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1
Prof.ª Fernanda Coelho
Gerenciamento de Enfermagem
GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
Atender as necessidades da população voltada 
para a integralidade do atendimento
GERÊNCIA tem como objetivo:
1
2
2
Na perspectiva da Administração é necessário que o
enfermeiro tenha competência para assumir a responsabilidade de
gerenciar, tendo em vista que o gerenciamento de enfermagem
corresponder a coordenar os serviços de assistência em
enfermagem e de tomada de decisões a fim oferecer uma
assistência de qualidade.
• Uma característica importante nas práticas gerenciais é a
inclusão das relações humanas, onde viabiliza as práticas para a
administração do trabalho de pessoas.
• Um outro aspecto a ser salientado é que não compete ao
enfermeiro somente identificar a cultura da organização e sua
influência no processo de gestão, mas também a compreensão
de como é aprendida e disseminada essa cultura pelos seus
integrantes, possibilitando assim suas ações gerenciais.
3
4
3
GERENCIAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
Atividade importante para a viabilização das práticas para
administrar o trabalho das pessoas, assim como a competência
interpessoal que auxilia o enfermeiro gerente no enfrentamento
de desafios em seu cotidiano, principalmente a falta de confiança
que o ser humano tem em seu semelhante, a insegurança e,
muitas vezes, a falta de empatia, o que torna as relações
superficiais e pouco produtivas.
Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986
Art. 11º - “o enfermeiro exerce todas as atividades de
enfermagem; no entanto são privativos à direção dos órgãos de
enfermagem da instituição de saúde pública e privada e à chefia
de serviço e de unidade de enfermagem, a organização e a
direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas
e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços, o
planejamento, a organização, a coordenação, a execução e a
avaliação dos serviços de assistência de Enfermagem”.
5
6
4
Gerenciamento é PRIVATIVOdo enfermeiro
Direçãodos órgãos 
de enfermagem Chefia de serviço e 
unidade de enfermagem
Organização e 
direçãodos serviços e atividades 
técnicas e auxiliares
avaliação da assistência de 
enfermagem
Planejamento, coordenação, execução e
Na enfermagem, nos dias de hoje, falamos em gerência de
unidade que consiste na previsão, provisão, manutenção, controle
de recursos materiais e humanos para o funcionamento do
serviço, e gerência do cuidado que consiste no diagnóstico,
planejamento, execução e avaliação da assistência, passando pela
delegação das atividades, supervisão e orientação da equipe
(GRECO, 2004: p.505).
Gerência do Cuidado
Gerência de Unidade
Previsão, provisão, manutenção e 
controle de recursos materiais e 
humanos
Sistematização da assistência e 
Implementação do Processo de Enfermagem 
em ambientes
X
7
8
5
Na gerência do cuidado, o uso do Processo de Enfermagem
é apontado pela Resolução COFEN 358/09 que dispõe sobre a
Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação
do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados,
em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem.
GERENCIAR
é o processo de tomar decisões que afetam a estrutura, os
processos de produção e o produto de um sistema. Implica
coordenar os esforços das várias partes desse sistema, controlar
os processos e o rendimento das partes e avaliar os produtos
finais e resultados. Numa organização, o gerente se responsabiliza
pelo uso efetivo e eficiente dos insumos, de forma a traduzi-los
em produtos (serviços, por exemplo) que levam a organização a
atingir os resultados que se esperam dela.
9
10
6
Gerenciar
GERENTE
Coordenar os 
esforços do 
sistema
Coordenar os esforços 
e rendimento das 
partes
Avaliação dos 
resultados e 
produtos finais 
e resultados. 
Uso efetivo e 
eficiente dos insumos
Processo de tomar decisões que afetam
Estrutura, 
Processos de produção 
Produto de um sistema. 
Produtos
TRADUZI‐LOS
Organização a atingir os resultados
PLANEJAR
Planejar é um processo que depende fundamentalmente de
conhecer intimamente a situação atual de um sistema e definir
aquela a que se pretende chegar. O plano, portanto, constitui-se
no detalhamento do processo de mudança entre a situação atual
e a desejada, sendo o gerente o responsável por executar essa
tarefa.
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12
7
SITUAÇÃO 
ATUAL
Responsável por
essa tarefa é o
e
Definir a meta que se pretende alcançar
PLANEJAR
Conhecer a situação atual do sistema
PLANO
detalhar o processo de mudança 
SITUAÇÃO 
DESEJADA
GERENTE
PLANEJAMENTO EM SAÚDE
De acordo com VILAS BOAS (2004) apud TEIXEIRA (2010),
pode-se afirmar que o ato de planejar consiste em desenhar,
executar e acompanhar um conjunto de propostas de ação com
vistas à intervenção sobre um determinado recorte da realidade.
O planejamento pode ser visto como um instrumento de
racionalização da ação humana. Ação realizada por atores sociais,
orientada por um propósito relacionado com a manutenção ou
modificação de uma determinada situação.
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14
8
Ato de PLANEJAR 
desenhar, executar e acompanhar
Intervenção
Recorte da
Instrumento de 
racionalização 
da ação 
humana
conjunto de propostas de ação
REALIDADE
• O planejamento é valorizado como um processo essencial de uma gestão moderna
e eficiente;
• O planejamento não é tarefa dos “planejadores”; ele deve ser feito pelos atores
envolvidos na ação;
• Planejar não é fazer uma mera declaração de intenções;
• O planejamento é um instrumento de gestão que promove o desenvolvimento
institucional.
• O planejamento é uma forma de educação para a qualidade;
• Planejar é uma atitude permanente da organização e do administrador;
• Planejar é toda uma visão administrativa e envolve um variado número de atores
sociais.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O 
PLANEJAMENTO:
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16
9
Segundo esse modelo de planejamento, os resultados dos
planos dependeriam apenas do conhecimento técnico daqueles
que iriam operacionalizar as ações, desconsiderando assim a
esfera política e social.
PLANEJAMENTO NORMATIVO OU TRADICIONAL
Resultado depende 
APENAS
Planejamento
Conhecimento 
técnico das pessoas que 
operacionalizaram as ações
• O sujeito que planeja e o objeto do planejamento são independentes.
O sujeito é único e situa-se fora e acima da realidade.
• O conhecimento da realidade se dá através do diagnóstico científico,
em que a verdade é concebida como única e objetiva.
• Prega-se a neutralidade
• O planejamento é anti-histórico, ou seja, não leva em consideração a
historicidade e dinamicidade dos fenômenos.
• Trabalha com sistemas fechados ou visualiza a mínima interligação
entre os pontos de partida e pontos de chegada.
• Nega e negligência a questão do conflito e do poder.
PLANEJAMENTO NORMATIVO OU TRADICIONAL
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18
10
PLANEJAMENTO NORMATIVO OU TRADICIONAL
FASE 1 Diagnóstico: conhecimento do sistema como um todo
FASE 2 Determinação dos Objetivos
FASE 3 Estabelecimento de prioridades
FASE 4 Seleção de recursos disponíveis
FASE 5 Estabelecimento do plano Operacional
FASE 6 Desenvolvimento
FASE 7 Aperfeiçoamento
Método CENDES-OPS
O método CENDES-OPS propunha, para o diagnóstico de
saúde, a construção dos indicadores do nível de saúde a partir do
levantamento e sistematização de variáveis demográficas,
epidemiológicas e sociais, enfatizando a identificação, descrição e
quantificação de variáveis populacionais, como uma primeira e
imprescindível etapa para o conhecimento das principais doenças
e agravos à saúde que atingem uma determinada população, os
grupos mais afetados, as faixas etárias mais atingidas e os riscos
mais relevantes.
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20
11
EPIDEMIOLOGIA Levantamento e 
sistematização 
de variáveis
DEMOGRÁFICAS
EPIDEMIOLÓGICASSOCIAIS
Construção dos indicadores do nível de saúde
Diagnostico de saúde
O método CENDES/OPS foi composto por etapas pré-definidas,
com tarefas precisas e limites cronológicos demarcados,
abarcando 04 etapas:
1. Descrição da Situação de
Saúde e explicação dessa
situação
A visualização de possíveis ações por meio de
indicadoresquantitativos, de impacto e resolutividade
dessas ações mediante a situação descrita
2. A elaboração da
Programação
Compreendendo a descrição de ações técnicas
3. A implementação da
Programação
Obedecendo à uniformidade das mesmas em todos os
territórios, como se o problema atingisse a todos em
proporcionalidade semelhante em âmbito Nacional
4. A avaliação Como forma final de conferir se os resultados almejadosforam alcançados
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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
O planejamento estratégico é um método para resolução de
problemas. Problema é algo detectado que incomoda o ator social
e o incentiva a buscar as mudanças necessárias.
PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO
Resolução de 
problemas
e incentiva mudanças 
Incomoda o ator social 
São elementos básicos do Planejamento Estratégico:
• Determinação do propósito organizacional em termos de valores,
missão, objetivos, estratégias, metas e ações, com foco em priorizar a
alocação de recursos
• Análise sistemática dos pontos fortes e fracos da organização,
inclusive com a descrição das condições internas de resposta ao
ambiente externo e à forma de modificá-las, com vistas ao
fortalecimento dessa organização
• Delimitação dos campos de atuação da organização
• Engajamento de todos os níveis da organização para a consecução
dos fins maiores.
23
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13
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL 
(PES)
Determinados cenários situacionais o poder deverá ser analisado nas
seguintes dimensões:
• Poder Político: é representado por atores sociais que detém o poder em
função do exercício de um mandato eleitoral.
• Poder econômico: é representado por atores sociais que detêm o
manejo de recursos econômico-financeiros.
• Poder administrativo: é representado por atores sociais que ocupam
cargos administrativos nas esferas municipais, estaduais ou federais.
• Poder técnico: é representado por atores sociais que detêm o
conhecimento sobre determinadas áreas.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL 
(PES)
O Planejamento Estratégico Situacional (PES) constitui uma
oportunidade de aprofundamento da discussão da importância e
do significado do planejamento para a administração pública. O
PES é uma metodologia recente e exclusiva ao setor público, e
não uma adaptação.
Confere a possibilidade de governar com objetivos claros
que devem ser acompanhados por meio de um sistema que
permita visualizar o detalhamento do plano em programas,
projetos e ações coordenadas entre si e coerentemente
articulados com os diversos atores.
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Sistema que permite visualizar
Governar com 
objetivos claros
ACOMPANHADO
Plano em programas, projetos e 
ações 
coordenadas entre si e 
coerentemente articulados com os 
diversos atores. 
d e t a l h a m e n t o
Enquanto o planejamento normativo/tradicional acredita
poder controlar a realidade, o Planejamento Estratégico
Situacional pretende apenas influir na realidade.
PLANEJAMENTO 
NORMATIVO
PLANEJAMENTO 
E.S.
Controlar a realidade
X
Influir na realidade
27
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O PES é composto por quatro momentos que se inter-
relacionam, buscando responder a quatro indagações
fundamentais no processo decisório. Esses momentos são
denominados: explicativo, normativo, estratégico e tático-
operacional.
MOMENTO EXPLICATIVO
O "momento explicativo” equivale ao “diagnóstico” do
Planejamento Normativo; entretanto, aplica-se o termo
“momento”, ao invés de “etapa”, porque representa instâncias que
se repetem constantemente e em ordem variável, durante todo o
processo de planejamento porque o momento explicativo se move
no plano do como é, como tende a ser a realidade e como
chegamos a ela. Por isso, é também um momento dinâmico
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30
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MOMENTO NORMATIVO
Aqui o mais importante é estabelecer objetivos em função de
cada problema ou grupo de problemas. A partir dos objetivos, devem-
se estabelecer as metas e as linhas de ação para cada objetivo
especifico. Ainda nesse momento são identificados e quantificados os
recursos necessários a realização das ações. Em síntese, é o momento
privilegiado de atuação de diferentes atores, que orienta o plano para a
mudança que se quer.
O momento normativo aponta ao que é o desenho do “deve ser”.
Porque só planejamos a mudança das tendências situacionais quando
estamos insatisfeitos com elas e para atuarmos sobre a realidade,
precisamos ter a capacidade de opor às tendências reais um projeto
normativo.
MOMENTO ESTRATÉGICO
É o momento de analisar que algumas operações poderão ser
altamente conflitivas do ponto de vista político, muito exigentes do
ponto de vista econômico, ou demandante de tecnologia de elevada
complexidade. Então quais serão os obstáculos que deveremos superar
para transformar o desenho em realidade? Possuímos os recursos de
poder necessários para intervir? Possuímos capacidade organizativa e
institucional? Nesse momento, devemos verificar se há contradições
entre os objetivos (análise de coerência), se os recursos, tecnologias e
organização estão disponíveis (análise de factibilidade) e se é possível
contornar os obstáculos políticos (análise de viabilidade) (PAIM, 2006).
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MOMENTO TÁTICO-OPERACIONAL
Para Matus o plano se completa na ação, nunca antes.
Somente a ação muda a realidade e este agir faz parte do plano.
Não é etapa posterior. Este é momento de execução do plano sob
uma determinada gerencia e organização do trabalho, com
prestação de contas, supervisão, acompanhamento e avaliação. É
o momento de monitorar as operações e avaliar continuamente.
 O sujeito que planeja faz parte da realidade juntamente com outros atores;
 Admite-se que não há uma realidade única estática, avançando-se para o
entendimento da mesma no que diz respeito à superação da visão
multicausalidade para uma teoria explicativa pautada na determinação social;
 Admite-se que não há neutralidade e que o planejamento tem uma
importante dimensão política e social, além da dimensão técnica;
 É histórico e identifica-se com o “pode ser”;
 Trabalha com a visão dialética situacional-estratégica;
 Reconhece o conflito e as relações de poder com os quais trabalha.
Principais características:
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(2013/FCC/DPE-RS) Em relação aos métodos de planejamento, é possível fazer
uma distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico
situacional. Considera-se planejamento
a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura
em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de governo, a
governabilidade e a capacidade de governo.
b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política
e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele
elabora um único plano de ação.
c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde
(SUS), é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde.
d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas
atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas.
e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque
não leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos.
(2014/FUNRIO/IF-BA) O planejamento e a tomada de decisão são
instrumentos importantes para o processo de trabalho gerencial na
enfermagem. Por isso, as melhores decisões são tomadas quando
percorremos todas as fases do processo decisório. A análise do poder
nas dimensões política, econômica, administrativa e técnica integram a
metodologia de planejamento conhecida como
a) Método CENDES/OPS.
b) Planejamento Normativo.
c) Modelo Taylorista.
d) Planejamento Estratégico Situacional.
e) Metodologia do Planejamento em Enfermagem.
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(2013/Fundação Carlos Chagas (FCC)) Duas unidades de saúde apresentam
características de planejamento diferentes. Algumas dessas características são:
Unidade A: O sujeito que planeja e o objeto do planejamento são
independentes. Prega-se a neutralidade científica do planejadore o
planejamento não leva em consideração a historicidade e dinamicidade dos
fenômenos.
Unidade B: O sujeito que planeja faz parte da realidade juntamente com
outros atores. Reconhece e trabalha com o conflito e com as relações de
poder.
De acordo com esses dados, está sendo aplicado na Unidade
A) B o planejamento tradicional.
B) A o planejamento estratégico situacional.
C) A o planejamento normativo ou tradicional.
D) B o planejamento de métodos e normas.
Prof.ª Fernanda Coelho
Gerenciamento de Materiais
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20
GERENCIAMENTO DE RECURSOS MATERIAIS EM 
ENFERMAGEM
Administração de recursos materiais nas instituições de
saúde tem como objetivo coordenar as atividades necessárias
para garantir o suprimento de todas as áreas da organização, ao
menor custo possível e de maneira que a prestação de seus
serviços não sofra interrupções prejudiciais aos usuários.
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Entende-se por materiais os produtos que serão consumidos
imediatamente após sua chegada ou após um período de
armazenamento, ou seja, excluem-se deste agrupamento os
materiais permanentes, tais como os equipamentos, mobiliários,
veículos.
Uma das atribuições dos enfermeiros é administrar materiais,
definida como a atividade de planejar, executar e controlar, nas
condições mais eficientes e econômicas, o fluxo de material,
partindo das especificações dos artigos a comprar até a entrega e
utilização do produto.
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22
PROCESSO DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS 
MATERIAIS EM ORGANIZAÇÃO DE SAÚDE
O gerenciamento de recursos materiais constitui a totalidade dos 
fluxos de materiais de uma organização de saúde, compondo um 
processo com as seguintes atividades principais:
• A programação começa pela classificação, padronização,
especificação dos materiais e estabelecimento da quantidade a
ser adquirida.
A padronização de materiais é essencial dada a variedade de
bens e produtos que têm a mesma finalidade técnica e indicações
de uso. A padronização é realizada por meio do estabelecimento
de critérios objetivos de indicação técnica do uso do material, e do
custo-benefício.
43
44
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A especificação técnica compreende uma descrição minuciosa
do material, pois representa, com precisão, aquilo que se deseja
adquirir, o que impõe, principalmente às instituições públicas, uma
rigorosa analise do produto no que se refere a sua fabricação.
45
46
24
A previsão de materiais, ou seja, a quantidade a ser requisitada
pelas unidades ao almoxarifado, é determinada pelo perfil de
consumo de cada unidade, estabelecendo-se uma cota de
materiais que representa uma estimativa de gastos por
determinado período. (CASTILHO e LEITE, 1991 apud CASTILHO
e GONÇALVES, 2014)
A previsão de materiais é um dos
componentes do controle de
estoque, compreendendo as
ações gerenciais para
determinação do quanto
comprar.
A estimativa do material a ser comprado depende do
consumo mensal das unidades hospitalares, ou seja, da soma das
cotas de todas as unidades, cujos valores são calculados com base
na média aritmética do consumo, podendo ser estimada pela
expressão:
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Para calcular o consumo médio mensal (CMM), é necessário
encontrar a média dos valores utilizados na unidade de saúde nos
últimos meses e dividir pelo número de meses. Através da cota
mensal é possível prever o consumo para o próximo período
através do consumo do período anterior. O período é arbitrário,
porém o recomendado é que seja, no mínimo, 03 meses ou
superior ou igual a 12 meses.
• Para calcular a média aritmética móvel de cada novo mês, basta
desprezar o mês mais antigo e acrescentar o mais novo.
• O estoque de segurança (ES), também chamado de
estoque mínimo, consiste na quantidade de cada item que deve
ser mantido como reserva para garantir a continuidade do
atendimento caso haja elevação brusca no consumo ou atraso
no suprimento.
• A forma de cálculo do ES é o acréscimo à cota mensal de
um percentual que varia de 10 a 20% do CMM, somando ao
consumo diário durante o tempo de reposição.
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26
A curva ABC classifica os materiais por classe A, B e C,
obedecendo faixas predeterminadas, em que os itens A
correspondem a 20% do total de itens, os de classe B a 20% a
30% do total de itens e os de classe C a 50%. Os itens de classe A,
embora em menor número, representam itens de maior custo ou
investimento, estes itens possuem maior importância com relação
à forma de gerenciá-los.
Ainda se tratando de controle de estoque, um aspecto
importante que deve ser levado em consideração é a decisão de
quando comprar. Esse momento é denominado ponto de
requisição ou nível de ressurprimento. Ele é deflagrado quando o
nível de estoque atingido é incompatível com a demanda de
consumo.
51
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(2014/FCC/TRF - 3ª REGIÃO) Ao auxiliar o enfermeiro na
administração dos recursos materiais utilizados na unidade de
trabalho, o técnico de enfermagem realiza a previsão de materiais
levando-se em conta o perfil de consumo de cada material.
Considerando que o consumo de seringas de 10 mililitros, nos últimos
4 meses, foi de 560 unidades e o estoque de segurança é de 15%, para
manter a demanda da unidade, a cota mensal desta seringa deve ser,
em unidades, igual a
a) 119.
b) 140.
c) 161.
d) 644.
e) 308.
(2016/IBFC/EBSERH) O gerenciamento em Enfermagem é de extrema importância
junto às Unidades Hospitalares, em especial na Unidade de Terapia Intensiva, que
possui demandas específicas e alta tecnologia envolvida na assistência. Para isso,
diversos instrumentos e ferramentas devem ser adotados para melhor
gerenciamento da unidade. Umas das ferramentas utilizadas é a aplicação da curva
ABC para classificação do material devido a necessidade de controle do seu
consumo e custo.
Considerando a curva ABC, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V)
ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para
baixo.
( ) Os materiais são classificados em classes A, B e C, sendo que os pertencentes a
classe A apresentam-se em menor número de itens e maior custo total ou
investimento.
( ) Os materiais são classificados em classes A, B e C, sendo que os pertencentes a
classe C apresentam-se em menor número de itens e maior custo total ou
investimento.
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( ) Os materiais são classificados em classes A, B e C, sendo que os pertencentes a
classe A apresentam-se em maior número de itens e maior custo total ou
investimento.
( ) Os materiais são classificados em classes A, B e C, sendo que os pertencentes a
classe C apresentam-se em maior número de itens e menor custo total ou
investimento.
a) F,V,F,V
b) F,V,F,F
c) V,F,F,F
d) F,F,F,V
e) V,F,F,V
O SISTEMA DE REPOSIÇÃO PODE SER 
REALIZADO DE QUATRO FORMAS:
SISTEMA DE RESPOSIÇÃO
POR TEMPO
Em épocas predeterminadas as cotas são repostas
integralmente;
SISTEMA DE REPOSIÇÃO
POR QUANTIDADE
Quando o estoque chega a um nível mínimo,
denominado de estoque de reposição, é feita a
reposição do material tendo por base a cota
predeterminada, independente de um prazo
estipulado;
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O SISTEMA DE REPOSIÇÃO PODE SER 
REALIZADO DE QUATRO FORMAS:
SISTEMA DE REPOSIÇÃO
POR QUANTIDADE E
TEMPO
É estabelecida uma cota para um determinado
tempo, e em uma época predeterminada, é feita
a solicitação de materiais na quantidade
necessária para repor o estoque;
SISTEMA DE REPOSIÇÃO
IMEDIATA POR
QUANTIDADE
Os materiais são encaminhados diariamente ou
com uma frequência ainda maior, para a
unidade, de acordo com o consumo
O PAPEL DO ENFERMEIRO 
• Um aspecto importante no gerenciamento de materiais é que o
enfermeiro responsável conheça a rotina de consumo da sua
unidade, não somente os de consumo e medicamentos, mas
também os esterilizados, encaminhados pelas centrais de
material.
• A atuação do enfermeiro na administração de materiais constitui
uma conquista na esfera de tomada de decisão, destacando,
portanto, o importante papel do enfermeiro na dimensão tecno-
administrativa inerente aos processos de cuidar e gerenciar, e
não apenas na concepção de mais uma atividade burocráticaque
não agrega valor à profissão, afirma CASTILHO e GONÇALVES
(2014).
57
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30
(2015/ FCC/ TRT - 3ª Região (MG)/ Analista Judiciário – Enfermagem)
Com relação a gestão de recursos materiais, o enfermeiro do setor
descreveu no manual da instituição “deve ser estabelecido uma
quantidade de materiais (cota) que garanta o consumo durante um
período, e em uma época, também determinada, é feita a solicitação de
materiais na quantidade necessária para repor o estoque". Nesta situação,
o profissional está definindo que a provisão de materiais na sua unidade
se dará pelo sistema de reposição,
a) por quantidade, apenas.
b) por tempo, apenas.
c) por quantidade e tempo.
d) imediata por quantidade.
e) de estoque mínimo.
(2014/ IADES/ UFBA) Os enfermeiros exercem papel fundamental na
administração de materiais de um hospital, sendo responsáveis por
previsão, provisão, organização e controle desses materiais. Quanto ao
fundamento básico de provisão, é correto afirmar que ele
a) garante a utilização apropriada dos recursos materiais, a continuidade da
assistência ao paciente e a diminuição dos custos relacionados aos materiais.
b) consiste na maneira como o enfermeiro irá dispor os materiais na unidade.
c) é definido como um levantamento das necessidades da unidade de saúde,
identificando a quantidade e a especificidade deles para suprir essas unidades.
d) consiste na reposição dos materiais necessários para realização das
atividades da unidade, mediante o encaminhamento do impresso de
solicitação aos serviços que fornecem materiais.
e) envolve desde a quantidade, a qualidade, a conservação e os reparos, até a
proteção contra roubos e extravios dentro da organização.
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(2014/ FUNRIO / IF-BA) O processo de gerenciamento de materiais é um
fluxo contínuo de atividades que impacta fortemente o trabalho da
enfermagem. Assim, é importante observar que a padronização,
classificação, especificação e previsão de materiais compõem, nesse
processo, o momento de
a) compra.
b) armazenamento.
c) recepção.
d) distribuição e controle.
e) programação.
(2007/ FCC/ ANS) ROSA recomenda que o período mínimo a ser utilizado
na fórmula que calcula o consumo médio mensal de materiais é de
a) quinze dias.
b) trinta dias.
c) quarenta e cinco dias.
d) dois meses.
e) três meses.
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(2012/ FCC/ TRT - 6ª Região (PE)) Na gestão em enfermagem, a descrição
das etapas dos procedimentos a serem executados e a provisão dos
materiais descartáveis, respectivamente, estão relacionados com
a) o abastecimento de insumos inexistentes até o momento na unidade e a
implantação da SAE.
b) a compreensão da filosofia da instituição de saúde e o planejamento de
gastos/custos.
c) a elaboração de manuais e o controle de materiais utilizados por
determinado período de tempo.
d) o desenvolvimento do regimento institucional e o número de curativos
realizados por determinado período de tempo.
e) a definição das normas da instituição e o planejamento de gastos/custos
até o momento na unidade.
(2014/ COSEAC/ UFF) O enfermeiro, por assumir o gerenciamento das
unidades de atendimento e coordenar toda a atividade assistencial, no
gerenciamento de materiais tem papel preponderante no que diz respeito
à:
a) definição de materiais alternativos, estabelecendo o tempo de reposição
de acordo com o seu consumo nas unidades.
b) operacionalização do processo de compras de materiais por meio de
licitação, observando os requisitos de qualidade.
c) determinação do material necessário à consecução da assistência, tanto
nos aspectos quantitativos como qualitativos.
d) contenção de custos, priorizando os materiais com menor preço e
mantendo um estoque de segurança para a assistência.
e) organização da logística envolvida no armazenamento dos produtos
acabados e sua distribuição física até o cliente
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(2016/ IBFC/ EBSERH) Em uma unidade de Hemodinâmica, o Enfermeiro
utilizará o método da curva ABC para classifcação dos materiais com a
fnalidade de melhorar a organização e o controle gerencial. É correto
afrmar que os materiais em menor número de itens, entretanto, de maior
custo ou investimento, possuem maior importância quanto à forma de
gerenciá-los, sendo denominados:
a) Classe B
b) Classe C
c) Classe O
d) Classe Y
e) Classe A
(2014/ IBFC/ TRE-AM) Considerando a administração do estoque de
materiais e medicamentos, leia as frases abaixo e a seguir assinale a
alternativa correta.
I. É importante a realização de uma programação, que consta de
classificação, padronização, especificação dos materiais e estabelecimento
da quantidade a ser adquirida e estocada.
II. A especificação técnica consiste em descrição minuciosa do material ou
medicamento, pois representa o produto que será adquirido. No serviço
público, é permitida a especificação completa, incluindo a marca de
preferência do produto, a fim de garantir qualidade da assistência.
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III. A previsão de materiais e medicamentos se refere à quantidade a ser
adquirida pelo setor. A quantidade do produto é calculada mediante perfl de
consumo de cada setor, sendo estabelecida uma cota de materiais e
medicamentos.
Estão corretas as frases:
a) Apenas a frase I.
b) As frases I e III.
c) Todas as frases estão corretas.
d) Apenas a frase II.
Classificação de materiais - XYZ
• Outra classificação utilizada para materiais e para a decisão 
sobre quando comprar
• Tem como critério o grau de imprescindibilidade do material 
para a produção dos serviços de saúde. Ou seja: o impacto de 
sua falta, as interrupções no atendimento e o risco acarretado 
para pacientes e profissionais.
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• Imprescindíveis 
• Não podem ser substituídos por outros
• São de difícil acesso no mercado
• Necessitam de controle melhor, já que não podem faltar
Itens Z
•Média criticidade
• Podem ser substituídos por outros produtos
• Encontrados no mercado com razoável facilidade
Itens Y
•Baixa criticidade
• Fáceis de adquirir
• Sua falta não acarreta riscos ou danos
Itens X
Arrematando alguns conceitos
• A administração de materiais envolve a totalidade dos fluxos de materiais de uma
organização e compreende programação, compra, recepção, armazenamento no
almoxarifado movimentação de materiais, transporte interno armazenamento no
depósito de produtos acabados (Chiavenato, 1991).
• Suprimento designa todas as atividades que visam ao abastecimento de materiais
para a produção, envolvendo programação de materiais, compra, recepção,
armazenamento no almoxarifado, movimentação de materiais e transporte interno
para abastecer as unidades produtivas. Não engloba o depósito de produtos
acabados (Chiavenato, 1991).
• Conceito de logística é empregado para o armazenamento dos produtos acabados
e sua movimentação, ou seja, a distribuição física até o cliente. Seu objeto de
atenção está mais relacionado com a estocagem e a distribuição externa do
material produzido, não incluindo a programação nem as compras (Chiavenato,
1991).
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• Padronização
• Classificação 
(mais comum: 
por finalidade)
• Especificação
• Previsão
• Controle de 
qualidade
• Licitação
Compras
• Área de compras é responsável por suprir o setor produtivo com os 
materiais necessários 
• Tem impacto no orçamento hospitalar por meio de compras mais 
eficientes, negociação dos preços, busca de materiais alternativos e 
novos fornecedores.
• Para adquirir um produto é necessário atentar para o controle de 
qualidade do material em questão, bem como de outros semelhantes 
disponíveis no mercado. É necessário submeter o material a testes de 
desempenho e segurança.
• Testes devem ser realizados pelos usuários diretos e baseados em 
critérios técnicos e objetivos, para apreciação e emissão de parecer 
técnico.
• Deverão ser encaminhados para teste somente os produtos que 
atenderem a requisitos mínimos, sendo pré-selecionados pelo 
responsável pelo teste.
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Diferenças Público x Privado
Instituição privada:
É permitido fazer tudo 
o que a lei não 
proíbe!
Instituição Pública:
Só se pode fazero que a 
lei autoriza (princípio da 
legalidade)
Licitação
• Lei 8.666/93
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para 
licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
• Lei 8.745/93
Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da 
Constituição Federal, e dá outras providências.
• Lei 10.520/02
Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 
37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, 
para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências.
• Decreto 5.450/05
Regulamenta o pregão, na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, 
e dá outras providências.
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Licitação
• Procedimento administrativo regido por legislação específica, 
utilizado para aquisição ou alienação de bens e serviços com os 
objetivos de garantir a observância do princípio constitucional da 
isonomia e de selecionar a proposta mais vantajosa para a 
Administração (Brasil, 1993).
• Para a licitação, estão previstas fases a serem rigorosamente 
observadas. Para cada uma delas há prazos estabelecidos, e toda 
documentação é unida aos autos do processo, cabendo recurso 
por parte dos licitantes.
Fluxo simplificado do processo licitatório (Santos e Carrijo, 1999)
Requisição da 
compra
Estimativa de preço 
e cálculo do valor 
total da 
contratação
Previsão e reserva 
de recursos 
orçamentários ou 
financeiros
Determinação da 
modalidade da 
licitação
Elaboração do 
edital
Divulgação e 
publicação do 
edital
Entrega dos 
documentos e 
elaboração da 
proposta comercial
Abertura e exames 
públicos dos 
documentos de 
habilitação
Decisão sobre 
habilitação 
Abertura pública 
das propostas 
comerciais
Julgamento das 
propostas
Homologação e 
adjudicação
Publicação do 
resultado da 
licitação
Entrega do objeto 
licitado
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Modalidades de licitação – lei 8666/93 Art 22
• § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados
que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu
objeto.
• § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas
para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação.
• § 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em
local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos
demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu
interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação
das propostas.
Modalidades de licitação – lei 8666/93 Art 22
• § 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou
artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos
vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na
imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e
cinco) dias.
• § 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a
administração ou de produtos legalmente apreendidos ou
penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art.
19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da
avaliação.
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• Sistema de Registro de Preços, definido como um conjunto de
procedimentos para registrar formalmente em ata obrigatória,
em relação ao objeto licitatório, os preços, as quantidades e as
condições a serem observadas em contratações futuras. Para tal,
realiza-se ampla pesquisa de mercado com a finalidade de aferir
os preços praticados, antes da realização do certame e
trimestralmente, verificando a compatibilidade dos preços
registrados com os praticados.
• O pregão é uma modalidade de licitação mais recente, instituída
pela Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002 (Brasil, 2002). A
opção por essa modalidade não depende do valor estimado da
contratação, e a disputa pelo fornecimento de bens e serviços
comuns é feita por meio de propostas e lances sucessivos em
sessão pública.
• Determinação da modalidade é baseada no valor
• Não é permitido mesclar modalidades num mesmo processo 
licitatório
• Valor estimado = media de preço unitário do mercado (mínimo 
três fornecedores diferentes) X quantidade a ser adquirida
• Critério do menor preço. 
• Atentar para a importância da especificação minuciosa do 
produto, devido à variação da qualidade dos produtos no 
processo licitatório.
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Recepção e armazenamento
• Recepção após a compra e distribuição aos diferentes serviços é 
função do Almoxarifado.
• Este setor tem controle dos estoques e é ele que deflagra novo 
processo de compra quando chega o ponto de ressuprimento.
• Sistemas de distribuição (por cota, por tempo, por quantidade e 
tempo, distribuição diária conforme o consumo)
• Estoques nas unidades prejudicam o processo de compra, devido a 
“maquiarem” o ponto de ressuprimento. 
• Materiais em ponto de ressuprimento no Almoxarifado e com 
estoques nas unidades X Materiais em ponto de ressuprimento e em 
falta nas unidades.
Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: Fundação Hemocentro de Brasília – DF
Os objetivos da administração e gerenciamento de materiais em enfermagem estão relacionados e
contribuem para o alcance dos objetivos gerais das instituições, podendo ser classificados em
principais e secundários de acordo com a forma de contribuição para a instituição. Com relação a
esse tema, assinale a alternativa que indica os objetivos secundários do gerenciamento de materiais
em enfermagem.
a) Alcançar baixos custos de aquisição, manutenção, reposição e mão de obra.
b) Promover a rotatividade de estoques, estimular o treinamento e o aperfeiçoamento do pessoal.
c) Possibilitar a continuidade de fornecimento, garantir a qualidade dos materiais adquiridos e
promover boas relações com os fornecedores, bons registros e cadastros.
d) Garantir harmonia interdepartamental, economia, reciprocidade, atualização e melhoria da
qualidade
e) Realizar a padronização, a otimização do atendimento, a maximização de retornos e a
centralização de atividades.
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Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: Fundação Hemocentro de Brasília – DF
Os objetivos da administração e gerenciamento de materiais em enfermagem estão relacionados e
contribuem para o alcance dos objetivos gerais das instituições, podendo ser classificados em
principais e secundários de acordo com a forma de contribuição para a instituição. Com relação a
esse tema, assinale a alternativa que indica os objetivos secundários do gerenciamento de materiais
em enfermagem.
a) Alcançar baixos custos de aquisição, manutenção, reposição e mão de obra.
b) Promover a rotatividade de estoques, estimular o treinamento e o aperfeiçoamento do pessoal.
c) Possibilitar a continuidade de fornecimento, garantir a qualidade dos materiais adquiridos e
promover boas relações com os fornecedores, bons registros e cadastros.
d) Garantir harmonia interdepartamental, economia, reciprocidade, atualização e melhoria da
qualidade
e) Realizar a padronização, a otimização do atendimento, a maximização de retornos e a
centralização de atividades.
• O objetivo do gerenciamento de materiais na área da saúde não difere do das outras 
organizações e consiste em oferecer os recursos necessários ao processo produtivo 
com qualidade, em quantidades adequadas, no tempo correto e ao menor custo 
(Vecina Neto e Reinhardt Filho, 1998).
• São considerados objetivos primários do gerenciamento de materiais:
• alcançar baixos custos de aquisição, de manutenção,de reposição e de mão de obra;
• promover a rotatividade de estoques, estimular o treinamento e aperfeiçoamento do pessoal;
• possibilitar a continuidade de fornecimento;
• garantir a qualidade dos materiais adquiridos;
• promover boas relações com os fornecedores, bons registros e cadastros;
• realizar a padronização, otimização do atendimento, maximização de retornos, e centralização
de atividades.
• São considerados objetivos secundários:
• garantir harmonia interdepartamental, economia, reciprocidade, atualização e melhoria da
qualidade.
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT 20 ª REGIÃO (SE)Prova: Analista Judiciário 
Enfermagem
Cabe ao enfermeiro responsável por uma unidade de saúde assegurar os recursos 
materiais necessários em quantidade e qualidade para a realização das atividades 
inerentes ao setor. Desta forma torna-se necessário conhecer a classificação dos 
materiais, que está descrita abaixo.
I. Finalidade
II. Matéria-prima
III. Tamanho
IV. Função controle
V. Função da guarda
( ) pequeno, médio e grande.
( ) oxigenoterapia, cateterismo.
( ) plásticos, silicone, metais, vidro, tecido.
( ) material fixo, móvel ou circulante.
( ) perecível, inflamável, frágil, pesado, tóxico.
A correlação correta, de cima para 
baixo é:
a) III, II, I, IV e V.
b) III, I, II, IV e V.
c) III, I, II, V e IV.
d) III, II, I, V e IV.
e) III, IV, II, V e I.
Ano: 2016 Banca: UECECEV Órgão: Prefeitura de Amontada CE Prova: Enfermeiro
Considere as seguintes afirmações a respeito do gerenciamento de materiais 
em serviços de saúde:
I. A padronização de materiais oferece resultados compensatórios, tanto do 
ponto de vista econômico como do técnico, facilitando a previsão pela 
redução de itens.
II. A previsão de material hospitalar a ser comprado depende do consumo 
mensal, que é calculado somando-se o consumo médio mensal ao estoque de 
segurança.
III. É papel do enfermeiro participar do processo de gerenciamento de 
materiais, assessorando a área administrativa nos aspectos técnicos desses 
recursos.
IV. Para o gerenciamento de materiais, deve-se obedecer a uma sequência de 
ações: compra, recepção, armazenamento, programação, distribuição e 
controle.
É correto o que se afirma em
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Ano: 2016 Banca: UECECEV Órgão: Prefeitura de Amontada CE Prova: Enfermeiro
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III apenas.
c) II, III e IV apenas.
d) I e IV apenas.
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