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PROTOCOLO CURSO DE DIREITO CAPA DO TRABALHO NOME DO(a) ALUNO(a): Laura Militão Da Silva (SEM ABREVIAÇÕES) TELEFONE PARA CONTATO: (11)96331-0966 E-MAIL: Laura.militão@hotmail.com RA: 6867706 TURMA 003201E02 TEMA DO TRABALHO: (APS) Definição de Lei NOME DO(a) PROFESSOR(a): FERNANDA RODRIGUES FELTRAN SÃO PAULO, 15 / 05 / 2020 VISTO DO(a) PROFESSOR(a) Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - UniFUM Rua Taguá, 150 - Liberdade - São Paulo-SP - Brasil - CEP 01508-010 - Tel.: (011) 3346-6200 R.193 Fax: (011) 3346-6200 R. 177 - E-mail: secuni_direito@fmu.br - INTERNET: http://www.fmu.br mailto:secuni_direito@fmu.br http://www.fmu.br/ Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas Laura Militão da Silva RA: 6867706 Atividade Prática Supervisionada (APS) Definição de Lei São Paulo – SP 2020 Considere o caso seguinte: com o objetivo de garantir o livre acesso aos diversos hospitais situados na região, edita-se uma lei que proíbe manifestações na avenida principal da cidade, lugar tradicional de reuniões e composta por seis faixas de rolamento. Como juiz, decida se a lei é constitucional, utilizando na fundamentação as regras que integram o princípio da proporcionalidade. Texto sugerido: ADI 1.969, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 28-6-2007, P, DJ de 31-8-2007 (Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp). Princípio da Proporcionalidade O princípio da proporcionalidade tem seu principal campo de atuação no âmbito dos direitos fundamentais, atuando como critério determinante das restrições impostas pelo Estado a cada indivíduo. Segundo Paulo Bonavides, o princípio da proporcionalidade é, indubitavelmente, o mais importante mecanismo de proteção eficaz de liberdade na ordem constitucional de nossos dias e “Urge fazê-lo alvo, pois, das reflexões mais atualizadas e atualizadoras de nossos dias em matéria de defesa de direitos fundamentais perante o poder do Estado”. Ele ainda assegura: “Chegamos, por conseguinte, ao Estado democrático de direito, à plenitude da constitucionalidade material. Sem o princípio da proporcionalidade aquela constitucionalidade ficaria privada do instrumento mais poderoso de garantia dos direitos fundamentais contra possíveis e eventuais excessos perpetrados com o preenchimento do espaço aberto pela Constituição ao legislador para atuar formulativamente no domínio das reservas de lei.” Nessa linha de raciocínio, afirma Penalva que “A proporcionalidade é consubstancial ao Estado de Direito, com plena e necessária operatividade, ao mesmo passo que a exigência de sua utilização se apresenta como uma das garantias básicas que se hão de observar em toda hipótese em que os direitos e as liberdades sejam lesados.” O princípio da proporcionalidade insere-se na estrutura normativa da Constituição, junto aos demais princípios gerais norteadores da interpretação das regras constitucionais e infraconstitucionais. Uma vez que uma visão sistemática da Constituição permite-se auferir sua existência de forma implícita e ele deverá guiar o magistrado na interpretação e o legislador na elaboração de normas hierarquicamente inferiores. Há várias teses acerca do fundamento jurídico desse princípio. Boa parte da doutrina entende que a regra da proporcionalidade tem seu fundamento no chamado princípio do Estado de Direito, como é o caso de Gilmar Ferreira Mendes e Luís Roberto Barroso. A lei que proíbe manifestações na avenida principal da cidade, com o objetivo de garantir o livre acesso a diversos hospitais da região trata-se de uma Lei Inconstitucional. Essa proibição, seguindo o Princípio da Proporcionalidade, é completamente inadequada e desnecessária. A inadequação se encontra na violação do Artigo 5º, XVI, da Constituição Federal. A liberdade de manifestação e reunião constitui um dos mais importantes direitos do cidadão e sua proibição seria um enorme retrocesso. Com a devida organização e divisão das faixas de rolamento, as manifestações não irão interferir ou prejudicar a locomoção e o acesso aos hospitais da região. A prescindibilidade se deve ao fato de que, para garantir o livre acesso aos hospitais da região durante manifestações, como a avenida possui um total de seis faixas de rolamento, basta a interdição de três delas para que a manifestação ocorra enquanto nas outras três o trânsito de carros, motos e ambulâncias possa ocorrer normalmente com o auxílio da empresa que administra o trânsito da cidade e da polícia militar, a fim de conservar a integridade física e segurança dos manifestantes e dos motoristas. Referencias: BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 15. ed. São Paulo: Malheiros, 2004, pp. 394 e 386. PENALVA, Ernesto Pedraz. Constituición, jurisdicción y proceso, Madri: Akal, 1990, p. 342. Mendes, Gilmar Ferreira. O princípio da proporcionalidade na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: novas leituras, Bol. IOB 14, 2000, p. 372; Barroso, Luís Roberto. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade no direito constitucional, Revista dos Tribunais – Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política, 23, 1998, pp. 75 e 77.