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MUDE SUA VIDA! 
1 
 
SUMÁRIO 
CADERNO DE EXERCÍCIOS DE NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO PARA O CONCURSO DE TÉCNICO DE 
ATIVIDADE JUDICIÁRIA DO TJRJ ......................................................................................................................... 2 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................ 2 
1. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ..................................................................................... 3 
2. ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA, CENTRALIZADA E DESCENTRALIZADA ...................................... 3 
3. ATOS ADMINISTRATIVOS: CONCEITO, REQUISITOS, ATRIBUTOS, CLASSIFICAÇÃO E ESPÉCIES .......... 25 
4. PROCESSO ADMINISTRATIVO .............................................................................................................. 53 
5. AGENTES PÚBLICOS ............................................................................................................................. 80 
6. PODERES ADMINISTRATIVOS. 6.1 HIERÁRQUICO, DISCIPLINAR, REGULAMENTAR E DE POLÍCIA. 6.2 
USO E ABUSO DO PODER. ...................................................................................................................... 106 
7. LEI Nº 8.666/1993 E SUAS ALTERAÇÕES ............................................................................................ 132 
8. CONTROLE E RESPONSABILIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO: 8.1 CONTROLES ADMINISTRATIVO; 8.2 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ................................................................................................. 159 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
2 
 
CADERNO DE EXERCÍCIOS DE NOÇÕES DE DIREITO 
ADMINISTRATIVO PARA O CONCURSO DE TÉCNICO DE 
ATIVIDADE JUDICIÁRIA DO TJRJ 
 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Olá concurseiro(a), como vai? 
Neste material nós iremos selecionar 100 (cem) questões de direito administrativo 
focando no concurso para técnico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por isso, 
utilizaremos, preferencialmente, questões elaboradas pela banca examinadora – 
CEBRASPE/CESPE – no formato previsto no edital, ou seja, múltipla escolha. 
Como sabemos, esta banca possui um perfil variado na forma de cobrar as questões em 
suas provas, portanto, teremos questões variadas obedecendo as matérias distribuídas no 
edital. 
E quais os tópicos do edital? 
O nosso foco é Noções de Direito Administrativo, e, segundo o edital, serão pontos a serem 
cobrados na sua prova: 
 
1. Noções de organização administrativa; 
 
2. Administração direta e indireta, centralizada e descentralizada 
 
3. Ato administrativo; 
3.1 Conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies; 
 
4. Processo administrativo; 
 
5. Agentes Públicos; 
5.1 Espécies e classificação. 
5.2 Cargo, emprego e função públicos 
 
6. Poderes administrativos; 
6.1 Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. 
6.2 Uso e abuso do poder 
 
7. Lei nº 8.666/1993 e suas alterações 
 
8. Controle e responsabilização da administração: 
8.1 Controles administrativo, 
8.2 Responsabilidade civil do Estado. 
 
Então, vamos adiante! 
 
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MUDE SUA VIDA! 
3 
 
1. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 2. ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA, CENTRALIZADA E 
DESCENTRALIZADA 
 
1. (Prova: CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) 
Determinado governador pretende que sejam criadas uma nova autarquia e uma nova 
empresa pública em seu estado. 
Nessa situação, serão necessárias. 
 
a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da 
empresa pública. 
b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição 
da empresa pública. 
c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da 
instituição da autarquia. 
d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração 
pública estadual, não havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades 
ser feita por lei. 
e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra 
para a autorização da criação da autarquia. 
 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A alternativa correta é a letra B, isso porque, mesmo que pertencem ao mesmo 
grupo – Administração Pública Indireta – a forma de instituição dessas duas entidades 
é diferente. As autarquias são criadas por lei, isso significa que, com a vigência da 
lei, a autarquia adquire personalidade jurídica. Já as Empresas Públicas necessitam 
de autorização legislativa, ou seja, uma lei autorização sua criação. A personalidade 
jurídica da Empresa Pública só inicia com o registro do seu contrato social perante o 
Cartório de Pessoas Jurídicas competente. 
 
AUTARQUIA – Necessita de lei para sua criação; personalidade jurídica começa 
com a lei. 
EMPRESA PÚBLICA – Lei autoriza sua criação; personalidade jurídica começa 
com o registro do seu contrato social no Cartório competente. 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão acima acaba repetindo a lógica das alternativas. Como apontado anteriormente, a 
alternativa correta é a letra “B”. 
Aprofundando, veja o art. 5º, I, do Decreto-Lei nº 200/67: 
 
“Art. 5º Para o fins desta lei, considera-se: 
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MUDE SUA VIDA! 
4 
 
I – Autarquia – o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e 
receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, 
para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”. 
 
O dispositivo acima apresenta uma definição de Autarquia, como entidade da Administração 
Pública Indireta. Vejamos: 
 
AUTARQUIA: 
- CRIADO POR LEI; 
- PERSONALIDADE JURÍDICA, PATRIMÔNIO e RECEITA PRÓPRIOS; 
- ATIVIDADES TÍPICAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA; 
- GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DESCENTRALIZADA. 
 
Vejamos que autarquias são entidades criadas com lei e adquirem personalidade jurídica, 
patrimônio e receitas próprios para poderem realizar atividades próprias do Poder Públicas, 
por meio de uma gestão administrativa e financeira não diretamente subordinada ao Poder 
Executivo (mas, vinculada). Temos como exemplo: Conselhos Profissionais, Agências 
Reguladoras, algumas Universidades Públicas e etc. 
 
 
Já as Empresas Públicas, vejamos o que a Lei 13303/16, conhecida como “Estatuto das 
Estatais” irá mencionar: 
 
“Art. 3º Empresa pública, é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, 
com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente 
detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios 
Parágrafo único. Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, 
do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, 
a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades 
da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. 
 
Desmembrando a definição legal acima temos: 
 
EMPRESA PÚBLICA: 
- PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO; 
- CRIAÇÃO AUTORIZADA POR LEI; 
- PATRIMÔNIO PRÓPRIO; 
- CAPITAL SOCIAL INTEGRALMENTE PÚBLICO; 
- O CAPITAL SOCIAL PODE SER TANTO DOS ENTES DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA COMO AS 
ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA; 
 
Então temos que as Empresas Estatais são entidades que necessitam de uma lei autorizando 
sua criação e irão possuir patrimônio próprio, mas, seu capital social será, obrigatoriamente, 
100% público, podendo ter participação de entes e entidades da Administração Pública, 
todavia, mesmo assim, sua personalidade jurídica será de direito privado. 
 
 
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5 
 
2. (Prova: CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) Acerca 
dos órgãos públicos e dos institutos da centralização e da descentralização 
administrativa, assinale a opção correta. 
 
a) Os entes criados por descentralização permanecem hierarquicamente subordinados 
aos órgãos dos quais foram descentralizados. 
b) A administração centralizada atua por meio de órgãos públicos, que são unidades 
dotadas de personalidade jurídica e que expressam a vontade do Estado. 
c) A descentralização administrativa caracteriza-se pela retirada de atribuições da 
esfera do interesse público e sua transferência para o domínio privado. 
d) A criação e a extinção de órgãos públicos devem observar a exigência de lei ou decreto 
específico. 
e) A descentralização política ocorre quando o ente descentralizado exerce atribuições 
próprias que não decorrem do ente central. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Inicialmente, a descentralização é uma técnica administrativa de transferência 
do EXERCÍCIO (não é titularidade) de uma autoridade administrativa para terceiros, 
seja da própria administração ou até para particulares, por meio de contrato. Vale 
apontar que não há hierarquia com a autoridade que transferiu o exercício da 
atribuição para a entidade que recebeu a atribuição, mas, vinculação. 
Segundo CYONIL BORGES e ADRIEL SÁ (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual 
de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2017. p. 299), a descentralização política (também conhecida como 
vertical) ocorre quando a Constituição Federal de 1988 define quais as atribuições 
(competência) que cada ente federativo irá exercer. Lembrando que no Brasil temos 
quatro entes federados: União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios. 
Com isso, a alternativa E irá afirmar que a descentralização política ocorre 
quando os entes descentralizados (Estados, Distrito Federal e Municípios) exercem 
atribuições próprias que são do ente central (União), isso porque, estão previstos na 
própria CF88. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas. 
 
a) Os entes criados por descentralização permanecem hierarquicamente 
subordinados aos órgãos dos quais foram descentralizados. 
 
- Não há hierarquia entre o Ente que transfere o exercício da descentralização e a 
entidade administrativa que recebe este exercício, há vinculação ou controle 
finalístico. 
 
b) A administração centralizada atua por meio de órgãos públicos, que são unidades 
dotadas de personalidade jurídica e que expressam a vontade do Estado. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
6 
 
- De fato, na desconcentração a Administração é exercida com auxílio de órgãos 
públicos, todavia, órgãos públicos não possuem personalidade jurídica, são 
diretamente subordinados a autoridade que os instituíram. 
 
 
c) A descentralização administrativa caracteriza-se pela retirada de atribuições da 
esfera do interesse público e sua transferência para o domínio privado. 
 
- A descentralização administrativa ocorre com a transferência das atribuições dentro 
da esfera pública, ou seja, quando um Ente transfere o exercício das atribuições para 
uma entidade administrativa (por exemplo, para uma autarquia). 
 
d) A criação e a extinção de órgãos públicos devem observar a exigência de lei ou 
decreto específico. 
 
- A criação e extinção de órgãos públicos devem observar a exigência de LEI. Decreto 
não pode criar ou extinguir órgãos públicos, conforme art. 84, VI, a, CF/88. 
 
e) A descentralização política ocorre quando o ente descentralizado exerce 
atribuições próprias que não decorrem do ente central. 
 
- Resposta correta, conforme comentário acima. Lembrando que, descentralização 
política é quando a CF/88 determina as atribuições (competência) de cada Ente 
Federado. 
 
 
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7 
 
3. (Prova: CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Assinale 
a opção que indica entidades que apresentam personalidade jurídica de direito privado, 
são criadas mediante autorização por lei, desempenham atividade econômica e estão 
sujeitas ao controle estatal. 
 
a) autarquia e fundação 
b) sociedade de economia mista e fundação 
c) fundação e empresa pública 
d) empresa pública e sociedade de economia mista 
e) autarquia e empresa pública 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
As Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista são entidades 
administrativas que podem ser instituídas pelo Poder Público para: a) prestar serviços 
públicos, ou; b) explorar atividade econômica. Tal possibilidade é previsto no art. 
173, CF/88. 
Para responder esta questão é fundamental conhecermos a definição legal de 
Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista previsto nos artigos 3º e 4º da Lei 
nº 13.303/16: 
“Art. 3º Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital 
social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios. 
Parágrafo único. Desde que a maioria do capital votante permaneça em 
propriedade da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, 
no capital da empresa pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito 
público interno, bem como de entidades da administração indireta da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
Art. 4º Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade 
jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta. 
§ 1º A pessoa jurídica que controla a sociedade de economia mista tem os 
deveres e as responsabilidades do acionista controlador, estabelecidos na Lei nº 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, e deverá exercer o poder de controle no interesse 
da companhia, respeitado o interesse público que justificou sua criação. 
§ 2º Além das normas previstas nesta Lei, a sociedade de economia mista com 
registro na Comissão de Valores Mobiliários sujeita-se às disposições da Lei nº 6.385, 
de 7 de dezembro de 1976”. 
 
Desmembrando os artigos, podemos observar: 
 
EMPRESAS PÚBLICAS: 
- PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO; 
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MUDE SUA VIDA! 
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- CRIAÇÃO AUTORIZADA POR LEI; 
- PATRIMÔNIO PRÓPRIO; 
- CAPITAL SOCIAL INTEGRALMENTE PÚBLICO; 
- PODE ADOTAR QUALQUER MODALIDADE EMPRESARIAL (LTDA, S.A, e dentre 
outros). 
- O CAPITAL SOCIAL PODE SER TANTO DOS ENTES DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA 
COMO AS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA; 
 
Então temos que as Empresas Estatais são entidades que necessitam de uma lei 
autorizando sua criação e irão possuir patrimônio próprio, mas, seu capital social 
será, obrigatoriamente, 100% público, podendo ter participação de entes e entidades 
da Administração Pública, todavia, mesmo assim, sua personalidade jurídica será de 
direito privado. 
Exemplo: CAIXA ECONOMICA FEDERAL e CORREIOS. 
 
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: 
- PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO; 
- CRIAÇÃO AUTORIZADA POR LEI; 
- MODALIDADE SOCIETÁRIA DEVERÁ SER SOCIEDADE ANÔNIMA (S.A.); 
- AÇÕES COM DIREITO DE VOTO DEVEM PERTENCER MAJORITARIAMENTE AO PODER 
PÚBLICO; 
 
Com isso, Sociedade de Economia Mista são entidades empresariais que necessitam 
de uma lei autorizando sua criação e irão, obrigatoriamente, adotar a modalidade 
empresarial de Sociedade Anônima (S/A) e com capital social majoritariamente 
público. 
Exemplo: BANCO DO BRASIL e PETROBRÁS. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas. 
 
a) Autarquia e fundação- Segundo art. 5º, I, do Decreto-lei 200/67, Autarquia é “o serviço autônomo, criado 
por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar 
atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor 
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”. 
- O art. 5º, I, do Decreto-lei 200/67, Fundação Pública é “a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de 
autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, 
patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento 
custeado por recursos da União e de outras fontes” . 
 
b) Sociedade de economia mista e fundação 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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- O art. 5º, I, do Decreto-lei 200/67, Fundação Pública é “a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de 
autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, 
patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento 
custeado por recursos da União e de outras fontes” . 
 
c) Fundação e empresa pública 
 
- O art. 5º, I, do Decreto-lei 200/67, Fundação Pública é “a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de 
autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, 
patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento 
custeado por recursos da União e de outras fontes” . 
 
e) Autarquia e empresa pública 
 
- Segundo art. 5º, I, do Decreto-lei 200/67, Autarquia é “o serviço autônomo, criado 
por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar 
atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor 
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”. 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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4. (Prova: CESPE - 2018 - TCE-PB - Agente de Documentação) No processo de 
descentralização por serviço, em que o órgão passa a deter a titularidade e a execução do 
serviço, ocorre 
 
a) o exercício da capacidade administrativa do órgão descentralizado mediante 
dependência financeira em relação ao poder central. 
b) a sujeição do órgão descentralizado a controle — ou tutela —, exercido pelo poder 
central nos limites da lei para assegurar certa independência ao órgão descentralizado. 
c) o uso de patrimônio próprio pelo órgão descentralizado, bem como a sua não sujeição ao 
princípio da especialização. 
d) a sujeição do órgão descentralizado ao princípio da especialização, bem como a sua 
dependência financeira em relação ao poder central. 
e) a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma pessoa jurídica. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A descentralização por serviço ocorre quando uma autoridade transfere a 
titularidade da execução de serviços públicos para uma entidade criada com a 
finalidade específica de exercer tal atribuição, não ocorrendo uma relação hierárquica 
entre a autoridade que transferiu a titularidade para a entidade. 
Vejamos o que a doutrina irá mencionar: 
“Por força desta descentralização, cria-se uma entidade administrativa, com 
personalidade jurídica própria, para exercer uma atividade em caráter específico, 
transferindo-se para o ente descentralizado poderes de decisão para o desempenho 
dessas atividades específicas” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 159). 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas. 
 
a) o exercício da capacidade administrativa do órgão descentralizado mediante 
dependência financeira em relação ao poder central. 
 
- A descentralização por serviços, por meio da criação de uma entidade 
administrativa, concede para esta nova entidade autonomia financeira e 
administrativa para atuar na prestação de serviços. 
 
c) o uso de patrimônio próprio pelo órgão descentralizado, bem como a sua não 
sujeição ao princípio da especialização. 
 
- De fato, a nova entidade administrativa ganha um patrimônio próprio para 
conseguir prestar suas finalidades. Entretanto, por princípio da especialização, 
entende-se como a possibilidade de criação de entidades administrativas para a 
prestação de finalidades específicas, ou seja, a própria ideia de descentralização é a 
aplicação do princípio da especialização. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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d) a sujeição do órgão descentralizado ao princípio da especialização, bem como a 
sua dependência financeira em relação ao poder central. 
 
- Como mencionado anteriormente, o princípio da especialização é a própria ideia da 
descentralização, todavia, é uma característica desta técnica de organização 
administrativa a autonomia financeira e administrativa dessas novas entidades. 
 
e) a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma pessoa jurídica. 
 
- A alternativa está incorreta por apresentar, justamente, a definição de 
desconcentração administrativa. 
 
5. (CESPE - 2018 - TCE-PB - Agente de Documentação) Serviço autônomo com 
personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receita próprios, criado por lei 
para executar atividades típicas da administração pública que requeiram, para seu 
melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada é o conceito 
de 
 
a) consórcio público. 
b) autarquia. 
c) empresa pública. 
d) fundação pública. 
e) sociedade de economia mista. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
Para responder esta questão é necessário nos socorremos da definição de 
autarquia no art. 5º, I, do Decreto-Lei nº 200/67. 
“Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, 
patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração 
Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e 
financeira descentralizada”. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas. 
 
a) Consórcio público 
 
- Pela Lei º 11.107/05, consórcio público será associação pública ou pessoa jurídica 
de direito privado com a finalidade de realização de objetivos em comum entre os 
Entes Federados (art. 1º). 
 
C) Empresa Pública 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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- Pela Lei nº13.303/16, empresa pública será “a entidade dotada de personalidade 
jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, 
cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito 
Federal ou pelos Municípios” (art. 3º, caput). 
 
D) Fundação Pública 
 
- Já no Decreto-lei nº200/67, fundação pública é “a entidade dotada de personalidade 
jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização 
legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por 
órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio 
próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por 
recursos da União e de outras fontes” (art. 5º, IV). 
 
E) Sociedade de Economia Mista 
 
- Por fim, sociedade de economia mista “é a entidade dotada de personalidade 
jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal, aosMunicípios ou a entidade da administração indireta” 
(art. 4º, caput, Lei nº 13303/16). 
 
6. (CESPE - 2017- TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Consideram-se 
entes da administração direta 
 
a) as entidades vinculadas ao ministério em cuja área de competência estiver enquadrada 
sua principal atividade. 
b) as entidades da sociedade civil qualificadas como organização social. 
c) as autarquias. 
d) os serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos 
ministérios. 
e) as fundações públicas. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: D 
 
A questão exigida a literalidade do art. 4º, I, do Decreto-Lei nº 20//67, a saber: 
 
“Art. 4° A Administração Federal compreende: 
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura 
administrativa da Presidência da República e dos Ministérios.” 
De uma maneira mais fácil, é só lembrar que a Administração Pública Direta é 
formada pelos Entes Federativos (União, Estados-Membros, Municípios e Distrito 
Federal) e seus órgãos públicos. 
 
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SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas. 
 
 
a) as entidades vinculadas ao ministério em cuja área de competência estiver 
enquadrada sua principal atividade. 
 
- “As entidades vinculadas” são as entidades que integram a Administração Pública 
Indireta, conforme consta o parágrafo único do art. 4º, DL nº 200/67. 
 
 
b) as entidades da sociedade civil qualificadas como organização social. 
 
- Conhecidas como “OS”, essas entidades integram o chamado Terceiro Setor. 
 
 
c) as autarquias. 
 
- Pelo art. 4º, II, “a”, do DL nº 200/67, as Autarquias são o primeiro exemplo de 
entidades da Administração Pública Indireta. 
 
 
e) Fundações públicas 
- Pelo art. 4º, II, “d”, do DL nº 200/67, fundações públicas, também, são exemplos 
de ENTIDADES integrantes da Administração Pública Indireta. 
 
7. (CESPE - 2017 - TRT-7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A 
respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista 
federais, assinale a opção correta. 
 
a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade anônima. 
b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão processadas 
na justiça comum do estado da Federação onde estiverem sediadas. 
c) Os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus 
empregos com outros empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses 
constitucionalmente previstas. 
d) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao 
regime falimentar. 
 
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14 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: C 
 
Trata-se de exigência constitucional que, aliás, não é exclusiva para as 
empresas públicas e sociedade de economia mista, mas, abrange todo quadro de 
pessoal da Administração Pública Direta e Indireta, a saber: 
“Art. 37 (CF/88). (...): 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando 
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com 
profissões regulamentadas; 
 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Não tem como negar que esta questão não tenha a “cara” da banca, tratando um 
tema de forma ampla. Vamos analisar as demais alternativas. 
 
 
a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade 
anônima 
 
- Não! Na verdade, quem deverá apenas adotar a forma de sociedade anônima (S.A.) 
será a SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA, como observamos da leitura do art. 4º, 
Lei nº 13303/16. As EMPRESAS PÚBLICAS poderão adotar as outras formas 
societárias previstas no ordenamento jurídico brasileiro (por exemplo, as sociedades 
limitadas). 
 
 
b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão 
processadas na justiça comum do estado da Federação onde estiverem 
sediadas. 
 
- Esta alternativa exigia o conhecimento, pelo candidato(a), da súmula nº 566, do 
STJ: “é competente a Justiça Comum para julgar as causas em que é parte sociedade 
de economia mista”. O que a súmula quer tratar é o seguinte: nas demandas judiciais 
em que tiver sociedade de economia mista, seja como autora ou ré, serão 
processadas e julgadas na Justiça Estadual (Comum). 
Já as empresas públicas, será competente a justiça do Ente que pertence a empresa. 
Ou seja, se for empresa pública federal, competência da Justiça Federal; se for 
empresa pública estadual e municipal, competência da Justiça Estadual. 
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D) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-
se ao regime falimentar. 
 
- O art. 2º, inciso I, da Lei º 11101/05 (Lei de Falência e Recuperação Judicial) irá 
mencionar que não aplica a Lei Falimentar para as empresas públicas e sociedade de 
economia mista. 
 
8. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Ao 
transferir, por contrato, a execução de atividade administrativa para uma pessoa jurídica 
de direito privado, a União se utiliza do instituto da 
a) Desconcentração 
b) Outorga 
c) Descentralização 
d) Concentração 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
A descentralização, segundo Marcelo Alexandrino e Vicente de Paula, ocorre 
“quando o Estado desempenha algumas de suas atribuições por meio de outras 
pessoas, e não pela sua administração direta. A descentralização pressupõe duas 
pessoas distintas: o Estado (a União, o Distrito Federal, um estado ou um município) 
e a pessoa que executará o serviço, por ter recebido do Estado essa atribuição” 
(ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito administrativo 
descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 
2017. p. 27). 
A descentralização pode ocorrer por outorga (também chamado por serviço ou 
legal) e por delegação (também chamado por colaboração ou negocial). 
Será por outorga quando o Ente Federado cria uma pessoa jurídica (entidade 
administrativa) e transfere a atribuição para ela. Já por delegação ocorre quando o 
Ente Federado transfere, por contrato ou ato unilateral, a EXECUÇÃO de um serviço 
público para uma pessoa física ou jurídica. 
Veja que a questão menciona que a transferência do EXERCÍCIO se deu por 
meio de um CONTRATO, restando como única alternativa a letra “c”. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Essa é uma questão que pode gerar dúvida sobre suas alternativas, então, vamos 
analisar. 
 
 
a) Desconcentração 
 
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16 
 
- Desconcentração é uma técnica administrativa de organização em que, dentro da 
própria pessoa jurídica há uma distribuição de competências. Uma autoridade 
competente transfere o exercício de uma atribuição para um subordinado. É o que 
justifica a criação de órgãos públicos. Lembre-se: desconcentração configura 
subordinação. 
 
 
b) Outorga 
 
- Conforme apontado acima, a outorga é uma forma de descentralização, todavia, 
será outorga quando o Ente Federado cria uma entidade administrativa (por exemplo, 
uma empresa pública) e transfere para ela a titularidade do serviço público. 
 
 
D) Concentração 
- Concentração é justamente o acúmulo de competências em um Ente Federado ou 
uma entidade administrativa, para facilitar o exercício de suas competências o Ente 
ou a entidade poderão transferirseu exercício para subordinados, por meio da 
desconcentração. 
 
9. (CESPE - 2017 - TRE-Ba - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Assinale a opção 
correta no que tange às entidades públicas em espécie e à administração direta e indireta. 
 
a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo 
dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. 
b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma empresa 
pública federal é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito público. 
c) As agências reguladoras são, em regra, autarquias sob regime especial criadas com a 
finalidade de disciplinar e controlar certas atividades econômicas. 
d) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas 
sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto 
devem pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. 
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração 
direta federal, são instrumentos de ação do Estado, logo, são entidades voltadas à busca 
de interesse público. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
As agências reguladoras são autarquias de regime especial. 
Inicialmente, vamos relembrar a definição de uma “autarquia”, segundo art. 
5º, I, do Decreto-lei 200/67, Autarquia é “o serviço autônomo, criado por lei, com 
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas 
da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão 
administrativa e financeira descentralizada”. 
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17 
 
Mas, o que seria esse “regime especial”? A resposta está no art. 3º, caput, da 
Lei n. 13848/19 (Lei das Agências Reguladoras). 
“Art. 3º A natureza especial conferida à agência reguladora é caracterizada 
pela ausência de tutela ou de subordinação hierárquica, pela autonomia funcional, 
decisória, administrativa e financeira e pela investidura a termo de seus dirigentes e 
estabilidade durante os mandatos, bem como pelas demais disposições constantes 
desta Lei ou de leis específicas voltadas à sua implementação.” 
Com isso, agências reguladoras, são autarquias que não se submetem a 
subordinação hierárquica ou tutela dos Entes Federados, possuindo autonomia 
funcional, decisória, administrativa e financeira, com dirigentes que gozarão de 
estabilidade no exercício de seus mandatos, além de outras disposições em leis 
específicas. 
A finalidade de uma agência reguladora é a intervenção indireta na economia, 
ou seja, fiscalizar e controlar determinados setores econômicos, como por exemplo, 
a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas 
 
 
a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo 
dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. 
 
- De fato, as fundações públicas são entidades da Administração Indireta (Decreto-
Lei 200/67, art. 4º, inciso II, “d”), mas, as fundações públicas podem ser de DIREITO 
PÚBLICO ou de DIREITO PRIVADO, inclusive, o próprio Supremo Tribunal Federal, 
em 2019, já reconheceu esta subdivisão, no Recurso Extraordinário nº 716378. 
 
 
b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma 
empresa pública federal é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica 
de direito público. 
 
- Como observamos da leitura do art. 3º da Lei 13303/16, realmente, as empresas 
públicas precisam de lei que autorize sua criação, mas, por força constitucional (art. 
173, § 1º, II, CF/88) se sujeitaram ao regime jurídico próprio das empresas privadas, 
ou seja, direito privado. 
 
 
D) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo 
constituídas sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas 
com direito a voto devem pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. 
 
- A Constituição Federal, no art. 173, § 1º, exige que as empresas públicas e 
sociedades de economia mista sejam regidas por um Estatuto Jurídico (Lei n. 
13303/16), e, em análise ao próprio Estatuto, no art. 4º, é expresso que sociedade 
de economia mista deve ser constituída apenas sob a forma de sociedade anônima. 
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18 
 
 
E) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da 
administração direta federal, são instrumentos de ação do Estado, logo, são 
entidades voltadas à busca de interesse público. 
 
- O erro da alternativa foi inserir as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista como integrantes da Administração DIRETA FEDERAL. Primeiro, pertencem a 
Administração INDIRETA (Decreto-lei n. 200/67, art. 4º, II) e ainda, não é exclusivo 
da União, podendo todos os demais Entes Federados (Estados, Distrito Federal e 
Municípios) constituírem suas estatais. 
 
10. (CESPE - 2016 - TRT-8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) 
Com base nas disposições constitucionais e no regime jurídico referentes à administração 
indireta, assinale a opção correta. 
 
a) Os conselhos profissionais são considerados autarquias profissionais ou corporativas. 
 
b) Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF), a nomeação dos presidentes das 
entidades da administração pública indireta independe de aprovação prévia do Senado 
Federal. 
 
c) As sociedades de economia mista que exploram atividade econômica não estão sujeitas 
à fiscalização do Tribunal de Contas da União. 
 
d) O consórcio público integra a administração direta de todos os entes da Federação 
consorciados, ainda que detenha personalidade jurídica de direito público. 
 
e) Existe relação de hierarquia entre a autarquia e o ministério que a supervisiona. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: A 
 
O art. 58, § 2º da Lei 9649/98 definiu os conselhos profissionais como 
autarquias, com isso, possuem personalidade jurídica de direito público, autonomia 
administrativa e financeira, além de regulamentação própria. A finalidade de tais 
conselhos é a fiscalização do exercício de profissionais liberais, como, por exemplo, 
o Conselho Federal de Medicina, por isso, também são denominadas de “autarquias 
profissionais” ou “autarquias coorporativas”. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas 
 
B) Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF), a nomeação dos presidentes das 
entidades da administração pública indireta independe de aprovação prévia do 
Senado Federal. 
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19 
 
 - Esta é a alternativa mais complexa da questão. Lendo a CF/88 não temos uma 
menção expressa que cabe ao Senado Federal aprovar, previamente, “a nomeação 
de presidentes das entidades da administração pública indireta”. Entretanto, o art. 
52, III, “d”, aponta que o Senado Federal irá aprovar, previamente, a escolha do 
Presidente e diretores do Banco Central. Esta entidade (Banco Central) é uma 
autarquia federal, portanto, entidade da administração pública indireta. 
 
 
c) As sociedades de economia mista que exploram atividade econômica não estão 
sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas da União. 
- Pelo art. 71, inciso II, da CF/88 compete ao TCU "julgar as contas dos 
administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da 
administração direta e indireta (...)", portanto, inclui-se as sociedades de economia 
mista. 
 
 
d) O consórcio público integra a administração direta de todos os entes da Federação 
consorciados, ainda que detenha personalidade jurídica de direito público. 
- O art. 6º, § 1º da Lei 11107/05 irá dispor que os consórcios públicos que forem 
constituídos com personalidade jurídica de direito público integrarão a administraçãoINDIRETA de todos os entes da Federação consorciados. 
 
 
e) Existe relação de hierarquia entre a autarquia e o ministério que a supervisiona. 
- NÃO! Na relação entre Administração Direta e Indireta existe VINCULAÇÃO, a 
Administração Pública exerce um controle finalístico sobre a Indireta, inclusive, em 
âmbito federal, denomina-se supervisão ministerial. E o que significa este controle? 
É um controle definido em lei que estipulará como poderá a Administração Direta 
fiscalizar as entidades, obedecendo os limites legais. 
 
11. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) O Tribunal Regional 
Eleitoral do Piauí (TRE/PI), cuja sede se encontra na capital do estado, integra a 
administração 
 
a) direta federal. 
b) direta fundacional federal. 
c) indireta estadual. 
d) autárquica indireta federal. 
e) indireta autárquica estadual. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
Como sabemos, a Administração Pública é divida em DIRETA e INDIRETA. E o 
que é a Administração Direta? 
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20 
 
Para Dirley da Cunha Júnior “é aquela constituída a partir de um conjunto de 
órgãos públicos, através dos quais o Estado desempenha diretamente a atividade 
administrativa. Aqui, é a própria pessoa estatal (...)” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. 
Curso de direito administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 
2015. p. 159). Ou seja, Administração Direta é o próprio Ente Federado, e como 
sabemos, a União é formada por 3 (três) Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário 
(art. 2º, CF/88), e pelo art. 92, V, da CF/88, um dos órgãos do Poder Judiciário são 
os Tribunais e Juízes Eleitorais, mais especificamente, pertencente à União. 
Focando em nosso concurso do TJRS, este Tribunal integra qual Administração? 
Administração Pública Direta do Estado do Rio de Janeiro! 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
B) Direta fundacional federal. 
- Fundação pública integra a Administração INDIRETA. 
 
 
C) indireta estadual 
- Poder Judiciário integra um dos Poderes da União e dos Estados, logo, é 
Administração DIRETA, ainda, Justiça Eleitoral integra o Poder Judiciário Federal. 
 
 
D) Autárquica indireta federal 
- Como mencionamos, Poder Judiciário é Administração Direta, enquanto, autarquia 
é entidade da Administração Indireta. 
 
 
E) Indireta autárquica estadual 
- Poder Judiciário é Administração Direta e autarquia é administração Indireta. 
Ademais, Justiça Eleitoral integra o Poder Judiciário Federal. 
 
12. (CESPE - 2014 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) No que se refere à 
desconcentração e descentralização, assinale a opção correta. 
 
a) A desconcentração implica, necessariamente, a criação de novas pessoas jurídicas. 
b) A descentralização pode ocorrer por meio da delegação de atividade administrativa 
a uma pessoa física. 
c) A desconcentração refere-se à repartição de funções entre órgãos de diferentes 
hierarquias da administração pública. 
d) A descentralização pode ocorrer, em algumas situações, mediante a transferência de 
competências da administração pública para fundações. 
e) A descentralização ocorre exclusivamente para a transferência de competências da 
administração pública a pessoas jurídicas de direito público. 
 
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21 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Esta questão é para ler com calma! 
Lembrando que descentralização é a prestação de serviços públicos pela 
Administração Pública por meio de terceiros. 
A descentralização pode ser por delegação quando a Administração Pública cria 
uma entidade administrativa (Administração Pública Indireta) e transfere a 
titularidade do serviço. 
Mas, a descentralização também pode ser por outorga, quando a Administração 
Pública, por contrato ou ato unilateral, transfere o EXERCÍCIO de um serviço público 
para pessoa física ou jurídica. 
As fundações públicas são entidades administrativas que integram a 
Administração Pública Indireta que irão exercer competências (atribuições) do Ente 
que os constituíram. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) A desconcentração implica, necessariamente, a criação de novas pessoas 
jurídicas. 
- A desconcentração é a transferência do exercício de competência dentro de uma 
pessoa jurídica (seja o Ente Federado ou a entidade administrativa), com isso, não 
há criação de novas pessoas jurídicas. 
 
 
b) A descentralização pode ocorrer por meio da delegação de atividade 
administrativa a uma pessoa física. 
- A descentralização por delegação ocorre quando é criado uma entidade 
administrativa (Administração Indireta), que podem ser: autarquia, fundação 
pública, empresa pública, sociedade de economia mista e consórcio públicos. Todas 
as entidades são pessoas jurídicas. 
 
 
c) A desconcentração refere-se à repartição de funções entre órgãos de diferentes 
hierarquias da administração pública. 
- A desconcentração é definida pela transferência do exercício para um subordinado 
dentro de uma pessoa jurídica, com isso, há necessidade do vínculo direto 
hierárquico. 
 
 
E) A descentralização ocorre exclusivamente para a transferência de competências 
da administração pública a pessoas jurídicas de direito público. 
- A descentralização pode ser por DELEGAÇÃO como também por OUTORGA. 
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22 
 
13. (CESPE - 2014 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Assinale a opção 
que apresenta apenas órgãos da administração pública direta. 
 
a) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Ministério da Saúde 
b) Banco Central do Brasil e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
c) PETROBRAS e Secretaria de Saúde do Ceará 
d) Banco do Brasil e Agência Nacional de Energia Elétrica 
e) Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Presidência da República 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: E 
 
Para Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, é entendido Administração Direta 
como “o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado (União, 
estados, Distrito Federal e municípios), aos quais foi atribuída a competência para o 
exercício, de forma centralizada, de atividades administrativas” (ALEXANDRINO, 
Marcelo. PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e 
atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 31). 
Como aponta o art. 76, CF/88, “O Poder Executivo é exercido pelo Presidente 
da República, auxiliado pelos Ministros de Estado”, com isso, temos como parte da 
Administração Pública Direta Federal, a Presidência da República e seus Ministérios. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Ministério da Saúde 
- a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) é uma empresa pública, 
logo, integrante da Administração Indireta. 
 
 
b) Banco Central do Brasil e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
- O Banco Central do Brasil (BCB) é uma autarquia, enquanto, o Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE) é uma fundação pública. 
 
 
c) PETROBRAS e Secretaria de Saúde do Ceará 
- PETROBRAS é uma sociedade de economia mista, já a Secretaria de Saúde do Ceará 
é um órgão público 
 
 
d) Banco do Brasil e Agência Nacional de Energia Elétrica 
- Banco do Brasil (BB) é uma sociedade de economia mista, já a Agência Nacional de 
Energia Elétrica (ANEEL) é uma agência reguladora (autarquia de regime especial). 
 
NÃO SE ESQUEÇA! 
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23 
 
Administração Pública Direta – União, Estados-Membros, Distrito Federal, Municípios 
e seus, respectivos, órgãos públicos. 
 
Administração Pública Indireta – Autarquias, Fundações Públicas (de Direito Público 
ou de DireitoPrivado), Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e 
Consórcios Públicos (desde que tenham personalidade jurídica de direito público). 
 
14. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A respeito da 
administração direta e indireta, centralizada e descentralizada, assinale a opção correta. 
 
a) A chamada centralização desconcentrada é a atribuição administrativa cometida a uma 
única pessoa jurídica dividida internamente em diversos órgãos. 
b) A estrutura básica da administração direta na esfera estadual é composta pelo chefe do 
Poder Executivo, que tem como auxiliares os ministros de Estado. 
c) Sociedade de economia mista, empresa pública e fundação pública de direito público são 
categorias abrangidas pelo termo empresa estatal ou empresa governamental. 
d) A criação de uma diretoria no âmbito interno de um tribunal regional eleitoral (TRE) 
configura exemplo de descentralização administrativa. 
e) A administração direta é composta de pessoas jurídicas, também denominadas 
entidades, e a administração indireta, de órgãos internos do Estado. 
 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A centralização ocorre quando existe a concentração de um conjunto de 
atribuições (competência) a uma única pessoa jurídica (seja Ente Federado ou 
entidade administrativa). 
Para facilitar e visando resultados eficientes, utiliza-se a técnica da 
desconcentração, no qual, distribui o exercício das competências da pessoa jurídica, 
de forma interna, criando órgãos públicos, sendo interpretados como centros de 
competências. Lembrando que na desconcentração é evidente o vínculo de 
subordinação. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
B) A estrutura básica da administração direta na esfera estadual é composta pelo 
chefe do Poder Executivo, que tem como auxiliares os ministros de Estado. 
- Apenas o Poder Executivo FEDERAL tem a possibilidade de criar Ministérios, aos 
Poderes Executivo Estadual, Distrital e Municipal são criados secretarias como órgãos 
públicos de auxílio direto aos Chefes do Executivo. 
 
 
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24 
 
C) Sociedade de economia mista, empresa pública e fundação pública de direito 
público são categorias abrangidas pelo termo empresa estatal ou empresa 
governamental. 
– As Empresas Estatais englobam as: a) Empresas públicas e suas subordinadas ou 
controladas; b) Sociedade de Economia Mista e suas subordinadas ou controladas. 
 
 
D) A criação de uma diretoria no âmbito interno de um tribunal regional eleitoral 
(TRE) configura exemplo de descentralização administrativa. 
– Descentralização é a técnica de transferência de competência para um terceiro. 
Como no caso é criar uma diretoria ainda dentro do próprio órgão, trata-se de 
desconcentração. 
 
 
E) A administração direta é composta de pessoas jurídicas, também denominadas 
entidades, e a administração indireta, de órgãos internos do Estado. 
- Justamente o inverso. Administração Direta é composta pelos Entes Federados e 
seus órgãos públicos, e, Administração Indireta é composta por entidades 
administrativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. ATOS ADMINISTRATIVOS: CONCEITO, REQUISITOS, ATRIBUTOS, 
CLASSIFICAÇÃO E ESPÉCIES 
 
15. (CESPE - 2020 - TJ-PA - Auxiliar Judiciário) A propriedade da administração de, por 
meios próprios, pôr em execução suas decisões decorre do atributo denominado 
 
a) exigibilidade. 
b) autoexecutoriedade. 
c) vinculação. 
d) discricionariedade. 
e) medidas preventivas. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A autoexecutoriedade é um dos atributos do ato administrativo, junto com 
presunção de legitimidade, imperatividade e tipicidade. 
Entende-se por este atributo como a possiblidade da Administração Pública 
executar, de imediato, seus atos administrativos, inclusive, dependendo da situação, 
com o uso da força, sem prévia autorização judicial. IMPORTANTE! Nem todo ato 
administrativo poderá ser autoexecutável, mas, apenas nos casos previstos em lei 
ou quando se tratar de medida de urgência. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) Exigibilidade. 
- A exigibilidade é um meio indireto em que a Administração Pública consegue obrigar 
o administrado a cumprir a um ato administrativo, como por exemplo, a multa 
administrativa. A questão menciona em meios próprios, ou seja, a própria 
Administração realizando o ato. Vale apontar que parcela da doutrina insere a 
exigibilidade dentro da autoexecutoriedade. 
 
 
C) Vinculação 
- A vinculação ocorre quando a lei define como deverá ser realizado a prática de um 
ato administrativo, retirando a vontade do agente público sendo obrigado a seguir 
ao fiel cumprimento da lei ao praticar o ato. 
 
 
D) Discricionariedade 
- A discricionaridade na prática de um ato administrativo é possível quando a lei dá 
uma liberdade regrada (limitada) para o agente público praticar determinado ato. 
 
 
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26 
 
E) medidas preventivas 
- Nem toda medida preventiva, para repudiar determinada situação, poderá ser 
realizada pela Administração Pública por meios próprios. Inicialmente, exige-se a 
autorização legal, e, em determinadas situações, em especial, quando envolver a 
restrição de direitos fundamentais, a necessidade de autorização judicial. 
 
16. (CESPE - 2020 TJ-PA - Auxiliar Judiciário) O atributo ou característica do ato 
administrativo que assegura que o ato é verdadeiro, mesmo que eivado de vícios ou 
defeitos, até que se prove o contrário, denomina-se 
 
a) finalidade. 
b) exequibilidade. 
c) autoexecutoriedade. 
d) coercibilidade. 
e) presunção de legitimidade. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Como o próprio nome aponta, há uma presunção que o ato administrativo 
praticado está de acordo com o ordenamento jurídico. Um ponto relevante de se 
apontar é que, todo ato administrativo, goza de presunção de legitimidade e 
tipicidade, já a autoexecutoriedade e imperatividade estará presente em alguns atos 
administrativos. 
A ideia da presunção de legitimidade é reconhecer que a Administração Pública 
sempre está atuando de acordo com a Constituição Federal de 1988, portanto, ao 
estipular obrigações ou até realizar uma conduta ao administrado, estaria o Poder 
Público cumprindo com a Carta Magna, todavia, trata-se de uma presunção, ou seja, 
é possível de ser contestado, ao ponto de que, na existência de vícios ou defeitos é 
possível a retirada do ato administrativo no ordenamento jurídico. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) finalidade 
- A finalidade é um requisito do ato administrativo, é um requisito vinculado (o que 
significa que é definido em lei), é o que a Administração Pública busca alcançar com 
a prática do ato, que seria o interesse público. 
 
 
b) Exequibilidade 
- É uma forma de classificação do ato administrativo quando buscamos diferenciar 
tais atos em relação a produção de seus efeitos, podendo ser: a) perfeito; b) 
imperfeito; c) pendente; d) consumado ou exaurido. 
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27 
 
 
 
c) Autoexecutoriedade 
- Trata-se de um atributo do ato administrativo que permite que a Administração 
Pública o pratique se valendo de meios próprios, ou seja, auto executando-o. 
 
 
d) Coercibilidade 
- Coercibilidade também é chamada de Exigibilidade, também é um atributo do ato 
administrativo que permite que a Administração Pública exija do administrado uma 
determinada obrigação, com a possibilidade de imputação de alguma penalidade 
administrativa (por exemplo, cassação de alvará). 
 
17. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) Acerca dos 
atos administrativos, assinalea opção correta. 
 
a) São atos administrativos somente os atos produzidos pelos poderes do Estado. 
b) Licença é ato administrativo discricionário, na medida em que ao poder público compete 
a análise do preenchimento dos requisitos legais exigidos para o exercício de 
determinada atividade. 
c) A imperatividade caracteriza-se pela permissão para a imposição de obrigações a 
terceiros, ainda que estas venham a contrariar interesses privados. 
d) Em virtude da inafastabilidade do interesse público, os atos administrativos devem 
possuir destinatários gerais e indeterminados, sendo vedada a edição de atos com 
destinatários individualizados, ainda que coletivos. 
e) São atos administrativos simples somente os atos praticados por agente público de forma 
isolada. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: C 
 
Trata-se de uma ótima questão para estudo já que a alternativa correta é a 
aplicação de um conceito. De fato, a imperatividade, que se trata de um atributo do 
ato administrativo, é a possibilidade de impor obrigações aos administrados, mesmo 
que isso conflite com os interesses dos mesmos (por exemplo, limitações 
administrativas em relação a exploração de uma atividade econômica), há um ponto 
relevante na imperatividade: é uma imposição unilateral, o que significa que não 
precisa da anuência do terceiro, e com isso, tem força coercitiva. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) São atos administrativos somente os atos produzidos pelos poderes do Estado. 
- A redação desta alternativa pode levar o candidato(a) a dúvidas, mas, o que se 
extrai na afirmação é que apenas a Administração Direta (Entes Federados) podem 
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28 
 
praticar atos administrativos, o que é incorreto, afinal, também é possível a prática 
de atos administrativos pelas entidades da Administração Pública Indireta, além dos 
particulares que, por ato unilateral ou contratual, atuem em nome do Poder Público 
(exemplo, concessionárias de serviço público). 
 
 
b) Licença é ato administrativo discricionário, na medida em que ao poder público 
compete a análise do preenchimento dos requisitos legais exigidos para o exercício 
de determinada atividade. 
- Licença é um ato administrativo VINCULADO, justamente, como aponta a 
alternativa, porque deverá a Administração Pública analisar o preenchimento dos 
requisitos legais, e com isso, caso esteja de acordo com a lei, deverá (não há 
conveniência e oportunidade) reconhecer o benefício ao administrado, como por 
exemplo, as licenças de localização e funcionamento. 
 
 
d) Em virtude da inafastabilidade do interesse público, os atos administrativos devem 
possuir destinatários gerais e indeterminados, sendo vedada a edição de atos com 
destinatários individualizados, ainda que coletivos. 
- Quando estudamos a classificação dos atos administrativos, uma das primeiras 
maneiras de diferenciá-los é quanto aos destinatários, é possível a existência tanto 
de atos administrativos gerais, como por exemplo, um regulamento, como também 
é possível a existência de atos administrativos individuais, que produzem efeitos 
concretos, ou seja, voltados a uma pessoa ou grupo de pessoas determinados (por 
exemplo, a nomeação de um candidato aprovado em concurso público). 
 
 
e) São atos administrativos simples somente os atos praticados por agente público 
de forma isolada. 
- O ato administrativo simples é aquele praticado de forma isolada, todavia, pode ser 
praticado tanto por um agente público como também por um órgão público, como 
por exemplo, uma pasta da secretaria municipal emitindo uma certidão. 
 
18. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Assinale a opção 
que apresenta o atributo pelo qual determinados atos administrativos podem ser 
executados direta e imediatamente pela própria administração pública, 
independentemente de intervenção do Poder Judiciário. 
 
a) presunção de legitimidade 
b) imperatividade 
c) autoexecutoriedade 
d) tipicidade 
e) presunção de veracidade 
 
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29 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
A autoexecutoriedade é um dos atributos do ato administrativo, junto com 
presunção de legitimidade, imperatividade e tipicidade. 
Entende-se por este atributo como a possiblidade da Administração Pública 
executar, de imediato, seus atos administrativos, inclusive, dependendo da situação, 
com o uso da força, sem prévia autorização judicial. IMPORTANTE! Nem todo ato 
administrativo poderá ser autoexecutável, mas, apenas nos casos previstos em lei 
ou quando se tratar de medida de urgência. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) Presunção de legitimidade. 
- O atributo do ato administrativo da presunção de legitimidade é reconhecer, por 
meio de uma presunção relativa, que todo ato administrativo é praticado de acordo 
com o ordenamento jurídico brasileiro. 
 
 
b) Imperatividade. 
- A imperatividade, como atributo do ato administrativo, é a possibilidade da 
Administração Pública impor, sob pena de aplicação de penalidade administrativa, 
uma obrigação ao administrado. 
 
 
d) Tipicidade. 
- A tipicidade, também um atributo do ato administrativo, significa que o ato 
administrativo é aquele definido em lei, definindo os requisitos necessários para sua 
prática. 
 
 
E) Presunção de Veracidade 
- Presunção de veracidade é um desmembramento da presunção de legitimidade, 
administrativistas como Maria Sylvia Zanello Di Pietro, irá mencionar que, além de 
presumir que os atos administrativos estão de acordo com o ordenamento jurídico 
(legitimidade), os fatos e conteúdos que constam no ato são verdadeiros, condizem 
com a realidade, e por isso, são praticados (veracidade). 
 
 
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30 
 
19. (CESPE - 2017 - TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) No que se refere 
aos vícios de competência na administração pública, assinale a opção correta. 
 
a) A remoção de ofício de servidor caracteriza abuso de poder. 
b) Quando o vício de competência não pode ser convalidado, caracteriza-se hipótese de 
nulidade absoluta. 
c) A convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um ato 
ilegal, operando efeitos posteriores. 
d) A usurpação de poder ocorre quando um servidor público exerce a função de outro 
servidor na mesma repartição. 
e) Ocorre desvio de poder quando a autoridade policial se excede no uso da força para 
praticar ato de sua competência. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
A Convalidação, também chamada de Sanatória, é o ato administrativo 
discricionário que busca corrigir outro ato administrativo que apresenta vícios. A 
finalidade da convalidação é preservar o ato administrativo que se apresenta regular, 
mas, só será possível quando se tratar de vícios sanáveis. 
E quais são os vícios sanáveis? 1) vício de competência quanto a pessoa, 
quando não se tratar de competência exclusiva; 2) vício de forma, desde que não se 
trate de forma essencial definida em lei. 
Caso estamos diante de um ato administrativo que apresenta um vício 
insanável, logo, ilegal devem ser declarado sua nulidade absoluta. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) A remoção de ofício de servidor caracteriza abuso de poder. 
- Com base no art. 36, parágrafo único, inciso I, da Lei 8112/90, é possível, no 
interesse da Administração, a remoção, de ofício de servidor público. 
 
 
c) A convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um 
ato ilegal, operando efeitos posteriores. 
- Uma característica da convalidação é que os efeitos são retroativos. 
 
 
d) A usurpação de poder ocorre quando um servidor público exerce a função de outro 
servidor na mesma repartição. 
- A usurpaçãode função pública é um crime tipificado no art. 328 do Código Penal, 
ocorre quando um PARTICULAR exerce, indevidamente, uma função pública, 
apresentando-se como agente público. 
 
 
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31 
 
e) Ocorre desvio de poder quando a autoridade policial se excede no uso da força 
para praticar ato de sua competência. 
- Inicialmente, precisamos relembrar que há um gênero chamado ABUSO DE PODER 
que configura com a prática de um ato administrativo de forma ilegal. São espécies 
deste gênero: EXCESSO DE PODER e DESVIO DE PODER/FINALIDADE. 
Excesso de poder há um vício de competência, sendo que o agente público pratica 
um ato administrativo sem ter competência ou excedendo o exercício da 
competência. Já o Desvio de Poder/Finalidade configura quando o agente público 
pratica o ato administrativo com fim diverso daquele previsto. 
O caso do uso além do permitido da força não representa um desvio da finalidade, 
mas um excesso no exercício da competência, logo, excesso de poder. 
 
20. (CESPE - 2017 - TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Com relação à 
classificação dos atos administrativos, assinale a opção correta. 
 
a) Configura ato simples aquele que necessariamente resulta da manifestação de órgão 
singular. 
b) Configura ato composto aquele que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, 
sejam eles singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para formar um ato único. 
c) Configura espécie de ato individual aquele que têm efeito prático imediato, como, por 
exemplo, as portarias administrativas. 
d) Configura espécie de ato geral aquele que produz efeitos no caso concreto, como, por 
exemplo, o tombamento. 
e) Configura ato complexo o decreto assinado pelo chefe do Executivo e referendado por 
ministro de Estado. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Como aponta a doutrina, ato complexo “é ato que resulta da soma ou fusão das 
vontades expressadas por mais de um órgão ou agente público. Todas as vantagens 
exprimidas são principais para a formação do ato, não havendo falar em vontade 
acessória” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito administrativo. 14. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 119). 
Perceba que a alternativa apresenta uma situação que, a combinação das 
vontades representa um ato só, mesmo que exercido dentro da mesma estrutura da 
Administração Pública. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) Configura ato simples aquele que necessariamente resulta da manifestação de 
órgão singular. 
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32 
 
- O ato administrativo simples é aquele praticado de forma isolada, todavia, pode ser 
praticado tanto por um agente público como também por um órgão público, como 
por exemplo, uma pasta da secretaria municipal emitindo uma certidão. 
 
 
b) Configura ato composto aquele que resulta da manifestação de dois ou mais 
órgãos, sejam eles singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para formar um 
ato único. 
- O conceito apresentado é de ato complexo, já ato composto “é aquele ato que a 
vontade principal é expressa por um único órgão, sendo que, para ela ter eficácia, 
reclama uma vontade acessória externada por outro órgão” (CUNHA JÚNIOR, Dirley 
da. Curso de direito administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2015. p. 119). 
 
 
c) Configura espécie de ato individual aquele que têm efeito prático imediato, como, 
por exemplo, as portarias administrativas. 
- Ato individual é aquele cujo destinatário é pessoa ou grupo de pessoas definidas. 
 
 
d) Configura espécie de ato geral aquele que produz efeitos no caso concreto, como, 
por exemplo, o tombamento. 
- Ato geral é aquele cujo o destinatário são pessoas indeterminadas. 
 
21. (CESPE - 2017 - TRT-7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A 
anulação de um ato administrativo, seja pela própria administração pública, seja pelo 
Poder Judiciário, se dá por motivos de legitimidade ou 
 
a) interesse. 
b) conveniência. 
c) legalidade. 
d) oportunidade. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Inicialmente, não podemos esquecer o art. 53, da Lei 9784/99: 
“Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de 
vício de legalidade, e pode revoga-los por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos”. 
A norma irá trazer dois institutos: anulação e revogação. Pela leitura da norma 
chegamos na seguinte conclusão: 
I – ANULAÇÃO: para atos com vício de legalidade (ilegalidade). 
II – REVOGAÇÃO: para atos que já não representam conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
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33 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
Para reformar a fundamentação da resposta: “Anulação – Ato ilegal é retirado do 
mundo jurídico, com efeitos retroativos à prática do ato. Dever da Administração. A 
competência da anulação do ato é do órgão que o produziu e do Judiciário (apenas 
por provocação). (...) Revogação – A regirada se sustenta na análise de conveniência 
e oportunidade, em que um ato até então legítimo já não mais atende ao interesse 
público, possuindo efeitos prospectivos. A competência da revogação do ato é do 
órgão que o produziu” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito 
administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 
247) 
 
a) Interesse. 
- Interesse é justificativa para revogação. 
 
 
b) Conveniência 
- Conveniência é justificativa para revogação. 
 
 
d) Oportunidade 
- Oportunidade é justificativa para revogação. 
 
22. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) O pregoeiro de 
um tribunal regional eleitoral (TRE), em um certame licitatório para aquisição de urnas 
eletrônicas, resolveu negar provimento ao recurso de um licitante com fundamento em 
parecer da área técnica do tribunal. 
Nessa situação hipotética, a área técnica do tribunal praticou um ato administrativo 
 
a) punitivo. 
b) vinculado. 
c) normativo. 
d) ordinatório. 
e) enunciativo. 
 
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34 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
O ato administrativo enunciativo apenas “enuncia” (declara) uma determinada 
situação, podendo a Administração, dependendo, emitir sua opinião sobre a situação. 
São exemplos de atos enunciativos: 
Certidões 
Atestados 
Pareceres 
Apostila 
Veja que a questão menciona que a área técnica do tribunal emitiu um 
PARECER, logo, um ato administrativo enunciativo. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) Punitivo. 
- Como nome aponta, são aqueles atos administrativos que representam a aplicação 
de um penalidade para terceiro, em decorrência de uma infração cometida (exemplo, 
demissão de servidor público). 
 
 
b) Vinculado. 
- É o ato administrativo praticado em fiel cumprimento a lei, não há liberdade por 
parte do agente público em praticar o ato, devendo seguir os termos da lei. 
 
 
c) Normativo. 
- São atos administrativos gerais e abstratos, tendo como destinatários pessoas 
indeterminadas. 
 
 
d) Ordinatório. 
- Trata do funcionamento e a conduta dos agentes públicos, como por exemplo, as 
portarias internas. 
 
 
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35 
 
23. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) De acordo com a 
doutrina, os atos administrativos que possuem todas as suas condições e requisitos 
estipulados por lei, prevendo uma única e obrigatória atuação administrativa, são 
classificados como 
 
a) complexos. 
b) vinculados. 
c) constitutivos. 
d) declaratórios. 
e) discricionários. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
O enunciado da questão tratado conceito de atos vinculados. Reforçando, são 
aqueles atos administrativos já definidos em lei, sendo que não há liberdade 
(discricionariedade) para o agente público em praticar o ato, obrigando-o a seguir, 
fielmente, ao definido em lei. 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) Complexos. 
- O ato administrativo complexo configura quando há duas vontades de órgãos 
distintos, mas que são somadas, tornando um único ato administrativo. 
 
 
c) Constitutivos. 
- O ato administrativo constitutivo é aquele que cria, modifica ou extingue um direito, 
relação jurídica de terceiro. Constituindo uma situação jurídica. 
 
 
d) Declaratórios. 
No ato administrativo declaratório, há a Administração Pública reconhecendo a 
existência de um determinado direito já existente antes da prática deste ato. 
 
 
e) Discricionários. 
- Ato administrativo discricionário é aquele que pode ser praticado com certa 
liberdade pelo agente público, baseado em critério de conveniência e oportunidade. 
 
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36 
 
24. (CESPE - 2017 - TRE-Pe - Técnico Judiciário - Área Administrativa) A respeito dos 
atributos dos atos administrativos, assinale a opção correta. 
 
a) O ato administrativo configura instrumento de realização do interesse público, razão 
por que ele tem a coercibilidade como atributo absoluto. 
b) A imperatividade é atributo que dota de coercitividade todos os atos administrativos. 
c) A presunção de legitimidade do ato administrativo é atenuada pela possibilidade de o 
particular deixar de cumpri-lo quando houver alguma dúvida sobre sua legalidade. 
d) A autoexecutoriedade, como atributo, admite exceções, como nas hipóteses de 
cobrança de multa e de desapropriação. 
e) O contraditório e a ampla defesa suprimem a autoexecutoriedade dos processos 
administrativos. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
O atributo da autoexecutoriedade significa a Administração Pública poder 
praticar seus próprios atos por meios diretos, inclusive, sem a necessidade de 
autorização judicial. 
Como a doutrina aponta, ao estudarmos a autoexecutoridade, percebemos que 
este atributo possui duas características: a) executoriedade; b) exigibilidade. 
A executoriedade é a prática, por meios próprios, dos atos administrativos. Já 
a exigibilidade é a possibilidade da Administração Pública obrigar uma determinada 
conduta a terceiros. Sobre a exigibilidade, regra geral, a Administração não pode 
realizar uma cobrança forçada, ou seja, por exemplo, ao impor uma multa para um 
administrado, não poderia se valer de meios para forçar o pagamento da penalidade, 
para isso, deverá se socorrer as vias judiciais. 
Ou então, caso realize a desapropriação de um determinado bem de um 
particular, deverá se valer de medida judicial previsto na Lei nº 3365/41 ou nas 
demais legislações específicas. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) O ato administrativo configura instrumento de realização do interesse público, 
razão por que ele tem a coercibilidade como atributo absoluto. 
 
- Como estudamos, um dos requisitos/elementos dos atos administrativos é a 
finalidade, ou seja, atender ao interesse público, mas, a prática de um ato 
administrativo ainda deve respeitar aos direitos fundamentais, por essa razão, a 
coercibilidade (imposição) do ato administrativo não é uma prerrogativa absoluta, 
encontrando limites no próprio direito do administrado. 
 
 
b) A imperatividade é atributo que dota de coercitividade todos os atos 
administrativos. 
 
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37 
 
- A imperatividade (coercibilidade) é um dos atributos dos atos administrativos, mas, 
nem todos os atos administrativos terão imperatividade (por exemplo, a expedição 
de uma certidão). Lembre-se, todo ato administrativo sempre terá Presunção 
de Legitimidade e Tipicidade, e determinados atos terão Imperatividade e 
Autoexecutoriedade. 
 
 
c) A presunção de legitimidade do ato administrativo é atenuada pela possibilidade 
de o particular deixar de cumpri-lo quando houver alguma dúvida sobre sua 
legalidade. 
 
- A presunção de legitimidade é o atributo que faz entender, em um primeiro 
momento, que o ato administrativo praticado pela Administração Pública está de 
acordo com o ordenamento jurídico, logo, é o que justifica que seja cumprido. Se o 
particular tenha dúvida se sua legalidade, deverá se valer de medidas administrativas 
e judiciais para que tais dúvidas sejam esclarecidas, sem retirar sua obrigação, afinal, 
presume-se sua legitimidade. 
 
 
e) O contraditório e a ampla defesa suprimem a autoexecutoriedade dos processos 
administrativos 
. 
- A autoexecutoriedade é o atributo que, justamente, demonstra que o contraditório 
e ampla defesa não afasta a prática do ato administrativo, afinal, trata-se do atributo 
que permite a execução por meios diretos. Caso o particular se sinta prejudicado pelo 
ato administrativo, terá seu contraditório e ampla defesa respeitado para demonstrar 
a irregularidade do ato, seja, por exemplo, em processo administrativo ou em 
demanda judicial. 
 
25. (CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa) No que diz respeito às espécies de ato administrativo, assinale a opção 
correta. 
 
a) A homologação é ato unilateral e vinculado pelo qual a administração pública reconhece 
 a legalidade de um ato jurídico. 
b) Decreto é ato exclusivamente geral emanado do chefe do Poder Executivo. 
c) Licença é o ato administrativo bilateral e vinculado por meio do qual a administração 
pública faculta ao particular o exercício de determinada atividade. 
d) A admissão é o ato discricionário e unilateral pelo qual a administração reconhece ao 
particular que preencha os requisitos legais o direito à prestação de um serviço público. 
e) Parecer é ato opinativo e vinculante pelo qual os órgãos consultivos da administração 
pública emitem opinião sobre assuntos técnicos ou jurídicos de sua competência. 
 
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38 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
Vamos primeiro ver o conceito de Homologação como ato administrativo: 
“É ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública, em atividade de 
controle, reconhece a legalidade de um ato jurídico praticado. Ela é sempre posterior 
(a posteriori) e examina apenas o aspecto da legalidade, no que se distingue a 
aprovação a posteriori, que tem por fundamento um juízo de conveniência e 
oportunidade. Assim, enquanto a aprovação a posteriori é ato discricionário, a 
homologação é ato plenamente vinculado. Encarece de homologação, por exemplo, 
o procedimento licitatório e o concurso público, se, evidentemente, estiverem de 
acordo com as prescrições legais” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 123). 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Antes de analisarmos as demais alternativas, repare que a alternativa correta 
se aproxima do conceito doutrinário que apontamos acima, então, mais uma vez, a 
homologação é um ato que reconhece a legalidade de um ato jurídico praticado, logo, 
é um ato unilateral (afinal, só necessita da Administração atestar que a situação está 
de acordo com a lei) e vinculado (não há liberdade por parte do agente público em 
praticar o ato). 
b) Decreto é ato exclusivamente geral emanado do chefe do Poder Executivo. 
- Inicialmente, o decreto é um ato administrativo exclusivo dos Chefes do Poder 
Executivo (Prefeito, Governador e Presidente), sua função principal é dar fiel 
execução à lei, ou seja, detalhar a forma de aplicação da lei no âmbito da 
Administração Pública. Por isso, se a lei costuma ser geral e abstrata (para atender 
o maior número de situações o possível), o decreto também costuma ser gerale 
abstrato. Entretanto, ainda sim é possível que seja expedido decreto com efeitos 
concretos, ou seja, para a aplicação de situações especificas, como é o exemplo de 
um decreto expropriatório (decreto para declarar a desapropriação de um 
determinado bem imóvel), logo, o erro da alternativa é afirmar que este ato 
administrativo é exclusivamente geral. 
DECRETO: pode ser geral e individual (concreto). 
c) Licença é o ato administrativo bilateral e vinculado por meio do qual a 
administração pública faculta ao particular o exercício de determinada atividade. 
- Licença é um ato administrativo que costuma ter grande incidência em 
concursos públicos, com isso, vamos nos valer de um conceito doutrinário para 
melhor entendermos esta figura: 
“Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo, editado com fundamento 
no poder de polícia administrativa, nas situações em que o ordenamento jurídico 
exige a obtenção de anuência prévia da administração pública como condição para o 
exercício, pelo particular, de um direito subjetivo de que ele seja titular”. 
(ALEXANDRINO, Marcelo. PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 
25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 567) 
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39 
 
Portanto, a licença é aquele ato administrativo que a Administração Pública irá 
conceder um determinado direito para um terceiro, pois este preencheu todos os 
requisitos previstos em lei (exemplo, licença para dirigir veículo automotor). 
É um ato administrativo unilateral, já que a Administração irá reconhecer e 
conceder o direito reclamado, sem a necessidade de uma atuação conjunta do 
terceiro. 
d) A admissão é o ato discricionário e unilateral pelo qual a administração 
reconhece ao particular que preencha os requisitos legais o direito à prestação de um 
serviço público. 
- “Admissão é o ato vinculado pelo qual o Poder Público defere ao interessado 
uma atividade de seu interesse, tal como no ingresso em instituição de ensino 
público, após aprovação em exame vestibular. Por ser ato vinculado a admissão não 
pode ser negada a alguém que tenha direito a ela” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. 
Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2017. p. 216-217). 
Com isso, admissão é um ato administrativo vinculado em que é concedido um 
determinado direito a um serviço público. É um ato administrativo unilateral, já que 
será gerado pela própria Administração, mas, é um ato VINCULADO, pois, preenchido 
os requisitos em lei, a Administração Pública é obrigada a conceder o pedido. 
e) Parecer é ato opinativo e vinculante pelo qual os órgãos consultivos da 
administração pública emitem opinião sobre assuntos técnicos ou jurídicos de sua 
competência. 
ATENÇÃO! 
- O parecer é um dos atos administrativos que mais exigem uma atenção, 
justamente pela forma como ele pode se apresentar. 
Inicialmente, parecer é um ato administrativo opinativo, feito por um órgão 
técnico da Administração mediante solicitação da autoridade competente sobre 
determinado assunto, com isso integram a classificação de ATOS ENUNCIATIVOS. 
O parecer pode ser obrigatório ou facultativo. Será obrigatório quando a prática 
de determinado ato administrativo exige que haja um parecer prévio (como por 
exemplo, parecer de minuta de licitação) e será facultativo quando é dado a 
discricionariedade da autoridade competente solicitar a opinião técnica do órgão. 
Nisso, surge a indagação: o parecer, quando obrigatório, é vinculante? Ou seja, 
aquilo que foi concluído no parecer técnico deverá a autoridade coatora, 
obrigatoriamente, adotar? Ou pode decidir de modo contrário ao parecer? 
Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) ao julgar o Mandado de Segurança 
24631/DF: I – Parecer facultativo não vincula a autoridade competente, podendo 
decidir de forma contrária a opinião técnica; II – Parecer obrigatório vincula a 
autoridade competente em praticar o ato com fundamento no parecer, caso seja 
contrária a opinião técnica e deseja praticar o ato de forma diversa, deverá requerer 
um novo parecer sobre a nova forma de praticar o ato; III – Se a lei obriga a 
autoridade competente decidir com base no parecer técnico, o administrador não terá 
liberdade a não ser aplicar o parecer ou não decidir sobre o ato. 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
40 
 
26. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) Um técnico judiciário 
do TRE/PI assinou e encaminhou para publicação uma portaria de concessão de licença 
para capacitação de um analista judiciário pertencente ao quadro de servidores do 
tribunal. O ato de concessão da licença é de competência não exclusiva do presidente do 
tribunal. 
A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta. 
 
a) O ato deve ser cassado, pois os requisitos para a sua prática não foram atendidos. 
b) Dado o vício insanável de competência, o ato deve ser revogado. 
c) O ato não possui vícios, razão por que não há providências a serem tomadas. 
d) O ato deve ser anulado com efeitos ex-nunc, por vício insanável de forma. 
e) Caso não seja verificada lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, o ato 
deverá ser convalidado. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Questões de aplicação prática são extremamente relevantes, até para 
entendermos o porquê de um conceito, elas valem a pena serem exercitadas mais 
de uma vez! 
A questão menciona que se trata do requisito/elemento do ato administrativo 
de competência e se há possibilidade de convalidação quando um ato apresenta vício 
neste requisito. 
Conforme entendimento da doutrina e jurisprudência, a convalidação é possível 
quando o ato administrativo apresentar: a) inexistência de lesão ao interesse público; 
b) inexistência de prejuízo a terceiros, e; c) vício sanável. 
E quais são os vícios sanáveis? 1) vício de competência quanto a pessoa, 
quando não se tratar de competência exclusiva; 2) vício de forma, desde que não se 
trate de forma essencial definida em lei. 
Logo, conforme a questão, se “o ato de concessão de licença é de competência 
não exclusiva do presidente do tribunal”, portanto, é possível a convalidação, caso 
não causa lesão ao interesse público. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Para respondermos esta questão, temos que relembrar os atributos dos 
requisitos/elementos dos atos administrativos, que são necessários para que os atos 
administrativos sejam considerados válidos juridicamente: 
- Competência; 
- Forma; 
- Objeto; 
- Finalidade; 
- Motivo; 
(FF.COM) 
 
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MUDE SUA VIDA! 
41 
 
Na questão, temos um agente público que praticou um ato administrativo 
(concessão de licença) que é uma competência não exclusiva de uma autoridade 
hierarquicamente superior. 
“A competência é o poder atribuído ‘pela norma’ ao agente da Administração 
para o exercício legítimo de suas atribuições. 
(...) 
Uma vez que o ato seja emanado de agente incompetente ou realizado além 
dos limites de sua competência, é inválido, por faltar-lhe legitimidade. Ressalva-se, 
desde logo, que o vício de competência poderá, em algumas hipóteses, ser corrigido 
por convalidação (sanatória ou saneamento)” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual 
de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2017. p. 172). 
Portanto, regra geral, o vício na competência significa que um ato 
administrativo está violando as normas jurídicas, portanto, é ilegal, salvo, quando se 
permitir a convalidação. 
Lembrando que a Convalidação é tornar válido um ato administrativo que se 
encontra, naquela situação, com vícios em seus requisitos/elementos. Não podemos 
esquecer, neste sentido, a Lei 9784/99 e seu art. 55: 
“Art. 55 Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interessepúblico nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão 
ser convalidados pela própria Administração”. 
Este dispositivo apresenta os requisitos necessários para ocorrer a 
convalidação, a saber: 
I – Não acarretar LESÃO ao interesse público; 
II – Não acarretar PREJUÍZO a terceiros; 
III – VÍCIOS SANÁVEIS; 
 
E como apresentamos acima, quando teremos os vícios sanáveis? 1) vício de 
competência quanto a pessoa, quando não se tratar de competência exclusiva; 2) 
vício de forma, desde que não se trate de forma essencial definida em lei. 
A questão é expressa ao mencionar de competência não exclusiva, encaixando, 
perfeitamente, a possibilidade de convalidação. 
E, o que seria a competência “não exclusiva”? É aquela competência que 
permite delegação, como menciona o art. 12 da Lei 9784/99, ou seja, apenas aquela 
autoridade deve praticar o ato sem possibilidade de transferir para outro: 
 
“Art. 12 Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver 
impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, 
ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for 
conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica 
ou territorial”. 
Para facilitar, lembre-se, delegação é transferir parte da competência de uma 
autoridade para um terceiro (seja subordinado ou não). 
FICA A DICA: Ler o art. 13 da Lei 9784/99 que menciona os atos indelegáveis. 
 
Vamos analisar as afirmativas: 
 
a) O ato deve ser cassado, pois os requisitos para a sua prática não foram atendidos. 
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42 
 
- CASSAÇÃO ocorre quando o destinatário do ato administrativo descumpre com as 
condições estipuladas no ato (por exemplo, cassação de alvará de funcionamento de 
determinado serviço, porque não explorou a atividade). 
 
 
b) Dado o vício insanável de competência, o ato deve ser revogado. 
- Como vimos, a competência não exclusiva é hipótese de vício sanável, ademais, 
não seria caso de revogação, mas anulação se o vício fosse insanável. 
 
 
c) O ato não possui vícios, razão por que não há providências a serem tomadas. 
- Veja que a questão menciona que a competência – mesmo que não exclusiva – era 
do presidente do tribunal, ou seja, em tese, era ele quem deveria ter concedido a 
licença, portanto, há um vício de competência não exclusiva. 
 
 
d) O ato deve ser anulado com efeitos ex-nunc, por vício insanável de forma. 
- O vício apresentado era em razão da competência, e não forma. 
 
27. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) Considere que 
determinada autoridade do TRE/PI tenha negado pedido administrativo feito por um 
servidor do quadro, sem expor fundamentos de fato e de direito que justificassem a 
negativa do pedido. Nesse caso, o ato administrativo praticado pela autoridade do 
TRE/PI 
 
a) não possui presunção de veracidade. 
b) pode ser editado sob a forma de resolução. 
c) é considerado, quanto à formação da vontade, ato administrativo complexo. 
d) classifica-se como ato administrativo meramente enunciativo. 
e) apresenta vício de forma. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Outra questão de aplicação prática de conceitos, portanto, merece nossa 
atenção. 
Aqui temos um vício da forma, lembrando que forma trata-se do 
REQUISITO/ELEMENTO do ato administrativo que exterioriza o ato, é o modo como 
a norma jurídica exige que o ato seja concretizado. 
Pelo art. 50, inciso I, da Lei 9784/99: 
“Art. 50 Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos 
fatos e fundamentos jurídicos, quando: 
I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;”. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
43 
 
A questão menciona que o servidor fez um pedido administrativo e lhe foi 
negado sem a justificativa para essa ordem, portanto, sem motivação. A ausência de 
motivação levou ao vício sobre a forma do ato administrativo. 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
Já compreendemos que a questão trata sobre vício de forma do ato 
administrativo. 
A Lei 4717/65 apresenta uma definição legal sobre vício de forma: 
 
“Art. 2º (...) 
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão 
as seguintes normas: 
(...) 
B) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou 
irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato;” 
 
Nós lemos o art. 50, I, da Lei 9784/99 que trata que, o ato administrativo que 
negue, limite ou afete direitos ou interesses deve ser motivado. Perceba que há uma 
forma estipulada na lei: necessidade de motivação quando afetar direito ou interesse. 
Assim, se há a ausência de motivação (fundamentação que levou a conclusão 
do ato), há violação ao art. 50, I, da Lei 9784/99, portanto, observância incompleta 
de formalidade indispensável à existência do ato. 
 
Mas, motivo não é um requisito/elemento próprio do ato 
administrativo? Porque, então, está afirmando ser vício de forma? 
 
A doutrina irá apresentar uma diferenciação entre MOTIVO e MOTIVAÇÃO (veja 
que o art. 50, I, menciona motivação). 
“Motivo é a causa imediata do ato administrativo. É a situação de fato e de 
direito que determina ou autoriza a prática do ato, ou, em outras palavras, o 
pressuposto fático e jurídico (ou normativo) que enseja a prática do ato. 
(...) 
Motivação é a declaração escrita do motivo que determinou a prática do ato. É 
a demonstração, por escrito, de que os pressupostos autorizadores da prática do ato 
realmente estão presentes, isto é, de que determinado fato aconteceu e de que esse 
fato se enquadra em uma norma jurídica que impõe ou autoriza a edição do ato 
administrativo que foi praticado “ (ALEXANDRIO, Marcelo. Paulo, Vicente. Direito 
administrativo descomplicado. p. 543 e 551). 
Basicamente, podemos dizer o seguinte: MOTIVO é um requisito do ato 
administrativo porque é a razão que faz ser o ato ser praticado. Tomando como 
exemplo a questão, por que o ato (negativa do pedido) foi praticado? Pois houve um 
pedido administrativo. 
MOTIVAÇÃO é a justificativa/fundamentação/explicação apresentada para a 
prática do ato administrativo. A motivação é uma exigência imposta pela lei para que 
determinados atos sejam válidos, com isso, quando forem praticados (quando 
respeitar a formalidade), devem ser fundamentados. Concluindo, é um vício de 
forma. 
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44 
 
 
Vamos as afirmativas: 
 
 
Não possui presunção de veracidade 
- Presunção de veracidade (legitimidade) trata de um atributo do ato 
administrativo, regra geral, todo ato administrativo presume sua legitimidade. 
 
 
Pode ser editado sob a forma de resolução. 
- Resolução é um exemplo de ato normativo, aqueles que produzem efeitos 
gerais, buscando atingir a todos os terceiros que se encontram em circunstâncias 
idênticas. 
“Resolução – são, normativos ou individuais, emanados de autoridades de 
elevado escalão administrativo, como Ministros e Secretários de Estado ou Município, 
ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo. Constituem matérias das 
resoluções todas as que se inserem na competência específica dos agentes ou 
pessoas jurídicas responsáveis por sua expedição (José dos Santos Carvalho Filho). 
É possível, a expedição de resoluções também por órgãos colegiados, como Tribunais 
de Contas, que formulam certas decisões por tal espécie normativa” (BORGES, 
Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. 
e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 212). 
 
 
 
É considerado, quanto à formação da vontade, ato administrativo complexo. 
- Ato complexo é a soma de vontades de órgãos ou agentes públicos que, 
somando-se, tornam-se um único ato administrativo. No caso da questão, temos 
apenas uma única vontade (órgãopúblico que negou o pedido administrativo). 
 
 
Classifica-se como ato administrativo meramente enunciativo. 
- Os atos administrativos enunciativos são aqueles que apenas atestam uma 
determinada situação jurídica, sem produzir uma vontade da Administração Pública, 
o que se distancia do ato da questão, já que houve uma negativa. 
 
 
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45 
 
28. (CESPE - 2015 - TRE-RS - Técnico Judiciário - Administrativa) Acerca dos atos 
administrativos, assinale a opção correta. 
 
a) Em sentido amplo, é considerada ato administrativo toda declaração unilateral de 
vontade do poder público no exercício de atividades administrativas, revestido de todas 
as prerrogativas de regime de direito público, visando o cumprimento da lei, sujeito a 
controle jurisdicional, excluídos os atos gerais, abstratos e os acordos bilaterais firmados 
pela administração pública. 
b) O poder discricionário permite que o agente público pratique atos totalmente 
dissociados da lei. 
c) O fenômeno da tredestinação lícita se aplica a atos administrativos de desapropriação, 
quando a finalidade específica é alterada, mas mantém-se a finalidade genérica, de modo 
que o interesse público continue a ser atendido. 
d) O ato administrativo praticado por agente público no exercício de sua função é dotado 
de presunção absoluta de veracidade. 
e) A autoexecutoriedade é atributo de todos os atos administrativos. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Outra questão de nível elevado, por essa razão não podemos deixar de fora. 
 
A tredestinação lícita ocorre quando, em um procedimento de desapropriação, 
é justificado a expropriação – com base no interesse público – para a utilização da 
propriedade a um determinado fim específico que atenda a coletividade, mas, ao 
final, a propriedade é utilizada para outro fim específico que ainda atenda a 
coletividade, por exemplo, desapropriação de um imóvel para construção de uma 
escola, mas, no final, é construído um posto de saúde. 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
Como apontado acima, a tredestinação lícita ocorre quando a desapropriação 
tem como finalidade inicial é substituída por outra, mas ainda preservando o 
interesse público. 
Adentrando no estudo dos atos administrativos, a resposta correta está 
relacionada com o estudo dos requisitos/elementos do ato administrativo. 
Já estudamos que a FINALIDADE é um dos requisitos/elementos. 
“(...) a finalidade é o resultado mediato (para o futuro) pretendido pela 
Administração com a prática do ato. É aquilo que o Estado-administrador pretende 
alcançar com a prática do ato administrativo. A finalidade é invariável para qualquer 
espécie de ato: será sempre o interesse público. Elemento vinculado do ato” 
(BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 243). 
 
Com isso, a mudança da construção de um posto de saúde para uma escola 
ainda possui um efeito futuro defendido: o interesse público. 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
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MUDE SUA VIDA! 
46 
 
 
a) Em sentido amplo, é considerada ato administrativo toda declaração 
unilateral de vontade do poder público no exercício de atividades administrativas, 
revestido de todas as prerrogativas de regime de direito público, visando o 
cumprimento da lei, sujeito a controle jurisdicional, excluídos os atos gerais, 
abstratos e os acordos bilaterais firmados pela administração pública. 
- O erro da questão foi em apresentar o conceito do SENTIDO ESTRITO de ato 
administrativo. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello, o ato administrativo pode ser conceituado 
em seu sentido amplo e sentido estrito, para isso, vamos conhecer seu conceito de 
ato administrativo: 
“Declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como, por exemplo, um 
concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas públicas, 
manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe 
dar cumprimento, e s sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional” 
(p.389). 
Com esta definição, podemos observar que atos administrativos podem ser 
praticados para atender finalidades gerais e abstratas, como os regulamentos, além 
de serem praticados com intuito negocial, como os contratos administrativos. Este 
seria o sentido amplo do conceito de ato administrativo. 
Já o conceito em sentido estrito é inserido a ideia de concreção e 
unilateralidade. Logo, ato administrativo é uma declaração unilateral do Estado 
manifestada em atos de efeitos concretos, ou, conforme ensina: 
“Declaração unilateral do Estado no exercício complementares da lei (ou, 
excepcionalmente, da própria Constituição, aí de modo plenamente vinculado) 
expedidos a título de lhe dar cumprimento e sujeitos a controle de legitimidade por 
órgão jurisdicional” (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito 
administrativo. 30. ed. rev. e atual. Sã Paulo: Malheiros. 2013. p. 390). 
SENTIDO AMPLO – Qualquer declaração do Estado, inclusive atos gerais e 
abstratos e atos bilaterais. 
SENTIDO ESTRITO – Declaração unilateral do Estado para manifestações de 
efeito concreto. 
 
 
b) O poder discricionário permite que o agente público pratique atos totalmente 
dissociados da lei. 
- O poder discricionário concede ao administrador um certo grau de liberdade 
para praticar um ato administrativo exigido por lei, todavia, podendo se valer da 
conveniência e oportunidade na forma em praticar. Mesmo que há liberdade, esta é 
limitada. 
 
 
d) O ato administrativo praticado por agente público no exercício de sua função 
é dotado de presunção absoluta de veracidade. 
- A presunção de veracidade (legitimidade) é um dos atributos do ato 
administrativo, mas, sua presunção é relativa, ou seja, passível de anulação ou 
revogação. 
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47 
 
Apenas para relembrarmos, a presunção de legitimidade significa que se 
presume que o ato administrativo praticado está de acordo com o ordenamento 
jurídico. Assim, a doutrina se aprofunda e irá mencionar que dentro deste atributo, 
há também a presunção de veracidade, ou seja, o ato administrativo está sendo 
praticado de acordo com a realidade dos fatos, a situação fática que justifica o ato é 
verdadeira. 
 
 
e) A autoexecutoriedade é atributo de todos os atos administrativos. 
- A autoexecutoriedade, atributo do ato administrativo, é a possibilidade da 
Administração Pública executar um ato administrativo por meios próprios. 
Lembrando que os atributos do ato administrativo são: 
- PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE; 
- AUTOEXECUTORIEDADE; 
- TIPICIDADE; 
- IMPERATIVIDADE; 
(PATI) – Todo ato administração possui Presunção de Legitimidade e 
Tipicidade, e, apenas, determinados atos terão Autoexecutoriedade e/ou 
imperatividade. 
 
29. (CESPE - 2013 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa) Com referência aos requisitos dos atos administrativos, assinale a 
opção correta. 
 
a) A finalidade, em sentido estrito, corresponde à consecução de um resultado de 
interesse público. 
b) Motivo é o pressuposto de direito que serve de fundamento ao ato administrativo, 
sendo possível a invalidação do ato na hipótese de ter ele sido indicado um motivo falso. 
c) O silêncio da administração pública pode significar forma de manifestação de vontade, 
quando a lei assim o prevê. 
d) A competência é indelegável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi 
atribuída como própria. 
e) O objeto é o efeito jurídico mediato que o ato produz. 
 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Regra geral, o silêncio administrativo (omissão) não produz nenhum efeito 
jurídico, aliás, sequer pode ser considerado um ato administrativo, salvo, quando a 
lei dispuser o contrário. 
“Não havendo previsão legal acercada matéria, não somente se determina que 
não haverá produção de efeitos pelo silêncio, como é possível se definir que essa 
configura ilegalidade cometida pelo ente estatal”. (CARVALHO, Matheus. Manual de 
direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 
264). 
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48 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Por mais que haja divergência sobre a ideia de silêncio administrativo, podemos 
afirmar que, por silêncio administrativo, entende-se a omissão da Administração 
Pública na prática de determinado ato administrativo, em especial, quando é 
acionado. 
Mas, por que haveria divergência sobre o assunto? Justamente porque no 
Direito Privado (Código Civil), regra geral, o silêncio produz efeitos jurídicos (art. 
111, CC/02). 
Para doutrina majoritária, o silêncio administrativo não é ato administrativo, é 
um fato administrativo. 
“Fato administrativo é atividade material do Estado que produz efeitos jurídicos 
administrativos (ex: realização de obra pública; morte de servidor público; aula 
ministrada por professor público; cirurgia realizada por médico do Estado, etc.). Os 
fatos administrativos, muito embora possam decorrer de situações naturais (ex: 
inundação de terreno público), são precedidos, em regra, de atos administrativos; 
ou seja, antes de sua realização quase sempre haverá a manifestação de um querer 
do Estado (ex: a Administração Pública deve expedir uma ordem de serviço para 
construir uma ponte)” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 102). 
O silêncio administrativo pode produzir efeitos, como a decadência, mas, não 
pode ser um ato administrativo justamente porque é a ausência de uma característica 
do ato: a declaração de vontade. 
No silêncio administrativo não há declaração de vontade, logo, não pode 
produzir efeitos em relação a vontade. Só produzirá efeitos, claro, quando a lei assim 
determinar, o que costuma ser exceção. 
SILÊNCIO ADMINSITRATIVO – Não produz manifestação de vontade, por ser a 
ausência desta vontade. Mas, produzirá efeitos como se a manifestação de vontade 
fosse concretizada se assim a lei determinar. 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) A finalidade, em sentido estrito, corresponde à consecução de um resultado 
de interesse público. 
- A definição apresentada pela alternativa é justamente o sentido amplo de 
finalidade. 
Relembrando que finalidade é requisito/elemento do ato administrativo que 
significa o que se busca alcançar com a prática do ato. O efeito futuro (mediato) é 
sempre o interesse público, já o efeito imediato, o que, especificamente, busca-se, é 
a finalidade definida em lei, por exemplo, a cassação de alvará de funcionamento 
(sentido estrito – cassar ato que concedia um direito por violação ao cumprimento 
das normas; sentido amplo – com a cassação protege a coletividade). 
 
 
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b) Motivo é o pressuposto de direito que serve de fundamento ao ato 
administrativo, sendo possível a invalidação do ato na hipótese de ter ele sido 
indicado um motivo falso. 
- O motivo, na verdade, é tanto o pressuposto de fato e de direito que serve de 
fundamento ao ato administrativo. 
Pressuposto de fato significa o que aconteceu no mundo real para a prática do 
ato administrativo; pressuposto de direito é a norma jurídica que justifica o ato 
quando a situação no mundo real acontecer. 
 
 
d) A competência é indelegável e se exerce pelos órgãos administrativos a que 
foi atribuída como própria. 
- Regra geral, a competência é indelegável, salvo quando a lei permitir (art. 11 
lei 9784/99), sendo que, mesmo assim, haverá aqueles atos considerados 
indelegáveis (art.13): 
I – a edição de atos de caráter normativo; 
II – a decisão de recursos administrativos; 
III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade; 
 
 
e) O objeto é o efeito jurídico mediato que o ato produz. 
 - O objeto é o efeito jurídico IMEDIATO que o ato produz, o que significa o que, 
de fato, o ato administrativo deve produzir quando praticado, o que leva a doutrina 
considerar o objeto como a “essência” do ato administrativo. 
 
30. (CESPE - 2012 - TJ-AL - Auxiliar Judiciário) No que concerne às espécies de atos 
administrativos, assinale a opção correta. 
 
a) Admissão é ato administrativo vinculado por meio do qual se reconhece ao administrado 
o direito de ingressar em determinada situação jurídica. 
b) A autorização é ato administrativo vinculado e precário, podendo o administrado exigir 
sua emissão caso estejam satisfeitos todos os requisitos estabelecidos em norma. 
c) A permissão e a concessão são atos administrativos discricionários e precários para cuja 
ocorrência é dispensável a manifestação de vontades das partes — administração e 
administrado. 
d) A dispensa é exemplo de ato administrativo discricionário, mediante o qual a autoridade 
administrativa exonera o administrado segundo critérios de conveniência e 
oportunidade. 
e) A homologação é ato de controle de legalidade que não comporta juízo de conveniência e 
oportunidade por parte da administração pública, devendo sua conformidade com a lei 
ser examinada necessariamente a priori, ou seja, antes da execução do ato. 
 
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50 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: A 
 
Para Cyonil Borges e Adriel Sá, Admissão “é o ato vinculado pelo qual o Poder 
Público defere ao interessado uma atividade de seu interesse, tal como no ingresso 
em instituição de ensino público, após a aprovação em exame de vestibular. Por ser 
ato vinculado, a admissão não pode ser negada a alguém que tenha direito a ela”. 
(BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. p. 216-217). 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Como observamos, admissão é quando a Administração Pública atende ao 
interesse de um particular por determinação legal, o que torna um ato vinculado. 
Ainda, a Admissão também é classificado como um ato negocial, ou seja, 
quando o ato administrativo representa, tanto a vontade do Poder Público como a 
vontade de um terceiro. 
 
Vamos para a análise das demais alternativas: 
 
b) A autorização é ato administrativo vinculado e precário, podendo o 
administrado exigir sua emissão caso estejam satisfeitos todos os requisitos 
estabelecidos em norma. 
- Para doutrina, a autorização “cuida-se de ato administrativo unilateral, 
discricionário e precário por meio do qual a Administração Pública constitui certas 
situações jurídicas, facultando ao administrado interessado o exercício de certa 
atividade material (ex: porte de armas, serviço de taxi), ou para facilitá-lo a utilizar 
bem público em caráter privativo (ex: parte de determinada calçada para instalar 
uma banca de aracajé), ou para prestar serviço público em caráter extremamente 
precário (art. 21, XI e XII, CF)” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 121). 
 
 
c) A permissão e a concessão são atos administrativos discricionários e 
precários para cuja ocorrência é dispensável a manifestação de vontades das partes 
— administração e administrado. 
- O erro da alternativa é considerar a permissão e concessão, inicialmente, 
como dispensáveis. De fato, a permissão, por exemplo, é ato discricionário e precário, 
todavia, é indispensável para a prática de um serviço por parte do particular, afinal, 
irá ser concedida a explorar determinada vontade que está ligada com o interesse 
público, necessitando do aval do Poder Público. 
Ainda, concessão não é ato administrativo. Trata de um contrato 
administrativo, também indispensável para a execução de uma vontade por parte doparticular. 
“Permissão, segundo a doutrina tradicional, é ato administrativo discricionário 
e precário mediante o qual é consentida ao particular alguma conduta em que exista 
interesse predominante da coletividade” (p. 570). 
Já concessão possui sua definição no art. 2º, II e III, da Lei 8987/95, a saber: 
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51 
 
 
“Art. 2º Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: 
(...) 
II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder 
concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou 
consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua 
conta e risco e por prazo determinado; 
III - concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a 
construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de 
quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, mediante 
licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas 
que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que 
o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a 
exploração do serviço ou da obra por prazo determinado”. 
 
Perceba que na definição legal acima, a concessão é contrato administrativo. 
 
 
d) A dispensa é exemplo de ato administrativo discricionário, mediante o qual 
a autoridade administrativa exonera o administrado segundo critérios de 
conveniência e oportunidade. 
- Trata-se de uma das alternativas mais complexas em uma questão sobre atos 
administrativos. 
Vamos desmembrar, pois a questão trouxe duas figuras, aparentemente, 
idênticas: 
A dispensa, segundo a doutrina, “é o ato administrativo que exime o particular 
do cumprimento de determinada obrigação até então exigida por lei, como, por 
exemplo, a dispensa do serviço militar. É ato discricionário” (SCATALINO, Gustavo. 
TRINDADE, João. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. 
Salvador: Juspodvim. 2016. p. 291). 
E o que diferencia este conceito com ao apresentado na alternativa? A 
expressão “EXONERA”. 
Pois, ao usar a expressão exonera, temos uma outra espécie de “dispensa”, 
que se trata da “dispensa por função” com previsão no art. 35, da Lei 8112/90. 
“Art. 35 A dispensa de função de confiança dar-se-á: 
I – a juízo da autoridade competente; 
(...)” 
 
Exoneração é um ato que desliga determinada pessoa (seja servidor ou 
particular) de um determinado cargo ou função pública. Logo, o erro da alternativa 
foi apresentar o conceito de dispensa de função e não dispensa. 
 
 
e) A homologação é ato de controle de legalidade que não comporta juízo de 
conveniência e oportunidade por parte da administração pública, devendo sua 
conformidade com a lei ser examinada necessariamente a priori, ou seja, antes da 
execução do ato. 
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52 
 
- O erro da alternativa foi tratar a homologação como ato a priori, o correto, é 
justamente considerar a homologação como ato a posteriori (posterior). Por fim, 
vamos para um conceito doutrinário de homologação: 
“É ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública, em atividade de 
controle, reconhece a legalidade de um ato jurídico já praticado. Ela é sempre 
posterior (a posteriori) e examina apenas o aspecto da legalidade, no que se 
distingue da aprovação a posteriori, que tem por fundamento um juízo de 
conveniência e oportunidade. Assim, enquanto a aprovação a posteriori é ato 
discricionário, a homologação é ato plenamente vinculado. Encarece de 
homologação, por exemplo, o procedimento licitatório e o concurso público, se, 
evidentemente, estiverem de acordo com as prescrições legais” (CUNHA JÚNIOR, 
Dirley da. Curso de direito administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2015. p. 123). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
31. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) No que se 
refere ao instituto da delegação no processo administrativo, assinale a opção correta. 
a) A delegação é medida excepcional que somente pode ser realizada por meio de 
autorização legal específica para cada ato. 
b) A delegação deve observar prazo determinado, não podendo ser revogada pela 
autoridade delegante antes do fim desse prazo. 
c) É necessária uma relação de hierarquia e subordinação entre a autoridade delegante e 
a autoridade delegada. 
d) É permitida a inclusão, no ato de delegação, de ressalva de exercício da atribuição 
delegada. 
e) Observadas as regras de competência, inexistem matérias que não possam ser objeto 
de delegação. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Delegação é a transferência de uma competência entre uma autoridade 
competente para um terceiro, seja hierarquicamente subordinado ou não, como 
podemos extrair da leitura do art. 12, caput, da Lei 9784/99. 
 
“Art. 12 Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver 
impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, 
ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for 
conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica 
ou territorial”. 
 
Ainda, com base no art. 14, § 1º ao realizar a delegação, a autoridade 
competente deverá definir os parâmetros do exercício, estipulando, inclusive, suas 
limitação. 
 
“Art. 14 O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio 
oficial. 
§ 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os 
limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso 
cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.” 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Trata a questão do instituto jurídico da DELEGAÇÃO, com previsão, em especial, 
no art. 11 ao 17 da Lei 9784/99. 
Ao analisar esses dispositivos, somos apresentados a duas figuras: DELEGAÇÃO 
e AVOCAÇÃO. 
Como apontado acima, DELEGAÇÃO e quando uma autoridade competente 
transfere parcela de sua competência para um terceiro (seja subordinado ou não), já 
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AVOCAÇÃO, ocorre quando a autoridade competente assume para si, 
temporiamente, uma atribuição de um subordinado hierárquico. 
A doutrina irá mencionar algumas características da delegação: 
 
“a) a delegação somente não será admitida se houver impedimento legal; 
b) não se exige subordinação entre o sujeito delegante (aquele que transfere 
suas atribuições) e o delegado (aquele que recebe as atribuições). No entanto, o mais 
comum é que seja realizada entre autoridades hierarquizadas: superior para 
subordinado; 
c) a delegação deve ser apenas de parte da competência (atribuições); 
d) a delegação deve ser feita por prazo determinado; 
e) o ato de delegação pode onter ressalva de exercício de atribuição delegada; 
f) o ato de delegação é revogável a qualquer tempo.” (SCATOLINO, Gustavo. 
João Trindade. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. 
Salvador: Juspodvim. 2016. p. 834-835). 
 
Ainda, é importante mencionar que o art. 13, da Lei 9784/99 irá apresentar 
quais atos não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos NOrmativos; II 
– a decisão de Recursos Administrativos; III – as matérias de Competência Exclusiva 
do órgão ou entidade. (CENORA). 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) A delegação é medida excepcional que somente pode ser realizada por meio 
de autorização legal específica para cada ato. 
- A delegação, na verdade, trata-se da regra, pois, a transferência do exercício 
de um determinado ato concede a ideia de uma Administração Pública mais eficiente,sendo que, sua revogação passa a ser a exceção (art. 14, § 2º). Ademais, não é 
necessária sua realização para cada ato, pela leitura do art. 12 percebemos que é 
possível a delegação de “parte da competência”, portanto, por um ato, é possível 
transferir, enquanto for conveniente, a competência, sendo que, posteriormente, 
quando não mais conveniente, far-se-á a revogação do ato de delegação. 
 
 
b) A delegação deve observar prazo determinado, não podendo ser revogada 
pela autoridade delegante antes do fim desse prazo. 
- Como aponta o art. 14, § 1º, o ato de delegação especificará: a) as matérias 
e poderes transferidos; b) os limites da atuação do delegado; c) a duração e os 
objetivos da delegação e o recurso cabível; d) ressalva de exercício da atribuição 
delegada. Mas, “o ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade 
delegante” (art. 14, § 2º). 
 
 
c) É necessária uma relação de hierarquia e subordinação entre a autoridade 
delegante e a autoridade delegada. 
- Conforme já mencionamos no conceito de delegação, a transferência do 
exercício da competência será feito para terceiros, seja subordinado ou não. 
 
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e) Observadas as regras de competência, inexistem matérias que não possam 
ser objeto de delegação. 
- Aqui falamos da aplicação do art. 13, ou seja, os atos que não podem ser 
objeto de delegação (CENORA). 
 
32. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) 
Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da 
administração pública federal, estabelece que é dever do administrado perante a 
administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo, 
 
a) prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos 
fatos. 
b) tomar ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de 
interessado. 
c) expor os fatos conforme seu entendimento, desde que respeitado o interesse coletivo. 
d) formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de 
consideração pelo órgão competente. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa correta trata da literalidade do art. 4º, inciso IV, da Lei 9784/99, 
então, vamos para o dispositivo: 
“Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo 
de outros previstos em ato normativo: 
I - expor os fatos conforme a verdade; 
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; 
III - não agir de modo temerário; 
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o 
esclarecimento dos fatos”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão trata de uma mescla entre dois dispositivos da Lei 9784/99, o art. 
3º e o art. 4º. 
O art. 3º trata dos direitos do administrado perante a Administração Pública, 
apresentando um rol exemplificativo, vamos conhecer: 
“Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, 
sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar 
o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; 
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a 
condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles 
contidos e conhecer as decisões proferidas; 
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III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais 
serão objeto de consideração pelo órgão competente; 
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória 
a representação, por força de lei”. 
Continuando, já o art. 4º trata sobre os deveres do administrado, também 
apresentando um rol exemplificativo: 
“Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo 
de outros previstos em ato normativo: 
I - expor os fatos conforme a verdade; 
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; 
III - não agir de modo temerário; 
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o 
esclarecimento dos fatos”. 
 
Com isso, vamos analisar as demais alternativas: 
 
b) tomar ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a 
condição de interessado. 
- Art. 3º, II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que 
tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos 
neles contidos e conhecer as decisões proferidas; 
 
 
c) expor os fatos conforme seu entendimento, desde que respeitado o interesse 
coletivo. 
Art. 4º, I – expor os fatos conforme a verdade; 
 
 
d) formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais 
serão objeto de consideração pelo órgão competente. 
- Art. 3º, III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, 
os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. 
 
 
 
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33. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) De acordo com a 
Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito federal e trata, entre 
outros assuntos, dos direitos e deveres dos administrados e da administração pública, 
assinale a opção correta. 
 
a) Do processo administrativo em que seja interessado, o administrado tem direito a: ciência 
da tramitação; vista dos autos e obtenção de cópias de documentos, ainda que se trate de 
processo classificado como sigiloso. 
b) A administração pública tem o dever de motivar suas decisões de forma explícita, clara e 
congruente, não podendo fazê-lo mediante simples declaração de concordância com 
fundamentos de pareceres anteriores. 
c) Em qualquer caso, o administrado tem o dever de fazer-se assistir por advogado para que 
sejam observados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 
d) O administrado tem o direito de formular alegações e apresentar documentos antes e 
depois da decisão administrativa, os quais devem ser considerados pelo órgão 
competente. 
e) A administração pública tem o dever de emitir decisão nos processos administrativos, mas 
não está obrigada a se manifestar sobre as reclamações dos administrados. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa correta trata da reprodução do art. 3º da Lei 9784/99, ao tratar 
de um dos direitos do administrado, a saber: 
“Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, 
sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
(...) 
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a 
condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles 
contidos e conhecer as decisões proferidas”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Como apontado acima, a resposta é reprodução dos direitos do administrado 
apresentados, em rol exemplificativo, no art. 3º da Lei 9784/99. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) A administração pública tem o dever de motivar suas decisões de forma 
explícita, clara e congruente, não podendo fazê-lo mediante simples declaração de 
concordância com fundamentos de pareceres anteriores. 
- A questão trata da aplicação dos art. 48 e art. 50, § 1º, da Lei 9784/99. 
“Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos 
processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua 
competência. 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos 
fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: 
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§ 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em 
declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, 
decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrantedo ato”. 
Perceba que na redação do § 1º permite que, na motivação do ato 
administrativo poderá se utilizar de fundamentos de anteriores pareceres. Trata-se 
de uma técnica denominada de FUNDAMENTAÇÃO ALIUNDE OU PER RELATIONEM. 
 
 
c) Em qualquer caso, o administrado tem o dever de fazer-se assistir por 
advogado para que sejam observados os princípios constitucionais do contraditório e 
da ampla defesa. 
- Um dos direitos do administrado que esteja sendo indiciado em um processo 
administrativo é a garantia constitucional de contraditório e ampla defesa (art. 5º, 
LV, CF/88), todavia, essa garantia, dentro do processo administrativo, não obrigado 
o administrado a constituir um advogado, podendo ainda exercer seus direitos 
constitucionais de contraditório e ampla defesa ainda que sem defesa técnica 
(advogado), este é o entendimento do Supremo Tribunal Federal na Súmula 
Vinculante nº 5: 
“Súmula Vinculante nº 5. A falta de defesa técnica por advogado no processo 
administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. 
 
 
d) O administrado tem o direito de formular alegações e apresentar documentos 
antes e depois da decisão administrativa, os quais devem ser considerados pelo órgão 
competente. 
- Aqui temos a aplicação do art. 3º, III, da Lei 9784/99, o erro da alternativa é 
afirmar poder ainda o administrado formular alegações e apresentar documentos 
depois da decisão administrativa, na verdade, tal direito só pode ser exercido ANTES 
da decisão: 
“Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, 
sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais 
serão objeto de consideração pelo órgão competente”; 
 
 
e) A administração pública tem o dever de emitir decisão nos processos 
administrativos, mas não está obrigada a se manifestar sobre as reclamações dos 
administrados. 
- A alternativa está incorreta por contrariar o previsto no art. 48, da Lei 9784/99 
ao excluir as reclamações no dever da Administração Pública em emitir decisões 
(lembrando que as decisões devem ser motivadas): 
“Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos 
processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua 
competência.” 
 
 
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34. (CESPE - 2017 - TRE-PE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Um processo 
administrativo instaurado no âmbito de um órgão público estará sujeito a nulidade caso 
 
a) o administrado formule as alegações e apresente os documentos antes da decisão. 
b) haja a recusa de provas apresentadas pelos interessados por serem consideradas 
protelatórias, mediante decisão fundamentada. 
c) o administrado tenha obtido cópias de documentos do processo para a elaboração de sua 
defesa. 
d) haja a atuação de autoridade que tenha interesse, mesmo que indireto, na matéria. 
e) a intimação do administrado ocorra com antecedência de um dia útil, mesmo com o seu 
comparecimento no local, na data e na hora determinados. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Trata-se da reprodução do art. 18, inciso I, da Lei 9874/99, sendo uma hipótese 
de impedimento. 
 
“Art. 18 É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou 
autoridade que: 
I – tenha interesse direto ou indireto na matéria”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Como pôde observar até o momento, ao estudarmos sobre processo 
administrativo, as questões acabam tratando mais sobre a literalidade da lei. Isso 
porque, a elaboração desta lei foi baseada no sentido de ser técnica e autoexplicativa. 
 
a) o administrado formule as alegações e apresente os documentos antes da 
decisão. 
- A alternativa trata, justamente, de um dos direitos do administrado, portanto, 
não pode ser causa de nulidade do processo administrativo (art. 3º, III). 
 
 
b) haja a recusa de provas apresentadas pelos interessados por serem 
consideradas protelatórias, mediante decisão fundamentada. 
- Regra geral, não pode a Administração Pública impedir que o interessado 
produza provas dentro do processo administrativo, afinal, violaria diversos direitos 
constitucionais, tais como o devido processo legal, contraditório e ampla defesa. 
Entretanto, caso haja um abuso no exercício de tais direitos, é possível sua limitação, 
como no caso da recusa de provas consideradas protelatórias (trata-se de uma prova 
desnecessária, com a finalidade de apenas embaraçar a tramitação para alcançar a 
verdade dos fatos), assim, é importante conhecer o art. 38, § 2º, da Lei 9784/99: 
“Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da 
decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como 
aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. 
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§ 1º Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do 
relatório e da decisão. 
§ 2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as 
provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, 
desnecessárias ou protelatórias”. 
 
c) o administrado tenha obtido cópias de documentos do processo para a 
elaboração de sua defesa. 
- Trata-se de mais um direito do administrado, conforme art. 3º, II; 
 
 
e) a intimação do administrado ocorra com antecedência de um dia útil, mesmo 
com o seu comparecimento no local, na data e na hora determinados. 
- Aqui temos a aplicação tanto do § 2º como § 5º do art. 26, da Lei 9784/99: 
“Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo 
determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de 
diligências. 
§ 2o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à 
data de comparecimento. 
§ 5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições 
legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade.” 
Analisando os dispositivos destacados acima percebemos que: a) A intimação 
do administrado em um processo administrativo deve ser feita com antecedência 
mínima de 3 dias úteis quanto à data de comparecimento; b) regra geral, descumprir 
com este prazo, a intimação é nula; c) caso o administrado compareça, é suprimida 
a irregularidade da intimação. 
 
 
35. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) O TRE/PI autorizou o 
afastamento de um servidor para participar de programa de pós-graduação stricto sensu 
no país pelo período de doze meses, a contar de 29/2/2012 (quarta-feira). Não tendo 
havido prorrogação de seu período de afastamento o servidor voltou na data certa e em 
dia útil da semana. Nessa situação hipotética, considerando-se as regras de prazos 
constantes na Lei n.º 9.784/1999, é correto afirmar que o servidor retomou suas 
atividades em 
 
a) 27/2/2013 (terça-feira). 
b) 1.º/3/2013 (sexta-feira). 
c) 5/3/2013 (terça-feira). 
d) 28/2/2013 (quinta-feira). 
e) 4/3/2013 (segunda-feira). 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
A questão exige o conhecimento do art. 66, § 3º, da Lei 9784/99, a saber: 
“Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, 
excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. 
§ 3º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no 
mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se 
como termo o último dia do mês”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Primeiro, vale a pena conhecermos a íntegra do art. 66, da Lei 9784/99: 
“Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, 
excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. 
§ 1º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguintese o 
vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes 
da hora normal. 
§ 2º Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. 
§ 3º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no 
mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se 
como termo o último dia do mês”. 
Pela leitura dos dispositivos, chegamos nas seguintes conclusões: 
a) Contagem dos prazos se dá no dia útil seguinte a data da cientificação oficial. 
b) Caso o último dia do prazo cair em dia que não haja expediente ou este for 
encerrado antes da hora normal, prorroga-se para o dia útil seguinte. 
c) Contagem é contínua para prazos expressos em dias. 
d) Se o prazo for em meses ou anos, conta-se data a data. Se no mês de 
vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, joga-se o prazo 
para o último dia daquele mês. 
 
Com isso, vejamos, o servidor foi afastado, pelo período de 12 meses, e a 
contagem iniciou-se em 29/2/2012 (quarta-feira). Caso seguirmos a regra do § 3º, 
art. 66, o vencimento ocorreria em 29/2/2013. Todavia, a contagem iniciou-se em 
ano bissexto, logo, o ano seguinte seguirá o calendário normal, portanto, último dia 
de fevereiro, assim, 28/2/2013. 
 
 
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36. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Conhecimentos Gerais para os Cargos 5, 6 e 7) A respeito 
das normas insertas na Lei n.° 9.784/1999, que disciplina o processo administrativo no 
âmbito da administração pública federal, assinale a opção correta. 
 
a) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos 
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que forem 
praticados, salvo comprovada má-fé. 
b) Quem é ouvido na qualidade de testemunha acerca de faltas disciplinares pode ser 
membro da comissão formada para apurá-las, se não for apresentada impugnação a 
tempo e modo. 
c) A participação de membro de comissão disciplinar na apuração de fatos que resultarem 
na pena de suspensão do servidor impedirá que esse membro integre nova comissão 
disciplinar em processo para apuração de outros fatos que possam resultar em nova 
apenação ao mesmo servidor. 
d) O ato administrativo de remoção de servidor público independe de motivação, pois 
envolve juízo de conveniência e oportunidade. 
e) As normas da lei em apreço não podem ser aplicadas de forma subsidiária no âmbito dos 
estados-membros, porque disciplinam o processo administrativo apenas no âmbito da 
administração pública federal. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa correta é a literalidade do caput do art. 54, da Lei 9784/99: 
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.” 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A alternativa A representa a aplicação do princípio da autotutela representado 
tanto na súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, como no art. 54 da Lei 9784/99. 
“Trata-se do poder que a Administração Pública possui de ter o controle dos 
seus atos em suas mãos, podendo ela mesma revê-los para trazer regularidade às 
suas condutas. Nesses casos, o ente estatal tem a garantia de anular os atos 
praticados em suas atividades essenciais, quando ilegais, ou revogá-los, quando 
inoportunos ou inconvenientes, sem que seja necessária a interferência do Poder 
Judiciário” (CARVALHO, Matheus. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. 
ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 88-89). 
Veja que, regra geral, o exercício da autotutela deverá ser feito no prazo de 5 
anos pela Administração Pública, contados da data em que foram praticados, salvo 
comprovado má-fé do administrado. 
 
Vamos as demais alternativas: 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
63 
 
b) Quem é ouvido na qualidade de testemunha acerca de faltas disciplinares 
pode ser membro da comissão formada para apurá-las, se não for apresentada 
impugnação a tempo e modo. 
- É impedido de atuar em processo administrativo aquele que foi ouvido como 
testemunhas, este impedimento se encontra no art. 18, inciso II da Lei 9784/99. 
Aliás, como aponta o art. 19 da Lei, se a autoridade ou servidor incorrer nas hipóteses 
de impedimento ela mesmo deverá comunicar o fato à autoridade competente, 
negando-se em atuar, sob pena de falta grave. 
 
c) A participação de membro de comissão disciplinar na apuração de fatos que 
resultarem na pena de suspensão do servidor impedirá que esse membro integre 
nova comissão disciplinar em processo para apuração de outros fatos que possam 
resultar em nova apenação ao mesmo servidor. 
- O art. 18 da Lei 9784/99 apresenta 3 hipóteses de impedimento de atuação 
em processo administrativo: I – Tenha interesse direto ou indireto na matéria; II - 
tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, 
ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até 
o terceiro grau; III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o 
interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
Veja que nenhuma das hipóteses se encaixa na situação descrita na alternativa, 
portanto, não se trata de hipótese de impedimento. 
 
d) O ato administrativo de remoção de servidor público independe de 
motivação, pois envolve juízo de conveniência e oportunidade. 
- Inicialmente, vamos lembrar o que se trata de remoção. Tal instituto é 
disciplinado na Lei 8112/90 no art. 36: 
“Art. 36 Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no 
âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por 
modalidades de remoção: 
I - de ofício, no interesse da Administração; 
II - a pedido, a critério da Administração; 
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da 
Administração: 
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou 
militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; 
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que 
viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à 
comprovação por junta médica oficial; 
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número 
de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas 
preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados”. 
 
A remoção pode ser a pedido do servidor ou ex officio, esta é considerado um 
ato discricionário, pois, a Administração pode organizar sua própria estrutura, 
inclusive, com o deslocamento de servidores. Todavia, por se tratar de ato 
discricionário, mesmo com a liberdade estrita concedida à Administração, ainda exige 
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64 
 
que seja respeitado os requisitos/elementos do ato administrativo, em especial, sua 
finalidade e motivo. 
 
e) As normas da lei em apreço não podem ser aplicadas de forma subsidiária 
no âmbito dos estados-membros, porque disciplinam o processo administrativo 
apenas no âmbito da administração pública federal. 
- Os Estados-Membros, Municípios e Distrito Federal possuem competência 
legislativa para elaborarem suas próprias normas sobre processo administrativo, com 
isso, a Lei 9784/99 é uma lei para tratar o processo administrativo federal (União). 
Mas, conforme aponta o art. 69, “os processos administrativos específicos 
continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os 
preceitos desta Lei”. 
Neste sentido: 
“A Lei 9784/1999, portanto, não obriga estados, municípios ou o Distrito 
Federal,vale dizer, não é uma lei nacional (como o são, por exemplo, a Lei 
8666/1993 e a Lei 8987/1995). 
(...) 
Quanto a esses processos regulados em leis próprias, somente na eventual 
omissão, relativamente a determinado ponto, das leis específicas que os regem é que 
será utilizada, subsidiariamente, a Lei 9784/1999”. (ALEXANDRINO, Marcelo. PAULO, 
Vicente. Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de 
Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 1078). 
 
 
37. (CESPE - 2015 - TRE-RS - Técnico Judiciário - Administrativa) Assinale a opção 
correta a respeito do processo administrativo federal. 
 
a)As atividades de instrução durante o processo administrativo, que se destinam a 
comprovar os elementos necessários à formação da convicção, realizam-se apenas mediante 
provocação do interessado. 
b) As organizações e associações representativas poderão ser legitimadas como interessadas 
no processo administrativo que trate de direitos e interesses individuais de seus 
associados. 
c)A edição de atos de caráter normativo e a decisão de recursos administrativos poderão ser 
delegadas a outros órgãos, desde que não haja impedimento legal. 
d) Os princípios da motivação, da razoabilidade e da proporcionalidade constam 
expressamente na lei que rege o processo administrativo federal, mas não na 
Constituição Federal de 1988. 
e) A administração deve revogar de ofício os atos administrativos se verificar a existência de 
ilegalidade ou indícios de desvio de finalidade, respeitados os direitos adquiridos e 
ressalvada a apreciação judicial. 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
De fato, pela leitura do caput do art. 2º da Lei 9784/99 há a menção expressa 
dos princípios da motivação, da razoabilidade e da proporcionalidade, todavia, não 
há menção expressa a tais princípios no art. 37, caput, da Constituição Federal de 
1988. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A alternativa D menciona sobre os princípios da motivação, da razoabilidade e 
da proporcionalidade, vamos ver como a Lei 9784/99 trata tais princípios: 
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, 
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre 
outros, os critérios de: 
(...) 
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições 
e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público; 
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a 
decisão;” 
 
Vamos conhecer as demais alternativas: 
 
a) As atividades de instrução durante o processo administrativo, que se 
destinam a comprovar os elementos necessários à formação da convicção, realizam-
se apenas mediante provocação do interessado. 
- Trata-se do art. 5º da Lei 9784/99: “Art. 5º O processo administrativo pode 
iniciar-se de ofício ou a pedido do interessado”. 
 
 
b) As organizações e associações representativas poderão ser legitimadas como 
interessadas no processo administrativo que trate de direitos e interesses individuais 
de seus associados. 
- Pelo art. 9º da Lei 9784/99, as organizações e associações representativas 
são legitimadas como interessadas no processo administrativo, entretanto, para 
atender a INTERESSES COLETIVOS; 
 
c) A edição de atos de caráter normativo e a decisão de recursos administrativos 
poderão ser delegadas a outros órgãos, desde que não haja impedimento legal. 
- Conforme aponta o art. 13 da Lei 9784/99, é vedado a delegação: I - a edição 
de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as 
matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 
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e) A administração deve revogar de ofício os atos administrativos se verificar a 
existência de ilegalidade ou indícios de desvio de finalidade, respeitados os direitos 
adquiridos e ressalvada a apreciação judicial. 
- Trata-se do princípio da autotutela, que permite a Administração Pública 
anular seus atos nos casos de vício de ilegalidade ou revogar, por critério de 
conveniência e oportunidade, neste sentido é o art. 53 da Lei 9784/99: 
“Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de 
vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos”. 
 
38. (CESPE - 2013 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa) A propósito da Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo 
administrativo no âmbito da administração pública federal, assinale a opção correta. 
 
a) O administrado tem, perante a administração, o direito de ter ciência da tramitação dos 
processos administrativos. 
b) A lei em questão pode também ser aplicada aos órgãos do Poder Judiciário da União 
quando estes estiverem no desempenho de função administrativa. 
c) Para os fins da lei em questão, o Ministério do Trabalho e Emprego é considerado entidade, 
por ser unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta. 
d) O princípio da razoabilidade é classificado como um princípio implícito da administração 
pública, pois não se encontra previsto explicitamente na CF nem na lei em apreço. 
e) Em todos os processos administrativos, são garantidos aos interessados os direitos à 
comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição 
de recursos. 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Como expressamente consta no art. 1º, § 1º da Lei 9784/99, a Lei do Processo 
Administrativo Federal se aplica tanto para o Poder Executivo, como para o Poder 
Legislativo e Poder Judiciário, no exercício de suas funções administrativas: 
“Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo 
no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à 
proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da 
Administração. 
§ 1º Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes 
Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A alternativa correta trata-se de uma análise sobre a Separação dos Poderes, 
com previsão no art. 2º da Constituição Federal de 1988. 
De forma resumida, cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) exerce 
funções típicas, que são competências exclusivas. Por exemplo, 
Cabe ao Legislativo: a) Elaborar normas jurídicas por meio do processo 
legislativo, b) controle externo das contas públicas. 
Cabe ao Executivo: Administração do Ente Público. 
Cabe ao Poder Judiciário: o conhecimento e solução de litígios (jurisdição uma). 
Acontece que, é possível que cada ente possa também exercer funções atípicas, 
que seria funções de outros Poderes, mas, isso de forma excepcional e desde que 
autorizadas pela Constituição Federal de 1988. 
Assim, cabe ao Legislativo: a) julgar o Chefe do Executivo, por meio de 
impeachement. 
Cabe ao Executivo: a) elaborar normas, por meio de medidas provisórias ou 
leis delegadas, b) conceder indulto para pessoas que se encontram presas de forma 
definitiva. 
Cabe ao Judiciário: a) elaborar suas próprias normas regimentais. 
Dentro das funções atípicas, destacamos a chama “função administrativa” 
permitindo tanto ao Poder Legislativo, como Poder Judiciário, em definir sua 
organização e contratação de pessoal e demais atos necessários para manter sua 
estrutura (licitação, concursos públicos e dentre outros), ou seja, uma atribuição do 
Poder Executivo. 
Com isso, como aponta a Lei 9784/99, no exercício da função administrativa,aplica-se as normas de direito administrativo ao Poder Legislativo e Poder Judiciário, 
já que, estão atuando com base em uma função atípica. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) O administrado tem, perante a administração, o direito de ter ciência da 
tramitação dos processos administrativos. 
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68 
 
- A alternativa está errada porque está incompleta. De fato é um direito do administrado 
ter ciência da tramitação dos processos administrativos, mas, apenas aos processos em que 
for interessado, é o que se extrai da leitura do art. 3º, inciso II: 
“Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem 
prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de 
interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as 
decisões proferidas”. 
 
c) Para os fins da lei em questão, o Ministério do Trabalho e Emprego é considerado 
entidade, por ser unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta. 
- O Ministério do Trabalho e Emprego é parte integrante da Administração Pública Direta 
Federal, com isso, trata-se de um órgão publica, cuja definição encontramos no art. 1º, § 2º, 
I: 
“Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito 
da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos 
administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. 
§ 2º Para os fins desta Lei, consideram-se: 
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da 
estrutura da Administração indireta”. 
 
 
d) O princípio da razoabilidade é classificado como um princípio implícito da 
administração pública, pois não se encontra previsto explicitamente na CF nem na lei em 
apreço. 
- Em partes, o princípio da razoabilidade não se encontra expresso no art. 37, caput, da 
Constituição Federal de 1988 (LIMPE), mas, é mencionado no art. 2º, caput da lei: 
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e 
sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse 
público.” 
 
e) Em todos os processos administrativos, são garantidos aos interessados os direitos à 
comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de 
recursos. 
- O problema da alternativa foi o uso da expressão “todos”, a própria acaba permitindo 
tais direitos, mas, para os processos administrativos que podem resultar em sanções e nas 
situações de litígio, conforme art. 2º, parágrafo único, X: 
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção 
de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas 
situações de litígio”. 
 
 
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69 
 
39. (CESPE - 2009 - PC-PB - Papiloscopista e Técnico em Perícia) O secretário de 
Segurança Pública de determinado estado, ao examinar processo administrativo que 
absolveu servidor de seu órgão, verificou que a instrução do processo continha vício de 
legalidade. A inobservância de determinada lei local na fase de inquirição das 
testemunhas levou à conclusão de que os depoimentos colhidos não poderiam ser 
levados em conta quando da decisão do processo. 
 
Acerca dessa situação hipotética, supondo que o único vício existente no processo seja o 
relatado e que o secretário tem competência para analisar os autos nesse estágio, assinale 
a opção correta. 
 
a) O secretário deve revogar, de plano, todo o processo administrativo. 
b) O secretário deve anular, de plano, todo o processo administrativo. 
c) O secretário deve anular, de plano, todos os atos praticados posteriormente à inquirição 
das testemunhas. 
d) O secretário deve anular, de plano, somente os atos praticados posteriormente à 
inquirição das testemunhas que foram editados com base no ato viciado. 
e) Constatada a irregularidade, deve o secretário abrir prazo para que o servidor se 
manifeste acerca do vício, em atenção aos princípios do contraditório e da ampla defesa. 
Após, consideradas as razões apresentadas, deve anular, de forma motivada, apenas os 
atos praticados posteriormente à inquirição das testemunhas que foram editados com 
base no ato viciado. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Trata-se da aplicação do princípio da autotutela, no qual, a Administração 
Pública deve anular os atos com vício de ilegalidade ou revogá-los quando por motivo 
de conveniência e oportunidade. 
“Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de 
vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão apresenta uma situação prática relevante que exige a aplicação do 
princípio da autotutela (art. 53), todavia, ainda respeitando os demais princípios do 
processo administrativo (art. 2º). 
Vejamos, a questão menciona que estamos diante de um processo 
administrativo que a decisão da autoridade competente absolveu um determinado 
servidor público, mas, houve vício de ilegalidade pelo descumprimento da lei local 
pela forma de inquirição das testemunhas. 
Pela existência de vício de ilegalidade em relação a forma de inquirição das 
testemunhas, já percebemos que a obrigação da autoridade competente é anular os 
atos resultados da ilegalidade, portanto, posteriores a inquirição das testemunhas 
(art. 53 – princípio da autotutela); 
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MUDE SUA VIDA! 
70 
 
Mas, estamos falando de um processo administrativo que resultou na 
absolvição de um servidor público, logo, afastou este servidor da aplicação de uma 
sanção administrativa. 
Nestes casos, um dos princípios do processo administrativo que se destaca é o 
do contraditório e ampla defesa: 
“Ampla defesa e contraditório: Trata-se de exigência constitucional prevista 
no art. 5º, inciso LV, que prevê aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, 
e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os 
meios e recursos a ela inerente. 
Contraditório é a garantia que cada parte tem de se manifestar sobre todas as 
provas e alegações produzidas pela parte contrária. Significa dar ciência da existência 
do processo administrativo e dos atos praticados. 
(...) 
Ampla defesa é o direito que a parte tem de usar no processo todos os meios 
legais de prova para defender suas alegações” (SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, 
João. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2016. p. 824-825). 
 
Assim, é fundamental a leitura do art. 2º, parágrafo único, inciso X, da Lei 
9784/99: 
“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, 
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à 
produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam 
resultar sanções e nas situações de litígio”. 
 
Qual a forma, então, de preservar tanto o princípio da autotutela e o princípio 
do contraditórioe ampla defesa? 
Garantindo ao servidor interessado no processo administrativo, possibilidade 
de manifestação antes que a autoridade competente anule os atos com vício de 
ilegalidade. 
 
40. (CESPE - 2009 - TRE-MG - Técnico Judiciário - Programação de Sistemas) Com 
relação ao processo administrativo no âmbito da administração pública federal, assinale 
a opção correta de acordo com a Lei n.º 9.784/1999. 
 
a) O processo administrativo não pode ser iniciado de ofício. 
b) As organizações e associações representativas são legitimadas para atuar como 
interessadas em processos administrativos, no tocante a direitos e interesses individuais. 
c) Todos os atos do processo administrativo devem ser realizados de forma determinada. 
d) Todos os recursos administrativos devem tramitar, no máximo, por duas instâncias 
administrativas. 
e) Deve ser permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente 
justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente 
inferior. 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
A alternativa correta corresponde a literalidade do art. 15 da Lei: 
“Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes 
devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Lembrando qual o conceito de avocação: 
“Segundo a consagrada lição do Prof. Hely Lopes Meirelles, ‘avocar é chamar a 
si funções originariamente atribuídas a um subordinado’. Avocação, portanto, é o ato 
mediante o qual o superior hierárquico traz para si, temporariamente, o exercício (e 
não a titularidade) de determinada competência que a lei confere a um subordinado. 
É uniforme na doutrina o entendimento de que não é possível haver avocação sem 
que exista hierarquia entre os agentes envolvidos, orientação expressamente seguida 
pela Lei 9784/1999” ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito 
administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São 
Paulo: Método. 2017. P 537). 
Com isso, temos características relevantes da avocação: 
a) É medida expcecional. 
b) Deve ser fundamentada. 
c) É temporário. 
d) Ocorre apenas entre autoridade competente e seu subordinado. 
e) Prevalece o entendimento que não pode ter avocação de competência 
exclusiva do subordinado. 
 
Esta é daquelas questões que vale a pena estudar, por tratar de diversos 
assuntos em suas alternativas, vamos para a análise: 
 
a) O processo administrativo não pode ser iniciado de ofício. 
- Conforme ensina o art. 5º “o processo administrativo pode iniciar-se de ofício 
ou a pedido do interessado”. 
 
b) As organizações e associações representativas são legitimadas para atuar 
como interessadas em processos administrativos, no tocante a direitos e interesses 
individuais. 
- O erro é afirmar que o que se visa proteger são os direitos e interesses 
individuais, pelo art. 9º, inciso III, as organizações e associações representativas são 
legitimadas para atuar como interessas em processos administrativos, no tocante a 
DIREITOS E INTERESSES COLETIVOS. 
 
c) Todos os atos do processo administrativo devem ser realizados de forma 
determinada. 
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- Trata-se da exceção. A regra é que os atos do processo administrativo não 
dependam de forma determinado, salvo quando a lei assim determinar. Aliás, vale a 
pena da leitura do art. 22: 
“Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma 
determinada senão quando a lei expressamente a exigir. 
§ 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com 
a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. 
§ 2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido 
quando houver dúvida de autenticidade. 
§ 3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo 
órgão administrativo. 
§ 4º O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e 
rubricadas”. 
 
d) Todos os recursos administrativos devem tramitar, no máximo, por duas 
instâncias administrativas. 
- Conforme art. 57, na verdade, “o recurso administrativo tramitará no máximo 
por TRÊS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS, salvo disposição legal diversa”. 
 
41. (CESPE - 2009 - TRE-MG - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Segundo a Lei 
n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da administração 
pública federal, 
 
a) o órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo deve determinar a 
intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de diligência. Nesse sentido, 
é nula a intimação feita sem a observância das prescrições legais, não havendo a 
possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade. 
b) o interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do 
pedido formulado, ou renunciar a direitos disponíveis, o que não impede que a 
administração pública dê prosseguimento ao processo, se considerar que o interesse 
público assim o exige. 
c) o direito da administração pública de anular os atos administrativos de que decorram 
efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos, contados da data em que 
foram praticados. 
d) o processo administrativo é iniciado apenas por meio de requerimento da parte 
interessada. 
e) o agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo. 
 
 
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73 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Trata-se da literalidade do art. 51, caput e § 2º, a saber: 
“Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total 
ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. 
§ 1º Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente 
quem a tenha formulado. 
§ 2º A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica 
o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público 
assim o exige”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Como extraímos da leitura do art. 51: 
a) O interessado pode desistir do pedido formulado (integral ou parcial), 
mediante peça escrita. 
b) O interessado também pode renunciar de direitos disponíveis. 
c) No caso de mais de um interessado, o pedido de desistência ou renúncia é 
personalíssimo, ou seja, só atinge quem requereu. 
d) Mesmo com o pedido de desistência ou renúncia, a Administração Pública 
pode continuar com o processo administrativo, se assim o interesse público exigir. 
 
Vamos a análise das afirmativas: 
 
a) o órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo deve 
determinar a intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de 
diligência. Nesse sentido, é nula a intimação feita sem a observância das prescrições 
legais, não havendo a possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade. 
- Regra geral, a falta de intimação do interessado é causa de nulidade, mas, 
caso o interessado compareça na data e horário estipulado ocorre a supressão da 
irregularidade, conforme art. 26, § 5º. 
“Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo 
determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de 
diligências. 
§ 5º As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições 
legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade”. 
 
c) o direito da administração pública de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos, contados da 
data em que foram praticados. 
- Voltamos ao princípio da autotutela. Pelo art. 54, caput, o direito da 
Administração em anular ou revogar os atos administrativos será de 5 anos.“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé”. 
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74 
 
 
d) o processo administrativo é iniciado apenas por meio de requerimento da 
parte interessada. 
- “Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de 
interessado”. 
 
e) o agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo. 
- Revisão não causa reformatio in pejus, ou seja, a decisão administrativa não 
pode ser revisita para prejudicar o interessado (vale apontar que o recurso 
administrativo pode agravar a situação do interessado, mas, lembre-se, a REVISÃO 
NÃO!). 
“Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser 
revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou 
circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. 
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da 
sanção”. 
 
42. (CESPE - 2020 - TJ-PA - Oficial de Justiça - Avaliador) O processo administrativo pode 
ser iniciado e impulsionado sem qualquer provocação de particular. Além disso, adota 
formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e 
respeito aos direitos dos administrados. Esses critérios, previstos na Lei n.º 9.784/1999, 
refletem observância, respectivamente, aos princípios 
 
a) da eficiência e da finalidade. 
b) da verdade material e da segurança jurídica. 
c) do interesse público e da verdade formal. 
d) da finalidade e da instrumentalidade das formas. 
e) da oficialidade e do informalismo procedimental 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
 Princípio da finalidade temos a aplicação do art. 5º e art. 2º, XII: 
“Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de 
interessado”. 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, 
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência 
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação 
dos interessados”. 
 
Princípio da informalismo procedimental temos a aplicação art. 2º, VIII e IX: 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, 
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos 
administrados; 
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de 
certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos relembrar os conceitos de princípio da finalidade e princípio da 
instrumentalidade das formas: 
“Princípio da Oficioalidade (Impulso Oficial) (..) Isso decorre do entendimento 
de que o processo tem finalidade pública, mesmo nas situações em que o particular 
dá início a sua tramitação. Em decorrência deste princípio, os agentes públicos 
encarregados do processo poderão solicitar pareceres, perícias e laudos, realizar a a 
tomada de depoimentos, efetivar diligências, etc... Em síntese, a administração 
pública pode atuar, de ofício, na condução de todas as fases do processo, inclusive 
com iniciativa de investigação dos fatos, podendo produzir provas de ofício e proteger 
os direitos dos cidadãos interessados na regular condução do processo” 
Informalismo ou Formalismo Necessário (...) O informalismo norteia os atos do 
processo administrativo praticados pelos particulares visando evitar prejuízos a 
estes, em virtude da exigência de formalidades legais. Portanto, como regra geral, 
os atos praticados pelos particulares em processos administrativos não dependem de 
forma prescrita em lei”. (CARVALHO, Matheus. Manual de direito administrativo. 
4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 1125 e 1129). 
 
Vamos para a análise das demais alternativas: 
 
a) da eficiência e da finalidade. 
- “Eficiência: Exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, 
perfeição, rendimento e economicidade para a Administração” (SCATALINO, Gustavo. 
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76 
 
TRINDADE, João. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. 
Salvador: Juspodvim. 2016. P. 819) 
“Finalidade: Exige-se que o ato deva ser praticado conforme a finalidade pública 
definida pela lei. Significa que o administrador não é dono, mas mero gestor de 
recursos e bens públicos”. (SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Op. cit. p. 823). 
 
 
b) da verdade material e da segurança jurídica. 
- “O processo administrativo busca a verdade material em contraponto aos 
processos judiciais, na esfera cível, que apontam a busca da verdade formal, ou seja, 
a verdade apresentada nos autos” (CARVALHO, Matheus. op. cit. p. 1130). 
“Segurança jurídica: Princípio que visa a dar maior estabilidade às situações 
jurídicas, mesmo àquelas que a princípio apresentavam vício de ilegalidade” 
(SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Op. cit. p. 819). 
 
 
c) do interesse público e da verdade formal. 
- “Interesse Público: Significa que toda a atividade administrativa deve ser 
sempre voltada para a satisfação do interesse público, estando impedida de praticar 
atos voltados para a satisfação pessoal do administrador” (SCATALINO, Gustavo. 
TRINDADE, João. Op. cit. p. 823). 
- A verdade formal não é mencionada no art. 2º da Lei. Aliás, nos processos 
administrativos vigora a BUSCA DA VERDADE REAL. 
 
d) da finalidade e da instrumentalidade das formas. 
 - Como apontado, o princípio da finalidade é atender ao interesse coletivo 
previsto em lei. 
“Instrumentalidade das formas (...) Tal princípio se aplica à formação dos atos 
administrativos e estipula que todas as vezes que o texto legal prevê uma 
determinada forma para a prática de um ato administrativo, tem a intenção de 
garantir a busca pelo interesse público que é a finalidade do ato” (CARVALHO, 
Matheus. op. cit. p. 1129). 
 
 
43. (CESPE - 2019 - TJ-PA - Juiz de Direito Substituto) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, 
o recurso administrativo deve ser dirigido à autoridade 
 
a) que tiver proferido a decisão, a qual, se não a reconsiderar, deverá encaminhá-lo à 
autoridade superior. 
b) que tiver proferido a decisão, a qual deve encaminhá-lo à autoridade superior sem emitir 
novo juízo de valor sobre a decisão recorrida. 
c) que tiver proferido a decisão, a qual deve limitar-se a decidir sobre a tempestividade do 
recurso e a cumprir as formalidades legais. 
d) hierarquicamente superior à que tiver proferido a decisão, sendo a indicação errôneada 
autoridade motivo para o não conhecimento do recurso. 
e) hierarquicamente superior à que tiver proferido a decisão, devendo ser corrigida de ofício 
pelo agente público eventual indicação equivocada da autoridade julgadora. 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa correta corresponde a literalidade do art. 54, § 1º: 
 
“Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de 
legalidade e de mérito. 
§ 1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não 
a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Por mais que seja uma questão de concurso para juiz e isso assunto em um primeiro 
momento, perceba que a resposta é a literalidade da Lei 9784/99. 
As decisões tomadas em processos administrativos podem ser discutidaspor meio de 
meios de impugnações, como os recursos administrativos. 
O recurso será direcionado para a mesma autoridade que proferiu a decisão, no prazo 
de dez dias (caso não tenha outro prazo previsto em lei), a qual, caso não reconsidere sua 
decisão anterior no prazo de cinco dias, encaminhará para sua autoridade superior. 
Essa possibilidade permite um maior cenário de eficiência dentro da Administração 
Pública, permitindo que, além de continuar o tramite do processo, agora em recurso, a decisão 
seja modificada logo de início. 
Vale apontar que, a interposição do recurso independe de caução. E caso o recorrente 
alegue que a decisão proferida contraria súmula vinculante, a autoridade que decidiu, se não 
reconsiderar, deverá, antes de encaminhar para autoridade superior, explicar o porquê da não 
aplicação da súmula vinculante ao caso da decisão. 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
b) que tiver proferido a decisão, a qual deve encaminhá-lo à autoridade superior sem 
emitir novo juízo de valor sobre a decisão recorrida. 
- Como observamos, o § 1º do art. 56 permite o juízo de reconsideração pela autoridade 
que proferiu a decisão administrativa. 
 
c) que tiver proferido a decisão, a qual deve limitar-se a decidir sobre a tempestividade 
do recurso e a cumprir as formalidades legais. 
- Excluiu a possibilidade de juízo de reconsideração. 
 
 
d) hierarquicamente superior à que tiver proferido a decisão, sendo a indicação errônea 
da autoridade motivo para o não conhecimento do recurso. 
- art. 56, § 1º, será direcionado para a mesma autoridade que proferiu a decisão 
administrativa. 
 
e) hierarquicamente superior à que tiver proferido a decisão, devendo ser corrigida de 
ofício pelo agente público eventual indicação equivocada da autoridade julgadora. 
- - art. 56, § 1º, será direcionado para a mesma autoridade que proferiu a decisão 
administrativa. 
 
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44. (CESPE - 2019 - TCE-RO - Auditor de Controle Externo - Direito) Decisão em processo 
administrativo no TCE/RO foi desfavorável a determinado servidor, que interpôs recurso 
perante órgão incompetente. 
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta. 
 
a) O recurso administrativo não será conhecido, e ocorrerá a preclusão administrativa. 
b) O prazo do recurso será devolvido, com indicação ao recorrente da autoridade 
competente. 
c) O recurso será conhecido, mas improvido em razão do órgão interposto. 
d) O recurso será devolvido, se ainda houver prazo para recurso. 
e) O recurso impede a revisão de ofício do ato objeto de recurso. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A reposta trata da aplicação do § 1º do art. 63 da Lei 9784/99: 
“Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: 
II - perante órgão incompetente; 
§ 1º Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade 
competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vale apontar que há outras hipóteses em que o recurso não será conhecido 
(recebido para analisar): 
“Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: 
I - fora do prazo; 
II - perante órgão incompetente; 
III - por quem não seja legitimado; 
IV - após exaurida a esfera administrativa. 
§ 1º Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade 
competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. 
§ 2º O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de 
ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão administrativa”. 
 
Veja que pelo § 2º, mesmo com o não recebimento do recurso, ainda assim 
pode a Administração rever o ato com vício de ilegalidade, desde que não ocorrida a 
preclusão administrativa. 
 
Vamos para a análise das afirmativas: 
 
a) O recurso administrativo não será conhecido, e ocorrerá a preclusão 
administrativa. 
c) O recurso será conhecido, mas improvido em razão do órgão interposto. 
d) O recurso será devolvido, se ainda houver prazo para recurso. 
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MUDE SUA VIDA! 
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- Trataremos estas alternativas em conjunto, pois seguem a mesma lógica. 
Como apontamos acima, pelo art. 63, § 1º, a interposição do recurso para autoridade 
incompetente é a devolução do prazo (em regra, dez dias) com a indicação ao 
recorrente da autoridade competente. 
 
e) O recurso impede a revisão de ofício do ato objeto de recurso. 
 - Esta alternativa é contrária ao art. 63, § 2º, ou seja, mesmo que o recurso 
não seja conhecido, ainda assim, não impede da Administração rever o ato com vício 
de ilegalidade, desde que não ocorra a preclusão administrativa. 
 
 
 
 
 
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5. AGENTES PÚBLICOS 
 
45. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Em 2013, Maria 
foi aprovada em concurso público para o cargo de analista da secretaria de saúde de um 
estado. Em 2014, ela foi nomeada, tomou posse e entrou em exercício. Terminado o 
período de estágio probatório e realizada a avaliação especial de desempenho de Maria, 
ela passou a ser servidora estável. Em janeiro de 2018, o cargo ocupado por Maria foi 
extinto por desnecessidade. 
Considerando-se as disposições constitucionais referentes à administração pública e aos 
servidores públicos, é correto afirmar que Maria 
 
a) será reintegrada em novo cargo na secretaria de saúde do estado, recebendo remuneração 
equivalente ao cargo extinto, por ser servidora estável. 
b) deverá ser reconduzida para outro órgão do Poder Executivo, caso não haja outro cargo 
disponível em seu órgão de origem, devendo receber remuneração equivalente ao cargo 
extinto. 
c) perderá a estabilidade, devendo realizar nova avaliação de desempenho para outro cargo 
na secretaria de saúde do estado. 
d) ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu 
adequado aproveitamento em outro cargo. 
e) será indenizada pela administração e aproveitada em outro cargo disponível, com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
No caso em tela, temos a extinção do cargo ocupado por uma servidora pública 
que já adquiriu a estabilidade, portanto, aplica-se o art. 28, § 1º: 
“Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo 
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando 
invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento 
de todas as vantagens. 
§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em 
disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Perceba que na questão temos um cargo que foi extinto, nesta situação, 
devemos preservar o direito de estabilidade do servidor público que conquistou tal 
benesse. 
Lembrando que a estabilidade é um direito que permite a permanência do 
servidor público após três anos de efetivo exercício e avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade (art. 41, caput e § 4º, 
CF/88). 
Com a extinção do cargo (que é uma lotação, um local dentro do quadro de 
carreiras), o servidor público com estabilidade não pode ser desligado, afinal, só pode 
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MUDE SUA VIDA! 
81 
 
perder o cargo quando: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II 
– mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III – 
mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa (art. 41, § 1º, CF/88) e, IV – redução de 
despesa da Administração Pública (art. 169, CF/88). 
Assim, com a extinção do cargo, o servidor estável fica em disponibilidade, ou 
seja, aguardando ser chamado para ocupar outro cargo de atribuições e vencimentos 
compatíveiscom o anteriormente ocupado. E esse “chamar” denomina-se 
APROVEITAMENTO (art. 30, Lei 8112/90). 
Durante esse período de disponibilidade, o servidor estável terá direito a 
remuneração, mas, será proporcional ao seu tempo de serviço (art. 41, § 3º, CF/88). 
E o servidor que não for estável? A disponibilidade é apenas para o servidor 
estável, logo, neste caso, será dispensado do serviço público. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) será reintegrada em novo cargo na secretaria de saúde do estado, recebendo 
remuneração equivalente ao cargo extinto, por ser servidora estável. 
- Não há necessariamente de ocupar um novo cargo no órgão público que antes 
atuava. A exigência do art. 30 da Lei 8112/90 é a ocupação “em cargo de atribuições 
e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado”. 
Importante! Conforme o art. 41, § 3º da Constituição Federal de 1988, o 
servidor em disponibilidade receberá remuneração proporcional ao seu tempo de 
serviço. 
 
b) deverá ser reconduzida para outro órgão do Poder Executivo, caso não haja 
outro cargo disponível em seu órgão de origem, devendo receber remuneração 
equivalente ao cargo extinto. 
- Pelo art. 29, caput, Lei 8112/90, a recondução é o RETORNO DO SERVIDOR 
ESTÁVEL AO CARGO ANTERIORMENTE OCUPADO, na questão, o cargo foi extinto, 
com isso, não se fala em recondução. 
 
c) perderá a estabilidade, devendo realizar nova avaliação de desempenho para 
outro cargo na secretaria de saúde do estado. 
- A estabilidade é uma garantia constitucional dada ao servidor público (art. 41, 
caput), lembrando que só perderá o cargo, o servidor estável que: I – em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado; II – mediante processo administrativo em 
que lhe seja assegurada ampla defesa; III – mediante procedimento de avaliação 
periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa 
(art. 41, § 1º, CF/88); e, IV – redução de despesa da Administração Pública (art. 
169, CF/88). 
 
e) será indenizada pela administração e aproveitada em outro cargo disponível, 
com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
- Durante o período em disponibilidade, o servidor terá direito apenas a 
remuneração proporcional ao seu tempo de serviço, quando for aproveitado em outro 
cargo disponível passa a receber os vencimentos respectivos da nova lotação. 
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MUDE SUA VIDA! 
82 
 
46. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Helena, servidora 
pública, requereu aposentadoria após ter cumprido os requisitos legais para tal. A 
aposentadoria foi concedida, mas Helena, por ter tido ciência do interesse da 
administração pública em seu retorno, resolveu solicitar, depois de meses, o retorno às 
atividades do cargo que desempenhara. 
 
Nessa situação hipotética, Helena solicitou 
 
a) readaptação. 
b) reversão. 
c) reintegração. 
d) recondução. 
e) remoção. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A definição de reversão se encontra no art. 25, inciso II, alíena “b”, Lei 
8112/90: 
“Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: 
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos 
da aposentadoria; ou 
II - no interesse da administração, desde que: 
a) tenha solicitado a reversão; 
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; 
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 
e) haja cargo vago” 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Perceba que a REVERSÃO é o retorno do servidor aposentado por invalidez à 
atividade, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da 
aposentadoria, ou nos casos de interesse da administração. 
Em razão disso, a doutrina irá apontar que a reversão pode ser: a) involuntária, 
quando ocorre contra a vontade do servidor aposentado (exemplo, art. 25, I); b) 
voluntária, quando, no interesse da administração, o servidor que aposentou 
voluntariamente, pede para retornar ao cargo (art. 40, § 1º, III, CF/88). 
 
Vamos a análise das demais alternativas, com base na lei 8112/90: 
 
a) readaptação. 
- Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental verificada em inspeção médica. 
 
c) reintegração. 
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MUDE SUA VIDA! 
83 
 
- Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo 
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando 
invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento 
de todas as vantagens. 
 
d) recondução. 
- Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente 
ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
 
e) remoção. 
- Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no 
âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 
 
47. (CESPE - 2018 - IFF - Conhecimentos Gerais - Cargos 23 e 31) A investidura em cargo 
público ocorrerá com o(a) 
 
a) nomeação. 
b) posse. 
c) exercício. 
d) provimento. 
e) classificação em todas as etapas do concurso público. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Com base na Lei 8112/90: “Art. 7º. A investidura em cargo público ocorrerá 
com a posse”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Mas, o que significa a investidura que se concretiza com a posse? 
“Traduz operação complexa, constituída por atos do Estado (nomeação) e do 
interessado (posse), apta a propiciar o regular provimento de cargo público. É apenas 
com a posse que ocorre a investidura (art. 7º do Estatuto), que aperfeiçoa o ingresso 
de agente público nos quadros funcionais da Administração, dando início ao vínculo 
estatutário” (MUNHOS, Jorge. BARROS FIDALGO, Carolina. Legislação 
administrativa para concursos. 1. ed. Salvador: Juspodvim. 2014. p. 503). 
Com isso, entende-se que a investidura seria a concretização do vínculo entre 
o interessado e a Administração Pública, a qual, passa a efetivamente desempenhar 
as atribuições com o exercício. Por isso que se afirma que a nomeação antecede a 
posse (IMPORTANTE! Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por 
nomeação, conforme art. 13, § 3º). 
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MUDE SUA VIDA! 
84 
 
A posse é materializada com a assinatura do respectivo termo, no qual deverão 
constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao 
cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das 
partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei (art. 13). Publicado o ato de 
nomeação, o interessado terá 30 dias para tomar posse. 
Ainda, antes da posse, o interessado deverá se submeter a prévia inspeção 
médica oficial, podendo apenas ser empossado caso seja considerado apto física e 
mentalmente para o exercício do cargo (art. 14). 
Por fim, no ato da posse, o servidor irá apresentar declaração de bens e valores 
que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro 
cargo, emprego ou função pública (art. 13, § 5º). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) nomeação. 
- A nomeação ocorre antes da investidura e após a homologação de concurso 
público, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de validade (art. 10). Veja 
que, como foi apresentado acima, a investidura é um ato complexo formado por duas 
vontades: I – do Estado, nomeando o interessado a ocupar o cargo; II – do 
interessado, tomando posse. 
Por esta razão que o art. 9º irá mencionar: 
“Art. 9º A nomeação far-se-á: 
I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo 
ou de carreira; 
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança 
vagos”.c) exercício. 
- Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público 
ou da função de confiança. 
Logo, o exercício ocorre após a investidura. Lembrando ainda que, regra, o 
exercício deverá iniciar-se 15 dias após a posse, sob pena de exoneração do cargo. 
 
d) provimento. 
- Provimento é um gênero que compõe várias espécies como observamos na 
leitura do art. 8º. Percebemos que provimento ocorre quando um servidor ocupa um 
cargo, assim, a doutrina irá mencionar que o provimento pode ser: a) originário, 
quando não havia vínculo anterior do servidor com a Administração Pública (como o 
caso da nomeação); b) derivado, quando já havia vinculo anterior (por exemplo, 
reversão). 
 
e) classificação em todas as etapas do concurso público. 
- A classificação em todas as etapas do concurso público é uma das condições 
para que ocorra a nomeação. 
“Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento 
efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. 
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85 
 
Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento 
do servidor na carreira, mediante promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as 
diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus 
regulamentos”. 
 
48. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) 
Servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo, 
desde que aprovado em avaliação especial de desempenho por comissão instituída para 
essa finalidade, adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 
 
a) quatro anos de exercício efetivo. 
b) um ano de exercício efetivo. 
c) dois anos de exercício efetivo. 
d) três anos de exercício efetivo. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Para responder esta questão, temos que conhecer o art. 41, caput, da 
Constituição Federal de 1988: 
“Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores 
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A estabilidade é uma garantia constitucional dada ao servidor público que 
preenche os seguintes requisitos, conforme o art. 41 da Constituição Federal de 
1988: a) cumprir um período de estágio probatório de 3 anos; b) aprovação em 
avalição especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 
“Destaca a doutrina que a estabilidade é instituto que guarda relação com o 
serviço, e não com o cargo. Emana daí que, se o servidor já adquiriu estabilidade no 
serviço ocupando determinado cargo, não precisará de novo estágio probatório no 
caso de permanecer na sua carreira, cujos patamares são alcançados normalmente 
pelo sistema de promoções. Entretanto, se vier a habilitar-se a cargo de natureza e 
carreira diversas terá que se submeter a novo estágio probatório para aquisição da 
estabilidade” (SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Manual de direito 
administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. p. 426). 
 
 
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49. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Conhecimentos Básicos - Cargo 9) De acordo 
com a Lei n.º 8.112/1990, para que um cidadão seja investido em cargo público, ele 
deverá comprovar alguns requisitos, entre os quais 
 
a) nacionalidade brasileira ou estrangeira. 
b) gozo dos direitos políticos. 
c) idade mínima de dezesseis anos. 
d) aptidão apenas mental. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Os requisitos para a investidura em cargo público estão previstos no art. 5º da 
Lei 8112/90: 
“Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público: 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o gozo dos direitos políticos; 
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; 
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; 
V - a idade mínima de dezoito anos; 
VI - aptidão física e mental.” 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Inicialmente, o art. 37, I da Constituição Federal 1988, “os cargos, empregos 
e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei”. 
Perceba que a exigência constitucional é que deve permitir a possibilidade aos 
brasileiros em terem acesso aos quadros de pessoal da Administração Pública, 
podendo a lei, estipular requisitos. Já aos estrangeiros, também é permitido o 
exercício de cargo, emprego ou função pública, desde que regulamentado em lei. 
Com isso, a Lei 8112/90 estipula os requisitos básicos para o ingresso no 
serviço público. 
O uso da expressão “requisitos básicos” é relevante, o que aponta a 
possibilidade de estipular outros requisitos, dependendo do cargo em específico, 
desde que, previsto em lei, conforme art. 5º, § 1º da Lei. 
Ainda, destaca-se 0 § 2º: “Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado 
o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas 
atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais 
pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no 
concurso”. 
Por final, vale mencionar a Lei 12990/14 que trata sobre a vagas em concursos 
públicos para negros, reservando 20% das vagas oferecidas para os concursos 
públicos de âmbito federal: 
“Art. 1º Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas 
oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos 
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MUDE SUA VIDA! 
87 
 
públicos no âmbito d a administração pública federal, das autarquias, das fundações 
públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas 
pela União, na forma desta Lei”. 
Pontos interessantes a se destacar sobre a Lei 12990/14: a) sua aplicação é 
restrita ao Poder Executivo Federal e a Administração Indireta Federal, caso os 
demais Poderes (Legislativo e Judiciário) queiram aplicar a mesma lógica, haverá 
necessidade de lei própria, mesma exigência para os demais Entes Federados; b) A 
lei tem prazo determinado, tendo vigência por 10 anos, contados da data de sua 
publicação (10 de junho de 2014). 
 
50. (CESPE - 2015 - TRE-MT - Técnico Judiciário - Administrativa) Relativamente aos 
agentes públicos, assinale a opção correta. 
 
a) Assegurada a vitaliciedade, a perda do cargo pode se dar mediante processo 
administrativo ou judicial em que seja assegurada a ampla defesa. 
b) Os membros de mesa receptora ou apuradora de votos nas eleições são considerados 
agentes públicos, da espécie particulares em colaboração com a administração. 
c) O ato de provimento perde o efeito se o servidor deixar de tomar posse em até dois anos 
da respectiva publicação. 
d) É ilícita a exigência de prévia inspeção médica oficial, por violação a preceitos legais, para 
a posse do servidor em cargo público. 
e) Servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo podem adquirir estabilidade 
ordinária após favorável avaliação de desempenho de comissão competente, 
independentemente do decurso de tempo. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A alternativa correta apresenta a definição de AGENTES HONORÍFIOS. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
O que seriam os agentes honoríficos? 
“Os agentes honoríficos são cidadãos requisitados ou designados para, 
transitoriamente, colaborarem com o Estado mediante a prestação de serviços 
específicos, em razão de sua condição cívica, de sua honorabilidade, ou de sua 
notória capacidade profissional. Eles não têm qualquer vínculo profissional com a 
administração pública (são apenas considerados ‘funcionários públicos’ para fins 
penais) e usualmente atuam sem remuneração. São os jurados, os mesários 
eleitorais, os membros dosConselhos Tutelares criados pelo Estatuto da Criança e 
do Adolescente e outras dessa natureza”. (ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. 
Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: 
Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 141). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
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a) Assegurada a vitaliciedade, a perda do cargo pode se dar mediante processo 
administrativo ou judicial em que seja assegurada a ampla defesa. 
- A vitaliciedade é uma garantia constitucional exclusiva para os cargos de 
magistrados (art. 95, I), membros do Ministério Público (art. 128, §5º, I) e Ministros 
do Tribunal de Contas (art. 73, § 3º). É uma garantia de não perder o cargo mais 
restrita que a estabilidade, sendo que a perda do cargo só pode ocorrer com sentença 
judicial transitada em julgado. 
 
 
c) O ato de provimento perde o efeito se o servidor deixar de tomar posse em 
até dois anos da respectiva publicação. 
- Pelo art. 13, §§ 1º e 6º da Lei 8112/90, o ato de provimento perde efeito se 
a posse não se der 30 DIAS contados da data de publicação do ato de provimento. 
 
 
d) É ilícita a exigência de prévia inspeção médica oficial, por violação a preceitos 
legais, para a posse do servidor em cargo público. 
- Art. 14 (Lei 8112/90) A posse em cargo público dependerá de prévia 
inspeção médica oficial. 
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física 
e mentalmente para o exercício do cargo. 
 
 
e) Servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo podem adquirir 
estabilidade ordinária após favorável avaliação de desempenho de comissão 
competente, independentemente do decurso de tempo. 
- A estabilidade é uma garantia constitucional dada ao servidor público que 
preenche os seguintes requisitos, conforme o art. 41 da Constituição Federal de 
1988: a) cumprir um período de estágio probatório de 3 anos; b) aprovação em 
avalição especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 
ATENÇÃO! 
A questão menciona a “estabilidade ordinária”. Há outro tipo de estabilidade? 
SIM! A chamada Estabilidade extraordinária, previsto no art. 19 da ADCT: 
“Art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em 
exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos 
continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da 
Constituição, são considerados estáveis no serviço público. 
§ 1º O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado 
como título quando se submeterem a concurso para fins de efetivação, na forma da 
lei. 
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos, funções e 
empregos de confiança ou em comissão, nem aos que a lei declare de livre 
exoneração, cujo tempo de serviço não será computado para os fins do "caput" deste 
artigo, exceto se se tratar de servidor. 
§ 3º O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior, 
nos termos da lei”. 
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51. (CESPE - 2012 - TJ-AL - Auxiliar Judiciário) Com relação às espécies e à classificação 
dos agentes públicos, bem como a cargo, emprego e função pública, assinale a opção 
correta. 
 
a) Os servidores temporários são admitidos no serviço público para desempenhar, por 
tempo determinado, atividades de natureza técnica especializada, mediante regime 
jurídico especial disciplinado em lei. 
b) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros e estrangeiros que 
preencham os requisitos estabelecidos em lei, sendo-lhes assegurada isonomia de 
condições para o ingresso. 
c) Admite-se a extinção pelo presidente da República, independentemente de autorização 
legislativa, mediante decreto autônomo, de funções e cargos públicos que estejam vagos. 
d) A designação agente público restringe-se à pessoa física que, após se submeter a concurso 
de prova ou de provas e títulos, passa a prestar serviços ao Estado e às pessoas jurídicas 
da administração indireta. 
e) Os empregados públicos são contratados sob o regime da legislação trabalhista, não se 
submetendo, portanto, às regras constitucionais relativas à acumulação de cargos e 
vencimentos. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Trata-se da aplicação do art. 84, inciso VI, alínea “b” da Constituição Federal 
de 1988: 
“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República 
(...) 
VI – dispor, mediante decreto, sobre: 
(...) 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A doutrina classifica o art. 84, inciso VI como “decretos autônomos”. Como 
assim? 
No estudo do Direito Administrativo, aprendemos sobre os “Poderes 
Administrativos” que, normalmente, são retratados como prerrogativas do Poder 
Público para o exercício de suas funções. Dentre esses Poderes, destaca-se o PODER 
REGULAMENTAR que significa dar fiel execução à lei, criando atos jurídicos 
secundários definindo como a lei será executada (decretos, resoluções e etc). 
Mas, a Constituição Federal de 1988 menciona que o Presidente da República 
poderá elaborar decretos para tratar de dois assuntos, independentemente de lei: a) 
organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou 
cargos públicos, quando vagos. 
Já que se trata de uma autorização constitucional de elaborar decretos sobre 
tais assuntos, entende a doutrina que tais decretos são desvinculados da ideia do 
Poder Regulamentador, portanto, decretos autônomos. 
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Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) Os servidores temporários são admitidos no serviço público para 
desempenhar, por tempo determinado, atividades de natureza técnica especializada, 
mediante regime jurídico especial disciplinado em lei. 
- O erro da alternativa é vincular os servidores temporários à atividades de 
natureza técnica especializada. 
“Art. 37 (CF/88) (...) 
 IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para 
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”. 
 
b) Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros e 
estrangeiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, sendo-lhes 
assegurada isonomia de condições para o ingresso. 
- “Art. 37 (CF/88) (...) 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que 
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma 
da lei". 
 
d) A designação agente público restringe-se à pessoa física que, após se 
submeter a concurso de prova ou de provas e títulos, passa a prestar serviços ao 
Estado e às pessoas jurídicas da administração indireta. 
- Art. 39 (CF/88). A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira 
para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações 
públicas. 
 
 
e) Os empregados públicos são contratados sob o regime da legislação 
trabalhista, não se submetendo, portanto, às regras constitucionais relativas à 
acumulação de cargos e vencimentos. 
- “Art. 37 (CF/88) (...) 
 XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público”. 
 
 
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52. (CESPE - 2010 - TRE-MT - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Acerca da 
classificação deagentes públicos, e tendo em vista os cargos, os empregos e as funções 
na administração pública, assinale a opção correta. 
 
a) Não podem ser considerados agentes públicos os detentores de mandatos eletivos, pois, 
além de serem investidos nos cargos mediante eleição, e não por nomeação, eles 
desempenham funções por prazo determinado. 
b) Os servidores contratados por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público, precisamente por exercerem atividades 
temporárias, estarão vinculados a emprego público, e não a cargo público. 
c) Os particulares em colaboração com o poder público são considerados agentes públicos, 
mesmo que prestem serviços ao Estado sem vínculo empregatício e sem remuneração. 
d) Os servidores das fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista 
são contratados sob o regime da legislação trabalhista e ocupam emprego público. 
e) Nos termos da CF, a investidura em cargo, emprego ou função pública depende de 
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a 
natureza e a complexidade do cargo, emprego ou função. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
“Essa espécie abrange todas as pessoas físicas que, sem perderem sua 
qualidade de particulares, exercem função pública, prestando atividade ao Estado, 
sem vínculo empregatício, com ou sem remuneração, ainda que às vezes 
eventualmente” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito administrativo. 14. 
ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 254). 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) Não podem ser considerados agentes públicos os detentores de mandatos 
eletivos, pois, além de serem investidos nos cargos mediante eleição, e não por 
nomeação, eles desempenham funções por prazo determinado. 
- Agentes públicos é um gênero que comporta como espécies: a) agentes 
políticos; b) agentes ou servidores administrativos do Estado; c) Agentes ou 
particulares em colaboração com o Estado. 
 
b) Os servidores contratados por tempo determinado para atender a 
necessidade temporária de excepcional interesse público, precisamente por 
exercerem atividades temporárias, estarão vinculados a emprego público, e não a 
cargo público. 
- Art. 37 (CF/88) (...) 
 IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para 
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”. 
 
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d) Os servidores das fundações públicas, empresas públicas e sociedades de 
economia mista são contratados sob o regime da legislação trabalhista e ocupam 
emprego público. 
- O erro da questão é afirmar que os servidores das fundações públicas serão 
contratos pelo regime celetista (legislação do trabalho), o que é correto afirmar sobre 
aqueles que possuem vínculo de trabalho com as empresas públicas e sociedades de 
economia mista. 
Aqui vale uma observação extremamente importante! 
Há uma divergência doutrinária sobre os tipos de fundações públicas. A doutrina 
majoritária define que existem as fundações públicas de direito público e as 
fundações públicas de direito privado. Uma das diferenças seria que, as fundações 
de direito público o quadro de pessoal seria estatutário, enquanto nas fundações 
pública de direito privado seria celetista. Em 2019, no Recurso Extraordinário nº 
716.378, o Supremo Tribunal Federal reconhece a existência dos dois tipos de 
fundações públicas e que, as fundações públicas de direito de privado, o quadro de 
pessoal é celetista. 
 
e) Nos termos da CF, a investidura em cargo, emprego ou função pública 
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, 
de acordo com a natureza e a complexidade do cargo, emprego ou função. 
- “Art. 37 (...) 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia 
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a 
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as 
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração”. 
Perceba que não há menção à função pública. E o que seria esta figura? “Função 
pública significa o exercício de atividades da competência da Administração, em nome 
desta e de acordo com as suas finalidades, ou seja, para atender ao interesse público” 
(SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Manual de direito administrativo. 4. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. p. 396). 
 
53. (CESPE - 2007 - TSE - Técnico Judiciário - Área Administrativa - TRE) Considerando que 
Aderbal desempenhe licitamente função de confiança no TRE-BA, é correto afirmar que 
ele 
 
a) ocupa cargo comissionado. 
b) ocupa cargo de provimento efetivo. 
c) não está investido em cargo público. 
d) ocupa emprego público. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
93 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
O exercício de função de confiança é exclusivo para servidor público efetivo, 
conforme art. 37, inciso V, CF/88: 
“Art. 37 (...) 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes 
de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de 
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se 
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) ocupa cargo comissionado. 
- “(...) Os cargos em comissão não garantem proteção aos ocupantes, os quais podem, 
de regra, a qualquer momento, sem prévia motivação, ser desligados da Administração – por 
isso, chamados de demissão ad nutum. O vínculo que liga o superior hierárquico ao 
comissionado é o de confiança, e esta, uma vez rompida, autoriza a exoneração sem motivação 
(ad nutum) do detento do cargo” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito 
administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 374). 
“Art. 37 (...) 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade 
do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em 
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. 
 
c) não está investido em cargo público. 
- Trata-se da possibilidade de nomear particular por meio de cargo comissionado. 
 
d) ocupa emprego público. 
- Emprego público é o vínculo de trabalho que a pessoa possui com a Administração 
Pública regida por um regime, predominantemente, celetista (legislação trabalhista). 
“O cargo público efetivo difere do emprego público essencialmente no que se refere ao 
vínculo que une o seu ocupante ao Estado. No caso do cargo público efeitov, o vínculo é 
estatutário; e, no âmbito do emprego público, o vínculo é contratual, soba regência da CLT. 
Os empregados públicos não gozam de estabilidade semelhante à dos servidores estatutários; 
no entanto, são, igualmente, admitidos mediante concurso público, de provas ou provas e 
títulos como estabelece o inc. II do art. 37 da CF/1988. Os servidores estatutários sujeitam-
se a estágio probatório de 36 meses, ao passo que os empregados, depois da posse, 
submetem-se a período de experiência com dura de 90 dias (parágrafo único do art. 455 da 
CLT)” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 370-371). 
 
 
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54. (CESPE - 2009 - TRE-MA - Analista Judiciário - Área Administrativa) Considerando a 
forma como a administração pública, em todas as esferas de poder, está organizada, 
assinale a opção correta. 
 
a) Os agentes políticos são assim chamados por exerceremum mandato, decorrente de 
processo eleitoral, mas, apesar disso, gozam das mesmas prerrogativas conferidas aos 
demais agentes públicos. 
b) Mesmo que seja por um período previamente determinado, todos aqueles que exercerem 
uma função pública, independentemente de sua natureza, são considerados agentes 
públicos. 
c) Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário possuem os denominados cargos em 
comissão em suas respectivas estruturas, os quais são os cargos escolhidos pelo chefe de 
cada Poder para serem de livre nomeação e exoneração. 
d) A diferença mais visível entre cargo, emprego e função pública é que apenas o primeiro 
possui os atributos da vitaliciedade e da inamovibilidade. 
e) Os cargos em comissão devem ser exercidos preferencialmente por servidores de carreira, 
nos casos, nas condições e nos percentuais mínimos previstos em lei. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
O ordenamento jurídico, em mais de uma oportunidade, apresenta um conceito 
de agente público visando a possibilidade de responsabilização (cível, criminal e 
administrativa) daquele que atua em nome do Estado, dentre as definições, 
destacamos a prevista na Lei 8429/92 (Lei de Improbidade Administrativa): 
“Art. 2°, caput. Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 
anterior”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A necessidade de ter um conceito amplo de agente público é fundamental para 
busca de responsabilização dos atos praticados pelo agente. Isso não significa que 
com a ampliação do conceito, um particular em colaboração terá, por exemplo, os 
mesmos direitos de um servidor público efetivo. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) Os agentes políticos são assim chamados por exercerem um mandato, 
decorrente de processo eleitoral, mas, apesar disso, gozam das mesmas 
prerrogativas conferidas aos demais agentes públicos. 
- Os agentes políticos são aqueles que integram o primeiro escalão do Governo, 
como Chefe do Executivo ou Parlamentares, em decorrência do princípio republicano. 
Possuem como prerrogativas próprias do cargo: a) foro por prerrogativa de função; 
b) garantias aos juízes de não poderem ser removidos. 
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Todavia, não significa que estende todos as prerrogativas dos demais agentes 
públicos, como a estabilidade. 
 
c) Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário possuem os denominados 
cargos em comissão em suas respectivas estruturas, os quais são os cargos 
escolhidos pelo chefe de cada Poder para serem de livre nomeação e exoneração. 
- O erro da alternativa é afirmar que os cargos serão aqueles escolhidos pelo 
Chefe de cada Poder, vejamos o art. 37, II, CF/88: 
Art. 37. (...) 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia 
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a 
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as 
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração”. 
 
d) A diferença mais visível entre cargo, emprego e função pública é que apenas 
o primeiro possui os atributos da vitaliciedade e da inamovibilidade. 
- Há diferenças significativas em tais institutos, entretanto, a principal é o 
regime jurídico adotado. 
O cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades dentro da 
estrutura da administração, sendo que quem o exerce terá direito a uma 
remuneração definida. Quem ocupa o cargo público é o servidor público, com regime 
jurídico de direito público (estatutário). 
O emprego público é o conjunto de atribuições e responsabilidades dentro da 
estrutura da administração, sendo que quem o exerce terá direito a uma 
remuneração definida, entretanto, o regime jurídico é o de direito do trabalho 
(celetista). 
Já função pública é o exercício de atividades de atribuição da Administração 
Pública. 
 
 
e) Os cargos em comissão devem ser exercidos preferencialmente por 
servidores de carreira, nos casos, nas condições e nos percentuais mínimos previstos 
em lei. 
- Os cargos em comissão são uma possibilidade prevista no art. 37, V, da CF/88, 
não exigindo que seja, preferencialmente, exercidos por servidores de carreira: 
“Art. 37 (...) 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes 
de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de 
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se 
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento”. 
 
 
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55. (CESPE - 2018 - PC-MA - Perito Criminal) Acerca da administração pública, julgue os 
itens a seguir, com base na CF. 
 
I A vedação de acúmulo remunerado de cargos, empregos ou funções públicas não se 
estende às sociedades de economia mista. 
II O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, podendo-se prorrogá-
lo por igual período, enquanto houver cadastro de reserva. 
III Havendo compatibilidade de horários, é permitida a acumulação remunerada de dois 
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas. 
IV O servidor público da administração direta que for afastado para o exercício de 
mandato eletivo não terá esse tempo contado para o fim de promoção por merecimento. 
 
Estão certos apenas os itens 
 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
e) I, II e IV. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
As alternativas corretas correspondem, respectivamente ao art. 37, XVI, “c” e 
art. 38, IV, ambos da Constituição Federal de 1988: 
 
“Art. 37 (...) 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando 
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI: 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com 
profissões regulamentadas; 
 
Art. 38 (...) 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato 
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para 
promoção por merecimento”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos analisar cada afirmativa apresentada: 
 
Inicialmente, todas as afirmativas se baseando na leitura da Constituição 
Federal de 1988. 
 
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97 
 
I A vedação de acúmulo remunerado de cargos, empregos ou funções públicas 
não se estende às sociedades de economia mista. 
- A vedação ao acúmulo de cargos está no art. 37, XVI. O próprio art. 37 é 
expresso em mencionar que sua aplicação é tanto para a Administração Pública Direta 
e Indireta: 
“Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando 
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com 
profissões regulamentadas.” 
 
II O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, podendo-se 
prorrogá-lo por igual período, enquanto houver cadastro de reserva. 
- O prazo de validade do concurso será de até dois anos com possibilidade de 
prorrogação independentemente se houver cadastro de reserva, é o que trata o art. 
37, III: 
“Art. 37 (...) 
III - o prazo devalidade do concurso público será de até dois anos, prorrogável 
uma vez, por igual período”. 
Veja que a prorrogação se dará por igual período. O que significa que se o prazo 
de validade de um concurso público seja de 1 ano, só poderá ser prorrogado, uma 
única vez, por mais 1 ano. 
 
III Havendo compatibilidade de horários, é permitida a acumulação remunerada 
de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas. 
- “Art. 37 (...): 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando 
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso 
XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com 
profissões regulamentadas. 
 
IV O servidor público da administração direta que for afastado para o exercício 
de mandato eletivo não terá esse tempo contado para o fim de promoção por 
merecimento. 
- “Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e 
fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado 
de seu cargo, emprego ou função; 
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98 
 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou 
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, 
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da 
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a 
norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato 
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para 
promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, 
permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem”. 
 
56. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Assinale a opção 
correta acerca das disposições gerais dos agentes públicos. 
 
a) É possível que um indivíduo, mesmo sem ter uma investidura normal e regular, execute 
uma função pública em nome do Estado. 
b) Servidor público estatutário é aquele submetido a um diploma legal específico e que ocupa 
cargo público da administração direta e indireta, como autarquias, fundações e empresas 
públicas. 
c) Os litígios que envolvam os servidores públicos estatutários e celetistas devem ser 
dirimidos na Justiça do Trabalho, especializada em dirimir conflitos entre trabalhadores 
e empregadores. 
d) Os chamados cargos vitalícios, previstos pela Constituição anterior à ora vigente, não mais 
subsistem. Atualmente, apenas existem os chamados cargos efetivos e cargos em 
comissão, também denominados na prática de cargo de confiança. 
e) Considera-se agente público aquele que exerce, mesmo que transitoriamente, cargo, 
emprego ou função pública, sempre mediante remuneração pelo serviço prestado. 
 
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99 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa apresenta uma breve definição dos “agentes de fato” que são 
aqueles que prestam uma atividade, em nome do Estado, sem que a investidura 
tenha ocorrido conforme o estabelecido em lei. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Para compreendermos melhor o fenômeno dos agentes de fato: 
“Importante salientar que Carvalho Filho relaciona, também, os agentes de 
fato, sendo aqueles que executa uma função pública em nome do Estado, sem a 
necessária investidura regular. São divididos em duas categorias: 
a) Agentes necessários: voluntários que auxiliam o Estado em situações de 
emergência (de defesa civil, p. ex.) 
b) Agentes putativos: pessoas que parecem agentes administrativos, mas não 
o são, porque não foram legalmente investidos no cargo/emprego/função. Os atos 
por eles praticados são válidos, em virtude da Teoria do Funcionário de Fato". 
(SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Manual de direito administrativo. 4. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. p. 516). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
b) Servidor público estatutário é aquele submetido a um diploma legal 
específico e que ocupa cargo público da administração direta e indireta, como 
autarquias, fundações e empresas públicas. 
- Realmente, servidor público estatutário é aquele submetido a um diploma 
legal específico e que ocupa um cargo público. Mas, tal cargo público será da 
Administração Direta, Autarquias e Fundações Públicas de Direito Público, as demais 
entidades terão empregados públicos. 
 
c) Os litígios que envolvam os servidores públicos estatutários e celetistas 
devem ser dirimidos na Justiça do Trabalho, especializada em dirimir conflitos entre 
trabalhadores e empregadores. 
- Em relação a judicialização de questões que envolva os servidores públicos e 
a Administração Pública, podemos dividir da seguinte maneira: 
1 - Servidor Público Efetivo: será competente a justiça que integra o Ente 
Político que exerce suas atribuições, por exemplo, servidor federal será competência 
da justiça federal. 
2 - Empregado Público: por ser regime celetista, será competente a Justiça do 
Trabalho. 
3 - Servidor temporário: regime jurídico administrativo especial com base na 
lei, assim, será competente a justiça que integra o Ente Político que exerce suas 
atribuições. 
 
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100 
 
 
d) Os chamados cargos vitalícios, previstos pela Constituição anterior à ora 
vigente, não mais subsistem. Atualmente, apenas existem os chamados cargos 
efetivos e cargos em comissão, também denominados na prática de cargo de 
confiança. 
- Os cargos vitalícios são previstos na Constituição Federal de 1988, lembrando 
que a vitaliciedade é uma prerrogativa de permanência nos cargos, assim, só perde 
o cargo vitalício por meio de sentença judicial transitado em julgado. 
São cargos vitalícios: Magistrados, membros do Ministério Público e membros 
dos Tribunais de Contas. 
 
 
e) Considera-se agente público aquele que exerce, mesmo que 
transitoriamente, cargo, emprego ou função pública, sempre mediante remuneração 
pelo serviço prestado. 
- A definição de agente público é ampla, para buscar atingir o maior número de 
pessoas atuando em nome do Estado, desde cargos políticos até estagiários, para 
isso, vejamos a definição apresentada da Lei de Improbidade Administrativa: 
“Art. 2°, caput. Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 
anterior”. 
 
57. (CESPE - 2017 - TRE-PE - Conhecimentos Gerais - Cargo 3) Com relação ao Regime 
Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (RJU), assinale a opção correta. 
 
a) A relação jurídica estatutária não tem natureza contratual, tratando-se de relação própria 
de direito público. 
b) A regra que estabelece a nacionalidade brasileira como requisito básico para a investidura 
em cargo público não comporta exceções. 
c) O RJU não é aplicável aos servidores das entidades da administração indireta, mas apenas 
aos órgãos públicos. 
d) Constitui competência comum dos Poderes Executivo e Legislativo a iniciativa de lei que 
verse sobre o RJU dos servidores da administração direta da União. 
e) As diversas categorias de servidores públicos, nelas incluídos os membros da 
magistratura e da advocacia pública, submetem-se ao regime estatutário previsto na Lei 
n.º 8.112/1990. 
 
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101 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
A alternativa apresenta uma das características do servidor público, ou seja, o 
a relação jurídica com a Administração Pública é estatutária (legal), portanto, regida 
pelo direito público. 
Lembrando que o servidor público é aquele que exerce um cargo público efetivo 
ou em comissão. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Ao estudarmos a classificação dos agentes públicos, temos os agentes 
administrativos, que são aqueles que prestam serviços em nome do Poder Público 
em uma relação de trabalho (relação profissional com contraprestação), sendo 
também nomeados de servidores públicos em sentido amplo. Veja que nesta 
categoria há a predominância de pessoas na prática, além de uma relação maior ou 
menor de hierarquia dentro do quadro de pessoal. 
Os agentes administrativos podem ser: a) Servidores Públicos, propriamente 
dito; b) Empregados Públicos; c) Agentes temporários. 
a) servidores públicos: são os agentes administrativos sujeitos a regime 
jurídico administrativo de caráter estatutário (isto é, de natureza legal, e não 
contratual); são os titulares de cargos públicos de provimento efetivo é de 
provimento em comissão; 
b) empregados públicos: são os ocupantes de empregos públicos, sujeitos a 
regime jurídico contratual trabalhista; isso a relação funcional com a administração 
pública é regida, basicamente, pela consolidação das leis do trabalho (CLT) – são 
chamados, por isso, de “celetistas”. 
c) temporários: são os contratados por tempo determinado para atender a 
necessidade temporária de excepcional interesse público (CF, art. 37, IX); não tem 
cargo nem emprego público; e o seu vínculo funcional com a administração pública 
é contratual, mas se trata de um contrato de direito público, e não de natureza 
trabalhista (eles não têm o “contrato de trabalho” previsto na CLT); em síntese, são 
agentes públicos que têm com a administração pública uma relação funcional de 
direito público, de natureza jurídico-administrativa (e não trabalhista)” 
(ALEXANDRINO, Marcelo. PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 
25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 141). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) A regra que estabelece a nacionalidade brasileira como requisito básico para 
a investidura em cargo público não comporta exceções. 
- A própria Constituição Federal de 1988 permite que estrangeiros possam ter 
acesso a cargos públicos, nos termos da lei. 
“Art. 37 (CF/88) (...) 
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102 
 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que 
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma 
da lei". 
 
c) O RJU não é aplicável aos servidores das entidades da administração indireta, 
mas apenas aos órgãos públicos. 
- “Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da 
União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas 
federais”. 
 
d) Constitui competência comum dos Poderes Executivo e Legislativo a 
iniciativa de lei que verse sobre o RJU dos servidores da administração direta da 
União. 
- Trata de competência privativa do Chefe do Poder Executivo Federal 
(Presidente da República), com base na Constituição Federal de 1988: 
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer 
membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso 
Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais 
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos 
previstos nesta Constituição. 
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: 
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento 
de cargos, estabilidade e aposentadoria; 
 
e) As diversas categorias de servidores públicos, nelas incluídos os membros 
da magistratura e da advocacia pública, submetem-se ao regime estatutário previsto 
na Lei n.º 8.112/1990. 
- Regra geral, existe a concentração da aplicação do Regime Jurídico dos 
Servidores Públicos aos agentes administrativos, mas, a Constituição Federal 
estipulou que determinados agentes públicos possuiriam Estatutos Jurídicos próprios, 
como é o caso dos membros da Magistratura (art. 93) e a Advocacia-Geral da União 
(art. 131). 
 
 
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103 
 
58. (CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Serviço Social) 
Conforme a Lei n.º 8.112/1990, o servidor que sofrer acidente que limite sua capacidade 
física de forma a inviabilizar o exercício pleno das atribuições do cargo por ele ocupado 
deverá 
 
a) ser posto em disponibilidade. 
b) desempenhar suas funções como excedente em cargo de atribuições afins, com mesmo 
nível de escolaridade e equivalência de vencimentos, até a ocorrência de vaga disponível. 
c) ser mantido no mesmo cargo que ocupa, com eliminação das atribuições para as quais não 
mais tiver capacidade. 
d) ser exonerado de ofício. 
e) ser revertido por invalidez. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A questão exige o conhecimento da figura da readaptação, com previsão no art. 
24 da Lei 8112/90. 
“Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental verificada em inspeção médica”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Veja que a readaptação é a permanência do servidor que sofreu limitação na 
sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica, permitindo que ainda 
exerça algum cargo público compatível com suas atuais condições. 
Esta é a lógica do § 2º do art. 24: 
“§ 2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada 
a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na 
hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como 
excedente, até a ocorrência de vaga”. 
Todavia, se a junta médica decidir que não há possibilidade do servidor 
retornar, o readaptando será aposentado (§ 1º). 
 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
a) ser posto em disponibilidade. 
- Estar em disponibilidade ocorre quando o cargo ocupado pelo servidor público 
ESTÁVEL for extinto, sendo que, neste período receberá remuneração proporcional 
ao seu tempo de serviço. O retorno a outro cargo público denomina-se 
“aproveitamento”. 
 
c) ser mantido no mesmo cargo que ocupa, com eliminação das atribuições 
para as quais não mais tiver capacidade. 
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MUDE SUA VIDA! 
104 
 
- Tal hipótese, além de agredir a própria dignidade do servidor ainda 
representaria prejuízos para Administração em relação a eficiência da prestação do 
serviço público, portanto, o art. 24, § 2º aponta que o servidor será encaminhado 
para outro cargo de atribuições afins que respeitem suas limitações. 
 
d) ser exonerado de ofício. 
- Na readaptação, inicialmente, busca manter o servidor em outro cargo 
compatível e, caso a juntada médica conclua na impossibilidade, o servidor será 
APOSENTADO. 
 
e) ser revertido por invalidez. 
- Reversão é o retorno à atividade do servidor aposentado (art. 25), portanto, 
não se trata desta figura. 
 
59. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) Teobaldo, servidor 
público do estado do Piauí, adquiriu sua estabilidade em 27/1/2012. Em novembro de 
2012, ele foi nomeado para o cargo de técnico judiciário no TRE/PI. Dentro do prazo legal, 
Teobaldo tomou posse e entrou em exercício em seu novo cargo, após solicitar vacância 
por posse em outro cargo inacumulável. Na avaliação de seu estágio probatório, no 
tribunal, Teobaldo foi reprovado, ou seja, foi consideradoinapto para o exercício do cargo 
ocupado no TRE/PI. Nessa situação hipotética, a administração deve aplicar, em relação 
a Teobaldo, o instituto denominado 
 
a) recondução. 
b) aproveitamento. 
c) exoneração. 
d) demissão. 
e) readaptação. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
Com base no art. 29 da Lei 8112/90: 
“Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente 
ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será 
aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Concluímos que recondução é a volta do servidor estável para o cargo que antes 
ocupava, seja porque foi reprovado em estágio probatório em um novo cargo ou seja 
pela reintegração de quem ocupava o novo cargo. 
Como assim pela reintegração de quem ocupava o novo cargo? 
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MUDE SUA VIDA! 
105 
 
Reintegração ocorre quando o servidor retorna ao cargo (ou o resultante da sua 
transformação) quando sua demissão é invalidada. 
Se o cargo que ele ocupava antes da demissão estiver sendo ocupado por outro 
servidor público estável, este, retorna ao seu cargo anterior, já que a demissão foi 
invalidada. 
E caso o cargo de origem de quem será reconduzido esteja ocupado por outro 
servidor? Neste caso, o servidor em recondução ficará em disponibilidade, recebendo 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
b) aproveitamento. 
- “Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á 
mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos 
compatíveis com o anteriormente ocupado”. 
 
c) exoneração. 
- “Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou 
de ofício. 
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: 
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; 
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo 
estabelecido”. 
 
d) demissão. 
- “Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos: 
I - crime contra a administração pública; 
II - abandono de cargo; 
III - inassiduidade habitual; 
IV - improbidade administrativa; 
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; 
VI - insubordinação grave em serviço; 
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima 
defesa própria ou de outrem; 
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; 
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; 
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; 
XI - corrupção; 
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117”. 
 
e) readaptação. 
- “Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental verificada em inspeção médica”. 
 
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106 
 
6. PODERES ADMINISTRATIVOS. 6.1 HIERÁRQUICO, DISCIPLINAR, 
REGULAMENTAR E DE POLÍCIA. 6.2 USO E ABUSO DO PODER. 
 
60. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) A permissão 
para que o poder público interfira na órbita do interesse privado para salvaguardar o 
interesse público, restringindo-se direitos individuais, fundamenta-se no 
 
a) poder hierárquico. 
b) poder regulamentar. 
c) poder de polícia. 
d) poder disciplinar. 
e) abuso de poder. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Trata-se da prerrogativa do Poder Público em interferir nos interesses 
individuais, vejamos a definição de poder de polícia no art. 78 do Código Tributário 
Nacional: 
“Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, 
à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de 
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, 
à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou 
coletivos. 
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância 
do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, 
sem abuso ou desvio de poder”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
 O art. 78 do CTN apresenta para nós uma definição legal sobre o Poder de 
Polícia. Da leitura do dispositivo extraímos que poder de polícia simboliza a 
prerrogativa do Poder Público interferir nos interesses individuais em prol do 
interesse da coletividade. Neste sentido: 
“É evidente que o Estado deve atuar à sombra do Princípio da Supremacia do 
Interesse Público e, na busca incessante pelo atendimento do interesse coletivo, pode 
estipular restrições e limitações ao exercício de liberdades individuais e, até mesmo, 
ao direito de propriedade do particular. Neste contexto, nasce o Poder de Polícia, 
decorrente da supremacia geral da Administração Pública, ou seja, aplicando-se a 
todos os particulares, sem a necessidade de demonstração de qualquer vínculo de 
natureza especial” (ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito 
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MUDE SUA VIDA! 
107 
 
administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense: São 
Paulo: Método. 2017. p. 132). 
Sistematizando o Poder de Polícia: 
a) Fundamentado na supremacia do interesse público sobre o privado 
b) Administração Pública limita/restringe o exercício de liberdades individuais 
em favor da coletividade. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) poder hierárquico. 
- O Poder hierárquico se manifesta na relação de subordinação entre os agentes 
públicos e órgãos públicos. A estrutura da Administração Pública é baseada, em 
regra, em cargos públicos com uma escala de progressão, demonstrando não só a 
hierarquia, mas também a possibilidade de crescimento profissional dentro do Poder 
Público. Há também os cargos públicos isolados (no sentido de não haver progressão 
de carreira), mas, mesmo assim, são subordinados a uma autoridade competente. 
“O poder hierárquico é aquele que confere à Administração Pública a capacidade 
de ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas no âmbito 
interno da Administração. Assim, através dele a Administração Pública ordena as 
funções administrativas, distribuindo-as e escalonando-as entre seus órgãos e 
agentes públicos, estabelecendo entre os mesmos uma relação de subordinação. 
Essa relação de subordinação implica para os agentes públicos subalternos o dever 
de obediência às ordens e instruções legais superiores, salvo, evidentemente, se 
manifestamente ilegais” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015.p. 77). 
 
b) poder regulamentar. 
- O poder regulamentar se justifica para dar fiel cumprimento a lei. Regra geral, 
a lei ela é abstrata e genérica, o que significa que ela é redigida de uma forma que 
consiga atingir o maior número de situações o possível (já que é impossível prever 
todos os fatos que acontecem na vida em sociedade), para dar aplicação a lei, a 
Administração Pública, busca detalhar, explicar como será executado esses 
comandos leis, por meio de decreto, regulamentos, portarias e dentre outros. 
“O Poder regulamentar é aquele que confere aos chefes do Executivo atribuição 
para explicar, esclarecer, e conferir fiel execução às leis ou disciplinar matéria que 
não se sujeitaà iniciativa de lei. Esse poder se exerce por meio da expedição de 
regulamentos, que são atos administrativos normativos, ostentando, por 
conseguinte, caráter geral e abstrato. 
O poder regulamentar é privativo dos chefes do Executivo (vide art. 84, IV, 
CF), não podendo ser delegado. O regulamento se formaliza pelo decreto, que é o 
ato administrativo formal” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015.p. 82). 
 
 
d) poder disciplinar. 
- O poder disciplinar configura na possibilidade da Administração Pública, 
respeitando o contraditório e ampla defesa, aplicar penalidades administrativas aos 
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108 
 
seus agentes públicos ou a particulares vinculados à Administração (por exemplo, 
nos contratos administrativos). 
“Toda e qualquer pessoa está sujeita ao poder punitivo do Estado, ao passo que 
somente as pessoas que possuem algum vínculo jurídico específico com a 
administração pública (por exemplo, vínculo funcional ou vínculo contratual) são 
alcançadas pelo poder disciplinar. Diz-se que essas pessoas – sejam agentes 
públicos, sejam meros particulares – ligadas ao poder público por um vínculo jurídico 
específico estão sujeitas à “disciplina interna” da administração” (ALEXANDRINO, 
Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e 
atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 260). 
 
e) abuso de poder. 
- O abuso de poder ocorre quando a Administração Pública, seja como ente 
político, órgão público ou agentes públicos exercer suas atribuições de forma 
ilegítima, praticando além do admitido no ordenamento jurídico. 
A doutrina subdivide o abuso de poder em: a) excesso de poder, quando o 
agente público executa a mais do que suas próprias competências permitem; b) 
desvio de poder, quando o agente público atua sem buscar atender ao interesse 
público (seja imediato ou mediato), mas, para atender a finalidade diversa. 
“O abuso de poder – não obstante tratar-se de expressão amiúde empregada 
de forma genérica como sinônimo de “arbitrariedade” – desdobra-se, mais 
precisamente, em duas categorias consagradas, a saber: 
a) excesso de poder, quando o agente público atua fora dos limites de sua 
esfera de competências; 
b) desvio de poder, quando a atuação do agente, embora dentro de sua órbita 
de competências, contratria a finaldiade explícita ou implícita na lei que determinou 
ou autorizou a sua atuação; tanto é desvio de poder a conduta contrária à finalidade 
geral (ou mediata) do ato - o interesse público -, quanto a que discrepe de sua 
finalidade específica (ou imediata)” (ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. 
Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de 
Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 331). 
 
61. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) A 
responsabilização de servidor público que tenha negado publicidade a atos oficiais terá 
como fundamento os poderes 
 
a) disciplinar e hierárquico. 
b) de polícia e disciplinar. 
c) hierárquico e de polícia. 
d) regulamentar e de polícia. 
e) hierárquico e regulamentar. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
109 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
O poder disciplinar é a possibilidade da Administração Pública aplicar 
penalidades administrativas com quem possui uma disciplina interna, por exemplo, 
seus servidores públicos. 
O poder hierárquico é organização da administração formada por uma relação 
de subordinação em seus quadros. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
Sobre a resposta desta questão, vale destacar: 
“Note-se que, quando a administração aplica uma sanção disciplinar a um 
agente público, essa atuação decorre imediatamente do poder disciplinar e 
mediatamente do poder hierárquico. Vale dizer, o poder disciplinar, nesses casos, 
deriva do hierárquico. Entretanto, quando a administração pública aplica uma sanção 
administrativa a alguém que descumpriu um contrato administrativo, há exercício do 
poder disciplinar, mas não existe liame hierárquico. Nesses casos, o poder disciplinar 
não está relacionado ao poder hierárquico” (ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, 
Paulo. Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de 
Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 2017. p. 259-260). 
 
Portanto, a relação de disciplina interna entre o servidor público e a 
Administração Pública decorre dois pontos: a) a subordinação evidente, relacionada 
com o poder hierárquico; b) possibilidade de sanção administrativa, relacionado com 
o poder disciplinar. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) de polícia e disciplinar. 
- O poder de política (art. 78, CTN) é a prerrogativa que o Poder Público possui 
de limitar o exercício de direitos e liberdades individuais dos administrados, 
normalmente, estipuladas de forma geral. Difere do poder disciplinar e hierárquico, 
justamente pela falta de subordinação entre os administrados (população) e a 
Administração Pública. 
 
c) hierárquico e de polícia. 
- Lembrando que o poder hierárquico exige a subordinação, enquanto o poder 
de polícia atinge a população de um modo geral. 
 
d) regulamentar e de polícia. 
- Poder regulamentar é aquele exercido para dar fiel execução às leis. 
 
 
e) hierárquico e regulamentar. 
- Poder regulamentar é aquele exercido para dar fiel execução às leis. 
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MUDE SUA VIDA! 
110 
 
62. (CESPE - 2017 - TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) No exercício de 
suas obrigações, a administração pública detém a prerrogativa de limitar o exercício de 
direitos individuais, desde que isto atenda ao interesse público. Essa prerrogativa 
 
a) pode incluir medidas de coação direta como a aplicação de multa e a impossibilidade de 
licenciamento do veículo enquanto não forem pagas as multas de trânsito. 
b) possui o condão de autoexecutoriedade, em todas as suas medidas. 
c) pode contemplar o cumprimento de medidas de apreensão de mercadorias previstas em 
lei. 
d) é claramente uma atuação de caráter discricionário, a exemplo da outorga de licença para 
dirigir veículos. 
e) pode ser delegada às pessoas jurídicas de direito privado, desde que haja previsão legal e 
autorização expressa do ente delegante. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
A questão aborda a aplicação do Poder de Polícia (art. 78, CTN), lembrando que 
se trata de uma prerrogativa de limitar o exercício de direitos e liberdades individuais, 
com a possibilidade, por exemplo, da apreensão de mercadorias pelo 
descumprimento da lei. 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Aqui temos como alternativa correta uma das formas de aplicação do Poder de 
Polícia. E o estudo desta forma de aplicação é fundamental até para entendermos 
como poderá a Administração Pública interferir nos direitos e liberdades individuais. 
Assim, para que a Administração possa atuar sem que represente um abuso do 
poder, haverá necessidade de obedecer a um caminho, denominado de “CICLOS DO 
PODER DE POLÍCIA”: 
I – Ordem; 
II – Consentimento; 
III – Fiscalização; 
IV - Sanção. 
 
Para facilitar a visualização, vamos imaginar sobre a concessão de licença para 
dirigir veículos automotores: 
a) ORDEM - Como vivemos em um Estado Democrático de Direito, o próprio 
Direito surge como mecanismo de limitação do poder do Estado, com isso, para que 
o Estado possa interferir nos direitos dos administrados, há necessidade de que isso 
seja regulamentado em lei. 
No nosso exemplo, todos temos os direito de ir e vir, inclusive conduzindo 
veículos, para que o Estado possa interferir neste direito impedindo que os 
administrados possam exercer de uma maneira que viole o direito dos outros, 
criamos uma legislação de trânsito estipulando, inclusive, regras para como podemos 
exercer nosso direitoutilizando esses veículos. 
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111 
 
b) CONSENTIMENTO - Respeitando a legislação, o administrado pode 
preencher todos os requisitos legais para estar juridicamente amparado para 
conduzir um veículo, neste caso, o Poder Público reconhece que preencheu os 
requisitos e concede um aval para exercer esse direito, logo, emite uma licença para 
condução de veículos (CNH). 
c) FISCALIZAÇÃO - Acontece que a legislação de trânsito não trata apenas do 
que é necessário para conquistar o direito de dirigir, mas, também, as regras 
necessárias para manter esse direito, guiados pela proteção do interesse coletivo. O 
Poder Público deve estar atento para saber se os administrados estão respeitando as 
normas e exercendo tais direitos sem exageros, com isso, a Administração fiscaliza 
a forma como estamos exercitando um direito (por exemplo, blitz de lei seca). 
d) SANÇÃO - Caso os administrados estejam descumprindo com as regras 
impostas pela legislação, poderá o Poder Público interferir no exercício desse direito, 
afinal, deu-se justificativa para demonstrar que não se sabe exercê-lo sem prejudicar 
terceiro, diante disso, a própria legislação concede poderes para a Administração 
Pública aplicar uma penalidade pelo descumprimento da lei (exemplo, cassação da 
habilitação). 
Veja que a aplicação a restrição no exercício de direito e até a aplicação de 
sanção não se baseia na ideia de demonstrar que a Administração Pública goza de 
mais vantagens que os particulares, mas, uma maneira de buscar atender ao bem 
comum, com a estipulação de normas jurídicas limitando o exercício de direitos e 
dada a fiscalização ao Estado, garantimos que não haverá abuso no próprio exercício 
de tais direitos aos particulares. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) pode incluir medidas de coação direta como a aplicação de multa e a 
impossibilidade de licenciamento do veículo enquanto não forem pagas as multas de 
trânsito. 
Tais condutas representam manifestação do Poder de Polícia, contudo, o erro 
da alternativa foi inserir a multa como meio de coação direta. A coação direta significa 
a própria Administração, por meios próprios, praticando um ato que representa uma 
penalidade, como o impedimento do licenciamento. A aplicação da multa é um modo 
de coação indireta, porque, depende do pagamento do administrado, e, ainda, caso 
o administrado não pague, o Poder Público deverá requerer a execução da multa por 
vias judiciais. 
 
b) possui o condão de autoexecutoriedade, em todas as suas medidas. 
- A autoexecutoriedade é um atributo evidente nos atos administrativos 
praticados pelo Poder de Polícia, mas, nem todos os atos administrativos investidos 
neste poder terão a autoexecutoriedade, veja o exemplo da multa, por mais que 
justificado pelo Poder de Polícia, caso o administrado não pague, deverá o Poder 
Público acionar o Poder Judiciário para eventual cobrança. Nem todo ato 
administrativo no Poder de Polícia terá o atributo da autoexecutoriedade. 
 
 
d) é claramente uma atuação de caráter discricionário, a exemplo da outorga 
de licença para dirigir veículos. 
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MUDE SUA VIDA! 
112 
 
- A outorga de licença para dirigir veículos é classificado como ato vinculado, 
pois, neste caso, preenchido os requisitos previstos em lei, a Administração Pública 
é obrigada a reconhecer o exercício do direito. Ademais, a atuação no Poder de Polícia 
é baseado em atos vinculados. Como assim? O ciclo de polícia exposto acima, decorre 
da lei, ou seja, o Poder de Polícia é a vontade da lei. 
 
e) pode ser delegada às pessoas jurídicas de direito privado, desde que haja 
previsão legal e autorização expressa do ente delegante. 
- Trata-se de uma afirmação complicada. A ideia é se pode uma sociedade 
empresarial, por exemplo, exercer, em nome da Administração Pública o Poder de 
Polícia. O entendimento que atualmente prevalece é que não é possível a delegação 
às pessoas jurídicas de direito privado (STF, ADIn, 1717/DF). 
Há entendimento pelo STJ que, no ciclo de polícia é possível a delegação do 
consentimento e fiscalização (STJ, REsp 817534), mas, mesmo se adotar esta 
posição podemos ainda dizer que a afirmativa está incorreta por ser muito ampla, ou 
seja, poder delegar todas os ciclos de poder de polícia. 
 
63. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Conhecimentos Básicos - Cargo 10) Para 
cumprir suas funções e finalidades, a administração pública pode, à luz do princípio da 
supremacia do interesse público, exercer alguns poderes previstos na doutrina. Uma das 
espécies de poder administrativo é o poder 
 
a) disciplinar. 
b) de ordem jurídica. 
c) negocial. 
d) enunciativo. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
A questão exigia do candidato conhecer quais são os Poderes Administrativos 
segundo a doutrina: 
- Poder Hierárquico 
- Poder Disciplinar 
- Poder Regulamentar 
- Poder de Polícia 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Os Poderes Administrativos são prerrogativas dadas ao Poder Público para que 
possa atuar em nome do interesse coletivo. Com esses Poderes, deixa evidente a 
aplicação do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, entretanto, 
não é uma “carta branca” dada ao Estado, havendo limitações para que se evite 
abusividades. 
O Poder Disciplinar é o poder da Administração Pública em poder aplica 
penalidades aos seus agentes públicos ou particulares possuam um vínculo com o 
Estado (por exemplo, concessão de serviço público) pela prática de infrações 
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MUDE SUA VIDA! 
113 
 
administrativas. Pode extremamente importante é que a Administração Pública deve 
garantir o contraditório e ampla defesa ao servidor que se encontra passível de 
punição. 
Alguns pontos vale a pena serem destacados: 
- Particular pode sofrer penalidades administrativas com base no Poder 
Disciplinar, isso ocorre nos casos em que há uma relação jurídica entre a 
Administração e os particulares, como é o caso dos contratos administrativos. A 
doutrina denomina esse vínculo como “disciplina direto”. 
- Deve-se respeitar o contraditório e ampla defesa antes da aplicação da 
sanção. 
- Quando a autoridade competente tomar conhecimento de uma infração 
administrativa deverá, sob pena de responsabilidade, promover a apuração imediata; 
- Existe divergência doutrinária se a autoridade competente teria 
discricionariedade na hora de aplicar a penalidade, ou seja, se pode definir como será 
aplicado ou se deve seguir estritamente a lei. 
 
64. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário – Área Administrativa) Segundo a 
doutrina, ocorrerá desvio de poder se 
 
a) o agente praticar ato buscando alcançar fim diverso daquele determinado pela lei. 
b) o agente público agir fora dos limites de sua competência administrativa. 
c) houver a remoção de um servidor por agente incompetente, como forma de punição 
daquele. 
d) a autoridade praticar ato administrativo que vá além do que a lei permita. 
e) houver violação ao requisito de motivo do ato administrativo, tornando-o arbitrário. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: A 
 
O desvio de poder é espécie do gênero “abuso de poder”, ocorrendo quando o 
agente público pratica determinado ato administrativo com finalidade diversa do 
interesse público. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
O desvio de poder “(...) embora o agente esteja atuando nas raias de sua 
competência, pratica ato visando fim diverso do fixado em lei ou exigido pelo 
interesse público. Ocorre, então, o que a doutrina costumeiramente chama de desvio 
de poder ou de finalidade. Consequentemente, o vício do ato, nesse caso, não é de 
competência do agente, mas de finalidade”. (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual 
de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2017. p. 290). 
Então, desvio de poder é fugir do interessecoletivo, como no caso de uma 
autoridade competente instaurar um processo administrativo disciplinar contra um 
servidor público por ser seu desafeto. 
Parcela da doutrina irá dividir o desvio de poder em: a) genérico; b) específico. 
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114 
 
Será desvio de poder genérico quando o agente público pratica um ato 
administrativo com fim diverso daquele definido em lei ou o interesse público. 
Será desvio de poder específico quando o agente público pratica um ato 
administrativo com o fim diverso do que previsto em lei, mas, ainda assim atende o 
interesse público de forma geral. 
Exemplificando os dois: a) autoridade competente que instaura PAD contra 
servidor público por ser seu inimigo pessoal – desvio de poder genérico (veja que 
instaurou o PAD por ser contra a pessoa); b) por questão de saneamento básico e 
segurança, é regulamentado a possibilidade da Prefeitura de um Município adquirir 
um veículo para retirar cães e gatos das ruas, com o passar do tempo, a Prefeitura 
instituiu que era apenas para retirar os cães de rua – veja que o interesse público 
permanece, mas, a finalidade imediata desviou-se. 
 
Vamos a análise das demais alternativas 
 
b) o agente público agir fora dos limites de sua competência administrativa. 
- A alternativa trata da definição de EXCESSO DE PODER. 
 
c) houver a remoção de um servidor por agente incompetente, como forma de 
punição daquele. 
- A alternativa menciona que quem praticou o ato de remoção foi um agente 
incompetente. O desvio de poder apresenta vício na finalidade, já o excesso de poder, 
apresenta vício na competência, logo, trata de exemplo de excesso de poder. 
 
d) a autoridade praticar ato administrativo que vá além do que a lei permita. 
- Trata-se de excesso de poder. Lembre-se, excesso de poder ocorre quando o 
agente atua fora dos limites de sua competência ou atua de forma desproporcional. 
 
e) houver violação ao requisito de motivo do ato administrativo, tornando-o 
arbitrário. 
- Outra situação de excesso de poder. Lembrando que o motivo é a 
circunstância de fato ou de direito que determina a prática do ato administrativo. 
 
65. (CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa) Assinale a opção correta, a respeito dos poderes da administração. 
 
a) A autoexecutoriedade inclui-se entre os poderes da administração 
b) A existência de níveis de subordinação entre órgãos e agentes públicos é expressão do 
poder discricionário 
c) Poder disciplinar da administração pública e poder punitivo do Estado referem-se à 
repressão de crimes e contravenções tipificados nas leis penais. 
d) O poder regulamentar refere-se às competências do chefe do Poder Executivo para editar 
atos administrativos normativos. 
e) O poder de polícia não se inclui entre as atividades estatais administrativas. 
 
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115 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Poder regulamentar é a prerrogativa de criação de normas jurídicas secundárias para 
dar fiel execução à lei. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Relembrando que a Lei é geral e abstrata, para buscar abranger o maior número de 
situações possíveis. O Poder Regulamentar permite que a Administração Publica edite normas 
abaixo da lei, explicando, detalhando e apontando como será que o Poder Público irá cumprir 
com a Lei, esse poder é representado por instrumentos como decretos, instruções, portarias 
e dentre outros. 
 
Vamos a análise das demais alternativas. 
 
 
a) A autoexecutoriedade inclui-se entre os poderes da administração 
- A autoexecutoriedade (possibilidade de, por meios próprios, executar determinados 
atos administrativos) é um ATRIBUTO DO ATO ADMINISTRATIVO, e não um poder 
administrativo. 
Mas, vale relembrar, a autoexecutoriedade é um atributo relevante no estudo do Poder 
de Polícia, pois, com a possibilidade da Administração, por meios próprios, limitar um direito, 
temos a configuração deste Poder. 
 
 
b) A existência de níveis de subordinação entre órgãos e agentes públicos é expressão 
do poder discricionário 
- A existência de subordinação entre órgãos e agentes públicos é expressão do PODER 
HIERÁRQUICO. 
Mas, o que é o poder discricionário? Alguns doutrinadores preferem apenas chamar de 
“atos administrativos discricionários”, são aqueles atos administrativos que a lei concede 
liberdade restrita ao administrador para praticá-los (conveniência e oportunidade). 
 
 
c) Poder disciplinar da administração pública e poder punitivo do Estado referem-se à 
repressão de crimes e contravenções tipificados nas leis penais. 
- O Poder Disciplinar está relacionado com aquelas pessoas que possuem um vínculo de 
disciplina direto com a Administração Pública, permitindo que esta, respeitado o contraditório 
e ampla defesa, possa aplicar penalidades pelo cometimento de infrações administrativas. 
Já o Poder Punitivo do Estado, este sim está relacionado com à repressão de crimes e 
contravenções penais, isso porque, no Estado Democrático Brasileiro, quem assume o 
monopólio da Justiça é o próprio Estado, tendo então, a função de punir quem infringe com as 
leis. 
 
e) O poder de polícia não se inclui entre as atividades estatais administrativas. 
- Justamente o contrário, o poder de polícia é um dos que mais representa as atividades 
do Estado, afinal, falamos da limitação de direitos e liberdades individuais em prol do interesse 
coletivo, o que deve ser garantido pelo Estado. 
 
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66. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) Determinada 
autoridade sanitária, após apuração da infração, em processo administrativo próprio, 
aplicou a determinada farmácia a pena de apreensão e inutilização de medicamentos que 
haviam sido colocados à venda, sem licença do órgão sanitário competente, por violação 
do disposto nas normas legais e regulamentares pertinentes. Nessa situação hipotética, 
a autoridade sanitária exerceu o poder 
 
a) hierárquico, em sua acepção de fiscalização de atividades. 
b) hierárquico, em sua acepção de imposição de ordens. 
c) disciplinar, em razão de ter apurado infração e aplicado penalidade. 
d) regulamentar, em razão de ter constatado violação das normas regulamentares 
pertinentes. 
e) de polícia, em razão de ter limitado o exercício de direito individual em benefício do 
interesse público. 
 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
O poder de polícia se traduz na prerrogativa da Administração Pública em limitar 
o exercício de direitos e liberdades individuais para atender ao interesse coletivo. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Lembrando que o Código Tributário Nacional já nos brinda com uma definição, 
em seu art. 78, sobre Poder de Polícia. 
Veja que a questão aponta que houve a apreensão e inutilização de 
medicamentos, isso representa uma das formas de atuação do Poder de Polícia. 
Primeiro, note que foi um ato administrativo que representa uma limitação ao direito 
do administrado (a apreensão e inutilização de medicamentos), motivados pelo 
descumprimento das normas jurídicas exigidas sobre os produtos, logo, tal ato goza 
do atributo da autoexecutoriedade. 
“A autoexecutoriedade consiste na possibilidade de os atos decorrentes do 
exercício do poder de polícia ser imediata e diretamente executados pela própria 
Administração, independentemente de autorização ou intervenção ordem judicial. 
Logo, a autoexecutoriedade é pressuposto lógico do exercício do poder de 
polícia, sendo necessária para garantir agilidade às decisões administrativas no uso 
desse poder. Contudo, este importante atributo não está presente em todos os atos 
que decorrem do poder de polícia administrativa”. (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. 
Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim.2017. p. 282-283). 
Ainda, veja que a questão nos mostra os ciclos do poder de polícia: a) ordem; 
b) consentimento; c) fiscalização; d) sanção. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) hierárquico, em sua acepção de fiscalização de atividades. 
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MUDE SUA VIDA! 
117 
 
- Poder hierárquico é a prerrogativa de uma nivelação hierárquica dentro dos 
quadros da Administração Pública, dentro do Poder Hierárquico há a fiscalização de 
atividades, mas voltado aos agentes subordinados. 
 
b) hierárquico, em sua acepção de imposição de ordens. 
- Dentro do Poder hierárquico há também a imposição de ordens, pois, ditando 
comandos para que outros cumpram é uma das formas de representação da relação 
hierárquica. 
 
c) disciplinar, em razão de ter apurado infração e aplicado penalidade. 
- O Poder Disciplinar é justamente isso, a obrigação de apuração imediata da 
prática de infrações e a possibilidade de aplicação de penalidade correspondente, 
respeitado o contraditório e ampla defesa, mas, quem sofre os efeitos deste Poder 
são aqueles que estão guiados por uma disciplina direta com a Administração Pública, 
ou seja, agentes públicos e particulares com relação jurídica contratual com o Poder 
Público. 
 
d) regulamentar, em razão de ter constatado violação das normas 
regulamentares pertinentes. 
- O Poder Regulamentar se apresenta como elaboração de normas 
regulamentares pertinentes, mas, ao tratarmos da violação de tais normas, saímos 
do Poder Regulamentar e passamos para as demais prerrogativas, dependendo do 
caso concreto, podendo ser o Poder Disciplinar ou o Poder de Polícia. 
 
67. (CESPE - 2015 - TRE-MT - Técnico Judiciário - Administrativa) Assinale a opção 
correta quanto aos poderes administrativos. 
 
a) Decorre do exercício do poder disciplinar dirimir conflitos de competência, positivos ou 
negativos, entre subordinados. 
b) A discricionariedade é característica fundamental do exercício do poder de polícia. 
c) No exercício do poder regulamentar, é vedado restringir preceitos da lei regulamentada. 
d) A execução de medidas de coação administrativa, decorrentes do exercício do poder de 
polícia, depende de prévia autorização judicial. 
e) É vedado limitar a discricionariedade administrativa por meio do exercício do poder 
regulamentar. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
O Poder Regulamentar é a prerrogativa do Poder Público de elaborar normas 
jurídicas abaixo da lei para, justamente, dar FIEL execução à lei, com isso, não é 
possível que um regulamento venha restringir preceitos da lei que está sendo 
regulamentada. 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
118 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos relembrar um conceito do Poder Regulamentar, também conhecido 
como Poder Normativo: 
“O Poder Normativo se traduz no poder conferido à Administração Pública de 
expedir normas gerais, ou seja, atos administrativos gerais e abstratos com efeitos 
erga omnes. Não se trata de poder para a edição de leis, mas apenas um mecanismo 
para a edição de normas complementares à lei. Trata-se de prerrogativa dada à 
Administração Pública de editar esses atos e permitir sua efetiva aplicação sempre 
limitada pela lei. Na observação de José dos Santos Carvalho Filho, ‘ao poder 
regulamentar não cabe contrariar a lei (contra legem) sob pena de sofrer invalidação. 
Seu exercício somente pode dar-se secundum legem, ou seja, em conformidade com 
o conteúdo da lei e nos limites que esta impuser” (CARVALHO, Matheus. Manual de 
direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017.p. 
125). 
NÃO SE ESQUEÇA! Poder Regulamentar é para explicar (regulamentar) como a 
lei será executada pela Administração Pública. Dentro do Poder Regulamentar temos 
como exemplo: decreto (que só pode ser elaborado por Chefe do Executivo), 
regulamentos, portarias, resoluções e dentre outros. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
a) Decorre do exercício do poder disciplinar dirimir conflitos de competência, 
positivos ou negativos, entre subordinados. 
- O Poder disciplinar trata da prerrogativa da Administração Pública em aplicar 
penalidades administrativas, respeitado o contraditório e ampla defesa, aos agentes 
ou particulares vinculados que praticaram infrações administrativas. Sobre o 
exercício de dirimir conflito de competência (definir as atribuições) trata do PODER 
HIERÁRQUICO. 
 
 
b) A discricionariedade é característica fundamental do exercício do poder de 
polícia. 
- A discricionariedade, realmente, é uma característica do exercício do poder 
de polícia, entretanto, há determinados atos do poder de polícia que são vinculados. 
Mas, quando saberemos que estamos diante de um ato discricionário ou vinculado 
do poder de polícia? Quando a lei assim define. 
Exemplo de ato vinculado no exercício do poder de polícia é a concessão da 
licença de dirigir, para a legislação de trânsito, preenchido os requisitos legais, o 
Poder Público é obrigado a conceder a licença. 
 
 
d) A execução de medidas de coação administrativa, decorrentes do exercício 
do poder de polícia, depende de prévia autorização judicial. 
- Aqui a alternativa apresenta uma visão aprofundada sobre a 
autoexecutoriedade no poder de polícia. 
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119 
 
Como sabemos, autoexecutoriedade é o atributo do ato administrativo que 
permite a Administração Pública atuar na restrição dos direitos e liberdades 
individuais por meios próprios. Nisso, a doutrina aponta que autoexecutoriedade se 
desmembra em: a) executoriedade; b) exegibilidade. 
A executoriedade garante que a Administração Pública possa usar meios 
imediatos para coagir o indivíduo, como por exemplo, a apreensão de mercadorias 
Já a exigibilidade, é a Administração se valendo de meios indiretos ao indivíduo, 
impondo uma obrigação, mas que não poderão ser cobrados, por meios próprios, 
caso não aja o cumprimento voluntário da obrigação, como por exemplo, as multas 
administrativas, se o indivíduo não pagar, o Poder Público deverá propor medida 
judicial cabível. 
É possível que determinados atos administrativos justificados no Poder de 
Polícia tenham apenas executoriedade e outros tenham apenas exigibilidade. 
 
68. (CESPE - 2013 - SEGER-ES - Todos os Cargos - Conhecimentos Básicos - Cargos 1, 2 
e 3) Considere que, após o regular procedimento administrativo específico, um servidor 
público, tenha sido suspenso por ter praticado atos irregulares no exercício do cargo. A 
sanção a ele imposta decorreu diretamente da prerrogativa da administração pública de 
exercer o poder 
 
a) regulamentar. 
b) vinculado. 
c) hierárquico. 
d) disciplinar. 
e) discricionário. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
O Poder disciplinar é a prerrogativa da Administração Pública de realizar a 
apuração imediata de uma infração que tenha tomado conhecimento, com a 
possibilidade de, respeitado o contraditório e ampla defesa, aplicar penalidades 
administrativas a seus agentes públicos ou particulares que possuem algum vínculo 
contratual. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
“Explique-se, nesta esteira, que a sanção aplicada em razão do exercício deste 
Poder não é uma sanção comum porque, em verdade, estar-se-á diante do poder de 
aplicar uma sanção decorrente de um vínculo especial entre a administração pública 
e o indivíduo que está sendo penalizado. O Poder Disciplinar consiste em um sistema 
punitivo interno e por isso não se pode confundir com o sistema punitivo exercido 
pela justiça penal muito menos com o exercício do Poder de Polícia. As pessoas que 
são atingidas por esse Poder possuem uma sujeição especial, um vínculo com a 
Administração Públlica” (CARVALHO, Matheus. Manual de direito administrativo. 
4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 130). 
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MUDE SUA VIDA! 
120 
 
Aqui não podemos esquecer de informações levantadas pela doutrina: a) a 
autoridade competente tem o poder-dever de realizar a apuração imediata ao tomar 
conhecimento de uma possível prática de infração administrativa, sob pena de 
responsabilização (veja que é um ato vinculado); b) deve ser respeitado o 
contraditório e ampla defesa por quem poderá sofrer a penalização; c) há 
discricionariedade para a autoridade que irá aplicar a penalidade, no sentido que 
poderá definir o modo como será aplicado (por exemplo, os dias de suspensão de 
servidor público) (veja que não é discricionariedade se vai punir, mas na extensão 
da punição). 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) regulamentar. 
- Prerrogativa para elaborar normas jurídicas secundárias para fiel execução da 
lei. 
 
b) vinculado. 
- O ato (ou para alguns, poder) vinculado é aquele praticado pelo agente público 
em total cumprimento da lei, não possuindo liberdade de atuação, sendo obrigado a 
cumprir com a norma. 
 
c) hierárquico. 
- Prerrogativa para definir uma escala vertical (de hierarquia) nos quadros da 
Administração Pública. 
 
e) discricionário. 
- O ato (ou para alguns, poder) discricionário é aquele que a lei determina a 
prática de um ato administrativo, mas concedendo liberdade restrita ao agente 
público (conveniência e oportunidade) sobre a maneira de praticar. 
 
 
 
69. (CESPE - 2014 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Judiciária) A respeito dos poderes 
da administração, assinale a opção correta. 
 
a) A delegação de atribuições de um órgão público para outra pessoa jurídica configura 
exemplo de desconcentração administrativa. 
b) Ao tomar conhecimento da ocorrência de infração disciplinar, a administração deve, em 
um primeiro momento, avaliar a conveniência e oportunidade da instauração de 
processo administrativo. 
c) O poder regulamentar é prerrogativa conferida à administração pública para expedir 
normas de caráter geral, em razão de eventuais lacunas, com a finalidade de 
complementar ou modificar a lei. 
d) Em respeito ao princípio da separação dos poderes, o Congresso Nacional não pode sustar 
ato normativo do Poder Executivo. 
e) Um dos meios pelo quais a administração exerce seu poder de polícia é a edição de atos 
normativos de caráter geral e abstrato. 
 
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121 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
A alternativa correta apresenta a definição doutrinária do sentido amplo do 
Poder de Polícia, que significa a própria atividade do Estado em limitar o exercício de 
direitos e liberdades individuais em favor dos interesses coletivos. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A resposta da questão exigia o conhecimento do conceito doutrinário de Poder 
de Polícia. 
Ao se estudar a prerrogativa do Poder de Polícia a doutrina irá mencionar que 
esta limitação dos direitos e liberdades individuais em favor da coletividade não é 
uma atribuição apenas do Poder Executivo, tendo participação também do Poder 
Legislativo. 
Quando voltamos ao estudo dos ciclos do poder de polícia (ordem, 
consentimento, fiscalização e sanção), percebemos que a atuação é majoritariamente 
do Poder Executivo, mas, tudo se inicia com a ORDEM. 
Lembrando que a ORDEM é o primeiro ciclo, representado pela elaboração de 
normas jurídicas que vão representar a limitação do exercício de direitos e liberdades. 
E a norma jurídica inicial, será uma lei (elaborada pelo Poder Legislativo) e esta lei, 
para dar melhor cumprimento ao que é estipulado, será regulamentado por um outro 
ato do Poder Executivo, como, por exemplo, um decreto. 
Por exemplo, há uma lei federal estipulando sobre a forma que será a 
comercialização de determinada matéria prima. Um Estado-membro elabora um 
decreto tratando como será aplicado aquela lei dentro do Estado e como a 
Administração regional irá desenvolver essa questão. E assim, desenvolve os 
próximos ciclos. 
Veja que o poder de polícia não ocorre apenas na situação concreta (com a 
atuação da polícia administrativa), mas, inicia por meio da Ordem que busca atingir 
o maior número de pessoas. 
“Entendendo-se o poder de polícia como toda e qualquer restrição pelo Estado, 
por leis ou atos administrativos, com relação às liberdades individuais e ao uso da 
propriedade, fica claro que é exercido, também, pelo Legislativo, o que a doutrina 
chama de conceito amplo de poder de polícia 
No entanto, estritamente, ao se referenciar a polícia administrativa, quer se 
tratar de atividades administrativas que culminam no uso pelos agentes da 
Administração das prerrogativas que lhe foram concedidas e que tenham por 
resultado a restrição e o condicionamento da liberdade e propriedade” (BORGES, 
Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. 
e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 274). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
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122 
 
a) A delegação de atribuições de um órgão público para outra pessoa jurídica 
configura exemplo de desconcentração administrativa. 
- Não se trata de uma alternativa sobre poderes administrativos, mas, no caso, 
a delegação para outra pessoa jurídica é a técnica de descentralização. 
 
b) Ao tomar conhecimento da ocorrência de infração disciplinar, a 
administração deve, em um primeiro momento, avaliar a conveniência e 
oportunidade da instauração de processo administrativo. 
- Aqui fala-se do Poder Disciplinar, lembrando que, a apuração imediata de 
infração disciplinar é um poder-dever da autoridade competente, sob pena de 
responsabilização, logo, não há discricionariedade. 
 
 
c) O poder regulamentar é prerrogativa conferida à administração pública para 
expedir normas de caráter geral, em razão de eventuais lacunas, com a finalidade de 
complementar ou modificar a lei. 
- O erro está em “modificar a lei”. O Poder Regulamentar busca dar FIEL 
execução à lei, com isso, é vedado a modificação da lei. 
 
 
d) Em respeito ao princípio da separação dos poderes, o Congresso Nacional 
não pode sustar ato normativo do Poder Executivo. 
- Esta afirmativa está relacionada com uma consequência do Poder 
Regulamentar. Caso o Poder Executivo abuse do Poder Regulamentar, a Constituição 
Federal de 1988 permite que o Poder Legislativo possa sustar tais atos normativos 
abusivos. 
“Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”. 
 
70. (CESPE - 2014 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Judiciária) Considere que a prefeitura 
de determinado município tenha concedido licença para reforma de estabelecimento 
comercial. Nessa situação hipotética, assinale a opção em que se explicita o poder da 
administração correspondente ao ato administrativo praticado, além das classificações 
que podem caracterizá-lo. 
 
a) poder de polícia, ato unilateral e vinculado 
b) poder hierárquico, ato unilateral e vinculado 
c) poder disciplinar, ato bilateral e discricionário 
d) poder de polícia, ato bilateral e discricionário 
e) poder disciplinar, ato unilateral e discricionário 
 
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MUDE SUA VIDA! 
123 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
GABARITO: A 
 
O ato administrativo de conceder licença para reforma de estabelecimento 
comercial é ato de Poder de Polícia, no qual, após requerimento do interessado, a 
Administração Pública analisa o preenchimento dos requisitos legais e concede o 
direito pleiteado. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Para responder esta questão, temos que voltar aos ciclos do poder de polícia: 
a) ordem; b) consentimento; c) fiscalização; d) sanção. 
“O consentimento de polícia está presente nas hipóteses em que a lei autoriza 
o exercício de determinada atividade condicionadaà aceitabilidade estatal. Pode se 
manifestar por meio de autorizações e licenças, v.g.” (CARVALHO, Matheus. Manual 
de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. 
p. 137). 
Concluímos que a questão aborda, justamente, o ciclo do consentimento, o 
momento que o Estado concorda com o exercício de um direito pelo indivíduo. Na 
questão, é dado uma licença administrativa. 
E o que é a licença administrativa? 
É um ato administrativo em que o Poder Público reconhece que um indivíduo 
atende aos ditames legais e concede para ele a possibilidade de exercer determinado 
direito. 
“Licença: é o ato administrativo vinculado e definitivo, por meio do qual o Poder 
Público, verificando que o interessado atendeu a todas as exigências legais, 
possibilita o desempenho de determinada atividade, que não poderia ser realizada 
sem consentimento prévio da Administração, como, por exemplo, o exercício de uma 
profissão ou o direito de construir. 
A licença resulta de um direito do administrado, razão pela qual a Administração 
não pode negá-la quando o requerente satisfaz a todos os requisitos legais para sua 
obtenção” (SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Manual de direito 
administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. p. 285). 
Portanto, quando o indivíduo – tendo preenchido todos os requisitos legais – 
requer para Administração Pública, esta, elabora um ato que reconhece o definido 
em lei, logo, é um ato vinculado e unilateral. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) poder hierárquico, ato unilateral e vinculado 
- Prerrogativa que define uma estrutura vertical (de hierarquia) nos quadros da 
Administração Pública. 
 
c) poder disciplinar, ato bilateral e discricionário 
- Prerrogativa da Administração Pública para apurar e penalizar a prática de 
infrações administrativas. 
 
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124 
 
 
d) poder de polícia, ato bilateral e discricionário 
- O erro da alternativa é considerar a licença como ato bilateral (duas pessoas 
que praticam o ato) e discricionário (conveniência e oportunidade). 
 
e) poder disciplinar, ato unilateral e discricionário 
- Prerrogativa da Administração Pública para apurar e penalizar a prática de 
infrações administrativas. 
 
71. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Um agente de 
trânsito, ao realizar fiscalização em uma rua, verificou que determinado indivíduo estaria 
conduzindo um veículo em mau estado de conservação, comprometendo, assim, a 
segurança do trânsito e, consequentemente, a da população. Diante dessa situação, o 
agente de trânsito resolveu reter o veículo e multar o proprietário. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que explicita, correta e 
respectivamente, o poder da administração correspondente aos atos praticados pelo 
agente, e os atributos verificados nos atos administrativos que caracterizam a retenção 
do veículo e a aplicação de multa. 
 
a) poder disciplinar — exigibilidade e discricionariedade 
b) poder de polícia — autoexecutoriedade e exigibilidade 
c) poder hierárquico — exigibilidade e autoexecutoriedade 
d) poder disciplinar — autoexecutoriedade e exigibilidade 
e) poder de polícia — exigibilidade e discricionariedade 
 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
A autoexecutoriedade é um atributo do ato administrativo visível no Poder de 
Polícia, que representa a possiblidade de, por meios próprios, realizar atos de coerção 
e limitação aos direitos e liberdades do indivíduo. Já a exigibilidade são o uso de 
meios indiretos para realizar tais atos de coerção e limitação. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Veja que a questão menciona que o agente de trânsito praticou dois atos: I – 
retenção do veículo; II – aplicação de multa. 
Inicialmente, já não temos mais dificuldade de visualizar que se trata de Poder 
de Polícia, afinal, houve a limitação do exercício de um direito e liberdade individual 
em favor do interesse coletivo (ainda mais pelo exercício irregular do direito). 
Dentro dos ciclos de polícia: a) ordem; b) consentimento; c) fiscalização; d) 
sanção. A questão se foca nos dois últimos, ou seja, fiscalização e sanção. 
A doutrina menciona que os atributos da DISCRICIONARIEDADE, 
COERCIBILIDADE e AUTOEXECUTORIEDADE se destacam no Poder de Polícia. 
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MUDE SUA VIDA! 
125 
 
Não significa necessariamente que todo Poder de Polícia terá esses três 
atributos, mas, regra geral se destacam na aplicação desta prerrogativa. 
No exercício do Poder de Polícia, dentro do limite da lei, a administração pública 
possui conveniência e oportunidade para avaliar a forma de cumprimento a essa 
prerrogativa (discricionariedade). As medidas no Poder de Polícia poderão ser 
impostas aos particulares (coercibilidade), e, o Poder Público terá meios – diretos ou 
indiretos – para exigir o cumprimento das medidas impostas (autoexecutoriedade). 
Lembrando que há doutrina que divide a autoexecutoriedade em: a) 
exigibilidade; b) executoriedade. 
A exigibilidade é se valer de meios indiretos para o cumprimento do definido no 
poder de polícia, por exemplo, a multa; executoriedade é se valer de meios diretos 
para o cumprimento do definido no poder de polícia, por exemplo, a apreensão 
administrativa. 
Logo, voltando a questão, caso analisarmos os dois atos praticados pelo agente 
de trânsito, concluímos que: a) o ato de reter o veículo é um ato autoexecutório; b) 
o ato de aplicar a multa é um ato exigível. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) poder disciplinar — exigibilidade e discricionariedade 
- Prerrogativa para a Administração Pública realizar a apuração imediata e 
aplicação de sanção nos casos de infrações administrativas. 
 
 
c) poder hierárquico — exigibilidade e autoexecutoriedade 
- Prerrogativa da Administração Pública se organizar em uma relação vertical 
(de hierarquia) dentro dos seus quadros. 
 
 
d) poder disciplinar — autoexecutoriedade e exigibilidade 
- Prerrogativa para a Administração Pública realizar a apuração imediata e 
aplicação de sanção nos casos de infrações administrativas. 
 
e) poder de polícia — exigibilidade e discricionariedade 
- No caso, não seria discricionariedade, mas, autoexecutoriedade que permitiu 
a retenção do veículo. 
 
 
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126 
 
72. (CESPE - 2012 - TJ-RO - Técnico Judiciário) Com relação aos poderes administrativos, 
assinale a opção correta. 
 
a) O abuso de poder é conduta comissiva, que afronta, entre outros, o princípio da legalidade 
e o da moralidade, e se sujeita, portanto, ao controle judicial, que se sobrepõe ao controle 
administrativo. 
b) A nomeação para cargo de provimento em comissão é exemplo de exercício do poder 
hierárquico pela administração pública. 
c) Não se distinguem quanto ao alcance o poder disciplinar da administração pública e o 
poder punitivo do estado exercido pelo Poder Judiciário. 
d) A administração pública exerce seu poder disciplinar ao aplicar sanção de suspensão a 
servidor público e seu poder discricionário ao determinar a suspensão como sanção a ser 
aplicada. 
e) Servidor da vigilância sanitária que apreende, em estabelecimento comercial, produtos 
alimentícios fora do prazo de validade exerce poder de polícia. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
A alternativa destaca o atributo da autoexecutoriedade no Poder de Polícia, ou 
seja, o uso de meios próprios para restringir, limitar o exercício de direitos e 
liberdades individuais em favor do interesse público. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos continuar nos aprofundando na autoexecutoriedade: 
“Consiste na possibilidade que certos atos administrativos ensejam de imediata 
e direta execução pela própria Administração, independentemente de ordem judicial. 
São exemplos desse atributo as interdiçõesde atividades ilegais e de obras 
clandestinas; inutilização de gêneros impróprios para o consumo. 
Nem todas as medidas de polícia são dotadas de autoexecutoriedade, uma vez 
que, em determinadas situações, a Administração depende de ordem judicial prévia 
para a implementação do ato, como, por exemplo, a cobrança de multas. Mas deve-
se ter atenção no caso da multa, pois a sua cobrança é que não possui 
autoexecutoriedade, mas, no momento de sua aplicação, o agente tem poder de 
impô-la, sem necessidade prévia de ordem judicial” (SCATOLINO, Gustavo. João 
Trindade. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2016. p. 362). 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
a) O abuso de poder é conduta comissiva, que afronta, entre outros, o princípio 
da legalidade e o da moralidade, e se sujeita, portanto, ao controle judicial, que se 
sobrepõe ao controle administrativo. 
- O erro da alternativa foi, primeiro, classificar o abuso de poder como conduta 
comissiva (ação), é possível também ocorrer em condutas omissivas. 
 
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127 
 
 
b) A nomeação para cargo de provimento em comissão é exemplo de exercício 
do poder hierárquico pela administração pública. 
- Esta alternativa pode representar um pouco de dúvida, afinal, feito a 
nomeação de cargo em comissão, temos uma relação de subordinação estabelecida 
entre a autoridade competente e a pessoa exercendo o cargo em comissão. Mas, 
acontece que a questão menciona apenas o ato da “nomeação” e não a relação que 
se estabelecerá entre os dois. 
O ato em si da nomeação não se encaixa no Poder Hierárquico porque não há 
uma relação ainda de subordinação. 
Aqui precisamos mesclar com o estudo de Servidores Públicos. O ato de 
nomeação é aquele em que a Administração convoca o particular para assumir um 
cargo público, seja efetivo ou seja em comissão. Mas, o ato da nomeação, por si só, 
não torna a pessoa dentro do quadro de pessoal da Administração, ainda falta outro 
ato, que é o ato da posse. Com a posse, poderá o particular entrar em exercício no 
cargo, e, só neste momento que inicia a relação de subordinação. 
 
c) Não se distinguem quanto ao alcance o poder disciplinar da administração 
pública e o poder punitivo do estado exercido pelo Poder Judiciário. 
- Há grande diferença. O Poder Disciplinar está relacionado com a resposta ao 
cometimento de infrações administrativa (questão de disciplina interna), já o poder 
punitivo no Poder Judiciário se faz pelo exercício do monopólio da Justiça pelo Estado, 
a solução dos conflitos na vida em sociedade são definidos por quem justamente 
exerce o papel da Justiça, ou seja, Poder Judiciário. 
 
 
d) A administração pública exerce seu poder disciplinar ao aplicar sanção de 
suspensão a servidor público e seu poder discricionário ao determinar a suspensão 
como sanção a ser aplicada. 
- Realmente, trata-se de caso de aplicação do Poder Disciplinar, mas, no 
momento da aplicação da pena de suspensão não há discricionariedade, mas ato 
vinculado, isso porque, a própria lei estabelece os casos que deverão ser penalizados 
com esta sanção, o que será discricionário, é a gradação da pena (quantos dias de 
suspensão), mas, desde que a lei permita. 
 
 
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128 
 
73. (CESPE - 2012 - TJ-AL - Auxiliar Judiciário) No tocante aos poderes da administração 
e ao uso e abuso do poder, assinale a opção correta. 
 
a) O poder regulamentar da administração pública manifesta-se por meio de atos de 
natureza normativa, instituidores de direito novo de forma ampla e genérica, com efeitos 
gerais e abstratos, expedidos em virtude de competência própria dos órgãos estatais. 
b) Decorrem do poder de polícia da administração pública os atos que se destinam à 
limitação dos interesses individuais em favor do interesse público, sendo a 
autoexecutoriedade a principal característica de todas as medidas de polícia. 
c) Segundo a doutrina, o abuso de poder, que pode assumir duas formas, comissiva ou 
omissiva, efetiva-se quando a autoridade competente, ao praticar ou omitir ato 
administrativo, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades 
administrativas, circunstâncias em que o ato do agente somente poderá ser revisto pelo 
Poder Judiciário. 
d) A prerrogativa de que dispõe a administração pública para não só ordenar e coordenar, 
mas também para corrigir as atividades de seus órgãos e agentes resulta do poder 
hierárquico, cujo exercício limita-se ao controle de legalidade. 
e) A administração, no exercício do poder disciplinar, apura infrações e aplica penalidades 
aos servidores e particulares sujeitos à disciplina administrativa, por meio do 
procedimento legal, assegurados o contraditório e a ampla defesa. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
A alternativa trata do conceito de Poder Disciplinar, lembrando que ocorre 
quando a Administração toma conhecimento de determinada situação que possa 
configurar infração administrativa e assim deverá realizar a apuração imediata, com 
a possibilidade de aplicação de penalidades disciplinares, respeitado o contraditório 
e ampla defesa. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
“É o poder de punir internamento as infrações funcionais dos servidores e 
demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa. 
´De acordo com o conceito apresentado, o poder disciplinar incide não só em 
relação aos servidores da Administração, mas também em relação aos particulares 
que mantém algum tipo de vínculo mais próximo com ela, como, por exemplo, 
concessionários e permissionários, que podem sofrer determinadas sanções em razão 
de inexecução contratual ou falha na execução (ex: advertência e multa). 
A aplicação de sanções aos particulares, normalmente, decorre de manifestação 
do poder de polícia. Para se distinguir quando a multa decorre do poder de polícia ou 
do poder disciplinar, deve-se verificar se o particular que sofre a sanção possui 
apenas um vínculo geral (relação de supremacia geral) com o Estado, pois, nesse 
caso, a sanção decorrerá de expressão do poder de polícia. Por outro lado, se o 
administrado possui relação especial (supremacia especial) com o Estado, a sanção 
decorrerá do poder disciplinar” (SCATOLINO, Gustavo. João Trindade. Manual de 
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129 
 
direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. p. 
346). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
a) O poder regulamentar da administração pública manifesta-se por meio de 
atos de natureza normativa, instituidores de direito novo de forma ampla e genérica, 
com efeitos gerais e abstratos, expedidos em virtude de competência própria dos 
órgãos estatais. 
- O erro da alternativa é afirmar que o Poder Regulamentar inova no direito. O 
Poder Regulamentar buscar dar fiel execução à lei. 
 
 
b) Decorrem do poder de polícia da administração pública os atos que se 
destinam à limitação dos interesses individuais em favor do interesse público, sendo 
a autoexecutoriedade a principal característica de todas as medidas de polícia. 
- As características do ato de poder de polícia são: a) discricionariedade; b) 
coercibilidade; d) autoexecutoriedade. Acontece que, nem todos os atos 
administrativos terão essas características. Veja, por exemplo, a aplicação da multa, 
carece de autoexecutoriedade. 
 
c) Segundo a doutrina, o abuso de poder, que pode assumir duas formas, 
comissiva ou omissiva, efetiva-se quando a autoridade competente, ao praticar ou 
omitir ato administrativo, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das 
finalidades administrativas, circunstâncias em que o ato do agente somente poderá 
ser revisto pelo Poder Judiciário. 
- O erro da alternativa se encontra ao final, ao afirmar que somentepoderá ser 
revisto pelo Poder Judiciário. Não podemos esquecer que no Direito Administrativo 
temos o princípio da autotutela, no qual a Administração poderá anular ou revogar 
seus atos administrativos, quando, respectivamente, conterem vício de ilegalidade 
ou por conveniência e oportunidade. Lógica esta que se aplica aos casos de abuso de 
poder. 
 
d) A prerrogativa de que dispõe a administração pública para não só ordenar e 
coordenar, mas também para corrigir as atividades de seus órgãos e agentes resulta 
do poder hierárquico, cujo exercício limita-se ao controle de legalidade. 
- O Poder Hierárquico também poderá passar por um controle de 
discricionariedade, ou seja, conveniência e oportunidade. 
 
 
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130 
 
74. (CESPE - 2012 - DPE-AC - Defensor Público) O agente público que, ao editar um ato 
administrativo, extrapole os limites de sua competência estará incorrendo em 
 
a) desvio da motivação do ato. 
b) avocação. 
c) excesso de poder. 
d) usurpação de função pública. 
e) desvio da finalidade do ato. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
O excesso de poder pode configurar quando, o agente público pratica 
determinado ato em que extrapola os limites de sua competência. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
“O abuso de poder pode ocorrer de duas formas: 
a) Excesso de poder: quando a autoridade, embora competente para praticar o 
ato, vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. 
b) Desvio de finalidade ou desvio do poder: embora atuando nos limites de sua 
competência, pratica o ato por motivos pessoais ou com fins diversos dos objetivos 
dados pela lei ou exigidos pelo interesse público. Ex: desapropriação para prejudicar 
desafeto político, remoção de servidor com caráter punitivo” (SCATOLINO, Gustavo. 
João Trindade. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. 
Salvador: Juspodvim. 2016. p. 343). 
Lembrando que, o desvio de poder (ou finalidade) pode ser específico 
(relacionado ao fim próprio que o ato foi criado) ou genérico (interesse público). 
No excesso de poder temos um vício na competência. Enquanto no desvio do 
poder, temos vício na finalidade. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) desvio da motivação do ato. 
- Motivação do ato são os fundamentos para a prática do ato, ou seja, é quando 
a autoridade competente justifica, pelos motivos de fato e de direito, a prática de um 
ato administrativo. 
Dentro da motivação, aplicamos a teoria dos motivos determinantes, no qual, 
em síntese, que a justificativa utilizada para praticar o ato deve corresponder com a 
realidade para se preservar a validade do ato administrativo. 
 
 
b) avocação. 
- Avocação significa o ato da autoridade hierárquica superior chamar para si, 
temporariamente, a competência de um subordinado, conforme ar. 15 da Lei 
9784/99. 
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MUDE SUA VIDA! 
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d) usurpação de função pública. 
- Trata-se de crime previsto no art. 328 do Código Penal, ocorre quando alguém 
toma para si indevidamente, uma função pública alheia. 
 
e) desvio da finalidade do ato. 
- Desvio da finalidade ocorre quando o interesse público específico ou geral não 
é atendido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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7. LEI Nº 8.666/1993 E SUAS ALTERAÇÕES 
 
75. (CESPE - 2020 - TJ-PA - Auxiliar Judiciário) A legislação prevê a inexigibilidade de 
licitação em caso de 
 
a) coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos recicláveis. 
b) impossibilidade jurídica de competição entre os participantes. 
c) compra de peças ou componentes durante o período de garantia. 
d) compra de navios, embarcações e aeronaves. 
e) compra de materiais de uso pelas Forças Armadas. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Inexigibilidade de licitação ocorre quando existe a inviabilidade de um processo 
de competição para a seleção da proposta mais vantajosa. Vemos o que trata o art. 
25, caput, da Lei 8666/93: 
“Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, 
em especial”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Mais uma vez, a inexigibilidade de licitação ocorre quando não há como ter 
competição para definição da proposta mais vantajosa para a Administração Pública, 
nestes casos, será permitido a contratação direta (sem realização de licitação). E isso 
justifica a expressão utilizada na alternativa “impossibilidade jurídica”, afinal, se a lei 
determina a competição e não há como ser realizada, configura a impossibilidade de 
cumprimento dos termos da lei. 
“De acordo com Hely Lopes Meirelles, dá-se a inexigibilidade ‘quanto há 
impossibilidade jurídica de competição entre contratantes, quer pela natureza 
específica do negócio, quer pelos objetivos sociais visados pela Administração’, vale 
dizer, inviabilidade de competição”. (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito 
administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. 
p.580). 
Pela leitura do art. 25 da Lei 8666/93, temos três hipóteses de inexigibilidade 
de licitação, mas, como pelo próprio caput menciona “em especial”, significa que as 
hipóteses do art. 25 são de ROL EXEMPLIFICATIVO! 
Recomendamos a leitura da íntegra do art. 25: 
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, 
em especial: 
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser 
fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a 
preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de 
atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria 
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133 
 
a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação 
Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes; 
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, 
de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, 
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; 
III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente 
ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada 
ou pela opinião pública. 
§ 1º Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo 
conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, 
estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica, ou 
de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu 
trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto 
do contrato. 
§ 2º Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se 
comprovado superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado à 
Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público 
responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. 
Dica: o ARTISTA é EXNObe. 
I – ARTISTA consagrado pela crítica; 
II – representante comercial Exclusivo; 
III – NOtória especialização. 
 
Por fim, por mais que seja permissão legal para a contratação direta, mesmo 
assim a autoridade competente deverá justificar da não realização da licitação. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos recicláveis. 
- Hipótese de LICITAÇÃO DISPENSÁVEL (art. 24, XXVII). 
 
c) compra de peças ou componentes durante o período de garantia. 
- Hipótese de LICITAÇÃO DISPENSÁVEL (art. 24, XVII). 
 
d) compra de navios, embarcações e aeronaves. 
- Hipótese de LICITAÇÃO DISPENSÁVEL (art. 24, XVIII) 
 
e) compra de materiais de uso pelas Forças Armadas. 
- Hipótese de LICITAÇÃO DISPENSÁVEL (art.24, XIX). 
 
 
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134 
 
76. (CESPE - 2020 - TJ-PA - Auxiliar Judiciário) Assinale a opção que apresenta a única 
modalidade licitatória possível para a alienação de bens imóveis pertencentes a órgão 
público do Estado. 
 
a) sistema de registro de preços 
b) convite 
c) tomada de preços 
d) concorrência 
e) leilão 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
É o que encontramos na leitura do art. 17, I, da Lei 8666/93: 
“Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à 
existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação 
e obedecerá às seguintes normas: 
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da 
administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive 
as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na 
modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
No estudo sobre Bens Públicos, o acervo patrimonial da Administração Pública 
acaba ganhando determinadas prerrogativas. Uma delas é a chamada alienabilidade 
condicionada ou inalienabilidade relativa. 
De um modo geral significa que o Poder Público pode transferir seu patrimônio 
para terceiros, mas, desde que respeite uma série de atos previstos em lei, como 
forma de garantir a proteção ao interesse público. 
Focando nos bens imóveis, objeto da questão. 
A primeira exigência é a DESAFETAÇÃO do bem, conforme art. 101 do Código 
Civil. A afetação é dar uma finalidade ao bem, já a desafetação é retirar essa 
finalidade. 
Após, para alienar o bem imóvel deverá ter LEI AUTORIZANDO essa 
possibilidade. Adiante, será feita PRÉVIA AVALIAÇÃO sobre o bem, e, ao final, 
realizada licitação na modalidade CONCORRÊNCIA. 
É possível que ocorra a alienação sem licitação, é a denominada dispensa de 
licitação, nos termos do art. 17, § 2º, ou seja, quando a alienação destinar-se: I - a 
outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização 
do imóvel; II - a pessoa natural que, nos termos de lei, regulamento ou ato 
normativo do órgão competente, haja implementado os requisitos mínimos de 
cultura, ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural, observado 
o limite de que trata § 1º do art. 6º da Lei no 11.952, de 25 de junho de 2009; 
 
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135 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) sistema de registro de preços 
- O sistema de preço é mencionado no art. 15, trata-se de uma possibilidade 
do Poder Público em realizar licitações sem propósito de contratação imediata, 
registrando as propostas mais vantajosas por um período de tempo. 
 
b) convite 
- “Art. 22 
§ 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente 
ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 
3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do 
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e 
quatro) horas da apresentação das propostas”. 
 
c) tomada de preços 
- “Art. 22 
§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados 
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para 
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, 
observada a necessária qualificação”. 
 
e) leilão 
- “Art. 22 
§ 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a 
venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente 
apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, 
a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação”. 
 
77. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) Em uma licitação, o 
ato de adjudicação 
 
a) ocorre quando a autoridade gestora verifica se o processo licitatório ocorreu de acordo 
com a lei e com o edital. 
b) consiste em verificar se o produto oferecido pelos licitantes está de acordo com o que é 
indicado no edital, momento em que é gerada uma classificação com as melhores 
condições em primeiro lugar. 
c) consiste na entrega do objeto da licitação ao vencedor do certame. 
d) consiste na validação das condições fiscais, econômicas, técnicas e trabalhistas dos 
licitantes. 
e) ocorre quando a área jurídica da organização autoriza a publicação do edital licitatório. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
136 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
A adjudicação é o ato em que a Administração Pública entrega ao licitante 
vencedor do certame o objeto da licitação. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Para compreendermos melhor a alternativa correta, vamos relembrar como é 
o procedimento licitatório, em sua fase externa, previsto na Lei 8666/93: 
- Habilitação; 
- Classificação; 
- Homologação; 
- Adjudicação. 
- (H-CHA) 
A habilitação é o momento em que são aberto os envelopes com a 
documentação exigida no edital para o licitante poder continuar participando do 
certame, aqui se exige a: a) habilitação jurídica; b) qualificação técnica; c) 
qualificação econômico-financeira; d) regularidade fiscal e trabalhista (inclusive com 
o cumprimento do art. 7º, XX e XIII da Constituição Federal de 1988). 
A classificação, ocorre com a abertura dos envelopes para análise das propostas 
apresentadas pelos licitantes, ocorrendo aqui o julgamento e sua classificação. 
Na homologação o presidente da comissão de licitação irá analisar o que foi 
feito no procedimento até então, e, caso concluir que a licitação respeitou a 
legalidade e os critérios de conveniência e oportunidade, aprova o procedimento. 
Por último, na adjudicação, temos a autoridade que homologou o certame 
entregando ao licitante com a proposta mais vantajosa, o objeto da licitação, 
declarando-o como vencedor. 
Na adjudicação precisamos destacar algo importantíssimo! 
Entregar o objeto da licitação não significa que o vencedor sairá de lá com um 
contrato assinado com a Administração. Não há direito adquirido de ser contratado 
(não se esqueça disso!), o que tem é uma expectativa de direito de ser contratado, 
e, principalmente, o direito de ser o primeiro a ser convocado quando a Administração 
Pública manifestar interesse em celebrar o contrato administrativo (não preterição 
da ordem de classificação). 
Veja como a doutrina trata esta etapa da licitação: 
“A adjudicação é o ato pelo qual se atribui ao vencedor o objeto da licitação. 
Não se deve confundir a adjudicação com a celebração do contrato. A adjudicação 
apenas garante ao vencedor que, quando a administração for celebrar o contrato 
relativo ao objeto da licitação, o fará com o vencedor. A adjudicação é o ato final do 
procedimento de licitação. 
O art. 50 da lei expressamente declara que ‘a Administração não poderá 
celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com 
terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade”. 
(ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito administrativo 
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MUDE SUA VIDA! 
137 
 
descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São Paulo: Método. 
2017. p. 725-726). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) ocorre quando a autoridade gestora verifica se o processo licitatório ocorreu 
de acordo com a lei e com o edital. 
- Aqui temos, na verdade, a etapa da HOMOLOGAÇÃO da licitação. 
 
 
b) consiste em verificar se o produto oferecido pelos licitantes está de acordo 
com o que é indicado no edital, momento em que é gerada uma classificação com as 
melhores condições em primeiro lugar. 
- Como a própriaalternativa menciona, aqui temos a etapa da CLASSIFICAÇÃO. 
 
 
d) consiste na validação das condições fiscais, econômicas, técnicas e 
trabalhistas dos licitantes. 
- Trata-se da etapa externa inicial, ou seja, a HABILITAÇÃO. 
 
 
e) ocorre quando a área jurídica da organização autoriza a publicação do edital 
licitatório. 
- Esta é uma das etapas da FASE INTERNA da Licitação, quando a Administração 
Pública se organiza para publicar edital convocando os interessados para participar 
do certame. 
 
78. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) A revogação de 
licitação 
 
a) é o desfazimento dos efeitos de uma licitação, por razão de interesse público que decorra 
de fato superveniente. 
b) pode ser realizada em qualquer fase e a qualquer tempo, antes da assinatura do contrato 
e por se basear em ilegalidade no seu procedimento, desde que a administração ou o 
judiciário verifique e indique a infringência à lei ou ao edital. 
c) refere-se a procedimento licitatório ocasionado por motivo de ilegalidade que gera 
obrigação de indenizar a fazenda nacional. 
d) é um ato licitatório que exonera a administração pública do dever de indenizar o 
contratado por prejuízos regularmente comprovados e, especialmente, pelo que ele 
houver executado até a data em que a revogação for declarada. 
e) pode ser aplicada durante a execução do contrato, após devidamente comprovado o 
motivo da ilegalidade verificada e indicada pela administração pública ou pelo Poder 
Judiciário. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
138 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
Trata-se da aplicação do art. 49 da Lei 8666/93: 
“Art. 49. (caput) A autoridade competente para a aprovação do procedimento 
somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de 
fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar 
tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de 
terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vale lembrarmos que a revogação é um ato permitido à Administração Pública 
quando, por motivos de conveniência e oportunidade (discricionariedade), retira um 
determinado ato administrativo do mundo material. 
O uso deste instituto também é possível dentro da licitação, entretanto, 
diferente dos atos administrativos em geral, a revogação de uma licitação, para a Lei 
8666/93, não poderá ser feita com a liberdade que uma autoridade competente teria 
para outros tipos de atos administrativos. 
Aliás, a própria Lei 8666/93 apresenta em quais situações será possível que o 
Poder Público revogue uma licitação: a) por razões de interesse público decorrente 
de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para 
justificar tal conduta (art. 49); b) Quando o licitante vencedor não assinar ou não 
aceitar celebrar o contrato administrativo, podendo convocar os demais licitantes na 
ordem de classificação ou revogar a licitação (art. 64, § 2º). 
“Em qualquer caso o despacho de revogação deverá ser fundamentado 
circunstanciadamente (art. 38, IX). 
Em todas as hipóteses de desfazimento da licitação, seja por anulação, seja por 
revogação, são assegurados o contraditório e a ampla defesa (art. 49, § 3º). 
Ademais, cabe recurso administrativo, no prazo de cinco dias úteis a contar da 
intimação do ato, nos casos de anulação ou revogação da licitação (art. 109, I, “c”)” 
(ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito administrativo 
descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense: São Paulo: Método. 
2017. p. 771-772). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) pode ser realizada em qualquer fase e a qualquer tempo, antes da assinatura 
do contrato e por se basear em ilegalidade no seu procedimento, desde que a 
administração ou o judiciário verifique e indique a infringência à lei ou ao edital. 
- De fato pode ser realizada em qualquer fase e a qualquer tempo desde que 
antes da assinatura do contrato, mas, a revogação não se baseia na ilegalidade, mas 
por razões de interesse público. Ainda, por haver discricionariedade, não pode o 
Poder Judiciário interferir no mérito administrativo. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
139 
 
c) refere-se a procedimento licitatório ocasionado por motivo de ilegalidade que 
gera obrigação de indenizar a fazenda nacional. 
- Como aponta o art. 49, a revogação se dá por razões de interesse público e 
não pode ilegalidade, neste caso, deverá ocorrer a ANULAÇÃO da licitação. 
 
d) é um ato licitatório que exonera a administração pública do dever de 
indenizar o contratado por prejuízos regularmente comprovados e, especialmente, 
pelo que ele houver executado até a data em que a revogação for declarada. 
- Como aponta o art. 49, § 1º, “a anulação do procedimento licitatório por 
motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar”, ainda, o § 3º “no caso de 
desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e ampla defesa”. 
Logo, no caso de revogação da licitação, deve garantir, em processo administrativo, 
que aquele que considerar prejudicado, possa expor os prejuízos suportados para 
eventual indenização, já que não se trata de caso de anulação por motivo de 
ilegalidade. 
 
e) pode ser aplicada durante a execução do contrato, após devidamente 
comprovado o motivo da ilegalidade verificada e indicada pela administração pública 
ou pelo Poder Judiciário. 
- Tal hipótese é possível, mas, ainda trata de anulação da licitação por motivo 
de ilegalidade. A revogação da licitação não é possível quando o contrato estiver em 
execução. 
 
79. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) A respeito do 
sistema de registro de preços (SRP), assinale a opção correta. 
 
a) O SRP não poderá ser adotado quando, pelas características do bem ou serviço, houver 
necessidade de contratações frequentes. 
b) Nos casos em que não for possível definir previamente, pela natureza do objeto, o 
quantitativo a ser demandado pela administração pública, o SRP não poderá ser adotado. 
c) O SRP poderá ser adotado caso seja conveniente a aquisição de bens com previsão de 
entregas parceladas ou a contratação de serviços remunerados por unidade de medida 
ou em regime de tarefa. 
d) Os preços registrados deverão ser publicados, uma única vez, na imprensa oficial, para 
orientação da administração pública. 
e) A existência de preços registrados obriga a administração pública a firmar as contratações 
que deles poderão surgir, não lhe sendo facultada a utilização de outros meios. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
Aplicação do art. 3º, II, do Decreto 7892/13: 
“Art. 3º O Sistema de Registro de Preços poderá ser adotado nas seguintes 
hipóteses: 
II - quando for conveniente a aquisição de bens com previsão de entregas 
parceladas ou contratação de serviços remunerados por unidade de medida ou em 
regime de tarefa”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Primeiro, o edital do nosso concurso prevê como ponto de Noção de Direito 
Administrativo: “7 Lei nº 8.666/1993 e suas alterações”. Logo, o estudo deve ser 
focado apenas na Lei Geral de Licitações (Lei 8666/93), por mais que a resposta 
correta está em um decreto que regulamento o art. 15 da Lei Geral de Licitações, a 
questão ainda tem como foco um instituto previsto na Lei 8666/93, então, vale a 
pena destacar para nosso estudo. 
Relembrando o que é O Sistema de Registro de Preços (SRP): 
“De acordo com o Decreto Federal 7.892/2013 (inc. I do art. 2.º), o registro de 
preços pode ser entendido como o conjunto de procedimentos para o registro formal 
de preços, com validade máxima de um ano, precedido de licitação, ora na 
modalidade concorrência, ora na modalidade pregão (se envolver bens eserviços 
comuns). Então, perceba: o registro de preços não é uma modalidade, mas um 
procedimento que será realizado mediante concorrência ou pregão, conforme o caso” 
(BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017.p. 548). 
Então, o Sistema de Registro de Preços ocorre quando a Administração Pública 
elabora licitações para armazenar por um período as propostas mais vantajosas 
vencedoras, para, em um momento posterior, poder celebrar as contratações 
administrativas. 
 São características do SRP: 
 a) Sempre que possível, as compras e serviços serão contratados pelo SRP; 
b) Seu uso é ato discricionário; 
c) O SRP não impede que seja feita uma nova licitação; 
d) Necessário a realização de prévia e ampla pesquisa no mercado para a 
execução do SRP; 
e) É feito uma Ata de Registro de Preço (ARP) com validade de até um ano; 
f) É possível "efeito carona"; 
g) Será feito na modalidade concorrência ou pregão (bens e serviços comuns). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) O SRP não poderá ser adotado quando, pelas características do bem ou 
serviço, houver necessidade de contratações frequentes. 
- Art. 3º, I, Decreto 7892/13; 
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MUDE SUA VIDA! 
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b) Nos casos em que não for possível definir previamente, pela natureza do 
objeto, o quantitativo a ser demandado pela administração pública, o SRP não poderá 
ser adotado. 
- Art. 3º, IV, Decreto 7892/13; 
 
d) Os preços registrados deverão ser publicados, uma única vez, na imprensa 
oficial, para orientação da administração pública. 
- Art. 3º, II, Decreto 7892/13; 
 
e) A existência de preços registrados obriga a administração pública a firmar 
as contratações que deles poderão surgir, não lhe sendo facultada a utilização de 
outros meios. 
- Art. 15 (Lei 8666/93). As compras, sempre que possível, deverão: 
§ 2º Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação 
da Administração, na imprensa oficial. 
 
80. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) Assinale a opção que 
indica a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que 
atendam a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à 
data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. 
 
a)concorrência 
b) convite 
c) concurso 
d) tomada de preço 
e) leilão 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Trata da definição do art. 22, § 2º da Lei 8666/93: 
“Art. 22. São modalidades de licitação: 
II - tomadas de preços; 
§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados 
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para 
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, 
observada a necessária qualificação”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
“Na licitação de modalidade Tomada de Preços, o procedimento é o mesmo 
estudado para a concorrência, porém NÃO HÁ FASE DE HABILITAÇÃO, uma vez que 
os licitantes já estão previamente cadastrados. Haverá somente a abertura dos 
envelopes de propostas, após a análise dos Certificados de Registros cadastrais 
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MUDE SUA VIDA! 
142 
 
apresentados pelos licitantes. Nesse caso, o cadastro funciona como uma habilitação 
prévia, não havendo necessidade de juntada ou apresentação de novos documentos. 
Em virtude dessas regras, a modalidade tomada de preços torna-se 
modalidades mais simples e tende a ser muito mais célere” (CARVALHO, Matheus. 
Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 
2017. p. 483). 
Portanto, a tomada de preço é uma concorrência simplificada, então, vamos 
destacar algumas características: 
a) Há interessados previamente cadastrados; 
b) Quem atende aos requisitos no edital podem se cadastrar para participar do 
certame até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada 
a necessária qualificação; 
c) Nos casos que couber a modalidade convite, pode a autoridade competente 
utilizar a tomada de preços; 
 
Vamos analise as demais alternativas: 
 
a) concorrência 
- Art. 22. 
§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados 
que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos 
mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
 
b) convite 
- Art. 22. 
§ 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente 
ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 
3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do 
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e 
quatro) horas da apresentação das propostas. 
 
c) concurso 
- Art. 22 
§ 4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para 
escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios 
ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado 
na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
 
d) leilão 
- Art. 22 
§ 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a 
venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente 
apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, 
a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. 
 
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81. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) Conforme a Lei n.º 
8.666/1993, em licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços de 
engenharia, deve-se obedecer à seguinte sequência: 
 
a) especificação técnica, edital e pregão. 
b) projeto básico, projeto executivo e execução das obras e dos serviços. 
c) termo de referência, instrução e contratação. 
d) termo de solicitação de contratação, contratação e autorização de fornecimento. 
e) instrução, análise jurídica e contratação. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Trata do art. 7º da Lei 8666/93: 
“Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços 
obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
I - projeto básico; 
II - projeto executivo; 
III - execução das obras e serviços”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão exigida literalidade da lei, mas, o interessante é que apresenta para 
nós três figuras mencionadas pela Lei Geral de Licitações: I – projeto básico; II – 
projeto executivo; III – execução das obras e serviços. 
Projeto básico – é um conjunto de informações técnicas necessárias para 
demonstrar a forma como deseja ser individualização a execução daquele objeto de 
licitação. O art. 6º, IX apresenta uma definição legal desta figura: 
Art. 6º Para os fins desta Lei, considera-se: 
IX - Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível 
de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou 
serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos 
preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do 
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra 
e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes 
elementos: 
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da 
obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de 
forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fasesde elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos 
a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores 
resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua 
execução; 
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MUDE SUA VIDA! 
144 
 
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, 
instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o 
caráter competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, 
compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de 
fiscalização e outros dados necessários em cada caso; 
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em 
quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados; 
 
Projeto executivo – é o conjunto de informações necessárias que mostraram a 
execução do projeto individualizado, respeitando as normas da ABNT. É definido no 
art. 6º, X: 
Art. 6º 
X - Projeto Executivo - o conjunto dos elementos necessários e suficientes à 
execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT; 
 
Execução das obras e serviços – é a execução do contrato administrativo. Como 
aponta a Lei de Licitações, “a execução de cada etapa será obrigatoriamente 
precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade competente, dos trabalhos 
relativos às etapas anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual poderá ser 
desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que 
também autorizado pela Administração” (art. 7º, § 1º). 
 
82. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Informática) Uma licitação deverá 
ser processada e julgada em estrita conformidade com princípios básicos previstos na 
Lei n.º 8.666/1993 (Lei de Licitações e Contratos), entre eles o princípio da probidade 
administrativa, que significa 
 
a) impossibilidade de o gestor incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o caráter 
competitivo favorecendo uns em detrimento de outros e que acabem por beneficiar, mesmo 
que involuntariamente, determinado participante. 
b) obrigatoriedade de o gestor vedar a pessoalização das realizações da administração 
pública. 
c) obrigatoriedade de a atuação do gestor público e a realização da licitação serem 
processadas na forma da lei e das normas administrativas. 
d) imposição ao agente público de um modo de atuar que produza resultados favoráveis à 
concepção dos fins que cabem ao Estado alcançar. 
e) procedimento de retidão e honestidade dos funcionários que integram ou realizam a 
gestão de repartições públicas, sem objetivo de auferir qualquer tipo de vantagem 
indevida. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
145 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
O princípio da probidade administrativa é mencionado expressamente no art. 
3º da Lei 8666/93. 
Exigindo que os agentes públicos atuem guiados pela moral, boa fé, costumes 
e a honestidade, uma vez que estão tratando da coisa pública, sujeitando-se a 
responsabilização do agente público que atuar fora da probidade administrativa, 
inclusive, podendo sua condução ser classificada como improbidade administrativa 
(Lei 8429/92). 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
“O princípio da moralidade, que é um dos postulados informativos de toda 
atuação da administração pública, não apresenta maiores peculiaridades no tocantes 
às licitações. Traduz-se na exigência de atuação ética dos agentes da administração 
em todas as etapas do procedimento. Essa exigência encontra-se bastante enfatizada 
na lei que, reiterando o princípio da moralidade, refere-se à probidade como princípio 
atinente às licitações” (ALEXANDRINO, Marcelo. VICENTE, Paulo. Direito 
administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro:Forense: São 
Paulo: Método. 2017. p.708-709). 
Na leitura do direito administrativa, a probidade administrativa, é classificada, 
para alguns doutrinadores, como uma moral próprio do servidor público. Seria dizer 
que, não apenas deve seguir a moral e ética da coletividade, mas também, deve 
cumprir com uma moral própria do serviço público: respeito a coisa pública e buscar 
sempre atender ao interesse público guiado pela Constituição Federal 1988. 
A preocupação do Texto Constitucional com a moralidade administrativa é 
tamanha que busca penalizar quem a viola, reconhecendo o status de improbidade 
administrativa para aquele que descumpre com o princípio, sujeitando-se as 
penalidades civis, administrativas e criminais respectivas. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) impossibilidade de o gestor incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o 
caráter competitivo favorecendo uns em detrimento de outros e que acabem por 
beneficiar, mesmo que involuntariamente, determinado participante. 
- Aqui trata do princípio da ISONOMIA, concedendo oportunidades para que 
todos os licitantes possam ter condições igualitárias reais para o certame, lembrando 
que a própria lei pode apresentar situações em que, em razão da isonomia, haverá 
um tratamento diferenciado, como nos casos da ME e EPP. 
 
b) obrigatoriedade de o gestor vedar a pessoalização das realizações da 
administração pública. 
- Princípio da IMPESSOALIDADE, a atuação administrativa não pode se valer de 
critérios subjetivos, não podendo a licitação ser palco para favorecimentos ou 
prejudicar os licitantes em razão dessa “pessoalização”. 
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MUDE SUA VIDA! 
146 
 
 
 
c) obrigatoriedade de a atuação do gestor público e a realização da licitação 
serem processadas na forma da lei e das normas administrativas. 
- Estrito cumprimento da lei, ou seja, princípio da LEGALIDADE. 
 
d) imposição ao agente público de um modo de atuar que produza resultados 
favoráveis à concepção dos fins que cabem ao Estado alcançar. 
- Princípio da EFICIÊNCIA, deve alcançar os melhores resultados para a 
coletividade, em especial, buscando economicidade. 
 
83. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) Em 
determinado processo licitatório para a realização de estudo técnico com vistas a ampliar 
uma malha viária estadual, o vencedor do certame foi decidido em função da maior média 
ponderada que envolvia pontuações atribuídas a preço proposto e técnica a ser utilizada, 
com pesos propostos pela administração e publicados em edital. 
 
Nesse caso, foi praticada a licitação de tipo 
 
a) menor preço. 
b) preço e técnica. 
c) melhor técnica. 
d) melhor lance. 
e) melhor oferta. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Questão que trata do TIPOS DE LICITAÇÃO, a resposta se encontra na leitura 
do art. 46, § 2º da Lei 8666/93: 
 
Art. 46. Os tipos de licitação "melhor técnica" ou "técnica e preço" serão 
utilizados exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, 
em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e 
gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a 
elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos, 
ressalvado o disposto no § 4o do artigo anterior. 
§ 2º Nas licitações do tipo "técnica e preço" será adotado, adicionalmente ao 
inciso I do parágrafo anterior, o seguinte procedimento claramente explicitado no 
instrumento convocatório: 
I - será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços, de acordo 
com critérios objetivos preestabelecidos no instrumento convocatório; 
II - a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média ponderada 
das valorizações das propostas técnicas e de preço, de acordo com os pesos 
preestabelecidos no instrumento convocatório. 
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147 
 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Temos uma questão que exigia o domínio dos conceitos dos tipos de licitações. 
O que se entende por TIPOS DE LICITAÇÃO? É o critério de definição da 
proposta mais vantajosa (diferente de modalidade de licitação que é a forma como a 
licitação vai se desenvolver). 
Para o art. 45, § 1º, são tipos de licitação: I – Menor preço; II – Melhor técnica; 
III – Técnica e preço; IV – Maior lance ou oferta. 
O tipo de “técnica e preço” é um tipo que busca PONDERAÇÃO na definição de 
melhor proposta, neste tipo, além de utilizar as regras em relação a “melhor técnica”, 
há especificidades no procedimento. 
“Técnica e preço: os fatores ‘técnica’ e ‘preço’ serão considerados de acordo 
com proporções previamente consignadas em edital. Não há, pois, prevalência de 
qualquer dos fatores, mas um procedimento objetivo de aferição da média ponderada 
das valorizações das propostas técnicas e de preço” (AMORIM, Victor Aguiar de 
Jardim de. Licitações e contratos administrativos: teoria e jurisprudência. 
Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas. 2017. p. 73-74). 
Inicialmente, tanto o “melhor técnica” como o “técnica e preço” serão utilizados 
exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em 
especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e 
gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a 
elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos (art. 46, 
caput). 
Ainda, no seu procedimento: I - será feita a avaliação e a valorização das 
propostas de preços, de acordo com critérios objetivos preestabelecidos no 
instrumento convocatório; II - a classificação dos proponentes far-se-á de acordo 
com a média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, de 
acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento convocatório. 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) menor preço. 
- “Menor preço: quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para 
a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta 
de acordo com as especificações do edital e ofertar o menor preço” (AMORIM, Victor 
Aguiar de Jardim de. Licitações e contratos administrativos: teoria e 
jurisprudência. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas. 2017. 
p. 73). 
 
c) melhor técnica. 
- “Melhor técnica: o fator preponderante para a escolha do vencedor não é o 
preço, mas critérios de qualidade e especificidade indispensáveis para o alcance do 
interesse público” (AMORIM, Victor Aguiar de Jardim de. Licitações e contratos 
administrativos: teoria e jurisprudência. Brasília: Senado Federal, Coordenação 
de Edições Técnicas. 2017. p. 73). 
 
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MUDE SUA VIDA! 
148 
 
d) melhor lance. 
- Maior lance ou oferta: será considerada a melhor proposta aquela que 
corresponder ao maior valor nominal ofertado. O critério de julgamento deve ser 
utilizado nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso” 
(AMORIM, Victor Aguiar de Jardim de. Licitações e contratos administrativos: 
teoria e jurisprudência. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições 
Técnicas. 2017.p. 74). 
 
e) melhor oferta. 
- Maior lance ou oferta: será considerada a melhor proposta aquela que 
corresponder ao maior valor nominal ofertado. O critério de julgamento deve ser 
utilizado nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso” 
(AMORIM, Victor Aguiar de Jardim de. Licitações e contratos administrativos: 
teoria e jurisprudência. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições 
Técnicas. 2017. p. 74). 
 
84. (CESPE - 2019 - MPC-PA - Assistente Ministerial de Controle Externo) Com base na 
Lei de Licitações e Contratos (Lei n.º 8.666/1993), assinale a opção que indica a 
modalidade de licitação utilizada para a venda de bens móveis inservíveis para a 
administração a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. 
 
a) leilão 
b) tomada de preços 
c) convite 
d) concorrência 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
A resposta se encontra no art. 17, §6º: 
“Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à 
existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação 
e obedecerá às seguintes normas: 
§ 6º Para a venda de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em 
quantia não superior ao limite previsto no art. 23, inciso II, alínea "b" desta Lei*, a 
Administração poderá permitir o leilão”. 
*Trata da modalidade de Tomada de Preço, atualmente, o limite é de R$ 
1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta mil reais) pelo Decreto 9412/18. 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Como aponta o art. 17, § 6º, a venda de bens móveis avaliados, respeitado o 
limite estipulado em lei, poderá ser licitado por meio de leilão. 
Vamos conhecer esta modalidade de licitação: 
"Na definição de Marçal Justen Filho, o Leilão se peculiariza pela concentração, 
em uma única oportunidade, de diversos atos destinados à seleção da proposta mais 
vantajosa. 
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MUDE SUA VIDA! 
149 
 
Além disso, o leilão tem seu diferencial no fato de haver possibilidade de 
multiplicação de propostas por parte de um mesmo interessado. É um procedimento 
apropriado para a alienação de bens pelo maior preço. Por esse motivo se torna 
desnecessário uma fase de habilitação destinada à investigação de peculiaridades do 
interessado. 
Esta modalidade licitatória serve para alienação de bens pelo poder público 
àquele que ofertar o maior preço, seja ele igual ou superior ao valor da avaliação" 
(CARVALHO, Matheus. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. 
Salvador: Juspodvim. 2017. p. 462). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) tomada de preços 
- Art. 22. 
§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados 
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para 
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, 
observada a necessária qualificação. 
 
c) convite 
- Art. 22 
§ 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente 
ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 
3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do 
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e 
quatro) horas da apresentação das propostas. 
 
d) concorrência 
- Art. 22 
§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados 
que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos 
mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
150 
 
85. (CESPE - 2017 - TRE-PE - Técnico Judiciário – Área Administrativa) Na licitação para 
a aquisição de armários de aço para suprir as unidades de um órgão público, dez 
empresas apresentaram, em igualdade de condições, armários da mesma marca, com as 
mesmas especificações técnicas e com o mesmo preço. 
Na situação apresentada, de acordo com as disposições da Lei n.º 8.666/1993 e suas 
alterações, a preferência recairá, sucessivamente, aos bens 
 
a) produzidos por empresas brasileiras; produzidos por empresas que invistam em pesquisa 
e no desenvolvimento de tecnologia no país; produzidos no país. 
b) produzidos no país; produzidos por empresas brasileiras; produzidos por empresas que 
invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país. 
c) produzidos no país; produzidos por empresas que invistam em pesquisa e no 
desenvolvimento de tecnologia no país; produzidos por empresas brasileiras. 
d)produzidos por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia 
no país; produzidos no país; produzidos por empresas brasileiras. 
e) produzidos por empresas brasileiras; produzidos no país; produzidos por empresas que 
invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
 
Trata da aplicação do art. 3º, § 2º: 
“Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio 
constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a 
administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será 
processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da 
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da 
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento 
objetivo e dos que lhes são correlatos. 
§ 2º Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada 
preferência, sucessivamente, aos bens e serviços: 
I – (revogado pela Lei 12349/10); 
II - produzidos no País; 
III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras. 
IV - produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no 
desenvolvimento de tecnologia no País. 
V - produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de 
reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da 
Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão trata da aplicação do princípio da isonomia/igualdade, no qual, em 
um procedimento licitatório deve ser dado tratamento igualitário para todos os 
licitantes, não podendo criar tratamento diferenciado entre empresas brasileiras e 
estrangeiras, neste sentido, é o art. 3º, § 1º, inciso I e II. 
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MUDE SUA VIDA! 
151 
 
Acontece que o princípio da isonomia não é apenas “tratar igualmente os 
iguais”, mas também tratar “desigualmente os desiguais, na exata medida de suas 
desigualdades”. O que isso significa? 
O princípio da isonomia busca permitir que todos tenham oportunidades de 
disputar como iguais. Nisso, não se pode negar a existência evidente de desigualdade 
entre as pessoas e a Lei de Licitação está atenta a esta lógica, afinal, quais as chances 
de competição justa entre uma microempresa e uma empresa grande porte? 
Assim, o art. 3º, §§ 5º ao 11 trata sobre uma exceção a ideia inicial da 
igualdade, permitindo um incentivo a determinados licitantes que estarão em pé de 
desigualdade material. 
Já para a questão acima, trata do desempate, afinal, perceba que as propostas 
foram apresentadas em iguais condições, assim, o art. 3º, § 2º apresenta os critérios 
para desempate. 
Mas, se mesmo assim persistir o empate, será realizado, em ato público, para 
o qual todos os licitantes serão convocados, vedado qualquer outro processo (art. 
45, § 2º). 
 
86. (CESPE - 2017 - TRE-PE - Técnico Judiciário – Área Administrativa) O edital de 
licitação terá de conter, obrigatoriamente, 
 
a) indicação das sanções para o caso de inadimplemento. 
b) a descrição técnica detalhada, minuciosa e exauriente do objeto da licitação. 
c) a indicação de que os critérios para julgamento serão informados após a fase de 
habilitação. 
d) condições de pagamento que estabeleçam preferência para empresas brasileiras. 
e) a previsão de irrecorribilidade das decisões da comissão de licitação. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: A 
 
Trata-se da literalidade do art. 40, III, da Lei 8666/93: 
“Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, 
o nome da repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução 
e o tipo da licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora 
para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura 
dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte: 
III - sanções para o caso de inadimplemento”. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
O art. 40 da Lei de Licitação trata dos elementos que deverão constar, 
OBRIGATORIAMENTE, em um edital de licitação. 
O edital de licitação representa o início da aplicação do princípio da publicidade 
e o início da fase externa no procedimento licitatório. 
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MUDE SUA VIDA! 
152 
 
Quando abordamos sobre o edital, instrumento de convocação dos interessados 
em participar, vale lembrar de um dos princípios específicos de Licitação: 
Princípio da vinculação ao instrumento convocatório – 
“Art. 41. A Administração não pode descumprir as normas e condições do 
edital, ao qual se acha estritamente vinculada”. 
Ainda sobre o edital: 
“A fase externa da licitação inicia-se com a divulgação do instrumento 
convocatório, ou seja, o ato que irá dar publicidade ao certame a ser realizado, 
fixando suas regras. Geralmente, essa fase externa é iniciada pela divulgação do 
edital de licitação (...). 
O edital é o ato que descreve o objeto a ser licitado, divulga a licitação, fixa a 
modalidade e o critério de julgamento, o regime de execução, a menção de que será 
regida pela Lei nº 8.666/93, o local, o dia e a hora para recebimento da 
documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes, e 
estabelece as regras específicas que devem reger o procedimento licitatório. O art. 
40 fixa os requisitos que o edital deve conter (...)” (SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, 
João. Manual de direito administrativo. 4. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2016. p. 542-543). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
b) a descrição técnica detalhada, minuciosa e exauriente do objeto da licitação. 
- Art. 40. 
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara; 
 
 
c) a indicação de que os critérios para julgamento serão informados após a fase 
de habilitação. 
- Art. 40. 
VII - critério para julgamento, com disposições claras e parâmetros objetivos; 
 
 
d) condições de pagamento que estabeleçam preferência para empresas 
brasileiras. 
- Art. 40. 
IX - condições equivalentes de pagamento entre empresas brasileiras e 
estrangeiras, no caso de licitações internacionais; 
 
e) a previsão de irrecorribilidade das decisões da comissão de licitação. 
- O art. 109, inciso I aponta o direito de recorrer das decisões administrativas 
no processo licitatório, no prazo de 5 dias úteis a contar da intimação do ato ou da 
lavratura da ata. 
 
 
 
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153 
 
87. (CESPE - 2015 - TRE-MT - Técnico Judiciário - Administrativa) No que diz respeito às 
licitações públicas para aquisição de bens e serviços promovidas pelo Tribunal Regional 
Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), assinale a opção correta. 
 
a) O pedido de impugnação de edital de licitação devido a irregularidades em seu texto 
deverá ser protocolado em até dez dias úteis antes da data fixada para a abertura do 
certame. 
b) Qualquer cidadão poderá requerer ao TRE/MT os quantitativos das obras e os preços 
unitários de determinada obra executada, desde que comprovado o interesse e a 
finalidade dos documentos. 
c) Qualquer que seja a fase da licitação, o TRE/MT poderá promover diligência destinada a 
esclarecer ao processo licitatório, podendo os licitantes incluir documentos, caso estejam 
faltando na proposta original. 
d) Qualquer modificação no edital torna necessária a divulgação pela mesma forma que se 
deu o texto original, devendo, nesse caso, ser reaberto o prazo inicialmente estabelecido 
em lei. 
e) Qualquer licitante, contratado, pessoa física ou jurídica, poderá representar ao tribunal de 
contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades 
no certame. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
Trata-se da literalidade do art. 113, § 1º da Lei 8666/93: 
Art. 113. O controle das despesas decorrentesdos contratos e demais 
instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na 
forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração 
responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, 
nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela 
previsto. 
§ 1º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá 
representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle 
interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste 
artigo. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão exigida o conhecimento sobre a possibilidade de representação frente 
ao Tribunal de Contas, assim, também aos órgãos integrantes do sistema de controle 
interno, previsto no art. 113, § 1º, afim de denunciar casos de irregularidade e 
ilegalidade. 
“Por meio da representação, é possível provocar a atuação dos Tribunais de 
Contas e órgãos de controle interno não apenas a posteriori – quando se aponta a 
prática de ilegalidade no curso da etapa externa da licitação -, mas também de forma 
preventiva, para promover a devida correção nos vícios no edital e na etapa interna 
do procedimento licitatório. 
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MUDE SUA VIDA! 
154 
 
O § 1º do art. 41da LGL (BRASIL, 1993) preconiza que a impugnação do edital 
poderá ocorrer em conjunto com a formulação de representação (por ocorrência de 
ilegalidades) aos órgãos de controle interno ou aos Tribunais de Contas, na forma do 
§ 1º do art. 113. De todo modo, é preciso salientar que a representação não tem 
efeito suspensivo automático e não constitui, pois, óbice ao trâmite normal do feito” 
(AMORIM, Victor Aguiar de Jardim de. Licitações e contratos administrativos: 
teoria e jurisprudência. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições 
Técnicas. 2017. p. 90-91). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) O pedido de impugnação de edital de licitação devido a irregularidades em seu texto 
deverá ser protocolado em até dez dias úteis antes da data fixada para a abertura do certame. 
- Art. 41. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital, ao 
qual se acha estritamente vinculada. 
§ 1º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por 
irregularidade na aplicação desta Lei, devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis 
antes da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação, devendo a Administração 
julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis, sem prejuízo da faculdade prevista 
no § 1o do art. 113. 
 
b) Qualquer cidadão poderá requerer ao TRE/MT os quantitativos das obras e os preços 
unitários de determinada obra executada, desde que comprovado o interesse e a finalidade 
dos documentos. 
- Não há exigência de comprovar o interesse e a finalidades dos documentos. 
Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão 
ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
§ 8º Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das 
obras e preços unitários de determinada obra executada. 
 
c)Qualquer que seja a fase da licitação, o TRE/MT poderá promover diligência destinada 
a esclarecer ao processo licitatório, podendo os licitantes incluir documentos, caso estejam 
faltando na proposta original. 
- Art. 43. A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes 
procedimentos: 
§ 3º É facultada à Comissão ou autoridade superior, em qualquer fase da licitação, a 
promoção de diligência destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do processo, 
vedada a inclusão posterior de documento ou informação que deveria constar originariamente 
da proposta. 
 
d) Qualquer modificação no edital torna necessária a divulgação pela mesma forma que 
se deu o texto original, devendo, nesse caso, ser reaberto o prazo inicialmente estabelecido 
em lei. 
- Art. 21. Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências, das tomadas 
de preços, dos concursos e dos leilões, embora realizados no local da repartição interessada, 
deverão ser publicados com antecedência, no mínimo, por uma vez: 
§ 4º Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o 
texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, 
inqüestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
155 
 
88. (CESPE - 2014 - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Com relação à 
licitação pública, especialmente no que diz respeito à suas fases e modalidades, assinale 
a opção correta. 
 
a) Em casos especiais, o projeto básico poderá ser desenvolvido juntamente com o processo 
de execução das obras. 
b) Não poderá participar de licitação o autor do seu projeto básico, vedação inaplicável ao 
autor do projeto executivo. 
c) As compras a serem realizadas na modalidade concorrência serão feitas nas maiores 
quantidades possíveis, de modo que a agregação visará atender ao princípio da 
economicidade. 
d) Independentemente da fase de licitação que estiver em andamento, qualquer cidadão 
poderá requerer que a administração lhe forneça os dados de preços e os quantitativos 
de obras públicas. 
e) Na fase interna para a licitação de serviços ao setor público, o projeto executivo poderá 
anteceder o projeto básico. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
Trata-se da literalidade do ar 7º, § 8º, da Lei 8666/93: 
Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços 
obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
§ 8º Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os 
quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
a) Em casos especiais, o projeto básico poderá ser desenvolvido juntamente 
com o processo de execução das obras. 
- Dentro da Lei 8666/93 o projeto básico deve ser sempre anterior a execução 
das obras, mas, excepcionalmente, o projeto executivo pode iniciar junto com a 
própria execução da obra: 
Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços 
obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
§ 1º A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão 
e aprovação, pela autoridade competente, dos trabalhos relativos às etapas 
anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual poderá ser desenvolvido 
concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que também 
autorizado pela Administração. 
 
 
b) Não poderá participar de licitação o autor do seu projeto básico, vedação 
inaplicável ao autor do projeto executivo. 
- Art. 9º Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da 
execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: 
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MUDE SUA VIDA! 
156 
 
I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica; 
 
c) As compras a serem realizadas na modalidade concorrência serão feitas nas 
maiores quantidades possíveis, de modo que a agregação visará atender ao princípio 
da economicidade. 
- Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços 
obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
§ 4º É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de 
materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não 
correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. 
 
 
e) Na fase interna para a licitação de serviços ao setor público, o projeto 
executivo poderá anteceder o projeto básico. 
- Art. 7º As licitaçõespara a execução de obras e para a prestação de serviços 
obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência: 
I - projeto básico; 
II - projeto executivo; 
III - execução das obras e serviços. 
 
89. (CESPE - 2009 - TRE-MG - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Acerca do procedimento 
licitatório na esfera de atuação da administração pública, assinale a opção correta. 
 
a) O procedimento licitatório deve observar, entre outros, os princípios da impessoalidade, da 
subjetividade do julgamento e da proporcionalidade. 
b) O princípio da obrigatoriedade de licitação orienta que a contratação administrativa deve ser 
antecedida de licitação, até mesmo quando a avença consubstancie natureza de convênio. 
c) A concorrência é modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados que, na fase 
inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos de qualificação previstos no 
edital para a execução do objeto. 
d) É inexigível a realização do procedimento licitatório nos casos de guerra ou grave perturbação da 
ordem. 
e) É dispensável a licitação na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins 
lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgão ou entidade da administração pública, para a 
prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
Trata-se de hipótese de licitação dispensável do art. 24, XX, da Lei 8666/93: 
“Art. 24. É dispensável a licitação: 
XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos 
e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública, para a 
prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado”. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
157 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Por exigência constitucional (art. 37, XXI, CF/88), regra geral, antes da 
Administração Pública celebrar um contrato com particulares, deverá realizar um 
procedimento prévio para que seja definido qual a melhor proposta para o Poder 
Público, esta “competição” é denominada de licitação. 
Acontece que, a Lei 8666/93 apresenta determinadas hipóteses de contratação 
direta, o que significa que haverá situações que será possível a negociação sem a 
necessidade de realizar uma licitação prévia. 
As situações de contratação direta são: I – Dispensa de licitação (art. 17); II – 
Licitação dispensável (art. 24); III – Inexigibilidade de licitação (art. 25). 
A resposta da questão trazia uma das hipóteses de licitação dispensável. 
Para Cyonil Borges e Adriel Sá, a licitação dispensável “é toda aquela que a 
Administração pode dispensar, se assim lhe convier, restando as hipóteses, para 
tanto, arroladas no art. 24 do Estatuto de Licitações” (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. 
Manual de direito administrativo facilitado. 2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2017. p. 563). 
Atenção! O rol de hipóteses das licitações dispensáveis é taxativo, havendo 
discricionariedade da autoridade competente poder se valer dos casos apresentados, 
mediante decisão administrativa motivada. 
 
Vamos para a análise das demais alternativas: 
 
 
a) O procedimento licitatório deve observar, entre outros, os princípios da 
impessoalidade, da subjetividade do julgamento e da proporcionalidade. 
- O erro da alternativa está em “subjetividade do julgamento”, o correto é seu 
oposto, o princípio do julgamento objetivo. 
“Na fase de julgamento das propostas, deverão ser utilizados os critérios 
estritamente objetivos definidos pela lei e pelo edital da licitação, não sendo 
permitido levar-se em considerações aspectos pessoais de nenhum licitante” (p. 
SCATALINO, Gustavo. TRINDADE, João. Manual de direito administrativo. 4. ed. 
rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2016. P. 533). 
 
b) O princípio da obrigatoriedade de licitação orienta que a contratação 
administrativa deve ser antecedida de licitação, até mesmo quando a avença 
consubstancie natureza de convênio. 
- A obrigação de licitação anterior a contratação é exigência constitucional, mas 
o próprio Texto Constitucional permite que, excepcionalmente, ocorra situações de 
contratação direta (art. 37, XXI). 
 
c) A concorrência é modalidade de licitação entre interessados devidamente 
cadastrados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os 
requisitos de qualificação previstos no edital para a execução do objeto. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
158 
 
- Art. 22. 
§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados 
que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos 
mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
 
d) É inexigível a realização do procedimento licitatório nos casos de guerra ou 
grave perturbação da ordem. 
- Na verdade, trata-se de uma das hipóteses do rol taxativo do art. 24, ou seja, 
licitação dispensável: 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
159 
 
8. CONTROLE E RESPONSABILIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO: 8.1 
CONTROLES ADMINISTRATIVO; 8.2 RESPONSABILIDADE CIVIL DO 
ESTADO. 
 
90. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário – Área Administrativa) Assinale a opção 
correta com relação ao controle administrativo. 
 
a) Os recursos hierárquicos próprios podem ser dirigidos a outros órgãos que não aqueles 
de onde se originar o ato impugnado. 
b) É constitucional a exigência de depósito em dinheiro como requisito para a interposição 
de recurso administrativo. 
c) A supervisão da administração direta sobre a indireta depende de expressa previsão legal. 
d) O exercício do direito de petição, mecanismo tradicional de controle popular, depende do 
pagamento de taxas. 
e) O pedido de reconsideração suspende o prazo para a interposição de recurso 
administrativo. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: C 
 
As entidades da Administração Pública Indireta possuem autonomia diante dos 
Entes Políticos que integram a Administração Pública Direta, entretanto, justificado 
no princípio da autotutela, o Estado deve controlar seus próprios atos (controle 
administrativo), inclusive com a possibilidade de anular e revogar tais atos. 
Assim, conciliando a aplicação do princípio da autotutela e a autonomia das 
entidades administrativas (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e 
sociedades de economia mista), o meio de controle entre a Administração Pública 
Direta e Administração Pública Indireta se dará pela TUTELA 
ADMINISTRATIVA/CONTROLE FINALÍSTICO/SUPERVISÃO MINISTERIAL que será 
regulamentado em lei, pois, assim se estipulará os limites deste controle. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Controle administrativo trata de um controle interno feito pela própria 
Administração Pública para rever seus atos praticados, de ofício ou provocado. 
Ao estudarmos o controle administrativo e o princípio da autotutela é 
fundamental conhecermos a súmula 473 do STF: 
“Súmula 473, STF. A administração pode anular seus próprios atos, quando 
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou 
revoga-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. 
a) A autotutela é um PODER-DEVER (uma prerrogativa da Administração 
Pública de dever de agir); 
b) Anulação: vício de ilegalidade; 
c) Revogação: conveniência ou oportunidade; 
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MUDE SUA VIDA! 
160 
 
d) O controle da Administração não impede o controlepelo Poder Judiciário 
(desde que não afete o mérito administrativo). 
E como esse controle administrativo será exercido? 
Sabemos que a Administração Pública é divida em DIRETA e INDIRETA. O 
primeiro são os Entes Políticos (União, Estados-Membros, Municípios e Distrito 
Federal) e seus órgãos públicos; o segundo são as entidades administrativas, pessoas 
jurídicas criadas com base no princípio da especialização (Autarquia, Fundação 
Pública, Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista). 
O controle realizado dentro da Administração Pública Direta ou dentro de uma 
entidade da Administração Indireta é baseado na hierarquia, afinal, a Administração 
Direta é uma estrutura vertical de autoridades e agentes subordinados, com isso, 
trata-se de controle hierárquico e é exercício de forma plena e ilimitado (afinal, esta 
é a lógica da hierarquia). 
“Já o controle finalístico é aquele realizado pela Administração direta sobre as 
atividades administrativas das entidades integrantes da Administração Indireta. É 
controle externo, também conhecido por tutela administrativa, que só pode ser 
exercido nos limites estabelecidos em lei, relativamente aos fins aos quais se 
encontram vinculadas aquelas entidades, para não ofender a autonomia que lhes é 
garantia pela lei especial que as institui ou autorizou a instituição” (CUNHA JÚNIOR, 
Dirley da. Curso de direito administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2015.p. 617). 
No controle finalístico vale apontar uma questão de nomenclatura: quando o 
controle finalístico é realizado por um Ministério (União) em relação a uma entidade 
administrativa, terá nome de SUPERVISÃO MINISTERIAL. 
 
Vamos para a análise das demais alternativas: 
 
a) Os recursos hierárquicos próprios podem ser dirigidos a outros órgãos que 
não aqueles de onde se originar o ato impugnado. 
- O controle da administração pode ser exercido de ofício ou quando provocado. 
A possibilidade de um administrado poder acionar a Administração Pública para o 
exercício de controle interno é um direito constitucional previsto no art. 5º, XXXIV, 
“a”, CF/88 denominado de direito de petição. 
A doutrina aponta que o direito de petição pode ser exercido por meio de: a) 
representação; b) denúncia; c) reclamação; d) pedido de reconsideração, e; e) 
recurso administrativos. 
Os recursos administrativos podem ser: a) hierárquico próprio – quando quem 
irá apreciar o recurso é a autoridade superior de quem praticou o ato, é algo inerente 
da relação hierárquica, por isso, presume-se sua existência; b) hierárquico impróprio 
– é aquele que quem irá apreciar será uma autoridade de outro órgão que não seja 
daquele que praticou o ato, não se falando de relação hierárquica, por isso, deve 
estar previsto em lei. 
O erro da alternativa foi confundir os conceitos. 
 
 
b) É constitucional a exigência de depósito em dinheiro como requisito para a 
interposição de recurso administrativo. 
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MUDE SUA VIDA! 
161 
 
- “Súmula vinculante 21, STF. É inconstitucional a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso 
administrativo”. 
 
 
d) O exercício do direito de petição, mecanismo tradicional de controle popular, 
depende do pagamento de taxas. 
- “Art. 5º, CF/88 (...): 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder.” 
 
 
e) O pedido de reconsideração suspende o prazo para a interposição de recurso 
administrativo. 
- O pedido de reconsideração, como o próprio nome sugere, é um pedido em 
que o administrado deseja que a autoridade que praticou o ato reveja-o, reconsidere. 
Pela Lei 8112/90, em seu art. 111, o pedido de reconsideração e o recurso, quando 
cabíveis, INTERROMPEM a prescrição. 
 
91. (CESPE - 2005 - TRE-GO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) No que se refere 
a controle da administração pública, assinale a opção correta. 
 
a) O controle dos atos administrativos não pode abranger os aspectos de mérito do ato, sob 
pena de o órgão competente para o controle substituir a autoridade administrativa 
competente para a prática do ato. 
b) Teoricamente, quanto ao momento, o controle da administração pública pode ser prévio, 
concomitante ou posterior; o direito brasileiro contempla mecanismos dessas três 
espécies de controle do poder público. 
c) Considerando que o Ministério Público seja órgão de natureza administrativa, é 
juridicamente correto afirmar que a modalidade de controle por ele desenvolvida é do 
tipo interno. 
d) Os recursos administrativos são uma das maneiras de controle administrativo, mas, 
devido às incidências dos princípios constitucionais da eficiência e da economicidade, 
eles não possuem efeito suspensivo e, como regra geral, são destinados ao próprio órgão 
produtor do ato, para que o reexamine. 
e) No controle legislativo dos atos do poder público, as comissões parlamentares de 
inquérito desempenham importante papel. Elas detêm poderes de investigação próprios 
das autoridades judiciais e podem aplicar certas sanções de natureza administrativa e 
penal, excetuando-se, nesse caso, a aplicação de penas privativas de liberdade. 
 
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MUDE SUA VIDA! 
162 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
Estas formas de controle são em relação ao momento em que é realizado. Será 
prévio, quando o controle ocorrer antes da formação do ato administrativo. O 
controle será concomitante enquanto ocorrer junto com a execução do ato 
administrativo objeto de controle. Por fim, será posterior quando o controle for 
exercido ao ato administrativo já praticado. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Para aprofundarmos dentro da classificação sobre o momento do controle da 
Administração, segue as lições de Dirley da Cunha Júnior: 
“(...). 
É prévio, ou preventivo, quando desempenhado antes do ato e como condição 
de sua validade, como, por exemplo, a autorização do Congresso Nacional para o 
Presidente da República declarar guerra e celebrar a paz (art. 49, II); Para aprovar, 
previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois 
mil e quinhentos hectares (art. 49, XVII); a aprovação pelo Senado, previamente, 
por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão 
diplomática de caráter permanente; e a autorização de operações externas de 
natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios (art. 52). 
É concomitante, quando exercício durante o desempenho da atividade 
administrativa e ao longo de sua realização, como o que ocorre com o 
acompanhamento da execução orçamentária pelo sistema de controle interno de 
cada Poder. 
É posterior, quando incide sobre os atos já praticados, visando extingui-los, 
corrigi-los ou confirmá-los, como o que se dá por meio dos atos de anulação, 
revogação, convalidação, homologação e aprovação a posteriori” (CUNHA JÚNIOR, 
Dirley da. Curso de direito administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: 
Juspodvim. 2015. p. 616). 
 
Vamos analisar as demais alternativas: 
 
 
a) O controle dos atos administrativos não pode abranger os aspectos de mérito 
do ato, sob pena de o órgão competente para o controle substituir a autoridade 
administrativa competente para a prática do ato. 
- A alternativa está incorreta por estar em desacordo com a súmula 473, do 
STJ. A Administração Pública poderá, no exercício do controle administrativo, anular 
seus atos por vício de ilegalidade, ou revoga-los por conveniência e oportunidade, a 
revogação está relacionada com o mérito administrativo. 
Mas, vale um apontamento importante, o controle judicial, por exemplo, não 
pode apreciar o mérito administrativo, apenas sobre o vício de ilegalidade.https://www.alfaconcursos.com.br/
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MUDE SUA VIDA! 
163 
 
c) Considerando que o Ministério Público seja órgão de natureza administrativa, 
é juridicamente correto afirmar que a modalidade de controle por ele desenvolvida é 
do tipo interno. 
- O controle exercido pelo Ministério Público é controle externo, pois, esta 
instituição não integra o Poder Executivo. 
 
 
d) Os recursos administrativos são uma das maneiras de controle 
administrativo, mas, devido às incidências dos princípios constitucionais da eficiência 
e da economicidade, eles não possuem efeito suspensivo e, como regra geral, são 
destinados ao próprio órgão produtor do ato, para que o reexamine. 
- O erro da alternativa está em não atribuir o efeito suspensivo aos recursos 
administrativos. Pela Lei 8112/90, em seu art. 111, o pedido de reconsideração e o 
recurso, quando cabíveis, INTERROMPEM a prescrição. 
 
 
e) No controle legislativo dos atos do poder público, as comissões 
parlamentares de inquérito desempenham importante papel. Elas detêm poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais e podem aplicar certas sanções de 
natureza administrativa e penal, excetuando-se, nesse caso, a aplicação de penas 
privativas de liberdade. 
- As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) são comissões temporárias 
com poderes de investigação próprio das autoridades judiciárias. Sua função é 
apenas investigativa, com isso, não aplicam sanções (art. 58, § 3º, CF/88). 
 
92. (CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Conhecimentos Básicos - Cargo 10) A 
responsabilização do Estado é, em regra, objetiva. Existem, no entanto, situações em que 
é possível o afastamento de tal responsabilização em razão das causas excludentes de 
responsabilização, entre as quais se cita o seguinte exemplo: 
 
a) o ferimento de um indivíduo, baleado por um policial durante uma perseguição na rua. 
b) a situação de calamidade pública que fosse decretada pelo governador de determinado 
estado brasileiro se este eventualmente fosse atingido por tremor sísmico devastador. 
c) o falecimento de paciente em dia posterior ao da entrada em hospital público, fato 
decorrente da não realização de exames prescritos pelo médico atendente. 
d) a inundação de casas em decorrência da ausência de limpeza nos bueiros da cidade. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: B 
 
Como apontado na questão, a regra geral é que a responsabilidade civil do 
Estado, para a Constituição Federal de 1988, é a responsabilidade objetiva (art. 37, 
§ 6º). Todavia, há causas que excluem a responsabilidade objetiva: 
a) Culpa exclusiva da vítima; 
b) Culpa exclusiva de terceiros; 
c) Caso fortuito ou força maior. 
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MUDE SUA VIDA! 
164 
 
Na alternativa correta, temos um evento danoso causado por forças da 
natureza (tremor sísmico devastador) e com isso, o governador decretada situação 
de calamidade pública, trata-se de caso fortuito ou força maior. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
A responsabilidade civil do Estado se fundamenta no art. 37, § 6º, CF/88: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: 
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos 
casos de dolo ou culpa”. 
O dispositivo aponta para nós que a responsabilidade civil do Estado é, em 
regra, objetiva. 
A responsabilidade civil objetiva é aquela que independe de dolo ou culpa, 
assim, fica configurada a responsabilidade quando preenchido os seguintes 
requisitos: a) conduta; b) nexo causal; c) dano. 
Contudo, é possível situações em que se afasta a responsabilidade do Estado 
isso porque afasta um dos requisitos necessários, o nexo causal. 
São situações que afastam a responsabilidade civil: a) culpa EXLUSIVA da 
vítima; b) culpa EXCLUSIVA de terceiros; c) caso fortuito ou força maior. 
Ainda, são situações que atenuam a responsabilidade civil: a) culpa 
CONCORRENTE da vítima; b) culpa CONCORRENTE de terceiro. 
Focando nas situações que afastam a responsabilidade civil: 
“A primeira excludente de responsabilidade civil é a culpa exclusiva da vítima. 
Se o prejudicado é o responsável integral pelo resultado danoso, não é vítima, 
devendo arcar com os prejuízos materiais e morais causados a si mesmo. 
Outra excludente de reponsabilidade verifica-se na hipótese de caso fortuito ou 
força maior. 
(...) 
Para o autor José dos Santos Carvalho, tanto o caso fortuito como a força maior 
constituem fatos imprevisíveis, não imputáveis à Administração. E, por isso, entende 
desnecessária essa “bifurcação” entre eventos naturais ou humanos, que são 
imprevisíveis e que rompem a necessária causalidade entre a ação do Estado e o 
dano causado. 
(...) 
No que diz respeito ao fato exclusivo de terceiros, a posição prevalente é a de 
corresponder também a excludente da responsabilidade civil da Administração 
Pública (BORGES, Cyonil. SÁ, Adriel. Manual de direito administrativo facilitado. 
2. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2017. p. 736-738-740). 
 
Vamos a análise das demais alternativas: 
 
 
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MUDE SUA VIDA! 
165 
 
a) o ferimento de um indivíduo, baleado por um policial durante uma 
perseguição na rua. 
- Trata-se de um ato comissivo de um agente público causando danos a um 
particular. 
 
 
c) o falecimento de paciente em dia posterior ao da entrada em hospital público, 
fato decorrente da não realização de exames prescritos pelo médico atendente. 
- Ato omissivo que causou danos a um particular. 
 
d) a inundação de casas em decorrência da ausência de limpeza nos bueiros da 
cidade. 
- O ato omissivo da ausência de limpeza nos bueiros resultado em danos a 
particulares. 
 
93. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário – Área Administrativa) A evolução da 
responsabilidade civil do Estado é marcada pela busca crescente da proteção do 
indivíduo e da limitação da atuação estatal. Superada a fase da irresponsabilidade estatal, 
iniciou-se a etapa de responsabilização do Estado fundamentada na culpa dos agentes 
públicos, com a distinção entre atos de império e atos de gestão. Essa distinção ampara-
se na teoria do(a) 
 
a) culpa do serviço. 
b) responsabilidade objetiva. 
c) risco integral. 
d) risco administrativo. 
e) culpa individual. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: E 
 
A teoria da culpa individual ou teoria civilista do Estado surge para passar a 
atribuir responsabilidade aos atos praticados pelo Poder Público. Para que o Estado 
seja penalizado, reconhece-se, inicialmente, que pratica dois atos: ato de império e 
ato de gestão. O Estado seria responsável apenas pelos atos de gestão, pois possuem 
natureza jurídica de direito privado, pois, ao praticar estes atos, a Administração 
Pública se aproxima do particular. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
A questão aborda sobre as teorias que já foram utilizadas para justificar a 
responsabilidade civil do Estado. 
A primeira teoria foi da Irresponsabilidade do Estado, que surge no período do 
Estado absolutista, em que não era possível atribuir qualquer responsabilidade ao 
Estado (“The King can do no wrong”). 
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A segunda teoria foi a teoria da culpa individual ou teoria civilista, no qual 
reconhecia que o Estado pratica dois atos: a) um de direito público, chamado de “ato 
de império”, não podendo ter responsabilidade; b) um de direito privado, chamado 
de “ato de gestão”, atribuindo responsabilidade. O ato de gestão era praticado como 
se fosse praticadopor um particular, o problema era que a vítima deveria comprovar 
que o agente público atuou com dolo ou culpa na prática do ato de gestão, causando, 
assim, um dano. 
A terceira teoria foi culpa anônima ou culpa do serviço, nesta teoria a vítima 
não precisava individualizar o agente público, a culpa poderia ser atribuída ao Estado, 
incluindo também os atos de império, mas ainda com a necessidade de comprovar o 
dolo ou a culpa. 
A quarta teoria é a teoria do risco administrativo que trata da responsabilidade 
civil objetiva do Estado, que busca concretizar uma ideia de justiça social, retirando 
uma atribuição quase que impossível para a vítima de comprovar que o Estado teve 
dolo ou culpa no dano suportado. Foi a teoria adotada como regra pela Constituição 
Federal de 1988. 
Por fim, temos uma quinta teoria que é a teoria do risco integral, nesta teoria 
o Estado assume um papel de “garantidor universal”, isso porque, na teoria do risco 
administrativo, por mais que a responsabilidade seja objetiva, há as causas de 
exclusão de responsabilidade. Na teoria do risco integral, o Estado responde por 
qualquer dano suportado, sem a possibilidade de alegar alguma hipótese de 
excludente de responsabilidade, chegando até o ponto de ser responsável por atos 
praticados por terceiros. 
Interessante saber que, O Direito Administrativo brasileiro adota a teoria do 
risco administrativo, mas, há determinadas situações previstas na Constituição 
Federal ou em lei, que se aplicará a teoria do risco integral (por exemplo, a 
responsabilidade civil por danos nucleares). 
 
94. (CESPE - 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário – Área Administrativa) Maria, 
professora de escola da rede pública, recebeu de um aluno ameaças de agressão e, mais 
de uma vez, avisou à direção da escola, que se manteve inerte. Com a consumação das 
agressões pelo aluno, a professora ajuizou ação indenizatória contra o Estado. 
A respeito dessa situação hipotética e de aspectos legais a ela pertinentes, assinale a 
opção correta. 
 
a) A responsabilidade civil por conduta omissiva independe da demonstração do nexo de 
causalidade. 
b) A ação deverá ser julgada improcedente, haja vista que o Estado só responde por atos 
comissivos. 
c) A ação deverá ser julgada improcedente, tendo em vista que o causador do dano não é 
agente estatal. 
d) A responsabilidade do Estado derivou do descumprimento do dever legal, a ele atribuído, 
de impedir a consumação do dano. 
e) As condutas omissivas do Estado que causem danos a terceiros invariavelmente dão 
ensejo à responsabilidade civil. 
 
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SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
A questão aborda sobre a omissão ao dever específico da Administração 
Pública. Nestes casos, a Administração Pública possui um dever de agir imposto por 
lei, no momento que se mantem inerte, descumprindo um dever legal que causa 
danos ao administrado surge, segundo entendimento jurisprudencial, configura a 
responsabilidade civil do Estado. 
Inclusive, trata-se de um caso apreciado pelo STF (RE 633138/DF). 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Aqui temos uma questão que aborda um tema relevante: a responsabilidade 
civil por atos omissivos. 
O ato omissivo é aquele em que o Estado deixa de praticar um ato e com isso, 
acaba resultando em um dano suportado por um particular. 
E por que seria um tema relevante? Parcela significativa da doutrina 
administrativista entende que o art. 37, § 6º da Constituição Federal de 1988 não 
abrange a responsabilidade do Estado por atos omissivos. 
Mas, para não permitir uma lacuna e torna-se o Estado irresponsável em 
situações como, por exemplo, um veículo danificado em decorrência de um buraco 
na rua, a doutrina passou a entender que a responsabilidade civil do Estado nos atos 
omissos é subjetiva, ou seja, exige a comprovação de dolo ou culpa. 
Este entendimento acabou sendo adotado pela jurisprudência, inclusive pelo 
STJ e STF. 
Mas, tais tribunais passaram a adotar a responsabilidade objetiva em casos 
específicos de omissão, em especial naqueles em que o Estado tem a obrigação de 
guarda de pessoas (por exemplo, presidiários). Quando o Estado falha na custódia e 
guarda dessas pessoas sob sua proteção, acaba cometendo uma omissão específica, 
afinal, há um dever específico de proteção. Com isso, há julgados que irão apontar 
que nos casos de omissão específica a responsabilidade civil do Estado é objetiva 
(STF, RE 272839/MT – morte de detento por colegas de carceragem). Quando não 
há o dever específico de proteção, haverá uma omissão genérica, voltando a regra 
da responsabilidade civil subjetiva. 
Portanto, concluímos que: a) Posição majoritária é que a responsabilidade civil 
do Estado por atos omissivos é SUBJETIVA (depende de comprovação de dolo ou 
culpa); b) Nos casos de omissão específica o STJ e STF possuem decisões em 
reconhecer a responsabilidade civil OBJETIVA (independe da comprovação de dolo 
ou culpa). 
 
 
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95. (CESPE - 2017 - TRE-PE - Técnico Judiciário – Área Administrativa) A 
responsabilidade do Estado por conduta omissiva 
 
a) é objetiva, dispensando-se, para sua caracterização, a demonstração de culpa, exigindo-
se, para tal, apenas a demonstração do dano. 
b) é objetiva, dispensando-se, para sua caracterização, a demonstração de culpa, mas 
exigindo-se, para isso, demonstração de nexo de causalidade entre a conduta e o dano. 
c) caracteriza-se mediante a demonstração de culpa, dispensando-se, para tal, a 
demonstração de dano. 
d) caracteriza-se mediante a demonstração de culpa, de dano e de nexo de causalidade. 
e) é descabida. 
 
SOLUÇÃO RÁPIDA 
 
GABARITO: D 
 
Prevalece na doutrina e jurisprudência o entendimento que a responsabilidade 
civil do Estado por atos omissivos é subjetiva. 
 
SOLUÇÃO COMPLETA 
 
Esta questão complementa o entendimento que formamos na questão anterior. 
Relembrando, a doutrina e jurisprudência majoritária entende que a 
responsabilidade civil do Estado por atos omissivos é SUBJETIVA. 
Logo, deverá estar configurado: a) Omissão; b) Dolo ou culpa; c) Nexo causal; 
d) Dano. 
Mas, há entendimentos do STJ e STF que, se o Estado foi omisso em um dever 
específico, a responsabilidade será OBJETIVA. 
Neste sentido: 
“Reitere-se, portanto, que para a doutrina, a responsabilidade do Estado por 
suas omissões é de natureza subjetiva, calcada na culpa administrativa. Tal 
conclusão resulta, aliás, da exegese que se faz do § 6º do art. 37 da Constituição. 
que utiliza a expressão causar (as pessoas jurídicas de direito público (...) 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros), 
dando a ideia de que a responsabilidade objetiva nele adotada se limita aos danos 
derivados das ações do Estado (...) 
Todavia, há uma posição intermediária. Boa parte da doutrina e da 
jurisprudência vêm se baseando na distinção que deve ser feita entre a “omissão 
genérica” e a “omissão específica:” (CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito 
administrativo. 14. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Juspodvim. 2015. p. 365-366). 
 
 
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96. (CESPE - 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário - Administrativa) Se determinado agente 
de uma sociedade de economia mista estadual, concessionária do serviço de energia 
elétrica, causar, durante a prestação de um serviço, dano à residência de um particular, 
 
a) a concessionária responderá objetivamente, de acordo com a teoria do risco integral, caso 
fiquem comprovados o dano causado ao particular, a conduta do agente e o nexo de 
causalidade entre o dano e a conduta. 
b) a concessionária de serviço público poderá responder pelo dano causado ao particular, 
independentemente da comprovação de culpa ou dolo do agente. 
c) haverá responsabilidade subjetiva

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