terceiros e outras devoluções. 
NL, NS e OB SIM 
80 Aberto (C) 
registram as Receitas arrecadadas e os 
embolsos financeiros da UG, são utilizados 
também para registro de recebimento de 
depósitos e resgate de aplicações 
financeiras 
NL, NS e OB SIM 
Legenda: 
(D) – Evento Aberto de Natureza “Devedora”, ou seja, que gera contabilização normalmente a débito; 
(C) - Evento Aberto de Natureza “Credora”, ou seja, que gera contabilização normalmente a crédito; 
* - indica se a Classe de Eventos é utilizada pelo Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR 
através de “eventos de máquina” (XX.1.ZZZ). 
 
 
5.6. Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR 
 
5.6.1. Introdução 
 
O SIAFI possui alguns subsistemas, entre eles temos o Subsistema de 
Contas a Pagar e a Receber – CPR. A importância do estudo deste subsistema 
é a de que a grande maioria de pagamentos da Administração Pública Federal 
está sendo feita por meio dele. Desde a sua implantação, em 1998, algumas 
Unidades Gestoras utilizaram o subsistema em caráter experimental, até a sua 
obrigatoriedade à grande maioria das Unidades em abril de 2004. 
 
É necessário deixar claro que o CPR não se trata de um sistema 
independente do SIAFI e sim um subsistema deste, ou seja, está contido 
dentro do SIAFI. 
 
O objetivo do CPR é o de otimizar o processo de programação 
financeira, proporcionar informações que permitam ao gestor o melhor 
gerenciamento do fluxo de caixa (pagamentos e recebimentos) da Unidade sob 
a sua administração. 
 
Apesar de ser utilizado primordialmente na execução da despesa 
pública, deve ficar claro que o CPR possui a função de contabilizar a 
receita pública também. Tanto os valores a pagar quanto os valores a 
receber são “tratados” pelo subsistema. 
 
As vantagens do subsistema CPR são as seguintes: 
 
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- permite o cadastramento de todos os documentos referentes a 
determinado pagamento e recebimento. Ex.: O CPR guarda as 
informações desde o número da Nota Fiscal que originou o 
compromisso de pagamento até a Ordem Bancária (OB) emitida 
pelo sistema que quita a obrigação com o credor e os 
documentos de arrecadação de tributos correspondentes 
(DARF, GPS, etc); 
- diminui o volume de papéis nos processos de compra efetuados 
pelos Órgãos; 
- Assegura a tempestividade do registro contábil; 
- Através de seus demonstrativos, assegura uma melhor 
informação para os gestores, evidenciando os valores a receber 
e a pagar, permitindo o controle do fluxo de caixa; 
- Possibilita o rastreamento de todos os documentos envolvidos 
em determinado pagamento ou recebimento; 
- Possibilita a descentralização da execução orçamentária e 
financeira, ao permitir que outra Unidade efetue pagamentos em 
nome de outra. Ex.: Pagamento de servidores cedidos para 
outra unidade. 
 
 
5.6.2. Conceitos Básicos 
 
Para conhecer melhor as funcionalidades do CPR é necessário fixar os 
conceitos básicos inerentes ao subsistema. 
 
Documento de Origem – É um documento (geralmente, em papel) emitido pela própria 
Unidade ou pelo fornecedor que irá gerar um documento digitalizado no sistema. Ex.: Nota 
Fiscal, recibo de pagamento, folha de pagamento de pessoal, contrato, fatura de serviços ou 
outros PAPÉIS que geram obrigações ou direitos para a Unidade Gestora. 
 
Documento Hábil – É a “digitalização” das informações do documento de origem, de forma 
que seja possível tratá-lo pelo CPR/SIAFI. Ex.: As informações (nº, série, CNPJ, etc) e 
valores constantes em uma Nota Fiscal do fornecedor são inseridos no CPR através de um 
documento hábil para que sejam armazenados e contabilizados pelo SIAFI. 
 
Documento de Referência – É um documento hábil, normalmente de previsão, daquele 
desembolso ou compromisso de pagamento que será efetuado. Corresponde, normalmente, à 
Nota de Empenho – NE, que representa, no SIAFI, o 1º estágio da despesa pública que é o 
EMPENHO. É necessário ressaltar que o documento de referência é um documento hábil. 
 
Situação – É a codificação do ato ou fato contábil que será contabilizado quando da inclusão 
do documento hábil. Cada situação, irá acionar “eventos de máquina” (51.1.XXX , 52.1.YYY, 
etc), responsáveis pelo lançamento do 2º estágio da despesa pública, que é o da 
LIQUIDAÇÃO. Além disso, a situação definirá também qual o documento de realização (OB, 
DARF, GPS, etc) e quais “eventos de máquina” serão acionados quando do pagamento através 
destes documentos. A situação também direciona o preenchimento adequado das telas para 
que as informações postadas correspondam aos contas-correntes dos eventos acionados pela 
situação. 
 
UG Emitente – É a Unidade Gestora que inseriu os documentos hábeis no sistema; 
 
UG Pagadora/Recebedora – No CPR, existem casos em que há a descentralização dos 
pagamentos e/ou recebimentos da Unidade Gestora. Nestes casos, há a figura da UG 
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pagadora (quando uma UG delega a outra o pagamento originado por um determinado doc.de 
origem) e da UG recebedora (quando há a delegação do recebimento). 
 
Credor / Devedor – Identifica o credor do pagamento ou o devedor do recebimento da 
Unidade Gestora. O credor ou devedor poder ser identificado pelo CNPJ, código da UG, CPF, 
etc. 
 
Dedução / Encargos – Quando alguns pagamentos exigem retenções de tributos (ex.: IRRF, 
INSS do empregado, etc) ou o pagamentos de encargos (ex.: INSS patronal) existe um código 
de dedução ou encargo a ser inserido do documento hábil de liquidação. É importante 
frisar que nem sempre o código do tributo em questão a ser retido ou pago corresponde ao 
código da dedução ou encargo utilizado pelo sistema. Por exemplo, o Imposto de Renda Retido 
na Fonte (IRRF) pode ter um outro código no sistema, como IRFF (IRRF sobre a folha de 
pagamento). O código da dedução ou encargo irá acionar “eventos de máquina” 
correspondentes à contabilização da respectiva dedução ou encargo e irá gerar, no momento 
da realização, o documento de recolhimento correspondente, podendo ser uma OB, um DARF, 
uma GPS, etc. Qual é a diferença entre dedução e encargos? A dedução compõe o valor total 
do documento hábil e gera um compromisso que irá ser deduzido do principal. Ex.: O INSS do 
empregado é deduzido do valor a ser pago ao credor, no caso, o empregado. O encargo não 
compõe o valor total do documento hábil, sendo pago “por fora”, não sendo deduzido do valor a 
ser pago. Ex.: O INSS Patronal é obrigação do empregador e, portanto, não será deduzido do 
salário do empregado e irá gerar um compromisso adicional ao empregador (UG). 
 
Compromissos – Pode ser de pagamento ou recebimento. Após a inserção do “documento 
hábil” no sistema, o CPR irá gerar um compromisso, que, ao ser realizado, correspondente 
à última etapa da despesa pública, que é o PAGAMENTO. Ao realizar o compromisso, o 
sistema irá gerar automaticamente o documento de realização (OB, DARF, GPS etc) com os 
“eventos de máquina” correspondentes previamente definidos pela situação e/ou pela dedução 
informada. 
 
 
5.6.3. Sistemática do CPR 
 
Como já foi visto em outro tópico, antes da obrigatoriedade do 
Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR, o SIAFI tratava as 3 fases 
da despesa pública (empenho, liquidação e pagamento) através dos seguintes 
documentos: 
 
NE – Nota de Empenho – Estágio do Empenho. 
NL – Nota de Lançamento (de Gestor) – Estágio da Liquidação. O Gestor tinha que 
selecionar os eventos pertinentes ao fato contábil em uma classe específica dentre 
centenas. Às vezes, era muito difícil selecionar o evento adequado. 
Ordem Bancária (OB), DARF, GPS, DAR ETC – Estágio do Pagamento (efetivo 
desembolso financeiro). Era também feito pelo Gestor que selecionava os eventos a 
serem utilizados. Às vezes o pagamento era realizado no mesmo documento em que 
se realizava a liquidação, através de eventos, contrariando a legislação orçamentária 
(Lei 4.320/1964). 
 
 
Com o advento do CPR ocorreram algumas mudanças relativas ao 
tratamento dado pelo SIAFI para as despesas: 
 
- O estágio do empenho continua sendo efetivada pelo 
documento NE (Nota de Empenho) fora do subsistema CPR, 
mas o CPR também contém informações sobre a NE emitida 
fora dele; 
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- Na fase da liquidação ocorreram mudanças significativas, a 
começar pelo documento que efetiva esta fase. Ao invés de uma 
NL – Nota de Lançamento (de gestor) com eventos de gestor 
(51.0.XXX , 52.0.XXX, etc) o sistema irá gerar, através das 
situações do CPR, uma NS – Nota de Lançamento de 
Sistema, documento automaticamente preenchido pelo sistema 
sem a interferência do gestor na escolha dos eventos e que 
utiliza “eventos de máquina” (51.1.XXX, 52.1.XXX etc) nas 
contabilizações. Todas as informações geradas até então 
(documento de origem, documento de referência, etc) e as 
informações futuras relativas ao pagamento - documento de 
realização (OB, DARF etc), eventos de pagamento, recursos 
financeiros a serem utilizados, dados bancários do credor etc - 
são informadas quando da liquidação, através de uma 
SITUAÇÃO selecionada pelo gestor e não um evento isolado; 
 
- A fase do pagamento ficou simplificada já que não é necessário 
utilizar os eventos de gestor para fazer uma OB – Ordem 
Bancária ou um DARF ou GPS. Todas as informações relativas 
ao pagamento (sem ocorrer o pagamento) são inseridas no 
momento da liquidação quando o usuário seleciona uma 
situação. Esta situação, além de definir os eventos de máquina 
de liquidação, já trazem, também, os documentos a serem 
emitidos e os eventos que serão acionados quando do 
pagamento posterior. 
 
 
5.6.4. Estrutura do subsistema CPR 
 
 
A estrutura do sistema SIAFI pode ser representada pela figura a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA : SIAFI 
 
SUBSISTEMA : CPR 
 
MÓDULOS DO CPR: 
- ENTRADADOS 
- CONSULTA 
- FLUXO DE CAIXA. 
 
SISTEMA SIAFI 
SUBSISTEMAS DO SIAFI 
MÓDULOS DOS 
SUBSISTEMAS 
TRANSAÇÕES
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Transações do Módulo Entradados 
 
Através deste módulo que são inseridas todas as informações que serão 
tratadas pelo CPR. 
 
ATUCPR – atualiza documento hábil do CPR. 
 
Esta transação inclui, altera (quando já inserido no sistema) ou cancela (estorna a 
liquidação) um documento hábil no CPR que, como já foi visto, é o responsável, entre 
outras coisas, pela fase da liquidação da despesa. Esta transação possui diversas telas 
em que todas as informações pertinentes não só à liquidação, mas também ao 
empenho e ao pagamento são inseridas no documento hábil, agilizando, dessa forma, 
o processo do pagamento propriamente dito e o do recolhimento dos tributos 
pertinentes se for o caso. Para entender melhor como funciona, vamos simular uma 
situação real ao longo deste tópico. 
 
Ex.: Documento de Origem : Recibo de Pagamento de autônomo 
A Unidade Gestora vai pagar ao autônomo R$ 8.000,00 e os dados do documento de 
origem (o próprio recibo) são os seguintes: 
ƒ Nº do recibo: 733/01 (serviço prestado de consultoria 
administrativa à Unidade Gestora) 
ƒ Dados do profissional (credor): 
x Nome: José da Silva 
x CPF : 003.002.001-00 
ƒ Valor Total do Serviço: R$ 8.000,00 
ƒ Descontos (Tributos a serem retidos): 
x IRRF – R$ 1.741,00 
x ISS – R$ 400,00 
ƒ Valor Líquido a pagar ao credor: R$ 5.859,00 (= 8.000 – 1.741 – 400 ) 
 
 
O momento da liquidação possui diversas telas que deverão ser preenchidas, já com 
os dados do pagamento. A seguir, encontra-se o roteiro da transação ATUCPR: 
 
1º Passo da ATUCPR 
 
Primeiramente, o gestor deverá escolher o documento hábil e a situação pertinentes 
ao fato contábil. Isto pode ser feito através de duas tabelas auxiliares que podem ser 
consultadas através das transações CONDOCHAB (Consulta Tipo de Documento 
Hábil) e CONSITDOC (Consulta Situação do Documento). E, se houver pagamentos 
de encargos de tributos ou retenções, ele deverá escolher o código de encargo ou 
dedução correspondente através da tabela CONDEDUCAO (consulta dedução). 
A seguir, estão alguns exemplos de documentos hábeis e de situações constantes das 
referidas tabelas: 
 
CONDOCHAB (Consulta Tipo de Documento Hábil) 
DOCUMENTO ESTÁGIO NATUREZA 
CR CONTRATO DE RECEITA PREVISAO RECEBIMENTO 
DD DEVOLUCAO DE DESPESAS REALIZACAO RECEBIMENTODR DEVOLUCAO DE RECEITAS REALIZACAO PAGAMENTO 
DT DOC. RECOL.TRIBUTOS,MULTAS,DEP.,ETC REALIZACAO PAGAMENTO 
FC FUNDOS CONST. DE FINANCIAMENTO REALIZACAO PAGAMENTO 
FP FOLHA DE PAGAMENTO REALIZACAO PAGAMENTO 
GD GRU DEVOLUCAO DESPESA REALIZACAO RECEBIMENTO 
NE NOTA DE EMPENHO PREVISAO PAGAMENTO 
NM NOTA FISCAL DEV. DE MERCADORIAS REALIZACAO PAGAMENTO 
NO NOTA FISCAL PAGTO/FATURA-C/CONT. REALIZACAO PAGAMENTO 
NP NOTA FISCAL PAGTO/FATURA REALIZACAO PAGAMENTO 
NR NOTA FISCAL DE RECEBIMENTO REALIZACAO RECEBIMENTO 
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PF PROP. DE PROGRAM. FINANCEIRA PREVISAO PAGAMENTO 
PP PROP. DE PROG. FIN. SOLICITADA PREVISAO PAGAMENTO 
PR PROP. DE PROG. FIN. A RECEBER PREVISAO RECEBIMENTO 
RB REEMBOLSO DE DESPESAS REALIZACAO PAGAMENTO 
RD RESSARCIMENTO DE DIARIAS REALIZACAO PAGAMENTO 
RP RECIBO DE PAGAMENTO REALIZACAO PAGAMENTO 
RR RECIBO EMITIDO REALIZACAO RECEBIMENTO 
SF SUPRIMENTO DE FUNDOS REALIZACAO PAGAMENTO 
 
Na tabela temos as informações se o documento hábil é utilizado para pagamento ou 
recebimento ou se é de previsão ou de realização. 
O documento hábil segue a regra do SIAFI para os demais documentos: ano-
documento-nº do documento (Ex.: 2005RP000001 ); 
O documento hábil para o exemplo é o RP (recibo de pagamento). Detalhando este 
documento na CONDOCHAB, temos as demais informações: 
 
TIPO DO DOCUMENTO HABIL : RP 
TITULO : RECIBO DE PAGAMENTO 
NATUREZA : PAGAMENTO 
ESTAGIO DA APLICACAO : REALIZACAO 
ATUALIZACAO NO CPR : SIM 
EXIGE DOCUMENTO DE ORIGEM : OPCIONAL 
EXIGE DOMICILIO BANCARIO UG : SIM 
EXIGE DATA DE ATESTE : SIM 
TIPO DOCUMENTO ORIGEM : RC 
SITUACOES PERMITIDAS :E25 E30 E49 E50 E69 F00 F01 F02 F04 F10 F12 
F18 F19 F21 F22 F24 F30 F31 F33 F37 F52 M01 
O07 O10 O40 O66 P01 P02 P03 P05 P06 P07 P08 
P09 P10 P11 P16 P17 P24 P28 P33 P36 P37 P58 
P61 P63 P64 P66 P69 P73 P81 P82 P83 P87 P92 
P96 P97 P98 Q10 Q22 Q36 Q37 Q41 Q42 Q44 Q47 
Q50 Q50 Q51 Q52 Q53 Q54 Q63 Q66 Q68 Q69 
Q84 Q89 Q99 T21 T23 T24 T50 T51 
CONSITDOC (Consulta Situação do Documento) 
 
DOCUMENTO ESTÁGIO EVENTO 
P01 DESP.CORRENTE SERVIÇOS PAGAMENTO 511001 
P02 DESP.C/SERVICOS EM GERAL COM CONTRATO PAGAMENTO 511002 
P03 DESPESAS COM MATERIAIS PARA ESTOQUE PAGAMENTO 511003 
P04 DESP.C/AQUISICAO DE BENS P/ESTOQUE C/CONTRAT PAGAMENTO 511004 
P05 DESPESAS COM MATERIAIS PARA CONSUMO IMEDIATO PAGAMENTO 511005 
P06 DESP. MATERIAIS P/CONSUMO IMEDIATO C/CONTRAT PAGAMENTO 511006 
P07 DESPESAS COM OBRAS E INSTALACOES(INSC.08) PAGAMENTO 511007 
P08 DESPESA C/ OBRAS E INSTAL.(INSC.08)C/CONTRAT PAGAMENTO 511008 
P09 DESPESAS ANTECIPADAS PAGAMENTO 511009 
P10 DESPESAS ANTECIPADAS C/ CONTRATO NO EXTERIOR PAGAMENTO 511010 
P11 DESP. C/ AQUISICAO DE BENS MOVEIS PERMANENTE PAGAMENTO 511011 
P12 DESPESA C/ AQUISICAO BENS MOVEIS COM CONTRAT PAGAMENTO 511012 
P13 DESP.C/SERVICOS PJ C/DEBITO EM CONTA BANCARI PAGAMENTO 511110 
P14 DESPESAS COM MERCADORIAS PARA DOACAO PAGAMENTO 511014 
 
A situação pertinente ao fato contábil exemplificado é uma despesa corrente com 
serviços sem contrato, portanto, o código dela é P01. 
É necessário notar que a tabela já mostra o evento de liquidação a ser contabilizado 
(o sistema capta automaticamente o exercício do empenho informado no documento 
hábil e aciona o evento correspondente) no caso de empenhos de exercícios 
anteriores – restos a pagar (61.1.001) como de empenhos do exercício corrente 
(51.1.001); o evento de compromisso da Classe 52 (quando há retenção de 
obrigações) documento a ser gerado no pagamento (OB); os eventos de realização 
(53.1.314) que serão utilizados nos documentos OB, DARF ou GPS, além de outras 
informações. 
 
 
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78
 
SITUACAO : P01 
TITULO : DESP.CORRENTE SERV/MAT.DISTR.GRAT(EXC.DOACAO) 
NATUREZA : PAGAMENTO 
DOCUMENTO DE REALIZACAO : OB TIPO OB: NORMAL 
CONTABILIZADO NO CPR : SIM 
EXIGE DOC. REFERENCIA : SIM 
TIPO DOC. REFERENCIA : NE EXCLUSIVIDADE DOC. REF. : NAO 
RELACIONAMENTO UNICO DOC REF: NAO EQUIVALENCIA VALOR DADO CONT.: SIM 
EFEITO SOBRE DOC. REFERENCIA : BAIXA COMPROMISSOS DO DOC. REFERENCIA 
EVENTO DE LIQUIDACAO EVENTO DE COMPROMISSO 
 PARA EXERCICIOS ANTERIORES : 611001 PARA EXERCICIO ANTERIOR : 521244 
 PARA EXERCICIO CORRENTE : 511001 PARA EXERCICIO CORRENTE : 521214 
EVENTO DE REALIZACAO EVENTO DE REMANEJAMENTO : 
 PARA EXERCICIO CORRENTE : 531314 
 PARA EXERCICIOS POSTERIORES : 531342 
EVENTO CANCEL. PRESCRICAO : 541379 EVENTO CENTRO CUSTO: 541609 
 
 
CONDEDUCAO (Consulta Dedução/Encargo) 
 
No exemplo apresentado, a legislação tributária exige que sejam retidos o ISS (imposto 
sobre serviços) e o IRRF (imposto de renda retido na fonte). Para isso é necessário 
informar, no momento da liquidação, o código da dedução a ser utilizada. Cada 
dedução irá acionar “eventos de máquina”, tanto na liquidação quanto no pagamento. 
Os códigos de dedução podem ser obtidos através da transação CONDEDUCAO. 
 
 DEDUÇÃO/ENCARGO DOC. EVENTO 
INSF RETENCAO DE INSS - SEM CONTROLE NE GP 521255 
INSP DESP. C/ENCARGOS SOCIAIS - INSS PATRONAL GP 521292 
INSS RETENCAO DE INSS GP 521293 
INST INSS PATRONAL P/RECOLHIM.POR OUTRO DOCUMENTO 521231 
IPI IPI A RECOLHER DF 521287 
IRAC IMPOSTO DE RENDA A COMPENSAR 551547 
IRCP COMPENSACAO DO IMPOSTO DE RENDA 561645 
IRFF IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - DF 521239 
IRPJ IRPJ A RECOLHER DF 521303 
IRRF IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE DF 521308 
IRRP IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - RP PROCES. DF 521347 
 
DEDUCAO : IRRF 
TITULO : IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE 
DESCRICAO : APROPRIACAO DAS RETENCOES DE IMPOSTO 
DE RENDA NA FONTE (COM CONTROLE NE) 
GERA COMPROMISSO : SIM TIPO DE PF: 
DOCUMENTO GERADO : DARFEVENTO LIQUID. EXERC. CORRENTE: 
EVENTO LIQUID. EXERC. ANTERIOR: 
EVENTO DE DEDUCAO : 521308 - APROP.RETENCOES.IMP.RENDA-CPR 
EVENTO DE REALIZACAO : EV.CENTRO CUSTO: 
EVENTO MULTA/JUROS EXER. CORR. : 511034 - DESP.C/ENCARGOS SOCIAIS A REC. 
EVENTO MULTA/JUROS EXER. ANT. : 
EVENTO CANCELAMENTO PRESCRICAO : 541209 - CANC.OBRIG.EXERC.ANTERIOR (SF) 
VINCULADA A COMPROMISSO : NAO DEDUZ DO VALOR DO DOCUMENTO: SIM 
EXCLUSIVA DOS DOCUMENTOS : PJ NP RT ST RP NO DT AV SJ CE TF PC 
INDICADOR DEDUCAO / ENCARGO : DEDUCAO 
 
Pode-se ver que, na tabela acima, o sistema informa que o documento a ser gerado é 
um DARF (eletrônico) e acionará o evento de dedução 52.1.308 (“evento de 
máquina”). 
É necessário observar o indicador “dedução/encargo”. A diferença entre os dois é 
que enquanto a dedução diminui do valor total do documento hábil o valor retido do 
tributo, o encargo irá gerar um compromisso à parte do valor total, ou seja, não 
integrará o valor do documento hábil e irá exigir um empenho próprio. 
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O evento que será acionado no pagamento será definido pelo tipo de recurso (fonte 
e vinculação de pagamento) que será informado quando da realização na transação 
CONFLUXO (Consulta Fluxo de Caixa). 
 
 
2º Passo da ATUCPR 
 
Após escolhermos o documento hábil, a situação, e as deduções, podemos realizar 
a fase da liquidação da despesa na ATUCPR. 
A transação ATUCPR é composta de várias telas em que serão pedidos os dados 
acima e outros como NE (documento de referência), documento de origem, 
dados do documento de recolhimento de tributo, etc. 
Após a confirmação do preenchimento, o sistema informará o nº do documento 
hábil, assim como o nº da Nota de Lançamento de Sistema – NS gerada. Podemos 
acessar também o espelho contábil do documento e visualizar as contabilizações que 
foram feitas. 
Após preencher todas as telas da ATUCPR, só faltará a última fase da despesa que 
será feita em outro módulo, o FLUXO DE CAIXA. 
No exemplo, temos os seguintes dados: 
 
Documento de Origem: Recibo 733/01 emitido pelo prestador do serviço. 
Documento de Referência: Nota de Empenho (NE) - 
Documento Hábil: RP com a situação “P01” e as deduções “IRRF” e “ISS” (é 
necessário reforçar que nem sempre os códigos de dedução correspondem ao código 
dos tributos. O IRRF pode ter um código de dedução no sistema como “IRFF” por 
exemplo, que é aplicável à Folha de Pagamento e aciona eventos diferentes apesar de 
ser o mesmo tributo). 
Compromissos: os compromissos gerados e que estarão no módulo FLUXOCAIXA 
são os seguintes: 
 
Valor do principal : R$ 5.859,00 (no módulo FLUXOCAIXA o sistema irá 
abater o valor das deduções automaticamente do valor a ser realizado) a ser 
realizado por Ordem Bancária – OB, para crédito na conta corrente do credor; 
 
Valor da retenção do IRRF : R$ 1.741,00, a ser realizado pelo documento de 
arrecadação DARF eletrônico. 
 
Valor da retenção do ISS: R$ 400,00, a ser realizado pelo documento de 
arrecadação correspondente ao Município credor do tributo (DAR, OB 
etc). 
 
Falta, no exemplo, apenas realizar os compromissos, pois todos os dados referentes 
ao pagamento já foram informados na liquidação. 
 
As outras transações do Módulo Entradados são ATULR (Atualiza Lista 
de Recolhedores), ATULOB (Atualiza Lista de Ordens Bancárias) e 
PROTOCOLO. Não será dado mais detalhes a respeito dessas transações, 
pois o objetivo é dar uma idéia geral do funcionamento do CPR e, 
principalmente, assimilar seus conceitos. 
 
 
Transação do Módulo Fluxo de Caixa 
 
Através deste módulo que são realizados os compromissos assumidos 
pela transação ATUCPR e/ou pelas outras transações do Módulo Entradados. 
 
 
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Transação CONFLUXO (Consulta Fluxo de Caixa) 
 
O Módulo Fluxo de Caixa possui apenas uma transação, que é a CONFLUXO 
(Consulta Fluxo de Caixa) que, apesar do nome, não só consulta, mas realiza a fase 
da despesa relativa ao pagamento. A CONFLUXO possui diversos filtros nos quais, 
pode-se consultar, dependendo do demonstrativo selecionado, os compromissos 
pendentes ou pagos classificados por data, credor, vencimento etc. Por meio desta 
transação que o gestor poderá controlar o fluxo de caixa da Unidade Gestora 
através dos seus 3 demonstrativos: 
 
O Demonstrativo dos Compromissos, que mostra os compromissos de 
pagamento e recebimento da Unidade e através deste demonstrativo, é 
possível escolher a forma que será realizado e os dados financeiros 
pertinentes. No exemplo, caso entrássemos na transação CONFLUXO, 
encontraríamos os compromissos a serem realizados conforme a seguir: 
 
 
 
 DATA: 17/Fev/2005 
_ 17Fev 00300200100 070026/2005RP000261 5859,00 P 
_ 17Fev 00300200100 070026/2005RP000261 1741,00 P 
_ 17Fev 00300200100 070026/2005RP000261 400,00 P 
 
 REC: 0,00 PAG: 8000,00 LIQ: 8000,00 
 
Pode-se observar que a liquidação através da ATUCPR gerou 3 
compromissos pelo valor devido, totalizando o total do documento hábil 
2005RP000261 (nº atribuído pelo sistema). 
No campo à esquerda do compromisso, o gestor deve decidir a 
forma com que o compromisso será realizado informando uma letra (ver 
abaixo). Dependendo da escolha, o sistema irá gerar o “evento de máquina” 
de realização juntamente com o “evento de máquina” que irá baixar o 
recurso financeiro informado no referido campo. As opções são: 
 
A - REALIZACAO AUTOMATICA - BATCH 
G - PAGAMENTO AUTOMATICO C/ VINCULACAO 
R - REALIZACAO ON-LINE 
V - PAGAMENTO COM LIMITE DE VINCULACAO 
F - REALIZACAO PARCIAL 
M - REALIZACAO PARCIAL COM LIMITE DE VINCULACAO 
B - BAIXA POR REALIZACAO FORA DO CPR 
K - BAIXA POR CANCELAMENTO FORA DO CPR 
C - CANCELAMENTO 
P - CANCELAMENTO POR PRESCRICAO / EX. ANTERIORES 
L - LIBERADO PARA PAGAMENTO 
I - INDISPONIVEL 
X - APROVACAO DE PF 
N - TRANSFERENCIA ON-LINE 
 
OBS: Não vamos aqui detalhar cada uma destas opções, pois não é o 
propósito de nossa aprendizagem. 
 
Após informarmos a letra que corresponda à opção desejada o sistema 
apresentará uma tela informando os números documentos de realização 
(OB, DARF, DAR, GPS etc) que foram gerados e os respectivos espelhos 
contábeis. 
IMPORTANTE: É necessário informar que o sistema nos dá a opção de 
cancelamento de um compromisso isoladamente (um dos compromissos 
gerados pelo documento hábil), mas é necessário ressaltar que QUANDO HÁ 
DEDUÇÃO NO DOCUMENTO HÁBIL o sistema não permite o 
CANCELAMENTO DO COMPROMISSO NO DEMONSTRATIVO DA 
CONFLUXO. Neste caso, a liquidação deverá ser estornada utilizando a 
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opção de cancelamento no ATUCPR (esta opção irá acionar o evento de 
estorno correspondente ao da liquidação, restabelecendo o saldo do empenho 
respectivo). 
 
O segundo , Demonstrativo do Fluxo Financeiro apresenta os totais a 
receber e a pagar assim como a disponibilidade atual da Unidade. É 
meramente informativo. 
 
DISP. ATUAL 171.045.271,25 DISP. EM 17/02/2005 171.045.271,25 
DATA REC.PAGTO RECEBIMENTOS PAGAMENTOS 
MOVIMENTO LIQUIDO 
 17/Fev/2005 0,00 8000,00 8000,00- 
 TOTAL GERAL 0,00 8000,00 8000,00- 
 DISPONIBILIDADE PREVISTA PARA 17/FEV/2005 171.037.271,25 
 
 
O terceiro e último demonstrativo, é o Consolidado dos Compromissos que 
permite consultar o total de compromissos e suas respectivas datas de 
vencimento, se eles estão pendentes, pagos ou vencidos. Também é 
meramente informativo. 
 
DATA REC.PAGTO VENCIDO A VENCER NO VENCIMENTO 
17/Fev/2005 0,00 8000,00 8000,00 
TOTAL GERAL 0,00 8000,00 8000,00 
 
 
Transações do Módulo Consulta 
 
Possui as seguintes transações: 
 
CONCPR – consulta documento hábil do CPR. Por meio desta transação o usuário 
pode consultar todas as telas do documento hábil já inserido no sistema, ou seja, já 
ocorreu a fase da liquidação. A inclusão de documento hábil é feita por meio da 
transação ATUCPR (atualiza documento hábil do CPR). 
 
CONLOB – consulta lista de OB. Por meio desta transação, o usuário pode consultar 
listas de Ordens Bancárias já inseridas no sistema. A inclusão da lista de OB dá-se 
através da transação ATULOB (atualiza lista de ordem bancária) no módulo 
“ENTRADADOS” do CPR. A Lista de Ordem Bancária LO ( a ser informada na 
transação ATUCPR) serve para pagamento da folha de salário de servidores, por 
exemplo. A Unidade informa os valores totais no documento hábil e a LO se encarrega 
de “dividir” o valor da OB gerada para cada um dos credores da Folha e seus 
respectivos domicílios bancários. 
 
CONLR – consulta lista de recolhedores. Por meio desta transação, o usuário pode 
consultar listas de recolhedores já inseridas no sistema. A inclusão da lista de 
recolhedores dá-se através da transação ATULR (atualiza lista de recolhedor) no 
módulo “ENTRADADOS” do CPR. Segue a mesma linha de raciocínio da LO, só que a 
Lista de Recolhedores – LR é utilizada quando há a necessidade de emitir mais do 
que 5 DARF’s por exemplo (por limitações no sistema , um único doc. Hábil pode gerar 
até 5 darf’s ou outro documento eletrônico de arrecadação). É utilizada em situações 
bem específicas. 
 
CONMOVDOC – consulta movimentação do documento hábil. Por meio desta 
transação, o usuário tem acesso a todos os documentos comprobatórios das 
fases da despesa ou receita . Por exemplo, no caso da despesa, através do nº de um 
documento hábil pode-se obter o nº do documento de referência (NE) ou o nº da ordem 
bancária de pagamento, por outro lado, caso se queira obter os documentos hábeis 
que liquidaram a despesa de determinado documento de referência (NE), também é 
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possível. Trata-se de uma importante transação do subsistema que permite um melhor 
acompanhamento da execução orçamentária e financeira e do fluxo de recursos. 
Seguem as telas da CONMOVDOC: 
 
SIAFI2005-CPR-CONSULTA-CONMOVDOC (CONSULTA MOVIMENTACAO DOCUMENTO HABIL) 
17/02/05 16:57 USUARIO 
 
 UG/GESTAO EMITENTE : 70026_ / 1____ 
 
NUMERO : 2005RP000001 
 
 
 
PF1=AJUDA PF2=DETALHA PF3=SAI PF4=DOC.REFERENCIADOPF5=DOC.REFERENCIA 
PF6=DOC.RECEBIMENTO/PAGAMENTO PF9=DOC.RECEBIDO/PAGO 
 
Ao digitarmos o documento de referência ou o documento hábil, podemos encontrar os 
documentos relacionados através das opções na tela. 
No exemplo acima, se quisermos achar o documento de referencia do documento hábil 
informado, teclamos “F5”; por outro lado, se quisermos achar o documento de 
realização ( a OB por exemplo) , teclamos “F9”. 
 
 
5.6.5. Habilitação dos Usuários no CPR 
 
 
Habilitação dos Órgãos e Unidades Gestoras 
 
 Existem 3 modalidades de habilitação para órgãos e UG’s: 
 
NÃO UTILIZA – Nenhum pagamento ou recebimento é feito através do 
CPR e sim pelos documentos OB, DARF etc através de eventos de 
gestor. 
 
PARCIAL – Permite que os documentos OB, DAR, DARF, GPS etc 
sejam realizados tanto por meio do subsistema CPR (“eventos de 
máquina”) quanto “por fora”, com “eventos de gestor”. 
 
TOTAL – As UG’s ou Órgãos só podem pagar seus compromissos via 
CPR. 
 
 
5.7. SIAFI Gerencial 
 
O SIAFI Gerencial constitui-se em um dos mais importantes dispositivos 
de saída da informação contábil gerada pelo SIAFI Operacional (normal). 
Através dele pode-se fazer consultas construídas pelo próprio usuário e, 
através dos parâmetros de consulta, o SIAFI Gerencial retorna os dados em 
uma planilha eletrônica que permite a manipulação dos mesmos. Com a 
criação do SIAFI Gerencial, o SIAFI consolidou-se como uma importante 
ferramenta de Gestão Orçamentária, Financeira e Patrimonial. 
 
 
 
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6. REGISTROS CONTÁBEIS TÍPICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO 
SIAFI 
 
6.1. Considerações Gerais 
 
Os registros contábeis no âmbito da Contabilidade Governamental 
brasileira são realizados, geralmente, por sistemas informatizados e 
interligados. Na esfera federal, temos o Sistema Integrado de Administração 
Financeira – SIAFI que registra os fatos contábeis através de eventos, que já 
foram objeto de estudo no tópico específico. 
 
É necessário enfatizar que os registros contábeis efetuados pelo Gestor, 
com a seleção das contas a serem contabilizadas e suas contrapartidas, de 
maneira individual, foram praticamente extintos. O Gestor deve selecionar um 
código pertinente a um ou mais eventos ou uma ou mais situações (esta 
última no caso do Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR) que o 
SIAFI irá contabilizar as contas em um ou mais sistemas envolvidos com o fato 
contábil (patrimonial, orçamentário, financeiro e de compensação). Todos estes 
procedimentos ocorrem de maneira automática, e isso só torna-se possível por 
causa da informatização da Contabilidade Governamental brasileira. 
 
Os exemplos a seguir vão estar focados não só no tratamento dado 
aos fatos contábeis pela Contabilidade Pública em sentido amplo, e a 
respectiva contabilização em cada um dos sistemas (orçamentário, financeiro, 
patrimonial e de compensação) , mas também, na utilizaçãodos eventos 
correspondentes disponibilizados pelo SIAFI e seus respectivos códigos 
simplificados (somente Classe e Tipo de Utilização) nos documentos do 
Sistema. 
 
As Contabilizações são feitas em 2 níveis: o de Unidade Orçamentária 
(UO) e o de Unidade Gestora (UG). A primeira registrará toda a previsão da 
receita e fixação da despesa, descentralização de créditos orçamentários e a 
proposta de programação financeira através do SIAFI de acordo com os dados 
Fornecidos pelos Órgãos Centrais de Orçamento (Secretaria de Orçamento 
Federal – SOF/MPOG) e de Programação Financeira (Secretaria do Tesouro 
Nacional – STN/MF). O processo de programação financeira, quase sempre, 
acompanha o processo de execução orçamentária, pois, tendo os recursos 
orçamentários disponíveis, as Unidades precisam que exista 
disponibilidade financeira para que a despesa seja empenhada, liquidada e 
paga. 
 
As Unidades Gestoras, com estes recursos em seu poder, advindos da 
execução orçamentária e da execução da programação financeira estarão 
aptas a empenhar, liquidar e, posteriormente, pagar a despesa orçamentária. 
 
Então, conclui-se que a contabilização ocorre a nível de Unidade 
Orçamentária - UO até o momento da conclusão do processo de 
descentralização orçamentária, tornando-se possível os estágios da 
despesa. Após os processos de descentralização, a contabilização ocorre a 
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nível de Unidade Gestora – UG (Executora). As fases da atividade financeira 
do Governo, ou ciclo orçamentário, seguem o seguinte ordenamento: 
 
1. PLANEJAMENTO 
2. ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO 
3 . APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO 
4. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 
5. EXECUÇÃO FINANCEIRA (ingressos e dispêndios) E PATRIMONIAL (bens, 
direitos e obrigações) 
6. CONTROLE E AVALIAÇÃO. 
 
A fase 1 e a fase 2 competem à Secretaria de Planejamento e 
Investimentos Estratégicos SPI/MPOG e à SOF/MPOG e são realizadas 
nos sistemas SIGPLAN E SIDOR, respectivamente. São levadas em 
consideração outras leis aprovadas como o Plano Plurianual – PPA e a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO. 
 
A fase 3 compete ao Poder Legislativo que aprovará a proposta do 
Executivo, sendo esta fase apenas de caráter legal e de ajustes no 
Orçamento apresentado para se chegar à sua versão final. A Lei 
Orçamentária Anual - LOA, materializa-se. Até aqui o SIAFI não trata 
as informações. 
 
Na fase 4, já no âmbito do SIAFI, inicia-se as atribuições das 
Unidades Orçamentárias (UO) que terão ao seu dispor o Orçamento 
aprovado com as despesas fixadas e as receitas estimadas pela LOA e, 
ainda, acompanhando a execução orçamentária, ocorrerá a execução 
da programação financeira (ver esquema da página anterior) fixada 
por Decreto do Poder Executivo. 
 
A fase 5, também no âmbito do SIAFI, ocorre nas Unidades Gestoras 
(UG), que executam o orçamento destinado às UO’s, os estágios da 
despesa (empenho, liquidação e pagamento) e da receita 
(arrecadação e recolhimento), assim como a aquisição de bens 
permanentes, celebração de convênios, transferência de bens etc. É 
necessário não confundir a execução da programação financeira com 
a execução financeira. A primeira, ocorre na fase anterior e trata-se de 
previsão de desembolsos de acordo com o Orçamento consignado, 
enquanto que a segunda, diz respeito à efetiva arrecadação e o efetivo 
dispêndio do caixa do Governo, por seus Órgãos e Unidades Gestoras. 
 
E, finalmente, a fase 6 inicia-se no SIAFI através da divulgação de 
seus demonstrativos e sua devida análise pelos gestores e também 
pelos auditores internos da Secretaria Federal de Controle Interno 
da Controladoria Geral da União (SFC/CGU/PR) ligada à Presidência 
da República. Após todas as fases, procede-se a avaliação do 
orçamento e sua execução do exercício anterior, já no âmbito do MPOG, 
para se reiniciar o processo para o outro exercício ou para os exercícios 
subseqüentes com os ajustes necessários, devido ao resultado da 
avaliação. 
 
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IMPORTANTE! É necessário ressaltar que, para entendimento deste 
tópico, torna-se necessário a assimilação do tópico anterior relativo às 
variações patrimoniais. 
 
As contas, eventos e documentos utilizados nos exemplos, assim como 
as rotinas contábeis estão de acordo com o Plano de Contas atualizado até a 
conclusão desta obra. O referido Plano de Contas “simplificado” a nível de 
subitem está nos anexos desta obra e a consulta a este facilita a 
aprendizagem. Procure analisar os efeitos contábeis apenas, sem ater-se 
demais às codificações numéricas das contas, observando as contas debitadas 
e creditadas em cada etapa da receita e da despesa e a lógica dos 
lançamentos. 
 
 
6.2. Previsão Inicial da Receita 
 
A previsão inicial da Receita ocorre no momento em que, com a Lei 
Orçamentária Anual aprovada, as Unidades Orçamentárias (UO) registram a 
sua estimativa de receita para o exercício financeiro correspondente. Não há 
aumento da situação líquida patrimonial, já que não houve arrecadação e 
sim uma previsão do que aquela Unidade Orçamentária irá arrecadar. 
 
Nota-se que o fato só irá gerar contabilização em contas do Ativo e 
Passivo Compensado – 19XXX.YY.ZZ e 29XXX.YY.ZZ (não confundir com o 
sistema de compensação) e, portanto, não gera alteração patrimonial, sendo 
apenas um controle da execução do Orçamento através da Contabilidade e seu 
sistema de “partidas dobradas”. 
 
DOCUMENTO(S) 
UTILIZADO(S) 
NL (Entidades não Integrantes do Orçamento Geral da União – OGU, como 
algumas empresas públicas) com “eventos de gestor” (10.0.ZZZ) ou NS (Entidades 
Integrantes do OGU, administração pública em geral) com “eventos de máquina” 
(10.1.ZZZ) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
10.Y.ZZZ 
D – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Previsão Inicial da 
Receita (29111.00.00) 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Apesar de constar os eventos e os documentos acima especificados, este 
lançamento é feito, NA MAIORIA DOS CASOS, de forma automática no SIAFI (com 
“eventos de máquina” – 10.1.XXX) por meio de fitas que a SOF envia à STN que 
contém os dados do Orçamento Aprovado, classificados por Unidade Orçamentária 
(UO) e Classificação Institucional da Receita Prevista. O sistema, ao processar 
estas fitas, já contabiliza corretamente em cada Unidade Orçamentária (UO). É 
necessário ressaltar que uma única UO pode pertencer a várias UG (executoras no 
SIAFI, à partir do empenho da despesa e arrecadação efetiva da receita). 
 
 
 
 
 
 
 
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6.3. Previsão Adicional da Receita 
 
A Previsão Adicional da Receita ocorre quando há um ajuste na previsão 
inicial. Também é contabilizada a nível de UO e não altera o patrimônio. É 
necessário ressaltar que houve aumento da “receita a realizar” da Unidade. 
 
DOCUMENTO(S) NL (Entidades não Integrantes do OGU), com “eventos de gestor” (10.0.ZZZ) ou NS (Entidades Integrantes do OGU) com “eventos de máquina” (10.1.ZZZ). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
10.Y.ZZZ 
D – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Previsão Adicional 
da Receita 
(29112.00.00)OBSERVAÇÃO 
Apesar de constar os eventos e os documentos acima especificados, este 
lançamento é feito de forma automática no SIAFI (com “eventos de máquina” – 
10.1.XXX) por meio de fitas que a SOF envia à STN que contém os dados do 
Orçamento Aprovado, classificados por Unidade Orçamentária (UO) e Classificação 
Institucional da Receita Prevista. O sistema, ao processar estas fitas, já contabiliza 
corretamente em cada Unidade Orçamentária (UO). É necessário ressaltar que uma 
única UO pode pertencer a várias UG (executoras no SIAFI, à partir do empenho da 
despesa e arrecadação efetiva da receita). 
 
 
 
6.4. Anulação de Previsão de Receita 
 
Ocorre também quando há retificação da previsão inicial, só que “a 
menor”. O lançamento é feito somente por NS, por alguma retificação contida 
também nas Fitas SOF. 
 
DOCUMENTO(S) NL (Entidades não Integrantes do OGU), com “eventos de gestor” (10.0.ZZZ) ou NS (Entidades Integrantes do OGU) com “eventos de máquina” (10.1.ZZZ). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
10.Y.ZZZ 
D – (*) Anulação da 
Previsão da Receita 
(29119.00.00) 
C – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É interessante reparar o asterisco (*) antes da conta de Anulação. No 
estudo do Plano de Contas foi visto que trata-se de uma conta retificadora, 
ou seja, apesar de figurar no passivo, possui natureza devedora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6.5. Arrecadação da Receita (fato modificativo) 
 
A arrecadação da receita representa a apropriação da previsão inicial ou 
adicional tratada nos lançamentos anteriores. Na arrecadação, há alteração 
do patrimônio pela variação ativa (fato modificativo) representada pela 
Receita Orçamentária no sistema financeiro, mas o controle no sistema 
orçamentário não pode deixar de ser contabilizado. Portanto, haverá 
contabilização nos dois sistemas e, ainda, no sistema de compensação. 
 
Os eventos utilizados que irão contabilizar o sistema financeiro são: 
um da classe 55.Y.XXX que faz lançamentos a débito e tem a função principal 
de registrar a “entrada em caixa” (registrar uma conta do ativo) e um da 
classe 80.0.XXX que faz lançamentos a crédito e tem a função principal de 
registrar “receitas e ingressos”. (Vide tópico “Tabela de Eventos”). 
 
No sistema orçamentário, há a “baixa” da “receita a realizar” e o 
registro em “receita realizada”, significando que a receita prevista inicialmente 
já foi realizada em parte. 
 
E, por último, no sistema de compensação, quando existem contas do 
sistema financeiro envolvidas no lançamento, é necessário registrar a 
“disponibilidade financeira” gerada pela Receita arrecadada (controle da 
programação financeira). 
 
Ocorre o fato modificativo quando a receita a ser contabilizada é de 
serviços ou arrecadação de receitas próprias da Unidade. Portanto, não há 
alienação de bens, por exemplo. 
 
DOCUMENTO(S) NL (gestor) ou NS (pelo documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
55.Y.ZZZ 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
80.Y.ZZZ 
D – Receita Realizada 
(19114.00.00) 
C – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Receita 
Orçamentária 
(4XXXX.YY.ZZ) 
 D – Disponibilidade 
por Fonte de 
Recursos 
(19329.02.00) 
C – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
Apesar de termos demonstrado cada lançamento separadamente, o documento em 
que foram feitos estes lançamentos é o mesmo e um único evento da classe 
80.Y.ZZZ pode fazer lançamentos nos sistemas financeiro, de compensação e 
orçamentário. Ele guardará a regra de que somente as contas do mesmo sistema 
podem ser a contrapartida umas das outras. O evento 55 só contabilizou o débito na 
conta de disponibilidade financeira (Bancos c/ Única). Pode-se ver que os eventos 
da Classe 55 e da Classe 80 são “abertos”, mas possuem também lançamentos 
completos de “partidas dobradas”. 
 
 
 
 
 
 
 
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- - 
 
88
6.6. Arrecadação da Receita (fato permutativo) 
 
Como visto no item anterior, a arrecadação da receita representa a 
apropriação da previsão inicial ou adicional tratada nos lançamentos anteriores. 
No caso de receita de alienação de bens, por exemplo, NÃO há alteração na 
situação patrimonial líquida (fato permutativo). Há uma receita 
orçamentária que será “anulada/compensada” por uma outra conta de 
resultado denominada mutação passiva (variação patrimonial passiva). 
 
Os eventos utilizados que irão contabilizar o sistema financeiro são: 
um da classe 55.Y.XXX que faz lançamentos a débito e tem a função principal 
de registrar a “apropriação direitos” (registrar uma conta do ativo) e um da 
classe 80.0.XXX que faz lançamentos a crédito e tem a função principal de 
registrar “receitas e ingressos”. (Vide tópico “Tabela de Eventos”). 
 
No sistema orçamentário, há a “baixa” da “receita a realizar” e o 
registro em “receita realizada”, significando que a receita prevista inicialmente 
já foi realizada em parte. 
 
Houve entrada de numerário na conta única, portanto, o controle da 
disponibilidade financeira no sistema de compensação deverá sofrer 
registros. 
 
E, finalmente, no sistema patrimonial, ocorre a diferença entre este 
lançamento e o lançamento anterior (fato modificativo). Haverá o crédito na 
conta do ativo que foi alienado, por exemplo, e o débito na conta de mutação 
passiva (variação passiva orçamentária). 
 
DOCUMENTO(S) NL (gestor) ou NS (pelo documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
55.Y.ZZZ 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
80.Y.ZZZ 
D – Receita Realizada 
(19114.00.00) 
C – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Receita 
Orçamentária 
(4XXXX.YY.ZZ) 
D – Mutação Passiva 
- Alienação de Bens 
(51311.YY.ZZ) 
C – Ativo (Alienado) 
(1XXXX.YY.ZZ) 
D – Disponibilidade 
por Fonte de 
Recursos 
(19329.02.00) 
C – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
O lançamento no sistema patrimonial (única diferença em relação ao lançamento do 
fato contábil do item anterior) trata-se de uma mutação passiva (variação passiva), 
pois houve uma diminuição do ativo. Essa mutação passiva irá “compensar” a 
receita orçamentária (variação ativa), caracterizando, dessa forma, um fato 
permutativo. Estes lançamentos poderiam ser utilizados também para registro de 
receitas de operações de crédito (empréstimos concedidos), para isso, bastaria 
substituir o ativo “alienado” pela conta de ativo de “operações de crédito”. 
 
 
 
 
 
 
 
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89
6.7. Registros dos Créditos Iniciais Provenientes da LOA 
 
Após a etapa de aprovação do orçamento, como já foi visto nas 
considerações gerais (6.1) deste tópico, a SOF/MPOG envia as Fitas SOF 
para a Secretaria do Tesouro Nacional – STN/MF que registrarão os créditos 
iniciais consignados para cada UO, detalhados por Programa de Trabalho 
(PT). 
 
O registro do Orçamento aprovado no SIAFI deve gerar, 
concomitantemente, contabilizações quedizem respeito à execução da 
programação financeira, pois, para que se execute uma despesa, além da 
fixação orçamentária, é necessário que haja o controle da disponibilidade 
financeira de acordo com a arrecadação da receita prevista (ver esquema em 
“considerações gerais”). O instrumento que dá sustentação ao registro do 
crédito inicial é a Lei Orçamentária Anual - LOA (aprovada pelo 
Legislativo) e o que dá sustentação à programação financeira é um Decreto 
do Poder Executivo. 
 
Não há alteração da situação líquida patrimonial, pois trata-se de 
registro de potencialidades (previsão) e não da execução propriamente dita. 
Estes registros ocorrem em contas de controle do ativo e passivo compensado 
(19XXX.YY.ZZ ou 29XXX.YY.ZZ) nos sitemas orçamentário e de 
compensação. 
 
DOCUMENTO(S) NDSOF (pela fita SOF gerada) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
20.Y.ZZZ 
D – Dotação Inicial 
(19211.YY.ZZ) 
C – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
 
 
20.Y.ZZZ 
(Na OSPF do Órgão 
da Adm. Direta) 
 D – (*) Diversas Cotas 
Orçamentárias 
(29311.99.00) 
C – Cota de Despesa 
a Programar 
(29311.01.02) 
 
20.Y.ZZZ 
(Na COFIN/STN) 
 D – Cota de Despesa 
a Programar 
(19311.01.02) 
C – (*) Diversas Cotas 
de Despesas 
(19311.99.00) 
OBSERVAÇÃO 
O mesmo evento gera todas estas contabilizações, inclusive no órgão central de 
programação financeira (COFIN/STN) através de seu evento principal e dos 
complementares. Os 2 primeiros lançamentos foram realizados na UO a qual foi 
consignado o crédito orçamentário e na respectiva Setorial Financeira (Órgão 
Setorial de Programação Financeira – OSPF). O último lançamento foi realizado na 
COFIN/STN para que esta controle as disponibilidades das Unidades e a 
programação financeira. 
 
 
 
 
 
 
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6.8. Abertura de Créditos Adicionais (Suplementares, Especiais ou 
Extraordinários) 
 
Após a aprovação do crédito inicial visto no tópico anterior é possível 
que sejam necessários ajustes no orçamento consignado através da abertura 
de créditos adicionais, que podem ser de 3 tipos: 
Suplementar – Destinado ao reforço da dotação orçamentária já 
existente. 
Especial – Para despesas para as quais não haja dotação orçamentária 
específica na LOA. 
Extraordinário – Destinado a atender despesas urgentes e imprevistas, 
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Este 
independe da existência de recursos disponíveis. 
 
As contabilizações nos 3 casos são semelhantes. E todas no sistema 
orçamentário são originadas pelas Fitas SOF no SIAFI, originados de leis ou 
medidas provisórias (crédito extraordinário) e no sistema de 
compensação pela programação financeira prevista no Decreto emitido pelo 
Executivo. 
 
DOCUMENTO(S) NDSOF (pela fita SOF gerada) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
20.Y.ZZZ 
D –Dotação 
Suplementar/Especial/Extraordinária 
(1921X.YY.ZZ) 
C – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
 
 
20.Y.ZZZ 
(Na OSPF do Órgão) 
 D – (*) Diversas Cotas 
Orçamentárias 
(29311.99.00) 
C – Cota de Despesa 
a Programar 
(29311.01.02) 
 
20.Y.ZZZ 
(Na COFIN/STN) 
 D – Cota de Despesa 
a Programar 
(19311.01.02) 
C – (*) Diversas Cotas 
de Despesas 
(19311.99.00) 
OBSERVAÇÃO 
Veja que o lançamento é semelhante ao do registro do crédito inicial. O que difere são 
apenas as contas de dotação que, no caso da suplementar, é a 19212.YY.ZZ, enquanto 
que a da especial é 19213.YY.ZZ e a da extraordinária é 19214.YY.ZZ. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6.9. Cancelamento de Créditos Orçamentários 
 
DOCUMENTO(S) NDSOF (pela fita SOF gerada) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
20.Y.ZZZ 
D – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
C – (*) Dotação 
Cancelada 
(19219.YY.ZZ) 
 
 
20.Y.ZZZ 
(Na OSPF do Órgão 
Superior) 
 D – Cota de 
Despesa/Repasse/Sub-
Repasse Indisponível 
(29311.YY.01) 
C – (*) Diversas Cotas 
Orçamentárias 
(29311.99.00) 
 
20.Y.ZZZ 
(Na COFIN/STN) 
 D – (*) Diversas Cotas 
de Despesas 
(19311.99.00) 
C – Cota de 
Despesa/Repasse/Sub-
Repasse Indisponível 
(19311.YY.01) 
OBSERVAÇÃO 
Veja que o lançamento reduz o crédito disponível e registra o cancelamento em uma 
conta própria. Devem ocorrer, também, os ajustes na programação financeira 
conforme demonstrado. O YY nas Contas de “Cota Indisponível” , pode ser uma 
cota de despesa “01”, cota de repasse “02” e cota de sub-repasse “04”. 
 
 
6.10. Descentralização Interna de Créditos Orçamentários 
(Provisão) e Descentralização da Programação Financeira 
Correspondente 
 
Como já foi visto no início deste tópico nas considerações gerais, 
existem dois tipos de descentralização orçamentária: a interna (provisão) e a 
externa (destaque). 
 
A descentralização interna ocorre entre Unidades de um mesmo 
Órgão, Ministério ou Entidade da Administração Indireta integrantes do 
OGU. A descentralização da programação financeira (e não 
descentralização financeira) quase sempre deverá acompanhar a 
orçamentária, mas é necessário considerar se houve ou não a arrecadação 
efetiva da receita prevista. O SIAFI possui eventos que contabilizam 
somente a descentralização orçamentária ou somente a descentralização 
da programação financeira. Mas nesta obra, será visto o que acontece nos 
dois casos quando há simultaneidade nas descentralizações. Quando não há, 
basta considerar os lançamentos das descentralizações orçamentárias e da 
programação financeira isoladamente. 
 
É necessário estabelecer a diferença: 
 
Descentralização da Programação Financeira – é a transferência dos 
recebimentos potenciais advindos da programação financeira. Alguns 
autores referem-se como “descentralização financeira”. 
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92
Descentralização Financeira – é a efetiva transferência financeira 
entre as Unidades com reflexo patrimonial. É a materialização (efetivação) da 
potencialidade da programação. 
 
É necessário fazer a seguinte correlação: 
 
LOA Aprovada Decreto de Programação Financeira
DOTAÇÃO COTA 
Descentralização Orçamentária Descentralização da Programação 
Financeira 
PROVISÃO (Interna) COTA DE SUB-REPASSE (Interna) 
DESTAQUE (Externa) COTA DE REPASSE (Externa) 
Obs: sub-repasses e repasses são “espécies” do “gênero” cota. 
 
Portanto, um mesmo evento irá contabilizar os vários sistemas e as 
contas de natureza orçamentária e de programação financeira tanto nas 
Unidades transferidoras dos recursos quanto nas Unidades recebedoras dos 
recursos. 
 
 
DOCUMENTO(S) NC (Nota de Movimentação de Crédito) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
30.Y.ZZZ 
(UG 
descentralizadora 
órgão X) 
D – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
C – Provisão Concedida 
(29222.YY.ZZ) 
 D –Cota de Sub-
repasse a Programar 
(19311.04.02) 
C – (*) Outras Cotas 
de Sub-repasse 
(19311.04.99) 
30.Y.ZZZ 
(UG recebedora, 
também do Órgão X) 
D – Provisão Recebida 
(19222.YY.ZZ)C – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
 D –(*) Outras Cotas 
de Sub-repasse 
(29311.04.99) 
C – Cota de Sub-
repasse a Programar 
(29311.04.02) 
OBSERVAÇÃO 
Á partir desta etapa, as descentralizações são realizadas no âmbito das 
Unidades Gestoras (UG), mas com controle por Unidades Orçamentárias 
(UO) através dos contas-correntes contábeis do Plano de Contas. Sob o 
ponto de vista orçamentário, o Crédito Disponível de uma determinada UG 
é transferido para outra UG do mesmo Órgão no caso da provisão, não 
alterando o Orçamento a nível de Órgão. Sob o ponto de vista da 
programação financeira, é necessário notar que os nomes das contas 
19311.YY.ZZ e 29311.YY.ZZ são os mesmos na UG transferidora e na favorecida, 
mas a diferença está no dígito inicial. Enquanto que a 19311.YY.ZZ registra a 
obrigação das UG descentralizadoras, a 29311.YY.ZZ registra o direito das UG 
recebedoras/favorecidas. 
 
 
6.11. Descentralização Externa de Créditos Orçamentários 
(Destaque) e Descentralização da Programação Financeira 
Correspondente 
 
A descentralização externa ocorre entre diferentes Unidades dos 
Órgãos, Ministérios ou Entidades da Administração Indireta integrantes do 
OGU. Como já foi visto, a descentralização da programação financeira 
quase sempre deverá acompanhar a orçamentária, mas é necessário 
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considerar se houve ou não a arrecadação efetiva da receita prevista. O SIAFI 
possui eventos que contabilizam somente a descentralização 
orçamentária e somente a descentralização da programação financeira. 
Ver esquema em considerações gerais e a tabela de correlação entre os tipos 
de descentralização constantes do item anterior. 
 
Cabe destacar que o remanejamento de cotas advindos de um destaque 
orçamentário irá configurar uma interferência ativa na UG recebedora e uma 
interferência passiva na UG cedente. Há alteração, dessa forma, da situação 
líquida patrimonial da UG concedente e da UG recebedora do crédito 
orçamentário e do repasse. 
 
Existem diversos tipos de cota: 
- Cota de Despesa (X9311.01.ZZ)– diz respeito ao Orçamento e 
é gerada pela aprovação da dotação inicial ou suplementar do 
orçamento; 
- Cota de Repasse (X9311.02.ZZ) – também acompanha o 
orçamento aprovado, mais especificamente as 
descentralizações externas ou destaques; 
- Cota Financeira (X9311.03.ZZ) – diz respeito à programação 
financeira propriamente dita, que será tratada nos próximos itens 
(PPF/PFA). São contas de controle que estão à parte das outras 
cotas. 
- Cota de Sub-Repasse (X9311.04.ZZ) – acompanham o 
orçamento aprovado, mais especificamente as 
descentralizações internas ou provisões. 
 
Destaque (Descentralização Externa Orçamentária) 
DOCUMENTO(S) NC (Nota de Movimentação de Crédito) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
30.Y.ZZZ 
(UG descentralizadora 
da Adm. Indireta) 
D – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
C – Créditos Concedidos 
(29221.YY.ZZ) 
 
30.Y.ZZZ 
(UG recebedora da 
Adm. Indireta) 
D – Créditos Recebidos 
(19221.YY.ZZ) 
C – Crédito Disponível 
(29211.00.00) 
 
OBSERVAÇÃO 
Repare que, segundo o Plano de Contas atual, na descentralização 
externa a conta é “crédito concedido/recebido” enquanto que na interna é 
“provisão concedida/recebida”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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- - 
 
94
Repasse (Descentralização da Programação Financeira) 
 
DOCUMENTO(S) PF (Nota de Programação Financeira) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
70.1.ZZZ 
(UG descentralizadora da 
Adm. Indireta) 
 D – Interferência Passiva – 
Repasse Concedido 
(51212.00.00) 
 
 D – Cota Financeira Liberada 
(19311.03.03) 
C – Cota Financeira a Liberar 
(19311.03.02) 
 
D – Cota de Repasse Liberada 
(19311.02.04) 
C – Cota de Repasse a Liberar 
(19311.02.03) 
 
D – Disponibilidades Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidades P/ Fonte de 
Recursos (19329.02.00) 
56.1.ZZZ 
(UG descentralizadora da 
Adm. Indireta) 
 C – Limite de Saque c/ 
Vinc. De Pagamento 
(11216.04.00) 
 
56.1.ZZZ 
(UG recebedora da Adm. 
Indireta) 
 D – Limite de Saque c/ 
Vinc. De Pagamento 
(1216.04.00) 
 
70.1.ZZZ 
(UG recebedora da Adm. 
Indireta) 
 C – Interferência Ativa – 
Repasse Recebido 
(61212.00.00) 
 D – Cota Financeira a Receber 
(29311.03.02) 
C – Cota Financeira Recebida 
(29311.03.03) 
 
D – Cota de Repasse a Receber 
(29311.02.03) 
C – Cota de Repasse Recebida 
(29311.02.04) 
 
D – Disponibilidades P/ Fonte de 
Recursos (19329.02.00) 
C – Disponibilidades Financeiras 
(29320.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
Repare que os lançamentos no sistema de compensação alteram-se no 
que se refere à descentralização da programação financeira externa ou 
interna. Enquanto que na interna, são cotas de sub-repasse, na externa, 
são cotas de repasse. Na descentralização interna de créditos 
orçamentários, há lançamentos correspondentes de programação 
financeira na própria NC, mas na descentralização externa, é necessário 
que se faça, além da NC, uma PF (Nota de Programação Financeira) para 
transferir os saldos das contas de repasse. 
P s.: As PF podem ser utilizadas separadamente na descentralização interna 
também, quando há a necessidade de transferir os saldos de programação 
financeira em momento posterior ao da ocorrência da descentralização 
orçamentária interna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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95
6.12. Proposta de Programação Financeira (PPF) 
 
Até agora foram vistos todos os lançamentos referentes à aprovação do 
orçamento e descentralização dos créditos orçamentários, assim como os 
lançamentos de previsão e arrecadação da receita orçamentária. 
 
É preciso detalhar o processo de programação financeira por 
completo, já que foi visto que a descentralização orçamentária será quase 
sempre acompanhada da descentralização da programação financeira. Mas 
fica a pergunta sobre os lançamentos dos itens anteriores: e as cotas de sub-
repasse concedidos, de onde vieram? Como pode o Órgão/Unidade 
descentralizar um determinado instrumento de programação financeira 
(cota, repasse ou sub-repasse) se ainda não houve o início do processo? 
É exatamente isto que será visto agora. 
 
A programação financeira começa com a proposta de programação 
financeira (PPF) que é realizada pelas Unidades Gestoras (UG). Estas 
propostas são encaminhadas para as Setoriais Financeiras dos Órgãos (OSPF) 
que realizam cortes ou remanejamentos nestas propostas e, após a 
consolidação de todas as propostas de todas as UG sob sua responsabilidade, 
fazem uma nova Proposta (PPF) e encaminham ao Órgão Central de 
Programação Financeira (STN) através da Coordenação-Geral de 
Programação Financeira (COFIN/STN/MF) que também realiza cortes e 
remanejamentos e aprova ou não a PPF solicitada pelas OSPF. 
 
Em seguida, a COFIN/STN/MF envia às OSPF, as propostas de 
programação financeira aprovadas (PFA). E as OSPF, por sua vez, 
consignam às a PFA para cada uma de UG subordinadas. Veja o esquema: 
 
Unidades Gestoras (UG) Setoriais Financeiras dos Órgãos/Entidades (OSPF*) 
Órgão Central deProgramação Financeira 
(STN/MF) 
Fase 1. Elaboram a PPF e enviam às 
OSPF. 
Fase 2. Após cortes e 
remanejamentos, a OSPF de cada 
Órgão/Entidade envia a sua PPF 
consolidada para a STN (Órgão 
Central). 
 
Fase 3. A STN/MF consolida todas as 
PPF e realiza ajustes nas mesmas 
através de estudos técnicos e de 
acordo com o Orçamento. 
Fase 6. Encerrando o processo de 
programação financeira as UG 
recebem as suas respectivas PFA. E, 
somente, à partir daqui pode realizar 
a descentralização financeira, no que 
se refere à programação. 
 
Fase 5. As OSPF recebem a sua 
respectiva PFA e distribui entre as 
suas UG subordinadas, emitindo a 
PFA a nível de Órgão Setorial. 
Fase 4. Após os ajustes, envia a cada 
OSPF a sua respectiva PFA. 
* OSPF – Órgão Central de Programação Financeira do Órgão da Administração Direta ou Entidade da Administração 
Indireta. 
É necessário notar que, enquanto as propostas orçamentárias não 
transitam pelo SIAFI (somente a execução do orçamento aprovado), as 
propostas de programação financeira são contabilizadas no SIAFI, até 
mesmo no CPR, através de sua sistemática. 
 
Tratemos, primeiramente, do fluxo de “ida” das propostas, antes da 
sua aprovação pela Unidade responsável, ou seja, do fluxo das PPF. 
 
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A programação financeira é tratada em 4 níveis: Órgão Central 
(COFIN/STN), OSPF de Òrgão Superior (Adm. Direta), OSPF de Órgão 
Subordinado (Adm. Indireta) e Unidades Gestoras Subordinadas à OSPF do 
Órgão Superior (Adm. Direta). 
 
FASE 1 – As UG da Adm. Direta e as OSPF da Adm. Indireta formalizam a PPF à OSPF do 
Órgão Superior a que estão subordinadas. 
DOCUMENTO(S) PF (podendo ser também por documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANC. PATRIM. COMPENSAÇÃO 
54.Y.ZZZ 
(UG subordinada) 
 
 D – (*) Diversas Cotas Financeiras (29311.03.99) 
C – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
D – Cota de Sub-Repasse a Programar 
(29311.04.02) 
C – Cota de Sub-Repasse a Aprovar 
(29311.04.15) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 
 D – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
C – (*) Diversas Cotas Financeiras (19311.03.99) 
D – Cota de Sub-Repasse a Aprovar 
(19311.04.15) 
C – Cota de Sub-Repasse a Programar 
(19311.04.02) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Subordinado da 
Administração 
Indireta) 
 D – (*) Diversas Cotas Financeiras (29311.03.99) 
C – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
D – Cota de Repasse a Programar (29311.02.02) 
C – Cota de Repasse a Aprovar (29311.02.15) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 
 D – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
C – (*) Diversas Cotas Financeiras (19311.03.99) 
D – Cota de Repasse a Aprovar (19311.02.15) 
C – Cota de Repasse a Programar (19311.02.02) 
OBSERVAÇÃO 
Repare que, segundo o Plano de Contas atual, o que definirá se é um 
repasse ou um sub-repasse nesta primeira fase será o nível de “item” da 
conta. As “X9311.02.ZZ” representa Repasses, enquanto que as 
“X9311.04.ZZ” representam os Sub-Repasses. Os lançamentos 
sombreados referem-se à PPF das UG da Adm. Direta enviadas à OSPF 
do Órgão Superior e os que estão em branco referem-se à PPF das OSPF 
da Adm. Indireta enviadas ao Órgão Superior a que estão subordinadas. 
 
FASE 2 – As OSPF dos Órgãos Superiores da Adm. Direta consolidam e formalizam as PPF 
ao Órgão Central de Programação Financeira (COFIN/STN). 
DOCUMENTO(S) PF (podendo ser também por documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANC. PATRIM. COMPENSAÇÃO 
 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 
 D – (*) Diversas Cotas Financeiras (29311.03.99) 
C – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
D – Cota de Despesa a Programar 
(29311.01.02) 
C – Cota de Despesa a Aprovar (29311.01.15) 
54.Y.ZZZ 
(COFIN/STN) 
 D – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
C – (*) Diversas Cotas Financeiras (19311.03.99) 
D – Cota de Despesa a Aprovar (19311.01.15) 
C – Cota de Despesa a Programar 
(19311.01.02) 
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- - 
 
97
OBSERVAÇÃO 
Repare que, segundo o Plano de Contas atual, o que definiu se era um 
repasse ou um sub-repasse na primeira fase foi o nível de “item” da 
conta. As “X9311.02.ZZ” representam Repasses, enquanto que as 
“X9311.04.ZZ” representam os Sub-Repasses. Na segunda fase, o “item” 
da Cota de Despesa é “01”. Com isto, termina a fase das PPF, dando 
lugar à PFA após cortes e remanejamentos efetuados pelo Órgão 
competente. 
 
Ressalte-se que as contas do ativo e passivo compensado são 
“potencialidades” e não fatos contábeis propriamente ditos (não há recursos a 
serem pagos ou recebidos por enquanto). Trata-se apenas de uma 
programação. Ex.: antes de recebermos nosso salário, nós fazemos a nossa 
programação do mês, considerando os ingressos e dispêndios antes dos 
mesmos ocorrerem. 
 
 
6.13. Aprovação da Proposta de Programação Financeira (PFA) 
 
Tratemos, agora, do fluxo de “volta” das propostas, após o seu 
estudo, ajustes e sua devida aprovação pela Unidade responsável, ou seja, do 
fluxo das PFA. Após o registro da PFA, as Unidades já poderão proceder à 
descentralização da programação financeira (previsão de cotas, repasses e 
sub-repasses) acompanhando a execução orçamentária como foi visto nos 
lançamentos anteriores. Ver quadro demonstrativo no item anterior. 
 
 
FASE 3 – A STN/MF consolida todas as PPF e realiza ajustes nas mesmas através de 
estudos técnicos e de acordo com o Orçamento aprovado e a arrecadação das receitas. 
FASE 4 – Após os ajustes, envia a cada OSPF de Órgão Superior a sua respectiva 
PFA. Esta fase é contabilizada conforme a seguir: 
DOCUMENTO(S) PF (podendo ser também por documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANC. PATRIM. COMPENSAÇÃO 
 
54.Y.ZZZ 
(STN/COFIN) 
 
 D – Cota Financeira a Liberar (19311.03.02) 
C – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
D – Cota de Despesa a Liberar (19311.01.03) 
C – Cota de Despesa a Aprovar (19311.01.15) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 D – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
C – Cota Financeira a Receber (29311.03.02) 
D – Cota de Despesa a Aprovar (29311.01.15) 
C – Cota de Despesa a Receber (29311.01.03) 
OBSERVAÇÃO 
Repare que, o “item” da Cota de Despesa é “01”, seguindo o mesmo 
raciocínio das PPF. Então, com isso, as 4 contas com saldos 
remanescentes e que farão parte da seqüência do processo de 
programação financeira serão a “Cota Financeira a Liberar” (COFIN/STN), 
“Cota Financeira a Receber” (OSPF – Órgão Superior da Adm. Direta), 
“Cota de Despesa a Liberar” (COFIN/STN) e a “Cota de Despesa a 
Receber” (OSPF- Órgão Superior da Adm. Direta). 
 
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98
FASE 5 – As OSPF do Órgão Superior da Administração Direta, de acordo com a PFA 
recebida do Órgão Central, realiza ajustes, cortes e remanejamentos na programação 
orçamentária e aprova a PPF das OSPF da Adm. Indireta subordinadas. 
 
FASE 6 – As OSPF do Órgão Superior da Administração Direta, de acordo com a PFA 
recebida do Órgão Central, realiza ajustes, cortes e remanejamentos na programação 
orçamentária e aprova a PPF das UG da Adm. Diretasubordinadas. 
DOCUMENTO(S) PF (podendo ser também por documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANC. PATRIM. COMPENSAÇÃO 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 
 D – Cota Financeira a Liberar (19311.03.02) 
C – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
D – Cota de Repasse a Liberar (19311.02.03) 
C – Cota de Repasse a Aprovar (19311.02.15) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Subordinado da 
Administração 
Indireta) 
 D – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
C – Cota Financeira a Receber (29311.03.02) 
D – Cota de Repasse a Aprovar (29311.02.15) 
C – Cota de Repasse a Receber (29311.02.03) 
54.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 D – Cota Financeira a Liberar (19311.03.02) 
C – Cota Financeira Solicitada (19311.03.01) 
D – Cota de Sub-Repasse a Liberar 
(19311.04.03) 
C – Cota de Sub-Repasse a Aprovar 
(19311.04.15) 
54.Y.ZZZ 
(UG Subordinada) 
 D – Cota Financeira Solicitada (29311.03.01) 
C – Cota Financeira a Receber (29311.03.02) 
D – Cota de Sub-Repasse a Aprovar 
(29311.04.15) 
C – Cota de Sub-Repasse a Receber 
(29311.04.03) 
OBSERVAÇÃO 
Após o fim do processo de programação financeira, as contas com 
saldos remanescentes e que farão parte da seqüência do processo de 
programação financeira serão a “Cota Financeira a Liberar” (OSPF – 
Órgão Superior da Adm. Direta), “Cota Financeira a Receber” (OSPF – 
Órgão Subordinado da Adm. Indireta e UG Subordinada), “Cota de 
Repasse a Liberar” (OSPF – Órgão Superior da Adm. Direta), “Cota de 
Repasse a Receber” (OSPF – Órgão Subordinado da Adm. Indireta). E, 
ainda, “Cota de Sub-Repasse a Liberar” (OSPF – Órgão Superior da Adm. 
Direta), “Cota de Sub-Repasse a Receber” (UG Subordinada). 
 
Pode haver um questionamento neste ponto acerca da classificação das 
contas. Por que, por exemplo, a conta “Cota de Despesa a Receber” ou “Cota 
de Repasse a Receber” figuram no passivo compensado e não no ativo, já que 
é um direito da unidade recebedora/solicitante? Deve-se ao fato de ter sido 
convencionado que a Unidade descentralizadora contabilizaria as contas 
de ativo compensado (no que se refere apenas à programação financeira) 
e a favorecida ou solicitante as contas de passivo compensado. Isto não 
traz grandes problemas pois são “potencialidades” e não integram o patrimônio 
objeto da Contabilidade, e constitui-se em um controle apenas. 
 
 
 
 
 
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99
6.14. Liberação das Cotas de Despesa Aprovadas (Execução da 
PFA) 
 
Tratou-se, até aqui, somente as potencialidades, ou seja, o trâmite do 
orçamento aprovado e o trâmite da programação financeira. 
 
À partir deste momento em diante, serão tratados os fatos contábeis 
propriamente ditos, entendidos como aqueles fatos que alteram as contas 
patrimoniais através de fatos permutativos ou modificativos (aumentativos ou 
diminutivos). Mas não significa que a execução orçamentária e da 
programação financeira não sofram mais registros, mas, pelo contrário, elas 
irão acompanhar todos os estágios, concomitantemente, até o final do exercício 
financeiro. 
 
Nos itens 6.5 e 6.6 deste tópico foram vistas partes dos fatos contábeis 
permutativos e modificativos quando foi estudada a efetiva arrecadação das 
receitas, mas, de agora em diante, será dada ênfase aos reflexos que os fatos 
contábeis trazem ao patrimônio, objeto da Contabilidade. 
 
Após o processo de programação financeira e a efetiva arrecadação das 
receitas, a STN/MF e as OSPF de Órgãos Superiores da Adm. Direta realizam 
a descentralização financeira propriamente dita para as OSPF de Entidades 
da Adm. Indireta e para as Unidades Gestoras Subordinadas, que consiste na 
efetiva transferência dos recursos programados na etapa anterior. As OSPF de 
Entidades da Adm. Indireta e as Unidades Gestoras Subordinadas, de posse 
do orçamento aprovado (dotações) e da efetiva disponibilidade de caixa, à 
partir de então, estarão aptas a executar o orçamento através dos estágios da 
despesa, que consistem no empenho, na liquidação e no pagamento, ou seja, 
poderão firmar contratos, comprar bens móveis, pagar pessoal etc. 
 
Agora, serão vistos os lançamentos da efetiva liberação de recursos 
previstos na programação financeira aprovada (PFA). 
 
DOCUMENTO(S) OB (que pode ser gerada também pelo CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAM. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
70.Y.ZZZ 
(COFIN/STN) 
 
 D – Interferência Passiva – 
Cota Concedida 
(51211.00.00) 
C – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 D – Cota Financeira Liberada 
(19311.03.03) 
C – Cota Financeira a Liberar 
(19311.03.02) 
 
D – Cota de Despesa Liberada 
(19311.01.04) 
C – Cota de Despesa a Liberar 
(19311.01.03) 
55.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
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- - 
 
100
70.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 C – Interferência Ativa – 
Cota Recebida 
(61211.00.00) 
 D – Cota Financeira a Receber 
(29311.03.02) 
C – Cota Financeira Recebida 
(29311.03.03) 
 
D – Cota de Despesa a Receber 
(29311.01.03) 
C – Cota de Despesa Recebida 
(29311.01.04) 
70.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 D – Interferência Passiva – 
Repasse Concedido 
(51212.00.00) 
C – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 D – Cota Financeira Liberada 
(19311.03.03) 
C – Cota Financeira a Liberar 
(19311.03.02) 
D – Cota de Repasse Liberada 
(19311.02.04) 
C – Cota de Repasse a Liberar 
(19311.02.03) 
55.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Subordinado da 
Administração Indireta) 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
70.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Subordinado da 
Administração Indireta) 
 C – Interferência Ativa – 
Repasse Recebido 
(61212.00.00) 
 D – Cota Financeira a Receber 
(29311.03.02) 
C – Cota Financeira Recebida 
(29311.03.03) 
 
D – Cota de Repasse a Receber 
(29311.02.03) 
C – Cota de Repasse Recebida 
(29311.02.04) 
70.Y.ZZZ 
(OSPF de Órgão 
Superior) 
 D – Interferência Passiva – 
Sub-Repasse Concedido 
(51213.00.00) 
C – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 D – Cota Financeira Liberada 
(19311.03.03) 
C – Cota Financeira a Liberar 
(19311.03.02) 
D – Cota de Sub-Repasse 
Liberada (19311.04.04) 
C – Cota de Sub-Repasse a 
Liberar (19311.04.03) 
55.Y.ZZZ 
(UG Subordinada) 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
70.Y.ZZZ 
(UG Subordinada) 
 C – Interferência Ativa – 
Sub-Repasse Recebido 
(61213.00.00) 
 D – Cota Financeira a Receber 
(29311.03.02) 
C – Cota Financeira Recebida 
(29311.03.03) 
 
D – Cota de Sub-Repasse a 
Receber (29311.04.03) 
C – Cota de Sub-Repasse 
Recebida (29311.04.04) 
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- - 
 
101
OBSERVAÇÃO 
Finalização do Processo de Programação Financeira 
A Programação Financeira encerra-se (em termos) com a liberação efetiva 
das cotas, repasses e sub-repasses arrecadados. Veja que as contas do 
ativo e passivo compensado não sofrerão mais lançamentos, pois os 
valores já foram recebidos, mas é necessário ter em mente que este 
processo ocorre durante todo o exercício à medida em que ocorrerem as 
arrecadações previstas peloDecreto de Programação Financeira e de 
acordo com os pagamentos de despesas a serem efetuados. 
Início da Execução Financeira e Patrimonial 
À partir deste ponto, as UG estão aptas a empenhar, liquidar e pagar as 
suas despesas pois já têm em seu poder recursos orçamentários e 
financeiros disponíveis. O registro do recebimento das cotas, repasses e 
sub-repasses são variações ativas orçamentárias conhecidas como 
interferências ativas. Como vimos no tópico que trata das Variações 
Patrimoniais, há modificação da situação líquida patrimonial para maior 
(fato modificativo aumentativo). O evento 70, apesar de ser um evento 
“aberto” de natureza devedora, é a contrapartida de um evento 55 de 
natureza devedora também. Isto deve-se ao fato de um mesmo evento da 
Classe 70 registrar a interferência ativa (a crédito) nas Unidades 
recebedoras e ao mesmo tempo a interferência passiva nas Unidades que 
liberam os recursos aprovados (a débito). 
 
6.15. Empenho da Despesa 
 
O estágio do empenho da despesa consiste em “retirar” das dotações 
orçamentárias contidas na LOA, os recursos necessários para que as Unidades 
possam dar andamento à execução orçamentária, financeira e patrimonial. 
 
Segundo a Lei 4.320/1964, “empenho é o ato emanado de autoridade 
competente (chefe do executivo ou outros, por delegação de competência) que 
cria para o estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de 
condição”. 
 
O empenho não cria obrigação e sim ratifica a garantia ao fornecedor de 
pagamento. 
 
O empenho é sempre anterior à execução da despesa, portanto, não 
existe empenho posterior. O que pode haver é um posterior reforço do 
empenho já existente. 
 
É vedada a realização de despesa (pagamento) sem prévio empenho. 
 
Empenho 
 
DOCUMENTO(S) NE (acionará eventos de máquina) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANC. PATRIM. COMPENS.
40.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
D – Crédito Disponível (29211.00.00) 
C – Crédito Empenhado a Liquidar (29213.01.00) 
 
D – Emissão de Empenhos (19241.01.01) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – Valores em Liquidação (29241.04.01) 
 
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- - 
 
102
 
D – Empenhos por Modalidade de Licitação 
(19241.02.ZZ) 
C – Empenhos a Liquidar (29241.01.01) 
 
 
D – Valores Comprometidos (19241.04.01) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – Empenhos por Mod. De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
OBSERVAÇÃO 
Nestes lançamentos, pode-se ver que o empenho da despesa gera uma série de controles por 
meio das partidas dobradas. Além da baixa do crédito disponível da UG, tem-se os 
lançamentos de controle da emissão de empenhos (19241.01.01, dos valores que estão em 
liquidação (29241.04.01), dos empenhos detalhados pela modalidade de licitação ou pela 
inexigibilidade ou dispensa da mesma (19241.02.ZZ e 29241.02.ZZ) e o dos empenhos 
detalhados pelo credor (19241.04.ZZ). Parece muito complexo, mas quando os lançamentos 
são analisados com atenção, vê-se a lógica dos controles por empenho. O controle por essas 
contas relativas ao empenho estarão presentes em todas as fases da despesa, em 
lançamentos concomitantes com os dos outros sistemas de contas. Nota-se que no estágio do 
empenho, só há lançamentos nas contas do sistema orçamentário. As contas de controle da 
programação financeira estarão presentes no próximo estágio da despesa que é a liquidação. 
 
Reforço do Empenho da Despesa 
 
DOCUMENTO(S) NE (acionará eventos de máquina) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANC. PATRIM. COMPENS.
40.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
D – Crédito Disponível (29211.00.00) 
C – Crédito Empenhado a Liquidar (29213.01.00) 
 
D – Reforço de Empenhos (19241.01.02) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – Empenhos a Liquidar (29241.01.01) 
 
D – Empenhos por Modalidade de Licitação 
(19241.02.ZZ) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – Empenhos por Mod. De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
 
D – Valores Comprometidos (19241.04.01) 
C – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
 
D – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
C – Valores em Liquidação (29241.04.01) 
 
 
 
 
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- - 
 
103
OBSERVAÇÃO Trata-se da adição de um determinado montante ao empenho para cobrir despesas que 
possam exceder o valor do mesmo. Geralmente são utilizados para ajuste dos empenhos por 
estimativa. 
 
Anulação do Empenho da Despesa 
 
DOCUMENTO(S) NE (acionará eventos de máquina) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANC. PATRIM. COMPENS.
40.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
D – Crédito Empenhado a Liquidar (29213.01.00) 
C – Crédito Disponível (29211.00.00) 
 
D – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
C – (*) Anulação de Empenho (19241.01.09) 
 
D – Empenhos a Liquidar (29241.01.01) 
C – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
 
D – (*)Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99..00) 
C – Empenhos por Mod. De Licitação 
(19241.02.ZZ) 
 
D –Empenhos por Mod. De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
 
D – (*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
C – Valores Comprometidos (19241.04.01) 
 
D – Valores em Liquidação (29241.04.01) 
C – (*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
 
OBSERVAÇÃO É utilizado quando o empenho é superior ao valor da despesa incorrida. Geralmente é utilizado 
para ajustes nos empenhos por estimativa. 
 
 
 
 
Para que se entenda melhor o mecanismo do empenho e seu respectivo 
reforço ou anulação, pode-se analisar os razonetes contábeis em que o nº 
(1.X) representa os lançamentos do empenho propriamente dito e suas 
contrapartidas, (2.Y) representa os lançamentos do reforço do empenho e 
(3.Z) representa os lançamentos de anulação do empenho. As colunas de 
débito ou crédito sombreadas indicam a natureza da conta (devedora ou 
credora). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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- - 
 
104
Crédito Disponível (29211.00.00) 
D C 
 
(1.1) 
(2.1) 
(Saldo inicial da UG) 
(3.1) 
 
Crédito Empenhado a Liquidar 
(29213.01.00) 
D C 
(3.1) (1.1) 
(2.1) 
 
Emissão de Empenhos (19241.01.01) 
D C 
(1.2) 
 
(*) Outros Empenhos por Emissão 
(19241.99.00) 
D C 
(3.2) 
(3.4) 
(3.6) 
(1.2) 
(1.5) 
(1.6) 
(2.2) 
(2.4) 
(2.5) 
(2.6) 
 
(*) Outras Emissões de Empenho 
(29241.99.00) 
D C 
(1.3) 
(1.6) 
(1.7) 
(2.3) 
(2.5) 
(2.7) 
(3.3) 
(3.5) 
(3.7) 
 
Valores em Liquidação (29241.04.01) 
D C 
(3.7) (1.3) 
(2.7) 
 
Empenhos por Mod. De Licitação 
(19241.02.ZZ) 
D C 
(1.4) 
(2.4) 
(3.4) 
 
Empenhos a Liquidar (29241.01.01) 
D C 
(3.3) (1.4) 
(2.3) 
 
Valores Comprometidos (19241.04.01) 
D C 
(1.5) 
(2.5) 
(2.6) 
(3.6)Reforço de Empenhos (19241.01.02) 
D C 
(2.2) 
 
 
Empenhos por Mod. De Licitação a 
Liquidar (29241.02.ZZ) 
D C 
(3.5) (1.7) 
(2.5) 
 
(*) Anulação de Empenhos 
(19241.01.09) 
D C 
 (3.2) 
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Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-105-
 
Para entender melhor o que ocorre com as contas no estágio do 
empenho, segue a listagem (simplificada) de algumas das contas envolvidas e 
suas devidas classificações no Plano de Contas. 
 
ATIVO COMPENSADO PASSIVO COMPENSADO 
19240.00.00 – Execução da Despesa 
 19241.01.00 – Empenhos por Emissão 
 19241.01.00 – Empenhos por Nota de Empenho 
 19241.01.01 – Emissão de Empenhos 
 19241.01.02 – Reforço de Empenhos 
 19241.01.09 – (*) Anulação de Empenhos 
 19241.02.00 – Empenhos por Mod. De Licitação 
 19241.02.01 – Concurso 
 19241.02.02 – Convite 
 19241.02.ZZ - ... (dispensa, inexigível etc) 
 
 
 
 
 19241.04.00 – Empenhos por Credor 
 19241.04.01 – Valores Comprometidos 
 
 
 19241.99.00 – (*) Outros Empenhos por Emissão 
29240.00.00 – Execução da Despesa 
 29241.01.00 – Emissão de Empenhos 
 29241.01.00 – Empenhos por Nota de Empenho 
 29241.01.01 – Empenhos a Liquidar 
 29241.01.02 – Empenhos Liquidados 
 
 29241.02.00 – Empenhos por Mod. De Licitação a Liquidar 
 29241.02.01 – Concurso 
 29241.02.02 – Convite 
 29241.02.ZZ - ... (dispensa, inexigível etc) 
 29241.03.00 – Empenhos por Mod. De Licitação Liquidado 
 29241.03.01 – Concurso 
 29241.03.02 – Convite 
 29241.03.ZZ - ... (dispensa, inexigível etc) 
 29241.04.00 – Empenhos por Credor 
 29241.04.01 – Valores em Liquidação 
 29241.04.02 – Valores Liquidados a Pagar 
 29241.04.03 – Valores Pagos 
 29241.99.00 – (*) Outras Emissões de Empenho 
 
 
 
6.16. Liquidação da Despesa do Exercício 
 
A Liquidação, segundo a Lei 4.320/1964, “...consiste na verificação do 
direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos 
comprobatórios do respectivo crédito”. Ainda, segundo a lei “...essa verificação 
tem por fim apurar a origem e objeto do que se deve pagar, a importância exata 
a pagar, a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. À 
partir deste momento, se inicia a execução financeira e patrimonial, pois até 
agora só foram tratadas as execuções orçamentárias e da programação 
financeira. 
 
Depreende-se da Lei 4.320/1964 que a liquidação ocorre no momento 
em que, prestado o serviço ou entregue a mercadoria, por exemplo, cria para a 
Unidade a obrigação de pagar um valor certo a um credor definido pelo 
documento de origem do objeto do pagamento, ou seja, a Nota Fiscal, o Recibo 
de Pagamento, a Solicitação de Diárias, etc. A obrigação já existe, mas não 
necessariamente ocorrerá o pagamento no mesmo momento, pois, trata-se do 
3º e último estágio da despesa que é o pagamento. A liquidação, inclusive, 
pode ocorrer em exercício diverso do empenho que é o caso dos Restos a 
Pagar Não-Processados (ou não Liquidados), assim como o pagamento pode 
ocorrer em exercício diverso do da liquidação, que é o caso dos Restos a 
Pagar Processados (ou Liquidados). 
 
O estágio da Liquidação da Despesa tem sido feita primordialmente pelo 
Subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR como já foi visto no tópico 
específico através de “eventos de máquina” gerados pelas situações e/ou 
deduções selecionadas no documento hábil. 
 
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-106-
O exemplo a seguir refere-se a liquidação de despesas correntes, 
tratando-se, portanto de um fato modificativo, pois haverá a redução da 
situação patrimonial líquida pela ocorrência da despesa orçamentária sem 
ocorrer uma mutação ativa pelo aumento do ativo. 
 
Na liquidação, o evento da Classe 51 (ou 61) é comumente utilizado 
com um evento da Classe 52 que irá fazer o registro da obrigação a pagar no 
passivo. 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa Corrente 
(33XXX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a Pagar 
(passivo financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
É necessário notar que, no momento da Liquidação, todas as contas com saldos 
remanescentes do estágio do empenho são “baixadas”. Cada controle (por credor, por 
nota de empenho, por modalidade de licitação) tem seus saldos transferidos para a 
respectiva conta “liquidados”. Foi visto no tópico “tabela de eventos” que tanto os 
eventos da Classe 51 quanto da Classe 52 são abertos e possuem, respectivamente, 
naturezas devedora e credora. Isto fica evidenciado no lançamento acima, já que o 
débito na conta de despesa da Classe 51, corresponderá a um crédito na conta de 
passivo “obrigações a pagar” na Classe 52. Quando há utilização dos recursos de 
programação financeira, é necessário também contabilizar no sistema de 
compensação, a baixa das contas de disponibilidades financeiras. Estes lançamentos, 
a título de exemplo, equivalem à situação “P01” do CPR. 
 
Os lançamentos de liquidação vistos acima, referem-se a um fato 
modificativo (altera a situação líquida patrimonial). E no caso de um fato 
contábil permutativo, geralmente ocasionado pela incorrência de uma 
despesa de capital, como ficariam os lançamentos? 
 
 
 
 
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-107-
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa de 
Capital (34XXX.YY.ZZ)
 
 
 
 
 
D – Ativo 
(1XXXX.YY.ZZ) 
C – Mutação Ativa 
(613XX.YY.ZZ) 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (2121X.YY.ZZ)OBSERVAÇÃO A única diferença para os lançamentos do fato modificativo (lançamento anterior) é a partida dobrada no sistema patrimonial, fazendo com que a mutação ativa “anule” a 
despesa de capital, caracterizando, dessa forma, o fato permutativo. 
 
 
6.17. Restos a Pagar 
 
As despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro são 
consideradas restos a pagar, dividindo-se em processadas (liquidadas) e não 
processadas (não liquidadas). A inscrição de restos a pagar é feita de modo 
automático. 
 
Na União, as despesas liquidadas irão constituir os restos a pagar 
processados, enquanto que aquelas não liquidadas poderão ou não serem 
inscritas em restos a pagar não processados. 
 
Ainda, na União, os critérios para inscrição de restos a pagar não 
processados são os seguintes: 
- ainda vigente prazo para cumprimento da obrigação assumida 
pelo credor; 
- vencido prazo para cumprimento da obrigação, mas esteja em 
curso a liquidação da despesa, ou seja, de interesse da 
administração exigir o cumprimento da obrigação assumida 
pelo credor; 
- se destinar a atender transferências a instituições públicas ou 
privadas; e 
- corresponder a compromisso assumido no exterior. 
 
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-108-
Inscrição de Restos a Pagar Não-Processados (Não Liquidados) 
 
Suponha que a Unidade empenhou determinada despesa no ano de X1 
e o fornecedor ainda não concluiu o serviço ou não entregou o bem que foi 
objeto da despesa apesar de ainda estar dentro do prazo estipulado, ou seja, 
não houve a liquidação, ou então, enquadrou-se em um dos casos que a Lei 
4.320/1964 prevê como restos a pagar não-processados. 
 
No caso exemplificado, deve ocorrer a inscrição em restos a pagar não-
processados de despesas correntes. 
Esta inscrição dá-se de 2 formas: automática, no encerramento do 
exercício quando são definidas as normas de encerramento das Unidades ou 
então pelo próprio Gestor, através de NL com o evento 54.0.000. 
 
DOCUMENTO(S) NL quando o gestor inscreve ou por processamento automático no encerramento do exercício. 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
54.0.000 
(Pelo Gestor) 
 
ou 
 
Processamento 
Automático 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Empenhos Inscritos 
em Restos a Pagar 
(29241.04.05) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa Corrente 
(33XXX.YY.ZZ) 
C – Restos a Pagar Não 
Processados a Liquidar 
(21216.02.02) 
 
 
 
 
 
 D – Inscrição de 
Restos a Pagar 
(19510.00.00) 
C – Restos a Pagar a 
Liquidar (29510.00.00) 
 
D – Inscrição de 
Restos a Pagar 
(19241.05.05) 
C – (*) Outras 
Inscrições de RP 
(19241.05.99) 
 
D - (*) Outras 
Inscrições de RP 
(29241.05.99) 
C – Inscrição de 
Restos a Pagar 
(29241.05.05) 
 
D – RP por Empenho 
(19581.00.00) 
C – RP por Empenho 
(29581.00.00) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
OBSERVAÇÃO 
É necessário notar que, no momento da inscrição em Restos a Pagar não-
processados, ocorre a liquidação do empenho relativo ao exercício do mesmo e os 
valores que estavam “em liquidação” são transferidos para “empenhos inscritos em 
restos a pagar”. A Despesa foi empenhada e, portanto, dado o princípio da anualidade 
do Orçamento, deve ser reconhecida no exercício em que foi empenhada (Lei 
4.320/1964) e a sua contrapartida será uma conta de “restos a pagar não-
processados”, não especificando a natureza da obrigação. A inscrição em restos a 
pagar irá gerar controles específicos nas contas do ativo e passivo compensado que 
são contabilizadas no “sistema de compensação” que têm a função de controlar os RP 
por credor (X9241.YY.ZZ) e por Nota de Empenho (195XX.YY.ZZ e 295XX.YY.ZZ) 
pelos respectivos contas-correntes. Como são envolvidas contas do sistema 
financeiro, é necessário baixar as disponibilidades do controle de programação 
financeira. 
 
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-109-
 
Restos a Pagar Processados (Liquidados) 
 
Quanto aos restos a pagar processados não há nenhuma 
contabilização a ser feita, pois só resta o estágio do pagamento, que será feito 
no exercício subseqüente ao da inscrição. Depois que ocorre a liquidação 
dentro do mesmo exercício do empenho, a inscrição é automática pois o 
valor a pagar já consta no passivo financeiro e os valores dos empenhos já 
foram baixados e liquidados. 
 
 Cancelamento de Restos a Pagar Não Processados 
 
O saldo de restos a pagar não processados possui o prazo de 1 (um) 
exercício financeiro para ser liquidado, caso contrário, deverá ser 
cancelado ao final do exercício, apesar do credor poder fazer valer o seu 
direito de recebimento pelo prazo de 5 (anos) a contar da data da inscrição (Lei 
4.320/1964). 
 
DOCUMENTO(S) NE 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
40.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Restos a Pagar Não 
Processados a Liquidar 
(21216.02.02) 
C – Desincorporação de 
Obrigações - Restos a Pagar 
(62331.05.00) 
 
 
 
 
 
 D – Restos a Pagar a 
Liquidar (29510.00.00) 
C – (*) Cancelamento de 
Restos a Pagar 
(1959X.00.00) 
 
D–Restos a Pagar a 
Liquidar(29241.05.01) 
C – (*) Cancelamento de 
Restos a Pagar Não 
Processados (29241.05.09) 
 
D – Disponibilidade Por 
Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
C – Disponibilidades 
Financeiras (29320.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
O cancelamento de Restos a Pagar será contabilizado por um evento da Classe 40 
pois refere-se ao cancelamento de um empenho e será realizada por NE com eventos 
de máquina. Todas as contas dos respectivos sistemas que registravam os RP a 
Liquidar devem ser baixadas, assim como a disponibilidade gerada pela programação 
financeira. No sistema financeiro, ocorre uma variação ativa independente da execução 
orçamentária (insubsistência do passivo ou insubsistência ativa) alterando a situação 
líquida patrimonial. 
 
 Liquidação de Restos a Pagar Não Processados 
 
Após a despesa ser empenhada no exercício anterior sem a devida 
liquidação (RP Não-Processados), ocorreu, no exercício corrente, a entrega do 
objeto do empenho ou a prestação do serviço. Este fato caracteriza a 
liquidação dos Restos a Pagar Não-Processados. 
 
À partir de então, torna-se líquido e certo o direito do credor e faltará 
apenas o estágio do pagamento. O RP Não-Processado não tem mais como 
ser cancelado ao final do exercício. 
 
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-110-
DOCUMENTO(S) NS (pelo subsistema CPR) e NL (pelo Gestor) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
61.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Restos a Pagar Não 
Processados a Liquidar 
(21216.02.02) 
 
 
 
 
 
 
 D – Restos a Pagar a 
Liquidar (29510.00.00) 
C – Restos a Pagar 
Liquidados (29540.00.00) 
 
 
52.1.ZZZ 
(Na UnidadeGestora 
Executora) 
 
 
 C – Obrigações a Pagar 
(2121X.YY.ZZ) 
 D–Restos a Pagar a 
Liquidar (29241.05.01) 
C – Restos a Pagar 
Liquidados no Exerc. 
Corrente (29241.05.02) 
 
OBSERVAÇÃO 
Na Liquidação dos Restos a Pagar Não-Processados a conta “genérica” de passivo 
financeiro “restos a pagar não-processados a liquidar” é transferida para a obrigação 
correspondente, de acordo com a sua natureza. No sistema de compensação há a 
baixa das contas de controle de “restos a pagar a liquidar” com controles por empenho 
e por credor. 
 
Pode ocorrer que a liquidação de RP Não-Processados seja referente a 
um fato permutativo, por exemplo, a aquisição de material de consumo. Neste 
caso, os lançamentos seriam os mesmos, no entanto, teria mais um 
lançamento no sistema patrimonial registrando uma conta de variação ativa 
– acréscimos patrimoniais (623XX.YY.ZZ) a crédito e débito da conta de 
ativo (1XXXX.YY.ZZ) que foi adquirido. 
 
 
6.18. Pagamento de Despesas do Exercício 
 
Já foram vistos os 2 primeiros estágios da despesa – empenho e 
liquidação – falta-nos verificar os reflexos da contabilização do pagamento 
tanto das despesas do próprio exercício, quanto a de exercícios anteriores 
(Restos a Pagar Processados e Não-Processados). Caracterizando o último 
estágio da despesa. 
 
O pagamento deverá originar-se da efetiva arrecadação da receita e o 
registro correspondente na Conta Única do Tesouro Nacional e na conta de 
controle “Limite de Saque c/ Vinculação de Pagamento” conforme foi visto no 
item 6.5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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-111-
DOCUMENTO(S) OB 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
53.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Obrigações a Pagar 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 D – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
C – Valores Pagos 
(29241.04.03) 
 
 
 Na COFIN/STN 
D – Recursos a Liberar para 
Vinc. De Pagamento 
(21216.04.00) 
 
 
 
 
 
 56.Y.ZZZ 
 
 Na UG Executora 
C – Limite de Saque c/ 
Vinculação de pagamento 
(11216.04.00) 
 Na UG Executora 
D – Pagamentos Efetuados 
(19321.07.01) 
C – (*) Outros pagamentos 
(19321.07.99) 
 
70.Y.ZZZ 
 
 Na COFIN/STN 
C – Conta Única do Tesouro 
Nacional (11112.01.YY) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Observe que o evento da Classe 53 de natureza devedora “fecha” a partida dobrada 
com o evento da Classe 56 de natureza credora na UG Executora. E o evento da 
Classe 70 de natureza devedora “fecha” com o evento 56 porque o crédito da Conta 
Única da UG deve corresponder a um débito na COFIN/STN (Órgão Central de 
Programação Financeira) responsável pelo controle da Conta Única. O CPR, no 
momento da realização, irá acionar automaticamente todos estes eventos. As 
contabilizações do evento da Classe 56 referem-se às contas de controle do limite de 
saque das UG, que corresponde ao limite autorizado para a UG dispor da Conta Única 
segundo a execução da programação financeira. 
 
 
 
 
6.19. Pagamento de Restos a Pagar 
 
 
Os Restos a Pagar Processados só necessitam cumprir a última fase da 
despesa que é o pagamento. Já os Restos a Pagar Não-Processados 
necessitam da liquidação, que foi vista no item anterior, e do pagamento da 
obrigação empenhada no exercício anterior e liquidada no exercício corrente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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-112-
Restos a Pagar Não-Processados (Despesa Já Liquidada no Ex. Corrente) 
 
DOCUMENTO(S) OB 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
53.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Obrigações a Pagar 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 D – Restos a Pagar 
Liquidados no Exercício 
Corrente (29241.05.02) 
C – Restos a Pagar Não-
Processados pagos 
(29241.05.03) 
 
D – Restos a Pagar 
Liquidados (29540.00.00) 
C – Restos a Pagar Pagos 
(29520.00.00) 
 
 Na COFIN/STN 
D – Recursos a Liberar para 
Vinc. De Pagamento 
(21216.04.00) 
 
 
 
 
 
 
56.Y.ZZZ 
 
 Na UG Executora 
C – Limite de Saque c/ 
Vinculação de pagamento 
(11216.04.00) 
 Na UG Executora 
D – Pagamentos Efetuados 
(19321.07.01) 
 
C – (*) Outros pagamentos 
(19321.07.99) 
 
70.Y.ZZZ 
 
 Na COFIN/STN 
C – Conta Única do Tesouro 
Nacional (11112.01.YY) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Observe que o evento da Classe 53 de natureza devedora “fecha” a partida dobrada 
com o evento da Classe 56 de natureza credora na UG Executora. E o evento da 
Classe 70 de natureza devedora “fecha” com o evento 56 porque o crédito da Conta 
Única da UG deve corresponder a um débito na COFIN/STN (Órgão Central de 
Programação Financeira) responsável pelo controle da Conta Única. O CPR, no 
momento da realização, irá acionar automaticamente todos estes eventos. As 
contabilizações do evento da Classe 56 referem-se às contas de controle do limite de 
saque das UG, que corresponde ao limite autorizado para a UG dispor da Conta Única 
segundo a execução da programação financeira. 
 
 
Restos a Pagar Processados (Despesa Liquidada no Ex. Anterior) 
 
 
DOCUMENTO(S) OB 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
53.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Obrigações a Pagar 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 D – Restos a Pagar 
Liquidados no Ex. Anterior 
(29241.05.08) 
C – Restos a Pagar 
Processados Pagos 
(29241.05.10) 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-113-
 Na COFIN/STN 
D – Recursos a Liberar para 
Vinc. De Pagamento 
(21216.04.00) 
 
 
 
 
 
 56.Y.ZZZ 
 
 Na UG Executora 
C – Limite de Saque c/ 
Vinculação de pagamento 
(11216.04.00) 
 Na UG Executora 
D – Pagamentos Efetuados 
(19321.07.01) 
C – (*) Outros pagamentos 
(19321.07.99) 
 
70.Y.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 Na COFIN/STN 
C – Conta Única do Tesouro 
Nacional (11112.01.YY) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos e eventos utilizados são semelhantes aos do pagamento do RP Não-Processado. A única diferença está no lançamento do “sistema de compensação” do 
evento da Classe 53. 
 
 
 
6.20. Despesas de Exercícios Anteriores 
 
 
Como já foi visto, são quatro os casos de despesas de exercícios 
anteriores: 
- Despesa de exercícios encerrados não processados na 
época própria; 
- Restos a pagar com prescrição interrompida; 
- Compromissos reconhecidos após o encerramento do 
exercício financeiro criados em virtude de lei; 
- Valor inscrito em restos a pagar menor que o valor real da 
despesa a ser paga. 
 
Despesas que não se tenham processado na época própria são aquelas 
cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no 
encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo 
estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação. 
 
Restos a Pagar com prescrição interrompida são as despesas cuja 
inscrição como restos a pagar tenham sido canceladas, mas ainda vigente o 
direito do credor. 
 
Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício são as 
obrigações de pagamento criadas em virtude de lei, mas somente reconhecido 
o direito do reclamante após o encerramento doexercício correspondente. 
 
As Despesas de Exercícios Anteriores são aquelas cuja emissão do 
empenho ocorre no exercício atual referente a despesa do exercício anterior. É 
necessário ressaltar que as despesas de exercícios anteriores exigem novo 
empenho, nova liquidação e o pagamento (já tratados anteriormente), já que 
o orçamento do exercício a que pertence a despesa já foi encerrado e não há 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-114-
como “empenhar retroativamente”. Por isso, ocorre a oneração do exercício 
corrente quando trata-se de despesas de exercícios anteriores. 
 
Um exemplo é algum direito devido a um servidor que, por inércia deste, 
foi solicitado no exercício seguinte ao início do benefício que tinha direito 
(salário-família por exemplo). Neste caso, a Unidade não tem mais como 
empenhar a despesa no exercício anterior, mas o valor é devido e, portanto, 
deve-se onerar o orçamento do exercício corrente com um novo empenho. O 
mesmo ocorre com os Restos a Pagar que não foram liquidados (não 
Processados) até o final do exercício seguinte àquele em que a despesa foi 
empenhada. Neste caso, sendo devido, o pagamento correrá por conta de 
despesas de exercícios anteriores, onerando o orçamento corrente. 
 
 
 
6.21. Dívida Ativa 
 
A Lei 4.320/1964 em seu art. 39 define que “os créditos da fazenda 
pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como 
receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas 
orçamentárias”. 
 
Vê-se no trecho da citada Lei a presença do “regime de caixa” para as 
receitas. A Dívida Ativa é uma exceção a esse Regime de Caixa. A Dívida Ativa 
está prevista no art.39 § 1º: 
 
“...os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo 
para pagamento, serão inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida 
Ativa, em registro próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, e a receita 
será escriturada a esse título.” 
 
O crédito da fazenda para com o particular exige que se cumpram os 3 
estágios: lançamento, arrecadação e recolhimento. O lançamento consiste em 
verificar o devedor, definir o montante a ser pago por ele e, ainda, identificar a 
natureza do crédito. Após o transcurso do prazo exigido, para que o devedor 
pague o valor devido (arrecadação), o Poder Público verifica a liquidez e 
certeza do crédito e o inscreve na Dívida Ativa. 
 
Trata-se de uma exceção ao regime de caixa, pois a fazenda pública 
reconhece o direito para com o devedor mesmo sem o devido recebimento. A 
própria Lei 4.320/64 estabelece que “pertencem ao exercício, as receitas nele 
arrecadadas”. Se não houve a arrecadação, como reconhecer a receita? No 
âmbito da União cabe à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN a 
tarefa de apurar a liquidez e certeza do crédito e a determinação de sua 
inscrição na Dívida Ativa após o transcurso do prazo para pagamento. É 
necessário, pela legislação, que o crédito seja exigível e esteja vencido. 
 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-115-
 
Inscrição da Dívida Ativa 
 
A Inscrição da Dívida Ativa deverá ocasionar um aumento da situação 
patrimonial líquida (fato modificativo) pois há um aumento de um ativo (direito a 
receber) sem a diminuição de um outro ativo ou o aumento do passivo. Trata-
se de um Acréscimo Patrimonial. 
 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
54.0.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D – Dívida Ativa 
(12211.00.00) 
C – Acréscimos 
Patrimoniais - 
Incorporação de 
Direitos (62317.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Não há segredo no lançamento da inscrição da Dívida Ativa. Basta reconhecer o direito 
a receber e a conta de Variação Ativa – Superveniência Ativa – Acréscimos 
Patrimoniais – Incorporação de Direitos. Isto, após da autorização da PGFN e apuração 
da sua liquidez e certeza. 
 
 
Recebimento da Dívida Ativa 
 
Após sua inscrição, suponha que o devedor recolha mo montante devido 
com as devidas atualizações. 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
 
55.0.ZZZ 
 
 
 
 
 
D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
80.0.ZZZ 
 
 
D – Receita Realizada 
(19114.00.00) 
C –Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Receita da Dívida 
Ativa (4193X.YY.ZZ) 
 
 
 
 
D – Mutação Passiva – 
Dívida Ativa 
(51312.02.00) 
C –Dívida Ativa 
(12211.00.00) 
 
OBSERVAÇÃO 
Neste lançamento voltamos ao regime de caixa para as receitas, pois, mesmo a receita 
da Dívida Ativa sendo de exercício anterior, a receita decorrente de seu recebimento 
será considerada no exercício em que for arrecadada. Por isso, no sistema 
orçamentário e no financeiro registra-se a receita e a entrada em caixa e no sistema 
patrimonial deve-se baixar a conta de Ativo gerada na inscrição. Trata-se de um fato 
permutativo, pois a receita é compensada pela mutação passiva. 
 
 
 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-116-
Cancelamento da Dívida Ativa 
 
O Direito da Fazenda Pública de cobrar o crédito tributário ou não 
tributário, em regra, prescreve em 5 (cinco) anos a contar da data do 
lançamento (e não da inscrição em Dívida Ativa). Suponha que, decorridos 
esses 5 anos, não houve recebimento. Assim, o Poder Público deverá registrar 
a baixa de direitos a receber. 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
 
54.0.ZZZ 
 
 
 D – Decréscimos 
Patrimoniais – 
Desincorporação de 
Direitos (51312.02.00) 
C –Dívida Ativa 
(12211.00.00) 
 
 
OBSERVAÇÃO Quando há o cancelamento, altera a situação líquida patrimonial pois há uma variação passiva - insubsistência passiva ou insubsistência do ativo – decréscimos patrimoniais - 
desincorporação de direitos. 
 
 
6.22. Operações de Crédito 
 
As operações de crédito são receitas de capital decorrente basicamente 
da colocação de títulos públicos ou de empréstimos obtidos junto a agentes 
financeiros e de fomento nacionais e internacionais. A grosso modo, seria uma 
receita decorrente de um empréstimo, sobre o qual correrão juros e que deverá 
ser amortizado em um período pré-definido. 
 
 
Recebimento do Crédito 
 
Trata-se de um fato permutativo, pois a Unidade irá contrair um 
determinado montante de disponibilidade e , ao mesmo tempo, haverá o 
registro de um passivo. No entanto, orçamentariamente, deve-se reconhecer 
todo e qualquer ingresso de recursos como receita. Neste caso, trata-se de 
uma receita orçamentária não-efetiva que gera uma mutação passiva. 
 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
 
55.0.ZZZ 
 
 
 
 
 
D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
80.0.ZZZ 
 
 
D – Receita Realizada 
(19114.00.00) 
C –Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Receita de 
Operações de Crédito 
(421XX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
D – Mutação Passiva – 
Operações de Crédito 
(51331.00.00) 
C –Obrigações a 
Longo Prazo 
(222XX.YY.ZZ) 
 
TópicosContemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-117-
OBSERVAÇÃO 
A operação de crédito é reconhecida pela legislação como receita de capital. É 
necessário notar que trata-se de um fato permutativo, pois há o ingresso na 
disponibilidade e o reconhecimento de um passivo. O fato contábil acima demonstrado 
refere-se à Dívida Fundada ou Consolidada, pois ocorreu o registro na conta de 
passivo exigível a Longo Prazo. O outro tipo de Dívida, a Flutuante, são registradas no 
passivo financeiro e são decorrentes das atividades normais das Unidades (restos a 
pagar, depósitos de terceiros, fornecedores a pagar etc) 
 
 
Atualização (Serviços da Dívida) 
 
A dívida contraída pelas operações de crédito devem sofrer atualizações 
monetárias e incorrer em juros. Isto chama-se “serviço da dívida”. 
 
Tanto as atualizações monetárias, os juros a pagar quanto às 
amortizações devem ser devidamente empenhadas, liquidadas e pagas 
durante o exercício. Os estágios de empenho, liquidação e pagamento já foram 
tratados anteriormente. Portanto, não será demonstrado o lançamento 
específico, mas é necessário ressaltar que trata-se de Despesas Correntes 
Orçamentárias (332XX.YY.ZZ). 
 
 
Amortização da Dívida 
 
A amortização da Dívida também deve ser empenhada, liquidada e paga 
durante o exercício financeiro. Também não serão demonstrados os 
lançamentos, pois são quase iguais aos de qualquer empenho e aos da 
liquidação relativa a fatos permutativos. 
 
É necessário ressaltar, apenas, que, enquanto os juros e correções 
sobre o valor devido constituem despesas orçamentárias correntes, a 
amortização do principal da Dívida é uma Despesa Orçamentária de Capital 
(346XX.YY.ZZ). 
 
 
6.23. Empréstimos Concedidos 
 
E no caso da concessão de empréstimos pelo Poder Público, como deve 
ser o registro? Seguem a mesma lógica das operações de crédito 
(empréstimos obtidos). Para ocorrer a sua concessão, as Despesas 
Orçamentárias (como devem ser consideradas) deverão ser empenhadas, 
liquidadas e pagas aos devedores. 
 
Registro 
 
Antes da liquidação, deverá ocorrer a baixa do crédito disponível (ver 
lançamento do empenho). Na liquidação ocorre o efetivo registro da Despesa 
Orçamentária de Capital ocasionada por um fato contábil permutativo, pois, há 
saída de disponibilidade e, em contrapartida, há o reconhecimento de um Ativo, 
um direito a receber para com terceiros. A Classificação dada é Despesa de 
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-118-
Capital - Inversões Financeiras - Concessão de Empréstimos e 
Financiamentos (345XX.YY.ZZ). 
 
Atualização e Amortização 
O recebimento das atualizações e amortizações devem ser 
consideradas receita do exercício em que ocorrer o seu devido pagamento, 
respeitando-se, dessa forma, o regime de caixa para as receitas. Os 
recebimentos das atualizações serão receitas correntes oriundas de fatos 
modificativos (4191X.YY.ZZ), enquanto que as amortizações serão receitas 
de capital oriundas de fatos permutativos (423XX.YY.ZZ), pois haverá o 
recebimento de disponibilidade em contrapartida de uma redução no ativo, ou 
seja, a troca de um ativo por outro. 
 
 
6.24. Registro de Assinatura de Contratos 
 
Trata-se do registro das “potencialidades” que estão no campo de 
aplicação da Contabilidade Governamental brasileira e que foi tema desta obra 
em tópico anterior. 
 
A Lei 4.320/1964 em seu art. 87 estabelece: 
 
“Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes 
ou contratos em que a administração pública for parte”. 
 
Neste ponto, a lei obriga que haja escrituração contábil dos fatos 
contábeis originados de atos administrativos (e não fatos administrativos), ou 
seja, das potencialidades de afetação do patrimônio líquido. Esta escrituração, 
a princípio, não altera a situação patrimonial líquida e são feitas em contas 
contábeis do sistema de compensação, nas chamadas compensações ativas 
e passivas diversas (X99XX.YY.ZZ). As compensações ativas detalham a 
natureza do contrato (ex.: 19971.01.00 – Contrato com Terceiros – de 
Serviços) e as compensações passivas apenas evidenciam se o controle 
refere-se a “valores, títulos e bens sob responsabilidade” (29910.00.00), 
“valores em garantia” (29950.00.00), “direitos e obrigações 
conveniadas”(29960.00.00), “direitos e obrigações contratadas”(29970.00.00) e 
“compensações diversas”(29990.00.00). 
 
O lançamento da assinatura de um contrato é da seguinte forma: 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
 
54.0.ZZZ 
 
 
 D – Direitos e Obrigações 
Contratuais - Contratos 
(1997X.YY.ZZ) 
C –Direitos e Obrigações 
Contratadas 
(29970.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
Não há variação no patrimônio, nem permutação, pois trata-se de uma potencialidade e 
não de um fato contábil propriamente dito. A contabilização ocorre por força da Lei 
4.320/1964. A simples assinatura do contrato, deve originar os lançamentos pelo valor 
firmado que deverá ser baixado quando da liquidação da despesa. 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-119-
 
6.25. Aquisição, Alienação e Baixa de Equipamentos e Materiais 
Permanentes 
 
As aquisições de bens móveis permanentes podem ser decorrentes de 
um contrato de fornecimento com uma empresa ou pessoa devidamente 
registrado, mas também podem não ser. De acordo com a legislação, em 
alguns casos deverá ser firmado o contrato para o fornecimento de bens, 
serviços etc. Esta peculiaridade terá reflexo nos lançamentos contábeis a 
serem realizados. O mesmo ocorre com os lançamentos que serão vistos nos 
itens seguintes (6.26 e 6.27). O empenho e o pagamento seguem os mesmos 
roteiros já tratados anteriormente neste tópico. 
 
A Lei 4.320/1964 em seu art. 15, § 2º define que : “Para efeito da 
classificação da despesa, considera-se material permanente o de duração 
superior a 2 (dois) anos”. 
 
Liquidação – Vinculada a Contratos 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa de 
Capital – 
Equipamentos e 
Material Permanente 
(34490.52.ZZ) 
 
 
 
 
 
D – Bens Móveis 
(14212.YY.ZZ) 
C – Mutação Ativa – 
Bens Móveis 
(61311.02.ZZ) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
D –Direitos e 
Obrigações 
Contratadas 
(29970.00.00) 
C – Direitos e 
Obrigações 
Contratuais - 
Contratos de 
Fornecimento de 
Bens (19972.04.00) 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidaçãojá visto anteriormente, a 
diferença está na baixa das contas que foram contabilizadas quando da assinatura do 
contrato. Isto significa que o valor total ou parte do valor contratado já foi executado 
pelo fornecedor dos bens. Outra diferença é que trata-se de um fato permutativo, pois 
há a despesa orçamentária compensada pela mutação ativa, não alterando a situação 
líquida patrimonial. 
 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-120-
Liquidação - Sem Contratos 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa de 
Capital – 
Equipamentos e 
Material Permanente 
(34490.52.ZZ) 
 
 
 
 
 
D – Bens Móveis 
(14212.YY.ZZ) 
C – Mutação Ativa – 
Bens Móveis 
(61311.02.ZZ) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. A única peculiaridade é que trata-se de um fato permutativo, pois há a despesa orçamentária 
compensada pela mutação ativa, não alterando a situação líquida patrimonial. 
 
 
Registro da Alienação ou Baixa de Bens Permanentes 
 
A baixa dos bens permanentes adquiridos podem ocorrer de diversas 
formas, entre elas, temos a doação, a alienação onerosa (venda) ou a baixa 
de bens por algum fator imprevisível (perda decorrente de fenômenos naturais 
ou de outra calamidade inevitável). 
 
Doações de Bens Permanentes 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
54.0.ZZZ 
(Na UG Doadora do 
bem) 
 
 
 D – Decréscimos 
Patrimoniais 
(523XX.YY.ZZ) 
C – Bens Móveis 
(14212.YY.ZZ) 
 
54.0.ZZZ 
(Na UG Recebedora 
do bem) 
 
 
 D – Bens Móveis 
(14212.YY.ZZ) 
C – Acréscimos 
Patrimoniais 
(623XX.YY.ZZ) 
 
 
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-121-
OBSERVAÇÃO 
Veja os lançamentos nas unidades doadoras e recebedoras do bem. Um único evento 
já contabiliza as contas nas duas UG. Não se trata de mutação, pois não é um fato 
permutativo, o que houve foi uma insubsistência do ativo ou desincorporação de ativos 
na doadora e, por sua vez, uma superveniência do ativo ou incorporação de ativos na 
recebedora. Este fato altera a situação líquida patrimonial das duas unidades. Neste 
caso, ocorreu uma doação. Caso a Unidade, por força de lei, tivesse que transferir o 
bem, seria tratada como interferência ativa na transferidora e interferência passiva na 
recebedora. 
 
 
Baixa do Bem 
 
Os lançamentos são os mesmos da contabilização da doação, mas, 
logicamente, não há contrapartida em outra UG. Este fato só iria alterar a 
situação líquida patrimonial da UG que baixou o bem por algum motivo 
imprevisível e inevitável. 
 
 
Venda (Alienação Onerosa) do Bem 
 
Existem casos que a legislação permite, mediante licitação, a venda de 
bens permanentes do Poder Público. Como seria o lançamento? Trata-se de 
uma Receita Orçamentária de Capital. 
 
 
DOCUMENTO(S) NL (gestor) ou NS (pelo documento hábil do CPR) 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
55.Y.ZZZ 
 D – Conta Única do 
Tesouro Nacional 
(11112.01.ZZ) 
 
80.Y.ZZZ 
D – Receita Realizada 
(19114.00.00) 
C – Receita a Realizar 
(19111.00.00) 
C – Receita de 
Capital – Alienação 
de Bens 
(4221X.YY.ZZ) 
D – Mutação Passiva 
- Alienação de Bens 
(51311.YY.ZZ) 
C – Ativo (Alienado) 
(1XXXX.YY.ZZ) 
D – Disponibilidade 
por Fonte de 
Recursos 
(19329.02.00) 
C – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
OBSERVAÇÃO 
O lançamento no sistema patrimonial trata-se de uma mutação passiva (variação 
passiva), pois houve uma diminuição do ativo. Essa mutação passiva irá 
“compensar” a receita orçamentária (variação ativa), caracterizando, dessa forma, 
um fato permutativo em que há um ingresso em caixa (aumento do ativo) e, ao 
mesmo tempo, uma saída do ativo pelo seu preço de custo (diminuição do ativo). 
 
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-122-
 
6.26. Aquisição de Materiais de Consumo 
 
Liquidação - Vinculada a Contratos 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Despesa Corrente 
– Material de Consumo 
(33390.30.ZZ) 
 
 
 
 
 
D – Material de 
Consumo 
(113XX.YY.ZZ) 
C – Mutação Ativa – 
Bens de Estoque 
(61311.02.ZZ) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
D –Direitos e 
Obrigações 
Contratadas 
(29970.00.00) 
C – Direitos e 
Obrigações 
Contratuais - 
Contratos de 
Fornecimento de 
Bens (19972.04.00) 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente, a 
diferença está na baixa das contas que foram contabilizadas quando da assinatura do 
contrato. Isto significa que o valor total ou parte do valor contratado já foi executado 
pelo fornecedor do material de consumo. Outra diferença é que trata-se de um fato 
permutativo, pois há a despesa orçamentária compensada pela mutação ativa, não 
alterando a situação líquida patrimonial. 
 
Liquidação - Sem Contratos 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados aPagar (29241.04.02) 
 
 
 
D – Despesa Corrente 
– Material de Consumo 
(33390.30.ZZ) 
 
 
 
 
D – Material de 
Consumo 
(113XX.YY.ZZ) 
C – Mutação Ativa – 
Bens de Estoque 
(61311.02.ZZ) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-123-
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. A única peculiaridade é que trata-se de um fato permutativo, pois há a despesa orçamentária 
compensada pela mutação ativa, não alterando a situação líquida patrimonial. 
 
Registro da Saída de Materiais de Consumo do Almoxarifado 
 
A lei determina que os materiais destinados ao consumo devem receber 
um controle específico em almoxarifado. A saída dos materiais é controlada 
através de inventários (permanentes ou periódicos). O primeiro controla cada 
saída e cada entrada no momento em que ocorrem e o segundo faz um 
apuração, ao final do exercício, dos saldos inicial e final de cada item. 
 
O art. 106 da Lei 4.320/1964 estabelece que os bens de almoxarifado 
serão avaliados pelo preço médio ponderado das compras. Este método é um 
dos tipos de apuração do inventário permanente que calcula a média do preço 
das entradas de mercadorias para se apurar o seu custo. Portanto, a legislação 
exige que se tenha um controle permanente do almoxarifado. E como seria 
registrada a saída dos bens de almoxarifado? 
 
DOCUMENTO(S) NL 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
54.0.ZZZ 
(Na UG Doadora do 
bem) 
 
 
 D – Decréscimos 
Patrimoniais 
(523XX.YY.ZZ) 
C – Material de Consumo 
(113XX.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
O registro da saída de itens de almoxarifado ocorre quando há a apuração do custo dos 
produtos utilizados, no caso do inventário periódico, é utilizada a equação “Custo = 
Estoque Inicial + Compras - Estoque Final” e no caso do inventário permanente, o 
custo é apurado pelo preço médio ponderado das compras e o seu registro é 
concomitante à saída do item do almoxarifado. A Lei exige que seja observado este 
último método para itens de almoxarifado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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-124-
6.27. Contratação de Serviços de Terceiros 
 
Liquidação - Vinculada a Contratos 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D – Outras Despesas 
Correntes - Serviços 
(33390.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
D –Direitos e 
Obrigações 
Contratadas 
(29970.00.00) 
C – Direitos e 
Obrigações 
Contratuais - 
Contratos de 
Serviços 
(19972.02.00) 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente, a 
diferença está na baixa das contas que foram contabilizadas quando da assinatura do 
contrato. Isto significa que o valor total ou parte do valor contratado já foi executado 
pelo prestados do serviço. 
 
Liquidação - Sem Contratos Formalizados 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
D – Outras Despesas 
Correntes - Serviços 
(33390.YY.ZZ) 
 
 D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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-125-
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Obrigações a 
Pagar (passivo 
financeiro) 
(2121X.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. Veja que, como não houve a assinatura de contrato, não há contabilização das contas do 
sistema de compensação relativas à assinatura do contrato. 
 
 
6.28. Folha de Pagamento de Pessoal 
 
A Folha de Pagamento dos Órgãos é feita atualmente pelo subsistema 
de contas a pagar e a receber – CPR, através do documento FP. Há uma série 
de lançamentos que devem ser realizados, mas não serão abordados todos 
eles por tratar-se de um procedimento complexo e que exige um conhecimento 
avançado do SIAFI. 
 
Apropriação do Valor Bruto da Folha 
 
Na apropriação são inseridos os valores referentes ao salário e os 
benefícios que serão pagos ao servidor como adicional noturno, auxílio 
transporte, auxílio alimentação, etc sem considerar, por enquanto, os 
descontos e retenções (IRRF, INSS, PSSS, etc). 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D –Despesas 
Correntes – Pessoal e 
Encargos Sociais 
(331XX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Pessoal a Pagar 
(21212.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. É necessário atentar para a classificação da despesa e da conta de passivoregistrada 
pelo evento da Classe 52. 
 
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-126-
Adiantamentos na Folha de Pagamento 
 
Caso a UG necessitasse fazer um adiantamento a um servidor 
(adiantamento de férias, por exemplo) precisaria fazer um outro lançamento de 
apropriação pelo valor do adiantamento, o registro seria bem parecido com o 
da apropriação da Folha, mas haveria um lançamento para registrar o 
adiantamento, pois representa um direito a receber para a Unidade. 
 
O adiantamento de férias consiste em pagar ao servidor, na folha 
correspondente ao mês de férias do servidor, 2/3 (dois terços) do salário. Estes 
2/3 deverão ser devolvidos (descontados) na folha do mês subseqüente. 
 
O lançamento seria da seguinte forma: 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
D –Despesas 
Correntes – Pessoal e 
Encargos Sociais 
(331XX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
D – Adiantamentos 
a Pessoal 
(11242.00.00) 
C – Mutação Ativa – 
Adiantamentos 
Concedidos 
(61312.YY.ZZ) 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Pessoal a Pagar 
(21212.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. É 
necessário atentar o lançamento no sistema patrimonial. Este caso, diferentemente da 
liquidação do valor bruto da folha, representa um fato permutativo, pois há a despesa e 
a mutação ativa. Há o reconhecimento de um passivo (pessoal a pagar) e de um ativo 
(adiantamentos a receber). 
 
Apropriação das Retenções da Folha de Pagamento 
 
As retenções são os valores de INSS, IRRF, PSSS etc a serem 
descontados do valor a pagar do servidor para que a Unidade recolha ao 
Tesouro através da rotina própria de cada tributo ou outro tipo de retenção. São 
os “descontos” nos contracheques dos servidores. O adiantamento de férias 
concedido na forma do item anterior, pode ser incluído nas retenções, baixando 
o direito a receber da UG para com o servidor. 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
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-127-
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
52.6.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 D –Pessoal a Pagar 
(21212.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – IRRF/PSSS/INSS 
a Recolher 
(211XX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
54.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
D –Decréscimos 
Patrimoniais – Baixa 
de Direitos 
(52317.YY.ZZ) 
C – Adiantamentos 
a Pessoal 
(11242.00.00) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
A liquidação do valor bruto da folha já ocorreu no lançamento anterior, mas falta 
registrar as retenções (sistema financeiro) e os demais abatimentos do valor bruto, 
como o adiantamento de férias, por exemplo (sistema patrimonial). Veja que o evento 
utilizado para abater do valor bruto apropriado no lançamento anterior as retenções, é 
um evento 52.6.ZZZ (estorno do evento de máquina), pois os eventos da Classe 52 são 
de natureza credora. O valor abatido da conta “pessoal a pagar” é transferido para as 
contas das respectivas retenções a recolher. E, por último, há lançamento com evento 
da Classe 54 que baixa o valor de adiantamento concedido para servidor em meses 
anteriores (adiantamento de férias do exemplo anterior). 
 
 
Apropriação dos Encargos Sobre a Folha de Pagamento 
 
Já foram expostos os procedimentos para apropriação do valor bruto da 
folha de pagamento de pessoal e da apropriação das retenções (deduções) 
sobre o valor bruto. Falta-nos analisar o procedimento para apropriação dos 
encargos. 
 
As retenções ou deduções são abatidas do valor bruto a pagar ao 
servidor (perfazendo o valor líquido), enquanto que os encargos são 
obrigações patronais (do empregador) para com as entidades ou fundos de 
previdência e assistência social – PSSS ou INSS patronal - , FGTS etc. O 
encargo exige um empenho à parte, com uma natureza de despesa própria do 
encargo patronal e a liquidação e o pagamento também ocorrem em separado 
dos demais. 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D –Despesas 
Correntes – Pessoal e 
Encargos Sociais 
(331XX.YY.ZZ) 
 
 
 
 
 
 
 D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade 
Por Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-128-
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Encargos Sociais 
a Recolher 
(21213.YY.ZZ) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos correspondem ao estágio da liquidação já visto anteriormente. É 
necessário atentar o lançamento no sistema patrimonial. Este caso, diferentemente da 
liquidação do valor bruto da folha, representa um fato permutativo, pois há a despesa e 
a mutação ativa. Há o reconhecimento de um passivo (pessoal a pagar) e de um ativo 
(adiantamentos a receber). 
 
 
Pagamento do Líquido de Pessoal, das Retenções e dos Encargos 
 
Líquido de Pessoal 
 
DOCUMENTO(S) OB*, DARF*, GPS*, DAR* 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
53.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Pessoal a Pagar 
(2121X.YY.ZZ) * 
 
D – IRRF/PSSS/INSS a 
Recolher (211XX.YY.ZZ) * 
 
D – Encargos Sociais a 
Recolher (21213.YY.ZZ) * 
 
 
* O roteiro de pagamento será o 
mesmo para as 3 obrigações, 
por isso foram colocados os 3 
débitos. Na verdade, os 
lançamentos ocorrerão 
separadamente. 
 
 D – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
C – Valores Pagos 
(29241.04.03) 
 
 
 Na COFIN/STN 
D – Recursos a Liberar para 
Vinc. De Pagamento 
(21216.04.00) 
 
 
 
 
 
 56.Y.ZZZ 
 
 Na UG Executora 
C – Limite de Saque c/ 
Vinculação de pagamento(11216.04.00) 
 Na UG Executora 
D – Pagamentos Efetuados 
(19321.07.01) 
C – (*) Outros pagamentos 
(19321.07.99) 
 
70.Y.ZZZ 
 
 Na COFIN/STN 
C – Conta Única do Tesouro 
Nacional (11112.01.YY) 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-129-
OBSERVAÇÃO 
Observe que o evento da Classe 53 de natureza devedora “fecha” a partida dobrada 
com o evento da Classe 56 de natureza credora na UG Executora. E o evento da 
Classe 70 de natureza devedora “fecha” com o evento 56 porque o crédito da Conta 
Única da UG deve corresponder a um débito na COFIN/STN (Órgão Central de 
Programação Financeira) responsável pelo controle da Conta Única. O CPR, no 
momento da realização, irá acionar automaticamente todos estes eventos. As 
contabilizações do evento da Classe 56 referem-se às contas de controle do limite de 
saque das UG, que corresponde ao limite autorizado para a UG dispor da Conta Única 
segundo a execução da programação financeira. O líquido, que restou da conta de 
pessoal a pagar será pago através da OB. 
* O roteiro de pagamento será o mesmo para as 3 obrigações, por isso foram 
colocados os documentos OB, DARF, GPS, DAR etc. Na verdade, os lançamentos 
ocorrerão separadamente. 
 
 
6.29. Suprimento de Fundos 
 
O Suprimento de Fundos ou Regime de Adiantamentos é destinado a 
atender despesas que não se enquadrem em processo licitatório (despesas de 
pequeno vulto, por exemplo). A Unidade disponibiliza uma certa quantia para 
que o Servidor, denominado suprido, realize as compras de acordo com o 
objeto do suprimento de fundos e com a natureza de despesa do empenho. 
Equivale ao “Fundo Fixo de Caixa” da Contabilidade Privada em que um 
determinado valor é consignado a uma pessoa responsável, suficiente para os 
pagamentos de diversos dias e, periodicamente, efetua-se a prestação de 
contas total do valor desembolsado. O suprido é o responsável e depois deverá 
prestar contas à Unidade que concedeu o suprimento de fundos. 
 
Este fato gera as seguintes contabilizações: 
 
1. Empenho da Despesa – Este estágio é exatamente o mesmo 
que já foi visto. É definida a natureza de despesa objeto do 
suprimento. Ex.: Compras de Material de Consumo (33.90.30) 
ou Pagamento de Serviços de Terceiros (33.90.39). 
2. Liquidação da Despesa - A liquidação da despesa possui 
uma particularidade. A conta de despesa que deverá ser 
creditada deverá ter o sub-item “genérico” 96 (pagamento 
antecipado). Por exemplo, para a natureza de despesa 
Material de Consumo, que vai servir de exemplo para os 
lançamentos, a conta de despesa será 33390.30.96, que, 
segundo o Plano de Contas, é “Material de Consumo – 
Pagamento Antecipado”. Obs.: Ver a explicação da 
correlação da natureza de despesa (classificação 
orçamentária) com as contas de despesa (do Plano de Contas) 
no tópico “Plano de Contas”. 
 
 
 
 
 
 
Tópicos Contemporâneos de Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos 
Leonardo S. do Nascimento e Bernardo C. Cherman 
 
 
 
-130-
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
D–Empenhos a Liquidar 
(29241.01.01) 
C–Empenhos Liquidados 
(29241.01.02) 
 
D – Crédito Empenhado 
a Liquidar (29213.01.00) 
C- Crédito Empenhado 
Liquidado (29213.02.01) 
 
D–Valores em 
Liquidação(29241.04.01) 
C – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
 
D – Empenhos por Mod. 
De Licitação a Liquidar 
(29241.02.ZZ) 
C - Empenhos por Mod. 
De Licitação Liquidado 
(29241.03.ZZ) 
 
D –Despesas c/ Material 
de Consumo – 
Pagamento Antecipado 
(33390.39.96) 
 
 
 
 
 
 
D – Material de 
Consumo 
(11318.01.00) 
C – Mutação Ativa -
Bens de Estoque 
(61311.02.02) 
 
D – Decréscimos 
Patrimoniais – Bens 
de Estoque – 
Consumo Imediato 
(52312.02.02) 
C – Material de 
Consumo 
(11318.01.00) 
 
 
D – Disponibilidades 
Financeiras 
(29320.00.00) 
C – Disponibilidade Por 
Fonte de Recursos 
(19329.02.00) 
 
D – Suprimento de 
Fundos (19911.06.00) 
C – Valores, Bens e 
Títulos sob 
Responsabilidade 
(29910.00.00) 
 
52.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 C – Suprimento de 
Fundos (21219.60.02) 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Os lançamentos no sistema orçamentário não diferem dos demais na liquidação do 
suprimento de fundos. No sistema financeiro, a despesa é reconhecida em um sub-item 
“genérico” (sub-item 96) para posterior classificação, e o passivo também é creditado em 
uma conta “genérica” denominada suprimento de fundos. No sistema patrimonial, como 
presume-se a aquisição e consumo imediato dos materiais de consumo, é necessário 
registrar a entrada e a saída do almoxarifado, sendo, neste caso, a entrada um fato 
permutativo e a saída um fato modificativo. No sistema de compensação, além do 
controle das disponibilidades financeiras, há também contas de controle de suprimento de 
fundos no ativo e passivo compensados. 
 
3. Disponibilização do Valor ao Suprido – Após a liquidação, é 
necessário que o suprido disponha dos valores a ele 
consignados para que efetue os pagamentos para os quais foi 
designado. 
 
DOCUMENTO(S) OB 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENT. FINANCEIRO PATRIM. COMPENSAÇÃO 
53.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
 
 
 
 
D – Suprimento de Fundos 
(21219.60.02) 
 
 
 
 
 
 
 D – Valores Liquidados a 
Pagar (29241.04.02) 
C – Valores Pagos 
(29241.04.03) 
 
 
56.Y.ZZZ 
 
 Na COFIN/STN 
D – Recursos a Liberar para 
Vinc. De Pagamento 
(21216.04.00) 
 
 
 
 
 
 
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-131-
 Na UG Executora C – Limite de Saque c/ 
Vinculação de pagamento 
(11216.04.00) 
 Na UG Executora 
D – Pagamentos Efetuados 
(19321.07.01) 
C – (*) Outros pagamentos 
(19321.07.99) 
 
70.Y.ZZZ 
 
 Na COFIN/STN 
C – Conta Única do Tesouro 
Nacional (11112.01.YY) 
 
 
OBSERVAÇÃO Os lançamentos de pagamento são os mesmos já vistos. Só a conta de passivo que difere. Há a baixa da conta “genérica” de passivo “Suprimento de Fundos” no sistema 
patrimonial. 
 
4. Realização de Gastos pelo Suprido – Esta fase não é 
contabilizada, mas o suprido deverá prestar contas depois de 
decorrido o prazo estabelecido pela Unidade. 
5. Classificação das Despesas Efetuadas pelo Suprido – Após 
a etapa anterior, o suprido deverá prestar contas do que foi 
gasto. Deverá apresentar todas as Notas e Recibos para que 
haja a classificação correta da despesa nos sub-itens corretos 
e não no sub-item “96” de pagamento antecipado. Neste ponto, 
a Unidade reconhece a Despesa na classificação correta e 
estorna a Despesa classificada como pagamento 
antecipado (sub-item “96”). Suponha que o suprido tenha 
efetuado despesas no seguinte material de consumo: material 
de expediente (sub-item “16”). 
 
DOCUMENTO(S) NS gerada por situação do documento hábil do CPR (acionará eventos de máquina) ou, excepcionalmente, por NL (para UG’s que não utilizam CPR). 
CONTABILIZAÇÕES NOS SISTEMAS DE CONTAS EVENTO(S) ORÇAMENTÁRIO FINANCEIRO PATRIMONIAL COMPENSAÇÃO 
51.1.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
registro no sub-item 
correto da despesa 
 
 D –Despesas c/ Material 
de Consumo– Material 
de Expediente 
(33390.39.16) 
 
 
 
 
 
51.6.ZZZ 
(Na Unidade Gestora 
Executora) 
 
estorno da despesa 
registrada no sub-
item “96” 
 
 C –Despesas c/ Material 
de Consumo – 
Pagamento Antecipado 
(33390.39.96) 
 
 
 
 
 
 
 
 
D – Valores, Bens e 
Títulos sob 
Responsabilidade 
(29910.00.00) 
C – Suprimento de 
Fundos (19911.06.00) 
 
OBSERVAÇÃO 
Os outros lançamentos permanecem (só há mudança a nível de conta-corrente contábil), 
veja que há o estorno da despesa “genérica” de suprimento de fundos (pagamento 
antecipado) e, concomitantemente há o registro da classificação correta de acordo com 
as despesas realizadas pelo suprido (material de expediente). No sistema de 
compensação, há a baixa das contas de controle do suprimento de fundos. O valor a ser 
contabilizado é o montante utilizado pelo suprido. O que ele não utilizar deverá ser 
devolvido. 
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-132-
 
6. Devolução do Valor Não Utilizado pelo Suprido – Caso o 
suprido não tenha gasto todo o valor consignado a ele, o 
mesmo terá que devolver à Unidade. Para isso, é utilizada a 
Guia de Recolhimento da União – GRU com um código de 
depósito específico. Após acusar a entrada do valor não 
utilizado pelo suprido em suas disponibilidades, a Unidade fará 
o estorno da Despesa contabilizada a maior em lançamento 
semelhante ao anterior (de estorno) e a anulação do 
empenho, também pelo montante utilizado a maior. Com isso, 
encerra-se o procedimento do suprimento de fundos. 
 
 
6.30. Lançamentos Relativos a Convênios 
 
Os convênios constituem-se como um fato contábil oriundo de atos 
administrativos e a Lei 4.320/1964 obriga o seu registro pelo método das 
partidas dobradas da Contabilidade. As contas envolvidas nas contabilizações 
são todas do sistema de compensação. 
 
O Convênio é um instrumento de formalização que disciplina a 
transferência de recursos públicos, o qual tenha como partícipe órgão da 
Administração Pública Federal Direta, Autárquica ou Fundacional, Empresa 
Pública ou Sociedade de Economia Mista que esteja gerindo recursos dos 
Orçamentos da União, pelo qual se torna possível a execução descentralizada 
de Programas de Trabalho, projeto/atividade ou evento de interesse 
recíproco, em regime de mútua cooperação, na forma de Auxílios, 
Contribuições ou Subvenções. 
 
Os artigos 87 e 93 da Lei 4.320, de 17 de março de 1964, determinam 
que sejam feitos registros contábeis específicos para as transferências de 
recursos financeiros dentro da esfera federal e desta para os Estados, 
Municípios ou para qualquer entidade privada. Devido a essa exigência legal, o 
Plano de Contas da Administração Federal apresenta um grupo de contas 
e eventos que permitem o registro individualizado das transferências no 
SIAFI. 
 
Para entender os lançamentos relativos aos convênios, é necessário ter 
conhecimento dos seguintes conceitos: 
 
CONCEDENTE - Órgão da administração pública federal direta, 
autárquica ou fundacional, empresa pública ou sociedade de economia 
mista, responsável pela transferência dos recursos financeiros 
ou pela descentralização dos créditos orçamentários destinados à 
execução do objeto do convênio. 
 
CONVENENTE - Órgão da administração pública direta, autárquica 
ou fundacional, empresa pública ou sociedade de economia mista, de 
qualquer esfera de governo, ou organização particular com a qual a 
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-133-
administração federal pactua a execução de programa, 
projeto/atividade ou evento mediante a celebração de convênio. 
 
A formalização de um convênio pressupõe a manifestação das partes 
para a realização de um objeto. 
 
A operacionalização do convênio no SIAFI inicia-se através da inclusão 
do PRÉ-CONVÊNIO, pela transação ATUPRECONV (Atualiza Pré-Convênio) e 
a respectiva validação e publicação no Diário Oficial da União – DOU já com os 
dados da classificação da despesa, documento orçamentário sob o qual é 
embasada a celebração do convênio, dados individualizados do concedente e 
do convenente, justificativa da celebração, descrição das metas, etapas ou 
fases de execução, plano de aplicação e cronograma de execução. Até então, 
não são realizados lançamentos contábeis. 
 
Através da transação CONVERCONV, o PRÉ-CONVÊNIO passará ao 
status de CONVÊNIO. Após esta conversão, o convênio receberá um número 
automaticamente atribuído pelo sistema e será emitida uma Nota de 
Lançamento de Sistema (NS) com todos os lançamentos contábeis, 
individualizando os “valores a liberar” e os “valores a receber”. Quaisquer 
alterações posteriores poderão ser feitas pela transação INCADITIVO, que tem 
a finalidade de registrar as atualizações dos documentos orçamentários que 
embasam o convênio, bem como o cronograma; pela ATUCONV que permite 
alterações dos dados cadastrais e pela ALTUGCONV que permite alterar o 
código da UG concedente ou convenente. Estas 2 últimas só alterarão os 
contas-correntes contábeis das contas já lançadas por ocasião da conversão. 
 
Através de uma transação no SIAFI denominada EXECCONV (Executa 
Convênio), o concedente faz a execução das fases relativas à prestação de 
contas do convênio. 
 
As contas para registro de convênios no sistema de compensação são 
basicamente as seguintes (segundo o Plano de Contas): 
 
ATIVO COMPENSADO PASSIVO COMPENSADO 
19900.00.00 COMPENSACOES ATIVAS DIVERSAS 
 19960.00.00 DIREITOS E OBRIGACOES CONVENIADOS 
 19961.00.00 ENTRADA DE RECURSOS 
 19961.01.00 CONVENIOS FIRMADOS 
 19961.01.01 = VALOR FIRMADO 
 19961.01.99 * VALOR FIRMADO 
 19961.03.00 = A RECEBER 
 19961.04.00 = A COMPROVAR 
 19961.05.00 = A APROVAR 
 19961.06.00 = APROVADO 
 19961.07.00 = HOMOLOGADO 
 19961.08.00 = IMPUGNADO 
 19961.09.00 INADIMPLENCIA 
 19961.09.01 = EFETIVA 
 19961.09.02 = SUSPENSA 
 19961.13.00 = CANCELADO 
 19961.14.00 = VALOR NAO RECEBIDO 
 19962.00.00 SAIDA DE RECURSOS 
 19962.01.00 CONVENIOS FIRMADOS 
 19962.01.01 = VALOR FIRMADO 
 19962.01.99 * OUTROS VALORES FIRMADOS 
 19962.03.00 = A LIBERAR 
29900.00.00 COMPENSACOES PASSIVAS DIVERSAS 
 29960.00.00 DIREITOS E OBRIGACOES CONVENIADOS 
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-134-
 19962.04.00 = A COMPROVAR 
 19962.05.00 = A APROVAR 
 19962.06.00 = APROVADO 
 19962.07.00 = HOMOLOGADO 
 19962.08.00 = IMPUGNADO 
 19962.09.00 INADIMPLENCIA 
 19962.09.01 = EFETIVA 
 19962.09.02 = SUSPENSA 
 19962.13.00 = CANCELADO 
 19962.14.00 = VALOR NAO LIBERADO 
 19962.20.00 CONVENIOS NO EXTERIOR 
 19962.20.01 = A COMPROVAR19962.20.02 = COMPROVADO 
 19962.20.99 * OUTROS VALORES FIRMADOS NO EXTERIOR 
 
 No quadro abaixo são demonstradas os lançamentos contábeis típicos 
de convênios nas contas acima: 
 
SITUAÇÃO UG CONCEDENTE UG CONVENENTE 
EXECUÇÃO DO CONVÊNIO 
Cadastro do Pré-Convênio 
(ATUPRECONV) 
NS - 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
C - Direitos e Obrigações 
Conveniadas (29960.00.00) 
 
D – Valor Firmado (19962.01.01) 
C – (*) Outros Valores Firmados 
(19962.01.99) 
D – Convênios Firmados – A 
Receber (19961.03.00) 
C – Direitos e Obrigações 
Conveniadas (29960.00.00) 
 
D – Valor Firmado (19961.01.01) 
C – (*) Outros Valores Firmados 
(19961.03.00) 
Liberação dos Recursos 
(Por OB ou PF) 
70.Y.ZZZ ou 51.Y.ZZZ 
D – Convênios Firmados - A 
Comprovar (19962.04.00) 
C – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
 
D – Convênios Firmados - A 
Comprovar (19961.04.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Receber (19961.03.00) 
 
Recebimento da Prestação 
de Contas (EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados - A Aprovar 
(19962.05.00) 
C – Convênios Firmados – A 
Comprovar (19962.04.00) 
D – Convênios Firmados - A 
Aprovar (19961.05.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Comprovar (19961.04.00) 
Aprovação da Prestação 
de Contas (EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados - Aprovado 
(19962.06.00) 
C – Convênios Firmados – A Aprovar 
(19962.05.00) 
D – Convênios Firmados - Aprovado 
(19961.06.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Aprovar (19961.05.00) 
INADIMPLÊNCIA (1) 
Registro da Inadimplência 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Inadimplência Efetiva 
(19962.09.01) 
C – Convênios Firmados – A 
Comprovar (19962.04.00) 
D – Inadimplência Efetiva 
(19961.09.01) 
C – Convênios Firmados - A 
Comprovar (19961.04.00) 
Suspensão da 
Inadimplência 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Inadimplência Suspensa 
(19962.09.02) 
C – Inadimplência Efetiva 
(19962.09.01) 
D – Inadimplência Suspensa 
(19961.09.02) 
C – Inadimplência Efetiva 
(19961.09.01) 
Retirada da Inadimplência 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados – A 
Comprovar (19962.04.00) 
C – Inadimplência Efetiva 
(19962.09.01) 
D – Convênios Firmados – A 
Comprovar (19961.04.00) 
C – Inadimplência Efetiva 
(19961.09.01) 
Retirada da Suspensão da 
Inadimplência 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Inadimplência Efetiva 
(19962.09.01) 
C – Inadimplência Suspensa 
(19962.09.02) 
 
 
 
D – Inadimplência Efetiva 
(19961.09.01) 
C - Inadimplência Suspensa 
(19961.09.02) 
IMPUGNAÇÃO (2) 
Impugnação pela UG 
Concedente (EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Impugnado (19962.08.00) 
C – Convênios Firmados – A Aprovar 
(19962.05.00) 
D – Impugnado (19961.08.00) 
C – Convênios Firmados – A 
Aprovar (19961.05.00) 
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-135-
Impugnação pela Setorial 
Contábil da UG 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Impugnado (19962.08.00) 
C – Convênios Firmados – Aprovado 
(19962.06.00) 
D – Impugnado (19961.08.00) 
C – Convênios Firmados – 
Aprovado (19961.06.00) 
Retirada da Impugnação 
pela UG Concedente 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados – A Aprovar 
(19962.05.00) 
C – Impugnado (19962.08.00) 
 
D – Convênios Firmados – A 
Aprovar (19961.05.00) 
C – Impugnado (19961.08.00) 
 
Retirada da Impugnação 
pela Setorial Contábil 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados – Aprovado 
(19962.06.00) 
C – Impugnado (19962.08.00) 
D – Convênios Firmados – 
Aprovado (19961.06.00) 
C – Impugnado (19961.08.00) 
VALORES NÃO LIBERADOS (3) 
Valores Não Liberados 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Valor Não Liberado (19962.14.00) 
C – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
D – Valor Não Recebido 
(19961.14.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Receber (19961.03.00) 
DEVOLUÇÃO DE SALDOS (4) 
Devolução de Saldos 
(EXECCONV) 
NS – 54.1.ZZZ 
D – Convênios Firmados – A Aprovar 
(19962.05.00) 
C – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
D – Convênios Firmados – A 
Aprovar (19961.05.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Receber (19961.03.00) 
EXCLUSÃO DE CONVÊNIOS (5) 
Exclusão de Convênios 
(EXECCONV) 
NS – 54.6.ZZZ 
(evento de estorno do 
cadastramento do pré-
convênio) 
D - Direitos e Obrigações 
Conveniadas (29960.00.00) 
C – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
 
D – (*) Outros Valores Firmados 
(19962.01.99) 
C – Valor Firmado (19962.01.01) 
D - Direitos e Obrigações 
Conveniadas (29960.00.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Receber (19961.03.00) 
 
D – (*) Outros Valores Firmados 
(19961.01.99) 
C – Valor Firmado (19961.01.01) 
 
 
CANCELAMENTO DO CONVÊNIO (6) 
Cancelamento de 
Convênios (INCADITIVO) 
NS – 54.1.ZZZ 
D - Convênios Firmados - Cancelados 
(19962.13.00) 
C – Convênios Firmados - A Liberar 
(19962.03.00) 
D - Convênios Firmados - 
Cancelados (19961.03.00) 
C – Convênios Firmados - A 
Receber (19961.03.00) 
 
(1) Inadimplência - Ocorre o registro de inadimplência com a 
correspondente inscrição no Cadastro de Inadimplentes do SIAFI e no 
CADIN, do convenente que: 
 
ƒ não tenha cumprido, no prazo estipulado, com obrigação 
pecuniária devida a qualquer Unidade da Administração; 
 
ƒ encontre-se em atraso com a prestação de contas; 
 
ƒ tenha deixado de executar, total ou parcialmente, o 
objeto pactuado; 
 
ƒ tenha descumprido cláusula ou condição do instrumento 
firmado; ou 
 
ƒ que esteja em débito junto a Órgão ou Entidade, 
relativamente a obrigações fiscais ou contribuições. 
 
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-136-
(2) Impugnação – São convênios não-aprovados ou impugnados após 
aprovados. 
 
(3) Valores Não-Liberados – para convênios que, por algum motivo, não 
ocorre liberação total dos recursos, não sendo cabível a inclusão 
posterior de termo aditivo para a redução do valor total firmado. 
 
 
(4) Devolução de Saldos – para convênios vigentes quando ocorrer 
devolução de saldos pelo convenente. Esse valor deverá compor a 
prestação de contas. 
 
(5) Exclusão de Convênios – deverá ser executado quando for constatado 
que ocorreu erro no momento do cadastramento do convênio. Não 
poderá ser efetivado caso tenha ocorrido liberação de recursos 
referentes a qualquer parcela existente. 
 
(6) Cancelamento do Convênio – É o cancelamento dos valores “a liberar” 
pelo concedente e “a receber” pelo convenente por motivo justificado 
superveniente. Diferentemente da exclusão, o cancelamento deverá ser 
embasado por documento comprobatório e publicação no Diário Oficial. 
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-137-
 
7. ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (da Lei 
4.320/64) 
 
 
7.1. Considerações Gerais 
 
Neste tópico, será feita uma abordagem prática na medida do possível 
para que o estudante da Contabilidade Governamental esteja apto a preparar e 
analisar os demonstrativos exigidos pela Lei 4.320/1964. 
 
Serão feitas simulações de lançamentos contábeis (tópico anterior), e, 
para cada lançamento será atribuído um valor fictício para posteriormente 
serem confeccionados os demonstrativos. Como os lançamentos contábeis 
foram objeto do tópico anterior, nãoserão considerados os documentos 
contábeis e nem os eventos envolvidos em cada lançamento. Eles serão 
demonstrados de maneira simplificada apenas com os sistemas de contas 
envolvidos e as contas contábeis. 
 
A classificação das contas e a montagem dos demonstrativos seguirá as 
orientações e normas mais recentes sobre o assunto emitidas pela STN, que 
estão de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor 
Público – NICSP emitidas pelo IFAC (International Federation of Accoutants). 
 
Apresentação das Demonstrações Contábeis 
 
A Lei 4.320/1964 dedica os arts. 101 a 106 para normatizar e listar os 
demonstrativos exigidos e nos anexos da Lei, existem os modelos para 
apresentação destes demonstrativos. 
 
O art. 101 da citada Lei, estabelece: 
 
“...Os resultados gerais do exercício serão demonstrados no Balanço 
Orçamentário, no Balanço Financeiro, no Balanço Patrimonial, na 
Demonstração das Variações Patrimoniais...” 
 
Além destes há a “Demonstração das Disponibilidades por Fonte de 
Recursos” que, apesar de não ser exigida por lei, é uma importante 
ferramenta de gerenciamento da Unidade pelo Gestor. 
 
A principal função das Demonstrações é a exposição ordenada e 
sistematizada de dados para os Gestores de modo que estes possam utilizá-
las nas tomadas de decisões e possuem também uma outra função, não 
menos importante, que é a da transparência da gestão dos recursos públicos 
pelas Unidades. Acompanhando as demonstrações, têm-se as Notas 
Explicativas que discriminam cada situação ou item nos balanços que 
mereçam uma atenção especial, de acordo com os critérios da materialidade e 
da relevância das informações. 
 
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-138-
 TÍTULO PREVISÃO EXECUÇÃODIFERENÇA TÍTULO FIXAÇÃO EXECUÇÃO DIFERENÇA
Receitas Correntes: Créditos Iniciais/Suplementares
Tributária 
de Contribuições 
Patrimonial 
Agropecuária 
Industrial 
de Serviços 
Transferências Correntes 
Outras Receitas Correntes 
Despesas Correntes 
Pessoal e Encargos Sociais 
Juros e Encargos da Dívida 
Outras Despesas Correntes 
Despesas de Capital 
Investimentos 
Inversões Financeiras 
Amortizações da Dívida 
Outras Despesas de Capital
Receitas de Capital:
Créditos Especiais
Despesas Correntes 
Pessoal e Encargos Sociais Juros e 
Encargos da Dívida Outras 
Despesas Correntes
Despesas de Capital 
Investimentos Inversões 
Financeiras Amortizações da Dívida 
Outras Despesas de Capital
Créditos Extraordinários
Despesas Correntes
Despesas de Capital
SOMA SOMA
DÉFICIT CORRENTE SUPERÁVIT CORRENTE
DÉFICIT DE CAPITAL SUPERÁVIT DE CAPITAL
TOTAL TOTAL
DESPESARECEITA 
Operações de Crédito 
Alienação de Bens 
Amortizações e Empréstimos 
Transferências de Capital 
Outras Receitas de Capital 
A preparação das Demonstrações Contábeis, segundo o Manual SIAFI, 
devem observar o princípio contábil da competência, tanto na despesa quanto 
na receita. 
 
 
7.2. Balanço Orçamentário 
 
No Balanço Orçamentário as despesas são discriminadas por natureza 
e divididas em duas categorias: correntes e de capital. A receita que se espera 
arrecadar denomina-se receita prevista, obtida com base em estimativas de 
arrecadação. A efetiva arrecadação das receitas estimadas em cada natureza 
de receita denomina-se receita realizada. 
 
As despesas, por sua vez, são discriminadas por tipo de crédito e por 
natureza de despesas divididas em duas categorias: Correntes e De Capital. 
 
A atualização deste balanço ocorre diariamente. Dessa forma, qualquer 
alteração orçamentária que ocorra no dia terá reflexo no dia seguinte. Pode ser 
consultado através da transação BALANORC no SIAFI. 
 
A seguir, tem-se o modelo do Balanço Orçamentário da Lei 4.320/1964, 
que estabelece que “...o Balanço Orçamentário demonstrará as receitas e 
despesas previstas em confronto com as realizadas.”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Balanço Orçamentário possui duas seções: Receitas e Despesas e, 
cada uma delas, possui três colunas: 
 
- Nas Receitas: 
ƒ 1ª coluna: Receita Prevista 
ƒ 2ª coluna: Execução da Receita 
ƒ 3ª coluna: Diferença entre a Receita Prevista 
e a Execução da Receita. 
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-139-
- Nas Despesas: 
ƒ 1ª coluna: Despesa Fixada (dotação) 
ƒ 2ª coluna: Execução da Despesa 
ƒ 3ª coluna: Diferença entre a dotação e a 
Execução da Despesa. 
 
A interpretação do Balanço Orçamentário deve ser feita, comparando-
se: 
- a 1ª coluna da receita (previsão) com a 1ª coluna da 
despesa (dotação) devem estar iguais pois o princípio do 
equilíbrio orçamentário exige que a receita prevista deve 
ser igual a despesa fixada; 
- A 2ª coluna da receita (execução), em relação a 2ª coluna 
da despesa (execução), podendo haver superávit ou 
déficit; 
ƒ Superávit – diferença a maior entre a 
execução da receita e da despesa, que 
deverá ser adicionada à coluna Execução da 
Despesa para igualar com a Execução da 
Receita; 
ƒ Déficit – diferença a menor entre a execução 
da receita e da despesa e deverá ser 
adicionada à coluna da Execução da Receita 
para igualar com a Execução da Despesa. 
- A 1ª coluna da receita (previsão) com a 2ª coluna da 
receita (execução). Neste caso, a diferença a maior entre a 
execução e a previsão há excesso de arrecadação e a 
diferença a menor, insuficiência de arrecadação. 
- A 1ª coluna da despesa (dotação) com a 2ª coluna da 
despesa (execução). Neste caso, a diferença a maior entre 
a despesa fixada (dotada) e a executada corresponde à 
economia orçamentária e a diferença a menor, não existe 
na prática, pois o Gestor não pode executar mais do que o 
montante fixado para a execução das despesas. Este 
último caso seria excesso na realização de despesa. 
 
Roteiro de Análise do Balanço Orçamentário 
- A receita prevista deve ser igual a despesa fixada 
- Receita prevista maior que a realizada – insuficiência de 
arrecadação 
- Receita prevista menor que a executada – excesso de 
arrecadação 
- Despesa fixada maior que a realizada – economia na 
realização de despesas 
- Despesa fixada menor que a realizada – excesso de 
despesas (hipotética) 
- Receita realizada (arrecadada) maior que a despesa 
realizada (empenhada) – superávit 
- Receita realizada (arrecadada) menor que a despesa 
realizada (empenhada) – déficit 
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-140-
- Receita realizada igual a despesa realizada – equilíbrio 
orçamentário na execução. 
 
 
7.3. Demonstração das Variações Patrimoniais - DVP 
 
A Demonstrações das Variações Patrimoniais – DVP equivale à 
Demonstração do Resultado do Exercício – DRE exigida pela Lei 6.404/1976 
(que rege a ContabilidadePrivada). 
 
A DVP evidencia as alterações verificadas no patrimônio em um 
espaço de tempo (coincidente com o exercício financeiro), resultantes ou 
independentes da execução orçamentária, indicando o resultado patrimonial 
do exercício. As variações resultantes do orçamento são aquelas que 
dependem de orçamento aprovado e as independentes do orçamento ou extra-
orçamentárias são aquelas que independem do orçamento aprovado. 
 
A Estrutura da DVP é constituída de contas de resultado (as chamadas 
variações patrimoniais), mediante comparação entre o exercício a que se refere 
e ao anterior. Apresenta um fluxo de saldos. 
 
O manual SIAFI, no capítulo que trata das demonstrações contábeis 
estabelece que: 
 
“...A DVP...observa duas formas de apresentação: 
a) por colunas, de acordo com a Lei nº 
4.320/1964, evidenciando no lado esquerdo 
as Variações Ativas e no direito, as Passivas; 
b) dedutiva, de acordo com as Normas 
Internacionais de Contabilidade para o Setor 
Público, em que as receitas são deduzidas 
das despesas, nos grupos correspondentes. 
Em ambas, o resultado apurado é o mesmo, 
que deverá ser igual àquele consignado no 
Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial 
sob o título de Resultado do Exercício.”. 
 
Neste ponto, observa-se o esforço para a adaptação da Contabilidade 
Governamental brasileira às Normas Internacionais de Contabilidade para o 
Setor Público – NICSP, emitidas pelo IFAC (International Federation of 
Accountants). 
 
Na Demonstração por colunas, as Variações Ativas (Orçamentárias e 
Extra-Orçamentárias) ficam à esquerda e as Variações Passivas 
(Orçamentárias e Extra-Orçamentárias) à direita. O resultado patrimonial do 
exercício é a diferença entre as variações ativas e passivas, revelando 
superávit ou déficit do exercício. O superávit é alocado na coluna da direita e o 
déficit na coluna da esquerda de modo que os dois lados da DVP apresentem 
valores iguais. 
 
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-141-
Para saber, a constituição das contas de variações ativas e passivas, 
consulte o tópico sobre este assunto. 
 
A demonstração dedutiva é gerada por Natureza e por Natureza e 
Função (de acordo com o detalhamento das despesas orçamentárias). A DVP 
dedutiva demonstra na estrutura vertical, os seguintes resultados: 
 
- Resultado Orçamentário – decorre da diferença entre as 
receitas e despesas orçamentárias, o qual deverá ser igual 
àquele apurado no balanço orçamentário; 
- Resultado Orçamentário após Interferências e 
Mutações – considera as variações ativas e passivas 
dessa natureza; 
- Resultado Após Receitas e Despesas Extra-
Orçamentárias. 
- Resultado Patrimonial – apurado após as variações 
ativas e passivas extra-orçamentárias que poderá ser 
superávit ou déficit e corresponderá àquele consignado na 
DVP por colunas e também no Patrimônio Líquido do 
Balanço Patrimonial, no título Resultado do Exercício. 
 
A DVP por colunas não é exigida legalmente no Brasil, mas é 
necessário observar que há um esforço internacional para a padronização das 
demonstrações e rotinas contábeis, assim como ocorre na Contabilidade 
privada. A DVP por colunas, se analisada com atenção, e guardadas as 
devidas proporções, assemelha-se mais ainda à DRE exigida pela Lei 
6.404/1976. 
 
O resultado patrimonial do exercício apurado na DVP deverá ser 
transferido para o Balanço Patrimonial, passando a constituir o saldo 
patrimonial existente no período. 
 
Existe um importante indicador de gestão que é obtido na análise da 
DVP. O superávit do orçamento corrente (receitas correntes maiores que 
despesas correntes), traduz os seguintes resultados de gestão: 
 
- Capitalização – quando o montante de receitas correntes 
são aplicadas em despesas de capital; 
- Descapitalização - quando as receitas de capital 
financiam as despesas correntes; 
 
Com isso, depreende-se que havendo superávit corrente, só há que 
considerar duas hipóteses: ou as receitas correntes estão sendo aplicadas em 
despesas de capital (capitalização através da aquisição de bens permanentes, 
por exemplo) ou então, as receitas de capital (operações de crédito – obtenção 
de empréstimos, por exemplo) estão financiando as despesas correntes. 
Com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF (Lei Complementar nº 
101/2000), este indicador de gestão passou a ser de extrema importância pois 
há uma série de vedações quanto a receitas de operações de crédito 
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-142-
financiarem as despesas correntes. Cita-se o artigo da Constituição Federal de 
1988 – art. 167, inciso III – “É vedada a realização de operações de crédito que 
excedam as despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante 
créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo 
Poder Legislativo por maioria absoluta”. 
É A CHAMADA “REGRA DE OURO” CONSTANTE NA CF E NA LRF. 
Essa regra constitucional pretende coibir o financiamento, via 
operação de crédito, de despesas correntes. É matéria orçamentária, ou 
seja, o limite das operações de crédito é o montante das despesas de capital 
previsto na LOA. Após a LRF, passou a ser também matéria financeira. 
Com a LRF, surgiu também a regra de que a DVP dará destaque à 
origem e ao destino dos recursos provenientes da alienação de ativos (art. 
50, VI). 
Abaixo, segue o modelo de DVP que consta do anexo da Lei nº 
4.320/1964 e o modelo segundo as NICSP. O modelo da Lei nº 4.320/1964, 
não previa as contas de interferências ativas e passivas, pois, na época 
em que foi editada, não havia a figura da Conta Única do Tesouro Nacional e 
os seus inúmeros controles e peculiaridades. 
DVP por Colunas 
 
As 2 colunas que estão dispostas depois das rubricas, demonstram os 
valores do exercício anterior e do atual. 
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-143-
DVP Dedutiva (Por Natureza) 
 
7.4. Balanço Patrimonial 
 
Segundo a Lei nº 4.320/1964 (art. 105), “...o Balanço Patrimonial 
demonstrará: 
 
 I – O Ativo Financeiro; 
 II- O Ativo Permanente; 
 III – O Passivo Financeiro; 
 IV – O Passivo Permanente; 
 V – O Saldo Patrimonial; 
 VI – As Contas de Compensação 
§ 1º O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis 
independentemente de autorização orçamentária e os valores numerários. 
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-144-
§ 2º O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja 
mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa. 
§ 3º O Passivo Financeiro compreenderá “as dívidas fundadas e outras” 
cujo pagamento independa de autorização orçamentária. 
§ 4º O Passivo Permanente compreenderá as dívidas fundadas e outras 
que dependam de autorização legislativa para amortização e resgate. 
§ 5º Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, 
obrigações e situações não compreendidas nos parágrafos anteriores e que, 
mediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio.”. 
 
O Balanço Patrimonial reúne, basicamente, as contas das Classes 1 
(Ativo) e 2 (Passivo) do Plano de Contas. A diferença entre as contas da classe1 e as da classe 2 corresponde ao Patrimônio Líquido. 
 
O Plano de Contas está quase que totalmente moldado nas contas do 
balanço patrimonial (ativos e passivos, correspondentes às Classes 1 e 2) e da 
DVP (variações ativas e passivas, correspondentes às Classes 3,4,5 e 6). 
 
Pode-se notar uma diferença entre a classificação estabelecida pela 
Lei 4.320/1964 e o elenco de contas (Plano de Contas) utilizado 
atualmente pelas Unidades. O Plano de Contas apresenta-se com a 
seguinte estrutura: 
 
Plano de Contas 
1 ATIVO 2 PASSIVO 
 
1.1 Ativo Circulante 2.1 Passivo Circulante 
1.1.1 Disponível 2.1.1 Depósitos 
1.1.2 Créditos em Circulação 2.1.2 Obrigações em Circulação 
1.1.3 Bens e Valores em Circulação 2.1.3 Empréstimos e Financiamentos em Circulação 
1.1.4 Valores Pendentes a Curto Prazo 2.1.4 Valores Pendentes a Curto Prazo 
 
1.2 Ativo Realizável a Longo Prazo 2.2 Passivo Exigível a Longo Prazo 
1.2.1 Depósitos Realizáveis e Longo Prazo 2.2.1 Depósitos Exigíveis a Longo Prazo 
1.2.2 Créditos Realizáveis a Longo Prazo 2.2.2 Obrigações Exigíveis a Longo Prazo 
 2.2.3 Outras Exigibilidades 
 
 2.3 Resultado de Exercícios Futuros 
 2.3.1 Receitas de Exercícios Futuros 
 2.3.2 Custos e Despesas de Exercícios Futuros 
 
1.4 Ativo Permanente 2.4 Patrimônio Líquido 
1.4.1 Investimentos 2.4.1 Patrimônio/Capital 
1.4.2 Imobilizado 2.4.2 Reservas 
1.4.3 Diferido 2.4.3 Resultado Acumulado 
 2.4.4 Ajuste do Patrimônio/Capital 
 
1.9 Ativo Compensado 2.9 Passivo Compensado 
1.9.1 Execução Orçamentária da Receita 2.9.1 Previsão Orçamentária da Receita 
1.9.2 Fixação Orçamentária da Despesa 2.9.2 Execução Orçamentária da Despesa 
1.9.3 Execução da Programação Financeira 2.9.3 Execução da Programação Financeira 
1.9.4 Despesas e Dívidas dos Estados e Municípios 2.9.4 Despesas e Dívidas dos Estados e Municípios 
1.9.5 Execução de Restos a Pagar 2.9.5 Execução de Restos a Pagar 
1.9.9 Compensações Ativas Diversas 2.9.9 Compensações Passivas Diversas 
 
Repare que, enquanto o Plano de Contas classifica como circulante, 
realizável a longo prazo, permanente e compensado as contas do ativo e como 
circulante, exigível a longo prazo, resultado de exercícios futuros, patrimônio 
líquido e compensado as contas do passivo, a demonstração Balanço 
Patrimonial classifica os ativos como financeiros, permanentes e compensado 
e os passivos como financeiros, permanentes e compensado. 
 
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-145-
Não há a necessidade de que um Plano de Contas seja moldado 
conforme os demonstrativos exigidos pela Lei 4.320/1964 ou qualquer outro ato 
normativo pertinente, pois isso limita, de certa forma, o tratamento e a 
compreensão das informações “de entrada” no sistema contábil. O Plano de 
Contas foi moldado segundo a Lei 6.404/1976 que rege a Contabilidade do 
Setor Privado enquanto que o Demonstrativo “Balanço Patrimonial” deve 
obedecer classificações diferentes. 
 
Portanto, é necessário diferenciar as classificações do Plano de Contas 
e as classificações do Balanço Patrimonial. Quando, no capítulo específico 
sobre Plano de Contas, foi citado que a consolidação das contas ocorrem no 3º 
nível – Subgrupo, refere-se ao Plano de Contas (e não às rubricas constantes 
do balanço) que servirá de base para a construção do Balanço Patrimonial. 
Neste ponto, fica clara a diferença entre as informações de entrada (Plano de 
Contas) e de saída (Balanço Patrimonial e outras Demonstrações) do sistema 
de informações contábeis. 
 
Cabe ressaltar que o Balanço Patrimonial demonstra os saldos das 
contas em uma determinada data e não um fluxo de saldos (como a DVP, por 
exemplo), sendo assim, um demonstrativo estático. A estrutura do Balanço 
Patrimonial é a seguinte: 
 
O Ativo Financeiro é representado por: 
 
- Disponível – representa basicamente os valores disponíveis em caixa e 
em depósitos bancários à vista. Conta Única, Aplicações Financeiras, etc. 
- Créditos em Circulação - representa a soma dos créditos para com 
terceiros pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. 
Faturas/Duplicatas a Receber, Créditos Tributários, Empréstimos e 
Financiamentos Concedidos, etc. 
- Valores Pendentes a Curto Prazo – algumas despesas antecipadas 
financeiras e depósitos. 
 
 
O Ativo Permanente (ou Ativo Não-Financeiro) é representado por: 
 
- Realizável a Curto Prazo - representa os créditos e os valores em 
Circulação; 
- Realizável a Longo Prazo - representa os Depósitos e Créditos 
Realizáveis a Longo Prazo; 
- Permanente - representa o conjunto dos Investimentos, Imobilizado 
e Diferido. 
 
O Ativo Real é a soma do Ativo Financeiro com o Ativo Não-Financeiro. 
 
 
 
 
 
 
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-146-
O Passivo Financeiro é representado por: 
 
- Depósitos e Consignações - representa o montante do débito 
referente às consignações da folha, restituições a pagar, fianças e cauções; 
- Obrigações em Circulação - representa o total de despesa 
empenhada, liquidada e não paga (restos a pagar processados), a título de 
fornecedores, operações de crédito, encargos a recolher e outras 
exigibilidades, além dos Restos a Pagar não processados. 
- Valores Pendentes a Curto Prazo – Representa restituições e 
compensações passivas e outros valores pendentes a pagar. 
 
O Passivo Permanente (ou Não-Financeiro) é representado pelo 
conjunto das obrigações que dependam de autorização orçamentária para 
suas liquidações ou pagamentos representados por dívidas a longo prazo, 
de exigibilidade superior a um ano, quer sejam internas ou externas, 
contraídas para atender o desequilíbrio orçamentário ou financiamento de 
obras e serviços públicos. Subdivide-se em obrigações em circulação a longo 
prazo, valores pendentes a longo prazo e outras exigibilidades a longo prazo. 
 
O Passivo Real é a soma do Passivo Financeiro com o Passivo Não-
Financeiro 
 
O Patrimônio Líquido Representa a diferença entre os 
componentes patrimoniais ativos e passivos. O saldo positivo representa 
uma situação patrimonial superavitária. O saldo negativo representa uma 
situação patrimonial deficitária. 
 
No saldo patrimonial podem ser encontradas três situações: 
 
 - ATIVO REAL LÍQUIDO ou PATRIMÔNIO LÍQUIDO POSITIVO, 
decorrente da diferença a maior entre o Ativo Real e o Passivo Real. 
 - PASSIVO REAL A DESCOBERTO ou PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
NEGATIVO, decorrente da diferença a menor entre o Ativo Real e o Passivo 
Real. 
 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO NULO, decorrente da igualdade entre o 
ATIVO REAL e o PASSIVO REAL. 
 
O Ativo e Passivo Compensado representam contas com a função 
controles diversos, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações 
não compreendidas no patrimônio mas que, representam potencialidades, ou 
seja, valores que podem vir a afetar o resultado patrimonial, financeiro ou 
orçamentário do exercício. 
 
O modelo de Balanço Patrimonial segundo a Lei 4.320/1964 é o 
seguinte (modelo analítico7): 
 
7 O modelo apresentado está em consonância com os demonstrativos exigidos atualmente. 
Algumas rubricas não constam do modelo, mas o objetivo foi o de apresentar o maior número 
possível para que o estudante tenha idéia da estrutura mais próxima da real do Balanço 
Patrimonial. 
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-147-
 
 
 
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-148-
O modelo sintético8 seria o seguinte: 
 
Após analisar a estrutura acima, cabem mais algumas considerações 
acerca do Balanço Patrimonial. 
 
Pode-se notar que, tanto nos agrupamentos de contas do Ativo e 
Passivo Financeiros quanto nos do Ativo e Passivo Não-Financeiros existem 
rubricas denominadas Ativo Financeiro a Longo Prazo, Ativo Não-Financeiro a 
Curto Prazo, Passivo Financeiro a Longo Prazo e Passivo Não-Financeiro a 
Curto Prazo. 
 
Isto deriva do fato de que, dentro dos direitos a receber a curto prazo e a 
longo prazo, e das obrigações exigíveis a curto e a longo prazo, existem contas 
de natureza financeira e não-financeira. Já foi visto nos tópicos anteriores que 
a Contabilidade Pública possui quatro sistemas independentes entre si nas 
contabilizações, ou seja, as contrapartidas de cada lançamento devem estar 
dentro do mesmo sistema de contas. 
 
Ao fazer uma comparação com a Contabilidade Privada, pode-se notar 
que tem-se o Ativo e Passivo Circulantes (Direitos e Obrigações a curto prazo, 
respectivamente), o Ativo Realizável e o Passivo Exigível a Longo Prazo. No 
Balanço Patrimonial da Contabilidade Pública os Ativos não estão em 
ordem decrescente de liquidez e os Passivos não estão em ordem 
decrescente de exigibilidade, como acontece na Contabilidade Privada. 
 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
ATIVO PASSIVO 
Ativo Financeiro 
- Direitos a Curto Prazo 
- Direitos a Longo Prazo 
 
Passivo Financeiro 
- Exigibilidades a Curto Prazo 
- Exigibilidades a Longo Prazo 
 
Ativo Não-Financeiro 
- Direitos a Curto Prazo 
- Direitos a Longo Prazo 
Passivo Não-Financeiro 
- Exigibilidades a Curto Prazo 
- Exigibilidades a Longo Prazo 
 
8 O modelo sintético visa simplificar a estrutura analítica vista anteriormente para melhor 
compreensão. 
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-149-
 
É necessário ressaltar que os direitos e exigibilidades a longo prazo são 
exceções ao ativo e passivo financeiro, respectivamente e, pode-se dizer o 
mesmo quanto aos direitos e exigibilidades a curto prazo no ativo e passivo 
financeiro. 
 
Um importante indicador obtido do Balanço Patrimonial é o 
superávit financeiro que servirá de base para abertura de créditos 
adicionais (suplementares, especiais e extraordinários) no exercício 
seguinte. O superávit ou déficit financeiro são apurados pela 
confrontação entre o ativo e o passivo financeiros. 
 
 
 
 
 
7.5. Balanço Financeiro 
 
O Balanço Financeiro assemelha-se à Demonstração do Fluxo de Caixa 
muito utilizada na Contabilidade Privada. 
 
O art. 103 da Lei 4.320/1964 estabelece: 
 
“...O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa 
orçamentárias, bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza 
extra-orçamentária, conjugados com os saldos em espécie provenientes do 
exercício anterior, e os que se transferem para o exercício seguinte.”. 
 
Em seu parágrafo único, estatui que “ ...os Restos a Pagar do exercício 
serão computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão 
na despesa orçamentária.”. 
 
O Balanço Financeiro relaciona rubricas em duas colunas: os ingressos 
e dispêndios financeiros ocorridos no exercício (orçamentários e independentes 
da execução orçamentária), partindo do saldo remanescente do exercício 
anterior e chegando aos valores a serem transferidos para o exercício seguinte. 
Trata-se de um demonstrativo de fluxo de recursos e não um demonstrativo 
estático (como o Balanço Patrimonial, por exemplo). Demonstra os 
pagamentos e recebimentos do período a que se refere. 
 
O Balanço Financeiro faz uma distinção entre as contas patrimoniais e 
de resultado. Enquanto as primeiras são cumulativas, ou seja, o saldo 
corresponde ao total do movimento financeiro do período, as outras (de 
resultado) decorrem da diferença entre as entradas e saídas de recursos (saldo 
líquido). 
 
 
 
 
 
ATIVO FINANCEIRO – PASSIVO FINANCEIRO = SUPERÁVIT/DÉFICIT FINANCEIRO 
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-150-
A coluna de ingressos é constituída por: 
 
- receitas orçamentárias (podendo ser correntes ou de capital), 
deduzidos os incentivos fiscais, as restituições e as interferências ativas (cotas, 
repasses e sub-repasses recebidos) e as transferências para restos a pagar; 
 
- ingressos extra-orçamentários, que são os saldos atuais das contas de 
obrigações, incluindo, conforme a Lei 4.320/64, a compensação da inscrição de 
restos a pagar e retenções de depósitos de terceiros; 
 
- disponibilidade do exercício anterior. 
 
 
A coluna de dispêndios é constituída por: 
 
- despesas orçamentárias (correntes ou de capital), efetivamente 
realizadas, inclusive a inscrição de restos a pagar e as interferências passivas 
(cotas, repasses e sub-repasses concedidos) e as transferências para atender 
a restos a pagar; 
 
- dispêndios extra-orçamentários, representados pelos saldos atuais das 
contas de direitos, pagamento de restos a pagar e serviço da dívida 
(amortização e encargos), e retenções de depósitos de terceiros (devoluções); 
 
- disponibilidade transferida para o exercício seguinte. 
 
 
Convém analisar o modelo do Balanço Financeiro (modelo analítico) 
para uma melhor análise e compreensão de suas funções. 
 
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-152-
 O modelo sintético, encontra-se a seguir: 
 
 
A Lei 4.320/1964 previa inicialmente que a Demonstração deveria ter 
duas colunas: a da receita e da despesa. Devido á evolução da Contabilidade 
Governamental e a adoção da Conta Única do Tesouro Nacional, o conceito de 
receitas e despesas tornou-se inadequado para o demonstrativo. Passou-se a 
adotar “ingressos” e “dispêndios”. 
 
Na coluna de ingressos, encontra-se a disponibilidade do exercício 
anterior e na coluna de dispêndios a disponibilidade para o exercício seguinte. 
Com isso, há o equilíbrio do Balanço nas duas colunas. O entendimento do 
Balanço Financeiro é simples e poderia ser demonstrado através da equação: 
 
 
 
 
 
DISPONIBILIDADE DO EXERCÍCIO ANTERIOR + INGRESSOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS 
= 
DISPÊNDIOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS + DISPONIBILIDADE DO EXERCÍCIO SEGUINTE 
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Como conseqüência tem-se a igualdade: 
 
 
 
 
 
 
 
O entendimento é simplificado com esta última equação, basta ter em 
mente que o demonstrativo é a “disponibilidade inicial do exercício” que,logicamente, é igual à “disponibilidade final do exercício anterior”, mais os 
“ingressos financeiros do exercício (aquisição de disponibilidades)” menos os 
“dispêndios financeiros do exercício (consumo das disponibilidades)”. 
 
É importante diferenciar despesa de dispêndio e receita de ingresso. O 
Balanço Financeiro leva em consideração apenas a aquisição ou o consumo de 
disponibilidades, ou seja a efetiva entrada ou saída de caixa, 
independentemente de ser receita ou despesa. Ocorre que, na Contabilidade 
Governamental, as despesas nem sempre são desembolsadas no exercício em 
que são empenhadas (regime de competência) e as receitas são 
necessariamente ingressos pertencentes ao exercício (regime de caixa). 
 
O resultado financeiro do exercício corresponde à diferença: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É NECESSÁRIO TER CUIDADO NA ANÁLISE DO SUPERÁVIT OU 
DÉFICIT QUE SERÃO REFLETIDOS NO RESULTADO FINANCEIRO DO 
EXERCÍCIO! 
 
DISPONIBILIDADE DO EXERCÍCIO ANTERIOR 
( + ) INGRESSOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS 
 ( - ) DISPÊNDIOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS 
(=) 
DISPONIBILIDADE PARA O EXRCÍCIO SEGUINTE 
INGRESSOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS 
(-) 
DISPÊNDIOS ORÇAMENTÁRIOS E EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS 
Resultado Financeiro do Exercício 
 
INGRESSOS > DISPÊNDIOS = SUPERÁVIT 
 
INGRESSOS < DISPÊNDIOS = DÉFICIT 
 
OU É IGUAL A 
 
DISPONIBILIDADES PARA O EXERCÍCIO SEGUINTE 
(-) 
DISPONIBILIDADE DO EXERCÍCIO ANTERIOR 
(=) 
sendo “> 0” - SUPERÁVIT 
sendo “< 0” - DÉFICIT
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Somente o Superávit apurado no Balanço Patrimonial servirá de base 
para a abertura de créditos adicionais. O conceito do superávit ou déficit 
apurados no Balanço Financeiro difere do conceito do Balanço 
Patrimonial. 
 
Quais seriam as informações úteis que são extraídas do Balanço 
Financeiro? Possibilita, por exemplo, às Unidades Gestoras avaliarem o 
montante das disponibilidades é suficiente para pagar os bens e serviços 
adquiridos. 
 
O tratamento diferenciado dos restos a pagar deve-se à necessidade 
da Unidade saber o montante de despesas empenhadas e não pagas (incluída 
também as não liquidadas) para o exercício seguinte, a fim de que se possa 
avaliar se as disponibilidades serão suficientes para fazer frente a estas 
despesas. 
 
No entanto, para que não haja desequilíbrio no Balanço Financeiro, há a 
necessidade de inserir, no grupo dos ingressos orçamentários os valores de 
restos a pagar do exercício com a função de compensar os valores das 
correspondentes Despesas Orçamentárias que não foram pagas. As Despesas 
Orçamentárias constantes do Balanço correspondem às despesas 
empenhadas (independentes da ocorrência do devido pagamento). Os restos a 
pagar são justamente despesas empenhadas e não pagas e, sendo assim, 
estão incluídas nas despesas do exercício, sem representar um efetivo 
desembolso. Por isso, há a necessidade de incluir o montante correspondente 
aos restos a pagar na coluna dos ingressos e, com isso, refletir apenas os 
desembolsos do exercício do demonstrativo. 
 
Na coluna dos dispêndios, os restos a pagar referem-se às despesas 
inscritas no exercício anterior e pagas neste exercício. 
 
Restos a Pagar no Balanço Financeiro 
 
INGRESSOS DISPÊNDIOS 
Restos a Pagar (“anula” o efeito da 
consideração da despesa empenhada 
e não paga como desembolso – para 
que o demonstrativo reflita somente os 
desembolsos do exercício) 
Despesas (incluindo as despesas 
empenhadas e não pagas – não 
representam desembolso) 
 Restos a pagar (representa os 
pagamentos – desembolsos – , no 
exercício corrente, dos restos a pagar 
inscritos no exercício anterior) 
 
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7.6. Demonstração das Disponibilidades por Fonte de Recursos - DFR 
 
Segundo o Manual SIAFI “...a Demonstração das Disponibilidades por 
Fonte de Recursos, apesar de não ser instituída por lei, é importante como 
instrumento de acompanhamento gerencial, pois demonstra as disponibilidades 
financeiras em MOEDA NACIONAL e ESTRANGEIRA, o comprometimento 
desses saldos em relação aos direitos a receber e as obrigações financeiras e 
as disponibilidades por Fonte de Recursos.”. 
 
Fonte de Recursos - Indica a origem de recursos orçamentários transferidos para um 
determinado Órgão/Entidade, destinados à manutenção das suas atividades 
permanente programadas. 
 
A estrutura da Demonstração é constituída por duas colunas: A primeira 
diz respeito à descrição das disponibilidades (em moeda nacional e 
estrangeira) e a segunda demonstra a composição das disponibilidades 
financeiras. 
 
A seguir, é apresentada a estrutura da DFR. 
 
 
Para que seja apurada a Disponibilidade por Fonte de Recursos, é 
necessário confrontar o Ativo Financeiro com o Passivo Financeiro. A primeira 
coluna é representada pelas disponibilidades financeiras imediatas, enquanto 
que os direitos financeiros a receber constam na segunda coluna. 
 
É necessário notar que existem elementos negativos na segunda coluna 
(composição das disponibilidades), que são os créditos em circulação. Isto 
ocorre em razão de estar ligado ao raciocínio de que na segunda coluna estão 
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-156-
os valores disponíveis “mediatos” (disponibilidades mediatas), por estarem em 
mãos de terceiros (como os créditos a receber e os valores em trânsito) e, 
portanto, são “abatidos” dos valores da primeira coluna. 
 
É necessário ressaltar que o superávit ou déficit financeiro 
constante da DFR deve ser correspondente ao valor do superávit ou 
déficit financeiro (ativo financeiro menos passivo financeiro) apurado no 
Balanço Patrimonial. Isto deve-se ao fato de os grupos ativo e passivo 
financeiros no Balanço Patrimonial e a DFR fazerem as mesmas comparações 
entre os valores patrimoniais financeiros. 
 
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7.7. Exemplo Prático da Elaboração dos Demonstrativos exigidos pela 
Lei 4.320/1964 
 
Lançamentos Fictícios que no ano X1 (que servirão de base para os 
demonstrativos) 
 
As simulações levarão em consideração apenas os lançamentos nas 
contas que farão parte dos demonstrativos. 
 
Órgão A : 
– UG A.1 (Adm. Direta) 
– UG A.2 (Adm. Direta) 
– UG A.3 (Adm. Indireta) 
 
ANO X1 – LANÇAMENTOS NA UG A1 
 
SISTEMAS DE CONTAS Fato Contábil Orçamentário Financeiro Patrimonial Compensação 
1. Entrega da Fita SOF 
contendo a previsão inicial 
da receita a ser arrecadada 
no exercício de acordo com o 
orçamento aprovado. 
Discriminando a “natureza de 
receita” (tributária, patrimonial, 
operações de crédito etc) a 
nível de conta corrente. 
D – Receita a 
Realizar 
R$ 1.000.000,00 
C – Previsão Inicial 
da Receita 
R$ 1.000.000,00 
 
2. Entrega da Fita SOF 
contendo a fixação dos 
créditos iniciais consignados 
ao Órgão A de acordo com a 
LOA. 
D – Dotação Inicial 
R$ 1.000.000,00 
C – Crédito 
Disponível 
R$ 1.000.000,00 
 
3. Com o Orçamento 
registrado, a UG A.1 
descentraliza

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