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PCC DE DIDÁTICA ESPECÍFICA

Trabalho prático de Didática Específica (Licenciatura em História) que analisa a construção do conhecimento histórico como instrumento político no ensino; retoma críticas à Didática nos anos 1970, a renovação dos anos 1980 e a proposta de Didática fundamental; justifica a escolha do 4º parágrafo para debate e traz referência.

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LICENCIATURA EM HISTÓRIA
PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR (PCC)
DISCIPLINA: Didática Específica
ALUNO: Omar Flourckoya da Silva
RA: 1878842
CIDADE: Rio das Ostras – RJ
ANO: 2020
INTRODUÇÃO
O objetivo desse trabalho é entender a construção do conhecimento histórico como instrumento de atuação política no ambiente educativo, para a escolha de um parágrafo sobre o tema para discutir com os alunos. A escolha deve considerar aspectos dessa disciplina.
Uma breve retomada histórica da Didática nos ajuda a entender as circunstâncias que cercam esse ocultamento a que se refere André (2008). Tomando por base alguns estudos, pode-se afirmar que a Didática passou a ser fortemente contestada a partir dos anos de 1970, com a crítica ás perspectivas escola novista e tecnicista, denunciando a pseudoneutralidade do técnico e enfatizando a necessidade de se pensar a prática social. O campo da Didática que, então se forjava pela via de uma produção de natureza eminentemente técnica e prescritiva, experimentou uma fase de críticas contundentes, apontando, inclusive para a sua negação. Com a emergência de um novo pensamento pedagógico, a Didática instrumental é posta em questão.
Nesse sentido, os anos 1980 foram referenciais na constituição do campo da Didática, assim como no contexto mais abrangente do campo educacional brasileiro. A década de 1980 foi essencialmente marcada pelas pedagogias contra hegemônicas, voltadas para a educação e as possibilidades emancipatórias de transformação da sociedade. Dessa forma, a produção da Didática nos anos de 1980 experimentou uma grande renovação, resultante das mudanças que perpassaram o campo educacional e social nesse período. Uma série de encontros decorrentes do movimento dos educadores propiciou sua problematização, tecendo progressivamente mudanças paradigmáticas na área.
Um dos marcos dessa fase diz respeito ao desafio proposto e recolocado, de superação de uma Didática exclusivamente instrumental pela construção de uma Didática fundamental, essencialmente articulada á problemática da educação na sociedade. A proposta da Didática fundamental defendida, representa um amplo movimento de reação á didática marcada pela neutralidade
É importante destacar que, na defesa da Didática fundamental, a autora não negou a dimensão técnica, porém a recitou do ponto de vista político. No seu entender, a prática pedagógica, objeto da Didática, por ser política, exige a competência técnica. Nessa direção, partiu para a defesa da interligação entre as dimensões humanas, técnica, política e social, que dão relevo a multidimensionalidade do processo de ensinar e aprender, objeto da didática. Essa perspectiva consciente trabalhada faria emergir o que chamou de Didática fundamental. Tal proposta teve ampla repercussão dos debates acadêmicos e na produção da área.
Parágrafo escolhido para debater com os alunos.
A escolha do 4º parágrafo justifica-se pela perspectiva de que o objeto da Didática diz respeito ao processo de compreensão, problematização e proposição acerca do ensino, sendo entendido como método de fazer aprender alguma coisa a alguém, marcado pela mediação, com movimento distintos de (ensino e aprendizagem), porém indissociáveis. Favorecendo o professor em formação prática e pedagógica.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANDRÉ, Marli et al. O trabalho docente do professor formador no contexto atual das reformas e das mudanças no mundo contemporâneo. Revista brasileira de estudos pedagógicos, Brasília, v.91, n.237, p.122 – 143, jan /abr. 2010

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